Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv celebra 10 anos de uma explosão de cores inesquecível

Cena do filme Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv. A composição da cena mostra Seulgi, Yeri, Irene, Wendy e Joy em poses relaxadas e sorridentes, posicionadas em uma formação aproximada, mas não exatamente alinhada. As mulheres parecem envolvidas em uma interação amigável, provavelmente em um show ou performance, de acordo com a presença de luzes de fã nas mãos. A imagem captura um momento específico durante o espetáculo, que é o de interação entre as integrantes. A iluminação e a composição sugerem um ambiente de palco, ou outro local com cenário específico para entretenimento.
O longa foi filmado durante a turnê 2024 Red Velvet FANCON TOUR <HAPPINESS : My Dear, ReVe1uv> (Foto: Sato Company)

Nathalia Tetzner

Não há algo tão agridoce quanto relembrar os tempos da adolescência e, definitivamente, nada é intenso e suave quanto Red Velvet – não estamos falando de sabores de bolo, mas sim de cinco meninas que definiram a terceira geração do K-pop. Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri dividem uma trajetória marcada por hits e visuais impecáveis, porém, também muita incerteza; fator comum de uma indústria musical que busca renovação a todo momento, conhecida por levar seus idols à exaustão.

Completando dez anos desde o debut com Happiness, as garotas, agora mulheres independentes que se consagraram em suas próprias carreiras solo, abrem as portas para as memórias de um passado recente, que já deixam muita saudade. Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv utiliza gravações da turnê mais recente do grupo para montar um documentário que prova: “Se você precisa de paz em seu coração e quer sentir alegria, volte quando quiser. Estamos sempre aqui”.

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Mickey 17 ilustra descartabilidade da classe trabalhadora, mas não alcança a profundidade que acredita ter

Na imagem estão dois personagens de lado para câmera, ambos interpretados por Robert Pattinson. Ambos usam uma camisa com uma cor cinzenta e se encaram estupefatos. O cenário é de um quarto.
Mickey 17 é o primeiro filme de Bong Joon-Ho depois de vencer o Oscar (Foto: Warner Bros. Pictures)

Guilherme Moraes

Devido à greve dos atores e roteiristas, e da tentativa do estúdio de levar para o IMAX, Mickey 17 mudou a data de estreia várias vezes, inicialmente planejado para Janeiro, depois mudando para Abril e sendo lançado, antecipadamente, em Março. O longa finalmente chegou às telonas como o primeiro filme de Bong Joon-Ho após a histórica vitória de Parasita no Oscar de 2020. Assim como seu antecessor, o coreano manteve sua veia política, mas, desta vez, focado na eleição norte-americana entre Donald Trump e Kamala Harris. Contudo, em oposição à sua obra mais celebrada, este não consegue criticar o capitalismo de maneira produtiva, além de não sustentar a diversidade de temas, principalmente pela sua abordagem.

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DeBÍ TiRAR MáS FOToS e sua contribuição para o retorno do orgulho latino

Foto de um quintal contornado por bananeiras com folhas verde escuro vivas, algumas folhas secas em cor marrom e bege e um único cacho de banana enquanto duas cadeiras de plástico brancas solitárias protagonizam o cenário, localizadas em cima de um solo batido e com gramíneas verde claras.
A capa do álbum foi pensada para representar um ambiente comum não só da vida de Benito Antonio Martínez mas também de toda a comunidade latina (Foto: Rimas Entertainment LLC.)

Livia Queiroz 

Após pouco mais de um ano do seu último lançamento, nadie sabe lo que va a pasar mañana (2023), Bad Bunny volta ao tradicional ritmo musical latino: o reggaeton. O som dançante teve início em Porto Rico, país de nascimento do cantor e, portanto, pilar fundamental de sua criação e desenvolvimento. Entretanto, desde o começo de sua carreira, ele teve uma relação conturbada com o estilo musical, criando seus álbuns, muitas vezes, com base no rap norte-americano e no hip-hop

Nesse sentido, foi uma grande surpresa quando em seu novo trabalho, DeBÍ TiRAR MáS FOToS (2025), Benito Antonio Martínez voltou ás suas origens, juntando reggaeton, salsa, plena, cantores latinos em ascensão, samples, críticas sociais e histórias de sua vida traduzidas em canções. O disco inicia de forma animada, com várias referências, descrevendo a diversidade na cidade de Nova Iorque e suas infinitas possibilidades de viver por lá com a música NUEVAYoL, que constituí sonoras de Un Verano en Nueva York por El Gran Combo de Puerto Rico e a entrevista de Felix Trinidad depois de sua luta contra Oscar De La Hoya, em 1999. 

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Em So Close To What, Tate McRae chega muito perto de recriar a magia da década de 2000

Capa do álbum So Close To What, de Tate McRae. A imagem mostra a cantora sentada no chão, de costas para a câmera, usando um vestido branco curto e salto transparente. Seus cabelos longos e soltos caem sobre os ombros enquanto ela olha para uma enorme projeção de si mesma na parede, onde aparece de perfil com expressão intensa e iluminada por tons dourados.
Na capa de So Close To What, Tate McRae está que nem a Billie Eilish na frente do espelho (Foto: RCA Records)

Arthur Caires

Em 2023, Tate McRae lançou THINK LATER, seu segundo álbum de estúdio. Na faixa cut my hair, ela canta: “ser uma garota triste ficou um pouco chato”. Mais do que uma declaração sobre sua própria evolução artística, esse verso reflete o momento atual do pop. Nos últimos anos, o gênero foi dominado por composições confessionais e melancólicas, com artistas como Taylor Swift, Olivia Rodrigo, Billie Eilish e Phoebe Bridgers no centro da cena. Mas, essa atmosfera introspectiva acabou criando uma saturação, despertando no público o desejo por algo mais leve, enérgico e dançante.

Essa guinada ficou evidente em 2024, com o crescimento de nomes como Charli XCX, Sabrina Carpenter e Chappell Roan, que trouxeram frescor ao pop sem abandonar a conexão emocional com suas letras. Assim como essas artistas, Tate McRae entendeu que o zeitgeist precisa de diversão e é isso que ela entrega no seu terceiro disco, So Close To What.

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Capitão América: Admirável Mundo Novo continua a envelhecida e cínica saga da Marvel

Cena do filme Capitão América: Admirável Mundo NovoNa imagem, o personagem Sam Wilson está entrando em uma sala escura. Ele olha com desconfiança ao seu redor. Sam Wilson segura na mão esquerda, o escudo de seu alter ego, Capitão América, nas cores da bandeira dos Estados Unidos: branco, prata e azul, divididos por faixas circulares. No centro há uma estrela. Sam Wilson é um homem negro, na faixa dos 40 anos, de cabelo raspado e bigode com cavanhaque. Ele veste uma jaqueta preta.
Pela primeira vez nos cinemas, Sam Wilson assume o manto estrelado (Foto: Marvel Studios)

Davi Marcelgo 

Quatro anos depois de Falcão e o Soldado Invernal, a Marvel continua a história de Sam Wilson (Anthony Mackie), mas esquece peças fundamentais da mitologia de heróis em Capitão América: Admirável Mundo Novo, um filme estéril. Na trama, o presidente dos Estados Unidos, Thaddeus Ross (Harrison Ford), sofre um atentado e Isaiah (Carl Lumbly) é preso. Para provar a inocência do amigo, Wilson começa uma investigação que o leva a descobrir segredos sobre o passado da liderança norte-americana.

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