A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo

Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se cinco funcionários do resort luxuoso tailandês. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca, que usa uma roupa branca e um short bege, um homem branco sem camiseta e com uma espécie de saia marrom, um homem branco com um roupão vermelho e uma calça laranja, um homem asiático que utiliza um conjunto azul e uma mulher asiática que veste uma blusa branca e uma bermuda bege. Eles estão na beira da praia e acenam para um local.
Personagens fundamentais em anos anteriores, os funcionários do White Lotus da Tailândia não se destacaram (Foto: Fabio Lovino/HBO)

Guilherme Machado Leal

Iniciada no Havaí durante sua primeira temporada, em 2021, The White Lotus possuía uma trama bem simples: um ambiente que mostrasse um curto período de tempo daqueles que trabalham em um hotel luxuoso e dos que possuem o poder aquisitivo para sustentar tais regalias. Após a estreia bem sucedida, as ilhas emprestaram sua trama para o solo europeu, mais precisamente em Sicília, na Itália. Se a entrada desse mundo discutia a respeito da diferença de classes e a continuação abordava a disparidade entre gêneros, o que priorizar para a terceira vez?  Continue lendo “A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo”

Em Ruído Branco, o mundo real é uma simulação

Em parceria com a A24, Ruído Branco estreou no Festival de Veneza e chegou à Netflix no penúltimo dia de 2022 (Foto: Netflix)

Bruno Andrade

“Consumista” já foi a palavra de ordem de uma geração que, em um passo ousado, julgava os relativos perigos de uma sociedade descontrolada – talvez como consequência direta da mudança social dos anos 1960, cuja virada cultural permanente se estabeleceu e desembocou no mal-estar das décadas seguintes. Mas o fato é que o julgamento parecia resfriar-se em um sólido cenário teórico, e ironicamente se perpetuava, muitas vezes, por aqueles que o apontavam. O consumo estava em toda parte. Em Ruído Branco, adaptação dirigida por Noah Baumbach do clássico homônimo de Don DeLillo publicado em 1985, outras facetas do consumo – para além da alienação – ganham espaço: o entretenimento vulgar, o delírio e a paranoia.

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