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	<title>Arquivos Rap Nacional &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>XTRANHO, de Matuê, cumpre seu papel intencional e gera desconforto</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 13:00:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Diaz No começo de sua carreira, Matuê era a &#8216;cura&#8216;, representada pelo seu primeiro álbum de estúdio, Máquina do Tempo (2020). Agora, segundo suas próprias palavras, ele se torna a &#8216;peste&#8217;. É possível ler XTRANHO como uma infestação estética: um disco que deseja incomodar, provocar rejeição e instaurar ruído em um cenário cada vez &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/xtranho-de-matue-cumpre-seu-papel-intencional-e-gera-desconforto/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "XTRANHO, de Matuê, cumpre seu papel intencional e gera desconforto"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36942" aria-describedby="caption-attachment-36942" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-36942 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/ab67616d0000b2738d04125ccc35c6a708e932e8.jpeg" alt="Capa do álbum XTRANHO, do cantor Matuê. A imagem apresenta um rosto masculino em alto contraste, quase como um negativo fotográfico: olhos e sorriso emergem do preto absoluto, formando uma expressão ambígua entre ironia e ameaça. A estética crua e minimalista transforma o rosto em símbolo, mais ideia do que identidade." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/ab67616d0000b2738d04125ccc35c6a708e932e8.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/ab67616d0000b2738d04125ccc35c6a708e932e8-150x150.jpeg 150w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36942" class="wp-caption-text">XTRANHO revela os limites da ruptura prometida por um dos maiores nomes do trap nacional (Foto: 30PRAUM)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Diaz</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No começo de sua carreira, Matuê era a &#8216;</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0bV0LtjtZH76gD0ujPYS3n?si=1ebad4b5ea524bd6"><span style="font-weight: 400;">cura</span></a><span style="font-weight: 400;">&#8216;, representada pelo seu primeiro álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6ehm0SMBBoSxH8oSrFXre6?si=AkD1-VQPSmevWR8IJXgDpQ"><i><span style="font-weight: 400;">Máquina do Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020). Agora, segundo suas próprias palavras, ele se torna a &#8216;peste&#8217;. É possível ler </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5ORsvI5ThmZw7PS1NTvZaB?si=1ffcc29d4f194dff"><i><span style="font-weight: 400;">XTRANHO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como uma infestação estética: um disco que deseja incomodar, provocar rejeição e instaurar ruído em um cenário cada vez mais previsível do </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. O lançamento foi tratado como um evento, tendo uma audição pública no </span><a href="https://portalpopline.com.br/matue-ocupa-o-anhangabau-e-revela-novo-album-xtranho-em-acao-gratuita-para-milhares-de-fas/"><span style="font-weight: 400;">Vale do Anhangabaú</span></a><span style="font-weight: 400;">, englobada à uma identidade visual agressiva com múltiplas capas e um </span><i><span style="font-weight: 400;">website </span></i><span style="font-weight: 400;">interativo (indisponível para acesso). Desde o primeiro contato, fica claro que o projeto não se limita ao som, mas extrapola além do campo musical. Ainda assim, sua principal fragilidade está na distância entre a ideia de ruptura anunciada e aquilo que efetivamente se materializa durante as faixas.</span></p>
<p><span id="more-36762"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao revisitar o passado, a produção ocupa uma posição curiosa na discografia do artista. Enquanto </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5CP84pfi4AFe95UTACFWrk?si=xtFvv3NNQxm1YpWCJxChNQ"><i><span style="font-weight: 400;">333</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">retratava um amadurecimento artístico, com reflexões mais densas sobre fama, identidade e sucesso, </span><i><span style="font-weight: 400;">XTRANHO </span></i><span style="font-weight: 400;">parece dar o retorno na estrada – nele, opera-se um movimento regressivo, mais elementar e impulsivo, abandonando qualquer ambição racional. A sonoridade é como título promete: uma </span><a href="https://hiphopafins.substack.com/p/com-xtranho-matue-promete-revolucao"><span style="font-weight: 400;">estranheza</span></a><span style="font-weight: 400;"> que abandona boa parte da singularidade construída anteriormente e se ancora em referências já consolidadas do </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">experimental internacional, especialmente Travis Scott, </span><a href="https://atl.clicrbs.com.br/musica/noticia/2025/04/playboi-carti-o-vampiro-do-trap-que-virou-icone-cultural-cm9lvligh01fj0150udf89xrh.html"><span style="font-weight: 400;">Playboi Carti</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o universo do selo </span><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2023/08/opium-a-tendencia-de-moda-que-bate-de-frente-com-o-quiet-luxury.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Opium</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não há problema em dialogar com essas matrizes, até porque o </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">sempre foi um gênero de circulação global, porém aqui a apropriação soa tardia e pouco transformadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ‘estranho’ é cansativo. O sentimento prometido aparece domesticado, filtrado por fórmulas que já se tornaram comerciais, principalmente quando se trata de um artista geracional dentro do gênero. Apesar de ser caracterizado como </span><a href="https://murbbrasil.com/top10-trappers-underground-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">‘underground’</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o disco esvazia qualquer pretensão de ruptura, pois não ousa realmente. O álbum mostra competência, explicada pelas produções limpas, os graves bem posicionados e as texturas densas e agressivas.</span></p>
<figure id="attachment_36763" aria-describedby="caption-attachment-36763" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36763" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-4-800x450.png" alt="A imagem mostra um homem negro de cabelos longos em dreadlocks, iluminado por luz dura em um ambiente escuro de bastidores. O olhar se projeta para fora do quadro, distante e atento, como se carregasse o peso do silêncio entre o palco e a solidão." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-4.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36763" class="wp-caption-text">Segundo o próprio artista, o novo álbum aposta no choque estético e na provocação como discurso central (Foto: 30PRAUM)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, técnica sem propósito não sustenta uma obra. A sensação constante é de que a forma tenta compensar a ausência de conteúdo numa aposta em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QlBkAfi2Muw"><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">distorcidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e atmosferas sufocantes como se isso, por si só, fosse sinônimo de experimentação – e, claro, não é. A sonoridade soa atual, mas também genérica, incapaz de criar momentos e refrões verdadeiramente memoráveis: acredito que repetir ‘fogo’ por milhares de vezes não soa insano, tal como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/42VsgItocQwOQC3XWZ8JNA?si=d1d9f99b4c8044b2"><i><span style="font-weight: 400;">FEIN</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2023), outra produção que, infelizmente, envelheceu mal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa fragilidade se torna ainda mais evidente no campo lírico, onde o álbum atinge seu ponto mais baixo. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1LT3tGHfUbjrdDT5BPa1Iq?si=80568e448ceb48e3"><i><span style="font-weight: 400;">FACAS E MACHADOS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o símbolo mais claro do colapso discursivo desse projeto. A música constrói uma ambiência agressiva e promissora, no entanto a letra dissolve qualquer impacto ao mergulhar em um amontoado de frases desconexas, infantilizadas e sem densidade simbólica. Não se trata de fluxo de consciência sofisticado ou de nonsense intencional: é puramente vazio. São versos que conversam com o nada e não criam estranhamento poético, apenas revelam falta de elaboração. O mesmo ocorre em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4sX07T4478VYdBm0R71POZ?si=347d1a29f15a42b1"><i><span style="font-weight: 400;">ALTERADO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que em sua ostentação deixa de funcionar como comentário social ou autorreflexão e passa a operar como fetiche. É um discurso que parece mirar um público </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/09/14/autor-da-musica-crack-com-mussilon-matue-fala-de-cantar-sobre-droga-e-sexo-para-publico-adolescente.ghtml"><span style="font-weight: 400;">adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;">, reforçando a ideia de que a provocação é mais performática do que conceitual – o que, nitidamente, está acontecendo, visto a repercussão do artista diante das </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/matue-reage-jornalista-globo-critica-novo-album-xtranho/"><span style="font-weight: 400;">críticas</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há um cuidado evidente na criação de texturas e ambiências, sobretudo em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5Y2QDfKgRS6lPkyVITN4P0?si=e3f38318531e43cd"><i><span style="font-weight: 400;">MEU CEMITÉRIO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que executam sucessivamente o flerte entre o desconforto e a linguagem artística. Ainda assim, essa sofisticação instrumental nem sempre encontra correspondência na escrita. Em setembro deste ano, um </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DObrofOiJVj/"><span style="font-weight: 400;">vídeo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma garota viralizou na internet que correspondia a uma agressão ocorrida em um show do Don Toliver, durante um </span><i><span style="font-weight: 400;">moshpit </span></i><span style="font-weight: 400;">no</span> <span style="font-weight: 400;">festival The Town. Num tom satírico, Matuê inclui esse áudio em sua faixa inicial, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6zI2BCllRpA8H8KR5v8u3v?si=fe9e7aa02e7a4c34"><i><span style="font-weight: 400;">REI TUÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o que completa a síntese dos limites éticos e estéticos do disco. O gesto se apresenta como transgressão, mas carece de elaboração crítica, pois é o tipo de recurso que gera engajamento imediato e polarização nas redes, porém dificilmente sustenta uma leitura mais profunda. Então, reforça a impressão de que </span><i><span style="font-weight: 400;">XTRANHO </span></i><span style="font-weight: 400;">confunde provocação com barulho e radicalidade com mau gosto.</span></p>
<figure id="attachment_36764" aria-describedby="caption-attachment-36764" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36764" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-4-800x480.png" alt="A imagem é um corte de um videoclipe do cantor Matuê e mostra uma figura masculina agachada em um cemitério à noite, cercada por árvores e lápides, envolta por fumaça azulada. A cena evoca luto, introspecção e ritual, transformando o espaço da morte em território de contemplação e memória." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-4-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-4-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-4.png 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36764" class="wp-caption-text">Visualizer da faixa MEU CEMITÉRIO, com estética sombria e agressiva, características típicas da produção (Foto: 30PRAUM)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, seria reducionista tratar </span><i><span style="font-weight: 400;">XTRANHO </span></i><span style="font-weight: 400;">como um fracasso artístico completo. Parte da defesa do álbum se apoia na ideia de valorização da dimensão coletiva, especialmente por meio das colaborações com artistas menos conhecidos, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3Fzo07bEdiOfM1f3FX6XCF?si=jUvKo3s0SDaUJgP8spQFyg"><span style="font-weight: 400;">Kouth</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6vE1WHyTRdcvJx1IOUGXS9?si=G6ka9DoMSD6QZwX_XCvZuA"><span style="font-weight: 400;">Cashley</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros nomes da cena </span><i><span style="font-weight: 400;">underground </span></i><span style="font-weight: 400;">– o que amplia a </span><a href="https://blogs.pucpr.br/escoladebelasartes/2025/11/24/o-corre-por-tras-do-trap-como-a-cena-underground-cria-lanca-e-vive-da-musica/"><span style="font-weight: 400;">visibilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de vozes marginalizadas e reforça uma ideia de bando, recorrente no discurso do cantor principal. Ainda que essas parcerias possam ser lidas como um ‘selo de autenticidade’ aplicado a um projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">major</span></i><span style="font-weight: 400;">, elas produzem momentos de frescor e indicam uma disposição real de diálogo com a base criativa do </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recepção polarizada do álbum também é parte fundamental de sua leitura e revela outro aspecto crucial: o papel da </span><a href="https://www.margemnewsletter.com/p/o-matue-e-a-relevancia-da-critica"><span style="font-weight: 400;">fanbase</span></a><span style="font-weight: 400;"> como escudo crítico. Nas redes, </span><i><span style="font-weight: 400;">XTRANHO </span></i><span style="font-weight: 400;">foi simultaneamente chamado de ‘visionário’ e ‘</span><a href="https://x.com/lopeszjao/status/1998916927868305897"><span style="font-weight: 400;">confuso</span></a><span style="font-weight: 400;">’. O título opera como justificativa automática para qualquer falha, pois se algo não funciona, a resposta é simples: ‘é estranho mesmo’, como se qualquer fragilidade pudesse ser relativizada. Incrivelmente, a situação está pior que os </span><a href="https://jornalismojunior.com.br/divas-pop/"><span style="font-weight: 400;">fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">diva pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porque assim, a defesa apaixonada do álbum se confunde com a defesa de uma identidade coletiva, em oposição à crítica especializada e à mídia tradicional. O </span><i><span style="font-weight: 400;">long-play</span></i><span style="font-weight: 400;">, nesse sentido, produz menos como obra autônoma e mais como artefato de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing </span></i><span style="font-weight: 400;">e lealdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No saldo final, </span><i><span style="font-weight: 400;">XTRANHO </span></i><span style="font-weight: 400;">não falha por tentar algo novo e promete uma ruptura que não entrega. O disco é inconsistente e conceitualmente imaturo, sustentado mais por estética, </span><i><span style="font-weight: 400;">hype </span></i><span style="font-weight: 400;">e espetáculo do que por canção significativa. Para dizer que houve bons frutos, é possível dele medir o </span><a href="https://x.com/trapcit0u/status/1992822430235082969"><span style="font-weight: 400;">alcance</span></a><span style="font-weight: 400;"> simbólico do Matuê, a força de sua base e os limites entre provocação e profundidade. Dessa forma, ele expõe contradições, testa lealdades e evidencia como, no </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo, </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing </span></i><span style="font-weight: 400;">e identidade coletiva muitas vezes se sobrepõem à música em si. Talvez, no futuro, esse trabalho seja lembrado menos pelas faixas que o compõem e mais pelo debate que instaurou e isso, querendo ou não, também é um dado crítico a ser considerado.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: XTRANHO" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5ORsvI5ThmZw7PS1NTvZaB?si=Qo_7Mq_zTXmmGykQFIPK_w&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 5 anos, Djonga roubava a cena com Ladrão e provava que um raio pode cair  mais que duas vezes no mesmo lugar</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 16:27:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tharek Alves Em 2017, no lançamento de seu primeiro álbum, Heresia, Djonga havia carimbado seu nome no meio do rap nacional, com uma estreia abaladora o suficiente para alavancar as expectativas em cima de suas próximas obras. Porém, o rapper dobrou a aposta em 2018 e superou todas as expectativas com O MENINO QUE QUERIA &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ladrao-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Djonga roubava a cena com Ladrão e provava que um raio pode cair  mais que duas vezes no mesmo lugar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34110" aria-describedby="caption-attachment-34110" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image6.png" alt="" width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image6.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image6-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34110" class="wp-caption-text">A capa e o título do álbum Ladrão fazem referência ao personagem Robin Hood, colocando o rapper mineiro roubando dos ricos para dar aos pobres (Foto: Gravadora Ceia)</figcaption></figure>
<p><b>Tharek Alves</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2017, no lançamento de seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2Mlk1lNZ2pzDxvLhLDVUw2?si=VwrC0Eg3Q_S8me4DN4V0zA"><i><span style="font-weight: 400;">Heresia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Djonga havia carimbado seu nome no meio do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional, com uma estreia abaladora o suficiente para alavancar as expectativas em cima de suas próximas obras. Porém, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> dobrou a aposta em 2018 e superou todas as expectativas com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/04iHzaSGrOo5MgBY7R2PbX?si=DzIx9fvySW6pLXrrfNac4g"><i><span style="font-weight: 400;">O MENINO QUE QUERIA SER DEUS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tão abalador e marcante quanto seu antecessor. Visto na época como novo nome do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><a href="https://www.significados.com.br/mainstream/"><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o mineiro tinha uma árdua missão de manter a qualidade em seus próximos lançamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como os antecessores e os que viriam posteriormente, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/djonga/"><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></a><span style="font-weight: 400;"> também lançou seu terceiro álbum em 13 de Março e provou, mais uma vez, que raios podem sim cair no mesmo lugar. Intitulado </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-ladrao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os discursos presentes nas músicas ficaram ainda mais objetivos, com críticas incisivas ao racismo e desigualdade social, além de assumir, de fato, o papel de protagonista não só na luta antirracista, como também, no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">nacional.</span></p>
<p><span id="more-34107"></span></p>
<figure id="attachment_34111" aria-describedby="caption-attachment-34111" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34111" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1-800x369.png" alt="A imagem é uma fotografia do cantor Djonga. Djonga é um homem negro de cabelo descolorido, na branca, e bigode preto. A fotografia enquadra o cantor apenas do peito para cima. Ele usa camiseta branca e uma blusa de frio, com zíper aberto, também na cor branca. No rosto, Djonga usa um óculos de armação fina, na cor preta, com lentes ovais na cor laranja. Sua mão esquerda aparece na fotografia, levantada até a altura do queixo, fazendo um símbolo de OK, encostando o dedão e o dedo indicador e formando um círculo." width="800" height="369" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1-800x369.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1-1024x473.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1-768x354.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-1.png 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34111" class="wp-caption-text">Djonga não poupa palavras e critica incisivamente a branquitude e suas estruturas nas letras de seu terceiro álbum (Foto: Marcelo Martins)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na faixa-título, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1SoVbAACWECOhsVZY4M1Jb?si=7b2cdc2337104276"><i><span style="font-weight: 400;">LADRÃO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue sintetizar bem o sentimento do disco. Nela, o cantor fala sobre os lugares que conseguiu acesso graças a sua fama e dinheiro, além da maneira como ele usa disso para devolver ao povo preto e pobre. Contextualizada na realidade do mineiro, a letra o retrata como uma espécie de Robin Hood, um herói do povo retratado, obstinado a tirar dos </span><i><span style="font-weight: 400;">boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> e devolver aos seus. Por diversos momentos, a canção ainda faz críticas às apropriações culturais recorrentes na Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exemplo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hTUEjPmX0tE"><i><span style="font-weight: 400;">JUNHO DE 94</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Djonga questionou sua própria posição por diversas vezes durante seu segundo álbum, porém, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=trfuqjFx_XE"><i><span style="font-weight: 400;">HAT TRICK</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa debutante, demonstrou que, agora, o caminho adotado seria completamente oposto. Referenciando  um termo do futebol utilizado quando um jogador faz três gols na mesma partida, o cantor reconhece o novo disco como acerto e, ressoando um forte “</span><i><span style="font-weight: 400;">abram alas pro rei</span></i><span style="font-weight: 400;">” no refrão, deixa clara a mudança de visão que terá sobre si nas músicas. Encerrando-a com uma poesia, a primeira faixa demonstrava o golaço que Gustavo Pereira Marques (nome de nascença de Djonga) estava para fazer.</span></p>
<figure id="attachment_34112" aria-describedby="caption-attachment-34112" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image7.png" alt="A imagem é uma fotografia do cantor Djonga. Djonga é um homem negro de cabelo crespo na cor preta e bigode, também preto. Na imagem, o cantor está sentado em uma cadeira de madeira marrom escuro, semelhante a um trono. Ele está sem camiseta e usa uma capa vermelha de veludo, além de possuir diversos colares, correntes e pulseiras, todos em prata. Djonga também veste uma bermuda jeans com rasgos na região da coxa, além de um cinto com fivela. Na cabeça, o cantor usa uma coroa, na cor dourada." width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-34112" class="wp-caption-text">Para muitos, Djonga é o principal nome dentre os que ascenderam no rap nacional no fim da década de 2010 (Foto: Naio Rezende)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">fiado nos versos, o cantor mineiro usa de um vasto repertório de referências, que bebem da Música, política, história, Literatura e Cinema. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1WG10G8jrqeLQlzBEsTBnd?si=efa3e9984c8245a8"><i><span style="font-weight: 400;">BENÉ</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5ZlkC10Zh6CoNBHuXfFT97?si=9269e8bb4c574c61"><i><span style="font-weight: 400;">DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retratam bem essa criatividade, mesclando o título e tema das músicas com obras cinematográficas clássicas do imaginário brasileiro.</span> <span style="font-weight: 400;">Em referência ao personagem homônimo do filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-de-deus-tropa-de-elite/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade de Deus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira faixa relata a proximidade do tráfico com a juventude periférica, mostrando os males do envolvimento nessa atividade e fazendo um apelo para que não sigam o mesmo caminho. No filme, o personagem que dá nome a faixa é um jovem preto periférico que se envolve com o tráfico e melhora suas condições financeiras, porém, acaba morto por sua ligação  com atividades criminosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a linha de referências ao Cinema nacional, Djonga, em parceria com o carioca </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7gJN8W0589FisSYJS17K54"><span style="font-weight: 400;">Filipe Ret</span></a><span style="font-weight: 400;">, entrega </span><i><span style="font-weight: 400;">DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL</span></i><span style="font-weight: 400;">, com fortes críticas às desigualdades sociais do país. Entretanto, a música deve muito ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol-critica/"><span style="font-weight: 400;">filme de Glauber Rocha</span></a><span style="font-weight: 400;">, ficando cansativa em seus seis minutos de duração.Uma repetição sonora que tenta ser uma proposta diferente de métrica, mas acaba chata e enjoativa. Os versos que tentam ser divinos se chocam com um </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> diabólico dentro da terra ensolarada que é todo o álbum.</span></p>
<figure id="attachment_34113" aria-describedby="caption-attachment-34113" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34113" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-800x535.png" alt="A imagem é uma fotografia do cantor Djonga. Djonga é um homem negro de cabelo crespo na cor preta, e bigode, também preto. Na fotografia, o cantor está enquadrado apenas na região do busto. Ele não veste camiseta e usa correntes prateadas, junto com guias espirituais, colares usados em religiões de matriz africana, uma na cor azul e outra na cor branca. O cantor sorri e olha para cima de seus ombros, para o lado esquerdo da imagem. Aos fundos, na parte esquerda, há uma parede com alguns quadros de fotos, além de uma estante com porta-retratos, já na parte direita, há uma geladeira." width="800" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-800x535.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-1024x684.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-1200x802.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1.png 1224w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34113" class="wp-caption-text">Além de feats em suas próprias músicas e participações nas obras de outros artistas, Djonga criou o selo musical, A Quadrilha, para apoiar e dar mais visibilidade a artistas mineiros (Foto: Lucas Tomaz Neves)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Característica sempre presente em seus álbuns, Djonga convida para seus </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> artistas do cenário musical de Belo Horizonte, e com </span><i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi diferente. Tendo o refrão cantado pelo mineiro MC Kaio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3kGLn0fgxyVxLqW5Vv9B8U?si=8289bb88b6684069"><i><span style="font-weight: 400;">TIPO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fala sobre o padrão de mulher com quem o artista se relaciona, usando e abusando de um romantismo carnal e sensual. Além disso, a presença do </span><i><span style="font-weight: 400;">beatmaker</span></i><span style="font-weight: 400;"> JNR Beats na produção da faixa entrega algo que difere (muito positivamente) do restante das faixas do álbum, em um </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> leve e sedutor que conversa muito bem com a proposta da música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas as parcerias mineiras não se restringiram a apenas um som. Assim como seu título, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4gqRazNyuPZ2ivnnhwjZJy?si=90b20d13734c490a"><i><span style="font-weight: 400;">VOZ</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu a fala para que dois grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> de BH, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/doug-now/"><span style="font-weight: 400;">DougNow</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Chris MC, se reunissem com Djonga e, assim, os três brincassem de fazer Música. Gustavo e Doug relatam em seus versos as violências que pretos e periféricos passam diariamente, refletindo sobre amizades já perdidas e, como, surpreendentemente, eles conseguiram se esquivar disso e permanecer vivos. Chris MC fica responsável pelo refrão, no qual reforça que, mesmo a visão da sociedade sobre pretos favelados não tendo mudado, eles resistirão sendo quem são, ainda que morram com isso.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Sua visão sobre mim ainda não mudou</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Não vai ser da forma que tu quer</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sempre faço questão de ser quem sou</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mais honrado morrer sendo quem é e tamo aí</span></i></p>
<p style="text-align: right;">                                                                    -Chris MC em &#8220;Voz&#8221;</p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos seus álbuns anteriores, as ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">love songs</span></i><span style="font-weight: 400;">’ foram pontos marcantes. Cantando amores cafajestes em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ARcw-IMYGXk"><i><span style="font-weight: 400;">Geminiano</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5MjB4phpJsKhm8yCXdTIDN?si=f4756dcc03444e19"><i><span style="font-weight: 400;">Solto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Djonga assume o romantismo  apaixonado para ser, de fato, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7LC49U08KjfwzDMiGNkE1q?si=7552e091dbb84630"><i><span style="font-weight: 400;">LEAL</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com sua amada no </span><i><span style="font-weight: 400;">status</span></i><span style="font-weight: 400;"> de musa, o cantor não poupa palavras para demonstrar a admiração que sente pela parceira, assim como o gosto pelos laços que a relação do casal criou, seja através de brigas ou dos momentos de ternura sexual. No ápice de seu sentimento, o jovem mineiro usa do estribilho pedindo por lealdade e reciprocidade na relação, com a promessa de que tudo durará enquanto a paixão for uma realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um resgate das raízes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, que bebeu e ainda bebe do samba, Djonga se apropria da música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sbZ9ajjQAFQ"><i><span style="font-weight: 400;">Moleque atrevido</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Jorge Aragão e presta uma homenagem ao grande musicista carioca. Recitando as rimas de maneira crua, sem nenhum acompanhamento instrumental, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n08FUL8k9gM"><i><span style="font-weight: 400;">MLK 4TR3VIDO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma releitura que fala sobre todo esforço e os caminhos percorridos para conseguir chegar onde chegou. A trajetória para Gustavo Pereira Marques ser reconhecido como Djonga não foi fácil, e ele reinvindica respeito por toda luta e história conquistada.</span></p>
<figure id="attachment_34115" aria-describedby="caption-attachment-34115" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34115" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-1-800x506.png" alt="A imagem é uma peça promocional. Na foto, Djonga, um homem negro de cabelo crespo na cor preta, e cavanhaque, também preto, abraça sua avó, Maria Viana, uma mulher negra idosa, com cabelos na cor branca. Djonga está sem camiseta, veste um shorts jeans na cor branca, e usa três guias da umbanda, que são colares que se estendem até a altura do umbigo. Sua avó veste um vestido verde claro, estampado com diversas flores rosas e brancas, além de alguns ramos verdes. Aos fundos, há uma parede marrom, além de alguns vasos pendurados, no canto direito da imagem." width="800" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-1-800x506.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-1-768x486.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-1.png 870w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34115" class="wp-caption-text">Além da participação na música BENÇA, a avó de Djonga teve sua casa usada como estúdio para a gravação do álbum inteiro. (Foto: Ascom Coca-cola Bandeirantes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda buscando falar sobre suas raízes, Djonga volta sua atenção para a família, como fez anteriormente em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7Duqg6O18CTST0bJX3RQWQ?si=b6213a9ac7494c9f"><i><span style="font-weight: 400;">Canção Pro Meu Filho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com extrema sensibilidade, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> rima sobre a vida de sua avó, Maria Viana, e dos duros caminhos enfrentados para construir e sustentar uma família sozinha, além de abordar a importância da valorização da ancestralidade para famílias pretas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3GFF2ybvzJWteFci21mC1W?si=fb233c764bbe4fdf"><i><span style="font-weight: 400;">BENÇA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fala sobre não esquecer de onde você veio e saber que, em sua família, reside seu porto seguro. É saber que é possível sair para ganhar o mundo e encarar as dificuldades que a vida dá, mas também encontrar os momentos de recuar e voltar para a segurança do laço familiar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a música que encerra a obra, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2YSH4CHnZIyAEG7hXxMV1l?si=440a089f4cc14898"><i><span style="font-weight: 400;">FALCÃO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apresenta uma crítica do artista sobre aqueles que acabam por deixar a causa que lutavam e se renderam para produção de obras vazias, visando o retorno financeiro. Com essas condições, Djonga observa como as correntes e ‘ostentação’, retratadas por esses artistas, não adiantam de nada se os versos cantados não puderem mudar vidas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda reflete, em forma de desabafo, sobre a ambiguidade de se enxergar tanto na situação de mais um corpo no chão, quanto como o de alguém sentado no trono, e encerra desejando que a violência contra corpos negros acabe de uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além dos diversos </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum, é importante citar duas importantes presenças nas faixas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">beatmaker</span></i> <a href="https://www.youtube.com/@coyotebeatz9110"><i><span style="font-weight: 400;">Coyote Beatz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o responsável pela produção de todas as músicas e, novamente, mostra que sua parceria com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma deliciosa e sonora junção. A segunda participação é a de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/marina-sena/"><span style="font-weight: 400;">Marina Sena</span></a><span style="font-weight: 400;">, que empresta sua voz para o</span><i><span style="font-weight: 400;"> backing vocal</span></i><span style="font-weight: 400;"> em quatro registros, e oferece contraste entre sua suavidade vocal e o cantar ‘raspado’ presente na voz de Djonga.</span></p>
<figure id="attachment_34116" aria-describedby="caption-attachment-34116" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34116" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-1.png" alt="A imagem é uma fotografia do cantor Djonga. Djonga é um homem negro de cabelo crespo com a cor preta, e bigode, também preto. Na foto, o cantor está no meio da plateia de seu show, rodeado por centenas de pessoas e levantado por alguns dos presentes. Djonga veste uma camiseta e shorts na cor amarelo neon, e segura um microfone na mão direita." width="800" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-1-768x518.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34116" class="wp-caption-text">Djonga arrastou multidões com seus shows, ficando famoso por se jogar no meio das rodas punk que acontecem durante a performance (Foto: Rafael Strabelli)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2019 foi importante para a carreira do cantor. Com participação marcante no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V9rOiABeeo4"><span style="font-weight: 400;">festival </span><i><span style="font-weight: 400;">João Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, turnê de seu projeto recém-lançado e cada vez mais visibilidade na grande mídia, o período foi um grande pavimento para futuros </span><i><span style="font-weight: 400;">shows,</span></i><span style="font-weight: 400;"> como o </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/lollapalooza/2022/noticia/2022/03/27/djonga-comanda-coro-de-fogo-nos-racistas-no-meio-da-plateia-em-show-explosivo-no-lollapalooza.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Lollapalooza</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que não seja sua obra mais aclamada e esteja abaixo de seus antecessores, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo álbum e foi essencial para a consolidação de Djonga no cenário da Música nacional, confirmando para todos que os dias 13 seriam os dias em que ‘raios’ cairiam no mesmo lugar.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Ladrão" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4bVYzv8uj0wanD6BdwmdwM?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>A importância do Rímel de Azzy para a representatividade feminina no rap nacional</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 18:30:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Livia de Figueredo Dona de um talento singular e autêntico, a rapper Azzy lança um novo EP chamado Rímel. Contando com 5 faixas que destrincham toda sua versatilidade e potencial como artista, o trabalho aborda desde músicas com temática romântica até letras que retratam a realidade feminina dentro das periferias.  Uma das principais faixas de Rímel &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/azzy-rimel-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A importância do Rímel de Azzy para a representatividade feminina no rap nacional"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24827" aria-describedby="caption-attachment-24827" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24827 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/rimel-azzy-e1637794251495.jpg" alt="Capa do EP Rímel, de Azzy. A imagem mostra uma fotografia da artista de ponta cabeça, ao lado de um espelho que mostra seu rosto. A imagem é estilizada em tons de vermelho, laranja e amarelo. Azzy é uma jovem negra de pele clara, tem cabelos alisados escuros e olha para o lado esquerdo da imagem, de perfil, com expressão séria. No canto superior esquerdo, está o nome do EP em amarelo numa fonte de letra de forma, e num tamanho menor, em cima e colorido de branco, está o nome da artista. " width="600" height="600" /><figcaption id="caption-attachment-24827" class="wp-caption-text">“De São Gonçalo para o mundo, você não queria, mas eu vinguei”: na música São Gonçalo, Azzy fala sobre a sua trajetória dentro do rap nacional (Foto: Azzy)</figcaption></figure>
<p><b>Livia de Figueredo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dona de um talento singular e autêntico, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Azzy lança um novo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> chamado </span><a href="https://open.spotify.com/album/2cqZQOpwquo3lu1aZXRkTQ?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Rímel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Contando com 5 faixas que destrincham toda sua versatilidade e potencial como artista, o</span> <span style="font-weight: 400;">trabalho aborda desde músicas com temática romântica até letras que retratam a realidade feminina dentro das periferias.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span id="more-24826"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das principais faixas de <em>Rímel</em> é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CjcVQ16qigY"><i><span style="font-weight: 400;">São Gonçalo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que explana grande parte da sua trajetória. A vida da artista foi marcada por um amadurecimento compulsório, visto que, aos 12 anos de idade, Isabela Oliveira foi violentada sexualmente por um parente. Sem saídas e sem o apoio familiar, ela saiu de casa para não ser mais submetida a tamanha </span><a href="https://personaunesp.com.br/never-rarely-sometimes-always-critica/"><span style="font-weight: 400;">violência</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desamparada, sozinha e na ausência de um apoio psicológico e financeiro, o tráfico de drogas foi a solução que a Azzy encontrou para sua própria sobrevivência. No </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b75bN7NHod0"><i><span style="font-weight: 400;">Podpah</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> relata como foi ter que traficar até conseguir uma mínima condição de vida, para assim sair do crime e poder se dedicar à Música, que sempre foi sua paixão.</span></p>
<figure id="attachment_24828" aria-describedby="caption-attachment-24828" style="width: 1242px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24828 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-1-2.jpg" alt="Imagem de Azzy em entrevista ao podcast Podpah. Ao centro, existe uma mesa de madeira, onde Azzy está do lado esquerdo, usando uma blusa de moletom rosa e calça jeans azul. Do outro lado, estão dois entrevistadores. Todos tem microfones à sua frente e atrás da mesa existe uma TV que mostra o logo do podcast. A TV está presa numa parede cinza clara. " width="1242" height="1077" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-1-2.jpg 1242w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-1-2-800x694.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-1-2-1024x888.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-1-2-768x666.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-2-1-2-1200x1041.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24828" class="wp-caption-text">&#8220;A gente fala e ninguém ouve. A gente grita e ninguém ouve. A gente pede socorro e ninguém escuta&#8221;: frase de Azzy no podcast Podpah (Foto: Gabriel Carvalho)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de Azzy é semelhante a vivência de milhares de meninas que são violentadas sexualmente, e por consequência de uma sociedade que possui em sua conjuntura raízes discriminatórias e sexistas são invisibilizadas, e ainda tem todos os seus direitos negligenciados pela família e pelo Estado. Nesse cenário de </span><a href="https://personaunesp.com.br/never-rarely-sometimes-always-critica/"><span style="font-weight: 400;">extrema violência</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma válvula de escape que surge como um grito de resistência é se expressar através da Arte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, a</span><i><span style="font-weight: 400;"> rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> participava de batalhas de rimas no estado do Rio de Janeiro. Todavia, nem dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde pessoas negras e periféricas conseguem ganhar voz para escancarar uma realidade de estigma que sofrem, a</span> <span style="font-weight: 400;">mulher encontra seu espaço. Esse foi o preconceito que Azzy vivenciou na própria pele, quando o seu trabalho era desmerecido por conta do seu gênero, e em suas letras, ela denuncia o machismo dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CjcVQ16qigY"><i><span style="font-weight: 400;">“Até entendo vocês odiarem uma mina rimar melhor do que vocês”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse quadro persistente de preconceito e pouca</span> <a href="https://rapforte.com/7582/"><span style="font-weight: 400;">representatividade</span></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">Azzy, com apenas 20 anos, teve seu rosto estampado em um telão da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Times Square, </span></i><span style="font-weight: 400;">um dos lugares mais conhecidos no mundo. A</span><i><span style="font-weight: 400;"> rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das brasileiras que compõem o quadro de artistas do projeto </span><a href="https://open.spotify.com/genre/equal-page"><i><span style="font-weight: 400;">EQUAL</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem como objetivo promover a equidade de gêneros. O destaque foi para a música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eJupDZRIWq4"><i><span style="font-weight: 400;">Robocop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que deixa explícita a mensagem sobre a liberdade feminina em <em>Rímel</em>. Outros artistas, como Anitta, Luan Santana, Iza e </span><a href="https://personaunesp.com.br/mc-dricka-acompanha-critica/"><span style="font-weight: 400;">MC Dricka</span></a><span style="font-weight: 400;"> colaboram com o </span><i><span style="font-weight: 400;">EQUAL</span></i><span style="font-weight: 400;">, entretanto, é inegável que a presença de Azzy é essencial para a diversidade cultural, visto que ainda há entraves para a figura feminina dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_24829" aria-describedby="caption-attachment-24829" style="width: 831px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24829 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-1-1-831x1024.jpg" alt="Imagem de um painel na Times Square, em Nova Iorque, que mostra Azzy como o rosto da campanha EQUAL do Spotify. A imagem é vertical e mostra vários prédios espelhados ao fundo. Ao centro, está o painel que estampa uma fotografia de Azzy." width="831" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-1-1-831x1024.jpg 831w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-1-1-649x800.jpg 649w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-1-1-768x946.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-1-1-1200x1478.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagem-3-1-1.jpg 1242w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-24829" class="wp-caption-text">“Posso dizer, como Isabela e como Azzy, o quão grandioso é estar representando tantas mulheres. Estar na Times não é só sobre mim, é sobre todas nós que sonhamos com o pódio.” (Foto: Afonso Caravaggio)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse reconhecimento internacional fez a</span><i><span style="font-weight: 400;"> rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">se transformar numa inspiração para milhões de meninas e mulheres, que hoje podem ver o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma oportunidade de se expressar.</span> <span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> <em>Rímel </em>conta com uma participação de uma artista emblemática do gênero musical: </span><a href="https://www.google.com.br/amp/s/escutaqueebom.com/cynthialuz/amp/"><span style="font-weight: 400;">Cynthia Luz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BNrOqTGK2HA"><i><span style="font-weight: 400;">Luzes de Neon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Na música, a dupla  deixa claro o recado de que as minas são livres para serem, fazerem e ocuparem tudo o que desejam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, Azzy coleciona na sua carreira participações nacionalmente reconhecidas, como no </span><a href="https://www.youtube.com/results?search_query=poesia+ac%C3%BAstica"><i><span style="font-weight: 400;">Poesia Acústica</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde ela colaborou em três edições que tiveram mais de 650 milhões de acessos. Além disso, os dois milhões de seguidores que a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquistou em sua conta pessoal do </span><a href="https://www.instagram.com/azzyoriginxl/?hl=pt-br"><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> confirmam o inquestionável: Azzy é um fenômeno, contribuindo para a representatividade do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional e feminino, que infelizmente ainda hoje encontram obstáculos como a falta de investimento e o machismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, com a figura de mulheres como Azzy, a passos pequenos outras meninas e mulheres periféricas são inspiradas a procurar uma realidade diferente da que é oferecida pela sociedade, como os abusos, violências e negligência dos mais diversos setores sociais. E finalmente, podemos nos ver como merecedoras de ocupar todos os espaços, inclusive como dignas a  atingir o pódio através de uma música que surge como um grito das </span><a href="https://www.politize.com.br/o-que-sao-minorias/"><span style="font-weight: 400;">minorias</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Rímel" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/2cqZQOpwquo3lu1aZXRkTQ?si=sfFJK-bsSwyfZLlfAU8yJw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Em NU, Djonga recua e vira camisa 10 do rap</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 06:00:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Eu falei pra minha mãe que eu tenho medo/Eu ainda tenho medo/Ela me disse que eu não tô sozinho/Esse é seu ídolo” Elder John Existem duas certezas na vida: uma é que vamos morrer e a outra é que dia 13/03 tem álbum do Djonga. O rapper emplacou mais uma produção pelo quinto ano seguido. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/djonga-nu-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em NU, Djonga recua e vira camisa 10 do rap"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu falei pra minha mãe que eu tenho medo/Eu ainda tenho medo/Ela me disse que eu não tô sozinho/Esse é seu ídolo”</span></i></p>
<figure id="attachment_19699" aria-describedby="caption-attachment-19699" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19699 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0.png" alt="Capa do disco NU, de Djonga. A imagem mostra a cabeça de Djonga decepada em uma bandeja de prata, como se estivesse sendo servida. Em volta, pessoas estão apontando celulares para ele como se tirassem fotos, e também apontando o dedo do meio. " width="1080" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0.png 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19699" class="wp-caption-text">Capa do disco NU (Foto: Djonga/Ceia Ent.)</figcaption></figure>
<p><b>Elder John</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem duas certezas na vida: uma é que vamos morrer e a outra é que dia 13/03 tem álbum do Djonga. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">emplacou mais uma produção pelo quinto ano seguido.</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWbOkBy0fZU&amp;list=PLEE-L5Au_XzcNkShWGVgd8okAgB0dNv7G&amp;index=1"><i><span style="font-weight: 400;">Heresia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OPqUDOjDJLI&amp;list=PLEE-L5Au_XzcMCaRPfPQNNWS54b6EK7l6"><i><span style="font-weight: 400;">O menino que queria ser Deus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-ladrao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=doRcD6DlgsM&amp;list=PLEE-L5Au_Xzdqbmn9zyIWh0e3NBEE-FkH"><i><span style="font-weight: 400;">Histórias da minha área</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020) e agora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VO0f5Q99BD8&amp;list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF"><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021).</span></p>
<p><span id="more-19698"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção conta com apenas duas participações nas letras, Doug Now e Budah. A capa é mais uma vez um ponto de destaque, a cabeça do artista na bandeja, como ele entende que é o desejo de muitos, principalmente daqueles que o julgam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre a escolha do nome, ficar nu é algo totalmente íntimo e Gustavo nos mostrou mais uma vez seu lado humano, mas dessa vez de uma forma mais direta. O artista trouxe um álbum que é uma obra completa, uma faixa complementa a outra e todas juntas contam uma história.</span></p>
<figure id="attachment_19700" aria-describedby="caption-attachment-19700" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19700 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-1.png" alt="Fotografia de Djonga em cima de um cavalo, apontando uma arma em direção a câmera. Ele está com os olhos cerrados. " width="1080" height="1349" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-1.png 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-1-240x300.png 240w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-1-820x1024.png 820w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-1-768x959.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19700" class="wp-caption-text">Cena do clipe Nós (Foto: Djonga/Ceia Ent.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra característica marcante no álbum é a questão das referências, tanto nas letras, quanto nos clipes. A principal é o próprio Djonga em cima de um cavalo branco com um revólver na mão, em alusão à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tivv135aGbc"><i><span style="font-weight: 400;">Django Livre</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, todas as produções audiovisuais também contam com uma sequência e completam a narrativa contada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe muita pressão nos artistas em geral, para não errarem, serem pessoas perfeitas. Ainda mais no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, todo aquele discurso de que o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">não pode se vender, tem que ser leal, mas do que vale ganhar o país e perder a si mesmo?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E pensando nisso que Djonga se afastou das redes sociais e buscou ficar mais próximo da família, voltar a ser o Gustavo Pereira da Zona Leste de Belo Horizonte: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ó, saudade de andar por aí/Vento na cara e ninguém pra assistir/Falar o que penso sem ter que acertar/Sabe a sensação de só existir?”</span></i><span style="font-weight: 400;">, como canta na música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FDHO8gNEXw4"><i><span style="font-weight: 400;">Xapralá</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_19701" aria-describedby="caption-attachment-19701" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19701 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-2.png" alt="Contracapa do disco NU, de Djonga. A imagem mostra o cantor em uma sala de chão de madeira e paredes na cor grafite. Ele está vestido uma roupa de garçom, mas está sem calças. Na mão direita, segura uma bandeja prateada com tampa. Na parede a sua esquerda, foi adicionado em forma de texto a tracklist do CD. Na parede também foi adicioanda a sombra do cantor, que mostra o dedo do meio." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-2.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-2-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/pasted-image-0-2-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19701" class="wp-caption-text">Contracapa do disco NU (Foto: Djonga/Ceia Ent.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudante de produções audiovisuais, Gustavo Henrique, nos contou sobre o que sentiu ao ouvir o disco:<em> “Ao mesmo tempo que nos dá um choque de realidade, nos alivia deste momento caótico e nos recarrega, chorei do inicio ao fim com este álbum, tanto pela representatividade,  quanto pelo momento vivido por nós e pelo artista. Me trouxe um alívio e limpeza, O Menino Que Queria Ser Deus pra ser mais humano, esta é uma obra de Djonga para o Gustavo Pereira</em>&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, Aiza Pereira, estudante de Engenharia Civil, teve uma outra percepção sobre a obra: <em>“Eu curti muito a primeira música, ele começa o disco com uma explosão mas muda o ritmo durante o álbum e você fica esperando mais dessa explosão que só volta na última faixa. Ele trouxe algo mais “leve”, mas ainda sim Djonga. Falaram sobre “mais do mesmo”, mas o mesmo dele é ótimo, não quer dizer que seja ruim&#8221;</em>.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="3. Djonga - Xapralá" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/FDHO8gNEXw4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Djonga entende e até admite essa mudança no ritmo: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Já fui camisa nove, hoje eu faço o meio de campo/Pros manin&#8217; que tá no ataque não tomar nem mei&#8217; pipoco”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Essa é só mais uma das passagens marcantes da obra, fazendo uma analogia a um movimento corriqueiro no mundo do futebol: atacantes que viraram meias, assim como </span><a href="https://trivela.com.br/espanha/messi-penso-cada-vez-menos-em-fazer-gols-estou-recuando-para-ser-mais-criador-que-finalizador/"><span style="font-weight: 400;">Messi</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.torcedores.com/noticias/2020/01/analise-neymar-meio-campo-psg-selecao"><span style="font-weight: 400;">Neymar</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> já foi mais agudo e objetivo, hoje, em </span><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele cadencia mais, controla o ritmo. Isso não quer dizer que perdeu a qualidade. Se acostumem com o Djonga camisa 10 que organiza e pensa o jogo, não mais como um finalizador com sede de marcar gols.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="1. Djonga - Nós" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VO0f5Q99BD8?list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: NU" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/1BGWFAkM0Oz88Dq7v369eP?si=X3vRxnv4RcerzJYz-OVzQQ"></iframe></p>
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		<title>Em um universo de dores, Rico Dalasam nos entrega um alívio</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2021 14:00:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enrico Souto Rico Dalasam foi o primeiro rapper gay a ganhar grande projeção na cena do hip-hop nacional, e um dos principais expoentes do gênero queer rap no Brasil, que contudo hoje se mostra um termo limitado demais para o que ele representa. Em suas palavras, “depois que você lança uma música e vai existindo, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dolores-dala-guardiao-do-alivio-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em um universo de dores, Rico Dalasam nos entrega um alívio"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19487" aria-describedby="caption-attachment-19487" style="width: 940px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19487" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-1-4.jpg" alt="Capa do álbum Dolores Dala Guardião do Alívio, de Rico Dalasam. Fotografia quadrada com um céu azul ao fundo. Na imagem, ao centro, Rico Dalasam, um homem negro, de barba e cabelo preto em dreads na altura dos ombros, usando uma maquiagem dourada com detalhes em azul. Vestindo um sobretudo branco semitransparente de gola dourada com detalhes em azul, ele ergue os braços esticados para os lados, com as palmas das mãos viradas para frente, enquanto está em cima de um carro pelo teto solar, em movimento. Na parte superior há três símbolos minimalistas em branco: uma lua minguante, uma rosa e uma lua cheia, respectivamente, intercalados por quatro símbolos de espadas, dois com corações na ponta à esquerda, e dois com gotas na ponta à direita. Na parte inferior, centralizado, pode-se ler a sigla “DDGA”, escrita na vertical." width="940" height="940" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-1-4.jpg 940w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-1-4-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-1-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-1-4-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19487" class="wp-caption-text">Capa do álbum Dolores Dala Guardião do Alívio, lançamento mais recente do artista (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Enrico Souto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rico Dalasam foi o </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/magazine/conheca-o-rapper-rico-dalasam-negro-rapper-e-gay-1.978021"><span style="font-weight: 400;">primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> gay</span></a><span style="font-weight: 400;"> a ganhar grande projeção na cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional, e um dos principais expoentes do gênero </span><a href="https://www.revistas.usp.br/crioula/article/view/143071"><i><span style="font-weight: 400;">queer rap</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, que contudo hoje se mostra um termo limitado demais para o que ele representa. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UQ9PHNTCsog&amp;t=525s"><span style="font-weight: 400;">Em suas palavras</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">depois que você lança uma música e vai existindo, as coisas tomam caminhos que uma tag não suporta</span></i><span style="font-weight: 400;">”. E acredite, nenhuma </span><i><span style="font-weight: 400;">tag</span></i><span style="font-weight: 400;"> suporta Dalasam. E caso ainda houvesse dúvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio </span></i><span style="font-weight: 400;">vem para cravar o artista como um dos nomes mais relevantes da música brasileira atual.</span></p>
<p><span id="more-19484"></span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emicida/"><span style="font-weight: 400;">Emicida</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D31FaSCwSok"><span style="font-weight: 400;">em entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Roda Viva</span></i><span style="font-weight: 400;"> em julho de 2020, ao ser perguntado sobre o envolvimento da comunidade LGBTQ+ no movimento do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, citou Rico, que colaborou com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mC_vrzqYfQc"><i><span style="font-weight: 400;">Mandume</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como “</span><i><span style="font-weight: 400;">um dos melhores letristas que nós temos hoje</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><a href="https://youtu.be/G8W0Fc2XEBE"><span style="font-weight: 400;">E de fato</span></a><span style="font-weight: 400;">. Depois de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2020/06/nao-posso-idiotizar-meu-processo-para-ser-o-top-50-do-spotify-diz-rico-dalasam-cansado-do-pop.shtml"><span style="font-weight: 400;">alguns anos de hiato</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://g1.globo.com/musica/noticia/pabllo-vittar-tem-musica-todo-dia-retirada-do-youtube-apos-rico-dalasam-reclamar-de-contrato.ghtml"><span style="font-weight: 400;">polêmicas que reverberam até hoje</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor e compositor retorna com os dois pés na porta com um álbum extremamente conciso, maduro e de identidade visual marcante, acompanhando 11 faixas e um curto clipe de quase 2 minutos que introduz as temáticas abordadas no disco e sintetiza a mensagem proposta.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DOLORES DALA GUARDIÃO DO ALÍVIO - O FILME" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/sgbHd8FM0uw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Anteriormente lançado como um </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/05/rico-dalasam-lanca-o-poderoso-ep-dolores-dala-o-guardiao-do-alivio/"><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de cinco faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em maio de 2020, dessa vez sua premissa é elevada à décima potência, transformando-se em uma experiência imersiva e em uma viagem pelas emoções, vivências e pensamentos do autor, resultando no trabalho mais sensível e intimista de sua carreira, e com certeza um tiro acertado. O disco, de cerca de 26 minutos, pode até ser consideravelmente curto para a duração padrão de um </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;"> hoje, mas, em compensação, ele não tem uma grama de gordura. Como um legítimo </span><a href="http://mediabox.observatoriodoaudiovisual.com.br/2020/07/o-que-torna-um-album-conceitual-seja.html"><span style="font-weight: 400;">álbum conceitual</span></a><span style="font-weight: 400;">, todas as faixas têm papel crucial e relevante para o resultado da obra final. Tanto sua estrutura narrativa quanto a forma com que as faixas são agrupadas não são por acaso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com produções assinadas por </span><a href="https://www.instagram.com/digroove/"><span style="font-weight: 400;">Dinho</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/mahal-pita-lanca-1oepisodio-de-seu-projeto-de-ficcao-documental-assista/"><span style="font-weight: 400;">Mahal Pita</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.instagram.com/moiguimaraes/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Moi Guimarães</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oh1gvWlQ5E8"><span style="font-weight: 400;">Netto Galdino</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/3ZoPLWUM1ywVcOg4EMHmAu?si=PZSAhNwGSyihat_5NFS7ng&amp;nd=1"><span style="font-weight: 400;">Pedrowl</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://gq.globo.com/Cultura/Musica/noticia/2020/09/do-attooxxa-ao-mundo-rafa-dias-anuncia-projeto-solo-internacional.html"><span style="font-weight: 400;">RDD</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/chorachibatinha/"><span style="font-weight: 400;">Chibatinha</span></a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=M5PHsl03kBI"><span style="font-weight: 400;">(ÀTTØØXXÁ)</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio </span></i><span style="font-weight: 400;">nos conduz à jornada emocional de Rico, através de uma fábula envolvida por versos poéticos e rimas instigantes, de alguém que incessantemente procura a calmaria em um mundo hostil. Enquanto </span><a href="https://open.spotify.com/album/3yqRnAKjkXRUzguNjMKxi8?si=uMRlXfwlTDKMQuh1ZPEs8Q"><i><span style="font-weight: 400;">Orgunga</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum anterior do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, é “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UQ9PHNTCsog&amp;t=772s"><i><span style="font-weight: 400;">o orgulho que vem depois da vergonha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, aqui ele nos revela</span> <span style="font-weight: 400;">o alívio que vem depois da dor.</span></p>
<figure id="attachment_19488" aria-describedby="caption-attachment-19488" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19488 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-2-2.jpg" alt="magem do rapper Rico Dalasam, homem negro de barba e cabelo preto preso em dreads. Ele está sem camisa, usando apenas uma calça da cor marrom presa por um cinto de balas, com uma corrente repleta de pequenas chaves pendurada em sua lateral direita. Ainda usa um grande colar composto de várias franjas de seda da cor vermelha, algumas pulseiras de palha em seu pulso direito e um brinco em sua orelha direita, com uma pequena pedra branca em formato circular pendurada. Além disso, ele tem uma corda de alho pendurada sobre seu ombro direito, envolvendo toda a lateral do seu tronco. Ele está em pé, com os dois cotovelos apoiados no teto de um humilde carro cinza. O seu semblante é sério. O ambiente é um campo verdejante durante um anoitecer nublado. Na parte inferior, centralizado, pode-se ler reticências." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-2-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-2-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-2-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-2-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19488" class="wp-caption-text">A recepção do disco foi extremamente positiva, já totalizando quase <a href="https://www.instagram.com/p/CMuIgzhsurH/">cinco milhões de plays no Spotify</a> (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A música de abertura é a </span><i><span style="font-weight: 400;">intro</span></i> <a href="https://genius.com/Rico-dalasam-ddga-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">DDGA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faixa em </span><a href="http://laspretas.com.br/slam-spoken-word-e-poesia-marginal/"><i><span style="font-weight: 400;">spoken word</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que apresenta um eu-lírico absorto e contemplativo, olhando para trás depois de um longo caminho percorrido e refletindo sobre sua trajetória, essa que acompanharemos nas 10 faixas que virão a seguir. Entre todo o texto que é recitado, uma frase ecoa em destaque:</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">não falaria de alívio se não tivesse doído tanto</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Aqui, Rico evoca as duas máximas que irão ditar o curso que sua narrativa percorrerá: dor e alívio. Essa dualidade é exposta e será posta em constante conflito até que ela ache seu equilíbrio para, desse modo, abrir passagem para a cura. Afinal de contas, depois de tudo o que ele passou, simplesmente não há como continuar o mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contraponto à faixa anterior, voltamos à estaca zero e somos levados à </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-expresso-sudamericah-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Expresso Sudamericah</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dessa vez, ao invés de</span> <span style="font-weight: 400;">ouvirmos um discurso auspicioso e otimista, nos deparamos com o manifesto de um homem confuso, angustiado, largado sozinho na estação, procurando sentido em sua caminhada. Acompanhamos o seu raciocínio junto às batidas compassadas, de quem questiona sua posição no mundo e as responsabilidades que essa posição lhe infere. Como uma carta para o seu público, vinda direto de um período em que o próprio Rico, depois de sofrer constantes ataques por unicamente </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/03/rico-dalasam-e-produtores-entram-em-acordo-sobre-direitos-autorais-de-todo-dia-da-pabllo-vittar/"><span style="font-weight: 400;">reivindicar um direito trabalhista</span></a><span style="font-weight: 400;">, perguntava-se qual era o </span><a href="https://www.instagram.com/p/B37OGESBDdc/"><span style="font-weight: 400;">seu papel como músico</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma indústria tão opressiva e sufocante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas ali ele encontra uma resposta. Ou, senão uma resposta, uma faísca de esperança. Dalasam usa a sua experiência individual como </span><a href="https://personaunesp.com.br/moonlight-kendrick-lamar/"><span style="font-weight: 400;">homem, negro, gay</span></a><span style="font-weight: 400;"> e latino para comentar todo o processo de </span><a href="https://periodicos.ufpe.br/revistas/cadernosdehistoriaufpe/article/view/110015"><span style="font-weight: 400;">henrança colonial</span></a><span style="font-weight: 400;"> da América do Sul, posicionando-se no centro desse cenário. Não é à toa que, durante o refrão, ele se dirija diretamente ao ouvinte: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Alô parceiro, passageiro”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afinal, ele não caminha sozinho. E, no fim das contas, não adianta de nada produzir um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">de milhões se isso significar se render à ordem vigente e tornar-se ainda mais refém desses poderes. Ele, enfim, conclui que </span><a href="https://www.polemicaparaiba.com.br/entretenimento/rico-dalasam-e-linchado-na-internet-apos-retirada-de-videoclipe-todo-dia/"><span style="font-weight: 400;">não importa o quanto tentem calá-lo</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele mesmo abrirá o seu caminho para o topo, traçando seu propósito: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Tô desenhando um coração onde todo dia apagam um monte”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_19489" aria-describedby="caption-attachment-19489" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19489" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-3-5-1024x682.jpg" alt="Imagem de divulgação do disco Dolores Dala Guardião do Alívio, do rapper Rico Dalasam. Ele é um homem negro, de barba e cabelo preto em dreads na altura dos ombros, usando uma maquiagem da cor dourada com detalhes em azul. Ele está dentro de um carro da cor cinza com rodas amarelas, apoiando a cabeça e os braços sobre a porta do motorista. Usando um sobretudo branco, ele olha diretamente para a câmera. Ainda usa um anel colorido em formato de flor no dedo do meio de sua mão direita e duas pulseiras de palha em seu pulso direito, com uma pequena pedra branca pendurada em uma delas. Ao fundo, observamos um campo verdejante." width="1800" height="1199" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-3-5-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-3-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-3-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-3-5-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-3-5-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-3-5.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19489" class="wp-caption-text">“Porque a melhor de nós nunca foi na agonia, na confusão dos ódios, na distração dos brancos” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse artifício de utilizar vivências individuais para comentar um fenômeno social coletivo rege toda a estrutura de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-nao-e-comigo-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Não é Comigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é introduzido, através de um áudio de </span><i><span style="font-weight: 400;">WhatsApp</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">um dos arcos centrais a serem abordados: um </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-crioulo-125-anos/"><span style="font-weight: 400;">relacionamento interracial</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-026X2006000100007&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=pt"><span style="font-weight: 400;">homoafetivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, e as </span><a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-69092006000100013"><span style="font-weight: 400;">implicações disso</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ele como homem negro. Rico então atravessa um importante tópico: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4Cwu4MD_dwU&amp;t=41s"><span style="font-weight: 400;">a solidão do gay negro</span></a><span style="font-weight: 400;">, constantemente </span><a href="https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/28294/1/Hiperssexualiza%C3%A7%C3%A3oNegrosIndustria.pdf"><span style="font-weight: 400;">hiperssexualizado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e idealizado em fantasias e fetiches sexuais, porém nunca considerado digno de </span><a href="https://www.geledes.org.br/notas-sobre-amor-afeto-e-solidao-do-gay-negro/"><span style="font-weight: 400;">amor e afeto genuíno</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">decide enfrentar diretamente esse imagético e coloca o seu parceiro – evidentemente branco – contra a parede ao questionar o motivo dele não assumi-lo para seus familiares e amigos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal temática continua se estendendo na faixa que sucede, </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-ultima-vez-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Última Vez</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Musicalmente, essa é a que mais se diferencia do resto do álbum: um </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeat </span></i><span style="font-weight: 400;">que abusa de </span><a href="https://academiadebeats.com.br/blog/808-historia/"><i><span style="font-weight: 400;">808’s</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e arranjos eletrônicos, predominantes no gênero do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0n2BCNuyFm8"><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o que se encaixa perfeitamente com a </span><a href="https://elle.com.br/cultura/trap-estilo-e-estetica"><span style="font-weight: 400;">estética densa e soturna</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a música quer transmitir –. No entanto, ela também opta por </span><a href="https://www.instagram.com/p/CMvQihJF3os/"><span style="font-weight: 400;">batidas mais orgânicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, somadas a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CMs7VovHPm7/"><span style="font-weight: 400;">suaves dedilhados de cavaco</span></a><span style="font-weight: 400;"> em segundo plano, fazendo com que sua sonoridade, ainda que destoante, continue soando familiar com o resto da </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, com sua voz sustentada por um </span><a href="https://kondzilla.com/m/explicando-em-detalhes-o-que-e-auto-tune"><i><span style="font-weight: 400;">autotune</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> modesto, porém marcante, e um </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódico </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OowU_3dTPis"><span style="font-weight: 400;">Beli Remour</span></a><span style="font-weight: 400;">, Rico explora sua extensão vocal como nunca antes, expressando sentimentos que vão da agressividade à melancolia.</span></p>
<figure id="attachment_19490" aria-describedby="caption-attachment-19490" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19490 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-4-2.jpg" alt="Imagem do rapper Rico Dalasam, homem negro de barba e cabelo preto preso em dreads. Ele está sem camisa, usando apenas uma calça da cor marrom, com uma corrente repleta de pequenas chaves pendurada em sua lateral direita. Ainda usa um grande colar composto de várias franjas de seda da cor vermelha e algumas pulseiras de palha em seu pulso direito. Ele está agachado em frente a uma pequena mesa circular encoberta por um tecido preto. Em cima da mesa há um prato branco, que carrega um objeto preto com o formato de um coração humano, com duas pequenas espadas de cor prata inseridas em sua lateral direita. O homem está com a cabeça abaixada inclinado sobre o prato, olhando para ele, com a mão esquerda segurando o objeto e a mão direita segurando uma terceira espada, enquanto a insere na lateral direita do objeto junto às outras. O ambiente é um campo de terra. É noite e o redor está completamente escuro, exceto pela luz de um holofote que ilumina a cena. Na parte inferior, centralizado, lê-se os dizeres “por causa de um amor?”." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-4-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-4-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-4-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-4-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-4-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19490" class="wp-caption-text">“Você vai peitar 500 anos de uma parada, por causa de um amor? De um suposto amor, você nem tem certeza” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio de rimas ríspidas, cruas e diretas, Rico se localiza e deixa claro: </span><a href="https://www.initiavia.com/post/sobre-a-solid%C3%A3o-do-gay-preto-de-rafael-porto-francisco"><span style="font-weight: 400;">ele não será cativo de ninguém</span></a><span style="font-weight: 400;">. Frases como</span><i><span style="font-weight: 400;"> “quer meter, mas não quer manter”</span></i><span style="font-weight: 400;"> o colocam em uma posição ativa e reforçam a sua ofensiva, de alguém que sofreu calado por tempo demais. De tônica semelhante, a faixa </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-mudou-como-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Mudou Como?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">afropop </span></i><span style="font-weight: 400;">enérgico que cativa logo na primeira ouvida, relata o momento em que essa relação adquire um caráter abusivo, fatalmente repercutindo as dinâmicas de uma </span><a href="https://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/497/06-Schwartz.pdf"><span style="font-weight: 400;">hierarquia colonial</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nos deparamos com um eu-lírico complexo e impotente, em conflito com a contradição de ainda desejar permanecer em uma condição que o faz tão mal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o intuito de realizar um mergulho mais íntimo sobre esse romance e seus efeitos tanto internos quanto externos, o primeiro single de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i><span style="font-weight: 400;"> e seu maior </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-braille-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Braille</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é conduzido por um </span><a href="https://blog.planetamusica.net/voce-sabe-o-que-e-sample/"><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">notável de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XnbsIl2BnWw"><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do Frank Ocean, acompanhado por um singelo pandeiro, culminando, no refrão, em um dos clímax mais memoráveis que o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">já nos proporcionou. Seu talento como compositor se manifesta em versos intensos e frases icônicas que tratam da forma mais franca possível os infortúnios vivenciados com seu parceiro.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rico Dalasam feat. Dinho - Braille [HORIZONTE SESSIONS]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ga4LerPmyrk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">E então, finalmente, depois de tantos tormentos e anseios, </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-supstah-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Supstah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma quebra que vem como um balde de água fria, um momento de respiro diante de tantas perturbações. </span><i><span style="font-weight: 400;">Supstah </span></i><span style="font-weight: 400;">é a utopia de Rico Dalasam, quando, nem que seja por um breve instante, ele se entrega aos seus sonhos e se permite descolar de sua existência material, idealizando um mundo diferente para si e para os seus. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, exatamente por ser um momento mais brando e menos urgente, essa também seja uma das faixas de menor destaque de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, independente do seu impacto dentro do panorama geral, esse ainda é um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">takes </span></i><span style="font-weight: 400;">mais bonitos feitos no disco. Visto isso, faz sentido que, na faixa seguinte, o interlúdio </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-circular-3-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Circular 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, protagonizado pela mãe de Rico, o vejamos comentando, através da metáfora de uma espera em um ponto de ônibus, sobre a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LcHTeDNIarU"><span style="font-weight: 400;">cultura imediatista</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma geração superexposta, sedenta por controle, que recebe estímulos de todos os cantos e não consegue mais enxergar valor nas pequenas coisas.</span></p>
<figure id="attachment_19491" aria-describedby="caption-attachment-19491" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19491 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-5-1.jpg" alt="Imagem de divulgação do disco Dolores Dala Guardião do Alívio, do rapper Rico Dalasam. Ele é um homem negro, de barba e cabelo preto em dreads na altura dos ombros, usando uma maquiagem da cor dourada com detalhes em azul. Ele veste um sobretudo branco, de gola dourada com detalhes. Ainda usa um anel colorido em formato de flor no dedo do meio de sua mão direita. O homem, olhando diretamente para a câmera, toca as palmas das mãos, colocando a palma esquerda abaixo da palma direita, mantendo-as levantadas na altura de seu tronco. Ele está sentado no capô de um carro da cor cinza, com várias rosas brancas agrupadas verticalmente ao seu redor, também em cima do capô. Nas duas pontas superiores do teto, se equilibram dois vasos brancos. Ao fundo é possível observar um campo verdejante, com um céu nublado." width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-5-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-5-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-5-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-5-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-5-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19491" class="wp-caption-text">O hit Braille ainda marcou presença em premiações ao ganhar o Prêmio Multishow de <a href="https://siterg.uol.com.br/cultura/2020/11/12/premio-multishow-2020-veja-a-lista-completa-dos-vencedores/">Canção do Ano</a> em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltando à realidade, agora em busca de tornar essa utopia tangível, </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-vividir-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Vividir</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">chega como uma revisita nostálgica a um local e tempo distantes. Dalasam inicia citando elementos importantes de um período longínquo de sua vida: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Um pedaço de colo/Um gole de café/Uma foto de um ano/Que eu não lembro qual é”</span></i><span style="font-weight: 400;">, até que por fim ele tenha que confrontar o fato inevitável de que as coisas mudaram e, não importa o quanto ele queira, elas nunca voltarão a ser o que eram antes: </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Onde era minha casa não é mais/Onde era minha escola não é mais/Onde era a minha vida não é mais/Cadê?”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas, afinal, já que não temos controle sobre o que acontece ao nosso redor, o que fazer a respeito?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É isso que Rico tenta responder no interlúdio </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-outros-finais-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Outros Finais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma ponte para o final da grande odisseia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i><span style="font-weight: 400;">. O texto, declamado por </span><a href="https://www.instagram.com/pellegrinicaah/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Camilla Pellegrini</span></a><span style="font-weight: 400;">, que transcende o concreto e sugere uma conexão etérea, divina e espiritual com sua ancestralidade, é introduzido ressoando a frase </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ninguém está mais no mesmo lugar”</span></i><span style="font-weight: 400;">, como se contestasse diretamente as indagações feitas previamente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vividir</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dalasam então, através de sua fé, encontra as respostas de que precisa, pavimentando o caminho para seu encontro consigo mesmo em </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-estrangeiro-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Estrangeiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_19492" aria-describedby="caption-attachment-19492" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19492 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-6-1.jpg" alt="Imagem do rapper Rico Dalasam, um homem negro de cabelo preto em dreads na altura dos ombros. Usando um sobretudo branco, ele está de costas, caminhando por um campo verdejante durante uma tarde nublada, enquanto segura um vaso branco em sua mão direita. Na parte inferior, centralizado, é possível ler os dizeres “O trato era”." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-6-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-6-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-6-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-6-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-6-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19492" class="wp-caption-text">“O trato era: seus braços ser meu travesseiro, amor” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa música, mais do que uma reconciliação e um término pacífico </span><span style="font-weight: 400;">– </span><a href="https://www.instagram.com/p/CM0LWjKMJxZ/"><span style="font-weight: 400;">ainda que não menos crítico</span></a><span style="font-weight: 400;"> –</span><span style="font-weight: 400;"> para aquele romance tão atribulado, representa o Rico respeitando seu próprio tempo e, enfim, se chocando com a possibilidade da cura. Representa sua tomada de consciência de que aquele não é o seu lugar, e a retomada de sua busca por um espaço que é de seu direito. </span><i><span style="font-weight: 400;">Estrangeiro </span></i><span style="font-weight: 400;">não marca o fim de sua jornada, e sim o fechamento de um ciclo para a abertura de um novo. Libertando-se das correntes dessa relação tóxica, ele sai desse episódio amadurecido e em paz com sua decisão. Em virtude disso, não é por acaso que a frase que marque o desfecho dessa história seja: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Fui, porque acabou a fé/Não, porque acabou o amor”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma coisa é certa: </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio </span></i><span style="font-weight: 400;">é </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/academico/2021/03/25/Como-o-rap-ganhou-seu-espa%C3%A7o-em-S%C3%A3o-Paulo-nos-anos-1990"><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – </span><i><span style="font-weight: 400;">Rhythm and Poetry </span></i><span style="font-weight: 400;">– em sua essência. Transbordando poesia, talvez essa faceta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dalaboy</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca tenha estado tão escancarada antes, no melhor dos sentidos. Entretanto, o álbum não se restringe a isso. Construindo uma colcha de retalhos, ele bebe de diversos gêneros afrolatinos distintos – do </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/06/18/Como-o-dancehall-vem-ganhando-espa%C3%A7o-nos-bailes-da-periferia"><i><span style="font-weight: 400;">dance hall</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/samba/"><span style="font-weight: 400;">samba</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pagode –, pincelando doce e gentilmente sua obra por temas pesados como colonialismo, homossexualidade, afetos e negritude, elevando-a a uma experiência lúdica e acessível, sem diminuir o impacto, relevância e seriedade dessas questões.</span></p>
<figure id="attachment_19493" aria-describedby="caption-attachment-19493" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19493 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-7_Easy-Resize.com_.jpg" alt="Imagem do rapper Rico Dalasam em foto de divulgação de seu disco Dolores Dala Guardião do Alívio. Rico Dalasam é um homem negro, de barba e cabelo preto em dreads na altura dos ombros, usando uma maquiagem da cor dourada com detalhes em azul. Aparecendo apenas do tronco para cima, ele usa um sobretudo branco semitransparente, de gola dourada com detalhes em azul. Ele olha diretamente para a câmera enquanto ergue os dois braços esticados para os lados, com as palmas das mãos para cima. Ainda usa um anel colorido em formato de flor no dedo do meio de sua mão direita e várias pulseiras de palha no pulso direito, com uma pequena pedra branca pendurada em uma delas. Ao fundo, observamos um céu azul limpo." width="1600" height="1142" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-7_Easy-Resize.com_.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-7_Easy-Resize.com_-300x214.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-7_Easy-Resize.com_-1024x731.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-7_Easy-Resize.com_-768x548.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-7_Easy-Resize.com_-1536x1096.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/IMAGEM-7_Easy-Resize.com_-1200x857.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19493" class="wp-caption-text">“Você é parte da minha parte viva, ô, e a gente ainda é a parte viva do mundo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E, ao fazer isso, ele passa a destoar ainda mais dos seus </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1c9LlYtXcdk"><span style="font-weight: 400;">trabalhos anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;"> e das tendências musicais do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QcS9ZndErHc"><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">atual</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, apesar disso, continua soando aconchegante e convidativo para quem acompanha o artista desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tQ_2iTybtaI"><i><span style="font-weight: 400;">Modo Diverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É um retrato tão pessoal e tão singular, mas que, ao mesmo tempo, de alguma forma, consegue soar completamente abrangente. </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/03/entrevista-com-rico-dalasam-do-abismo-tambem-se-pode-ecoar-as-coisas/"><span style="font-weight: 400;">Tal qual o próprio Rico pontua</span></a><span style="font-weight: 400;">, alguns dos contos e versos apresentados poderiam muito bem serem cantados pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JPWjJlNtE_w"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;">, porque amor, desilusão e rompimento são conceitos universais e identificáveis para qualquer um. No entanto, calhou por serem cantados por ele, o que é potente e político por si só.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, bem como a sua capa sugere, esse álbum é um abraço acolhedor. É a proposta de um alívio para um período tão doloroso quanto o que estamos passando ao, </span><a href="https://www.instagram.com/p/CAoVnwOhhb9/"><span style="font-weight: 400;">como ele mesmo define</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">desenhar um coração dentro de um corpo preto sul-americano</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Coração esse que, não importa o quanto seja golpeado, continuará pulsando e resistindo obstinadamente. Assim sendo, me parece que a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CLZVp0plD3l/"><span style="font-weight: 400;">rosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o signo perfeito para a sua fábula: algo tão bonito, ao mesmo tempo que potencialmente perigoso – Rico Dalasam consegue encontrar beleza em uma realidade espinhosa, e não poderia haver posição mais revolucionária do que essa.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Dolores Dala Guardião do Alívio" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/5hEHhvlgbM3PmNflPbmoZg?si=i7T38_l_R6iAXPtSQWorLQ"></iframe></p>
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		<title>Nota Musical – Março de 2021</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2021 17:47:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Março foi recheado de comebacks e performances de tirar o fôlego. Não é para menos, afinal estamos falando sobre o mês em que o maior evento da música ocidental ocorreu, trazendo para nós o Santo Graal das composições &#8211; ou pelo menos é isso que eles dizem. Contudo, após uma noite de esnobados e merecidos, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-marco-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Nota Musical – Março de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19585" aria-describedby="caption-attachment-19585" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19585 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/NOTAMUSICAL_MARCO_WORDPRESS_03.2021.jpg" alt="Arte retangular de fundo na cor laranja terroso. Do lado esquerdo, foi adicionado o texto &quot;nota musical - março de 2021&quot;. Foi adicionado também a logo doPersona, estilizada para que a íris do olho fique laranja terroso. Do lado direito foi adicionado um acrílico de CD com um disco dentro. Dentro do disco foram adicionadas 4 fotos: Elza Soares, Lana Del Rey, Rico Dalasam e Bruno Mars junto com Anderson Paark." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/NOTAMUSICAL_MARCO_WORDPRESS_03.2021.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/NOTAMUSICAL_MARCO_WORDPRESS_03.2021-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/NOTAMUSICAL_MARCO_WORDPRESS_03.2021-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19585" class="wp-caption-text">Destaques do mês de março: Elza Soares, Lana Del Rey, Rico Dalasam e Silk Sonic (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Ana Laura Ferreira)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Março foi recheado de </span><i><span style="font-weight: 400;">comebacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> e performances de tirar o fôlego. Não é para menos, afinal estamos falando sobre o mês em que o maior evento da música ocidental ocorreu, trazendo para nós o Santo Graal das composições &#8211; ou pelo menos é isso que eles dizem. Contudo, após uma noite de esnobados e merecidos, o bafafá se perpetuou mesmo através de nomes como </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-56400367"><span style="font-weight: 400;">Megan Thee Stallion</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/cardi-b-rebate-criticas-apresentacao-no-grammy-2021-oucam-wap/"><span style="font-weight: 400;">Cardi B</span></a>,<span style="font-weight: 400;"> que trouxeram a brasilidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">para o palco do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltando à questão dos </span><i><span style="font-weight: 400;">comebacks</span></i><span style="font-weight: 400;">, foram tantos que é difícil enumerar. </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/grammy-2021-bruno-mars-faz-piada-por-nao-ter-sido-indicado-em-nenhuma-categoria/"><span style="font-weight: 400;">Bruno Mars</span></a><span style="font-weight: 400;"> retomou sua carreira, parada desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UqyT8IEBkvY"><i><span style="font-weight: 400;">24K Magic</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2016, com a parceria ao lado de </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/a-california-de-anderson-paak/"><span style="font-weight: 400;">Anderson .Paak</span></a><span style="font-weight: 400;">. Outro nome que volta a entregar canções inéditas &#8211; para o delírio dos fãs &#8211; é </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2021/03/26/chemtrails-over-the-country-club-de-lana-del-rey-estreia-no-topo-da-parada-britanica.html"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a>,<span style="font-weight: 400;"> que traz toda a estética dos</span><i><span style="font-weight: 400;"> country clubs,</span></i><span style="font-weight: 400;"> tipicamente americanos, para sua atmosfera sóbria e melodramática, pela qual todos a conhecem. Sem deixar de lado o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jonas-brothers-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nick Jonas</span></a><span style="font-weight: 400;"> também reinicia seu trabalho </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><a href="https://tracklist.com.br/nick-jonas-jonas-brothers/97584"><i><span style="font-weight: 400;">Spaceman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na música nacional, o <em>rap</em> foi destaque</span><span style="font-weight: 400;"> com a voz de </span><a href="https://gshow.globo.com/Famosos/em-casa-com-babu/noticia/rico-dalasam-conta-sobre-como-quebrou-tabus-no-rap.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Rico Dalasam</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/pedro-antunes/2021/03/13/djonga-lanca-nu-para-reencontrar-gustavo.htm"><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></a><span style="font-weight: 400;">, que trouxeram suas vivências da forma mais crua possível. </span><a href="https://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elza Soares</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi outra estrela que nos presenteou com a canção </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/03/a-gente-esta-vendo-exemplos-do-proprio-negro-sendo-racista-diz-elza-soares.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Nós</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dedicada especialmente ao </span><a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/03/08/dia-internacional-da-mulher-a-origem-operaria-do-8-de-marco.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Dia Internacional da Mulher</span></a>,<span style="font-weight: 400;"> que é comemorado no dia 8 de março. E foram realmente as mulheres que reinaram neste mês, ao sermos presenteados com a remasterização do álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/4ooDii6hWTA1jKM5dBW4je?si=470nXop0ShyZMviyaHZEiw"><i><span style="font-weight: 400;">Elis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/falso-brilhante-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">Elis Regina</span></a><span style="font-weight: 400;">, e em uma mesma tomada, com o rearranjo de dois </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sua filha, </span><a href="https://personaunesp.com.br/segundo-maria-rita-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Maria Rita</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao lado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k9SnMovhCn4"><span style="font-weight: 400;">Quintal de Prettos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Trazendo o saudosismo das memórias jamais desfrutadas do carnaval de 2021, a união dos vocais de Rita e do grupo paulista nos lembram da esperança de dias melhores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não poderíamos nos esquecer, ainda, da preciosidade em forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">que </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;"> entregou ao colocar em pauta toda a sonoridade latina em músicas na língua espanhola. Bem como é bom ficar de olho no mais novo compilado de </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/joshua-bassett-fala-sobre-olivia-rodrigo-e-sabrina-carpenter-pela-1a-vez/"><span style="font-weight: 400;">Joshua Bassett</span></a><span style="font-weight: 400;">, que com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> frenético trouxe a íntegra de sua versão da conturbada história com Olivia Rodrigo e Sabrina Carpenter. E é em meio a uma polêmica indicação ao gramofone de ouro &#8211; merecidamente perdido &#8211; que </span><a href="https://portalpopline.com.br/com-6-novas-faixas-justin-bieber-lanca-versao-deluxe-do-justice/"><span style="font-weight: 400;">Justin Bieber</span></a><span style="font-weight: 400;"> lança seu sexto álbum, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Justice</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, em um mês de altos e baixos, no qual completamos um ano presos em casa, a Música conseguiu transparecer todos os sentimentos que gritamos entre quatro paredes. Da campanha </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/famosos/zayn-malik-detona-grammy-awards-e-sugere-corrupcao-nos-bastidores-da-premiacao-confira/"><i><span style="font-weight: 400;">#fuckthegrammys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> à realidade distorcida confidenciada por </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/03/em-documentario-demi-lovato-fala-sobre-sua-vida-antes-e-depois-de-overdose.shtml"><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato</span></a><span style="font-weight: 400;">, Março de 2021 conseguiu ser alvo de altos e baixos intensos que serão lembrados por muito tempo. Por isso, a </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;">, ao lado de seus </span><b>colaboradores</b><span style="font-weight: 400;">, comenta tudo isso e ainda mais sobre o que aconteceu no mundo da Música entre os </span><b>CDs, </b><b><i>EPs, singles,</i></b><b> clipes </b><span style="font-weight: 400;">e </span><b>performances</b><span style="font-weight: 400;"> que mais marcaram os últimos 31 dias.</span></p>
<p><span id="more-18870"></span></p>
<h3><b>CDs</b></h3>
<figure id="attachment_19496" aria-describedby="caption-attachment-19496" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19496" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/genesis-owusu-smiling-with-no-teeth-album-art@1200x1200.jpg" alt="Capa do disco Smiling with No Teeth do rapper Genesis Owusu. Na capa, vemos um close-up do cantor sorrindo e usando bandagens brancas enroladas no rosto. Ele é um homem negro e que tem dentes de ouro. A mão esquerda está no rosto, e alguns anéis dourados estão nos dedos dele. No canto inferior esquerdo, está escrito o nome do CD, Smiling With No Teeth, em fonte branca." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/genesis-owusu-smiling-with-no-teeth-album-art@1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/genesis-owusu-smiling-with-no-teeth-album-art@1200x1200-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/genesis-owusu-smiling-with-no-teeth-album-art@1200x1200-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/genesis-owusu-smiling-with-no-teeth-album-art@1200x1200-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/genesis-owusu-smiling-with-no-teeth-album-art@1200x1200-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19496" class="wp-caption-text">Ouça The Other Black Dog, Drown e Waitin’ on Ya para sentir a vibe do formidável Smiling with No Teeth, estreia do rapper Genesis Owusu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Genesis Owusu &#8211; </b><b>Smiling with No Teeth</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O australiano </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n_zF3X18OeQ"><span style="font-weight: 400;">Genesis Owusu não está para brincadeira</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nascido em Gana, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">se mudou para a Oceania na infância, inserido num ambiente majoritariamente branco e nada parecido com suas raízes. A saída? Encarar tudo de cabeça erguida e, no processo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=25CBe5FAvtI"><span style="font-weight: 400;">transformar sua dor em arte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele começou escrevendo contos, depois poesias, até finalmente chegar na Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Misturando suas diversas influências no </span><i><span style="font-weight: 400;">debut </span></i><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/genesis-owusu-smiling-with-no-teeth/#:~:text=%C3%89%20um%20manifesto%20de%20um,contra%20ele%20durante%20a%20inf%C3%A2ncia."><i><span style="font-weight: 400;">Smiling with No Teeth</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor modula o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">e toques de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">para narrar as aventuras dos tais dois cães pretos que latem por quase uma hora. A alegoria, como ele esclareceu, é cultivada pela figura da </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2021/mar/05/genesis-owusu-smiling-with-no-teeth"><span style="font-weight: 400;">depressão e do racismo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Buscando fugir dos estereótipos comuns e ter uma voz própria, Owusu evoca melodias quase sagradas no disco de estreia. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu sou o Prince, se ele fosse rapper e morasse na Austrália”</span></i><span style="font-weight: 400;">, disse ao </span><i><span style="font-weight: 400;">The Guardian</span></i><span style="font-weight: 400;">. O sorriso desdentado pode nos fazer começar a acreditar nele. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Genesis Owusu - The Other Black Dog (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/25CBe5FAvtI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19174" aria-describedby="caption-attachment-19174" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19174" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-2.png" alt="Foto da capa do álbum deluxe Spaceman de Nick Jonas. A imagem está em preto e branco. No canto superior esquerdo, está escrito “Spaceman” com o S em maiúsculo e as outras letras em minúsculo, todas em preto. O C possui o formato de uma lua minguante. No canto superior direito, está escrito Nick Jonas em letras maiúsculas, seguido de um ponto laranja. Nick está no centro da imagem, olhando de frente para a câmera. Ele é um homem branco, de cabelos castanhos curtos quase raspados e está com barba e bigode curtos. Do lado esquerdo da imagem, há um espelho apoiado no rosto de Nick, na linha do ponto mais alto da sobrancelha direita de Nick. Ele veste uma camisa semelhante a um crochê. Ao fundo, pode-se ver um morro. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-2.png 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-2-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-2-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-2-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19174" class="wp-caption-text">Junto com um novo álbum, Nick lançou uma versão Deluxe, com mais cinco músicas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nick Jonas &#8211; Spaceman</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A criatividade bateu na porta de Nick Jonas e o fez entregar obras-primas em formato de álbuns. Dessa vez, o cantor resolveu oferecer algo realmente intimista e profundo sobre seus sentimentos, principalmente por ser uma explícita declaração para sua esposa, Priyanka Chopra Jonas. A junção de euforia e agonia é traduzida ao longo de todas as músicas, especialmente por se tratar de um trabalho </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-fevereiro-2021/"><span style="font-weight: 400;">feito</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante a pandemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Give Love a Try</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8fygdDkpC-A"><span style="font-weight: 400;">JONAS</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, Nick sempre deixou claro que a música é a maneira mais sincera com que consegue se comunicar e transmitir suas emoções. É nítido essa expressão no álbum, usando diversos ritmos para se declarar para Priyanka. Ele transita entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">romântico usual em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z6_zGXAoiXY"><i><span style="font-weight: 400;">Deeper Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (num compasso muito parecido com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qFLhGq0060w"><i><span style="font-weight: 400;">I Feel It Coming</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;">) e versos mais sensuais e maliciosos de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">anos 70 em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6GYrbEz4AUE"><i><span style="font-weight: 400;">Delicious</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O alcance vocal do texano é o que o torna ainda mais admirável, cruzando notas baixas e altas em uma única canção. Não importa se estamos na calmaria ou no entusiasmo, todas as faixas do álbum nos presenteiam com um calor no coração. Não há como discordar que o querido irmão Jonas tem um talento imensurável em mãos. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nick Jonas - This Is Heaven" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/S5VyzrxEHaY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19404" aria-describedby="caption-attachment-19404" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-19404" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-honey-written-and-directed-1-1024x1024.jpg" alt="Capa do álbum Written &amp; Directed, da banda Black Honey. O título está centralizado no meio da capa, que é marrom escura mas possui um aspecto desgastado e velho. Em letras grandes e amarelas com fundo vermelho, “Written &amp; Directed” em cima, e “BY BLACK HONEY” embaixo, em letras menores." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-honey-written-and-directed-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-honey-written-and-directed-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-honey-written-and-directed-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-honey-written-and-directed-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-honey-written-and-directed-1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-honey-written-and-directed-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19404" class="wp-caption-text">“Eu vou sussurrar/Tão alto quanto um trovão/Toque como uma irmã/Beije como uma mãe/Você devia correr pra se esconder” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Black Honey &#8211; Written &amp; Directed</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo as regras de distanciamento social, ainda não é seguro realizar grandes concertos musicais, mas isso não parece ter impedido Izzy B. Phillips e o resto da banda inglesa Black Honey de ter lançado um disco que implora para ser ouvido ao vivo. </span><a href="https://open.spotify.com/album/6hODMaWCw1sz39hkaSWgMW?si=olnpl4bfSwC5Cd2GuITatQ"><i><span style="font-weight: 400;">Written &amp; Directed</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega três anos depois do álbum de estreia do grupo, e os encontra mais amadurecidos musicalmente, mas ainda com o mesmo entusiasmo adolescente e contagiante pelas suas próprias melodias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Black Honey está de volta e à procura de sangue. A vocalista confronta diversos adversários no decorrer das dez músicas que se seguem, desde o patriarcado e o conservadorismo até si mesma, ampliando a </span><a href="https://underground-england.com/black-honey-interview/"><span style="font-weight: 400;">aura </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que já havia sido apresentada casualmente em </span><a href="https://open.spotify.com/album/7AJTVMYgX1xDrufcavMUk1?si=vWBou-_rRem1oiPyq_b-Xg"><i><span style="font-weight: 400;">Black Honey</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), ecoando a estética </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> britânica, mas mantendo uma musicalidade diversificada e ousada. Acompanhada pela guitarra eclética de Chris Ostler, o baixo venenoso de Tommy Taylor e a bateria discreta de Alex Woodward, a voz de Phillips é o que fecha os instrumentos em uma sinfonia rebelde e caótica que não perde nenhum momento do início ao fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma abertura incrível composta por alguns dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> já lançados, é em </span><a href="https://open.spotify.com/track/3epCxMOUSwbgivvSjdCm4D?si=fe89182aa41f4aa1"><i><span style="font-weight: 400;">Run for Cover</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que Black Honey mostra a que veio: uma música alta, energética e feroz sobre sexualidade feminina em primeiro plano e escancarada. Descrito e cunhado pela banda como “</span><a href="https://guitar.com/features/interviews/introducing-black-honey-written-and-directed-indie-upstarts/"><i><span style="font-weight: 400;">vagina rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” (em oposição ao subgênero </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cock_rock"><i><span style="font-weight: 400;">cock rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), as faixas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Written &amp; Directed </span></i><span style="font-weight: 400;">são a exaltação da perspectiva feminina sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock’n’roll</span></i><span style="font-weight: 400;">, ampliadas por um som amadurecido, mas nem um pouco interessado em se tornar previsível. <strong>&#8211; </strong></span><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Black Honey - Run For Cover (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BI8dzKvDy2w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19540" aria-describedby="caption-attachment-19540" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19540" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/djonga-nu.jpg" alt="Capa do álbum NU, de Djonga. Na imagem, pode-se observar a cabeça do artista, um homem negro de cabelos raspados, sendo servida numa bandeja prateada, respingada de sangue e segurada por uma mão coberta com luvas brancas. Ao redor da bandeja, que está ao centro da imagem, existem quatro pessoas todas vestidas de branco que parecem compor uma multidão, que não é visível na imagem. Dessas pessoas, vemos apenas o meio do corpo e as mãos, que apontam dedos e câmeras para Djonga e mostram o dedo do meio. No canto inferior direito, está escrito o nome do álbum, NU, em caixa alta numa fonte riscada que imida uma letra de forma. O escrito está num tom de branco suave que possui uma leve transparência, se aproximando de um cinza por conta do fundo escuro da imagem. Existe também uma vinheta circular em degradê que faz com que a imagem tenha uma coloração mais escura nas bordas e mais clara no centro, onde está o rosto de Djonga, que olha diretamente para a câmera com uma expressão conformada e série." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/djonga-nu.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/djonga-nu-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/djonga-nu-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/djonga-nu-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19540" class="wp-caption-text"><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/djonga-album-nu/">É tradição</a>: todo dia 13 de março tem álbum novo do Djonga (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Djonga &#8211; NU</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No sentido metafórico ou no regional, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/djonga/"><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></a><span style="font-weight: 400;"> está </span><i><span style="font-weight: 400;">nu</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu novo álbum. O artista mineiro conhecido pelas letras combativas descasca seus sentimentos pessoais em seu quinto </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;">, expressando </span><span style="font-weight: 400;">seus receios, alívios e satisfações, assim como o termo do título sugere no mineirês</span><span style="font-weight: 400;">. Nada disso significa discursos suavizados ou letras desconexas do nosso contexto social. Os últimos meses sinistros que atingem com mais força uma parcela específica da população e as razões disso são elementos que continuam muito bem refletidos nas canções fortes de Djonga, acompanhados de sua riqueza lírica e metafórica de sempre e de influências de outros nomes e gêneros da música brasileira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre reflexões sobre o sucesso, solidão, racismo e desigualdade social, </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF"><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encontra contraste ao começar com a grandiosidade de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VO0f5Q99BD8&amp;list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF&amp;index=1"><i><span style="font-weight: 400;">Nós</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e terminar com o impacto de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gi-GlK26Nqk&amp;list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF&amp;index=8"><i><span style="font-weight: 400;">Eu</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcando também </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2020/12/07/djonga-apaga-perfil-no-twitter-apos-criticas-por-show-nao-sei-mexer-naquele-lugar-la-nao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">o retorno</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> que nunca baixa a guarda em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ns5XzxotXmA&amp;list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">Ó Quem Chega</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. As narrativas são costuradas com suas referências musicais, que dão as caras no flerte com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro contemporâneo combinado à uma levada do samba que o disco mostra em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FDHO8gNEXw4&amp;list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF&amp;index=3"><i><span style="font-weight: 400;">Xapralá</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O mesmo é com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kFF3NMW2cbs&amp;list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF&amp;index=5"><i><span style="font-weight: 400;">Vírgula</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que cria um intertexto com o samba da década de 60 pensando na desigualdade social atravessada pelas questões raciais, tema aprofundado na cinematográfica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g3y96TDEZ-o&amp;list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF&amp;index=6"><i><span style="font-weight: 400;">Ricô</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de seu fiel companheiro Coyote Beatz desacelera na confessional </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZuitmKtTDcQ&amp;list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF&amp;index=4"><i><span style="font-weight: 400;">Me Dá a Mão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e dela nasce a íntima e romântica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yG5doYAqczA&amp;list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF&amp;index=7"><i><span style="font-weight: 400;">Dá Pra Ser?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">lovesong</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dança entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> com a participação doce de </span><a href="https://www.instagram.com/budah/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Budah</span></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Entre si, todas as oito faixas funcionam muito bem, mas perto da marcante discografia do artista, a repetição temática e sonora pode alimentar críticas à produção. Lembrando do </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/12/07/djonga-show-aglomeracao-criticas/"><span style="font-weight: 400;">contexto delicado do artista</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i><span style="font-weight: 400;"> é familiar e modesto, sem novidades arriscadas e sem exageros. Quer dizer, nada de excedente além do peso da arte do trabalho, que pode ter marcado </span><a href="https://portalrapmais.com/djonga-afirma-que-nu-deve-ser-seu-ultimo-album-e-revela-porque-sumiu-das-redes-sociais/"><span style="font-weight: 400;">o último 13 de março</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que ouvimos ineditamente uma coletânea de Djonga. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="1. Djonga - Nós" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VO0f5Q99BD8?list=PLEE-L5Au_Xzc1yCm0W6zCBZg41EOfsEzF" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19431" aria-describedby="caption-attachment-19431" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19431" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1.png" alt="Capa do Disco, OK ORCHESTRA, da banda AJR. No centro estão Ryan, Jack e Adam, os três integrantes da banda, respectivamente, sentados em caixas. No lado esquerdo, Ryan olha para uma floresta pintada com as cores do outono, com a cabeça inclinada para cima. Do lado direito, Adam olha para uma floresta em preto e branco, com a cabeça inclinada para o centro. Jack, ao centro, apoiado em um dos braços, olha para a câmera. O estilo da capa lembra pinturas, ao mesmo tempo que os personagens dos três irmãos parecem feitos em massinha." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19431" class="wp-caption-text">A capa do álbum, com os irmãos Ryan, Jack e Adam, respectivamente, retratados como partes de uma pintura (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>AJR &#8211; </b><b>OK ORCHESTRA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro álbum do trio de irmãos Adam, Jack e Ryan saiu no dia 26 de março desse ano, dando continuidade ao tom intimista, pessoal, autobiográfico e metalinguístico do segundo, </span><a href="https://genius.com/albums/Ajr/Ok-orchestra"><i><span style="font-weight: 400;">Neotheater</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Com um caráter ainda mais experimental musicalmente do que este, o álbum brinca, por exemplo, com uma sucessão de diferentes instrumentos que tocam a mesma melodia em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Bummerland </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">World’s Smallest Violin</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Ele também experimenta efeitos que lembram músicas dos anos 40 e 50, como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4OgyPJmTtuo"><i><span style="font-weight: 400;">3 O’Clock Things</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">The Trick</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tudo isso misturado com uma mixagem bastante eletrônica, dando origem a um tipo único de música, que funciona como a assinatura da banda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os temas variam entre experiências pessoais dos músicos que se traduzem em temas universais, como </span><i><span style="font-weight: 400;">My Play</span></i><span style="font-weight: 400;">, que trata de uma criança afetada pelo divórcio dos pais; estilos inspiradores, como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AYBPvJ67YPs"><i><span style="font-weight: 400;">Adventure is Out There</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Way Less Sad</span></i><span style="font-weight: 400;">; e o tom metalinguístico que citei, que aparece aqui em </span><i><span style="font-weight: 400;">Christmas in June </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bang!</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outras músicas de destaque que também tratam de temas universais são </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hDm26Rs-YNQ"><i><span style="font-weight: 400;">Ordinaryish People</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(</span><span style="font-weight: 400;">o único </span><i><span style="font-weight: 400;">feat </span></i><span style="font-weight: 400;">do álbum, feito em parceria com o Blue Man Group), </span><i><span style="font-weight: 400;">Joe</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Humpty Dumpty</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esta última considero a mais fraca delas, não porque não tem seu valor, mas porque as outras são excepcionais em comparação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um álbum de música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, que trata de problemas cujos adolescentes tendem a se identificar mais. As várias referências às vivências dos adolescentes no século XXI (e até breves menções indiretas à pandemia, que permeou o desenvolvimento do álbum) deixam claro o público-alvo, que recebe um prato cheio. Para aqueles que não se identificam com a estética mais adolescente e despojada, os experimentos musicais e as melodias enérgicas valem o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. E para não esquecer: a música de abertura do álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">OK Overture</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> é genial, porque junta várias das peças do álbum em uma só. </span><strong>-Flora Vieira</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="AJR - Adventure Is Out There (Official Audio)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AYBPvJ67YPs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19516" aria-describedby="caption-attachment-19516" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19516" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/unnamed-2.jpg" alt="Capa do álbum Chemtrails Over The Country Club de Lana Del Rey. A imagem mostra 11 mulheres sentadas em volta de uma mesa com uma toalha quadriculada. Elas usam cabelos e roupas no estilo dos anos 50 e estão sorrindo. Entre elas, no lado direito, vemos Lana Del Rey com um vestido branco e a parte da frente dos cabelos presos para trás. No topo da imagem, que é em branco e preto, está escrito Lana Del Rey e na parte inferior o nome do álbum em letras estilizadas, ambos em cinza claro. " width="800" height="805" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/unnamed-2.jpg 509w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/unnamed-2-298x300.jpg 298w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/unnamed-2-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19516" class="wp-caption-text">Chemtrails Over The Country Club é o sexto álbum da cantora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Lana Del Rey &#8211; Chemtrails Over The Country Club</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma mais simples de definir o novo álbum de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;"> é sufocante. Durante suas 11 faixas, somos levados por um caminho monótono na melancolia da cantora, que reutiliza a mesma sonoridade branda e densa em todas as músicas que montam a coletânea. Nos sentimos presos em uma interminável sequência de cópias dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-ultraviolence/"><span style="font-weight: 400;">demais trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Lana, que dessa vez peca por se afogar demais em um sofrimento lírico, o qual ao invés de ser belo e tocante, se torna indigesto e tedioso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que em meio a várias faixas, um tanto chatas, algumas se destacam positivamente por escaparem, mesmo que pouco, da identidade em tons de cinza do álbum. A voz de Nikki Lane é o suspiro que tanto queríamos. Ao lado de Del Rey, as cantoras entoam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mn2ZroMnvK0"><i><span style="font-weight: 400;">Breaking Up Slowly</span></i></a>,<span style="font-weight: 400;"> trazendo uma sensibilidade sonora que faz falta nas demais canções. </span><a href="https://open.spotify.com/album/6QeosPQpJckkW0Obir5RT8?si=vWbjkG1nRIO5aG7i39Yubw"><i><span style="font-weight: 400;">Chemtrails Over The Country Club</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que dá nome ao disco, é outra que merece destaque por conseguir imprimir a identidade vocal de Lana, escondida atrás de tanto sofrimento em suas outras faixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é cansativo e, assim como sua capa, é cinza. Nem preto, nem branco. Numa tentativa de se manter no meio do caminho e agradar a todos, Lana Del Rey se perdeu e deixou levar por uma perspectiva pouco convidativa. Sua voz, tão encantadora quanto um canto de uma sereia, nos puxa para as profundezas, afogando os marinheiros que se atreveram a navegar nas águas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chemtrails Over The Country Club</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Chemtrails Over The Country Club (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vBHild0PiTE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19521" aria-describedby="caption-attachment-19521" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19521" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/8.png" alt="Capa do CD Matriz - Ao Vivo Na Bahia da cantora Pitty. O fundo da imagem é branco, texturizado como um papel levemente amassado. Em primeiro plano, foi adicionado uma forma geométrica. A forma é um retângulo vermelho com um recorte em V na parte superior central. Na parte central do retângulo, foi adicionado um elemento oval na cor azul, também respeitando o recorte em V. Acima da forma, foi adicionado o texto PITTY em azul. Abaixo, foi adicionado o texto MATRIZ AO VIVO NA BAHIA" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/8.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/8-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/8-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/8-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19521" class="wp-caption-text">Lançado pela cantora em 2019, sua versão Deluxe chega em 2021 com gosto de saudade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Pitty &#8211; Matriz Ao Vivo Na Bahia (Ao Vivo Deluxe Edition)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não faltam adjetivos para descrever a brilhante carreira de um dos maiores nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro: Pitty. A baiana é dona de músicas que você pode não saber o nome, mas basta um acorde para cantar toda letra. Atemporal, começou 2021 com o </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco gravado ao vivo na Bahia antes da pandemia. Com um repertório que caminha desde </span><a href="https://open.spotify.com/album/6t9HEcqxPe5dsIlHyYwATK?si=YTjSrmAdS2e6Hv-dGyfFzA"><span style="font-weight: 400;">os primeiros CDs</span></a><span style="font-weight: 400;"> até o álbum de 2019 que também batiza esse trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Matriz</span></i><span style="font-weight: 400;">, o registro conta com duas faixas novas: </span><a href="https://open.spotify.com/track/0mUbZdntPf0NRjjReIzAjJ?si=WRwLMTZNTSWk145Wwrzmpw"><i><span style="font-weight: 400;">Para o Grande Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/1zmR3SCDP49INMA79IcUI2?si=GL1R_VSVSfWoAsFLsbRtMg"><i><span style="font-weight: 400;">Serpente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pitty não estava sozinha em cima do palco. As faixas </span><a href="https://open.spotify.com/track/3CDLX6EF572ld3INM9ovJD?si=IX53v8LSQpOB_gPrb8yhIw"><i><span style="font-weight: 400;">Noite Inteira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/4Gd70GIDDlSkexqHTP8fav?si=ucaJAtuEStuiAn8zt2s4Kg"><i><span style="font-weight: 400;">Te Conecta / Tudo Me Faz Sentido</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são divididas com uma das vozes mais importantes da Bahia, Lazzo Matumbi, </span><i><span style="font-weight: 400;">Roda</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com a presença do grupo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r9TgaoA3NhE"><span style="font-weight: 400;">BaianaSystem</span></a><span style="font-weight: 400;">, e Larissa Luz faz </span><i><span style="font-weight: 400;">feat</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://open.spotify.com/track/2uDKdcnyHmgc5Vpac00Qvj?si=Lef_u_JpRDCdobRyIV7yqQ"><i><span style="font-weight: 400;">Máscara / Bonecas Pretas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao fim do espetáculo, eles voltam ao </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> para juntos ecoar a poderosa </span><a href="https://open.spotify.com/track/1J5wn74RLaIc66BHStzpsm?si=aTiHK3HvS5eh1UfHNqhlRA"><i><span style="font-weight: 400;">Sol Quadrado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que deixa uma mensagem de persistência e resistência. As canções que encerram </span><i><span style="font-weight: 400;">Matriz Deluxe,</span></i><span style="font-weight: 400;"> apesar de antagônicas, são o viés da proposta musical da cantora, deixando aquele gostinho de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Teut4khAjjU"><span style="font-weight: 400;">quero sempre mais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem acompanha a discografia de Pitty sabe toda a dor e delícia que suas músicas causam. Quem nunca se pegou cantando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DP3j6hgS4VY"><i><span style="font-weight: 400;">Na Sua Estante</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em alto e bom som </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hWhl6ijsAXwhttps://www.youtube.com/watch?v=hWhl6ijsAXw"><span style="font-weight: 400;">que atire a primeira pedra</span></a><span style="font-weight: 400;">. Presente também neste trabalho, vemos a história ficar ainda melhor com sua seguinte faixa: </span><a href="https://open.spotify.com/track/6IwGw5EJxbW9dL2vYLdxSN?si=4qoKqUFpSmm5IYE2jEEa-w"><i><span style="font-weight: 400;">Motor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Canção ressuscitada por Gal em </span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Pele do Futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música parece ter sido composta para a voz de Pitty, sendo o nó certeiro que amarra todos os sabores presentes no disco. </span><i><span style="font-weight: 400;">Matriz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um prato cheio de talento e sonoridade, que imprime seus 20 anos de carreira solo. </span><b>&#8211;  Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pitty - Máscara / Bonecas Pretas (Ao Vivo) | Matriz Ao Vivo na Bahia" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8-HwSIOlw-s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19526" aria-describedby="caption-attachment-19526" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19526" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/13.png" alt="A imagem mostra Elis Regina, uma mulher branca e de cabelos curtos, sentada em uma cadeira de balanço e usando um vestido branco com rendas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/13.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/13-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/13-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/13-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19526" class="wp-caption-text">Capa do álbum Elis (Remastered), conhecido como o álbum “da cadeira” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Elis Regina &#8211; Elis (Remastered)   </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste 17 de março, dia quase sagrado para milhões de pessoas, </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/elis-regina/"><span style="font-weight: 400;">Elis Regina</span></a><span style="font-weight: 400;"> – a maior cantora brasileira de todos os tempos, diga-se de passagem &#8211;  completaria seus 76 anos de vida. Já faz quase 40 anos daquele traumático 19 de janeiro em que Elis se concretizou como estrela no sentido literal da palavra. A saudade dela cresce cada dia mais no coração e na memória de todos nós, amantes de seu trabalho e admiradores de sua pessoa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para saciar a saudade dos fãs da gaúcha, seu filho João Marcelo Bôscoli nos presenteou com a remasterização e nova <em>mixagem</em> do disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/4ooDii6hWTA1jKM5dBW4je?si=7_cH9zC5SyOo8aX2OMisWA"><i><span style="font-weight: 400;">Elis </span></i><span style="font-weight: 400;">(1972)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Já não é a primeira vez que ele utiliza sua arte de produção musical para relembrar e exaltar a carreira e a vida de sua mãe. Essa tarefa nada fácil é feita com imensa maestria e nos comprova, mais uma vez, todo o talento da cantora, presente não só na sua voz, mas também no DNA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum conta com os clássicos </span><i><span style="font-weight: 400;">Nada Será Como Antes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://br.video.search.yahoo.com/search/video;_ylt=A2KLfRp5I2JgCSQAgq7z6Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Nj?p=elis+regina+atr%C3%A1s+da+porta&amp;type=default&amp;ei=UTF-8&amp;fr=yset_chr_syc_oracle&amp;turl=https%3A%2F%2Ftse2.mm.bing.net%2Fth%3Fid%3DOVP.HIIoL-eDtJqhAnCWYrcx1gHgFo%26pid%3DApi%26w%3D144%26h%3D77%26c%3D7&amp;rurl=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D35FPZR24djg&amp;tit=Elis+Regina+-+Atras+da+Porta+-+ao+vivo&amp;w=144&amp;h=78&amp;pos=1&amp;vid=e85e9d1c0795e68ae37b9d01272ef645&amp;sigr=rp33HExZO59E&amp;sigt=FPESScv.YzFe&amp;sigi=7FY5O2mnJ4Xp"><i><span style="font-weight: 400;">Atrás da Porta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa no Campo </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Águas de Março</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além de músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Olhos Abertos</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Me Deixa Em Paz </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://br.video.search.yahoo.com/search/video;_ylt=AwrJ7GGoI2JgSwoA4hbz6Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Nj?p=elis+regina+boa+noite+amor&amp;type=default&amp;ei=UTF-8&amp;fr=yset_chr_syc_oracle&amp;turl=https%3A%2F%2Ftse3.mm.bing.net%2Fth%3Fid%3DOVP.99eBRYuPR0FHp_BdKx2H4wEsDh%26pid%3DApi%26w%3D144%26h%3D77%26c%3D7&amp;rurl=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DVeXyTuNa9Xs&amp;tit=V%C3%ADdeo+-+Elis+Regina+-+Boa+Noite%2C+Amor&amp;w=144&amp;h=78&amp;pos=2&amp;vid=de63cab7a7ffaccbd4a30da2c511ac38&amp;sigr=0v48KqZwLYKY&amp;sigt=1B9bpcyT6hZG&amp;sigi=B_l3W8BuhdWn"><i><span style="font-weight: 400;">Boa Noite Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que nos trás um “lado B” pouco conhecido de Elis. Esse primor em formato de álbum, disponível em vinil e CD, está em todas as plataformas digitais para o deleite dos fãs. </span><b>&#8211; Guilherme Teixeira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Casa No Campo (Remastered 2021)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/NCrcU2qr3AU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19517" aria-describedby="caption-attachment-19517" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/81-blrK5yoL._AC_SL1400_-1024x1024.jpg" alt="Capa do álbum House of Balloons de The Weeknd. A imagem mostra uma mulher sem roupa deitada em meio a balões brancos e pretos. Seu rosto e seu corpo estão cobertos por eles. Em volta da imagem há uma moldura cinza na qual, na parte superior, está escrito The Weeknd em letras garrafais pretas. Em baixo há um gradiente de tons de preto e ao lado a inscrição House of Balloons, também em preto. Em baixo ainda vemos a setlist do álbum e uma assinatura." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/81-blrK5yoL._AC_SL1400_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/81-blrK5yoL._AC_SL1400_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/81-blrK5yoL._AC_SL1400_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/81-blrK5yoL._AC_SL1400_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/81-blrK5yoL._AC_SL1400_-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/81-blrK5yoL._AC_SL1400_.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19517" class="wp-caption-text">House of Balloons ainda é o álbum de The Weeknd que tem a maior aprovação da crítica especializada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>The Weeknd &#8211; House of Balloons (Original)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jamais poderemos negar o talento de </span><a href="http://personaunesp.com.br/the-highlights-the-weeknd-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;">. Trazendo sempre uma sonoridade única que o caracteriza, o cantor consegue unir o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> a sua personalidade, dosando pitadas </span><span style="font-weight: 400;">eletrônicas</span><span style="font-weight: 400;"> e às vezes até mesmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seus projetos. O estouro que seu trabalho deu em 2020 com o álbum </span><a href="http://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lhe abriu portas e, melhor do que isso, nos abriu caminhos para que retornássemos às origens do cantor, a fim de acompanhar esse delicioso amadurecimento.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/7zCODUHkfuRxsUjtuzNqbd?si=erW5tZBpSNKk6VKdK-DX9Q"><i><span style="font-weight: 400;">House of Balloons</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> primeiro disco de The Weeknd, foi disponibilizado neste mês de março nas plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Retornando à sua estreia em 2011, somos agraciados com músicas intensas que nos fazem se perder em meio a um universo sonoro mágico criado por ele, sendo as principais representantes </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sX9DgavXiN4"><i><span style="font-weight: 400;">High For This</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e aquela que dá nome ao álbum. Sempre muito atento aos detalhes, tudo no disco parece se encaixar perfeitamente, pedindo para que a coletânea seja colocada no </span><i><span style="font-weight: 400;">repeat </span></i><span style="font-weight: 400;">e reproduzida eternamente. Nós não nos importarmos com isso. </span><b>&#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Weeknd - The Party &amp; The After Party" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yI-zb_aP0So?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19538" aria-describedby="caption-attachment-19538" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19538 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/10-1.png" alt="Capa do álbum Justice do Justin Bieber. A imagem mostra o cantor, homem branco de cabelos loiros na altura do queixo usando uma blusa preta de manga comprida e uma calça jeans também preta. Ele está ajoelhado e tem ação direita apoiando a cabeça. Justin está em um túnel e bemos o asfalto e o teto do túnel ao fundo. Em frente a ele, centralizado, há o nome do álbum em letras estilizadas. A imagem tem tons de verde." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/10-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/10-1-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/10-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/10-1-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19538" class="wp-caption-text">A mais recente obra de Bieber já ganhou uma versão Deluxe, com 6 novas faixas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Justin Bieber &#8211; Justice</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de retornar para o mundo musical com o abominável </span><a href="https://personaunesp.com.br/changes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Changes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não se podia esperar muito de Justin Bieber. E, curiosamente, ele conseguiu nos surpreender. Enterrando de vez sua relação delirante com o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, o canadense resgata suas raízes com o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Justice</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de conceitos falhos, que vão desde o título do álbum até um </span><a href="https://portalpopline.com.br/filha-de-martin-luther-king-apoia-justin-bieber-em-polemica/"><span style="font-weight: 400;">discurso de Martin Luther King</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre as faixas, a produção consegue entregar toda a musicalidade leve e contagiante que esperamos por tanto tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto com as serenatas românticas de sempre, Bieber traz letras mais sinceras e pessoais, tratando sobre seu problema com as drogas (</span><a href="https://genius.com/Justin-bieber-off-my-face-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Off My Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e as dificuldades do estrelato (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xQOO2xGQ1Pc"><i><span style="font-weight: 400;">Lonely</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). E também se mostrou cada vez mais aberto sobre sua espiritualidade, algo que já era previsto após o lançamento do <em>single </em></span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pvPsJFRGleA"><i><span style="font-weight: 400;">Holy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Outra novidade de sua nova fase é a valorização de seus vocais, ainda mais reforçados pela série de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Su6kidaGW_8"><span style="font-weight: 400;">performances ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que vem realizando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://portalpopline.com.br/com-justice-justin-bieber-conquista-o-topo-da-billboard-200-pela-oitava-vez/"><span style="font-weight: 400;">sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> do álbum também se deve ao seu time de peso, que conta com nomes como Skrillex, FINNEAS e Josh Gudwin na produção, além dos brilhantes </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> como Daniel Caesar, Burna Boy e Khalid. Uma curiosidade é que a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PieWQ3X14KI"><i><span style="font-weight: 400;">Hold On</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem o cantor Gotye creditado, por utilizar <em>samples</em> da música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8UVNT4wvIGY"><i><span style="font-weight: 400;">Somebody That I Used To Know</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, por sua vez, usou <em>samples</em> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MSDl8w3wR2E"><i><span style="font-weight: 400;">Seville</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do brasileiro Luiz Bonfá, que também recebeu os devidos créditos. Bieber conseguiu explorar e se divertir por novas tonalidades do <em>pop</em>, mas sem sair da atmosfera musical que o consagrou como o artista que é hoje. </span><i><span style="font-weight: 400;">Justice</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, de fato, o seu retorno triunfal. <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Justin Bieber - Peaches ft. Daniel Caesar, Giveon" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/tQ0yjYUFKAE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19524" aria-describedby="caption-attachment-19524" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19524" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/11.png" alt="Capa do álbum Dolores Dala Guardião do Alívio, de Rico Dalasam. Fotografia quadrada com um céu azul ao fundo. Na imagem, ao centro, Rico Dalasam, um homem negro, de barba e cabelo preto em dreads na altura dos ombros, usando uma maquiagem dourada com detalhes em azul. Vestindo um sobretudo branco semitransparente de gola dourada com detalhes em azul, ele ergue os braços esticados para os lados, com as palmas das mãos viradas para frente, enquanto está em cima de um carro pelo teto solar, em movimento. Na parte superior há três símbolos minimalistas em branco: uma lua minguante, uma rosa e uma lua cheia, respectivamente, intercalados por quatro símbolos de espadas, dois com corações na ponta à esquerda, e dois com gotas na ponta à direita. Na parte inferior, centralizado, pode-se ler a sigla “DDGA”, escrita na vertical." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/11.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/11-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/11-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/11-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19524" class="wp-caption-text">Em uma realidade imersa por dores como a que vivemos, Rico Dalasam nos oferece um respiro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Rico Dalasam – Dolores Dala Guardião do Alívio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um tempo longe dos holofotes da indústria musical parece ter feito bem para Rico Dalasam. Depois de sofrer com </span><a href="https://www.polemicaparaiba.com.br/entretenimento/rico-dalasam-e-linchado-na-internet-apos-retirada-de-videoclipe-todo-dia/"><span style="font-weight: 400;">linchamentos virtuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2017 devido a </span><a href="https://g1.globo.com/musica/noticia/pabllo-vittar-tem-musica-todo-dia-retirada-do-youtube-apos-rico-dalasam-reclamar-de-contrato.ghtml"><span style="font-weight: 400;">polêmicas judiciais</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> retorna amadurecido em </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i><span style="font-weight: 400;">, um álbum menos <em>pop</em>, menos comercial, porém bem mais intimista e sincero, provando que sua arte transcende qualquer </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/11/cultura/1470928039_323923.html"><span style="font-weight: 400;">estereótipo ou rótulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Anteriormente lançado como um </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/05/rico-dalasam-lanca-o-poderoso-ep-dolores-dala-o-guardiao-do-alivio/"><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">de cinco faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em maio de 2020, sua premissa é agora potencializada para tornar-se uma narrativa alegórica, cativante e imersiva que passeia pelas </span><a href="https://www.instagram.com/p/CAoVnwOhhb9/"><span style="font-weight: 400;">vivências do poeta</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos últimos três anos, mergulhando em temas como negritude, homossexualidade, colonialismo e relacionamentos inter-raciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, Rico aborda suas experiências individuais para comentar temáticas sociais coletivas, porém sem nunca soar redundante ou reducionista: ele sabe que sua bagagem pessoal não resume um fenômeno sociopolítico complexo. Visto isso, ele universaliza esses eventos, tornando-os relacionáveis para o ouvinte, entretanto ainda depositando a eles um caráter único e particular que só ele poderia dar, encontrando no caminho o equilíbrio perfeito entre o amplo e o singular. Usando tais ferramentas, Dalasam costura sua fábula através de distintas sonoridades afro latinas das mais diversas origens, inevitavelmente atravessando também a história do continente latino-americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma </span><a href="https://open.spotify.com/album/5hEHhvlgbM3PmNflPbmoZg"><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">potente e plural, explora desde as intempéries de um romance inter-racial em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P_YQQE1egqs"><i><span style="font-weight: 400;">Braille</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vendo-o evoluir para um relacionamento abusivo que fatalmente reproduz opressões raciais e coloniais em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cBT2CTXYwIs"><i><span style="font-weight: 400;">Mudou Como?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o enfrentamento de uma situação de abandono em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O8G7brKoo5c&amp;t=45s"><i><span style="font-weight: 400;">Última Vez</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma revisita nostálgica a um tempo e lugar distantes em</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=65oILmCsRxg"><i><span style="font-weight: 400;">Vividir</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até o fatídico término, seguido de uma reconciliação pacífica, </span><a href="https://www.instagram.com/p/CM0LWjKMJxZ/"><span style="font-weight: 400;">ainda que não menos crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UskRYobJqKE"><i><span style="font-weight: 400;">Estrangeiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Rico Dalasam apresenta com </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma obra tanto reconfortante e consoladora quanto autoconsciente, difundindo sua mensagem através de uma plataforma que ele mesmo construiu. E, acredite, nós definitivamente deveríamos estar prestando atenção. <strong>&#8211;</strong></span><strong> </strong><b>Enrico Souto</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DOLORES DALA GUARDIÃO DO ALÍVIO - O FILME" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/sgbHd8FM0uw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19519" aria-describedby="caption-attachment-19519" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19519" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-5.png" alt="Capa do álbum The Bitter Truth de Evanescence. A imagem mostra metade do rosto de uma mulher branca, do nariz para baixo. Ela tem a boca aberta e na língua está um comprimido no qual há uma carinha desenhada. Na parte superior da imagem há o nome Evanescence em letras rosas e na parte inferior o nome do álbum na mesma cor. O fundo da imagem é preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-5.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-5-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-5-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-5-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19519" class="wp-caption-text">“Se não podemos falar sobre isso/Vamos continuar nos afogando/Me dê crédito ou não, eu dou muito, eu dou muito/Mas não fale por mim” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Evanescence &#8211; The Bitter Truth</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você teve a oportunidade de escutar o melhor do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">que estava sendo produzido no início dos anos 2000, é certo que conheça pelo menos uma música da banda Evanescence. Popular entre todos os estilos graças a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3YxaaGgTQYM"><i><span style="font-weight: 400;">Bring Me To Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/02w1xMzzdF2OJxTeh1basm?si=hOGfoudzSbC10SQrhChTQA"><i><span style="font-weight: 400;">Fallen</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de 2003, o grupo liderado por Amy Lee entrega no mês de março seu sétimo disco original. Inteiramente construído de forma a contar uma história sonora, somos engolidos pelos vocais de Lee e pela bateria de Will Hunt, que juntos dançam uma valsa no melhor estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não deixa de ser clichê falar que Evanescence entregas músicas poderosas, mas haveria então outra forma de definir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=trbnYwaVvmY"><i><span style="font-weight: 400;">Broken Pieces Shine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do que como o poder em sua forma mais bruta? O que encontramos na coletânea de </span><a href="https://open.spotify.com/album/4MYCjsaDaemi8Lmkj5PzkL?si=RR4c1p8FTjG5vY4N3mqrbQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Bitter Truth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma cadência de emoções intensas, mas extremamente alinhadas. Não estamos falando aqui de gritos jogados ao vento ou uma potência sonora sem propósito, mas sim de um trabalho inteligente que consegue prender, até mesmo aqueles avessos a esse gênero, em uma incessante busca de saber como será a próxima faixa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O refrão de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jJEZgUjjZqM"><i><span style="font-weight: 400;">The Game Is Over</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos leva diretamente para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">mais </span><i><span style="font-weight: 400;">emo </span></i><span style="font-weight: 400;">consagrado na primeira década deste século. Já </span><a href="https://tracklist.com.br/evanescence-wasted-on-you/97313"><i><span style="font-weight: 400;">Wasted On You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos agracia com uma suavidade tão aguda que fica impossível não fechar os olhos para simplesmente sentir os vocais de Amy. Orgânico, o disco constrói sua heterogeneidade em meio a um crescente de emoções que nunca se abalam, produzindo assim um dos melhores álbuns da carreira de Evanescence. <b>&#8211; Ana Laura Ferreira</b></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Evanescence - Use My Voice (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1KAa5woluuM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19348" aria-describedby="caption-attachment-19348" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19348" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ErOyzcHXUAEIJ5H-1.jpg" alt="Capa do álbum 'Poster Girl' de Zara Larsson. Sentada no chão, Zara está encostada e deita sua cabeça sobre uma cama. Com uma blusa aul e calça jeans, ela olha para a esquerda enquanto uma luz rosa se projeta sobre o quarto. Ao fundo, um poster com uma foto de Zara de pé aparece sobre a parede." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ErOyzcHXUAEIJ5H-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ErOyzcHXUAEIJ5H-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ErOyzcHXUAEIJ5H-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ErOyzcHXUAEIJ5H-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ErOyzcHXUAEIJ5H-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19348" class="wp-caption-text">A garota do pôster (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Zara Larsson &#8211; Poster Girl</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do nicho do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, vira e mexe o termo “<a href="https://open.spotify.com/playlist/5QpOx9ZMTirT69GzHuAZB7">música de </a></span><a href="https://open.spotify.com/playlist/5QpOx9ZMTirT69GzHuAZB7"><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/playlist/5QpOx9ZMTirT69GzHuAZB7"> da <em>Renner</em></a>” é utilizado para se referir a canções que combinam com a </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> loja de departamento. Sendo bem direto, Zara Larsson é exatamente isso. É algo ruim? Não exatamente. Quem nunca ouviu uma música enquanto dava uma olhada nas camisetas moderninhas e pegou o celular para descobrir qual era pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Shazam</span></i><span style="font-weight: 400;">? Porém, é algo que indica o maior problema de Zara: a falta de uma identidade definida que a diferencie. </span><a href="http://personaunesp.com.br/poster-girl-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Poster Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não é ruim, mas a maioria de suas músicas poderia ser de qualquer um tentando fazer um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que </span><i><span style="font-weight: 400;">hite</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas </span><i><span style="font-weight: 400;">playlists</span></i><span style="font-weight: 400;"> do <em>Spotify</em>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior problema do disco é justamente que a ideia da </span><i><span style="font-weight: 400;">garota-sonhando-em-ser-estrela-pop-de-pôster </span></i><span style="font-weight: 400;">é levada um pouquinho a sério demais. Zara não assina metade das canções, sendo uma das exceções a maravilhosa (ufa!) </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lPPhb49rrRk&amp;ab_channel=ZaraLarssonMusicVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Love Me Land</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ou seja, parte do que ela canta ali não veio dela mesma. E até o que veio teve dedo de outros trocentos compositores. A polêmica de artista <em>vs.</em> intérprete pode levar a discussões, mas aqui é inegável que se torna uma problemática. No fim do dia, quem é realmente Zara Larsson? Ela é a garota do pôster para quem podemos olhar e nos identificar? <strong>&#8211;</strong></span><strong> Jho Brunhara</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Zara Larsson - WOW (Official Audio)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Te-Ktb4w8pE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h3>EPs</h3>
<figure id="attachment_19175" aria-describedby="caption-attachment-19175" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19175" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2.png" alt="Capa do Ep Nieve de Arón Piper. Arón é um homem branco de cabelo preto cacheado curto. Na foto, ele está retratado como se fosse uma pintura. Ele está sem camisa e seu corpo tem cor rosa. Ele possui um brinco prata de argola com um pingente redondo na orelha esquerda e usa uma corrente fina prata. Seu olho direito está vermelho por dentro e ele possui um hematoma. Ele possui um corte no lábio inferior do lado direito, na testa, próxima a sobrancelha e no meio do nariz. Na narina esquerda, há um algodão manchado de sangue. Ele possui um sorriso forçado, como se fosse colado numa pintura com dois band-aids verde piscina em cada lado do rosto. Na têmpora esquerda, ele possui uma pinta. O título “Nieve” está escrito flutuando sobre o peito de Arón, como nuvens brancas. " width="800" height="811" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2.png 593w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-296x300.png 296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19175" class="wp-caption-text">Arón Piper começou seu feed no Instagram do zero para promover o EP (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>ARON e MYGAL &#8211; Nieve</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a quarta temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mgLfrDFiGzs&amp;t=3s"><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não sai do forno, os atores tentam engatar sua carreira na música. A primeira foi </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-janeiro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Danna Paola</span></a><span style="font-weight: 400;">, com a chegada de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5y5Qud31YIPnxbVjzojvmK?si=NLJuBMxWRNivP9nyIqsMBQ"><i><span style="font-weight: 400;">K.O.</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Agora, foi a vez do favorito dos fãs, o apaixonante Arón Piper. Sua voz rouca marcante somada às letras alcóolicas não poderiam trazer outra imagem a não ser a sua à nossa mente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2020, Arón já havia lançado </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> soltos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5rUurAAIbMU"><i><span style="font-weight: 400;">Todo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Klb_VL_JOCE"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, provando que seu talento não fica restrito à Ander Muñoz. Neste ano, o alemão se arriscou e lançou um </span><a href="https://open.spotify.com/album/7N2JnHvKmtzGxOPjr1DcOX?si=p3-1Ej87QCuTi5A6IWZPIQ"><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com apenas cinco músicas, em sua grande maioria, acompanhado de parcerias. Entretanto, as duas primeiras canções são as que mais se destacam. A primeira, a faixa-título, traz um som parecido com chocalhos que a tornam mais calma, transmitindo a preocupação e a frustração do eu lírico. Já a segunda, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iBpVB5MbpJs"><i><span style="font-weight: 400;">Cielo Morao</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tem aquele ar caótico de uma festa baseada em doses de bebida e drogas ilícitas. Seus primeiros minutos remetem à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LrUvu1mlWco"><i><span style="font-weight: 400;">We Can’t Stop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/plastic-hearts-critica/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar delas terem ritmos totalmente diferentes, são as mais difíceis de caírem no esquecimento. A falta de uma divulgação mais engajada e uma batida mais grave em todas as canções (aquelas que fazem vibrar o coração), tornam o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> facilmente ignorável. Por enquanto, fica a torcida para que o sotaque memorável de Arón firme mais no meio musical. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ARON - Nieve [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/k35Rgmhmtgw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19435" aria-describedby="caption-attachment-19435" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-4.png" alt="Capa do extended play Charlotte, da cantora e modelo Charlotte Lawrence. Em preto branco, a cantora aparece inclinada. Seus ombros e cabeça aparecem na imagem, sua expressão é séria e sua boca está entreaberta. Seus cabelos platinados são um pouco abaixo de seus ombros. Ela usa uma regata." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-4.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-4-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-4-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-4-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19435" class="wp-caption-text">Charlotte Lawrence decepciona com compilado monótono de canções em seu novo EP (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Charlotte Lawrence &#8211; Charlotte </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Charlotte Lawrence foi uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gcMwQ_aDi_g"><span style="font-weight: 400;">ótima descoberta</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o nicho </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2017. Com sua sonoridade brilhante e personalidade sincera, a modelo conquistou um número considerável de seguidores nas redes, além de conseguir um contrato vantajoso com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Atlantic Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em março ela lançou seu segundo </span><a href="https://www.urbandictionary.com/define.php?term=EP"><i><span style="font-weight: 400;">extended play</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <i><span style="font-weight: 400;">Charlotte</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que mistura </span><a href="https://www.yourdictionary.com/midtempo#:~:text=(music)%20At%20a%20medium%20tempo%2C%20neither%20fast%20nor%20slow."><i><span style="font-weight: 400;">mid-tempos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> irritantes e infusões </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eEWGJGgBIyM&amp;ab_channel=CharlotteLawrence"><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que amargam ainda no primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">promocional </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ho3xcroioSM&amp;ab_channel=CharlotteLawrence"><i><span style="font-weight: 400;">Talk You Down</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> insiste, mas soa mais como um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0SVaz8VWE84&amp;list=PLSLVkw5NcXxnhoc1idSlmgVHcVNbW58bb&amp;index=7&amp;ab_channel=SelenaGomezVEVO"><span style="font-weight: 400;">descarte de Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nem as guitarras do renomado Ryan Tedder conseguem salvar o projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra só chama atenção no final: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mZ1FzTsIQQY&amp;ab_channel=CharlotteLawrence"><i><span style="font-weight: 400;">Why Do You Love Me</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> direto dos anos 80, com a sarcástica narrativa de Lawrence e a produção eletrizante de Charlie Puth, que remete a grandes sucessos do produtor, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nfs8NYg7yQM&amp;ab_channel=CharliePuth"><i><span style="font-weight: 400;">Attention</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CwfoyVa980U&amp;ab_channel=CharliePuth"><i><span style="font-weight: 400;">How Long</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Longe de seu ótimo antecedente</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=A_mfhKop6Qs"><i><span style="font-weight: 400;">Young</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <i><span style="font-weight: 400;">Charlotte</span></i><span style="font-weight: 400;"> é vazio e desanimador &#8211; a energia adolescente e encantadora que ela trouxe no início de sua carreira parece ter sido apagada por completo. A composição detalhista da musicista não combina com a produção datada e irritante da obra &#8211; por enquanto, é melhor ela ficar pelas passarelas. </span><b>&#8211; Laís David</b></p>
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<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charlotte Lawrence - Sin x Secret (Visual)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3UpHxsAKl0c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_19430" aria-describedby="caption-attachment-19430" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome.png" alt="Capa so EP The Great Gig in the Sky (Live at Knebworth 1990 [2021 Edit]) ainda é uma prévia do álbum ao vivo que será lançado em abril (Foto: Reprodução) do Pink Floyd, mostra homem branco usando sobretudo azul em um campo aberto. Ele esconde o rosto com uma bola vermelha. Ao fundo vemos algumas nuvens cinzas. A imagem tem uma borda preta e no canto superior esquerdo está escrito o nome da banda e em baixo o nome do EP em branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19430" class="wp-caption-text">The Great Gig in the Sky (Live at Knebworth 1990 [2021 Edit]) ainda é uma prévia do álbum ao vivo que será lançado em abril (Foto: Reprodução)</figcaption></figure><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Pink Floyd &#8211; The Great Gig in the Sky (Live at Knebworth 1990 [2021 Edit])</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Há algo especial sobre Knebworth”</span></i><span style="font-weight: 400;">, aponta o baterista Nick Manson, em comunicado à imprensa, ao relembrar apresentação histórica do </span><a href="https://open.spotify.com/artist/0k17h0D3J5VfsdmQ1iZtE9?si=19TkE9JIT0O9xlt2u6eefg"><span style="font-weight: 400;">Pink Floyd</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um dos palcos mais importantes da Inglaterra. Três décadas após juntar forças com </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/paul-mccartney/"><span style="font-weight: 400;">Paul McCartney</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/artist/6PAt558ZEZl0DmdXlnjMgD"><span style="font-weight: 400;">Eric Clapton</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/artist/3CkvROUTQ6nRi9yQOcsB50?si=eCktB5eOTnKRkjvlTBs9SA"><span style="font-weight: 400;">Genesis</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/artist/1OwarW4LEHnoep20ixRA0y?si=PbP7LoG0RRCkfHOopQr6Nw"><span style="font-weight: 400;">Robert Plant</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros vencedores do </span><em><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Silver_Clef_Award"><span style="font-weight: 400;">Silver Clef Award</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, a banda disponibilizará (em CD, </span><i><span style="font-weight: 400;">LP </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">) o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> completo no álbum ao vivo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Live at Knebworth 1990</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Previsto para ser lançado no dia 30 de abril, o álbum traz a </span><i><span style="font-weight: 400;">setlist </span></i><span style="font-weight: 400;">modesta daquela noite, mas que carrega os maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">da banda. A </span><a href="https://open.spotify.com/album/7D2HRCd98URrO9whTgmsXE?si=ZhuP-HbsSCezvJNDzuI6WQ"><span style="font-weight: 400;">parte A do</span><i><span style="font-weight: 400;"> LP</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já está disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> com as célebres </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great Gig in the Sky</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5)</span></i><span style="font-weight: 400;">. A faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Dark Side of the Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem como convidada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VGX7RxsTNmo"><span style="font-weight: 400;">Clare Torry</span></a><span style="font-weight: 400;">, vocal original que tornou a música conhecida por usar sua voz apenas como instrumento, sem cantar uma palavra sequer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a composição de cinco partes, que conta com a participação da saxofonista holandesa </span><a href="https://open.spotify.com/artist/287jMoxHzjERgHI6ja8TKa?si=hhGo40NKTny9h6yjIAK6qw"><span style="font-weight: 400;">Candy Dulfer</span></a><span style="font-weight: 400;">, abre o concerto de forma majestosa fazendo jus a atmosfera da história que assombra essa faixa. A música é um tributo a </span><a href="https://open.spotify.com/artist/6Lt3HS8R2v8Q4G7ZkUWa8R?si=pHgmm479Tneaj9jYVsMrPA"><span style="font-weight: 400;">Syd Barrett</span></a><span style="font-weight: 400;">, mente criativa e perturbada dos primeiros anos do Pink Floyd, que foi afastado por problemas com drogas e logo substituído por </span><a href="https://open.spotify.com/artist/2FcC4sDMXme2ziI7tGKMK8?si=MQEQIFphRI2vxODB7ZaONw"><span style="font-weight: 400;">David Gilmour</span></a><span style="font-weight: 400;">. Anos após a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/por-que-syd-barrett-saiu-do-pink-floyd/"><span style="font-weight: 400;">separação conturbada</span></a><span style="font-weight: 400;">, Barrett fez uma visita inesperada aos estúdios justamente enquanto a banda trabalhava na música que o eterniza (</span><i><span style="font-weight: 400;">Shine on You Crazy Diamond</span></i><span style="font-weight: 400;">). Este ano, a morte de Syd Barrett completa 15 anos. </span><strong>&#8211; Maria Carolina Gonzalez</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pink Floyd - Shine On You Crazy Diamond (Pts. 1-5) [Live at Knebworth 1990) [2021 Edit]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ZfevCGgOTTk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19442" aria-describedby="caption-attachment-19442" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-19442" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1200x1200bf-60-1-1024x1024.jpg" alt="Capa do EP Joshua Bassett de Joshua Bassett. A imagem mostra um homem branco, de cabelos cacheados pretos e camisa de renda branca, deitado sobre o capô de um carro preto. Ele segura o galho de uma planta na altura do rosto. Ao fundo vemos um céu azul com nuvens brancas. Ao redor da imagem há uma moldura branca e no canto inferior direito está escrito Joshua Bassett em letras de forma pretas." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1200x1200bf-60-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1200x1200bf-60-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1200x1200bf-60-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1200x1200bf-60-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1200x1200bf-60-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19442" class="wp-caption-text">“Então, desculpe a bagunça que eu fiz quando você era minha/Ainda estou aprendendo a amar” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Joshua Bassett &#8211; Joshua Bassett</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece um tanto piegas dizer, mas às vezes o menos é realmente mais, e no caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-janeiro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Joshua Bassett</span></a><span style="font-weight: 400;"> o mais é um exagero de ritmos e sonoridades que, ao invés de se complementarem, apenas nos desorientam. É muita informação saltando aos nossos ouvidos ao mesmo tempo e nos vemos perdidos, sem saber em que prestar atenção. Tentando atirar para todos os lados, o cantor mistura inúmeros estilos, acertando em cheio em alguns e errando o alvo em outros, como se estivesse fazendo isso de olhos vendados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As grandes estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">que leva o mesmo nome de Joshua, são </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y5qTim7XJwI"><i><span style="font-weight: 400;">Do It All Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eg2KWIpZW-U"><i><span style="font-weight: 400;">Only a Matter of Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, isso por serem também as músicas mais contidas e centradas. Em contrapartida, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WYBhSVjqQwY"><i><span style="font-weight: 400;">Sorry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abre o álbum como um tsunami sonoro que nos atordoa e anestesia para seguirmos o disco. Saltando entre o eu lírico do apaixonado e o do passivo-agressivo, Bassett mostra que sabe fazer música, mas se vê cego por sua ânsia de ser certificado com esse talento.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Joshua Bassett </span></i><span style="font-weight: 400;">era uma boa oportunidade de destaque para o músico que tem seu nome </span><a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><span style="font-weight: 400;">crescendo na boca das pessoas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Contudo, o tiro saiu pela culatra ao entregar um material sufocante que chama mais atenção por seu turbilhão do que pela técnica ou valor sentimental. Talvez, se fosse diluído entre outras faixas mais simples e contidas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">poderia ser bem digerido, mas infelizmente teremos de esperar os próximos trabalhos de Joshua para descobrir se essa intensidade é naturalmente sua ou parte de um belo pé na porta para apresentá-lo à indústria da música.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Joshua Bassett - Only A Matter Of Time (Official Music Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/eg2KWIpZW-U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p data-wp-editing="1"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-19476" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/selena_gomez_revelacion-1021x1024.jpg" alt="Selena Gomez, uma mulher branca de cabelo castanho, está em pé, usando um vestido vermelho com babados na cintura. Ela está com uma trança no cabelo. Essa trança está com uma fita vermelha, que vai até as pontas do cabelo e com um caimento de fita abaixo. No chão, existem duas cadeiras, cobertas por um pano vermelho. O fundo da imagem também é todo vermelho." width="840" height="842" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/selena_gomez_revelacion-1021x1024.jpg 1021w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/selena_gomez_revelacion-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/selena_gomez_revelacion-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/selena_gomez_revelacion-768x770.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/selena_gomez_revelacion.jpg 1077w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><span style="color: #686868; font-size: 13px; font-style: italic; background-color: transparent; text-align: inherit;">O que mais chamou a atenção no EP foi a estética impecável (Foto: Reprodução)</span></p>
<p><b>Selena Gomez &#8211; Revelación</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez está de volta com mais um projeto e, dessa vez, uma promessa de uma década: o álbum em espanhol. Há muito tempo a cantora quer fazer um trabalho que reflita sua ascendência latina paterna e finalmente aconteceu. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/revelacion-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Revelación</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nasceu e está incrível. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> que chamaram a atenção, o álbum coleciona faixas interessantes a serem exploradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora aproveitou a oportunidade e se mostrou confiante do início ao fim em um campo pouco explorado por ela. Em todas as músicas, Selena não deixa a desejar na pronúncia do idioma, mesmo que seu espanhol não seja mais fluente. </span><i><span style="font-weight: 400;">Vicio</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Adiós</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Buscando Amor</span></i><span style="font-weight: 400;"> são o </span><i><span style="font-weight: 400;">top</span></i><span style="font-weight: 400;"> 3 desse trabalho, as músicas reúnem letras desinibidas e independência emocional. O projeto conquistou o recorde de </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> solo com maior número de </span><i><span style="font-weight: 400;">#1s</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao redor do mundo e a </span><a href="https://twitter.com/PortalSelenaBR/status/1370857235451101194"><span style="font-weight: 400;">maior estreia de um <em>EP</em> feminino</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à polêmica de se </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/selena-gomez-pensa-em-aposentadoria-da-musica-e-dificil-quando-pessoas-nao-levam-voce-serio/"><span style="font-weight: 400;">aposentar da música</span></a><span style="font-weight: 400;">, o disco foi um sucesso. Um trabalho confiante, sensual e de extremo amor próprio. Selena deu o que o público sempre esperou dela, e a esperança é que ela continue assim para proporcionar mais trabalhos como esses. O que tinha tudo para ser um apanhado de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaetons</span></i><span style="font-weight: 400;">, se tornou uma virada de chave na atualidade musical da texana. <em>Revelación</em> é o primeiro passo para Selena não querer mais desistir da música. </span><b>&#8211; Giovana Guarizo</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Selena Gomez - Vicio (Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_ILiUAK5-Vw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19497" aria-describedby="caption-attachment-19497" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19497" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/scary.jpg" alt="Capa do EP Scary Hours 2, do rapper Drake. A capa é toda azul escura. No topo, está escrito Scary Hours, num fonte super estilizada e com acabamento brilhante, semelhante a um diamante. No meio da capa, está dois quadrados azuis claro. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/scary.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/scary-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/scary-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/scary-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/scary-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19497" class="wp-caption-text">Antecipando o novo disco, Drake retornou com o EP Scary Hours 2 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Drake &#8211; Scary Hours 2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Drake passou por </span><a href="https://vogue.globo.com/celebridade/noticia/2021/01/drake-atrasa-lancamento-de-novo-album-por-conta-de-rehab-depois-de-cirugia.html"><span style="font-weight: 400;">maus bocados</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos últimos meses. Depois de se hospedar um tempo numa clínica de reabilitação, o canadense cancelou o lançamento de seu futuro disco, enfrentou o período da recuperação da cirurgia no joelho e sumiu desde então. Boatos apontam que o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">já está com seu próximo sucesso pronto, gravando clipes e tudo mais. Mas, por agora, conhecemos a parte 2 do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xpVfcZ0ZcFM"><span style="font-weight: 400;">projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">Scary Hours</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O material da vez, com uma faixa a mais que o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2018, não arremata Drake longe de sua </span><a href="https://nypost.com/2021/03/05/drakes-scary-hours-2-sparks-kim-kardashian-rumors/"><span style="font-weight: 400;">zona de conforto</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também nem deveria. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3jo8E95fDqA"><i><span style="font-weight: 400;">What’s Next</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> agita o clima, que será suavizado ao lado de Lil Baby com </span><i><span style="font-weight: 400;">Wants and Needs</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=slOp_YscxxA"><i><span style="font-weight: 400;">Lemon Pepper Freestyle</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fecha </span><i><span style="font-weight: 400;">Scary Hours 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> na melhor nota do trabalho, performada junto de Rick Ross por mais de seis minutos. Drake comemorou os </span><a href="https://rap24horas.com.br/2021/03/15/drake-quebra-recorde-insano-estreando-3-novas-musicas-no-top-3-da-billboard/"><span style="font-weight: 400;">recordes quebrados</span></a><span style="font-weight: 400;">, e bem que poderia usar essa energia para finalmente nos mostrar o que aprontou para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_MYd4tcB4Gw"><i><span style="font-weight: 400;">Certified Lover Boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Drake - What’s Next (Official Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3jo8E95fDqA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h3><b>Músicas</b></h3>
<figure id="attachment_19112" aria-describedby="caption-attachment-19112" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/elza-soares-nos-single-.jpg" alt="Capa do single Nós de Elza Soares. Vemos metade do rosto de Elza, uma mulher negra de 90 anos. Ela usa delineado preto nos olhos. O restante da imagem é preenchido por seu cabelo cacheado e preto. Na parte superior lê-se Nós em branco e abaixo lê-se ELZA SOARES em marrom" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/elza-soares-nos-single-.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/elza-soares-nos-single--300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/elza-soares-nos-single--150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/elza-soares-nos-single--768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19112" class="wp-caption-text">Nós mulheres, fortes, unidas, de mãos dadas, estamos aí. Ainda precisamos lutar muito e lutaremos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Elza Soares &#8211; Nós </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Março é um mês marcado pela comemoração do Dia Internacional da Mulher. Data, essa, usada para lembrar a importância dos direitos e igualdade feminina. No dia em que lutamos para nossa voz ecoar mais forte, a mulher do fim do mundo lançou a regravação do </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://open.spotify.com/track/2qbFrgT5c1sOqGGSMwj5B9?si=OAxWBuZbS4-TxTlbYnxygA"><i><span style="font-weight: 400;">Nós</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em homenagem a data. Além da canção, </span><a href="https://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/https://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elza Soares</span></a><span style="font-weight: 400;"> também apareceu no especial </span><a href="https://personaunesp.com.br/falas-femininas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Falas Femininas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, depondo sobre ser mulher nos tempos de hoje e dando voz à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PFBzfCf2Uic"><i><span style="font-weight: 400;">O Que Se Cala</span></i></a>,<span style="font-weight: 400;"> do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Deus é Mulher</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inédita na voz da cantora, a música já mostrou sua potência no fim do segundo milênio com gravação de </span><a href="https://open.spotify.com/track/0cN7RFTwvomWbnRn3a6aYW?si=PNG--7GuQMqNGMRRTv0NCw"><span style="font-weight: 400;">Cássia Eller</span></a><span style="font-weight: 400;"> mas, dessa vez, tem uma força diferente vindo da intérprete, uma força de 90 anos de luta. A canção ainda conta com um belíssimo videoclipe repleto de fotos da cantora e com a letra nas manchetes do jornal. Elza Soares é resistência e acerta em cheio tudo aquilo que se propõe a fazer. </span><i><span style="font-weight: 400;">Nós</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro lançamento musical da carioca em 2021 e prepara o campo para brilhantes trabalhos durante o ano. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan </b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Elza Soares - Nós (Videoclipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qX9JkffiP5w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19177" aria-describedby="caption-attachment-19177" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19177" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-1.png" alt="Capa do single Till Forever Falls Apart. A imagem mostra uma mulher de cabelos loiros esvoaçantes e roupa amarela abraçando um homem de cabelos curtos escuros, branco e de blusa branca. Ao fundo vemos um céu nublado com tons de cinza, azul e rosa. A imagem está embaçada e no meio há o nome do single escrito em branco." width="800" height="796" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-1.png 1125w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-1-300x298.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-1-1024x1019.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-1-768x764.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19177" class="wp-caption-text">“Eu juro que serei seu para sempre/Até que para sempre se desfaça” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ashe e FINNEAS &#8211; Till Forever Falls Apart</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em março, completamos um ano de quarentena. Um ano trancados em nosso isolamento e tendo nas artes o principal amparo. Em meio a tantas emoções intensas, a música ganhou novos patamares conseguindo imprimir todo esse drama em melodias embaladas solenemente. E é desse caos controlado e dos gritos modulados que Ashe e FINNEAS entregam</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=gWdjDwYuejI"><i><span style="font-weight: 400;">Till Forever Falls Apart</span></i></a>,<span style="font-weight: 400;"> como uma trilha de sensações exorbitantes que nos submergem na intensidade de sua composição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora que ganhou destaque depois de sua participação na trilha de </span><a href="https://personaunesp.com.br/para-todos-os-garotos-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Para Todos Os Garotos: P.S. Ainda Amo Você</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mostra ser muito mais do que apenas uma </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/One-hit_wonder"><i><span style="font-weight: 400;">one-hit wonder</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao se juntar a FINNEAS, que aos poucos vem perdendo o cargo de “irmão da Billie Eilish&#8221; para traçar seu próprio legado. E se não bastasse todo o poder emocional que melodia e letra transmitem, o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">veio acompanhado de um clipe igualmente melancólico e belo. A fotografia apagada em contraste com os tons amarelados e azulados criam uma atmosfera cinematográfica que nos impede de piscar enquanto o assistimos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez seja muita pretensão colocar a canção, bem como todos seus elementos visuais e sonoros, no mesmo patamar de grandes obras milenares. Mas de que outra forma teríamos de classificar </span><i><span style="font-weight: 400;">Till Forever Falls Apart</span></i><span style="font-weight: 400;"> senão como um exemplo cru e óbvio de excelência artística? O <em>single</em>, que merecia um lugar em museus de todo o mundo, é a evocação do poder que a música tem sobre nós.<strong> &#8211; </strong></span><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ashe &amp; FINNEAS - Till Forever Falls Apart (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gWdjDwYuejI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19405" aria-describedby="caption-attachment-19405" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-19405" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/foxes-kathleen-1-1024x1024.jpg" alt="Capa do single Kathleen, da cantora Foxes. O rosto dela compõe a maior parte da capa, apoiado para a esquerda com um fundo azul por trás e sua mão esquerda apoiada em sua frente com a frase “and her name is Kathleen” escrita em letras cursivas e azuis. Foxes é uma mulher caucasiana de cabelos pretos e lisos e olhos castanhos." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/foxes-kathleen-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/foxes-kathleen-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/foxes-kathleen-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/foxes-kathleen-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/foxes-kathleen-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19405" class="wp-caption-text">“Eu jurava que por um minuto/Você podia ver através de mim/E você lia para mim como sempre fez/E seu nome era Kathleen” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Foxes &#8211; Kathleen</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em abril, a britânica Louisa Rose Allen, conhecida pelo nome artístico Foxes, quebra seu hiato com o lançamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://diymag.com/2021/03/18/foxes-kathleen"><i><span style="font-weight: 400;">Friends in the Corner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu primeiro disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/6fpZzsdzd04nqiDPWnF2iw?si=KISjZbb2QlKNL41AX1mwOg"><span style="font-weight: 400;">desde 2016</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele reúne todos os </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><span style="font-weight: 400;">lançados desde a volta da cantora ao cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2020, incluindo o recém-lançado </span><a href="https://open.spotify.com/track/5GvYvRNu7aZREXorC4QgG5?si=e679edf8fddb4e36"><i><span style="font-weight: 400;">Kathleen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Inspirado em uma conversa que ela teve com sua avó, Kathleen Allen, a música é uma homenagem simples e melódica à ela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de começar com versos simples e diretos, um refrão breve e energético revela as raízes </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">da artista, que repete animadamente as palavras de Kathleen sobre amor, término e a não se prender ao passado. Foxes usa </span><a href="https://open.spotify.com/album/6fpZzsdzd04nqiDPWnF2iw?si=KISjZbb2QlKNL41AX1mwOg"><span style="font-weight: 400;">as mesmas técnicas dos últimos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para criar composições que não necessariamente se distanciam de seus trabalhos anteriores, mas que parecem dar outro tom às suas canções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O videoclipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kathleen</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha bem as palavras da musicista, mostrando uma bela dança de balé que traduz visualmente o diálogo na letra e a admiração da cantora por essa figura que claramente significa tanto para ela. Apesar do ritmo acabar se tornando repetitivo na parte final, há uma bela inserção do áudio original da conversa que consegue terminar belamente essa homenagem.<strong> &#8211;</strong> </span><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Foxes - Kathleen (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/ZBumaX7l_XY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19480" aria-describedby="caption-attachment-19480" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19480" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/urias-foi-mal.jpg" alt="Capa do single Foi Mal, de Urias. A imagem é em preto e branco e mostra apenas o rosto da artists, uma mulher negra, de cabelos escuros lisos e franja. Ela está ao centro, olhando diretamente para a câmera. Urias usa delineador nos olhos e uma maquiagem que desenha um ponto circular claro embaixo de cada olho. Ela também usa um batom escuro, que é mais escuro próximo ao contorno da boca. Urias usa muitos colares de brilhantes ciculares, um em cima do outro. em volta do rosto da artista, existe algo que parece a boca de um crocodilo, com os dentes afiados cercando seu rosto," width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/urias-foi-mal.jpg 924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/urias-foi-mal-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/urias-foi-mal-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/urias-foi-mal-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19480" class="wp-caption-text">O novo single de Urias tem o apoio do projeto Black Voices do YouTube, cujo objetivo é impulsionar o trabalho de artistas negros do mundo inteiro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Urias &#8211; Foi Mal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Urias já foi modelo, </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;">, assistente pessoal de Pabllo Vittar e agora é artista musical. No final de 2019, a mineira de 25 anos estreou na cena </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional através do </span><a href="https://open.spotify.com/album/3ZJmusyzCc79aNfzOBdYdM?si=2PbKZbo-TDO9Q1DBWE9iag"><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;">, já se consagrando como uma promessa de sucesso pelo seu estilo único e inovador, e assim ela segue em seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. Imersa na sonoridade da música brasileira dos anos 90, </span><a href="https://open.spotify.com/album/3lyJq0y5LfHEXycMqzsKoB?si=2zErMRBuSVW53PHeDIG7hA"><i><span style="font-weight: 400;">Foi Mal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma nova faceta de Urias, que até então conhecida pela sua atitude e poder, agora faz um desabafo íntimo e vulnerável sobre as dores e delícias do fim de um </span><i><span style="font-weight: 400;">amor ruim</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;"> característico, no entanto, não é sufocado pelo sofrimento. </span><i><span style="font-weight: 400;">Foi Mal</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode até soar melodramático &#8211; e isso não é necessariamente um defeito, vale destacar -, mas Urias vive a fossa como uma exímia </span><span style="font-weight: 400;">diva</span><span style="font-weight: 400;"> no videoclipe charmoso da canção. Com produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Brabo Muisc Team</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; assinatura comum em grandes sucessos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro que surgem na voz de Anitta, Iza e Luísa Sonza -, o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> é poderoso na profundidade do eu-lírico da artista e prepara o terreno para seu novo e primeiro disco, que deve ser lançado ainda no primeiro semestre de 2021. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="URIAS - FOI MAL (OFFICIAL MUSIC VIDEO)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fXQuOxUC-Co?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19176" aria-describedby="caption-attachment-19176" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19176" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-2.png" alt="Capa do Single Sacrifice. Mostra Bebe Rexha, mulher branca, de cabelos loiros e soltos, com uma roupa preta justa e decotada. Ela tem os braços cruzados acima da cabeça e usa luvas pretas até os cotovelos. Ela usa ainda um óculos de sol preto. Sua imagem está em um tom esverdeado neon e ao lado esquerdo vemos escrito em pé, na cor verde, Sacrifice em letras estilizadas e ao lado Bebe Rexha e Sacrifice, novamente. O fundo da imagem é preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-2.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-2-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-2-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-2-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-2-1200x1200.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19176" class="wp-caption-text">“Quando se trata de mim, estou pronto para a vida/Então me diga, você sacrificaria?” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Bebe Rexha &#8211; Sacrifice</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elevando os patamares de f</span><i><span style="font-weight: 400;">emme fatale</span></i><span style="font-weight: 400;"> para sua proposta mais literal possível, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vTAOh1ARBOI"><i><span style="font-weight: 400;">Sacrifice</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">entrega as batidas agitadas do fim dos anos 1990 e início dos 2000 com uma roupagem própria que mostra a influência das grandes divas da época, como Christina Aguilera, sem perder personalidade. Bebe Rexha sabe como contrastar sua voz particular com um ritmo agitado próprio para as festas pós-pandemia. Entretanto, toda essa estética </span><a href="https://personaunesp.com.br/sol-da-meia-noite-critica/"><span style="font-weight: 400;">baseada no sobrenatural</span></a><span style="font-weight: 400;"> que cerca a canção é apenas uma roupagem que esconde sua mesmice.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um clipe empolgante e visualmente bonito, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sacrifice </span></i><span style="font-weight: 400;">na verdade se mantém na mesma temática, ritmo e sonoridade de tantas outras produções anteriores da cantora. Entrando em um ciclo vicioso, Rexha cria expectativas monumentais que são quebradas com músicas que passam aquela sensação de </span><i><span style="font-weight: 400;">“já escutei isso antes”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O que torna tudo mais triste é saber do poder e da potência da cantora, que tem qualidades mais do que suficientes para entregar produções monumentais, mas se mantém na segurança de sua estagnação. <strong>&#8211; </strong></span><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bebe Rexha - Sacrifice [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vTAOh1ARBOI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19433" aria-describedby="caption-attachment-19433" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19433" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-3.png" alt="Capa do single On the ground de ROSÉ. Mostra a cantora, mulher branca asiática, deitada com apenas metade do rosto a mostra. Ela tem os cabelos platinados. No canto inferior esquedo vemos a inscrição -R- em amarelo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-3-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-3-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-3-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19433" class="wp-caption-text">ROSÉ é a primeira cantora do gênero k-pop a entrar na lista das paradas britânicas, a cantora estreou na 43ª posição entre as músicas mais tocadas no Reino Unido na semana do lançamento de seu primeiro single solo, On The Ground (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>ROSÉ &#8211; On The Ground  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atingindo o novo recorde de artista </span><i><span style="font-weight: 400;">sol</span></i><span style="font-weight: 400;">o de </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> com mais visualizações no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">, em seu primeiro projeto a parte do grupo </span><a href="https://open.spotify.com/artist/41MozSoPIsD1dJM0CLPjZF?si=5DGrWHosTzif29TuORr_7Q"><span style="font-weight: 400;">BLACKPINK</span></a><span style="font-weight: 400;">, ROSÉ obteve aproximadamente 42 milhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">views</span></i><span style="font-weight: 400;"> no período de 24 horas pós-lançamento de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://youtu.be/CKZvWhCqx1s"><i><span style="font-weight: 400;">On The Ground</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O sucesso de sua composição é mais uma conquista para a carreira da cantora </span><span style="font-weight: 400;">neozelandesa</span><span style="font-weight: 400;">, que agora investiu em um projeto individual, paralelo ao seu trabalho como integrante de uma das </span><i><span style="font-weight: 400;">girl group</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/blackpink-the-album-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais famosas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da indústria musical até o momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alcançando tanto sucesso, percebemos que toda a dedicação de ROSÉ em seu primeiro <em>single</em> álbum está sendo compensada tanto a ela, quanto também para nós, admiradores do grupo e suas integrantes. O </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><em><span style="font-weight: 400;"> solo</span> </em><a href="https://open.spotify.com/album/5BQcoDfcZ8aBcikYX9B7Ob?si=krnjX2VMR02Ked3f3n7HcA"><i><span style="font-weight: 400;">R</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, contém duas faixas, </span><a href="https://youtu.be/fjp4thii1WY"><i><span style="font-weight: 400;">Gone</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/CKZvWhCqx1s"><i><span style="font-weight: 400;">On The Ground</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma canção sobre </span><span style="font-weight: 400;">amadurecimento, amores e desilusões, que já chegou aclamada com um clipe que intercala entre explosões e campos floridos. Além de uma produção audiovisual impecável, essa música </span><span style="font-weight: 400;">é uma demonstração do potencial da artista, que </span><span style="font-weight: 400;">deixou todos nós ansiosos para saber quais serão os próximos passos de sua carreira.</span> <b>&#8211; Gabriel Brito de Souza</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ROSÉ - &#039;On The Ground&#039; M/V" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CKZvWhCqx1s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19180" aria-describedby="caption-attachment-19180" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19180" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-3.png" alt="Capa do Single Real Grove. A imagem tem um fundo preto com pontos de luz, representando o espaço. Na parte superior está escrito Real Groove em branco, no meio da imagem temos as inscrições Kylie X Dua Lipa em letras neon roxas estilizadas e na parte inferior aparece a inscrição Studio 2054 em branco e ao lado está escrito Initial Talk Remix em roxo." width="800" height="823" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-3.png 697w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-3-292x300.png 292w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19180" class="wp-caption-text">“Sinta meu batimento cardíaco/É o mesmo velho sentimento vindo sobre mim esta noite” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Kylie Minogue, Dua Lipa e Initial Talk </b><b>(Studio 2054)</b><b> &#8211; Real Groove Remix </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sensação reconfortante da nostalgia pode ser por vezes traiçoeira, pois nos cega de comodidade enquanto aproveita para reproduzir em uma mesmice desnecessária. Entretanto, não é isso que acontece no </span><i><span style="font-weight: 400;">remix </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6rg0B-GbubY"><i><span style="font-weight: 400;">Real Groove</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Kylie Minogue traz toda a sua estética sonora, que se consolida a anos, com uma nova pitada de frescor ao lado da mais recente ganhadora do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><span style="font-weight: 400;">Melhor Álbum</span><i><span style="font-weight: 400;"> Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">Vocal</span><span style="font-weight: 400;">, Dua Lipa, tendo como bônus o nome de </span><a href="https://open.spotify.com/artist/0YQmcNgfnoqxBMJ8dcw3Eh?si=_F6wXd0xRAGyIKhAjeuxXw"><span style="font-weight: 400;">Initial Talk</span></a><span style="font-weight: 400;"> no time.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Intensa é a melhor palavra para definir essa música que é empolgante e ao mesmo tempo saudosa. As tradicionais batidas oitentistas de Minogue se misturam com o </span><i><span style="font-weight: 400;">tecnopop </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 90 e com todo o respiro de inspiração que vimos surgir em 2020 com nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a própria </span><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lipa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo se torna ainda mais gratificante de se escutar nessa, que é a </span><a href="https://open.spotify.com/track/3MySeyJCAKyPkTRvlvq7gm?si=a4f9a73b2a86472e"><span style="font-weight: 400;">segunda versão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;">, por trazer ainda mais inovação e distinção a uma canção que já era, por si só, imponente. </span><b>&#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Real Groove (feat. Dua Lipa) (Studio 2054 Initial Talk Remix)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/6rg0B-GbubY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19554" aria-describedby="caption-attachment-19554" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-19554" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1-1024x1024.png" alt="Capa do single AMOR PIRATA do cantor Jão. No centro da imagem está Jão, um homem branco, com cabelo escuro curto e barba rala. Ele veste um terno preto, uma camisa branca e uma gravata borboleta preta. Há respingos de água nele. No canto superior esquerdo, há um retângulo vazado com bordas brancas e com algumas palavras em branco. Abaixo desse retângulo, está escrito AMOR PIRATA com uma fonte branca. O fundo da imagem é um mar." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19554" class="wp-caption-text">O último lançamento de Jão foi Anti-Herói em 2019 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Jão &#8211; AMOR PIRATA  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cantor Jão, que não possuía novas músicas desde 2019, parece que chegou neste ano com sua nova era. </span><a href="https://open.spotify.com/album/6HcH3KCqC0zl8gmZrCthuc?si=36397474ea344419&amp;nd=1"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançada em </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-fevereiro-2021/"><span style="font-weight: 400;">fevereiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi o pontapé inicial, e em março, </span><a href="https://open.spotify.com/track/5K5g0QQZI1a1ZS3Ag7CU5f?si=b8d0f7ff153a4b54"><i><span style="font-weight: 400;">AMOR PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem para acrescentar no repertório do paulista. As composições destes novos trabalhos parecem casar e não fogem de um amor mais desapegado. Jão sofre mais uma vez, mas agora parece estar aproveitando algum lado positivo dessa história. Com uma letra e uma melodia alegre, ele pode alcançar lugares diferentes com essas novas canções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cantor lançou também um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nLdrO6tV5XM"><span style="font-weight: 400;">clipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> que possui uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">que se conecta muito bem com a melodia. O vídeo apresenta o Jão como um marinheiro que é encantado por uma sereia e levado ao fundo do mar. Com isso, o nome da música revela um duplo sentido. Um que se conecta com a letra e o outro com a história retratada no clipe. Com esses novos trabalhos, a gente não se apaixona por Jão só na sexta-feira.</span><b> &#8211;</b> <b>Ana Beatriz Rodrigues</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jão - AMOR PIRATA" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/nLdrO6tV5XM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19179" aria-describedby="caption-attachment-19179" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19179" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-4.png" alt="Capa do single Leave the Door Open. Mostra, no meio da imagem, o rosto de dois homens desenhados. O primeiro tem cabelos armados em Black Power, usa um óculos, tem barba e tem a boca aberta. O segundo, à direita, usa uma boina, óculos escuros, tem barba e sorri.No topo da imagem está escrito Silk Sonic e logo abaixo dos dois rostos vemos escrito Bruno Mars e Anderson .Paak, abaixo aparece “with special guest host bootsy collins”. A imagem é beje com as inscrições e desenhos em marrom. Ao redor dela há uma linha marrom a emoldurando." width="640" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-4.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-4-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/nota-4-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19179" class="wp-caption-text">&#8220;Eu não estou fazendo nenhum joguinho/Todas as palavras que eu digo vem direto do coração&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Silk Sonic, Bruno Mars e Anderson .Paak &#8211; Leave the Door Open</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata da indústria da música muito se fala sobre renovação, criação de eras e reinvenções constantes. Artistas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/miss-americana-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/lady-gaga-10-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lemonade-amor-confianca-empoderamento/"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> ilustram magnificamente cada uma de suas fases criando estéticas próprias e singulares, sempre trazendo novidades por vezes inimagináveis, afinal, quem se quer sonhou que Swift passaria de </span><a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em tão pouco tempo? Contudo, essa pressão da indústria que pede por recriações se restringe apenas às musicistas, que são taxadas de “folgadas” ou “sem graça” quando ousam reutilizar um estilo, enquanto músicos, como Bruno Mars, são aclamados como inovadores ao entregarem </span><a href="https://personaunesp.com.br/nobody-is-listening-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais do mesmo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA"><i><span style="font-weight: 400;">Leave the Door Open</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é suave, gostosa de se escutar e um tanto cativante, isso não podemos negar. Mas onde está a inovação? Não seria essa apenas uma réplica barata de canções já entregues pelo cantor? Isso definitivamente não precisaria ser um problema caso sua aprovação pela crítica não fosse embasada em uma suposta revolução no som de Mars.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Empregando uma estética visual e sonora que data do fim da década de 70 e início da de 80, o músico decepciona em seu tão aguardado </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao lado de .Paak e Silk Sonic. O que nos resta agora é aguardar pelo mais novo álbum do cantor, prometido para os próximos meses, e torcer para que o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">seja apenas um desvio de sua criatividade. Sabemos do potencial de Bruno e por isso rezamos para que ele seja usado.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bruno Mars, Anderson .Paak, Silk Sonic - Leave the Door Open [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/adLGHcj_fmA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19293" aria-describedby="caption-attachment-19293" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19293" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/aly-and-aj-pretty-places.jpeg" alt="Capa do single Pretty Places, do duo Aly &amp; AJ. O título do single está centralizado na parte de cima, com letras brancas e curvas contrastando com um céu azul escuro do crepúsculo. Ao longe, uma paisagem montanhosa e árida recebe os últimos raios de Sol. A linha do horizonte é quebrada pela silhueta de uma mulher olhando para a direita, de costas para a câmera, encoberta nas sombras. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/aly-and-aj-pretty-places.jpeg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/aly-and-aj-pretty-places-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/aly-and-aj-pretty-places-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/aly-and-aj-pretty-places-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19293" class="wp-caption-text">“Assistir o Sol subir, se pôr, no mesmo dia/Qual foi o último dia que você fez isso?/Cantando para o rádio, não se preocupe, baby/Com as janelas abaixadas, consigo sentir o ar da noite” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Aly &amp; AJ &#8211; Pretty Places</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento do novo álbum </span><a href="https://alyandaj.ffm.to/atouchofthebeat"><i><span style="font-weight: 400;">a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se aproximando, o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> Aly &amp; AJ revelou seu terceiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">no início de março. </span><a href="https://open.spotify.com/track/465IQvyDIpnizvUbZ8ULyo?si=1c673f3caed04d0d"><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Places</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que chega após as batidas românticas de </span><a href="https://open.spotify.com/track/11wR9PrHL8cW9fdQOjX15L?si=91c07f070cdc49b2"><i><span style="font-weight: 400;">Slow Dancing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2000 de </span><a href="https://open.spotify.com/track/3AyINldeVk1tkHuPGRvW0i?si=4bfbb382da3542df"><i><span style="font-weight: 400;">Listen!!!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, complementa os ritmos ecléticos do novo disco das irmãs Michalka. Inspirado pelo</span><i><span style="font-weight: 400;"> rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 60 e 70, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Places</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura a sensação de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">road trip</span></i><span style="font-weight: 400;"> através das planícies californianas que as irmãs chamam de lar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O violão é o instrumento mais marcante da nova faixa, ecoando o ritmo e o compasso do </span><i><span style="font-weight: 400;">country rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano, deixando claro que o novo ciclo delas é pautado na diversidade de estilos musicais. Apesar do recente sucesso da regravação explícita de </span><a href="https://open.spotify.com/track/2ieu0FHqTpBUrMoCFVL3cb?si=41401d1813e24aa8"><i><span style="font-weight: 400;">Potential Breakup Song</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as duas já confirmaram </span><a href="https://www.bustle.com/entertainment/aly-aj-new-album-wont-sound-like-potential-breakup-song"><span style="font-weight: 400;">não querer repetir seus sucessos</span></a><span style="font-weight: 400;">, optando por aumentar cada vez mais seu repertório instrumental e se manterem fiéis às suas letras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sentimento é de sair em busca de novos começos e deixar o passado para trás: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Todos os lugares lindos/Nos tiram de onde a dor está/Esse céu aberto/Deixando o passado para trás/Eu iria, por todos os lugares lindos”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O videoclipe que acompanha a música reflete esses temas em sua estética, mostrando elas viajando num conversível enquanto a melodia </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá ritmo às suas experiências. Descrita pelo próprio <em>duo</em> como “</span><a href="https://twitter.com/alyandaj/status/1367715585543393282"><i><span style="font-weight: 400;">a música que elas mais gostaram de ter escrito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Places</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ode às grandes e simples jornadas que fazemos em busca da felicidade. <strong>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</strong></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Aly &amp; AJ - Pretty Places (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/NxpW4B3WBg8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19522" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/9-1.png" alt="Capa do single Num Corpo Só/Coração Em Desalinho. À esquerda vemos um homem negro. Ele veste uma roupa cinza e touca cinza. Em suas mãos há um banjo. À direita vemos um homem negro, seu cabelo é crespo e preto. Ele veste uma roupa branca. Há um pandeiro em suas mãos. Ao centro há uma roda de samba com várias pessoas. Na parte inferior lê-se em branco AO VIVO. Abaixo lê-se em vermelho QUINTAL DOS PRETTOS. Abaixo lê-se em branco NUM CORPO SÓ/CORAÇÃO EM DESALINHO. Abaixo lê-se em vermelho (PART ESPECIAL - MARIA RITA). Em toda imagem há um efeito de luzes." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/9-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/9-1-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/9-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/9-1-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><span style="color: #686868; font-size: 13px; font-style: italic; background-color: transparent; text-align: inherit;">Convidada mais que especial, Maria Rita fez a festa no Quintal dos Prettos (Foto: Reprodução)</span></p>
<p><b>Quintal dos Prettos e Maria Rita &#8211; Num Corpo Só / Coração em Desalinho (Ao Vivo)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yO_EF0rcj6U"><span style="font-weight: 400;">Quintal dos Prettos</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um roda de samba na qual, diga-se de passagem, é um dos primeiros lugares que pretendo ir pós-vacina. Um dos melhores pagodes de São Paulo, o quintal mantém o formato clássico das rodas acústicas, referenciando grandes nomes da música brasileira. Em 2019, os irmãos Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira convidaram </span><a href="https://personaunesp.com.br/segundo-maria-rita-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Maria Rita</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/amarelo-emicida-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emicida</span></a><span style="font-weight: 400;">, Arlindinho e Salgadinho para esquentar a tarde fria de São Paulo com a gravação de um DVD no Maria Zélia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse mês foi disponibilizado nas plataformas digitais a gravação feita em participação da grandiosa Maria Rita. O </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a junção de dois grandes clássicos na voz da cantora: </span><a href="https://open.spotify.com/track/0cd4IKnWfrMmpfUUOzIukJ?si=ByWyPrpFRB2eUONjx61lGw"><i><span style="font-weight: 400;">Num Corpo Só / Coração em Desalinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira é composição de um dos maiores mestres do samba, Arlindo Cruz, e acompanha Maria desde seu primeiro disco de samba, o </span><a href="https://open.spotify.com/album/6oExFGPwXHfHwBFsgQsUC9?si=LBtQXgdMSjGofxyKembQmw"><i><span style="font-weight: 400;">Samba Meu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A segunda já foi trilha de novela e é composta por Monarco, baluarte da Portela que é a escola de coração da cantora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A emoção da gravação está na voz do povo. Maria Rita puxa </span><i><span style="font-weight: 400;">Num Corpo Só / Coração</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">em Desalinho</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem fazer o uso de microfone, tendo seu vocal abafado pelo calor do público. A  cantora, que é dona da</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zwZGZvAPZ3I"><i><span style="font-weight: 400;">voz mais potente do Brasil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mostra sua forte presença de palco enquanto se diverte com a cantoria da roda. O </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> é produzido levando a ferro e fogo o ditado repetido por Maria em todo </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“A voz do povo é a voz de Deus”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Num Corpo Só / Coração em Desalinho - Part. Maria Rita - Quintal dos Prettos - [DVD Oficial}" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/k9SnMovhCn4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19525" aria-describedby="caption-attachment-19525" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19525" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/12.png" alt="Capa do single de Beautiful Mistakes de Maroon 5 e Megan Thee Stallion. A imagem mostra o nome da música em letras brancas, centralizado na imagem. Abaixo vemos a inscrição, também em branco, “featuring Megan Thee Stallion''. O fundo da imagem é uma mistura das cores laranja, rosa, azul, vermelho e roxo, que formam um desenho psicodélico." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/12.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/12-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/12-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/12-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19525" class="wp-caption-text">“Lindos erros/Eu invento dentro da minha cabeça” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Maroon 5 e Megan Thee Stallion &#8211; Beautiful Mistakes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é sempre que bons artistas entregam boas músicas, e esse é o caso do mais novo </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do Maroon 5, </span><a href="https://youtu.be/BSzSn-PRdtI"><i><span style="font-weight: 400;">Beautiful Mistakes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em parceria com Megan Thee Stallion. A canção chiclete, que parece mais o resgate de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 2000 negado pela banda em oportunidades anteriores, irrita com suas batidas genéricas e enjoativas. Talvez a melhor forma de nos referirmos a essa música é como preguiçosa, afinal, repetir incansavelmente os mesmos três </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">não é sinônimo de grandes produções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se já não bastasse a escolha duvidosa, o clipe que acompanha o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">é a cereja desse bolo que nos dá náuseas. No mínimo estranha, a escolha por uma estética psicodélica acabou por cair na breguice. Nem mesmo a voz aveludada de Adam Levine, que parece melhorar com o tempo, ou o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">recitado pela maravilhosa </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><span style="font-weight: 400;">Stallion</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguem salvar a produção. A combinação dos timbres é interessante, se encaixa como luva e, definitivamente, merecia mais do que a bizarrice de </span><i><span style="font-weight: 400;">Beautiful Mistakes</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Maroon 5 - Beautiful Mistakes ft. Megan Thee Stallion (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BSzSn-PRdtI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19498" aria-describedby="caption-attachment-19498" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19498" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/spin.jpg" alt="Capa do single Spinning, de No Rome, Charli XCX e The 1975. A capa é branca e tem o desenho dos 3 cantores em traços pretos cartunescos. À esquerda, está Matty Healy, de toca pontuda, moletom e mãos nos bolsos. Ao meio, está No Rome, usando óculos quadrados, brincos nas orelhas e com a barba por fazer. À direita, está Charli XCX, com cabelos na altura dos ombros, top e calças jeans e fazendo um sinal com dois dedos levantados com a mão esquerda. Abaixo deles, em faixa pequena, está escrito NO ROME featuring Charli XCX &amp; The 1975. E abaixo disso, em fonte maior, SPINNING. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/spin.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/spin-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/spin-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/spin-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/spin-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19498" class="wp-caption-text">Comandada pela produção de No Rome. a parceria entre The 1975 e Charli XCX finalmente está entre nós (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>No Rome, Charli XCX e The 1975 &#8211; Spinning</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tem ninguém que goste tanto de trabalhar na pandemia quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/how-im-feeling-now-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;"> (ok, talvez apenas </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2021/02/11/taylor-swift-anuncia-nova-versao-de-fearless-com-seis-musicas-ineditas.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">). A bola da vez é a </span><a href="https://www.indiepop.com.br/no-rome-the-1975-charli-xcx/#:~:text=Quem%20%C3%A9%20No%20Rome%3F,MILH%C3%95ES%20de%20visualiza%C3%A7%C3%B5es%20no%20YouTube."><span style="font-weight: 400;">formação de um supergrupo</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao lado de seus amigos do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/the-1975/"><span style="font-weight: 400;">The 1975</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de No Rome. Ao que parece, o projeto gerará um álbum de estúdio completo e cheio das milhões de influências e peculiaridades de cada um dos artistas. O tira-gosto é </span><i><span style="font-weight: 400;">Spinning</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde Matty Healy e Charli dividem os vocais, deixando No Rome no comando da mesa de som, e os meninos da banda ao fundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A faixa não é inspiradora, irreverente ou propriamente refrescante. A </span><a href="https://twitter.com/no_rome/status/1358641845920698369?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1358641845920698369%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fwww.indiepop.com.br%2Fno-rome-the-1975-charli-xcx%2F"><span style="font-weight: 400;">união destes 3 talentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ensurdecer pelo barulho excessivo e a criatividade aflorada, e o material disponível é aquém das expectativas. Healy e Charli parecem distantes demais do microfone, e os instrumentos engolem suas belas vozes britânicas. Em formato animado pelo isolamento social, o clipe </span><a href="https://www.bandwagon.asia/articles/no-rome-release-song-spinning-supergroup-collaboration-with-charli-xcx-the-1975-dirty-hit-2021"><span style="font-weight: 400;">não empolga</span></a><span style="font-weight: 400;">. O supergrupo, ainda sem nome (mas será que vai ter nome?), tem mais coisas no forno. Dedos cruzados para ser </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ql4wn9M0fho"><span style="font-weight: 400;">melhor que </span><i><span style="font-weight: 400;">Spinning</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="No Rome - Spinning (ft. Charli XCX &amp; The 1975)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ql4wn9M0fho?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19557" aria-describedby="caption-attachment-19557" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19557 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-6.png" alt="Capa do single Dancing With The Devil da Demi Lovato. No centro da imagem, vemos a cantora Demi Lovato, mulher jovem e branca com cabelo longo preto, com as mãos na cintura. Ela veste um vestido laranja e com a edição de asas de borboletas. Na parte superior da imagem, há o escrito DEMI LOVATO na cor preta. Embaixo, está escrito dancing with the devil the art of starging over. O fundo da imagem é verde musgo com alguns detalhes em branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-6.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-6-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-6-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-6-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19557" class="wp-caption-text">O documentário Demi Lovato: Dancing with the Devil está sendo lançado pelo YouTube (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Demi Lovato &#8211; Dancing With The Devil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato teve seu </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://open.spotify.com/album/66iecOgRs3V9I0Ux27kDQK?si=nAA6AnPNR-WeRHFfdZfavA"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing With The Devil</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">homônimo do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jTiiD8L811w"><span style="font-weight: 400;">documentário da cantora</span></a><span style="font-weight: 400;">, é uma canção que reflete a dor que ela sentiu no momento em que passou por uma overdose em 2018. A situação que quase levou a morte aconteceu 3 dias após a cantora escrever </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bOuD63ur_aU"><i><span style="font-weight: 400;">Anyone</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">a composição que marcou o retorno de Demi ao mundo da música no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">2020</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WiOzElnZSe8"><span style="font-weight: 400;">canção</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma carta aberta de dor da cantora e um relato reflexivo sobre como o mundo da música pode ser horrível. Nos seus 4 minutos de duração, a composição é chocante e extremamente comovente. Sem dúvidas do seu talento, Demi passa as suas emoções para essa produção com a sua voz que atravessa as barreiras de sentimentos. A realidade distorcida, citada na música, é, infelizmente a triste vivência de Lovato que não tínhamos ideia da dimensão. </span><b>&#8211; Ana Beatriz Rodrigues</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Demi Lovato - Dancing With The Devil (Official Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/w7ThosiDZ8A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19515" aria-describedby="caption-attachment-19515" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19515" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/taylor-swift-love-story-1024x1024.jpg" alt="Capa do single You All Over Me de Taylor Swift com a participação de Maren Morris. A imagem mostra Taylor, mulher branca, com uma blusa solta, branca, e os cabelos, também soltos, esvoaçantes. Ela tem o rosto virado para o lado direito. A imagem é em tons de dourado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/taylor-swift-love-story-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/taylor-swift-love-story-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/taylor-swift-love-story-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/taylor-swift-love-story-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/taylor-swift-love-story.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19515" class="wp-caption-text">Agora totalmente nas mãos da cantora, Fearless (Taylor&#8217;s Version) está programado para chegar no mês de abril (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift e Maren Morris &#8211; You All Over Me (From The Vault) (Taylor&#8217;s Version)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vem sendo meses realmente bons para os fãs de </span><a href="https://personaunesp.com.br/miss-americana-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">, em especial para aqueles que se apaixonaram pela cantora ainda em seu começo de carreira. Retornando ao seu lado mais </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, a musicista lançou a inédita </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XKaMUm7YwZc"><i><span style="font-weight: 400;">You All Over Me</span></i></a>,<span style="font-weight: 400;"> ao lado de Maren Morris. Essa, que é a primeira faixa inédita das 6 que irão compor a regravação do disco</span> <a href="https://f5.folha.uol.com.br/musica/2021/02/taylor-swift-lancara-regravacao-do-album-fearless-para-recuperar-os-direitos.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Fearless</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, resgata a sonoridade mais tradicional de Swift em moldes vocais atuais e bem mais maduros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seria fácil escutar essa canção ao lado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">willow</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">cardigan</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Por mais que não tragam a mesma sonoridade, uma vez que as músicas dos últimos álbuns de Taylor puxem para uma pegada </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, a mais recente canção consegue imprimir uma estética que dá continuidade a sua discografia, mudando mas nunca destoando de sua proposta. Assim como migrou aos poucos do </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">para a sonoridade que escutamos em </span><a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, agora vemos a mais recente vencedora do Álbum do Ano no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">retornando a suas origens também de forma gradual, nos encantando ainda mais, se é que isso é possível. </span><b>&#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift ft. Maren Morris - You All Over Me (From The Vault) (Official Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XKaMUm7YwZc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19530" aria-describedby="caption-attachment-19530" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19530" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cover-3.jpg" alt="Capa do single MONTERO, de Lil Nas X. A imagem tem como cenário o céu de uma pintura renascentista religiosa, com Lil Nas X representando figuras divinas nas nuvens. Ele aparece duas vezes na imagem, no canto inferior esquerdo deitado e pelado apontando a mão para cima, e no canto superior direito, também pelado, mas segurando um arco e flecha e olhando para a câmera." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cover-3.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cover-3-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cover-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cover-3-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19530" class="wp-caption-text">Literalmente divino (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Lil Nas X &#8211; MONTERO (Call Me By Your Name)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Blasfêmia vende, e todo mundo sabe disso. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=79fzeNUqQbQ&amp;ab_channel=Madonna">Madonna</a> já usou, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=niqrrmev4mA&amp;ab_channel=LadyGagaVEVO">Lady Gaga</a> também, assim como muitos outros artistas. Mas desde o início dos anos 2010, fazia tempo que alguém não utilizava do artifício com tanto primor, e gerava tamanho estardalhaço. Talvez Gaga saturou a heresia e demorou uns 10 anos para as pessoas se chocarem novamente? Ou a geração </span><i><span style="font-weight: 400;">TikToker </span></i><span style="font-weight: 400;">nem lembra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alejandro</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wagn8Wrmzuc"><i><span style="font-weight: 400;">Judas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e quem dirá </span><i><span style="font-weight: 400;">Like a Prayer</span></i><span style="font-weight: 400;">? Não dá para saber. A verdade é que Lil Nas X além de saber escrever boas canções, é um gênio do </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sua própria carreira <a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2019/07/11/old-town-road-tiktok/">surgiu dos </a></span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2019/07/11/old-town-road-tiktok/"><i><span style="font-weight: 400;">memes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: ele colocava </span><i><span style="font-weight: 400;">Old Town Road</span></i><span style="font-weight: 400;"> em vídeos engraçados e espalhava nas redes sociais, e a música estourou após o ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">yeehaw challenge</span></i><span style="font-weight: 400;">’ no Tico e Teco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A antecipadíssima </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6swmTBVI83k&amp;ab_channel=LilNasXVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO (Call Me By Your Name)</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">cumpriu totalmente sua promessa. <a href="https://twitter.com/lilnasx/status/1281311946810068992?lang=en">Anunciada meses atrás</a> por Nas e tendo seu lançamento enrolado ao máximo para gerar </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;">, fez valer a espera. Deixando o clipe de lado, vemos aqui mais uma vez o talento do artista com palavras e melodias, e sua força como cantor negro e gay, uma raridade no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mais ainda no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para os que achavam que </span><i><span style="font-weight: 400;">Old Town Road</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria sua coroação como </span><i><span style="font-weight: 400;">one-hit wonder</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i><span style="font-weight: 400;"> prova exatamente o contrário. <strong>&#8211;</strong></span><b> Jho Brunhara</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lil Nas X - MONTERO (Call Me By Your Name) (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6swmTBVI83k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h3><b>Clipes</b></h3>
<div class="jetpack-video-wrapper">
<figure id="attachment_19432" aria-describedby="caption-attachment-19432" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19432" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2.png" alt="Capa do álbum Hot Pink de Doja Cat. Mostra a cantora, sem roupa e com uma luva rosa até a altura do ombro, de lado com os cabelos rosas soltos. Na lateral esquerda vemos o nome do álbum e na lateral direita o nome dela em leb=tras brancas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19432" class="wp-caption-text">Após o sucesso do single Streets com o &#8216;silhouette challenge&#8217;, um sensual desafio do TikTok, Doja Cat aproveitou a disparada lançando um clipe sexy e envolvente que combinou com todos os aspectos da música (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Doja Cat &#8211; Streets  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da sua recente performance como uma das atrações do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> norte-americana Doja Cat tem alavancado sua carreira cada vez mais com seus </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sucesso no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, como é o caso da música </span><a href="https://youtu.be/jJdlgKzVsnI"><i><span style="font-weight: 400;">Streets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de seu último álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/album/1MmVkhiwTH0BkNOU3nw5d3?si=6PIklJsFRTStIvxYX3j_6Q"><i><span style="font-weight: 400;">Hot Pink</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Próximo de sua apresentação em uma das maiores premiações musicais do mundo, a cantora lançou o tão esperado clipe da faixa, depois do </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a composição recebeu através do </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/entertainment/celebs/a35363450/silhouette-tik-tok-challenge-explained/"><i><span style="font-weight: 400;">&#8216;silhouette challenge&#8217;</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que invadiu as redes sociais nos últimos meses, além dos muitos pedidos de seus seguidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova produção audiovisual da artista inicia com a mesma, como um manequim na vitrine de uma loja em frente a uma rua congestionada, mas que ao decorrer da cena e a forma como o outro personagem a observa muda totalmente o clima da história. A transição de um ritmo instrumental para uma mistura de</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop </span></i><span style="font-weight: 400;">eletrônico </span><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, torna a música, junto a cena, em um ritmo mais sensual e atraente que nos cativa a continuarmos envolvidos pelo encanto de Doja Cat. Esse mais atual lançamento é um presente ao olhos e ouvidos dos amantes de seus trabalhos, além de um mimo para seu aclamado álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/album/1MmVkhiwTH0BkNOU3nw5d3?si=6PIklJsFRTStIvxYX3j_6Q"><i><span style="font-weight: 400;">Hot Pink</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <b>&#8211; Gabriel Brito de Souza</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Doja Cat - Streets (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jJdlgKzVsnI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19499" aria-describedby="caption-attachment-19499" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19499" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/szaa.jpg" alt="Capa da música Good Days da cantora SZA. Na capa, vemos SZA bebê, mas com tatuagens no rosto. Ela é uma criança negra, de cabelo preso num coque alto e veste um moletom estampado colorido. Em sua testa, em letra cursiva, está escrito Good Days, e ela tem um desenho ao lado do olho direito também. O fundo é uma floresta desfocada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/szaa.jpg 719w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/szaa-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/szaa-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19499" class="wp-caption-text">Ainda sem qualquer notícia do sucessor de CTRL, SZA continua soltando músicas soltas cheias de qualidade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>SZA &#8211; Good Days</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada no dia de Natal de 2020, </span><a href="https://twitter.com/szaupdatesbr/status/1342465693967642624"><span style="font-weight: 400;">aniversário da falecida avó</span></a><span style="font-weight: 400;"> da cantora, </span><a href="https://www.virgula.com.br/musica/sza-e-transportada-para-mundo-fantastico-no-clipe-de-good-days/"><i><span style="font-weight: 400;">Good Days</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez muito mais sucesso do que SZA ou sua gravadora inicialmente projetaram. Tanto que o clipe só veio agora, meses depois da chegada da faixa. Cantando sobre as expectativas colocadas em si mesma, a artista é menos pontiaguda do que vimo-nas ser no </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas as composições elevam o grau de qualquer inspiração mundana ou simplória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O clipe, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2p3zZoraK9g"><span style="font-weight: 400;">dirigido pela própria, assinando como Solana</span></a><span style="font-weight: 400;">, mistura o lúdico com a dança. Deslumbrada pelo mundo dos sonhos, SZA se move ao som de seus pensamentos e motivações, ela desliza num </span><i><span style="font-weight: 400;">pole dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> na biblioteca. Explorando cada vez mais sua </span><a href="https://twitter.com/camilladelucas/status/1342475893982302213"><span style="font-weight: 400;">gama de talentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, a artista finaliza</span><i><span style="font-weight: 400;"> Good Days</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um trecho de </span><a href="https://twitter.com/sza/status/1347468813713895426"><i><span style="font-weight: 400;">Shirt</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, próximo </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">da era. Anuncia o CD logo, SZA, tem criança doente esperando aqui! </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="SZA - Good Days (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/2p3zZoraK9g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19556" aria-describedby="caption-attachment-19556" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19556" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1-1.png" alt="Capa do álbum Plastic Heart de Miley Cyrus. A imagem mostra Miley, mulher branca de cabelos claros, com uma blusa regata com inscrições em preto, luvas pretas, pulseiras e colares. Ela tem os cabelos curtos e a mão direita apoiada no rosto. Ao lado direito vemos escrito o nome do álbum em letras estilizadas rosas. A imagem inteira é em preto e rosa e tem um efeito em suas bordas para que pareça plástico. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1-1-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-1-1-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19556" class="wp-caption-text">“Todos estamos ansiosos para estarmos juntos novamente e isso pode acontecer mais cedo do que imaginamos. Cada um de nós pode ajudar a deter a pandemia nos vacinando e juntos podemos fazer a experiência da música ao vivo se tornar real de novo”, defende Miley em seu novo videoclipe (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Miley Cyrus &#8211; Angels Like You</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/miley-cyrus/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez de seu novo clipe um meio para reforçar a mensagem mais importante do momento. O lançamento do mês da artista é o vídeo da graciosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=19IG7ZfaxZ8"><i><span style="font-weight: 400;">Angels Like You</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> novo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> de seu álbum mais recente, </span><a href="https://personaunesp.com.br/plastic-hearts-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Plastic Hearts</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música é sua casa perfeita, e Cyrus usa seu espaço para rolar no gramado, expressar a saudade que sente de viver a música ao vivo, enaltecer o trabalho de quem enfrentou a pandemia na linha de frente e reforçar a importância da prevenção à doença e da vacinação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Co-dirigido pela própria, o vídeo não abusa da sorte em tempos pandêmicos e aproveita as gravações da apresentação que Miley fez no pré-</span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4LHlVOdt-Os"><i><span style="font-weight: 400;">SuperBowl</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">2021 para uma plateia de profissionais da saúde já vacinados contra a covid-19. É claro que o vídeo é pouco para quem já nos entregou obras icônicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Wrecking Ball</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> mas, contextualizando a situação atual que é muito mais importante que qualquer capricho, Cyrus acerta em cheio mais uma vez ao honrar os verdadeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">anjos</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos doze meses. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Miley Cyrus - Angels Like You (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Y0ORhLyJWuc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19500" aria-describedby="caption-attachment-19500" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19500" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sin.jpg" alt="Capa do CD Sin Miedo, da cantora Kali Uchis. Na capa, Kali está em pé, rodeada pelas letras que formam o nome do CD. Ela é uma mulher latina, de pele clara, veste acessórios pretos, como botas, calcinha, sutiã e longas luvas. Ela tem duas asas enormes e pretas. A cor da capa é rosa e o nome do cd aparece em branco. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sin.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sin-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sin-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19500" class="wp-caption-text">O TikTok define o destino das canções: fez sucesso? Ganha clipe! (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Kali Uchis – telepatía</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pandemia limitou os recursos, mas despertou o senso de exploração de novos talentos, e colocou Kali Uchis para dirigir o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bn_p95HbHoQ"><span style="font-weight: 400;">clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">telepatía</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, destaque máximo de </span><a href="http://miojoindie.com.br/critica-kali-uchis-sin-miedo-del-amor-y-otros-demonios-%E2%88%9E/"><i><span style="font-weight: 400;">Sin Miedo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum em espanhol que saiu meses atrás mas continua fresco e cheio de sensualidade. Com o sucesso da faixa no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, Kali resolveu capitalizar ainda mais em cima da canção, e o resultado final é </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/conheca-kali-uchis-cantora-latina-nascida-nos-eua-que-desafia-estereotipos-da-industria-24223605"><span style="font-weight: 400;">digno de seus trabalhos anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Respeitando o núcleo da música (a falta de contato humano) e o isolamento social, a colombiana espreme o </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/03/kali-uchis-e-pura-sensualidade-no-clipe-de-telepatia/"><span style="font-weight: 400;">suco do desejo </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nunca tocando seu objeto de afeto e fantasia. O sentimento é transmitido pelo filtro açucarado do vídeo, pelos </span><i><span style="font-weight: 400;">takes </span></i><span style="font-weight: 400;">de Uchis honrando um cabaré latino e pelos próprios figurinos provocantes da cantora. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Kali Uchis – telepatía [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bn_p95HbHoQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h3><b>Performances</b></h3>
<figure id="attachment_19467" aria-describedby="caption-attachment-19467" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/justin-bieber-tiny-desk-band-1024x1024.jpg" alt="Imagem da performance de Justin Bieber no Tiny Desk. Na imagem, Justin, um homem branco, de cabelos médios loiros, veste uma camisa branca e um boné verde escuro acinzentado com a aba para virada para trás. O artista está tocando um teclado vermelho com um microfone à usa frente. Ele olha para as teclas do instrumento com uma expressão serena. A fotografia mostra Justin levemente de lado, posicionado mais à esquerda da imagem, e ao fundo, no lado direito, pode-se observar um dos instrumentistas de sua banda. Ele é um homem negro, de cabelos longos trançados, veste uma camisa xadrez amarelada e toca uma guitarra clara. toda a imagem é colorida em tons de vermelho." width="800" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-19467" class="wp-caption-text">Promovendo seu novo disco, Justin Bieber mostra o potencial de sua música no Tiny Desk (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Justin Bieber no Tiny Desk</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/justin-bieber/"><span style="font-weight: 400;">Justin Bieber</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz deveria ser crime. É tortura o que se sente ao ouvir os últimos registros sonoros do artista conhecendo seu potencial enquanto musicista. No ao vivo, Justin voa. Interpretação, arranjo, repertório… Tudo se transforma em ouro quando ele se entrega e sente prazer no que está fazendo. Um pouco disso é recuperado em seu álbum recém-lançado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Justice</span></i><span style="font-weight: 400;">, e tudo é provado em sua apresentação no </span><a href="https://www.youtube.com/user/nprmusic"><i><span style="font-weight: 400;">Tiny Desk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que traz versões ao vivo das principais canções do disco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele começa brando, com a bateria &#8211; sempre um de seus instrumentos favoritos &#8211; flutuando no hino de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pvPsJFRGleA"><i><span style="font-weight: 400;">Holy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e acompanhando as melodias de sua voz, limpa e equilibrada. Em seguida, somos presenteados com uma versão maravilhosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tQ0yjYUFKAE"><i><span style="font-weight: 400;">Peaches</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> que já se destaca dentre a </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum. Na </span><span style="font-weight: 400;">performance</span><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> se transforma num </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> delicioso &#8211; muito longe do que ele fez em </span><a href="https://personaunesp.com.br/changes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Changes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; liderado pelos teclados de Bieber, que ainda protagonizam um </span><i><span style="font-weight: 400;">jamming</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um toque de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> junto dos outros instrumentos de sua &#8216;</span><em><span style="font-weight: 400;">banda incrível&#8217;</span></em><span style="font-weight: 400;">, como ele mesmo elogia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das melhores faixas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Justice</span></i><span style="font-weight: 400;"> se transforma em algo ainda melhor na versão que ele apresenta no </span><i><span style="font-weight: 400;">Tiny Desk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Iniciada como um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> acústico, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LWeiydKl0mU"><i><span style="font-weight: 400;">Hold On</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> cresce em direção a um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> perfeito para cantar bem alto num festival de música. O mesmo é com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KIK3azN4w34"><i><span style="font-weight: 400;">Anyone</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que encerra com louvor os melhores 15 minutos de Justin Bieber em anos. Ficamos aqui, esperando que ele encontre o caminho maravilhoso que está bem debaixo de seu nariz e entenda que nasceu para fazer aquilo, exatamente daquele jeito. E boa parte dos mais de 11 mil comentário do vídeo concordam comigo. </span><strong>&#8211; Raquel Dutra</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Justin Bieber: Tiny Desk (Home) Concert" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Su6kidaGW_8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_19436" aria-describedby="caption-attachment-19436" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19436 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1.png" alt="Imagem da performance de Harry Styles no Grammy. O cantor está posicionado no meio de um palco com um terno de couro preto e um boá verde enrolado no pescoço que vai até seus joelhos. Ele é um homem branco, de cabelos castanhos curtos. Ao fundo vemos uma esfera refletindo uma luz dourada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19436" class="wp-caption-text">Pela primeira vez indicado a premiação, Harry Styles concorreu nas categorias de Melhor Álbum Pop Vocal com Fine LIne e Melhor Vídeo Musical com Adore You, mas não venceu as categorias (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Harry Styles no Grammy 2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Responsável por abrir o </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> de 2021 com sua voz, Harry Styles performou, novamente, a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WZclQ5jvcUM"><i><span style="font-weight: 400;">Watermelon Sugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mais tarde venceu a categoria de Melhor Performance <em>Solo</em> de <em>Pop</em> na noite. No mínimo peculiar, a apresentação chamou a atenção por ir contra as últimas aparições do cantor. Apresentando uma versão muito mais sensual do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, com pitadas bem dosadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, Styles conseguiu dar uma cara nova ao </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> chiclete.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se apoiando em uma estética </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-night-at-the-opera-45-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">glam rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"><em> à la</em> Freddie Mercury, sua roupa de couro e o boá de plumas verdes foram o real destaque. Mesmo com o desgaste que a música de seu mais recente álbum, </span><a href="https://personaunesp.com.br/fine-line-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fine Line</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sofre, é inegável que algo diferente surgiu no palco da premiação. Claro que preferíamos ter escutado outra das inúmeras canções de Styles, mas para não chorar pelo que nunca teremos, é mais vantajoso aproveitar o frescor dessa performance que foi no mínimo icônica. <b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></span></p>
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<figure id="attachment_19469" aria-describedby="caption-attachment-19469" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tmp_82PnGA_2b74b5cafd5cc90a_GettyImages-1307104188-1024x1024.jpg" alt="Imagem da apresentação de DaBaby no Grammy 2021. Na imagem, o artista, um homem negro de cabelos raspados, está de costas, regendo seu coral de braços abertos. ele veste um terno, sapatos e luvas brancas cobertas de brilhantes. Na extremidade esquerda e direita da imagem, pode-se observar duas pessoas que compõem o seu coral, ambas mulheres de idade mais avançada brancas que vestem túnicas pretas e estão em cima de um púlpito. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tmp_82PnGA_2b74b5cafd5cc90a_GettyImages-1307104188-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tmp_82PnGA_2b74b5cafd5cc90a_GettyImages-1307104188-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tmp_82PnGA_2b74b5cafd5cc90a_GettyImages-1307104188-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tmp_82PnGA_2b74b5cafd5cc90a_GettyImages-1307104188-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tmp_82PnGA_2b74b5cafd5cc90a_GettyImages-1307104188-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tmp_82PnGA_2b74b5cafd5cc90a_GettyImages-1307104188.jpg 1328w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19469" class="wp-caption-text">Indicado a Melhor Canção e Performance de Rap pela segunda vez consecutiva, DaBaby se apresentou pela primeira vez no Grammy e mostrou que veio para ficar (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>DaBaby no </b><b>Grammy </b><b>2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> que iniciou sua carreira sob o nome de </span><span style="font-weight: 400;">Baby Jesus</span><span style="font-weight: 400;"> transformou sua apresentação no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021 numa celebração espirituosa. Com direito a coral </span><i><span style="font-weight: 400;">gospel</span></i><span style="font-weight: 400;">, instrumentos clássicos e uma cenografia celestial, DaBaby performou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bEe2ohaO8BA"><i><span style="font-weight: 400;">ROCKSTAR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao lado de seu colaborador, Roddy Ricch, e com participação especial do veterano do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> Anthony Hamilton, que conduziram a </span><span style="font-weight: 400;">performance</span><span style="font-weight: 400;"> quando o artista deixou o microfone no centro do palco para reger seu coro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música foi indicada a Melhor Canção de <em>Rap</em>, Gravação do Ano e Melhor Colaboração de <em>Rap</em>, é um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum mais recente do artista, </span><i><span style="font-weight: 400;">BLAME IT ON BABY</span></i><span style="font-weight: 400;">, que dentre muitas colaborações com nomes de peso, como Quavo, Future e Ashanti, traz também uma canção em parceria com Artista Revelação do ano, Megan Thee Stallion. Na noite do dia 15 de março, DaBaby não levou nenhum gramofone pra casa, mas deixou sua marca gloriosa no palco mais importante da indústria da música. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b><span style="font-weight: 400;">  </span></p>
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<figure id="attachment_19537" aria-describedby="caption-attachment-19537" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/15.png" alt="A imagem é uma foto da performance de Post Malone no Grammy 2021. Na foto, Post está segurando um microfone com as duas mãos. Post é um homem branco, de cabelos castanhos claros e curtos e tatuagens no rosto; ele veste uma jaqueta de couro preta com detalhes de cruz espalhados, uma camiseta preta e usa um colar com uma cruz. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/15.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/15-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/15-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/15-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19537" class="wp-caption-text">Post Malone tinha sido indicado em 3 categorias da premiação (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Post Malone no Grammy 2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de sair de mais um </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> com as mãos vazias, Post Malone não deixou de registrar sua evolução musical na premiação. Trazendo uma atmosfera gótica e medieval, que também compõe a estética de seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">último álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, o <em>rapper</em> optou por performar a faixa que também dá nome a ele, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood’s Bleeding</span></i><span style="font-weight: 400;">. E, que, ironicamente, contém uma letra que denuncia as mazelas do meio artístico, e foi cantada em um dos eventos </span><a href="https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2021/03/weeknd-diz-que-vai-boicotar-o-grammy-para-sempre.html"><span style="font-weight: 400;">mais problemáticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> da indústria da música. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase isolado no palco, Malone apostou por completo nos seus próprios vocais, beirando à rouquidão. Como apoio, ele contou com um coral ao seu redor, que sustentaram ainda mais o conceito da performance. Ficou faltando apenas emendar com uma entrada de Ozzy Osbourne cantando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LYa_ReqRlcs"><i><span style="font-weight: 400;">Take What You Want</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para entregar uma apresentação tão memorável quanto sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q2r8luTFKE4"><span style="font-weight: 400;">parceria com o Red Hot Chilli Peppers</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">2019</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>&#8211; V</strong><b>itória Silva</b></p>
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<figure id="attachment_19437" aria-describedby="caption-attachment-19437" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19437" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2.png" alt="Imagem da apresentação do BTS no Grammy 2021. Mostra os 7 integrantes organizados em formato de V, todos vestidos com ternos. Da esquerda para a direita suas roupas são preta, branca, branca, preta, laranja, amarelo e laranja. Ao fundo vemos o teto do local coberto por flores lilás, rosas, brancas e verdes." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19437" class="wp-caption-text">Os cantores sul-coreanos do BTS tiveram sua primeira indicação ao Grammy em 2021, entretanto já haviam performado na premiação no ano anterior ao lado de Lil Nas X (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>BTS no Grammy 2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso do </span><a href="https://personaunesp.com.br/blackpink-light-up-the-sky-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou até os palcos da mais importante premiação da música. Concorrendo por Melhor Performance de <em>Pop</em> <em>Duo</em>/Grupo, os astros sul-coreanos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/map-of-the-soul-7-critica/"><span style="font-weight: 400;">BTS</span></a><span style="font-weight: 400;">, não levaram nenhum gramofone para casa, mas marcaram a noite com uma apresentação dinâmica e eletrizante, digna de quero mais. Trazendo toda a estética de seu estilo musical, o grupo dançou, cantou e brincou com todo o espaço do evento com o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gdZLi9oWNZg"><i><span style="font-weight: 400;">Dynamite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A apresentação que começou um tanto simples se tornava, passo a passo, mais complexa e empolgante conforme seus sete membros deslizavam, com toda a propriedade do mundo, pelos quatro cantos da cerimônia. Até mesmo quem não gosta de </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem que admitir estar no mínimo cativado pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aaoWVje50yk"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> que uniu o som aveludado da banda à agitação e dinamismo que o <em>Grammy</em> pedia. Encerrando no topo do prédio, com a vista panorâmica de L.A., o BTS provou que mesmo sem seu gramofone eles não estão para brincadeiras e que, em 2022, é bem capaz de os vermos ainda mais na premiação.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_19470" aria-describedby="caption-attachment-19470" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19470" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/megan-e-cardi-grammy-2021-1024x1024.jpg" alt="Imagem da apresentação de Cardi B e Megan Thee Stallion no Grammy 2021. Na imagem, as duas artistas estão em cima de uma cama. Cardi, uma mulher negra, veste uma peruca rosa curta e está deitada na cama, apoiando seus cotovelos e mexendo no cabelo com a mão direita. Megan, também uma mulher negra de cabelos lisos, castanhos e longos, está ajoelhada em cima de Cardi, com a mão direita levantada. A foto é toda colorida em tons de rosa e roxo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/megan-e-cardi-grammy-2021-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/megan-e-cardi-grammy-2021-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/megan-e-cardi-grammy-2021-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/megan-e-cardi-grammy-2021-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/megan-e-cardi-grammy-2021-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/megan-e-cardi-grammy-2021.jpg 1333w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19470" class="wp-caption-text">O Grammy 2021 não teve Beyoncé, mas teve funk brasileiro na performance lendária de Cardi B e Megan Thee Stallion (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Megan Thee Stallion e Cardi B no Grammy 2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira vez de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/megan-thee-stallion/"><span style="font-weight: 400;">Megan Thee Stallion</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi memorável. Transbordando confiança, a artista brilhou em sua </span><span style="font-weight: 400;">performance</span><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7PBYGu4Az8s"><i><span style="font-weight: 400;">Body</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> premiado como Melhor Canção e Performance de <em>Rap</em> e indicado a Gravação do Ano, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lEIqjoO0-Bs"><i><span style="font-weight: 400;">Savage Remix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, Beyoncé não nos agraciou com sua participação na apresentação enquanto parceira na canção de Megan, mas o espaço da insubstituível </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;"> não ficou no negativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Artista Revelação de 2021 foi acompanhada pela icônica e querida </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/cardi-b/"><span style="font-weight: 400;">Cardi B</span></a><span style="font-weight: 400;">, que intervalou a </span><span style="font-weight: 400;">performance</span><span style="font-weight: 400;"> da novata com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais recente, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rCiBgLOcuKU"><i><span style="font-weight: 400;">Up</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Então, as duas se encontraram numa apresentação enérgica e grandiosa de outro sucesso que provocaram juntas nos últimos meses, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hsm4poTWjMs"><i><span style="font-weight: 400;">WAP</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O melhor, no entanto, ficou para o final. Cardi e Megan incluíram na canção um </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">de Pedro Sampaio e colocaram a cultura popular brasileira para todo o mundo ouvir na premiação mais importante da música. O que dizer sobre isso? Apenas lendárias. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_19438" aria-describedby="caption-attachment-19438" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19438" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3.png" alt="Igame da performance da banda Haim no Grammy 2021. A imagem mostra uma mulher branca, de cabelos loiros soltos, segurando um baixo e de vestido e coturnos pretos na esquerda. Ao centro vemos outra mulher branca de cabelos castanhos soltos, com um vestido dourado e coturnos pretos, segurando uma guitarra. No canto direito há uma mulher branca sentada atrás de uma bateria branca, ela está com uma blusa sem mangas preta e tem os cabelos castanhos soltos. Ela segura duas baquetas no ar." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19438" class="wp-caption-text">As irmãs Danielle, Este e Alana concorreram pela primeira vez ao Grammy 2021 nas categorias Melhor Performance de Rock e Álbum do Ano, perdendo ambas as categorias (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>HAIM no Grammy 2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os amantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">sentiam falta de um poder feminino aos moldes de Stevie Nicks, entregando segurança vocal com ritmo e melodias sonoras mais do que bem construídas, sem precisar apelar para falsetes exagerados. E foi exatamente com isso que HAIM nos presenteou em sua performance no palco do <em>Grammy</em> de 2021. As irmãs se preocuparam mais em entregar um espetáculo sonoro do que um visual, e acertaram em cheio na sua aposta ao cantarem </span><a href="https://twitter.com/i/status/1371254546249482243"><i><span style="font-weight: 400;">The Steps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem grandes elementos, mudanças de roupas ou cenários monumentais, a banda se destaca por tocar, e trocar, seus instrumentos ao vivo. Mostrando que são mais do que capazes de deixarem sua marca na música, HAIM abriu caminho para novas indicações e apresentações na premiação, exibindo todo o seu talento que merece ser exaltado. Para quem não as conhecia, essa foi a oportunidade perfeita de entrar em contato com seu nível de qualidade extraordinário, e para os fãs devotos, a apresentação mais aqueceu os corações.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_19481" aria-describedby="caption-attachment-19481" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-19481" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-pumas-2021-grammy-1024x1024.jpg" alt="Imagem da apresentação de Black Pumas no Grammy 2021. Na imagem, o vocalista da dupla, Eric Burton, um homem negro de cabelos trançados num comprimento médio, está ao centro. Eric veste um terno de uma estampa de arabesco preta e branca e uma touca preta. O artista também está segurando sua guitarra laranja semo tocar e cantando no microfone que está à sua frente. Eric olha para cima e está com a mão direita sob o coração. Ao fundo, pode-se observar parte do cenário do palco, com muitas luzes amarelas, e um pedaçõ do logo da dupla, feito com letras em caixa alta amarelas escrevendo o nome do duo." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-pumas-2021-grammy.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-pumas-2021-grammy-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-pumas-2021-grammy-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/black-pumas-2021-grammy-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19481" class="wp-caption-text">Quem mais liderou a apresentação do duo Black Pumas no Grammy 2021 foi o vocalista Eric Burton (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Black Pumas no </b><b>Grammy </b><b>2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Black Pumas explodiu suas </span><span style="font-weight: 400;">cores</span><span style="font-weight: 400;"> na noite do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021. O </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresentou seu o </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> psicodélico através de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9pv99NXcpRU"><i><span style="font-weight: 400;">Colors</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> principal de seu disco homônimo de estreia, junto de uma banda apaixonada e de um </span><i><span style="font-weight: 400;">backing</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">vocal</span></i><span style="font-weight: 400;"> divino. O centro das atenções, no entanto, não teve como fugir do casamento dos agudos perfeitos do vocalista Eric Burton, com os </span><i><span style="font-weight: 400;">solos</span></i><span style="font-weight: 400;"> de guitarra de Adrian Quesada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois nomes passaram de indicados a Artista Revelação de 2020 para concorrentes a Álbum e Gravação do Ano em 2021 com a versão <em>D</em></span><i><span style="font-weight: 400;">eluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco que os revelou no ano passado. Mesmo que este não seja mais uma vez o ano de Black Pumas, a riqueza do som da dupla é um fato, que não deixou nada a desejar em sua </span><span style="font-weight: 400;">performance</span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_19439" aria-describedby="caption-attachment-19439" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19439" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/4.png" alt="Imagem da apresentação de Taylor Swift no Grammy de 2021. A imagem mostra um solo verde suspenso e inclinado sobre o qual a cantora está sentada com a perna direita esticada e a esquerda flexionada. Ela tem as mão apoiadas atrás do corpo e a cabeça para cima. Taylor é uma mulher branca, de cabelos loiros presos em tranças ao redor da cabeça, e usa um vestido azul com detalhes em dourado. Ao fundo vemos uma floresta escura com alguns pontos de luz e abaixo do chão suspenso a silhueta de uma pessoa com um violão. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/4.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/4-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/4-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/4-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19439" class="wp-caption-text">Com o gramofone conquistado na edição de 2021, Taylor Swift já acumula 11 Grammys (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift no Grammy 2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo uma floresta mágica para os palcos do <em>Grammy</em>, </span><a href="https://youtu.be/Uzii44SDYFA"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos entregou um compilado de algumas das principais músicas de seus dois últimos álbuns. Sedentos por uma apresentação ao vivo da cantora, fomos agraciados com todo o encanto e beleza do folclore criado por ela. Ao unir o fantasioso à mistura do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop, country </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, Swift ofereceu um prato cheio de emoções para aqueles que a acompanham há uma década e meia e um convite para quem se aventura agora por sua sonoridade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome da musicista foi marcante em 2020 ao lançar dois álbuns surpresas &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; um </span><a href="https://personaunesp.com.br/miss-americana-critica/"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">e uma apresentação comentada, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2020/"><i><span style="font-weight: 400;">the long pond studio sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar do distanciamento e do recente cancelamento de sua turnê, que seria a primeira a passar pelo Brasil, Swift fez seu ano cheio de altos e trouxe tudo isso para o palco da premiação. Ao lado dos músicos Jack Antonoff e </span><span style="font-weight: 400;">Aaron Dessner, Taylor embalou a noite ao trazer as canções </span><i><span style="font-weight: 400;">cardigan</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> august</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> willow</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencendo a categoria de Álbum do Ano por </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;"> no fim da noite, a cantora mostrou para quem quisesse ver que ela merece o título. Muito mais do que apenas um compilado de músicas bem interpretadas ao vivo, o que Swift fez foi nos imergir em seu mundo fantasioso ao ponto de nos esquecermos de que ela não era a única a performar na noite. Chamativa por sua delicadeza e marcante por sua comoção, Taylor pôde provar, mais uma vez, que ela é a própria indústria da música.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_19482" aria-describedby="caption-attachment-19482" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19482" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bruno-mars-anderson-paak-grammy-2021-1024x1024.jpg" alt="Imagem da apresentação de Bruno Mars e Anderson .Paak no Grammy 2021. Na imagem, Bruno, um homem negro de cabelos cacheados, veste um terno e óculos de sol levemente transparentes, ambos da cor caramelho, e está do lado esquerdo, mais à frente. Anderson, também um homem negro, veste a mesma roupa de Mars e um óculos também caramelo mas com brilho prateado ao redor das lentes e uma boina marrom, e está do lado direito, um pouco mais ao fundo. Os dois estão cantando e ao fundo da imagem pode-se observar a cenografia do palco, tomada apenas por um fundo escuro que imita um céu estrelado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bruno-mars-anderson-paak-grammy-2021-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bruno-mars-anderson-paak-grammy-2021-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bruno-mars-anderson-paak-grammy-2021-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bruno-mars-anderson-paak-grammy-2021-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bruno-mars-anderson-paak-grammy-2021.jpg 1078w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19482" class="wp-caption-text">Vencedor em Melhor Performance de Rap Melódico, Anderson .Paak (ao fundo) se deslocou para o soul e R&amp;B na hora de se apresentar ao lado de Bruno Mars no Grammy 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Mars e Anderson .Paak no </b><b>Grammy</b><b> 2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil resistir aos encantos do som <i>80s</i> de Bruno Mars e ao charme que essa característica ganhou junto de Anderson .Paak. Sob um fundo estrelado e docemente vestidos em tons caramelo, os artistas flutuaram nas melodias e harmonias de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA"><i><span style="font-weight: 400;">Leave the Door Open</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, novo <em>single</em> que promoveu o projeto da dupla junto da banda Silk Sonic no <em>Grammy </em>2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem diga que Bruno nasceu para fazer aquilo e que a mudança no estilo de .Paak é um acerto, há também os que se incomodam com a brincadeira de Michael Jackson, e ainda há quem use o exemplo dos músicos para nos relembrar do privilégio dos artistas masculinos. Entre as opiniões divididas, Bruno se sente em casa no passado e Anderson .Paak pareceu amar viajar no tempo junto de Mars no palco da premiação. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_19440" aria-describedby="caption-attachment-19440" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19440" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5.png" alt="Imagem da apresentação de Dua Lipa o Grammy 2021. A imagem mostra a cantora, mulher branca de cabelos e olhos castanhos, em frente a um microfone rosa cheio de brilho. Ela usa um sobretudo, também rosa, assim como um cropped da mesma cor por baixo, ambos brilhantes. Ela tem a mão direita segurando o microfone e à esquerda para baixo. Ao fundo vemos um painel em tons de roxo que parecem remeter a um céu." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19440" class="wp-caption-text">Indicada a seis categorias, Lipa venceu apenas Melhor Álbum de Pop Vocal com Future Nostalgia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Dua Lipa no Grammy 2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos dizer que estamos acostumados a esperar por performances no mínimo extravagantes quando se trata de Dua Lipa, e no <em>Grammy</em> não seria diferente. Iniciando o espetáculo, que teve a participação de DaBaby com uma versão imponente do </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://youtu.be/vFWv44Z4Jhk"><i><span style="font-weight: 400;">Levitating</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora conseguiu nos prender e manteve todos os holofotes sobre si, migrando entre diferentes roupas, cenários e danças. Sempre cheia de brilho, é unânime dizer que essa foi uma das apresentações mais marcantes da noite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo para a música que fez dela a estrela de 2020, </span><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Start Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou um suspiro de inovação ao ser <em>mixado</em> em uma nova linha sonora. Puxando influências claras do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop disco</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990, Dua Lipa conseguiu trazer inovação, <em>fanservice</em> e diversão para a noite. Talvez seja sua excentricidade, no melhor sentido da palavra, ou talvez sua dualidade, que migra da delicadeza para a </span><i><span style="font-weight: 400;">femme fatale</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas seja o que for, é certo que a cantora sabe como elevar os patamares de nossas expectativas e ainda ultrapassá-los.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_19531" aria-describedby="caption-attachment-19531" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19531" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/jhay-cortez-and-bad-bunny-2021-grammy-performance-billboard-1548-1615770007-compressed-e1617169999356.jpg" alt="Jhay Cortez e Bad Bunny na performance no Grammy 2021. " width="800" height="799" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/jhay-cortez-and-bad-bunny-2021-grammy-performance-billboard-1548-1615770007-compressed-e1617169999356.jpg 1025w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/jhay-cortez-and-bad-bunny-2021-grammy-performance-billboard-1548-1615770007-compressed-e1617169999356-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/jhay-cortez-and-bad-bunny-2021-grammy-performance-billboard-1548-1615770007-compressed-e1617169999356-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/jhay-cortez-and-bad-bunny-2021-grammy-performance-billboard-1548-1615770007-compressed-e1617169999356-768x767.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19531" class="wp-caption-text">&#8220;Baby, ya yo me enteré, se nota cuando me ve&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Bad Bunny e Jhay Cortez no Grammy 2021</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">¡El mundo es latino! </span></i><span style="font-weight: 400;">O grandioso Bad Bunny quer passar. Antes de vencer na categoria <a href="http://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/">Melhor Álbum Latino Urbano ou de <em>Pop</em></a> com </span><i><span style="font-weight: 400;">YHLQMDLG</span></i><span style="font-weight: 400;">, Benito nos apresentou a deliciosa </span><i><span style="font-weight: 400;">DÁKITI</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao lado de Jhay Cortez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A enérgica performance brilhou a essência da música e o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TmKh7lAwnBI&amp;ab_channel=BadBunny">talento da dupla</a>. No final, teve direito até mesmo a uma revelação: o elemento do palco que eles estavam caminhando era um grande olho. Mensagem secreta para o Persona? A gente finge que sim. <strong>&#8211;</strong></span><b> Jho Brunhara</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_19536" aria-describedby="caption-attachment-19536" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19536" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/14.png" alt="A imagem é uma foto da performance de Billie Eilish no Grammy 2021. No palco, Billie está cantando em cima de um carro, que parece estar se afogando. Billie é uma mulher branca, de cabelos verdes e pretos, ela veste uma blusa verde escura de mangas compridas e uma calça verde, e está com um acessório em sua cabeça. Ao fundo, ao lado esquerdo, é possível ver seu irmão e cantor FINNEAS ao teclado e, ao lado direito, há um baterista." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/14.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/14-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/14-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/14-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19536" class="wp-caption-text">Além de se apresentar, Billie também levou dois prêmios em sua passagem pelo Grammy 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish no Grammy 2021</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das primeiras <a href="https://www.youtube.com/watch?v=aVAKT9UxJMI">performances</a> da premiação foi de </span><i><span style="font-weight: 400;">everything i wanted</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Billie Eilish, que mais tarde seria coroada com o</span> <em><span style="font-weight: 400;">Grammy</span> </em><span style="font-weight: 400;">de Gravação do Ano. Em um cenário que remete ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EgBJmlPo8Xw"><span style="font-weight: 400;">videoclipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> da faixa, Eilish cantou em cima de um carro que parece estar afundando, tendo como companhia os vocais do seu irmão e fiel escudeiro FINNEAS, que também estava ao teclado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma presença de palco diferente do comum, acostumada com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dFr0OzL1yWQ"><span style="font-weight: 400;">performances movimentadas</span></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora não deixou de entregar o ideal para essa que é uma de suas músicas mais profundas. E ainda favoreceu a demonstração do seu controle e potência vocal invejáveis, que vão muito além dos sussurros que muitos costumam debochar. Mais uma prova de que nunca será demais premiar a </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-worlds-a-little-blurry-critica/"><span style="font-weight: 400;">grandiosidade de Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
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<figure id="attachment_19532" aria-describedby="caption-attachment-19532" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19532" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/kw3_3061_2021030670344631_0-e1617170144684.jpg" alt="Doja Cat em sua apresentação no Grammy 2021." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/kw3_3061_2021030670344631_0-e1617170144684.jpg 923w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/kw3_3061_2021030670344631_0-e1617170144684-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/kw3_3061_2021030670344631_0-e1617170144684-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/kw3_3061_2021030670344631_0-e1617170144684-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19532" class="wp-caption-text">Elevando as dancinhas do TikTok para outro nível (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Doja Cat no Grammy 2021</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Doja Cat não aguenta mais cantar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pok8H_KF1FA&amp;ab_channel=dojacatVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Say So</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e isso é fato. Mas isso não desanima as performances, não: no <em>Grammy</em>, Doja mostrou mais uma vez sua capacidade de entregar números de encher os olhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se preparando para começar a nova era do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Planet Her</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela já nos deixa ansioso pelos próximos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> que vão suceder </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jJdlgKzVsnI&amp;ab_channel=dojacatVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Streets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Say So, </span></i><span style="font-weight: 400;">podemos combinar que deu o que tinha que dar. <strong>&#8211; Jho Brunhara</strong></span></p>
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<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Nota Musical – Março de 2021" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/13DXsZuwmt5NT1ns7tMilp?si=h3XNn-8EQ0SGuf6km-wt5w&#038;nd=1"></iframe></p>
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		<title>Um novo Diomedes Chinaski surge em A Vida Ainda Pode Ser Bela</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2021 17:01:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vida ainda pode ser bela se eu fizer dinheiro/Primeiro família, depois o amor verdadeiro/A grana se esconde, você tem ir pelo cheiro  Elder John No início de fevereiro, Diomedes Chinaski lançou a mixtape A Vida Ainda Pode Ser Bela e se mostrou um artista completo. O rapper manteve seu nível musical, mas agora com &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-vida-ainda-pode-ser-bela-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um novo Diomedes Chinaski surge em A Vida Ainda Pode Ser Bela"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>A vida ainda pode ser bela se eu fizer dinheiro/Primeiro família, depois o amor verdadeiro/A grana se esconde, você tem ir pelo cheiro </i></p>
<figure id="attachment_18474" aria-describedby="caption-attachment-18474" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/144847713_1153930935036740_6730903091424661808_n.jpg" alt="" width="1080" height="608" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/144847713_1153930935036740_6730903091424661808_n.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/144847713_1153930935036740_6730903091424661808_n-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/144847713_1153930935036740_6730903091424661808_n-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/144847713_1153930935036740_6730903091424661808_n-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18474" class="wp-caption-text">Cena do clipe Adão e Eva (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Elder John</strong></p>
<p>No início de fevereiro, Diomedes Chinaski lançou a <i>mixtape</i> <i>A Vida Ainda Pode Ser Bela</i> e se mostrou um artista completo. O <i>rapper </i>manteve seu nível musical, mas agora com uma visão de mundo um pouco diferente nas letras. O trabalho conta com 7 faixas e já tem 2 clipes disponíveis no canal do artista no <i>YouTube</i>. Nas participações, temos o <a href="https://instagram.com/mor4lcm?igshid=p4m77ghuzwh1">Moral</a> e <a href="https://www.youtube.com/channel/UC3NWg-MdX_qF1JPdN6F_PIA">Raz Tarcisio</a>, que já haviam trabalhado com o <i>aprendiz</i> em outras produções. Além da análise, trago uma entrevista exclusiva que fiz com o artista sobre o álbum.</p>
<p><span id="more-18472"></span></p>
<p>A <i>mixtape </i>se passa em 20 minutos, mas como o próprio Diomedes disse, necessita de um ambiente tranquilo para apreciar a obra: <i>“Você precisa estar sentado ou deitado confortavelmente. O ideal, se possível, é estar com alguém. A vida ainda pode ser bela é uma experiência musical muito gostosa. As letras são eróticas e poéticas. O poeta é um sonhador”</i>, afirmou.</p>
<figure id="attachment_18475" aria-describedby="caption-attachment-18475" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/135789653_751174235505060_6487315317705377200_n.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/135789653_751174235505060_6487315317705377200_n.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/135789653_751174235505060_6487315317705377200_n-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/135789653_751174235505060_6487315317705377200_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/135789653_751174235505060_6487315317705377200_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/135789653_751174235505060_6487315317705377200_n-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18475" class="wp-caption-text">Capa da mixtape A Vida Ainda Pode Ser Bela (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Realmente, é uma produção leve, mas precisa de um ambiente calmo para curtir a <i>vibe</i>. Dentro da proposta, o <i>rapper </i>foi totalmente assertivo em um misto de desabafo, reflexão e amor. Quando falo sobre um novo Diomedes, é verdade, aquele que cantou <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OoWPHgvi16I"><i>Sulicídio</i></a> já conquistou seu espaço e hoje gera oportunidades para os demais artistas da região. Seus assuntos são mais pessoais e sentimentais.</p>
<p>Apesar de ser um <i>EP</i> curto, o artista não foge de sua principal característica de passar emoção e sentimento nas letras, algo que Chinaski sempre trouxe em todos os projetos. E que não são poucos, mesmo tendo apenas 29 anos, lançou nove produções: <i>Ressentimentos</i> (2010), <i>Réquiem</i> (2014), <i>O Aprendiz</i> (2015), <a href="https://rapshit.com.br/2016/04/02/review-nacional-ouroboros-por-diomedes-chinaski/"><i>Ouroboros</i></a> (2016), <a href="https://medium.com/@geocaio/ressentimentos-ii-%C3%A9-uma-aula-de-humanidade-9734d6848dbd"><i>Ressentimentos II</i></a> (2017), <a href="https://medium.com/@willsandino/an%C3%A1lise-mixtape-comunista-rico-diomedes-chinaski-fe5173516aa9"><i>Comunista Rico</i></a> (2018), <a href="https://medium.com/@henriquepardo/diomedes-o-crocodilo-de-pernambuco-e-quem-s%C3%A3o-os-g-o-a-t-b7e148c291da"><i>Crocodiloboy</i></a> (2020), <i>Coração Partido Vol. 1</i> (2020) e <i>A Vida Ainda Pode Ser Bela</i> (2021).</p>
<p>Começando pela faixa <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vp1Fa5RtQMs&amp;list=PLlghQp5jkX_jD_HmoE_H2aaADqtmS4zGL&amp;index=1"><i>Chuva</i></a>, uma introdução impactante, instrumental melancólico, já demonstrando a pegada da obra. Em contrapartida, na sequência temos <a href="https://www.youtube.com/watch?v=y9maajaAAFg&amp;list=PLlghQp5jkX_jD_HmoE_H2aaADqtmS4zGL&amp;index=2"><i>Deserto</i></a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LVdLAVOFOeg&amp;list=PLlghQp5jkX_jD_HmoE_H2aaADqtmS4zGL&amp;index=3"><i>Metflix</i></a>, duas <i>love songs</i>. A primeira, em tom de agradecimento e alívio, enquanto a segunda é uma letra totalmente erótica, como já vimos o <i>rapper </i>fazer em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=bD6ifecX6rs"><i>Poesia Acústica 2</i></a>. Já <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MFCxZk3sdBw&amp;list=PLlghQp5jkX_jD_HmoE_H2aaADqtmS4zGL&amp;index=4"><i>Adão e Eva</i></a> me lembrou muito o disco <i>Ressentimentos II</i>, uma letra com muitos significados, na qual cada pessoa que ouvir vai se identificar com algum ponto. Uma combinação de desabafo com pedido de socorro, principalmente quando diz não saber lidar com a solidão.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Diomedes Chinaski - ADÃO e  EVA (prod. Sativo Beats) Street Vídeo" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/REesQnoE_T4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x0Z_0KiMqfc&amp;list=PLlghQp5jkX_jD_HmoE_H2aaADqtmS4zGL&amp;index=5"><i>Janis Joplin</i></a>, referência do <a href="https://personaunesp.com.br/pearl-janis-joplin-50-anos/"><i>rock </i>nos anos 60</a>, foi homenageada nesta faixa. Talvez seja um dos estilos menos usados pelo artista, mas é a canção mais erótica da <i>mixtape</i>, além de uma virada de <i>beat </i>que casou perfeitamente. Diomedes ousou e acertou.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RgdH_De6DTk&amp;list=PLlghQp5jkX_jD_HmoE_H2aaADqtmS4zGL&amp;index=6"><i>Leis de D’us</i></a> volta no estilo de <i>Adão e Eva</i>, Chinaski contrastou esses dois pontos, poesia e erotismo. Essa música retrata a superação do artista em meio às adversidades da vida: “<i>Quem eu amo não se importa com a dor que a vida me deu/Eu vou me trancar no estúdio, já que a rua me escolheu”</i>. E o <i>rapper </i>prometeu que virão muitas produções daqui pra frente.</p>
<p>A última faixa e dona do título da <i>mixtape </i>é, sem dúvidas, a melhor. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=B9WBDySlqy0&amp;list=PLlghQp5jkX_jD_HmoE_H2aaADqtmS4zGL&amp;index=7"><i>A Vida Ainda Pode Ser Bela</i></a> é autêntica, demonstrando toda a qualidade do <i>rapper </i>em passar uma mensagem objetiva com uma musicalidade fenomenal. A letra é tão equilibrada que não tem uma <a href="https://cenasquecurto.net/2009/11/afinal-de-contas-o-que-e-uma.html"><i>punchline</i></a> de destaque, é um verso completo.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Diomedes Chinaski - ANGÚSTIA (Videoclipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qGXoZo0t2Os?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Falando sobre as letras, a primeira frase da <i>mixtape </i>é: “<i>Quando uma lágrima cai, você tem a chance de deixar tudo aquilo que te fez tanto mal pra trás [&#8230;] Espero que chova mais”. </i>Em uma conversa exclusiva comigo, Diomedes explicou que essa passagem é uma fase de superação em sua vida, quando se reaproximou de sua família após um período conturbado na vida pessoal e artística.</p>
<p><i>“A depressão e a solidão nos levam para a vida noturna. E a vida noturna junto com a depressão te levam às drogas. Quando falo que não sei lidar com a solidão, estou dizendo que me estrago e me drogo. E agora estou mudando radicalmente, eu e minha esposa amadurecemos, agora nossa vida é em casa e isso faz tudo ao redor melhorar. Chuva fala de deixar pra trás a vida noturna, de confiar em muita gente, ser visto o tempo todo, muita carga pesada nisso tudo”</i>, disse o <i>rapper</i>.</p>
<p>Em contrapartida, a frase-chave da obra é <i>a “vida ainda pode ser bela se eu fizer dinheiro” </i>e Chinaski falou sobre o real sentido disso tudo: <b><i>“</i></b><i>A vida vai ser bela se eu tiver dinheiro pra</i> <i>cuidar do que realmente importa, não é tipo ostentação, é dinheiro por qualidade de vida</i><b><i>”</i></b>, relatou. A <i>mixtape </i>está toda amarrada em cima dessa narrativa, diversos exemplos são citados sobre como era a vida do <i>rapper </i>e como ele vive e pensa hoje em dia.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Diomedes Chinaski - A VIDA AINDA PODE SER BELA (feat. Raz Tarcisio) | Street Vídeo" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/NkkB6B-ypjg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Reparem nesse outro verso, as prioridades mudaram: “<i>Sempre que encho o armário/Esqueço a opinião de vários/Chinaski, empilhador de tracks/O famoso bruxo lendário”</i>. Toda a pressão existente no movimento cultural, uma cobrança muitas vezes até utópica de postura e atitude dos artistas se torna supérflua quando estamos bem com as pessoas próximas.</p>
<p>Diomedes passou por fases complicadas e agora enxerga na família o local ideal para gastar o tempo. <i>&#8220;Enquanto eu fizer dinheiro eu ajudo minha mãe, meu pai, pago as contas e o principal, meu filho é especial e precisa de uma atenção maior. Sem dinheiro é sofrimento e depressão”</i>, finalizou.</p>
<p>Houve um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_f8ydSHuong">processo de amadurecimento</a> na vida do artista pernambucano e isso fica nítido em suas letras. Diomedes disse na entrevista: <i>“O deserto é a vida, os problemas da vida, cada um de nós temos desertos que temos que atravessar”</i>. Sem dúvidas, o dinheiro é um dos principais fatores no processo de travessia. Concordo, Chinaski, se fizermos dinheiro, a vida ainda pode ser bela.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: A Vida Ainda Pode Ser Bela" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/1aMRBIVMYE0yxjLspDPE1v"></iframe></p>
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		<title>AmarElo: tudo o que ‘nóis’ tem é ‘nóis’</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 16:31:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Gomes Santana O recente documentário AmarElo &#8211; É Tudo Pra Ontem foi aclamado quase por unanimidade. A produção original da Netflix exibe o evento de estreia do mais recente álbum do rapper Emicida, AmarElo. O artista reúne todas as pessoas que, durante muito tempo, não tiveram a oportunidade de sequer pisar no Theatro Municipal, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/amarelo-emicida-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "AmarElo: tudo o que ‘nóis’ tem é ‘nóis’"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18423" aria-describedby="caption-attachment-18423" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18423" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/amarelo-emicida-netflix-e1607441009328.jpg" alt="Parte do pôster do documentário AmarElo - É Tudo Pra Ontem. A imagem exibe o rosto de Emicida de perfil, virado para o lado esquerdo da imagem. O artista é negro e tem cabelos cacheados soltos, mas curtos. Emicida também usa um óculos de grau redondo e fino e uma blusa, mas é fotografado apenas do ombro para cima. Atrás dele, existe um fundo cinza e no meio um coração amarelo iluminado gigante. A foto está em tons preto e cinza e somente o coração amarelo ilumina e colore a imagem." width="1200" height="858" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/amarelo-emicida-netflix-e1607441009328.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/amarelo-emicida-netflix-e1607441009328-300x215.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/amarelo-emicida-netflix-e1607441009328-1024x732.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/amarelo-emicida-netflix-e1607441009328-768x549.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18423" class="wp-caption-text">O documentário AmarElo &#8211; É Tudo Pra Ontem estreou no catálogo da Netflix no dia 8 de dezembro de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Gomes Santana</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O recente documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo &#8211; É Tudo Pra Ontem </span></i><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/jornal-ingles-guardian-enaltece-emicida-rapper-com-missao-de-resgatar-historia-negra-do-brasil/"><span style="font-weight: 400;">foi aclamado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quase por unanimidade. A produção original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">exibe o evento de estreia do mais recente álbum do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">Emicida, </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i><span style="font-weight: 400;">. O artista reúne todas as pessoas que, durante muito tempo, não tiveram a oportunidade de </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/amarelo-10-motivos-para-assistir-o-documentario-do-emicida-na-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sequer pisar no Theatro Municipal</span></a><span style="font-weight: 400;">, principal símbolo da cultura erudita do país. Emicida nos revela o porquê de suas letras, mensagens, parcerias e missões. Mais do que isso, o show traz um profundo sentimento de esperança aos seus espectadores. Ao mesmo tempo que evidencia os diferentes males que assolam nosso país, também constrói um forte apelo à esperança de tentar mudar esse cenário. </span></p>
<p><span id="more-18422"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Divida em três atos (</span><i><span style="font-weight: 400;">Plantar, Regar e Colher</span></i><span style="font-weight: 400;">), a obra de Emicida junto à direção de Fred Ouro Preto consegue instigar a atenção do espectador para um lindo processo de reflexão análogo à germinação das plantas e árvores. Como se tudo o que produzimos atualmente fossem frutos colhidos das raízes do passado. Neste texto, eu procuro elucidar algumas reflexões de cada faixa do disco, de acordo com as explicações fornecidas pelo autor ao longo do documentário. Em seu amplo processo de composição e pesquisa, Emicida elaborou didaticamente o porquê de cada canção pertencer a uma simbiose perfeita do enredo que é narrado. Me acompanha nessa viagem?</span></p>
<p><strong> <i>“Exu matou um pássaro ontem, com uma pedra que só jogou hoje”</i>.</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os </span><a href="https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ER/article/view/6100"><span style="font-weight: 400;">iorubás</span></a> <span style="font-weight: 400;">antigos, nada é recente. Tudo faz parte de um motivo maior e por isso, podemos aprender com o passado. O modo como lidamos com o presente é o que realmente importa, pois apenas com ele e através dele, enxergamos o mundo à nossa volta. Isso serve para criar releituras, superar traumas e se desafiar a interpretar a vida de um jeito mais harmônico. O documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo &#8211; É Tudo Pra Ontem</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um suspiro aos desacreditados, um guia para os perdidos, um gás para aqueles que já se encontram sem fôlego. Já que o foco do artista é tratar sobre brasilidades, então este é o </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">certo para quem tanto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YMJOmIuUwiM"><span style="font-weight: 400;">lembra dos esquecidos</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Emicida - É tudo pra ontem part. Gilberto Gil" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qbQC60p5eZk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de ser uma ponte entre radicais que se completam, também é a cor que nos ilumina a enxergar o caráter cíclico da natureza. Mergulhado em um incrível passeio sobre a história da arte popular brasileira e o passado dos protagonistas que alavancaram a cultura nacional mas que, infelizmente, são frutos do esquecimento marcado pelo racismo estruturante em nossa sociedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pixinguinha (precursor do samba e da música genuinamente brasileira) é uma referência artística pouco lembrada pelo cenário cultural e musical. Além disso, sua fama repercutiu internacionalmente junto com o grupo Oito Batutas, mas será que ele é pouco lembrado por conta da cor da sua pele?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mediante a contextualização de um Brasil </span><a href="http://www2.eca.usp.br/njsaoremo/?p=4427#:~:text=Durante%20mais%20de%20300%20anos,do%20negro%3A%20ele%20permaneceu%20marginalizado."><span style="font-weight: 400;">pós-abolicionista</span></a><span style="font-weight: 400;">, o filme registra as raízes que ajudaram a fortalecer o protagonismo dos movimentos negros, mesmo com condições totalmente adversas. O curioso é que, para cada figura que é retratada na obra, há uma menção, inspiração ou homenagem nas suas músicas. Este é o elemento surpresa de Emicida. Como se não bastasse a reflexão de suas letras, entendemos quais foram as inspirações pelas quais teriam sido produzidas.</span></p>
<figure id="attachment_18424" aria-describedby="caption-attachment-18424" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18424" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2-1-1.png" alt="Cena do documentário Amarelo - É Tudo Pra Ontem. Na imagem, Emicida está de costas para a câmera, que fotografa o público de frente para ele. O artista está dançando, e veste um conjunto de moletom bege claro e um tênis amarelo e preto e segura um microfone em sua mão direita. Ele está em cima do palco do Theatro Municipal, sendo ovacionado pela platéia, que canta e dança junto com o artista. A sala do teatro está lotada e é iluminada em tons de vermelho." width="1200" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2-1-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2-1-1-300x188.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2-1-1-1024x640.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2-1-1-768x480.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18424" class="wp-caption-text">AmarElo conseguiu lotar uma plateia de sorrisos, interagir com centenas de olhares esperançosos e apontar a luz necessária para refletir em todos os prismas presentes no Theatro Municipal, que foram celebrar a vitória do talentoso rapper Emicida (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A essência do disco orienta o filme. De início, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kjggvv0xM8Q"><i><span style="font-weight: 400;">Principia</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">traz em sua estrutura narrativa um sonho. Nele, somos convidados a amar uns aos outros, em sintonia firmada com a sonoridade do vento. É um som etéreo e convidativo que nos remete, de imediato, a canções de ninar, as mesmas que armazenamos em nossa memória infantil e, em um piscar de olhos, são resgatadas através de uma conexão. Essa chave que liga “o eu” com “o outro” constrói um elo, e é aí que a lembrança amorosa traz a seguinte mensagem em meio a escuridão:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “tudo que nóis tem é nóis.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas próximas faixas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4cXOAqWOIcM"><i><span style="font-weight: 400;">A Ordem Natural das Coisas </span></i></a><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RVZCB3_011c&amp;t=8s"><i><span style="font-weight: 400;">Pequenas Alegrias da Vida Adulta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, endossam um olhar ao poder da simplicidade presente no cotidiano. Já parou pra pensar sobre a riqueza dos detalhes? O quão difícil é ser </span><a href="http://renatalapetina.com/pequenas-alegrias-da-vida-adulta/"><span style="font-weight: 400;">adulto</span></a><span style="font-weight: 400;">? Se por um lado presenciamos diariamente o milagre do amanhecer, não há porque deixar de lado as pequenas alegrias da vida adulta. As batidas de ambas canções carregam sintonia através de ritmos do </span><i><span style="font-weight: 400;">samba-rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">MPB</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual é a verdadeira “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ordem Natural das Coisas</span></i><span style="font-weight: 400;">”? É ter medo? Sentir-se infeliz e com ódio? Não. Emicida, diferente do estereótipo do que muitos imaginam, não quis demonstrar o seu lado revoltoso e agressivo perante as injustiças que vem ocorrendo. O que há de mais natural é sermos nós mesmos. Sermos gratos pela vida, pela natureza e principalmente por termos o privilégio de nos conectarmos uns aos outros. É como o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> mesmo diz: “</span><i><span style="font-weight: 400;">O maior ato de rebeldia contra o sistema é eu estar aqui sorrindo com vocês</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Emicida - Pequenas alegrias da vida adulta part. Marcos Valle" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/RVZCB3_011c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante a maneira como o longa possui diversas transições com narrativas representadas na forma de animação. Este trabalho bem feito é de autoria de Alexandre de Maio e Felipe Macedo (direção de animações) e André Juventil (direção de arte). As ilustrações nos auxiliam a compreender a verdadeira face de quem é pouco reverenciado pelo imaginário de boa parte da população. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São ilustradas as narrativas “esquecidas”, a exemplo a do </span><a href="https://casavogue.globo.com/Arquitetura/noticia/2020/01/conheca-historia-de-tebas-o-arquiteto-escravizado-que-esculpiu-icones-de-sao-paulo.html"><span style="font-weight: 400;">arquiteto Tebas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Negro, ele foi responsável por planejar as fachadas do Convento São Bento e da Igreja São Francisco do Carmo, no período da escravatura. Além de ser símbolo de resistência, Tebas contribuiu sendo uma das principais referências no estilo arquitetônico da cidade paulistana. Como ele, diversos outros expoentes pretos puderam agir para que hoje tenhamos um cenário mais rico e representativo do povo negro.</span></p>
<figure id="attachment_18425" aria-describedby="caption-attachment-18425" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-3-1.png" alt="Ilustração presente no documentário AmarElo - É Tudo Pra Ontem. No centro da imagem, existe uma árvore com raízes profundas em marrom escuro e folhas verdes caindo. Ao redor da árvore, preenchendo o resto da imagem, existem vários nomes de artistas e a data de nascimento dos mesmos." width="650" height="366" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-3-1.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-3-1-300x169.png 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18425" class="wp-caption-text">A arte popular e suas raízes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/novidades/emicida-homenageia-wilson-das-neves-atraves-da-faixa-o-sorte/"><span style="font-weight: 400;">parceria de anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Wilson das Neves, um dos maiores bateristas e instrumentistas da América Latina, Emicida reconheceu o valor de uma amizade. Ora, existe alguém mais sábio nesse quesito do que o mestre </span><a href="https://personaunesp.com.br/mais-feliz-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zeca Pagodinho</span></a><span style="font-weight: 400;">? Uma canção feliz e exuberante: </span><i><span style="font-weight: 400;">Quem Tem Um Amigo (Tem Tudo).</span></i><span style="font-weight: 400;"> A letra não somente é em homenagem a Das Neves, como também toda sua composição foi criada em cima de harmonias encontradas em suas parcerias com </span><a href="https://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elza Soares.</span></a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=etRL3kv5jho"><i><span style="font-weight: 400;">Cananéia, Iguape e Ilha Comprida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é firmada pela transição de conhecimentos entre gerações distintas. Os diálogos amorosos entre pais e filhos retomam o que há de mais singelo entre o tempo: </span><a href="http://sv2.fabricadofuturo.org.br/sitev1/fabricav4/ear_arquivos/someinteressaoquenaoemeu.pdf"><span style="font-weight: 400;">a troca com o outro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i><span style="font-weight: 400;">, Emicida transcende as famosas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=06A1Sah3cH4"><span style="font-weight: 400;"><em>“</em>pedradas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;"> e em especial nesta faixa, observamos um curioso olhar ao amor, às delicadezas, nuances e, principalmente, ao belo. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> é ritmo e poesia, não precisa carregar estereótipos de maldade, mágoa, rancor e ódio em sua imagem. O artista rompe com essa visão, ironizando aqueles que sustentam essa visão estereotipada, através das gargalhadas de sua filha caçula logo na introdução da canção. Ao final, mensagens fofas e carinhosas transbordam a alegria de sua filha mais velha com as famosas “cartas de amor”.</span></p>
<figure id="attachment_18426" aria-describedby="caption-attachment-18426" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18426" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4.png" alt="Fotografia de Emicida e Zeca Pagodinho. Os dois artistas estão ao centro da imagem, sorrindo juntos sentados em um estúdio de gravação musical. Primeiro, mais à esquerda da imagem, está Zeca Pagodinho, que tem a pele negra clara e cabelos curtos escuros. Zeca veste uma camisa jeans de manga longa azul escura, uma calça jeans cinza escura, tênis branco, um óculos de sol redondo, relógio dourado e uma aliança de compromisso na mão esquerda. Ao lado direito de Zeca, Emicida usa uma camiseta branca com o logo de sua outra empresa, a LAB Fantasma, uma calça de moletom cinza clara, tênis branco e pulseiras no pulso esquerdo. Emicida também tem tranças no cabelo, na altura do ombro, e usa um boné cinza claro e um óculos de sol quadrado. Atrás deles, no fundo da imagem, existe um estúdio de gravação, computadores e aparelhos de som." width="650" height="728" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4.png 457w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-268x300.png 268w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18426" class="wp-caption-text">Talvez Emicida tenha lembrado de Zeca Pagodinho não apenas pela admiração, mas também pela autenticidade brasileira que Zeca esbanja quando trata temáticas tão puras sobre a vivência do povo humilde e trabalhador (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A linguagem sutil de um caos instaurado na </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-menino-e-o-mundo-modernidade-pelos-olhos-crianca/"><span style="font-weight: 400;">modernidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> retrata bem os primeiros versos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Paisagem</span></i><span style="font-weight: 400;">. A letra trabalha com antagonismos muito marcantes entre aparência e essência do ser. Ela ainda é capaz de gerar incômodos, afinal, mesmo diante da violência, somos treinados a ignorá-la em nosso interior, um modo de sobrevivência do dia a dia. O seu horizonte revela que ódio pode corroer tudo, exceto o nosso coração, caso o mesmo esteja em paz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=bSo0Jcux2R0"><i><span style="font-weight: 400;">9nha</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> por outro lado, é contada a história de um amor bandido, estilo Bonnie e Clyde. A música, que foi produzida em parceria com Drik Barbosa, trata-se de um relato apaixonante e ao mesmo tempo perverso, onde a maldade da sexualidade confunde-se com o “lado B” da vida do casal. Uma verdadeira aula de linguagem, mesclando duplos sentidos com gírias jovens que conversam com adolescentes rebeldes e apaixonados. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ó meu bem, a gente ainda vai sair nos jornais”</span></i><span style="font-weight: 400;"> traduz a fama de jovens sonhadores que almejam ser notados. </span></p>
<figure id="attachment_18427" aria-describedby="caption-attachment-18427" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18427" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-5.png" alt="Uma foto colorida mostra detentos sentados em cadeiras azuis, vestidos com uniforme laranja, estampando a seguinte frase: “Interno”. Todos eles estão de costas para a câmera e de frente para o telão que exibe o título do documentário Amarelo - É Tudo Pra Ontem. No campo de visão da foto, aparecem 4 detentos, três deles são pardos e um é branco" width="650" height="867" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-5.png 384w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-5-225x300.png 225w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18427" class="wp-caption-text">A mensagem do documentário conseguiu atingir detentos do presídio de Balsas, interior do Maranhão: isso só ilustra o quanto a arte pode ser transformadora e potente sem demonstrar brutalidade e violência (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Eis que surge a nona faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4pBp8hRmynI"><i><span style="font-weight: 400;">Ismália</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a mais poética de </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a declamação do </span><a href="http://culturafm.cmais.com.br/radiometropolis/lavra/alphonsus-de-guimaraens-ismalia"><span style="font-weight: 400;">poema de Alphonsus Guimarães</span></a><span style="font-weight: 400;">, Fernanda Montenegro e Emicida incorporam uma nova versão para o texto da poesia, lançada no século XIX, para os dias atuais. A música homenageia a luta de mulheres pretas guerreiras como: Ruth de Souza, Lélia González, Leci Brandão, Ivone Lara, Marielle e tantas outras personalidades marcantes para a representatividade da luta feminista antirracista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preconceito racial, violência policial, estereótipos raciais, ódio e empoderamento são os principais temas abordados em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_zaqRm73GCo"><i><span style="font-weight: 400;">Eminência Parda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um trabalho conjunto de Emicida, Jé Santiago e Papillon. Nos bastidores da gravação do clipe desta música, o ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">assassino de MC’s</span></i><span style="font-weight: 400;">’ solta a seguinte frase:</span><i><span style="font-weight: 400;">  “Eu não sou o alvo do racista, eu sou o pesadelo dele”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_18428" aria-describedby="caption-attachment-18428" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-6.png" alt="Uma fotografia em preto e branco mostra dois artistas consagrados do samba de raiz em um palco, tocando juntos. Ao lado esquerdo, temos Mestre Candeia sentado em uma cadeira de rodas, enquanto o mesmo segura dois microfones. À direita, Martinho da Vila, em pé, tocando um pandeiro, enquanto canta ao microfone. Ao fundo, percebemos outros instrumentos musicais e outras seis pessoas que também figuram na imagem, porém em segundo plano." width="650" height="435" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-6.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-6-300x201.png 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18428" class="wp-caption-text">Impossível passear por qualquer gênero musical sem reconhecer a importância das batidas do samba no processo de identidade nacional &#8211; Mestre Candeia (esquerda) e Martinho da Vila (direita) (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Então chegamos na penúltima faixa, </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i><span style="font-weight: 400;">, que além de lidar com questões sobre auto aceitação, busca por um ideal, sonhos, fé… Trabalha com maestria sobre o enfrentamento de temáticas delicadas, através de uma mensagem amorosa. No fundo, é o remédio que todos nós precisamos nesse exato momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de produzir a canção ao lado de </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-majur-conheca-artista-nao-binario-que-brilha-no-clipe-amarelo-com-emicida-e-pabllo-vittar/"><span style="font-weight: 400;">Majur</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/"><span style="font-weight: 400;">Pabllo Vittar</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi excepcional. Além de trazer duas grandes vozes para compartilhar talento, Emicida deu um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">de diversidade. Até porque, não existe luta que seja separada das demais e mais uma vez, com seu lindo discurso humanista e performance fora da curva, fez questão de nos lembrar da importância da união.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Emicida - AmarElo (Sample: Belchior - Sujeito de Sorte) part. Majur e Pabllo Vittar" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/PTDgP3BDPIU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A frase do refrão</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem de um </span><i><span style="font-weight: 400;">sample </span></i><span style="font-weight: 400;">de Belchior (gravado há mais de 40 anos)</span> <span style="font-weight: 400;">que diz muito sobre resistência e se permitir conquistar espaços. Esse é o ideal de querer retratar diferentes lutas em seu clipe. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Você é o maior representante do seu sonho na face da terra”, “Te vejo no pódio”, “Cê vai sair dessa prisão”, “Cê vai atrás desse diploma”, “Faz isso por nóis”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste ciclo que se fecha, somos acordados com a melhor percepção de nós mesmos. Com a autoestima renovada, temos a certeza de que somos </span><i><span style="font-weight: 400;">Libre</span></i><span style="font-weight: 400;"> (a faixa que conclui o disco). Na tentativa de reconstruir o futuro, colhendo os ensinamentos dos erros passados no presente, o artista se coloca como um grande mestre. Ele reconhece a razão de suas letras, mensagens, parcerias e missões. Mais do que isso. Emicida nos desafia a entender a situação de um país profundamente racista como o de hoje, mas que ainda tem a esperança de se erguer.</span></p>
<figure id="attachment_18432" aria-describedby="caption-attachment-18432" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18432" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-7.png" alt="Foto colorida mostra Lélia González, no lado esquerdo da imagem, sendo abraçada de lado por Paulinho da Viola, no lado direito. Ambos são negros e aparecem sorrindo. Paulinho está de terno preto, camisa branca e gravata preta, carregando uma medalha no paletó. Lélia está de blazer preto com uma camisa branca e amarela florida por baixo, carregando uma bolsa no ombro direito. Não é possível enxergar o fundo da foto, pois ela foi tirada em um ambiente noturno com pouca luz." width="650" height="453" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-7.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-7-300x209.png 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18432" class="wp-caption-text">Lélia González (importante feminista na luta contra o racismo e machismo estruturantes) ao lado do mestre Paulinho da Violo (um dos maiores sambistas da música brasileira) (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O desfecho do filme consegue oferecer esperança aos tempos pandêmicos que ultimamente enfrentamos. Coincidência ou não, todo o medo e desilusão já foram enfrentados mais de </span><a href="https://www.pixinguinha.org.br/perfil/oito-batutas/"><span style="font-weight: 400;">cem anos atrás</span></a><span style="font-weight: 400;"> e somente a arte foi o remédio encontrado para nos tirar deste poço sombrio. Tentaram calar </span><a href="https://medium.com/todxs/marielle-franco-presente-semente-1c3cf46db86c#:~:text=Marielle%20Franco%20era%20vereadora%20do,ter%C3%A7a%2Dfeira%2C%20dia%2012."><span style="font-weight: 400;">Marielle</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas o seu legado permanece cada vez mais forte. O último trecho do documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo &#8211; É Tudo Pra Ontem</span></i><span style="font-weight: 400;"> encerra com o seu depoimento inspirador: </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“É fundamental porque marca o século XXI que é esse momento que a gente vive de impulsionar, de fortalecer, de mais visibilidade para essas mulheres negras. Então o que a Dona Ruth começa lá atrás, é o que está florescendo hoje.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A lição que fica disso tudo está relacionada ao direito de nos permitirmos. Aprendemos um com “o outro”, mas enquanto “ele” não tiver iguais condições para poder ser livre, estaremos privados de conhecer novas cores, presos na escuridão da intolerância e do preconceito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É urgente que o  povo preto, periférico e LGBTQ+ também tenha direito à cultura. Eles não somente têm direito, como também são os responsáveis pela maioria das produções artísticas do país. No fundo, tanto o álbum quanto o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i><span style="font-weight: 400;"> cumprem sua missão e percebemos que devemos mudar nossas atitudes e olhares “</span><i><span style="font-weight: 400;">para que amanhã não seja só um ontem, com um novo nome”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: AmarElo" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/5cUY5chmS86cdonhoFdn8h"></iframe></p>
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		<title>Tambor, o Senhor da Alegria de Marcelo D2</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2020 15:32:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marina Ferreira “Os mais velhos dizem que um dia, cansado da solidão do poder, Zambiapungo, o Ser Supremo dos cultos angolo-congoleses, foi tomado pela tristeza e cogitou desistir da criação do mundo.”  Essas são as primeiras frases da sexta faixa do lado A de Assim tocam os MEUS TAMBORES, o novo trabalho revolucionário de Marcelo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/assim-tocam-os-meus-tambores-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Tambor, o Senhor da Alegria de Marcelo D2"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_15963" aria-describedby="caption-attachment-15963" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15963" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/117649968_1711607932337675_8431883449267367027_n.jpg" alt="" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/117649968_1711607932337675_8431883449267367027_n.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/117649968_1711607932337675_8431883449267367027_n-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/117649968_1711607932337675_8431883449267367027_n-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15963" class="wp-caption-text">Capa de Assim Tocam os MEUS TAMBORES (Foto: Ronaldo Land)</figcaption></figure>
<p><b>Marina Ferreira</b></p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">“Os mais velhos dizem que um dia, cansado da solidão do poder, Zambiapungo, o Ser Supremo dos cultos angolo-congoleses, foi tomado pela tristeza e cogitou desistir da criação do mundo<span style="font-weight: 400;">.” </span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas são as primeiras frases da sexta faixa do lado A de </span><i><span style="font-weight: 400;">Assim tocam os MEUS TAMBORES</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo trabalho revolucionário de Marcelo D2, gravado durante o período de isolamento social com sua família. Os versos podem ser entendidos como a síntese da trajetória do disco, que é o mais ousado da carreira do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">carioca.</span></p>
<p><span id="more-15962"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/assim-tocam-os-tambores-de-marcelo-d2/"><span style="font-weight: 400;">entrevista recente para a revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Marcelo fala sobre a fúria que sentia no início da quarentena. Estava em estúdio com a sua banda, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DI5xNisalPU"><span style="font-weight: 400;">Planet Hemp</span></a>, <span style="font-weight: 400;">cantando contra a onda crescente do conservadorismo da extrema direita e o fascismo, e sentia fisicamente o peso disso: de gritar liberdade e fazer arte em um país como o nosso. A fúria o deixou inquieto, inconformado. Em pânico. E foi através do tambor &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Ng’Oma</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e dos muitos </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> do</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap </span></i><span style="font-weight: 400;">que D2 encontrou alívio e afirmou, assim como Zambi, que a criação não iria parar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender </span><i><span style="font-weight: 400;">Assim tocam os MEUS TAMBORES</span></i><span style="font-weight: 400;"> é preciso partir da ideia dos discos de vinil, divididos em lado A e lado B, contando uma história por lado que juntas compõem um propósito maior. Já de início, Marcelo abre os caminhos desse trabalho através de uma chamada de rádio antigo, atentando para o momento histórico de pura crise em todos os setores da sociedade. Essa chamada também pode ser vista como o momento histórico do artista em seu processo de criar, compor, produzir e lançar um projeto audiovisual dentro de casa em meio ao caos da vida externa e da loucura que é viver, principalmente sendo brasileiro. Tudo isso, como se não bastasse, ao vivo para milhares de pessoas na </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitch</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_15964" aria-describedby="caption-attachment-15964" style="width: 1352px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15964" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/d2.jpg" alt="" width="1352" height="657" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/d2.jpg 1352w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/d2-300x146.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/d2-1024x498.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/d2-768x373.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/d2-1200x583.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15964" class="wp-caption-text">Marcelo D2 no filme <i><span style="font-weight: 400;">Assim Tocam os MEUS TAMBORES </span></i>(Foto: Ronaldo Land)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao passar pelas faixas seguintes, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">retoma temas já conhecidos de sua obra, como o racismo, a violência policial, as diferenças sociais e sua fiel </span><i><span style="font-weight: 400;">marijuana</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas novos tons de voz acompanham a verdade dura que é cantada e rimada assim como novos ritmos e sonoridades, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">manguebeat</span></i><span style="font-weight: 400;"> e as referências ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EXF1Aq2xDr4"><span style="font-weight: 400;">Nação Zumbi</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Malungoforte</span></i><span style="font-weight: 400;">; o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">do Tropkillaz em </span><i><span style="font-weight: 400;">Deus de Outro Lugar</span></i><span style="font-weight: 400;">; a voz suave de Juçara Marçal e o tambor dos terreiros de candomblé em </span><i><span style="font-weight: 400;">Rompeu o Couro;</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a visita a uma clássica canção dos anos 70, na mais genial das misturas em</span><i><span style="font-weight: 400;"> A Verdade Não Rima</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Composta por Fátima Guedes em 1979 e imortalizada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hc3cb0YaOQY"><span style="font-weight: 400;">na voz da grandiosa Elis Regina</span></a><span style="font-weight: 400;">, <em>Onze Fitas</em> &#8211; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NGRp7MhZJv0"><span style="font-weight: 400;">em sua versão original</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; é incorporada como </span><i><span style="font-weight: 400;">sample </span></i><span style="font-weight: 400;">e refrão no trabalho de D2. Enquanto ele rima sobre a brutalidade policial, a imparcialidade do estado e o descaso da mídia, ele prova que mesmo em uma de suas canções mais poéticas está mais político do que nunca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível identificar as referências afro brasileiras muito bem destacadas por Marcelo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Malungoforte</span></i><span style="font-weight: 400;">, na mistura dançante do maracatu com o </span><i><span style="font-weight: 400;">beat </span></i><span style="font-weight: 400;">pernambucano. Na já citada</span><i><span style="font-weight: 400;"> Tambor, O Senhor da Alegria</span></i><span style="font-weight: 400;">, o conto africano transcrito pelo historiador brasileiro Luiz Antonio Simas e recitado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">paulistano <a href="http://personaunesp.com.br/criolo-espiral-ilusao-critica/">Criolo</a> encerra e amarra a primeira parte do trabalho tão bem construído.</span></p>
<blockquote><p>“Sua benção, Ng&#8217;oma, nosso pai tambor! Nós estamos no mundo para celebrá-lo!”</p></blockquote>
<figure id="attachment_15965" aria-describedby="caption-attachment-15965" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15965" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/teaser_timeline.00_00_05_23.quadro002-1.jpg" alt="" width="620" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/teaser_timeline.00_00_05_23.quadro002-1.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/teaser_timeline.00_00_05_23.quadro002-1-300x252.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15965" class="wp-caption-text">Marcelo D2 e Luiza Machado, sua esposa (Foto: Ronaldo Land)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao virar o disco, podemos sentir de imediato a mudança de tom e estilo. Enquanto havia o gosto experimental no lado A, na parte 2 do álbum Marcelo nos mostra suas raízes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">em versos certeiros e referências que não passam despercebidas aos fanáticos pelo gênero. Mas ainda assim o artista nos oferece batidas experimentais, como a lembrança do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">As Sementes</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; canção colaborativa com Os Crias, espectadores que acompanharam assiduamente o processo do álbum pelas </span><i><span style="font-weight: 400;">lives</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">beat </span></i><span style="font-weight: 400;">nova-iorquino dos anos 90 em </span><i><span style="font-weight: 400;">É manhã (Vem)</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a participação de Luiza Machado &#8211; esposa de D2 e responsável pela produção executiva do disco &#8211; é acompanhado pela </span><a href="https://www.facebook.com/watch/?v=1170389703058333"><span style="font-weight: 400;">frase eternizada de Darcy Ribeiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> na introdução &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">“[&#8230;] o mais importante é inventar o Brasil que nós queremos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. No início, nos guia à uma jornada muito pessoal do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">em direção ao encerramento do trabalho, que ainda conta com uma declaração de amor à sua esposa, com </span><i><span style="font-weight: 400;">samples </span></i><span style="font-weight: 400;">da canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=33hzm1qyzpY"><span style="font-weight: 400;">Prelúdio</span></a>, de <a href="http://personaunesp.com.br/30-anos-sem-raul-seixas/">Raul Seixas</a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">sonho que se sonha só é só um sonho que sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Filme • Assim tocam os MEUS TAMBORES" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XRyPN6oiPdM?start=905&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Na faixa que encerra o xirê dos tambores de D2, ele viaja por sua história, repassa sua trajetória e traz seu filho Sain, o perfeito <em>“cria”</em>, que caminha junto ao pai na jornada do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">nacional em que Marcelo abriu caminho. Amigos são lembrados com carinho &#8211; como Yuka, Skank e Robson &#8211; e a vida ironizada na frase </span><i><span style="font-weight: 400;">“dizem que cara feia é fome e disso nós não sofre mais</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A experiência do disco se torna ainda mais completa, viva e vibrante ao adicionar o filme à conta, dirigido por Ronaldo Land, transformando </span><i><span style="font-weight: 400;">Assim tocam os MEUS TAMBORES</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um álbum visual surpreendente, ou uma “<em>obra transmídia</em>”, como foi denominado por seu criador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitíssimo bem costurado, produzido e finalizado, o álbum carrega uma história contada de maneira pessoal e condizente com o que conhecemos de Marcelo D2. E permitindo-se ser ousado em tempos de conservadorismo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Assim tocam os MEUS TAMBORES</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser entendido como o álbum da carreira de D2, tão revolucionário, necessário e grandioso como seu dono.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Assim Tocam os MEUS TAMBORES" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/0iU74EJRxkNbobROM1bKiP?si=l0ZbCFBbS16Pa1uy-kd_Xw"></iframe></p>
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		<title>Crianças Selvagens: Hot e Oreia criam uma identidade única na nova geração do rap mineiro</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2020 16:58:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lucas Ristow Hot e Oreia, dupla de artistas mineiros que vem se mostrando revelação no cenário do rap nacional, continuam a desabrochar seu trabalho, tratando de assuntos sérios e necessários, mas com bom humor e criatividade, característica do duo. Crianças Selvagens, segundo disco dos artistas juntos em estúdio, é repleto de beats inovadores, versos marcantes &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/criancas-selvagens-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Crianças Selvagens: Hot e Oreia criam uma identidade única na nova geração do rap mineiro"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_15894" aria-describedby="caption-attachment-15894" style="width: 708px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15894" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Mamão.png" alt="" width="708" height="470" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Mamão.png 708w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Mamão-300x199.png 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15894" class="wp-caption-text">&#8220;Não somos rappers. Vestimos o rap para mostrar o que a gente sente das coisas que ouvimos desde pequeno&#8221;, explica Oreia em <a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/hot-e-oreia-entrevista/">gravação</a> para a Rolling Stone Brasil (Foto: Eliza Guerra)</figcaption></figure>
<p><b>Lucas Ristow</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hot e Oreia, dupla de artistas mineiros que vem se mostrando revelação no cenário do <em>rap</em> nacional, continuam a desabrochar seu trabalho, tratando de assuntos sérios e necessários, mas com bom humor e criatividade, característica do duo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Crianças Selvagens</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo disco dos artistas juntos em estúdio, é repleto de </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">inovadores, versos marcantes e uma identidade sem igual. Nos fazendo imergir em um cenário repleto de sentimentos e debates, abordando educação sexual, respeito às religiões afro-brasileiras e às minorias.</span></p>
<p><span id="more-15893"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Musicalmente aprimorado quando comparado ao trabalho anterior, o disco conta com direção musical de Daniel Ganjaman, produtor e engenheiro de áudio que assinou trabalhos de diversos artistas como o grupo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r9TgaoA3NhE"><span style="font-weight: 400;">BaianaSystem</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cuuc-7-vQC0&amp;list=PL8Kp5TdCuTa0bRjViQwoQD00Q40FdpMzj"><span style="font-weight: 400;">álbum póstumo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em homenagem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">Sabotage .A</span> <span style="font-weight: 400;">produção ficou na conta de Rafael Fantini, cantor, compositor e multi-instrumentista, e amigo de longa data da dupla, no passado os três faziam parte do grupo Filhos de Sandra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As batidas ficaram à cargo de Coyote Beatz, Vhoor, Tropikilaz e Deekapz. Entre tantos nomes Coyote é o que vem a mais tempo trabalhando com o duo, desde o coletivo DV Tribo, onde se apresentavam com outros </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">renomados do cenário nacional, como </span><a href="http://personaunesp.com.br/djonga-ladrao-critica/"><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></a><span style="font-weight: 400;">, Clara Lima e FBC. O álbum ainda conta com s</span><i><span style="font-weight: 400;">amples </span></i><span style="font-weight: 400;">de Caetano Veloso e Nelson Ned. Em entrevista, Hot e Oreia já diziam que sonhavam com uma participação de Caetano e conseguiram se aproximar dessa realidade com a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Presença.</span></i></p>
<figure id="attachment_15895" aria-describedby="caption-attachment-15895" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15895" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Capa.jpg" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Capa.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Capa-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Capa-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-15895" class="wp-caption-text">Capa do disco Crianças Selvagens (Foto: Paulo Abreu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo álbum veio com a intenção de complementar o trabalho feito em 2019, buscando sintetizar seus sentimentos dentro da cidade e afirmando o que querem ser dentro dela. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FMBmYyrTWKk"><i><span style="font-weight: 400;">Rap de Massagem</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">primeiro álbum lançado pelo duo em julho do ano passado, abriu portas para uma estética e musicalidade nunca antes vista no <em>rap</em> nacional. O trabalho foi abraçado pelo público de forma acolhedora e livre de preconceitos, dando destaque as faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Vou</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Estilo, </span></i><span style="font-weight: 400;">que tratam de política e auto identificação de forma irreverente e bem humorada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abordagem com que tratam os temas em </span><i><span style="font-weight: 400;">Crianças Selvagens</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é o único fator que torna a obra de Hot e Oreia tão especial. A estética trazida nas roupas, sons e clipes fazem parte da composição dessa identidade singular do disco. </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap de Massagem</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outros </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><span style="font-weight: 400;">lançados anteriormente foram de extrema importância para o desenvolvimento dessa estética e abordagem trazida pela dupla, desconstruindo alguns valores conservadores do <em>rap</em> nacional, seja na fala ou vestimenta. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r_hKNolK7U0"><span style="font-weight: 400;">clipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Vou, </span></i><span style="font-weight: 400;">que conta com a participação de Djonga e direção de Belle Melo e Vito Soares,</span> <span style="font-weight: 400;">foi premiado pelo </span><a href="https://portalrnd.com.br/73607/vencedores-do-mvf-hot-e-oreia-sao-enaltecidos-pela-producao-audio-visual/"><i><span style="font-weight: 400;">Music Video Festival</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> em dezembro do ano passado e indicado neste mês de setembro à premiação </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV Miaw 2020</span></i><span style="font-weight: 400;">, na categoria </span><i><span style="font-weight: 400;">Clipão da Porra</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao explicar o conceito do novo disco, Hot diz que a</span><span style="font-weight: 400;"> criança selvagem é uma busca por um ser que talvez nunca consigam ser de fato, mas que se vêm obrigados a tentar ser, sempre alegres, coletivos e de olhos abertos às mudanças da civilização dura, triste e egocêntrica do atual momento em que vivemos.</span><span style="font-weight: 400;"> Oreia complementa </span><span style="font-weight: 400;">dizendo que o disco conta sobre uma mudança íntima que vem acontecendo com eles em suas relações, e da abertura pra mudar-se, estar aberto, assim como os olhos de uma criança, prontos para aprender e desaprender o que já não faz sentido.</span></p>
<figure id="attachment_15896" aria-describedby="caption-attachment-15896" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15896" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Dupla.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Dupla.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Dupla-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15896" class="wp-caption-text">Cena de Eu Vou part. Djonga, “Na verdade, só de tá vivo a gente já faz política” Hot em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VSElL0pl5Ds&amp;t=125s">entrevista</a> à página Quebrando o Tabu (Foto: Belle de Melo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como muitos </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i><span style="font-weight: 400;">, os dois sagitarianos com ascendente em peixes começaram nas batalhas de rima. Mais especificamente no </span><a href="https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/o-que-fazer-em-belo-horizonte/noticia/2020/08/30/duelo-de-mcs-de-bh-completa-13-anos-e-competicao-nacional-e-realizada-em-novo-formato.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Duelo de MCs</span></a><span style="font-weight: 400;">, em BH, debaixo dos viadutos da capital. O encontro não deu certo apenas no mapa astral, juntos fomentaram e incentivaram a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Belo Horizonte, promovendo e participando de eventos e movimentos sociais. A dupla é munida de referências históricas, nomes consagrados da cultura brasileira, como Jorge Amado e Ariano Suassuna, autor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Auto da Compadecida</span></i><span style="font-weight: 400;">, obra que influenciou diretamente a construção do clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Vou.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ícones da música popular brasileira também são inspirações, como o já citado Caetano Veloso, além de Gilberto Gil e o grupo Novos Baianos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estética de Hot e Oreia sempre se aliou a criatividade, inovação e cultura brasileira, fugindo de qualquer padrão pré-estabelecido no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. O grupo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=taeCF19xjAs"><span style="font-weight: 400;">Filhos de Sandra</span></a><span style="font-weight: 400;">, que Hot e Oreia participavam, é um exemplo dessa quebra de padrões e ecleticidade dentro do estilo, considerado um som que misturava </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, psicodelia e outros gêneros. Mesclando música, literatura, artes cênicas e a cultura adquirida e vivenciada até hoje nas ruas, vemos uma identidade única no trabalho feito pelo duo, carregada de figuras e valores importantes na contemporaneidade.</span></p>
<figure id="attachment_15897" aria-describedby="caption-attachment-15897" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Makingof.png" alt="" width="800" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Makingof.png 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Makingof-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Makingof-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15897" class="wp-caption-text">“Depois de Black Alien e Speed só nós memo, uh!”, verso de Estilo, referência a Black Alien e Speed, dupla de rappers de Niterói, importantes precursores do rap nacional (Foto: Iulle)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Papaia </span></i><span style="font-weight: 400;">conseguiu sintetizar a essência do novo disco, um constante processo de desconstrução e aprendizado, nos fazendo questionar e refletir a todo instante. Essa foi a primeira faixa divulgada antes do lançamento oficial de </span><i><span style="font-weight: 400;">Crianças Selvagens</span></i><span style="font-weight: 400;">, contando com a participação do <em>rapper</em> Black Alien, referência de Hot, Oreia e inúmeros artistas nacionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música aborda, de forma descontraída, criativa e com rimas afiadas, a importância da educação sexual e de ouvir seus parceiros. A letra traz inúmeras analogias, desmistificando diversos tabus presentes até hoje, desde os mais simples como o uso da camisinha e menstruação, até alguns pouco conversados como a divisão de tarefas domésticas, liberdade individual e comunicação dentro do sexo.</span></p>
<blockquote><p><b><i>“Mamãe falou, papai tá paia</i></b></p>
<p><b><i>Vem devagar no meu mamão papaia</i></b></p>
<p><b><i>Devagarzin’, depois acelera</i></b></p>
<p><b><i>Não é assim, calma, espera”</i></b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente da forma com que seja encarada, com rostos mais sérios ou cheios de sorrisos, o trabalho de Hot e Oreia traz um valor essencial de que o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">existe e se forma a serviço da sociedade, em prol de algo muito maior que a música em si. Desde o começo do trabalho como dupla, eles se preocupam em tratar da masculinidade e dos padrões envoltos nela de forma didática e autêntica, conversando com o público, ensinando que roupas, cabelo e unhas, e sua liberdade de ser quem você é, não definem sexualidade ou gênero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A preocupação política e social no trabalho da dupla é marcante em todo seu trabalho. Hot e Oreia se inspiram na conhecida guerra entre direita e esquerda no Brasil, onde relatam que seus parentes são reféns dessa estrutura corrompida, nas manifestações e militâncias, onde não importa seu lado, governantes não representam o povo há muito tempo.</span></p>
<figure id="attachment_15901" aria-describedby="caption-attachment-15901" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15901 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Casal-1.png" alt="" width="1440" height="597" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Casal-1.png 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Casal-1-300x124.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Casal-1-1024x425.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Casal-1-768x318.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Casal-1-1200x498.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15901" class="wp-caption-text">No <a href="https://www.youtube.com/watch?v=iBQ8YHBsf4o">clipe</a> de Papaia vemos casais se acariciando e beijando, representando a diversidade e pluralidade das pessoas e seus relacionamentos (Foto: Eliza Guerra)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Crianças Selvagens </span></i><span style="font-weight: 400;">é vasto, e é possível identificar que cada faixa do disco possui uma carga sentimental distinta, um novo questionamento, como se fossem outros novos álbuns. É um trabalho completo, que vai de ponta a ponta nos debates já levantados por eles em outros momentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hot e Oreia trabalham a autoestima, realização pessoal e identificação em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vírus</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Juro$</span></i><span style="font-weight: 400;">, como nos trechos </span><i><span style="font-weight: 400;">“Hoje eu me sinto bem juro/ Tenho grana já não tô duro/ Mas se não tivesse, também taria bem”</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">“Hoje eles tão de short curto/ Pintaram a unha mano eu juro”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Iniciado no candomblé, Hot representa sua relação com a religiosidade em </span><i><span style="font-weight: 400;">Oxossi</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com versos fortes e expressivos, podendo ser sentidos mesmo por aqueles que não seguem a religião. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor, a sexualidade e relacionamentos têm seu espaço em faixas ‘quentes’ como </span><i><span style="font-weight: 400;">Papaia</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ela com P</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Presença, </span></i><span style="font-weight: 400;">essa última com </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;">s de Caetano Veloso, </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu sou seu você sabe, na minha cama te cabe/ Fica quente minha base, só com a tua presença”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> E com certeza política e mais política não faltariam, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Domingo </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Saiu o Sol</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontramos a insatisfação e as indagações de Hot e Oreia à respeito do governo e sua conjuntura atual, conservadora e ultrapassada.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="3. Hot e Oreia - Saiu o Sol" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jfCbm7mRPiE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O aspecto trazido por Hot e Oreia nesse novo trabalho não é surpresa para aqueles que acompanham o trabalho dos dois há algum tempo. Eles constroem cada faixa lançada de forma única, buscando novas e específicas referências a fim de trazer algo singular para o público. Seja uma sensação de pertencimento, algo que cada vez mais é discutido e procurado, ou o sentimento de repulsa, causado pelas velhas políticas e valores conservadores reproduzidos por determinados grupos, representado de forma cômica nos clipes e letras.  </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Crianças Selvagens</span></i><span style="font-weight: 400;"> traduz essa identidade muito bem, com intenção de nos colocar para pensar e refletir em como estamos nos portando perante nossos semelhantes. Nos fazer encontrar nosso espaço em sociedade, algo que vai muito além da música e do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo algo que diretamente nos afeta e transforma como comunidade.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Crianças Selvagens" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/5KD6a45jKqFqE7HrhcfghS"></iframe></p>
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