O Túmulo dos Vagalumes e Meu Vizinho Totoro: na tristeza e na alegria

Os protagonistas de ambas animações: as crianças, o Totoro e os vagalumes (Foto: Nerdist)

Egberto Santana Nunes

As animações do Estúdio Ghibli sempre foram conhecidas por terem em seu escopo mundos de fantasia que aparentemente são infantis, quase sempre protagonizados por crianças, mas com um fundo de dramaticidade que afasta os pequenos. Não chega a ser uma regra, mas grandes clássicos como A Viagem de Chihiro e Princesa Mononoke carregam discussões problemáticas que nos deixam fascinados e até mesmo assustados. Bem nos primórdios da companhia, Isao Takahata e Hayao Miyazaki lançaram Meu Vizinho Totoro e O Túmulo dos Vagalumes, uma estreia dupla que trouxe um clássico dominado por toda a cultura pop e um drama de sobrevivência que emociona até hoje.
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Vida de Inseto: como combater a opressão e o conservadorismo

Gabriel Jaquer

Quando assistimos a um filme na infância, não dá para perceber toda a complexidade presente na obra, e é sempre uma surpresa agradável rever os queridinhos do passado sob um olhar mais maduro e perceber que ainda são relevantes para nossas vidas (como em Shrek, onde as piadas de insinuações adultas só são percebidas depois que assistimos com mais idade, e pelos pais – ou não – que assistiram na época). Vida de Inseto, a segunda animação da Pixar (lançada 3 anos depois de Toy Story) que completa agora seus 20 anos, aposta nessas entrelinhas e consegue agradar todas as idades.

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Viva! mostra que a Disney não cansa de produzir clássicos da animação

Guilherme Hansen

Que a parceria Disney/Pixar é garantia de sucesso, isso já é fato conhecido por todos. A fusão de boas histórias com qualidade visual faz com que grandes animações sejam produzidas e agradem a todos os públicos. O mais novo sucesso dos dois estúdios é Viva – A vida é uma festa, lançada no Brasil em 4 de janeiro deste ano.

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A Bela e a Fera: Sentimentos são fáceis de mudar, filmes nem tanto

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Aline Barbosa

Após o grande sucesso da animação A Bela e a Fera de 1991, que não só arrecadou mais de 400 milhões de dólares nas bilheteria, como também foi a primeira animação da Disney a ser adaptada para musical da Broadway, era de se esperar que o live-action, proposto para 2017, fosse ansiosamente esperado pelo público.

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O poderoso chefinho tem um bom enredo, mas está longe de ser memorável

Roubando a atenção e a cena – O chefinho é a alma do longa
Roubando a atenção e a cena – O chefinho é a alma do longa

Guilherme Hansen

Todos já sabem que a Disney é soberana em suas animações, tanto na qualidade gráfica, como em seus roteiros e sinopses. Porém, a Dreamworks não deixa por menos e surpreende com histórias muito atrativas para as crianças. O Poderoso Chefinho, lançado no último dia 30 de março e dirigido por Tom McGrath (Madagascar, Megamente), é um bom exemplo de enredo interessante, apesar de simples.

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Kubo e as Cordas Mágicas: inovador, mas fiel ao stop motion

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Nádia Saori

Kubo e as Cordas Mágicas é um longa de animação indicado à categoria de melhor animação, concorrendo com Moana, Zootopia, A Tartaruga Vermelha e Minha Vida de Abobrinha, e a de melhores efeitos visuais, concorrendo com Doutor Estranho, Mogli: O Menino Lobo, Horizonte Profundo e Rogue One. Dirigido por Travis Knight e produzido pelo renomado estúdio Laika, o forte da animação não é sua história, mas sua produção em stop motion que, com certeza, foi uma obra prima. Continue lendo “Kubo e as Cordas Mágicas: inovador, mas fiel ao stop motion”

Zootopia: mais um acerto da Disney em animações

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Danielle Cassita e Guilherme Hansen

É muito comum as pessoas não darem importância a filmes de animação, com ideias prontas de que servem apenas para entreter e não passam nenhuma mensagem relevante ao público. Porém, a Disney tem provado nos últimos anos que esse conceito está completamente errado. Com animações bem feitas e também divertidas, seus últimos lançamentos provam que o conteúdo pode andar junto com o entretenimento. Continue lendo “Zootopia: mais um acerto da Disney em animações”

Paprika: entre a realidade e os sonhos

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Nádia Linhares

Quando se trata de longas de animação japonesa, talvez o nome mais conhecido seja o de Hayao Miyazaki, diretor de A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado e Meu Amigo Totoro. O Studio Ghibli é a cara da animação japonesa no ocidente, mas há outro estúdio que, apesar de sua maioria de lançamentos ser de animes seriados, produziu longas que merecem destaque, entre eles os dirigidos por Satoshi Kon. Continue lendo “Paprika: entre a realidade e os sonhos”

Anomalisa: o mundo de Kaufman

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Matheus Fernandes

Há pouco mais de uma década, o roteirista Charlie Kaufman era um dos principais nomes no cinema americano, com obras autorais que fugiam do padrão hollywoodiano e abordavam temas complexos e surreais. Junto do diretor Spike Jonze, fez “Being John Malkovich”, sobre a possibilidade de entrar na mente do famoso ator, e “Adaptation”, um filme meta-referencial sobre bloqueio criativo, seguindo a herança de “8 ½”. O ponto alto de sua carreira veio em 2004, com “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, dirigido por Michel Gondry, romance de ficção científica que ocorre dentro de uma  mente humana em processo de apagamento, em uma das melhores representações do funcionamento cerebral já feitas, muito antes de “Divertida Mente” abordar o tema.

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Divertida Mente: nossa mente é mais complexa do que parece

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Danielle Cassita

“Divertida Mente”, a mais recente animação da poderosa Pixar, trata da história de Riley, uma garota de 11 anos que mora em Minnesota, nos EUA. Típica jovem do país, Riley é uma menina rodeada por amigos, talentosa no hóquei, além de ser filha única, muito amada por seus pais. Porém, esse quadro confortável muda quando sua família se muda para São Francisco, o que implica nas tradicionais – e por vezes complicadas – mudanças: nova casa, pessoas diferentes, uma outra realidade para se adaptar e enfrentar. Continue lendo “Divertida Mente: nossa mente é mais complexa do que parece”