
Capa do quarto álbum de estúdio do The 1975 (Foto: Reprodução)
Vitor Evangelista
Os meninos do The 1975 nunca foram tão cirurgicamente prepotentes. A banda de Manchester que fez seu nome rimando a sujeira das vielas em Sex e o ciúmes carcomido em Somebody Else, agora não busca mais solucionar os problemas do mundo, nem mesmo entendê-los. As 22 faixas de Notes on a Conditional Form ‘apenas’ documentam essa pós-modernidade em que vivemos. O disco soa como uma progressão natural e orgânica da arte de Matty Healy e cia, com mais anos de experiência e propriedade para endereçar os vícios de uma sociedade ególatra e despreocupada. Notes encontra espaço para estudos a respeito de Deus, da amizade e do aquecimento global. E todas essas arestas particulares formam um quadro que, em suma, pinta as qualidades e falhas dos artistas.
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