Extermínio: A Evolução encontra beleza ao contemplar a morte

Aviso: O texto contém alguns spoilers

Cena do filme Extermínio: A Evolução Ao centro da imagem, existe uma pilha de crânios humanos reforçada por hastes de madeira horizontais. Ao fundo, há uma floresta densa e diversas colunas, também feitas de ossos. O céu está parcialmente nublado, compondo uma atmosfera sombria e perturbadora.
Danny Boyle e Alex Garland retornam para a franquia depois de 23 anos (Foto: Sony)

Marcos Henrique

Através do cenário político dos EUA nos anos 60 e de referências do folclore eslavo, George Romero, o ‘pai dos zumbis’, desenvolve conceitos que desenharam o que hoje conhecemos como apocalipse zumbi: um cenário onde os mortos se levantam de suas covas famintos por carne humana e sem nenhum resquício de humanidade. Apesar de, ao longo das décadas, o subgênero ter se modificado para algo muito mais ‘pipoca’ e focado no horror — o que não é negativo —, é importante lembrar que ele sempre foi rico em pautas sociais, procurando, em meio a um mundo dominado por seres canibais, criticar a sociedade materialista e, principalmente, o instinto de sobrevivência dos seres humanos, que os tornava tão violentos quanto aqueles que combatiam.

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Após cinco anos desde a estreia, a terceira temporada de Killing Eve ainda ressoa na memória

Cena de Killing Eve. Na imagem, duas moças jovens estão sentadas lado a lado em um salão de paredes vermelhas. À esquerda, está a personagem Villanelle, uma mulher branca que usa um terno com estampa rosa e azul. Com cabelos loiros, ela não usa acessórios e olha serenamente para o horizonte. À direita, está Eve Polastri, mulher de ascendência sul-coreana e cabelos escuros cacheados, que veste uma blusa preta de gola alta e mangas cumpridas. A personagem também olha para o horizonte, mas com feição preocupada.]
As respectivas performances em Killing Eve renderam um Emmy para Jodie Comer (Villanelle) e um Globo de Ouro para Sandra Oh (Eve Polastri) (Foto: BBC America)

Esther Chahin

Às ruínas de uma vila de beleza tocante no coração da Itália, o corpo de Eve se estilhaça no chão. Os planos de Villanelle (ou Oksana) de iniciar sua nova vida pacata ao lado da mulher que ama – se é que esse é o sentimento – se desfalecem. Por consequência, o olhar da assassina russa muda e, com isso, Polastri deixa de ser intocável. Esse é o terreno que a irreverente Emerald Fennell, principal showrunner da segunda temporada de Killing Eve, deixa para Suzanne Heathcote, quem a sucede no cargo. Em 2020, Jodie Comer e Sandra Oh se juntaram à Fiona Shaw (Carolyn Martens) e Kim Bodnia (Konstantin Vasiliev) e voltaram ao elenco da produção em uma nova leva de episódios que comemora o seu quinto aniversário em 2025. Continue lendo “Após cinco anos desde a estreia, a terceira temporada de Killing Eve ainda ressoa na memória”

Free Guy: Assumindo o Controle inicia a revolução dos personagens secundários

cena do filme Free Guy: Assumindo o Controle. Focalizado no centro e ocupando quase toda a imagem está Guy, um homem branco com cabelos e olhos castanhos; está deitado no chão de frente para a câmera, só é possível ver seu rosto (numa expressão melancólica), seus ombros e seus braços – sobrepostos embaixo de seu queixo, apoiando-o. Guy veste uma camisa social azul e um relógio preto no pulso esquerdo. Em desfoque, é possível ver duas janelas e uma luminária atrás de si, e muitos cacos de vidro ao seu redor.
Depois de viver o mesmo dia por tanto tempo, Guy decide abraçar a imprevisibilidade do seu mundo e ainda ser indicado ao Oscar 2022 (Foto: Disney)

Gabrielli Natividade da Silva 

Lançado em 2021 não somente nos cinemas, mas também na plataforma de streaming Star+, Free Guy: Assumindo o Controle chega e se mostra ser mais do que apenas um filme de videogame. Escrito por Matt Lieberman e Zak Penn, e dirigido e produzido por ninguém menos que Shawn Levy – responsável por um dos maiores sucessos da Netflix, Stranger Things –, o longa possui um roteiro interessante, um ritmo envolvente, um balanço perfeito entre comédia e ação, e, claro, efeitos visuais impressionantes que fazem qualquer um ter vontade de jogar o famoso Free City

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Killing Eve: a obsessão tem nome, rosto e voz na segunda temporada

(Foto: BBC America)

Gabriel Oliveira F. Arruda

Após uma estreia surpreendente em 2018, a série da BBC America, co-produzida pela AMC e exibida no Brasil pelo Globoplay retorna para mais uma temporada sangrenta, maníaca, chic e deliciosamente obsessiva.

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