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	<title>Arquivos Live Action &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Live-action de Lilo &#038; Stitch relembra como o amor familiar pode ser de outro mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 12:10:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Letícia Hara e Evelyn Hara  Lançado em 2002, Lilo &#38; Stitch ganhou sua versão remake após 23 anos de lançamento. Mesmo antiga, a animação nunca deixou de ser popular entre crianças e adultos. A nova aposta da Disney faz parte de uma coleção de mais de 20 filmes em live-action, tal como Aladdin, sendo uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/liloestitch-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Live-action de Lilo &#038; Stitch relembra como o amor familiar pode ser de outro mundo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35505" aria-describedby="caption-attachment-35505" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-35505 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo1-800x451.png" alt="Cena do filme live-action mostrando Lilo, uma menina de cabelos longos, vestindo uma camisa vermelha com estampas florais brancas, inclinando-se para dar um beijo no nariz de Stitch, o personagem alienígena azul. Stitch tem uma aparência felpuda e realista, com orelhas grandes e olhos expressivos. Ele está usando um colar de flores amarelas e ambos estão em um quarto com um pôster embaçado ao fundo. A cena transmite um momento de carinho e conexão entre os dois personagens." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo1-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo1-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo1-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo1-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo1.png 1276w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35505" class="wp-caption-text">“Ohana quer dizer família e família quer dizer nunca abandonar ou esquecer” (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Letícia Hara e Evelyn Hara </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2002, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lilo &amp; Stitch</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganhou sua versão </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> após 23 anos de lançamento. Mesmo antiga, a animação nunca deixou de ser popular entre crianças e adultos. A nova aposta da Disney faz parte de uma coleção de mais de 20 filmes em </span><a href="https://recreio.com.br/noticias/entretenimento/alem-de-lilo-e-stitch-5-melhores-live-actions-da-disney-segundo-recreio.phtml"><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tal como </span><a href="https://personaunesp.com.br/aladdin-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Aladdin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sendo uma readaptação a qual </span><span style="font-weight: 400;">pretende manter a essência do original, mas que também prometia surpreender os antigos e novos fãs com a inserção de novos personagens.</span></p>
<p><span id="more-35504"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, protagonizado por </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/elenco-do-live-action-de-lilo-stitch-veja-os-atores-e-seus-personagens/"><span style="font-weight: 400;">Maia Kealoha</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Lilo, conta a história da garotinha na ilha do Havaí, onde vive com sua irmã Nani (</span><span style="font-weight: 400;">Sydney Agudong), sua única família após a trágica morte de seus pais. Por esse motivo, Nani é responsável por criar sua irmã e ao mesmo tempo tenta se manter em um emprego fixo para se sustentar. Enquanto isso, para além da Terra, está Stitch, ou ainda nomeado experimento 626, o qual escapa da prisão intergaláctica e chega até a o planeta azul. Stitch é uma das muitas criações de Jumba, sendo produzido com o objetivo de destruir de tudo que toca, e assim, é condenado ao exílio por não “</span><i><span style="font-weight: 400;">possuir nada de bom</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<figure id="attachment_35509" aria-describedby="caption-attachment-35509" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-35509 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Lilo2-800x375.jpg" alt=" Cena do filme mostrando a família dentro de um carro em movimento. Stitch, o personagem azul alienígena, está no banco do motorista, com uma expressão travessa e as mãos no volante. Ao lado, está Nani com cabelo preso, vestindo uma camisa azul com estampa floral, olhando surpresa para a situação. No banco ao lado, Lilo, uma menina com cabelos longos, usando uma camiseta vermelha com estampas florais e um macacão jeans, cobre a boca enquanto ri. A paisagem ao fundo mostra uma estrada ensolarada com árvores e montanhas, indicando uma área tropical. A cena mistura humor e caos, com Stitch aparentemente ‘dirigindo’ o carro." width="800" height="375" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Lilo2-800x375.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Lilo2-1024x480.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Lilo2-768x360.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Lilo2-1536x720.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Lilo2-1200x563.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Lilo2.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35509" class="wp-caption-text">O remake mantém os personagens principais, mas insere novos, fazendo com que a narrativa seja alterada bruscamente em algumas cenas (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A animação e o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lilo &amp; Stitch</span></i><span style="font-weight: 400;"> transmitem uma mensagem central poderosa sobre a importância da família, da aceitação e da empatia. A principal lição da obra é expressa pela frase: &#8220;</span><a href="https://www.gazetasp.com.br/gazeta-mais/curiosidades/lilo-e-stitch-palavra-ohana-tem-outro-significado-veja-qual/1156496/"><i><span style="font-weight: 400;">Ohana</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> quer dizer família. Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Essa ideia permeia toda a narrativa e ressalta que os laços familiares não precisam ser limitados por fatores biológicos ou convencionais para serem verdadeiros e significativos. </span><span style="font-weight: 400;">E não poderiam faltar também, grandes sucessos musicais de Elvis Presley na trilha sonora, os quais fizeram o </span><a href="https://www.goldradio.com/artists/elvis-presley/lilo-stitch-soundtrack/#:~:text=The%20songs%20are%20evergreen%20classics,get%20into%20the%20movie%2C%20too.&amp;text=It%20wasn't%20just%20Elvis's,and%20he%20always%20came%20home.%22&amp;text=Of%20course%2C%20Lilo%20&amp;%20Stich%20was,THREE%20movies%20set%20in%20Hawaii.&amp;text=It%20was%20in%201961%20that,be%20broadcast%20around%20the%20world."><span style="font-weight: 400;">sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> da animação. Já no trailer é possível ouvir a clássica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=emjLXdsj6xA"><i><span style="font-weight: 400;">Devil in Disguise</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> divide a opinião do público fã da narrativa. Além de inserir novos personagens na trama (a assistente social e uma parente de David), também foram removidas cenas importantes para o desenvolvimento de Stitch enquanto personagem,  como quando ele se identifica com a história do </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/fjg_jJOSlWE"><span style="font-weight: 400;">patinho feio</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além de que com a </span><a href="https://www.omelete.com.br/disney/lilo-e-stitch-diretor-explica-ausencia-personagem"><span style="font-weight: 400;">retirada de Gantu</span></a><span style="font-weight: 400;">, vilão principal da animação original, o criador de Stitch, Jumba, não entra para a família ao final do filme. Pode-se ter a impressão de que, além de faltarem cenas, o filme corre muito rápido pela narrativa, sem aprofundar o desenvolvimento pessoal dos personagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora as alterações na história, a produção também difere da </span><a href="https://recreio.com.br/noticias/entretenimento/lilo-stich-por-que-stitch-e-condenado-exilio-na-terra.phtml"><span style="font-weight: 400;">animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua apresentação estética. Quem esperava um Havaí em cores vibrantes, assim como no filme original, provavelmente se decepcionou, uma vez que o </span><i><span style="font-weight: 400;">live action </span></i><span style="font-weight: 400;">optou por cores mais sóbrias, sem exagerar em tons e temperaturas, o que, apesar de fazer sentido para o formato, passa a sensação de que o filme perdeu um pouco daquela magia infantil que flutua pela nossa memória.</span></p>
<figure id="attachment_35508" aria-describedby="caption-attachment-35508" style="width: 751px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-35508 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo3.png" alt="Texto alternativo: Cena da animação Lilo &amp; Stitch mostrando o vilão Gantu, o grande personagem alienígena de pele cinza e uniforme preto com detalhes vermelhos, segurando um contêiner cilíndrico transparente. Dentro do recipiente, é possível ver Stitch capturado, enquanto Gantu exibe um sorriso maléfico e confiante. O fundo mostra o céu azul com algumas nuvens e árvores verdes, destacando o contraste entre a expressão intimidadora de Gantu e o ambiente tropical e tranquilo. A cena sugere um momento de tensão e captura" width="751" height="413" /><figcaption id="caption-attachment-35508" class="wp-caption-text">Gantu, ao ser removido como vilão principal, impede que Jumba faça parte da Ohana (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha da Nani de abrir mão da guarda de Lilo para poder perseguir seus sonhos pode gerar um </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/mudancas-no-live-action-de-lilo-stitch-dividem-a-web-veja"><span style="font-weight: 400;">desconforto</span></a><span style="font-weight: 400;">, visto que a mensagem principal da obra seria de “</span><i><span style="font-weight: 400;">nunca abandonar ou esquecer</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Apesar de Lilo encerrar o filme sendo cuidada por David e sua família, o personagem não teve tanta relevância no decorrer da trama, tal como na animação. Outro tema trabalhado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a negligência de Nani, tanto em questões financeiras como também  emocionais, passando a impressão de que ela não se mostraria presente em momentos importantes da vida de Lilo. O longa focou em apresentar mais detalhadamente a relação familiar entre as irmãs, porém isso não foi desenvolvido de forma natural, de modo que Lilo parecia ser um </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/a-mudanca-que-mais-incomoda-no-live-action-de-lilo-stitch/"><span style="font-weight: 400;">fardo</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Nani e a irmã mais velha, negligente com a caçula. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a rapidez dos acontecimentos pareceu diminuir o desenvolvimento entre Lilo e Stitch. Ainda assim, pode ser uma nova forma de pensar o sacrifício de Nani em deixar sua irmã nas mãos de uma nova família, para que ela possa seguir seu sonho de estudar em outro estado dos EUA, fazendo com que saia do papel de mãe, muitas vezes esperado das </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz90qw72214o#:~:text=Por%20que%20isso%20acontece,-Pule%20Whatsapp%20e&amp;text=Ela%20sugere%20que%20as%20filhas,meninos%2C%20com%20base%20no%20g%C3%AAnero."><span style="font-weight: 400;">irmãs mais velhas</span></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, muitos fãs da animação percebem que o primeiro filme fazia uma clara crítica ao </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/lilo-stitch-analista-polemica-ohana"><span style="font-weight: 400;">colonialismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> americano em terras havaianas, enquanto que o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa a ideia de que Nani seria mais feliz se seguisse o ‘</span><a href="https://vm.tiktok.com/ZMSU19nM3/"><span style="font-weight: 400;">sonho americano</span></a><span style="font-weight: 400;">’, deixando de lado sua terra natal.</span></p>
<figure id="attachment_35507" aria-describedby="caption-attachment-35507" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35507" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo4-800x534.jpg" alt="cena do filme Lilo &amp; Stitch, onde Lilo e Stitch estão dançando em uma feira da cidade. Lilo usa um vestido amarelo com folhas verdes e Stitch uma saia de folhas verdes. Ao fundo, há barris com frutas frescas à venda. O cenário tem cores tropicais em tons de aquarela." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo4-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo4-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35507" class="wp-caption-text">O remake mantém a essência da cultura havaiana, presente nas roupas e músicas. (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos podem também se perguntar: mas e aquela </span><a href="https://www.diariodolitoral.com.br/diario-mais/quem-e-a-stitch-rosa-que-esta-cada-vez-mais-dominando-as-lojas/191753/"><span style="font-weight: 400;">Stitch rosa</span></a><span style="font-weight: 400;">? O interesse amoroso de Stitch, Angel ou experiência 624, a qual tem aparecido em muitos produtos oficiais da Disney, não ganhou protagonismo</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ela foi inicialmente apresentada no episódio 37 da primeira temporada de </span><a href="https://youtu.be/iRTEdxpMiRo?si=55PkFw6uiDZii13T"><i><span style="font-weight: 400;">Lilo &amp; Stitch: A Série</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que foi ao ar em 5 de janeiro de 2004, no episódio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kX4wbaMVt-4"><i><span style="font-weight: 400;">Angel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Posteriormente, Angel aparece com maior frequência na série anime</span><i><span style="font-weight: 400;"> Stitch!</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em 2008, na qual a protagonista não é mais a Lilo, e sim Yuna. Por isso, é possível que ela só seja introduzida em futuros projetos da empresa. No entanto, no filme há um </span><i><span style="font-weight: 400;">easter egg</span></i><span style="font-weight: 400;"> onde podemos vê-la como opção para a transformação de Stitch.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Lilo conquistou os corações do público, por ser uma garota esperta e decidida, mas que sofria bullying entre as colegas por ser ‘esquisita’. Enquanto isso, seu futuro companheiro Stitch é perseguido universalmente por ser um criminoso e não tem com quem contar. Quando se encontram, percebem que o amor de </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/as-7-frases-de-lilo-e-stitch-que-ficaram-na-sua-memoria"><span style="font-weight: 400;">família</span></a><span style="font-weight: 400;"> não precisa conter laços sanguíneos. Além disso, Stitch, inicialmente inteligente, interesseiro e indestrutível, sem possuir nada de bom,  aprende a amar na Terra.</span></p>
<figure id="attachment_35506" aria-describedby="caption-attachment-35506" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35506" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo5-800x511.png" alt=" Cena de uma série de Lilo &amp; Stitch mostrando Stitch, o alienígena azul, segurando as mãos de um outro personagem alienígena rosa, Angel. Os dois estão de frente um para o outro em um momento de conexão amigável. À direita da imagem, Lilo, usando um vestido vermelho com estampas brancas, observa a cena com os braços cruzados. O fundo é simples, com tons pastéis e textura que simula uma parede. A cena transmite amizade e interação entre os personagens alienígenas, enquanto Lilo parece desconfortável." width="800" height="511" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo5-800x511.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo5-768x491.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/08/lilo5.png 945w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35506" class="wp-caption-text">Angel foi inicialmente inserida na série para enganar Stitch (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe a possibilidade de acompanhar a dupla em novas aventuras, sem que a história principal seja amplamente mudada assistindo às </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/lilo-stitch-filmes-series-ordem-streaming"><span style="font-weight: 400;">sequências</span></a> <span style="font-weight: 400;">disponíveis no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lilo &amp; Stitch O Filme, Lilo &amp; Stitch 2: Stitch deu defeito</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Leroy &amp; Stitch. </span></i><span style="font-weight: 400;">Para quem deseja rever a animação agora em uma nova perspectiva, vale a pena assistir ao </span><i><span style="font-weight: 400;">remake.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mas para aqueles que esperam uma releitura fiel ao original, pode acabar sendo decepcionante.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lilo e Stitch | Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/oLnS1Ij9-Kk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>One Piece: A Série é o tesouro que tanto procurávamos?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Aug 2024 17:51:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Anna Clara Leandro Candido &#8220;Minhas riquezas e tesouros? Se vocês quiserem, eu os deixo pegar. Procurem por ele, deixei tudo naquele lugar!&#8220;. Foi com essa icônica frase que uma jornada de mais de 25 anos começou. One Piece, série produzida pela Netflix, é a adaptação em live-action do mangá e do anime homônimos criados por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/one-piece-a-serie-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "One Piece: A Série é o tesouro que tanto procurávamos?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33480" aria-describedby="caption-attachment-33480" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33480" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2.png" alt="Na imagem, cinco personagens estão no convés de um navio, reunidos ao redor de um barril. Luffy, o personagem principal, usa uma blusa vermelha e seu característico chapéu de palha. Ao seu lado está Sanji, um homem de cabelos loiros vestindo um terno preto, seguido por Zoro, um homem de origem japonesa com cabelos verdes, usando uma blusa branca e três brincos dourados. Logo depois vem Ussop, um homem negro vestindo um macacão marrom e uma bandana vermelha, e por fim, Nami, uma mulher branca usando uma roupa branca com listras azuis e uma saia laranja. Todos eles têm um pé apoiado em um barril, olhando para Luffy, que sorri e ergue o braço em direção ao céu." width="984" height="656" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2.png 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33480" class="wp-caption-text">A série live-action de One Piece já conquistou o público da Netflix e vem batendo recordes desde sua estreia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Anna Clara Leandro Candido</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas riquezas e tesouros? Se vocês quiserem, eu os deixo pegar. Procurem por ele, deixei tudo naquele lugar!</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Foi com essa icônica frase que uma jornada de mais de 25 anos começou. </span><i><span style="font-weight: 400;">One Piece</span></i><span style="font-weight: 400;">, série produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, é a adaptação em </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action </span></i><span style="font-weight: 400;">do mangá e do anime homônimos criados por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7B_BUlj9nPc"><span style="font-weight: 400;">Eiichiro Oda</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1997. Com oito episódios, a produção enfrentou grande resistência do público antes mesmo de seu lançamento em Agosto de 2023. No entanto, apesar dos cortes de conteúdo e da simplificação de algumas tramas, a adaptação</span> <span style="font-weight: 400;">do famoso pirata elástico não apenas agradou os fervorosos fãs de longa data, como também atraiu novos companheiros para essa jornada rumo à </span><i><span style="font-weight: 400;">Grand Line.</span></i></p>
<p><span id="more-33478"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">One Piece</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de </span><a href="https://onepiece.fandom.com/pt/wiki/Monkey_D._Luffy"><span style="font-weight: 400;">Monkey D. Luffy</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Iñaki Godoy), um garoto que deixou sua vila com apenas um barco furado e um sonho: encontrar o tesouro do famoso Gold D. Roger e, assim, tornar-se o Rei dos Piratas. Seu carisma, espírito aventureiro e sua autoconfiança tocam o coração de vários personagens ao longo do caminho, reunindo amigos que se juntam à sua desafiadora aventura. Entre eles, estão:  o espadachim Roronoa Zoro (J.J. Jr. Mackenyu), a ladra astuta Nami (Emily Rudd), o contador de histórias Ussop (Jacob Gibson), e o habilidoso cozinheiro e mestre dos chutes Sanji (Taz Skylar). A trama mostra o início dessa aventura, ou seja, como cada um se conheceu e como decidiram buscar seus próprios sonhos e ambições juntos.</span></p>
<figure id="attachment_33481" aria-describedby="caption-attachment-33481" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33481" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3.png" alt="No canto esquerdo da imagem, temos Nami, uma jovem de cabelos laranja amarrados em um rabo de cavalo. Ela veste uma blusa branca e calças azul escuro, segurando um bastão com uma expressão determinada. No centro da imagem está Luffy, um jovem de pele morena, usando seu característico chapéu de palha com um laço vermelho. Ele veste calças jeans e um colete vermelho, exibindo um sorriso alegre no rosto. Por último, no canto direito, temos Zoro, um jovem japonês com cabelos verdes. Ele veste uma blusa branca, um haramaki verde e branco e calças pretas, segurando duas espadas em suas mãos com uma expressão séria, pronto para a ação." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33481" class="wp-caption-text">O elenco principal de One Piece personifica a essência de seus personagens e dá vida à adorada animação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não se pode falar de</span><i><span style="font-weight: 400;"> One Piece</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem, primeiro, contextualizar algumas coisas. A mais importante é a magnitude e a relevância da trama. Com 26 anos de publicação na </span><a href="https://www.shonenjump.com/mangaplus/whatismangaplus/"><i><span style="font-weight: 400;">Weekly Shōnen Jump</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o mangá superou até mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> em número de cópias vendidas em todo o mundo. O anime, com mais de 1000 episódios, foi produzido pela </span><a href="https://corp.toei-anim.co.jp/en/index.html"><i><span style="font-weight: 400;">Toei Animation</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e possui uma legião de fãs. Apesar do histórico de sucesso, quando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> anunciou em 2015 que estava produzindo um </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">, a recepção da notícia não foi das melhores por parte dos admiradores de longa data. Porém, após sua estreia, a série foi ovacionada tanto por aqueles que acompanham o título original quanto pelo público que desconhecia a obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo nos primeiros minutos da produção, podemos perceber que os produtores Marty Adelstein e Becky Clements, ao lado do autor Eiichiro Oda, conseguiram trazer com maestria </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AcSVkCNDLZg"><span style="font-weight: 400;">o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">One Piece</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a nossa realidade, aproveitando-se de uma linda direção de Fotografia, feita pelas mãos de Nicole Hirsch Whitaker, que só acrescenta à beleza desse universo. Outros desafios foram: tornar os oceanos repletos de enormes monstros marinhos, usar caracóis como telefones e, até mesmo, transformar as ilhas exóticas da história em algo que parecesse real. A equipe cenográfica não apenas realiza essas tarefas com sucesso, como também respeita o material original, ou seja, evitam criar um mundo realista que perca a cor e a vivacidade dos ambientes e personagens, como ocorreu em outras adaptações, a exemplo de </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/70204970"><i><span style="font-weight: 400;">Death Note</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017).</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ELENCO DE ONE PIECE REAGINDO AO TRAILER TEASER | Netflix Brasil" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ymQV-oGK-mM?list=PLalmCWWs26EoQrADCIETcnuzqKzWZiRCX" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><i><span style="font-weight: 400;"> live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca notavelmente pelo respeito e cuidado com os personagens, especialmente através de atuações marcantes. </span><a href="https://www.instagram.com/inakigo/"><span style="font-weight: 400;">Iñaki Godoy</span></a><span style="font-weight: 400;"> brilha como Luffy, capturando com maestria a essência carismática do protagonista, enquanto </span><a href="https://www.instagram.com/mackenyu/"><span style="font-weight: 400;">Mackenyu Arata</span></a><span style="font-weight: 400;"> oferece uma interpretação precisa de Zoro, demonstrando seu conhecimento e experiência. </span><a href="https://www.instagram.com/emilysteaparty/"><span style="font-weight: 400;">Emily Rudd</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega uma interpretação cheia de carga dramática como Nami, transmitindo habilmente as nuances da personagem. Já </span><a href="https://www.instagram.com/bookofjacob/"><span style="font-weight: 400;">Jacob Gibson</span></a><span style="font-weight: 400;"> encarna seu papel com Usopp com leveza e diversão, e </span><a href="https://www.instagram.com/taz_skylar/"><span style="font-weight: 400;">Taz Skylar</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca ao combinar charme e carisma como Sanji. Inclusive, o comprometimento de Skylar com o papel é evidente, especialmente ao realizar todas as cenas de luta sem dublês. Dessa forma, a diversidade de talentos e a profundidade das atuações contribuem significativamente para a riqueza da adaptação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por falar em lutas, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fCavyEzak-s&amp;pp=ygUgb25lIHBpZWNlIGxpdmUgYWN0aW9uIGNhc3Qgc3RhbnM%3D"><span style="font-weight: 400;">coreografias de </span><i><span style="font-weight: 400;">One Piece</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não decepcionam. Desde as batalhas de espadas de Zoro até os socos de Luffy e os chutes de Sanji, os duelos são executados com maestria e dinamismo. Isso é essencial, já que, embora o personagem principal seja um pirata que estica, não se pode depender de caros efeitos especiais o tempo todo. Estes, aliás, estão muito bem feitos, considerando a complexidade de se adaptar poderes elásticos e habilidades como a capacidade de desmembramento. Embora o </span><a href="https://canaltech.com.br/software/O-que-e-CGI-e-computacao-grafica/"><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">tenha algumas falhas e ocasionalmente leve a cenas em ambientes totalmente escuros ou com pouca luz, isso não prejudica a experiência do espectador. Pelo contrário, é tão bem executado que torna crível a existência de um homem de borracha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro, escrito por </span><a href="https://www.instagram.com/cinemattic1/"><span style="font-weight: 400;">Matt Owens</span></a><span style="font-weight: 400;">, um grande fã da série, e </span><a href="https://www.instagram.com/stevemaeda/"><span style="font-weight: 400;">Steven Maeda</span></a><span style="font-weight: 400;">, produtor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lost</span></i><span style="font-weight: 400;">, segue os principais eventos da história original de forma notável. Eles fazem um ótimo trabalho ao adaptar 45 episódios em oito, mantendo a </span><a href="https://alternativanerd.com.br/animes-mangas/one-piece-matt-owens-foi-anunciado-como-roteirista-da-serie-em-live-action/"><span style="font-weight: 400;">essência da narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente em cada quadro, ao mesmo tempo em que a ajustam à linguagem seriada. Os capítulos têm um ritmo dinâmico: alternam entre o presente e o passado dos personagens. Isso cria uma história envolvente que atrai aqueles que não estão familiarizados com a cadência narrativa dos animes.</span></p>
<figure id="attachment_33479" aria-describedby="caption-attachment-33479" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33479" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1.png" alt="Na imagem, vemos Usopp, um jovem de pele negra, com um lenço amarrado em torno de sua cabeça de cor laranja. Ele está vestindo um macacão marrom e fixa seu olhar distante em direção ao horizonte." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33479" class="wp-caption-text">Ussop, interpretado por Jacob Gibson, é famoso por suas mentiras exageradas e sua covardia em momentos de perigo, mas nunca falha em superar seus medos para proteger seus amigos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, algumas mudanças na história do </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> ocasionaram a diluição de personagens e arcos que, na obra original, possuem um peso dramático considerável. As vilas visitadas pelos Chapéus de Palha e seus habitantes se tornaram um mero plano de fundo para o vilão da vez. Dessa forma, a história progride sem explorar o sofrimento dessas pessoas e o impacto que a tripulação causa ao passar por elas. O personagem mais prejudicado por essas alterações foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jSJugUaCtFI"><span style="font-weight: 400;">Usopp</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele teve menos tempo de tela e relevância em seu próprio arco. Dessa forma, houve uma falta de desenvolvimento adequado de seu sonho e de sua motivação para explorar os mares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora em menor escala, o mesmo acontece com os arcos de Sanji e Nami, que acabam sofrendo com a narrativa hollywoodiana de pensar que o público não é capaz de interpretar as nuances e o peso de uma história mais complexa e subjetiva. No original, o restaurante e a vila onde cada um vive desempenham papéis ativos em ambos os arcos narrativos, adicionando complexidade ao inserir os sentimentos e as expectativas de mais pessoas. Contudo, no </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action,</span></i><span style="font-weight: 400;"> essa participação é reduzida e os personagens secundários passam a ser muito mais parte da paisagem do que do enredo. Com o anúncio da segunda temporada, só nos resta esperar que os produtores levem em conta esses pontos e adaptem os próximos arcos em toda sua complexidade, principalmente porque os novos fãs serão apresentados à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uh73scyyn2M"><i><span style="font-weight: 400;">Alabasta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das sagas mais políticas e importantes da obra original.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="As PÉROLAS da dublagem de ONE PIECE: A Série | Netflix Brasil" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ozliT0PeFJ0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A dublagem brasileira é outra joia da obra e acrescenta à experiência de assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">One Piece</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o retorno de todos os dubladores do anime – com exceção de Luffy, dublado no anime 2D por </span><a href="https://www.instagram.com/caroltiko/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Carol Valença</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, no </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">, por </span><a href="https://www.instagram.com/vyni/"><span style="font-weight: 400;">Vyni Takahashi</span></a><span style="font-weight: 400;"> – as traduções das falas para o português ajudam a caracterizar e aproximar os personagens do público, além de arrancar algumas risadas. O elenco conta com nomes de peso como </span><a href="https://www.instagram.com/wendel_bezerra/"><span style="font-weight: 400;">Wendel Bezerra</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Sanji), </span><a href="https://www.instagram.com/adriantatini/"><span style="font-weight: 400;">Adrian Tatini</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Ussop), </span><a href="https://www.instagram.com/tatikepl/"><span style="font-weight: 400;">Tatiane Keplmair</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Nami) e </span><a href="https://www.instagram.com/glauco_marques/"><span style="font-weight: 400;">Glauco Marques</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Zoro), todos executando um ótimo trabalho a cada fala. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim,</span><i><span style="font-weight: 400;"> One Piece: A Série</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> que </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/one-piece-finalmente-quebra-uma-maldicao-da-netflix-1.3227256"><span style="font-weight: 400;">quebrou a maldição</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, apesar de ter algumas áreas a serem aprimoradas, agradou tanto os fãs quanto aqueles que nunca imaginaram que uma história sobre um pirata de borracha pudesse ser tão envolvente. É uma narrativa que proporciona diversão e emoção para qualquer pessoa, seja ela criança ou adulto. </span><i><span style="font-weight: 400;">One Piece</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma série de aventura que traz em seu coração as batidas e emoções da liberdade.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ONE PIECE: A Série | Trailer final | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/raL1367FIl0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Ahsoka tem o espírito das animações e é um presente para os fãs</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 17:00:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Carlos Staff Ahsoka Tano é uma personagem criada por George Lucas e Dave Filoni em 2008 para ser a Padawan do cavaleiro Jedi Anakin Skywalker, no primeiro e único filme animado de Star Wars até hoje. Em seguida, ela também se tornou protagonista do ótimo Star Wars: The Clone Wars, ganhando o carinho dos fãs &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ahsoka-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ahsoka tem o espírito das animações e é um presente para os fãs"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32741" aria-describedby="caption-attachment-32741" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32741" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-6.jpg" alt="Cena da série Ahsoka. Na imagem, vemos a personagem Ahsoka, uma mulher de pele laranja e com duas caudas brancas com listras azuis em sua cabeça, além de desenhos na cor branca no rosto. Ela está usando uma tiara marrom decorada com pedras brancas na cabeça, um vestido, mangas e luvas cinzas. Ela está segurando em suas mãos o seu sabre de luz de cor branca, posicionado à sua frente, ao seu lado direito. Ao fundo dela há um cenário escuro e com arcos azuis em formato de linhas em volta." width="1999" height="836" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-6.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-6-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-6-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-6-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-6-1536x642.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-6-1200x502.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32741" class="wp-caption-text">Ahsoka retorna definitivamente ao mundo das séries, após suas aparições em The Mandalorian e The Book Of Boba Fett (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Carlos Staff</b></p>
<p>Ahsoka Tano é uma personagem criada por George Lucas e Dave Filoni em 2008 para ser a <i>Padawan</i> do cavaleiro <i>Jedi</i> Anakin Skywalker, no primeiro e único filme animado de <a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i>Star Wars</i></a> até hoje. Em seguida, ela também se tornou protagonista do ótimo <a href="https://youtu.be/6pRqU87HBuI?feature=shared"><i>Star Wars: The Clone Wars</i></a>, ganhando o carinho dos fãs e se tornando uma das figuras mais populares desse universo ao longo das sete temporadas da série animada.</p>
<p>Ahsoka e Filoni têm muito em comum. O atual diretor-executivo criativo da <i>Lucasfilm</i> foi convocado diretamente por Lucas para, primeiramente, comandar o departamento de animações da empresa. Foi nesse posto e nas suas diversas <a href="https://youtube.com/shorts/dJKsDVHIyrU?feature=shared">conversas</a> com o produtor que ele foi evoluindo como roteirista e diretor, se estabelecendo como a principal mente criativa da franquia atualmente. Então, quem melhor do que Dave Filoni para comandar a série <i>live-action</i> de <i>Ahsoka</i> e nos contar uma história sobre mestres e aprendizes?</p>
<p><span id="more-32739"></span></p>
<p>A produção se passa depois dos eventos finais de <a href="https://youtu.be/JtigV-biVGg?feature=shared"><i>Star Wars: Rebels</i></a> (outra ótima animação dirigida por Filoni), na qual Ahsoka, interpretada por <a href="https://youtu.be/iiYouWiNtok?feature=shared">Rosario Dawson</a>, está em busca de conter apoiadores remanescentes do antigo Império Galáctico e daquele que é considerado o herdeiro dele, o desaparecido Grão Almirante Thrawn (Lars Mikkelsen), para impedir o início de uma nova guerra. Para essa missão, ela conta com a ajuda da <a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/">mandaloriana</a> Sabine Wren (Natasha Liu Bordizzo) e da general da Nova República Hera Syndulla (Mary Elizabeth Winstead), que além de Thrawn, procuram também o <i>Jedi</i> desaparecido Ezra Bridger (Eman Esfandi).</p>
<figure id="attachment_32742" aria-describedby="caption-attachment-32742" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32742" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-4.jpg" alt="Cena da série Ahsoka. Nela vemos o droide de cor dourada C3-PO e a personagem Hera Syndulla, uma mulher de pele verde e com tentáculos verdes em sua cabeça que vão até suas costas. Ela está usando uma jaqueta bege com detalhes pequenos em vermelho e branco perto do ombro direito e um retângulo preto no lado esquerdo, uma calça marrom, além de uma proteção de couro na cabeça. Ela está com as mãos atrás da cintura e ambos estão se olhando. Ao fundo, outros personagens estão se levantando dentro de uma sala com paredes douradas decoradas com desenhos, piso azul, algumas mesas laranjas com cadeiras pretas e iluminada com lâmpadas." width="1999" height="838" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-4.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-4-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-4-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-4-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-4-1536x644.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-4-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32742" class="wp-caption-text">C3-PO fez uma aparição especial ao lado de Hera no conselho da República (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p>Ahsoka, nesse momento de sua vida, mais velha e madura, é mostrada como alguém solitária e muito relutante em contar com ajuda em suas missões. É mencionado que ela tentou fazer de Sabine sua <i>Padawan</i> por um momento, mas acabou não funcionando muito bem por todas a guerras e traumas que ela passou, incluindo o sentimento de culpa por ter ‘<a href="https://youtu.be/nucmz95Ee68?feature=shared">abandonado’</a> seu mestre Anakin Skywalker, que logo depois viraria <a href="https://youtu.be/Vqo3BINtZPM?feature=shared">Darth Vader</a>. Dawson traz isso muito bem na sua atuação. <i>Ahsoka</i>, nos primeiros episódios, continua tendo os jeitos e características que conhecemos de suas versões mais jovens nas animações, mas que, ao mesmo tempo, parece ainda impactada por tudo aquilo que vivenciou.</p>
<p>Desse ponto de partida, o roteiro da série desenvolve a personagem principal ao longo dos episódios, com destaque para o quinto, <i>Guerreiro das Sombras</i>, que pode ser considerado o ápice da série. Logo após falhar em pegar o mapa que levava até Ezra e Thrawn e ter sido derrotada por Baylan Skoll, Ahsoka cai no mar e desaparece. No entanto, vemos que ela reaparece em outro lugar completamente diferente. A protagonista estava no <a href="https://youtu.be/oWfWun15sKM?feature=shared">Mundo Entre Mundos</a>, um lugar com forte conexão com a força, onde é possível ver todos os eventos passados, mas que não podem ser alterados. Lá, ela encontra o seu antigo mestre Anakin, interpretado novamente por <a href="https://youtu.be/o0AVhG7WKFE?feature=shared">Hayden Christensen</a>, encarando o seu passado e recebendo uma última lição.</p>
<p>O conceito do Mundo Entre Mundos poderia ser melhor explicado e detalhado na série, mas isso não tira os méritos da sua boa execução. O encontro entre Ahsoka e Anakin não é apenas um mero ‘<i>fan service</i>’ para agradar e mexer com as emoções do público. Ele é importante para o desenvolvimento do seriado, sendo um momento de grande mudança para a togruta na sua <a href="https://youtu.be/ZluuiIVIBq0?feature=shared">jornada</a>. E isso é um dos pontos positivos da produção, que não opta por um caminho que talvez fosse mais seguro se apenas colocasse elementos e personagens já estabelecidos em outras obras confiando na sua popularidade somente, mas faz com que eles sejam cruciais ao longo da história e evoluam os arcos contados.</p>
<figure id="attachment_32744" aria-describedby="caption-attachment-32744" style="width: 1917px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7.jpg" alt="Cena da série Ahsoka. Nela vemos Anakin Skywalker, um homem branco, de cabelo preto, usando um traje, calça e botas pretas, além de seu sabre de luz vermelho empunhado com as duas mãos. Ele está duelando contra Ahsoka Tano, uma mulher de pele laranja com duas caudas brancas e com listras azuis na cabeça. Ela está usando um vestido, calça, mangas, luvas e botas cinzas, além de estar empunhando dois sabres de luz brancos à sua frente. Os dois personagens estão em uma ponte azul transparente ao redor de outras pontes iguais, no espaço com várias estrelas ao fundo." width="1917" height="803" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7.jpg 1917w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32744" class="wp-caption-text">O retorno de Christensen como Anakin Skywalker surpreendeu todos os fãs e foi um dos pontos altos da temporada (foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p>Sabine Wren também é uma das grandes peças da trama. Uma das protagonistas de <i>Rebels</i>, ela se encarrega de procurar o seu amigo Ezra Bridger como <a href="https://youtu.be/X9_lju5T2Sk?feature=shared">prometido</a>, custe o que custar. A novidade agora é que ela também começou a treinar o uso da força, além de continuar praticando para duelos de sabres. Tornar Wren uma <i>Jedi</i> talvez tenha sido uma das principais apostas de Dave Filoni no roteiro e que acabou dando certo, podendo ser uma história a ser melhor explorada em outros momentos. Vale lembrar que durante a saga até então só existia apenas um <a href="https://youtu.be/XD9i6Du1u8E?si=sDqW0JtgDSGi5Bmj">registro</a> de um <i>Jedi </i>mandaloriano em toda a história da galáxia.</p>
<p>A escolha dela ser a <i>Padawan</i> de Ahsoka se justifica ainda mais, principalmente se lembrarmos de como foi o seu rápido <a href="https://youtu.be/GN2uTb2efxw?feature=shared">treinamento</a> com Kanan Jarrus, onde vemos o seu passado e dilemas internos sendo explorados. Ambas têm características muito parecidas – com Wren lembrando Tano nos seus primeiros anos de treinamento –, o que gera muitos embates, mas no fim elas acabam aprendendo juntas e por isso funcionam tão bem como uma dupla. A trajetória da <a href="https://youtu.be/2dSJRKB8x9E?si=9mFevEIH8rdLxLDx">artista</a> é muito importante para as escolhas que ela toma ao longo dos episódios e é muito interessante ver como a construção dela caminha para o seu amadurecimento no fim da temporada. E a atuação da Natasha Liu Bordizzo é excelente: ela e Rosario Dawson possuem uma ótima química nos momentos em que contracenam juntas, tornando Sabine uma das melhores personagens da série.</p>
<figure id="attachment_32743" aria-describedby="caption-attachment-32743" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32743" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2.jpg" alt="Cena da série Ahsoka. No plano principal à esquerda, vemos a mandaloriana Sabine Wren, uma mulher amarela, de cabelo curto roxo e usando sua armadura mandaloriana preta com detalhes em laranja e vinho. Ela está olhando para frente com um desenho da tripulação fantasma de Star Wars Rebels feito em um muro ao fundo." width="1999" height="837" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-1200x502.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32743" class="wp-caption-text">A cena final de Star Wars: Rebels foi recriada em Ahsoka no final do segundo episódio, no qual vemos a arte de Sabine pintada em um mural (foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p>No meio do confronto entre República e Império, existem dois novos personagens introduzidos e que possuem um excelente desenvolvimento ao longo dos episódios. Baylan Skoll (Ray Stevenson) é um ex-<i>Jedi</i> totalmente desacreditado com a Ordem e alguns de seus conceitos após o fim das <a href="https://youtu.be/G2QhAynp1FY?feature=shared">Guerras Clônicas</a>, que acaba virando um mercenário. Ao seu lado está a sua aprendiz, Shin Hati (Ivanna Sakhno). Ambos foram contratados por Morgan Elsbeth (Diana Lee Inosanto) para buscarem o mapa que os leva até o planeta onde está Thrawn e impedir qualquer ameaça aos seus planos, mas Baylan procura algo além que o está chamando.</p>
<p>Baylan Skoll brilha em praticamente todas as cenas em que aparece. Ele se sente alguém <a href="https://youtu.be/U7AMOVLkAO8?feature=shared">distante</a> da eterna disputa entre <i>Jedis</i> e <i>Siths </i>e, como testemunha, quer acabar com esse ciclo de alternância. Mesmo quando questionado por sua aprendiz Shin sobre como era a Ordem e se ele sentia saudades ou sobre como a aliança deles com Thrawn pode ser benéfico para chegarem ao poder, Baylan sempre tenta manter uma posição sóbria em relação aos seus pensamentos, embora os sentimentos balancem por dentro.</p>
<p>É uma pena que ele e Shin Hati tenham perdido espaço da metade da temporada até o final com a chegada de Thrawn – que é um excelente vilão –, assumindo o papel de antagonista. A série deu pistas do que pode vir a seguir em uma continuação, mas é triste também que não veremos mais o falecido ator <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/05/22/ray-stevenson-ator-de-thor-e-roma-morre-aos-58-anos.ghtml">Ray Stevenson</a> dando continuidade ao seu excelente trabalho. Ele conseguiu trazer uma identidade única para Skoll, sendo capaz até de segurar o papel de opositor a Tano sozinho se fosse o caso, e poderia ter sido mais aproveitado pelo roteiro.</p>
<figure id="attachment_32740" aria-describedby="caption-attachment-32740" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32740" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7.jpg" alt="Cena da série Ahsoka. Nela vemos Baylan Skoll, um homem branco, de cabelo curto e liso, e barba brancas, usando uma armadura preta. Ao lado dele está Shin Hatti, uma mulher branca de cabelo curto,liso e loiro, com uma única trança. Ela está usando uma armadura cinza com mangas pretas e ombreiras prateadas. Ambos estão olhando para a frente, com rochas no fundo da paisagem." width="1200" height="676" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32740" class="wp-caption-text">Baylan e Shin foram destaque entre o público e crítica durante a temporada (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p>Se <a href="https://personaunesp.com.br/andor-critica/"><i>Andor</i></a> foca na política da galáxia e <a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><i>The Mandalorian</i></a> se sustenta na aventura, <i>Ahsoka</i> encontra sua assinatura ao explorar o lado fantástico e mitológico desse universo. Desde os tradicionais duelos de sabres de luz muito bem enquadrados e coreografados, passando pelo uso da força para se comunicar com baleias espaciais até as Grandes Mães usando de seu poder para controlar <i>Stormtroopers</i> zumbis, é possível ter uma noção do quão acertada é a identidade proposta para a série. Os diretores conseguiram executar essa temática de maneira certeira dentro das ideias previstas no roteiro de Dave Filoni, que tem em si uma grande essência daquilo que <i>Star Wars</i> tem de melhor.</p>
<p>Mas é bem verdade também que algumas dessas ideias poderiam ter sido diferentes, como a reta final da temporada, que tenta amarrar a história de uma maneira muito acelerada e com um ritmo diferente do que vinha sendo até então. É entendível também que essa é uma jogada para que assuntos ainda não resolvidos possam ser explorados ainda mais no <a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/james-mangold-e-dave-filoni-dirigirao-novos-filmes-de-star-wars/">futuro</a>, o que gera grandes expectativas a partir de agora. <i>Ahsoka</i> pode não ser excelente como <i>Andor</i>, mas certamente é a melhor série desse universo depois da anterior e se posiciona entre as grandes histórias contadas na saga.</p>
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		<title>60 anos de X-Men e sua alegoria disruptiva</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Dec 2023 18:37:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos e Henrique Rabachini A história das HQs é datada desde o fim do século XIX, como uma evolução das tiras cômicas publicadas em jornais. Os primeiros quadrinhos eram voltados para o humor e a sátira, mas logo começaram a explorar outros gêneros como a aventura, o romance, o terror e a ficção científica. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/x-men-60-anos-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "60 anos de X-Men e sua alegoria disruptiva"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32055" aria-describedby="caption-attachment-32055" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32055" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1.png" alt="Imagem retangular do quadrinho de X-Men. No desenho estão 16 pessoas que fazem parte da narrativa, divididos principalmente em três grupos, os cinco mutantes originais ao centro com seus uniformes pretos e amarelos em destaque. À esquerda estão focados personagens mais vilanizados e a direita outros membros uniformizados. Todos estão em cima de destroços com um fundo com fumaça escura apocalíptico." width="600" height="312" /><figcaption id="caption-attachment-32055" class="wp-caption-text">Wolverine, a estrela dos mutantes, apareceu pela primeira vez como vilão – e não em uma história X-Men, mas em uma HQ do Hulk (Foto: Marvel Comics)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos e Henrique Rabachini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/01/como-historias-em-quadrinhos-surgiram-e-se-tornaram-tao-populares.html"><span style="font-weight: 400;">história das HQs</span></a><span style="font-weight: 400;"> é datada desde o fim do século XIX, como uma evolução das tiras cômicas publicadas em jornais. Os primeiros quadrinhos eram voltados para o humor e a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/satira/"><span style="font-weight: 400;">sátira</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas logo começaram a explorar outros gêneros como a aventura, o romance, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/terror/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ficcao-cientifica/"><span style="font-weight: 400;">ficção científica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um dos que se destacou foi o dos super-heróis, que se consolidou na década de 1930 com a criação de personagens como a dupla da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-x-superman-licao-umberto-eco-sobre-mitos-contemporaneos/"><span style="font-weight: 400;">Super-Homem e Batman</span></a><span style="font-weight: 400;">, e Capitão América, pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esses heróis representavam os ideais de justiça, coragem e patriotismo, em um contexto de crise econômica, guerra mundial e ameaças totalitárias. Eles também refletiam as aspirações e os medos da sociedade norte-americana, que buscava escapar da realidade através da fantasia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, nem todos os super-heróis eram tão simples e otimistas. Na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/60-anos/"><span style="font-weight: 400;">década de 1960</span></a><span style="font-weight: 400;">, surgiram os X-Men, uma equipe de mutantes que traziam uma nova perspectiva para os </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/hq/"><span style="font-weight: 400;">quadrinhos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nessa época, o mundo passava por grandes transformações, com movimentos pelos direitos civis como a luta contra o racismo e o movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">hippie</span></i><span style="font-weight: 400;">, em paralelo a Guerra Fria e a corrida espacial. Sean Howe, jornalista e autor do livro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pfc4wNZrqns"><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Comics: The Untold Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, descreve o grupo como provavelmente o mais explicitamente político dos quadrinhos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1960, quando a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganhava cada vez mais influência através da Música, do Cinema, da Televisão e, claro, das HQs. Os heróis mutantes são um importante exemplo refletor de seus valores e transformações que completam seu sexagenário aniversário em 2023, propondo questionamentos e a busca por mudanças, influenciando a cultura e a política até hoje. </span></p>
<p><span id="more-32049"></span></p>
<figure id="attachment_32052" aria-describedby="caption-attachment-32052" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32052" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1.png" alt="Cena dos quadrinhos de X-men. No canto superior esquerdo está um recorte da mão de Xavier segurando gentilmente o queixo do mutante ciclope envolto em uma gosma laranja. O centro da página e a imagem principal está o Professor Xavier em uma roupa colada totalmente preta sem adereços, em sua cabeça um capacete que cobre sua visão em formato de um X. Ele olha para baixo onde estão outros três mutantes saindo da gosma laranja totalmente despidos. Abaixo há um recorte de sua boca abaixo do capacete e o balão de fala escrito “To Me, My X-Men”, ou “À Mim, meus X-Men”, em tradução literal." width="640" height="979" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1-523x800.png 523w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32052" class="wp-caption-text">Em Krakoa e Arakko, os mutantes têm suas próprias preocupações em uma nova fase completa da franquia, com nações inteiras e independentes do que conhecíamos antes na Terra (Foto: Marvel Comics)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não mais vistas como figuras perfeitas e admiradas,</span><a href="https://www.rollingstone.com/culture/culture-features/stan-lee-dead-x-men-lost-interview-754889/"> <span style="font-weight: 400;">Stan Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://screenrant.com/stan-lee-jack-kirby-marvel-canon-lawyers/"> <span style="font-weight: 400;">Jack Kirby</span></a><span style="font-weight: 400;"> criaram um grupo que luta pela sua sobrevivência e aceitação em um mundo que os teme e os odeia, representando as vozes e as lutas de quem se sente diferente, excluído e marginalizado – qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência durante a luta pelos direitos civis. Seu enredo, no entanto, não é tão complexo assim, seguindo alguns padrões da </span><a href="https://blog.clubedeautores.com.br/2023/03/o-que-e-jornada-do-heroi-e-como-se-inspirar-para-escrever-um-livro.html"><span style="font-weight: 400;">narrativa do herói</span></a><span style="font-weight: 400;">. O conjunto é liderado principalmente por Professor Xavier, um telepata que acredita na coexistência pacífica entre humanos e mutantes, e Magneto, que já não seguia essa integração, sendo o grande antagonista (ao menos no princípio), representando uma explícita e não intencionada alegoria a </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/marting-luther-king-malcolm-x-a-inspiracao-da-vida-real-para-os-dois-maiores-personagens-do-x-men.phtml"><span style="font-weight: 400;">Martin Luther King e Malcolm X</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span><a href="https://vocal.media/geeks/actually-stan-lee-didnt-base-marvels-prof-x-and-magneto-on-malcolm-x-and-martin-luther-king-jr"><span style="font-weight: 400;">formou-se durante os anos seguintes</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira aparição do grupo nos quadrinhos foi em setembro de 1963 na revista </span><i><span style="font-weight: 400;">The X-Men #1</span></i><span style="font-weight: 400;">, publicada pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/marvel/"><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Comics</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além de todos os conceitos sociais que definem o que é ser mutante nesse universo, eles são, básica e primordialmente, humanos que nasceram com um gene que lhes confere poderes dos mais variados, representando a próxima evolução da humanidade. Ciclope, Garota Marvel, Fera, Anjo e Homem de Gelo foram os primeiros mutantes liderados pelo Professor Xavier, fundador da Escola Xavier para Jovens Superdotados, que os ensinava a controlar seus poderes e a usá-los para o bem da humanidade. Longos anos depois, se tornaram candidatos para a HQ de edição única </span><a href="https://www.polygon.com/comics/2019/7/26/8893276/best-selling-comic-book-of-all-time-x-men-1-marvel-dc"><span style="font-weight: 400;">mais vendida da história</span></a><span style="font-weight: 400;">, com cerca de oito milhões de cópias vendidas em 1991.</span></p>
<figure id="attachment_32054" aria-describedby="caption-attachment-32054" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32054" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5.png" alt="Cena da animação X-Men Evolution. A ambientação é uma cantina  com vários estudantes conversando entre si em suas mesas. Ao centro e em foco está a mesa do grupo de Mutantes que aparentam ser adolescentes normais. Á esquerda está Ciclope e Noturno, dois garotos brancos de cabelos curtos e escuros. À direita está Kitty Pride e Jean Grey, duas garotas brancas também sentadas conversando. Jean é uma mulher ruiva de cabelos soltos que está comendo um sanduíche, e Kitty de cabelos castanhos e rabo de cavalo está a sua direita tomando um suco de canudo." width="600" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-32054" class="wp-caption-text">Além de X-Men: Evolution, outras animações fora da curva produzidas pela Marvel incluem os animes do grupo, um dedicado apenas ao Wolverine e suas participações na produção de mesmo tipo dos Vingadores (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As animações também foram uma importante influência para os quadrinhos dos mutantes, como no caso do uniforme da personagem Mística em </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/x-men-evolution-temporada-5-historia-trajes-personagens-tudo-sobre.html"><i><span style="font-weight: 400;">X-Men: Evolution</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série produzida por Boyd Kirkland e Michael Wolf. Com quatro temporadas e um total de 52 episódios produzidos de 2000 a 2004, a animação consagrou-se como um dos históricos mais palpáveis da narrativa transmídia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">para a época, integrando seus universos e expandindo-os para outras produções como jogos, animes e brinquedos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://www.looper.com/678782/the-untold-story-of-x-men-evolution/"><span style="font-weight: 400;">reimagina</span></a><span style="font-weight: 400;"> os personagens como adolescentes e explora suas lutas por relacionamentos e pelo mundo com poderes mutantes, o que a torna uma produção interessante e relevante para o público jovem. Ainda que a sua construção não tenha um teor de adaptação pleno, ao menos no roteiro, fazendo com que muitas das cenas e enredos originais da série sejam vistos como infiéis aos universos originais, isso não é realmente um problema quando bem feito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, o desenho teve grande influência e se tornou um marco nostálgico para quem assistia TV aberta ao almoçar, mas, infelizmente, não teve a mesma popularidade em outros países, ocasionando seu </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/temporada-cancelada-da-animacao-x-men-evolution-5-detalhes-que-seriam-incriveis-de-magneto-professor-fenix-vila-lista/"><span style="font-weight: 400;">cancelamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> por motivos financeiros. Sobretudo, essa e outras animações dos X-Men foram uma grande influência para os primeiros filmes da franquia, como afirmou o diretor Simon Kinberg durante a </span><a href="https://br.ign.com/x-men-fenix-negra/69126/news/ccxp-2018-animacoes-foram-a-maior-influencia-para-os-filmes-dos-x-men"><i><span style="font-weight: 400;">CCXP</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2018</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_32051" aria-describedby="caption-attachment-32051" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.png" alt="Cena dos quadrinhos de X-men. No canto esquerdo ciclope, um mutante de uniforme e visor amarelo retangular em seus olhos falando em um microfone destinado a William Stryker, um político branco de cabelos grisalhos que veste um terno. Ele está com balões de fala que dizem: “Será que rótulos arbitrários são mais importantes que o modo como vivemos? E o que dizem de nós, mais importante do que o que realmente somos? Afinal de contas, quem pode me provar que você não é um mutante, e nós a verdadeira espécie humana?” Ao lado, William Stryker aponta para noturno, um mutante azul de roupas vermelha e preta com três dedos em cada mão e pé e diz: “Humana? Você ousa chamar ele… Aquilo… De humano?”" width="960" height="455" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.png 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-800x379.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-768x364.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32051" class="wp-caption-text">William Stryker tornou-se um dos maiores vilões de X-Men ao concluir que a única razão de Deus permitir que seu filho fosse um mutante foi para conduzi-lo à sua verdadeira vocação: livrar o mundo deles (Foto: Marvel Comics)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns mutantes podem passar despercebidos na sociedade, escondendo ou disfarçando seus poderes, enquanto outros têm fenótipos que os tornam facilmente reconhecíveis como pele azul, pelos, escamas, asas e caudas, por exemplo. Com isso, toda riqueza da história de X-Men se concentra nas </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/x-men-grand-design-recria-complexidade-dos-herois-traca-40-anos-de-evolucao-24551811"><span style="font-weight: 400;">complexidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> individuais de cada personagem que a trama oferece. Longe de aspirações fúteis e infundadas, cada um é desenvolvido como uma pessoa real, marcada por nuances como abandono, discriminação, violência e trauma, consequentemente, convergindo em visões e atitudes sobre sua condição. Noturno, Fera, Mística e Anjo são exemplos de desenvolvimento da alma da obra.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=StnmzjqMKRo&amp;pp=ygUNbm90dXJubyB4LW1lbg%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de ser um mutante, é um católico devoto que busca aceitar sua aparência como uma dádiva divina, mesmo que se pareça com demônio com pele azul, cauda, orelhas pontudas e três dedos em cada mão e pé. Por muito tempo, desejou ter os poderes de Mística, que apesar de compartilhar uma aparência sobre-humana com ele, pode </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IQYmivkk3HQ"><span style="font-weight: 400;">assumir a identidade de qualquer pessoa</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou animal. Ela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oVTZIjvE0oA&amp;pp=ygUPbcOtc3RpY2EgeC1tZW4g"><span style="font-weight: 400;">já foi uma X-Men</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também aliada de Magneto, além de uma mercenária e terrorista independente, sendo, sobretudo, uma sobrevivente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, Fera e Anjo nem sempre foram assim. Enquanto</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hb4lSMGhXlo"><span style="font-weight: 400;"> Fera tenta inibir seu gene X</span></a><span style="font-weight: 400;"> a partir de uma solução experimental fracassada que o transformou em uma criatura peluda e azulada, com garras e presas, Anjo adquiriu seus poderes ao longo de sua puberdade. No início do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men: O Confronto Final</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2006), dirigido por Brett Ratner, o mutante tenta arrancar suas asas no banheiro para esconder sua mutação quando criança. Seu pai o flagra e ele, chorando, se desculpa.</span></p>
<figure id="attachment_32050" aria-describedby="caption-attachment-32050" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32050" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1.gif" alt="Imagem animada do filme X-Men 3: Confronto Final. Nela está o mutante anjo criança, um garoto branco de cabelos loiros cacheados. Ele está chorando enquanto tenta alcançar suas costas com um barbeador para aparar suas asas recém nascidas." width="500" height="204" /><figcaption id="caption-attachment-32050" class="wp-caption-text">Mesmo depois de se refugiar no Instituto Xavier por se recusar a tomar a cura financiada por seu pai, Anjo o salva de ser morto após ser atirado da janela do laboratório (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No começo dos anos 2000, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox</span></i><span style="font-weight: 400;">, que havia comprado os direitos cinematográficos dos mutantes após uma </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/marvel-falida-venda-direitos.html"><span style="font-weight: 400;">quase falência da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deu início à trilogia de filmes dos</span> <span style="font-weight: 400;">X-Men. O desenvolvimento do primeiro longa teve início em 1989 e o lançamento ocorreu em 2000, lucrando 296,3 milhões de dólares mundialmente e se tornando a oitava maior bilheteria mundial do ano. Dirigido por Bryan Singer, o longa trouxe uma alçada mais séria para os mutantes, fugindo das roupas coloridas e assumindo roupas pretas de couro. Singer traça diversos paralelos entre os mutantes e a homossexualidade. Uma das cenas mais óbvias nesse ponto acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2003), quando o personagem Homem de Gelo, ao revelar para seus pais que é um mutante, escuta de sua mãe a frase: “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pmUWcDv-04k"><i><span style="font-weight: 400;">Você tentou não ser um mutante?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo filme dos X-Men trouxe uma simples adaptação de um dos arcos mais aclamados dos heróis nos quadrinhos, </span><a href="https://universoxmen.com.br/2021/06/voce-sabia-hq-deus-ama-o-homem-mata-ja-foi-censurada-no-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">Deus Ama, o Homem Mata</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, introduzindo o vilão William Stryker, que tem como objetivo o genocidio de todos os mutantes. Outra renomada história adaptação foi a saga </span><i><span style="font-weight: 400;">Dias de um Futuro Esquecido</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que é apresentado um futuro distópico no qual mutantes são caçados e exterminados, precisando dar um jeito de voltar ao passado para impedir que esse futuro aconteça.</span></p>
<figure id="attachment_32053" aria-describedby="caption-attachment-32053" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32053" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1.png" alt="Cena do filme X-Men Dias de um Futuro Esquecido. Nela está o ator Patrick Stewart e James McAvoy interpretando o mesmo personagem, Professor Xavier. Patrick representa sua versão idosa, um homem branco e careca em uma cadeira de rodas em trajes de couro pretos, encarando James, sua versão adulta, de cabelos castanhos compridos até seu ombro com uma jaqueta de couro marrom e uma camiseta florida. Ele apoia suas mãos na cadeira de sua versão mais velha e olha em seus olhos. Ao fundo há uma tábua com uma pessoa amarrada nela e outros dois mutantes conversando. Todo cenário é iluminado por ladrilhos coloridos nas paredes como vitrais." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32053" class="wp-caption-text">Quando Simon Kinberg estava trabalhando na viagem do tempo de Dias de um Futuro Esquecido, James Cameron autografou seu livro &#8220;O Making of de O Exterminador do Futuro 2&#8221; e escreveu &#8220;Não foda tudo, com amor, Jim&#8221; (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que os filmes dos X-Men foram um tremendo sucesso, responsáveis por consagrar diversos atores nos papéis de mutantes como Wolverine, interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-rei-do-show-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hugh Jackman</span></a><span style="font-weight: 400;">, Professor Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen). O enorme sucesso foi, sem dúvidas, a chama que deu origem a um renascimento dos longas-metragens de quadrinhos e super-heróis que pode ser vista até hoje. A produção de 2000 foi responsável por dar abertura a discussões sobre o longa do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem Aranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2002) com Tobey Maguire no papel do herói, além de abrir espaço para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Quarteto Fantástico</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2005) e trilhar o caminho para </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-de-ferro-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem de Ferro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2008), que marca o início de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">universo cinematográfico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de mais de 35 filmes e séries de heróis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e posteriormente da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2009.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora os X-Men tenham rendido um bom dinheiro para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox</span></i><span style="font-weight: 400;"> e trazido uma revolução no mercado cinematográfico de super-heróis, é necessário apontar que a franquia dos mutantes terminou de uma maneira que não agradou os fãs e nem o público geral. O último filme, </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/a-maldicao-dos-novos-mutantes-veja-a-trajetoria-do-filme-mais-zoado-da-marvel-162075/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Novos Mutantes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi gravado em 2017 e só foi lançado em 2020, depois de anos de adiamentos e até rumores de cancelamento. O longa ficou no meio de um momento conturbado dentro do estúdio, </span><a href="https://canaltech.com.br/negocios/disney-compra-fox-e-vira-dona-de-franquias-como-x-men-e-deadpool-135127/"><span style="font-weight: 400;">comprado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se apropriou dos personagens e já possui outros lançamentos com os mutantes em desenvolvimento.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DEADPOOL 3 Official Teaser Announcement (2024)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/smfQRyUtmiM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro filme dos mutantes sob controle da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool 3</span></i><span style="font-weight: 400;">, teve suas gravações pausadas devido à </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">greve de atores e roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que afligiu Hollywood e irá trazer uma das duplas mais amadas dos quadrinhos, Deadpool e Wolverine de volta às telonas. Com Hugh Jackman reprisando o icônico papel de Wolverine e Ryan Reynolds novamente como </span><a href="https://personaunesp.com.br/deadpool/"><span style="font-weight: 400;">Deadpool</span></a><span style="font-weight: 400;">, que promete entregar uma história mais fiel à sua fonte, não cometendo os erros da obra de 2009, </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men &#8211; Origens: Wolverine</span></i><span style="font-weight: 400;"> cometeu ao adaptar esses mesmos personagens. Além disso, o terceiro filme da trilogia provavelmente será o responsável por trazer uma ligação entre o universo dos X-Men da </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o universo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-critica/"><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney, </span></i><span style="font-weight: 400;">consagrando a cena pós crédito de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Marvels</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pouco que se sabe sobre </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/studio/marvel/deadpool-3-e-definitivamente-para-maiores-diz-diretor/"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se deve a fotos vazadas dos bastidores e, mesmo sem nenhum detalhe do enredo, é perceptível a principal diferença entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">: os uniformes. As adaptações da primeira tentavam trazer um tom mais sério, já a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, acostumada em adaptar personagens bem estranhos dos quadrinhos, irá trazer pela primeira vez um uniforme fiel para o personagem de Hugh Jackman, uma verdadeira vitória para os fãs que esperaram 20 anos de adaptações </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos X-Men e não tiveram uma adaptação fiel dos uniformes coloridos e únicos dos quadrinhos. Agora, nos resta esperar e ver se os mutantes serão realmente bem tratados em sua nova casa.</span></p>
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		<title>Em Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, Miles Morales dá um salto de fé e leva filmes de heróis a outro nível</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 20:40:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amábile Zioli Como superar o insuperável? É uma questão que Joaquim dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson levaram muito a sério ao dirigirem Através do Aranhaverso. Homem-Aranha no Aranhaverso (2018) aumentou os padrões de produção no mundo dos heróis e estabeleceu metas inalcançáveis para sua sequência, que chegaria aos cinemas apenas em Junho &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, Miles Morales dá um salto de fé e leva filmes de heróis a outro nível"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31986" aria-describedby="caption-attachment-31986" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena imita uma página de quadrinhos, a tela é dividida em 4 partes e em cada uma delas há uma versão do homem-aranha mostrando a região dos olhos de cada máscara. Em cima e ao centro há o Aranha-punk, sobre um fundo verde; do lado esquerdo, Miles Morales, com um fundo azul; em baixo, o homem-aranha indiano, com um fundo laranja; e, por último, a direita, Gwen Stacy, sobre um fundo rosa." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31986" class="wp-caption-text">Animadores de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso relataram <a href="https://www.vulture.com/2023/06/spider-verse-animation-four-artists-on-making-the-sequel.html">más condições de trabalho</a> (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><strong>Amábile Zioli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como superar o insuperável? É uma questão que Joaquim dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson levaram muito a sério ao dirigirem </span><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso. </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha no Aranhaverso</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018) aumentou os padrões de produção no mundo dos heróis e estabeleceu metas inalcançáveis para sua sequência, que chegaria aos cinemas apenas em Junho de 2023. </span></p>
<p><span id="more-31984"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo filme da </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/aranhaverso-3-quando-estreia-o-proximo-filme-de-miles-morales/"><span style="font-weight: 400;">confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> trilogia segue Miles Morales e Gwen Stacy na contínua busca e descoberta do multiverso, cada vez mais amplo e, paradoxalmente, desconhecido. Nessa jornada, a história dos protagonistas recebe mais aprofundamento e, mesmo com mais de 280 Homens-Aranhas no </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">universo cinematográfico</span></a><span style="font-weight: 400;">, o foco no desenvolvimento de cada personagem não foi deixado de lado.</span></p>
<figure id="attachment_31989" aria-describedby="caption-attachment-31989" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena contém 8 personagens do filme, incluindo Gwen Stacy, no centro, e Peter Parker e Aranha-Punk, além de outros do filme anterior. Todos estão de costas para a câmera, olhando em direção a um portal mágico." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-3.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31989" class="wp-caption-text">Homem-Aranha: no Aranhaverso ganhou o Oscar de Melhor Animação em 2019 (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trinca de diretores conseguiu um dos maiores feitos da indústria audiovisual: fazer com que a continuação seja melhor do que seu antecessor. Com uma animação tão complexa e mais fiel aos </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/a-arte-de-homem-aranha-no-aranhaverso/"><span style="font-weight: 400;">quadrinhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que nunca, a obra te deixa imerso em sua vastidão de cores e formas. Cada cena possui uma paleta diferente, cada universo tem um tom específico e todo personagem tem um contorno que o diferencia de todas as outras centenas de pessoas-aranhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nisso, </span><a href="https://www.aficionados.com.br/spider-gwen/#:~:text=Gwen%20Stacy%20%C3%A9%20a%20filha,uma%20personalidade%20art%C3%ADstica%20e%20despreocupada."><span style="font-weight: 400;">Gwen Stacy</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca. Sua Terra, 65, é tomada pelos tons pastéis e frios, imergida em um visual melancólico e sensível, o que combina perfeitamente com o momento que a Mulher-Aranha vive. Entre segredos, solidão e culpa pelos acontecimentos canônicos de ser uma aranha, a jovem ainda precisa lidar com a falta de seu melhor amigo, que está há muitos universos de distância.</span></p>
<figure id="attachment_31988" aria-describedby="caption-attachment-31988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena mostra Gwen Stacy vestida de Mulher-Aranha, em pé de frente para seu pai, onde é possível observar apenas sua sombra. O cenário é composto por ferrugens e destruição, e as cores predominantes são tons de laranja, rosa, roxo, azul e preto." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.45.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31988" class="wp-caption-text">Contrastando com a relação familiar de Miles, Gwen se vê sozinha em Através do Aranhaverso (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro, elaborado pelo mesmo trio responsável por </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha no Aranhaverso, </span></i><span style="font-weight: 400;">Phil Lord, Christopher Miller e Dave Callaham, também não deixa a desejar, e muito se deve ao novo vilão apresentado. Mancha é um dos vários destaques da trama: após o primeiro ato do filme, ele deixa de ser o “</span><i><span style="font-weight: 400;">vilãozinho da vez</span></i><span style="font-weight: 400;">” ao se tornar um ser ultradimensional, sem quebrar o repertório de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/homem-aranha-viloes-filmes.html"><span style="font-weight: 400;">vilões</span></a><span style="font-weight: 400;"> fantásticos já derrotados em trilogias anteriores. </span></p>
<p><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/homem-aranha-2099-aranhaverso-2-conheca/"><span style="font-weight: 400;">Miguel O’Hara</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Homem-Aranha 2099, também soube transmitir medo e tensão em cada aparição na tela de cinema. O teioso foi um dos pontos altos da película, que, juntamente com um visual único e uma trilha sonora original e característica, consagrou-se como o vilão coadjuvante, mas muito memorável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando dito que </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá um salto de quase um universo de distância de seu antecessor, é impossível não responsabilizar as composições incomparáveis de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6nlUFeFAPjaDTA7A0VVwnO"><span style="font-weight: 400;">Daniel Pemberton</span></a><span style="font-weight: 400;">. O que já era um ponto de destaque no primeiro longa, Metro Boomin ajudou para que ficasse ainda melhor: cada melodia se mostrou perfeitamente pensada para todo acontecimento. A capacidade de encaixar o som com o movimento e a animação surreal tornou a experiência minuciosamente cativante para qualquer um que estivesse assistindo.</span></p>
<figure id="attachment_31987" aria-describedby="caption-attachment-31987" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena mostra Miguel O’hara, o Homem-Aranha 2099, em pé em cima de um prédio, no centro da imagem. Sua silhueta está tampada pela chuva, e, atrás dele há um letreiro em vermelho neon escrito “Welcome”." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-1.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31987" class="wp-caption-text">Ao contrário da maioria, Miguel O’Hara não se transformou em Homem-Aranha por uma picada, mas sim por um erro em um teste laboratorial (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo contra o comum pensamento de que </span><a href="https://personaunesp.com.br/animacao-oscar-artigo/"><span style="font-weight: 400;">animações</span></a><span style="font-weight: 400;"> são produtos voltados apenas ao público infantil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz, em um ambiente acolhedor e familiar, a confirmação de que o filme animado tem tanto potencial quanto qualquer </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">. É claro que o desenho ímpar do longa é seu diferencial: sem a possibilidade de brincar com as cores e tons, expressões faciais e corporais, e estilizações de design, grande parte de seu valor excepcional seria perdido em atuações simplórias e em uma fotografia mediana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa perda de valor tem sido observada com frequência no Cinema norte-americano. A onda de </span><i><span style="font-weight: 400;">live-actions </span></i><span style="font-weight: 400;">incentivada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">fez com que diversos clássicos perdessem suas particularidades ao serem trazidos para o mundo real. É o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-rei-leao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rei Leão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, com uma computação gráfica fraca, não sustenta o mesmo apelo emocional proporcionado pelo original de 1994, vivo em cores e emoções. </span></p>
<figure id="attachment_31990" aria-describedby="caption-attachment-31990" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31990" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-800x333.jpeg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. A cena mostra Miles Morales encarando seu “eu” de um universo paralelo. O Miles da esquerda possui uma feição irritada, com seus cabelos em trança e uma jaqueta vermelha. Miles da direita está expressando medo e está amarrado em um poste, preso. O fundo mostra grades e, atrás, a cidade em tons avermelhados." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-800x333.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-1024x426.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-768x320.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-1536x639.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2-1200x500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-11.54.46-2.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31990" class="wp-caption-text">Uma das maiores inspirações para a criação de Miles Morales foi o ator e cantor Donald Glover (Foto: SONY PICTURES)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se preocupa em não emocionar, afinal, só a narrativa de Miles em busca de mudar a trajetória canônica de sua vida já é o suficiente para encontrar empatia em qualquer espectador. A comoção é levada até o último minuto, quando, ao usar a ferramenta de </span><a href="https://hqscomcafe.com.br/2018/02/20/o-que-e-cliffhanger/"><i><span style="font-weight: 400;">cliffhanger</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">explorada em </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Infinita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deixa até o mais desinteressado com o sentimento de quero mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Além do Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;">, terceiro e último filme da trilogia, estava previsto para Março de 2024, mas foi adiado por tempo indeterminado por conta da </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">greve dos roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, apesar de já ter acabado, afetou o início das produções. A excepcionalidade do desenvolvimento da saga do Aranhaverso nos leva a acreditar que seu fechamento não decepcionará: personagens bem explorados, uma narrativa envolvente e a animação característica transformam a história em um produto único.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/">Em Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, Miles Morales dá um salto de fé e leva filmes de heróis a outro nível</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>A Pequena Sereia de Halle Bailey comove e ensina como adaptar uma animação</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jul 2023 12:42:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Em 2019, foi anunciado o elenco do live-action de A Pequena Sereia, tendo a atriz Halle Bailey como a protagonista Ariel, o que incomodou diversos fãs da animação original. Possíveis argumentos que poderiam ser levantados &#8211; mesmo sem um material promocional da obra sequer ter sido divulgado até aquele momento &#8211; deram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-pequena-sereia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Pequena Sereia de Halle Bailey comove e ensina como adaptar uma animação"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31252" aria-describedby="caption-attachment-31252" style="width: 995px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31252" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-2.png" alt=" Cena do filme A Pequena Sereia. Nela, observa-se a personagem Ariel dentro do mar olhando o seu reflexo através da água." width="995" height="766" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-2.png 995w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-2-800x616.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-2-768x591.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31252" class="wp-caption-text">O longa amplia a relação de Ariel com a sua liberdade, conceito até então desconhecido pela protagonista (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, foi anunciado o elenco do</span><i><span style="font-weight: 400;"> live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia</span></i><span style="font-weight: 400;">, tendo a atriz Halle Bailey como a protagonista Ariel, o que incomodou diversos fãs da animação original. Possíveis argumentos que poderiam ser levantados &#8211; mesmo sem um material promocional da obra sequer ter sido divulgado até aquele momento &#8211; deram lugar a uma enxurrada de comentários racistas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">. A cantora, da dupla Chloe x Halle, sofreu ataques desumanos devido a sua cor de pele: o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">teaser </span></i><span style="font-weight: 400;">do filme foi bombardeado por </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2022/09/12/com-halle-bailey-como-ariel-teaser-de-a-pequena-sereia-recebe-serie-de-dislikes-apos-lancamento.ghtml"><span style="font-weight: 400;">um alto número de </span><i><span style="font-weight: 400;">dislikes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o que mostra uma certa resistência &#8211; no caso, puramente racismo &#8211; do público para sua versão da Ariel. Agora, após a estreia, finalmente podemos avaliar de uma forma justa: Bailey fez jus à icônica sereia conhecida em 1989?</span></p>
<p><span id="more-31251"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa pergunta não poderia ser respondida de outra forma: a artista é, de fato, a Ariel que precisávamos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jsMtFCiZrDA"><span style="font-weight: 400;">Com a sua voz angelical e única</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela confere à personagem um traço de identificação ainda maior do que o presenciado na animação. A escolha da promissora atriz mostra que, quando quer, os estúdios </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> entregam ao público uma adaptação digna e que não compromete de forma alguma o seu material base. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O retrato da icônica sereia é feito de uma forma extremamente cuidadosa, uma vez que a personagem, pelo seu carisma, precisava ter a sua história contada de uma maneira que transpusesse da animação para o real a sua singularidade, a qual captou fãs pelo mundo inteiro. Com a escalação da artista para o elenco, esse legado foi levado adiante, ainda mais ao se observar o número de garotas pretas que puderam se sentir, pela primeira vez em um </span><a href="https://animateriastudios.com/afinal-o-que-e-live-action/"><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">uma princesa de um conto de fantasias.</span></p>
<figure id="attachment_31253" aria-describedby="caption-attachment-31253" style="width: 1214px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31253" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1.png" alt="Foto da atriz Halle Berry durante a premiere de A Pequena Sereia. Ela está com um vestido azul e está sorrindo, em frente a um fundo azul com o logotipo do filme." width="1214" height="811" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1.png 1214w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1-1024x684.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1-1200x802.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31253" class="wp-caption-text">Com a atuação de Halle Bailey, a sereia Ariel tem o seu legado mantido e expandido para as novas gerações (Foto: Don Arnold)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Rob Marshall (</span><i><span style="font-weight: 400;">Chicago</span></i><span style="font-weight: 400;">), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia demonstra</span></i><span style="font-weight: 400;"> todo o cuidado do cineasta na construção do projeto: com o objetivo de colocar em tela a realidade, ele optou pela </span><a href="https://www.eonline.com/br/photos/36182/10-segredos-revelados-dos-bastidores-de-a-pequena-sereia"><span style="font-weight: 400;">técnica fotorrealista</span></a><span style="font-weight: 400;"> na hora de retratar o fundo do mar. Certamente, em algumas cenas específicas em que apenas o cenário abaixo da terra é mostrado, pode-se perceber que o distanciamento da fotografia do filme de 1989 foi colocado em prática pela equipe de produção, uma vez que é notável a forma como o lar de Ariel é retratado. Além disso, com os designs criados para o próprio longa, o trabalho de John Myhre evidencia um frescor no que se relaciona ao </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;"> de adaptações </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; diferentemente do de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei Leão</span></i><span style="font-weight: 400;">, já que o público, ao ver o resultado final do filme, consegue acreditar que aquele cenário existe na vida real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto que deve ser ressaltado e elogiado em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia </span></i><span style="font-weight: 400;">são os atores. Devido a sua excelente bagagem como comediante, Melissa McCarthy expressa uma Úrsula, a vilã, ao mesmo tempo assustadora e divertida. A maquiagem da personagem, que na animação é inspirada na arte da cultura das </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/quem-foi-divine-drag-queen-que-inspirou-vila-ursula-de-a-pequena-sereia/"><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action </span></i><span style="font-weight: 400;">não possui esse fator, o que pode ser um problema para os fãs mais apegados. No entanto, a caracterização de McCarthy não atrapalha o andamento da personagem e muito menos a afasta dos espectadores. Outro acerto é Javier Bardem, como o temido Rei Tritão. A roupagem dada pelo ator humaniza o pai de Ariel, que é extremamente protetor com a sua família e respeitado como o líder dos mares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás, a vontade da protagonista aqui é mostrada de uma forma bem clara: ela quer ser humana porque quer a sua liberdade. Antes mesmo de conhecer Eric (Jonah Hauer-King), a adolescente já possui o sonho de se aventurar pelo mundo terrestre. Com a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kf7Dss2gCe0"><i><span style="font-weight: 400;">Part of Your World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, solo poderoso da princesa, o público entende o porquê o fundo do mar não ser seu único lar, além de se emocionar com os vocais tocantes de Halle Bailey que, nesse número, mostra a capacidade e a facilidade com que domina o papel. Por outro lado, o melhor amigo da sereia, Linguado (Jacob Tremblay), é um dos pontos fracos: todo o carisma do personagem não é captado e colocado no </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">, tirando o interesse acerca do seu arco. Isso é algo que não acontece com Sebastião (Daveed Diggs), que serve como alívio cômico e obtém na versão de 2023 um maior tempo de tela, sendo assim o mais importante </span><a href="https://thecinemaholic.com/best-movie-sidekicks/"><span style="font-weight: 400;">companheiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Ariel.</span></p>
<figure id="attachment_31255" aria-describedby="caption-attachment-31255" style="width: 927px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31255" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image5.png" alt="Cena do filme A Pequena Sereia. Nela, observa-se a personagem Úrsula realizando um feitiço. É possível ver uma espécie de fogo, sobre o qual a vilã está fazendo o feitiço." width="927" height="791" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image5.png 927w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image5-800x683.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image5-768x655.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31255" class="wp-caption-text">Melissa Mccarthy, icônica comediante, acerta no tom de Úrsula no live-action de A Pequena Sereia (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o</span><i><span style="font-weight: 400;"> live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi anunciado, a seguinte pergunta foi feita: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quem seria capaz de interpretar o príncipe Eric?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O cantor Harry Styles, inclusive, </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/diretor-de-a-pequena-sereia-revela-por-que-harry-styles-recusou-papel,1da1c620a4f45108e78b994fb060eb06ig4jtcli.html"><span style="font-weight: 400;">quase</span></a><span style="font-weight: 400;"> pegou o papel do par romântico de Ariel, mas foi Hauer-King quem levou a melhor. Entretanto, no momento em que se compara a atuação de King com o nível entregado por sua co-protagonista, percebe-se que a adaptação de Eric não foi um dos acertos do filme, visto que o seu solo, a música </span><i><span style="font-weight: 400;">Wild Uncharted Waters</span></i><span style="font-weight: 400;">, é completamente desnecessária dentro das 2 horas e 20 minutos pelas quais o longa caminha, além de não acrescentar camadas para o personagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse lado, a trilha sonora composta por Alan Menken, que participou da curadoria e produção da animação de 1989 e da adaptação, consegue fazer com que o fã saia da sala de cinema correndo para os agregadores de música a fim de ouvir o álbum completo. Com a adição de quatro novas canções, dentre elas um novo solo da protagonista, chamado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8CSI9DP55r4"><i><span style="font-weight: 400;">For The First Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e a engraçada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N4ovRhX8XIM"><i><span style="font-weight: 400;">The Scuttlebutt</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; ambas escritas por Lin Manuel Miranda (</span><a href="https://personaunesp.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Em Um Bairro de Nova York</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) em parceria com Menken &#8211; a trilha sonora é, com toda certeza, um dos pontos altos dessa nova versão. As faixas originais, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3a8LVTchUDk"><i><span style="font-weight: 400;">Kiss The Girl</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wbv_huklr5E"><i><span style="font-weight: 400;">Under The Sea</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, continuam tão divertidas de se assistir e, com exceção do design do personagem Linguado, todo o resto é representado de uma forma crível e real. </span></p>
<figure id="attachment_31254" aria-describedby="caption-attachment-31254" style="width: 1029px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31254" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4.png" alt="Cena do filme A Pequena Sereia. Nela, há a personagem Ariel escondida e olhando para um lugar específico." width="1029" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4.png 1029w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4-800x572.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4-1024x732.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4-768x549.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31254" class="wp-caption-text">No filme de 2023, fica mais claro o que há de comum entre Ariel e Eric: ambos querem sair das amarras de seus respectivos mundos e terem a sua liberdade conquistada (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta problemas de narrativa: mesmo com um tempo gigantesco, se comparado aos 83 minutos da animação, o filme não sabe se prioriza o desenvolvimento de personagem ou se prefere recriar cenas idênticas às do longa de 1989. Todo o terceiro ato é corrido e resolvido rapidamente, o que afasta seu público, dado que, pelo fato de as resoluções terem sido resolvidas em questão de segundos, o medo e o pânico são inúteis devido à falta de seriedade dos problemas gerados. Talvez se o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BiRgpDIGY8k&amp;feature=youtu.be"><span style="font-weight: 400;">solo de Eric</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as outras duas músicas novas fossem cortadas, teria mais tempo para focar estritamente no desenvolvimento dos enredos que a trama apresenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final, no geral o saldo de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais positivo do que negativo. Com a ótima direção de Marshall, alinhada ao comprometimento dos atores de entregarem um excelente trabalho, é possível se emocionar com o mais novo (não por muito tempo) </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embora o filme tenha seus acertos, mais uma vez é preciso reforçar: a guinada de adaptações de obras que já existem para o Cinema evidenciam a crise que esse setor está passando, porque a existência de longas adaptados de animações é </span><a href="https://cinepop.com.br/por-que-as-adaptacoes-em-live-action-de-desenhos-classicos-sao-tao-ruins-420797/"><span style="font-weight: 400;">desnecessária</span></a><span style="font-weight: 400;">. Até o momento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Aladdin</span></i><span style="font-weight: 400;"> é considerado pelo público geral o melhor filme adaptado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a história de Ariel</span> <span style="font-weight: 400;">vem logo atrás e, mais precisamente, por conta da belíssima atuação que Bailey entregou.</span></p>
<figure id="attachment_31256" aria-describedby="caption-attachment-31256" style="width: 1192px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31256 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1.png" alt="Cena do filme A Pequena Sereia. Nela, estão os personagens Eric (à esquerda) e Ariel (à direita) olhando para um mapa. Ele está com uma camisa de manga longa branca, com uma espécie de jaqueta marrom por cima, enquanto ela usa um vestido branco e uma faixa rosa na cabeça. O ambiente é iluminado com as velas presentes." width="1192" height="762" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1.png 1192w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-800x511.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-1024x655.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-768x491.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31256" class="wp-caption-text">Os atores, que são próximos na vida real, transpuseram para as telas a sua química (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é necessário o </span><a href="https://trecobox.com.br/primeiras-reacoes-a-pequena-sereia-halle-bailey/"><span style="font-weight: 400;">reconhecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> da atriz novata nesse papel. Ela interpretou uma personagem muito querida pelos fãs aficionados, o que não justifica de forma alguma todo o preconceito sofrido pela artista. Espera-se, aliás, que a </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> aprenda duas coisas: primeiro, deixar de criticar o filme antes do lançamento e, segundo, parar de cometer crimes e disfarçá-los como opiniões. A protagonista é uma mulher forte e determinada, algo que transparece na intérprete no momento em que você a vê em cena. Dito isso, é importante exaltar </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023, pois é esse o projeto que apresenta ao mundo o talento incomparável de Halle Bailey.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Little Mermaid (Original Motion Picture Soundtrack)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/40tsP3taBOC9HqNaLCZZKP?si=O8fDIYCUSZOBrmoUjya5Ig&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>A 2ª temporada de Alice in Borderland bagunça o baralho e guarda uma carta na manga</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 20:47:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner e Thuani Barbosa Inspirada no mangá de mesmo nome, Alice in Borderland retorna ainda mais brutal em sua 2ª temporada. Dirigida por Shinsuke Sato, a trama persegue os protagonistas Ryōhei Arisu (Kento Yamazaki) e Yuzuha Usagi (Tao Tsuchiya) em uma Tóquio apocalíptica e repleta de jogos mortais, criados a partir dos naipes de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/alice-in-borderland-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A 2ª temporada de Alice in Borderland bagunça o baralho e guarda uma carta na manga"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30538" aria-describedby="caption-attachment-30538" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30538" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-800x534.jpeg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Da esquerda para a direita na imagem, as personagens Ann Rizuna, Hikari Kuina, Yuzuha Usagi e Ryōhei Arisu estão escondidos em meio a uma batalha contra o Rei de Espadas. Rizoma, Kuina e Usagi são mulheres asiáticas de cabelos e olhos escuros. Arisu é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. A câmera captura todos agachados. Ann Rizoma veste uma camiseta de botões sem mangas na cor branca e shorts e botas na cor preta. Ela segura uma pistola. Hikari Kuina veste um sutiã azul, um colar, uma calça jeans azul com cinto e tênis na cor branca. Yuzuha Usagi veste uma regata de cor vermelha com legging e tênis na cor preta. Ryōhei Arisu veste uma camiseta branca, calça jeans azul e tênis na cor branca. Ele segura uma arma. O cenário é um estabelecimento acometido pela passagem do tempo e o avanço da natureza verde." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-800x534.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-1024x684.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-768x513.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30538" class="wp-caption-text">Em poucas horas de lançamento, a 2ª temporada de Alice in Borderland alcançou o topo do Top 10 da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner e Thuani Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirada no mangá de mesmo nome, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N5JnA6AVF-E"><i><span style="font-weight: 400;">Alice in Borderland</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retorna ainda mais brutal em sua 2</span><span style="font-weight: 400;">ª temporada</span><span style="font-weight: 400;">. Dirigida por Shinsuke Sato, a trama persegue os protagonistas </span><span style="font-weight: 400;">Ryōhei </span><span style="font-weight: 400;">Arisu (Kento Yamazaki) e </span><span style="font-weight: 400;">Yuzuha</span><span style="font-weight: 400;"> Usagi (Tao Tsuchiya) em uma Tóquio apocalíptica e repleta de jogos mortais, criados a partir dos naipes de Reis e Rainhas de um jogo de mesa. A criatividade para executar a sequência dos desafios é surpreendente, além de muito fiel à obra original, agregando valor sentimental para os fãs que acompanham a saga dessa </span><a href="https://personaunesp.com.br/alice-melhor-ficar-espelho/"><span style="font-weight: 400;">Alice</span></a><span style="font-weight: 400;"> distópica. Sem medo de jogar com quem assiste, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">bagunça o baralho e guarda uma carta na manga. </span></p>
<p><span id="more-30537"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WZCxI1qv310"><span style="font-weight: 400;">2020</span></a><span style="font-weight: 400;">, ano em que a produção do estúdio japonês </span><em><span style="font-weight: 400;">Robot Communications Inc.</span></em> <span style="font-weight: 400;">foi lançada, o público enxergou um grupo de personagens extremamente imaturos, confusos e perdidos, ao final de 2022, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_SfW7EUNrJs"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> proporcionado pela vivência em meio ao caos desse universo distópico se tornou perceptível. No ápice da violência física e emocional do enredo, as atuações do elenco florescem como nunca antes visto e a assinatura caricata quase inata da Televisão asiática traz uma incoerente harmonia com a composição cinematográfica de Taro Kawazu.</span></p>
<figure id="attachment_30539" aria-describedby="caption-attachment-30539" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30539" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-800x518.jpeg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Da esquerda para a direita na imagem, o Rei de Paus parece conversar com Ryōhei Arisu. Rei de Paus é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. Arisu é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. O Rei de Paus está com uma das mãos em um tótem e a outra apoiada no ombro de Arisu que, por sua vez, fecha um dos punhos enquanto olha para o Rei. Ambos usam uma pulseira tecnológica na cor preta em um dos pulsos. O Rei de Paus está pelado e Arisu veste uma camiseta de botões e manga longa na cor branca. A câmera captura os dois a partir da cintura. Ao fundo, o cenário é composto por um céu limpo e containers em diferentes cores." width="800" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-800x518.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-1024x663.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-768x497.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-1536x995.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-1200x777.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1.jpeg 1668w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30539" class="wp-caption-text">O Rei de Paus fez história nas redes sociais (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como toda sequência de produções originais, a comparação entre os diferentes formatos é inevitável, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice in Borderland</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está acostumada com suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=737PIqSI9w4"><span style="font-weight: 400;">adaptações</span></a><span style="font-weight: 400;"> do mangá para o anime e do anime para a série. Se nos quadrinhos japoneses as ilustrações adotam linhas cruas, o plano bidimensional da animação permite uma continuidade excepcional e, por fim, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n_pEQTHJGZs"><i><span style="font-weight: 400;">live action</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue parcialmente unir tais qualidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, tratando-se da transição de uma temporada para outra, o seriado trabalhou muito bem as mudanças, que conseguem ser perceptíveis e sofisticadas ao mesmo tempo. Em 2022, o roteiro flui com maior agilidade graças ao desenvolvimento do enredo, enquanto o tom adquire uma obscuridade que parece querer acabar com qualquer esperança de um final feliz. Os </span><a href="https://rolltoreview.com/six-games-that-belong-in-alice-in-borderland/"><span style="font-weight: 400;">jogos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mantiveram seu respeito pelos naipes, porém todos se tornaram mais psicológicos, moralistas e suscetíveis à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2WZSiHMx7PM"><span style="font-weight: 400;">manipulação do coração</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo fato de se tratar da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BBeU75YSCnQ"><span style="font-weight: 400;">segunda e última temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente procura revelar a estrutura detrás desse mundo nefasto e desconhecido tanto pelos aprisionados na destruição quanto por quem assiste no conforto do sofá de casa. Uma das </span><a href="https://youtu.be/aBOmmhbodgc"><span style="font-weight: 400;">principais surpresas</span></a><span style="font-weight: 400;"> descobertas pelo protagonista Arisu é a diferenciação entre pessoas como ele, meros jogadores, e os criadores dos jogos, representantes dos naipes e classificados como cidadãos da cidade de Tóquio.</span></p>
<figure id="attachment_30540" aria-describedby="caption-attachment-30540" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30540 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-800x450.jpg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Da esquerda para a direita na imagem, os protagonistas Yuzuha Usagi e Ryōhei Arisu olham espantados para o Rei de Espadas enquanto tocam em um ferido pelos disparos. A câmera os captura a partir da cintura. Usagi é uma mulher asiática de cabelos e olhos escuros. Arisu é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. Ela veste uma regata na cor amarela e uma calça na cor branca. Ele veste uma camiseta de botões de mangas longas na cor branca. Ao fundo, há um carro de tom amarelado e o cenário em volta é a cidade de Tóquio, acometida pelo avanço do tempo e da natureza." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30540" class="wp-caption-text">Os atores Kento e Tao já dividiram as telas em outras produções, o que ajudou na conexão do casal (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Responsáveis pela agonia das personagens e pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TClUSiKGsKw"><span style="font-weight: 400;">satisfação dos espectadores</span></a><span style="font-weight: 400;">, os jogos brutais são, desta vez, exclusivamente elaborados pelos reis e rainhas do baralho, o que significa que as mortes nunca foram tão sangrentas, repugnantes e, ainda, constantes. Afinal, a presença do mercenário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yh-iuiShQqQ"><span style="font-weight: 400;">Rei de Espadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> atirando a quase todo minuto chega a ser traumatizante até para quem está do outro lado da tela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O romance entre Arisu e Usagi começa a ser desenvolvido ainda na primeira temporada, de um jeito costumeiro dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GY9WKtOFsAo"><span style="font-weight: 400;">dramas asiáticos</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou seja, com muita sutileza e atenção aos pequenos detalhes, como respirações pesadas ao conversar, longos olhares e um bom jogo de câmera. Porém, é na continuação que esse </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4W0bLeGmGVA"><i><span style="font-weight: 400;">affair</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se desenvolve, carregado de dúvidas e cumplicidade que beiram um amor adolescente, entregando momentos sensíveis mesmo em um universo tão mortal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O manejo dessas duas sensações é muito bem feito pela direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-1FCzIGp_No"><span style="font-weight: 400;">Shinsuke Sato</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pelo roteiro escrito junto a Yoshiki Watabe e Yasuko Kuramitsu, que conseguem colocar delicadeza e choque na mesma obra, sem que uma machuque a outra. A cena em que o casal se banha em águas termais no meio de destroços e são surpreendidos por elefantes é o exemplo de um </span><a href="https://sobresagas.com.br/alice-in-borderland-2a-temporada-atendeu-as-expectativas/"><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> bem feito: mesmo em um ambiente desfavorável para que o amor aconteça, o menos esperado se revela cativante.</span></p>
<figure id="attachment_30541" aria-describedby="caption-attachment-30541" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30541 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-800x449.jpeg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Na imagem, o coadjuvante Shuntarō Chishiya parece contemplar algumas reflexões. A câmera o captura a partir dos ombros. Ele é um homem asiático de cabelos claros longos e olhos escuros. Chishiya veste um moletom com capuz na cor branca e, em seu pescoço está localizado um dispositivo eletrônico e tecnológico que se assemelha a uma coleira de metal." width="800" height="449" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-800x449.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-1024x575.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-768x431.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30541" class="wp-caption-text">Odiado por alguns, amado por outros, Chishiya contém a dose exata de antipatia e carisma que conquistou o público (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Derivado do mangá do artista Haro Aso, a produção audiovisual é fiel às características dos quadrinhos, seja no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7windkG7SmI"><span style="font-weight: 400;">comportamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> das personagens ou nas cenas dramatizadas. </span><span style="font-weight: 400;">Shuntarō </span><span style="font-weight: 400;">Chishiya (</span><span style="font-weight: 400;">Nijirō Murakami),</span><span style="font-weight: 400;"> um dos coadjuvantes, exala a personalidade de anti-herói costumeira de alguns animes: silencioso, observador e insensível, de um jeito </span><a href="https://collider.com/alice-in-borderland-season-2-chishiya/"><span style="font-weight: 400;">atrativo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que chega a ser justificável; tal qual Itachi Uchiha, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Naruto</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, é interessante ver a forma que a adaptação se desvencilhou do exibicionismo sexual recorrente desse gênero. Mesmo que o uso de biquínis e shorts por </span><a href="https://www.heart.co.uk/showbiz/tv-movies/hikari-alice-in-borderland-actress/"><span style="font-weight: 400;">Hikari </span><span style="font-weight: 400;">Kuina</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">Aya Asahina)</span><span style="font-weight: 400;"> e Ann </span><span style="font-weight: 400;">Rizuna (Ayaka Miyoshi)</span><span style="font-weight: 400;"> ainda seja incoerente para a narrativa, não se equipara à </span><a href="https://jornalismojunior.com.br/o-fanservice-do-mundo-otaku-sexualiza-as-personagens-femininas/"><span style="font-weight: 400;">sexualização corriqueira</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos desenhos asiáticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em evidência na 2</span><span style="font-weight: 400;">ª temporada, os distintos passados dos criadores dos jogos, os fatídicos cidadãos de Tóquio, trazem profundidade para os oito episódios</span><span style="font-weight: 400;"> inéditos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice in Borderland</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que os jogos sejam divididos em </span><a href="https://www.folhavitoria.com.br/entretenimento/noticia/12/2022/alice-in-borderland-o-que-significa-os-naipes-do-baralho"><span style="font-weight: 400;">naipes</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos quais as Espadas significam a exigência </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/tFoTxRLUAmU"><span style="font-weight: 400;">física</span></a><span style="font-weight: 400;">, Paus necessita da união em equipe e Ouros clame por inteligência, todos parecem ter em comum a carga emocional de uma partida de Copas.</span></p>
<figure id="attachment_30542" aria-describedby="caption-attachment-30542" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-800x533.jpeg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Na imagem, a Rainha de Copas olha fixamente para Yuzuha Usagi e Ryōhei Arisu. Porém, a câmera somente captura ela e a partir do busto. A Rainha é uma mulher asiática de cabelos longos e pretos em franja. Os seus olhos são escuros. Ela veste um vestido sem mangas na cor preta com detalhes de flores em branco. Também usa luvas pretas que vão até metade do braço. No seu pescoço está pendurado um colar de cristais. Ao fundo, o cenário é um jardim florido em verde e branco. Ela está sentada em uma cadeira branca." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30542" class="wp-caption-text">Riisa Naka entregou muita tortura psicológica como a Rainha de Copas (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em especial, o terceiro e sexto capítulos atingem o primor da sensibilidade do </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/alice-in-borderland-referencias-alice-no-pais-das-maravilhas.html"><span style="font-weight: 400;">audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;">. Neles, o imponente e confiante Rei de Paus se revela um vocalista movido pelo laço com os amigos de sua banda e, igualmente a flor-da-pele, o Rei de Ouros ensina sobre o valor da vida para Chishiya, finalmente se </span><a href="https://streamingsbrasil.com/alice-in-borderland-os-segredos-do-final-da-2a-temporada-explicados/"><span style="font-weight: 400;">libertando</span></a><span style="font-weight: 400;"> de erros nostálgicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não recomendada para menores de 16 anos, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> coloca em cena enormes explosões, ferimentos expostos e embates grotescos pela </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/hEbciwbw8oI"><span style="font-weight: 400;">sobrevivência</span></a><span style="font-weight: 400;">. Frente a este desafio, a equipe de caracterização e maquiagem faz um trabalho surpreendente ao conseguir trajar o realismo com fidelidade; afinal, são muitas as </span><a href="https://feededigno.com.br/serie/alice-in-borderland-quem-sao-os-personagens-da-serie/"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> que nasceram após horas na cadeira do camarim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre elas, o irritante e completamente desfigurado após a primeira temporada, </span><span style="font-weight: 400;">Suguru Niragi </span><span style="font-weight: 400;">(Dori Sakurada), </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/257327-alice-in-borderland-relembre-aconteceu-2-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">renasce</span></a><span style="font-weight: 400;"> do fogo e está de volta para provocar o nojo e o ódio. Já </span><span style="font-weight: 400;">Morizono Aguni (Sho Aoyagi), também retorna com rancor em excesso, mas acompanhado de </span><span style="font-weight: 400;">Heiya (Yuri Tsunematsu), a </span><a href="https://www.cbr.com/alice-in-borderland-season-2-manga-differences/"><span style="font-weight: 400;">jovem arqueira</span></a><span style="font-weight: 400;"> que precisou ter a perna amputada e a quem ele protege com todo o seu coração de gigante.</span></p>
<figure id="attachment_30543" aria-describedby="caption-attachment-30543" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30543" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-800x398.jpg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Da esquerda para a direita na imagem, as personagens Kōdai Tatta, Suguru Niragi, Hikari Kuina, Ryōhei Arisu e Yuzuha Usagi se encaram em meio ao cenário de um jogo. Tatta, Niragi e Arisu são homens asiáticos de cabelos e olhos escuros. Já Kuina e Usagi são mulheres asiáticas de cabelos e olhos escuros. A câmera captura todos em pé, exceto Kōdai Tatta que está agachado. Tatta veste camiseta, bermuda e boné em tons azuis. Surugu Niragi veste uma manta de estampa que cobre seus ferimentos. Hikari Kuina veste um sutiã azul, um colar, uma calça jeans azul com cinto e tênis na cor branca. Ryōhei Arisu veste uma camiseta branca, calça jeans azul e tênis na cor branca. Yuzuha Usagi veste uma regata de cor vermelha com legging e tênis na cor preta. Ele segura uma arma. O cenário é composto por um céu azulado e repleto de containers de diversas cores." width="800" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-1536x763.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-1200x596.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30543" class="wp-caption-text">A caracterização da série se destacou por valorizar os elementos visuais do mangá (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dividindo opiniões e separando os espectadores em fãs</span> <span style="font-weight: 400;">e haters, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fwBh_e8EbI4"><span style="font-weight: 400;">cena final</span></a><span style="font-weight: 400;">, diferente de tudo que foi mostrado ao longo de duas temporadas, não tem nada de mirabolante, deixando uma série que percorreu um caminho cheio de plot twists, com um final comum até demais. O que pode parecer um problema, acaba sendo o preço pela </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/-1vl2qqTUmE"><span style="font-weight: 400;">fidelidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> da adaptação ao final do mangá, que o mantém idêntico ao produzido por Aso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repleto das referências mais óbvias a </span><a href="https://personaunesp.com.br/alice-melhor-ficar-espelho/"><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o jogo de críquete, as rosas brancas e a risadinha cínica da Rainha de Copas aumentam a animosidade para as últimas cenas que levam a atriz Riisa Naka ao melhor de sua atuação. Além de Arisu, a Rainha de Copas é a referência mais óbvia ao clássico de Lewis Carroll: manipuladora e bem humorada, a vilã consegue ser a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DY3eHVpbxQE"><span style="font-weight: 400;">favorita</span></a><span style="font-weight: 400;"> de muitos.</span></p>
<figure id="attachment_30544" aria-describedby="caption-attachment-30544" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30544" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-7.jpg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Na imagem, Ryōhei Arisu observa Yuzuha Usagi, desfocada pela câmera que captura ele a partir da cintura e ela a partir do busto. Arisu é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. Usagi é uma mulher de cabelos e olhos escuros. Ele veste uma camisa cinza simples e um curativo no rosto. Ela veste uma camiseta branca simples e se apoia em uma muleta. Ao fundo, o cenário é o refeitório extremamente branco de um hospital." width="640" height="357" /><figcaption id="caption-attachment-30544" class="wp-caption-text">No Brasil, o mangá de Alice in Borderland chega em breve às prateleiras pela editora JBC (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Vida, vida, vida, que seja do jeito que for</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Inesperadamente, a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FbhQ-1-9NBo"><i><span style="font-weight: 400;">Maravida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Gonzaguinha poderia facilmente ser a inspiração para as salas de jogos dessa temporada. Adicionando aprofundamentos morais baseados em suas trajetórias antes dos jogos, os reis, valetes e rainhas carregam algo em comum: os questionamentos sobre o valor da vida. Mesmo que </span><a href="https://mixdeseries.com.br/alice-in-borderland-jogadores-voltam-ao-mundo-real-na-2a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">rodeados pela morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, a vivência de cada um carrega significados profundos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sutilmente mostrado na primeira temporada com o exemplo de Chapeleiro e Aguni, os ideais sobre ela são reforçados por cada representante de jogo; carregando suas próprias peculiaridades, mas com a mesma intenção, mostrar o quão </span><a href="https://www.netflix.com/title/80200575"><span style="font-weight: 400;">preciosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o quanto precisa-se de </span><a href="https://br.ign.com/alice-in-borderland/105734/feature/alice-in-borderland-kento-yamazaki-revela-momento-que-mais-se-divertiu-nas-filmagens-assista-a-entre"><span style="font-weight: 400;">fidelidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> a si mesmo para conhecer sua jornada, dando a Arisu a lição mais valiosa da temporada. E quanto a você, já descobriu sua própria razão de viver?</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alice in Borderland: Temporada 2 | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XCaPoypSH9E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Os Curtas do Oscar 2023</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Mar 2023 21:03:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eles são rápidos, podem vir em diferentes cores, ritmos e formas. Alguns se debruçam sobre o drama, outros carregam o peso da história nos ombros e há ainda aqueles que são desenhados com os mais delicados traços. Todos são a escolha ideal para quem começou a assistir a lista de filmes indicados ao Oscar e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Curtas do Oscar 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30494" aria-describedby="caption-attachment-30494" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/curtas.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/curtas.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/curtas-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/curtas-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30494" class="wp-caption-text">Em 2023, a entrega do troféu para as categorias de curta-metragem volta à transmissão ao vivo do Oscar (Arte: Ana Clara Abatte/Texto de abertura: Nathalia Tetzner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles são rápidos, podem vir em diferentes cores, ritmos e formas. Alguns se debruçam sobre o drama, outros carregam o peso da história nos ombros e há ainda aqueles que são desenhados com os mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/animacao-oscar-artigo/"><span style="font-weight: 400;">delicados traços</span></a><span style="font-weight: 400;">. Todos são a escolha ideal para quem começou a assistir a lista de filmes indicados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sentiu que precisava descansar a vista após passar horas com os olhos vidrados em longas-metragens intermináveis. Sim, nós estamos falando deles, os </span><a href="https://cinebuzz.uol.com.br/noticias/cinema-premiacoes/saiba-onde-assistir-aos-curtas-indicados-ao-oscar-2023.phtml"><span style="font-weight: 400;">curtas</span></a><span style="font-weight: 400;"> selecionados pela </span><span style="font-weight: 400;">Academia de Artes e Ciências Cinematográficas</span><span style="font-weight: 400;"> para a </span><span style="font-weight: 400;">95ª edição</span> <span style="font-weight: 400;">da premiação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na disputa pela estatueta de Melhor Curta-Metragem Live Action, os lenços não são suficientes para enxugar as lágrimas do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T0YVueR5ho0"><span style="font-weight: 400;">reencontro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de dois irmãos e uma história de natal doce em meio ao amargo da guerra. Já na corrida pelo Melhor Documentário em Curta-Metragem, um bebê elefante órfão que nasceu como favorito ao prêmio divide espaço com uma loira estadunidense tão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DyY04vPSqUs"><span style="font-weight: 400;">eloquente</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a Hebe. Por fim, a estatueta de Melhor Curta-Metragem de Animação é arrastada de um lado para o outro com a sátira da vida sexual de uma jovem da década de 90 e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oGwTVbrzKs4"><span style="font-weight: 400;">amizade</span></a><span style="font-weight: 400;"> improvável entre menino e animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, no ano passado, a emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">ABC</span></i><span style="font-weight: 400;"> tomou a decisão infeliz de vetar a entrega das estatuetas das três categorias que dividem as 15 produções de menor duração, em 2023, a revolta do público e do </span><a href="https://personaunesp.com.br/oscar-2022-present-all-23-artigo/"><b>Persona</b></a><span style="font-weight: 400;"> fez efeito e a cerimônia irá ao ar por completo. Repetindo o conteúdo informativo e imersivo do primeiro </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2022/"><span style="font-weight: 400;">cineclube de curtas</span></a><span style="font-weight: 400;">, a publicação está de volta com a estrutura pensada especialmente para os amantes da Sétima Arte. Dessa vez, com um ânimo especial pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/retorno-do-cinema-artigo/#more-30299"><span style="font-weight: 400;">renascimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Cinema e junto dos comentários apurados da </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;">, que não cansa de gabaritar os bolões dos principais eventos do meio, incluindo o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-30324"></span></p>
<hr />
<h2><b>Melhor Curta-Metragem Live Action</b></h2>
<figure id="attachment_30481" aria-describedby="caption-attachment-30481" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30481" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237.png" alt="Um homem branco ruivo de barba tem cabelos de cor avermelhada, pele clara e uma barba espessa. Sua barba é composta por pelos grossos e longos que cobrem seu queixo e mandíbula. Ele está vestindo uma camisa verde xadrez e está sentado em uma mesa. A sua frente está um copo de leite e um prato branco. " width="1920" height="817" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-800x340.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-1024x436.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-768x327.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-1536x654.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-1200x511.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30481" class="wp-caption-text">Em uma entrevista ao Quartz, o linguista Anatoly Liberman diz que a versão original da expressão &#8220;Irish goodbye&#8221; vem do inglês, anteriormente &#8220;French leave&#8221;, como em &#8220;uma saída à francesa&#8221; (Foto: Floodlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>An Irish Goodbye</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quão difícil é seguir em frente? Em </span><i><span style="font-weight: 400;">An Irish Goodbye, </span></i><span style="font-weight: 400;">muito!</span> <span style="font-weight: 400;">Além de apresentar uma história emocionante, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/curta-metragem/"><span style="font-weight: 400;">curta-metragem</span></a><span style="font-weight: 400;"> dirigido por Tom Berkeley e Ross White, consegue equilibrar habilmente o drama e o humor. Com uma história envolvente, o filme aborda a relação de dois irmãos que, após a morte da mãe, são obrigados a lidar com suas diferenças e o luto pela perda.</span> <span style="font-weight: 400;">Os momentos engraçados são bem-vindos e adicionam leveza à trama, sem minimizar o peso emocional da perda e do luto, enquanto a construção dos personagens também é um dos pontos fortes, bem exemplificada pela quase personificação de uma urna como integrante. A trilha sonora e a fotografia do filme também merecem destaque, adicionando ainda mais profundidade e emoção à narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma interpretação excelente dos atores James Martin, Seamus O&#8217;Hara, Paddy Jenkins e Michelle Fairley, a obra foi nomeada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023 de Melhor Curta-metragem em Live Action. Em adição a um roteiro rico que aborda questões universais sobre a vida e a morte, a maneira inteligente de explorar o tema mórbido e a realização de sonhos pela lista de desejos da mãe dos irmãos serve como um meio para uni-los em torno de um objetivo comum. Memorável, tocante e simples, seus 23 minutos são coesos e de certo um forte competidor à estatueta. </span><b>&#8211; Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_30356" aria-describedby="caption-attachment-30356" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30356" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Ivalu.jpeg" alt="Cena do curta-metragem Ivalu. Na imagem está Pipaluk. Pipaluk é uma menina gronelandesa de cabelos e olhos escuros, ela usa duas tranças laterais e tem um franja caída na testa. A garota veste um casaco azul com gorro. A foto mostra seu rosto com feições assustadas e confusas." width="640" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-30356" class="wp-caption-text">Adaptação da graphic novel homônima de Morten Dürr e Lars Horneman, Ivalu é uma jornada acinzentada (Foto: M&amp;M Productions)</figcaption></figure>
<p><b>Ivalu</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gravado na </span><a href="https://www.miguelbarbieri.com.br/post/um-ano-polar-filme-da-groenlandia"><span style="font-weight: 400;">Groenlândia</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ivalu</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos mostra os esforços de Pipaluk (Mila Heilmann Kreutzmann) para encontrar a irmã perdida que dá nome ao curta-metragem. Enquanto caminha em busca de respostas do desaparecimento da garota, somos levados a uma viagem intimista por seus pensamentos e passos solitários. Conforme o desenrolar, menos parece provável encontrar Ivalu e a protagonista é a única entre os familiares a cultivar a esperança. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma fotografia azulada, Rasmus Heise cria</span><i><span style="font-weight: 400;"> frames </span></i><span style="font-weight: 400;">angustiantes em que a busca parece permanentemente isolada na mente de Pipaluk. Misturando imagens do cenário glacial e as feições enigmáticas da personagem, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XXpKaQbeznM"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> ganha um ar melancólico. Sem precisar de muitos diálogos, a narrativa tem sua força fixada no que se passa pela cabeça da menina e, principalmente, na construção de imagens. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ivalu</span></i><span style="font-weight: 400;">, que concorre na categoria de Melhor Curta-Metragem Live Action no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, é sucinto, as conclusões não precisam de explicitação. Sob a direção de Anders Walter e Pipaluk K. Jørgensen, a história é um retrato nublado das dores silenciosas. Seja no corvo que voa despretensiosamente ou na mãe do mar, a produção desnuda as cores que mostram como o processo de desaparecer acontece muito antes da falta do corpo físico.</span><b> – Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_30329" aria-describedby="caption-attachment-30329" style="width: 919px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30329" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/le-pupille.jpg" alt="A foto mostra uma cena do curta em que várias das meninas do orfanato estão na janela. A janela é verde escuro, a parede é bege e as meninas estão usando roupas cinzas" width="919" height="613" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/le-pupille.jpg 919w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/le-pupille-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/le-pupille-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30329" class="wp-caption-text">“O destino opera de maneiras infinitas” (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Le Pupille</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A pupila” ou “a criança” são os dois significados adotados para </span><a href="https://youtu.be/yxZ_xOx3-ow"><i><span style="font-weight: 400;">Le Pupille</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do italiano. São, também, dois conceitos diretamente retratados no curta-metragem homônimo dirigido por Alice Rohrwacher. Ao narrar uma história de Natal um pouco diferente, Alice se dirige a um orfanato em guerra, localizado na Itália , e procura retratar, principalmente, a ingenuidade e doçura das garotinhas em meio ao caos e à escassez. E são elas que trazem a luz ao ambiente escuro e triste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta italiano não conta com grandes momentos de clímax ou reviravoltas, apenas mostra a rotina vivida pelos moradores do pequeno orfanato nos dias que antecedem o feriado. Ao longo dos 40 minutos, são abordados assuntos mais profundos, como a criação baseada na crença católica, extremamente comum no país, e a rigidez em consequência do fanatismo religioso. Além disso, a diretora e co-escritora brinca com as ironias voltadas ao egoísmo e desperdício em tempos de escassez: uma senhora, a fim de ter suas preces ouvidas, doa um bolo feito com 70 ovos para as meninas, que, no final do curta </span><i><span style="font-weight: 400;">live action </span></i><span style="font-weight: 400;">indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2023</span></a><span style="font-weight: 400;">, tem um destino completamente diferente. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_30480" aria-describedby="caption-attachment-30480" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30480" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-01.16.36.jpeg" alt="Cena do filme Night Ride. Na fotografia, há uma mulher branca, loira e com o cabelo preso. Ela está com uma expressão de surpresa, olhando diretamente para a câmera, boquiaberta. Ela usa um casaco verde militar e está dentro de um bondinho. Está de noite, há pouca luz na fotografia e os tons são frios. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-01.16.36.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-01.16.36-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30480" class="wp-caption-text">Night Ride entrega o básico e nada mais (Foto: Premium Films)</figcaption></figure>
<p><b>Night Ride </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma noite de inverno, Ebba (Sigrid Husjord) decide abrigar-se do frio da estação dentro de um bonde. A partir daí, uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-viagem-de-chihiro-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">viagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> peculiar acontece. Nesse curta, o diretor </span><span style="font-weight: 400;">Eirik Tveiten tem a desafiadora missão de contar uma história com momentos divertidos e tensos, incluindo episódios de </span><a href="https://personaunesp.com.br/harry-potter-20-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">transfobia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/luca-critica/"><span style="font-weight: 400;">capacitismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, em apenas 15 minutos &#8211; e sem esquecer de um bom </span><i><span style="font-weight: 400;">plot-twist</span></i><span style="font-weight: 400;">, é claro. Não podemos dizer que ele fracassou, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Night Ride </span></i><span style="font-weight: 400;">entrega apenas o essencial, sem surpreender.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A protagonista, no entanto, chama atenção. Em um momento que parece ter originado de um lapso de coragem, acompanhar sua jornada dentro do veículo e observar o terror de qualquer pessoa que sofre da </span><a href="https://www.medicina.ufmg.br/sera-que-sou-uma-fraude-conheca-a-sindrome-do-impostor/"><span style="font-weight: 400;">síndrome de impostor</span></a><span style="font-weight: 400;"> é interessante &#8211; mesmo sem ter nenhuma ideia de como proceder, Ebba segue no papel com uma confiança invejável. Além de </span><span style="font-weight: 400;">Vegard Landsverk ter entregue uma fotografia bonita e natalina</span><span style="font-weight: 400;">, o curta transmite uma mensagem essencial sobre ser a pessoa que se opõe à situações de injustiça e preconceito, mas que compara-se à uma crônica que se lê no jornal durante a manhã: ela te prende enquanto você toma café, mas até o fim do dia você já terá esquecido sobre o que era. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_30358" aria-describedby="caption-attachment-30358" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30358" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG_4749.jpg" alt="Cena do curta-metragem The Red Suitcase. Nela, há uma mulher branca, que veste uma burca preta da cabeça aos ombros e um casaco bege. Ela está com a mão esquerda no topo da cabeça, indicando que tirará a burca. Seus olhos estão lacrimejando e ela parece tensa. Ao fundo, paredes verdes de um banheiro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG_4749.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG_4749-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30358" class="wp-caption-text">Lembrando a simbologia de Ala Kachuu &#8211; Take and Run, indicado ao Oscar 2022, The Red Suitcase encontra sua singularidade nas críticas ao conservadorismo iraniano (Foto: Cynefilms)</figcaption></figure>
<p><b>The Red Suitcase</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um aeroporto luxemburguês, qualquer relatividade de espaço se congela na introdução dos três elementos-combustíveis de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6w-ioMn3vf0"><i><span style="font-weight: 400;">The Red Suitcase</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: a protagonista Ariane, sua mala vermelha rodando as esteiras e o embalo implacável do tempo. Com apenas 16 anos, a garota recém-chegada do Irã transpira um medo familiar às mulheres consideradas “</span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63429830"><span style="font-weight: 400;">metade de um homem</span></a><span style="font-weight: 400;">”, enquanto avalia o casamento arranjado que seu desembarque reserva. A partir daí, bastam poucas palavras trocadas ao celular com o pai, para que ela assuma o atrevimento de recriar os rumos primários do curta-metragem &#8211; afinal, admitir a liberdade mais precária é infinitamente melhor que sobreviver sufocada pelos véus do patriarcalismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atenta e sensitiva, Nawelle Evad lidera a primeira história de sua carreira, enfrentando costumes arcaicos, barreiras linguísticas e raízes culturais. Sob a direção e produção de </span><a href="https://deadline.com/2023/03/cyrus-neshvad-oscar-short-the-red-suitcase-guillaume-levil-1235281043/"><span style="font-weight: 400;">Cyrus Neshvad</span></a><span style="font-weight: 400;">, a tensão enlaça toda a estrutura narrativa e deixa o rosto da atriz desvendar o frenesi da fuga, assimilado, em grande parte, durante a passagem de secções do campo aéreo. O roteiro, dividido entre Neshvad e Guillaume Levil, eleva o poder interpretativo da protagonista justamente nessa escassez de diálogos, aproveitando uma ficção semelhante a </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2022/02/4983950-homem-decapita-esposa-de-17-anos-e-exibe-a-cabeca-da-mulher-nas-ruas.html"><span style="font-weight: 400;">relatos da própria imprensa mundial</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Red Suitcase</span></i><span style="font-weight: 400;">, enfim, não caça os fantasmas do machismo, mas reforça quanta coragem ainda precisa guiar e sustentar a vida feminina. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<h2><b>Melhor Documentário em Curta-Metragem</b></h2>
<figure id="attachment_30351" aria-describedby="caption-attachment-30351" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30351" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes.jpg" alt="Cena do documentário Como Cuidar de um Bebê Elefante. Nela, vemos Booman, um homem de meia idade hindu. Ele veste um moletom cinza, com o forro interno na cor laranja. Booman está abraçado na tromba de Raghu, um bebê elefante com uma marca de tinta vermelha tipicamente indiana na testa. Ao fundo, vemos algumas árvores" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30351" class="wp-caption-text">Um elefante comove muita gente (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Como Cuidar de um Bebê Elefante (The Elephant Whisperers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem transformando a parte documental do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">em um pequeno monopólio e esse ano não será diferente. Um de seus representantes na categoria de Melhor Documentário em Curta-Metragem, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a0J0b_OVa9w&amp;ab_channel=NetflixIndia"><i><span style="font-weight: 400;">Como Cuidar de um Bebê Elefante</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nasceu como favorito. Idealizado pela indiana Kartiki Gonsalves, o documentário conta a história do casal Bomman e Bellie, que vivem em Theppakadu, uma aldeia-santuário do sul da Índia, no momento em que eles precisam cuidar de Raghu, um bebê elefante órfão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não chega a ser inovador e muito menos revolucionário, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">The Elephant Whisperers </span></i><span style="font-weight: 400;">se propõe a fazer o básico da melhor forma possível, e consegue. Por isso, o curta documental usa de sua força narrativa descomunal para criar uma história envolvente e extremamente tocante. Com pouquíssimos diálogos e uma fotografia excepcional, ele nos lembra programas do </span><a href="https://www.imdb.com/list/ls027244940/"><span style="font-weight: 400;"><em>National Geographic</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> e dessa forma, coloca o próprio ser humano como mais uma das espécies analisadas. A partir desse fio condutor, a obra trata de forma muito singela a relação do ser humano com a natureza e sobre como nós nos distanciamos da coexistência com ela. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_30350" aria-describedby="caption-attachment-30350" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY.jpeg" alt="Cena do documentário em curta-metragem Como Se Mede um Ano. Em close up está o cineasta Jay Rosenblatt segurando sua filha Ele no colo. Do lado esquerdo Elle é uma criança branca, de um ano de idade. Ela possui cabelos curtos e loiros, encaracolados. Suas mãos estão próximas ao seu rosto, e as palmas estão abertas. Ela olha para o pai que está do lado direito da cena. O pai, Rosenblatt, é um homem branco de cabelos castanhos e grisalhos. Ele olha para sua filha Elle. Ao fundo há uma parede branca com chapiscados." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30350" class="wp-caption-text">“What do you like most in life?” “Friends and family. And Hannah Montana” (Foto: HBO Documentary Films)</figcaption></figure>
<p><b>Como se Mede um Ano? (How do You Measure a Year)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">How do You Measure a Year</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><a href="https://youtu.be/aQdIt3lDD6Q"><i><span style="font-weight: 400;">Como se Mede um Ano?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é o documentário em curta-metragem filmado por </span><span style="font-weight: 400;">Jay Rosenblatt, cineasta já conhecido pela nomeação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sua outra produção, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">When We Were Bullies</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em 2022. O filme acompanha os aniversários de Elle, a filha do documentarista, que durante 17 aniversários responde às mesmas perguntas que o pai faz, mas sempre de uma maneira diferente. Durante a meia hora, é possível reconhecer os medos, as inseguranças, as descobertas e as mudanças que acontecem ao decorrer do crescimento da garota. É interessante notar como a cada ano que passa, as prioridades e o senso de percepção das vivências vai se alterando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta concorre ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Documentário em Curta-Metragem em 2023, o que pode causar certo estranhamento. O que ao público interessa os vídeos caseiros de um pai sobre sua filha? Bem, talvez o mesmo senso intimista da relação pai e filha, que já é uma temática nas premiações de Cinema do ano, como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aftersun</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">da diretora Charlotte Wells. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">How do You Measure a Year</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que se comunica é a visão do pai sobre o amadurecimento de sua filha. Ao final, o curta faz com que Elle e todos aqueles que a assistiram reflitam sobre em qual momento da vida as coisas deixam de ser simples e se tornam intrincadas, além de girar em torno de uma premissa maior, a respeito do que é felicidade para cada um, em cada momento da vida. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_30483" aria-describedby="caption-attachment-30483" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30483" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Haulout.jpg" alt="Cena do curta-metragem Haulout. Na imagem está o biólogo Maxim Chakilev. Ele aparece andando do lado de fora de uma caverna formada por grandes rochas cinzas. Ao fundo, o céu está tomado por neblina" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Haulout.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Haulout-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30483" class="wp-caption-text">Colocando o meio ambiente e os efeitos climáticos em pauta, Haulout evoca a beleza e a perda (Foto: Rise and Shine Films)</figcaption></figure>
<p><b>Haulout</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Haulout</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um documentário da </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-documentary/where-walruses-go-when-sea-ice-is-gone"><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que acompanha o cientista Maxim Chakilev nos meses que passa anualmente em uma cabana no Ártico siberiano. Em busca de análises sobre a movimentação das morsas, o biólogo marinho se instala e observa os animais durante o período de migração, enquanto registra as alterações e consequências causadas pelas mudanças climáticas na vida da espécie. Dirigido e roteirizado por Evgenia Arbugaeva e Maxim Arbugaev, o curta-metragem abraça o pedido de socorro de quem, cada vez mais, perde seu espaço no planeta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ser o único humano presente nas filmagens, as poucas falas presentes são as gravações de voz de Chakilev sobre a presença dos animais. Entretanto, o filme não pode ser traduzido como monótono, já que a força da </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/06/geleiras-antarticas-perdem-gelo-no-ritmo-mais-rapido-em-5500-anos-diz-estudo.html"><span style="font-weight: 400;">natureza</span></a><span style="font-weight: 400;"> cumpre o papel de uma personagem cheia de diálogos próprios. Envoltos pelos sons das ondas quebrando, das revoadas de pássaros e do chiado das morsas, somos levados em uma viagem tão fonética quanto imagética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas, também filmadas pelos diretores, são impressionantes. Nadando por um mar sem gelo, milhares de morsas descansam na terra. A aglomeração resulta em diversos animais mortos ou fragilizados e, quando chega a hora de partir, os corpos dos espécimes que não sobreviveram ficam na areia da praia. Concorrendo ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Documentário em Curta-Metragem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Haulout</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com sensibilidade suficiente para transmitir uma melancolia monumental. Entre os filhotes órfãos e a luta pela sobrevivência, a fortuna dos culpados continua intacta. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_30331" aria-describedby="caption-attachment-30331" style="width: 1422px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30331" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1.jpg" alt=" Fotografia em preto e branco exibida no documentário O Efeito Martha Mitchell. Na imagem, Martha Mitchell aparece rodeada de jornalistas com seus microfones e fotógrafos com suas máquinas. Mitchell é uma mulher branca de cabelos e olhos claros. Ela aparece a partir do busto, vestindo casaco, luvas, cachecol e óculos de sol enquanto carrega alguns cadernos na mão. A sua volta, o cenário é composto por homens engravatados." width="1422" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1.jpg 1422w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30331" class="wp-caption-text">The Martha Mitchell Effect coloca em evidência uma mulher tão carismática e polêmica quanto a nossa Hebe (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Efeito Martha Mitchell (The Martha Mitchell Effect)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vestindo cores vibrantes, atraindo os olhares para penteados que criaram tendências e carregando um senso de humor apurado, Martha Mitchell é a figura mais excêntrica do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023</span></a><span style="font-weight: 400;">. A ex-esposa de John N. Mitchell, procurador-geral do governo estadunidense de </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/02/18/interna_cultura,1459070/martha-mitchell-o-missil-que-ajudou-a-derrubar-richard-nixon-em-1974.shtml"><span style="font-weight: 400;">Richard Nixon</span></a><span style="font-weight: 400;">, fez história à frente do escândalo </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaslit-critica/"><span style="font-weight: 400;">Watergate</span></a><span style="font-weight: 400;"> graças ao seu posicionamento franco acerca do envolvimento do alto escalão do partido republicano. Ainda que falecida em 1976, ela é retratada com vividez pelas diretoras </span><span style="font-weight: 400;">Anne Alvergue e Debra McClutchy</span><span style="font-weight: 400;"> no curta-documentário indicado à premiação, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0SYWxQ62AUM"><i><span style="font-weight: 400;">O Efeito Martha Mitchell</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título do filme original </span><a href="https://www.netflix.com/tudum/articles/martha-mitchell-effect-documentary-meaning"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faz alusão ao termo criado pelo psicólogo Brendan Maher em 1988. Segundo o pesquisador, o efeito Martha Mitchell acontece quando um paciente é erroneamente diagnosticado como delirante ou paranóico por atestar situações tidas como improváveis, mas que realmente está dizendo a verdade. A definição se une perfeitamente com a montagem de Alvergue, responsável por transformar a fotografia do arranjo de flores com a frase “</span><a href="https://southerncalls.com/article/martha-was-right/"><i><span style="font-weight: 400;">Martha Was Right</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” (em tradução literal: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Martha Estava Certa</span></i><span style="font-weight: 400;">”), presente no funeral da personalidade, na cena que arranca as lágrimas do público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao espectador brasileiro, os traços icônicos da </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite</span></i><span style="font-weight: 400;"> conservadora se assemelham a uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/hebe-a-estrela-do-brasil-critica/"><span style="font-weight: 400;">loira nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, mesmo sem ter sido desacreditada ao longo de uma investigação jornalística, também foi a frente de seu tempo e protagonizou a década de 70, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hebe-minisserie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a composição de imagens de um tempo em que as cores ainda não adentravam o audiovisual por completo, gravações de arquivos históricos e fitas de áudio tiradas direto do esquema de espionagem de Nixon, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Efeito Martha Mitchell</span></i><span style="font-weight: 400;"> caminha na direção de um registro biográfico que sabe pontuar os momentos cruciais de sua personagem. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_30485" aria-describedby="caption-attachment-30485" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30485" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate.png" alt="" width="1366" height="502" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate-800x294.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate-1024x376.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate-768x282.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate-1200x441.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30485" class="wp-caption-text">O curta-metragem, de forma delicada e chocante, mostra o caminho que Richard “Mac” McKinney andou até chegar ao islamismo (Foto: The New Yorker)</figcaption></figure>
<p><b>Stranger at the Gate</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GPbbl1S6foM"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger at the Gate</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra os conflitos internos do ex-oficial da Marinha dos Estados Unidos, Richard “Mac” McKinney. Como consequência do tempo em que serviu às Forças Armadas, Mac adquiriu o transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), e, ao voltar para a Muncie, a cidade em que vivia, acaba se deparando com rostos que foi ensinado a odiar. O homem começa a planejar um atentado à mesquita local, sentindo que essa ação colocaria fim em seu sofrimento. Em seus trinta minutos, o curta documental é tocante e exibe diversos pontos sobre o momento em que o protagonista vivia, além de explicitar a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-58325595"><span style="font-weight: 400;">islamofobia</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por causa de seu plano, o veterano de guerra decidiu ir até o Islamic Center of Muncie (Centro Islâmico de Muncie) para entender qual seria a dimensão de seu ataque; e quem já estava na mesquita, refletia o que ele estava fazendo ali. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Talvez ele esteja procurando por uma solução, e, se você pode ser a solução para ele, para seus estresses, por que não ser bondoso com ele?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse Saber Bahrami, co-fundador do centro. Essa foi a primeira surpresa para Mac: a forma em que foi recebido transbordava paz, bondade e compaixão. O </span><span style="font-weight: 400;">ex-oficial </span><a href="https://edition.cnn.com/2023/03/08/us/marine-mosque-islam-blake-cec/index.html"><span style="font-weight: 400;">continuou visitando o lugar</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, após oito semanas, percebeu que todo ódio, raiva, e planos haviam saído de seu coração. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele estava abraçando as pessoas que queria enforcar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, contou Dana McKinney no documentário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Documentário em Curta-Metragem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger at the Gate</span></i><span style="font-weight: 400;"> é delicadamente forte. Construído por meio de depoimentos, as cenas, frases e comentários são chocantes, e conseguem mostrar os preconceitos sofridos por muçulmanos nos Estados Unidos. O curta traz diversas reflexões e pontos de vista, indo das vivências de um homem que viveu e foi influenciado por um ambiente islamofóbico por mais de vinte anos, até as de uma família de imigrantes refugiados, que conseguiu se estabilizar em um país novo; além de tratar assuntos como traumas e o perdão. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
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<h2><b>Melhor Curta-Metragem de Animação</b></h2>
<figure id="attachment_30355" aria-describedby="caption-attachment-30355" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30355" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4.jpg" alt="" width="1280" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30355" class="wp-caption-text">&#8220;Questione tudo, meu jovem, o mundo não é o que parece&#8221; (Foto: Lachlan Pendragon)</figcaption></figure>
<p><b>An Ostrich Told Me the World is Fake and I Think I Believe It </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você procura por um </span><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion</span></i><span style="font-weight: 400;"> que combina </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-show-de-truman-20-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Show de Truman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dont-worry-darling-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;’t Worry, Darling</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e comédia, </span><i><span style="font-weight: 400;">An</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Ostrich Told Me the World is Fake and I Think I Believe It </span></i><span style="font-weight: 400;">é a resposta. Em um formato </span><a href="https://personaunesp.com.br/leonor-jamais-morrera-critica/"><span style="font-weight: 400;">metalinguístico</span></a><span style="font-weight: 400;"> que mescla a própria produção do curta com sua narrativa, o indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023 tem de especial seu humor: se um avestruz invadisse seu escritório e te dissesse que o mundo que você vive é mentira, você acreditaria? Nosso protagonista Neil não encontra outra opção além de assumir que sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande sacada do diretor</span> <a href="http://lachlanpendragon.com/"><span style="font-weight: 400;">Lachlan Pendragon</span></a><span style="font-weight: 400;"> é, apesar de não trazer nada de novo, ter referências clássicas bem executadas e uma fórmula que gostamos. Muito bem construído e inteligente, apreciamos das falhas do universo do protagonista, da maneira como fazemos parte do</span><i><span style="font-weight: 400;"> backstage</span></i><span style="font-weight: 400;">, da quebra da quarta parede e, é claro, do avestruz. A peculiaridade de </span><i><span style="font-weight: 400;">An</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Ostrich Told Me the World is Fake and I Think I Believe It </span></i><span style="font-weight: 400;">o levou a ser homenageado em 2022 no </span><a href="https://www.oscars.org/saa"><i><span style="font-weight: 400;">Student Academy Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e merece, com certeza, 11 minutos de sua atenção. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_30488" aria-describedby="caption-attachment-30488" style="width: 744px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30488" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image.jpg" alt="" width="744" height="495" /><figcaption id="caption-attachment-30488" class="wp-caption-text">Em 2022, Ice Merchants venceu o prêmio de curta-metragem na Critic&#8217;s Week de Cannes (Foto: João Gonzalez)</figcaption></figure>
<p><b>Ice Merchants</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma casa no topo de uma montanha de neve, um garotinho se empurra para frente e para trás em um balanço, que pende sob as alturas. Ele, junto ao pai, vivem no topo e diariamente descem a altitude de paraquedas para venderem gelo aos moradores da cidade abaixo deles. Nessa rotina repetitiva e metódica, um dos curtas-metragens mais visualmente encantadores da categoria de </span><a href="https://www.newyorker.com/video/watch/the-new-yorker-shorts-ice-merchants-a-father-and-son-brave-perilous-heights"><span style="font-weight: 400;">Melhor Curta-Metragem de Animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra o impacto da ausência, mas conquista pelo poder do amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido e roteirizado pelo português João Gonzalez, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ice Merchants </span></i><span style="font-weight: 400;">não carece de palavras para impactar. O dia a dia de pai e filho é notada por uma caneca amarela sem dono, mas o que prevalece e encanta é a relação de companheirismo e carinho entre os dois personagens, representadas através de uma animação cativante em tons pastéis. Como Gonzalez acredita, o curta é “</span><i><span style="font-weight: 400;">um </span></i><a href="https://www.newyorker.com/culture/screening-room/a-wordless-story-of-loss-and-connection-in-ice-merchants"><i><span style="font-weight: 400;">drama familiar</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> sobre perda e conexão</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mais sensorial e físico do que palavras conseguem retratar. Sensivelmente, sem vozes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ice Merchants </span></i><span style="font-weight: 400;">fala alto. <strong>&#8211; Vitória Gomez</strong></span></p>
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<figure id="attachment_30357" aria-describedby="caption-attachment-30357" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30357" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/My-year-of-dicks.jpeg" alt="Cena do filme My Year of Dicks. Na imagem está Sarah, um homem e uma mulher. Sarah é uma jovem branca loira de olhos azuis. Ao seu lado esquerdo está um homem azul que representa a versão idealizada do garoto que gosta. Ao lado direito está uma mulher vermelha que representa o desejo" width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-30357" class="wp-caption-text">Apesar do nome controverso, My Year of Dicks é uma história fofa e engraçada sobre a imaginação e experimentação adolescente (Foto: Animation Showcase)</figcaption></figure>
<p><b>My Year of Dicks </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no livro de Pamela Ribbon, </span><a href="https://bookjourney.net/2015/07/01/notes-to-boys-and-other-things-i-shouldnt-share-in-public-by-pamela-ribon/"><i><span style="font-weight: 400;">Notes to Boys: And Other Things I Shouldn&#8217;t Share in Public</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Year of Dicks </span></i><span style="font-weight: 400;">se debruça sobre as memórias da diretora Sara Gunnarsdóttir em um momento confuso da adolescência: a perda da virgindade. Contando um pouco de como foi a busca pelo garoto escolhido e as reviravoltas até o esperado momento, a animação se divide em 5 partes cheia de momentos constrangedores e cômicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 15 anos, as expectativas da personagem sempre são mais altas do que o alcançável e a mistura do que a consciência dela diz e o que acontece na vida real proporciona momentos engraçados e um drama juvenil capaz de fazer qualquer pessoa lembrar de uma de suas </span><i><span style="font-weight: 400;">fanfics</span></i><span style="font-weight: 400;"> veranis pessoais. O curta, que concorre na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, se inclina à comédia, mas também conta com reflexões e temas muito relevantes, como o consentimento, a vergonha e o abismo proporcionado quando as coisas acontecem sem naturalidade.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de um roteiro muito cativante, o formato da animação é um momento à parte. Produzida por 15 animadores, incluindo </span><span style="font-weight: 400;">Gunnarsdóttir</span><span style="font-weight: 400;">, as </span><a href="https://www.saragunnarsdottir.com/"><span style="font-weight: 400;">ilustrações</span></a><span style="font-weight: 400;"> trazem formatos diversos em concordância com cada um dos devaneios da protagonista. De um vampiro melodramático a um parque de diversões </span><i><span style="font-weight: 400;">kawaii</span></i><span style="font-weight: 400;">, as imagens tomam formas plurais e muito divertidas. Não dá para saber se todo mundo já teve um ano como o de Sarah, mas a conclusão com certeza é a mesma: o planejamento sempre perde para o acaso. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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<figure id="attachment_30328" aria-describedby="caption-attachment-30328" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30328" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-2.jpg" alt="Cena do curta-metragem The Boy, the Mole, the Fox and the Horse. O cavalo, grande e branco, inclina sua cabeça para o menino, uma criança loira que veste um casaco marrom e uma calça azul, e ambos estão de lado, direcionados para a direita. O menino carrega uma pequena toupeira marrom na altura de seus olhos e ela veste um casaco azul. A raposa laranja está sentada de costas para a imagem, aos pés do menino. Os personagens estão em uma paisagem nevada e é noite." width="980" height="551" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-2.jpg 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30328" class="wp-caption-text">O curta-metragem mostra que, em boa companhia, não é necessário ir tão longe para encontrar um lar (Foto: Peter Baynton)</figcaption></figure>
<p><strong>The Boy, the Mole, the Fox and the Horse</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">O que você quer ser quando crescer?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, pergunta a toupeira ao menino pouco tempo depois de se conhecerem. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Gentil</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ele responde. E é na gentileza, na amizade, na coragem e na esperança que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Fbdem4g_LEc"><i><span style="font-weight: 400;">The Boy, the Mole, the Fox and the Horse</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se baseia. Na amizade improvável entre os quatro personagens do título, a adaptação da </span><a href="https://sextante.com.br/livros/o-menino-a-toupeira-a-raposa-e-o-cavalo/"><span style="font-weight: 400;">obra homônima</span></a><span style="font-weight: 400;"> do britânico Charlie Mackesy não se mostra apenas como uma história que estimula a reflexão e a discussão sobre a vulnerabilidade, mas também como uma verdadeira obra de arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com traços que parecem incompletos e com um texto direto e sem floreios, é plausível afirmar que a beleza da animação, indicada como Melhor Curta-Metragem de Animação no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2023</span></a><span style="font-weight: 400;">,  é etérea. Ao aliar simplicidade e funcionalidade, a direção de  </span><a href="https://www.peterbaynton.com/"><span style="font-weight: 400;">Peter Baynton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do próprio autor é um ótimo exemplo de que não se precisa muito para fazer algo extraordinário. Ademais, a </span><a href="https://open.spotify.com/album/3DAsjqarjzBKn8JYxrlVtq?si=ya3MpOZ-RSa0hfrQ6RPk4g"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> composta por Isobel Waller-Bridge é de uma delicadeza ímpar, e a sua sincronização não intrusiva é uma deslumbrante forma de fazer uso da música em produções cinematográficas. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30326" aria-describedby="caption-attachment-30326" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30326" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/the-flying-sailor.jpeg" alt="A imagem é um frame do curta, ambientado em um porto de navios. Ao fundo, está a paisagem, com docas de madeira em primeiro plano e uma grande fábrica em segundo plano, cheia de janelas, lançando uma fumaça por uma chaminé. O céu da cena é bem azul, limpo, com poucas nuvens brancas. O marinheiro, personagem principal, aparece em enfoque na cena, que é um close em seu rosto. Ele usa um chapéu e um uniforme azul marinho, com uma camisa branca por baixo da farda do uniforme. Ele é um homem, branco, com poucos fios de cabelo na cabeça, que observa algo a sua frente com uma expressão de dúvida, enquanto segura um cigarro entre os dedos de sua mão. " width="500" height="282" /><figcaption id="caption-attachment-30326" class="wp-caption-text">Em um estudo de possibilidades, The Flying Sailor demonstra uma centelha de beleza e reflexão em um dos maiores desastres já registrados na história (Foto: National Film Board of Canada)</figcaption></figure>
<p><strong>The Flying Sailor</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma manhã idêntica a todas as outras, um marinheiro caminha em um porto. Enquanto acende seu cigarro, ele observa a aproximação de dois grandes navios que acabam por colidir, gerando uma grande explosão, levando os carregamentos, o porto e o marujo observador aos ares. Esse é o princípio de </span><a href="https://www.shootonline.com/news/wendy-tilby-amanda-forbis-discuss-backstory-inspiration-their-3rd-oscar-nominated-short"><i><span style="font-weight: 400;">The Flying Sailor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, projeto roteirizado e dirigido por</span> <a href="https://mulhernocinema.com/listas/conheca-os-filmes-dirigidos-por-mulheres-que-ja-foram-premiados-em-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Amanda Forbis e Wendy Tilby</span></a><span style="font-weight: 400;">, que concorre na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo não sendo o favorito na corrida pela estatueta, o marinheiro voador constituiu uma experiência visual valiosa, mostrando um lado novo em uma história já conhecida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado em uma </span><a href="https://www.mdig.com.br/index.php?itemid=55324"><span style="font-weight: 400;">história real</span></a><span style="font-weight: 400;">, a nova criação da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_rIBbhymIzw&amp;t=7s"><span style="font-weight: 400;">dupla de diretoras</span></a><span style="font-weight: 400;"> usa do fato como um pontapé inicial e mergulha em uma viagem surrealista, mostrando ao espectador a vida de um homem que, ao ser arremessado pela explosão, sobrevoou os céus. O estado de quase morte, no qual a percepção de passado, presente e futuro se mesclam, é visualmente estonteante &#8211; não necessita de uma única palavra ou descrição. A passagem da fase de ascensão para a queda, ditadas pelas composições de Luigi Allemano, prendem o olhar que segue ansioso os cortes, só descansando ao ver o resultado final. Os quase oito minutos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4Rj3FG8vFtk"><i><span style="font-weight: 400;">The Flying Sailor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> passam rápido, em uma viagem de cores e sons, que abre alas à imaginação. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier </b></p>
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		<title>Marcel the Shell with Shoes On: Nos menores frascos, estão os maiores corações</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 19:47:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Desde que o gênero mockumentary caiu nas graças do público, a vertente buscou explorar os contextos mais improváveis, indo de uma empresa de papel da Filadélfia, passando por um grupo de vampiros em Staten Island e chegando na vida de um excêntrico repórter cazaque aterrissando nos Estados Unidos. Naturalmente vinculado à comédia, é &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/marcel-the-shell-with-shoes-on-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Marcel the Shell with Shoes On: Nos menores frascos, estão os maiores corações"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30062" aria-describedby="caption-attachment-30062" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30062" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-1-800x533.jpg" alt="Cena do filme Marcel the Shell With Shoes On. Nela, vemos um personagem Marcel, uma concha do tamanho de uma polegada em cor nude com um olho onde era para ser sua abertura, uma boca e sapatos com a ponta vermelha. Ele está sobre um computador, olhando para a tela e boquiaberto." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-1-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30062" class="wp-caption-text">Marcel the Shell with Shoes On é o resultado de mais de 10 anos de amor pelo personagem mais amoroso do audiovisual recente (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que o gênero </span><a href="https://collider.com/best-mockumentaries-movies-21st-century/#borat-subsequent-moviefilm-2020"><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> caiu nas graças do público, a vertente buscou explorar os contextos mais improváveis, indo de uma empresa de papel da Filadélfia, passando por um </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">grupo de vampiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Staten Island e chegando na vida de um excêntrico </span><a href="https://personaunesp.com.br/borat-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">repórter cazaque</span></a><span style="font-weight: 400;"> aterrissando nos Estados Unidos. Naturalmente vinculado à comédia, é de praxe que falsos-documentários abracem o </span><i><span style="font-weight: 400;">nonsense</span></i><span style="font-weight: 400;"> e joguem fora toda a busca por credibilidade. Porém, é da premissa mais absurda que o produto é tratado de forma mais séria.</span></p>
<p><span id="more-30061"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">Marcel the Shell with Shoes On</span></i><span style="font-weight: 400;">, nova aposta da </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=a24"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira do estúdio envolvendo animação, se desenvolve. Misturando </span><i><span style="font-weight: 400;">live action </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra acompanha Marcel, uma adorável concha do mar antropomórfica com um olho e que veste sapatos, vivendo sua vida em um </span><i><span style="font-weight: 400;">Airbnb</span></i><span style="font-weight: 400;"> com sua avó. Após um documentarista se hospedar nessa casa e descobrir os inquilinos, Marcel ganha fama repentina e usa dela para encontrar sua família. Apesar de extremamente descolado da realidade e tendo um pano de fundo que beira o infantil, o falso-documentário é extremamente maduro e consegue transformar a jornada da concha para um debate sobre os sentimentos humanos de forma muito singela.</span></p>
<figure id="attachment_30063" aria-describedby="caption-attachment-30063" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30063 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-2-800x450.png" alt="Cena de Marcel the Shell with Shoes On. Nela, vemos Marcel e Connie, sua avó que também é uma concha, um pouco maior que Marcel, com um olho do lado direito, já com sinais de idade e sapatos. Eles estão sob um notebook, em duas almofadas feitas com algodões. No notebook e na mesa, há pipocas espalhadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-The-Shell-with-Shoes-On-Imagem-2.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30063" class="wp-caption-text">Marcel conta com três curtas no Youtube que somam aproximadamente 53 milhões de visualizações, além de dois livros infantis (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo levando o selo da </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;">, que hoje é </span><a href="https://www.exibidor.com.br/noticias/mercado/11815-a24-a-produtora-que-virou-protagonista-dos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">sinônimo de excelência</span></a><span style="font-weight: 400;">, vale lembrar que a obra se trata de uma produção independente. Tanto que o longa foi concebido em 2021, circulando por festivais até ser adquirido pela produtora no começo de 2022 e só chegou ao circuito comercial, de forma muito limitada, na segunda metade do ano. Mas, assim como os outros produtos envolvendo a concha, a obra ganhou o mundo de forma orgânica, graças a sua fofura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção cinematográfica é a convergência de duas origens. Inicialmente, o personagem surgiu a partir de uma voz que Jenny Slate (a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JaHsDpf1Ufs&amp;ab_channel=ParksandRecreation"><span style="font-weight: 400;">Mona-Lisa Saperstein</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Parks and Recreation</span></i><span style="font-weight: 400;">) criou</span> <span style="font-weight: 400;">quando ela mantinha um relacionamento com o estreante diretor Dean Fleischer Camp. A voz tomou forma e, em 2010, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VF9-sEbqDvU&amp;ab_channel=DeanFleischer-Camp"><span style="font-weight: 400;">curta</span></a><span style="font-weight: 400;">, com mesmo nome do filme, se tornou viral no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">. É aí que </span><i><span style="font-weight: 400;">Marcel the Shell with Shoes On </span></i><span style="font-weight: 400;">rompe a linha tênue entre falso-documentário e documentário, pois o longa, em uma coincidência metalinguística, usa do gênero para expandir uma história que, de certa forma, aconteceu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de usar do gênero documental para jogar o telespectador na visão de Marcel (seja essa visão de ou do mundo) foi um artifício muito inteligente. Aliado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">design </span></i><span style="font-weight: 400;">de produção de Liz Toonkel, o dia a dia da concha em um ambiente totalmente desproporcional ao seu tamanho nos remete ao sentimento de deslumbramento e nostalgia de </span><a href="https://oquartonerd.com.br/como-toy-story-mudou-os-filmes-de-animacao/"><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wlo-sYrADlw&amp;ab_channel=RottenTomatoesClassicTrailers"><i><span style="font-weight: 400;">O Pequeno</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Stuart Little</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. E no momento em que o documentarista &#8211; que na obra também é o próprio diretor Dean Flescher Camp &#8211; se coloca a disposição para aprender a forma como o personagem enxerga a vida, ele evidencia que iremos entender a vida por aquela ótica.</span></p>
<figure id="attachment_30064" aria-describedby="caption-attachment-30064" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30064 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-the-Shell-with-Shoes-On-Gif-3.gif" alt="Gif de Marcel The Shell with Shoes On. Nele, Marcel está sobre o notebook enquanto gesticula, falando com a câmera. É possível perceber que ela está sobre a tecla Z, pois ao fundo a tela do computador está com um documento aberto, onde a letra Z aparece sendo digitada repetidamente." width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-30064" class="wp-caption-text">A forma como Marcel lida com as diferenças de proporção e como a obra usa disso para fazer piada é um dos maiores trunfos da produção (GIF: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, se engana quem pensa que, por ser uma animação, o filme seja necessariamente </span><a href="https://personaunesp.com.br/animacao-oscar-artigo/#more-29933"><span style="font-weight: 400;">infantil</span></a><span style="font-weight: 400;">. O longa possui uma base que pende para a melancolia e abrange uma gama vasta de assuntos através de seu texto, dividido entre Dean, Jenny e Nick Paley. É natural das animações usarem da aventura como fio condutor e a partir dela discutir temas, a exemplo do também indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/red-crescer-e-uma-fera-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Red: Crescer é uma Fera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que usa da jornada de reverter uma maldição familiar para discorrer sobre a relação mãe e filha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui é ao contrário: a aventura está em segundo plano, sequer aparecendo realmente, fazendo com que o filme se contrua a partir de suas reflexões sobre relações familiares, aproximação e distanciamento, o passar do tempo, pertencimento e até mesmo a midiatização de personas. Mas, sem dúvidas a maior mensagem é sobre saber enxergar felicidades nas pequenas coisas, e isso é personificado no próprio Marcel: um ser tão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vTmymtd5gZ0&amp;ab_channel=CBSSundayMorning"><span style="font-weight: 400;">pequeno</span></a><span style="font-weight: 400;"> e fofo, mas que carrega todos os sentimentos consigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa personificação é mérito de Jenny Slate. O fato do protagonista ser um personagem masculino e infantil exige um pouco mais de sua dubladora. Mas o que deixa tudo mais desafiador é que o </span><i><span style="font-weight: 400;">design </span></i><span style="font-weight: 400;">idealizado para a concha por Dean, tem pouquíssima expressão. Felizmente, Slate carrega todo o sentimentalismo da obra através de uma voz única e afetuosa, mesclando ingenuidade, curiosidade, esperança e conformismo, tornando o personagem-título uma das figuras mais adoráveis do Cinema no último ano. Vale destacar também o trabalho de Isabella Rossellini (</span><a href="https://www.planocritico.com/critica-veludo-azul/"><i><span style="font-weight: 400;">Veludo Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">)</span> <span style="font-weight: 400;">interpretando a avó Connie e seu sotaque inconfundível que, segundo Marcel, acontece porque </span><i><span style="font-weight: 400;">ela não é daqui &#8211; é da garagem</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_30065" aria-describedby="caption-attachment-30065" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30065 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-the-Shell-with-Shoes-On-Imagem-4-800x539.png" alt="Cena de Marcel the Shell with Shoes On. Nela vemos Marcel sob um mapa. Ele olha em direção a câmera enquanto fala com ela. Ao seu lado, há um pin vermelho fincado no mapa e mais ao canto da imagem, um lápis em madeira na cor amarela e com uma borracha vermelha na ponta" width="800" height="539" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-the-Shell-with-Shoes-On-Imagem-4-800x539.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-the-Shell-with-Shoes-On-Imagem-4-1024x690.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Marcel-the-Shell-with-Shoes-On-Imagem-4-768x517.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30065" class="wp-caption-text">A personalidade fofa da concha a selou como uma das figuras mais adoráveis da cultura pop (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto de acertos da produção convergiu em um sucesso natural, o que fez com que a obra figurasse no alto escalão da temporada, a colocando como candidata ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=oscar"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Animação. Porém, apesar de sua qualidade inegável, ele chegou a ser dúvida na lista final. A Academia considera animação longa-metragem uma produção com mais que 70 minutos e que seja preenchida por pelo menos 75% do seu tempo com técnicas de animação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 90 minutos de longa, sustentados majoritariamente por um único personagem em meio ao mundo real, causaram a tensão de talvez não se enquadrar nos moldes dos votantes. Por sorte, o pseudo-documentário integrou a categoria. A competição é bem acirrada; em um ano de </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-03-06/a-pixar-ja-nao-e-mais-a-mesma.html"><span style="font-weight: 400;">não dominância</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele disputa com o favorito </span><a href="https://personaunesp.com.br/pinoquio-guillermo-del-toro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pinóquio por Guillermo del Toro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a surpresa </span><i><span style="font-weight: 400;">Gato de Botas 2: O Último Desejo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas esse cenário é resultado de uma das melhores e mais diversa lista do gênero em anos.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k98Afd7Nf3Y&amp;ab_channel=A24"><i><span style="font-weight: 400;">Marcel the Shell with Shoes On</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um poço de originalidade e mostrou ir muito mais além do que a que veio. O longa propositalmente deixa de lado a discussão sobre a existência daquela concha falante para transformá-la em uma reflexão sobre nossa própria existência. Dessa forma, mais do que antropomorfizar um objeto marinho, ele dá rosto para nossos sentimentos, personificados em alguém que, apesar de absurdo, é um retrato perfeito do que é viver à deriva desse oceano de sensações que é a vida.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Marcel The Shell With Shoes On | Official Trailer HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/k98Afd7Nf3Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A verdade é que Cruella surpreende os desfiles, impressiona os críticos e conquista os holofotes</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2021 16:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Júlia Paes de Arruda Pensar na existência de um segundo live action da vilã de 101 Dálmatas não era muito animador. Seria à altura da icônica performance de Glenn Close na adaptação de 1996? Pois é, quando Emma Stone apareceu num look exuberante, já deu pra notar que não seria igual ao outro. De protagonistas, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cruella-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A verdade é que Cruella surpreende os desfiles, impressiona os críticos e conquista os holofotes"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21060" aria-describedby="caption-attachment-21060" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21060 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-1-Cruella.jpeg" alt="Foto retangular de uma cena de Cruella. A atriz Emma Stone está no centro, em pé, com braços e pernas abertas, com o corpo inclinado para a esquerda. Ela é branca e possui os cabelos presos no alto, metade branco (lado esquerdo dela) e metade preto (lado direito dela). Ela usa um vestido comprido metade preto (do lado direito) e metade branco com manchas pretas (lado esquerdo), como um dálmata. Próximo ao peito, tem três fivelas pretas. O vestido possui um capuz preto. Ela usa botas pretas compridas e luvas curtas pretas de renda. Ela segura uma bengala preta na mão direita. Emma está numa passarela. Ao fundo, tem fumaça colorida e fogos de artifício. Em ambos os lados da passarela, estão a plateia, com pessoas aplaudindo e fotógrafos." width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-1-Cruella.jpeg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-1-Cruella-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-1-Cruella-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-1-Cruella-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21060" class="wp-caption-text">“Eu sou mulher, me ouça rugir” (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Júlia Paes de Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensar na existência de um segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">live action</span></i><span style="font-weight: 400;"> da vilã de </span><i><span style="font-weight: 400;">101 Dálmatas</span></i><span style="font-weight: 400;"> não era muito animador. Seria à altura da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VApVpvcGW1A"><span style="font-weight: 400;">icônica performance de Glenn Close</span></a><span style="font-weight: 400;"> na adaptação de 1996? Pois é, quando Emma Stone apareceu num </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> exuberante, já deu pra notar que não seria igual ao outro. De protagonistas, os cachorros passaram a ser meros figurantes. A antagonista invade a Londres da década de 70 carregada pela moda, cheia de frustrações e mágoas de um passado solitário. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AX2Bj-_Jc10"><i><span style="font-weight: 400;">Original, criminosa, vestida para matar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruella</span></i><span style="font-weight: 400;"> se apresenta para nós. </span></p>
<p><span id="more-21059"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha a jornada de Estella (Emma Stone), uma criança geniosa e determinada, até a fase adulta de pequenos crimes, ao lado de Gaspar (Joel Fry, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-quinta-temporada-briga-pelo-trono-pormenor-ser-superado/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Horácio (Paul Walter Hauser, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobra-kai-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). Inspirada pela mãe, a jovem mantém o desejo de um dia se tornar uma grande estilista. Seu talento chama a atenção da Baronesa Von Hellman (Emma Thompson), dona de uma influente grife e, a partir daí, uma sucessão de eventos farão com que Estella desapareça para que Cruella se materialize. É como se enxergássemos duas personalidades: enquanto Cruella esbanja poder, Estella é uma garota tímida e sonhadora.</span></p>
<figure id="attachment_21061" aria-describedby="caption-attachment-21061" style="width: 1906px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21061" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2-Cruella.jpg" alt="Foto retangular de uma cena de Cruella. A atriz Emma Stone está no centro, do peito para cima, como Estella. Ela é branca, possui olhos azuis claros e contornados com lápis e cabelos vermelhos escuros. Ela usa uma boina preta, um casaco preto e segura uma mochila preta nas costas. O fundo está desfocado, mas se trata de uma rua de Londres." width="1906" height="1011" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2-Cruella.jpg 1906w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2-Cruella-800x424.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2-Cruella-1024x543.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2-Cruella-768x407.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2-Cruella-1536x815.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-2-Cruella-1200x637.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21061" class="wp-caption-text">Será que estamos de frente com uma nova versão de O Diabo Veste Prada? (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O mérito de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruella</span></i><span style="font-weight: 400;"> é de Emma Stone. A atriz sai da cômica Hannah de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WAZOAm3aiVM"><i><span style="font-weight: 400;">Amor à Toda Prova</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e da dramática Mia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/la-la-land-o-sabor-agridoce-da-nostalgia/"><i><span style="font-weight: 400;">La La Land</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para despertar a brilhante Cruella De Vil. Seu visual monocromático vibra, grita e abala os olhares gélidos e neblinosos da tediosa capital britânica. Stone se sente à vontade no papel visto que entrega cargas dramáticas com muito fôlego ao mesmo tempo que se solta para performar uma complexa e surpreendente vilã. Ela consegue transitar do ácido ao engraçado em segundos de cenas. Nossos olhos ficam fixos na sua transformação cheia de </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour </span></i><span style="font-weight: 400;">e nem um pouco entediante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cereja do bolo é Emma Thompson, que se desprende da boba professora </span><a href="https://harrypotter.fandom.com/pt-br/wiki/Sibila_Trelawney"><span style="font-weight: 400;">Sibila Trelawney</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban </span></i><span style="font-weight: 400;">para dar lugar à egocêntrica Baronesa. Sua versatilidade é magnífica, incorporando uma solidão e obscuridade dignos de uma elite hipócrita da época. Aderindo somente a tons clássicos da alta costura, Thompson constrói uma personagem megalomaníaca, capaz de descartar tudo e todos para se manter no </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">da grandeza.</span></p>
<figure id="attachment_21066" aria-describedby="caption-attachment-21066" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella-1.png" alt="Foto retangular de uma cena de Cruella. A atriz Emma Stone está no centro, do peito para cima, como Cruella. Ela é branca, possui olhos azuis claros com sombra preta e usa um batom vermelho na boca. O cabelo é curto e ondulado, metade branco (lado esquerdo dela) e metade preto (lado direito dela). Ela veste uma jaqueta de couro preta e uma gargantilha também preto. O fundo está desfocado, mas ela está num campo verde. Ao seu lado, está o ator Paul Walter Hauser. Ele é branco, possui cabelos curtos e usa um chapéu preto. Ele veste uma camisa preta. Ao lado esquerdo de Emma, está uma silhueta de uma pessoa. Ela veste um chapéu e roupa preta. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella-1.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21066" class="wp-caption-text">A vilã monocromática já apareceu na série Once Upon a Time e foi tema de um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Je9ZfezquCI">clipe</a> de Selena Gomez (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de Baronesa, temos John (</span><a href="http://personaunesp.com.br/shazam-critica/"><span style="font-weight: 400;">Mark Strong</span></a><span style="font-weight: 400;">) que é basicamente o </span><a href="https://www.geekproject.com.br/2020/04/20-famosos-que-sao-incrivelmente-parecidos/"><span style="font-weight: 400;">próprio Nigel de Miranda Priestly</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além de ser o mordomo/assistente, John tem papel fundamental para que Cruella se defina e se estruture como a personagem que conhecemos. O filme </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;"> da vilã de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159075/"><i><span style="font-weight: 400;">101 Dálmatas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também nos apresenta Anita e Roger, os donos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fuYZ21R8-bQ"><span style="font-weight: 400;">Pongo e Perdita</span></a><span style="font-weight: 400;">. O diferencial é que, no </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">, os dois não são um casal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anita (</span><a href="https://personaunesp.com.br/por-que-as-mulheres-matam-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kirby Howell-Baptiste</span></a><span style="font-weight: 400;">) é uma jornalista, que auxilia Cruella a se destacar nas manchetes londrinas. Já Roger (</span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kayvan Novak</span></a><span style="font-weight: 400;">) é o mero advogado da Baronesa. Ambos não desempenham uma função de proeminência, porém se tornam referências icônicas do desenho animado. A mudança para uma </span><a href="https://exame.com/casual/remakes-de-filmes-e-series-ha-limite-para-troca-de-etnias/"><span style="font-weight: 400;">atriz negra</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um </span><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/sete-filmes-para-conhecer-o-cinema-iraniano-1.391829"><span style="font-weight: 400;">ator descendente de iranianos</span></a><span style="font-weight: 400;"> busca trazer a representatividade, mas, pelos poucos momentos dos personagens em tela, a proposta acaba se tornando mais uma estratégia comercial.</span></p>
<figure id="attachment_21062" aria-describedby="caption-attachment-21062" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21062" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella.png" alt="Foto retangular de uma cena de Cruella. A atriz Emma Stone está no centro, do peito para cima, como Cruella. Ela é branca, possui olhos azuis claros e cabelos presos para cima, metade branco (lado esquerdo dela) e metade preto (lado direito dela). Ela possui uma maquiagem preta sobre o rosto como fundo e os escritos “THE FUTURE” e um batom vermelho brilhante. Ela veste uma jaqueta preta de couro, com gola. O fundo está um pouco desfocado, mas do lado esquerdo de Emma se vê vários fotógrafos segurando câmeras antigas pretas. O lado direito de Emma está com uma fumaça branca." width="1200" height="799" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-3-Cruella-768x511.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21062" class="wp-caption-text">Cruella abraça a estética rebelde, abusando de ornamentos ousados e excêntricos, como o longo vestido feito de antigas produções de Baronesa espalhados pelo lixo (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não se pode falar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruella </span></i><span style="font-weight: 400;">sem explorar a ousadia e a vaidade de seus figurinos. A </span><i><span style="font-weight: 400;">designer </span></i><span style="font-weight: 400;">Jenny Beavan, ganhadora de dois </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscars</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; um deles por </span><a href="https://personaunesp.com.br/mad-max-estrada-da-furia-o-reboot-da-distopia/"><i><span style="font-weight: 400;">Mad Max: Estrada da Fúria</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015), se inspirou no movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">da década de 70 para demonstrar a rebeldia que a personagem precisava. Em meio ao ambiente urbano, Cruella é a própria visão do futuro. </span></p>
<p><a href="https://theshoppers.com/pt-br/moda/moda-anos-70/"><span style="font-weight: 400;">Nesse período</span></a><span style="font-weight: 400;">, a alta costura deixou de ser algo exclusivo e começou o processo de democratização da moda. Visuais </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Celebridades/noticia/2021/06/john-stamos-ironiza-politico-que-reclamou-de-personagem-gay-extravagante-em-cruella.html"><span style="font-weight: 400;">andróginos</span></a><span style="font-weight: 400;"> estavam em alta, fazendo transparecer a sexualidade, a liberdade e a criatividade. O </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/punk-na-moda/"><span style="font-weight: 400;">movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, muitas vezes incompreendido, substituiu o colorido e o </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> da discoteca pelas jaquetas de couro pretas, um visual grotesco e as tachas pontiagudas. A vilã abusa da extravagância e de maquiagens carregadas. A fúria e o desejo de vingança se revelam através de suas roupas e, assim, Estella transforma-se em Cruella. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A audácia da personagem também se reflete nas suas atrevidas exibições. No meio de um monótono baile preto e branco, Cruella encarna uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6zYJQoDUFHo"><span style="font-weight: 400;">Katniss Everdeen</span></a><span style="font-weight: 400;"> e abre espaço para o vermelho vivo tomar conta da celebração. Ela não tem medo de se arriscar e não nega o grandioso talento que possui em mãos. Ousa em tecidos, cortes e costuras exóticas para sacudir as passarelas dominadas pela Baronesa. É assim que ela conquista seu espaço.</span></p>
<figure id="attachment_21063" aria-describedby="caption-attachment-21063" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21063" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-4-Cruella.jpg" alt="Foto retangular de uma cena de Cruella. A atriz Emma Stone está no centro, em cima de um carro antigo prata. Ela é branca e possui cabelo metade branco (lado esquerdo dela) e preto (lado direito dela). Ela usa um vestido comprido, com a parte superior preta com adereços em dourado e uma saia longa de pétalas de flores, num degradê, de cima para baixo, do vermelho ao preto. Sua mão direita está levantada, com os dedos para cima, e sua mão esquerda, levemente levantada com os dedos apontando para a esquerda. Ao fundo, está um muro cinza, com três janelas grandes e arredondadas na parte superior. No centro da terceira janela (ao lado direito), um vidro está aberto. Em frente a esse muro, estão diversas pessoas paradas olhando para Cruella, algumas com câmeras antigas pretas tirando fotos (próximas ao lado esquerdo da imagem) e outras apenas em pé, parados com mãos no bolso e cruzadas na frente do corpo. Na parte inferior da imagem, é possível ver cabeças de pessoas tirando fotos de Cruella. " width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-4-Cruella.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-4-Cruella-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Foto-4-Cruella-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21063" class="wp-caption-text">Esse <a href="https://exame.com/casual/referencias-de-moda-constroem-a-narrativa-vingativa-em-cruella/">vestido de Cruella</a> foi costurado a mão, feito com mais de 5.000 pétalas de flores e com uma saia tão longa que possibilitou cobrir um carro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/malevola-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Malévola</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme de Craig Gillespie (</span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/fogo-em-gelo-o-que-e-verdade-ou-quase-isso-no-filme-eu-tonya.phtml"><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Tonya</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">) </span></i><span style="font-weight: 400;">é um acerto. Talvez pela participação de Emma Stone e de Glenn Close na produção executiva, unindo gerações de atrizes incríveis num trabalho que prometia muito. A diretora de arte </span><a href="https://variety.com/2021/artisans/news/cruella-production-designer-fiona-crombie-1234984410/"><span style="font-weight: 400;">Fiona Crombie</span></a><span style="font-weight: 400;"> também merece os cumprimentos, já que ela consegue transparecer ambas as personalidades da personagem de Stone de maneira sutil, mas decisiva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto estamos com o olhar em Estella, as cenas escritas por Dana Fox e </span><a href="https://spinoff.com.br/tony-macnamara-de-a-favorita-fala-sobre-os-desafios-da-serie-the-great/"><span style="font-weight: 400;">Tony McNamara</span></a><span style="font-weight: 400;"> (juntamente com Aline Brosh McKenna, Kelly Marcel e Steve Zissis adaptando a história de Dodie Smith) se desenrolam com mais suavidade, acompanhando o desempenho da jovem compartilhando a vida com seus novos parceiros. Quando Cruella toma posse, tudo acaba virando caótico: a organização do apartamento, os desenhos nas modelos, a relação entre a vilã e seus (agora) capangas. A iluminação dos cenários também acompanha esse desenrolar, transitando de uma paleta mais amarelada para uma mais avermelhada, quase um vinho, mais sombrio.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É em seu filme </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">que conhecemos a obsessão da antagonista por dálmatas, tão evidente na elegante atuação de Glenn Close. Os cachorros demarcam um momento de dor da personagem, ao mesmo tempo que reforçam seu poder, sua ascensão num novo patamar. Seu alter ego maléfico assume a nova posição e nos confrontamos com uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/aves-de-rapina-critica/"><span style="font-weight: 400;">anti-heroína</span></a><span style="font-weight: 400;"> extraordinária e destemida.  </span></p>
<figure id="attachment_21067" aria-describedby="caption-attachment-21067" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21067 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/CRUELLA-2021-70.jpg.jpg" alt="Pôster retangular de divulgação de Cruella. Nela, estão presentes os atores Paul Walter Hauser, Emma Stone e Joel Fry, respectivamente. Paul está de frente, apoiado numa moto prata antiga. Ele veste uma boina marrom, camisa marrom, um casaco comprido verde, uma calça jeans com barra e botas marrons. Ao seu lado, sentado no banco da moto, está um cachorro caramelo peludo. À frente de Paul, próxima da câmera, está Emma como Cruella. Ela possui os cabelos metade branco (lado esquerdo dela) e preto (lado direito dela) e maquiagem preta carregada nos olhos. Ela veste uma blusa de manga comprida preta de couro e uma calça também preta. Elas está com as duas mãos na frente do corpo, segurando três coleiras com três dálmatas, que estão na sua frente. Ao lado de Emma, mas atrás, está o ator Joel. Ela veste um chapéu marrom, uma blusa vinho e uma jaqueta marrom. Os três estão num terreno de demolição, com uma construção grande e aos pedaços ao fundo. " width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/CRUELLA-2021-70.jpg.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/CRUELLA-2021-70.jpg-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/CRUELLA-2021-70.jpg-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/CRUELLA-2021-70.jpg-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/CRUELLA-2021-70.jpg-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21067" class="wp-caption-text">“Acho que eles sempre tiveram medo que eu fosse uma psicopata” (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A pegada </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se limita aos trajes de Cruella. Esse estilo também se faz presente dentro da </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/5rOJpiF22y62zZWQJswegW?si=a49e85fdda6743d0"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> do filme, o que contribuiu para essa áurea mais sombria. Além das </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-maio-2021/"><span style="font-weight: 400;">criações de Nicholas Britell</span></a><span style="font-weight: 400;"> (indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">por </span><a href="https://open.spotify.com/album/5evArWgt3lYByavFqzbo5x?si=Ns1cYwgESfmQFvVz1Meq0g"><i><span style="font-weight: 400;">Moonlight: Sob a Luz do Luar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://open.spotify.com/album/0fJDCdcog8975mFnYSCKZT?si=l1mEW9aZRa6CAulHi2zt3A"><i><span style="font-weight: 400;">Se a Rua Beale Falasse</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">, músicas de </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/as-inspiracoes-punks-de-cruella-de-vivienne-westwood-ao-the-clash/"><span style="font-weight: 400;">The Clash</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-night-at-the-opera-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">Queen</span></a><span style="font-weight: 400;">, Black Sabbath e Deep Purple criam a atmosfera do lado ácido da vilã. Entretanto, existem quebras de ritmos mais pesados com as divertidas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BN1WwnEDWAM"><i><span style="font-weight: 400;">Should I Stay or Should I Go</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_zBwRDEFMRY"><i><span style="font-weight: 400;">One Way or Another</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que espelham a ironia e o deboche da antagonista. Tudo foi milimetricamente pensado para que as duas particularidades de Cruella pudessem transparecer para o público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Juntamente com uma instrumentalidade espetacular, o diretor Craig Gillespie une uma narrativa primordialmente vinda do público infantil com o adulto, trazendo o equilíbrio entre o drama e a comédia. Ele procura dar profundidade aos capangas de Cruella para que eles possam acrescentar aos arcos da vilã e não servir apenas como burros de carga. Enquanto Gaspar é inteligente, Horácio é o alívio cômico, dono das cenas mais divertidas. Os dois funcionam como questionadores da vilania da amiga. Dessa forma, o trio não forma apenas uma gangue, mas sim uma família.</span></p>
<figure id="attachment_21068" aria-describedby="caption-attachment-21068" style="width: 979px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21068 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/cru-e1622921997306.jpg" alt="Foto retangular de uma cena de Cruella. A atriz Emma Stone está no centro, dos ombros para cima, como Cruella. Ela é branca de olhos azuis claros e usa maquiagem preta nos olhos e batom vermelho na boca. Ela está com o cabelo curto, ondulado, metade branco (lado esquerdo dela) e metade preto (lado direito dela). Ela veste uma jaqueta preta e uma gargantilha também preta. O fundo está desfocado. No lado esquerdo da imagem, é possível ver cinco luzes redondas amarelas acesas (duas em cima e três embaixo). Atrás de Cruella, se vê uma lareira. No lado direito da imagem, se vê um homem em pé, de terno e gravata, com os braços na frente do corpo. Atrás dele é possível ver duas luzes redondas amarelas acesas." width="979" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/cru-e1622921997306.jpg 979w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/cru-e1622921997306-800x588.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/cru-e1622921997306-768x565.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21068" class="wp-caption-text">A famosa piteira de cigarros de Cruella não foi adicionado no live action pois, desde 2007, <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/feitos-desfeitas/disney-proibe-cigarro-em-seus-filmes/">a Disney proíbe cenas de fumo</a> em todas as suas produções (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Cruella </span></i><span style="font-weight: 400;">reinventa a fórmula de sucesso do desenho animado e faz com que Emma Stone deixe sua marca, tanto que já acumula mais de </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/05/31/cruella-assume-a-lideranca-na-bilheteria-nacional-e-arrecada-r-16-milhao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">um milhão e meio de dólares</span></a><span style="font-weight: 400;"> de arrecadação nos cinemas. Incorporando novos aspectos, mas ainda mantendo-se na tradicionalidade, o filme é completo e dinâmico. Com uma cena pós-créditos (</span><i><span style="font-weight: 400;">obrigada pelos feitos, Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">) curiosa, a trajetória de Cruella começa de maneira majestosa. Se depender de Craig Gillespie para criar </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-158981/"><span style="font-weight: 400;">novos filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">solos </span></i><span style="font-weight: 400;">de vilãs queridas</span></a><span style="font-weight: 400;">, temos uma próxima onda de </span><i><span style="font-weight: 400;">live-actions </span></i><span style="font-weight: 400;">belíssimos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> para degustar. </span></p>
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