Mirai e o amadurecimento infantil animado

(Foto: Reprodução)

Egberto Santana Nunes

É fato conhecido que o Oscar não liga para animações. A categoria mais previsível entregou a estatueta apenas para grandes estúdios americanos, desde sua criação, com raras exceções. E depois de dois anos sem o Ghibli, o Tio Sam olha para o outro lado e  indica o Japão, representando o belíssimo Mirai (Mirai of the Future, sem lançamento no Brasil ainda), do diretor Mamoro Hosuda, cujo currículo contém projetos muito bem recebidas tanto pelo grande público quanto pelo especializado, como Summer Wars, Wolf Children e The Girl Who Leapt Trough the Time. Porém, nunca tinha sido indicado pela academia.

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One Day at a Time: Duas culturas. Una familia.

(Foto: Reprodução)

Maria Carolina Gonzales e Lara Ignezli

No dia 8 de fevereiro, a Netflix finalmente lançou no seu catálogo a terceira temporada de One Day at a Time, após uma intensa mobilização dos fãs e dos produtores nas redes sociais para que a série fosse renovada. A trama se concentra na rotina dos Alvarez, uma família americana de origem cubana que vive em Los Angeles. É protagonizada por Justina Machado no papel de Penelope, uma veterana do exército que vive com seus dois filhos adolescentes e sua mãe, algumas vezes até com o intrometido senhorio do prédio onde moram.

O produtor Norman Lear (conhecido por trabalhos como All in the Family e The Jeffersons) desenvolveu a série original e está no comando do remake junto com Mike Royce e Gloria Calderón Kellett. A série é inspirada na produção homônima de 1975. O que poderia ser apenas mais uma comédia entre família assinada pela Netflix, se mostra um show de extrema importância nos tempos atuais.

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Ariana Grande é dona da própria história

‘thank u, next’ é o quinto álbum de estúdio da cantora e o seu segundo em 6 meses (Reprodução/Twitter)

Leonardo Teixeira

O ditado diz que não se mexe em time que está ganhando, mas Ariana Grande não segue máximas pré-concebidas. Sweetener (2018) é cheio de vida, mas já tem um sucessor. “Eu só quero falar com os meus fãs e cantar e escrever músicas e lançá-las do jeito que os caras fazem”, ela disse à Rolling Stone no fim do ano passado. E a atual crescente de sua carreira não deixa mentir: ela tem esse poder. thank u, next nos apresenta mais um capítulo da montanha-russa artística e emocional de Ariana.

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Problemático, Vidro é o filme certo para Shyamalan fechar sua visão dos heróis

Shyamalan escolhe lavar as cores do filme, dando mais a ideia de que tudo visto anteriormente na ótica heroica é posta em cheque (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

No encerramento de sua trilogia gestacional surpresa, M. Night Shyamalan trabalha a quebra constante da expectativa dentro do gênero dos filmes de herói. Assumidamente quadrinesco e colorido, Vidro tem uma linguagem própria e finaliza bem um trabalho inconstante e ora problemático do diretor. É um fim perfeito para uma criação de sua mente.

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Wi-fi Ralph: a realidade infiltrando a internet

Wi-fi Ralph: Quebrando a Internet conta com uma nova aventura de Ralph e Vanellope. (Foto: Reprodução)

Júlia Paes de Arruda

Como você reagiria se soubesse que a internet chegou na sua casa? Talvez não muito animado, afinal, estar conectado é algo banal nos dias de hoje. Mas é exatamente a chegada da internet o ponto de partida para a nova aventura de Ralph, protagonista da animação da Disney Detona Ralph, lançada em 2016, que se passa em um universo de jogos de fliperama, e cuja sequência chegou nos cinemas no dia 3 de janeiro.

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O Método Kominsky: uma nova maneira de ver a vida

(Foto/Divulgação Netflix)

Ana Laura Ferreira

As premiações Hollywoodianas podem ser um tanto controversas e dificilmente agradam a todos. Mas, algumas vezes, certas produções se mostram tão boas que é impossível negar suas conquistas. Esse é o caso da série original da Netflix O Método Kominsky (The Kominsky Method, 2018), que no dia 6 de janeiro conquistou 76º Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia ou Musical e Melhor Ator de Série para esse mesmo segmento, fazendo o experiente Michael Douglas levar a estatueta para casa por sua interpretação como o protagonista Sandy Kominsky.

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A reinvenção de um herói, o Homem Aranha e seu novo universo no cinema

O longa olha com nostalgia para o passado, ao mesmo tempo em que encontra um novo rumo para o personagem

O filme ganhou o Globo de Ouro de Melhor Animação na cerimônia de 2019 (Divulgação)

Pedro Fonseca E. Silva

Há 17 anos, o Homem Aranha estreava nos cinemas pela primeira vez. Dirigido por Sam Raimi, o longa-metragem cativou o público e fez um estrondoso sucesso na bilheteria mundial. Essa também era a primeira história que o grupo Sony trazia aos cinemas após adquirir os direitos sobre o personagem. Não demorou muito para que a obra ganhasse uma sequência e, em 2004, os fãs puderam explorar mais ainda a mitologia do personagem. Mais uma vez o estúdio havia acertado a mão e muitos tomaram o filme como uma das maiores interpretações do personagem até hoje.

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ZAYN voa perto demais do sol em Icarus Falls

 

(Foto: Reprodução)

Jho Brunhara

Dois anos depois de lançar seu debut “Mind of Mine”, o ex-One Direction disponibilizou seu novo álbum, “Icarus Falls”, no dia 14 de dezembro. Com uma proposta um pouco ambiciosa, as 27 faixas confirmam que independente das críticas direcionadas a produção plastificada da banda que o lançou no mundo da música, o cantor britânico tem potencial para co-escrever todo o disco, assim como trilhar uma linha criativa coerente.

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Minha Vida em Marte é ruim, mas nos diz uma coisa ou duas como brasileiros

Comédia de sucesso estrelada por Mônica Martelli e Paulo Gustavo é uma bagunça em muito sentidos, mas dá para tirar algumas reflexões desse caos

(Foto: Reprodução)

Lucas Marques

Foi daquelas sessões tão lotadas que o funcionário não checou comida de terceiros ou carteirinha de estudante. Na sala, o rapaz do meu lado comia um Big Tasty (o cheiro é inconfundível); na minha frente tentavam encaixar uma copo de 700ml na cadeira. Esses são alguns dos mais de 2 milhões de espectadores de “Minha Vida em Marte”, mais um sucesso comercial estrelado por Paulo Gustavo. Uma experiência cinematográfica coletiva por excelência.

Vale já complementar: também uma experiência caótica, da qual advém as piores e melhores qualidades do filme.

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Os 10 anos de Lady Gaga e como ela mudou a cultura pop para sempre

(Foto: Divulgação)

Jho Brunhara

Em 2018, ano que marca 10 anos de carreira da cantora Lady Gaga, o sucesso de crítica e público do filme Nasce Uma Estrela e da trilha sonora – especialmente da música Shallow –, provam que Gaga termina sua primeira década como uma artista completa: duas indicações ao Globo de Ouro, cinco ao Grammy e quase 11 semanas no topo do iTunes Mundial.

Colhendo ainda frutos do seu primeiro álbum, The Fame, que completou uma década, e comemorando 5 anos do lançamento do ARTPOP, Gaga acaba de iniciar seus shows fixos de residência em Las Vegas com um contrato milionário. Mas nem só do presente se faz uma artista: o que torna Lady Gaga tão memorável, mesmo com tantos altos e baixos na carreira? A resposta está em toda sua construção artística: o impacto na cultura pop.

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