A primeira temporada de I Love LA poderia ser melhor, mas é um bom começo para Rachel Sennott

Cena da série I Love LA. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos ondulados que veste uma blusa rosa com uma jaqueta cinza, além de utilizar um boné branco e vermelho com estampa de um palhaço. Ela está em pé e segura um celular na mão direita e um café na mão esquerda.
Maya é o tipo de protagonista que prontamente ganha o carinho de seus telespectadores (Foto: HBO)

Guilherme Machado Leal

2025 foi um ano recheado para os jovens adultos. Desde a estreia de Overcompensating – trama que aborda a descoberta da sexualidade de um rapaz gay na faculdade – até Adults, obra com o protagonismo de um quinteto no Queens, em Nova York, o subgênero ganhou uma irmã em outubro: I Love LA, série criada e protagonizada por Rachel Sennott. No final dos anos 90 e na década de 2010, a HBO produziu histórias na cidade que nunca dorme. Dessa vez, as palmeiras californianas recebem seu próprio coming of age centralizado na chegada dos 30 anos.

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10 anos de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2: A Revolução não tem fim

Cena de Jogos Vorazes – A Esperança Parte 2. A cena mostra um grupo de combatentes vestidos com roupas táticas pretas em um ambiente externo de clima sombrio. Eles parecem se preparar para uma missão, todos com expressões sérias e focadas. Alguns seguram armas, reforçando o caráter militar da cena. A iluminação difusa, de um dia nublado, cria sombras suaves que aumentam a tensão. Ao fundo, uma estrutura arquitetônica clássica sugere um cenário urbano abandonado ou estratégico. Há também uma figura mais distante, em uniforme camuflado, indicando diversidade de funções no grupo. A composição dá destaque ao senso de prontidão e determinação coletiva. A cena transmite expectativa e clima pré-confronto.
Esperança Parte 2 é o quarto filme da franquia (Foto: The Lionsgate)

Marcela Jardim

Há dez anos, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2 chegava aos cinemas encerrando uma das distopias audiovisuais mais influentes do século XXI. Em 2015, o lançamento dividiu público e crítica, mas hoje, uma década depois, o filme se revela uma obra que só ganhou densidade com o tempo. A produção sintetiza o espírito de uma geração que cresceu vendo o colapso de instituições, a crise da democracia e o avanço das guerras por narrativas. Revisitar essas imagens agora, num mundo ainda mais fragmentado e polarizado, expõe a força atemporal da saga e sua capacidade de dialogar com cada novo ciclo de turbulência política. Katniss (Jennifer Lawrence), com sua mistura de heroísmo imperfeito e vulnerabilidade radical, permanece como um símbolo cultural que transcende a ficção e encontra eco nas discussões sobre poder, propaganda e resistência.

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Five Nights at Freddy’s 2 finalmente traz a essência dos jogos

Aviso: O texto contém alguns spoilers

Cena de Five Nights at Freddy’s 2. A cena mostra um boneco do personagem Toy Freddy, do jogo "Five Nights at Freddy's", domina o centro da imagem. O boneco é marrom com detalhes em marrom claro e vermelho. Possui olhos grandes com íris verde-azuladas, bochechas vermelhas, um sorriso largo com dentes brancos e roxos, e uma gravata borboleta preta. Ele está em pé em um ambiente de parque de diversões, com luzes brilhantes, barracas e pessoas desfocadas ao fundo. A iluminação é artificial, provavelmente de holofotes e luzes de festa, criando um ambiente noturno e festivo. A composição é frontal e focada no boneco, que parece estar olhando diretamente para o observador. O fundo desfocado e as cores vibrantes criam uma atmosfera animada e um pouco misteriosa. Há um sinal de trânsito ao fundo e pessoas sorrindo, sugerindo uma cena de diversão. O estilo é realista, com foco nos detalhes do boneco e do cenário.
O filme traz três vezes mais animatrônicos do que no primeiro longa da franquia (Foto: Universal Pictures)

Marcela Jardim

Após um início morno, Five Nights at Freddy’s 2 chega às telas com um inesperado senso de autoconfiança, corrigindo uma série de equívocos do primeiro filme e abraçando de vez o que tornou os jogos um fenômeno cultural. Se o longa de 2023 parecia inseguro, tentando equilibrar fan service, terror adolescente e uma narrativa melodramática, a continuação finalmente assume sua identidade: é uma obra de horror pop, consciente de sua própria ancestralidade digital e disposto a honrar essa herança.

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Os Melhores Filmes de 2024

Sexualidade, Terror e protagonismo feminino foram os destaques do ano (Texto de Abertura: Davi Marcelgo e Guilherme Leal/Arte de capa: Nicole Tiemi Kussunoki)

Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus twinks do tênis ou da ficção científica? O discurso poderoso da Demi Moore no body horror de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram as telonas e foram reconhecidas pelo público e crítica com histórias memoráveis. Ao todo, 33 obras foram mencionadas na lista de Melhores Filmes do Ano do Persona. De profissionais do sexo a vampiros sugadores de casadas, os longas-metragens citados possuem uma caractéristica que os une: o êxito em provocar sentimentos que ultrapassam a pupila e acessam outras partes do corpo para te fazer sentir.

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Após 10 anos, Jogos Vorazes – Em Chamas ainda deixa nossos corações incendiados

Cena do filme Jogos Vorazes - Em Chamas. A imagem é uma fotografia de Katniss e Peeta. Ao lado esquerdo está Katniss, uma mulher branca, de rosto arredondado e cabelos e olhos verdes olhando para o lado. A mulher está vestindo um vestido laranja e preto, que aparenta estar em chamas. No lado esquerdo da fotografia está Peeta, um homem branco de cabelos loiros vestido com uma bata laranja e preta que aparenta estar em chamas.
Talvez a sorte não esteja tão a favor assim de Katniss (Foto: Lionsgate)

Fábio Gabriel Souza

Sorriem, fiquem eretos. Vocês estão no ar

– Effie Trinket

Após 10 anos do lançamento, é interessante analisar um filme que se mantém tão atual se comparado com a realidade geopolítica do mundo. Jogos Vorazes – Em Chamas acontece no país distópico e totalitário de Panem, onde 12 distritos são governados com mãos de ferro pela Capital. Após uma guerra devastadora, conhecida como Dias Sombrios, os Jogos Vorazes foram instituídos como punição, em que uma garota e um garoto de cada distrito lutariam até a morte em uma arena, sobrevivendo apenas o mais forte.

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10 anos de Jogos Vorazes: nunca esqueceremos a faísca acesa pela Garota em Chamas

A imagem tem um fundo verde médio desfocado, que é uma floresta durante o dia, Katniss está em uma pequena clareira com arbustos rasteiros próximos. Ela se encontra em pé mais para a esquerda da imagem, com o corpo de frente para a câmera, com o rosto e o olhar sério virados para a direita, para onde ela mira uma flecha e o arco; a arma é simples e rústica, feitos em madeira. Katniss é uma mulher branca, magra, alta, de cabelo castanho levemente avermelhado. Ela veste uma, uma calça preta, coberta por uma blusa com tecido soltinho e um cinto também preto por cima, e se cobre com uma jaqueta de couro caramelo, transpassada por uma tira de couro tira de couro marrom, que segura o suporte de suas flechas nas costas. Na mão direita, a que apoia a flecha, há uma pequena proteção de tiras de couro.
“Esperança é a única coisa mais forte que o medo” (Foto: Lionsgate Entertainment)

“E que a sorte esteja sempre a seu favor”

Júlia Caroline Fonte

Obras literárias costumam trazer diversos desafios quando transportadas para as telas, tanto para fazer a adaptação funcionar nesse meio, quanto para agradar o grande fandom que a acompanha. Há 10 anos, presenciamos Jogos Vorazes (The Hunger Games) causar um alvoroço e garantir o grande sucesso que viria com suas três sequências. Inspirado no livro de Suzanne Collins, o filme foi responsável por transformar o universo das adaptações literárias no Cinema, iniciando uma nova fase do gênero e se tornando um marco para ele e para o protagonismo feminino entre o público juvenil; bem como iniciando um novo respiro para as séries de distopias.

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A revolução que Jogos Vorazes iniciou completa uma década

“E que a sorte esteja sempre ao seu favor” (Foto: Reprodução)

Anna Clara Leandro Candido

Durante a primeira década do século XXI, o mundo cinematográfico e literário foi tomado por grandes franquias. Desde a representação de uma sociedade bruxa até um mundo pós-apocalíptico, as histórias sobre revoluções com ruptura de padrões antiquados e preconceituosos estavam captando cada vez mais a atenção dos jovens-adultos. Incentivando-os a lutar por uma sociedade melhor e mais justa, tomar a iniciativa e se levantar contra as injustiças. Dez anos atrás, o livro Jogos Vorazes chegou ao Brasil trazendo consigo esses mesmos conceitos.

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