Qualquer fã de cinema começaria esse texto afirmando que Alfonso Cuarón dispensa apresentações. Mas sabemos que isso não é verdade. No caso do leitor ou leitora que eventualmente não conheça o trabalho do diretor mexicano, temos aqui a oportunidade. Roma é o cartão de visitas perfeito para um artista brilhante.
Lançado em 2001, Os Outros contou com a estrela de Nicole Kidman e a trama a la Sessão da Tarde para se tornar um dos filmes de terror mais premiados daquela década. Kidman é Grace, mulher cujo marido está nos campos de batalha da 2ª Guerra Mundial. Ela mora em uma mansão isolada com os dois filhos e passa a testemunhar acontecimentos sobrenaturais após a chegada dos novos criados. Bird Box, produção da Netflix lançada no último dia 21, tem muito em comum com a obra de Alejandro Amenábar.
Anunciado em março pela Netflix e lançado em junho, o filme Alex Strangelove, dirigido por Craig Johnson, traz a história de Alex Truelove (Daniel Doheny), um jovem no último ano do ensino médio que namora Claire (Madeline Weinstein), mas começa a questionar seus sentimentos ao conhecer Elliot (Antonio Marziale). Pela Sinopse, se assemelha a qualquer filme adolescente de triângulo amoroso ou do garoto que achava ser hétero e se descobre gay. No começo do ano tivemos o lançamento do filme Com Amor, Simon, outra comédia romântica com temática LGBTQ+, seguindo a mesma linha de aceitação e descobertas. É óbvio que a indústria das produções cinematográficas está vendo a oportunidade de explorar essa temática e alcançar um público específico, mas existe um algo a mais: esses clichês são poderosos.
As detentas de Litchfield são levadas para a prisão de segurança máxima (Reprodução)
Guilherme Luis
Depois de 13 meses de espera, foi finalmente lançada a sexta temporada de Orange Is The New Black, uma das primeiras produções originais da Netflix. A série chegou com a pretensão de demonstrar como é realmente o sistema carcerário americano, principalmente, como é uma prisão feminina – dando espaço para momentos engraçados, mas recheados de crítica. A temporada chegou sem revelar muito do seu plot principal (e com pouca divulgação, se comparada aos anos anteriores) o que causou certo temor sobre quão investidos os produtores ainda estariam na história. Será que Orange é ainda a mesma excelente série que sempre fora?
Em um absurdismo cômico, o seriado extrapola metalinguagem e a inversão caricata de papéis (Foto: Reprodução)
Vitor Evangelista
Com o buzz político das denúncias de abuso de Hollywood, passando pelas declarações polêmicas do presidente Donald Trump, a primeira parte da 4a temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt discute feminismo e atualidades com propriedade. Calcada num roteiro ácido e com timing cômico impecável, a série de Tina Fey mais uma vez diverte mas sem nunca fazer deixar de refletir.
O filme pode ganhar uma continuação, dado o sucesso que tem feito (Divulgação)
Hanna Queiroz
Quando John Hughes roteirizou e dirigiu Clube dos Cinco (1985), ele não imaginava que o longa se tornaria uma referência para a onda de filmes high school posterior. Com o intuito estereotipar e discutir as questões que surgem na adolescência, Hughes criou personagens caricatos que passavam pela difícil fase do Ensino Médio. A Barraca do Beijo (2018) é o novo filme da Netflix e pretende nos transportar para essa época — e justamente atingir o público adolescente. Continue lendo “A Barraca do Beijo: entretenimento fácil tem seu charme”
Segunda temporada da série original Netflix explora ainda mais os traumas dos adolescentes protagonistas (Foto: Netflix)
Vitor Evangelista
Calcada em polêmicas e no retrato problemático de transtornos e distúrbios psicológicos: foi assim que 13 Reasons Why veio à tona. Após uma estreia provocativa e um final aparentemente fechado, o seriado retorna para um segundo ano na esperança de contar a versão de cada um dos “porquês” que levaram ao suicídio de Hannah Baker (Katherine Langford). Continue lendo “A desmistificação da verdade em 13 Reasons Why”
Em 2011, foi lançado no Youtube um piloto do que poderia ser a série 3% – hoje esse vídeo possui 260 mil visualizações. Os criadores, Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema, todos alunos da USP, não imaginavam que um um projeto amador se tornasse algo grande: primeira série nacional da Netflix, e uma das poucas atrações do catálogo que se propõe a tratar do assunto da luta de classes – hoje mais importante do que nunca, e tratado como algo passado e refutável.
Série adaptada dos livros de Lemony Snicket ganha continuação
Caroline Doms
A adaptação dos 13 livros de ficção de Daniel Handler, escritos sob o pseudônimo de Lemony Snicket, ganhou novos episódios na Netflix. Roteirizada pelo próprio escritor, Desventuras em Série traz um aspecto diferente do apresentado no filme. Enquanto este desespera o espectador e aborda de maneira rasa a narrativa dos livros, a série dedica mais tempo a cada livro. A produção original da Netflix aconselha o público a deixar de assistir os episódios o tempo todo. Isso ocorre porque não há nenhum fato que seja bom na história dos irmãos Baudelaire desde que perderam os seus pais em um incêndio misterioso.