Para além do divórcio, Uma Família abraça a perspectiva juvenil em meio a separação

Cena de Uma Família. Duas crianças de perfil viradas para a esquerda. Em primeiro plano, no lado direito, está a silhueta de uma menina de cabelos claros, totalmente desfocada. Em segundo plano, em foco nítido no centro da imagem, sobressai o rosto de um menino mais novo, loiro, de olhos castanhos e expressão séria. Ele veste uma camisa azul-escuro. Ao fundo, uma parede de madeira escura.
A Family estreou no Festival de Cinema de Berlim (Foto: Paradise City)

Mariana Bezerra

Uma Família, filme belga e holandês, do diretor Mees Peijnenburg, faz parte da programação da 50ª Mostra Internacional de São Paulo na seção competitiva Novos Diretores. A história acompanha dois irmãos, Nina e Eli, o caçula, em meio ao divórcio conflituoso de seus pais. A obra é dividida em três partes: a primeira mais extensa, na perspectiva de Nina (Celeste Holsheimer), a segunda sob a de Eli (Finn Vogels) e a terceira, que divide um pouco da visão de ambos. Os dois primeiros atos apresentam praticamente os mesmos acontecimentos sob perspectivas distintas, o que pode soar monótono, mas, na verdade, carrega uma sensibilidade e delicadeza emocionantes.

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