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	<title>Arquivos Amábile Zioli &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Amábile Zioli &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Abril de 2024</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 23:12:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dizem que ler é uma viagem capaz de alcançar mundos e planos além do físico. Nas páginas de um livro, a fantasia, a realidade, o suspense, a aventura, o grotesco, o romântico e muitas outras facetas se encontram e desembocam em linhas poéticas. O Estante do Persona de Abril vem para contemplar essa pluralidade com &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-abril-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Abril de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33319" aria-describedby="caption-attachment-33319" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-33319" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/wp1-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/wp1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/wp1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/wp1.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33319" class="wp-caption-text">No mês de uma data comemorativa importante para a literatura, o Persona comemora com dicas especiais (Texto de abertura: Jamily Rigonatto/ Artes: Raíra Tiengo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dizem que ler é uma viagem capaz de alcançar mundos e planos além do físico. Nas páginas de um livro, a fantasia, a realidade, o suspense, a aventura, o grotesco, o romântico e muitas outras facetas se encontram e desembocam em linhas poéticas. O <a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/">Estante do Persona</a> de Abril vem para contemplar essa pluralidade com uma lista de exemplares recheados de possibilidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o <a href="https://www.santoantoniodaalegria.sp.leg.br/institucional/noticias/23-de-abril-dia-mundial-do-livro">Dia Mundial do Livro</a></span><span style="font-weight: 400;">  e do Direito de Autor </span><span style="font-weight: 400;">tendo sido comemorado em 23 de Abril, fica uma reflexão sobre a importância do hábito da leitura. Além de necessário para o desenvolvimento cerebral e manutenção da boa memória em idades variadas, o consumo de livros é capaz de despertar emoções, suscitar a curiosidade e ainda se comportar como um aparato educacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É também um momento oportuno para homenagear e reconhecer o trabalho de <a href="https://personaunesp.com.br/enquanto-eu-nao-te-encontro-critica/">autores nacionais</a> e internacionais, que, mesmo em um mercado desvalorizado, continuam se empenhando por um trabalho original e de qualidade. Em completa resistência diante da digitalização e da facilidade de distribuição de conteúdo pirata no universo online, os escritores seguem mantendo um legado admirável e extremamente humano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas dicas na nossa editoria, você encontra um pouco mais do que essas produções culturais são capazes de causar nas pessoas que as leem. Em uma seleção de obras especiais e significativas, os gêneros, autores, formatos, histórias e demais elementos contemplados pelos escritos se tornam os grandes protagonistas. Escolha o seu favorito e boa leitura!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span id="more-33317"></span></p>
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<h3>Dicas do Mês</h3>
<p><figure id="attachment_33320" aria-describedby="caption-attachment-33320" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33320" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/o-contador1-539x800.jpg" alt="capa do livro O contador de histórias: Memórias de vida e música, de Dave Grohl. A capa apresenta Dave Grohl, do busto para cima e de lado, como se estivesse observando o horizonte. Dave é um homem branco em torno dos 50 anos, com cabelo moreno iluminado comprido, barba e utiliza óculos. Em sobreposição à fotografia, todas as escritas seguintes estão dentro de um quadrado, com bordas azuis, centralizado na parte inferior da capa. No centro superior do quadrado há os dizeres, em branco, &quot;Dave Grohl&quot;. Logo abaixo há o título &quot;O contador de histórias&quot;. Abaixo, há a escrita &quot;Memórias de vida e música&quot;, em azul claro. A logo da Editora Intrínseca está no canto superior direito." width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/o-contador1-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/o-contador1-690x1024.jpg 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/o-contador1-768x1139.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/o-contador1.jpg 1011w" sizes="(max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-33320" class="wp-caption-text">“[&#8230;] quando me vejo cara a cara com algo ou alguém que me inspirou nesta jornada, sou grato. Muito grato.” (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure><b>Dave Grohl &#8211; O contador de histórias: Memórias de vida e música (416 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2022/02/playlist-comentada-dave-grohl-o-contador-de-historias/"><i><span style="font-weight: 400;">O contador de histórias: Memórias de vida e música</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do multi-instrumentista </span><a href="https://www.instagram.com/davestruestories/"><span style="font-weight: 400;">Dave Grohl</span></a><span style="font-weight: 400;"> – membro do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7jy3rLJdDQY21OgRLCZ9sD"><span style="font-weight: 400;">Foo Fighters</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, é um livro de vivências que mostra toda a sua vida sendo rodeada pela Música, principalmente pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Retalhando momentos como o descobrimento de seu estilo, suas primeiras viagens pelos Estados Unidos por causa dos shows, ainda adolescente ou quando formou suas famílias fora e dentro do meio artístico, a descrição dessas lembranças faz com que os leitores se sintam muito </span><a href="https://gamarevista.uol.com.br/cultura/trecho-de-livro/o-contador-de-historias/"><span style="font-weight: 400;">presentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> na narrativa e experimentem um pouco dessas convivências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como destaque, Dave sempre exalta aqueles que vieram antes dele – e depois também. De uma forma bem simbólica e poética, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aZh00Pb2Mcw"><span style="font-weight: 400;">livro de memórias</span></a><span style="font-weight: 400;"> acaba sendo também um livro de exaltação para aqueles que Dave se inspirou e inspira até os dias de hoje. Percebemos Dave cultivando essa mistura entre o lado artístico e o lado família, dois ambientes que se retroalimentam. Dessa forma, o livro acaba sendo para aqueles que já o conhecem ou para quem quer conhecê-lo ainda mais, sendo </span><a href="https://gamarevista.uol.com.br/cultura/trecho-de-livro/o-contador-de-historias/"><span style="font-weight: 400;">bastante dinâmico</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os documentos pessoais que a obra apresenta. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<p><figure id="attachment_33324" aria-describedby="caption-attachment-33324" style="width: 522px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33324" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/livraria1-522x800.jpg" alt="Capa do livro Bem-vindos à Livraria Hyunam-dong, de Hwang Bo-Reum. A ilustração é composta por um céu azul com pequenos pontos claros como estrelas, um prédio pequeno e em tons de marrom claro (parte de baixo) e tijolos marrom escuro (parte de cima). No térreo do prédio principal há uma fachada de vidro, que pode-se observar dentro do ambiente, uma livraria com estantes, livros e luz amarelada; dentro da livraria há uma mulher sentada e um homem em pé. O primeiro andar do prédio possui duas janelas, a da esquerda está com a luz amarela acesa. Ao redor do prédio há prédios do mesmo tamanho e cor dele; há árvores ao fundo e mais prédios, logo atrás das árvores Na  frente da livraria estão alguns vasos de plantas; à esquerda há uma bicicleta parada e à direita, uma mulher vestindo saia jeans, moletom bege, touca vermelha, meias compridas brancas, tênis e bolsas preto. A mulher passeia com o cachorro, que é branco e usa uma coleira cinza. Na parte superior, centralizado, está o título da obra acompanhada, logo em seguida está o título em coreano (idioma oficial). Na parte inferior, ao meio, está o nome da autora" width="522" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/livraria1-522x800.jpg 522w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/livraria1.jpg 656w" sizes="(max-width: 522px) 85vw, 522px" /><figcaption id="caption-attachment-33324" class="wp-caption-text">“As lágrimas não teriam cessado, mas, você sabe, quando o coração quer chorar, a gente tem que deixar sair mesmo. Ficar segurando não ajuda a sarar direito [&#8230;].” (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure><b>Hwang Bo-Reum &#8211; Bem-vindos à Livraria Hyunam-dong (272 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase como um abraço apertado, a publicação notável da autora </span><a href="https://intrinseca.com.br/autor/hwang-bo-reum/"><span style="font-weight: 400;">Hwang Bo-Reum</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um conforto para aqueles que estão tentando encontrar o próprio lugar no mundo. Um livro para pessoas comuns que se equilibram entre a aceitação e a incerteza. E em meio a clientes, funcionários e amigos, Yeongju e sua livraria nos guiam numa viagem de introspecção pelo poder dos livros – afinal, “quanto mais livrarias abrem, mais sonhadores surgem”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra inaugura uma nova fase da editora Intrínseca: a </span><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/historias-reconfortantes-com-gatos-e-livrarias-entenda-o-fenomeno-da-healing-fiction-veja-livros/"><span style="font-weight: 400;">ficção de cura</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se tornou um fenômeno nos países asiáticos. Por meio de narrativas feitas para dialogar sobre os problemas que todo mundo enfrenta, envolvendo o leitor em um ambiente acolhedor. O gênero, também conhecido por </span><i><span style="font-weight: 400;">healing fiction</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos guia em um mergulho nas relações humanas através de personagens complexos e seus desenvolvimentos; como  Minjun, o barista, que embarca em sua jornada pessoal enquanto tenta viver um dia de cada vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma história que se desenvolve com calma, entre capítulos curtos e diálogos sinceros e profundos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindos à Livraria Hyunam-dong</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma coletânea de conversas valiosas que faz ode aos amantes da literatura. E um lembrete para apreciarmos a jornada em busca dos nossos sonhos. </span><b>&#8211; Agata Bueno</b></p>
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<figure id="attachment_33325" aria-describedby="caption-attachment-33325" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33325" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/novos-x-men-1.jpg-533x800.jpg" alt="capa do livro X-Men - E  de Extinção, de Grant Morrison. A capa apresenta os heróis Professor Xavier, um homem branco e careca, Jean Grey, uma mulher ruiva e branca, Cyclope, um homem branco com óculos vermelhos, Wolverine, um homem branco de cabelos castanhos, Fera, um homem azulado e Tempestade, uma mulher negra de cabelos brancos. Atrás dos heróis, é possível ver uma cova com o seguinte escrito “RIP Homo Sapiens 33.000 BC - 2005 AD”. Eles estão trajados com um uniforme amarelo e preto.  Além disso, na capa há o título da história “Novos X-Men - E de Extinção” em cores douradas no canto superior esquerdo. No canto superior direito, há o logo da empresa Marvel Studios, nas cores vermelha e branca.  Na parte inferior central da capa, há os nomes dos autores da HQ. Grant Morrison, Frank Quitely, Leinil Francis Yu, Ethan Van Sciver nesta ordem com a fonte branca." width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/novos-x-men-1.jpg-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/novos-x-men-1.jpg-682x1024.jpg 682w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/novos-x-men-1.jpg-768x1154.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/novos-x-men-1.jpg.jpg 852w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-33325" class="wp-caption-text">Utilizando os ideais de Martin Luther King e Malcolm X como pano de fundo para a construção da identidade dos mutantes, os X-Men abordam a segregação entre superdotados e humanos nas suas histórias (Foto: Editora Panini)</figcaption></figure>
<p><b>Grant Morrison &#8211; Novos X-Men &#8211; E de Extinção (204, Editora Panini)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://segredosdomundo.r7.com/x-men-historia/"><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></a><span style="font-weight: 400;"> são um dos grupos mais icônicos da Marvel Studios e queridos dos fãs de quadrinhos. Na saga </span><i><span style="font-weight: 400;">E de Extinção</span></i><span style="font-weight: 400;">, os mutantes precisam deter a doutora Cassandra Nova, que pretende liberar os sentinelas em direção aos heróis comandados por Charles Xavier. Durante 204 páginas, os leitores acompanham a luta entre os superdotados e os vilões clássicos desse universo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No clima da mais nova série animada dos heróis, </span><i><span style="font-weight: 400;">X-men ‘97</span></i><span style="font-weight: 400;">, a leitura de E de Extinção é fluída e fácil de ser consumida. As ilustrações de Frank Quitely realçam ainda mais a trama, que é uma das mais interessantes do mundo mutante. Com inspirações dos </span><a href="https://tecnoblog.net/responde/x-men-e-a-ordem-correta-para-assistir-aos-filmes-da-franquia/"><span style="font-weight: 400;">filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dos anos 2000, os uniformes ganham uma cor mais neutra e não tão colorida como acontece nos quadrinhos clássicos dos heróis. </span><b>&#8211; Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33321" aria-describedby="caption-attachment-33321" style="width: 440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33321" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/A-Lista-de-Coisas-Suspeitas-1.jpg" alt="No topo da imagem temos o título “A lista de coisas suspeitas” escrito em letras brancas. Logo abaixo, temos a imagem de um corvo preto em cima de uma caixa de leite branca. Logo abaixo, temos o nome da autora Jennie Godfrey em letras pretas. Temos um fundo minimalista azul e uma moldura branca em volta da imagem." width="440" height="650" /><figcaption id="caption-attachment-33321" class="wp-caption-text">O livro figurou na lista de best sellers do jornal britânico The Sunday Times (Foto: Editora Paralela)</figcaption></figure>
<p><b>Jennie Godfrey &#8211; A lista de coisas suspeitas (352 páginas, Editora Paralela)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Situado no ano de 1979 em Yorkshire, Inglaterra, </span><a href="https://www.theguardian.com/books/2024/feb/15/the-list-of-suspicious-things-by-jennie-godfrey-review-girl-turns-detective"><i><span style="font-weight: 400;">A lista de coisas suspeitas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">conta a história de Miv, uma adolescente que está prestes a se mudar, devido a uma onda de assassinatos misteriosos que assola a cidade. Ela não está contente com a mudança, principalmente pela pressão em deixar a melhor amiga Sharon. Assim, ambas começam a levantar suspeitas sobre quem pode estar por trás de tamanha barbárie. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora </span><a href="https://www.penguin.co.uk/articles/2024/02/interview-jennie-godfrey-author-list-of-suspicious-things-yorkshire-ripper"><span style="font-weight: 400;">Jennie Godfrey</span></a><span style="font-weight: 400;"> é sagaz em reconstruir o espírito da época, tendo em vista que o livro é baseado em memórias de sua infância na cidade. Além disso, sua escrita é capaz de mover o leitor, conforme nos leva a refletir sobre o poder da conexão humana e a empatia. No fundo, a verdade sobre tudo que está acontecendo ao redor de Miv está mais perto do que ela imagina. </span><b>&#8211; Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33326" aria-describedby="caption-attachment-33326" style="width: 330px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33326" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/todos-os-contos.jpg" alt="Texto alternativo: Capa do livro Todos os Contos, de Clarice Lispector. Não há nenhum escrito na capa. É uma foto em preto e branco dos olhos de Clarice, pegando do nariz à testa. Seus olhos são escuros e ela possui um delineado preto. Em primeiro plano, na frente da foto, há linhas paralelas rosas, que tomam conta da capa toda." width="330" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-33326" class="wp-caption-text">O livro foi o primeiro a reunir todos os contos já escritos pela autora (Foto: Editora Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Clarice Lispector &#8211; Todos os Contos (656 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os Contos é uma coletânea de escritos de </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2017/12/22/por-que-ler-clarice-lispector"><span style="font-weight: 400;">Clarice Lispector</span></a><span style="font-weight: 400;">, escritora, jornalista e um dos maiores nomes da literatura brasileira. Organizada por Benjamin Moser, biógrafo da autora, o volume único é capaz de viajar através da evolução de Clarice, desde seus primeiros esboços até sua última reflexão sobre a perspectiva humana, incluindo até mesmo contos nunca antes lançados em livros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como de costume, Lispector tem prazer em passear sobre os sentimentos humanos e apreciar cada detalhe do minucioso questionamento do que é o ser. A cronologia não é um detalhe importante &#8211; acompanhar sua trajetória e relembrar as particularidades que tornam a escritora única é, talvez, o objetivo principal da coletânea. Memória e valorização são as palavras chaves quando se fala em </span><a href="https://webstories.quatrocincoum.com.br/quem-foi-clarice-lispector/"><span style="font-weight: 400;">Clarice Lispector</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_33322" aria-describedby="caption-attachment-33322" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33322" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/daqui-a-cinco-anos-1-1-534x800.jpg" alt="Capa do livro Daqui a cinco anos. Na imagem há um fundo branco rosé com o escrito Daqui a Cinco anos grafado em letras cursivas azuis marinho. Nas extremidades da capa é possível ver ilustrações em traço simples de prédios da cidade de Nova York, inclusive a Estátua da Liberdade. O nome da autora está no canto esquerdo." width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/daqui-a-cinco-anos-1-1-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/daqui-a-cinco-anos-1-1.jpg 667w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-33322" class="wp-caption-text">Na conformidade com o imprevisível, Daqui a cinco anos é uma verdadeira surpresa (Foto: Paralela)</figcaption></figure>
<p><b>Rebecca Serle &#8211; Daqui a cinco anos (264 páginas, Editora Paralela)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida tem camadas múltiplas, relações complexas e sentimentos confusos. Com seu valor diante da finitude, cada um desses detalhes compõem a jornada com uma certeza: tudo é incalculável. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Daqui a cinco anos</span></i><span style="font-weight: 400;">, livro lançado em 2020 no Brasil sob a tradução de <a href="https://editoraurutau.com/autor/alexandre-boide">Alexandre Boide</a>, a narrativa repousa na exploração da faceta que faz do existir uma espécie de roleta russa com possibilidades além da conta. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Protagonizado pela advogada </span><span style="font-weight: 400;">Dannie Kohan, a obra nos leva pelos detalhes milimetricamente planejados por ela: um bom emprego, um casamento adequado e todos os outros elementos necessários para garantir o seu conceito de sucesso. </span><span style="font-weight: 400;"> Nas idas e vindas do destino, um sonho confuso a atinge e, apesar de parecer tudo um devaneio desencontrado, cinco anos depois o que era previsível vira de cabeça para baixo. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A leitura fluida é com certeza um aspecto positivo, mas o ponto alto fica pelas sacadas impressionantes de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xAIpWxOut1k">Serle</a>, que mantém tudo nas linhas do surpreendente e entrega </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twists</span></i><span style="font-weight: 400;"> constantemente.  Com um enredo que prende, vislumbrar Daqui é cinco anos é dar de cara com uma pequena amostra do quanto os caminhos se emaranham em nós que não somos capazes de &#8211; ou sequer queremos &#8211; desatar </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2023</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2024 20:25:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o assunto é Cinema, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória relacionada a ele. Seja por uma trilha sonora que ganhou um lugar especial em nossos corações ou por um enredo que mudou completamente nossa visão de mundo, a Sétima Arte, assim como todas as outras, tem a incrível habilidade de movimentar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33163" aria-describedby="caption-attachment-33163" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33163" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg" alt="Imagem de fundo laranja com colagens de personagens em preto e branco. Na parte superior, centralizado, está escrito &quot;os melhores filmes de 2023&quot; em caixa alta e em letras brancas. No canto superior esquerdo está o símbolo do site do Persona, que é um olho com o símbolo de 'play' no lugar da pupila. Na parte inferior esquerda, há a imagem de uma mulher branca com cabelos loiros ondulados. Ela está de lado e piscando um de seus olhos. Ao centro, há um casal se abraçando; vemos apenas o rosto da mulher, que é descendente de coreanos e veste uma camisa branca de manga longa. No canto inferior, vemos o personagem Homem Aranha, todo de preto." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33163" class="wp-caption-text">O Cinema em 2023 despertou emoções que há muito estavam enfraquecidas (Arte: Aryadne Xavier / Texto de abertura: Raquel Freire)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é Cinema, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória relacionada a ele. Seja por uma trilha sonora que ganhou um lugar especial em nossos corações ou por um enredo que </span><a href="https://www.nytimes.com/2017/02/18/opinion/sunday/the-power-of-movies-to-change-our-hearts.html"><span style="font-weight: 400;">mudou</span></a><span style="font-weight: 400;"> completamente nossa visão de mundo, a Sétima Arte, assim como todas as outras, tem a incrível habilidade de movimentar as emoções do público. É por esse motivo que não deixamos de apreciar obras cinematográficas e, consequentemente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> não deixa de trazer sua clássica lista dos </span><b>Melhores Filmes</b><span style="font-weight: 400;"> do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa conexão entre a Arte e a população é, também, um dos motivos pelo qual Hollywood parou em 2023 com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">greve dos roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Más condições trabalhistas prejudicam qualquer criação, inclusive as do audiovisual, e não é preciso se alongar muito sobre como o aperfeiçoamento da inteligência artificial coloca em risco a integridade das obras. Ver o adiamento de produções tão aguardadas foi dolorido, mas os quatro meses de discussão foram essenciais para que o trabalho daqueles que dão vida a essas histórias fosse mais valorizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As obras que não foram afetadas pela greve e chegaram ao público, por outro lado, proporcionaram experiências que há muito o Cinema não vislumbrava. Não há dúvidas de que o contraste entre o mundo cor-de-rosa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a mente perturbada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ficará marcado como um dos principais – e mais divertidos – momentos do ano. O border collie </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><span style="font-weight: 400;">Messi</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi, de longe, o dono do espetáculo, e fomos presenteados com a melhor atuação da carreira de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;"> até então.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo cinematográfico abre diversas portas, e tanto os membros da nossa Editoria quanto nossos colaboradores não pensam duas vezes antes de adentrá-las. As 55</span><span style="font-weight: 400;"> obras que compõem essa lista falam de tudo um pouco: da </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">denúncia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um genocídio aos </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><span style="font-weight: 400;">encontros e desencontros</span></a><span style="font-weight: 400;"> do amor; das ruas de Recife às geleiras dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andes</span></a><span style="font-weight: 400;">; da </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><span style="font-weight: 400;">esperança</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">horror</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao reservar algumas horas para contemplar uma produção audiovisual, não importa se o fazemos com a intenção de nos educarmos sobre um determinado assunto ou se é apenas com o intuito de nos entreter. Criar essa conexão com o Cinema é, citando Scorsese, “</span><i><span style="font-weight: 400;">algo que, por alguma razão, permanece</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Assim, no </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes"><span style="font-weight: 400;">Melhores Filmes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023 do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">, você confere todos os lançamentos que permaneceram em nós.</span><br />
<span id="more-33069"></span></p>
<figure id="attachment_33070" aria-describedby="caption-attachment-33070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp" alt="Cena do filme A Freira 2. Irmã Irene, mulher branca em torno de 20 anos (Taissa Farmiga), está no canto esquerdo da tela utilizando um hábito religioso - roupa preta de manga longa com uma gola branca e com véu longo preto e faixa branca, ao redor do início do véu. Utiliza um colar e, em suas mãos, há um terço marrom e uma lanterna com um feixe evidenciando um vitral em segundo plano. Nesse local, revestido com pedras ornamentadas, o vitral tem um formato de abóbada cilíndrica, com imagens coloridas que evidencia um bode, com um olho vermelho reluzente, em um círculo no centro do vitral." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2.webp 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33070" class="wp-caption-text">A Freira 2 traz mais potência para a continuação (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>A Freira 2 (The Nun II)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dando continuação em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira</span></i><span style="font-weight: 400;">, o volume dois volta para assustar ainda mais seus fãs. Adentrando na história do universo de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/272579-freira-2-3-motivos-assistir-filme-terror-sensacao-2023.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta com as assombrações de Valak e a sua ligação com a Irmã Irene. Dado o contexto, é evidente a comparação que recai sobre o primeiro longa, que pecou em não ter cenas mais assombrosas e de </span><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i><span style="font-weight: 400;"> – questão bastante comentada em relação aos demais filmes da franquia. Com isso, o diretor Michael Chaves, que dirigiu </span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Maldição da Chorona</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2021) e não teve boas repercussões, concentra o sagrado e profano no mesmo nível, trazendo o ápice desse encontro nas atuações do elenco (ou naquilo que não podemos ver). Mesmo sendo um filme mais gráfico, o medo se insere no que não se vê e o diretor acerta em cheio nesses requisitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com Taissa Farmiga como a Irmã Irene e Storm Reid como a noviça Debra, as atuações dos atores são ótimas e em muitas das vezes sentimos o que estão passando. </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/a-freira-2-critica"><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> passa antes por todo um descobrimento do que está acontecendo na região francesa para que o enredo, de fato, tenha corpo e se desenvolva. É um filme em que não se </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/10/a-freira-2-veja-elenco-e-enredo-do-spin-off-de-invocacao-do-mal-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aventura em inovações</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que não falha no propósito de se assustar com o Valak. Afinal, é evidente que você não vai querer assistir a ele de noite. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33071" aria-describedby="caption-attachment-33071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png" alt="Cena do filme A Memória Infinita. Na parte esquerda da imagem, temos Paulina, uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos. Ela está vestindo uma camisola branca e está sorrindo. Sua mão está acariciando o rosto de Augusto, um homem branco de cabelos brancos e ralos, que está vestindo uma camiseta com listras nas cores branco, azul escuro e azul marinho. Ao fundo, temos uma parede de azulejo cinza e uma porta de madeira marrom. O cenário é o de um banheiro. A cena se passa durante o dia." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1200x649.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita.png 1924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33071" class="wp-caption-text">A relação entre Augusto e Paulina é um dos pontos fortes do documentário (Foto: MTV Documentary Films)</figcaption></figure>
<p><strong>A Memória Infinita (La Memoria Infinita)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o famoso jornalista chileno Augusto Gongora, a memória é um elemento fundamental na construção da identidade, tanto de uma pessoa, como também de um país. A diretora Maite Alberdi (</span><a href="https://personaunesp.com.br/agente-duplo-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Agente Duplo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) acredita nesse pensamento de tal forma que faz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-memoria-infinita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Memória Infinita</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">um exercício de reflexão sobre o tema. Seu objeto de estudo é justamente Augusto, cujos últimos anos de vida serviram de base para esse belíssimo documentário, que foi indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar 2024</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um olhar empático e melancólico, a diretora registra a rotina de cuidado domiciliar administrada por Paulina, esposa de Augusto e, assim como o marido, uma personalidade notória no Chile. Aliado a isso, Alberdi explora uma série de imagens de arquivo para compor um paralelo entre a vida pessoal do casal e a história política do país, ambas marcadas pela ditadura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/el-conde-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pinochet</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sua composição final é uma defesa da memória que, ao nos fazer lembrar de quem somos, justifica a sua importância. Em outras palavras, a memória que mostra porquê é infinita. &#8211;</span><b> Nathan Nunes</b></p>
<hr />
<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_33072" aria-describedby="caption-attachment-33072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Sociedade da Neve. À direita da imagem, está um homem adulto branco de cabelo curto preto. Ele está usando um casaco e uma calça marrons e está ajoelhado no chão coberto de neve. Ao fundo, nota-se muita neve e algumas pedras." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33072" class="wp-caption-text">A Sociedade da Neve mostra o lado triste de finais felizes (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>A Sociedade da Neve (La Sociedad de la Nieve)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado em uma história real de acidente aéreo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i></a><span style="font-weight: 400;">nos transporta a dias angustiantes que tornam nossa cama mais confortável e nossa comida mais saborosa. Nunca se sabe quando toda nossa vida será perdida em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tR-9Peh8J0U"><span style="font-weight: 400;">tragédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> cujas consequências vão além da morte na concepção física. Em outros termos, o filme reflete sobre o tempo, assim como a falta dele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante grande parte do longa, sentimos uma vontade quase incontrolável de pular para o final e sanar a dúvida que qualquer espectador já teve: ficará tudo bem? Afinal, são sequências aparentemente infinitas de sofrimento cuja </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lz_yNOwz0Ms"><span style="font-weight: 400;">explicitação</span></a><span style="font-weight: 400;"> torna a produção espanhola angustiante. Em meio ao caos, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i><span style="font-weight: 400;">também deposita sua força na relação entre os personagens que, diante do horizonte solitário e cheio de neve, não têm outra escolha senão fazer amigos no caminho. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33073" aria-describedby="caption-attachment-33073" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png" alt="Cena do filme AIR: A História por Trás do Logo. Na imagem, vemos três homens brancos, de meia idade, observando um tênis sobre uma mesa de luz. O homem da esquerda é o ator Matthew Maher, interpretando Peter. Ele possui pouco cabelo e barba. Veste uma camisa xadrez de manga longa. O homem do centro é o ator Matt Damon interpretando Sonny, possui cabelos curtos e veste uma camisa pólo xadrez. O homem da direita é o ator Jason Bateman, interpretando o personagem Rob. Ele possui cabelos curtos e castanhos e veste uma camisa de botões com estampa de palmeiras. A imagem possui pouca luz, portanto possui um tom azulado." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33073" class="wp-caption-text">“Um tênis é só um tênis até que alguém pise nele” (Foto: Skydance Productions)</figcaption></figure>
<p><strong>AIR: A História por Trás do Logo (Air)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos conhecem o nome Michael Jordan e todos já pelo menos ouviram falar dos tênis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike, Inc. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas será que todos sabem como o maior jogador de basquete de todos os tempos consolidou a marca de moda esportista como é hoje? Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/air-a-historia-por-tras-do-logo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AIR: A História por Trás do Logo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos como nasceram os tênis </span><a href="https://www.farfetch.com/br/style-guide/icones-de-estilo-e-influenciadores/historia-tenis-nike-air-jordan/"><i><span style="font-weight: 400;">Air Jordans</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e uma estratégia brilhante de <em>marketing</em> desenvolvida entre a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o atleta. O filme é a mistura perfeita para quem gosta de esporte, moda e publicidade. As cenas vão dos escritórios da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;">, passam pelas quadras da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBA</span></i><span style="font-weight: 400;"> e retornam para os ateliês de </span><em><span style="font-weight: 400;">design</span></em><span style="font-weight: 400;"> de calçados esportivos. Todos esses cenários são palco para atuações convincentes, roteiro fluído e certo humor cômico que nos remete aos filmes dos anos 80, década na qual o longa se ambienta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi dirigida e estrelada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BevUmBqJcQc"><span style="font-weight: 400;">Ben Affleck</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um dos seus melhores momentos, e conta com Matt Damon interpretando Sonny, o protagonista da trama, que foi responsável por contratar Jordan como garoto propaganda da marca. Outros nomes conhecidos também fazem parte do elenco, como Viola Davis, Chris Messina e Jason Bateman. O grande motim da história é como o talento de um jogador pode inspirar uma marca a apostar tudo o que tem, e no final acertar em cheio a cesta. O mesmo acontece com o telespectador que se permite abraçar esse filme. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33075" aria-describedby="caption-attachment-33075" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png" alt="Cena do filme Anatomia de uma Queda. Vista de cima, o chão está coberto de neve, um homem está deitado sobre uma poça de sangue embaixo de sua cabeça. De pé, olhando para ele, uma mulher usa o telefone enquanto abraça um garoto em direção ao seu peito." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33075" class="wp-caption-text">Anatomia de uma Queda foi indicado em cinco categorias na última cerimônia do <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a>, levando o troféu de Melhor Roteiro Original (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Anatomia de uma Queda (Anatomie d&#8217;une chute)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É consenso entre críticas e audiências: </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de uma Queda</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está entre os melhores filmes de 2023. A direção e o roteiro de Justine Triet transformam o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> de tribunal em um comentário afiado sobre relacionamentos, família e dinâmicas de gênero. A cineasta francesa já é conhecida por filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sibyl</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Cama com Victoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016), mas esse é, até então, o grande destaque de sua carreira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20240220-sandra-hller-anatomy-of-a-fall-oscars-viral-argument-scene"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> do filme vê uma lupa sendo colocada não só sobre o incidente que a leva a julgamento, mas também sobre a sua vida, em seus detalhes mais íntimos e dolorosos. As sequências do tribunal são provocantes e te envolvem até o último minuto; entretanto, a investigação é o ponto menos interessante que </span><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de Uma Queda</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a oferecer. A dissecação das relações dentro da família são invasivas e desconfortavelmente reais, acompanhando a queda de cada personagem individualmente e enquanto casal, ao ponto de que fica em segundo plano saber o que de fato aconteceu no dia do caso. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33076" aria-describedby="caption-attachment-33076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg" alt="Cena do filme Assassinos da Lua das Flores. Nela, há, da esquerda para a direita, Mollie Burkhart, William Hale e Ernest Burkhart. Mollie veste uma roupa típica que se assemelha a um uniforme de festa, que tem as cores vinho e dourado e as mangas pretas. A roupa também tem franjas nos ombros e nas partes em dourado. William veste um terno bege, um colete da mesma cor, uma camisa branca, uma gravata marrom e óculos redondos na cor preta. Ernest veste um terno preto, um colete da mesma cor, camisa branca e gravata borboleta de listras bege e vinho. Mollie olha para Ernest com um leve sorriso, enquanto William e Ernest olham para frente. Ao fundo, ramos de folhas de uma árvore." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33076" class="wp-caption-text">Além de ter competido por dez carecas douradas, a obra-prima de Scorsese rendeu troféus de Melhor Atriz em Filme de Drama para Lily Gladstone no Globo de Ouro e no SAG Awards (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Assassinos da Lua das Flores (Killers</b> <b>of the Flower Moon)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Máxima de David Grann em </span><i><span style="font-weight: 400;">Assassinos da Lua das Flores</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">a tarefa do diabo é não demorar muito em seu trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">” se apequena diante da atmosfera trazida por </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao adaptar o livro-reportagem para o cinema. Através da precisão participativa de uma carreira sexagenária em direção e roteiro, 206 minutos contam a história da </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g3zqye347o"><span style="font-weight: 400;">nação Osage</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a sustentação de um tripé narrativo, que se fixa no histórico de dor, impunidade e apagamento étnico envolto no genocídio de um dos principais povos originários dos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro plano, a esplêndida </span><a href="https://www.cbr.com/killers-of-the-flower-moon-cameo-martin-scorsese-explained/"><span style="font-weight: 400;">montagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Thelma Schoonmaker dá ritmo a três atos calculados para mostrar a frieza do homem branco, investido em derramar quanto sangue nativo for preciso para tomar escrituras e ver o petróleo jorrar em seus pés. Os cortes de cena espantam ao emendar momentos rotineiros a assassinatos à plena luz do dia, além de aprofundarem os impactos mentais e as consequências sociais da barbárie sob a força da trindade formada pelos papéis de Robert De Niro (William Hale, magnata desprovido de alma), Leonardo DiCaprio (Ernest Burkhart, peão ingênuo e abominável) e </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2024/01/quem-e-lily-gladstone-a-primeira-indigena-nativo-americana-a-ser-indicada-ao-oscar-de-melhor-atriz-clrr412eo0002013mh7ilepi5.html"><span style="font-weight: 400;">Lily Gladstone</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Mollie Burkhart, matriarca de nuances tão poderosas quanto a indicação da atriz ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa segunda base também vem acompanhada da imersão fotográfica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Pietro</span></a><span style="font-weight: 400;">, visualmente sóbria e contemplativa, e da trilha sonora suspendida na trama por Robbie Robertson. Contudo, o último e maior pilar de sustentação da obra está no triunfo de reunir profissionais familiares ao comando de Scorsese e gêneros fílmicos caros ao cineasta para ser uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/martin-scorsese-defende-que-o-cinema-nao-esta-morrendo-mas-em-transformacao/"><span style="font-weight: 400;">visão intensa e responsável</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre crimes que poderiam facilmente cair em espetacularização em outro lado da indústria. Se o diabólico mora nos detalhes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killers of the Flower Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) não tem medo nem falta de compostura ao expurgar cada um deles. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_33140" aria-describedby="caption-attachment-33140" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png" alt="Cena do filme Asteroid City. Na esquerda da imagem em preto e branco, está o personagem Jones Hall, interpretado por Jason Schwartzman, um homem branco de cabelos e olhos escuros. Já na direita, está Atriz, a personagem de Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. Cada um deles está na sacada de seus respectivos teatros onde atuam. Ao fundo, centralizados, estão mais dois prédios exibindo diferentes peças de teatro." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city.png 1136w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33140" class="wp-caption-text">Asteroid City conta com um elenco de peso em que muitos aparecem brevemente em cena (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Asteroid City</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Condenado pelo tribunal das redes sociais, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9FXCSXuGTF4"><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das empreitadas mais desafiadoras da carreira do cineasta </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/wes-anderson/"><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;">. O roteiro escrito em parceria com Roman Coppola tem grandes estrelas de Hollywood interpretando atores que, por sua vez, dão vida a personagens de uma peça teatral. Por isso, os primeiros minutos do longa são um pouco confusos, se não exóticos. Ainda assim, é difícil querer tirar os olhos dessa pacata cidade no deserto afetada por as maiores esquisitices que testes nucleares podem atrair para um lugar: crianças assustadoramente inteligentes e alienígenas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o preto e branco dos bastidores de uma peça teatral, a ambientação retrofuturista da década de 1950 explode em cores. O apreço visual de Anderson já é característica intrínseca de suas obras e, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">, tal dicotomia de cenários também dialoga com o equilíbrio do trágico e do cômico na narrativa. Repleto de núcleos paralelos, algumas tramas se perdem ao longo do caminho, o que justifica o longa dividir opiniões. Na atuação, os papéis dos veteranos Jason Schwartzman e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/scarlett-johansson/"><span style="font-weight: 400;">Scarlett Johansson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e dos jovens Jake Ryan e Grace Edwards são unanimidade por acertarem o tom exato das poucas expressões. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33141" aria-describedby="caption-attachment-33141" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg" alt="Cena do filme Barbie. Na imagem, a protagonista aparece deitada na grama verde de um quintal com desânimo nos olhos. Barbie é interpretada pela atriz Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. A personagem veste um vestido azul claro com estampas em rosa bebê. A câmera a captura por inteiro a partir da visão de outra personagem; apenas as suas costas aparecem enquanto ela observa Barbie." width="800" height="313" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-1024x400.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-768x300.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie.jpeg 1133w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33141" class="wp-caption-text">No <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar</a> de 2024, a falta de Margot Robbie para além dos créditos de produtora não passou despercebida (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Barbie</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ujs1Ud7k49M"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pintou o Cinema de </span><a href="https://www.metropoles.com/sao-paulo/fenomeno-barbie-por-que-filme-influenciou-onda-rosa-no-pais"><span style="font-weight: 400;">rosa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/greta-gerwig/"><span style="font-weight: 400;">Greta Gerwig</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a ajuda de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/noah-baumbach/"><span style="font-weight: 400;">Noah Baumbach</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um roteiro que sabe não se levar a sério ao mesmo tempo que traz profundidade para a trajetória da protagonista, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/margot-robbie/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> deu vida a uma boneca que sempre tudo pôde ser, exceto transcender a sua natureza de plástico. Até o lançamento do filme, a criação de </span><a href="https://exame.com/pop/barbie-quem-e-ruth-handler-criadora-da-boneca-e-que-aparece-no-filme/"><span style="font-weight: 400;">Ruth Handler</span></a><span style="font-weight: 400;"> – desenvolvida para adotar múltiplas personalidades e atuar com excelência em todas as profissões possíveis –, ainda não havia convencido poder ser uma humana por inteiro, com suas alegrias e angústias.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso mudou com o longa que transformou um modelo de padrão inalcançável em algo que todos podem se identificar. Barbie, uma boneca da </span><i><span style="font-weight: 400;">Mattel</span></i><span style="font-weight: 400;"> definitivamente não projetada para ter o coração quebrado ou lidar com decepções, ganha dimensão, enfrentando aquilo que todos passam ou passarão em algum momento: a fatídica sequência de acontecimentos em que o universo dos sonhos se prova uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">fantasia irreal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, mesmo diante de toda a amargura do nosso mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou espaço para o imaginário infantil nos detalhes do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uKgaVlMN7IY"><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e na emocionante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ML0zd8UAuq8"><span style="font-weight: 400;">cena sobre mães e filhas</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A magia desse ícone das brincadeiras de infância também não é perdida devido à dose de comédia cavalar que somente </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ryan-gosling/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Gosling</span></a><span style="font-weight: 400;"> sabe entregar sem parecer uma esquete sem graça de quase duas horas. Nos atos musicais, o seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ru1LC9lW20Q"><span style="font-weight: 400;">Ken</span></a><span style="font-weight: 400;"> brilha e consagra aquilo que todo estúdio almeja: a combinação explosiva entre um filme de sucesso e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OiC1rgCPmUQ"><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nas paradas musicais. Assim como descrito pelos primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> é construída tanto para os amantes quanto para os </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;"> da boneca, o que explica ter sido a maior bilheteria do ano, ultrapassando um bilhão de dólares. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33087" aria-describedby="caption-attachment-33087" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bares-bolos-e-amizades.jpg" alt="Cena do filme Bares, Bolos e Amizades. Na imagem temos Jane (Yara Shahidi), uma jovem negra com tranças escuras, vestindo uma regata de tricô na cor rosa e um avental azul claro com alças rosas. Ao seu lado está Corinne (Odessa A’zion), uma jovem branca, loira de cabelo ondulado, vestindo uma regata preta. Elas estão dentro de uma cozinha, Jane está montando um bolo enquanto Corinne observa seu movimento." width="735" height="392" /><figcaption id="caption-attachment-33087" class="wp-caption-text">Bolos e amizade: uma receita perfeita para chorar (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Bares, Bolos e Amizades (Sitting in Bars With Cake) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Trish Sie, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DBzFS40KD0Y"><i><span style="font-weight: 400;">Sitting in Bars With Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é uma comédia dramática inspirada no livro homônimo de Audrey Shulman. O filme conta a emocionante história das amigas Corinne (Odessa A’Zion) e Jane (Yara Shahidi) ao se aventurarem entregando bolos em diferentes bares de Los Angeles para conhecer pretendentes amorosos, antes que esse plano desmorone em virtude de uma fatalidade. O longa-metragem fala sobre a vida, como os vinte anos parecem ser eternos e como tudo isso pode acabar em instantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que gostam de chorar por uma amizade em tela, aqui está o filme perfeito. Embora a temática </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">girlhood</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não seja nenhuma novidade dentro do Cinema, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bares, Bolos e Amizades </span></i><span style="font-weight: 400;">se diferencia de outras obras pelo seu elenco cativante – as atuações de A’Zion e Shahidi carregam quase toda a trama, que não é tão interessante como deveria ser. Além do talento das atrizes, a fotografia de Mateus Clark é essencial para embarcarmos na narrativa desejada. Com todas as cores, sabores e formatos, é quase impossível não desejar um pedaço de bolo após se debulhar em lágrimas pela jornada dessas amigas. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33088" aria-describedby="caption-attachment-33088" style="width: 728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/batem-a-porta.jpg" alt="Cena do filme Batem à Porta. Um homem branco de grande porte, careca, com barba por fazer e usando óculos finos e uma camisa branca está do lado esquerdo com um olhar apreensivo. Ao seu lado direito estão duas mulheres, uma delas sendo branca de cabelos pretos longos e usando uma camisa azul com um olhar extremamente espantado, com a boca entreaberta. A outra mulher é negra, suas mãos estão se segurando de maneira ansiosa e seu olhar é de medo; ela está usando uma camisa amarela com gola e um pequeno relógio dourado no pulso. Ao fundo é possível ver um ambiente de madeira, sendo a sala dentro da cabana com pouca iluminação." width="728" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-33088" class="wp-caption-text">A ameaça apocalíptica reproduz um horror que invade a vida privada dos personagens (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Batem à Porta (Knock at the Cabin)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptação do livro </span><a href="https://www.comboinfinito.com.br/principal/knock-at-the-cabin-novo-filme-e-uma-adaptacao-de-um-livro-pos-apocaliptico-o-chale-no-fim-do-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">O Chalé no Fim do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> evoca as reflexões contemporâneas do fanatismo religioso sem perder a mão de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> voraz e sobrenatural. Situado quase na totalidade em uma única locação, ficamos isolados em uma cabana remota quando um grupo de quatro estranhos toma como reféns uma criança e seus dois pais. Sem outra escolha, eles devem decidir quem irá se sacrificar para salvar o mundo do apocalipse. Neste frenesi caótico e claustrofóbico, o diretor M. Night Shyamalan utiliza de um drama ambíguo e politizado a favor de trabalhar suas imagens potentes sobre o caos presente na violência perpetuada em nossa sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com nomes proeminentes no elenco, as excelentes atuações de Dave Bautista, Rupert Grint, Nikki Amuka-Bird e Abby Quinn como os quatro cavaleiros do apocalipse, atingem um nível de horror que invade cada cômodo em que se passa. Entretanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca muito mais na maneira em que funciona como a união das diversas pautas do diretor, que representa naquele surto coletivo as </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/batem-a-porta-e-alegoria-de-shyamalan-sobre-homofobia"><span style="font-weight: 400;">alegorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sempre focou: violência social, sobrenatural e a fé – por mais questionável que seja. Sua divisiva resposta aos males sociais surpreende na ambiguidade, mas ainda assim é suficientemente concisa em sua abordagem. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33090" aria-describedby="caption-attachment-33090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg" alt="Cena do filme Clube da Luta Para Meninas. Na imagem, vemos PJ (Rachel Sonnett) e Josie (Ayo Edebiri) na quadra de esportes. PJ é uma mulher branca, em torno dos 20 anos, com um suéter vermelho com listras verdes e gola branca aberta. Seu cabelo - ondulado, marrom e em comprimento médio - está preso em uma rabo de cavalo alto e seu rosto está com olheira roxa no seu olho direito e com um curativo branco no nariz - devido a uma pancada. Josie é uma mulher negra, tem em torno dos 20 anos e está ao lado direito de PJ, com um suéter azul e listras grossas brancas com gola branca aberta e está com sua mão esquerda indo ao seu rosto. Seu cabelo - crespo, preto e um pouco acima do ombro - está dividido com uma franjinha na testa e solto atrás. Ao fundo, é possível ver a quadra de esportes e uma pessoa atrás delas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33090" class="wp-caption-text">Clube da Luta para Meninas é um ótimo filme para um cineclube de sexta (Foto: Rotten Tomatoes)</figcaption></figure>
<p><strong>Clube da Luta para Meninas (Bottoms)</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Clube da Luta Para Meninas</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora em 90 minutos os temas propostos sem clichês e com bastante liberdade. Com a volta de Emma Seligman como diretora e Rachel Sennott como atriz e agora corroteirista</span><span style="font-weight: 400;">, o trabalho das duas reflete o que já foi feito em conjunto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020). Desenvolver enredos que saem fora da caixinha normativa hollywoodiana conhecida é um acontecimento cativante que podemos perceber em comum nos longas. Como destaque além da narrativa original, o filme conta com um elenco incrível que passa por nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ayo-edebiri/"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nicholas-galitzine/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Galitzine</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Havana Rose Liu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://valkirias.com.br/bottoms-passivonas-um-filme-que-sabe-rir-de-si-mesmo/"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;"> gira em torno da criação de um clube falso por PJ (Rachel Sennott) e Josie (Ayo Edebiri), que são virgens, em uma tentativa de conquistar os líderes de torcida que gostam antes de ir para a faculdade. Com o cenário clássico de um filme estadunidense em um ambiente escolar, temos também um time de futebol americano que irá perturbar ainda mais a vida de Josie e PJ depois da criação do clube.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQp_6mNjkMo&amp;t=72s"><span style="font-weight: 400;">impossível dar errado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando é misturado todos os elementos de um clichê estadunidense com boas doses de ironia, </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mulheres bonitas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) é um filme em que a amizade da dupla é muito bem trabalhada e gera um calorzinho no coração ao ver o amor que as duas têm entre si. Além de ter risadas garantidas, é certo que você terá inveja por não ter tido a ideia do clube antes. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_33092" aria-describedby="caption-attachment-33092" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33092" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png" alt="Cena do filme Crescendo Juntas. Nela vemos, Margaret, uma menina branca de cabelos castanhos longos. Ela veste um vestido amarelo claro e tem uma flor vermelha no cabelo. Ela está abraçada com Barbara, uma mulher branca, de cabelos pretos com mechas loiras que usa uma camiseta branca, interpretada por Rachel McAdams. As duas estão abraçadas também em Herb, um homem branco de cabelos pretos cacheados, que usa uma camisa bege. Todos estão olhando uma personagem desfocada no canto da tela. Ao fundo uma janela com plantas e uma parede." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33092" class="wp-caption-text">Esnobado das premiações, restou ao longa conquistar nossos corações (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><b>Crescendo Juntas (Are You There God? It&#8217;s Me, Margaret.)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Religião é um dos temas mais traiçoeiros de se tratar nas telas. Por essa razão, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que tem como título original </span><i><span style="font-weight: 400;">Are You There God? It’s Me, Margaret</span></i><span style="font-weight: 400;">) pode torcer o nariz daqueles que julgam um filme pelo poster. Porém, o longa, que veio após a diretora e roteirista Kelly Fremon Craig ganhar os holofotes de Hollywood com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BabwExsIGVU&amp;ab_channel=SonyPicturesBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">Quase 18</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é o que trata do tema de forma mais singela e consegue conquistar do ateu ao crente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/story/2023-12-05/judy-blume-had-notes-for-her-screen-adaptation-luckily-so-did-the-director"><span style="font-weight: 400;">Judy Blume</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que negava uma adaptação de sua obra desde os anos 70 –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história de Margaret Simon, uma menina de onze anos, filha de uma mãe cristã e um pai judeu, que decidem não força-la a seguir nenhuma das duas religiões. Margaret sai da metrópole e se muda para uma cidade suburbana de Nova Jersey e, por conta de um trabalho escolar, decide estudar as crenças, a fim de se encontrar, não só na religião, mas no período mais transitório de sua vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal acerto do longa é entender que </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of ages</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se limitam ao período da adolescência em direção a vida adulta. Envoltos pela personagem central de Abby Ryder Foston, a obra consegue trabalhar a importância da mãe de Margaret, em uma atuação sincera e cativante de Rachel McAdams, ao mesmo tempo que também discorre os desafios da mãe em se tornar um porto seguro para a filha. Do mesmo modo, ele constrói a relação com a avó, interpretada por Kathy Bates, em cima da adaptação que a matriarca precisa ter, agora distante da neta. Ao conceber que amadurecimento não tem data de validade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor do gênero no ano, e um dos melhores em anos. &#8211;</span><b> Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33093" aria-describedby="caption-attachment-33093" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg" alt="Cena do filme Dentro. Willem Dafoe, que interpreta Nemo, está parado, de perfil, enrolado em uma manta marrom e preta enquanto olha para um quadro pendurado na parede do apartamento em que se encontra. Desfocados, atrás do personagem, há outro quadro em uma parede cinza escuro e, na mesma parede do quadro que ele observa, há uma cadeira branca encostada e uma luminária, também desfocadas." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1536x1023.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1200x800.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33093" class="wp-caption-text">Willem Dafoe dá tudo de si em seu novo suspense (Foto: Steve Annis)</figcaption></figure>
<p><strong>Dentro (Inside)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Angustiante, perturbador e metafórico: assim podemos definir</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DjODCllZj4w"><i><span style="font-weight: 400;">Dentro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Estrelado por Willem Dafoe, a trama gira em torno de Nemo, um ladrão de artes que fica preso dentro de uma cobertura em Nova York. A direção de Vasilis Katsoupis foca em uma fotografia imersiva e provocativa, o que permite que o ambiente criado transpasse a tela e chegue ao telespectador, enquanto o roteiro de <a href="https://www.benhopkins.eu/">Ben Hopkins</a> deixa margens para que o público faça suas próprias interpretações da produção.</span><span style="font-weight: 400;"> É o tipo de filme que te instiga a participar da narrativa e criar teorias sobre tudo o que acontece.</span></p>
<p><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-cultivo-de-multiplos-papeis/"><span style="font-weight: 400;">Dafoe</span></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, apresenta-se impecável no papel. O nível de insanidade que o autor consegue alcançar é, ao mesmo tempo, exemplar e assustador, e boa parte da qualidade do filme é devida à sua atuação. O </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/willem-dafoe-fala-sobre-inside-filme-no-qual-interpreta-um-ladrao-de-arte,5f204f39347efd43dd9948f4a1d075d5mdyr2aht.html"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do suspense quase todo em único espaço e com foco em um único personagem torna possível compreender a complexidade de Nemo – e apreciar a genialidade do ator por 1h45 – até seu ponto mais crítico, no ápice da produção cinematográfica. Com tempo de duração ideal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dentro </span></i><span style="font-weight: 400;">não se prolonga mais do que o devido e consegue estimular a curiosidade do telespectador, deixando um gostinho de quero mais. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33094" aria-describedby="caption-attachment-33094" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dungeons-dragons.jpeg" alt="Cena do filme Dungens &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes. Na imagem, o personagem Edgin, interpretado por Chris Pine, está agachado na frente de um morto-vivo. Eles estão num cemitério, o local é escuro e sujo. Edgin é um homem adulto de pele branca, olhos claros, de cabelos lisos e com barba. Ele veste uma jaqueta de couro. O morto vivo está num estado de decomposição avançado, ele possui alguns cabelos e poucos dentes. Sua cor é escura." width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-33094" class="wp-caption-text">Maquiagens, próteses, animatrônicos e até vermes reais foram utilizados para dar vida aos esqueletos em Dungeons &amp; Dragons (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes (Dungeons &amp; Dragons: Honor Among Thieves)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Dugeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;">, dá para sentir que a equipe criativa esbanja carinho pelo universo e seus personagens. A adaptação do famoso jogo de </span><a href="https://youtu.be/kzW99NW-mzM?si=vZopB80IFgQUpGs1"><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marca o retorno do bom Cinema medieval em Hollywood. A dupla de diretores, John Francis Daley e Jonathan Goldstein, que já tinham trabalhado juntos na comédia </span><a href="https://youtu.be/HJEnPPQMy1s?si=HjG2zZNB20zXNA2q"><i><span style="font-weight: 400;">A Noite do Jogo</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2018), carregam um humor inspiradíssimo. Alguns momentos de comédia, como a cena do cemitério e a do derretimento facial, são </span><i><span style="font-weight: 400;">trash</span></i><span style="font-weight: 400;"> e lembram </span><a href="https://youtu.be/RIqC88DUqIw?si=A_RYoB55qC2sHMV1"><i><span style="font-weight: 400;">Army of Darkness </span></i></a><span style="font-weight: 400;">(1922) de Sam Raimi. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mistura de </span><a href="https://youtu.be/kqz1s5tibiw?si=ZeJ-iDwPm-kYcJw6"><span style="font-weight: 400;">CGI e efeitos práticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> dão vida à fantasia e ajudam a ficção a se aproximar do momento em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D </span></i><span style="font-weight: 400;">foi criado e se popularizou, nas décadas de 70 e 80, além de tornar palpável e expressivo o remoto mundo medieval. Para se assemelhar ainda mais com o século XXI, os roteiristas acrescentam problemas verossimilhantes aos personagens e ao público, seja o sentimento de estar à margem da sociedade ou de ausência paterna.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembrando um jogo de tabuleiro, a aventura conta com o resultado improvável dos planos criados pelo personagem Edgin (Chris Pine), tal como o resultado da rolagem de dados. Um dos objetivos do </span><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i><span style="font-weight: 400;"> é progredir e conquistar melhorias – dinheiro, equipamentos, subir de níveis – e, no longa, isto não é diferente. Conforme o enredo avança, os personagens ganham coragem, aprendem a usar suas habilidades e até abdicam de sonhos por um bem maior. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;"> te deixa com </span><a href="https://br.ign.com/dungeons-dragons-2023/111797/news/filme-de-dungeons-dragons-pode-ter-continuacao-mas-com-triste-condicao-da-paramount"><span style="font-weight: 400;">gostinho de quero mais</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem precisar de pontas soltas ou cena pós-créditos para isso, se garantindo unicamente em uma história muito bem contada. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33095" aria-describedby="caption-attachment-33095" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33095" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png" alt="Cena do filme Elementos. A imagem mostra os personagens Faísca e Gota conversando em uma das ruas da cidade. Nesta paisagem há uma estrada que liga o local onde os personagens conversam com os prédios da cidade, possuindo cores frias de verde e azul. Os elementos que conversam na cena representam o fogo e a água, respectivamente. Faísca usa um vestido preto que contrasta com a sua cor laranja flamejante; a cor se propaga pelo seu corpo, da qual o formato se assemelha ao corpo humano. Entretanto, sua cabeça e cabelo possuem um formato parecido com o de uma labareda. Gota, por sua vez, usa uma camiseta lilás. O formato do seu corpo é arredondado como o de uma gota d’água, sua cor é azul, quase transparente, e seus tons, ao invés de contraste, criam um visual suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33095" class="wp-caption-text">Apesar do contraste visual e social, o amor em Elementos é unânime (Foto: Disney Pixar)</figcaption></figure>
<p><strong>Elementos (Elemental)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No universo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, aqueles que amam romances batidos com personagens de personalidades totalmente opostas foram presenteados com </span><a href="https://personaunesp.com.br/elementos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2023. No longa, Faísca se muda com sua família em busca de melhores condições de vida para a Cidade dos Elementos, onde se apaixona e vive um romance imprevisível com Gota.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/pixar/"><i><span style="font-weight: 400;">P</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ixa</span></i><i><span style="font-weight: 400;">r</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foca em construir um amor pautado em um contexto real. O filme traz à tona a questão da desigualdade social, onde os elementos do fogo sofrem uma considerável discriminação em meio aos demais. Por serem quem são, eles não podem acessar boa parte da cidade, e acabam se abrigando em grande maioria nas zonas periféricas. Ao longo de sua duração, a obra cria um contraste nítido com a beleza e a ostentação do centro da cidade, lugar em que os elementos do ar, água, e terra vivem confortavelmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de todas as dificuldades, o objetivo do longa é representar o amor, tanto em contexto familiar, quanto na paixão dos personagens. Mesmo com a </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/elementos-pixar-bilheteria-volta-por-cima-lucro-prejuizo-400-milhoes"><span style="font-weight: 400;">baixa adesão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do público na estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu a volta por cima e entregou bons resultados de bilheteria. Afinal, quem não gosta de assistir um clichêzinho emocionante no cinema? &#8211;</span><b> Pâmela Palma</b></p>
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<figure id="attachment_33096" aria-describedby="caption-attachment-33096" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33096" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png" alt="Cena do filme Fale Comigo. A foto mostra a protagonista, Mia, uma menina de pele negra, cabelos curtos e que veste um casaco amarelo. Ela se encontra jogada de lado em uma poltrona e sua feição é de um sorriso escancarado e olhos totalmente pretos. Ao fundo, uma sala de estar desfocada." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33096" class="wp-caption-text">Em um terror moderno, Fale Comigo reinventa e mostra que ainda há muito chão para se explorar (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><strong>Fale Comigo (Talk to Me)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui um catálogo de filmes invejáveis no currículo não é novidade alguma. Oferecendo liberdade criativa para seus diretores e impulsionando ao sucesso obras de alto nível, a produtora se mostrou um exemplo e ganhou cada vez mais a crítica e os telespectadores. Em 2023 não foi diferente: assim que adquiriram os direitos de distribuição de </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabia que estava levando da Austrália para o mundo algo com potencial de se tornar um clássico. Dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Danny Philippou, o longa ganhou a alcunha de melhor terror de 2023 e tem muito a oferecer para quem decidir embarcar nessa jornada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história conta a vida de Mia, uma personagem que perde a mãe e desde então vive desolada pelo luto. Sozinha, a garota é a isca perfeita para o ritual de possessão que acontece em festas de adolescentes com uma espécie de objeto místico macabro: uma mão embalsamada cheia de escritos. O momento de 90 segundos é como uma droga, que vicia aquele que pratica e torna factível para quem assiste. Ao fugir do óbvio no que se segue, o longa demonstra maturidade recriando aquilo que já se observou anteriormente no gênero e oferecendo algo novo, nos fazendo ouvir tudo aquilo que ele pode falar por 95 minutos e permitindo sempre uma </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/peter-jackson-praises-talk-to-me-best-horror-movie-1235696154/"><span style="font-weight: 400;">reprise</span></a>.<b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_33097" aria-describedby="caption-attachment-33097" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33097" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png" alt="Cena do filme Fechar os Olhos. A imagem se passa em uma praia. No centro da imagem, temos a silhueta do ator José Coronado de costas. Ele está vestindo uma camisa branca com mangas puxadas para cima e uma calça preta. Ele está com os dois braços abertos e, à sua frente, está a estrutura de um gol de campo de futebol sem rede. Ou seja, ele está simulando a posição de um goleiro. No pé da trave direita, temos um terno jogado e amarrotado. Ao fundo, temos um carro, uma poça d’água, o chão de areia e o horizonte, tudo em cores azuladas. A cena se passa durante o nascer do sol." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1536x922.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1200x720.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos.png 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33097" class="wp-caption-text">Problemas de comunicação entre o cineasta Victor Erice e o diretor do Festival de Cannes Thierry Fremaux quase impediram o longa de estrear no evento (Foto: Film Factory)</figcaption></figure>
<p><strong>Fechar os Olhos (Cerrar los ojos)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/fefTLkN6Qo4?si=Pf8dMdg3AqcJbUtp"><i><span style="font-weight: 400;">Fechar os Olhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> começa como um filme antigo, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">The Farewell Gaze</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nele, vemos o detetive Gardel (José Coronado, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Contratempo</span></i><span style="font-weight: 400;">) ser contratado pelo misterioso milionário Sr. Levy (Josep Maria Pou, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Candidato</span></i><span style="font-weight: 400;">) para encontrar sua filha desaparecida Qiao Shu (Venecia Franco). O último registro da jovem é uma foto antiga, com as marcas do tempo impressas em seu aspecto sujo e gasto. Consequentemente, a cena é também o último registro de Júlio Arenas, ator que dá vida ao investigador e que desapareceu logo após as gravações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As marcas, nesse caso, são outras, como o grão estourado da </span><a href="https://youtu.be/oIsaIU1jwAA?si=Hda7T2tCRiybK2nl"><span style="font-weight: 400;">película</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. No entanto, a situação não poderia ser menos parecida, pois, anos mais tarde, vemos um outro homem receber a missão de encontrar alguém. No caso, é o ex-cineasta Miguel (Manolo Solo, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Bom Patrão</span></i><span style="font-weight: 400;">), diretor do longa original, antes amigo pessoal de sua estrela desaparecida e agora incumbido por um programa de TV da tarefa de encontrá-lo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o diretor </span><a href="https://youtu.be/Je9Ho_p4i-I?si=xaWhdq_GTIqAuiuu"><span style="font-weight: 400;">Victor Erice</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Espírito da Colmeia</span></i><span style="font-weight: 400;">), essa relação de espelhamento metalinguístico dentro de seu filme entre a realidade e a ficção é apenas o começo. Seu objetivo, de fato, é explorar a memória como um meio de busca e reencontro da nossa identidade. Nesse sentido, um gesto simbólico, como um nó de marinheiro, tem o mesmo valor que o deslumbramento de um homem ao olhar para o seu rosto sendo projetado na tela de Cinema. O resultado se traduz em algumas das cenas mais bonitas e melancólicas do audiovisual em 2023, como essas e outras. </span><b>&#8211; Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33098" aria-describedby="caption-attachment-33098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33098" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png" alt="Cena do filme Ferro’s Bar. Na cena, vemos a fachada do Ferro’s Bar. Na parte superior, vemos um letreiro com as palavras “Ferro’s Bar”, “churrascaria, pizzaria, self service” à esquerda e “entrega a domicílio” e o número para contato à direita. Vemos também o logo da cerveja Brahma. Abaixo do letreiro, vemos porta e janelas espelhadas, que refletem a paisagem da rua, com um prédio e um poste à frente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33098" class="wp-caption-text">O Dia da Visibilidade Lésbica é comemorado no mesmo dia do levanto do Ferro’s Bar: 19 de Agosto (Foto: Aline A. Assis, Fernando Elias, Nayla Guerra, Rita Quadros)</figcaption></figure>
<p><b>Ferro’s Bar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tamanho não é documento e disso </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">bem sabe. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/curta-metragens-oscar-2024/"><span style="font-weight: 400;">curta-metragem</span></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido a oito mãos por Nayla Guerra, Aline A. Assis, Rita Quadros e Fernanda Elias, reconta em poucos minutos o levante do Ferro’s Bar, em 1983, pela visão de mulheres lésbicas que frequentavam o local antes da invasão policial. Na época, o espaço era ponto de encontro para discutir sexualidade e gênero, mas também para apenas encontrar amigas, se vestir como bem entendesse e flertar com outras mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O bar, no centro de São Paulo, jamais foi transformado em local de memória, como recomenda o relatório da Comissão da Verdade. Nisso, o documentário faz o papel de relembrar o que não pode ser esquecido, não só pela resistência organizada à opressão e ao preconceito, mas pelo que se tornou um marco do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2023/08/levante-do-ferros-bar-o-stonewall-brasileiro-completa-40-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">movimento lésbico</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Na voz das pioneiras que estiveram presentes nos momentos de paquera, de luta (inclusive, no nascimento do lendário </span><i><span style="font-weight: 400;">ChanacomChana</span></i><span style="font-weight: 400;">) e de violência policial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">cria seu próprio espaço de lembrança, resistência e ode às mulheres lésbicas que estruturaram as bases para as que vieram depois. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33099" aria-describedby="caption-attachment-33099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg" alt="Cena do filme Folhas de Outono. À esquerda da imagem, tem-se um abajur branco. Do lado direito do objeto, está um homem adulto branco de cabelo curto castanho. Ele está usando uma camisa de botão amarela e uma calça jeans azul escuro, e está sentado em um sofá vermelho. À direita da imagem, tem-se uma mulher adulta branca de cabelo curto loiro. Ela está usando um vestido rosa. Ao fundo, tem-se um quadro abstrato pendurado em uma parede cinza." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono.jpg 1847w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33099" class="wp-caption-text">Folhas de Outono é um resquício de calor que precede um inverno rigoroso (Foto: Sputnik Oy)</figcaption></figure>
<p><b>Folhas de Outono (Kuolleet Lehdet)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada como assistir a um casal de coitados que deveriam focar mais em engolir suplemento de vitamina D do que em cuspir seus trejeitos solitários um no outro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Folhas de Outono </span></i><span style="font-weight: 400;">é o nada em nenhum lugar e em nenhum momento, ou seja, o diretor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0CW6z3r4Xr4"><span style="font-weight: 400;">Aki Kaurismaki</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói a cinematografia a partir de uma lógica observadora responsável por ver tudo e, ao mesmo tempo, perceber pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não há coragem de chamar alguém de esquisito, opta-se por chamá-lo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oVXvNyCJUWg"><span style="font-weight: 400;">peculiar</span></a><span style="font-weight: 400;">. É o que faz as análises do filme finlandês cuja beleza disfuncional reside, sobretudo, na ressignificação da frieza. Europeus podem ser, sim, românticos, mesmo com tanta falta de molejo e empatia. Esta, aliás, parece ser um terceiro protagonista o qual não aparece fisicamente, mas sempre paira no ar gelado de uma narrativa que, no fim, vai muito além de um mero relacionamento, aventurando-se em declarações, na verdade, políticas, mais do que românticas. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33123" aria-describedby="caption-attachment-33123" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33123 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg" alt="Cena do Filme Guardiões da Galáxia: Volume 3. Na imagem, vemos quatro dos principais personagens do filme. Ao lado esquerdo temos o Senhor das estrelas, um homem branco, com cabelo castanho claro. Ao seu lado, temos Gamora, uma mulher de pele verde, com cabelo preto e com pontas de roxo; ela está segurando Drax, homem de pele cinza, careca, que está baleado na região do peitoral e está apoiado em Gamora e em Mantis, personagem com Antenas, de pele branca e com olhos grandes. Todos na foto estão utilizando um macacão laranja. " width="800" height="363" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-1024x465.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-768x349.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33123" class="wp-caption-text">Guardiões da Galáxia Vol. 3 encerra a trilogia de forma magistral e dá um fim digno a todos os seus personagens, sem se amarrar ao futuro (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol. 3 (Guardians of the Galaxy Vol. 3)</strong></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encerrou a trilogia de forma perfeita. O grupo de heróis teve a rara oportunidade no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> de contar uma história isolada, sem a preocupação de sequências ou de apresentar conexões para a próxima grande saga do estúdio. Assim, James Gunn pôde desenvolver e aprofundar os seus personagens, dando um fim ideal ao arco do grupo que começou em 2014. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, gira completamente em torno de seus protagonistas  no momento presente: o que importa é o agora. Todos eles têm um momento no filme, o que permite concluir suas jornadas com maior proximidade. O grande destaque do longa vai para Rocket (Bradley Cooper), o único personagem da trilogia que não teve sua história desenvolvida até então. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/james-gunn/"><span style="font-weight: 400;">James Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;"> usou com maestria essa evolução, fazendo com que ela servisse de base para o argumento geral da trama. A jornada de Rocket é o fio condutor que permeia os arcos narrativos da equipe. Gunn consegue extrair sentimentos do público que há tempos não apareciam, graças às diversas histórias rasas e genéricas que pavimentaram os filmes de heróis nos últimos tempos. No entanto, os personagens de Adam Warlock (Will Poulter</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Gamora (Zoë Saldaña) compõem o ponto fraco da obra. Ambas as narrativas  são forçadas na trama apenas com o intuito de não deixar pontas soltas, fazendo com que eles não se encaixam muito bem com o restante. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra, enfim, como um dos grandes acertos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o último filme, James Gunn fez uma carta de amor a esses personagens, que não eram conhecidos pelo público geral, e os transformou, dando novas personalidades e fazendo com que fossem amados como nunca foram. Tendo total liberdade para criar, Gunn fez um fechamento de ciclo que é todo coração, e é com um final lindo e emocionante que o diretor </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/entenda-por-que-james-gunn-trocou-a-marvel-pela-dc-nos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">se despede</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um adeus digno aos heróis imperfeitos que tanto amamos. &#8211;</span><b> Rafael Gomes</b></p>
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<figure id="attachment_33101" aria-describedby="caption-attachment-33101" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg" alt="Cena do filme Godzilla Minus One. Na imagem, o monstro Godzilla persegue um barco no mar. A criatura está nadando, com a cabeça fora d’água e de boca aberta, mostrando os dentes. Godzilla é uma criatura grande, parecida com um dinossauro, de coloração amarronzada com tons cinza e sua pele se assemelha com as de répteis, ele tem placas afiadas nas costas. O barco que está na frente é pequeno e azul. Um homem usando um colete salva vidas branco pilota ele. O mar tem as águas claras e o céu está nublado." width="800" height="443" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1024x567.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-768x425.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1536x850.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-2048x1134.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1200x664.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33101" class="wp-caption-text">O filme foi indicado ao <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar 2024</a> na categoria de Melhores Efeitos Visuais (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure>
<p><strong>Godzilla Minus One</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do excelente </span><a href="https://youtu.be/3qX1ZU3jcfU?si=ohhpbL_aq2ZIYEWP"><i><span style="font-weight: 400;">Shin Godzilla</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2016)</span><span style="font-weight: 400;">, as expectativas para o novo filme do Gojira feito pela produtora japonesa </span><i><span style="font-weight: 400;">Toho</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram altas. Os núcleos humanos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-vs-kong-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla vs Kong</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021)</span><span style="font-weight: 400;">, ambas produções estadunidenses, são desinteressantes e formam uma barriga colossal nas obras. Se o objetivo era fazer o espectador temer por alguma vida, o tiro saiu pela culatra e só serviu para causar tédio. Agora, dentre os ótimos elementos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-minus-one-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a veia humana é, sem dúvidas, uma das melhores. Felizmente, os sete anos de espera valeram a pena e a obra se mostra como uma aula de como fazer filmes de monstros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kōichi Shikishima (Ryunosuke Kamiki) é um ex-kamikaze que pretende reconstruir a sua vida após ter tudo alterado pela Segunda Guerra Mundial. No entanto, tudo muda quando o Godzilla ressurge. </span><a href="https://youtu.be/VvSrHIX5a-0?si=vDXSzSyQSvnFBYSY"><i><span style="font-weight: 400;">Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acerta em fazer do </span><i><span style="font-weight: 400;">kaiju</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma alegoria para bomba atômica e todas as dificuldades que a sociedade japonesa enfrentou. Ele não é só um mero monstro, ele é a personificação de traumas e mazelas; então, enfrentar e vencer o Godzilla significa sair da escuridão. Por isso, é importante estabelecer vínculos entre os personagens e o espectador, porque Godzilla e o núcleo humano estão numa relação comensal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas de destruição da cidade e perseguição são relativamente curtas, mas abrigam uma posição amedrontadora no peito de quem assiste. O som da rajada radioativa, das explosões e dos rugidos são produzidos com alto profissionalismo. A morte é temida não só pelos laços humanos, mas também pela magnitude do poder a ser enfrentado. </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One </span></i><span style="font-weight: 400;">foi indicado em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/godzilla-minus-one-oscar-2024"><span style="font-weight: 400;">apenas uma </span></a><span style="font-weight: 400;">categoria</span><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas, chutando baixo, deveria estar em pelo menos cinco – o que é pedir muito da premiação americana. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33102" aria-describedby="caption-attachment-33102" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. Na imagem, que é uma animação, vemos o personagem Homem-Aranha. Feita de baixo para cima, o personagem pulou de um prédio e está indo em direção ao chão. Com uma das mãos estendidas, temos a impressão de que ele está tentando capturar algo. A roupa do personagem é preta e vermelha, e os olhos são brancos. Os prédios ao seu redor possuem um efeito holográfico e têm tons de roxo, azul e verde. O céu possui um tom bem claro de bege." width="800" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1024x606.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-768x454.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1200x710.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha.jpg 1239w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33102" class="wp-caption-text">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso superou a qualidade do primeiro filme e conseguiu ser ainda mais cool (Foto: Sony Pictures Animation)</figcaption></figure>
<p><strong>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Spider-Man: Across the Spider-Verse)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: No Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;">, muitos se perguntaram se seria possível se igualar a um filme tão ilimitadamente criativo e estilisticamente ousado. O maior receio do público era a possibilidade de que uma sequência não fizesse jus ao frescor, à energia e à vivacidade visual do filme. Por sorte, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YWX_a45okQk"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aceitou o desafio e triunfou – não há um único momento dessa animação rica e caleidoscopicamente detalhada que não seja deslumbrante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência utiliza os temas básicos do primeiro filme e constrói mundos inteiros com eles. Muitos longas que abordam o multiverso usam o conceito simplesmente como um meio para atingir um fim, um dispositivo de contar histórias que pode burlar as regras narrativas para trazer personagens de volta à vida ou para transportá-los para novos mundos. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/"><span style="font-weight: 400;">outras obras</span></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, o dispositivo narrativo tem o grande objetivo de explorar a raiz do que torna uma pessoa única quando há infinitas versões dela em universos paralelos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz parte desse grupo, e não é exagero dizer que Joaquim dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson fizeram um trabalho excepcional. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33103" aria-describedby="caption-attachment-33103" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33103" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg" alt="Cena do filme How to Have Sex. Nele, há Tara, uma mulher jovem, branca, de cabelos loiros, médios e lisos. Ela usa brincos de argola e um colar com a inscrição “ANGEL” prateados, além de vestir um biquíni verde neon. Ela encara o canto direito da imagem com expressão de incômodo. Ao fundo, luzes roxas e azuis estão desfocadas em uma rua." width="800" height="458" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1024x586.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1536x878.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1200x686.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33103" class="wp-caption-text">Enquanto HTHS venceu o principal prêmio da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, Mia McKenna-Bruce desbancou queridinhos de Hollywood e garantiu o troféu de Astro em Ascensão no BAFTA Film Awards 2024 (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><strong>How </strong><b>to Have Sex</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de soar didática ou performática ao retratar um dos considerados ritos de passagem da adolescência, a estreia de Molly Manning Walker na direção de longa-metragens até se aproveita de sensos comuns, como as noitadas regadas a álcool e libertinagem dos </span><i><span style="font-weight: 400;">spring breaks</span></i><span style="font-weight: 400;"> americanos, mas não se blinda da crueza – diversas vezes revestida de crueldade – da experiência. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWmF8KpxxmA"><i><span style="font-weight: 400;">How to Have Sex</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, três amigas embarcam em uma viagem à Malai, no litoral grego, para celebrar o fim do ensino médio. A expectativa é ainda maior em Tara, protagonista lapidada por </span><a href="https://www.bbc.com/news/uk-england-kent-68307444"><span style="font-weight: 400;">Mia McKenna-Bruce</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sente a tão sonhada perda de sua virgindade se transformar em um lento emaranhado de microagressões.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Nas entrelinhas do texto, também elaborado por Walker, contrasta-se o caráter que o sexo assume para meninas e garotos; enquanto a visão feminina fantasia com uma primeira vez prazerosa e terna, o ângulo masculino é atravessado pela violência da pornografia e do patriarcado desde sempre. Mas, conforme os </span><a href="https://letterboxd.com/journal/molly-manning-walker-how-to-have-sex-interview/"><span style="font-weight: 400;">abusos implícitos e verbalizados</span></a><span style="font-weight: 400;"> avançam através dos maneirismos de Mc-Kenna Bruce, o clima festivo da cidade segue inabalável. A luz solar não esconde seus antagonistas da dimensão emocional dada pela edição de Fin Oates, nem as cores vibrantes da fotografia de Nicolas Canniccioni obscurecem para deixar o trauma criar raízes. Isso porque, fora da ficção, histórias similares acontecem todos os dias, debaixo de nossos narizes e dentro de nossos círculos pessoais, e o mundo não paralisa para abraçar o vazio inexorável dessas vítimas. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></strong></p>
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<figure id="attachment_33104" aria-describedby="caption-attachment-33104" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33104" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg" alt="Cena de Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Ao centro e em foco está Coriolanus Snow, um homem branco, loiro e de olhos azuis; veste uma camisa social azul clara e um blazer vermelho; segura uma rosa branca. Ao fundo dá para ver partes de uma estação de trem." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes.jpg 1224w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33104" class="wp-caption-text">&#8220;Snow cai como a neve, sempre acima de tudo&#8221; (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (The Hunger Games: The Ballad of Songbirds &amp; Snakes)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/Zw3QtH64Fxc?si=rwOX8dfGv4u_EP5S"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">narra a história da juventude de Coriolanus Snow. O contexto se passa 64 anos antes dos primeiros jogos de Katniss (</span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Peeta (Josh Hutcherson), apenas algum tempo após a grande guerra entre a Capital e os distritos. O filme conta com um elenco de peso, como Viola Davis e Peter Dinklage e alguns nomes emergentes como Rachel Zegler e Hunter Schafer. Mas o grande destaque do filme foi Tom Blyth, que deu vida ao futuro presidente Snow. Suas expressões, sua postura e seu desenvolvimento foram ótimos e deixaram os fãs impressionados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção tinha um grande desafio: ser uma adaptação tão boa quanto as outras que vieram antes dela. Como a obra de Suzanne Collins é bem extensa, com quase quinhentas páginas, houve o debate sobre dividir ou não o longa em </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/jogos-vorazes-diretor-se-arrepende-de-ter-dividido-a-esperanca-em-duas-partes-1.3254250"><span style="font-weight: 400;">duas partes</span></a><span style="font-weight: 400;">, já que a separação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-esperanca-o-final-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não agradou a todos. No final, o filme foi uma ótima adaptação; um pouco acelerado, mas bastante satisfatório. A mudança que se sobressai são os próprios Jogos, que se tornaram muito mais dinâmicos do que eram no livro, entrando no modelo do Cinema e agradando os espectadores. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<figure id="attachment_33105" aria-describedby="caption-attachment-33105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33105" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg" alt="Cena do Filme John Wick 4 Baba Yaga (2023). Na imagem, vemos John Wick, com um olhar compenetrado. Ele é um homem branco, com cabelos compridos, usa um terno preto. Sobre ele incide uma luz azul que contrasta com um fundo com painéis neons vermelhos." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33105" class="wp-caption-text">A saga John Wick sempre explorou muito as cores neon, e sempre soube usá-las de um jeito charmoso (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neon, tiros, coreografias de luta e música eletrônica vibrante se tornaram marcas registradas da saga </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;">, fruto da criatividade estilosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClyAES8ziPg&amp;pp=ygUZZW50cmV2aXN0YSBDaGFkIHN0YWhlbHNraQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Chad Stahelski</span></a><span style="font-weight: 400;">. O primeiro filme da série já veio como um marco para o Cinema de ação; depois dele, os filmes do gênero abandonaram de vez o excesso de câmeras tremidas, as </span><i><span style="font-weight: 400;">shaky cams</span></i><span style="font-weight: 400;">, e voltaram a apreciar ao máximo os contrastes das luzes noturnas. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/john-wick-4-baba-yaga-critica/"><span style="font-weight: 400;">quarto filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderia apenas reproduzir o que foi bem sucedido nos anteriores, mas os roteiristas colocaram quatro vezes mais zelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama do filme escrita por Shay Hatten e Michael Finch introduziu diversos personagens instigantes, quase alheios ao protagonista de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IOx0l57jM9c"><span style="font-weight: 400;">Keanu Reeves</span></a><span style="font-weight: 400;"> e focados nas próprias histórias, que tem uma profundidade incomum a muitos filmes de ação. A cinematografia de Dan Laustsen é extremamente sagaz ao explorar a luz do sol e reflexos de espelhos, além do vários tons de neon da noite. </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 4: Baba Yaga</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou o ano com muita elegância e criatividade. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33106" aria-describedby="caption-attachment-33106" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33106" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg" alt="Cena do filme La Chimera. Ao centro da imagem está um homem branco alto, cabelos pretos e barbas por fazer, com um terno branco puído e batido. Em as mãos sujas e grandes está um busto de uma mulher com estética clássica e bela, o olhar do homem é direcionado ao artefato com um olhar delicado e de interesse. Ao fundo vemos uma montanha e o mar, o homem está em um barco onde vemos as pequenas janelas e uma cadeira no segundo plano." width="800" height="487" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-1024x623.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-768x467.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera.jpg 1183w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33106" class="wp-caption-text">Arthur encara o ideal de beleza da Chimera e, de certa forma, da memória de sua amada (Foto: Amka Films Production)</figcaption></figure>
<p><strong>La Chimera</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema quase rural e fantasioso da diretora italiana Alice Rohrwacher sempre busca uma perspectiva profundamente sentimental sobre a leitura da alma humana, seja da bondade do homem ou de suas contradições. Assim, como já havia feito maravilhosamente em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-lazzaro-felice/"><i><span style="font-weight: 400;">Lazzaro Felice</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018), ela reitera ao denotar o caráter político do não pertencimento em </span><i><span style="font-weight: 400;">La Chimera. </span></i><span style="font-weight: 400;">Além disso, ela aprofunda essa sensação ao teor romântico com o personagem de Arthur, que se vê sem rumo após perder sua amada. Nessa perspectiva, o trabalho artístico da obra recai na delicadeza de encontrar o caminho dos andarilhos ou expressar os percalços da jornada deles, algo que Rohrwacher alcança duplamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a participação de Carol Duarte como a personagem Itália e Isabella Rossellini como Flora, os diversos vínculos de Arthur fazem o protagonista repensar as suas relações com a vida e as memórias. Ademais, o trabalho do personagem como </span><a href="https://www.indiewire.com/criticism/movies/la-chimera-review-josh-oconnor-alice-rohrwacher-1234867982/"><span style="font-weight: 400;">caçador de tesouros</span></a><span style="font-weight: 400;"> perdidos demonstra a ambiguidade de quem deve escolher entre renegar o passado ou persegui-lo. Para mais do que essa busca, de quem precisa aprender a viver novamente. O acerto da diretora em se aprofundar na psique dos sem-rumo nos alcança com uma estética avassaladora. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33107" aria-describedby="caption-attachment-33107" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33107" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png" alt="Cena do filme Los Colonos. A cena se passa em uma região desértica, durante o dia, com o céu azul ao fundo. À esquerda, vemos um homem branco, aparentando cerca de 35 anos, com cabelos castanhos e bigode montado em cima de um cavalo marrom. Ele veste um chapéu e jaqueta de couro marrom, e luvas. Ao centro vemos, ao fundo e desfocado, um homem indígena em pé, observando o que acontece no primeiro plano da imagem. À direita, vemos um homem branco, com cerca de 35 anos, de cabelos e barbas ruivos, vestindo um traje vermelho militar e luvas montado em um cavalo e com o braço em riste, apontando uma arma para a cabeça do homem da esquerda." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33107" class="wp-caption-text">Uma produção de cinco países, sendo o Chile a principal, Los Colonos chegou no Brasil pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Los Colonos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de estreia de Felipe Gálvez Haberle pode não ter feito barulho nos cinemas brasileiros, mas encantou o júri da seção </span><a href="https://midianinja.org/news/filme-chileno-recebe-pela-primeira-vez-o-premio-da-critica-internacional-na-mostra-um-certo-olhar-do-festival-de-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Um Certo Olhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Festival de Cannes, onde saiu vencedor do Prêmio da Crítica, e da 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que o recebeu com uma sessão lotada. As 200 e poucas pessoas que, naquela noite, experienciaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Los Colonos </span></i><span style="font-weight: 400;">ficaram imóveis nas poltronas enquanto a herança chilena era coberta de sangue em nome da colonização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZwasQgLpVo8"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, três homens são contratados por um cruel senhor de terras para abrir caminho da Patagônia chilena ao Atlântico, aniquilando o que houver pelo caminho. A travessia vira um show de horrores já que, ainda em 1901, com a independência do Chile recém-conquistada, partes mais remotas do país ainda eram habitadas por povos nativos, ocupando seus locais de origem antes de serem aniquilados por mãos estrangeiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de acompanhar a matança pelo caminho, a própria dinâmica do trio deixa qualquer um angustiado, esperando pela próxima tragédia: um imprudente cowboy americano e um tenente britânico sanguinário trocam farpas, enquanto vigiam um indígena &#8216;mestiço&#8217; contratado para ajudá-los a desbravar as terras de seus descendentes. O conflito de interesses do protagonista, vivido por Camilo Arancibia, personifica a construção do Chile, da matança em nome da civilização, e aprofunda a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/47a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">reflexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre uma colonização tão presente na América Latina. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33108" aria-describedby="caption-attachment-33108" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33108" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg" alt="Cena do filme Monster. À esquerda, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa marrom e seu rosto está sujo e machucado. À direita, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa azul e seu rosto está sujo e machucado." width="770" height="578" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33108" class="wp-caption-text">Em Monster, não adianta procurar por vilões quando não se tem nem heróis (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure>
<p><b>Monster (Kaibutsu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muitas discussões a respeito do posto de maior vilão do Cinema. No meio de criaturas fantasmagóricas, psicopatas e homens amorosamente frustrados, o verdadeiro ser maligno é, na verdade, o sistema. Este, por sua vez, é a cola que gruda os pedaços do fragmentado </span><i><span style="font-weight: 400;">Monster</span></i><span style="font-weight: 400;">, um filho muito bem criado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C56B6OTSj9k"><span style="font-weight: 400;">Hirokazu Koreeda</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir ao filme é uma experiência na qual dualidades – bem e mal, certo e errado – são colocadas em xeque. A tradição hollywoodiana difunde uma passividade entre os espectadores que os torna carentes de neurônios funcionais. Por conseguinte, treina-se um olhar o qual irá sempre buscar pelas mesmas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RQ4AYfH90Jw"><span style="font-weight: 400;">fórmulas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar disso, há ainda filmes cujo objetivo não é estar nos telões da </span><i><span style="font-weight: 400;">Time Square</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas honrar os que, em vez de preferirem o quebra-cabeça pronto, almejam acompanhar sua montagem, peça por peça. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida pode ser resumida a uma gigantesca coleção de recortes. Muitas vezes olhamos pela janela e vemos apenas momentos cabíveis dentro de uma forma retangular. No entanto, quando abrimos a porta, descobrimos toda uma realidade invisível a olhos carentes de consciência de classe. O longa japonês nos convida a nadar em um rio mais fundo do que parece. No fim, ficamos imersos em uma narrativa a qual questiona: com quantas verdades se faz uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ZkSgRFiYGo"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;">? </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33109" aria-describedby="caption-attachment-33109" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33109" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg" alt="Cena do filme Missão Impossível: Acerto de Contas Parte 1. Ao centro da imagem está um homem branco de cabelos castanhos e olhar sério usando um terno preto de camisa branca. Ao fundo podemos ver diversos pilares de uma construção clássica em plena luz do dia." width="800" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-1024x685.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel.jpg 1196w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33109" class="wp-caption-text">Ethan Hunt em mais uma jornada impossível precisa enfrentar ameaças tecnológicas nesta nova missão (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1 (Mission Impossible: Dead Reckoning Part One)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se há uma certeza na franquia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é que, desde a sua origem </span><a href="https://youtu.be/WEK4XT2znLc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">De Palmiana</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 90, os percalços da série passaram por altos e baixos, mas a variedade de abordagens autorais está presente em todos os filmes. Nesse sentido, com o envolvimento de Christopher McQuarrie na produção dos longas desde 2017, a jornada de Hunt encontra uma direção ao espetáculo cinematográfico que tem seu elo inevitável na visão de De Palma com a presença de uma das abordagens mais potentes na ação. Em uma obra movida por um </span><i><span style="font-weight: 400;">Macguffin</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ethan precisa encontrar a chave que vai destruir Gabriel na primeira parte dessa nova missão, junto com um profundo confronto com seu passado e suas vivências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de vícios a um puro saudosismo, McQuarrie reafirma as estruturas da franquia alinhado com um senso de espetáculo que retoma boa parte do que consolidou </span><a href="https://arthurtuoto.com/2018/09/18/missao-impossivel/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com as proporções da obra aumentando, a dinâmica de Ethan com seus parceiros se consolida nessa disputa interna que coloca em risco sua carreira e sua vida. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33110" aria-describedby="caption-attachment-33110" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg" alt="Cena do filme Nimona. A imagem mostra, ao lado esquerdo, Ballister Boldhear, um homem de pele morena, olhos grandes e negros, com uma barba a ralinha e cavanhaque e bigode cheios e um cabelo arrumado em topete para trás. Em seu rosto há uma cicatriz nos olhos e ele veste uma armadura em tom cinza escuro. Ao lado, apoiada em seu ombro, está Nimona, uma figura metaforma que agora habita no corpo de uma menina, com cabelos vermelhos, uma sombra vermelha, sardas pelo rosto, dentes afiados e que veste uma espécie de armadura e tem nos braços/mão uma faixa enrolada." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33110" class="wp-caption-text">Questionando convenções de heróis e vilões, Nimona entrega carisma em uma animação gostosa de assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Nimona</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sofrendo mais que muitos para poder </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/animaca-de-nimona-vai-sair-do-papel-com-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sair do papel</span></a><span style="font-weight: 400;">, o projeto de animação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nimona</span></i><span style="font-weight: 400;">, originalmente uma </span><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i><span style="font-weight: 400;"> de ND Stevenson, chegou aos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2023 após longos oito anos de </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-03-06/disney-desiste-de-sua-primeira-animacao-lgbtqia-que-ja-estava-quase-concluida.html"><span style="font-weight: 400;">espera</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se distanciando em vários aspectos da original, a obra aproveita muito do meio audiovisual e se garante no básico bem feito. A história narra a vida de uma figura metamorfa, Nimona, que tem seus caminhos cruzados com Ballister Boldheart, um soldado do reino procurado por um crime que não cometeu. Em uma aventura que causa risadas e prende a atenção, o longa se desenrola em um tom amigável e em um ritmo agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar da pergunta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é você?</span></i><span style="font-weight: 400;">” no decorrer de toda a obra, a animação cria uma segunda camada de interpretação muito mais profunda, que dialoga com aquilo que há de mais íntimo em se descobrir alguém fora dos padrões socialmente aceitos. Ao final, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nimona-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nimona </span></i></a><span style="font-weight: 400;">pode ter diferentes interpretações de cada um, mas acerta em cheio ao se tornar identificável e uma afirmação de grande carisma que está tudo bem em </span><a href="https://pt.jugomobile.com/a-metafora-trans-de-nimona-parece-uma-revolucao-queer-radical/"><span style="font-weight: 400;">ser diferente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e está tudo bem não se limitar apenas em uma caixinha; o universo é gigante e a gente pode ser tudo aquilo que a gente quiser. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_33111" aria-describedby="caption-attachment-33111" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33111" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg" alt="Cena do filme Nuovo Olimpo. Enea e Pietro estão sentados lado a lado, Enea a esquerda e Pietro a direita, em uma sala de cinema. A iluminação do ambiente é baixa e é possível ver mais dois homens ao fundo, desfocados. À esquerda de Enea há uma luz vermelha acesa. Pietro tem cabelo cacheado curto e veste um suéter verde escuro com uma camiseta de botão cinza clara por baixo, apenas a gola e um botão aparecem pelo colarinho do suéter. Enea tem cabelo liso e curto e veste uma jaqueta de couro marrom, um suéter azul escuro e uma camiseta de botão azul por baixo da qual é possível ver apenas a gola. Ambos olham para frente." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1024x681.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-768x511.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1536x1021.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1200x798.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33111" class="wp-caption-text">Um romance na Itália nem sempre sai como se espera (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Nuovo Olimpo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma fotografia de brilhar os olhos, desenvolvida por Gian Filippo Corticelli, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NatMTfOZsl8"><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retrata um romance, inspirado em eventos verídicos, entre dois jovens na década de 70 em Roma. Envoltos por manifestações e contradições, Enea Monte (Damiano Gavino) e Pietro Gherardi (Andrea Di Luigi) se encontram em um </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;"> de filmagens nas ruas da cidade italiana. A metalinguagem é um aspecto muito explorado pelo filme – afinal, Enea é estudante de cinema, o que torna a narrativa ainda mais interessante para os amantes de filmes e para aqueles que sonham em encontrar seu par perfeito em uma sala de projeção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O drama romântico de Ferzan Özpetek teve sua estreia no </span><a href="https://www.romacinemafest.it/en/rome-film-fest/"><span style="font-weight: 400;">Festival Internacional de Cinema de Roma</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tem sua narrativa formada por passagens entre o passado e o futuro. O desenrolar da trama emociona o telespectador e o roteiro de Özpetek e Gianni Romoli encontra o melhor final para a história, apesar de não ser o mais esperado. Abordando questões sensíveis que vão além do relacionamento do protagonistas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i><span style="font-weight: 400;"> se configura como um filme de encontros, desencontros e destinos, além de ser uma adição de sucesso para o catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33112" aria-describedby="caption-attachment-33112" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg" alt="Cena do filme O Assassino. Na imagem, Michael Fassbender está sentado em um banco de praça verde, ao lado de um poste da mesma cor e à frente de um canteiro. Ele é um homem branco, usa calças, casaco e chapéu brancos e óculos escuros. Ele segura um sanduíche." width="774" height="516" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33112" class="wp-caption-text">Precisão e elegância são atributos comuns a David Fincher e ao protagonista de seu filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Assassino (The Killer)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A notória meticulosidade de </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2023/10/27/david-fincher-nao-consigo-imaginar-que-as-pessoas-nao-vejam-o-tyler-durden-como-uma-influencia-negativa.ghtml"><span style="font-weight: 400;">David Fincher</span></a><span style="font-weight: 400;"> é quase satirizada pelo próprio diretor em um filme que esbanja perfeccionismo e detalhismo, ao mesmo tempo que o observa como algo que não é necessariamente alcançável. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma estética marcante, quase como se fosse feita por um autômato. Esse estilo robótico orna perfeitamente com o personagem de Michael Fassbender, um assassino frio e calculista mas que não pode escapar de uma realidade baseada no acaso e na falta de controle sobre os acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de uma participação modesta, a atriz brasileira </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/quem-e-sophie-charlotte-em-o-assassino-conheca-a-personagem-da-atriz-brasileira-no-novo-filme-de-david-fincher,49ea3dceffdd891810ae50a43a84d8200hloxi17.html"><span style="font-weight: 400;">Sophie Charlotte</span></a><span style="font-weight: 400;"> interpreta um importante papel na trama, que apesar de não ter muitos detalhes, conta com discussões e dilemas profundos. Ainda que o protagonista não queira de modo algum se desviar do seu propósito, seus próprios pensamentos o dominam, acabando por ser levado da posição de controlador à de controlado. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">neo noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcante que deveria ser visto como símbolo de seu subgênero. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33153" aria-describedby="caption-attachment-33153" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33153" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg" alt="Cena de O Livro dos Sonhos. Na imagem estão as personagens Thelma e Paula. Thelma está sentada, ela é uma mulher loira de cabelos cacheados e veste uma calça jeans azul com casaco preto. Paula está com as mãos na cabeça da amiga a ajudando a meditar, ela é uma mulher branca de cabelos pretos cacheados e veste calça branca com casaco xadrez em vermelho e preto. As duas estão em cima de pedras. Ao fundo, vemos um rio e árvores. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33153" class="wp-caption-text">Esperançoso e dramático, O Livro dos Sonhos entrega mais do que promete (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>O Livro dos Sonhos (La Chambre des Merveilles) </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa francesa de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ggsv6pPmu4s"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Lisa Azuelos, é o tipo de clichê que aquece os corações. O filme conta a história de Thelma (Alexandra Lamy), uma mãe que faz o possível e o impossível para realizar os sonhos de seu filho Louis, enquanto ele está em coma devido a um acidente. Apesar de parecer sem propósito, o roteiro, de Fabien Suarez e Juliette Sales, tem como objetivo maior falar sobre perda, descobertas, libertação e muito mais dos temas sensíveis que rodeiam a vida e a morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos acontecimentos muito bem construídos, vale destacar a presença de Maria Fernanda Cândido como Paula, uma personagem com pouco tempo de tela, mas muita coisa a dizer. A atuação magnífica da atriz brasileira é responsável por grande parte das reflexões da trama e é um dos pontos mais emocionantes do longa-metragem. Entre busca, esperança, renascimento e outros efeitos causados por acontecimentos drásticos, assistir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SsbvjdsUrLw"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma experiência apreensiva e linda.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_33113" aria-describedby="caption-attachment-33113" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33113" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg" alt="Cena do filme O Menino e a Garça. A cena mostra uma mulher usando um kimono laranja de cabelo marrom e preso. Ela está em primeiro plano e andando. Atrás, seis senhoras estão a seguindo com vassouras na mão e feições irritadas. O ambiente é ao ar livre, um gramado verde, e ao fundo algumas casas atrás da cerca." width="800" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca-768x416.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33113" class="wp-caption-text">O longa ganhou o prêmio de Melhor Animação no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a> e Globo de Ouro (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><strong>O Menino e a Garça (Kimitachi wa Dou Ikiru ka)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a trágica morte de sua mãe no cenário de guerras, </span><a href="https://studioghibli.com.br/studioghibli/"><span style="font-weight: 400;">Mahito Maki</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa se mudar para o campo, onde seu pai trabalha para uma família fabricante de aviões para o exército japonês. Nem tão sozinho assim, o menino lida com a perda em contato com a natureza e uma garça, que posteriormente revela o fato de que sua mãe ainda está viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a notícia, os personagens partem em busca da mãe em uma aventura ilustrada e imersa na animação 2D tradicional do Estúdio Ghibli. Sob a direção de </span><a href="https://studioghibli.com.br/diretores-studioghibli/hayao-miyazaki/"><span style="font-weight: 400;">Hayao Miyazaki</span></a><span style="font-weight: 400;">, famoso por </span><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-menino-e-a-garca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino e a Garça</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> relembra metáforas clássicas de suas obras: o vôo significando a liberdade e a guerra trazendo o panorama histórico e pessoal de Miyazaki. O filme é embriagante para qualquer um que ame animações, e a tradicionalidade e beleza nos movimentos tornam a obra hipnotizante. &#8211;</span><b> Amábile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_33114" aria-describedby="caption-attachment-33114" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33114" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png" alt="Cena do filme Os Rejeitados. Na imagem, da esquerda para a direita, vemos uma mulher negra com um vestido roxo, um homem branco com um casal cinza e uma garrafa de vinho e um homem branco com um suéter marrom e uma calça bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33114" class="wp-caption-text">Quentinho como um filme de natal e necessário para qualquer um que se sinta deslocado, Os Rejeitados é o filme mais aconchegante dessa temporada de premiações (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Os Rejeitados (The Holdovers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqueles que se concentram em desenvolver um personagem que está nos primeiros estágios da vida adulta, são um dos subgêneros do Cinema mais legais de acompanhar. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o incompreendido Angus Tully passa o recesso do final do ano com o professor Paul Hunham e a cozinheira Mary Lamb em um internato. Como diz o próprio título do longa, a narrativa é contada por meio da rejeição que cada um dos três personagens principais passa em suas respectivas vidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No futuro, espera-se que o filme dirigido por Alexander Payne se torne um clássico do Natal, já que se passa nessa época e subverte um feriado marcado por amor em dias infinitos de solidão por meio de três gerações. Sendo o primeiro trabalho do novato Dominic Sessa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz jus à carreira do veterano Paul Giamatti e, com o roteiro de David Hemingson (um dos maiores destaques), entrega à Da’Vine Joy Randolph (</span><em><a href="https://personaunesp.com.br/the-idol-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></a></em><span style="font-weight: 400;">) cenas de tirar o fôlego. O longa-metragem é o encontro perfeito entre histórias de amadurecimento e tramas natalinas, se tornando um deleite para qualquer um que ame essas narrativas. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33152" aria-describedby="caption-attachment-33152" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33152" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ari-e-dante.jpg" alt="Cena do filme Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Na imagem estão Ari e Dante um ao lado do outro conversando. Eles são jovens latinos com cabelos escuros. Ari está do lado esquerdo, é mais alto, tem pele mais escura e usa camiseta cinza, mochila preta e uma toalha branca no ombro.. Dante está do lado esquerdo, tem pele mais clara, olhos verdes e veste camiseta amarela com camisa branca por cima. Ambos estão com cabelos molhados. Ao fundo há uma estrada de terra," width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-33152" class="wp-caption-text">&#8220;Como pude algum dia sentir vergonha de amar Dante Quintana?&#8221; (Foto: Blue Fox Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante (Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788565765350/aristoteles-e-dante-descobrem-os-segredos-do-universo?idtag=a30bee7b-e1f3-4d62-9e6f-c05df620f247&amp;gad_source=1&amp;gclid=CjwKCAjwh4-wBhB3EiwAeJsppFcY_K72xfq0RGObZ0qgWzYhh_KDRzZVrRX5fOtNIsz-sN3aDfRdIxoCdYAQAvD_BwE"><em>best seller</em></a> de Benjamin Alire Sáenz, a produção audiovisual <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FBuIr-azx04">Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante</a></em></span> <span style="font-weight: 400;">é um retrato sensível de um dos romances LGBTQIA+ mais aclamados dos últimos tempos. O longa-metragem, dirigido por Aitch Alberto, adapta com bastante verossimilhança a história dos dois jovens de ascendência latina e nome peculiar que se apaixonam, mas com algumas alterações necessárias ao tempo de tela que tinha disponível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme traz Ari (Max Pelayo) e Dante (Reese Gonzales) bem caracterizados a apropriados para a idade que representam ter. Ainda assim, existem mudanças consistentes e importantes no roteiro, com o corte de cenas mais íntimas que não teriam como fazer sentido com o amadurecimento mais veloz dos protagonistas nas telas. Além disso, o </span><a href="https://nerdrecomenda.com.br/aristoteles-e-dante-o-amor-e-a-polemica/"><span style="font-weight: 400;">polêmico</span></a><span style="font-weight: 400;"> discurso transfóbico presente em uma das páginas do livro não ganha espaço, o que é essencial para a integridade ética da obra. Em suma, o enredo continua emocionante como o esperado e, se não descobrimos os segredos do universo, com certeza desvendamos os da doçura da autodescoberta.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_33115" aria-describedby="caption-attachment-33115" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33115" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png" alt="Cena do filme Oppenheimer. Robert Oppenheimer, interpretado por Cillian Murphy, é um homem branco, magro e possui uma expressão observadora e apreensiva, enquanto olha para a esquerda. Ele veste um paletó cinza, uma camisa azul, uma gravata preta, um cinto com uma placa dourada no meio e um chapéu fedora cinza. No lado direito de seu paletó, na perspectiva do observador, Oppenheimer possui uma espécie de placa redonda, pequena, pendurada com a indicação K-6." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1536x1024.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33115" class="wp-caption-text">“Prometeu roubou o fogo dos deuses e o deu ao homem. Por isso ele foi acorrentado a uma rocha e torturado por toda a eternidade” (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Oppenheimer</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes biográficos caminham por diversas linhas tênues, necessitando cuidados relacionados com a precisão dos fatos narrados, formas de trabalhar a história para torná-la interessante, escolha de elenco, entre outros pontos. Especialmente um filme de guerra, pois o gênero sofre, por vezes, com o problema de &#8216;ser mais do mesmo&#8217;. No entanto, quando bem feitos, os dois gêneros podem brilhar e contar histórias fascinantes, e esse é o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fez7X_oevNs"><span style="font-weight: 400;">Christopher Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta a história do físico teórico Robert Oppenheimer (interpretado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_OcFh4KyRnY"><span style="font-weight: 400;">Cillian Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;">), conhecido como o &#8216;pai da bomba atômica&#8217;. A obra de Nolan se inicia com a trajetória acadêmica do cientista, quando estudou na Europa e achou sua paixão: a física quântica. O filme, então, vai até ao ponto alto (e terrível) da carreira de Oppenheimer, quando lidera o Projeto Manhattan, responsável pelas bombas que destroem as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações brilhantes de Emily Blunt como Katherine &#8216;Kitty&#8217; Oppenheimer, Matt Damon como Leslie Groves, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/florence-pugh/"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Jean Tatlock deixam tudo ainda melhor. Sem contar com a belíssima e inquietante </span><a href="https://open.spotify.com/album/0rwbMKjNkp4ehQTwf9V2Jk?si=urjh-bQYT3SEeoSgE8WNoA"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> composta por Ludwig Göransson. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33117" aria-describedby="caption-attachment-33117" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33117" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png" alt="Cena de Pânico 6. Ao centro e em foco está Ghostface; veste uma túnica preta com capuz e a famosa máscara branca de fantasma, que está bastante desgastada. Ao fundo dá para ver um cômodo com luzes amarelas acesas." width="800" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1024x460.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1200x540.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6.png 1210w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33117" class="wp-caption-text">Mais um ano, mais um Ghostface (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Pânico 6 (Scream VI)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marcou o cinema de terror quando foi lançado nos anos 1990 e, desde então, novos capítulos são adicionados a essa história envolvente. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sam (</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/panico-com-melissa-barrera-era-para-ser-uma-trilogia-entenda/"><span style="font-weight: 400;">Melissa Barrera</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Tara (Jenna Ortega) – que, novamente, se destacaram por suas atuações – lidam com as consequências do último massacre e tentam uma nova vida em Nova York. O filme segue a mesma fórmula dos anteriores, mas tem os novos avanços tecnológicos e uma ousadia que agrada quem assiste. O mais novo lançamento eleva a violência típica, sendo um ótimo representante do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o quinto filme da franquia, fantasmas do passado são trazidos de volta. Todos já esperavam o retorno de Gale Weathers (Courteney Cox), mas o que deixou os fãs chocados foi a volta de </span><a href="https://youtu.be/2BJInxwNeK8?si=89kPn3odMkywpPoL"><span style="font-weight: 400;">Kirby</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Hayden Panettiere), que teve um final aberto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 4</span></i><span style="font-weight: 400;">. A personagem é bastante carismática e foi uma ótima adição ao roteiro. Outro retorno interessante foi o do personagem que iniciou toda essa trajetória, Billy Loomis (Skeet Ulrich), que está presente no longa como uma visão de Sam, sendo essencial para o seu desenvolvimento e sua batalha interna com a sua própria ética. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<figure id="attachment_33118" aria-describedby="caption-attachment-33118" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33118" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png" alt="Cena do filme Passagens. Da esquerda para a direita: uma mulher com uma roupa rosa e um homem com uma blusa vazada preta dançam lado a lado, sem olhar um para o outro. Atrás deles, outras pessoas dançam em um lugar escuro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33118" class="wp-caption-text">Passagens é sobre amor, desejo, sexo e todas as complicações que seguem (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><strong>Passagens (Passages)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor </span><a href="https://youtu.be/FzukGkU0m2c?si=h032g7iNrW3F29df"><span style="font-weight: 400;">Ira Sachs</span></a><span style="font-weight: 400;"> construiu uma carreira sobre o tema comum de relacionamentos amorosos, em suas inúmeras formas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i><span style="font-weight: 400;">, o americano se uniu ao roteirista brasileiro Maurício Zacharias para a quinta colaboração da dupla. O filme acompanha o triângulo amoroso confuso que se conecta pelo protagonista, Tomas, um homem impulsivo e indeciso sobre o que quer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme compreende que o processo de autodescoberta não é sempre agradável, muito menos linear. É um respiro assistir um protagonista que não é restrito a ser compreendido ou sequer perdoável. Como na vida real, sua trajetória pode te colocar como o vilão na história de outros. </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2023/08/em-passagens-ira-sachs-usa-sexo-para-desvendar-dor-de-relacionamento.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">explora isso: como as nossas relações impactam as vidas de outras pessoas, aqueles que passam pelas nossas vidas e por cujas vidas nós passamos. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33119" aria-describedby="caption-attachment-33119" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33119" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg" alt="Cena do filme Perdida. Na fotografia, temos a personagem Sofia, interpretada por Giovanna Grigio, olhando para seu par romântico Ian, vivido pelo ator Bruno Montaleone. Ela é uma mulher branca, olhos castanhos e cabelo longo de mesma cor, ondulado e com franjinha. O vento balança o cabelo da personagem e é possível perceber que eles estão em um campo aberto. Não é possível ver o rosto de Bruno, apenas parte de seu sorriso e seus peitoral coberto pela camisa da época." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33119" class="wp-caption-text">Perdida é a adaptação de uma série de livros da autora Carina Rissi (Foto: Star Distribution Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>Perdida</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fãs de </span><a href="https://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jane Austen</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e afins, uni-vos: </span><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou às telas brasileiras em 2023 para surfar no nosso </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> e saudade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Anthony e Edwina</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aqui, misturamos a correria de São Paulo, os amores efêmeros, a época das redes sociais e da pressa de viver da cidade com os campos, o passado, vestidos de época e cortejos do século 19. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apossando-se do discurso ‘eu nasci na época errada’, Sofia (</span><a href="https://personaunesp.com.br/as-five-critica/"><span style="font-weight: 400;">Giovanna Grigio</span></a><span style="font-weight: 400;">) se vê em dúvida dessa afirmação quando, de fato, é transportada para bem longe de tudo aquilo que ela conhece para ficar perto dos charmes do </span><i><span style="font-weight: 400;">gentleman</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ian (Bruno Montaleone).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que temos muitos clichês e poucas surpresas, mas não podemos deixar que eles ofusquem todos os detalhes e beleza do longa. Em uma produção que não fica para trás das internacionais, </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/perdida-giovanna-grigio-bruno-montaleone-critica-e-bom-vale-a-pena"><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um ótimo presságio para um futuro de adaptações brasileiras ainda mais brilhantes. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33120" aria-describedby="caption-attachment-33120" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33120" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png" alt="Cena do filme Pobres Criaturas. A personagem Bella Baxter interpretada por Emma Stone, mulher branca de cabelos pretos longos e sobrancelhas espessas, está sentada lendo um livro e fazendo anotações com uma expressão impaciente, já que o personagem Duncan Wedderburn, interpretado por Mark Ruffalo, homem branco de bigode e cabelos levemente grisalhos, está próximo de seu rosto e com seus braços em volta dela, com uma expressão sedutora. Bella veste um vestido amarelo luxuoso, enquanto que Duncan está vestindo um terno verde-musgo. A iluminação é quente e suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas.png 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33120" class="wp-caption-text">Passando pelo visceral e o grotesco, a obra não é nada menos que humana (Foto: Searchlight)</figcaption></figure>
<p><strong>Pobres Criaturas (Poor Things)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Banhado em uma estética surrealista (e colorida em sua maioria), </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pobres Criaturas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Bella Baxter (Emma Stone) e sua jornada de autodescoberta, em busca do que realmente significa ser humano. O nono filme do diretor grego </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-sacrificio-do-cervo-sagrado-critica/"><span style="font-weight: 400;">Yorgos Lanthimos</span></a><span style="font-weight: 400;"> – conhecido por suas </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/pobres-criaturas-6-filmes-do-diretor-yorgos-lanthimos-para-ver-em-casa"><span style="font-weight: 400;">obras excêntricas</span></a><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Dente Canino</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009) –, baseado no </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-pobres-criaturas-de-alasdair-gray/"><span style="font-weight: 400;">romance homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Alasdair Gray, apresenta um retrato cru e explícito da natureza humana desde seu estado mais primitivo até o amadurecimento e independência. Contornando essa narrativa, o filme também propõe reflexões relevantes que exploram os inúmeros lados da moeda humana, sempre de forma atemporal e intransigente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos e diálogos provocativos são regados por performances impecáveis em personagens como a própria protagonista Bella, o charlatão Duncan Wedderburn (Mark Ruffalo) e o cientista Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe), sendo que cada figura possui uma personalidade única – e imperfeita, como o filme faz questão de nos mostrar. A trilha sonora abstrata e dissonante de </span><a href="https://soundworkscollection.com/post/the-music-of-poor-things"><span style="font-weight: 400;">Jerskin Fendrix</span></a><span style="font-weight: 400;"> casa perfeitamente com o visual absurdo da obra. Além disso, os cenários e figurinos cativam os olhos de qualquer espectador ao longo do filme, muitas vezes contrastando com os temas ásperos tratados acerca do desprendimento de quaisquer normas e padrões que a sociedade impõe a si própria. &#8211; </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<figure id="attachment_33124" aria-describedby="caption-attachment-33124" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33124" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg" alt="Cena do filme Priscilla. À esquerda da imagem, é possível ver o ator Jacob Elordi, que interpreta Elvis Presley. Ele é um homem branco, com cabelos escuros e usa uma camisa preta. À direita, é possível ver a atriz Cailee Spaeny, que interpreta Priscilla Presley. Ela é uma mulher branca, de cabelos escuros, olhos claros. Ela usa uma regata verde-água, e usa um delineado gatinho preto. Ao centro, podemos ver as mãos dos atores juntas." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33124" class="wp-caption-text">A libertação e a prisão de Priscilla são escancaradas durante o longa (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><strong>Priscilla</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas cores pastéis de </span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história da ingênua jovem que se apaixonou por Elvis Presley. Indo de uma inocência pueril para uma maturidade adulta, Cailee Spaeny faz uma Priscilla Presley com muito louvor: a evolução marcada por mudanças no cabelo, nas roupas e na maquiagem quase nos fazem esquecer que a personagem era uma criança quando conheceu o astro do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme ainda contou com a atuação divertida e levemente assustadora de Jacob Elordi como Elvis Presley. Cheio de energia e </span><i><span style="font-weight: 400;">sex appeal</span></i><span style="font-weight: 400;">, Elordi arrasou corações dentro e fora do longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">On The Rocks</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020), </span><a href="https://mubi.com/pt/notebook/posts/fairy-tale-starts-to-melt-sofia-coppola-discusses-priscilla"><span style="font-weight: 400;">Sofia Coppola</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez seu retorno às telonas com </span><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após sua estreia no 80º Festival Internacional de Cinema de Veneza e no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/">Festival do Rio</a>, o filme foi lançado no final de 2023 nos cinemas brasileiros. A diretora – que tem como marca registrada contar histórias sobre mulheres – traz novamente visuais graciosos, uma trilha sonora bem-pensada e uma fotografia que nos transporta para os anos 60. &#8211;</span><b> Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33125" aria-describedby="caption-attachment-33125" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png" alt="Cena do filme Propriedade. A cena se passa dentro de uma casa, com a câmera posicionada atrás das costas de um homem (ao centro) e uma janela ao fundo, criando um contraste no contra luz que dificulta ver as feições dos personagens. À esquerda, vemos duas mulheres e um homem adultos, apoiados na parede e encarando o homem ao centro. No centro, vemos um homem branco de cabelos curtos de costas. Ele está atrás de uma mesa, na direção da câmera, e as outras pessoas estão do outro lado. À direita, vemos dois homens pretos e uma mulher preta adultos olhando para o homem do centro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33125" class="wp-caption-text">Além do Brasil, Propriedade foi exibido no Festival de Berlim e no Museu de Arte Moderna de Nova York (Foto: Símio Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Propriedade</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibido no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Propriedade </span></i><span style="font-weight: 400;">traz os ecos do passado colonial brasileiro para os dias atuais. Na trama, a estilista Tereza (Malu Galli) e o marido vão para a fazenda da família e se deparam com um motim em curso. Os funcionários da propriedade ilustram uma situação de escravidão moderna: trabalham para pagar a moradia e alimentação na própria terra dos patrões, sem nenhum tipo de segurança e com os documentos confiscados até quitarem suas dívidas impossíveis. A centelha da rebelião é o anúncio de que serão despejados porque o local será vendido – mas não sem antes pagar o que devem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como lembra Dona Antônia, personagem vivida intensamente por Zuleika Ferreira, os trabalhadores estão naquelas terras há mais tempo que o dono atual. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sobrevivencia-da-bondade-critica/"><span style="font-weight: 400;">tomada do controle</span></a><span style="font-weight: 400;"> da propriedade vem seguida de mortes e brigas internas, já que a própria abordagem dos funcionários não é um consenso entre eles. O ápice da tensão é a presença de Tereza no meio: ela conseguiu escapar da casa e ficou trancada dentro do próprio carro blindado, mas sem conseguir tirá-lo de lá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor Daniel Bandeira (de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vinil Verde</span></i><span style="font-weight: 400;">) não propõe soluções fáceis. O diálogo é na base da paulada, mostrando que cada lado quer, acima de tudo, sua própria sobrevivência e liberdade. É tão fácil torcer para Tereza sair ilesa de lá quanto para as famílias que vivem na fazenda finalmente se livrarem das garras </span><a href="https://personaunesp.com.br/medida-provisoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">escravocratas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus patrões. A oposição vira uma caçada e a conclusão é longe de unânime, deixando a moral da história a cargo de quem quiser pensar. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33126" aria-describedby="caption-attachment-33126" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33126" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png" alt="Cena do filme Que Horas Eu Te Pego?. Na imagem, Jennifer Lawrence, uma mulher branca que interpreta Maddie, veste uma camiseta branca. Andrew Barth, um homem branco que interpreta Percy, também veste uma camiseta branca. Eles estão em uma sala, sentados em um sofá com almofadas vermelhas. Ele está no colo dela." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33126" class="wp-caption-text">Não existe nada como uma comédia romântica que nos lembra os tempos de ouro dos anos 2000 (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Que Horas Eu Te Pego? (No Hard Feelings)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há tempos que a nostalgia tem tido protagonismo quando falamos de comédias românticas, seja pelos atuais roteiros rasos, atuações fracas ou pela falta de capas icônicas com fundos brancos que ditaram sucessos atemporais. Felizmente, </span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Que Horas Eu Te Pego?</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">prova que ainda temos sinais de vida no gênero –</span><b> </b><span style="font-weight: 400;">e mais que isso, fazem doer a barriga!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma progressão fantástica e um clímax muito bem construídos, a leveza do longa amplia todas as emoções de uma atriz veterana (</span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/08/jennifer-lawrence-e-atriz-mais-bem-paga-do-mundo-pelo-2-ano-seguido.html"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) quando contracena com o novato Andrew Barth, além de criar uma química surpreendentemente tensa e engraçada. Em um domingo à tarde, não há escolha melhor. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33127" aria-describedby="caption-attachment-33127" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33127" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png" alt="Cena do filme Retratos Fantasmas. Na imagem em preto e branco, vemos diversas pessoas no centro de Recife. No fundo da imagem, é possível ver um banner escrito “Cinema é a maior diversão”." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas.png 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33127" class="wp-caption-text">Em Retratos Fantasmas, Kleber Mendonça Filho homenageia o Cinema conforme mostra a história de vida do diretor (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Retratos Fantasmas</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i><span style="font-weight: 400;">, especulou-se muito sobre o que seria o próximo projeto de </span><a href="https://www.sescsp.org.br/mais-real-que-a-ficcao-entrevista-com-o-cineasta-kleber-mendonca-filho/"><span style="font-weight: 400;">Kleber Mendonça Filho</span></a><span style="font-weight: 400;">. No filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vi19G7_HfxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor volta à cidade natal e conta, pelas lentes de alguém que vive da Sétima Arte, a história dos cinemas de rua no centro de Recife. Ao mesmo tempo em que é considerado um longa-metragem, o pernambucano utiliza algumas técnicas usadas em</span> <span style="font-weight: 400;">documentários, e é aqui que ocorre o triunfo da trama. Servindo como uma forma de acervo para o próprio diretor, é através do conhecimento amplo de Mendonça Filho que o espectador avalia o desmantelamento do cinema como espaço cultural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">História, Geografia, suspense e comédia definem o sentimento após o encerramento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma vez que o diretor situa o público acerca dos pontos principais de Recife, bem como a história que ali ocorre. Fora isso, KMF também brinca com o suspense por meio da comédia e a escolha de sons que remetem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, subgênero do terror. Infelizmente, o longa </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2023/12/21/retratos-fantasmas-fica-de-fora-de-disputa-do-oscar-2024.ghtml"><span style="font-weight: 400;">não conseguiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> uma vaga na disputa de Melhor Filme Internacional no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a conversa em torno dele será imortalizada, assim como o amor pelo Cinema, que preenche e dá sustentação às obras do nordestino. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33128" aria-describedby="caption-attachment-33128" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33128" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg" alt="Cena do filme Rye Lane. Dom, um homem retinto de cabelos raspados e uma jaqueta verde, ri enquanto conversa com Yas, uma mulher negra de cabelos médios, que também se diverte. A protagonista usa um casaco e vários acessórios amarelos. A câmera está centralizada no casal e ao fundo pode-se ver algumas plantas e uma longa porta esverdeada. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1200x750.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33128" class="wp-caption-text">O acaso conta a história de Dom e Yas (Foto: BBC Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Rye Lane – Um Amor Inesperado (Rye Lane)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rye Lane é o primeiro longa-metragem da diretora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3dX0OKUS1-0&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">Raine Allen-Miller</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta a história de Dom e Yas, um jovem casal que passa um dia juntos aprendendo a lidar com as suas emoções após seus respectivos términos com outras pessoas. Discutindo relações e amores passados, os personagens quebram estereótipos de gênero de forma sensível e envolvente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Remetendo também a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MRWg-pWMCsU&amp;t=4s"><i><span style="font-weight: 400;">Antes do Pôr do Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme é prazeroso e verdadeiramente apaixonante. A complexidade do relacionamento dos personagens é cativante, uma vez que pode-se observar como os dois estão dispostos a adentrar o mundo um do outro, ainda que de maneira efêmera, não tendo ao menos a certeza de que ficarão juntos no final. &#8211; <strong>Rebecca Ramos</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33129" aria-describedby="caption-attachment-33129" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33129" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/saltburn.jpg" alt="ena do filme Saltburn. Na imagem temos Felix Catton (Jacob Elordi), um jovem branco, alto, de olhos e cabelos castanhos. Ele está vestindo um terno preto, uma camiseta branca e uma gravata borboleta preta. Ele está em volta de uma mesa, dentro de uma sala de jantar meio escura, ao seu redor tem algumas velas e outros convidados. " width="735" height="490" /><figcaption id="caption-attachment-33129" class="wp-caption-text">“Eu sei o que vocês fizeram em Saltburn no verão passado” (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Saltburn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada é notório ou exato. A obsessão de uma vida fantasiada desfruta da aparência inocente e não tem nada além de um desatino exuberante e uma cobiça em conquistar ainda mais. O glamour da aristocracia inglesa passada de pais para filhos, futuros sucessores de uma riqueza geracional, adentram o íntimo de Oliver Quick (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-banshees-de-inisherin-critica/"><span style="font-weight: 400;">Barry Keoghan</span></a><span style="font-weight: 400;">). Oliver, calouro na Universidade de Oxford e sem relevância na esfera milionária dos outros estudantes, encontra em Felix Cotton (</span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jacob Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;">) uma rachadura permeável na qual ele se molda, sem dó e nem piedade, para tomar tudo que deseja. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFVhaMMjTDg"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos a insanidade da mente em ação, um conflito pessoal sobre se apaixonar por pessoas que detestamos. Sendo o segundo longa-metragem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emerald Fennell</span></a><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">psicológico se desenrola durante o verão onde todos da elite abraçaram o delírio. Cada personagem garante uma personalidade única, camadas de luxo e uma fascinação pelo excêntrico. Acentuando com mais profundidade essa admiração pelo bizarro, a fotografia de Linus SandGren é, sem dúvidas, um dos pontos mais altos do filme. Um espetáculo entre o gótico e a estética barroca, que sustenta inteiramente a sátira macabra das diferenças de classes roteirizados por Fennell. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33130" aria-describedby="caption-attachment-33130" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33130" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png" alt="Cena de Segredos de Um Escândalo. Nela vemos, em primeiro plano, Gracie, uma mulher branca de meia idade de cabelos loiros, que veste uma camiseta branca e é interpretada por Julianne Moore. Em segundo plano e à esquerda, está Elizabeth Barry, interpretada por Natalie Portman, uma mulher branca de cabelos castanhos com franja e que veste uma camiseta cinza. As duas estão em frente a um espelho de banheiro e Elizabeth observa Gracie passando maquiagem." width="800" height="441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1024x565.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-768x424.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1200x662.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo.png 1450w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33130" class="wp-caption-text">Segredos de Um Escândalo passaria tranquilamente no horário nobre da Rede Globo (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Segredos de Um Escândalo (May December)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você vê a assinatura de Todd Haynes em uma produção, pode saber que é coisa boa. Se reformulando em sua filmografia, o diretor dessa vez aborda a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/275658-may-december-conheca-bizarra-historia-real-tras-filme-cotado-oscar.htm"><span style="font-weight: 400;">história real</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mary Kay Letourneau e Vili Fualaau, que engataram um relacionamento quando tinham 36 e 13 anos, respectivamente. Aqui eles viram Gracie e Joe, e após as polêmicas submersas numa vida de subúrbio, tem seu passado desenterrado por Elizabeth Barry, uma atriz que passa um tempo na família para estudar Gracie, papel que ela desempenhará em um filme independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma atmosfera de novela, muito familiar a nós brasileiros, Haynes constrói, assim como na tortura chinesa, um suspense latente que goteja em nossa cabeça até se tornar insuportável, culminando num desmoronamento daquele castelo de farsas construído por Gracie. Isso se dá, em grande parte, nas atuações do trio. Julianne Moore dá vida a uma esposa meticulosamente calculista que controla a todos em um misto de ingenuidade e poder. Natalie Portman imprime uma atriz que se deixa levar até demais pelo método e rompe barreiras éticas, enquanto Charles Melton saiu dos esgotos de </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-riverdale-ate-o-elenco-odeia-a-propria-serie-e-este-video-e-a-prova/94669"><i><span style="font-weight: 400;">Riverdale</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para ressurgir como um Joe atado a um escândalo, carregado de traumas que nem ele mesmo reconhece.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/segredos-de-um-escandalo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Segredos de Um Escândalo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente merecia mais reconhecimento, seja nas premiações ou até mesmo em sua distribuição (lá fora ele é da </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/netflix-may-december-natalie-portman-juliane-moore-todd-haynes"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas aqui chegou de maneira tímida aos cinemas para cumprir tabela na temporada). Mas isso é entendível por ser uma produção feita naturalmente para incomodar, traçando uma crítica 360º da indústria acerca de casos reais, seja pelo consumo dos telespectadores ou pelo sensacionalismo dos idealizadores, capaz de girar a faca ainda mais nos estômagos das vítimas. &#8211; </span><b>Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33131" aria-describedby="caption-attachment-33131" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33131" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png" alt="Cena do filme Sem Coração. A imagem mostra um barco pesqueiro pequeno, à distância no mar. A cena se passa durante o dia, com um céu azul ao fundo. No barco, vemos três crianças ao longe, duas delas prestes a pular em direção à água. Ao redor do barco, no mar, vemos outras duas crianças nadando." width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1024x429.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-768x322.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1200x503.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33131" class="wp-caption-text">Depois de passar pelo Festival de Veneza, Festival do Rio e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Sem Coração chega aos cinemas brasileiros em Abril (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Sem Coração</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das </span><a href="https://personaunesp.com.br/nosso-sonho-critica/"><span style="font-weight: 400;">cinebiografias</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/medusa-critica/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Brasil não deve nada ao Cinema estrangeiro. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Coração</span></i><span style="font-weight: 400;">, o audiovisual nacional ganha um </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age </span></i><span style="font-weight: 400;">delicioso para chamar de seu. A trama acompanha Tamara (Maya de Vicq) em suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de se mudar para estudar em Brasília. Por lá, ela ouve falar de uma menina apelidada de Sem Coração (Eduarda Samara), que, envolta em mistério, mexe com a cabeça dela e dos amigos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os acontecimentos enigmáticos que envolvem a interação das duas são curiosos de se </span><a href="https://www.exibidor.com.br/noticias/industria/11341-premiado-longa-34sem-corac807a771o34-ganha-data-de-lancamento-no-brasil-e-trailer-inedito#:~:text=2024%20%7C%20Yuri%20Codogno-,Premiado%20longa%20%22Sem%20Cora%C3%A7%C3%A3o%22%20ganha%20data%20de%20lan%C3%A7amento%20no%20Brasil,no%20Brasil%3A%2018%20de%20abril."><span style="font-weight: 400;">assistir</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas escondem algo ainda mais profundo por trás: o nascimento de uma conexão inexplicável, algo tão incompreensível quanto descobrir a própria sexualidade ao se apaixonar pela primeira vez. Com os cenários paradisíacos da praia alagoana ao fundo, o grupo de adolescentes aproveita o mar, invade casas alheias ao som de risadas e provocações, discutem seus futuros, medos e esperanças, e defendem uns aos outros com a própria vida, se for necessário – um companheirismo que dá saudade dos dias intensos de infância. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33132" aria-describedby="caption-attachment-33132" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg" alt="Cena do filme Todos Menos Você. Na fotografia, temos um close no casal composto pela atriz Sidney Sweeney e pelo ator Glen Powell. Ela é branca, loira e magra. Está usando um biquíni, seu cabelo está molhado e preso em um rabo de cavalo. Ele é branco, loiro, está sem camisa e é musculoso. O fundo da foto é uma floresta desfocada, e o casal está próximo de dar um beijo. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33132" class="wp-caption-text">“Ninguém mais pode falar as palavras nos seus lábios” (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Todos Menos Você (Anyone But You)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Tinder</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem um </span><i><span style="font-weight: 400;">blind date</span></i><span style="font-weight: 400;"> arranjado pela melhor amiga e sem flertes por mensagem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue resgatar o clichê do acaso como o brilho especial para o romance de Bea (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sidney Sweeney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Ben (</span><a href="https://www.vogue.com/article/how-glen-powell-charmed-hollywood-interview"><span style="font-weight: 400;">Glen Powell</span></a><span style="font-weight: 400;">). Aproveitando-se também da famosa e adorada fórmula </span><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou seria</span><i><span style="font-weight: 400;"> lovers to enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;">?), a direção de Will Gluck  fez sucesso não só por preencher a falta de <em>romcoms</em> de qualidade do catálogo, mas pela química e tensão sexual entre os protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para viralizar dentro e fora das redes e resgatar a magia de um bom romance em tela, bastou adicionar ao roteiro uma viagem internacional, um casamento na praia, um </span>quarteto<span style="font-weight: 400;"> amoroso, algumas cenas vergonhosas (que só quem assistiu </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cassie Howard</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu sobreviver sem tantos arranhões) e uma trilha sonora chiclete para que o assunto do momento fosse, ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Unwritten</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33133" aria-describedby="caption-attachment-33133" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png" alt="Cena do filme Todos Nós Desconhecidos. À esquerda, no banheiro de uma balada iluminado por uma luz azul está Andrew Scott, que interpreta Adam. Um homem branco, de meia idade, com cabelos lisos escuros e finos. Ele está sorrindo para Paul Mescal, que estende seu braço em seu ombro até a parede. Paul Mescal interpreta Harry, seu par romântico. Um homem branco ao fim dos vinte anos com cabelos espessos, escuros e lisos. Ele veste uma regata branca e olha intensamente para os olhos de Adam." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33133" class="wp-caption-text">As estrelas de Fleabag e Aftersun contracenam intimamente em um dos longas mais esperados do ano (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Todos Nós Desconhecidos (All Of Us Strangers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Andrew High, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhou notoriedade principalmente pelos outros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">dilacerantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas indiscutivelmente encantadores, dos protagonistas. Lançado em Dezembro de 2023, o longa criou um imaginário coletivo sem muitos precedentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, acompanharíamos o nascer do relacionamento de um escritor de meia idade solitário, Adam (Andrew Scott), e seu novo vizinho Harry (</span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;">). Mas, sem qualquer aviso prévio, tudo começa a fazer sentido enquanto nossas expectativas se quebram em mil pedaços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde a fotografia (Jamie D. Ramsay) à montagem (Jonathan Alberts), a veia artística  e representativa é muito forte. Nos imaginamos em seus lugares e vivemos um amor recente em seu </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/cenas-intimas-entre-paul-mescal-e-andrew-scott-mostram-natureza-subjetiva-de-fazer-sexo/"><span style="font-weight: 400;">impulso mais primitivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em ambientações noturnas e dramáticas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;"> vale cada segundo de emoção, dúvida e lástima. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33134" aria-describedby="caption-attachment-33134" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg" alt="Cena do filme Um Pacto de Amizade. A imagem mostra uma sala de cinema. À esquerda, é possível ver o ator Milo Manheim, que interpreta o personagem Ben Plunkett. Ele é um homem branco, de cabelos pretos e olhos castanhos. Ele usa um paletó roxo escuro com detalhes em dourado, uma camisa branca, calça preta e mocassim branco. À direita, é possível ver a atriz Peyton Elizabeth Lee, que interpreta a personagem Mandy Yang. Ela é uma mulher de ascendência chinesa, de cabelos castanhos escuros e olhos castanhos. Ela usa um vestido rosa com aplicações em lantejoulas, sem mangas, com decote coração, com tule colorido na saia e luvas rosa com aplicações em lantejoulas. Os dois personagens estão segurando pipocas de cinema." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33134" class="wp-caption-text">Como bons BFF’s, Mandy Yang e Ben Plunkett estão unidos para toda e qualquer peripécia! (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Um Pacto de Amizade (Prom Pact)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mandy Yang (</span><a href="https://ew.com/movies/prom-pact-milo-manheim-peyton-elizabeth-lee-interview/"><span style="font-weight: 400;">Peyton Elizabeth Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem um sonho: ir para Harvard. Porém… ela foi para a lista de espera. E agora? Seguindo a recomendação de Ms. Chen (Margaret Cho), sua conselheira escolar, a estudante vai atrás de uma carta de recomendação. Usando um método ambicioso e – no mínimo – curioso, a menina resolve se aproximar do garoto mais popular da escola, o jogador de basquete Graham Lansing (Blake Draper), cujo pai é senador e ex-aluno da faculdade mais desejada pela protagonista. Enquanto isso, Yang firma um pacto com seu melhor amigo, Ben Plunkett (Milo Manheim): ir ao baile de formatura juntos.</span></p>
<p><a href="https://youtu.be/brX-L41RJdA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Um Pacto de Amizade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, de várias formas, uma ode à nostalgia. Com muitas referências aos famosos filmes sobre o Ensino Médio americano, como a querida trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical</span></i><span style="font-weight: 400;">, podemos retornar à infância recheada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o longa ainda homenageia os anos 80: a década foi o tema escolhido pelos alunos para o <em>p</em></span><em><span style="font-weight: 400;">rom</span></em><span style="font-weight: 400;">, o famoso baile de formatura estadunidense. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33135" aria-describedby="caption-attachment-33135" style="width: 695px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33135" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vermelho-branco-e-sangue-azul.jpg" alt="Cena do filme Vermelho, Branco e Sangue Azul. Da esquerda para a direita, Alex está sentado em um sofá vestindo um roupão branco, segurando um copo e olhando para Henry, que também está sentado no sofá, com um copo na mão e olhando para Alex. A cena mostra um momento de intimidade entre os dois." width="695" height="436" /><figcaption id="caption-attachment-33135" class="wp-caption-text">A química entre os protagonistas é um dos principais pilares de Vermelho, Branco e Sangue Azul (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Vermelho, Branco e Sangue Azul (Red, White &amp; Royal Blue)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de Casey McQuiston, o filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mergulha em um romance LGBTQIA+ entre o filho da presidente dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz (Taylor Zakhar Perez), e o príncipe da Inglaterra, Henry (Nicholas Galitzine). A adaptação, dirigida por Matthew López, acerta em cheio ao satisfazer o novo desejo de Hollywood à volta das comédias românticas, ainda mais com a inclusão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tanto ansiamos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa captura com detalhe as delicadezas e intensidades do início de uma relação, explorando o desenvolvimento do relacionamento entre Alex e Henry, desde a inimizade até o amor. As cenas sensuais, bastante intensas até para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=64e2oJteP7A"><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e bem dirigidas, contribuem para a química inegável entre os protagonistas. Outro ponto positivo é a fotografia de Stephen Goldblatt, que, apesar de sofrer com algumas telas verdes, captura muito bem as emoções dos personagens e o contraste de seus sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a adaptação consegue superar o livro original em alguns aspectos, principalmente na construção dos diálogos, na dinâmica do relacionamento entre Alex e Henry e a pitada de humor e energia feminina evocadas por Uma Thurman no papel de presidenta dos EUA e por Sarah Shahi como chefe de gabinete. Considerando a produção como um todo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h4YfvGiupMI"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme divertido que acalenta o coração, com algumas falhas apressadas, mas que não impedem que seja uma experiência agradável e memorável. &#8211;</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_33136" aria-describedby="caption-attachment-33136" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33136" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg" alt="Cena do filme Vidas Passadas. Na imagem, os personagens estão sentados em uma escadaria cinza e, ao fundo, vemos um carrossel, desfocado. Do lado esquerdo da foto, vemos um homem sul-coreano com cabelos pretos, e que veste uma camisa social azul. Do lado direito, vemos uma mulher coreana-americana com cabelos pretos lisos, na altura dos ombros. Ela veste uma camisa social branca com listras horizontais cinzas, uma calça cinza e um colar dourado. Uma de suas pernas está apoiada no degrau em que ela está sentada, assim como seus braços. Enquanto ele olha para a esquerda, ela olha para ele." width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas.jpg 1119w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33136" class="wp-caption-text">“Se você deixa algo para trás, você ganha algo também” (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><strong>Vidas Passadas (Past Lives)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, ao menos uma vez por ano, o Cinema passa pelo momento em que uma nova estrela entra em cena. Isso aconteceu em 2022 com o célebre </span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aftersun</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charlotte Wells, e em 2023 com o terno </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kA244xewjcI"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Passadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Celine Song. O longa acompanha a trajetória de dois amigos de infância ao longo dos anos através de reencontros e separações. É uma história melancólica e significativa sobre duas pessoas, as crianças que foram e os adultos que se tornaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hsIU5nEKr3U"><span style="font-weight: 400;">Celine Song</span></a><span style="font-weight: 400;"> na direção vai além de qualquer expectativa ao passo que ela tece, com muita habilidade, uma vasta combinação de emoções que é, ao mesmo tempo, sutil e profundamente sincera. </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Past Lives</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é, em sua essência, uma ode ao amor que se esvai. Uma narrativa assombrada pelas milhares de possibilidades daquilo que nunca aconteceu, mas que, ainda assim, consegue enxergar a beleza e o valor do tempo e das lembranças. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33137" aria-describedby="caption-attachment-33137" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33137" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wonka.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Na imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste uma camiseta listrada (branca e azul) de mangas longas e um lenço preto ao redor do pescoço. Ele está sentado enquanto conversa com um Oompa-Loompa (Hugh Grant), um ser místico laranja de porte pequeno. Ele está vestindo um conjunto roxo xadrez e um sapato de elfo na mesma tonalidade das roupas. Ambos estão em um quarto escuro, iluminado por algumas lâmpadas. No fundo é possível observar os ingredientes que o Willy Wonka utiliza para fazer os seus chocolates." width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-33137" class="wp-caption-text">Sendo um sucesso de bilheteria, o musical alcançou 82% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Wonka</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Revisitar o passado de uma personalidade tão marcante no universo cinematográfico pode ter seus desafios. Sendo um prequel de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Fantástica Fábrica de Chocolate </span></i><span style="font-weight: 400;">(1971), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=otNh9bTjXWg"><i><span style="font-weight: 400;">Wonka</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta as primeiras aventuras de Willy</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">antes de se tornar o incrível chocolateiro metade mágico que conhecemos. Dos mesmos diretores de </span><i><span style="font-weight: 400;">Paddington</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014), Paul King se dedicou em contar uma boa e açucarada história, mantendo a essência das outras adaptações, mas construindo uma narrativa nova e criativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição da obra não poupou em parecer exagerada – do enredo até os efeitos visuais permeia-se o fantástico, brincando com o imaginário e resgatando nosso lado sonhador. A cereja do bolo foi Timothée Chalamet como protagonista. O ator, além de </span><a href="https://open.spotify.com/album/2JVBfHtsTmDQin2kyV8FKO?si=BKeBATBVSJetZkl-dEXnSg"><span style="font-weight: 400;">cantar</span></a><span style="font-weight: 400;">, entregou um lado mais inocente e amigável do personagem, distanciando-se totalmente da imagem enigmática promovida por Tim Burton e executada por Johnny Depp em 2005. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique </b></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os Melhores Livros de 2023</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 20:47:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O último ano foi para a Literatura rico em experimentações. Com obras de gêneros distintos e um movimento de mais espaço para possibilidades, os resultados foram páginas cobertas por amor, descobertas, dores e muito mais do que o sentir pode proporcionar. Assim, chegamos a lista selecionada pela Editoria do Persona, que compõem as escolhas para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-livros-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Livros de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32894" aria-describedby="caption-attachment-32894" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32894" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32894" class="wp-caption-text">De cantores a autores sob codinomes, os Melhores Livros de 2023 se encontram nas possibilidades (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de Abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O último ano foi para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/literatura/"><span style="font-weight: 400;">Literatura</span></a><span style="font-weight: 400;"> rico em experimentações. Com obras de gêneros distintos e um movimento de mais espaço para possibilidades, os resultados foram páginas cobertas por amor, descobertas, dores e muito mais do que o sentir pode proporcionar. Assim, chegamos a lista selecionada pela Editoria do Persona, que compõem as escolhas para representar Os Melhores Livros de 2023. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante que lembremos que além de propícia para  novas ideias, a temporada marcou eventos importantes para a representatividade no meio literário. Em Outubro, tivemos o primeiro indígena eleito como imortal pela Academia Brasileira de Letras (ABL), o autor </span><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2023/10/09/ailton-krenak-e-o-primeiro-indigena-eleito-para-a-academia-brasileira-de-letras#:~:text=Representatividade-,Ailton%20Krenak%20%C3%A9%20o%20primeiro%20ind%C3%ADgena%20eleito%20para%20a%20Academia,ocupar%20uma%20cadeira%20na%20academia."><span style="font-weight: 400;">Ailton Krenak</span></a><span style="font-weight: 400;">, que assina sucessos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Ideias para Adiar o Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Futuro Ancestral</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro marco foi a presença de autores negros em espaços de reconhecimento. Na Festa Literária de Paraty (Flip) do último ano, o principal nome da programação era o de uma das autoras negras mais faladas do Brasil na atualidade, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wfq5GfitcS0"><span style="font-weight: 400;">Conceição Evaristo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além de discursos essenciais e uma contribuição literária notável, a presença da escritora no evento literário inspira e carrega muito significado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos centenários também foram comemorados no período, como o de nascimento da autora </span><a href="https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-poeta-e-o-mundo/"><span style="font-weight: 400;">Wislawa Szymborska</span></a><span style="font-weight: 400;">, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 1996. Além dela, </span><span style="font-weight: 400;">Eugénio de Andrade (</span><i><span style="font-weight: 400;">As Mãos e os Frutos</span></i><span style="font-weight: 400;">), o poeta surrealista Mário Henrique Leiria, o ensaísta Eduardo Lourenço e Mário Cesariny fizeram parte da lista de centenários e foram celebrados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre tantos marcos, fica a esperança de um momento ainda mais doce para o mundo dos livros está por vir. Enquanto isso, você confere a lista dos textos que se destacaram para o Persona no ano de 2023 e aproveita dicas de leitura variadas. Para todas as preferências, fica o gosto de obras plurais e extremamente ricas em cultura, liberdade e a vontade de transformar cada capítulo. Boa leitura!</span></p>
<p><span id="more-32816"></span></p>
<figure id="attachment_32818" aria-describedby="caption-attachment-32818" style="width: 548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32818" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/De-uma-a-outra-ilha-548x800.jpg" alt="Capa do Livro de uma a outra ilha. Na imagem, há uma elipse esverdeada em meio a um extenso fundo azul para representar uma ilha. Na porção superior, vemos o título do livro. Na inferior há o nome da autora e da editora." width="548" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/De-uma-a-outra-ilha-548x800.jpg 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/De-uma-a-outra-ilha.jpg 685w" sizes="auto, (max-width: 548px) 85vw, 548px" /><figcaption id="caption-attachment-32818" class="wp-caption-text">De uma a outra ilha é um poema longo de 40 páginas (Foto: Circulo de poemas)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Martins Marques &#8211; De uma a outra ilha</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito pela poetisa brasileira Ana Martins Marques, </span><i><span style="font-weight: 400;">De uma a outra ilha</span></i><span style="font-weight: 400;"> coloca em palavras a cartografia de um lugar: a ilha de Lesbos. A obra, que foi lançada em Julho de 2023, se comporta como um manifesto político contra a morte de imigrantes e a crueldade das fronteiras estabelecidas entre os territórios. O escrito é sensível, mas mantém a força de suas afirmações e posicionamentos a cada linha, estabelecendo uma relação entre o que é autoral e o que é retomado do conjunto de </span><a href="https://www.blogletras.com/2021/05/dez-poemas-e-fragmentos-de-safo.html"><i><span style="font-weight: 400;">Poemas e fragmentos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Safo. </span></p>
<p><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/lesbos-a-ilha-do-desespero-onde-milhares-de-imigrantes-estaopresos-5cuj19hdzho8glzhes071w18c/"><span style="font-weight: 400;">Lesbos</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um ambiente conhecido pelo alto fluxo de imigração européia de pessoas que estão tentando passar pela Grécia. No entanto, diante da política indiferente quanto a essa população, o espaço se tornou uma espécie de purgatório de vivos, além de testemunhar mortes recorrentes das pessoas tentando se deslocar pelo oceano. Assim, a literatura de Marques se coloca a repreender o cenário lamentável através de escolhas lexicais delicadas e bem marcadas. Nas linhas suaves de um poema extenso, o livro sangra em águas turbulentas. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_32824" aria-describedby="caption-attachment-32824" style="width: 548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32824" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/paixao-simples-1-548x800.jpg" alt="Capa do livro Paixão Simples. A capa conta com uma grande foto de Annie Ernaux com filtro sépia. Ela é uma mulher branca com cabelos grisalhos lisos e óculos de sol quadrados. Ao redor da fotografia há retângulos rosa, vermelho, preto, amarelo e lilás com o nome do livro, da autora e da editora." width="548" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/paixao-simples-1-548x800.jpg 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/paixao-simples-1.jpg 685w" sizes="auto, (max-width: 548px) 85vw, 548px" /><figcaption id="caption-attachment-32824" class="wp-caption-text">Em Paixão Simples, Annie Ernaux traduz o ato de se apaixonar em seus termos (Foto: Fósforo Editora)</figcaption></figure>
<p>Annie Ernaux &#8211; Paixão Simples</p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/os-anos-do-super-8-critica/"><span style="font-weight: 400;">Annie Ernaux</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma das figuras mais influentes da Literatura nos últimos anos. Com seus textos destrincha coisas complexas em vocábulos diretos e brutos, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Paixão simples,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que chegou ao Brasil pela Fósforo em 2023, tem algo de diferente. O livro relata uma paixão que a autora teve por um homem um pouco mais jovem e casado, chamado de A.. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O apaixonar-se soa obsessivo e dá origem a uma Ernaux fora das linhas, que dispensa seus livros em nome de assistir novelas junto com o homem. É como se seu cérebro funcionasse de forma completamente irracional e isso se reflete no ritmo da leitura, no qual as páginas são caóticas e mais rápidas que o habitual de seus escritos. Assim, a ganhadora do Nobel de Literatura é, mais uma vez, sensacional, quando descreve as dores, tensão, o desespero e o desejo que ultrapassam qualquer limite. A paixão continua um sentimento complexo, mas Annie </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ernaux</span></a><span style="font-weight: 400;"> prova simples é deixá=lo pulsar. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_32820" aria-describedby="caption-attachment-32820" style="width: 514px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32820" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Irmas-do-Inhame-Ludmila-Henrique-514x800.jpg" alt="Capa do livro Irmãs do Inhame: Mulheres negras e autorrecuperação. No centro do livro temos a pintura de duas mulheres negras em tonalidades de azul escuro. Uma está colocando uma coroa na outra, como símbolo de cuidado. Na parte inferior do está escrito o nome do livro em rosa, preto e branco. Na parte superior está escrito o nome da autora na cor preta. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de rosa. " width="514" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Irmas-do-Inhame-Ludmila-Henrique-514x800.jpg 514w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Irmas-do-Inhame-Ludmila-Henrique.jpg 643w" sizes="auto, (max-width: 514px) 85vw, 514px" /><figcaption id="caption-attachment-32820" class="wp-caption-text">“Irmãs, eu as saúdo no amor e na paz” (Foto: WMF Martins Fontes)</figcaption></figure>
<p><b>bell hooks &#8211; Irmãs do Inhame: mulheres negras e autorrecuperação </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No seu tempo como educadora em universidades norte-americanas na década de noventa, </span><a href="https://www.geledes.org.br/bell-hooks-o-legado-da-maior-pensadora-do-feminismo-do-seculo-21/"><span style="font-weight: 400;">bell hooks</span></a><span style="font-weight: 400;"> entendeu rapidamente a necessidade de existir um grupo de apoio que acolhesse as dores e preocupações singulares de suas alunas negras, dessa maneira, surgiram as Irmãs do Inhame. Inspirada pelo romance </span><i><span style="font-weight: 400;">The Salt Eaters</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Toni Bambara, o nome do coletivo nasceu da importância do tubérculo nas comunidades negras, que além de atuar na alimentação e nutrição do corpo, também é um símbolo das conexões diaspóricas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Distanciando da terapia convencional, que em grande parte desconsidera ‘raça’ como um fator importante na autorrecuperação e no entendimento da saúde mental de pessoas negras, as </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/opiniao/irmas-do-inhame-de-bell-hooks-um-carinho-na-alma-das-mulheres-pretas/"><span style="font-weight: 400;">Irmãs do Inhame</span></a><span style="font-weight: 400;"> miravam no afastamento do auto-ódio canalizado pela baixa autoestima e priorizavam o bem-estar por meio do diálogo. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Irmãs do Inhame: mulheres negras e autorrecuperação</span></i><span style="font-weight: 400;">, a autora registra que ao externalizar suas feridas com pessoas que compreendem das mesmas dores, assim como todo o ato de pessoas negras procurando ajuda sobre o seu interior pessoal, passam a fazer parte de uma prática de política libertária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro é um compilado dos ensinamentos desenvolvidos durante anos entre <a href="https://personaunesp.com.br/tag/bell-hooks/">bell hooks</a> e suas discentes. Interligando acontecimentos pessoais da própria autora com contextos históricos que envolvem o racismo e a pessoa mais afetada por ele: a mulher negra. Uma obra que lida com o humano, uma humanidade que possui feridas abertas nos corpos, mentes e espíritos, e que ainda não conquistou serenidade plena com o seu próprio eu. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_32823" aria-describedby="caption-attachment-32823" style="width: 549px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32823" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears-549x800.jpg" alt="Capa do livro A mulher em mim de Britney Spears. A arte de capa é uma fotografia em preto e branco de Spears, uma mulher branca de cabelos claros e olhos escuros. Ela está posicionada no canto esquerdo da arte, olhando para a câmera de lado enquanto veste uma calça e encobre os seios. O fundo é preto e ao lado de Britney Spears está escrito seu nome em letras garrafais rosa seguido do título do livro em letras garrafais brancas “A MULHER EM MIM" width="549" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears-549x800.jpg 549w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears-703x1024.jpg 703w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears-768x1118.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears.jpg 1030w" sizes="auto, (max-width: 549px) 85vw, 549px" /><figcaption id="caption-attachment-32823" class="wp-caption-text">O audiobook em inglês de A mulher em mim é narrado por Michelle Williams (Foto: BUZZ)</figcaption></figure>
<p><b>Britney Spears &#8211; A mulher em mim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após incontáveis </span><a href="https://personaunesp.com.br/framing-britney-spears-a-vida-de-uma-estrela-critica/"><span style="font-weight: 400;">documentários</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a sua trajetória, inúmeras suposições em torno de sua vida particular e idas mais do que suficientes para a corte estadunidense na luta pelo fim de sua tutela, Britney Spears decidiu que estava pronta para contar a sua versão dos fatos na autobiografia </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2023/10/27/biografia-de-britney-spears-a-mulher-em-mim-e-o-livro-mais-vendido-em-pelo-menos-9-paises.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">A mulher em mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Exatamente como está acostumada nos palcos, o livro é a versão mais poderosa da artista, mesmo com os seus momentos mais vulneráveis sendo </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2023/11/01/michelle-williams-viraliza-ao-imitar-justin-timberlake-em-audiolivro-de-britney-spears-ouca.ghtml"><span style="font-weight: 400;">revelados</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nos registros mais desafiadores que Spears assume e liberta essa força feminina dentro dela, que lidou com tantos obstáculos que atravessam a existência das mulheres. Partindo desde as mazelas de existir em uma sociedade historicamente patriarcal, passando pelas distintas experiências com a ideia de maternidade até, em seu caso em específico, ser uma </span><i><span style="font-weight: 400;">superstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/como-britney-spears-ajudou-musica-de-roberta-miranda-a-crescer-60"><span style="font-weight: 400;">indústria musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se alimenta da </span><a href="https://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/"><span style="font-weight: 400;">queda</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas estrelas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A mulher em mim</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem o essencial de uma boa autobiografia: segredos, polêmicas e uma contextualização que já atrai, logo de cara, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/controlling-britney-spears-em-busca-de-liberdade-critica/"><span style="font-weight: 400;">opinião pública</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o lado de Britney Spears; invertendo um cenário de hostilização de décadas. Por vezes, a escrita é tão familiar que mais parece um compilado das legendas da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=clwLKJ294u4"><span style="font-weight: 400;">Princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://www.estadao.com.br/emais/gente/vejo-voces-no-inferno-britney-spears-instagram-revelacoes-biografia-nprec/"><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, felizmente, sem a quantidade desconcertante de </span><i><span style="font-weight: 400;">emojis</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_32826" aria-describedby="caption-attachment-32826" style="width: 552px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32826" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/parem-de-falar-mal-da-rotina-552x800.png" alt="Capa do livro Parem de Falar Mal Da Rotina. O fundo é como uma representação do céu com nuvens. No centro superior há o nome da escritora, Elisa Lucinda, e ao lado direito há o logo da Editora Record em vermelho. Elisa Lucinda, mulher negra em torno dos 60 anos, está no centro da imagem. Utiliza uma blusa vermelha com decote e uma pulseira prateada no braço esquerdo. Seu cabelo - crespo e castanho escuro - está com um Black Power. Em suas pontas, o cabelo forma desenhos do cotidiano contado pela escritora durante o livro. No centro do cabelo está escrito, em tom claro, o título do livro “Parem de Falar Mal Da Rotina”. Ao lado de Elisa, há os dizeres em vermelho “Nova edição revista pela autora”" width="552" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/parem-de-falar-mal-da-rotina-552x800.png 552w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/parem-de-falar-mal-da-rotina.png 600w" sizes="auto, (max-width: 552px) 85vw, 552px" /><figcaption id="caption-attachment-32826" class="wp-caption-text">Elisa Lucinda e seu livro, em nova edição, nos fazem adentrar nos versos e monólogo da escritora (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><strong>Elisa Lucinda &#8211; Parem de Falar Mal da Rotina</strong></p>
<p><a href="https://teatro.ufes.br/conteudo/parem-de-falar-mal-da-rotina-o-espetaculo-de-sucesso-que-encanta-o-brasil-ha-21-anos-agora"><i><span style="font-weight: 400;">Parem de Falar Mal da Rotina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em nova edição, evoca o palco de teatro e as poesias de sucesso que Elisa Lucinda faz há mais de 20 anos com o seu monólogo de mesmo nome. Nesta versão, a atriz evoca novamente o projeto da peça de tremendo sucesso: enxergar a beleza da vida &#8211; o nascer do sol, o pôr do sol &#8211; nos momentos em que, muitas vezes, a gente desdenha por ser rotineiro.</span></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa5980/elisa-lucinda"><span style="font-weight: 400;">Elisa Lucinda</span></a><span style="font-weight: 400;">, que tem uma destreza magnífica ao escrever &#8211; é uma autora (uma das muitas coisas que Elisa é com grande brilho) que nos emociona em um verso e no outro nos faz rir logo em seguida. </span><i><span style="font-weight: 400;">Parem de Falar Mal da Rotina</span></i><span style="font-weight: 400;">, é certo, comunica com todos que aqui estão presente &#8211; como a peça faz também -, entretanto, para quem ainda não teve a oportunidade de experimentar o espetáculo ao vivo, o livro nos dá um gostinho de querer mais. A narração dos fatos, do cotidiano, da rotina, sem dúvidas, não fica chato quando a maravilhosa Elisa Lucinda nos conta. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_32827" aria-describedby="caption-attachment-32827" style="width: 277px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/saia-da-frente-do-meu-sol.jpg" alt="Capa do livro Saia da Frente do Meu Sol. A capa do livro possui o tom homogêneo azul. Há pessoas deitadas na praia, de frente para o leitor, um homem está em destaque, o personagem Tio Ricardo. Um homem branco, com cabelo preto e sem camisa. Outras pessoas estão em volta, mas tapadas pelas letras. Ao lado direito do homem, há o título do livro escrito em amarelo, e, embaixo da palavra “frente”, há o nome do autor, Felipe Charbel, escrito em branco. Também em branco há o nome da editora, Autêntica Contemporânea, no canto inferior direito da página" width="277" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-32827" class="wp-caption-text">Felipe Charbel é professor associado de história da UFRJ (Foto: Autêntica Contemporânea)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Charbel </b><strong>&#8211;</strong> <b>Saia da Frente do Meu Sol </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felipe Charbel, romancista brasileiro, imerge em mais uma história que se desenvolve entre segredos familiares no recente </span><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/colunas/critica-cultural/vidas-narradas"><i><span style="font-weight: 400;">Saia da Frente do Meu Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Caracterizado pelo vazio de informações totalmente proposital, Tio Ricardo levantava diversas questões sobre sua vida misteriosa após seu falecimento e enterro, onde poucas pessoas compareceram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um desenvolvimento leve e coerente, </span><a href="https://ppghis.historia.ufrj.br/docente/felipe-charbel-teixeira/"><span style="font-weight: 400;">Charbel</span></a><span style="font-weight: 400;"> não pula etapas ao mostrar para o leitor sobre cada detalhe que descobre a respeito da vida do tio. O público é outro personagem, e se choca ao mesmo tempo que o protagonista do livro. Contagiante e madura são as palavras que definem a leitura fluida que o carioca consegue passar em suas obras, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Saia da Frente do Meu Sol</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais uma prova. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_32830" aria-describedby="caption-attachment-32830" style="width: 548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ellis-sland-548x800.png" alt="Capa do livro Ellis Island. Na imagem, há uma elipse azul escuro em um fundo azul claro para representar a ilha. Na porção superior há o escrito &quot;Ellis Island&quot; em letras brancas " width="548" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ellis-sland-548x800.png 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ellis-sland.png 685w" sizes="auto, (max-width: 548px) 85vw, 548px" /><figcaption id="caption-attachment-32830" class="wp-caption-text">O poema longo de Perec é destinado, inicialmente, para a construção do roteiro de um documentário homônimo, realizado com o diretor Robert Bober, sobre a ilha (Foto: Círculo de Poemas)</figcaption></figure>
<p><b>Georges Perec – </b><b>Ellis Island </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ausência não deixa de ser uma personagem recorrente na literatura do autor francês </span><a href="https://circulodepoemas.com.br/autores/georges-perec/"><span style="font-weight: 400;">Georges Perec</span></a><span style="font-weight: 400;">. A falta de um </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/linguagem-e-protagonista-no-romance-o-sumico-de-georges-perec.html"><span style="font-weight: 400;">caractere</span></a><span style="font-weight: 400;">, de um enredo sólido ou de respostas a perguntas que, além de conduzirem a construção histórica e poética de </span><a href="https://circulodepoemas.com.br/produto/ellis-island/"><i><span style="font-weight: 400;">Ellis Island</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">existem para reconstituir os arquivos e acontecimentos de um espaço que ergue-se pela amnésia. </span><span style="font-weight: 400;">Em uma escrita objetiva, o escritor traça a genealogia da imigração e os múltiplos sentidos dessa ilha – nas palavras de Perec um ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">‘lugar de ausência de lugar, o não lugar, o lugar nenhum</span></i><span style="font-weight: 400;">’’ – onde se criou os Estados Unidos da América: um espaço de trânsito e despersonalização no qual emigrantes tornaram-se imigrantes; onde as histórias de pessoas de todos os cantos do mundo – italianos, judeus, porto riquenhos e cambojanos – eram submetidas a análise para, então, darem força e trabalho ao que viria se tornar a maior nação do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os inquéritos de Perec – ‘‘</span><i><span style="font-weight: 400;">como descrever?/ como contar?/ como olhar? (&#8230;) como ler esses rastros?’’, </span></i><span style="font-weight: 400;">que mais soam como lamentos, diferentemente dos agentes de imigração que articulavam o futuro de pessoas em clausura no espaço da ilha – são, em si, formas de retratar um tema caro também a artistas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2-27QaUl0D8"><span style="font-weight: 400;">Meredith Monk</span></a><span style="font-weight: 400;"> e inseri-lo, a partir do poema, em um tempo não linear e constante. Ellis Island não existe mais enquanto um centro de detenção e inspeção de imigrantes a qual a Estátua da Liberdade já anunciava paradoxos e mentiras, mas na condição de um monumento histórico que ainda inquieta a quem procura respostas a uma ancestralidade pautada na diáspora, vasta em meio a dezesseis milhões de histórias individuais. O inquietante poema de Perec, no entanto, faz da ruína e do vazio uma memória potencial à pequeneza perdida e encontra sua própria identidade nessa busca. – </span><b>Enzo Caramori</b></p>
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<figure id="attachment_32831" aria-describedby="caption-attachment-32831" style="width: 634px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-a-gente-634x800.png" alt="" width="634" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-a-gente-634x800.png 634w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-a-gente-768x968.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-a-gente.png 793w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32831" class="wp-caption-text">Enaltecendo a vida de Gil, Nós a gente é um alento para o coração (Foto: WMF Martins Fontes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Gilberto Gil e Daniel Kondo &#8211; Nós, a gente </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Nós, a gente</span></i><span style="font-weight: 400;">, livro organizado por Guilherme Gontijo Flores, é a materialização em artes visuais das poesias belíssimas compostas por Gilberto Gil. Com ilustrações de Daniel Kondo nas 40 músicas selecionadas, as canções escolhidas têm em comum a temática do amor à família. A obra foi concebida na época em que o cantor estava comemorando seus 80 anos, em 2022, e saindo pela Europa com a turnê Nós, A Gente &#8211; nome homônimo ao do escrito -, sendo tudo registrado no documentário </span><a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Fam%C3%ADlia-Gil/0S6ROOS2KGZ3QIKJCBHPGQ7AA9"><i><span style="font-weight: 400;">Viajando com os Gil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.academia.org.br/noticias/gilberto-gil-lanca-o-livro-nos-gente-hoje-na-abl"><i><span style="font-weight: 400;">Nós, a gente</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> além de ser uma ótima experiência escutar as músicas à medida em que analisa as artes das canções, também é possível ter acesso às entrevistas conduzidas por Guilherme e Daniel com Gilberto Gil e Flora Gil. Com sua calma e leveza, Gil nos mostra toda a sua bagagem &#8211; principalmente o núcleo familiar &#8211; que constituiu durante seus 80 anos de vida. Não sendo diferente, Flora também nos mostra a felicidade de ter uma família unida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, o livro é uma grande celebração de vida de </span><a href="https://gilbertogil.com.br/bio/gilberto-gil/"><span style="font-weight: 400;">Gilberto Gil</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo o que foi construído e feito merece essa cerimônia literária e visual, ainda mais quando se está acompanhado de familiares. Por fim, temos acesso à grandiosa árvore genealógica do artista e também a algumas fotos, com legendas de sua neta, Flor Fil, dos bastidores da turnê europeia. É uma escrita deliciosa de se saborear. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_32832" aria-describedby="caption-attachment-32832" style="width: 550px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32832" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/girls-like-girls-550x800.jpg" alt="Capa do livro Girls Like Girls. Na imagem, há duas meninas ilustradas de costas, uma ao lado da outra. A da esquerda tem cabelos loiro escuros, usa camiseta brancae saia vermelha. A da direita tem cabelos pretos e veste uma camisa azul. O cenário tem tonalidade rosa, árvores e uma montanha." width="550" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/girls-like-girls-550x800.jpg 550w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/girls-like-girls.jpg 687w" sizes="auto, (max-width: 550px) 85vw, 550px" /><figcaption id="caption-attachment-32832" class="wp-caption-text">Inspirado na música homônima, Girls Like Girls abraça a comunidade sáfica (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><strong>Hayley Kiyoko &#8211; Girls Like Girls</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hayley Kyoko marcou a juventude de uma geração de pessoas lgbtqia+ quando começou a cantar sobre o amor entre meninas, especialmente, com o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I0MT8SwNa_U"><i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2015. A música, que acompanhava um clipe adorável, alimentou </span><i><span style="font-weight: 400;">fanfics</span></i><span style="font-weight: 400;"> sáficas por anos, e agora, as teorias se concretizam nas páginas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls: Uma história de amor entre garotas</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro aprofunda a relação entre as protagonistas do videoclipe, Coley e Sonya, duas jovens em idade escolar com diferentes desafios a enfrentar, mas uma conexão inexplicável em comum. Ao passar das páginas, a história mescla os clichês que ensolaram a alma com os desafios da autodescoberta, fazendo tudo ser doce, lindo e, ainda assim, extremamente próximo dos medos da vida real. Traduzidas por Helen Pandolfi, as palavras de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rbkVPSJzCkU"><span style="font-weight: 400;">Hayley</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos transportam de volta à adolescência e restauram o desejo de viver um amor tão sincero como o de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gilrs Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">. – Jamily Rigonatto </span></p>
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<figure id="attachment_32833" aria-describedby="caption-attachment-32833" style="width: 290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32833" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/salvar-o-fogo.jpg" alt="Capa do livro Salvar o Fogo. O fundo é laranja. No centro superior há os dizeres em cinza “Do autor de Torto Arado”. Logo abaixo, em branco, há o título “Salvar o Fogo” e, mais embaixo, em preto, há o nome do escritor “Itamar Vieira Junior”. Abaixo dos dizeres há um desenho de uma mulher negra usando um vestido branco até os pés, um lenço branco nos cabelos castanhos e um chinelo branco. Ao seu lado direito está de mãos dadas com uma criança negra vestindo uma camisa branca e bermuda azul, cabelo curto castanho e descalço. Os dois estão virados de costas. Ao lado esquerdo da mulher há um cesto de roupa verde com linhas douradas. Há uma roupa branca jogada para fora do cesto. Ao lado do menino tem uma planta verde. No centro inferior há a logo em branco da Editora Todavia." width="290" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-32833" class="wp-caption-text">Em Salvar o Fogo, Itamar Vieira Jr. desmonta a história da sociedade brasileira em 300 páginas (Foto: Editora Todavia)</figcaption></figure>
<p><strong>Itamar Vieira Júnior &#8211; Salvar o fogo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1805-itamar-vieira-junior-salvar-o-fogo"><i><span style="font-weight: 400;">Salvar o fogo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Itamar Vieira Junior novamente nos apresenta uma história difícil de engolir e com muita verossimilhança em relação à sociedade brasileira. Contando as narrativas de uma família agricultora no interior da Bahia &#8211; que acaba sendo dividida pelas violências direcionadas aos familiares -, o autor nos oferece um processo de escrita muito arrebatador e necessário, evidenciando as inúmeras agressões da realidade brasileira. O </span><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1805-itamar-vieira-junior-salvar-o-fogo"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, dessa maneira, acaba se tornando uma manifestação de denúncia contra as hostilidades que agridem exclusivamente às pessoas negras, indígenas, mulheres, crianças, pobres, agricultores e de religiões de matriz africana ou indígena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 320 páginas, </span><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/1270-itamar-vieira-junior"><span style="font-weight: 400;">Vieira Junior</span></a><span style="font-weight: 400;"> sintetiza, de forma adequada e avassaladora, a história desse Brasil invadido há 500 anos. Exaltando a natureza e seu poder, o romancista brinca com as palavras ao associar as passagens das personagens com os elementos naturais, trazendo um lirismo muito bonito e interessante de se pensar, já que a destruição da natureza reflete diretamente a destruição também da humanidade. Com isso, Moisés, Luzia, Alzira, Mundinho, entre outros, não serão as últimas personagens que denunciam essa realidade perversa e racista &#8211; assim como não foram as primeiras -, entretanto é certo que a prosa criada por Itamar traz consigo, não só dessa forma, mas uma das mais potentes no enredo, a denúncia através do resgate dos saberes ancestrais afro indígenas no combate à essa realidade da </span><a href="https://ponte.org/o-que-e-necropolitica-e-como-se-aplica-a-seguranca-publica-no-brasil/"><span style="font-weight: 400;">necropolítica</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_32864" aria-describedby="caption-attachment-32864" style="width: 334px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32864" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Os-perigos-de-fumar-na-cama.png" alt="Capa do livro Os perigos de fumar na cama. A capa tem um fundo azul claro.No topo, vemos as palavras “os perigos de fumar na cama” em uma letra cursiva estilizada em branco. Ao centro, há uma ilustração da cabeça de uma mulher com cabelos castanhos lisos e longos, pintada de vermelho, laranja e amarela, sendo segurada por uma mão com unhas longas que sai para fora do quadro. Na parte inferior central, vemos a palavra “Mariana Enriquez” em uma letra branca sem serifa. No canto inferior direito, vemos o logo da Intrínseca." width="334" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-32864" class="wp-caption-text">Os perigos de fumar na cama foi o tema do Clube do Livro do Persona em Outubro de 2023 (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Enriquez &#8211; Os perigos de fumar na cama</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante 12 contos de Horror, Mariana Enriquez faz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">um pesadelo violento, impossível de ser digerido facilmente. Aqui, essa é justamente a intenção. Entre becos de uma Barcelona assombrada a ruas de uma Argentina que se lembra, a autora argentina trabalha o terror a partir do rotineiro, da barbaridade de pessoas contra elas e as próximas, e da memória de uma nação frente os horrores do passado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A descritividade é bruta, o retrato pintado por Enriquez é visceral em um </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-cemiterio-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> tão social quanto político. Os preconceitos são expostos com todas as palavras, sem disfarces, para mostrar que o aterrorizante acontece no dia a dia. Com uma dose de sobrenatural e fantasia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama </span></i><span style="font-weight: 400;">deixa a experiência ainda mais tensa com seus 12 finais em aberto, livres para a imaginação do leitor vagar solta. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_32863" aria-describedby="caption-attachment-32863" style="width: 352px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32863" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/exorcista.png" alt="Capa do livro O Exorcista: Segredos e Devoção. A capa tem um fundo preto. Ao centro, ocupando quase toda a extensão vertical da capa, vemos o contorno de uma menina com cabelos longos. Os olhos dela estão verde, como se estivesse possúida, e um líquido verde sai de seu nariz. As mãos juntas da menina ficam em formato de um portão, onde, na parte inferior central, um homem de costas, vestindo um terno, chapéu e segurando uma maleta, entra. Ao redor dele, vemos o líquido verde. Abaixo dele, vemos as palavras “Darkside”." width="352" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-32863" class="wp-caption-text">Se a capa não te atrair, o interior vai (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Mark Kermode &#8211; O Exorcista: Segredos e Devoção</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não se engane: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista: Segredos e Devoção </span></i><span style="font-weight: 400;">não é uma reedição do livro original de 1971, tampouco do clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 1973 (ou de qualquer </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-exorcista-o-devoto-critica/"><span style="font-weight: 400;">uma de suas versões</span></a><span style="font-weight: 400;">). Na verdade, a edição é uma obra comemorativa aos 50 anos do lendário filme do Horror, mostrando como a </span><a href="https://cinepop.com.br/apos-fracasso-de-o-exorcista-o-devoto-nova-sequencia-passara-por-reboot-criativo-476487/"><span style="font-weight: 400;">recepção do público</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao lançamento e o contexto social dos Estados Unidos da década de 1970 o tornaram um fenômeno capaz de fazer pessoas desmaiarem nas salas de cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No livro, Kermode, crítico cultural aficionado pelo romance de William Peter Blatty &#8211; que </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Popquem/noticia/2013/03/o-exorcista-40-anos-o-suposto-caso-real-que-inspirou-o-filme.html"><span style="font-weight: 400;">deu origem</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao roteiro do longa-metragem homônimo -, revela os bastidores das gravações, os atritos entre Blatty e William Friedkin (diretor de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">) e como algumas das cenas mais memoráveis da Sétima Arte foram confeccionadas. Entrelaçando o </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgl45nxxl18o"><span style="font-weight: 400;">imaginário popular</span></a><span style="font-weight: 400;"> às intenções da obra e do livro, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista: Segredos e Devoção </span></i><span style="font-weight: 400;">compartilha segredos com os fãs de Horror, em uma experiência visual deslumbrante nas páginas tão famosas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Darkside</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_32881" aria-describedby="caption-attachment-32881" style="width: 554px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32881" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-554x800.jpg" alt="Capa do livro “Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível”, de Matthew Perry. A capa possui um fundo azul, e, à frente, há o ator Matthew Perry. Ele é branco, possui cabelos escuros, barba rala e olhos azuis. Veste uma camisa preta. No topo da página há o nome do autor e ator em letras brancas. Embaixo, está escrito “Best Seller N 1° do New York Times”. Ao lado do ator, há escrito “Prefácio de Lisa Kudow”, em branco, e, embaixo do ator há o título do livro, em brancas e grandes letras. Abaixo, está escrito “A autobiografia do astro de Friends”, e, ao lado, a logo da editora BestSeller" width="554" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-554x800.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-708x1024.jpg 708w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-768x1110.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-1063x1536.jpg 1063w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela.jpg 1107w" sizes="auto, (max-width: 554px) 85vw, 554px" /><figcaption id="caption-attachment-32881" class="wp-caption-text">Matthew Perry foi encontrado morto no dia 28 de outubro de 2023 em sua casa, em Los Angeles (Foto: BestSeller)</figcaption></figure>
<p><b>Matthew Perry &#8211; Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sentença </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu devia estar morto”</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode parecer muito forte para qualquer um que inicie </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2023/10/explosao-de-vendas-da-biografia-de-matthew-perry-esgota-estoque-de-editora-brasileira.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no escuro. A autobiografia do ator e escritor norte-americano conta de forma crua os altos e baixos de sua carreira e toda a sua trajetória, envolvendo momentos marcantes na infância, conquistas profissionais que um dia eram impensáveis, e o fundo do poço, onde ele se enxergou em vários momentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não precisa ser fã de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/os-bastidores-com-matthew-perry-segundo-david-schwimmer-e-lisa-kudrow"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para apreciar cada parágrafo do livro, que, ao mesmo tempo que parece uma confissão do artista, também soa como um diário extremamente íntimo. É claro que para quem viu Matthew crescer e evoluir com a </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo se torna ainda mais pessoal: após seu trágico falecimento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível</span></i><span style="font-weight: 400;"> eterniza o legado inesquecível de Matthew Perry. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_32890" aria-describedby="caption-attachment-32890" style="width: 547px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32890 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-ano-em-que-morri-547x800.jpg" alt="" width="547" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-ano-em-que-morri-547x800.jpg 547w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-ano-em-que-morri.jpg 684w" sizes="auto, (max-width: 547px) 85vw, 547px" /><figcaption id="caption-attachment-32890" class="wp-caption-text">Milly Lamcombe prova que nos resgatar é o ato mais poderoso que existe (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><strong>Milly Lamcobe &#8211; O ano em que morri em Nova York</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Romance autobiográfico de </span><a href="https://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/426820/milly-lacombe-fala-sobre-novo-livro.htm"><span style="font-weight: 400;">Milly Lacombe</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ano em que Morri em Nova York: Um romance sobre amar a si próprio</span></i><span style="font-weight: 400;"> trabalha com o conceito de morte em vida. No texto, a protagonista termina um relacionamento de mais de dez anos com sua esposa por conta de uma traição, descobre que a melhor amiga está com câncer de mama e retorna a uma versão que há muito não encarava em seu país de origem, o Brasil. Rodeada pelas migalhas deixadas por tudo que já foi inteiro, a jornada se torna ressuscitar em si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Batendo de frente com dores não vistas antes, o momento é doloroso e cheio de dúvidas, mas essenciais para que a personagem, que representa a própria </span><a href="https://www.uol.com.br/play/videos/universa/2023/07/19/milly-lacombe-conta-como-descobriu-traicao-bati-minha-cabeca-no-chao.htm"><span style="font-weight: 400;">Lacombe</span></a><span style="font-weight: 400;">, adentre o seu interior e redescubra quem ela é, independente de suas relações, trabalho ou demais definições. As 256 páginas são um verdadeiro liquidificador emocional, tudo gira o tempo todo e não dá espaço para monotonia, afinal, se trata de uma trajetória linear. Assim, a obra deixa reflexões sobre nós mesmos e como deixamos nossa principal prioridade de lado: o eu. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_32889" aria-describedby="caption-attachment-32889" style="width: 290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32889 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-dois.jpg" alt="" width="290" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-32889" class="wp-caption-text">&#8220;Sobretudo no início, Regan por vezes tentava identificar o momento em que as trajetórias deles se encaminharam para uma colisão inevitável.&#8221; (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><strong>Olivie Blake &#8211; Nós dois sozinhos no éter</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob o pseudônimo de </span><a href="https://intrinseca.com.br/autor/olivie-blake/"><span style="font-weight: 400;">Olivie Blake</span></a><span style="font-weight: 400;">, Alexene Farol Follmuth presenteia o público jovem adulto com </span><i><span style="font-weight: 400;">Nós dois sozinhos no Éter</span></i><span style="font-weight: 400;">. O texto conta a história de </span><span style="font-weight: 400;">Aldo Damiani e Charlotte Regan, duas personalidades opostas que no magnetismo de sentir não conseguem mais se afastar. Apesar de, à primeira vista, soar como um grande clichê </span><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra é muito mais que isso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 336 páginas, Blake se dispõe a uma missão: desenvolver cada faceta dos personagens. Assim, conseguimos entender seus bastidores para nos apaixonarmos pelo relacionamento. Trabalhando com traumas, questões psicológicas e familiares, a obra traduzida por Carlos César da Silva mostra tudo em corações desarmados. O doce de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=S3-FZd2lGk0"><i><span style="font-weight: 400;">Nós dois sozinhos no Éter</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vive na complexidade de testemunhar ruínas individuais compartilhando uma mesma construção.</span><b> – Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_32882" aria-describedby="caption-attachment-32882" style="width: 557px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1-557x800.jpg" alt=" Capa do livro O que sobra de Príncipe Harry. A arte de capa é uma fotografia de Harry, um homem branco de cabelos ruivos e olhos claros. A câmera o captura a partir dos ombros enquanto ele olha diretamente para a lente. O fundo é branco e pouco aparece, já que a face dele ocupa o maior espaço. Na parte superior está escrito em letras garrafais brancas “PRÍNCIPE HARRY” e, na parte inferior, da mesma forma está o título do livro “O QUE SOBRA”." width="557" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1-713x1024.jpg 713w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1-768x1103.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1.jpg 1044w" sizes="auto, (max-width: 557px) 85vw, 557px" /><figcaption id="caption-attachment-32882" class="wp-caption-text">O que sobra foi traduzido para o português por Cássio de Arantes Leite, Débora Landsberg, Denise Bottmann e Renato Marques (Foto: Objetiva)</figcaption></figure>
<p><b>Príncipe Harry &#8211; O que sobra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vazamentos e </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/livros/noticia/2023/01/o-que-sobra-as-revelacoes-mais-bombasticas-do-livro-de-memorias-de-harry.ghtml"><span style="font-weight: 400;">declarações polêmicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> frente a um contexto nada favorável para a monarquia britânica culminam em </span><i><span style="font-weight: 400;">O que sobra</span></i><span style="font-weight: 400;">, a autobiografia do Príncipe Harry. Acostumado a estampar os tabloides mais sensacionalistas no começo do século, o livro que traz a perspectiva do ‘</span><a href="https://luciointhesky.wordpress.com/2012/03/13/harry-o-patinho-feio-de-buckingham/"><span style="font-weight: 400;">patinho feio</span></a><span style="font-weight: 400;">’ é, possivelmente, o último ato culturalmente relevante de algum membro da Família Real; fadada ao enfraquecimento gradual devido a perda de apoio popular a cada ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada tão humano quanto simpatizar com aquele que consideramos ser o injustiçado da história e, na mesma medida, a satisfação em assisti-lo fazer a sua justiça é extremamente prazerosa. A narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">O que sobra</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encaixa perfeitamente nesse cenário, afinal, ainda que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EiEifW_Gob0"><span style="font-weight: 400;">Príncipe Harry</span></a><span style="font-weight: 400;"> não seja, de fato, um pobre menino largado à sorte pelo mundo, até as passagens mais fúteis de sua trajetória são escritas muito bem, facilmente transitando pelo gênero de autoajuda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autobiografia chegou às livrarias já com um certo cansaço por parte do público, irritado com as centenas de declarações espalhadas pelas redes sociais ou que já não aguentava mais ouvir falar sobre </span><a href="https://personaunesp.com.br/harry-e-meghan-critica/"><span style="font-weight: 400;">Harry e Meghan Markle</span></a><span style="font-weight: 400;">, dado que a série documental do casal havia estreado há poucas semanas. Embora falhe em alguns sentidos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HI52nXTLmb8"><i><span style="font-weight: 400;">O que sobra</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma linha de raciocínio que cativa fácil, sendo um dos retratos mais importantes dos últimos anos.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_32893" aria-describedby="caption-attachment-32893" style="width: 560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32893 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/81ekPgQHFhL._AC_UF10001000_QL80_-560x800.jpg" alt="" width="560" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/81ekPgQHFhL._AC_UF10001000_QL80_-560x800.jpg 560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/81ekPgQHFhL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 700w" sizes="auto, (max-width: 560px) 85vw, 560px" /><figcaption id="caption-attachment-32893" class="wp-caption-text">“Minha Pollyana se antena e joga o jogo do Contente, pois sempre existe um lado bom” (Foto: Globo Livros)</figcaption></figure>
<p><strong>Rita Lee &#8211; Outra Autobiografia</strong></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2023/05/09/rita-lee-rainha-do-rock-brasileiro-morre-aos-75-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Perder</span></a><span style="font-weight: 400;"> Rita Lee em Maio de 2023 foi doloroso e deixou para os fãs a saudade de alguém insubstituível para a Música e para o mundo. No entanto, o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rita Lee: Outra autobiografia</span></i><span style="font-weight: 400;"> alguns dias depois, na comemoração de Santa Rita de Cássia, chegou como um abraço caloroso. O texto trabalha os seus dois últimos anos de vida, mas não é nada melancólico. Cruel, irônico e verdadeiro seriam adjetivos melhores para definir, afinal, a Rainha do Rock nunca foi de chorar pitangas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os desafios enfrentados pela cantora não ficam de lado do relato, são bastante fortes e cheios de detalhes. Ainda assim, somos capazes de sentir como a mulher que pelo amor roubaria os anéis de saturno estava pronta para lutar e lidar com tudo, consciente como alguém que teve uma vida extensa e muito bem resolvida. </span><a href="https://personaunesp.com.br/rita-lee-uma-autobiografia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rita</span></a><span style="font-weight: 400;"> não tinha autopiedade no coração e nos faz acreditar que realmente estava com sua missão cumprida quando partiu, e é claro, tudo isso com a personalidade única marcada a cada trecho. Ler </span><i><span style="font-weight: 400;">Rita Lee: Outra autobiografia </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca o luto em segundo plano mesmo com a inevitável companhia da morte. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_32884" aria-describedby="caption-attachment-32884" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32884" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/quarto-aberto-534x800.png" alt="" width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/quarto-aberto-534x800.png 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/quarto-aberto.png 667w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-32884" class="wp-caption-text">&#8220;Por que ele queria tomar um drink comigo?&#8221; (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Tobias Carvalho – </b><b><i>Quarto Aberto </i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em lentes almodovarianas, talvez o primeiro romance do premiado <a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-tobias-carvalho/">Tobias Carvalho</a> daria centro ao fato de seus personagens poderem ser descritos como gays a beira de um ataque nervos ou até mesmo ao labirinto da lei do desejo que, em suas diversas complexidades individuais e uns com os outros, são desafiados a atravessar. Mas longe de qualquer uma dessas descrições melodramáticas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quarto Aberto </span></i><span style="font-weight: 400;">partilha do um realismo que marca a escrita do autor e que, diferentemente dos contos de seu antecessor </span><i><span style="font-weight: 400;">Visão Noturna </span></i><span style="font-weight: 400;">e mais próximo do vencedor do prêmio Sesc de Literatura </span><i><span style="font-weight: 400;">As Coisas, </span></i><span style="font-weight: 400;">parte do ímpeto da ficcionalização de um determinado recorte da realidade de experiências de homens gays, sem que tal exercício comprometa a maestria literária de sua escrita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um universo muito próprio da realidade íntima de seus personagens – homens gays que lidam com suas interioridades e suas próprias trajetórias ao mesmo tempo que habitam a cidade afora em aplicativos de sexo ou como<em> drag queens</em> – Carvalho constrói uma análise dos relacionamentos que distancia-se do usual em algo que poderia ser chamado de uma </span><a href="https://www.nbcnews.com/nbc-out/out-news/lgbtq-fiction-gay-literature-publishing-turning-point-rcna127922"><i><span style="font-weight: 400;">gay-lit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; sem colocar como centro apenas a relação de seu protagonista com indecisões e triângulos e quadriláteros amorosos. – </span><b>Enzo Caramori</b></p>
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<figure id="attachment_32914" aria-describedby="caption-attachment-32914" style="width: 290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/51KyJA1YBZL._SY445_SX342_.jpg" alt="" width="290" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-32914" class="wp-caption-text">Um traço até você abraça quem só quer amar (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><strong>Olivia Pilar &#8211; Um traço até você</strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Apaixonante, </span><i><span style="font-weight: 400;">Um traço até você</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.oliviapilar.com.br/"><span style="font-weight: 400;">Olívia Pilar</span></a><span style="font-weight: 400;">, trouxe para as jovens negras sáficas o que elas precisavam para se sentir representadas em um clichê que não ignora os desafios do contexto social. Protagonizada por Lina, a narrativa detalha os choques de uma menina que sempre viveu com privilégios financeiros ao se deparar com um contexto racista que a impede de ocupar todos os lugares em nome da discrimação. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Em meio a autodescoberta, que já seria suficiente para construir uma obra completa, surge Elza. O relacionamento entre as personagens é doce e inspirador, mas, principalmente, essencial para a evolução e crescimento das duas, que se ensinam, compreendem e crescem juntas. O ritmo gradual faz com que tudo se encaixe e, ao final, tenhamos uma Lina mais forte e rodeada por maturidade. Em suma, a cumplicidade de amar em </span><a href="https://intrinseca.com.br/livro/um-traco-ate-voce/"><i><span style="font-weight: 400;">Um traço até você</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é muito maior que as borboletas no estômago. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></strong></p>
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<figure id="attachment_32887" aria-describedby="caption-attachment-32887" style="width: 284px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32887" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-1.jpg" alt="Capa do livro Amêndoas, de Won-pyung Sohn. Nela, vemos uma ilustração em tons pastéis de um menino em frente a uma loja. A loja, que é azul, se encontra no primeiro andar de um sobrado, e possui um grande letreiro rosa com uma palavra escrita em coreano. Em cima do letreiro tem uma espécie de tenda nas cores vermelho e branco em listras verticais e, acima, uma unidade externa cinza de um ar-condicionado. As paredes do sobrado parecem ser de azulejo marrom e, do lado esquerdo, há uma escada com degraus cor-de-rosa que permitem o acesso ao segundo andar. Na frente da loja, há uma planta em um vaso marrom. O menino veste uma camiseta de manga comprida preta e uma calça marrom. Na parte inferior da capa, há uma faixa rosa onde encontra-se o título do livro do lado direito, com o nome da autora em baixo, ambos na cor azul turquesa, e o nome da editora do lado inferior esquerdo, na cor branca" width="284" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-32887" class="wp-caption-text">Lançado em Março de 2023 no Brasil, Amêndoas se popularizou graças à indicação de um dos membros da banda coreana BTS (Foto: Rocco)</figcaption></figure>
<p><strong>Won-pyung Sohn &#8211; Amêndoas</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Amêndoas</span></i><span style="font-weight: 400;">, livro de estreia da diretora e romancista sul-coreana </span><a href="https://www.kbook-eng.or.kr/sub/interview.php?ptype=view&amp;idx=621&amp;page=$page&amp;code=interview"><span style="font-weight: 400;">Won-pyung Sohn</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de Yunjae, um jovem que possui uma condição neurológica chamada alexitimia. Suas amígdalas cerebelosas – chamadas de ‘amêndoas’ pelo protagonista por conta da semelhança física entre elas – são subdesenvolvidas e, por isso, ele é incapaz de identificar e expressar sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com capítulos curtos, uma história diferente daquelas que geralmente são oferecidas e uma linguagem simples, é difícil deixar a leitura de lado. A obra explora a adolescência, o significado das emoções, a diversidade da vida e da trajetória de cada um, mas seu foco principal é a importância de criar laços.</span> <a href="https://rocco.com.br/produto/amendoas/"><i><span style="font-weight: 400;">Amêndoas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i><span style="font-weight: 400;"> extremamente sensível, que destaca como o amor é capaz de fazer “</span><i><span style="font-weight: 400;">de alguém um ser humano, assim como o que faz de alguém um monstro</span></i><span style="font-weight: 400;">”, como descreve a autora. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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		<title>Os Curta-metragens do Oscar 2024</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Mar 2024 19:36:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos dos que se propõem a maratonar a lista dos indicados ao Oscar se esquecem dos curtas-metragens. O desinteresse pela categoria as impede de experienciar histórias valiosas e marcantes em diferentes temáticas e formatos &#8211; animação, live-action ou documentário. Os curtas são capazes de explorar qualquer assunto em um tempo limitado sem parecer superficial, te &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/curta-metragens-oscar-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Curta-metragens do Oscar 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32710" aria-describedby="caption-attachment-32710" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32710" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32710" class="wp-caption-text">Assim como os longas, os curtas do Oscar 2024 esbarram nos debates sobre os conflitos mundiais (Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos dos que se propõem a maratonar a lista dos indicados ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se esquecem dos curtas-metragens. O desinteresse pela categoria as impede de experienciar histórias valiosas e marcantes em diferentes temáticas e formatos &#8211; animação, </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou documentário. Os curtas são capazes de explorar qualquer assunto em um tempo limitado sem parecer superficial, te fazem rir, chorar, se inspirar, apaixonar e, às vezes, tudo isso ao mesmo tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na ficção, as produções selecionadas pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/oscar-2022-present-all-23-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Academia</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a 96ª edição da premiação abordam desde temas coletivos como aborto, abuso infantil e o holocausto, até questões subjetivas e individuais como o luto e memórias da infância. Na categoria documental, as obras retratam, além da vida pacata de duas senhoras e do impacto da música no desenvolvimento de estudantes, denúncias sociais sobre a proibição de livros em escolas, a disparidade econômica-racial e questões diplomáticas. Mesmo que de forma breve, não falham em se aprofundar em temáticas complexas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os curtas não ficam para trás dos longas-metragens, nem em qualidade da história, relevância ou impacto emocional. Apesar de serem desvalorizados em relação aos principais prêmios da noite, você só tem a ganhar dando uma chance para essas narrativas. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2023/"><span style="font-weight: 400;">Cineclube de curtas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">vem com essa finalidade: valorizar as produções indicadas e, quem sabe, te incentivar a conhecer um pouco mais sobre essas histórias. </span><b>&#8211; Amabile Zioli e Giovanna Freisinger</b></p>
<p><span id="more-32656"></span></p>
<hr />
<h2>Melhor Curta-metragem Live-action</h2>
<figure id="attachment_32668" aria-describedby="caption-attachment-32668" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32668" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4.jpg" alt="Cena do filme A Incrível História de Henry Sugar. Em primeiro plano está o personagem Henry Sugar, interpretado por Benedict Cumberbatch, com uma vela acesa em sua frente, olhando para a câmera com uma feição séria. Ele é branco, com cabelo e bigode marrom e olhos azuis. Em segundo plano, há a bancada de uma cozinha. O chão é quadriculado em branco e azul. A bancada é branca e possui utensílios de cozinha em cima: torneiras, bacias, potes, bule, entre outras coisas. Um pouco à frente, há um aparador com taças, gelo e garrafas de bebidas alcóolicas. Nas paredes brancas, há dois quadros" width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32668" class="wp-caption-text">O Fantástico Sr. Raposo (2009), dirigido por Anderson, também é uma adaptação da literatura de Dahl (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>A Incrível História de Henry Sugar </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, Wes Anderson lançou uma série de quatro curtas na plataforma &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-incrivel-historia-de-henry-sugar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Incrível História de Henry Sugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Cisne</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Caçador de Ratos</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Veneno</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">O primeiro, indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Melhor Curta-Metragem Live-Action, é a representação fiel do livro homônimo de Roald Dahl que conta a história do mágico paquistanês Kuda Bux, vivo durante os Anos 1990. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As características marcantes da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IvFxK3kz9Aw"><span style="font-weight: 400;">direção de Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;"> estão presentes mais uma vez no curta. A centralização perfeccionista e a atuação teatral tornam o </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">  contagiante e fazem 40 minutos parecerem 10. Para fãs do diretor, essa é sua volta triunfante para o mundo das adaptações. O </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/09/incrivel-historia-de-henry-sugar-veja-sinopse-elenco-e-trailer-do-curta-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e roteiro são peças-chave para esse sucesso: com a quebra da quarta parede em diversos momentos, o espectador se sente mais próximo da cativante história de Henry Sugar. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
<figure id="attachment_32700" aria-describedby="caption-attachment-32700" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32700" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7.png" alt="Cena do curta The After, Homem de pele negra, com barba, olhando para cima, com os olhos cheios de lágrimas, está com sua mão no pescoço, onde há um close em sua mão com a aliança. O homem está com um sentimento de saudade. O cenário da imagem é um estacionamento no meio da cidade. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32700" class="wp-caption-text">O filme consegue retratar o sentimento proposto, tratando de algo complexo e que não tem como ser solucionado ou contornado (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>The After </strong></p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/The_After"><i><span style="font-weight: 400;">The After</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aborda um tema sensível ao qual estamos expostos em nosso dia a dia. Sempre  acostumados com a rotina, qual seria nossa reação diante de uma tragédia inesperada? O que poderia ser só mais um dramalhão vira um curta com um grande exemplo de reflexão e resiliência, uma obra sobre a empatia e o desconhecimento da jornada individual de cada um. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em decorrência do trauma, a vida de Dayo, interpretado por </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Oyelowo"><span style="font-weight: 400;">David Oyelowo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Selma: Uma Luta Pela Igualdade</span></i><span style="font-weight: 400;">, 2014) muda completamente após uma morte na família. Sua carreira bem-sucedida foi para o espaço: o protagonista vai de um executivo de sucesso a um motorista de aplicativo. Tentando se reconstruir, mas com o peso do passado ao seu lado, durante uma viagem, o encontro com uma passageira o obriga a encarar sua jornada de dor. </span><i><span style="font-weight: 400;">The After</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai além da dor do personagem principal e entrega um curta-metragem sobre o próximo, sua história e seu legado. A abordagem, o roteiro e personagens, todos são levados a encarar o luto, em uma aula de amor que toma poucos minutos do seu tempo e irá te emocionar e refletir. <strong>&#8211; Rafael Gomes</strong></span></p>
<figure id="attachment_32701" aria-describedby="caption-attachment-32701" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32701" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8.png" alt="Cena do curta-metragem Invincible. O protagonista Marc, dos ombros para cima, segura um cigarro entre os dentes enquanto olha para a sua frente. O personagem tem o cabelo curto, um corte raspado, e está com um fone de ouvido em volta do pescoço. Ao fundo, o céu azul ocupa a tela inteira." width="1999" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1536x1153.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1200x900.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32701" class="wp-caption-text">“Um garoto em uma busca desesperada por liberdade.” Essa é a definição usada na sinopse do curta (Foto: Telescope Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Invincible </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado na trágica história real do amigo de infância do diretor </span><a href="https://filmshortage.com/an-interview-with-acclaimed-director-vincent-rene-lortie-on-his-oscar-qualifying-short-film-invincible/"><span style="font-weight: 400;">Vincent René-Lortie</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Invincible</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um conto devastador sobre a juventude. Em sua primeira cena, o curta define o tom da história que caminha para um final inevitável, acompanhando como o protagonista, Marc, um garoto de 14 anos, chega até esse ponto. A direção conquista uma conexão emocional com o personagem e a história, tornando impossível para o espectador não se envolver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O menino está sob a tutela de um centro de detenção juvenil, mas a história escolhe focar no indivíduo e seus sentimentos, ao invés das ações que o levaram por esse caminho. A performance do jovem </span><a href="https://vimeo.com/901531974"><span style="font-weight: 400;">Léokim Beaumier-Lépine</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o destaque da obra: o ator consegue comunicar emoções complexas e conflitantes apenas com suas expressões, como uma janela para o que ocupa a mente do personagem durante as 48 horas em que se passa o filme. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<figure id="attachment_32703" aria-describedby="caption-attachment-32703" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32703" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-3.png" alt="Cena do curta-metragem Knight of Fortune. À esquerda, o personagem Torben, ao lado de Karl. Os homens estão lado a lado e em frente ao topo de um caixão branco. Atrás deles, a parede de azulejos branca é iluminada por uma lâmpada de led." width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-32703" class="wp-caption-text">Às vezes é mais fácil encontrar distrações, como consertar uma lâmpada, do que encarar a realidade (Foto: Jalabert Productions)</figcaption></figure>
<p><strong>Knight of Fortune </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Knight of Fortune </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma representação comovente e realista de pessoas passando por dores inimagináveis e, mesmo assim, encontrando do que rir. O curta-metragem de </span><a href="https://directorsnotes.com/2024/02/08/lasse-lyskjaer-noer-knight-of-fortune/#video-interview"><span style="font-weight: 400;">Lasse Lyskjær Noer</span></a><span style="font-weight: 400;"> ilumina as inexplicáveis nuances e ironias do luto. Karl, recém viúvo, visita uma capela para se despedir de sua falecida esposa, mas não consegue reunir a coragem para vê-la daquele jeito e pela última vez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor encontra o humor no absurdo das coisas trágicas que não tem razão. Durante seus 25 minutos de duração, o curta é igualmente </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/screening-room/grief-and-comedy-come-together-in-knight-of-fortune"><span style="font-weight: 400;">engraçado e arrebatador</span></a><span style="font-weight: 400;">, conquistando ambos por sua honestidade brutal. As atuações são de uma sensibilidade ímpar e o que faz a história funcionar. Leif Andrée como Karl e Jens Jørn Spottag como Torben, outro viúvo que cruza o caminho do protagonista no momento em que ele mais precisa, compreendem como a dor compartilhada conecta as pessoas. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<figure id="attachment_32658" aria-describedby="caption-attachment-32658" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32658" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3.png" alt="" width="1500" height="843" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-1200x674.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32658" class="wp-caption-text">Red, White and Blue é a grandiosa estreia de Nazrin Choudhury na direção, inspirada pela sua própria experiência com um aborto legal (Foto: Samantha Bee)</figcaption></figure>
<p><b>Red, White and Blue</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora nenhum curta-metragem deva desbancar o favoritismo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-incrivel-historia-de-henry-sugar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Incrível História de Henry Sugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Red, White and Blue </span></i><span style="font-weight: 400;">chega o mais próximo possível. Na história, uma mãe solo de duas crianças (Brittany Snow), passando por dificuldades financeiras e para criar os filhos, viaja pelo país para realizar um aborto. Ao chegar no destino, a descoberta da </span><a href="https://www.eninarothe.com/movies/2024/1/28/nazrin-choudhurys-short-red-white-and-blue-is-an-oscar-nominated-must-watch"><span style="font-weight: 400;">real motivação</span></a><span style="font-weight: 400;"> da protagonista é desestabiliza qualquer espectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com performances tocante de Snow e da jovem Juliet Donenfeld, que interpreta a filha mais velha, o curta envolve ao apresentar uma relação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><span style="font-weight: 400;">parceria</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre mãe e filha que, diante de uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/blonde-critica/"><span style="font-weight: 400;">adversidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, se aprofunda ao som das músicas no rádio e das paradas no caminho da viagem. Apesar da conclusão dilacerar o coração, a direção e roteiro de Nazrin Choudhury arriscam a subjetividade e sensibilidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Red, White and Blue </span></i><span style="font-weight: 400;">em nome de um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist </span></i><span style="font-weight: 400;">didático demais. &#8211; </span><b>Vitória Gomez</b></p>
<hr />
<h2>Melhor Curta-metragem Documental</h2>
<figure id="attachment_32660" aria-describedby="caption-attachment-32660" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.png" alt="Cena do curta-metragem The ABCs of Book Banning. Na imagem, a câmera captura as mãos de uma criança negra folheando um livro aberto em uma mesa escura. O livro é repleto de escritos em letras garrafais a apresenta um desenho colorido de uma pensadora negra que diz: “You tell them who you are” (“Você diz a eles quem você é”, em tradução livre)." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32660" class="wp-caption-text">O curta-metragem estreou no Festival de Cinema de Woodstock (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><strong>The ABCs of Book Banning</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Partindo de uma premissa interessante – combater a restrição de livros nas escolas dos Estados Unidos através das opiniões dos leitores, as crianças —, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=97H-2d2VAcc"><i><span style="font-weight: 400;">The ABCs of Book Banning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue falhar tanto na execução que o grande destaque acaba sendo o depoimento de Grace Linn, uma senhora de 100 anos, e não uma fala de algum ser pequeno apaixonado pelo universo das palavras. Indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024 de Melhor curta-metragem documental, o filme usa algumas cartas extremamente estadunidenses, como a constante menção à suposta liberdade incondicional do país e a construção de uma atmosfera que parece querer dizer, a todo o momento, o quanto as suas novas gerações serão as responsáveis por transformar o futuro em um mundo melhor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de cair nessas ilusões que ignoram completamente contextos político-sociais adversos – afinal, nem todas as crianças são criadas em lares liberais –, a direção do trio</span> <span style="font-weight: 400;">Trish Adlesic</span><span style="font-weight: 400;">, Nazenet Habezghi e Sheila Nevins é confusa e mal-sabe aproveitar as entrevistas com os escritores dos livros banidos, incluindo Maia Kobabe de </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/diversidade/2023/06/02/noticia-diversidade,1502174/genero-queer-livro-mais-banido-dos-eua-chega-ao-brasil.shtml#:~:text=%22G%C3%AAnero%20Queer%22%2C%20o%20quadrinho,contesta%C3%A7%C3%B5es%20%C3%A0%20obra%20n%C3%A3o%20arrefeceram."><i><span style="font-weight: 400;">Gênero Queer: Memórias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o título mais ameaçado nos EUA dos últimos anos. Já a Montagem de Gladys Mae Murphy chega a ser grotesca por alternar tenebrosamente entre frases rápidas, narrações de trechos sem contexto das obras e animações que explodem em cores, além de unir pensamentos que excluem um ao outro; como a jovem que acredita ser o que é hoje pelos livros que leu e Nikki Giovanni refutando o poder das palavras sobre as pessoas. No fim, a sensação que fica é a de que o conteúdo, naturalmente profundo e complexo, realmente não cabe em um curta-metragem. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<figure id="attachment_32659" aria-describedby="caption-attachment-32659" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-3.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32659" class="wp-caption-text">“Justiça econômica é sobre ter uma oportunidade &#8211; uma oportunidade real” (Foto: The New Yorker)</figcaption></figure>
<p><strong>The Barber of Little Rock </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na categoria de Melhor Curta-Metragem Documental, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">já não esconde que volta seus olhares para histórias pessoais, movidas pela paixão de um protagonista. </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Cuidar de um Bebê Elefante</span></i><span style="font-weight: 400;">, vencedor de 2023, por exemplo, mostra um casal indiano dedicado a cuidar e proteger elefantes bebês órfãos. Um dos </span><a href="https://www.termometrooscar.com/melhor-documentaacuterio-em-curta-metragem.html"><span style="font-weight: 400;">favoritos na categoria este ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> não foge da proposta: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Barber of Little Rock </span></i><span style="font-weight: 400;">se inicia com quadros fechados em Arlo Washington dirigindo por sua cidade natal, Little Rock, enquanto reflete sobre a desigualdade entre os bairros negros e brancos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi pensando nisso que ele decidiu abrir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1amOPUn49aM"><span style="font-weight: 400;">sua própria barbearia</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde, aos finais de semana, ensina jovens a seguir na profissão e empreender para conquistar a segurança financeira. Washington também é conselheiro em uma instituição que ajuda pessoas que precisam de dinheiro a se organizar financeiramente e recuperar o poder de cuidar das próprias vidas, para que não dependam de políticas públicas americanas, muitas vezes carentes ou que não alcançam uma determinada parcela da população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome, o documentário </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-documentary/barber-of-little-rock-arlo-washington-wealth-gap"><span style="font-weight: 400;">não é sobre a barbearia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Little Rock e sim sobre as desigualdades sociais americanas que levaram a população negra do país a morar em regiões desassistidas, onde os empregos e o acesso a instituições bancárias e de ensino financeiro são escassas, e as oportunidades de crescer na vida são desiguais aos bairros brancos. As cenas mais emocionantes não são os monólogos inspirados do protagonista, mas são os momentos em que se presencia o quanto pequenas ações têm um significado enorme em uma comunidade tão unida. &#8211; </span><b>Vitória Gomez</b></p>
<figure id="attachment_32706" aria-describedby="caption-attachment-32706" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32706" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Island-in-Between.jpeg" alt="" width="640" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-32706" class="wp-caption-text">Em um mix de identidades, a ilha do meio não tem lados além do seu (Foto: The New York Times)</figcaption></figure>
<p><strong>Island in Between</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Island in Between</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorre na categoria Melhor Curta-Metragem Documental no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024. A produção busca retratar as tensões entre China e Taiwan a partir de Kinmen, uma ilha que faz parte do território taiwanês, mas fica localizada ao lado do território chinês. Ao longo da passagem da obra, cada vez mais, fica claro que Kinmen sofre, sim, com os impasses ideológicos das duas nações, porém, se expressa em uma cultura singular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As gravações foram feitas durante a pandemia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sob-pressao-plantao-covid-critica/"><span style="font-weight: 400;">Covid-19</span></a> <span style="font-weight: 400;">e são dirigidas por S. Leo Chiang, que escolheu a ilha justamente por ter sido o lugar onde seu pai serviu no exército muitos anos antes. No entanto, conforme passa pela experiência no lugar, alguns dos ideais que cultivou a vida toda vão se dissolvendo. Afinal, a ilha do meio cria sua própria história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta não se dispõe a responder qual lado é certo ou errado, apenas contrapõe os efeitos da </span><a href="https://exame.com/mundo/conflito-taiwan-china-biden/"><span style="font-weight: 400;">dualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os países e seus efeitos na população, como o capitalismo e o comunismo das políticas econômicas ou os próprios resquícios da independência de Taiwan. Em imagens amadoras, o meio é o resultado do imprevisível; um mix no qual os filhos não concordam com os pais. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto</strong></span></p>
<figure id="attachment_32664" aria-describedby="caption-attachment-32664" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32664" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5.png" alt="Cena de A última Loja de Reparos. Nela, vemos uma criança negra. Ela está tocando violino, mas a câmera dá um close em seu rosto, onde só é possível vê-la olhando para cima enquanto sorri e um fone preto em seu ouvido. Ao fundo, uma sala de concertos aparece desfocada." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32664" class="wp-caption-text">Em A Última Loja de Consertos, não há diferença entre conserto e concerto (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Última Loja de Consertos (The Last Repair Shop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos instrumentos de cordas eruditas, há uma pequena peça feita em madeira de, no máximo, 35 centímetros chamada </span><a href="https://hpgmusical.com/diversos/acessorios/almas#:~:text=O%20Que%20%C3%A9%20e%20Qual,vibrem%20juntas%2C%20de%20forma%20harmoniosa."><span style="font-weight: 400;">alma</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela é cuidadosamente e matematicamente colocada em um local dentro dos violinos, violas, violoncelos e contrabaixos e garante toda a sustentação do corpo desses instrumentos. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Última Loja de Consertos</span></i><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+ </span></i><span style="font-weight: 400;">e que concorre a Melhor Curta-metragem Documental no </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=oscar"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a alma também é abordada, mas dessa vez, a humana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta conta a história de quatro </span><a href="https://www.encorda.com.br/blog/o-que-faz-um-luthier/"><span style="font-weight: 400;">luthiers</span></a><span style="font-weight: 400;"> responsáveis pelos reparos dos instrumentos de um distrito educacional de Los Angeles. A produção acerta ao, mesmo envolta no cenário musical, optar por colocá-lo em segundo plano para subir o som quando necessário, provando entender a máxima de Mozart, que dizia que a Música não está nas notas, mas no silêncio entre elas. Aqui, são as histórias de Dana e sua sexualidade, Paty e a imigração, Duane e sua trajetória louca seguindo Elvis Presley, e Steve e sua situação de refugiado após o conflito </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/09/entenda-o-conflito-entre-azerbaijao-e-armenia-no-caucaso.shtml"><span style="font-weight: 400;">Armênia-Azerbaijão</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 1990 que ecoam e mostram o quanto Música e vida se complementam e são imprescindíveis entre si. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<figure id="attachment_32667" aria-describedby="caption-attachment-32667" style="width: 1433px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32667 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6.png" alt="Cena do curta-metragem Nai Nai &amp; Wài Pó. A foto mostra as duas mulheres e protagonistas, Nai Nai e Wài Pó, próximas da câmera e olhando-a com feições felizes, com pequenos sorrisos. No plano de fundo, há folhagens de árvores" width="1433" height="1029" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6.png 1433w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-800x574.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-1024x735.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-768x551.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-1200x862.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32667" class="wp-caption-text">Nai Nai possui 86 anos e Wài Pó, 96, e a idade não impede nenhuma das duas de viver (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Nai Nai &amp; Wai Pó </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Nai Nai &amp; Wài Pó</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos apaixonantes indicados ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Curta-metragem Documental, e acompanha o dia a dia de duas avós que dividem, além da vida, uma casa e um neto, Sean Wang, o diretor do curta. Com um tom extremamente pessoal e íntimo, Wang coloca em foco a rotina simples, mas adorável, de duas taiwanesas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre danças descontraídas, afetos emocionantes e nada de tão interessante acontecendo, </span><a href="https://youtu.be/5IuISSzpgsE?si=AiLw9c9uQOptZaIl"><i><span style="font-weight: 400;">Nai Nai &amp; Wài Pó</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem para mostrar que a monotonia da vida não é um problema. Repleto de diálogos improvisados e genuínos, o diretor &#8211; e neto &#8211; não precisa elaborar perguntas específicas para torná-los interessantes. O curta-metragem é a aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> para levar a estatueta de ouro. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
<hr />
<h2>Melhor Curta-metragem de Animação</h2>
<figure id="attachment_32705" aria-describedby="caption-attachment-32705" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32705" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32705" class="wp-caption-text">Letter to a Pig é uma coprodução entre Israel e França (Foto: Miyu Distribution)</figcaption></figure>
<p><strong>Letter to a Pig </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob traços que misturam realismo e esboços em preto e branco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Letter to a Pig</span></i><span style="font-weight: 400;">, concorrente a Melhor Curta- Metragem de Animação no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024, é conflitante. Dirigida por Tal Kantor, a produção se debruça sobre a herança dolorosa e o abismo entre as gerações pós Segunda Guerra Mundial. No filme, um homem idoso lê para uma turma de alunos uma carta de agradecimento a um porco que o salvou durante o holocausto. As reações são inesperadamente debochadas e é aqui que os papéis se invertem e a identidade se líquida em contradições. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Levados pela alucinação de uma das garotas, os estudantes encontram a antiga casa que abriga a história do homem. Dentro dela, está o porco, tachado como nojento. Ali o grupo hostiliza o animal e a cena enoja, nos fazendo automaticamente pensar em como é possível um nicho social que carrega as marcas de tanta </span><a href="https://personaunesp.com.br/anne-frank-vidas-paralelas-critica/"><span style="font-weight: 400;">opressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> tratar alguém com tamanho desprezo. Em um ciclo vicioso no qual a violência é protagonista, fica a reflexão de que o ódio é herdado e perpassa o ritmo racional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta-metragem é sinceramente desconfortável e, ao mesmo tempo, extremamente reflexivo. As linhas do macabro se inflam diante da trilha sonora voltada ao suspense, uma responsabilidade de </span><span style="font-weight: 400;">Pierre Oberkampf. Em uma reviravolta sensível, é na mesma garota que protagoniza o sonho que conseguimos encontrar o elemento faltante: empatia. Ao fim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sZlsaDp7AEA"><i><span style="font-weight: 400;">CLetter to a Pig</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> culmina em uma espécie de epifania sobre a linha tênue que separa a humanidade do grotesco. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
<figure id="attachment_32666" aria-describedby="caption-attachment-32666" style="width: 1019px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32666" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5.png" alt="Cena da animação Ninety-Five Senses. Na imagem temos a arte de Coy, um homem velho, de cabelo médio e com barba. Ele está usando óculos de grau e uma regata branca. Ele está observando uma casa pegando fogo, as chamas estão saindo pela janela do prédio. Ao redor deles está um fundo preto, toda a composição da arte é em sombreados, com tonalidades de cinza, preto e branco. " width="1019" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5.png 1019w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32666" class="wp-caption-text">O curta-metragem é vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cinema da Flórida (Foto: Documentary+)</figcaption></figure>
<p><strong>Ninety-five Senses </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confinado em uma penitenciária, o prisioneiro Coy (Tim Blake Nelson) reflete sobre o seu passado de boas e más escolhas. Ao revisitar essas lembranças, ele relaciona os cinco sentidos, responsáveis pela percepção do meio interno e externo do corpo humano, para narrar os principais acontecimentos de sua vida desordenada. Em </span><a href="https://www.docplus.com/details/ninetyfive-senses/FwnPa7Bz/"><i><span style="font-weight: 400;">Ninety-five Senses</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados para uma linda e obscura história sobre decisões compulsivas, que, embora estejam presentes em todos nós, também são determinantes para a nossa destruição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A animação norte-americana foi a primeira dirigida pela dupla Jerusha e Jared Hess, notáveis no universo cinematográfico pela produção de comédias como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5Atg2aASyY4"><i><span style="font-weight: 400;">Nacho Libre</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006), protagonizada pelo ator Jack Black. Composta por uma explosão de tonalidades, a arte foi idealizada por seis equipes diferentes de artistas estadunidenses e latino-americanos. Cada sentido manifestado por Coy é representado por paletas de cores diferentes, que começam por tons alegres e regressam para sombreados mais escuros enquanto descobrimos o destino do protagonista. O curta-metragem é um soco emocional do início ao fim, como o lamento de um indivíduo explorando pela última vez a sensação de estar vivo. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<figure id="attachment_32665" aria-describedby="caption-attachment-32665" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32665 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.jpg" alt="Cena do curta-metragem Our Uniform. Na imagem temos a gravura de um sala de aula desenhada em um tecido de uniforme. As alunas estão sentadas em frente as carteiras e todas estão usando o uniforme azul e hijab branco na cabeça." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32665" class="wp-caption-text">O curto saiu vencedor do prêmio de Melhor Curta-metragem de Animação no Festival de Annecy (Foto: Yegane Moghaddam)</figcaption></figure>
<p><b>Our Uniform </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser mulher em Teerã é uma ocupação de tempo integral</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><span style="font-weight: 400;">. Roteirizado e dirigido pela cineasta Yegane Moghaddam, </span><a href="https://www.termometrooscar.com/store/p518/Our_Uniform.html"><i><span style="font-weight: 400;">Our Uniform</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> combina tinta e tecido para narrar uma história de força política e denunciar a imposição do governo iraniano às meninas durante o período escolar. Rascunhando pelo seu antigo uniforme, visitamos as memórias de uma jovem estudante, que sonhava com um futuro melhor e sem amarras para todas as mulheres. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhada de uma equipe pequena e um orçamento baixo, </span><a href="https://www.animationmagazine.net/2024/02/our-uniform-director-yegane-moghaddam-discusses-the-inventive-fabric-of-her-oscar-nominated-short/"><span style="font-weight: 400;">Moghaddam</span></a><span style="font-weight: 400;"> dispensa as telas digitais e abraça as texturas dos uniformes para integrar a animação, proporcionando uma conexão direta com a mensagem desenvolvida durante os sete minutos de exibição. </span><i><span style="font-weight: 400;">Our Uniform</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz uma técnica que permite explorar a imaginação, uma viagem entre as costuras, bolsos e dobras, que renova o campo artístico. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<figure id="attachment_32702" aria-describedby="caption-attachment-32702" style="width: 1980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32702" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6.png" alt="Cena do curta-metragem Pachyderme. Animação de uma garota criança deitada na água, com o corpo submerso e a cabeça para fora. Ela está de olhos fechados e veste só uma calcinha branca. Braços e mãos submersos na água tentam alcançá-la e dois tocam em suas pernas" width="1980" height="1320" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6.png 1980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32702" class="wp-caption-text">Pachyderme dá a entender tudo o que precisa, sem usar todas as letras (Foto: TNZPV Productions)</figcaption></figure>
<p><b>Pachyderme</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta-metragem francês, aparentemente sereno à primeira vista, chama a atenção por seu visual, com uma </span><a href="https://youtu.be/LHoJ7HfT5XA?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> delicada de pinceladas que parecem feitas à mão. A história é contada principalmente através da imagem, com fortes simbologias e montagens marcantes em cena. O curta provoca sensações antes de expor o que está sob a superfície. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo acompanha uma garota de nove anos passando o período de 10 dias na casa rural dos avós, sem os seus pais. A diretora </span><a href="https://www.animationscoop.com/interview-the-challenges-of-challenging-pachyderme/"><span style="font-weight: 400;">Stéphanie Clément</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói uma atmosfera nostálgica tátil através do olhar da protagonista. A história aborda temas maiores que si com uma sutilidade devastadora que, ao rolar dos créditos, te faz rever tudo o que pode ter passado batido na narrativa. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger </b></p>
<figure id="attachment_32661" aria-describedby="caption-attachment-32661" style="width: 1335px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32661 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819.png" alt="Cena do curta-metragem animado War is Over! Inspired by the Music of John &amp; Yoko. Na imagem, as mãos de um homem branco podem ser vistas segurando uma pomba machucada. A ave tem penas nas cores azul, roxo, rosa, verde e cinza. O animal olha para o homem pela última vez antes de dar o seu respiro final.]" width="1335" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819.png 1335w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-800x321.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-1024x411.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-768x308.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-1200x482.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32661" class="wp-caption-text">O roteiro do curta é escrito por Sean Lennon, filho do fundador dos Beatles e Yoko Ono (Foto: MTV)</figcaption></figure>
<p><strong>War is Over! Inspired by the Music of John &amp; Yoko</strong></p>
<p><a href="http://warisover.com/"><i><span style="font-weight: 400;">War is Over! Inspired by the Music of John &amp; Yoko</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem pouco mais de dez minutos e pode te deixar pensativo por uns cinco a mais. Disputando a categoria de Melhor Curta-metragem animado do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2024, o roteiro de Dave Mullins e </span><span style="font-weight: 400;">Sean Lennon funciona muito bem se admitirmos que tudo não se passa de uma realidade alternativa completamente irreal, que ganha contornos belíssimos da empresa de computação gráfica </span><i><span style="font-weight: 400;">Wētā FX</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Peter Jackson.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo do filme gira em torno dos versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=flA5ndOyZbI&amp;pp=ygULd2FyIGlzIG92ZXI%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Happy Xmas (War Is Over)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção de protesto produzida por John Lennon e Yoko Ono que narra um jogo de xadrez entre soldados de países em guerra. Ao longo do desenrolar da trama, fica nítido que a pomba mensageira é o verdadeiro guerreiro da história que, para os saudosistas, arrepia com os acordes do casal. </span><i><span style="font-weight: 400;">War is Over!</span></i><span style="font-weight: 400;"> não faz milagre, é o que pode ser, tão simplista quanto os discursos embalados por alucinógenos da dupla na década de 1970 e que pouco faz por eles para além de um videoclipe da canção natalina icônica. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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		<title>A Sociedade da Neve mostra a complexidade desesperadora da sobrevivência humana</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Mar 2024 21:42:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amabile Zioli Adaptar a história de uma tragédia real para o audiovisual sempre envolve muita responsabilidade. Depois de reduzir os acontecimentos catastróficos da Tailândia de 2004 a um clichê dramático hollywoodiano em O Impossível,  J. A. Bayona se redimiu com A Sociedade da Neve, trazendo para as telas, mais uma vez, mas sob outra perspectiva, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Sociedade da Neve mostra a complexidade desesperadora da sobrevivência humana"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32583" aria-describedby="caption-attachment-32583" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32583" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-1.jpg" alt="A foto é uma cena do filme A Sociedade da Neve. A foto mostra 14 dos 16 sobreviventes sentados na frente da fuselagem do avião. Estão sentados na neve, alguns em cima da lataria ou de malas. O horizonte atrás do avião mostra as cordilheiras dos Andes" width="1999" height="1326" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-1-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-1-1024x679.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-1-768x509.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-1-1536x1019.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-1-1200x796.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32583" class="wp-caption-text">A tragédia já teve outras quatro adaptações para o audiovisual (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Amabile Zioli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptar a história de uma tragédia real para o audiovisual sempre envolve muita responsabilidade. Depois de reduzir os acontecimentos catastróficos da Tailândia de 2004 a um clichê dramático hollywoodiano em </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-146630/criticas-adorocinema/"><i><span style="font-weight: 400;">O Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,  J. A. Bayona se redimiu com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo para as telas, mais uma vez, mas sob outra perspectiva, a tragédia ocorrida nos Andes em 1972. A produção espanhola foi aclamada internacionalmente, o que rendeu uma indicação ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Filme Internacional e Melhor Maquiagem e Penteados.</span></p>
<p><span id="more-32582"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 13 de Outubro daquele ano, o voo que levava a equipe amadora de rugby e seus familiares de Montevidéu, no Equador, para Santiago, no Chile, colidiu com uma geleira e caiu na Cordilheira dos Andes. No momento da queda, alguns passageiros morreram imediatamente, e, os que </span><a href="https://oglobo.globo.com/blogs/blog-do-acervo/post/2024/01/sociedade-da-neve-a-tragedia-que-obrigou-sobreviventes-a-devorar-amigos-mortos.ghtml#:~:text=Al%C3%A9m%20dos%2011%20mortos%20na,%C3%A0%20gravidade%20de%20seus%20ferimentos."><span style="font-weight: 400;">sobreviveram</span></a><span style="font-weight: 400;">, teriam que lutar pelas suas vidas pelos próximos 72 dias à espera do resgate. No total, 29 pessoas faleceram e 16 foram resgatadas com vida.</span></p>
<figure id="attachment_32584" aria-describedby="caption-attachment-32584" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32584" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-1.jpg" alt=" A foto é uma cena do filme A Sociedade da Neve. A foto mostra 20 pessoas ao redor da carcaça do avião, a maioria sentada em casacos ou apoiados no próprio avião. Ao redor, há apenas neve e pedras]" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32584" class="wp-caption-text">A adaptação da Netflix é baseada no livro homônimo do uruguaio Pablo Vierci (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a obra mais recente das outras adaptações do fato pode ter sido a escolha do protagonista: ao invés de contar a história pelo ponto de vista de um sobrevivente, Bayona prefere seguir </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2024/01/14/a-sociedade-da-neve-vitima-de-acidente-chegou-a-pesar-25-quilos.htm"><span style="font-weight: 400;">Numa Turcatti</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Enzo Vogrincic), falecido no dia 11 de Dezembro, 11 dias antes do resgate. O uruguaio era retratado como uma figura corajosa e pacífica, e, para quem não está familiarizado com o caso, sua morte é um baque e completamente inesperada, afinal, na fórmula de Hollywood, o narrador nunca morre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O símbolo do protagonista é o ponto de equilíbrio entre a sociedade de sobreviventes formada nos Andes. No dia a dia hostil e inóspito do ambiente em que se encontravam, havia aqueles que nunca perdiam as esperanças &#8211; e Numa era um deles. Se alojando na fuselagem do avião e sobrevivendo à base de restos de comida que trouxeram nas malas, um sistema de coleta de água e aflição, </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/a-sociedade-da-neve-vai-alem-do-canibalismo-ao-retratar-tragedia-nos-andes"><span style="font-weight: 400;">agonia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e medo, o desafio enfrentado pelo grupo é desesperador de acompanhar.</span></p>
<figure id="attachment_32586" aria-describedby="caption-attachment-32586" style="width: 1182px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32586" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3.png" alt="A foto foi tirada por um dos sobreviventes no real acidente. Mostra oito pessoas, seis deitadas na neve, sobre alguns tecidos, uma em pé, apoiada na fuselagem, e outra sentada no avião. Na carcaça do avião, há o escrito “Fuerza Aerea Uruguaya”, com as últimas quatro letras obstruídas" width="1182" height="787" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3.png 1182w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3-768x511.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32586" class="wp-caption-text">Após o ocorrido, o local do acidente recebeu o nome de “Vale das Lágrimas” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem forçar um </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/a-sociedade-da-neve-quase-teve-cenas-ainda-mais-chocantes/"><span style="font-weight: 400;">apelo gráfico</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem justificativa para as cenas agonizantes. Um dos momentos mais torturantes do longa é a colisão do avião: ossos quebrando sendo o único vestígio de trilha sonora, partes da lataria e passageiros se desprendendo e voando violentamente para o mar branco e cegante, feições aflitas, desesperadas e angustiadas tomam conta da tela e fazem o espectador ter vontade de cobrir os olhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bayona não cai na tentação do sensacionalismo propagado pela imprensa e foge da explicitação ao representar um dos pontos mais comentados sobre o caso: o </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/a-sociedade-da-neve-vai-alem-do-canibalismo-ao-retratar-tragedia-nos-andes"><span style="font-weight: 400;">canibalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> praticado pelo grupo em busca de conservação. São os elementos ao fundo das cenas que trazem sentido à narrativa, apenas ver o embolado de meias onde a carne está armazenada é suficiente para o estômago se embrulhar. A relutância dos membros da sociedade, inclusive de Numa, para aderirem à ideia, se justificando, além dos próprios ideais, no catolicismo, reforça a agonia que sentiram quando perceberam que era sua última chance de sobreviver. </span></p>
<figure id="attachment_32585" aria-describedby="caption-attachment-32585" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32585" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-1.jpg" alt="A foto é uma cena do filme A Sociedade da Neve. A foto mostra 10 sobreviventes no momento em que visualizam os helicópteros de resgate. Os homens estão olhando e acenando para o céu. Atrás, há a fuselagem do avião e alguns itens jogados pela neve, como poltronas, malas, entre outros. No último plano da foto, há as Cordilheiras dos Andes" width="770" height="514" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-1.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-1-768x513.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32585" class="wp-caption-text">O filme também foi indicado a Melhor Filme em Língua Estrangeira no Globo de Ouro, mas não ganhou (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após acompanhar a jornada incompreensível dos 16 sobreviventes, é reconfortante assistir o momento em que descobrem que foram localizados. A forma com que, mesmo após a perda de peso quase fatal, a falta de higiene pessoal e cuidados básicos, o pensamento de que encontrarão suas famílias novamente dá forças para que eles escovem os dentes, penteiem os cabelos e arrumem suas roupas. A humanidade volta aos seus corpos. O </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/sociedade-da-neve-veja-5-coisas-que-aconteceram-com-os-sobreviventes-apos-o-resgate.phtml"><span style="font-weight: 400;">resgate</span></a><span style="font-weight: 400;"> é catártico e libertador; é um milagre.</span></p>
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		<title>Em Fresh, Daisy Edgar-Jones vive na carne o que é ser mulher</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Feb 2024 19:23:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amabile Zioli Quem nunca achou que sua vida amorosa não tinha mais salvação? Fresh abraça esse sentimento, junto com a tensão, angústia e aflição comumente provocados pelo suspense e cria uma atmosfera diferente da que estamos acostumados: o terror vem acompanhado de uma comédia leve e usa o romance como seu coadjuvante. Em seu longa &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/fresh-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Fresh, Daisy Edgar-Jones vive na carne o que é ser mulher"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32432" aria-describedby="caption-attachment-32432" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32432" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1.jpg" alt="Cena do filme Fresh. A foto é um retrato do rosto de Daisy Edgar-Jones sobre um fundo desfocado. A atriz está olhando para a câmera fixamente, com feição de medo, ela é branca, tem cabelo marrom e olhos da mesma cor. A foto vai até seus ombros, escondidos por um casaco laranja." width="1600" height="865" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1536x830.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32432" class="wp-caption-text">A atriz deve parte de seu reconhecimento à Marianne, personagem que interpretou em 2020, em Normal People (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Amabile Zioli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem nunca achou que sua vida amorosa não tinha mais salvação? </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iUT4YskFTig"><i><span style="font-weight: 400;">Fresh</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abraça esse sentimento, junto com a tensão, angústia e aflição comumente provocados pelo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7UP2sOs1MXQ"><span style="font-weight: 400;">suspense</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cria uma atmosfera diferente da que estamos acostumados: o terror vem acompanhado de uma comédia leve e usa o romance como seu coadjuvante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu longa de estreia, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9_4LWLizFjs"><span style="font-weight: 400;">Mimi Cave</span></a><span style="font-weight: 400;"> dirige um verdadeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de horrores. Mantendo a fotografia e edição como cúmplices, a diretora monta um </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem ter tanta coisa nova para contar. Já saturados, o roteiro e o encaminhamento sofrem alguns ajustes nas mãos de Cave. Afinal, quem quer ver mais uma história sobre a vítima indefesa nas mãos de um homem perverso? </span></p>
<p><span id="more-32431"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo principal segue Noa (</span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><span style="font-weight: 400;">Daisy Edgar-Jones</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma jovem que, em uma busca exaustiva por um relacionamento bem-sucedido, acaba encontrando um possível pretendente no local mais inusitado possível: no hortifruti de um supermercado. A partir desse momento, a trama se desenrola conforme a protagonista descobre, junto com a audiência, os segredos mais bizarros de Steve (</span><a href="https://personaunesp.com.br/pam-tommy-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sebastian Stan</span></a><span style="font-weight: 400;">), o ‘cara do mercado’.</span></p>
<figure id="attachment_32433" aria-describedby="caption-attachment-32433" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32433" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-1.png" alt="Cena do filme fresh. A foto retrata a personagem Mollie, interpretada pela atriz Jonica T. Gibbs. A atriz é negra, possui tranças no cabelo e está usando colar e brinco dourados. Ela está sentada e vestindo uma blusa verde com estampa. O fundo da foto é desfocado e parece uma lanchonete, com mesas no fundo.]" width="1600" height="857" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-1-800x429.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-1-1024x548.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-1-768x411.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-1-1536x823.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-1-1200x643.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32433" class="wp-caption-text">“É o sonho de uma garota hétero se tornando realidade, não é?” (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De primeira, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fresh </span></i><span style="font-weight: 400;">parece não inovar, mas, no final, o filme traz uma nova perspectiva sobre a relação entre os gêneros. Estrelado por dois grandes nomes, Edgar-Jones e Stan, a obra tem grande prestígio agregado à impecável escolha de </span><a href="https://www.estadao.com.br/emais/tv/fresh-filme-de-terror-comico-com-sebastian-stan-estreia-no-star/"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;">; nisso, Cave não errou. Os protagonistas têm tanta química quanto seus personagens, o que fez toda a diferença no desenvolvimento da trama. Além dos principais, o longa não deixa a desejar na escalação de coadjuvantes. Jonica T. Gibbs e Charlotte Le Bon vivem Mollie e Ann, respectivamente, e não falham ao representar caricaturas complexas e profundas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fresh </span></i><span style="font-weight: 400;">não teria o mesmo impacto sem os </span><i><span style="font-weight: 400;">frames </span></i><span style="font-weight: 400;">de bocas mastigando ou carnes sendo cortadas sob uma iluminação difusa e avermelhada, fruto da fotografia, cúmplice de Cave. Tudo isso dá sentido visual ao que está sendo abordado no longa, e, disso, </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/pawel-pogorzelski"><span style="font-weight: 400;">Pawel Pogorzelski</span></a><span style="font-weight: 400;"> entende muito bem. Com experiência na direção fotográfica de outros suspenses, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/midsommar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midsommar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-hereditario/"><i><span style="font-weight: 400;">Hereditário</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">o cineasta coloca na tela o sentimento de estranheza e anormalidade ambientados até em um supermercado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/12/01/por-que-o-cinema-e-a-tv-estao-obcecados-com-canibais.htm"><span style="font-weight: 400;">premissa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da produção já é revelada ao telespectador na campanha de divulgação, mas, felizmente, a película não fica dependente disso para fluir. Com o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist </span></i><span style="font-weight: 400;">já familiar, o roteiro de Lauryn Kahn precisa focar em outros aspectos para prender a atenção do público. É aí que entra Mollie, a quem acompanhamos durante todo o clímax na tentativa de tentar solucionar o desaparecimento de Noa. Em várias partes, temos a impressão de que aquela busca terminará de uma forma diferente e não mais um clichê </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiano</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, a reviravolta dos bonzinhos e o </span><a href="https://cinestera.com.br/fresh-final-explicado-steve-e-ann-estao-vivos-o-destino-da-noa-e-da-mollie/"><span style="font-weight: 400;">final (meio) feliz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nauseante acontecem e quebramos a cara esperando alguma inovação.</span></p>
<figure id="attachment_32435" aria-describedby="caption-attachment-32435" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4.jpg" alt="Cena do filme Fresh. A foto é da cena em que Steve e Noa se conhecem. Noa está na sessão de hortifruti do mercado, em frente ao refrigerador que conserva brócolis, cenouras, entre outras variedades de legumes e verduras. A personagem está em pé, parada, segurando uma cestinha de supermercado e vestindo um sobretudo marrom claro, calça jeans clara e meias e tênis brancos. Seu cabelo é moreno e está preso em um coque. Atrás, no canto superior esquerdo, há uma placa escrito Fresh Meats, carnes frescas, em português." width="768" height="433" /><figcaption id="caption-attachment-32435" class="wp-caption-text">Muitas pessoas sequer notaram o Fresh Meats acima de Noa nesse frame, que pode ser considerado um spoiler da reviravolta do filme (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma sorrateira, o filme trata sobre a maneira com que os relacionamentos estão se formando na atualidade. Noa é retratada como alguém que tem problemas para encontrar pessoas e se relacionar, acabando por se render a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-57886015"><span style="font-weight: 400;">aplicativos de namoro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tal particularidade influencia a jovem a se arriscar e dar seu número para alguém que acabou de conhecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os pontos que Mimi Cave consegue </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CIqwiPFl2Ag&amp;pp=ygURZWxlbmNvIGZyZXNoIDIwMjI%3D"><span style="font-weight: 400;">diferenciar</span></a><span style="font-weight: 400;">, destaca-se a criação de laços entre o telespectador e os personagens. A capacidade de gerar apego em figuras que nós nunca sequer vimos o rosto é algo assustador e muito bem executado. Nos momentos em que Noa interage com Penny (Andrea Bang), a voz atrás da parede, cultivamos simpatia pela mulher, que só é apresentada oficialmente ao público nas cenas finais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a direção faz um excelente trabalho na ambientação da película. Nos primeiros trinta minutos, o cenário elaborado é típico de romance e a iluminação e </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLGYDo7xqhg_FjkdzMjtslHXdV-eQIVBr1"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> pensada por Alex Somers, principalmente, evidenciam muito isso. Após a introdução do título, da água para o vinho, a obra se torna um suspense, carregado de tensão com entrecortes de comédia.</span></p>
<figure id="attachment_32434" aria-describedby="caption-attachment-32434" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32434" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3.jpg" alt="Cena do filme Fresh. A cena retrata um encontro entre Steve e Noa, onde os dois estão sentados em uma mesa de restaurante, um ao lado do outro, se olhando, sob luz baixa. A cena é composta pela mesa, no canto inferior direito, em cima da mesa tem dois copos, uma tigela com cerejas e uma vela. Na área central da foto, estão os dois protagonistas, em frente a uma parede de vidro. No teto, há um lustre, que proporciona visibilidade em meio à penumbra" width="1600" height="865" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1536x830.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32434" class="wp-caption-text">“Você é todo ‘coquetéis sofisticados’ e eu sou toda ‘panquecas para a viagem’” (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No final, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fresh</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega o que promete: </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-fresh-2022/"><span style="font-weight: 400;">não muita coisa</span></a><span style="font-weight: 400;">. É um produto que diverte nas cenas cômicas, como quando o protagonista fatia a carne de um ser humano como se fosse apenas um açougueiro em horário de trabalho, ou nos momentos em que Steve prepara refeições como um </span><i><span style="font-weight: 400;">chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> gastronômico e, junto com Noa, fazem uma degustação acompanhada de vinho e luz de velas. E não passa disso: um longa que entretém, mas que, depois de um tempo, você sequer vai lembrar das suas particularidades. </span></p>
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		<title>10 anos depois, Because The Internet ainda ecoa no cenário do hip-hop</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Dec 2023 20:37:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amábile Zioli O mix de gêneros, ritmos e estilos pode ser uma ferramenta muito utilizada no meio musical. Encontrar o equilíbrio e não pender para o exagero, no entanto, é uma tarefa que poucos conseguem alcançar. Em 2013, Donald Glover, sob o pseudônimo de Childish Gambino, lançava seu segundo álbum de estúdio, Because the Internet, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/because-the-internet-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos depois, Because The Internet ainda ecoa no cenário do hip-hop"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32132" aria-describedby="caption-attachment-32132" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-3.jpg" alt="Capa do álbum “Because The Internet” de Childish Gambino. A capa é uma fotografia do cantor. É um homem negro, de olhos escuros, e veste uma camisa em tons de rosa e laranja e coqueiros verdes. Ele está encarando a câmera, com uma feição séria. O fundo da foto é rosa, do lado direito, e laranja, do lado esquerdo." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-3.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-3-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32132" class="wp-caption-text">Childish Gambino foi uma das inspirações para a criação de <a href="https://www.omelete.com.br/quadrinhos/homem-aranha-como-donald-glover-colaborou-com-a-criacao-de-miles-morales">Miles Morales</a>, o Homem-Aranha (Foto: Glassnote Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Amábile Zioli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mix de gêneros, ritmos e estilos pode ser uma ferramenta muito utilizada no meio musical. Encontrar o equilíbrio e não pender para o exagero, no entanto, é uma tarefa que poucos conseguem alcançar. Em 2013, Donald Glover, sob o pseudônimo de Childish Gambino, lançava seu segundo álbum de estúdio, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=i2uzq3A9YbU&amp;pp=ygUcY3JpdGljYSBiZWNhdXNlIHRoZSBpbnRlcm5ldA%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Because the Internet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">e mostrava ao mundo que entendia de tudo um pouco.</span></p>
<p><span id="more-32129"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois anos depois de </span><a href="https://musicainstantanea.com.br/disco-camp-childish-gambino/"><i><span style="font-weight: 400;">Camp</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o disco </span><i><span style="font-weight: 400;">debut, </span></i><span style="font-weight: 400;">o cantor retornou aos </span><a href="https://www.billboard.com/artist/childish-gambino/chart-history/hsi/"><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para se consagrar como uma potência emergente no cenário musical. Glover já estava presente em outros veículos: na TV, como Troy Barnes na série estadunidense </span><i><span style="font-weight: 400;">Community</span></i><span style="font-weight: 400;">; por trás das câmeras, roteirizou </span><i><span style="font-weight: 400;">30 Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, seriado protagonizado por Tina Fey; e nos palcos também fez comédia, com shows de </span><i><span style="font-weight: 400;">stand up </span></i><span style="font-weight: 400;">que refletiam o humor em sua trajetória de carreira.</span></p>
<figure id="attachment_32131" aria-describedby="caption-attachment-32131" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32131" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-3.jpg" alt="A foto é uma cena da série Community. O personagem de Childish Gambino, Troy Barnes, está sentado em uma mesa, onde apenas seu tronco e cabeça aparecem, além da mão direita apoiada na mesa. Ele veste um moletom cinza e usa sua mochila preta nas costas. O ator está olhando para o lado e tem o cenho franzido e a boca aberta, formando um sorriso" width="1080" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-3.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-3-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32131" class="wp-caption-text">O ator saiu do elenco de Community para iniciar um projeto solo, a hoje aclamada <a href="https://personaunesp.com.br/atlanta-critica/">Atlanta</a> (Foto: NBCU)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dominado pelos instrumentais que soam como a marca registrada de Gambino, </span><i><span style="font-weight: 400;">Because the Internet </span></i><span style="font-weight: 400;">conta com uma produção majestosa. Mesmo que não seja lotado de colaborações, é isso que dá espaço para o cantor colocar sua genialidade nas faixas. Contando apenas com </span><a href="https://www.complex.com/music/a/cmplxjoshua-espinoza/chance-the-rapper-childish-gambino-friendship-timeline"><span style="font-weight: 400;">Chance The Rapper</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jhené Aiko e Azealia Banks para trazer novas vozes ao álbum, os </span><i><span style="font-weight: 400;">feats </span></i><span style="font-weight: 400;">se adaptam ao estilo do colaborador, sem perder a essência do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo e bem trabalhado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com melodias agressivas, como vemos em </span><i><span style="font-weight: 400;">I. Crawl</span></i><span style="font-weight: 400;">, é possível enxergar o que hoje </span><a href="https://portalpopline.com.br/tyler-aclamado-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> é famoso por fazer: transformar uma grande gritaria em Arte na sua mais pura forma. Os versos gentilmente cantados pela voz firme de Alessia De Gasperis, conhecida pela premiada, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U_h1NScp1_o"><i><span style="font-weight: 400;">Mind</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Jack Ü, contrastam da forma mais inusitada possível com as exclamações incompreensíveis de Gambino ao fundo, amarrando toda a produção e garantindo uma harmonia surpreendente. </span></p>
<figure id="attachment_32134" aria-describedby="caption-attachment-32134" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-2.jpg" alt="A foto é uma cena do filme Guava Island. A cena mostra os dois protagonistas, Deni e Kofi, interpretados por Childish Gambino e Rihanna, respectivamente. Os dois estão se encarando, em uma cozinha. O homem está sem camisa, encostado na parede, com um short vermelho e uma faixa estampada na cabeça. A mulher está em sua frente, usando um vestido colorido. No fundo há uma janela onde algumas folhas podem ser  vistas." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-2-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-2-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-2-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32134" class="wp-caption-text">Donald Glover protagonizou o filme Guava Island ao lado da também cantora Rihanna (Foto: Regency Enterprises)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">2013 foi um ano difícil para se destacar no mundo do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tendo nomes como Kanye West, com </span><i><span style="font-weight: 400;">Yeezus</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Drake, com </span><i><span style="font-weight: 400;">Nothing Was The Same</span></i><span style="font-weight: 400;">, no topo dos </span><a href="https://musica.uol.com.br/enquetes/2013/12/03/retrospectiva-2013-melhores-discos-do-ano.htm"><span style="font-weight: 400;">lançamentos mais esperados</span></a><span style="font-weight: 400;">, era presunçoso esperar que o segundo álbum de um artista em ascensão ia chegar longe. Mas chegou. </span><i><span style="font-weight: 400;">Because the Internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em sétimo lugar na </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/2013-12-28/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dos Estados Unidos e foi indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de Rap, trazendo o impulso que o cantor precisava para alavancar sua carreira musical de uma vez por todas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Guiando as faixas como se fossem um </span><i><span style="font-weight: 400;">stand up</span></i><span style="font-weight: 400;"> cantado, Childish Gambino se sente em casa e faz jus ao nome do disco, usando a internet como personagem principal de seus atos. Ele a atribui papel de responsável por todos os recentes acontecimentos de sua vida pessoal e profissional. Tudo é graças à internet. Cheia de gírias, trocadilhos e algumas referências, a obra se torna uma extensão da </span><a href="https://portalrapmais.com/donald-glover-elogia-seu-album-because-the-internet-e-fala-sobre-criticas-ao-projeto-camp/"><span style="font-weight: 400;">personalidade marcante</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conquistadora do carismático cantor e produtor norte-americano. </span></p>
<figure id="attachment_32133" aria-describedby="caption-attachment-32133" style="width: 976px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-3.jpg" alt=" A foto é uma cena do clipe da música This Is America, de Childish Gambino. Na cena, o cantor está de lado, sem camisa, simulando uma arma com as mãos. Seus braços estão esticados, como se estivesse preparado para atirar.]" width="976" height="549" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-3.jpg 976w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32133" class="wp-caption-text">Childish Gambino levou o Grammy de Música do Ano por This Is America, em 2019 (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Because the Internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um divisor de águas para a carreira de Donald Glover enquanto Childish Gambino. Aqueles que se encontravam no seu </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> energético e, em outra parte do tempo, igualmente pacífico, passaram a admirar ainda mais a versatilidade do cantor. Isso não acabou no segundo álbum. Todo o seu trabalho contribuiu para a evolução de suas percepções musicais e o encontro do que mais combinava com a persona, sendo importante para o que muitos críticos chamam de sua obra prima: </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-awaken-my-love-childish-gambino/"><i><span style="font-weight: 400;">Awaken, My Love!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto álbum de estúdio do artista, que só seria lançado oficialmente em 2016. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo após 10 anos do lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Because the Internet </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda reflete na indústria musical de forma perceptível. Trazendo um </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> cru, mas longe de incompleto, Gambino brinca com os interlúdios como se fossem acessórios de um produto maior, o que realmente são. É assim que o cantor se consolida como uma força em ascendência sem perder o foco de todos os outros </span><a href="https://culturadoria.com.br/quem-e-donald-glover/"><span style="font-weight: 400;">projetos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que o torna um dos artistas mais completos da atualidade.</span></p>
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		<title>Em Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, Miles Morales dá um salto de fé e leva filmes de heróis a outro nível</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 20:40:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amábile Zioli Como superar o insuperável? É uma questão que Joaquim dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson levaram muito a sério ao dirigirem Através do Aranhaverso. Homem-Aranha no Aranhaverso (2018) aumentou os padrões de produção no mundo dos heróis e estabeleceu metas inalcançáveis para sua sequência, que chegaria aos cinemas apenas em Junho &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, Miles Morales dá um salto de fé e leva filmes de heróis a outro nível"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31986" aria-describedby="caption-attachment-31986" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena imita uma página de quadrinhos, a tela é dividida em 4 partes e em cada uma delas há uma versão do homem-aranha mostrando a região dos olhos de cada máscara. Em cima e ao centro há o Aranha-punk, sobre um fundo verde; do lado esquerdo, Miles Morales, com um fundo azul; em baixo, o homem-aranha indiano, com um fundo laranja; e, por último, a direita, Gwen Stacy, sobre um fundo rosa." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31986" class="wp-caption-text">Animadores de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso relataram <a href="https://www.vulture.com/2023/06/spider-verse-animation-four-artists-on-making-the-sequel.html">más condições de trabalho</a> (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><strong>Amábile Zioli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como superar o insuperável? É uma questão que Joaquim dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson levaram muito a sério ao dirigirem </span><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso. </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha no Aranhaverso</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018) aumentou os padrões de produção no mundo dos heróis e estabeleceu metas inalcançáveis para sua sequência, que chegaria aos cinemas apenas em Junho de 2023. </span></p>
<p><span id="more-31984"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo filme da </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/aranhaverso-3-quando-estreia-o-proximo-filme-de-miles-morales/"><span style="font-weight: 400;">confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> trilogia segue Miles Morales e Gwen Stacy na contínua busca e descoberta do multiverso, cada vez mais amplo e, paradoxalmente, desconhecido. Nessa jornada, a história dos protagonistas recebe mais aprofundamento e, mesmo com mais de 280 Homens-Aranhas no </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">universo cinematográfico</span></a><span style="font-weight: 400;">, o foco no desenvolvimento de cada personagem não foi deixado de lado.</span></p>
<figure id="attachment_31989" aria-describedby="caption-attachment-31989" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena contém 8 personagens do filme, incluindo Gwen Stacy, no centro, e Peter Parker e Aranha-Punk, além de outros do filme anterior. Todos estão de costas para a câmera, olhando em direção a um portal mágico." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31989" class="wp-caption-text">Homem-Aranha: no Aranhaverso ganhou o Oscar de Melhor Animação em 2019 (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trinca de diretores conseguiu um dos maiores feitos da indústria audiovisual: fazer com que a continuação seja melhor do que seu antecessor. Com uma animação tão complexa e mais fiel aos </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/a-arte-de-homem-aranha-no-aranhaverso/"><span style="font-weight: 400;">quadrinhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que nunca, a obra te deixa imerso em sua vastidão de cores e formas. Cada cena possui uma paleta diferente, cada universo tem um tom específico e todo personagem tem um contorno que o diferencia de todas as outras centenas de pessoas-aranhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nisso, </span><a href="https://www.aficionados.com.br/spider-gwen/#:~:text=Gwen%20Stacy%20%C3%A9%20a%20filha,uma%20personalidade%20art%C3%ADstica%20e%20despreocupada."><span style="font-weight: 400;">Gwen Stacy</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca. Sua Terra, 65, é tomada pelos tons pastéis e frios, imergida em um visual melancólico e sensível, o que combina perfeitamente com o momento que a Mulher-Aranha vive. Entre segredos, solidão e culpa pelos acontecimentos canônicos de ser uma aranha, a jovem ainda precisa lidar com a falta de seu melhor amigo, que está há muitos universos de distância.</span></p>
<figure id="attachment_31988" aria-describedby="caption-attachment-31988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena mostra Gwen Stacy vestida de Mulher-Aranha, em pé de frente para seu pai, onde é possível observar apenas sua sombra. O cenário é composto por ferrugens e destruição, e as cores predominantes são tons de laranja, rosa, roxo, azul e preto." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31988" class="wp-caption-text">Contrastando com a relação familiar de Miles, Gwen se vê sozinha em Através do Aranhaverso (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro, elaborado pelo mesmo trio responsável por </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha no Aranhaverso, </span></i><span style="font-weight: 400;">Phil Lord, Christopher Miller e Dave Callaham, também não deixa a desejar, e muito se deve ao novo vilão apresentado. Mancha é um dos vários destaques da trama: após o primeiro ato do filme, ele deixa de ser o “</span><i><span style="font-weight: 400;">vilãozinho da vez</span></i><span style="font-weight: 400;">” ao se tornar um ser ultradimensional, sem quebrar o repertório de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/homem-aranha-viloes-filmes.html"><span style="font-weight: 400;">vilões</span></a><span style="font-weight: 400;"> fantásticos já derrotados em trilogias anteriores. </span></p>
<p><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/homem-aranha-2099-aranhaverso-2-conheca/"><span style="font-weight: 400;">Miguel O’Hara</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Homem-Aranha 2099, também soube transmitir medo e tensão em cada aparição na tela de cinema. O teioso foi um dos pontos altos da película, que, juntamente com um visual único e uma trilha sonora original e característica, consagrou-se como o vilão coadjuvante, mas muito memorável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando dito que </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá um salto de quase um universo de distância de seu antecessor, é impossível não responsabilizar as composições incomparáveis de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6nlUFeFAPjaDTA7A0VVwnO"><span style="font-weight: 400;">Daniel Pemberton</span></a><span style="font-weight: 400;">. O que já era um ponto de destaque no primeiro longa, Metro Boomin ajudou para que ficasse ainda melhor: cada melodia se mostrou perfeitamente pensada para todo acontecimento. A capacidade de encaixar o som com o movimento e a animação surreal tornou a experiência minuciosamente cativante para qualquer um que estivesse assistindo.</span></p>
<figure id="attachment_31987" aria-describedby="caption-attachment-31987" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena mostra Miguel O’hara, o Homem-Aranha 2099, em pé em cima de um prédio, no centro da imagem. Sua silhueta está tampada pela chuva, e, atrás dele há um letreiro em vermelho neon escrito “Welcome”." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31987" class="wp-caption-text">Ao contrário da maioria, Miguel O’Hara não se transformou em Homem-Aranha por uma picada, mas sim por um erro em um teste laboratorial (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo contra o comum pensamento de que </span><a href="https://personaunesp.com.br/animacao-oscar-artigo/"><span style="font-weight: 400;">animações</span></a><span style="font-weight: 400;"> são produtos voltados apenas ao público infantil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz, em um ambiente acolhedor e familiar, a confirmação de que o filme animado tem tanto potencial quanto qualquer </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">. É claro que o desenho ímpar do longa é seu diferencial: sem a possibilidade de brincar com as cores e tons, expressões faciais e corporais, e estilizações de design, grande parte de seu valor excepcional seria perdido em atuações simplórias e em uma fotografia mediana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa perda de valor tem sido observada com frequência no Cinema norte-americano. A onda de </span><i><span style="font-weight: 400;">live-actions </span></i><span style="font-weight: 400;">incentivada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">fez com que diversos clássicos perdessem suas particularidades ao serem trazidos para o mundo real. É o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-rei-leao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rei Leão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, com uma computação gráfica fraca, não sustenta o mesmo apelo emocional proporcionado pelo original de 1994, vivo em cores e emoções. </span></p>
<figure id="attachment_31990" aria-describedby="caption-attachment-31990" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31990" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena mostra Miles Morales encarando seu “eu” de um universo paralelo. O Miles da esquerda possui uma feição irritada, com seus cabelos em trança e uma jaqueta vermelha. Miles da direita está expressando medo e está amarrado em um poste, preso. O fundo mostra grades e, atrás, a cidade em tons avermelhados." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31990" class="wp-caption-text">Uma das maiores inspirações para a criação de Miles Morales foi o ator e cantor Donald Glover (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se preocupa em não emocionar, afinal, só a narrativa de Miles em busca de mudar a trajetória canônica de sua vida já é o suficiente para encontrar empatia em qualquer espectador. A comoção é levada até o último minuto, quando, ao usar a ferramenta de </span><a href="https://hqscomcafe.com.br/2018/02/20/o-que-e-cliffhanger/"><i><span style="font-weight: 400;">cliffhanger</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">explorada em </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Infinita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deixa até o mais desinteressado com o sentimento de quero mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Além do Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;">, terceiro e último filme da trilogia, estava previsto para Março de 2024, mas foi adiado por tempo indeterminado por conta da </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">greve dos roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, apesar de já ter acabado, afetou o início das produções. A excepcionalidade do desenvolvimento da saga do Aranhaverso nos leva a acreditar que seu fechamento não decepcionará: personagens bem explorados, uma narrativa envolvente e a animação característica transformam a história em um produto único.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Greve dos Roteiristas: a classe que parou a indústria do audiovisual</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 19:47:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Amabile Zioli e Guilherme Machado Leal  Ao assistirmos a uma obra cultural, esquecemos de todo o processo por trás de sua criação. Engana-se quem resume o papel da Arte somente ao conteúdo que ela traz, já que, no final do dia, empresários enxergam filmes e séries como fontes de renda. Ver um conteúdo sendo adiado &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Greve dos Roteiristas: a classe que parou a indústria do audiovisual"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31920" aria-describedby="caption-attachment-31920" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31920" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-4.png" alt="Foto da passeata da greve dos roteiristas. Na imagem, há pessoas segurando cartazes retangulares divididos nas cores preta e vermelha. Está escrito “Sindicato dos roteiristas americanos em greve!” e “Sindicato dos roteiristas em greve! hey, CEOs - vocês podem nos pagar de forma justa e ainda serem repugnantemente ricos”. Além disso, atrás desses cartazes há outras pessoas protestando com cartazes relacionados à greve dos roteiristas" width="1440" height="988" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-4.png 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-4-800x549.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-4-1024x703.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-4-768x527.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-4-1200x823.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31920" class="wp-caption-text">A Greve dos Roteiristas refletiu o histórico repetitivo de descaso com os trabalhadores de Hollywood (Foto: Chris Pizzello/The Associated Press)</figcaption></figure>
<p><b>Amabile Zioli e Guilherme Machado Leal </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao assistirmos a uma obra cultural, esquecemos de todo o processo por trás de sua criação. Engana-se quem resume o papel da Arte somente ao conteúdo que ela traz, já que, no final do dia, empresários enxergam filmes e séries como fontes de renda. Ver um conteúdo sendo </span><a href="https://www.suno.com.br/noticias/web-stories/filmes-series-afetados-greve-roteiristas-hollywood-cpf/"><span style="font-weight: 400;">adiado</span></a><span style="font-weight: 400;"> mexe com o coração dos fãs, mas antes disso, não ter o seu trabalho reconhecido também atrapalha o amor de quem tem o audiovisual como emprego. Afinal, a indústria hollywoodiana foi construída nos moldes da sociedade capitalista e, dessa forma, o dinheiro faz parte desse meio. Por isso, entender as demandas exigidas na greve dos roteiristas, mesmo que ela já tenha sido encerrada, é fundamental para que a conversa sobre o tema seja compreendida da melhor forma, até para blindar um futuro mais sólido para o setor.     </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 2 de Maio de 2023, o Sindicato dos Roteiristas da América (o Writers Guild of America ou WGA) entrou em </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/greve-dos-roteiristas/"><span style="font-weight: 400;">greve</span></a><span style="font-weight: 400;">. As principais exigências da categoria contra a Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP), associação comercial que representa os estúdios de Hollywood, eram melhores condições de trabalho e um aumento salarial. A remuneração residual também foi pauta, principalmente no que se refere aos serviços de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, que não possuem tanto controle das reproduções quanto as TVs.</span></p>
<p><span id="more-31918"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A paralisação de 2023 não foi a primeira da categoria: em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/greve-dos-roteiristas-em-hollywood-2007-x-2023"><span style="font-weight: 400;">2007</span></a><span style="font-weight: 400;">, o WGA pausou suas atividades em busca de melhorias salariais e ganhos residuais &#8211; também citados na greve mais recente, porém, com enfoque na venda de DVDs. O ato durou 100 dias e teve seu fim em Fevereiro de 2008, após um prejuízo de quase </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/05/entenda-por-que-greve-dos-roteiristas-deve-ser-mais-branda-do-que-da-ultima-vez.shtml#:~:text=Em%202007%2C%20paralisa%C3%A7%C3%A3o%20interrompeu%20ao,2%20bilh%C3%B5es%20para%20a%20Calif%C3%B3rnia&amp;text=Milhares%20de%20roteiristas%20de%20cinema,pelo%20boom%20global%20do%20streaming."><span style="font-weight: 400;">U$2 Bilhões</span></a><span style="font-weight: 400;"> na economia de Los Angeles. Ainda, antes, os roteiristas pararam por 153 dias em 1988, se caracterizando como a maior greve já realizada pela classe.</span></p>
<figure id="attachment_31929" aria-describedby="caption-attachment-31929" style="width: 469px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-7.jpg" alt="" width="469" height="263" /><figcaption id="caption-attachment-31929" class="wp-caption-text">A greve dos atores acabou 48 dias após a dos roteiristas, no dia 8 de novembro (Foto: WGA)</figcaption></figure>
<h5><b>Mas, afinal, o que são os residuais?</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma demanda que marcou tanto a greve dos roteiristas quanto a dos atores (também já concluída com sucesso para a categoria) é o pagamento dos residuais. Eles funcionam como </span><i><span style="font-weight: 400;">royalties</span></i><span style="font-weight: 400;"> do trabalho exercido pelos profissionais a cada exibição de uma série ou um filme. Um caso que ilustra bem a dinâmica desse assunto é a comédia </span><a href="https://personaunesp.com.br/friends-25-anos-aniversario/"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: o canal </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Channel Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, detentor dos direitos do programa na televisão fechada, paga uma taxa pela presença do conteúdo e, assim, os envolvidos &#8211; escritores, produtores executivos e atores &#8211; ganham essa participação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, quando se trata dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, a situação é diferente: os contratos desse tipo de mídia são outros, já que os serviços de assinatura, como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, licenciam determinados conteúdos por um tempo </span><a href="https://tecnoblog.net/responde/por-que-a-netflix-tira-filmes-e-series-do-seu-catalogo/"><span style="font-weight: 400;">definido</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesse sentido, embora tenha </span><a href="https://www.seriesdatv.pt/noticias/audiencias/2023/06/netflix-altera-forma-de-contabilizar-visualizacoes/"><span style="font-weight: 400;">atualizado</span></a><span style="font-weight: 400;"> o seu sistema de contabilização de horas no ano de 2023, com o uso do site da </span><a href="https://www.netflix.com/tudum/top10/tv"><span style="font-weight: 400;">própria plataforma</span></a><span style="font-weight: 400;">, o <em>streaming</em> não deixa claro como funciona o recebimento dos residuais em relação ao método utilizado. Agora, o número de horas assistidas é dividido pela duração do produto analisado, dentro de um período de 28 dias, para que, assim, se tenha uma verificação mais justa do que realmente foi consumido. Ainda assim, a polêmica dos ganhos residuais também afeta as obras originais de um catálogo online.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O exemplo mais notável é </span><i><span style="font-weight: 400;">Orange is The New Black</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em meio aos protestos, as atrizes da série contaram que a compensação pelas sete temporadas de um dos maiores </span><a href="https://www.estadao.com.br/emais/tv/orange-is-the-new-black-mais-de-cem-milhoes-de-usuarios-assistiram-pelo-menos-a-um-episodio/"><span style="font-weight: 400;">sucessos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do catálogo &#8211; de acordo com Cindy Holland, ex vice-presidente da área de conteúdo original da <em>Netflix</em>, em </span><a href="https://variety.com/2019/tv/features/orange-is-the-new-black-final-season-netflix-jenji-kohan-1203270374/"><span style="font-weight: 400;">conversa</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a  revista <em>Variety</em> &#8211; foi ínfima. Em </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/notes-on-hollywood/orange-is-the-new-black-signalled-the-rot-inside-the-streaming-economy"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i><span style="font-weight: 400;">, Kimiko Glenn, intérprete da personagem Brook Soso, revelou a quantia paga pelos 44 episódios atuados: a incrível bagatela de US$ 27,30, equivalente a R$ 130 reais. Com isso, o pouco dinheiro recebido tornou o segundo trabalho como uma fonte de renda alternativa e escancarou ainda mais as injustiças do modelo atual dos residuais.</span></p>
<figure id="attachment_31923" aria-describedby="caption-attachment-31923" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31923" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1.png" alt="Foto da passeata da greve dos roteiristas. Na imagem, há um homem segurando o cartaz da greve. Na placa, está escrito “Pare de tentar fazer o freelance acontecer”, fazendo um trocadilho com o bordão “Pare de tentar fazer o barro acontecer”, do filme Meninas Malvadas. Além disso, há outros cartazes ao redor." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image5-1-768x576.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31923" class="wp-caption-text">O pagamento dos residuais foi um dos centros da discussão em torno do movimento (Foto: Damian Dovarganes/The Associated Press)</figcaption></figure>
<h5><b>Inteligência Artificial: uma faca de dois gumes</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente do ocorrido de 16 anos atrás, a discussão atual girou em torno da inteligência artificial e o seu uso na produção de obras audiovisuais, uma vez que, a partir da ferramenta, o trabalho dos roteiristas seria dispensável. No contexto da Terceira Revolução Industrial, a mecanização da mão de obra é inevitável, mas quando se trata da escrita, é inconcebível a ideia de que narrativas de personagens sejam desconsideradas em detrimento da rapidez que a IA fornece. Isso também tem relação com o alto número de produções feitas em um curto período de tempo, a exemplo dos filmes de </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/marvel-studios-artistas-de-efeitos-visuais-sindicato-votacao-unanime"><span style="font-weight: 400;">super-heróis</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Studios</span></i><span style="font-weight: 400;">, conhecida pelo seu vasto universo de personagens icônicos e queridos, utilizou do </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/13274/a-inteligencia-artificial-na-marvel-studios-sera-a-criatividade-humana-substituivel"><span style="font-weight: 400;">recurso</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a criação da abertura da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Invasão Secreta</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por esse lado, a atitude da empresa é conivente com os defensores da tecnologia, mostrando um descompasso entre as inúmeras etapas de produção da sua arte. Imagine o quanto perderíamos se a abertura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que homenageava as décadas da comédia televisiva a cada episódio lançado, fosse entregue a uma simples ferramenta. Assim, vale a pena se perguntar: precisamos mesmo da IA?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível comparar a capacidade humana de criar e desenvolver histórias capazes de tocar tão profundamente outro indivíduo com a de uma </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2023/02/inteligencia-artificial-e-usada-a-serio-na-escrita-de-filmes-e-series-e-levantam-questoes-sobre-autoria-e-criatividade.ghtml"><span style="font-weight: 400;">inteligência artificial</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não possui qualquer tipo de emoção. Atualmente, a discussão principal foca no treinamento desautorizado de tais tecnologias com roteiros já existentes e produzidos por pessoas, a fim de prepará-las ainda mais para assumir totalmente o posto desses trabalhadores. </span></p>
<figure id="attachment_31922" aria-describedby="caption-attachment-31922" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31922" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-2.png" alt="Foto da passeata da greve dos roteiristas. Na imagem, há um homem branco com óculos de sol segurando um cartaz da greve. Na placa, está escrito “A.I escreveu esse cartaz”, com um trocadilho das palavras “the” e “this”. Além disso, atrás dele, há uma fila de pessoas protestando." width="1440" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-2.png 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-2-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31922" class="wp-caption-text">Inteligência Artificial: ou você morre como um auxílio ou vive o suficiente para tomar o lugar dos humanos (Foto: Ashley Landis /The Associated Press)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a greve, Hollywood teve ainda mais certeza de que a classe é sua parte vital. Sem os roteiristas, diversas </span><a href="https://www.dm.com.br/entretenimento/greve-dos-roteiristas-2023-series-filmes-e-producoes-impactadas-124171"><span style="font-weight: 400;">produções</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram adiadas: </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last Of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Challengers</span></i><span style="font-weight: 400;"> são alguns exemplos que trouxeram prejuízo para a indústria. A TV não ficou de fora, com alguns programas semanais também sendo afetados, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tonight Show com Jimmy Fallon</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<h5><b>Os atores não ficaram de fora</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Como forma de apoio aos roteiristas, o Sindicato de Atores da América, o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/entenda-o-que-acontece-com-hollywood-com-a-greve-de-atores-e-roteiristas/"><span style="font-weight: 400;">SAG-AFTRA</span></a><span style="font-weight: 400;">, aderiu à greve em Julho deste ano, marcando a primeira vez em que ambas as classes interromperam suas atividades ao mesmo tempo desde 1960. A partir do dia 13 daquele mês, os atores foram vetados de divulgar quaisquer estreias, assim como paralisar as filmagens de produções futuros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não haveria melhor forma para anunciar a adesão ao movimento: durante a </span><i><span style="font-weight: 400;">première</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/oppenheimer-elenco-greve"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que acontecia em Londres, na Inglaterra, o elenco renomado deixou o evento antes da exibição do longa. Mais tarde, Christopher Nolan, diretor do filme, explicou a </span><a href="https://twitter.com/DEADLINE/status/1679556332653780996?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1679556332653780996%7Ctwgr%5Ea4eeda93745ac6bff9d6b4c30242adfbfaab47cd%7Ctwcon%5Es1_&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fjovemnerd.com.br%2Fnerdbunker%2Felenco-de-oppenheimer-greve-dos-atores%2F"><span style="font-weight: 400;">motivação</span></a><span style="font-weight: 400;"> da iniciativa. Outros artistas também levantaram a pauta, como Mark Ruffalo, intérprete do Hulk; Bob Odenkirk, o Saul Goodman; e até mesmo </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/bruna-marquezine-adere-a-greve-em-hollywood-e-pausa-divulgacao-de-besouro-azul/"><span style="font-weight: 400;">Bruna Marquezine</span></a><span style="font-weight: 400;">, que estreava em </span><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span><span style="font-weight: 400;"> com Besouro Azul.</span></p>
<figure id="attachment_31919" aria-describedby="caption-attachment-31919" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31919" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-6.jpg" alt="" width="768" height="483" /><figcaption id="caption-attachment-31919" class="wp-caption-text">Drew Barrymore foi responsabilizada por “furar” a greve e lançar seu Talk-Show (Foto: Agence France Press)</figcaption></figure>
<h5><b>Como tudo isso acabou?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Como qualquer tipo de greve, as reivindicações de classe só são ouvidas após um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V9RxuyiDYIU"><span style="font-weight: 400;">prejuízo</span></a><span style="font-weight: 400;"> significativo. Durante os 148 dias de paralisação, estima-se que US$ </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V9RxuyiDYIU"><span style="font-weight: 400;">5 bilhões</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixaram de ser movimentados na indústria audiovisual, fazendo com que a pressão sobre a AMPTP fosse cada vez maior. O resultado se deu na ratificação do acordo entre o sindicato e os estúdios, representando mudanças significativas para os roteiristas, como melhorias salariais ajustadas à inflação e novas exigências de níveis mínimos de profissionais em salas de roteiro na TV.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao uso de </span><a href="https://www.meioemensagem.com.br/midia/fim-da-greve-dos-roteiristas"><span style="font-weight: 400;">inteligência artificial</span></a><span style="font-weight: 400;">, a ferramenta não poderá ser utilizada para escrever ou reescrever materiais. Além disso, todo conteúdo escrito pela IA não poderá ser creditado aos roteiristas. No caso de materiais já elaborados, é dever da empresa informar a participação da tecnologia no processo de criação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem recebeu a notícia de que sua série ou filme favorito seria adiado entende, a essa altura, que o trabalho da classe é uma parcela significativa para nossos pequenos momentos de lazer do dia-a-dia. Reconhecer que o produto que você assiste precisa passar por muitas etapas até chegar no conforto da sua casa é crucial para a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lFxJC6Pj82k"><span style="font-weight: 400;">valorização</span></a><span style="font-weight: 400;"> do trabalho árduo daqueles que sustentam a base das produções que amamos. Para além das telas, a história dos roteiristas e seus direitos vem sendo reescrita em tempo real e impacta diretamente no futuro do entretenimento.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/">Greve dos Roteiristas: a classe que parou a indústria do audiovisual</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Setembro de 2023</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Sep 2023 20:05:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Setembro de 2023, o Estante do Persona se despede de um velho amigo, o amado por muitos, Clube do Livro. Mas a separação não termina um ciclo e, sim, inicia dois novos. A partir desta edição, as nossas publicações seguem caminhos diferentes em busca de um mesmo propósito: expandir os horizontes da Literatura no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Setembro de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31520" aria-describedby="caption-attachment-31520" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Estantewpsetembro.jpg" alt="Capa: O fundo é laranja. No centro, acima, está o logo do persona, um olho com íris vermelha e um pupila no formato de um play. Abaixo estão três livros empilhados; o primeiro diz “estante do”, o segundo “persona” e o terceiro está o mês, Setembro de 2023." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Estantewpsetembro.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Estantewpsetembro-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Estantewpsetembro-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31520" class="wp-caption-text">Em Setembro, o Estante chega com novidades e velhos hábitos&#8221; (Texto de abertura: Jamily Rigonatto/ Arte: Raira Tiengo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Setembro de 2023, o</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><span style="font-weight: 400;"> Estante do Persona</span></a><span style="font-weight: 400;"> se despede de um velho amigo, o amado por muitos, Clube do Livro. Mas a separação não termina um ciclo e, sim, inicia dois novos. A partir desta edição, as nossas publicações seguem caminhos diferentes em busca de um mesmo propósito: expandir os horizontes da Literatura no Persona. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nossa seleção mensal de dicas literárias continua aqui para atender todos os apaixonados pelos mistérios da escrita e suas óticas, sejam elas encantadoras ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-primas-critica/"><span style="font-weight: 400;">grotescas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com muito cuidado e caminhando pela pluralidade do espaço-tempo, os membros da Editoria seguem indicando mensalmente obras capazes de despertar mistos de emoção e marcar trajetórias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/clube-do-livro/"><span style="font-weight: 400;">Clube do Livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai reunir nossos leitores e colaboradores em datas mais que especiais para debates impactantes, trocas de experiências e o melhor da aventura que é ler e compartilhar. Nos nossos encontros, agora abertos ao público que nos acompanha, mora o convite para uma oportunidade de vivenciar a livre expressão fora das linhas de um texto corrido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, como costume bom vira tradição, deixamos títulos selecionados a dedo para quem quer apreciar os doces de uma boa escrita. Nos próximos meses, nossa estante ganha autores novos e muita informação sobre um </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/literatura/"><span style="font-weight: 400;">universo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que nunca vai se prender ao limite das páginas.</span></p>
<p><span id="more-31510"></span></p>
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_31517" aria-describedby="caption-attachment-31517" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/91ivFhbTKGL._AC_UF10001000_QL80_-534x800.jpg" alt="Capa do livro Virginia Woolf &amp; Vita Sackville-West: cartas de amor. O fundo tem uma textura pontilhada nas cores branco e preto, que compõem um degradê. Na parte superior central, está escrito “Virginia Woolf” em amarelo. Logo abaixo, centralizado, está escrito “&amp; Vita Sackville-West” também em amarelo. Embaixo do nome das autoras, há um desenho de um buquê de flor. Metade do buquê é composto por flores cujo traço lembra rabiscos e cujas cores são vermelho e bege. Já a outra metade do buquê é composta por flores cujo traço é mais realista e cujas cores são roxo, verde, amarelo, branco e rosa. No lado inferior direito, está escrito “Cartas de Amor” em amarelo. Na parte inferior da capa, centralizado, está o selo da editora “Morro Branco”." width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/91ivFhbTKGL._AC_UF10001000_QL80_-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/91ivFhbTKGL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 667w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-31517" class="wp-caption-text">As cartas de Virginia Woolf e Vita Sackville-West eternizaram um romance grande demais para ser guardado em envelopes (Foto: Morro Branco)</figcaption></figure>
<p><b>Virginia Woolf e Vita Sackville-West &#8211; Virginia Woolf &amp; Vita Sackville-West: cartas de amor.</b> <b> (320 páginas, Morro Branco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os historiadores provavelmente definiriam a relação de </span><a href="https://www.queridoclassico.com/2023/02/um-teto-todo-seu-virginia-woolf.html"><span style="font-weight: 400;">Virginia Woolf</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Vita Sackville-West como uma amizade extremamente próxima. No entanto, seria ingênuo e covarde duvidar da intensidade de um amor tão íntimo quanto lírico entre duas mulheres que souberam fugir do esquecimento e, assim, viverem como lembranças da valentia sáfica. Esta, por sua vez, foi registrada em cartas trocadas por Woolf e Sackville-West ao longo de 20 anos, comprovando, inclusive, o fato de que o relacionamento à distância é uma moda antiga da vivência lésbica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tradução de Camila von Holdefer e prefácio de </span><a href="https://www.matinaljornalismo.com.br/parentese/quadrinhos-em-revista/alison-bechdel-uma-jornada-em-torno-do-eu/"><span style="font-weight: 400;">Alison Bechdel</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Virginia Woolf &amp; Vita Sackville-West: cartas de amor </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma coletânea das principais correspondências escritas pelas duas autoras que exploraram um território até então temido: o da intimidade. Além disso, o livro é uma ressignificação do ato de se apaixonar, ou seja, é uma investigação a respeito de um sentimento cujo despertar é tudo, menos racional. Woolf e Sackville-West não estavam preocupadas em selecionar minuciosamente cada palavra que colocariam nos pedaços de papel. Na verdade, elas optavam por colocar qualquer frase e qualquer assunto que viesse à cabeça para evitar o confronto com a mais forte das palavras: amor. Eventualmente, as entrelinhas e a gradual explicitação as entregaram, assim como as transformaram em revolucionárias. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31514" aria-describedby="caption-attachment-31514" style="width: 433px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/a-idiota-1.jpg" alt="Capa do livro A idiota, de Elif Batuman. A cor do fundo é um tom claro de salmão. Ao centro, há uma fotografia antiga de uma pessoa: o fundo é marrom e ela veste uma camisa abotoada de manga comprida branca, com um cinto marrom na altura da cintura. Não podemos ver seu rosto pois ele foi riscado com o que aparenta ser uma caneta permanente preta. Na moldura da foto, há um risco com a mesma caneta em cima de um suposto nome e, ao lado e em letra de forma, o nome da autora. A imagem está “colada” ao fundo com um pedaço de fita na parte superior. O nome da obra se encontra no topo da capa, na cor preta e em caixa alta, e, na parte inferior, encontra-se o símbolo da editora Companhia das Letras." width="433" height="650" /><figcaption id="caption-attachment-31514" class="wp-caption-text">Por que não podia ser simplesmente o que era, por que sempre era necessário sentir falta de alguma coisa?” (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Elif Batuman &#8211; A idiota (488 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535932645/a-idiota"><i><span style="font-weight: 400;">A idiota</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Elif Batuman, se desenvolve a partir da entrada de Selin, filha de imigrantes turcos, em Harvard, no ano de 1995. Como todo jovem que ainda se sente perdido em meio a transição da adolescência para a vida adulta, Selin tenta encontrar o seu lugar em todos os caminhos que a vida a leva – ela se matricula em matérias das quais nunca ouviu falar, redescobre a amizade em uma colega sérvia e encontra o amor na troca de</span><i><span style="font-weight: 400;"> “</span></i><a href="https://literalmente.substack.com/p/especial-a-idiota-de-elif-batuman"><i><span style="font-weight: 400;">e-mails juvenis e pseudo-intelectuais-que-servem-de-flerte</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um estudante húngaro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O finalista do prêmio Pulitzer, traduzido no Brasil por Odorico Leal, entra para a lista de livros cujas sinopses são ‘sobre nada’: não possui acontecimentos marcantes, reviravoltas ou grandes dramas. Por outro lado, ele é capaz de captar a essência de uma fase que não é extraordinária, e é nisso que sua beleza se encontra. Com uma escrita leve, engraçada e, ao mesmo tempo, impactante e pungente, a obra de </span><a href="https://www.instagram.com/ebatuman/"><span style="font-weight: 400;">Batuman</span></a><span style="font-weight: 400;"> representa, de forma despretensiosa, honesta e real, toda a banalidade do que é ser jovem, deslocada, interessada e apaixonada. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31515" aria-describedby="caption-attachment-31515" style="width: 455px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31515" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Historia-E-Tudo-Que-Me-Deixou-Adam-Silvera-1.jpg" alt="Capa do livro “História É Tudo Que Me Deixou”. O desenho mostra dois garotos sentados no chão de um cômodo. Da esquerda para a direita, os meninos possuem, respectivamente, cabelos ruivos e loiros. A pintura possui tons esverdeados na composição do espaço que os meninos se encontram. Há também, acima dos meninos, desenhos de círculos esverdeados. Na parte superior central da pintura, está escrito “Adam Silvera, do mesmo autor de Os Dois Morrem No Final” estilizado com as letras azul e branca. No centro do desenho, há o título “História É Tudo Que Me Deixou”, com a letra branca. Ao lado inferior esquerdo da pintura, há uma citação da autora Nicole Yoon, de O Sol Também é uma Estrela, que escreveu “Este livro vai te fazer chorar, refletir e, depois, chorar um pouco mais”, estilizado com a letra branca. Na parte inferior central da pintura, há o logo da cor branca da Hoo Editora" width="455" height="672" /><figcaption id="caption-attachment-31515" class="wp-caption-text">História é tudo que me deixou envolve o leitor em uma trama sobre a efemeridade da vida e os estágios do luto (Foto: Hoo Editora)</figcaption></figure>
<p><b>Adam Silvera &#8211; História é tudo que me deixou (336 páginas, Hoo Editora)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O autor Adam Silvera se consagrou, nos últimos anos, como um dos escritores mais notáveis pertencentes ao sub-gênero </span><a href="https://www.livrobingo.com.br/young-adult"><i><span style="font-weight: 400;">Young Adult</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – histórias para jovens adultos. Em seus livros, o foco é a dinâmica da população LGBTQIAPN+ com os sentimentos de aceitação, luto e amor. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">História É Tudo Que Me Deixou</span></i><span style="font-weight: 400;">, Griffin recebe a notícia de que seu ex-namorado, Theo, morreu em um acidente. Esse é o ponto de partida que leva o protagonista a embarcar em uma trama de superação da tragédia vivida pelo seu primeiro amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma premissa apoiada na perda de um ente querido, o</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kDjzdp6gzTc"><span style="font-weight: 400;"> segundo livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> do nova-iorquino fala, nas mais de 300 páginas, sobre como ocupamos diversos papéis na vida de uma pessoa. Nesse sentido, Theo, antes de morrer, não estava mais com Griffin, mas com Jackson, seu namorado da época em que o acidente aconteceu. Ao longo da narrativa, o ex precisa entender que o seu finado amor, queira ele ou não, encontrou outra pessoa que mudou o seu mundo. Por esse lado, a narrativa foca em unir os dois amores no processo de cura do amor que ambos possuíam pelo garoto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">História é tudo que me deixou</span></i><span style="font-weight: 400;">, traduzido por </span><a href="https://loja.universodoslivros.com.br/marca/hoo-editora.html"><span style="font-weight: 400;">Cristina Lasaitis</span></a><span style="font-weight: 400;"> aqui no Brasil, se destaca pelo cuidado do autor ao tocar em temas delicados. Emocionante do começo ao fim, a história de dois meninos que precisam passar, juntos, pelo doloroso processo de um luto, se afirma como um dos retratos mais crus de um sentimento universal. Embora haja um pano de fundo devastador, a obra não cai no estereótipo de histórias trágicas da comunidade LGBTQIAPN+. Muito pelo contrário, Adam Silvera consegue cativar o público com a profundidade de seus personagens, ganhando a empatia do leitor a partir do primeiro contato com o mundo criado pelo escritor.  </span><b>&#8211; Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_31511" aria-describedby="caption-attachment-31511" style="width: 284px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31511" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/O-Processo-1.jpg" alt="Capa do livro O Processo de Franz Kafka, A capa ilustra, em um esboço e em traços pretos em um fundo branco, vários corredores e escadas que se direcionam de maneira confusa por todo o desenho. Próximas dessas escadas existem placas em formato de setas que apontam para portas com os dizeres “Relatórios”, “RH”, &quot;Requerimentos&quot; e &quot;Expedição&quot;. Há um homem, também desenhado em forma de esboço, que se repete através da imagem, subindo e descendo as mesmas escadas, ele usa terno, gravata e um óculos. Na parte superior do livro está escrito em letras brancas e grandes, “Kafka, O Processo” e na parte inferior há o nome da editora “ Via Leitura” " width="284" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-31511" class="wp-caption-text">A realidade absurda de Franz Kafka se impõe aos personagens de O Processo (Foto: Via Leitura)</figcaption></figure>
<p><b>Franz Kafka &#8211; O Processo  (192 páginas, Via Leitura)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://edipro.com.br/livro/o-processo/"><i><span style="font-weight: 400;">O Processo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no começo de um dia aparentemente comum, o bancário Josef K. é detido em seu quarto por um grupo de guardas que o informam de um processo, no qual ele é acusado, não por um tribunal comum, mas por um misterioso tribunal que funciona em um sótão abafado. A partir deste ponto, a vida relativamente pacata de K. é tomada pela paranóia e pelas inúmeras tentativas de desenrolar o novelo de burocracia e relações pouco transparentes que envolvem seu processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro é um dos mais famosos de </span><a href="https://edipro.com.br/?s=Franz+Kafka&amp;post_type=product"><span style="font-weight: 400;">Franz Kafka</span></a><span style="font-weight: 400;">, tendo sido publicado em 1925, ano seguinte à morte do autor. A obra – traduzida no Brasil por Modesto Carone – harmoniza com o que se tornaram temas-chave dos séculos XX e XXI, como a distopia, a violência física e psicológica, o abuso de autoridade e a opressão, que proporcionou ao romance uma sobrevida para além de seu tempo, explorando a relação entre o ser humano e o poder. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_31513" aria-describedby="caption-attachment-31513" style="width: 294px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31513" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Antes-que-o-cafe-esfrie1.jpg" alt="Capa do livro: “Antes que o café esfrie”. Num fundo branco e azul, duas cadeiras de madeira estão centralizadas próximas a uma mesa, sendo esta também de madeira. Em cima da mesa, existem duas xícaras de café e um abajur branco. Logo abaixo, um gato marrom e cinza. O título do livro está à direita em cores azuis, enquanto o nome do autor está na parte inferior" width="294" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-31513" class="wp-caption-text">A atenção plena é um encontro com a realidade (Foto: Editora Valentina)</figcaption></figure>
<p><b>Toshikazu Kawaguchi &#8211; Antes que o café esfrie (</b><b>208 páginas</b><b>, </b><b>Editora Valentina</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem você encontraria pela última vez se fosse possível viajar no tempo? O que teria feito de diferente? O presente não muda, mas as pessoas, sim. Em um pequeno e misterioso café nas ruas de Tóquio existe uma lenda urbana de que é possível retornar ao passado, porém, com apenas uma condição: é preciso voltar antes que o café esfrie.Em </span><a href="https://www.amazon.com.br/Antes-caf%C3%A9-esfrie-Toshikazu-Kawaguchi/dp/6588490364/ref=sr_1_1?adgrpid=129036442240&amp;hvadid=595901664943&amp;hvdev=c&amp;hvlocphy=9100576&amp;hvnetw=g&amp;hvqmt=e&amp;hvrand=10600662738815053998&amp;hvtargid=kwd-1629409669186&amp;hydadcr=11808_13330840&amp;keywords=antes+que+o+caf%C3%A9+esfrie&amp;qid=1696014389&amp;sr=8-1"><i><span style="font-weight: 400;">Antes que o café esfrie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quatro histórias são contadas e, embora sejam bem distintas, o laço que as une é a vontade de mudança e inquietação com o presente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As profundas reflexões trazidas pelo livro são incontáveis, mas certamente baseadas na noção de que não se há controle absoluto sobre os eventos passados e, sim, de que forma pode-se moldar quem queremos ser no presente. A universalidade desta ideia no imaginário popular apenas conecta diversas pessoas de múltiplas histórias e vivências, reforçando, desta forma, a relevância do livro num contexto geral. A partir disso, basta nos contentarmos com a viagem e aproveitarmos a nossa experiência atual antes que o café realmente esfrie.</span><b>&#8211; Rebecca Ramos</b></p>
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<figure id="attachment_31512" aria-describedby="caption-attachment-31512" style="width: 557px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31512" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/a-visita-1-557x800.jpg" alt="Capa do livro A visita cruel do tempo. A capa do livro ilustra, sem clareza, a silhueta do rosto de várias pessoas através de rabiscos pretos. As pessoas são diferenciadas por cores, a mais acima é vermelha, seguida da cor rosa, verde e, por último, azul. No canto superior direito está escrito “O melhor livro que você terá nas mãos. Los Angeles Times” em amarelo. Embaixo, o título do livro em branco, “A visita cruel do tempo” e, ao lado, o nome da autora em azul, “Jennifer Egan”. Abaixo dos dois há, em amarelo, o escrito “Vencedor do Pulitzer”." width="557" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/a-visita-1-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/a-visita-1.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 557px) 85vw, 557px" /><figcaption id="caption-attachment-31512" class="wp-caption-text">“Ele sentia entre os dois uma compreensão demasiado profunda para ser articulada: a consciência indizível de que tudo está perdido.” (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Jennifer Egan &#8211; A visita cruel do tempo (336 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante um bloqueio criativo, Jennifer Egan quis fugir da regularidade de suas histórias e assim nasceu </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/blogs/a-redoma-de-livros/jennifer-egan-e-a-visita-cruel-do-tempo/"><i><span style="font-weight: 400;">A visita cruel do tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhador do Pulitzer de 2011. O romance é dividido em 13 capítulos e segue a vida de diversas pessoas diferentes em anos completamente isolados. O que no começo pode parecer uma bagunça, mais tarde nos acostuma e passamos a gostar do caos cronológico e do amontoado de personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em seu nome, o livro mostra que o tempo carrega uma crueldade inerente a si, e não há como escapar. Ao longo da trama, vemos amigos se separando, vidas sendo destruídas e ciclos se encerrando, tudo por interferência do personagem principal de </span><a href="https://intrinseca.com.br/autor/jennifer-egan/"><span style="font-weight: 400;">Egan</span></a><span style="font-weight: 400;">: a cronologia abstrata, impiedosa e insensível. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
<p>&nbsp;</p>
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