O livro de Orgulho e Preconceito é base de inspiração para novos romances modernos (Foto: Universal Studios)
Stephanie Cardoso
Em um tempo em que as telonas eram dominadas por sagas adolescentes e efeitos mirabolantes, Orgulho e Preconceito (2005) chegou como quem não quer nada e conquistou tudo. Vinte anos depois, o filme dirigido por Joe Wright continua sendo uma das adaptações mais amadas da literatura – e um dos romances mais bonitos e sinceros já feitos no cinema (e não é um exagero).
Com nove anos de duração, a série narra a história de décadas da amizade imperfeita, mas sincera de um grupo de cinco grandes amigos (Fonte: CBS)
Mariana Bezerra
Em Setembro de 2005, foi ao ar, na CBS, o primeiro episódio de How I Met Your Mother (Como eu conheci sua mãe, em tradução livre). Nessa época, milhões de pessoas se sentavam em frente à televisão toda segunda-feira para acompanhar a vida dos cinco amigos sem sequer cogitar a ideia de que, um dia, todos os episódios estariam em um aplicativo para serem assistidos on demand. O mais relevante é que pouco importa a passagem do tempo ou o formato, porque a amizade, o amor, os sonhos e as frustrações – que são o cerne desse enredo – serão sempre parte de todos. Em função disso, How I Met Your Mother segue sendo um sucesso, conquistando cada vez mais espaço nas novas gerações, ganhando, inclusive, um spin-off intitulado How I Met Your Father(2022), o qual contou com participações especiais de alguns atores do elenco original.
Madonna, Jennifer Lopez e Gwen Stefani chegaram a ser cotadas para dar voz à personagem Glória. (Foto: DreamWorks Animation)
Marcela Jardim
Em 2005, Madagascar chegou aos cinemas com uma proposta ousada: transformar a história de quatro animais em uma jornada existencial sobre liberdade, identidade e pertencimento. Alex (Ben Stiller), Marty (Chris Rock), Melman (David Schwimmer) e Glória (Jada Pinkett Smith) viviam no conforto do Zoológico do Central Park, cercados de comida, cuidados veterinários e aplausos diários. Mas quando Marty decide fugir do seu lar para conhecer o mundo real, a sua fuga desencadeia uma série de eventos que os levam até a ilha de Madagascar. Lá, eles têm contato com seu habitat natural pela primeira vez e começam a repensar o que é ter uma vida ‘normal’. O filme, com sua leveza, toca em temas mais profundos do que aparenta.Continue lendo “Há 20 anos, Madagascar se remexia muito pela primeira vez”
Na ideia original, os produtores tinham em mente o gênero comédia maluca, que era muito popular nos anos 1930, e adicionar performances musicais (Foto: Blue Sky Studios)
Marcela Jardim
Lançado em 2005, Robôs completa 20 anos ainda como um marco na animação digital, embora nem sempre seja lembrado dessa forma. O filme, dirigido por Chris Wedge e produzido pela Blue Sky Studios, se destaca por sua estética vibrante e um mundo inteiramente mecanizado, explorando temas como inovação, meritocracia e desigualdade social. A trama acompanha Rodney Lataria (Ewan McGregor), um jovem robô inventor que sai de sua cidade natal em busca de oportunidades, a fim de dar um futuro melhor para sua mãe amorosa e o pai adoecido. Porém, ele encontra uma realidade dominada pelo lucro e pela obsolescência programada. A crítica ao capitalismo desenfreado e à exclusão dos menos favorecidos é evidente, mas a narrativa, voltada ao público infantil, simplifica questões complexas.
A cena de Jingle Bell Rock em Meninas Malvadas é um marco da cultura pop (Foto: Paramount Pictures)
Arthur Caires
São muitas as frases icônicas que poderiam começar esse texto, então: ‘entre no carro, caro leitor, vamos entrar em uma viagem de volta ao começo da década de 2000’. Meninas Malvadas foi lançado em 2004 e dirigido por Mark Waters, um dominador das comédias românticas e adolescentes. Também foi roteirizado pela comediante do Saturday Night Live, Tina Fey, com base no livro Queen Bees and Wannabes (Abelhas-Rainhas e Aspirantes, em tradução literal) de Rosalind Wiseman. Continue lendo “Há 20 anos, Meninas Malvadas determinava que às quartas-feiras usamos rosa”
The College Dropout, álbum de estreia de Kanye West, soma mais de quatro milhões de cópias vendidas mundialmente (Foto: Roc-A-Fella)
Sinara Martins
Há 20 anos, Kanye West lançou seu primeiro álbum:The College Dropout. Visto, até então, apenas como um produtor, o cantor teve seu projeto negado por vários caça talentos, como foi mostrado em seu documentário Jeen-Yuhs (2022), até ser aprovado pela produtora Roc-A-Fella, em um ato de egoísmo de Damon Dash, para que o rapper não procurasse outras gravadoras.
Quando finalmente lançado, em 2004, o disco foi responsável por consolidar a carreira musical de Ye e debutou em segundo lugar nos charts da parada musical estadunidense Billboard Hot 200. Além disso, venceu as categorias de Melhor Álbum de Rap e Melhor Canção de Rap com Jesus Walks noGrammy do ano seguinte. Somado a suas vitórias, o álbum ainda coleciona outras dez indicações na premiação.
Homem-Aranha 2 teve uma versão estendida lançada para DVD em 2007, chamada de Homem-Aranha 2.1, com oito minutos a mais que a versão de cinema (Foto: Sony Pictures)
Davi Marcelgo
É muito difícil falar algo novo de Homem-Aranha 2 (2004) vinte anos depois de seu lançamento. Todo mundo já teceu algum comentário: sobre ele ser a adaptação definitiva de um quadrinho de super-herói, sobre suas cenas de ação de tirar o fôlego ou do enredo espetacular. De tudo já dito a respeito, pouco se fala – principalmente no meio nerd, que foca apenas em fidelidade para com a obra original – do melodrama. Para comemorar as duas décadas do filme que marcou e ainda marca gerações, ligue a Televisão e lembre-se do horário das nove, porque a sequência de Sam Raimi é um ‘novelão’.