Há 5 anos, Zolita pintou o amor sáfico em tons sombrios em Evil Angel

Uma mulher branca e loira com um vestido branco, véu de noiva e uma coroa, está sentada em frente a um grande vitral colorido comum em igrejas da Idade Média. O vitral é arredondado e usa cores vibrantes como azul, verde e amarelo. A mulher está no centro da imagem com a cabeça levemente inclinada para o lado direito. Suas mãos estão unidas em posição de oração e sua expressão facial é séria.
A obra abraça o caos emocional e revela o lado obscuro do amor (Foto: Zolita)

Vitória Mendes

Misticismo, relacionamentos sáficos, sexualidade e a superação de términos são alguns dos temas explorados por Zolita em Evil Angel, seu álbum de estreia. Lançado de forma independente em 2020, o trabalho apresentou e consolidou a identidade musical da norte-americana como cantora, compositora e produtora de pop alternativo. Ao assumir todas essas funções, a artista foi capaz de transbordar sua essência e vulnerabilidade em cada etapa do processo, com um obra crua, sentimental, realista e identificável, especialmente para o público LGBTQIAPN+ jovem.

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Vincent Lima revive o trágico amor de Orfeu e Eurídice em To Love a Thing That Fades

No centro da imagem, um pequeno barco navega em direção ao horizonte. Está cercado por águas escuras que contrastam com o céu em tons rosados. A luz do céu reflete ao redor do barco em um leve tom amarelado. O barco está vazio.
“Você ficará comigo? / Enquanto eu viro pó? / Quando você contar a história deles / Diga que eu fui amado” (Foto: Island Records)

Vitória Mendes

Se tudo o que você ama estivesse fadado a desaparecer, ainda assim você escolheria amar? Esse é o questionamento que segue Vincent Lima em To Love a Thing That Fades. Lançado em setembro de 2025 pela Island Records, a estreia do artista leva o ouvinte a uma jornada onde romance e perda são separados por uma linha tênue, que tende a desaparecer com cada passo em direção ao futuro ou ao passado. Com 15 faixas, o álbum se destaca dentro do cenário atual da música folk, principalmente por explorar as nuances emocionais da vida. Acima de tudo, apresenta uma história repleta de vulnerabilidade, sensibilidade, amor e a luta silenciosa contra a inevitabilidade do destino. Continue lendo “Vincent Lima revive o trágico amor de Orfeu e Eurídice em To Love a Thing That Fades”

Lar reconstrói o conceito de família e traz à luz histórias que o mundo insiste em esquecer

Quatro pessoas estão sentadas em volta de uma mesa de café da manhã. Ao lado esquerdo, há um homem com camiseta branca e um jovem adulto de camiseta preta. Do lado oposto da mesa, há um menino com camiseta preta e um homem de camiseta salmão. Todos estão com expressões felizes e encaram a criança mais nova, sentada à ponta direita. Em cima da mesa há uma bacia de pipoca, pão de queijo, garrafa de café, caixa de leite, pratos e canecas.
Em Lar, o amor não segue fórmulas pré-estabelecidas pela sociedade (Foto: Embaúba Filmes)

Vitória Mendes

Você já se questionou sobre o significado de ‘lar’ e o que ele representa para cada pessoa? Ou talvez sobre como cada família constrói sua própria forma de amor através de suas peculiaridades? Em Lar, documentário de Leandro Wenceslau, essa pergunta ganha corpo e emoção. Distribuído pela Embaúba Filmes, o longa acompanha o cotidiano de três famílias LGBTQIAPN+ e, sob a perspectiva dos filhos, retrata a complexidade dos laços familiares com delicadeza, realismo e profundidade, tornando-se identificável para grande parte do público brasileiro.

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Estante do Persona – Outubro de 2025

Na ilustração, em um fundo roxo com teias de aranha, há uma prateleira branca com 5 livros em tons de laranja. Da esquerda para a direita, há um livro na vertical, em pé, com um olho vermelho, com um play dentro da íris, estampado. O livro está entreaberto. No topo da imagem, no centro, há o mesmo olho. Na direita, há 4 livros, três deitados e um em pé, apoiado nos que estão na horizontal. De baix para cima, está escrito na lombada do primeiro "outubro de 2025", do segundo "persona" com um troféu do símbolo do olho em dourado no canto esquerdo e no último "estante do". O livro na vertical possui capa laranja e nada escrito na capa.
Entre passagens de tirar o fôlego e clássicos da literatura de Terror, o Estante de outubro garante aos leitores um Halloween inesquecível (Arte: Maria Fernanda Beneton/Texto de abertura: Bianca Costa)

O que é o terror? É apenas o susto que faz o coração acelerar, ou algo mais profundo, que nos obriga a encarar aquilo que escondemos de nós mesmos? O horror literário fascina porque nos faz perguntar: até onde iríamos para sentir medo? Que monstros moram no mundo e quais habitam dentro de nós? É possível que a história de uma página seja mais assustadora que a realidade que nos cerca?

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Em Sunflowers and Leather, Jonah Kagen deixa sua marca e busca pelo legado

Capa do álbum Sunflowers and Leather. Um trailer prateado está estacionado em um campo escuro sob um céu noturno profundo. O interior do veículo está iluminado com luz amarela e faz um contraste com o céu azul intenso. A lua brilha no céu. Ao fundo da paisagem, há montanhas. Na parte inferior, há o nome do artista e o título do álbum em letras amarelas.
“Nenhuma cicatriz que ficou no meu coração / Foi deixada por um inimigo / Apenas velhas histórias familiares e coisas preciosas / Todas que tiraram o melhor de mim” (Foto: Sony Music Entertainment)

Vitória Mendes

Já pensou em como seria a vida se você deixasse tudo para trás, entrasse em um trailer e desaparecesse no mundo? Jonah Kagen não só fez isso como também transformou essa experiência em Sunflowers and Leather, seu primeiro álbum de estúdio. Lançada em setembro pela Arista Records, uma divisão da Sony Music Entertainment, a produção narra uma jornada de independência geográfica e, principalmente, emocional. Entre medos, aventuras e descobertas, há o esforço constante de aprender a viver e amar, mesmo que signifique se machucar no caminho. Consolidando o público que já o acompanhava nos EPs anteriores, o artista surpreende e traz uma nova percepção que une o country folk e o soft country. Continue lendo “Em Sunflowers and Leather, Jonah Kagen deixa sua marca e busca pelo legado”

O rock and roll nunca morre, mas Damiano David não será o responsável por mantê-lo vivo

 

O fundo da imagem é preto com margens brancas quadradas. No centro está Damiano David com uma expressão séria e a boca levemente aberta. Há dois desenhos abaixo de seus olhos: um coração partido e uma estrela, ambos simulando lágrimas. Na margem branca inferior há o título do álbum, o nome do cantor e as faixas enumeradas.
Damiano David transforma seu manual para lidar com medos em música (Foto: Sony Music Entertainment)

Vitória Mendes

FUNNY little FEARS, lançado em 16 de maio de 2025 pela Sony Music Italy, é o álbum que marca o início da carreira solo de Damiano David. Nessa produção, o jovem artista enfrenta seus medos e, em uma tentativa de provar que pode ser mais do que uma estrela do Rock, se aventura em novos estilos, melodias e estéticas. Surpreendendo aqueles que o acompanharam nos últimos anos através do grupo Måneskin, Damiano não se intimida e faz o Pop imperar neste disco.  

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