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	<title>Arquivos Nicole Saraiva &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Nicole Saraiva &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Muito além do crime: a história de Pedro Dom</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2021 16:38:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nicole Saraiva “Loirinho não p****, meu nome é Pedro Dom” A história do bandido gato inimigo número um do Rio de Janeiro foi curta, mas fez muito sucesso nas manchetes brasileiras no começo dos anos 2000. Pedro Machado Lomba Neto e sua gangue foram conhecidos e temidos por conta de assaltos realizados em edifícios de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dom-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Muito além do crime: a história de Pedro Dom"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22278" aria-describedby="caption-attachment-22278" style="width: 1086px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-22278" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/xDOM8_SerendipityInc.jpg.pagespeed.ic_.PwvK18UBRi.jpg" alt="Cena da série DOM. Gabriel Leone caracterizado como Pedro Dom em primeiro plano, a imagem se passa em um túnel e é possível ver os faróis dos carros de polícia ao fundo. Leone é um homem branco, de 20 e poucos anos e usa lentes de contato azuis nos olhos, uma touca marrom, uma camiseta vermelha de gola branca e uma jaqueta preta com detalhes brancos por cima. Ele aparece com uma expressão fechada e segura em sua mão uma granada, enquanto usa os dentes para retirar o pino." width="1086" height="652" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/xDOM8_SerendipityInc.jpg.pagespeed.ic_.PwvK18UBRi.jpg 1086w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/xDOM8_SerendipityInc.jpg.pagespeed.ic_.PwvK18UBRi-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/xDOM8_SerendipityInc.jpg.pagespeed.ic_.PwvK18UBRi-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/xDOM8_SerendipityInc.jpg.pagespeed.ic_.PwvK18UBRi-768x461.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22278" class="wp-caption-text">O que leva uma pessoa a se envolver com o crime? A arriscar sua vida por um momento de euforia? DOM mostra que, às vezes, não há uma resposta para essa pergunta (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Nicole Saraiva</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Loirinho não p****, meu nome é Pedro Dom”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história do bandido gato inimigo número um do Rio de Janeiro foi curta, mas fez muito sucesso nas manchetes brasileiras no começo dos anos 2000. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159017/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Machado Lomba Neto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua gangue foram conhecidos e temidos por conta de assaltos realizados em edifícios de luxo e esquemas de corrupção policial na zona nobre fluminense. O conhecido como Pedro Dom também sofria com o vício em drogas desde muito novo, tendo passado por diversas internações ao longo de seus 23 anos de vida, fato que é abordado durante o desenvolvimento do personagem na nova produção nacional do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-22274"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cheia de nuances e detalhes, essa história chegou nas mãos talentosas do cineasta Breno Silveira, muito conhecido pelo sucesso </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/filmes/2-filhos-de-francisco-a-historia-de-zeze-di-camargo-luciano/"><i><span style="font-weight: 400;">2 Filhos de Francisco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao ser procurado por Luiz Victor Lomba, um policial da reserva que, nos anos 70, se aliou ao exército no combate da chegada de cocaína no Brasil. O pai de Pedro Dom gostaria de contar a vida do filho em uma tentativa de retratar um outro lado dessa figura tão emblemática na história do crime organizado do Rio de Janeiro. Os próximos passos você já sabe: a série </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançada no dia 4 de julho, bateu recordes de audiência e, hoje, carrega o título de </span><a href="https://www.omelete.com.br/amazon-prime-video/dom-renovada-segunda-temporada"><span style="font-weight: 400;">produção internacional original mais assistida da plataforma</span></a><span style="font-weight: 400;">. Inclusive, já foi </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159237/#:~:text=A%20produ%C3%A7%C3%A3o%20estrelada%20por%20Gabriel,segunda%20temporada%20confirmada%20pela%20Amazon."><span style="font-weight: 400;">renovada para uma segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="DOM - Temporada 1 | Trailer oficial | Amazon Prime Video" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5PP9bZYGA0o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A série baseada em fatos reais surpreende e emociona, humanizando o caso famoso dos anos 2000. Mas, o que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> esse sucesso nacional? O conjunto da obra. A bela fotografia retrata muito bem a cidade do Rio, e pode lembrar produções como </span><a href="http://abcine.org.br/site/cidade-de-deus/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade de Deus</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> principalmente quando o cenário é o morro, o detalhe da câmera na mão deixa a narrativa bem mais realista. A equipe fez um ótimo trabalho com a ambientação e é perceptível as diferenças conforme as mudanças de época, mas não poderíamos esperar menos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Conspiração</span></i><span style="font-weight: 400;">, produtora independente latinoamericana muito popular no </span><a href="https://www.b9.com.br/132463/com-doc-sobre-gilberto-gil-conspiracao-se-torna-produtora-brasileira-mais-indicada-ao-emmy-internacional/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo, que vai além da biografia e da vida do crime, mostra intimamente a relação entre pai e filho, e como a trajetória de Victor e Pedro afetou e desgastou sua família. A trama em si retrata um problema social, o tráfico de drogas, contando isso de uma forma não linear, viajando entre os anos 1970 e 2000, e criando um paralelo de causa e consequência. Sua premissa busca entender porque Victor (Flávio Tolezani), um policial de elite que combatia o crime desde a adolescência, não foi capaz de impedir a cocaína de entrar em sua casa, e o que fez Pedro (Gabriel Leone), seu filho, chegar aonde chegou. </span></p>
<figure id="attachment_22276" aria-describedby="caption-attachment-22276" style="width: 647px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-22276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/f8cf27bf-edit_dom_amazon_prime_horizontal.jpg" alt="Cena da série Dom. A imagem tem como plano de fundo o canto de um dos bares onde acontecem os “bailes” no Rio de Janeiro, na foto há as 5 pessoas que interpretam os assaltantes do bonde na série DOM. Da esquerda para a direita: Ramon Francisco, que interpreta Lico, é um homem negro, estatura média para baixa, na casa dos 20 anos, olhos castanhos, cabelo black power preto curto e usa uma camiseta cinza de gola polo preta e vermelha. Raquel Villar, que interpreta Jazmin, é uma mulher negra, baixa, na casa dos 20 anos, olhos castanhos, cabelo longo cacheado pintado de loiro com a raiz mais escura e veste um vestido azul decotado. Mais ao fundo o ator Digão Ribeiro, que interpreta Armário, é um homem negro, alto e forte, olhos castanhos, usa o cabelo black power preto curto, bigode e cavanhaque, ele veste uma camiseta de botões branca estampada. Á sua frente está Gabriel Leone, que interpreta Pedro Dom, ele é um ator branco, na casa dos 20 anos, tem cabelo ondulado curto pintado de loiro e olhos azuis devido a lente de contato que usa para o personagem, veste uma camiseta preta e uma jaqueta branca e vermelha por cima. E por fim Isabella Santoni, que interpreta Viviane, é uma mulher branca, baixa, com olhos verdes e cabelo longo liso e loiro, veste um vestido branco. Todos estão com a expressão mais séria na foto." width="647" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-22276" class="wp-caption-text">Os atores do Bonde interpretam algumas das melhores e mais pesadas cenas da produção, com um alto consumo de drogas, álcool, violência e também um toque de romance (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série criada por Breno Silveira e dirigida também por Vicente Kubrusly tem uma pegada mais intensa e pode ser muito pesada em alguns momentos, o que torna difícil assistir e digerir tudo de uma única vez, sendo necessário algumas pausas para respirar e refletir o que acabou de ser visto. O debate retratado na tela te faz pensar sobre qual a </span><a href="http://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">real extensão do vício</span></a><span style="font-weight: 400;">, e até que ponto o usuário é capaz de ir para sustentá-lo. Pedro tenta, em diversos momentos, sair da vida do crime e das drogas, mas, como um ímã, ele é atraído de volta para esse universo. A vulnerabilidade que o personagem apresenta não o torna menos violento, e portanto não justifica suas ações agressivas, tornando Dom uma figura imprevisível e instável, que fisga a atenção do telespectador durante as cenas. Essa dualidade do protagonista o torna humano e deixa o público em uma sinuca de bico, pois é possível simpatizar e querer torcer por sua  melhora, mesmo sabendo que ela não virá. A grande sacada de Breno Silveira é não nos deixar esquecer que essa é uma história real com começo, meio e um triste fim que se aproxima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto positivo da produção é a maneira com a qual eles lidam e trazem o </span><a href="https://personaunesp.com.br/lovecraft-country-critica/"><span style="font-weight: 400;">racismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> incorporado na história, seja nos personagens que veem Lico (Ramon Francisco) como a verdadeira má influência do melhor amigo Pedro, apenas pelo fato de ser um jovem negro, filho da empregada e morador do morro, ou no processo da formação da quadrilha. Pedro Dom e Viviane (Isabella Santoni) eram os responsáveis pela invasão dos condomínios, já que, por serem jovens brancos, loiros e de olhos claros, eles não geravam desconfiança dos seguranças dos locais. Esses elementos mostram como o </span><a href="https://www.ufrgs.br/ciencia/branquitude-privilegio-branco-e-a-raiz-do-preconceito-racial/"><span style="font-weight: 400;">racismo estrutural</span></a><span style="font-weight: 400;"> está intrinsecamente enraizado na nossa sociedade, por mais que essa palavra não seja mencionada ao longo da história.</span></p>
<figure id="attachment_22279" aria-describedby="caption-attachment-22279" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22279" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gabriel_leone_dom_prime_video.jpg_1902800913.jpg" alt=" Cena da série DOM. Gabriel Leone e Flávio Tolezani caracterizados como Pedro Dom e Victor Dantas, em primeiro plano, mais a direita, está Leone, um homem branco de 20 e poucos anos, cabelos loiros e lentes de contato azuis. Ao seu lado esquerdo e um pouco desfocado está Flávio, um homem de 40 e poucos anos, barba e cabelos castanhos. A imagem foca nos rostos dos personagens e tem um efeito amarelo ao fundo devido a iluminação da cena." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gabriel_leone_dom_prime_video.jpg_1902800913.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gabriel_leone_dom_prime_video.jpg_1902800913-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gabriel_leone_dom_prime_video.jpg_1902800913-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gabriel_leone_dom_prime_video.jpg_1902800913-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22279" class="wp-caption-text">A trama interliga as duas faces de Pedro, um menino acuado em seu drama familiar e uma espécie de “macho alfa” no mundo do crime (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem suas falhas, e o departamento de som é uma delas, já que ele empobrece alguns diálogos, acaba ficando claro em algumas cenas que ele foi inserido depois e o tom já não é mais o mesmo, mas nada que prejudique a experiência do público. A produção também peca em alguns detalhes de caracterização, as lentes de contato azuis usadas por Gabriel Leone são difíceis de engolir, mas você acaba se acostumando ao longo dos episódios devido às ótimas atuações do elenco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que, inclusive, vale uma menção honrosa para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-five-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Malhação</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sua academia de jovens atores, já que boa parte do elenco começou a sua carreira na novelinha. Mas o grande trunfo da produção é o trabalho conjunto de Gabriel Leone e Flávio Tolezani, que brilham em tela como pai e filho, Os dois atores carregam muita química e dinamismo, principalmente nas nuances da diferença entre a adolescência e a vida adulta de Pedro, visto que Leone interpreta o personagem em ambas as fases.</span></p>
<figure id="attachment_22275" aria-describedby="caption-attachment-22275" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22275" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/12062021045151_WhatsApp-I.jpg" alt="A imagem é uma montagem, à esquerda temos o pôster oficial da série DOM, divulgado pela Amazon Prime Video e a direita temos uma foto de arquivo de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom. Ele é um homem branco, loiro e com olhos azuis. " width="800" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/12062021045151_WhatsApp-I.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/12062021045151_WhatsApp-I-768x514.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22275" class="wp-caption-text">Ficção e realidade se chocam em reviravolta após carta aberta expondo a falta de consentimento da família com a produção da série (Foto: Amazon Prime Video/Registros policiais)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O complexo herói que vemos em Victor origina algumas cenas pouco críveis, o que por vezes incomoda, desafiando a nossa inteligência e nos fazendo pensar </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;como será que ele saiu vivo dessa?&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, isso não é culpa do trabalho de Tolezani e sim do roteiro de </span><span style="font-weight: 400;">Breno Silveira, Fábio Mendes, Higia Ikeda, Carolina Neves e Marcelo Vindicatto</span><span style="font-weight: 400;">. Recentemente, chegou ao público uma </span><a href="https://www.instagram.com/p/CRP0zRfhSU_/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">carta aberta escrita por Érika</span></a><span style="font-weight: 400;">, irmã mais velha de Pedro Dom, expondo situações que vão além do questionamento de se a produção </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> é boa ou não. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato é que, se tratando de uma história real e, principalmente, de uma história recente, a produção revive anos de traumas e momentos difíceis da vida de uma família. Pedro tem uma irmã, um filho e uma mãe, que não autorizou e nem consentiu com a produção dessa série, e hoje sofre muito com a forma que a trajetória do seu filho foi retratada nas telas. Inclusive, segue lutando na justiça para entender, nas palavras de Érika, como a sua história de vida com seu filho e a morte  do mesmo se tornaram um produto pronto para consumo. Realmente tudo é válido em nome do entretenimento?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A representação amorosa, turbulenta, porém muito devotada ao bem-estar de sua família, retratada através de Victor, seu ex-marido, não condiz com a realidade. Tanto que, de acordo com a família, muito da intimidação e violência que Pedro praticou foram aprendidas com ele. Hoje, </span><a href="https://rd1.com.br/heroi-em-serie-pai-de-pedro-dom-fundou-milicia-e-integrou-pelotao-da-morte/"><span style="font-weight: 400;">Victor Lomba não está mais entre nós</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi vítima de um câncer de pulmão no final de 2018 e acabou não vivendo para ver a produção sendo lançada. Morreram junto com ele os acordos financeiros fechados naquele mesmo ano para </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;">, cujo dinheiro dos lucros nunca foi entregue à família. Um dinheiro que deveria estar sendo investido na criação de seu filho Pedrinho, de 16 anos, que está em tratamento psiquiátrico para ansiedade e depressão, e ainda tem que lidar com a procura da imprensa por uma declaração. </span></p>
<figure id="attachment_22277" aria-describedby="caption-attachment-22277" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22277" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dom2_serendipityinc.jpg" alt="Imagem dos bastidores de DOM, nela Gabriel Leone e Flávio Tolezani estão caracterizados como Pedro e Victor em cima de uma moto preta, é possível ver a câmera à direita e a rua fechada com cones ao fundo. Leone veste uma calça jeans clara e uma camiseta bege de botões, abraça Flávio cabisbaixo na garupa da moto. Tolezani veste uma calça jeans escura e uma jaqueta de couro preta, de cara fechada encarando a câmera." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dom2_serendipityinc.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dom2_serendipityinc-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dom2_serendipityinc-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dom2_serendipityinc-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dom2_serendipityinc-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/dom2_serendipityinc-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22277" class="wp-caption-text">Na vida real, o relacionamento de Victor e Pedro é bem diferente do que foi retratado na série (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra então apresenta uma série de inconsistências com a realidade, o que não seria um problema caso ela fosse apenas baseada em fatos reais, mas ela se vende de maneira quase bibliográfica e se sustenta em apenas um lado da história. Como um entretenimento, isso não prejudica </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> em nada, porém, do ponto de vista humano e empático, ela não deveria sequer existir, quem dera ser a produção internacional mais vista da plataforma. A narrativa não é fiel, ela engana e abre dores muito profundas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, a vontade da família não foi respeitada, a mãe Nídia Sarmento e a irmã Erika Grandinetti </span><a href="https://extra.globo.com/famosos/pedro-dom-faria-40-anos-em-2021-familia-vai-justica-para-historia-ser-esquecida-como-se-estivessemos-enterrando-de-novo-25111950.html"><span style="font-weight: 400;">buscaram a justiça em 2019 para impedir a exibição da série</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora lutam para embargar o lançamento de uma segunda temporada. Concluindo, existem muitas problemáticas na produção, mas essas são discussões extensas e profundas sobre um sistema, a indústria cinematográfica em si e a reprodução de narrativas errôneas, o que levaria muito mais do que um texto inteiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco também conta com Laila Garin e Mariana Cerrone, como mãe e irmã de Pedro, respectivamente, que trazem muita emoção para a dinâmica familiar do protagonista, mostrando esse lado humano de que, apesar de um criminoso, o jovem, de fato, tinha uma família que o amava e queria vê-lo em uma melhor fase. </span><span style="font-weight: 400;">Jasmin (Raquel Villar), Viviane (Isabella Santoni), Lico (Ramon Francisco) e Armário (Digão Ribeiro)</span><span style="font-weight: 400;"> são os integrantes do Bonde, a quadrilha de assaltantes que aterrorizou o Rio. Eles trazem a ação para a trama, protagonizam algumas das cenas mais intensas e é possível perceber muita entrega dos atores para os personagens. </span></p>
<figure id="attachment_22280" aria-describedby="caption-attachment-22280" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22280" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Gravacoes-de-Dom.png" alt="Cena da série DOM. A imagem se passa em uma corrida de cavalos no Jockey Clube, Filipe Bragança, a esquerda, e Fábio Lago, a direita, estão caracterizados como Victor Dantas e Ribeiro. Bragança é um homem branco, tem 20 e poucos anos, cabelos castanhos lisos até os ombros. Lago é um homem branco, tem uns 50 anos e cabelos também castanhos, cacheados, que estão presos para trás pela boina que usa. Com ternos chiques dos anos 70 e óculos de sol eles comemoram o resultado da corrida junto com a multidão." width="720" height="531" /><figcaption id="caption-attachment-22280" class="wp-caption-text">Filipe Bragança e Fábio Lago são os destaques do flashback, nos dando um respiro em meio ao desenvolvimento da história do protagonista (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o núcleo dos anos 70, temos o incrível Fábio Lago, presente em diversas produções brasileiras de sucesso, &#8211; incluindo a recém-lançada </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-invisivel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Invisível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; interpretando o dono do morro Ribeiro, e Filipe Bragança como o jovem Victor Dantas. Eles fazem uma boa dupla, contracenam bem juntos e funcionam como um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> dentro da própria narrativa, lá é possível ver momentos de humor e tensão, e serve para justificar quem o pai se torna no futuro, um homem carregado de traumas adquiridos em seu tempo como policial infiltrado. Os dois intérpretes do Victor em diferentes fases da vida têm um trabalho de construção do personagem muito consistente, visto que Filipe tem um desenvolvimento bem construído em frente às telas e se destaca dentre os jovens atores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série, no geral, é um bom drama policial, cativa, emociona e mantém o ritmo e o interesse do espectador até o último segundo. Quem busca uma boa produção com ação e drama dificilmente não gostará de </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;">, e quem vive no Brasil entenderá as diversas problemáticas raciais e sociais que ela aborda. E trabalha muito bem em cena a maneira com a qual a milícia opera no Rio de Janeiro, colaborando para a continuidade do </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-10-19/milicias-ja-dominam-um-quarto-dos-bairros-do-rio-de-janeiro-com-quase-60-do-territorio-da-cidade.html"><span style="font-weight: 400;">crime organizado</span></a><span style="font-weight: 400;">. No fim, quem deveria proteger a população coloca seus interesses pessoais à frente e incentiva esse ciclo de violência a continuar. De fato, a história de Pedro Dom é regada de racismo institucional, desigualdade social, corrupção e violência. Uma parte do nosso país que adoramos ignorar. </span></p>
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		<title>Cineclube Persona – Junho de 2021</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 19:00:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já estamos cansados de reclamar da situação do país em meio a esse turbilhão de confusões, esquemas e agressões vindas da politicagem brasileira. Será que a Arte ainda é capaz de nos fazer esquecer de toda essa bagunça no mundo exterior? Ou é ela que nos mantém sãos? Bem, não há resposta certa para isso. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Junho de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21622" aria-describedby="caption-attachment-21622" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-21622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21622" class="wp-caption-text">Destaques de Junho de 2021: 2ª temporada de Legendary, o fim de Pose, Luca e Manhãs de Setembro (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Caroline Campos e Vitor Evangelista)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já estamos cansados de reclamar da situação do país em meio a esse turbilhão de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/06/exclusivo-governo-bolsonaro-pediu-propina-de-us-1-por-dose-diz-vendedor-de-vacina.shtml"><span style="font-weight: 400;">confusões, esquemas e agressões</span></a><span style="font-weight: 400;"> vindas da politicagem brasileira. Será que a Arte ainda é capaz de nos fazer esquecer de toda essa bagunça no mundo exterior? Ou é ela que nos mantém sãos? Bem, não há resposta certa para isso. Junho chegou, Junho foi embora e a leva de filmes e séries que marcaram a metade do ano não poderia ter sido mais diferente uma da outra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mundo cinematográfico, onde alguns poucos irresponsáveis arriscam ir aos cinemas, as produções foram escassas e não muito chamativas. Os apaixonados pelo medo e pelo horror ganharam de presente duas bombas: </span><a href="https://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é um fracasso completo, mas abala o ânimo dos fãs da franquia com uma trama fraca e pouco impressionante. Por outro lado, para quem pensava que não poderia ser pior, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=411aCkoMEmU"><i><span style="font-weight: 400;">Espiral: O Legado de Jogos Mortais</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se esforçou para entregar um dos piores filmes da saga de Jigsaw. Não foi dessa vez que o deus da carga dramática te abençoou, Chris Rock.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelo menos, nos garantiram um pouco mais de diversão. A nova animação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ter uma narrativa marcada pela simplicidade, mas não falha em emocionar o espectador com a sua fofura. Estamos falando de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E7_4ZUpyoWM"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com os dois monstros marinhos mais carismáticos desde o </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-137537/"><span style="font-weight: 400;">peixão apaixonado de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Forma da Água</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lá em 2017. Pelas mãos da dona </span><i><span style="font-weight: 400;">Netlfix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/carnaval-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Carnaval</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançado e conseguiu o feito de nos fazer fechar a cara só de ouvir o nome da melhor festa do ano. Mesmo assim, nessa altura do campeonato, dá vontade de pular um bloquinho, não é?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda emplacou mais um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> e trouxe os musicais de volta ao cinemas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k91B9sEhe7w"><i><span style="font-weight: 400;">Em um Bairro de Nova York</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que encantou a crítica com suas coreografias e o protagonismo de Anthony Ramos – não, não é o ator da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, faltou tato por parte da produção do filme, que foi </span><a href="https://www.cabanadoleitor.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-e-criticado-por-falta-de-afro-latinos-no-elenco/"><span style="font-weight: 400;">duramente criticada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela falta de representação entre o elenco principal de afro-latinos no bairro de Washington Heights. Apesar de Miranda se pronunciar</span><i><span style="font-weight: 400;"> “verdadeiramente arrependido”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o resto dos envolvidos protagonizou um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de horrores ao </span><a href="https://www.kabc.com/2021/06/19/rita-moreno-apologizes-for-comments-woke-critics-called-dismissive-of-black-latino-lives/"><span style="font-weight: 400;">comentar a polêmica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Complicado, Rita Moreno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na parte da TV, o cenário foi mais positivo. No Brasil, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chocou tanto que até ganhou episódios extras, com informações importantíssimas que só foram descobertas pela repercussão do documentário. </span><a href="https://vejasp.abril.com.br/blog/filmes-e-series/inspirada-em-fatos-serie-colonia-estreia-no-canal-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">Colônia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, original do </span><i><span style="font-weight: 400;">Canal Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhou casa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando voz e rostos aos temas do livro </span><a href="https://www.amazon.com.br/Holocausto-Brasileiro-Genoc%C3%ADdio-mortos-hosp%C3%ADcio/dp/8551004638"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Daniela Arbex.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente investiu nas produções nacionais, entregando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5PP9bZYGA0o"><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NoXyFvRjem0"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira leva a periferia e o tráfico em discussões que perpassam temas sociais, enquanto a segunda finalmente dá a Liniker um papel de atuação. A artista </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bNs_7r1PsfQ"><span style="font-weight: 400;">canta e encanta</span></a><span style="font-weight: 400;">, se firmando como um símbolo de poder e resistência nesse Mês do Orgulho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora do radar nacional, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=baGuGkdaIAA"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inovou as típicas narrativas musicais que estamos acostumados, </span><a href="http://personaunesp.com.br/greys-anatomy-17a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalizou seu 17º ano na união da ficção de Meredith com a pandemia do mundo real e </span><a href="http://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-down-under-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race Down Under</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se provou a pior temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">de competição de </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;">. Original do </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas com exibição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rg_160Be71g"><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid’s Tale</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente entregou um ótimo capítulo neste livro de sofrimentos que é a vida de June.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">continuou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oT7RNAQVbG4"><i><span style="font-weight: 400;">Lupin</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e nos deu uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t04JpO7GbYc"><span style="font-weight: 400;">overdose de </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além da estreia do quarto ano da sacanagem espanhola do Ensino Médio, fomos agraciados com curtas especiais, que não agregaram muito, mas foram agradáveis de acompanhar. O </span><a href="https://www.instagram.com/p/CQt1T_vhM9B/"><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aterrissou por aqui e duas de suas melhores produções acabaram em Junho: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xlsPFKIE2ag"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">coroa o talento inestimável de Jean Smart na comédia e </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary </span></i><span style="font-weight: 400;">continua na construção de seu maravilhoso império. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=whnMJZENarU"><span style="font-weight: 400;">É sério, vejam </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.instagram.com/p/CQrcU3hBzDx/"><span style="font-weight: 400;">Mês do Orgulho</span></a><span style="font-weight: 400;"> coloriu a arte desse Cineclube de Junho, com o azul-claro da bandeira trans se prostrando como resistência. Uma das melhores séries da história, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aUmUQeucVgI"><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deu um tristonho tchau, através de uma terceira temporada cautelosa, calorosa e cheia de paixão. Para além de ser ‘apenas’ a produção com o </span><a href="https://draglicious.com.br/2018/11/01/pose-conheca-o-incrivel-elenco-inclusivo-da-serie/"><span style="font-weight: 400;">maior elenco trans da história da TV</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra-prima do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX </span></i><span style="font-weight: 400;">se livrou das amarras narrativas que uma história LGBT pode se colocar, dando suficiente material para que </span><a href="https://cinepop.com.br/mj-rodriguez-de-pose-lanca-seu-primeiro-single-oficial-ouca-something-to-say-298668/"><span style="font-weight: 400;">MJ Rodriguez</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/entrevista-com-a-estrela-de-pose-dominique-jackson"><span style="font-weight: 400;">Dominique Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://thesource.com/2021/06/02/trailer-alert-escape-room-2-shows-indya-moore-and-taylor-russell-fighting-for-their-lives/"><span style="font-weight: 400;">Indya Moore</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3NA7BpvnRMA"><span style="font-weight: 400;">Billy Porter</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cia cravem seus nomes para a eternidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">fecha o primeiro semestre com um </span><b>Cineclube </b><span style="font-weight: 400;">mais modesto que o habitual (é que o frio de Junho congelou até a gente). A conclusão do Mês do Orgulho não deixa dúvidas: o nosso papel, como espectadores e divulgadores de conteúdo, é o de prestigiar, aclamar, indicar e celebrar essas joias raras. Agora, é só chegar junto da </span><b>Editoria </b><span style="font-weight: 400;">e dos </span><b>Colaboradores </b><span style="font-weight: 400;">para conferir tudo o que falamos sobre o Cinema e a TV no sexto mês de 2021.</span></p>
<p><span id="more-21172"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_21497" aria-describedby="caption-attachment-21497" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21497" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat.jpg" alt="" width="1280" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21497" class="wp-caption-text">Julian Hilliard já viveu o jovem Luke em Maldição da Residência Hill e Billy em WandaVision (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (The Conjuring: The Devil Made Me Do It, Michael Chaves)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que bagunça que fizeram com o pobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quando James Wan deu a luz ao primeiro filme da franquia lá em 2013, os fãs de terror convulsionaram tamanha a qualidade e o carisma do longa. 8 anos e sete filmes depois, </span><a href="https://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas e ao </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> para provar que, infelizmente, tudo que é bom dura pouco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema já começa na trama. Apesar do caso interessantíssimo que tinha em mãos – o julgamento de </span><a href="https://darkside.blog.br/invocacao-do-mal-3-conheca-o-caso-arne-cheyenne-johnson/"><span style="font-weight: 400;">Arne Cheyenne Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, acusado de assassinato, alegou ter estado sob possessão demoníaca –, Michael Chaves não se decide quanto ao rumo que pretende dar ao seu filme. As </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/invocacao-do-mal-3-critica-187383/"><span style="font-weight: 400;">cenas nos tribunais</span></a><span style="font-weight: 400;">, que poderiam ter aberto outras portas para a franquia, são esquecidas e retomadas apenas nos minutos finais. Ao invés disso, Chaves prefere inserir um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> horrendo envolvendo os talentos sensitivos de Lorraine Warren, que se torna quase uma </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></i><span style="font-weight: 400;"> perdida no mundo de Annabelle. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Extremamente convenientes para a narrativa e utilizados com um excesso pavoroso, os poderes da demonologista e sua relação psíquica com a Ocultista bagunçam a história de forma quase incorrigível. No entanto, uma coisa é fato: Vera Farmiga e Patrick Wilson continuam impecáveis como </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159266/"><span style="font-weight: 400;">Ed e Lorraine Warren</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um dos melhores casais do Cinema contemporâneo, Wilson e Farmiga entregam qualidade demais em comparação com o resto da trama. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159128/"><span style="font-weight: 400;">Filmes ruins</span></a><span style="font-weight: 400;"> de franquias boas assustam mais que os demônios de Michael Chaves. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21298" aria-describedby="caption-attachment-21298" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21298" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-800x533.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21298" class="wp-caption-text">Pelo menos a Gkay não faz dancinha (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Carnaval (Leandro Neri)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem não está com saudades do calor do Carnaval bom sujeito não é. Com  suas gravações iniciadas antes da pandemia, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta engajar um filme nacional com os camarotes da festa de </span><a href="https://www.viajali.com.br/pontos-turisticos-salvador/"><span style="font-weight: 400;">Salvador</span></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira metade do longa é pavorosa, depois, descemos descontroladamente a ladeira da vergonha alheia com o enredo e personagens vazios e sem nenhum atrativo externo ou de contexto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um elenco temível &#8211; Giovana Cordeiro e </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/luan-santana-da-beijo-na-boca-de-gkay-para-divulgar-clipe-morena-da-minha-vida-veja_a319914/1"><span style="font-weight: 400;">Gkay</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; não podemos contar nem com boas atuações. O filme não traz o melhor do Carnaval de Salvador, que são os blocos de rua. Os camarotes, que são forçados a todo momento, se encaixam com sentido na premissa que a história segue, mas, exclui toda parte contagiante da festa, que renderia uma boa produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tenho que ser justa. Nem só de calamidade se constrói o longa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A representatividade dos orixás dentro do filme arrepia, há respeito em demonstrar figuras sagradas e pais de muitos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/carnaval-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Carnaval</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acerta em trazer o candomblé, com misticismo, para o grande público. Não recomendo Gkay nem para minha pior inimiga, entretanto, se você estiver &#8211; assim como eu &#8211; com saudades do Carnaval,  assista essa produção que o sentimento passa. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_21494" aria-describedby="caption-attachment-21494" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge.jpeg" alt="" width="1200" height="628" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge-800x419.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge-1024x536.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge-768x402.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21494" class="wp-caption-text">Luca foi inspirado na experiência real do diretor Enrico com seu melhor amigo de infância, Alberto (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Luca (Idem, Enrico Casarosa)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazer até as crianças o </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/luca-filme-da-pixar-da-aula-de-inclusao/"><span style="font-weight: 400;">debate sobre a inclusão</span></a><span style="font-weight: 400;"> através de metáforas é uma ferramenta que os estúdios de animação adoram. Em um mundo tão excludente, filmes que abordam essa universalidade conseguem sempre um lugar especial no nosso coração. A bola da vez está em </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-06-17/pixar-viaja-ao-verao-mais-feliz-da-infancia.html"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova animação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> dirigida por Enrico Casarosa, que conseguiu mesclar </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Me Chame Pelo Seu Nome</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma narrativa simples e eficiente sobre amizade e criaturas marinhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abraçados pela </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/06/luca-e-um-filme-lgbtq-apesar-do-que-a-pixar-diz-veja-por-que"><span style="font-weight: 400;">comunidade LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> por conta de suas alegorias, os dois peixinhos Luca e Alberto conseguem assumir a forma humana fora da água. Enquanto o primeiro possui uma família protetora e um medo absurdo do mundo terrestre, o outro parece viver sozinho e se aventurar por qualquer coisa que o mundo tem a oferecer. Sem tramas complexas nem reviravoltas absurdas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">encanta pela simplicidade e delicadeza com que relaciona seus </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/luca-disney-plus-critica-187158/"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, todos procurando e explorando o seu lugar no mundo e as possibilidades desse vasto universo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Opostos, </span><a href="https://saopauloparacriancas.com.br/aprendemos-luca-animacao-pixar/"><span style="font-weight: 400;">Luca e Alberto</span></a><span style="font-weight: 400;">, dublados no original por Jacob Tremblay e Jack Dylan Grazer, se enveredam pelo mundo humano com o medo constante da rejeição e da exclusão. Assim, de forma sutil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;"> constrói seu carisma e apelo ao tratar das diferenças sociais com tamanha sensibilidade, sem deixar de lado a aventura juvenil e divertida de seus protagonistas. Mesmo com a conclusão morna, não há nada que apague o encanto dos monstrinhos em meio aos terrestres. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159359/"><i><span style="font-weight: 400;">Silenzio, Bruno!</span></i></a> <b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21627" aria-describedby="caption-attachment-21627" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21627" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3.jpg" alt="Cena do Filme Em Um Bairro de Nova York. A imagem mostra, de lado, um grupo de pessoas latinas dançando na rua, na frente de um prédio de tijolos cinzas. Eles olham para a frente, no lado direito da imagem. Á frente do grupo está o personagem Usnavi, de Anthony Ramos, um homem jovem latino, de cabelos curtos castanhos. Ele está de pé, cantando, e usa uma camisa cinza escrito 'Nueva York' e calça jeans. É de dia e a imagem é iluminada." width="950" height="633" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3.jpg 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21627" class="wp-caption-text">É maravilhoso, mas poderia ser mais (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Em um Bairro de Nova York (In The Heights, Jon M. Chu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso absoluto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe outra obra de </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/musica/noticia/2021/06/cinco-cancoes-para-conhecer-a-premiada-trajetoria-de-lin-manuel-miranda-ckpxugzmc00000180xdgi6niu.html"><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway</span></i><span style="font-weight: 400;"> para as telas do mundo todo. Agora, é hora de conhecer </span><i><span style="font-weight: 400;">In The Heights</span></i><span style="font-weight: 400;">, a adaptação de um musical criado pelo dramaturgo, ator, produtor, cantor e compositor, que apresenta uma história de sonhos e raízes num bairro predominantemente latino de Nova York. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse cenário é </span><a href="http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/05/bairro-de-washington-heights-e-tesouro-escondido-em-nova-york.html"><span style="font-weight: 400;">Washington Heights</span></a><span style="font-weight: 400;">, que abriga uma comunidade imigrante em busca de oportunidades na terra da liberdade, e que é onde Miranda, de descendência porto-riquenha, nasceu e cresceu. A proximidade do dramaturgo com a história, no entanto, não garantiu que sua transposição para o Cinema (na direção de Jon M. Chu) fosse representativa como o planejado quando a história ganhou seus contornos através da peça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O musical protagonizado pelo carisma brilhante de Anthony Ramos decepciona com </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/06/17/lin-manuel-miranda-comenta-criticas-por-falta-de-diversidade-em-novo-filme.htm"><span style="font-weight: 400;">a falta de representação fiel da comunidade latinoamericana</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">In The Heights</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tudo o que se esperaria de algo com a assinatura artística de Lin-Manuel Miranda (que respondeu às críticas e se desculpou pela falha na produção do filme), exceto pelo descuido em algo tão fundamental para a narrativa da obra e para o significado de seu trabalho. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_21496" aria-describedby="caption-attachment-21496" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21496" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020.jpg" alt="" width="1024" height="577" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21496" class="wp-caption-text">Espiral é o nono filme da franquia Jogos Mortais (Foto: Twisted Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Espiral: O Legado de Jogos Mortais (Spiral: From the Book of Saw, Darren Lynn Bousman)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse uma decepção no mês, os obcecados pelo Cinema de horror ganharam outra. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/roberto-sadovski/2021/06/18/espiral-o-maior-terror-do-legado-de-jogos-mortais-e-que-o-filme-existe.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Espiral: O Legado de Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> causa, na melhor das hipóteses, gargalhadas. Falta de tudo na obra de Darren Lynn Bousman: criatividade, originalidade, roteiro, atuações decentes, e, se tratando de </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/jogos-mortais-qual-o-melhor-187201/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, muito sangue. A franquia de sucesso dos anos 2000, que com certeza transita entre altos e baixos, ficou conhecida pelo seu horror corporal e tortura explícita em cenas de causar enjoo no espectador. O filme de 2021, no entanto, não consegue transmitir nem um mal-estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tentando recriar a estética do primeiro longa, dirigido por James Wan (olha ele de novo!) em 2004, Bousman deixa seu filme caricato e repetitivo, com momentos que, segundo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Geração Z</span></i><span style="font-weight: 400;">, se enquadram em </span><i><span style="font-weight: 400;">cringe </span></i><span style="font-weight: 400;">total. </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2021/06/armadilhas-do-novo-jogos-mortais-realmente-machucavam-diz-chris-rock-ckprlup2w00cy018016z11asz.html"><span style="font-weight: 400;">Chris Rock</span></a><span style="font-weight: 400;">, o detetive protagonista, parece ter colocado em si mesmo uma trava de segurança que o impede de expressar emoções minimamente convincentes, e sua relação com o assassino, principalmente durante os momentos finais, é talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i> <a href="https://www.arrobanerd.com.br/espiral-o-legado-de-jogos-mortais-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais sem graça</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Só para não descer a lenha em absolutamente todos os pontos de </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/espiral---o-legado-de-jogos-mortais-e-um-pessimo-recomeco-0621"><i><span style="font-weight: 400;">Espiral</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Samuel L. Jackson convence. Apenas isso. Não é dono de uma atuação primorosa, mas também não se junta a sinfonia de fracasso do cineasta, que dirigiu outros filmes da saga ao longo da carreira. Isso talvez porque o personagem do veterano tem duas cenas na obra – a última delas, inclusive, o mais próximo da </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> contagiante de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/jogos-mortais-melhores-filmes.html"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que esse filme tem a oferecer. </span><a href="https://ovicio.com.br/espiral-tobin-bell-comenta-sobre-quase-ter-aparecido-como-jigsaw/"><span style="font-weight: 400;">Jigsaw</span></a><span style="font-weight: 400;"> estaria envergonhado. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<h3></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_21619" aria-describedby="caption-attachment-21619" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21619" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-scaled.jpeg" alt="Cena de The Handmaid’s Tale. A cena mostra June segurando o rosto de Serena, que está ajoelhada. As duas são brancas e tem cabelos loiros, June está curvada em direção a Serena, ela usa blusa escura e tem o cabelo preso. Serena usa creme e tem os cabelos soltos. " width="2560" height="1703" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-800x532.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-1024x681.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-768x511.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-1536x1022.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-2048x1363.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-1200x798.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21619" class="wp-caption-text">Além de ser produtora e protagonista, Elisabeth Moss assumiu a direção na quarta temporada de The Handmaid’s Tale (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale, 4ª temporada, Hulu/Paramount+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de um </span><a href="https://liberal.com.br/colunas-e-blogs/estudio-52-the-handmaids-tale-comeca-a-correr-atras-do-proprio-rabo/"><span style="font-weight: 400;">chove, não molha desgraçado</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Handmaid’s Tale</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu entregar uma temporada intensa, corajosa e, o mais importante, que tomou decisões drásticas em direção à conclusão da trama. O ano 4 tirou June (Elisabeth Moss) de Gilead, guiando a jornada da personagem para o encerramento de ciclos. Com 3 episódios a menos que o habitual, a série de Bruce Miller demonstrou </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/tv/series/the-handmaids-tale-yvonne-strahovski-promete-final-surpreendente-em-quarta-temporada-o-mais-satisfatorio-ate-hoje/"><span style="font-weight: 400;">assertividade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e culhões, dando a Moira, Emily, Serena, Janine, Waterford e até à Tia Lydia, muito o que fazer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a sombra de um quinto ano pela frente, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Conto da Aia</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez de 2021 um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/216081-the-handmaids-tale-4-temporada-tera-mudancas-elisabeth-moss.htm"><span style="font-weight: 400;">chamariz de boas ideias</span></a><span style="font-weight: 400;">, com destaque para a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/216081-the-handmaids-tale-4-temporada-tera-mudancas-elisabeth-moss.htm"><span style="font-weight: 400;">sempre formidável Mckenna Grace</span></a><span style="font-weight: 400;">, jovem prodígio de Hollywood e que agora interpreta uma Esposa, ainda adolescente. O </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/4-cenas-completamente-perturbadoras-de-handmaids-tale-lista/"><span style="font-weight: 400;">choque pelo choque</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua sendo o lema da produção, não recomendada para quem tem problemas em ver gente se ferrando muito antes de começar a se dar bem. O presente floresceu </span><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid’s Tale</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a dúvida que fica é se </span><a href="https://www.indiewire.com/2017/05/the-handmaids-tale-terminology-guide-1201809023/#:~:text=%E2%80%9CBlessed%20Be%20the%20Fruit%E2%80%9D%3A,%E2%80%9CMay%20the%20Lord%20open.%E2%80%9D&amp;text=They%20feature%20no%20text%20(much,women%20are%20forbidden%20from%20reading."><span style="font-weight: 400;">o fruto abençoado por Ele</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai vingar quando as Aias darem seu </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/219738-the-handmaids-tale-showrunner-atriz-falam-5-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">adeus no ano que vem</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_21428" aria-describedby="caption-attachment-21428" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/we-are-lady-parts.jpg" alt="Foto promocional da primeira temporada de We Are Lady Parts. Cinco mulheres de frente para a câmera, em um cenário caseiro. No centro, Amina (Anjana Vasan), sendo observada pelas outras quatro, sentada de pernas dobradas, olhando para a câmera e usando uma saia cinzenta e uma camisa branca de estampa floral rosa, com a mão esquerda segurando o queixo e um hijab verde claro cobrindo a cabeça. Também sentada, à sua direita está Momtaz (Lucie Shorthouse), usando um niqab azul escuro que cobre inteiramente seu corpo, deixando apenas os olhos à vista. Ela também usa luvas pretas e pulseiras punks, segurando um cigarro eletrônico. Atrás delas e de pé, Ayesha (Juliette Motamed), usando uma túnica leve azul com detalhes dourados e uma camiseta com estampa por baixo e um hijab de cor pêssego, com a mão esquerda apoiada no ombro de Saira (Sarah Kameela Impey). Ela está sentada atrás de Amina, com uma palheta entre os dentes, segurando uma guitarra no colo. Ela usa uma camisa sem mangas xadrez vermelha e preta com uma camiseta cinza por baixo, os cabelos pretos e curtos soltos atrás. Na frente dela, Bisma (Faith Omole), também segurando uma guitarra no colo e usando calças jeans largas, uma camiseta amarela com padrões pretos por baixo de uma jaqueta de couro azul escura e colares de contas, com um turbante azul claro com listras escuras." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-21428" class="wp-caption-text">Após recrutarem uma nova guitarrista, as mulheres de Lady Parts precisam achar uma nova forma de tocar (Foto: NBCUniversal)</figcaption></figure>
<p><b>We Are Lady Parts (</b><b>1ª temporada, Channel 4/Peacock)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada originalmente no Reino Unido através do </span><i><span style="font-weight: 400;">Channel 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> em maio, a </span><span style="font-weight: 400;">1ª temporada de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MPqzoAjxvl4"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou aos Estados Unidos através do serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Peacock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Baseada no curta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cOEXtrPFEzc"><i><span style="font-weight: 400;">Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela narra a vida de cinco jovens muçulmanas que formam a banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> Lady Parts, acompanhando-as através dos olhos de sua mais nova integrante, Amina (Anjana Vasan), uma doutoranda introvertida que tem medo de tocar guitarra em público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro e a direção de Nida Manzoor capturam sagazmente a essência e as nuances de cada uma das personagens, </span><a href="https://variety.com/2021/tv/global/we-are-lady-parts-linda-lindas-nida-manzoor-1234989061/"><span style="font-weight: 400;">rejeitando estereótipos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e criando uma trama de crescimento pessoal poderosa ancorada em excelentes atuações e uma estética feroz. Ao longo de seus seis curtos episódios, somos transportados até a realidade de suas personagens e partilhamos de cada risada e cada lágrima derramada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma série de </span><a href="https://open.spotify.com/album/28dwAy8V1FaZFC0tryUPSI?si=_CmPuL38STmith_LUAROrQ&amp;dl_branch=1"><span style="font-weight: 400;">músicas originais e alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">covers </span></i><span style="font-weight: 400;">excelentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Queen e Dolly Parton, vemos o crescimento do grupo enquanto banda, mas também como pessoas. Ao final do último episódio, a sensação que fica é de que as </span><i><span style="font-weight: 400;">Lady Parts</span></i><span style="font-weight: 400;"> só começaram e, mesmo que não haja uma segunda temporada confirmada, o público clama por um bis. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21499" aria-describedby="caption-attachment-21499" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21499" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas.jpg" alt="Foto promocional de Histórias Breves. Os personagens Rebeca, Cayetana e Gusmán estão juntos. No centro está Cayetana, mulher branca e loira vestida de moletom verde com detalhes pretos. Ela olha para a esquerda com a boca aberta em uma expressão animada. A sua direita está Guzmán. Branco e de cabelo loiro, o homem veste um roupão azul. Ele olha para frente sorrindo e tem uma mão apontando para cima. No canto esquerdo da foto está Rebeca, vestindo uma roupa preta com flores coloridas. A mulher branca de cabelo preto está olhando para frente, com uma mão apontando para a câmera. O fundo da imagem é branco. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21499" class="wp-caption-text">Histórias Breves nos dá um último gostinho do que foram as primeiras temporadas de Elite (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Elite Histórias Breves (Elite Short Stories, Especial de Elite, Netflix</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de muita espera, </span><a href="https://youtu.be/DiA4Vy9uV_0"><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente retorna com novos episódios. A série espanhola trouxe personagens e tramas diferentes, mas não sem antes se despedir das figuras que conquistaram o público, para início de conversa. Se, no final da terceira temporada, vemos o encerramento do ano escolar em Las Encinas, as </span><a href="https://youtu.be/J8nYfd-mocs"><i><span style="font-weight: 400;">Histórias Breves</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos mostram um pouco das férias de seus alunos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com narrativas que se conectam, os curtas são divididos em quatro partes. E, como não poderia faltar, duas delas focam em um dos aspectos mais marcantes da série: </span><a href="https://youtu.be/_cRgYMrxuAE"><span style="font-weight: 400;">os romances</span></a><span style="font-weight: 400;">. Samuel com Carla, assim como Guzmán e Nadia, sofrem turbulências ao serem separados pela Universidade. Namoros de Ensino Médio são, de fato, ótimos. Mas quando os anos mágicos acabam, a magia dos amores pode sumir junto. Sabendo que Carla (</span><a href="https://www.instagram.com/ester_exposito/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Ester Expósito</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Nadia (</span><a href="https://www.instagram.com/minaelhammani/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Mina El Hammani</span></a><span style="font-weight: 400;">) precisavam sair da série, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu um final quase digno para cada uma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns personagens, por outro lado, continuaram suas jornadas. Omar, Ander, Cayetana, Rebeka e Guzmán protagonizam seus curtas com muita comédia e drama. É difícil não rir com a festa bagunçada de um </span><a href="https://youtu.be/-R2r2Ej-9BY"><span style="font-weight: 400;">trio inesperado</span></a><span style="font-weight: 400;">, assim como não é fácil segurar as lágrimas quando o percurso de Ander com o câncer resulta na perda de um grande amigo. Resumindo </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i><span style="font-weight: 400;"> em poucos minutos,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Histórias Breves </span></i><span style="font-weight: 400;"> é um compilado perfeito para matar a saudade do seriado. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
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<figure id="attachment_21430" aria-describedby="caption-attachment-21430" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-4.jpg" alt="Cena da série Colônia. A imagem em preto e branco, na qual se encontra uma escadaria grande, suja e rachada. Sentados nela estão uma mulher, um homem e um garoto. A mulher tem os cabelos escuros e longos e está vestida com uma camisola do hospital e tênis. O homem está com uma mão no ombro da moça, sentado atrás dela, degrau acima, ele veste uma blusa e uma calça de tecido e de um tom mais escuro e tem cabelos curtos. Atrás dele, um degrau acima, há um jovem sentado, ele também está vestido com a camisola da instituição e tem cabelos curtos. Os três estão com o semblante cansado e entristecidos." width="800" height="532" /><figcaption id="caption-attachment-21430" class="wp-caption-text">Colônia narra um período desumano e pouco conhecido da história nacional (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Colônia (1ª temporada, Canal Brasil/Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FHUTKRpU0bg"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/todo-dia-a-mesma-noite-critica/"><span style="font-weight: 400;">Daniela Arbex</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rzjhbj1vato"><i><span style="font-weight: 400;">Colônia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> narra, algumas das situações reais que foram vivenciadas no hospício Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. Por meio de personagens ficcionais são contados alguns dos absurdos ocorridos neste período terrível da história nacional e que foi estrategicamente apagado dos livros de História. Acompanhamos em 10 episódios a história de Elisa, interpretada pela atriz </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/entrevistas/600505/colonia-andre-ristum-e-elenco-falam-sobre-o-horror-de-retratar-um-manicomio-nos-anos-1970/"><span style="font-weight: 400;">Fernanda Marques</span></a><span style="font-weight: 400;">, e pelo ponto de vista da personagem começamos a entender o que acontece e como funciona a instituição.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Ninguém entra naquele vagão por acaso”</span></i><span style="font-weight: 400;">. As pessoas mandadas para o Colônia não eram somente as que possuíam patologias mentais, muitas pessoas eram apenas </span><a href="https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/20-11-2011/holocausto-brasileiro-50-anos-sem-punicao.html"><span style="font-weight: 400;">descartadas naquele lugar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Negros, LGBTQIA+, mulheres grávidas, prostitutas, pessoas consideradas inimigas da ditadura militar ou mesmo as que sabiam de segredos de indivíduos ricos e influentes eram mandadas para a unidade para nunca mais voltaram às suas casas. Todos os internos eram tratados de maneira desumana, sendo violentados, torturados e consequentemente enlouquecendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção da série, de André Ristum, fez a escolha de apresentar os episódios em preto-e-branco, dando à narrativa um tom melancólico. </span><i><span style="font-weight: 400;">Colônia </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma obra que em cada personagem acompanhado questiona temáticas que atualmente continuam pertinentes, como por exemplo, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b4xjpYzK7Vw"><span style="font-weight: 400;">luta antimanicomial</span></a><span style="font-weight: 400;">, as visões extremamente conservadoras afetando vidas, a desumanização consequente do sistema capitalista e o respeito aos direitos humanos. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_21431" aria-describedby="caption-attachment-21431" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21431" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube.jpg" alt="Foto retangular de uma cena de Elite. Os atores Omar Ayuso e Arón Piper, respectivamente, estão no centro, de perfil e de frente um com o outro. Omar é espanhol, possui cabelos curtos bem pretos e sobrancelhas largas. Ele possui traços árabes. Ele veste o uniforme de Las Encinas, um blazer azul marinho com uma faixa fina vermelha do colarinho e na gola e uma camisa branca. O blazer está semiaberto. Ele está com os olhos fechados, triste e com a boca aberta. Suas mãos estão apontadas para sua barriga. Arón é alemão, possui cabelos curtos ondulados pretos. Ele veste o uniforme de Las Encinas, um blazer cinza com uma faixa fina vermelha do colarinho até a gola e uma camisa branca manga longa. Seu blazer está aberto. Ele usa um brinco de argola pequeno prata na orelha esquerda. Ele está com os olhos fechados, chateado. Suas mãos estão segurando a cabeça de Omar. As testas dos dois se encostam. Ao fundo, tem um lago enorme e uma paisagem mais distante, com árvores secas e quiosques. " width="2000" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21431" class="wp-caption-text">O final da quarta temporada deixou muitas pontas soltas, inclusive envolvendo o casal mais querido da série, Ander e Omar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Elite (Élite, 4ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A preparação do novo ano em Las Encinas começou com </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/elite-netflix/elite-historias-breves-netflix#10"><span style="font-weight: 400;">quatro histórias breves</span></a><span style="font-weight: 400;">, amarrando os nós deixados pela terceira temporada. Depois de metade do elenco ter se </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/20/por-que-carla-valerio-polo-nadia-e-lu-estao-se-despedindo-de-elite.htm"><span style="font-weight: 400;">despedido</span></a><span style="font-weight: 400;"> das gravações, sobrou para Cayetana (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kAps5sMZkic&amp;t=54s"><span style="font-weight: 400;">Georgina Amorós</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Rebeka (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L6RVOebl05M"><span style="font-weight: 400;">Claudia Salas</span></a><span style="font-weight: 400;">) carregarem a nova fase nas costas, já que Samu (Itzan Escamilla) e Guzmán (Miguel Bernadeau) ficaram disputando o cargo de macho alfa da alcateia. Além disso, o relacionamento de Ander (</span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-marco-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Arón Piper</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Omar (Omar Ayuso) tentava voltar nos trilhos, com tudo o que aconteceu anteriormente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A chegada do trio de irmãos Ari (Carla Díaz), Patrick (</span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/06/manu-rios-fala-sobre-trisal-sexo-e-nudez-em-elite-personagem-pedia.shtml"><span style="font-weight: 400;">Manu Rios</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mencía (</span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159400/"><span style="font-weight: 400;">Martina Cariddi)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do príncipe Phillippe (</span><a href="https://atitudeevisao.com.br/personagem-de-pol-granch-em-elite-e-inspirado-em-um-principe-da-vida-real/"><span style="font-weight: 400;">Pol Granch</span></a><span style="font-weight: 400;">) desequilibra o ambiente em diversas formas. Contudo, o ponto mais importante para desprender de toda série é a abordagem dos relacionamentos abusivos. Caye se reinventa de diversas maneiras e se mostra muito mais amadurecida e longe do fantasma de Polo. Mesmo que no começo isso pode ter acontecido, até mesmo o repugnante príncipe não dispersa os olhos da nova faxineira de Las Encinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no seu quarto ano de exibição, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se inovou, continuando na mesma fórmula de: 1) um corpo foi encontrado e 2) todos os alunos são suspeitos. Com </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/06/veja-quem-deixa-elite-apos-quarta-temporada-na-netflix"><span style="font-weight: 400;">novas saídas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do elenco principal e a adição de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-157707/"><span style="font-weight: 400;">outros personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, resta a dúvida se uma quinta temporada seria realmente necessária ou não, mesmo com numerosas pontas soltas. Mantendo ainda as (muitas) cenas de sexo e aquele ar de mistério, já podemos dizer que a série espanhola já se banalizou, mas que não precisamos ter </span><a href="https://personaunesp.com.br/riverdale-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">vergonha de mostrar que a gente gosta</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21465" aria-describedby="caption-attachment-21465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/images-10.jpeg" alt="A imagem tem como plano de fundo o canto de um dos bares onde acontecem os “bailes” no Rio de Janeiro, na foto há as 5 pessoas que interpretam os assaltantes do bonde na série DOM. Da esquerda para a direita: Ramon Francisco, que interpreta Lico, é um homem negro, estatura média para baixa, na casa dos 20 anos, olhos castanhos, cabelo black power preto curto e usa uma camiseta cinza de gola polo preta e vermelha. Raquel Villar, que interpreta Jazmin, é uma mulher negra, baixa, na casa dos 20 anos, olhos castanhos, cabelo longo cacheado pintado de loiro com a raiz mais escura e veste um vestido azul decotado. Mais ao fundo o ator Digão Ribeiro, que interpreta Armário, é um homem negro, alto e forte, olhos castanhos, usa o cabelo black power preto curto, bigode e cavanhaque, ele veste uma camiseta de botões branca estampada. Á sua frente está Gabriel Leone, que interpreta Pedro Dom, ele é um ator branco, na casa dos 20 anos, tem cabelo ondulado curto pintado de loiro e olhos azuis devido a lente de contato que usa para o personagem, veste uma camiseta preta e uma jaqueta branca e vermelha por cima. E por fim Isabella Santoni, que interpreta Viviane, é uma mulher branca, baixa, com olhos verdes e cabelo longo liso e loiro, veste um vestido branco. Todos estão com a expressão mais séria na foto." width="800" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-21465" class="wp-caption-text">Um sucesso de público e nas críticas, DOM mostrou para o que veio e já foi renovada para uma segunda temporada (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>DOM (1ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159017/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Machado Lomba Neto</span></a><span style="font-weight: 400;">, mais conhecido como Pedro Dom, chega ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma forte produção brasileira. O “bandido gato” fez fama ao assaltar prédios e casas da alta sociedade fluminense no começo dos anos 2000, usando o racismo estrutural a seu favor e se popularizando entre as manchetes dos jornais. Mas a produção do cineasta Breno Silveira (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/critica-2-filhos-de-francisco-a-historia-de-zeze-di-camargo-e-luciano"><i><span style="font-weight: 400;">2 Filhos de Francisco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) conta não só a história de um criminoso, também mostra como isso afetou sua família e principalmente seu pai, Victor Dantas, um policial civil aposentado que foi pioneiro no combate às drogas no Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção tem dado o que falar e já </span><a href="https://www.omelete.com.br/amazon-prime-video/dom-renovada-segunda-temporada"><span style="font-weight: 400;">se tornou a produção internacional mais assistida do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e ela é recheada de boas atuações. O protagonismo é de Gabriel Leone (</span><i><span style="font-weight: 400;">Eduardo e Mônica</span></i><span style="font-weight: 400;">), que entrega uma bela parceria de cena com Flávio Tolezani, que retrata Dantas. </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda conta com outros grandes nomes: Raquel Villar, Ramon Francisco, Isabella Santoni e Digão Ribeiro como integrantes do “bonde”. Já Filipe Bragança interpreta o personagem do pai quando jovem em uma das fases da narrativa, passada nos anos 1970, enquanto Laila Garin vive a mãe de Pedro, e Mariana Cerrone é, na série, irmã do personagem principal. Fábio Lago, Julia Konrad e André Mattos complementam o elenco principal.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo drama policial, com uma bela fotografia que retrata o Rio de Janeiro dos morros e praias aos condomínios de luxo. Baseado em fatos reais, a sua premissa aborda um problema social: o tráfico de drogas e os 8 episódios tem um bom ritmo e prendem a atenção do espectador apesar da temática pesada. É uma produção ousada e envolvente, para quem gosta de uma boa série dramática com boas cenas de ação, essa é com certeza uma das melhores produções lançadas recentemente. </span><b>&#8211; Nicole Saraiva </b></p>
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<figure id="attachment_21488" aria-describedby="caption-attachment-21488" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21488" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cine-Greys.jpg" alt="Imagem da série Grey’s Anatomy. Na imagem, uma mulher negra, usando um capacete branco com um visor transparente à frente e um jaleco azul claro, olha para uma mulher branca, loira, dormindo deitada em uma maca azul clara, coberta por um cobertor da mesma cor. Essa ainda usa um respirador branco e azul escuro. Ao fundo, podemos ver uma espécie de quarto de hospital, com uma cortina marrom, aparelhos médicos e uma janela." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-21488" class="wp-caption-text">Além dos dramas da pandemia, Grey’s Anatomy viajou ao mundo dos mortos em busca de uma última temporada (Foto: ABC)</figcaption></figure>
<p><b>Grey’s Anatomy (17ª temporada, ABC)</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/greys-anatomy-17a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">É 2021 e precisamos falar da 17ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> mesmo depois de tanto tempo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não porque, nesse ano conturbado por si só, a produção teve que introduzir os dramas médicos da vida real para a frente das câmeras, mas também porque, aos trancos e barrancos, a série conseguiu fazer isso de maneira interessante, mesmo com os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C9qcmOap7RM"><span style="font-weight: 400;">elos dramáticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que percorrem todos os anos da série. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma premissa de então abordar a pandemia da covid-19, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">ABC</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu mais uma vez à protagonista, Meredith Grey (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pJFXchIWyJY"><span style="font-weight: 400;">Ellen Pompeo</span></a><span style="font-weight: 400;">) o posto de carregar o peso da produção nas costas. Mas dessa vez de uma maneira diferente, já que ela pode estar ao lado, mais uma vez, de grandes nomes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ffjf08sJXF4"><span style="font-weight: 400;">Patrick Dempsey</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F7KbDd82qLM"><span style="font-weight: 400;">Chyler Leigh</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BcdntSiPA90"><span style="font-weight: 400;">Eric Dane</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TrwmgLYivkI"><span style="font-weight: 400;">T.R. Knight</span></a><span style="font-weight: 400;"> que voltaram do mundo dos mortos, literalmente, como um modo de levar a série para a sua última temporada, se não fossem os </span><a href="https://www.instagram.com/p/COs3Nb9Ne-T/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">altos índices de audiência</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a vida dentro dos hospitais foi retratada como uma forma de humanizar os verdadeiros médicos por trás das máscaras. No entanto, por mais um ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> pecou no sentido medicina, e se carregou nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4EQx0_M0558"><span style="font-weight: 400;">dramas pessoais dos protagonistas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, a temporada teve um brilhantismo único e imbatível que, com certeza, vai dar trabalho para </span><a href="https://twitter.com/kristavernoff"><span style="font-weight: 400;">Krista Vernoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável pela série, manter o patamar no ano seguinte. </span><b>&#8211; Larissa Vieira </b></p>
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<figure id="attachment_21495" aria-describedby="caption-attachment-21495" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21495" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz.jpg" alt="" width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21495" class="wp-caption-text">A cantora Vanusa acompanhou parte da produção da série até seu falecimento, em 2020 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Manhãs de Setembro (1ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De quem foi a ideia de manter Liniker tanto tempo longe dos papéis de drama? Não há como apontar o responsável por tal barbaridade, mas, finalmente, deram a essa mulher uma série para ela estrelar. O serviço de <em>streaming</em> felizardo foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, nesse mês de junho, os cinco episódios da primeira temporada de </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/colunistas/tonygoes/2021/06/manhas-de-setembro-consegue-ser-previsivel-e-original-ao-mesmo-tempo.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aterrissaram entre nós. A cantora vive Cassandra, uma </span><i><span style="font-weight: 400;">motogirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> trans que descobre do dia para a noite que teve um filho 10 anos atrás com Leide, interpretada pela também magnífica Karine Teles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gersinho, o fruto desse relacionamento, passa perrengue atrás de perrengue com a mãe, já que os dois vivem num carro embaixo de um viaduto e vendem o que conseguem nos faróis de São Paulo. O que não falta em </span><a href="https://www.gqportugal.pt/manhas-de-setembro-o-retrato-da-transexualidade-no-brasil"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é talento: além de Liniker e Teles, Gustavo Coelho, que interpreta o garoto, é uma revelação e tanto. O título da série vem através da música da cantora Vanusa, que, pela voz de Elisa Lucinda, dá conselhos dentro da cabeça de Cassandra durante toda a temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Construindo o afeto entre a protagonista e seu filho de forma gradual e detalhista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i><span style="font-weight: 400;"> entende que a realidade da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/estrelada-por-liniker-manhas-de-setembro-reflete-sobre-construcao-do-afeto-com-visibilidade-lgbtq-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">comunidade trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> não se resume apenas a violência e transfobia – isso também porque a série conta com a ícone do </span><a href="https://midianinja.org/news/voz-do-queernejo-conheca-alice-marcone/"><i><span style="font-weight: 400;">queernejo </span></i><span style="font-weight: 400;">Alice Marcone</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu time de roteiristas. Cassandra é dona de uma narrativa complexa, de altos e baixos, cheia de amores e desamores. Vivendo no </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/01/29/brasil-e-o-pais-que-mais-mata-pessoas-trans-175-foram-assassinadas-em-2020.htm"><span style="font-weight: 400;">país que mais mata pessoas trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> em todo o mundo, a nova produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um conforto, um ato de resistência e um manifesto. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21588" aria-describedby="caption-attachment-21588" style="width: 1086px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21588" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2.jpg" alt="Cena da série Lupin. Assane (Omar Sy) vestido com um smoking preto e gravata borboleta, olha para os lados enquanto coloca um celular na frente de um dispositivo que tranca a porta na sua frente. Na tela desfocada do celular, vemos um cadeado fechado. Uma luz verde preenche a cena. Atrás de Assane, vemos um corredor que dá até uma porta com um sinal verde luminoso acima." width="1086" height="652" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2.jpg 1086w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21588" class="wp-caption-text">Omar Sy retorna no papel do ladrão inspirado nas histórias de Arsène Lupin (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Lupin (Parte 2, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Junho também houve a volta de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oT7RNAQVbG4"><i><span style="font-weight: 400;">Lupin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a queridinha francesa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">estrelada por </span><a href="https://istoe.com.br/omar-sy-ser-a-cara-da-franca-e-orgulho/"><span style="font-weight: 400;">Omar Sy</span></a><span style="font-weight: 400;"> e criada por George Kay, que retorna após um hiato de cinco meses. A nova leva de cinco episódios traz de volta o carisma sobrenatural de Sy na pele de Assane, o lendário ladrão de casaca, mas carece do foco narrativo e da estrutura que tornaram </span><a href="https://personaunesp.com.br/lupin-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">os primeiros capítulos da série tão saborosos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela começa com um episódio que teria se encaixado muito melhor no final chocante da parte anterior, resolvendo o seu clímax e oferecendo um gancho tragicamente forte para sua sequência. Do jeito que está, a narrativa perde fôlego após os dois primeiros capítulos, por mais que a atuação impecável de Sy segure as viradas mais abruptas que o roteiro dá. Os episódios ainda são bem construídos e oferecem pontos de virada engajantes, com grande parte deles vendo o protagonista na defensiva, tendo que improvisar ao longo do caminho, nos oferecendo outra perspectiva para o personagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um clímax elaborado e surpreendente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lupin </span></i><span style="font-weight: 400;"> nos oferece um final que amarra satisfatoriamente as pontas da história da vingança de Assane contra a família Pellegrini, o que deixa difícil ficar de mal com a série por conta de seus poucos erros. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159185/"><span style="font-weight: 400;">A promessa de uma terceira parte em desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> chega como um suspiro de alívio: essa não é a última que vemos do astuto ladrão de casaca e seus roubos elegantes. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21610" aria-describedby="caption-attachment-21610" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21610 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1024x683.jpg" alt="Cena de Hacks. À esquerda vemos uma mulher jovem, branca, de cabelos lisos, curtos e ruivos. Ela usa coturno, calça amarela com linhas pretas e blusa preta. Ela está sentada numa poltrona verde com almofadas marrom claro. À direita está outra mulher sentada numa poltrona idêntica. Ela é mais velha, branca e de cabelo loiro. Ela veste blusa azul com manchas brancas e calça branca. O sapato é dourado e de salto baixo. Ao centro tem uma mesa baixa com duas pilhas de revista e um arranjo de flores rosa. Ao fundo vemos a parede branca da sala e a cortina verde aberta com os raios de sol iluminando o ambiente." width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21610" class="wp-caption-text">Se você começar uma frase com é “engraçado porque …”, provavelmente não é (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Hacks (1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;">. Guardem bem o nome dessa série, vocês vão ouvir falar dela em setembro. Não é novidade para ninguém a alta presença das originais</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/hbo/"><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na premiação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">que, aliás, foi a </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/emmy-2020-hbo-e-plataforma-mais-premiada/"><span style="font-weight: 400;">emissora que mais levou estatuetas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ano de 2020. Agora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> está entre as cotadas para representar o mais novo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> que chegou ao Brasil. Isso por causa do bom desempenho da série que facilmente agrada os assinantes e mesmo não popularizada no país conquista o </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/com-100-de-aprovacao-hacks-e-renovada-para-2-temporada,5f9ae9029a6e00b90da73a22db226353c2rrnqpg.html"><i><span style="font-weight: 400;">Top</span></i><span style="font-weight: 400;"> 10</span></a><span style="font-weight: 400;"> assistidos da semana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é à toa. O</span><i><span style="font-weight: 400;"> HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">traz sua veterana de guerra, Jean Smart &#8211; que também está presente em grandes produções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Mare of Easttown</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/watchmen-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> -, para um papel de estrelato pleno. A atriz brilha e reluz numa personagem complexa que tem um certo toque inovador para as telas. Jean Smart domina a arte de fazer comédia sobre comédia interpretando Deborah Vance, que é famosa em Las Vegas por sua longa trajetória, mas passa a perder os melhores horários de apresentação por suas piadas ultrapassadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A solução para o problema é contratar uma estagiária, Ava (Hannah Einbinder). É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha sua proporção. A dualidade entre as mulheres e a diferença de idade combinadas a dificuldade de ser do sexo feminino e fazer parte da </span><a href="https://www.cineset.com.br/especial-metoo-o-que-mudou-no-mundo-do-cinema-apos-o-movimento-feminista/"><span style="font-weight: 400;">industria </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiana</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são os pontos altos da produção que acerta a mão em representá-los. A série consegue construir tramas paralelas dentro de sua própria história, o que a torna mais cativante. Jean Smart ganhará o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz em Série de Comédia. Anotem. Me cobrem. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_21613" aria-describedby="caption-attachment-21613" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21613" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x.png" alt="Cena do reality Drag Race Down Under. Na imagem vemos duas fotos da competidora Elektra Shock enquanto ela desfila na passarela. Ela veste uma roupa preta de tecidos de tule caídos e tem o peito a mostra. Sua cabeça careca foi pintada de forma a parecer uma peruca preta. Ela usa salto agulha." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21613" class="wp-caption-text">Elektra Shock, top 3 moral da temporada ao lado de Anita Wigl&#8217;it e de Kita Mean (Foto: World of Wonder)</figcaption></figure>
<p><b>RuPaul&#8217;s Drag Race Down Under (1ª temporada, Stan)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exportação do programa de RuPaul Charles nos rendeu frutos de diversas qualidades, desde divertidas e empolgantes temporadas (</span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-uk-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">2ª do Reino Unido</span></a><span style="font-weight: 400;">) até jurados decepcionantes mas competidoras exemplares (</span><a href="https://personaunesp.com.br/canadas-drag-race-critica/"><span style="font-weight: 400;">1ª do Canadá</span></a><span style="font-weight: 400;">). Na versão da Oceania, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Down Under</span></i><span style="font-weight: 400;">, encontramos um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> realmente de cabeça para baixo. A começar pela produção, que claramente sofreu com um orçamento menor, já que assistimos as </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> performarem em um palco pequeno, quase como alguns caixotes de madeira colocados lado a lado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As competidoras também não impressionaram: nada do que foi apresentado ali era inédito, e a chance de vermos a diversidade étnica do continente representada no programa foi limitada pela própria produção, que convidou um elenco majoritariamente branco. Jojo Zaho, a </span><a href="http://www.newnownext.com/jojo-zaho-drag-race-down-under/05/2021/"><span style="font-weight: 400;">primeira competidora aborígene australiana</span></a><span style="font-weight: 400;">, acabou sendo também a primeira a ir para a casa; Coco Jumbo, de descendência fijiana, deu adeus ao </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> no terceiro episódio. A partir daí, passamos a assistir um elenco formado apenas por </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> brancas, duas delas com </span><a href="https://draglicious.com.br/2021/04/09/rainhas-de-drag-race-down-under-pedem-desculpas-por-passado-racista/"><span style="font-weight: 400;">passado racista</span></a><span style="font-weight: 400;">: Scarlet Adams, que fez </span><i><span style="font-weight: 400;">blackface</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">brownface </span></i><span style="font-weight: 400;">em apresentações anteriores ao programa, e Karen From Finance, que colecionava bonecos racistas e até mesmo chegou a tatuar um deles em sua pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">RuPaul e Michelle Visage pareciam cansados, e Rhys Nicholson caiu na maldição da chatice aguda quando se faz parte da bancada internacional de <em>Drag Race</em>. A eliminação precoce de Anita Wigl’it, mesmo tendo vencido o </span><i><span style="font-weight: 400;">Snatch Game</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos episódios anteriores, nos doeu na alma, mas, pelo menos, Kita Mean pôde vingar a amiga e levar a Coroa para a casa, justamente. A maior (e melhor) zebra da temporada foi <a href="https://draglicious.com.br/2021/06/17/entrevista-elektra-shock-fala-sobre-drag-race-down-under/">Elektra Shock</a>, perseguida nos primeiros episódios e subestimada, a neozelandesa ganhou o coração dos fãs e, mesmo fora do </span><i><span style="font-weight: 400;">top 4</span></i><span style="font-weight: 400;">, saiu por cima e encontrou paz em sua narrativa. Não é claro ainda se teremos uma nova chance para as vizinhas da Lorde, mas, caso uma segunda temporada venha aí, que os erros da produção não sejam cometidos novamente. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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<figure id="attachment_21615" aria-describedby="caption-attachment-21615" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21615" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro.jpg" alt=" A imagem é uma foto de divulgação da minissérie O Caso Evandro. Na imagem, há vários papéis e folhas de jornais espalhados no chão, de maneira que deixam como espaço uma silhueta que remete ao corpo de uma criança. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21615" class="wp-caption-text">A quantidade de desdobramentos do caso possibilitou o lançamento de mais um episódio extra, que foi ao ar nesta quinta-feira, dia 8 de julho (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>O Caso Evandro (Minissérie Documental, Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie documental que </span><a href="https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/08/caso-evandro-serie-ganha-episodio-extra-com-pai-de-santo-acusado-de-participar-do-crime-em-guaratuba.ghtml"><span style="font-weight: 400;">narra os acontecimentos do Caso Evandro</span></a><span style="font-weight: 400;">, dirigida por Michelle Chevrand e Aly Muritiba, é um dos lançamentos recentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção, dividida em 9 episódios, apresenta a história a partir do seu princípio, com o desaparecimento de Evandro Ramos Caetano, de apenas 6 anos, na cidade de Guaratuba, no Paraná. Em uma época em que já havia uma forte comoção em torno do </span><a href="https://tribunapr.uol.com.br/blogs/nao-e-spoiler/o-caso-evandro-tera-episodio-especial-sobre-leandro-bossi-saiba-quem-foi-o-garoto/"><span style="font-weight: 400;">sumiço de diversas crianças na região</span></a><span style="font-weight: 400;">, o fato chocou pelos aspectos macabros e pelas diversas reviravoltas em seu julgamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O corpo de Evandro foi encontrado em um matagal sem os órgãos e com as mãos e dedos dos pés cortados. Com o passar da investigação, o ocorrido passou a ser direcionado como um caso de </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2021/06/18/o-que-e-panico-satanico-e-como-ele-tem-atrapalhado-investigacoes-desde-1970.htm"><span style="font-weight: 400;">magia negra</span></a><span style="font-weight: 400;">, a partir de fortes intervenções de um dos parentes do menino. Os principais acusados &#8211; e, por fim, condenados &#8211; foram o pai de santo Osvaldo Marcineiro, a então primeira dama Celina Abagge e sua filha, Beatriz Abagge; Vicente de Paula Ferreira, ajudante de Marcineiro; Davi dos Santos Soares, artesão de Guaratuba; Francisco Sergio Cristofolini, vizinho e dono do imóvel onde Marcineiro morava; e Airton Bardelli, funcionário da serraria da família Abagge.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aposta em cenas que simulam os acontecimentos que são narrados como forma de ilustração, dando um verdadeiro toque de suspense para esse crime tão brutal por si só. São apresentadas diversas facetas da história, contando com mais de 30 personagens, entre eles, jornalistas, policiais, testemunhas, advogados, promotores e acusados. O jornalista Ivan Mizanzuk, criador do </span><a href="https://www.projetohumanos.com.br/temporada/o-caso-evandro/"><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> que inspirou a série</span></a><span style="font-weight: 400;">, surge como um grande norteador de interpretações que podem ser feitas acerca das evidências mostradas. Ao longo dos episódios, é difícil saber em que lado acreditar, ao passo que a produção se encerra sem trazer as devidas respostas, pelo próprio julgamento não poder ser considerado, de fato, encerrado.  </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
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<figure id="attachment_21618" aria-describedby="caption-attachment-21618" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21618" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg.jpg" alt="Cena de Legendary. A cena mostra Leiomy, uma mulher negra e magra, de peruca branca, com cara de surpresa e segurando uma placa com o número 10. " width="960" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg-800x417.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg-768x400.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21618" class="wp-caption-text">Legendary é Arte viva (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Legendary (2ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Legendary </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma das </span><a href="https://seriemaniacos.tv/legendary-primeiras-impressoes/"><span style="font-weight: 400;">séries mais importantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show </span></i><span style="font-weight: 400;">de competição, com foco na </span><a href="https://polis.org.br/noticias/voce-conhece-a-cultura-ballroom/"><span style="font-weight: 400;">cultura de </span><i><span style="font-weight: 400;">ballroom</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou ao segundo ano muito mais maduro e despojado. A bancada de jurados permaneceu igual, mas recebeu o adicional de placares numéricos e mais argumentação na hora de deliberar. </span><a href="https://elle.com.br/moda/quem-sao-os-stylists-por-tras-dos-looks-de-nossas-celebridades-favoritas"><span style="font-weight: 400;">Law Roach</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o Pray Tell da vida real, </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Celebridades/noticia/2020/12/jameela-jamil-diz-que-nao-queria-ser-famosa-e-pretende-deixar-de-ser-atriz-para-virar-terapeuta.html"><span style="font-weight: 400;">Jameela Jamil</span></a><span style="font-weight: 400;"> é agradavelmente entediante e </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/07/estou-realmente-trabalhando-na-minha-dinastia-diz-megan-thee-stallion-em-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">Megan Thee Stallion</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece ter encontrado seu tom e aura naquele painel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">são </span><a href="https://www.semir.com.br/dashaun-wesley-do-lendario-sobre-voguing-e-why-sisqo-sera-para-sempre-seu-artista-favorito/"><span style="font-weight: 400;">Dashaun Wesley</span></a><span style="font-weight: 400;">, que apresenta, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CJg4ES51Yts"><span style="font-weight: 400;">Leiomy Maldonado</span></a><span style="font-weight: 400;">, jurada especialista em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i><span style="font-weight: 400;">, ícone do </span><i><span style="font-weight: 400;">ballroom </span></i><span style="font-weight: 400;">e uma personalidade da mídia que faz por merecer seu holofote. As Casas aumentaram o nível de estrelato e valor de produção, com destaque para a </span><a href="https://www.instagram.com/thehausoftisci/"><span style="font-weight: 400;">Haus of Tisci</span></a><span style="font-weight: 400;"> (injustamente eliminados e os vencedores morais) e a </span><a href="https://www.instagram.com/houseofbalenciaga/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Haus of Balenciaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, que começou com a bola toda e foi murchando ao passo que os consecutivos salva-vidas foram acionados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem saiu com o título foi a </span><a href="https://www.instagram.com/miyakemugler.official/"><span style="font-weight: 400;">Haus of Miyake-Mugler</span></a><span style="font-weight: 400;">, um grupo envolvente mas sem a faísca familiar que nos faz apaixonar pelos competidores. O time de jurados convidados entreteu com maestria, valendo a menção para Taraji P. Henson, Adam Lambert, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EVGWc55cYE8"><span style="font-weight: 400;">Tiffany Haddish</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Demi Lovato. No mesmo mês em que </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/04/cocriador-de-pose-explica-o-motivo-de-concluir-a-serie-na-3a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Pose </span></i><span style="font-weight: 400;">se despediu</span></a><span style="font-weight: 400;">, é de importância imprescindível que séries como </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;">, que honram a </span><a href="https://somaisumacoisa.com/2020/06/legendary-senhoras-senhores-e-genderqueers-vamos-ao-baile/"><span style="font-weight: 400;">cultura negra, os </span><i><span style="font-weight: 400;">ballrooms </span></i><span style="font-weight: 400;">e as pessoas trans</span></a><span style="font-weight: 400;">, sejam prestigiadas e cresçam mais e mais. Está sem nada para fazer no feriado? Abra seu </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> e dê </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_21629" aria-describedby="caption-attachment-21629" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21629" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/POSE_307_4028r.jpg" alt="Cena de Pose. A imagem mostra a personagem de Blanca Evangelista e Pray tell sentados num sofá, conversando e sorrindo. Blanca é interpretada por MJ Rodriguez, uma mulher negra, de cabelos cacheados, e Pray Tell é interpretado por Billy Porter, um homem negro, de cabelos curtos. Eles se olham e sorriem, conversando e apoiando os braços nas costas do sofá. O sofá é colorido e estampado. Atrás deles, existe uma janela por onde entra a luz do dia." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-21629" class="wp-caption-text">Obrigada por estes três lindo anos, Blanca, Pray, Elektra, Angel e família (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>Pose (3ª temporada, FX)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E chega ao fim uma das maiores e mais importantes séries da história. Do momento mais triste ao mais feliz, da representação mais pura de amor à mais crua de violência, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i> <a href="https://valkirias.com.br/pose/"><span style="font-weight: 400;">segurou as mãos de seus personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> e soube compreender tudo o que eles representavam. Sempre com delicadeza quando necessário e força quando oportuno, o drama encerra uma história de glória, que se transforma em algo </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/05/19/billy-porter-revela-ser-hiv-positivo-ha-14-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">muito maior</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que a já grandiosa experiência de seus três anos, protagonizados pelo trabalho do </span><a href="https://otageek.com.br/2021/06/08/pose-a-importancia-da-serie-com-o-maior-elenco-trans-da-historia-da-televisao/"><span style="font-weight: 400;">maior elenco trans da história da televisão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se vê no encerramento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma narrativa que cresceu cada vez mais, desdobrando-se em algo cada vez mais significativo, ao mesmo tempo em que manteve sua proposta desde o início. Essa </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">nunca foi uma história reduzida ao sobreviver</span></a><span style="font-weight: 400;"> às margens. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i><span style="font-weight: 400;"> abraça a completude do viver e encerra sua jornada em pleno </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/06/4934707-de-conquistas-a-tragedias-por-que-o-mes-do-orgulho-lgbt-e-necessario-no-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">mês do Orgulho LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando o debate é, sobretudo, o direito à vida. Nisso, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá seu recado na existência maravilhosa do lendário, amado e venerado Pray Tell de Billy Porter: </span><i><span style="font-weight: 400;">Live. Werk. Pose</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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		<title>As Five chegou revolucionando a maneira de lançar séries</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2021 16:43:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nicole Saraiva Uma grande aposta da Globo, As Five acaba de finalizar a sua primeira temporada no Globoplay e com certeza se consagra como uma das melhores ideias que o autor Cao Hamburguer já teve. A série chega no streaming como um spin-off de Malhação: Viva a Diferença e se passa 5 anos após o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-five-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Five chegou revolucionando a maneira de lançar séries"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18156" aria-describedby="caption-attachment-18156" style="width: 662px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18156" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image5-1.jpg" alt="Foto de divulgação de As Five, ambientação com paredes de cor cinza, um biombo e uma decoração rústica marrom à esquerda, no canto superior direito há um quadro de divulgação da décima sexta bienal. No centro da imagem as cinco atrizes estão posicionadas, três delas sentadas à frente e duas delas em pé atrás. Da esquerda para a direita, Manoela Aliperti que interpreta Lica, ela veste uma blusa preta e uma jaqueta de couro preta e azul, é branca de cabelo liso castanho médio e sorri com os dentes para a foto. Daphne Bozaski que interpreta Benê, veste uma blusa de mangas longas cinza com gola branca, é uma mulher branca de cabelo castanho liso e curto, usa óculos de armação redonda marrom, sorri para a foto e mantém os braços cruzados. Gabriela Medvedovski que interpreta Keyla, usa uma blusa moletom verde com uma jaqueta jeans clara por cima, é uma mulher branca de cabelo liso castanho médio e sorri para a foto, mantém as mãos com os dedos entrelaçados sobre a perna. Ana Hikari que interpreta Tina, veste um suéter de gola alta preto com uma blusa de crochê cinza claro por cima, é uma mulher amarela com olhos puxados, possui cabelos lisos pretos médios com franja que se encontram presos por duas marias chiquinhas baixas. Heslaine Vieira que interpreta Ellen, veste uma camiseta amarelo mostarda e um cachecol estampado, é uma mulher negra com cabelo castanho cacheado, usa óculos de armação bege e sorri com os dentes para a foto." width="662" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image5-1.jpg 662w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image5-1-300x190.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18156" class="wp-caption-text">As atrizes já caracterizadas como as protagonistas de As Five (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nicole Saraiva</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma grande aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> acaba de finalizar a sua primeira temporada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> e com certeza se consagra como uma das </span><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/cao-hamburger-teria-colocado-mais-personagens-negros-no-castelo-ra-tim-bum/"><span style="font-weight: 400;">melhores ideias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o autor Cao Hamburguer já teve. A série chega no </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">como um </span><a href="https://natelinha.uol.com.br/novelas/2020/04/06/cinco-motivos-que-fizeram-de-malhacao---viva-a-diferenca-um-fenomeno-do-ibope-na-decada-143250.php#:~:text=Apesar%20de%20abordar%20temas%20importantes,e%20Josefina%20(Aline%20Fanju).&amp;text=Outro%20ponto%20que%20chamou%20aten%C3%A7%C3%A3o%20dos%20f%C3%A3s%20acabou%20sendo%20os%20musicais."><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação: Viva a Diferença</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e se passa 5 anos após o fim da novelinha. </span></p>
<p><span id="more-18152"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora se engana quem acha que a história de Keyla, Tina, Ellen, Benê e Lica continua com aquele toque infanto-juvenil, pois a produção chegou abordando muitos assuntos que são </span><a href="https://rd1.com.br/ministerio-da-justica-reclassifica-faixa-etaria-de-as-five/"><span style="font-weight: 400;">tabu</span></a><span style="font-weight: 400;"> até os dias de hoje. Com um lado mais maduro, vemos as personagens se descobrindo na vida adulta e se aventurando por </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><span style="font-weight: 400;">desilusões amorosas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mercado de trabalho, </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">explorando a sexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, sofrendo com a falta de perspectiva de vida e muito mais. Afinal, elas são gente como a gente e, às vezes, nem nós sabemos muito bem o que estamos fazendo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="As Five | Original Globoplay" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ntY9yXoY5Bg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você é fã antigo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou nunca assistiu, não importa, porque </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2018/03/a-formula-do-sucesso-de-malhacao-viva-a-diferenca-cjed9l17u002l01p4h0u3h3na.html"><span style="font-weight: 400;">para entender </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é essencial ter visto a temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas a série é melhor aproveitada por quem já conhece a história das protagonistas. Destaco o talento das atrizes, que conseguiram incorporar muito bem as personagens mesmo depois de anos, e é nítido que elas mudaram apenas a idade e a maturidade (bom, essa parte só de vez em quando).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é muito bem produzida, com boa fotografia principalmente em cenas noturnas, sequências mais quentes muito realistas, uma </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/1rhkuuxeiqzzTRkGp7g5Bo"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora incrível regada de muita música brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ela também chama a atenção para como a emissora tem se adaptado à nova era do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming. </span></i><span style="font-weight: 400;">Portanto destaca a relevância que o formato transmídia possui para as novas produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay. S</span></i><span style="font-weight: 400;">e apresentando como algo totalmente inovador, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> cativou demais e cumpriu o que prometeu ao deixar o </span><a href="https://twitter.com/search?q=%22AS+FIVE+NA+GLOBO%22"><span style="font-weight: 400;">público louco no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e na frente da telinha até de madrugada.</span></p>
<figure id="attachment_18162" aria-describedby="caption-attachment-18162" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18162" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image10.gif" alt="Na imagem em gif, uma aglomeração de pessoas felizes gritando e batendo palmas. Do centro para a direita vemos três atrizes de As Five mais jovens, de quando estavam em Malhação: Viva a Diferença. Ana Hikari como Tina, mulher amarela com olhos puxados e cabelo liso curto loiro platinado. Giovanna Grigio como Samantha, branca de cabelo ondulado castanho médio e Manoela Aliperti como Lica, branca de cabelo preto liso e curto." width="650" height="300" /><figcaption id="caption-attachment-18162" class="wp-caption-text">Uma segunda temporada já foi confirmada para As Five (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E todo o alvoroço é justificado. Para quem acompanhou a novela até 2018, o </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é nenhuma novidade, pois </span><a href="https://novoextra.com.br/noticias/entretenimento/2019/04/45510-globo-confirma-spin-off-de-malhacao-viva-a-diferenca"><span style="font-weight: 400;">já havia sido confirmado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e começou a ser produzido no mesmo ano. Mas foi em 9 de abril de 2019 que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;"> confirmou a realização de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;">, devido ao sucesso de audiência da temporada, já que a novelinha de Cao Hamburguer foi uma das </span><a href="https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/malhacao-viva-a-diferenca-volta-a-ser-exibida-na-tv-globo-com-a-mudanca-de-programacao-1.2230986"><span style="font-weight: 400;">mais assistidas da história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e teve repercussões </span><a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/critica-de-tv/viva-a-diferenca-elevou-malhacao-a-um-novo-patamar"><span style="font-weight: 400;">positivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da crítica especializada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A audiência fiel teve grande participação nas decisões com relação ao lançamento da série, chegando a </span><a href="https://exitoina.uol.com.br/noticias/tv-e-series/apos-protesto-de-fas-five-ganha-novo-horario-de-lancamento-no-globoplay.phtml"><span style="font-weight: 400;">opinar até sobre a hora que os episódios iam ao ar</span></a><span style="font-weight: 400;"> por meio de protestos e votações no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas a atenção da emissora para com os fãs foi recompensada, já que o público levou o nome da série para os </span><i><span style="font-weight: 400;">trending topics</span></i><span style="font-weight: 400;"> a cada novo lançamento de episódio, então era uma diversão acompanhar os comentários de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> subindo na </span><i><span style="font-weight: 400;">timeline</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas madrugadas de quinta-feira.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> entra em um novo cenário, 5 anos após o fim da novela e três após as meninas pararem de se falar. Apesar da narrativa geral circular em torno da amizade de Tina, Keyla, Ellen, Benê e Lica, o formato as explora em tramas individuais, dando atenção aos problemas de cada uma. Assim é possível se aprofundar na história de cada uma e entender melhor suas motivações e atitudes, também explorando detalhes desses anos de vida que não foram ao ar.</span></p>
<figure id="attachment_18163" aria-describedby="caption-attachment-18163" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18163" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image11.jpg" alt="Imagem retirada da série As Five, ambientada no telhado de um prédio vemos outros prédios ao fundo, nela Tina toca como DJ. À esquerda um notebook branco aberto e ao centro Ana Hikari que interpreta Tina, veste um top preto com uma jaqueta transparente por cima e fones de ouvido preto, é uma mulher amarela com olhos puxados, possui cabelos lisos pretos médios com franja que se encontram presos por dois coques altos. Ela se encontra de perfil, com a mão direita erguida e a esquerda segurando o fone no ouvido." width="1200" height="650" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image11.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image11-300x163.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image11-1024x555.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image11-768x416.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18163" class="wp-caption-text">Tina passa boa tarde da temporada em busca da fama, tanto como DJ quanto em suas redes sociais (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tina (</span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/entrevistas/entrevista-ana-hikari-de-malhacao-viva-a-diferenca-se-abre-sobre-agressao-que-sofreu-de-ex-namorado-me-senti-humilhada-e-muito-culpada/"><span style="font-weight: 400;">Ana Hikari</span></a><span style="font-weight: 400;">), jovem descolada e sociável, é DJ das maiores baladas de São Paulo com o namorado Anderson (Juan Paiva). Ela passa pela dura tarefa de lidar com a perda da mãe sem ter tido tempo de resolver as pendências entre as duas, que não possuíam um bom relacionamento na novela. Como primeira reação, vai se jogar na noite e em todas as suas tentações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela é uma mulher de atitudes, mas suas decisões ao longo da série são bem duvidosas e até meio imaturas. Tina está na busca de encontrar a si mesma, já que ao longo dos anos se vê muito dependente e apagada por trás de seu relacionamento de longa data. Essa busca interior gera uma grande identificação por parte dos espectadores, já que no início da vida adulta passamos por essa fase de insegurança com relação às escolhas sobre o nosso futuro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A entrega de Ana Hikari para a personagem faz com que sintamos a dor, a indecisão, o alto astral e a </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">da personagem em todos os momentos, e mesmo que a gente não concorde, não conseguimos parar de torcer por ela e por seu sucesso. Mas no fim de tudo o que mais queremos é que a Tina faça uma boa terapia e ganhe um abraço apertado com aquela mensagenzinha de que no fim vai ficar tudo bem.</span></p>
<figure id="attachment_18157" aria-describedby="caption-attachment-18157" style="width: 793px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18157" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1-1.jpg" alt="Imagem ambientada em cenário claro, provavelmente uma casa. À esquerda se encontra uma mesa de madeira com tampo de vidro, mais ao fundo um suporte com vasos de plantas variadas e à direita uma janela aberta com cortinas cinzas. No centro Gabriela Medvedovski que interpreta Keyla, usa uma blusa de crochê vermelha, é uma mulher branca de cabelo liso castanho médio e sorri para a foto abraçada a Matheus Dias, que interpreta Tonico, filho de Keyla. Ele é uma criança branca, de cabelo liso castanho médio e sorri com os dentes para a foto, mostrando a falta de alguns dentes da frente." width="793" height="453" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1-1.jpg 793w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1-1-300x171.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image1-1-768x439.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18157" class="wp-caption-text">Em As Five, Keyla cria Tonico como mãe solo e segue buscando realizar seu sonho de ser atriz de musicais (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A Keyla, de </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Entrevista/noticia/2020/06/gabriela-medvedovski-sobre-padroes-esteticos-ditadura-do-inatingivel.html"><span style="font-weight: 400;">Gabriela Medvedovski</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora cria seu filho Tonico (Matheus Dias), sozinha e está sempre no limite com tudo que precisa dar conta. A jovem foi obrigada a adiar seus sonhos para garantir a sobrevivência da criança, pois apesar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrar uma disputa para saber quem é mais pai dele, ela se prova o retrato da maioria das mães adolescentes: obrigada a crescer muito rápido e educar uma criança que o pai, Deco (</span><span style="font-weight: 400;">Pablo Morais</span><span style="font-weight: 400;">), não quis assumir. A partir do reencontro com as amigas vai tentar refazer seus desejos e investir na carreira de atriz de musicais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação, </span></i><span style="font-weight: 400;">Keyla é a personagem que acompanhamos mais atentamente, dá até uma nostalgia ver o quanto o Tonico cresceu, já que em </span><i><span style="font-weight: 400;">Viva a Diferença </span></i><span style="font-weight: 400;">ele era um bebê, e entendemos muito todos os sacrifícios que ela precisou fazer ao longo da vida. A luta para se manter em um emprego, a esperança para não desistir de seus sonhos e suas preocupações a torna a personagem que mais cresceu durante esse meio tempo, hoje fazendo coisas que nunca disse que faria, mas que são necessárias, pensando no bem estar do seu filho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de uns deslizes aqui e ali, principalmente com relação a sua vida amorosa, o meu pano estava prontinho para ser passado já que isso trouxe boas risadas. As únicas ressalvas são a saudade de uma participação de Lúcio Mauro Filho como Roney Romano, pai de Keyla, e o fato de que algumas vezes seu filho ficou em segundo plano em sua trama. Já que Tonico acabou sendo mais trabalhado na presença das demais protagonistas, que ficavam de babá do menino, do que com a própria mãe.</span></p>
<figure id="attachment_18159" aria-describedby="caption-attachment-18159" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18159" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image7.jpg" alt="Imagem em zoom do rosto da atriz Daphne Bozaski que interpreta Benê, veste uma blusa de mangas longas cinza com gola branca, é uma mulher branca de cabelo castanho liso e curto, usa óculos de armação redonda marrom, sorri para a foto. Ao fundo uma parede cinza clara com desenhos florais." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image7.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image7-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image7-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18159" class="wp-caption-text">Benê, agora adulta, lida muito melhor com suas crises e se abre muito mais socialmente do que em Malhação (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Benê (</span><a href="https://globoplay.globo.com/v/8989829/"><span style="font-weight: 400;">Daphne Bozaski</span></a><span style="font-weight: 400;">) segue sendo extremamente metódica, tentando manter a calma, mas não suportando quando as coisas saem de seu controle e fogem à rotina. Ela passou os últimos anos se dedicando ao estudo de música clássica e vive com Guto (Bruno Gadiol), seu namorado desde a escola, até que uma reviravolta os separa e ela encontra Nem (Thalles Cabral).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama de Benê é, definitivamente, a mais interessante de toda a temporada inicial de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;">. O começo da aventura dela responde às dúvidas que já passavam pela cabeça dos espectadores desde a novela. Mas, agora adulta, isso traz um despertar de aspectos da vida da personagem que no contexto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca teríamos contato, como a exploração de sua sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela trouxe uma incrível adição ao time: Nem chega como um personagem cativante, imprevisível e divertido, e de quebra ele ainda carrega uma temática extremamente nessessaria na era da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet: </span></i><a href="http://minasnerds.com.br/2019/03/27/a-pornografia-e-a-cultura-do-estupro/"><span style="font-weight: 400;">o vício em pornografia</span></a><span style="font-weight: 400;">. A dinâmica e a química entre os dois atores é fantástica, cômica e refrescante. Entretanto, é a falta de abertura para falar sobre outros aspectos da vida da Benê que prejudica, mas esperamos que isso seja corrigido na segunda temporada.</span></p>
<figure id="attachment_18153" aria-describedby="caption-attachment-18153" style="width: 793px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18153" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image2.jpg" alt="Imagem ambientada em cenário claro com diversos quadros decorativos ao fundo na parede, no centro Manoela Aliperti que interpreta Lica, ela veste uma blusa branca com uma jaqueta de couro preta por cima, é branca de cabelo liso castanho médio, sorri com os dentes para a foto e apoia as mãos nas paredes laterais da imagem." width="793" height="453" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image2.jpg 793w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image2-300x171.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image2-768x439.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18153" class="wp-caption-text">Lica vai fazer de tudo para consertar a bagunça que fez em sua vida amorosa, mas será que ela já superou Samantha? (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lica (</span><a href="https://gshow.globo.com/series/as-five/noticia/as-five-manoela-aliperti-avalia-amadurecimento-de-lica.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Manoela Aliperti</span></a><span style="font-weight: 400;">) retorna explosiva, irônica e um tanto prepotente nesse novo capítulo, seguindo cheia de ideias e vontades, o que muitas vezes a faz parecer mimada. Após 5 anos, Lica já largou três faculdades, tentou vários projetos pessoais, mas não levou nenhum até o fim. Ela também está completamente perdida na vida amorosa desde que terminou seu relacionamento com Samantha (Giovanna Grigio).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com ela, temos uma quebra de expectativa logo de início, mas não ache que isso é negativo! </span><span style="font-weight: 400;">É interessante que, após um fim de conto de fadas (na novela), vemos que o futuro de alguém que possuía uma condição de vida tranquila e bem afortunada não seguiu como o esperado. E nada poderia ser mais a cara dela. Adulta, e ainda bancada pela mãe no primeiro episódio da temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five, quem deu esse nome mesmo?, </span></i><span style="font-weight: 400;">ao contrário de Keyla que cresce fora das telas, Lica é a que mais se desenvolve dentro da série. Às vezes só é preciso de amigas, motivação e uma mudança de perspectiva para dar uma guinada na vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sexualidade de Lica, que é bissexual, foi debate durante a novelinha e aqui ela se consolida de modo mais livre, podendo ser explorada e mostrando como é a juventude em meio a seus relacionamentos rápidos. E eu nem preciso falar da </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/8990024/"><span style="font-weight: 400;">volta de Giovanna Grigio</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Samantha né? </span><i><span style="font-weight: 400;">Fan service</span></i><span style="font-weight: 400;"> muito bem vindo e muito bem servido, talvez a atriz que mais tenha conversado com o público sobre a série nas redes e uma das mais queridas, Grigio já tem o espacinho dela no meu coração!</span></p>
<figure id="attachment_18154" aria-describedby="caption-attachment-18154" style="width: 793px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18154" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image3.jpg" alt="Imagem ambientada em cenário claro, a esquerda temos uma mesinha preta e uma poltrona cinza claro e a direita uma lâmpada abajur cinza e uma poltrona branca com uma capa roxa por cima. No centro da imagem, a frente, Heslaine Vieira que interpreta Ellen, veste uma camiseta preta com uma blusa cinza de mangas longas por cima, é uma mulher negra com cabelo castanho cacheado, usa óculos de armação bege e sorri para a foto." width="793" height="453" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image3.jpg 793w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image3-300x171.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image3-768x439.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18154" class="wp-caption-text">Como é aquela frase? Sorte nos estudos e confusão no amor? A Ellen sabe muito bem! (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E finalmente </span><a href="https://todateen.uol.com.br/entrevista-heslaine-vieira-relembra-ellen-em-malhacao-e-se-orgulha-de-suas-protagonistas-fortes/"><span style="font-weight: 400;">Heslaine Vieira</span></a><span style="font-weight: 400;"> volta ao papel de Ellen Rodrigues que, por ser tão focada na carreira, vive um pouco desligada do mundo das relações pessoais. Ela, que era excelente aluna no colégio e sua passagem pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">MIT</span></i><span style="font-weight: 400;">, Instituto de Tecnologia de Massachusetts,  em Boston, não foi diferente. Terminou a graduação e engatou num mestrado nos Estados Unidos. Está noiva do americano Omar (Bilaal Avaz), mas sua visita ao Brasil durante a série a deixa incerta sobre os rumos que havia planejado para sua vida, e a faz cair nas graças de Lito (</span><span style="font-weight: 400;">Matheus Campos</span><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ellen tem o futuro que todos os fãs sonhavam para ela e mereceu demais todas as suas conquistas. Apesar disso, a personagem não foi bem trabalhada na temporada, pois o roteiro de </span><span style="font-weight: 400;">Vitor Brandt</span><span style="font-weight: 400;"> tomou rumos confusos para ela durante </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;">, inclusive a apagando completamente em um dos episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">Trabalhar Cansa</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas Ellen passa a série em uma luta entre sua carreira e a sua vida pessoal, entrando em conflito, e às vezes em surto, com a realidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos onde ela respira e relaxa são um alívio, e nos rendem boas cenas. Agora o mais interessante é como Heslaine consegue reproduzir tanta química com seus interesses amorosos, É impossível torcer por Omar ou por Lito, eles contracenam de uma maneira tão boa e mereciam um pouco mais de aprofundamento. Não quero revelar </span><i><span style="font-weight: 400;">spoilers </span></i><span style="font-weight: 400;">aqui mas espero que a segunda temporada conte com a participação de ambos.</span></p>
<figure id="attachment_18158" aria-describedby="caption-attachment-18158" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18158" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image6.gif" alt="Imagem em Gif retirada da série, nela as protagonistas estão dentro do carro com Ana Hikari, que interpreta Tina, dirigindo, ao fundo, o cenário urbano com a rua, outros carros e prédios iluminados. Na parte inferior temos a frase “E pelo visto…” em branco." width="650" height="286" /><figcaption id="caption-attachment-18158" class="wp-caption-text">Cada cena juntas é uma emoção, a química das Five permanece incrível (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> mantém a sua essência e qualidade com o mesmo tom polêmico que mostra o real, e é possível se enxergar na série em muitos momentos, por ser palpável e atual. Confesso que </span><a href="https://vimeo.com/481011303"><span style="font-weight: 400;">foi um susto assistir a abertura do episódio inicial</span></a><span style="font-weight: 400;">, que foi ao ar </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/com-drogas-e-balada-five-enfiam-o-pe-na-jaca-na-estreia-no-globoplay-45771"><span style="font-weight: 400;">censurado na TV aberta</span></a><span style="font-weight: 400;">, e mostra as personagens fazendo o consumo de entorpecentes, com cenas picantes e mais explícitas. Se a intenção era chocar e mostrar que a série é bem mais madura que a novelinha, o objetivo foi concluído com sucesso!</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">As Fiv</span></i><span style="font-weight: 400;">e é super rápida de assistir, com 10 episódios de, em média, 20 minutos cada, então dá para maratonar a vontade. E vai uma menção honrosa aq</span><span style="font-weight: 400;">ui para as participações de alguns atores de personagens secundários de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação </span></i><span style="font-weight: 400;">que retomaram seus papéis, como Vinícius Webster (MB), Daniela Galli (Marta Gutierrez), Roberta Santiago (Nena), Ju Colombo (Das Dores), Bruno Gadiol (Guto) e Tati Ang (Telma Yamada), pois eles realmente enriqueceram a produção.  </span></p>
<p><strong>Não basta só a série, aqui tem conteúdo extra!</strong></p>
<figure id="attachment_18161" aria-describedby="caption-attachment-18161" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18161" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image9.jpg" alt="Imagem do Talk Five, programa de entrevistas derivado da série. Ao fundo um cenário azul com lâmpadas amarelas e chão preto. A direita a apresentadora Preta Rara de costas sentada em uma poltrona de couro marrom, uma mulher negra com longos dreads roxos, veste um kimono vermelho de seda. No canto superior esquerdo um telão com as atrizes em videoconferência. Da esquerda para a direita, Ana Hikari, mulher amarela com olhos puxados, possui cabelo ondulado castanho longo e usa blusa roxa clara de mangas longas e sorri com os dentes. Daphne Bozaski, mulher branca de cabelo castanho liso e curto, usa uma blusa branca estampada com marcas de beijos vermelhos e sorri com os dentes para a foto. Gabriela Medvedovski, branca de cabelo liso castanho meio preso em um rabo de cavalo alto, usa uma blusa cor de rosa e esboça um sorriso. Heslaine Vieira, mulher negra com cabelo castanho cacheado preso em um rabo de cavalo alto, usa uma blusa azul de mangas bufantes e sorri com os dentes para a foto. Manoela Aliperti, branca de cabelo liso castanho preso, usa uma regata preta e sorri com os dentes para a foto." width="984" height="555" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image9.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image9-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image9-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18161" class="wp-caption-text">Durante alguns episódios Preta Rara teve que se afastar da produção devido a covid-19 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma novidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay </span></i><span style="font-weight: 400;">durante a produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a grande interação com o público e com os atores. Como já citado acima, uma das novidades do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi explorar </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> como série, documentário, </span><i><span style="font-weight: 400;">live </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">talk show</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;">! Antes do lançamento oficial, em 10 de setembro de 2020, foi anunciado o </span><a href="https://gshow.globo.com/series/as-five/noticia/as-five-estreia-do-making-five-e-o-esquenta-da-serie.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Making Five</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">making-of</span></i><span style="font-weight: 400;"> composto por 4 episódios que conta a trajetória das personagens e atrizes principais. C</span><span style="font-weight: 400;">ada um trouxe depoimentos das atrizes e das pessoas envolvidas nas produções, além de bastidores. A série documental foi criada e dirigida por Fabrício Mamberti, ao lado de Marcel Souto Maior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a novidade mais legal de todas: além do episódio semanal, toda segunda era possível assistir ao vivo no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> o </span><a href="https://globoplay.globo.com/as-five/t/XNH9T9JnR8/destaques/"><i><span style="font-weight: 400;">Talk Five</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um</span> <i><span style="font-weight: 400;">talk show</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresentado pela </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/preta-rara-faz-do-desconforto-seu-motor-criativo/#:~:text=A%20rapper%20e%20arte%2Deducadora,%2C%20escalar%20muros%2C%20escrever%20rimas."><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, historiadora e escritora Preta Rara</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele traz as protagonistas da série </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um bate-papo descontraído sobre os capítulos já lançados e temas atuais relacionados à </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/geracao-z.htm"><span style="font-weight: 400;">geração Z</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para quem não acompanhou os lançamentos semanalmente é possível assistir esse conteúdo na íntegra, também na plataforma pela aba “destaques” de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, ele se encontra disponível em formato de </span><a href="https://gshow.globo.com/podcast/talk-five/"><i><span style="font-weight: 400;">podcast </span></i><span style="font-weight: 400;">pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Gshow</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ufah! Depois de tudo isso, se eu não te convenci a dar uma chance para essa série incrível, eu não sei o que vai. Mas pra quem se interessou a experiência é uma oportunidade de muita diversão, aprendizado sobre a sociedade e uma reflexão sobre o que estamos fazendo com a nossa vida. Os episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> podem até acabar rápido, mas a gente sabe que assim como foi em 2018, a jornada das 5 protagonistas não para por aqui.</span></p>
<p><b>Malhação: Viva a diferença, a temporada que renovou malhação</b></p>
<figure id="attachment_18155" aria-describedby="caption-attachment-18155" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18155" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image4-1.jpg" alt="Na imagem vemos as atrizes de As Five mais jovens, de quando estavam em Malhação: Viva a Diferença. Da direita para a esquerda, Manoela Aliperti que interpreta Lica, branca de cabelo liso castanho médio e sorri com os dentes para a foto. Daphne Bozaski que interpreta Benê, mulher branca de cabelo castanho liso e curto, usa óculos de armação redonda marrom, sorri para a foto e mantém os braços erguidos fazendo o sinal de paz com os dedos. Heslaine Vieira, que interpreta Ellen, negra com cabelo castanho cacheado, usa óculos de armação preta e sorri com os dentes para a foto. Ana Hikari, que interpreta Tina, é uma mulher amarela com olhos puxados, possui cabelo liso loiro platinado curto e também faz o sinal de paz com a mão. Gabriela Medvedovski, que interpreta Keyla, branca de cabelo liso castanho médio e sorri para a foto, mantém a mão em sinal de paz. Todas estão caracterizadas de Hippies, e ao fundo vemos uma parede coberta de retalhos de tecido variados." width="700" height="466" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image4-1.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image4-1-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18155" class="wp-caption-text">As personagens promoveram muitos eventos culturais ao longo da novela (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Malhação: Viva a Diferença</span></i> <span style="font-weight: 400;">é a vigésima quinta temporada da série de televisão brasileira </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação</span></i><span style="font-weight: 400;">, produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e que foi exibida originalmente entre 8 de maio de 2017 a 5 de março de 2018, com 213 capítulos. Recentemente foi reprisada como edição especial, chamando a atenção de novos espectadores. O que não é surpresa, visto que foi uma edição famosa e polêmica da produção, e ainda lhe rendeu um </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/televisao/2019/04/malhacao-viva-a-diferenca-ganha-o-emmy-internacional-kids-2018.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Prêmio Emmy Kids</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Série no ano de 2018</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nela, o autor Cao Hamburguer apostou em um roteiro totalmente diferente do que vimos em toda história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação. A</span></i><span style="font-weight: 400;"> começar pela ambientação, já que a novela acontece em São Paulo, explorando os bairros da Vila Mariana até a Brasilândia. A fórmula de casal protagonista e vilão, típicos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação</span></i><span style="font-weight: 400;">, também não teve vez. Na temporada conhecemos 5 mulheres protagonistas, cada uma com suas diferenças e histórias, representando o que mais temos no Brasil, a diversidade. </span></p>
<figure id="attachment_18160" aria-describedby="caption-attachment-18160" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18160" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/image8.gif" alt="Na imagem em gif, as atrizes de As Five mais jovens, de quando estavam em Malhação: Viva a Diferença, se abraçam. Ao fundo, um restaurante com alguns figurantes em pé." width="650" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-18160" class="wp-caption-text">A amizade improvável de meninas tão diferentes era o foco da temporada (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O interessante era acompanhar a trajetória do quinteto tanto junto quanto separado. A temporada foi ousada em explorar temas mais maduros, como gravidez na adolescência, diversidade sexual, assédio, desigualdade social, alcoolismo, relacionamentos familiares abusivos e, o que eu julgo ser o mais legal de todos, ter como protagonista uma personagem dentro do espectro autista, com Asperger, </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/novelas/autista-de-malhacao-da-licao-de-vida-em-atriz-da-globo-quebrei-preconceitos-35413"><span style="font-weight: 400;">sem trabalhar ela de forma capacitista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com Benê, de Daphne Bozaski, muitos preconceitos foram quebrados, já que a emissora não havia sido tão assertiva em outros personagens dentro do espectro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode-se dizer que os temas apresentados por Cao Hamburguer abriram muitas portas para que </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação </span></i><span style="font-weight: 400;">mudasse seu pensamento para novas temporadas, expondo um leque de possibilidades e mostrando que histórias mais reais podem ser contadas para nossos jovens todos os dias às cinco da tarde. E isso foi provado em ambas as temporadas seguintes, </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/malhacao/2018/"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Brasileiras</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/malhacao/2019/"><i><span style="font-weight: 400;">Toda Forma de Amar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>As Melhores Séries de 2020</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2020 17:01:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pandemia, que descarrilou a indústria do entretenimento, fez um estrago estrondoso no cinema. A TV, entretanto, conseguiu segurar as barras e teve até a premiação do Emmy meio virtual, meio presencial, mas inteiramente inovadora. Lá, Schitt’s Creek fez história: a única série a vencer todas as 7 categorias principais de comédia. Junto do hit canadense, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2020/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2020"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17526" aria-describedby="caption-attachment-17526" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17526 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress.jpg" alt="A imagem é uma arte com fundo laranja. No canto superior direito, há um retângulo com fundo preto e escrito na cor laranja a frase &quot;AS MELHORES SÉRIES DE 2020&quot;. No canto inferior direito, há o logo do Persona, que é o desenho de um olho aberto, no qual a íris possui a cor laranja e no lugar da pupila há um botão de &quot;play&quot; na cor preta. No canto esquerdo, há personagens de algumas séries organizados em duas fileiras. Na fileira superior, da esquerda para a direita, estão: a personagem Lúcia do seriado Amor e Sorte, interpretada por Fernanda Torres, que é uma mulher branca de cabelos castanhos escuros na altura dos ombros, Fernanda está sorrindo e veste uma blusa cinza; a personagem Marianne da série Normal People, interpretada por Daisy Edgar-Jones, que é uma mulher branca de cabelos castanhos claros compridos e franja, Daisy está com o olhar voltado para a direita; a personagem Hilda da série Hilda, que é um desenho animado de uma menina branca com cabelos longos e azuis, Hilda veste um cachecol amarelo e uma blusa vermelha de manga compridas, ela está sorrindo e com as mãos apoiadas na cintura; e o personagem David Rose da série Schitt's Creek, interpretado por Daniel Levy, que é um homem branco de cabelos castanhos escuros em formato de topete, Daniel está com uma feição assustada e veste um suéter cinza e preto. Na fileira inferior, da esquerda para a direita, estão: a personagem Devi Vishwakumar da série Eu Nunca..., interpretada por Maitreyi Ramakrishnan, que é uma jovem de traços indianos e cabelo preto comprido, Maitreyi está com o rosto virado para a esquerda e com um leve sorriso, ela veste uma regata listrada, um colar e um casaco laranja; a personagem Beth Harmon da série O Gambito da Rainha, interpretada pela atriz Anya Taylor-Joy, que é uma mulher branca com cabelos ruivos curtos e franja, Anya está com o olhar voltado para a direita, veste um casaco cinza e segura um jornal em suas mãos; a personagem princesa Margaret da série The Crown, interpretada por Helena Bonham Carter, que é uma mulher branca com cabelos castanhos escuros presos em um coque alto, Helena está com um olhar sério e usa uma coroa em sua cabeça, um colar em seu pescoço e um vestido rosa e branco; e a personagem Arabella Essiedu da série I May Destroy You, interpretada por Michaela Coel, que é uma mulher negra com cabelos rosa em tom pastel na altura dos ombros, Michaela está com um olhar sério para a frente, ela veste uma camiseta cinza e um casaco branco e vermelho. " width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17526" class="wp-caption-text">Os destaques de 2020: Amor e Sorte, Normal People, Hilda, Schitt&#8217;s Creek, Eu Nunca, O Gambito da Rainha, The Crown e I May Destroy You (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A pandemia, que descarrilou a indústria do entretenimento, fez um estrago estrondoso no cinema. A TV, entretanto, conseguiu </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/05/producoes-via-zoom-inovam-na-tv-mas-nao-devem-sobreviver-no-pos-pandemia.shtml"><span style="font-weight: 400;">segurar as barras</span></a><span style="font-weight: 400;"> e teve até a premiação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> meio virtual, meio presencial, mas inteiramente </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,emmy-2020-cerimonia-virtual-de-premiacao-desperta-curiosidade,70003441907"><span style="font-weight: 400;">inovadora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lá, </span><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek </span></i><span style="font-weight: 400;">fez história: a única série a </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/09/schitts-creek-tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-serie-que-roubou-cena-do-emmy-2020.html#:~:text=Schitt's%20Creek%20bateu%20um%20recorde,temporada%20da%20hist%C3%B3ria%20do%20Emmy."><span style="font-weight: 400;">vencer todas</span></a><span style="font-weight: 400;"> as 7 categorias principais de comédia. Junto do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">canadense, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/com-serie-hit-euphoria-zendaya-faz-historia-no-emmy/"><span style="font-weight: 400;">Zendaya venceu Melhor Atriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Drama, se tornando a ganhadora mais jovem da categoria. No campo das minisséries, narrativas fortes com enfoque em figuras femininas ditaram o tom. Teve a heroica avalanche de </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;">, a comovente </span><i><span style="font-weight: 400;">Nada Ortodoxa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://valkirias.com.br/mrs-america/"><span style="font-weight: 400;">avidez de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mrs. America</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora dos prêmios, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou a </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/o-gambito-da-rainha-serie-mais-assistida-netflix#:~:text=A%20Netflix%20divulgou%20hoje%20(23,na%20plataforma%20desde%20sua%20cria%C3%A7%C3%A3o."><span style="font-weight: 400;">minissérie mais assistida</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série da enxadrista Beth Harmon, papel taciturno de Anya Taylor-Joy, é parte do panteão de 2020. O </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">muito se beneficiou das pessoas estarem trancadas em casa: os números de acesso e visualizações estouraram a boca do balão. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">se encerrou</span><span style="font-weight: 400;"> com a maestria que prometeu, e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente nos mostrou a Lady Di. Na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, Michaela Coel retornou mais poderosa que o de costume com </span><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i><span style="font-weight: 400;">, um soco no estômago empacotado em 12 episódios quase autobiográficos, discutindo o </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/07/como-michaela-coel-transformou-o-trauma-do-abuso-sexual-que-sofreu-em-uma-historia-de-superacao.html"><span style="font-weight: 400;">valor do consentimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as consequências do abuso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Steve McQueen encontrou na </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> o lar para sua poderosa </span><i><span style="font-weight: 400;">Small Axe</span></i><span style="font-weight: 400;">, antologia de filmes que lidam com racismo e luta por direitos, obras de vital importância nesse momento político em que vivemos. O sucesso foi tanto que uma porção de sindicatos da crítica está premiando </span><i><span style="font-weight: 400;">Small Axe </span></i><span style="font-weight: 400;">como </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/criticos-de-los-angeles-elegem-small-axe-o-filme-do-ano,05fcd66dd6048df3cbbe1a4a82d8e906hyu0d64d.html#:~:text=A%20Los%20Angeles%20Film%20Critics,Melhor%20%22Filme%22%20do%20ano."><span style="font-weight: 400;">Melhor Filme de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;"> (vai entender). Aqui no Brasil, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrou serviço produzindo, </span><a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/bastidores-serie-amor-sorte-globo/"><span style="font-weight: 400;">à distância</span></a><span style="font-weight: 400;">, a antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Sorte</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o especial </span><i><span style="font-weight: 400;">Plantão Covid</span></i><span style="font-weight: 400;">, parte da fantástica </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob Pressão</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com todo esse parâmetro em mente, a </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> se reuniu com nossos </span><b>colaboradores</b><span style="font-weight: 400;"> para elencar o que de melhor a televisão nos ofereceu em 2020. </span></p>
<p><span id="more-17333"></span></p>
<figure id="attachment_17334" aria-describedby="caption-attachment-17334" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17334 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMAGEM1-1.jpg" alt="Cena da série Normal People. Marianne, um moça branca e de cabelos pretos na altura dos ombros olha nos olhos de Connel, um homem branco que usa camiseta e jaqueta. A imagem tem tons de vermelho e eles estão sentados num banco " width="750" height="422" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMAGEM1-1.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMAGEM1-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17334" class="wp-caption-text">Marianne e Connel da série Normal People, exibida no Brasil pela StarzPlay (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Bruno Andrade</strong></p>
<p dir="ltr">Foi um ano esquisito? Foi demais. Algumas séries fizeram eu me sentir menos isolado neste ano em que estar sozinho nunca foi tão penoso. Claro que numa lista, muitas séries ficam de fora e, curiosamente, a série que mais gostei em 2020 terminou em 2019 (<em><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-2a-temp-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/fleabag-2a-temp-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNF1qaAOlUMVCvB_jlN7vYMsOR8CnA">Fleabag</a></em>, de Phoebe Waller-Bridge), mas este ano também trouxe surpresas agradáveis. <em><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNEtPYBFYHCuuiyd_609V2oqIzwKWw">Normal People</a></em>, por exemplo, trouxe a reflexão de que mais importante que a existência do amor é a sensação de se sentir amado (algo a se pensar em um ano como esse). Além disso, foi uma grata surpresa ver a representação de um romance entre jovens sem a versão estereotipada já recorrente nos filmes e séries do gênero.</p>
<p dir="ltr">A segunda temporada de <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNGCKEGngHNPLSyfCmmvWG822fDXIg">The Boys</a></em> também veio em cheio. Em um ano político, a série dialogou com questões de xenofobia e ressurgimento de grupos neonazistas. Não por acaso, a série ainda abordou questões de manipulação midiática e identidade. Destaco também a segunda temporada de <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNETu397dXUmnZk8tGA1vqd7jBrwMQ">The Umbrella Academy</a></em>, série da <em>Netflix</em> baseada na HQ de Gerard Way. Quando me dei conta já estava no último episódio, seguindo os passos de Five (sem dúvida o melhor personagem desta temporada).</p>
<p dir="ltr">Ainda ressalto a série <em>Space Force</em>, dos mesmos criadores de <em>The Office</em> e que, apesar de não ser tão boa quanto, consegue se manter interessante no melhor estilo séries-para-ver-antes-de-<wbr />dormir. Por fim, destaco a última e (espero que) definitiva temporada de <em><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/dark-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNHYf6x4lsAkvhfQ6gvx6QoAuYGUzw">Dark</a></em>, a série que merecidamente foi eleita pelo <em>Rotten Tomatoes</em> como a melhor já produzida pela <em>Netflix</em> e ensinou como abordar de forma original um tema já desgastado na ficção científica.</p>
<div>
<p><strong>Séries favoritas:</strong> <strong>1.</strong> Normal People (Hulu) / <strong>2.</strong> The Boys (Amazon Prime Video) / <strong>3.</strong> The Umbrella Academy (Netflix) /<strong> 4.</strong> Space Force (Netflix) / <strong>5.</strong> Dark (Netflix)</p>
<hr />
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<figure id="attachment_17335" aria-describedby="caption-attachment-17335" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17335 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-scaled.jpg" alt="Cena da série Nada Ortodoxa. Vemos um homem judeu branco, de barba e cachos de cabelo caindo nos lados do rosto, ele segura o paletó no braço esquerdo. Ao seu lado, está Esty, uma mulher judia, de cabelos raspados e pele branca. Ela veste uma blusa com estampa verde e leva uma bolsa no ombro direito. Ao fundo, vemos em desfoque prédios de Berlim e um céu azul" width="2560" height="1709" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-2048x1367.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17335" class="wp-caption-text">Shira Haas foi indicada ao Emmy pelo papel de Esty (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
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<p><b>Vanessa Marques</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para nós, brasileiros, 2020 foi um ano de resistência férrea. Em meio ao cenário turbulento da maior pandemia do século, nada como a arte e o entretenimento para nos trazer boas doses de conforto, ternura, humanidade e esperança. O catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> alcançou o seu ápice com mulheres fortes, reais, pioneiras ou até mesmo cômicas (Devi, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i><span style="font-weight: 400;">). Houve tempo para emoção e catarse em </span><a href="http://personaunesp.com.br/nada-ortodoxa-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nada Ortodoxa</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">adaptação da biografia homônima de Deborah Feldman. Após fugir de uma comunidade de judeus ortodoxos no Brooklyn, a jovem Esther (Shira Haas) começa uma vida secular e quase livre de amarras para ser mulher na Alemanha. Em quatro capítulos, ‘Esty’ trilha uma jornada de bravura, autodescoberta e libertação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="http://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez história como a série mais vista do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além da memorável Anya Taylor-Joy, no papel de Beth Harmon, o elenco do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> contou com nomes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">12 Anos de Escravidão</span></i><span style="font-weight: 400;">. A genialidade da atriz, que rendeu o primeiro lugar neste Top 5, também levou o público a acreditar que a trajetória da campeã enxadrista fosse real. Mas quem de fato existiu e teve o seu legado contado de forma sensível e brilhante foi a empresária negra Madame C. J. Walker. Ambientada nos Estados Unidos pós-escravidão, </span><a href="http://personaunesp.com.br/self-made-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Self Made</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">reafirma a importância das narrativas sobre racismo estrutural, machismo e empoderamento. Dona de um império de beleza afro-americana, Sarah (Octavia Spencer, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Histórias Cruzadas</span></i><span style="font-weight: 400;">) emociona do início ao fim, travando uma luta desmedida para conquistar o seu espaço (e o da comunidade negra) num mundo ainda dominado por homens brancos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um pouco de humor e pinceladas de drama tornaram </span><a href="http://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma série divertida, inspiradora e leve. Exatamente como precisávamos. A criação de Mindy Kaling, de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;">, trouxe os dilemas naturais do amadurecimento através do olhar de Devi, uma garota de origem indiana. A diversidade ganhou luz como um dos pontos altos da trama adolescente. Por fim, a realeza britânica voltou para as telas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/?fbclid=IwAR15RA3aT6Jg9SjylkQuISewkLxYoyaBdzoIzrQJ08l0cBGqMVPilnK1Z_0"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas, dessa vez ,com a lendária Princesa Diana. O produtor Peter Morgan manteve a qualidade dos anos anteriores, focando em eventos históricos e polêmicas conhecidas da família real na década de 1980. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> O Gambito da Rainha (Netflix) / <strong>2.</strong> Nada Ortodoxa (Netflix) / <strong>3.</strong> Self Made ou A Vida e a História de Madame C. J. Walker (Netflix) / <strong>4.</strong> Eu Nunca (Netflix)/ <strong>5.</strong> The Crown (Netflix)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_17346" aria-describedby="caption-attachment-17346" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17346 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault.jpg" alt="Cena do programa UNHhhh. À direita vemos Trixie Mattel, uma drag queen branca e de peruca loira. Ela veste um vestido branco com detalhes em preto na gola e uma linha no meio da roupa. Ela está quase tocando Katya, uma drag queen branca e de peruca loira, que usa um macacão dourado. Ao fundo, um fundo branco e no canto inferior esquerdo, está um logo preto e redondo, com as palavras World of Wonder escritas em branco. O primeiro O de World é o desenho do globo terrestre." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17346" class="wp-caption-text">Em meio à pandemia, o UNHhhh está sendo filmado com medidas de distanciamento, enquanto o I Like to Watch é todo feito por chamada de vídeo, com a tela dividida ao meio (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Selecionar apenas cinco séries favoritas de 2020 é um trabalho duro, tanto é que surrupiei um pódio duplo. Antes de condecorar as produções que passaram do corte, me sinto na obrigação de enaltecer as que ficaram de fora do </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">(serei sucinto, eu prometo). </span><a href="https://personaunesp.com.br/schitts-creek-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pegou todo mundo de surpresa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas eu já esperava uma farra daquelas. <em>Pen15</em> melhorou o que já era formidável, a 2ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez carinho no coração, e a quarta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> se transformou num documentário. </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acabou e eu fiquei feliz, </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acabou e eu fiquei triste.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/ozark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ozark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi o único dramão a entrar na minha lista de melhores pois, neste 2020 arregaçado, deixei a comédia reinar e me distrair da prisão do isolamento social. A série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">chega no ápice de tensão e só promete coisa boa daqui pra frente. Seguindo, a maneira mais simples de definir </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é compará-la com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;"> e depois adicionar vampiros. Louca o suficiente para inovar narrativas vampirescas, a obra do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX </span></i><span style="font-weight: 400;">merece todos os elogios. </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Insecure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a série mais subestimada da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a quarta temporada continua na subida criativa e emocional de Issa e sua turma, simplesmente imperdível. </span><span style="font-weight: 400;">Depois de muito matutar, deixei o poético romance de </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com a medalha de prata. A saga de Marianne e Connel, que usa e abusa do drama e do choro para narrar a história de dois jovens com problemas de comunicar o que sentem, sem dúvidas é a melhor adaptação literária do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">pole position</span></i><span style="font-weight: 400;">, guardei duas vagas para Trixie Mattel e Katya, as maiores e mais engraçadas </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> do mundo do entretenimento. Em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLvahqwMqN4M2o2ZzY6Y8a626Lf286LdVl"><i><span style="font-weight: 400;">I Like To Watch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, elas sentam na frente da TV, assistem e reagem às produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, regadas ao humor característico da dupla que nasceu em </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLhgFEi9aNUb2BNrIEecCGXApgeX7Yjwz8"><i><span style="font-weight: 400;">UNHhhh</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">próprio para as rainhas falarem sobre o que quiserem, e a quinta temporada rendeu pano pra manga: tiveram vídeos sobre literatura, sobre a etiqueta de mandar mensagem e até um </span><i><span style="font-weight: 400;">react </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Season 7.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Depois de passar muitas noites assistindo esses programas antes de dormir, eu só poderia dar adeus à 2020 junto delas, soltando um sonoro </span><i><span style="font-weight: 400;">Ding Dong</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Séries favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"><strong> 1.</strong> I Like to Watch e UNHhhh (Youtube) / <strong>2.</strong> Normal People (Hulu) / <strong>3.</strong> Insecure (HBO) / <strong>4.</strong> What We Do in the Shadows (FX) / <strong>5.</strong> Ozark (Netflix)</span></p>
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</div>
<figure id="attachment_17339" aria-describedby="caption-attachment-17339" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17339 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft.jpg" alt="Cena da série Lovecraft Country. O cenário é uma floresta escura, com fortes tons de azul e verde. Na extrema esquerda, vemos George, um homem negro de 60 anos, de bigode e cabelos pretos, ele usa camiseta verde e calça escura. Ao meio, Tic olha para a frente assustado, ele é um homem negro de 30 anos, com uma medalha de guerra pendurada no pescoço e uma camiseta amarela justa. No lado direito, está Leti, uma mulher negra de 30 anos, ela está assustada, de batom vermelho, cabelos enrolados na altura do ombro e veste um colete vermelho por cima de uma blusa estampada em marrom e preto, ela também carrega uma câmera, com o tirante atravessado no corpo e a câmera pendurada nele" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17339" class="wp-caption-text">Lovecraft Country foi um dos grandes sucessos da HBO no ano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Layla de Oliveira</strong></p>
<p dir="ltr">Particularmente, eu adoro umas fofocas da família real britânica, coisa que não gosto muito de admitir; porém, isso significa que <a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><em>The Crown</em></a> é um grande banquete pra minha necessidade histórica-investigativa. E a quarta temporada da série foi absolutamente grandiosa, eu até diria que foi a melhor até agora, com diversos conflitos envolvendo a tríade da segunda era elisabetano: a Rainha, a Dama de Ferro e a Princesa do Povo. Agora, saindo do território branco imperialista e indo para algo totalmente diferente, <a href="https://personaunesp.com.br/lovecraft-country-critica/"><em>Lovecraft Country</em></a> foi outra grande produção deste ano, com o terror cósmico perfeitamente misturado com questões raciais, te fazendo questionar a todo momento o que é mais assustador: um monstro gigante vindo do espaço ou um policial na esquina; ou talvez os dois, porque há grandes chances de serem a mesma coisa.</p>
<p dir="ltr">A segunda temporada de <em>The Politician</em> me ajudou a entender um pouco mais sobre o sistema eleitoral estadunidense, e acho que isso é motivo suficiente para estar entre as minhas séries do ano. Mas a sátira política teve um desempenho muito melhor no segundo ano, deixando para trás a trivialidade de uma disputa no conselho estudantil e acompanhando Payton (Ben Platt) em sua candidatura ao senado de Nova York, e, apesar de parecer ser algo chato e pouco original, os absurdos e situações exageradas deixam a trama muito divertida, e, com certeza, digna de uma maratona. Outra produção da <em>Netflix</em> que marcou 2020 foi a segunda parte da última temporada da produção espanhola <em>As Telefonistas</em>, com um enredo digno de novela das nove, e digo isso com tom elogioso. O desfecho das quatro protagonistas foi extremamente poderoso e 100% condizente com a mensagem do seriado, dignificando todo o drama e tensões vividos pelos personagens.</p>
<p dir="ltr">A última surpresa do ano foi <em>Alice in Borderland</em>, uma produção japonesa baseada no mangá homônimo. A trama já é maluca por natureza, por ser baseada na obra <em>Alice no País das Maravilhas</em>, de Lewis Carroll; mas adicione essa loucura natural da obra original com um jogo misterioso e mortal e pronto: uma agradável desagradável experiência. Agradável por conta do enredo muito bem desenvolvido, incluindo diversos desafios para os personagens muito bem construídos em pouquíssimo tempo, e a tensão sufocante em cada episódio. E desagradável por esses mesmos motivos, já que nenhum personagem na série tem a sua vida garantida, e essa capacidade de se apegar rapidamente a eles é um ótimo método para fazer o espectador sofrer. Então, fica a dica: não se apegue a ninguém. Sério.</p>
<p dir="ltr"><strong>Séries favoritas:</strong> <strong>1.</strong> The Crown (Netflix) / <strong>2.</strong> Lovecraft Country (HBO) / <strong>3.</strong> The Politician (Netflix) / <strong>4.</strong> As Telefonistas (Netflix) / <strong>5.</strong> Alice in Borderland (Netflix)</p>
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<figure id="attachment_17510" aria-describedby="caption-attachment-17510" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17510 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3.png" alt="Cena da minissérie Mrs. America. Ao centro da imagem está a atriz Uzo Aduba interpretando a deputada Shirley Chisholm. Ela tem a pele negra, os cabelos pretos curtos, na altura da orelha e ondulados. A personagem também usa um vestido florido de fundo branco, com flores azuis, laranjas e vermelhas. Ela usa um óculos médio e quadrado dourado, e está de pé em um palco, mas nós a vemos de baixo, do quadril para cima. Ela está olhando para a frente, sorrindo levemente e acenando, e ao seu redor, estão cinco homens brancos, também acenando e vestindo ternos. No primeiro plano da imagem, na frente dos personagens mas sem foco, existem três bandeiras dos Estados Unidos." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3.png 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-300x200.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17510" class="wp-caption-text">Concorrendo com duas colegas de cena, Uzo Aduba venceu o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie pelo trabalho majestoso que fez em Mrs. America como Shirley Chisholm, a primeira deputada negra dos Estados Unidos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra</strong></p>
<p>Indo na direção oposta à de alguns dos meus colegas, informo que aqui vai ter muito drama para uma lista de melhores séries de um ano tão difícil quanto 2020.  Talvez numa tentativa de me distanciar da apatia de 9 meses em isolamento social, corri para sentir as emoções do mundo ficcional, dosando as incontroláveis e desesperadoras do nosso mundo real. Tomei parte das dores e das alegrias da <a href="https://personaunesp.com.br/nada-ortodoxa-netflix-critica/"><em>Nada Ortodoxa</em></a> Esty Shapiro, e mergulhei no suspense dramático de <a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><em>Little Fires Everywhere</em></a>, minisséries que ficarão de fora do meu pódio mas merecem ser mencionadas dentre as melhores de 2020.</p>
<p>Avisos dados, inicio com o drama mais dramático do ano. A dolorida <a href="https://personaunesp.com.br/i-know-this-much-is-true-critica/"><em>I Know This Much Is True</em></a> é um dos tesouros do ano da <em>HBO</em>, cuja densidade emocional sufoca a narrativa por completo na pele de Mark Ruffalo, que sofre não só uma, mas duas vezes, interpretando visceralmente dois irmãos gêmeos que são alvo de todos os infortúnios que a vida pode reservar. Para aliviar um pouquinho (um pouco mesmo) a minha lista, incluo o romance do ano <a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><em>Normal People</em></a>, que encanta pelo realismo gentil e sensível num mar de retratos idealizados, irreais e por vezes violentos sobre sexo e relacionamentos amorosos.</p>
<p>História, ambientes políticos, relações de poder e dimensões sociais ligadas às individuais são alguns dos meus ingredientes favoritos, encontrados este ano na poderosa e atemporal <a href="https://personaunesp.com.br/mrs-america-critica/"><em>Mrs. America</em></a><em> , </em>e claro, <a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><em>The</em> <em>Crown</em></a>, na temporada que, provavelmente, foi a mais aguardada de 2020. Com a firmeza da Dama de Ferro Margaret Thatcher contrastando com a carga emocional que acompanha a memória coletiva da princesa Diana, o quarto ano da série é tudo o que existe de melhor na superprodução da <em>Netflix,</em> e uma das melhores até aqui. Pra encerrar, saio dos palácios da realeza britânica de 1980 para a vida urbana de Londres de 2020, a fim de coroar a série do ano com o primeiro lugar da minha lista, a obra-prima <a href="http://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><em>I May Destroy You</em></a>. A genialidade da criadora, roteirista, diretora e protagonista Michaela Coel te vira do avesso, mexe com todas as emoções possíveis, nos surpreende à mesma medida em que nos abraça e é tudo o que precisamos discutir sobre sobre violência sexual, de gênero e de raça, amizade e vida na contemporaneidade, nos trazendo de volta para a realidade da qual ficamos distanciados em 2020.</p>
<p><strong>Séries favoritas:</strong> <strong>1.</strong> I May Destroy You (HBO) / <strong>2. </strong>The Crown (Netflix) / <strong>3.</strong> Mrs. America (FX) / <strong>4.</strong> I Know This Much Is True (HBO) / <strong>5.</strong> Normal People (Hulu)</p>
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<figure id="attachment_17340" aria-describedby="caption-attachment-17340" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17340 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT.jpg" alt="Cena da série She-Ra e as Princesas do Poder. Uma mulher com traços felinos e olhos azul e amarelo estende a mão na direção da câmera" width="1200" height="673" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17340" class="wp-caption-text">She-Ra e as Princesas do Poder chegou ao fim em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 5 temporadas de excelência em animação, Noelle Stevenson e os animadores da </span><i><span style="font-weight: 400;">Dreamworks</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos entregaram um dos finais animados mais satisfatórios dos últimos anos, sintetizando os temas e arcos narrativos de maneiras inesperadas mas inteiramente lindas, culminando em cenas que fizeram </span><i><span style="font-weight: 400;">She-Ra e as Princesas do Poder</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrar imediatamente para a história da televisão moderna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando, a <em>websérie</em> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dungeons &amp; Dragons</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">College Humor</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dimension 20 Live: Fantasy High &#8211; Sophomore Year</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, assim como sua antecessora, um testamento ao poder do </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> coletivo e como a diversidade de vozes impacta numa narrativa, criando histórias intrincadas de angústia adolescente e alta fantasia, momentos de humor histérico e de profundo impacto emocional, sob a supervisão do brilhante </span><i><span style="font-weight: 400;">dungeon master</span></i><span style="font-weight: 400;"> Brennan Lee Mulligan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com menos sustos do que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Residência Hill</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é outro triunfo do terror sofisticado de Mike Flanagan, tecendo uma narrativa complexa e impactante que justifica sua longa produção da melhor maneira possível: entregando um final que permanece na sua memória muito tempo depois da série acabar. </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars &#8211; O Lobo Bom</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">BNA</span></i><span style="font-weight: 400;"> são dois animes de premissas similares, mas que alcançam sucessos diferentes em suas respectivas tramas, através de animações excelentes e interpretações expressivas. Apesar de ambas serem sobre sociedades de animais antropomorfizados, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desenrola na profundidade da relação romântica entre um lobo e uma coelha, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">BNA</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra seu caminho com a animação característica e frenética do </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Trigger</span></i><span style="font-weight: 400;"> e na ação exagerada de suas personagens.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> She-Ra e as Princesas do Poder (Netflix) / <strong>2.</strong> Dimension 20 Live: Fantasy High &#8211; Sophomore Year (Dropout/Youtube) / <strong>3.</strong> A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / <strong>4.</strong> Beastars &#8211; O Lobo Bom (Netflix) / <strong>5.</strong> BNA (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17384" aria-describedby="caption-attachment-17384" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17384 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2.png" alt="Cena da série Do You Like Brahms?, vemos dois adolescentes asiáticos, eles estão na chuva, amparados por um guarda-chuva, segurado pelo menino. Ele veste jaqueta preta e mochila da mesma cor, enquanto ela, de cabelos compridos, veste moletom bege. Eles se olham nos olhos. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2-300x158.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17384" class="wp-caption-text">O K-Drama da emissora SBS foi ao ar em 31 de agosto de 2020 e teve seu encerramento em 20 de outubro, após 16 episódios estrelados pelos atores Kim Min‑jae e Park Eun‑bin (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Lorrana Marino</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo bom que o complexo 2020 me proporcionou, foi tempo para apreciar as diversas produções que estrearam. De longe, a sensibilidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Do You Like Brahms?</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção sul-coreana da emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">Seoul Broadcasting System</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi um dos conteúdos que mais tocou o espectador. O enredo nos apresenta personagens reais, que se comunicam muitas vezes apenas pela música e nem sempre tomam as atitudes ideais que esperamos, e isso incomoda. Mas aí que está, a protagonista, que não tem medo de mudar o rumo da própria vida, de fazer escolhas que serão julgadas pelos outros e, principalmente, de se priorizar quando necessário, nos traz inspiração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando a linha de produções sensíveis, </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi outra estreia que abraçou, beijou e apunhalou o espectador quando ele menos esperava. Sem censuras, a conexão e o medo; o ato e a consequência; a comunicação e a falta dela entre os personagens nos conecta com mágoas, alegrias e nos envolve em realidade. O que vem em contramão com a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i><span style="font-weight: 400;">, a animação fantasiosa que consegue reunir os apaixonados por ação, vampiros e boa arte gráfica. Dividindo o enredo em quatro núcleos distintos (a solidão de Alucard, as articulações da corte de Carmilla, as aventuras de Trevor Belmont e a ascensão de Isaac), a segmentação das narrativas torna a experiência prazerosa de se acompanhar e nos faz viajar para uma realidade distópica, e nos preocupar, pelo menos por algumas horas, com problemas irreais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, que Anya Taylor-Joy brilhou na representação de Beth Harmon, todos ao menos já ouvimos falar. Mas, ainda assim, a série se torna indispensável em um top 5 de 2020. Eu jamais poderia imaginar que fosse possível dar um enfoque tão artístico e emocionante quanto a produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu proporcionar ao xadrez. Mesmo que Beth seja a dama do tabuleiro, os peões a sua volta cumpriram papéis tão relevantes quanto na defesa do rei (o objetivo de vencer) contra as peças inimigas (seu vício em tranquilizantes e álcool), nos fazendo querer proteger todos os personagens envolvidos na trama. Sentimento que se estende à última queridinha da lista: </span><i><span style="font-weight: 400;">Hospital Playlist</span></i><span style="font-weight: 400;">, outro </span><i><span style="font-weight: 400;">K-Drama</span></i><span style="font-weight: 400;"> que marcou o catálogo </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> deste ano</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Apesar do cenário de tensões de um centro cirúrgico e a incerteza pela vida de alguns pacientes, a produção encontra as lacunas certas para inserir leveza através de diálogos divertidos, romances sutis e </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">curiosos. As cenas de interação entre os cinco amigos médicos e colegas de banda esbanjam a química e a boa dinâmica entre os atores, além de servir como um elogio a autora, Lee Woo-jeong, pelos diálogos da trama.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Do You Like Brahms? (SBS) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Normal People (Hulu) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">Castlevania (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> O Gambito da Rainha (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Hospital Playlist (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17479" aria-describedby="caption-attachment-17479" style="width: 748px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17479 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG_0731.jpg" alt="Cena da série Califado. Ao centro da imagem vemos uma mulher jovem e branca. Seu cabelo é castanho e na altura do ombro. Ela veste uma roupa de lã azul, e na mão direita segura um celular. Ao fundo e ao lado dela há paredes cinzas" width="748" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG_0731.jpg 748w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG_0731-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17479" class="wp-caption-text">Califado é uma produção sueca da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Bianca Penteado</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Na hora de escolher algo para ver, sempre achei que os <em>trailers</em> revelavam muito e as sinopses (geralmente) não faziam jus à obra. Este ano, resolvi tornar o catálogo dos serviços de <em>streaming</em> uma roleta russa. No ramo das séries, tirando a sorte grande no acaso, encontrei <em>Califado</em>, que conquistou o topo da minha lista com seu roteiro nem um pouco maniqueísta. Em uma rede complexa de personagens e situações que são gradualmente construídas ao longo dos capítulos, a produção sueca da <em>Netflix</em> descortina uma exploração bilateral do desamparo e desenvolve uma tensão irresistível.</p>
<p style="font-weight: 400;">Com o aumento da popularidade de seriados estrangeiros, a <em>Netflix</em> revelou em 2020 uma ampla abertura de catálogo para essas produções. Impossível de esquecer, <a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><em>Bom dia, Verônica</em></a> marcou presença como um seriado policial brasileiro que, com destreza e muito rock nacional, trata de questões sobre feminicídio e violência doméstica. Dando um giro de 180° tanto no gênero quanto na abordagem, esbarrei também em <em>Start Up</em>, uma produção sul-coreana que adocicou um ano tão amargo. Com todo o romance, comédia e contratempos que a categoria promete, a série cativa o coração de quem assiste.</p>
<p style="font-weight: 400;">Além das produções inéditas, o serviço de <em>streaming</em> conseguiu marcar muitos gols com suas renovações. Chegando à sua terceira temporada, <em>Good Girls</em> ainda não perdeu o ritmo, e entrega aos telespectadores novas reviravoltas que são suficientemente consistentes. <a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><em>A Maldição da Mansão Bly</em></a>, por sua vez, marcou o tão esperado retorno da franquia. Trabalhando de forma muito mais madura e sensível, tornou-se, rapidamente, uma das queridinhas da plataforma.</p>
<p><strong>Séries Favoritas</strong>: <strong>1.</strong> Califado (Netflix) / <strong>2.</strong> Bom dia, Verônica (Netflix) / <strong>3.</strong> Start Up (tvN) / <strong>4.</strong> A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / <strong>5.</strong> Good Girls (NBC)</p>
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<figure id="attachment_17474" aria-describedby="caption-attachment-17474" style="width: 596px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-300x225.jpeg" alt="Cena dos bastidores da série Amor e Sorte. Fabiula Nascimento, uma mulher de cabelos encaracolados num coque segura o celular próximo ao espelho, fotografando ela e Emílio Dantas, que está ao fundo segurando uma câmera com tripé. Ela veste camiseta branca e blusa roxa estampada e ele tem cabelos comprido e barba, veste calça escura e uma camiseta cinza. Ao fundo, vemos uma toalha azul escuro pendurada" width="596" height="447" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-300x225.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-1024x768.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-768x576.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224.jpeg 1100w" sizes="auto, (max-width: 596px) 85vw, 596px" /><figcaption id="caption-attachment-17474" class="wp-caption-text">O casal Fabiula Nascimento e Emílio Dantas servindo à própria casa como cenário para a filmagem de Amor e Sorte (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Júlia Trevisan</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que 2020 foi um caos. Um ano atípico e pandêmico, me tirou o prazer em assistir seriados e atrasou várias produções do audiovisual, mas também trouxe conteúdo de qualidade, principalmente na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é clara prova, a série sobre uma enxadrista órfã tem a trama tão bem construída, que a fixação da audiência sobre as partidas de xadrez da jovem se refletiram no aumento de pesquisas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Google</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre o assunto, trazendo um selo de qualidade à produção. Já </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um escape divertido para a dura realidade do ano. Confesso que no início não levei a sério as boas críticas em torno da série, pensando que fosse apenas uma comédia boba. Mas, ao começar assistir, cada episódio me fazia querer mais e mais de Paris e de Emily.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe boas produções nesse período, a série cancelada por ela e continuada por outro canal também merece espaço na lista. </span><i><span style="font-weight: 400;">One Day at a Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das narrativas mais injustiçadas dos últimos anos, sempre tratou assuntos sérios com um toque certeiro de humor e não perdeu seu diferencial mesmo com a mudança de emissora. A quarta temporada conseguiu prender a audiência que buscou ouvir sobre tabus de forma cômica, mantendo as características marcantes das personagens e explorando </span><i><span style="font-weight: 400;">plots</span></i><span style="font-weight: 400;"> de potencial. A série ainda conseguiu driblar a pandemia construindo um episódio em formato de desenho animado. O único ponto negativo foi o cancelamento antes de um final digno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil não fica de fora das produções, trazendo o seriado mais reconfortante do ano, </span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-sorte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Sorte</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Concebida durante a quarentena, a série é prova da dedicação dos artistas brasileiros. Gravada inteiramente de forma remota, a produção traz um roteiro intimista e bem estruturado, com trilha sonora brilhante que nos envolve, e por vezes nos faz reconhecer na trama. A ideia em trazer atores que estão juntamente isolados é a cereja no topo do bolo para toda construção sentimental da narrativa. Unindo produções brasileiras e </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, temos </span><a href="https://personaunesp.com.br/coisa-mais-linda-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coisa Mais Linda</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">fechando o Top 5. A nova temporada da série trouxe um misto de suspense e revolta para o telespectador, amarrando as pontas soltas da primeira temporada e criando novos ganchos para uma próxima. </span></p>
<p><b>Séries Favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> O Gambito da Rainha (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Amor e Sorte (Globoplay) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Emily em Paris (Netflix) /</span><b> 4. </b><span style="font-weight: 400;">One Day at a Time (Pop TV) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Coisa Mais Linda (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17411" aria-describedby="caption-attachment-17411" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17411 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/images-12.jpeg" alt="Cena da série animada Close Enough. Vemos uma sala com dois sofás marrons, uma mesa de centro cinza e um tapete verde. O lugar está sujo e um casal limpa ele com aspirador de pó. O homem branco, tem cabelos castanhos na altura dos ombros e veste calça jeans, camisa rosa e jaqueta vermelha. Ele segura uma mulher no colo. Ela é branca, tem cabelos compridos castanhos claro presos num rabo de cavalo e veste calça escura, blusa branca e moletom azul por cima" width="738" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/images-12.jpeg 738w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/images-12-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17411" class="wp-caption-text">Close Enough chegou ao Brasil pela Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Nathalia Franqlin</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2020 as plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">serviram qualidade quando falamos sobre séries, não apenas por novas peças, mas também por aguardadas continuações e finais provocantes. Começando pela nossa queridinha </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, J. G. Quintel, criador da série animada</span><i><span style="font-weight: 400;"> Regular Show</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos apresentou uma peça com um traço muito familiar, mas com um enredo muito mais adulto: </span><i><span style="font-weight: 400;">Close Enough</span></i><span style="font-weight: 400;">. A trama discute os problemas enfrentados por pais de primeira viagem e adultos irresponsáveis em criar uma criança pequena, ainda sendo uma criança grande. Uma trama descontraída com sabor de nostalgia para aqueles que cresceram vendo a </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">antiga do criador no </span><i><span style="font-weight: 400;">Cartoon Network,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e agora se identificam com os problemas de Joshua e Emily na nova produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também estreando esse ano tivemos </span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ratched</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova série de Ryan Murphy, estrelando Sarah Paulson como a própria enfermeira macabra Ratched. Demonstrando sucesso entre o público brasileiro já na primeira semana após seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ratched </span></i><span style="font-weight: 400;">traz uma narrativa que conseguiu testar o estômago da audiência com sua visceralidade e, mesmo assim, segurar o interesse para as próximas temporadas. Ainda na </span><span style="font-weight: 400;">Netflix,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe mudanças para seus personagens nesta quarta temporada. As crianças, que antes estavam em trânsito para a adolescência, já são, de fato, adolescentes. A animação</span> <span style="font-weight: 400;">levantou discussões importantes para o maior desafio dessa fase: encontrar uma identidade. Nessa temporada, assuntos importantes como a transsexualidade, o que é ser socialmente um adolescente negro, </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying </span></i><span style="font-weight: 400;">e ansiedade tiveram espaço com o humor clássico da comédia..</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após três ciclos, a série alemã </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou ao fim. A terceira temporada da peça seguiu num ritmo mais lento para dar descanso à mente dos espectadores e fazer as amarras do enredo. Apesar desta ter sido uma jornada relativamente curta, o final é satisfatório e provocante. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">mantém o padrão de qualidade e fecha com um </span><i><span style="font-weight: 400;">casting </span></i><span style="font-weight: 400;">assustadoramente impecável, o gostinho de quero mais deixado no final faz com queiramos assistir a série em </span><i><span style="font-weight: 400;">looping </span></i><span style="font-weight: 400;">e, não por menos, essa é uma obra que marcou 2020. Para finalizar, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">deu segmento com a segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Cada vez mais distante dos quadrinhos, mas, ainda assim, com um sucesso de público invejável, o ano dois provoca justamente por tocar em temas tão polêmicos, e tão atuais, como a alienação da população pelas mídias e redes sociais e tudo isso, claro, com o tom satírico que faz a alma da série.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Close Enough (HBO Max) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">Ratched (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Big Mouth (Netflix) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Dark (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> The Boys (Amazon Prime Video)</span></p>
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<figure id="attachment_17480" aria-describedby="caption-attachment-17480" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17480 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist.jpg" alt="Cena da série Zoey e Sua Fantástica Playlista. Nela há uma mulher jovem e branca. Seu cabelo é ruivo e abaixo aos ombros. Ela veste uma blusa de lã laranja e uma saia preta. Ao fundo há uma parede de tijolos branca e dez quadros decorativos coloridos, separados em duas fileiras de cinco cada. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17480" class="wp-caption-text">Zoey e Sua Fantástica Playlist, já renovada para a segunda temporada, foi uma agradável melodia no meio do caos de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Milena Pessi</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020 foi um dos anos mais turbulentos dos últimos tempos, e foram as produções artísticas, principalmente as séries, as responsáveis por trazer um pouco de alegria e positividade, na medida do possível, à pandemia. Em sua quarta temporada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> manteve sua elegância e alta qualidade para contar mais um capítulo da história da realeza: o casamento do príncipe Charles (Josh O’Connor) e Lady Di (Emma Corrin), e todas as dificuldades que ela enfrentou ao entrar para a família real. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">, por outro lado, investiu em uma produção mais leve e com um toque musical em </span><i><span style="font-weight: 400;">Zoey e Sua Fantástica Playlist</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual mostra a vida da programadora Zoey Clarke, que, após sofrer um incidente em uma ressonância, ganha o poder de ouvir os pensamentos das pessoas através de números musicais, o que a torna mais empática em relação àqueles que conhece; além do incrível elenco que conta com Lauren Graham (</span><i><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">), Alex Newell (</span><i><span style="font-weight: 400;">Glee</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Skylar Astin (</span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Escolha Perfeita</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma outra produtora com grandes títulos em seu catálogo, entre eles, a série de ficção e suspense estrelada por Logan Lerman (o eterno Percy Jackson) e Al Pacino, que se juntam, na década de 70, a um time treinado com o objetivo principal de matar nazistas que vivem nos Estados Unidos com identidades falsas para esconder o passado da Segunda Guerra Mundial: </span><i><span style="font-weight: 400;">Hunters</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2020, não economizou em suas produções e trouxe grandes séries para todos os gostos, como é o caso do suspense </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e da comédia </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira, estrelada por Tainá Muller e Eduardo Moscovis, relata a triste realidade das mulheres que sofrem violência doméstica no Brasil e a tentativa da policial Verônica em ajudá-las. A segunda é aquela série rápida e gostosa de assistir, que acompanha a história da publicitária Emily (Lily Collins) e suas aventuras, paixões e amizades quando se muda para Paris por causa de uma promoção no trabalho. 2020, apesar de ter sido um ano caótico, foi capaz de produzir diversas produções cinematográficas que levou às pessoas momentos de paz e alegria. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> The Crown (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Zoey e Sua Fantástica Playlist (NBC) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Hunters (Amazon Prime Vídeo) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Bom dia, Verônica (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Emily em Paris (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17397" aria-describedby="caption-attachment-17397" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17397 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a.jpg" alt="Cena da animação The Midnight Gospel. Clancy é um homem com cor de pele rosa, ele tem cabelos roxos e veste uma saia rosa mais escura que sua pele. Ele está caindo num vazio, com fundo preto cheio de riscos coloridos e luminosos de várias cores, como amarelo, azul, e roxo" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17397" class="wp-caption-text">Clancy, o protagonista de The Midnight Gospel, usa um simulador de universos para encontrar personagens para suas entrevistas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Flora Vieira</strong></p>
<p>Nesse ano atípico pro cinema, as séries transmitidas em <em>streaming</em> acabaram tomando o tempo de muita gente. Eu, por outro lado, acabei por me distanciar dos grandes lançamentos, focando meu tempo mais em desenhos animados do que qualquer outro tipo de mídia. Uma prova disso é a escolha por <em>The Midnight Gospel</em>, minissérie lançada em maio que chama atenção pela animação psicodélica e aparentemente sem sentido, mas é muito mais que isso, propondo discussões que passeiam por assuntos banais, como o uso de drogas, até religiões como o budismo e a relação da humanidade com a morte. Tudo regado de sensibilidade, por ser retirado de entrevistas reais do <em>podcast</em> de um dos criadores da série, o <em>Duncan Trussel Family Hour</em>.</p>
<p align="left">Ainda nas animações, a quinta e última temporada de <em>She-Ra e as Princesas do Poder</em>, uma série que pretende ser para crianças, continua a cativar os adultos ao desenvolver ainda mais os conflitos da temporada anterior, numa história que diverte e reitera ainda mais a importância de um mundo em que a diversidade seja motivo de união, amor e esperança. Dentre as séries<em> live-action</em> que tratam desse tema, se destaca <em>Sex Education,</em> que, abordando-o de forma mais adulta, consegue, na segunda temporada, aprofundar as discussões sobre sexualidade nos processos de descoberta de Adam e Ola, além de dedicar um arco inteiro (um dos melhores da série, diga-se de passagem) para falar sobre os efeitos terríveis do assédio, direcionado à personagem Aimee.</p>
<p align="left">Em questões mais subjetivas e filosóficas, o seriado<em> live-action</em> que se sobressai esse ano é <a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><em>A Maldição da Mansão Bly</em></a>. Numa <em>vibe</em> menos aterrorizante que a sua antecessora espiritual (<em>A Maldição da Residência Hill</em>), a série usa do sobrenatural para narrar um conto também sobre amor, mas, principalmente, luto. O significado e a forma de lidar com a morte para cada um dos personagens é único e extremamente humano, e a forma como são tratados os romances, sejam eles saudáveis ou não, me surpreenderam positivamente. A narrativa é menos terror, mas é mais humana – e, na minha lista dos melhores do ano, é a humanidade que mais importa.<span style="font-family: Arial, sans-serif;"><br />
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<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> The Midnight Gospel (Netflix) / <strong>2.</strong> She-Ra e as Princesas do Poder (Netflix) / <strong>3.</strong> Sex Education (Netflix) / <strong>4.</strong> A Maldição da Mansão Bly (Netflix)</p>
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<figure id="attachment_17505" aria-describedby="caption-attachment-17505" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this.jpg" alt="Cena da série I Am Not Okay With This em que vemos uma menina de olhos verdes e cabelos ruivos bem curtos sentada em um carro. Ela usa uma jaqueta verde e uma blusa azul e tem o braço esquerdo erguido para fora do veículo. Ao fundo há um menino de camisa xadrez e óculos escuros, ele está desfocado." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17505" class="wp-caption-text">Mesmo tendo tido uma boa recepção pela crítica e pelo público, além de ser uma de minhas séries preferidas no ano, I Am Not Okay With This foi cancelada pela Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
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<p><strong>Ana Laura Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2020, me vi revisitando séries do passado e maratonando </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1990 como se não houvesse amanhã. Mas, mesmo em meio a centenas de episódios reprisados, os lançamentos do ano se fizeram presentes e marcantes o suficiente para que o período de reclusão rendesse boas e novas experiências. Dependente dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">como sempre, eles trouxeram centenas de seriados, dos mais leves aos mais conturbados, fazendo valer como nunca suas assinaturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo escolhendo um <em>top</em> cinco recheado de ação, comédia e drama, muitos lançamentos tiveram de ser deixados como menções honrosas. Entre eles, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que finalizou sua história mantendo o nível de complexidade do resto da trama, sem nunca se perder em meio às tentadoras possibilidades que a triquetra oferecia e que poderiam fazer a narrativa ruir. Cito também a série alemã </span><i><span style="font-weight: 400;">Biohackers</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que, apesar de pouco falada, edifica uma história envolvente e bem organizada, quase como um tímido suspiro de alívio para os carentes fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">Orphan Black</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas falando sobre as séries citadas abaixo, justifico minha escolha nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">como uma tentativa de abranger diversos gêneros e tipos de produções que, para mim, se destacaram. Desde de a atuação majestosa de Anya Taylor-Joy em </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até a cômica interpretação de </span><span style="font-weight: 400;">Maitreyi Ramakrishnan em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando pelo drama lindamente esculpido em </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estas foram as produções que mais me marcaram como uma fuga da difícil realidade de 2020. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> O Gambito da Rainha (Netflix) / <strong>2.</strong> The Boys (Amazon Prime Video) / <strong>3.</strong> Little Fires Everywhere (Hulu) / <strong>4.</strong> Eu Nunca (Netflix) / <strong>5.</strong> I Am Not Okay With This (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17388" aria-describedby="caption-attachment-17388" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17388 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Legendary-2.jpg" alt="Cena do reality show Legendary. Vemos 5 indivíduos lado a lado, eles são negros e se vestem com tema espacial. São roupas coloridas e extravagantes, neon, com caudas, renda e maquiagem em verde, roxo e rosa " width="640" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Legendary-2.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Legendary-2-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17388" class="wp-caption-text">Legendary chegou junto do lançamento da HBO Max, no meio de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Giovanne Ramos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano marcado por contratempos, a televisão, assim como todo o mundo, foi uma das vítimas da COVID-19. Em um período de isolamentos, perdas e resiliência, as produtoras de conteúdo no geral souberam contornar os desafios impostos pelas novas regras de convivência e nos presentearam com grandes obras que trouxeram um respiro num momento tão caótico. Entre as séries, </span><a href="http://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com certeza figura no top 5 das minhas preferidas. Num equilíbrio do drama da realidade com o humor característico da sua autora, a série conseguiu conciliar temas importantes, como raça, gênero, sexualidade e outras diversas temáticas paralelas significantes, reforçando a potência que Michaela Coel é como atriz, roteirista, diretora e produtora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no drama, não tem como não citar </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-4a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">This Is Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, nessa altura, já se tornou um clássico do gênero. A 4ª temporada trouxe a dinâmica temporal que já conhecemos, aprofundamentos entre personagens que tanto amamos &#8211; ou detestamos também &#8211; e a introdução de novas personagens e novas tramas que mantêm o seu frescor sem deixar a história se tornar cansativa. E, falando em novos rostos, esse foi o principal destaque da 4ª temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os ricos detalhes estéticos que enchem os olhos seguem diante de novas figuras populares: Margaret Thatcher e Lady Di, a princesa Diana de Gales. Ou seja, prato cheio para quem ama uma fofoca histórica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os amantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram muito bem servidos com os programas que nos fizeram vibrar, torcer e esquecer por um segundo a negatividade para fora de nossas casas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das competições que trouxe uma temática não muito explorada no </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream, </span></i><span style="font-weight: 400;">o </span><i><span style="font-weight: 400;">voguing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e as casas da cena </span><i><span style="font-weight: 400;">ballroom,</span></i><span style="font-weight: 400;"> em que essa dança moderna foi originada. A competição traz arte, dança, história e muito entretenimento. Saindo um pouquinho de solos gringos, uma surpresa que vale a pena ser citada foi a produção brasileira </span><i><span style="font-weight: 400;">Desalma</span></i><span style="font-weight: 400;">, original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. As atrizes já conhecidas pelo público, Cássia Kiss, Cláudia Abreu e Maria Ribeiro, deram um show de atuação numa trama envolvente, mostrando que temos muito espaço para ótimas séries nacionais.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> I May Destroy You (HBO) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> This Is Us (NBC) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> The Crown (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Legendary (HBO Max) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Desalma (Globoplay)</span></p>
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<figure id="attachment_17357" aria-describedby="caption-attachment-17357" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17357 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys.png" alt="Cena da série The Boys. Do lado esquerdo da imagem vemos um homem branco de cabelos raspados e um óculos na cabeça. Ele veste uma jaqueta verde. Ao seu lado direito há uma mulher com traços asiaticos " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17357" class="wp-caption-text">The Boys é a série mais ousada do ano: rolou até uma sátira a Vingadores Ultimato (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Lopes Gomez</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em quase um ano em casa maratonando séries, fica difícil escolher só cinco para um “melhores do ano”. E, numa disputa acirrada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> leva o meu primeiro lugar. Enquanto Os Rapazes seguem na missão suicida de derrubar a </span><i><span style="font-weight: 400;">Vought, </span></i><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">s Sete lidam com seus próprios demônios e disputas internas. Mais sangrenta e envolvente, a segunda temporada continua a tecer críticas perspicazes ao capitalismo, populismo, </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing </span></i><span style="font-weight: 400;">e fascismo, entre outras, e torna-se ainda mais próxima à realidade, mesmo ao tratar de super-heróis (que de heroicos não tem nada).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em segundo lugar (só porque não rola um empate em primeiro), </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que já chegou com muitas expectativas, não decepcionou nem por um segundo, e me rendeu não só uma maratona, mas duas. Menos amedrontadora e mais lenta que a anterior, a sequência da antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição</span></i><span style="font-weight: 400;"> abaixa o tom para explorar a dor e os traumas do luto, mas prende com seus personagens intrigantes, narrativas que se entrelaçam e relacionamentos esperançosos (e de partirem o coração). E, falando em narrativas entrelaçadas, a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua a nos presentear com a inusitada relação de Mando e Bebê Yoda (que não é mais Bebê Yoda). Ainda mais entrosados e com uma nova missão, os dois viajam pela galáxia e nos contemplam com visuais deslumbrantes, cenas de ação de tirar o fôlego e uma</span><i><span style="font-weight: 400;"> season finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> indescritível, que é um verdadeiro misto de emoções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De uma família nada tradicional para a outra, a segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Umbrella Academy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos faz voltar no tempo com os Hargreeves, que divertem com suas individualidades e intrigas (mais que na primeira temporada), mas mostram que unidos são melhores ainda. Em quinto lugar, mas não menos importante, </span><a href="https://personaunesp.com.br/disque-amiga-para-matar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Disque Amiga para Matar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continua a acertar com os erros de Jen e Judy, nos fazendo torcer para que as duas amigas se safem de seus crimes e ainda mantenham a relação que, entre trancos e barrancos, criaram.</span></p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> <span style="font-weight: 400;">The Boys (Amazon Prime Video)</span><b> / </b><strong>2.</strong> <span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly (Netflix) </span><b>/ </b><strong>3.</strong><span style="font-weight: 400;"> The Mandalorian (Disney+) </span><b>/ 4.</b><span style="font-weight: 400;"> The Umbrella Academy (Netflix) </span><b>/ 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Disque Amiga para Matar (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17377" aria-describedby="caption-attachment-17377" style="width: 2028px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17377 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks.jpg" alt="Cena da série How to Get Away with Murder. No lado esquerdo vemos a atriz Viola Davis, uma mulher negra, de cabelos preto e cacheado. Ela veste um terno azul e está sentada numa poltrona preta. Ao seu lado direto há uma mulher negra com o cabelo preso. Ela veste um terno vermelho e está sentada numa poltrona preta, com o braço esquerdo apoiada numa mesa. Nessa mesa há uma jarra e seis copos, todos de vidro. Ao fundo vemos duas janelas com cortinas verde. E um abajur ao centro." width="2028" height="1352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks.jpg 2028w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17377" class="wp-caption-text">How to Get Away with Murder chegou ao fim na sexta temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ellen Sayuri</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2020 foi, sem dúvidas, o que mais acompanhei séries. Quando vou assistir algo, tenho procurado por representatividade, e, dessa forma, conheci </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem uma protagonista marrom, interpretada pela Maitreyi Ramakrishnan. Me identifiquei muito com ela ao ser retratada a sua relação com a cultura indiana, pois me sinto dessa forma em relação à cultura japonesa. </span><a href="http://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem logo em seguida na minha lista de melhores do ano, fiquei encantada com as atuações da Kerry Washington e Reese Witherspoon. Além da Huang Lu, que também me comoveu bastante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe aquelas séries que tem reviravolta até o último minuto? Pois </span><i><span style="font-weight: 400;">Hunters</span></i><span style="font-weight: 400;"> é exatamente assim. Assisti logo depois de assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">How I Met Your Mother</span></i><span style="font-weight: 400;"> (eu sei, estou um pouco atrasada, mas antes tarde do que nunca, certo?), então foi divertido e engraçado ver Josh Radnor não sendo o Ted Mosby. Falando ainda em surpresas, a próxima da lista também tem várias delas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> me proporcionou muitos sustos, mas também choros. Sou muito medrosa, mas a história me cativou de uma maneira que nem me importei com o medo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, toda série precisa acabar em algum momento, e é com um término que finalizo os melhores de 2020. A última temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">How To Get Away With Murder</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi fechada com chave de ouro e no momento certo. Dizer adeus é doloroso, mas necessário, antes que a história se perca. Viola Davis deu tudo de si, assim como o restante do elenco, para dar um fim digno. Apesar de ter personagens injustiçados, o que não é novidade visto que sempre alguém vai ter um final ruim, gostei do rumo da série.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Eu Nunca (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Little Fires Everywhere (Hulu) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">Hunters (Amazon Prime Video) / </span><b>4.</b> <span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span><span style="font-weight: 400;"> (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> How To Get Away With Murder (ABC)</span></p>
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<figure id="attachment_17383" aria-describedby="caption-attachment-17383" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17383 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Anne-With-an-E-Series-Finale_-Was-That-the-Perfect-Ending-You-Hoped-For_.png" alt="Cena da série Anne with an E. A personagem Anne, interpretada pela atriz Amybeth McNulty, é fotografada da cintura pra cima e está levemente posicionada à esquerda da imagem. Ela tem cabelos ruivos, a pele branca, sardas avermelhadas e olhos azuis. Anne usa um vestido azul escuro de época 9 e um chapéu coco no mesmo tom de azul do vestido com flores roxas, brancas e azuis claras. Ela segura uma sombrinha rendada num tom creme com detalhes azuis nas pontas. Anne olha para fora da imagem, com um olhar atento e levemente surpreso. Atrás dela, sem foco, existe um portão branco aberto e uma calçada bege." width="620" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Anne-With-an-E-Series-Finale_-Was-That-the-Perfect-Ending-You-Hoped-For_.png 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Anne-With-an-E-Series-Finale_-Was-That-the-Perfect-Ending-You-Hoped-For_-300x203.png 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17383" class="wp-caption-text">Anne with an E é baseada no livro Anne of Green Gables, de Lucy Maud Montgomery (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Júlia Paes de Arruda</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apreciar o cinema e suas vertentes sempre fez parte da nossa rotina. Neste ano, com um turbilhão de sentimentos à flor da pele, acentuou-se ainda mais o prazer pela arte. Para aqueles que estimam o entretenimento sem deixar o lado social, a terceira e (infelizmente) última temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anne with an E</span></i> <span style="font-weight: 400;">está disponível no catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mesmo com certas lacunas durante a história, o amadurecimento de Anne Shirley nos deixou com um sentimento acalorado no coração. Como forma de recompensar o cancelamento da série, o serviço de <em>streaming</em> nos presenteou com o relacionamento mais aguardado das personagens. Só por esse motivo, toda a trajetória valeu a pena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por falar em presentes, </span><a href="https://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Julie and The Phantoms</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">a quinta temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i> <span style="font-weight: 400;">são as recompensas por um ano tão caótico. A primeira começa a ser uma benção pelo fato de ser uma adaptação de uma série nacional: o orgulho de ser brasileira nunca foi tão forte. Além do mais, a trilha sonora de todo o enredo é envolvente e tocante, especialmente quando Luke canta </span><i><span style="font-weight: 400;">Unsaid Emily</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; a menção honrosa de todas as canções. Já a segunda celebra a volta do <em>Fab Five</em> para os Estados Unidos depois de uma </span><span style="font-weight: 400;">viagem</span><span style="font-weight: 400;"> pelo Japão. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ‘muito mais que um </span><i><span style="font-weight: 400;">makeover</span></i><span style="font-weight: 400;">’ não poderia ser o mesmo sem as emoções e as discussões que apresenta cada episódio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, como nem tudo são flores, o final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a renovação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram as notícias mais inesperadas para os fãs. É estranho se despedir de uma história tão divertida e aconchegante como é a da </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente há mais de dez anos e conquistando os corações dos admiradores. O cotidiano da família Dunphy-Pritchett-Tucker é absorvido pelo público, que cria um vínculo com todos os personagens. O mesmo não pode ser dito sobre a trama espanhola que, depois de três temporadas, ainda tenta manter a audiência alcançada na primeira. A saída de atores queridos, junto com tentativa de empurrar uma continuação desnecessária, só reforça a ideia de que o fruto dessa reiteração não irá atrair os olhos dos mais aficionados. </span></p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> <span style="font-weight: 400;">Anne with an E </span><span style="font-weight: 400;">(Netflix) / <strong>2.</strong> Julie and The Phantoms (Netflix) / <strong>3.</strong> Modern Family (ABC) / <strong>4.</strong> Queer Eye (Netflix) / <strong>5.</strong> Elite (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17468" aria-describedby="caption-attachment-17468" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17468 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048.jpg" alt="Cena da série I May Destroy You. A imagem apresenta a personagem Arabella, interpretada pela atriz Michaela Coel. Ela tem a pele negra, cabelos raspados e usa uma fantasia de Halloween da Malévola, com chifres pretos, asas e um top preto de couro. Ela está andando e sua expressão é série. Atrás dela, no lado direito da imagem, em segundo plano e desfocada, está a personagem Terry, interpretada pela atriz Weruche Opia. Ela usa um casaco de pelos brancos e está fantasiada de anjo, com uma auréola na cabeça. Seus cabelos são cacheados e longos e ela segura uma bolsa na mão direita. Ela está seguindo Arabella, também com uma expressão séria. As duas personagens caminham por um corredor que tem todas as paredes decoradas com fotos, painéis e pôsters. A imagem é toda colorida em tons de azul e rosa por conta da iluminação do local onde foi registada." width="2048" height="1124" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-1024x562.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-768x422.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-1536x843.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-1200x659.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17468" class="wp-caption-text">&#8220;Seu nascimento é meu nascimento, sua morte é minha morte&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p>Não teve para mais ninguém: 2020 foi de Michaela Coel. <em><a href="http://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/">I May Destroy You</a> </em>veio como um rolo compressor, esmagando qualquer outra produção deste ano, e até de outros. A minissérie de Coel não é apenas importantíssima por tratar de assuntos extremamente necessários, como violência sexual, mas é também impecável por sua qualidade exemplar. Ainda que trate de um assunto tão delicado e pesado, Michaela usa de sua genialidade para dissecar todos os estágios de um abuso, sem perder seu talento para a dramédia.</p>
<p>E não para por aí: <em>I May </em>ainda fala sobre irmandade, homossexualidade, relações líquidas, raça, obsessão por redes sociais, liberdade criativa, <em>bullying</em>, vingança, família, poder, capitalismo e até menstruação. Apenas a mente de uma gênia poderia condensar tudo isso em doze episódios autorais de 30 minutos cada, te deixando igualmente ansioso e agoniado por cada próximo segundo. Não há mais espaço para séries que a representatividade seja apenas <em>tokenística</em>, precisamos de mais Michaelas falando o que precisa ser dito, da forma que realmente é.</p>
<p>A vampiresca <em><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/">What We Do In The Shadows</a> </em>também brilhou, se consolidando como uma das melhores produções de comédia que a TV tem a oferecer atualmente. Já a fantasmagórica <em>Ghosts </em>traz um humor britânico delicioso de se assistir, além do elenco talentosíssimo e carismático. <em>Hilda</em> é o desenho mais lindo do mundo, e Grimes assinar o tema da abertura é apenas um dos detalhes geniais do universo de <em>trolls, </em>elfos e magia. E mais uma minissérie para a lista: Luca Guadagnino nos presenteou com a grandiosa <a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><em>We Are Who We Are</em></a>, que através de seus pequenos momentos foi capaz de capturar perfeitamente a juventude. Menção honrosa para <a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><em>Modern Family</em></a>, que dispensa comentários.</p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> I May Destroy You (HBO) / <strong>2. </strong>What We Do In The Shadows (FX) / <strong>3. </strong>Ghosts (BBC One) / <strong>4.</strong> Hilda (Netflix) / <strong>5.</strong> We Are Who We Are (HBO)</p>
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<figure id="attachment_17371" aria-describedby="caption-attachment-17371" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17371 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family.jpg" alt="A imagem é de uma cena da série Modern Family. Nela, podemos ver toda a família Dunphy-Delgado-Tucker-Pritchett sorrindo reunida em uma sala de hospital, em volta de uma cama, onde a personagem Haley está deitada segurando seus filhos gêmeos. Haley, interpretada por Sarah Hyland, é uma jovem branca de cabelos castanhos compridos. Em volta da cama, da esquerda para a direita, estão: Jay, interpretado por Ed O'Neil, que é um homem branco de aparentemente 60 anos, com cabelos grisalhos, óculos e que está vestindo uma blusa preta de mangas compridas; Glória, interpretada por Sofia Vergara, que é uma mulher de traços latinos, cabelos castanhos claros compridos, está vestindo uma blusa preta e abraçando seu filho Joe por trás; Joe, interpretado por Jeremy Maguire, é um menino branco de cabelos castanhos claros curtos, e que está vestindo uma blusa verde de mangas compridas; Manny, interpretado por Rico Rodriguez, é um jovem de traços latinos, cabelo castanho escuro ralo; Phil, interpretado por Ty Burrell, que é um homem branco de cabelos pretos curtos, e veste uma camisa branca com um terno cinza; Alex, interpretada por Ariel Winter, que é uma mulher branca de cabelos pretos compridos, e veste uma blusa preta, ela está fazendo carinho nos gêmeos; Claire, interpretada por Julie Bowen, que é uma mulher branca de cabelos loiros curtos, ela veste uma blusa de mangas compridas na cor vinho e está atrás de Alex; Lily, interpretada por Aubrey Anderson-Emmons, que é uma adolescente de traços asiáticos, ela está atrás de Claire; Luke, interpretado por Nolan Goud, que é um jovem branco de cabelos castanhos claros curtos, ele veste uma blusa preta de mangas compridas e está atrás de Lily; ao lado de Lily, está Cam, interpretado por Eric Stonestreet, que é um homem branco de cabelos grisalhos curtos; ao lado de Claire, está Mitchell, interpretado por Jesse Tyler Ferguson, que é um homem branco de cabelos ruivos curtos, ele veste uma blusa laranja e carrega um ursinho nas mãos; e Dylan, interpretado por Reid Wing, que é um homem branco de cabelos castanhos escuros, ele veste uma roupa azul de enfermeiro e está ao lado de Haley." width="1200" height="632" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17371" class="wp-caption-text">Modern Family chegou ao fim depois de 11 temporadas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vinícius Santos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil se esquivar dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">neste ano de 2020. Assim como também não é surpresa que alguns tenham apresentado um certo carinho e dependência por séries de comédia. E como que ironia do destino, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">parecia saber exatamente o que lançar e quando lançar. No começo da quarentena, por exemplo, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhar a trama de Devi, uma estudante americana e descendente de indianos, enfrentando os vários clichês adolescentes do Ensino Médio, parecia o enredo perfeito para confortar os corações de milhares de almas amedrontadas com o futuro da pandemia. E não é que acertaram? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não muito longe disso, apostando em adaptações estrangeiras, nessa especial a brasileira, a comédia dramática musical </span><a href="https://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Julie and the Phantoms</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">provou mais uma vez que Kenny Ortega nunca decepciona. Com uma atuação confortável de Madison Reyes, as melodias cativantes e uma quantidade certa de piadas sobre fantasmas, o programa ganhou meu apreço. Aproveitando a deixa, uma série interessante que acaba de sair do forno, mas que já mostrou ter tudo para dar certo, é a dramática </span><i><span style="font-weight: 400;">O Preço da Perfeição</span></i><span style="font-weight: 400;">. A trama une o melhor dos dois mundos, mistério e balé, e entrega um grande espetáculo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para fugir um pouco dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, neste ano, a última temporada da comédia americana </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu um fim merecido e gracioso aos seus personagens. Para os fãs, é quase uma missão impossível dar adeus para o programa. O seriado, por onze anos, mostrou o crescimento de personagens aos olhos do público e esteve presente na vida de muitos ao redor do mundo. O mesmo aconteceu com </span><i><span style="font-weight: 400;">Will &amp; Grace, </span></i><span style="font-weight: 400;">que, após um </span><i><span style="font-weight: 400;">revival</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2017, os fãs tiveram que se despedir novamente da série. Infelizmente, em 2020, as duas séries brilharam pela última vez em tela. </span></p>
<p><b>Séries favoritas:</b> <b>1.</b><span style="font-weight: 400;"> Modern Family (ABC) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Will &amp; Grace (NBC) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Julie and the Phantoms (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> O Preço da Perfeição (Netflix) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17490" aria-describedby="caption-attachment-17490" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17490 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1.jpg" alt="Cena da série Spin Out. Ao lado esquerdo vemos uma mulher jovem e branca, seu cabelo preto está amarrado. Ela veste uma jaqueta vermelha e esta voltada de frente para um ator. O homem jovem de cabelo curto e loiro, veste uma jaqueta azul. O fundo é desfocado com luzes." width="1170" height="660" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1-1024x578.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17490" class="wp-caption-text">Spin Out foi cancelada logo depois da primeira temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Luize de Paula</strong></p>
<p>No primeiro dia de 2020, a estreia de <em>Spin Out </em>na <em>Netflix</em> chamou a atenção de muitos quando trouxe a atriz Kaya Scodelario de volta ao mundo das séries, desta vez patinando no gelo. Apesar de ter sido cancelada após seus 10 episódios por baixa audiência, a obra é simples de assistir, e ainda aborda assuntos como a bipolaridade e o racismo, seguindo uma história delicada de patinação no gelo e superação. Essa, também abordada na minissérie <a href="https://personaunesp.com.br/nada-ortodoxa-netflix-critica/"><em>Nada Ortodoxa</em></a>, do mesmo serviço de <em>streaming</em>. &#8216;Maratonável&#8217; em um dia, é outra série que com uma história cativante, apresenta realidades diferentes mas com protagonistas fortes e inspiradoras.</p>
<p>A <em>Netflix</em> ainda conseguiu produzir duas séries que merecem ser mencionadas. A estreia da primeira temporada de <a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><em>Eu Nunca</em></a> e da última de <em>Alexa &amp; Katie</em>. Ambas séries leves, uma abordando a vida de uma adolescente de origem indiana nos Estados Unidos, baseada na juventude da atriz Mindy Kaling, e outra a história de duas melhores amigas passando pelo ensino médio e indo para a faculdade após a superação do câncer de Alexa &#8211; narrado nas primeiras temporadas. As duas valem a pena serem assistidas com um balde de pipoca ao lado.</p>
<p>O cancelamento de uma série muitas vezes não significa que ela era ruim. Um exemplo disso é <em>High Fidelity</em>, que mesmo após receber críticas positivas do público e de especialistas, não foi salva pelo <em>Hulu</em>. Seguindo uma releitura do filme de mesmo nome lançado em 2000 e protagonizado por John Cusack, a série é completa de referências ao longa e não precisa de mais nada além da trilha sonora e da atriz Zoë Kravitz como protagonista. Apesar da mistura do moderno e do <em>old school</em> não ter sido suficiente para brecar o cancelamento da série, a única temporada de <em>High Fidelity</em> foi uma das melhores do ano.</p>
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<p><b>Séries favoritas:  </b><strong>1.</strong> Spin Out (Netflix) / <strong>2.</strong> Nada Ortodoxa (Netflix) / <strong>3.</strong> Eu Nunca (Netflix) / <strong>4.</strong> Alexa &amp; Katie (Netflix) / <strong>5.</strong> High Fidelity (Hulu)</p>
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<figure id="attachment_17415" aria-describedby="caption-attachment-17415" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17415 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd.jpeg" alt="A imagem contém cena da abertura da série, com os personagens principais representados por ilustrações, cada um está em um fundo colorido. Da esquerda para direita estão representados: Jayson num fundo roxo segura um saxofone, ele possui a pele negra, cabelos escuros e veste um moletom cinza. Joey num fundo vermelho veste uma blusa branca e possui cabelo castanho claro. Sidd num fundo azul, é indiano e veste uma blusa verde militar com um agasalho azul. Leila, num fundo rosa, é asiática e veste uma blusa vermelha de gola alta, por último está Dominique num fundo amarelo vestindo, ela possui a pele negra, cabelo em tranças, e veste uma blusa listrada e argolas. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17415" class="wp-caption-text">Além da diversidade de alunos e contextos, a série também apostou na ilustração e nos quadrinhos para ajudar a compor de forma criativa a trama. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabella Siqueira</strong></p>
<p>Em um ano tão conturbado e cheio de incertezas, as obras culturais foram um grande consolo. Indo além das mesmas séries amadas que assisto em um <i>looping</i> infinito, foi difícil ignorar as produções incríveis que foram lançadas dentro e fora do s<i>treaming</i>. Exalando sensibilidade, a minissérie <a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i>Normal People</i></a> não apenas conta uma história de amor que atravessa o tempo e espaço, mas também foi convincente em retratar os problemas e inseguranças do mundo jovem adulto.</p>
<p>Lançada no começo do ano, <i>Into the Night</i> é uma boa pedida para aqueles que curtem uma ficção científica absurda. Um evento solar desastroso, um avião todo lascado e personagens estrangeiros de personalidade forte compõem a receita do sucesso da viciante obra belga. Com uma pitada de <i>Euphoria</i>, <i>Grand Army </i>foge dos padrões clichês das séries adolescentes. Contando cinco histórias paralelas de jovens de uma escola pública de Nova York, a obra conquista justamente por não amenizar nenhum dos temas abordados.</p>
<p>Entre as produções nacionais que têm sido lançadas pela <i>Netflix</i>, <a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i>Bom dia, Verônica</i></a> passa longe de ser apenas mais uma série de suspense criminal, visto que aborda a violência contra a mulher com um roteiro inteligente e um elenco impressionante. Por fim, mas não menos importante, a série russa <i>Cidade dos Mortos</i> explora a pior versão de 2020, combinando uma pandemia mortal de um vírus meio zumbi, com dramas familiares intensos nos arredores de Moscou.</p>
<p><b>Séries favoritas: </b><strong>1.</strong> Normal People (Hulu) / <strong>2.</strong> Grand Army (Netflix) / <strong>3.</strong> Into The Night (Netflix) / <strong>4.</strong> Bom dia, Verônica (Netflix) / <strong>5.</strong> Cidade dos Mortos (Netflix)</p>
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<figure id="attachment_17412" aria-describedby="caption-attachment-17412" style="width: 2400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17412 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana.jpg" alt="Cena da série Arcanjo Renegado. A imagem mostra o personagem Mikhael, interpretado pelo ator Marcelo Mello Jr., na frente de um carro forte arma e vestido com um uniforme do excército. O personagem tem a pele negra clara, cabelos raspados e olha com uma expressão séria e concentrada para fora da imagem, mirando a arma." width="2400" height="1600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana.jpg 2400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17412" class="wp-caption-text">Arcanjo Renegado está disponível no catálogo do Globoplay (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Gomes Santana</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gênero de investigação policial realmente chegou a invadir meu coração em 2020. Por isso, eu não poderia deixar de colocar </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcanjo Renegado</span></i><span style="font-weight: 400;"> em primeiro lugar da lista. Para os fãs de <em>Tropa de Elite</em> que sentem saudades de uma trama que explora os &#8216;podres da corrupção&#8217; e da tão problemática &#8216;política contra as drogas&#8217;, a série protagonizada por Marcelo Mello Jr. é uma excelente pedida.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica </span></i></a><span style="font-weight: 400;">também não pode ficar de fora. A trama busca prender a atenção dos espectadores ao expor assuntos como violência doméstica, estupro, assédio e machismo. Em terceiro lugar, podemos pontuar </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobra-kai-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que deu uma verdadeira aula de como reviver franquias de sucesso com as magníficas atuações de William Zabka e Ralph Maccio. Quem ama suspense ficou feliz em contemplar as narrativas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tell Me a Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo adaptações horripilantes dos contos dos irmãos Grimm.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim e não menos importante, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca </span></i></a><span style="font-weight: 400;">fecha a minha lista com chave de ouro. A série adolescente aborda temas como traumas, estereótipos culturais, identidade de gênero e sexualidade de maneira leve. Além disso, ela fornece o alívio cômico necessário que todos precisávamos ter para enfrentar 2020.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> Arcanjo Renegado (Globoplay) / <strong>2.</strong> Bom dia, Verônica (Netflix) / <strong>3.</strong> Cobra Kai (Netflix) / <strong>4.</strong> Tell Me a Story (Amazon Prime Video) / <strong>5.</strong> Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17476" aria-describedby="caption-attachment-17476" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17476 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1.jpg" alt="Cena da série Todas As Mulheres do Mundo. A imagem apresenta a personagem Maria Alice, interpretada pela atriz Sophie Charlotte lendo numa livraria Ela usa um vestido solto rosa claro sem mangas e seus cabelos castanhos estão presos num coque. A personagem está de pé em frente a uma estante e lê um livro. Na frente dela, do outro lado da estante, está Paulo, personagem interpretado pelo ator Emílio Dantas. Ele está encostado na estante, de lado, também lendo. O personagem usa uma camisa cinza escuro e óculos redondos pretos." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17476" class="wp-caption-text">Cena clássica do filme de 1966 reproduzida na série de 2020 Todas as Mulheres do Mundo com os personagens Maria Alice (Sophie Charlotte) e Paulo (Emílio Dantas) (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Letícia Ramalho</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ano pandêmico, assisti séries que me convidaram a reflexão e evitei as que poderiam me deixar tensa e estressada. Entre meus lançamentos preferidos está</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Midnight Gospel</span></i><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> de entrevistas que virou uma animação psicodélica. A série conta com oito episódios, cada um com um tema bom pra conversar em roda, entre eles: drogas, amor, morte, meditação. A série não pretende ser profunda, mas pode despertar interesses. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Próximo Convidado Dispensa Apresentações com David Letterman</span></i><span style="font-weight: 400;">, outra série de conversas e entrevistas, teve sua terceira temporada lançada este ano. Um dos entrevistadores mais conhecidos dos EUA conversa com quatro figuras marcantes, uma em cada episódio. No último, Letterman recebe a cantora Lizzo para uma das entrevistas mais inspiradoras do programa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com relação a produção nacional, a série que mais aguardei foi </span><i><span style="font-weight: 400;">Todas as Mulheres do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, inspirada no filme de 1966 de Domingos de Oliveira. A versão de 2020 é mais interessante para quem já conhece as obras de Domingos, as todas mulheres do mundo apresentadas na série são figuras e referências não só do filme de 1966, mas de quase todos os outros filmes do autor, uma bela homenagem. Já o final que me fez chorar foi</span> <span style="font-weight: 400;">o de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chicas Del Cable</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">As Telefonistas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para quem acompanhou os 4 anos da série e as paisagens de Madri dos anos 1920, o fim foi emocionante. Um fechamento com muita união, força, luta e amizade feminina que me fez usar batom roxo como o de Lidia. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> As Telefonistas (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> The Midnight Gospel (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Todas as Mulheres do Mundo (Globoplay) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> O Próximo Convidado Dispensa Apresentações com David Letterman (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17358" aria-describedby="caption-attachment-17358" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17358 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_.jpg" alt="Cena da série Inimigo Interno. Ao lado esquerdo da imagem vemos um homem negro. Ele veste terno e calça cinza, camisa azul e gravata vermelha, na cintura tem o distintivo de policia. Ao seu lado direto a um homem branco mais velho, ele é careca, usa óculos. Ele veste calça e terno pretos, camisa branca e gravata vermelha. Ao seu lado direto está uma mulher branca. Ela veste calça e camisa cinza e suas mãos estão entrelaçadas na altura do quadril . Seu cabelo é ruivo na altura dos ombros. Ao seu lado esquerdo há um homem branco. Ele veste calça e terno azul marinho, camisa azul e gravata cinza. Seu cabelo é preto, e na sua cintura tem o distintivo de policial. O fundo da imagem é uma sala cinza" width="1000" height="666" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17358" class="wp-caption-text">Exibida pela NBC em 2019, Inimigo Interno chegou ao Brasil este ano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Nicole Saraiva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano atípico que proporcionou a muitos tempo suficiente para colocar suas séries em dia, comigo não poderia ter sido diferente. E foi buscando novidades pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> que eu encontrei </span><i><span style="font-weight: 400;">Inimigo Interno (Enemy Within)</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma série policial com um quê de vida real que me deixou presa em cada episódio. Dinâmica e imprevisível ela te faz duvidar de tudo e te deixa na ponta da cadeira. Assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a minissérie da </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu </span></i><span style="font-weight: 400;">fez seu nome dentre os meus grandes achados deste ano, cativante e intrigante, eu nunca vi uma história tão bem contada em tão pouco tempo e isso ganhou minha atenção. Ambas conquistaram os primeiros lugares da minha lista!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gatunas (Trinkets) </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou ao fim em sua segunda temporada. Eu posso afirmar que o encerramento não decepciona nem um pouco, a série colocou todos os pingos nos </span><i><span style="font-weight: 400;">is </span></i><span style="font-weight: 400;">e me deixou com o coração quentinho ao ver a jornada de Tabitha, Moe e Elodie finalizada com um selo de missão cumprida. Já na </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Alex Rider </span></i><span style="font-weight: 400;">me pegou de surpresa, e que incrível surpresa ver mais uma vez o espião adolescente dos livros ser retratado nas telinhas! A série de suspense entrega uma trilha sonora de tirar o fôlego, uma fotografia impecável, cenários lindos e grandes atuações, não podia ficar de fora das minhas preferidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E fecho a minha lista com um dos lançamentos mais esperados de todos: </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay </span></i><span style="font-weight: 400;">no melhor momento possível! O </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação Viva a Diferença (2017) </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história de Tina, Lica, Benê, Ellen e Keyla 5 anos após o fim da novelinha. Com temas mais adultos, muitas provocações e cenas bem mais explícitas, a série de Cao Hamburguer veio para acabar com o estigma de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação </span></i><span style="font-weight: 400;">só entretém o público mais jovem. Além de quebrar muitos tabus da própria emissora e isso só fez com que eu me apaixonasse de novo por essa história. Aqui vai um </span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler</span></i><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> em breve você poderá ler a crítica dessa série comigo aqui no Persona, então se prepare!</span></p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> Inimigo Interno (NBC) / <strong>2.</strong> Little Fires Everywhere (Hulu) / <strong>3.</strong> Gatunas (Netflix) / <strong>4.</strong> Alex Rider (Amazon Prime Video) / <strong>5.</strong> As Five (Globoplay)</p>
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<figure id="attachment_17493" aria-describedby="caption-attachment-17493" style="width: 850px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17493 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020.jpg" alt="Cena da série High Fidelity. Ao lado esquerdo vemos uma mulher jovem e negra. Ela veste colete verde e jaqueta preta. Seu cabelo está com tranças e suas mãos estão apoiadas em caixas de discos. Ao centro da imagem vemos um homem branco sentado numa caixa de discos. Ele tem barba e cabelo cacheado. Veste camiseta preta e calça marrom. Há um relógio em seu braço esquerdo. No seu lado direto há uma mulher negra, ela tem cabelo liso na altura dos ombros. Veste regata preta e calça vermelha. Ao fundo é possível ver vários discos de vinil espalhados pela parede." width="850" height="510" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020.jpg 850w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020-300x180.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17493" class="wp-caption-text">High Fidelity foi cancelada prematuramente pelo Hulu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faz tempo que seriados já não são considerados apenas entretenimento e escapismo. Mas, nossa, como precisamos desses elementos em 2020. Acabei encontrando, sim, conforto nas produções para a TV, mas não fugindo da realidade. E sim me aproximando de sentimentos humanos, algo que perdemos quando nossos afetos se reservaram ao campo virtual. E quer experiência mais visceral e humana que </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? A obra-prima de Michaela Coel é um testemunho do quão certeiro, triste e engraçado o texto para televisão pode ser. Foi ao ar pela </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, canal responsável pela maioria dos <em>shows</em> que me conquistaram este ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, outro trunfo da emissora, senti o sabor agridoce e gostoso do litoral italiano e das descobertas da adolescência, como nunca vistas antes. Uma velha queridinha, </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Insecure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também me arrebatou em sua quarta (e hilária) temporada, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lovecraft-country-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lovecraft Country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nas mãos de Misha Green, levou o terror social a novos níveis. Mudando de canal, </span><i><span style="font-weight: 400;">High Fidelity</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu </span></i><span style="font-weight: 400;">protagonizada pela musa Zoë Kravitz &#8211; é um dos tesouros escondidos do ano. Mas seu cancelamento precoce, em agosto, nos lembra do período áspero e difícil que foi 2020. Tenho esperanças de renovação, vacinas e mais séries incríveis para o novo ano. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1. </b><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You (HBO) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Insecure (HBO) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> We Are Who We Are (HBO) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">High Fidelity (Hulu) /</span><b> 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Lovecraft Country (HBO)</span></p>
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<figure id="attachment_17395" aria-describedby="caption-attachment-17395" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17395 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1.jpg" alt="Cena do desenho Steven Universe. A imagem mostra 7 personagens da série que estão de frente, e a câmera está um pouco para baixo. Elas estão de olhos fechados e sorrindo. Ao fundo, há um céu azul com nuvens. As personagens estão em cima de uma plataforma azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17395" class="wp-caption-text">Steven Universo Futuro terminou de ser exibida em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Fellipe Gualberto</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda um pouco desprevenido com o início da pandemia (como todos estavam no começo do ano), fui pego de surpresa pelo final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Steven Universo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em sua nova série limitada, chamada </span><i><span style="font-weight: 400;">Steven Universo Futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rebecca Sugar trouxe uma rápida visão sobre a adolescência de Steven, concluiu o arco de alguns personagens e emocionou os fãs com um final pautado em saúde mental. Toda a temporada teve um clima póstumo, o que não significa que não houve diversão e gratidão por parte dos fãs a todos os momentos vividos nessa série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto são as produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, posso citar duas que me chamaram a atenção esse ano. A primeira é </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, continuação indireta de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Residência Hil</span></i><span style="font-weight: 400;">l, a série seguiu a linha de trazer um terror mais reflexivo e com menos </span><i><span style="font-weight: 400;">jump scares</span></i><span style="font-weight: 400;">. A história de um cozinheiro que se apaixona por uma fantasma nos encheu de ternura. Todos os medos e monstros da produção podem ser entendidos como metáforas para situações da vida real, como famílias desestruturadas e problemas em relacionamentos amorosos. A segunda é </span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ratched</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inspirada no universo do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Estranho no Ninho</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trama conta a história da enfermeira Ratched, com uma estética atraente e a atuação consagrada de Sarah Paulson, os episódios tem um humor suave que quase passa despercebido mas, ainda assim, arranca risos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra animação que vale a pena assistir é </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars &#8211; O Lobo Bom</span></i><span style="font-weight: 400;">. O anime explora uma sociedade formada por animais, com embates entre carnívoros e herbívoros, e teve coragem de ter uma trama mais adulta e com imagens mais explícitas, indo onde outras produções do gênero, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Zootopia</span></i><span style="font-weight: 400;">, não tiveram coragem. No final do ano, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">deu aos fãs de desenhos um presente de natal: a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hilda</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conseguiu ser tão prazerosa de se assistir quando a primeira. A mitologia nórdica é tratada de maneira delicada, os cenários são deslumbrantes e o traço fluído torna a obra deliciosa de se assistir, sendo muito cativante com seus episódios muito bem encadeados.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Steven Universo Futuro (Cartoon Network) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Hilda (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Ratched (Netflix) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Beastars &#8211; O Lobo Bom (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17392" aria-describedby="caption-attachment-17392" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17392 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Na imagem, podemos observar vários personagens da série sentados lado a lado num auditório em perspectiva. O primeiro deles, posicionado do lado esquerdo da imagem, é o personagem Eric, interpretado pelo ator Ncuti Gatwa. Ele tem a pele negra, cabelos raspados e usa uma blusa colorida e com uma expressão surpresa, escondendo os lábios. Do lado direito dele, está Otis, interpretado pelo ator Asa Butterfield. Ele é branco, seus olhos são azuis e os cabelos num tom de castanho escuro. Ele usa uma camiseta listrada branca e amarela e também tem uma expressão surpresa, mista de curiosidade e constrangimento. Do lado de Otis está Ola, interpretada pela atriz Patricia Allison. Ela tem a pele negra e seus cabelos crespos e castanhos são raspados na lateral e médios na parte de cima, formando um topete. Ela conserva a mesma expressão de curiosidade, constrangimento e riso, e usa uma jaqueta verde escura. Ao lado dela, no lado direito da imagem, está a personagem Lily, interpretada por Tanya Reynolds. Ela é branca, seus cabelos castanhos estão presos e ela usa uma blusa amarela embaixo de uma camiseta laranja. Sua expressão também é de curiosidade." width="1620" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17392" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Sex Education foi lançada em janeiro de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Marcílio</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020 foi um ano complicado e isso ninguém pode negar. Entretanto, tivemos diversas surpresas nas produções audiovisuais ao redor do mundo. Hoje, presos em casa, as séries são nosso momento de alívio e pausa. Pensando nisso, resolvi formar meu top 5 com as produções que foram além de um simples momento na frente da televisão. É preciso mais do que uma boa história. </span><span style="font-weight: 400;">Entre romances, jovens e um pingo de história, as escolhidas trouxeram tudo o que faltava na vida real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando pela segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;">, várias reviravoltas embalaram essa nova fase. Os personagens que antes eram meros adolescentes, agora estão tendo de lidar com as responsabilidades de amadurecer. Ainda nessa temática, </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-am-not-okay-with-this-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I Am Not Okay With This</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma boa receita: juventude, descoberta e superpoderes. Não, isso não foi um erro de digitação. Superpoderes. Confesso que, de primeira, fiquei insegura com essa temática, já que poderia dar muito errado. Mas deu certo, e é uma das séries mais interessantes desta lista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um gênero completamente diferente,</span> <a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi uma das melhores descobertas deste ano. Comecei com medo e terminei chorando &#8211; o verdadeiro significado de ‘essa série virou um enterro’. Amei o rumo que o roteiro decidiu tomar e a profundidade da história, foi uma grande surpresa. Além disso, a fotografia e as atuações são de tirar o fôlego. Com muita representatividade, diálogos sagazes e personagens apaixonantes essas produções me fizeram refletir, enquanto ria de um roteiro fluído. Algumas são obrigatórias para sair de 2020 com o pé direito, sem deixar que a realidade nos consuma por completo. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Sex Education (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> I Am Not Okay With This (Netflix) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">The Great (Hulu) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere (Hulu)</span></p>
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<figure id="attachment_17457" aria-describedby="caption-attachment-17457" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17457 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127.jpg" alt="Cena dos bastidores da série The Good Place. O elenco principal está se abraçando ao redor do ator Ted Danson, que interpreta o personagem Michael na série. Ele está ao centro, usando um terno azul escuro vivo sob uma camisa branca e uma gravata borboleta azul clara de bolinhas brancas. Ele é branco, seus cabelos curtos são num tom claro de cinza, quase branco, e ele usa um óculos redondo preto. Do lado esquerdo da imagem, o primeiro personagem é Jason, vivido pelo ator Manny Jacinto. Ele é asiático, seus cabelos castanhos são curtos e ele usa uma jaqueta azul e vermelha. Ao lado dele está a atriz Jammela Jamil, que interpreta a personagem Tahani. Sua pele é negra clara e ela tem longos cabelos ondulados num tom de castanho escuro e usa uma franja sob a testa. Ela usa um vestido florido roxo que aparece pouco por conta de seu cabelo comprido e dos braços de seus colegas. Do lado direito do ator Ted Danson está a atriz D'Arcy Carden. que interpreta a personagem Janet na série. Ela usa o figurino típico de sua personagem, uma camisa florida de fundo branco com flores azuis e um colete roxo. Sua pele é branca e seus cabelos castanhos tem um comprimento médio e estão ondulados. Ao lado direito dela, está o ator William Jackson Harper, que interpreta o Chidi na série. Ele tem a pele negra, cabelos curtos e pretos. Ele usa uma camisa azul escura com bolinhas brancas e um óculos quadrado de armações grossas e pretas. Do lado direito dele, por fim, está a atriz Kristen Bell, que interpreta a protagonista da série, Eleanor. Ela é branca, seus cabelos são médios, lisos e loiros. Ela usa uma blusa de moletom rosa pink. Todos estão de olhos fechados e abraçando uns aos outros, fotografados de frente e da cintura para cima." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17457" class="wp-caption-text">Os episódios finais de The Good Place foram exibidos em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Pedro Gabriel</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fazer uma recapitulação de tudo o que eu assisti nesse ano, percebi que diferentes momentos me fizeram apreciar diferentes produtos. Me entreguei no fim da esnobada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que teve um final digno: os caminhos que a série estava tomando não poderiam ser encerrados de uma forma melhor. Tudo tem sua hora de acabar, caso contrário, acaba se perdendo em sua grandiosidade. Ainda nas grandiosidades de início de ano, não poderia esquecer de uma das melhores séries de </span><i><span style="font-weight: 400;">high school</span></i><span style="font-weight: 400;"> da atualidade. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve sua segunda temporada, e abordou os temas da primeira de forma muito mais assertiva. Ela extraiu o melhor do seu elenco de peso, mostrou o adolescente como jovem que não entende tudo da vida, e emocionou com sua empatia em assuntos tão pesados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que a comédia tenha sido a principal fonte de entretenimento durante o ano, as histórias fantásticas e surreais me prenderam muito. Entre elas, está </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que voltou para um segundo ano muito melhor que o primeiro. Com um ritmo mais frenético, personagens marcantes, e muitas explosões de cabeças, a série proporcionou diferentes reações, e instigou seus telespectadores durante sua exibição. Vale ressaltar que foi um grande acerto a exibição semanal dos episódios. Além disso, a produção acerta em entregar os paralelos do mundo real, mostrando as atitudes absurdas que as pessoas tomam, e a hipocrisia de marcas e famosos ao engajarem em causas por conta do dinheiro, ou pelo poder. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas séries que me emocionaram durante o ano: primeiro foi a biografia da </span><a href="https://personaunesp.com.br/hebe-minisserie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mesmo com todos os problemas, ainda mostrou o poder do audiovisual brasileiro. Andrea Beltrão, magnífica como a Rainha da TV brasileira, entregou uma performance surpreendente, junto com uma narrativa que aprofunda em muitos momentos fora da tela. A outra, foi a delicadeza na construção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Victor</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção veio para fazer um contraponto com os fatos ocorridos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, mesmo profundo e avassalador, tinha sido criticado por ser muito utópico na vida de muitos jovens. A série mostra desde o início que Victor também acha isso, e traz um retrato mais real desse processo de aceitação, e os dramas que ele traz para a pessoa em si e para as que o rodeiam. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> The Good Place (NBC) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">Sex Education (Netflix) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">The Boys (Amazon Prime Video) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Hebe (Globoplay) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Love, Victor (Hulu)</span></p>
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<figure id="attachment_17487" aria-describedby="caption-attachment-17487" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17487 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove.jpg" alt="Cena dos bastidores da série Nasce uma Rainha. Ao lado esquerdo está a drag queen Alexia Twister. Ela usa uma peruca loira lisa na altura dos ombros e franja. Ela usa brinco de argola amarelo. Sua roupa e sua maquiagem também são amarelas. No lado direito vemos a Drag Queen Glória Groove. Sua peruca é amarela e cacheada. Sua maquiagem também é amarela. Sua roupa é branca com manchas amarelas, azuis e vermelhas. Ela usa luvas brancas." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17487" class="wp-caption-text">Alexia Twister e Glória Groove, as apresentadoras da série Nasce Uma Rainha, apresentam looks icônicos a temporada toda (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Eduarda Motta</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das limitações impostas pela pandemia do novo coronavírus às gravações de filmes e séries, houveram grandes lançamentos este ano, inclusive dentre as produções nacionais. A respeito das séries, podemos destacar </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nasce Uma Rainha</span></i><span style="font-weight: 400;">, ambas disponíveis na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. O destaque merecido vem pela representatividade que elas carregam: a primeira de forma a transbordar intensidade trazendo à tona o feminicídio com toda a seriedade necessária. Já o programa protagonizado por Gloria Groove e Alexia Twister é responsável por trazer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> o merecido destaque à cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira e mais, auxilia </span><i><span style="font-weight: 400;">drags</span></i><span style="font-weight: 400;"> iniciantes a se profissionalizarem com um bom toque de intimidade, para além do </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Internacionalmente, as séries que mais tiveram destaque, na minha opinião, foram </span><i><span style="font-weight: 400;">Supernatural</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelo lançamento de sua última temporada. Junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i><span style="font-weight: 400;">, que está na quarta parte da trama, e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que chegou em sua segunda temporada. Com um clima completamente diferente dos primeiros anos, a </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Supernatural </span></i><span style="font-weight: 400;">veio com cenas intimistas entre os protagonistas e com a atmosfera mais pesada do que nunca. Pois, além de terem que, mais uma vez, tentar impedir o fim do mundo, os irmãos Winchester têm que lidar com a possibilidade de um matar o outro no final, o que eleva a tensão e o medo do futuro para eles e para os fãs, pois o desfecho nunca foi tão imprevisível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a quarta parte da série dos criminosos,</span><i><span style="font-weight: 400;"> La Casa de Papel,</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa a desejar em relação à sua primeira temporada, porém ainda merece destaque por mostrar ação em conjunto com um plano de roubo tão inteligente quanto o que deu início à trama. Além disso, houve um melhor desenvolvimento da personalidade de um dos personagens mais queridos pelo público &#8211; o complexo Berlim. Agora, o maior amadurecimento de enredo vai para </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em sua segunda temporada, as jornadas dos personagens, bem como seu desenvolvimento, está em primeiro plano, porém sem que as sátiras características da série fossem esquecidas. Isso mostra que a trama pode ir além do deboche sobre a cultura dos heróis e se aprofundar numa história mais rica e envolvente.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Nasce Uma Rainha (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Bom dia, Verônica (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Supernatural (The CW) /</span><b> 4.</b><span style="font-weight: 400;"> La Casa de Papel (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> The Boys (Amazon Prime Video)</span></p>
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<figure id="attachment_17514" aria-describedby="caption-attachment-17514" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597.jpg" alt="Cena da série O Preço da Perfeição da Netflix. A imagem é de um estúdio de balé com piso de madeira e iluminação natural. Há 9 meninas que formam um triângulo como estão posicionadas. Elas estão vestidas com roupas pretas idênticas com coque nos cabelos. Na fotografia também há um homem branco, jovem com barba e bigode. O homem usa camiseta cinza e calça preta." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17514" class="wp-caption-text">A série O Preço da Perfeição trata da situação de uma escola de balé após um trágico acidente com uma das alunas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Beatriz Rodrigues</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o mundo acabava, e não passava nenhum <em>reality show</em> na TV para me alienar, precisei recorrer a séries e filmes para não surtar ainda mais. Por mais que tenham sido entregues várias novas oportunidades neste ano, minhas apostas para o entretenimento focaram em produções já iniciadas, e <a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><em>Modern Family</em></a> ocupou meu coração, me fazendo viciar na comédia e sair um pouco dessa realidade. Mas o primeiro lugar do meu pódio foi ocupada pela grandíssima, e esnobada, </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. A série que mistura comédia e filosofia, teve sua finalização este ano, e me fez ter mais vontade ainda de embarcar para um Bom Lugar no meio desse caos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, o segundo ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">T<em>he Umbrella Academy</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> foi ainda mais emocionante do que esperava. A história dos Hargreeves  nessa temporada me fez roer as unhas e chorar pela história e para a <em>Netflix</em>, implorando por uma terceira parte. Embora tenha sido lançada há poucos dias, <em>O Preço da Perfeição</em> estreou na <em>Netflix</em> trazendo uma versão de <em>Elite</em> numa escola de Balé. Essa série com certeza foi uma das melhores produções deste ano, trazendo drama, suspense e a realidade obscura do mundo da dança com coreografias e uma história de tirar o fôlego. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção que não poderia faltar no meu <em>ranking</em> é a segunda temporada de </span><em><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></em><span style="font-weight: 400;">, que, mais uma vez, surpreendeu e conquistou pontos com seu público. Agora, com os adolescentes amadurecendo, os assuntos tratados continuam sendo representados de forma sensata e responsável. O último lugar foi contemplado com a minha maior surpresa de 2020: a série </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. O meu ano foi recheado de comédias e a história de Devi não poderia ficar de fora dessa lista.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> The Good Place (NBC) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> The Umbrella Academy (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> O Preço da Perfeição (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Sex Education (Netflix)/  </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17449" aria-describedby="caption-attachment-17449" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17449 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987.jpg" alt="Cena da série Bridgerton. Phoebe Dynevor, à esquerda, uma mulher branca de 25 anos está de vestido azul. Seu cabelo é castanho e comprido, e ela usa luvas até depois dos cotovelos. A sua frente, está Regé-Jean Page, um homem negro de trinta anos. Ele usa um paletó preto e possui cabelo curto preot. Ele tem barba rala e bigode. Os dois se encaram, de perfil." width="1280" height="705" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-1024x564.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-1200x661.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17449" class="wp-caption-text">Julie Andrews é quem narra a série Bridgerton como Lady Whistledown, e não seria por menos&#8230; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Caroline Campos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada como maratonar por dois dias seguidos um seriado delicioso enquanto o mundo acaba. Controle preparado, cobertor em mãos e chocolate no colo: hora de fugir de 2020. E assim seguimos desde março, sendo bombardeados pelos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um clássico esquema de oferta e procura. No meio disso tudo, é quase impossível montar um </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">com os melhores produtos que nos foram apresentados, que transita de vampiros tapados até uma versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> da aristocracia britânica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minha primeira colocada foi um amor espontâneo e inesperado. Quem diria que, para uma leiga como eu, o xadrez pudesse ser tão atrativo. Beth Harmon roubou meu coração, e a minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi o maior sucesso do ano &#8211; alguém mandaria um buquê de rosas para Anya Taylor-Joy por mim? Acompanhar a vida desequilibrada da enxadrista prodígio foi uma aventura angustiante, seja pelas vitórias ultra comemoradas ou pelas recaídas assustadoras. E não podemos negar que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">nos encheu de obras interessantes (tanto quanto genéricas). A vida de Devi, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi a melhor comédia-que-pode-facilmente-te-levar-a-lágrimas do meu </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;">. A jovem e talentosa Maitreyi Ramakrishnan, acompanhada do elenco diverso, transformaram a série em um fenômeno, e sigo ansiosa para a continuação da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, como se não fosse suficiente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrou no catálogo do serviço no dia de Natal. Que presente, meus amigos, que é acompanhar uma temporada inteira das idas e vindas entre Daphne Bridgerton e o Duque de Hastings. O casal possui uma química palpável por todos os oito episódios, e o resto dos personagens, a nobreza britânica do séc. XIX, são um <em>show</em> à parte. Bem, se eu pudesse me alongar, vocês não sairiam daqui tão cedo&#8230; Migrando para a plataforma ao lado, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deu um segundo ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> caótico, quase beirando a perfeição. Capitão Pátria ganha cada vez mais camadas com o passar do tempo, como uma grande cebola psicótica. Rainha Maeve continua incrível. Eu amo a Kimiko. Essas são as informações necessárias. Próxima. Por fim, mas não em última colocada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do In The Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi a minha cota de saudades-de-</span><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;">Office</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os vampiros da </span><i><span style="font-weight: 400;">FX </span></i><span style="font-weight: 400;">são excepcionalmente burros, curiosamente charmosos e extremamente hilários. Também na sua segunda temporada, os episódios de 20 minutos são deliciosos de assistir, e eu não me cansarei tão cedo.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> O Gambito da Rainha (Netflix) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">The Boys (Amazon Prime Video) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">What We Do In The Shadows (FX) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Bridgerton (Netflix) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17454" aria-describedby="caption-attachment-17454" style="width: 1253px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17454 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3.jpeg" alt="Cena da série Dark. Do lado enquerdo há um rapaz branco de cabelo liso na altura das orelhas e loira. Ele veste jaqueta preta. Ele está abraçado com uma mulher branca de cabelo preto e franja. Ela veste jaqueta amarela e está com as mãos no pescoço dele. O fundo é uma floresta desfocada." width="1253" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3.jpeg 1253w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-300x162.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-1024x552.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-768x414.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-1200x646.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17454" class="wp-caption-text">Há quem fale o contrário, mas Dark deu uma aula sobre como encerrar uma série de forma digna e no tempo certo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva</strong></p>
<p>Como se pode notar pelos comentários acima, as séries foram um dos melhores refúgios para a realidade assombrosa de 2020. Em minha busca incansável pelos <em>streamings,</em> resgatei diversas comédias, como <em>The Office </em>e <em>Community,</em> que serviram como um abraço caloroso ao final de dias exaustivos. E dei continuidade a colegas do passado: <a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><em>The Umbrella Academy </em></a>e <em>Sex Education </em>lançaram segundas temporadas mais que surpreendentes, enquanto <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/">The Good Place</a> </em>e <a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><em>Modern Family</em></a> encerraram sua jornada de forma comovente, e já estão deixando saudades.</p>
<p>Mas 2020 também foi um momento de me desbravar por outros gêneros, como o da ficção científica, e nele encontrei <em><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/">Dark</a>.</em> Com certeza, foi uma de minhas maratonas mais emocionantes, algo muito coerente para uma trama que nos faz aventurar junto com os seus personagens. As minisséries foram uma ótima alternativa para aproveitar conteúdos densos de forma mais rápida. <a href="https://personaunesp.com.br/mrs-america-critica/"><em>Mrs. America</em></a> é uma das maiores produções deste ano, com uma narrativa atemporal e extremamente necessária. E <em><a href="https://personaunesp.com.br/i-know-this-much-is-true-critica/">I Know This Much Is True</a> </em>segue a mesma linha, ambas mais que merecedoras de terem ganhado seus<em> Emmys</em> de atuação.</p>
<p>Não poderia faltar mencionar a grandiosa <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/">The Boys</a>,</em> que entregou uma segunda temporada superior à sua primeira (uma tarefa não muito fácil). Os personagens caricatos e as analogias diretas à nossa realidade formaram o verdadeiro <em>rir para não chorar.</em> E, falando em realidade, deixo aqui uma série que diz muito sobre o cotidiano das mulheres no Brasil, e talvez a melhor produção nacional da <em>Netflix </em>até hoje: <em><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/">Bom dia, Verônica</a>. </em>Por fim, coloco no meu pódio não as séries que me trouxeram alegria para os dias difíceis, e sim, as que foram um soco no estômago mais que necessário. E que, talvez, se todos assistissem à essas produções e refletissem um pouco, 2021 poderia ser um ano bem melhor.</p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> I Know This Much Is True (HBO) / <strong>2. </strong>Mrs. America (FX) /<strong> 3. </strong>Dark (Netflix) / <strong>4.</strong> The Boys (Amazon Prime Video) / <strong>5. </strong>Bom dia, Verônica (Netflix)</p>
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