Deadpool: Dos quadrinhos ao cinema

deadpool1-gallery-image.jpg(foto: foxmovies.com)

Mariane Arantes

Diferente em vários aspectos de seu próximo filme, “Capitão América: Guerra Civil”, “Deadpool” é a nova aposta da Marvel, lançado dia 11 deste mês por meio de uma complicada parceria de direitos com o estúdio Fox, assinada anteriormente ao MCU, do qual o filme não faz parte. Dirigido por Tim Miller – famoso por Scott Pilgrim contra o Mundo – o filme é uma tentativa de reconstruir o herói pitoresco que apareceu em “X-Men Origins: Wolverine” em 2009, na época, muito criticado pelos fiéis fãs das HQ’s.

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O Camaleão Das Telas

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João Pedro Fávero

David Bowie é um dos poucos artistas que conseguiram expandir o seu talento para outras mídias de uma forma digna e respeitável. Quando rockstars são chamados para estrelar filmes, normalmente não conseguem se desfazer do personagem que foi construído para o palco, interpretando à eles mesmos. Logo, essa não foi uma tarefa muito difícil para Bowie, que conseguiu criar personas em estágios diferentes de sua carreira musical, como os famosos Ziggy Stardust e The Thin White Duke. No cinema, os personagens interpretados por ele sempre têm algo de esquisito ou diferente, encaixando perfeitamente com as personas já conhecidas previamente pelo público.

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Omikron: o jogo de David Bowie

David Bowie como personagem de Omikron

David Bowie como personagem de Omikron

Matheus Fernandes

O artista britânico David Bowie é normalmente lembrado por sua lendária carreira musical, sua influencia na moda ou seus filmes. Poucos mencionam sua incursão no mundo dos jogos eletrônicos, com Omikron: The Nomad Soul, lançado em 1999 para Windows e Sega Dreamcast.

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O tempo e espaço de David Bowie

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Bonitinho, mas ordinário: capa da estreia pouco chamativa de Bowie (Foto: Eve-Fraser Corp)

Nilo Vieira

Quem ouviu a estreia homônima de David Bowie em 1967 jamais poderia imaginar que o músico iria longe. As canções não eram ruins, mas absolutamente nada no disco – incluindo até elementos menores, como o penteado de Bowie e a fonte utilizada para escrever seu nome na capa – ia além dos padrões do rock sessentista inglês: levemente psicodélico, flertes com a música folk, bom mocismo serelepe. Tudo aquilo que vinha sendo feito na terra da rainha há anos, e de maneira mais refinada por grupos como Love e Beatles.

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Nietzsche recomenda Carmen

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Eli Vagner F. Rodrigues

A ordenação hierárquica das artes é controversa na história da estética. Para Hegel a Poesia seria a Música plástica, uma arte suprema que pode expressar o pensamento por imagens. Para Schopenhauer a música seria a mais elevada das artes, expressão direta da Vontade, a essência do mundo dos fenômenos. Maurice Nédoncelle considera o problema da Hierarquia das Artes uma questão estéril para nossos dias.  Para Nédoncele, não devemos impor às Artes uma ordem de precedência, pois todas teriam valor igual, apenas são julgadas de perspectivas diferentes. O que é inegável, mesmo com todas as polêmicas classificações é que a música sempre ocupou lugar de destaque como forma de expressão artística. Na Alemanha do século XIX, a filosofia se debruçou com especial atenção sobre as possibilidades estéticas da música. Neste panorama de autores, ideias e disputas as análises de Friedrich Nietzsche da música da época são, a meu ver, essenciais para a compreensão de alguns problemas estéticos característicos do final do século XIX e que influenciaram autores fundamentais para a crítica do século XX, nomes como Adorno, Horkheimer e Foucault. Nietzsche se arriscou não somente na “crítica” mas também esboçou alguns exercícios de composição, hoje disponíveis até por streaming. Um dos pontos centrais de sua obra crítica foram suas considerações sobre a música de Richard Wagner.

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A Lista de Schindler: mil nomes, mil vidas

Clássico filme de Spielberg conta a história real de um homem que sacrificou tudo o que possuía para salvar mais de mil judeus do Holocausto

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Créditos: Reprodução

Guilherme Reis Mantovani

Contextualizado no início da década de 40 e baseado em fatos reais, A Lista de Schindler, dirigido por Steven Spielberg, narra a história do alemão Oskar Schindler ( interpretado por Liam Neeson). Membro do Partido Nazista e possuidor de alto prestígio junto à SS, Schindler emprega mão de obra judia em sua fábrica voltada ao esforço de guerra alemão num anseio voraz de enriquecimento. Contudo, por intermédio da amizade que desenvolve com seu contador judeu Itzhak Stern (Bem Kingsley) e através da contemplação dos horrores da Solução Final, se sensibiliza e utiliza de sua influência e de sua fábrica como fachada para salvar o maior número de judeus possível.

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Maus: quando humanos se tornam ratos

Art Spiegelman relata em quadrinhos a vida de seu pai, sobrevivente do holocausto

Maus-Art-Spiegelman-PortableOs prisioneiros em versão antropormófica, com os uniformes típicos dos campos nazistas (Ilustração: Art Spiegelman)

Danielle Cassita

A Segunda Guerra Mundial e seus horrores são de conhecimento geral, principalmente aqueles que envolvem o holocausto, um dos eventos mais trágicos que foram escritos em nossa história. O tema foi abordado de várias formas: no cinema, “A Lista de Schindler” e “Tribunal de Nuremberg” são referências. Já na literatura, podemos considerar títulos como “O Diário de Anne Frank”, “O Menino do Pijama Listrado”, “A Menina que Roubava Livros” e um menos conhecido, a graphic novel “Maus”, de Art Spiegelman. 

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