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	<title>Arquivos Pedro Pascal &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O Mandaloriano e Grogu: Star Wars está de volta ao cinema, mas no piloto automático</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:37:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eduardo Dragoneti Sete anos separam Star Wars: A Ascensão Skywalker (2019) de O Mandaloriano e Grogu (2026). Nesse intervalo, a Lucasfilm abandonou os cinemas para investir nas produções do Disney+, onde O Mandaloriano (2019) nasceu como a aposta mais bem-sucedida da franquia desde a trilogia original de George Lucas. A série transformou Din Djarin (Pedro &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-mandaloriano-e-grogu-star-wars-esta-de-volta-ao-cinema-mas-no-piloto-automatico/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Mandaloriano e Grogu: Star Wars está de volta ao cinema, mas no piloto automático"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37318" aria-describedby="caption-attachment-37318" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37318" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-800x450.png" alt="Cena de O Mandaloriano e Grogu ambientada em uma cantina futurista com iluminação quente em tons alaranjados e avermelhados. Em primeiro plano, o Mandaloriano aparece em pé apoiado no balcão de madeira, usando sua armadura metálica preta e prateada com acabamento brilhante e capacete refletivo que cobre completamente o rosto. Uma faixa marrom atravessa seu peito com pequenos compartimentos metálicos presos ao traje. Sobre seu ombro direito está Grogu, pequena criatura verde de grandes orelhas pontudas e olhos escuros expressivos, envolta em um casaco grosso bege de tecido felpudo. Ao fundo, prateleiras iluminadas exibem frascos coloridos e objetos futuristas, enquanto o ambiente curvo da cantina reforça a estética clássica de Star Wars." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37318" class="wp-caption-text">O primeiro teaser de O Mandaloriano e Grogu foi exibido no Super Bowl LX (Foto: Lucasfilm)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Dragoneti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sete anos separam </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-ascensao-skywalker-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: A Ascensão Skywalker</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019) de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano e Grogu</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2026). Nesse intervalo, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Lucasfilm</span></i><span style="font-weight: 400;"> abandonou os cinemas para investir nas produções do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019) nasceu como a aposta mais bem-sucedida da franquia desde a trilogia original de George Lucas. A série transformou Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu numa dupla amada globalmente, e o anúncio do longa foi recebido com uma expectativa alta, já que </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> não passava nas telonas desde as </span><a href="https://br.ign.com/star-wars-episodes-vii/151813/news/trilogia-sequel-de-star-wars-sera-tao-amada-quanto-as-prequels-no-futuro-diz-operador-de-bb-8"><i><span style="font-weight: 400;">sequels</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que deixaram um gosto amargo na boca dos fãs.</span></p>
<p><span id="more-37317"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema central de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano e Grogu</span></i><span style="font-weight: 400;"> está na sua própria existência, e não na execução. A terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i><span style="font-weight: 400;"> encerrou o arco de Mando e Grogu com satisfação e as poucas pontas soltas sobre o tão misterioso </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/the-mandalorian-entenda-mandalore-darksaber-expilicado-tarre-viszla-sabine-ahsoka"><span style="font-weight: 400;">planeta </span><i><span style="font-weight: 400;">Mandalore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foram ignoradas nesse filme. Bo-Katan e outros personagens interessantes que foram aclamados pelo público na série, também não retornam para o longa. O </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservice</span></i><span style="font-weight: 400;"> de inserir </span><a href="https://ovicio.com.br/nova-enciclopedia-de-star-wars-traz-visual-detalhado-de-zeb-em-live-action/"><span style="font-weight: 400;">Zeb Orrelios</span></a><span style="font-weight: 400;">, figura que até então só tinha aparecido nas animações desse universo, também não funciona por falta de aprofundamento na história do personagem. Poderia ser qualquer outro piloto da galáxia ajudando Mando, e o enredo continuaria o mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro assinado por </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2026/05/21/o-mandaloriano-e-grogu-diretor-explica-motivo-para-transformar-serie-em-filme-e-participacao-de-luxo-de-martin-scorsese.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Jon Favreau</span></a><span style="font-weight: 400;">, Dave Filoni e Noah Kloor divide a história em blocos que se surtem como capítulos soltos de uma quarta temporada descartada. A missão de explodir uma base remanescente do Império, a busca por um Hutt desaparecido, ou estar fugindo de outro caçador de recompensas são aventuras que se assemelham com as da série. </span><a href="https://br.ign.com/the-mandalorian-grogu/153221/star-wars-cena-de-din-djarin-e-rotta-lutando-em-o-mandaloriano-e-grogu-e-uma-referencia-direta-a-um"><i><span style="font-weight: 400;">Uma Nova Esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1977), em tempo semelhante de projeção, construía um universo inteiro e apresentava personagens inesquecíveis. A comparação com os sucessos da franquia é inevitável quando se fala no retorno de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos cinemas.</span></p>
<figure id="attachment_37320" aria-describedby="caption-attachment-37320" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37320" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-1-800x533.png" alt="Cena de ação de O Mandaloriano e Grogu mostrando Grogu viajando em uma pequena nave flutuante ao lado de três criaturas alienígenas pequenas. Grogu, de pele verde, grandes olhos escuros e orelhas longas, usa um manto bege de gola alta e observa o horizonte com expressão curiosa e serena. As outras criaturas possuem pele acinzentada, roupas gastas e acessórios tecnológicos na cabeça. A nave metálica apresenta marcas de desgaste e detalhes industriais em tons de cinza e ferrugem. Ao fundo, um deserto desfocado iluminado pela luz dourada do pôr do sol cria uma atmosfera de aventura e velocidade." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-1-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-1-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image3-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37320" class="wp-caption-text">Martin Scorsese fez uma participação especial no longa, dublando o personagem inédito Hugo (Foto: Lucasfilm)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A impressão que fica ao fim do primeiro ato é de que o filme acabou, já que a missão que abre a história é resolvida com competência e ritmo. Quando a trama recomeça numa nova direção, já com quase uma hora, fica evidente que o </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/preciso-assistir-as-demais-producoes-de-star-wars-para-entender-filme-o-mandaloriano-e-grogu-pedro-pascal"><span style="font-weight: 400;">roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Jon Favreau e Dave Filoni) não tinha material suficiente para sustentar um longa-metragem. As cenas que preenchem esse segundo bloco existem para ocupar o espaço entre uma aventura e outra, sem agregar nada ao arco dos personagens nem ao universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o longa é autoconsciente disso. As cenas estão ali simplesmente para preencher tempo de tela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grogu continua sendo um acerto inegável, e Favreau usa o personagem como uma segurança. O </span><a href="https://www.einerd.com/grogu-adulto-star-wars-dave-filoni/"><span style="font-weight: 400;">&#8216;baby Yoda&#8217;</span></a><span style="font-weight: 400;">, construído digitalmente pela equipe da </span><i><span style="font-weight: 400;">ILM</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganha uma expressividade que o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">não permitia fazer, e o diretor o usa com generosidade numa sequência central do segundo ato que remete aos clássicos de aventura como </span><a href="https://ovicio.com.br/star-wars-diretor-diz-que-visual-de-grogu-foi-roubado-de-gremlins/"><i><span style="font-weight: 400;">Gremlins</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1984) e </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/261824-disney-cancela-serie-willow-temporada-veja-motivos.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Willow: Na Terra da Magia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1988). A trilha sonora (Ludwig Göransson) sustenta os furos do roteiro e repete a fórmula: músicas icônicas da franquia e de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i><span style="font-weight: 400;">, que preservam a identidade sonora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/o-mandaloriano-grogu-pedro-pascal-din-djarin-vingadores"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega exatamente o que sempre entregou como Mando, nem mais nem menos. O personagem não desenvolve nada além do que já havia sido construído nas três temporadas anteriores, e o roteiro não lhe oferece nenhuma cena que exija algo diferente do que o ator já demonstrou saber fazer. A produção técnica, por outro lado, é impecável. Para as cenas com armaduras, perseguições e combates, Favreau contratou </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2026/05/11/saiba-quem-e-o-brasileiro-duble-de-pedro-pascal-no-novo-filme-da-saga-star-wars.ghtml"><span style="font-weight: 400;">dublês</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pilotos profissionais para evitar o excesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o resultado aparece na tela com fisicalidade, que as produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> raramente são capazes de replicar.</span></p>
<figure id="attachment_37321" aria-describedby="caption-attachment-37321" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37321" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image4-1-800x450.png" alt="Imagem promocional de O Mandaloriano e Grogu destacando Rotta, o Hutt, em uma arena escura iluminada por refletores brancos. A criatura alienígena gigante possui corpo musculoso, pele enrugada em tons de verde e marrom e expressão séria e intimidadora. Rotta segura duas armas futuristas semelhantes a machados metálicos, uma em cada mão, enquanto encara a câmera de frente. Ao fundo, arquibancadas lotadas aparecem desfocadas sob a iluminação dramática do ambiente. No canto superior esquerdo, o selo branco ‘Empire Exclusive’ está sobreposto à imagem." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image4-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image4-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image4-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37321" class="wp-caption-text">Rotta, o Hutt, apareceu anteriormente na série animada Clone Wars, quando ainda era um bebê (Foto: Lucasfilm)</figcaption></figure>
<p><a href="https://observatoriodocinema.com.br/filmes/o-mandaloriano-e-grogu-foto-revela-visual-do-filho-de-jabba-rotta-o-hutt/"><span style="font-weight: 400;">Rotta, o Hutt</span></a><span style="font-weight: 400;">, dublado por Jeremy Allen White (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-4a-temporada-de-the-bear-pergunta-quem-somos-quando-paramos-de-cozinhar-no-automatico/"><i><span style="font-weight: 400;">O Urso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, 2022), é o caso mais sintomático do filme. O personagem tem uma trajetória com potencial, um jovem tentando escapar da sombra do pai, Jabba, para construir uma identidade própria, e Allen White entrega o que pode sob todo o </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;">. O problema é que ele explica o posicionamento do personagem pelo menos três vezes em menos de 30 minutos, retirando qualquer espaço para o espectador descobrir por conta própria. A Coronel Ward, interpretada por </span><a href="https://www.otempo.com.br/opiniao/diego-almeida/2026/5/17/o-mandaloriano-e-grogu-sigourney-weaver-revela-ligacao-com-princesa-leia"><span style="font-weight: 400;">Sigourney Weaver</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alien</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, 1979), também poderia se tornar uma nova grande peça para a Nova República, mas a trama rasa simplifica o trabalho da renomada atriz.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano e Grogu</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona como convite para a série, mas peca em ser uma porta para o universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Nova Esperança</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000182541/"><i><span style="font-weight: 400;">O Império Contra-Ataca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1980), continuam sendo portais de entrada para qualquer espectador, independente de bagagem prévia. O novo longa exige três temporadas de investimento emocional para funcionar, e mesmo quem às assistiu sai sem nada novo e se quer se emociona. Alguém sem conhecimento da franquia provavelmente sairá com curiosidade sobre a série, porém dificilmente com vontade de mergulhar no universo que </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000172628/"><span style="font-weight: 400;">George Lucas</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói desde 1977.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão de transformar </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i><span style="font-weight: 400;"> em franquia cinematográfica diz menos sobre a história de Din Djarin e Grogu do que sobre o estado atual de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> como propriedade intelectual. O sucesso da franquia é eterno, com boas produções saindo, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-esperanca-e-a-chama-da-revolucao-televisionada-de-andor-uma-historia-star-wars/"><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022). Porém, após o fracasso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/han-solo-uma-historia-star-wars-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Han Solo: Uma história Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018) e o fim da trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">sequel </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2019, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> precisava de uma aposta segura para recolocar a saga nas telas. Mando e Grogu eram essa aposta, mas filmes feitos para não errar raramente acertam de verdade.</span></p>
<figure id="attachment_37319" aria-describedby="caption-attachment-37319" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37319" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image2-2-800x450.png" alt="Cena de O Mandaloriano e Grogu mostrando a Coronel Ward, interpretada por Sigourney Weaver, sentada diante de uma mesa futurista iluminada suavemente. A personagem é uma mulher branca de cabelos curtos castanho-avermelhados e expressão séria e analítica. Ela veste um uniforme militar verde-oliva com detalhes e insígnias inspirados na Nova República. Com uma das mãos apoiada sobre a mesa tecnológica e a outra próxima de uma caneca branca, Ward observa alguém fora de quadro. Ao fundo, o ambiente apresenta paredes claras, estruturas metálicas e iluminação suave que reforçam a estética sci-fi do universo Star Wars." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image2-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image2-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/image2-2.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37319" class="wp-caption-text">Um dos dublês do Mandaloriano é Lateef Crowder, capoeirista brasileiro que faz algumas das cenas de ação do filme (Foto: Lucasfilm)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> ficou sete anos longe dos cinemas. Os fãs que suportam os </span><a href="https://www.terra.com.br/gameon/geek/star-wars-por-que-a-nova-trilogia-e-tao-odiada-pelos-fas,7a927f99825b54ed8d4f07f6a3d962f14pp7647a.html"><span style="font-weight: 400;">episódios VII, VIII e IX</span></a><span style="font-weight: 400;">, que acompanharam a série semana a semana e se encantaram com Grogu desde seu primeiro aparecimento no </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, mereciam um retorno à altura dessa espera. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano e Grogu</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é ruim, é confortável, competente e, em vários momentos, genuinamente divertido. No entanto, isso não é suficiente quando a franquia mais amada da ficção científica volta aos cinemas pela primeira vez em anos. Jon Favreau tinha os melhores ingredientes possíveis, mas optou por fazer um misto quente com achocolatado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Mandaloriano e Grogu | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Pq8SPFjcp1E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Amores Materialistas é fútil e previsível, mas, ainda sim, realista</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 13:00:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: este texto contém spoilers Marcela Jardim Vendido como uma comédia romântica charmosa e leve, Amores Materialistas chega aos cinemas embalado por cartazes luminosos, diálogos espirituosos e a promessa de um romance improvável. No entanto, sob a direção de Celine Song, a obra se revela muito mais próxima de um estudo sociológico do que de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-amores-materialistas/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Amores Materialistas é fútil e previsível, mas, ainda sim, realista"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35577" aria-describedby="caption-attachment-35577" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-3.png" alt="Cena do filme Amores Materialistas. A cena retrata um casal, Pedro Pascal e Dakota Johnson, em um ambiente urbano, com estilo casual e foco nas expressões e interações sutis entre eles. O homem, mais alto, tem cabelos castanho-escuros, bigode e veste casaco bege com camisa castanho-alaranjada, exibindo expressão neutra. A mulher, de cabelos castanho-escuros em camadas com franja, veste um casaco de couro preto e apresenta semblante levemente sério. O enquadramento é próximo, destacando o casal contra um fundo urbano desfocado, criando profundidade e realce visual. A iluminação natural e difusa indica uma cena ao ar livre durante o dia, com tons neutros e abordagem realista, sem efeitos estilísticos marcantes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35577" class="wp-caption-text">Os três protagonistas do filme já participaram da Marvel (Foto: Killer Films)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vendido como uma comédia romântica charmosa e leve, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amores Materialistas</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega aos cinemas embalado por cartazes luminosos, diálogos espirituosos e a promessa de um romance improvável. No entanto, sob a direção de Celine Song, a obra se revela muito mais próxima de um estudo sociológico do que de um escapismo açucarado. Ao centro da trama está Lucy (</span><a href="https://personaunesp.com.br/madame-teia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Dakota Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">), cuja construção é deliberadamente marcada por uma frieza controlada e uma beleza comum. Ela é a síntese da protagonista superficial: elegante, discreta, previsível e incapaz de se despir da persona que criou para si. A personagem atua como casamenteira em uma agência que trata encontros como transações de mercado — uma espécie de ‘Tinder humano’ em que o amor é reduzido a compatibilidades de status, aparência e renda.</span></p>
<p><span id="more-35575"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A crítica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><span style="font-weight: 400;">Song</span></a><span style="font-weight: 400;"> à futilidade contemporânea é certeira. A produção escancara um modelo de relacionamento em que o parceiro ideal é escolhido como se fosse um produto </span><i><span style="font-weight: 400;">premium</span></i><span style="font-weight: 400;">, avaliado por atributos tangíveis e descartáveis diante de uma opção mais vantajosa. O retrato é cruel justamente por ser reconhecível: há, no filme, uma acuidade incômoda em mostrar o quanto relações afetivas hoje são atravessadas por lógicas de consumo. Lucy, nesse sentido, é menos uma heroína romântica do que um espelho polido — e vazio — de nossa era de afetos calculados.</span></p>
<figure id="attachment_35576" aria-describedby="caption-attachment-35576" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35576" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-3-800x533.png" alt="Cena do filme Amores Materialistas. A cena mostra Pedro Pascal e Dakota Johnson dançando de mãos dadas em um ambiente festivo, casamento. O foco está no casal, com o fundo desfocado, reforçando a intimidade do momento. O homem, de terno escuro, e a mulher, com um vestido azul, exibem expressões gentis e afetuosas. A iluminação suave e o uso da profundidade de campo criam um tom romântico e caloroso, transmitindo a atmosfera alegre e acolhedora do evento." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-3-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-3-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-3.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35576" class="wp-caption-text">A cena do casamento precisou ser gravada em 4 locais diferentes pela alta procura (Foto: Killer Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte do desconforto causado pelo longa vem da maneira como foi divulgado. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dkkdyVd75M8"><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se apoiou em um enquadramento típico de </span><i><span style="font-weight: 400;">romcom</span></i><span style="font-weight: 400;">: luz natural, cores quentes, diálogos rápidos e um triângulo amoroso sugerido. O resultado foi a expectativa de um enredo leve e reconfortante. No entanto, Song subverte essa promessa, entregando uma narrativa fria, com ritmo contido e ausência de grandes momentos catárticos. Não há antagonismos caricatos, nem reviravoltas milagrosas. A aparente previsibilidade, longe de ser um defeito, é incorporada como parte do comentário social: no universo do filme, já sabemos de antemão quem ficará com quem, porque os papéis sociais, os padrões de beleza e as convenções emocionais determinam o desfecho antes mesmo que ele aconteça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa também é incisivo ao tratar a aparência como valor social absoluto. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Amores Materialistas</span></i><span style="font-weight: 400;">, a beleza não é apenas desejável: ela é determinante de status e poder. Isso se materializa no personagem Harry (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-quarteto-fantastico-primeiros-passos/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;">), cuja perfeição física é resultado de intervenções estéticas, e se reflete no ambiente em que os personagens circulam — apartamentos milionários, restaurantes de linhas limpas e paleta neutra, onde tudo é milimetricamente planejado para transmitir bom gosto. É um espaço elegante, mas sem calor humano, como se a vida fosse mais um cenário instagramável.</span></p>
<figure id="attachment_35579" aria-describedby="caption-attachment-35579" style="width: 418px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35579" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image4.png" alt="Cena do filme Amores Materialistas. A cena mostra um homem de maduro, Pedro Pascal, vestido com smoking preto e gravata borboleta, sentado em uma sala social de evento formal. Ele aparece em plano médio, centralizado no enquadramento, com expressão de concentração ou observação. O cenário sugere uma pausa ou conversa, reforçada pela presença de outros indivíduos ao fundo e à esquerda, incluindo uma mulher de vestido azul-turquesa. A fotografia tem estilo narrativo, com iluminação suave e natural, sem sombras marcantes, destacando o homem como foco principal. O ambiente, de decoração elaborada, indica um espaço formal, possivelmente retratado em filme ou televisão, transmitindo a atmosfera de um encontro social sofisticado." width="418" height="220" /><figcaption id="caption-attachment-35579" class="wp-caption-text">Song enfatiza que a obra é uma crítica ao capitalismo, mostrando como somos levados a nos enxergar e nos relacionar como mercadorias (Foto: Killer Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A crítica aos estereótipos femininos também é evidente, ainda que a obra não escape completamente deles. Lucy encarna a figura da </span><a href="https://drajulianafialho.com.br/glossario/o-que-e-mulher-moderna-entenda-o-conceito/"><span style="font-weight: 400;">mulher moderna</span></a><span style="font-weight: 400;">, independente e bem-sucedida, porém emocionalmente blindada. Ela é sedutora e inacessível, consciente de seu valor e de como capitalizá-lo, mas igualmente presa às expectativas que diz questionar. Paralelamente, enquanto aponta a superficialidade das regras que regem o mercado amoroso, a personagem as reproduz, reforçando padrões rígidos de gênero e classe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um momento quase lateral, entretanto narrativamente potente, o filme aborda a </span><a href="https://gente.ig.com.br/cultura/2019-03-22/obras-arte-violencia-domestica.html"><span style="font-weight: 400;">violência doméstica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao recomendar uma cliente para um homem abusivo, Lucy é obrigada a encarar os limites e consequências de um sistema que valoriza atributos superficiais acima de qualquer profundidade moral. A cena, ainda que breve, rompe a leveza controlada do restante da narrativa e insinua uma produção mais densa que Song opta por não explorar integralmente. Essa escolha mantém o tom contido, mas também frustra quem esperava um mergulho mais profundo nas camadas dramáticas da trama.</span></p>
<figure id="attachment_35578" aria-describedby="caption-attachment-35578" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35578" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-4.png" alt="Cena do filme Amores Materialistas. A cena mostra Chris Evans e Dakota Johnson sentados diante de uma estrutura de madeira, envolvidos em uma conversa tranquila. O homem, à esquerda, veste camisa xadrez e jeans escuros, com expressão contemplativa; a mulher, à direita, usa camisa branca e jeans claros, transmitindo serenidade. Ambos estão voltados um para o outro, em postura relaxada, sugerindo intimidade e naturalidade. O estilo é fotográfico e naturalista, com tons terrosos e iluminação suave, criando uma atmosfera calma e cotidiana, reforçada pelo fundo rústico e discreto da cerca." width="768" height="432" /><figcaption id="caption-attachment-35578" class="wp-caption-text">O filme não é baseado em uma história real, mas é inspirado na experiência de Celine Song como casamenteira (Foto: Killer Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os dois interesses amorosos que orbitam Lucy, a oposição é menos sobre personalidade e mais sobre o que cada um simboliza. De um lado, Harry encarna o ideal estético absoluto: belo, seguro, socialmente validado, quase uma vitrine de padrões de beleza contemporâneos — um ‘produto final’ pronto para consumo. Do outro, John (</span><a href="https://personaunesp.com.br/entre-facas-e-segredos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chris Evans)</span></a><span style="font-weight: 400;"> surge com um carisma mais sutil, marcado por vulnerabilidade, imperfeições e uma relação menos performática com o mundo. Ainda que a narrativa sugira uma disputa entre opostos, o longa deixa claro que, no universo regido por aparências e capital simbólico, a balança dificilmente pende para o lado menos lapidado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o final segue a fórmula — Lucy acaba ao lado de quem o público já intuiu desde os primeiros minutos —, é justamente aí que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6v_8Ew0mD5c"><i><span style="font-weight: 400;">Amores Materialistas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> revela seu ponto mais agudo. A previsibilidade não é falha, porém diagnóstica. Ao encenar uma história de amor que parece escrita antes mesmo de começar, Song expõe como as estruturas sociais, os padrões estéticos e as expectativas comportamentais moldam nossas escolhas a ponto de eliminar o acaso. Não se trata de acreditar ou não no amor, mas de aceitar que, neste jogo de performances e aparências, o roteiro raramente muda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é um filme que combina frieza calculada com estética, emocionalmente estéril e intelectualmente provocador. </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-amores-materialistas/"><i><span style="font-weight: 400;">Amores Materialistas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> talvez não conquiste o coração de quem busca o conforto de uma comédia romântica tradicional, mas certamente inquietará quem está disposto a encarar o espelho que ele oferece. Fútil e previsível? Sim. Mas também realista a ponto de incomodar — e é exatamente o ponto alto do longa, um dos únicos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amores Materialistas | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3KPtaeBKLto?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é familiar, fantasioso, divertido e, de fato, fantástico</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2025 13:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Marcela Jardim Quase vinte anos depois da versão morna de 2005 e do desastre completo de 2015, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025) chega como a reinvenção mais ambiciosa da equipe que, por tanto tempo, parecia amaldiçoada no cinema. Sob uma Marvel Studios mais madura, o filme surpreende ao deslocar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-quarteto-fantastico-primeiros-passos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é familiar, fantasioso, divertido e, de fato, fantástico"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers </span></i></p>
<figure id="attachment_35526" aria-describedby="caption-attachment-35526" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35526" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image5-800x447.png" alt="A imagem mostra os quatro integrantes do Quarteto Fantástico — Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm — em uma rua da cidade, ao lado de um veículo futurista azul. Distribuídos em diferentes pontos da cena, os heróis exibem poses de alerta e nervosismo, encarando um novo desafio. A atmosfera é fria e dramática, reforçada pelo cenário de cidade grande em pleno inverno. Usam uniformes azul-claro com variações de branco e o número 4 em destaque no peito, reforçando a identidade do grupo. Reed, esguio e sério, veste um traje inteiramente azul; Sue, de postura atlética e serena, tem gola branca no uniforme e aparência etérea; Johnny, jovem e confiante, exibe braços e gola brancos, com chamas vivas nas mãos; Ben, corpulento e coberto por pele rochosa alaranjada, usa faixas brancas até os cotovelos e roupas de estilo retrô. O fundo é urbano, com tonalidade azulada, e a iluminação clara e uniforme destaca os detalhes dos trajes e os efeitos visuais, criando uma atmosfera neutra e moderna centrada na apresentação dos heróis." width="800" height="447" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image5-800x447.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image5-768x429.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image5.png 888w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35526" class="wp-caption-text">O filme marca o retorno do Quarteto Fantástico ao MCU, após a aquisição da Fox pela Disney em 2019 (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase vinte anos depois da versão morna de 2005 e do desastre completo de 2015, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quarteto Fantástico: Primeiros Passos</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2025) chega como a reinvenção mais ambiciosa da equipe que, por tanto tempo, parecia amaldiçoada no cinema. Sob uma </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Studios </span></i><span style="font-weight: 400;">mais madura, o filme surpreende ao deslocar o foco da ação pela ação e propor uma narrativa centrada na ideia de família como núcleo emocional e político, sem abandonar o tom aventureiro típico do gênero. A aposta é clara: em vez de heróis distantes e inatingíveis, o longa apresenta figuras profundamente humanas, cujos poderes servem mais como extensão de seus vínculos do que como ferramentas de ego. Em conjunto com </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-superman/"><i><span style="font-weight: 400;">Superman</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (2025)</span></i><span style="font-weight: 400;">, o longa veio para aquecer os corações – nerds ou não –, trazendo uma boa adaptação e com mensagens sensíveis.</span></p>
<p><span id="more-35521"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa centralidade na família não se traduz em sentimentalismo raso ou em convenções batidas sobre laços sanguíneos. Ao contrário, o roteiro utiliza a estrutura familiar como motor ético, político e afetivo da narrativa. Cada integrante do Quarteto é posicionado não apenas como um herói com habilidades específicas, mas como parte de uma engrenagem emocional complexa, onde o cuidado, o conflito e o afeto se entrelaçam. Sue Storm (</span><a href="https://personaunesp.com.br/fechando-com-coroa-de-ouro-the-crown-nos-da-adeus-apos-seis-temporadas/"><span style="font-weight: 400;">Vanessa Kirby</span></a><span style="font-weight: 400;">) é o coração dessa construção: mais do que uma presença maternal, ela atua como uma liderança estratégica, sensível e, sobretudo, racional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://marvel-cosmic.fandom.com/pt-br/wiki/Mulher_Invis%C3%ADvel"><span style="font-weight: 400;">Mulher Invisível</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é reduzida à figura de cuidadora de forma passiva ou sacrificial. Pelo contrário, ela organiza a equipe, toma decisões cruciais e sustenta a estabilidade emocional de todos, sem abrir mão da assertividade. É uma feminilidade que rompe com o binarismo entre força e sensibilidade, apresentando a mãe como símbolo de resistência lúcida. A frase </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu não vou sacrificar o meu filho por esse mundo, nem sacrificar esse mundo pelo meu filho</span></i><span style="font-weight: 400;">” prova isso.</span></p>
<figure id="attachment_35524" aria-describedby="caption-attachment-35524" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35524" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-800x523.png" alt="A imagem retrata os quatro personagens principais, em poses estáticas sobre um palco circular de cor clara. Vestem trajes azuis semelhantes, com detalhes brancos e o número 4 estampado, uma estética de super-herói. Com expressões neutras e composição simétrica, a cena sugere formalidade e apresentação. O fundo apresenta formas geométricas e um grande símbolo circular azul, verde e branco, reforçando o tema heroico. O estilo visual combina modelagem 3D com design de pôster, com iluminação uniforme, atmosfera neutra e poucos elementos ambientais." width="800" height="523" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-800x523.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-768x502.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2.png 924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35524" class="wp-caption-text">Ao contrário de versões anteriores, o longa não reconta a origem da equipe, os heróis já estão estabelecidos (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Reed Richards (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;">), historicamente retratado como um cientista frio, lógico e quase desumano, passa por uma transformação surpreendente e bem-vinda. A paternidade não apenas o suaviza como também o humaniza. Ao ser confrontado com as fragilidades de quem tem algo a perder que não cabe em cálculos, Reed aprende a falhar, a hesitar, a ouvir. Ele deixa de ser o homem que busca salvar o mundo com fórmulas perfeitas e passa a ser alguém que reconhece os limites da própria genialidade. Sua vulnerabilidade, longe de ser uma fraqueza, se revela como uma nova forma de inteligência: emocional, ética, relacional. Nesse sentido, o filme rompe com a lógica do herói solitário e aposta em uma visão de salvação coletiva, construída na escuta, na confiança mútua e no reconhecimento de que o vínculo afetivo é tão crucial quanto qualquer superpoder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa estrutura familiar se completa com Ben Grimm, o Coisa (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ebon Moss-Bachrach</span></a><span style="font-weight: 400;">), cuja dureza exterior contrasta com uma interioridade profundamente tocante. Sua condição corporal, frequentemente tratada em adaptações anteriores como objeto de autopiedade ou piada, aqui é encarada com mais delicadeza e humanidade. Ele não está ligado ao grupo por laços de sangue, mas por laços de cuidado e lealdade, o que reforça uma noção de família escolhida. Em vez de ser o ‘fortão da equipe’, Ben é retratado como aquele que mais sente, escuta e oferece acolhimento em silêncio. Sua presença é menos sobre força bruta e mais sobre solidez emocional: ele é a âncora afetiva de um grupo em constante tensão entre o caos e a esperança. Tanto que foi Ben quem percebeu que Sue e Reed estavam esperando por um bebê.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, Johnny Storm (</span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><span style="font-weight: 400;">Joseph Quinn</span></a><span style="font-weight: 400;">), tradicionalmente reduzido a uma caricatura do jovem impulsivo e vaidoso, finalmente ganha camadas mais complexas. O filme o apresenta como alguém que usa o humor como defesa, mas cuja inteligência e inventividade são centrais para o desenrolar da trama. Mais do que o ‘bonitão mulherengo’, Johnny é agora um cientista em formação, inquieto, curioso e engajado. O personagem foi essencial para entender e conhecer a Surfista Prateada, até mesmo para a redenção da serva de Galactus. Ao longo da narrativa, o Tocha Humana se revela como um personagem que deseja pertencer, contribuir e ser levado a sério. Seu arco é, portanto, de uma maturidade afetiva, em que ele deixa de performar apenas charme e passa a assumir responsabilidades reais dentro do grupo e da missão.</span></p>
<figure id="attachment_35525" aria-describedby="caption-attachment-35525" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35525" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-1-800x360.png" alt="A imagem mostra o Coisa, com uma roupa azul e branca, em um ambiente doméstico. O fundo da imagem é composto por uma parede de cor neutra e um telefone vermelho de botão. A iluminação parece suave, sem fortes contrastes. Coisa é a figura principal, com pele de cor marrom-terra e um visual robusto. O seu traje é azul e branco com detalhes que lembram roupas dos anos 60/70. O ambiente parece ser um apartamento ou uma cozinha, com elementos de decoração clássicos de décadas anteriores. A iluminação é natural e homogênea, sem sombras acentuadas e a cor de fundo é um tom suave e quase monocromático." width="800" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-1-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-1-1024x460.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-1-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-1-1200x540.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image3-1.png 1210w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35525" class="wp-caption-text">H.E.R.B.I.E., o clássico robô auxiliar, aparece pela primeira vez em live action, após cenas planejadas em 2005 terem sido cortadas (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a introdução de Galactus (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Ralph Ineson</span></a><span style="font-weight: 400;">) e da nova Surfista Prateada (</span><a href="https://personaunesp.com.br/inventando-anna-critica/"><span style="font-weight: 400;">Julia Garner</span></a><span style="font-weight: 400;">) prometa uma ameaça cósmica com potencial filosófico, o filme falha em desenvolver de fato seus antagonistas. A trajetória de redenção da Surfista, marcada pela culpa e pela escolha de se rebelar contra a entidade que a criou, carrega um forte simbolismo de autonomia e resistência, distanciando-se da passividade da versão de 2007. No entanto, sua transição de antagonista a aliada acontece de forma abrupta, esvaziando o impacto de suas ações. Assim, o longa desperdiça a chance de construir uma tensão dramática robusta: o perigo nunca parece palpável, e o clímax se resolve sem verdadeiro sacrifício — uma ameaça estética, mas não emocional, que impede a catarse prometida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a produção sofre com uma inconstância visual que compromete parte da experiência. Embora os efeitos especiais acertem em momentos cruciais — como nas sequências que envolvem distorções do espaço-tempo e os poderes elásticos de Reed —, há cenas onde o </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI </span></i><span style="font-weight: 400;">parece apressado ou artificial demais, com texturas mal renderizadas, movimentos plastificados e iluminação que não se integra ao ambiente. Isso é especialmente evidente em </span><a href="https://cbn.globo.com/cultura/noticia/2025/07/29/quem-e-franklin-richards-o-heroi-mais-poderoso-do-universo-marvel.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Franklin</span></a><span style="font-weight: 400;">, filho de Sue e Reed, e nos confrontos de grande escala, onde o caos visual engole a clareza da ação. Em um </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster </span></i><span style="font-weight: 400;">desse porte, essa irregularidade tira um pouco força do espetáculo, mas não compromete a experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, um dos grandes acertos do longa é sua ambientação visual ousada, que bebe diretamente da ficção científica dos anos 1960, evocando desde a estética das capas </span><i><span style="font-weight: 400;">pulp </span></i><span style="font-weight: 400;">até os traços das primeiras HQs da </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-thunderbolts/"><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O longa opta por uma paleta desbotada, com cenários tecnológicos de aparência analógica e design de produção que mescla o vintage com o especulativo, criando uma identidade distinta dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa escolha confere uma certa singularidade — um gesto estético que assume o legado do Quarteto como produto de outra era, mas o transporta para uma narrativa emocional contemporânea. O figurino, os interiores dos laboratórios e até a forma como o espaço é representado remetem à ideia de futuro como utopia perdida, o que combina com o tom mais melancólico da trama. </span></p>
<figure id="attachment_35522" aria-describedby="caption-attachment-35522" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35522" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image4-1.jpg" alt="A imagem mostra Sue e um Franklin, próximos um do outro, em um momento de afeição e carinho. A composição da imagem é centrada no encontro próximo entre a mulher e o bebê. A mulher está olhando para o bebê, seus rostos estão próximos. O bebê está sendo segurado pela mulher. O foco está principalmente nos rostos da mulher e do bebê, enquanto o fundo é desfocado. A imagem sugere intimidade e carinho. Seu rosto e expressões demonstram emoção e carinho. Franklin é um bebê, de pele clara e cabelos claros. Seu rosto é incrivelmente expressivo e mostra um sorriso suave e genuíno, expressando alegria. A luz natural cria um ambiente suave e aconchegante, focando na conexão entre as duas pessoas. A atmosfera é de ternura e afeto materno." width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-35522" class="wp-caption-text">A escolha do número Earth‑828 faz referência ao aniversário de Jack Kirby – 28 de agosto –, o quadrinista, co-criador da equipe (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contraste com o ritmo acelerado típico dos filmes de super-herói, </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/quarteto-fantastico-se-torna-a-maior-bilheteria-de-um-filme-dos-herois/"><i><span style="font-weight: 400;">Quarteto Fantástico: Primeiros Passos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> adota uma abordagem contemplativa e ponderada, permitindo que a narrativa respire. O longa dá espaço para silêncios, olhares prolongados e hesitações, privilegiando o desenvolvimento emocional dos personagens, sobretudo Reed e Sue. Essa cadência convida o espectador a mergulhar na intimidade das crises individuais e na complexidade dos vínculos afetivos que os unem. No entanto, essa escolha estilística não é livre de riscos: especialmente no segundo ato, o ritmo desacelera de forma excessiva, comprometendo o dinamismo da trama e gerando uma sensação de estagnação. Ainda assim, essa pausa intencional entre os grandes eventos do enredo representa um respiro bem-vindo em um gênero cada vez mais marcado por ação ininterrupta — aqui, a humanidade vem antes da explosão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa sensibilidade emocional só se sustenta graças às atuações consistentes do elenco principal. </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega um Reed Richards emocionalmente desgastado, dividido entre o raciocínio lógico e a vulnerabilidade da paternidade, enquanto Vanessa Kirby constrói uma Sue Storm firme, inteligente e afetiva, tornando-a o centro emocional do grupo. Joseph Quinn e Ebon Moss-Bachrach também trazem complexidade aos seus personagens: Johnny Storm, com sua inteligência subestimada por trás da impulsividade, e Ben Grimm, cuja dureza externa esconde feridas profundas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o plano megalomaníaco e fantasioso de </span><a href="https://marvel.fandom.com/wiki/Reed_Richards_(Earth-616)"><span style="font-weight: 400;">Reed Richards</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixa a desejar tanto no âmbito científico quanto emocional. Do ponto de vista narrativo, a proposta de alinhar dispositivos quânticos em escala global para conter uma entidade cósmica beira o absurdo — não apenas por ser impossível, mas por destoar completamente da lógica interna que o próprio filme vinha estabelecendo. A suspensão de descrença, essencial em obras do gênero, aqui é levada ao limite sem o devido preparo dramático, transformando o clímax em um espetáculo visual vazio de consequência real. O resultado é uma conclusão grandiosa, porém desconectada — um final que mira no épico, mas acerta no genérico.</span></p>
<figure id="attachment_35523" aria-describedby="caption-attachment-35523" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35523" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-800x450.png" alt="A imagem mostra Sue Storm, uma mulher loira de olhos azuis, envolta por um fundo abstrato com efeitos de luz e cores vibrantes, representando seu campo de força. Com expressão determinada, ela veste um traje azul e branco. O fundo é composto por um turbilhão de tons intensos que criam uma atmosfera dinâmica e energética, sugerindo ação/habilidades sobre-humanas. O estilo visual é moderno e experimental, com uso expressivo de luz e cor para enfatizar a força e o foco da personagem em um ambiente surreal." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image1.png 1366w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35523" class="wp-caption-text">A figurinista Alexandra Byrne criou mais de 90 uniformes inspirados em designs dos anos 1960 (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/filmes/quarteto-fantastico-queda-bilheteria"><i><span style="font-weight: 400;">Quarteto Fantástico: Primeiros Passos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> propõe um plano mirabolante para salvar o planeta, envolvendo a união coordenada de líderes mundiais, cientistas e até vilões convertidos. Idealista até a medula, a proposta de Reed Richards extrapola os limites da plausibilidade, tanto científica quanto emocional. O alinhamento de dispositivos quânticos ao redor do globo para conter uma entidade cósmica soa fantasioso, beirando o absurdo, e transforma o clímax em um espetáculo desconectado da lógica interna construída ao longo da trama. Ainda assim, esse irrealismo não enfraquece por completo a experiência: o plano funciona menos como solução técnica e mais como metáfora — um chamado simbólico à cooperação em tempos de crise, especialmente diante dos dilemas ambientais e políticos contemporâneos. Nesse sentido, o filme não tenta convencer pela ciência, mas pela esperança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim das contas, </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/2025/8/5/quarteto-fantastico-primeiros-passos-bate-recorde-e-tem-maior-bilheteria-da-equipe"><i><span style="font-weight: 400;">Primeiros Passos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se assume como uma fábula emocional — não como ficção científica rigorosa. Sua força está na reinvenção afetiva dos personagens e na escolha consciente de valorizar vínculos em vez de fórmulas. Entre rachaduras no céu e buracos narrativos, o que prevalece é a potência do coletivo, a força de um grupo que se recusa a ceder à lógica individualista. A esperança aqui não vem como bravata, mas como construção diária, ética e vulnerável. Mesmo com soluções previsíveis e antagonistas pouco desenvolvidos, a produção conquista ao reafirmar que, no fim, ninguém se salva sozinho — e talvez, nesse gesto, esteja o verdadeiro heroísmo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Quarteto Fantástico: Primeiros Passos | Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CcSIvhDlYWw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A segunda temporada de The Last of Us é um apocalipse estarrecedor, mas que tem medo de fogo</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 16:00:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Isabela Pitta Mesmo que o tempo ande a passos lentos ou corra com avidez, a vingança nasce e renasce no coração humano. A cada ciclo vingativo fechado, ao menos um novo é aberto e a humanidade se perde em desesperança. Apesar de a violência já ser esperada em um mundo apocalíptico, no fundo, as próprias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A segunda temporada de The Last of Us é um apocalipse estarrecedor, mas que tem medo de fogo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35367" aria-describedby="caption-attachment-35367" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35367" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1-800x575.jpg" alt="Ellie é uma mulher branca de 19 anos com os cabelos morenos parcialmente presos em um coque. A mulher, localizada na extremidade direita da foto, utiliza uma blusa de frio preta e carrega, na mão esquerda, uma fonte de luz em formato de cano, que se assemelha a uma lanterna, apontada para o lado esquerdo do quadro. Ao lado esquerdo, fungos em formatos cilíndricos “agarram” um cadáver destruído e tomado pelo mesmo ser vivo, que é iluminado pela lanterna da personagem à direita. " width="800" height="575" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1-800x575.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1-1024x736.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1-768x552.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-1.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35367" class="wp-caption-text">A segunda temporada de The Last of Us diminui o ritmo do seriado (Foto: MAX )</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Pitta</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que o tempo ande a passos lentos ou corra com avidez, a vingança nasce e renasce no coração humano. A cada ciclo vingativo fechado, ao menos um novo é aberto e a humanidade se perde em desesperança. Apesar de a violência já ser esperada em um mundo apocalíptico, no fundo, as próprias pessoas são a principal fonte das atrocidades consideradas, desumanas. Porém, sem o ódio e o amor, o que sobra na essência humana? A segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">The Last Of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou, em abril deste ano, às telas dos assinantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">MAX </span></i><span style="font-weight: 400;">com medo de mergulhar de cabeça na essência dual e complexa de Ellie. </span><span id="more-35365"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, os corações ansiosos dos fãs do universo distópico adaptado por Craig Mazin  tiveram que esperar mais de um mês para poder assistir à obra em sua completude, já que os poucos sete episódios foram lançados semanalmente aos domingos. Embora a franquia tenha prendido o público para um segundo ano, a audiência na estreia do primeiro episódio demonstra queda significativa até o capítulo final, mesmo que tenha registrado recordes na TV a cabo. O despencamento observado nos números se expande para os índices de </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/the_last_of_us/s02"><span style="font-weight: 400;">aprovação do público</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não passa do reflexo de um roteiro que se depara com a própria ruína com o andar da história.</span></p>
<figure id="attachment_35370" aria-describedby="caption-attachment-35370" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35370" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-640x800.jpg" alt="Ao lado esquerdo da imagem, existe uma claquete entreaberta com os números das tomadas que são gravadas no momento da foto e possui, na parte inferior do objeto, o nome do seriado, “The Last of Us” e “temporada 2”, escrito em inglês. Ao fundo, no lado direito da fotografia, Pedro Pascal, um homem chileno-americano com cabelos curtos, caracterizado de Joel, com um óculos no rosto, agasalhado com jaqueta de couro e cabelos grisalhos, interpreta o personagem da produção da MAX, que permanece sentado diante de uma mesa enquanto parece consertar algo com as mãos apoiadas sob a mesa. Atrás dele, há uma janela grande, iluminada por uma luz ensolarada." width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35370" class="wp-caption-text">Pedro Pascal passa o protagonismo para Bella Ramsey na segunda temporada de The Last of Us (Foto: MAX )</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que a pandemia global do fungo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps </span></i><span style="font-weight: 400;">assole a realidade e sejam travadas eternas batalhas humanas em busca de poder, uma coisa é capaz de fazer a realidade ainda valer a pena: o amor. Os protagonistas, Joel (Pedro Pascal) e Ellie, no decorrer do primeiro arco do enredo, encontram, um no outro, a razão de viver após terem perdido tudo que os mantinha vivos. A garota, que ganha vida pela crua e intensa atuação de </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2025/04/23/bella-ramsey-desativou-redes-sociais.htm#:~:text=A%20atriz%20decidiu%20desativar%20as,ent%C3%A3o%20est%C3%A1%20tudo%20perfeitamente%20bem.%22"><span style="font-weight: 400;">Bella Ramsey</span></a><span style="font-weight: 400;">, após uma passagem de tempo entre as temporadas, é uma jovem adulta de 19 anos que se afasta cada vez mais do pai adotivo. Sem um motivo aparente, o relacionamento entre os personagens principais é intensamente cheio de mágoa e, ainda assim, marcado pelo silêncio. Nada é dito, mas tudo é sentido. Com rapidez, as desavenças tomam forma e ganham origem em um ato de brutalidade, seguido por uma afirmação desonesta. Há 5 anos, antes de firmarem as raízes na comunidade de Jackson, Joel massacrava sem piedade 19 pessoas em um hospital para salvar a menina que havia se tornado seu mundo. Cego pelo amor e pelo ódio, o protagonista do primeiro ano da série carrega um segredo, guardado a sete chaves: as atrocidades que cometeu. E se pudesse, &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">faria tudo de novo</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/the-last-of-us-o-que-significa-o-relogio-quebrado-de-joel/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">relógio quebrado</span></a><span style="font-weight: 400;"> no pulso, cabelos grisalhos, dores nas juntas e um óculos na ponta do nariz, Joel sente o tempo correr diante de seus olhos. Já que não pode consertar o relacionamento desgastado com a filha, parece buscar arrumar tudo ao redor, como disjuntores, uma janela ou um violão. Porém, no fim do dia, aguarda calmamente, vendo o tempo passar da varanda de casa, a única coisa que importa na vida: ver a filha regressar a salvo. A velhice o alcança rápido demais e as mágoas perduram até o tempo chegar ao fim. Os protagonistas se estranham e, ao mesmo tempo, vivem diante de espelhos. São iguais, faces de uma mesma moeda, mas com abismos de julgamentos e rancores que os distanciam física e emocionalmente. Quando cegos pela rotina, pela calmaria da vida ou por sentimentos repulsivos, os seres humanos esquecem que o tempo passa sem piedade e que, além disso, as consequências de cada escolha chegam na porta mais rápido do que imaginam. </span></p>
<figure id="attachment_35372" aria-describedby="caption-attachment-35372" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35372" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-640x800.jpg" alt="Ao lado esquerdo da imagem, Isabela Merced, uma mulher peruana-americana com cabelos morenos presos em um coque e olhos castanhos, veste uma blusa de lã vermelha enquanto coloca os braços ao redor do pescoço de uma mulher branca, de maneira sensível e delicada, e estampa uma expressão de felicidade, acompanhada dos lábios cerrados em um sorriso largo. Já ao lado direito da composição, há Bella Ramsey que, com os braços de Isabela Merced ao redor do pescoço como em um abraço, olha para a parceira com um sorriso pequeno no rosto. A atriz de Ellie veste uma camisa xadrez azul e branca e permanece com os cabelos presos em um coque baixo. " width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35372" class="wp-caption-text">Isabela Merced dá vida a Dina, o par romântico de Ellie durante a segunda parte da série (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of U</span></i><span style="font-weight: 400;">s trata de temas profundos e complicados, tais como luto, vingança, violência e tempo. Entretanto, um roteiro amedrontado é o que guia o enredo para um desenvolvimento maçante e apressado. Com uma escolha tortuosa e difícil, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-2019/"><span style="font-weight: 400;">Craig Mazin</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Neil Druckmann tiveram que contar o segundo momento da história de Joel e Ellie em apenas sete episódios. Os capítulos apresentam durações que variam entre 34 e 58 minutos e, apesar de enriquecer a trama com nuances e detalhes, a narrativa entra em encruzilhadas que desvalorizam a linha principal a ser contada. Novos nomes importantes são apresentados aos telespectadores, como Dina (</span><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><span style="font-weight: 400;">Isabela Merced</span></a><span style="font-weight: 400;">), Jesse (Young Mazino) e Isaac (Jeffrey Wright), porém tudo soa fora de ordem e sem propósito, já que deixam a protagonista de Bella Ramsey de escanteio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma garota que perdeu tudo, bem antes do que muitos considerariam justo e que reencontrou as graças da vida novamente em uma jornada que tinha como objetivo final o seu destino, seu propósito e sua morte. Ellie é imune e pagou preços altos por isso na própria trajetória. Ver pessoas morrerem por algo que não é capaz de lhe atingir e que, mesmo assim, seu sangue não é suficiente para salvar, da infecção, as pessoas que ama. A personagem principal perdeu a mãe durante o parto, assistiu a melhor amiga e primeira paixão se tornar um monstro, presenciou a morte de dois companheiros, fugiu habilidosamente de um homem </span><a href="https://auniao.pb.gov.br/noticias/colunistas/gi-com-tonica/the-last-of-us-exibe-episodio-visceral"><span style="font-weight: 400;">canibal pedófilo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e salvou a vida do ‘pai’ mais de uma vez. No segundo ano, agora adulta, a protagonista perde a essência furtiva, violenta e sagaz para se tornar um fardo nos planos esquematizados por outros indivíduos. Em plena luz do dia ou na calada da noite, quem deveria ser a estrela do seriado precisa ser orientada e salva por coadjuvantes e pelo acaso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As coincidências enfraquecem a adaptação, que conta com um enredo original minuciosamente pensado. Os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k6rPf_t1rv8&amp;pp=0gcJCdgAo7VqN5tD"><span style="font-weight: 400;">clichês</span></a><span style="font-weight: 400;"> entram em ação e os personagens andam à deriva e encontram, sem querer, seus objetivos; são derrubados por uma onda gigante e aparecem em uma ilha ao lado do barco que haviam perdido; dão tiros no escuro por impulso e acertam alvos que nem imaginavam. Não são pequenas eventualidades comuns e inofensivas, mas sim acontecimentos improváveis e inexplicáveis que tomam forma para que a trama prossiga. </span></p>
<figure id="attachment_35375" aria-describedby="caption-attachment-35375" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35375" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6-640x800.jpg" alt="Ao lado esquerdo da imagem, Isabela Merced, interpreta Dina. Ela possui cabelos morenos soltos e uma touca nas cores azul vivo e laranja queimado. Ao lado esquerdo, com os cabelos grisalhos e jaqueta de frio com pelos no gorro, Pedro Pascal interpreta Joel. Ambos os personagens estampam feições preocupadas, com sobrancelhas franzidas e bocas entreabertas tensas. " width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image6.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35375" class="wp-caption-text">A segunda temporada conquistou, de maneira geral, o coração da crítica e deixou a audiência decepcionada (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que, em certos momentos, fique cega pela vingança, Ellie, com suporte das casualidades do roteiro, torna-se uma heroína injustiçada que comete atrocidades acidentalmente. Apesar da atriz dar vida com primor ao sentimento de angústia diante das atitudes da protagonista, a trama coloca panos quentes em momentos de tensão e violência. Com medo do fogo, os escritores tornam a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> morna e, no fundo, distante de sensações vívidas e inquietantes, como a </span><a href="https://forbes.com.br/forbeslife/2023/02/quanto-custou-the-last-of-us-hbo-aposta-alto-na-serie/"><span style="font-weight: 400;">primeira produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> entregou ao público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se apenas o acaso fosse o responsável por defender a narrativa e a protagonista, o remédio seria menos pior de engolir. Contudo, em uma trama que deveria ser sobre </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;">, a história precisa que os homens salvem o dia. Uma personagem feminina que, originalmente, se apaixona pela melhor amiga, deixa o conforto de casa para executar uma vingança, assassina a sangue-frio quem cruza seu caminho, planeja, minuciosamente, suas ações e enfrenta uma missão suicida para aquietar a revolta e o vazio dentro do peito. A heroína que deveria carregar, na maior parte do tempo, a narrativa nas costas, precisa que homens viajem atrás dela para defendê-la dos monstros que enfrenta ao lado da amada. Além de vulnerável e indefesa, os criadores buscam reforçar, em todos os momentos, a incapacidade da protagonista, que leva broncas, é tratada como criança e tem atitudes desconexas com a personalidade e com a trama em si.</span></p>
<figure id="attachment_35371" aria-describedby="caption-attachment-35371" style="width: 618px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35371" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-4.png" alt="Pedro Pascal, um homem chileno-americano com cabelos curtos, caracterizado de Joel, veste uma camiseta preta e usa um relógio no pulso esquerdo. Na mão esquerda, segura uma fita cassete pequena preta com adesivo branco e detalhes de arco-íris. O personagem se encontra deitado em um assento enquanto olha para o lado direito e oferece o objeto. O cenário é metálico, como uma cápsula." width="618" height="668" /><figcaption id="caption-attachment-35371" class="wp-caption-text">The Last of Us é um apocalipse que recorre a artistas de músicas das décadas de 1980 e 1990, como Pearl Jam e A-Ha (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cenários da mega produção são vivos e carregam parte da história, seja de uma civilização morta que lutava por direitos de minorias e escutava músicas controversas, ou de duas garotas que enfrentam uma missão suicida para concretizar a solidão que encaram dentro de si. Enquanto caminham no cenário do fim do mundo, a dupla se encontra com o passado anacrônico e vislumbra momentos que, quando guardados na memória, dão sentido à vida e ao futuro. Mergulhar em uma nova paixão, andar em ruas desertas de uma remota vivência urbana agora tomada pelo tempo e pela natureza, ouvir melodias antigas saírem dos acordes de um instrumento conservado em meio ao caos, acordar ao lado de quem sabe seus piores segredos e, mesmo assim, não quer viver sem você. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas sutilezas, a beleza da humanidade entra em conflito com os demônios que acometem o planeta. O </span><a href="https://butantan.gov.br/noticias/fungo-de-the-last-of-us-nao-e-perigoso-na-vida-real-e-alguns-do-mesmo-genero-sao-remedios"><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></a><span style="font-weight: 400;">, com certeza, revela faces maléficas com uma maquiagem horripilantemente realista, mas as trombetas do apocalipse soam quando </span><a href="https://personaunesp.com.br/twd-10a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">comunidades humanas</span></a><span style="font-weight: 400;"> diferentes ocupam o mesmo espaço e, no dilema do ovo e da galinha, digladiam-se em um ciclo eterno de brutalidades. No contexto de uma pandemia fúngica e de um caos generalizado, a vivacidade de sentimentos traz à tona o melhor e o pior do ser humano. Entretanto, a série, se entrega aos momentos felizes e reluta em mergulhar de cabeça na depressão, no luto, no ódio e na vingança. Além do receio de concretizar uma protagonista brutal, vingativa e, em certos momentos, desumana, os mecanismos de aprofundamento da trama são mal aproveitados. Com uma primeira temporada louvável e tantas brechas temporais deixadas fora do alcance dos olhos do público, os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lqgceEqINPo"><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são elementos poderosos para a segunda temporada.</span></p>
<figure id="attachment_35376" aria-describedby="caption-attachment-35376" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35376 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada-800x451.webp" alt="Ellie, que ganha vida pela atuação de Bella Ramsey, está no lado esquerdo da imagem. Com os cabelos presos, uma camiseta listrada off white e vermelho queimado e uma expressão de dor estampada, enquanto mantém os olhos fechados e encosta a cabeça no ombro de Joel. Ele, ao lado direito da foto, veste uma camisa azul claro e usa o ombro como apoio e consolo para o sofrimento de Ellie. " width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada-800x451.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada-1024x578.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada-768x433.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/the-last-of-us-episodio-6-o-preco-2-temporada.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35376" class="wp-caption-text">A segunda temporada de The Last of Us gerou polêmica nas redes sociais e Bella Ramsey, que foi alvo de ataques, desativou as redes sociais para não receber o ódio (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, com um roteiro apressado e preguiçoso, o encaixe das memórias permanece integralmente concentrado em um único episódio. Apesar das inúmeras referências subentendidas às lembranças de Ellie, as cenas retroativas não são encontradas em paralelo ao enredo como uma maneira explicativa e desenvolvida de adentrar a psiquê da garota, mas sim apenas como uma pausa narrativa para os telespectadores assistirem a trechos do passado em cores quentes por quase uma hora. Por melhor que sejam as atuações em dueto de Bella Ramsey e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ritmo narrativo, que já enfrenta oscilações, simplesmente permanece estagnado para que uma sequência de recordações seja apresentada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com poucos episódios, a dupla de escritores decide alternar entre calmaria e ansiedade para o desenvolvimento da história. Entretanto, a escolha de produzir apenas sete capítulos ganha tom controverso quando, em </span><a href="https://collider.com/the-last-of-us-series-length-season-3-showrunner-craig-mazin/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;">, o criador da narrativa afirma a necessidade de uma possível 4ª temporada. Além da história principal ter pouco tempo de tela, o enredo, muitas vezes, depara-se com construções desinteressantes e irrelevantes para a trama. Talvez com um controle de console nas mãos, as pequenas “</span><i><span style="font-weight: 400;">tasks</span></i><span style="font-weight: 400;">” façam sentido na lógica de jogo, porém, em uma constituição quase cinematográfica, construções paralelas de cinco minutos com começo, meio e fim são desgastantes e tiram o foco do que realmente importa. Novamente, os acontecimentos são desordenados e sem propósito, enquanto Ellie continua sem o devido palco para poder tocar os acordes estridentes de uma caminhada tortuosa que parece nunca ter fim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, apesar de contar com uma mega produção digna das grandes telonas, apresentar grandes atuações e tratar de temas densos e complexos, entrega, aos assinantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">MAX</span></i><span style="font-weight: 400;">, um arco mediano e morno. A narrativa é sobre vingança, mas tudo é feito sem intenções. Os personagens são profundos e intensos, porém, os desenvolvimentos são soltos e sem propósito aparente. A história é cheia de referências e mensagens subliminares, contudo depende do acaso em situações decisivas. Ao som de Pearl Jam, a trama caminha aos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pxPbZ-dogT8"><span style="font-weight: 400;">dias futuros</span></a><span style="font-weight: 400;"> com medo de estabelecer Ellie como um ser dúbio que carrega dentro de si a perda daquilo que um dia foi o único motivo de querer estar viva. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last Of Us - Temporada 2 | Trailer Dublado Oficial | Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/0vB2lHQim3Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 22:49:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus twinks do tênis ou da ficção científica? O discurso poderoso da Demi Moore no body horror de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35103 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg" width="2000" height="1051" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1536x807.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1200x631.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text"><cite></cite><cite></cite>Sexualidade, Terror e protagonismo feminino foram os destaques do ano (Texto de Abertura: Davi Marcelgo e Guilherme Leal/Arte de capa: Nicole Tiemi Kussunoki)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus </span><span style="font-weight: 400;"><i>twinks</i></span><span style="font-weight: 400;"> do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/">tênis</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/">da ficção científica</a></span><span style="font-weight: 400;">? O discurso poderoso da Demi Moore no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>body horror</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram as telonas e foram reconhecidas pelo público e crítica com histórias memoráveis. Ao todo, 33 obras foram mencionadas na lista de Melhores Filmes do Ano do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/anora-critica/">De profissionais do sexo</a></span><span style="font-weight: 400;"> a vampiros sugadores de casadas, os longas-metragens citados possuem uma caractéristica que os une: o êxito em provocar sentimentos que ultrapassam a pupila e acessam outras partes do corpo para te fazer sentir.</span></p>
<p><span id="more-35059"></span><span style="font-weight: 400;">Nessa lista, seis obras se destacam pela sua relação com sexo ou corpo. Nas narrativas, há uma linha tênue entre querer ser e ter aqueles personagens, se reconhecer ou não fazer parte daquela realidade, mas compreender as ações das pessoas, que nem sempre estarão de acordo com as nossas convicções. Diferente de uma<a href="https://www.bazardotempo.com.br/blogs/bazar-do-tempo/uma-reflexao-critica-sobre-a-putofobia-na-vitoria-de-mikey-madison-no-oscar"> parcela do público</a>, essas produções </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/baby-critica/">não julgam</a></span><span style="font-weight: 400;"> seus protagonistas, não possuem um desenvolvimento simplista e se afastam das condenações morais dos espectadores. Desse modo, cineastas escolheram analisar vivências consideradas lascivas e virar do avesso o pensamento preconceituoso sobre a diversidade de viver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Só porque os meus sonhos são diferentes dos seus, não significa que eles não são importantes” &#8211; </span><span style="font-weight: 400;"><i>Adoráveis Mulheres </i></span><span style="font-weight: 400;">(2019)</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><span style="font-weight: 400;"><i>ranking</i></span><span style="font-weight: 400;"> da nossa </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">aparece dez vezes; sete das menções colocam a obra de Walter Salles na primeira colocação. Além da história sobre a família Paiva, outras três produções nacionais tiveram destaque: </span><span style="font-weight: 400;"><i>Baby</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/motel-destino-critica/"><i>Motel Destino</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Fora do país, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna: Parte 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Rivais</i></span><span style="font-weight: 400;"> empataram no coração dos redatores: com sete menções, os enredos dirigidos por Denis Villeneuve e Luca Guadagnino se alinharam à </span><span style="font-weight: 400;"><i>Substância</i></span><span style="font-weight: 400;">, que foi relembrado seis vezes por sua crítica à indústria </span><span style="font-weight: 400;"><i>hollywoodiana</i></span><span style="font-weight: 400;"> e ao etarismo com as mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar a Arte e procurar respostas para tudo não é o caminho: o Cinema precisa da subjetividade e do senso crítico na medida em que as transformações socioculturais ocorrem. Mais do que uma representação, a Sétima Arte também se comporta como um acervo da memória de um gênero narrativo, grupo minoritário ou história de um país. Pode abarcar dores diversas, sem definir qual é mais ou menos importante; quais devem ser </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/lobby-oscar-artigo/">premiadas</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou dignas de serem contadas. Nos filmes, tudo deve ter espaço, inclusive as tramas que causam desconforto, ira e nos tiram do lugar comum &#8211; afinal, existe maneira melhor de alcançar respeito e pensar em mudanças que não seja adentrar em facetas distantes de nós? No texto a seguir, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> convida você a recordar os </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes">Melhores Filmes</a></span><span style="font-weight: 400;"> de 2024.</span></p>
<figure id="attachment_35065" aria-describedby="caption-attachment-35065" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg" alt="Cena de Conclave. Nela vemos um salão do Vaticano, de pé direito alto e pinturas nas paredes. Mesas vermelhas dividem simetricamente esse salão, duas de cada lado. Elas estão preenchidas por cardeais, todos de idade um pouco avançada que vestem túnicas vermelhas também, com exceção de um cardeal ortodoxo, que está no canto direito e veste túnica preta. No centro da imagem e de costas, o personagem principal Cardeal Lawrence, que veste túnicas na cor vinho." width="800" height="336" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-768x323.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1536x645.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1200x504.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35065" class="wp-caption-text">Para os órfãos de Succession, Conclave é a versão católica e ainda mais fashion (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Conclave (Conclave)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Edward Berger aterrissou no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;"> de 2023, muitas dúvidas pairavam sobre seu nome. Nas tentativas de desqualificar seu filme </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i>Nada de Novo no Front</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2022), que estava longe de ser um queridinho, um dos argumentos era que a Primeira Guerra é um tema relativamente fácil de se dramatizar e de enorme apelo para público e crítica. Sua próxima incursão, então, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Conclave</i></span><span style="font-weight: 400;">, para sacramentar de vez seu talento, vai no caminho contrário para um dos temas mais difíceis de se extrair conteúdo cinematográfico com esse teor: a Igreja Católica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, o Papa está morto e se acompanha justamente esse vácuo de poder que se instaura no alto clero até a escolha de um novo representante. Diferente de outras obras que abordam essa temática, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Game of Thrones </i></span><span style="font-weight: 400;">ou </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">, aqui todo o perigo do jogo de poder é quase silencioso. A direção de Berger é bastante consciente ao isolar cada cardeal e mostrar seus embates individuais com a fé católica, enquanto o roteiro é sagaz ao constatar que, no momento em que todos estão no mesmo patamar de poder, sobra apenas o humano por baixo da túnica. Instigante, cheio de ritmo e primoroso, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/conclave-critica/"><i>Conclave</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">é, sem dúvidas, um dos filmes mais completos da temporada, seja em forma ou em conteúdo. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35066" aria-describedby="caption-attachment-35066" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Nosferatu. Uma moça de pele branca (Ellen, personagem principal do longa) está em uma janela. Ela aparenta assustada, com lágrimas em seus olhos e boquiaberta. A jovem usa um vestido florido e brincos médios, seu cabelo escuro está dividido ao meio e preso em um coque. Sobre a face e o busto da personagem, aparece a sombra de uma mão com grandes dedos e unhas. É noite, atrás de Ellen está completamente escuro e, em ambos os lados de sua silhueta, aparecem cortinas brancas." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther.jpeg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35066" class="wp-caption-text">Em Nosferatu, as imagens do exterior do Castelo de Orlok foram gravadas no Castelo de Corvin, onde Vlad III foi prisioneiro por dez anos (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Nosferatu (Nosferatu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A releitura do clássico de F. W. Murnau estreou nas telonas dos Estados Unidos às vésperas de 2025, mas a tempo de conquistar sua posição entre os expoentes da Sétima Arte lançados em 2024. Na nova versão de </span><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpy81ql1zo">Nosferatu</a></em></span><span style="font-weight: 400;">, Robert Eggers convida o público a uma viagem no tempo com destino à Europa efervescente do século XIX e a extrema atenção do diretor aos detalhes convence o espectador de que, realmente, está naquele mundo. Para além do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://casavogue.globo.com/lazer-e-cultura/filmes/noticia/2025/01/cenarios-nosferatu.ghtml">detalhismo</a></span><span style="font-weight: 400;"> evidente, a atuação de Lily Rose-Depp contribui para o destaque da obra: a agonia e sofrimento constantes de Ellen estariam claros, ainda que na ausência de palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus às suas quatro indicações ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2025/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa não conquista seu espectador por meio de personagens carismáticos, trama comovente ou roteiro inovador. A riqueza do filme reside na fidelidade do cineasta ao seu compromisso em eternizar o Conde Orlok através das gerações. O espectador que desconhece as versões de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/nosferatu-entenda-por-que-o-filme-original-quase-foi-extinto-625180/">1922</a></span><span style="font-weight: 400;"> e 1979 compreende plenamente o universo que circunda os protagonistas da trama. Aqui, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/por-que-robert-eggers-nao-se-interessa-em-fazer-filmes-contemporaneos-diretor-responde/">diretor</a></span><span style="font-weight: 400;"> se vê exitoso com sua proposta e responsável por um dos melhores lançamentos do Cinema no ano. </span><b>&#8211; Esther Chahin</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35068" aria-describedby="caption-attachment-35068" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35068 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg" alt="O cenário é de um bar com a parte interna azul. Ao fundo está um portão verde e do lado externo estão dois carros, um azul e outro vermelho. Mais próximo estão dois personagens se olhando. À esquerda está o personagem do Babu, com um copo de bebida na mão. À direita está o personagem do Ângelo Antônio também com um copo de bebida. Ambos estão sentados em mesas distintas e se encarando." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35068" class="wp-caption-text">O filme estreou nos cinemas brasileiros no dia 27 de Março (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><b>Oeste Outra Vez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra de Erico Rassi se notabilizou ao conquistar o prêmio de Melhor Filme do Festival de Gramado em 2024. Ainda no ano passado o longa passou por outros festivais, incluindo a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, no entanto é só em 2025 que ele vai chegar ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/oeste-outra-vez-faroeste-brasileiro-ganha-data-nos-cinemas">público geral</a></span><span style="font-weight: 400;">. No enredo, Totó (Ângelo Antônio) é abandonado por sua mulher, que decide ficar com Durval (Babu). Em retaliação, ele manda matar o personagem. Ao sobreviver, Durval contrata assassinos para irem atrás de Totó, perpetuando a violência cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama consegue debater questões como o machismo e a objetificação sem ser apelativo e expositivo, se utilizando muito do subtexto. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> se trata, afinal, de homens que não conseguem lidar com suas fragilidades. A escolha por uma pegada faroeste não é à toa, pois, o gênero vem explorando a masculinidade a partir de sua própria história. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ns0I6jSpQAE">Erico Rassi</a></span><span style="font-weight: 400;"> se destaca ao colocar a falta de comunicabilidade como uma maneira de gerar outras formas de expressão, nesse caso, a barbárie. &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35069" aria-describedby="caption-attachment-35069" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg" alt="Em uma imagem retangular, se encontram Elpabha, uma bruxa de pele verde que veste um chapéu pontiagudo e um vestido na cor preta, próxima a Glinda, uma bruxa de cabelos loiros, pele rosada e que usa um vestido na cor rosa. Ambas olham para cima e tem cara de leve surpresa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35069" class="wp-caption-text">Encantador e mágico, Wicked trás o brilho que faltava nas produções Hollywoodianas com classe e carisma (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Wicked (Wicked)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação do musical da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Broadway </i></span><span style="font-weight: 400;">mais aguardada desde que foi anunciada, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><i>Wicked</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas em Novembro de 2024, levando fãs de diva </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">, desavisados e admiradores de musical às salas, tendo o sucesso de surpreender positivamente todos eles. A prequela (história anterior) do famoso </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mágico de Oz</i></span><span style="font-weight: 400;"> já foi adaptada muitas vezes no palco de maior sucesso de musicais do mundo e movimenta milhões todos os anos. Com um duo grandioso, a primeira parte da adaptação tem o trunfo de trazer a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/">primeira Elphaba negra e </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/"><i>queer</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Cynthia Erivo, e Ariana Grande, cantora que retoma as suas origens na atuação e realiza o seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/por-que-ariana-grande-decidiu-usar-o-nome-completo-em-creditos-de-wicked">sonho de interpretar Glinda</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tamanha entrega, a atuação de ambas tira o fôlego e merece todas as indicações e aplausos que vem recebendo. Somando </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/wicked-alem-de-levar-2-trofeus-este-foi-o-feito-inedito-do-filme-no-oscar-2025,a5d77a3bf857f775edab462b74fc6815it7l9kuj.html#:~:text=Apesar%20de%20n%C3%A3o%20ser%20a,e%20Melhor%20Figurino%20para%20Paul">duas estatuetas no Oscar 2025</a></span> <span style="font-weight: 400;"><i>e</i></span><span style="font-weight: 400;"> reiterando a caminhada de sucesso do musical que já coleciona </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_awards_and_nominations_received_by_Wicked_(musical)">64 indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> ao longo de sua existência, em quase 3h, o filme nos leva a viajar para outro universo, com canções agradáveis e contagiantes, nos levando a reflexões, emoções e uma paixão sem fim, que anseia pela parte dois. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier.</b></p>
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<figure id="attachment_35070" aria-describedby="caption-attachment-35070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg" alt="Cena do filme Mufasa. A cena mostra dois leões, conhecidos como os personagens Taka e Mufasa, além de uma leoa, a personagem Nala. O leão Taka está mais ao fundo da imagem. Os leões possuem pelo na cor caramelo. Um macaco está com um cajado, o qual é o personagem Rafiki do Rei Leão, com um pelo mais escuro. Atrás, existem montanhas e uma névoa que deixa a paisagem ao fundo quase imperceptível. Os leões e o macaco parecem prestar atenção em algo mais a frente." width="800" height="461" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1024x590.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-768x442.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1536x884.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1200x691.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda.jpg 1777w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35070" class="wp-caption-text">Mufasa retoma a franquia Rei Leão com cenas fotorrealistas geradas por computador (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Mufasa: O Rei Leão (Mufasa: The Lion King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mufasa</span><span style="font-weight: 400;"> possui uma personalidade muito admirável no primeiro filme da franquia, iniciada em 1994 com <em>O Rei Leão</em>. Acompanhar a história do seu crescimento, em <em>Mufasa: O Rei Leão</em><b>,</b> traz à tona muitas nostalgias dos longas anteriores. A tecnologia das cenas produzidas em computador continua a surpreender, ainda que existam opiniões contrárias à realidade do filme 3D, a mesma da produção live-action </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/J57HnR6FPW0?si=ZHmAsrpm-ucC4iAS"><i>O Rei Leão</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4m0Tu3A4sITB4KKlB6EZlK?si=nDLfu93TTPu2ejdj6pIi3A">trilha sonora</a></span><span style="font-weight: 400;"> da obra não se compara à da trilogia original, entretanto, não deixa de ser cativante. O longa continua com o tradicional musical das produções da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Disney</i></span><span style="font-weight: 400;">, o que retoma a magia de filmes voltados ao público infantil. A obra possui uma espetacular ênfase no desenvolvimento de </span><span style="font-weight: 400;">Mufasa (Aaron Pierre)</span><span style="font-weight: 400;">, o qual desperta curiosidade no público, principalmente, devido à passagem de um relacionamento de honestidade e humildade com</span><span style="font-weight: 400;"> Scar (Kelvin Harrison Jr.) </span><span style="font-weight: 400;">para um relacionamento de inimizade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35071" aria-describedby="caption-attachment-35071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png" alt="Cena do filme Meu Malvado Favorito 4. Na esquerda, Gru, personagem branco careca de casaco preto e cachecol ciza listrado, olha de canto para suas filhas (da esquerda para a direita) - Edith, Margo e Agnes - sentadas na cozinha atrás de uma bancada em que há muitas garrafas de leite." width="800" height="346" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-768x332.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury.png 987w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35071" class="wp-caption-text">A quarta produção da franquia marca o maior período entre os filmes, com 7 anos desde a última sequência. (Foto: Illumination Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Malvado Favorito 4 (Despicable Me 4)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma aventura como agente da Liga Antivilões, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Meu Malvado Favorito 4</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. A animação continua com Gru (Steve Carell) e sua família, Lucy (Kristen Wiig), Margo (Miranda Cosgrove), Edith (Dana Gaier) e Agnes (Madison Polan), que agora contam com um novo membro: Gru Jr. O enredo traz mais uma missão a ser concluída, derrotar o inimigo Maxime Le Mal (Will Farrell) e sua namorada Valentina (Sofía Vergara), mas, diferente dos outros filmes em que o personagem principal morava em sua casa onde vivia com suas filhas adotadas, o protagonista precisa lidar com a paternidade de ter um bebê e uma vizinha adolescente intrometida e irritante. Com muita maestria, o longa foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/">o maior da </a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"><em>Universal Pictures</em></a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"> no Brasil</a></span><span style="font-weight: 400;">, com uma bilheteria de mais de 140 milhões de reais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme recebeu indicações no <em>Academy of Science Fiction</em>, <em>Fantasy &amp; Horror</em> <em>Films</em> (Melhor Filme Animado), <em>Hollywood Music In Media Awards</em> (Melhor Música Original) e <em>Chinese American Film Festival</em>, no qual venceu a categoria como o Filme Norte-Americano Mais Popular na China. Para quem está procurando uma produção mais leve, com muitas risadas e um herói divertido, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=seSIJf5mhPE">Gru e sua equipe fiel de incontáveis Minions</a></span><span style="font-weight: 400;">, devem ser a escolha para aproveitar uma sessão de cinema em casa com a família e um balde de pipoca. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35072" aria-describedby="caption-attachment-35072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg" alt="Cena do filme Eu Vi o Brilho da TV. Na cena, os dois personagens principais aparecem de costas, lado a lado, no canto direito da imagem. À esquerda, Owen está usando um vestido em tons de rosa. À direita, Maddy está toda de preto, com mangas longas e calça comprida. Eles estão em um campo de futebol vazio, à noite, olhando para as árvores mais para frente. No céu estrelado tem uma lua cheia sobre eles, com a imagem de um rosto no centro." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1200x648.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35072" class="wp-caption-text">Eu Vi o Brilho da TV usa de inspiração e faz referências a Buffy, a Caça-Vampiros (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Vi o Brilho da TV (I Saw the TV Glow)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/eu-vi-o-brilho-da-tv-critica/"><i>Eu Vi o Brilho da TV</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">não furou a bolha o suficiente para ser lembrado pelas grandes premiações do ano como merecia, mas com certeza deixou uma marca duradoura em quem assistiu. Dirigido e escrito por Jane Schoenbrun, o filme mistura terror, drama e fantasia. A verdadeira ameaça da trama é uma tragédia muito real para muitos: passar pela vida sem viver a sua verdade. A alegoria mais óbvia proposta pelo roteiro, e reforçada por símbolos imagéticos, relaciona-se com a experiência trans e de não conformidade de gênero, mas a abordagem dessas lutas é tão sensível que ecoa para as experiências de toda a comunidade </span><span style="font-weight: 400;"><i>quee</i></span><span style="font-weight: 400;">r e até qualquer outra pessoa que se identifique com uma jornada de autoconhecimento isoladora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tem um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AHKFHYBdqEc">visual</a></span><span style="font-weight: 400;"> único e particular. As imagens e os sons surreais evocam sentimentos no espectador que chegam antes da compreensão dos porquês. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Eu Vi o Brilho da TV </i></span><span style="font-weight: 400;">cria uma atmosfera sufocante sobre uma sensação de nostalgia amarga. A obra utiliza as memórias dos personagens para borrar os limites entre o real e a imaginação. A posição da plateia é desconfortável e agonizante do começo ao fim dos 100 minutos de duração do longa, mas ao rolarem os créditos e a digestão do que se acabou de ver assentar, fica a mensagem de esperança em dias melhores: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda há tempo</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_35074" aria-describedby="caption-attachment-35074" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a.semente.do_.fruto_.sagrado.jpg" alt="Cena do filme A Semente do Fruto Sagrado. A imagem mostra três mulheres da mesma família. Da esquerda para a direita, há uma mulher mais velha de cabelos curtos com a boca aberta, uma mulher jovem de cabelos curtos com uma expressão séria e uma mulher mais nova de cabelos cacheados com uma expressão de medo." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-35074" class="wp-caption-text">A Semente do Fruto Sagrado concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, mas perdeu para Ainda Estou Aqui (Foto: Mares Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Semente do Fruto Sagrado (The Seed of the Sacred Fig)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/01/13/mohammad-rasoulof-iraniano-diretor-de-a-semente-do-fruto-sagrado-gostaria-de-nao-precisar-fugir-do-meu-pais.ghtml">Mohammad Rasoulof</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Semente do Fruto Sagrado</i></span><span style="font-weight: 400;"> é, inicialmente, um drama sobre a política em Teerã, capital do Irã. Com a promoção de Iman (Missagh Zareh) dentro dos cargos da ditadura que comanda o país, Rezvan (Mahsa Rostami) e Sana (Setareh Maleki), filhas do homem, se veem em um conflito dentro de casa: seguir as próprias convicções ou aceitar viver sob o regime autoritário, dentro e fora de casa. Mais do que uma discussão sobre a vida em sociedade, o filme examina a lente do lado que opera os atos de perseguição e silenciamento de um povo marcado pelo medo e o desejo pela sua liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 167 minutos do longa-metragem são acompanhados por um tom agonizante e reflexivo em relação aos limites da perversidade que um ser humano pode cometer. Na virada do primeiro para o segundo ato, a produção segue por um caminho mais introspectivo: ao invés de analisar as consequências externas, a obra se concentra em abordar o imaginário de personas antagônicas: aqueles que lutam pela sua independência &#8211; cultural, religiosa e social &#8211; e os que tentam acabar com ela. Reconhecida pela crítica especializada, a trama da Alemanha apareceu na categoria de Melhor Filme Internacional em premiações, como o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Globo de Ouro</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
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<figure id="attachment_35075" aria-describedby="caption-attachment-35075" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/A-Noite-Que-Mudou-o-Pop-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do documentário A Noite que Mudou o Pop. Na imagem temos a presença do cantor Lionel Richie, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo comprido cacheado e bigode nas cores pretas. Ele está vestindo uma camiseta verde escuro com detalhes ondulados e um terno prateado reluzente. Ao seu lado está o produtor Quincy Jones, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo curto e de barba nas cores pretas. Ele está usando um óculos de armação preta e uma camiseta branca com uma faixa preta no meio. Eles estão dentro de um estúdio de gravação, rodeados de pessoas da equipe em volta." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-35075" class="wp-caption-text">O documentário foi indicado na categoria de Melhor Filme Musical na 67ª edição do Grammy Awards (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Noite Que Mudou o Pop (The Greatest Night In Pop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3Z2tPWiNiIpg8UMMoowHIk?si=6dd85c466c104b6f"><i>“We are the world, We are the children”</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Dispensando apresentações, a música que marcou uma geração de pessoas e colocou como foco o combate à fome no continente africano, ganhou pela </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MD3oU1gowu4"><i>Netflix</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> um documentário detalhado sobre o processo de criação do </span><span style="font-weight: 400;"><i>single</i></span><span style="font-weight: 400;">, além de registros inéditos dos 45 artistas que participaram do projeto </span><span style="font-weight: 400;"><i>USA for Africa</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-noite-que-mudou-o-pop-critica/"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, dirigido pelo cineasta Bao Nguyen, tem uma narrativa que conquista aos poucos. A grande verdade é que o público tem conhecimento sobre a canção, sua motivação e os cantores que participaram deste marco musical, no entanto, não se sabe exatamente o que aconteceu naquela noite de janeiro de 1985.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essa premissa, ao explorar os bastidores da composição de</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nqAvFx3NxUM"> Lionel Richie</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oRdxUFDoQe0">Michael Jackson</a></span><span style="font-weight: 400;">, produzida pelo compositor </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3rxIQc9kWT6Ueg4BhnOwRK?si=Okvuyw0wQsqkG4cqJMWT0g">Quincy Jones</a></span><span style="font-weight: 400;">, também responsável pelo direcionamento do grupo vocal, o filme documental se desenvolve pela curiosidade do telespectador. O relato atual dos músicos que participaram daquela noite, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LPn0KFlbqX8">Cyndi Lauper</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs">Bruce Springsteen</a></span><span style="font-weight: 400;">, e claro, de Richie, que conduziu grande parte da história do documentário, também deixou tudo mais íntegro, pois transfere a visão e a experiência dos próprios artistas em tela. </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um registro sublime para os apaixonados por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s3wNuru4U0I"><i>We Are The World</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, além de ser uma prova viva de que a música é capaz de salvar vidas. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35076" aria-describedby="caption-attachment-35076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg" alt="Cena do filme Robô Selvagem. A imagem, que se passa num campo verdejante, retrata um robô de aparência desgastada e um raposo de pelagem avermelhada compartilham um momento de curiosidade e conexão. O robô, de forma arredondada e metálica, tem um design futurista, com um corpo esférico, braços articulados e olhos brilhantes em tons de azul neon. Seu casco exibe marcas de arranhões e sujeira, sugerindo uma longa jornada ou anos de exposição aos elementos. Ele está sentado na relva alta e seca, com uma postura relaxada, como se estivesse interagindo de forma pacífica com seu companheiro animal. No topo de sua cabeça, uma pequena antena luminosa emite um brilho sutil.O raposo, por sua vez, observa atentamente o robô com os olhos curiosos e as orelhas erguidas. Seu focinho quase toca o rosto metálico da máquina, criando um contraste entre a suavidade de sua pelagem e a frieza do metal. A paisagem ao redor, com gramíneas ondulando ao vento e nuvens suaves tingidas de tons alaranjados e lilases, adiciona uma atmosfera serena e melancólica. A cena transmite um misto de inocência e mistério, sugerindo um encontro improvável entre natureza e tecnologia, onde a sensibilidade transcende as barreiras entre o orgânico e o artificial." width="800" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35076" class="wp-caption-text">A dublagem original do longa conta com grandes nomes como Lupita Nyong’o, Pedro Pascal e Kit Connor (DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><b>Robô Selvagem (</b><b><i>The Wild Robot</i></b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Robô Selvagem</i></span> <span style="font-weight: 400;">surpreendeu ao se consolidar como uma das animações mais intrigantes de 2024, unindo uma trama emocionalmente profunda com temas filosóficos e sociais. Baseado no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.peterbrownstudio.com/books/the-wild-robot/">livro de Peter Brown</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa aborda a jornada de uma robô que busca entender seu lugar em um mundo selvagem, explorando a coexistência entre tecnologia e natureza. A narrativa, carregada de momentos introspectivos e dilemas éticos, ressoou de maneira poderosa em um público amplo, incluindo adultos e crianças. Com animação detalhada e direção sensível, a produção foi reconhecida por críticos como uma obra que transcende seu gênero de “filme sobre robôs”, sendo indicado a prêmios como o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Annie Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e o Globo de Ouro, reafirmando o potencial de histórias que equilibram reflexão e entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Rob%C3%B4-Selvagem/0H5X9VAJP3WU9CMN0CPCM63K2S">longa</a> de Chris Sanders tem a habilidade de dialogar com questões contemporâneas, como o impacto da automação na sociedade e a necessidade de harmonia entre progresso e preservação ambiental. Desde sua estreia, o filme acumulou elogios por sua abordagem original e ganhou prêmios em festivais de cinema animado pela profundidade de seu roteiro e pelo design visual inovador. Mais do que uma aventura animada, o longa tornou-se um estudo sobre humanidade, identidade e conexão, posicionando-se como uma produção que define o papel da animação como um veículo poderoso de transformação social. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35077" aria-describedby="caption-attachment-35077" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg" alt="Imagem de Paul Atreides, personagem de Duna: Parte 2, interpretado por Timothée Chalamet. Paul está no deserto, com o rosto parcialmente coberto por um capuz bege que faz parte de um traje fremen, e usa um respirador no nariz, característico dos habitantes de Arrakis. Seus olhos azuis brilhantes, resultado da exposição à especiaria, destacam-se na expressão séria e determinada. Ao fundo, outros fremen, também usando trajes típicos do deserto, aparecem em desfoque." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35077" class="wp-caption-text">Paul Atreides, interpretado meticulosamente por Timothée Chalamet, enfrenta a decisão de se tornar ou não o messias prometido (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Duna: Parte 2 (Dune: Part Two)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Denis Villeneuve, fã de carteirinha do gênero </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sci-Fi</i></span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/star-wars/132828/news/tudo-descarrilou-em-1983-apesar-de-ser-grande-fa-de-star-wars-denis-villeneuve-nao-tem-interesse-em">desde criança</a></span><span style="font-weight: 400;">, prova novamente que é a pessoa ideal para adaptar a grandiosa obra de Frank Herbert. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, indicado a seis categorias no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme, o diretor leva o público a uma imersão total no deserto de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Arrakis</i></span><span style="font-weight: 400;">, onde a narrativa épica ganha um novo fôlego. Se a primeira parte foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/duna-critica-dune">alvo de críticas</a></span><span style="font-weight: 400;"> pelo ritmo mais pausado, esta sequência se destaca por um senso de precipitação do início ao fim. O cineasta equilibra perfeitamente as nuances de poder, sacrifício e destino em um roteiro que ressoa tanto na grandiosidade das batalhas quanto na profundidade das relações humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os destaques técnicos são os personagens principais de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqmbrvluQRA&amp;pp=ygUUZHVuYSBwYXJ0ZSAyIHRyYWlsZXI%3D"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A fotografia e o som, especialmente se apreciados nas telas <em>IMAX</em> para as quais o longa foi concebido, transportam o espectador diretamente para as imensidões de areia. Paisagens deslumbrantes, gravadas em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/cenarios-de-duna-parte-2-vao-de-cemiterio-na-italia-a-desertos-no-oriente-medio/">desertos reais</a></span><span style="font-weight: 400;">, e uma trilha sonora hipnotizante se unem para criar uma experiência cinematográfica pouco vista ultimamente. Nesta obra, Villeneuve reafirma sua maestria, entregando não apenas uma sequência à altura de seu antecessor, mas um capítulo definitivo no universo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna</i></span><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35078" aria-describedby="caption-attachment-35078" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35078" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png" alt="Cena do filme Rivais, de Luca Guadagnino. À esquerda, vemos Mike Faist, um homem branco e loiro, que veste camiseta e boné vermelhos. À direita, vemos Josh O’Connor, um homem branco de cabelos pretos, que usa uma camiseta branca e um relógio em seu pulso esquerdo. Eles estão sentados, olhando um para o outro. Ao fundo, por detrás de um vidro, é possível ver algumas árvores desfocadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35078" class="wp-caption-text">Ainda que seja um dos maiores lançamentos de 2024, o longa não recebeu nenhuma indicação ao Oscar 2025 (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>Rivais (Challengers)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo que Luca Guadagnino sabe fazer com maestria é explorar o desejo por meio da sutileza – e, sendo dirigido por ele, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i>Challengers</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) não poderia seguir um caminho diferente. Cada cena do filme é carregada de um erotismo que não precisa de cenas explícitas para se fazer presente, ao mesmo tempo em que oferece uma análise profunda sobre questões como o ego e a ambição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O triângulo amoroso composto por </span><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span><span style="font-weight: 400;">, Josh O’Connor e Mike Faist emite uma energia imparável constante, ao passo que eles se comportam como verdadeiras estrelas de Cinema do começo ao fim. A mistura do caos hipnótico causado por eles e a superfície plácida do luxuoso mundo do tênis resulta em uma experiência fascinante, cujo único objetivo é fazer com que o público se deleite com a diversão pura e decadente desses </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MDnVk5jIJr0"><i>Rivais</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Afinal, amor e ódio são os lados de uma mesma moeda, certo? </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35079" aria-describedby="caption-attachment-35079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg" alt="Cena do filme Alien: Romulus. A cena mostra a personagem Rain, interpretada por Cailee Spaeny, uma mulher de pele clara e cabelos lisos, em um ambiente muito escuro, ela usa um traje espacial, com um capacete de vidro iluminado internamente com luzes amareladas. Ela olha para sua esquerda com uma expressão de assombro." width="800" height="527" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1024x675.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-768x506.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1200x791.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35079" class="wp-caption-text">Alien: Romulus é o híbrido genético perfeito do terror com a ficção científica (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Alien: Romulus (Alien: Romulus)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi anunciado em um momento delicado para a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-isolation-10-anos/#google_vignette"><i>Alien</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, já que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Prometheus </i></span><span style="font-weight: 400;">(2012) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Alien: Covenant </i></span><span style="font-weight: 400;">(2017), últimos filmes relacionados à série, dirigidos pelo primeiro idealizador das criaturas, Ridley Scott, não tiveram os resultados esperados em crítica e bilheteria. Mas esse filme inverteu qualquer expectativa negativa, não por sorte, mas por talento e jogo de cintura do diretor Fede Álvarez que soube resgatar o terror visceral que fez do primeiro filme da série um dos mais impactantes na cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado novamente em lugares fechados e claustrofóbicos, acompanhando a história de jovens que tentam escapar da colônia espacial insalubre em que vivem e trabalham, o longa dialoga com seu precursor de 1979 de diversas formas. Como, por exemplo, a temática do poder cada vez mais ilimitado das grandes corporações, o avanço brutal e impossível de se conter da inteligência artificial e da tecnologia em geral, bem como a tentativa vã da humanidade de controlar os elementos naturais do universo, seja por ganância ou mesmo por sobrevivência. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2EmyntY2myo"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> teve o seu lugar de destaque e injetou uma dose generosa de ficção científica da melhor qualidade nos cinemas em 2024. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35080" aria-describedby="caption-attachment-35080" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui. A imagem mostra uma família, composta por uma mãe, um filho e três filhas, sentados em um quarto de jovens garotas, decorado com papel de parede e posters. A mãe é Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que está sentada na cama de pernas cruzadas. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos de tamanho médio, escovados para trás. Ela usa uma camiseta estampada com formas geométricas em tons de verde e uma saia esverdeada. Uma das filhas está sentada na cama, ao lado Eunice; ela é Mabiu Paiva, interpretada por Cora Mora. Ela é uma menina branca, de cabelos castanhos, lisos e longos. Ela usa uma camiseta florida. Embaixo, sentado no chão, está Marcelo Rubens Paiva, interpretado por Guilherme Silveira. Ele é um menino branco, de cabelos castanhos e lisos, em corte tigelinha. Ele usa uma camiseta amarela pastel. De costas para a câmera, aparecem as filhas Nalu Paiva, interpretada por Bárbara Luz, e Eliana Paiva, interpretada por Luiza Kosovski. Nalu é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, curtos e cacheados. Eliana é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, lisos e longos. " width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1536x860.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1200x672.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35080" class="wp-caption-text">Ainda Estou Aqui relembra, de forma extremamente necessária, os horrores da Ditadura Militar Brasileira (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Ainda Estou Aqui</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva. Como começar a explicar Eunice Paiva? Advogada. Defensora dos direitos humanos. Especialista em direito indígena. Mãe. Viúva. Vítima da Ditadura Militar Brasileira. Essas palavras são poucas para definir quem é Eunice. Marcelo Rubens Paiva recorda suas próprias </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/em-ainda-estou-aqui-marcelo-rubens-paiva-expoe-delicado-acerto-de-contas-com-mae-17098466">memórias</a></span><span style="font-weight: 400;"> no livro </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> – que foi adaptado para o Cinema pelas mãos de Walter Salles. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/P3TZjP_vVso?si=wSvHipbmfuj3rfg1">Fernanda Torres</a></span><span style="font-weight: 400;"> encarna Eunice; Selton Mello interpreta o ex-deputado </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://memorialdaresistenciasp.org.br/pessoas/rubens-beyrodt-paiva/">Rubens Paiva</a></span><span style="font-weight: 400;">. As atuações são emocionantes e únicas não só pelo talento dos atores, mas também pela caracterização e ambientação da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres fez um trabalho excepcional ao viver Eunice Paiva. A dor, a indignação com a situação e o sofrimento pela perda de Rubens se demonstram em um olhar, um pequeno gesto, um abraço, um sorriso. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/gDunV808Yf4?si=KD8mRkPPlgmLeYRN"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> é importantíssimo para lembrar dos horrores vividos no Brasil após o Golpe de 1964. A tortura, os sumiços, os assassinatos nunca podem ser esquecidos. A violência vivenciada no país teve vários formatos: indo da física à psicológica; até a crueldade dos desaparecimentos e de não se ter respostas – a cena em que Torres esbraveja “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/na27WFDA08c?si=xPNFVFFrWCT4pGGg"><i>cadê meu marido?!</i></a></span><span style="font-weight: 400;">” é um dos momentos mais marcantes do longa. O sucesso de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda Estou Aqui </i></span><span style="font-weight: 400;">não é à toa – as </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7dgzlevx4o.amp">três indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/tag/oscar"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> 2025 não mentem –, e, com os acontecimentos recentes do mundo, não custa lembrar: ditadura nunca mais. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35081" aria-describedby="caption-attachment-35081" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Longlegs. Um homem branco, de olhos claros, rosto esbranquiçado e cabelos grisalhos, na altura do ombro, olha fixamente para a câmera. Ele veste uma camisa verde clara, com um lenço de listras verdes no pescoço. Ambas as peças estão cobertas por uma jaqueta cinza, com um broche de flor dourado, e uma mochila azul nas costas. Atrás do personagem, aparece um gramado, coberto por uma fina camada de neve, e uma placa indicando um ponto de ônibus. O céu está repleto de nuvens." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther.jpeg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35081" class="wp-caption-text">Para interpretar Longlegs, Nicolas Cage se inspirou nos comportamentos de sua mãe, diagnosticada com depressão e esquizofrenia (Foto: NEON Rated, LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal (Longlegs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O emblemático longa de Oz Perkins, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</i></span><span style="font-weight: 400;">, destaca-se em meio às recentes estreias do Horror. Diferentemente do que ocorre nos gritos desesperados de Cecília em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Imaculada</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Immaculate</i></span><span style="font-weight: 400;">, originalmente) ou nas cenas violentas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mal Que Nos Habita</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>When Evil Lurks</i></span><span style="font-weight: 400;">), mecanismos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/09/03/por-que-longlegs-e-tao-assustador-conheca-filme-que-esta-aterrorizando-publico-nos-cinemas.ghtml">pouco óbvios</a></span><span style="font-weight: 400;"> são o que constroem a atmosfera macabra nessa trama. A característica hipnotiza os fãs pouco sedentos por sangue, mas muito saudosos da adrenalina própria do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs</i></span><span style="font-weight: 400;">, o arrepio na espinha e o frio na barriga tomam o público nos momentos menos prováveis: o preto e vermelho gritantes ao som de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000099104/">T. Rex</a></span><span style="font-weight: 400;">, as aproximações repentinas e silenciosas em pontos do enquadramento e – claro – a ousada primeira aparição de Dale Kobble (Nicolas Cage); o diretor escolhe exibir na tela apenas parte do rosto do personagem. Incrivelmente assustadora, a obra e a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/longlegs-por-tras-do-visual-do-aguardado-filme/">figura</a></span><span style="font-weight: 400;"> que a nomeia conquistaram seu posto no imaginário do público – e, por consequência, nos melhores lançamentos do Cinema em 2024. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
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<figure id="attachment_35082" aria-describedby="caption-attachment-35082" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35082" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg" alt="Cena de Um Homem Diferente. Nela, vemos três pessoas em um sofá verde escuro com algumas almofadas brancas e pretas. No centro, está Edward, um homem branco e de cabelos pretos. Ele veste uma camisa marrom de manga comprida e gola alta e uma calça preta. Edward está sério olhando para frente e segura uma máscara no colo. Do lado direito, temos Ingrid, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela veste um vestido preto com detalhes em branco na parte de cima. Ela está de pernas cruzadas e olhando para cima. Do lado esquerdo, temos Oswald, um homem branco de cabelos pretos. Oswald tem o rosto desfigurado devido a uma doença chamada neurofibromatose. Ele veste um terno marrom e gravata marrom claro. Oswald está em pé atrás do sofá e apoiado nele com as mãos, enquanto olha para Ingrid. Ao fundo, a cozinha de um apartamento." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35082" class="wp-caption-text">No ano em que o terror corporal junto com a crítica social dominou as telas, Um Homem Diferente o replica da forma mais inventiva e não óbvia possível (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Um Homem Diferente (A Different Man)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, não podemos negar que 2024 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, mas ao se olhar um pouco mais para fora dos holofotes, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Um Homem Diferente </i></span><span style="font-weight: 400;">emula os mesmos méritos do longa de Coralie Fargeat, mas de forma mais sútil e sem escancarar tanto que se trata de uma obra crítica. Para isso, o diretor e roteirista Aaron Scheinberg conta com um humor desconfortavelmente ácido para traduzir outra história de obsessão e padrões da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, acompanhamos Edward (Sebastian Stan), um homem que sofre com neurofibromatose, uma doença que acaba desfigurando seu rosto. Ele passa então por uma cirurgia inédita que o coloca nos padrões da sociedade, mas, mesmo com a confiança restaurada, vê a vida que sonhava ruir a partir do momento em que, secretamente, aceita participar de uma peça sobre ele mesmo. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/um-homem-diferente-critica/"><i>Um Homem Diferente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra sua força e originalidade através de um roteiro intencionado em conduzir a percepção do espectador para diferentes caminhos, que chega nesse resultado através da atuação de seu trio principal – destaque para Adam Pearson, que realmente sofre da doença – mas, principalmente para Sebastian Stan, se provando uma força da atuação que teve nesse ano seus melhores trabalhos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35083" aria-describedby="caption-attachment-35083" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Todo-Tempo-Que-Temos-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do filme Todo o Tempo que Temos. Na imagem temos a presença de Almut (Florence Pugh), uma mulher branca, de olhos verdes e cabelo loiro liso preso em um coque. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas. Ao seu lado está Tobias (Andrew Garfield), um homem branco, de olhos castanhos e cabelo curto ondulado. Ele está vestindo uma camisa cinza de mangas compridas. Eles estão se abraçando enquanto olham um para o outro. Eles estão em um local fechado, com uma luz baixa e meio amarelada." width="735" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-35083" class="wp-caption-text">A trajetória de um casal correndo atrás do tempo (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Todo Tempo Que Temos (We Live In Time)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de amor entre Almut (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/">Florence Pugh</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Tobias (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/">Andrew Garfield</a></span><span style="font-weight: 400;">, se constrói em ínfimos espaços de tempo. Um encontro sem data e nem hora, de supetão mesmo. Mas que alcança a maturidade após uma notícia abrupta atingir o casal. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MH02yagHaNw"><i>Todo Tempo Que Temos</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos, por meio de linhas temporais, o romance de uma década, embarcada através de movimentos de sua trajetória, desafiando toda a existência presente em uma ou mais vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo olhar poético de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OwYLVi8AvP8">John Crowley</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa-metragem toma forma através do simples. É a simplicidade de uma vida, assim como ela deveria ser, obviamente com alguns altos e baixos, mas que deixa a história do casal tão real. O enredo do filme explora perfeitamente esse ‘acaso’ presente na rotina deles, endossando em certos momentos para criar um </span><span style="font-weight: 400;"><i>clímax</i></span><span style="font-weight: 400;"> em algumas cenas, mas que de nenhum modo relata algo impossível de acontecer. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/todo-tempo-que-temos-critica/"><i>We Live In Time</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) carrega alguns clichês presentes no gênero, no entanto, continua sendo uma linda história de superação de medos e um lembrete para aproveitar cada detalhe que a nossa jornada oferecer. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35084" aria-describedby="caption-attachment-35084" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35084" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg" alt="Ao fundo estão os personagens de Cedric Yarbrough e Rebecca Koon. O primeiro está à direita com uma camiseta preta e o olhar vago e a segunda está à esquerda com uma camiseta rosa e uma blusa branca, ela está olhando para algo fora do plano. Mais a frente, em foco e no centro da imagem está o personagem de Nicholas Hoult, ele está com uma expressão preocupada, olhando para algo fora da câmera." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35084" class="wp-caption-text">O filme chegou direto no streaming na maioria dos países (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jurado Nº2 (Juror #2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a temporada de premiações, como o Globo de Ouro, o <em>BAFTA</em> e o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><i>Jurado Nº2</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">ficou deixado de lado pela <em>Warner Bros</em>, que preferiu focar a sua campanha para </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna 2</i></span><span style="font-weight: 400;">. A fita não chegou nem a ser lançada nos cinemas na maioria dos países, com exceção aos Estados Unidos, no resto do mundo o longa foi direto para o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000116296/"><i>streaming</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">da Max. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/cry-macho-o-caminho-para-redencao-critica/">Clint Eastwood</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que quem perde é a empresa e as premiações, pois ele acaba de lançar a sua mais nova obra-prima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Justin (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000121196/">Nicholas Hoult</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Allison (Zoey Deutch) são casados e esperam seu primeiro filho, em uma gravidez de risco. Em meio a isso, o protagonista é convocado para ser um dos jurados em um julgamento. Contudo, o que não esperava é que ele estava envolvido com o caso, podendo levá-lo direto para a cadeia. O cineasta desconstrói os conceitos de justiça e a narrativa vendida sobre imparcialidade do sistema americano. A obra</span> <span style="font-weight: 400;">não é um drama de tribunal que busca descobrir o que aconteceu. O seu maior apelo está no questionamento: o que é verdade e o que é justiça? &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35085" aria-describedby="caption-attachment-35085" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35085" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png" alt="A cena mostra as personagens Kyomoto com seu cabelo desgrenhado e franja cobrindo o rosto e Fujino com seu cabelo curto coberto por um gorro, elas olham apreensivas e nervosas para uma revista enquanto estão em uma loja de conveniência." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha.png 1437w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35085" class="wp-caption-text">Look Back é uma história emocionante e trágica sobre crescimento (Foto: Cinecolor)</figcaption></figure>
<p><b>Look Back</b><strong> (Look Back)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fujino (Yuumi Kawaii), uma estudante do ensino médio que adora desenhar e é amada por todos da classe, descobre, um dia, que outra colega, Kyomoto (Mizuki Yoshida), desenha melhor que ela, causando-lhe inveja. Após dividirem as publicações de tirinhas no jornal da escola, as duas se encontram ao final do ensino médio e iniciam uma jornada que envolve carinho, autoconhecimento, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.jbox.com.br/2024/09/24/critica-look-back-e-uma-reflexao-sobre-a-humanidade-da-arte/">descobrimento do mundo</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma pitada de dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no mangá </span><span style="font-weight: 400;"><i>one-shot </i></span><span style="font-weight: 400;">(2021</span><span style="font-weight: 400;"><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">de mesmo nome, escrita pelo mangaká </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ovicio.com.br/conheca-a-historia-de-tatsuki-fujimoto-o-criador-de-chainsaw-man/">Tatsuki Fujimoto</a></span><span style="font-weight: 400;">, criador de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Chainsaw man</i></span><span style="font-weight: 400;">, o longa de apenas 58 minutos dirigido por Kiyotaka Oshiyama e que ganhou prêmio de melhor animação no</span><span style="font-weight: 400;"><i> Japan Academy Awards, é </i></span><span style="font-weight: 400;">encantador para qualquer um que ame animações. A beleza nos movimentos envoltos com a trilha sonora tornam a obra uma jornada emocionante, ao mesmo tempo, doce e amarga para todos que já lutaram por um sonho, trazendo assim uma linda mensagem sobre crescimento. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
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<figure id="attachment_35086" aria-describedby="caption-attachment-35086" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg" alt="Cena do filme Feios. A imagem mostra a personagem Tally, interpretada pela atriz Joey King, que está se olhando em um espelho eletrônico, no qual é capaz de mudar sua aparência. No espelho, a moça possui cabelos com luzes, entretanto seu cabelo real é castanho. No espelho, seus olhos são dourados, sua boca é maior e ela está vestindo uma blusa preta de gola alta. É possível ver o cabelo e uma pequena parte do rosto da personagem enquanto ela se olha no espelho." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35086" class="wp-caption-text">Feios retrata uma nova ideia de distopia que dita a beleza social (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Feios (Uglies)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/EUL6v8rFrzE?si=Efr0Ehw4uLaCZt02"><i>Feios</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui extrema relevância social, uma vez que retrata uma sociedade futurística com muito apego aos padrões de beleza em detrimento das características humanas. A produção possui efeitos especiais muito bons e que expressam uma ambientação científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa traz uma trama parecida com a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ALIaNcHNcUs?si=D6kgb7nlMAEWKgTj"><i>Divergente</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. No início da obra, é possível prever as ideias da história e como ela vai terminar. No entanto, dá para se surpreender, pois o desenvolvimento e o desfecho da história não possuem o mesmo roteiro visto em filmes de distopia jovem. Pode-se afirmar que o final é um daqueles em que se perde a cabeça. A produção é um divisor de águas: você ama ou odeia. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35087" aria-describedby="caption-attachment-35087" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png" alt="Cena do filme Guerra Civil, de Alex Garland. Na imagem, vemos Kirsten Dunst, uma mulher branca com cabelos loiros presos. Ela usa uma camisa branca de manga comprida, um colete preto por cima, uma bolsa na transversal de seu corpo e duas câmeras penduradas em seu pescoço, na qual uma delas se encontra em suas mãos. Ela olha para a câmera com uma expressão apreensiva. Toda a imagem possui tons alaranjados e é possível ver pontos de luz atrás dela." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35087" class="wp-caption-text">Com um orçamento de 50 milhões de dólares, Guerra Civil está entre os filmes mais caros da produtora A24 (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Guerra Civil (Civil War)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bons filmes de guerra são feitos para deixarem os espectadores desconfortáveis diante do que estão assistindo. É o que faz sentido: o confronto é desumano e qualquer representação dele deve ser tingida com a dura realidade. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aDyQxtg0V2w"><i>Civil War</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(no original) possui um propósito diferente. A distopia de Alex Garland é um apelo à reflexão sobre como nos recusamos a deixar que esse tipo de imagem nos afete. O diretor não quer nos fazer sentir, mas quer que nos questionemos por que não sentimos nada, e essa foi uma escolha extraordinária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia do longa é retratar que só consegue passar por esses horrores quem se &#8216;desliga’ deles, e essa interpretação está longe de servir apenas para o universo fictício onde </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/">Kirsten Dunst</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/">Wagner Moura</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/">Cailee Spaeny</a></span><span style="font-weight: 400;"> e Stephen Henderson são fotojornalistas. Apesar de ter sido lançado em um ano carregado por medo e tensão, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Guerra Civil</i></span><span style="font-weight: 400;"> evita qualquer correlação direta com o cenário político atual, e tal fato só deixa suas entrelinhas ainda mais claras. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35088" aria-describedby="caption-attachment-35088" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp" alt="Cena do filme Megalópolis Na imagem, o personagem Cesar Catilina está no topo de um prédio, se equilibrando para não cair da beirada. O prédio, no canto esquerdo, possui muitas janelas de vidro. À direita há o céu, o horizonte da cidade e o sol amarelo. Cesar é um homem branco na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros e curto. Ele veste um terno preto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35088" class="wp-caption-text">O diretor Coppola levou 40 anos para lançar sua obra mais ambiciosa (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><b>Megalópolis (Megalopolis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/coringa-2-e-megalopolis-lideram-indicacoes-ao-framboesa-de-ouro-2025">Framboesa de Ouro 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, fracasso de bilheteria e esculhambado por crítica e público, afinal, por que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Megalópolis</i></span><span style="font-weight: 400;"> faz parte desta lista? O filme, financiado por Francis Ford Coppola, é mais um caso do panteão de obras não compreendidas pelo seu tempo, tal como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Homem-Aranha 3 </i></span><span style="font-weight: 400;">(2007) e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/garota-infernal-critica/"><i>Garota Infernal</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2009) &#8211; e deve ser alvo do revisionismo daqui a alguns anos. Assim como o protagonista Cesar Catilina (Adam Driver), um arquiteto visionário que deseja construir uma cidade utópica, o longa é uma quimera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A castração dos olhos do público acostumado com o cinza da</span><span style="font-weight: 400;"><i> Marvel Studios</i></span><span style="font-weight: 400;"> ou pela ausência de contato com a filmografia do cineasta, que já havia concebido imagens artificiais e oníricas em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Fundo do Coração</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1982) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Drácula de Bram Stoker</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1992), pode justificar a má recepção de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/megalopolis-critica/"><i>Megalópolis</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A obra caminha em oposição ao realismo e o cinismo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Hollywood</i></span><span style="font-weight: 400;">, compondo cenas abstratas e com o texto bastante inocente e um final meloso, crédulo em um futuro melhor. O sonho do diretor merece um lugar nesta lista, porque em 2024 ele ousou desafiar o </span><span style="font-weight: 400;"><i>status quo</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_35089" aria-describedby="caption-attachment-35089" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg" alt="Imagem do filme A Substância. Na cena, as personagens Sue e Elizabeth Sparkle estão sentadas se encarando em horror durante uma briga sangrenta. À esquerda, Sue é uma jovem branca de cabelos escuros e olhos claros. Já à direita, Sparkle é uma senhora deteriorada, a aparência é produzida por maquiagem. O fundo se trata do apartamento super rosa que as duas dividem." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1536x640.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1200x500.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35089" class="wp-caption-text">A Substância recebeu cinco indicações ao Oscar 2025; algo não comum para uma premiação que tem horror ao gênero (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>A Substância (The Substance)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintetizadores eletrizantes ajudam a ambientar </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes mais comentados nas redes sociais em 2024. Dirigido pela francesa Coralie Fargeat, o longa se trata de um </span><span style="font-weight: 400;"><i>body horror</i></span><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente fácil de digerir. Mesmo com referências a grandes clássicos do gênero, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Iluminado</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1980) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Carrie, A Estranha</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1976), o público abocanhou todo pedaço de </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> que Fargeat atirou em nossas faces a cada cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as atuações esplêndidas de Demi Moore e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/">Margaret Qualley,</a></span><span style="font-weight: 400;"> o universo de Elizabeth Sparkle e sua versão mais nova, Sue, é trágico, ao mesmo tempo que intoxicante. Além das entregas extraordinárias das atrizes, os detalhes da concepção visual de </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Substância</i></span><span style="font-weight: 400;"> explicam as cinco nomeações e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo as categorias de Melhor Filme, Atriz, Roteiro Original, Direção e Maquiagem (vencedor). </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_35090" aria-describedby="caption-attachment-35090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg" alt="Em uma imagem retangular colorida, aparecem três personagens do filme na sala de comando, que representa o cérebro da personagem Riley. À esquerda, está Alegria, personagem de pele amarelada, vestido verde e cabelo curto na cor azul, assim como seus olhos. Ela olha preocupada para algo à sua frente e tenta apertar um botão enquanto, ao seu lado, se encontra Ansiedade, uma personagem de pele laranja vibrante, com cabelo todo arrepiado para cima. Sua boca é larga, seus olhos esbugalhados e seus dentes são tortinhos, e ela veste um suéter branco e laranja. Ao lado, olhando tudo, está Timidez, uma emoção de estatura pequena, com olhos grandes e pupilas grandes, cabelo verde-água escuro um pouco ondulado preso por presilhas roxas, que usa um suéter cinza de bolinhas. " width="800" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1536x764.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1200x597.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament.jpg 1822w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35090" class="wp-caption-text">Assistir Divertida Mente 2 é como voltar a infância e relembrar todas as emoções do filme anterior, entendendo o motivo de se emocionar tanto (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Divertida Mente 2 (Inside Out 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2015, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i>Divertida Mente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso estrondoso. Narrado por suas emoções Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Medo (Tony Hale), Nojinho (Liza Lapira) e Raiva (Lewis Black), a vida da pré-adolescente Riley (Kensington Tallman) cativou crianças e adultos e encantou o mundo com a magia da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i>Pixar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Quase dez anos depois, a sequência surpreende positivamente ao trazer novas emoções e acompanhar uma fase igualmente complicada no amadurecimento de Riley: a entrada na adolescência e a chegada da puberdade. Mais madura e com conflitos maiores, o espectador é levado a acompanhar a descoberta d</span><span style="font-weight: 400;">a Ansiedade (Maya Hawke), da Inveja (Ayo Edebiri), do Tédio (Adèle Exarchopoulos) e da Vergonha (Paul Walter Hauser).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tão original como o primeiro filme por se ater à mesma fórmula e jornada, mas igualmente valioso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Divertida Mente 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> emociona e diverte do mesmo jeito, ajudando a entender e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2xx3lpmj6do">visualizar de forma lúdica as emoções</a></span><span style="font-weight: 400;">. Para se agradar, talvez seja necessário se desvencilhar um pouco do brilhantismo original da obra e entender a mudança do contexto atual, não se prendendo à nostalgia e se permitindo celebrar a visualização da psique de maneira fofa e bem humorada. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35091" aria-describedby="caption-attachment-35091" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35091" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg" alt="Cena do filme Uma Ideia de Você. No centro da imagem, os atores Nicholas Galitzine e Anne Hathaway aparecem de mãos dadas, andando em uma calçada na beira de um rio. Nicholas Galitzine, que faz o Hayes Campbell, é um homem branco, alto, de cabelos louros escuros. Ele veste uma calça de alfaiataria cinza-escuro, uma camiseta branca, uma jaqueta preta e coturnos pretos. Anne Hathaway, que faz a personagem Solène Marchand, é uma mulher branca, alta, de cabelos castanhos, longos e ondulados. Ela veste uma regata branca, uma saia acetinada cinza-escuro e saltos altos dourados. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35091" class="wp-caption-text">Com queridinhos dos anos 2000 e 2020, Uma Ideia de Você foi uma das maiores rom-coms de 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Uma Ideia de Você (The Idea of You)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Uma Ideia de Você</i></span><span style="font-weight: 400;"> é a mistura interessante de diversos itens da cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> – comédia romântica, </span><span style="font-weight: 400;"><i>boybands</i></span><span style="font-weight: 400;">, um elenco bonito –, com questões atuais – como o etarismo dentro de relacionamentos e a perseguição da mídia. Anne Hathaway (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-diabo-veste-prada-15-anos/"><i>O Diabo Veste Prada</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Solène Marchand, uma mulher divorciada e mãe de uma adolescente não-tão-ex-fã da banda fictícia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/e95tNU7C9dg?si=A-LOvUTRgKzCVvhl">August Moon</a></span><span style="font-weight: 400;">. Nicholas Galitzine (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i>Vermelho, Branco e Sangue Azul</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Hayes Campbell, um dos membros do grupo. O par, por consequência do destino (ou o dar para trás do ex-marido de Marchand), acaba se conhecendo no </span><span style="font-weight: 400;"><i>backstage</i></span><span style="font-weight: 400;"> da área </span><span style="font-weight: 400;"><i>VIP</i></span><span style="font-weight: 400;"> do Coachella – um dos maiores festivais de música do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, baseado no livro homônimo escrito por Robinne Lee, mostra as dificuldades de um relacionamento entre um jovem famoso e uma mulher adulta anônima. A diferença de idade dos dois deixa Solène insegura, e – mesmo que mantido em segredo para conservar sua privacidade – o romance acaba flagrado por </span><span style="font-weight: 400;"><i>paparazzi</i></span><span style="font-weight: 400;">. A partir desse momento, a vida da curadora de arte tem uma reviravolta – ela e sua filha começam a ser importunadas pela imprensa e pelos fãs. Como se tivesse saído de uma </span><span style="font-weight: 400;"><i>fanfic</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ZeIGZdfmBhg?si=FL1sOHn4M6ZkR8Ma"><i>Uma Ideia de Você</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que mulheres mais velhas podem, sim, ter uma nova chance no amor. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35093" aria-describedby="caption-attachment-35093" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35093 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/TheBeekeeper-LuisaMachadoTabchoury-1.jpg" alt="Fotografia de uma cena do filme Beekeeper: A Rede de Vingança. A cena mostra o personagem James Clay (Jason Statham), um homem bracno careca e com barba, no centro da imagem vestindo seu uniforme de apicultor, um casaco cinza, e atrás dele há duas prateleiras com potes de vidro de mel. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-35093" class="wp-caption-text">David Ayer, diretor do pôlemico Esquadrão Suicida (2016), dirige a ação (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Beekeeper: Rede de Vingança (The Beekeeper)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao entregar uma história inusitada e um elenco de peso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Beekeeper: Rede de Vingança</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. O longa conta a história de James Clay, um apicultor e ex-agente de um programa secreto que, ao ver sua vizinha querida cair em um golpe financeiro na internet, se revolta com o roubo e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://vm.tiktok.com/ZMkV62tc9/">passa a caçar (literalmente)</a></span><span style="font-weight: 400;"> todos os envolvidos nessa organização criminosa. A inovação e diferença desta obra para outras que possuem protagonistas justiceiros é a verossimilidade do enredo com os tempos atuais. Quem nunca caiu em uma farsa virtual ou conhece um amigo que já passou por isso? Essas trapaças trazem uma revolta em todos os enganados e, por isso, a produção traz uma sensação de que “a justiça foi feita”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa é protagonizado por Jason Statham que, além de ator, foi uma perfeita escolha para o papel ao ser um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ySFh1dRlU50">lutador de artes marciais</a></span><span style="font-weight: 400;">. Além dele, Josh Hutcherson, da distopia de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><i>Jogos Vorazes</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, Minnie Driver, do drama </span><span style="font-weight: 400;"><i>Gênio Indomável</i></span><span style="font-weight: 400;">, e Emmy Raver-Lampman, da série </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-3a-temp-critica/"><i>The Umbrella Academy</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, fazem parte do filme. A obra recebeu indicações no <em>Golden Trailer Awards</em>, <em>Indiana Film Journalists Association</em>, <em>US</em> e <em>Philadelphia Film Critics Circle Awards</em>, mas não ganhou nenhum dos prêmios. Para os amantes de ação que torcem para que o lado mau da história perca todo seu império corrupto, </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Beekeeper</i></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a escolha perfeita para assistir com os amigos ou com sua família. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35098" aria-describedby="caption-attachment-35098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35098 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg" alt="Cena de Moana 2. A cena retrata Moana navegando com determinação em uma pequena embarcação de madeira sobre águas azul-turquesa. Ela segura firme um remo esculpido, que apresenta o símbolo do anzol de Maui gravado em sua lâmina, e tem uma expressão confiante no rosto. Seus cabelos cacheados e escuros estão levemente desalinhados pelo vento, e ela usa um colar com um pingente brilhante sobre seu traje de inspiração polinésia, composto por um top vermelho e uma saia adornada com detalhes tradicionais. Ao fundo, a paisagem revela um cenário exuberante e misterioso: imensas formações rochosas cobertas de vegetação emergem do mar, enquanto uma criatura colossal espreita atrás delas. Seu corpo escamoso e brilhante reflete tons azulados e arroxeados, e seus múltiplos olhos circulares observam atentamente a jovem navegadora. " width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1200x628.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35098" class="wp-caption-text">Moana 2 bate mais de 1 bilhão de dólares na bilheteria global e está no top 3 filmes mais vistos de 2024 (Walt Disney Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Moana 2 (Moana 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aguardada sequência de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Moana: Um Mar de Aventuras</i></span><span style="font-weight: 400;"> trouxe à tona um enredo que equilibra nostalgia e inovação, consolidando o universo criado pela <em>Disney</em> como um dos mais ricos de sua era. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.disney.com.br/filmes/moana-2"><i>Moana 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mergulha ainda mais fundo na relação entre humanos e natureza, além de resolver o dilema se existem ou não outros povos espalhados pelo oceano. A trilha sonora conta com canções vibrantes e letras que ressoam os temas de superação e da conexão com as raízes. Lançado em um momento de reflexão ambiental global, o filme foi aclamado por críticos e público, além de solidificar seu lugar no imaginário popular com visuais deslumbrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde os materiais promocionais até o lançamento, <a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-moana-2-recordes-estreia-cinemas"><em>Moana 2</em></a> provou ser mais que uma sequência previsível, na verdade é um marco em representatividade e inovação de narrativa. A produção não se limita à beleza estética, mas também reflete seu papel em fomentar diálogos sobre responsabilidade ambiental e cultural. Comparado ao impacto de seu antecessor, a segunda parte trouxe um tom mais maduro e corajoso, reafirmando a importância de histórias que transcendem gerações. O </span><span style="font-weight: 400;">impacto social gerado por debates sobre a preservação dos oceanos elevam o longa como um marco necessário no Cinema de animação atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35099" aria-describedby="caption-attachment-35099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg" alt="Cena do filme O Senhor dos MortosNa imagem, o personagem de Vincent Cassel está à esquerda, com uma camisa cinza e um sobretudo preto. Um pouco à direita está a personagem de Soo-Min, com um vestido preto. Ela está com o rosto virado para para o personagem de Cassel, mas seu olhar é vago, pois sua personagem é cega. Ela segura o rosto de Vincent Cassel, e ele a observa." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35099" class="wp-caption-text">“Você nunca substituirá Becca” (Foto: SBS)</figcaption></figure>
<p><b>O Senhor dos Mortos (The Shrouds)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, pouco se falou sobre </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-senhor-dos-mortos-critica/"><i>O Senhor dos Mortos</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;">um dos filmes mais divisivos do evento. O mais novo longa de David Cronenberg foi lançado em diversos festivais em 2024, mas ainda não chegou ao público geral de vários países, incluindo o Brasil. Na trama, Karsh (Vincent Cassel) é um homem que perdeu sua esposa, Becca (Diane Kruger) e a enterrou em seu cemitério de alta tecnologia em que é possível ver o cadáver dentro do caixão. Certo dia, ele é avisado que os túmulos foram depredados e vai em busca do culpado e do motivo, ao mesmo tempo em que tenta superar a sua falecida mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de polêmico, a obra se ganha pela auto análise que o canadense se propõe a fazer. Ele explora sua filmografia, por meio do personagem principal, olhando de um jeito até cômico para a naturalidade com que ele explora o mórbido. Ademais, é por meio da Arte que artistas como ele conseguem se expressar. Nesse sentido, o diretor escreveu o longa-metragem</span> <span style="font-weight: 400;">como forma de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/the-shrouds-david-cronenberg-revela-que-inspiracao-veio-apos-morte-da-esposa-489315/">revelar a dor</a></span><span style="font-weight: 400;"> que sentiu pela perda da sua esposa que faleceu em 2017, além de uma maneira de homenageá-la. &#8211;</span><b> Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35100" aria-describedby="caption-attachment-35100" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35100" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp" alt="Cena do filme Donzela. A cena mostra a personagem Elodie, a qual é interpretada por Millie Bobby Brown, deitada em uma superfície de pedra com algumas rachaduras. A imagem mostra apenas seu rosto, coberto de medo e sangue, com a parte direita de sua face iluminada pela luz. Sobre seu peito, há uma pata de um dragão a segurando contra o chão. Sua pata é preta com detalhes em amarelo e suas unhas são afiadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35100" class="wp-caption-text">Millie Bobby Brown cresce sua atuação em filme sobre força feminina (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b> Donzela (Damsel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/WvFHERDoBVg?si=99EiPnY3PUmkwcsq"><i>Donzela</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui efeitos visuais muito bem trabalhados, que retratam o contexto de ação do filme. Os cenários são bem ambientados e apresentam uma sociedade campista e medieval, com figurinos muito bem escolhidos. É perceptível a tentativa de criação de um conto de fadas em uma terra mais distante que a visão do público, o que funciona muito bem para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto bem interessante é a mensagem de um heroísmo para a figura feminina, de modo que Elodie (</span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.instagram.com/milliebobbybrown?igsh=NWhva2VmYW11bmgx">Millie Bobby Brown</a></i><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">precisa tomar coragem e decisões para sobreviver de um dragão que a persegue na caverna. Entretanto, apesar da evolução da protagonista de <em>Stranger Things</em>, é perceptível que as ações de sua personagem ao final da obra tornam-se muito previsíveis, deixando o espectador já ciente do desfecho antes mesmo de seu fim. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35101" aria-describedby="caption-attachment-35101" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg" alt="Cena do filme A Verdadeira Dor. À esquerda, o personagem Benji usa uma blusa de frio com capuz vermelha escura. À direita, o personagem David usa uma camisa azul escura com uma blusa de frio em um tom um pouco mais claro de azul. Os dois estão olhando para frente, para a mesma direção. É de dia e atrás deles tem uma construção acinzentada. " width="770" height="416" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2-768x415.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35101" class="wp-caption-text">A Verdadeira Dor foi produzido pela empresa que Emma Stone fundou junto ao marido, chamada Fruit Tree (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Verdadeira Dor (A Real Pain)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesse Eisenberg se colocou à frente e atrás da câmera para contar a história de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iH4DDsO17dY"><i>A Verdadeira Dor</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Além de assumir o papel do protagonista, Eisenberg escreveu, dirigiu e produziu a comédia dramática que acompanha dois primos que não poderiam ser mais diferentes um do outro em uma viagem de grande valor emocional, após a morte da sua avó. O enredo explora com muito tato e um humor sensível os temas de perda, luto e traumas, mas o que realmente o destaca como algo especial é o capricho voltado para o desenvolvimento dos personagens. A obra cede um olhar atento para as contradições e conflitos internos da individualidade de cada um, distanciando-se dos estereótipos rasos que estavam a fácil alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kieran Culkin conquistou seu lugar entre os queridinhos da indústria por sua </span><span style="font-weight: 400;"><i>performance</i></span><span style="font-weight: 400;"> na aclamada série </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">. Com </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Verdadeira Dor</i></span><span style="font-weight: 400;">, o ator provou que seu talento se adapta e, mesmo com o fim da série, ele continua no jogo. A interpretação de Culkin fez dele o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.goldderby.com/article/2025/2025-oscars-best-supporting-actor-breakdown-kieran-culkin/">queridinho das premiações</a></span><span style="font-weight: 400;">, lhe rendendo os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice </i></span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;">. O trabalho de Eisenberg também foi bem reconhecido e ele venceu o </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;"> por Melhor Roteiro Original e foi indicado na mesma categoria ao </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">. O filme ganhou o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice</i></span><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme de Comédia. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger </b></p>
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		<title>Com pai e filho reunidos, a 3ª temporada de The Mandalorian segue O Caminho para o Emmy</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jun 2023 14:07:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriela Bita Com um começo lento, mas intrigante, e um final explosivo, a terceira temporada de The Mandalorian apresenta força suficiente para, assim como as anteriores, concorrer ao Emmy de 2023. Contando com uma produção visual de tirar o fôlego, os oito novos episódios apresentam um foco diferente — mas muito bem explorado e desenvolvido &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com pai e filho reunidos, a 3ª temporada de The Mandalorian segue O Caminho para o Emmy"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31106" aria-describedby="caption-attachment-31106" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31106" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3.png" alt="Cena da terceira temporada da série The Mandalorian na qual Grogu e Din Djarin estão juntos na nave do Mandaloriano. Grogu está em seus braços, atento a tudo o que está acontecendo, enquanto o mais velho adormece durante a viagem que estão fazendo." width="1920" height="803" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-1024x428.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-768x321.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-1536x642.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-1200x502.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31106" class="wp-caption-text">Após dois anos de muita espera, a terceira temporada de The Mandalorian chegou ao Disney+ desafiando a memória dos fãs a relembrarem os acontecimentos anteriores (Foto: Lucasfilm)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um começo lento, mas intrigante, e um final explosivo, a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta força suficiente para, assim como as anteriores, concorrer ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023. Contando com uma </span><a href="https://prensa.li/prensa/mandalorian-inova-efeitos-visuais/"><span style="font-weight: 400;">produção visual</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tirar o fôlego, os oito novos episódios apresentam um foco diferente — mas muito bem explorado e desenvolvido — do observado </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><span style="font-weight: 400;">anteriormente</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que pode causar um estranhamento inicial para os admiradores da história. Nessa nova fase, continuamos a ser presenteados com a fofura de Grogu e partimos com ele e seu mentor em busca da redenção do Mandaloriano nas minas de seu planeta natal.</span></p>
<p><span id="more-31105"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo nos primeiros minutos, Grogu e Din Djarin (Pedro Pascal) estão juntos em mais uma aventura, o que causa uma leve confusão ao público, já que, no último episódio da </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, vemos o pequeno ser </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gqcNx2B9HVw"><span style="font-weight: 400;">levado por Luke Skywalker</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Mark Hamill) para aprender a ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">Jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">. É nesse ponto que o roteiro começa a pecar fortemente, pois os acontecimentos entre o final do último capítulo de 2020 e o começo do primeiro de 2023 são mostrados apenas na nova série &#8211; pouco aclamada pelos fãs &#8211; do universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-livro-de-boba-fett-critica/#more-28566"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro de Boba Fett</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31107" aria-describedby="caption-attachment-31107" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31107" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image5.jpg" alt="Cena do sexto episódio da série do universo de Star Wars,  O Livro de Boba Fett. Na imagem, Grogu está sentado em um campo e faz um sapo levitar usando a força. A silhueta de Luke Skywalker, também sentado e apoiando as mãos no joelho enquanto ensina o bebê a usar seus poderes, aparece de forma incompleta no plano." width="1920" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image5.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image5-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image5-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image5-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image5-1536x640.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image5-1200x500.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31107" class="wp-caption-text">Separado de seu pai, Grogu precisa deixar a saudade de lado para focar em seu treinamento com Luke Skywalker no sexto episódio de O Livro de Boba Fett (Foto: Lucasfilm/Christian Alzmann)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após diversas produções extras do universo intergaláctico, a história de Fett era mais do que aguardada. Afinal, qual </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/star-wars-o-que-e-um-padawan"><span style="font-weight: 400;">padawan</span></a><span style="font-weight: 400;"> não estava ansioso para saber mais sobre o vilão que ajudou no sequestro do querido Han Solo em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Império Contra-Ataca</span></i><span style="font-weight: 400;">? No entanto, assim como para o Império, a queda veio para a série desenvolvida em recordações. Poucos foram os que deram uma chance e assistiram ao reencontro de Djarin e sua criança — aparentemente os dois episódios, mesmo sendo o ponto alto da narrativa, não foram suficientes para conquistar a audiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, é inevitável a sensação de falta de contexto entre os fatos, que não é superada com os meros cinco minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> acrescentados em migalhas para o público durante uma simples lembrança de Grogu. No entanto, apesar do furo no roteiro de Jon Favreau, a trama segue seu rumo com Djarin buscando suas origens e uma forma de voltar a ser um </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/o-que-significa-ser-mandaloriano"><span style="font-weight: 400;">Mandaloriano</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto, é claro, auxilia seus velhos amigos em outras questões e problemas que aparecem no meio de sua jornada.</span></p>
<figure id="attachment_31108" aria-describedby="caption-attachment-31108" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31108" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1.png" alt="Cena da terceira temporada da série The Mandalorian. Na imagem, Grogu e Din Djarin (Pedro Pascal) estão um de frente para o outro, no local de refúgio dos Mandalorianos. Djarin está abaixado para ficar próximo a altura de Grogu e eles conversam em um lugar repleto de rochas, areia e água, semelhante a uma praia." width="1920" height="803" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-1024x428.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-768x321.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-1536x642.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-1200x502.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31108" class="wp-caption-text">Com maior controle da Força, Grogu passa a ser aprendiz de Din Djarin e continua encantando todos por onde passa (Foto: Lucasfilm)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na aventura da vez, passamos a conhecer mais a fundo a história de Mandalore e, apesar da forte presença dos amados protagonistas, os novos capítulos focam em personagens secundários, como é o caso de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/bo-katan-tudo-sobre-mandaloriana.html"><span style="font-weight: 400;">Bo-Katan Kryze</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Katee Sackhoff), que retorna para ajudar Mando e sua espécie a retomarem seu lar. As questões pessoais de Djarin são colocadas em segundo plano na terceira temporada e dão lugar ao desenvolvimento do próprio povo Mandaloriano. Até mesmo a relação entre o tutor e Grogu — apesar de continuar divertida e carregada de sentimentalismo — está mais voltada para o ensinamento da </span><a href="https://www.jedicenter.com.br/codigo-mandaloriano-o-que-sabemos-ate-agora/"><span style="font-weight: 400;">Doutrina</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto os Mandalorianos se reúnem, a Nova República atua para manter seu domínio após a queda do Império. No terceiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Convertido</span></i><span style="font-weight: 400;">, que parece não acrescentar em nada para história, passamos por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HbMXN53xVxE"><span style="font-weight: 400;">Coruscant</span></a><span style="font-weight: 400;">, capital da Nova República, na qual vemos um governo regido pela hipocrisia e não menos controlador do que o anterior. Assim, duas narrativas se desenvolvem uma de cada lado do universo, o que pode parecer estranho à primeira vista, mas é muito bem trabalhado por todo o enredo. Ao final, as histórias se colidem em uma grande explosão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível negar que um dos pontos altos da série é a participação especial da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PsBpufydSdY&amp;embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.terra.com.br%2F&amp;source_ve_path=Mjg2NjY&amp;feature=emb_logo"><span style="font-weight: 400;">cantora Lizzo e do ator Jack Black</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos papéis de Duquesa e Capitão Bombardier. Juntos, a ganhadora do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023 e o astro de </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-47016/"><i><span style="font-weight: 400;">Escola de Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> formam uma dupla excêntrica e divertida que atrai toda a atenção para si. Apesar de Black se destacar mais na parte técnica da atuação, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">americana não fica para trás e é visível sua paixão por Grogu, tanto enquanto personagem quanto fora das câmeras, o que deixa sua adição ao elenco ainda mais interessante.</span></p>
<figure id="attachment_31109" aria-describedby="caption-attachment-31109" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31109" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-1.png" alt="Cena da terceira temporada da série The Mandalorian. Bo-Katan (Katee Sackhoff) aparece segurando seu capacete ao lado do corpo, enquanto apresenta o novo grupo de Mandalorianos, os quais a rodeiam, para os outros colegas. Ao seu lado estão o antigo líder do grupo e Grogu, em sua cabine de transporte." width="1920" height="803" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-1.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-1-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-1-1024x428.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-1-768x321.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-1-1536x642.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-1-1200x502.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31109" class="wp-caption-text">Apesar das divergências após a destruição de seu planeta, liderada por Bo-Katan, os Mandalorianos se unem para recuperar Mandalore (Foto: Lucasfilm)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após se banhar nas </span><a href="https://trecobox.com.br/o-mandaloriano-por-que-as-aguas-vivas-sao-tao-importantes-para-a-terceira-temporada/"><span style="font-weight: 400;">Águas Vivas</span></a><span style="font-weight: 400;">, lutar contra piratas e outras criaturas, Din e seu povo partem para Mandalore, onde um velho inimigo os espera para a luta final. Depois do quinto episódio,  intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pirata</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha um ritmo mais dinâmico, no entanto, a aparição de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7sXp0fLhJ_c"><span style="font-weight: 400;">Moff Gideon</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Giancarlo Esposito) — depois de todo o suspense produzido —  por pouco não se tornou um tiro no próprio pé. O fato do vilão estar vivo já havia se tornado óbvio e sua grande entrada não foi nem um pouco grandiosa, chegando apenas nos últimos minutos para ter seu final concretizado nas mãos de Bo-Katan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o antagonista não teve a presença que poderia, os protagonistas mostraram o motivo de serem tão aclamados pelo público. Em uma sucessão de cenas intensas e emocionantes, vemos tutor e aprendiz serem separados duas vezes, enquanto do lado de fora, a luta entre </span><a href="https://blog.limahobbies.com.br/quem-sao-stormtrooper-star-wars/#:~:text=Os%20Stormtroopers%20s%C3%A3o%20a%20principal%20ordem%20militar%20do,armadura%20branca%2C%20com%20marcas%20pretas%20e%20design%20arredondado."><i><span style="font-weight: 400;">stormtroopers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Mandalorianos no planeta-mãe destruídos acontece desenfreadamente. É aqui que toda a criatividade e habilidade de </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/reportagens-especiais/jon-favreau-o-braco-direito-da-disney/#cover"><span style="font-weight: 400;">Jon Favreau</span></a><span style="font-weight: 400;"> atingem seu ápice e fica claro as intenções do produtor ao escrever um roteiro no qual a temporada se desenvolve gradualmente.</span></p>
<figure id="attachment_31110" aria-describedby="caption-attachment-31110" style="width: 498px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2.gif" alt="Cena da terceira temporada de The Mandalorian. No gif, Grogu aparece encantando com as luzes do universo enquanto viaja em seu compartimento na nave de Mando." width="498" height="280" /><figcaption id="caption-attachment-31110" class="wp-caption-text">Com uma produção técnica invejável, não será surpresa se, assim como em 2020, a terceira temporada de The Mandalorian receber outras cinco estatuetas No Creative Emmys, as categorias técnicas do Emmy (GIF: Lucasfilm)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao conhecer um pouco mais da história dos Mandalorianos e acompanhar Djarin ensinando ao garoto O Caminho, ver o mais velho e sua criança lutando lado a lado gera arrepios por todo o corpo. Quando Grogu, agora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XW-up8mfOmU"><span style="font-weight: 400;">mais habilidoso com a Força</span></a><span style="font-weight: 400;">, e Din salvam um ao outro, temos um pai fazendo de tudo para não perder seu filho e este encarando seus medos para salvar seu pai. Apesar de não contextualizar o reencontro de ambos e não se aprofundar em suas questões pessoais, a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> finaliza o arco da história dos personagens com êxito, oficializando a relação paternal entre os dois e nos deixando esperançosos para o que as próximas aventuras irão trazer.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Mandalorian | Season 3 Official Trailer | Disney+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Znsa4Deavgg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Em The Last of Us, nós continuamos pela família</title>
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		<pubDate>Fri, 19 May 2023 19:20:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda e Nathália Mendes Ecoando sua celebrada minissérie Chernobyl, Craig Mazin nos inicia em The Last of Us com um prólogo: em um talk show dos anos 1960, acompanhamos um biólogo carismático (John Hannah) que avisa tanto o entrevistador (Josh Brener) quanto a plateia que o verdadeiro perigo para a extinção da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em The Last of Us, nós continuamos pela família"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30909" aria-describedby="caption-attachment-30909" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30909" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) estão no alto de um edifício em ruínas, olhando na direção da câmera para o nascer do Sol. Joel, à esquerda da tela, é um homem latino de meia idade, com cabelos curtos e barba preta, já com vários fios grisalhos. Ele usa uma jaqueta verde clara por cima de uma camisa cinzenta. Podemos ver as alças de uma mochila passando por seus ombros, além de uma alça transversal que vai de seu ombro esquerdo até sua cintura. Joel segura essa alça com sua mão esquerda, deixando exposto um relógio analógico preso em seu pulso. Ellie, à direita da tela, é uma menina caucasiana de cabelos negros presos em um rabo de cavalo. Ela usa uma jaqueta encapuzada aberta por cima de uma camiseta cinza-clara. Em seu ombro esquerdo, já uma lanterna tubular presa na alça de sua mochila, apontada para frente. A câmera os captura da cintura para cima, e atrás deles podemos ver edifícios arruinados, tomados por vegetação e caindo aos pedaços, e uma massa de água ainda mais ao fundo do horizonte." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30909" class="wp-caption-text">“Não pode ser em vão” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda e Nathália Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ecoando sua celebrada minissérie </span><i><span style="font-weight: 400;">Chernobyl</span></i><span style="font-weight: 400;">, Craig Mazin nos inicia em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lA3gaTGT2EY"><span style="font-weight: 400;">prólogo</span></a><span style="font-weight: 400;">: em um </span><i><span style="font-weight: 400;">talk show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1960, acompanhamos um biólogo carismático (John Hannah) que avisa tanto o entrevistador (Josh Brener) quanto a plateia que o verdadeiro perigo para a extinção da raça humana não são vírus ou bactérias, mas os fungos. Quando questionado sobre o que aconteceria no evento destes organismos evoluírem para nos infectar, ele responde com um simples “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nós perderíamos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. E, pelas próximas nove semanas, fomos convidados a imaginar como seria um mundo onde é justamente isso o que aconteceu: nós perdemos.</span></p>
<p><span id="more-30908"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no aclamado </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2013, a nova série da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">é apenas a mais recente adição ao cânone de narrativas dedicadas à imaginar o que vem depois que o mundo acaba. Ao longo da última década, com a </span><a href="https://www.omelete.com.br/walking-dead/walking-dead-quebra-recordes-de-audiencia-pela-terceira-vez"><span style="font-weight: 400;">ascensão de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na televisão norte-americana, entre outras produções, tivemos a popularização do </span><a href="https://www.avclub.com/15-best-post-apocalyptic-tv-shows-1850157129"><span style="font-weight: 400;">cenário pós-apocalíptico</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um modelo para a formação de questionamentos pertinentes à natureza humana: o que acontece depois que nós “perdemos”? Quem nos tornamos quando não há mais o que salvar, quando as estruturas sociais estão irrevogavelmente arruinadas e agora é cada um por si? O quão mais obcecados podemos ficar pelo ator Pedro Pascal?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, a resposta a essas perguntas está na jornada de Joel (Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) por um Estados Unidos devastado pela </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx795x3v7q0o"><span style="font-weight: 400;">infecção fúngica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que destruiu todo o planeta 20 anos atrás, responsável por transformar a maior parte da população em monstros zumbificados e macabros. Ao longo de nove capítulos, testemunhamos personagens sofrendo perda atrás de perda, tragédias de proporções bíblicas e alegrias tão passageiras que sua mera existência se torna milagrosa. Até o final, somos relembrados repetidamente de que, nesse mundo, não há como vencer.</span></p>
<figure id="attachment_30915" aria-describedby="caption-attachment-30915" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpeg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) segura sua filha, Sarah (Nico Parker) em seus braços. Os dois olham para frente, assustados, enquanto a câmera os captura da cintura para cima, em um plano médio. Joel é um homem latino de meia idade, com cabelos e barba pretos e curtos, usando uma camiseta acinzentada. Sarah é uma menina negra de cabelos pretos longos e encaracolados, usando uma camiseta rosa e uma calça jeans clara. Ela segura o ombro direito de Joel com sua mão esquerda, e podemos ver a mão esquerda de Joel, adornada com um relógio, segurando seu torso. A cena se passa à noite e, no plano de fundo, podemos distinguir apenas vagamente um campo aberto. Ambos personagens são iluminados por uma luz branca forte vindo de frente." width="1366" height="767" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpeg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x449.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1024x575.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-768x431.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1200x674.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30915" class="wp-caption-text">“Pode até não ser pai dela, mas foi pai de alguém” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esse prólogo arrepiante, saltamos para 2003 e somos apresentados à família Miller, composta por Joel, sua filha Sarah (Nico Parker) e seu irmão Tommy (Gabriel Luna). Dirigido por Mazin, produtor executivo e co-</span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> do seriado,</span> <span style="font-weight: 400;">o primeiro capítulo da temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Estiver Perdido na Escuridão</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma introdução não apenas ao apocalipse pessoal de seu protagonista, mas à característica fundamental da tragédia que parece perseguir todos aqueles que sobreviveram ao surto do fungo </span><a href="https://br.ign.com/the-last-of-us-the-series/105158/feature/the-last-of-us-quais-sao-os-estagios-dos-infectados"><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: a memória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer dos episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">constrói uma linguagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> que expandem a dimensão do luto da narrativa, originalmente restrita apenas à </span><a href="https://www.naughtydog.com/blog/the_last_of_us_ellie_and_joe_story_game_show"><span style="font-weight: 400;">perspectiva de Joel</span></a><span style="font-weight: 400;">, um sobrevivente marcado por um passado trágico e violento, e Ellie, uma garota  que aparenta ser imune à infecção. Juntos, eles atravessam os Estados Unidos à procura dos Vagalumes, um grupo rebelde que ainda procura pela cura e luta contra a tirania imposta pela </span><i><span style="font-weight: 400;">FEDRA</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Agência Federal de Resposta à Desastres, em tradução livre), uma organização militar composta pelos remanescentes do governo norte-americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas essa expansão não ocasiona perda da </span><a href="https://canaltech.com.br/series/como-serie-de-the-last-of-us-expande-o-que-vimos-no-jogo-242956/"><span style="font-weight: 400;">perspectiva original</span></a><span style="font-weight: 400;">, e sim a direciona para outros formatos através da condução genial de Mazin. A câmera, por exemplo, quase sempre está junto de seus personagens, levada conforme os próprios descobrem o desenrolar da narrativa. Aqui, a direção é notável de duas maneiras: a primeira por criar uma imersão profunda no drama e a outra pelo paralelo com a posição dos jogadores de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual se é ativamente o protagonista. Tais características contribuem fortemente para que a série seja uma experiência completa, mesmo aos antigos fãs da franquia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us Episode 1: TV Show vs Game Comparison" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Me0EadJQPvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Neil Druckmann, criador da franquia e co-</span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">ao lado de Mazin, tira proveito do formato serializado ao transformar as maneiras com que encaramos suas personagens. Joel, que antes tinha sua capacidade física atrelada a habilidade do jogador que o comanda, agora recebe permissão para falhar. Acabaram as hordas de inimigos interpostas como obstáculos entre o jogador e seu objetivo: o uso da violência na série é clínico, humanizando tanto os infectados quanto os sobreviventes que antagonizam o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">ao longo da viagem, ecoando algumas das sensibilidades e temas que só veríamos na sequência de 2020, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us Part II</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/the-last-of-us-diferencas-entre-serie-e-jogo/"><span style="font-weight: 400;">adições às tramas</span></a><span style="font-weight: 400;"> são breves e servem para ampliar a história de personagens já conhecidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esconde sua devoção ao material original, recriando algumas das cenas mais famosas do jogo quadro a quadro, em um exercício de fidelidade que poderia até ser banal ou uma mera tentativa de manter laços firmes com sua obra precursora, não fosse a paixão com que cada um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> é performado por seus novos intérpretes. Tanto Pascal quanto Ramsey preenchem belamente seus arquétipos e os inferem com suas próprias vulnerabilidades, criando entre si uma sintonia que carrega a narrativa adiante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o Joel de Pascal parece ser mais frágil que o dos jogos, a Ellie de Ramsey (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aOGz1YDuOvg"><span style="font-weight: 400;">Bellie</span></a><span style="font-weight: 400;">, para os íntimos) desenvolve sua própria relação com a violência nesse mundo sem lei, e um dos arcos narrativos mais claros é a perda de sua inocência: ela nasceu nesse mundo condenado e, portanto, ainda não sabe o que é perder da mesma maneira que seu companheiro. Joel, em contrapartida, é obrigado a reaprender a agonia da esperança.</span></p>
<figure id="attachment_30919" aria-describedby="caption-attachment-30919" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30919 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-scaled.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Frank (Murray Bartlett) e Bill (Nick Offerman) ceiam em sua casa. Os dois se sentam em lados adjacentes de uma mesa de madeira longa. Frank, à esquerda, está virado de perfil, olhando para Bill, à direita, que está de frente para a câmera, em um plano médio. Bill e Frank são ambos homens caucasianos mais velhos, com cabelos e barbas grisalhos. Frank é mais esguio, usando um paletó preto por cima de uma camisa branca, enquanto Bill usa um paletó cinza por cima de uma camisa bege, abotoada até o pescoço. Frank segura a mão direita de Bill com a sua esquerda, sobre a mesa. Os dois tem pratos vazios com guardanapos em cima, com duas taças vazias de vinho à seus lados. Na extremidade direita do plano, uma garrafa de vinho está ao lado esquerdo de Bill, iluminada por uma vela acesa. Atrás deles, podemos ver uma parede azul clara. À esquerda, uma janela entreaberta deixa aparecer o escuro da noite, adornada em ambos os lados por uma cortina de tecido florido, enquanto à direita vemos um vaso com uma planta verde repousando sobre a moldura de uma lareira. A cena é iluminada por uma luz branca vinda do canto superior direito da tela, acima da lareira." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30919" class="wp-caption-text">“Eu odiava o mundo e adorei quando todos morreram. Mas me enganei. Tinha uma pessoa que valia a pena ser salva” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após feitas as apresentações, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> rapidamente estabelece o padrão intermitente de sua narrativa, introduzindo em cada episódio novos personagens que cruzam física e emocionalmente com a jornada dos protagonistas, mas que nunca permanecem por mais de um capítulo. Joel e Ellie são repetidamente confrontados com uma </span><a href="https://fugitives.com/the-last-of-us-season-1-love-as-major-driving-force-2023-sci-fi-series/"><span style="font-weight: 400;">nova versão do amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sentimos uns pelos outros e suas terríveis e maravilhosas consequências. Mazin faz questão de examiná-lo não como a salvação ou a perdição da humanidade, mas como algo tão intrínseco, essencial e humano que é praticamente impossível separá-lo de nós mesmos. Amamos, independente das consequências, até no fim do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E talvez nenhum episódio capture tão bem esse conflito primordial quanto o terceiro, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Por Muito, Muito Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de começar nas alças do episódio anterior, o roteiro de Mazin rapidamente salta no tempo para 20 anos no passado, quando acompanhamos Bill (Nick Offerman, em uma das grandes performances de sua carreira), um “</span><a href="https://www.ecycle.com.br/sobrevivencialismo/"><span style="font-weight: 400;">sobrevivencialista</span></a><span style="font-weight: 400;">” que já se preparava para o fim do mundo bem antes dos fungos começarem à nos perseguir. Após alguns anos sozinho, ele conhece Frank (Murray Bartlett), um homem gentil à procura de abrigo que, mesmo após uma introdução nada amistosa, consegue se conectar com Bill em um nível íntimo e sensível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><a href="https://www.metfilmschool.ac.uk/articles/blogs/meet-industry-peter-hoar-director-david-katznelson-cinematographer/"><span style="font-weight: 400;">Peter Hoar</span></a><span style="font-weight: 400;">, vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/bafta/"><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">por seu trabalho na minissérie </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tumQJ4qrJrg&amp;pp=ygUSaXQncyBhIHNpbiB0cmFpbGVy"><i><span style="font-weight: 400;">It’s a Sin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o capítulo marca o maior desvio do material original até o momento, e é uma lição de adaptação por si só. Ao se debruçar tão fixamente sobre a vida de dois personagens coadjuvantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> revela sua própria sensibilidade e nos conta, com rigor absoluto, uma das histórias de amor mais comoventes entre as obras recentes da televisão. Apesar de se desviar do caminho original da narrativa, o texto ainda funciona para espelhar a jornada dos protagonistas, fazendo uma ponte com a dificuldade de Joel em se abrir com Ellie e ecoando o luto que ainda permeia seu personagem. </span></p>
<figure id="attachment_30910" aria-describedby="caption-attachment-30910" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2.png" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Sam (Keivon Montreal), à esquerda, é um menino preto de cabelos curtos crespos e corte moicano, veste moletom mostarda e está sentado olhando atentamente para seu irmão. Henry (Lamar Johnson), à direita, é um homem preto de cabelos crespos, veste jaqueta cinza escuro com estofamento e calças jeans, e está de lado, na direção de Sam. O fundo é um sótão de tijolos marrons claros com diversos desenhos coloridos de super-herói pelas paredes." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-2-1536x1024.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30910" class="wp-caption-text">“Existia um grande homem. Ele nunca sentia medo, não era egoísta e sempre perdoava. Já viu alguém assim?” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do casal, Joel e Ellie se deparam com uma dupla de narrativa completamente oposta em seus meios e fins, mas semelhante na intensidade de seu amor. Se o destino de Sam (Keivonn Montreal) e Henry (Lamar Johnson), dois irmãos sobrevivendo na Zona de Quarentena do Kansas sob uma organização de Estado diferente da </span><i><span style="font-weight: 400;">FEDRA,</span></i><span style="font-weight: 400;"> já era avassalador no </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele ganha uma nova perspectiva ao ser contada após um romance. Para além da adição inclusiva de colocar Sam como uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8R7IiUvpKG4&amp;t=2s"><span style="font-weight: 400;">criança surda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o conflito moral que levou Henry a ser um dedo duro, o mais importante é o contraste de ambos com Bill e Frank. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As histórias paralelas de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> irão, mais de uma vez, modelar a visão que nós espectadores teremos ao acompanhar o desenrolar dos protagonistas, mas a função principal delas, no entanto, é transformar como Joel compreende o amor e a esperança. Por amor, tanto Bill quanto Henry não encontraram </span><a href="https://www.esquire.com/uk/culture/tv/a42856228/the-last-of-us-henry-and-sam/"><span style="font-weight: 400;">saída para continuar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda que suas ações finais tenham sido semelhantes, o motivador para suas escolhas e as situações em que se encontravam eram completamente diferentes. Aos poucos, Joel passa a questionar se há contexto em que seu futuro seja outro, e por isso foi de extrema importância encontrar Tommy em sua vila comunista na sequência.</span></p>
<figure id="attachment_30914" aria-describedby="caption-attachment-30914" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Joel (Pedro Pascal) olha suplicante para a esquerda. Joel é um homem latino puxando para o lado mais velho, com grande parte dos cabelos escuros e barba já grisalhos. Ele usa uma camisa xadrez verde com listras vermelhas, captado pela câmera da cintura para cima. Atrás dele, fora de foco, podemos discernir o que parece ser uma marcenaria, com várias ferramentas espalhadas em mesas e paredes. A cena é iluminada por uma luz branca vinda da parte superior da tela." width="2560" height="1439" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-2048x1151.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30914" class="wp-caption-text">“Ao acordar, sinto que perdi algo. Eu fracasso até dormindo. É o que faço. É o que sempre fiz: falhar com ela, vez após vez” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Joel enxerga na comunidade em que seu irmão vive muito mais do que a mera possibilidade de segurança em meio ao apocalipse. </span><a href="https://variety.com/2023/tv/news/the-last-of-us-jackson-part-2-explained-1235524398/"><span style="font-weight: 400;">Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma  sociedade alternativa onde a vida deixa de ser sobrevivência, a cura para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dispensável e a luta contra novas organizações de Estado está distante. Ali, Joel vê uma chance. Não para ele, à princípio, não para um homem que havia fracassado inúmeras vezes, alguém transformado pela crueldade da tragédia em seu entorno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma jornada de conflito interno, nosso protagonista atinge o ápice ao fim do sexto episódio, </span><a href="https://youtu.be/-wzCvVfr2Kk"><i><span style="font-weight: 400;">Parentesco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ele resiste à esperança e ao sentimento de amor paterno intrínseco em cada músculo de seu corpo, mas é impossível abandonar aquilo que o define em essência, mesmo que a memória de Sarah ainda o paralise por completo. Na performance de Pascal, contemplamos um Joel que revive o trauma da perda toda vez que olha para Ellie, </span><a href="https://youtu.be/vNiptUg78OY?t=420"><span style="font-weight: 400;">tão vulnerável</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao ponto de nos sufocar com a intensidade da dor e frustração que carrega.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entendemos o significado de “</span><i><span style="font-weight: 400;">continuar pela família</span></i><span style="font-weight: 400;">” em um mundo onde a perda é inevitável neste momento crucial da história. Quando Joel assume que não pode desistir da esperança que acaba de tomá-lo por completo, ele também permite que Ellie tenha a chance de explicitar sua vontade. Para ouvidos atentos, seu querer por Joel já estava declarado ao final do primeiro episódio, nas linhas musicais de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=snILjFUkk_A"><i><span style="font-weight: 400;">Never Let Me Down Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Depeche Mode, quando a garota deu seus primeiros passos para fora da quarentena de Boston. Agora, o gesto de escolhê-lo sentencia a separação entre Ellie e Sarah como indivíduos. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Last of Us | Abertura | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/S2O7xQMdRZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como era no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trilha sonora do compositor argentino Gustavo Santaolalla (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-segredo-de-brokeback-mountain-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Segredo de Brokeback Mountain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Babel</span></i><span style="font-weight: 400;">) não preenche os espaços silenciosos da série, mas reflete as emoções das personagens quando palavras não são mais suficientes. O icônico tema da franquia, tocado num </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7Z0TPseiuss&amp;pp=ygUbZ3VzdGF2byBzYW50YW9sYWxsYSByb25yb2Nv"><span style="font-weight: 400;">ronroco</span></a><span style="font-weight: 400;">, faz presença na abertura e nos prepara para a fragilidade potente do mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;">. Puxando algumas faixas e inspirações da trilha do segundo jogo, Santaolalla parece querer fazer uma ponte temática entre o presente e o futuro, o que não havia sido possível em 2013, quando a primeira iteração da narrativa foi apresentada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para intensificar essa ponte, Mazin e Druckmann fazem uso deliberado e criativo das faixas licenciadas, especialmente com </span><a href="https://open.spotify.com/track/1khA4hwhZD4HMecyE1e9U1?si=43fe0b4270204447"><i><span style="font-weight: 400;">Long Long Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a balada melancólica de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/efeito-the-last-of-us-serie-ressuscita-cancao-country-dos-anos-70/"><span style="font-weight: 400;">Linda Ronstadt</span></a><span style="font-weight: 400;"> no terceiro episódio, e a </span><a href="https://mashable.com/article/the-last-of-us-episode-6-ending-song-depeche-mode"><span style="font-weight: 400;">repetição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Let Me Down Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao final do sexto capítulo. Jessica Mazin, filha de Craig, faz um </span><a href="https://open.spotify.com/track/2Tw463vi8DMqkr2EiLYfZM?si=1e612e6a189f4cc8"><i><span style="font-weight: 400;">cover</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">sóbrio da música que ecoa não só a narrativa, mas a conexão entre pais e filhas que está no cerne da premissa do seriado. Além dela, canções de </span><a href="https://open.spotify.com/track/4o7SYOv7mNJAPe0tsxgbHc?si=58e93b35eaec421b"><span style="font-weight: 400;">Pearl Jam</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/2wfpV9gUNaTN1gkct0RUNz?si=1f10923b2c874d1e"><span style="font-weight: 400;">a-ha</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/6BUJtgTJT9YTDkiB81maFQ?si=6f91449a5210484b"><span style="font-weight: 400;">Lotte Kestner</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem referência à vindoura segunda parte da série, mas que aqui são ressignificadas e retrabalhados para desatar o nó de emoções das personagens.</span></p>
<figure id="attachment_30916" aria-describedby="caption-attachment-30916" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6.jpg" alt=" Foto dos bastidores da primeira temporada de The Last of Us. Pedro Pascal e Bella Ramsey, caracterizados como seus respectivos personagens, conversam em meio a um cenário nevado. Pedro, à esquerda, é um homem latino de meia idade, com cabelos e barba escuros e grisalhos, usando um casaco marrom claro fechado e calças azuis escuras. Em seus ombros, podemos ver uma arma longa pendurada por um cinto em seu ombro direito. Bella é uma pessoa jovem de cabelos escuros cobertos por uma touca branca, usando um casaco azul aberto por cima de um moletom encapuzado cinza e calças jeans. Podemos ver uma mochila verde em suas costas, com um saco de dormir azul claro preso na parte inferior. Pedro segura o pulso direito de Bella com sua mão esquerda, ambas enluvadas. Do lado esquerdo da tela, uma claquete segurada por um par de mãos agasalhadas está prestes a bater, exibindo o logo de produção e diversas informações da filmagem." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/6-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30916" class="wp-caption-text">“É interessante como algo tão grande e transformador aconteceu tão cedo na sua vida e tão tarde na minha.” &#8211; Carta de Pedro Pascal para Bella Ramsey (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de hoje que </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood </span></i><span style="font-weight: 400;">tem investido em adaptações de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o audiovisual: séries animadas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/castlevania-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem forjado um novo patamar nos últimos anos, enquanto produções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Uncharted: Fora do Mapa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Halo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostram o quanto os grandes estúdios estão dispostos a gastar nessas ideias. Apesar de à primeira vista não parecer tão grandioso quanto estas produções, realizar o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maneira crível foi um </span><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2023/01/02/can-the-last-of-us-break-the-curse-of-bad-video-game-adaptations"><span style="font-weight: 400;">esforço milionário</span></a><span style="font-weight: 400;"> por parte da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; custando quase tanto quanto algumas das últimas temporadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com o uso de diversos efeitos práticos (principalmente na maquiagem e prostéticos dos seres infectados pelo fungo), construir o mundo pós-apocalíptico da desenvolvedora </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> não teria sido possível sem o trabalho dos artistas digitais do estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">DNEG</span></i><span style="font-weight: 400;"> (responsáveis também pelos filmes do cineasta Christopher Nolan). Dispensando sequências de ação bombásticas, o trabalho desses artistas é focado em preencher o mundo idealizado por Druckmann e Bruce Straley, </span><a href="https://www.theenemy.com.br/playstation/tlou-hbo-bruce-straley-nao-creditado"><span style="font-weight: 400;">co-criador do jogo original</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando Ellie encara o mundo fora da Zona de Quarentena pela primeira vez, somos apresentados às ruínas de Boston e aos 20 anos de não-interferência humana em uma grande metrópole: narrativas que, assim como no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, são contadas puramente através do cenário.</span></p>
<figure id="attachment_30911" aria-describedby="caption-attachment-30911" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30911 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Riley (Storm Reid) e Ellie (Bella Ramsey) estão sentadas, encostadas em um balcão de loja com vidros. Riley, à esquerda, é uma jovem preta de pele clara, usa camisa de manga curta cinza chumbo e calça jeans, faixa verde escura no cabelo, que está preso para trás, e segura uma arma com as duas mãos entre os joelhos, enquanto chora. Ellie, à direita, é uma jovem branca de cabelos castanhos presos em rabo de cavalo, tem o olho direito ligeiramente roxo e o lábio inferior cortado, com sangue, usa camiseta branca com mangas vermelhas e calças jeans." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/7-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30911" class="wp-caption-text">“Você não faz ideia do que é perder” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco ainda conta com nomes como Anna Torv (</span><a href="https://personaunesp.com.br/mindhunter-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mindhunter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fringe</span></i><span style="font-weight: 400;">), Melanie Lynskey (</span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Merle Dandridge, que reprisa o papel de Marlene, líder dos Vagalumes. Troy Baker e Ashley Johnson, atores originais de Joel e Ellie, participaram do seriado em novos papéis, novamente demonstrando o apreço de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">por seu material original, uma das características que o separa drasticamente de grande parte das adaptações cinematográficas de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos 30 anos. Jogador assumido, Craig Mazin não poupa elogios para o jogo de </span><i><span style="font-weight: 400;">PlayStation</span></i><span style="font-weight: 400;">, orgulhosamente descrevendo-o como a “</span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/the-last-of-us-melhor-historia-dos-videogames/#:~:text=S%C3%A9ries%20e%20TV-,Craig%20Mazin%20diz%20que%20The%20Last%20of,a%20melhor%20hist%C3%B3ria%20dos%20videogames&amp;text=Craig%20Mazin%20(Chernobyl)%2C%20co,a%20melhor%20hist%C3%B3ria%20dos%20videogames."><i><span style="font-weight: 400;">melhor estória já contada em um videogame</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">bancando a produção, havia uma boa dose de ceticismo na recepção do anúncio da série, já que para muitos a narrativa do jogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa um dos pináculos absolutos do meio. Após anos de </span><i><span style="font-weight: 400;">fancasts</span></i><span style="font-weight: 400;"> que iam desde Hugh Jackman e Josh Brolin até Maisie Williams e Kaitlyn Dever, a escalação de Pedro Pascal e Bella Ramsey foi recebida num espectro de entusiasmo e absurdo. Apesar de Pascal ter marcado seu nome na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">nos últimos anos com suas participações em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Kingsmen</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele não combinava com a ideia que muitos tinham de Joel como o contrabandista texano durão e barbudo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bella, por outro lado, teve que lidar com uma série de insultos à sua aparência de pessoas clamando que elu (Ramsey se identifica como não-binárie e atende por todos os pronomes) não era “atraente” o suficiente para interpretar Ellie, uma personagem de 14 anos. Mal disfarçado de crítica, esse tipo de comentário misógino foi sendo aos poucos ofuscado pela atuação virtuosa de Ramsey, chegando ao seu auge interpretativo nos episódios finais da temporada. No sétimo capítulo, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">O Que Deixamos Para Trás</span></i><span style="font-weight: 400;">, elu contracena com a talentosa Storm Reid (</span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e sintetiza as melhores qualidades do seriado em uma história sobre amor jovem e a perda da inocência que, apesar de trágica, vêm acompanhado do que talvez seja o mote da narrativa:</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Todo mundo vai terminar assim, cedo ou tarde, né? Acontece mais rápido pra alguns. Mas nós não desistimos. Sejam dois minutos ou dois dias, nós não abrimos mão disso. Eu não quero abrir mão disso.</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Mais Precisamos</span></i><span style="font-weight: 400;">, o oitavo episódio da série, podemos interpretar a premissa da frase a partir de outra ótica. Mazin destaca que o capítulo se trata integralmente sobre depravação humana e é nele que temos o ápice de maturação de Ramsey em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us. </span></i><span style="font-weight: 400;">Sua personagem ainda não havia precisado agir com as próprias mãos, mas elu consegue exprimir de maneira exímia o desespero de Ellie ao precisar sobreviver sozinha. A crueldade do outro obriga a personagem a enxergar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W8Mg-P8Jpss"><span style="font-weight: 400;">o que há de obscuro nela própria</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a abrir mão de outras partes de sua inocência para que possa continuar. No fim, vemos uma Ellie completamente transformada por sua própria violência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a direção de Ali Abbasi, o caráter violento da série</span> <span style="font-weight: 400;">assume sua forma mais genuína na brilhante composição do episódio. O diretor prova que sabe as relações profundas e divergentes que os seres humanos possuem com a violência, pois, diferentemente da perspectiva que adotou em </span><a href="https://personaunesp.com.br/holy-spider-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Holy Spider</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqui ele amplia o impacto que ações brutais proporcionam nas personagens e não enfoca sua exposição. De fato, Abbasi foi a pessoa certa para criar essa atmosfera, que também funciona como contraponto à perspectiva de jogador do </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se ao jogarmos, a nossa vontade e habilidade irão medir a proporção da agressividade com que combatemos inimigos, no seriado somos obrigados a assistir os resultados dessas ações.</span></p>
<figure id="attachment_30913" aria-describedby="caption-attachment-30913" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30913 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg" alt="Cena da primeira temporada de The Last of Us. Anna (Ashley Johnson) segura sua filha recém-nascida. Anna é uma mulher caucasiana de cabelos castanhos longos. Ela está à direita da tela, olhando para o bebê em seus braços, à esquerda. Ela usa uma jaqueta verde e está encharcada de suor, mas sua expressão é de alívio. O bebê que ela segura está coberto de líquidos orgânicos e com uma das mãos estendida para cima. Ao fundo, fora de foco, podemos ver um quarto abandonado, com paredes brancas descascadas e um móvel azul claro no espaço entre Anna e sua filha. Uma janela aberta na extremidade esquerda da tela deixa a luz do dia entrar e ilumina as personagens." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/8-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30913" class="wp-caption-text">“Diz pra eles, Ellie. Você é tão durona” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">verdadeiramente transcende o material de origem ao respeitá-lo, enquanto busca contar uma história tão querida da melhor maneira possível em outro  meio. A tragédia de Joel e Ellie adquire novos contornos quando vista por uma lente teatral, em que atores de produções anteriores são convidados para reprisar seus papéis ou introduzir novas personagens. Somos convidados não só a acompanhá-los por esse mundo sombrio, mas a entender o porquê de ser assim e, consequentemente, aceitar a escuridão que traz consigo. Perdemos junto com os personagens e voltamos toda semana para vê-los perderem mais um pouco, ao ponto em que a narrativa interroga o próprio espectador: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Porquê seguir em frente se você não tem esperança?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há uma resposta simples ou ao menos satisfatória. Continuamos porque, seja nas últimas 10 horas ou nos últimos 10 anos, nos apaixonamos por esses personagens, porque amamos Ellie tanto quanto Joel a ama e, portanto, entendemos o que ele deve fazer para mantê-la viva. Apesar de não controlarmos mais suas ações, ainda sentimos que estamos ao seu lado durante todos os passos da jornada. Compartilhamos as misérias e as risadas com eles de maneira particular e continuamos, apesar de tudo. Não desistimos desses personagens nem quando eles desistem de si mesmos e, quando paramos para pensar no motivo, é realmente difícil elaborar algo além do amor.</span></p>
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		<title>Entre fanservice e inovação, The Mandalorian volta para mostrar seu lugar na galáxia</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jan 2021 14:56:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Lopes Gomez Menos de duas semanas antes do fim da segunda temporada de The Mandalorian, a Disney+ anunciou 10 novas séries originais do universo Star Wars. O furor com as novas produções, com os nomes inéditos e antigos sendo divulgados, teasers e teorias agitaram as redes sociais por dias, o que poderia distrair a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-mandalorian-2a-temporada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre fanservice e inovação, The Mandalorian volta para mostrar seu lugar na galáxia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17635" aria-describedby="caption-attachment-17635" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17635 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-1.jpg" alt="Cena da série The Mandalorian. Na imagem, vemos Din Djarin, vestindo a armadura mandaloriana e segurando Grogu em um dos braços. Ao centro, os dois voam pelo céu, ao fundo." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17635" class="wp-caption-text">A segunda temporada de The Mandalorian estreou em outubro na Disney+, com novos episódios lançados semanalmente (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Menos de duas semanas antes do fim da segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> anunciou </span><a href="https://buzzfeed.com.br/post/estas-sao-todas-as-novas-series-live-action-de-star-wars-anunciadas-para-o-disney"><span style="font-weight: 400;">10 novas séries</span></a><span style="font-weight: 400;"> originais do universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">. O furor com as novas produções, com os nomes inéditos e antigos sendo divulgados, </span><i><span style="font-weight: 400;">teasers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e teorias agitaram as redes sociais por dias, o que poderia distrair a excitação para a </span><i><span style="font-weight: 400;">finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> da pioneira dos </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">. Felizmente, a série prova, mais uma vez, que é grandiosa e se consolida como uma das melhores produções da franquia </span><a href="https://www.celebritynetworth.com/articles/entertainment-articles/how-one-genius-decision-made-george-lucas-a-billionaire/"><span style="font-weight: 400;">bilionária</span></a><span style="font-weight: 400;"> criada por George Lucas.</span></p>
<p><span id="more-17634"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na temporada de estreia, Mando (Pedro Pascal), um solitário caçador de recompensas, se afeiçoa pela Criança, uma criaturinha da mesma espécie do Mestre Yoda, e desiste de sua missão para resgatá-la das forças imperiais que a capturaram. Após passar por poucas e boas para protegê-la e, no processo, criar uma relação de pai e filho, o mandaloriano é oficialmente encarregado de encontrar outros da espécie e que possam acolhê-lo. No segundo ano da série, continuamos viajando a galáxia a bordo da Razor Crest, acompanhando Din Djarin (o nome real do Mando) e o Bebê Yoda em busca de alguém apto para treinar o pequeno, que precisa aprender a controlar seus poderes.</span></p>
<figure id="attachment_17636" aria-describedby="caption-attachment-17636" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17636 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-2.jpg" alt="Cena da série The Mandalorian, em que Din Djarin, de costas à direita, conversa com uma criatura do Povo da Areia, que o encara, ao centro. Os dois estão próximos a pedras e há dois animais típicos do Povo, à esquerda." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-2.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17636" class="wp-caption-text">The Mandalorian se <a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/disney-divulga-linha-do-tempo-cronologica-dos-eventos-de-star-wars-160779/">passa</a> após a queda do Império de Darth Vader, em um período de estruturação da Nova República (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma primeira temporada aclamada, inclusive </span><a href="https://www.omelete.com.br/emmy/the-mandalorian-indicada-melhor-serie-drama-emmy-2020"><span style="font-weight: 400;">indicada</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao prêmio de Melhor Série Dramática no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2020, o desafio para a continuação é, não só manter a alta qualidade, mas superá-la Na nova leva de episódios, mantendo a proposta de explorar personagens e cantos marginalizados do universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">e roteirista Jon Favreau dá sequência ao arco principal e ao uso do estilo </span><a href="https://www.tudosobreseufilme.com.br/2015/09/o-que-e-road-movie.html"><i><span style="font-weight: 400;">road movie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para abrir caminhos e introduzir novos rostos e arcos secundários, que aprofundam os personagens e a narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estilo adotado confere dinamismo à série e cai bem com o faroeste espacial. Logo no primeiro episódio,<em> O Xerife</em>, por exemplo, Din Djarin viaja a Tatooine em busca de outros de seu clã. Lá, ele se depara com o xerife Cobb Vanth (Timothy Olyphant), que veste uma armadura mandaloriana para proteger a população, o que é proibido pela doutrina e causa tensão entre ele e Mando. A luta, porém, é interrompida pelo dragão que assola o local e, após negociarem, os dois se unem e unem tribos inimigas para derrotarem o monstro, reinstaurando a paz. Em troca, o viajante e a Criança, que tenta ajudar com seus poderes (mas ainda não sabe controlá-los), deixam o planeta com a armadura, sem terem encontrado a ajuda que precisavam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivendo ‘na estrada’ e trocando favores por informações, Mando faz inimigos e aliados no caminho. Em uma de suas paradas, ele recebe ajuda de outros mandalorianos, liderados por Bo-Katan (Katee Sackhoff), para salvar o Bebê de uma ameaça local, mas também entra em conflito com o reforço: diferentemente dele, os personagens tiram o capacete da armadura, contrariando tudo que aprendemos sobre os guerreiros até então. O encontro, além de indicar um novo rumo para a jornada, mostra mais das diferentes vertentes da doutrina, que não foram exploradas na primeira temporada, e revela crenças e posicionamentos de Mando. Assim, conhecemos cada vez mais do protagonista, que agora até fala mais, e do que o move, além da sua devoção à missão e à Criança.</span></p>
<figure id="attachment_17637" aria-describedby="caption-attachment-17637" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17637 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-3.jpg" alt="Cena da série The Mandalorian. Na imagem, há um piloto, interpretado por Dave Filoni, homem branco, vestindo um uniforme laranja e um capacete com o símbolo da Nova República. Ele está dentro de uma cabine da nave X-Wing." width="1920" height="804" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-3.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-3-300x126.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-3-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-3-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-3-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-3-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17637" class="wp-caption-text">Dave Filoni, co-roteirista e diretor de The Mandalorian, é <a href="https://tecnoblog.net/meiobit/388387/star-wars-the-clone-wars-tera-nova-temporada-com-o-showrunner-dave-filoni/">veterano</a> no universo Star Wars e fez uma aparição no sexto episódio da série (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a ausência dos grandes embates maniqueístas típicos da </span><a href="https://www.momentumsaga.com/2012/09/o-que-e-space-opera.html"><i><span style="font-weight: 400;">space opera</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dos filmes, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian </span></i><span style="font-weight: 400;">se encontra no momento pós guerra, cenário que a primeira temporada conseguiu explorar tão bem. Sem espaço para coincidências em uma galáxia tão grande, seja pela afeição de Favreau ao universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">, seja pela linha do tempo em que se passa, a série passa cada vez mais a trazer elementos já conhecidos da franquia. A armadura de Boba Fett e o xerife Cobb Vanth no primeiro episódio, e a aparição de Bo-Katan são só um pouco do que o restante da temporada reintroduz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ter reencontrado Cara Dune (Gina Carano) e Greef Karga (Carl Weathers) e o trio descobrir os planos de Moff Gideon (Giancarlo Esposito) para a Criança, em, <em>O Cerco</em>, episódio que revigorou a dinâmica entre os veteranos, a urgência da missão de Mando aumenta. E é pela sugestão da mandaloriana líder das Corujas Noturnas que Djarin ruma a Corvus para procurar a Jedi Ahsoka Tano (Rosario Dawson). Por lá, ele a ajuda a destituir uma magistrada tirana que domina a cidade e como espólio, leva uma lança de puro </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/destaque/o-que-e-o-beskar-em-the-mandalorian-entenda-a-nova-serie-star-wars"><span style="font-weight: 400;">Beskar</span></a><span style="font-weight: 400;">, um raro e poderoso metal. </span></p>
<figure id="attachment_17638" aria-describedby="caption-attachment-17638" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17638 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-4.jpg" alt="Cena da série The Mandalorian. Na imagem, à esquerda e em desfoque, vemos Din Djarin, de costas e vestindo a armadura mandaloriana. Ao centro, vemos três personagens de frente, encarando Din Djarin: uma mulher negra, uma mulher branca ruiva, que é Bo-Katan, e um homem branco, da esquerda para a direita. Os três vestem armaduras mandalorianas azuis e seguram seus capacetes, também azuis, nas mãos. Ao fundo, vemos o convés de um barco metálico." width="1200" height="498" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-4-300x125.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-4-1024x425.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-4-768x319.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17638" class="wp-caption-text">Bo-Katan Kryze, a líder das Corujas Noturnas, aparece na série animada Guerra dos Clones e é dublada por Katee Sackhoff, que também vive a personagem em live-action (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com mais uma aparição </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/disney/star-wars/ahsoka-tano-quebra-recorde-de-boba-fett-como-personagem-mais-recorrente-de-star-wars"><span style="font-weight: 400;">familiar</span></a><span style="font-weight: 400;"> , menções ao </span><a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/star-wars-quem-e-ahsoka-tano/"><span style="font-weight: 400;">passado</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Jedi e lutas com sabre de luz, o ponto alto do episódio é o Bebê Yoda. Ahsoka, que consegue se comunicar com o pequeno, conta a Mando sobre o </span><a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/the-mandalorian-historia-baby-yoda"><span style="font-weight: 400;">passado de Grogu</span></a><span style="font-weight: 400;">, o verdadeiro nome da Criança. Após ser treinado por muitos mestres, a criaturinha foi salva antes do massacre dos Jedi pelas mãos de Anakin Skywalker, e, por isso, não aprendeu a dominar os seus poderes corretamente. Ela, porém, se recusa a ensiná-lo, por temer que a ligação de Grogu com Mando possa interferir no treinamento e levá-lo por um caminho sombrio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de mais de uma temporada nos apaixonando pelo Bebê Yoda, Favreau e Filoni finalmente revelam mais sobre ele, que virou uma verdadeira </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2020/11/the-mandalorian-tres-motivos-que-explicam-o-sucesso-de-baby-yoda-ckhe63ped000a016gn5bbnj9m.html"><span style="font-weight: 400;">sensação</span></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet </span></i><span style="font-weight: 400;">e tornou o momento ainda mais esperado. Agora, Mando tem de ir a Thyton para Grogu se reconectar com a força e achar um Jedi para treiná-lo. Mesmo que a temporada inteira tenha girado em torno desse objetivo, quando a conclusão da missão e a despedida se aproximam, cada momento dos dois juntos se torna ainda mais especial, ainda que doa no coração.</span></p>
<figure id="attachment_17639" aria-describedby="caption-attachment-17639" style="width: 760px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17639 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-5.jpeg" alt="Cena da série The Mandalorian, que se passa de noite e em uma floresta. Na imagem, à esquerda, vemos Grogu, sentado e vestindo uma roupa marrom. À direita, a personagem Ahsoka Tano, sentada e vestindo uma roupa marrom, olha para ele. Entre eles, há uma luminária e, ao fundo, galhos de árvores retorcidos." width="760" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-5.jpeg 760w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-5-300x157.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17639" class="wp-caption-text">A Disney+ anunciou uma série derivada sobre Ahsoka Tano, que será homônima e já está em <a href="https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/592146/the-mandalorian-jon-favreau-fala-sobre-a-cena-final-da-segunda-temporada/">produção</a> (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como nada é tão simples e a série requer um vilão a altura, Moff Gideon estava se preparando para recuperar seu objeto de estudo. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Tragédia</span></i><span style="font-weight: 400;">, um episódio frenético que encaminha um ritmo ainda mais acelerado para o restante da temporada, temos o retorno de Fennec Shand (Ming Na-Wen) e de Boba Fett (Temuera Morrison), que lutam com Mando. Fett foi uma das aparições mais comemoradas pelos fãs. O brilho que a volta do caçador de recompensas rouba do protagonista só é deixado de lado quando tropas imperiais de Gideon chegam para capturar Grogu. Fett e sua parceira, em troca da armadura que estava em posse do mandaloriano, ajudam-no a proteger a Criança, que, mesmo assim, é levada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Din Djarin, que não era de muitos amigos e preferia agir sozinho, agora tem de recorrer a seus aliados para salvar o pequeno. A profundidade que o personagem ganha se torna clara e, por ser desenvolvida aos poucos e discretamente, mostra como Mando evoluiu em seu tempo com a Criança, a ponto de questionar suas próprias crenças e tomar atitudes extremas </span><span style="font-weight: 400;">para salvá-lo. No penúltimo episódio da temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Que Acredita</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito e dirigido por </span><span style="font-weight: 400;">Rick Famuyiwa, o mandaloriano </span><span style="font-weight: 400;">aceita a ajuda de inimigos e inclusive tira o capacete, o que escancara ainda mais a urgência da situação.</span></p>
<figure id="attachment_17640" aria-describedby="caption-attachment-17640" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17640 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-6.jpg" alt="Cena da série The Mandalorian, que se passa nas ruínas de um antigo templo Jedi. Ao fundo, vemos uma vegetação verde e baixa e duas rochas grandes apoiadas em duas outras menores, uma em cada canto da imagem. Ao centro, no chão, há uma grande pedra arredondada, com um pouco da mesma vegetação ao redor. Encarando a pedra, à direita, Din Djarin, que está de perfil e vestindo a armadura mandaloriana, carrega Grogu nos braços." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-6.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-6-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-6-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-6-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17640" class="wp-caption-text">A terceira temporada de The Mandalorian já foi confirmada pela Disney+ e tem <a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/disney/star-wars/disney-confirma-data-de-estreia-da-3a-temporada-de-the-mandalorian">estreia</a> prevista para o final de 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um confronto final em que tudo está em jogo, a conclusão da temporada é de tirar o fôlego, grandiosa como a série pede. Na missão de resgate a bordo da nave imperial, Mando, finalmente, fica cara a cara com Moff Gideon e tem de recuperar Grogu e o </span><a href="https://ovicio.com.br/entenda-como-o-sabre-sombrio-e-diferente-dos-demais-sabres-de-luz/"><span style="font-weight: 400;">Sabre Sombrio</span></a><span style="font-weight: 400;">, que havia prometido a Bo-Katan em troca de sua ajuda. Claramente desesperado, ele aceita levar só o pequeno, mas o vilão parte para a luta, rendendo um dos combates mais tensos e memoráveis de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;">. O mandaloriano, que saiu vencedor, resolve poupar a vida de Gideon, mas o que restou das forças imperiais encurrala o protagonista e seus aliados e aparentemente, não há escapatória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando tudo parece dar errado, uma nova esperança surge. Usando de um </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservice </span></i><span style="font-weight: 400;">mais do que justificado, R2D2 e Luke Skywalker, com seu potencial de Jedi atingido, chegam para o resgate do grupo e de Grogu, que finalmente acha alguém para treiná-lo. Com a missão cumprida, Mando e a Criança se despedem em (mais) um momento de partir o coração, finalizando excepcionalmente o arco principal da série. Porém, enquanto os próximos passos de Grogu estão garantidos e os de Djarin e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian </span></i><span style="font-weight: 400;">parecem incertos, revela-se que o Sabre, que Bo-Katan deseja empunhar para reivindicar Mandalore, está em posse de Mando, que o conquistou em batalha e, portanto, tem direito ao trono do planeta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não só o </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/disney/star-wars/quem-interpretou-luke-skywalker-em-the-mandalorian-e-como-isso-foi-possivel"><i><span style="font-weight: 400;">CGI </span></i><span style="font-weight: 400;">do rosto</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mark Hamill, que reviveu seu personagem mais marcante, mas os efeitos visuais continuam um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">por si só. Desde as paisagens e diferentes habitantes da galáxia, às lutas e cenas de ação, embaladas pela trilha sonora fenomenal do veterano Ludwig Goransson, que agora usa menos toques eletrônicos e mais orquestras, a parte técnica de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra porquê levou </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/585521/the-mandalorian-e-watchmen-sao-os-grandes-vencedores-na-premiacao-tecnica-do-emmy-2020/"><span style="font-weight: 400;">tantos prêmios</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Creative Emmys</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">2020</span></i><span style="font-weight: 400;">. A direção, que segue na proposta de diversificar nomes, entrega tons diferentes que condizem com as mudanças de atmosfera e ritmo dos episódios e tornam cada capítulo ainda mais único e indispensável.</span></p>
<figure id="attachment_17641" aria-describedby="caption-attachment-17641" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17641 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-7.jpg" alt="Cena da série The Mandalorian. Na imagem, à esquerda, vemos Din Djarin em desfoque, enquadrado em plano médio, vestindo a armadura e o capacete mandaloriano. À direita, vemos Boba Fett enquadrado em plano médio, vestindo a armadura e o capacete mandaloriano, que é verde e vermelho. Os dois olham para algo que está fora da imagem e, ao fundo, há uma porta por onde entra luz." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-7.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-7-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-7-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/foto-7-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17641" class="wp-caption-text">Como uma surpresa final, uma cena pós-crédito anuncia a série derivada de Boba Fett, que se chamará <a href="https://br.ign.com/star-wars-the-mandalorian/86165/news/the-boob-of-boba-fett-e-uma-serie-spinoff-de-the-mandalorian">The Book of Boba Fett</a> e tem estreia marcada para dezembro de 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um segundo ano que aprofundou personagens e a relação entre eles e conectou a série com o universo da franquia, a terceira temporada tem muitos possíveis caminhos pelo qual seguir, podendo explorar ainda mais da doutrina mandaloriana e dos conflitos por poder em Mandalore, além de introduzir personagens novos. A torcida é para que a série mantenha a sua autenticidade e atenha-se a proposta de inovar e dar espaço aos habitantes da galáxia não explorados no cinema, sem recorrer às aparições por </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservice </span></i><span style="font-weight: 400;">ou se perder ao servir como </span><i><span style="font-weight: 400;">outdoor</span></i><span style="font-weight: 400;"> para introduzir e promover </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-offs. </span></i><span style="font-weight: 400;">Afinal, não falta território a ser explorado em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian, </span></i><span style="font-weight: 400;">que já cansou de provar que é uma das melhores produções </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-mandalorian-2a-temporada-critica/">Entre fanservice e inovação, The Mandalorian volta para mostrar seu lugar na galáxia</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Mulher Maravilha 1984 é a linha tênue entre expectativas e realidade</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2021 15:39:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira “Diana de Themyscira, filha de Hippolitya, Rainha das Amazonas”. Mas e se ela fosse mais do que isso? O que aconteceria se ela saísse definitivamente do santuário destas guerreiras gregas e se mudasse para o “reino dos homens”? Mesmo tendo provado um gostinho dessa adaptação da heroína à um novo cotidiano em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/mulher-maravilha-1984-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mulher Maravilha 1984 é a linha tênue entre expectativas e realidade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17568" aria-describedby="caption-attachment-17568" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17568" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas.jpg" alt="A imagem mostra Gal Gadot como Mulher Maravilha. Ela usa uma armadura dourada e tem os cabelos pretos soltos por baixo de um capacete com formato de águia. Ao findo vemos asas desfocadas nas cores azul, verde, vermelho e amarelo. Em um primeiro plano há o laço da verdade brilhando. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17568" class="wp-caption-text">“A grandeza não é o que você pensa” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Diana de Themyscira, filha de Hippolitya, Rainha das Amazonas”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mas e se ela fosse mais do que isso? O que aconteceria se ela saísse definitivamente do santuário destas guerreiras gregas e se mudasse para o “reino dos homens”? Mesmo tendo provado um gostinho dessa adaptação da heroína à um novo cotidiano em </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-mulher-maravilha/"><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha (2017)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Patty Jenkins torna a trazer Gal Gadot no papel da matadora de deuses, mas dessa fez de forma muito mais habituada, orgânica e organizada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 1984</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-17562"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientada, assim como o nome diz, na nostálgica década de 80, acompanhamos agora a jornada de Diana Prince já acostumada com as diferenças entre sua realidade e a nossa. Seguindo por um caminho muito mais direto e coeso, o longa se apoia na excelente atuação de Pedro Pascal &#8211; de </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-quarta-temporada-caminhos-diferentes-momentos-pertinentes/"><i><span style="font-weight: 400;">Game Of Thrones</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-narcos-terceira-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Narcos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; para introduzir um vilão que é ao mesmo tempo complexo e caricato. Essa dualidade enriquece a narrativa que entende a importância de adaptar os personagens originais dos quadrinhos para a nova mídia, mas não os deixa perder sua essência.</span></p>
<figure id="attachment_17567" aria-describedby="caption-attachment-17567" style="width: 1160px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17567" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23.jpeg" alt="A foto mostra a mulher maravilha de lado. Ela usa um corpete vermelho e dourado de metal e uma saia azul. Seus cabelos pretos estão soltos e ela usa uma tiara sobre a testa. Em suas mãos está o laço da verdade brilhando." width="1160" height="739" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23.jpeg 1160w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23-300x191.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23-1024x652.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23-768x489.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17567" class="wp-caption-text">Para a alegria dos fãs que acompanham a narrativa da Mulher Maravilha, o longa traz o famoso Jato Invisível para o universo cinematográfico da heroína (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O coeso desenvolvimento da relação entre o personagem de Pascal, o ganancioso Maxwell Lord, e Diana Prince consertou o que foi, para muitos, o maior erro do filme de origem dessa heroína. Com um terceiro ato falho, resolvido de forma abrupta com a inserção de um nada discreto </span><a href="https://www.omelete.com.br/segredos-do-cinema/deus-ex-machina-o-que-e-isso-segredos-do-cinema"><i><span style="font-weight: 400;">Deus Ex Machina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o antecessor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> aprendeu com suas falhas e entregou um roteiro preocupado muito mais com a construção de seus personagens do que apenas com a pancadaria. Isso não significa que a elaboração desse novo capítulo seja perfeita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe disso, o longa estende seu primeiro ato mais do que o necessário, desenvolvendo uma cansativa e interminável apresentação de personagens que atrasa o engate nessa história. Já quando o filme finalmente entra nos trilhos não há o que o pare. O arco bem delimitado abre caminho para que possamos entender as motivações de cada personagem e nos envolver profundamente com eles. É claro que todos ali têm algo a perder, e esse elo criado entre obra e espectador gera uma tensão gostosa de se acompanhar, que rende várias remexidas na cadeira.</span></p>
<figure id="attachment_17565" aria-describedby="caption-attachment-17565" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17565" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/710e76545d74929fa9df929a0e445a4b.jpg" alt="A imagem mostra, da esquerda para a direita, Patty Jenkins, Gal Gadot, Pedro Pascal e Kristen Wiig no set de filmagens do filme. Eles estão em torno de peças arqueológicas." width="564" height="562" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/710e76545d74929fa9df929a0e445a4b.jpg 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/710e76545d74929fa9df929a0e445a4b-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/710e76545d74929fa9df929a0e445a4b-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-17565" class="wp-caption-text">Um terceiro filme da heroína, dirigido por Jenkins, já foi confirmado pela DC (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E ainda que nos preocupemos com todos e desejemos saber toda a construção de cada um daqueles em tela, é óbvio que alguns teriam mais destaque do que outros. Roubando as cenas o, já mencionado, Max Lord é a grande amarração da trama. Porém, na tentativa de complementar uma história que já era mais do que suficiente, temos a introdução de mais um anti-herói: Dra. Barbara Minerva, a </span><a href="https://www.aficionados.com.br/mulher-leopardo-dc-comics/"><span style="font-weight: 400;">Mulher-Leopardo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trato dela como uma anti-heroína e não como vilã, como aparece nos quadrinhos, pois durante o filme conseguimos perceber suas motivações e, mesmo que nada justifique seus atos, é possível até compreendê-la. O grande trunfo, contudo, foi descartado sem mais nem menos como um simples adorno a essa composição repleta de pontas soltas e decorativas. O potencial dessa personagem não é nunca atingido, tornando ela, que poderia ser a maior estrela do filme, mero detalhe em meio aos desfechos.</span></p>
<figure id="attachment_17569" aria-describedby="caption-attachment-17569" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature.jpg" alt="O desenho dos quadrinhos da Mulher Maravilha mostra apenas o rosto da heroína enquanto ela luta com a Mulher-Leopardo." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17569" class="wp-caption-text">Criada pelo roteirista William Moulton Marston e pelo ilustrador Harry G. Peter, a primeira aparição da Mulher-Leopardo nas HQs foi em 1943, como o alter-ego da vilã Priscilla Rich (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como qualquer boa produção que se passa na década mais colorida que já vivemos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> se debruça em cima da estética oitentista sem medo do excêntrico. E mesmo que às vezes pareça uma ambientação um pouco caricata, não podemos negar que todos os seus elementos são válidos. As cores vívidas e alegres contrastam com com temas pesados tratados de forma simples e óbvia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre eles está o </span><a href="https://www.eusouagloria.com.br/dados"><span style="font-weight: 400;">assédio</span></a><span style="font-weight: 400;">. As dezenas de importunações que as personagens de Diana e Bárbara sofrem durante todo o filme são ora explícitas e ora sutis. O balanço entre essas duas exposições pode passar despercebido aos olhares masculinos, mas toda mulher que assistir ao filme vai captar e entender cada um daqueles momentos, vividos na pele por todas nós. O abuso explícito e velado incomoda por ser tão real quanto cotidiano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra qualidade gigantesca do filme são suas cenas de luta perfeitamente coreografadas. Belas e dinâmicas, o balé dançado pelas personagens ajuda na criação de uma atmosfera quadrinesca aos melhores moldes da saga escrita por George Perez. E talvez seja pela presença de Pedro Pascal, ou talvez pela coreografia contrastada ao brilho do laço da verdade, mas é impossível assistir as cenas de luta de </span><i><span style="font-weight: 400;">MM84</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem se lembrar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-outubro2017/"><i><span style="font-weight: 400;">Kingsman: O Círculo Dourado (2017</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo que o filme da heroína seja absurdamente mais leve do que seus comparativo.</span></p>
<figure id="attachment_17564" aria-describedby="caption-attachment-17564" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17564" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/604ab00605f0d9b0a5989cc51329d935.gif" alt="O gif mostra a Mulher Maravilha girando o laço da verdade e ricocheteando algumas balas que vem em sua direção. Ela está em pé, no meio de um corredor, usando sua roupa clássica: Corpete vermelho, saia azul, botas vermelhas, tiara e cabelos soltos. Em um primeiro plano vemos os atiradores de costas." width="650" height="675" /><figcaption id="caption-attachment-17564" class="wp-caption-text">Tendo como tema principal a luta contra a ganância, o filme sequer tenta disfarçar as alfinetadas direcionadas a Donald Trump através do personagem de Max Lord (Gif: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Forte, poderosa, líder e imponente, a Mulher Maravilha se tornou um símbolo de empoderamento e </span><a href="https://personaunesp.com.br/capita-marvel-critica/"><span style="font-weight: 400;">feminismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> para milhões de mulheres ao redor do mundo. A heroína, fundadora da </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-carece-de-tracos-autorais-e-cai-no-ordinario/"><span style="font-weight: 400;">Liga da Justiça</span></a><span style="font-weight: 400;">, se destacou aos olhos de todos por ser a personificação do poder feminino. Entretanto, a princesa das amazonas não vem atingindo sua plenitude como a guerreira mais </span><i><span style="font-weight: 400;">badass</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">. A confortável muleta masculina que é Steve Trevor retorna em </span><i><span style="font-weight: 400;">MM84</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, ao se aliar a uma tentativa de tornar o filme o mais leve possível para o público, nos priva de ter acesso a Diana gladiadora, a matadora de deuses, a amazona que conhecemos das HQs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E apesar da promessa da diretora, Patty Jenkins, de explorar mais o universo mitológico da protagonista, o filme apenas apresenta um curto e descartável </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/"><i><span style="font-weight: 400;">fanservice</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sobre as guerreiras gregas em seu início. O decorrer do longa, por outro lado, é recheado de cenas feitas simplesmente para dar volume a ele. Uso como exemplo as diversas passagens em que vemos Trevor fascinado com as maravilhas do “novo mundo”, sendo essa apenas uma réplica exata do mesmo fascínio demonstrado por Diana quando ela chega ao “mundo dos homens&#8221; no filme anterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, grande parte dos defeitos do longa podem ser justificados pela alta expectativa criada em torno de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 1984</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançado com mais de seis meses de atraso, o segundo filme da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC </span></i><span style="font-weight: 400;">no ano veio comprometido a ser um complemento a </span><a href="https://personaunesp.com.br/aves-de-rapina-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aves de Rapina</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na era das super-heroínas no universo da companhia. Os lances foram altos, mas nem todos atingidos dando ao filme, que tinha o potencial de ser tão magnífico quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/aquaman-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aquaman (2018)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apenas um pequeno gostinho de suas possibilidades.</span></p>
<figure id="attachment_17566" aria-describedby="caption-attachment-17566" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17566" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984.jpg" alt="A imagem mostra a Mulher Maravilha usando sua armadura dourada que remete a uma águia. Ela tem os braços cruzados na altura do rosto em forma de X. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17566" class="wp-caption-text">SPOILER!!! Lynda Carter, responsável por interpretar a Mulher Maravilha na série de 1975, faz uma participação especial como Asteria, poderosa guerreira amazona, trazendo ainda mais nostalgia aos fãs da heroína (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 198</span></i><span style="font-weight: 400;">4 vem como um suspiro de alívio em meio aos cancelamentos e atrasos nos cinemas. Engraçado, cativante e belíssimo, o longa consegue cumprir com sua proposta narrativa, mesmo que para isso deixe de lado importantes pontos a serem explorados. Mas nem mesmo se houvesse uma enorme catástrofe em seu roteiro poderíamos negar a </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-12-19/quis-superar-minha-tragedia-assim-patty-jenkins-conseguiu-ser-a-diretora-de-cinema-mais-bem-paga-do-mundo.html#:~:text=Desde%202017%2C%20Jenkins%20se%20tornou,ano%20segundo%20a%20revista%20'Time'"><span style="font-weight: 400;">importância da presença</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Gal Gadot e Patty Jenkins em meio as personalidades masculinas que prevalecem no universo dos super-heróis e na indústria cinematográfica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acima de tudo significativo, entramos em contato com uma Diana Prince mais humana, sincera e vulnerável do que nunca. Conhecemos um lado mundano da heroína que nos faz compreender o carinho inconsciente e apego que temos a personagem. A Mulher Maravilha símbolo está presente, assim como a Mulher Maravilha indivíduo e a Mulher Maravilha mulher, e em meio às inúmeras facetas, nunca foi tão fácil nos identificarmos na semideusa. </span></p>
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		<title>The Mandalorian é uma nova esperança para os fãs de Star Wars</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2020 20:09:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Lopes Gomez Nem em seus melhores sonhos George Lucas poderia imaginar o que o futuro reservava quando escreveu a história do jovem Luke Skywalker, este foi somente o pontapé inicial da franquia multibilionária que revolucionou o cinema e a cultura pop e conquistou uma legião de fãs. O universo Star Wars deu tão certo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Mandalorian é uma nova esperança para os fãs de Star Wars"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_15274" aria-describedby="caption-attachment-15274" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15274" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-2.jpeg" alt="" width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-2.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-2-300x158.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-2-1024x538.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-2-768x403.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15274" class="wp-caption-text">The Mandalorian estreou em 2019 e foi a grande aposta da novata Disney+ (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem em seus melhores sonhos George Lucas poderia imaginar o que o futuro reservava quando escreveu a história do jovem Luke Skywalker, este foi somente o pontapé inicial da franquia multibilionária que</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/star-wars-o-fenomeno-como-saga-revolucionou-o-mundo-nerd-e-mudou-o-jeito-de-ser-fa-analise/"> <span style="font-weight: 400;">revolucionou</span></a><span style="font-weight: 400;"> o cinema e a cultura <em>pop</em> e conquistou uma legião de fãs. O universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars </span></i><span style="font-weight: 400;">deu tão certo que, 47 anos após o lançamento do </span><a href="https://epocanegocios.globo.com/colunas/Coffee-Break/noticia/2017/05/star-wars-de-1977-e-o-melhor-investimento-da-historia-do-cinema.html"><span style="font-weight: 400;">primeiro filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, há ainda histórias para contar através da galáxia criada por Lucas. Mas é em meio a uma recente decepção com</span><a href="http://personaunesp.com.br/a-ascensao-skywalker-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">A Ascensão Skywalker</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e uma acirrada disputa entre as plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;">, a primeira série </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> da franquia, chega, como <em>uma nova esperança</em> para os fãs da saga.</span></p>
<p><span id="more-15269"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama segue o Mandaloriano (Pedro Pascal), um solitário caçador de recompensas mercenário. À bordo de sua nave, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Razor Crest</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele percorre a galáxia, sempre trabalhando para melhorar sua armadura. Porém, após ser contratado para capturar e entregar uma criatura da mesma espécie de Yoda, ele desconfia das intenções de seu contratante e se nega a fazê-lo, tendo de fugir para protegê-la.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os episódios, que se passam após a queda do Império de Darth Vader (</span><i><span style="font-weight: 400;">Retorno do Jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">) e antes do surgimento da Primeira Ordem (</span><a href="http://personaunesp.com.br/star-wars-sem-inspiracao-na-forca/"><i><span style="font-weight: 400;">O Despertar da Força</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), em nenhum momento explicitam seu recorte temporal ou situam o espectador, como faziam os filmes, mas isso sequer é necessário. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> fala pouco, porque opta por mostrar muito. A ambientação &#8211; com seus cenários caóticos e, ao mesmo tempo, magníficos -, as lutas de facções e as atividades clandestinas são apenas alguns dos fatores que, combinados com diálogos certeiros, ilustram a instabilidade política após a fragmentação do poder e a troca de regime, da ditadura do Império para a recém-nascida República.</span></p>
<figure id="attachment_15270" aria-describedby="caption-attachment-15270" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15270" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1-1.jpg" alt="" width="750" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1-1.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1-1-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15270" class="wp-caption-text">O cenário ilustra o momento: a queda do Império e a troca de regimes provocam instabilidade na galáxia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas Mando não está preocupado com a situação política da galáxia, seu único objetivo é sobreviver, custe o que custar. Membro da facção mercenária Guilda, ele caça recompensas e as entrega, sem fazer perguntas, sem bússola moral. Porém, após ser contratado para capturar e entregar a criatura, que ele passa a chamar de Criança, ainda viva para o Cliente (</span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/destaque/para-werner-herzog-the-mandalorian-e-cinema-de-volta-ao-seu-melhor"><span style="font-weight: 400;">Werner Herzog</span></a><span style="font-weight: 400;">), ele suspeita de seu contratante e resolve voltar e resgatá-la, quebrando o acordo e o código de sua facção. A partir disso, ele começa a ser perseguido não só pela Guilda, mas também pelo exército imperial (ou o que sobrou dele) e tem de percorrer a galáxia em fuga.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo dos oito episódios, vemos o mercenário aprofundar sua relação com a Criança, enquanto se mete em enrascadas para protegê-la. A criaturinha, que foi apelidada de <em>“Bebê Yoda”</em> e <em>“Yodinha”</em> pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, está descobrindo seus poderes e aprendendo a dominar a Força, mas, apesar de sua incrível habilidade para a idade, ainda é apenas uma criança. E Jon Fraveau, </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> e criador da série, soube dosar a participação do personagem: há momentos em que é impossível não se encantar, mas sem exagero, de forma a não futilizar a trama. A relação entre os dois ao longo da temporada, que se torna quase paternal, também se aprofunda, ajudando no desenvolvimento de ambos.</span></p>
<figure id="attachment_15277" aria-describedby="caption-attachment-15277" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15277 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3x-960x1024.jpg" alt="" width="840" height="896" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3x-960x1024.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3x-281x300.jpg 281w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3x-768x819.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3x-1200x1280.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3x.jpg 1406w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15277" class="wp-caption-text">A Disney aproveitou o sucesso da série para comercializar bonecos da Criança (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do roteiro ser escrito exclusivamente por Jon Fraveau, a direção dos episódios alterna-se entre diferentes nomes, como Taika Waititi (</span><i><span style="font-weight: 400;">Jojo Rabbit, Thor: Ragnarok</span></i><span style="font-weight: 400;">), Bryce Dallas Howard (</span><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic World, </span></i><a href="http://personaunesp.com.br/bandersnatch-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Dave Filoni, veterano no universo da franquia. A opção pela troca denota o estilo de cada um, mas a diversificação nos leva aos mais variados cenários, e ainda somos introduzidos a coadjuvantes que aprofundam a narrativa. Entre eles, Cara Dune (Gina Carano), uma ex-soldado choque da Resistência, e Kuiil (Nick Nolte), um fazendeiro e ex-escravo do Império, ambos se juntam a Mando. Também são apresentados Greef Karga (Carl Weathers), líder da facção Guilda, e Moff Gideon, personagem que rendeu a Giancarlo Esposito uma indicação por Melhor Ator Convidado em Série Dramática no </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy-2020/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy 2020</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses personagens secundários, recorrentes ao longo da temporada, são essenciais não só na trajetória do protagonista, mas também por trazerem diferentes perspectivas, inclusive políticas, dentro do contexto da série. Em uma das cenas do penúltimo episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Reckoning</span></i><span style="font-weight: 400;">, ocorre uma discussão entre Kuiil e Cara, que lutaram em lados opostos na guerra que derrubou o Império. Na sequência, vemos Greef Karga, recém-aliado ao mandaloriano, pedir para que a rebelde esconda sua tatuagem, o que deixa o espectador querendo saber mais sobre o passado dela. Porém, apesar de serem tão interessantes quanto o protagonista, os coadjuvantes funcionam mais como aliados ou antagonistas, sem ganharem uma grande contextualização, a não ser menções sobre suas histórias. Até Moff Gideon, principal vilão da trama, só ganha maior destaque na </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale.</span></i></p>
<figure id="attachment_15271" aria-describedby="caption-attachment-15271" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15271" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-2.jpeg" alt="" width="620" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-2.jpeg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-2-300x203.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15271" class="wp-caption-text">O passado dos aliados de Mando, Kuiil (à esquerda) e Cara Dune (à direita) deixou os fãs curiosos… Vem aí um spin-off? (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das agradáveis individualidades e disparidades dos diretores, os episódios se mantém coesos e o estilo faroeste permeia ao longo da temporada inteira. Diferente das outras produções de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que vemos os mocinhos lutando por uma causa maior, em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> o único objetivo em comum dos personagens é a sobrevivência, o que torna o cenário mais como um faroeste espacial, do que como a </span><a href="https://www.momentumsaga.com/2012/09/o-que-e-space-opera.html"><i><span style="font-weight: 400;">space opera</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dos longas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sem um regime tirano para derrubar, e sem as amadas lutas de sabre de luz, a atmosfera diferente da série não é exatamente uma quebra do universo dos filmes, do qual ainda se mantém próxima, corrigindo, inclusive, alguns dos erros do passado. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Império Contra Ataca</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando vemos Boba Fett armar a emboscada que captura Han Solo e, em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno do Jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">, morrer de uma forma ridícula, os fãs ficaram insatisfeitos e quiseram ver mais daquele que usava a mesma armadura que, agora, Mando veste. Mais tarde, George Lucas optou por, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ataque dos Clones</span></i><span style="font-weight: 400;">, transformar o pseudovilão em um clone de um mandaloriano, Jango Fett, que segue a mesma doutrina do nosso personagem principal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas afinal, há mais de um mandaloriano? Essa é uma pergunta que o próprio protagonista da série tem que explicar. Um</span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2019/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-os-mandalorianos-de-star-wars.html"> <span style="font-weight: 400;">mandaloriano</span></a><span style="font-weight: 400;"> é quem segue a doutrina do planeta Mandalore, independente de ter nascido lá ou não. Quando atingem a maioridade, os adeptos vestem a característica armadura e não a tiram mais, nem mesmo a máscara – fazê-lo significa abandonar a doutrina definitivamente, motivo de vergonha entre eles. É por isso que não vemos o rosto de Pedro Pascal, a não ser por poucos, mas tão esperados segundos.</span></p>
<figure id="attachment_15272" aria-describedby="caption-attachment-15272" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15272" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-2.jpg" alt="" width="512" height="240" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-2.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-2-300x141.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-15272" class="wp-caption-text">Pedro Pascal, em poucos segundos sem a máscara, consegue transmitir todas as emoções de Mando (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha de não mostrar o rosto do protagonista é incomum e arriscada, porém mostra como sua postura, poucas palavras e muita ação é tudo o que Mando precisa para se impor. Nos primeiros episódios, não há como evitar torcer para que ele tire a máscara, mas Pascal incorpora tão bem o personagem, com sua aura misteriosa, que, quando ele finalmente o faz, é uma surpresa até para os que já sabiam o que aguardar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as inevitáveis comparações da série com os filmes da saga, ainda antes de ser lançada, é de se esperar que a produção mantenha os altos níveis da franquia. E, mesmo com um orçamento menor, o </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> não fica para trás: os efeitos especiais, assim como a fotografia, são de tirar o fôlego. Mas a trilha sonora que os acompanha é o mais impressionante, o músico Ludwig Goransson (</span><a href="http://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pantera Negra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) conseguiu criar instrumentais deslumbrantes, que embalam as caóticas batalhas e os momentos acolhedores, e deram uma identidade própria à produção. Não tem como escutar aquele indescritível som da abertura e não associar à série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Usando desses artifícios e de seu elenco versátil, a temporada culmina em uma tensa e emocionante </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que Mando assume os cuidados de treinar e proteger a Criança, como a doutrina manda. E, com a volta de Moff Gideon, somos deixados com um gancho ideal para a continuação, que já foi </span><a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/the-mandalorian-data-de-estreia-2a-temporada"><span style="font-weight: 400;">anunciada</span></a><span style="font-weight: 400;"> para 30 de outubro no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+.</span></i></p>
<figure id="attachment_15273" aria-describedby="caption-attachment-15273" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15273" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-scaled.jpeg" alt="" width="2560" height="1434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-300x168.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-1024x573.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-768x430.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-1536x860.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-2048x1147.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-1200x672.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15273" class="wp-caption-text">Jon Fraveau, criador da série, revelou que a segunda temporada também terá oito episódios, mas de diferentes durações (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a pressão de ser a primeira série </span><i><span style="font-weight: 400;">live action</span></i><span style="font-weight: 400;"> do universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> e carro-chefe do novo serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, o</span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2020/08/disney-ganha-data-de-lancamento-no-brasil-e-em-paises-da-america-latina.ghtml"> <i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> triunfa. Não é à toa que a produção foi indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy 2020</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.starwars.com/news/the-mandalorian-emmys-2020"><span style="font-weight: 400;">15 categorias</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Melhor Figurino de Fantasia/<em>Sci-fi</em>, Dublagem (com Taika Waititi, que dá voz ao droide IG-11) e Melhor Cinematografia Para um Seriado de Câmera Individual, pelo episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">The Reckoning</span></i><span style="font-weight: 400;">. Estas e outras classificações técnicas terão seu resultado revelado em </span><a href="https://www.emmys.com/sites/default/files/Downloads/72nd-emmy-categories-nights-v1.pdf?q=1"><span style="font-weight: 400;">datas diferentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, durante a semana que </span><a href="https://www.emmys.com/news/awards-news/emmy-categories-200806"><span style="font-weight: 400;">culminará</span></a><span style="font-weight: 400;"> no evento principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as muitas nomeações, a série também foi indicada à categoria Melhor Série de Drama, considerada uma das principais, e compete com veteranas como </span><a href="http://personaunesp.com.br/the-handmaids-tale-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid´s Tale</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><a href="http://personaunesp.com.br/better-call-saul-5a-temporada-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Better Call Saul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://personaunesp.com.br/the-crown-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar do universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars </span></i><span style="font-weight: 400;">não ter um longo histórico em categorias que não técnicas, que foram a maioria das indicações desse ano, a produção</span> <span style="font-weight: 400;">certamente veio para mudar a percepção da franquia nas premiações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A competição é acirrada, mas que a sorte esteja com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy-2020/">Emmy 2020</a>.</span></i></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: The Mandalorian: Chapter 1 (Original Score)" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/4xFmHg5dYvaqmn9ZNQpjWL?si=dL-raVtJSsOPN_azKmXCUQ"></iframe></p>
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