Truque de Mestre – O 3° Ato traz uma nova geração de cavaleiros e truques na manga

Aviso: O texto contém alguns spoilers

Cena de Truque de Mestre - O 3° Ato. A cena mostra um grupo diverso de oito pessoas posam lado a lado, encarando diretamente a câmera com expressões que variam entre sorrisos discretos e seriedade. A composição frontal e simétrica destaca a sensação de união e mistério, reforçada pelo personagem central de braços cruzados. O fundo desfocado de vegetação e a luz natural suave valorizam as cores e os rostos, enquanto as roupas — que vão do formal ao casual — e a diversidade entre os retratados adicionam complexidade. O resultado é uma imagem contemporânea, com tom dramático e enigmático.
Os atores passaram por treinamento real de mágica (Foto: Summit Entertainment)

Marcela Jardim

Em uma Era em que franquias se estendem para além do necessário e entregam sequências mornas, como o desgaste evidente de produções como Capitão América 4 (2025) e tantas outras continuações que se apoiam apenas no peso do nome, Truque de Mestre – O 3° Ato surge como um raro suspiro de frescor. O filme retoma a energia pulsante que marcou as duas primeiras produções, preservando a essência de espetáculo, charme e ilusionismo que tornou os Cavaleiros um fenômeno cultural, mas sem abrir mão da renovação. 

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Se Não Fosse Você dá esperança ao fã de comédias românticas, mas falha quando tenta ser dramático

Aviso: Este texto contém alguns spoilers

Mason Thames e Mckenna Grace estão em um momento íntimo e terno ao ar livre, diante de um veículo azul desfocado ao fundo. O rapaz, de cabelos castanhos encaracolados, veste uma jaqueta escura com detalhes claros e segura delicadamente o queixo da moça com a mão. Ele olha para ela com expressão suave e carinhosa, inclinado para a frente. A moça, loira e de cabelos longos e ondulados, encara o rapaz com olhar igualmente afetuoso, enquanto a luz dourada do entardecer ilumina seus rostos, criando uma atmosfera romântica e serena.
Adaptação do livro “Se Não Fosse Você”, de Colleen Hoover, mata a saudade de clichês românticos (Foto: Paramount Pictures)

Ana Beatriz Zamai 

Inspirado na obra de mesmo nome, Se Não Fosse Você (2019) é mais uma adaptação literária da controversa Colleen Hoover, autora de best-sellers como É Assim que Acaba (2016) e Verity (2018), que também saíram do papel para as telonas, em 2024 e, futuramente, 2026, respectivamente. Porém, para quem não leu o livro, provavelmente não irá associar o filme à escritora, visto que essa não é uma de suas obras mais famosas – e os fatores negativos da adaptação não são somente associados ao desenvolvimento da trama, como no longa estrelado por Blake Lively

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Juntos viola o body horror em metáfora covarde

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Cena do filme JuntosNa imagem, os personagens Tim e Millie estão de pé, abraçados. Ela, à esquerda, está com o braço direito apoiado atrás do pescoço dele, parte do punho está enfaixado. Ambos os rostos estão próximos. Enquanto ela fala, Tim a encara com ternura. Ambos vestem camiseta branca e possuem pele clara. Tim é um homem na faixa dos 40 anos, de cabelos claros e corte que parece um mullet. Sua roupa e rosto estão manchados de sangue. Já Millie é uma mulher na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros e longos. Ela usa franja na testa.
O filme enfrenta acusações de plágio, pois sua premissa é semelhante a de outros roteiros (Foto: Diamond)

Davi Marcelgo 

É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade”, Luís Vaz de Camões já tinha cantado a bola sobre o amor ainda no século XVI com seu mais célebre soneto. É um sentimento intenso, conflitante, de oposição, que o Cinema normalmente representa como uma experiência melancólica e que leva às nuvens. Contrariando outros gêneros, não é nenhuma novidade que o Terror vai se apoderar de pessoas e núcleos da realidade que não são assustadores, exceto se os deturpar — crianças, cachorros e, no caso de Juntos (2025), um casal.  Continue lendo “Juntos viola o body horror em metáfora covarde”

O Estúdio convence que, para ter prestígio, a Comédia finge ter pompas

Cena da série O EstúdioNa imagem, os atores Seth Rogen (à esquerda) e Greta Lee (à direita) estão conversando em um set de filmagens. Ela olha com ternura para Rogen, enquanto ele presta bastante atenção nela. Greta Lee é uma mulher com traços asiáticos, de cabelos escuros na altura do pescoço. Usa um vestido verde com detalhes em amarelo e gola alta. Seth Rogen é um homem branco, de cabelos curtos e grisalhos. Ele veste uma camisa de botões e óculos. Atrás dos atores está um espelho com lâmpadas acesas na borda, trazendo uma iluminação quente ao ambiente.
Greta Lee faz uma ponta no segundo episódio do show (Foto: Apple TV+)

Davi Marcelgo

Produções satíricas ou sobre os bastidores de determinada mídia têm ganhado cada vez mais espaço na vitrine, de heróis com Deadpool (2016) ao jornalismo com The Morning Show (2019-), a característica metalinguística já deixou de ser novidade. O Estúdio (2025), criada por vários artistas, incluindo Seth Rogen, Frida Perez e Evan Goldberg, é uma série que quase fica na obviedade das sacadinhas que tem ar de superioridade, porém a mistura de gêneros e narrativas prova que a inteligência do texto extrapola qualquer suspeita de autoridade.   Continue lendo “O Estúdio convence que, para ter prestígio, a Comédia finge ter pompas”