5 anos de Punisher: O fim está longe de ser aqui

Capa do álbum Punisher, de Phoebe Bridgers. Nela, vemos Phoebe, uma mulher branca de cabelos platinados. Ela veste um macacão preto com estampa de esqueleto. Ela está centralizada na parte inferior enquanto olha para cima. Ela está em um deserto, com uma montanha de fundo e uma noite estrelada. A imagem está tratada de forma que o chão está na cor vermelha e o fundo na cor azul
Olof Grind, fotógrafo responsável pela identidade visual do álbum, disse que o tom soturno da capa foi ideia de Phoebe, que queria a imagem mais assustadora possível (Foto: Dead Oceans)

Guilherme Veiga

Phoebe Bridgers talvez seja uma das artistas mais sinestésicas dessa nova safra do indie folk. Desde Strangers in the Alps, seu álbum de estreia, sua música tem cheiro, clima e cor de interior e isolamento. A voz serena e a harmonia calma de uma produção muita das vezes composta só por guitarra e violinos presente em sua discografia na carreira solo, dão a impressão de estarmos sozinhos em um ambiente em que gritar nosso sentimentos resultam neles te atingindo em forma de eco, por isso, a escolha de se recolher em sua própria autopiedade e depreciação.

É uma linha recorrente nos versos de artista o desejo de querer desaparecer, seja no sentido material da palavra ou até mesmo em ser abduzida por uma nave espacial. Ironicamente, Punisher, que completa cinco anos, veio no cenário favorável para que isso acontecesse. Com a pandemia de covid-19, grande parte do mundo tinha sumido para seu próprio universo particular. Porém, em efeito contrário, o fato de estarmos vivendo a reclusão e desconexão com si próprio já cantada por Phoebe só fez com que nos aproximássemos de sua obra no momento em que ela justamente transitava entre otimismo e esperança.

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Phoebe Bridgers e a loucura racional de Punisher

Capa do álbum Punisher. Mostra Phoebe Bridgers em pé e olhando para o céu, de perfil, com um macacão preto que imita um esqueleto. Ela está em um lugar cheio de pedras e ao fundo há uma montanha. O céu está estrelado e em azul escuro forte, enquanto o resto do quadro está sendo iluminado por uma luz vermelha.

Ana Laura Ferreira

A melhor parte de entrar em contato com gêneros, ritmos e cantores que não estamos acostumados a escutar é ter uma experiência totalmente nova, que se intensifica de acordo com nossa entrega. E nada seria mais intenso do que Punisher, de Phoebe Bridgers. O disco que concorre a Melhor Álbum de Música Alternativa no Grammy 2021 é uma descoberta transcendental de entrega e história, embalada pela mais perfeita melodia. Novo, fresco e autêntico, ele encanta por elevar a todas as potências sem perder a mão.

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