Fleabag é coisa de gênia

A trilha sonora vem acompanhada de corais dominicais, recheando o mergulho na religião que a temporada aborda (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista 

A TV atual está repleta de shows idealizados por indivíduos com um tato único. Seja a surreal Atlanta de Donald Glover, passando pela dramédia teatral Barry de Bill Hader e chegando no cósmico urbanista Boneca Russa de Natasha Lyonne. Todos esses seriados transbordam originalidade e um talento excepcional em reinventar situações problemas já batidas na arte. Mas nada, repito, nada, chega perto da dolorosa poesia de Phoebe Waller-Bridge em sua Fleabag.

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A inquietação é necessária na segunda temporada de Pose

Mulher posando em preto e branco com Pose escrito
A série retornou às terças-feiras do FX em junho, mês do Orgulho LGBT (Divulgação)

Leonardo Teixeira

O segundo ano de Pose começa com uma viagem. Conhecemos a Hart Island, uma ilha real que abriga o maior cemitério de indigentes dos EUA. Durante o auge da epidemia de AIDS/HIV, vítimas do vírus cujas famílias não podiam arcar com um sepultamento “convencional” acabavam ali. Os corpos dessas pessoas em específico eram enterrados em uma cova coletiva, separada das demais, “para que os outros corpos não fossem infectados”, afirmou uma autoridade da época.

É esse o cenário da nova fase do show produzido por Ryan Murphy, Brad Falchuk e Steve Canals se inicia. Um cenário de descaso, violência e desinformação. Mas a esperança é o mote da temporada, que triunfa mais uma vez ao dar nome e endereço para pessoas que lutam diariamente para serem enxergadas.

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Euphoria e o retrato de uma juventude autodestrutiva

Sexo, drogas e muita maquiagem (Foto: Reprodução)

Egberto Santana Nunes

O rótulo de drama teen foi só fachada para Euphoria, série da HBO que teve seu último episódio transmitido no domingo (04). O subgênero fez o marketing e chamou atenção de um Conselho de pais dos EUA, que pediram pelo cancelamento da produção, antes mesmo de sua estreia. O motivo? “Conteúdo adulto extremamente gráfico – sexo, violência, profanação e uso de drogas – aos adolescentes e pré-adolescentes” e de acordo com o grupo, o programa estava comercializando “internacionalmente esse conteúdo para crianças”. E de fato, tem muito disso, mas também tem muito mais.

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A descartável segunda temporada de Big Little Lies 

(Foto: HBO)

Lara Ignezli

Big Little Lies, originalmente um livro de Liane Moriaty, ganhou uma adaptação em formato de minissérie no ano de 2017. A criação de David E. Kelley é televisionada pela HBO e produzida pela Hello Sunshine, empresa co-fundada por Reese Witherspoon — quem, inclusive, é uma das principais estrelas da produção. A produção pretendia ter apenas uma temporada com sete episódios e, através de uma narrativa misteriosa e carregada de suspense, utilizou o ano inicial para entrelaçar a vida de cinco mulheres residentes de uma comunidade (aparentemente pacata) em Monterey.

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Brooklyn Nine-Nine: a polícia do avesso

(Divulgação)

Lara Ignezli

Brooklyn Nine-Nine narra a rotina dos detetives da 99ª delegacia de polícia do Brooklyn e é protagonizada por Jake Peralta (Andy Samberg). A série ganhou reconhecimento pela forma como usa do humor inteligente para denunciar abusos e preconceitos — crédito de seus criadores, Dan Goor e Michael Schur (ambos famosos por Parks and Recreation).

O piloto foi ao ar em 2013, pela Fox. Com episódios curtos e roteiros perfeitamente escritos, Brooklyn Nine-Nine se tornou uma mistura de temáticas e gêneros distintos que poderia ter fracassado completamente, mas acabou se tornando algo realmente único.
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Atlanta: surrealismo e realidade em um mesmo plano

Quando eu encontrar uma explicação para a maçã na boca do elenco, eu trago pra vocês. (Foto: Reprodução/FX)

Egberto Santana Nunes

Se existisse um prêmio real para o artista do ano, Donald Glover provavelmente estaria cotado e até mesmo ganharia. Digo “real” porque o VMA (Video Music Awards) tem essa categoria em sua premiação, mas a gente ignora pois é o VMA. Além de ter todo um outro embasamento, voltado ao mundo da cultura pop e os abalos na indústria. A questão aqui é que Glover se catapultou no mainstream de uma forma que ele não só fosse o assunto do momento, como também fez com que fossem discutidos outros temas bem mais problemáticos. E é claro, no final de 2018, na retrospectiva feita por diversos canais, “This is America” estará lá sendo reprisado e discutido.  Mas hoje o assunto não é o ótimo clipe de Gambino e, sim, seu mais não tão novo trampo, a série de TV Atlanta.

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O caos reina em Game of Thrones

O atraso (proposital) do lançamento tornou o seriado inelegível ao Emmy 2017, concorrendo apenas na edição seguinte, que ocorre em 17 de setembro [Foto: HBO]
Vitor Evangelista

Numa leva menor de capítulos, Game of Thrones aparou as arestas e foi direto ao ponto. Com uma linha narrativa ágil, o penúltimo ano leva o público aos preparativos finais para dar fim às histórias de Westeros. A sétima temporada conseguiu juntar seus protagonistas, guinando a história para seu derradeiro final, a guerra contra o exército do Rei da Noite.

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This is Us: a ternura e a sutileza da família Pearson

(Fonte: Reprodução/NBC)

Rayanne Candido

This is Us”, série da NBC criada por Dan Fogelman carrega o toque familiar, misturando drama e comédia, sorrisos e lágrimas; e sutilmente conquista o coração do público. Ela agrada ao falar sobre temas cotidianos e vem acompanhada de grandes nomes, como Milo Ventimiglia (Heroes), Mandy Moore (Jamie – Um Amor Para Recordar) e Sterling K. Brown (vencedor do Emmy por American Crime Story). E, ainda, teve 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, agregador de críticas de filmes e séries.

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