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	<title>Arquivos Holanda &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Corações Jovens não sabe nomear o amor, mas sabe senti-lo</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 15:46:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos Dirigido por Anthony Schatteman e presente na seção Novos Diretores, Corações Jovens (Young Hearts, no original) foi exibido na 1ª Mostrinha da 48ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo. Em meio à calmaria das paisagens rurais belgas, o filme é uma viagem ao que há de mais doce e confuso na vida: &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/coracoes-jovens-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Corações Jovens não sabe nomear o amor, mas sabe senti-lo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34391" aria-describedby="caption-attachment-34391" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34391" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-3-800x450.png" alt="Cena do filme Corações Jovens. Lou Goossens e Emilie de Roo compartilham um momento íntimo dentro de um carro. Emilie segura o rosto de Lou com ambas as mãos, olhando-o nos olhos com uma expressão de cuidado e afeto, enquanto Lou, um menino jovem, mantém um olhar sério e atento, sugerindo uma conversa emocional ou momento de conforto. A luz suave que entra pela janela reforça o tom de proximidade e ternura entre os dois personagens." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-3.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34391" class="wp-caption-text">O longa teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim (Foto: Polar Bear)</figcaption></figure>
<p><strong>Henrique Marinhos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Anthony Schatteman e presente na seção Novos Diretores, </span><i><span style="font-weight: 400;">Corações Jovens (Young Hearts</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original) foi exibido na 1ª Mostrinha da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em meio à calmaria das paisagens rurais belgas, o filme é uma viagem ao que há de mais doce e confuso na vida: a primeira vez que nos apaixonamos. Elias (Lou Goossens), um menino de treze anos, enfrenta as primeiras grandes emoções em um mundo que começa a se revelar mais amplo e, ao mesmo tempo, mais incerto. Atravessamos campos verdes e vemos o mundo pelos olhos dele, assim, sentimos suas descobertas – desde sua primeira desilusão até seu primeiro amor.</span></p>
<p><span id="more-34390"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário de sonhos e de luz suaves, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/luca-critica/"><span style="font-weight: 400;">linguagem do amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> é algo ainda sem forma. Elias não sabe o que é amar, mas sente em si algo que transborda. A chegada de Alexander (Marius De Saeger), seu novo vizinho e colega de classe, desperta nele um sentimento inédito e intenso, algo que faz seu coração bater diferente. Essa paixão nasce da simplicidade de estar ao lado do outro e da admiração que cresce em cada gesto ou olhar que os dois compartilham. O toque leve das mãos, os risos abafados, as pedaladas em uma tarde ensolarada; tudo é amor, mesmo que ele não saiba nomeá-lo assim.</span></p>
<figure id="attachment_34392" aria-describedby="caption-attachment-34392" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34392" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-10-800x450.png" alt="Cena do filme Corações Jovens. Lou Goossens e Marius de Saeger estão juntos ao piano, em uma cena que exala cumplicidade e curiosidade. Lou observa Marius com atenção enquanto ele toca, demonstrando interesse e admiração. A luz natural que entra pela janela ilumina o ambiente, criando uma atmosfera leve e serena, que destaca o vínculo e a troca de olhares entre os jovens." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-10-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-10.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34392" class="wp-caption-text">Corações Jovens se inspira na experiência pessoal do diretor Anthony Schatteman (Foto: Polar Bear)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há muitos momentos surpreendentes ao longo da produção. Poderíamos esperar alguma </span><a href="https://personaunesp.com.br/la-pampa-critica/"><span style="font-weight: 400;">tragédia devastadora</span></a><span style="font-weight: 400;">; o verdadeiro clichê contemporâneo de filmes do gênero. No entanto, a verdadeira surpresa aqui é a previsibilidade. </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Hearts </span></i><span style="font-weight: 400;">é um </span><i><span style="font-weight: 400;">Comfort movie</span></i><span style="font-weight: 400;"> em sua essência mais genuína. Sem desníveis, névoa e  curvas sinuosas. Vemos todo caminho a frente e seguimos pedalando vagarosamente até o final, enquanto aproveitamos a vista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Fotografia do filme, por Pieter Van Campe, dá vida à emoção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Corações Jovens</span></i><span style="font-weight: 400;">. A luz natural dos campos e o uso das sombras criam uma sensação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/de-volta-aos-15-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e fragilidade. Cada cena é enquadrada de modo a parecer memórias da nossa infância, borradas, sentimentais, inventivas e com total foco nas pessoas, suas falas e acontecimentos. O cenário é um mero coadjuvante, como acontece na própria mente ao guardarmos só o mais importante.</span></p>
<p><figure id="attachment_34393" aria-describedby="caption-attachment-34393" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34393" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-10-800x450.png" alt="Cena do filme Corações Jovens. Lou Goossens e Emilie de Roo compartilham um momento íntimo dentro de um carro. Emilie segura o rosto de Lou com ambas as mãos, olhando-o nos olhos com uma expressão de cuidado e afeto, enquanto Lou, um menino jovem, mantém um olhar sério e atento, sugerindo uma conversa emocional ou momento de conforto. A luz suave que entra pela janela reforça o tom de proximidade e ternura entre os dois personagens." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-10-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-10.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34393" class="wp-caption-text">A trilha sonora do filme foi composta por Ruben De Gheselle, que também trabalhou em Close (2022) [Foto: Polar Bear]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Com sensibilidade, a narrativa atravessa a jornada da primeira paixão em seus altos e baixos. Para muitos de nós, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/lgbtqia/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;">, descobrir o amor pela primeira vez não é só sobre o calor dos sentimentos e a alegria do novo; é também sobre confrontar o medo e a vergonha que a sociedade ainda nos impõe. E, se há algo que possa aquecer nossos corações e nos representar com dignidade, porque não fazê-lo? Clichês são o que são porque funcionam.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Corações Jovens</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma história sobre descobertas – sobre o amor em suas formas mais genuínas e conflitantes, a vergonha que nos prende, a coragem que nos liberta e o desejo de pertencimento que pulsa em quem está crescendo. O longa nos lembra que essa </span><a href="https://personaunesp.com.br/hoje-eu-quero-voltar-sozinho-critica/"><span style="font-weight: 400;">paixão adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;">, tão única e, ao mesmo tempo, tão compartilhada, é o que molda nossas primeiras escolhas e, por consequência, quem somos e quem queremos ser para nós ou alguém especial.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Young Hearts | Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/--4NOr0NFh4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A opressão do amor em Tudo Que Imaginamos Como Luz</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 20:00:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Vencedor do Grand Prix no Festival de Cannes, Tudo Que Imaginamos Como Luz chegou com muita expectativa na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, ao ponto de lotar as sessões. Dirigido por Payal Kapadia, o longa, que fez parte das seções Foco Índia e Competição Novos Diretores, fala sobre a opressão &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/tudo-que-imaginamos-como-luz-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A opressão do amor em Tudo Que Imaginamos Como Luz"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34387" aria-describedby="caption-attachment-34387" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34387" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-800x295.jpg" alt="Cena do filme Tudo Que Imaginamos Como Luz. A imagem está em plano detalhe, captando apenas do ombro para cima das personagens. No centro está Prabha observando algo que Anu está segurando. Ela está atrás de Anu. Anu está segurando e observando uma air fryer vermelha." width="800" height="295" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-800x295.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-1024x378.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-768x284.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-1536x567.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1-1200x443.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/all-we-imagine-as-light-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34387" class="wp-caption-text">Uma Noite Sem Saber Nada é o primeiro filme de Payal Kapadia (Foto: Petit Chaos)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grand Prix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Festival de Cannes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo Que Imaginamos Como Luz</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou com muita expectativa na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao ponto de lotar as sessões. Dirigido por </span><a href="https://midianinja.org/conheca-payal-kapadia-cineasta-indiana-vencedora-do-grand-prix-do-festival-de-cannes-2024/"><span style="font-weight: 400;">Payal Kapadia</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa, que fez parte das seções Foco Índia e Competição Novos Diretores, fala sobre a opressão do amor de diferentes formas nos grandes centros urbanos indianos.</span></p>
<p><span id="more-34386"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é baseada em duas mulheres, Prabha (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xsgRrgh5MH0"><span style="font-weight: 400;">Kani Kusruti</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Anu (</span><a href="https://www.instagram.com/divya_prabha__/"><span style="font-weight: 400;">Divya Prabha</span></a><span style="font-weight: 400;">), que dividem um apartamento e trabalham no mesmo hospital. A primeira é mais velha e está casada com um homem que precisou se mudar para a Alemanha a trabalho; a segunda é mais jovem e está namorando às escondidas com Shiaz (Hridhu Haroon). Esses relacionamentos guiam o filme, ao mesmo tempo em que são afetados pelo meio em que vivem: Mumbai. A cidade se torna um lugar de opressão, com a sociedade de olho nas duas e impondo o conservadorismo de maneira discreta. Nesse sentido, Anu não pode assumir seu romance com o namorado, que segue outra religião, e nem viver um amor mais liberal em relação ao sexo, já Prabha está </span><a href="https://feitoporelas.com.br/48a-mostra-de-sao-paulo-tudo-que-imaginamos-como-luz-all-we-imagine-as-light/"><span style="font-weight: 400;">presa</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao seu marido, quem ela não vê há mais de um ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Feita por Ranabir Das, a construção imagética sobre os espaços é muito interessante para reforçar essas ideias. Enquanto estão na </span><a href="https://cinemacomcritica.com.br/2024/05/all-we-imagine-as-light/"><span style="font-weight: 400;">cidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, a escuridão e o tom acinzentado tomam conta, com uma iluminação </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i><span style="font-weight: 400;">, por vezes, estouradas e uma imagem granulada que reflete o isolamento, a tristeza e o cansaço. Além disso, os espaços apertados geram uma sensação de claustrofobia e não permitem que as personagens saiam de suas respectivas situações. No momento em que a cenografia muda para a praia, a diretora mostra total controle da narrativa ao utilizar os mesmos elementos, porém, gerando emoções diferentes. Toda composição começa a permitir que Prabha e Anu possam se emancipar. O mar aberto, a iluminação clara e estourada na caverna e o espaçamento criam os sentimentos de liberdade e leveza.</span></p>
<figure id="attachment_34388" aria-describedby="caption-attachment-34388" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/All-We-Imagine-as-Light-2.jpg" alt="Cena do filme Tudo Que Imaginamos Como Luz. No fundo, uma quadra com vários garotos jogando futebol. O ambiente é escuro, com uma iluminação baixa. Mais próximo a câmera, como se fosse em um outro plano, estão Anu e Shiaz abraçados em frente a uma árvore. Anu veste uma roupa florida, com tons mais escuros. Shiaz veste uma roupa com tons azulados e detalhes em forma de árvore." width="640" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-34388" class="wp-caption-text">“Você terá que esperar até a noite para me ver. Mas agora, eu te mando beijos através das nuvens” (Foto: Petit Chaos)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A problemática do marido precisar trabalhar afastado da esposa para sustentar a família já era retratado desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NyEWAYw7Bog"><i><span style="font-weight: 400;">A Canção da Estrada</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1955)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">de Satyajit Ray. Contudo, Payal Kapadia prefere seguir um caminho diferente ao comparar esse amor esquecido de Prabha com o romance impossível de Anu. É no diálogo entre as duas relações que o longa ganha força. Enquanto a mais nova busca concretizar o seu romance de toda forma, a mais velha, magoada pelo sumiço de seu esposo, tenta proteger Anu dessa dor.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tudo Que Imaginamos Como Luz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme muito bonito em todos os sentidos. Talvez tenha sido um dos mais chamativos da seção Foco Índia, o que levou a Mostra a proporcionar, em uma das sessões no Espaço Petrobrás, um </span><a href="https://www.instagram.com/blocobollywood/"><span style="font-weight: 400;">Bloco Bollywood</span></a><span style="font-weight: 400;">, como forma de se aprofundar na cultura do país e homenageá-lo. Com o prêmio de Cannes em mãos é possível esperar que venham muito mais filmes de Payal Kapadia pela frente, trazendo novamente um pouco dos valores indianos para o resto do mundo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="All We Imagine as Light Trailer #1 (2024)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/TEL7GEkCUFQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Close nos aproxima da dor das rupturas</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 21:42:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Ceder a pressão social é fácil, quase um instinto do ser humano em busca de aceitação e, por vezes, sobrevivência. O ponto é que tudo pode ser desfigurado para que possamos caber nas caixas ditas como certas: roupas, cabelos e até mesmo os amores. Em Close, filme lançado em 2022 sob a direção &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/close-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Close nos aproxima da dor das rupturas"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30073" aria-describedby="caption-attachment-30073" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-1.jpeg" alt="Cena do filme Close. Rémi e Léo estão olhando um para o outro. Léo é um garoto branco loiro de olhos azuis, ele está vestindo uma camiseta branca e tem uma mochila azul marinho nas costas. Rémi é um menino branco de cabelos e olhos castanhos, ele veste uma camiseta bordô e usa uma mochila verde musgo. Ambos têm feições sérias" width="1024" height="564" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-1.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-1-800x441.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-1-768x423.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30073" class="wp-caption-text">Close é uma coprodução belga, holandesa e francesa, e concorre na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2023 (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ceder a pressão social é fácil, quase um instinto do ser humano em busca de aceitação e, por vezes, sobrevivência. O ponto é que tudo pode ser desfigurado para que possamos caber nas caixas ditas como certas: roupas, cabelos e até mesmo os amores. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme lançado em 2022 sob a direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2s_vL_9rFFY"><span style="font-weight: 400;">Lukas Dhont</span></a><span style="font-weight: 400;">, os protagonistas figuram o ato de cortar os laços mais profundos como se fossem uma linha fina &#8211; rompem-se com facilidade, mas ficam as pontas esfarrapadas. </span></p>
<p><span id="more-30070"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Léo (Eden Dambrine) e Rémi (Gustav de Waele) estão no início da adolescência e têm uma intimidade apaixonante construída, mas os olhos de terceiros tendem a ver as coisas sob lentes escuras, nubladas por estigmas. Os garotos se amam, sem rótulos definidos – não nos cabe força-los a mais enquadramentos –, é uma pena que em um mundo em que a </span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/"><span style="font-weight: 400;">masculinidade tóxica</span></a><span style="font-weight: 400;"> reina demonstrar ternura seja um sinal franco de vulnerabilidade. Assim, os toques, o cuidado e até o carinho se dissipam em tons cinzentos, movidos pelo desejo de se encaixar.  </span></p>
<figure id="attachment_30074" aria-describedby="caption-attachment-30074" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-2.jpg" alt=" Cena do filme Close. Na imagem estão Léo, Rémi e sua mãe, Sophie. Sophie é uma mulher branca de cabelos e olhos castanhos, ela está vestindo uma camiseta regata rosa pálido e olha para Léo. Léo é um menino branco de cabelos loiros e olhos azuis, ele veste uma camiseta amarelo bebê e retribui o olhar de Sophie. Rémi é um menino branco de cabelos e olhos castanhos, ele está vestindo uma camiseta verde escura e está deitado com a cabeça dos outros dois sobre sua barriga. Os três estão sorrindo" width="768" height="461" /><figcaption id="caption-attachment-30074" class="wp-caption-text">Close chega aos cinemas brasileiros no dia 02 de Março e marca presença na MUBI a partir de 21 de Abril (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">takes</span></i><span style="font-weight: 400;"> são ingênuos, leves e ensolarados. A câmera caminha em direção aos rostos dos meninos e podemos sentir o quanto aquela relação é especial. Eles têm 13 anos e estão começando um novo ano letivo na escola, ambiente em que as coisas começam a mudar. A aproximação dos meninos é julgada pelos colegas, termos </span><a href="https://gamarevista.uol.com.br/sociedade/debate-lgbtqia-escolas/"><span style="font-weight: 400;">homofóbicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> são ditos e isso basta para que a distância ganhe casa e, cada vez mais, seja possível entender como nada continua igual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de fotografia comandado por </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/frank-van-den-eeden"><span style="font-weight: 400;">Frank van den Eeden</span></a><span style="font-weight: 400;"> é primoroso, desde as luzes até a forma como os personagens e cenários são captados. Tudo é morfológico: habita a forma que a narrativa precisa. O enquadramento caminha com o afastamento dos protagonistas e, em certo momento, o foco deixa de repousar sobre suas faces para abrigar os elementos ao redor, conforme Léo e Rémi permitem a expansão desse mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de não fazer afirmações, um dos cernes do enredo – escrito por Dhont em parceria com Angelo Tijssens – é a homofobia, a forma como a exclusão de pessoas que sequer lembrem o universo</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-owl-house-critica/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> é naturalizada e capaz de gerar desgastes e mudanças. O protagonista não precisa de muito para passar a se policiar sobre a forma com a qual trata o amigo, o medo é um soldado cruel e invade sem bater na porta.</span></p>
<figure id="attachment_30071" aria-describedby="caption-attachment-30071" style="width: 1680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3.jpg" alt="Cena do filme Close.Na imagem, Rémi e Léo olham para uma colega de classe. Léo é um menino branco de cabelos loiros e olhos azuis, ele veste uma camiseta de manga longa na cor branca. Ao seu lado está Rémi, um menino branco de cabelos e olhos castanhos, ele veste uma blusa vermelha de mangas. Os dois encaram a colega que não aparece na foto." width="1680" height="838" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3.jpg 1680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-800x399.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-1024x511.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-768x383.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-1536x766.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-3-1200x599.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30071" class="wp-caption-text">Close fez parte da 24ª edição do Festival do Rio de 2022 (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuar a ver o filme é doloroso, uma experiência absolutamente devastadora com passe livre para fazer todos os sentimentos de alguém se desdobrarem. Nada precisa ser explícito ou violento para causar angústia, aqui os rumos da vida se mostram imprevisíveis e nada simplistas. Neste cenário sombrio e regado a lágrimas, a passagem dos dias ganha menos luz, paz e </span><a href="https://personaunesp.com.br/copo-vazio-critica/"><span style="font-weight: 400;">amor</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acima de qualquer coisa, </span><a href="https://www.wmagazine.com/culture/close-movie-director-lukas-dhont-interview"><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é sobre consequências e quebras. A narrativa explora em Léo e nos pais de Rémi, Sophie (Émilie Dequenne) e Peter (Kevin Janssens), o quanto os pedaços quebrados machucam. É possível ver no garoto a quebra da inocência e nos adultos os rumos perdidos a partir de uma ótica intimista e silenciosa. Afinal, os olhos são a janela para a alma e sobram para as palavras o plano secundário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor transpassa os limites da imagem e ver isso é desesperador, caso houvesse a possibilidade de adentrar a tela e acolher aqueles sentimentos qualquer pessoa o faria. Charlie (</span><a href="https://www.senscritique.com/film/Le_Rire_de_ma_mere/24613358"><span style="font-weight: 400;">Igor Van Diesel</span></a><span style="font-weight: 400;">) acaba sendo o personagem que mais gera essa identificação no público e seu cuidado com o irmão é afetuoso na medida exata. É com ele que vemos Léo ter as únicas reações positivas verdadeiramente sinceras depois do episódio do melhor amigo, as risadas e corridas no campo aquecem um pouco dos tons frios assumidos pela produção. </span></p>
<figure id="attachment_30072" aria-describedby="caption-attachment-30072" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4.jpg" alt="Cena do filme Close. Na imagem estão Léo, Charlie e o pai, Yves. Charlie tem cabelos loiros escuros e olhos azuis, ele veste uma blusa cinza de mangas sobreposta por um colete preto. Léo é um garoto loiro de olhos azuis, ele veste uma blusa preta de mangas sob um colete azul claro. Yves é um homem branco, careca de olhos azuis, ele veste uma blusa preta com um colete verde. Os três estão fazendo a colheita em um campo verde, vermelho e amarelo." width="1280" height="771" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4-800x482.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4-1024x617.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4-768x463.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Close-4-1200x723.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30072" class="wp-caption-text">Close é o segundo filme da carreira de Lukas Dhont, que já havia sido vencedor da principal premiação de Cannes em 2018 com Girl (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento emocionante não passou despercebido pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023 e o filme concorre na categoria de Melhor Filme Internacional. A disputa conta com os títulos </span><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nada de Novo no Front</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/argentina-1985-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Argentina, 1985</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">EO</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-menina-silenciosa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Menina Silenciosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além de estar cotado a estatueta da Academia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i><span style="font-weight: 400;"> competiu ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> na mesma modalidade e apareceu como indicação ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Filme Estrangeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-o-que-respira-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Maio de 2022, o longa-metragem agradou os críticos e arrebatou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Grand Prix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na ocasião, os direitos de distribuição da obra para o Reino Unido, Irlanda, América Latina, Turquia e Índia foram adquiridos pelo serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">MUBI</span></i><span style="font-weight: 400;">. A narrativa também mexeu com os membros</span><i><span style="font-weight: 400;"> National Board of Review</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ofereceram à produção o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. </span></p>
<figure id="attachment_30075" aria-describedby="caption-attachment-30075" style="width: 593px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Captura-de-tela-2023-03-01-183335.png" alt="Cena do filme Close. Na imagem está Léo olhando para baixo. Ele é um menino branco de cabelos loiros e olhos azuis, e veste uma camiseta amarela. Léo está no quarto de Rémi e está triste." width="593" height="335" /><figcaption id="caption-attachment-30075" class="wp-caption-text">Close apareceu no European Film Awards 2022, com indicações a Melhor Filme, Direção, Roteiro e Ator (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2023/01/awards-insider-lukas-dhont-close-interview"><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um retrato delicado e dilacerante de como as mudanças se instauram com uma força avassaladora. Sem precisar de apelo, a narrativa sangra em sua própria magnitude. Não é a intenção estabelecer culpados, mas mostrar os pequenos efeitos promovidos por atitudes aparentemente banais. Resta nas mãos de todos um cheque a assinar, mesmo quando isso é cruel e, sinceramente, injusto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez não tenhamos como mudar a estrutura, mas falar das dores proporcionadas por ela é um grande passo e a obra faz isso com excelência. O filme pode não ter um final feliz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pinoquio-guillermo-del-toro-critica/"><span style="font-weight: 400;">conto de fadas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas, ao contrário do que sua sinopse diz, é, sim, uma história de amor – já que esse sentimento faz parte de todo o enredo, seja na forma pura ou na que coleciona cicatrizes. Nem toda história de amor é feliz, mas só o fato de estar presente faz dele um dos grandes protagonistas. Assim, pode ser que amar nos deixe tão perto de sofrer quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Close</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deixa próximos das quebras. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Close | Official Trailer HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6EJGnU2AmV4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Um Homem: dores e masculinidade em pauta</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 17:51:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathan Nunes A premissa de Um Homem , que participa da Competição Novos Diretores da 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, é simples. Carlos (Dylan Felipe Ramiréz) quer comemorar o Natal junto de sua família, da qual ele é separado por viver em um abrigo para jovens no centro de Bogotá, na Colômbia. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/um-homem-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um Homem: dores e masculinidade em pauta"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28929" aria-describedby="caption-attachment-28929" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-1-6.jpg" alt="Cena do filme Um Homem. No centro da imagem, temos o ator Dylan Felipe Ramirez olhando sua reflexão em um espelho. Dylan é um jovem pardo, de cabelos pretos escuros, tatuagens perto das orelhas e olhos castanhos. Ele está vestindo uma jaqueta azul escura com detalhes em branco, em cima de uma camiseta também azul escura. O espelho é revestido de madeira marrom, provavelmente embutido a um guarda roupa da mesma cor. O cenário é uma parede esverdeada e desgastada. A cena acontece durante o dia. " width="1000" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-1-6.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-1-6-800x562.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-1-6-768x539.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28929" class="wp-caption-text">Um Homem é um dos participantes da 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo na Competição Novos Diretores (Foto: Cercamon)</figcaption></figure>
<p><b>Nathan Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Homem , </span></i><span style="font-weight: 400;">que participa da Competição Novos Diretores da 46ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/46a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema de São Paulo, é simples. Carlos (Dylan Felipe Ramiréz) quer comemorar o Natal junto de sua família, da qual ele é separado por viver em um abrigo para jovens no centro de Bogotá, na Colômbia. O problema é que cada um dos três integrantes está em um lugar diferente: sua mãe está distante e sua irmã trabalha como prostituta para pagar uma dívida que nem mesmo o jovem tem condições de quitar. Assim, acompanhamos o protagonista em seu dia a dia de angústia e sofrimento, forçado a se enquadrar em um perfil de masculinidade com o qual ele claramente não se identifica. </span></p>
<p><span id="more-28928"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Un Varón</span></i><span style="font-weight: 400;">, título original do filme, é uma coprodução entre Colômbia, França, Holanda e Alemanha. Além disso, é escrito e dirigido por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XpIrNz3O4jk"><span style="font-weight: 400;">Fabian Hernández</span></a><span style="font-weight: 400;">, em sua estreia na direção de Cinema. Como todo debute também é uma chance de conhecermos os talentos do futuro, o longa participou da Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes, tendo coletado elogios que se confirmam quando assistimos o projeto. Seu grande trunfo é como dedica grande parte de sua </span><i><span style="font-weight: 400;">misé-en-scene</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a imersão na psique e na realidade de Carlos. </span></p>
<figure id="attachment_28930" aria-describedby="caption-attachment-28930" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28930" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-2-1-scaled.jpeg" alt="Cena do filme Um Homem. No canto direito da imagem, temos o ator Dylan Felipe Ramirez apontando uma arma para o canto esquerdo da imagem, o que a preenche de maneira uniforme. Ele é um menino pardo vestindo um moletom azul ciano, de cabelos pretos escuros e cortados em estilo degradê, segurando uma arma de metal preta em suas mãos. Ao fundo, no centro, temos um outro ator não identificado, que é um homem também pardo de cabelos pretos escuros, vestindo uma jaqueta vermelha e amarela sob uma camisa preta. O cenário é de concreto ao fundo e algumas muretas pouco identificáveis. A cena acontece durante o dia. " width="2560" height="1073" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-2-1-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-2-1-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-2-1-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-2-1-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-2-1-1536x644.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-2-1-2048x858.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-2-1-1200x503.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28930" class="wp-caption-text">A necessidade de auto-afirmação pelo crime é discutida em Um Homem (Foto: Cercamon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, destacam-se elementos técnicos, como a fotografia de Sofia Oggioni. Sua câmera está quase sempre na mão ou presa naturalmente ao rosto de Carlos, usando e abusando dos </span><i><span style="font-weight: 400;">close-ups</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GSbibVorpJo"><span style="font-weight: 400;">ponto de vista subjetivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em grande parte das cenas, o fundo se desfoca, apenas para que vejamos o quanto o jovem está sozinho dentro daquele mundo, algo que também se reflete em enquadramentos específicos, como vários nos quais ele é posicionado sentado ou então muito pequeno em meio a um cenário grande que o engole. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, o </span><a href="https://cineuropa.org/en/newsdetail/425912/"><span style="font-weight: 400;">grande artifício</span></a><span style="font-weight: 400;"> técnico que </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Homem </span></i><span style="font-weight: 400;">tem a seu favor é a atuação principal de Dylan Felipe Ramirez. O menino consegue internalizar bem toda a angústia e sofrimento do protagonista em seu olhar quase sempre penoso, sua fala quase sempre meio engessada, sua postura que denota a todo momento um esforço para se encaixar em um contexto triste e desolador de violência e criminalidade. </span></p>
<figure id="attachment_28931" aria-describedby="caption-attachment-28931" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-3-scaled.jpeg" alt="Cena do filme Um Homem. No centro da imagem, temos o ator Dylan Felipe Ramirez, um menino pardo de cabelos pretos escuros, cortados em estilo degradê, com um desenho em formato da letra N no lado direito. Ele está vestindo uma regata preta. Ao fundo, temos o cenário da rua de uma cidade, com casas e edifícios comerciais e alguns prédios. A cena acontece durante a noite. " width="2560" height="1073" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-3-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-3-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-3-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-3-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-3-1536x644.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-3-2048x858.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-3-1200x503.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28931" class="wp-caption-text">O jovem Dylan Felipe Ramirez rouba a cena em Um Homem (Foto: Cercamon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe muita frieza no olhar do garoto, ou talvez uma que esconda sentimentos maiores e muito mais intensos. Infelizmente, também existe frieza no olhar de Hernández, ao passo que o filme pouco nos envolve no emocional daquela situação e mais parece um recorte básico do que um estudo de personagem propriamente dito. Ao menos, somos agraciados com a discussão constante do roteiro (de autoria do próprio diretor) sobre a masculinidade tóxica que permeia aqueles ambientes. Ambientes esses que separam os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wUUfPmLO-hk"><span style="font-weight: 400;">meninos dos homens</span></a><span style="font-weight: 400;"> de maneira hostil e triste, fazendo-os reprimir suas fraquezas para sobreviver. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim das contas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9bwvq_pZBzU"><i><span style="font-weight: 400;">Um Homem</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma produção competente, mas pouco memorável. Destaca-se mais pela atuação principal e pela orquestração coerente dos elementos técnicos com os temas-chave, do que por uma potência própria e marcante enquanto Cinema. Contudo, ainda é um tipo de produção a ser celebrada, por trazer para o público discussões pertinentes para o contexto atual, que certamente ultrapassam o projeto em si. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Male (Un varón) new clip official from Cannes Film Festival 2022 - 1/2" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cTk3ZTLEM2E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A segunda temporada de Drag Race Holland é gloriosa até em suas falhas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2021 17:16:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista RuPaul, por favor, está demais! Sem folga, a máquina Drag Race mastigou e nos entregou mais uma edição de sua infinita coleção de franquias. Dessa vez, é hora de analisar a segunda temporada de Drag Race Holland, uma das primas europeias do show. Setembro de 2021, mês de encerramento desse ciclo, foi histórico &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/drag-race-holland-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A segunda temporada de Drag Race Holland é gloriosa até em suas falhas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24973" aria-describedby="caption-attachment-24973" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vanessa.jpg" alt="Cena de Drag Race Holland, mostra a drag Vanessa Van Cartier com a Coroa e o Cetro nos braços. Ela é uma mulher branca, que usa tinta dourada no couro da cabeça, além de um visual de gladiadora na mesma cor." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vanessa.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vanessa-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vanessa-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vanessa-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vanessa-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vanessa-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24973" class="wp-caption-text">Vanessa Van Cartier é a vencedora da segunda temporada de Drag Race Holland (Foto: Videoland)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">RuPaul, por favor, está demais! Sem folga, a máquina </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> mastigou e nos entregou mais uma edição de sua </span><a href="https://draglicious.com.br/2021/08/16/drag-race-philippines-vem-ai/"><span style="font-weight: 400;">infinita coleção de franquias</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dessa vez, é hora de analisar a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das primas europeias do </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-setembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Setembro de 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, mês de encerramento desse ciclo, foi histórico para a comunidade trans, que assistiu a duas mulheres serem coroadas como as Próximas Super Estrelas </span><i><span style="font-weight: 400;">Drags</span></i><span style="font-weight: 400;">. Kylie bradou vitória na América, enquanto a Holanda foi o lugar do triunfo de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Vanessa_Van_Cartier"><span style="font-weight: 400;">Vanessa Van Cartier</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-24972"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mãe </span><i><span style="font-weight: 400;">drag </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Envy_Peru"><span style="font-weight: 400;">Envy Peru</span></a><span style="font-weight: 400;">, a vencedora do ano passado, Vanessa se tornou a terceira mulher trans vencedora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">, a primeira belga e a primeira mulher a ganhar na Europa. Um amor de pessoa, centrada, boa nos desafios e com visuais impecáveis na passarela, Cartier fez por merecer seu local no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall </span></i><span style="font-weight: 400;">das grandiosas, por mais que a temporada que a colocou lá sofreu um bocado com sabotagens, roubalheiras e julgamentos nada fundamentados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das primeiras mulheres trans a competir no antigo continente, Vanessa abriu o coração durante os oito extensos e intensos capítulos, ocasionalmente tomando os holofotes, por sua história de vida e sua posição quanto ao ódio que recebeu ao longo da transição, e o período das cirurgias. Protagonista nata de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;">, no episódio do </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Vanessa_Van_Cartier?file=VanessaVanCartierRootsLook.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Makeover</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (quando as meninas moldam alguém à sua imagem), Vanessa recebeu o parceiro como tela em branco e protagonizou uma das histórias de amor mais lindas captadas pelas câmeras da franquia de RuPaul.</span></p>
<figure id="attachment_24974" aria-describedby="caption-attachment-24974" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24974" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2.png" alt="Cena de Drag Race Holland, mostra a drag queen My Little Puny desfilando na passarela. Ela é branca, usa um capuz verde, da mesma cor que o acessório que envolve seu pescoço e a garrafa que leva nas mãos. O visual é complementado por um macacão cor de vinho e uma capa escura, e sapatos prateados." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24974" class="wp-caption-text">My Little Puny e Keta Minaj namoraram por anos, mas agora são melhores amigas e parecem ter aproveitado o tempo de competição ao lado uma do outra (Foto: Videoland)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem acabou com a medalha de prata foi a sempre polida </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/My_Little_Puny"><span style="font-weight: 400;">My Little Puny</span></a><span style="font-weight: 400;">. Competente e completa, o que acabou lhe tirando o Cetro e o cheque foi a falta de uma narrativa forte dentro da Corrida, o que, nos últimos anos, se mostrou um fator importantíssimo para a finalização do ciclo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. O pico de Puny aconteceu na passarela em que </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/My_Little_Puny?file=MyLittlePunyStatementsLook.jpg"><span style="font-weight: 400;">homenageou o pai</span></a><span style="font-weight: 400;">, um famoso cartunista holandês que faleceu por complicações do alcoolismo. Eternizada por uma interpretação carregada de paixão e dor da </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;">, a mensagem de cura e carinho do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi perpassada através da figura paterna da competidora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que Puny tinha de merecedora da Final, a terceira integrante do pódio tinha de ladra. A jovem </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Vivaldi"><span style="font-weight: 400;">Vivaldi</span></a><span style="font-weight: 400;">, embora trouxesse um ar de frescor para a arte </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;">, se mostrou indisciplinada e delinquente ao esconder um celular nas malas e usá-lo ao longo da competição, algo expressamente proibido pelas regras do programa. Quando confrontada pela futura vencedora Vanessa, Vivaldi perdeu o chão e borrou as calças, com medo da represália.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa que não veio de modo algum, já que o apresentador </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Fred_van_Leer"><span style="font-weight: 400;">Fred Van Leer</span></a><span style="font-weight: 400;"> deu bronca nela no palco, mas, mesmo assim, não lhe disse </span><i><span style="font-weight: 400;">Sashay Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, mantendo a trambiqueira no páreo. Sem o pulso firme de RuPaul (que anos atrás mandou </span><a href="https://draglicious.com.br/2018/06/06/willam-revela-o-verdadeiro-motivo-de-sua-expulso-da-s4-de-drag-race-e-outras-bombas/"><span style="font-weight: 400;">Willam</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das candidatas à Coroa, embora depois de burlar as regras), Fred e </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostraram na prática que estão longe da seriedade de Mama Ru. O que é uma pena, considerando que esse ano na Holanda demonstrou mais controle e noção de como sua Corrida das Loucas deve se moldar.</span></p>
<figure id="attachment_24975" aria-describedby="caption-attachment-24975" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24975" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3.jpg" alt="Colagem de 3 roupas da drag queen Vivaldi. Na primeira, ela usa vestido branco e maquiagem vermelha. Na do meio, usa cabelos pretos estilizados como orelhas do Mickey na cabeça e a roupa tem detalhes verdes e azuis futuristas. Na última foto, à direita, ela veste uma roupa branca e vermelha, com peruca alta." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24975" class="wp-caption-text">Vivaldi trabalhou como maquiadora de Fred durante a primeira temporada (Foto: Videoland)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Menos caótico que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-holland-critica/"><span style="font-weight: 400;">ano inicial</span></a><span style="font-weight: 400;">, 2021 escalou um elenco muito mais talentoso e carismático que antes, com tanto talento que a favorita ao prêmio teve de ser eliminada antes da Final, tudo para que o caminho de Cartier fosse fácil e brilhante com a trajetória de Dorothy pelas ruas de Oz. </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Keta_Minaj"><span style="font-weight: 400;">Keta Minaj</span></a><span style="font-weight: 400;">, a vencedora moral de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;">, viu seu favoritismo na forma de 3 insígnias ir pela descarga ao ser mandada embora em detrimento da permanência de Vivaldi que, reiterando, havia quebrado as regras de isolamento do programa na semana anterior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eliminada também contra Vivaldi, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Miss</span></i><span style="font-weight: 400;"> Simpatia </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Tabitha"><span style="font-weight: 400;">Tabitha</span></a><span style="font-weight: 400;"> começou a temporada mandando sinais confusos. De primeira, a veterana se mostrou contra a participação de uma mulher trans na Corrida, repetindo o </span><a href="https://dentrodomeio.com.br/colunas/especial/rupaul-transfobica/"><span style="font-weight: 400;">mesmo tipo de comentário</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a própria RuPaul destilava um par de anos atrás. Porém, a ilha de edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">parece ter apagado qualquer traço de preconceito nas filmagens do confessionário da </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;">, que embora fosse um tanto amarga com o elenco, encontrou o meio-termo entre o elogio e a crítica ácida.</span></p>
<figure id="attachment_24976" aria-describedby="caption-attachment-24976" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4.png" alt="Cena de Drag Race Holland, mostra a drag Keta Minaj abaixada na passarela, usando uma roupa bestial, com ilusão de carne viva na pele e uma cobertura monstruosa e branca, como uma fera, com chifres brancos." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24976" class="wp-caption-text">Sabendo balancear o humor banal que comanda Drag Race e passarelas estonteantes, Keta Minaj merece a Coroa de drag queen mais injustiçada de 2021 (Foto: Videoland)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua trajetória pode não ter sido a mais polida e consistente no quesito visuais, mas a diversidade artística do elenco da temporada dois fez bonito e não deixou faltar nenhum </span><i><span style="font-weight: 400;">“arquétipo drag”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nas passarelas, </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/The_Countess"><span style="font-weight: 400;">The Countess</span></a><span style="font-weight: 400;"> inspirava e surpreendia toda semana. Sua falta de habilidade na atuação e na comédia, todavia, acabou naufragando uma jornada mediana. Também empregada de Fred em 2020, a loira foi poupada em uma Dublagem nada inspirada contra Ivy-Elise Monroe, em mais uma das roubadas do apresentador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Salvando The Countess pelo histórico na competição, Fred mostrou ser mestre em usar </span><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-down-under-critica/"><span style="font-weight: 400;">dois pesos e duas medidas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando uma Keta Minaj, com 3 insígnias pesando no peito, foi eliminada perante uma desrespeitosa e cheia de críticas negativas Vivaldi, o </span><i><span style="font-weight: 400;">track record</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi fator determinante. Mas, quando a favorecida era uma colega sua, uma </span><i><span style="font-weight: 400;">drag </span></i><span style="font-weight: 400;">branca e magra, e a eliminada era uma das únicas competidoras asiáticas da franquia, a resposta foi mandar embora a segunda, dando desculpas esfarrapadas.</span></p>
<figure id="attachment_24977" aria-describedby="caption-attachment-24977" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24977 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5.png" alt="Cena de Drag Race Holland, mostra a drag queen Tabitha na passarela. Ele é branca, gorda, usa peruca rosa e vestido preto com escritas em branco. Ela come alguma coisa, com o alimento sendo mordido. No canto inferior esquerdo, vemos uma legenda escrito Tabitha e Bodyshaming." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24977" class="wp-caption-text">Eliminada injustamente contra alguém que quebrou as regras, Tabitha saiu aplaudida da competição (Foto: Videoland)</figcaption></figure>
<p><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Ivy-Elyse"><span style="font-weight: 400;">Ivy-Elise</span></a><span style="font-weight: 400;"> é da família de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Miss_Abby_OMG"><span style="font-weight: 400;">Miss Abby OMG</span></a><span style="font-weight: 400;">, competidora de 2020 e a primeira brasileira participante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim como sua parente, Ivy desapontou na performance e, o que Abby tinha de confiança, a irmã esbanjava em medo e temor. Afinal, boas Dublagens não salvam alguém que falha consecutivamente em todas as demais tarefas que o programa repassa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falha também manchou a segurança de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Love_Masisi"><span style="font-weight: 400;">Love Masisi</span></a><span style="font-weight: 400;">, filha </span><i><span style="font-weight: 400;">drag </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Vivacious?so=search"><span style="font-weight: 400;">Vivacious</span></a><span style="font-weight: 400;"> e primeira haitiana a competir em </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">, eliminando-a após uma performance nada cômica de Grace Jones no </span><i><span style="font-weight: 400;">Snatch Game</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para piorar, na hora de provar que sabia todas as palavras e se livrar da eliminação, Masisi insistiu em manter uma máscara que cobria o rosto, quase impossibilitando os jurados de avaliarem sua sincronia labial. Sem um momento</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=w6rv6Oj0Dkw"><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Valentina</span></a><span style="font-weight: 400;">, Fred anunciou, sem surpresas, que Love Masisi partiria da competição.</span></p>
<figure id="attachment_24978" aria-describedby="caption-attachment-24978" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6.jpg" alt="Cena de Drag Race Holland mostra a drag queen Love Masisi, Ela é negra, usa peruca roxa e um collant rosa. Presos a suas costas, estão duas berinjelas infláveis enormes. " width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24978" class="wp-caption-text">Única competidora negra desta temporada de Drag Race Holland, Love Masisi era injustamente colocada pelos jurados como acuada e perdida em meio à competição (Foto: Videoland)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A jovem </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Reggy_B"><span style="font-weight: 400;">Reggy B</span></a><span style="font-weight: 400;"> parecia ter fogo em suas performances energéticas, mas, diferente de The Countess e Vivaldi, a juventude e o estranhamento do ambiente competitivo acabaram eliminando-a logo na segunda semana. O posto de primeira exilada da ilha ficou com </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Juicy_Kutoure"><span style="font-weight: 400;">Juicy Kutoure</span></a><span style="font-weight: 400;">, presa na armadilha de um </span><i><span style="font-weight: 400;">Show de Talentos</span></i><span style="font-weight: 400;"> ruim. A mudança na habitual passarela de apresentação cultural (normalmente um </span><i><span style="font-weight: 400;">look </span></i><span style="font-weight: 400;">inspirado em sua cidade natal) deu um choque nas competidoras, forçadas a saírem da zona de conforto logo na estreia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um todo, a </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Drag_Race_Holland_(Season_2)"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Drag Race Holland</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> soube remendar os erros crassos de 2020. Ciente de seu papel dentro da franquia, o filhote de Fred Van Leer agora empolga pelos motivos certos (visuais de cair o queixo e humor pontual), por mais que a imparcialidade dos jurados acabe tostando a paciência de quem assiste mais uma das zilhões de séries que carregam o legado de RuPaul Charles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre um elenco que misturou a moçada com as experientes, sai coroada Van Cartier, alguém que, sem dúvidas, tem todas as ferramentas para usar essa plataforma para melhorar e muito o mundo artístico e também o social. Na Dublagem pela Coroa, ao som de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-nKThEYqz8o"><i><span style="font-weight: 400;">This Is My Life</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Shirley Bassey, a vida se curvou à poesia do amor. Vestida como uma guerreira Amazona, Vanessa celebrou a mulher que é, libertando-se de todas as violências impostas à ela e, no processo, sendo festejada, exaltada e eternizada.</span></p>
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		<title>Não existe uniformidade quando estamos Lidando com a Morte</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2021 19:05:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra  A morte deve ser o aspecto mais globalizado da experiência humana no planeta Terra. Universalmente particular, a única certeza da vida é sujeita à forma como nos estabelecemos no mundo antes dela, originando questões culturais, familiares, sociais, e também econômicas. O paradoxo se intensifica quando ela chega: seja no Oriente ou no Ocidente, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/lidando-com-a-morte-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Não existe uniformidade quando estamos Lidando com a Morte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23851" aria-describedby="caption-attachment-23851" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23851" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still2_Dealingwithdeath-copy-scaled.jpg" alt="Cena do documentário Lidando com a Morte." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still2_Dealingwithdeath-copy-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still2_Dealingwithdeath-copy-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still2_Dealingwithdeath-copy-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still2_Dealingwithdeath-copy-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still2_Dealingwithdeath-copy-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still2_Dealingwithdeath-copy-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still2_Dealingwithdeath-copy-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23851" class="wp-caption-text">O documentário Lidando com a Morte é parte da Competição Novos Diretores da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Witfilm)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A morte deve ser o aspecto mais globalizado da experiência humana no planeta Terra. Universalmente particular, a única certeza da vida é sujeita à forma como nos estabelecemos no mundo antes dela, originando questões culturais, familiares, sociais, e também econômicas. O paradoxo se intensifica quando ela chega: seja no Oriente ou no Ocidente, no hemisfério norte ou no sul, todos vivenciam <a href="https://revistas.ufpr.br/clio/article/download/40217/24580">uma mesma situação à sua própria maneira</a>. E essa é a única conclusão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lidando com a Morte</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos primeiros documentários exibidos nas cabines de imprensa da 45ª</span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;"> Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo.</span></p>
<p><span id="more-23850"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme holandês elege como personagem principal <a href="https://www.otempo.com.br/turismo/conheca-pijp-bairro-multicultural-e-efervescente-em-amsterda-1.2071072">a sociedade multicultural</a> de Amsterdã de um lado, e uma agente funerária de outro. A primeira é composta por grupos hindus, muçulmanos e ganeses, e a segunda é Anita Van Loon, funcionária responsável por um empreendimento ambicioso da empresa em que trabalha, que almeja construir o primeiro centro funerário multicultural da Holanda. A partir destes elementos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dealing with Death</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha a jornada longa que suas figuras principais desbravaram ao longo de 7 anos em busca da conciliação entre a população de uma cidade de diversidade efervescente e o interesse financeiro dos representantes de um <a href="https://periodicos.ufsc.br/index.php/cadernosdepesquisa/article/download/1201/4444/15895">capitalismo uniformizador</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de <a href="https://www.paulrigter.nl/">Paul Sin Nam Rigter</a> e a montagem de Noud Holtman entregam o contraste da história desde o início. Aos primeiros minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lidando com a Morte</span></i><span style="font-weight: 400;">, o documentário acompanha a preparação para um rito religioso de luto, realizado por pessoas que estão em estado profundo de lamentação. Então, de forma abrupta, o filme nos coloca dentro da funerária, onde Anita recepciona a câmera de forma solícita e gentil. </span></p>
<figure id="attachment_23852" aria-describedby="caption-attachment-23852" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23852" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still1_Dealingwithdeath-copy-scaled.jpg" alt="Cena do documentário Lidando com a Morte." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still1_Dealingwithdeath-copy-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still1_Dealingwithdeath-copy-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still1_Dealingwithdeath-copy-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still1_Dealingwithdeath-copy-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still1_Dealingwithdeath-copy-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still1_Dealingwithdeath-copy-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still1_Dealingwithdeath-copy-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23852" class="wp-caption-text">O filme foi premiado como Melhor Documentário Holandês no IDFA 2020, o Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (Foto: Witfilm)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ali, aliás, é onde o filme vai permanecer por um tempo, acompanhando o dia a dia de Anita no planejamento do novo projeto &#8211; e ainda não é do nosso conhecimento, mas ele tem tudo a ver com a cena que toma o prelúdio de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lidando com a Morte</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não demora para conhecermos parte do processo e entendermos assim quais são os objetivos de cada instância retratada no filme, já que alguns minutos depois de percorrer a empresa atrás da funcionária, somos colocados junto de Van Loon num encontro com um grupo de representantes religiosos e demais membros da empresa para discutir sobre seus <a href="https://centralsantacasa.com.br/funerais-em-diferentes-culturas/">processos funerários</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A roda de conversa composta por empresários brancos e representantes religiosos não-brancos faz com que os próximos 74 minutos pareçam óbvios para todos, menos para Anita. A funcionária se envolve com a ideia romântica do projeto de abarcar a diversidade cultural da cidade e com o processo de pesquisa para a sua realização, que inclui visitas amistosas aos centros religiosos para entender como cada <a href="https://history.uol.com.br/historia-geral/assim-e-morte-de-acordo-com-diferentes-culturas">cultura se comporta diante da morte</a> e compreender suas necessidades no que diz respeito a viver este momento como imigrantes em Amsterdã. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as negociações do empreendimento e a pesquisa de campo de Anita, a narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lidando com a Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> não encontra nenhuma constância. O único fio parece ser a morte, que por sua vez, é sempre é um assunto presente mas nunca o ponto principal. Essa construção cria um clima de espera pelo momento em que a razão de tudo ali irá assumir o protagonismo do filme. E quando ele vem, trabalha apenas para reforçar <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/como-diferentes-culturas-vivenciam-a-morte-e-o-luto/">as diferenças</a> que existem entre os aspectos abordados pelo documentário, que se destacam no paralelo síncrono que o filme constrói entre um rito fúnebre do povo ganês local e o velório do próprio pai de Anita.</span></p>
<figure id="attachment_23853" aria-describedby="caption-attachment-23853" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23853" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still4_Dealingwithdeath-copy-scaled.jpg" alt="Cena do documentário Lidando com a Morte" width="2560" height="1072" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still4_Dealingwithdeath-copy-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still4_Dealingwithdeath-copy-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still4_Dealingwithdeath-copy-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still4_Dealingwithdeath-copy-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still4_Dealingwithdeath-copy-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still4_Dealingwithdeath-copy-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/still4_Dealingwithdeath-copy-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23853" class="wp-caption-text">Lidando com a morte é o primeiro documentário em longa-metragem do cineasta coreano-holandês Paul Sin Nam Rigter (Foto: Witfilm)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lidando com a Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> se coloca na companhia de quem <a href="https://personaunesp.com.br/a-caminho-da-lua-critica/">sente o luto</a> e processa a morte com tudo o que tem direito, capturando desabafos doloridos de quem acredita que o ente querido está em um lugar melhor, mas que também entende como ninguém a dimensão da sua ausência. Compreendendo a profundidade do rito e seus significados culturais e simbólicos, o documentário também sabe registrar os ritos que surgem a partir da morte como símbolos de florescimento cultural em solo estrangeiro, de <a href="https://personaunesp.com.br/minari-critica/">manutenção das raízes</a> longe de casa e de conexão com seus similares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois, chega o momento de Anita, de fato, <a href="https://personaunesp.com.br/a-ghost-story-critica/">lidar com a morte</a>. E este também é o momento em que o documentário cria seu valor em significado. O pai da protagonista do filme se foi, depois que ela se envolve com os processos fúnebres das outras culturas e planeja de forma descomplicada o dia com o próprio em vida. Enquanto ela reflete sobre o que o luto do pai significou para ela, a personagem também enfrenta outro fim: o do projeto onde ela depositou tanta dedicação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O final é como o já calculado: a empresa não enxergava o mesmo valor no centro funerário multicultural e muito menos conservava apreço pelo trabalho de Anita, que ia na direção oposta à que os interesses financeiros apontavam. Na inauguração do projeto que levou sete anos e muito envolvimento emocional para ser desenvolvido, ela não está lá. Assim é que as inconstâncias de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lidando com a Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> se entrelaçam no final ao mostrar que <a href="https://aodisseia.com/lidando-com-a-morte-critica/">não existe conciliação em diferentes interesses</a>. O sistema econômico que rege quase todo o mundo não consegue lidar com as particularidades de cada um, e assim, a máquina imparável do capitalismo só pode continuar se for de maneira uniforme. Essa deve ser a face mais universal da morte. E temos de lidar com ela.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="trailer Dealing with Death" src="https://player.vimeo.com/video/445598270?dnt=1&amp;app_id=122963" width="840" height="352" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write"></iframe></div>
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		<title>Cineclube Persona – Setembro de 2021</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2021 20:26:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mês de setembro sediou a 73ª edição do Emmy, e a cobertura do Persona comentou sobre incontáveis produções indicadas e vencedoras do prêmio mais importante da Televisão, além de conteúdos com informações sobre as categorias e quem ficou de fora. Mas nem só de tapete vermelho vive um mês, e chegou a hora de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-setembro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Setembro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23631" aria-describedby="caption-attachment-23631" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23631 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cineclube-wordpress-setembro.jpg" alt="Arte retangular horizontal azul-metálico com o olho do persona centralizado, com a íris no mesmo tom de azul. No canto superior esquerdo está escrito &quot;cineclube&quot; em branco e embaixo &quot;persona&quot; em branco com texto vazado. No canto inferior direito está escrito &quot;setembro de 2021&quot; com letras pretas. Ao longo da imagem vemos quatro quadros de moldura preta com fotos de Simu Liu (homem amarelo, canadense de origem chinesa), Carla Diaz (mulher branca) e Leonardo Bittencourt (homem branco), Asa Butterfield (homem branco) e Mimi Keene e Andy Samberg (homem branco) e Andre Braugher (homem negro). " width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cineclube-wordpress-setembro.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cineclube-wordpress-setembro-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cineclube-wordpress-setembro-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23631" class="wp-caption-text">Destaques de Setembro de 2021: Shang-Chi, 8ª temporada de Brooklyn Nine-Nine, 3ª temporada de Sex Education e A Menina que Matou os Pais (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Marcela Zogheib)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O mês de setembro sediou <a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/">a 73ª edição do </a></span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a cobertura do Persona comentou sobre incontáveis produções <a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-indicados-ao-emmy-2021/">indicadas</a> e <a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-vencedores-do-emmy-2021/">vencedoras</a> do prêmio mais importante da Televisão, além de conteúdos com informações sobre as categorias e quem ficou de fora. Mas nem só de tapete vermelho vive um mês, e chegou a hora de comentar sobre as novidades de setembro no Cinema e na TV.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grandes nomes do Cinema marcaram presença em lançamentos. A começar por </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-pontes-de-madison-critica/"><span style="font-weight: 400;">Clint Eastwood</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, no auge dos seus 91 anos, dirigiu e estrelou o filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kN3Am38GWHo"><i><span style="font-weight: 400;">Cry Macho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado nos cinemas e no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano, trazendo uma perspectiva diferente de antigos papéis de sua carreira. Temos também</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nqHhvQp-BP0"><i><span style="font-weight: 400;">My Son</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> com a vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> Claire Foy e James McAvoy, que filmou o longa inteiramente sem ler o roteiro, experienciando todos os momentos junto à audiência, acompanhando a investigação do desaparecimento do filho do casal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">também foi o palco de Ryan Reynolds, Taika Waititi e Joe Keery, que compõem o elenco recheado de estrelas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CMynkj1qAYo"><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A história de aventura conta a história de Guy, um caixa de banco que descobre ser um personagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">. Indo da comédia para o mistério, M. Night Shyamalan dirige Gael Garcia Bernal, Eliza Scanlen e outros grandes atores no longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=klBqUiUFVhw"><i><span style="font-weight: 400;">Tempo </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Old)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sobre uma praia deserta onde os visitantes envelhecem repentinamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para já ir se preparando para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">, os lançamentos de terror chegam em peso. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3HvFpn5kVlI"><i><span style="font-weight: 400;">Candyman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido pelo Jordan Peele e dirigido por Nia DaCosta, propõe uma volta ao clássico do gênero, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0yiRxOgkjGM"><i><span style="font-weight: 400;">Maligno</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, novo filme de James Wan,  presta homenagem ao Cinema de Terror.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, traz opções para todos os gostos, lançando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LtrS34nUGyQ"><i><span style="font-weight: 400;">Kate</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme de ação protagonizado por Mary Elizabeth Winstead, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Nae_O4XlZp0"><i><span style="font-weight: 400;">Confissões de uma Adolescente Excluída</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, comédia baseada na obra de mesmo nome de Thalita Rebouças. Na onda de filmes sobre adolescência, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qsSi3EicQDQ"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Nome é Badgá</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega aos cinemas trazendo uma perspectiva diferente dessa fase, pelos olhos de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">skatista </span></i><span style="font-weight: 400;">de 17 anos da periferia de São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Amazon </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> também chegou forte esse mês, com as duas partes que acompanham o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KyhQNjR7zy4"><span style="font-weight: 400;">julgamento do caso Richthofen</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Menino que Matou Meus Pais</span></i><span style="font-weight: 400;">, contando a versão de Suzane, interpretada por Carla Diaz, e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Menina que Matou os Pais</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhando a perspectiva de seu namorado, Daniel Cravinhos. Além desses, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_fiCdELSwwI"><i><span style="font-weight: 400;">The Voyeurs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inspirado em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Janela Indiscreta</span></i><span style="font-weight: 400;">,  entra no catálogo do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;">, estrelando Justice Smith e Sydney Sweeney.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apostando na música, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime</span></i><span style="font-weight: 400;"> também traz uma repaginada da clássica história de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T1NeHRuPpoM"><i><span style="font-weight: 400;">Cinderella</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com </span><i><span style="font-weight: 400;">covers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de músicas <i>pop</i> interpretadas por sua protagonista Camila Cabello. E a terceira edição do desfile da Rihanna, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OSd9ps8mE3k"><i><span style="font-weight: 400;">Savage X Fenty Show Vol. 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, coloca grandes nomes nas passarelas, como Troye Sivan, Thuso Mbedu, e Symone e Gottmik de </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. E falando de </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kDZtqRtouJ0"><i><span style="font-weight: 400;">Todos Estão Falando Sobre Jamie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta, através de um musical, a jornada de um garoto que quer se tornar </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música ficou por conta de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5GJWxDKyk3A"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish e </span><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever: Uma Carta de Amor para Los Angeles</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que acompanha um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">da artista, além de trazer uma animação através de suas canções. E quando podemos ensaiar uma volta aos cinemas com a </span><a href="https://g1.globo.com/saude/coronavirus/vacinas/noticia/2021/10/04/vacinacao-contra-a-covid-94-milhoes-estao-totalmente-imunizados-147-milhoes-tomaram-a-primeira-dose.ghtml"><span style="font-weight: 400;">vacinação</span></a><span style="font-weight: 400;"> avançando na nossa população &#8211; e mantendo o uso de máscaras, não custa reforçar -, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> está de volta às telonas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UQzDFF8xN3c"><i><span style="font-weight: 400;">Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro filme com um herói asiático do estúdio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na TV, </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race All Stars 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> coroa, pela primeira vez, uma mulher trans, a vencedora Kylie Sonique Love. Enquanto isso, a segunda temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> europeu </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou repleto de brigas e reviravoltas (e também deu o prêmio à uma mulher trans).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Representando os documentários, </span><i><span style="font-weight: 400;">Controlling Britney Spears</span></i><span style="font-weight: 400;">, a continuação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/framing-britney-spears-a-vida-de-uma-estrela-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Framing Britney Spears</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, saiu de surpresa. Mais uma vez produzido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, o programa continua destrinchando a delicada situação vivida pela princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Setembro também foi o mês de despedida de algumas séries. A oitava e última temporada da amada </span><a href="https://personaunesp.com.br/brooklyn99-7a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Nine-Nine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem com mudanças motivadas pelos protestos contra violência policial e o movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Lives Matter</span></i><span style="font-weight: 400;">. E na Netflix, </span><a href="https://personaunesp.com.br/lucifer-5a-temp-parte-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lúcifer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entrega sua 6ª temporada com um final cheio de significados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os fãs de comédia romântica,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=--bQ-aJP5Vs"><i><span style="font-weight: 400;">Sen Çal Kapimi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sensação da TV turca,</span> <span style="font-weight: 400;">lança a sua segunda temporada. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> também vem com grandes sucessos em setembro. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=POkrsNVkGNk"><i><span style="font-weight: 400;">Reservation Dogs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzida por Taika Waititi e original do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX</span></i><span style="font-weight: 400;">, conta a história de jovens nativo-americanos que querem deixar a reserva onde vivem. Além dela, a minissérie </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ot0hyRszomg"><i><span style="font-weight: 400;">Nine Perfect Strangers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz Nicole Kidman, Melissa McCarthy, Regina Hall e outros atores conhecidos de Hollywood em uma trama paradisíaca e bem misteriosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Animações também integraram o elenco de lançamentos de séries do mês. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sw5zp8817i4"><i><span style="font-weight: 400;">Monstros no Trabalho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Monstros S.A</span></i><span style="font-weight: 400;">., mostra a vida de um jovem monstro recém formado que precisa se adaptar ao novo funcionamento da fábrica, que agora faz as crianças rirem. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bqrC1Y1dRgI"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Visions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma série de antologia em formato de curtas feita por estúdios de anime, brinca com o universo da franquia de George Lucas, enquanto </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/225094-rick-and-morty-10-questoes-6-temporada-deve-responder.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Rick &amp; Morty</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, chega com sua 5ª temporada explorando ainda mais a conturbada relação de seus protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> não brincou em setembro, e além dos filmes, o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">trouxe muitas séries, começando por </span><i><span style="font-weight: 400;">Q-Force</span></i><span style="font-weight: 400;">, que acompanha um espião gay e sua equipe LGBTQIA+. Retornam </span><i><span style="font-weight: 400;">Sangue e Água, </span></i><span style="font-weight: 400;">depois do sucesso da primeira temporada, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ccp8T3Me4f4"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> que chega em sua terceira temporada com novas questões a serem discutidas, e com o primeiro personagem não-binárie da série, interpretado por Dua Saleh. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> também tem bastante conteúdo pra quem gosta de ação: o volume 1 da parte final de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pK1cWze6ozY"><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das séries mais famosas da produtora, chega com episódios intensos e um desfecho surpreendente. Além de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ncra_hUVtMM"><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">produção coreana que é a febre do mês. Perto de assumir o posto de série mais assistida da plataforma, a história acompanha pessoas competindo em um jogo de sobrevivência por um prêmio milionário. </span><span style="font-weight: 400;">Por fim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cspyDWJfly8"><i><span style="font-weight: 400;">Missa da Meia-Noite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: o novo terror dramático de Mike Flanagan, cheio de tensão e religião. Tudo isso e muito mais você confere no </span><b>Cineclube de Setembro de 2021</b><span style="font-weight: 400;">, sob a curadoria da </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> e de seus </span><b>Colaboradores</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-23337"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_23595" aria-describedby="caption-attachment-23595" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23595" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/shang.jpg" alt="Cena do filme Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. A cena mostra 3 pessoas asiáticas em pé, usando roupas de guerra e olhando para frente com expressões de medo." width="2048" height="858" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/shang.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/shang-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/shang-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/shang-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/shang-1536x644.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/shang-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23595" class="wp-caption-text">Com 2 cenas pós-créditos, Shang-Chi esquenta expectativas para o futuro da Marvel, e novembro já está aí, com a estreia dos Eternos de Chloé Zhao (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings, Destin Daniel Cretton)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem diria que uma nova história de origem no abarrotado </span><i><span style="font-weight: 400;">Universo Cinematográfico da Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> poderia ser tão proveitosa e ter tanto a dizer? Depois de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pantera Negra</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abrir as portas para que os heróis abracem a </span><a href="https://gq.globo.com/Cultura/noticia/2021/09/shang-chi-lenda-dez-aneis-filme-marvel-racismo-representatividade-diversidade.html"><span style="font-weight: 400;">diversidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> frente e atrás das câmeras, a aventura solo de Shang-Chi (Simu Liu) chega depois de uma </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/03/shang-chi-e-a-lenda-dos-dez-aneis-e-adiado-para-setembro/"><span style="font-weight: 400;">porção de adiamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em decorrência da pandemia. Sob o comando de Destin Daniel Cretton, o longa que coloca a China no foco e as artes marciais como inspiração consegue mais do que apenas expandir a megalomaníaca Casa de Ideias de Kevin Feige.</span></p>
<p><a href="https://vejasp.abril.com.br/blog/filmes-e-series/simu-liu-shang-chi-marvel/"><span style="font-weight: 400;">Simu Liu</span></a><span style="font-weight: 400;"> é gracioso em cena como o personagem titular, e convence no humor e na ação, com destaque para as dezenas de sequências eletrizantes que recheiam as mais de duas horas de rodagem. Ao seu lado, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/shang-chi-e-diferente-de-outros-blockbusters-diz-awkwafina-katy-no-filme/"><span style="font-weight: 400;">Awkwafina</span></a><span style="font-weight: 400;"> brilha como sempre o faz, recebendo todo o destaque possível. Sua Katy é desbocada, hilária, destemida e, o mais importante entre um mar de super seres, extremamente humana. Sem a necessidade de encaixar um romance no longa, a direção de Cretton, que está entre os 3 roteiristas creditados, não se preocupa em ticar todas as caixas que uma origem de super-herói costumeiramente tem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que estão presentes tropos conhecidos: o pai malvado Xu Wenwu (com louvor interpretado pelo lendário </span><a href="https://br.ign.com/shang-chi-1/92570/feature/shang-chi-wenwu-entrevista-tony-leung"><span style="font-weight: 400;">Tony Chiu-Wai Leung</span></a><span style="font-weight: 400;">), a irmã fodona Xialing (papel da irresistível </span><a href="https://cinebuzz.uol.com.br/noticias/cinema/eu-me-lembro-do-primeiro-dia-em-que-pisei-no-set-foi-magico-para-mim-conta-menger-zhang-de-shang-chi.phtml"><span style="font-weight: 400;">Meng&#8217;er Zhang</span></a><span style="font-weight: 400;">), a tia experiente e batalhadora Ying Nan (vivida por outra lenda, </span><a href="https://estacaonerd.com/shang-chi-michelle-yeoh-afirma-finalmente-teremos-nossa-representacao-na-marvel/"><span style="font-weight: 400;">Michelle Yeoh</span></a><span style="font-weight: 400;">) e até o cômico “Mandarim original”, Trevor Slattery (</span><a href="https://ovicio.com.br/chefe-da-marvel-studios-explica-retorno-de-ben-kingsley-em-shang-chi/"><span style="font-weight: 400;">Ben Kingsley</span></a><span style="font-weight: 400;">). A história é simples: Shang-Chi se mete em confusões, viaja para um lugar mitológico e quebra pau com o pai, cercado por todo tipo de criatura imaginável. No ano em que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">cresce sua força</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a TV (e lança no </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">um </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">erro datado</span></a><span style="font-weight: 400;">), </span><i><span style="font-weight: 400;">Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis</span></i><span style="font-weight: 400;"> serve diversão, perigo, amizade e um </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/shang-chi-ultrapassa-us-250-milhoes-mundiais,1367967b97cc9a08dcbcef94bdcf0e9evgjfnstu.html"><span style="font-weight: 400;">filme digno para a volta aos cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_23672" aria-describedby="caption-attachment-23672" style="width: 2081px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23672" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/star-crossed.jpg" alt="Cena de star-crossed: the film. A imagem mostra um grupo de amigas no meio de uma rua, durante a noite, em frente à uma igreja antiga. O grupo de amigas está de costas para a câmera, que fotografa de frente a igreja. Todas elas usam roupas extravagantes e coloridas, abraçando a personagem de Kacey Musgraves ao centro, vestida de noiva. A igreja é pequena e branca, com a pintura descascando, e tem uma porta no meio e janelas nas laterais, por onde brilha uma luz alaranjada. Na frente da igreja, em uma calçada de pedras, existe uma árvore." width="2081" height="1169" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/star-crossed.jpg 2081w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/star-crossed-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/star-crossed-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/star-crossed-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/star-crossed-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/star-crossed-2048x1150.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/star-crossed-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23672" class="wp-caption-text">Imagina Kacey Musgraves entoando uma canção já interpretada por <a href="https://personaunesp.com.br/falso-brilhante-45-anos/">Elis Regina</a>? A era star-crossed realiza esse desejo (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>star-crossed: the film (Idem, Bardia Zeinali)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O retorno triunfal de Kacey Musgraves ganha novas dimensões no filme que acompanha o novo disco da artista. Se em </span><a href="https://open.spotify.com/album/6y9LbrjY2TpaLvtbE7FTkc?si=eL9_fD2wSrW5gxz3Og87zg&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">star-crossed</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ela desmancha, analisa e compreende as camadas de seu </span><a href="https://portalpopline.com.br/kacey-musgraves-lanca-album-star-crossed/"><span style="font-weight: 400;">coração partido</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">star-crossed: the film</span></i><span style="font-weight: 400;">, todo o processo que </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/11/quem-e-kacey-musgraves-que-ganhou-o-grammy-desafiando-os-tabus-do-country.htm"><span style="font-weight: 400;">a vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Álbum do Ano de 2019 realiza em seu novo disco é materializado, dando concretude ao que ela chama de “</span><i><span style="font-weight: 400;">uma tragédia moderna em três atos</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não era para menos, afinal, um filme baseado na intensidade emocional e maestria musical de Kacey. Quase como um álbum visual, a narrativa da obra tem um início de tirar o fôlego ao som de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ah4r5XjBNRo"><i><span style="font-weight: 400;">star-crossed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando pela acidez de </span><i><span style="font-weight: 400;">good wife</span></i><span style="font-weight: 400;">, mágoa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=i-0PaQanGBc"><i><span style="font-weight: 400;">justified</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e ressentimento de </span><i><span style="font-weight: 400;">camera roll,</span></i><span style="font-weight: 400;"> até chegar na recuperação expressa em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vRCgBRL0NUo"><i><span style="font-weight: 400;">there is a light</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que encaminha um encerramento inexplicável com a interpretação de Musgraves do clássico hino folclórico latino-americano </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w0R852VO2Mc"><i><span style="font-weight: 400;">gracias a la vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As referências latinas, aliás, conversam muito bem com o drama amoroso de Kacey. Seja nas composições instrumentais ou visuais, a artista vive, junto de seu elenco recheado de estrelas (</span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><span style="font-weight: 400;">Victoria Pedretti</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-13a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Symone</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/schitts-creek-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eugene Levy</span></a><span style="font-weight: 400;">&#8230;) sua própria narrativa íntima na frente das câmeras. E </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tLqt_6W2JXU"><i><span style="font-weight: 400;">star-crossed: the film</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra, mais uma vez, que o trabalho da Arte é o que Musgraves sabe fazer de melhor. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_23659" aria-describedby="caption-attachment-23659" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/candyman.jpg" alt="Cena do filme A Lenda de Candyman. O ator Yahya Abdul-Mateen II está no centro da imagem, encarando a câmera. Ele é um homem negro, com cabelos ralos, e usa uma camisa branca com manchas pretas. Podemos vê-lo da cintura para cima, e o fundo é uma parede branca e um arco amarelo." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/candyman.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/candyman-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/candyman-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/candyman-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/candyman-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/candyman-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23659" class="wp-caption-text">Aceitaria uma balinha com uma lâmina embutida? (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Lenda de Candyman (Candyman, Nia DaCosta)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há como colocar </span><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Candyman </span></i><span style="font-weight: 400;">em um pódio qualquer. Já nascido de um material excepcional escrito por </span><a href="https://darkside.blog.br/conheca-clive-barker-mestre-horror-visceral/"><span style="font-weight: 400;">Clive Barker</span></a><span style="font-weight: 400;"> e adaptado para um filme icônico como </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/594151/rapadurarecomenda-o-misterio-de-candyman-1992-reinventando-lendas-urbanas/"><i><span style="font-weight: 400;">O Mistério de Candyman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1992, o novo longa de </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/candyman-nia-dacosta-primeira-diretora-negra-numero-um"><span style="font-weight: 400;">Nia DaCosta</span></a><span style="font-weight: 400;"> expande ainda mais o universo do vilão cercado por abelhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa vez, a história da estudante Helen Lyle e seu destino trágico se tornam exatamente aquilo que o personagem de Tony Todd desejava: eternos. Agora, quase 30 anos depois, Todd passa o manto, ou melhor, o gancho para </span><a href="https://www.omelete.com.br/matrix/matrix-4-novo-morpheus-yahya-abdul-mateen-ii"><span style="font-weight: 400;">Yahya Abdul-Mateen II</span></a><span style="font-weight: 400;">, um jovem artista que se vê perdendo a cabeça depois de se deparar com as gerações de Candyman que assombram a sociedade estadunidense.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Questionando a todo o momento a verdadeira vilania do personagem, </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/a-lenda-de-candyman-critica"><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Candyman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dialoga com seus antecessores, mas não sem antes desenvolver uma trama poderosa por si só, que caminha com as próprias pernas e cutuca feridas certeiras. Com certeza um dos maiores nomes do Horror de 2021. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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<figure id="attachment_23633" aria-describedby="caption-attachment-23633" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23633" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemsuzi.jpg" alt="Cena do filme A Menina que Matou os Pais. Ao centro está Carla Diaz, uma jovem branca, de cabelo longo, liso e loiro. Ela está sentada abraçando o joelho. Veste blusa de moletom vermelha e calça de moletom cinza. Na sua mão direita tem um cigarro. Sua cabeça está baixa mas seu olhar está voltado para cima e suas olheiras estão aparentes. O fundo é laranja, são portas de armário." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemsuzi.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemsuzi-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemsuzi-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemsuzi-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemsuzi-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23633" class="wp-caption-text">Achou o roteiro ruim? Reclama com a Suzane (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>A Menina que Matou os Pais (Maurício Eça)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/323442322/caso-richthofen"><span style="font-weight: 400;">caso Richthofen</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos mais famosos, chocantes e amargos do Brasil. Em outubro de 2002, Suzane, Daniel e Cristian (os irmãos Cravinhos) foram acusados de matarem o casal Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane. Nos depoimentos, a filha do casal e seu namorado Daniel apresentaram versões completamente diferentes da história do início do namoro até o fatídico dia 31 de outubro. Usando disso, os dois maiores escritores criminalistas do país, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ilana Casoy e Raphael Montes</span></a><span style="font-weight: 400;">, roterizaram a dobradinha </span><i><span style="font-weight: 400;">A Menina que Matou os Pais</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Menino que Matou Meus Pais</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/a-menina-que-matou-os-pais-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Menina que Matou os Pais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta a versão de Daniel Cravinho sobre o crime. Nele, as acusações são inteiramente voltadas à psicopatia de Suzane (Carla Diaz). A ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">BBB </span></i><span style="font-weight: 400;">entrega uma atuação completa mostrando as várias camadas da personagem que é capaz de seduzir e manipular todos ao seu redor. </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-brother-brasil-21-critica/"><span style="font-weight: 400;">Carla Diaz</span></a><span style="font-weight: 400;"> cresce conforme o roteiro avança, sem dúvida mostrar Suzane indo de uma garotinha rica a uma assassina a sangue frio é um dos grandes destaques e méritos da produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar que todo o roteiro do filme é fielmente baseado nos </span><a href="https://exame.com/pop/filme-suzane-richthofen-ganhou-dinheiro/"><span style="font-weight: 400;">autos</span></a><span style="font-weight: 400;"> jurídicos do processo. Tudo que foi narrado e mostrado durante as quase três horas que os dois filmes juntos completam, é o que foi dito pelos culpados durante o julgamento e, por serem informações públicas, não renderam verba aos criminosos. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Menina que Matou os Pais </span></i><span style="font-weight: 400;">pode não ser o mais alto primor do Cinema brasileiro, mas, com certeza, é um filme instigante que te leva a querer conhecer as duas histórias. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_23537" aria-describedby="caption-attachment-23537" style="width: 998px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cineclube-o-menino-que-matou-meus-pais.jpg" alt="Cena do filme O Menino que Matou Meus Pais. Ao centro da imagem, em frente a várias pessoas sentadas, vemos a atriz Carla Diaz caracterizada como Suzane von Richthofen. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros, lisos na altura do ombro e com franja, veste uma jaqueta azul clara e chora." width="998" height="605" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cineclube-o-menino-que-matou-meus-pais.jpg 998w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cineclube-o-menino-que-matou-meus-pais-800x485.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cineclube-o-menino-que-matou-meus-pais-768x466.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23537" class="wp-caption-text">O Menino que Matou Meus Pais foi roteirizado pelo escritor Raphael Montes e pela escritora e criminóloga Ilana Casoy, que já tinha <a href="https://darkside.blog.br/ilana-casoy-assina-roteiro-de-filme-sobre-suzane-von-richthofen/">lançado um livro</a> sobre o caso Von Richthofen (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>O Menino que Matou Meus Pais (Maurício Eça)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na dobradinha de lançamentos, cada um com um dos depoimentos do casal envolvido no caso Von Richthofen, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KyhQNjR7zy4"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino que Matou Meus Pais</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">apresenta a versão de Suzane. Seja pela </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/caso-richthofen-qual-filme-assistir-primeiro-menina-que-matou-os-pais-ou-o-menino-que-matou-meus-pais/"><span style="font-weight: 400;">ordem recomendada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelos realizadores, seja pelo filme em si, a visão dela consegue ser mais envolvente do que a do namorado, Daniel Cravinhos (Leonardo Bittencourt), ao mostrar como uma menina à princípio ingênua foi corrompida e levada a participar no assassinato dos próprios pais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez até mais do que em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Menina que Matou os Pais</span></i><span style="font-weight: 400;">, o destaque vai para Carla Diaz. A </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/caso-richthofen-como-carla-diaz-lidou-com-interpretar-suzane-menina-que-matou-os-pais/"><span style="font-weight: 400;">intérprete de Suzane von Richthofen</span></a><span style="font-weight: 400;"> é quase caricata na inocência exagerada, mas condiz com a maneira como a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8Mj4qVm5teU"><span style="font-weight: 400;">personalidade real</span></a><span style="font-weight: 400;"> se porta. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Menino que Matou Meus Pais</span></i><span style="font-weight: 400;"> não ousa desviar do depoimento e não explora a investigação criminal, mas é interessante ao usar as versões distintas de Suzane e Daniel para </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/a-menina-que-matou-os-pais-o-real-e-a-ficcao-nos-filmes-sobre-suzane/"><span style="font-weight: 400;">reconstruir os eventos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que culminaram em um crime brutal. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_23338" aria-describedby="caption-attachment-23338" style="width: 1536px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23338" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Happier-Than-Ever-Uma-Carta-de-Amor-Para-Los-Angeles-2.jpg" alt="Foto do filme Happier Than Ever: Uma Carta de Amor Para Los Angeles - Uma experiência de Billie Eilish em concerto. A imagem mostra Billie Eilish, uma mulher jovem, de cabelo pintado de branco, vestindo roupas cor-de-vinho escuro, em pé, virada para a esquerda, com um microfone na mão paralela ao corpo. Ao fundo vemos uma orquestra em um palco em desfoque, e acima vários equipamentos de iluminação. " width="1536" height="864" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Happier-Than-Ever-Uma-Carta-de-Amor-Para-Los-Angeles-2.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Happier-Than-Ever-Uma-Carta-de-Amor-Para-Los-Angeles-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Happier-Than-Ever-Uma-Carta-de-Amor-Para-Los-Angeles-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Happier-Than-Ever-Uma-Carta-de-Amor-Para-Los-Angeles-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Happier-Than-Ever-Uma-Carta-de-Amor-Para-Los-Angeles-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23338" class="wp-caption-text">Seguindo os passos de Beyoncé e Taylor Swift, Billie Eilish é mais um grande nome do mundo pop a ter seu próprio filme no Disney+ (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Happier Than Ever: Uma Carta de Amor Para Los Angeles &#8211; Uma experiência de Billie Eilish em concerto (Happier Than Ever: A Love Letter to Los Angeles, Robert Rodriguez e Patrick Osbourne)</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/the-worlds-a-little-blurry-critica/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;"> está crescendo, mas, seguindo o caminho contrário às tendências, ela resolveu fazer um filme com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, estúdio do qual as jovens celebridades costumam se afastar nessa fase da vida. Sorte que, nele, ela não se transforma em “princesa”, ao contrário do que foi </span><a href="https://www.billboard.com/articles/news/9609983/billie-eilish-animated-disney-princess-happier-than-ever-trailer/"><span style="font-weight: 400;">mencionado</span></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">, e </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,billie-eilish-se-transforma-em-princesa-da-disney-em-trailer-inedito-de-happier-than-ever-assista,70003820213"><span style="font-weight: 400;">repetido</span></a><span style="font-weight: 400;"> por diversos veículos de informação brasileiros, e nem é adornada de brilhos mágicos conforme visto em um dos vídeos de divulgação. Para a alegria dos fãs, a forma, a identidade e os temas por vezes ousados para o “padrão </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">” do álbum original foram (quase) inteiramente preservados aqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a assinatura de Robert Rodriguez (o responsável por </span><i><span style="font-weight: 400;">Sin City </span></i><span style="font-weight: 400;">e a franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Pequenos Espiões</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Patrick Osbourne (animador da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">que já levou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">pelo curta </span><i><span style="font-weight: 400;">O Banquete</span></i><span style="font-weight: 400;">), o concerto gravado no </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood Bowl</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta performances das canções do novo disco de Billie, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Getting Older</span></i><span style="font-weight: 400;"> a </span><i><span style="font-weight: 400;">Male Fantasy</span></i><span style="font-weight: 400;">, com o acompanhamento da </span><a href="https://www.laphil.com/"><span style="font-weight: 400;">Orquestra Filarmônica de Los Angeles</span></a><span style="font-weight: 400;"> em algumas das faixas: um encontro musical que é simplesmente tudo o que eu queria. Para completar, há ainda em </span><i><span style="font-weight: 400;">GOLDWING</span></i><span style="font-weight: 400;"> a participação do </span><a href="https://lachildrenschorus.org/"><i><span style="font-weight: 400;">Los Angeles Children’s Chorus</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> do qual Eilish fez parte, e do violonista </span><a href="https://www.instagram.com/romerolubambo/"><span style="font-weight: 400;">Romero Lubambo</span></a><span style="font-weight: 400;">, que traz um pouco de autenticidade brasileira a </span><i><span style="font-weight: 400;">Billie Bossa Nova</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A carta de amor à Los Angeles é vista nos segmentos da versão animada de Billie vagando por pontos marcantes da cidade, até literalmente se encontrar. A animação ainda ganha espaço no minimalismo hipnótico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Not My Responsability</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas de resto, são as performances que se destacam. A ausência da filarmônica em algumas canções é compensada pelo fantástico arranjo orquestral de </span><i><span style="font-weight: 400;">Therefore I Am</span></i><span style="font-weight: 400;">, que no filme-concerto ganha ares pomposos e divertidos. Se até aqui a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">não havia colocado seu dedo mágico no </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">, é porque ela tinha resolvido guardar seus truques para o final, apagando os três “</span><i><span style="font-weight: 400;">fucks</span></i><span style="font-weight: 400;">” da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b_rn7bwD8qQ"><span style="font-weight: 400;">faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;">, acabando com o grande momento catártico do álbum em um silêncio constrangedor. Sorte que o talento de Billie Eilish é tão grande que nem a maior companhia de entretenimento do mundo é capaz de ofuscar.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_23538" aria-describedby="caption-attachment-23538" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23538" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-Savage-x-Fenty-Show.jpg" alt="Cena do Savage X Fenty Vol. 3. Modelos posando durante o desfile, da esquerda para a direita: um homem asiatico magro usando uma calça roxa e sem camisa, uma mulher negra, gorda, com vitiligo usando box braids e um maiô prateado, uma modelo branca, gorda, loira usando um conjunto de sutiã e saia prateados, seguida por outra modelo branca, morena, com um braço robótico e usando um conjunto branco de calcinha e sutiã, a penúltima é a atriz Vanessa Hudgens, que é uma mulher branca, com tranças boxeadoras, usando um conjunto de sutiã e saia brancos e por último um modelo árabe, com um calção vermelho e rosa. Todos estão na frente de um fundo preto com uma luz horizontal branca na altura dos pés." width="2000" height="1331" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-Savage-x-Fenty-Show.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-Savage-x-Fenty-Show-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-Savage-x-Fenty-Show-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-Savage-x-Fenty-Show-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-Savage-x-Fenty-Show-1536x1022.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-Savage-x-Fenty-Show-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23538" class="wp-caption-text">O elenco enaltece a diversidade de corpos e culturas na 3ª edição do Savage X Fenty (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Savage X Fenty Show Vol. 3 (Idem, Scott Weintrob e Robyn Rihanna Fenty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no dia 24 de setembro, pelo serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://vogue.globo.com/Shopping/noticia/2021/09/savage-x-fenty-show-vol-3-como-assistir-ao-desfile-da-marca-de-rihanna-na-amazon.html"><span style="font-weight: 400;">terceiro volume do </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um belo espetáculo celebrando todos os tipos de corpos, a inclusão e a diversidade, contando com uma pitada de sedução. O desfile reuniu </span><span style="font-weight: 400;">estrelas como o cantor </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, a atriz Vanessa Hudgens, a atriz Sabrina Carpenter, a cantora Erykah Badu, o ator </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Pope</span></a><span style="font-weight: 400;">, o skatista Nyjah Huston e a atriz </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/"><span style="font-weight: 400;">Thuso Mbedu</span></a><span style="font-weight: 400;">, com aparições das modelos Adriana Lima, Alek Wek, Cindy Crawford, Behati Prinsloo, Emily Ratajkowski, Gigi Hadid, Irina Shayk, Lourdes Leon e Precious Lee. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante os 40 minutos de Moda imersiva, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">aproveita-se da arquitetura, mais uma vez usando Música, coreografia, luzes e performances sensacionais. Não aleatoriamente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Fenty Show</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi </span><a href="https://www.axepop.com.br/noticia/6559/rihanna-a-fala-de-uma-imigrante-no-met-gala-2021"><span style="font-weight: 400;">sonoramente latino</span></a><span style="font-weight: 400;">, contando com apresentações de Ricky Martin e do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">porto-riquenho Daddy Yankee. A produção tem ainda ótimas transições entre os sons de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os espaços, aproveitando o térreo, as escadas, passarelas, terraço e elevadores, sempre em conjunto de belíssimas coreografias que destacam músicas, cenários e </span><i><span style="font-weight: 400;">lingeries</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma iluminação impecável, a terceira edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">varia entre cores frias, com o verde e azul, e cores quentes, como vermelho e laranja, além de </span><i><span style="font-weight: 400;">takes </span></i><span style="font-weight: 400;">de longe e giratórios, sempre dando uma visão de toda a grandeza. No fim, mais uma vez, Rihanna jogou a régua lá em cima, entregando uma experiência graciosa e simbólica, convocando diferentes corpos e gerações para a sua passarela plural. </span><b>&#8211; Luisa Rodrigues</b></p>
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<figure id="attachment_23624" aria-describedby="caption-attachment-23624" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23624" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/blood-brohers-malcolm-x-muhammad-ali.jpg" alt="Cena do documentário Irmãos de Sangue. A imagem é preto e branca e Muhammad Ali está sentado com o pescoço virado para o lado, ouvindo Malcolm X que está atrás dele. Ali é um homem negro de cabelo crespo, está de terno preto e sua expressão é de curiosidade. Malcolm é um homem negro um pouco mais velho, com os cabelos cortados curtos e óculos, ele usa terno, camisa e gravata, e uma de suas mãos apoia no ombro de Ali, enquanto a outra segura uma pequena câmera; sua expressão é séria e ele está olhando para Ali. No fundo há diversos homens." width="1024" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/blood-brohers-malcolm-x-muhammad-ali.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/blood-brohers-malcolm-x-muhammad-ali-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/blood-brohers-malcolm-x-muhammad-ali-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23624" class="wp-caption-text">Malcolm X e Muhammad Ali possuem uma história tão grande em vida quanto o legado que deixaram na sociedade &#8211; como a influência para o movimento dos <a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2020/07/quem-foi-malcolm-x-uma-das-maiores-influencias-do-movimento-black-power.html">Panteras Negras</a> nos Estados Unidos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Irmãos de Sangue: Muhammad Ali e Malcolm X (Blood Brothers: Malcolm X &amp; Muhammad Ali, Marcus A. Clarke)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TGTZBfcMZtU"> <i><span style="font-weight: 400;">Irmãos de Sangue</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não é uma tarefa fácil, exige conhecimento prévio sobre as figuras de Malcolm X e Muhammad Ali e </span><a href="https://ims.com.br/blog-do-cinema/irmaos-de-sangue-por-jose-geraldo-couto/"><span style="font-weight: 400;">a influência de ambos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao longo da década de 60 &#8211; e da luta da população negra &#8211; nos Estados Unidos. O documentário da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><a href="https://variety.com/2021/film/reviews/blood-brothers-malcolm-x-and-muhammad-ali-review-1235061282/"><span style="font-weight: 400;">arquivo histórico</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre os dois: entrevistas, áudios e imagens inéditas compõem a produção, contando ainda com os pontos de vida dos familiares. Combinado com o filme </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-01-15/a-madrugada-em-que-malcolm-x-e-cassius-clay-anteciparam-o-racismo-nos-eua-de-hoje.html"><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami&#8230;</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, torna-se um retrato fidedigno para </span><a href="https://mundonegro.inf.br/documentario-da-netflix-sobre-amizade-entre-malcolm-x-e-muhammad-ali-estreia-em-setembro/"><span style="font-weight: 400;">adentrar na complexidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de duas figuras tão fortes que os mesmos laços que os uniram como irmãos, os separaram ao mesmo tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inúmeras falas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo Odeia o Chris</span></i> <a href="https://revistaforum.com.br/blogs/mariafro/bmariafro-flutue-como-uma-borboleta-pique-como-uma-abelha/"><span style="font-weight: 400;">passam a fazer sentido</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando se conhece a ponta do <em>iceberg</em> da vida de Malcolm X e Muhammad Ali. Assim como no filme de Regina King, a história é </span><a href="https://www.jazzmansion.com/post/uma-noite-em-miami-mostra-amizade-entre-malcom-x-muhammad-ali-jim-brown-e-sam-cooke"><span style="font-weight: 400;">muito mais complexa</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que parecia, e o ativismo racial que ambos possuíam era formado de articulações políticas inteligentes nascidas </span><a href="https://www.npr.org/sections/codeswitch/2016/02/25/467247668/muhammad-ali-and-malcolm-x-a-broken-friendship-an-enduring-legacy"><span style="font-weight: 400;">na religião islâmica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, representavam um risco altíssimo para a sociedade branca &#8211; e </span><a href="https://www.dw.com/pt-002/novas-provas-envolveriam-fbi-e-pol%C3%ADcia-de-nova-iorque-na-morte-de-malcom-x/a-56645843"><span style="font-weight: 400;">os assassinatos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Malcolm X e </span><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/sam-cooke-um-black-man-da-porra-nos-eua-racista-dos-anos-50-e-60/"><span style="font-weight: 400;">Sam Cooke</span></a><span style="font-weight: 400;">, logo após Ali se tornar campeão dos pesos pesados no boxe, são </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/os-bastidores-do-encontro-de-titas-que-inspirou-uma-noite-em-miami/"><span style="font-weight: 400;">bons exemplos</span></a><span style="font-weight: 400;"> disso. </span><i><span style="font-weight: 400;">Irmãos de Sangue</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma produção muito bem feita para marcar a grandeza de dois homens com personalidade e perspicácia tão poderosas </span><a href="https://www.africanews.com/2021/09/16/blood-brothers-malcolm-x-muhammad-ali-explores-relationship-between-the-icons/"><span style="font-weight: 400;">a ponto de se chocarem</span></a><span style="font-weight: 400;">, e quase 50 anos depois o cinema ainda tenta compreendê-los. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_23547" aria-describedby="caption-attachment-23547" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23547" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/falando-sobre-jamie.jpg" alt="Cena de Todos Estão Falando sobre Jamie mostra um grupo de jovens performando de uniforme escolar em uma sala de aula." width="738" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-23547" class="wp-caption-text">Entre músicas e coreografias, Todos Estão Falando Sobre Jamie passa uma mensagem importante sobre empoderamento (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Todos Estão Falando Sobre Jamie (Everybody&#8217;s Talking About Jamie, Jonathan Butterell)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivendo a fase da adolescência, Jamie New (</span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/queremos-assistir-a-coisas-que-queremos-ser-diz-max-harwood-de-everybodys-talking-about-jamie,de5463198b833dd76b548b75c529ca05rdbot8f4.html"><span style="font-weight: 400;">Max Harwood</span></a><span style="font-weight: 400;">) é um jovem britânico de 16 anos que se sente deslocado na sociedade. Seu grande sonho de vida é se tornar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, por isso, não se sente compreendido no meio social em que está inserido. Mas apesar disso, o adolescente é incentivado pela mãe e pelos amigos a seguir seus desejos. Desse modo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Estão Falando Sobre Jamie</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desenvolve como um musical repleto de coreografias icônicas sobre seguir os sonhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, adaptado da peça de teatro homônima, é inspirado na </span><a href="https://officiallondontheatre.com/news/the-true-of-story-everybodys-talking-about-jamie/"><span style="font-weight: 400;">história real</span></a><span style="font-weight: 400;"> da vida de Jamie New e mostra os altos e baixos que o artista passou até alcançar o estrelato. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Estão Falando Sobre Jamie</span></i><span style="font-weight: 400;"> também marca a estreia exitosa de </span><span style="font-weight: 400;">Jonathan Butterell na direção. O filme, diferentemente de outros </span><a href="http://jornalismojunior.com.br/estereotipos-lgbt-o-preconceito-em-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">clichês</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre o público gay, coloca os personagens em situações cômicas que se desenrolam por meio de músicas e coreografias muito bem produzidas. Desse modo, através de um formato novo, o musical apresenta perfeitamente o público </span><i><span style="font-weight: 400;">queer. </span></i><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_23539" aria-describedby="caption-attachment-23539" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23539" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Cinderella.png" alt="Cena do filme Cinderella. Ambiente externo à noite, um homem e uma mulher estão centralizados olhando um para o outro. O homem é negro, tem cabelos pretos e um cavanhaque, ele veste um vestido laranja com cinto preto e segura uma varinha de condão com a mão direita. Na sua frente a mulher, branca de cabelos escuros, vestido branco com saia azul clara. Ao fundo se encontra uma casa de madeira, com algumas plantas na frente." width="970" height="703" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Cinderella.png 970w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Cinderella-800x580.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Cinderella-768x557.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23539" class="wp-caption-text">Cinderella devia ter pedido pro Fada Madrinha tornar esse filme suportável (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Cinderela (Cinderella, Kay Cannon)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São muitas as versões de </span><a href="https://epipoca.com.br/outras-versoes-da-cinderela-que-nao-sao-da-disney/"><span style="font-weight: 400;">Cinderela</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Cinema e cada um tem sua favorita, mas duvido muito que a de alguém seja essa. Nessa repaginada da clássica história da Gata Borralheira que passa seus dias servindo sua Madrasta Má para que, no fim, seja resgatada por um lindo príncipe e vivendo feliz para sempre, Cinderela (</span><a href="https://www.papelpop.com/2021/08/camila-cabello-e-billy-porter-admiram-novo-vestido-em-cena-de-cinderella/"><span style="font-weight: 400;">Camila Cabello</span></a><span style="font-weight: 400;">) é uma garota com o sonho de se tornar uma costureira famosa que cria vestidos para princesas e os vende em várias cidades ao redor do mundo. Porém, seus sonhos estão longe do que é adequado para uma mulher nos tempos em que vive.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O príncipe (Nicholas Galitzine), que de encantado não tem nada, se apaixona por Cinderela e agora ela tem uma decisão a tomar, o amor da sua vida ou a realização dos seus sonhos? A trajetória da princesa é preenchida por, possivelmente, a seleção de músicas mais clichê já vista em um </span><a href="https://www.udiscovermusic.com/stories/best-jukebox-musicals/"><span style="font-weight: 400;">musical </span><i><span style="font-weight: 400;">jukebox</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, se eu quisesse ver uma interpretação adaptada para modelos medievais de </span><i><span style="font-weight: 400;">Somebody to Love</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">eu teria assistido </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SN8hW7AeoQI"><i><span style="font-weight: 400;">Ella Encantada</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que diga-se de passagem é infinitamente superior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é repleto nomes conhecidos na cena dos musicais, como  </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bu9YxTb6gf8"><span style="font-weight: 400;">Pierce Brosnan</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/results?search_query=james+corden+broadway"><span style="font-weight: 400;">James Corden</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, especialmente, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rECG1Wlb-lA"><span style="font-weight: 400;">Idina Menzel</span></a><span style="font-weight: 400;">, rainha da </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway</span></i><span style="font-weight: 400;">, aclamada por seus papéis como Elphaba em </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/587462/wicked-adaptacao-do-musical-enfrenta-mais-um-problema-com-stephen-daldry-deixando-a-direcao/"><i><span style="font-weight: 400;">Wicked</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Maureen Johnson em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mAfMZ_vWJDo"><i><span style="font-weight: 400;">Rent</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que ao interpretar a Madrasta Má cria o maior mistério do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">“o que fizeram para convencê-la a participar desse show de horrores?”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por fim, a única ressalva positiva do filme é a interpretação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rO14wxzkrMM"><i><span style="font-weight: 400;">Whatta Man</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pelas princesas no baile, mas que é logo interrompida pelo príncipe assassinando </span><i><span style="font-weight: 400;">Seven Nation Army</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_23568" aria-describedby="caption-attachment-23568" style="width: 680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23568" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/The-Voyeurs.jpg" alt="Cena do filme Observadores exibe um casal jovem dentro de um apartamento. Ambos estão olhando pela janela, para os moradores do apartamento do outro lado da rua. A mulher é branca, com cabelo comprido loiro, usa um casaco e está com um binóculo em mãos. O homem ao lado dela é negro, com cabelo curto e a barba feita. Usa óculos com armação redonda e veste uma camiseta branca." width="680" height="453" /><figcaption id="caption-attachment-23568" class="wp-caption-text">O novo filme do Prime Video revisita um gênero cinematográfico esquecido (Foto: Divide/Conquer)</figcaption></figure>
<p><b>Observadores (The Voyeurs, Michael Mohan) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os suspenses eróticos tiveram seu período de grande popularidade na década de 1990 e atingiu o ápice com </span><i><span style="font-weight: 400;">Instinto Selvagem, </span></i><span style="font-weight: 400;">dirigido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/showgirls-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Paul Verhoeven</span></a><span style="font-weight: 400;">. Depois, o apelo que esses filmes tinham para o público foi diminuindo com o passar do tempo, até que pararam de ser produzidos pelos estúdios. </span><i><span style="font-weight: 400;">Observadores</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">filme lançado diretamente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Prime Video, </span></i><span style="font-weight: 400;">traz de volta esse gênero num período onde o Cinema norte-americano parece celibatário demais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, acompanhamos Pippa (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sydney Sweeney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Thomas (Justice Smith), um jovem casal que consegue se mudar para seu apartamento dos sonhos. Aos poucos, ambos começam a observar a rotina dos moradores do apartamento do outro lado da rua e iniciam uma sequência de eventos que podem levar à tragédia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme consegue entreter bastante por conseguir conciliar a tensão sexual com o suspense que há no ato de espiar a vida do outro, adentrando em sua intimidade. O diretor Michael Mohan faz uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-mulher-na-janela-critica/"><span style="font-weight: 400;">versão</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais tecnológica e mais </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Janela Indiscreta</span></i><span style="font-weight: 400;">, dessa vez sob uma intrigante perspectiva feminina. Alfred Hitchcock ficaria orgulhoso. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_23339" aria-describedby="caption-attachment-23339" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23339" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cineclube-meu-nome-e-bagda.jpg" alt="Cena do filme Meu Nome É Bagdá. Na imagem, vemos uma escadaria. Ao lado esquerdo, vemos uma das personagens do filme encostada na parede. Ao fundo no centro, vemos duas das personagens com seus skates e observando outra personagem, em primeiro plano ao centro, andando de skate. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-23339" class="wp-caption-text">O núcleo familiar de Bagdá também merece destaque: as cenas com as duas irmãs e a mãe, interpretada pela engraçadíssima Karina Buhr, parecem até espontâneas (Foto: Manjericão Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Nome É Bagdá (Caru Alves de Souza)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de levar as ruas (e as pistas de </span><i><span style="font-weight: 400;">skate</span></i><span style="font-weight: 400;">) de São Paulo para o </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,festival-de-berlim-2020-meu-nome-ebagda-e-premiado-na-secao-generation-14plus,70003214861"><span style="font-weight: 400;">Festival de Berlim</span></a><span style="font-weight: 400;"> e passar por vários festivais, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qsSi3EicQDQ"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Nome É Bagdá</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo longa da diretora e roteirista Caru Alves de Souza, estreou nas salas de cinema brasileiras. No filme, Bagdá, uma menina </span><i><span style="font-weight: 400;">skatista </span></i><span style="font-weight: 400;">da periferia paulistana, passa os dias com os meninos do bairro. Ela e mais uma amiga, as únicas meninas do grupo, lidam com o machismo no dia a dia, até que se unem a um grupo de mulheres </span><i><span style="font-weight: 400;">skatistas </span></i><span style="font-weight: 400;">que passavam pelo mesmo que elas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A filmagem deslumbrante, com destaque especial para as cenas de </span><i><span style="font-weight: 400;">skate</span></i><span style="font-weight: 400;">, tornam a atmosfera jovem, despojada e próxima da realidade, sem fugir de assuntos incômodos e necessários que marcam o </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/entrevistas/meu-nome-e-bagda-fico-preocupada-com-o-discurso-romantico-de-que-vamos-fazer-filmes-sem-dinheiro-admite-caru-alves-de-souza/"><span style="font-weight: 400;">cotidiano das mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;">. Somada a uma personagem central marcante, interpretada pela novata Grace Orstato, o simples roteiro é cativante e fazem de </span><a href="https://manjericaofilmes.com.br/project/meu-nome-e-bagda/"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Nome É Bagdá</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">um verdadeiro e encantador </span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age </span></i><span style="font-weight: 400;">feminista. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_23600" aria-describedby="caption-attachment-23600" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23600" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/chora-macho.jpg" alt="Texto alternativo: Cena do filme Cry Macho exibe um homem branco idoso, com chapéu de caubói, fazendo carinho em um cavalo. Ao fundo, vemos o entardecer. O homem veste um casaco marrom. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/chora-macho.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/chora-macho-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/chora-macho-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/chora-macho-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23600" class="wp-caption-text">Clint Eastwood com 91 anos tem mais energia que muito jovem por aí (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Cry Macho: O Caminho para Redenção (Cry Macho, Clint Eastwood) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Clint Eastwood é, talvez, um dos veteranos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-sete-maridos-de-evelyn-hugo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></a><span style="font-weight: 400;"> que mais se mantém na ativa hoje em dia. Sua fase atual como diretor pode ser identificada pelo questionamento de valores e comportamentos norte-americanos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Cry Macho</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">seu novo filme, continua nessa linha ao refletir sobre as noções de masculinidade que o próprio Eastwood sustentou como símbolo durante décadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Eastwood interpreta Mike Milo, uma antiga celebridade dos rodeios e criador de cavalos. Em 1979, ele aceita um trabalho de um antigo patrão para trazer seu filho, que mora no México, para casa. Durante a viagem de volta para o Texas, essa dupla improvável encontrará desafios inesperados e Mike descobrirá seu caminho para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/1-contra-todos-critica/"><span style="font-weight: 400;">redenção</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um grande prazer acompanhar como um dos gigantes do Cinema estadunidense conseguiu se aperfeiçoar na produção de filmes de orçamento modesto e dramaticamente potentes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Cry Macho</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Vê-lo refletir sobre a própria passagem do tempo e aceitar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-amor-de-sylvie-critica/"><span style="font-weight: 400;">amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> é algo que, com certeza, vai deixar os fãs do astro emocionados. </span><b>&#8211; Caio Machado</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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<p><figure id="attachment_23342" aria-describedby="caption-attachment-23342" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23342" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esticando-a-festa.jpg" alt="Cena do filme Esticando a Festa. Cassie (Victoria Justice) e Lisa (Midori Francis), sentadas num sofá, se abraçando. Cassie, caucasiana de cabelos pretos e longos está a direita, usando uma camiseta preta com listras brancas e uma calça colada com estampa de onça, com pedaços de tecido rosa por cima da cintura. Lisa, asiática com cabelos pretos puxados para trás, está usando um moletom laranja por cima de um short jeans. Ao lado de lisa está um pote de comida com dois hashi esticados para fora. O sofá é cinza e possui um tecido amarelo estendido na parte direita, atrás de Cassie. Na parede atrás do sofá, à esquerda, vemos uma estante com algumas caixas artesanais e um abajur aceso e, à direita, uma geladeira metálica." width="1620" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esticando-a-festa.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esticando-a-festa-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esticando-a-festa-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esticando-a-festa-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esticando-a-festa-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esticando-a-festa-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23342" class="wp-caption-text">A amizade entre Cassie (Victoria Justice) e Lisa (Midori Francis) é o maior ponto positivo de Esticando a Festa [Foto: Netflix]</figcaption></figure><b>Esticando a Festa (Afterlife of the Party, Stephen Herek)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de morrer comicamente na semana de seu aniversário, Cassie (Victoria Justice) descobre aquilo que todos temíamos: aparentemente, nem a morte é motivo suficiente para ignorar pessoas com quem você não quer conversar. Agora, ela tem apenas cinco dias para resolver seus assuntos inacabados, antes que seja condenada à eternidade no lugar menos agradável. Apesar da trama a lá </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=34IEFoJnLzM"><i><span style="font-weight: 400;">Esticando a Festa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> as questões existenciais do além são deixadas de lado para dar espaço às aventuras desengonçadas de Cassie em busca da salvação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de se comprometer com bem pouco além do básico de uma comédia romântica, o filme de Stephen Herek consegue emocionar com a desenvoltura das principais relações entre suas personagens, particularmente entre Cassie e sua melhor amiga, Lisa (</span><a href="https://personaunesp.com.br/dash-e-lily-critica/"><span style="font-weight: 400;">Midori Francis</span></a><span style="font-weight: 400;">). A química entre suas atrizes vende muito bem a amizade instável e desigual, bem como o carinho e a preocupação de uma com a outra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, o filme não aproveita sua premissa ao máximo, dando poucas oportunidades para que a presença de Cassie faça a história prosseguir de maneiras interessantes. Apesar de alguns momentos emocionalmente maduros e instigantes, o final da história perde tempo com tramas paralelas que parecem vir de lugar nenhum e entrega uma conclusão fraca para a própria Cassie.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_23625" aria-describedby="caption-attachment-23625" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23625" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/free-guy-director-wants-to-put-ryan-reynolds-in-minecraft-an_yf31.jpg" alt="Cena do filme Free Guy em que Ryan Reynolds está ao centro. Ele é um homem branco de cabelos castanhos cortados com um ligeiro topete, usa óculos de armação preta, camisa social azul, gravata listrada de tons azuis e bege, e tem um crachá no peito. Sua expressão é abobada. Ao fundo há um horizonte com céu azul, e no canto direito há um prédio roxo." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/free-guy-director-wants-to-put-ryan-reynolds-in-minecraft-an_yf31.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/free-guy-director-wants-to-put-ryan-reynolds-in-minecraft-an_yf31-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/free-guy-director-wants-to-put-ryan-reynolds-in-minecraft-an_yf31-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/free-guy-director-wants-to-put-ryan-reynolds-in-minecraft-an_yf31-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/free-guy-director-wants-to-put-ryan-reynolds-in-minecraft-an_yf31-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/free-guy-director-wants-to-put-ryan-reynolds-in-minecraft-an_yf31-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23625" class="wp-caption-text">A personagem de Jodie Corner, Millie, foi uma <a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/roberto-sadovski/2021/08/19/free-guy-traz-o-ryan-reynolds-de-sempre-mas-o-show-e-todo-de-jodie-comer.htm">boa tacada</a> para falar sobre a presença feminina no desenvolvimento dos games, e quando suas ideias são roubadas (Foto: Century Fox)</figcaption></figure>
<p><b>Free Guy: Assumindo o Controle (Free Guy, Shawn Levy)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine que Ryan Reynolds está contando para um adolescente </span><a href="https://www.jb.com.br/cadernob/cinema/2021/08/1032262-free-guy-matrix-para-jovens-nerds.html"><span style="font-weight: 400;">sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Agora imagine que na explicação dele, o sistema que controla todos os humanos seja o mundo de </span><a href="https://exame.com/casual/o-que-o-filme-free-guy-da-disney-tem-em-comum-com-o-jogo-gta-5-online/"><i><span style="font-weight: 400;">Grand Theft Auto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e ele esteja apaixonado por uma jogadora. Ao juntar tudo isso, e como objetivo dessa conversa, Ryan quer </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/primeiras-criticas-de-free-guy-elogiam-ryan-reynolds-e-narrativa-universo-hilario-sensacional-e-melhor-filme-de-videogame-feito/"><span style="font-weight: 400;">motivar o adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;"> a quebrar barreiras, e faz isso com uma linguagem irritantemente otimista. Conseguiu? Essa é uma boa explicação para a </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2021/aug/14/free-guy-review-ryan-reynolds-jodie-comer-shawn-levy"><span style="font-weight: 400;">trama divertida e complexa</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue sustentar, filme de Shawn Levy que </span><a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2021/08/19/free-guy-e-caminhos-da-memoria-estreiam-nos-cinemas-da-paraiba.ghtml"><span style="font-weight: 400;">estreou nos cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do mundo todo fazendo barulho, e entrará para a plataforma do </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/223113-free-guy-filme-deve-estrear-hbo-max-antes-disney.htm"><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na história de Guy &#8211; vivido por Reynolds-, um personagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame </span></i><span style="font-weight: 400;">não-jogável que consegue criar a inteligência artificial sozinho, ele conquista a consciência de que a vida poderia ser mais do que a mesmice. Na luta para seguir existindo na plataforma, e apaixonado pela Garota Molotov (Jodie Corner), ele </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/isabela-boscov/com-ryan-reynolds-free-guy-atesta-2021-e-o-ano-dos-mocinhos/"><span style="font-weight: 400;">consegue no heroísmo</span></a><span style="font-weight: 400;"> subir nos níveis do jogo, salvando outros </span><i><span style="font-weight: 400;">NPC’s</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos jogadores do mundo real. Assim, Levy e Reynolds compreenderam que </span><a href="https://thedailyaztec.com/106755/artsandculture/review-free-guy-is-an-avid-gamers-dream-quest/"><span style="font-weight: 400;">poderiam alcançar</span></a><span style="font-weight: 400;"> o público jovem para uma </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/08/em-free-guy-mundo-dos-videogames-vira-palco-para-reflexoes-embaladas-em-acao.shtml"><span style="font-weight: 400;">reflexão sobre atitudes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e altruísmo, mas falando a mesma língua que a maioria deles &#8211; a dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/free-guy-assumindo-o-controle-critica-192446/"><span style="font-weight: 400;">Cheio de referências</span></a><span style="font-weight: 400;">, o filme é uma dose de otimismo que veio </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/08/19/free-guy-marca-tendencia-de-herois-otimistas-em-um-mundo-cinico-e-duro-diz-ryan-reynolds.ghtml"><span style="font-weight: 400;">no momento certo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em meio à pandemia, além de seu bom equilíbrio entre a comédia e uma reflexão sobre </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/08/19/free-guy-de-ryan-reynolds-surfa-na-nostalgia-e-critica-era-dos-reboots.htm"><span style="font-weight: 400;">o não controle</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro e fora do universo dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_23669" aria-describedby="caption-attachment-23669" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23669" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/my-son.jpg" alt="Cena do filme My Son. A imagem mostra Edmond, personagem de James McAvoy, dos ombros para cima. Ele é um homem branco, de cabelos loiros e olhos verdes, e está posicionado no lado direito da imagem, de lado. Ele veste uma blusa de frio azul escura e uma boina cinza. Ele está olhando para fora da imagem, em direção ao lado direito. Ao fundo, em desfoque, pode-se observar várias árvores secas." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/my-son.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/my-son-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/my-son-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/my-son-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/my-son-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/my-son-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/my-son-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23669" class="wp-caption-text">É imperdível ver James McAvoy atuando em um filme de suspense sem ler o roteiro (Foto: Peacock)</figcaption></figure>
<p><b>My Son (Idem, Christian Carion)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recém-</span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-vencedores-do-emmy-2021/"><span style="font-weight: 400;">vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Claire Foy saiu da superprodução real da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> para protagonizar o novo suspense do serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Peacock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">My Son</span></i><span style="font-weight: 400;">, a primeira protagonista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vive Joan, uma mãe desesperada em busca de seu filho Ethan, que desapareceu após uma noite num acampamento juvenil. Em teoria, ela dividiria a criação da criança de 7 anos com Edmond (</span><a href="https://personaunesp.com.br/it-capitulo-dois-critica/"><span style="font-weight: 400;">James McAvoy</span></a><span style="font-weight: 400;">), mas ele é um pai distante por circunstâncias profissionais delicadas. Então, essa demanda de suporte à Joan parece ser cumprida pelo pincelado Frank (Tom Cullen), parceiro da personagem de Foy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas muito além das suspeitas que surgem de seu núcleo, o filme dirigido por Christian Carion guarda seu burburinho em algo peculiar: James McAvoy </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/james-mcavoy-atua-sem-roteiro-em-my-son-novo-filme-de-suspense/"><span style="font-weight: 400;">atuou sem ler o roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante os 90 minutos do longa, vivenciando o suspense e lidando com as reviravoltas junto com o público. Essa radicalidade proposta pelo protagonista pede de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kRDXnNwbP2I"><i><span style="font-weight: 400;">My Son</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma harmonia perfeita entre direção, fotografia, roteiro e demais atuações &#8211; com destaque, obviamente, para a de Claire e de Gary Lewis, como o oficial de segurança que cuida do caso de Ethan -, e assim o filme é. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_23634" aria-describedby="caption-attachment-23634" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23634" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemquantovale.jpg" alt="Cena do filme Quanto Vale?. Nela vemos Michael Keaton, um homem branco e careca. Ele usa terno preto e camisa branca, óculos quadrado e um fone de ouvido de avião preto. Sua boca está aberta. Apenas seu busto está aparecendo e todo o resto da imagem é preto. Há um vidro entre a câmera que está filmando e o ator. Esse vidro é a janela do avião." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemquantovale.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemquantovale-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemquantovale-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemquantovale-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemquantovale-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23634" class="wp-caption-text">Os ataques às Torres Gêmeas completaram 20 anos em 2021 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Quanto Vale? (Worth, Sara Colangelo)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde 2001, setembro é marcado pelo fatídico dia 11 e a queda das </span><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2021/09/09/atentados-contra-as-torres-gemeas-completam-20-anos"><span style="font-weight: 400;">Torres Gêmeas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Centenas de filmes explorando o assunto já foram produzidos, mostrando a visão estadunidense do ataque e a agonia que se implanta no instante em que os aviões acertam as torres. Uma ferida ainda aberta no peito dos Estados Unidos, Michael Keaton protagoniza o novo filme da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">que traz um olhar de um novo ângulo para a tragédia. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u0rbgFgcG1A"><i><span style="font-weight: 400;">Quanto Vale?</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é abastecido pelo luto das famílias que perderam seus amores e a pessoa responsável por colocar na mesa o pão de cada dia.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Quanto vale a vida humana?”</span></i><span style="font-weight: 400;"> É com essa frase que o longa baseado na história real de </span><a href="https://www.aph.gov.au/Senate/~/~/link.aspx?_id=6B4876A282854F919995701A41442294&amp;_z=z"><span style="font-weight: 400;">Kenneth R. Feinberg</span></a><span style="font-weight: 400;">, advogado que se ofereceu para negociar a indenização fornecida pelo governo para as famílias que sofreram perdas em 11 de setembro. Mas, existe um preço pela vida? Qual parâmetro faz a história de um homem usando gravata ser mais valiosa que a da mulher que trabalhava incansavelmente limpando os andares do prédio? O dinheiro é capaz de cicatrizar o buraco deixado pela tragédia? Existe uma equação matemática para colocar um código de barras em cada corpo?</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Quanto Vale?</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca pela construção da noção de que cada vítima do atentado era uma pessoa com nome e amores, e que há uma distância incalculável entre a humanização e meros dados dentro de uma </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/quanto-vale-netflix-critica-195141/"><span style="font-weight: 400;">planilha</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para conseguir o acordo, Feinberg precisou ouvir as vítimas, estar ao lado delas, entender o que cada uma tinha a dizer. Não se tratava do dinheiro na conta bancária, mas sim da mínima dignidade e conforto para os duros passos do luto. O drama agoniza em memória daqueles que partiram e pede mais respeito à dor alheia. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_23658" aria-describedby="caption-attachment-23658" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23658" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/escape-room.jpg" alt="Cena do filme Escape Room 2: Tensão Máxima. Os personagens do filme estão em um tipo de praia, com um grande letreiro de farol ao fundo escrito Hourglass Bay. Da esquerda para a direita, há Holland Roden, Thomas Cocquerel, Logan Miller, Indya Moore e Taylor Russel. Moore segura um papel e os outros o observam com atenção. O céu, falso, é azul." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/escape-room.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/escape-room-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/escape-room-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23658" class="wp-caption-text">Os protagonistas do primeiro filme retornam mas esquecem de trazer a personalidade (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Escape Room 2: Tensão Máxima (Escape Room: Tournament Of Champions, Adam Robitel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tem muita coisa para se esperar de uma sequência de algo como </span><i><span style="font-weight: 400;">Escape Room</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme de 2019 é engenhoso e garante uma boa diversão, mas não há absolutamente nada de interessante fora das quatro paredes dos jogos. Seu sucessor, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8_7FWdztKrQ"><i><span style="font-weight: 400;">Escape Room 2: Tensão Máxima</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, surgiu quase como um </span><a href="https://jogosvorazes.fandom.com/wiki/Massacre_Quatern%C3%A1rio"><span style="font-weight: 400;">Massacre Quaternário</span></a><span style="font-weight: 400;"> saído diretamente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde os clientes misteriosos resolveram pegar aquele bando de gente traumatizada que venceu as edições anteriores e botar para se matar de novo até sobrar apenas um. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é exatamente isso que você pode prever: personagens rasos como poças, um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> horroroso e sem necessidade alguma e uma </span><a href="https://estacaonerd.com/escape-room-2-elenco-fala-sobre-armadilhas-da-sequencia-em-video-dos-bastidores-confira/"><span style="font-weight: 400;">pitada de tensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito bem-vinda através de cenários perigosos. Dessa vez, o longa conta com Holland Roden, estrela da época de </span><i><span style="font-weight: 400;">Teen Wolf</span></i><span style="font-weight: 400;">, Indya Moore, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e a coitada da Isabelle Fuhrman que só se mete em roubada. Esquecível, </span><i><span style="font-weight: 400;">Escape Room 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabe que não entrou na corrida para ganhar, e ainda assim </span><i><span style="font-weight: 400;">nem</span></i><span style="font-weight: 400;"> se esforça. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_23569" aria-describedby="caption-attachment-23569" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Kate.jpg" alt="Cena do filme Kate exibe uma mulher branca armada numa rua durante a noite. Ela tem cabelo curto, está com cortes no rosto e segura um rifle. Veste um casaco verde. Ao lado direito, vemos uma adolescente asiática que tem cabelo comprido e dois coques em cada lado da cabeça. Usa duas tranças e veste uma jaqueta rosa com uma camiseta preta estampada. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Kate.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Kate-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Kate-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Kate-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Kate-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23569" class="wp-caption-text">Mary Elizabeth Winstead demonstra toda sua força como heroína de ação em Kate (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Kate (Idem, Cedric Nicolas-Troyan) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nova aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">no Cinema de ação, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kate</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha um dia na vida da assassina que dá nome ao título, vivida por </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-cloverfield-10-tensao-suspense-psicologico-rua-sem-saida/"><span style="font-weight: 400;">Mary Elizabeth Winstead</span></a><span style="font-weight: 400;">. Depois de ter sido envenenada, ela tem somente 24 horas para descobrir o responsável e se vingar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Carregado de luzes </span><i><span style="font-weight: 400;">neon </span></i><span style="font-weight: 400;">e referências de </span><a href="https://personaunesp.com.br/another-anime/"><span style="font-weight: 400;">animes</span></a><span style="font-weight: 400;">, o filme cumpre bem seu papel de entregar ação simples e despretensiosa. A direção durante os combates parece um tanto desajeitada na forma como lida com a presença de Mary Elizabeth Winstead em cena e muitos dos diálogos acabam soando bobos demais, mas não é nada que chegue a incomodar. É a diversão perfeita para aqueles sábados em que você está em casa, procurando algo para assistir que não seja muito denso. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_23596" aria-describedby="caption-attachment-23596" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23596" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/old.jpg" alt="Cena do filme Tempo. A cena mostra 4 pessoas em uma praia de dia. Todos olham para o lado, em direção ao mar, com cara de medo." width="1486" height="998" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/old.jpg 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/old-800x537.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/old-1024x688.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/old-768x516.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/old-1200x806.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23596" class="wp-caption-text">Baseado em uma história em quadrinhos escrita por Pierre-Oscar Lévy e Frederik Peeters, o filme de M. Night Shyamalan procura mais justificativas que seu material fonte (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Tempo (Old, M. Night Shyamalan)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de lançar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/vidro-critica/"><span style="font-weight: 400;">divisivo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Vidro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e emprestar sua psique para o seriado</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=N1cOR0sRRIw"><i><span style="font-weight: 400;">Servant</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, M. Night Shyamalan retorna ao Cinema com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A4U2pMRV9_k"><i><span style="font-weight: 400;">Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Enigmático como de costume, o novo filme do diretor se centra em um grupo de pessoas que passa as férias numa praia e, no decorrer do dia, descobre que o local surte um efeito de envelhecimento precoce em seus visitantes. Poupando o espectador de um </span><a href="https://estacaonerd.com/old-m-night-shyamalan-revela-cenas-dos-bastidores-de-seu-novo-filme-de-terror-confira/"><span style="font-weight: 400;">horror gráfico mais acentuado</span></a><span style="font-weight: 400;">, o filme caminha na linha do mistério e do medo do desconhecido, mas ao passo que os protagonistas ficam em dia com os acontecimentos, lá pela marca dos setenta minutos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tempo </span></i><span style="font-weight: 400;">acaba entrando em um espiral de repetições dolorosas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obviamente a discussão sobre o valor da vida e do próprio tempo entrariam em voga, e o roteiro, assinado por Shyamalan procura esgotar os personagens de ações possíveis naquele microuniverso apocalíptico. O elenco não desaponta. </span><a href="https://versatille.com/prestes-a-estrear-o-filme-tempo-gael-garcia-bernal-reflete-sobre-cinema-e-trajetoria/"><span style="font-weight: 400;">Gael Garcia Bernal</span></a><span style="font-weight: 400;"> carrega o medo e a preocupação, </span><a href="https://noticias.plu7.com/26061/internacional/vicky-krieps-deu-mais-uma-chance-a-hollywood-nao-foi-tao-ruim/"><span style="font-weight: 400;">Vicky Krieps</span></a><span style="font-weight: 400;"> recebe a egoísta tarefa de lidar com toda a carga emocional do grupo, e a dupla </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=hereditario"><span style="font-weight: 400;">Alex Wolff</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/sharp-objects-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eliza Scanlen</span></a><span style="font-weight: 400;"> emulam bem seus eus imaturos. A graciosa </span><a href="https://baldepipoca.com/tempo-entrevista-exclusiva-com-thomasin-mckenzie/"><span style="font-weight: 400;">Thomasin McKenzie</span></a><span style="font-weight: 400;"> abraça a vulnerabilidade que lhe é imposta e Rufus Sewell passa por uma metamorfose de Médico à Monstro. Aaron Pierre aparece pouco, mas sua ausência é o primeiro passo para o caos. Buscando pingar todos os is, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tempo </span></i><span style="font-weight: 400;">pode desagradar pelo conformismo com a ideia de conclusão mundana demais, mas a filmografia do cineasta nunca escondeu seu apreço pelo </span><a href="https://c7nema.net/producoes/item/101216-demencia-do-pai-inspirou-m-night-shyamalan-para-old.html"><span style="font-weight: 400;">fecho narrativo mais cabível</span></a><span style="font-weight: 400;"> possível. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_23570" aria-describedby="caption-attachment-23570" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23570" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Malignant.jpeg" alt="Cena do filme Maligno exibe uma mulher branca sentada no chão de uma cozinha. Ela está assustada com o que vê na sua frente. Suas costas estão encostadas num banquinho e ela está descalça. Tanto a calça quanto a blusa que ela veste são cinzas. A cozinha está escura, com pouca iluminação." width="1024" height="429" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Malignant.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Malignant-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Malignant-768x322.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23570" class="wp-caption-text">Maligno é daqueles filmes que te faz pensar “o que foi que eu acabei de assistir?” logo quando os créditos finais sobem (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><b>Maligno (Malignant, James Wan) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ter entrado no mundo dos super-heróis com</span> <a href="https://personaunesp.com.br/aquaman-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aquaman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018, James Wan retornou ao Cinema de terror com Maligno. Lançado nos cinemas e no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">lá fora, o filme prova que o diretor ainda tem muito a contribuir para o gênero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Madison (Annabelle Wallis) começa a ter sonhos com pessoas sendo brutalmente assassinadas. Aos poucos, descobre que, na verdade, esses sonhos são </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-menina-que-matou-os-pais-critica/"><span style="font-weight: 400;">crimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que estão acontecendo em tempo real enquanto ela dorme.   </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Maligno</span></i><span style="font-weight: 400;"> é ousado, sangrento e cheio de reviravoltas. James Wan esbanja criatividade na direção e não tem vergonha nenhuma de assumir o lado mais explícito que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/la-llorona-critica/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode oferecer. Numa época onde muitos filmes parecem envergonhados do gênero, é um grande exemplo do que o Terror tem de melhor. É só não ter medo de arriscar. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_23671" aria-describedby="caption-attachment-23671" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23671" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/confissoes-de-uma-gartoa-excluida.jpg" alt="Cena do filme Confissões de uma Garota Excluída. A imagem mostra três adolescentes de braços dados na praia, fotografados da cintura para cima. Primeiro, à esquerda, está Zeca, interpretado por Marcus Bessa, um jovem branco de cabelos castanho claro cacheados, sem camisa. Ele olha para o lado direito, no centro da imagem onde está a personagem Teanira, interpretada por Klara Castanho. Ela é uma jovem branca, de cabelos lisos castanhos, usa uma franjinha sobre a testa e óculos de grau marrons. Ela veste uma camiseta grande branca com a estampa de um macaco ao centro. Teanira segura as mãos dos amigos e olha para Zeca, à esquerda, com expressão de quem faz algum pedido. À direita, está Davi, interpretado por Gabriel Lima, um jovem negro de cabelos escuros chacheados. Ele veste uma camisa polo de listras brancas, azuis e laranjas e olha para a esquerda, em direção a Teanira. Ao fundo, em desfoque, pode-se observar vários prédios, algumas árvores, e guarda-sóis na areia da praia." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/confissoes-de-uma-gartoa-excluida.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/confissoes-de-uma-gartoa-excluida-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/confissoes-de-uma-gartoa-excluida-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/confissoes-de-uma-gartoa-excluida-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/confissoes-de-uma-gartoa-excluida-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/confissoes-de-uma-gartoa-excluida-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/confissoes-de-uma-gartoa-excluida-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23671" class="wp-caption-text">Tem lugar pra mais um clichê adolescente aí? (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Confissões de uma Garota Excluída (Bruno Garotti)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo que apetece a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um clichê adolescente. Então, o setor de produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil juntou sua vontade de fazer acontecer às histórias escritas por </span><a href="https://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/noticia/2021/09/thalita-reboucas-fala-da-estreia-de-novo-filme-e-da-decisao-de-nao-ter-filhos.html"><span style="font-weight: 400;">Thalita Rebouças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ao apreço que direções como as de </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/bruno-garotti-o-nome-por-tras-dos-sucessos-juvenis-do-cinema-nacional/"><span style="font-weight: 400;">Bruno Garotti</span></a><span style="font-weight: 400;"> têm pelos dramas juvenis, e pronto. Temos um novo universo </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;"> deliciosamente familiar para conhecer numa tarde preguiçosa de sábado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme da vez é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Nae_O4XlZp0"><i><span style="font-weight: 400;">Confissões de uma Garota Excluída</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que sem surpresa nenhuma, divide conosco uma parte da adolescência de Teanira (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6vVFDFuxM1A"><span style="font-weight: 400;">Klara Castanho</span></a><span style="font-weight: 400;">), personagem estritamente fiel ao título do filme que protagoniza. Poupando detalhes da história previsível, o original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> é feliz em apostar na genialidade de Klara, que segura técnicas ousadas de atuação, como a quebra da quarta parede, e que desenvolve uma amizade graciosa com Davi (</span><a href="https://www.instagram.com/ogblima/"><span style="font-weight: 400;">Gabriel Lima</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Zeca (</span><a href="https://www.instagram.com/marcusbessaoficial/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Marcus Bessa</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Confissões de uma Garota Excluída</span></i><span style="font-weight: 400;"> é livre no tema que domina &#8211; até demais, beirando o </span><i><span style="font-weight: 400;">cringe</span></i><span style="font-weight: 400;"> em alguns momentos -. Assim, ele cumpre sua missão ao brincar com seus outros personagens (figurados por </span><a href="https://www.instagram.com/fernandaconcon/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Fernanda Concon</span></a><span style="font-weight: 400;">, Júlia Gomes, Rosane Gofman, Kíria Malheiros e Júlia Rabello) e ao tocar em assuntos importantes de serem abordados com o público-alvo do filme (como a descoberta da sexualidade, homofobia e </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span><b> &#8211; Raquel Dutra</b></p>
<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_23540" aria-describedby="caption-attachment-23540" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23540" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sex-education.jpg" alt="Cena da 3ª temporada de Sex Education. Ambiente interno com iluminação artificial onde duas pessoas estão centralizadas olhando uma para a outra. Otis é um homem branco de cabelos pretos, seus olhos são azuis e ele está usando uma camisa polo listrada com tons de bege, marrom, azul e laranja. Ao seu lado Ruby, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás com um lanço, está usando brincos grandes de miçangas, uma blusa estampada com tons de amarelo, verde, vermelho e rosa e uma jaqueta amarela vibrante por cima. Ao fundo no lado direito está uma mulher desfocada." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sex-education.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sex-education-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sex-education-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sex-education-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sex-education-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sex-education-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23540" class="wp-caption-text">Aqui temos a pessoa mais importante da série e, ao lado dela, Otis, o “protagonista” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Sex Education (3ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua acompanhando os personagens que já conhecemos, mas dessa vez com um pouco mais de profundidade. Logo no início, a série já é tomada por mudanças, a escola Moordale passa por uma repaginada intensa depois dos escândalos do ano anterior. E faz isso trazendo </span><a href="https://jovempan.com.br/entretenimento/tv-e-cinema/terceira-temporada-de-sex-education-traz-personagem-que-vai-movimentar-a-serie-veja-quem-e.html"><span style="font-weight: 400;">novos personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> para abordar novas pautas, dessa vez tendo um foco generalizado sobre a desinformação e a importância de criar um espaço seguro que incentive a discussão de todos os assuntos &#8211; inclusive sexualidade na adolescência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens que já conhecemos passam por muitas mudanças nessa temporada, aqui os fãs aprenderam a </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/uk/entertainment/a37768302/sex-education-what-adams-poem-said/"><span style="font-weight: 400;">amar quem desprezavam</span></a><span style="font-weight: 400;">, e enxergar um novo lado, mais aprofundado, de temas que já foram discutidos anteriormente no </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao longo dos 8 episódios, novas relações são exploradas, algumas curtas demais &#8211; e nunca perdoaremos a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">por isso &#8211; e outras que se estendem a tempos. Mas relacionamentos amorosos de lado, a parte mais recente de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora um pouco mais a fundo relações de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/09/ator-de-sex-education-lutou-para-manter-uma-cena-na-3a-temporada"><span style="font-weight: 400;">família, amizade e coletividade</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Possivelmente a melhor temporada até agora, ela faz um trabalho incrível de explorar tudo que tem direito com um carinho que transparece na tela, dando inveja de quem é adolescente hoje em dia pela sorte de tê-la como exemplo, diferente da geração que cresceu assistindo </span><i><span style="font-weight: 400;">Skins</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além de tudo isso, vale mencionar uma cena que destoa um pouco do humor usual da série, mas sem que ela perca a identidade, os acontecimentos do </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/09/fas-ficam-com-nojo-de-cena-em-sex-education-mas-nao-param-de-rir"><span style="font-weight: 400;">quinto episódio</span></a><span style="font-weight: 400;"> são impossíveis de serem assistidas sem chorar de rir e merecem ser revistos o tanto de vezes que seu estômago aguentar. </span><b>&#8211;</b> <b>Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_23602" aria-describedby="caption-attachment-23602" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/round-6.jpg" alt="Cena da série Round 6. Vemos um grupo de pessoas variadas entrando num local vermelho onde acontecem desafios. Cada uma delas vestem uma jaqueta e calça verdes, com camiseta branca. Tanto a jaqueta quanto a camiseta possuem os números correspondentes a cada pessoa. No canto direito, vemos um dos guardas do desafio, vestido inteiramente com roupas vermelhas e com a cabeça coberta por um capuz. Ele está parado e armado, para intimidar as outras pessoas. " width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/round-6.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/round-6-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/round-6-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/round-6-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/round-6-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23602" class="wp-caption-text">O fenômeno da Netflix está no top 10 das produções mais assistidas no Brasil (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Round 6 (</b><b>오징어 게임/Squid Game, 1ª temporada, Netflix) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais novo </span><a href="https://personaunesp.com.br/la-casa-de-papel-critica/"><span style="font-weight: 400;">sucesso mundial da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, Round 6 </span></i><span style="font-weight: 400;">acompanha vários personagens que sofrem para pagar as contas e aceitam competir em um jogo de sobrevivência para tentarem ganhar um prêmio bilionário. Porém, logo no início, descobrem que quem falhar em qualquer uma das provas é executado sem piedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa dinâmica dos desafios não é uma grande novidade no meio audiovisual e já foi explorada em obras famosas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Battle Royale</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jogos Mortais </span></i><span style="font-weight: 400;">e a franquia </span><a href="http://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No meio delas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Round 6 </span></i><span style="font-weight: 400;">se destaca por sua excentricidade na narrativa e em boa parte dos cenários, tão coloridos que parecem ter sido imaginados pela mente de uma criança. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma série violenta e intrigante, com dramas pessoais que são fáceis para o espectador brasileiro se identificar. Afinal, só quem é rico não está numa situação difícil no Brasil de 2021. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
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<figure id="attachment_23353" aria-describedby="caption-attachment-23353" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23353 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/all-stars-800x450.jpg" alt="Cena de RuPaul's Drag Race All Stars apresenta as treze participantes montadas e enfileiradas uma ao lado da outra. O ambiente em que elas estão possui paredes rosa, chão listrado de lilás, laranja e magenta e luz de led." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/all-stars-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/all-stars-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/all-stars-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/all-stars-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/all-stars-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/all-stars.jpg 1836w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-23353" class="wp-caption-text">O sol voltou a brilhar no palco de RuPaul&#8217;s Drag Race All Stars (Foto: World of Wonder)</figcaption></figure>
<p><b>RuPaul&#8217;s Drag Race All Stars (6ª temporada, Paramount+)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race All Stars</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou ao seu sexto ano trazendo 13 </span><i><span style="font-weight: 400;">queens </span></i><span style="font-weight: 400;">das temporadas regulares para sua segunda (ou terceira, em alguns casos) chance de ser coroada por RuPaul. A temporada deu a largada com o </span><a href="https://www.marieclaire.com/culture/g26742354/best-reality-shows/"><i><span style="font-weight: 400;">Variety Show</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, assim como os demais </span><i><span style="font-weight: 400;">All Stars</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém prometendo que haveria um “jogo dentro do jogo”. Desse modo, semana após semana, todas as participantes que eram eliminadas do programa recebiam a mensagem de que nem tudo estava acabado, o que só servia para instigar cada vez mais a curiosidade dos telespectadores para esse desafio que parecia nunca chegar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a demora para o “jogo dentro do jogo”, a sexta temporada de </span><a href="https://www.buzzfeed.com/christianzamora/rpdr-all-stars-season-6-queens"><i><span style="font-weight: 400;">All Stars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostrou a energia que o programa não via há muito tempo. Ao longo das semanas, </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;">, como Ra&#8217;Jah O&#8217;Hara e Kylie Sonique Love, que não ficaram nem perto do </span><i><span style="font-weight: 400;">top </span></i><span style="font-weight: 400;">4 em suas temporadas originais, surpreenderam ao entregar humor, atuação e </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além delas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">contou com o retorno de Ginger Minj, Trinity K. Bonet e Eureka!, que se destacaram ao longo de sua jornada até a final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas muito além da diversão proporcionada pelo programa, </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race All Stars</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe um elenco bem miscigenado para competir pela Coroa, apresentando negras, latinas e asiáticas. Outro fator importante foi a temporada escalar Kylie Sonique Love e Jiggly Caliente, sendo, desse modo, a primeira a apresentar duas </span><i><span style="font-weight: 400;">queens </span></i><span style="font-weight: 400;">assumidamente trans. Essas questões, combinadas com o </span><a href="https://filmdaily.co/news/best-rupaul-quotes/"><span style="font-weight: 400;">carisma, singularidade, coragem e talento</span></a><span style="font-weight: 400;"> das participantes, tão cobrados pela Mama Ru, fizeram com que o </span><i><span style="font-weight: 400;">All Stars 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> recuperasse a força do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">que ficou perdida depois da produção exaustiva de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_23340" aria-describedby="caption-attachment-23340" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23340" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rick-and-morty.jpeg" alt="Cena da série Rick and Morty. Na ilustração, Rick, um homem branco idoso, de cabelo de cor azul clara, está olhando para seu neto Morty, um menino branco adolescente. Os dois estão em uma espaçonave com vidro transparente. Rick veste um jaleco branco e camiseta azul. Morty está tentando dirigir a espaçonave. Ele possui cabelos de cor marrom e veste uma camiseta amarela" width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rick-and-morty.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rick-and-morty-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rick-and-morty-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rick-and-morty-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23340" class="wp-caption-text">Em seu quinto ano, Rick &amp; Morty foi transmitida simultaneamente no Brasil através da plataforma de streaming HBO Max (Foto: Adult Swim/HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Rick &amp; Morty (5ª temporada, Adult Swim/HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Incrível, mas não faço ideia do que está acontecendo. Essa talvez seja a melhor definição para os curiosos que nunca assistiram </span><a href="https://variety.com/2021/tv/features/rick-and-morty-season-5-episode-9-10-forgetting-sarick-mortshall-rickmurai-jack-recap-review-1235057249/"><i><span style="font-weight: 400;">Rick &amp; Morty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Criada por </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/08/solar-opposities-estreia-temporada-no-star-alem-do-violento-e-nojento.shtml"><span style="font-weight: 400;">Justin Roiland e Dan Harmon</span></a><span style="font-weight: 400;">, reis do </span><a href="https://personaunesp.com.br/twin-peaks-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">nonsense</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a partir de um curta-metragem — inspirado no filme </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2020/08/de-volta-para-o-futuro-conheca-a-verdade-nao-contada-sobre-marty-mcfly"><i><span style="font-weight: 400;">De Volta Para o Futuro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1985) —, a série traz referências aos clássicos da ficção científica, mesclando cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e cálculos matemáticos, além de satirizar temas contemporâneos. Pela primeira vez, o seriado foi transmitido simultaneamente no Brasil pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com excelentes sobressaltos e mais piadas retóricas e </span><a href="https://personaunesp.com.br/graca-infinita-critica/"><span style="font-weight: 400;">existencialistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Rick, a quinta temporada conseguiu entregar episódios interessantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste ano, o que pareceu ficar em evidência foi a conturbada relação entre os protagonistas, ressoando pequenas faíscas ao longo dos 10 episódios e descarrilhando completamente nos minutos finais da temporada. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L2nr_48Z5vg&amp;ab_channel=AdultSwim"><i><span style="font-weight: 400;">Forgetting Sarick Mortshall</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, há o velho e batido dilema em que Morty questiona a relação com seu avô. Todavia, é preciso pontuar que o episódio traz uma espécie de redenção de Rick, assumindo no fim que a relação entre os dois é tóxica. No 10º e último episódio, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=htSNvtqat7o&amp;ab_channel=AdultSwim"><i><span style="font-weight: 400;">Rickmurai Jack</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, há uma referência aos </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-viagem-de-chihiro-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">animes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com uma abertura diferente e exclusiva. Neste capítulo, os roteiristas continuam explorando a relação de Rick com os dois corvos apresentados anteriormente, algo que soa arrastado, cansativo, e, por incrível que pareça, um pouco sem graça. Mas, no fim, </span><a href="https://rickandmorty.fandom.com/wiki/President_Morty"><span style="font-weight: 400;">Evil Morty</span></a><span style="font-weight: 400;"> ressurge — ele apareceu inicialmente na 1ª temporada —, e dá um fôlego ao último capítulo, encerrando com um </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/tv/temporadas-6-e-7-de-rick-and-morty-ja-estao-sendo-escritas"><span style="font-weight: 400;">gancho para o próximo ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> e mantendo em aberto seu desfecho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De maneira geral, o quinto ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rick &amp; Morty</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda é viciante e atraente, muito embora aguardar tanto tempo para o lançamento de episódios finais não parece ser uma boa ideia. Depois da transmissão do oitavo, a plataforma anunciou que o fim seria lançado um mês depois, e alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">sites </span></i><span style="font-weight: 400;">divulgaram que o seriado</span> <span style="font-weight: 400;">traria um </span><a href="https://adnews.com.br/rick-and-morty-tera-especial-de-uma-hora-no-final-de-temporada/"><span style="font-weight: 400;">episódio especial de uma hora</span></a><span style="font-weight: 400;"> — inclusive, para promover esse suposto episódio especial, foram disponibilizados </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b57Weqj13e0&amp;ab_channel=MovieTrailersSource"><span style="font-weight: 400;">dois comerciais </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com os atores </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><span style="font-weight: 400;">Christopher Lloyd</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/it-capitulo-dois-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jaeden Martell</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazendo referências ao episódio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_gRnvDRFYN4&amp;ab_channel=HBOMax"><i><span style="font-weight: 400;">Pickle Rick</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um dos melhores avaliados na história da animação. Porém, quando o estimado dia 5 de setembro chegou, recebemos dois episódios tradicionais de 22 minutos, cujo único diferencial em relação aos anteriores foi a disponibilização conjunta. Talvez devido às altas expectativas, os episódios não entregaram totalmente o que os telespectadores esperavam. Seguimos sem fazer ideia do que está acontecendo. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_23341" aria-describedby="caption-attachment-23341" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23341" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/sck.jpg" alt="Foto de um casal. A mulher tem pele clara, que está alaranjada pela iluminação do por do sol. Ela usa um vestido branco, cabelo longo e castanho solto e um batom vermelho. A abraçando por trás, o homem é branco e tem cabelo ruivo. O fundo é um grande rio, seguido por uma parte da cidade de Istambul." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/sck.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/sck-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/sck-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/sck-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/sck-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23341" class="wp-caption-text">Me apaixonei loucamente por você, Sen Çal Kapımı (Foto: Fox Turkey)</figcaption></figure>
<p><b>Bata Na Minha Porta (Sen Çal Kapımı, 2° temporada, Fox Turkey</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É com muita tristeza que anuncio: </span><a href="https://personaunesp.com.br/sen-cal-kapimi-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sen Çal Kapımı</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acabou. A </span><i><span style="font-weight: 400;">dizi</span></i><span style="font-weight: 400;"> que para sempre modelou a história das produções turcas, bateu todos os </span><a href="https://twitter.com/SenCalKapimiBr/status/1435742577437839362?s=20"><span style="font-weight: 400;">recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> possíveis e até juntou um lindo </span><a href="https://www.instagram.com/p/CPsUVcYAKR5/"><span style="font-weight: 400;">casal na vida real</span></a><span style="font-weight: 400;">, teve seu tão esperado final feliz. O sentimento que fica é de saudade, tristeza e muita gratidão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O começo da segunda temporada surpreendeu. Depois de todo o romance inicial, Eda e Serkan estavam… separados há quase 5 anos e com uma filha? Isso mesmo. Ninguém entendeu nada. Mas tudo bem, porque se fizesse sentido, não era </span><i><span style="font-weight: 400;">SÇK</span></i><span style="font-weight: 400;">. O que importa é que a história de </span><a href="https://estantedaautora.wordpress.com/2020/07/24/edser-a-quimica-perfeita/"><i><span style="font-weight: 400;">EdSer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continou linda e mais divertida do que nunca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram novos cenários, novos personagens e novos romances. Muita novidade, mas embrulhada em um jeitinho ainda assim bem familiar. Acontece que a querida </span><a href="https://twitter.com/kutluuner"><span style="font-weight: 400;">Ayşe Üner Kutlu</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsáveis pelos</span> <a href="https://pt.glosbe.com/tr/pt/b%C3%B6l%C3%BCm"><i><span style="font-weight: 400;">bölüms</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> iniciais da série, voltou nessa reta final para entregar o desfecho de seu casal. E que desfecho lindo, viu? Eda Yildiz e Serkan Bolat podem ter ido embora, mas depois de baterem em nossas portas, viverão para sempre em nossos corações. </span><a href="https://context.reverso.net/traducao/turco-portugues/iyi+ki"><i><span style="font-weight: 400;">İyi Ki, </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Sen Çal Kapımı</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i> <b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
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<figure id="attachment_23362" aria-describedby="caption-attachment-23362" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23362 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/q-force.jpg" alt="Cena de Q-Force em que os cinco agentes conversam. Da esquerda para a direita há uma mulher negra, de cabeça raspada, vestindo um macacão azul, um homem branco, loiro, vestindo uma camiseta creme e uma calça jeans, um homem branco, de cabelos azuis, vestindo uma jaqueta vermelha e um shorts bege, uma mulher branca, de cabelos pretos e loiros, vestindo um casaco e uma calça preta, e um homem branco, de cabelos castanhos, vestindo uma camisa branca e uma calça marrom." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-23362" class="wp-caption-text">Em Q-Force, ser LGBT é sinônimo de força (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Q-Force (1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar  de nós estarmos no século XXI e a comunidade LGBTQIA+ já ter alcançado diversas conquistas, a representatividade dessa minoria ainda é muito escassa. Nessa realidade, surge </span><i><span style="font-weight: 400;">Q-Force</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma série de animação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> que coloca pessoas </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">como protagonistas. Outros desenhos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_h0mrndA2fU"><i><span style="font-weight: 400;">Super Drags</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XEu0MZ-bdJo"><i><span style="font-weight: 400;">Drag Tots</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, já haviam abordado a pauta LGBTQIA+ de forma lúdica, no entanto a história do agente secreto gay traz essa temática de outra forma, colocando a comunidade em um lugar normalmente ocupada por pessoas heterossexuais e, ainda, satiriza o preconceito infundado com a capacidade dessa minoria de exercer atividades radicais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma trama singular para os padrões, </span><i><span style="font-weight: 400;">Q-Force</span></i><span style="font-weight: 400;"> se inicia em 2011, ano em que Barack Obama revogou a política </span><span style="font-weight: 400;"> </span><a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/12/obama-assina-anulacao-de-lei-sobre-gays-no-exercito.html"><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t ask, don’t tell</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;">, que proibia homens LGBT de participarem das forças armadas. Após ser boicotado por sua sexualidade, o agente Steve Maryweather (Sean Hayes) passa dez anos afastado do cargo, até ser recrutado, junto com sua equipe, para uma missão. Com um roteiro repleto </span><span style="font-weight: 400;">de referências ao universo </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série começa lenta e vai se aprimorando conforme a história se aprofunda na personalidade do grupo de espiões. Mas apesar disso, alguns personagens foram tratados de forma superficial, como Twink (</span><span style="font-weight: 400;">Matt Rogers)</span><span style="font-weight: 400;">, que tinha uma relação traumática com o pai, e Stat (</span><span style="font-weight: 400;">Patti Harrison)</span><span style="font-weight: 400;">, que ficou esquecida em boa parte da trama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Q-Force</span></i><span style="font-weight: 400;"> peca ao ressaltar diversas vezes </span><a href="http://jornalismojunior.com.br/estereotipos-lgbt-o-preconceito-em-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">estereótipos</span></a><span style="font-weight: 400;"> da comunidade, sendo uma série desconstruída sem nunca ter se desconstruído realmente. Outro ponto negativo é o foco principal em pessoas gays e lésbicas, deixando de lado a representatividade trans, não-binária, entre outras. Mas apesar dessas limitações, a existência de produtos audiovisuais que coloque esse grupo minoritário como protagonista, sem que o foco seja no romance do casal, já é uma conquista. Mesmo com alguns tropeços, o grupo de espiões conseguem entreter e espalhar cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">para quem assiste. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_23565" aria-describedby="caption-attachment-23565" style="width: 1014px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23565" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/missa-da-meia-noite.jpg" alt="Cena da minissérie Missa da Meia-Noite. O Padre Paul (Hamish Linklater) prega um sermão acalorado no púlpito da capela. A câmera o encara de cima para baixo enquanto ele estende as mãos para frente, uma expressão exaltada no rosto. Atrás dele, à direita, a beata Bev Keane (Samantha Sloyan) encara estupefata o resto da igreja. Paul é caucasiano, possuí cabelos negros e curtos, usando uma túnica religiosa branca com detalhes dourados por cima do hábito. Bev também é caucasiana, de cabelos escuros puxados para trás, e usa um vestido plano e branco cobrindo o corpo todo, com três botões no ombro esquerdo. A igreja é construída com placas de madeira branca, com a pintura descascando. À esquerda do padre, a figura de Jesus crucificado, com algumas velas acesas dos lados. Uma janela circular acima da figura revela o céu noturno." width="1014" height="570" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/missa-da-meia-noite.jpg 1014w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/missa-da-meia-noite-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/missa-da-meia-noite-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23565" class="wp-caption-text">Não tenha medo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Missa da Meia-Noite (Midnight Mass, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do mesmo criador das Maldições da </span><a href="https://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Residência Hill</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e da </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cspyDWJfly8"><i><span style="font-weight: 400;">Missa da Meia-Noite</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é provavelmente o trabalho </span><a href="https://ew.com/tv/midnight-mass-mike-flanagan-journey/"><span style="font-weight: 400;">mais pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;"> já produzido por Mike Flanagan, inundado pelas questões existenciais e o terror atmosférico que marcaram as minisséries anteriores do cineasta. A exploração de temas religiosos como redenção e culpa permeiam o universo criado na pacata Ilha Crockett, onde acontecimentos macabros e milagrosos  andam lado a lado após a chegada de um misterioso padre (Hamish Linklater).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Juntando boa parte do elenco regular utilizado pelo diretor em projetos anteriores, a minissérie de sete capítulos segura seus sustos, apostando na progressão do clima de medo e desconfiança entre os habitantes da ilha. A grande parte dos mistérios é revelada através de diálogos reflexivos e longos entre as personagens que podem se tornar cansativos, mas nunca entediantes, graças às poderosas interpretações de suas personagens, com destaque para Linklater, Kate Siegel, Rahul Kohli e Samantha Sloyan.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_23626" aria-describedby="caption-attachment-23626" style="width: 2028px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23626" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lucifer-605-lucifer-chloe-rory-therapy.jpg" alt="Cena da série Lúcifer em que Lúcifer, Chloe e Rory estão sentados nessa ordem em um sofá cinza. Lúcifer é um homem branco de cabelos pretos com topete e barba curtas, veste terno marrom e camisa branca, está com as mãos entrelaçadas no meio das pernas e tem expressão séria. À sua direita, Chloe está sentada com uma perna cruzada em cima da outra, as mãos entrelaçadas no meio das pernas e está encarando com irritação; ela é uma mulher branca de cabelos claros presos atrás da cabeça, usa camisa estampada em preto, calças jeans e botas marrons. No canto direito do sofá está Rory, sentada distraidamente e olhando para as mãos; ela é uma jovem branca de cabelos pretos curtos e lisos, usa camiseta em estampa roxa e preta, calças pretas com rasgos nos joelhos e acessórios com spikes no braço e pescoço. O fundo é uma sala de consultório com paredes em madeira clara, decorações em ferro e um quadro pendurados na parede." width="2028" height="961" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lucifer-605-lucifer-chloe-rory-therapy.jpg 2028w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lucifer-605-lucifer-chloe-rory-therapy-800x379.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lucifer-605-lucifer-chloe-rory-therapy-1024x485.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lucifer-605-lucifer-chloe-rory-therapy-768x364.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lucifer-605-lucifer-chloe-rory-therapy-1536x728.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lucifer-605-lucifer-chloe-rory-therapy-1200x569.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23626" class="wp-caption-text">Bob the Drag Queen e Katya, de RuPaul’s Drag Race, <a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/07/lucifer-tera-queens-de-rupaul-na-temporada-final">estrelam o segundo episódio</a> ao lado de Lúcifer, e fazem parte da lista de elementos aleatórios da última temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Lúcifer (Lucifer, 6ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Lúcifer </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou ao final completamente desgastado depois de </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/chegada-de-deus-e-tom-ellis-salvam-5-temporada-de-lucifer-do-desgaste-iminente-58302"><span style="font-weight: 400;">ser arrastado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela segunda parte da </span><a href="https://personaunesp.com.br/lucifer-5a-temp-parte-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">5ª temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para o seu desfecho, a trama continuou patinando na inserção de novos elementos e personagens desnecessários, mas conseguiu compor episódios </span><a href="https://www.fanbolt.com/115324/lucifer-season-6-review/"><span style="font-weight: 400;">dolorosos e lindos</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e em parte, injustos. Todos torcemos pelo protagonista de Tom Ellis durante os últimos 5 anos, e depois de tanto criar pano para manga, a série conseguiu um </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/lucifer-6-temporada-com-redencao-do-diabo-serie-da-netflix-tem-final-agridoce-65163"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento brilhante</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ele e Maze (Lesley-Ann Brandt). E tudo isso só poderia ser feito se </span><i><span style="font-weight: 400;">Lúcifer </span></i><span style="font-weight: 400;">terminasse no mesmo lugar onde começou: no Inferno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A 6ª temporada é uma verdadeira montanha-russa. Entre episódios impecáveis, como o protagonizado por Amenadiel (D. B. Woodside) encarando o </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/lucifer-6a-temporada-critica"><span style="font-weight: 400;">racismo policial</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou assistir Chloe (Lauren German) e Lúcifer presos em um </span><a href="https://cinepop.com.br/lucifer-showrunner-explica-porque-o-episodio-06x03-foi-feito-em-animacao-confira-311878/"><span style="font-weight: 400;">desenho animado</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a trama bagunçada &#8211; que trouxe do futuro </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-160530/"><span style="font-weight: 400;">a filha do casal</span></a><span style="font-weight: 400;">, o final da série mexe com o coração ao traçar os caminhos de personagens tão queridos. A detetive é um ponto fraquíssimo do começo ao fim, sem nunca ter se desenvolvido &#8211; literalmente em nenhum momento da série-, mas muito pelo contrário, Dan (Kevin Alejandro) teve um final digno ao se despedir de Trixie (Scarlett Estevez), e a menina apareceu menos ainda na última temporada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No enredo, a finalização foi bem amarrada como um todo, mesmo ao ver o protagonista </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/entertainment/tv/a37528248/lucifer-ending-finale/"><span style="font-weight: 400;">sem seu final feliz</span></a><span style="font-weight: 400;">, pagando um preço que deixa uma sensação horrorosa de injustiça na boca do estômago. Longe da filha e de Chloe, Lúcifer termina sua série no Inferno com seu trabalho ressignificado, agora como terapeuta das almas perdidas. O debate que a série plantou na sociedade sobre o dualismo bem </span><i><span style="font-weight: 400;">versus</span></i><span style="font-weight: 400;"> mal </span><a href="https://netflixlife.com/2021/09/16/lucifer-season-6-most-popular-netflix-show/"><span style="font-weight: 400;">perdurará</span></a><span style="font-weight: 400;">, tanto quanto a </span><a href="https://www.cbr.com/review-lucifers-final-season-ends-with-devilish-charm-surprising-poignancy/"><span style="font-weight: 400;">personalidade sagaz e alegre</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma figura tão complexa emocionalmente quanto o diabo. Mas mais triste que tudo isso, só o penúltimo episódio da temporada, criado exclusivamente para dar o gosto de se despedir de um elenco tão rico. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_23635" aria-describedby="caption-attachment-23635" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23635" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemnine.jpg" alt="Cena de Nove Desconhecidos. Ao centro vemos Nicole Kidman, uma mulher branca, de cabelo loiro e longo. Ela veste um longo vestido branco e um colar de pedras azuis. Sua expressão facial é séria. À sua frente está uma mesa com toalha branca, nela tem uma tigela preta, duas garrafinhas transparentes de tampa vermelha e um peso de balança. À esquerda na mesa também há uma decoração sagrada. Mais a frente vemos dois encostos de cadeira desfocada. Atrás de Nicole vemos três velas acesas e uma pintura na parede de fundo verde e com traços laranja, branco e bordô" width="1024" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemnine.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemnine-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemnine-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23635" class="wp-caption-text">Melissa McCarthy também é um dos grandes nomes presente no elenco (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Nove Desconhecidos (Nine Perfect Strangers, Minissérie, Hulu/Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De meses em meses, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-undoing-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nicole Kidman</span></a><span style="font-weight: 400;"> se apresenta numa nova personagem pronta para ter todos os olhares sobre ela. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Nove Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela é uma protagonista de luxo, pouco explorada até quase a reta final, mas, com uma mística envolvente que nos faz querer mais da minissérie. </span><i><span style="font-weight: 400;">Nine Perfect Strangers</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> que teve disponibilização no Brasil pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, é baseada no livro homônimo de Liane Moriarty, a mesma escritora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-little-lies-s2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Little Lies</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A trama se passa num acampamento isolado que promete transformar a vida dos escolhidos a dedo por Masha (Nicole Kidman).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os nove personagens que vão para o retiro estão enfrentando alguma tragédia pessoal e em cada episódios é revelado o passado dessas pessoas e as motivações que as fizeram procurar por Masha. Em paralelo, sabemos apenas que a personagem de Kidman é motivada pelo luto. O cenário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nine Perfect Strangers</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um espaço de natureza e paz. Toda a calmaria das cenas faz contraponto com a confusão interna que seus personagens vivem, aumentando o misticismo envolvente da série. O roteiro foca na individualidade das nove pessoas, mas, sem esquecer que elas também precisam funcionar em conjunto é a base mais sólida para motivar o espectador a continuar acompanhando e desejando saber mais semana após semana. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_23363" aria-describedby="caption-attachment-23363" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23363 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/monstros.jpg" alt="Cena de Monstros no Trabalho mostra seis monstros reunidos ao redor de um ralo com olhar de preocupação. Apenas um deles demonstra estar feliz com a situação." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-23363" class="wp-caption-text">No susto e no grito eles fazem bonito, mas na comédia ficam a desejar (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Monstros no Trabalho (Monsters at Work, 1ª temporadas, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho no ramo de geração de energia para a cidade de Monstrópolis sempre foi considerado muito perigoso e importante pelos moradores da cidade. Mas essa realidade mudou depois que Mike (</span><span style="font-weight: 400;">Billy Crystal</span><span style="font-weight: 400;">) e Sully (</span><span style="font-weight: 400;">John Goodman</span><span style="font-weight: 400;">) conviveram com uma criança humana, Boo. No fim da história de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iRh2kF-1X2E"><i><span style="font-weight: 400;">Monstros S.A.</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a fábrica quase se fecha após a Agência de Detecção de Crianças (CDA) descobrir a maracutaia planejada pelo então </span><i><span style="font-weight: 400;">CEO</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Waternoose. Após a polêmica, os amigos </span><span style="font-weight: 400;">Mike e Sully assumem o comando do ramo de energia, transformando o ambiente de trabalho em uma fábrica de risadas. Esse é o ponto de partida para a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Monstros no Trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">, que retrata os desafios dessa transformação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa vez, o foco da história é em </span><span style="font-weight: 400;">Tylor Tuskmon (Ben Feldman), um ex-aluno notável da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=elKdcx9ar3k"><span style="font-weight: 400;">Universidade Monstros</span></a><span style="font-weight: 400;"> que recebeu um convite para trabalhar na fábrica de sustos, mas ao se apresentar para o novo emprego descobre que a realidade agora é outra. Assim como o novo protagonista, a h</span><span style="font-weight: 400;">istória da série também passou por dificuldades para engatar.</span><span style="font-weight: 400;"> Com os personagens já conhecidos tornando-se secundários e novos, que assumiram o papel principal na trama, sendo pouco carismáticos, a narrativa não foi tão envolvente quanto aos longas, restando apenas a nostalgia para envolver quem assistia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto negativo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Monstros no Trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a qualidade de </span><a href="https://www.zoom.com.br/notebook/deumzoom/o-que-e-renderizar"><span style="font-weight: 400;">renderização da imagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito inferior à dos filmes. Desse modo, a série segue por um roteiro clichê e maçante, só restando se prender à nostalgia em que os roteiristas se prenderam com unhas e dentes. Dentro dessa narrativa massante faltou carisma dos novos personagens e protagonismo dos queridos Mike e Sully, que ficaram de escanteio dessa vez. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_23572" aria-describedby="caption-attachment-23572" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23572" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/La-Casa-de-Papel-2.jpg" alt="Cena da parte 5 de La Casa de Papel. Cinco pessoas com armas apontadas para todos os lados. No canto inferior esquerdo está Helsinki, um homem branco careca, com barba loira. Ao seu lado, um pouco mais acima está Tokyo, uma mulher branca de cabelos pretos curtos e franja. No meio, Denver, um homem branco de cabelos encaracolados. Ao seu lado direito, Lisboa, uma mulher branca de cabelos lisos castanho claro e, abaixo dela, Bogotá, um homem branco de cabelos lisos castanhos. Todos estão usando macacão vermelho e coletes a prova de bala, segurando armas nas mãos." width="1200" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/La-Casa-de-Papel-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/La-Casa-de-Papel-2-800x453.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/La-Casa-de-Papel-2-1024x580.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/La-Casa-de-Papel-2-768x435.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23572" class="wp-caption-text">Novos personagens ganham ainda mais destaque nesta temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>La Casa de Papel (Volume 1 de Parte 5, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste mês, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">lançou a primeira parte da temporada final de </span><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Na última vez que vimos os assaltantes, a inspetora Alicia Sierra (Najwa Nimri) tinha achado o esconderijo do Professor (Álvaro Morte), e Lisboa (Itziar Ituño) tinha se reencontrado com o resto do grupo dentro do Banco da Espanha. E agora, os assaltantes precisam, mais uma vez, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/09/quem-volta-o-novo-vilao-e-as-adicoes-do-elenco-de-la-casa-de-papel"><span style="font-weight: 400;">lidar com imprevistos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seguir o plano arquitetado pelo seu mestre, que luta pela sua sobrevivência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quinta parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">continua fazendo o que sempre fez de melhor, inicia resolvendo conflitos e termina deixando gosto de quero mais. Mas, caminhando para o fim, vemos que a série usa do afeto do espectador pelos personagens e os laços criados por eles, explorando novas informações sobre o </span><a href="https://www.omelete.com.br/la-casa-de-papel-serie/la-casa-de-papel-quem-morre#14"><span style="font-weight: 400;">passado dos ladrões</span></a><span style="font-weight: 400;"> para nos deixar ainda mais envolvidos, realmente se apropriando da ideia das emoções, sem deixar a ação de lado. Apesar de um pouco repetitiva, o rumo da série não perde sentido ao </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/224791-la-casa-de-papel-8-questoes-parte-2-5-temporada-serie-netflix.htm"><span style="font-weight: 400;">caminhar para o fim</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o destino incerto dos personagens ainda nos faz querer acompanhar cada segundo. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_23597" aria-describedby="caption-attachment-23597" style="width: 1014px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23597" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/b99.jpg" alt="Cena da oitava temporada de Brooklyn Nine-Nine. A cena mostra o interior da sala do comandante Holt, sentado à mesa, que é um homem negro, idoso e usa camisa social branca. Do outro lado da mesa, está Jake Peralta, homem branco adulto que usa uma blusa vinho. " width="1014" height="570" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/b99.jpg 1014w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/b99-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/b99-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23597" class="wp-caption-text">Até mais, Nine-Nine, e obrigado por tudo (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><b>Brooklyn Nine-Nine (8ª temporada, NBC)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Nine-Nine</span></i> <a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/08/brooklyn-nine-nine-8a-e-ultima-temporada-chega-ao-brasil-em-setembro.shtml#:~:text=NEWSLETTER%20F5&amp;text=A%208%C2%AA%20e%20%C3%BAltima%20temporada,assessoria%20do%20canal%20ao%20F5."><span style="font-weight: 400;">acabou</span></a><span style="font-weight: 400;">. É triste, mas é verdade. Depois de assistir aos Estados Unidos marcharem contra a violência policial em decorrência do assassinato de George Floyd, o time de roteiristas de </span><i><span style="font-weight: 400;">B99</span></i><span style="font-weight: 400;"> se viu na posição de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/roteiristas-jogaram-4-episodios-de-brooklyn-nine-nine-no-lixo-depois-de-black-lives-matter/"><span style="font-weight: 400;">reformular seu ano final</span></a><span style="font-weight: 400;"> e adereçar esses temas, desde a corrupção dos agentes da lei até o racismo, que mata pessoas negras diariamente. Já na primeira cena da oitava temporada, a turma de Peralta e cia se debruçam sobre os protestos do </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/06/03/black-lives-matter-conheca-o-movimento-fundado-por-tres-mulheres.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Black Lives Matter</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a questão da pandemia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há medo ou receio de tomar drásticas decisões com os personagens, e a saída da Rosa (</span><a href="https://www.papelpop.com/2021/06/stephanie-beatriz-de-brooklyn-nine-nine-revela-que-esta-gravida/"><span style="font-weight: 400;">Stephanie Beatriz</span></a><span style="font-weight: 400;">) da </span><i><span style="font-weight: 400;">NYPD </span></i><span style="font-weight: 400;">faz completo sentido dentro da cabeça e das ações da personagem que acompanhamos por tantos anos. A exibição dessa temporada, com apenas 10 episódios, foi dividida em cinco quintas-feiras, com 2 capítulos transmitidos juntos. A manobra pareceu respeitar o amor dos fãs, mas, em instância maior, reconhecer que uma comédia sobre policiais americanos nesse momentos da História é algo que </span><a href="https://midiamax.uol.com.br/midiamais/tv-novela/2021/brooklyn-99-elenco-se-despede-apos-fim-da-8-temporada"><span style="font-weight: 400;">não deve continuar no ar</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jake Peralta (</span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/tv/andy-samberg-diz-que-chorou-nos-momentos-errados-durante-as-filmagens-de-brooklyn-nine-nine"><span style="font-weight: 400;">Andy Samberg</span></a><span style="font-weight: 400;">) continua sendo o farol de luz do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">e seu amadurecimento como pai, ao lado de Amy (</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/217554-brooklyn-99-melissa-fumero-8-temporada-final-satisfatorio.htm"><span style="font-weight: 400;">Melissa Fumero</span></a><span style="font-weight: 400;">) é um dos desfechos mais doces do ano oito. Charles Boyle (Joe Lo Truglio) passa por revelações inacreditáveis, Terry Jeffords (</span><a href="https://feededigno.com.br/serie/terry-crews-fala-das-mudancas-em-b99-apos-protestos-nos-eua/"><span style="font-weight: 400;">Terry Crews</span></a><span style="font-weight: 400;">) atua no reforço, assim como Scully (Joel McKinnon Miller), que passa boa parte dos episódios longe de sua alma gêmea Hitchcock (Dirk Blocker). O Capitão Raymond Holt (</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/176546-brooklyn-99-andre-braugher-retrato-realista-policia.htm"><span style="font-weight: 400;">Andre Braugher</span></a><span style="font-weight: 400;">) nunca perde a postura, mas encanta como sempre. A nada piegas </span><i><span style="font-weight: 400;">series finale</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com a presença especial da </span><a href="https://uproxx.com/indie/joanna-newsom-brooklyn-nine-nine-cameo/"><span style="font-weight: 400;">esposa de Samberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> na vida real, encontra (amém) espaço para uma singela volta da melhor personagem da série: Gina Linetti (</span><a href="https://screenrant.com/brooklyn-99-show-gina-chelsea-peretti-exit-reason/"><span style="font-weight: 400;">Chelsea Peretti</span></a><span style="font-weight: 400;">). Deixando saudade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Nine-Nine</span></i><span style="font-weight: 400;"> se despede com respeito e um legado e tanto.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_23627" aria-describedby="caption-attachment-23627" style="width: 1016px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23627" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/blood-water-season-2-1630851252.jpg" alt="Cena da série Sangue e Água em que as protagonistas Puleng e Fikile estão cara a cara, nessa ordem. Puleng é uma menina negra com tranças pretas e compridas, ela veste um casaco vermelho e encara Fikile com indignação. Do outro lado, Fikile é uma menina negra de de cabelos pretos cacheados e compridos, ela usa casaco azul marinho e encara a outra com desprezo. Ao fundo, bem ao centro e desfocado, há uma mulher observando as duas, ela é branca com cabelos cacheados castanhos claros e presos atrás da cabeça, usa uma camisa branca e sua expressão é de preocupação." width="1016" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/blood-water-season-2-1630851252.jpg 1016w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/blood-water-season-2-1630851252-800x394.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/blood-water-season-2-1630851252-768x378.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23627" class="wp-caption-text">Puleng e Fikile fazem teste de DNA na nova temporada de Sangue e Água, e o resultado positivo choca um total de zero espectadores (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Sangue e Água (Blood &amp; Water, 2ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-154423/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sucesso,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sangue e Água</span></i><span style="font-weight: 400;"> desceu rolando as escadas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> na segunda vez. A série continua adentrando assuntos urgentes e delicados, gritando ao mundo que vire seus olhos para a sociedade sul-africana, mas o assunto </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/criticas/2021/09/critica-sangue-e-agua-2a-temporada"><span style="font-weight: 400;">é sério demais</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ser colocado nas mãos dos adolescentes da trama. Em um punhado de descobertas nada reveladoras, a série andou numa corda bamba durante a segunda temporada, segurada pelas duas ingênuas protagonistas Puleng (Ama Qamata) e Fikile (Khosi Ngema) &#8211; que só agora descobriram que são irmãs -, enquanto os jacarés esperavam lá embaixo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Puleng não assistiu </span><a href="https://www.vulture.com/2017/04/pretty-little-liars-who-has-actually-committed-murder.html"><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Little Liars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e por isso não tem o mínimo de bom senso enquanto investiga entre pessoas perigosas o sequestro de sua irmã mais velha quando bebê. Seus erros de principiante, como invadir um escritório de advocacia ignorando as câmeras de segurança, por exemplo, fazem parte do mal desempenho da nova temporada. Além disso, assistir um romance adolescente na África do Sul é satisfatório pela novidade de ver um cenário incomum e uma escola onde os brancos é que são os estranhos, mas o enredo tende cada vez mais para uma </span><a href="https://www.thedailyvox.co.za/blood-water-season-2-leaves-you-wanting-more/"><span style="font-weight: 400;">versão rentável</span></a><span style="font-weight: 400;"> africana de </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite </span></i><span style="font-weight: 400;">do que fiel aos temas delicados que aborda, como o tráfico de pessoas. E com até o dramalhão se tornando meia boca, </span><a href="https://www.thedailyvox.co.za/blood-water-season-2-leaves-you-wanting-more/"><span style="font-weight: 400;">só dá para esperar</span></a><span style="font-weight: 400;"> que</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sangue e Água </span></i><span style="font-weight: 400;">se salve em meio ao mistério. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_23601" aria-describedby="caption-attachment-23601" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23601" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sw-visions.png" alt="Cena da série animada Star Wars Visions. Vemos um jedi e um sith lutando. O jedi tem cabelo comprido, barba, usa roupas largas e empunha um sabre de luz verde. O sith é mais velho, praticamente careca. Tem algumas tranças na cabeça e empunha dois sabres de luz vermelhos. Ele veste roupa preta. Tanto ele quanto o jedi são brancos. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sw-visions.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sw-visions-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sw-visions-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sw-visions-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sw-visions-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23601" class="wp-caption-text">Ainda há espaço para criatividade em Star Wars (Foto: Lucasfilm)</figcaption></figure>
<p><b>Star Wars: Visions (1ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/a-ascensao-skywalker-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: A Ascensão Skywalker</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">causou grande revolta entre os fãs da franquia ao entregar uma conclusão péssima para a trilogia que começou com </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Despertar da Força</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Depois disso, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">tentou se redimir com aqueles que adoram o universo criado por George Lucas na década de 1970. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Visions</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">é seguro dizer que ela conseguiu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série animada possui formato antológico, onde, em cada episódio, um estúdio de anime diferente conta uma história dentro do universo da franquia, sem se preocupar em seguir cronologias estabelecidas. É nessa liberdade para criar, com estilos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/love-death-robots-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> diferentes, que a série brilha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser focada mais nos </span><i><span style="font-weight: 400;">jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">cada um dos episódios fascinam por trazerem elementos novos àquele mundo que parecia uma grande “zona de conforto” para os fãs. Os diferentes pontos de vista nos fazem relembrar da riqueza daquele mundo e do porquê somos apaixonados pela saga. Para quem estava desacreditado, a série mostra que existem </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><span style="font-weight: 400;">caminhos maravilhosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> a serem tomados depois do fim da saga Skywalker. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_23548" aria-describedby="caption-attachment-23548" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23548" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/free-britney.jpg" alt="A imagem exibe um grupo de jovens segurando cartazes em um protesto pela liberdade tutelar da cantora Britney Spears." width="738" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-23548" class="wp-caption-text">Controlling Britney Spears expõe a vida de uma artista intoxicada pelo seu pai (Foto: FX on Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Controlling Britney Spears (The New York Times Presents, FX on Hulu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida de uma celebridade de Hollywood parece glamurosa em frente às câmeras, mas a realidade desses artistas nem sempre reflete essa impressão, como no caso de Britney Spears. A cantora passou 13 anos sob tutela de seu pai, Jamie Spears, até que surgisse uma legião de fãs e militantes apoiando a liberdade da princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Desse modo, surgiu a</span> <a href="https://twitter.com/hashtag/freebritney?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Ehashtag"><i><span style="font-weight: 400;">#FreeBritney</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que levou a produção do especial </span><i><span style="font-weight: 400;">Framing Britney Spears</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o recente abandono da tutela da cantora, houve a produção da parte dois do documentário, chamado de </span><i><span style="font-weight: 400;">Controlling Britney Spears</span></i><span style="font-weight: 400;">, que traz um lado mais tóxico dos anos em que a cantora passou sendo supervisionada pelo pai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário, produzido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;"> em parceria com o </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">FX</span></i><span style="font-weight: 400;">, permitiu ao público uma percepção mais intimista da vida que Britney Spears levava sob tutela. A cantora era monitorada a todo momento, sem liberdade para as coisas simples do dia a dia. Além disso, como já abordado em </span><a href="https://personaunesp.com.br/framing-britney-spears-a-vida-de-uma-estrela-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Framing Britney Spears</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, praticamente todo o dinheiro conquistado pela artista era administrado pelo pai. O longa ainda conta com depoimentos de pessoas que vivem dentro do cerco da cantora, que relataram os maus tratos em que Jamie Spears submetia a própria filha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas essas revelações conturbadas expostas nos documentários repercutiram por todo o mundo. Depois de todo esse processo, Jamie Spears </span><a href="https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2021/09/justica-remove-pai-de-britney-spears-de-tutela-da-cantora.html"><span style="font-weight: 400;">desistiu da tutela</span></a><span style="font-weight: 400;"> e foi substituído pelo contador John Zabel. Britney Spears ainda não leva uma vida totalmente livre de tutores, mas mesmo assim, a luta na justiça, potencializada por fãs e militantes, trouxeram os holofotes para a exploração a que a cantora era submetida. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_23660" aria-describedby="caption-attachment-23660" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/rez-dogs.jpg" alt="Cena da série Reservation Dogs. Os quatro atores estão na imagem, da esquerda para a direita: Devery Jacobs, Lane Factor, Paulina Alexis e D’Pharaoh Woon-A-Tai. Eles estão em um armazém abandonado, sem cobertura, com paredes de tijolos pichadas e muitas árvores. Jacobs segura uma quantia de dinheiro e os outros três a observam. Cada um está em um plano; Jacobs e Woon-A-Tai estão na frente, em um tronco; Alexis está mais para trás, sentada de frente para eles; Factor está ao fundo, de pé." width="1024" height="612" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/rez-dogs.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/rez-dogs-800x478.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/rez-dogs-768x459.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23660" class="wp-caption-text">Willie Jack, você sabe que venceu (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>Reservation Dogs (1ª temporada, FX)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Taika Waititi não cansa de adicionar títulos fascinantes na sua carreira – e não, dessa vez eu </span><i><span style="font-weight: 400;">não </span></i><span style="font-weight: 400;">estou falando do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> absurdo que a série </span><i><span style="font-weight: 400;">What We Do In The Shadows</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou. Escrita ao lado de Sterlin Harjo, </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/reservation-dogs-serie-de-taika-waititi-e-renovada-para-2-temporada,92f0b9383a91f3622ade3e6903acb677tstdoweu.html"><i><span style="font-weight: 400;">Reservation Dogs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é de longe uma das peças mais bem esculpidas do ano, abusando da dramédia e levando às telas um elenco de peso quase inteiramente indígena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os quatro </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/4-curiosidades-que-voce-nao-sabia-sobre-caes-de-aluguel-classico-do-tarantino/"><i><span style="font-weight: 400;">Cães de Aluguel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Waititi, interpretados pelos jovens Paulina Alexis, D’Pharaoh Woon-A-Tai, Devery Jacobs e Lane Factor, moram em uma reserva indígena em Oklahoma, mas sonham em se mudar para Califórnia. Dando um toque especial no desenvolvimento do grupo de protagonistas, mas sem deixar de lado a riqueza de histórias dos coadjuvantes, Waititi e Harjo, ambos também nativos, criam uma narrativa excepcional sobre a universalidade da adolescência com a particularidade dos nativo-americanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já renovada para uma 2ª temporada, </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/sep/01/why-reservation-dogs-is-the-funniest-and-most-groundbreaking-new-tv-show"><i><span style="font-weight: 400;">Reservation Dogs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um afronte a baixa representatividade de histórias feitas por indígenas na frente e atrás das câmeras. É uma narrativa sutil acerca da depressão, do suícidio, do racismo e de como é quase insuportável ser um adolescente. </span><i><span style="font-weight: 400;">F*ckin&#8217; Rez Dogs</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_23628" aria-describedby="caption-attachment-23628" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23628" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/billy-mulligan.jpg" alt="Cena da série As 24 Personalidades de Billy Milligan. A imagem mostra Billy do peito para cima; ele é um homem branco com cabelos cortados na altura dos ombros, usa uma camiseta polo de listras brancas, e sua expressão encara a câmera em desafio e desprezo. A imagem é na cor azul, e o fundo é uma cortina." width="1024" height="575" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/billy-mulligan.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/billy-mulligan-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/billy-mulligan-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23628" class="wp-caption-text">Sybil, filme de 76, foi um dos lançamentos da época que inseriu na sociedade o transtorno dissociativo de identidade, e <a href="https://www.bustle.com/entertainment/the-sybil-book-movie-story-plot-billy-milligan">influenciou diretamente</a> o diagnóstico de Billy (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>As 24 Personalidades de Billy Milligan (Monsters Inside: The 24 Faces of Billy Milligan, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não suficiente para Billy Milligan ser </span><a href="https://www.megacurioso.com.br/misterios/115437-fragmentado-as-24-personalidades-de-billy-milligan.htm"><span style="font-weight: 400;">inocentado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelos crimes que cometeu e ganhar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7l4SzfMstLE"><span style="font-weight: 400;">um longa</span></a><span style="font-weight: 400;"> com James McAvoy protagonizando o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/4-curiosidades-sobre-fragmentado-filme-de-m-night-shyamalan/"><span style="font-weight: 400;">personagem inspirado nele</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi necessário uma minissérie para contar sua história. Lançada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">As 24 Personalidades de Billy Milligan</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma síntese do caos que o homem causou nos Estados Unidos desde o final dos anos 70 até sua morte em 2014. Ele foi </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/fragmentado-da-vida-real-billy-milligan-o-criminoso-de-multiplas-personalidades.phtml"><span style="font-weight: 400;">comprovadamente identificado</span></a><span style="font-weight: 400;"> como o estuprador de &#8211; no mínimo &#8211; 3 mulheres, mas recebeu o diagnóstico de </span><a href="https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/6881/1/VMartinez.pdf"><span style="font-weight: 400;">transtorno dissociativo de identidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> na época, e rapidamente se transformou em uma celebridade. O documentário deixa dúvidas sobre a veracidade da doença e termina da mesma forma que a vida de Milligan: entediante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira vista, a minissérie arrepia. Billy aparece “trocando” de personalidade em diversas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gAPPzmRb4r0"><span style="font-weight: 400;">fitas gravadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> logo que foi preso, e com uma história de </span><a href="https://www.esquire.com/entertainment/tv/a37693537/billy-milligan-true-story-netflix-24-faces/"><span style="font-weight: 400;">abuso infantil</span></a><span style="font-weight: 400;"> tudo parece corroborar com sua mente ter fragmentado. Mas isso só dura até ele se transformar em uma celebridade americana, e pular entre diversas clínicas psiquiátricas, sempre ganhando mais privilégios. O que antes era absolutamente convincente aos poucos se torna revoltante. Mais e mais médicos contam versões diferentes, e as 7 personalidades de Billy identificadas primeiro de repente se transformam em 24 &#8211; logo que um jornalista surge para escrever um </span><a href="https://www.columbusmonthly.com/story/lifestyle/features/2021/09/22/netflixs-monsters-inside-tells-story-billy-milligan/5818741001/"><span style="font-weight: 400;">livro de sua história</span></a><span style="font-weight: 400;">. E daí para o fim, é só ladeira abaixo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas deveria o homem Billy </span><a href="https://www.gq.com.mx/entretenimiento/articulo/monster-inside-de-netflix-documental-sobre-billy-milligan-fecha-de-estreno"><span style="font-weight: 400;">pagar pelos crimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que uma pessoa completamente diferente cometeu através de seu corpo, mesmo que ele não se lembre? É uma das </span><a href="https://vejasp.abril.com.br/blog/filmes-e-series/as-24-personalidades-de-billy-milligan-netflix/"><span style="font-weight: 400;">discussões emblemáticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que dão nós na cabeça fomentadas após esse caso. No entanto, uma pergunta mais importante é se teriam todos os membros da sociedade esquecido das mulheres vítimas de Milligan &#8211; enquanto ele </span><a href="https://www.jornalciencia.com/billy-milligan-o-estuprador-que-tinha-24-personalidades-e-virou-serie/"><span style="font-weight: 400;">ganhou minissérie</span></a><span style="font-weight: 400;">. A resposta é definitivamente sim &#8211; pois, como sempre, só é interessante falar da mulher quando ela pode ser </span><a href="https://ufmg.br/comunicacao/noticias/a-culpabilizacao-da-vitima-no-caso-mariana-ferrer"><span style="font-weight: 400;">culpabilizada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela violência que sofreu. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_23636" aria-describedby="caption-attachment-23636" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23636" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemchicocaetano.jpg" alt="Cena de Chico &amp; Caetano. À esquerda está Chico Buarque, um homem branco de cabelo preto, curto e ondulado. Ele veste camisa e calça branca e suas mãos estão no pedestal do microfone que está na sua frente. À direita está Caetano Veloso, um homem branco de cabelo preto, curto e ondulado. Ele veste regata branca e calça dourada. Suas mãos estão segurando um violão que está apoiado em sua cintura. Na sua frente há um microfone. O fundo é escuro e há alguns instrumentos musicais." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemchicocaetano.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemchicocaetano-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemchicocaetano-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagemchicocaetano-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23636" class="wp-caption-text">A Divisão de Censura da Superintendência da Polícia Federal vetou do programa a música Merda de Caetano Veloso (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Chico &amp; Caetano (1ª temporada, Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez esses sejam os dois maiores nomes da Música Popular Brasileira. </span><a href="https://personaunesp.com.br/chico-buarque-construcao-50-anos/"><span style="font-weight: 400;">Perseguidos pela censura</span></a><span style="font-weight: 400;"> e referenciados pelo público, Chico Buarque e Caetano Veloso são donos de ricas discografias que tocam em clamor pelos direitos civis. Os dois ícones são anfitriões da série exibida pela primeira vez em 1986, e que chegou agora ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> para celebrar os 35 anos de sua primeira exibição. Contraste entre a desinibição de Caetano e a timidez de Chico dão o tom descontraído da série de 9 episódios que contou com grandes nomes da </span><i><span style="font-weight: 400;">MPB</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O musical é uma grande reunião do que a Música brasileira tem de melhor. </span><a href="https://personaunesp.com.br/rita-lee-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">, Cazuza, </span><a href="https://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elza Soares</span></a><span style="font-weight: 400;">, Luiz Caldas, Maria Bethânia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bloco-na-rua-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ney Matogrosso</span></a><span style="font-weight: 400;">, esse é apenas o começo da lista de participações em </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/musicais-e-shows/chico-caetano/"><i><span style="font-weight: 400;">Chico &amp; Caetano</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A única que ocorreu fora do formato tradicional da gravação ao vivo, foi a participação de Tim Maia. O cantor que havia ensaiado no dia anterior não compareceu na gravação, assim, foram usadas cenas do ensaio para cobrir a falta. Gravado no palco do Teatro Fênix no Rio de Janeiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Chico &amp; Caetano</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma preciosidade cultural. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_23629" aria-describedby="caption-attachment-23629" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23629" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/nailed-it-2.jpg" alt="Cena da série Mandou Bem em que a apresentadora Nicole Byer está no centro segurando uma taça de drink. Ela é uma mulher negra de cabelos castanhos ondulados, usa um óculos de sol redondo, blusa estampada de onça, um cachecol de penas roxas em volta do pescoço e segura uma taça de drink rosa com guarda-chuvas coloridos decorativos, enquanto encara a câmera com uma expressão de quem irá falar. O fundo é composto por um balcão de madeira clara e uma parede de prateleiras cheias de potes de doces diversos, coloridos, e um bolo de muitas camadas." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/nailed-it-2.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/nailed-it-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/nailed-it-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/nailed-it-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/nailed-it-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/nailed-it-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23629" class="wp-caption-text">A 6ª temporada da competição contou com Wayne Brady e Big Freedia entre os <a href="https://www.distractify.com/p/nailed-it-season-6-guest-judges">jurados convidados</a> (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Mandou Bem (Nailed It!, 6ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se há alguma série injustiçada pelo </span><a href="https://www.emmys.com/shows/nailed-it"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que ainda não levou um troféu, essa série é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XgHdBTeloek"><i><span style="font-weight: 400;">Mandou Bem</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e sua apresentadora Nicole Byer, a primeira mulher negra na História a ser nomeada para a categoria de </span><a href="https://www.emmys.com/awards/nominees-winners/2021/outstanding-host-for-a-reality-or-reality-competition-program"><span style="font-weight: 400;">Melhor Apresentador de </span><i><span style="font-weight: 400;">Reality </span></i><span style="font-weight: 400;">ou Competição</span></a><span style="font-weight: 400;">. Caso você nunca tenha assistido essa competição (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4xvYMJniZaI"><span style="font-weight: 400;">ou desastre</span></a><span style="font-weight: 400;">) de confeitaria, sua missão é devorar todas as edições disponíveis na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> neste exato momento. Em sua 6ª temporada, a série </span><a href="https://readysteadycut.com/2021/09/15/review-nailed-it-season-6-netflix-series/"><span style="font-weight: 400;">segue firme</span></a><span style="font-weight: 400;"> no seu estilo simples: fazer pessoas normais prepararem doces mirabolantes impossíveis de serem produzidos por meros mortais, sentar e assistir tudo dando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SpTrbuEuqqY"><span style="font-weight: 400;">tremendamente errado</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a nova temporada, a produção trouxe temas mais simbólicos para os desafios, como o quarto episódio para confeitar mulheres negras da História, sem perder a chance de fazer do querido </span><a href="https://www.thrillist.com/eat/nation/netflix-nailed-it-jacques-torres-interview"><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Chocolate</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o confeiteiro francês Jacques Torres, um meme, e colocando seu feriado favorito como o </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-57796414"><span style="font-weight: 400;">Dia da Bastilha</span></a><span style="font-weight: 400;"> no penúltimo episódio. O desempenho dos participantes &#8211; como sempre &#8211; é pavoroso, ficando ainda </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/09/reality-show-para-a-familia-inteira-lanca-nova-temporada-na-netflix"><span style="font-weight: 400;">mais hilários</span></a><span style="font-weight: 400;"> com os comentários de Nicole. Mas não só da má confeitaria vive </span><i><span style="font-weight: 400;">Mandou Bem</span></i><span style="font-weight: 400;">. A personalidade de competidores como Alpin Hong, que participa do episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">C&#8217;est Jacques!</span></i><span style="font-weight: 400;">, combina perfeitamente com o astral da série, além de ele ser apaixonado pelo francês &#8211; todos nós não somos? Assim, somos lembrados de que eles são gente como a gente, e o que é mais importante na série: se divertindo em tentar </span><a href="https://foodsided.com/2021/09/15/nailed-it-season-6-pie-dessert/"><span style="font-weight: 400;">ser o menos pior</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_23642" aria-describedby="caption-attachment-23642" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23642" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/908804321628614048.jpg" alt="Cena da série Ghots. O ambiente é um salão de um casarão muito antigo, com decoração do século 18. Na imagens vemos vários personagens, os fantasmas da série. Eles não possuem nenhum efeito de computação gráfica, e são mostrados como seres humanos vivos. No canto esquerdo da imagem, vemos um dos personagens da série, um fantasma de um homem das cavernas, interpretado por um ator branco. Mais para a direita, vemos uma fantasma de uma ex-moradora do casarão, com roupas da alta classe do século 18, interpretada por uma mulher negra. Ela está sentada em um sofá. De pé, atrás dela, vemos uma fantasma com roupas simples do século 16. Ela está suja de cinzas, como se tivesse ficado perto do fogo, e é interpretada por uma mulher branca. A frente do sofá, está de pé um fantasma com roupa de escoteiro dos anos 80. Ele tem uma flecha atravessada em seu pescoço, que está quebrada, e é interpretado por um homem branco gordo. Ao fundo, vemos um fantasma de um homem da alta classe do século 17. Ele é interpretado por um homem branco. Sentada na ponta direita do sofá, vemos o fantasma de uma senhora da alta classe do século 19. Ela é interpretada por uma mulher branca. Atrás dela, no canto direito da imagem, vemos um fantasma de um militar da metade do século 19. Ele é interpretado por um homem branco. Em primeiro plano na imagem, mais perto da câmera, vemos as costas de um fantasma de um Primeiro Ministro dos anos 90. Ele é interpretado por um homem branco. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/908804321628614048.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/908804321628614048-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/908804321628614048-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/908804321628614048-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/908804321628614048-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/908804321628614048-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23642" class="wp-caption-text">A série é escrita por alguns dos atores que fazem os fantasmas (Foto: BBC One)</figcaption></figure>
<p><b>Ghosts (3ª temporada, BBC One) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os fantasminhas camaradas mais amados da televisão britânica estão de volta. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5e0nB1mSd9Q"><span style="font-weight: 400;">série da </span><i><span style="font-weight: 400;">BBC One</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> honra sua comédia fantasmagórica mais uma vez, com seis novos episódios no melhor humor inglês possível, tramas absurdas e personagens de carisma ectoplasmático maior que muitos vivos por aí. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinâmica de Alison e Mike </span><a href="https://www.radiotimes.com/tv/comedy/ghosts-bbc-comedy-cast-characters-full-guide/"><span style="font-weight: 400;">combinada</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Kitty, Thomas, Julian, Lady Button, Pat, Robin, Sir Humphrey Bone, Captain e Mary ganha novas camadas no terceiro ano da produção. A mansão Button também se expande como uma personagem, com as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WPzUQnHOxwI"><span style="font-weight: 400;">trapalhadas e momentos de dramédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> ocupando seus tantos cômodos. Aprendemos mais sobre os rostos e almas da mitologia da série, e somos introduzidos a uma misteriosa mulher, que se diz ser uma irmã perdida de Alison. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ghosts</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece incansável em suas possibilidades de fazer rir, e nunca precisa apelar para o que estamos cansados de ver; até mesmo os clichês são reinterpretados e nos entregam o efeito do refrescante. Se você quer uma nova </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;"> para chamar de sua e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KiCP9JDjnMk"><span style="font-weight: 400;">invadir sua vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, essa pode ser a surpresa inesperada, viciante e apaixonante que você tanto procura. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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<figure id="attachment_23667" aria-describedby="caption-attachment-23667" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23667" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/FAFSTazVQAAbTqA.jpg" alt="Cena de Drag Race Holland. A cena mostra Envy Peru coroando Vanessa van Cartier, que usa uma roupa dourada e segura um cetro prateado nas mãos. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/FAFSTazVQAAbTqA.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/FAFSTazVQAAbTqA-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/FAFSTazVQAAbTqA-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/FAFSTazVQAAbTqA-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23667" class="wp-caption-text">Setembro de 2021 foi o mês em que Drag Race deu o prêmio à duas mulheres trans: Vanessa van Cartier e Kylie Sonique Love, duas loironas com três nomes cada (Foto: Videoland)</figcaption></figure>
<p><b>Drag Race Holland (2ª temporada, Videoland)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao passo que a franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i> <a href="http://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-down-under-critica/"><span style="font-weight: 400;">se expande</span></a><span style="font-weight: 400;"> e novas temporadas surgem para além dos Estados Unidos, o alicerce do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">se solidifica como um evento cultural e estratosférico. A segunda corrida holandesa corrige os </span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-holland-critica/"><span style="font-weight: 400;">erros do ano inicial</span></a><span style="font-weight: 400;">, e agora sabe muito bem o que quer dizer e como dizê-lo. Com dez competidoras, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">foi recheado de bate-boca, briga e muito talento servido na passarela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passando por falcatruas das protegidas do apresentador Fred (como </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/The_Countess"><span style="font-weight: 400;">The Countess</span></a><span style="font-weight: 400;"> poupada pelo histórico e </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Vivaldi"><span style="font-weight: 400;">Vivaldi</span></a><span style="font-weight: 400;"> salva depois de quebrar as regras), o elenco elevou o nível do ano passado. </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Tabitha"><span style="font-weight: 400;">Tabitha</span></a><span style="font-weight: 400;"> se mostrou um poço de carisma e fez valer o título de </span><i><span style="font-weight: 400;">Miss </span></i><span style="font-weight: 400;">Simpatia, enquanto </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Keta_Minaj"><span style="font-weight: 400;">Keta Minaj</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi assaltada na semifinal e ouviu seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Sashay Away</span></i><span style="font-weight: 400;"> para que, na hora do vamos ver, Vanessa van Cartier pudesse vencer sem ressalvas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segunda mulher trans coroada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> no mês de setembro (depois de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Kylie_Sonique_Love"><span style="font-weight: 400;">Kylie Sonique Love</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">All Stars 6</span></i><span style="font-weight: 400;">), </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Vanessa_Van_Cartier"><span style="font-weight: 400;">Vanessa</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um ícone de amor e afeto, além de colocar em discussões assuntos nunca antes iluminados na franquia. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Lip Sync </span></i><span style="font-weight: 400;">derradeiro, contra uma formidável mas deslocada </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/My_Little_Puny"><span style="font-weight: 400;">My Little Puny</span></a><span style="font-weight: 400;">, deu a Vanessa o ouro olímpico e a chance de se celebrar como nasceu para ser. Bom trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos vemos em 2022. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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		<title>Drag Race Holland é um teste para cardíaco</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2020 17:06:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Pela primeira vez em 2020, Drag Race premiou quem mereceu a Coroa desde o dia um. Não contestando as brilhantes vitórias de Jaida Essence Hall e Shea Couleé, nem mesmo a coroação de Priyanka, mas o que mudou em Drag Race Holland foi o favoritismo avassalador que a estonteante e belíssima Envy Peru &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/drag-race-holland-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Drag Race Holland é um teste para cardíaco"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16624" aria-describedby="caption-attachment-16624" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16624 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1-1.jpg" alt="Na foto vemos quatro drag queens. Da esquerda para a direita: Miss Abby OMG está toda de preto, com um espartilho roxo, Ma'ma Queen usa uma roupa azul e verde, com plumas e asas que lembram o carnaval, seu cabelo é azul claro e ela tem um adereço na cabeça, Envy Peru está de preto com uma grande pluma na cabeça e Janey Jacké veste vermelho, um maiô com meia calça e asas de anjo no mesmo tom de vermelho." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/1-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16624" class="wp-caption-text">Além do título e da Coroa, a vencedora de Drag Race Holland levou para casa um vestido horroroso, mas avaliado em milhares de euros (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela primeira vez em 2020, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> premiou quem mereceu a Coroa desde o dia um. Não contestando as brilhantes vitórias de Jaida Essence Hall e </span><a href="https://personaunesp.com.br/all-stars-5-critica/"><span style="font-weight: 400;">Shea Couleé</span></a><span style="font-weight: 400;">, nem mesmo a coroação de Priyanka, mas o que mudou em </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o favoritismo avassalador que a estonteante e belíssima </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Envy_Peru"><span style="font-weight: 400;">Envy Peru</span></a><span style="font-weight: 400;"> exerceu na órbita de suas concorrentes. A </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> latina clamou para si o título de Primeira Super Estrela Drag da Holanda, numa temporada com mais altos do que baixos, e que definitivamente colocou o público numa montanha-russa emocional.</span></p>
<p><span id="more-16623"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a figura de Envy no topo da semana era o esperado, as corredoras que caíam no </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottom 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (as piores do episódio) sempre surpreendiam. Não só a batalha de dublagem, o icônico </span><i><span style="font-weight: 400;">Lip Sync For Your Life</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas quem era mandada embora. Indo na contramão da franquia norte-americana, a versão comandada com pulso firme e bom humor por Fred Van Leer tomou decisões questionáveis, mas que no fim fizeram o mínimo de sentido.</span></p>
<figure id="attachment_16625" aria-describedby="caption-attachment-16625" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16625 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fred.jpg" alt="A foto promocional da temporada, o fundo dourado e um homem branco sentado num trono vermelho e dourado, ao seu redor 10 drag queens posam para a foto, usando roupas das 3 cores da bandeira da Holanda: azul, vermelho e branco " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fred.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fred-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fred-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fred-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/fred-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16625" class="wp-caption-text">Fred Van Leer ao lado das dez drag queens que competiram na primeira temporada de Drag Race Holland (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca foi sobre ganhar com merecimento ou como um acerto de contas. A corrida das loucas adora injetar viradas e inversão das regras na hora de escolher quem representará o legado do </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. RuPaul tem confundido a audiência nos últimos anos, principalmente quando não leva mais em conta o histórico das competidoras. O termo que a série usa é </span><i><span style="font-weight: 400;">‘track record’</span></i><span style="font-weight: 400;">, o medidor do desempenho das </span><i><span style="font-weight: 400;">drags</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde quem vence mais desafios desponta como a favorita de cara.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na versão holandesa de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">, entretanto, RuPaul não é a cabeça mandante da bancada de jurados. Aqui fora, não sabemos do tamanho da influência do apresentador nas decisões da temporada, mas o que fica claro é que </span><a href="https://draglicious.com.br/2020/08/14/fred-van-leer-apresentara-drag-race-holanda-que-estreia-18-de-setembro/"><span style="font-weight: 400;">Fred</span></a><span style="font-weight: 400;"> dá o tom do jogo. O </span><i><span style="font-weight: 400;">host</span></i><span style="font-weight: 400;">, que também se monta e aparece de vestido, espartilho e salto alto, deu um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">de carisma, talento, singularidade e coragem. Não que seu </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/RuPaul%27s_Drag_Race_Dictionary"><i><span style="font-weight: 400;">CUNT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fosse medido, longe disso, o estilista holandês já começou em total entrosamento e sintonia com o formato e com as</span><i><span style="font-weight: 400;"> drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_16626" aria-describedby="caption-attachment-16626" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16626 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/rup.jpg" alt="O busto de RuPaul, uma drag queen negra e de peruca branca, aparece numa TV. As drags olham para a TV. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/rup.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/rup-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/rup-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/rup-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/rup-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16626" class="wp-caption-text">RuPaul aparecia na TV do ateliê antes de Fred entrar para anunciar o desafio da semana, fora isso a dona da franquia também chamava a categoria da passarela e dava tchau no fim do capítulo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele manejava a graça e o fator ‘tonto’ da franquia, mas nunca baixava a guarda para ser visto como igual pelas rainhas. Erro esse que ficou evidente na investida </span><a href="https://personaunesp.com.br/canadas-drag-race-critica/"><span style="font-weight: 400;">canadense</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, além de carecer de bom humor dos apresentadores, também era deficiente de pulso firme e alteridade na tomada de decisões e no julgamento da linha tênue entre gosto pessoal e objetividade crítica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fred soube o quanto roubar dos maneirismos de RuPaul, fazendo graça das frases prontas e da ‘cerimônia’ que é o momento da deliberação da bancada. Algo essencial para o sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a decisão de encarar a temporada inaugural como parte da franquia mundial, e não apenas uma xerox que traduz as literalidades do inglês para os Países Baixos. Nessa leva, nasceram novas maneiras de editar os desafios e até jargões inéditos.</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘Drag Race acabou, pra você, e não para mim’</span></i><span style="font-weight: 400;">, eram os dizeres de Fred antes da eliminada dar adeus.</span></p>
<figure id="attachment_16627" aria-describedby="caption-attachment-16627" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16627 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/jura.png" alt="Vemos os 5 jurados na passarela, a primeira é uma mulher branca e loira, na casa dos 30 anos, que usa um vestido bege dourado, ao seu lado um homem branco e cabelos claros veste um terno branco e sapatos da mesma cor, ao seu lado uma drag queen branca e de cabelos rosa veste um vestido coberto de flores rosas nos ombros e nas pernas com detalhes azuis no peito, ao seu lado outra mulher branca e loira usa um vestido bege furado e ao seu lado uma mulher branca idosa de cabelos castanhos e óculos veste um terno preto com detalhes em azul" width="1400" height="933" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/jura.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/jura-300x200.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/jura-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/jura-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/jura-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16627" class="wp-caption-text">O painel de jurados tinha Fred e Nikkie Plessen como fixos, que convidaram uma porção de celebridades do país para auxiliá-los, entre eles a icônica Nikkie Tutorials (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E aqui aparece a faca de dois gumes que vai de encontro ao título da crítica. </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um teste para cardíacos em distintos aspectos. Para o lado positivo, era impossível prever a eliminada da semana com base no histórico. </span><i><span style="font-weight: 400;">Queens </span></i><span style="font-weight: 400;">ótimas, e que inauguraram sua posição nas Piores, foram mandadas embora sem mais, nem menos. Mesmo dublando contra outras que fizeram do </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottom 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> sua zona de conforto. Como esquecer de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Miss_Abby_OMG"><span style="font-weight: 400;">Miss Abby OMG</span></a><span style="font-weight: 400;">, pela trigésima vez na Batalha de Dublagem, vencendo a belga </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Sederginne"><span style="font-weight: 400;">Sederginne</span></a><span style="font-weight: 400;">, que teve um único deslize? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abby, que foi publicizada como a </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/09/drag-queen-brasileira-e-anunciada-como-uma-das-competidoras-de-drag-race-holland/"><span style="font-weight: 400;">primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia, representa muito da alma que ainda vende o formato de </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> com tanto vigor. Ela se envolvia em quase toda briga, ela adorava ser a excluída e a ‘carregada’ e, acima de tudo, Abby OMG ostentava uma química incrível com a câmera. </span><span style="font-weight: 400;">Não posso afirmar que a mineira adquiriu o posto de Narradora da Temporada, pelo fato da maioria das rainhas terem criado uma relação platônica com o confessionário, servindo momentos de honestidade e sensibilidade. O elemento <em>X</em> da persona de Abby aumentou sua ‘vida útil’ na corrida até a Final, depois de sobreviver à uma Batalha com Ma’ma Queen, resultando no questionável </span><i><span style="font-weight: 400;">Double Shantay</span></i><span style="font-weight: 400;"> (quando ninguém é eliminada) da temporada. </span></p>
<figure id="attachment_16628" aria-describedby="caption-attachment-16628" style="width: 1777px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16628 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/abb.jpg" alt="Miss Abby OMG, uma drag queen de pele clara e cabelos loiros sorri com os olhos e as mãos para cima, ela tem as cores do arco-íris pinadas em seu peito, que encontram o tecido do vestido, que mantém o padrão de cores" width="1777" height="999" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/abb.jpg 1777w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/abb-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/abb-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/abb-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/abb-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/abb-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16628" class="wp-caption-text">A brasileira Miss Abby OMG, com o visual de arco-íris; reparem que o look tem nome, algo inédito em Drag Race (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa jogada de transformar Miss Abby OMG na </span><i><span style="font-weight: 400;">‘</span></i><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Roxxxy_Andrews"><i><span style="font-weight: 400;">Roxxxy Andrews</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> no All Stars 2’</span></i><span style="font-weight: 400;"> da temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;"> eliminou uma competidora mantendo-a no jogo ao mesmo tempo. Era claro que a brasileira não ganharia a Coroa, mas sua mera presença no ateliê já aumentava a temperatura e deixava qualquer bate boca suculento. E não faltaram desentendimentos nesse ano inaugural holandês. Não que as </span><i><span style="font-weight: 400;">queens </span></i><span style="font-weight: 400;">fossem briguentas ou desnecessariamente barraqueiras, a maioria dos conflitos era relevante e soava real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fator que a versão americana de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> matou há muitos anos, considerando o </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">de império e propaganda que a franquia sustenta nos Estados Unidos. Na terra do </span><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-12-critica/"><span style="font-weight: 400;">reinado de Jaida</span></a><span style="font-weight: 400;">, as </span><i><span style="font-weight: 400;">drags </span></i><span style="font-weight: 400;">entram no ateliê com estratégias de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing </span></i><span style="font-weight: 400;">e torcendo para não serem odiadas na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, cada movimento é calculado. O que, felizmente, se mostra inviável no ambiente dos Países Baixos, semelhante ao que rolou meses atrás no Canadá. Nessas inaugurações e no ato de abrir portas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> às culturas distintas dos EUA, as competidoras espelham muito mais vulnerabilidade e despreparo na criação de ‘personagens prontos’. </span></p>
<figure id="attachment_16629" aria-describedby="caption-attachment-16629" style="width: 2400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16629 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/k.jpg" alt="Uma colagem de 3 visuais na passarela: a primeira foto é de uma drag queen com pele parda que usa um maiô bege com detalhes rosa, e sua peruca imita um sorvete na casquinha, também cor de rosa; ao lado dela, uma drag queen branca, de barba e cabelos pretos, veste um vestido marrom e amarelo, ao seu lado uma drag queen usa uma peruca de topete amarelo e uma roupa branca, manchada com padrões de pichação. " width="2400" height="1260" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/k.jpg 2400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/k-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/k-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/k-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/k-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/k-2048x1075.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/k-1200x630.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16629" class="wp-caption-text">As queens mostraram lados e vertentes drag até então desconhecidos ou pouco explorados na série de RuPaul (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que abre espaço para deslizes e burradas, naturalmente. Por pior que seja, o preconceito anda junto das lutas sociais, de sexualidade e de gênero, e nem o ambiente aparentemente seguro da passarela de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> saiu ileso de machucar profundamente uma competidora. Falo do gritante preconceito sofrido por </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Ma%27Ma_Queen"><span style="font-weight: 400;">Ma’ma Queen</span></a><span style="font-weight: 400;">. A </span><i><span style="font-weight: 400;">queen</span></i><span style="font-weight: 400;">, que desmontada se enxerga no espectro do não-binarismo, foi ridicularizada quando incorporou sua visão de mundo no desafio </span><i><span style="font-weight: 400;">Half Man, Half Queen</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde as corredoras tinham de mostrar o ‘meio-a-meio’, homem e rainha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ma’ma fugiu do binarismo das outras competidoras, e não foi de terno e vestido para a passarela. O que se sucedeu depois das críticas foi um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">de horrores, que levou a rainha a chorar muito no </span><i><span style="font-weight: 400;">Untucked</span></i><span style="font-weight: 400;"> (momento que as </span><i><span style="font-weight: 400;">queens </span></i><span style="font-weight: 400;">esperam a deliberação dos jurados) que integra o capítulo. A temporada tentou colocar panos quentes na polêmica na Final, quando Ma’ma esclareceu para Fred no </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast </span></i><span style="font-weight: 400;">o que significava ser </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47675093"><span style="font-weight: 400;">não-binárie</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘Você vai fazer parte de algo que ainda não existe’</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi a mensagem que ela deixou no clássico momento de falar com as fotos da época de criança.</span></p>
<figure id="attachment_16630" aria-describedby="caption-attachment-16630" style="width: 1363px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16630 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/mama.png" alt="Ma'ma Queen, uma drag queen branca, veste dois vestidos em um: do lado esquerdo, ela usa tons de preto e um chifre, do lado direito prevalece a peruca loira e um maiô cheio de bolinhas e brilhos, nas cores vermelho e verde " width="1363" height="765" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/mama.png 1363w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/mama-300x168.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/mama-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/mama-768x431.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/mama-1200x674.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16630" class="wp-caption-text">Perfeição, conceito, entrega, Ma’ma Queen serviu tudo; além, é claro, de fazer história transformando o pai em drag no Makeover (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E o desafio do meio a meio, no episódio do </span><i><span style="font-weight: 400;">Snatch Game</span></i><span style="font-weight: 400;">, também colocou </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/ChelseaBoy"><span style="font-weight: 400;">ChelseaBoy</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ouvir baboseiras sobre o visual escolhido. Chelsea era a artista mais diferente do grupo, e já na propaganda de anuncio da temporada sua maquiagem corporal exibia inspirações alienígenas e fora da caixinha do ‘se vestir de mulher’, tão comum nas abordagens padrões de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. Chelsea foi soberana nas escolhas estéticas, além de demonstrar que sabe ouvir críticas e melhorar suas fraquezas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo o visual </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></i><span style="font-weight: 400;"> metamorfo do meio-a-meio era representação de vitalidade e vida longa da arte </span><i><span style="font-weight: 400;">drag </span></i><span style="font-weight: 400;">nesse programa. Chelsea foi feita de boba depois de matar a pau no </span><i><span style="font-weight: 400;">Snatch Game</span></i><span style="font-weight: 400;">, imitando </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-52247779#:~:text=Quem%20%C3%A9%20Joe%20Exotic%3F,de%20Oklahoma%2C%20nos%20Estados%20Unidos."><span style="font-weight: 400;">Joe Exotic</span></a><span style="font-weight: 400;">, o surpreendentemente real astro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tiger King</span></i><span style="font-weight: 400;">. Fred, Nikkie Plessen e os demais jurados passaram uma bela rasteira na </span><i><span style="font-weight: 400;">queen</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ouviu um sonoro </span><i><span style="font-weight: 400;">‘você venceu o Snatch, tá?’</span></i><span style="font-weight: 400;">, antes de ser salva pela bancada. Quem saiu com a vitória na conta, é lógico, foi Envy Peru, que é ótima e talentosa, mas não esbanjava nem um terço da originalidade de Chelsea naquela passarela.</span></p>
<figure id="attachment_16631" aria-describedby="caption-attachment-16631" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16631 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/final_1605033844.jpg" alt="Uma drag queen branca usa um macacão que representa metamorfose, uma parte escura tomando conta da parte caucasiana do seu corpo. Ao lado, a mesma drag queen caracterizada como o personagem Joe Exotic, um homem branco e idoso, de cabelos loiros, cavanhaque escuro e camiseta de estampa de tigre." width="1200" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/final_1605033844.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/final_1605033844-300x125.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/final_1605033844-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/final_1605033844-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16631" class="wp-caption-text">ChelseaBoy tem o necessário para se consolidar com uma das competidoras mais icônicas de RuPaul’s Drag Race (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito pode se dizer do favorecimento das latinas nessa competição holandesa. Já comentei os excessivos salvamentos de Abby, que apesar de tudo era deliciosa de ser assistida, mas quando o assunto é Envy Peru, o calo é outro. Desde o primeiro vislumbre no ateliê, a peruana já era a clara vencedora. Cheio do </span><i><span style="font-weight: 400;">CUNT</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o programa adora procurar (e nos anos recentes, raramente encontra), ela é a definição de uma rainha vitoriosa em todos os campos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Envy_Peru?file=EnvyPeruMakeoverLook2.jpg"><span style="font-weight: 400;">visuais de cair o queixo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a comédia que virava a chave do humor chulo para o astuto num piscar de olhos e a </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Envy_Peru?file=EnvyPeruNudePhotoshoot.jpg"><span style="font-weight: 400;">porcentagem de trauma</span></a><span style="font-weight: 400;"> e choro que ajuda na construção de alguém intocável nas artes mas muito relacionável no campo humano. Envy acumulou quatro vitórias, um feito raro na franquia original. Antes da peruana, Sharon Needles (que venceu a temporada 4), Shea Couleé (que ganhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">All Stars 5</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Gigi Goode (que ainda não tem sua Coroa) foram as únicas que clamaram esse número de êxitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande competição de Envy repousou na figura de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Janey_Jack%C3%A9"><span style="font-weight: 400;">Janey Jacké</span></a><span style="font-weight: 400;">. Poderia escrever a palavra grande entre aspas, pois Janey não representava temor algum às outras competidoras. Claro arquétipo da </span><i><span style="font-weight: 400;">queen </span></i><span style="font-weight: 400;">‘complicada e perfeitinha’, que foge dos momentos vulneráveis e tem mínimos deslizes, e que no geral não traz nada de novo ao jogo. Lembram da Scarlett Bobo? Aliás, se </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> desse a Coroa à Janey Jacké, Violet Chachki perderia o posto de vencedora mais antipática da franquia. E, se Violet tinha a moda à seu favor, coitada de Janey.</span></p>
<figure id="attachment_16632" aria-describedby="caption-attachment-16632" style="width: 1177px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16632 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wor.jpg" alt="10 drag queens, todas desmontadas, estão ao redor de uma mesa rosa e roxo, os detalhes do cenário são da mesma cor" width="1177" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wor.jpg 1177w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wor-300x191.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wor-1024x653.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wor-768x489.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16632" class="wp-caption-text">O ateliê e toda a identidade visual de Drag Race Holland trabalhavam com tons puxados no rosa (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta ao título, que sugere o tal teste para cardíaco: a inventividade da Holanda serviu tanto para o bem quanto para o mal. Uma tirada boa foi nomear os visuais da passarela, fruto que rendeu bons trocadilhos e esse ar de individual e inovador de cada modelito desfilado. E falando na passarela, chegamos ao ponto mais baixo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não sei o que deu na cabeça do editor do programa, que achou uma boa ideia sobrepor uma porção de canções na trilha sonora dos desfiles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do tema de abertura, ainda eram incorporados instrumentais das músicas de RuPaul. A gororoba sonora casou com a edição de imagens, que por algum motivo picotava as tomadas da Batalha de Dublagem, além de nunca adicionar a legenda visual com informações das canções, dos artistas e dos direitos autorais. Esses deslizes podem parecer um detalhe de rodapé, mas na hora do ‘vamos ver’ e de acompanhar o episódio, a edição porca e carregada alienava a experiência. Era insuportável de assistir a parcela final do capítulo. </span></p>
<figure id="attachment_16633" aria-describedby="caption-attachment-16633" style="width: 1466px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16633 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/envy.png" alt="Envy Peru, uma drag queen latina de pele clara recebe a coroa das mãos de uma pessoa fora de enquadramento." width="1466" height="854" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/envy.png 1466w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/envy-300x175.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/envy-1024x597.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/envy-768x447.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/envy-1200x699.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16633" class="wp-caption-text">Envy Peru, a primeira latina coroada na franquia Drag Race (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As decisões não favoreciam nem as </span><i><span style="font-weight: 400;">queens </span></i><span style="font-weight: 400;">nem o programa. Por falar nas rainhas, é inevitável comentar a passagem delas pela competição. </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Roem"><span style="font-weight: 400;">Roem</span></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira eliminada, caiu na armadilha de ser soberba logo na semana um de uma temporada inaugural (vocês se lembram da Kyne? Então!). </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Patty_Pam-Pam"><span style="font-weight: 400;">Patty Pam Pam</span></a><span style="font-weight: 400;"> exalava as vibrações de Tammie Brown, só que dessa vez a competição é muito maior que na época de Tammie e a ruiva foi logo chutada. </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Megan_Schoonbrood"><span style="font-weight: 400;">Megan Schoonbrood</span></a><span style="font-weight: 400;"> fica no topo da lista de piores competidoras da série e merecia ter saído no lugar de Roem.</span></p>
<p><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Madame_Madness"><span style="font-weight: 400;">Madame Madness</span></a><span style="font-weight: 400;"> não viveu além da barba, mas seus 4 capítulos na corrida apresentaram com vigor o potencial de alguém que foge dos moldes comuns. Sederginne sair no </span><i><span style="font-weight: 400;">Snatch </span></i><span style="font-weight: 400;">foi criminoso, mas entendível quando lemos o contexto e o impacto de Abby OMG. A eliminação de ChelseaBoy, além de dolorosa de ser encarada, reforçou o caráter traiçoeiro do desafio do </span><i><span style="font-weight: 400;">Makeover</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde as </span><i><span style="font-weight: 400;">queens </span></i><span style="font-weight: 400;">refazem alguém à sua imagem </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;">. Chelsea sucumbiu no mesmo momento que rainhas poderosas da franquia, como Raja, Alaska e Manila, também tropeçaram. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O surpreendente (ninguém acreditou no </span><i><span style="font-weight: 400;">Double Shantay</span></i><span style="font-weight: 400;">) </span><i><span style="font-weight: 400;">top </span></i><span style="font-weight: 400;">4 foi muito mais significativo no papel do que na realidade. Miss Abby OMG era o </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour </span></i><span style="font-weight: 400;">do Brasil finalmente injetado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ma’ma Queen representava o futuro que veio cedo demais. Janey foi o protocolar segundo lugar que nunca ganharia, papel que Ginger Minj e Kim Chi já chamaram de seu. E, por fim, Envy Peru marcou a imagem da América Latina celebrada do outro lado do mundo, o sinônimo de perfeição </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;">, ponto final. Oito episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Holland</span></i><span style="font-weight: 400;"> depois, o bem venceu e Envy venceu, ainda bem. </span><i><span style="font-weight: 400;">Que viva Peru, carajo</span></i><span style="font-weight: 400;">, e que as </span><a href="https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/what-ha-sete-edicoes-de-rupauls-drag-race-em-andamento-pelo-mundo"><span style="font-weight: 400;">versões não americanas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> vivam junto. </span></p>
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