A passagem de bastão geracional: Se eu fosse você 3 tenta inovar mas cai na mesmice da trilogia

À esquerda, Tony Ramos (de camisa social listrada de mangas dobradas) e Glória Pires (de camisa de cetim amarela/esverdeada) estão em pé aplaudindo. À direita, Cleo Pires veste um vestido rosa-choque e é abraçada por trás por Rafael Infante, que veste uma jaqueta jeans escura. Os dois se abraçam sorrindo com expressões carinhosas. Ao fundo, a decoração conta com quadros artísticos nas paredes e arranjos de balões metalizados em tons de verde e azul-escuro.
Tony Ramos e Gloria Pires acompanham os novos protagonistas Cleo e Rafael Infante no novo longa da trilogia (Foto: Total International)

Bianca Rodrigues

Se eu fosse você 3 chega aos cinemas com o intuito de resgatar a franquia clássica após quase duas décadas. Sob direção de Anita Barbosa, o longa traz Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) como personagens secundários, vivendo uma fase tranquila em seu casamento com a comemoração de sua segunda lua de mel longe do Brasil. O foco da história passa para a filha do casal, Bia (Cleo Pires), que agora é uma chef de cozinha e vive com seu companheiro Aquiles (Rafael Infante), um guia turístico de esportes radicais. Quando a relação dos dois entra em crise, o surpreendente ‘raio’ da franquia atinge a família outra vez.

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Em Sexa, Glória Pires mostra a agilidade dos 60+, mas em ritmo de novela

Aviso: Este texto contém spoilers do filme

Cena do filme Sexa. Bárbara, com uma expressão tranquila, está sentada em uma cadeira de praia na areia, vestindo um maiô azul.
O Filme faz parte da sessão Mostra Brasil da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Foto: Elo Studios)

Eduardo Dragoneti

Ao completar 60 anos, Bárbara, vivida por Glória Pires, descobre que o maior desafio da maturidade pode ser reaprender a se permitir. A mesma lição se estende à sua intérprete, que estreia na direção do longa-metragem Sexa. Apostando em temas como o etarismo, a feminilidade e a liberdade sexual, o filme, exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, expressa sua mensagem com o tom de novela que marca as cinco décadas de Glória dedicadas à televisão. As escolhas de roteiro (Guilherme Gonzalez) e montagem (Livia Arbex) reforçam essa familiaridade com o formato televisivo, mas engana-se quem julga o ritmo. A proposta é dialogar justamente com o público 60+, formado pelas novelas da Globo, SBT e Record, e nesse ponto a produção acerta em cheio.

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