Liga da Justiça carece de traços autorais e cai no ordinário

Filme relega a visão de Zack Snyder do Universo DC, mas tampouco é atraente como obra cinematográfica.

Lucas Marques

Dentre tantos defeitos que o primeiro longa-metragem da Liga da Justiça poderia ter, ele possui o pior: ser esquecível. Não há nada mais triste do que presenciar filmes eventos exorbitantemente caros serem tímidos e não despertarem fortes emoções. Também dirigido por Zack Snyder, o antecessor Batman v Superman é uma das obras mais esquizofrênicas que o mainstream já viu – objetivamente pior que Liga da Justiça -, mas ao menos se parece com um filme caro, capaz de gerar amor e ódio. Até hoje as pessoas discutem BvS. De Liga da Justiça não podemos esperar o mesmo. Continue lendo “Liga da Justiça carece de traços autorais e cai no ordinário”

Eis a Mulher Maravilha que temos esperado

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Maria Gabriela Zanotti

E em sua melhor versão. Representatividade, de fato, pode movimentar um público há muito adormecido e desinteressado por mais do mesmo – para quem nunca simpatizou com filmes de super-heróis, as duas horas e vinte minutos de Mulher Maravilha podem assustar. Continue lendo “Eis a Mulher Maravilha que temos esperado”

Dr. Estranho, mas nem tanto

Dr. Estranho

João Pedro Fávero

A nova empreitada da Marvel Studios não mostra nada de estranho em comparação aos outros filmes da produtora, apesar do título do filme. O enredo de Dr. Estranho mantém o padrão de uma história de origem de um super-herói, mas se encontra nos efeitos visuais e nas atuações de Tilda Swinton e Benedict Cumberbatch. Continue lendo “Dr. Estranho, mas nem tanto”

Esquadrão Suicida, spoiler: machismo é o super vilão

Camila Ramos

Muitos filmes usam as personagens femininas para trazer algum benefício aos personagens masculinos: deixá-los como heróis que salvaram a mocinha; mostrar sua superioridade perante a companheira; dar prazer (e apenas isso) e o último (e não estou dizendo que existem apenas esses) que trataremos aqui: entreter visualmente os espectadores masculinos.

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Esquadrão Suicida: vilões domesticados não mordem

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Galerinha do mal (Créditos: DC Comics/Warner)

Jefferson Garcia

Seja por questão estética ou escapismo moral, não é surpresa e nem mesmo demérito admitir que, muitas vezes, simpatizamos com vilões da ficção. Apesar de os desfechos das histórias (às vezes, de modo bem burocrático) quase sempre lhes trazerem punições, na maior parte do tempo estes personagens conseguem materializar, ainda que sob um prisma caótico, uma das maiores utopias humanas: a liberdade – de roubar, matar, se vingar e, o que talvez seja o mais atraente, não sentir um pingo de remorso por tudo isso.

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Quando as mulheres se tornam protagonistas de suas histórias

Mais necessário do que nunca, estão finalmente surgindo personagens femininas prontas para abrir discussões sobre violências .

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Danielle Cassita

Quantas vezes houveram personagens femininas liderando uma série? Poucas, possivelmente, se levarmos em conta a imensidão existente dessas produções. 

A Netflix ajudou a dar um ar mais otimista a esse quadro com Jessica Jones, heroína da Marvel. Na história, Jessica é traumatizada por um relacionamento abusivo que teve com o vilão Kilgrave, e segue seus dias tentando superar os fantasmas de seu passado e simplesmente levar uma vida mais tranquila sem depender tanto de seus poderes. Ela passa a trabalhar como investigadora em Nova York, mas os clientes que lhe aparecem logo a ligam de volta a Kilgrave. Continue lendo “Quando as mulheres se tornam protagonistas de suas histórias”

Batman – O Cavaleiro das Trevas III: mais um retrato da paranoia de Frank Miller

Continuação do quadrinho clássico começa bem, mas é logo barrado pela cruzada antiterrorista do autor.

Dark Knight III

Após uma sequência ruim de obras, Miller retorna a sua série mais conhecida. (Créditos: DC Comics)

Lucas Marques dos Santos

O primeiro Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, lançado em 1986, é um inegável marco nas histórias de quadrinhos ao situar os super-heróis em um ambiente político, de violência explicita e midiatizado. Junto com Watchmen, de Alan Moore, os quadrinhos de super-heróis começaram um movimento de conquista de um público que ia além do infanto-juvenil masculino já estabelecido. Hoje, 40 anos depois do original, O Cavaleiro das Trevas III está sendo publicado – por enquanto somente nos EUA com o título Dark Knight III: The Master Race. Entretanto muita coisa se passou e Frank Miller não é o mesmo. Continue lendo “Batman – O Cavaleiro das Trevas III: mais um retrato da paranoia de Frank Miller”