A História do Som: Paul Mescal e Josh O’Connor brilham em uma ode ao amor e a música

Cena do filme A História do Som: Dois homens, Lionel e David ( da esquerda para a direita), brancos e de cabelos castanhos, estão sentados lado a lado em um banco de madeira em uma sala de uma estação de trem antiga. Ambos vestem roupas de época, em tons marrons. Lionel olha para o outro enquanto conversa; David toca o próprio pescoço com a mão e parece pensativo. Ao fundo, há outras pessoas sentadas; um homem lê o jornal e um casal conversa entre si.
A História do Som faz um retrato de uma relação rodeada de partituras e acordes (Fonte: Mubi)

Mariana Bezerra 

Toda história de amor deveria poder ser vivida em alto e bom som, mas, nas trincheiras, resistem aquelas que precisaram criar uma melodia própria – e silenciosa – para si. A História do Som, dirigido por Oliver Hermanus, é baseado em um conto homônimo de Ben Shattuck, responsável pela adaptação do próprio texto em roteiro. O longa teve sua primeira exibição no Brasil na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo nas seções Foco Reino Unido e Perspectiva Internacional. O filme apresenta a música em um lugar quase de protagonista e mergulha na Quarta Arte para contar a história de Lionel (Paul Mescal) e David (Josh O’Connor), dois artistas que se conhecem em Boston, no fim da década de 1910, e cuja relação reverbera para muito além de sua breve duração.

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70 anos depois de Ikiru, a importância de viver continua a mesma em Living

Por Living, Bill Nighy recebeu a primeira indicação ao Oscar de sua carreira, ativa há mais de 40 anos (Foto: Number 9 Films)

Nathan Nunes

Em 1952, o cultuado cineasta japonês Akira Kurosawa (Ran) lançou ao mundo Ikiru. 70 anos depois, o pouco conhecido diretor sul-africano Oliver Hermanus (O Rio Sem Fim) se reuniu ao vencedor do prêmio Nobel de Literatura Kazuo Ishiguro, autor de best-sellers como Vestígios do Dia e Não Me Abandone Jamais, para prestar tributo ao longa original através de um remake chamado Living. O resultado dessa empreitada é sentido nas expressivas indicações do filme ao Oscar 2023 de Melhor Roteiro Adaptado para o escritor e Melhor Ator para Bill Nighy (Simplesmente Amor, Piratas do Caribe) no papel principal. 

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