O álbum estreou em segundo lugar na Billboard 200 dos Estados Unidos, sendo o segundo disco de Kehlani a ficar no Top 5 do país. (Foto: TSNMI / Atlantic)
Victor Hugo Aguila
Permitir ser vista em um contexto de isolamento é, definitivamente, um ato de coragem. Lançado em maio de 2020, durante a pandemia causada pela covid-19, It Was Good Until It Wasn’t abarca genuinamente as nuances e os desafios presentes entre o desejo e o afeto. Sendo o segundo álbum de estúdio da performer, a lírica intimista e os instrumentais comoventes reafirmam a identidade de Kehlani enquanto uma das maiores expoentes do R&B estadunidense.
Circles, primeiro álbum póstumo de Mac Miller, completa 5 anos (Foto: Warner Records)
Ana Beatriz Zamai
O primeiro dos, até o momento, quatro álbuns póstumos de Mac Miller, foi lançado cinco anos atrás. Circles foi gravado em 2018, mesmo ano de lançamento de Swimming, quinto álbum do estúdio de Mac, e após a morte do rapper. Contudo só foi divulgado em janeiro de 2020, quando a família pediu para o produtor Jon Brion finalizar a obra. Se destacando como um dos poucos rappers brancos – e bons – desse meio, Miller se afasta um pouco do rap para se misturar com o R&B.
Alligator Bites Never Heal, mixtape de Doechii, faturou três nomeações no 67º Grammy Awards (Foto: Top Dawg Entertainment)
Talita Mutti
No dia 13 de Junho de 2019, uma jovem chamada Jaylah Ji’mya Hickmon publicou um vídeo em seu canal no YouTube questionando o porquê da transição para a vida adulta ser tão difícil. Como poder investir nos próprios sonhos, se ela precisava pagar contas e lidar com a vida real? “Eu só quero atingir meus objetivos, ser uma grande estrela, […] mas eu sinto que preciso fazer uma escolha”, diz. Arriscar continuar lutando pelos seus sonhos talvez tenha sido a melhor decisão da vida de Doechii, rapper que usou um trecho de seu desabafo em uma das faixas de sua mixtapeAlligator Bites Never Heal, lançada em Agosto de 2024. Com o projeto, se tornou a terceira mulher a faturar o Grammy de Melhor Álbum de Rap na história da premiação, além de ter sido uma das nomeadas ao prêmio de Artista Revelação, junto de Sabrina Carpenter e a vencedora Chappell Roan.
CHROMAKOPIA estreou na parada musical americana Billboard Hot 200 e permaneceu no ranking por mais de três semanas (Foto: Columbia Records)
Talita Mutti
Em uma mistura de confusão e autoconhecimento, Tyler, The Creator revela seu verdadeiro ‘eu’em CHROMAKOPIA, lançado em Outubro de 2024. Com faixas marcadas por sua produção criativa e autêntica, repletas de composições que constroem uma experiência completa e imersiva, a obra consolida a relevância do cantor na cena musical. Tyler Gregory Okonma explora um outro lado do rap atual, com oito álbuns de estúdio na discografia, ele constroi narrativas através dos alter egos que marcam cada trabalho, junto de uma produção carregada de elementos que o difere de outros artistas da cena. Okonma externa pensamentos e temas que o assombram, refletindo cada fase da própria vida, mas sempre por trás de um personagem.
The College Dropout, álbum de estreia de Kanye West, soma mais de quatro milhões de cópias vendidas mundialmente (Foto: Roc-A-Fella)
Sinara Martins
Há 20 anos, Kanye West lançou seu primeiro álbum:The College Dropout. Visto, até então, apenas como um produtor, o cantor teve seu projeto negado por vários caça talentos, como foi mostrado em seu documentário Jeen-Yuhs (2022), até ser aprovado pela produtora Roc-A-Fella, em um ato de egoísmo de Damon Dash, para que o rapper não procurasse outras gravadoras.
Quando finalmente lançado, em 2004, o disco foi responsável por consolidar a carreira musical de Ye e debutou em segundo lugar nos charts da parada musical estadunidense Billboard Hot 200. Além disso, venceu as categorias de Melhor Álbum de Rap e Melhor Canção de Rap com Jesus Walks noGrammy do ano seguinte. Somado a suas vitórias, o álbum ainda coleciona outras dez indicações na premiação.
Las Mujeres Ya No Lloran obteve mais de 13,4 milhões de streams no Spotify em seu lançamento (Foto: Sony Music Latin)
Vitória Borges
Carinhosamente conhecida como a ‘primeira latina do mundo’ pelo público do X, antigo Twitter, a colombiana Shakira finalmente lançou seu tão aguardado 12º álbum. No intitulado Las Mujeres Ya No Lloran,a artista traz, em suas composições, dores e vivências após o divórcio do ex-marido Gerard Piqué, que ganhou grande repercussão nas redes. A obra possui uma profundidade emocional que ressoa fortemente em cada uma das faixas.
Lançado pela gravadora Sony Music Latin, o sucessor do hipnótico El Dorado – ganhador do Grammy de Melhor Álbum Pop Latino em 2018 – compartilha o recomeço em meio ao caos, combinando sentimentos com a clássica assinatura sonora de Shakira. A produção não foge muito do estilo da cantora, que consegue ‘dar sua cara a tapa’ nas faixas da obra e fazer uma saborosa limonada com os limões que foram jogados em seu colo.
Em BB/ANG3L, o número três mais uma vez se faz presente como um símbolo angelical (Foto: Nice Life Recording Company)
Henrique Marinhos e Leonardo Pulcherio
Tinashe é uma artista que nunca escondeu sua sede por autenticidade em tudo o que faz. Após dois projetos lançados de maneira independente, BB/ANG3L (pronuncia-se “Baby Angel”) é o primeiro disco da cantora sob o selo da gravadora Nice Life Recording Companydesde seu rompimento com a RCA Records, em 2019. Logo ao se ouvir o projeto completo pela primeira vez, sua liberdade para explorar a Arte livremente é perceptível. O grandioso álbum de sete músicas tem apenas 20 minutos de duração e mostra um lado mais vulnerável da artista, desde a capa sem grandes edições até composições que se comunicam com o ouvinte de maneira mais íntima.
Na semana de lançamento, Black Panther: The Album debutou em 1° lugar na Billboard 200 (Foto: Top Dawg Entertainment)
Henrique Marinhos
Black Panther: The Album, trilha sonora de Pantera Negra, é composto por 14 faixas e foi produzido pela Top Dawg Entertainment, mesma gravadora de Kendrick Lamar. A obra se consolidou como um dos aspectos mais elogiados do filme lançado cinco anos atrás, apresentando uma fusão de influências africanas e afro-americanas que resulta em uma sonoridade autêntica e independente da produção audiovisual.
Tristeza ao lembrar que, um dia, Beyoncé utilizou os palcos do VMA’s para anunciar a gravidez de Blue Ivy (Foto: FilmMagic)
Clara Sganzerla e Guilherme Machado Leal
Para uma geração, o MTV Video Music Awards foi um grande acontecimento. Mobilizou votações, foi palco de grandes anúncios e era uma das premiações mais aguardadas do ano, sendo prestigiada por diversos nomes de peso da indústria musical. Madonna, Michael Jackson, Whitney Houston, Spice Girls, Britney Spears, Eminem, Beyoncé, Lady Gaga e diversos ícones se apresentaram no palco ao longo das décadas, disputando as estatuetas do Homem na Lua e fazendo história em Nova York ou Los Angeles. No entanto, ao olharmos para o presente, não podemos afirmar que o evento tem o mesmo brilho, mas, aos trancos e barrancos, tenta recuperar os tempos de glória de um passado não tão distante.
Em uma estética a lá memento mori, as roupas de esqueletos foram um dos uniformes da era, nos lembrando de nossa mortalidade (Foto: Instagram/@twentyonepilots)
Guilherme Veiga
Lá em 2011, um grupo de Ohio passava por uma reformulação e almejava ser, na melhor das hipóteses, regional. O que não se esperava era que, dois anos depois, a banda envelheceria tão bem e se lançaria de forma tão contundente no cenário do mainstream alternativo. Agora um duo, os inseguros Tyler Joseph e Josh Dun assinavam seu primeiro contrato profissional como Twenty One Pilots, com a Fueled By Ramen, que hoje é responsável por nomes como Young The Giant e Paramore.