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	<title>Arquivos Adriano Arrigo &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Adriano Arrigo &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Melhores discos de Maio/2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jun 2019 23:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores de 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adriano Arrigo, Egberto Santana, Gabriel Leite e Leonardo Santana A sua mãe gosta dele. A comunidade LGBT+ ama dele. Assim como a família real britânica e a cantora Lady Gaga. Elton John é um monstro da cultura pop, com três dezenas de discos lançados e uma elogiada cinebiografia saindo do forno. Rocketman (Dexter Fletcher, 2019) já é considerado &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-maio2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Maio/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 924px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.numero.com/sites/default/files/images/flexible_grid/100/elton_john_1.jpg" alt="" width="924" height="610" /><figcaption class="wp-caption-text">Shantay you stay (David Dagley)</figcaption></figure>
<p><strong>Adriano Arrigo, Egberto Santana, Gabriel Leite e Leonardo Santana</strong></p>
<p>A sua mãe gosta dele. A comunidade LGBT+ ama dele. Assim como a <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/59754.stm">família real britânica</a> e a cantora Lady Gaga. Elton John é um monstro da cultura pop, com três dezenas de discos lançados e uma <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/59754.stm">elogiada</a> cinebiografia saindo do forno. <em>Rocketman </em>(Dexter Fletcher, 2019) já é considerado o primeiro filme de um grande estúdio a <a href="https://www.telegraph.co.uk/films/2019/05/17/rocketman-makes-history-first-studio-film-gay-sex-scenes/">retratar</a> o sexo entre dois homens de forma natural e explícita, exigência feita por Elton pessoalmente. Fica a dica de uma discografia que, apesar dos <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9yv7LkJfEu0">altos</a> e baixos, é brilhante.</p>
<p>Os registros que deixamos abaixo são também recomendações pessoais do Persona. Maio foi um mês de trabalhos muito grandes para seus respectivos públicos e tem música para muitos gostos e tribos. Aproveitem!</p>
<p><span id="more-12069"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><img decoding="async" class=" wp-image-12170 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/flying-lotus-888x738.png" alt="" width="500" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/flying-lotus-888x738.png 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/flying-lotus-888x738-300x249.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/flying-lotus-888x738-768x638.png 768w" sizes="(max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Flying Lotus &#8211; Flamagra</strong></p>
<p><em>música eletrônica</em></p>
<p>Com uma discografia até o momento impecável, Flying Lotus lança Flagrama, um dos discos mais intrigante e criativos até esse momento do ano.</p>
<p>Desta vez, o americano conta com parcerias inéditas e inusitadas, como Little Dragon, Solange e David Lynch. Com este último, produziu uma das músicas mais interessante do disco, Fire is Coming.</p>
<p>Aliás, o disco todo possui momentos surpreendentes devido sua grande rotatividade de texturas sonoras. As 27 faixas &#8211; que mais parecem uma só &#8211; permitem, sem excessos, formar um mosaico (que, inclusive, pode se ver na capa do disco) que ora flertam com a calmaria, ora com o caos. <strong>(AA)</strong></p>
<hr />
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://f4.bcbits.com/img/a0694599643_10.jpg" width="500" height="500" /></p>
<p><strong>Jair Naves &#8211; Rente</strong></p>
<p><em>rock, folk</em></p>
<p>&#8220;Qualquer busca por empatia / a essa altura é ingenuidade / eu me defendo esperando o pior&#8221;: essas são as primeiras palavras cantadas por <a href="https://jairnaves.bandcamp.com">Jair Naves</a> em <a href="https://jairnaves.bandcamp.com/album/rente"><em>Rente</em></a>, seu 3º disco cheio e, de modo peculiar, uma obra conceitual. As canções variam entre a fúria e a impotência e, apesar de ser fácil identificar o objeto delas (&#8220;Palanque para o horror / o dia em que o mal triunfou / saúdem o torturador&#8221;, versa a pesada &#8220;Alívio Cômico / Palanque&#8221;), é difícil tirar uma conclusão logo de cara.</p>
<p>Naves é um dos letristas mais talentosos da nossa música &#8211; e é ainda jovem. Ele surgiu no underground em 2000 com a banda <a href="https://www.vice.com/pt_br/article/vdbme9/ludovic-idioma-morto">Ludovic</a>, conhecida pelos <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kqbq8Uauj-g">shows caóticos</a> e pelos versos ácidos sobre relacionamentos e autopiedade. Sua estreia solo, o EP <a href="https://jairnaves.bandcamp.com/album/araguari"><em>Araguari</em></a>, veio 10 anos depois. Dali em diante ele se consolidou como um intérprete de canções densas sobre o amor, o desamor e as armadilhas kafkianas que a vida nos aplica. Por isso sua obra sempre se voltou para o interior. <em>Rente</em> quebra um pouco essa subjetividade ao lidar mais diretamente com as questões sociais e políticas que afligem nós, brasileiros, dia após dia.</p>
<p><em>Rente </em>é conceitual por convergir a esfera pessoal e a pública a todo momento. A supracitada &#8220;Alívio Cômico / Palanque&#8221; cita indiretamente o homônimo de Naves ao mesmo tempo em que dispara &#8220;Quão forte é o instinto que me faz sobreviver? / Eu ainda existo, não me deixa esquecer&#8221;. Na faixa-título, uma dinâmica parecida: &#8220;Aproveitando o ensejo / Eu despejo todo o peso que carrego comigo&#8221; descamba para &#8220;Síndrome do poder pequeno / informação como envenenamento&#8221;.</p>
<p>O fato de Jair estar morando fora do país talvez explique a linguagem cifrada que ele escolheu para o novo disco. Vem daí também a impotência, traduzida ora de maneira catártica (&#8220;Deus Não Compactua&#8221;, &#8220;Lampejos de Lucidez&#8221;, &#8220;O.H.R.E.U.C.S&#8221;), ora de maneira contemplativa (&#8220;Gira&#8221;, &#8220;Escalas&#8221;). Independentemente disso, todos os arranjos tem homogeneidade e fluidez. Mesmo os momentos mais complexos se resolvem, mérito da entrosadíssima banda (um show provavelmente imperdível!). Em suma, um dos grandes discos do ano, desde já. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jair Naves - &quot;Alívio Cômico / Palanque&quot;" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/CDN4uoDbKK4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Legacy-Legacy-1549319027-640x640.jpg" width="501" height="501" /></p>
<p><strong>Jamila Woods &#8211; LEGACY! LEGACY!</strong></p>
<p><em>soul, r&amp;b</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Excelência negra é um termo que surgiu online para descrever um sujeito que, por suas realizações, honra a comunidade negra. Os artistas e pensadores homenageados em cada uma das faixas do novo disco da americana Jamila Woods, </span><i><span style="font-weight: 400;">LEGACY! LEGACY!</span></i><span style="font-weight: 400;">, são facilmente incluídos nesse panteão. Mais madura do que nunca, a cantora de Chicago toma para si o legado desses nomes para guiar um caminho feito de puro orgulho.</span></p>
<p>Os discursos de Woods são complexos e ganham mais nuances a cada audição. É um disco rico. Mas mesmo a superfície revela a mensagem primordial: a pressão para ser excelente em um mundo de <a href="https://medium.com/@nathliabraga_82013/pra-toda-excel%C3%AAncia-negra-existe-uma-mediocridade-branca-d5a44f5326c4">mediocridade branca</a> pode fazer mal. As ramificações dessa percepção rendem elementos como raiva, crítica social e bem-estar, que vão dando cor e textura ao todo.</p>
<p>Não ficando pra trás, a produção preza pelo casamento entre a crueza (complementada pela voz à Erykah Badu da intérprete) e o acessível. Não é um registro para todos, mas todo mundo deveria ouvir. <strong>(LS)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jamila Woods - GIOVANNI" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6utkqG-v9gM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12169 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-1024x1024.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Tyler, the Creator &#8211; IGOR</strong></p>
<p><em>rap, hip-hop, soul</em></p>
<p>Em seu quinto álbum de estúdio, Tyler marca um passo consistente e bem sucedido ao tirar a máscara e mostrar mais um fruto de seu <a href="https://medium.com/@sonantica/igor-e-o-abandono-da-puberdade-5a65411721ac">amadurecimento</a>. <em>IGOR</em> é Tyler Okhoma sendo autêntico, livre e fazendo o que sabe de melhor do jeito que ele quer. Não custa nada dizer: o mais diferente e único de sua carreira até o momento.</p>
<p>Apesar de delimitar um diferencial para seu novo projeto, as 12 faixas marcam uma construção de mundo e personagem extremamente bem envolvida entre as transições. E dessa vez, nada de psicopata, hospício ou versos problemáticos, aqui temos uma completa seleção de <em>love songs</em> descrevendo desde a primeira vista da paixão até o fim da relação amorosa. Tudo isso no embalo de uma melodia suave atrás de baterias e vocais distorcidos, com colaborações que vão desde Playboi Carti, Solange, até os já parças Pharrel Williams e Kanye West.</p>
<p>Como <a href="https://twitter.com/tylerthecreator/status/1129217283493060608">o próprio disse</a> e os fãs insistem em contradizer, não é um álbum de rap &#8211; e nas poucas rimas, Tyler demonstra que não perdeu o fôlego &#8211; nem é nenhum de seus antecessores. É apenas <em>IGOR</em>, então ouça e experience-o como tal. <strong>(ES)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: IGOR" src="https://open.spotify.com/embed/album/5zi7WsKlIiUXv09tbGLKsE"></iframe></p>
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		<title>Third, do Portishead, foi escrito para mim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Apr 2018 18:59:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[trip-hop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adriano Arrigo O trio inglês Portishead foi achado em um momento de transição quando eu tinha, mais ou menos, 18 anos. Minha transição foi religiosa. A típica frase “minha religião não permite” era bem clara para mim, mas isso não deixava que eu tivesse no meu Winamp hits como “Glory Box”, “It Could be Sweet” &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/portishead-third-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Third, do Portishead, foi escrito para mim"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9896" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa-300x300.png" alt="" width="445" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 445px) 85vw, 445px" /></p>
<p><strong>Adriano Arrigo</strong></p>
<p>O trio inglês Portishead foi achado em um momento de transição quando eu tinha, mais ou menos, 18 anos. Minha transição foi religiosa. A típica frase “minha religião não permite” era bem clara para mim, mas isso não deixava que eu tivesse no meu Winamp hits como “Glory Box”, “It Could be Sweet” e “Roads”. Por incrível que pareça, esta última me foi apresentada por um menino neopentecostal. Os primeiros toques pesados e melancólicos de Beth Gibbons cantando <i>“</i><i>Oh, can&#8217;t anybody see?” </i>já eram o suficiente para cultivar uma melancolia que eu fazia ligação com o que me acontecia naquele momento. Mas ao final, eu nem sabia exatamente sobre que ela estava falando.</p>
<p><span id="more-9893"></span></p>
<p>E isso realmente importa? Quantas músicas fazem sentido para nós e não temos ideia do que elas estão dizendo? Talvez isso seja música, afinal. Talvez ainda, isso seja fundamentalmente a <i>minha </i>compreensão de música. Mas eu nunca ouvi Portishead pelo seu peso lírico. Para mim, é como se não houvessem letras. Como você pode separar o agudo da voz de Gibbons dos violinos em “Roads”? Mas se as letras existem no trio inglês, eu nunca fui procurar o que eles tinham a dizer exatamente. Até o terceiro álbum do trio, o <i>Third.</i></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/Vg1jyL3cr60" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<blockquote><p>Esteja alerta para a regra dos três<br />
O que você dá retornará para você<br />
Essa lição você tem que aprender<br />
Você só ganha o que você merece</p></blockquote>
<p>Para quem já escutou o <i>Third</i>, esse verso é famoso. Para quem não, é o verso que abre o disco em “Silence“, proferido por Claudio Campos, mestre de capoeira que mora em Bristol, a mesma cidade da banda. Para mim, que não se importava com as letras, bem, parecia que Beth tinha colocado essa fala na boca do capoeirista para me atingir. E não que justifique, mas chegando na casa dos 20 anos de idade, a parte escrita de <i>Third</i> fazia muito sentido para mim.</p>
<p>Aliás, quando ouvi “Machine Gun” era sobre aquilo que eu sentia. “Eu vejo um salvador, um salvador vem na minha direção”. Minha mudança era espiritual, se é que posso dizer. Estava saindo de uma religião da qual fazia parte de criança. Um salvador – que aqui não é com letra maiúscula – cairia bem naquele momento. “Assustado de mais para sacrificar uma escolha escolhida por mim”. É, era isso.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/kbJeiWYFrio" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Sempre achei que “Machine Gun” era a música da minha vida. “Sempre”, quero dizer, nas primeiras vezes que ouvi. Sei que é um exagero, e também sei que eu nunca tinha ouvidos tantas músicas para saber de cara que era essa a música da minha vida. Uma voz presa falando sobre coisas que eu sentia, e que se misturavam com uma parte repetitiva e, ao fundo, um som artificial de destruição.</p>
<p>Aliás, esse “som de destruição” permeia o <i>Third </i>por inteiro. Em “Nylon Smile” ele está ali ruminando, tramando, se fingindo de sonso, mas Gibbons sabe que ele é ardiloso (e eu também). “Eu não consigo ver nada bom, e nada é tão mal. Eu nunca tive a chance de explicar o que exatamente quero dizer”. Bem sugestivo. Em “The Rip” – talvez a faixa mais representativa do disco – as frases iniciais são dignas de um excerto qualquer de Virginia Woolf.</p>
<blockquote><p>Enquanto ela caminha pelo quarto, perfumada e alta,<br />
Hesitando mais uma vez<br />
E enquanto eu me levanto,<br />
E a amargura que sinto, eu percebo que o amor flui</p></blockquote>
<p>O embrolho de “The Rip” nada mais é do que os sintetizadores e mais toda a aparelhagem eletrônica que Adrian Utley e Geoff Barrow, os companheiros de longa data de Gibbons, conseguem, há tempos, codificar no Portishead. Mas aqui no <i>Third</i>, eles largaram um pouco o romântico e <a href="http://personaunesp.com.br/20-anos-endtroducing/">bagunçado Trip-hop</a> de “Only You”, por exemplo, e se aventuraram em um caminho ainda mais obscuro, mas nunca deixando o peso das relações humanas se tornarem obsoletas dentro da marca que criaram dentro desse estilo musical.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/kBOaLjtR4mw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p align="left">Em <i>Third</i>, não há uma música como “Glory Box” para servir de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_6obos6sz8E">música </a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_6obos6sz8E">de striptease</a>. Seus versos não são fáceis, e seus sons, muito menos. “Small” é, talvez, a única música que remeta aos discos anteriores da banda. É Gibbons falando de algum relacionamento e vinho sob violinos pesados. Mais Portishead pré <i>Third</i>, impossível. Porém, “ele” está lá, esse som dissimulado que faz as melodias serem destruídas e se transformarem em algo novo, ao passo que suja as composições de Gibbons (ele atropela Gibbons ao final de “Threads”).</p>
<p align="left">Isso transforma o <i>Third</i> em um mal-estar. Certos pedaços do disco – porque é quase impossível ouvi-lo pensando que são faixas separadas – são sufocantes. Não se assuste se ao final de “Threads” você estiver torcendo para a faixa se esgotar logo. Todos os solos de ruídos opressivos fazem esse disco ser tecnicamente impecável.</p>
<p align="left">Durante esses anos, fui prestando atenção em cada barulho ou em cada edição que as músicas têm. Por exemplo, eu achei por muito tempo que o meu arquivo de “Silence” estava corrompido, pois ela termina abruptamente. Após ouvir outras versões – em especial, a do Spotify – eu descobri que não, a música é produzida daquela forma, ela termina em seu ápice. Isso quer dizer muito sobre <i>Third</i> e o porque dele ser tão representativo, em especial, para mim. É como se Gibbons e seus comparsas usasse o mal-estar presente em todo o disco para codificar meu espírito de 20 anos.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/5g7_rbwUy0U" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p align="left">E talvez isso faça este disco ser, polemicamente, o meu favorito do Portishead. Ele me acompanha desde então, nesses 10 anos, mas que, devido ao recomeço de trajetória que tive naquela época, parece que ele sempre esteve comigo. Passei 10 anos ouvindo-o nas mais diversas ocasiões, desde a preparação de uma janta com amigos até momentos em que eu estava sozinho. Ele sempre me intrigou e sempre me pareceu possível descobrir algo novo nele.</p>
<p align="left">Fiquei surpreso em descobrir ano passado que o disco da Gal Costa de 2011, <i>Recanto</i>, tem estritas semelhanças com<em> Third</em>. Não era muito do fã da artista, mas desde os recentes anos,<a href="http://personaunesp.com.br/daniela-mercury-bauru/"> tenho aberto meu gosto para música legitimamente brasileira</a>. Porém, o que se vê em <i>Recanto </i>é algo que extrapola a MPB, pois trata-se da extinção de instrumentos de cordas e produções grandiosas para uma roupagem completamente contemporânea e minimalista, tal qual <i>Third</i> representou em 2008.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/yAdTj68hIko" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p align="left">Talvez não seja uma referência direta, mas mostra como <i>Third</i> é tecnicamente visionário nas produções que incorporam somente voz e sintetizadores. Esse conjunto parece uma fórmula infalível para despertar o desassossego que há no íntimo dos que se aventuram pelo terreno desse trip-hop quase industrial. A camada metálica sobreposta à voz de Gibbons parece mostrar que esse ente que paira as músicas não permite que as coisas terminem bem, o que faz ser uma tarefa difícil manter o bom humor neste último disco do Portishead.</p>
<p>Se “Machine Gun” não é mais a “música da minha vida”, isso não faz eu estar menos alinhado ao disco. Em determinada estrofe de “The Rip”, Gibbons questiona se, caso a ternura que ela sente for puxada para baixo, ela deve sucumbir e segui-la. Para mim é uma opção que Gibbons deixa. Em 10 anos, não achei outras pistas que dessem essa resposta, mas religiosamente aprendi a lição proposta ali na faixa 1, afinal de contas, elas foram escritas para mim.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/18JyZd2XLdT2rmekw6EwoS%3Fsi%3DMDeP3XqCQeaDIOJIjXH9cA" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe></p>
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		<title>A utopia que Me Chame pelo Seu Nome ensina</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2018 17:04:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQ+]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adriano Arrigo “Tudo é tão incrivelmente sensual”, diz Oliver (Armie Hammer) quando observa os fotolitos de esculturas gregas mostradas por  Mr. Perlman (Michael Stuhlbarg), professor de arqueologia antiga.  As esculturas do período helenístico com forte influência de Praxíteles, o maior escultor da antiguidade, segundo o professor Perlman, são esguias, de músculos rígidos e perfeitamente proporcionais. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A utopia que Me Chame pelo Seu Nome ensina"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9617" aria-describedby="caption-attachment-9617" style="width: 780px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9617 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/FOTO1.jpg" alt="" width="780" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/FOTO1.jpg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/FOTO1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/FOTO1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9617" class="wp-caption-text">Elio (<span class="itemprop">T</span><span class="itemprop">im</span><span class="itemprop">othée</span><span class="itemprop"> Chalamet</span>) e Oliver (Armie Hammer) em Me Chame pelo Seu Nome. (Crédito: Sony Pictures Classics)</figcaption></figure>
<p><b>Adriano Arrigo</b></p>
<p>“Tudo é tão incrivelmente sensual”, diz Oliver (Armie Hammer) quando observa os fotolitos de esculturas gregas mostradas por  Mr. Perlman (Michael Stuhlbarg), professor de arqueologia antiga.  As esculturas do período helenístico com forte influência de Praxíteles, o maior escultor da antiguidade, segundo o professor Perlman, são esguias, de músculos rígidos e perfeitamente proporcionais. Elas retratam o ideal de beleza grega e são as referências estéticas de <i>Me Chame pelo Seu Nome.</i><span id="more-9614"></span></p>
<p>Os dois personagens principais, Elio (<span class="itemprop">T</span><span class="itemprop">im</span><span class="itemprop">othée</span><span class="itemprop"> Chalamet</span>) e Oliver, desfilam por montanhas, pessegueiros, cachoeiras,  parapeitos de janelas, em cima de árvore como se fossem semideuses no Olimpo. A segura direção do italiano Luca Guadagnino não deixa escapar um raio solar para que não escape a naturalidade de seu enredo e a grandiosidade de suas terras. Como deuses gregos, Elio e Oliver estão constantemente mostrando seus dorsos e, misturando os mitos, parecem que não comeram do fruto proibido e continuam vivendo num reino onde o pecado é desconhecido.</p>
<p>Passado na Itália em 1983, <i>Me Chame pelo Seu Nome</i> é uma utopia cruelmente perfeita. O verão em que o estudante Oliver passa na casa do professor Mr. Perlman e conhece o jovem Elio é quase inverossímil. Por que tão perfeito? Parece não existir maldade e malícia nesse terreno escrito pelo escritor André Aciman em seu livro homônimo de 2007.</p>
<figure id="attachment_9621" aria-describedby="caption-attachment-9621" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9621" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/foto2-perfeicao-1024x682.jpg" alt="" width="840" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/foto2-perfeicao-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/foto2-perfeicao-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/foto2-perfeicao-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/foto2-perfeicao-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/foto2-perfeicao.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9621" class="wp-caption-text">(Crédito: Sony Pictures Classics)</figcaption></figure>
<p>A história de Elio e Oliver é encantadora nos primeiros segundos do filme, e será encantadora até os minutos finais. A paixão de ambos retrata uma utopia que poderia ser em qualquer lugar, mas que aqui usa o norte italiano justamente para reforçar o ideal de beleza clássico.</p>
<p>Isto seria um problema se não estivéssemos falando de um romance entre dois homens. É certo que o cinema responsável por essa abordagem por muitos anos foi limitado. Aliás, se as lentes erradas forem jogadas em <i>Me Chame pelo Seu Nome</i>, este poderá cair na mesma cilada. Afinal, homens brancos, belos e inteligentes é um ideal gay, não só como forma vendável, mas como referência identitária. Porém, Luca Guadagnino usa essas ferramentas que poderiam ser instrumentos para a automutilação de sua obra justamente para justificá-la.</p>
<figure id="attachment_9618" aria-describedby="caption-attachment-9618" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9618 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/FOTO2-1024x544.jpg" alt="" width="840" height="446" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/FOTO2-1024x544.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/FOTO2-300x159.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/FOTO2-768x408.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/FOTO2.jpg 1194w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9618" class="wp-caption-text">Não por coincidência, os personagens de Me Chame pelo Seu Nome estão a todo momento mostrando seu dorsos, como se fossem esculturas helenísticas. (Crédito: Sony Pictures Classics)</figcaption></figure>
<p>As mais de duas horas do longa nominado a 4 Oscars &#8211; inclusive na categoria de Melhor Filme &#8211; servem para criar justamente um espaço para que o amor entre Elio e Oliver prolifere. A opção por não trazer temas como homofobia e a descoberta sexual dos personagens condizem com uma utopia necessária para esse gênero de filme.</p>
<p>Nesse sentido, o enrendo principal leva a sério elementos tirados do período clássico grego. No senso comum, é normal que as pessoas tratem esse período como um momento em que a homossexualidade não era um tabu. A pederastia no período clássico era, nesse caso, a forma comum em que se naturalizava a relação entre homens. Tratava-se da forma que os homens mais velhos passavam seus conhecimento aos mais novos. Para nós, pode parecer estranho, mas para os gregos era parte do paradigma da educação masculina.</p>
<figure id="attachment_9619" aria-describedby="caption-attachment-9619" style="width: 576px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-9619" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/figura3--1024x997.jpg" alt="" width="576" height="561" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/figura3-.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/figura3--300x292.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/figura3--768x748.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 576px) 85vw, 576px" /><figcaption id="caption-attachment-9619" class="wp-caption-text">Um cílice (espécie de cálice grego) clássico mostra um amante beijando seu amado. Frequentemente os cílices mostram homens se relacionando entre si. (Fonte: Wikimedia Commons)</figcaption></figure>
<p>Isso explica a bolha de <i>Me Chame pelo Seu Nome</i>. Todos os personagens estão muito tranquilos com o relacionamento entre Elio e Oliver. Mr. Perlman é, ao mesmo tempo, o homem que dá seu filho nas mãos do ‘usurpador’ &#8211; nome este que Elio chama Oliver &#8211; e, ao mesmo tempo, o homem que passa seus ensinamentos acadêmicos a Oliver. Em outras palavras, há um círculo de aprendizado que equivale a dualidade homoerótica mostrada no longa.</p>
<p>“Existe alguma coisa que você não saiba?” é a pergunta quase retórica que Oliver faz a Elio em relação ao seus conhecimentos sobre história, neste caso, sobre a esquecida batalha de Piave, uma das mais letais da Primeira Guerra Mundial. Elio explica que não sabe muita coisa; aliás, não sabe, na verdade, as coisas que deveria saber.</p>
<p>Oliver é para Elio um modelo a ser seguido, como um professor, não no sentido intelectual, mas nas experiências adquiridas pela vivência do mundo. De fato, a proximidade de um jovem de 24 anos tanto com o mundo acadêmico quanto o mundo empírico é, digamos, prático e invejável. “Todos o amam”, diz Elio a sua mãe sobre Oliver, ponto este que é recorrente entre as mulheres quando observam Oliver na pista de dança.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/dJ_p4Z_yVpM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>A complacência da mãe de Oliver (Amira Casar) é sutil em demonstrar somente com expressões faciais aquilo que eles já sabem por serem mais velhos e experientes. O romance entre Elio e Oliver é aceito nas entrelinhas, como se os pais de Elio já tivesse passado por esse momento alguma vez na vida, mas que não sabemos se foi vivido intensamente como eles permitem seu filho viver.</p>
<p>Aliás, sabemos, pelo menos por Mr. Perlman. O monólogo final entre ele e Elio é sábio e de cortar o coração, senão, também, o melhor momento do longa. A dócil fala de Michael Stuhlbarg (que este ano participa em outros dois filmes indicados ao Oscar em <i>A Forma da Água</i> e<a href="http://personaunesp.com.br/the-post-critica/"> <i>The Post &#8211; A Guerra Secreta</i></a>) é uma confissão em que todo seu desempenho é baseado em olhares que, não só nesse momento, mas ao longo do filme são extremamente benévolos a todos os que o cercam, em especial seu filho.</p>
<figure id="attachment_9620" aria-describedby="caption-attachment-9620" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9620 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/foto-pai.jpeg" alt="" width="630" height="340" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/foto-pai.jpeg 630w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/foto-pai-300x162.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9620" class="wp-caption-text">A conversa final entre Elio e seu pai é uma das cenas memoráveis de Me Chame pelo Seu Nome. (Créditos: Huffpost)</figcaption></figure>
<p><i>Me Chame pelo Seu Nome</i> baseia, então, sua utopia na tríade do conhecimento, da sensualidade e nessas expressões afetivas. Não somente nos olhos de Mr. Perlman, mas nas expressões faciais de Timothée que a <a href="https://www.gq.com/story/timothee-chalamet-has-arrived">CG americana chamou de “alien”</a> devido a sua desadequação positiva no filme. Fato é que cada toque trocado, principalmente entre Elio e Oliver, nos tocam, às vezes, mais do que deveriam.</p>
<p>Não à toa, Elio sangra na mesa de jantar e Oliver se esfolia andando de bicicleta. São sinais que a carne fala em <i>Chame pelo Seu Nome</i> e, em alguns momentos, como na cena em que Oliver massageia o pé de Elio no chão da cozinha, elas aparecem como símbolo dessa tríade.</p>
<p>É inegável que o filme é de expressivo homoerotismo, mas não devemos esquecer que se trata de um romance de formação, não muito diferente de <a href="http://personaunesp.com.br/lady-bird-critica/"><em>Lady Bird</em></a>. Porém, o caminho de Elio é outro. É uma trajetória que mescla filósofos gregos, música clássica e um diário de confissões de adolescente. É uma outra estética, mas não por isso menos real. <em>Me Chame pelo Seu Nome </em>ensina que os romances veraneios deveriam ser representados assim, utópicos. Para os amantes do mesmo sexo, é um triunfo. Para outros, pode parecer banal.  Elio chora ao final sob a lareira, afinal, nem todos os verões são utopias vividas.</p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Janeiro/2018</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Feb 2018 21:05:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro cineclube de 2018 discute títulos premiados no Globo de Ouro e indicados ao Oscar, bem como mostra que há vida pulsante fora de Hollywood. Confere aí: 120 Batimentos por Minuto Em seu terceiro trabalho como diretor, o franco-marroquino Robin Campillo introduz sua narrativa com 15 minutos quase ininterruptos de uma discussão política. Em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-janeiro2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Janeiro/2018"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9425" aria-describedby="caption-attachment-9425" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tommy-wiseau-what-a-story-mark-oh-hi-mark-the-room-golden-globes-globo-de-ouro-memes-carol-moreira-1024x759.jpg" alt="" width="840" height="623" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tommy-wiseau-what-a-story-mark-oh-hi-mark-the-room-golden-globes-globo-de-ouro-memes-carol-moreira.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tommy-wiseau-what-a-story-mark-oh-hi-mark-the-room-golden-globes-globo-de-ouro-memes-carol-moreira-300x222.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tommy-wiseau-what-a-story-mark-oh-hi-mark-the-room-golden-globes-globo-de-ouro-memes-carol-moreira-768x569.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9425" class="wp-caption-text">What a story, Mark!: Tommy Wiseau no Globo de Ouro, com sua estileira muito mais foda ainda</figcaption></figure>
<p>O primeiro cineclube de 2018 discute títulos premiados no Globo de Ouro e indicados ao Oscar, bem como mostra que há vida pulsante fora de Hollywood. Confere aí:</p>
<p><span id="more-9365"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9413" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/120-batimentos-por-minuto-cannes.jpg" alt="" width="770" height="323" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/120-batimentos-por-minuto-cannes.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/120-batimentos-por-minuto-cannes-300x126.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/120-batimentos-por-minuto-cannes-768x322.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>120 Batimentos por Minuto</strong></p>
<p>Em seu terceiro trabalho como diretor, o franco-marroquino Robin Campillo introduz sua narrativa com 15 minutos quase ininterruptos de uma discussão política. Em 1990, membros da filial parisiense do ACT UP — organização real que surgiu nos EUA e promovia ações diretas na busca por políticas públicas de combate à pandemia do HIV — discordam se seu último ato foi vitorioso ou apenas violento. Os ativistas buscam chamar atenção para um governo negligente. Cortes secos e rápidos expressam a emergência da causa. O tom é quase documental.</p>
<p>Em meio à urgência política, no entanto, o longa não deixa de ser extremamente humano. A forte personalidade do protagonista, Sean (Nahuel Pérez Biscayart), e seu realismo são o que tornam <i>120 Batimentos por Minuto </i>um registro tão emocionalmente pesado: sua luta é por um futuro mais promissor, já que no presente o jovem já sabe que as esperanças são escassas.</p>
<p>Tanto caos rende um cenário árido para o romance que o roteiro languidamente desenvolve, impedindo que o relacionamento de Sean com Nathan (Arnaud Valois) sirva de escapismo ao espectador. Longe disso, o roteiro de Campillo e Philippe Mangeot (ambos ex-membros do ACT UP) nos encurrala em uma realidade que rende cinema dos bons, mas que nem sempre é fácil de ser acompanhada. &#8211; <i>Leonardo Teixeira</i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="120 Batimentos Por Minuto - Trailer HD legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JcZ-bCEHdN0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9369 alignleft" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-artista-do-desastre-the-disaster-artist-james-franco-the-room-tommy-wiseau-2003-oh-hi-mark.jpg" alt="" width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-artista-do-desastre-the-disaster-artist-james-franco-the-room-tommy-wiseau-2003-oh-hi-mark.jpg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-artista-do-desastre-the-disaster-artist-james-franco-the-room-tommy-wiseau-2003-oh-hi-mark-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-artista-do-desastre-the-disaster-artist-james-franco-the-room-tommy-wiseau-2003-oh-hi-mark-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>O Artista do Desastre</strong></p>
<p>Não é exagero afirmar que praticamente todo indivíduo com interesse em cinema e acesso à internet já esbarrou em resenhas, cenas, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=sIFFywo_-1w" target="_blank" rel="noopener">citações</a> ou <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9FnSvuPTv7I" target="_blank" rel="noopener">memes</a> de <em>The Room</em> (2003). O filme (escrito, dirigido, produzido e estrelado pelo canastrão Tommy Wiseau) é o melhor exemplo do chamado &#8220;tão ruim que é bom&#8221;: tudo ali é tão absurdo que, no fim, proporciona uma experiência peculiar  &#8211; <a href="http://www.theroommovie.com/screeningspop.html" target="_blank" rel="noopener">o culto ao longa permanece forte até hoje</a>.</p>
<p>Ainda mais bizarro são os bastidores, detalhados pelo ator e parceiro Greg Sestero em seu livro, <em>The Disaster Artist. </em>A obra serviu de base para o filme homônimo de James Franco (que dirige, produz e estrela), cuja<a href="https://www.youtube.com/watch?v=JQWpA-9kmJQ" target="_blank" rel="noopener"> intenção</a> era retratar a saga dos dois amigos de modo empático.</p>
<p>Se no papel a ideia era interessante, na prática o resultado não seguiu o mesmo rumo. A impressão que fica é que Franco e seu elenco, repleto de nomes com quem contracena constantemente, se deram a licença poética para &#8220;zoarem muito&#8221; em uma história bastante propícia. A simples comparação das cenas recriadas com as originais &#8211;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=CZSAf47IGUk" target="_blank" rel="noopener"> veja aqui </a>&#8211; já denuncia os exageros. Para melhorar, James cai na mesma metalinguagem problemática de <em>The Room</em>, mas sem a espontaneidade deste: um sujeito ególatra na vida real interpretando outro na ficção (multiplicado duas vezes em <em>O Artista do Desastre</em>). Faz jus ao clássico <em>cult trash</em>, mas não no bom sentido. &#8211;<em> Nilo Vieira</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/eXqxdlzj7QU?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9376" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-destino-de-uma-nação-gary-oldman-winston-churchill-darkest-hour.png" alt="" width="820" height="381" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-destino-de-uma-nação-gary-oldman-winston-churchill-darkest-hour.png 820w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-destino-de-uma-nação-gary-oldman-winston-churchill-darkest-hour-300x139.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-destino-de-uma-nação-gary-oldman-winston-churchill-darkest-hour-768x357.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>O Destino de uma Nação</strong></p>
<p><span id="cch_f5294756baf636" class="_mh6 _wsc"><span class="_3oh- _58nk">Alguns fatos da vida de Winston Churchill são pouco conhecidos. Churchill foi jornalista e escritor e recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1953. Estas atuações parecem ter sido superadas por sua carreira política. De fato, Churchill se destacou pela capacidade de interpretar o perigo representado por Hitler bem antes de seus coetâneos. Segundo historiador John Lukacs, a inflexível oposição de Churchill contra Hitler foi fundamental para os destinos da Segunda Guerra Mundial. Desde a metade da década de 20 Churchill alertava o Reino Unido sobre o perigo da mística teutônica do cabo Adolf. </span></span></p>
<p><span id="cch_f5294756baf636" class="_mh6 _wsc"><span class="_3oh- _58nk">Contra um fraco Chamberlain, primeiro ministro que o antecedeu, de seu próprio partido (conservador), apresentou uma tenaz resistência a qualquer tipo acordo ou tratado com Hitler. Esta postura acabou por forçar o Führer a cometer o erro final, a invasão da União Soviética. O filme acerta no roteiro, retratando o período de maior tensão na carreira deste polêmico estadista. A atuação de Gary Oldman é quase certeza de Oscar. &#8211; <em>Eli Vagner</em><br />
</span></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Destino de Uma Nação | Trailer 2 Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/52kLTzqk7WA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9368" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/me-chame-pelo-seu-nome-call-me-by-your-name.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/me-chame-pelo-seu-nome-call-me-by-your-name.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/me-chame-pelo-seu-nome-call-me-by-your-name-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/me-chame-pelo-seu-nome-call-me-by-your-name-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>Me Chame pelo seu Nome</strong></p>
<p>O <a href="http://www.joblo.com/movie-posters/2017/call-me-by-your-name#image-34247">azul do pôster</a> já denuncia – <em>Call Me By Your Name </em>é pura sutileza. Adaptação do romance de André Aciman, o longa nos transporta para a casa de verão da família Perlman em “algum lugar no norte da Itália”, como bem coloca a cena inicial. O filme conta a arrebatadora paixão entre o adolescente Elio (Timothée Chalamet), o primogênito, e o visitante Oliver (Armie Hammer), assistente de seu pai. A direção de Luca Guadagnino é ágil, mas sutil: a tensão sexual entre os dois é instantânea e o desenrolar, suave.</p>
<p>Para Aciman não há nenhum problema em criar personagens LGBT sem necessariamente levantar temas comuns nessas abordagens como, por exemplo, a homofobia. A adaptação conserva tal viés, tanto que a palavra <em>gay</em> não é usada. O caso dos protagonistas não demora a se transformar em um segredo discreto e delicioso, parte integrante do cotidiano da casa de verão junto das piscinas, cachoeiras e estradas de terra. Os tons alaranjados da paisagem italiana, inclusive, dialogam com a delicadeza da trama. Para coroar, a trilha sonora de Ryuichi Sakamoto, Giorgio Moroder e <a href="http://personaunesp.com.br/mount-eerie-morte-real/">Sufjan Stevens</a> (cuja <a href="http://www.vulture.com/2017/11/call-me-by-your-names-sufjan-stevens-songs-are-here.html">“Mystery of Love”</a><strong> </strong>concorre a Melhor Canção Original) embala perfeitamente a história de Elio e Oliver. Para ver e rever. &#8211; <em>Gabriel Leite Ferreira</em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/Z9AYPxH5NTM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9378" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-motorista-de-táxi-coreia-do-sul-1024x546.jpg" alt="" width="840" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-motorista-de-táxi-coreia-do-sul-1024x546.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-motorista-de-táxi-coreia-do-sul-300x160.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-motorista-de-táxi-coreia-do-sul-768x410.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-motorista-de-táxi-coreia-do-sul.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>O Motorista de Táxi</strong></p>
<p><em>O Motorista de Táxi</em> traz um alivio cinematográfico para a delicada situação política da Coreia do Sul na década de 80. O filme coreano, porém, inicia-se como uma comédia um pouco fraca, mostrando um humor caricato de Kim, um simpático motorista de táxi interpretado pelo já experimente Kang-ho Song (<em>Memórias de um Assassino</em>,<em> O Hospedeiro</em>).</p>
<p>Seu ato inicial, porém, nada mais é do que uma pintura que o ex-presidente Chun Doo-hwan vendia ao mundo. Mas essa imagem de comédia pastelão se dissolve quando Kim vê seus amigos nada convencionais prestes a serem presos em Gwangju, no sul do país. Lá,  o silêncio da ditadura coreana coloca os sonhos de pessoas comuns em jogo, incluindo o próprio Kim.</p>
<p>A jornada para salvar seus clientes se torna, então, sua própria jornada. Com a interpretação apaixonante de Song, <em>O Motorista de Táxi</em> nos deixa com vontade de saber mais dessa figura tão cativante e espontânea que, como tantos outros, contribuíram anonimamente pelo fim do golpe de estado sul-coreano. &#8211;<em> Adriano Arrigo</em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/ZbUwOP9HZQk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9420" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Post-768x384.jpg" alt="" width="594" height="297" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Post-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Post-768x384-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 594px) 85vw, 594px" /></p>
<p><strong><em>The Post &#8211; A Guerra Secreta</em></strong></p>
<p>A relação entre jornalismo e cinema data de um período em que o próprio jornalismo pós 2º Revolução Industrial se tornou extremamente fundamental para a discussão politica contemporânea. <em>Cidadão Kane</em> abre essa discussão no cinema de grande público não só como um dos filmes mais importantes para a história do cinema, mas também como um espaço para explorar a simbiose desse elo. O auge dessa relação com <em>Todos os Homens do Presidente </em>e o escandalo de Watergate abriu precedentes para o gênero que, em 2016, foi marcado por <a href="http://personaunesp.com.br/spotlight-segredos-revelados-empolgante-historia-sobre-jornalismo/"><em>Spotlight</em></a> e, agora, com <em>The Post &#8211; A Guerra Secreta.</em></p>
<p>Não podemos dizer, porém, que  a empreitada de Steven Spielberg acrescenta algo a essa relação. Inegavelmente há uma direção segura com um tema que vem, inclusive, temporalmente antes de <em>Todos os Homens do Presidente </em>mas que, ao mesmo tempo, se mantêm atual por cutucar a liberdade de impressa na era Trump.</p>
<p>A luta amiga entre The Washingon Post e The New York Times é bem orquestrada por um Tom Hanks um pouco afetado, mas que compensa nas mãos de Meryl Streep. Mas a falta de artifícios que mostrem a real importância da discussão e de algo que não romantize o jornalismo deixam o filme de Spierberg cansativo e preso a um lugar comum perante os seus antecessores.</p>
<p>Mesmo com seus exageros<em>, The Post</em> é competente em mostrar que o jornalismo é &#8211; e talvez continue sendo por um bom tempo &#8211; pivô na politica nacional de qualquer país. No mais, soa como mais um filme encomendado para a temporada de Oscar. &#8211;<em> Adriano Arrigo<br />
</em><br />
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/LItdqT97IUQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9370" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/visages-villages-faces-places-agnes-varda-jr-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/visages-villages-faces-places-agnes-varda-jr-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/visages-villages-faces-places-agnes-varda-jr-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/visages-villages-faces-places-agnes-varda-jr-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/visages-villages-faces-places-agnes-varda-jr-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/visages-villages-faces-places-agnes-varda-jr.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Visages Villages</strong></p>
<p>De um lado, a experiente diretora Agnès Varda (<em>Cléo de 5 à 7</em>). Do outro, o jovem artista gráfico JR (responsável pela capa de <a href="http://personaunesp.com.br/arcade-fire-tudo-e-nada-ao-mesmo-tempo/" target="_blank" rel="noopener"><em>Everything Now</em></a>). O fascínio conjunto pela questão de (re)construção de imagens &#8211; estética e historicamente &#8211; leva estes dois à viagens por pequenas vilas de seu país natal, a França, onde fazem ensaios fotográficos e convertem as melhores peças em instalações.</p>
<p>Este documentário registra tal jornada, e não dá pra negar que a dupla sucede na missão artística. Infelizmente, as partes de &#8220;bastidores&#8221; com as conversas dos dois parecem ensaiadas demais e tornam o longa levemente maçante. Não deixa de ser um bom programa leve para o fim de semana, porém. &#8211; <em>Nilo Vieira</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="VISAGES, VILLAGES  - Trailer Oficial Legendado - HD Concorrendo ao Oscar 2018" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/2rea6YHdrn4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9371" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/viva-a-vida-é-uma-festa-coco-animação-censurado-1024x429.jpg" alt="" width="840" height="352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/viva-a-vida-é-uma-festa-coco-animação-censurado-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/viva-a-vida-é-uma-festa-coco-animação-censurado-300x126.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/viva-a-vida-é-uma-festa-coco-animação-censurado-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/viva-a-vida-é-uma-festa-coco-animação-censurado-1200x503.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/viva-a-vida-é-uma-festa-coco-animação-censurado.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Viva &#8211; A Vida é uma Festa</strong></p>
<p>Após uma sequência de dois anos consecutivos lançando continuações pouco pertinentes de suas histórias, <em>Viva &#8211; A Vida é uma Festa</em> traz o que os admiradores da Pixar esperam do estúdio.<em> Viva</em> é colorido, alegre  mesmo que lide com a morte, arrependimento e a saudade, temas já consagrados pelo estúdio que se tornou o braço direito da Disney.</p>
<p>Felizmente, <em>Viva</em> também dá um passe a frente a esses temas. Talvez não seja o propósito do longa, mas o cenário da cultura mexicana traz um ar de pluralidade ao longa. Tal qual a Disney já fizera anteriormente em <em>Moana: um Mar de Aventuras, </em>o filme explora também a crença da vida após a morte e guias espirituais, temas esses que poderiam se tornar espinhosos para qualquer estúdio americano.</p>
<p>O resultado, porém, não é audacioso e muito menos polêmico, pelo contrário. <em>Viva</em> é agradável e palpável para adultos e crianças, sem deixar-se cair na infantilidade. Como se não bastasse, a história é convincente, seu visual é deslumbrante, tanto  quanto no uso de cores muito vivas quanto na criação de personagens exclusivos daquele mundo. Apesar de tanta felicidade, será difícil também não sair chorando da sessão, o que o eleva a categoria de um autêntico filme Disney/Pixar. &#8211;<em> Adriano Arrigo</em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/-Af1mAec0LA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-janeiro2018/">Cineclube Persona &#8211; Janeiro/2018</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Dezembro/2017</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jan 2018 21:46:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
		<category><![CDATA[Cineclube]]></category>
		<category><![CDATA[Heloísa Manduca]]></category>
		<category><![CDATA[Nilo Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Fonseca E. Silva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de tenso, o ano de 2017 encerrou com saldo positivo na sétima arte. Para iniciarmos 2018 com o pé direito, nada mais justo do que prosseguir com o Cineclube Persona no mesmo tom, atento ao que acontece de mais impactante no mainstream e também no underground. Estes foram as alternativas escolhidas para quem não &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-dezembro-2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Dezembro/2017"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-dezembro-2017/">Cineclube Persona &#8211; Dezembro/2017</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9287" aria-describedby="caption-attachment-9287" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9287" class="wp-caption-text">Luke Skywalker e Johnny, de The Room: uma boa metáfora do que foi 2017</figcaption></figure>
<p>Apesar de tenso, o ano de 2017 encerrou com <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2017/">saldo positivo na sétima arte</a>. Para iniciarmos 2018 com o pé direito, nada mais justo do que prosseguir com o Cineclube Persona no mesmo tom, atento ao que acontece de mais impactante no <em>mainstream</em> e também no <em>underground</em>. Estes foram as alternativas escolhidas para quem não quis passar o fim de ano na praia:</p>
<p><span id="more-9266"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-9301 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-assassinato-assassino.jpg" alt="" width="564" height="317" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-assassinato-assassino.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-assassinato-assassino-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-assassinato-assassino-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /></p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/assassinato-no-expresso-do-oriente-critica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Assassinato no Expresso do Oriente</strong></a></p>
<p>A adaptação de <em>Assassinato no expresso do Oriente</em>, célebre romance de Agatha Christie, ao cinema trouxe grandes expectativas para seus leitores e fãs. E boa parte delas foram atendidas. A sequência de acontecimentos do filme é bem fiel ao livro, ressaltando detalhes simbólicos como o horário em que Ratchett (Johnny Depp) é assassinado. Além disso, a construção minuciosa do cenário é algo que chama a atenção do espectador.</p>
<p>Outro fator importante é<a href="https://open.spotify.com/album/6s9Ul1tQZTBQc3yQ6C9s3" target="_blank" rel="noopener"> a trilha sonora</a>, assinada por Patrick Doyle (<i>Thor</i>, <i>Cinderela</i>). Com músicas que variam entre pianos, instrumentos de cordas e metais, bem como sonoridades orientais, as melodias passam a atmosfera de aventura, suspense e tristeza que o filme pretende transmitir de acordo com o seu desenrolar.</p>
<p>Porém, nem tudo é perfeito. Alguns personagens são descaracterizados no longa e a descoberta dos fatos que respondem ao mistério da obra é feita de forma muito rápida, o que pode dificultar o entendimento de quem não leu o livro. Apesar disso, o universo misterioso de Christie foi retratado de maneira eficiente no cinema, graças à boa direção de Kenneth Branagh e também muito bem como o detetive Hercule Poirot. &#8211; <em>Guilherme Hansen</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Assassinato no Expresso do Oriente | Trailer Oficial | Legendado HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1LqXLJEq4sw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9294" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/extra.jpg" alt="" width="571" height="323" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/extra.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/extra-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 571px) 85vw, 571px" /></p>
<p><strong>Extraordinário</strong></p>
<p>Um dos filmes mais aguardados do mês, a história de <em>Extraordinário</em> foi baeada no best-seller de R.J. Palacio (2012) que traz uma discussão morna sobre o bullying sofrido por Auggie Pullman (Jacob Tremblay), um garoto que nasceu com a Síndrome de Teacher Collins, a qual ocasiona uma deficiência facial. Suas cicatrizes após cirurgias são o maior desafio para poder se socializar na escola.</p>
<p>De uma forma geral, o roteiro do longa foi muito fiel ao livro e é leve, extrovertida e consegue manter o público entretido. Porém, algumas falas do personagem principal parecem artificiais: em alguns momentos, fica difícil acreditar que um menino de pouca idade possa se expressar de forma tão elaborada. No entanto, o destaque do filme fica a cargo também do ator mirim. Sua interpretação afetuosa consegue externar muito bem seus sentimentos e atingir diretamente o expectador. — <em>Heloisa Manduca<br />
</em><br />
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/6g80d7igX0k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9299 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-1024x683.jpg" alt="" width="567" height="378" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017.jpg 1620w" sizes="auto, (max-width: 567px) 85vw, 567px" /></p>
<p><strong>Lucky</strong></p>
<p>Como <a href="http://personaunesp.com.br/tempo-espaco-david-bowie/" target="_blank" rel="noopener"><em>Blackstar</em></a> (2016), canto do cisne de <a href="http://personaunesp.com.br/tag/david-bowie/" target="_blank" rel="noopener">David Bowie</a>, é difícil separar <em>Lucky </em>da persona real de seu protagonista, por mais metafórico que o filme seja. O último filme estrelado pelo lendário Harry Dean Stanton, falecido ano passado, acompanha a rotina pacata de um senhor de 90 anos em uma cidade pequena no interior dos EUA.</p>
<p>O longa-metragem parece ter sido escrito na medida para o ator. As referências internas à sua carreira (incluindo a ótima participação de <a href="http://personaunesp.com.br/tag/david-lynch/" target="_blank" rel="noopener">David Lynch</a>, parceiro profissional e amigo de longa data) se fundem com o peso que a idade avançada impõe em seu corpo, e o resultado é praticamente Stanton interpretando a si mesmo. A aura serena do poeta <a href="http://personaunesp.com.br/adeus-leonard-cohen-poesia-prevaleceu/" target="_blank" rel="noopener">Leonard Cohen, </a>aceitando que estava pronto para partir deste mundo, vem à mente assim como o personagem de Harry Dean no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=63Hvny7pX8g" target="_blank" rel="noopener">clipe de &#8220;Dreaming of You&#8221;</a>, de Bob Dylan, e sua trajetória incerta em terrenos áridos.</p>
<p>Mas <em>Lucky</em> passa longe de um exercício ególatra. Os diálogos espirituosos realçam todas as facetas do personagem homônimo, cujo niilismo ácido não o impede de ser, também, um velhinho bem humorado. A iminência da morte e o peso das memórias são discutidas em um roteiro que preza pela naturalidade, em um dos grandes filmes de 2017 &#8211; bem como das despedidas mais sublimes registradas na arte contemporânea. &#8211; <em>Nilo Vieira</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/oqdr3zrt1Fo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-1024x512.jpg" alt="" width="596" height="298" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 596px) 85vw, 596px" /></p>
<p><strong>O Rei do Show</strong></p>
<p>Dirigido pelo novato Michael Gracey, <em>O Rei do Show</em> é uma cinebiografia musical que conta a história de P.T. Barnum (Hugh Jackman), um empreendedor e showman que, em pleno séc. XIX, tenta montar um espetáculo formado por indivíduos excêntricos e alienados pela sociedade.</p>
<p>O filme conta com um elenco de astros, como Zac Efron, Zendaya e Rebecca Ferguson. Além disso, com cenários fantasiosos, coreografias envolventes e músicas emocionantes, a história passa uma mensagem atemporal sobre sonhos e aceitação. Vale à pena reservar um pouco de seu tempo para desfrutar dessa obra. — <em>Pedro Fonseca E. Silva<br />
</em><br />
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/r5R6CVp_JzU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9297" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>The Square &#8211; A Arte da Discórdia<br />
</strong></p>
<p>O filme sueco de Ruben Östlund, que levou o cobiçado Palma de Ouro no último festival de Cannes, circulou no Brasil somente em pequenao festivais e  estreará apenas em janeiro por aqui.  Talvez seja mesmo um filme direcionado para o público de mostras de cinema, já que trata da aflição de um grupo específico de estetas: o que é a arte contemporânea hoje?</p>
<p>Östlund cria em seu enredo uma luta na tela que permeiam aspectos bastante interessantes, como a curadoria de museus contemporâneos, a suposta perfeição das sociedades nórdicas e as relações liquidas nos dias de hoje.  Mas nessa sopa crítica, pouco se salva.</p>
<p><em>The Square</em> cai no laço do típico filme europeu esquecível que preza excessivamente pelo seu aspecto crítico, mas é pouco atrativo em sua narrativa. Direto e explícito, Östlund dá carta branca para tocar nas polêmicas que envolvem a arte contemporânea (e quem cuida dela), mas infelizmente não leva em consideração a sutileza de uma narrativa, tornando seu longa seco e pouco atrativo de se ver. — <em>Adriano Arrigo</em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/d8nB0c69VNo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9310 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460-1024x597.jpg" alt="" width="840" height="490" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460-1024x597.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460-300x175.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460-768x448.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Star Wars: Os Últimos Jedi</strong></p>
<p><em>Os Últimos Jedi</em> entrega justamente o que <em>O Despertar da Força</em> ficou devendo em 2015: a experiência cinematográfica &#8211; no sentido físico, grupal &#8211; que marcou <em>Star Wars</em> como a maior franquia de filmes. Como escreveu o crítico <a href="https://www.newyorker.com/culture/richard-brody/star-wars-the-last-jedi-reviewed" target="_blank" rel="noopener">Richard Brody</a>, da New Yorker, a obra é milimetricamente calculada para que fiquemos tais quais ratos de laboratório no cinema, reagindo coletivamente à montanha russa de emoções.</p>
<p>Embora o crítico norte-americano avalie nossa condição de experimentos como algo negativo, existe algo de singular e até bonito quando um filme consegue esses feitos. Enquanto o episódio 7 foi, para mim, sonolento por ser praticamente uma reimaginação de <em>Uma Nova Esperança</em> (1977), o episódio 8 me proporcionou em diversos momentos uma empolgação infantil. <em>Os Últimos Jedi</em> trouxe mudanças no cânone da série que não agradaram muitos fãs, porém o mais relevante está lá: as pessoas, seja de 8, 20 ou 50 anos de idade, novamente se importam com guerreiros(as) <em>Jedi</em>, naves e o eterno conflito entre bem e mal. <em>-Lucas Marques</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Star Wars: The Last Jedi Trailer (Official)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Q0CbN8sfihY?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Melhores discos de Dezembro/2017</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2018 21:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
		<category><![CDATA[Matheus Fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
		<category><![CDATA[Nilo Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E finalmente 2017 acabou. Para jogar a pá de cal em cima de um dos anos mais bizarros e tensos da década, os registros que marcaram presença em nossas playlists de natal e virada do ano: Charli XCX &#8211; Pop 2 bubblegum pop, pc music A segunda mixtape da britânica em 2017 pode não soar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-dezembro2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Dezembro/2017"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9214" aria-describedby="caption-attachment-9214" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9214" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mano-brown-filtro-de-bichinho-gatinho-instagram-live.jpg" alt="" width="768" height="698" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mano-brown-filtro-de-bichinho-gatinho-instagram-live.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mano-brown-filtro-de-bichinho-gatinho-instagram-live-300x273.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9214" class="wp-caption-text">Mano Brown acidentalmente ativa um filtro fofo no Instagram: um resumo da estranheza de 2017 (Folha/Reprodução)</figcaption></figure>
<p>E finalmente 2017 acabou. Para jogar a pá de cal em cima de um dos anos mais bizarros e tensos da década, os registros que marcaram presença em nossas playlists de natal e virada do ano:<span id="more-9148"></span><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9150 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/charli-xcx-pop-2-pabllo-vittar-carly-rae-jepsen-best-new-music-pc-music.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/charli-xcx-pop-2-pabllo-vittar-carly-rae-jepsen-best-new-music-pc-music.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/charli-xcx-pop-2-pabllo-vittar-carly-rae-jepsen-best-new-music-pc-music-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/charli-xcx-pop-2-pabllo-vittar-carly-rae-jepsen-best-new-music-pc-music-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Charli XCX &#8211; Pop 2</strong></p>
<p><em>bubblegum pop, pc music</em></p>
<p>A segunda mixtape da britânica em 2017 pode não soar tão consistente quanto o subestimado <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-marco-2017/" target="_blank" rel="noopener"><em>Number 1 Angel</em></a>, mas seu lançamento surpresa no último mês ao menos parece ter chacoalhado a mídia especializada &#8211; que, ao incluir este disco nas famigeradas listas de melhores, parece ter assumido o erro de não reconhecer a cantora pop <em>mainstream</em> mais inquieta no ano (desculpe, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/" target="_blank" rel="noopener">Lorde</a>).</p>
<p>A produção novamente ficou a cargo da PC Music, com sintetizadores açucarados e experimentos vocais (e tome alteração de <em>pitch</em>) dividindo espaço com batidas soturnas de trap. Entre as participações, a recém-queridinha <em>indie</em> Carly Rae Jepsen e Pabllo Vittar, maior destaque pop no <em>mainstream</em> nacional contemporâneo (desculpe, Anitta) acompanham XCX em mais um pacote de bangers pra embalar qualquer festa. <strong>(NV)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX - Unlock It (feat. Kim Petras and Jay Park) [Official Audio]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KP0r5LSbWL4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9151 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/croww-prosthetics.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/croww-prosthetics.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/croww-prosthetics-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/croww-prosthetics-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Croww &#8211; Prosthetics</strong></p>
<p><em>pós-industrial</em></p>
<p>Difícil encontrar um registro mais patrício em 2017. A estreia do produtor de Manchester no selo The Death of Rave é um EP de menos de 15 minutos (faixa única no vinil, quatro partes separadas no arquivo digital), mas já basta para figurar entre os mais estranhos do ano.</p>
<p>Utilizando de um <em>sample pack </em>composto apenas pelos ruídos inseridos por Craig Jones (#5, 133, cabeça de espeto) no disco de estreia do <a href="http://personaunesp.com.br/slipknot-iowa-resenha-critica/" target="_blank" rel="noopener">Slipknot</a>, <em>Prosthetics </em>cria uma narrativa insólita e, por incrível que pareça, extremamente viciante. Ao mesmo tempo, esclarece de forma bem prática a função do <em>sampler</em> no noneto de Iowa (um questionamento constante, tanto de detratores como fãs) e, ainda que em traços inusitados, joga novos holofotes sobre o legado polêmico do grupo. <strong>(NV)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/playlists/344404571&amp;color=%230a0c0c&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;show_teaser=true" width="100%" height="450" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9152 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/equiknoxx-colón-man-fact.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/equiknoxx-colón-man-fact.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/equiknoxx-colón-man-fact-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/equiknoxx-colón-man-fact-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Equiknoxx &#8211; Colón Man</strong></p>
<p><em>dancehall</em></p>
<p>Ao final do segundo tempo de um ano caprichado para a música eletrônica, eis que surge <em>Colón Man</em>, o segundo disco do coletivo jamaicano Equiknoxx. Baseados em batidas orgânicas (que foi amplamente coberto pelo Persona, como <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2017/">DJ Sports</a> e <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-marco-2017/">Talabo</a><a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-marco-2017/">man</a>), <em>Colón Man</em> ultrapassa esse modelo e traz o que é difícil para a vertente: um disco revigorante, dançante e extremamente criativo.</p>
<p>Com seu tempo controlado por sons da natureza ou tecnológicos, como “Kareece Put Some Thread In A Zip Lock” e “Enter A Raffle Win A Falafel”, <em>Colón Man</em> nos transporta para uma selva high tech imersa em rituais e lendas jamaicanas. Suas batidas hipnóticas carimbam um dos discos mais criativos do ano e com um grande senso de humor que, em tempo, faltou às produções desse ano<strong> (AA)</strong>.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/356198306&amp;color=%23ff5500&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;show_teaser=true&amp;visual=true" width="500" height="300" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9283 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/gucci-mane-el-gato-human-glacier-ice-cream-trap-atlanta.jpeg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/gucci-mane-el-gato-human-glacier-ice-cream-trap-atlanta.jpeg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/gucci-mane-el-gato-human-glacier-ice-cream-trap-atlanta-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/gucci-mane-el-gato-human-glacier-ice-cream-trap-atlanta-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Gucci Mane &#8211; El Gato: Human Glacier</strong></p>
<p>Somente pela capa a mixtape mais recente de Gucci Mane já merecia estar em qualquer lista. Sério. Geleiras com o rosto do rapper são a melhor forma já inventada de difundir a conscientização sobre o aquecimento global. Mas Human Glacier tem mais a oferecer. Se não rolam os feats gigantescos de Mr. Davis (não rola nenhum feat na real) a produção de Southside remetem às mixtapes antigas de Gucci, o nome mais longevo do trap. <strong>(MF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/RJ3S4r8kM1o" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9202 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/lady-bird-jon-brion-soundtrack-gret-gerwig-rotten-tomatoes-trilha-sonora.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/lady-bird-jon-brion-soundtrack-gret-gerwig-rotten-tomatoes-trilha-sonora.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/lady-bird-jon-brion-soundtrack-gret-gerwig-rotten-tomatoes-trilha-sonora-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/lady-bird-jon-brion-soundtrack-gret-gerwig-rotten-tomatoes-trilha-sonora-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Jon Brion &#8211; Lady Bird</strong></p>
<p><em>trilha sonora, pop barroco, etc</em></p>
<p>Assim como o longa de Greta Gerwig, o fundo musical do experiente Jon Brion (com <em>Magnólia</em> e <em>Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças</em> no currículo) é marcado pela duração breve: fora das telonas, a trilha original tem apenas 27 minutos.</p>
<p>Também não prima pela inovação, e aposta em explorar os detalhes certos de uma receita conhecida por cinéfilos e audiófilos. As pontuações orquestrais de Brion são sucintas, e seu impressionismo emocional faz com que as composições funcionem sozinhas. Se você é fã dos arranjos barrocos de nomes como Sufjan Stevens e <a href="http://personaunesp.com.br/pet-sounds-50-anos/" target="_blank" rel="noopener">Beach Boys</a>, corra ouvir e aumente suas expectativas para o filme que <a href="https://editorial.rottentomatoes.com/article/lady-bird-just-broke-a-rotten-tomatoes-record-heres-what-greta-gerwig-has-to-say-about-that/" target="_blank" rel="noopener">quebrou recordes no Rotten Tomatoes</a>. <strong>(NV)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0LIWkw76T7O499slpRTeQ1" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9221 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/morbid-angel-kingdoms-disdained-steve-tucker.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/morbid-angel-kingdoms-disdained-steve-tucker.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/morbid-angel-kingdoms-disdained-steve-tucker-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/morbid-angel-kingdoms-disdained-steve-tucker-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Morbid Angel &#8211; Kingdoms Disdained</strong></p>
<p><em>death metal</em></p>
<p>Seis anos após o polêmico <em>Illud Divinum Insanus</em> (2011), trucidado por fãs e renegado pelos envolvidos no disco, o quarteto seminal do <em>death metal</em> da Flórida surge renovado &#8211; curiosamente, com o &#8220;<em>frontman b</em>&#8221; Steve Tucker de volta (embora consistente, sua fase com a banda não é unanimidade entre os fanáticos pelo Morbid Angel).</p>
<p>Os riffs do fundador Trey Azagthoth estão mais atonais que nunca, e o jovem baterista Scott Fuller injeta novo vigor ao grupo. Se <em>Kingdoms Disdained</em> não é um novo <em>Altars of Madness</em> (1989), ao menos cumpre a função de mostrar que o Morbid Angel ainda tem o que oferecer. <strong>(NV)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Morbid Angel - For No Master (Official Track)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/SnmQU45fkiA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9157 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/prurient-rainbow-mirror-profound-lore.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/prurient-rainbow-mirror-profound-lore.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/prurient-rainbow-mirror-profound-lore-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/prurient-rainbow-mirror-profound-lore-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Prurient &#8211; Rainbow Mirror</strong></p>
<p><em>noise, música ambiente</em></p>
<p>O incansável Dominick Fernow não poderia encerrar o ano sem lançar algo (na ativa com o Prurient há 20 anos, sua discografia conta com mais de 70 álbuns de estúdio). Aos 45 do segundo tempo, ele então nos entrega <em>Rainbow Mirror</em>, registro dividido em 4 discos e com mais de 3 horas de duração.</p>
<p>Embora impenetrável no papel, o trabalho é surpreendentemente marcante para sua natureza tão dantesca. As tradicionais rajadas de barulho ficam mais contidas, e o que predomina são longas ambientações, perfeitas para aqueles dias em que você se sente deslocado de tudo. Pra quem pretende trocar a praia por um quarto fechado nas férias, não há trilha melhor. <strong>(NV)</strong></p>
<iframe loading="lazy" width="100%" height="120" style="position: relative; display: block; width: 100%; height: 120px;" src="//bandcamp.com/EmbeddedPlayer/v=2/album=1416325807/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/" allowtransparency="true" frameborder="0"></iframe>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9284 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/travis-scott-quavo-huncho-jack-jack-huncho-trap-collab-migos.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/travis-scott-quavo-huncho-jack-jack-huncho-trap-collab-migos.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/travis-scott-quavo-huncho-jack-jack-huncho-trap-collab-migos-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/travis-scott-quavo-huncho-jack-jack-huncho-trap-collab-migos-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<h3><strong>Travis Scott &amp; Quavo &#8211; Huncho Jack, Jack Huncho</strong></h3>
<p><em>hip-hop</em></p>
<p>Em 2017, poucos nomes apareceram tanto no mainstream do pop quanto Travis Scott e Quavo. O primeiro em colaborações com SZA e 2 Chainz, o segundo com Gucci Mane, DJ Khaled e Katy Perry. Juntos, os dois foram responsáveis por hits onipresentes, como &#8220;Portland&#8221;, do Drake, e &#8220;Know No Better&#8221;, do Major Lazer, com a ex-Fifth Harmony Camila Cabello.</p>
<p><em>Huncho Jack</em> finaliza o ano unindo os dois rappers em um disco que, se não atinge o mesmo nível de outras collabs como <em><a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-novembro2017/" target="_blank" rel="noopener">Without Warning</a></em>, tem bangers incontestáveis como &#8220;Modern Slavery&#8221; e &#8220;Saint&#8221;. Em 2018, com a chegada prometida de <em>Culture 2</em> e <em>Astroworld</em>, os dois rappers vão continuar dominando cada vez mais o jogo.<strong> (MF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/7CRVv14VLogIh8BZLcRpJM" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9153 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/hyberdub-video-games-1024x928.jpg" alt="" width="500" height="453" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/hyberdub-video-games-1024x928.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/hyberdub-video-games-300x272.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/hyberdub-video-games-768x696.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/hyberdub-video-games.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<h3 class="trackTitle"><strong>V/A &#8211; Diggin&#8217; In The Carts, A Collection Of Pioneering Japanese Video Game Music</strong></h3>
<p><em>video game music</em></p>
<p>O <a href="https://www.youtube.com/watch?v=m8z8-SKg3WU" target="_blank" rel="noopener">documentário</a> revolucionário sobre o impacto das trilhas dos games na música eletrônica foi transformado em uma compilação pela gravadora Hyperdub. As 34 faixas da era dos chips selecionadas por Kode9 e Nick Dwyer fogem dos jogos óbvios, oferecendo um amplo panorama sobre a <a href="http://reporterunesp.jor.br/2017/06/07/musica-videogames-trilha-sonora/" target="_blank" rel="noopener">história dos dois meios</a>, além de uma ótima fonte pra continuar o legado dos samples de games. <strong>(MF)</strong></p>
<iframe loading="lazy" width="100%" height="120" style="position: relative; display: block; width: 100%; height: 120px;" src="//bandcamp.com/EmbeddedPlayer/v=2/album=404114016/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/" allowtransparency="true" frameborder="0"></iframe>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9155 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/94991-kakashi-reissue.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/94991-kakashi-reissue.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/94991-kakashi-reissue-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/94991-kakashi-reissue-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<h3><strong>Yasuaki Shimizu &#8211; Kakashi</strong></h3>
<p><em>art pop</em></p>
<p>Clássico cult redescoberto pelas recomendações algorítmicas do Youtube e por sua capa curiosa, o disco de 1982 do saxofonista japonês Yasuaki Shimizu recebe uma merecida <em>reissue</em> pela gravadora Palto Flats, que já havia relançado o disco &#8220;Utakata no Hibi&#8221;, de sua banda Mariah, além de &#8220;Through the Looking Glass&#8221;, de Midori Takada, outro disco importante japonês do mesmo período.</p>
<p>Para além da tendência de vasculhar o passado em busca de gemas perdidas, <em>Kakashi</em> é um disco único, combinando o new wave, o jazz e o pop japonês, que merece ser ouvido. <strong>(MF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/HKY38Nx8dSo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-dezembro2017/">Melhores discos de Dezembro/2017</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Os melhores álbuns de 2017</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Dec 2017 22:33:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
		<category><![CDATA[Bárbara Alcântara]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Faria]]></category>
		<category><![CDATA[Matheus Fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores de 2017]]></category>
		<category><![CDATA[Nilo Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Victor Pinheiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando decidimos que nossas listas de melhores do ano seriam compostas por escolhas pessoais, em vez de votações e colocações, o objetivo era atingir uma maior multiplicidade de gostos. O que não esperávamos era que alguns dos maiores figurões das listas de toda a imprensa ficassem de fora da nossa. Desculpa, Lorde e Kendrick Lamar. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-albuns-de-2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores álbuns de 2017"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-albuns-de-2017/">Os melhores álbuns de 2017</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9186" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/melhores-persona-musica.gif" alt="" width="890" height="512" /></p>
<p>Quando decidimos que nossas listas de melhores do ano seriam compostas por escolhas pessoais, em vez de votações e colocações, o objetivo era atingir uma maior multiplicidade de gostos. O que não esperávamos era que alguns dos maiores figurões das listas de toda a imprensa ficassem de fora da nossa. Desculpa, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/" target="_blank" rel="noopener">Lorde</a> e<a href="http://personaunesp.com.br/damn-kendrick-lamar/" target="_blank" rel="noopener"> Kendrick Lamar</a>.</p>
<p>Mas também, qual a necessidade de bater na tecla dos consensos quando temos outras tantas <a href="http://personaunesp.com.br/kelela-janet-jackson-consciencia-negra/" target="_blank" rel="noopener">obras interessantes</a> para ouvir? <a href="http://personaunesp.com.br/tag/melhores-discos/" target="_blank" rel="noopener">Do rock ao hip hop, passando pelo eletrônico</a>, esses são nossos destaques de 2017:</p>
<p><span id="more-9086"></span></p>
<hr />
<h3><strong>Alvvays &#8211; Antisocialites</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9098 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/alvvays-antisocialites.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/alvvays-antisocialites.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/alvvays-antisocialites-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/alvvays-antisocialites-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p>Há três anos o Alvvays trazia frescor com seu primeiro e autointitulado disco, recheado de <em>indie pop</em> com pitadas de <em>dream pop</em>. Em 2017, o grupo canadense volta à cena seguindo a linha de versos intimistas, poéticos e melancólicos, mas que soam bem mais leves e adocicados.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-setembro2017/" target="_blank" rel="noopener"><em>Antisocialites</em></a> mistura vários gêneros, entre <em>dream pop</em>, <em>lo-fi</em>, <em>indie pop</em> e <em>new wave</em> dos anos 80. A obra carrega uma atmosfera etérea do início ao fim de seus concisos 32 minutos &#8211; um disco sólido. As canções, um pouco mais maduras, não dispersam do disco primogênito, basicamente desilusões amorosas. Com isso, os canadenses se reinventam sem mudar drasticamente sua proposta de aliar o <em>pop</em> ao <em>indie</em> num misto de leveza no meio do caos da melancolia poética. &#8211; <strong>Mariana Faria</strong></p>
<hr />
<h3><strong>Arca &#8211; Arca</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9099 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Arca-Arca.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Arca-Arca.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Arca-Arca-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Arca-Arca-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p>“<em>O vídeo que eu sangro pelo rabo porque um touro me empalou, e então chove pétalas de rosas brancas sobre meu corpo coxo, acaba de atingir 1 milhão de visualizações</em>”, escreveu Arca em seu <a href="https://www.instagram.com/arca1000000">Instagram</a>, em relação ao clipe de “Reverie”, música do seu último disco homônimo. Postado no início do ano, esse vídeo foi só o começo de um ano legitimamente seu.<a href="https://i-d.vice.com/en_uk/article/8x5aqk/arcas-blood-soaked-la-performance-was-an-important-cultural-moment"> Suas apresentações em 2017 </a>foram plantadas em um terreno que beira vários limiares, em especial a arte performática, que deram liberdade a sua obra  sempre foi voltada à um alto teor fetichista.</p>
<p>A primeira música de seu disco, “Whip”, não deixa dúvidas sobre. Mas, é claro, isso é minimizar a exploração do que o venezuelano é não somente como artista, produtor e performer, mas como um ser humano &#8211; Alejandro Ghersi consegue renascer mais uma vez. A incorporação de sua voz, suas letras em espanhol e o tema escancaradamente homoerótico lhe elevaram a um  patamar. Arca desenha sonoramente sobre si, contemplando desejos reprimidos e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PwXOgzmTbVU">paixões depravadas socialmente</a>, sem deixar de lado seu toque intimista e, ao mesmo tempo, opressivo.</p>
<p>Mesmo que isso não fosse suficiente, o álbum também é mais uma prova que o venezuelano continua sendo um exímio produtor de batidas extremamente precisas, criativas e dramáticas.  Em <em><a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-abril2017/" target="_blank" rel="noopener">Arca</a>,</em>  Ghersi desafia um futuro sem hipocrisias e de renascimento para quem estiver apto, sem abandonar sua técnica primorosa que o colocou entre os artistas mais instigantes deste ano. &#8211; <strong>Adriano Arrigo</strong></p>
<hr />
<h3><strong>In Venus &#8211; Ruína</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9100 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/in-venus-ruína.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/in-venus-ruína.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/in-venus-ruína-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/in-venus-ruína-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><span class="_5yl5">Escutar<em> Ruína</em>, primeiro álbum da banda paulistana In Venus, é ser nocauteado por uma porrada de referências: das guitarras sujas e vocal forte do <em>dream pop</em> e <a href="http://personaunesp.com.br/loveless-mulholland-drive/" target="_blank" rel="noopener"><em>shoegaze</em></a> noventistas, a uma vibe mais pesada e instrospectiva (porém dançante) do <em><a href="http://personaunesp.com.br/the-cure-pornography/" target="_blank" rel="noopener">pós-punk</a></em> e <em>synthpop</em> britânicos.<br />
</span></p>
<p><span class="_5yl5">A influência do <a href="http://personaunesp.com.br/punk-rock-nao-e-so-pro-seu-namorado/" target="_blank" rel="noopener">riot grrrl</a> norte-americano fica explícita nas letras, hinos feministas e anticapitalistas (“<em>We are fighting for our rights/ Against the sexism/ We&#8217;ll break the patriarchy/ And will have to resist</em>”), e as várias camadas sonoras (muito bem elaboradas) seguem o mesmo fluxo, acrescentando referências meio bruxescas às faixas (em especial em “Mother Nature”) &#8211; dá vontade de acender velas e incensos enquanto o disco rola. É um incômodo confortável. </span>&#8211; <strong>Bárbara Alcântara</strong></p>
<hr />
<h3><strong>Jlin &#8211; Black Origami</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9101 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/jlin-black-origami.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/jlin-black-origami.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/jlin-black-origami-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/jlin-black-origami-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p>Das raízes do <em>footwork</em> de Chicago, o ritmo eletrônico acelerado nascido como forma de dança não tão diferente assim do funk brasileiro (ou do kuduro e do gqom africanos), sai <em>Black</em> <em>Origami,</em> o segundo álbum da produtora americana Jlin. A percussão é o grande foco aqui, ocupando a maioria do espaço sonoro,  com polirritmos globais que unem bandas marciais, instrumentos hindus e djembês às drum machines do hip-hop. Os samples, aspecto dominante do gênero e que aqui constituem os poucos momentos melódicos do disco são esparsos e vem de lugares inusitados, como em &#8220;Holy Child&#8221;, parceria com o compositor <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-janeiro2017/" target="_blank" rel="noopener">William Basinski</a>, ou &#8220;Calcination&#8221;, faixa quase ambiente e único momento de descanso em 40 minutos de agressão.</p>
<p>Em uma era de grandes DJs pop de som genérico, Jlin retoma o eletrônico para suas origens no <em>underground</em>, com uma obra desafiadora que eleva o footwork ao nível da IDM. Não à toa, quase todo DJ set de <a href="http://personaunesp.com.br/baladinha-top-persona/" target="_blank" rel="noopener">Aphex Twin</a> no ano contou com múltiplas faixas da produtora, que divide gravadora com nomes como Venetian Snares e μ-Ziq. Como o melhor da música eletrônica, <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-maio2017/" target="_blank" rel="noopener"><em>Black Origami</em></a> está na vanguarda, mas ainda é feito para dançar. &#8211; <strong>Matheus &#8216;Copa&#8217; Fernandes</strong></p>
<hr />
<h3><strong>Mac DeMarco &#8211; This Old Dog</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9102 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mac-demarco-this-old-dog.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mac-demarco-this-old-dog.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mac-demarco-this-old-dog-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mac-demarco-this-old-dog-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p>Amadurecimento define o terceiro álbum de estúdio de Mac DeMarco. <a href="http://personaunesp.com.br/this-old-dog-o-porao-sentimental-de-mac-demarco/" target="_blank" rel="noopener"><em>This Old Dog</em></a> trata, em grande parte, dos sentimentos do cantor canadense diante do adoecimento de seu pai. Para além da melancolia, as composições revelam as contradições íntimas do artista ao se dedicar a quem o abandonou quando ainda tinha quatro anos.</p>
<p>O tom sério e pessoal contrasta com seus trabalhos anteriores. <em>Salad Days</em> (2014) e <em>Another</em> <em>One</em> (2015) são caracterizados por produções com letras pouco intimistas e melodias acústicas, apropriadas para um momento de lazer em uma tarde de sábado com amigos. Embora o novo álbum conserve o protagonismo da voz de DeMarco, seguindo o violão acústico em batidas calmas, o repertório instrumental propõe maior coesão e versatilidade nas faixas. &#8211; <strong>Victor Pinheiro</strong></p>
<hr />
<h3>Mateus Aleluia &#8211; Fogueira Doce</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9277 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mateus-aleluia-fogueira-doce-os-tincoãs-natura-bahia-barroco-umbanda-candomblé.jpg" alt="" width="500" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mateus-aleluia-fogueira-doce-os-tincoãs-natura-bahia-barroco-umbanda-candomblé.jpg 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mateus-aleluia-fogueira-doce-os-tincoãs-natura-bahia-barroco-umbanda-candomblé-300x270.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p>Em tempos de <a href="https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/video-registra-traficante-obrigando-mae-de-santo-a-quebrar-imagens-em-um-terreiro-da-baixada-fluminense.ghtml" target="_blank" rel="noopener">depredação violenta de terreiros</a>, a exaltação da tradição e herança africana nos versos de Mateus Aleluia em seu segundo disco solo poderia, por si só, ser vendida como ato revolucionário. Mas essa descrição seria muito limítrofe para a carga poética que o único membro vivo do lendário trio Os Tincoãs, com mais de setenta anos nas costas, exprime no álbum nacional mais subestimado de 2017.</p>
<p>No ano em que o grupo baiano de batucada enfim tem <a href="http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/livro-cds-e-show-especial-marcam-homenagem-ao-grupo-os-tincoas/" target="_blank" rel="noopener">seu legado revisitado de forma sólida, </a>Aleluia opta por perpetuar a sonoridade barroca que esculpiu décadas atrás em novos caminhos. A percussão agora é elemento de fundo e, junto com inserções precisas de metais, incrementa a dinâmica entre voz e violão. A gravação moderna acentua o tom lisérgico de <em>Fogueira Doce, </em>que transita entre a narrativa onírica e as marcas históricas em tom espirituoso: &#8220;Bahia, eu sou África do lado de cá&#8221;, afirma.</p>
<p>Parcerias com seu filho e Carlinhos Brown consolidam o diálogo com novas escolas de matriz africana &#8211; em um pacto de respeito aos antepassados e, ao mesmo tempo, renovação. Com um dos repertórios mais consistentes da música brasileira contemporânea, Mateus Aleluia soa mais atual, revigorado e necessário que nunca no Brasil de 2017. &#8211; <strong>Jefferson Garcia </strong></p>
<hr />
<h3><strong>Mc Igu &#8211; Flow Deus</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9103 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mc-igu-flow-deus.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mc-igu-flow-deus.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mc-igu-flow-deus-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mc-igu-flow-deus-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p>Sempre é difícil prever o futuro, mas não é fora da realidade pensar que, décadas a frente, 2017 seja considerado o ano do trap, pelo menos no <em>mainstream</em> global. O subgênero do hip hop criado no sul dos EUA nos anos 1990 e caracterizado por um sonoridade agressiva, mas muito sedutora esteve no topo das paradas não só na mão de seus criadores de <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-julho2017/" target="_blank" rel="noopener">Atlanta</a>, mas também por meio de diversas adaptações de outros gêneros e países. O Brasil também viu uma febre do trap com o sucesso de artistas como BK’ e Raffa Moreira. Entretanto, nesta lista destaco a criatividade de Mc Igu.</p>
<p>Dentre os <a href="https://www.youtube.com/watch?v=E5LJOzBcSPw" target="_blank" rel="noopener">tantos trabalhos</a> lançados por Igu em 2017, (e olha que ele é conhecido como uma máquina de fazer música) o projeto <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-setembro2017/" target="_blank" rel="noopener"><em>Flow Deus</em></a> é o exemplo mais conciso de suas melhores qualidades. Cada música é um “flow”, um tema, &#8211; que vai desde a animada <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OV3CrE9Mb0U" target="_blank" rel="noopener">“Kesha”</a> ao depressivo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qCuNwqebCRU" target="_blank" rel="noopener">“Corey Taylor”</a> &#8211; palco para algumas das melhores batidas do rap nacional e letras descontraídas. O humor, inclusive, é um grande componente do som de Igu. A cultura da internet está na essência de sua estética e é escancarada em faixas como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CVB-qzAe0BA" target="_blank" rel="noopener">“Flow Guitarra Humana”</a>. &#8211; <strong>Lucas Marques dos Santos</strong></p>
<hr />
<h3><strong>Mount Eerie &#8211; A Crow Looked At Me</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9104 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mount-eerie-a-crow-looked-at-me.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mount-eerie-a-crow-looked-at-me.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mount-eerie-a-crow-looked-at-me-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/mount-eerie-a-crow-looked-at-me-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/mount-eerie-morte-real/" target="_blank" rel="noopener">A homenagem de Phil Elverum à Genevieve</a>, sua esposa falecida no ano passado, é um dos LPs mais complexos de 2017. Não por musicalidade vanguardista, letras indecifráveis ou coisas do tipo. O poder de <em>A Crow Looked At Me</em> está justamente em lidar com a morte de uma pessoa querida sem farpas na língua ou rodeios instrumentais.</p>
<p>Na maior parte do tempo, Elverum entrega versos viscerais (&#8220;<em>Quando a morte real entra na casa, toda poesia é estúpida</em>&#8220;, diz em &#8220;Real Death&#8221;) harmonizando sua voz com o violão da mãe de sua filha pequena. Texturas existem, mas podem passar despercebidas de prima &#8211; tamanha a sutileza. Sua perda é sentida em cada momento: Phil se abre enquanto marido, pai, artista e, acima de tudo, ser humano. A exposição lírica beira o invasivo, e é essa capacidade de entregar tanto sentimento em um produto tão compacto que eleva o álbum ao patamar de destaque obrigatório em 2017.</p>
<p>Por essa verve tão crua, não se trata de um trabalho didático. Não há orquestrações ou momentos musicais que sinalizem &#8220;é aqui que você se emociona e lembra que está tudo bem&#8221;. Por outro lado, é bastante didático ao relembrar o ouvinte de que um grande disco vai muito além de progressões de notas certeiras. Não é para todas as horas, mas cada audição é certeza de emoções fortes. Obra-prima, sem menos. &#8211; <strong>Nilo Vieira</strong></p>
<hr />
<h3><strong>SZA &#8211; Ctrl</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9105 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/sza-ctrl.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/sza-ctrl.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/sza-ctrl-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/sza-ctrl-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p>Depois de um 2016 com bons frutos, Solána encontrou terreno favorável para o lançamento de seu aguardado disco de estreia. Ainda assim,<em> Ctrl </em>fica longe da zona de conforto. Sabendo da crescente concorrência na cena R&amp;B, a americana usou de uma honestidade quase cirúrgica para se distinguir na multidão. O resultado são 49 minutos do que soa como um cartão de visitas para a cantora e suas mais desconcertantes confissões.</p>
<p>Desenvolvendo a poética torta e crua que vem maturando desde o início da carreira, SZA reuniu monstros do gênero, à exemplo de Pharrell Williams e <a href="http://personaunesp.com.br/tag/kendrick-lamar/" target="_blank" rel="noopener">Kendrick Lamar</a>, para dar forma a seu trabalho mais sofisticado até agora. Esse crescimento se reflete no rico leque de referências, que abarca nomes como Marvin Gaye, Erykah Badu e Macy Gray. Pinceladas de hip-hop completam o combo, que cativa pela universalidade dos temas que toca, sem nunca soar genérico.</p>
<p>Livre de maniqueísmos ou papas na língua, o registro é uma viagem pela cabeça bagunçada da cantora. Aqui, SZA assume sem medo sua personalidade fortíssima, rendendo uma experiência triste e sexual até o último acorde. &#8211; <strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
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<h3><strong>Tyler, The Creator &#8211; Flower Boy</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9106 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/tyler-the-creator-flower-boy.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/tyler-the-creator-flower-boy.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/tyler-the-creator-flower-boy-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/tyler-the-creator-flower-boy-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p>O jovem ex-líder do coletivo Odd Future lançou o álbum mais bem sucedido de sua carreira sem muito alarde. Antes mesmo do anúncio, tivemos especulações que foram desmentidas pelo próprio<em> rapper</em> para depois levar os fãs ao hype com o clipe de &#8220;Who Dat Boy&#8221;, a faixa mais agressiva do novo trabalho.</p>
<p>Em seu primeiro disco usando seu nome real, Tyler Okonma larga de vez o personagem construído durante seus primeiros projetos para entregar um projeto mais intimista, pessoal e crítico. Se pela sombra de Sam (em <em>Wolf, </em>de 2013), o músico recebia acusações de machismo e homofobia, dessa vez a sua possível homossexualidade é discutida nas letras e comentada pela comunidade.</p>
<p>Acompanhado por samples regados a muito jazz e soul, Tyler coloca bastante sentimentalismo nos versos. Tem espaço para discutir a fama e antigas amizades, depressão, suicídio e até explosões de raiva. Mesmo com essas crises todas, o disco também possui momentos otimistas: não à toa, encerra com a ordem &#8220;<em>aproveite o hoje e o agora</em>&#8220;. <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-julho2017/" target="_blank" rel="noopener"><em>(Scum Fuck) Flower Boy</em></a> é trampo com uma qualidade artística que mostra que seu jovem criador, conhecido por brincadeiras no trabalho e nas redes sociais, finalmente floresceu e conseguiu colocar seu nome entre os maiores rappers da atualidade. &#8211; <strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
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<h3><strong>Vince Staples &#8211; Big Fish Theory</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9107 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vince-staples-big-fish-theory.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vince-staples-big-fish-theory.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vince-staples-big-fish-theory-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vince-staples-big-fish-theory-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p>Vince Staples é um nome em ascensão. A persona discreta do rapper californiano pode não inspirar muita confiança, assim como seu terceiro LP: 12 faixas em 36 minutos, característica peculiar em um tempo de discos batendo quase uma hora de duração. Mas o conciso <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2017/" target="_blank" rel="noopener"><em>Big Fish Theory </em></a>é, de longe, um dos álbuns mais cativantes do ano.</p>
<p>Os <em>feats</em> certeiros, os versos ágeis e a produção revigorante formam um registro sutil em sua complexidade. O diálogo entre as rimas de Vince e as bases que devem tanto ao <em>g funk</em> de Dr. Dre quanto à música eletrônica dá o tom da narrativa: o conflito entre introspecção e hedonismo. O clipe de &#8220;Big Fish&#8221;, a maior<em> banger</em> do registro, retrata o rapper sozinho em um barco rodeado por tubarões. É a batalha com demônios interiores, como a depressão e o medo da fama, e exteriores, como o racismo, condensada em uma obra fluida e grudenta. Garantia de replays sem fim. &#8211; <strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-albuns-de-2017/">Os melhores álbuns de 2017</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>As melhores séries de 2017</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Dec 2017 20:31:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até mesmo depois de ampliarmos as listas de final de ano para 10 itens e deixar a cargo de cada participante escrever sobre o seu destaque pessoal, a lista de séries surpreendeu pela variedade: apenas uma obra permaneceu da lista de 2016. Muita coisa boa ficou de fora, inclusive a animação que ilustra o post &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As melhores séries de 2017"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2017/">As melhores séries de 2017</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9181" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/persona-melhore-series.gif" alt="" width="890" height="501" /></p>
<p>Até mesmo depois de ampliarmos as listas de final de ano para 10 itens e deixar a cargo de cada participante escrever sobre o seu destaque pessoal, a lista de séries surpreendeu pela variedade: apenas uma obra permaneceu da<a href="http://personaunesp.com.br/melhores-series-2016/" target="_blank" rel="noopener"> lista de 2016</a>.</p>
<p>Muita coisa boa<a href="http://personaunesp.com.br/mindhunter-critica/" target="_blank" rel="noopener"> ficou de fora</a>, inclusive a animação que ilustra o post (<a href="https://www.reddit.com/r/Copicola/comments/7101x1/voc%C3%AA_precisa_ter_um_qi_muito_alto_para_entender/" target="_blank" rel="noopener">e que proporcionou um dos melhores memes do ano</a>). Mas nossas escolhas refletem um ano cheio de produções promissoras, ótimas temporadas de séries antigas e fortes traços autorais.</p>
<p><span id="more-9090"></span></p>
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<h3><strong>American Gods</strong> (1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9236" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Imagine os Estados Unidos da América sendo preenchid0 em sua construção identitária por imigrantes. Foram milhões que, a muito trabalho e sangue, fizeram o país ser o que é: uma terra de retalhos étnicos, culturais e religiosos. Imagine todas essas fatias trazendo consigo seus próprios mitos passados por gerações e gerações, alimentados pela fé de seus sucessores. Agora, finalmente, imagine isso encerrado no século XXI, destruído invisivelmente pelo Tinder, iPhone e a ascensão da Internet.</p>
<p>Se você não consegue estabelecer as relações, a primeira temporada de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-american-gods/"><i>American Gods</i></a> foi feita para ligar esses pontos. Baseado no livro de Neil Gaiman, o absurdo da série está em sua capacidade de colocar em camadas o colapso da construção  da identidade americana. Criativa e visualmente atrativa, sua primeira temporada não é só um estudo da queda da fé nos deuses que fizeram os Estados Unidos grande, mas também um retrato do que é feit0 o país que, atualmente, boia na mão dos mimados <em>millennials</em> e daqueles que ignoram seu passado e querem fazê-lo <i>great again</i>. &#8211; <strong>Adriano Arrigo</strong></p>
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<h3><strong>Big Little Lies</strong> (1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9233" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Um assassinato. Cinco mulheres. Uma cidade no interior da Califórnia. <em>Big Little Lies</em>, minissérie da HBO, contraria o recente histórico da emissora em produções megalomaníacas com histórias de época e repleta de efeitos visuais e nos entrega dramas familiares, passados nebulosos e traumas vividos na pequena cidade de Monterey. Para o projeto, a HBO montou um elenco de peso com nomes como Nicole Kidman, Alexander Skarsgård, Laura Dern, além de Shailene Woodley e Reese Witherspoon.</p>
<p>Inspirada em um livro de Liane Moriarty, a minissérie de David Kelley, que termina em 2018, toca em temas provocantes vividos pelas famílias de Monterey. Ao longo de 7 episódios, o espectador encontra-se submerso em um enredo cheio de tensão que torna claro o grande trunfo da produção nesse ano. A obra é eficaz em criar uma atmosfera de suspense que prende a audiência à tela pela natureza de seus assuntos &#8211; que vão de intrigas entre famílias à violência doméstica e estupro &#8211; e pela sensibilidade que adota ao tratá-los.</p>
<p><em>Big Little Lies</em> dá voz às vítimas para expor seus traumas, mas também dá força para combaterem a situação em que se encontram. A receita não poderia ter dado mais certo e é um respiro no ambiente tóxico de Hollywood: a série foi a grande agraciada do Emmy 2017, levando 8 estatuetas para casa. Entre elas, a de melhor minissérie do ano. &#8211; <strong>Matheus Rodrigo</strong></p>
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<h3><strong>The Deuce </strong>(1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9234" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores.jpeg" alt="" width="780" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores.jpeg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" />Só quem assistiu a <em>The Wire</em> (HBO, 2002-2008), série criada e roteirizada por David Simon, entende a comoção que se deu pelo anúncio de sua nova empreitada na TV, <em>The Deuce</em>. A esperança era de que o minucioso estudo em forma de ficção que foi <em>The Wire</em> para a temática do tráfico de drogas fosse também aplicado à premissa da nova produção: o início da indústria pornográfica em Nova York na década de 1970.</p>
<p>Felizmente, David Simon não abandonou o viés sociológico e na primeira temporada de <em>The Deuce</em> apresentou um sistema rico de personagens e setores da sociedade. A série demora para adentrar na temática da pornografia, só para mostrar como prostitutas, cafetões, policiais, a máfia, intelectuais e outros atores sociais se relacionavam e criaram condições para a comercialização do sexo. Mas ao contrário do começo vagaroso de <em>The Wire</em>, a nova série de Simon tem uma atração pelo espetáculo, visto que é estrelado e produzido por Maggie Gyllenhaal e James Franco. &#8211; <strong>Lucas Marques</strong></p>
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<h3><strong>The Handmaid&#8217;s Tale</strong> (1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-1024x512.jpeg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-1200x600.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Com a posse de Donald Trump e o caos político generalizado, as distopias artísticas ganharam força novamente. Clássicos tiveram <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/26/cultura/1485423697_413624.html" target="_blank" rel="noopener">números expressivos de venda</a>, obras novas logo entraram nos<em> trending topics</em>. <em>The Handmaid&#8217;s Tale</em> pode ser considerado o melhor de dois mundos neste cenário: a série, transmitida pela Hulu em 2017, é baseada no livro homônimo lançado por Margaret Atwood em 1985.</p>
<p>Os dez episódios da primeira temporada introduzem um futuro misógino, onde a violência simbólica se concretiza de modo assustador. O fanatismo religioso comanda os Estados Unidos, e as mulheres férteis só cumprem a função de perpetuar a raça humana &#8211; <em>bela, recatada e do lar</em>. Nesse cenário, debates sobre prostituição, estupro, mutilação genital, tráfico de crianças, escravidão e espionagem são dispostos em narrativa feminista pungente. O espectador não é poupado da brutalidade, seja explicitamente gráfica ou sutil (os planos fechados são constantes, e tão sufocantes quanto no clássico <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QK25W23Hjj8" target="_blank" rel="noopener">A Paixão de Joana D&#8217;Arc</a></em>).</p>
<p>Com atuações fortíssimas, <em>mise-en-scène</em> e fotografia matadoras, <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/18/cultura/1505694271_781358.html" target="_blank" rel="noopener">as premiações no Emmy </a>são mais que justificadas. Que a segunda temporada seja ainda melhor, <a href="https://scontent.cdninstagram.com/t/s640x640/16228564_1293822860663896_5881122950618284032_n.jpg" target="_blank" rel="noopener">mas permaneça ficção</a>. Pesada e necessária, <em>The Handmaid&#8217;s Tale</em> é pauta obrigatória nas conversas sobre grandes séries no ano. &#8211;<strong> Nilo Vieira</strong></p>
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<h3><strong>House of Cards</strong> (5ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9228" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-1024x538.jpg" alt="" width="840" height="441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Uma corrida contra o tempo pela presidência dos Estados Unidos. Esse é o ponto principal da quinta temporada de <em>House of Cards</em>. O casal Underwood (Kevin Spacey e Robin Wright) está disposto a ir ainda mais longe em busca dos seus objetivos, doa a quem doer. Contra eles, está o governador e típico pai de família, Will Conway (Joel Kinnaman) que sentirá na pele o efeito dos Underwoods.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/critica-house-of-cards-quinta-temporada/" target="_blank" rel="noopener">A nova temporada</a> marcou o ano por trazer manobras políticas tão semelhantes com as que os Estados Unidos viveu com as eleições de Donald Trump e o Brasil com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Talvez a realidade tenha sido uma inspiração para os roteiristas da série. Ou, então, apenas uma mera coincidência.</p>
<p>Ainda neste final de ano, as denúncias de assédio sexual por Kevin Spacey abalaram não só os fãs de <em>House of Cards</em>, mas o roteiro de sua última temporada. Sem Spacey na série, 2018 é o ano das expectativas para o desfecho desse castelo de cartas.- <strong>Heloísa Manduca</strong></p>
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<h3><strong>How to Get Away with Murder</strong> (4ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9229" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-1024x684.jpg" alt="" width="840" height="561" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-300x201.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-1200x802.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>A quarta temporada de <em>How to Get Away with Murder</em>, como já é de praxe, começa com o gancho encerrado na terceira temporada (no caso, revelando quem foi o(a) mandante do incêndio que matou Wes). No entanto, a série toma novos rumos quando Annalise Keating resolve desfazer seu vínculo empregatício com seus outros quatro alunos. E nisso está a graça da nova temporada.</p>
<p>Ao mostrar a tentativa de independência de Connor, Laurel, Michaela e Asher da mentora, a série acerta em tramas que discutem, entre outras coisas, machismo e dependência química. Porém, ao tentarem ser livres de Annalise, seus ex-alunos descobrem que não conseguem se desligar de sua mestra. O mistério da temporada, que será tradicionalmente revelado no episódio 9, como sempre é instigante e conta com sequências fortes, já que Annalise tenta salvar o bebê (provavelmente) morto de Laurel. Para quem não assistiu a temporada até então, dá tempo de fazer uma maratona. Quem já viu, só resta esperar o próximo dia 18, data de exibição do próximo episódio. &#8211; <strong>Guilherme Hansen</strong></p>
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<h3><strong>The Leftovers</strong> (3ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9230" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores.png" alt="" width="825" height="464" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores.png 825w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>O terceiro e último ano de <em>The Leftovers</em> trazia muita apreensão sobre que fim teriam os mistérios da série roteirizada por Damon Lindelof, responsável por <em>Lost</em>. Os fãs foram recompensados com uma temporada que não só responde os questionamentos deixados nas anteriores, mas transcende o <em>plot</em> inicial da “partida repentina” com outros mistérios ao longo de sua extensão reduzida, contando com apenas 8 episódios (diferente dos 10 habituais).</p>
<p>A série, que é uma das melhores e menos conhecidas da HBO, traz ao longo de suas três temporadas uma pesada carga dramática e, ao mesmo tempo, a leveza dos momentos de esperança em meio ao caos da realidade vivenciada pelas personagens. O que nos leva a admirar o elenco talentoso, que consegue passar a complexidade de suas emoções e o peso de suas decisões, se tornando sem dúvida um dos pontos mais fortes da produção. Você sofre, fica confuso e respira aliviado com cada um dos personagens. <em>The Leftovers</em> recebeu um final tão bom quanto foram suas duas outras temporadas e merece ser considerada uma das melhores séries do ano. &#8211; <strong>Gabriel Regis Soldeira</strong></p>
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<h3><strong>Nathan for You </strong>(4ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9231" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nathan-for-you-finding.jpg" alt="" width="768" height="430" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nathan-for-you-finding.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nathan-for-you-finding-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>Na quarta temporada do<em> reality</em> de comédia, as ideias de Nathan Fielder para ajudar negócios em crise foram ainda mais absurdas e complexas, indo de um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1_iZBmkQ0fg" target="_blank" rel="noopener">traje térmico especial</a> feito para vender comida dentro de estádios à uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=n6BNE62xGqE" target="_blank" rel="noopener">banda criada especificamente</a> para popularizar o detector de fumaça como instrumento musical, de forma a baixar os impostos, em uma paródia das próprias lógicas do capitalismo.</p>
<p>O toque inesperado de genialidade veio no último episodio, &#8220;Finding Frances&#8221;, lançado como um especial de duas horas. No <em>gran finale</em>, seguimos um sósia de Bill Gates (ou seria um sósia de um sósia?) na sua busca para reencontrar um amor perdido de seis décadas atrás. São nos momentos mais humanos e sinceros que a série atinge seu auge, e &#8220;Finding Frances&#8221; é permeado pelo sentimento de solidão de todos os personagens e o constrangimento que o acompanha, que chega a níveis brutais com o relacionamento de Nathan com uma acompanhante paga e as descobertas sobre o passado de Bill, muito diferente do relatado pelo próprio.</p>
<p>Com um questionamento de realidade, &#8220;realidade&#8221; e ficção que não fica atrás de obras-primas como <em>Close-Up</em>, e o apoio de mestres do ofício como Errol Morris (<em>Thin Blue Lines</em>, <em>Fog of War</em>), <a href="https://www.newyorker.com/culture/culture-desk/the-nathan-for-you-finale-my-new-favorite-love-story" target="_blank" rel="noopener">que escreveu para a New Yorker relatando o porquê do episódio ser sua nova história de amor favorita</a>, &#8220;Finding Frances&#8221; não é só o melhor da TV, mas também do documentário e talvez até do cinema nesse ano que passou. &#8211; <strong>Matheus &#8220;Copa&#8221; Fernandes</strong></p>
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<h3><strong>Stranger Things 2</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-9232 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-2-e1514493281100.jpg" alt="" width="800" height="450" /></p>
<p>Após o sucesso da <a href="http://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/" target="_blank" rel="noopener">primeira temporada</a>, os novos episódios de <em>Stranger Things</em> corresponderam às expectativas dos fãs. A segunda parte da série de suspense dirigida pelos irmãos Matt e Ross Duffner manteve as características da produção anterior e se aproveitou de fragmentos da primeira temporada para voltar às aventuras no mundo invertido. Mas o grande feito de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-stranger-things-2/" target="_blank" rel="noopener"><em>Stranger Things 2</em></a> reside no desenvolvimento de personagens.</p>
<p>A jovem superpoderosa Eleven e o policial Jim Hopper são esmiuçados ao espectador, enquanto o núcleo adolescente composto por Nancy Wheeler e Steve Harrington evolui de forma adequada. Os quatro amigos, Mike , Lucas, Dustin e Will, também mostram profundidade revelando caráteres contraditórios. Destaque para Will, que agora se integra ao protagonismo da série com uma atuação impressionante de Noah Schnapp. &#8211; <strong>Victor Pinheiro</strong></p>
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<h3><strong>Twin Peaks</strong> (3ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9235" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores.jpg 1136w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Depois de 25 anos de perguntas sem respostas, a dupla dinâmica Frost-Lynch volta com autonomia total para o universo de <a href="http://personaunesp.com.br/raf-simons-aw-16-nightmares-dreams/" target="_blank" rel="noopener"><em>Twin Peaks</em></a>. Apesar do afeto pelo inexplicável, poucos fãs previram a mistura de sensações que os 18 episódios trouxeram. A cidade de Twin Peaks, por exemplo, não é mais o antro de perfeição que se desfaz com a revelação dos segredos das temporadas anteriores. A completa atmosfera da cidadezinha está desregulada: crimes em todo lugar, personagens importantes deixados de lado, franquias invadindo os restaurantes locais etc.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/twin-peaks/" target="_blank" rel="noopener">A primeira</a> e segunda temporadas – assim como <a href="http://personaunesp.com.br/critica-ultimos-dias-de-laura-palmer/" target="_blank" rel="noopener">o filme</a> -, focavam em um caso específico: a investigação da morte de Laura Palmer, que levou a descoberta de um outro mundo com espíritos do “bem” e do “mal”, com <em>doppelgangers</em> e creme de milho; assim como a perda de um dos personagens mais invencíveis no processo.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/twin-peaks-2017-critica/" target="_blank" rel="noopener">Na terceira</a>, a prisão desse personagem é usada como premissa, enquanto o universo criado pela dupla se torna muito maior. Ao final do episódio 18, a mitologia se expande para além do controle dos artistas e o seu desfecho repentino acontece como a única solução possível. Faz todo o sentido perceber vários elementos dos <a href="http://personaunesp.com.br/critica-eraserhead-david-lynch/" target="_blank" rel="noopener">filmes surrealistas</a> de <a href="http://personaunesp.com.br/loveless-mulholland-drive/" target="_blank" rel="noopener">David Lynch</a>, já que grande parte dos episódios parece ser o mais puro vislumbre da criatividade do diretor. Diferente de qualquer série ou filme, a última temporada de Twin Peaks inverte o <em>fan service</em> e dá curtos alívios somente para destruir o conceito de zona de conforto. Nostalgia não existe na nova Twin Peaks e a arte flui livre. &#8211; <strong>Gabriel Rodrigues de Mello</strong></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2017/">As melhores séries de 2017</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Os melhores filmes de 2017</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Dec 2017 20:21:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é exagero dizer que o cinema teve um ano de renovação em 2017. Velhas franquias tiveram coragem de ignorar os fãs mais chatos e propor ideias novas. Os cinemas comerciais receberam com amor e ódio diretores antes relegados a nichos. Até o tão estagnado cinema de terror recebeu um polêmico prefixo “pós”, tamanha a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores filmes de 2017"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-9170 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/melhores-persona-filmes.gif" alt="" width="1080" height="618" /></p>
<p>Não é exagero dizer que o cinema teve um ano de renovação em 2017. Velhas franquias tiveram coragem de ignorar os fãs mais chatos e propor ideias novas. Os cinemas comerciais receberam com amor e ódio diretores antes relegados a nichos. Até o tão estagnado cinema de terror recebeu um <a href="http://mailchi.mp/d46cc47ab718/persona-9" target="_blank" rel="noopener">polêmico prefixo “pós”</a>, tamanha a diferença das temáticas abordadas nos filmes.</p>
<p style="text-align: left;">As escolhas pessoais dos participantes do Persona refletem esse ânimo por discutir cinema nas mais distintas áreas.<span id="more-9088"></span></p>
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<h3>Bingo &#8211; O Rei das Manhãs</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9195 size-large aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/bingo-o-rei-das-manhãs-bozo-oscar-brasil-vladimir-brichta-wagner-moura-gretchen-e1514386939131-1024x461.jpg" alt="" width="840" height="378" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/bingo-o-rei-das-manhãs-bozo-oscar-brasil-vladimir-brichta-wagner-moura-gretchen-e1514386939131-1024x461.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/bingo-o-rei-das-manhãs-bozo-oscar-brasil-vladimir-brichta-wagner-moura-gretchen-e1514386939131-300x135.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/bingo-o-rei-das-manhãs-bozo-oscar-brasil-vladimir-brichta-wagner-moura-gretchen-e1514386939131-768x346.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/bingo-o-rei-das-manhãs-bozo-oscar-brasil-vladimir-brichta-wagner-moura-gretchen-e1514386939131-1200x541.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/bingo-o-rei-das-manhãs-bozo-oscar-brasil-vladimir-brichta-wagner-moura-gretchen-e1514386939131.jpg 1294w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Uma das coisas que mais atrai o ser humano é a sátira, gênero que, em definição simples, ironiza costumes de uma determinada época. Basicamente, o trunfo de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-bingo/"><i>Bingo &#8211; O Rei das Manhãs </i></a>é mostrar a anarquia que era a TV brasileira dos anos 80. Inspirado na história de Arlindo Barreto, intérprete do famoso palhaço Bozo, o filme retrata a luta de Augusto Mendes (Vladimir Brichta, ótimo) para alcançar o estrelato e as consequências da fama em sua vida profissional e, principalmente, pessoal.</p>
<p><i>Bingo </i>une de forma eficiente um bom roteiro e qualidade técnica. Em uma fotografia e trilha sonora que nada devem à estética da década de 1980, o longa mostra de forma crua como Augusto mergulha em sexo e drogas conforme faz mais sucesso como palhaço. Já é possível dizer que <i>Bingo </i>é um dos melhores filmes nacionais dos últimos anos e merece representar o Brasil no próximo Oscar. Um verdadeiro <i>must</i>.  &#8211; <strong>Guilherme Hansen</strong></p>
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<h3><strong>Blade Runner 2049</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-9124 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/blade-runner-2049-e1514386508233-1024x491.jpg" alt="" width="840" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/blade-runner-2049-e1514386508233-1024x491.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/blade-runner-2049-e1514386508233-300x144.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/blade-runner-2049-e1514386508233-768x368.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/blade-runner-2049-e1514386508233-1200x575.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" />O ano é 2049, Califórnia. Uma nova espécie de robôs foi desenvolvida e dessa vez eles estão muito mais obedientes do que seus antepassados, que apareceram no <em>Blade Runner </em>de 1982, o Nexus 8. A história se baseia em um perigo que está ameaçando fortemente a humanidade. O novato oficial K (Ryan Gosling) desenterrou um segredo terrível, o que o leva às buscas freneticamente antes que seja tarde demais e o mundo vire um caos.</p>
<p>Fora das telas, os robôs, também conhecidos como ‘replicantes’, são muito mais reais do que se imagina. <a href="http://personaunesp.com.br/blade-runner-2049-critica/" target="_blank" rel="noopener">A obra ficcional </a>tem fortes semelhanças com os ciborgues virtuais que estão influenciando a opinião política do mundo através das redes sociais. <em>Fake news</em>, eleições americanas, entre outros acontecimentos que marcaram 2017. E agora?! Será que o teste Voight Kampff utilizado no primeiro longa para diferenciar humanos de replicantes pode salvar o mundo real e ficcional? &#8211; <strong>Heloísa Manduca</strong></p>
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<h3><strong>Corra!</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9125 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/get-out-corra-1024x575.jpeg" alt="" width="840" height="472" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/get-out-corra-1024x575.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/get-out-corra-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/get-out-corra-768x431.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/get-out-corra.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Na esfera política, o movimento <em>Black Live Matters</em> tem ganhado presença e se destacado como uma voz das minorias no debate público sobre a questão racial nos EUA &#8211; isso desde que surgiu em 2013 em decorrência da violência policial contra a população negra. No mercado cinematográfico, o espaço tem sido disputado (vide #oscarsowhite), mas também tem rendido frutos, como os recentes e aclamados <em>Moonlight</em> e <em>Selma</em>. É seguro afirmar que essa lista tem tudo pra ganhar mais um figurante de peso com <a href="http://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/" target="_blank" rel="noopener"><em>Get Out</em></a>.</p>
<p>Sob o comando do diretor Jordan Peele, a obra adota um tom incessante e satírico para apresentar a história de um negro em solo norte-americano e para tratar das temáticas que essa premissa provoca. Uma das cenas mais marcantes do filme causa sentimento de desespero no espectador, e é utilizado pelo idealizador como um recurso para retratar o silenciamento forçado das minorias, um dos assuntos centrais da obra. O filme é eficaz em construir uma atmosfera claustrofóbica de terror e em apresentar uma breve interpretação das problemáticas raciais enfrentadas pela população negra nos EUA. Essa interpretação gera uma inquietude que só para ao rolar dos créditos. &#8211; <strong>Matheus Rodrigo</strong></p>
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<h3><strong>Creep 2</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-9126" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/creep-2-e1514387094609.jpg" alt="" width="818" height="400" /></p>
<p><em>Creep 2</em> é assinado pela dupla Patrick Brice e Mark Duplass. O primeiro dirige, o segundo protagoniza e ambos roteirizam. A outra protagonista é Amy (Desiree Akhavan), uma jovem que anda decepcionada pelos poucos acessos do seu canal de YouTube, que mostra os seus encontros entre anunciantes estranhos do Craigslist. Ao ser contatada por Aaron (Duplass), a trama inicia sua montanha russa de aflição, vergonha alheia e risadas de nervoso. Desse modo, o longa reafirma que o terror psicológico não precisa originar de sentimentos negativos.</p>
<p>As revelações que ocorrem no filme anterior, de 2014, sobre Aaron criam, inicialmente, uma distância entre o que Amy e o público conhecem. Isso poderia causar frustração no espectador, porém Amy toma atitudes não pertencentes àquelas costumeiras a personagem padrão do gênero terror. Não só isso, mas o roteiro da sequência sabe usar <em>plot twists</em> como ferramentas de renovação, tirando as personagens e o público de suas respectivas zonas de conforto, repetidamente.</p>
<p>O resultado é um filme contido e com personalidade, que fala mais do ser humano do que os filmes do suposto &#8220;pós-terror&#8221; prometem. E, ao acabar, te deixa feliz por ter saído daquela situação, ao mesmo tempo em que te deixa igualmente feliz por a ter experienciado. &#8211;<strong> Gabriel Rodrigues de Mello</strong></p>
<hr />
<h3><strong>Em Ritmo de Fuga</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-9128 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/baby-driver-em-ritmo-de-fuga-e1514387363178.jpg" alt="" width="766" height="409" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/baby-driver-em-ritmo-de-fuga-e1514387363178.jpg 766w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/baby-driver-em-ritmo-de-fuga-e1514387363178-300x160.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>Pode até soar simplória a premissa do jovem superdotado que foi obrigado a entrar no crime e vê seu esforço para sair dessa vida alavancado por um interesse amoroso. Mas o que torna <a href="http://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-critica/"><em>Em Ritmo de Fuga</em></a> um ponto fora da curva é como o diretor e roteirista Edgar Wright une ação e trilha sonora em um balé visual eletrizante. O filme é praticamente um musical, no sentido em que a música guia tudo, dos movimentos de câmera aos carros em cenas de perseguição.</p>
<p>Wright transforma o simples em exagero e o exagero em absurdo. A ação catártica, sem cortes exagerados e muito bem montada, se junta com a imprevisibilidade da narrativa e mostra que existe originalidade no gênero de ação. O filme realmente é uma experiência muito diferente do que se vê todo dia no cinema e vale cada segundo.- <strong>Gabriel Soldeira Regis</strong></p>
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<h3>mãe!</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-9129 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/jennifer-lawrence-mother-mãe-darren-aronofsky-e1514386688465.jpg" alt="" width="824" height="424" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/jennifer-lawrence-mother-mãe-darren-aronofsky-e1514386688465.jpg 824w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/jennifer-lawrence-mother-mãe-darren-aronofsky-e1514386688465-300x154.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/jennifer-lawrence-mother-mãe-darren-aronofsky-e1514386688465-768x395.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>Ocupando espaço tanto nas listas de melhores quanto de piores filmes, <a href="http://personaunesp.com.br/mae-filme-critica/" target="_blank" rel="noopener">mãe!</a> é a obra mais divisiva lançada nos cinemas em 2017. Os críticos (em sua maior parte) elogiaram a ambição, já a audiência americana colocou mãe! no mesmo patamar de atentados cinematográficos como <em>Alone in the Dark</em> e <em>Super Heróis: Liga da Injustiça</em>.</p>
<p>Realizado depois do fracasso de proporções bíblicas <em>Noé</em>, em <em>mãe!</em> diretor Darren Aronofsky aposta novamente nos temas religiosos para o <em>thriller</em>, dessa vez de forma mais alegórica, em meio a outras referências ao meio ambiente e ao processo artístico.</p>
<p>Incômodo e claustrofóbico, o filme desperta reações intensas a cada nova personagem que chega à casa de Jennifer Lawrence e Javier Bardem, culminando em um terceiro ato completamente insano e catártico. É difícil saber se as alegorias são uma escolha válida ou pura preguiça narrativa disfarçada de pretensiosidade, mais difícil ainda determinar em que ponto o tratamento recebido pela personagem título ultrapassa os limites e passa a se tornar puro sadismo. O que é inegável é que há muito tempo um filme tão arriscado e autoral não escapava para o mainstream, financiado por um dos grandes estúdios, e por isso (mais as intermináveis discussões provocadas), <em>mãe!</em> já merece um lugar entre os destaques do ano.  &#8211; <strong>Matheus Fernandes</strong></p>
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<h3><strong>Moonlight &#8211; Sob a Luz do Luar</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9130 alignleft" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/moonlight-1024x576.jpeg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/moonlight-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/moonlight-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/moonlight-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/moonlight-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/moonlight.jpeg 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" />2017 foi repleto de cenas tão inacreditáveis que só a vida real poderia nos proporcionar. E embora o caos e a injustiça dominem a maioria delas, pelo menos temos pequenos e significativos momentos de consolo. A entrega do Oscar para <em>Moonlight</em>, após o prêmio ser erroneamente concedido a <a href="http://personaunesp.com.br/la-la-land-o-sabor-agridoce-da-nostalgia/" target="_blank" rel="noopener"><em>La La Land</em></a>, é um desses instantes que nos fazem, apesar de tudo, ter esperança até mesmo quando tudo parecia acabado. Um bonito golpe do destino para marcar de vez na história um dos filmes mais bonitos do cinema.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/moonlight-kendrick-lamar/" target="_blank" rel="noopener"><em>Moonlight</em></a> apresenta a vida do afro-americano homossexual Chiron em três fases: infância, adolescência e início da vida adulta. A direção extremamente sensível de Barry Jenkins nos permite, antes de compreender, sentir a subjetividade das personagens. Culminando em um tocante último ato, o filme revela apenas com olhares e pequenos gestos o que há anos estava guardado, o peso do tempo mesmo não presenciado. &#8211; <strong>Lucas Marques dos Santos</strong></p>
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<h3><strong>O Ornitólogo</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9131" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/o-ornitólogo-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/o-ornitólogo-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/o-ornitólogo-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/o-ornitólogo-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/o-ornitólogo.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Baseado na história de Santo Antônio, <a href="http://personaunesp.com.br/o-ornitologo-e-naturalizacao-desejo/"><i>O </i><i>Ornitólogo </i></a>foi um chute nas estruturas religiosas que tão bem conhecemos. O popular santo casamenteiro que, incontáveis vezes, já fora afogado por fiéis desesperados por um casamento, aqui são subvertidas pelo diretor português João Pedro Rodrigues para dissecar os desejos mais profundos de um jovem observador de pássaros.</p>
<p>Para isso, o diretor português cria uma via-crúcis numa selva demoníaca que leva ao caminho para São Thiago da Compostela e quase derrete de tanto surrealismo. Não obstante, os fortes elementos cristãs que permeiam a obra são cúmplice de uma explícita homoeroticidade, tema típico dos filmes de Rodrigues.</p>
<p>Com tanto elementos contrastantes, <i>O </i><i>Ornitólogo</i> poderia ser facilmente uma crítica ao cristianismo, mas é somente a resinificação dela através da Mãe Natureza. Em tempos de sabotagem de direitos e visibilidade GLBTQ, o diretor cria uma parábola lírica para a comunidade, sem soar pretensioso ou panfletário. &#8211; <strong>Adriano Arrigo</strong></p>
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<h3><strong>Star Wars &#8211; Os Últimos Jedi</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9193" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/billielourd-feat.jpg" alt="" width="820" height="430" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/billielourd-feat.jpg 820w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/billielourd-feat-300x157.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/billielourd-feat-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>Desde que a Disney comprou a Lucasfilm em 2012 e anunciou as novas sequências, todo ano temos uma aposta garantida, seja nas bilheterias ou na crítica. No episódio VIII, o enredo é dividido nos diversos conflitos entre a Resistência e a Primeira Ordem, liderada pelo General Hux e Kylo Ren, e o esperado encontro entre Rey e Luke Skywalker.</p>
<p>Mesmo com esses três caminhos, o filme não se perde e cada personagem tem sua narrativa e objetivo -inclusive, surpreende o público com uma melhor construção de personagens já apresentados, principalmente o enigmático Kylo Ren, e de conceitos já estabelecidos, como a &#8220;Força&#8221;. Ainda assim, temos a clássica<a href="http://personaunesp.com.br/star-wars-sem-inspiracao-na-forca/" target="_blank" rel="noopener"> prestação de homenagens à franquia</a>, seja com o <em>fan service</em> ou a trilha sonora, mas sem deixar de focar na história principal.</p>
<p>A imprevisibilidade causada pela mudança de tom padrão da saga sem medo do desagrado, a ausência de som (finalmente deixando a comunidade cientista feliz) em momentos especiais e o 3D muito bem utilizado fizeram desse episódio de Star Wars uma das experiências mais incríveis de assistir nas telonas neste fim de ano. &#8211; <strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
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<h3><strong>Toni Erdmann</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/toni-erdmann-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/toni-erdmann-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/toni-erdmann-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/toni-erdmann-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/toni-erdmann.jpg 1110w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Apesar da aclamação crítica, o último filme da diretora alemã Maren Ade não venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Não pareceu importar para Hollywood, que já anunciou um <em>remake</em> no desespero de reanimar a carreira do outrora grande Jack Nicholson. Pudera: a combinação de humor e drama aqui é das mais únicas do cinema contemporâneo, e mesmo com quase três horas de duração é difícil permanecer indiferente a <em>Toni Erdmann</em>.</p>
<p>As discussões familiares retratadas por Yasujiro Ozu (<em>Tokyo Story, </em>de 1953) são repaginadas para o século XXI, com fortes doses do humor ácido típico do cinema francês. Em meio a história do pai tentando fazer a filha adulta rir, questões como os limites do humor, relações corporativas, o conflito entre sucesso profissional e família são pincelados de forma incisiva. Ade encontra as soluções mais absurdas para quebrar a tensão do roteiro e surpreende o espectador em uma trama que, por mais peculiar que seja, nos lembra de nossa própria (falta de?) humanidade. Resta torcer para que isso atinja os executivos de Hollywood e este singular filme não seja pasteurizado em tão pouco tempo&#8230; &#8211; <strong>Nilo Vieira</strong></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2017/">Os melhores filmes de 2017</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Novembro/2017</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Dec 2017 21:42:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do catálogo do Netflix aos títulos que lotaram salas de cinema, cá vão quatro filmes opinados que tiveram destaque (bom ou ruim) no mês de novembro: Bom Comportamento O novo longa dos irmãos Safdie pode ser definido como um Depois de Horas (1985), de Martin Scorsese, reimaginado pelas lentes de Nicolas Winding Refn. É a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-novembro2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Novembro/2017"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Michael-Jackson-Popcorn.jpg" alt="" width="620" height="465" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Michael-Jackson-Popcorn.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Michael-Jackson-Popcorn-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>Do catálogo do Netflix aos títulos que lotaram salas de cinema, cá vão quatro filmes opinados que tiveram destaque (bom ou ruim) no mês de novembro:</p>
<p><span id="more-8928"></span><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/good_time_3-1024x389.jpg" alt="" width="840" height="319" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/good_time_3.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/good_time_3-300x114.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/good_time_3-768x292.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Bom Comportamento</strong></p>
<p>O novo longa dos irmãos Safdie pode ser definido como um <em>Depois de Horas</em> (1985), de Martin Scorsese, reimaginado pelas lentes de Nicolas Winding Refn. É a típica trama onde o protagonista passa por uma maré de azar daquelas, com o tom de comédia substituído por tensão e a paleta saturada do diretor de <em>Drive</em> (2011).</p>
<p>Robert Pattinson incorpora Connie, um bandido juvenil impulsivo (mas com sangue frio) e segue entre os atores mais sólidos da década &#8211; com a antiga parceira Kristen Stewart aclamada recentemente por <em>Personal Shopper</em> (2016), o passado na saga dos vampiros que brilham está enterrado de vez.</p>
<p>Infelizmente, o ritmo frenético do roteiro freia bruscamente no encerramento, e o resultado acaba decepcionando. A exceção fica para a premiada trilha do produtor Oneohtrix Point Never, que entrega seu melhor momento no final. Divertido, só não compre o hype <em>a priori</em>. — <em>Nilo Vieira</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ebho8y99Emw?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9018 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/chasing-trane_1280x720-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/chasing-trane_1280x720-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/chasing-trane_1280x720-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/chasing-trane_1280x720-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/chasing-trane_1280x720-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/chasing-trane_1280x720.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Chasing Trane – The John Coltrane Documentary</strong></p>
<p>Quando morreu em 1967, aos 40 anos, John Coltrane já fazia parte do seleto time de grande jazzistas de todos os tempos. A morte precoce não o impediu de deixar uma obra vasta e influente, que elevou o jazz a outro patamar. Desde então, a aura em torno do saxofonista só cresceu. <em>Chasing Trane </em>não busca justificá-la, mas, sim, contar a trajetória de Coltrane por meio de fontes diversas.</p>
<p>O diretor John Scheinfeld acerta ao mesclar pessoas próximas a Coltrane, como seus filhos e colegas, e admiradores. Essa escolha dá uma dimensão intimista ao documentário, algo essencial ao se falar sobre um músico tão metafísico. A pessoa Coltrane é desvelada, seus traumas e anseios, e assuntos espinhosos como sua infância atribulada e vício em drogas não são evitados. Ao final da sessão, sabemos mais sobre ele do que sobre sua música. Nada mais justo, visto que as falas de fãs ilustres como Santana e Bill Clinton são unânimes: Coltrane se sente, não se explica. <em>— Gabriel Ferreira</em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/xApMCjrc-VQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><strong>Liga da Justiça</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8967 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/liga-da-justiça-1024x485.png" alt="" width="840" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/liga-da-justiça-1024x485.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/liga-da-justiça-300x142.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/liga-da-justiça-768x363.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/liga-da-justiça-1200x568.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/liga-da-justiça.png 1365w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Liga da Justiça não é ruim, mas pior ainda, é medíocre. Com personagens sem carisma, um roteiro óbvio e aquele que pode ser o pior vilão da história dos filmes de herói, Liga da Justiça faz até A Era de Ultron parecer um filme melhor. O que com um investimento de 300 milhões de dólares (incluindo os custos para remoção do bigode do Superman), o dobro de Mulher Maravilha, por exemplo, e um retorno financeiro abaixo do esperado pode botar em risco o futuro do universo cinematográfico da DC.</p>
<p>Ainda assim, apesar de tudo, o filme é um avanço em relação aos quase criminosos de tão ruins <a href="http://personaunesp.com.br/esquadrao-suicida-viloes-domesticados-nao-mordem/" target="_blank" rel="noopener">Esquadrão Suicida</a> e <a href="http://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/" target="_blank" rel="noopener">Batman vs Superman</a>, com o roteiro de Joss Whedon dando alguns toques cômicos há muito necessários. Ao apostar no extremamente seguro, a DC novamente perde de se consolidar, e continua atrás dos rivais. Resta torcer para que personagens como a <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mulher-maravilha/" target="_blank" rel="noopener">Mulher Maravilha</a> sejam aproveitados de forma melhor por nomes mais competentes, como a diretora Patty Jenkins, e que outros, como Aquaman, que ganha seu próprio filme em 2018, desapareçam nas profundezas de Atlântida. — <em>Matheus Fernandes</em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/fIHH5-HVS9o" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><strong>Vazante</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9024" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vazante.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vazante.jpg 920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vazante-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vazante-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>Mesmo que todas as <a href="https://theintercept.com/2017/11/16/o-que-a-polemica-sobre-o-filme-vazante-nos-ensina-sobre-fragilidade-branca/" target="_blank" rel="noopener">polêmicas</a> de Vazante pudessem ser ignoradas, ainda estaríamos distantes de um filme contemporâneo brasileiro. Retirando sua belíssima fotografia, a direção de Daniela Thomas escorrega não só em seu olhar sob o período escravocrata brasileiro, mas por não abordá-lo de forma condizente com o momento em que vivemos. O resultado é pouco convidativo, tradicional e monótono, e que pouco acrescenta para a filmografia do ramo. — <em>Adriano Arrigo </em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/7g0OfzwETcs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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