A inquietação é necessária na segunda temporada de Pose

Mulher posando em preto e branco com Pose escrito
A série retornou às terças-feiras do FX em junho, mês do Orgulho LGBT (Divulgação)

Leonardo Teixeira

O segundo ano de Pose começa com uma viagem. Conhecemos a Hart Island, uma ilha real que abriga o maior cemitério de indigentes dos EUA. Durante o auge da epidemia de AIDS/HIV, vítimas do vírus cujas famílias não podiam arcar com um sepultamento “convencional” acabavam ali. Os corpos dessas pessoas em específico eram enterrados em uma cova coletiva, separada das demais, “para que os outros corpos não fossem infectados”, afirmou uma autoridade da época.

É esse o cenário da nova fase do show produzido por Ryan Murphy, Brad Falchuk e Steve Canals se inicia. Um cenário de descaso, violência e desinformação. Mas a esperança é o mote da temporada, que triunfa mais uma vez ao dar nome e endereço para pessoas que lutam diariamente para serem enxergadas.

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Euphoria e o retrato de uma juventude autodestrutiva

Sexo, drogas e muita maquiagem (Foto: Reprodução)

Egberto Santana Nunes

O rótulo de drama teen foi só fachada para Euphoria, série da HBO que teve seu último episódio transmitido no domingo (04). O subgênero fez o marketing e chamou atenção de um Conselho de pais dos EUA, que pediram pelo cancelamento da produção, antes mesmo de sua estreia. O motivo? “Conteúdo adulto extremamente gráfico – sexo, violência, profanação e uso de drogas – aos adolescentes e pré-adolescentes” e de acordo com o grupo, o programa estava comercializando “internacionalmente esse conteúdo para crianças”. E de fato, tem muito disso, mas também tem muito mais.

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A descartável segunda temporada de Big Little Lies 

(Foto: HBO)

Lara Ignezli

Big Little Lies, originalmente um livro de Liane Moriaty, ganhou uma adaptação em formato de minissérie no ano de 2017. A criação de David E. Kelley é televisionada pela HBO e produzida pela Hello Sunshine, empresa co-fundada por Reese Witherspoon — quem, inclusive, é uma das principais estrelas da produção. A produção pretendia ter apenas uma temporada com sete episódios e, através de uma narrativa misteriosa e carregada de suspense, utilizou o ano inicial para entrelaçar a vida de cinco mulheres residentes de uma comunidade (aparentemente pacata) em Monterey.

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Orange is the New Black encerra sua história com final satisfatório e emocionante

Piper mostra que mesmo para uma mulher branca e de classe média a readaptação fora da prisão durante o período da condicional é difícil (Foto: Netflix)

Jho Brunhara 

Criada em 2013 pela diretora, produtora e roteirista Jenji Kohan, a série que conta a história Piper Chapman (Taylor Schilling) chegou ao fim. Orange is the New Black estreou na plataforma de streaming Netflix com a premissa de ser uma comédia, porém também passou a carregar a importância como drama de denúncia social. Além de ter sido uma das séries responsáveis pelo aumento do interesse em serviços de streaming, foi a segunda série, logo depois de House of Cards, a disponibilizar todos os episódios da temporada de uma vez. 

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Stranger Things 3: o mergulho definitivo nos anos 80

(Imagem: Reprodução)

Gabriel Soldeira

Quando chegou na Netflix em 2016, Stranger Things nos pegou desprevenidos. A série chegou sem fazer alarde e de repente se tornou um verdadeiro marco na cultura pop, sendo um dos pivôs do retorno dos anos 80 para o mainstream. A produção caiu nas graças do público pela aura nostálgica que permeia a trama, seu enredo misterioso que prende a atenção do início ao fim, e claro, o elenco extremamente carismático com interações tão fáceis de se relacionar quanto amizades de infância poderiam ser. E agora em sua terceira temporada vemos tudo isso evoluir para um novo patamar. Continue lendo “Stranger Things 3: o mergulho definitivo nos anos 80”

Cineclube Persona – Junho/2019

A reunião mais comentada do mês: Mônica no Mônicaverso. (Foto: Reprodução)

O clichê é inevitável: junho é o mês da entrada de grandes blockbusters e os filmes para crianças. Tá chegando as férias, o capitalismo fala mais alto. Tivemos desde as animações que a gente só descobre nos trailers antes das sessões até live-actions e sequências mais esperadas do ano. No entanto, a nossa seleção cinéfila cavou mais a fundo e trouxe os grandes eventos do streaming e da TV, inclusive produções que não tiveram tanto alarde, mas foram os destaques de junho desse mês no cineclube do Persona. Confira!

Egberto Santana, Gabriel Oliveira F. Arruda, Mariana Godoy

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Brooklyn Nine-Nine e a volta dos que não foram

Após ter sido resgatada pela NBC, a série conseguiu sua sexta temporada mas com um retorno nem tão triunfal quanto o esperado.

A sexta temporada da série estreou no dia 10 de Janeiro de 2019 (Reprodução)

Vitória Silva

Em maio do ano passado, o anúncio do cancelamento de Brooklyn Nine-Nine pela Fox gerou grande comoção nas redes sociais, em especial no Twitter. Membros do elenco, produtores e diversas celebridades se posicionaram com grande pesar diante da decisão da emissora, que se justificou afirmando a falta de espaço na grade de programação. Porém, a tristeza não durou muito: o engajamento da vasta fã base da sitcom resultou no resgate da mesma pela NBC.

Após grande comemoração, se deu o início das gravações e novas expectativas começaram a ser criadas diante da mudança. Nenhuma diferença crucial foi notada em função da troca de emissoras, mas ainda há muito a se dizer sobre o futuro da série.

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Killing Eve: a obsessão tem nome, rosto e voz na segunda temporada

(Foto: BBC America)

Gabriel Oliveira F. Arruda

Após uma estreia surpreendente em 2018, a série da BBC America, co-produzida pela AMC e exibida no Brasil pelo Globoplay retorna para mais uma temporada sangrenta, maníaca, chic e deliciosamente obsessiva.

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Após uma década, a guerra dos tronos chega ao seu fim

 

Daenerys Targaryen antes de atacar King’s Landing (Foto: Reprodução)

Rafaela Martuscelli

Atenção, este texto contém spoilers! Leia por sua conta e risco!

A última temporada de Game Of Thrones tem tudo o que as outras tiveram: diálogos marcantes, guerras, mortes, drama. Então por que tanta decepção por grande parte dos fãs com o final da série? Tá aí algo que não é de hoje, essa insatisfação do público que assiste e a acompanha desde o início.

Desde que fora anunciado a redução da quantidade de episódios da sétima e oitava temporada, já vimos uma onda de reclamações. Será que uma história do porte dessa série conseguiria se resolver em apenas mais 13 episódios? E tivemos a resposta: não.

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Coisa Mais Linda reverencia as mulheres de todos os tempos

(Foto: Reprodução)

Rayanne Candido

Coisa mais linda é a representação de uma Rio de Janeiro nostálgica. A nova original da Netflix acompanha a ascensão da Bossa Nova e, gradativamente, demonstra a presença da fé em uma força maior (figurada por Iemanjá). Trazendo uma reflexão da forma que as mulheres eram vistas naquela época, a série demonstra que muitos desses estereótipos permanecem até os dias de hoje.

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