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	<title>Arquivos HQ &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Para revolucionar Ultimate Homem-Aranha, só com Peter Parker LGBT+</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 15:19:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Davi Marcelgo  Desde que o Cabeça de Teia surgiu, em 1962, na revista Amazing Fantasy #15, muitos autores e desenhistas assumiram o controle das histórias e tentaram, à sua maneira, trazer algum frescor no universo do herói. Porém, ainda que Peter Parker tenha saído do colégio e prometido votos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ultimate-homem-aranha-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Para revolucionar Ultimate Homem-Aranha, só com Peter Parker LGBT+"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso</i></b><i><span style="font-weight: 400;">: </span></i><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_34997" aria-describedby="caption-attachment-34997" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34997" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/F9dScS9XUAAyLOn-e1724867850515-800x406.jpg" alt="Ilustração do quadrinho Ultimate Homem-AranhaNo desenho, Peter Parker está junto com sua família, eles estão posando para uma foto. Peter está no meio, sentado e veste o uniforme de Homem-Aranha. O traje é na cor vermelha, com linhas imitando uma teia por todo corpo, exceto no antebraço que é na cor azul marinho. No peito, há uma aranha preta desenhada. Peter é um homem de pele clara, cabelos lisos na cor castanha e barba grande da mesma cor. Do seu lado direito, está o filho mais velho. Na faixa dos 15 anos, o garoto tem pele clara, olhos verdes e cabelos ruivos. Está vestindo uma camisa de botões e gola alta na cor vinho. Do lado esquerdo, com o braço em cima do ombro de Peter, o abraçando, está Mary Jane, sua esposa. Ela é uma mulher branca, na faixa dos 40 anos, de cabelos ruivos e olhos verdes. No rosto ela possui sardas. Está vestindo uma blusa branca de mangas curtas e usa um colar com pingente de coração. À sua frente, segurando a mão da mãe, está a filha mais nova. Ela possui as mesmas características físicas da mãe, tem por volta de 8 anos e veste uma roupinha cor-de-rosa. O fundo é uma parede bege. " width="800" height="406" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/F9dScS9XUAAyLOn-e1724867850515-800x406.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/F9dScS9XUAAyLOn-e1724867850515-1024x520.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/F9dScS9XUAAyLOn-e1724867850515-768x390.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/F9dScS9XUAAyLOn-e1724867850515-1200x609.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/F9dScS9XUAAyLOn-e1724867850515.jpg 1505w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34997" class="wp-caption-text">O primeiro volume, que chegou ao Brasil em Novembro de 2024, compila as primeiras seis edições em um único encadernado (Foto: Panini Comics)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que o Cabeça de Teia surgiu, em 1962, na revista </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/tbt-da-marvel-a-primeira-aparicao-do-homem-aranha-em-amazing-fantasy-15"><i><span style="font-weight: 400;">Amazing Fantasy</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">#15</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, muitos autores e desenhistas assumiram o controle das histórias e tentaram, à sua maneira, trazer algum frescor no universo do herói. Porém, ainda que Peter Parker tenha saído do colégio e prometido votos de matrimônio, de alguma forma, ele voltava </span><a href="https://jamesons.com.br/o-dia-em-que-o-homem-aranha-fez-um-pacto-com-o-demonio/"><span style="font-weight: 400;">à estaca zero</span></a><span style="font-weight: 400;">: um personagem solitário que não podia se relacionar com ninguém sem que uma tragédia acontecesse. Os fãs reclamavam em redes sociais sobre o vai e vem, pedindo por tramas que saíssem da rotina. Em Março de 2024, o pedido foi atendido. Após o retorno da linha </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-comics/marvel-ultimate-tudo-entenda-o-universo"><i><span style="font-weight: 400;">Ultimate</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegava às bancas dos Estados Unidos a primeira edição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimate Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrita por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P4a770H4yKQ"><span style="font-weight: 400;">Jonathan Hickman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ilustrada por Marco Checchetto. Trazendo o protagonista mais velho, casado e com filhos, a maior diferença é que, neste universo, o Homem-Aranha não existe – pelo menos até as últimas páginas da primeira edição. </span></p>
<p><span id="more-34996"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, </span><a href="https://ovicio.com.br/10-fatos-sobre-o-criador-o-reed-richards-ultimate/"><span style="font-weight: 400;">O Criador</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma versão malvada de Reed Richards (o Sr. Fantástico), apaga a existência de todos os heróis da história, </span><a href="https://www.instagram.com/p/DArSH8RydeQ/?img_index=5"><span style="font-weight: 400;">impedindo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que eles ganhem seus poderes. O Capitão América não é descongelado, a Tempestade não está com os X-Men e Parker nunca foi picado pela aranha radioativa; fator que permitiu a construção de uma família e uma vida sem grandes responsabilidades. No entanto, o Rapaz de Ferro (Tony Stark) descobre o plano do vilão, fazendo de tudo para despertar habilidades nas pessoas que vivem vidas não destinadas à elas: é ele quem entrega uma aranha para Peter Parker. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa narrativa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><span style="font-weight: 400;">destino</span></a><span style="font-weight: 400;"> (que você não escolhe) e, principalmente, de sentir que há algo faltando na vida – uma reclamação constante do protagonista durante os primeiros volumes – soa como uma experiência </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/diversidade/noticia/2022/06/29/o-que-e-ser-queer.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, talvez, isso seja o máximo de diferente que a nova saga tem em comparação com o universo regular do personagem. É claro, de algum modo, o texto precisa ficar familiar para os leitores, mas se o herói como conhecemos ainda existe em outro gibi, por que este não pode abraçar, de vez, o revolucionário?</span></p>
<figure id="attachment_34998" aria-describedby="caption-attachment-34998" style="width: 670px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34998" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/benultimate.jpg" alt="Ilustração do quadrinho Ultimate Homem-AranhaNo desenho, Tio Ben olha para trás e diz “Tá na hora de acordar”. Ele é um homem idoso, na faixa dos 60 anos, de pele clara e cabelos brancos. Está vestindo uma camisa social branca com gola alta. Do lado esquerdo, há o balão que reproduz sua fala. O fundo é um cenário de cores pretas e marrons. " width="670" height="202" /><figcaption id="caption-attachment-34998" class="wp-caption-text">A canônica morte de Tio Ben é desfeita na nova série (Foto: Panini Comics)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O sentimento de ter uma vida roubada faz parte do processo de aceitação de uma pessoa LGBT+, seja a infância perdida ou a adolescência tardia, com a simulação de um ‘falso eu’. No vídeo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=icWAJIw8670"><em>A Dupla Personalidade na Cultura Pop</em></a> para seu canal no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=de0ARQNX_1U"><span style="font-weight: 400;">Thiago Ora</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz uma alusão da vida secreta dos super-heróis e de homens gays; ambos precisam esconder uma parte de suas existências para sobreviverem. Em um diálogo com seu tio, o protagonista diz que “&#8230;<i>não é de hoje que eu penso que tem alguma coisa errada com a minha vida</i>…”, em outro, Harry Osborn faz indagações sobre as consequências de viver essa vida escondida das pessoas que ama. Nesse novo título do aracnídeo, a temática é ainda mais presente, porque a vida de Parker como pai, marido e repórter só dá certo ao nunca ter tido contato com seu duo, começando a ser abalada ao despertar esse lado. </span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão desta suposta renovação do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;"> é que ele ainda é o mesmo: branco, cis, hétero e com o sonho de ter uma família nuclear. Convenhamos, um Homem-Aranha </span><i><span style="font-weight: 400;">gay</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou bi, abalaria o ‘mundinho’ </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embora, no Brasil, apenas seis edições tenham sido lançadas, já dá para prever – seja lendo a obra ou acompanhando as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2pCj50NWwFk"><span style="font-weight: 400;">teorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> de outros leitores – que os caminhos a serem seguidos caem no lugar-comum: personagens morrendo, pessoas próximas se revelando como vilãs e a dificuldade em conciliar a vida dupla. Não há uma ruptura entre Peter Parker do universo regular e </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimate</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na nova versão, Tio Ben está vivo e Tia May quem morreu, novamente, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> cai em clichês, no entanto, os idealizadores conseguem bons frutos dessa ideia. O melhor destaque do quadrinho é a dupla veterana de jornalistas, formada por Ben Parker e  J. Jonah Jameson. Após o Clarim Diário passar por mudanças editoriais, Wilson Fisk, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/1-temporada-demolidor-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rei do Crime</span></a><span style="font-weight: 400;">, assume a editoria do jornal, então, Jameson e Parker se demitem, criando sua própria empresa. Dois ‘velhos’ confortáveis em suas antigas profissões, lutando contra o sistema e investigando sobre a sujeira em Nova York é a grande novidade do gibi, só o núcleo deles dá ingredientes para uma aventura solo. </span></p>
<figure id="attachment_34999" aria-describedby="caption-attachment-34999" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34999" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ultimate-homem-aranha-vol-1-2024-plano-critico-800x533.jpg" alt="Ilustração do quadrinho Ultimate Homem-AranhaNo desenho, Homem-Aranha leva Mary Jane nas costas para um passeio pela cidade, atirando teias nos prédios. O herói está com as mãos abertas, soltando teia. O uniforme que ele veste é vermelho no peito, mãos, braços, cabeça e pés, com linhas pretas que imitam uma aranha. No antebraço, nas costelas e pernas a cor é azul marinho. No peito há uma aranha preta desenhada. A máscara contém dois olhos brancos grandes. Mary Jane está sorrindo, com os cabelos esvoaçados e ela abraça o Homem-Aranha. Ela é uma mulher branca, na faixa dos 40 anos, de cabelos ruivos e olhos verdes. No rosto ela possui sardas. Está vestindo uma camiseta preta, calça branca e um tênis. O cenário é de amanhecer e há prédios. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ultimate-homem-aranha-vol-1-2024-plano-critico-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ultimate-homem-aranha-vol-1-2024-plano-critico-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ultimate-homem-aranha-vol-1-2024-plano-critico-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ultimate-homem-aranha-vol-1-2024-plano-critico.jpg 1170w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34999" class="wp-caption-text">Mary Jane é a esposa de Peter, enquanto Gwen Stacy é o par romântico de Harry Osborn (Foto: Panini Comics)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecido por enredos megalomaníacos, acompanhados de, literalmente, infográficos e muitos conceitos de ficção científica, Jonathan Hickman está com os pés no chão no primeiro arco, deixando as ideias de pirar a cabeça para a revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Universo Ultimate </span></i><span style="font-weight: 400;">e os </span><a href="https://ovicio.com.br/supremos-se-reunem-em-previas-de-nova-hq-do-universo-ultimate/"><i><span style="font-weight: 400;">Supremos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto o Aranha fica com as consequências das tramoias do Criador em uma perspectiva dos becos e ruas de Nova York. </span><a href="https://www.marvel616.com/2024/05/marvel-divulga-preview-revelando-origem.html"><span style="font-weight: 400;">David Messina</span></a><span style="font-weight: 400;">, que ilustra o número </span><i><span style="font-weight: 400;">#4</span></i><span style="font-weight: 400;">, compõe ótimos quadros que criam tensão. A conversa na mesa desta edição com o </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> em nove quadros é excelente e ver Peter, mais uma vez, aprendendo a usar os poderes é divertido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sem um grande fator novidade, é interessante a versão assumidamente sádica de </span><a href="https://ovicio.com.br/homem-aranha-marvel-revela-previa-de-nova-hq-do-universo-ultimate/"><span style="font-weight: 400;">Harry Osborn</span></a><span style="font-weight: 400;"> e acompanhar a dinâmica familiar de Peter Parker com sua filha, que descobre a identidade secreta do pai, causa bons risos. Outros momentos são bem sensíveis e parte da natureza urbana do aracnídeo, como o batismo do herói feito por Mary Jane ou a escolha de cores do uniforme pela filha. O início de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimate Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é dispensável e muito menos o grande divisor de águas do herói, mas sobe em uma teia qualquer. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Corre, Barry! A maldição do filme-evento chegou no universo de The Flash</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Feb 2024 19:00:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal É praticamente impossível falar sobre The Flash sem mencionar o caso Ezra Miller e os seus desdobramentos. O longa-metragem foi adiado inúmeras vezes, tendo a primeira data de estreia para o ano de 2018. Trocas na direção, a pandemia do Coronavírus e problemas com a estrela principal fizeram com que a produção &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-flash-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Corre, Barry! A maldição do filme-evento chegou no universo de The Flash"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32451" aria-describedby="caption-attachment-32451" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32451" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/flash-destaque.jpg" alt="Cena do filme The Flash. Na imagem, Ezra Miller, pessoa não binárie que interpreta Flash, usa um traje vermelho com raios ao longo do uniforme. Ele está sério e em posição de corrida. " width="900" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/flash-destaque.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/flash-destaque-800x462.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/flash-destaque-768x444.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32451" class="wp-caption-text">Finalmente temos um filme de Barry Allen nos cinemas (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É praticamente impossível falar sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">The Flash </span></i><span style="font-weight: 400;">sem mencionar </span><a href="https://www.itatiaia.com.br/editorias/entretenimento/2023/06/15/the-flash-relembre-polemicas-de-ezra-miller-ator-que-interpreta-o-personagem-principal-do-filme-da-dc"><span style="font-weight: 400;">o caso Ezra Miller</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os seus desdobramentos. O longa-metragem foi adiado inúmeras vezes, tendo a primeira data de estreia para o ano de 2018. Trocas na direção, a pandemia do Coronavírus e problemas com a estrela principal fizeram com que a produção saísse apenas em Junho de 2023. A postura de Miller, fora das câmeras, é um acontecimento à parte, uma vez que a lista de crimes cometidos por elu é vasta e demanda que se tenha uma conversa prévia acerca dos ocorridos.</span></p>
<p><span id="more-32449"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://cosmonerd.com.br/opinanerd/obra-vs-autor-a-devemos-aprender-a-separa-los/"><span style="font-weight: 400;">discussão sobre separar a obra do artista</span></a><span style="font-weight: 400;"> está mais fervorosa do que nunca. Não se aceita mais – como sempre deveria ter sido – um longa cinematográfico com a existência de talentos problemáticos, já que são eles que dão vida a personagens queridos por fãs ao redor do globo. E com o carismático Barry Allen não seria diferente: por interpretar o homem mais veloz do mundo, Ezra Miller tinha o compromisso de fazer o seu trabalho da forma correta, mas o histórico criminal delu se entrelaçou à produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que dificulta a análise do filme sem esse histórico lamentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comandado por Andy Muschietti (</span><a href="https://personaunesp.com.br/it-a-coisa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">It &#8211; A Coisa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), o filme de origem do super-herói tem como principal tema o </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-o-flashpoint.html#list-item-2"><i><span style="font-weight: 400;">Flashpoint</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, icônica história em que o personagem volta no tempo para mudar o momento mais traumatizante da sua vida, a morte da mãe, Nora Allen (Maribel Verdú). Criando uma outra linha temporal, o jovem se vê em apuros com a inevitável transformação de tudo que conhece em uma realidade completamente diferente. A partir disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Flash</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem dois grandes propósitos: apresentar ao público o seu protagonista e retratar de maneira fiel um dos arcos mais interessantes de Allen. </span></p>
<figure id="attachment_32452" aria-describedby="caption-attachment-32452" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32452" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/dois.barrys.e.a.supergirl.jpg" alt="Cena do filme The Flash. Na imagem, Ezra Miller, pessoa não binárie que interpreta as duas versões de Flash e Sasha Calle, intérprete da heroína Supergirl, estão parados. Da esquerda para a direita, o uniforme da primeira versão do herói é composto por um traje da cor azul escura com algumas partes vermelhas e um raio amarelo no centro; o uniforme da segunda versão do Flash é todo vermelho e possui um círculo branco no centro do traje com um raio dourado na frente; e o uniforme da Supergirl é azul, com o símbolo “S” no centro dele e uma capa vermelha." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/dois.barrys.e.a.supergirl.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/dois.barrys.e.a.supergirl-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/dois.barrys.e.a.supergirl-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32452" class="wp-caption-text">Em The Flash, o Ponto de Ignição é o arco principal (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cena inicial evidencia que as intenções não foram concretizadas. Em menos de cinco minutos, Batman (Ben Affleck) participa da clássica cena de perseguição presente em filmes do gênero, mostrando que aqui o foco, infelizmente, não é o Flash. Aliás, tanto em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ORJAE3pVOMY"><i><span style="font-weight: 400;">Capitão América: Soldado Invernal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> quanto em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WfV-0Yv5vNY"><i><span style="font-weight: 400;">O Espetacular Homem-Aranha 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, obras da concorrente </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, a história começa com o protagonista em perigo, no entanto, em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Flash</span></i><span style="font-weight: 400;">, a tentativa não tem o mesmo brilho. Isso porque, como presente nos títulos, as duas histórias mencionadas eram sequências dos longas que apresentavam esses personagens. Enquanto isso, na trama do homem mais rápido do mundo, parece que os envolvidos na produção se convencem de que o espectador já conhece e entende sobre o universo fantasioso, o que não é o caso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora isso, além da presença do Cavaleiro das Trevas, a querida </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-mulher-maravilha/"><span style="font-weight: 400;">Mulher-Maravilha</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Gal Gadot) aparece, utiliza o seu laço da verdade e sai de cena com uma frase-efeito. Mais uma vez, a excessiva quantidade de personagens destoa do resto da história, pois escancara em tela o descaso com seu personagem principal. É visível que as características de Barry Allen, bem como as especificidades de seu universo e os personagens que orbitam seu entorno são apenas frações dos 144 minutos recheados de surpresas para os fãs aficionados nas HQs.  </span></p>
<figure id="attachment_32453" aria-describedby="caption-attachment-32453" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/batman.michael.jpeg" alt="Cena do filme The Flash. Na imagem, Michael Keaton, homem branco intérprete do Batman, usa um traje preto com um símbolo de um morcego da mesma cor no centro do uniforme. " width="1024" height="524" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/batman.michael.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/batman.michael-800x409.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/batman.michael-768x393.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32453" class="wp-caption-text">Após 31 anos desde a sua última interpretação como Batman, o morcegão de Michael Keaton retorna à Gotham (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior problema de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Flash</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem sombra de dúvidas, é a relativização do pensamento crítico do seu público-alvo. Aqui, não importa conhecer o membro mais carismático da </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><span style="font-weight: 400;">Liga da Justiça</span></a><span style="font-weight: 400;">, mesmo que os acontecimentos presentes se deem a partir das ações de Allen. Então, ao tentar compreender o que está acontecendo, o telespectador se vê numa confusão maior do que aquela cometida pelo herói. Assim, conforme os minutos se passam, os deslizes causados pelo péssimo trabalho no longa ficam ainda mais evidentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da sua conturbada vida pública, Ezra Miller surpreende com a atuação e é um ótimo protagonista. Por conta da volta de Flash ao passado, uma outra realidade é criada e uma nova versão de Barry Allen se junta ao herói que já vimos em outros filmes da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;"> – como a sua breve aparição em </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/"><i><span style="font-weight: 400;">Batman Vs Superman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a sua participação em </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-carece-de-tracos-autorais-e-cai-no-ordinario/"><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Liga Da Justiça</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Miller tira de letra e interpreta com maestria os trejeitos das duas versões do mesmo personagem, sendo esses momentos de interações entre os seus diferentes ‘eus’, os melhores do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tradicional cena sobre o Multiverso, em que eles apostam nos diálogos expositivos acerca do tema, também se encontra em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Flash</span></i><span style="font-weight: 400;">. Explicada pelo </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/the-flash-por-que-o-retorno-do-batman-de-michael-keaton-e-tao-importante-252868/"><span style="font-weight: 400;">Batman de Michael Keaton</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o uso de macarrões, o Bruce Wayne da nova linha temporal é apenas um apoio aos demais personagens da história, uma vez que a sua participação para a trama é descartável. Além disso, a Supergirl (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TAF6hEeoSuk"><span style="font-weight: 400;">Sasha Calle</span></a><span style="font-weight: 400;">), prima do Superman, está presente, assim como os enquadramentos usados nas obras dos kryptonianos: nos momentos da personagem, o diretor capta a grandiosidade de Kara Zor-El ao colocá-la em câmera acima dos humanos. Entretanto, ambas as participações pouco acrescentam à construção de Barry, sendo reduzidas a puro </span><i><span style="font-weight: 400;">fan-service</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32454" aria-describedby="caption-attachment-32454" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32454" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/the.flash_.2023.jpg" alt="" width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/the.flash_.2023.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/the.flash_.2023-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/the.flash_.2023-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32454" class="wp-caption-text">O cativante Velocista Escarlate precisa consertar a sua bagunça (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo filme de herói precisa de um vilão, pois é ele que sustenta os conflitos da história inteira. No longa de estreia de Barry Allen, o antagonista é o General Zod (Michael Shannon), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DYa_vH9QZmc"><span style="font-weight: 400;">reprisando o seu papel</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem de Aço</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013). Reciclando personagem no aniversário de dez  anos do primeiro filme do Superman de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-witcher-lenda-do-lobo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Henry Cavill</span></a><span style="font-weight: 400;">, chega a ser cômico – para não dizer trágico –, o mau-caratismo em priorizar Zod aos </span><a href="https://www.aficionados.com.br/maiores-rivais-do-flash/"><span style="font-weight: 400;">incontáveis vilões de Flash</span></a><span style="font-weight: 400;">, dado que a história é sobre ele. Nesse sentido, colocar Shannon de volta é apostar todas as fichas no confortável, naquilo que já foi feito e não respeitar a essência do homem mais veloz do mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora isso, as cenas de luta escancaram o terrível </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;">, defendido pelo diretor com uma </span><a href="https://poltronanerd.com.br/filmes/the-flash-diretor-explica-motivo-do-cgi-estranho-no-filme-147305"><span style="font-weight: 400;">desculpa sem sentido</span></a><span style="font-weight: 400;">. Exageradas, as sequências que apresentam as potências de Flash como super-herói são fracas e, não ironicamente, chegam a ser lentas demais. Podendo ser uma referência ao </span><a href="https://screenrant.com/zack-snyder-movies-slo-mo-action-reason/"><i><span style="font-weight: 400;">slow motion</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Zack Snyder</span></a><span style="font-weight: 400;">, os combates se tornam um dos desfalques da trama. Outro ponto muito presente em histórias do gênero são as piadas, ainda mais se levarmos em conta o herói em questão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caso, todos os trocadilhos com velocidade são patéticos e não poderiam expor de forma mais clara a incompetência dos envolvidos no roteiro. Aliás, é preciso ‘dar nome aos bois’: John Francis Daley, Joby Harold, Jonathan Goldstein e Christina Hodson formam o quarteto que escreveu as tentativas de piadas, tornando o longa difícil de ser terminado. Vale destacar que Daley e Goldstein, ambos presentes no texto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-homecoming-o-homem-aranha-volta-empolgar/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: De Volta ao Lar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqui não conseguem repetir o feito alcançado com o teioso.</span></p>
<p><figure id="attachment_32455" aria-describedby="caption-attachment-32455" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32455" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/pai.de_.barry_.allen_.jpg" alt="Cena do filme The Flash. Na imagem, Ron Livingston, homem branco que interpreta o personagem Henry, usa um terno marrom com uma camisa branca. Ele está em um tribunal e atrás dele tem uma audiência acompanhando o julgamento." width="1920" height="1040" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/pai.de_.barry_.allen_.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/pai.de_.barry_.allen_-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/pai.de_.barry_.allen_-1024x555.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/pai.de_.barry_.allen_-768x416.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/pai.de_.barry_.allen_-1536x832.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/pai.de_.barry_.allen_-1200x650.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32455" class="wp-caption-text">Preso por um crime que não cometeu, Henry Allen (Ron Livingston) tem a ajuda do filho em busca da prova de sua inocência [Foto: Warner Bros. Pictures]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Quem se lembra de </span><a href="https://www.aficionados.com.br/iris-west-dc-comics/"><span style="font-weight: 400;">Iris West</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Kiersey Clemons)? A repórter do </span><i><span style="font-weight: 400;">Picture News </span></i><span style="font-weight: 400;">e par romântico de Barry Allen não possui desenvolvimento algum e o seu carisma – que pode ser visto na série da </span><i><span style="font-weight: 400;">CW</span></i><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Candice Patton – não é aproveitado devido à enorme quantidade de tramas que o longa deseja abordar. Temas como a relação do herói com West são necessários para o desenvolvimento de seu universo e, deixá-los de fora ou retratá-los com cenas curtas, é se desfazer da natureza do Velocista Escarlate. Allen, em termos de arcos de personagem, é muito rico e merece que as suas histórias sejam contadas, não colocadas em segundo plano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma cena final digna de um comercial de perfume, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Flash</span></i><span style="font-weight: 400;"> perde a corrida contra o tempo e se atrapalha com suas ideias infinitas. O sentimento, ao terminar o filme, é do que ele poderia ter sido: </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/10-melhores-filmes-origem-herois-marvel-dc.html#list-item-1"><span style="font-weight: 400;">uma boa história de origem</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nem mesmo os ínfimos momentos de alma que o longa possui conseguem fazer jus ao potencial que o herói tem para mostrar. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Às vezes, é preciso desistir</span></i><span style="font-weight: 400;">”, frase dita em certo ponto da história, lamentavelmente, resume o que foi a experiência dirigida por Muschietti. Desculpe, Barry Allen, mas dessa vez, você não foi o homem mais rápido. Na verdade, se atrasou e perdeu a corrida, aquela que sempre foi sua. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Flash – Trailer Oficial - Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Flo-U9hSjO4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>60 anos de X-Men e sua alegoria disruptiva</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Dec 2023 18:37:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos e Henrique Rabachini A história das HQs é datada desde o fim do século XIX, como uma evolução das tiras cômicas publicadas em jornais. Os primeiros quadrinhos eram voltados para o humor e a sátira, mas logo começaram a explorar outros gêneros como a aventura, o romance, o terror e a ficção científica. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/x-men-60-anos-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "60 anos de X-Men e sua alegoria disruptiva"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32055" aria-describedby="caption-attachment-32055" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32055" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1.png" alt="Imagem retangular do quadrinho de X-Men. No desenho estão 16 pessoas que fazem parte da narrativa, divididos principalmente em três grupos, os cinco mutantes originais ao centro com seus uniformes pretos e amarelos em destaque. À esquerda estão focados personagens mais vilanizados e a direita outros membros uniformizados. Todos estão em cima de destroços com um fundo com fumaça escura apocalíptico." width="600" height="312" /><figcaption id="caption-attachment-32055" class="wp-caption-text">Wolverine, a estrela dos mutantes, apareceu pela primeira vez como vilão – e não em uma história X-Men, mas em uma HQ do Hulk (Foto: Marvel Comics)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos e Henrique Rabachini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/01/como-historias-em-quadrinhos-surgiram-e-se-tornaram-tao-populares.html"><span style="font-weight: 400;">história das HQs</span></a><span style="font-weight: 400;"> é datada desde o fim do século XIX, como uma evolução das tiras cômicas publicadas em jornais. Os primeiros quadrinhos eram voltados para o humor e a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/satira/"><span style="font-weight: 400;">sátira</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas logo começaram a explorar outros gêneros como a aventura, o romance, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/terror/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ficcao-cientifica/"><span style="font-weight: 400;">ficção científica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um dos que se destacou foi o dos super-heróis, que se consolidou na década de 1930 com a criação de personagens como a dupla da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-x-superman-licao-umberto-eco-sobre-mitos-contemporaneos/"><span style="font-weight: 400;">Super-Homem e Batman</span></a><span style="font-weight: 400;">, e Capitão América, pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esses heróis representavam os ideais de justiça, coragem e patriotismo, em um contexto de crise econômica, guerra mundial e ameaças totalitárias. Eles também refletiam as aspirações e os medos da sociedade norte-americana, que buscava escapar da realidade através da fantasia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, nem todos os super-heróis eram tão simples e otimistas. Na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/60-anos/"><span style="font-weight: 400;">década de 1960</span></a><span style="font-weight: 400;">, surgiram os X-Men, uma equipe de mutantes que traziam uma nova perspectiva para os </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/hq/"><span style="font-weight: 400;">quadrinhos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nessa época, o mundo passava por grandes transformações, com movimentos pelos direitos civis como a luta contra o racismo e o movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">hippie</span></i><span style="font-weight: 400;">, em paralelo a Guerra Fria e a corrida espacial. Sean Howe, jornalista e autor do livro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pfc4wNZrqns"><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Comics: The Untold Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, descreve o grupo como provavelmente o mais explicitamente político dos quadrinhos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1960, quando a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganhava cada vez mais influência através da Música, do Cinema, da Televisão e, claro, das HQs. Os heróis mutantes são um importante exemplo refletor de seus valores e transformações que completam seu sexagenário aniversário em 2023, propondo questionamentos e a busca por mudanças, influenciando a cultura e a política até hoje. </span></p>
<p><span id="more-32049"></span></p>
<figure id="attachment_32052" aria-describedby="caption-attachment-32052" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32052" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1.png" alt="Cena dos quadrinhos de X-men. No canto superior esquerdo está um recorte da mão de Xavier segurando gentilmente o queixo do mutante ciclope envolto em uma gosma laranja. O centro da página e a imagem principal está o Professor Xavier em uma roupa colada totalmente preta sem adereços, em sua cabeça um capacete que cobre sua visão em formato de um X. Ele olha para baixo onde estão outros três mutantes saindo da gosma laranja totalmente despidos. Abaixo há um recorte de sua boca abaixo do capacete e o balão de fala escrito “To Me, My X-Men”, ou “À Mim, meus X-Men”, em tradução literal." width="640" height="979" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1-523x800.png 523w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32052" class="wp-caption-text">Em Krakoa e Arakko, os mutantes têm suas próprias preocupações em uma nova fase completa da franquia, com nações inteiras e independentes do que conhecíamos antes na Terra (Foto: Marvel Comics)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não mais vistas como figuras perfeitas e admiradas,</span><a href="https://www.rollingstone.com/culture/culture-features/stan-lee-dead-x-men-lost-interview-754889/"> <span style="font-weight: 400;">Stan Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://screenrant.com/stan-lee-jack-kirby-marvel-canon-lawyers/"> <span style="font-weight: 400;">Jack Kirby</span></a><span style="font-weight: 400;"> criaram um grupo que luta pela sua sobrevivência e aceitação em um mundo que os teme e os odeia, representando as vozes e as lutas de quem se sente diferente, excluído e marginalizado – qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência durante a luta pelos direitos civis. Seu enredo, no entanto, não é tão complexo assim, seguindo alguns padrões da </span><a href="https://blog.clubedeautores.com.br/2023/03/o-que-e-jornada-do-heroi-e-como-se-inspirar-para-escrever-um-livro.html"><span style="font-weight: 400;">narrativa do herói</span></a><span style="font-weight: 400;">. O conjunto é liderado principalmente por Professor Xavier, um telepata que acredita na coexistência pacífica entre humanos e mutantes, e Magneto, que já não seguia essa integração, sendo o grande antagonista (ao menos no princípio), representando uma explícita e não intencionada alegoria a </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/marting-luther-king-malcolm-x-a-inspiracao-da-vida-real-para-os-dois-maiores-personagens-do-x-men.phtml"><span style="font-weight: 400;">Martin Luther King e Malcolm X</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span><a href="https://vocal.media/geeks/actually-stan-lee-didnt-base-marvels-prof-x-and-magneto-on-malcolm-x-and-martin-luther-king-jr"><span style="font-weight: 400;">formou-se durante os anos seguintes</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira aparição do grupo nos quadrinhos foi em setembro de 1963 na revista </span><i><span style="font-weight: 400;">The X-Men #1</span></i><span style="font-weight: 400;">, publicada pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/marvel/"><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Comics</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além de todos os conceitos sociais que definem o que é ser mutante nesse universo, eles são, básica e primordialmente, humanos que nasceram com um gene que lhes confere poderes dos mais variados, representando a próxima evolução da humanidade. Ciclope, Garota Marvel, Fera, Anjo e Homem de Gelo foram os primeiros mutantes liderados pelo Professor Xavier, fundador da Escola Xavier para Jovens Superdotados, que os ensinava a controlar seus poderes e a usá-los para o bem da humanidade. Longos anos depois, se tornaram candidatos para a HQ de edição única </span><a href="https://www.polygon.com/comics/2019/7/26/8893276/best-selling-comic-book-of-all-time-x-men-1-marvel-dc"><span style="font-weight: 400;">mais vendida da história</span></a><span style="font-weight: 400;">, com cerca de oito milhões de cópias vendidas em 1991.</span></p>
<figure id="attachment_32054" aria-describedby="caption-attachment-32054" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32054" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5.png" alt="Cena da animação X-Men Evolution. A ambientação é uma cantina  com vários estudantes conversando entre si em suas mesas. Ao centro e em foco está a mesa do grupo de Mutantes que aparentam ser adolescentes normais. Á esquerda está Ciclope e Noturno, dois garotos brancos de cabelos curtos e escuros. À direita está Kitty Pride e Jean Grey, duas garotas brancas também sentadas conversando. Jean é uma mulher ruiva de cabelos soltos que está comendo um sanduíche, e Kitty de cabelos castanhos e rabo de cavalo está a sua direita tomando um suco de canudo." width="600" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-32054" class="wp-caption-text">Além de X-Men: Evolution, outras animações fora da curva produzidas pela Marvel incluem os animes do grupo, um dedicado apenas ao Wolverine e suas participações na produção de mesmo tipo dos Vingadores (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As animações também foram uma importante influência para os quadrinhos dos mutantes, como no caso do uniforme da personagem Mística em </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/x-men-evolution-temporada-5-historia-trajes-personagens-tudo-sobre.html"><i><span style="font-weight: 400;">X-Men: Evolution</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série produzida por Boyd Kirkland e Michael Wolf. Com quatro temporadas e um total de 52 episódios produzidos de 2000 a 2004, a animação consagrou-se como um dos históricos mais palpáveis da narrativa transmídia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">para a época, integrando seus universos e expandindo-os para outras produções como jogos, animes e brinquedos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://www.looper.com/678782/the-untold-story-of-x-men-evolution/"><span style="font-weight: 400;">reimagina</span></a><span style="font-weight: 400;"> os personagens como adolescentes e explora suas lutas por relacionamentos e pelo mundo com poderes mutantes, o que a torna uma produção interessante e relevante para o público jovem. Ainda que a sua construção não tenha um teor de adaptação pleno, ao menos no roteiro, fazendo com que muitas das cenas e enredos originais da série sejam vistos como infiéis aos universos originais, isso não é realmente um problema quando bem feito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, o desenho teve grande influência e se tornou um marco nostálgico para quem assistia TV aberta ao almoçar, mas, infelizmente, não teve a mesma popularidade em outros países, ocasionando seu </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/temporada-cancelada-da-animacao-x-men-evolution-5-detalhes-que-seriam-incriveis-de-magneto-professor-fenix-vila-lista/"><span style="font-weight: 400;">cancelamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> por motivos financeiros. Sobretudo, essa e outras animações dos X-Men foram uma grande influência para os primeiros filmes da franquia, como afirmou o diretor Simon Kinberg durante a </span><a href="https://br.ign.com/x-men-fenix-negra/69126/news/ccxp-2018-animacoes-foram-a-maior-influencia-para-os-filmes-dos-x-men"><i><span style="font-weight: 400;">CCXP</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2018</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_32051" aria-describedby="caption-attachment-32051" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.png" alt="Cena dos quadrinhos de X-men. No canto esquerdo ciclope, um mutante de uniforme e visor amarelo retangular em seus olhos falando em um microfone destinado a William Stryker, um político branco de cabelos grisalhos que veste um terno. Ele está com balões de fala que dizem: “Será que rótulos arbitrários são mais importantes que o modo como vivemos? E o que dizem de nós, mais importante do que o que realmente somos? Afinal de contas, quem pode me provar que você não é um mutante, e nós a verdadeira espécie humana?” Ao lado, William Stryker aponta para noturno, um mutante azul de roupas vermelha e preta com três dedos em cada mão e pé e diz: “Humana? Você ousa chamar ele… Aquilo… De humano?”" width="960" height="455" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.png 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-800x379.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-768x364.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32051" class="wp-caption-text">William Stryker tornou-se um dos maiores vilões de X-Men ao concluir que a única razão de Deus permitir que seu filho fosse um mutante foi para conduzi-lo à sua verdadeira vocação: livrar o mundo deles (Foto: Marvel Comics)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns mutantes podem passar despercebidos na sociedade, escondendo ou disfarçando seus poderes, enquanto outros têm fenótipos que os tornam facilmente reconhecíveis como pele azul, pelos, escamas, asas e caudas, por exemplo. Com isso, toda riqueza da história de X-Men se concentra nas </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/x-men-grand-design-recria-complexidade-dos-herois-traca-40-anos-de-evolucao-24551811"><span style="font-weight: 400;">complexidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> individuais de cada personagem que a trama oferece. Longe de aspirações fúteis e infundadas, cada um é desenvolvido como uma pessoa real, marcada por nuances como abandono, discriminação, violência e trauma, consequentemente, convergindo em visões e atitudes sobre sua condição. Noturno, Fera, Mística e Anjo são exemplos de desenvolvimento da alma da obra.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=StnmzjqMKRo&amp;pp=ygUNbm90dXJubyB4LW1lbg%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de ser um mutante, é um católico devoto que busca aceitar sua aparência como uma dádiva divina, mesmo que se pareça com demônio com pele azul, cauda, orelhas pontudas e três dedos em cada mão e pé. Por muito tempo, desejou ter os poderes de Mística, que apesar de compartilhar uma aparência sobre-humana com ele, pode </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IQYmivkk3HQ"><span style="font-weight: 400;">assumir a identidade de qualquer pessoa</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou animal. Ela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oVTZIjvE0oA&amp;pp=ygUPbcOtc3RpY2EgeC1tZW4g"><span style="font-weight: 400;">já foi uma X-Men</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também aliada de Magneto, além de uma mercenária e terrorista independente, sendo, sobretudo, uma sobrevivente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, Fera e Anjo nem sempre foram assim. Enquanto</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hb4lSMGhXlo"><span style="font-weight: 400;"> Fera tenta inibir seu gene X</span></a><span style="font-weight: 400;"> a partir de uma solução experimental fracassada que o transformou em uma criatura peluda e azulada, com garras e presas, Anjo adquiriu seus poderes ao longo de sua puberdade. No início do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men: O Confronto Final</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2006), dirigido por Brett Ratner, o mutante tenta arrancar suas asas no banheiro para esconder sua mutação quando criança. Seu pai o flagra e ele, chorando, se desculpa.</span></p>
<figure id="attachment_32050" aria-describedby="caption-attachment-32050" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32050" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1.gif" alt="Imagem animada do filme X-Men 3: Confronto Final. Nela está o mutante anjo criança, um garoto branco de cabelos loiros cacheados. Ele está chorando enquanto tenta alcançar suas costas com um barbeador para aparar suas asas recém nascidas." width="500" height="204" /><figcaption id="caption-attachment-32050" class="wp-caption-text">Mesmo depois de se refugiar no Instituto Xavier por se recusar a tomar a cura financiada por seu pai, Anjo o salva de ser morto após ser atirado da janela do laboratório (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No começo dos anos 2000, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox</span></i><span style="font-weight: 400;">, que havia comprado os direitos cinematográficos dos mutantes após uma </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/marvel-falida-venda-direitos.html"><span style="font-weight: 400;">quase falência da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deu início à trilogia de filmes dos</span> <span style="font-weight: 400;">X-Men. O desenvolvimento do primeiro longa teve início em 1989 e o lançamento ocorreu em 2000, lucrando 296,3 milhões de dólares mundialmente e se tornando a oitava maior bilheteria mundial do ano. Dirigido por Bryan Singer, o longa trouxe uma alçada mais séria para os mutantes, fugindo das roupas coloridas e assumindo roupas pretas de couro. Singer traça diversos paralelos entre os mutantes e a homossexualidade. Uma das cenas mais óbvias nesse ponto acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2003), quando o personagem Homem de Gelo, ao revelar para seus pais que é um mutante, escuta de sua mãe a frase: “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pmUWcDv-04k"><i><span style="font-weight: 400;">Você tentou não ser um mutante?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo filme dos X-Men trouxe uma simples adaptação de um dos arcos mais aclamados dos heróis nos quadrinhos, </span><a href="https://universoxmen.com.br/2021/06/voce-sabia-hq-deus-ama-o-homem-mata-ja-foi-censurada-no-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">Deus Ama, o Homem Mata</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, introduzindo o vilão William Stryker, que tem como objetivo o genocidio de todos os mutantes. Outra renomada história adaptação foi a saga </span><i><span style="font-weight: 400;">Dias de um Futuro Esquecido</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que é apresentado um futuro distópico no qual mutantes são caçados e exterminados, precisando dar um jeito de voltar ao passado para impedir que esse futuro aconteça.</span></p>
<figure id="attachment_32053" aria-describedby="caption-attachment-32053" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32053" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1.png" alt="Cena do filme X-Men Dias de um Futuro Esquecido. Nela está o ator Patrick Stewart e James McAvoy interpretando o mesmo personagem, Professor Xavier. Patrick representa sua versão idosa, um homem branco e careca em uma cadeira de rodas em trajes de couro pretos, encarando James, sua versão adulta, de cabelos castanhos compridos até seu ombro com uma jaqueta de couro marrom e uma camiseta florida. Ele apoia suas mãos na cadeira de sua versão mais velha e olha em seus olhos. Ao fundo há uma tábua com uma pessoa amarrada nela e outros dois mutantes conversando. Todo cenário é iluminado por ladrilhos coloridos nas paredes como vitrais." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32053" class="wp-caption-text">Quando Simon Kinberg estava trabalhando na viagem do tempo de Dias de um Futuro Esquecido, James Cameron autografou seu livro &#8220;O Making of de O Exterminador do Futuro 2&#8221; e escreveu &#8220;Não foda tudo, com amor, Jim&#8221; (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que os filmes dos X-Men foram um tremendo sucesso, responsáveis por consagrar diversos atores nos papéis de mutantes como Wolverine, interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-rei-do-show-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hugh Jackman</span></a><span style="font-weight: 400;">, Professor Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen). O enorme sucesso foi, sem dúvidas, a chama que deu origem a um renascimento dos longas-metragens de quadrinhos e super-heróis que pode ser vista até hoje. A produção de 2000 foi responsável por dar abertura a discussões sobre o longa do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem Aranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2002) com Tobey Maguire no papel do herói, além de abrir espaço para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Quarteto Fantástico</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2005) e trilhar o caminho para </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-de-ferro-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem de Ferro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2008), que marca o início de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">universo cinematográfico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de mais de 35 filmes e séries de heróis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e posteriormente da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2009.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora os X-Men tenham rendido um bom dinheiro para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox</span></i><span style="font-weight: 400;"> e trazido uma revolução no mercado cinematográfico de super-heróis, é necessário apontar que a franquia dos mutantes terminou de uma maneira que não agradou os fãs e nem o público geral. O último filme, </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/a-maldicao-dos-novos-mutantes-veja-a-trajetoria-do-filme-mais-zoado-da-marvel-162075/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Novos Mutantes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi gravado em 2017 e só foi lançado em 2020, depois de anos de adiamentos e até rumores de cancelamento. O longa ficou no meio de um momento conturbado dentro do estúdio, </span><a href="https://canaltech.com.br/negocios/disney-compra-fox-e-vira-dona-de-franquias-como-x-men-e-deadpool-135127/"><span style="font-weight: 400;">comprado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se apropriou dos personagens e já possui outros lançamentos com os mutantes em desenvolvimento.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DEADPOOL 3 Official Teaser Announcement (2024)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/smfQRyUtmiM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro filme dos mutantes sob controle da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool 3</span></i><span style="font-weight: 400;">, teve suas gravações pausadas devido à </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">greve de atores e roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que afligiu Hollywood e irá trazer uma das duplas mais amadas dos quadrinhos, Deadpool e Wolverine de volta às telonas. Com Hugh Jackman reprisando o icônico papel de Wolverine e Ryan Reynolds novamente como </span><a href="https://personaunesp.com.br/deadpool/"><span style="font-weight: 400;">Deadpool</span></a><span style="font-weight: 400;">, que promete entregar uma história mais fiel à sua fonte, não cometendo os erros da obra de 2009, </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men &#8211; Origens: Wolverine</span></i><span style="font-weight: 400;"> cometeu ao adaptar esses mesmos personagens. Além disso, o terceiro filme da trilogia provavelmente será o responsável por trazer uma ligação entre o universo dos X-Men da </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o universo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-critica/"><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney, </span></i><span style="font-weight: 400;">consagrando a cena pós crédito de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Marvels</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pouco que se sabe sobre </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/studio/marvel/deadpool-3-e-definitivamente-para-maiores-diz-diretor/"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se deve a fotos vazadas dos bastidores e, mesmo sem nenhum detalhe do enredo, é perceptível a principal diferença entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">: os uniformes. As adaptações da primeira tentavam trazer um tom mais sério, já a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, acostumada em adaptar personagens bem estranhos dos quadrinhos, irá trazer pela primeira vez um uniforme fiel para o personagem de Hugh Jackman, uma verdadeira vitória para os fãs que esperaram 20 anos de adaptações </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos X-Men e não tiveram uma adaptação fiel dos uniformes coloridos e únicos dos quadrinhos. Agora, nos resta esperar e ver se os mutantes serão realmente bem tratados em sua nova casa.</span></p>
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		<title>Heartstopper, meu coração é que para por você!</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 17:24:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto Uma caneta estoura manchando as mãos de um garoto, o tom de azul cintila e deixa no ar aquela típica reação envergonhada acompanhada de um sorrisinho de canto. É essa a cena que dá o tom de toda a narrativa carregada por Heartstopper: coisas sobre as quais não se tem controle e deixam &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Heartstopper, meu coração é que para por você!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31282" aria-describedby="caption-attachment-31282" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31282" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-800x450.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Nick Nelson e Charlie Spring. Nick é um homem branco de cabelos lisos e loiros, ele veste uma calça de moletom cinza, uma camiseta azul e um casaco marrom. Charlie é um homem birracial de cabelos ondulados e pretos, ele veste uma calça preta, camiseta azul, casaco preto e uma touca marrom. Os dois estão deitados na neve. A cachorra Nelie está entre os dois, ela tem pelagem marrom e branca. Bolas de neve ilustradas aparecem nas bordas da imagem." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/1-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31282" class="wp-caption-text">Com um quê de conto de fadas, Heartstopper foi lançada pela Netflix em Agosto de 2022 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma caneta estoura manchando as mãos de um garoto, o tom de azul cintila e deixa no ar aquela típica reação envergonhada acompanhada de um sorrisinho de canto. É essa a cena que dá o tom de toda a narrativa carregada por </span><a href="https://youtu.be/WAyzERc19Rk"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: coisas sobre as quais não se tem controle e deixam marcas difíceis de tirar. O garoto é Nick Nelson, interesse romântico de Charlie Spring, e os dois formam o tipo de casal que nunca daria certo. Um jogador de rugby popular e um jovem doce e sensível? Impossível. Mas na 1ª temporada da série lançada em 2022 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, o inesperado é dono de um protagonismo apaixonante. </span></p>
<p><span id="more-31281"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrariando a maior parte das narrativas LGBTQIA+ do mercado, a obra – inspirada nas </span><a href="https://osmelhoreslivros.com.br/heartstopper-ordem/"><span style="font-weight: 400;">HQs</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Alice Oseman – escolhe retratar os conflitos com a sexualidade e os momentos de autodescoberta com a leveza de uma brisa que carrega as folhas soltas no outono. Não é como se os enredos que deixam a violência e as retaliações em foco estejam errados &#8211; infelizmente, eles são muito fidedignos. No entanto, a produção nos guia por outro caminho; um em que jovens </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> têm o direito de sonhar com um romance clichê na adolescência.     </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hTyXVn9t0ig?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os meninos estudam juntos no colégio de Truham, onde apenas garotos podem se matricular. Charlie (Joe Locke) teve sua sexualidade exposta um tempo antes para toda a escola e vive com as inseguranças que o </span><a href="https://esqrever.com/2021/04/24/o-impacto-que-o-bullying-homofobico-tem-na-vida-dos-estudantes/?amp=1"><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> garantiu que fizessem parte de sua vida. Enquanto isso, Nick (Kit Connor) é o tipo popular que na verdade nunca estabeleceu laços verdadeiramente sinceros. Talvez essas palavras transmitam um sentimento contrário ao de imprevisibilidade, já que é o tipo de fórmula usada em filmes há muito tempo. No entanto, quando se trata de um espaço distante da heteronormatividade, até mesmo as receitas prontas ganham uma infinidade de sabores novos.        </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por puro acaso do destino, os personagens são colocados para sentar juntos durante uma das aulas e, de maneira rápida e silenciosa, seus cumprimentos passam a ser cada vez mais sinceros e conectados. Desde essas interações, fica no ar como o ato de sentir chega com </span><a href="https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Heartstopper-e-a-subversiva-originalidade-dos-cliches"><span style="font-weight: 400;">suavidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sem segundas intenções. Até mesmo as inseguranças e medos repousam sobre uma ideia de intimismo e prioridade pautada em primeiro lugar pela conexão com o próprio ser. </span></p>
<figure id="attachment_31283" aria-describedby="caption-attachment-31283" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-800x532.webp" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Nick Nelson e Charlie Spring sentados lado a lado em uma mesa de escola. Nick é um homem branco de cabelos lisos e loiros. Charlie é um homem birracial de cabelos ondulados e pretos. Os dois vestem o uniforme da escola Truham, uma camisa branca com gravata. Ao fundo há um poster de biologia com partes do corpo humano e suas funções" width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-800x532.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-1024x681.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-768x511.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-1536x1022.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-2048x1363.webp 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/2-1200x798.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31283" class="wp-caption-text">Os livros de Heartstopper somam 4 volumes; no Brasil, as HQs tem publicação da Editora Seguinte e tradução de Guilherme Miranda (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de buscar a sensibilidade como plano de fundo – algo reforçado pela estética colorida e os elementos animados que retomam as ilustrações dos quadrinhos –, a narrativa não deixa de expor o quão violento é viver em um mundo de pensamentos retrógrados. Assim, aos poucos o exterior passa a invadir o desenvolvimento da relação dos protagonistas e criar questionamentos e muita </span><a href="https://personaunesp.com.br/close-critica/"><span style="font-weight: 400;">pressão social</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tons pastéis, inseguranças são desenhadas em Nick, Charlie e até mesmo no ciclo de pessoas que os acompanha: Tao Xu (William Gao), Elle Argent (</span><a href="https://www.elle.com/uk/life-and-culture/culture/a39858251/yasmin-finney-heartstopper/"><span style="font-weight: 400;">Yasmin Finney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Isaac Henderson (Tobie Donovan). O núcleo secundário se mostra afetado pelo medo de ver o amigo machucado ao mesmo tempo em que estabelece uma espécie de conforto para as situações controversas presentes na trama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neles também é possível ver uma gama de representatividades e conflitos que se apoiam por construções de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-essencial-de-perigosas-sapatas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e gênero, e as consequências de um contexto que sempre espera pela cisheteronormatividade. Seja nos comentários de canto sobre a transgeneridade de Elle ou nas dúvidas sobre a sexualidade de Tao, que mesmo sendo um homem hétero não performa os comportamentos esperados, a farpa que fura a bolha de amizade e aceitação fica sempre à espreita. </span></p>
<figure id="attachment_31285" aria-describedby="caption-attachment-31285" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-800x450.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Elle e Tao. Elle é uma mulher negra de cabelos crespos e castanhos escuros, ela veste uma camiseta amarela, um colete azul, um casaco amarelo e um óculos de armação arredondada. Tao é um homem amarelo de cabelos lisos e pretos, ele veste uma camiseta branca e um colete vermelho. Os dois estão deitados no chão lado a lado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/3-1.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31285" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Heartstopper está prevista para o início de Agosto de 2023 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é como se o fato da obra ir para o </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/crescimento-do-streaming-modifica-o-consumo-de-producoes-audiovisuais/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não tivesse um pequeno impacto no roteiro – também assinado por Alice Oseman. Exemplos disso são a inserção de Imogen Heaney (Rhea Norwood) e sua tentativa de trazer um conflito típico em histórias sobre adolescentes ou na construção de um Nick menos obstinado que em sua versão gráfica. O movimento deixa claro: para o audiovisual, as coisas buscam ser mais difíceis que o habitual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O preceito não se aplica mal, mas é genuinamente desnecessário, já que, mesmo nas histórias mais doces, a vivência </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> é forçada a se ancorar na resistência. Rotas alternativas em busca de empecilhos são uma perda de tempo quando a própria ideia de ser de verdade perante a sociedade já é uma grande jornada cercada de explicações, invalidação e exigências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> preza por ser um abraço caloroso e o acolhimento dos pais dos protagonistas prova isso. As presenças da sempre deslumbrante </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/heartstopper-como-olivia-colman-entrou-para-elenco-da-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a compreensiva Sarah Nelson, e dos preocupados Jane (Georgina Rich) e Julio Spring (Joseph Balderrama) transformam o apoio em um personagem de peso, capaz de iluminar a atmosfera e fazer quem assiste ficar com os olhos cheios d&#8217;água. </span></p>
<figure id="attachment_31286" aria-describedby="caption-attachment-31286" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31286" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-800x420.jpeg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-800x420.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-1024x538.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5-768x403.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31286" class="wp-caption-text">&#8220;Você já sentiu que faz as coisas porque todo mundo faz e que tem medo de mudar?&#8221; (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez seja isso que faça </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> ser tão encantadora: os personagens secundários são bem desenvolvidos e essenciais para o equilíbrio da trama. Até quem tem falas tímidas consegue contribuir para a completude da produção, como é o caso da irmã de cara fechada e coração aberto que sempre protege Charlie, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Um-ano-solit%C3%A1rio-capa-nova/dp/6555322489/ref=asc_df_6555322489/?tag=googleshopp06-20&amp;linkCode=df0&amp;hvadid=379720000201&amp;hvpos=&amp;hvnetw=g&amp;hvrand=2859036489015782195&amp;hvpone=&amp;hvptwo=&amp;hvqmt=&amp;hvdev=m&amp;hvdvcmdl=&amp;hvlocint=&amp;hvlocphy=9100696&amp;hvtargid=pla-1660947593466&amp;psc=1&amp;ref=d6k_applink_bb_dls&amp;dplnkId=0aa498a6-b310-43c6-8a0e-11c99fb4dc61"><span style="font-weight: 400;">Tori</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Jenny Walser). Assim, cada acontecimento ganha estabilidade na força dos laços que já existiam ou estão apenas começando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série não é sobre um casal, mas sobre todo o contexto de pessoas em volta dando suporte às descobertas e receios, enquanto expõem com maturidade suas próprias inquietações. O relacionamento de Tara Jones (Corinna Brown) e Darcy Olsson (Kizzy Edgell), o ciúmes aparentemente irracional de Tao e até a discrição de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/heartstopper-personagem-importante-foi-cortado-e-criadora-explica-porque"><span style="font-weight: 400;">Isaac</span></a><span style="font-weight: 400;"> performam papéis de ação e reação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O efeito não fica preso aos coadjuvantes, mas se estende também aos antagonistas, Ben Hope (Sebastian Croft) e Harry Greene (Cormac Hyde-Corrin). Cada abuso e atitude perversa deixa marcas e isso reitera a ideia de que a consequência de toda atitude existe e é palpável a níveis diversos – nesse caso, como um alarde para a temática da </span><a href="https://www.sanarsaude.com/portal/carreiras/artigos-noticias/colunista-psicologia-saude-mental-da-populacao-lgbtqia-uma-atencao-necessaria"><span style="font-weight: 400;">saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando se trata de minorias sociais. </span></p>
<figure id="attachment_31287" aria-describedby="caption-attachment-31287" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-800x450.jpg" alt="Cena da série Heartstopper. Na imagem estão Tara e Darcy dançando em uma festa. Tara é uma mulher negra de cabelos crespos e castanhos escuros, eles estão presos em um coque com duas tranças laterais, ela veste uma blusa de manga longa na cor bege. Darcy é uma pessoa não binária branca de cabelos loiros lisos, eles estão meio presos em dois coques." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/6.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31287" class="wp-caption-text">Heartstopper já tem renovação confirmada também para a terceira temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com vulnerabilidade sincera, </span><a href="https://www.buzzfeed.com/sam_cleal/heartstopper-netflix-alice-oseman-interview"><span style="font-weight: 400;">Alice Oseman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o diretor Euros Lyn nos oferecem uma história brilhante. Sem esconder as dificuldades de ser LGBT, e até mesmo as de ser humano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> vive uma verdadeira jornada em busca do amor, seja do próprio, das amizades, da família ou do romântico. Além de trazer um enredo apaixonante, a versão audiovisual cumpre muito bem seu papel de se adaptar às telas sem perder a essência. Muitas vezes, os personagens realmente parecem ter saído diretamente do papel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que viam os adolescentes se apaixonando na televisão e nos </span><a href="https://www.omelete.com.br/especiais/hollywood-dentro-do-armario/"><span style="font-weight: 400;">cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas nunca se imaginaram vivendo o mesmo porque seus sentimentos não eram aceitos, a 1ª temporada da série é um alento esperado por muitos anos. Em um mundo voraz, sentir frio na barriga junto dos protagonistas nos lembra que, a passos lentos, a comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista espaço todos os dias, inclusive quando se tratam das inocências de um bom clichê em uniformes pomposos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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		<title>O Essencial de Perigosas Sapatas é uma colher de chá para a solidão lésbica</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jun 2023 13:32:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Cegatti Por que estamos lutando por um pedaço de torta se a torta está podre?  &#8211; Alison Bechdel O desastre de Chernobyl, a guerra Irã-Iraque e o corte mullet foram alguns episódios hediondos que fizeram dos anos 1980 um período inesquecível para o mundo. No entanto, o posto de maior atrocidade da década foi &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-essencial-de-perigosas-sapatas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Essencial de Perigosas Sapatas é uma colher de chá para a solidão lésbica"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31167" aria-describedby="caption-attachment-31167" style="width: 2235px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31167" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-1-capa.jpg" alt="Capa do livro O Essencial de Perigosas Sapatas. Fundo amarelo na parte superior e fundo rosa mais abaixo. Na parte superior, está o título do livro com “O Essencial de” escrito em preto e “Perigosas Sapatas” escrito em vinho. Abaixo do título, à esquerda, está o escrito “Da autora de Fun Home” na cor preta, e, à direita está escrito o nome da autora “Alison Bechdel” na cor preta. Ao centro, em destaque, aparecem Mo e sua namorada. Mo é uma mulher branca, jovem, tem cabelo curto e castanho, usa óculos redondos, está usando uma blusa listrada em preto e branco e uma calça jeans azul. Ela está com as mãos nos glúteos de sua namorada, que aparece de costas. A namorada de Mo é uma mulher branca, jovem, tem cabelo curto e loiro, usa óculos redondos, está usando uma blusa marrom de gola alta e uma calça branca. Do lado esquerdo da capa, está o escrito “Estrelando” em preto, seguido por 3 círculos, um embaixo do outro. Em cada círculo, há uma ilustração de uma personagem e seu respectivo nome. Na coluna do lado esquerdo, estão as personagens Toni, Harriet e Clarice. Na coluna do lado direito, estão as personagens Lois, Ginger e Sparrow. No canto inferior esquerdo, há a logo da editora Todavia." width="2235" height="2560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-1-capa.jpg 2235w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-1-capa-698x800.jpg 698w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-1-capa-894x1024.jpg 894w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-1-capa-768x880.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-1-capa-1341x1536.jpg 1341w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31167" class="wp-caption-text">O Essencial de Perigosas Sapatas apalpa regiões sensíveis do patriarcado (Foto: Todavia)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Cegatti</b></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Por que estamos lutando por um pedaço de torta se a torta está podre?</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> &#8211; Alison Bechdel</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O desastre de Chernobyl, a guerra Irã-Iraque e o corte </span><i><span style="font-weight: 400;">mullet </span></i><span style="font-weight: 400;">foram alguns episódios hediondos que fizeram dos anos 1980 um período inesquecível para o mundo. No entanto, o posto de maior atrocidade da década foi designado à </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2019/04/criadora-diz-que-teste-de-bechdel-era-apenas-uma-piada-sumiria-se-nao-fossem-as-feministas-do-cinema/"><span style="font-weight: 400;">Alison Bechdel</span></a><span style="font-weight: 400;">, cartunista estadunidense que ousou ganhar as páginas dos jornais com tirinhas sobre uma ameaça maior do que qualquer explosão nuclear: lésbicas. Em uma singela homenagem, a editora </span><i><span style="font-weight: 400;">Todavia </span></i><span style="font-weight: 400;">publica uma coletânea, traduzida por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kovEVpNLU_c"><span style="font-weight: 400;">Carol Bensimon</span></a><span style="font-weight: 400;">, das principais histórias da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Perigosas Sapatas</span></i><span style="font-weight: 400;">, cuja essência está em um grupo de amigas lésbicas praticando atos tenebrosos tais como trabalhar e lavar a louça. No fim, elas são perigosas para quem?</span></p>
<p><span id="more-31164"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de 40 anos, as tirinhas de Bechdel alugaram um espaço significativo tanto nas folhas impressas, quanto nas cabeças conservadoras que engoliram em seco os aperitivos da autora. Esta, por sua vez, também é o nome por trás de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-fun-home/"><i><span style="font-weight: 400;">Fun Home</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma autobiografia vencedora do prêmio </span><a href="https://www.comic-con.org/awards/eisner-awards-current-info"><span style="font-weight: 400;">Eisner</span></a><span style="font-weight: 400;"> e adaptada aos palcos da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gputc-vy_zg"><span style="font-weight: 400;">Broadway</span></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Apesar dessas conquistas memoráveis, o legado de Alison Bechdel não começa em estatuetas nem termina quando as cortinas do teatro se fecham. Enquanto a maioria das pessoas encantava-se com HQs sobre homens mascarados com um bíceps relativamente grande, Bechdel era vista como figura materna, ou melhor, como uma </span><a href="https://lithub.com/on-finding-a-hero-in-alison-bechdel/"><span style="font-weight: 400;">heroína</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem capa por garotas lésbicas.</span></p>
<figure id="attachment_31168" aria-describedby="caption-attachment-31168" style="width: 4764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31168 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-2.jpg" alt="Foto de Alison Bechdel ao lado de uma ilustração autoral. No lado esquerdo da imagem, está um desenho de uma mulher de costas, com cabelo curto preto e um top preto. No lado direito da imagem, está Alison Bechdel, uma mulher branca adulta. Ela tem cabelo curto preto, está usando uma camisa azul e está com a mão direita levantada tocando na tela na qual está o desenho." width="4764" height="2974" /><figcaption id="caption-attachment-31168" class="wp-caption-text">Alison Bechdel usa, com propriedade, fontes da própria cabeça para escrever suas histórias (Foto: John D. &amp; Catherine T. Macarthur Foundation)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe-se que, em tempos recentes, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OEWXa5bSFuE"><span style="font-weight: 400;">cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está tentando abraçar a letra L, seja mostrando beijos homoafetivos de suma irrelevância, como em </span><a href="https://variety.com/2019/film/news/star-wars-gay-kiss-lgbtq-representation-hollywood-rise-of-skywalker-1203449661/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou esbanjando lésbicas brancas de </span><a href="https://medium.com/@guzinskilaura/o-apagamento-da-bandeira-l%C3%A9sbica-e-a-cria%C3%A7%C3%A3o-de-novas-bandeiras-79d3d4ddf747"><span style="font-weight: 400;">batom</span></a><span style="font-weight: 400;"> em histórias medíocres. Héteros, gays ou bissexuais podem até tentar, mas nunca entenderão, de fato, o sentimento tão vazio quanto intenso de ver uma paixão se esvaindo pela inevitável priorização de um homem e o medo instintivo de ficar sozinha e ser, consequentemente, esquecida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de parecer óbvio, é preciso reiterar que não há ninguém melhor para retratar uma mulher lésbica do que uma mulher lésbica. Dessa forma, Alison Bechdel honra a </span><a href="https://www.matinaljornalismo.com.br/parentese/quadrinhos-em-revista/alison-bechdel-uma-jornada-em-torno-do-eu/"><span style="font-weight: 400;">própria realidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e coloca nada além de puro amor em cada uma das personagens, talvez com um propósito empático de resgatar um amor que nunca recebeu. A autora transforma as protagonistas Mo, Toni, Harriet, Clarice, Louis, Ginger e Sparrow em companhias propositalmente imperfeitas diante da solidão imposta à </span><a href="https://periodicos.uff.br/revistagenero/article/download/30947/18036/106213"><span style="font-weight: 400;">mulher lésbica</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não tem o luxo de errar, ou melhor, ser bagunçada e perigosa.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/BNKOdSkjXzo/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/BNKOdSkjXzo/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> </p>
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<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/BNKOdSkjXzo/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by @alisonbechdel</a></p>
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<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As personagens de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Essencial de Perigosas Sapatas</span></i><span style="font-weight: 400;"> são verdadeiras agentes do caos. Embora não soltem teia pela mão ou saibam voar, elas são capazes de algo ainda mais impressionante: beijar mulheres. De fato, não é um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2k7TsDwL5qk"><span style="font-weight: 400;">superpoder</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas é um </span><a href="https://youtu.be/L0oeqAQ1qE8?t=75"><span style="font-weight: 400;">ato revolucionário</span></a><span style="font-weight: 400;"> cuja desenvoltura é atravessada por um eterno conflito entre o pessoal e o político. É nesse caminho contrastante e tortuoso pelo qual a protagonista Mo investiga suas facetas e as expõe de forma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g7TWm2CPZCo"><span style="font-weight: 400;">íntima</span></a><span style="font-weight: 400;"> e genuína, de tal modo que os rabiscos e as palavras parecem ganhar vida a fim de acolher as leitoras lésbicas em uma forma da obra de dizer: “eu te entendo”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No imaginário tradicional, o significado de revolução jamais recairia sobre uma mulher de óculos redondos desesperada por atos carnais. Além disso, o que as pessoas veriam de tão </span><a href="https://monografias.ufma.br/jspui/bitstream/123456789/6092/1/BrendaCarolineSantosdaSilva.pdf"><span style="font-weight: 400;">inspirador</span></a><span style="font-weight: 400;"> nessa mesma mulher cujo nome poderia ser facilmente dado a um animal de estimação? Mo não nasceu para cumprir um propósito divino de emancipação lésbica, ou seja, ela não é uma figura inalcançável ou idealizada. Aliás, a graça está na possibilidade de encontrá-la fora das páginas, seja na famosa </span><a href="https://miscelaneaecia.com.br/bares-lgbt-vila-madalena/"><span style="font-weight: 400;">Vila Madalena</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou em algum bar de esquina interiorano. Afinal, existem muitas Mos mundo afora esperando por uma chance de serem vistas, ouvidas e lidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande desafio de Mo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Perigosas Sapatas </span></i><span style="font-weight: 400;">não envolve um ato descomunal físico ou político, mas </span><a href="https://vitralizado.com/hq/papo-com-alison-bechdel-autora-de-o-segredo-da-forca-sobre-humana-o-bem-individual-e-o-bem-coletivo/"><span style="font-weight: 400;">pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;">. A protagonista faz questão de expressar sua intelectualidade e consegue articular explicações para qualquer evento </span><a href="https://elle.com.br/materia/o-essencial-de-perigosas-sapatas-traz-o-melhor-das-tiras-de-alison-bechdel"><span style="font-weight: 400;">geopolítico</span></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, ela se desespera ao perceber que seu pragmatismo não passa de uma cortina de fumaça para um medo colossal do incontrolável: ter sentimentos. Assim, sua jornada é pautada pelo conflito entre conhecimento e ingenuidade, de tal modo que, eventualmente, a militante abaixa a guarda e consegue perceber o quão belo é se deixar levar pelo inexplicável.</span></p>
<figure id="attachment_31166" aria-describedby="caption-attachment-31166" style="width: 1098px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-4.png" alt=" Ilustração da personagem Mo. Mo é uma mulher que tem cabelo curto, usa óculos redondos e uma blusa listrada. Ela está com uma expressão de confusão, com a sobrancelha direita levantada, olhos arregalados e a boca retraída." width="1098" height="645" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-4.png 1098w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-4-800x470.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-4-1024x602.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-4-768x451.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31166" class="wp-caption-text">Mo não sabe diferenciar um encontro de um jantar entre amigas, mas mesmo assim se arrisca nas construções de intimidade (Arte: Alison Bechdel)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Do começo ao fim, o grupo protagonista não cede à imparcialidade patética da esfera sociopolítica. Verdade seja dita: é um mundo muito pequeno para as palavras “lésbica” e “imparcial” coexistirem. Querendo ou não, o lema </span><a href="https://www.queridoclassico.com/2023/02/um-teto-todo-seu-virginia-woolf.html"><span style="font-weight: 400;">feminista</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1960, “</span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/07/05/cultura/1562337766_757567.html"><i><span style="font-weight: 400;">o pessoal é político</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”,</span> <span style="font-weight: 400;">é uma aberração que nunca deixou de assombrar o indivíduo cujo rótulo só pode ser um: frouxo. Em suma, a autenticidade carregada por cada uma das personagens faz da obra uma bagunça linda demais para ser arrumada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de representações miseráveis da letra L na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Perigosas Sapatas </span></i><span style="font-weight: 400;">é um respiro, ainda que sua complexa doçura deixe qualquer um sem ar. Aliás, a obra reitera que ser doce não é usar esmalte ou andar de salto, isto é, Bechdel coloca uma lupa em mulheres cujos cabelos das axilas são mais longos que os da cabeça. Em suma, incluir a </span><a href="https://medium.com/@ellamouras/ser-uma-l%C3%A9sbica-desfeminilizada-%C3%A9-ser-odiada-por-todos-os-lados-e-eu-estou-exausta-23a83f0372ac"><span style="font-weight: 400;">desfeminilidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, assim como a </span><a href="https://www.raiolaser.net/home/para-ficar-de-olho-essencialismo-e-interseccionalidade-encarando-as-perigosas-sapatas"><span style="font-weight: 400;">interseccionalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um soco no estômago para quem acredita que postar “</span><i><span style="font-weight: 400;">girl power</span></i><span style="font-weight: 400;">” nas redes sociais enquanto divide quarto com racista e coleciona acusações de assédio é empoderador. </span></p>
<figure id="attachment_31165" aria-describedby="caption-attachment-31165" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31165" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-5.jpg" alt="Ilustração de diversas personagens criadas por Alison Bechdel. Elas estão na fila de uma bilheteria. Da esquerda para a direita, mostra-se a cobradora da bilheteria usando um uniforme rosa e uma gravata borboleta; Harriet usando uma jaqueta amarela e uma calça azul; Mo usando uma jaqueta jeans e uma calça jeans; Ginger usando um terno roxo e uma calça azul; Clarice usando um terno listrado verde e roxo e uma saia também listrada verde e roxa; Toni usando uma jaqueta roxa e uma calça rosa, e Jezanna usando uma jaqueta rosa e uma calça branca com detalhes roxos." width="800" height="496" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-5.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-5-768x476.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31165" class="wp-caption-text">As personagens de Bechdel fazem fila para espantar perrecos, ou melhor, feministas liberais (Arte: Alison Bechdel)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A lesbiandade não é um </span><a href="https://viltoreis.com/teste-de-bechdel/"><span style="font-weight: 400;">conto de fadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seria um erro retratá-la como tal. O fato é: há traições, medos e incertezas na narrativa cuja aliança com a realidade é um acerto de Alison Bechdel. Esta, em nenhum momento, abandona a verdade, de tal modo que as protagonistas da HQ estão despidas de filtros e se entrelaçam com cenários nos quais elas encaram suas interioridades e amadurecem. Em outras palavras, além das batalhas travadas com a conjuntura patriarcal e </span><a href="http://www.fg2013.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/20/1373338752_ARQUIVO_IsabellaTymburibaElian.pdf"><span style="font-weight: 400;">heteronormativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, as protagonistas enfrentam conflitos internos, mas não o fazem sozinhas. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Perigosas Sapatas </span></i><span style="font-weight: 400;">é, sobretudo, um grito melódico o qual cumpre um nobre dever de espantar o maior medo de qualquer garota lésbica: a </span><a href="https://medium.com/revistahelenas/invisibilidade-l%C3%A9sbica-uma-arma-usada-contra-todas-n%C3%B3s-h21-2b435bea2d96"><span style="font-weight: 400;">solidão</span></a><span style="font-weight: 400;">. A obra de Bechdel é um lar que acolhe corações ansiosos por uma chance de disparar sem temor e expulsa mentes heterossexuais frustradas, as quais têm a pachorra de dizer que queriam ter nascido lésbicas. Diga-se de passagem: a obra é capaz de convencer qualquer um a dar o nome de “Mo” para o animal de estimação. No fim, ser lésbica é acordar todo dia com um impulso de sentir tudo o que há para sentir e ser perigosa é deixar o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wvsP_lzh2-8"><span style="font-weight: 400;">Sol</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrar em um ambiente que ama o frio &#8211; e ser revolucionária é ser os dois.</span></p>
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		<title>Em Estado elétrico, Simon Stålenhag ilustra um apocalipse contemporâneo</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2022 03:57:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[The Electric State]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade Somos rostos em meio à multidão, mas dificilmente pensamos naquilo que torna a multidão real. Sistemas de armas termonucleares coexistem com comerciais de refrigerante em um ambiente dominado pela publicidade, no qual é possível enxergar apenas pequenas frações de uma realidade mais ampla, dominada pelo inalcançável. Na tentativa de reunir o maior número &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estado-eletrico-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Estado elétrico, Simon Stålenhag ilustra um apocalipse contemporâneo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29265" aria-describedby="caption-attachment-29265" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29265" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1-1.png" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1-1.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/1-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29265" class="wp-caption-text">Estado elétrico, graphic novel de Simon Stålenhag, está em <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2022/11/amp/5049780-netflix-interrompe-gravacoes-de-filme-apos-morte-de-membro-da-equipe.html">adaptação para os cinemas</a> pela Netflix (Foto: Companhia das Letras/Quadrinhos na Cia/Arte: Bruno Andrade)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somos rostos em meio à multidão, mas dificilmente pensamos naquilo que torna a multidão real. Sistemas de armas termonucleares coexistem com comerciais de refrigerante em um ambiente dominado pela publicidade, no qual é possível enxergar apenas pequenas frações de uma realidade mais ampla, dominada pelo inalcançável. Na tentativa de reunir o maior número de consumidores sob as armas da especulação, da alienação e de tudo que o dinheiro pode comprar, os donos do poder tecnológico resumem a grande trama neoliberal da contemporaneidade: tentar concentrar o máximo de atenção e especulação às empresas, às redes sociais e aos produtos. É sob esse contexto que </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559212439/estado-eletrico">Estado elétrico</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2017), de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.estadao.com.br/alias/entenda-como-simon-stalenhag-inova-a-ficcao-cientifica/">Simon Stålenhag</a></span><span style="font-weight: 400;"> – lançado no Brasil em Maio deste ano pelo selo </span><span style="font-weight: 400;"><i>Quadrinhos na Cia</i></span><span style="font-weight: 400;"> da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Companhia das Letras</i></span><span style="font-weight: 400;">, sob tradução de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-daniel-galera/">Daniel Galera</a></span><span style="font-weight: 400;"> – ganha novos e assustadores contornos.</span></p>
<p><span id="more-29263"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos livros recebidos pelo </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> na parceria com a editora, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Estado elétrico </i></span><span style="font-weight: 400;">traz uma trama que se inicia em 1997, quando a </span><span style="font-weight: 400;"><i>Mode 6</i></span><span style="font-weight: 400;">, óculos de realidade virtual da empresa ficcional </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sentre</i></span><span style="font-weight: 400;">, já somava 1 ano de inauguração. De forma nostálgica, Stålenhag tenta retomar o que, para muitos, foi o fim de uma era. Na Música do final dos anos 1990, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/pearl-jam-ten-30-anos/">movimento </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/pearl-jam-ten-30-anos/"><i>grunge</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> já parecia alertar para um início tecnológico cada vez mais opressivo – essa foi uma das cruzadas de Kurt Cobain, que tinha consciência de estar em uma batalha perdida desde o início, visto que as gravadoras transformaram suas falas anti-sistema em </span><span style="font-weight: 400;"><i>slogans</i></span><span style="font-weight: 400;"> para vender mais discos do Nirvana.</span></p>
<figure id="attachment_29266" aria-describedby="caption-attachment-29266" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29266" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-4.jpg" alt="" width="2048" height="2048" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-4.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-4-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/2-4-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29266" class="wp-caption-text">“Você tem dificuldade de aceitar que tudo aquilo que você é – todos os seus pensamentos, experiências, conhecimentos, gostos e opiniões – precisa existir dentro do seu crânio” (Foto: Companhia das Letras/Quadrinhos na Cia)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos Estados Unidos </span><span style="font-weight: 400;">retratado pelo artista de origem sueca – que poderia ser apenas uma das realidades alternativas de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/2020-nunca-mais-critica/">Black Mirror</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> –, as montanhas e paisagens naturais são descontinuadas por naves alienígenas, robôs disformes e indivíduos semi-conscientes, visivelmente controlados por uma força superior que se esconde por trás dos óculos de realidade virtual, tudo isso composto dentro de um ambiente tecnocrático, retro-futurista e melancólico. Em certas imagens, o sentimento de claustrofobia parece dominar – por todos os cantos das ilustrações, não parece existir alternativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao Prêmio Arthur C. Clarke em 2019, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Estado elétrico </i></span><span style="font-weight: 400;">(ou </span><span style="font-weight: 400;"><i>Passagen</i></span><span style="font-weight: 400;">, no original da língua sueca) fica no limiar entre o livro ilustrado e o romance gráfico, com grandes painéis que nem sempre vêm acompanhados de textos claros. A bem da verdade, o livro parece ser um artefato quase contemplativo, retirado diretamente da distopia que pretende retratar, embora essa aura distópica das ilustrações de Simon Stålenhag dialogue com os universos de “tecnologia sucateada” do </span><span style="font-weight: 400;"><i>cyberpunk</i></span><span style="font-weight: 400;">, cujas ilustrações trazem similaridades aos jogos de </span><span style="font-weight: 400;"><i>videogame</i></span><span style="font-weight: 400;"> com temática similar, como a série </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/dead-space-critica/">Dead Space</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">ou </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.techtudo.com.br/review/watch-dogs.ghtml">Watch Dogs</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2014). Contudo, a trama ainda gira em torno de uma jovem (Michelle) e seu pequeno robô, que seguem rumo ao Oeste em uma missão de resgate, no melhor estilo </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788560281268/a-estrada?idtag=7ec82fe8-e709-4f1a-9969-7d018c0785e5&amp;gclid=Cj0KCQiA1NebBhDDARIsAANiDD0kE0pEENiMJstHRskUn-TsegZADjNFK_kDTZvu9aMAUeaq6171srgaAgCIEALw_wcB">A estrada</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2006), de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.scotsman.com/arts-and-culture/books/book-review-stella-maris-by-cormac-mccarthy-3921215">Cormac McCarthy</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_29267" aria-describedby="caption-attachment-29267" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29267" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/3-4.jpg" alt="" width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/3-4.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/3-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/3-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/3-4-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29267" class="wp-caption-text">&#8220;Você sabe como o cérebro funciona? Faz alguma ideia do que sabemos a respeito de como o cérebro e a consciência funcionam? Estou falando de nós, humanos” (Foto: Companhia das Letras/Quadrinhos na Cia)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a distopia parece ser um retrato de tempos atuais, e em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Estado elétrico </i></span><span style="font-weight: 400;">não é diferente. As liberdades individuais, gradualmente cooptadas por indústrias e campanhas publicitárias, deram origem a um mundo de pesadelo: as paisagens virtuais se movem por um sistema no qual tecnologias sinistras, ameaças nucleares e sonhos consumistas foram destruídos pela queda das instituições. Como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://jacobin.com.br/2022/02/gramsci-e-nos/">Stuart Hall</a></span><span style="font-weight: 400;"> aponta em </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="http://www.lamparina.com.br/livro_detalhe.asp?idCodLivro=451#:~:text=Lamparina%20editora%20%7C%20Livros&amp;text=Stuart%20Hall&amp;text=O%20homem%20da%20sociedade%20moderna,de%20ra%C3%A7a%20e%20de%20nacionalidade.">A identidade cultural na pós-modernidade</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(1992), esse é justamente um dos motivos dessa “crise de identidade” contemporânea. A descentralização dos indivíduos fez com que os seres perdessem o sentido de si, tornando-se relativos e regidos por uma subjetividade egoísta (“</span><span style="font-weight: 400;"><i>somente o ‘Eu’ importa</i></span><span style="font-weight: 400;">”).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nossas concepções de passado, presente e futuro foram alteradas por um tipo de “presente contínuo”, que, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://jacobin.com.br/2020/01/o-legado-anticapitalista-de-mark-fisher/">Mark Fisher</a></span><span style="font-weight: 400;"> escreve em </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://autonomialiteraria.com.br/loja/teoria-politica/fantasmas-da-minha-vida-escritos-sobre-depressao-assombrologia-e-futuros-perdidos/">Fantasmas da minha vida</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2014), dão origem a um “</span><span style="font-weight: 400;"><i>lento cancelamento do futuro</i></span><span style="font-weight: 400;">”. Esse futuro, diferente do que se convencionou a atribuir anteriormente, passou a ser apenas uma variável das infinitas possibilidades apresentadas a nós. Nesse contexto, a ficção e a realidade se alteraram significativamente – a propaganda, o consumo e uma política conduzida por indivíduos caricatos e sem qualquer consciência social são alguns dos exemplos das ficções que regem nosso cotidiano, cujo resultado é o pré-esvaziamento de qualquer resposta original à experiência.</span></p>
<figure id="attachment_29268" aria-describedby="caption-attachment-29268" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29268" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4-4.jpg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4-4.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/4-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29268" class="wp-caption-text">“Talvez você nem coloque isso em palavras, mas nós dois sabemos que está pensando em uma alma arquetípica. Você acredita num fantasma invisível” (Foto: Companhia das Letras/Quadrinhos na Cia)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas das inspirações de Stålenhag vieram de uma viagem de carro feita com sua família pelos Estados Unidos, em 2013 – o ano do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-dilema-das-redes-netflix-critica/">“</a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-dilema-das-redes-netflix-critica/"><i>boom</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-dilema-das-redes-netflix-critica/">” do </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-dilema-das-redes-netflix-critica/"><i>Facebook</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> –, quando várias fotografias que serviram de referência foram registradas. Porém, apesar do título sugestivo, esse &#8220;Estado Elétrico&#8221; que o artista desenha com um realismo assombroso não segue o padrão de clássicos como </span><span style="font-weight: 400;"><i>1984 </i></span><span style="font-weight: 400;">(1949), de George Orwell, em que a opressão é comandada por um governo. Aqui, a cegueira moral é imposta pelo próprio povo, que acredita estar jogando um </span><span style="font-weight: 400;"><i>videogame</i></span><span style="font-weight: 400;"> quando usa capacetes enormes que dão acesso a uma nova realidade virtual. Aos poucos, descobrimos que os neurônios da humanidade estão servindo de alimento a uma enorme inteligência artificial, da qual, por uma incompatibilidade biológica, a protagonista não pode participar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo contra a lógica da indústria cultural, que sempre entrega produtos mastigados e contemplativos – sem forçar o pensamento –, o ilustrador prefere traçar conexões sutis entre uma narração não cronológica e pinturas atmosféricas. Com influência do retrofuturismo e da já citada cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>cyberpunk</i></span><span style="font-weight: 400;">, as artes ressoam em nomes como Ralph McQuarrie, Syd Mead e o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://english.elpais.com/science-tech/2022-10-29/the-parallel-universes-of-a-sci-fi-visionary-named-philip-k-dick.html">Philip K. Dick</a></span><span style="font-weight: 400;"> de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://editoraaleph.com.br/produto/blade-runner/">Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(1968), a inspiração literária de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Blade Runner </i></span><span style="font-weight: 400;">(1982). É também interessante perceber que, durante toda a obra, parece pairar o paradoxo defendido por <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/12/a-nova-idade-das-trevas-faz-reflexao-sobre-o-custo-dos-avancos-tecnologicos.shtml">James Bridle</a> em <a href="https://todavialivros.com.br/livros/a-nova-idade-das-trevas"><em>A nova idade das trevas</em></a> (2019): quanto mais sabemos sobre tecnologia, menos conseguimos agir. “<em>A tecnologia é a condutora elementar da desigualdade em vários setores”</em>, escreve Bridle.</span></p>
<figure id="attachment_29269" aria-describedby="caption-attachment-29269" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29269" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-2.jpg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-2.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29269" class="wp-caption-text">“Sempre fui fascinado por máquinas, essas ferramentas poderosas que podem tanto fazer o bem quanto o mal”, diz Simon Stålenhag ao jornal Estadão (Foto: Companhia das Letras/Quadrinhos na Cia)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Cheias de detalhes, as artes também tentam conduzir a narrativa de uma perspectiva diferente, cuja temática do autor combina suas próprias impressões da infância às inspirações da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/love-death-robots-3a-temp-critica/">ficção científica</a></span><span style="font-weight: 400;">, resultando em um cenário estereotipado da Suécia com itens futuristas agregados. O artista cria suas imagens utilizando uma mesa gráfica, valendo-se de técnicas e configurações específicas para simular pinturas a óleo (no início, ele tentou fórmulas com tinta guache, mas optou pelos métodos digitais).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em adaptação para o Cinema pela </span><span style="font-weight: 400;"><i>Netflix</i></span><span style="font-weight: 400;">, com previsão de lançamento em 2024 sob direção dos Irmãos Russo, com </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/the-electric-state-millie-bobby-brown">Millie Bobby Brown</a></span><span style="font-weight: 400;"> no papel principal, ao lado de Chris Pratt e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo">Michelle Yeoh</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Estado elétrico</i></span><span style="font-weight: 400;"> parece a história alternativa de um lugar que nunca existiu. “</span><span style="font-weight: 400;"><i>O que estamos fazendo não é civilizado, eu sei. Mas sei que também deve ter acontecido com você. Assim como eu, você deve ter acordado um dia e constatado o inevitável: já não vivemos em tempos civilizados</i></span><span style="font-weight: 400;">”, escreve Stålenhag na obra. Esse é seu segundo projeto adaptado para o Audiovisual; o primeiro foi </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/04/09/tales-from-the-loop-e-a-ficcao-cientifica-anti-ansiedade-que-precisamos.htm">Tales From the Loop</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, série lançada em 2020 pelo </span><span style="font-weight: 400;"><i>Amazon Prime Video</i></span><span style="font-weight: 400;"> baseada na HQ homônima de 2015, cujo livro ainda não foi publicado no Brasil.</span></p>
<figure id="attachment_29275" aria-describedby="caption-attachment-29275" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29275 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/6-2.jpg" alt="" width="1100" height="1650" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/6-2.jpg 1100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/6-2-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/6-2-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/6-2-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/6-2-1024x1536.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29275" class="wp-caption-text">Nascido em 1984, Simon Stålenhag mistura suas memórias de infância no subúrbio de Estocolmo às paisagens corrompidas pelo capitalismo (Foto: Fredrik Bernholm)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os textos que acompanham quase todas as imagens parecem ser apenas mecanismos de coesão, algo que transforma a obra em um livro com início, meio e fim, e não apenas um bloco de ilustrações </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://artout.com.br/hiper-realismo/">hiper-realistas</a></span><span style="font-weight: 400;">. Contudo, não se trata de um elemento jogado totalmente ao acaso e a trama realmente converge para uma história coesa, mesmo que não-linear. A protagonista Michelle conta sua trajetória em etapas – às vezes dando aspectos socioculturais de uma sociedade danificada, às vezes se lembrando de um passado pouco distante em que sonhar, de verdade, era possível.</span></p>
<figure></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse talento extraordinário para narrar – a junção ideal de um texto conciso e imagens profundas – é o mérito de todo o livro. Para além das investigações especulativas desenvolvidas nas páginas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Estado elétrico</i></span><span style="font-weight: 400;">, a </span><span style="font-weight: 400;"><i>graphic novel</i></span><span style="font-weight: 400;"> é também um artefato poderoso para uma tomada de consciência que, talvez pela forma realista das ilustrações, ganha força como exemplo de um terrível futuro que pode, efetivamente, ser o nosso presente. Ainda assim, o autor nega o estereótipo de futurista. “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Não lido com o futuro, não sou futurista. As pessoas mais fracassaram do que obtiveram sucesso ao imaginar o futuro. Eu sou parte da geração que percebeu que jamais teremos carros voadores</i></span><span style="font-weight: 400;">”, diz </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.estadao.com.br/alias/entenda-como-simon-stalenhag-inova-a-ficcao-cientifica/">Simon Stålenhag em entrevista</a></span><span style="font-weight: 400;">. Como Fisher escreve em </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://autonomialiteraria.com.br/loja/teoria-politica/realismo-capitalista/">Realismo Capitalista</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(2009), a propósito de um mundo cego pela lógica neoliberal, “</span><span style="font-weight: 400;"><i>é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo</i></span><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
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		<title>Ms. Marvel devolve o altruísmo ao MCU</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2022 17:20:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda É até um pouco difícil acreditar que demorou mais de uma década para que a Marvel introduzisse uma personagem obcecada com seu próprio universo. Diferente de Kate Bishop (Hailee Steinfeld), que viveu o sonho de encontrar seu herói e assumir seu manto em Gavião Arqueiro, Kamala Khan (Iman Vellani) precisa aprender &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ms-marvel-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ms. Marvel devolve o altruísmo ao MCU"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28725" aria-describedby="caption-attachment-28725" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28725" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-1.jpg" alt="Cena da primeira temporada de Ms. Marvel. Kamala (Iman Vellani) está vestida em sua fantasia caseira de Capitã Marvel, no topo de um edifício, semi-ajoelhada numa pose heróica, com o braço esquerdo erguido para o lado e o direito no chão. Sua fantasia é composta por um uniforme vermelho com detalhes azuis e dourados, uma estrela dourada no peito e um capacete vermelho que deixa apenas seus olhos e boca visíveis. No topo do capacete, um moicano amarelo de plástico brilha com luz amarela. Kamala é uma jovem paquistanesa de pele marrom e cabelos longos e pretos saindo por baixo do capacete que mostra seu sorriso animado. Atrás dela, podemos ver a dois prédios urbanos altos na frente do céu noturno de Nova Jérsei." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28725" class="wp-caption-text">Todos precisamos começar de algum lugar (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É até um pouco difícil acreditar que demorou mais de uma década para que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> introduzisse uma personagem obcecada com seu próprio universo. Diferente de Kate Bishop (Hailee Steinfeld), que viveu o sonho de encontrar seu herói e assumir seu manto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaviao-arqueiro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Kamala Khan (Iman Vellani) precisa aprender a se virar sem a ajuda de nenhum dos Vingadores que passou a vida admirando, nem mesmo de seu ídolo, Carol Danvers. Mas isso não significa que Ms. Marvel esteja sozinha, já que seus verdadeiros super-poderes são a família e a comunidade.</span></p>
<p><span id="more-28724"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/cavaleiro-da-lua-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro da Lua</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tentou fazer de conta que se passava em uma realidade separada do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://portalpopline.com.br/ms-marvel-iman-vellani-aposta-mais-616-universos-mcu/"><span style="font-weight: 400;">616 ou 199999</span></a><span style="font-weight: 400;">?), a nova produção da Casa das Ideias dispensa qualquer negação de interconectividade. Kamala é por si só uma </span><i><span style="font-weight: 400;">stan</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, herdando dos quadrinhos não só a adoração, mas também a vontade de ser parte desse celebrado (e até mesmo cansado) cânone. Ao invés de escrever </span><i><span style="font-weight: 400;">fanfictions</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela cria vídeos elaborados baseados nas histórias que nós já conhecemos e faz </span><i><span style="font-weight: 400;">cosplays</span></i><span style="font-weight: 400;"> caseiros de sua super-heroína favorita. A série, desenvolvida por Bisha K. Ali (</span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), tem a difícil tarefa de traçar a origem da personagem juntamente com seu lugar no panteão de semideuses do qual ela agora faz parte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na transição de meios, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ms. Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> preserva muito do charme original de sua primeira tiragem, escrita por G. Willow Wilson e ilustrada por Adrian Alphona, mas acaba tropeçando na hora de condensar sua narrativa no formato de seis capítulos que se tornou padrão no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. A necessidade de encaixar rapidamente a personagem na sinopse de </span><a href="https://comicbook.com/marvel/news/the-marvels-ms-marvel-family-captain-marvel-sequel-confirmed/"><i><span style="font-weight: 400;">As Marvels</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023) prejudica o ritmo da narrativa, que faria bom uso de mais alguns episódios para desenvolver seus antagonistas e sua relação com Kamala, principalmente por conta do quão apegados ficamos ao carisma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oUb4BtJFRkE"><i><span style="font-weight: 400;">gigantado</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Iman Vellani.</span></p>
<figure id="attachment_28726" aria-describedby="caption-attachment-28726" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28726" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-2.jpg" alt="Capa variante de Ms. Marvel #38 (2019), ilustrada por Jamie McKelvie e colorizada por Matt Wilson e Dee Cunniffe. Kamala Khan está no centro, vestindo seu uniforme de super-heroína e rodeada por pessoas fazendo cosplay de Ms. Marvel. Algumas delas seguram cartazes escritos “I AM MS MARVEL” (Eu sou Ms Marvel). O uniforme é composto de um vestido azul com mangas e calças vermelhas, um raio amarelo cruzando seu peito, um lenço vermelho cobrindo seu pescoço e uma máscara azul cobrindo seu rosto. Em baixo de Kamala, da esquerda para a direita, todos virados para a frente, há um menino negro de cabelos pretos e curtos segurando um cartaz, uma garota caucasiana de cabelos castanhos sorrindo com as mãos na cintura, uma menina negra de cabelos pretos e longos sorridente com os punhos levantados e uma mulher de pele marrom e cabelos castanhos amarrados num rabo de cavalo sorrindo. À direita de Kamala, uma mulher caucasiana de cabelos pretos e longos e blazer vermelho por cima de uma camiseta preta com o símbolo de um raio dourado em seu colar e brincos tenta tirar uma foto com Kamala, que está segurando seu próprio rosto com as mãos, estupefata. À sua esquerda, uma mulher de pele marrom e cabelos pretos sorri enquanto segura um cartaz. Acima delas, da esquerda para a direita, uma mulher muçulmana de pele marrom usando um hijab segura um cartaz acima de sua cabeça, um jovem negro de cabelos pretos e com piercings na boca e no nariz ergue sua mão para o alto e um homem caucasiano de cabelo preto curto e cavanhaque sorri. Atrás deles há um fundo infinito azul claro." width="800" height="1215" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-2-527x800.jpg 527w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-2-674x1024.jpg 674w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-2-768x1166.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28726" class="wp-caption-text">Desde sua estréia em 2014, Ms. Marvel tem sido um dos maiores sucessos recentes da editora (Foto: Marvel Comics)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não seria muito exagero dizer que Kamala Khan é o Peter Parker de sua geração. Criada em 2013, a personagem logo conquistou os leitores da editora não apenas por conta de sua pegada bem humorada e personagens cativantes, mas por refletir os problemas da geração Z através de suas aventuras heróicas, contadas pelo olhar da primeira heroína muçulmana do selo. Nas HQs, sua polimorfia reflete as inseguranças de uma adolescente que não se encaixa em nenhum lugar e que, inicialmente, permite que ela pegue emprestado a pele de um de seus maiores ícones: a </span><a href="https://personaunesp.com.br/capita-marvel-critica/"><span style="font-weight: 400;">Capitã Marvel</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com o tempo, no entanto, ela aprende a ser sua própria heroína e assume a alcunha da nova Ms. Marvel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também não seria tão exagerado assim dizer que Iman Vellani é </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-164653/"><span style="font-weight: 400;">a Kamala Khan de sua geração</span></a><span style="font-weight: 400;">. O entusiasmo da atriz estreante é palpável não apenas nas cenas em que ela se empolga com a possibilidade de ser parente do Deus do Trovão, mas também em todas as entrevistas e aparições feitas para promover a série. Ela prova que simplesmente nasceu para interpretar a adolescente de origem paquistanesa, e se revela um dos maiores trunfos de </span><i><span style="font-weight: 400;">casting</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> em mais de uma década. Carismática e com uma atuação sincera e vulnerável, Iman poderia carregar tranquilamente as quase seis horas de duração da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, é muito bom que não precise fazer isso. As maiores qualidades da série interagem no elenco secundário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ms. Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, formando um dos núcleos mais engajantes da Fase 4 do estúdio: Nova Jérsei. Pois é, entre todos os mundos abertos recentemente pela franquia, não há lugar no universo (</span><a href="https://personaunesp.com.br/doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura-critica/"><span style="font-weight: 400;">ou no multiverso</span></a><span style="font-weight: 400;">) mais interessante do que a comunidade muçulmana e o cotidiano da família Khan apresentados pela produção. Particularmente durante os primeiros episódios, dirigidos pelo duo Adil &amp; Bilall (</span><i><span style="font-weight: 400;">Bad Boys Para Sempre</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.omelete.com.br/dc-comics/batgirl-kevin-feige-mensagem-diretores"><i><span style="font-weight: 400;">Batgirl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Meera Menon (</span><i><span style="font-weight: 400;">For All Mankind</span></i><span style="font-weight: 400;">), fica até difícil tirar os olhos da tela para não perder o estilo gráfico da obra, que puxa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim Contra o Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha no Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;"> as ferramentas para trazer os quadrinhos à vida de uma maneira que nunca vimos antes no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mcu/"><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28727" aria-describedby="caption-attachment-28727" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28727 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-3.jpeg" alt="Cena da primeira temporada de Ms. Marvel. Kamala (Iman Vellani) está imaginando como será vencer o concurso de cosplay da Capitã Marvel, usando o uniforme azul e vermelho com detalhes em dourado da mesma, uma coroa na cabeça e segurando um buquê de flores com a mão direita enquanto acena com a esquerda. Confete voa ao seu redor e uma luz amarela aparece por cima de seu ombro direito." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-3.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-3-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-3-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-3-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-3-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-3-2048x1152.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-3-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28727" class="wp-caption-text">A rainha vive (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Demora pouco para que os Khan se tornem nossa família favorita do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">: é muito fácil se identificar com os problemas geracionais que Kamala tem com sua mãe, Muneeba (Zenobia Shroff) e seu pai, Yusuf (Mohan Kapur), além do repertório fácil e gracejante com seu irmão mais velho, Aamir (Saagar Shaikh). O tom de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;"> permanece ao longo dos primeiros episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">Generation Why</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Crushed</span></i><span style="font-weight: 400;">, intercalando a comédia com momentos sinceros e até mesmo cotidianos, entre as personagens que fundamentam relacionamentos e o espaço em que eles se dão. A </span><a href="https://open.spotify.com/album/7dcPn4IdB0lC5Wd54kA8l5?si=b7ddd4b5ed604914"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> da compositora Laura Karpman também executa um duplo trabalho, intercalando os sons urbanos de Nova Jérsei com faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> do continente asiático, encontrando sinergia na performance energética de Vellani.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da família de Kamala, também conhecemos seus melhores amigos Bruno (Matt Lintz) e Nakia (Yasmeen Fletcher). Os espaços que frequentam, pessoas que gostam, suas opiniões sobre o mundo, super-heróis e mais, contribuem para a criação de um dos cenários mais críveis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos últimos anos, sendo por si só uma resposta às </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/marvel-efeitos-condicoes-abusivas"><span style="font-weight: 400;">críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> feitas ao uso excessivo de tela verde nas produções do estúdio. A celebração dos Vingadores </span><i><span style="font-weight: 400;">à lá</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Comic-Con</span></i><span style="font-weight: 400;"> que acontece ao final do primeiro episódio é um baú de referências,  rivalizando com o Vazio adentrado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">Loki</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Journey Into Mystery</span></i><span style="font-weight: 400;">, e nos oferecendo, ainda, um vislumbre dos novos poderes de sua protagonista.</span></p>
<figure id="attachment_28728" aria-describedby="caption-attachment-28728" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28728" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-4.jpg" alt="Cena da primeira temporada de Ms. Marvel. A família Khan come uma refeição sentados na mesa de jantar de sua residência. Vemos Kamala (Iman Vellani) na lateral superior da mesa quadrada, olhando emburrecida para seu pai, Yusuf (Mohan Kapur), à esquerda. Vemos apenas as costas de sua mãe, Muneeba (Zenobia Shroff), que se senta na lateral inferior da mesa, e apenas parte do perfil de seu irmão mais velho, Aamir (Saagar Shaikh), na lateral direita, olhando para seu prato. Kamala é uma menina paquistanesa de pele marrom, com cabelos pretos e longos, amarrados para trás num rabo de cavalo, usando uma camisa xadrez vermelha por cima de uma camiseta azul bebê. Yusuf é um homem paquistanês de pele marrom, cabelos e barba grisalhos e começando a ficar calvo, usando uma camisa xadrez azul escura por cima de um suéter cinza sem mangas. Muneeba é uma mulher paquistanesa de pele marrom, com os cabelos pretos presos num coque, usando um vestido tradicional rubro e azul com um tecido vermelho apoiado no seu ombro esquerdo. Aamir é um homem paquistanês de pele marrom, com cabelos pretos e uma barba longa e espessa, usando um par de óculos e uma camisa xadrez verde clara abotoada. A mesa está coberta por um tecido amarelo e branco e, acima dele, os Khan comem em seus pratos, com diversos condimentos espalhados pelos cantos da mesa e um prato principal no centro. Atrás deles, podemos ver a cozinha da casa, com uma geladeira coberta de imãs no canto direito, ao lado de uma porta branca com vitrais amarelos e azuis. As paredes da casa são amarelas e o chão é de madeira, com um tapete cinzento cobrindo a sala de jantar onde a mesa se encontra." width="1620" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-4.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28728" class="wp-caption-text">Além de interpretar Yusuf Khan em Ms. Marvel, Mohan Kapur empresta sua voz ao Doutor Estranho nas dublagens em híndi do MCU (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja pela contínua negação dos Inumanos no cânone do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, graças </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n_f6sPWjw7M"><span style="font-weight: 400;">à desastrosa série de 2017</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou para melhor ajustar a personagem ao seu futuro filme ao lado de Brie Larson e Teyonah Parris, os poderes e a origem de Kamala mudam drasticamente na série, às vezes para bem e outras para mal. Ao invés de serem um reflexo dos conflitos internos da protagonista, eles agora fazem parte do mistério que ela tem de desvendar sobre si mesma. Embora adaptações sejam necessárias para trazer super-heróis das páginas para as telas e poderes de polimorfia em especial sejam complicados de se replicar no audiovisual (veja, por exemplo, qualquer filme do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BsuhqZ6vQlw"><i><span style="font-weight: 400;">Quarteto Fantástico</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), havemos de nos questionar se tais mudanças seriam plausíveis para personagens de maior peso que precisam de muitos efeitos especiais: aceitaríamos um </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;"> que não solta teias? Um </span><a href="https://personaunesp.com.br/thor-marvel-critica/"><span style="font-weight: 400;">Thor</span></a><span style="font-weight: 400;"> que não invoca trovões?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de estética, a mudança nos poderes da Ms. Marvel informa a direção da trama e como se diferencia das HQs, interligando sua jornada de autoconhecimento e aceitação com a busca pelo passado perdido da própria família para curar os traumas que persistem nas gerações de Khans. No terceiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Destined</span></i><span style="font-weight: 400;">, Kamala toma conhecimento dos Clandestinos, seres extradimensionais buscando por uma maneira de voltar para casa, e de quebra descobre ser descendente deles. Embora a associação aos </span><i><span style="font-weight: 400;">djinn </span></i><span style="font-weight: 400;">do folclóre pré-islâmico seja por si só </span><a href="https://nerdist.com/article/ms-marvel-kamala-khan-djinn-problematic-culture-comic-journey/"><span style="font-weight: 400;">problemática</span></a><span style="font-weight: 400;"> devido à repetição de estereótipos orientalistas, a introdução do grupo evidencia o tema central da série e o paralelo com a assimilação cultural de famílias imigrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos próximos capítulos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Seeing Red </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Time and Again</span></i><span style="font-weight: 400;">, viajamos junto de Kamala e sua mãe até o Paquistão, onde conhecemos Sana (Samina Ahmed), mãe de Muneeba e nomeada em homenagem </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/ms-marvel-sana-amanat-co-criadora-originalmente-kamala-mutante-hqs.html"><span style="font-weight: 400;">à editora Sana Amanat</span></a><span style="font-weight: 400;">, co-criadora da personagem, que também serve de produtora executiva do seriado. Dirigidos por Sharmeen Obaid-Chinoy, diretora paquistanesa conhecida por seu trabalho em produções documentais, esses episódios são parte vital da narrativa, pois fazem a ponte entre os dois mundos de Kamala, mas acabaram espremidos na duração cada vez mais limitante de episódios.</span></p>
<figure id="attachment_28729" aria-describedby="caption-attachment-28729" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28729" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-5.jpg" alt="Foto dos bastidores da primeira temporada de Ms. Marvel. Sharmeen Obaid-Chinoy (à esquerda) conversa com Aramis Knight (à direita), enquanto membros da produção andam pelo cenário, todos de máscaras no rosto. Sharmeen é uma mulher paquistanesa de pele marrom e cabelos pretos amarrados num rabo de cavalo, usando camiseta e calças pretas e segurando um tablet com a mão esquerda, gesticulando para Aramis com a direita. Aramis é um homem de pele clara, usando um figurino verde claro oriental e um lenço vermelho cobrindo a metade inferior de seu rosto. Atrás deles, vemos uma estação de trem paquistanesa, construída com pedras beges e com um mural à direita ilustrando o herói Homem-Formiga, aparecendo por sob os ombros de Aramis. À direita, alguns equipamentos de iluminação e ventiladores aparecem no teto." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-5.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-5-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28729" class="wp-caption-text">A maioria das cenas em Karachi, Paquistão, foram na verdade filmadas em Bangkok, na Tailândia (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Justo quando estamos nos acostumando com o cenário suburbano de Nova Jérsei e a comunidade que cerca a jovem aspirante à heroína, somos jogados em um avião para Karachi, lar da outra metade de sua família. Lá, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ms. Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> se debruça mais fortemente na procura da identidade cultural e nos traumas coloniais que persistem sobre os habitantes do sul asiático. Além de uma chocante recriação da </span><a href="https://youtu.be/-4Dby3uboVI"><span style="font-weight: 400;">Partição da Índia</span></a><span style="font-weight: 400;">, também acompanhamos diversos diálogos iluminantes e dolorosos entre as três gerações de mulheres da família Khan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos quadrinhos, o retorno da jovem ao país de origem de seus antepassados representa um período de introspecção após os eventos traumáticos da </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-comics/guerra-civil-2-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-ler-a-saga#3"><span style="font-weight: 400;">segunda </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Civil</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">entre os heróis da editora. A transição no seriado ocorre de maneira mais mecânica e truncada, servindo primeiro como exposição à trama dos braceletes misteriosos que acordam os poderes da heroína do que aos conflitos e dúvidas internas da personagem. Enquanto em uma das narrativas a peregrinação ensina à Kamala que o lugar onde está não resolve os problemas, na outra ela descobre propósito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma série recheada de aspectos da cultura muçulmana da Ásia Meridional e detalhes, grandes ou pequenos, meticulosamente retratados, a recriação da Partição no penúltimo capítulo é, talvez, o mais ambicioso deles. Com um retrato visceral de um evento histórico pouco discutido no Ocidente, testemunhamos junto de Kamala o caos generalizado e os traumas decorrentes do fim do domínio colonial na Índia. Também acompanhamos a breve, mas tocante, história de amor entre Aisha e Hasan (interpretados respectivamente por Mehwish Hayat e Fawad Khan, astros de </span><a href="https://www.aicinema.com.br/bollywood-a-hollywood-indiana/"><i><span style="font-weight: 400;">Bollywood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), que termina tragicamente quando Najma (Nimra Bucha) aparece para reaver o bracelete. Enquanto desfalece, Aisha encara sua futura bisneta e repete o mesmo mantra gravado no artefato: “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que você procura, procura você</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_28730" aria-describedby="caption-attachment-28730" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28730" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-6.jpg" alt="Cena da primeira temporada de Ms. Marvel. Kamala (Iman Vellani) está em cima de um trem observando uma estação de trem onde a população muçulmana da Índia se preparava para partir para o Paquistão. Kamala está de pé em cima de um vagão, ao lado de algumas pessoas sentadas, e vemos apenas suas costas enquanto ela observa a cena caótica. Pessoas entram e sobem em cima dos trens, fazendo uso de qualquer espaço disponível para ficarem, chamando aqueles que ainda não embarcaram. A cena se passa a noite e uma leve camada de fumaça preenche a parte superior, enquanto ao fundo, uma luz amarela à direita da tela ilumina o fundo da estação." width="1800" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-6.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-6-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-6-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-6-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-6-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-6-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28730" class="wp-caption-text">O passado está presente nos traumas daqueles que ficaram para trás (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É nessa ponte tão instável entre passado e futuro que </span><i><span style="font-weight: 400;">Ms. Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra sua razão de existir, dando à sua protagonista as ferramentas para remendar não só o tecido da realidade, mas também os rasgos entre mães e filhas. A sequência de episódios falha em desenvolver as motivações de seus antagonistas para além do básico, terminando abruptamente numa deixa apressada ao final da temporada. Apesar de vital para os temas desenvolvidos pela série, a </span><a href="https://discussingfilm.net/2022/07/06/sharmeen-obaid-chinoy-on-bringing-karachi-to-life-in-ms-marvel-exclusive-interview/"><span style="font-weight: 400;">viagem até Karachi</span></a><span style="font-weight: 400;"> é curta e objetiva demais para que nós nos apeguemos aos seus novos personagens, por mais que a ligação deles com a jornada de Kamala seja significativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a volta de Adil &amp; Bilall na direção, o último episódio (intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">No Normal</span></i><span style="font-weight: 400;">, em homenagem ao primeiro volume das HQs que a inspiraram) retorna à Nova Jérsei para resolver as tensões entre Kamala e Kamran, o último dos Clandestinos na Terra e recipiente de poderes luminosos semelhantes aos da heroína. A dupla de diretores volta para retomar as melhores qualidades de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ms. Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um capítulo explosivo que aponta seu olhar para a experiência imigrante na América, e joga os punhos </span><i><span style="font-weight: 400;">gigantados</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Kamala nas armas do Departamento de Controle de Danos, a agência obscura introduzida em </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-homecoming-o-homem-aranha-volta-empolgar/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: De Volta ao Lar</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">dedicada à conter as atividades dos super-heróis que pipocam pelos EUA. Não é uma analogia particularmente sutil ao tratamento do governo americano para com as comunidades muçulmanas, mas também não precisa ser, considerando a cruel realidade que a série busca retratar. Se a América não passa de uma caricatura vilanesca de si mesma, o que resta para a arte senão responder à altura?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito bom que a </span><i><span style="font-weight: 400;">finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ms. Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> não seja definido nem pelo visual de seus poderes ou sobre </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/ms-marvel-x-men-tema"><span style="font-weight: 400;">qualquer rótulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> aplicado à sua origem, mas sim pelas verdadeiras qualidades que a produção emplacou: o carisma de Iman Vellani e a relação de Kamala com sua comunidade, amigos e até inimigos. A emoção de vê-la usando o icônico uniforme ou recebendo sua alcunha super-heróica não vem apenas de referências aos quadrinhos, mas de uma significação estabelecida na própria série. O que seria rotineiro é transformado em algo mais ao sabermos que aquelas roupas foram costuradas por sua mãe, que o significado de sua identidade secreta vai além de uma simples referência à sua super-heroína favorita.</span></p>
<figure id="attachment_28731" aria-describedby="caption-attachment-28731" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28731" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-7.jpg" alt="Cena da primeira temporada de Ms. Marvel. À noite, Kamala Khan (Iman Vellani) ergue seus punhos luminosos agigantados na frente da Academia Coles. Kamala é uma jovem paquistanesa de pele marrom e cabelos pretos e longos, usando seu uniforme de super-heroína: um vestido azul com detalhes dourados e mangas vermelhas, com um lenço vermelho no pescoço e um raio dourado cruzando seu peito, com braceletes dourados em ambos os pulsos e uma máscara azul escondendo sua identidade. Uma aura púrpura e luminosa a envolve e forma uma cópia gigante de seus punhos por cima dos reais." width="1400" height="579" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-7.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-7-800x331.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-7-1024x423.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-7-768x318.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/ms-marvel-7-1200x496.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28731" class="wp-caption-text">Mesmo com poderes diferentes, Ms. Marvel carrega com louvor a personalidade de Kamala Khan (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final do dia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ms. Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, assim como as histórias em quadrinhos que a inspiraram, a lenda de uma garota comum de Nova Jérsei descobrindo o próprio heroísmo e o lugar a que pertence. Mais do que tudo, é uma história sobre como o verdadeiro significado de comunidade está ao nosso redor: nas pessoas que amamos e protegemos, nos sacrifícios que somos obrigados a fazer pelo futuro, e os mantos que escolhemos usar para sermos nós mesmos. </span><i><span style="font-weight: 400;">O que você busca está te buscando</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a inscrição que adorna o bracelete de Kamala &#8211; um </span><i><span style="font-weight: 400;">foreshadowing </span></i><span style="font-weight: 400;">tanto da viagem no tempo, que possibilita que ela salve sua avó, quanto dos temas centrais da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Está mais do que na hora de Kevin Feige e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> aprenderem a </span><a href="https://blogs.correiobraziliense.com.br/proximocapitulo/mulher-hulk-mostra-que-formula-da-marvel-pode-ser-diferente/"><span style="font-weight: 400;">fazer televisão</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao invés de filmes divididos em seis ou nove partes. Pela própria natureza contínua e interconectada do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, o número reduzido de episódios, geralmente associado a minisséries, representa um impedimento ao invés de uma vantagem. Somos introduzidos a personagens fascinantes e narrativas com muito potencial apenas para nos despedirmos após algumas semanas, sem saber quando iremos revê-los. Com o anúncio da volta de Charlie Cox no papel de Matt Murdock para um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/242204-demolidor-born-again-marvel-confirma-serie-charlie-cox-2024.htm"><i><span style="font-weight: 400;">revival</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Demolidor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com 18 episódios, tomara que as futuras produções do estúdio voltadas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> passem a ter espaço para deixar público e personagens respirando de vez em quando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das mais famosas frases associadas com a personagem de Kamala Khan vêm de </span><a href="https://www.amazon.com.br/Ms-Marvel-2014-2015-5-English-ebook/dp/B00ZNZIRI4/ref=sr_1_4?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;crid=33USJLV4ISHYF&amp;keywords=ms+marvel+%235&amp;qid=1662747875&amp;sprefix=ms+marvel+5%2Caps%2C192&amp;sr=8-4"><i><span style="font-weight: 400;">Ms. Marvel #5</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2014). Enquanto monta seu icônico traje, ela recorda o pilar central de todos os quadrinhos: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Bom</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">não é algo que se é. É algo que se faz</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Na série, o ditado vem do imã da mesquita que a família Khan frequenta, Sheikh Abdullah (Laith Nakli), durante uma breve conversa com Kamala, na qual ele a aconselha a olhar não para aqueles que duvidam da nova super-heroína de Jérsei, mas sim no bem que foi capaz de fazer e naqueles que salvou. Em seus melhores momentos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ms. Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa esse conselho como guia, nos fazendo vibrar pela mais nova estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> e por tudo aquilo que a rodeia.</span></p>
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		<title>Senti na pele aquele brilho tocar e pelo Cavaleiro da Lua fui me apaixonar</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2022 15:56:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Júlia Paes de Arruda Ainda que as expectativas fossem altas, Cavaleiro da Lua não parecia ser algo próspero no primeiro momento. Comparado a outras obras do catálogo, a mais recente série do Disney+ seria mais uma com pouco potencial atrativo ao olhar &#8211; especialmente por ser a primeira produção da Marvel depois do épico Homem-Aranha: &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cavaleiro-da-lua-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Senti na pele aquele brilho tocar e pelo Cavaleiro da Lua fui me apaixonar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27760" aria-describedby="caption-attachment-27760" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-1-Cavaleiro-da-Lua-800x360.jpg" alt="Imagem retangular do personagem Cavaleiro da Lua. Ele veste um traje cinza com gorro e capa, que imita mumificação. O rosto está coberto e os olhos são brancos. No peito, está um círculo dourado com escrita hieroglífica. Nos pulsos, há duas pulseiras grandes e douradas. Ele segura dois discos de metal no formato de luas crescentes. " width="800" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-1-Cavaleiro-da-Lua-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-1-Cavaleiro-da-Lua-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-1-Cavaleiro-da-Lua-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-1-Cavaleiro-da-Lua-1200x540.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-1-Cavaleiro-da-Lua.jpg 1210w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27760" class="wp-caption-text">Cavaleiro da Lua estreou com a <a href="https://portalpopline.com.br/cavaleiro-da-lua-supera-wandavision-series-marvel/">segunda maior audiência</a> do Disney+, perdendo apenas para Loki (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Júlia Paes de Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que as expectativas fossem </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/cavaleiro-da-lua-explodira-mente-do-publico-afirma-oscar-isaac/"><span style="font-weight: 400;">altas</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> não parecia ser algo próspero no primeiro momento. Comparado a </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">outras obras do catálogo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a mais recente série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+ </span></i><span style="font-weight: 400;">seria </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-if-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais uma</span></a><span style="font-weight: 400;"> com pouco potencial atrativo ao olhar &#8211; especialmente por ser a primeira produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">depois do épico </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, figurinos belíssimos, atuações incríveis e cenários mágicos propiciaram que o roteiro de Jeremy Slater se tornasse uma das obras mais fascinantes do estúdio.</span></p>
<p><span id="more-27759"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada no final de março, </span><i><span style="font-weight: 400;">Moon Knight </span></i><span style="font-weight: 400;">foge do padrão de outras produções de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XDzVE6GLeEc"><span style="font-weight: 400;">Kevin Feige</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em momento algum, o </span><a href="http://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">blip</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é mencionado, deixando de lado todo o enredo da cansativa linha temporal dos heróis mais poderosos do mundo. Aliás, estar longe deste universo possibilitou maior liberdade criativa à série, já que, depois da </span><a href="https://personaunesp.com.br/thor-marvel-critica/"><span style="font-weight: 400;">mitologia nórdica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><span style="font-weight: 400;">greco-romana</span></a><span style="font-weight: 400;">, chegou a vez do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> explorar as divindades egípcias. A direção de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-162813/"><span style="font-weight: 400;">Mohamed Diab</span></a><span style="font-weight: 400;">, nascido em Ismaília, no Egito, foi fundamental para que o resultado não caísse nos </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,diretor-da-marvel-denuncia-xenofobia-no-cinema-isso-nos-desumaniza,70004021077"><span style="font-weight: 400;">estereótipos da sua cultura</span></a><span style="font-weight: 400;">, caracterizando cenários e costumes autênticos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptando os quadrinhos de mesmo nome, </span><i><span style="font-weight: 400;">Moon Knight</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos apresenta, a princípio, o protagonista Steven Grant. Diferentemente das </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/steven-grant-cavaleiro-da-lua-hqs.html"><span style="font-weight: 400;">HQs</span></a><span style="font-weight: 400;">, Steven é um funcionário do museu de Londres, trabalhando veementemente para se destacar na seção egípcia. Atrapalhado e inseguro, ele não possui a pose de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-critica/"><span style="font-weight: 400;">herói</span></a><span style="font-weight: 400;"> como conhecemos. Nos primeiros episódios, tudo se mostra confuso e tedioso, bem como o comportamento de seu ilustre personagem. Com o desenrolar da narrativa, seu amadurecimento é impressionante, tornando-se uma personalidade cada vez mais admirável e querida.</span></p>
<figure id="attachment_27761" aria-describedby="caption-attachment-27761" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27761" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-2-Cavaleiro-da-Lua-800x359.jpg" alt="Foto promocional da série Cavaleiro da Lua. Ao centro, está o Senhor da Lua. Com o rosto coberto por um pano branco e uma lua bordada na testa, ele veste um terno branco com gravata também branca. Ao lado esquerdo e mais atrás, está a silhueta esmaecida do Cavaleiro da Lua. Ao lado direito e mais atrás, está a silhueta do ator Oscar Isaac, vestindo um moletom branco. " width="800" height="359" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-2-Cavaleiro-da-Lua-800x359.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-2-Cavaleiro-da-Lua-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-2-Cavaleiro-da-Lua.jpg 826w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27761" class="wp-caption-text">Os trajes do Cavaleiro da Lua e do Senhor da Lua foram homenageados no jogo <a href="https://legadodamarvel.com.br/cavaleiro-da-lua-chega-ao-fortnite-saiba-como-desbloquear/">Fortnite</a> (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É óbvio que nada disso poderia acontecer sem a atuação exemplar de Oscar Isaac (</span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men: Apocalipse </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: O Despertar da Força</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">. O guatemalteco encarna com muito fôlego seu papel, o qual possui transtorno dissociativo de personalidade. Assim, somos muito bem servidos com um Steven Grant e um Marc Spector impecáveis. Marc é o oposto de Steven: sendo um ex-mercenário, ele é meticuloso, calculista e extremamente frio. Gestos, expressões e até mesmo os sotaques entre os avatares do </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/khonshu-cavaleiro-da-lua-tudo-sobre.html"><span style="font-weight: 400;">deus Khonshu</span></a><span style="font-weight: 400;"> transitam nas cenas com muita naturalidade, como se realmente estivéssemos cara a cara com dois atores de performances diferentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação de Ethan Hawke também não é desmerecida. O ator, que debutou sua entrada no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> interpretando Arthur Harrow, já foi indicado quatro vezes ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo duas vezes como roteirista na categoria de Melhor Roteiro Adaptado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Antes do Pôr-do-Sol</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2004) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Antes da Meia-Noite </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013). Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">, Hawke constrói um personagem de muitas camadas, líder de um culto fervorosamente devoto à </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/cavaleiro-da-lua-ammit.html"><span style="font-weight: 400;">deusa Ammit</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por não haver um vilão específico nos quadrinhos, incorporou-se aspectos de outros antagonistas que também possuíam aspirações morais realistas, como foi o caso de </span><a href="http://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Killmonger</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o próprio </span><a href="http://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-critica/"><span style="font-weight: 400;">Thanos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sendo assim, ele consegue cativar o público do início ao fim, passando cada nuance com maestria.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não dá para deixar de mencionar a magnífica evolução de Layla El-Faouly, interpretada por </span><a href="https://www.elle.com/culture/movies-tv/a39756507/may-calamawy-moon-knight-interview/"><span style="font-weight: 400;">May Calamawy</span></a><span style="font-weight: 400;">. A atriz, de ascendência egípcia e palestina, concebe uma figura fascinante, largando seu </span><i><span style="font-weight: 400;">status</span></i><span style="font-weight: 400;"> simplista de esposa do Marc para a </span><a href="https://poltronanerd.com.br/series/cavaleiro-lua-apresenta-heroina-134052"><span style="font-weight: 400;">primeira heroína de origem árabe</span></a><span style="font-weight: 400;"> do universo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Fora de seu belíssimo traje, Layla é destemida e inteligente, não deixando de transparecer suas emoções e de medir esforços para lutar por seus objetivos &#8211; originando o pacote completo para um avatar de um deus.</span></p>
<figure id="attachment_27762" aria-describedby="caption-attachment-27762" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27762" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-3-Cavaleiro-da-Lua.gif" alt="Gif de uma cena de Cavaleiro da Lua. Ao centro, está a atriz May Calamawy, de cabelos castanhos cacheados e longos. Seu traje é branco com detalhes em dourado metálico. Ela está parada com as mãos ao lado do corpo e abre as asas do seu traje, de penas douradas metálicas. " width="800" height="369" /><figcaption id="caption-attachment-27762" class="wp-caption-text">Com todo respeito à Luísa Sonza, mas as definições de MULHER DO ANO XD foram atualizadas para Layla El-Faouly (GIF: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande pecado de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de ter sido ofuscada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1c_W_4cNLn0"><span style="font-weight: 400;">outras novidades da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é tentar incorporar uma história de longas horas, em poucos minutos. Quando o ápice acontece, no quinto episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Manicômio,</span></i><span style="font-weight: 400;"> o enredo se encerra com lutas rápidas e insatisfatórias, que poderiam facilmente ser melhor equilibradas com uma extensão de capítulos. Além disso, não foi uma boa ideia soltar o final do seriado no mesmo dia do tão esperado lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X23XCFgdh2M"><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, encobrindo o desempenho da produção com o público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na verdade, o </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro da Lua </span></i><span style="font-weight: 400;">também é um grande elefante (ou hipopótamo) na sala. Enquanto temos uma elegante performance do cineasta egípcio Karim El Hakim como Khonshu (acompanhado da brilhante dublagem de </span><a href="https://www.imdb.com/video/vi1300939545/?ref_=ext_shr_lnk"><span style="font-weight: 400;">F. Murray Abraham</span></a><span style="font-weight: 400;">), a definição de Ammit acaba se tornando cômica. Ainda que a cena de seu despertar seja atraente, não faltou comparações com </span><a href="https://twitter.com/citeserieefilme/status/1521845468749344768?s=20&amp;t=WJGyoq7kYIlujZnOMGPKqA"><span style="font-weight: 400;">nossa Cuca</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas redes sociais. Esse assunto ficou ainda mais evidente depois do lançamento do</span><i><span style="font-weight: 400;"> trailer</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yRnApYO_hBI"><i><span style="font-weight: 400;">She-Hulk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofreu diversas </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/she-hulk-por-que-cgi-da-serie-esta-ruim-site-responde/"><span style="font-weight: 400;">críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> a sua computação gráfica, comparando a super heroína com outra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T_v-0VPVUZ0"><span style="font-weight: 400;">personagem verde icônica</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, não há como negar que a fotografia do seriado seja deslumbrante. No terceiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Tipo Amigável,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Khonshu &#8211; considerado o protetor dos viajantes noturnos -, surge com um mapa estelar incrível para guiar seu avatar. O diretor responsável, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BlxXk72rHEM"><span style="font-weight: 400;">Gregory Middleton</span></a><span style="font-weight: 400;">, cria uma paisagem magnífica, incorporando tons de roxo e azul, que possivelmente só seriam vistos em um cenário ideal de observação astronômica. Esse capítulo acaba sendo um dos melhores de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro da Lua </span></i><span style="font-weight: 400;">apenas por essa cena que, pessoalmente, é uma das mais lindas que o estúdio já nos apresentou.</span></p>
<figure id="attachment_27763" aria-describedby="caption-attachment-27763" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27763" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Foto-4-Cavaleiro-da-Lua.gif" alt="Gif de uma cena noturna de Cavaleiro da Lua. O Senhor da Lua está ao lado direito, com as mãos levantadas para o céu. Seu traje é completamente branco, da cabeça aos pés. No lado esquerdo, está a materialização do deus Khonshu, também com as mãos levantadas para cima. Ele possui a cabeça óssea de um pássaro de bico longo, veste roupas cinzas em tiras e segura um cajado na mão esquerda. Os dois mexem lentamente a mão esquerda para que o céu estrelado gire no sentido anti-horário. " width="800" height="330" /><figcaption id="caption-attachment-27763" class="wp-caption-text">Sandy &amp; Junior já diziam: se a lua toca no mar, ela pode nos tocar (GIF: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com certas ressalvas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro da Lua </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma das séries originais do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+ </span></i><span style="font-weight: 400;">mais bem estruturadas e instigantes. Com um enredo primoroso e muito bem alimentado, não há dúvidas que a obra trouxe um toque de elegância no extenso cardápio do universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que não haja indícios &#8211; </span><a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/series/entenda-a-conexao-de-cavaleiro-da-lua-com-filmes-e-series-do-mcu"><span style="font-weight: 400;">até o momento</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; de ligação de Marc Spector e Steven Grant (ou, quem sabe, </span><a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/series/saiba-quem-e-jake-lockley-a-terceira-personalidade-do-cavaleiro-da-lua"><span style="font-weight: 400;">Jake Lockley</span></a><span style="font-weight: 400;">) com o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, os poucos episódios valem “</span><a href="https://youtu.be/SBHv4ofaSts"><i><span style="font-weight: 400;">a luz que banha a noite e faz o sol adormecer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.  </span></p>
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		<title>20 anos depois, Homem-Aranha continua sendo o coração dos filmes de herói</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2022 16:17:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathan Sampaio O que faz um personagem ser popular? A sua história sofrida ou sua personalidade marcante? O visual icônico ou as falas de impacto? Talvez seja a mistura disso tudo. É o caso do Homem-Aranha, personagem da Marvel que teve seu primeiro filme lançado 20 anos atrás, e que alçou o herói a fama &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/homem-aranha-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "20 anos depois, Homem-Aranha continua sendo o coração dos filmes de herói"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27598" aria-describedby="caption-attachment-27598" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27598 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem uma pessoa na imagem. No centro da imagem aparecendo de corpo inteiro está o Homem-Aranha. Ele usa seu uniforme,que é vermelho no torso, nos braços e nos pés e azul na cintura e nas pernas, no peito tem um símbolo de uma aranha e toda a roupa é coberta por quadrados vazados, parecendo teias. Ele usa uma máscara vermelha que tem dois visores amarelados. Ele está agarrado a um mastro.No fundo aparece a cidade de Nova York." width="1300" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27598" class="wp-caption-text">Nesse mesmo dia, há 20 anos, chegava às telonas brasileiras o primeiro filme do Homem-Aranha (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Nathan Sampaio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que faz um personagem ser popular? A sua história sofrida ou sua personalidade marcante? O visual icônico ou as falas de impacto? Talvez seja a mistura disso tudo. É o caso do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n8OhizjulHo"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">, personagem da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> que teve seu primeiro filme lançado 20 anos atrás, e que alçou o herói a fama ao unir um roteiro simples, porém muito bem construído, com cenas memoráveis e um visual excepcional. </span></p>
<p><span id="more-27597"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de 2002 acompanha Peter Parker (Tobey Maguire), um adolescente comum, que certo dia é picado por uma aranha geneticamente modificada, e a partir disso começa a desenvolver poderes parecidos com o aracnídeo. Porém, Peter irá aprender da pior maneira que ter poderes significa ter responsabilidades, e esse pensamento passa a guiá-lo em sua jornada para se tornar um herói.</span></p>
<figure id="attachment_27599" aria-describedby="caption-attachment-27599" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27599 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Há uma pessoa na imagem, ela aparece de corpo inteiro. No centro está Peter Parker, um jovem branco, de cabelo curto e castanho e olhos azuis. Ele veste uma camiseta de manga comprida azul, uma calça jeans e um tênis preto. Ele está escalando uma parede de tijolos. O fundo é o chão do beco." width="750" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-27599" class="wp-caption-text">O longa de 2002 tem cenas tão memoráveis que já foram referenciadas nas mais diversas produções audiovisuais (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada nesse filme que não seja icônico, absolutamente tudo é memorável e impactante. Desde os simples diálogos até construções de cenas maiores, e tudo isso se deve ao roteiro caprichado de David Koepp, tendo como  base os quadrinhos de </span><a href="https://super.abril.com.br/cultura/a-vida-secreta-de-stan-lee/"><span style="font-weight: 400;">Stan Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.omelete.com.br/quadrinhos/steve-ditko-relembre-as-grandes-criacoes-do-desenhista"><span style="font-weight: 400;">Steve Ditko</span></a><span style="font-weight: 400;">, juntamente a direção perfeita de Sam Raimi, o qual, na época, era mais conhecido por seus filmes de terror, mas que fez um trabalho exemplar em seu primeiro projeto com super-heróis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro é perfeito, pois, mesmo não sendo super inventivo, consegue criar uma história muito coesa e verossímil, isso porque ele dá o devido destaque aos elementos que mais importam. O maior exemplo disso é o seu protagonista, pois </span><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-27833/filmografia/"><span style="font-weight: 400;">Koepp</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos familiariza com toda a vida de Peter, mostrando seus problemas pessoais, sua frustração, sua personalidade bondosa e amorosa, o carinho para com os tios, e outros vários elementos que o transformam em um personagem complexo e muito crível. </span></p>
<figure id="attachment_27600" aria-describedby="caption-attachment-27600" style="width: 757px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27600 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-3.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem apenas uma pessoa em destaque na imagem. No centro da imagem aparecendo só o rosto está Peter Parker. Ele usa uma jaqueta cinza. Ele está chorando. No fundo tem algumas pessoas conversando entre si." width="757" height="395" /><figcaption id="caption-attachment-27600" class="wp-caption-text">Nesse filme, é dita a icônica frase “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”, lema que norteia as decisões de Peter (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna </span><a href="https://marvel.fandom.com/pt-br/wiki/Peter_Parker_(Terra-616)"><span style="font-weight: 400;">Peter Parker</span></a><span style="font-weight: 400;"> um personagem plausível são exatamente os seus problemas, visto que muitos deles são iguais às dificuldades de qualquer pessoa comum, criando uma identificação instantânea, e, consequentemente, ganhando nossa afeição. É interessante que, mesmo após a sua transformação em herói, Peter continua com seus problemas pessoais, e essa dupla identidade cria várias dificuldades ao longo da projeção, o que torna sua jornada dolorosa, porém ainda assim, entendemos a importância dos seus atos.</span></p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-22514/"><span style="font-weight: 400;">Tobey Maguire</span></a><span style="font-weight: 400;">, o intérprete de Peter Parker, tem ótimos momentos durante a projeção. Ele não é um ator excepcional, mas consegue transmitir muito bem as emoções necessárias; seu Peter é sofrido, carrega muitas dores e falha muito, porém, mesmo assim, ele não deixa de ser carinhoso e bondoso com todos. O ator combinou muito com o papel, tendo em vista que seu rosto jovial passa uma sensação de pureza, e isso torna o personagem mais verdadeiro.</span></p>
<figure id="attachment_27601" aria-describedby="caption-attachment-27601" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27601 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem apenas uma pessoa na imagem. No centro da imagem está Peter Parker, que aparece apenas o torso. Ele usa uma camiseta de manga longa azul. Ele está com a mão direita levantada soltando uma teia do pulso. O fundo é uma parede cinza." width="1360" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1-800x376.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1-1024x482.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1-768x361.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1-1200x565.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27601" class="wp-caption-text">Embora já tivesse 27 anos na época, Tobey Maguire passa a sensação de jovialidade através de seus olhares ingênuos (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as maiores dificuldades enfrentadas pelo protagonista está o seu arqui-inimigo principal, o </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/duende-verde-tudo-sobre-vilao-homem-aranha.html"><span style="font-weight: 400;">Duende Verde</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado, magistralmente, por Willem Dafoe. Seu personagem recebe muito destaque também, mostrando suas motivações e seu caminho até a loucura. A ligação entre ele e o Homem-Aranha torna suas cenas muito mais tensas e dramáticas, emoções que refletem no seu desfecho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/willem-dafoe/"><span style="font-weight: 400;">Willem Dafoe</span></a><span style="font-weight: 400;"> é tão marcante que ecoa por toda a trilogia protagonizada por Tobey Maguire. O personagem de </span><a href="https://ovicio.com.br/10-fatos-sobre-harry-osborn/"><span style="font-weight: 400;">Harry Osborn</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado por James Franco, sente a presença do pai por muito tempo, e todo o encerramento do seu arco no último longa reflete essa relação tempestuosa com o pai.</span></p>
<p><a href="https://segredosdomundo.r7.com/homem-aranha-historia/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso não só por seu enredo bem construído, mas também por sua condução excepcional. O filme dedica o tempo necessário para cada uma das histórias que quer contar, como a ascensão do herói, a descoberta dos poderes e das responsabilidades, o nascimento do vilão e o embate entre ambos. </span></p>
<figure id="attachment_27602" aria-describedby="caption-attachment-27602" style="width: 1198px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27602 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem duas pessoas na imagem. Na esquerda, aparecendo apenas o rosto, está Homem-Aranha, ele usa seu uniforme vermelho e azul. Na direita, mostrando o torso tem Duende Verde, ele usa uma armadura verde e uma máscara com o rosto de um goblin, a boca da máscara está aberta e mostra dentes afiados, ela tem orelhas pontudas e o visor amarelo está levantado mostrando os olhos de Norman Osborn. O Duende Verde está segurando o rosto do Homem-Aranha com a mão esquerda. No fundo tem uma claraboia gradeada. " width="1198" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5.png 1198w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5-800x402.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5-1024x515.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5-768x386.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27602" class="wp-caption-text">Willem Dafoe constrói uma persona totalmente instável para seu Duende Verde, tornando-o ameaçador e imprevisível (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/artistas/sam-raimi"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;"> é precisa, pois dedica o tempo certo para cada mini arco dramático, para que no final seja retratada uma história maior; esse é um grande mérito para um filme com apenas duas horas de duração. A condução é tão gostosa de acompanhar que não se sente o tempo passando, e, ao final, paira a sensação de </span><i><span style="font-weight: 400;">“quero mais”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, Raimi se dedica a compor planos e sequências visuais que são estonteantes. A mais memorável do filme é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ld_3tyEo3Vc"><span style="font-weight: 400;">beijo de cabeça para baixo</span></a><span style="font-weight: 400;"> na chuva entre Peter e Mary Jane (Kirsten Dunst), momento que se tornou muito reconhecível e se consagrou como uma das cenas mais famosas do Cinema mundial, tendo várias homenagens ao longo dos anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos esses elementos que envolvem roteiro, criação de personagens e a excepcional direção fizeram com que Homem-Aranha se tornasse um clássico instantâneo no </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/melhores-herois-cinema/"><span style="font-weight: 400;">Cinema de heróis</span></a><span style="font-weight: 400;">. Servindo de base e inspiração para muitos filmes de super-heróis que vieram a surgir nos anos seguintes. Afinal, o longa de Raimi provou que quadrinhos podiam ser adaptados de maneira fiel, além de manter uma ótima qualidade cinematográfica.</span></p>
<figure id="attachment_27603" aria-describedby="caption-attachment-27603" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27603 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem duas pessoas na imagem, e as duas aparecem apenas o torso. Na esquerda aparece Homem-Aranha, ele está com seu uniforme vermelho e azul, sua máscara está abaixada até o nariz. Ele está de ponta cabeça. Na direita aparece Mary Jane, ela é uma mulher jovem de cabelos longos e ruivos, seus olhos são verdes. Ela usa um vestido rosa. Eles estão se beijando e está chovendo." width="1500" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6-800x427.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6-1024x546.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6-768x410.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6-1200x640.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27603" class="wp-caption-text">Tobey Maguire e Kirsten Dunst possuem uma química invejável em tela, e esse é um dos motivos para a cena do beijo ser tão impactante (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/homem-aranha/"><i><span style="font-weight: 400;">Spider-Man</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> gerou duas sequências e o personagem só cresceu com o passar dos anos, se tornando famoso e muito reconhecido entre o público geral, não à toa atualmente existem dez filmes focados no </span><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Teia</span><span style="font-weight: 400;">, com expectativa de que saiam muitos mais. É inegável o fenômeno que o herói se tornou, ainda mais após ter feito a cabeça de toda uma geração de crianças que cresceu assistindo seus filmes; por isso há um apego emocional muito forte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, foi possível observar o poder que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Sam Raimi, que comandou a nova aventura do Doutor Estranho, possui nas pessoas, pois o longa mais recente do </span><span style="font-weight: 400;">Teioso</span><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz de volta diversos personagens dessa franquia, e a emoção criada por rever todos esses personagens foi catártica. A aparição deles gera uma mistura de nostalgia com as boas lembranças que aquelas histórias deixaram, deixando o coração de qualquer espectador acalentado.</span></p>
<figure id="attachment_27604" aria-describedby="caption-attachment-27604" style="width: 804px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27604 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-7.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem só uma pessoa na imagem. Homem-Aranha aparece do peito para cima. Ele está usando seu uniforme vermelho e azul com a máscara, Ele está segurando seu braço esquerdo que tem um corte, que está sangrando. No fundo tem chamas." width="804" height="598" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-7.jpg 804w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-7-800x595.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-7-768x571.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27604" class="wp-caption-text">A trilha sonora composta por Danny Elfman é muito marcante, e só de ouvir os primeiros acordes já é possível se recordar do personagem (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme impecável e icônico por muitos motivos, porém seu sucesso em 2002 não foi só pela qualidade da obra, mas por tudo o que esse herói passou a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uWIc4psH7sk"><span style="font-weight: 400;">representar</span></a><span style="font-weight: 400;">. A vida turbulenta de Peter Parker pode criar uma forte empatia com o público, afinal, a plateia muitas vezes se sente representada em tela, e a determinação de Peter em continuar fazendo o certo repetidas vezes gera esperança e inspiração no coração de todos. E, por isso, o personagem continua, e sempre continuará, relevante. </span></p>
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		<title>O Batman de Matt Reeves se vinga dos filmes de super-heróis</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2022 15:05:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda O anúncio de Robert Pattinson como o novo vigilante noturno da DC Comics provocou intensas reações entre os entusiastas mais fanáticos, desinteressados em separar o currículo extenso e impressionante do ator de seu papel como galã da saga Crepúsculo. No entanto, para aqueles de nós maduros o suficiente para não se &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/batman-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Batman de Matt Reeves se vinga dos filmes de super-heróis"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27076" aria-describedby="caption-attachment-27076" style="width: 3860px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-1.png" alt="Cena do filme Batman. O Batman (Robert Pattinson) olha através de um vidro molhado, para frente. A metade superior de seu rosto é coberta por um capacete preto que mostra apenas os olhos. Ele usa uma capa preta com um colarinho alto. Ele é um homem caucasiano, de olhos azuis. Uma luz amarela vem detrás dele, iluminando as gotas no vidro, fora de foco. Está de noite e tons escuros e amarelos aparecem atrás dele, também fora de foco." width="3860" height="1608" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-1.png 3860w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-1-800x333.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-1-1024x427.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-1-768x320.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-1-1536x640.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27076" class="wp-caption-text">O novo Batman pertence aos bissexuais emos que só usam couro (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O anúncio de Robert Pattinson como o novo vigilante noturno da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics </span></i><span style="font-weight: 400;">provocou intensas reações entre os entusiastas mais fanáticos, desinteressados em separar o currículo extenso e </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-farol-the-lighthouse-critica/"><span style="font-weight: 400;">impressionante</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ator de seu papel como galã da saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/sol-da-meia-noite-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Crepúsculo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, para aqueles de nós maduros o suficiente para </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/batman-robert-pattinson-defende-crepusculo-apos-critica-de-zoe-kravitz-assista/"><span style="font-weight: 400;">não se importar</span></a><span style="font-weight: 400;"> com tal associação (o que é um morcego para quem já foi vampiro?), a expectativa para o novo longa só aumentou: afinal de contas, o que seria o Batman de Pattinson?</span></p>
<p><span id="more-27075"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro, nem sempre essa versão do Cruzado Encapuzado pertenceu a ele. Dizer que o novo filme </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">do protetor de Gotham City teve um desenvolvimento conturbado seria um eufemismo: o que antes seria uma história de ação estrelada e dirigida por </span><a href="https://comicbook.com/movies/news/the-batman-movie-ben-affleck-batman-suit-batsuit-concept-art/"><span style="font-weight: 400;">Ben Affleck</span></a><span style="font-weight: 400;">, após sua introdução no sisudo </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><span style="font-weight: 400;">universo compartilhado</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Zack Snyder, tornou-se uma nova interpretação de seu protagonista, no embalo de produções como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Todd Phillips, completamente avulsa à qualquer ambição de universos expandidos. A difícil tarefa caiu na mão de Matt Reeves, diretor e roteirista responsável por desenvolver e terminar a trilogia de </span><i><span style="font-weight: 400;">prequels</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QzgWDG4QviU"><i><span style="font-weight: 400;">Planeta dos Macacos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas que ganhou fama pelos terrores </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UYnmdegYBTM"><i><span style="font-weight: 400;">Cloverfield &#8211; Monstro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1If96wkAZGI"><i><span style="font-weight: 400;">Deixe-me Entrar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou, numa tradução mais precisa de seu título original, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Batman</span></i><span style="font-weight: 400;">) nos apresenta um vigilante ainda em </span><a href="https://ovicio.com.br/the-batman-os-quadrinhos-que-servem-de-inspiracao-para-o-filme/"><span style="font-weight: 400;">início de carreira</span></a><span style="font-weight: 400;">, afundado de cabeça em sua própria definição vingativa de justiça, mas que é assolado pelas dúvidas que sua vocação desperta. Tudo isso é intensificado pela aparição do Charada, um misterioso assassino serial que tem a elite de Gotham em sua mira, revelando segredos sobre a cidade que ameaçam destruir seus alicerces e jogá-la no abismo. Nesse cenário, somos introduzidos a algumas das figuras mais icônicas do cânone do Morcegão, tais como o comissário Gordon (aqui ainda tenente), a ladra Mulher-Gato e o criminoso Pinguim. Mas talvez nenhuma iconografia seja tão importante quanto a própria </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HF-wVFTR0fg"><span style="font-weight: 400;">Gotham City</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_27078" aria-describedby="caption-attachment-27078" style="width: 3840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27078" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-2.png" alt="Cena do filme Batman. O Batman (Robert Pattinson) está no topo de um edifício em construção, virado para a esquerda, observando a cidade de Gotham à noite. Sua silhueta deixa evidente orelhas pontudas em seu capacete e uma capa esvoaçante para a direita. Atrás dele, à direita da tela e separado por vigas expostas, um holofote aceso aponta para o céu. Outras duas vigas menores, à esquerda, cortam a tela. O chão do edifício parece reflexivo e úmido. A cidade de Gotham é cortada por um rio e, ao longe, uma torre de rádio informa sua estação com um letreiro vertical luminoso." width="3840" height="1608" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-2.png 3840w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-2-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-2-1024x429.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-2-768x322.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-2-1536x643.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27078" class="wp-caption-text">A cidade natal do justiceiro nunca esteve tão suja (e molhada) [Foto: Warner Bros. Pictures]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Desde cedo a Gotham de Reeves se distingue de outras iterações cinematográficas pela </span><a href="https://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-10563887/The-Batman-HOUR-rainy-scenes.html"><span style="font-weight: 400;">chuva torrencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> que cai toda noite nos telhados dilapidados e arranha-céus retilíneos. Seja como pingos nas janelas ou como gotas escorrendo pelo queixo escultural de Pattinson, há uma umidade intrínseca à essa visão específica que permeia todo o longa e dita os movimentos da fotografia de Greig Fraser (</span><a href="https://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i></a><span style="font-weight: 400;">): com uma distinta inspiração em tramas de detetive </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cidade, definida por seus becos escuros e sinais de </span><i><span style="font-weight: 400;">neon </span></i><span style="font-weight: 400;">luminosos, assume uma forma infinitamente mais aterrorizante que versões anteriores sem sacrificar sua verossimilhança. A presença de um bilionário que se veste de morcego para espancar criminosos e de um assassino que deixa charadas nas cenas de crime assume um tom visceral, tornando-se uma extensão natural, mas ainda disruptiva, desse ambiente sombrio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, afinal, “</span><a href="https://www.reddit.com/r/DCcomics/comments/585qr6/when_is_a_man_a_city_secret_origins_special_1989/"><i><span style="font-weight: 400;">quando um homem é uma cidade?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” Quando Gotham muda, seu guardião silencioso também deve mudar. Diferente do bilionário carismático que estamos acostumados a ver, Pattinson descreve sua versão de Bruce Wayne como um </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://www.ofuxico.com.br/cinema-e-serie/esquisitao-perdido-diz-robert-pattinson-sobre-novo-batman/"><i><span style="font-weight: 400;">esquisitão perdido</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">, isolado do resto da sociedade em sua caverna de segredos, onde ele planeja maneiras de extravasar sua raiva nos criminosos de Gotham, suas únicas companhias sendo seu leal mordomo, Alfred (Andy Serkis) e o cauteloso tenente Gordon (</span><a href="https://personaunesp.com.br/what-if-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jeffrey Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">), seu contato frágil com a polícia de Gotham e parceiro na investigação para achar o Charada. Embora nem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JdxkKvJIUz8"><span style="font-weight: 400;">tão brutal</span></a><span style="font-weight: 400;"> quanto o Homem-Morcego de Michael Keaton, há uma fúria contida neste que impulsiona sua performance além de qualquer outra interpretação em </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte da trama lida com o propósito de sua identidade secreta e a razão que o leva a pôr a máscara, apesar de misericordiosamente não conter mais uma cena das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XAyxY5hF3ZE"><span style="font-weight: 400;">pérolas de Martha Wayne</span></a><span style="font-weight: 400;"> se espalhando pelo Beco do Crime. Negando veementemente uma nova história de origem para o personagem, Reeves e seu co-roteirista, Peter Craig, exploram o nascimento do alter ego de Bruce Wayne através das dúvidas internas e de revelações chocantes que as extrapolam, conversando intensamente com o papel do herói como um símbolo de Gotham City, </span><a href="https://ovicio.com.br/batman-robert-pattinson-revela-inspiracao-em-a-mascara-do-fantasma/"><span style="font-weight: 400;">tirando lições</span></a><span style="font-weight: 400;"> do excepcional </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4PK5CYZlHMA"><i><span style="font-weight: 400;">Batman: A Máscara do Fantasma</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_27080" aria-describedby="caption-attachment-27080" style="width: 2559px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-3.jpg" alt="Cena da animação Batman: A Máscara do Fantasma. O Batman (Kevin Conroy) está virado para a direita, envolto em sombras, na frente de uma parede cavernosa azul escura, segurando o capuz de seu uniforme com as duas mãos. O capuz possui orelhas pontudas, como as de um morcego, e ele usa uma capa por cima do corpo." width="2559" height="1599" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-3.jpg 2559w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-3-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-3-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-3-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-3-1536x960.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-3-2048x1280.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-3-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27080" class="wp-caption-text">Na animação seminal de 1993, disponível no HBO Max, o herói é forçado a confrontar o terrível preço de sua missão (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem as constrições comuns a filmes de origem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue se aprofundar com clareza em seu elenco coadjuvante, não apenas introduzindo rostos que terão mais desenvolvimento em futuros filmes ou séries, mas lhes dando espaço para agir dentro da trama e serem afetados por ela. Dentro de um gênero cada vez mais definido por </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i> <a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/films/features/long-blockbusters-no-time-to-die-b1938980.html"><span style="font-weight: 400;">artificialmente longos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e inchados, o longa de Matt Reeves é um dos raros casos em que sua duração de quase três horas se justifica na ambição por trás de seu tom intimista e sua visão monumental e detalhada de uma Gotham </span><a href="https://www.thewrap.com/the-batman-cinematography-greig-fraser-interview/"><span style="font-weight: 400;">definida por contrastes</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há um incrível </span><a href="https://www.jameschinlund.com/features/the-batman"><span style="font-weight: 400;">elemento tátil</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seja o novo capuz costurado (junto de um uniforme marcadamente mais ágil que anteriores), o Batsinal em que o ícone do morcego parece ter sido martelado à força dentro de um holofote, ou o novo Batmóvel saído diretamente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/mad-max-estrada-da-furia-o-reboot-da-distopia/"><i><span style="font-weight: 400;">Mad Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a produção do longa reforça os elementos mais crus de sua fotografia, criando uma visão suja e incrivelmente fluida do mundo que seus personagens habitam. Indo de contrapartida à muitos dos preceitos visuais do gênero instaurados na última década com a ascensão do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mcu/"><span style="font-weight: 400;">Universo Cinematográfico da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Fraser cria uma identidade única para um filme de super-herói, unindo referências díspares em uma coesão afiada e hipnotizante, catapultando-o diretamente para a vanguarda da próxima temporada de premiações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa identidade também se estende na </span><a href="https://open.spotify.com/album/18nTX27XXEYARGmWMTgD19?si=9b9afcc7ebe94aaf"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Michael Giacchino, outro aspecto celebrado do longa que vem suscitando burburinho de </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> para 2023. O experiente compositor (que já havia trabalhado com Reeves em </span><i><span style="font-weight: 400;">Planeta dos Macacos: O Confronto</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Guerra</span></i><span style="font-weight: 400;">) tece diferentes facetas do Batman, seus aliados e inimigos, bem como a própria cidade que os pariu, em uma procissão rítmica, alucinante e bombástica, refletindo as </span><a href="https://open.spotify.com/track/1NkI8DtCnjcWVCVLF0gB71?si=50805036569b437c"><span style="font-weight: 400;">transformações emocionais</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu bilionário desajustado. O legado de </span><a href="https://open.spotify.com/track/5l2FbSEaZJtQNv6Z2h1DnK?si=39812b4c777e4fcd"><span style="font-weight: 400;">Danny Elfman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/5QFdOfeQlX8gp7ick31XRG?si=d3bca09449984f42"><span style="font-weight: 400;">Hans Zimmer</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua intacto: ainda havemos de ouvir um tema ruim do Batman no Cinema.</span></p>
<figure id="attachment_27081" aria-describedby="caption-attachment-27081" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-4.jpg" alt="Cena do filme Batman. O Charada (Paul Dano) estica uma fita adesiva em sua frente, ajoelhado sobre um corpo no chão. Ele usa óculos transparentes por cima de uma máscara verde-escura que cobre seu rosto inteiro, vestido com uma jaqueta verde escura e luvas escuras. Atrás dele, vemos uma casa antiga, com um portal de madeira ornamentado separando seus cômodos e abajures fixados nas paredes, provendo luz. Atrás deste portal, no cômodo atrás do Charada, podemos ver janelas grandes e fechadas, exibindo o céu noturno." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-4-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-4-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-4-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27081" class="wp-caption-text">“O que é, o que é…” (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No coração de sua história, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um mistério, mas um no qual a identidade do antagonista é claramente menos importante do que a máscara que ele usa. Se afastando da energia maníaca de Jim Carrey na galhofa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ROLvjRB4E_Q"><i><span style="font-weight: 400;">Batman Eternamente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o Charada de Paul Dano é </span><a href="https://cinepop.com.br/batman-matt-reeves-explica-conexao-entre-o-charada-e-o-assassino-do-zodiaco-329471/"><span style="font-weight: 400;">modelado</span></a><span style="font-weight: 400;"> com base no Assassino do Zodíaco, o infame </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;"> que assolou a Califórnia ao final dos anos 60. Cobrindo seu rosto com uma máscara e óculos por cima, ele deixa códigos elaborados e cifras que apenas o </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/robert-pattinson-alcunha-detetive-batman.html"><span style="font-weight: 400;">Maior Detetive do Mundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (que finalmente conquista essa alcunha com suas deduções sagazes e um olhar minucioso) pode desvendar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, apesar de suas inspirações realistas, a câmera o captura como vários dos assassinos icônicos do Cinema de Terror: na precisão fria de Michael Myers em </span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os jogos sádicos de Jigsaw em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nBdAwTljr8s"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou até mesmo nas ligações telefônicas e quizzes inesperados de Ghostface em </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme utiliza esses arquétipos reconhecíveis em uma de suas combinações mais audazes, reintroduzindo um vilão caricato como um adversário temível e imprevisível. Porém, a violência inerente tanto ao </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto ao </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> aqui fica de lado devido aos aspectos comerciais do longa e sua classificação </span><i><span style="font-weight: 400;">PG-13</span></i><span style="font-weight: 400;">, impedindo que seu antagonista choque a audiência assim como choca Gotham.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma performance psicopática, Dano faz do Charada um nêmesis à altura de Pattinson, refletindo algumas das piores tendências do herói e servindo como um cúmplice de seus defeitos. À todo momento a direção de Reeves acompanha os movimentos desses personagens com um olhar empático, notando suas semelhanças e criando a dualidade que os une: através de suas máscaras, ambos representam as falhas sociais e morais de Gotham, em níveis distintos, mas complementares, e denunciam suas verdadeiras identidades para o mundo. O </span><a href="https://criticalhits.com.br/cinema-e-tv/conheca-batman-ego-principal-hq-que-inspirou-the-batman/"><span style="font-weight: 400;">conflito interno</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Bruce Wayne ao ter de confrontar essa dicotomia deturpada está no cerne desta versão do personagem, que renega inteiramente sua persona pública em favor do Cruzado Encapuzado.</span></p>
<figure id="attachment_27082" aria-describedby="caption-attachment-27082" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27082 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-5.jpg" alt="Cena do filme Batman. O Batman (Robert Pattinson) agarra o braço esquerdo de Selina (Zoë Kravitz) com sua mão direita, na frente do horizonte urbano de Gotham, no topo de um prédio em construção. O Batman está à direita, de costas, e podemos ver seu capacete preto decorado com orelhas pontudas no topo e sua capa preta com colarinho alto. Ele usa armadura no peito e luvas nas mãos. Selina, à esquerda, é uma mulher negra, magra, de cabelos pretos e curtos, usando uma jaqueta de couro preta e fechada, olhando para o Batman (que é mais alto do que ela). Fora da tela, vemos o sol se pôr e a luz do crepúsculo ilumina a tela., com algumas janelas de prédios refletindo essa luz." width="1920" height="1920" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-5.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-5-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-5-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-5-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-5-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-5-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-5-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27082" class="wp-caption-text">Finalmente descobrimos de onde vem o “B” de LGBTQIA+ (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma abordagem muito mais metódica e calculada que um </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400;"> normal, o longa constrói maravilhosamente bem a tensão entre as figuras peculiares dessa cidade escorregadia. A introdução do submundo criminoso de Gotham não sai desse tom, com figuras como o Pinguim de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-sacrificio-do-cervo-sagrado-critica/"><span style="font-weight: 400;">Colin Farrell</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/maquiagem-do-pinguim-do-novo-batman-surpreendeu-ate-diretor.phtml"><span style="font-weight: 400;">irreconhecível</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua maquiagem cartunesca) e o Carmine Falcone de John Turturro servindo de ganchos narrativos para macular a visão em preto e branco que Bruce tem do mundo. Aqui, Matt Reeves captura habilmente um humor mórbido que não destoa do resto do longa, mas que reforça seus elementos mais bizarros, ajudando ainda mais em sua caracterização do espaço e das personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É também durante essa introdução que conhecemos a Selina Kyle de </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-little-lies-s2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zoë Kravitz</span></a><span style="font-weight: 400;">, que contracena explosivamente com o detetive taciturno de Pattinson (a química entre os dois não ficou apenas nas muitas </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Celebridades/noticia/2022/03/zoe-kravitz-e-robert-pattinson-levam-fas-loucura-com-ensaio-fumegante-de-batman-para-revista.html"><span style="font-weight: 400;">capas de revistas</span></a><span style="font-weight: 400;">). Apesar de ainda não ser exatamente a gatuna descolada que conhecemos dos quadrinhos, Kravitz acha a humanidade em suas motivações e, junto de Reeves, traça o arco narrativo mais forte da personagem no Cinema até então. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dona do </span><a href="https://open.spotify.com/track/3Bd12fCAzf7NQHCtb3p2Si?si=4eab0f9710e94235"><span style="font-weight: 400;">tema</span></a><span style="font-weight: 400;"> que mais se assemelha ao </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;">, o relacionamento da personagem com o Morcego é, assim como nos quadrinhos, uma aliança tênue de objetivos, ditada pela necessidade, mas que se desenvolve em uma troca honesta de sentimentos. Seja quando lutam ou quando conversam através de suas máscaras, a atração entre os dois estoura em momentos chaves da trama e impulsiona ambos a serem melhores do que o mundo que os criou. Se o Charada é o espelho sombrio de tudo de pior que há no Batman, a Mulher-Gato é a pessoa que finalmente lhe oferece a chance de fazer a diferença e, talvez, salvar alguém.</span></p>
<figure id="attachment_27083" aria-describedby="caption-attachment-27083" style="width: 3860px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-6.png" alt="Cena do filme Batman. Selina (Zoë Kravitz), de costas, coloca a mão esquerda sobre o rosto do Batman (Robert Pattinson), que fecha os olhos. Selina é uma mulher negra de cabelos pretos e curtos, inclinando a cabeça para a esquerda da tela. Suas unhas são longas e afiadas. O Batman é um homem caucasiano, com a metade superior do rosto coberta por seu capacete preto. Podemos ver o colarinho preto e alto de sua capa. Atrás deles, fora de foco, uma lâmpada branca está acesa, mas uma luz amarela suave vem da esquerda e ilumina seu rosto." width="3860" height="1608" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-6.png 3860w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-6-800x333.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-6-1024x427.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-6-768x320.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/batman-6-1536x640.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27083" class="wp-caption-text">“Quem eu quero enganar? Você já tem dona.” (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Matt Reeves é uma colcha de retalhos, uma tapeçaria de diferentes referências, que conversam umas com as outras em virtude da paixão que seus realizadores injetam em cada decisão criativa tomada na construção desta homenagem a uma das figuras mais duradouras da ficção. O </span><a href="https://www.nerdsite.com.br/the-batman-orcamento-do-filme-e-o-mesmo-de-viuva-negra/"><span style="font-weight: 400;">orçamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 200 milhões de dólares não se faz valer em sequências grandiosas de ação, mas no extremo cuidado e deliberação dado à caracterização de seus espaços e as pessoas que o habitam. Foi a primeira vez em muito tempo que, assistindo a um filme de super-heróis fantasiados, me senti conectado não apenas a eles, mas ao mundo que desejam tanto salvar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É estranho, numa cultura tão obcecada com histórias de salvadores, o quão pouco nós os vemos efetivamente salvando pessoas que não sejam figurantes anônimos esquecidos na cena seguinte. Seria </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma resposta, uma vingança até, a essa apatia pelos mundos que abrigam essas figuras heroicas, mas que tão raramentGe praticam heroísmo, examinada por meio de seu protagonista tão fundamentalmente falho quanto a cidade que ele jura tentar proteger? Mas não, há amor demais, paixão demais, para que essa raiva o defina: quase que impossivelmente, ao final de seu mistério tenebroso, somos deixados com </span><a href="https://valkirias.com.br/the-batman/"><span style="font-weight: 400;">esperança</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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