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	<title>Arquivos The Last of Us &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A segunda temporada de The Last of Us é um apocalipse estarrecedor, mas que tem medo de fogo</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 16:00:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Isabela Pitta Mesmo que o tempo ande a passos lentos ou corra com avidez, a vingança nasce e renasce no coração humano. A cada ciclo vingativo fechado, ao menos um novo é aberto e a humanidade se perde em desesperança. Apesar de a violência já ser esperada em um mundo apocalíptico, no fundo, as próprias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A segunda temporada de The Last of Us é um apocalipse estarrecedor, mas que tem medo de fogo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35367" aria-describedby="caption-attachment-35367" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35367" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1-800x575.jpg" alt="Ellie é uma mulher branca de 19 anos com os cabelos morenos parcialmente presos em um coque. A mulher, localizada na extremidade direita da foto, utiliza uma blusa de frio preta e carrega, na mão esquerda, uma fonte de luz em formato de cano, que se assemelha a uma lanterna, apontada para o lado esquerdo do quadro. Ao lado esquerdo, fungos em formatos cilíndricos “agarram” um cadáver destruído e tomado pelo mesmo ser vivo, que é iluminado pela lanterna da personagem à direita. " width="800" height="575" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1-800x575.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1-1024x736.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1-768x552.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35367" class="wp-caption-text">A segunda temporada de The Last of Us diminui o ritmo do seriado (Foto: MAX )</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Pitta</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que o tempo ande a passos lentos ou corra com avidez, a vingança nasce e renasce no coração humano. A cada ciclo vingativo fechado, ao menos um novo é aberto e a humanidade se perde em desesperança. Apesar de a violência já ser esperada em um mundo apocalíptico, no fundo, as próprias pessoas são a principal fonte das atrocidades consideradas, desumanas. Porém, sem o ódio e o amor, o que sobra na essência humana? A segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">The Last Of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou, em abril deste ano, às telas dos assinantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">MAX </span></i><span style="font-weight: 400;">com medo de mergulhar de cabeça na essência dual e complexa de Ellie. </span><span id="more-35365"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, os corações ansiosos dos fãs do universo distópico adaptado por Craig Mazin  tiveram que esperar mais de um mês para poder assistir à obra em sua completude, já que os poucos sete episódios foram lançados semanalmente aos domingos. Embora a franquia tenha prendido o público para um segundo ano, a audiência na estreia do primeiro episódio demonstra queda significativa até o capítulo final, mesmo que tenha registrado recordes na TV a cabo. O despencamento observado nos números se expande para os índices de </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/the_last_of_us/s02"><span style="font-weight: 400;">aprovação do público</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não passa do reflexo de um roteiro que se depara com a própria ruína com o andar da história.</span></p>
<figure id="attachment_35370" aria-describedby="caption-attachment-35370" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35370" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-640x800.jpg" alt="Ao lado esquerdo da imagem, existe uma claquete entreaberta com os números das tomadas que são gravadas no momento da foto e possui, na parte inferior do objeto, o nome do seriado, “The Last of Us” e “temporada 2”, escrito em inglês. Ao fundo, no lado direito da fotografia, Pedro Pascal, um homem chileno-americano com cabelos curtos, caracterizado de Joel, com um óculos no rosto, agasalhado com jaqueta de couro e cabelos grisalhos, interpreta o personagem da produção da MAX, que permanece sentado diante de uma mesa enquanto parece consertar algo com as mãos apoiadas sob a mesa. Atrás dele, há uma janela grande, iluminada por uma luz ensolarada." width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35370" class="wp-caption-text">Pedro Pascal passa o protagonismo para Bella Ramsey na segunda temporada de The Last of Us (Foto: MAX )</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que a pandemia global do fungo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps </span></i><span style="font-weight: 400;">assole a realidade e sejam travadas eternas batalhas humanas em busca de poder, uma coisa é capaz de fazer a realidade ainda valer a pena: o amor. Os protagonistas, Joel (Pedro Pascal) e Ellie, no decorrer do primeiro arco do enredo, encontram, um no outro, a razão de viver após terem perdido tudo que os mantinha vivos. A garota, que ganha vida pela crua e intensa atuação de </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2025/04/23/bella-ramsey-desativou-redes-sociais.htm#:~:text=A%20atriz%20decidiu%20desativar%20as,ent%C3%A3o%20est%C3%A1%20tudo%20perfeitamente%20bem.%22"><span style="font-weight: 400;">Bella Ramsey</span></a><span style="font-weight: 400;">, após uma passagem de tempo entre as temporadas, é uma jovem adulta de 19 anos que se afasta cada vez mais do pai adotivo. Sem um motivo aparente, o relacionamento entre os personagens principais é intensamente cheio de mágoa e, ainda assim, marcado pelo silêncio. Nada é dito, mas tudo é sentido. Com rapidez, as desavenças tomam forma e ganham origem em um ato de brutalidade, seguido por uma afirmação desonesta. Há 5 anos, antes de firmarem as raízes na comunidade de Jackson, Joel massacrava sem piedade 19 pessoas em um hospital para salvar a menina que havia se tornado seu mundo. Cego pelo amor e pelo ódio, o protagonista do primeiro ano da série carrega um segredo, guardado a sete chaves: as atrocidades que cometeu. E se pudesse, &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">faria tudo de novo</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/the-last-of-us-o-que-significa-o-relogio-quebrado-de-joel/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">relógio quebrado</span></a><span style="font-weight: 400;"> no pulso, cabelos grisalhos, dores nas juntas e um óculos na ponta do nariz, Joel sente o tempo correr diante de seus olhos. Já que não pode consertar o relacionamento desgastado com a filha, parece buscar arrumar tudo ao redor, como disjuntores, uma janela ou um violão. Porém, no fim do dia, aguarda calmamente, vendo o tempo passar da varanda de casa, a única coisa que importa na vida: ver a filha regressar a salvo. A velhice o alcança rápido demais e as mágoas perduram até o tempo chegar ao fim. Os protagonistas se estranham e, ao mesmo tempo, vivem diante de espelhos. São iguais, faces de uma mesma moeda, mas com abismos de julgamentos e rancores que os distanciam física e emocionalmente. Quando cegos pela rotina, pela calmaria da vida ou por sentimentos repulsivos, os seres humanos esquecem que o tempo passa sem piedade e que, além disso, as consequências de cada escolha chegam na porta mais rápido do que imaginam. </span></p>
<figure id="attachment_35372" aria-describedby="caption-attachment-35372" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35372" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-640x800.jpg" alt="Ao lado esquerdo da imagem, Isabela Merced, uma mulher peruana-americana com cabelos morenos presos em um coque e olhos castanhos, veste uma blusa de lã vermelha enquanto coloca os braços ao redor do pescoço de uma mulher branca, de maneira sensível e delicada, e estampa uma expressão de felicidade, acompanhada dos lábios cerrados em um sorriso largo. Já ao lado direito da composição, há Bella Ramsey que, com os braços de Isabela Merced ao redor do pescoço como em um abraço, olha para a parceira com um sorriso pequeno no rosto. A atriz de Ellie veste uma camisa xadrez azul e branca e permanece com os cabelos presos em um coque baixo. " width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35372" class="wp-caption-text">Isabela Merced dá vida a Dina, o par romântico de Ellie durante a segunda parte da série (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of U</span></i><span style="font-weight: 400;">s trata de temas profundos e complicados, tais como luto, vingança, violência e tempo. Entretanto, um roteiro amedrontado é o que guia o enredo para um desenvolvimento maçante e apressado. Com uma escolha tortuosa e difícil, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-2019/"><span style="font-weight: 400;">Craig Mazin</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Neil Druckmann tiveram que contar o segundo momento da história de Joel e Ellie em apenas sete episódios. Os capítulos apresentam durações que variam entre 34 e 58 minutos e, apesar de enriquecer a trama com nuances e detalhes, a narrativa entra em encruzilhadas que desvalorizam a linha principal a ser contada. Novos nomes importantes são apresentados aos telespectadores, como Dina (</span><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><span style="font-weight: 400;">Isabela Merced</span></a><span style="font-weight: 400;">), Jesse (Young Mazino) e Isaac (Jeffrey Wright), porém tudo soa fora de ordem e sem propósito, já que deixam a protagonista de Bella Ramsey de escanteio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma garota que perdeu tudo, bem antes do que muitos considerariam justo e que reencontrou as graças da vida novamente em uma jornada que tinha como objetivo final o seu destino, seu propósito e sua morte. Ellie é imune e pagou preços altos por isso na própria trajetória. Ver pessoas morrerem por algo que não é capaz de lhe atingir e que, mesmo assim, seu sangue não é suficiente para salvar, da infecção, as pessoas que ama. A personagem principal perdeu a mãe durante o parto, assistiu a melhor amiga e primeira paixão se tornar um monstro, presenciou a morte de dois companheiros, fugiu habilidosamente de um homem </span><a href="https://auniao.pb.gov.br/noticias/colunistas/gi-com-tonica/the-last-of-us-exibe-episodio-visceral"><span style="font-weight: 400;">canibal pedófilo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e salvou a vida do ‘pai’ mais de uma vez. No segundo ano, agora adulta, a protagonista perde a essência furtiva, violenta e sagaz para se tornar um fardo nos planos esquematizados por outros indivíduos. Em plena luz do dia ou na calada da noite, quem deveria ser a estrela do seriado precisa ser orientada e salva por coadjuvantes e pelo acaso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As coincidências enfraquecem a adaptação, que conta com um enredo original minuciosamente pensado. Os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k6rPf_t1rv8&amp;pp=0gcJCdgAo7VqN5tD"><span style="font-weight: 400;">clichês</span></a><span style="font-weight: 400;"> entram em ação e os personagens andam à deriva e encontram, sem querer, seus objetivos; são derrubados por uma onda gigante e aparecem em uma ilha ao lado do barco que haviam perdido; dão tiros no escuro por impulso e acertam alvos que nem imaginavam. Não são pequenas eventualidades comuns e inofensivas, mas sim acontecimentos improváveis e inexplicáveis que tomam forma para que a trama prossiga. </span></p>
<figure id="attachment_35375" aria-describedby="caption-attachment-35375" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35375" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6-640x800.jpg" alt="Ao lado esquerdo da imagem, Isabela Merced, interpreta Dina. Ela possui cabelos morenos soltos e uma touca nas cores azul vivo e laranja queimado. Ao lado esquerdo, com os cabelos grisalhos e jaqueta de frio com pelos no gorro, Pedro Pascal interpreta Joel. Ambos os personagens estampam feições preocupadas, com sobrancelhas franzidas e bocas entreabertas tensas. " width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35375" class="wp-caption-text">A segunda temporada conquistou, de maneira geral, o coração da crítica e deixou a audiência decepcionada (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que, em certos momentos, fique cega pela vingança, Ellie, com suporte das casualidades do roteiro, torna-se uma heroína injustiçada que comete atrocidades acidentalmente. Apesar da atriz dar vida com primor ao sentimento de angústia diante das atitudes da protagonista, a trama coloca panos quentes em momentos de tensão e violência. Com medo do fogo, os escritores tornam a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> morna e, no fundo, distante de sensações vívidas e inquietantes, como a </span><a href="https://forbes.com.br/forbeslife/2023/02/quanto-custou-the-last-of-us-hbo-aposta-alto-na-serie/"><span style="font-weight: 400;">primeira produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> entregou ao público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se apenas o acaso fosse o responsável por defender a narrativa e a protagonista, o remédio seria menos pior de engolir. Contudo, em uma trama que deveria ser sobre </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;">, a história precisa que os homens salvem o dia. Uma personagem feminina que, originalmente, se apaixona pela melhor amiga, deixa o conforto de casa para executar uma vingança, assassina a sangue-frio quem cruza seu caminho, planeja, minuciosamente, suas ações e enfrenta uma missão suicida para aquietar a revolta e o vazio dentro do peito. A heroína que deveria carregar, na maior parte do tempo, a narrativa nas costas, precisa que homens viajem atrás dela para defendê-la dos monstros que enfrenta ao lado da amada. Além de vulnerável e indefesa, os criadores buscam reforçar, em todos os momentos, a incapacidade da protagonista, que leva broncas, é tratada como criança e tem atitudes desconexas com a personalidade e com a trama em si.</span></p>
<figure id="attachment_35371" aria-describedby="caption-attachment-35371" style="width: 618px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35371" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-4.png" alt="Pedro Pascal, um homem chileno-americano com cabelos curtos, caracterizado de Joel, veste uma camiseta preta e usa um relógio no pulso esquerdo. Na mão esquerda, segura uma fita cassete pequena preta com adesivo branco e detalhes de arco-íris. O personagem se encontra deitado em um assento enquanto olha para o lado direito e oferece o objeto. O cenário é metálico, como uma cápsula." width="618" height="668" /><figcaption id="caption-attachment-35371" class="wp-caption-text">The Last of Us é um apocalipse que recorre a artistas de músicas das décadas de 1980 e 1990, como Pearl Jam e A-Ha (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cenários da mega produção são vivos e carregam parte da história, seja de uma civilização morta que lutava por direitos de minorias e escutava músicas controversas, ou de duas garotas que enfrentam uma missão suicida para concretizar a solidão que encaram dentro de si. Enquanto caminham no cenário do fim do mundo, a dupla se encontra com o passado anacrônico e vislumbra momentos que, quando guardados na memória, dão sentido à vida e ao futuro. Mergulhar em uma nova paixão, andar em ruas desertas de uma remota vivência urbana agora tomada pelo tempo e pela natureza, ouvir melodias antigas saírem dos acordes de um instrumento conservado em meio ao caos, acordar ao lado de quem sabe seus piores segredos e, mesmo assim, não quer viver sem você. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas sutilezas, a beleza da humanidade entra em conflito com os demônios que acometem o planeta. O </span><a href="https://butantan.gov.br/noticias/fungo-de-the-last-of-us-nao-e-perigoso-na-vida-real-e-alguns-do-mesmo-genero-sao-remedios"><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></a><span style="font-weight: 400;">, com certeza, revela faces maléficas com uma maquiagem horripilantemente realista, mas as trombetas do apocalipse soam quando </span><a href="https://personaunesp.com.br/twd-10a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">comunidades humanas</span></a><span style="font-weight: 400;"> diferentes ocupam o mesmo espaço e, no dilema do ovo e da galinha, digladiam-se em um ciclo eterno de brutalidades. No contexto de uma pandemia fúngica e de um caos generalizado, a vivacidade de sentimentos traz à tona o melhor e o pior do ser humano. Entretanto, a série, se entrega aos momentos felizes e reluta em mergulhar de cabeça na depressão, no luto, no ódio e na vingança. Além do receio de concretizar uma protagonista brutal, vingativa e, em certos momentos, desumana, os mecanismos de aprofundamento da trama são mal aproveitados. Com uma primeira temporada louvável e tantas brechas temporais deixadas fora do alcance dos olhos do público, os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lqgceEqINPo"><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são elementos poderosos para a segunda temporada.</span></p>
<figure id="attachment_35376" aria-describedby="caption-attachment-35376" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35376 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada-800x451.webp" alt="Ellie, que ganha vida pela atuação de Bella Ramsey, está no lado esquerdo da imagem. Com os cabelos presos, uma camiseta listrada off white e vermelho queimado e uma expressão de dor estampada, enquanto mantém os olhos fechados e encosta a cabeça no ombro de Joel. Ele, ao lado direito da foto, veste uma camisa azul claro e usa o ombro como apoio e consolo para o sofrimento de Ellie. " width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada-800x451.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada-1024x578.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada-768x433.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35376" class="wp-caption-text">A segunda temporada de The Last of Us gerou polêmica nas redes sociais e Bella Ramsey, que foi alvo de ataques, desativou as redes sociais para não receber o ódio (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, com um roteiro apressado e preguiçoso, o encaixe das memórias permanece integralmente concentrado em um único episódio. Apesar das inúmeras referências subentendidas às lembranças de Ellie, as cenas retroativas não são encontradas em paralelo ao enredo como uma maneira explicativa e desenvolvida de adentrar a psiquê da garota, mas sim apenas como uma pausa narrativa para os telespectadores assistirem a trechos do passado em cores quentes por quase uma hora. Por melhor que sejam as atuações em dueto de Bella Ramsey e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ritmo narrativo, que já enfrenta oscilações, simplesmente permanece estagnado para que uma sequência de recordações seja apresentada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com poucos episódios, a dupla de escritores decide alternar entre calmaria e ansiedade para o desenvolvimento da história. Entretanto, a escolha de produzir apenas sete capítulos ganha tom controverso quando, em </span><a href="https://collider.com/the-last-of-us-series-length-season-3-showrunner-craig-mazin/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;">, o criador da narrativa afirma a necessidade de uma possível 4ª temporada. Além da história principal ter pouco tempo de tela, o enredo, muitas vezes, depara-se com construções desinteressantes e irrelevantes para a trama. Talvez com um controle de console nas mãos, as pequenas “</span><i><span style="font-weight: 400;">tasks</span></i><span style="font-weight: 400;">” façam sentido na lógica de jogo, porém, em uma constituição quase cinematográfica, construções paralelas de cinco minutos com começo, meio e fim são desgastantes e tiram o foco do que realmente importa. Novamente, os acontecimentos são desordenados e sem propósito, enquanto Ellie continua sem o devido palco para poder tocar os acordes estridentes de uma caminhada tortuosa que parece nunca ter fim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, apesar de contar com uma mega produção digna das grandes telonas, apresentar grandes atuações e tratar de temas densos e complexos, entrega, aos assinantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">MAX</span></i><span style="font-weight: 400;">, um arco mediano e morno. A narrativa é sobre vingança, mas tudo é feito sem intenções. Os personagens são profundos e intensos, porém, os desenvolvimentos são soltos e sem propósito aparente. A história é cheia de referências e mensagens subliminares, contudo depende do acaso em situações decisivas. Ao som de Pearl Jam, a trama caminha aos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pxPbZ-dogT8"><span style="font-weight: 400;">dias futuros</span></a><span style="font-weight: 400;"> com medo de estabelecer Ellie como um ser dúbio que carrega dentro de si a perda daquilo que um dia foi o único motivo de querer estar viva. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last Of Us - Temporada 2 | Trailer Dublado Oficial | Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/0vB2lHQim3Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>As Melhores Séries de 2023</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 20:37:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2023 foi um ano e tanto para a Televisão. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da justa greve que parou Hollywood. Tradicionalmente, o Persona &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33058" aria-describedby="caption-attachment-33058" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33058" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33058" class="wp-caption-text">Com os mais diversos gêneros e formatos, as séries iluminaram o ano de 2023 (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de abertura: Nathalia Tetzner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">2023 foi um ano e tanto para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/televisao/"><span style="font-weight: 400;">Televisão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">justa greve</span></a><span style="font-weight: 400;"> que parou Hollywood. Tradicionalmente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> preparou um compilado com as melhores séries.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as 51 séries selecionadas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lidera o número de menções (8) em primeiro lugar.  Logo depois, o apocalipse de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last Of Us</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(4) e a cozinha caótica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (3) aparecem como destaque em meio às favoritas. Na batalha entre </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assume a liderança absoluta com 16 aparições. Em sequência: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/hbo-max/"><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (7),  </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/amazon-prime-video/"><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(6), </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/apple-tv/"><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globoplay/"><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(3), e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/paramount/"><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande parte das produções são dos Estados Unidos, porém, alguns seriados brasileiros deram a cara por aqui com novelas e minisséries. Dentre elas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas Por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nós sempre acompanhamos as principais premiações da Televisão, o que explica 19 dos títulos escolhidos terem sido indicados ao Emmy de 2023 como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">realities</span></i><span style="font-weight: 400;"> roubaram a cena em 2023, seja tratando de moda, esporte, namoro ou sobrevivência. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas: Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> são alguns dos nomes bastante citados. </span><i><span style="font-weight: 400;">Spin-Offs</span></i><span style="font-weight: 400;"> também marcaram presença forte, como os derivados de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/hora-de-aventura-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://personaunesp.com.br/rainha-charlotte-bridgerton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fionna &amp; Cake</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nossa seleção conta com os mais diversos gêneros, com séries para a família toda como o heroísmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outras um tanto quanto explícitas </span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Para além do adeus à família Roy, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Maravilhosa Sra. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">vão deixar saudade. Abaixo você confere a lista mais que especial das melhores séries de 2023, escolhidas a dedo pela nossa Editoria e colaboradores.</span></p>
<p><span id="more-32993"></span></p>
<figure id="attachment_33007" aria-describedby="caption-attachment-33007" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image12.jpg" alt="Cena de A Batalha dos 100. Ao centro e em foco está Jan Eun Sil, uma mulher asiática de cabelos pretos; veste shorts e regata cinzas e há uma faixa roxa em seu pulso. Atrás dela estão alguns homens e uma mulher; todos com a mesma roupa que ela. A sua frente está uma escultura de gesso de seu torso." width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-33007" class="wp-caption-text">Jan Eun Sil levou sua equipe para os limites e além na Batalha dos 100 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de A Batalha dos 100</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">100 pessoas em seu auge de preparo físico são colocadas em provas extremas de resistência para que se descubra qual tipo de corpo é o mais forte. </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/a-batalha-dos-100-2a-temporada-do-reality-show-coreano-estreia-em-marco/"><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/suga-road-to-d-day-critica/"><span style="font-weight: 400;">sul-coreano</span></a><span style="font-weight: 400;"> que foi lançado no início de 2023 e fez bastante sucesso. Os participantes têm variadas idades e portes físicos, e praticam diferentes esportes, sendo obrigados a trabalharem as suas vantagens a seu favor para chegarem à final e levarem o grande prêmio em dinheiro. Além das provas individuais, a batalha também tem provas em equipe, sendo necessário o desenvolvimento de estratégias para combinação de forças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das principais coisas que fica clara na série é que nenhum perfil pode ser superestimado ou subestimado. Em alguns momentos do programa, mulheres e participantes menores foram julgados como mais fracos, mas tiveram diversas oportunidades de mostrar o bom uso de sua força física em conjunto com outras habilidades como agilidade e condicionamento. Dois destaques são Euddeum, a atleta que sobreviveu a uma prova intensa de eliminação, e </span><a href="https://www.instagram.com/sillllling/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Jan Eun Sil</span></a><span style="font-weight: 400;">, que liderou uma equipe inteira de azarões dando tudo de si. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33034" aria-describedby="caption-attachment-33034" style="width: 1461px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg" alt="Cena da série A Diplomata. Kate Wyler (Keri Russell) e Hal Wyler (Rufus Sewell) estão em cima de uma carruagem. Ela é uma mulher branca e jovem, usando um vestido bege, está acenando para a câmera e sorrindo. Ele é um homem branco de meia idade, está usando um paletó preto, uma camisa branca e uma gravata prateada e tem um sorriso discreto." width="1461" height="834" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg 1461w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-800x457.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1024x585.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-768x438.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1200x685.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33034" class="wp-caption-text">Keri Russell é tão versátil na atuação quanto a sua personagem na diplomacia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de A Diplomata (The Diplomat)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tempos de guerra, aliás, guerras, no plural, séries sobre política internacional como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yk2rR1EnIeY"><i><span style="font-weight: 400;">A Diplomata</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">devem ganhar destaque. Em meio a uma crise severa entre Reino Unido e Irã,  Kate Wyler, magistralmente interpretada por Keri Russell, é uma diplomata de carreira que acaba de ser nomeada embaixadora norte-americana em Londres. Em meio a conturbada relação com o nada modesto marido, Hal Wyler (Rufus Sewell), ela deve sintonizar as conexões assimétricas entre os EUA e o país europeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O seriado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cq7bLbwTqzk"><span style="font-weight: 400;">Debora Cahn</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha com um enorme aprofundamento e desenvolvimento de personagens, a protagonista que sequer está acostumada a ser o centro das atenções tem que adaptar o seu estilo improvisado e versátil, a uma realidade formal e pomposa. Enquanto seu marido, um diplomata famoso, tem que se conformar a ficar em segundo plano. Além deles, personagens como o Premier Britânico (Rory Kinnear) enchem a série de diversos tons de personalidade, enriquecendo cada minuto de tela.  &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33002" aria-describedby="caption-attachment-33002" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg" alt="Cena da série Ahsoka, Ahsoka Tano (Rosario Dawson) é uma mulher de pele laranja, e estruturas similares a cabelos brancos com listras azuis, seu rosto tem detalhes brancos e seus olhos são azuis, ela está em uma nave espacial." width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33002" class="wp-caption-text">Ahsoka Tano tem histórias a serem contadas sobre seu futuro e passado (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Ahsoka</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está em boas mãos na direção do talentoso e apaixonado Dave </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><span style="font-weight: 400;">Filoni</span></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ahsoka</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que criatividade e amor à obra fazem toda a diferença. A trama se passa após os eventos do último filme da trilogia original, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">. O império galáctico foi derrotado, mas o temido Almirante Thrawn, personagem resgatado da animação dirigida por Filoni, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars Rebels</span></i><span style="font-weight: 400;">, quer retornar para assumir o trono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série tem como protagonista Ahsoka Tano (Rosario Dawson), a aprendiz de Anakin Skywalker que abandona a ordem dos cavaleiros Jedi para seguir seu próprio caminho. Junto dela, está outra personagem vinda das </span><a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-visions-critica/"><span style="font-weight: 400;">animações</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sabine Wren (Natasha Liu Bordizzo), uma jovem mandaloriana que busca reencontrar um grande amigo do passado. A primeira temporada da série traz um novo fôlego para a franquia se manter no futuro distante e a oportunidade do surgimento de novos fãs. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33026" aria-describedby="caption-attachment-33026" style="width: 1325px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33026 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png" alt="Candy Montgomery (Elizabeth Olsen) fala ao telefone, com uma expressão de preocupação e tristeza." width="1325" height="869" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png 1325w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-800x525.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1024x672.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-768x504.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1200x787.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33026" class="wp-caption-text">Amor e Morte entrega uma história complexa, envolvendo um assassinato brutal e a pergunta ‘O que motivou, de fato, tudo isso?’ (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Amor e Morte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Essa é a frase que aparece no pôster de </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, de fato, ela resume aspectos intrínsecos da minissérie estrelada por Elizabeth Olsen como Candy Montgomery. Lançada em abril de 2023, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Xe0P_ti6vg"><span style="font-weight: 400;">produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história do assassinato brutal de Betty Gore, em 1980, na tranquila cidade de Wylie, Texas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Betty, interpretada por Lily Rabe, é morta com 41 golpes de machado por sua amiga da igreja, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/elizabeth-olsen/"><span style="font-weight: 400;">Candy</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também é amante de seu marido, Allan Gore (Jesse Plemons). A minissérie oferece ao espectador uma ótica crítica de todo o contexto dos personagens. Participantes dos assuntos da comunidade local, frequentadores da igreja e pessoas tão preocupadas com a imagem de suas famílias se encontram em um triângulo amoroso extraconjugal, que perdura por dois anos até acabar em um assassinato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui aspectos visuais interessantes e de acordo com a época como carros, roupas e referências, a exemplo da cena em que Candy e seu marido, Pat Montgomery (Patrick Fugit), assistem ao filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=THd96gHV7Tg"><i><span style="font-weight: 400;">Grease</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1978) no cinema com seus filhos.&#8221;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;; assim como o ‘caso’ de Candy e Allan, e  as tentativas de Betty de conceber um segundo filho. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33022" aria-describedby="caption-attachment-33022" style="width: 854px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33022" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg" alt="Cena da série And Just Like That…. Na imagem temos Aidan Shaw (John Corbett), um homem adulto, branco, de cabelo castanho claro comprido, vestindo uma jaqueta de couro preta. Ao seu lado está Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), uma mulher adulta, branca, de cabelo loiro comprido. Ela está vestindo um sobretudo branco e segurando uma bolsa verde pequena. Eles estão se abraçando e ao fundo temos a paisagem do centro de Nova York." width="854" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg 854w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33022" class="wp-caption-text">Seguindo a rotina de Carrie em Nova York, a terceira temporada de And Just Like That foi confirmada pela Max (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de And Just Like That…</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ano se passou desde o incidente na vida de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker). A melancolia marcada pelo luto, fixada em quase toda a primeira temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cNt8xw3aO5s"><i><span style="font-weight: 400;">And Just Like That…</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não é mais avassaladora. A dor não foi deixada totalmente, mas novos ares surgiram, assim como novas roupas, amores e histórias para contar. Tal como o velho ditado, depois da tempestade, sempre vem a calmaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta fase do seriado, acompanhamos uma protagonista determinada em retornar aos eixos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nFLFvbtt3sA"><span style="font-weight: 400;">Bradshaw</span></a><span style="font-weight: 400;"> emprega seu sentimento no papel e regressa novamente à Literatura, escrevendo seu novo livro sobre perda, algo que ela precisava fazer por ela mesma e também para outras mulheres passando pela mesma condição. Ensinamentos abordados pelo destino e que devem ser enfrentados para seguir uma perspectiva diferente. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33044" aria-describedby="caption-attachment-33044" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33044" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg" alt="Cena da série A Queda da Casa de Usher. Do canto direito à metade da imagem, há um corvo preto em pleno voo. Abaixo dele, há uma menina negra de cabelos pretos, longos e cacheados morta, deitada sobre um tapete de mosaicos beges. Ao seu lado, há um homem idoso e branco, de cabelos brancos, curtos e lisos, ajoelhado. Ele veste pijama azul claro sobreposto por um roupão cinza, além de olhar para o corvo com tristeza." width="1920" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-800x329.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1024x421.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-768x316.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1536x632.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1200x494.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33044" class="wp-caption-text">Um enigmático corvo ronda recortes simbólicos da trama, que é largamente inspirada na literatura de Poe (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Queda da Casa de Usher </b><b> </b><b>(The Fall of the House of Usher)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos </span><i><span style="font-weight: 400;">thrillers</span></i><span style="font-weight: 400;">, construir qualquer peça bem executada de Terror requer material, estratégia e trabalhadores experientes. ‘Pau para toda obra’ por excelência, Mike Flanagan gerou seu último projeto em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisitando a arquitetura do gênero assim, como quem edifica uma casa, mas deixando o suprassumo criativo nos escombros que encontramos durante a derrocada de uma dinastia farmacêutica cruel e fascinante. Na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8F56weVOYVg"><span style="font-weight: 400;">série limitada</span></a><span style="font-weight: 400;"> (apenas no formato), cada membro da bilionária família Usher ganha um fim trágico – e conectado ao lado mais nefasto de si mesmos – diretamente da personificação da Morte, papel inesquecível de Carla Gugino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recheado de rostos veteranos nas mãos de Flanagan, o desfile de túmulos arranha de leve a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/epidemia-dos-opioides-ganha-retratos-contundentes-em-series-e-filmes"><span style="font-weight: 400;">crise dos opioides</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o pretexto de ‘ódio aos ricos’, empilhando firmemente os tijolos da roteirização na catástrofe humana como um todo. No telhado da produção, criações de </span><a href="https://macabra.tv/as-referencias-do-universo-de-poe-na-serie-a-queda-da-casa-de-usher-de-mike-flanagan/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;"> servem de referência e ainda adquirem releituras. Pelas paredes, a beleza da cinematografia de Michael Fimognari e a magnitude da edição de Brett Bachman fazem de fantasmas, vidros estilhaçados e garras de gatos assassinos inevitáveis para vícios que consomem a alma aos poucos. Ao fim, o chão rompido pela brutalidade – e pelo público, boquiaberto –, é a prova de que estamos diante de uma das melhores confabulações sangrentas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudum</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_32996" aria-describedby="caption-attachment-32996" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32996" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg" alt="Cena da minissérie As Pequenas Coisas da Vida. À esquerda, é possível ver a atriz Kathryn Hahn, que faz a personagem Clare Pierce. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha verde. À direita, é possível ver a atriz Tanzyn Crawford, que faz a personagem Rae Kincade. Ela é uma mulher negra, de cabelos pretos e olhos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha xadrez laranja, verde e marrom. As duas personagens estão deitadas em um gramado, sobre um cobertor bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32996" class="wp-caption-text">As relações entre mães e filhas são exploradas durante As Pequenas Coisas da Vida (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>As Pequenas Coisas da Vida (Tiny Beautiful Things)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-pequenas-coisas-da-vida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história de Clare Pierce (Kathryn Hahn), uma escritora que não conseguiu fazer sua carreira decolar. Repleta de emoção e sentimentos, a minissérie mostra os vários conflitos de uma família norte-americana. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tiny Beautiful Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) foi feita pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Hello Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> – a produtora cinematográfica e televisiva criada por Reese Witherspoon, que tem como marca contar histórias sobre personagens femininas –, e trouxe, mais uma vez, uma narrativa focada em uma mulher que, ao mesmo tempo, é mãe, esposa, filha e autora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Pequenas delicadezas: Conselhos sobre o amor e a vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Cheryl Strayed, a coletânea de oito episódios foi indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela atuação da protagonista e de Merrit Wever, que interpreta a mãe de Clare. Cheia de momentos singelos e significativos, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra do que a vida é composta: afinal, o passado afeta o presente que, por sua vez, abala o futuro. &#8211; </span><b>Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33038" aria-describedby="caption-attachment-33038" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image40.png" alt="À esquerda, Sally Reed e a direita, Barry. O casal está sentado à mesa de jantar, olhando para frente com expressões vazias. Sally está usando uma peruca de cor castanha e Barry um óculos junto a sua barba rala e grisalha." width="620" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-33038" class="wp-caption-text">Em sua última temporada, Barry confronta sua própria imoralidade (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Barry</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após cinco anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega ao fim em uma nota fria, dura e irônica. A última temporada encaminha a história ao seu desfecho confrontando as questões morais que foram levantadas pela série até então. A narrativa consegue manter o ritmo acelerado que conversa com a urgência dos acontecimentos e tomar decisões ousadas a fim de firmar as mensagens que a obra quer passar. Os personagens são enfim colocados diante das consequências das suas ações, com muito poucos exemplos de redenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seus momentos finais a consolidam como uma das melhores produções de Televisão dos anos recentes. </span><a href="https://www.vogue.com/article/barry-season-four-bill-hader-interview"><span style="font-weight: 400;">Bill Hader</span></a><span style="font-weight: 400;"> provou vez após vez ter o domínio da narrativa ao transitar da Comédia à tragédia com tanta naturalidade. O ator e diretor se arrisca mais e aproxima sua direção ao surrealismo, de modo imersivo para a experiência da audiência. A quarta temporada é mais introspectiva e leva um tom mais sério do que as demais, ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barry </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perde o humor, em grande parte graças ao elenco infinitamente talentoso, capaz de balancear o dramático e o cômico, às vezes, com sutis mudanças de expressão ou intonação e também às articulações visuais conquistadas por trás da câmera. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33019" aria-describedby="caption-attachment-33019" style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image24.jpg" alt="Cena de Caleidoscópio. Em um quadro branco, há planejamentos do roubo com escritas em caneta de diversas cores. Leo Pap (Giancarlo Esposito) se encontra à frente do quadro. Ele é um homem negro, em torno de 50 anos, com cabelo curto, cacheado e grisalho e também com um cavanhaque. Utiliza uma blusa preta de gola alta e manga e tem um relógio em seu punho esquerdo." width="764" height="401" /><figcaption id="caption-attachment-33019" class="wp-caption-text">A série é uma ótima opção pra quem gosta de de poder escolher como quer assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Caleidoscópio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no início do ano de 2023, </span><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma minissérie com oito episódios inspirada na história de um roubo de sete bilhões de dólares durante o furacão Sandy em 2012. Assim como funciona um caleidoscópio – a medida em que gira, as formas são diferentes, mas a essência não –, a série permite que seus primeiros capítulos sejam assistidos de forma aleatória. Cada episódio parte de um período antes ou depois do assalto, o que pode </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/caleidoscopio-qual-a-melhor-ordem-para-assistir-veja-5-opcoes-diferentes-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">influenciar diretamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na experiência do telespectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como um dos diretores José Padilha, o protagonista Leo Pap, interpretado por Giancarlo Esposito, é quem inicia toda essa jornada, porém, da maneira como cada usuário assiste, a história pode ser interpretada de formas diferentes até o </span><i><span style="font-weight: 400;">grand finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> do último episódio, Título do Episódio. Com um ótimo elenco – Tati Gabrielle, Paz Vega, entre outros –, as relações das personagens entre si, em geral, são os maiores destaques de </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/conheca-caleidoscopio-serie-da-netflix-que-brinca-com-a-ordem-dos-episodios-streaming.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_33010" aria-describedby="caption-attachment-33010" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image15.jpg" alt="Cena da série Cangaço Novo. Três personagens aparecem centralizados e se abraçando. Todos sorriem. À esquerda, está Dilvânia, uma mulher negra de cabelo curto preto. Ela está usando uma blusa amarela de manga comprida e está segurando, com a mão direita, o braço da personagem Dinorah que envolve Dilvânia. Dinorah aparece no meio dos dois personagens. Ela é uma mulher negra de cabelo longo preto e está usando uma regata rosa. À direita, está Ubaldo. Ele é um homem branco de cabelo raspado e está usando uma camiseta bege." width="679" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-33010" class="wp-caption-text">Cangaço Novo é a decolonialidade em forma de perseguições de carro e brigas sangrentas (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Cangaço Novo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa história está, na maioria das vezes, atrelada à chegada de um interiorano na metrópole. Ubaldo Vaqueiro (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1QUkwxUR4Uw"><span style="font-weight: 400;">Allan Souza</span></a><span style="font-weight: 400;">) deixou o interior do Ceará quando menino e partiu em direção à São Paulo, cuja monotonicidade cotidiana capitalista paira sobre o ar mais do que dióxido de carbono. Seu trabalho fracassado em um banco, somado à hospitalização de seu pai, criam o terreno perfeito para uma mudança drástica de vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ubaldo troca o asfalto da capital paulista pelas estradas de terra do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ke1DzNSa6qA"><span style="font-weight: 400;">Sertão</span></a><span style="font-weight: 400;"> que levantam não só poeira, como também o astral dos acostumados a seguir uma vida regrada e típica da massificação. Ademais, o ex-bancário se torna uma espécie de Robin Hood cangaceiro, já que, ao ser envolvido em uma quadrilha, introduz uma abordagem mais segura e limpa nos assaltos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">O2 Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">questiona se a transformação do oprimido em opressor seria, de fato, um problema. Em outros termos, a série brasileira desafia a divisão caduca entre bem e mal, além de explorar com valentia as </span><a href="https://www.folhape.com.br/colunistas/uma-serie-de-coisas/a-complexa-narrativa-de-cangaco-novo-em-uma-das-melhores-series-nacionais-do-ano/39538/"><span style="font-weight: 400;">tortuosidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos comportamentos de seus personagens. A partir de uma violência brutal e de sequências frenéticas de ação, a obra representa a Hollywood</span> <span style="font-weight: 400;">que deu certo. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33012" aria-describedby="caption-attachment-33012" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg" alt="Cena de Carol e o Fim do Mundo. Na imagem, vemos a protagonista Carol, uma mulher branca de cabelos castanhos, numa moto usando um casaco roxo, um vestido azul com flores roxas e amarelas e um tênis branco. No centro da imagem, é possível ver a personagem novamente, mas num tom translúcido, olhando para a direção contrária. No fundo, existem montanhas e árvores esverdeadas." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33012" class="wp-caption-text">O equilíbrio entre o hedonismo e existencialismo é presente no cotidiano de Carol Kohl (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Carol e o Fim do Mundo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo está prestes a acabar e, em meio a esta crise pré-apocalíptica, boa parte da população decide aproveitar os seus últimos meses vivenciando tudo aquilo que ainda não foi feito, diferente de Carol Kohl, uma mulher de meia-idade que deseja apenas voltar a uma rotina banal e previsível. A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Carol e o Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, criada por </span><a href="https://movieweb.com/dan-guterman-carol-end-of-the-world-interview/"><span style="font-weight: 400;">Dan Guterman</span></a><span style="font-weight: 400;">, questiona de forma irônica noções como a vida, a morte e as conexões humanas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos poucos episódios, a construção dos personagens é </span><a href="https://www.cbr.com/carol-the-end-of-the-world-dan-guterman-interview/"><span style="font-weight: 400;">complexa</span></a><span style="font-weight: 400;">, na qual até mesmo aqueles que são secundários são bem desenvolvidos, proporcionando uma visão diversificada de como diferentes pessoas reagiriam a um mesmo cenário. O humor sutil e a narrativa envolvente oferecem ao espectador uma comovente forma de entretenimento indo além do convencional. &#8211; </span><b>Rebecca Ramos</b></p>
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<figure id="attachment_33032" aria-describedby="caption-attachment-33032" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png" alt="Da esquerda para direita: Karen Bacic, Valmir Reis, Renan Justino, Ágata Moura, Klebber Toledo, Camila Queiroz, Maria Carolina Caporusso, Menandro Rosa, Daniela Silva, Daniel Manzoni, Bianca Sessa e Jarbas Andrade. 3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-768x576.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33032" class="wp-caption-text">A terceira temporada do reality foi dividida em três fases de lançamento, mexendo com a ansiedade do público, e contou ainda com um episódio de reencontro transmitido ao vivo que deu o que falar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa talvez foi uma das temporadas com mais fofocas e polêmicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançada em junho de 2023, a terceira temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresentado pelo </span><a href="https://www.theguardian.com/culture/2020/sep/27/two-is-the-magic-number-why-are-we-fascinated-with-power-couples"><i><span style="font-weight: 400;">power couple</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Camila Queiroz e Klebber Toledo, deu ao espectador desde o início o melhor em babados, com participantes de personalidade forte e disputas por pretendentes. Para quem gosta de misturar um pouco de futilidade com discussões sobre relacionamentos e amor, vale a pena assistir e se deliciar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na fase das cabines, um dos destaques foi o participante Valmir Reis, que deixou uma marca negativa, de ‘mulherengo’, ‘jogador’ e se envolveu em duas ‘tretas’ diferentes com </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/apos-pedir-karen-em-casamento-italo-tem-podres-expostos-na-web"><span style="font-weight: 400;">Italo Antonelli</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Menandro Rosa – tudo por disputa de participantes, armando verdadeiros triângulos amorosos. Ah, e não foi só nessa fase que Valmir se destacou (negativamente), mas ao longo do reality a sua relação com seu par (Karen Bacic) também foi questionável, com o público e a participante sentindo que foi escolhida como segunda opção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas outras fases do </span><a href="https://personaunesp.com.br/casamento-as-cegas-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">programa</span></a><span style="font-weight: 400;">, é possível notar o desenvolvimento dos casais, enfrentando problemas do dia a dia, aproximando o público dos dramas e fofocas que acontecem até mesmo entre o grupo formado pelos seis casais. Como no caso das crises entre Ágata Moura e Renan Justino por conta de inseguranças e ciúmes, ou pelo mau-estar constante entre Maria Carolina Caporusso e Valmir Reis – que teve interesse na participante na fase das cabines. </span><b>&#8211; Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33039" aria-describedby="caption-attachment-33039" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33039" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg" alt="Cena de Fellow Travelers. Tim e Hawkins, interpretados, respectivamente, por Jonathan Bailey e Matt Bomer, estão sentados na areia de uma praia. Ambos vestem calças sociais cinzas e camisetas sociais brancas, com as barras e mangas dobradas até as panturrilhas e cotovelos. Tim, à direita, está descalço e senta com as mãos apoiadas na areia atrás de si. Hawkins, à esquerda, está calçado, mantendo as mão próximas uma da outra e para frente de seu corpo. Ele olha para Tim, que encara o ambiente à sua frente por trás dos óculos de sol. Atrás dos dois há um grande tronco de árvore e algumas moitas." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33039" class="wp-caption-text">Um amor proibido em um tempo de caos, esse é o retrato de Fellow Travelers (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Companheiros Viajantes</b><b> (</b><b>Fellow Travelers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos, 1950. No ápice do </span><a href="https://oglobo.globo.com/opiniao/artigo-terror-colorido-24433466"><span style="font-weight: 400;">Terror Lilás</span></a><span style="font-weight: 400;"> dois jovens se apaixonam. Assim se constrói a trama de Tim Laughlin (Jonathan Bailey) e Hawkins Fuller (Matt Bomer) roteirizada por Ron Nyswaner. Em um misto de drama, romance, história e muita emoção, a narrativa cresce cautelosa, pouco a pouco no decorrer dos oito episódios, mesclando o passado e o presente de uma vida de desejos, desafios e inseguranças. O retrato da paixão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.uol.com.br/play/colunas/uol-play/2024/01/04/fellow-travelers-e-um-romance-dos-eua-na-decada-de-50.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Fellow Travelers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, apesar de intenso e realista, cuidadoso e delicado e aponta as dificuldades de vivência durante o </span><a href="https://www.portaldoholanda.com.br/arte-e-cultura/companheiros-de-viagem-mostra-perseguicao-gays-em-meio-caca-comunistas"><span style="font-weight: 400;">macarthismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> com responsabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem diria que misturar amor, companheirismo e política seria uma das receitas para o sucesso? É possível assistir à produção sem perceber o tempo passar, pois os </span><a href="https://www.paramountplus.com/br/shows/fellow-travelers/"><span style="font-weight: 400;">episódios</span></a><span style="font-weight: 400;"> fluem pela tela com as escolhas de direção de Daniel Minahan, Destiny Ekaragha, James Kent e Uta Briesewitz. Muito bem aceita pelo público, a minissérie conta com um final que possibilita o desenvolvimento de mais uma temporada, ainda que seja apenas para colocar </span><a href="https://maxima.uol.com.br/noticias/lgbt/ator-de-bridgerton-jonathan-bailey-sobre-homossexualidade-desde-os-11-anos.phtml"><span style="font-weight: 400;">Bailey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ator-matt-bomer-ouviu-de-produtor-que-nao-seria-protagonista-por-ser-gay/"><span style="font-weight: 400;">Bomer</span></a><span style="font-weight: 400;"> lado a lado, novamente fisgando a todos com sua química fantástica. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33014" aria-describedby="caption-attachment-33014" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg" alt="A imagem mostra um senhor, de pele negra, cabelos espalhados em todas as direções que causa um ar de bagunçado, com um cavanhaque grande e preenchido sendo grisalhos, olhos num tom amarelo-dourado e que veste uma camisa marrom aberta sob uma regata branca. Ele olha fixamente para algo em sua frente e está sentado sob uma cadeira de rodas, tendo uma pessoa que segura o apoio atrás de sua cadeira. Ele se encontra em um salão." width="1999" height="1081" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1536x831.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33014" class="wp-caption-text">A continuação da série nacional de 2021 trás novos personagens, uma expansão no roteiro e novos ‘furos’ para comentar – ou talvez preencher em futuros episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Cidade Invisível</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe um projeto ousado e interessante: uma série nacional sobre o </span><a href="https://www.unifebe.edu.br/site/blog/folclore-brasileiro-historia-do-pais-alem-das-lendas-urbanas/"><span style="font-weight: 400;">Folclore Brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na prática, mesmo apresentando personagens como Cuca, Curupira, Saci e Boto-cor-de-rosa, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-invisivel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Invisível</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se mostrava muito mais interessada em usar todo o enredo como peças para contar a história de Eric Alves (Marco Pigossi), policial ambiental e personagem principal. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/fefito/2021/02/18/cidade-invisivel-da-netflix-e-alvo-de-criticas-por-ativistas-indigenas.htm#:~:text=Os%20cr%C3%ADticos%20ao%20seriado%20s%C3%A3o,um%20policial%20e%20a%20Cuca."><span style="font-weight: 400;">Após muitas críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a falta de tato ao não escalar profissionais indígenas em número suficiente para a grandiosidade do projeto e o flerte com a apropriação cultural, o seriado retornou para sua segunda temporada focado em criar sua identidade e honrar aquilo que há de mais brasileiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na nova leva de cinco episódios, o telespectador é apresentado a novas entidades de um modo muito mais direto, com enfoque no norte do país, e toque em pontos de exploração ambiental. Em um cenário novo e com uma nova problemática, o produto surpreende ao trazer uma perspectiva diferente. Com atuações extraordinárias de Letícia Spiller e Zahy Guajajara, o elenco acerta ao abraçar a diversidade, mas deixa uma história já curta com algumas falhas. Resta esperar então uma terceira temporada, sabendo que ainda existe muito a explorar no conteúdo e a recepção </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/cidade-invisivel-2-crava-vaga-no-top-mundial-da-netflix-veja-os-numeros"><span style="font-weight: 400;">segue em alta</span></a><b>. &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_32997" aria-describedby="caption-attachment-32997" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32997" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png" alt="Cena da série ambientada em um estúdio de gravação, com vários fios de instrumentos, incluindo um piano, uma bateria e microfones. Da esquerda para a direita temos os integrantes da banda, Eddie, usando uma camisa branca florida e calça jeans, Karen Sirko, com uma jaqueta preta, mais à frente temos Billy Dune segurando uma guitarra e com um microfone em sua frente, olhando para Daisy Jones, usando um casaco de pele marrom e também o olhando. À direita, mais ao fundo, Graham Dunne está vestindo uma camisa branca, calça jeans e segurando uma guitarra." width="1999" height="1331" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1200x799.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32997" class="wp-caption-text">Em Daisy Jones &amp; The Six, descobrimos que nada é mais intenso do que a batalha de ego entre duas estrelas do rock (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Daisy Jones &amp; the Six</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser uma estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">no auge da década de 1970 era uma experiência inebriante, mas também caótica e complexa. A série </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura essa dualidade em certo nível, retratando a glória efêmera da fama, a adrenalina dos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> lotados e o lado obscuro do sucesso, permeado por vícios e excessos. Nessa história, Daisy Jones (Riley Keough), uma cantora em ascensão </span><i><span style="font-weight: 400;">a là</span></i> <a href="https://www.tiktok.com/@ritalee_oficial/video/7206413279667817733"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Stevie Nicks, e Billy Dunne (Sam Claflin), vocalista da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">The Six</span></i><span style="font-weight: 400;">, mergulham em um universo onde a euforia se entrelaça com o drama e a busca pela individualidade se confronta com as expectativas da indústria musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> homônimo de Taylor Jenkins Reid, </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em 2023, na plataforma de streaming </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançando seus dez episódios semanalmente. Com a inspiração principal sendo a banda Fleetwood Mac e a tumultuada história do álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1977, a série conquistou 69% de aprovação dos críticos no site </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/daisy_jones_and_the_six"><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a produção também impulsionou o lançamento do álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk-rock</span></i> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4ouqACcnzsOvtUlnj5abyo?si=jaUZc80LTsyMhxtejO6Wow"><i><span style="font-weight: 400;">Aurora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção de algumas das músicas presentes na trama, que já acumula mais de 200 milhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">streams </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como adaptação, a série </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta um saldo positivo. A ambientação é muito bem feita, assim como a trama central do triângulo amoroso entre Daisy, Billy e Camila (Camila Morrone), que se destaca pela atuação de Morrone. A série também acerta ao aprofundar a história de Simone Jackson (Nabiyah Be), enriquecendo a narrativa original, apesar de algumas tramas secundárias, como as de Karen Sirko (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6TT7B4MigCJCc0tqKYEpZC?si=2f9ce72120a54baf"><span style="font-weight: 400;">Suki Waterhouse</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Graham Dunne (Will Harrison), ficarem menos exploradas. No geral, apesar de algumas mudanças em relação à história do livro terem explicações superficiais e a abordagem sobre o cenário do álcool e das drogas ser suavizada, a produção se destaca como um trabalho redondo e coeso em sua própria individualidade. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_33056" aria-describedby="caption-attachment-33056" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg" alt="Cena da novela Elas por Elas. Na imagem está a personagem Helena com cara de chocada, ela é uma mulher branca de cabelos marrons acobreados ondulados. Está vestindo uma camiseta marrom e uma blusa verde militar." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33056" class="wp-caption-text">Elas por Elas é o remake da novela homônima de 1982 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Elas Por Elas</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em Setembro de 2023 como folhetim das 18h na programação da Globo. Sob a direção de Amora Mautner, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> propõe uma narrativa com mudanças substanciais em comparação a versão original, que marca a estreia de </span><a href="https://revistaquem.globo.com/entretenimento/tv-e-novelas/elas-por-elas/noticia/2023/09/cassio-gabus-mendes-volta-a-novela-elas-por-elas-apos-41-anos-nunca-imaginei-que-fosse-acontecer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Cassiano Gabus Mendes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas telas. Desta vez, o ator retorna para o elenco, a trama é ambientada no Rio de Janeiro e as problemáticas abordadas são tão atuais como o cotidiano de seus novos espectadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo o humor característico do horário televisivo, personagens como </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/11978544/"><span style="font-weight: 400;">Mario Fofoca</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lázaro Ramos) entregam piadas pertinentes e leveza. Além disso, os elementos e temáticas adicionados, o que vislumbramos com a adoção, protagonismo trans e representatividade em geral, são banhados em suavidade, mas não perdem importância e são levados com consistência. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o tipo de regravação que vale a pena, já que mantém essenciais sem precisar ser igual a sua antecessora. </span><b>– Jamily Rigonatto</b><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
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<figure id="attachment_33011" aria-describedby="caption-attachment-33011" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg" alt="Cena da série Enxame. Nela, a protagonista Dre olha e coloca a mão, admirada, no pôster de uma cantora fictícia chamada Ni’Jah. O pôster é de uma foto da cantora e contém os dados de sua turnê. Dre é preta, tem cabelos liso preto metade preso em um penteado e usa uma camisa colorida vintage. A foto tem cores mais frias e puxadas para o verde, além do granulado como efeito mais retrô." width="1500" height="1001" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33011" class="wp-caption-text">A filha de Barack Obama, Malia Obama, faz parte da equipe de roteiristas de Enxame (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Enxame (Swarm)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde um fã vai pelo seu ídolo? Guiado por essa frase, os criadores </span><a href="https://www.vulture.com/article/donald-glover-swarm-interview-dre-dominique-fishback.html"><span style="font-weight: 400;">Donald Glover</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Janine Nabers decidem sair do óbvio para entrarem em uma viagem longa dentro dos instintos mais selvagens de Dre (Dominique Fishback), uma protagonista excêntrica e completamente apaixonada por Ni’Jah (Nirine Brown). Nessa sátira, todas as </span><a href="https://elle.com.br/cultura/enxame-do-prime-video-retrata-obsessao-de-fa-por-diva-pop-inspirada-em-beyonce"><span style="font-weight: 400;">semelhanças não são meras coincidências</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a linha entre realidade, fantasia, idolatria e ficção se fundem em uma narrativa cheia de reviravoltas, paixão, sangue e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/personagem-de-billie-eilish-em-enxame-foi-inspirada-em-lider-de-culto-que-existiu/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um roteiro genial e usufruindo de referências muito inteligentes que servem um prato cheio para os amantes da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e das fofocas dos famosos, assistir </span><a href="https://personaunesp.com.br/enxame-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma verdadeira experiência. Aqui, independente do tamanho da colméia ou da quantidade de abelhas, Glover e Nabers provaram que não possuem medo das ferroadas. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33055" aria-describedby="caption-attachment-33055" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33055" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg" alt="Cena de Este Mundo Não Vai me Derrubar. Na imagem está o protagonista Zerocalcare. Ele é um homem branco de cabelos pretos curtos e um pouco calvo, veste uma camiseta preta com o desenho de uma caveira branca. A cena representa um interrogatório, por isso, há uma lâmpada apontada em seu rosto, que parece tenso. A animação tem tons sóbrios. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33055" class="wp-caption-text">Este Mundo Não Vai me Derrubar é a dose de melancolia animada que todo mundo precisa ver (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Este Mundo Não Vai Me Derrubar</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a segunda série que adapta os quadrinhos do cartunista italiano Zerocalcare. Desta vez, ao contrário do que vemos em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-entrelinhas-pontilhadas-1a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Entrelinhas Pontilhadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo foca em um evento que aconteceu no bairro periférico que Zero, o protagonista, vive desde a infância: uma tensão entre um grupo xenofóbico e nazista contra os novos moradores imigrantes que se mudaram para um dos prédios da região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Envolvido por um interrogatório policial, o personagem mergulha em </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> que remontam a sua chegada até essa situação, o envolvimento com o caso dos vizinhos e as relações interpessoais e sociais do contexto. Novamente, mantém-se o humor mais que sarcástico e, principalmente, as reflexões profundas que inebriam até mesmo os telespectadores. Em nuvens acinzentadas de escolhas e retratos, </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81662953"><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um reflexo bem desenhado da vida. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_32999" aria-describedby="caption-attachment-32999" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32999" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png" alt="O grupo de nove amigos (Ciro, Ruth, Ribeiro, Irene, Silvio, Álvaro, Neto, Célia e Norma) posa sorrindo em frente a um mural de flores brancas. Todos vestem trajes sociais e a personagem Célia, ao centro, está vestida de noiva e com uma tiara de coroa." width="888" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32999" class="wp-caption-text">Fim foi um dos grandes sucessos de audiência do Globoplay em 2023 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de</b> <b>Fim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já viu algo que vem da Fernanda Torres ser menos do que excelente? Criada e escrita pela própria, baseada em seu </span><a href="https://casavogue.globo.com/shopping/noticia/2023/11/fim-conheca-o-livro-de-fernanda-torres-que-deu-origem-a-serie.ghtml"><span style="font-weight: 400;">livro homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> não somente não podia ser diferente, como também supera expectativas. Além da trama cativante, acompanhada de uma ótima direção por Andrucha Waddington e Daniela Thomas, o elenco de peso conta com grandes nomes do audiovisual brasileiro, que entregam performances hipnotizantes, por vezes devastadoras. Entre os atores que compõem o grupo principal estão Marjorie Estiano, Fábio Assunção, Débora Falabella e Emílio Dantas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série contempla as </span><a href="https://youtu.be/YpbSQWMyAJo?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">fases da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e como as relações interpessoais se moldam e alteram com o passar do tempo. O enredo acompanha um grupo de amigos cariocas durante os grandes marcos da vida adulta – como casamentos, filhos, divórcios e doenças –, até a nossa única certeza: a morte; brincando com o passado e o presente ao contar essas histórias de forma não linear. Assim como a vida real, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é repleta de momentos para rir e para chorar. O espectador é levado a experienciar a passagem do tempo junto aos personagens, cada um inserido no caminho que traçou para si. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33041" aria-describedby="caption-attachment-33041" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png" alt="Cena da Série Foundation. Ao centro está o ator Lee Pace, que interpreta o irmão Dia. Ele é um homem branco de meia idade. Está vestindo um colete trançado prata com transparência. Ao seu lado está Laura Birn, que interpreta a robô Demerzel. Ela é uma mulher branca, loira de meia idade com seus cabelos presos em um rabo de cavalo. Está usando um vestido com várias dobras simétricas e futuristas. Ao fundo está uma sala escura reflexiva onde passam raios de luz. Ambos estão em pé olhando para frente, sérios." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33041" class="wp-caption-text">Foundation é uma adaptação dos livros de Isaac Asimov (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Foundation</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Foundation</span></i><span style="font-weight: 400;"> nasceu como uma obra ambiciosa e deslumbrante. Mas mesmo com </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/fundacao-da-appletv-e-superproducao-com-grandes-ambicoes-0921"><span style="font-weight: 400;">investimentos milionários</span></a><span style="font-weight: 400;">, é preciso um pouco de loucura para aceitar o desafio de adaptar a complexidade espaço-temporal que </span><span style="font-weight: 400;">Isaac</span> <span style="font-weight: 400;">Asimov propôs em seus livros. E, com louvor, a Apple TV+ conseguiu novamente fazer com que a teoria e tecnologia sejam só ferramentas na narrativa, ofuscadas pelos enredos emocionantes e calorosos que os atores interpretam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saltando 100 anos à frente, a nova temporada mantém todo suspense e mistério do império galáctico regido pelos clones Cleon. Dificilmente imaginamos como novos personagens poderiam agregar à narrativa quando sequer puderam desenvolver os antigos. Entretanto, felizmente, tomam todo protagonismo e elevam os níveis nessa segunda etapa, deixando ânsia pelas </span><a href="https://pt.ign.com/foundation-1/133399/news/apple-tv-renova-foundation-para-3a-temporada"><span style="font-weight: 400;">consequências que virão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e preenchendo a falta que fizeram em sua estreia. – </span><b>Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33040" aria-describedby="caption-attachment-33040" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33040" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg" alt="Cena da série Gen V. Nela, na esquerda, há Jordan, jovem não-binárie, amarele, de cabelos curtos, pretos e lisos. Elu usa uma corrente prateada, um moletom preto e calças pretas, além de carregar uma expressão de surpresa no rosto. Sua mão esquerda está posicionada sobre seu peito, segurando a mão de Marie, uma mulher jovem, negra, de cabelos longos e pretos, presos em tranças. Ela veste um cropped preto de mangas curtas e calças brancas com manchas pretas, além de esticar seu braço direito em direção ao peito de Jordan. Ao fundo, o pátio de uma universidade." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33040" class="wp-caption-text">Sucesso instantâneo de público e crítica, a primeira leva da série tem o brasileiro Marco Pigossi no elenco e potencial de sobra para aparecer entre os indicados ao Emmy 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Gen V</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No vale dos super-heróis, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se despediu de 2023 em grande estilo ao realizar o parto dos descendentes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t8CDmXCKABE"><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sangue, lágrimas e até ciência entram no roteiro para recepcionar a primeira geração de jovens patenteada pelo Composto V a ganhar voz e espaço nas telas. Ao longo de oito episódios niveladíssimos, o grupo de protagonistas não só lida com as consequências da descoberta da origem de seus poderes, como passa a construir sua posição tanto no jogo de interesses coordenado pela Vought Internacional quanto na selva de emoções, hormônios e mudanças típica da </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2023/12/19/serie-spin-off-de-the-boys-investiga-mundo-sombrio-da-juventude-de-super-herois.htm"><span style="font-weight: 400;">adolescência</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido pelo mesmo trio de criadores da série original, o </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/como-gen-v-conserta-x-men-de-the-boys/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pega emprestado o uso já conhecido de sarcasmo autocrítico e violência gráfica para potencializar seus conflitos – guardando as cartas na manga para certos subtextos. Enquanto faz seus efeitos especiais e trilha sonora coadjuvantes essenciais, a trama introduz ao universo momentos quase inéditos de delicadeza e sensibilidade, projetados por </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunners</span></i><span style="font-weight: 400;"> mulheres muito bem-vindas à equipe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reunindo os destaques Jaz Sinclair, Emma Meyer e London Thor, o núcleo de atores também brilha em cada reviravolta da história, mas especialmente ao mergulhar em questões de gênero, etnia e sexualidade. Após unir o inesperado ao perverso, dialogando com diversos dramas contemporâneos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i><span style="font-weight: 400;"> não exala nenhuma prepotência juvenil ao deixar a rebeldia guiar sua humanidade e, assim, preparar a nova fase de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lado de seu </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-gen-v-roteiristas-prometem-reviravoltas-e-satiras-para-a-2-temporada-do-spin-off-de-the-boys/117467"><span style="font-weight: 400;">próprio futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_33042" aria-describedby="caption-attachment-33042" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33042" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png" alt="Cena da série Gêmeas - Mórbida Semelhança. À esquerda, vemos uma mulher branca, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma jaqueta preta com detalhes brancos. À direita, vemos uma mulher branca idêntica, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma camisa vermelha. As duas estão à frente de um espelho, olhando suas próprias imagens." width="1500" height="746" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-800x398.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1024x509.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-768x382.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1200x597.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33042" class="wp-caption-text">Uma Rachel Weisz é boa, duas é ainda melhor (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança (Dead Ringers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todo filme precisa virar série, mas que bom que </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">o fez: com </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rachel Weisz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em dobro, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> do longa de David Cronenberg muda o gênero dos protagonistas para tornar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/titane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ainda mais amedrontador. Ao invés de ginecologistas que dividem tudo, as irmãs Mantle (ambas interpretadas por Weisz) são obstetras obcecadas com revolucionar a gestação para mulheres, mesmo que isso signifique quebrar (muitas) regras no caminho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e esnobada pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pela sua performance dupla como Beverly e Elliot Mantle, Rachel Weisz alterna de papel tão facilmente quanto Tatiana Maslany fazia em </span><i><span style="font-weight: 400;">Orphan Black</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo quando as gêmeas idênticas trocam de lugar, é impossível confundi-las tamanha personalidade que Weisz imprime em cada uma. Com um roteiro afiado e um desfecho de deixar qualquer um doido, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original) é a exceção à regra dos </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e engrandece a obra original. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33008" aria-describedby="caption-attachment-33008" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg" alt="Ginny (Antonia Gentry) sentada no chão, no corredor da Wellsbury High School, ao lado de Marcus (Felix Mallard).]" width="1300" height="865" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33008" class="wp-caption-text">Na segunda temporada de Ginny &amp; Georgia, vemos personagens mais maduros e reais, aproximando o público e provocando empatia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Ginny&amp;Georgia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe uma daquelas séries que chamamos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3pKy7Ajy8O4"><i><span style="font-weight: 400;">guilty pleasure</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? Pois é, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ginny &amp; Georgia</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi basicamente isso. Cheia de dramas adolescentes bobos, mas que nos deixam curiosos para continuar assistindo a trama se desenrolar. Porém, a segunda temporada, lançada em 2023, mudou esse cenário e tornou a série mais madura e interessante – e sem serenatas aterrorizantes de sapateado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após as revelações que Ginny (</span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/veja-curiosidades-sobre-a-atriz-antonia-gentry-de-ginny-georgia/"><span style="font-weight: 400;">Antonia Gentry</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem sobre o passado da mãe, Georgia (Brianne Howey), no fim da primeira temporada, vemos uma adolescente revoltada e sem amigos após uma briga que a afastou do grupo de sua escola. No entanto, diferente de sua versão infantil e dramática, na segunda temporada, a protagonista decide encarar as crises e até começa terapia com incentivo de seu pai, Zion (Nathan Mitchell).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um todo, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/series/"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece amadurecer: personagens falam abertamente sobre questões sérias, como discriminação racial, sexismo, saúde mental e problemas em estruturas familiares. E claro, as fofocas edificantes continuam, como a relação de Marcus (Felix Mallard) com Ginny; a amizade rachada de Maxine (Sara Waisglass), Norah (Chelsea Clark) e Hunter (Mason Temple) com Abby (Katie Douglas); e Ginny e as mentiras de Georgia se tornando cada vez mais elaboradas. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33037" aria-describedby="caption-attachment-33037" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg" alt="Cena da série Loki. Na imagem, Loki, interpretado por Tom Hiddleston, está olhando para frente, com os olhos marejados e o rosto melancólico. Ele é um homem adulto, de pele branca e olhos claros, cabelos no comprimento dos ombros e de cor escura. Está usando uma coroa na cabeça. A imagem está dando um close-up no rosto de Loki. O fundo é na cor verde escura e toda imagem tem um filtro esverdeado." width="1999" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-800x440.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1024x563.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1536x845.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1200x660.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33037" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Loki é o fim do anti-herói na TVA (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Loki</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando o seu propósito é falhar ou a conquista não for celebrada? A </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki </span></i><span style="font-weight: 400;">deu ao anti-herói favorito do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> um arco em que falhar (algo que ele sempre foi bom) era o melhor para o multiverso. Em uma história cheia de contradições; o deus da mentira lutou para trazer a verdade aos funcionários da </span><i><span style="font-weight: 400;">TVA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Loki, o tirano, confrontou seres poderosos pela liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o segundo ano da série garantiu que todas essas ideias continuassem a rodear o asgardiano e causasse uma mudança brutal. O final de Loki é o oposto do que o vilão de </span><a href="https://youtu.be/glF0zOoj_LA?si=AQK-vkJGOXcbz1c1"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012) um dia sonhou. O seriado também permite partir para uma tangente de ‘e se?’ e humanizar os conceitos do multiverso para além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservices</span></i><span style="font-weight: 400;">. As personagens querem testemunhar a vida que teriam se não tivessem escolhido o caminho ‘X’ ao invés de ‘Y’. A história dos dois ‘Lokis’ (o que morreu em </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Infinita </span></i><span style="font-weight: 400;">e o da série) aponta o público para essa direção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos episódios do meio, o enredo traz a sensação de fazer rodeios; toma algumas decisões incoerentes que parecem acontecer de forma aleatória só para chegar no ponto desejado, porém a frenesia e o senso de urgência conseguem recuperar a atenção e finalizam </span><a href="https://youtu.be/wmlcMkj2H70?si=b2klttl2SEWOUvpG"><span style="font-weight: 400;">a melhor série do</span><i><span style="font-weight: 400;"> MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com personagens queridos, uma direção de Arte de dar inveja e um glorioso propósito satisfatório.  &#8211; </span><b>Davi Marcelgo </b></p>
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<figure id="attachment_33027" aria-describedby="caption-attachment-33027" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png" alt="Cena da série ambientada em um quarto de hotel, em que à esquerda Charlie Spring, usando uma camiseta xadrez em tons vermelho/ rosa, segura com uma das mãos o pescoço de Nick Nelson, à direita, que usa uma camiseta amarela nas mangas e branca no meio. Os dois estão se olhando." width="1999" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1536x768.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33027" class="wp-caption-text">Nick e Charlie estão mais unidos do que nunca na 2ª temporada de Heartstopper (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Heartstopper</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua segunda temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper </span></i><span style="font-weight: 400;">retorna com a mesma dose de doçura e sensibilidade ao retratar a efervescência e as incertezas da adolescência, mas dessa vez, mergulhando em temas mais maduros. Charlie Spring (Joe Locke) e Nick Nelson (Kit Connor), após se conhecerem e se apaixonarem na </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora se deparam com novos desafios. Baseada na história em quadrinhos homônima de Alice Oseman, que também assina como roteirista, a série estreou em agosto de 2023, se tornando uma das produções </span><a href="https://portalpopline.com.br/heartstopper-2o-lugar-parada-global-netflix/"><span style="font-weight: 400;">mais assistidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ano da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">novo capítulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da vida dos personagens, Nick deseja fazer a difícil tarefa de assumir sua bissexualidade e seu relacionamento para sua família e amigos, enquanto Charlie, pressionado por si mesmo em ajudar o parceiro nesse processo, se vê confrontado com transtornos alimentares. Além disso, também acompanhamos outros dilemas: Elle Argent (Yasmin Finney) e Tao Xu (William Gao) navegam na tênue linha entre amizade e paixão, Darcy Olsson (Kizzy Edgell) enfrenta o preconceito familiar que impacta seu relacionamento com Tara Jones (Corinna Brown) e Isaac Henderson (Tobie Donovan) embarca em uma jornada de autodescoberta ao lidar com sua assexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse maior aprofundamento dos personagens secundários na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=grAcIYmFN7Y"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> eleva a complexidade da série, tornando-se um dos seus pontos altos. Assim como, mesmo explorando temas mais maduros e sérios como aceitação, saúde mental e </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não perde sua doçura característica e seu poder de aquecer o coração. A trama continua a ser uma luz para os mais jovens, oferecendo representatividade e esperança, enquanto também acolhe as gerações mais velhas que não tiveram a oportunidade de viver suas identidades livremente. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_32998" aria-describedby="caption-attachment-32998" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32998" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-12.jpg" alt="Cena de High School Musical: A Série: O Musical. Na imagem temos Ricky Bowen (Joshua Bassett), um jovem branco de cabelo cacheado. Ele está vestindo uma jaqueta jeans e segurando uma guitarra vermelha. Ao seu lado está Gina Porter (Sofia Wylie), uma jovem negra de pele clara, de cabelo liso preto amarrado em rabo de cavalo. Ela está vestindo um vestido tomara que caia na cor roxa. Ambos estão se olhando e o fundo atrás deles é tomado por uma cortina vermelha desfalcada." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-32998" class="wp-caption-text">Encerrando o espetáculo, os Wildcats dividiram o palco pela última vez (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de High School Musical: A Série: O Musical (</b><b>High School Musical: The Musical: The Series) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é, um novo ano, uma nova apresentação nos palcos de </span><i><span style="font-weight: 400;">East High</span></i><span style="font-weight: 400;">. Caracterizando o fim de uma era, a última temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98aRiv_KLmw"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marca um encontro de gerações. Para os adoradores da trilogia de filmes, indica a oportunidade de rever alguns entes queridos nas telas do</span><i><span style="font-weight: 400;"> streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas para os aficionados da trama </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou o momento de dizer adeus. Os episódios são divididos em dois arcos, sendo um desfecho memorável. Uma segue a nova adaptação da franquia de filmes no Cinema, enquanto a outra avança com a cronologia dos eventos no seriado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora essa conexão seja inovadora, a execução deixa a desejar. O roteiro demanda de muitos acontecimentos, ficando assustadoramente excessivo ao ponto de somente ganhar uma fluidez nos capítulos finais, quando uma narrativa se encerra e abre espaço para dar continuidade a outra. Mas, se alguém se destacou em meio a esse turbilhão, foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4c9kqrKydLA"><span style="font-weight: 400;">Sofia Wylie</span></a><span style="font-weight: 400;">. A intérprete de Gina Porter carregou consigo a graciosidade e a emoção da temporada, uma personagem que saiu de antagonista e despontou como uma das personalidades mais aclamadas de toda a série. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33023" aria-describedby="caption-attachment-33023" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image28.jpg" alt="Cena da série Hora de Aventura: Fionna e Cake. Da direita para a esquerda temos o desenho de Gary Prince, um jovem completamente rosa, vestindo uma camisa de gola alta e um casaco em diferentes tons de rosa. Ao seu lado está Fionna Campbell, uma jovem branca, loira, com uma toca de coelhinho e vestindo uma jaqueta verde musgo. Ela está segurando sua gata Cake no colo. Cake tem pelos brancos e amarelos. Ao lado de Fionna está Marshall Lee, jovem negro, com penteado estilo drealocks, ele está vestindo uma camiseta azul e uma jaqueta de couro na cor preta. Por fim temos uma jovem branca, com cabelo alaranjado amarrado em rabo de cavalo, ela está vestindo uma camisa cinzenta. Eles estão no centro de uma cidade e todos estão olhando aterrorizados para o horizonte." width="736" height="431" /><figcaption id="caption-attachment-33023" class="wp-caption-text">A animação encerra o arco de Simon Petrikov e entrega uma jornada memorável (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Hora de Aventura: Fionna e Cake (Adventure Time: Fionna and Cake)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após os eventos finais de uma das maiores animações idealizadas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Cartoon Network</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura </span></i><span style="font-weight: 400;">se destaca na plataforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=94gpIscW0Mc"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura: Fionna e Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados as versões alternativas de Finn e Jake, desenvolvidas na imaginação do antagonista Rei Gelado. Mantendo a identidade visual memorizada pelo público, as ilustrações não revelaram grandes mudanças da obra original, mas adotou tons mais claros que o habitual e abraçou referências clássicas do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sailor Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1992) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro </span></i><span style="font-weight: 400;">(1988). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo gira em torno de Fionna Campbell, uma jovem sentindo o tédio de uma vida monótona, enquanto sonha com um universo diferente do seu. Em um momento de desatenção, Campbell atravessa um portal que liga o seu mundo com a famigerada Terra de Ooo, onde conhece seu próprio criador, Simon Petrikov. Involuntariamente, a trama guarda um sentimento nostálgico. Menções claras de episódios de </span><a href="https://www.max.com/br/pt/shows/hora-de-aventura/fff09eaf-17c3-446b-be32-8a0d47e4ccf1"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> circulam toda a atmosfera do seriado, que transportam o nosso consciente para um local de conforto, assinalado pela imaginação e infância. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33035" aria-describedby="caption-attachment-33035" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. As atrizes Alex Borstein e Rachel Brosnahan interpretam as personagens Susie Myerson e Midge Maisel. Elas estão sentadas em um camarim. Do lado esquerdo Borstein é uma atriz branca com cabelos pretos presos em um rabo. Ela usa uma boina preta e um terno preto. Do lado direito de Brosnahan uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos, ela veste um vestido preto. Ao fundo vê-se uma arara de roupas espalhafatosas, de plumas e brilhos." width="1140" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33035" class="wp-caption-text">Nos despedimos de Mrs Maisel com “peitos empinados” e lágrimas nos olhos (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>5ª temporada de Maravilhosa Sra. Maisel (The Marvelous Mrs Maisel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">T</span><i><span style="font-weight: 400;">he Marvelous Mrs Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou um final triunfante, nos revelando que os acontecimentos narrados pela série foram apenas o prelúdio da carreira de sucesso reservada a Miriam Maisel (</span><span style="font-weight: 400;">Rachel Brosnahan)</span><span style="font-weight: 400;">. A quinta temporada buscou arrematar bem todos os enredos, desde o retorno de Maisel com os shows de </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> até o seu relacionamento </span><i><span style="font-weight: 400;">slow-burn</span></i><span style="font-weight: 400;"> com Lenny Bruce (</span><span style="font-weight: 400;">Luke Kirby)</span><span style="font-weight: 400;">. O roteiro brilhante de </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-de-amy-sherman-palladino-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Amy Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;"> abriu espaço para novos recursos que foram adicionados à trama, como saltos temporais e musicais, tudo acompanhado dos diálogos rápidos e afiados já bem conhecidos, só que dessa vez no ‘climinha’ de despedida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No seu último ano, a produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aprofundou ainda mais nos conflitos da mulher da década de 1960 e acompanha o drama geracional, passado de mãe para filha, ao longo do que podemos vislumbrar da protagonista e sua família durante as décadas. Dos relacionamentos de Maisel, aquele que sempre mais importou foi entre ela e a sua Comédia que, dessa vez, abriu espaço para o maior desenvolvimento de sua amizade com a agente </span><a href="https://youtu.be/1aRwGsCwi0A?si=jlxyXpGGpuF_4V0f"><span style="font-weight: 400;">Susie Meirson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">Alex Borstein</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Vencedora de 20 </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a série foi mais uma vez destaque em indicações da premiação de 2023, nos deixando um enorme legado de qualidade e versatilidade para as futuras produções televisivas. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33045" aria-describedby="caption-attachment-33045" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33045" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg" alt="Cena da série Minhas Aventuras com o Superman. Na imagem do desenho animado, estão dois personagens, sendo um deles o Superman, um homem branco de olhos claros e cabelos escuros que veste um uniforme azul com detalhes em vermelho." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33045" class="wp-caption-text">Com The Boys e, agora, Minhas Aventuras com o Superman no currículo, Jack Quaid já pode ser considerado um ‘queridinho’ das adaptações de quadrinhos para as ‘telinhas’ (Foto: Adult Swim)</figcaption></figure>
<p><b>Minhas Aventuras com o Superman</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as combinações mais inesperadas do audiovisual em 2023, poucas, talvez, tenham sido tão interessantes quanto a de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;">, que une a mitologia do filho de Krypton com a linguagem dos animes. A narrativa básica está lá: Clark Kent (Jack Quaid, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é um jovem alienígena com poderes sobre-humanos que está descobrindo seu lugar nesse mundo, tentando a sorte de viver uma vida dupla como super-herói e jornalista do Planeta Diário de Metrópolis. Seus companheiros também são conhecidos: o melhor amigo Jimmy Olsen (Ishmel Sahid, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i><span style="font-weight: 400;">) e o interesse amoroso em potencial Lois Lane (Alice Lee, de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maratona de Brittany</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Adult Swim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é justamente o estilo visual e as sensibilidades dramáticas do anime. No primeiro sentido, destaca-se a ênfase da periculosidade nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/super-herois/"><span style="font-weight: 400;">sequências de ação</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Clark se colocando na frente de Lois para protegê-la de uma rajada de balas. Já no segundo, é notável o quanto a expressividade dos personagens auxilia seus arcos de desenvolvimento emocional, como o olhar ultra apaixonado da jornalista pelo colega de trabalho. São escolhas que mostram como uma roupagem completamente nova, diferente e criativa pode reacender o charme de um personagem com décadas de história na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33033" aria-describedby="caption-attachment-33033" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33033" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg" alt="Cena da série Jury Duty. Em uma sala cuja parede é cinza, vemos treze pessoas sentadas em cadeiras, distribuídas em três fileiras horizontais. A primeira e a terceira fileira possuem quatro pessoas, enquanto a segunda possui cinco. Alguns personagens olham para frente em um ponto fora da câmera; outros olham para os lados, distraídos. Ao fundo da sala, no canto esquerdo, é possível ver uma bandeira dos Estados Unidos. Na parede, vemos a metade inferior de três quadros e, atrás da última fileira, um móvel com algumas decorações em cima, como livros empilhados e uma planta." width="1486" height="836" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33033" class="wp-caption-text">Jury Duty é o programa de pegadinhas mais sincero da Televisão (Foto: Amazon Freevee)</figcaption></figure>
<p><b>Na Mira do Júri (Jury Duty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se algum dia você já se perguntou sobre o que realmente aconteceria caso alguém passasse pela experiência de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Show de Truman</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ei6YoSid5fo"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a resposta. Na melhor surpresa do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos últimos anos, Ronald Gladden, um cidadão comum, acredita que está participando de um documentário sobre o processo de trabalhar como um júri. O que ele não sabe é que nada daquilo é real – todos os outros presentes no tribunal, desde os agentes federais até o próprio réu, são atores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta da dupla Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky, os criadores de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, poderia ser insensível e, até mesmo, cruel, não fosse o fato do </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca perder de vista a humanidade de seu protagonista. A todo momento, Ron reage às circunstâncias bizarras que o cercam com empatia e paciência genuínas; isso, juntamente com um roteiro pré-definido hilário, é o responsável pelo sucesso da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com quatro indicações ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, incluindo na categoria de Melhor Série de Comédia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> veio para mostrar que fugir do comum e apostar no inusitado é um risco e tanto, mas um que vale a pena. Seu sucesso estrondoso faz com que não seja difícil imaginar uma enxurrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> com câmeras escondidas nos próximos anos, porém parece improvável que qualquer uma delas seja capaz de capturar a mesma magia deste tribunal de faz de conta. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33001" aria-describedby="caption-attachment-33001" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2.jpg" alt="Cena da série Next In Fashion da Netflix. Na imagem, estão quatro jurados do programa, a dupla fixa Tan France e Gigi Hadid, e os convidados especiais Bella Hadid e Jason Bolden. A câmera os captura a partir dos joelhos, sentados observando um modelo na passarela que está de costas. Da esquerda para a direita na imagem: France, um homem de ascendência paquistanesa que veste um turbante, Bella, uma mulher de ascendência palestina que veste vermelho, Gigi, uma mulher branca de ascendência palestina que veste brilhantes e Bolden, um homem negro que veste um chapéu e uma jaqueta jeans. Ao fundo, é possível enxergar a plateia do reality show de moda." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-33001" class="wp-caption-text">A segunda temporada do reality show de moda recebeu convidados especiais ao longo dos episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Next In Fashion</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junte a sabedoria e irreverência de </span><a href="https://www.lilianpacce.com.br/webstories/o-estilo-principe-de-tan-france/"><span style="font-weight: 400;">Tan France</span></a><span style="font-weight: 400;">, estilista conhecido por participar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a experiência na indústria da moda de </span><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2023/03/11-looks-que-mostram-a-evolucao-fashion-de-gigi-hadid.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gigi Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das figuras mais importantes das passarelas nos últimos anos, e pronto: você tem uma dupla de apresentadores perfeita para um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> repleto de desafios e emoções. Na segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, Hadid investe em </span><a href="https://stealthelook.com.br/os-looks-da-gigi-hadid-na-nova-temporada-de-next-in-fashion/"><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> esplêndidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para assumir o antigo posto da editora da Vogue britânica, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ubsU7LdIK4"><span style="font-weight: 400;">Alexa Chung</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um ano mais colorido e repleto de referências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, dessa vez, os tecidos mais tradicionais deram lugar aos </span><i><span style="font-weight: 400;">patches jeans</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://elle.com.br/moda/next-in-fashion-um-bate-papo-com-nigel-xavier-e-tan-france"><span style="font-weight: 400;">Nigel Xavier</span></a><span style="font-weight: 400;">, o vencedor da temporada que ganhou também o título de ‘Mago dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Jeans</span></i><span style="font-weight: 400;">’. Com uma perda de ritmo lá pelo meio da temporada, o seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue recuperar o folêgo, não ironicamente, através da respiração acelerada dos competidores, cada vez mais engajados com os as propostas, entregando trabalhos artísticos incríveis. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda contou com a participação de convidados para além de especiais, como a lendária </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/noticia/2019/05/abril-15-vezes-que-donatella-versace-foi-o-grande-icone-de-estilo-dos-anos-90.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Donatella Versace</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/moda-e-beleza/noticia/2022/12/05/bella-hadid-ganha-premio-de-modelo-do-ano-no-british-fasion-awards.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Bella Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, irmã de Gigi que conquistou o seu próprio espaço no universo da moda.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33016" aria-describedby="caption-attachment-33016" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg" alt="Cena de O Jogo do Diabo. De cima, seis pessoas asiáticas são vistas debruçadas sobre uma grande mesa verde; todos vestem roupas casuais. Estão mexendo em blocos de madeira com diferentes letras." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33016" class="wp-caption-text">O diabo testa os usos da mente humana (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de O Jogo do Diabo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde você iria para vencer um jogo e levar para casa um grande prêmio em dinheiro? Essa é a premissa de </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/o-jogo-do-diabo-explicamos-as-regras-do-tenso-reality-coreano-da-netflix-1.3242187"><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reúne doze pessoas com altos níveis de inteligência para competir entre si. A série explora os instintos humanos frente a necessidade de completar desafios, e as reações variam de trabalho em equipe até traição. Tudo, exceto roubo e violência, é permitido no jogo e isso, combinado às mentes brilhantes dos participantes, deixa toda a experiência mais interessante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca por apresentar provas de estratégias e ética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é um dos grandes investimentos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em programas asiáticos. Desde o sucesso estrondoso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/round-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a plataforma criou diversos produtos vindos do oriente e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ótima adição a esse grupo. O maior destaque dos episódios foi o antagonismo formado entre dois grupos da casa – um liderado por Ha Seok-jin e o outro por ORBIT –, que batalharam até a grande final, demonstrando o ‘nós versus eles’ que é presente nas sociedades do mundo real. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um bom projeto que já foi renovado para a </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/o-jogo-do-diabo-renovada"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, apenas dois meses após seu lançamento. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_33018" aria-describedby="caption-attachment-33018" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png" alt="Cena da série Only Murders in the Building. Na cena, vemos dois personagens encenando um ato musical. Em destaque, Meryl Streep, uma mulher branca de olhos e cabelos claros, que veste uma roupagem de inverno em uma escada enquanto segura o corrimão." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33018" class="wp-caption-text">Os números musicais foram escritos pela dupla Benj Pasek e Justin Paul, responsável pelos sucessos de Querido Evan Hansen, O Rei do Show e La La Land (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Only Murders in the Building</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após passar duas temporadas presas ao formato de paródia das obras </span><i><span style="font-weight: 400;">true crime</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retornou para sua nova leva de episódios com um cenário completamente diferente. Saímos um pouco do edifício Arconia e vamos para o mundo dos musicais da Broadway ou, mais especificamente, a criação e os bastidores por trás deles. O ponto de partida é o </span><i><span style="font-weight: 400;">cliffhanger</span></i><span style="font-weight: 400;"> plantado ao final da temporada anterior, em que vimos a morte suspeita de Ben Glenroy (Paul Rudd, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Formiga</span></i><span style="font-weight: 400;">) no palco, logo na noite de estreia da peça de Oliver (Martin Short, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Três Amigos!). </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer das investigações, somos agraciados com ótimas novidades. Uma delas é a própria comicidade do texto, que se deixa levar pelo espírito teatral em piadas específicas e hilárias, como o bloqueio criativo de Charles (Steve Martin, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Noiva</span></i><span style="font-weight: 400;">). Outro ponto interessante são os números musicais cheios de personalidade própria, desde o carisma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Which of the Pickwick Triples Did It?</span></i><span style="font-weight: 400;"> até a melancolia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Look for the Light</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse segundo, no caso, é cantado por aquela que é provavelmente a maior estrela da temporada: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/meryl-streep/"><span style="font-weight: 400;">Meryl Streep</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo além da piada pronta de uma profissional tão consagrada interpretar uma atriz aspirante, Streep adiciona um componente humano e singelo a sua Loretta, de tal forma que reflete o próprio estado atual da série. Ao invés de se manter na </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">zona de conforto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> preferiu abraçar a vivacidade e a energia de um grande espetáculo e, assim, realçar sua trama de mistérios e revelações surpreendentes. O saldo final é, talvez, o melhor da série até agora. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33031" aria-describedby="caption-attachment-33031" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png" alt="Cena da série O Ultimato - Queer Love. A cena é interna, na cama de um quarto iluminado. À esquerda, podemos ver um cachorro com pele alaranjado, em cima da cama, sentado aos pés de uma mulher negra, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos castanhos longos presos em um coque e vestindo uma camiseta larga. Ela está com as pernas embaixo de uma cobertura. Ao lado dela, à direita, vemos uma mulher branca, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos pretos curtos, vestindo uma camiseta preta, shorts cinza e meias pretas sentada à cama." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33031" class="wp-caption-text">Terapia! (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Ultimato &#8211; Queer Love</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você está pronto para dizer “sim”, mas seu parceiro não, o que há de melhor do que expor seus problemas conjugais para o mundo inteiro e entrar em um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;">? A premissa renderia o filme de terror mais assustador já feito &#8211; ou simplesmente </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato: Ou Casa ou Vaza</span></i><span style="font-weight: 400;">. Substitua os casais heterossexuais por casais sáficos, adicione uma generosa pitada de sentimentos à flor da pele e uma boa dose de conversas honestas e terá a versão melhorada do programa da </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato &#8211; Queer Love</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é difícil entender que tudo LGBTQIA+ fica melhor. Na primeira edição da versão </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-essencial-de-perigosas-sapatas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sáfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> (afinal, há mulheres bissexuais e pessoas não binárias), a experiência é igual: se sua parceira não está pronta para casar, case com outra e depois volte com ela. A proposta é suficiente para causar um rebuliço emocional nas participantes e propor reflexões se a pessoa com quem entraram no </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">é a mesma com quem devem sair após a experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do “sim” ou “não” final, as seis semanas do experimento são suficientes para fazer qualquer um torcer pelo pé na bunda, por uma devida reconciliação ou por um </span><a href="https://lesbocine.com/the-ultimatum-queer-love-como-esta-o-elenco-hoje/"><span style="font-weight: 400;">casal completamente novo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quem nunca falou sobre ter filhos juntos no primeiro encontro que atire a primeira pedra. A angústia pura dos nove episódios tem seu encerramento em uma dinâmica final de reencontro e escancara que o entretenimento só seria maior se a apresentadora também fosse sáfica. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33029" aria-describedby="caption-attachment-33029" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33029" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg" alt="Imagem da série The Summer I Turned Pretty. Na imagens estão os atores Lola Tung e Gavin Casalegno, apoiados em um jeep vermelho. Tung é uma jovem branca de cabelos castanhos, longos e lisos. Ela veste um top lilás com bordados. Casalegno é um ator branco com cabelos curtos, loiros e ondulados. Ele veste uma camiseta polo branca." width="1999" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33029" class="wp-caption-text">Team Jeremiah, esse é seu momento de brilhar (foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de O Verão Que Mudou Minha Vida (The Summer I Turned Pretty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que acontece com aquele romance de verão que tenta se manter vivo durante as outras estações? Na segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AOPE3mvYjRk"><i><span style="font-weight: 400;">The Summer I Turned Pretty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos o novo momento vivido por Belly (</span><span style="font-weight: 400;">Lola Tung)</span><span style="font-weight: 400;">, Conrad (</span><span style="font-weight: 400;">Christopher Briney)</span><span style="font-weight: 400;"> e Jeremiah (Gavin Casalegno) após a morte da mãe dos meninos. O triângulo amoroso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> retorna do ano letivo para tentar impedir a venda da casa de praia, que é palco para muitos dramas adolescentes e responsabilidades da vida adulta que vem chegando. A delicadeza e sutileza da história de </span><a href="https://youtu.be/YWPKFmb3a8c?si=UVgD97mfEMo9Tq7x"><span style="font-weight: 400;">Jenny Han</span></a><span style="font-weight: 400;"> também são mantidas na adaptação nesse segundo ano, com novos personagens sendo introduzidos e outros já conhecidos ganhando mais destaque. A química entre Taylor (Rains Spencer) e Steve (Sean Kaufman), a melhor amiga e o irmão da protagonista, rouba a cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com certeza, um dos pontos altos da temporada é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LrUNzq3qr2c"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Taylor Swift e Olivia Rodrigo embalando as lágrimas. Também escutamos Tyler, the Creator, Tame Impala, Bleachers e muitos outros, que nos transportam para a fictícia Praia dos Cousins. Ou seja, para aqueles que gostam de um bom clichê adolescente é a pedida certa. Com muito romance, cenas no parque de diversões, encontros para ver a neve na praia e enredos que vão se tornando mais complexos, ao passo em que os jovens vão percebendo as responsabilidades que os adultos carregam para que eles sempre tenham o verão dos sonhos. A </span><a href="https://people.com/the-summer-i-turned-pretty-season-3-everything-to-know-7569678"><span style="font-weight: 400;">terceira</span></a><span style="font-weight: 400;"> temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou a Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está confirmada. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33013" aria-describedby="caption-attachment-33013" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png" alt="A imagem mostra Percy Jackson, um garoto branco, jovem, de pele branca, cabelos loiros cacheados, olhos azuis e que veste uma camisa laranja com a estampa “CAMP HALF-BLOOD” (Acampamento Meio Sangue), um colar marrom e carrega uma mochila meio azul e meio marrom clara, apoiada sob seu ombro direito. Ele está em um lugar arborizado e olha para a frente." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33013" class="wp-caption-text">A nova adaptação da série ‘queridinha’ dos anos 2000 se inspira totalmente nos livros, mas erra ao não utilizar das possibilidades do audiovisual (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Percy Jackson</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aguardada pelos fãs da série desde a icônica, porém nada fiel, </span><a href="https://br.ign.com/percy-jackson/117700/news/percy-jackson-e-os-olimpianos-tudo-o-que-ficou-diferente-do-livro-passou-pelo-filtro-deles-diz-produ"><span style="font-weight: 400;">live-action do primeiro livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia que estreou em 2010, a adaptação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson e o Ladrão de Raios</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou sob grande animação dos leitores mais fiéis da franquia. Cobrindo todo o conteúdo do primeiro livro, a primeira temporada entregou de maneira fiel um jovem de 12 anos que descobre ser filho de um Deus e vê sua vida mudar de cabeça pra baixo. Percy Jackson, interpretado por Walker Scobell, ao lado de Groover (Aryan Simhadri) e Annabeth (Leah Jeffries), embarca em uma jornada de grandes aventuras enquanto tenta provar que não roubou o raio mestre do Rei dos Deuses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a grande fraqueza esteja em ser extremamente </span><a href="https://exame.com/pop/percy-jackson-rick-riordan-diz-que-nova-serie-vai-ser-bem-diferente-dos-filmes-veja-a-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">fiel ao material original</span></a><span style="font-weight: 400;">, mantendo convenções clássicas de livros e se esquecendo, em partes, de como a produção audiovisual possui outros jeitos de criar. Sendo todos os episódios resumidos a um capítulo do livro, o telespectador passeia por momentos rasos e alguns com muitas informações para pouco tempo de tela, o que pode gerar um desconforto, além de contar com as tradicionais convenções de corte brusco, que funcionam muito bem no papel mas, em excesso, causam um desconforto na ‘telinha’. Contudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode agradar o público em um ritmo não muito acelerado e com uma nostalgia gostosa. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier </b></p>
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<figure id="attachment_33020" aria-describedby="caption-attachment-33020" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png" alt="Cena da série Poker Face. Nela temos a personagem Charlie Cale, interpretada por Natasha Lyonne, uma mulher branca de cabelos loiros bagunçados. Ela veste um boné de caminhoneiros marrom, um óculos de sol amarelo, um sobretudo de tricô na cor bege com figuras em verde escuro e uma bota de pelos com figuras em azul e vermelho. Ela está sentada em uma cadeira de praia em um terreno árido, sua perna direita está sobre a esquerda e ela abre uma lata de Coca Diet na cor cinza. Ao lado, um cooler na cor verde com o fundo branco e ao fundo, um Opala azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33020" class="wp-caption-text">Tendo como norte os tempos descompromissados da TV da década de 1970, Poker Face percorre um divertido caminho, o qual é delicioso ser carona (Foto: Peacock)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Poker Face</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bESGLojNYSo&amp;ab_channel=LadyGagaVEVO"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga em 2008</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou como quem não quer nada, mas diferente de sua xará do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, não foi tão estrondosa quanto, principalmente por estar escondida no nichado serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> unicamente estadunidense </span><i><span style="font-weight: 400;">Peacock</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou em águas misteriosas na Internet). Mas isso não chega a ser demérito, pelo contrário, a série se transforma em uma pepita de ouro que recompensa quem a acha ao longo de seus oito episódios perfeitos para se maratonar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra conta a história de Charlie Cale, uma norte-americana que tem a habilidade de saber quando alguém está blefando só de olhar no olho, o que faz com que ela conquiste inimigos e tenha que fugir pelas estradas dos EUA. Criada por </span><a href="https://www.instagram.com/riancjohnson/"><span style="font-weight: 400;">Rian Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção abusa da nostalgia de quem cresceu embalado pelas séries de casos da semana do início do século, fazendo com que </span><a href="https://personaunesp.com.br/poker-face-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> crie um envolvente mistério muito bem arquitetado, que se sustenta aqui graças a um texto afiado e ao carisma surreal da personagem de Natasha Lyonne. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33017" aria-describedby="caption-attachment-33017" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33017" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg" alt="Na imagem, a Rainha Charlotte, interpretada por India Armatifeio está sentada em uma das salas do palácio com seu cachorro, um Lulu da Pomerânia caramelo, em seus braços. Charlotte usa um vestido cinza claro, com mangas de renda e um bordado centralizado. Seu cabelo crespo está em um penteado meio preso com uma coroa. Na esquerda da sala há uma harpa, com um pequeno banco e uma partitura apoiada em um suporte. Atrás de Charlotte há um piano e na direita um grande vaso ornamentado branco e azul. O ambiente possui várias janelas, iluminando a cena com luz natural." width="1300" height="868" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33017" class="wp-caption-text">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton se consagra como uma derivação de sucesso (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton (Queen Charlotte: A Bridgerton Story)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzir um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma série que conquistou a audiência pode, muitas vezes, ser um tiro no próprio pé. Felizmente, para </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81476183"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a narrativa encontrou seu final dos sonhos com o desenvolvimento da história de vida da monarca e personagem secundária de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Bridgertons</span></i><span style="font-weight: 400;">, Charlotte (Golda Rosheuvel e India Armateifio). Carisma, intensidade, sentimentalismo e romance são apenas alguns dos aspectos apresentados na trama e que resultaram em uma estatueta do</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">2023</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com trajes extravagantes, uma Fotografia impecável e um elenco muito bem escalado, a série aumenta ainda mais a qualidade das produções do universo da extensa família, especialmente por abordar, com êxito, questões sociais e delicadas. </span><a href="https://www.oprahdaily.com/entertainment/tv-movies/g28943837/shonda-rhimes-tv-shows-list/"><span style="font-weight: 400;">Shonda Rhimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> é certeira e mostra que é possível que obras audiovisuais com temática de época sejam mais do que atuais. Mesmo com apenas </span><a href="https://sobresagas.com.br/quantos-e-qual-a-duracao-dos-episodios-de-rainha-charlotte/"><span style="font-weight: 400;">oito episódios</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trama se desenvolve sem deixar pontas soltas e se mantém íntegra do início ao fim, mas não sem deixar um espacinho para que mais personagens secundários se tornem protagonistas de suas próprias histórias. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33030" aria-describedby="caption-attachment-33030" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png" alt="Cena de RuPaul's Drag Race. Ao centro e em foco está Sasha Colby, uma drag queen branca, de cabelos pretos; veste um sutiã de pedras rosas e segura um cetro prateado; tem uma expressão feliz em seu rosto. Atrás dela está RuPaul, uma drag queen negra, de cabelos platinados; usa um vestido amarelo; está sorrindo e batendo Palmas. Atrás há luzes em tons de roxo." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33030" class="wp-caption-text">A 15° coroa é branca, rosa e azul (Foto: VH1)</figcaption></figure>
<p><b>15ª temporada de RuPaul’s Drag Race</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-13a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos principais programas do cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> e completou 15 anos de história em 2023. Depois de tanto tempo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda tenta se reinventar sem perder a sua essência. Por exemplo, os novos desafios especiais de </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de talentos e festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foram introduzidos na 14° temporada, foram feitos novamente. Mas, as provas tradicionais, como o baile e o </span><i><span style="font-weight: 400;">snatch game</span></i><span style="font-weight: 400;">, ‘queridinhos&#8217; do público, se mantiveram. Outra coisa que também foi novidade na nova leva de episódios é o prêmio da vencedora, que aumentou pelo segundo ano consecutivo, passando de 150 mil dólares, para 200 mil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco do 15° ciclo também deu o que falar. Alguns destaques são: a ‘fashionista’ da temporada, Luxx Noir London, a </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync assassin</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Anetra, e as primeiras gêmeas do programa, Sugar e Spice. Claro que a grande estrela foi a vencedora Sasha Colby, </span><i><span style="font-weight: 400;">drag mother</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Kerri Colby, que participou do elenco anterior. Sasha já era uma veterana de concursos quando entrou no programa e, desde o primeiro episódio, todas as participantes sabiam que seria difícil ganhar dela. Talentosa e versátil, ela foi a segunda </span><a href="https://www.thewrap.com/rupauls-drag-race-transgender-contestants-kylie-sonique-love-jiggly-caliente/"><span style="font-weight: 400;">mulher trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> a vencer o </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/RuPaul%27s_Drag_Race_(Season_15)"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seguindo Willow Pill, vencedora do ano anterior. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_33009" aria-describedby="caption-attachment-33009" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Na imagem, Otis, interpretado por Asa Butterfield, está sentado de frente, de braços cruzados e olhando para cima com expressão de incômodo. Ele é um homem branco, com menos de 30 anos de idade, de olhos claros e cabelo escuro curto. Ele veste uma camiseta listrada nas cores laranja, amarelo, azul claro e marrom. A calça é na cor laranja. Usa um relógio quadrado na cor preta no pulso. O ambiente é um quarto, atrás de Otis tem uma mesa com gavetas. Na mesa há papéis, cadernos e uma luminária. Do lado esquerdo tem uma caixa com discos de música. Na parede tem cartazes colados. Acima há uma janela com brinquedos de enfeite." width="1999" height="1299" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-800x520.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1024x665.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-768x499.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1536x998.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1200x780.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33009" class="wp-caption-text">Otis lida com problemas de amizade e na vida amorosa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Sex Education</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série britânica que </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">conquistou fãs</span></a><span style="font-weight: 400;"> por abordar sexo e sexualidade com sensibilidade e bom humor chegou ao fim. O último ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education </span></i><span style="font-weight: 400;">não se contenta em apenas finalizar as histórias dos personagens, apresenta novas personalidades e uma nova escola, Cavendish. De começo, é fácil sentir estranheza com a liberdade e positividade do ambiente, que não se assimila com o colégio de Moordale, mas aos poucos revela ser problemático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quarta temporada usa o novo espaço como palco para falar sobre novos temas: acessibilidade e formas de sentir prazer. Mas nem tudo se resume a ‘educar’, o relacionamento de Otis com seus amigos excêntricos em suas personalidades, que fizeram da série um sucesso, continuam como epicentro. Alguns personagens não têm seus desfechos previsíveis – a despedida de Otis, Eric e Maeve teve </span><a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">muita maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, muitos casais e amigos se separam, mas tudo é feito com sensibilidade e leveza, mesmo quando aborda o luto, a série não perde seu astral.   &#8211; </span><b>Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_33036" aria-describedby="caption-attachment-33036" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png" alt="Cena do anime Scott Pilgrim: A Série. Na imagem, vemos a personagem Ramona Flowers ao centro, jovem branca de cabelos azuis e uma jaqueta de couro, com uma bolsa na qual é possível ver a cabeça do personagem Scott Pilgrim, jovem branco de cabelos castanho-claros e uma sobrancelha espessa. Ao redor e atrás de Ramona, podemos ver cinco outros personagens da mesma faixa etária adolescente/adulta, sendo três homens e duas mulheres. À esquerda de Ramona vemos Stephen Stills, um homem branco com uma barba rala, cabelos castanho-claros e sobrancelhas escuras, vestindo um casaco; além dele há Wallace Wells, homem branco de cabelos pretos, vestindo um suéter azul-marinho; também há Knives Chau, mulher branca de olhos completamente escuros, cabelo preto com uma mecha vermelha, vestindo um cachecol listrado; à direita de Ramona vemos Young Neil, homem branco de cabelos castanhos, vestindo um smoking e tomando um sorvete; além dele há Kim Pine, mulher branca de cabelos ruivos curtos, vestindo um casaco esportivo. Todos possuem uma expressão confiante." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33036" class="wp-caption-text">Em nova série, Ramona Flowers é a verdadeira protagonista da história (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Scott Pilgrim: A Série</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores dúvidas que rodeavam o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=doKntgTt1So"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era se a produção faria jus à obra original e a sua adaptação cinematográfica, lançada em 2010; depois de qualquer incerteza que se passou, é inegável que a nova série animada entregou mais do que prometeu. O anime foi produzido por BenDavid Grabinski em colaboração com Bryan Lee O&#8217;Malley, o criador das HQs originais que serviram de base para essa nova adaptação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação ao filme dirigido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NPfaM_moVnA"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim Contra o Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vale destacar que teve o desafio de resumir seis volumes de quadrinhos em menos de duas horas, sendo bem-sucedido em muitos aspectos – embora seja apressado demais em alguns momentos. Porém, neste novo lançamento, a história teve mais tempo para respirar e se desvendar, já que se estende por oito episódios que variam de vinte a trinta minutos de duração. É por isso que podemos acompanhar um maior desenvolvimento de cada personagem da narrativa, se aprofundando em traços antes desconhecidos de cada um, o que não foi possível em apenas um longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no primeiro episódio, já é apresentado um evento que foge completamente da história original, mostrando que a nova produção se empenha em trazer algo novo e não se rende à preguiça de seguir uma narrativa previsível. </span><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aproxima mais das HQs que da adaptação do Cinema em vários sentidos – com destaque ao estilo de animação, que se assemelha quase que identicamente aos traços dos quadrinhos –, mas propõe uma releitura refrescante da história. Assim, mesmo tendo um foco maior em agradar fãs que já conhecem o filme e os livros, o anime </span><a href="https://br.ign.com/scott-pilgrim-anime-series/116208/review/scott-pilgrim-a-serie-e-a-melhor-versao-da-obra-de-bryan-lee-omalley-review"><span style="font-weight: 400;">entrega algo para todo público</span></a><span style="font-weight: 400;">, independente de sua familiaridade com a obra. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<figure id="attachment_33015" aria-describedby="caption-attachment-33015" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image20.jpg" alt="Cena da série Silo. Na imagem, vemos a personagem principal, uma mulher branca de olhos e cabelos claros. Ao fundo o cenário é de um lugar pouco iluminado." width="474" height="316" /><figcaption id="caption-attachment-33015" class="wp-caption-text">Em silo, estamos ansiosos para descobrir se a curiosidade realmente matou o gato (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Silo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada na </span><a href="https://entrecultura.com.br/ordem-trilogia-silo/"><span style="font-weight: 400;">trilogia de livros homônima de Hugh Howey</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV</span></i><span style="font-weight: 400;"> garante um misto de ficção científica e drama. A história acontece em um cenário pós-apocalíptico distópico, onde a sociedade é forçada a habitar o subsolo por conta de um evento climático misterioso que atingiu a atmosfera terrestre, tornando o ar extremamente tóxico.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre mistérios e rigidez, aqueles que quebram as regras ou fazem perguntas são enviados para a atmosfera, e acabam morrendo em frente às câmeras após alguns minutos de exposição, enquanto a população dentro do Silo assiste. Ninguém sabe como a construção subterrânea surgiu, e nem se o que veem nas câmeras é real. Graças a isso, a série tem muito o que contar. Através da inquietação e curiosidade da personagem de</span> <span style="font-weight: 400;">Rebecca Ferguson (</span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/03/21/cinema-e-streaming/duna-parte-2-quebra-recorde-de-bilheteria-em-2024-veja-os-numeros/"><span style="font-weight: 400;">Duna</span></a><span style="font-weight: 400;">), é possível ver o desenrolar da série que garantiu sucesso em 2023 e já tem sua segunda temporada em produção. </span><b>&#8211; Pâmela Palma </b></p>
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<figure id="attachment_33048" aria-describedby="caption-attachment-33048" style="width: 809px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png" alt="Cena da 4 temporada da série Succession. Um homem branco com sobretudo marrom está sentado enquanto o pôr do sol bate em seu rosto, seu semblante é de extrema tristeza e seus olhos parecem lacrimejar. Ao fundo, borrado, está um homem de casaco preto alto observando o homem sentado. Ambos estão em um parque, mas com o fundo fora de foco." width="809" height="456" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png 809w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33048" class="wp-caption-text">Temporada final de Succession não se desgasta, mas entrega o declínio final de seus personagens (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Succession</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No encerramento de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/05/succession-repete-tragedia-de-rei-lear-no-frio-mundo-dos-negocios.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as disputas da família Roy se acirram em um momento de tensão e na batalha egocêntrica dos primogênitos. Nesta reta final, a primorosa jornada dos irmãos alcança oscilações de rivalidades não vistas dessa forma antes e, com uma metade de temporada surpreendente, as relações se alteram, ameaçando definitivamente a hegemonia da Waystar. Porém, o mais evidente nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale </span></i><span style="font-weight: 400;">está na ousadia de integrar o drama familiar e a desilusão incessante na busca por poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marca registrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;">, a guerra de interesses políticos e também pessoais levou os irmãos Roy ao declínio inevitável de seus desejos. A sobriedade do </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><a href="https://www.vulture.com/article/jesse-armstrong-succession-season-four-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Jesse Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sistematicamente fazer escorrer o veneno de Logan Roy nessa temporada e, assim, martirizar cada um de seus personagens é a confirmação da ruína lógica da Waystar, pelo menos no que tange a participação de seus fundadores. Desta forma, as conclusões de Kendall, Shiv e Roman marcam as dolorosas obsessões não alcançadas e consolidam </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma das mais completas e complexas obras para a TV dos últimos anos. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33000" aria-describedby="caption-attachment-33000" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33000" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg" alt="A esquerda está Ted lasso de pé, um homem branco, de bigode, está utilizando um agasalho, uma calça jeans de cor marrom e um tenis de cor branco e vermelho. Ao seu lado esquerdo está o tecnico beard, um homem branco, barbudo, está utilizando boné, jaqueta de frio, moletom e tenis esportivo de cor azul. a direita, está Nathan Shelley, um homem pardo, está utilizando mesma jaqueta de beard, está vestido com uma camisa social de cor vinho, utilizando uma gravata. Com calças sociais cinza e um sapato social de cor preta. A direita de Nathan, está roy Kent, um homem branco, de barba, de terno preto, gravata preta e tenis de esportivo de cor preta." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33000" class="wp-caption-text">Ted Lasso mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia (Foto: AppleTV+)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Ted Lasso</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve na sua terceira temporada, a última da série. A produção, que estreou em 2020, se tornou um sucesso na </span><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nos seus dois primeiros anos conquistou dez </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Série de Comédia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto no mundo real essas mudanças ocorrem de forma lenta, a série mostra que não é impossível esse mundo perfeito, basta ter as pessoas certas ao lado. Com um roteiro certeiro e excelentes atuações, a série tem a combinação perfeita de elementos que garantem uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">experiência incrível</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde um humor de bom coração até uma história atraente de zebras. Gerando momentos engraçados e emocionantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> terminou na hora certa. &#8211; </span><b>Rafael Gomes </b></p>
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<figure id="attachment_33006" aria-describedby="caption-attachment-33006" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image11.png" alt="Cena da série The Bear. Na fotografia, vemos o protagonista de Jeremy Allen White sentado dentro de um freezer, olhando para as faíscas formadas pelo uso de equipamentos do lado de fora para retirá-lo de lá. A visão da foto é como se estivéssemos vendo a cena das prateleiras. A foto tem tons azulados. Jeremy usa um uniforme de cozinheiro profissional na cor branca, possui algumas tatuagens no braço, é branco e possui cabelo loiro escuro." width="768" height="411" /><figcaption id="caption-attachment-33006" class="wp-caption-text">Nessa segunda temporada, encontramos um Carmy ainda mais abalado emocionalmente &#8211; se é que isso é possível (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de The Bear</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando a maré incrível das produções seriadas de 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega à mesa dos espectadores como um prato que balanceia perfeitamente o cítrico,  doce, amargo e, principalmente, o humano. Seguindo com o familiar caos </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Carmy (Jeremy Allen White), apreciamos os novos sabores que surgem no restaurante mais amado de Chicago de uma maneira diferente do que em sua estreia &#8211; ainda mais íntimo que quando participamos dos gritos, choros e decepções da cozinha de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Beef</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explorando o passado, presente e futuro da equipe, a direção brilha ao nos permitir entrar na vida de Sydney (nossa querida e aclamada </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/persons-of-interest/how-ayo-edebiri-went-from-being-an-uncomfortable-child-to-a-star-of-the-bear"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">), Tina (Liza Colón-Zayas), Ebra (Edwin Lee Gibson) e Marcus (L-Boy). Conforme acompanhamos a construção do novo restaurante, vemos também o nascimento de novos profissionais, com novas versões daquelas figuras que víamos tão despreparadas no início da série. No fim, percebemos que o único que não consegue acompanhar esse ciclo de renovação é Carmy, que permanece preso nas antigas versões de si mesmo.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;"> não só conquistou ainda mais o coração do público como também muitas estatuetas nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><span style="font-weight: 400;">principais premiações</span></a><span style="font-weight: 400;"> da TV e do Cinema. Consolidando seu título de uma das melhores séries de 2023 e esquentando o clima e as panelas para uma terceira temporada na cozinha da chef Sydney. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33003" aria-describedby="caption-attachment-33003" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png" alt="Em primeiro plano, uma senhora, que aparece do pescoço para cima, está sentada em um sofá encostado em uma parede com uma janela logo acima dele. Através da janela, do lado de fora da casa, estão, da esquerda para a direita, os personagens Asher, Dougie e Whitney conversando entre si." width="1999" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1536x1025.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1200x801.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33003" class="wp-caption-text">Com 94% de aprovação da crítica e apenas 41% de aprovação da audiência no site Rotten Tomatoes, a abordagem desconfortável de The Curse dividiu opiniões (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The Curse</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem conhece os trabalhos anteriores do Nathan Fielder já espera que, se ele está envolvido, não vai ser fácil de assistir. Foi com </span><a href="https://youtu.be/ZjwLFZNCjDA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Nathan for You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série com que se lançou no </span><i><span style="font-weight: 400;">Comedy Central</span></i><span style="font-weight: 400;">, em estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o comediante revelou sua habilidade em dominar a mescla entre o real e o absurdo como ninguém. Em 2023, se uniu ao co-criador da série, </span><a href="https://personaunesp.com.br/joias-brutas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Benny Safdie</span></a><span style="font-weight: 400;"> – parte de um dos duos de cineastas mais notáveis dessa geração junto ao seu irmão –, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;">, para mais uma vez testar os limites até os quais consegue induzir a vergonha alheia na audiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Curse</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Fielder e Stone interpretam um casal recém-casado estrelando um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dirigido pelo personagem de Safdie, no qual querem documentar a visão deles para a transformação de um pequeno bairro majoritariamente latino e indígena no Novo México, chamado Española, em uma utopia moderna ecossustentável. Cria-se uma sátira hilária e inteligente ao </span><a href="https://mundonegro.inf.br/o-complexo-do-branco-salvador-no-cinema-norte-americano/"><span style="font-weight: 400;">complexo do salvador branco</span></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americano e ao assistencialismo performático que o acompanha. A produção força ao máximo para descobrir o quanto conseguimos assistir sem desviar o olhar em constrangimento diante desses personagens completamente desligados da realidade que estão tão investidos em socorrer.  &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33004" aria-describedby="caption-attachment-33004" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png" alt="Cena da série The Last Of Us. A fotografia mostra os protagonistas Ellie e Joel de costas, olhando para o horizonte de um campo aberto. Nele, temos destroços de uma tragédia de avião. Ellie é branca, usa um rabo de cavalo e seu cabelo é castanho. Ela veste uma jaqueta na cor vinho e usa uma mochila em tons verdes. Joel, em seu lado direito, é um homem branco, cabelo preto já com fios grisalhos, é bem mais alto que Ellie e usa uma camisa jeans escura e uma mochila. As roupas parecem surradas e sujas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33004" class="wp-caption-text">A série foi inspirada no jogo de mesmo nome lançado em 2013 (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The Last Of Us</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as notícias da adaptação do título de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maior sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> passaram a percorrer pelas mídias, uma linha tênue desenhou-se em meio às expectativas, desejos e medos: </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria um sucesso total ou uma desgraça completa. Para nossa sorte, nunca antes tínhamos presenciado uma construção de roteiro, personagens e expansão tão rica como a que foi produzida dentro do universo pós-apocalíptico da produção da HBO.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a devastação total causada pelo </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx795x3v7q0o"><span style="font-weight: 400;">fungo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é o foco da trama. Apesar da luta pela sobrevivência ser um fantasma que acompanha constantemente os protagonistas, a narrativa nos leva pelas angústias, traumas, violências e o amor envolvido nas relações que ainda restaram. Com sensibilidade e fidelidade, é lindo acompanhar a luz que nasce através da relação entre Ellie (</span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/culture/article/bella-ramsey-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">Bella Ramsey</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Joel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;">) que, timidamente, ilumina um futuro um pouco menos sombrio para ambos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com críticas pelo lado dos fãs dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série furou a bolha e conquistou até mesmo aqueles que não possuem um console em casa. Com uma </span><a href="https://olhardigital.com.br/2023/12/07/cinema-e-streaming/the-last-of-us-hbo-revela-quando-a-2a-temporada-vai-estrear/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e alguns prêmios ganhos pelo caminho, teremos o privilégio de ver um jogo de sucesso virar, também, uma série de renome absoluto. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33043" aria-describedby="caption-attachment-33043" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33043" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg" alt="Foto da série The Other Two. Na imagem, vemos um homem branco de cabelos castanhos e uma mulher branca de cabelos loiros sentados em um avião. Eles estão chocados com algo que viram no celular que a mulher está segurando." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33043" class="wp-caption-text">The Other Two termina a terceira temporada no auge do texto e do timing cômico (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de The Other Two</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de três irmãos: um adolescente que se tornou um </span><i><span style="font-weight: 400;">superstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os ‘outro dois’, por isso o nome da série. A comédia é um triunfo graças ao texto afiado de Chris Kelly e Sarah Schneider. Os dois não poupam críticas aos acontecimentos do entretenimento dos últimos anos, como a relação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://queer.ig.com.br/2022-03-10/disney-proibe-personagens-lgbt.html"><span style="font-weight: 400;">personagens LGBTs</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dinâmica entre assessores de imprensa e superestrelas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da ascensão de um jovem e a decadência de seus irmãos mais velhos, </span><a href="https://www.boletimnerd.com.br/the-other-two-serie-hilaria-hbo/"><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> coloca em foco aqueles que se sentem perdidos na vida adulta. O terceiro e último ano da série encerra as jornadas de Brooke e Carey Dubek brilhantemente, mostrando que eles são muito mais do que apenas ‘os outros dois’. Terminando no auge, a comédia vale o seu tempo. &#8211;</span><b> Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33028" aria-describedby="caption-attachment-33028" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg" alt="Cena da série Treta. À esquerda, está a personagem Amy Lau. Ela é uma mulher amarela, de cabelo curto descolorido e está usando óculos de armação prata, um casaco em tons de cinza, uma camisa branca e um colar colorido. Ela está dentro de um carro branco com a cabeça de fora da janela. Sua expressão é de raiva: sobrancelhas franzidas e boca semiaberta, mostrando os dentes. Ela está apoiando a mão direita na parte superior da janela do carro. À direita, está o personagem Danny Cho. Ele é um homem amarelo, de cabelo curto preto e está usando uma jaqueta preta e uma regata branca. Ele está dentro de um carro vermelho desbotado. Sua cabeça e seus braços estão para fora da janela e ele apresenta uma expressão de raiva, com os olhos arregalados e a boca semiaberta, mostrando os dentes." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33028" class="wp-caption-text">Treta é uma comprovação de que ninguém tem moral para jogar a primeira pedra (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Treta (Beef)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produtora </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/03/14/interna_cultura,1468581/conheca-a-a24-produtora-que-dominou-o-oscar-de-2023.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nunca falha em garantir a representatividade da minoria mais amada do audiovisual: os coitados. Estrelada por Ali Wong e Steven Yeun, a minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/treta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Treta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma jornada envolvente de altos e baixos permeada pelo ditado “</span><i><span style="font-weight: 400;">quando você aponta um dedo para alguém, três estão apontados para você</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Afinal de contas, o vazio de uma vida pode ser preenchido pelo vazio de outra? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir à </span><i><span style="font-weight: 400;">Treta </span></i><span style="font-weight: 400;">pode levar uma única tarde, mas digeri-la pode levar dias. Tal fato se deve tanto ao seu caráter tosco quanto à sua beleza </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qUtwKiNxCFE"><span style="font-weight: 400;">disfuncional</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esta, aliás, está registrada nos dois protagonistas cuja inimizade não passa de uma florescência de auto-ódio, regado desde sempre na vida de ambos. Embora o começo dê uma impressão de simplicidade da trama, a obra logo prova ser um método eficaz contra o acúmulo de pontos na carteira, uma vez que uma mera briga no trânsito pode nos levar a lidar com algo pior do que multas: nós mesmos. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<p><figure id="attachment_33046" aria-describedby="caption-attachment-33046" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33046" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg" alt="Cena da novela Vai na Fé (2023). Sol (Sheron Menezzes), Jenifer (Bella Campos) e Ben (Samuel Assis) estão sorrindo para uma foto. Sol é uma mulher negra de cabelos cacheados com mechas loiras,a sua esquerda está sua filha Jenifer, uma mulher negra jovem, de cabelos compridos e ondulados e camisa azul, e Ben, um homem negro, de barba, cabelo curto, camisa e gravata." width="900" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33046" class="wp-caption-text">Sol (Sheron Menezzes) luta para conquistar seus sonhos, sem nunca deixar de cativar o público [Foto: Globoplay]</figcaption></figure><b>Vai Na Fé</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de superação de uma mulher que sonha em ser cantora, mas trabalha vendendo marmitas para pagar a faculdade da filha parece um enredo banal ou clichê visto de longe, mas a riqueza de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> está em seu bom humor e leveza de cada personagem, uma boa percepção dos roteiristas diante da </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/vai-na-fe/noticia/jose-loreto-renata-sorrah-e-elenco-de-vai-na-fe-aquecem-expectativa-para-estreia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">versatilidade dos brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses que aceitam uma história que inclui casais LGBTQIA + e pessoas negras com imensa importância na trama, ao mesmo tempo em que é protagonizada por uma família de fervorosos religiosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações são absurdamente cativantes e  fazem se fundir as personalidades reais e fictícias. Os maiores destaques são Sheron Menezzes como Sol e </span><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/07/30/sucesso-em-vai-na-fe-conheca-a-trajetoria-de-clara-moneke-muito-orgulho-de-ter-comecado-em-um-curso-de-teatro-gratuito.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Clara Moneke</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Kate Cristina, uma se destacando pela imensa capacidade de seduzir e prender a torcida leal do público e a outra por conseguir arrancar as risadas mais genuínas possíveis.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvidas, a novela que mais captou a essência brasileira sem precisar do tradicional rebusco das novelas das nove. Uma obra simples direta e absolutamente cativante, com uma trama baseada em problemas cotidianos e sem grandes ambições, o roteiro de Rosana Svartman mostra como equilibrar perfeitamente os interesses de uma nova geração hiperconectada que tinha se afastado da TV aberta na última década, e os interesses de quem sempre amou as </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantanal-critica/"><span style="font-weight: 400;">novelas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que talvez tema as mudanças que o tempo traz ao gênero. </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou não só o ano como a própria história da teledramaturgia. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33005" aria-describedby="caption-attachment-33005" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png" alt="Recorte de jornal exibido durante a série da Globoplay Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho. O recorte de jornal traz uma aparência envelhecida com elementos clássicos como manchete em negrito e caixa alta, texto corrido em colunas e uma imagem em destaque. No caso, a manchete traz escrito “Fim de um clã do jogo do bicho” e uma imagem em preto e branco de um senhor que veste uma camiseta branca com óculos escuros. Os demais elementos estão borrados para dar enfoque à manchete." width="984" height="554" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33005" class="wp-caption-text">Sucesso no streaming, o seriado documental também gerou um podcast com trechos inéditos (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com grande repercussão no universo cronicamente </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aL4KpOGjiw0"><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ecoa um fenômeno tão intriseco na realidade brasileira que poderia muito bem se encaixar às referências culturais de Silvio Santos e futebol, presentes naquele </span><i><span style="font-weight: 400;">meme</span></i><span style="font-weight: 400;"> que usamos quando um ‘gringo’ descobre algo sobre nós nas redes sociais: “</span><a href="https://knowyourmeme.com/photos/1297911-is-this-a-jojo-reference"><i><span style="font-weight: 400;">Is that a Brasil reference?</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a pesquisa aprofundada de Fellipe Awi, a série documental da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> é estilosa graças a direção artística de Monica Almeida e surpreende, ainda, com uma sequência de acertos de Pedro Bial na narração dos sete episódios dirigidos por Awi, Ricardo Calil e Gian Carlo Bellotti.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prática </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/series/serie-da-globoplay-mergulha-na-guerra-do-jogo-do-bicho,89e6da2cf3d0fe4be99b48c1b7b8f007b38yf4uc.html"><span style="font-weight: 400;">atualmente ilegal</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é incomum a nós, na verdade, estamos acostumados a escutar histórias sobre algum parente que, em uma determinada época, se envolveu de vez com as apostas, ou conhece aqueles que mantém seus negócios às escondidas. Passando de forma tão natural como o assunto é, de bar em bar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerta ao escolher os grandes ‘</span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2023/11/veja-quem-sao-os-bicheiros-retratados-em-vale-o-escrito-a-guerra-do-jogo-do-bicho-clpcvt9lr0037015e2ke2hiex.html"><span style="font-weight: 400;">bicheiros</span></a><span style="font-weight: 400;">’ do Rio de Janeiro como recorte, assim, representando, todo o caos e violência gerados pela prática entre os grandes chefões das escolas de samba. O tópico é sensível, os </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2023/12/vale-o-escrito-veja-personagens-do-documentario-de-jogo-do-bicho-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> existem na vida real e continuam entre nós, nisso, o documentário parece finalmente elucidar questões enraizadas pelo país</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33021" aria-describedby="caption-attachment-33021" style="width: 1248px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg" alt="Foto da série Yellowjackets. Na imagem, aparecem quatro garotas em uma floresta. Elas estão no inverno. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca com cabelos ruivos, uma mulher branca com cabelos loiros, uma mulher preta com cabelos cacheados e uma mulher branca com cabelos castanhos." width="1248" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg 1248w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33021" class="wp-caption-text">Yellowjackets é, provavelmente, a série em que o flashback importa mais do que o presente vivido pelos personagens (Foto: Showtime)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Yellowjackets</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma premissa um tanto curiosa: na década de 1990, adolescentes do time de futebol da escola x embarcam para jogar nas competições nacionais e sofrem um acidente de avião. Durante 15 meses, as garotas, mais conhecidas como as Yellowjackets, vivem à mercê dos perigosos das florestas em busca de ajuda. Na segunda temporada, a abordagem se torna mais intensa e acompanhamos o definhamento das meninas e a animalização a que são submetidas devido à vida que levaram nesse período. Com o drama mesclado a tiradas sutis, o programa televisivo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Showtime</span></i><span style="font-weight: 400;"> amplia o amor que os fãs possuem pelas Jaquetas Amarelas ao mostrar todas as facetas das personagens principais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é dividida em dois momentos temporais: no passado, época em que as Yellowjackets tinham a floresta como o seu lar, e no presente, 25 anos após o choque que marcou a vida de cada uma daquelas garotas, seja individual ou coletivamente. Além da narrativa, as atuações são de tirar o fôlego. Com um elenco adolescente </span><i><span style="font-weight: 400;">à la HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, as atrizes principais entregam o texto do </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">segundo ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> da forma que ele merece; nem tão dramático tampouco raso, na medida certa. Aliás, as veteranas que interpretam as mesmas personagens após a passagem de tempo cumprem o papel e fazem jus à versão imatura delas Aqui, os traumas e as personalidades são indissociáveis, se entrelaçando e constituindo as características principais do sexteto imortal. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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		<title>5 anos de God of War: Pai, Filho e o Espírito de Vingança ainda vivem</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Dec 2023 20:19:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Iris Italo Marquezini e Nathan Sampaio  Em 2016, durante o painel da Sony na E3, o público foi surpreendido com a imagem inusitada de um garotinho brincando na neve. Uma voz chamava a criança e ela, a contragosto, entrava de volta em casa, interrompendo a diversão. Então, uma figura surge das sombras. Barbudo, albino e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/5-anos-de-god-of-war/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos de God of War: Pai, Filho e o Espírito de Vingança ainda vivem"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32031" aria-describedby="caption-attachment-32031" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32031 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-800x393.jpg" alt="Há dois personagens de costas. Na esquerda tem Kratos, um homem careca, albino com uma grande barba grisalha, e tatuagens vermelhas em formato de linha que percorrem o corpo, ele veste uma calça de couro e uma braçadeira com pele e couro, em suas costas tem um machado. Do lado esquerdo tem Atreus, um menino branco de 10 anos, ele tem cabelo curto castanho e olhos castanhos, ele veste roupas de manga comprida cobertas de pele de animal, nas suas costas ele tem um arco e uma aljava. Ambos estão de costas, abraçados e olham o horizonte. " width="800" height="393" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-800x393.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-1024x503.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-768x377.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-1536x754.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-2048x1005.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-1200x589.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32031" class="wp-caption-text">God of War (2018) é o capítulo mais dramático e profundo da franquia (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Iris Italo Marquezini e Nathan Sampaio</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2016, durante o painel da Sony na </span><a href="https://www.grandegamer.com/saiba-o-que-e-a-e3/"><span style="font-weight: 400;">E3</span></a><span style="font-weight: 400;">, o público foi surpreendido com a imagem inusitada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lRhzFqA1f7o"><span style="font-weight: 400;">um garotinho brincando na neve</span></a><span style="font-weight: 400;">. Uma voz chamava a criança e ela, a contragosto, entrava de volta em casa, interrompendo a diversão. Então, uma figura surge das sombras. Barbudo, albino e mais forte do que nunca, o público do evento começa a exclamar palavrões felizes ao perceber que Kratos, o anti-herói da série </span><i><span style="font-weight: 400;">God of War</span></i><span style="font-weight: 400;">, está de volta. Em 2018, o </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente chegou nas mãos dos fãs e recebeu de braços abertos novos interessados na história do Fantasma de Esparta. </span></p>
<p><span id="more-32030"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">God of War</span></i><span style="font-weight: 400;"> se passa anos depois dos eventos dos </span><a href="https://tecnoblog.net/responde/a-cronologia-de-god-of-war-entenda-a-ordem-dos-jogos/"><span style="font-weight: 400;">jogos anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">. Kratos reconstruiu sua vida em uma terra distante junto de sua esposa, Faye, e seu filho, Atreus. A história se inicia com o protagonista se tornando viúvo e tendo que cumprir o último desejo de sua amada, jogar suas cinzas do pico mais alto dos nove reinos. No entanto, a trajetória do personagem é atravessada por diversos desafios, combates, segredos e desentendimentos que, durante toda a jornada, poderá reconectar ou separar para sempre a relação pai e filho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><span style="font-weight: 400;">pode ser considerado </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/video-game-e-jogos/106138-reboot-continuacao-entenda-melhor-kratos-novo-god-of-war.htm"><span style="font-weight: 400;">um </span><i><span style="font-weight: 400;">soft reboot </span></i><span style="font-weight: 400;">da série</span></a><span style="font-weight: 400;">, pois ao mesmo tempo que traz elementos inéditos – como cenário, mitologia, temática e personagens – o passado e a personalidade do protagonista se mantêm. Dessa forma, novos </span><i><span style="font-weight: 400;">gamers </span></i><span style="font-weight: 400;">são apresentados ao mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">God of War,</span></i><span style="font-weight: 400;"> enquanto os mais antigos retornam àquele universo de um jeito diferente. </span></p>
<figure id="attachment_32032" aria-describedby="caption-attachment-32032" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-800x450.jpg" alt="Cena do jogo God of War. Há quatro figuras na imagem. Da esquerda para a direita temos: Kratos que segura uma cabeça nas mãos, essa cabeça é Mimir, um homem careca, com pequenos chifres na testa, um de seus é dourado e ele possui muitas tatuagens no rosto inteiro. Em frente aos dois está Jörmungandr, uma serpente gigante, sua coloração é verde, seus olhos são alaranjados, e ela tem barba verde. Do lado de Kratos está Atreus. O fundo é o céu azul. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32032" class="wp-caption-text">Jörmungandr e outras criaturas da mitologia nórdica marcam presença na jornada de Kratos e Atreus (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Retratando uma jornada de amadurecimento e conexão, o sétimo capítulo da franquia e o quarto da </span><a href="https://tecnoblog.net/responde/a-cronologia-de-god-of-war-entenda-a-ordem-dos-jogos/"><span style="font-weight: 400;">linha principal</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o mais dramático e com a melhor construção narrativa. Tendo personagens complexos, relações conturbadas e interligadas, história envolvente e uma reinvenção da mitologia nórdica, o </span><i><span style="font-weight: 400;">revival </span></i><span style="font-weight: 400;">era tudo o que essa série</span> <span style="font-weight: 400;">precisava para captar novamente a atenção da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">gamer</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo de 2018 apresentou a melhor versão do Kratos já vista. Isso porque ele deixou de ser um boneco unidimensional que só expressa raiva para se tornar um personagem com uma gama imensa de sentimentos. Durante a viagem com Atreus, pode-se observá-lo expressando tristeza, preocupação, orgulho, amargura, vergonha e até mesmo medo. Todo esse espectro de emoções torna o protagonista </span><a href="https://ebaconline.com.br/blog/rafael-grassetti-god-of-war"><span style="font-weight: 400;">mais crível e humano</span></a><span style="font-weight: 400;">, por mais que ele continue sendo um deus. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante notar como a morte sempre foi a força motriz que guiou Kratos e como ela foi ressignificada nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nos primeiros episódios, a perda da sua família gerava raiva e indignação, motivando a cruzada contra Áries e os deuses do Olimpo. Enquanto no capítulo mais recente, </span><a href="https://medium.com/@sierrasterling_52136/how-god-of-war-4-is-helping-me-deal-with-grief-83a410b67baa"><span style="font-weight: 400;">a viuvez fez do deus da guerra alguém triste</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que foi somente por causa desse acontecimento que ele pôde se conectar com o filho, o qual virou sua motivação ao final.</span></p>
<figure id="attachment_32033" aria-describedby="caption-attachment-32033" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32033" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1-800x450.jpg" alt="Tem duas figuras na imagem, elas estão se encarando. Na esquerda tem Kratos, ele está empunhando o machado leviatã que brilha em azul. Na sua frente e no centro da imagem está uma criatura bípede acinzentada, ela tem olhos vermelhos e corre na direção de Kratos. No fundo tem uma floresta e uma pedra grande com runas. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1.jpg 896w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32033" class="wp-caption-text">Kratos possui uma nova gama de poderes a serem explorados pelo jogador (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A evolução fenomenal desse personagem deve-se à presença do outro protagonista do jogo, Atreus. Aparentando ter dez anos de idade, o filho de Kratos desempenha um importante papel na jornada, pois pode ser considerado o coração da narrativa, trazendo sentimentalismo com sua personalidade e atitudes. Enquanto controlamos o seu pai durante o </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">vamos conhecendo e nos afeiçoando por ele de tal forma que, ao final da trama, nos sentimos </span><a href="https://www.ign.com/articles/2018/05/07/opinion-how-god-of-war-made-me-a-better-father"><span style="font-weight: 400;">profundamente conectados</span></a><span style="font-weight: 400;"> a ambos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atreus é o ponto de leveza, pois enquanto o Kratos carrega muito amargor dentro de si e é muito silencioso durante a maior parte do tempo, seu filho sempre comenta os acontecimentos, conversa com o jogador e personagens não jogáveis (</span><a href="https://canaltech.com.br/games/o-que-e-npc/"><span style="font-weight: 400;">NPCs</span></a><span style="font-weight: 400;">), além de sempre querer </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FyIwEFXOcaE"><span style="font-weight: 400;">se provar ao pai</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que já demonstra a relação de ambos. Grande parte da qualidade da história vem por causa da presença desse personagem. Sem ele o enredo poderia se tornar genérico, assim como seus antecessores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação entre pai e filho é um dos pontos altos da narrativa. Uma conexão que é muito fria e distante no início se transforma em algo mais afetuoso e carinhoso, e isso só ocorre porque os heróis também mudam durante o trajeto. Kratos tem medo do seu passado e não quer revelá-lo; já Atreus não se sente amado e sofre muito com a perda da mãe. Todos esses temas são trabalhados de forma exemplar durante a trama para que ambos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VyFdjnhMxvE"><span style="font-weight: 400;">quebrem suas barreiras sentimentais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e possam se entender profundamente. </span></p>
<figure id="attachment_32034" aria-describedby="caption-attachment-32034" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-1-800x450.jpg" alt="Tem três figuras na imagem. Da esquerda para a direita tem Kratos, ele está encarando Atreus, que está na direita da imagem. No centro tem um dragão, ele é gigante, tem chifres em preto, sua boca e seu corpo são beges e seus olhos são amarelados, ele está no fundo da imagem. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32034" class="wp-caption-text">Kratos e Atreus enfrentam diversas situações e inimigos dignos de grandes mitos nórdicos (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez o ponto mais fraco dessa relação é quando </span><a href="https://ovicio.com.br/10-fatos-sobre-atreus-em-god-of-war/"><span style="font-weight: 400;">Atreus descobre ser um deus</span></a><span style="font-weight: 400;">, pois logo isso sobe à cabeça da criança, tornando-o mais cruel em suas falas e atitudes, menosprezando os mortais. O principal problema não é quando isso ocorre, mas quando o personagem toma consciência de suas ações e entende que é errado agir daquela forma, trazendo uma mudança de personalidade muito abrupta, que prejudica a imersão. Se fosse uma transformação gradual, deixando o lado humano aflorar aos poucos, beneficiaria a narrativa e a conexão do </span><i><span style="font-weight: 400;">player </span></i><span style="font-weight: 400;">com o recém descoberto semideus. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito da veracidade dessa relação se dá porque o diretor do </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, Cory Barlog, na época do desenvolvimento do projeto, se tornou pai e o sentimento se refletiu na jornada do jogo. Inclusive, esse e outros temas da produção foram mostrados no documentário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lJZWKBDXXFY"><i><span style="font-weight: 400;">Raising Kratos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2019. Mas não é somente com esses dois personagens que a trama é construída. Há ainda outros encontros que aparecem ao longo da narrativa, que auxiliam ou atrapalham os protagonistas. Uma dessas interações marcantes se dá com </span><a href="https://www.thegamer.com/god-war-facts-brok-sindri/"><span style="font-weight: 400;">Brok e Sindri</span></a><span style="font-weight: 400;">, dois anões ferreiros que surgem para ajudar a melhorar os equipamentos de Kratos e Atreus. A dupla tem uma richa entre si e se alfinetam nos momentos de diálogo, tornando  suas participações pontuais, inesquecíveis. </span></p>
<figure id="attachment_32035" aria-describedby="caption-attachment-32035" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-800x450.jpg" alt="Cena do jogo God of War. Tem três pessoas na imagem. No canto esquerdo, olhando para frente está Freya, uma mulher branca, de cabelo longo e preto, seu olho é preto também, ela usa um vestido preto e marrom, em seu braço tem fitas cinzas e ela usa uma pulseira marrom, ela tem tatuagem no ombro, em suas costas tem uma espada. No centro, do lado de Freya e olhando para frente está Atreus, ele usa uma roupa amarela com um colete de pele por cima, em suas costas tem a aljava de flechas e o arco. No canto direito de costas está Kratos, olhando para Freya e Atreus. No fundo tem uma floresta. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32035" class="wp-caption-text">Freya, no começo chamada apenas de Bruxa, é uma das primeiras guias dos personagens pelo mundo nórdico (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A bruxa da floresta também é uma personagem importantíssima na narrativa, pois desenvolve uma relação de respeito e conflito com Kratos. O </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue criar uma aura de mistério muito cativante sobre sua identidade, pois durante grande parte da história não sabemos seu nome verdadeiro, suas motivações ou </span><a href="https://mythopedia.com/topics/freya"><span style="font-weight: 400;">extensão de seus poderes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Contudo, aos poucos tudo isso é apresentado e cada descoberta é ainda mais surpreendente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinâmica do jogo também é drasticamente alterada por </span><a href="https://www.mitoselendas.com.br/2020/08/mimir-deus-da-sabedoria-mitologia-nordica.html"><span style="font-weight: 400;">Mimir</span></a><span style="font-weight: 400;">, o homem mais sábio dos nove reinos, mas que, por conflitos com Odin, é aprisionado em uma árvore indestrutível e torturado diariamente. Esse personagem faz um trato com Kratos, no qual o deus precisa cortar e reanimar sua cabeça e, em troca, ele informará qual é a montanha mais alta e como chegar nela. Tendo uma personalidade sarcástica, irônica e tagarela, essa figura complementa a dupla com suas histórias sobre o mundo e fazendo comentários divertidos durante a jornada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por último, mas não menos importante, temos o antagonista chamado de Desconhecido no começo da história, mas que na metade da narrativa descobre-se ser </span><a href="https://mythopedia.com/topics/baldur"><span style="font-weight: 400;">Baldur</span></a><span style="font-weight: 400;">, irmão de Thor. Sua figura é muito complexa, pois ele é um deus que nunca se fere e não sente nada, e por razões bastante pessoais, passa a perseguir a dupla principal. O mais marcante do personagem é, com certeza, as batalhas épicas que ele trava com o </span><i><span style="font-weight: 400;">player</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://blog.playstation.com/2018/08/16/fighting-a-god-behind-the-scenes-of-god-of-wars-first-boss-battle/"><span style="font-weight: 400;">desde sua primeira aparição</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele já mostra a sua grandiosidade e a dificuldade que será enfrentá-lo todas as vezes, e isso gera muita empolgação a cada encontro. </span></p>
<figure id="attachment_32036" aria-describedby="caption-attachment-32036" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-6-800x450.jpg" alt="Tem duas pessoas na imagem. Na esquerda está Kratos, ele aparece do peito para cima e olha por cima do ombro para Atreus, que está à direita da imagem, ele veste uma camiseta cinza de manga comprida e um colete de pele por cima. Eles estão em um barco. O fundo da imagem é cinza." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-6.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32036" class="wp-caption-text">Há diversas interações extras entre os protagonistas ao longo da jornada, auxiliando na imersão (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os encontros com Baldur são apenas alguns dos vários momentos épicos que o jogo tem. Praticamente cada </span><a href="https://gamerant.com/god-war-series-hardest-bosses/"><i><span style="font-weight: 400;">boss</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">tem seu momento, sendo o Dragão o mais marcante dentre eles, mas até mesmo o combate com os </span><a href="https://www.mitoselendas.com.br/2021/08/trolls-na-mitologia-nordica.html"><i><span style="font-weight: 400;">trolls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> podem ser intensos da sua própria maneira. Para retratar os chefões, nada mais justo do que falar das </span><a href="https://www.newsweek.com/god-war-valkyries-1758407"><span style="font-weight: 400;">icônicas Valquírias</span></a><span style="font-weight: 400;">. É muito mais interessante enfrentá-las logo depois do final da história, já que encontrá-las é uma ótima oportunidade para descobrir novos locais no jogo e também são um excelente desafio. O mérito vai pelo fato de que cada Valquíria é única em suas habilidades, o que oferece mais algumas horas de diversão – ou estresse – para quem joga. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diversão dessas lutas vem do fato de que o jogador é obrigado a realmente usar todo o arsenal de habilidades disponível para as lutas. Elaborar estratégias, reconhecer os movimentos e agir no tempo exato é crucial para um bom desempenho. Atreus, inclusive, </span><a href="https://www.gameinformer.com/2022/05/26/god-of-war-horizon-and-gran-turismo-tv-shows-are-in-development"><span style="font-weight: 400;">é indispensável</span></a><span style="font-weight: 400;"> nesses momentos para evitar determinados ataques das inimigas que querem se libertar da maldição de Odin. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que os inimigos, que vão desde os mais simples </span><a href="https://www.mitoselendas.com.br/2021/08/draugr-o-zumbi-da-mitologia-nordica.html"><i><span style="font-weight: 400;">draugrs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até dragões, possuem visuais reimaginados de mitos antigos de forma bastante agradável ou até mesmo grotesca quando preciso. No meio do combate com diversos adversários ao mesmo tempo, é possível diferenciar cada criatura sem dificuldade; assim como o figurino de Kratos consegue torná-lo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wW8hQRTAik4"><span style="font-weight: 400;">imediatamente reconhecível para os fãs mais antigos da franquia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, o novo visual situa o Fantasma de Esparta como alguém mais velho e dentro de outra mitologia. </span></p>
<figure id="attachment_32037" aria-describedby="caption-attachment-32037" style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-7.jpg" alt=" Tem três pessoas na imagem. Na esquerda, preso dentro de uma árvore está Mimir, ele está sem roupas e está fundido com o tronco. No meio da imagem está Atreus, com sua camiseta de manga comprida e o colete de peles. Na direita está Kratos. Kratos e Mimir se encaram. O fundo da imagem é o céu azul. " width="770" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-7.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-7-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32037" class="wp-caption-text">Mimir é responsável por contar histórias e lendas que permeiam aquele mundo (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E Atreus? Ele é simplesmente perfeito. Anos após o lançamento do jogo, é difícil pensar em uma escolha tão bem acertada quanto colocar o </span><a href="https://www.megadads.org/home/2018/05/22/the-father-in-you-a-conversation-with-cory-barlog"><span style="font-weight: 400;">filho de Kratos</span></a><span style="font-weight: 400;"> como alguém longe da postura musculosa e estóica do pai. Embora com porte físico diferente, o garoto não se distancia dos pais a partir do momento que usa faixa vermelha do pai na cintura e o cachecol amarelo da mãe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos esses detalhes, somados à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ru5WuITQnWI"><span style="font-weight: 400;">atuação histórica</span></a><span style="font-weight: 400;"> da talentosa dupla Christopher Judge (</span><i><span style="font-weight: 400;">Stargate SG-1</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Sunny Suljic (</span><i><span style="font-weight: 400;">Mid90s</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sacrifício do Cervo Sagrado</span></i><span style="font-weight: 400;">) resultaram em uma rápida identificação do jogador tanto com Kratos quanto com Atreus. A tecnologia de captura de performance utilizada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Santa Monica Studio</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu facilmente transmitir toda a habilidade e química que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-zHxs62LAD4&amp;t=3924s"><span style="font-weight: 400;">os atores compartilham entre si</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos </span><i><span style="font-weight: 400;">sets </span></i><span style="font-weight: 400;">de filmagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale menção também a Alastair Duncan como Mimir, que definitivamente roubou a cena, e Danielle Bisutti como Freya, que trouxe um peso de tragédia genial para a personagem, </span><a href="https://meups.com.br/especiais/dubladores-de-god-of-war-ragnarok-no-brasil/"><span style="font-weight: 400;">muito bem adaptado pela atriz Beatriz Villa</span></a><span style="font-weight: 400;"> na dublagem em português. As performances na versão dublada de Ricardo Juarez, Lipe Volpato e Milton Levy – como Kratos, Atreus e Mimir, respectivamente – estão entre as melhores dos jogos originais da Sony. </span></p>
<figure id="attachment_32038" aria-describedby="caption-attachment-32038" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-8-800x450.jpg" alt=" Kratos está no centro da imagem segurando o Machado Leviatã na mão se preparando para uma batalha. Um dragão com tons de bege e roxo, cheio de espinhos e olhos laranjas brilhantes encara o protagonista da história de cima de algumas montanhas e rochas, em segundo plano. O céu acima de ambos é claro e é possível ver neve preenchendo tanto o chão como o cume de algumas montanhas ao fundo. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-8-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-8-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-8-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-8-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-8.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32038" class="wp-caption-text">Kratos precisa enfrentar uma vasta gama de inimigos usando o Machado Leviatã (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O auge do </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><span style="font-weight: 400;">e que exemplifica o excelente drama da história está no momento em que Kratos enfrenta o seu medo do passado. No momento em que Atreus fica doente, o deus da guerra precisa buscar um artefato em </span><a href="https://godofwar.fandom.com/pt-br/wiki/Helheim"><span style="font-weight: 400;">Helheim</span></a><span style="font-weight: 400;">, o submundo da mitologia nórdica, e para  isso </span><a href="https://www.ign.com/articles/god-of-war-blades-of-chaos-art-of-the-level"><span style="font-weight: 400;">precisará das lâminas do caos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Só o caminho de volta para casa já possui </span><a href="https://www.theenemy.com.br/god-of-war/diretor-de-god-of-war-explica-porque-blades-of-chaos-nao-serao-as-armas-de-kratos-em-novo-jogo"><span style="font-weight: 400;">um peso emocional gigantesco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, ao encontrar as armas, há um diálogo com o fantasma de Athena, que faz o protagonista se lembrar do monstro que foi um dia. No entanto, os motivos pelo qual ele empunha aquelas espadas é outro: o símbolo que remetia a sua dor agora é usado para proteção de sua família. Essa ressignificação de parte da história do personagem é genial e entusiasmante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que complementa em cheio as atuações e dá o tom verdadeiramente épico ao jogo é a brilhante trilha sonora de Bear McCreary (</span><i><span style="font-weight: 400;">Anéis do Poder</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Outlander</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Battlestar Galactica</span></i><span style="font-weight: 400;">). É por meio da trilha sonora que se transmite de forma ainda mais clara a </span><a href="https://blog.br.playstation.com/2018/05/08/as-trilhas-de-god-of-war/"><span style="font-weight: 400;">masculinidade, o arrependimento e o amadurecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Kratos ao longo do enredo. É também por meio dela que compreendemos, sem ser vista em momento algum, a figura de Fey, a quem pertencem as cinzas que os protagonistas levam ao longo da jornada. O vocal da cantora feroesa Eivør Pálsdóttir dá o tom emocional preciso para a memória da mãe na história. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Memories of Mother (feat. Eivør)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/track/7nEZnpwjdAw2vCRJg2Q2xG?si=7045366a4f734c4f&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato de não haver flashbacks clichês mostrando a figura da mãe merece elogios, já que o jogo constrói a imagem dela a partir de elementos (geralmente na cor amarela) espalhados pelo mundo e também pelas conversas (ou muitas vezes, </span><a href="https://blog.br.playstation.com/2018/03/23/cory-barlog-fala-sobre-a-origem-de-god-of-war/"><span style="font-weight: 400;">pela falta delas</span></a><span style="font-weight: 400;">) entre Kratos e Atreus. A escolha da história inteira se passar em um único plano-sequência é um dos fatores que tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><a href="https://blog.br.playstation.com/2018/09/28/a-arte-da-cena-desafios-cinematograficos-de-god-of-war/"><span style="font-weight: 400;">uma obra-prima tanto narrativa quanto técnica</span></a><span style="font-weight: 400;">. A </span><a href="https://youtu.be/_qUqXjCuEIQ"><span style="font-weight: 400;">câmera</span></a><span style="font-weight: 400;"> quase documental coloca o jogador tão perto dos acontecimentos que, nos momentos mais calmos, absolutamente todas as sutilezas e peso das atuações podem ser percebidas. Da mesma forma, quando a ação acontece, toda a violência (transmitida por animações belíssimas cheias de gore) se destaca em cheio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, percebemos um desenvolvimento de personagens muito bem construído por meio de centenas de linguagens não-verbais presentes na trama. Tudo isso aconteceu pela </span><a href="https://blog.br.playstation.com/2023/04/20/a-criacao-da-luta-cinematica-contra-baldur-em-god-of-war-2018/"><span style="font-weight: 400;">memorável direção</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cory Barlog, que soube juntar uma equipe genuinamente deslumbrante para tornar </span><i><span style="font-weight: 400;">God of War </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018) real. Eventualmente, o projeto conquistaria merecidamente um dos prêmios mais cobiçados (senão o maior) da indústria de </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">: o prêmio de Jogo do Ano no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U_ZM-9T88hU"><i><span style="font-weight: 400;">The Game Awards </span></i></a><span style="font-weight: 400;">de 2018. O jogo não só </span><a href="https://www.gameinformer.com/2019/04/09/how-to-revitalize-a-franchise"><span style="font-weight: 400;">revitalizou a franquia</span></a><span style="font-weight: 400;"> a partir de um contexto mais maduro, como também serviu de inspiração para uma </span><a href="https://www.gameinformer.com/2022/05/26/god-of-war-horizon-and-gran-turismo-tv-shows-are-in-development"><span style="font-weight: 400;">futura série</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_32039" aria-describedby="caption-attachment-32039" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32039" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-9-800x450.jpg" alt="Há apenas uma figura na imagem que é Kratos encarando, com semblante triste, o saco que possui as cinzas da esposa, Fey. O saco é feito de couro, amarrado com um cordão amarelo envelhecido em cima e possui bordados dourados ao redor dele com linhas que remetem a estampas nórdicas. Atrás de Kratos está uma floresta repleta de árvores. Ele segura o saco com ambas as mãos. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-9-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-9-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-9.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32039" class="wp-caption-text">Kratos confronta a própria vulnerabilidade após a morte da esposa, Fey (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A mesclagem de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/232068-god-of-war-entenda-kratos-migrou-mitologia-nordica.htm"><span style="font-weight: 400;">mitologias</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um pontos fortes de </span><i><span style="font-weight: 400;">God of War</span></i><span style="font-weight: 400;">, já que leva em consideração todo o passado do protagonista no mundo grego, tendo deuses e acontecimentos aparecendo de forma pontual durante a história. Já o universo nórdico apresentado é fascinante, mesmo mostrando apenas personagens secundários dos mitos. Cada cenário, criatura, artefato e personalidade é detalhado o suficiente para ser, no mínimo, perfeito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é louvável a adaptação que a equipe da </span><i><span style="font-weight: 400;">Santa Monica Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve que fazer nas lendas nórdicas para incluir Atreus e Kratos no universo, já que a mera presença deles afeta diretamente relações, conflitos e até mesmo a hierarquia de poder. Junto disso, os desenvolvedores optaram por não mostrarem em tela os maiores nomes do panteão. Todos esses deuses são apenas citados, o que não reduz a relevância de Loki, Thor, Odin e até mesmo Týr com seu destaque e impacto no destino do protagonistas. O estúdio precisou evoluir e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yegRHiaao7U&amp;t=1008s"><span style="font-weight: 400;">recontar os mitos de forma que não houvesse lacunas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ainda continuasse sendo coerente, como ocorreu magistralmente.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que toda essa experiência seja imersiva o suficiente, é necessário que a jogabilidade também esteja alinhada. Felizmente, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zpr-EE2In1M"><span style="font-weight: 400;">ela é muito bem executada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Como esse capítulo é um </span><i><span style="font-weight: 400;">soft reboot</span></i><span style="font-weight: 400;">, a desenvolvedora decidiu inovar no </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto os jogos anteriores pertencem ao gênero de </span><a href="https://www.bichosgeeks.com/o-que-sao-jogos-hack-and-slash/"><i><span style="font-weight: 400;">Hack’n Slash</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com elementos de RPG, essa nova versão faz o oposto trazendo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4iDsqdu_TxI"><span style="font-weight: 400;">elementos de outros </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KfjG9ZLGBHE"><i><span style="font-weight: 400;">Dark Souls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G203e1HhixY"><i><span style="font-weight: 400;">Bloodborne</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XHrskkHf958"><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher 3: Wild Hunt</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_32040" aria-describedby="caption-attachment-32040" style="width: 740px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32040" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-10.jpg" alt="Há dois personagens na imagem. Kratos à esquerda, com olhar severo encarando o próprio filho e segurando o braço dele. Na direita Atreus, respondendo o olhar do pai com um olhar teimoso e bravo. É o interior da casa de Kratos e Atreus, uma cabana de madeira e com móveis de madeira também. O ambiente é escuro e iluminado apenas por algumas luzes de vela ao fundo. " width="740" height="416" /><figcaption id="caption-attachment-32040" class="wp-caption-text">Kratos precisa lidar com o fato de que o filho ainda não sabe o que significa ser um Deus (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zpur40p6MEY"><span style="font-weight: 400;">essa dinâmica</span></a><span style="font-weight: 400;"> torna o jogo único em relação aos anteriores da franquia e traz boas </span><a href="https://segmentnext.com/god-of-war-upgrades/"><span style="font-weight: 400;">pitadas de estratégia</span></a><span style="font-weight: 400;"> (principalmente quando consideramos as lutas com as Valquírias), muito fica sem explicação. Algumas das estatísticas não aparecem transmitidas pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> e é preciso realmente parar e pesquisar para entender a diferença que elas fazem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o caso dos atributos e da construção de armadura, algo novo na franquia e que tem por objetivo fazer com que o </span><i><span style="font-weight: 400;">player </span></i><span style="font-weight: 400;">molde o seu próprio Kratos. Porém, essa adição não é tão bem balanceada, visto que certas habilidades e equipamentos possuem </span><a href="http://99vidas.com.br/podcast-de-games/99vidas-346-god-of-war-ps4/"><span style="font-weight: 400;">pré-requisitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que faz com que o jogador precise </span><i><span style="font-weight: 400;">upar </span></i><span style="font-weight: 400;">o que o </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><span style="font-weight: 400;">pede e não necessariamente o que ele deseja. </span></p>
<figure id="attachment_32041" aria-describedby="caption-attachment-32041" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-11-800x500.jpg" alt="Há apenas uma figura na imagem, que é Kratos, à direita, colocando a mão em uma árvore branca à esquerda. É possível ver que a árvore está marcada com um símbolo dourado e brilhante da palma de uma mão. O braço de Kratos está em primeiro plano e nele se destacam bandagens sujas que cobrem as cicatrizes do protagonista. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-11-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-11-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-11-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-11-1536x960.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-11-1200x750.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-11.jpg 1728w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32041" class="wp-caption-text">A épica gameplay cinematográfica não deixa de incluir momentos sentimentais e referências aos jogos antigos (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os clássicos </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/especiais/183223-o-que-e-qte-conheca-um-dos-artificios-mais-interessantes-empregados-em-games-.htm"><i><span style="font-weight: 400;">quick time events</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">retornam nesta edição de 2018, porém de forma mais contida do que nos títulos anteriores. Nos capítulos lançados para </span><i><span style="font-weight: 400;">Playstation 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">3</span></i><span style="font-weight: 400;"> era comum a utilização desse recurso em qualquer combate, até mesmo os mais comuns, tanto que essa mecânica se tornou tendência entre outros títulos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YJ30HjDBngw"><i><span style="font-weight: 400;">Asura&#8217;s Wrath</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OEXSgZWqcyo"><i><span style="font-weight: 400;">Dante’s Inferno</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">soft reboot</span></i> <span style="font-weight: 400;">eles foram realocados para melhor imersão dos jogadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há motivos de sobra para entender </span><i><span style="font-weight: 400;">God of War</span></i><span style="font-weight: 400;"> como um dos jogos mais imersivos da última década. A ambientação da mitologia nórdica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uG2bR8B8UOc"><span style="font-weight: 400;">vai muito além dos diálogos expositivos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por meio de templos, estátuas abandonadas e literais cadáveres de seres gigantes no horizonte, todos os elementos visuais que cercam a aventura de Atreus e Kratos possuem uma estética de um mundo grandioso envelhecido ao longo de milênios. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O reino de Álfheim, no qual acontece um embate constante entre os elfos claros e escuros, o Templo de Týr e a Casa da Bruxa é onde os designs épicos mais enriquecem os olhos do jogador. Todas essas muitas vezes literais ruínas de reinos antigos trazem a ideia de que os dois protagonistas são forasteiros em um </span><a href="https://blog.br.playstation.com/2017/06/23/god-of-war-como-santa-monica-studio-definiu-a-direcao-nordica-do-jogo/"><span style="font-weight: 400;">mundo já muito bem estruturado</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_32042" aria-describedby="caption-attachment-32042" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32042" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-12.jpg" alt="Há duas figuras posicionadas uma ao lado da outra no centro da imagem, Freya à esquerda e Atreus à direita, de costas para quem vê. Eles estão no meio de uma trilha em uma floresta repleta de árvores brancas com folhas vermelhas, que cobre quase o céu todo, que neste momento é bem claro. Ao redor da trilha é possível reparar em flores azuis que lotam o mato que cerca os personagens. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-12.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-12-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32042" class="wp-caption-text">Os desenvolvedores se inspiraram nos efeitos práticos dos filmes dos anos 80 com cores de câmeras da era pré-digitais (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A exploração de </span><i><span style="font-weight: 400;">God of War</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos pontos fortíssimos do jogo. Após terminar a história principal, é fácil ficar de queixo caído ao ver o quanto ainda é possível explorar nas mais diversas localidades, tendo até mesmo reinos secretos para serem desbloqueados. Existe um vasto mundo de missões paralelas que expandem o universo e a relação de Atreus, Kratos e Mimir, </span><a href="https://blog.br.playstation.com/2018/12/05/como-o-santa-monica-studios-acertou-na-exploracao-em-god-of-war/"><span style="font-weight: 400;">detalhe mantido para a sequência </span></a><i><span style="font-weight: 400;">God of War Ragnarok</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Opções não faltam para exploradores, mas em menor escala é justamente aí que o jogo falha. Ao mesmo tempo que o </span><a href="https://ketul1776.medium.com/god-of-wars-level-design-ongoing-df817dde5c69"><i><span style="font-weight: 400;">level design</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em ambientes externos é fenomenal e facilita a localização do jogador, em espaços fechados tudo se torna confuso e cansativo. O melhor exemplo disso é o </span><a href="https://www.ign.com/wikis/god-of-war-2018/Tyrs_Temple"><span style="font-weight: 400;">Templo de Týr</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as Minas Volunder, em que a jogabilidade, antes tão intuitiva, abre espaço para </span><i><span style="font-weight: 400;">puzzles</span></i><span style="font-weight: 400;"> e enigmas desnecessariamente complexos comparados com o que foi estabelecido antes ao longo do </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32043" aria-describedby="caption-attachment-32043" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32043" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-13-800x450.jpg" alt="Há dois personagens na imagem. Atreus, à esquerda, com o braço direito estendido deixando as cinzas da mãe, aqui representadas por partículas douradas no ar, serem levadas pelo vento. Na direita está Kratos, com a mão esquerda estendida e também deixando as cinzas serem levadas pelo vento. O céu acima deles é de um azul claríssimo e é possível ver algumas rochas claras em segundo plano. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-13-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-13-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-13.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32043" class="wp-caption-text">Pai e filho se tornam cada vez mais parecidos um com o outro no final emocionante da história (Foto: Sony Interactive Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De todo modo, a experiência continua excelente do começo ao fim da história principal. O recomeço de </span><i><span style="font-weight: 400;">God of War </span></i><span style="font-weight: 400;">conta uma das narrativas mais intimistas de um </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2022/07/o-que-sao-jogos-aaa-entenda-o-termo-e-a-diferenca-para-jogos-indies.ghtml"><span style="font-weight: 400;">jogo AAA</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem desrespeitar o que veio antes na franquia. O </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><span style="font-weight: 400;">dirigido por Cory Barlog sem dúvidas entra no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de melhores jogos cinematográficos, junto com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Uncharted</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Telltale Games</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra equilibra uma </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i> <a href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/soletras/article/viewFile/24957/21025"><span style="font-weight: 400;">violenta e brutal</span></a><span style="font-weight: 400;"> junto com personagens que tentam de tudo para se afastar da própria sensibilidade. Ao longo de diversos altos e baixos na própria relação, Kratos e Atreus aprendem mais sobre o mundo nórdico e principalmente sobre si mesmos. O que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">God of War</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma obra-prima é que ele faz o mesmo com o jogador, que sai entendendo que até mesmo deuses tão poderosos e antigos podem sentir, mesmo que lá no fundo, sensações como medo, insegurança e uma vontade tremenda de darem e receberem algum amor. </span></p>
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		<title>Em The Last of Us, nós continuamos pela família</title>
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		<pubDate>Fri, 19 May 2023 19:20:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda e Nathália Mendes Ecoando sua celebrada minissérie Chernobyl, Craig Mazin nos inicia em The Last of Us com um prólogo: em um talk show dos anos 1960, acompanhamos um biólogo carismático (John Hannah) que avisa tanto o entrevistador (Josh Brener) quanto a plateia que o verdadeiro perigo para a extinção da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em The Last of Us, nós continuamos pela família"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30909" aria-describedby="caption-attachment-30909" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30909" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) estão no alto de um edifício em ruínas, olhando na direção da câmera para o nascer do Sol. Joel, à esquerda da tela, é um homem latino de meia idade, com cabelos curtos e barba preta, já com vários fios grisalhos. Ele usa uma jaqueta verde clara por cima de uma camisa cinzenta. Podemos ver as alças de uma mochila passando por seus ombros, além de uma alça transversal que vai de seu ombro esquerdo até sua cintura. Joel segura essa alça com sua mão esquerda, deixando exposto um relógio analógico preso em seu pulso. Ellie, à direita da tela, é uma menina caucasiana de cabelos negros presos em um rabo de cavalo. Ela usa uma jaqueta encapuzada aberta por cima de uma camiseta cinza-clara. Em seu ombro esquerdo, já uma lanterna tubular presa na alça de sua mochila, apontada para frente. A câmera os captura da cintura para cima, e atrás deles podemos ver edifícios arruinados, tomados por vegetação e caindo aos pedaços, e uma massa de água ainda mais ao fundo do horizonte." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30909" class="wp-caption-text">“Não pode ser em vão” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda e Nathália Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ecoando sua celebrada minissérie </span><i><span style="font-weight: 400;">Chernobyl</span></i><span style="font-weight: 400;">, Craig Mazin nos inicia em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lA3gaTGT2EY"><span style="font-weight: 400;">prólogo</span></a><span style="font-weight: 400;">: em um </span><i><span style="font-weight: 400;">talk show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1960, acompanhamos um biólogo carismático (John Hannah) que avisa tanto o entrevistador (Josh Brener) quanto a plateia que o verdadeiro perigo para a extinção da raça humana não são vírus ou bactérias, mas os fungos. Quando questionado sobre o que aconteceria no evento destes organismos evoluírem para nos infectar, ele responde com um simples “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nós perderíamos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. E, pelas próximas nove semanas, fomos convidados a imaginar como seria um mundo onde é justamente isso o que aconteceu: nós perdemos.</span></p>
<p><span id="more-30908"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no aclamado </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2013, a nova série da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">é apenas a mais recente adição ao cânone de narrativas dedicadas à imaginar o que vem depois que o mundo acaba. Ao longo da última década, com a </span><a href="https://www.omelete.com.br/walking-dead/walking-dead-quebra-recordes-de-audiencia-pela-terceira-vez"><span style="font-weight: 400;">ascensão de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na televisão norte-americana, entre outras produções, tivemos a popularização do </span><a href="https://www.avclub.com/15-best-post-apocalyptic-tv-shows-1850157129"><span style="font-weight: 400;">cenário pós-apocalíptico</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um modelo para a formação de questionamentos pertinentes à natureza humana: o que acontece depois que nós “perdemos”? Quem nos tornamos quando não há mais o que salvar, quando as estruturas sociais estão irrevogavelmente arruinadas e agora é cada um por si? O quão mais obcecados podemos ficar pelo ator Pedro Pascal?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, a resposta a essas perguntas está na jornada de Joel (Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) por um Estados Unidos devastado pela </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx795x3v7q0o"><span style="font-weight: 400;">infecção fúngica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que destruiu todo o planeta 20 anos atrás, responsável por transformar a maior parte da população em monstros zumbificados e macabros. Ao longo de nove capítulos, testemunhamos personagens sofrendo perda atrás de perda, tragédias de proporções bíblicas e alegrias tão passageiras que sua mera existência se torna milagrosa. Até o final, somos relembrados repetidamente de que, nesse mundo, não há como vencer.</span></p>
<figure id="attachment_30915" aria-describedby="caption-attachment-30915" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpeg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) segura sua filha, Sarah (Nico Parker) em seus braços. Os dois olham para frente, assustados, enquanto a câmera os captura da cintura para cima, em um plano médio. Joel é um homem latino de meia idade, com cabelos e barba pretos e curtos, usando uma camiseta acinzentada. Sarah é uma menina negra de cabelos pretos longos e encaracolados, usando uma camiseta rosa e uma calça jeans clara. Ela segura o ombro direito de Joel com sua mão esquerda, e podemos ver a mão esquerda de Joel, adornada com um relógio, segurando seu torso. A cena se passa à noite e, no plano de fundo, podemos distinguir apenas vagamente um campo aberto. Ambos personagens são iluminados por uma luz branca forte vindo de frente." width="1366" height="767" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpeg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x449.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1024x575.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-768x431.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1200x674.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30915" class="wp-caption-text">“Pode até não ser pai dela, mas foi pai de alguém” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esse prólogo arrepiante, saltamos para 2003 e somos apresentados à família Miller, composta por Joel, sua filha Sarah (Nico Parker) e seu irmão Tommy (Gabriel Luna). Dirigido por Mazin, produtor executivo e co-</span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> do seriado,</span> <span style="font-weight: 400;">o primeiro capítulo da temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Estiver Perdido na Escuridão</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma introdução não apenas ao apocalipse pessoal de seu protagonista, mas à característica fundamental da tragédia que parece perseguir todos aqueles que sobreviveram ao surto do fungo </span><a href="https://br.ign.com/the-last-of-us-the-series/105158/feature/the-last-of-us-quais-sao-os-estagios-dos-infectados"><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: a memória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer dos episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">constrói uma linguagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> que expandem a dimensão do luto da narrativa, originalmente restrita apenas à </span><a href="https://www.naughtydog.com/blog/the_last_of_us_ellie_and_joe_story_game_show"><span style="font-weight: 400;">perspectiva de Joel</span></a><span style="font-weight: 400;">, um sobrevivente marcado por um passado trágico e violento, e Ellie, uma garota  que aparenta ser imune à infecção. Juntos, eles atravessam os Estados Unidos à procura dos Vagalumes, um grupo rebelde que ainda procura pela cura e luta contra a tirania imposta pela </span><i><span style="font-weight: 400;">FEDRA</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Agência Federal de Resposta à Desastres, em tradução livre), uma organização militar composta pelos remanescentes do governo norte-americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas essa expansão não ocasiona perda da </span><a href="https://canaltech.com.br/series/como-serie-de-the-last-of-us-expande-o-que-vimos-no-jogo-242956/"><span style="font-weight: 400;">perspectiva original</span></a><span style="font-weight: 400;">, e sim a direciona para outros formatos através da condução genial de Mazin. A câmera, por exemplo, quase sempre está junto de seus personagens, levada conforme os próprios descobrem o desenrolar da narrativa. Aqui, a direção é notável de duas maneiras: a primeira por criar uma imersão profunda no drama e a outra pelo paralelo com a posição dos jogadores de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual se é ativamente o protagonista. Tais características contribuem fortemente para que a série seja uma experiência completa, mesmo aos antigos fãs da franquia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us Episode 1: TV Show vs Game Comparison" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Me0EadJQPvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Neil Druckmann, criador da franquia e co-</span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">ao lado de Mazin, tira proveito do formato serializado ao transformar as maneiras com que encaramos suas personagens. Joel, que antes tinha sua capacidade física atrelada a habilidade do jogador que o comanda, agora recebe permissão para falhar. Acabaram as hordas de inimigos interpostas como obstáculos entre o jogador e seu objetivo: o uso da violência na série é clínico, humanizando tanto os infectados quanto os sobreviventes que antagonizam o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">ao longo da viagem, ecoando algumas das sensibilidades e temas que só veríamos na sequência de 2020, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/the-last-of-us-diferencas-entre-serie-e-jogo/"><span style="font-weight: 400;">adições às tramas</span></a><span style="font-weight: 400;"> são breves e servem para ampliar a história de personagens já conhecidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esconde sua devoção ao material original, recriando algumas das cenas mais famosas do jogo quadro a quadro, em um exercício de fidelidade que poderia até ser banal ou uma mera tentativa de manter laços firmes com sua obra precursora, não fosse a paixão com que cada um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> é performado por seus novos intérpretes. Tanto Pascal quanto Ramsey preenchem belamente seus arquétipos e os inferem com suas próprias vulnerabilidades, criando entre si uma sintonia que carrega a narrativa adiante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o Joel de Pascal parece ser mais frágil que o dos jogos, a Ellie de Ramsey (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aOGz1YDuOvg"><span style="font-weight: 400;">Bellie</span></a><span style="font-weight: 400;">, para os íntimos) desenvolve sua própria relação com a violência nesse mundo sem lei, e um dos arcos narrativos mais claros é a perda de sua inocência: ela nasceu nesse mundo condenado e, portanto, ainda não sabe o que é perder da mesma maneira que seu companheiro. Joel, em contrapartida, é obrigado a reaprender a agonia da esperança.</span></p>
<figure id="attachment_30919" aria-describedby="caption-attachment-30919" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30919 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-scaled.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Frank (Murray Bartlett) e Bill (Nick Offerman) ceiam em sua casa. Os dois se sentam em lados adjacentes de uma mesa de madeira longa. Frank, à esquerda, está virado de perfil, olhando para Bill, à direita, que está de frente para a câmera, em um plano médio. Bill e Frank são ambos homens caucasianos mais velhos, com cabelos e barbas grisalhos. Frank é mais esguio, usando um paletó preto por cima de uma camisa branca, enquanto Bill usa um paletó cinza por cima de uma camisa bege, abotoada até o pescoço. Frank segura a mão direita de Bill com a sua esquerda, sobre a mesa. Os dois tem pratos vazios com guardanapos em cima, com duas taças vazias de vinho à seus lados. Na extremidade direita do plano, uma garrafa de vinho está ao lado esquerdo de Bill, iluminada por uma vela acesa. Atrás deles, podemos ver uma parede azul clara. À esquerda, uma janela entreaberta deixa aparecer o escuro da noite, adornada em ambos os lados por uma cortina de tecido florido, enquanto à direita vemos um vaso com uma planta verde repousando sobre a moldura de uma lareira. A cena é iluminada por uma luz branca vinda do canto superior direito da tela, acima da lareira." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30919" class="wp-caption-text">“Eu odiava o mundo e adorei quando todos morreram. Mas me enganei. Tinha uma pessoa que valia a pena ser salva” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após feitas as apresentações, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> rapidamente estabelece o padrão intermitente de sua narrativa, introduzindo em cada episódio novos personagens que cruzam física e emocionalmente com a jornada dos protagonistas, mas que nunca permanecem por mais de um capítulo. Joel e Ellie são repetidamente confrontados com uma </span><a href="https://fugitives.com/the-last-of-us-season-1-love-as-major-driving-force-2023-sci-fi-series/"><span style="font-weight: 400;">nova versão do amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sentimos uns pelos outros e suas terríveis e maravilhosas consequências. Mazin faz questão de examiná-lo não como a salvação ou a perdição da humanidade, mas como algo tão intrínseco, essencial e humano que é praticamente impossível separá-lo de nós mesmos. Amamos, independente das consequências, até no fim do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E talvez nenhum episódio capture tão bem esse conflito primordial quanto o terceiro, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Por Muito, Muito Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de começar nas alças do episódio anterior, o roteiro de Mazin rapidamente salta no tempo para 20 anos no passado, quando acompanhamos Bill (Nick Offerman, em uma das grandes performances de sua carreira), um “</span><a href="https://www.ecycle.com.br/sobrevivencialismo/"><span style="font-weight: 400;">sobrevivencialista</span></a><span style="font-weight: 400;">” que já se preparava para o fim do mundo bem antes dos fungos começarem à nos perseguir. Após alguns anos sozinho, ele conhece Frank (Murray Bartlett), um homem gentil à procura de abrigo que, mesmo após uma introdução nada amistosa, consegue se conectar com Bill em um nível íntimo e sensível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><a href="https://www.metfilmschool.ac.uk/articles/blogs/meet-industry-peter-hoar-director-david-katznelson-cinematographer/"><span style="font-weight: 400;">Peter Hoar</span></a><span style="font-weight: 400;">, vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/bafta/"><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">por seu trabalho na minissérie </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tumQJ4qrJrg&amp;pp=ygUSaXQncyBhIHNpbiB0cmFpbGVy"><i><span style="font-weight: 400;">It’s a Sin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o capítulo marca o maior desvio do material original até o momento, e é uma lição de adaptação por si só. Ao se debruçar tão fixamente sobre a vida de dois personagens coadjuvantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> revela sua própria sensibilidade e nos conta, com rigor absoluto, uma das histórias de amor mais comoventes entre as obras recentes da televisão. Apesar de se desviar do caminho original da narrativa, o texto ainda funciona para espelhar a jornada dos protagonistas, fazendo uma ponte com a dificuldade de Joel em se abrir com Ellie e ecoando o luto que ainda permeia seu personagem. </span></p>
<figure id="attachment_30910" aria-describedby="caption-attachment-30910" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2.png" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Sam (Keivon Montreal), à esquerda, é um menino preto de cabelos curtos crespos e corte moicano, veste moletom mostarda e está sentado olhando atentamente para seu irmão. Henry (Lamar Johnson), à direita, é um homem preto de cabelos crespos, veste jaqueta cinza escuro com estofamento e calças jeans, e está de lado, na direção de Sam. O fundo é um sótão de tijolos marrons claros com diversos desenhos coloridos de super-herói pelas paredes." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-1536x1024.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30910" class="wp-caption-text">“Existia um grande homem. Ele nunca sentia medo, não era egoísta e sempre perdoava. Já viu alguém assim?” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do casal, Joel e Ellie se deparam com uma dupla de narrativa completamente oposta em seus meios e fins, mas semelhante na intensidade de seu amor. Se o destino de Sam (Keivonn Montreal) e Henry (Lamar Johnson), dois irmãos sobrevivendo na Zona de Quarentena do Kansas sob uma organização de Estado diferente da </span><i><span style="font-weight: 400;">FEDRA,</span></i><span style="font-weight: 400;"> já era avassalador no </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele ganha uma nova perspectiva ao ser contada após um romance. Para além da adição inclusiva de colocar Sam como uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8R7IiUvpKG4&amp;t=2s"><span style="font-weight: 400;">criança surda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o conflito moral que levou Henry a ser um dedo duro, o mais importante é o contraste de ambos com Bill e Frank. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As histórias paralelas de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> irão, mais de uma vez, modelar a visão que nós espectadores teremos ao acompanhar o desenrolar dos protagonistas, mas a função principal delas, no entanto, é transformar como Joel compreende o amor e a esperança. Por amor, tanto Bill quanto Henry não encontraram </span><a href="https://www.esquire.com/uk/culture/tv/a42856228/the-last-of-us-henry-and-sam/"><span style="font-weight: 400;">saída para continuar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda que suas ações finais tenham sido semelhantes, o motivador para suas escolhas e as situações em que se encontravam eram completamente diferentes. Aos poucos, Joel passa a questionar se há contexto em que seu futuro seja outro, e por isso foi de extrema importância encontrar Tommy em sua vila comunista na sequência.</span></p>
<figure id="attachment_30914" aria-describedby="caption-attachment-30914" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) olha suplicante para a esquerda. Joel é um homem latino puxando para o lado mais velho, com grande parte dos cabelos escuros e barba já grisalhos. Ele usa uma camisa xadrez verde com listras vermelhas, captado pela câmera da cintura para cima. Atrás dele, fora de foco, podemos discernir o que parece ser uma marcenaria, com várias ferramentas espalhadas em mesas e paredes. A cena é iluminada por uma luz branca vinda da parte superior da tela." width="2560" height="1439" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-2048x1151.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30914" class="wp-caption-text">“Ao acordar, sinto que perdi algo. Eu fracasso até dormindo. É o que faço. É o que sempre fiz: falhar com ela, vez após vez” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Joel enxerga na comunidade em que seu irmão vive muito mais do que a mera possibilidade de segurança em meio ao apocalipse. </span><a href="https://variety.com/2023/tv/news/the-last-of-us-jackson-part-2-explained-1235524398/"><span style="font-weight: 400;">Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma  sociedade alternativa onde a vida deixa de ser sobrevivência, a cura para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dispensável e a luta contra novas organizações de Estado está distante. Ali, Joel vê uma chance. Não para ele, à princípio, não para um homem que havia fracassado inúmeras vezes, alguém transformado pela crueldade da tragédia em seu entorno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma jornada de conflito interno, nosso protagonista atinge o ápice ao fim do sexto episódio, </span><a href="https://youtu.be/-wzCvVfr2Kk"><i><span style="font-weight: 400;">Parentesco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ele resiste à esperança e ao sentimento de amor paterno intrínseco em cada músculo de seu corpo, mas é impossível abandonar aquilo que o define em essência, mesmo que a memória de Sarah ainda o paralise por completo. Na performance de Pascal, contemplamos um Joel que revive o trauma da perda toda vez que olha para Ellie, </span><a href="https://youtu.be/vNiptUg78OY?t=420"><span style="font-weight: 400;">tão vulnerável</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao ponto de nos sufocar com a intensidade da dor e frustração que carrega.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entendemos o significado de “</span><i><span style="font-weight: 400;">continuar pela família</span></i><span style="font-weight: 400;">” em um mundo onde a perda é inevitável neste momento crucial da história. Quando Joel assume que não pode desistir da esperança que acaba de tomá-lo por completo, ele também permite que Ellie tenha a chance de explicitar sua vontade. Para ouvidos atentos, seu querer por Joel já estava declarado ao final do primeiro episódio, nas linhas musicais de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=snILjFUkk_A"><i><span style="font-weight: 400;">Never Let Me Down Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Depeche Mode, quando a garota deu seus primeiros passos para fora da quarentena de Boston. Agora, o gesto de escolhê-lo sentencia a separação entre Ellie e Sarah como indivíduos. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us | Abertura | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/S2O7xQMdRZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como era no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trilha sonora do compositor argentino Gustavo Santaolalla (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-segredo-de-brokeback-mountain-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Segredo de Brokeback Mountain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Babel</span></i><span style="font-weight: 400;">) não preenche os espaços silenciosos da série, mas reflete as emoções das personagens quando palavras não são mais suficientes. O icônico tema da franquia, tocado num </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7Z0TPseiuss&amp;pp=ygUbZ3VzdGF2byBzYW50YW9sYWxsYSByb25yb2Nv"><span style="font-weight: 400;">ronroco</span></a><span style="font-weight: 400;">, faz presença na abertura e nos prepara para a fragilidade potente do mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">. Puxando algumas faixas e inspirações da trilha do segundo jogo, Santaolalla parece querer fazer uma ponte temática entre o presente e o futuro, o que não havia sido possível em 2013, quando a primeira iteração da narrativa foi apresentada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para intensificar essa ponte, Mazin e Druckmann fazem uso deliberado e criativo das faixas licenciadas, especialmente com </span><a href="https://open.spotify.com/track/1khA4hwhZD4HMecyE1e9U1?si=43fe0b4270204447"><i><span style="font-weight: 400;">Long Long Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a balada melancólica de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/efeito-the-last-of-us-serie-ressuscita-cancao-country-dos-anos-70/"><span style="font-weight: 400;">Linda Ronstadt</span></a><span style="font-weight: 400;"> no terceiro episódio, e a </span><a href="https://mashable.com/article/the-last-of-us-episode-6-ending-song-depeche-mode"><span style="font-weight: 400;">repetição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Let Me Down Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao final do sexto capítulo. Jessica Mazin, filha de Craig, faz um </span><a href="https://open.spotify.com/track/2Tw463vi8DMqkr2EiLYfZM?si=1e612e6a189f4cc8"><i><span style="font-weight: 400;">cover</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">sóbrio da música que ecoa não só a narrativa, mas a conexão entre pais e filhas que está no cerne da premissa do seriado. Além dela, canções de </span><a href="https://open.spotify.com/track/4o7SYOv7mNJAPe0tsxgbHc?si=58e93b35eaec421b"><span style="font-weight: 400;">Pearl Jam</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/2wfpV9gUNaTN1gkct0RUNz?si=1f10923b2c874d1e"><span style="font-weight: 400;">a-ha</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/6BUJtgTJT9YTDkiB81maFQ?si=6f91449a5210484b"><span style="font-weight: 400;">Lotte Kestner</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem referência à vindoura segunda parte da série, mas que aqui são ressignificadas e retrabalhados para desatar o nó de emoções das personagens.</span></p>
<figure id="attachment_30916" aria-describedby="caption-attachment-30916" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6.jpg" alt=" Foto dos bastidores da primeira temporada de The Last of Us. Pedro Pascal e Bella Ramsey, caracterizados como seus respectivos personagens, conversam em meio a um cenário nevado. Pedro, à esquerda, é um homem latino de meia idade, com cabelos e barba escuros e grisalhos, usando um casaco marrom claro fechado e calças azuis escuras. Em seus ombros, podemos ver uma arma longa pendurada por um cinto em seu ombro direito. Bella é uma pessoa jovem de cabelos escuros cobertos por uma touca branca, usando um casaco azul aberto por cima de um moletom encapuzado cinza e calças jeans. Podemos ver uma mochila verde em suas costas, com um saco de dormir azul claro preso na parte inferior. Pedro segura o pulso direito de Bella com sua mão esquerda, ambas enluvadas. Do lado esquerdo da tela, uma claquete segurada por um par de mãos agasalhadas está prestes a bater, exibindo o logo de produção e diversas informações da filmagem." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30916" class="wp-caption-text">“É interessante como algo tão grande e transformador aconteceu tão cedo na sua vida e tão tarde na minha.” &#8211; Carta de Pedro Pascal para Bella Ramsey (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de hoje que </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood </span></i><span style="font-weight: 400;">tem investido em adaptações de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o audiovisual: séries animadas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/castlevania-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem forjado um novo patamar nos últimos anos, enquanto produções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Uncharted: Fora do Mapa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Halo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostram o quanto os grandes estúdios estão dispostos a gastar nessas ideias. Apesar de à primeira vista não parecer tão grandioso quanto estas produções, realizar o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maneira crível foi um </span><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2023/01/02/can-the-last-of-us-break-the-curse-of-bad-video-game-adaptations"><span style="font-weight: 400;">esforço milionário</span></a><span style="font-weight: 400;"> por parte da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; custando quase tanto quanto algumas das últimas temporadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com o uso de diversos efeitos práticos (principalmente na maquiagem e prostéticos dos seres infectados pelo fungo), construir o mundo pós-apocalíptico da desenvolvedora </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> não teria sido possível sem o trabalho dos artistas digitais do estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">DNEG</span></i><span style="font-weight: 400;"> (responsáveis também pelos filmes do cineasta Christopher Nolan). Dispensando sequências de ação bombásticas, o trabalho desses artistas é focado em preencher o mundo idealizado por Druckmann e Bruce Straley, </span><a href="https://www.theenemy.com.br/playstation/tlou-hbo-bruce-straley-nao-creditado"><span style="font-weight: 400;">co-criador do jogo original</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando Ellie encara o mundo fora da Zona de Quarentena pela primeira vez, somos apresentados às ruínas de Boston e aos 20 anos de não-interferência humana em uma grande metrópole: narrativas que, assim como no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, são contadas puramente através do cenário.</span></p>
<figure id="attachment_30911" aria-describedby="caption-attachment-30911" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30911 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Riley (Storm Reid) e Ellie (Bella Ramsey) estão sentadas, encostadas em um balcão de loja com vidros. Riley, à esquerda, é uma jovem preta de pele clara, usa camisa de manga curta cinza chumbo e calça jeans, faixa verde escura no cabelo, que está preso para trás, e segura uma arma com as duas mãos entre os joelhos, enquanto chora. Ellie, à direita, é uma jovem branca de cabelos castanhos presos em rabo de cavalo, tem o olho direito ligeiramente roxo e o lábio inferior cortado, com sangue, usa camiseta branca com mangas vermelhas e calças jeans." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30911" class="wp-caption-text">“Você não faz ideia do que é perder” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco ainda conta com nomes como Anna Torv (</span><a href="https://personaunesp.com.br/mindhunter-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mindhunter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fringe</span></i><span style="font-weight: 400;">), Melanie Lynskey (</span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Merle Dandridge, que reprisa o papel de Marlene, líder dos Vagalumes. Troy Baker e Ashley Johnson, atores originais de Joel e Ellie, participaram do seriado em novos papéis, novamente demonstrando o apreço de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">por seu material original, uma das características que o separa drasticamente de grande parte das adaptações cinematográficas de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos 30 anos. Jogador assumido, Craig Mazin não poupa elogios para o jogo de </span><i><span style="font-weight: 400;">PlayStation</span></i><span style="font-weight: 400;">, orgulhosamente descrevendo-o como a “</span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/the-last-of-us-melhor-historia-dos-videogames/#:~:text=S%C3%A9ries%20e%20TV-,Craig%20Mazin%20diz%20que%20The%20Last%20of,a%20melhor%20hist%C3%B3ria%20dos%20videogames&amp;text=Craig%20Mazin%20(Chernobyl)%2C%20co,a%20melhor%20hist%C3%B3ria%20dos%20videogames."><i><span style="font-weight: 400;">melhor estória já contada em um videogame</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">bancando a produção, havia uma boa dose de ceticismo na recepção do anúncio da série, já que para muitos a narrativa do jogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa um dos pináculos absolutos do meio. Após anos de </span><i><span style="font-weight: 400;">fancasts</span></i><span style="font-weight: 400;"> que iam desde Hugh Jackman e Josh Brolin até Maisie Williams e Kaitlyn Dever, a escalação de Pedro Pascal e Bella Ramsey foi recebida num espectro de entusiasmo e absurdo. Apesar de Pascal ter marcado seu nome na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">nos últimos anos com suas participações em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Kingsmen</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele não combinava com a ideia que muitos tinham de Joel como o contrabandista texano durão e barbudo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bella, por outro lado, teve que lidar com uma série de insultos à sua aparência de pessoas clamando que elu (Ramsey se identifica como não-binárie e atende por todos os pronomes) não era “atraente” o suficiente para interpretar Ellie, uma personagem de 14 anos. Mal disfarçado de crítica, esse tipo de comentário misógino foi sendo aos poucos ofuscado pela atuação virtuosa de Ramsey, chegando ao seu auge interpretativo nos episódios finais da temporada. No sétimo capítulo, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">O Que Deixamos Para Trás</span></i><span style="font-weight: 400;">, elu contracena com a talentosa Storm Reid (</span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e sintetiza as melhores qualidades do seriado em uma história sobre amor jovem e a perda da inocência que, apesar de trágica, vêm acompanhado do que talvez seja o mote da narrativa:</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Todo mundo vai terminar assim, cedo ou tarde, né? Acontece mais rápido pra alguns. Mas nós não desistimos. Sejam dois minutos ou dois dias, nós não abrimos mão disso. Eu não quero abrir mão disso.</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Mais Precisamos</span></i><span style="font-weight: 400;">, o oitavo episódio da série, podemos interpretar a premissa da frase a partir de outra ótica. Mazin destaca que o capítulo se trata integralmente sobre depravação humana e é nele que temos o ápice de maturação de Ramsey em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us. </span></i><span style="font-weight: 400;">Sua personagem ainda não havia precisado agir com as próprias mãos, mas elu consegue exprimir de maneira exímia o desespero de Ellie ao precisar sobreviver sozinha. A crueldade do outro obriga a personagem a enxergar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W8Mg-P8Jpss"><span style="font-weight: 400;">o que há de obscuro nela própria</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a abrir mão de outras partes de sua inocência para que possa continuar. No fim, vemos uma Ellie completamente transformada por sua própria violência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a direção de Ali Abbasi, o caráter violento da série</span> <span style="font-weight: 400;">assume sua forma mais genuína na brilhante composição do episódio. O diretor prova que sabe as relações profundas e divergentes que os seres humanos possuem com a violência, pois, diferentemente da perspectiva que adotou em </span><a href="https://personaunesp.com.br/holy-spider-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Holy Spider</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqui ele amplia o impacto que ações brutais proporcionam nas personagens e não enfoca sua exposição. De fato, Abbasi foi a pessoa certa para criar essa atmosfera, que também funciona como contraponto à perspectiva de jogador do </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se ao jogarmos, a nossa vontade e habilidade irão medir a proporção da agressividade com que combatemos inimigos, no seriado somos obrigados a assistir os resultados dessas ações.</span></p>
<figure id="attachment_30913" aria-describedby="caption-attachment-30913" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30913 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Anna (Ashley Johnson) segura sua filha recém-nascida. Anna é uma mulher caucasiana de cabelos castanhos longos. Ela está à direita da tela, olhando para o bebê em seus braços, à esquerda. Ela usa uma jaqueta verde e está encharcada de suor, mas sua expressão é de alívio. O bebê que ela segura está coberto de líquidos orgânicos e com uma das mãos estendida para cima. Ao fundo, fora de foco, podemos ver um quarto abandonado, com paredes brancas descascadas e um móvel azul claro no espaço entre Anna e sua filha. Uma janela aberta na extremidade esquerda da tela deixa a luz do dia entrar e ilumina as personagens." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30913" class="wp-caption-text">“Diz pra eles, Ellie. Você é tão durona” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">verdadeiramente transcende o material de origem ao respeitá-lo, enquanto busca contar uma história tão querida da melhor maneira possível em outro  meio. A tragédia de Joel e Ellie adquire novos contornos quando vista por uma lente teatral, em que atores de produções anteriores são convidados para reprisar seus papéis ou introduzir novas personagens. Somos convidados não só a acompanhá-los por esse mundo sombrio, mas a entender o porquê de ser assim e, consequentemente, aceitar a escuridão que traz consigo. Perdemos junto com os personagens e voltamos toda semana para vê-los perderem mais um pouco, ao ponto em que a narrativa interroga o próprio espectador: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Porquê seguir em frente se você não tem esperança?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há uma resposta simples ou ao menos satisfatória. Continuamos porque, seja nas últimas 10 horas ou nos últimos 10 anos, nos apaixonamos por esses personagens, porque amamos Ellie tanto quanto Joel a ama e, portanto, entendemos o que ele deve fazer para mantê-la viva. Apesar de não controlarmos mais suas ações, ainda sentimos que estamos ao seu lado durante todos os passos da jornada. Compartilhamos as misérias e as risadas com eles de maneira particular e continuamos, apesar de tudo. Não desistimos desses personagens nem quando eles desistem de si mesmos e, quando paramos para pensar no motivo, é realmente difícil elaborar algo além do amor.</span></p>
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		<title>The Last of Us Part II e a noite escura da alma</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2020 00:06:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Oliveira F. Arruda]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos]]></category>
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		<category><![CDATA[PlayStation 4]]></category>
		<category><![CDATA[The Last of Us]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda “Em uma noite escura, Com ânsias em amores inflamada – Ó ditosa ventura! –, Saí sem ser notada, Já minha casa estando sossegada; No escuro e bem segura, Pela secreta escada, disfarçada – Ó ditosa ventura! –, No escuro e bem velada, Já minha casa estando sossegada. Nessa noite almejada, Em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Last of Us Part II e a noite escura da alma"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14400" aria-describedby="caption-attachment-14400" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14400 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-1024x640.jpg" alt="" width="840" height="525" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-300x188.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-1536x960.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-2048x1280.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-1-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14400" class="wp-caption-text">“Você não pode parar isso” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda</strong></p>
<p style="text-align: left;">“Em uma noite escura,<br />
Com ânsias em amores inflamada<br />
– Ó ditosa ventura! –,<br />
Saí sem ser notada,<br />
Já minha casa estando sossegada;</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-14399"></span></p>
<p style="text-align: left;">No escuro e bem segura,<br />
Pela secreta escada, disfarçada<br />
– Ó ditosa ventura! –,<br />
No escuro e bem velada,<br />
Já minha casa estando sossegada.</p>
<p style="text-align: left;">Nessa noite almejada,<br />
Em segredo, que mais ninguém me via,<br />
Nem eu olhava nada,<br />
Sem outra luz ou guia<br />
Senão a que no coração ardia.”</p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">— </span><strong><em>Em uma noite escura</em></strong><span style="font-weight: 400;">, San Juan de La Cruz (tradução de Carlito Azevedo)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito por São João da Cruz, frade carmelita espanhol do século XVI, </span><em>Em uma noite escura</em> <span style="font-weight: 400;">trata da passagem da alma através das dúvidas e das mazelas em direção à união com Deus. Nessa “noite”, passamos por um caminho que é, por sua própria natureza, incompreensível. Nos sentimos alienados em um mundo sem sentido e arbitrário, cada vez mais distantes do divino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrativamente na “noite escura da alma” vemos nossos personagens incertos e desolados, vagando sozinhos noite adentro e atormentados por coisas piores que o homem. É um momento de dor e sofrimento, mas também de descobrimento e revelação, no qual reconstruímos as pessoas que éramos e achamos uma verdade profunda em nós mesmos. É nessa noite terrível e reveladora que as personagens de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II </span></i><span style="font-weight: 400;">habitam. </span></p>
<figure id="attachment_14401" aria-describedby="caption-attachment-14401" style="width: 1018px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14401 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fa20bd8ca2cd0c524a7f91d3ce07bb8c.png" alt="" width="1018" height="571" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fa20bd8ca2cd0c524a7f91d3ce07bb8c.png 1018w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fa20bd8ca2cd0c524a7f91d3ce07bb8c-300x168.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fa20bd8ca2cd0c524a7f91d3ce07bb8c-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14401" class="wp-caption-text">“Eu vou achar e matar até o último deles” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Anunciado ao final de 2016 para o PlayStation 4, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou rapidamente um dos jogos mais aguardados da atual geração de consoles. Após diversos atrasos em sua produção, o jogo foi finalmente lançado em 19 de junho exclusivamente para o sistema da Sony, angariando uma recepção majoritariamente positiva por parte da crítica especializada, assim como controvérsias por conta de vazamentos ocorridos alguns meses antes de seu lançamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sequência direta do sucesso de 2013 da Naughty Dog que vendeu mais de 20 milhões de cópias e se tornou um dos jogos mais premiados de todos os tempos, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II </span></i><span style="font-weight: 400;">começa quase imediatamente após o final do primeiro, com Joel (Troy Baker), o então protagonista da história, explicando a seu irmão Tommy (Jeffrey Pierce) sua decisão de salvar a vida de Ellie (Ashley Johnson), uma garota de 15 anos que é, de alguma maneira, imune à infecção fúngica que destruiu a sociedade duas décadas atrás.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us Part II - PlayStation Experience 2016: Reveal Trailer | PS4" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/W2Wnvvj33Wo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um breve e tocante momento entre Joel e Ellie, avançamos 4 anos no tempo e tomamos controle dela, que vive pacificamente na comunidade de Jackson, Wyoming comandada por Tommy e sua esposa, Maria. Nesses momentos iniciais, vemos como a vida dela se assemelha a de uma adolescente comum: como ela se distanciou de Joel nos anos que se passaram e como ela tem de lidar com seus sentimentos por Dina (Shannon Woodward), sua melhor amiga que a beijou na frente de toda a comunidade na noite anterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, essa paz logo é interrompida por um evento traumático e violento que coloca Ellie em um caminho de vingança atrás daqueles que a machucaram, levando-a até as ruínas da cidade de Seattle, palco de uma guerra civil entre duas facções de sobreviventes igualmente interessadas em aniquilar uma à outra. É nesse cenário apocalíptico e desolador que Ellie parte à procura de sua própria justiça e paga o preço sangrento por ela ao longo do caminho.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us Part II - Official Story Trailer | PS4" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vhII1qlcZ4E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">As melhores histórias sobre zumbis e a queda da sociedade nunca são só sobre mortos-vivos e vírus misteriosos, mas sobre a perda da humanidade que nos leva aos nossos piores momentos. Apesar dos monstros da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil</span></i><span style="font-weight: 400;"> terem ficado cada vez mais grotescos com o passar dos anos, sua maior vilã continua sendo a coisa mais distante possível da humanidade: uma megacorporação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, a humanidade que Joel sente que perdeu por não ter conseguido proteger sua filha é reivindicada na conexão que ele forja com Ellie, uma garota que assim como ele não tem mais ninguém. Na sequência, essa humanidade é mais uma vez perdida nos ciclos de violência e ódio que nos cercam e dos quais nós inexoravelmente fazemos parte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua busca por justiça, Ellie passa por momentos arrasadores nos quais somos obrigados a olhar para ela e questionar se tudo aquilo vale realmente a pena: como justificar as atitudes que ela (e por consequência a própria pessoa que está jogando) comete? Essa jornada brutal de retribuição acontece em uma cidade dilacerada pela guerra e reclamada pela natureza, em um dos cenários mais belamente realizados da geração, que contrasta cruelmente com as ações que presenciamos, tanto por parte de Ellie quanto por outras personagens em suas próprias jornadas. </span></p>
<figure id="attachment_14402" aria-describedby="caption-attachment-14402" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14402 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14402" class="wp-caption-text">Após 24 anos do início da pandemia, Seattle se tornou um fantasma da civilização e daquilo que as personagens perderam (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo não procura deslegitimar a sede por justiça de nenhuma das personagens, muito pelo contrário: toda as elas possuem justificativas para os atos que cometem e a narrativa nunca pede que quem está jogando esqueça disso. Para que o ciclo de violência se perpetue, é imperativo que estas justificativas sejam inquestionáveis e, até certo ponto, quase dogmáticas. Nós inicialmente não questionamos o direito de Ellie de ir atrás daqueles que, na nossa visão, merecem o peso de tal vingança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte do gênio de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;"> está na maneira com que ele rejeita esses imperativos, à procura de uma jornada mais honesta do que estamos acostumados a esperar de narrativas que revolvem ao redor de vingança e de injustiça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jogo é estruturado de maneira mais complicada que seu antecessor, que se passa ao longo de pouco mais de um ano e é separado por estações que dão espaço para as personagens aprofundarem suas relações fora da tela. Aqui, Neil Druckmann (</span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Uncharted 4: A Thief’s End</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Halley Gross (</span><i><span style="font-weight: 400;">Westworld</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Too Old to Die Young</span></i><span style="font-weight: 400;">), roteiristas da sequência, utilizam o tempo de maneira mais lúdica e maleável. Há digressões para os anos em que Ellie passou crescendo em Jackson que ajudam a recontextualizar cada vez mais suas motivações, contribuindo para um desenvolvimento cada vez maior da personagem.</span></p>
<figure id="attachment_14403" aria-describedby="caption-attachment-14403" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14403" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-4.jpg" alt="" width="700" height="394" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-4.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-4-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-14403" class="wp-caption-text">Neil Druckmann e Halley Gross, roteiristas de The Last of Us Part II. Druckmann também atua como Diretor Criativo enquanto Gross foi a líder da narrativa (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao todo, é louvável ver o quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;"> não está interessado em agir apenas como uma mera sequência, mas sim como uma obra completa e independente, com implicações extensas e profundas no resto da narrativa. Não há sentido em escrever uma sequência que não procure enfatizar as implicações do final do primeiro jogo ou que termine reproduzindo o mesmo status quo dele. A única justificativa para retornar a essa história e a estes personagens é a de contar algo que tenha o tipo de impacto que estamos vendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas as mecânicas do jogo também são estruturadas ao redor de sua narrativa e reproduzem elementos de suas personagens. É importante notar o quanto a Naughty Dog se utiliza de técnicas cinematográficas nas suas histórias e o quanto elas só são possíveis por conta da tecnologia e do orçamento necessários para trazer performances tão detalhadas de seus atores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros estúdios, principalmente estúdios independentes, também estão contando histórias cada vez mais humanas e detalhadas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollow Knight </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Celeste</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas que não recebem a mesma atenção que um blockbuster como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso não é um argumento contra ou a favor do jogo, apenas algo que deve ser levado em consideração quando falamos sobre jogos no geral.</span></p>
<figure id="attachment_14404" aria-describedby="caption-attachment-14404" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14404 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-5.jpg 1919w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14404" class="wp-caption-text">Apesar da interatividade do jogo as vezes se limitar à apertar um determinado botão que aparece na tela, essa simplicidade consegue atingir efeito máximo em algumas das partes mais intensas da trama (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o elenco atua de maneira impecável, tanto aqueles que já conhecíamos quanto as novas adições da trama. Troy Baker continua sendo excepcional no papel de Joel, agregando nuance e profundidade a um personagem já famoso por sua complexidade e ambiguidade moral. Shannon Woodward, veterana de </span><i><span style="font-weight: 400;">Westworld</span></i><span style="font-weight: 400;">, trabalha muito bem e é capaz de transmitir o relacionamento entre Dina e Ellie em poucas palavras, nos ajudando a completar lentamente as lacunas dos últimos 4 anos desde o final do jogo anterior. Laura Bailey faz Abby, uma mulher misteriosa em sua própria jornada de retribuição que cruza com o caminho de Ellie de maneira inesperada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de Ashley Johnson ao interpretar uma Ellie mais velha, mais distante e obstinada e ao mesmo tempo ser capaz de voltar para a garota mais jovem e otimista que conhecíamos do primeiro jogo durante as digressões da narrativa não é nada menos do que fenomenal e digno de todo e qualquer prêmio que essa indústria seja capaz de oferecer. Parecem haver milhares de emoções em apenas um único momento do jogo, que não se contenta apenas em te dizer como as personagens estão se sentindo, mas te dá liberdade para interpretar as expressões que são evidentes na tela.</span></p>
<p><figure id="attachment_14405" aria-describedby="caption-attachment-14405" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14405 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-6.jpg" alt="" width="646" height="362" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-6.jpg 646w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-6-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-14405" class="wp-caption-text">Shannon Woodward (Dina) e Ashley Johnson (Ellie) durante o processo de captura de movimentos para uma das cenas mais emblemáticas de The Last of Us Part II [Foto: Reprodução]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O foco no relacionamento entre ela e Dina também é revigorante na conjuntura atual da indústria de jogos. Com </span><a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2020-07-21/ubisoft-sexual-misconduct-scandal-harassment-sexism-and-abuse"><span style="font-weight: 400;">alegações recentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> expondo uma cultura de misoginia e abuso em diversos estúdios, com mulheres sendo silenciadas e histórias com protagonistas masculinos recebendo favoritismo, é ótimo ver o romance entre duas mulheres na frente e no centro de um dos títulos mais aguardados da década. A diretora Nia DaCosta (</span><i><span style="font-weight: 400;">Little Woods</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Candyman</span></i><span style="font-weight: 400;">) relatou em um </span><a href="https://twitter.com/NiaDaCosta/status/1280618540740083712"><span style="font-weight: 400;">tweet</span></a><span style="font-weight: 400;"> após terminar o jogo: </span>“(&#8230;) não é pouca coisa que duas mulheres tiveram o tipo de jornada e desenvolvimento de personagem geralmente reservado apenas para homens.”</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A interatividade do jogo também opera de maneira mais profunda em um nível narrativo, sofrendo uma reviravolta ao final de sua primeira metade que provoca o jogador de maneiras complexas e cruéis, mas que caminham para um entendimento mais sensível de suas motivações. Sua jogabilidade caminha entre fluidez e mecanicidade, em que cada encontro hostil te dá a sensação de estar em um filme de ação e corridas frenéticas de um ponto a outro do cenário são capazes de te deixar sem fôlego. Capítulos mais calmos te oferecem momentos para respirar e internalizar os acontecimentos violentos que os precedem, mas que ainda produzem emoções tão intensas quanto àquelas dos momentos mais tensos.</span></p>
<figure id="attachment_14407" aria-describedby="caption-attachment-14407" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-14407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-7.jpg 1160w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14407" class="wp-caption-text">Em seus melhores momentos, os confrontos de The Last of Us Part II são capazes de invocar uma ferocidade animal no jogador (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um combate brutal, impactante e visceral, o jogo insere aquele que está jogando diretamente como ator da violência e da destruição, permitindo que ele se apoie nas justificativas de suas personagens para cometer esses atos, o que, paradoxalmente, acaba desconstruindo essas justificativas ao mesmo tempo que permite que você habite essas visões e verdadeiramente as compreenda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível identificar inúmeras referências textuais na narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde a inspiração no cinema western ao contar a história de uma heroína à procura de sua justiça em uma fronteira com a natureza selvagem, até semelhanças com o cinema samurai (</span><i><span style="font-weight: 400;">chanbara</span></i><span style="font-weight: 400;">), que narra o conflito entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">ninjō</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">giri</span></i><span style="font-weight: 400;">, a consciência e o dever (em termos gerais e imprecisos). É uma obra que convida esse tipo de análise ao mesmo tempo que provê uma experiência completa em si mesma e que não depende dessas referências para o seu entendimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora, mais uma vez composta pelo argentino Gustavo Santaolalla (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Segredo de Brokeback Mountain</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatos Selvagens</span></i><span style="font-weight: 400;">), toma uma direção mais sutil dessa vez, sem chegar a destoar do original, mas que reflete o turbilhão emocional em que as personagens estão inseridas, potencializando e elevando algumas das cenas mais emocionalmente complexas da trama a novos níveis.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="All Gone (The Promise)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/od8WJ08aaLc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter sido anunciado como uma obra sobre ódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i><span style="font-weight: 400;"> é intrinsecamente sobre o amor. Sobre o amor que é capaz de nos fazer menos sozinhos e sobre o amor capaz de nos isolar. É sobre a dor que nos permeia e que nos guia e sobre como procuramos nos libertar dela através de ainda mais dor. Nas palavras de Natalie Flores para a </span><a href="https://www.pastemagazine.com/games/the-last-of-us-part-ii/the-last-of-us-part-2-review/"><i><span style="font-weight: 400;">Paste Magazine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<p>“É uma história de pessoas impotentes e destruídas que acham que vão conseguir se consertar destruindo umas às outras. Não há vilões, mas também não há heróis, e The Last of Us Part II é inteligente o suficiente para não fingir que pode decidir quem se encaixa em cada categoria.”</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é uma história fácil, e isso reflete a maneira com que ela é contada, com digressões e mudanças bruscas de perspectiva que te forçam a questionar sua própria interpretação dos eventos que você não só presencia, mas em que você é um participante ativo. E de maneira similar, as conclusões a que você chega ao final dessa história arrasadora são só suas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A única luz que carregamos noite adentro é a que levamos conosco.</span></p>
<figure id="attachment_14408" aria-describedby="caption-attachment-14408" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-14408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/persona-tlou2-8.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14408" class="wp-caption-text">“Quando tudo isso terminar, vou te ensinar a tocar violão” (Foto: IGN Brasil)</figcaption></figure>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/">The Last of Us Part II e a noite escura da alma</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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