O passado é uma roupa que O Homem de Ouro sabe vestir

Cena do filme Homem de OuroNa imagem, três homens brancos estão no centro, de frente, apontando uma pistola. O homem do meio é o mais alto, tem cabelos escuros na altura do pescoço e usa um bigode bem grosso. Ele está de cara fechada, franzindo a testa. Veste uma camiseta gola V na cor branca, com duas faixas horizontais na cor preta no peito. A calça bege está apertada com um cinto preto, um par de luvas está enfiado na cintura. Ele segura a arma com a mão esquerda. Do seu lado direito, há um homem de cabelos curtos, lisos e loiros, que veste paletó cinza, terno e calça azul. No rosto, ele usa um óculos escuro no modelo aviador, além de um cavanhaque branco. Empunha a pistola na mão direita, onde há um anel dourado no dedo mindinho. A outra mão está apoiada na cintura. Já do lado esquerdo, está um homem com um cabelo escuro também um pouco mais longo. Ele usa bigode e óculos escuros, está vestindo uma jaqueta preta de couro e calça marrom. A arma também está em sua mão direita. O céu está nublado e o cenário é um porto, há uma embarcação laranja atrás deles, do lado esquerdo, enquanto do direito uma parede de tijolos cinzas.
Mauro Lima, de Meu Nome Não É Johnny (2008), vê no Rio de Janeiro um cenário para figuras emblemáticas (Foto: Downtown Filmes)

Davi Marcelgo

Mariel Mariscot foi um policial corrupto e uma celebridade dos anos 1960 e 1970 no Rio de Janeiro. Ele se envolveu com tráfico de drogas, assassinato, extorsão e outros golpes, exterminando bandidos e pessoas pobres. Fez parte da organização Scuderie Le Cocq, um ‘esquadrão da morte’ responsável por vários atentados durante suas décadas de atividade. Mariscot ganhou fama, frequentava lugares finos e se relacionou com personalidades célebres, atrizes e modelos. Para retratar essa história complexa e violenta, em O Homem de Ouro, Mauro Lima (diretor), Valéria Costa (diretora de Arte) e Fernando Young (diretor de Fotografia) mergulham nos signos que tornaram o criminoso um ímã para a sociedade burguesa brasileira. Continue lendo “O passado é uma roupa que O Homem de Ouro sabe vestir”

Cineclube Persona – Fevereiro de 2021

Arte retangular em cor azul bebê. No canto superior esquerdo foi adicionado o texto "cineclube persona" em fonte branca. Ao centro, está o logo do Persona. No canto inferior direito, foi adicionado o texto "fevereiro 2021" em fonte preta. Espalhadas pela arte, foram adicionadas quatro fotografias, dentro de molduras em tom roxo: uma foto do filme Malcolm & Marie, uma foto da cantora Karol Conká, uma foto do filme Nomadland, e uma foto da série Cidade Invisível.
Destaques de Fevereiro de 2021: Cidade Invisível, Nomadland, Malcolm & Marie e a passagem de Karol Conká pelo BBB 21 (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Vitória Silva)

Em um contexto ainda atingido pela pandemia de covid-19, a largada da temporada de premiações foi dada mais tardiamente em 2021. O mês de Fevereiro se encerrou com o polêmico, e nem tão aclamado, Globo de Ouro. Nesse ano atípico, os filmes elegíveis poderiam ter sido lançados no próprio mês do evento, e muitos dos que chegaram nos minutos finais acabaram concorrendo e, até mesmo, levaram a estatueta para casa. Foi o caso de Nomadland, que conquistou duas das categorias principais e é uma das principais apostas para o Oscar 2021.

Mais uma vez, a Netflix está com tudo entre os concorrentes da temporada, mas com candidatos nem tão promissores. Relatos do Mundo, produzido pela Universal Pictures, chegou esse mês ao catálogo e ganhou duas indicações ao Globo, porém sem sucesso, enquanto o complicado Malcolm & Marie não conquistou nem uma nomeação. Por outro lado, I Care A Lot (Eu Me Importo) foi um dos grandes lançamentos do mês e surpresas da noite, e deu a primeira estatueta de Rosamund Pike.

Fora do universo dos tapetes vermelhos, o serviço de streaming entregou o controverso capítulo final da saga de Lara Jean, com Para Todos Os Garotos 3: Agora e Para Sempre, e seu maior produto nacional até agora, com a estreia da série Cidade Invisível. Fevereiro também foi um mês para a Apple TV+ trazer grandes lançamentos, a nova temporada de Dickinson foi mais uma vez bem recepcionada pela crítica, assim como o documentário Billie Eilish: The World’s a Little Blurry, que se aprofunda na vida da estrela em ascensão Billie Eilish.

Nesse extenso período de isolamento, observar o cotidiano alheio nunca foi tão interessante. Pudemos ver novamente Selena Gomez se estabanar na cozinha com seu reality show Selena + Chef, da HBO Max. E, em terras brasileiras, a luta pela saída da Karol Conká do BBB 21 conseguiu unir a nação de uma forma nunca antes vista nos últimos tempos.

Cineclube de Fevereiro traz os grandes lançamentos do mês do mundo audiovisual. Aqui você confere os filmes aclamados e massacrados pelo público, séries que terminaram de ter seus episódios exibidos (WandaVision há de aguardar o seu momento), e grandes produções televisionadas. Tudo isso com a curadoria da Editoria e colaboradores do Persona.

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