Tron: Ares comete o mesmo erro da franquia e entrega uma trama mediana

Cena do filme “Tron: Ares”. Na imagem vemos uma pessoa vestida com uma espécie de macacão e capacete ambos pretos. Ela encontra-se ao centro da foto, em cima de uma moto também na cor preta com rodas avermelhadas. Em sua mão carrega um triângulo preto e vermelho, ao fundo é possível ver grandes prédios representando uma cidade.
Tron: Ares brilha em vermelho neon com sua estética futurista (Foto: Disney)

Vitória Borges

Tron: Ares é o terceiro filme da franquia de ficção científica iniciada nos anos oitenta pelo cineasta Steven Lisberger, que revolucionou e introduziu a tecnologia e o universo digital para as telas do cinema. Agora em 2025, a nova produção do diretor norueguês Joachim Rønning marca uma nova fase da trama, abordando a interação entre o ser humano e a Inteligência Artificial nos dias de hoje.

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O Estúdio convence que, para ter prestígio, a Comédia finge ter pompas

Cena da série O EstúdioNa imagem, os atores Seth Rogen (à esquerda) e Greta Lee (à direita) estão conversando em um set de filmagens. Ela olha com ternura para Rogen, enquanto ele presta bastante atenção nela. Greta Lee é uma mulher com traços asiáticos, de cabelos escuros na altura do pescoço. Usa um vestido verde com detalhes em amarelo e gola alta. Seth Rogen é um homem branco, de cabelos curtos e grisalhos. Ele veste uma camisa de botões e óculos. Atrás dos atores está um espelho com lâmpadas acesas na borda, trazendo uma iluminação quente ao ambiente.
Greta Lee faz uma ponta no segundo episódio do show (Foto: Apple TV+)

Davi Marcelgo

Produções satíricas ou sobre os bastidores de determinada mídia têm ganhado cada vez mais espaço na vitrine, de heróis com Deadpool (2016) ao jornalismo com The Morning Show (2019-), a característica metalinguística já deixou de ser novidade. O Estúdio (2025), criada por vários artistas, incluindo Seth Rogen, Frida Perez e Evan Goldberg, é uma série que quase fica na obviedade das sacadinhas que tem ar de superioridade, porém a mistura de gêneros e narrativas prova que a inteligência do texto extrapola qualquer suspeita de autoridade.   Continue lendo “O Estúdio convence que, para ter prestígio, a Comédia finge ter pompas”

O Desencontrar de Vidas Passadas

Antes do sucesso nas telas de cinema, o longa-metragem foi aclamado pela crítica especializada no Sundance Film Festival e na 73ª edição do Berlinale (Foto: California Filmes)

Ludmila Henrique 

Na cultura sul-coreana, há um conceito conhecido como In-Yun, que pode ser lido como “destino” ou “reencarnação”. Em gênese, In-Yun é o pressentimento que nos arrebata quando entendemos que uma eventualidade estava predestinada em nossos acasos, desenhada em algum no campo cósmico, e que nada e nem ninguém, poderia ser capaz de interferir naquela factualidade. Em Past Lives, longa de estreia da cineasta Celine Song exibido no Brasil durante a 25ª edição do Festival do Rio, vemos o movimento de tempo entre dois melhores amigos e a maneira que seus destinos estão entrelaçados involuntariamente com suas vidas passadas. 

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