Cultura em chamas: o que o Brasil perde quando abandona a própria memória e o que as urnas dirão sobre a cultura brasileira

 

Imagem do último incêndio ocorrido na Cinemateca em São Paulo (2021). A foto é dividida entre o prédio em chamas e o veículo de bombeiros, com profissionais entrando no local. A iluminação é escura, com bastante fumaça e luzes vermelhas que sinalizam a presença do corpo de bombeiros.
O que se perde quando o acervo de uma Cinemateca queima? (Foto: Carla Carniel)

Bianca Rodrigues

Nos últimos anos, o abandono, o desmonte e o discurso hostil contra a cultura brasileira enfraqueceram políticas e instituições que levaram décadas para ser construídas. Em tempos de polarização e disputas eleitorais polêmicas, a cultura voltou a ser empurrada para o centro do debate público – infelizmente, muitas vezes no papel de alvo. Discursos políticos apelativos costumam enquadrar as manifestações artísticas e as políticas de incentivo como gastos desnecessários ou pautas ideológicas divisórias. No entanto, enfraquecer o setor cultural sob narrativas de descredibilização não afeta apenas a identidade de um país, como também atinge diretamente a sua infraestrutura produtiva e social.

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