A esperança é a chama da revolução televisionada de Andor: Uma História Star Wars

No centro da imagem há uma mulher branca mais velha com cabelo ruivo curto e penteado para a direita. É a personagem Mon Mothma. Ela utiliza um casaco azul por cima de um colete bege e uma camisa branca. Ela utiliza luvas brancas e um broche dourado com correntes que fica preso ao peito. Ao fundo, a parte de dentro um elevador com diversas luzes geométricas, formando triângulos e hexágonos brancos bastante sóbrios. Mon Mothma está com o semblante preocupado.
Andor faz paralelos com genocídios reais em uma galáxia tão, tão perto da realidade (Foto: Disney+)

Iris Italo Marquezini

Esperança é um dos principais temas e também a palavra que fecha o roteiro de Rogue One: Uma História Star Wars (2016), dirigido por Gareth Edwards. Com um terceiro ato inesquecível, o filme apresentou o protagonista da que viria a ser, anos depois, uma das séries mais, inesperadamente, revolucionárias e politicamente radicais dos últimos anos: Andor. Olhando agora, fica difícil imaginar essa saga sem Cassian (Diego Luna). Se qualquer linha do tempo dentro dessa franquia é marcada pelo antes e depois da Batalha de Yavin – confronto final de Uma Nova Esperança (1977) – então a história dessas Guerras nas Estrelas já possuem um antes e depois de Andor.

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O Estúdio convence que, para ter prestígio, a Comédia finge ter pompas

Cena da série O EstúdioNa imagem, os atores Seth Rogen (à esquerda) e Greta Lee (à direita) estão conversando em um set de filmagens. Ela olha com ternura para Rogen, enquanto ele presta bastante atenção nela. Greta Lee é uma mulher com traços asiáticos, de cabelos escuros na altura do pescoço. Usa um vestido verde com detalhes em amarelo e gola alta. Seth Rogen é um homem branco, de cabelos curtos e grisalhos. Ele veste uma camisa de botões e óculos. Atrás dos atores está um espelho com lâmpadas acesas na borda, trazendo uma iluminação quente ao ambiente.
Greta Lee faz uma ponta no segundo episódio do show (Foto: Apple TV+)

Davi Marcelgo

Produções satíricas ou sobre os bastidores de determinada mídia têm ganhado cada vez mais espaço na vitrine, de heróis com Deadpool (2016) ao jornalismo com The Morning Show (2019-), a característica metalinguística já deixou de ser novidade. O Estúdio (2025), criada por vários artistas, incluindo Seth Rogen, Frida Perez e Evan Goldberg, é uma série que quase fica na obviedade das sacadinhas que tem ar de superioridade, porém a mistura de gêneros e narrativas prova que a inteligência do texto extrapola qualquer suspeita de autoridade.   Continue lendo “O Estúdio convence que, para ter prestígio, a Comédia finge ter pompas”

Com planos longos e feridas abertas, Adolescência retrata o caos que é crescer

Aviso: este texto contém spoilers

Cena da série Adolescência. Duas personagens aparecem em destaque, o fundo é escuro e neutro, como um ambiente fechado. Na frente, um pouco desfocado, há um homem adulto de perfil, usando uma camisa vermelha, o detetive Luke Bascombe. Seu rosto está parcialmente cortado pela borda direita da imagem. Atrás, de forma mais nítida, está a personagem Jamie Miller, um garoto com expressão séria e olhar fixo, olhando para frente, mas de cabeça baixa. Ele tem cabelo escuro e curto, e veste uma blusa cinza clara.
Adolescência é uma minissérie britânica criada por Jack Thorne e dirigida por Philip Barantini (Foto: Netflix)

Lara Fagundes

Um garoto de 13 anos é acusado de assassinato. A pergunta que fica é: como alguém tão novo poderia cometer algo tão cruel? É com essa premissa que Adolescência, da Netflix, traz à tona temas como masculinidade tóxica, rejeição e sentimentos reprimidos. A série prende a atenção, não apenas pelo mistério, mas pela forma como o desenvolve. Intensa e desconfortável, a trama lembra o drama Defending Jacob (2020), da Apple Tv, porém com um diferencial: em vez de manter um final aberto, possui um desfecho com a confissão, que tira qualquer um da zona de conforto.

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