Entre estrondos e sussurros, Deftones se isola e reafirma sua grandeza em private music

Capa do álbum private music, da banda Deftones. Uma cobra branca de corpo alongado aparece enrolada sobre um fundo verde vibrante. Suas escamas claras refletem a luz, destacando a textura da pele. A cabeça está voltada para frente, com a língua bifurcada avermelhada para fora, transmitindo movimento e alerta.
Entre o décimo álbum e o antecessor direto, Ohms, é o maior hiato criativo da banda, sendo cinco anos de espera (Foto: Reprise/Warner Records)

Gabriel Diaz

Na indústria musical, há poucas bandas que conseguem manter seu som tão atual e preservar sua relevância, principalmente no gênero do rock alternativo. Apesar disso, o Deftones não se contenta em ser uma relíquia nostálgica e se torna exceção. Enquanto seus conterrâneos da época dos anos 90, Limp Bizkit e Mudvayne, se dedicavam ao grooves de metal fundidos com o rap, a formação californiana absorvia influências do shoegaze e post-punk para criar uma forma singular de metal atmosférico. Continue lendo “Entre estrondos e sussurros, Deftones se isola e reafirma sua grandeza em private music”

Giles Corey: 10 anos de uma visita pelos cantos mais sombrios de uma mente desesperada

Aviso de prevenção de gatilho: Giles Corey pode contar com elementos possivelmente prejudiciais aos que sofrem com pensamentos suicidas ou depressão.

Capa do disco Giles Corey. A imagem é uma pintura em preto e branco, de uma pessoa, vestindo um terno com um pedaço de pano cobrindo a cabeça e o escrito Giles Corey na parte central da imagem.
Capa do disco Giles Corey (Foto: The Flenser)

Frederico Tapia

Em 2011, Dan Barrett, membro da banda Have A Nice Life, lançou o primeiro e único LP sob o nome Giles Corey. A origem do nome adotado por Barrett é de um fazendeiro com o mesmo nome que viveu no século 17 e foi morto durante os julgamentos das bruxas de Salem. Ao longo dos 56 minutos que constituem o álbum, ele fala abertamente sobre suas lutas internas, principalmente contra a depressão e o suicídio. Ele mesmo afirma em seu perfil no Bandcamp: Giles Corey são músicas acústicas sobre depressão, suicídio e fantasmas”.

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30 anos de Loveless, o ruído total de My Bloody Valentine

Capa do álbum Loveless do grupo My Bloody valentine. Na imagem, há o captador de uma guitarra coberto por uma camada nebulosa de cor rosa. Toda a imagem possui um filtro de cor rosa. Na parte inferior esquerda, está escrito my bloody valentine também em fonte de cor rosa.
Loveless, segundo álbum de My Bloody Valentine, completou 30 anos em 4 de novembro de 2021 (Foto: MBV Records/Domino Recording)

Bruno Andrade

Músicos são, geralmente, indivíduos que se alimentam da matéria sonora presente em seu tempo, buscando criar algo totalmente novo; por essa razão, a Música está sempre morrendo e renascendo. Quando tentamos classificá-la, surgem descrições que tendem a separá-la do todo, numa tentativa de evidenciar o que a define como única e distinguível àquela sociedade. Mas como classificar o ruído? Alguns podem chamar de shoegaze, gênero no qual My Bloody Valentine carrega o maior prestígio, e cujo hipnótico Loveless, segundo álbum de estúdio do grupo, completou 30 anos no começo de novembro.

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