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	<title>Arquivos The Great &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>The Great: nem mesmo o Emmy impediu o cancelamento de uma série primorosa em sua 3ª temporada</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 17:30:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Samuel Vinícius Para os apaixonados por produções inspiradas em grandes figuras da realeza histórica, The Great enche os olhos e alegra corações. A série retrata, em meio a grandes bocados de ficção e liberdade poética, a história de Catarina, a Grande (Elle Fanning), a imperatriz Russa que exerceu seu reinado sob algumas influências iluministas, e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-great-3a-temporada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Great: nem mesmo o Emmy impediu o cancelamento de uma série primorosa em sua 3ª temporada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32393" aria-describedby="caption-attachment-32393" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32393" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-6.jpg" alt="Peter está do lado direito usando trajes nobres de cor marrom com detalhes dourados, além de uma medalha com uma fita vermelha e branca em seu pescoço, já Catherine está ao lado esquerdo com um vestido azul e algum tipo de pele animal, bem felpuda e marrom em seu pescoço. Ambos olhando para a frente e atrás deles tem o que parece uma fonte com esculturas representando corpos humanos." width="970" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-6.jpg 970w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-6-800x297.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-6-768x285.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32393" class="wp-caption-text">Entre tapas e beijos, esse com certeza é um casal que se ama (Foto: Lionsgate+)</figcaption></figure>
<p><strong>Samuel Vinícius</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os apaixonados por produções inspiradas em grandes figuras da realeza histórica, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great</span></i><span style="font-weight: 400;"> enche os olhos e alegra corações. A série retrata, em meio a grandes bocados de ficção e liberdade poética, a história de </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-escandalos-catarina-grande-rainha-russia.phtml"><span style="font-weight: 400;">Catarina, a Grande</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Elle Fanning), a imperatriz Russa que exerceu seu reinado sob algumas influências iluministas, e do Rei Peter III (Nicholas Hoult), um Czar que não tem competência alguma para comandar um império, porém, não cede seu trono à amada esposa com facilidade, mesmo em meio a tentativas de assassinato de ambas as partes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve sua terceira temporada lançada em 2023 e, no Brasil, os episódios foram disponibilizados na </span><i><span style="font-weight: 400;">Lionsgate+</span></i><span style="font-weight: 400;"> no final de Setembro. A comédia segue</span><span style="font-weight: 400;"> com a disputa entre a vontade impetuosa de Catherine de obter um reinado um pouco mais igualitário e menos violento, ao qual a </span><a href="https://www.nationalgeographic.pt/historia/catarina-ii-a-maior-das-czarinas-que-fez-do-imperio-russo-uma-potencia-primeira-linha_2722"><span style="font-weight: 400;">Rússia de meados de 1762</span></a><span style="font-weight: 400;"> estava subjugada. Porém, percalços aparecerem e a nova Imperatriz tem que guiar seu império pensando muito bem em sua razão e coração &#8211; o que não é muito fácil, tendo em vista as várias voltas que a monarca dá sem chegar a lugar nenhum. </span></p>
<p><span id="more-32388"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São muitas as adversidades que atrapalham a personagem de </span><span style="font-weight: 400;">Elle Fanning de chegar em seu objetivo, já que </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-pedro-iii-russia-czar-rato-forca.phtml"><span style="font-weight: 400;">Peter</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua insistindo em deixar sua marca no Império Russo. Os personagens coadjuvantes são essenciais para manter a série engraçada, emocionante e dar um alívio desse embate real que às vezes pode se mostrar um pouco massante. Tia Elizabeth (Belinda Bromilow), com sua devassidade instigante,</span> <span style="font-weight: 400;">Lady Marial (Phoebe Fox), com seu marido que mais parece um filho, e Archie (Adam Godley), com sua depravação ameaçadora, garantem uma experiência nas telinhas cheia de reviravoltas e humor.</span></p>
<figure id="attachment_32395" aria-describedby="caption-attachment-32395" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2.webp" alt="Na imagem temos 3 importantes personagens da trama andando pelos corredores do palácio com olhar determinado, Peter está no centro usando um sobretudo com detalhes pretos, brancos e cinza, já Valementov está a sua direita usando roupas militares vermelhas e um sobretudo azul marinho, e a esquerda de Peter está Hugo com um sobretudo prata e verde musgo. " width="1360" height="906" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2.webp 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-800x533.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-1024x682.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-768x512.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-1200x799.webp 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32395" class="wp-caption-text">Essa tríade apronta bastante na terceira temporada (Foto: Lionsgate+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O criador da série é o mesmo impecável roteirista da obra cinematográfica </span><a href="https://www.starplus.com/pt-br/movies/a-favorita/1doIy5dHq9ZY"><i><span style="font-weight: 400;">A Favorita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Tony McNamara, que em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great</span></i><span style="font-weight: 400;"> não perde sua essência e, mais uma vez, transpõe problemas vividos à flor da pele nos dias de hoje para a realidade russa do século XVIII. Ele expõe a soberania do poder dos mais ricos imperialistas, que buscam conquistar seus objetivos pessoais enquanto a sociedade, subjugada por suas decisões, sofre com as facetas da desigualdade e injustiça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série já foi destaque em várias premiações, como </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro e </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">. Das 7 indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2022, levou uma para casa, na categoria </span><a href="https://www.emmys.com/awards/nominees-winners/2022/outstanding-costumes-for-a-period-fantasy-series-limited-series-or-movie"><span style="font-weight: 400;">Melhor Figurino de Época em Série</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Seven Days</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em 2023, a série vai concorrer novamente pela categoria de Melhor Figurino de Época. Dessa vez pelo episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Choose Your Weapon</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Sharon Long,</span><span style="font-weight: 400;"> figurinista que assina o projeto, já comentou em uma entrevista concedida à </span><a href="https://claudia.abril.com.br/coluna/ana-claudia-paixao-hollywood-cinema-series/os-premiados-figurinos-de-the-great-assinados-por-sharon-long/"><span style="font-weight: 400;">revista Claudia</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tem parte da responsabilidade por “</span><i><span style="font-weight: 400;">mantê-los em algum lugar do século 18</span></i><span style="font-weight: 400;">”, tendo em vista que</span> <span style="font-weight: 400;">McNamara</span><i><span style="font-weight: 400;"> &#8211;</span></i><span style="font-weight: 400;"> que também é showrunner da série -,  não tem interesse em</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">uma série de época</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">mas, sim, em</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">contar sobre um período histórico</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span> <span style="font-weight: 400;">Possibilitando o uso mais livre da criatividade para produção dos figurinos sem perder a essência da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusive, o episódio indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023 conta com um dos vestidos mais deslumbrantes e amados pela figurinista. Sobre ele, Long</span> <span style="font-weight: 400;">comentou que “</span><i><span style="font-weight: 400;">nas telas não se percebe, mas era todo bordado com bichinhos e rendados</span></i><span style="font-weight: 400;">”, revelando os detalhes minuciosamente pensados para criar </span><a href="https://gshow.globo.com/ep/thegreat/noticia/the-great-saiba-como-o-figurino-de-catherine-a-grande-revela-pistas-sobre-a-nova-temporada.ghtml"><span style="font-weight: 400;">um figurino que expressasse a delicadeza</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cuidado que a realeza teve na confecção de suas peças. Além disso, esse jantar é extremamente importante para articulação de Catherine, onde ela encontraria dois embaixadores, um dos Estados Unidos e o outro britânico, que estão em um embate pela ajuda dos russos em relação ao movimento de independência americano. Nele, vemos o desdobramento de um dos primeiros embates da protagonista</span><span style="font-weight: 400;"> em sua empreitada para exercer seu domínio a favor da nação russa.</span></p>
<figure id="attachment_32396" aria-describedby="caption-attachment-32396" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32396" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3.webp" alt="Na imagem Catharine está à frente de alguns espelhos no aposento real, usando um vestido creme, cheio de bordados vermelhos e azuis. Ela está usando um colar de pérolas que envolve todo seu pescoço, e a sua mão está enfaixada, devido a algum corte." width="1360" height="906" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3.webp 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-800x533.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1024x682.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-768x512.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1200x799.webp 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32396" class="wp-caption-text">O vestido do episódio Choose Your Weapon é icônico e concorre ao Emmy em 2023 (Foto: Lionsgate+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse meio tempo, alguns antagonistas ganham força, tendo em vista a constante articulação para impedir a efetividade da gestão de </span><span style="font-weight: 400;">Catherine.</span><span style="font-weight: 400;"> É o caso do ex-Rei da Suíça, Hugo (</span><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-519638/"><span style="font-weight: 400;">Freddie Fox</span></a><span style="font-weight: 400;">), que tem uma atuação excepcional, usando facetas de dissimulação que nos fazem amar odiá-lo. O antigo monarca está buscando refúgio na Rússia e tenta desesperadamente persuadir Peter a ajudá-lo a reconquistar seu antigo reinado. Indo sempre contra instruções diretas da Rainha </span><span style="font-weight: 400;">em relação ao controle das forças armadas, Hugo e sua esposa Tatyana (Florence Keith-Roach) prometem ajudar a colocar fogo no parquinho durante as reviravoltas e acontecimentos que inundam a temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para abrir espaço para mais narrativas, alguns personagens também tiveram que sair de cena e, talvez, Orlo</span><span style="font-weight: 400;"> (Sacha Dhawan)</span><span style="font-weight: 400;"> tenha sido uma das perdas mais dolorosas. Ainda mais, quando o personagem se mostrou uma peça chave para encabeçar os planos de Catherine ao longo das temporadas, e a ocasionalidade que levou nosso covarde e querido conselheiro da rainha foi um tanto chocante e irônica. Tendo em vista que ele já se sentia traído pela monarca</span><span style="font-weight: 400;">, quando ela não matou Peter, apesar de toda sua crueldade nas temporadas </span><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/series/em-the-great-exercer-o-poder-e-mais-dificil-do-que-conquista-lo/"><span style="font-weight: 400;">anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">, e agora estava dando-o a oportunidade de desfrutar um amor. No entanto, ele seguiu com sua sede de sangue em uma perseguição ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Czar </span></i><span style="font-weight: 400;">Russo que levou, literalmente, a um tiro pela culatra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Elle Fanning tem se mostrado cada vez mais perspicaz e desenvolvida na interpretação da protagonista. A imperatriz vive um momento em que demonstrar sua força no poder é essencial, pois sua racionalidade sempre é colocada à prova pelos costumes ferrenhos da antiga Rússia. Por isso, incorporar um pouco da selvageria das pessoas ao seu redor foi um incremento que a atriz trouxe à personagem com naturalidade. Os gritos de “</span><i><span style="font-weight: 400;">Huzzah!</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">e a tranquilidade ao quebrar as tacinhas de cristal nunca foram tão automáticos, tudo para transmitir a todos que agora </span><a href="https://cinepop.com.br/the-great-elle-fanning-quebra-o-silencio-sobre-o-cancelamento-da-serie-453364/"><span style="font-weight: 400;">Catherine </span></a><span style="font-weight: 400;">é a </span><i><span style="font-weight: 400;">mother fucking</span></i><span style="font-weight: 400;"> Imperatriz da Russia.</span></p>
<figure id="attachment_32397" aria-describedby="caption-attachment-32397" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32397" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4.webp" alt="Na imagem Catherine está usando o sobretudo mais usados por Peter ao longo das temporadas, ele é marrom e de pele animal, a Rainha está andando com uma cara desolada no meio de um corredor bem movimentado do palácio russo." width="984" height="656" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4.webp 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-800x533.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-768x512.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32397" class="wp-caption-text">Quem nunca usou a roupa do boy quando está com saudades? (Foto: Lionsgate+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, como nem tudo pode ser perfeito, a série enfrentou alguns problemas relacionados à audiência e foi &#8211; acredite se quiser &#8211; </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/the-great-cancelada"><span style="font-weight: 400;">cancelada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Como há muito se vem discutindo, os </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> mantém os dados referentes às audiências sob sete chaves e ninguém sabe como é contabilizado o número de visualizações de conteúdo. Dessa maneira, a produção não se destacou para o </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 10 principais séries originais da plataforma e, seguindo a ideia de gerar mais lucros para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi cancelada, mesmo com o seu reconhecimento aclamado pela crítica e mais de 20 indicações a prêmios importantes da televisão internacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deixando milhares de </span><a href="https://thenexus.one/as-10-maiores-perguntas-nao-respondidas-da-terceira-temporada/"><span style="font-weight: 400;">pontas soltas</span></a><span style="font-weight: 400;"> relacionadas ao prosseguimento do reinado de Catherine, principalmente após um evento catastrófico que atingiu a Coroa e uma artimanha sem nenhum juízo promovida pelo mais impuro arcebispo da corte Archie junto a Pugachev (Nicholas Hoult) que se juntam na aplicação de um plano para pressionar a Imperatriz. Porém, apesar de parte da decorrência dos fatos serem vinculados a história, nunca se saberemos como  os criadores da série pretendiam transmitir para o público a sequência de acontecimentos, que somente eles contaram até hoje com tanta diversão, conscientização e criatividade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale destacar que, mesmo com a série cancelada, as três temporadas completas disponíveis de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great</span></i> <a href="https://veja.abril.com.br/coluna/isabela-boscov/the-great-sobre-a-imperatriz-russa-catarina-ilumina-o-poder-feminino"><span style="font-weight: 400;">garantem muita diversão</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao telespectador. A sátira envolve a todos do começo ao fim, transpondo aspectos de subdesenvolvimento social da atualidade à realidade russa de forma impactante. Mesmo se tratando de uma produção de comédia, os momentos nos quais se destaca a desigualdade de gênero e social são marcantes e de tirar o fôlego, fazendo o público refletir sobre o real progresso de nossa sociedade. </span></p>
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		<title>The Great: Com elegância e estratégia, Catarina molda seu império</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2022 17:25:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Nicastro HUZZAH! A Rússia é de Catherine na segunda temporada de The Great (ou A Grande, em seu título original). Proveniente do Hulu e disponibilizada no Brasil pelo Starzplay, a série chegou de mansinho, sem muito alarde. Porém, basta uma olhadinha na premissa instigante da ascensão do poder feminino na monarquia russa do século &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-great-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Great: Com elegância e estratégia, Catarina molda seu império"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-great-2a-temp-critica/">The Great: Com elegância e estratégia, Catarina molda seu império</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28605" aria-describedby="caption-attachment-28605" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1.png" alt="Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e mostra a personagem Catherine da cintura para cima, centralizada. Ela está em um salão fechado, com paredes detalhadas e douradas. Catherine é interpretada por Elle Fanning. Elle é uma mulher jovem, loira, branca com um nariz pequeno e traços delicados. Ela usa um vestido dourado, de época. Em sua cabeça há uma coroa grande, de rainha. Ao fundo só há uma parede atrás de si. " width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/1-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28605" class="wp-caption-text">“<a href="https://youtu.be/ag0urw0_uW0">I am terrifying</a>” (“Eu sou aterrorizante”) – Catherine, A Grande (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Nicastro</b></p>
<p><a href="https://youtu.be/7wgdpSqOLQg"><i><span style="font-weight: 400;">HUZZAH</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">!</span></i><span style="font-weight: 400;"> A Rússia é de Catherine na segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great (</span></i><span style="font-weight: 400;">ou</span><i><span style="font-weight: 400;"> A Grande, </span></i><span style="font-weight: 400;">em seu título original). Proveniente do </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e disponibilizada no Brasil pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Starzplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série chegou de mansinho, sem muito alarde. Porém, basta uma olhadinha na premissa instigante da ascensão do poder feminino na monarquia russa do século dezoito somada a um tom satírico, divertido e muito atual para conquistar o público com um equilíbrio incrível entre Comédia e Drama, e atuações dignas de um </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-28604"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrita, na maioria dos episódios, pelo também </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">Tony McNamara, roteirista do futuro </span><a href="https://disneyplusbrasil.com.br/cruella-2-diretor-diz-que-proximo-filme-vai-mostrar-a-transformacao-da-iconica-vila/"><i><span style="font-weight: 400;">Cruella 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great </span></i><span style="font-weight: 400;">foi lançada em Maio de 2020 e explora a história &#8211; </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-150457/"><span style="font-weight: 400;">bastante representada</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Cinema e na Televisão &#8211; da monarquia de </span><a href="https://nationalgeographic.pt/historia/grandes-reportagens/2722-catarina-ii-a-maior-das-czarinas-que-fez-do-imperio-russo-uma-potencia-de-primeira-linha"><span style="font-weight: 400;">Catarina II da Rússia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na primeira temporada, Catherine (</span><a href="https://elle.com.br/cultura/the-girl"><span style="font-weight: 400;">Elle Fanning</span></a><span style="font-weight: 400;">), ou Catarina Segunda, nos livros de história brasileiros, foi apresentada a Peter (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/nicholas-hoult-estrelara-filme-capanga-dracula"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Hoult</span></a><span style="font-weight: 400;">), ou Pedro Terceiro, aquele que ela acreditava ser seu príncipe encantado. Vinda da Prússia, mal sabia ela que, ao pisar em solo russo, seu grande amor seria seu reino, sua corte, seu povo e o que viria a ser o </span><i><span style="font-weight: 400;">seu </span></i><span style="font-weight: 400;">império.</span></p>
<figure id="attachment_28608" aria-describedby="caption-attachment-28608" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2.png" alt=" Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e mostra a protagonista Catherine de frente para um espelho dourado. Ela usa um vestido de época e seus cabelos estão presos. Catherine é interpretada por Elle Fanning. Elle é uma mulher jovem, loira, branca, com um nariz pequeno e traços delicados. Ela olha séria para seu reflexo. O espelho fica sobre um armarinho. A parede na qual ele está apoiado tem um papel de parede verde e florido." width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28608" class="wp-caption-text">Além de protagonista, Elle Fanning é também produtora executiva da série (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não se engane! </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é uma série histórica e política com</span><a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/series/streamings/truque-de-the-great-e-exagerar-e-muito-os-fatos-tipo-nelson-rubens"><span style="font-weight: 400;"> compromissos com a realidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, fidedigna aos fatos e personagens como a famosa </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Recheada de sarcasmo, humor sórdido, palavrões e noções bem contemporâneas, e uma brutalidade que deixaria </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> orgulhosa, a produção brinca com a temática e cria uma atmosfera bastante surreal, cheia de exageros e personagens caricatos pela corte, como o próprio Peter.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Afinal, a situação é tão absurda quanto se propõe: Catherine chega em território russo tão encantada e apaixonada como uma princesa encontrando seu príncipe. Porém, tamanha é sua decepção ao descobrir que o então Imperador, seu mais novo esposo, é um </span><i><span style="font-weight: 400;">boy lixo</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a mentalidade de uma criança de dez anos e a violência de um líder cruel de um exército impiedoso. Além dele, toda a corte é formada por indivíduos que festejam todos os dias e </span><a href="https://youtu.be/E03rqtN9qGQ"><span style="font-weight: 400;">se limitam a preocupações fúteis</span></a><span style="font-weight: 400;">. Todos são brutais, práticos, alienados e mal educados, e a futura Imperatriz se vê desolada.</span></p>
<figure id="attachment_28609" aria-describedby="caption-attachment-28609" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28609" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/3.png" alt="Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e mostra o personagem Peter no centro, sentado em um sofá escuro detalhado com desenhos e ornamentos em ouro. Peter está em uma sala fechada. Ele é interpretado por Nicholas Hoult. Nicholas é um homem na casa dos trinta anos, branco, de olhos claros, cabelos escuros e curtos e um rosto fino e oval. Ele tem sobrancelhas grossas e está olhando para um dos lados com uma expressão preocupada. Ele usa uma blusa verde e preta, de época, e calças escuras. O fundo, atrás dele, está desfocado." width="1600" height="1066" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/3.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/3-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/3-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/3-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28609" class="wp-caption-text">De <a href="https://youtu.be/sl9jF56hlxc">namorado zumbi</a> a Imperador babaca, Nicholas Hoult é um ator brilhante e se entrega totalmente a seus papéis (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, como uma boa sonhadora interminável, a protagonista se recompõe e se remodela diante dos desafios. Não demora muito para ela perceber que seu destino nunca foi se casar com Peter, e sim tomar seu trono e comandar a Rússia. Sua criada Marial (Phoebe Fox), o conselheiro </span><a href="https://cm-ob.pt/is-count-orlo-great-based-real-person#:~:text=N%C3%A3o%2C%20o%20conde%20Orlo%20n%C3%A3o,%C3%A9%20seu%20conselheiro%20mais%20pr%C3%B3ximo."><span style="font-weight: 400;">Orlo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Sacha Dhawan) e o general do exército russo Velementov (Douglas Hodge), então, unem-se a Catherine em um plano de </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-escandalos-catarina-grande-rainha-russia.phtml"><span style="font-weight: 400;">assassinar o incompetente Imperador</span></a><span style="font-weight: 400;"> e colocá-la no poder. Junto deles, ela conta com o apoio de seu amante Leo (Sebastian de Souza, diretamente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/skins-uk-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Skins</span></i></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a primeira temporada, a estratégia da monarca sofre com altos e baixos, tudo dá certo e, no fim, dá errado. Enquanto ela </span><a href="https://youtu.be/9li3xj3HiJc"><span style="font-weight: 400;">cresce pessoalmente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e representa uma determinação incansável, unida a suas brilhantes e inovadoras ideias, precisa lidar com os contra-ataques do seu mais novo arqui-inimigo, Peter, e seus apoiadores (a grande maioria do reino). No fim das contas, Catherine toma seu reinado, mas se descobre grávida de seu rival, perde Leo para a morte – em uma decisão política –, é traída pela amiga Marial e sofre com as densas consequências de um povo abalado e descontente.</span></p>
<figure id="attachment_28610" aria-describedby="caption-attachment-28610" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28610" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/4.png" alt="Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e mostra três personagens de corpo inteiro, bem no centro dela. Eles estão em um corredor do castelo, com papéis de parede desenhados, escuros e detalhados em dourado. À esquerda está o general Velementov. Ele é interpretado por Douglas Hodge, um homem de meia idade corpulento, baixo, que usa uma peruca de época, com um rabo de cavalo, uma roupa de exército e carrega na mão direita uma arma levantada. No meio está Catherine, com um vestido de época e cabelos loiros presos atrás da cabeça. Catherine é interpretada por Elle Fanning. Elle é uma mulher jovem, loira, branca, com um nariz pequeno e traços delicados. Seu vestido é verde claro, de mangas compridas. Por último, à direita, está Orlo, personagem de Sacha Dhawan. Ele tem uma pele um pouco mais escura, olhos grandes e um cabelo escuro preso em um rabo de cavalo. Sacha é baixo e usa camisa social por baixo de um colete escuro, além de botas. Ele também segura uma arma na mão esquerda. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/4.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/4-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28610" class="wp-caption-text">Como é citado na abertura da série, trata-se de “<a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-recomenda/the-greate-se-afasta-da-realidade-e-abraca-acidez-deliciosa-em-nova-fase/">uma história ocasionalmente real</a>”, inspirada em Catarina II, mas sem compromissos com a verdade (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada então se inicia com uma guerra travada entre Peter e Catherine. A última, impassível, aprende da forma mais dura que precisa ser feroz se quiser ter a admiração do povo e o controle do marido derrubado. Ele, por sua vez, </span><a href="https://youtu.be/fYIRqh9TiBY"><span style="font-weight: 400;">demonstra uma compaixão</span></a><span style="font-weight: 400;"> cada vez maior pela esposa ao observar seu destemor e inteligência, agora feito de prisioneiro por ela, em seu próprio castelo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pé de guerra inicialmente travado entre os dois se dissolve por parte do Príncipe, conforme ele abre mão de qualquer tentativa pelo trono a favor da esposa e seu futuro filho Paul. É estranho e cômico a forma como um personagem tão odiado como ele começa a perder a compostura diante de sua Rainha e cai nas graças do público, tamanho o carisma de Nicholas Hoult. Com o passar do tempo, então, o ódio dá lugar a uma </span><a href="https://youtu.be/Nr4Xqb9AXm8"><span style="font-weight: 400;">complexa amizade</span></a><span style="font-weight: 400;"> com benefícios. Catherine se vê dividida em detestar o marido e reconhecer mudanças progressivas em seus comportamentos e sua personalidade, enquanto aprecia sua companhia.</span></p>
<figure id="attachment_28611" aria-describedby="caption-attachment-28611" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28611" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/5-1.jpg" alt="Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e mostra Peter, à esquerda e Catherine à direita, focada no busto de ambos. Peter é interpretado por Nicholas Hoult. Nicholas é um homem na casa dos trinta anos, branco, de olhos claros, cabelos escuros e curtos e um rosto fino e oval. Ele usa uma roupa real de coroação, com medalhas e detalhes em ouro. Em sua cabeça há uma peruca real com um rabo de cavalo atrás da cabeça. Ele olha para a direita, para Catherine, com estranheza no olhar. Já ela, é interpretada por Elle Fanning. Elle é uma mulher jovem, loira, branca com um nariz pequeno e traços delicados. Ela usa um vestido dourado, de época. Em sua cabeça há uma enorme tiara real feita de folhas de louro douradas. Ela está com uma expressão neutra e olha para frente, firme. Atrás deles, o fundo está desfocado." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/5-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/5-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/5-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/5-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/5-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/5-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28611" class="wp-caption-text">Em The Great, o <a href="https://www.interruptedreamer.com/2021/09/no-mundo-dos-romances-enemies-to-lovers.html">enemies to lovers</a> assume outra proporção diante do surrealismo e da excentricidade dos personagens (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A linha tênue entre amar e odiar Peter é uma constante &#8211; para o telespectador, </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/the-great-retorna-com-novas-brigas-entre-elle-fanning-e-nicholas-hoult-1.2586406"><span style="font-weight: 400;">para a própria protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> e para os amigos do ex-Imperador na Corte. Todos ora se chocam com seus atos hediondos, ora se divertem com sua maluquice e presunção. E cada vez mais há uma subversão de papéis conforme os episódios da série avançam, as conquistas da Imperatriz ficam mais evidentes e Peter melhora como pessoa, enquanto se apaixona por ela e se contenta em ser apenas o pai do futuro bebê.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida à comédia, os dramas vivenciados por Catherine são críveis, enfrentados com muita emoção, e criam um laço e conexão do público a ela desde a sua primeira aparição. Agora, o trono é seu e a Imperatriz precisa </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/607765/critica-the-great-starzplay-2a-temporada-humor-sagaz-discute-politica/"><span style="font-weight: 400;">aprender a ser uma figura política</span></a><span style="font-weight: 400;">, a lidar com a gravidez cujo pai ela destronou e a dançar conforme a música, em uma corte que tem vontades distintas daquelas que ela considera ideais. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Learning to Rule I The Great Season 2 | Hulu" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/txfuCQpukU8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, </span><a href="https://epipoca.com.br/elle-fanning-mostra-como-mudou-para-viver-personagem-da-nova-serie-the-girl-from-plainville/"><span style="font-weight: 400;">a força de Elle Fanning</span></a><span style="font-weight: 400;"> transborda das telas. A atriz equilibra com maestria a delicadeza e paixão de Catherine com sua imponência e orgulho. Ela não abre mão do trono tomado e luta por ele com unhas e dentes, mesmo que tenha que fazer escolhas difíceis no caminho. Quanto a isso, a czarina sente, ao longo da temporada, o luto pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q8AeJLR3UaA"><span style="font-weight: 400;">perda de seu amado Leo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e desafia os próprios sentimentos ao precisar manter-se emocionalmente firme para lidar com uma Rússia instável, louca e em guerra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecida por papéis como Mary Shelley (</span><a href="https://www.guiadasemana.com.br/cinema/galeria/motivos-para-assistir-ao-filme-mary-shelley-na-netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Mary Shelley</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, 2017), a princesa Aurora (</span><a href="https://rotacult.com.br/2019/10/malevola-2-dona-do-mal-as-origens-da-iconica-vila-chega-aos-cinemas/"><i><span style="font-weight: 400;">Malévola</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, 2014) ou a doce Alice, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/super-8-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Super 8</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2011), Mary Elle Fanning coleciona obras incríveis em seu currículo, provando ser uma atriz maleável e uma das mais talentosas de uma nova geração de Hollywood. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great</span></i><span style="font-weight: 400;"> surgiu para comprovar que o protagonismo lhe cai perfeitamente, com uma personagem que exige uma carga dramática intensa, exalando determinação e coragem, mas que também se encaixa perfeitamente nos arcos cômicos e excêntricos da produção.</span></p>
<figure id="attachment_28612" aria-describedby="caption-attachment-28612" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28612" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/6.png" alt="Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e exibe Joanna, mãe de Catherine. Joanna é interpretada por Gillian Anderson, uma mulher de meia idade que usa um vestido preto, com flores vermelhas e laranjas desenhadas. Ela é branca, tem olhos claros, um nariz fino e tem cabelos loiros presos no topo da cabeça. Ela está com o braço direito dobrado e a mão direita com a palma virada para cima. Sua expressão é neutra e ela parece se comunicar com alguém. O fundo atrás de si mostra o corredor de um castelo iluminado pela luz do sol, mas está desfocado." width="1600" height="1066" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/6.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/6-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/6-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/6-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/6-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/6-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28612" class="wp-caption-text">A talentosa <a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/">Gillian Anderson</a> rouba a cena como Joanna, a mãe rigorosa e controversa de Catherine (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já seu parceiro de cena, Nicholas Hoult, é um show à parte com o caótico e complexo Peter. O eterno Tony de </span><i><span style="font-weight: 400;">Skins </span></i><span style="font-weight: 400;">(2007) e Tolkien, no </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/tolkien"><span style="font-weight: 400;">longa de mesmo nome de 2019</span></a><span style="font-weight: 400;">, aqui interpreta o mimado Príncipe que cresceu exposto à violência desde a infância, rejeitado pelos pais e sempre submetido aos deveres e expectativas do reinado. Juntos, os dois criaram uma dupla dinâmica em tela com uma química impecável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Personagens excelentes não faltam em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Grande</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além dos amigos e braços-direitos da Imperatriz já mencionados, Marial, Orlo e Velementov, há Elizabeth (Belinda Bromilow), tia de Peter, mas uma grande aliada de Catherine, o enigmático e interesseiro Archie (</span><a href="https://www.planocritico.com/critica-a-fantastica-fabrica-de-chocolate-2005/"><span style="font-weight: 400;">Adam Godley</span></a><span style="font-weight: 400;">), arcebispo da corte, e os melhores amigos de Peter, Grigor (</span><a href="https://personaunesp.com.br/bohemian-rhapsody-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gwilym Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Georgina (Charity Wakefield), que temem por suas vidas privilegiadas. </span></p>
<figure id="attachment_28613" aria-describedby="caption-attachment-28613" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28613" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/7.png" alt="Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e mostra duas mulheres sentadas frente a frente em um sofá escuro e decorado com peças em dourado. Elas sorriem uma para a outra. Estão em uma sala cujo fundo é decorado por pinturas de pessoas, espelhos dourados e outros ornamentos. À esquerda está Marial, personagem de Phoebe Fox. Phoebe é uma mulher jovem, de cabelos castanhos, pele clara e olhos pequenos. Ela sorri largamente. Marial usa um vestido verde e branco e cabelos presos atrás da cabeça. À direita está Catherine, personagem de Elle Fanning. Elle é uma mulher jovem, loira, branca com um nariz pequeno e traços delicados. Ela usa um vestido verde escuro com detalhes em rosa e seu cabelo claro está preso no topo da cabeça. Ela retribui o olhar de Marial com ternura." width="1200" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/7.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/7-800x467.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/7-1024x597.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/7-768x448.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28613" class="wp-caption-text">Amigas desde um primeiro momento, Marial e Catherine se reconhecem no que elas mais têm em comum: seus sonhos, audácia e persistência (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Marial é uma </span><a href="https://www.tvinsider.com/1048355/phoebe-fox-the-great-season-2-marial-catherine-feud/"><span style="font-weight: 400;">coadjuvante de peso na história</span></a><span style="font-weight: 400;">, com tanta coragem quanto Catherine. Nesta temporada, ela retorna à nobreza, com seus benefícios e sua alta posição ao lado da Imperatriz. Entretanto, viver como serva no palácio lhe rendeu maior consciência, responsabilidade e empatia. </span><a href="https://showsnob.com/2021/11/29/the-great-season-2-episode-9-recap/"><span style="font-weight: 400;">Georgina também tem um novo arco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cresce ao demonstrar sua inteligência e estratégia, prometendo trazer problemas para o reinado no futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Protagonizado pelas figuras femininas, o roteiro de McNamara, Tami Sagher, Fiona Seres e Gretel Vella também abre ainda mais espaço para Tia Elizabeth, seus dramas e descobertas intensas sobre a perda de seu filho no passado. Ela tem ferrenhas discussões com Joanna (Gillian Anderson), </span><a href="https://www.nerdsite.com.br/series-tv/the-great-gillian-anderson-e-joanna-isabel-em-novas-imagens-da-2a-temporada-da-serie-veja/"><span style="font-weight: 400;">a mãe de Catherine</span></a><span style="font-weight: 400;">, que surge no meio da temporada para gerar discórdia e abalar ainda mais o psicológico da Rainha ao sentir que precisa mascarar seus problemas para a exigente progenitora. </span></p>
<figure id="attachment_28614" aria-describedby="caption-attachment-28614" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28614" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/8.png" alt="Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e mostra Catherine em uma sala de aula na corte, ao lado de algumas alunas crianças. Todas as meninas usam vestidos de época e cabelos presos em tranças. Catherine está à esquerda e olha orgulhosa para frente. Ela é interpretada por Elle Fanning. Elle é uma mulher jovem, loira, branca com um nariz pequeno e traços delicados. Ela usa um vestido verde claro, está grávida e seu cabelo claro está preso atrás da cabeça. No fundo da sala é possível ver Marial, personagem de Phoebe Fox, que é uma mulher de cabelos castanhos, pele clara e olhos pequenos. Ela também tem os cabelos presos e usa um vestido de época. É possível ver, em primeiro plano, e no canto direito, um trecho de um quadro negro." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/8.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/8-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/8-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28614" class="wp-caption-text">Com pensamentos bem à frente de sua época, Catherine cria uma escola para garotas na corte (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série </span><a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/series/streamings/autor-de-got-recomenda-the-great-e-explica-os-motivos-insanamente-boa"><span style="font-weight: 400;">acerta no tom exagerado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se leva pouquíssimo a sério diante do caos que é a corte de Catherine. Há referências extremamente divertidas, como ao surgimento do </span><i><span style="font-weight: 400;">drink </span></i><span style="font-weight: 400;">Moscow Mule e de montanhas-russas. E, é claro, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um olhar de século vinte e um, com uma protagonista muito à frente de seu tempo, progressista, que luta pelos direitos femininos e preza pelo bem de todos no reino, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v0q89jMbdWA"><span style="font-weight: 400;">com grandes mudanças e incentivo a educação</span></a><span style="font-weight: 400;"> e liberdade de expressão. Até mesmo </span><a href="https://64.media.tumblr.com/76d3358129cc2337b9f6644170e43b84/6ddc0feb1813fe5f-ab/s540x810/30fb9248767accb2e5cdab7c402db42c717ec8bf.gifv"><span style="font-weight: 400;">Voltaire</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna à trama com participações pontuais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto a detalhes técnicos, os episódios são longos e têm mais de quarenta minutos; contudo, os acontecimentos se desenrolam de forma rápida e objetiva. O tempo passa depressa na série e rixas políticas que se resolveriam normalmente em décadas, se solucionam felizmente em poucas horas. Já a </span><a href="https://www.tatler.com/gallery/the-great-filming-locations-catherine-the-great-costume-drama"><span style="font-weight: 400;">ambientação</span></a><span style="font-weight: 400;"> se resume majoritariamente ao castelo e seus grandes aposentos, luxuosos e cobertos de ouro, ainda que tenham cenas no campo, na praia e na floresta. Os cenários e o visual são atrativos, com cômodos exuberantes do palácio e seu entorno, assim como seus belos e marcantes </span><a href="https://vogue.globo.com/Shopping/noticia/2021/12/great-foram-necessarias-duas-semanas-para-criar-vestido-da-serie-estrelada-por-elle-fanning.html"><span style="font-weight: 400;">figurinos de época</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28615" aria-describedby="caption-attachment-28615" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28615" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/9.png" alt="Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e exibe, no centro, o arcebispo Archie. Ele é interpretado por Adam Godley, um homem branco, de meia idade, com cabelos e barba castanhos e longos. Ele usa uma coroa de bispo sobre a cabeça e vestes pretas. Seu olhar é sério. Ele está em uma sala iluminada pela luz do sol. Atrás dele estão guardas reais com roupas de oficiais e chapéus. Suas expressões também são sérias." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/9.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/9-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/9-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/9-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/9-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/9-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28615" class="wp-caption-text">Archie usa <a href="https://www.youtube.com/watch?v=XcfEUxwM9-k">cogumelos alucinógenos</a> para se comunicar com Deus e entra em um embate crítico com os pensamentos modernos da Imperatriz (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tantas qualidades e destaques, principalmente no quesito atuações, era de se esperar </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great</span></i><span style="font-weight: 400;"> sendo reconhecida em premiações. Fanning foi indicada merecidamente ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;"> na categoria Melhor Atriz em Série de Comédia, enquanto Hoult foi nomeado à categoria de Melhor Ator em Série de Comédia. Diante da dedicação impecável e desempenho absurdo de ambos os artistas, o troféu é mais do que justo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A protagonista concorre com as talentosíssimas atrizes Rachel Brosnahan (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Quinta Brunson (</span><i><span style="font-weight: 400;">Abbott Elementary</span></i><span style="font-weight: 400;">), Kaley Cuoco (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-flight-attendant-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Flight Attendant</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Issa Rae (</span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Insecure</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Jean Smart (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). Já o intérprete do ex-Imperador disputa com nomes de peso como os comediantes Jason Sudeikis, com a nomeadíssima – e também prevista para levar Melhor Série de Comédia –, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Donald Glover (</span><a href="https://personaunesp.com.br/atlanta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Atlanta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Bill Hader (</span><a href="https://personaunesp.com.br/barry-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), e os queridíssimos Martin Short e Steve Martin, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in The Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28616" aria-describedby="caption-attachment-28616" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28616" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/10.png" alt="Fotografia da série The Great. A imagem é retangular e exibe, no centro, a personagem Elizabeth, interpretada por Belinda Bromilow. Belinda é uma mulher de meia idade, branca, de cabelos acobreados presos no topo de sua cabeça. Sua expressão é feliz, seus braços estão dobrados, ao lado do corpo e ela está em uma sala escura, em que é possível ver alguns móveis ao fundo. Ela olha na direção da câmera. Seu rosto é oval, ela sorri e usa um vestido amarelo com listras sobre uma saia azul de época." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/10.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/10-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/10-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/10-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/10-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/10-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28616" class="wp-caption-text">Belinda Bromilow dá vida à independente Tia Elizabeth, que treina borboletas e dá conselhos a Catherine (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato é que não faltam atores e atrizes indicados que deem vida a seus personagens com mais do que veracidade e paixão, a exemplo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;">, do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a contemplada Jean Smart,</span> <span style="font-weight: 400;">ou de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ganhou o público e a crítica. Porém, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Great </span></i><span style="font-weight: 400;">não fica para trás nesse quesito, tratando-se de um dos maiores – senão o maior – </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/157720-dakota-e-elle-fanning-atuarao-juntas-no-filme-the-nightingale.htm"><span style="font-weight: 400;">papel de Fanning</span></a><span style="font-weight: 400;"> até agora, dando-lhe grandes chances de coroar a Imperatriz, desta vez pelo prestígio de sua intérprete. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O brilhantismo da obra do </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> se estende a todos os aspectos e, felizmente, a mais uma temporada, </span><a href="https://twitter.com/TheGreatHulu/status/1480962780928913413?cxt=HHwWisC9rbDzt40pAAAA"><span style="font-weight: 400;">confirmada em Janeiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> deste ano. Sua abordagem cômica dá uma leveza ao gênero, como acontece em </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020). Mas aqui, a luta pelo poder feminino e o anseio da monarca revolucionária em ver seu país brilhar gera discussões mais políticas e dramáticas. Uma série cuja história se inspira no século dezoito nunca foi tão atual, com desafios tão contemporâneos para uma mulher na política, um espaço que continua majoritariamente dominado por homens. O universo ainda carece da elegância, estratégia, inteligência e paixão que apenas governos de Catarinas são capazes de proporcionar ao mundo.</span></p>
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		<title>As Melhores Séries de 2020</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2020 17:01:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pandemia, que descarrilou a indústria do entretenimento, fez um estrago estrondoso no cinema. A TV, entretanto, conseguiu segurar as barras e teve até a premiação do Emmy meio virtual, meio presencial, mas inteiramente inovadora. Lá, Schitt’s Creek fez história: a única série a vencer todas as 7 categorias principais de comédia. Junto do hit canadense, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2020/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2020"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17526" aria-describedby="caption-attachment-17526" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17526 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress.jpg" alt="A imagem é uma arte com fundo laranja. No canto superior direito, há um retângulo com fundo preto e escrito na cor laranja a frase &quot;AS MELHORES SÉRIES DE 2020&quot;. No canto inferior direito, há o logo do Persona, que é o desenho de um olho aberto, no qual a íris possui a cor laranja e no lugar da pupila há um botão de &quot;play&quot; na cor preta. No canto esquerdo, há personagens de algumas séries organizados em duas fileiras. Na fileira superior, da esquerda para a direita, estão: a personagem Lúcia do seriado Amor e Sorte, interpretada por Fernanda Torres, que é uma mulher branca de cabelos castanhos escuros na altura dos ombros, Fernanda está sorrindo e veste uma blusa cinza; a personagem Marianne da série Normal People, interpretada por Daisy Edgar-Jones, que é uma mulher branca de cabelos castanhos claros compridos e franja, Daisy está com o olhar voltado para a direita; a personagem Hilda da série Hilda, que é um desenho animado de uma menina branca com cabelos longos e azuis, Hilda veste um cachecol amarelo e uma blusa vermelha de manga compridas, ela está sorrindo e com as mãos apoiadas na cintura; e o personagem David Rose da série Schitt's Creek, interpretado por Daniel Levy, que é um homem branco de cabelos castanhos escuros em formato de topete, Daniel está com uma feição assustada e veste um suéter cinza e preto. Na fileira inferior, da esquerda para a direita, estão: a personagem Devi Vishwakumar da série Eu Nunca..., interpretada por Maitreyi Ramakrishnan, que é uma jovem de traços indianos e cabelo preto comprido, Maitreyi está com o rosto virado para a esquerda e com um leve sorriso, ela veste uma regata listrada, um colar e um casaco laranja; a personagem Beth Harmon da série O Gambito da Rainha, interpretada pela atriz Anya Taylor-Joy, que é uma mulher branca com cabelos ruivos curtos e franja, Anya está com o olhar voltado para a direita, veste um casaco cinza e segura um jornal em suas mãos; a personagem princesa Margaret da série The Crown, interpretada por Helena Bonham Carter, que é uma mulher branca com cabelos castanhos escuros presos em um coque alto, Helena está com um olhar sério e usa uma coroa em sua cabeça, um colar em seu pescoço e um vestido rosa e branco; e a personagem Arabella Essiedu da série I May Destroy You, interpretada por Michaela Coel, que é uma mulher negra com cabelos rosa em tom pastel na altura dos ombros, Michaela está com um olhar sério para a frente, ela veste uma camiseta cinza e um casaco branco e vermelho. " width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17526" class="wp-caption-text">Os destaques de 2020: Amor e Sorte, Normal People, Hilda, Schitt&#8217;s Creek, Eu Nunca, O Gambito da Rainha, The Crown e I May Destroy You (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A pandemia, que descarrilou a indústria do entretenimento, fez um estrago estrondoso no cinema. A TV, entretanto, conseguiu </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/05/producoes-via-zoom-inovam-na-tv-mas-nao-devem-sobreviver-no-pos-pandemia.shtml"><span style="font-weight: 400;">segurar as barras</span></a><span style="font-weight: 400;"> e teve até a premiação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> meio virtual, meio presencial, mas inteiramente </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,emmy-2020-cerimonia-virtual-de-premiacao-desperta-curiosidade,70003441907"><span style="font-weight: 400;">inovadora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lá, </span><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek </span></i><span style="font-weight: 400;">fez história: a única série a </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/09/schitts-creek-tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-serie-que-roubou-cena-do-emmy-2020.html#:~:text=Schitt's%20Creek%20bateu%20um%20recorde,temporada%20da%20hist%C3%B3ria%20do%20Emmy."><span style="font-weight: 400;">vencer todas</span></a><span style="font-weight: 400;"> as 7 categorias principais de comédia. Junto do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">canadense, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/com-serie-hit-euphoria-zendaya-faz-historia-no-emmy/"><span style="font-weight: 400;">Zendaya venceu Melhor Atriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Drama, se tornando a ganhadora mais jovem da categoria. No campo das minisséries, narrativas fortes com enfoque em figuras femininas ditaram o tom. Teve a heroica avalanche de </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;">, a comovente </span><i><span style="font-weight: 400;">Nada Ortodoxa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://valkirias.com.br/mrs-america/"><span style="font-weight: 400;">avidez de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mrs. America</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora dos prêmios, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou a </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/o-gambito-da-rainha-serie-mais-assistida-netflix#:~:text=A%20Netflix%20divulgou%20hoje%20(23,na%20plataforma%20desde%20sua%20cria%C3%A7%C3%A3o."><span style="font-weight: 400;">minissérie mais assistida</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série da enxadrista Beth Harmon, papel taciturno de Anya Taylor-Joy, é parte do panteão de 2020. O </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">muito se beneficiou das pessoas estarem trancadas em casa: os números de acesso e visualizações estouraram a boca do balão. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">se encerrou</span><span style="font-weight: 400;"> com a maestria que prometeu, e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente nos mostrou a Lady Di. Na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, Michaela Coel retornou mais poderosa que o de costume com </span><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i><span style="font-weight: 400;">, um soco no estômago empacotado em 12 episódios quase autobiográficos, discutindo o </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/07/como-michaela-coel-transformou-o-trauma-do-abuso-sexual-que-sofreu-em-uma-historia-de-superacao.html"><span style="font-weight: 400;">valor do consentimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as consequências do abuso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Steve McQueen encontrou na </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> o lar para sua poderosa </span><i><span style="font-weight: 400;">Small Axe</span></i><span style="font-weight: 400;">, antologia de filmes que lidam com racismo e luta por direitos, obras de vital importância nesse momento político em que vivemos. O sucesso foi tanto que uma porção de sindicatos da crítica está premiando </span><i><span style="font-weight: 400;">Small Axe </span></i><span style="font-weight: 400;">como </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/criticos-de-los-angeles-elegem-small-axe-o-filme-do-ano,05fcd66dd6048df3cbbe1a4a82d8e906hyu0d64d.html#:~:text=A%20Los%20Angeles%20Film%20Critics,Melhor%20%22Filme%22%20do%20ano."><span style="font-weight: 400;">Melhor Filme de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;"> (vai entender). Aqui no Brasil, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrou serviço produzindo, </span><a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/bastidores-serie-amor-sorte-globo/"><span style="font-weight: 400;">à distância</span></a><span style="font-weight: 400;">, a antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Sorte</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o especial </span><i><span style="font-weight: 400;">Plantão Covid</span></i><span style="font-weight: 400;">, parte da fantástica </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob Pressão</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com todo esse parâmetro em mente, a </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> se reuniu com nossos </span><b>colaboradores</b><span style="font-weight: 400;"> para elencar o que de melhor a televisão nos ofereceu em 2020. </span></p>
<p><span id="more-17333"></span></p>
<figure id="attachment_17334" aria-describedby="caption-attachment-17334" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17334 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMAGEM1-1.jpg" alt="Cena da série Normal People. Marianne, um moça branca e de cabelos pretos na altura dos ombros olha nos olhos de Connel, um homem branco que usa camiseta e jaqueta. A imagem tem tons de vermelho e eles estão sentados num banco " width="750" height="422" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMAGEM1-1.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMAGEM1-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17334" class="wp-caption-text">Marianne e Connel da série Normal People, exibida no Brasil pela StarzPlay (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Bruno Andrade</strong></p>
<p dir="ltr">Foi um ano esquisito? Foi demais. Algumas séries fizeram eu me sentir menos isolado neste ano em que estar sozinho nunca foi tão penoso. Claro que numa lista, muitas séries ficam de fora e, curiosamente, a série que mais gostei em 2020 terminou em 2019 (<em><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-2a-temp-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/fleabag-2a-temp-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNF1qaAOlUMVCvB_jlN7vYMsOR8CnA">Fleabag</a></em>, de Phoebe Waller-Bridge), mas este ano também trouxe surpresas agradáveis. <em><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNEtPYBFYHCuuiyd_609V2oqIzwKWw">Normal People</a></em>, por exemplo, trouxe a reflexão de que mais importante que a existência do amor é a sensação de se sentir amado (algo a se pensar em um ano como esse). Além disso, foi uma grata surpresa ver a representação de um romance entre jovens sem a versão estereotipada já recorrente nos filmes e séries do gênero.</p>
<p dir="ltr">A segunda temporada de <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNGCKEGngHNPLSyfCmmvWG822fDXIg">The Boys</a></em> também veio em cheio. Em um ano político, a série dialogou com questões de xenofobia e ressurgimento de grupos neonazistas. Não por acaso, a série ainda abordou questões de manipulação midiática e identidade. Destaco também a segunda temporada de <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNETu397dXUmnZk8tGA1vqd7jBrwMQ">The Umbrella Academy</a></em>, série da <em>Netflix</em> baseada na HQ de Gerard Way. Quando me dei conta já estava no último episódio, seguindo os passos de Five (sem dúvida o melhor personagem desta temporada).</p>
<p dir="ltr">Ainda ressalto a série <em>Space Force</em>, dos mesmos criadores de <em>The Office</em> e que, apesar de não ser tão boa quanto, consegue se manter interessante no melhor estilo séries-para-ver-antes-de-<wbr />dormir. Por fim, destaco a última e (espero que) definitiva temporada de <em><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/dark-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNHYf6x4lsAkvhfQ6gvx6QoAuYGUzw">Dark</a></em>, a série que merecidamente foi eleita pelo <em>Rotten Tomatoes</em> como a melhor já produzida pela <em>Netflix</em> e ensinou como abordar de forma original um tema já desgastado na ficção científica.</p>
<div>
<p><strong>Séries favoritas:</strong> <strong>1.</strong> Normal People (Hulu) / <strong>2.</strong> The Boys (Amazon Prime Video) / <strong>3.</strong> The Umbrella Academy (Netflix) /<strong> 4.</strong> Space Force (Netflix) / <strong>5.</strong> Dark (Netflix)</p>
<hr />
</div>
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<figure id="attachment_17335" aria-describedby="caption-attachment-17335" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17335 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-scaled.jpg" alt="Cena da série Nada Ortodoxa. Vemos um homem judeu branco, de barba e cachos de cabelo caindo nos lados do rosto, ele segura o paletó no braço esquerdo. Ao seu lado, está Esty, uma mulher judia, de cabelos raspados e pele branca. Ela veste uma blusa com estampa verde e leva uma bolsa no ombro direito. Ao fundo, vemos em desfoque prédios de Berlim e um céu azul" width="2560" height="1709" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-2048x1367.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17335" class="wp-caption-text">Shira Haas foi indicada ao Emmy pelo papel de Esty (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
</div>
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<div>
<p><b>Vanessa Marques</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para nós, brasileiros, 2020 foi um ano de resistência férrea. Em meio ao cenário turbulento da maior pandemia do século, nada como a arte e o entretenimento para nos trazer boas doses de conforto, ternura, humanidade e esperança. O catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> alcançou o seu ápice com mulheres fortes, reais, pioneiras ou até mesmo cômicas (Devi, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i><span style="font-weight: 400;">). Houve tempo para emoção e catarse em </span><a href="http://personaunesp.com.br/nada-ortodoxa-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nada Ortodoxa</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">adaptação da biografia homônima de Deborah Feldman. Após fugir de uma comunidade de judeus ortodoxos no Brooklyn, a jovem Esther (Shira Haas) começa uma vida secular e quase livre de amarras para ser mulher na Alemanha. Em quatro capítulos, ‘Esty’ trilha uma jornada de bravura, autodescoberta e libertação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="http://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez história como a série mais vista do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além da memorável Anya Taylor-Joy, no papel de Beth Harmon, o elenco do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> contou com nomes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">12 Anos de Escravidão</span></i><span style="font-weight: 400;">. A genialidade da atriz, que rendeu o primeiro lugar neste Top 5, também levou o público a acreditar que a trajetória da campeã enxadrista fosse real. Mas quem de fato existiu e teve o seu legado contado de forma sensível e brilhante foi a empresária negra Madame C. J. Walker. Ambientada nos Estados Unidos pós-escravidão, </span><a href="http://personaunesp.com.br/self-made-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Self Made</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">reafirma a importância das narrativas sobre racismo estrutural, machismo e empoderamento. Dona de um império de beleza afro-americana, Sarah (Octavia Spencer, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Histórias Cruzadas</span></i><span style="font-weight: 400;">) emociona do início ao fim, travando uma luta desmedida para conquistar o seu espaço (e o da comunidade negra) num mundo ainda dominado por homens brancos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um pouco de humor e pinceladas de drama tornaram </span><a href="http://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma série divertida, inspiradora e leve. Exatamente como precisávamos. A criação de Mindy Kaling, de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;">, trouxe os dilemas naturais do amadurecimento através do olhar de Devi, uma garota de origem indiana. A diversidade ganhou luz como um dos pontos altos da trama adolescente. Por fim, a realeza britânica voltou para as telas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/?fbclid=IwAR15RA3aT6Jg9SjylkQuISewkLxYoyaBdzoIzrQJ08l0cBGqMVPilnK1Z_0"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas, dessa vez ,com a lendária Princesa Diana. O produtor Peter Morgan manteve a qualidade dos anos anteriores, focando em eventos históricos e polêmicas conhecidas da família real na década de 1980. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> O Gambito da Rainha (Netflix) / <strong>2.</strong> Nada Ortodoxa (Netflix) / <strong>3.</strong> Self Made ou A Vida e a História de Madame C. J. Walker (Netflix) / <strong>4.</strong> Eu Nunca (Netflix)/ <strong>5.</strong> The Crown (Netflix)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_17346" aria-describedby="caption-attachment-17346" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17346 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault.jpg" alt="Cena do programa UNHhhh. À direita vemos Trixie Mattel, uma drag queen branca e de peruca loira. Ela veste um vestido branco com detalhes em preto na gola e uma linha no meio da roupa. Ela está quase tocando Katya, uma drag queen branca e de peruca loira, que usa um macacão dourado. Ao fundo, um fundo branco e no canto inferior esquerdo, está um logo preto e redondo, com as palavras World of Wonder escritas em branco. O primeiro O de World é o desenho do globo terrestre." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17346" class="wp-caption-text">Em meio à pandemia, o UNHhhh está sendo filmado com medidas de distanciamento, enquanto o I Like to Watch é todo feito por chamada de vídeo, com a tela dividida ao meio (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Selecionar apenas cinco séries favoritas de 2020 é um trabalho duro, tanto é que surrupiei um pódio duplo. Antes de condecorar as produções que passaram do corte, me sinto na obrigação de enaltecer as que ficaram de fora do </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">(serei sucinto, eu prometo). </span><a href="https://personaunesp.com.br/schitts-creek-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pegou todo mundo de surpresa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas eu já esperava uma farra daquelas. <em>Pen15</em> melhorou o que já era formidável, a 2ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez carinho no coração, e a quarta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> se transformou num documentário. </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acabou e eu fiquei feliz, </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acabou e eu fiquei triste.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/ozark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ozark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi o único dramão a entrar na minha lista de melhores pois, neste 2020 arregaçado, deixei a comédia reinar e me distrair da prisão do isolamento social. A série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">chega no ápice de tensão e só promete coisa boa daqui pra frente. Seguindo, a maneira mais simples de definir </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é compará-la com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;"> e depois adicionar vampiros. Louca o suficiente para inovar narrativas vampirescas, a obra do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX </span></i><span style="font-weight: 400;">merece todos os elogios. </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Insecure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a série mais subestimada da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a quarta temporada continua na subida criativa e emocional de Issa e sua turma, simplesmente imperdível. </span><span style="font-weight: 400;">Depois de muito matutar, deixei o poético romance de </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com a medalha de prata. A saga de Marianne e Connel, que usa e abusa do drama e do choro para narrar a história de dois jovens com problemas de comunicar o que sentem, sem dúvidas é a melhor adaptação literária do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">pole position</span></i><span style="font-weight: 400;">, guardei duas vagas para Trixie Mattel e Katya, as maiores e mais engraçadas </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> do mundo do entretenimento. Em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLvahqwMqN4M2o2ZzY6Y8a626Lf286LdVl"><i><span style="font-weight: 400;">I Like To Watch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, elas sentam na frente da TV, assistem e reagem às produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, regadas ao humor característico da dupla que nasceu em </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLhgFEi9aNUb2BNrIEecCGXApgeX7Yjwz8"><i><span style="font-weight: 400;">UNHhhh</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">próprio para as rainhas falarem sobre o que quiserem, e a quinta temporada rendeu pano pra manga: tiveram vídeos sobre literatura, sobre a etiqueta de mandar mensagem e até um </span><i><span style="font-weight: 400;">react </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Season 7.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Depois de passar muitas noites assistindo esses programas antes de dormir, eu só poderia dar adeus à 2020 junto delas, soltando um sonoro </span><i><span style="font-weight: 400;">Ding Dong</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Séries favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"><strong> 1.</strong> I Like to Watch e UNHhhh (Youtube) / <strong>2.</strong> Normal People (Hulu) / <strong>3.</strong> Insecure (HBO) / <strong>4.</strong> What We Do in the Shadows (FX) / <strong>5.</strong> Ozark (Netflix)</span></p>
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</div>
<figure id="attachment_17339" aria-describedby="caption-attachment-17339" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17339 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft.jpg" alt="Cena da série Lovecraft Country. O cenário é uma floresta escura, com fortes tons de azul e verde. Na extrema esquerda, vemos George, um homem negro de 60 anos, de bigode e cabelos pretos, ele usa camiseta verde e calça escura. Ao meio, Tic olha para a frente assustado, ele é um homem negro de 30 anos, com uma medalha de guerra pendurada no pescoço e uma camiseta amarela justa. No lado direito, está Leti, uma mulher negra de 30 anos, ela está assustada, de batom vermelho, cabelos enrolados na altura do ombro e veste um colete vermelho por cima de uma blusa estampada em marrom e preto, ela também carrega uma câmera, com o tirante atravessado no corpo e a câmera pendurada nele" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17339" class="wp-caption-text">Lovecraft Country foi um dos grandes sucessos da HBO no ano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Layla de Oliveira</strong></p>
<p dir="ltr">Particularmente, eu adoro umas fofocas da família real britânica, coisa que não gosto muito de admitir; porém, isso significa que <a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><em>The Crown</em></a> é um grande banquete pra minha necessidade histórica-investigativa. E a quarta temporada da série foi absolutamente grandiosa, eu até diria que foi a melhor até agora, com diversos conflitos envolvendo a tríade da segunda era elisabetano: a Rainha, a Dama de Ferro e a Princesa do Povo. Agora, saindo do território branco imperialista e indo para algo totalmente diferente, <a href="https://personaunesp.com.br/lovecraft-country-critica/"><em>Lovecraft Country</em></a> foi outra grande produção deste ano, com o terror cósmico perfeitamente misturado com questões raciais, te fazendo questionar a todo momento o que é mais assustador: um monstro gigante vindo do espaço ou um policial na esquina; ou talvez os dois, porque há grandes chances de serem a mesma coisa.</p>
<p dir="ltr">A segunda temporada de <em>The Politician</em> me ajudou a entender um pouco mais sobre o sistema eleitoral estadunidense, e acho que isso é motivo suficiente para estar entre as minhas séries do ano. Mas a sátira política teve um desempenho muito melhor no segundo ano, deixando para trás a trivialidade de uma disputa no conselho estudantil e acompanhando Payton (Ben Platt) em sua candidatura ao senado de Nova York, e, apesar de parecer ser algo chato e pouco original, os absurdos e situações exageradas deixam a trama muito divertida, e, com certeza, digna de uma maratona. Outra produção da <em>Netflix</em> que marcou 2020 foi a segunda parte da última temporada da produção espanhola <em>As Telefonistas</em>, com um enredo digno de novela das nove, e digo isso com tom elogioso. O desfecho das quatro protagonistas foi extremamente poderoso e 100% condizente com a mensagem do seriado, dignificando todo o drama e tensões vividos pelos personagens.</p>
<p dir="ltr">A última surpresa do ano foi <em>Alice in Borderland</em>, uma produção japonesa baseada no mangá homônimo. A trama já é maluca por natureza, por ser baseada na obra <em>Alice no País das Maravilhas</em>, de Lewis Carroll; mas adicione essa loucura natural da obra original com um jogo misterioso e mortal e pronto: uma agradável desagradável experiência. Agradável por conta do enredo muito bem desenvolvido, incluindo diversos desafios para os personagens muito bem construídos em pouquíssimo tempo, e a tensão sufocante em cada episódio. E desagradável por esses mesmos motivos, já que nenhum personagem na série tem a sua vida garantida, e essa capacidade de se apegar rapidamente a eles é um ótimo método para fazer o espectador sofrer. Então, fica a dica: não se apegue a ninguém. Sério.</p>
<p dir="ltr"><strong>Séries favoritas:</strong> <strong>1.</strong> The Crown (Netflix) / <strong>2.</strong> Lovecraft Country (HBO) / <strong>3.</strong> The Politician (Netflix) / <strong>4.</strong> As Telefonistas (Netflix) / <strong>5.</strong> Alice in Borderland (Netflix)</p>
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<figure id="attachment_17510" aria-describedby="caption-attachment-17510" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17510 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3.png" alt="Cena da minissérie Mrs. America. Ao centro da imagem está a atriz Uzo Aduba interpretando a deputada Shirley Chisholm. Ela tem a pele negra, os cabelos pretos curtos, na altura da orelha e ondulados. A personagem também usa um vestido florido de fundo branco, com flores azuis, laranjas e vermelhas. Ela usa um óculos médio e quadrado dourado, e está de pé em um palco, mas nós a vemos de baixo, do quadril para cima. Ela está olhando para a frente, sorrindo levemente e acenando, e ao seu redor, estão cinco homens brancos, também acenando e vestindo ternos. No primeiro plano da imagem, na frente dos personagens mas sem foco, existem três bandeiras dos Estados Unidos." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3.png 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-300x200.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17510" class="wp-caption-text">Concorrendo com duas colegas de cena, Uzo Aduba venceu o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie pelo trabalho majestoso que fez em Mrs. America como Shirley Chisholm, a primeira deputada negra dos Estados Unidos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra</strong></p>
<p>Indo na direção oposta à de alguns dos meus colegas, informo que aqui vai ter muito drama para uma lista de melhores séries de um ano tão difícil quanto 2020.  Talvez numa tentativa de me distanciar da apatia de 9 meses em isolamento social, corri para sentir as emoções do mundo ficcional, dosando as incontroláveis e desesperadoras do nosso mundo real. Tomei parte das dores e das alegrias da <a href="https://personaunesp.com.br/nada-ortodoxa-netflix-critica/"><em>Nada Ortodoxa</em></a> Esty Shapiro, e mergulhei no suspense dramático de <a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><em>Little Fires Everywhere</em></a>, minisséries que ficarão de fora do meu pódio mas merecem ser mencionadas dentre as melhores de 2020.</p>
<p>Avisos dados, inicio com o drama mais dramático do ano. A dolorida <a href="https://personaunesp.com.br/i-know-this-much-is-true-critica/"><em>I Know This Much Is True</em></a> é um dos tesouros do ano da <em>HBO</em>, cuja densidade emocional sufoca a narrativa por completo na pele de Mark Ruffalo, que sofre não só uma, mas duas vezes, interpretando visceralmente dois irmãos gêmeos que são alvo de todos os infortúnios que a vida pode reservar. Para aliviar um pouquinho (um pouco mesmo) a minha lista, incluo o romance do ano <a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><em>Normal People</em></a>, que encanta pelo realismo gentil e sensível num mar de retratos idealizados, irreais e por vezes violentos sobre sexo e relacionamentos amorosos.</p>
<p>História, ambientes políticos, relações de poder e dimensões sociais ligadas às individuais são alguns dos meus ingredientes favoritos, encontrados este ano na poderosa e atemporal <a href="https://personaunesp.com.br/mrs-america-critica/"><em>Mrs. America</em></a><em> , </em>e claro, <a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><em>The</em> <em>Crown</em></a>, na temporada que, provavelmente, foi a mais aguardada de 2020. Com a firmeza da Dama de Ferro Margaret Thatcher contrastando com a carga emocional que acompanha a memória coletiva da princesa Diana, o quarto ano da série é tudo o que existe de melhor na superprodução da <em>Netflix,</em> e uma das melhores até aqui. Pra encerrar, saio dos palácios da realeza britânica de 1980 para a vida urbana de Londres de 2020, a fim de coroar a série do ano com o primeiro lugar da minha lista, a obra-prima <a href="http://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><em>I May Destroy You</em></a>. A genialidade da criadora, roteirista, diretora e protagonista Michaela Coel te vira do avesso, mexe com todas as emoções possíveis, nos surpreende à mesma medida em que nos abraça e é tudo o que precisamos discutir sobre sobre violência sexual, de gênero e de raça, amizade e vida na contemporaneidade, nos trazendo de volta para a realidade da qual ficamos distanciados em 2020.</p>
<p><strong>Séries favoritas:</strong> <strong>1.</strong> I May Destroy You (HBO) / <strong>2. </strong>The Crown (Netflix) / <strong>3.</strong> Mrs. America (FX) / <strong>4.</strong> I Know This Much Is True (HBO) / <strong>5.</strong> Normal People (Hulu)</p>
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<figure id="attachment_17340" aria-describedby="caption-attachment-17340" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17340 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT.jpg" alt="Cena da série She-Ra e as Princesas do Poder. Uma mulher com traços felinos e olhos azul e amarelo estende a mão na direção da câmera" width="1200" height="673" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17340" class="wp-caption-text">She-Ra e as Princesas do Poder chegou ao fim em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 5 temporadas de excelência em animação, Noelle Stevenson e os animadores da </span><i><span style="font-weight: 400;">Dreamworks</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos entregaram um dos finais animados mais satisfatórios dos últimos anos, sintetizando os temas e arcos narrativos de maneiras inesperadas mas inteiramente lindas, culminando em cenas que fizeram </span><i><span style="font-weight: 400;">She-Ra e as Princesas do Poder</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrar imediatamente para a história da televisão moderna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando, a <em>websérie</em> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dungeons &amp; Dragons</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">College Humor</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dimension 20 Live: Fantasy High &#8211; Sophomore Year</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, assim como sua antecessora, um testamento ao poder do </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> coletivo e como a diversidade de vozes impacta numa narrativa, criando histórias intrincadas de angústia adolescente e alta fantasia, momentos de humor histérico e de profundo impacto emocional, sob a supervisão do brilhante </span><i><span style="font-weight: 400;">dungeon master</span></i><span style="font-weight: 400;"> Brennan Lee Mulligan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com menos sustos do que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Residência Hill</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é outro triunfo do terror sofisticado de Mike Flanagan, tecendo uma narrativa complexa e impactante que justifica sua longa produção da melhor maneira possível: entregando um final que permanece na sua memória muito tempo depois da série acabar. </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars &#8211; O Lobo Bom</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">BNA</span></i><span style="font-weight: 400;"> são dois animes de premissas similares, mas que alcançam sucessos diferentes em suas respectivas tramas, através de animações excelentes e interpretações expressivas. Apesar de ambas serem sobre sociedades de animais antropomorfizados, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desenrola na profundidade da relação romântica entre um lobo e uma coelha, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">BNA</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra seu caminho com a animação característica e frenética do </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Trigger</span></i><span style="font-weight: 400;"> e na ação exagerada de suas personagens.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> She-Ra e as Princesas do Poder (Netflix) / <strong>2.</strong> Dimension 20 Live: Fantasy High &#8211; Sophomore Year (Dropout/Youtube) / <strong>3.</strong> A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / <strong>4.</strong> Beastars &#8211; O Lobo Bom (Netflix) / <strong>5.</strong> BNA (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17384" aria-describedby="caption-attachment-17384" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17384 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2.png" alt="Cena da série Do You Like Brahms?, vemos dois adolescentes asiáticos, eles estão na chuva, amparados por um guarda-chuva, segurado pelo menino. Ele veste jaqueta preta e mochila da mesma cor, enquanto ela, de cabelos compridos, veste moletom bege. Eles se olham nos olhos. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2-300x158.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17384" class="wp-caption-text">O K-Drama da emissora SBS foi ao ar em 31 de agosto de 2020 e teve seu encerramento em 20 de outubro, após 16 episódios estrelados pelos atores Kim Min‑jae e Park Eun‑bin (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Lorrana Marino</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo bom que o complexo 2020 me proporcionou, foi tempo para apreciar as diversas produções que estrearam. De longe, a sensibilidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Do You Like Brahms?</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção sul-coreana da emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">Seoul Broadcasting System</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi um dos conteúdos que mais tocou o espectador. O enredo nos apresenta personagens reais, que se comunicam muitas vezes apenas pela música e nem sempre tomam as atitudes ideais que esperamos, e isso incomoda. Mas aí que está, a protagonista, que não tem medo de mudar o rumo da própria vida, de fazer escolhas que serão julgadas pelos outros e, principalmente, de se priorizar quando necessário, nos traz inspiração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando a linha de produções sensíveis, </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi outra estreia que abraçou, beijou e apunhalou o espectador quando ele menos esperava. Sem censuras, a conexão e o medo; o ato e a consequência; a comunicação e a falta dela entre os personagens nos conecta com mágoas, alegrias e nos envolve em realidade. O que vem em contramão com a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i><span style="font-weight: 400;">, a animação fantasiosa que consegue reunir os apaixonados por ação, vampiros e boa arte gráfica. Dividindo o enredo em quatro núcleos distintos (a solidão de Alucard, as articulações da corte de Carmilla, as aventuras de Trevor Belmont e a ascensão de Isaac), a segmentação das narrativas torna a experiência prazerosa de se acompanhar e nos faz viajar para uma realidade distópica, e nos preocupar, pelo menos por algumas horas, com problemas irreais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, que Anya Taylor-Joy brilhou na representação de Beth Harmon, todos ao menos já ouvimos falar. Mas, ainda assim, a série se torna indispensável em um top 5 de 2020. Eu jamais poderia imaginar que fosse possível dar um enfoque tão artístico e emocionante quanto a produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu proporcionar ao xadrez. Mesmo que Beth seja a dama do tabuleiro, os peões a sua volta cumpriram papéis tão relevantes quanto na defesa do rei (o objetivo de vencer) contra as peças inimigas (seu vício em tranquilizantes e álcool), nos fazendo querer proteger todos os personagens envolvidos na trama. Sentimento que se estende à última queridinha da lista: </span><i><span style="font-weight: 400;">Hospital Playlist</span></i><span style="font-weight: 400;">, outro </span><i><span style="font-weight: 400;">K-Drama</span></i><span style="font-weight: 400;"> que marcou o catálogo </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> deste ano</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Apesar do cenário de tensões de um centro cirúrgico e a incerteza pela vida de alguns pacientes, a produção encontra as lacunas certas para inserir leveza através de diálogos divertidos, romances sutis e </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">curiosos. As cenas de interação entre os cinco amigos médicos e colegas de banda esbanjam a química e a boa dinâmica entre os atores, além de servir como um elogio a autora, Lee Woo-jeong, pelos diálogos da trama.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Do You Like Brahms? (SBS) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Normal People (Hulu) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">Castlevania (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> O Gambito da Rainha (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Hospital Playlist (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17479" aria-describedby="caption-attachment-17479" style="width: 748px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17479 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG_0731.jpg" alt="Cena da série Califado. Ao centro da imagem vemos uma mulher jovem e branca. Seu cabelo é castanho e na altura do ombro. Ela veste uma roupa de lã azul, e na mão direita segura um celular. Ao fundo e ao lado dela há paredes cinzas" width="748" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG_0731.jpg 748w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG_0731-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17479" class="wp-caption-text">Califado é uma produção sueca da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Bianca Penteado</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Na hora de escolher algo para ver, sempre achei que os <em>trailers</em> revelavam muito e as sinopses (geralmente) não faziam jus à obra. Este ano, resolvi tornar o catálogo dos serviços de <em>streaming</em> uma roleta russa. No ramo das séries, tirando a sorte grande no acaso, encontrei <em>Califado</em>, que conquistou o topo da minha lista com seu roteiro nem um pouco maniqueísta. Em uma rede complexa de personagens e situações que são gradualmente construídas ao longo dos capítulos, a produção sueca da <em>Netflix</em> descortina uma exploração bilateral do desamparo e desenvolve uma tensão irresistível.</p>
<p style="font-weight: 400;">Com o aumento da popularidade de seriados estrangeiros, a <em>Netflix</em> revelou em 2020 uma ampla abertura de catálogo para essas produções. Impossível de esquecer, <a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><em>Bom dia, Verônica</em></a> marcou presença como um seriado policial brasileiro que, com destreza e muito rock nacional, trata de questões sobre feminicídio e violência doméstica. Dando um giro de 180° tanto no gênero quanto na abordagem, esbarrei também em <em>Start Up</em>, uma produção sul-coreana que adocicou um ano tão amargo. Com todo o romance, comédia e contratempos que a categoria promete, a série cativa o coração de quem assiste.</p>
<p style="font-weight: 400;">Além das produções inéditas, o serviço de <em>streaming</em> conseguiu marcar muitos gols com suas renovações. Chegando à sua terceira temporada, <em>Good Girls</em> ainda não perdeu o ritmo, e entrega aos telespectadores novas reviravoltas que são suficientemente consistentes. <a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><em>A Maldição da Mansão Bly</em></a>, por sua vez, marcou o tão esperado retorno da franquia. Trabalhando de forma muito mais madura e sensível, tornou-se, rapidamente, uma das queridinhas da plataforma.</p>
<p><strong>Séries Favoritas</strong>: <strong>1.</strong> Califado (Netflix) / <strong>2.</strong> Bom dia, Verônica (Netflix) / <strong>3.</strong> Start Up (tvN) / <strong>4.</strong> A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / <strong>5.</strong> Good Girls (NBC)</p>
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<figure id="attachment_17474" aria-describedby="caption-attachment-17474" style="width: 596px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-300x225.jpeg" alt="Cena dos bastidores da série Amor e Sorte. Fabiula Nascimento, uma mulher de cabelos encaracolados num coque segura o celular próximo ao espelho, fotografando ela e Emílio Dantas, que está ao fundo segurando uma câmera com tripé. Ela veste camiseta branca e blusa roxa estampada e ele tem cabelos comprido e barba, veste calça escura e uma camiseta cinza. Ao fundo, vemos uma toalha azul escuro pendurada" width="596" height="447" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-300x225.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-1024x768.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-768x576.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224.jpeg 1100w" sizes="auto, (max-width: 596px) 85vw, 596px" /><figcaption id="caption-attachment-17474" class="wp-caption-text">O casal Fabiula Nascimento e Emílio Dantas servindo à própria casa como cenário para a filmagem de Amor e Sorte (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Júlia Trevisan</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que 2020 foi um caos. Um ano atípico e pandêmico, me tirou o prazer em assistir seriados e atrasou várias produções do audiovisual, mas também trouxe conteúdo de qualidade, principalmente na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é clara prova, a série sobre uma enxadrista órfã tem a trama tão bem construída, que a fixação da audiência sobre as partidas de xadrez da jovem se refletiram no aumento de pesquisas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Google</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre o assunto, trazendo um selo de qualidade à produção. Já </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um escape divertido para a dura realidade do ano. Confesso que no início não levei a sério as boas críticas em torno da série, pensando que fosse apenas uma comédia boba. Mas, ao começar assistir, cada episódio me fazia querer mais e mais de Paris e de Emily.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe boas produções nesse período, a série cancelada por ela e continuada por outro canal também merece espaço na lista. </span><i><span style="font-weight: 400;">One Day at a Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das narrativas mais injustiçadas dos últimos anos, sempre tratou assuntos sérios com um toque certeiro de humor e não perdeu seu diferencial mesmo com a mudança de emissora. A quarta temporada conseguiu prender a audiência que buscou ouvir sobre tabus de forma cômica, mantendo as características marcantes das personagens e explorando </span><i><span style="font-weight: 400;">plots</span></i><span style="font-weight: 400;"> de potencial. A série ainda conseguiu driblar a pandemia construindo um episódio em formato de desenho animado. O único ponto negativo foi o cancelamento antes de um final digno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil não fica de fora das produções, trazendo o seriado mais reconfortante do ano, </span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-sorte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Sorte</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Concebida durante a quarentena, a série é prova da dedicação dos artistas brasileiros. Gravada inteiramente de forma remota, a produção traz um roteiro intimista e bem estruturado, com trilha sonora brilhante que nos envolve, e por vezes nos faz reconhecer na trama. A ideia em trazer atores que estão juntamente isolados é a cereja no topo do bolo para toda construção sentimental da narrativa. Unindo produções brasileiras e </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, temos </span><a href="https://personaunesp.com.br/coisa-mais-linda-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coisa Mais Linda</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">fechando o Top 5. A nova temporada da série trouxe um misto de suspense e revolta para o telespectador, amarrando as pontas soltas da primeira temporada e criando novos ganchos para uma próxima. </span></p>
<p><b>Séries Favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> O Gambito da Rainha (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Amor e Sorte (Globoplay) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Emily em Paris (Netflix) /</span><b> 4. </b><span style="font-weight: 400;">One Day at a Time (Pop TV) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Coisa Mais Linda (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17411" aria-describedby="caption-attachment-17411" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17411 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/images-12.jpeg" alt="Cena da série animada Close Enough. Vemos uma sala com dois sofás marrons, uma mesa de centro cinza e um tapete verde. O lugar está sujo e um casal limpa ele com aspirador de pó. O homem branco, tem cabelos castanhos na altura dos ombros e veste calça jeans, camisa rosa e jaqueta vermelha. Ele segura uma mulher no colo. Ela é branca, tem cabelos compridos castanhos claro presos num rabo de cavalo e veste calça escura, blusa branca e moletom azul por cima" width="738" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/images-12.jpeg 738w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/images-12-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17411" class="wp-caption-text">Close Enough chegou ao Brasil pela Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Nathalia Franqlin</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2020 as plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">serviram qualidade quando falamos sobre séries, não apenas por novas peças, mas também por aguardadas continuações e finais provocantes. Começando pela nossa queridinha </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, J. G. Quintel, criador da série animada</span><i><span style="font-weight: 400;"> Regular Show</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos apresentou uma peça com um traço muito familiar, mas com um enredo muito mais adulto: </span><i><span style="font-weight: 400;">Close Enough</span></i><span style="font-weight: 400;">. A trama discute os problemas enfrentados por pais de primeira viagem e adultos irresponsáveis em criar uma criança pequena, ainda sendo uma criança grande. Uma trama descontraída com sabor de nostalgia para aqueles que cresceram vendo a </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">antiga do criador no </span><i><span style="font-weight: 400;">Cartoon Network,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e agora se identificam com os problemas de Joshua e Emily na nova produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também estreando esse ano tivemos </span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ratched</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova série de Ryan Murphy, estrelando Sarah Paulson como a própria enfermeira macabra Ratched. Demonstrando sucesso entre o público brasileiro já na primeira semana após seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ratched </span></i><span style="font-weight: 400;">traz uma narrativa que conseguiu testar o estômago da audiência com sua visceralidade e, mesmo assim, segurar o interesse para as próximas temporadas. Ainda na </span><span style="font-weight: 400;">Netflix,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe mudanças para seus personagens nesta quarta temporada. As crianças, que antes estavam em trânsito para a adolescência, já são, de fato, adolescentes. A animação</span> <span style="font-weight: 400;">levantou discussões importantes para o maior desafio dessa fase: encontrar uma identidade. Nessa temporada, assuntos importantes como a transsexualidade, o que é ser socialmente um adolescente negro, </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying </span></i><span style="font-weight: 400;">e ansiedade tiveram espaço com o humor clássico da comédia..</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após três ciclos, a série alemã </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou ao fim. A terceira temporada da peça seguiu num ritmo mais lento para dar descanso à mente dos espectadores e fazer as amarras do enredo. Apesar desta ter sido uma jornada relativamente curta, o final é satisfatório e provocante. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">mantém o padrão de qualidade e fecha com um </span><i><span style="font-weight: 400;">casting </span></i><span style="font-weight: 400;">assustadoramente impecável, o gostinho de quero mais deixado no final faz com queiramos assistir a série em </span><i><span style="font-weight: 400;">looping </span></i><span style="font-weight: 400;">e, não por menos, essa é uma obra que marcou 2020. Para finalizar, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">deu segmento com a segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Cada vez mais distante dos quadrinhos, mas, ainda assim, com um sucesso de público invejável, o ano dois provoca justamente por tocar em temas tão polêmicos, e tão atuais, como a alienação da população pelas mídias e redes sociais e tudo isso, claro, com o tom satírico que faz a alma da série.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Close Enough (HBO Max) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">Ratched (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Big Mouth (Netflix) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Dark (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> The Boys (Amazon Prime Video)</span></p>
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<figure id="attachment_17480" aria-describedby="caption-attachment-17480" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17480 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist.jpg" alt="Cena da série Zoey e Sua Fantástica Playlista. Nela há uma mulher jovem e branca. Seu cabelo é ruivo e abaixo aos ombros. Ela veste uma blusa de lã laranja e uma saia preta. Ao fundo há uma parede de tijolos branca e dez quadros decorativos coloridos, separados em duas fileiras de cinco cada. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17480" class="wp-caption-text">Zoey e Sua Fantástica Playlist, já renovada para a segunda temporada, foi uma agradável melodia no meio do caos de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Milena Pessi</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020 foi um dos anos mais turbulentos dos últimos tempos, e foram as produções artísticas, principalmente as séries, as responsáveis por trazer um pouco de alegria e positividade, na medida do possível, à pandemia. Em sua quarta temporada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> manteve sua elegância e alta qualidade para contar mais um capítulo da história da realeza: o casamento do príncipe Charles (Josh O’Connor) e Lady Di (Emma Corrin), e todas as dificuldades que ela enfrentou ao entrar para a família real. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">, por outro lado, investiu em uma produção mais leve e com um toque musical em </span><i><span style="font-weight: 400;">Zoey e Sua Fantástica Playlist</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual mostra a vida da programadora Zoey Clarke, que, após sofrer um incidente em uma ressonância, ganha o poder de ouvir os pensamentos das pessoas através de números musicais, o que a torna mais empática em relação àqueles que conhece; além do incrível elenco que conta com Lauren Graham (</span><i><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">), Alex Newell (</span><i><span style="font-weight: 400;">Glee</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Skylar Astin (</span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Escolha Perfeita</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma outra produtora com grandes títulos em seu catálogo, entre eles, a série de ficção e suspense estrelada por Logan Lerman (o eterno Percy Jackson) e Al Pacino, que se juntam, na década de 70, a um time treinado com o objetivo principal de matar nazistas que vivem nos Estados Unidos com identidades falsas para esconder o passado da Segunda Guerra Mundial: </span><i><span style="font-weight: 400;">Hunters</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2020, não economizou em suas produções e trouxe grandes séries para todos os gostos, como é o caso do suspense </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e da comédia </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira, estrelada por Tainá Muller e Eduardo Moscovis, relata a triste realidade das mulheres que sofrem violência doméstica no Brasil e a tentativa da policial Verônica em ajudá-las. A segunda é aquela série rápida e gostosa de assistir, que acompanha a história da publicitária Emily (Lily Collins) e suas aventuras, paixões e amizades quando se muda para Paris por causa de uma promoção no trabalho. 2020, apesar de ter sido um ano caótico, foi capaz de produzir diversas produções cinematográficas que levou às pessoas momentos de paz e alegria. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> The Crown (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Zoey e Sua Fantástica Playlist (NBC) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Hunters (Amazon Prime Vídeo) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Bom dia, Verônica (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Emily em Paris (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17397" aria-describedby="caption-attachment-17397" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17397 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a.jpg" alt="Cena da animação The Midnight Gospel. Clancy é um homem com cor de pele rosa, ele tem cabelos roxos e veste uma saia rosa mais escura que sua pele. Ele está caindo num vazio, com fundo preto cheio de riscos coloridos e luminosos de várias cores, como amarelo, azul, e roxo" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17397" class="wp-caption-text">Clancy, o protagonista de The Midnight Gospel, usa um simulador de universos para encontrar personagens para suas entrevistas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Flora Vieira</strong></p>
<p>Nesse ano atípico pro cinema, as séries transmitidas em <em>streaming</em> acabaram tomando o tempo de muita gente. Eu, por outro lado, acabei por me distanciar dos grandes lançamentos, focando meu tempo mais em desenhos animados do que qualquer outro tipo de mídia. Uma prova disso é a escolha por <em>The Midnight Gospel</em>, minissérie lançada em maio que chama atenção pela animação psicodélica e aparentemente sem sentido, mas é muito mais que isso, propondo discussões que passeiam por assuntos banais, como o uso de drogas, até religiões como o budismo e a relação da humanidade com a morte. Tudo regado de sensibilidade, por ser retirado de entrevistas reais do <em>podcast</em> de um dos criadores da série, o <em>Duncan Trussel Family Hour</em>.</p>
<p align="left">Ainda nas animações, a quinta e última temporada de <em>She-Ra e as Princesas do Poder</em>, uma série que pretende ser para crianças, continua a cativar os adultos ao desenvolver ainda mais os conflitos da temporada anterior, numa história que diverte e reitera ainda mais a importância de um mundo em que a diversidade seja motivo de união, amor e esperança. Dentre as séries<em> live-action</em> que tratam desse tema, se destaca <em>Sex Education,</em> que, abordando-o de forma mais adulta, consegue, na segunda temporada, aprofundar as discussões sobre sexualidade nos processos de descoberta de Adam e Ola, além de dedicar um arco inteiro (um dos melhores da série, diga-se de passagem) para falar sobre os efeitos terríveis do assédio, direcionado à personagem Aimee.</p>
<p align="left">Em questões mais subjetivas e filosóficas, o seriado<em> live-action</em> que se sobressai esse ano é <a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><em>A Maldição da Mansão Bly</em></a>. Numa <em>vibe</em> menos aterrorizante que a sua antecessora espiritual (<em>A Maldição da Residência Hill</em>), a série usa do sobrenatural para narrar um conto também sobre amor, mas, principalmente, luto. O significado e a forma de lidar com a morte para cada um dos personagens é único e extremamente humano, e a forma como são tratados os romances, sejam eles saudáveis ou não, me surpreenderam positivamente. A narrativa é menos terror, mas é mais humana – e, na minha lista dos melhores do ano, é a humanidade que mais importa.<span style="font-family: Arial, sans-serif;"><br />
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<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> The Midnight Gospel (Netflix) / <strong>2.</strong> She-Ra e as Princesas do Poder (Netflix) / <strong>3.</strong> Sex Education (Netflix) / <strong>4.</strong> A Maldição da Mansão Bly (Netflix)</p>
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<figure id="attachment_17505" aria-describedby="caption-attachment-17505" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this.jpg" alt="Cena da série I Am Not Okay With This em que vemos uma menina de olhos verdes e cabelos ruivos bem curtos sentada em um carro. Ela usa uma jaqueta verde e uma blusa azul e tem o braço esquerdo erguido para fora do veículo. Ao fundo há um menino de camisa xadrez e óculos escuros, ele está desfocado." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17505" class="wp-caption-text">Mesmo tendo tido uma boa recepção pela crítica e pelo público, além de ser uma de minhas séries preferidas no ano, I Am Not Okay With This foi cancelada pela Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
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<p><strong>Ana Laura Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2020, me vi revisitando séries do passado e maratonando </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1990 como se não houvesse amanhã. Mas, mesmo em meio a centenas de episódios reprisados, os lançamentos do ano se fizeram presentes e marcantes o suficiente para que o período de reclusão rendesse boas e novas experiências. Dependente dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">como sempre, eles trouxeram centenas de seriados, dos mais leves aos mais conturbados, fazendo valer como nunca suas assinaturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo escolhendo um <em>top</em> cinco recheado de ação, comédia e drama, muitos lançamentos tiveram de ser deixados como menções honrosas. Entre eles, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que finalizou sua história mantendo o nível de complexidade do resto da trama, sem nunca se perder em meio às tentadoras possibilidades que a triquetra oferecia e que poderiam fazer a narrativa ruir. Cito também a série alemã </span><i><span style="font-weight: 400;">Biohackers</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que, apesar de pouco falada, edifica uma história envolvente e bem organizada, quase como um tímido suspiro de alívio para os carentes fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">Orphan Black</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas falando sobre as séries citadas abaixo, justifico minha escolha nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">como uma tentativa de abranger diversos gêneros e tipos de produções que, para mim, se destacaram. Desde de a atuação majestosa de Anya Taylor-Joy em </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até a cômica interpretação de </span><span style="font-weight: 400;">Maitreyi Ramakrishnan em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando pelo drama lindamente esculpido em </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estas foram as produções que mais me marcaram como uma fuga da difícil realidade de 2020. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> O Gambito da Rainha (Netflix) / <strong>2.</strong> The Boys (Amazon Prime Video) / <strong>3.</strong> Little Fires Everywhere (Hulu) / <strong>4.</strong> Eu Nunca (Netflix) / <strong>5.</strong> I Am Not Okay With This (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17388" aria-describedby="caption-attachment-17388" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17388 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Legendary-2.jpg" alt="Cena do reality show Legendary. Vemos 5 indivíduos lado a lado, eles são negros e se vestem com tema espacial. São roupas coloridas e extravagantes, neon, com caudas, renda e maquiagem em verde, roxo e rosa " width="640" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Legendary-2.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Legendary-2-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17388" class="wp-caption-text">Legendary chegou junto do lançamento da HBO Max, no meio de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Giovanne Ramos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano marcado por contratempos, a televisão, assim como todo o mundo, foi uma das vítimas da COVID-19. Em um período de isolamentos, perdas e resiliência, as produtoras de conteúdo no geral souberam contornar os desafios impostos pelas novas regras de convivência e nos presentearam com grandes obras que trouxeram um respiro num momento tão caótico. Entre as séries, </span><a href="http://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com certeza figura no top 5 das minhas preferidas. Num equilíbrio do drama da realidade com o humor característico da sua autora, a série conseguiu conciliar temas importantes, como raça, gênero, sexualidade e outras diversas temáticas paralelas significantes, reforçando a potência que Michaela Coel é como atriz, roteirista, diretora e produtora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no drama, não tem como não citar </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-4a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">This Is Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, nessa altura, já se tornou um clássico do gênero. A 4ª temporada trouxe a dinâmica temporal que já conhecemos, aprofundamentos entre personagens que tanto amamos &#8211; ou detestamos também &#8211; e a introdução de novas personagens e novas tramas que mantêm o seu frescor sem deixar a história se tornar cansativa. E, falando em novos rostos, esse foi o principal destaque da 4ª temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os ricos detalhes estéticos que enchem os olhos seguem diante de novas figuras populares: Margaret Thatcher e Lady Di, a princesa Diana de Gales. Ou seja, prato cheio para quem ama uma fofoca histórica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os amantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram muito bem servidos com os programas que nos fizeram vibrar, torcer e esquecer por um segundo a negatividade para fora de nossas casas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das competições que trouxe uma temática não muito explorada no </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream, </span></i><span style="font-weight: 400;">o </span><i><span style="font-weight: 400;">voguing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e as casas da cena </span><i><span style="font-weight: 400;">ballroom,</span></i><span style="font-weight: 400;"> em que essa dança moderna foi originada. A competição traz arte, dança, história e muito entretenimento. Saindo um pouquinho de solos gringos, uma surpresa que vale a pena ser citada foi a produção brasileira </span><i><span style="font-weight: 400;">Desalma</span></i><span style="font-weight: 400;">, original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. As atrizes já conhecidas pelo público, Cássia Kiss, Cláudia Abreu e Maria Ribeiro, deram um show de atuação numa trama envolvente, mostrando que temos muito espaço para ótimas séries nacionais.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> I May Destroy You (HBO) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> This Is Us (NBC) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> The Crown (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Legendary (HBO Max) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Desalma (Globoplay)</span></p>
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<figure id="attachment_17357" aria-describedby="caption-attachment-17357" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17357 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys.png" alt="Cena da série The Boys. Do lado esquerdo da imagem vemos um homem branco de cabelos raspados e um óculos na cabeça. Ele veste uma jaqueta verde. Ao seu lado direito há uma mulher com traços asiaticos " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17357" class="wp-caption-text">The Boys é a série mais ousada do ano: rolou até uma sátira a Vingadores Ultimato (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Lopes Gomez</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em quase um ano em casa maratonando séries, fica difícil escolher só cinco para um “melhores do ano”. E, numa disputa acirrada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> leva o meu primeiro lugar. Enquanto Os Rapazes seguem na missão suicida de derrubar a </span><i><span style="font-weight: 400;">Vought, </span></i><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">s Sete lidam com seus próprios demônios e disputas internas. Mais sangrenta e envolvente, a segunda temporada continua a tecer críticas perspicazes ao capitalismo, populismo, </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing </span></i><span style="font-weight: 400;">e fascismo, entre outras, e torna-se ainda mais próxima à realidade, mesmo ao tratar de super-heróis (que de heroicos não tem nada).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em segundo lugar (só porque não rola um empate em primeiro), </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que já chegou com muitas expectativas, não decepcionou nem por um segundo, e me rendeu não só uma maratona, mas duas. Menos amedrontadora e mais lenta que a anterior, a sequência da antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição</span></i><span style="font-weight: 400;"> abaixa o tom para explorar a dor e os traumas do luto, mas prende com seus personagens intrigantes, narrativas que se entrelaçam e relacionamentos esperançosos (e de partirem o coração). E, falando em narrativas entrelaçadas, a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua a nos presentear com a inusitada relação de Mando e Bebê Yoda (que não é mais Bebê Yoda). Ainda mais entrosados e com uma nova missão, os dois viajam pela galáxia e nos contemplam com visuais deslumbrantes, cenas de ação de tirar o fôlego e uma</span><i><span style="font-weight: 400;"> season finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> indescritível, que é um verdadeiro misto de emoções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De uma família nada tradicional para a outra, a segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Umbrella Academy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos faz voltar no tempo com os Hargreeves, que divertem com suas individualidades e intrigas (mais que na primeira temporada), mas mostram que unidos são melhores ainda. Em quinto lugar, mas não menos importante, </span><a href="https://personaunesp.com.br/disque-amiga-para-matar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Disque Amiga para Matar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continua a acertar com os erros de Jen e Judy, nos fazendo torcer para que as duas amigas se safem de seus crimes e ainda mantenham a relação que, entre trancos e barrancos, criaram.</span></p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> <span style="font-weight: 400;">The Boys (Amazon Prime Video)</span><b> / </b><strong>2.</strong> <span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly (Netflix) </span><b>/ </b><strong>3.</strong><span style="font-weight: 400;"> The Mandalorian (Disney+) </span><b>/ 4.</b><span style="font-weight: 400;"> The Umbrella Academy (Netflix) </span><b>/ 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Disque Amiga para Matar (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17377" aria-describedby="caption-attachment-17377" style="width: 2028px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17377 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks.jpg" alt="Cena da série How to Get Away with Murder. No lado esquerdo vemos a atriz Viola Davis, uma mulher negra, de cabelos preto e cacheado. Ela veste um terno azul e está sentada numa poltrona preta. Ao seu lado direto há uma mulher negra com o cabelo preso. Ela veste um terno vermelho e está sentada numa poltrona preta, com o braço esquerdo apoiada numa mesa. Nessa mesa há uma jarra e seis copos, todos de vidro. Ao fundo vemos duas janelas com cortinas verde. E um abajur ao centro." width="2028" height="1352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks.jpg 2028w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17377" class="wp-caption-text">How to Get Away with Murder chegou ao fim na sexta temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ellen Sayuri</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2020 foi, sem dúvidas, o que mais acompanhei séries. Quando vou assistir algo, tenho procurado por representatividade, e, dessa forma, conheci </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem uma protagonista marrom, interpretada pela Maitreyi Ramakrishnan. Me identifiquei muito com ela ao ser retratada a sua relação com a cultura indiana, pois me sinto dessa forma em relação à cultura japonesa. </span><a href="http://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem logo em seguida na minha lista de melhores do ano, fiquei encantada com as atuações da Kerry Washington e Reese Witherspoon. Além da Huang Lu, que também me comoveu bastante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe aquelas séries que tem reviravolta até o último minuto? Pois </span><i><span style="font-weight: 400;">Hunters</span></i><span style="font-weight: 400;"> é exatamente assim. Assisti logo depois de assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">How I Met Your Mother</span></i><span style="font-weight: 400;"> (eu sei, estou um pouco atrasada, mas antes tarde do que nunca, certo?), então foi divertido e engraçado ver Josh Radnor não sendo o Ted Mosby. Falando ainda em surpresas, a próxima da lista também tem várias delas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> me proporcionou muitos sustos, mas também choros. Sou muito medrosa, mas a história me cativou de uma maneira que nem me importei com o medo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, toda série precisa acabar em algum momento, e é com um término que finalizo os melhores de 2020. A última temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">How To Get Away With Murder</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi fechada com chave de ouro e no momento certo. Dizer adeus é doloroso, mas necessário, antes que a história se perca. Viola Davis deu tudo de si, assim como o restante do elenco, para dar um fim digno. Apesar de ter personagens injustiçados, o que não é novidade visto que sempre alguém vai ter um final ruim, gostei do rumo da série.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Eu Nunca (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Little Fires Everywhere (Hulu) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">Hunters (Amazon Prime Video) / </span><b>4.</b> <span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span><span style="font-weight: 400;"> (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> How To Get Away With Murder (ABC)</span></p>
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<figure id="attachment_17383" aria-describedby="caption-attachment-17383" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17383 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Anne-With-an-E-Series-Finale_-Was-That-the-Perfect-Ending-You-Hoped-For_.png" alt="Cena da série Anne with an E. A personagem Anne, interpretada pela atriz Amybeth McNulty, é fotografada da cintura pra cima e está levemente posicionada à esquerda da imagem. Ela tem cabelos ruivos, a pele branca, sardas avermelhadas e olhos azuis. Anne usa um vestido azul escuro de época 9 e um chapéu coco no mesmo tom de azul do vestido com flores roxas, brancas e azuis claras. Ela segura uma sombrinha rendada num tom creme com detalhes azuis nas pontas. Anne olha para fora da imagem, com um olhar atento e levemente surpreso. Atrás dela, sem foco, existe um portão branco aberto e uma calçada bege." width="620" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Anne-With-an-E-Series-Finale_-Was-That-the-Perfect-Ending-You-Hoped-For_.png 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Anne-With-an-E-Series-Finale_-Was-That-the-Perfect-Ending-You-Hoped-For_-300x203.png 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17383" class="wp-caption-text">Anne with an E é baseada no livro Anne of Green Gables, de Lucy Maud Montgomery (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Júlia Paes de Arruda</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apreciar o cinema e suas vertentes sempre fez parte da nossa rotina. Neste ano, com um turbilhão de sentimentos à flor da pele, acentuou-se ainda mais o prazer pela arte. Para aqueles que estimam o entretenimento sem deixar o lado social, a terceira e (infelizmente) última temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anne with an E</span></i> <span style="font-weight: 400;">está disponível no catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mesmo com certas lacunas durante a história, o amadurecimento de Anne Shirley nos deixou com um sentimento acalorado no coração. Como forma de recompensar o cancelamento da série, o serviço de <em>streaming</em> nos presenteou com o relacionamento mais aguardado das personagens. Só por esse motivo, toda a trajetória valeu a pena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por falar em presentes, </span><a href="https://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Julie and The Phantoms</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">a quinta temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i> <span style="font-weight: 400;">são as recompensas por um ano tão caótico. A primeira começa a ser uma benção pelo fato de ser uma adaptação de uma série nacional: o orgulho de ser brasileira nunca foi tão forte. Além do mais, a trilha sonora de todo o enredo é envolvente e tocante, especialmente quando Luke canta </span><i><span style="font-weight: 400;">Unsaid Emily</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; a menção honrosa de todas as canções. Já a segunda celebra a volta do <em>Fab Five</em> para os Estados Unidos depois de uma </span><span style="font-weight: 400;">viagem</span><span style="font-weight: 400;"> pelo Japão. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ‘muito mais que um </span><i><span style="font-weight: 400;">makeover</span></i><span style="font-weight: 400;">’ não poderia ser o mesmo sem as emoções e as discussões que apresenta cada episódio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, como nem tudo são flores, o final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a renovação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram as notícias mais inesperadas para os fãs. É estranho se despedir de uma história tão divertida e aconchegante como é a da </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente há mais de dez anos e conquistando os corações dos admiradores. O cotidiano da família Dunphy-Pritchett-Tucker é absorvido pelo público, que cria um vínculo com todos os personagens. O mesmo não pode ser dito sobre a trama espanhola que, depois de três temporadas, ainda tenta manter a audiência alcançada na primeira. A saída de atores queridos, junto com tentativa de empurrar uma continuação desnecessária, só reforça a ideia de que o fruto dessa reiteração não irá atrair os olhos dos mais aficionados. </span></p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> <span style="font-weight: 400;">Anne with an E </span><span style="font-weight: 400;">(Netflix) / <strong>2.</strong> Julie and The Phantoms (Netflix) / <strong>3.</strong> Modern Family (ABC) / <strong>4.</strong> Queer Eye (Netflix) / <strong>5.</strong> Elite (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17468" aria-describedby="caption-attachment-17468" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17468 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048.jpg" alt="Cena da série I May Destroy You. A imagem apresenta a personagem Arabella, interpretada pela atriz Michaela Coel. Ela tem a pele negra, cabelos raspados e usa uma fantasia de Halloween da Malévola, com chifres pretos, asas e um top preto de couro. Ela está andando e sua expressão é série. Atrás dela, no lado direito da imagem, em segundo plano e desfocada, está a personagem Terry, interpretada pela atriz Weruche Opia. Ela usa um casaco de pelos brancos e está fantasiada de anjo, com uma auréola na cabeça. Seus cabelos são cacheados e longos e ela segura uma bolsa na mão direita. Ela está seguindo Arabella, também com uma expressão séria. As duas personagens caminham por um corredor que tem todas as paredes decoradas com fotos, painéis e pôsters. A imagem é toda colorida em tons de azul e rosa por conta da iluminação do local onde foi registada." width="2048" height="1124" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-1024x562.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-768x422.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-1536x843.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-1200x659.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17468" class="wp-caption-text">&#8220;Seu nascimento é meu nascimento, sua morte é minha morte&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p>Não teve para mais ninguém: 2020 foi de Michaela Coel. <em><a href="http://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/">I May Destroy You</a> </em>veio como um rolo compressor, esmagando qualquer outra produção deste ano, e até de outros. A minissérie de Coel não é apenas importantíssima por tratar de assuntos extremamente necessários, como violência sexual, mas é também impecável por sua qualidade exemplar. Ainda que trate de um assunto tão delicado e pesado, Michaela usa de sua genialidade para dissecar todos os estágios de um abuso, sem perder seu talento para a dramédia.</p>
<p>E não para por aí: <em>I May </em>ainda fala sobre irmandade, homossexualidade, relações líquidas, raça, obsessão por redes sociais, liberdade criativa, <em>bullying</em>, vingança, família, poder, capitalismo e até menstruação. Apenas a mente de uma gênia poderia condensar tudo isso em doze episódios autorais de 30 minutos cada, te deixando igualmente ansioso e agoniado por cada próximo segundo. Não há mais espaço para séries que a representatividade seja apenas <em>tokenística</em>, precisamos de mais Michaelas falando o que precisa ser dito, da forma que realmente é.</p>
<p>A vampiresca <em><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/">What We Do In The Shadows</a> </em>também brilhou, se consolidando como uma das melhores produções de comédia que a TV tem a oferecer atualmente. Já a fantasmagórica <em>Ghosts </em>traz um humor britânico delicioso de se assistir, além do elenco talentosíssimo e carismático. <em>Hilda</em> é o desenho mais lindo do mundo, e Grimes assinar o tema da abertura é apenas um dos detalhes geniais do universo de <em>trolls, </em>elfos e magia. E mais uma minissérie para a lista: Luca Guadagnino nos presenteou com a grandiosa <a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><em>We Are Who We Are</em></a>, que através de seus pequenos momentos foi capaz de capturar perfeitamente a juventude. Menção honrosa para <a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><em>Modern Family</em></a>, que dispensa comentários.</p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> I May Destroy You (HBO) / <strong>2. </strong>What We Do In The Shadows (FX) / <strong>3. </strong>Ghosts (BBC One) / <strong>4.</strong> Hilda (Netflix) / <strong>5.</strong> We Are Who We Are (HBO)</p>
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<figure id="attachment_17371" aria-describedby="caption-attachment-17371" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17371 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family.jpg" alt="A imagem é de uma cena da série Modern Family. Nela, podemos ver toda a família Dunphy-Delgado-Tucker-Pritchett sorrindo reunida em uma sala de hospital, em volta de uma cama, onde a personagem Haley está deitada segurando seus filhos gêmeos. Haley, interpretada por Sarah Hyland, é uma jovem branca de cabelos castanhos compridos. Em volta da cama, da esquerda para a direita, estão: Jay, interpretado por Ed O'Neil, que é um homem branco de aparentemente 60 anos, com cabelos grisalhos, óculos e que está vestindo uma blusa preta de mangas compridas; Glória, interpretada por Sofia Vergara, que é uma mulher de traços latinos, cabelos castanhos claros compridos, está vestindo uma blusa preta e abraçando seu filho Joe por trás; Joe, interpretado por Jeremy Maguire, é um menino branco de cabelos castanhos claros curtos, e que está vestindo uma blusa verde de mangas compridas; Manny, interpretado por Rico Rodriguez, é um jovem de traços latinos, cabelo castanho escuro ralo; Phil, interpretado por Ty Burrell, que é um homem branco de cabelos pretos curtos, e veste uma camisa branca com um terno cinza; Alex, interpretada por Ariel Winter, que é uma mulher branca de cabelos pretos compridos, e veste uma blusa preta, ela está fazendo carinho nos gêmeos; Claire, interpretada por Julie Bowen, que é uma mulher branca de cabelos loiros curtos, ela veste uma blusa de mangas compridas na cor vinho e está atrás de Alex; Lily, interpretada por Aubrey Anderson-Emmons, que é uma adolescente de traços asiáticos, ela está atrás de Claire; Luke, interpretado por Nolan Goud, que é um jovem branco de cabelos castanhos claros curtos, ele veste uma blusa preta de mangas compridas e está atrás de Lily; ao lado de Lily, está Cam, interpretado por Eric Stonestreet, que é um homem branco de cabelos grisalhos curtos; ao lado de Claire, está Mitchell, interpretado por Jesse Tyler Ferguson, que é um homem branco de cabelos ruivos curtos, ele veste uma blusa laranja e carrega um ursinho nas mãos; e Dylan, interpretado por Reid Wing, que é um homem branco de cabelos castanhos escuros, ele veste uma roupa azul de enfermeiro e está ao lado de Haley." width="1200" height="632" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17371" class="wp-caption-text">Modern Family chegou ao fim depois de 11 temporadas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vinícius Santos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil se esquivar dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">neste ano de 2020. Assim como também não é surpresa que alguns tenham apresentado um certo carinho e dependência por séries de comédia. E como que ironia do destino, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">parecia saber exatamente o que lançar e quando lançar. No começo da quarentena, por exemplo, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhar a trama de Devi, uma estudante americana e descendente de indianos, enfrentando os vários clichês adolescentes do Ensino Médio, parecia o enredo perfeito para confortar os corações de milhares de almas amedrontadas com o futuro da pandemia. E não é que acertaram? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não muito longe disso, apostando em adaptações estrangeiras, nessa especial a brasileira, a comédia dramática musical </span><a href="https://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Julie and the Phantoms</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">provou mais uma vez que Kenny Ortega nunca decepciona. Com uma atuação confortável de Madison Reyes, as melodias cativantes e uma quantidade certa de piadas sobre fantasmas, o programa ganhou meu apreço. Aproveitando a deixa, uma série interessante que acaba de sair do forno, mas que já mostrou ter tudo para dar certo, é a dramática </span><i><span style="font-weight: 400;">O Preço da Perfeição</span></i><span style="font-weight: 400;">. A trama une o melhor dos dois mundos, mistério e balé, e entrega um grande espetáculo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para fugir um pouco dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, neste ano, a última temporada da comédia americana </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu um fim merecido e gracioso aos seus personagens. Para os fãs, é quase uma missão impossível dar adeus para o programa. O seriado, por onze anos, mostrou o crescimento de personagens aos olhos do público e esteve presente na vida de muitos ao redor do mundo. O mesmo aconteceu com </span><i><span style="font-weight: 400;">Will &amp; Grace, </span></i><span style="font-weight: 400;">que, após um </span><i><span style="font-weight: 400;">revival</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2017, os fãs tiveram que se despedir novamente da série. Infelizmente, em 2020, as duas séries brilharam pela última vez em tela. </span></p>
<p><b>Séries favoritas:</b> <b>1.</b><span style="font-weight: 400;"> Modern Family (ABC) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Will &amp; Grace (NBC) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Julie and the Phantoms (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> O Preço da Perfeição (Netflix) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17490" aria-describedby="caption-attachment-17490" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17490 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1.jpg" alt="Cena da série Spin Out. Ao lado esquerdo vemos uma mulher jovem e branca, seu cabelo preto está amarrado. Ela veste uma jaqueta vermelha e esta voltada de frente para um ator. O homem jovem de cabelo curto e loiro, veste uma jaqueta azul. O fundo é desfocado com luzes." width="1170" height="660" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1-1024x578.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17490" class="wp-caption-text">Spin Out foi cancelada logo depois da primeira temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Luize de Paula</strong></p>
<p>No primeiro dia de 2020, a estreia de <em>Spin Out </em>na <em>Netflix</em> chamou a atenção de muitos quando trouxe a atriz Kaya Scodelario de volta ao mundo das séries, desta vez patinando no gelo. Apesar de ter sido cancelada após seus 10 episódios por baixa audiência, a obra é simples de assistir, e ainda aborda assuntos como a bipolaridade e o racismo, seguindo uma história delicada de patinação no gelo e superação. Essa, também abordada na minissérie <a href="https://personaunesp.com.br/nada-ortodoxa-netflix-critica/"><em>Nada Ortodoxa</em></a>, do mesmo serviço de <em>streaming</em>. &#8216;Maratonável&#8217; em um dia, é outra série que com uma história cativante, apresenta realidades diferentes mas com protagonistas fortes e inspiradoras.</p>
<p>A <em>Netflix</em> ainda conseguiu produzir duas séries que merecem ser mencionadas. A estreia da primeira temporada de <a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><em>Eu Nunca</em></a> e da última de <em>Alexa &amp; Katie</em>. Ambas séries leves, uma abordando a vida de uma adolescente de origem indiana nos Estados Unidos, baseada na juventude da atriz Mindy Kaling, e outra a história de duas melhores amigas passando pelo ensino médio e indo para a faculdade após a superação do câncer de Alexa &#8211; narrado nas primeiras temporadas. As duas valem a pena serem assistidas com um balde de pipoca ao lado.</p>
<p>O cancelamento de uma série muitas vezes não significa que ela era ruim. Um exemplo disso é <em>High Fidelity</em>, que mesmo após receber críticas positivas do público e de especialistas, não foi salva pelo <em>Hulu</em>. Seguindo uma releitura do filme de mesmo nome lançado em 2000 e protagonizado por John Cusack, a série é completa de referências ao longa e não precisa de mais nada além da trilha sonora e da atriz Zoë Kravitz como protagonista. Apesar da mistura do moderno e do <em>old school</em> não ter sido suficiente para brecar o cancelamento da série, a única temporada de <em>High Fidelity</em> foi uma das melhores do ano.</p>
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<p><b>Séries favoritas:  </b><strong>1.</strong> Spin Out (Netflix) / <strong>2.</strong> Nada Ortodoxa (Netflix) / <strong>3.</strong> Eu Nunca (Netflix) / <strong>4.</strong> Alexa &amp; Katie (Netflix) / <strong>5.</strong> High Fidelity (Hulu)</p>
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<figure id="attachment_17415" aria-describedby="caption-attachment-17415" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17415 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd.jpeg" alt="A imagem contém cena da abertura da série, com os personagens principais representados por ilustrações, cada um está em um fundo colorido. Da esquerda para direita estão representados: Jayson num fundo roxo segura um saxofone, ele possui a pele negra, cabelos escuros e veste um moletom cinza. Joey num fundo vermelho veste uma blusa branca e possui cabelo castanho claro. Sidd num fundo azul, é indiano e veste uma blusa verde militar com um agasalho azul. Leila, num fundo rosa, é asiática e veste uma blusa vermelha de gola alta, por último está Dominique num fundo amarelo vestindo, ela possui a pele negra, cabelo em tranças, e veste uma blusa listrada e argolas. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17415" class="wp-caption-text">Além da diversidade de alunos e contextos, a série também apostou na ilustração e nos quadrinhos para ajudar a compor de forma criativa a trama. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabella Siqueira</strong></p>
<p>Em um ano tão conturbado e cheio de incertezas, as obras culturais foram um grande consolo. Indo além das mesmas séries amadas que assisto em um <i>looping</i> infinito, foi difícil ignorar as produções incríveis que foram lançadas dentro e fora do s<i>treaming</i>. Exalando sensibilidade, a minissérie <a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i>Normal People</i></a> não apenas conta uma história de amor que atravessa o tempo e espaço, mas também foi convincente em retratar os problemas e inseguranças do mundo jovem adulto.</p>
<p>Lançada no começo do ano, <i>Into the Night</i> é uma boa pedida para aqueles que curtem uma ficção científica absurda. Um evento solar desastroso, um avião todo lascado e personagens estrangeiros de personalidade forte compõem a receita do sucesso da viciante obra belga. Com uma pitada de <i>Euphoria</i>, <i>Grand Army </i>foge dos padrões clichês das séries adolescentes. Contando cinco histórias paralelas de jovens de uma escola pública de Nova York, a obra conquista justamente por não amenizar nenhum dos temas abordados.</p>
<p>Entre as produções nacionais que têm sido lançadas pela <i>Netflix</i>, <a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i>Bom dia, Verônica</i></a> passa longe de ser apenas mais uma série de suspense criminal, visto que aborda a violência contra a mulher com um roteiro inteligente e um elenco impressionante. Por fim, mas não menos importante, a série russa <i>Cidade dos Mortos</i> explora a pior versão de 2020, combinando uma pandemia mortal de um vírus meio zumbi, com dramas familiares intensos nos arredores de Moscou.</p>
<p><b>Séries favoritas: </b><strong>1.</strong> Normal People (Hulu) / <strong>2.</strong> Grand Army (Netflix) / <strong>3.</strong> Into The Night (Netflix) / <strong>4.</strong> Bom dia, Verônica (Netflix) / <strong>5.</strong> Cidade dos Mortos (Netflix)</p>
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<figure id="attachment_17412" aria-describedby="caption-attachment-17412" style="width: 2400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17412 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana.jpg" alt="Cena da série Arcanjo Renegado. A imagem mostra o personagem Mikhael, interpretado pelo ator Marcelo Mello Jr., na frente de um carro forte arma e vestido com um uniforme do excército. O personagem tem a pele negra clara, cabelos raspados e olha com uma expressão séria e concentrada para fora da imagem, mirando a arma." width="2400" height="1600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana.jpg 2400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17412" class="wp-caption-text">Arcanjo Renegado está disponível no catálogo do Globoplay (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Gomes Santana</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gênero de investigação policial realmente chegou a invadir meu coração em 2020. Por isso, eu não poderia deixar de colocar </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcanjo Renegado</span></i><span style="font-weight: 400;"> em primeiro lugar da lista. Para os fãs de <em>Tropa de Elite</em> que sentem saudades de uma trama que explora os &#8216;podres da corrupção&#8217; e da tão problemática &#8216;política contra as drogas&#8217;, a série protagonizada por Marcelo Mello Jr. é uma excelente pedida.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica </span></i></a><span style="font-weight: 400;">também não pode ficar de fora. A trama busca prender a atenção dos espectadores ao expor assuntos como violência doméstica, estupro, assédio e machismo. Em terceiro lugar, podemos pontuar </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobra-kai-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que deu uma verdadeira aula de como reviver franquias de sucesso com as magníficas atuações de William Zabka e Ralph Maccio. Quem ama suspense ficou feliz em contemplar as narrativas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tell Me a Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo adaptações horripilantes dos contos dos irmãos Grimm.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim e não menos importante, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca </span></i></a><span style="font-weight: 400;">fecha a minha lista com chave de ouro. A série adolescente aborda temas como traumas, estereótipos culturais, identidade de gênero e sexualidade de maneira leve. Além disso, ela fornece o alívio cômico necessário que todos precisávamos ter para enfrentar 2020.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> Arcanjo Renegado (Globoplay) / <strong>2.</strong> Bom dia, Verônica (Netflix) / <strong>3.</strong> Cobra Kai (Netflix) / <strong>4.</strong> Tell Me a Story (Amazon Prime Video) / <strong>5.</strong> Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17476" aria-describedby="caption-attachment-17476" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17476 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1.jpg" alt="Cena da série Todas As Mulheres do Mundo. A imagem apresenta a personagem Maria Alice, interpretada pela atriz Sophie Charlotte lendo numa livraria Ela usa um vestido solto rosa claro sem mangas e seus cabelos castanhos estão presos num coque. A personagem está de pé em frente a uma estante e lê um livro. Na frente dela, do outro lado da estante, está Paulo, personagem interpretado pelo ator Emílio Dantas. Ele está encostado na estante, de lado, também lendo. O personagem usa uma camisa cinza escuro e óculos redondos pretos." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17476" class="wp-caption-text">Cena clássica do filme de 1966 reproduzida na série de 2020 Todas as Mulheres do Mundo com os personagens Maria Alice (Sophie Charlotte) e Paulo (Emílio Dantas) (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Letícia Ramalho</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ano pandêmico, assisti séries que me convidaram a reflexão e evitei as que poderiam me deixar tensa e estressada. Entre meus lançamentos preferidos está</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Midnight Gospel</span></i><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> de entrevistas que virou uma animação psicodélica. A série conta com oito episódios, cada um com um tema bom pra conversar em roda, entre eles: drogas, amor, morte, meditação. A série não pretende ser profunda, mas pode despertar interesses. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Próximo Convidado Dispensa Apresentações com David Letterman</span></i><span style="font-weight: 400;">, outra série de conversas e entrevistas, teve sua terceira temporada lançada este ano. Um dos entrevistadores mais conhecidos dos EUA conversa com quatro figuras marcantes, uma em cada episódio. No último, Letterman recebe a cantora Lizzo para uma das entrevistas mais inspiradoras do programa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com relação a produção nacional, a série que mais aguardei foi </span><i><span style="font-weight: 400;">Todas as Mulheres do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, inspirada no filme de 1966 de Domingos de Oliveira. A versão de 2020 é mais interessante para quem já conhece as obras de Domingos, as todas mulheres do mundo apresentadas na série são figuras e referências não só do filme de 1966, mas de quase todos os outros filmes do autor, uma bela homenagem. Já o final que me fez chorar foi</span> <span style="font-weight: 400;">o de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chicas Del Cable</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">As Telefonistas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para quem acompanhou os 4 anos da série e as paisagens de Madri dos anos 1920, o fim foi emocionante. Um fechamento com muita união, força, luta e amizade feminina que me fez usar batom roxo como o de Lidia. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> As Telefonistas (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> The Midnight Gospel (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Todas as Mulheres do Mundo (Globoplay) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> O Próximo Convidado Dispensa Apresentações com David Letterman (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17358" aria-describedby="caption-attachment-17358" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17358 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_.jpg" alt="Cena da série Inimigo Interno. Ao lado esquerdo da imagem vemos um homem negro. Ele veste terno e calça cinza, camisa azul e gravata vermelha, na cintura tem o distintivo de policia. Ao seu lado direto a um homem branco mais velho, ele é careca, usa óculos. Ele veste calça e terno pretos, camisa branca e gravata vermelha. Ao seu lado direto está uma mulher branca. Ela veste calça e camisa cinza e suas mãos estão entrelaçadas na altura do quadril . Seu cabelo é ruivo na altura dos ombros. Ao seu lado esquerdo há um homem branco. Ele veste calça e terno azul marinho, camisa azul e gravata cinza. Seu cabelo é preto, e na sua cintura tem o distintivo de policial. O fundo da imagem é uma sala cinza" width="1000" height="666" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17358" class="wp-caption-text">Exibida pela NBC em 2019, Inimigo Interno chegou ao Brasil este ano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Nicole Saraiva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano atípico que proporcionou a muitos tempo suficiente para colocar suas séries em dia, comigo não poderia ter sido diferente. E foi buscando novidades pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> que eu encontrei </span><i><span style="font-weight: 400;">Inimigo Interno (Enemy Within)</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma série policial com um quê de vida real que me deixou presa em cada episódio. Dinâmica e imprevisível ela te faz duvidar de tudo e te deixa na ponta da cadeira. Assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a minissérie da </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu </span></i><span style="font-weight: 400;">fez seu nome dentre os meus grandes achados deste ano, cativante e intrigante, eu nunca vi uma história tão bem contada em tão pouco tempo e isso ganhou minha atenção. Ambas conquistaram os primeiros lugares da minha lista!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gatunas (Trinkets) </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou ao fim em sua segunda temporada. Eu posso afirmar que o encerramento não decepciona nem um pouco, a série colocou todos os pingos nos </span><i><span style="font-weight: 400;">is </span></i><span style="font-weight: 400;">e me deixou com o coração quentinho ao ver a jornada de Tabitha, Moe e Elodie finalizada com um selo de missão cumprida. Já na </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Alex Rider </span></i><span style="font-weight: 400;">me pegou de surpresa, e que incrível surpresa ver mais uma vez o espião adolescente dos livros ser retratado nas telinhas! A série de suspense entrega uma trilha sonora de tirar o fôlego, uma fotografia impecável, cenários lindos e grandes atuações, não podia ficar de fora das minhas preferidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E fecho a minha lista com um dos lançamentos mais esperados de todos: </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay </span></i><span style="font-weight: 400;">no melhor momento possível! O </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação Viva a Diferença (2017) </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história de Tina, Lica, Benê, Ellen e Keyla 5 anos após o fim da novelinha. Com temas mais adultos, muitas provocações e cenas bem mais explícitas, a série de Cao Hamburguer veio para acabar com o estigma de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação </span></i><span style="font-weight: 400;">só entretém o público mais jovem. Além de quebrar muitos tabus da própria emissora e isso só fez com que eu me apaixonasse de novo por essa história. Aqui vai um </span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler</span></i><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> em breve você poderá ler a crítica dessa série comigo aqui no Persona, então se prepare!</span></p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> Inimigo Interno (NBC) / <strong>2.</strong> Little Fires Everywhere (Hulu) / <strong>3.</strong> Gatunas (Netflix) / <strong>4.</strong> Alex Rider (Amazon Prime Video) / <strong>5.</strong> As Five (Globoplay)</p>
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<figure id="attachment_17493" aria-describedby="caption-attachment-17493" style="width: 850px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17493 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020.jpg" alt="Cena da série High Fidelity. Ao lado esquerdo vemos uma mulher jovem e negra. Ela veste colete verde e jaqueta preta. Seu cabelo está com tranças e suas mãos estão apoiadas em caixas de discos. Ao centro da imagem vemos um homem branco sentado numa caixa de discos. Ele tem barba e cabelo cacheado. Veste camiseta preta e calça marrom. Há um relógio em seu braço esquerdo. No seu lado direto há uma mulher negra, ela tem cabelo liso na altura dos ombros. Veste regata preta e calça vermelha. Ao fundo é possível ver vários discos de vinil espalhados pela parede." width="850" height="510" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020.jpg 850w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020-300x180.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17493" class="wp-caption-text">High Fidelity foi cancelada prematuramente pelo Hulu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faz tempo que seriados já não são considerados apenas entretenimento e escapismo. Mas, nossa, como precisamos desses elementos em 2020. Acabei encontrando, sim, conforto nas produções para a TV, mas não fugindo da realidade. E sim me aproximando de sentimentos humanos, algo que perdemos quando nossos afetos se reservaram ao campo virtual. E quer experiência mais visceral e humana que </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? A obra-prima de Michaela Coel é um testemunho do quão certeiro, triste e engraçado o texto para televisão pode ser. Foi ao ar pela </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, canal responsável pela maioria dos <em>shows</em> que me conquistaram este ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, outro trunfo da emissora, senti o sabor agridoce e gostoso do litoral italiano e das descobertas da adolescência, como nunca vistas antes. Uma velha queridinha, </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Insecure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também me arrebatou em sua quarta (e hilária) temporada, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lovecraft-country-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lovecraft Country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nas mãos de Misha Green, levou o terror social a novos níveis. Mudando de canal, </span><i><span style="font-weight: 400;">High Fidelity</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu </span></i><span style="font-weight: 400;">protagonizada pela musa Zoë Kravitz &#8211; é um dos tesouros escondidos do ano. Mas seu cancelamento precoce, em agosto, nos lembra do período áspero e difícil que foi 2020. Tenho esperanças de renovação, vacinas e mais séries incríveis para o novo ano. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1. </b><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You (HBO) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Insecure (HBO) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> We Are Who We Are (HBO) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">High Fidelity (Hulu) /</span><b> 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Lovecraft Country (HBO)</span></p>
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<figure id="attachment_17395" aria-describedby="caption-attachment-17395" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17395 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1.jpg" alt="Cena do desenho Steven Universe. A imagem mostra 7 personagens da série que estão de frente, e a câmera está um pouco para baixo. Elas estão de olhos fechados e sorrindo. Ao fundo, há um céu azul com nuvens. As personagens estão em cima de uma plataforma azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17395" class="wp-caption-text">Steven Universo Futuro terminou de ser exibida em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Fellipe Gualberto</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda um pouco desprevenido com o início da pandemia (como todos estavam no começo do ano), fui pego de surpresa pelo final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Steven Universo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em sua nova série limitada, chamada </span><i><span style="font-weight: 400;">Steven Universo Futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rebecca Sugar trouxe uma rápida visão sobre a adolescência de Steven, concluiu o arco de alguns personagens e emocionou os fãs com um final pautado em saúde mental. Toda a temporada teve um clima póstumo, o que não significa que não houve diversão e gratidão por parte dos fãs a todos os momentos vividos nessa série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto são as produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, posso citar duas que me chamaram a atenção esse ano. A primeira é </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, continuação indireta de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Residência Hil</span></i><span style="font-weight: 400;">l, a série seguiu a linha de trazer um terror mais reflexivo e com menos </span><i><span style="font-weight: 400;">jump scares</span></i><span style="font-weight: 400;">. A história de um cozinheiro que se apaixona por uma fantasma nos encheu de ternura. Todos os medos e monstros da produção podem ser entendidos como metáforas para situações da vida real, como famílias desestruturadas e problemas em relacionamentos amorosos. A segunda é </span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ratched</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inspirada no universo do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Estranho no Ninho</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trama conta a história da enfermeira Ratched, com uma estética atraente e a atuação consagrada de Sarah Paulson, os episódios tem um humor suave que quase passa despercebido mas, ainda assim, arranca risos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra animação que vale a pena assistir é </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars &#8211; O Lobo Bom</span></i><span style="font-weight: 400;">. O anime explora uma sociedade formada por animais, com embates entre carnívoros e herbívoros, e teve coragem de ter uma trama mais adulta e com imagens mais explícitas, indo onde outras produções do gênero, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Zootopia</span></i><span style="font-weight: 400;">, não tiveram coragem. No final do ano, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">deu aos fãs de desenhos um presente de natal: a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hilda</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conseguiu ser tão prazerosa de se assistir quando a primeira. A mitologia nórdica é tratada de maneira delicada, os cenários são deslumbrantes e o traço fluído torna a obra deliciosa de se assistir, sendo muito cativante com seus episódios muito bem encadeados.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Steven Universo Futuro (Cartoon Network) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Hilda (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Ratched (Netflix) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Beastars &#8211; O Lobo Bom (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17392" aria-describedby="caption-attachment-17392" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17392 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Na imagem, podemos observar vários personagens da série sentados lado a lado num auditório em perspectiva. O primeiro deles, posicionado do lado esquerdo da imagem, é o personagem Eric, interpretado pelo ator Ncuti Gatwa. Ele tem a pele negra, cabelos raspados e usa uma blusa colorida e com uma expressão surpresa, escondendo os lábios. Do lado direito dele, está Otis, interpretado pelo ator Asa Butterfield. Ele é branco, seus olhos são azuis e os cabelos num tom de castanho escuro. Ele usa uma camiseta listrada branca e amarela e também tem uma expressão surpresa, mista de curiosidade e constrangimento. Do lado de Otis está Ola, interpretada pela atriz Patricia Allison. Ela tem a pele negra e seus cabelos crespos e castanhos são raspados na lateral e médios na parte de cima, formando um topete. Ela conserva a mesma expressão de curiosidade, constrangimento e riso, e usa uma jaqueta verde escura. Ao lado dela, no lado direito da imagem, está a personagem Lily, interpretada por Tanya Reynolds. Ela é branca, seus cabelos castanhos estão presos e ela usa uma blusa amarela embaixo de uma camiseta laranja. Sua expressão também é de curiosidade." width="1620" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17392" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Sex Education foi lançada em janeiro de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Marcílio</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020 foi um ano complicado e isso ninguém pode negar. Entretanto, tivemos diversas surpresas nas produções audiovisuais ao redor do mundo. Hoje, presos em casa, as séries são nosso momento de alívio e pausa. Pensando nisso, resolvi formar meu top 5 com as produções que foram além de um simples momento na frente da televisão. É preciso mais do que uma boa história. </span><span style="font-weight: 400;">Entre romances, jovens e um pingo de história, as escolhidas trouxeram tudo o que faltava na vida real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando pela segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;">, várias reviravoltas embalaram essa nova fase. Os personagens que antes eram meros adolescentes, agora estão tendo de lidar com as responsabilidades de amadurecer. Ainda nessa temática, </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-am-not-okay-with-this-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I Am Not Okay With This</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma boa receita: juventude, descoberta e superpoderes. Não, isso não foi um erro de digitação. Superpoderes. Confesso que, de primeira, fiquei insegura com essa temática, já que poderia dar muito errado. Mas deu certo, e é uma das séries mais interessantes desta lista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um gênero completamente diferente,</span> <a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi uma das melhores descobertas deste ano. Comecei com medo e terminei chorando &#8211; o verdadeiro significado de ‘essa série virou um enterro’. Amei o rumo que o roteiro decidiu tomar e a profundidade da história, foi uma grande surpresa. Além disso, a fotografia e as atuações são de tirar o fôlego. Com muita representatividade, diálogos sagazes e personagens apaixonantes essas produções me fizeram refletir, enquanto ria de um roteiro fluído. Algumas são obrigatórias para sair de 2020 com o pé direito, sem deixar que a realidade nos consuma por completo. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Sex Education (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> I Am Not Okay With This (Netflix) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">The Great (Hulu) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere (Hulu)</span></p>
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<figure id="attachment_17457" aria-describedby="caption-attachment-17457" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17457 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127.jpg" alt="Cena dos bastidores da série The Good Place. O elenco principal está se abraçando ao redor do ator Ted Danson, que interpreta o personagem Michael na série. Ele está ao centro, usando um terno azul escuro vivo sob uma camisa branca e uma gravata borboleta azul clara de bolinhas brancas. Ele é branco, seus cabelos curtos são num tom claro de cinza, quase branco, e ele usa um óculos redondo preto. Do lado esquerdo da imagem, o primeiro personagem é Jason, vivido pelo ator Manny Jacinto. Ele é asiático, seus cabelos castanhos são curtos e ele usa uma jaqueta azul e vermelha. Ao lado dele está a atriz Jammela Jamil, que interpreta a personagem Tahani. Sua pele é negra clara e ela tem longos cabelos ondulados num tom de castanho escuro e usa uma franja sob a testa. Ela usa um vestido florido roxo que aparece pouco por conta de seu cabelo comprido e dos braços de seus colegas. Do lado direito do ator Ted Danson está a atriz D'Arcy Carden. que interpreta a personagem Janet na série. Ela usa o figurino típico de sua personagem, uma camisa florida de fundo branco com flores azuis e um colete roxo. Sua pele é branca e seus cabelos castanhos tem um comprimento médio e estão ondulados. Ao lado direito dela, está o ator William Jackson Harper, que interpreta o Chidi na série. Ele tem a pele negra, cabelos curtos e pretos. Ele usa uma camisa azul escura com bolinhas brancas e um óculos quadrado de armações grossas e pretas. Do lado direito dele, por fim, está a atriz Kristen Bell, que interpreta a protagonista da série, Eleanor. Ela é branca, seus cabelos são médios, lisos e loiros. Ela usa uma blusa de moletom rosa pink. Todos estão de olhos fechados e abraçando uns aos outros, fotografados de frente e da cintura para cima." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17457" class="wp-caption-text">Os episódios finais de The Good Place foram exibidos em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Pedro Gabriel</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fazer uma recapitulação de tudo o que eu assisti nesse ano, percebi que diferentes momentos me fizeram apreciar diferentes produtos. Me entreguei no fim da esnobada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que teve um final digno: os caminhos que a série estava tomando não poderiam ser encerrados de uma forma melhor. Tudo tem sua hora de acabar, caso contrário, acaba se perdendo em sua grandiosidade. Ainda nas grandiosidades de início de ano, não poderia esquecer de uma das melhores séries de </span><i><span style="font-weight: 400;">high school</span></i><span style="font-weight: 400;"> da atualidade. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve sua segunda temporada, e abordou os temas da primeira de forma muito mais assertiva. Ela extraiu o melhor do seu elenco de peso, mostrou o adolescente como jovem que não entende tudo da vida, e emocionou com sua empatia em assuntos tão pesados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que a comédia tenha sido a principal fonte de entretenimento durante o ano, as histórias fantásticas e surreais me prenderam muito. Entre elas, está </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que voltou para um segundo ano muito melhor que o primeiro. Com um ritmo mais frenético, personagens marcantes, e muitas explosões de cabeças, a série proporcionou diferentes reações, e instigou seus telespectadores durante sua exibição. Vale ressaltar que foi um grande acerto a exibição semanal dos episódios. Além disso, a produção acerta em entregar os paralelos do mundo real, mostrando as atitudes absurdas que as pessoas tomam, e a hipocrisia de marcas e famosos ao engajarem em causas por conta do dinheiro, ou pelo poder. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas séries que me emocionaram durante o ano: primeiro foi a biografia da </span><a href="https://personaunesp.com.br/hebe-minisserie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mesmo com todos os problemas, ainda mostrou o poder do audiovisual brasileiro. Andrea Beltrão, magnífica como a Rainha da TV brasileira, entregou uma performance surpreendente, junto com uma narrativa que aprofunda em muitos momentos fora da tela. A outra, foi a delicadeza na construção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Victor</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção veio para fazer um contraponto com os fatos ocorridos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, mesmo profundo e avassalador, tinha sido criticado por ser muito utópico na vida de muitos jovens. A série mostra desde o início que Victor também acha isso, e traz um retrato mais real desse processo de aceitação, e os dramas que ele traz para a pessoa em si e para as que o rodeiam. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> The Good Place (NBC) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">Sex Education (Netflix) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">The Boys (Amazon Prime Video) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Hebe (Globoplay) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Love, Victor (Hulu)</span></p>
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<figure id="attachment_17487" aria-describedby="caption-attachment-17487" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17487 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove.jpg" alt="Cena dos bastidores da série Nasce uma Rainha. Ao lado esquerdo está a drag queen Alexia Twister. Ela usa uma peruca loira lisa na altura dos ombros e franja. Ela usa brinco de argola amarelo. Sua roupa e sua maquiagem também são amarelas. No lado direito vemos a Drag Queen Glória Groove. Sua peruca é amarela e cacheada. Sua maquiagem também é amarela. Sua roupa é branca com manchas amarelas, azuis e vermelhas. Ela usa luvas brancas." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17487" class="wp-caption-text">Alexia Twister e Glória Groove, as apresentadoras da série Nasce Uma Rainha, apresentam looks icônicos a temporada toda (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Eduarda Motta</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das limitações impostas pela pandemia do novo coronavírus às gravações de filmes e séries, houveram grandes lançamentos este ano, inclusive dentre as produções nacionais. A respeito das séries, podemos destacar </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nasce Uma Rainha</span></i><span style="font-weight: 400;">, ambas disponíveis na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. O destaque merecido vem pela representatividade que elas carregam: a primeira de forma a transbordar intensidade trazendo à tona o feminicídio com toda a seriedade necessária. Já o programa protagonizado por Gloria Groove e Alexia Twister é responsável por trazer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> o merecido destaque à cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira e mais, auxilia </span><i><span style="font-weight: 400;">drags</span></i><span style="font-weight: 400;"> iniciantes a se profissionalizarem com um bom toque de intimidade, para além do </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Internacionalmente, as séries que mais tiveram destaque, na minha opinião, foram </span><i><span style="font-weight: 400;">Supernatural</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelo lançamento de sua última temporada. Junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i><span style="font-weight: 400;">, que está na quarta parte da trama, e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que chegou em sua segunda temporada. Com um clima completamente diferente dos primeiros anos, a </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Supernatural </span></i><span style="font-weight: 400;">veio com cenas intimistas entre os protagonistas e com a atmosfera mais pesada do que nunca. Pois, além de terem que, mais uma vez, tentar impedir o fim do mundo, os irmãos Winchester têm que lidar com a possibilidade de um matar o outro no final, o que eleva a tensão e o medo do futuro para eles e para os fãs, pois o desfecho nunca foi tão imprevisível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a quarta parte da série dos criminosos,</span><i><span style="font-weight: 400;"> La Casa de Papel,</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa a desejar em relação à sua primeira temporada, porém ainda merece destaque por mostrar ação em conjunto com um plano de roubo tão inteligente quanto o que deu início à trama. Além disso, houve um melhor desenvolvimento da personalidade de um dos personagens mais queridos pelo público &#8211; o complexo Berlim. Agora, o maior amadurecimento de enredo vai para </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em sua segunda temporada, as jornadas dos personagens, bem como seu desenvolvimento, está em primeiro plano, porém sem que as sátiras características da série fossem esquecidas. Isso mostra que a trama pode ir além do deboche sobre a cultura dos heróis e se aprofundar numa história mais rica e envolvente.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Nasce Uma Rainha (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Bom dia, Verônica (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Supernatural (The CW) /</span><b> 4.</b><span style="font-weight: 400;"> La Casa de Papel (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> The Boys (Amazon Prime Video)</span></p>
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<figure id="attachment_17514" aria-describedby="caption-attachment-17514" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597.jpg" alt="Cena da série O Preço da Perfeição da Netflix. A imagem é de um estúdio de balé com piso de madeira e iluminação natural. Há 9 meninas que formam um triângulo como estão posicionadas. Elas estão vestidas com roupas pretas idênticas com coque nos cabelos. Na fotografia também há um homem branco, jovem com barba e bigode. O homem usa camiseta cinza e calça preta." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17514" class="wp-caption-text">A série O Preço da Perfeição trata da situação de uma escola de balé após um trágico acidente com uma das alunas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Beatriz Rodrigues</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o mundo acabava, e não passava nenhum <em>reality show</em> na TV para me alienar, precisei recorrer a séries e filmes para não surtar ainda mais. Por mais que tenham sido entregues várias novas oportunidades neste ano, minhas apostas para o entretenimento focaram em produções já iniciadas, e <a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><em>Modern Family</em></a> ocupou meu coração, me fazendo viciar na comédia e sair um pouco dessa realidade. Mas o primeiro lugar do meu pódio foi ocupada pela grandíssima, e esnobada, </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. A série que mistura comédia e filosofia, teve sua finalização este ano, e me fez ter mais vontade ainda de embarcar para um Bom Lugar no meio desse caos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, o segundo ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">T<em>he Umbrella Academy</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> foi ainda mais emocionante do que esperava. A história dos Hargreeves  nessa temporada me fez roer as unhas e chorar pela história e para a <em>Netflix</em>, implorando por uma terceira parte. Embora tenha sido lançada há poucos dias, <em>O Preço da Perfeição</em> estreou na <em>Netflix</em> trazendo uma versão de <em>Elite</em> numa escola de Balé. Essa série com certeza foi uma das melhores produções deste ano, trazendo drama, suspense e a realidade obscura do mundo da dança com coreografias e uma história de tirar o fôlego. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção que não poderia faltar no meu <em>ranking</em> é a segunda temporada de </span><em><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></em><span style="font-weight: 400;">, que, mais uma vez, surpreendeu e conquistou pontos com seu público. Agora, com os adolescentes amadurecendo, os assuntos tratados continuam sendo representados de forma sensata e responsável. O último lugar foi contemplado com a minha maior surpresa de 2020: a série </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. O meu ano foi recheado de comédias e a história de Devi não poderia ficar de fora dessa lista.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> The Good Place (NBC) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> The Umbrella Academy (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> O Preço da Perfeição (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Sex Education (Netflix)/  </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17449" aria-describedby="caption-attachment-17449" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17449 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987.jpg" alt="Cena da série Bridgerton. Phoebe Dynevor, à esquerda, uma mulher branca de 25 anos está de vestido azul. Seu cabelo é castanho e comprido, e ela usa luvas até depois dos cotovelos. A sua frente, está Regé-Jean Page, um homem negro de trinta anos. Ele usa um paletó preto e possui cabelo curto preot. Ele tem barba rala e bigode. Os dois se encaram, de perfil." width="1280" height="705" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-1024x564.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-1200x661.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17449" class="wp-caption-text">Julie Andrews é quem narra a série Bridgerton como Lady Whistledown, e não seria por menos&#8230; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Caroline Campos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada como maratonar por dois dias seguidos um seriado delicioso enquanto o mundo acaba. Controle preparado, cobertor em mãos e chocolate no colo: hora de fugir de 2020. E assim seguimos desde março, sendo bombardeados pelos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um clássico esquema de oferta e procura. No meio disso tudo, é quase impossível montar um </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">com os melhores produtos que nos foram apresentados, que transita de vampiros tapados até uma versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> da aristocracia britânica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minha primeira colocada foi um amor espontâneo e inesperado. Quem diria que, para uma leiga como eu, o xadrez pudesse ser tão atrativo. Beth Harmon roubou meu coração, e a minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi o maior sucesso do ano &#8211; alguém mandaria um buquê de rosas para Anya Taylor-Joy por mim? Acompanhar a vida desequilibrada da enxadrista prodígio foi uma aventura angustiante, seja pelas vitórias ultra comemoradas ou pelas recaídas assustadoras. E não podemos negar que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">nos encheu de obras interessantes (tanto quanto genéricas). A vida de Devi, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi a melhor comédia-que-pode-facilmente-te-levar-a-lágrimas do meu </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;">. A jovem e talentosa Maitreyi Ramakrishnan, acompanhada do elenco diverso, transformaram a série em um fenômeno, e sigo ansiosa para a continuação da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, como se não fosse suficiente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrou no catálogo do serviço no dia de Natal. Que presente, meus amigos, que é acompanhar uma temporada inteira das idas e vindas entre Daphne Bridgerton e o Duque de Hastings. O casal possui uma química palpável por todos os oito episódios, e o resto dos personagens, a nobreza britânica do séc. XIX, são um <em>show</em> à parte. Bem, se eu pudesse me alongar, vocês não sairiam daqui tão cedo&#8230; Migrando para a plataforma ao lado, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deu um segundo ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> caótico, quase beirando a perfeição. Capitão Pátria ganha cada vez mais camadas com o passar do tempo, como uma grande cebola psicótica. Rainha Maeve continua incrível. Eu amo a Kimiko. Essas são as informações necessárias. Próxima. Por fim, mas não em última colocada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do In The Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi a minha cota de saudades-de-</span><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;">Office</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os vampiros da </span><i><span style="font-weight: 400;">FX </span></i><span style="font-weight: 400;">são excepcionalmente burros, curiosamente charmosos e extremamente hilários. Também na sua segunda temporada, os episódios de 20 minutos são deliciosos de assistir, e eu não me cansarei tão cedo.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> O Gambito da Rainha (Netflix) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">The Boys (Amazon Prime Video) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">What We Do In The Shadows (FX) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Bridgerton (Netflix) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17454" aria-describedby="caption-attachment-17454" style="width: 1253px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17454 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3.jpeg" alt="Cena da série Dark. Do lado enquerdo há um rapaz branco de cabelo liso na altura das orelhas e loira. Ele veste jaqueta preta. Ele está abraçado com uma mulher branca de cabelo preto e franja. Ela veste jaqueta amarela e está com as mãos no pescoço dele. O fundo é uma floresta desfocada." width="1253" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3.jpeg 1253w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-300x162.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-1024x552.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-768x414.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-1200x646.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17454" class="wp-caption-text">Há quem fale o contrário, mas Dark deu uma aula sobre como encerrar uma série de forma digna e no tempo certo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva</strong></p>
<p>Como se pode notar pelos comentários acima, as séries foram um dos melhores refúgios para a realidade assombrosa de 2020. Em minha busca incansável pelos <em>streamings,</em> resgatei diversas comédias, como <em>The Office </em>e <em>Community,</em> que serviram como um abraço caloroso ao final de dias exaustivos. E dei continuidade a colegas do passado: <a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><em>The Umbrella Academy </em></a>e <em>Sex Education </em>lançaram segundas temporadas mais que surpreendentes, enquanto <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/">The Good Place</a> </em>e <a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><em>Modern Family</em></a> encerraram sua jornada de forma comovente, e já estão deixando saudades.</p>
<p>Mas 2020 também foi um momento de me desbravar por outros gêneros, como o da ficção científica, e nele encontrei <em><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/">Dark</a>.</em> Com certeza, foi uma de minhas maratonas mais emocionantes, algo muito coerente para uma trama que nos faz aventurar junto com os seus personagens. As minisséries foram uma ótima alternativa para aproveitar conteúdos densos de forma mais rápida. <a href="https://personaunesp.com.br/mrs-america-critica/"><em>Mrs. America</em></a> é uma das maiores produções deste ano, com uma narrativa atemporal e extremamente necessária. E <em><a href="https://personaunesp.com.br/i-know-this-much-is-true-critica/">I Know This Much Is True</a> </em>segue a mesma linha, ambas mais que merecedoras de terem ganhado seus<em> Emmys</em> de atuação.</p>
<p>Não poderia faltar mencionar a grandiosa <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/">The Boys</a>,</em> que entregou uma segunda temporada superior à sua primeira (uma tarefa não muito fácil). Os personagens caricatos e as analogias diretas à nossa realidade formaram o verdadeiro <em>rir para não chorar.</em> E, falando em realidade, deixo aqui uma série que diz muito sobre o cotidiano das mulheres no Brasil, e talvez a melhor produção nacional da <em>Netflix </em>até hoje: <em><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/">Bom dia, Verônica</a>. </em>Por fim, coloco no meu pódio não as séries que me trouxeram alegria para os dias difíceis, e sim, as que foram um soco no estômago mais que necessário. E que, talvez, se todos assistissem à essas produções e refletissem um pouco, 2021 poderia ser um ano bem melhor.</p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> I Know This Much Is True (HBO) / <strong>2. </strong>Mrs. America (FX) /<strong> 3. </strong>Dark (Netflix) / <strong>4.</strong> The Boys (Amazon Prime Video) / <strong>5. </strong>Bom dia, Verônica (Netflix)</p>
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