Persona Entrevista: Ariane Aparecida

Atriz e protagonista de Dolores comenta sobre representatividade e importância do Cinema brasileiro

IlustraçãoNa imagem, há uma arte nas cores preta e verde, que cria ondulações e detalhes fluídos ao fundo. Ao lado direito, há os dizeres “Persona Entrevista: Ariane Aparecida – 49ª Mostra Internacional de Cinema São Paulo”. Ao lado esquerdo, há a imagem da atriz entrevistada. Ela é uma mulher negra, com cabelos longos e soltos, e está utilizando um top na cor marrom, além de brincos dourados. À sua frente e ao fundo, há folhagens verdes.
A atriz, nascida em São Paulo e formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), se mostra como uma das novas faces do Cinema nacional (Arte: Arthur Caires/Foto: Bruna Sussekind)

Victor Hugo Aguila

As relações familiares e os princípios que as circundam ganham uma nova face em Dolores, novo longa-metragem dirigido e escrito por Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, que compõem a seção Mostra Brasil na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Com fortes elementos da cultura brasileira, o filme é um expoente do protagonismo feminino e seu impacto diante e fora das câmeras. Antes mesmo da sua primeira exibição, a presença forte do elenco e da produção já antecipava o agridoce da obra que o espectador estava prestes a presenciar. Continue lendo “Persona Entrevista: Ariane Aparecida”

Em Dolores, a ambição é um princípio que ultrapassa gerações

Na imagem, há três mulheres de frente a uma janela. A primeira mulher possui pele negra e cabelos cacheados presos. A segunda mulher possui pele branca e cabelos grisalhos. A terceira mulher possui pele negra e cabelos cacheados longos. Todas estão contemplando o horizonte.
Dolores é um manifesto cultural da potência do cinema brasileiro. (Foto: Dezenove Som e Imagens)

Victor Hugo Aguila

Desejar mudar sua realidade é a aposta mais arriscada e vantajosa que alguém pode ter. Na seleção da Mostra Brasil da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Dolores apresenta a história de três mulheres da mesma família, em diferentes gerações. Ao abordar o sentimento de ambição compartilhado entre neta, mãe e avó, o longa mostra uma nova maneira de enxergar a relação entre mulheres. 

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O deserto coletivo assola Paloma

Cena do filme Paloma, mostra a protagonista, uma mulher negra, sorrindo com um véu branco na cabeça.
Entre grandes títulos nacionais, Paloma faz parte da rica seleção da 46ª Mostra de São Paulo, na seção Mostra Brasil (Foto: Pandora Filmes)

Vitor Evangelista

Paloma trabalha colhendo mamões em uma plantação, faz bico de cabeleireira, namora com Zé e, junto dele, cria a pequena Jenifer no interior do Pernambuco. Ela é espirituosa, bondosa e amada por todos da cidadezinha, e no fundo, tem um desejo próximo ao coração: se casar na igreja, vestida de noiva, com buquê e chuva de arroz. Mas, quando enfim toma coragem e chega ao padre com o singelo pedido, ouve um sonoro ‘não’. Por ser uma mulher trans, o sonho de Paloma não pode ser concretizado. 

Na trama, presente na seção Mostra Brasil da 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e inspirada por acontecimentos reais, quem interpreta Paloma é a grandiosa Kika Sena. Arte-educadora, diretora teatral, poeta e performer, graduada em Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB) e mestranda em Teoria em Prática das Artes Cênicas pela Universidade Federal do Acre, Sena é pesquisadora nas áreas de gênero, sexualidade, raça e classe, e autora dos livros Marítima (2016) e Periférica (2017) e da zine Subterrânea (2019).

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