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	<title>Arquivos The Velvet Underground &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>IDLES: uma trajetória para o introspectivo e explosivo (na medida certa) CRAWLER</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2022 22:33:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite IDLES, para alguns, pode parecer intragável de início. Eu não julgo, foi assim comigo e demorou uns bons meses até eu realmente me interessar em escutar. Começou como uma banda que eu pulava as músicas quando tocava na playlist aleatória, depois evoluiu para um guilty pleasure (“prazer com culpa”, em tradução livre) e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/idles-crawler-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "IDLES: uma trajetória para o introspectivo e explosivo (na medida certa) CRAWLER"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25932" aria-describedby="caption-attachment-25932" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-25932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-2.jpg" alt="A imagem mostra a fachada de uma casa e um homem vestido de astronauta se apoiando com o braço direito na parede e olhando para baixo. Ele está atrás de uma porta de vidro com rusgas verticais, o que distorce levemente a imagem. Está de noite e a cena está iluminada por luzes amarelas. Há também perto do homem um armário e, em cima, uma planta em um vaso." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-2-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25932" class="wp-caption-text">Uma das fotos do ensaio feito para a capa do álbum (Foto: Tom Ham)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Leite</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">IDLES, para alguns, pode parecer intragável de início. Eu não julgo, foi assim comigo e demorou uns bons meses até eu realmente me interessar em escutar. Começou como uma banda que eu pulava as músicas quando tocava na </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> aleatória, depois evoluiu para um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AVnoj13q1Bs&amp;pp=ugMICgJwdBABGAE%3D"><i><span style="font-weight: 400;">guilty pleasure</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(“prazer com culpa”, em tradução livre)</span> <span style="font-weight: 400;">e agora eu estou aqui escrevendo sobre ela. Sua sonoridade é algo que ou te pega de primeira ou insiste até você gostar. Não vence pelo cansaço, mas sim pela força arrebatadora de uma roda </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> saindo dos fones direto para seu ouvido até você prestar atenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então meu objetivo aqui hoje é, não só escrever uma simples crítica, </span><i><span style="font-weight: 400;">review, </span></i><span style="font-weight: 400;">análise ou seja lá o que for de </span><a href="https://open.spotify.com/album/27ygqCfb4dXQ3jyXnC58FU?si=XkQh_z1FQhSKzWbbEXoQeg"><i><span style="font-weight: 400;">CRAWLER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">o 4º</span> <span style="font-weight: 400;">álbum de estúdio, como também apresentar brevemente a banda e seus trabalhos para que, de alguma maneira, possa lhe trazer um maior aproveitamento quando você for escutar seu lançamento mais recente (e quem sabe fazer você dar um ponta pé inicial para se tornar fã da banda).</span></p>
<p><span id="more-25931"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criada em 2009 na cidade de Bristol, Inglaterra, IDLES gravava esporadicamente </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maneira despretensiosa. A justificativa, segundo o vocalista, foi a de que “</span><a href="https://www.clashmusic.com/features/brute-force-the-contrary-world-of-idles"><i><span style="font-weight: 400;">não sabiam o que estavam fazendo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. Foi apenas em 2017 que decidiram, por fim, lançar seu álbum de estreia, </span><a href="https://open.spotify.com/album/5qag6esZLv5ySuCpzh7CE6?si=1PMlL4YHRguFOdiL1aNr9Q"><i><span style="font-weight: 400;">Brutalism</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Muito bem aceito pela crítica, o disco colocou a banda no mapa e, não só isso, atraiu olhos (e ouvidos) para um grupo que trazia com força para o topo das paradas o </span><i><span style="font-weight: 400;">pós-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, movimento que, apesar de ter ficado aparentemente adormecido por alguns anos, vem retomando cada vez mais seu espaço na europa e leste europeu, com bandas mais novas como </span><a href="https://open.spotify.com/track/0sxx8bEWlTBmbw0X1Abgc3?si=8c3bb60fb62a41d1"><span style="font-weight: 400;">Fontaines D.C.</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/5VfnmTz5NPAW5a8V9M1ZJ9?si=6fdf768886ba4e95"><span style="font-weight: 400;">Human Tetris</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas isso fica para outro texto.</span></p>
<figure id="attachment_25933" aria-describedby="caption-attachment-25933" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-25933" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-2.jpg" alt="Capa do CD Brutalism. Na imagem quadrada há uma parede de tijolos pintados de branco e um chão de pedra acinzentada. Nele encontra-se também uma garrafa de vidro verde, algumas ripas de madeira queimada e uma grande escultura feita também de madeira carbonizada. Na parede há dois quadros. um representando a imagem em preto e branco de uma mulher de cabelos pretos na altura das sobrancelhas e veste uma blusa branca com um cachecol. O outro quadro é um quadro branco com letras escrito Brutalism, porém separadas de três em três letras seguindo a posição vertical do quadro." width="1500" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-2.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-2-1200x1200.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25933" class="wp-caption-text"><i>Obcecado pela arquitetura brutalista por refletir uma </i><a href="https://www.clashmusic.com/features/brute-force-the-contrary-world-of-idles"><i>“ideologia de construir algo  rápido que ajude uma comunidade que foi completamente fodida”</i></a><i>, o frontman introduz, à sua maneira, o conceito no álbum (Foto: Partisan/Balley Records)</i></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma nova roupagem e discutindo assuntos mais atuais e pouco debatidos dentro desse gênero musical como aceitação, questionamentos sobre os privilégios da masculinidade e suas toxicidades, vulnerabilidade, crítica ao capitalismo, luto e diversos outros temas, IDLES trouxe novos ares ao </span><i><span style="font-weight: 400;">punk – </span></i><span style="font-weight: 400;">apesar de fugirem de títulos que definam sua sonoridade. Embora raro, esses “novos ares” com letras voltadas para um lado mais artístico e poético já havia sido discutido por bandas como </span><a href="https://open.spotify.com/track/2fb7dWrEsTKuPWohoaQHa5?si=e0be1648e48c4470"><span style="font-weight: 400;">Wire</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/29engDqjmMr3VLqMm0c0WE?si=85721f57843c4bc2"><span style="font-weight: 400;">The Velvet Underground</span></a><span style="font-weight: 400;">, ambas explorando novas extensões do </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, muitas vezes conhecido como </span><a href="https://rateyourmusic.com/genre/art-punk/"><i><span style="font-weight: 400;">art punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><i><span style="font-weight: 400;">avant punk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tudo isso somado a crueza agressiva do timbre do vocalista Joe Talbot e do som áspero e pesado do restante da banda composta por Mark Bowen (guitarra), Lee Kiernan (guitarra), Adam Devonshire (baixo) e Jon Beavis (bateria) moldaram o grupo no que ele é hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Brutalism</span></i><span style="font-weight: 400;"> e seguros de sua identidade sonora, lançaram em agosto de 2018 </span><a href="https://open.spotify.com/album/2vBa3poU0e82yfPtxcn9lg?si=_QqCc7BwRw-nevXeiymOiA"><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma evolução natural do primeiro álbum pela qual todo grupo passa, porém mais complexo, refinado, e mais consciente de si. A soma disso tudo, atualmente, faz do álbum o coração da banda dentro de sua discografia. Com letras certeiras, críticas e reflexivas, sobre os temas citados no parágrafo anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance </span></i><span style="font-weight: 400;">os levou a um outro patamar, os ajudando a solidificar seu caminho dentro do cenário britânico, indo do </span><i><span style="font-weight: 400;">underground </span></i><span style="font-weight: 400;">ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_25934" aria-describedby="caption-attachment-25934" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-25934" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-1.jpg" alt="Capa do CD Joy as an Act of Resistance. Na imagem quadrada há uma fotografia de um casamento provavelmente da década de setenta onde várias pessoas brancas de diversas fisionomias, tamanhos, idades e roupas formais apartam uma briga. No canto inferior esquerdo, há o texto “Joy” em letras douradas e brilhantes." width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-1-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25934" class="wp-caption-text">A foto mostra uma briga sendo apartada em um casamento e o letreiro dourado e brilhante escrito “alegria” dá um toque especial e encaixa perfeitamente com o tom do álbum (Foto: Partisan Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o hiato de um ano e uma pandemia que virou o mundo de cabeça para baixo, em 2020, chegaram com </span><a href="https://open.spotify.com/album/20O6GKv8VfyvL4Gy0TAJs7?si=wXomXbwsT365NxaIzH8wCw"><i><span style="font-weight: 400;">Ultra Mono</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um álbum selvagem, raivoso, potente, harmoniosamente caótico e mais cru do que nunca. Em uma </span><a href="https://www.nme.com/big-reads/idles-cover-interview-2021-crawler-3093556"><span style="font-weight: 400;">entrevista à </span><i><span style="font-weight: 400;">NME</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o vocalista Joe Talbot diz, em tradução livre, que “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ultra Mono é uma caricatura de quem éramos, e escrevemos essa caricatura intencionalmente para matá-la</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Na mesma entrevista, o guitarrista Mark Bowen diz que “</span><i><span style="font-weight: 400;">IDLES sempre foi uma banda para subverter expectativas</span></i><span style="font-weight: 400;">”, dito isso, nadaram contra a corrente e, ao em vez de seguir na mesma linha de seus dois primeiros álbuns, optaram por abraçar a ironia e desconstruir a maneira como a banda era vista e usar isso a favor deles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como todas as pessoas, Joe passou por altos e baixos. No processo de gravação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Brutalism</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">o vocalista perdeu a mãe e, no período entre os dois primeiros álbuns, sofreu a perda de sua filha recém-nascida (a qual ele dedica uma de suas músicas mais bonitas, </span><a href="https://open.spotify.com/track/3FCm3jQcGLDlR8GcAR5r9s?si=600df88ecf6848de"><i><span style="font-weight: 400;">June</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Problemas e traumas evoluíram para o alcoolismo, e tudo isso refletiu na escrita de Talbot que transparece, em </span><a href="https://ourculturemag.com/2020/09/25/russell-oliver-on-creating-the-cover-artwork-for-idles-ultra-mono/"><i><span style="font-weight: 400;">Ultra Mono</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, toda raiva e angústia, mas também uma vontade de superar tais problemas, mas ainda assim de maneira menos profunda do que é visto em </span><i><span style="font-weight: 400;">CRAWLER</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por possuir esse perfil, o álbum talvez seja a base mais importante para</span> <span style="font-weight: 400;">seu 4° disco, uma vez que nele, Talbot explora de maneira mais profunda seus traumas numa espécie de D.R. consigo mesmo.</span></p>
<figure id="attachment_25935" aria-describedby="caption-attachment-25935" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25935" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-1.jpg" alt="Na arte de Russel, há um homem branco de cabelos castanhos e curtos. Ele está de lado, sem camisa e em um fundo escuro. Uma grande bola rosa acerta em cheio sua face que fica distorcida com o impacto e, com isso, seu braço esquerdo desponta para frente." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25935" class="wp-caption-text"><i>O conceito por trás da bola pink foi criado por Talbot e representa um </i><a href="https://ourculturemag.com/2020/09/25/russell-oliver-on-creating-the-cover-artwork-for-idles-ultra-mono/"><i>“ideal imparável e inevitável de amor e aceitação”</i></a><i> colidindo com força com um oponente sem nome e que pode ser entendido de acordo com as percepções individuais de cada pessoa (Foto: Russell Oliver)</i></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após recaídas, Talbot encontrou apoio nas sessões de terapia o que culminou em novas perspectivas não só para sua vida pessoal como para sua vida musical. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu estava em um lugar muito, muito ruim, e não tinha a ver com a banda ou as entrevistas</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ele diz. </span><a href="https://www.nme.com/news/music/idles-say-they-lost-the-essence-of-our-intentions-as-a-band-on-ultra-mono-3097375"><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não estou mais naquele lugar. Não estou na defensiva. Não estou bravo</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sendo assim, a partir de suas reflexões e a vontade da banda como um todo de deixar o ego de lado e começar a seguir um novo caminho evitando a repetição, eles partem para </span><i><span style="font-weight: 400;">CRAWLER</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser uma crítica</span> <span style="font-weight: 400;">sobre música, é interessante comentar sobre a capa, que muitas das vezes passam despercebidas. Feita em parceria com o fotógrafo </span><a href="https://www.instagram.com/tomhaaam/"><span style="font-weight: 400;">Tom Ham</span></a><span style="font-weight: 400;">, vemos Joe trajado como um astronauta, em gravidade zero. Uma capa extremamente simbólica, uma vez que o teor das letras contidas no álbum vem de um lado muito pessoal do vocalista. Ele trafega só, na vastidão de seus traumas e suas experiências, sejam elas boas ou ruins, e mergulha de cabeça em seu próprio drama psicológico. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Ultra Mono</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, uma grande bola rosa acerta em cheio a cara de um homem. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">um bando de homens brancos, de meia idade e provavelmente de classe média, apartam uma briga, e, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Brutalism</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">uma escultura feita por Talbot e seu pai com a foto da mãe do vocalista reflete a importância do significado que a banda dá às capas de seus álbuns. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> CRAWLER</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">não poderia ser diferente.</span></p>
<figure id="attachment_25936" aria-describedby="caption-attachment-25936" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25936" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-5-1.jpg" alt="Capa do CD CRAWLER. Na imagem quadrada há uma casa vista da varanda. Com o pé direito alto e grandes janelas de vidro, é possível identificar seu interior: uma escada que leva ao segundo andar, alguns móveis de sala, um espelho na parede e uma luminária que emite uma luz amarela e é a principal fonte de luz. Do lado de fora temos um homem vestido de astronauta flutuando no canto inferior direito. No canto superior direito há uma árvore com galhos secos e na parte superior da capa há um céu azul escuro." width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-5-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-5-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-5-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-5-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-5-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25936" class="wp-caption-text">Com um capacete de motociclista e uma roupa de astronauta, o vocalista Joe Talbot flutua no quintal (Foto: Tom Ham)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=drLL2aCPNtc"><i><span style="font-weight: 400;">MTT 420 RR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa que abre o álbum começa bem demarcada sem muitas distrações, dando espaço não só à letra como a voz de Talbot que, num primeiro momento, aparenta contida e centrada ao invés de explosiva. Mas não se engane, a escolha é perfeita para mostrar a que o álbum veio, equilibrando muito bem o que ele sabe fazer de melhor. A música em si é sobre um acidente em que ele se envolveu, onde o modelo da motocicleta da pessoa acidentada era uma </span><i><span style="font-weight: 400;">MTT 420 RR</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que fez com que ele refletisse sobre a vida e como ele teve sorte de estar aqui até hoje após anos de vício.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Joe sempre cantou mais sobre o que estava ao seu redor e dos lugares que cresceu e sobre como ele enxergava o mundo, mas aqui, mais do que em qualquer outro álbum, o vocalista olha fundo para dentro de si mesmo e, por sorte, ele se encara de peito aberto – como se deixasse mostrar-se vulnerável –, cantando tal qual um mantra </span><i><span style="font-weight: 400;">“você está preparado para a tempestade?”</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">fazendo um convite para o que está por vir nas faixas seguintes.</span></p>
<figure id="attachment_25937" aria-describedby="caption-attachment-25937" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25937" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-6-1.jpg" alt="Na imagem, membros da banda trabalham no estúdio. Vários instrumentos musicais espalhados pela sala que possui uma grande janela. É um estúdio espaçoso e todos os músicos são homens e brancos. No canto inferior esquerdo há dois homens sentados de costas, um de boné branco e camiseta cinza escuro e outro careca de barba ruiva e jaqueta mostarda. No centro, um homem de cabelos castanhos e longos e outro de cabelos castanhos curtos, ambos tocam suas guitarras. No canto inferior direito há apenas um músico, de touca e camiseta de manga longa pretas, ele apoia sua mão esquerda na testa." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-6-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-6-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-6-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-6-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25937" class="wp-caption-text"><i>A banda passou quase 2 semanas no estúdio Real World e, confortáveis durante as gravações, perpassam através do álbum </i><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-pictures/idles-crawler-behind-scenes-studio-photos-1246533/aris-75-copy_result/"><i>o clima harmonioso e focado</i></a><i> que cada membro manteve (Foto: Aris Chatman)</i></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguimos então para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2MKk-33XRGM"><i><span style="font-weight: 400;">The Wheel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Aqui Talbot vê na simbologia da roda o vício alcoólico de sua mãe como se visse a si mesmo e seus próprios demônios, num ciclo que se mantém girando</span><i><span style="font-weight: 400;"> (“Eu fiquei de joelhos/E implorei à minha mãe/Com uma garrafa na mão”)</span></i><span style="font-weight: 400;">. O baixo de Adam Devonshire se destaca mais do que na primeira faixa com a batida grave e ritmada como se anunciasse um toque de alerta sombrio. Joe relata que a mãe sempre foi uma pessoa incrível e amorosa, entretanto sempre existiu esse lado mais lúgubre do vício.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vJrlzxC4cCo"><i><span style="font-weight: 400;">When The Lights Come On</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fica sonoramente nítido as referências dos acordes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pós-punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 70 e 80, como um </span><a href="https://open.spotify.com/artist/432R46LaYsJZV2Gmc4jUV5?si=S49LCrPSRnSP1tyHgUzb1g"><span style="font-weight: 400;">Joy Division</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou um </span><a href="https://open.spotify.com/artist/5N5tQ9Dx1h8Od7aRmGj7Fi?si=UEDxa_GoSeikUbl_HG_KKQ"><span style="font-weight: 400;">Bauhaus</span></a><span style="font-weight: 400;">. É sobre quando as luzes da festa se acendem e é chegada a hora de ir embora, mesmo você querendo ficar. A frase “</span><i><span style="font-weight: 400;">parece que estou voltando para casa</span></i><span style="font-weight: 400;">”, numa crescente acompanhada pela guitarra de Lee Kiernan e Mark Bowen, traz uma estranheza desconcertante que funciona muito bem com a temática da música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A próxima faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cw7jOq0op5E"><i><span style="font-weight: 400;">Car Crash</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz a “fórmula sonora” da banda do começo ao fim. É sobre acordar de ressaca e perceber o peso de certas escolhas da noite passada ecoando na manhã seguinte da maneira mais abrupta possível. É áspera, ruidosa e sua batida distorcida remete à banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental, </span><a href="https://open.spotify.com/artist/5RADpgYLOuS2ZxDq7ggYYH"><span style="font-weight: 400;">Death Grips</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Smash, eu sou uma batida de carro”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_25938" aria-describedby="caption-attachment-25938" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25938 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-7.jpg" alt="Uma imagem preto e branco com a banda toda. Da esquerda para a direita um homem careca de barba longa vestido com uma calça preta e camisa listrada; seguindo, um homem todo vestido de branco, braço tatuado, barba e cabelos médios; ao seu lado, mas no fundo, apenas o rosto de um homem de óculos e cabelos curto; mais adiante, na frente, um homem de calças cinzas, camiseta preta e um colete jeans. Possui um grande bigode, cabelos curtos e sua mão esquerda no canto de seu rosto. Por fim, no canto mais extrema da imagem, um homem de cabelos longos, touca, moletom branco e longo e calça jeans escura." width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-7.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-7-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-7-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-7-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-7-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25938" class="wp-caption-text"><i>A banda se diverte num ensaio da fotógrafa </i><a href="https://www.instagram.com/ebruyildiz/"><i>Ebru Yildiz</i></a><i> (Foto: Ebru Yildiz)</i></figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cLT6P0Q7Mt0"><i><span style="font-weight: 400;">The New Sensation</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem sua base no </span><i><span style="font-weight: 400;">surf rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> anos 60 e é uma das faixas que com certeza te fará dançar, pular e cantar junto em um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. É a música para exorcizar o cansaço nos fazendo ter vontade de extravasar. A faixa seguinte, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9sLjJTQbSc8"><i><span style="font-weight: 400;">The Stockholm Syndrome</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é um dos pontos altos do álbum e, de longe, possui umas das letras mais bem trabalhadas pelo IDLES. É poética, social e crítica, por se tratar da hipocrisia de julgar outras pessoas pelos seus vícios, mesmo tendo nossos próprios. Aqui, mais uma vez, sentimos a forte influência de Joy Division, da canção </span><a href="https://open.spotify.com/track/4ZuC5MfGjRQs3pZtPxqMYP?si=5ae788917c9c4e74"><i><span style="font-weight: 400;">Shadowplay</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;">, e é o casamento perfeito entre a identidade sonora que construíram até aqui com a identidade que estão tentando buscar. Por conta disso, acaba sendo uma das (se não a mais) equilibrada de todas dentro do álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegamos então ao primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançado, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1VcAs2UuotI"><i><span style="font-weight: 400;">The Beachland Ballroom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">The Stockholm Syndrome</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um </span><i><span style="font-weight: 400;">mix</span></i><span style="font-weight: 400;"> sonoro da banda, a faixa da vez mergulha de cabeça em algo que ainda não tinham feito. Com a adição de um teclado sintetizador e a cantoria calma, porém carregada, de Joe Talbot, a música se torna uma balada dançante com influências de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sua temática é sobre se sentir perdido, mas estar não apenas encontrando um caminho para se encontrar, como também mostrar uma certa fragilidade por dentro da casca grossa do </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tudo isso deixa evidente que assumir sua vulnerabilidade, cantar de peito aberto e expor suas feridas é forte e pode tornar-se sua arma mais potente. Ela sintetiza o objetivo da proposta do novo álbum e abre caminho para novos horizontes.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Beachland Ballroom</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona não só como divisora de águas para a banda como um todo, mas também para o álbum. Depois da faixa, somos apresentados à segunda metade do disco que se inicia com</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OiiebWkA61M"><i><span style="font-weight: 400;">Crawl!</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Rasteje!</span></i><span style="font-weight: 400;">). Como dito anteriormente, o álbum todo é sobre desafios, traumas, superação e autoconhecimento, e aqui o peso emocional de perceber que você tem problemas que precisa seguir em frente é avassalador. É como Joe Talbot se vê com seus vícios, tendo consciência de que uma parte sua é péssima (não necessariamente má) e outra parte é muito boa, e que as duas juntas formam o seu ser por completo. É um relato de um sobrevivente que está tentando vencer seus próprios desafios. Mesmo que você não consiga levantar ou andar, rasteje!</span></p>
<figure id="attachment_25939" aria-describedby="caption-attachment-25939" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25939" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-8.jpg" alt="Em um salão de festas antigo com paredes vermelhas, azuis e brancas e com lustres de luzes amarelas, a banda está organizada com seus instrumentos. Todos estão vestidos com roupas sociais. Da esquerda para a direita, um homem de cabelos e barbas curtas toca seu teclado, um está sentado tocando bateria, outro toca a guitarra, um homem canta e, no canto, outro toca sua guitarra." width="960" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-8.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-8-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-8-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25939" class="wp-caption-text"><i>Cena do clipe de The Beachland Ballroom, dirigido pela banda em parceria com a diretora </i><a href="https://www.instagram.com/loose.work/"><i>LOOSE</i></a><i> (Foto: Thomas English)</i></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">À partir disso, somos apresentados a faixas como a experimental </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1djRY4B749I"><i><span style="font-weight: 400;">Meds</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que discorre sobre uso de medicamentos, espiritualidade e síndrome do impostor enquanto introduz um saxofone um tanto quanto… Instável. A dupla </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jlkInAScIfM"><i><span style="font-weight: 400;">Kelechi</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5lCciDewb24"><i><span style="font-weight: 400;">Progress</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a primeira, completamente instrumental, leva o nome de um amigo do vocalista que se suicidou, é sucinta (com apenas 30 segundos) e é sobre a ausência das palavras durante o luto. Também serve como introdução a faixa seguinte, que, por sua vez, é uma conversa sincera na frente do espelho de Joe Talbot, cantando também como um mantra</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Tão pesado quanto meus ossos eram/eu não quero me sentir chapado”</span></i><span style="font-weight: 400;">. É sobre perceber a consequência de seus atos autodestrutivos causados pelo vício.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo, temos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=geGMnjG9fYE"><i><span style="font-weight: 400;">Wizz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, outra faixa de apenas 30 segundos onde a letra são mensagens desconexas trocadas entre o vocalista e seu antigo fornecedor de drogas. Ironicamente colocada depois de uma música sobre progresso de alguém viciado, e mostra que, além dos dons musicais, a banda tem o dom da ironia e de não se levar tão a sério.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ocupando a penúltima posição dentro do disco, temos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=30Dzxl4BnMg"><i><span style="font-weight: 400;">King Snake</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reflete sobre a ideia de não ser nada e isso não ser necessariamente ruim</span><i><span style="font-weight: 400;"> (“Uma gota no oceano/Uma sombra na noite/Uma roda sem movimento/Um cachorro sem (latido!) mordida”)</span></i><span style="font-weight: 400;">. E, finalizando o álbum, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aCTx3519xiU"><i><span style="font-weight: 400;">The End</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que é uma grande oposição de ideias, mas percebe que o ponto central da mensagem é que </span><i><span style="font-weight: 400;">“apesar de tudo, a vida é bela”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A frase é cantada inúmeras vezes por Joe Talbot, fechando de maneira coesa um álbum com uma temática complexa, emocional e extremamente empática, capaz de sensibilizar qualquer pessoa que não conheça muito a banda e os integrantes pelo simples fator da identificação.</span></p>
<figure id="attachment_25940" aria-describedby="caption-attachment-25940" style="width: 2474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25940" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-9.jpg" alt="A fotografia mostra todos da banda sentados em um sofá amarelo. Todos vestem roupas: sapatos pretos, calças pretas e camisas brancas. As paredes da sala possuem um padrão floral de fundo azul e folhas brancas e amarelas. O carpete também é florido, mas de flores vermelhas, verdes e laranjas. Da esquerda para a direita um homem de cabelos longos e castanhos, um homem careca de barba e tatuagens, um homem de cabelos castanhos curtos e barba, um homem careca de barba ruiva e outro, mais ao canto, sentado em um cadeira de madeira, um homem de cabelos curtos e óculos." width="2474" height="2019" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-9.jpg 2474w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-9-800x653.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-9-1024x836.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-9-768x627.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-9-1536x1254.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-9-2048x1671.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-9-1200x979.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25940" class="wp-caption-text"><i>Uma das fotos do ensaio feito pela fotógrafa </i><a href="https://inbloom.live/idles"><i>Rosie Alice Foster</i></a><i> (Foto: Rosie Alice Foster)</i></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">CRAWLER</span></i><span style="font-weight: 400;">, IDLES percebe a importância de não se apegar sempre às mesmas fórmulas e que encontrar novos rumos é sempre uma ótima opção para uma banda que não deseja cair na mesmice e continuar estagnada em fazer mais do mesmo. Entretanto, talvez por terem feitos álbuns sonoramente parecidos, a tentativa de mudança existe, mas não é repentina, contendo muito do que o grupo ficou conhecido: um som pesado e uma voz potente e crua. Mas se manter fiéis ao que sempre foram e ao som que sempre fizeram não é ruim, muito menos errado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, o desejo de trilhar outros caminhos é, de fato, presente e, em seu novo álbum, a banda mostra que tem um grande potencial de mudar, experimentar e evoluir. </span><a href="https://www.nme.com/news/music/watch-idles-make-an-instant-fucking-classic-with-kenny-beats-3116566"><span style="font-weight: 400;">A produção de Mark Bowen e do famoso produtor Kenny Beats</span></a><span style="font-weight: 400;">, somado ao talento do grupo como um todo, elevam o sarrafo para eles. Agora não tem mais volta. As letras desse álbum são de longe as mais poéticas e bem construídas de toda sua discografia, mostrando um lado de Joe Talbot que só tínhamos visto superficialmente. Seu acerto está em olhar para si mesmo e conseguir se comunicar com pessoas de diferentes partes do mundo ao retratar temas intrínsecos em nossa sociedade como ansiedade, vícios e lutas internas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a banda vai seguir nesse caminho até um álbum com uma estética sonora diferente do que veio antes e subverter mais uma vez tanto o gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">pós-punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto as expectativas dos fãs em seu próximo álbum, eu não faço ideia. A verdade é que IDLES é um grupo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lr5eK7qULAo"><span style="font-weight: 400;">versátil e talentoso</span></a><span style="font-weight: 400;">, e enquanto o próximo álbum não chega, nos contentemos com o que temos: uma trajetória sonora para nos fazer querer gritar, pular, sorrir e chorar. Talvez em uma ordem diferente, talvez tudo ao mesmo tempo.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: CRAWLER" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/27ygqCfb4dXQ3jyXnC58FU?si=DWBxLIYWS8aZ3V8XdQuY4g&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Cineclube Persona – Outubro de 2021</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 21:10:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Outubro é o mês mais amado pelo Persona. Cheios do espírito macabro do Halloween, agitamos nossas produções com o Mês do Horror e cobrimos com afinco a 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Como comentar sobre tudo isso ainda é pouco, nós também demos vida ao Clube do Livro e as indicações da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-outubro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Outubro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24703" aria-describedby="caption-attachment-24703" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24703" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube_wordpress_outubro.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube_wordpress_outubro.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube_wordpress_outubro-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube_wordpress_outubro-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24703" class="wp-caption-text">Destaques de Outubro de 2021: Maid, Cenas de um Casamento, 2ª temporada de Ted Lasso e Duna (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Nathália Mendes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outubro é o mês mais amado pelo Persona. Cheios do espírito macabro do Halloween, agitamos nossas produções com o </span><a href="https://www.instagram.com/p/CVtG33srVV3/"><span style="font-weight: 400;">Mês do Horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cobrimos com afinco a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/45-mostra/"><span style="font-weight: 400;">45ª Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo. Como comentar sobre tudo isso ainda é pouco, nós também demos vida ao </span><a href="https://www.instagram.com/p/CWCOnqHtFFr/"><span style="font-weight: 400;">Clube do Livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as indicações da </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Estante do Persona</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para fechar nosso mês favorito com chave de ouro, chegamos para comentar as novidades da TV e do Cinema no Cineclube de Outubro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram 31 dias recheados de lançamentos esperados. Começando com sequências do Terror para honrar o mês, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hL6R3HmQfPc"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween Kills: O Terror Continua</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tenta dar sentido para as matanças de Michael Myers, mas garante a continuação da franquia graças aos atos horrendos do protagonista. Quem também voltou pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+ </span></i><span style="font-weight: 400;">foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bem81HrYe6Y"><i><span style="font-weight: 400;">Atividade Paranormal 7</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com traços da história original e inovando sua narrativa. Já a aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dDJ2eKPk09U"><i><span style="font-weight: 400;">Tem Alguém Na Sua Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, degringolou como mais uma trama conhecida de jovens tentando descobrir a identidade do assassino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda para os amantes do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher, </span></i><span style="font-weight: 400;">o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IprWIacOxI8"><i><span style="font-weight: 400;">Slumber Party Massacre</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">acabou com os problemas do filme original e expandiu com irreverência a sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4lBpiFLVr0c"><span style="font-weight: 400;">trama clássica</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos anos 80. Com o mesmo sucesso, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nK2gVZ5Cj30"><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story: Double Feature</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> gastou tempo dividindo a décima temporada em duas histórias distintas, e foi destaque ao conquistar a </span><a href="https://popeek.com.br/nova-temporada-american-horror-story-aprovacao-maxima-critica/"><span style="font-weight: 400;">aprovação total</span></a><span style="font-weight: 400;"> da crítica na primeira delas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> investiu mais na antologia de terror </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/welcome-to-the-blumhouse-2021-trailers/#13"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome to the Blumhouse</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e trouxe ao mundo </span><a href="https://youtu.be/kUo3LiMlVU4"><i><span style="font-weight: 400;">O Bingo Macabro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/9ifNPWM-rt8"><i><span style="font-weight: 400;">A Mansão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que deixaram os sustos de lado para trabalhar a relação entre a trama e seus personagens. Outro longa entre os lançamentos é </span><a href="https://youtu.be/gtWOWq_Xgk8"><i><span style="font-weight: 400;">Madres, Mães de Ninguém</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com sua narrativa dramática e inspirada em </span><a href="https://www.cbr.com/madres-interview-ariana-guerra/"><span style="font-weight: 400;">fatos reais</span></a><span style="font-weight: 400;">. O longa de Ryan Zagoga captura os horrores dos imigrantes mexicanos recém-chegados aos Estados Unidos, por isso merecia um desenvolvimento como drama dedicado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sucessos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_fgsR2i97hs"><i><span style="font-weight: 400;">Você</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M4nrGje_pyc"><i><span style="font-weight: 400;">Maid</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, também partilham dessa pegada dos terrores da realidade com protagonistas femininas arrebatadoras. A terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> amadureceu seus conflitos e mostrou como psicopatas brincam de casinha, enquanto a estreia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid</span></i><span style="font-weight: 400;"> causou exaustão emocional pela sua trama complexa que fala de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/10/maid-a-historia-real-de-stephanie-land-e-o-que-foi-mudado"><span style="font-weight: 400;">pobreza, trauma e agressão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras queridinhas da plataforma </span><i><span style="font-weight: 400;">tudum</span></i><span style="font-weight: 400;"> que lançaram novas temporadas foram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hFyB9XRcDD0"><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H65irEWSg9k"><i><span style="font-weight: 400;">On My Block</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Coproduzida pelo KondZilla, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue na sua caminhada em mostrar como o poder funciona dentro das </span><a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/sintonia-netflix-2-temporada/"><span style="font-weight: 400;">favelas brasileiras</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por outro lado, o quarteto do subúrbio de Los Angeles se despediu com fraqueza, pois a última temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">On My Block</span></i><span style="font-weight: 400;"> empobreceu os desfechos de seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span> <span style="font-weight: 400;">Para os fãs de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-setembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Name</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a nova produção sul-coreana de grande destaque. Além da performance de Han So-hee como protagonista, a narrativa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=huXDm4IwQfs"><span style="font-weight: 400;">equilibrou</span></a><span style="font-weight: 400;"> ação e sensibilidade estando entre uma organização criminosa e a polícia. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v42KSIVto_g"><i><span style="font-weight: 400;">Os Muitos Santos de Newark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também trabalhou a temática de organizações poderosas ao contar a vida de </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/21/cultura/1566387199_309895.html"><span style="font-weight: 400;">Tony Soprano</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes de ser chefe da máfia italiana. No entanto, nenhuma das produções acima  fez tanto sucesso quanto a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building </span></i><span style="font-weight: 400;">na </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-only-murders-in-the-building-5-perguntas-para-o-final/101352"><span style="font-weight: 400;">mistura perfeita</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um elenco brilhante, humor e mistério.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No gênero de Ação, o grandioso </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FlriFMTIPOg"><i><span style="font-weight: 400;">007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era o mais esperado. Depois dos </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/09/daniel-craig-se-despede-de-007-depois-de-mudar-james-bond-pelo-resto-da-historia.shtml"><span style="font-weight: 400;">15 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Daniel Craig e seu James Bond, a aposentadoria chegou em um filme empolgante, emotivo e explosivo que fez jus à saga. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U_SsfAp_F9Y"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também deu o que falar com Zendaya, Timothée Chalamet e Oscar Isaac no elenco. Baseado no livro homônimo de Frank Herbert, o longa exibiu a disputa de poder no universo intergalático à altura da obra. E como não poderia faltar a parceria </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-FmWuCgJmxo&amp;t=84s"><i><span style="font-weight: 400;">Venom: Tempo de Carnificina</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um recorde nas bilheterias brasileiras. Com Tom Hardy protagonizando o segundo filme ao lado de seu amigo alienígena, </span><i><span style="font-weight: 400;">Venom 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> ficou entre ser engraçado e superficial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As expectativas foram grandes na TV para a segunda temporada do premiado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=reP1gVGpFKo"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Seus episódios mais longos investiram ainda mais nos seus personagens, conseguindo marcar outros 3 pontos e ter um segundo volume ainda mais fenomenal. Quem também encantou foi a </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom Pretty Smart</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sua </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/as-10-melhores-series-originais-do-disney-channel.html#list-item-10"><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2010</span></a><span style="font-weight: 400;">, contando com a protagonização de Emily Osment &#8211; a nossa Lily de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hannah-montana-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com a mesma expectativa, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> acendeu a chama da saudade no coração dos fãs de zumbis na primeira parte da sua </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159499/"><span style="font-weight: 400;">temporada final</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caminhando na contramão, a animação </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ncaKsf-xcjw"><i><span style="font-weight: 400;">Injustiça: Deuses Entre Nós</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não foi digna dos Maiores Heróis da Terra da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Showtime</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The L Word: Generation Q </span></i><span style="font-weight: 400;">retoma </span><i><span style="font-weight: 400;">The L Word</span></i><span style="font-weight: 400;"> depois de dez anos mas também segue presa ao passado, e mesmo com sua satisfatória repaginada, não retrata </span><a href="https://valkirias.com.br/the-l-word-e-representacao-lesbica-na-televisao/"><span style="font-weight: 400;">a vida da comunidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> LGBTQIA+ nos dias de hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E falando de vida real, </span><i><span style="font-weight: 400;">Diana: O Musical </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrando o carisma e inteligência de Lady Di, mas esqueceu do drama necessário para falar de uma das </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-como-diana-ficou-conhecida-como-a-princesa-do-povo/"><span style="font-weight: 400;">maiores figuras do século XX</span></a><span style="font-weight: 400;">. Já a coprodução entre Brasil e EUA do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Hóspede Americano</span></i><span style="font-weight: 400;">, veio com um gosto amargo para contar a </span><a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/7zKsxYxmN4q5kzYmrZtfgbT/?lang=pt"><span style="font-weight: 400;">Expedição Científica Rondon-Roosevelt</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dando mais ênfase ao lado </span><i><span style="font-weight: 400;">yankee</span></i><span style="font-weight: 400;">, a minissérie lembrou a perda dos registros históricos brasileiros no incêndio do </span><a href="http://circuitomt.com.br/editorias/cultura/133148-acervo-da-comissao-rondon-foi-consumido-em-incendio.html"><span style="font-weight: 400;">Museu Nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2018.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tentando alegrar nosso espírito, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xB62i4KraoM"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> volta com qualidade para a sua terceira temporada cheia de humor, terror e vampiros malucos. No entanto, se nos confortamos com a comédia da </span><i><span style="font-weight: 400;">FX</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cenas de um Casamento</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio para quebrar de vez nossos corações. Terminando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H263F_Ds298&amp;ab_channel=eumeodeio1"><span style="font-weight: 400;">ao som de Chico Buarque</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção original da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma obra-prima que mostra um casamento fracassado da forma mais complexa possível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, todos esses lançamentos não aliviam a perda de </span><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/10/26/morre-gilberto-braga-autor-de-vale-tudo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gilberto Braga</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a TV brasileira no mês de outubro. De </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/novelas/escrava-isaura/ficha-tecnica/"><i><span style="font-weight: 400;">Escrava Isaura</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> à </span><a href="http://gshow.globo.com/novelas/babilonia/extras/noticia/2015/03/fernanda-montenegro-e-nathalia-timberg-defendem-o-amor-de-suas-personagens.html"><i><span style="font-weight: 400;">Babilônia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o talento do escritor deixou um leque de novelas e memórias nas pessoas de todo o país. Uma dedicatória ao legado do dramaturgo e muito mais sobre o que rolou no Cinema e na TV você confere no </span><b>Cineclube de Outubro de 2021</b><span style="font-weight: 400;">, sob a curadoria da </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> e de seus </span><b>Colaboradores</b><span style="font-weight: 400;">. E deixamos aqui a pergunta mais importante que permeia a memória de um noveleiro digno: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oqn1LtCKUqE&amp;ab_channel=Contigo%21"><i><span style="font-weight: 400;">Quem matou Odete Roitman?</span></i></a></p>
<p><span id="more-23784"></span></p>
<figure id="attachment_24694" aria-describedby="caption-attachment-24694" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24694" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemgilbertobraga.jpg" alt="Foto do autor Gilberto Braga. Um homem branco e careca. Gilberto usa um óculos redondo e fino. Ele veste blusa preta e relógio. Seus braços estão cruzados em cima de uma superfície plana não visível na fotografia. O fundo é uma parede e finos galhos formam uma decoração. A foto é em preto e branco." width="1920" height="1004" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemgilbertobraga.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemgilbertobraga-800x418.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemgilbertobraga-1024x535.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemgilbertobraga-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemgilbertobraga-1536x803.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemgilbertobraga-1200x628.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24694" class="wp-caption-text">Paraíso Tropical, novela de autoria de Gilberto Braga, está sendo reprisada no Viva de segunda a sábado às 15h (Foto: Cicero Rodrigues)</figcaption></figure>
<p><b>Falecimento de Gilberto Braga</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oqn1LtCKUqE&amp;ab_channel=Contigo%21"><i><span style="font-weight: 400;">Quem matou Odete Roitman?</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Todo noveleiro já ouviu a pergunta acerca da morte de uma das vilãs mais icônicas da dramaturgia. Roitman é um marco na Televisão brasileira e sua vilania inspirou outras duas grandes personalidades: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7xVOqdFJEWQ&amp;ab_channel=VIVA"><span style="font-weight: 400;">Nazaré Tedesco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/adriana-esteves/"><span style="font-weight: 400;">Carminha</span></a><span style="font-weight: 400;">. O criador da história é nada mais nada menos que Gilberto Braga, autor de 22 telenovelas que marcaram a TV brasileira, e que transformaram o formato de construir personagens e fazer novelas. Braga estava internado em Copacabana desde o dia 22 de outubro, e faleceu no dia 26 devido a um quadro de infecção generalizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gilberto Braga fugiu do comum e parou o país com suas criações. Todo seu brilhantismo e talento era convertido em espaço para que os atores pudessem evidenciar pautas urgentes da sociedade. Foi o escritor que deu a </span><a href="https://twitter.com/zezemotta/status/1453165459780653059"><span style="font-weight: 400;">Zezé Motta</span></a><span style="font-weight: 400;"> o primeiro papel de destaque na TV em 1984, na novela </span><i><span style="font-weight: 400;">Corpo a Corpo</span></i><span style="font-weight: 400;">, discutindo o racismo em horário nobre. Além das tramas incessantes, outro talento de Braga estava na criação de vilãs, más por natureza que demonstravam reflexos de um Brasil socialmente doente e desigual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu primeiro grande sucesso foi a adaptação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Escrava Isaura</span></i><span style="font-weight: 400;">, que até hoje é uma das novelas mais mais importadas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Criador unânime de personagens, Gilberto Braga sempre teve um tato único para acertar o tempo e o tema a entrar em exibição no horário de maior audiência. Em </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/minisseries/anos-dourados/"><i><span style="font-weight: 400;">Anos Dourados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o autor não permitiu que o país esquecesse a tirania dos anos de chumbo. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vale Tudo</span></i><span style="font-weight: 400;">, além da figura de Odete Roitman, Braga falou sobre ética e, embalado ao som de Gal Costa gritando </span><i><span style="font-weight: 400;">Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, escancarou a falta de integridade e a corrupção política. Marcando para sempre a memória do público e moldando a Era Disco no Brasil, </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/novelas/dancin-days/"><i><span style="font-weight: 400;">Dancin’ Days</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou em 1978 com a história da ex-presidiária Júlia Matos (Sônia Braga) e a </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite </span></i><span style="font-weight: 400;">Yolanda Pratini (Joana Fomm). Sua última novela,</span> <a href="http://gshow.globo.com/novelas/babilonia/extras/noticia/2015/03/fernanda-montenegro-e-nathalia-timberg-defendem-o-amor-de-suas-personagens.html"><i><span style="font-weight: 400;">Babilônia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi ao ar em 2015, com o beijo entre as duas gigantes, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_23887" aria-describedby="caption-attachment-23887" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23887" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/o-bingo-macabro.jpg" alt="Cena do filme O Bingo Macabro. O Sr. Big (Richard Brake) sorri de maneira maníaca para frente, centralizado na tela. A câmera captura apenas seu perfil, cortando parte de sua testa. Ele é um homem caucasiano de meia idade, com o cabelo grisalho alisado para trás. Seus dentes são tortos e de tamanhos diferentes, manchados, e seu sorriso é tão grande que deixa entrever suas gengivas. Ele usa um paletó preto por cima de uma camisa branca com a gola aberta. Atrás dele, um display luminoso de neon se assemelhando a um sorriso de dentes brancos e lábios vermelhos, sobre um mural vermelho emulando cortinas. Atrás do mural, uma cortina brilhante multi cor cobre toda a parede, com pequenos holofotes de luz amarela alinhados na parte superior. O teto é formado por painéis brancos." width="1200" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/o-bingo-macabro.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/o-bingo-macabro-800x453.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/o-bingo-macabro-1024x580.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/o-bingo-macabro-768x435.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23887" class="wp-caption-text">Está se sentindo com sorte? (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>O Bingo Macabro (Bingo Hell, Gigi Saul Guerrero)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a chegada de um empresário misterioso à vizinhança de Oak Springs e a súbita abertura de um cassino oferecendo prêmios absurdos, os laços entre seus residentes são testados das formas mais cruéis. Parte do selo </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/welcome-to-the-blumhouse-2021-trailers/#13"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome to the Blumhouse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Bingo Macabro</span></i><span style="font-weight: 400;"> não oferece muitos sustos, mas seu roteiro ardiloso consegue construir muito bem o senso de comunidade entre o grupo de idosos que se põe contra a chegada do sinistro Sr. Big (Richard Brake).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Liderados pela feroz Lupita (Adriana Barraza), eles terão de enfrentar suas tentações mais profundas se não quiserem ser consumidos pelas promessas atraentes do novo Bingo. O longa de Gigi Saul Guerrero funciona devido às performances comprometidas de seu elenco principal e secundário, construindo pacientemente as relações entre seus moradores e suas tramas. Contudo, isso significa que o elemento de terror é relegado a aparições esporádicas e pouco marcantes, impedindo que o final da experiência chegue com força total. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_23890" aria-describedby="caption-attachment-23890" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23890" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-many-saints.jpg" alt="Cena do filme The Many Saints of Newark em que há um homem branco de cabelos castanhos e curtos, de terno cinza, ameaçando outro homem de meia idade. Ao fundo da imagem aparecem alguns carros antigos." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-23890" class="wp-caption-text">Recordar é viver! (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Os Muitos Santos de Newark (The Many Saints of Newark, Alan Taylor)</b></p>
<p><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/por-que-familia-soprano-nunca-ganhara-sequencia/"><i><span style="font-weight: 400;">Família Soprano</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma série muito aclamada, criada por David Chase, que conta a história de familiares que trabalham na máfia. Mesmo com seis temporadas, ainda há outros fatos posteriores ao </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ficaram de fora, como os vários motivos que propiciaram a ascensão de Tony Soprano. É justamente esse o ponto central de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Many Saints of Newark</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme de drama policial dirigido por Alan Taylor. O longa exibe os percalços, desde a juventude de Anthony Soprano (Michael Gandolfini) e seus desafios com os <em>gângsters</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jornada de Tony Soprano, registrada em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Many Saints of Newark</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">traz uma percepção ampla sobre a vida do mafioso antes de se tornar o chefe da máfia, mas ainda assim o </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta muitas falhas. O roteiro, assinado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Jky6-yNb-as"><span style="font-weight: 400;">David Chase</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Lawrence Konner, que escreveram alguns episódios da série original, não é muito envolvente. Mas apesar disso, a película conta com boas atuações, como no caso de Vera Farmiga, que deu vida a personagem Livia Soprano. Mesmo com alguns defeitos na construção de sua narrativa, o longa se mostra como uma recordação nostálgica para os fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">Família Soprano.</span></i> <b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_24331" aria-describedby="caption-attachment-24331" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24331" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Alguem-na-sua-casa.jpg" alt="Cena de Tem Alguém Na Sua Casa exibe uma jovem branca assustada. Ela está no escuro, suada. A maquiagem escorre por seu rosto e o cabelo loiro enche seus ombros. Uma luz vinda de fora ilumina parte de seu rosto, mostrando um olho verde arregalado e parte da boca. " width="2560" height="1072" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Alguem-na-sua-casa.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Alguem-na-sua-casa-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Alguem-na-sua-casa-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Alguem-na-sua-casa-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Alguem-na-sua-casa-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Alguem-na-sua-casa-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Alguem-na-sua-casa-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24331" class="wp-caption-text">O novo slasher da Netflix tem um começo intrigante, mas desanda rápido (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Tem Alguém Na Sua Casa (There’s Someone Inside Your House, Patrick Brice)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de lançar a trilogia </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 3 sextas-feiras seguidas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">parece ter percebido a legião de fãs devotos do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, caracterizado pela presença de um assassino que mata várias pessoas utilizando uma arma específica, como uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><span style="font-weight: 400;">faca</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tem Alguém Na Sua Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">, adaptação do livro homônimo de Stephanie Perkins, é o novo filme do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">nesse estilo sangrento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Makani Young (Sydney Park) se mudou do Havaí para o Nebraska para morar com a avó e terminar o Ensino Médio. Faltando pouco tempo para a formatura, seus colegas de classe começam a ser perseguidos por um assassino misterioso que expõe seus maiores </span><a href="https://personaunesp.com.br/entre-facas-e-segredos-critica/"><span style="font-weight: 400;">segredos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a cidade toda. Enquanto todos estão aterrorizados, Makani e seus amigos precisam descobrir a identidade do assassino antes deles mesmos se tornarem vítimas. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tem Alguém Na Sua Casa </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue estabelecer bem o ambiente onde acontecerá o </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-a-estranha-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e apresenta personagens jovens interessantes, mas tudo é desenvolvido de um jeito bem morno. O filme diverte e consegue entregar algumas cenas tensas, mas passa a sensação de que já vimos aquela história antes e contada de um jeito melhor. Não chega a ser ruim, mas também não é nada memorável. </span><b>&#8211; Caio Machado </b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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<figure id="attachment_24697" aria-describedby="caption-attachment-24697" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24697" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/injustica.jpg" alt="Cena da animação Injustiça: Deuses Entre Nós, mostra o Superman matando o Coringa, com o punho atravessando e ultrapassando seu peito." width="2000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/injustica.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/injustica-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/injustica-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/injustica-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/injustica-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/injustica-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24697" class="wp-caption-text">Dos jogos para os quadrinhos para as telonas (Foto: Warner Animation Group)</figcaption></figure>
<p><b>Injustiça: Deuses Entre Nós (Injustice, Matt Peters)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das narrativas modernas mais irreverentes da</span><i><span style="font-weight: 400;"> DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ncaKsf-xcjw"><i><span style="font-weight: 400;">Injustice</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">finalmente ganhou sua adaptação animada. Nascida no </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame </span></i><span style="font-weight: 400;">e logo esmiuçada em uma aclamada série de histórias em quadrinhos, a revolta ditatorial do Superman segue alastrando seu alcance. Nesse universo, o Homem de Aço, dessa vez animado na voz do querido Justin Hartley de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-5a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">This Is Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, perde o controle depois do Coringa (Kevin Pollak) causar a morte de Lois Lane (Laura Bailey) e do bebê ainda não nascido do casal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir daí, cabe ao Batman (Anson Mount) parar o Super-Homem, custe o que custar. Mais otimista e menos carrancuda que sua história-mãe,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Injustiça: Deuses Entre Nós </span></i><span style="font-weight: 400;">abaixa o nível elevadíssimo do catálogo animado da editora, ao mesmo tempo em que mantém estática uma trama que já fora empolgante. Sob o comando do operante diretor Matt Peters, Harley Quinn (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aZZpB3jvgrs"><span style="font-weight: 400;">Gillian Jacobs</span></a><span style="font-weight: 400;">), Arqueiro Verde (</span><a href="https://www.adorocinema.com/series/serie-9435/video-19561467/"><span style="font-weight: 400;">Reid Scott</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mulher Maravilha (Janet Varney) desempenham papéis de destaque, em meio a um elenco não tão digno de dar voz aos Maiores Heróis da Terra. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_24325" aria-describedby="caption-attachment-24325" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24325" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/halloween-kills.jpg" alt="Cena do filme Halloween Kills: O Terror Continua. O assassino serial Michael Myers está de pé no topo de uma escadaria, olhando para baixo. Ele usa um macacão azul manchado de sangue e sujeira e uma máscara branca de borracha encardida e queimada esconde seu rosto. Em sua mão direita está uma faca de cozinha. Atrás dele, uma janela translúcida deixa entrar uma luz azul fria na cena, iluminando parte do papel de parede na parte esquerda da casa, que possui formas onduladas como nuvens e ondas. A câmera o filma de baixo para cima. A sua esquerda, uma porta aberta deixa entrar uma luz branca que ilumina seu perfil." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/halloween-kills.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/halloween-kills-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/halloween-kills-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/halloween-kills-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/halloween-kills-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/halloween-kills-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24325" class="wp-caption-text">Faça como Michael Myers e não saia de casa sem máscara (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Halloween Kills: O Terror Continua (Halloween Kills, David Gordon Green)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ser adiado em 2020 para outubro deste ano, não tinha como o assassino mascarado favorito do Cinema pular mais um mês do terror. Assim como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vzOdUKVD8Ac"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween 2: O Pesadelo Continua!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween Kills</span></i><span style="font-weight: 400;"> começa imediatamente após o final de seu antecessor, partindo do princípio de que a noite está bem longe de acabar. Segundo filme da trilogia comandada por </span><a href="https://cosmonerd.com.br/filmes/noticias/halloween-kills-diretor-david-gordon-green-fala-sobre-o-filme-em-dois-novos-videos-promocionais/"><span style="font-weight: 400;">David Gordon Green</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kills</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofre com os típicos problemas de </span><i><span style="font-weight: 400;">pacing </span></i><span style="font-weight: 400;">e roteiro de capítulos do meio, lutando para achar propósito nas matanças de Michael Myers.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Protagonizado mais uma vez por Jamie Lee Curtis no papel de uma das </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/melhores-final-girls-sobreviventes-terror"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mais famosas da Sétima Arte, o longa volta a seguir três gerações diferentes de mulheres Strode enquanto elas tentam descobrir como dar cabo do assassino aparentemente sobrenatural que as persegue. Judy Greer e Andi Matichak contracenam bem com Curtis, reforçando a dinâmica familiar proposta em </span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018)</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas sofrendo pela falta de espaço que a trama oferece para que essas relações sejam aprofundadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A verdadeira ambição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween Kills </span></i><span style="font-weight: 400;">está no aprofundamento da figura de Michael Myers e como ela se fortalece após cada sangrenta morte. Para isso, o diretor introduz diversos elementos que parecem promissores, mas que atrapalham no ritmo da obra, que se sai melhor quando foca nos atos horrendos de seu assassino, ao invés de interrogar a razão por trás delas. Apesar disso, seu final engata em uma sequência de puro </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos deixando sedentos por sua conclusão no vindouro </span><a href="https://cinepop.com.br/halloween-ends-tera-um-tom-bem-diferente-dos-outros-filmes-revela-david-gordon-green-316933/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween Ends</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_23949" aria-describedby="caption-attachment-23949" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23949" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/venom.jpg" alt="Cena do filme Venom: Tempo de Carnificina. Na imagem o personagem Eddie está ao centro segurando uma galinha e olhando seu simbionte alienígena Venom saindo de suas costas e olhando para ele como uma terceira cabeça. Eddie é um homem branco de cabelos e barbas castanhas rentes ao rosto, veste um roupão alaranjado e uma camiseta azul e amarela por baixo, segura uma galinha com as duas mãos em cima do peito e encara assustado Venom, que está do seu lado direito. Venom é como uma cobra preta saindo das costas de Eddie e está com o corpo comprido e fino erguido até deixar seu rosto próximo com o humano. O rosto de Venom tem olhos brancos e arqueados e muitos dentes afiados. O fundo é uma parede de tijolos marrons e parede branca." width="984" height="554" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/venom.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/venom-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/venom-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23949" class="wp-caption-text">Spoiler: o que diabos Venom tem a ver com o Homem-Aranha de Tom Holland? (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Venom: Tempo de Carnificina (Venom: Let There Be Carnage, Andy Serkis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sotaque britânico de Tom Hardy vivendo a pele do jornalista meio fracassado Eddie Brock, e o humor cômico do parceiro alienígena que vive dentro de seu personagem nunca foram tão </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvelísticos </span></i><span style="font-weight: 400;">e bombaram tanto na estreia como no segundo volume da franquia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Venom</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quebrando </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/venom-2-quebra-recorde-de-bilheteria-durante-pandemia-entenda/"><span style="font-weight: 400;">recordes de bilheteria</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante a pandemia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Venom: Tempo de Carnificina </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreendeu dentro e fora dos </span><a href="https://www.omelete.com.br/venom/tempo-carnificina-bilheteria-abertura-brasil"><span style="font-weight: 400;">cinemas brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. O personagem de Venom é </span><a href="https://www.cnet.com/news/venom-let-there-be-carnage-movie-review-sometimes-the-sequel-is-way-better/"><span style="font-weight: 400;">irresistível</span></a><span style="font-weight: 400;"> dessa vez: busca ser independente de seu humano, vive experiências de amor próprio em festas com estranhos e seus comentários hilários surgem no tempo certo. As opiniões </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/604918/critica-venom-tempo-de-carnificina-2021-mais-do-mesmo-e-mais-bem-feito/"><span style="font-weight: 400;">estão divididas</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre o alívio de ver a dupla bobona de Eddie e Venom, e uma história superficial que só consegue arrebatar uma proporção fantástica na </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/venom-tempo-carnificina-cena-pos-creditos.html"><span style="font-weight: 400;">cena pós-créditos</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo filme de </span><i><span style="font-weight: 400;">Venom </span></i><span style="font-weight: 400;">conseguiu um </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2021/oct/17/venom-let-there-be-carnage-review-tom-hardy-naomie-harris-andy-serkis"><span style="font-weight: 400;">desempenho melhor</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que o primeiro. Faltou história </span><a href="https://www.omelete.com.br/venom/tempo-de-carnificina-kevin-smith-analise"><span style="font-weight: 400;">e carnificina</span></a><span style="font-weight: 400;">, pois quem esperava matança à beça continuou na espera, mas sobrou humor em um </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-reviews/venom-let-there-be-carnage-review-1235022883/"><span style="font-weight: 400;">elenco extremamente improvável</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Cletus Kasady (Woody Harrelson) e Frances Barrison (Naomie Harris) sendo o casal vilão e </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;"> da vez. Junto com Tom Hardy, os três são uma super bomba de atuação, principalmente tendo Woody em um papel tão específico quanto um psicopata dentro de um filme tonto. Mas a coisa desanda muito com o alienígena de Cletus Kasady: Carnage é filho de Venom &#8211; sim, você leu isso &#8211; e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-FmWuCgJmxo"><span style="font-weight: 400;">grita como um dinossauro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic Park</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_23888" aria-describedby="caption-attachment-23888" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23888" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/a-mansao.jpg" alt="Cena do filme A Mansão. Judith (Barbara Hershey) está abrindo uma cortina e espiando o que há por trás. Ela está na parte direita da tela, com a cortina se dobrando para abrir em seu lado esquerdo. Judith é caucasiana e idosa, de cabelos brancos e longos jogados para trás, com alguns fios soltos na frente. Ela usa uma camisa de pijama fechada de cor azul escura. O fundo da cortina é branco e a estampa dela, visível perto do ombro de Judith, são hexágonos azuis formados por três linhas. Está de noite e a cena é iluminada por uma luz fria azul." width="1080" height="608" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/a-mansao.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/a-mansao-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/a-mansao-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/a-mansao-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23888" class="wp-caption-text">O tempo é o verdadeiro terror de A Mansão (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>A Mansão (The Manor, Axelle Carolyn)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos mais divertidos filmes vindos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Blumhouse Television </span></i><span style="font-weight: 400;">para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mansão</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um terror leve e descomplicado, explorando um lar para idosos através de uma recém-chegada que revela os mistérios sinistros da residência titular. Ancorado na relação entre Judith (Barbara Hershey) e seu neto, Josh (Nicholas Alexander), o longa de Axelle Carolyn é, dos lançados sob o selo </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/welcome-to-the-blumhouse-2021-trailers/#13"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome to the Blumhouse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aquele que mais consegue equilibrar a atmosfera de terror com a narrativa de </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Filme_B"><span style="font-weight: 400;">filme B</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme faz bom uso de seu orçamento limitado, confinando a maioria das personagens em um único espaço e construindo suas sequências ao redor do conhecimento que eles obtêm. Apesar de se indulgir em diversos clichês do gênero, a escolha de centrar a narrativa na dupla de avó e neto revitaliza os </span><a href="https://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/"><span style="font-weight: 400;">conflitos geracionais</span></a><span style="font-weight: 400;"> que estamos acostumados a ver nessas histórias. Com um final surpreendente e a boa vontade de não se levar a sério demais, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mansão</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega exatamente o que promete.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_23892" aria-describedby="caption-attachment-23892" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23892" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/007-1.jpg" alt="Cena do filme 007 - Sem Tempo Para Morrer exibe um homem branco, de meia idade. Ele veste um terno cinza, com gravata azul-escura. Tem cabelo curto, loiro, e usa óculos escuros. Ao fundo, vemos carros estacionados em uma rua de Londres. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/007-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/007-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/007-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/007-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/007-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23892" class="wp-caption-text">Daniel Craig dá tchau para o James Bond em grande estilo (Foto: MGM)</figcaption></figure>
<p><b>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer (No Time To Die, Cary Fukunaga) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de 15 anos, chegou a hora de nos despedirmos de vez do James Bond romântico de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/09/daniel-craig-se-despede-de-007-depois-de-mudar-james-bond-pelo-resto-da-historia.shtml"><span style="font-weight: 400;">Daniel Craig</span></a><span style="font-weight: 400;">. O astro já tinha demonstrado sua vontade de abrir mão do papel em diversas entrevistas anteriores e, ao assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Tempo Para Morrer</span></i><span style="font-weight: 400;">, ficamos com a sensação de que ele esperou para dar adeus no momento certo. É um fim catártico para a era que começou com o ótimo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cassino Royale</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, James Bond finalmente se aposentou e agora vive na Jamaica. Sua paz desaparece quando um antigo amigo, Felix (</span><a href="https://personaunesp.com.br/westworld-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jeffrey Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">), retorna e pede ajuda para encontrar um cientista desaparecido. Relutante, o agente entra no caso e, rapidamente, a busca se torna uma corrida para salvar o mundo. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme tão empolgante que consegue até apagar a grande decepção que foi </span><i><span style="font-weight: 400;">007 Contra Spectre</span></i><span style="font-weight: 400;">. A direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g4aSE4FhbG4"><span style="font-weight: 400;">Cary Fukunaga</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">True Detective</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beasts of No Nation</span></i><span style="font-weight: 400;">) traz um novo olhar para as cenas de ação, utilizando da câmera na mão para deixá-las mais tensas e frenéticas. É um filme emotivo e explosivo, com direito a tudo que os fãs do personagem amam: romance, os </span><i><span style="font-weight: 400;">gadgets</span></i><span style="font-weight: 400;">, o vilão megalomaníaco, o mundo em perigo e o martini batido, não mexido. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
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<figure id="attachment_23889" aria-describedby="caption-attachment-23889" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23889" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/madres.jpg" alt="Cena do filme Madres, Mães de Ninguém. Diana (Ariana Guerra) está segurando uma faca de cozinha com a mão direita, estendida para frente em posição ameaçadora, mas assustada. Diana é mexicana, possui cabelos pretos e longos puxados para trás e usa uma camisola branca bordada. Está de noite, e apenas o seu rosto e seu peito são iluminados por uma luz laranja que vem de frente. Ela está vindo da esquerda para a direita com a faca apontada para frente." width="1000" height="460" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/madres.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/madres-800x368.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/madres-768x353.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23889" class="wp-caption-text">Em Madres, os fantasmas do passado amaldiçoam o presente (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Madres, Mães de Ninguém (Madres, Ryan Zaragoza)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Provavelmente o mais ambicioso da segunda leva de filmes chegando sob o selo </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/welcome-to-the-blumhouse-2021-trailers/#13"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome to the Blumhouse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Madres</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma narrativa de terror dramática </span><a href="https://www.cbr.com/madres-interview-ariana-guerra/"><span style="font-weight: 400;">inspirada em casos reais</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos anos 70. Graças a um elenco excelente encabeçado por Ariana Guerra e Tenoch Huerta e a uma fotografia expressiva, a obra captura o terror de imigrantes mexicanos recém-chegados aos Estados Unidos, enquanto a direção de Ryan Zaragoza explora as complexidades da linguagem como conectora e separadora de comunidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A impressão que fica é que </span><i><span style="font-weight: 400;">Madres</span></i><span style="font-weight: 400;"> teria sido melhor desenvolvido como um drama dedicado do que uma história de terror baseada na realidade. Do jeito que está, o longa de apenas 1h20min peca em seu segundo ato, não se aprofundando o suficiente em sua atmosfera para que seus sustos atinjam efeito máximo, sofrendo com o pouco tempo de tela e impedindo que a performance de Guerra como a valente protagonista se aprofunde na personagem. Porém, o filme acha sua mensagem no clímax e consegue impactar com horrores piores do que qualquer fantasia.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_24706" aria-describedby="caption-attachment-24706" style="width: 1713px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24706 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dunedunedunenduencudfnhdkifd.jpg" alt="Cena do filme Duna. A imagem mostra quatro personagens em um ambiente rochoso. Primeiro, à esquerda, está uma mulher branca de cabelos castanhos. Depois, próximo do centro da imagem, está uma mulher negra de pele clara. Do lado direito, existem dois homens, um na frente do outro. Todos eles vestem uma armadura espacial cinza." width="1713" height="963" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dunedunedunenduencudfnhdkifd.jpg 1713w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dunedunedunenduencudfnhdkifd-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dunedunedunenduencudfnhdkifd-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dunedunedunenduencudfnhdkifd-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dunedunedunenduencudfnhdkifd-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dunedunedunenduencudfnhdkifd-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24706" class="wp-caption-text">Duna recria uma trama nerd dos anos 1960 protagonizada pela geração Z (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Duna (Dune, Denis Villeneuve)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> exibe uma realidade em que os seres humanos do ano de 10.191 d.C, postos sob o domínio de um império espacial, vivem diante de uma disputa entre três famílias pelo planeta Arrakis. Nele, há a única fonte da cobiçada Especiaria, uma substância preciosa que permite as viagens intergalácticas. Nesse cenário, Paul Atreides (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Xv5l-hisFuA"><span style="font-weight: 400;">Timothée Chalamet</span></a><span style="font-weight: 400;">), um jovem da aristocracia, recebe a missão de uma mulher misteriosa para embarcar em uma jornada ao planeta longínquo para manter a soberania do seu povo. A partir dessa trajetória épica, diversos obstáculos se instauram até a redefinição do cosmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa trama de ficção científica se baseia no livro homônimo de Frank Herbert. A narrativa ganhou uma adaptação no ano de 1984 sob a direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KwPTIEWTYEI"><span style="font-weight: 400;">David Lynch</span></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, o filme foi produzido sem que o cineasta tivesse liberdade criativa no desenvolvimento da película, resultando em um desastre de crítica e bilheteria. Para esconder a identidade da autoria, algumas das versões foram creditadas a Alan Smithee, um pseudônimo empregado por diretores que renegam suas obras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após essa experiência catastrófica nas telonas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> retorna agora sob direção de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/denis-villeneuve-todos-os-filmes-do-diretor-do-pior-ao-melhor-de-chegada-duna-lista/"><span style="font-weight: 400;">Denis Villeneuve</span></a><span style="font-weight: 400;">. A produção se iniciou em 2016, após o estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;"> adquirir os direitos autorais do livro. A partir daí, houve um investimento pesado de US$ 165 milhões para o desenvolvimento do filme. Além disso, foi escalado um elenco com nomes como Javier Bardem, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span></a><span style="font-weight: 400;">, Oscar Isaac, incluindo ainda Timothée Chalamet como o protagonista da trama. Todo esse trabalho permitiu uma releitura interessante que faz jus à obra de Frank Herbert. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_24330" aria-describedby="caption-attachment-24330" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24330" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Velvet-Underground.jpg" alt="Cena do filme The Velvet Underground exibe uma foto em preto e branco da banda que dá nome ao título. Vemos três homens brancos, todos vestidos de preto. Na frente e à esquerda, vemos um homem com cabelo longo e nariz largo olhando para algo à esquerda. Ele segura o que parece ser um baixo. Atrás dele, vemos dois homens com cabelo preto comprido ensaiando, com suas respectivas guitarras em mãos. Um deles usa óculos escuros. Ao fundo, vemos várias pessoas paradas, esperando. Parecem ser fãs da banda." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Velvet-Underground.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Velvet-Underground-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Velvet-Underground-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Velvet-Underground-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Velvet-Underground-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24330" class="wp-caption-text">Mesmo com poucos vídeos da banda, o documentário de Todd Haynes consegue ser excelente ao brincar com as imagens (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>The Velvet Underground (Idem, Todd Haynes) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar da história de uma banda, vários documentários seguem o caminho tradicional: usar ordem cronológica, inserindo depoimentos dos membros ou de pessoas próximas e algumas filmagens de arquivo para ilustrar o que está sendo falado. Nesse sentido, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Velvet Underground</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme sobre a </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-velvet-underground-critica/"><span style="font-weight: 400;">icônica banda de <em>rock</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> que dá nome ao título, opta por seguir um caminho fora do comum diante de outros filmes do gênero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais chama a atenção no filme dirigido por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2JhjPGOEUWQ"><span style="font-weight: 400;">Todd Haynes</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Carol</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Preço da Verdade</span></i><span style="font-weight: 400;">) é sua abordagem experimental ao se aprofundar na história do grupo e no contexto de grande efervescência cultural onde estavam inseridos: a Nova York do fim da década de 1960. Essa experimentação acontece principalmente na forma como o filme organiza as imagens exibidas, alterando sua posição ou sua velocidade. Passa uma sensação de agilidade que combina muito bem com o período que busca retratar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é só outro filme sobre a vida de artistas que marcaram época: é uma ode à experimentação. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Velvet Underground </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra como não ter medo de inovar é essencial para o desenvolvimento de qualquer arte. Aqueles que arriscam ficam para a história, e os membros do grupo liderado por Lou Reed com certeza ficaram. Além disso, o documentário também é uma linda homenagem às personalidades famosas que viviam na Nova York daquela época, como o artista Andy Warhol, o poeta Allen Ginsberg e o cineasta experimental </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kzkzQExJ9rc"><span style="font-weight: 400;">Jonas Mekas</span></a><span style="font-weight: 400;">. É um trabalho sensacional até mesmo para quem não conhece nada da banda. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_24540" aria-describedby="caption-attachment-24540" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24540 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Diana-1.jpg" alt="Cena do filme Diana: O Musical. Ao fundo um palácio com colunas e portões iluminados em tons de azul e roxo. Ao centro estão sentadas duas mulheres, uma de idade mais avançada, usando um conjunto de blazer e saia rosa pink, e a outra, um pouco mais jovem, com roupas em um tom de rosa salmão. A esquerda delas, um homem em pé, usando um terno cinza escuro e uma gravata vermelha." width="1600" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Diana-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Diana-1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Diana-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Diana-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Diana-1-1536x1152.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Diana-1-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24540" class="wp-caption-text">Dentre muitas escolhas arriscadas de Diana: O Musical, a do elenco foi certeira (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Diana: O Musical (Diana: The Musical, Christopher Ashley)</b></p>
<p><a href="https://vogue.globo.com/Shopping/noticia/2021/05/princesa-diana-uma-vida-de-escandalos-traumas-e-filantropia.html"><span style="font-weight: 400;">Princesa Diana</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das figuras mais icônicas da cultura popular, tem sua história contada em formato de musical. A peça passeia por momentos, dos </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/princesa-diana-e-o-aperto-de-maos-que-representou-uma-conquista-na-luta-contra-o-estigma-social-da-aids.phtml"><span style="font-weight: 400;">mais grandiosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos mais íntimos, da vida da Princesa de Gales, explorando as diversas faces que ela precisou explorar ao conviver com a realeza inglesa desde o início de seu envolvimento com o Príncipe Charles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o fechamento da </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway</span></i><span style="font-weight: 400;"> devido a pandemia de covid-19, a obra foi gravada sem plateia, explorando a apresentação de uma forma diferente de outros musicais que tem suas peças transmitidas para as telas, e teve sua </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2021/03/musical-sobre-a-princesa-diana-chega-a-netflix-antes-de-estrear-na-broadway.shtml"><span style="font-weight: 400;">estreia na <em>Netflix</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> antes de entrar nos teatros de Nova Iorque. As câmeras exploram diferentes ângulos e enquadramentos que trazem o espectador quase que para dentro da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diana é retratada com carisma e inteligência, além de mostrar novos aspectos que são muitas vezes abafados por momentos polêmicos de sua vida, sem deixar de trazer os </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/7984/-revenge-dress-a-historia-do-vestido-utilizado-pela-princesa-diana-e-seu-marco-atemporal-que-nao-sai-de-moda"><span style="font-weight: 400;">momentos que todos esperamos</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando falamos da princesa. Porém, o filme falha em suas composições e suas performances deixam a desejar, especialmente considerando que é um produto sobre uma das </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-como-diana-ficou-conhecida-como-a-princesa-do-povo/"><span style="font-weight: 400;">maiores figuras da atualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> adaptada para um dos modelos mais espalhafatosos de produções audiovisuais. Com certeza, era de se esperar mais drama em um musical sobre Lady Di. <strong>&#8211;</strong> </span><b>Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_24619" aria-describedby="caption-attachment-24619" style="width: 1143px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24619" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/o-culpado.png" alt=" Cena do filme O Culpado. Na imagem há o rosto de um homem que segura um telefone na orelha enquanto encara a câmera e sua expressão é de dor e quase choro. Ele é um homem branco de cabelos castanhos e barba raspada." width="1143" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/o-culpado.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/o-culpado-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24619" class="wp-caption-text">O Culpado é um remake de Culpa, longa lançado em 2018 e dirigido por Gustav Möller (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Culpado (The Guilty, Antoine Fuqua)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jake Gyllenhaal </span><a href="https://collider.com/best-jake-gyllenhaal-thriller-movies/"><span style="font-weight: 400;">tem talento</span></a><span style="font-weight: 400;"> para um suspense psicológico, mas </span><a href="https://youtu.be/NaB_ERMAZu4"><i><span style="font-weight: 400;">O Culpado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o desafiou a narrar a história do começo ao fim apenas pela perspectiva de seu próprio personagem. O ator vive o policial Joe Baylor, recentemente afastado das ruas e preso em um trabalho que julga entediante como atendente do serviço de emergência. Ele é um </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/09/30/movies/the-guilty-review.html"><span style="font-weight: 400;">homem agitado</span></a><span style="font-weight: 400;">, ansioso e rude com um drama próprio misteriosamente relevante, enquanto atende as chamadas de uma </span><span style="font-weight: 400;">Los Angeles</span><span style="font-weight: 400;"> caótica e que arde com incêndios destruidores. Até que recebe um pedido de ajuda de uma mulher em perigo, sequestrada pelo ex-marido e fingindo falar com a filha para tentar se salvar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ansiedade de Joe é constante na sua tentativa em achar uma forma de identificar onde a mulher que atendeu está para socorrê-la. Ele vive um labirinto composto unicamente por ligações de voz, por isso o maior destaque do filme de Antoine Fuqua é o </span><a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/films/reviews/the-guilty-review-b1929863.html"><span style="font-weight: 400;">ponto de vista</span></a><span style="font-weight: 400;"> restrito ao protagonista. Só conhecemos os personagens que trabalham com ele e toda a trama conflituosa adjacente é narrada auditivamente. Cabe ao espectador imaginar a partir do que ouve nos atendimentos de Joe. O diretor fez um bom trabalho em seus únicos </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/o-culpado-filme-com-jake-gylenhaal-na-netflix-terminou-filmagens-em-11-dias-entenda/"><span style="font-weight: 400;">11 dias</span></a><span style="font-weight: 400;"> de gravações e adotando essa perspectiva, mas nem Gyllenhaal </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/o-culpado-filme-netflix-critica"><span style="font-weight: 400;">por si só</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue fazer o longa ser de tirar o fôlego. As reviravoltas são meia boca, mesmo que imprevisíveis, e o desempenho do ator é o que carrega </span><i><span style="font-weight: 400;">O Culpado</span></i><span style="font-weight: 400;"> como um filme interessantemente mediano.</span><b> &#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_24624" aria-describedby="caption-attachment-24624" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24624" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/slumber-party-massacre.jpg" alt="Cena do filme Slumber Party Massacre. Vemos 5 mulheres, do lado de fora de um chalé, observando algo pela janela. Todas vestem pijamas, preparadas para irem dormir, e parecem surpresas com o que estão vendo lá dentro. " width="1200" height="674" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/slumber-party-massacre.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/slumber-party-massacre-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/slumber-party-massacre-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/slumber-party-massacre-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24624" class="wp-caption-text">O novo slasher atualiza o clássico com irreverência (Foto: SYFY)</figcaption></figure>
<p><b>Slumber Party Massacre (Idem, Danishka Esterhazy) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4lBpiFLVr0c"><span style="font-weight: 400;">clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">cult</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1982, acompanhamos Dana (Hannah Gonera), que embarca numa viagem com as amigas para uma casa alugada, onde pretendem fazer uma festa do pijama. Quando o carro delas dá problema no motor, são obrigadas a ficar em uma casa isolada no meio de uma floresta, e o que era para ser uma noite de diversão, se transforma em terror enquanto elas precisam lutar para não serem mortas por Russ Thorne, </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer </span></i><span style="font-weight: 400;">famoso na região por utilizar uma furadeira enorme como arma. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Slumber Party Massacre </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma ótima reimaginação contemporânea do </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dos anos 1980. O filme retira tudo considerado problemático no filme original, como a presença exacerbada de nudez feminina, e ainda expande um pouco mais a trama, e faz uma inversão dos papéis de gênero muito divertida de assistir, onde os homens são ingênuos e bobos o suficiente para irem atrás do assassino. É um filme que não se leva a sério, mas parece apressado demais para mostrar os assassinatos e quase não desenvolve suas personagens. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_24690" aria-describedby="caption-attachment-24690" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24690" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Army-of-Thieves-1.jpg" alt="Cena do filme Exército de Ladrões: Invasão da Europa. Ambiente interno. Um homem branco, de cabelos loiros e vestimentas de frio azul está com o corpo virado para frente com o braço estendido. Ao seu lado está a porta de um cofre fechado." width="1024" height="683" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Army-of-Thieves-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Army-of-Thieves-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Army-of-Thieves-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24690" class="wp-caption-text">Matthias Schweighöfer dirigiu e protagonizou o longa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Exército de Ladrões: Invasão da Europa (Army of Thieves, Matthias Schweighöfer)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Exército de Ladrões</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Ludwig Dieter (Matthias Schweighöfer), um banqueiro de vida pacata que tem sua rotina virada de cabeça para baixo quando Gwendoline (Nathalie Emmanuel) o convida para participar da sua </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/228102-exercito-ladroes-invasao-europa-quem-interpreta-brasileira-filme-netflix.htm"><span style="font-weight: 400;">organização de criminosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais procurados do mundo,</span><span style="font-weight: 400;"> em uma missão de arrombar e roubar a famosa série de cofres criada pelo serralheiro Hans Wagner. Ludwig, que até então era apenas um amador na arte de resolver enigmas de cofres, agora embarca em perigos e situações que nunca imaginaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O derivado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/army-of-the-dead-invasao-em-las-vegas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Army of the Dead</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> veio como uma prequela e deixou os fãs da franquia com a esperança de entender a origem dos acontecimentos do primeiro filme. No entanto, o longa traz mais dúvidas e foca em uma história paralela sobre roubo em um universo que, coincidentemente, está passando pelo início de um vírus zumbi. Mas a animação </span><i><span style="font-weight: 400;">Army of the Dead: Lost Vegas</span></i><span style="font-weight: 400;"> promete acabar com a curiosidade do público sobre a origem do apocalipse. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_24698" aria-describedby="caption-attachment-24698" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24698" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/next.jpg" alt="Cena do filme Atividade Paranormal 7, mostra a visão noturna de uma mulher agachada chorando de medo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/next.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/next-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/next-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/next-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/next-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24698" class="wp-caption-text">Sem muito alarde, chega o novo capítulo da famosa e desgastada série de filmes (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>Atividade Paranormal 7 (Paranormal Activity: Next of Kin, William Eubank)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A franquia que reviveu e assassinou o </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-de-blair-critica/"><span style="font-weight: 400;">subgênero do</span><i><span style="font-weight: 400;"> found footage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está de volta mais metalinguística do que nunca. Dessa vez, sob o comando de William Eubank, e com o roteiro creditado à Christopher Landon (que trabalhou nos filmes originais) e Oren Peli (idealizador do primeiro longa), a história sai de uma casa assombrada e passa para uma </span><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1295123-5602,00-AMISH+VIVEM+EM+COMUNIDADES+NOS+ESTADOS+UNIDOS+E+CANADA.html#:~:text=Os%20amish%20s%C3%A3o%20um%20grupo,eletr%C3%B4nicos%2C%20inclusive%20telefones%20e%20autom%C3%B3veis."><span style="font-weight: 400;">comunidade amish</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançamento exclusivo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bem81HrYe6Y"><i><span style="font-weight: 400;">Atividade Paranormal 7</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem inspirações bem dosadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Bruxa de Blair</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas peca pela predileção do clichê. As melhores sequências vem da imaginação do diretor, que brinca com a tecnologia câmera lenta das diversas lentes com que trabalha. A trama, centrada no retorno de Margot (Emily Bader) para a comunidade da mãe que a abandonou, tem traços da origem da franquia, mas sabe inovar a narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Misturando religião e terror, o subtítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">Next of Kin</span></i><span style="font-weight: 400;"> casa com a ideia de família e proteção que o filme prega. Na verdade, desconstruindo a concepção do que significa um lar. Em um outubro recheado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ljhe6DHyPVA"><span style="font-weight: 400;">novas versões de clássicos antigos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0nw1ZWHNd4c"><span style="font-weight: 400;">lançamentos apimentados</span></a><span style="font-weight: 400;">, o novo </span><i><span style="font-weight: 400;">Atividade Paranormal</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma boa pedida. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_23891" aria-describedby="caption-attachment-23891" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23891" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cinecu-the-l-word.jpeg" alt="Cena da série The L Word: Generation Q. Na imagem, vemos as personagens em pé no que aparenta ser a sala de uma casa, em frente a uma porta de vidro, desfocada ao fundo, e a uma mesa. Da esquerda para a direita, vemos Shane, uma mulher branca, de cabelos pretos lisos na altura do ombro, aparentando cerca de 40 anos; Tess, uma mulher loira de cabelos loiros e lisos abaixo do ombro, aparentando ter cerca de 30 anos, sentada apoiada na mesa; Alice, uma mulher branca, loira de cabelos lisos acima do ombro, aparentando cerca de 40 anos, de braços cruzados; e Micah, um homem de descendência chinesa, de cabelos preto, liso e curto, aparentando cerca de 25 anos, virado de lado para a câmera e com as mãos no bolso. Todos têm um semblante preocupado." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cinecu-the-l-word.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cinecu-the-l-word-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cinecu-the-l-word-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/cinecu-the-l-word-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23891" class="wp-caption-text">A primeira temporada de The L Word: Generation Q está disponível no Brasil pelo Prime Video, a segunda ainda não tem data para estrear no streaming (Foto: Showtime)</figcaption></figure>
<p><b>The L Word: Generation Q (2ª temporada, Showtime)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de dez anos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dWcaOs8dgF0"><i><span style="font-weight: 400;">The L Word</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">retornou à grade da emissora americana </span><i><span style="font-weight: 400;">Showtime </span></i><span style="font-weight: 400;">com a repaginada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LAL3MZRqAzs"><i><span style="font-weight: 400;">The L Word: Generation Q</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além das veteranas Bette (Jennifer Beals), Shane (Katherine Moennig) e Alice (Leisha Hailey), o </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta e acompanha a vida de personagens de uma nova geração &#8211; afinal, uma década depois, a série não poderia simplesmente retomar de onde a original parou. Nisso, a atual </span><i><span style="font-weight: 400;">Generation Q</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu corrigir alguns dos </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/tv/story/2019-11-26/glaad-trans-representation-the-l-word-generation-q-showtime"><span style="font-weight: 400;">erros de sua antecessora</span></a><span style="font-weight: 400;">, como a falta de representatividade no elenco e a </span><a href="https://www.thecut.com/2021/10/the-l-word-generation-q-finally-confronts-the-b-word.html"><span style="font-weight: 400;">má representação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de algumas minorias da própria comunidade LGBTQIA+, e, cheia de dramas, romance e vivências, rapidamente foi renovada para uma segunda leva de episódios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o desesperador final em aberto da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sK-wthQD8Zc"><span style="font-weight: 400;">temporada anterior</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sophie (Rosanny Zayas), Dani (Arienne Mandi) e Finley (Jacqueline Toboni) rendem ao início da nova leva uma envolvente remexida, mas que rapidamente cai em um vai e volta interminável. Felizmente, o conflito perde força para histórias e personagens secundários, que garantem o fôlego ao longo dos dez episódios: alguns acabaram novamente injustiçados e deixados de lado, como Micah (Leo Sheng), Maribel (Jillian Mercado) e Nath (Stephanie Allynne), já outros finalmente ganharam seu devido e </span><a href="https://esqrever.com/2020/01/03/por-que-o-regresso-da-serie-the-l-word-e-tao-importante/"><span style="font-weight: 400;">merecido holofote</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Gigi (Sepideh Moafi), Tess (Jamie Clayton) e Angie (Jordan Hull).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, apesar dos rostos inéditos do </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot </span></i><span style="font-weight: 400;">serem revigorantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">The L Word: Generation Q </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda tem dificuldade em desapegar do passado. </span><a href="https://ferlap.pt/l-word-generation-qepisode-6-brings-tina-la"><span style="font-weight: 400;">Reviver personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> conhecidos é divertido, cenas de sexo são empolgantes (e fazem parte!), as D.R.s são entretenimento puro, mas quando se trata de </span><a href="https://valkirias.com.br/the-l-word-e-representacao-lesbica-na-televisao/"><span style="font-weight: 400;">retratar as vivências</span></a><span style="font-weight: 400;"> da comunidade LGBTQIA+ para além dos relacionamentos românticos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Generation Q </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda não avança. O novo ano até dá palhinhas de discussões importantes e necessárias, como a maternidade entre casais homoafetivos e o mercado de trabalho, mas, nisso, fica ainda mais tímida do que sua antecessora. Que uma terceira temporada continue com todo o dramalhão, porque ele existe, mas que vá além. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_24691" aria-describedby="caption-attachment-24691" style="width: 871px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24691" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemtedlasso.jpg" alt="Ao centro está Ted Lasso, um homem branco de cabelo preto e bigode grande e preto. Ele veste camisa azul e moletom cinza. Ele está com o corpo virado de lado, o rosto virado para a câmera e sua mão esquerda está levantada e seu dedo indicador aponta pra cima. Acima de seu dedo, colado na parede, está um cartaz amarelo e nele lê-se em azul ‘BELIEVE’. O fundo é uma parede azul escuro, aos lados de Ted vê-se o batente da porta na cor cinza. Desfocado em primeiro plano e à direita está outro personagem masculino e o fundo é amadeirado." width="871" height="435" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemtedlasso.jpg 871w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemtedlasso-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemtedlasso-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24691" class="wp-caption-text">“Futebol é vida” (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Ted Lasso (2ª temporada, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Naquela noite de 19 de setembro, não foi surpresa pra ninguém quando anunciaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> como vencedora do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-vencedores-do-emmy-2021/"><span style="font-weight: 400;">Melhor Série de Comédia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre os inúmeros motivos pela justa vitória, está a jogada de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i><span style="font-weight: 400;"> em lançarem a segunda temporada na mesma janela de tempo que os votantes tinham para escolherem seus favoritos à premiação. O segundo ano do bigodudo (não tão) bom de bola iniciou-se em julho, alegrando e emocionando o público até meados de outubro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o primeiro ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi bom, o segundo é fenomenal. O roteiro não economiza linhas quando se trata de gerar debates, o que ocasionou um aumento na duração do episódio e o reflexo de que o </span><i><span style="font-weight: 400;">“futebol é vida”</span></i><span style="font-weight: 400;"> em cada um de seus personagens. Falando neles, os membros do AFC Richmond têm seu devido espaço na temporada, não precisando mais girar em torno da persona de Lasso. Ele, por sua vez, ganhou mais camadas nessa temporada, mostrando viver na linha tênue entre o infalível e o fragilizado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;">, que nunca foi uma série sobre ganhar ou perder, mas sim sobre acreditar, perde um de seus personagens mais queridos nesse ano. Se em 2020 o desenvolvimento de </span><a href="https://buzzfeed.com.br/post/o-ator-que-interpreta-nate-em-ted-lasso-explicou-as-atitudes-do-personagem"><span style="font-weight: 400;">Nate</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um dos pontos altos da produção, em 2021 a crescente não para, mas, para a infelicidade do público, o arco dele tomou um rumo inesperado &#8211; inegavelmente instigante e que traz combustível para o próximo ano, mas ainda assim, infeliz e inesperado. Com treino e jogada ensaiada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> marca mais três pontos nessa temporada. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_23950" aria-describedby="caption-attachment-23950" style="width: 1141px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23950" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/you.jpeg" alt=" Cena da série Você. Na imagem o casal Love e Joe estão olhando um para o outro enquanto estão parados em frente a uma prisão de vidro. Love está no centro da imagem e é uma mulher branca de cabelos castanhos claros presos em um coque embaixo da cabeça, veste macacão jeans de mangas e calças compridas, e está com o rosto virado encarando Joe. O homem está ao seu lado direito, é um homem branco de cabelos castanhos escuros grandes no alto da cabeça, veste suéter branco com manchas de sujeira e calças verde escuras, enquanto está com o rosto virado para encarar Love à sua esquerda. O fundo é um porão de pedra e no canto esquerdo da imagem há uma porta de vidro com estrutura de metal." width="1141" height="758" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/you.jpeg 1141w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/you-800x531.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/you-1024x680.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/you-768x510.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23950" class="wp-caption-text">You coloca o casal protagonista em um subúrbio de influencers e empresários de tecnologia bilionários e explora a indignação do próprio público para justificar a violência impulsiva (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Você (You, 3ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra vez Joe Goldberg (Penn Badgley) consegue escapar de seus assassinatos e pular para outra cidade. Uma nova vizinhança para ser um </span><a href="https://www.vulture.com/article/penn-badgley-profile.html"><i><span style="font-weight: 400;">stalker</span></i><span style="font-weight: 400;"> obcecado</span></a><span style="font-weight: 400;"> com um padrão específico de mulheres. Ele tenta se enganar &#8211; e nos enganar &#8211; </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-160817/"><span style="font-weight: 400;">arrastando o enredo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da segunda temporada ao trazer sua “alma gêmea” Love, grávida de seu filho, e </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/oct/15/you-review-season-three-penn-badgley-netflix"><span style="font-weight: 400;">amadurecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> suas atitudes, ou viver em prol da família. E surpreendentemente, não é que essa história cola? A terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Você </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma demonstração &#8211; das boas &#8211; de como dois psicopatas brincam de casinha, e Love é a </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/tv/story/2021-10-15/you-netflix-season-3-love-victoria-pedretti-penn-badgley"><span style="font-weight: 400;">peça mais fabulosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> disso tudo, com o desenvolvimento da personagem e uma atuação esplêndida de Victoria Pedretti. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No novo volume da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, o humor vem mais ácido do que nunca, principalmente dentro da narração de Joe e Love ao guiarem a história por seus pensamentos e </span><a href="https://variety.com/2021/tv/reviews/you-season-3-netflix-review-penn-badgley-1235089127/"><span style="font-weight: 400;">conclusões existenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Eles vivem o impasse de como criar um filho, sobreviver em um bairro de vizinhos insuportáveis e tentar não matar um ao outro. A princípio, a narrativa parece pintar Love como mais uma mulher impulsiva que mata a vizinha que deu mole para seu marido &#8211; logo no primeiro episódio. Mas o enredo, na verdade, </span><a href="https://www.avclub.com/penn-badgley-s-up-to-his-old-tricks-in-the-third-season-1847828763"><span style="font-weight: 400;">é sustentado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela personagem e sua complexidade. Joe é deixado em segundo plano &#8211; ainda bem &#8211; até certo ponto, só para nos lembrar ao final de que o casal é uma </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/series/critica/assassinos-sim-antivacina-nunca-you-volta-mais-doentia-que-nunca.htm"><span style="font-weight: 400;">união de psicopatas</span></a><span style="font-weight: 400;"> perfeitos, até demais, um para o outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa da série parece </span><a href="https://www.vulture.com/article/you-season-3-review.html"><span style="font-weight: 400;">não colar mais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando Joe aparece fazendo mais do mesmo, ou seja perseguindo mulheres que ele jura amar, o episódio fica insosso e difícil de engolir. Se respira, pisca e o coração bate, Joe tem certeza absoluta de que está flertando com ele. Mas há uma brincadeira não proposital da série nessa chatice. </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/especialistas-da-saude-afirmam-que-joe-de-you-nao-e-psicopata-entenda/"><span style="font-weight: 400;">Esse narcisismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que também aparece na justificativa incansável de Love em salvar seu casamento &#8211; demonstra uma característica específica de um bom doido varrido para o público: você regularmente concorda, entende seus impulsos, têm a mesma impressão sobre as coisas. Afinal, como discordar de Love ao apagar um anti-vacina com um rolo de massa? Um psicopata não vem com um rótulo na testa, e, definitivamente, o </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/ted-bundy-e-you-por-que-pessoas-estao-caidinhas-pelos-psicopatas-da-tv-24744"><span style="font-weight: 400;">estilo Ted Bundy</span></a><span style="font-weight: 400;"> não ficou no século passado.</span><b> &#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_24541" aria-describedby="caption-attachment-24541" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24541" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/maid-2.jpg" alt="Cena da minissérie Maid. Alex (Margaret Qualley) está sentada no chão, de costas para uma parede de plástico, na coluna entre duas grandes janelas. Ela ocupa a metade direita da imagem, e segura sua filha, Maddy (Rylea Nevaeh Whittet) no colo, com os joelhos levantados. Alex é uma mulher caucasiana com cabelos pretos e longos presos em uma trança. Ela usa um moletom azul, calças jeans e tênis brancos com detalhes em azul-bebê. Por cima de seus joelhos há um cobertor vermelho quadriculado com detalhes em azul e branco. Maddy é uma menina de três anos, caucasiana e possui cabelos loiros, usando um pijama azul-bebê estampado com pequenas figuras cinzas e botas rosas. No chão, à esquerda delas, estão alguns materiais de limpeza em um cesto de plástico azul escuro, em que o logo “Value Maids” está legível. Atrás do cesto está um aspirador de pó cinza e velho, de pé, já com algum pó em seu interior. À esquerda, uma mala de viagem de lã marrom, com estampas brancas. O chão é azul escuro e polido. Atrás das janelas, formas brancas são iluminadas pela luz do dia." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/maid-2.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/maid-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/maid-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/maid-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/maid-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/maid-2-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/maid-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24541" class="wp-caption-text">“A mente precisa saber que há alguém para tornar as coisas melhores. Alguém do seu lado.” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Maid (Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo episódio de </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece impossivelmente longo. Mas não de uma maneira maçante ou lenta, diga-se de passagem, mas da maneira como cada um de seus dez capítulos se debruça tão intensamente sobre a vida de suas personagens e as captura com tanta vividez, por vezes tornando-a uma experiência quase difícil demais de se ver. Tanto uma odisseia pessoal quanto o retrato de um mundo frio e indiferente, a minissérie </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/10/maid-a-historia-real-de-stephanie-land-e-o-que-foi-mudado"><span style="font-weight: 400;">baseada no livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> autobiográfico de Stephanie Land não é nada menos do que completa, em cada um de seus aspectos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já sendo considerada uma das </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/227265-maid-minisserie-netflix-supera-audiencia-gambito-da-rainha.htm"><span style="font-weight: 400;">grandes apostas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a próxima temporada de premiações, a </span><span style="font-weight: 400;">performance</span><span style="font-weight: 400;"> central de sua protagonista é o que carrega a produção de Molly Smith Meltzer. </span><a href="https://personaunesp.com.br/era-uma-vez-em-hollywood-critica/"><span style="font-weight: 400;">Margaret Qualley</span></a><span style="font-weight: 400;"> brilha na intimidade sutil de Alex, uma mãe que foge das agressões de seu namorado (</span><a href="https://personaunesp.com.br/com-amor-simon-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nick Robinson</span></a><span style="font-weight: 400;">) junto de sua filha, Maddy (Rylea Nevaeh Whittet). Por mais que a interpretação de suas dores seja profunda e intensa, nunca cai no reino da auto-paródia ou do “</span><a href="https://www.bustle.com/p/what-watching-misery-porn-shows-like-the-handmaids-tale-does-to-your-mental-health-17941263"><i><span style="font-weight: 400;">misery porn</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, capturando tão vivamente sua alegria quanto seu sofrimento. Qualley contracena com </span><a href="https://epipoca.com.br/atriz-admite-dificuldade-em-ser-cruel-com-a-filha-em-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sua própria mãe</span></a><span style="font-weight: 400;">, a atriz Andie MacDowell, que interpreta a mãe talvez categoricamente insana de Alex, e a relação problemática entre elas faz ótimo uso da química familiar entre as duas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção e o roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Maid </span></i><span style="font-weight: 400;">são versáteis o suficiente para dar espaço a seus atores para trabalharem em cima dessas personagens em cenas emocionalmente complexas, maduras e envolventes, construindo um drama sobre pobreza, trauma e agressão em que cada episódio importa e se sobressai. Infelizmente, por conta do modelo de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, parte desse impacto é perdido pela minissérie ser lançada de uma vez, não oferecendo tempo para respirar entre seus momentos mais dramáticos, incentivando uma maratona exaustiva ao invés da reflexão empática e compassada que sua trama implora para que você cultive. Mas, caso você esteja disposto a encarar essa exaustão, a obra mais do que recompensa o tempo que você coloca nela.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_24329" aria-describedby="caption-attachment-24329" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24329" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/ahs.jpg" alt="Cena de American Horror Story: Double Feature mostra um homem branco com olhar aterrorizado se olhando no espelho para observar seus dentes pontudos." width="736" height="417" /><figcaption id="caption-attachment-24329" class="wp-caption-text">Com a presunção de contar duas histórias, American Horror Story: Double Feature deixa lacunas pelo caminho (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>American Horror Story: Double Feature (10ª temporada, FX)</b></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/03/ryan-murphy-criador-de-glee-e-american-horror-story-esta-em-crise.shtml"><span style="font-weight: 400;">Ryan Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;"> anunciou a décima temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> como a primeira a contar duas histórias ao invés de apenas uma. Intitulado de </span><i><span style="font-weight: 400;">Double Feature</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> separa seis episódios para </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Tide,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que se passa em uma cidade litorânea, e outros quatro para </span><i><span style="font-weight: 400;">Death Valley, </span></i><span style="font-weight: 400;">situado em um deserto. Junto com o formato novo, o programa contou com atores que nunca haviam participado nos anos anteriores, como Macaulay Culkin e </span><span style="font-weight: 400;">Neal McDonough, além do retorno dos veteranos </span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Paulson</span></a><span style="font-weight: 400;">, Frances Conroy e </span><a href="https://personaunesp.com.br/mare-of-easttown-critica/"><span style="font-weight: 400;">Evan Peters</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> inicia </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Tide</span></i><span style="font-weight: 400;"> com a mudança de uma família para Cape Code, uma cidade pacata e mórbida, motivada pelo emprego de Harry (Finn Wittrock). Logo, Doris (Lily Rabe) e a filha Alma (</span><span style="font-weight: 400;">Ryan Kiera Armstrong</span><span style="font-weight: 400;">) se deparam com os monstros que rondam as ruas em busca de sangue. No local, Harry enfrenta problemas com o bloqueio criativo, que o impede de desenvolver seu roteiro. A partir desse impasse, surge Belle (</span><a href="https://sobresagas.com.br/american-horror-story-ahs-10-temporada/"><span style="font-weight: 400;">Frances Conroy</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Austin (Evan Peters) que o oferecem uma milagrosa pílula preta capaz de despertar o talento adormecido, porém acaba tornando seu usuário sedento por sangue. Por meio dessa história de terror, Ryan Murphy busca horrorizar seus telespectadores para o medo da mediocridade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a conclusão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Tide</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Death Valley</span></i><span style="font-weight: 400;"> se inicia com imagens em branco e preto como recurso para delimitar as duas épocas em que a história está situada. Uma delas se passa durante a década de 1950, quando os extraterrestres se apropriam da Terra como forma de perpetuar sua espécie. Após diversos conflitos diplomáticos com os seres interplanetários, os alienígenas acabam se instaurando nos </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49763499"><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para desenvolver um ser híbrido entre humano e ET. E, assim, a trama pula para os anos atuais, em que a humanidade passa a ser engravidada pelos invasores. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_24699" aria-describedby="caption-attachment-24699" style="width: 1077px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24699" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/premise.png" alt="Cena da série The Premise, mostra o interior de uma firma de advogados, com duas mulheres negras atendando um cliente branco. Eles se sentam à mesa marrom e olham para um monitor, com expressões de susto." width="1077" height="645" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/premise.png 1077w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/premise-800x479.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/premise-1024x613.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/premise-768x460.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24699" class="wp-caption-text">O legado de Black Mirror vive (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>The Premise (1ª temporada, FX)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de anos no forno, a série criada, produzida e idealizada por </span><a href="https://www.arrobanerd.com.br/fx-libera-primeiro-trailer-da-serie-de-comedia-de-b-j-novak-chamada-the-premise/#:~:text=Not%C3%ADcias%20S%C3%A9ries%20%26%20TV-,FX%20libera%20primeiro%20trailer%20da%20s%C3%A9rie%20de,B.J.%20Novak%20chamada%20The%20Premise&amp;text=Durante%20o%20painel%20do%20canal,FX%20On%20Hulu%20em%20Setembro."><span style="font-weight: 400;">B.J. Novak</span></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente viu a luz do dia. A antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">The Premise </span></i><span style="font-weight: 400;">é direta logo de cara, já que vemos o próprio criador como anfitrião, nos dando uma prévia do que irá acontecer. Em capítulos de meia hora, premissas diferentes são propostas e exploradas a fundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem quaisquer ligações entre si, as tramas envolvem fitas de sexo, </span><i><span style="font-weight: 400;">plugs </span></i><span style="font-weight: 400;">anais e o trauma que um tiroteio pode deixar em alguém. Brindada pelo humor muito característico de Novak (uma das mentes pensantes por trás de</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Office</span></i><span style="font-weight: 400;">),</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Premise</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabe escalar suas estrelas, com destaque para Ben Platt, </span><a href="https://personaunesp.com.br/blackish-7a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tracee Ellis Ross</span></a><span style="font-weight: 400;">, Kaitlyn Dever, Lucas Hedges, Jon Bernthal, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GsQ4gToL2aw"><span style="font-weight: 400;">Lola Kirke</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Daniel Dae Kim. A </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe Black Mirror</span></i><span style="font-weight: 400;"> de absurdismo é só a pontinha dessa curta comédia do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_24693" aria-describedby="caption-attachment-24693" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24693" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemwhatif.png" alt="Cena de What If…?. À esquerda há o desenho de um homem negro. Ele veste camiseta cinza e jaqueta azul escuro com detalhes amarelos. À esquerda há o desenho de um homem azul. Ele veste jaqueta azul escuro e sobretudo roxo. Ambos estão sentados. Ao meio há a representação 3D do globo terrestre. O fundo é o desenho da parte interna de uma nave." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemwhatif.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemwhatif-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemwhatif-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemwhatif-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24693" class="wp-caption-text">O segundo episódio de What If…? faz uma homenagem ao imortal Chadwick Boseman (Foto: Disney +)</figcaption></figure>
<p><b>What If…? (1ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há historiadores que dizem amar a pergunta “</span><i><span style="font-weight: 400;">e se?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, por se sentirem desafiados a olhar os mesmos aspectos por outros ângulos. Há outros que vão na contramão, e declaram a História como algo imutável e que é perda de tempo imaginarmos o que poderia ter acontecido. Inspirada nos quadrinhos, o Universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra que não apenas podemos sonhar com destinos diferentes, como nos dá os instrumentos para isso. Após </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/falcao-e-o-soldado-invernal-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Falcão e o Soldado Invernal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">What If…?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a mais nova série da</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/marvel/"><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em formato de desenho animado, a produção explora as diversas possibilidades dentro do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mcu/"><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Somos guiados pelo Vigia (Jeffrey Wright) para imaginarmos cenários desde se o primeiro Super Soldado na verdade fosse a Peggy Carter e até derrapar por um Thor completamente contrário do que conhecemos. Entre capítulos neutros e descontraídos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zq-dKITdTsE&amp;ab_channel=MarvelBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">What If&#8230;?</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">encontra espaço para emocionar e discutir o luto com a história do </span><a href="https://personaunesp.com.br/dr-estranho-mas-nem-tanto/"><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com o último episódio empolgante do começo ao fim, as expectativas pela segunda temporada permanecem altas.</span><b> &#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_24542" aria-describedby="caption-attachment-24542" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/my-name.jpg" alt="Cena da primeira temporada de My Name. Jiwoo (Han So-hee) está olhando para um ponto além da câmera. Seu rosto ocupa a metade direita da imagem. Jiwoo é asiática, possui cabelos pretos e longos e seu rosto está sujo, suado e ferido, com alguns hematomas perto dos lábios e nas bochechas e um band-aid cobrindo parte de sua sobrancelha direita. Alguns fios de cabelo úmidos se grudam em seu rosto conforme ela olha decidida para além da câmera. A metade esquerda da imagem está ofuscada pelo que parece ser o vidro de uma janela, mas conseguimos ver a imagem de um monitor além dele, com bordas vermelhas. A imagem é iluminada por uma luz azul clara e fria." width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/my-name.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/my-name-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/my-name-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/my-name-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/my-name-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24542" class="wp-caption-text">Cave duas covas (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>My Name (</b><b>마이 네임, </b><b>1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Provando que o </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/round-6-mais-vista"><span style="font-weight: 400;">sucesso meteórico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi ponto fora da curva</span><i><span style="font-weight: 400;">, My Name</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais uma produção sul-coreana que merece se destacar não só entre as melhores séries do mês, mas também do ano. Com uma trama de vingança simples que vai se complicando emocionalmente conforme as identidades de suas personagens vão se revelando, a narrativa é ancorada tanto pela excelente </span><span style="font-weight: 400;">performance</span><span style="font-weight: 400;"> de sua protagonista quanto pelas coreografias das lutas expressivas e violentas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após testemunhar a morte de seu pai, Jiwoo (Han So-hee) se alia à organização criminosa da qual ele fazia parte a fim de encontrar seu assassino. Sob a tutela do carismático Choi Mujin (Park Hee-soon), ela se infiltra na polícia e assume uma identidade falsa, enganando todos ao seu redor, e talvez até ela mesma. Por mais que se inicie com um enredo de vingança básico, o roteiro da série eleva seus personagens e explora temas de identidade e confiança, construindo um ímpeto narrativo forte o suficiente para carregar facilmente seus oito capítulos, e quem sabe até uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/my-name-2a-temporada"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O produtor e roteirista Javier Grillo-Marxuach (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oOCaBPbm7KE"><i><span style="font-weight: 400;">Lost</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NmWFFh-Cfjo"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;"> disse, em um painel sobre conflitos internos e externos no </span><a href="https://sched.co/nXjb"><i><span style="font-weight: 400;">Austin Film Festival</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Cenas de luta, cenas de sexo, cenas de música, são todas a mesma coisa: elas acontecem quando o diálogo não é mais o suficiente.</span></i><span style="font-weight: 400;">” Em </span><i><span style="font-weight: 400;">My Name</span></i><span style="font-weight: 400;">, esse princípio é utilizado com eficiência total, potencializando suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=huXDm4IwQfs"><span style="font-weight: 400;">cenas de ação e combates</span></a><span style="font-weight: 400;">, assim como seus momentos mais tenros e sensíveis. A interpretação visceral de So-hee como uma mulher dividida entre dois mundos impulsiona todo soco, chute e corte que ela dá, de maneiras que a Televisão americana ainda sonha em conseguir fazer.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_24620" aria-describedby="caption-attachment-24620" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24620 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sintonia.jpg" alt="Cena da série Sintonia. Na imagem 3 jovens estão abraçados e sorrindo. Na esquerda está um menino negro de camiseta listrada de vermelho e preto, ao seu lado há um menino branco mais alto vestindo camiseta preta e do lado direito está umanina branca de cabelos castanhos compridos e blusa rosa." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sintonia.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sintonia-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sintonia-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sintonia-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24620" class="wp-caption-text">A perspectiva de vida de Doni, Nando e Rita vai se aprofundando conforme os próprios personagens amadurecem junto com Sintonia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Sintonia (2ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hFyB9XRcDD0"><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma ilustração da tríplice de poderes dentro das favelas brasileiras. Doni, Nando e Rita estão cada vez mais envolvidos com o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, o crime organizado e a Igreja, cada um mostrando que a realidade não é dualista, mas que o ser humano precisa de âncoras para conseguir se manter vivo dentro de uma sociedade cruel. Além de escancarar todas as lacunas do Estado, a proposta da série é </span><a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/sintonia-netflix-2-temporada/"><span style="font-weight: 400;">fazer muito mais</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que isso: é representar quem costumeiramente não é visto com cada vez mais afinco. Não só a problemática foi aprofundada no segundo volume, mas também </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/11/sintonia-ator-de-pulga-explica-as-girias-da-serie-em-video#:~:text=Como%20se%20sabe%2C%20Kondzilla%20produz,ideias%E2%80%9D%20ou%20%E2%80%9Cv%C3%A9inho%E2%80%9D.&amp;text=O%20ator%20da%20Netflix%20d%C3%A1,Confira%20o%20v%C3%ADdeo%20abaixo."><span style="font-weight: 400;">as características</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus personagens se aproximaram cada vez mais com o que é a população da favela em essência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato de ser coproduzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Kondzilla</span></i><span style="font-weight: 400;"> e estar numa plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> influente como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um marco para a representatividade. Mesmo que isso pareça clichê, a presença da produtora &#8211; que </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/criticas/2021/10/critica-sintonia-2a-temporada"><span style="font-weight: 400;">já é um fenômeno</span></a><span style="font-weight: 400;"> por si só &#8211; na posição de idealizadora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia</span></i><span style="font-weight: 400;"> ilustra a saída do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> para um amplo mercado, e tudo isso por um gênero que canta puramente o que vive, o que entende e na honestidade de como as coisas acontecem. Seguindo o caminho da segunda temporada, a série precisa &#8211; e deve &#8211; crescer mais, adentrar os conflitos emocionais de seus personagens, como tem feito com a vida de </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,2-temporada-de-sintonia-retrata-realidade-das-favelas-um-holofote-para-esse-brasil-renegado,70003879644"><span style="font-weight: 400;">Nando no crime</span></a><span style="font-weight: 400;">, mesmo que para isso </span><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia</span></i><span style="font-weight: 400;"> adote um enredo mais forte. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_24622" aria-describedby="caption-attachment-24622" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/only-murders-in-the-building-1-1.png" alt="Cena da série Only Murders in the Building. Ambiente interno com luz artificial. Um elevador com três pessoas. A esquerda, um homem branco de idade avançada, com cabelos grisalhos, usa óculos vermelhos e um suéter com blazer por cima. Ao seu lado, no meio, uma mulher jovem, latinha, com cabelos pretos e um casaco de couro vermelho. A direita, um homem mais velho, com cabelos claros, usando um casaco bege com cachecol preto estampado." width="1500" height="883" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/only-murders-in-the-building-1-1.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/only-murders-in-the-building-1-1-800x471.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/only-murders-in-the-building-1-1-1024x603.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/only-murders-in-the-building-1-1-768x452.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/only-murders-in-the-building-1-1-1200x706.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24622" class="wp-caption-text">A série do Hulu se tornou a mais assistida da plataforma (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Only Murders in the Building (1ª temporada, Hulu/Star+)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de três moradores do prédio </span><span style="font-weight: 400;">Arconia</span><span style="font-weight: 400;">, em Nova York: Charles-Haden Savage (</span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/tela-plana/steve-martin-o-humor-ameniza-a-feiura-das-series-sobre-assassinatos/"><span style="font-weight: 400;">Steve Martin</span></a><span style="font-weight: 400;">), Oliver Putnam (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SU4Aj5bRq4Y"><span style="font-weight: 400;">Martin Short</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mabel Mora (Selena Gomez). A princípio, os três parecem não ter nada em comum, mas se conectam através do amor que têm pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> criminal </span><i><span style="font-weight: 400;">All is Not OK in Oklahoma</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que os inspira a investigar um homicídio no prédio onde residem e criar um programa autoral sobre o ocorrido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao decorrer da série, conhecemos um pouco mais sobre a história de cada um dos personagens e entendemos suas motivações por trás do interesse pela investigação. E o que parecia ser um prédio tradicional do</span> <a href="https://disneyplusbrasil.com.br/only-murders-in-the-building-um-apartamento-no-ed-arconia-custa-bem-mais-do-que-voce-imagina/"><span style="font-weight: 400;">Upper West Side</span></a> <span style="font-weight: 400;">se revela muito </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-only-murders-in-the-building-5-perguntas-para-o-final/101352"><span style="font-weight: 400;">muito mais intrigante</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostrando que realmente pouco se sabe sobre as pessoas que cruzam caminhos nos corredores todos os dias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um elenco que vai além da atuação brilhante dos protagonistas, trazendo participações  de Amy Ryan, </span><a href="https://personaunesp.com.br/girls5eva-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tina Fey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Sting, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> criado por Steve Martin e John Hoffman mistura perfeitamente o mistério com o humor, deixando todos os espectadores ansiosos para a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/224953-only-murders-in-the-building-serie-renovada-2-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já foi confirmada. Além do público, a crítica também aclamou o sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi extremamente elogiada desde seu lançamento. <strong>&#8211;</strong> </span><b>Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_24700" aria-describedby="caption-attachment-24700" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24700" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/twd.png" alt="Cena da série The Walking Dead, mostra uma fresta escura, iluminada no meio e que mostra os olhos de Connie, uma mulher negra que está suada e com expressão de cansaço." width="1200" height="628" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/twd.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/twd-800x419.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/twd-1024x536.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/twd-768x402.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24700" class="wp-caption-text">Essa leva de episódios contou com uma aventura aterrorizante, protagonizada por Connie e Virgil contra monstros inéditos na franquia (Foto: AMC)</figcaption></figure>
<p><b>The Walking Dead (Parte 1 da 11ª temporada, AMC)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comumente agendada para começar a ser transmitida em outubro, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> resolveu fazer as coisas diferentes em seu </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159499/"><span style="font-weight: 400;">ano final</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com mais episódios encomendados do que os habituais dezesseis, a longeva série de zumbis decidiu por lançar a primeira de três levas começando em agosto e terminando à tempo do Halloween.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destaques da décima primeira temporada estão o ínicio inspirado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hJGapw30Vls"><i><span style="font-weight: 400;">Invasão Zumbi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com direito a trem infestado; a dinâmica avassaladora entre Maggie (Lauren Cohan) e Negan (Jeffrey Dean Morgan); e o retorno de Connie (Lauren Ridloff), depois de gravar </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além, é claro, da aguardada apresentação de Commonwealth.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de separar os personagens em uma porção de núcleos não é novidade nem boa notícia, mas considerando o desgaste da produção que lança episódios desde 2010, o saldo até que é positivo. Terminando com um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/226602-the-walking-dead-parte-2-ultima-temporada-ganha-data-estreia.htm"><span style="font-weight: 400;">gancho para lá de desnecessário</span></a><span style="font-weight: 400;">, o começo do fim de</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Walking Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> acende a chama da saudade no coração dos fãs e levanta algumas questões: veremos Rick e Michonne ano que vem? Por enquanto, não há resposta.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_24623" aria-describedby="caption-attachment-24623" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24623" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Corman-scaled.jpg" alt="Cena da série Mr. Corman. Vemos um homem branco, professor, em uma sala de aula com crianças. Ele tem cabelo preto, curto, usa óculos quadrados e veste uma camisa jeans. Tem mais de 30 anos de idade, com algumas rugas na testa. Ao fundo, vemos duas crianças desfocadas e a lousa." width="2560" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Corman-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Corman-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Corman-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Corman-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Corman-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Corman-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Corman-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24623" class="wp-caption-text">A vida adulta engole os sonhos de um homem em seus 30 e poucos anos na nova série do Apple TV+ (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Mr. Corman (1ª temporada, Apple TV+) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Te deixa maluco envelhecer…” </span></i><span style="font-weight: 400;">canta </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ribs</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além da música, o tema da passagem do tempo já foi abordado em diversos filmes, livros e séries. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Corman</span></i><span style="font-weight: 400;">, série produzida, roteirizada e estrelada por Joseph Gordon-Levitt (</span><i><span style="font-weight: 400;">Entre Facas e Segredos e (500) Dias Com Ela)</span></i><span style="font-weight: 400;">, reconhecer o próprio envelhecimento é um dos temas centrais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante os 10 episódios da comédia dramática do </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos a vida de Josh Corman (Levitt), um homem frustrado que dá aula para as crianças da 5ª série em uma escola pública de Los Angeles. Ele poderia ter sido um astro do </span><a href="https://personaunesp.com.br/bohemian-rhapsody-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas acabou deixando a Música de lado e agora vive uma vida normal, dividindo apartamento com seu amigo, Victor (Arturo Castro). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O início de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Corman </span></i><span style="font-weight: 400;">é lento e deixa uma dúvida: o que ela tem de tão especial assim para que continuemos assistindo aos próximos episódios? Conforme a trama se desenvolve, descobrimos a resposta: a produção chama a atenção em sua criatividade para representar as angústias de seus personagens, como quando transforma uma conversa entre mãe e filho em um musical. Sua habilidade em trazer </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">cor</span></a><span style="font-weight: 400;"> e imaginação para a frieza da rotina é encantadora. É uma pena que tenha sido cancelada devido à baixa audiência. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_24633" aria-describedby="caption-attachment-24633" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24633" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/hospede-americano.jpg" alt="Cena da minissérie O Hóspede Americano. A imagem mostra um grupo de homens vestindo trajes militares brasileiros do início do século XX, olhando de frente. Atrás deles há uma tenda, e árvores desfocadas." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/hospede-americano.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/hospede-americano-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/hospede-americano-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/hospede-americano-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/hospede-americano-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/hospede-americano-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/hospede-americano-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24633" class="wp-caption-text">A minissérie é um lançamento exclusivo do streaming HBO Max (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>O Hóspede Americano (Minissérie, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Coprodução entre Brasil e EUA, a série dirigida por </span><a href="https://blogs.correiobraziliense.com.br/proximocapitulo/o-hospede-americano-de-bruno-barreto-revivendo-roosevelt-no-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Bruno Barreto</span></a><span style="font-weight: 400;"> acompanha a </span><a href="https://www.scielo.br/j/hcsm/a/7zKsxYxmN4q5kzYmrZtfgbT/?lang=pt"><span style="font-weight: 400;">Expedição Científica Rondon-Roosevelt</span></a><span style="font-weight: 400;">, liderada pelo ex-presidente estadunidense Theodore Roosevelt (Aidan Quinn), e o Marechal Cândido Rondon (Chico Díaz). Seguindo o curso inexplorado do então chamado Rio da Dúvida, a narrativa apresenta os perigos da viagem, o choque entre natureza e civilização, e os embates culturais entre duas visões de mundo tão distintas como as de Roosevelt e Rondon. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo um formato televisivo padrão sem tomar grandes riscos, a série tem méritos ao resgatar um episódio significativo da história brasileira, mas escorrega ao direcionar toda a ênfase na perspectiva do tal hóspede americano. Por outro lado, a recriação dos eventos históricos vêm com um gosto amargo. Ao longo dos episódios, vemos sempre uma equipe de filmagem registrando a expedição. Tristemente, grande parte do acervo original de registros das expedições de Rondon se perdeu no </span><a href="http://circuitomt.com.br/editorias/cultura/133148-acervo-da-comissao-rondon-foi-consumido-em-incendio.html"><span style="font-weight: 400;">incêndio do Museu Nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018. A ficção é importante, mas nunca é o bastante para preservar a História. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_24659" aria-describedby="caption-attachment-24659" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24659 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Data-de-lancamento-da-temporada-4-de-On-My-Block.jpg" alt="Cena de On My Bloc. Ruby, Jamal e Cesar se encaram pelo espelho de um banheiro. Cesar está a frente e a direita. Ele é um jovem com traçoslatinos e está com a cabeça raspada. Ao lado, Ruby é um garoto baixinho, de ascendência mexicana e usa moletom verde. De fundo,Jamal é um garoto negro que usa camisa rosa," width="2000" height="1124" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Data-de-lancamento-da-temporada-4-de-On-My-Block.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Data-de-lancamento-da-temporada-4-de-On-My-Block-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Data-de-lancamento-da-temporada-4-de-On-My-Block-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Data-de-lancamento-da-temporada-4-de-On-My-Block-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Data-de-lancamento-da-temporada-4-de-On-My-Block-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Data-de-lancamento-da-temporada-4-de-On-My-Block-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24659" class="wp-caption-text">Com obstáculos de amadurecimento na finalização, On My Block ainda conseguiu criar um hall de ótimos personagens; Ruby e Oscar se destacam (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>On My Block (4ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É frustrante perceber que a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vnUmaQ0joV4"><span style="font-weight: 400;">última temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">On My Block</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das peças mais divertidas e carismáticas no catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, tenha sido dolorosamente fraca. Depois de quatro temporadas, a finalização da trajetória do quarteto residente da periferia multiétnica de Los Angeles não encontrou o tom certo para dar um desfecho decente aos </span><i><span style="font-weight: 400;">plots</span></i><span style="font-weight: 400;"> anteriores e, para piorar, descaracterizou a parte mais interessante de cada um de seus personagens.</span></p>
<p><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/my-block-conheca-o-elenco-da-serie-da-netflix-lista/"><span style="font-weight: 400;">Entre os protagonistas</span></a><span style="font-weight: 400;">, apenas Cesar (Diego Tinoco), atual líder dos Santos, foi tratado com o mínimo de coerência, ainda preso entre a vida que queria e a vida que foi obrigado a ter. O relacionamento extremamente marcante com </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/entertainment/tv/a37993810/who-killed-oscar-on-my-block-season-4/"><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Julio Macias) e o fato de ter sido colocado cara a cara com criminosos aposentados rechearam a história de Cesar com a carga dramática necessária, ressaltando a vulnerabilidade do personagem e finalizando o arco dos irmãos Díaz com muita tragédia e realismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, Jamal (Brett Gray) foi de bizarro encantador para misógino insuportável e a coitada da Monse (Sierra Capri) não recebeu nada além de um arco reaproveitado da temporada passada. Já Ruby (Jason Genao), de longe o personagem mais bem construído de </span><i><span style="font-weight: 400;">On My Block</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi reduzido a namorado infantilizado e todos os seus traumas, imprescindíveis para o personagem, foram esquecidos no churrasco. Se </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/on-my-block-4-curiosidades-sobre-serie-da-netflix-diversidade-spin-e-mais-lista/"><span style="font-weight: 400;">o diferencial da série</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre foi equilibrar o sério e o surreal, o final parece ter sido escrito com as mãos amarradas, deixando de lado todo o charme que deu vida às três temporadas passadas. Mesmo assim, o quarteto (e seu elenco!) vai deixar </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/on-my-block-tera-serie-derivada-apos-acabar-na-netflix,20e089920774b481a91c12567f106625xc4oth1r.html"><span style="font-weight: 400;">saudades</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_24695" aria-describedby="caption-attachment-24695" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24695" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pretty-smart.jpg" alt="" width="1200" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pretty-smart.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pretty-smart-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pretty-smart-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pretty-smart-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24695" class="wp-caption-text">Apesar da recepção positiva, Pretty Smart ainda não teve a sua segunda temporada confirmada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Pretty Smart (1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra que a plataforma continua sabendo conduzir suas </span><a href="https://personaunesp.com.br/young-royals-critica/"><span style="font-weight: 400;">experimentações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Depois de misturar sua superprodução mais madura com o seu sucesso juvenil mais ousado no campo do drama, a produtora do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe a energia dos </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/as-10-melhores-series-originais-do-disney-channel.html#list-item-10"><span style="font-weight: 400;">anos 2010 do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para atrair o público jovem adulto ao seu catálogo de comédia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É essa a sensação que existe depois do primeiro episódio de </span><a href="https://www.netflix.com/watch/81327503?source=35"><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Smart</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com o protagonismo de Emily Osment (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hannah-montana-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), a série está dentro do dia a dia de Chelsea, que foi de garota prodígio à gênia recém-formada na universidade, mas terminou com seus planos todos frustrados. Ela encontra abrigo na casa da irmã mais nova Claire (Olivia Macklin), e de seus amigos Grant (Greg Sulkin, de </span><a href="https://www.disneyplus.com/series/wizards-of-waverly-place/46LxeQLwj7nH?distributionPartner=google"><i><span style="font-weight: 400;">Os Feiticeiros de Waverly Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Solana (Cinthya Carmona) e Jayden (Michael Hsu Rosen), todos vivendo de forma bem diferente do que a acadêmica tinha como ideal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tempo que Chelsea passa junto de sua nova família improvável a faz refletir sobre a forma como conduziu a sua vida até ali, refletindo em meio às palhaçadas do grupo sobre seus relacionamentos e a sua própria felicidade. Quase abobalhada demais, a criação de Jack Dolgen e Doug Mand conversa diretamente com o público cujo primeiro contato com </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi através das estrelas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, e que hoje pode conservar algumas decepções para com </span><a href="http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7351/1/Jovens%20universit%C3%A1rios%20em%20um%20mundo%20em%20transforma%C3%A7%C3%A3o_uma%20pesquisa%20sino-brasileira.pdf"><span style="font-weight: 400;">a realidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a geração dos 20 e poucos anos vive em 2021</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_24692" aria-describedby="caption-attachment-24692" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24692" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemscenesfromamarriage.jpg" alt="Cena de Scenes from a Marriage. À direita está Jessica Chastain, uma mulher branca, de cabelos médios e ruivos. Ela veste um sobretudo branco. Ela está de costas e com o rosto virado para a esquerda. À esquerda está Oscar Isaac, um homem branco, de cabelos pretos com alguns fios grisalhos na frente e barba cheia também preta com alguns fios grisalhos. Ele veste um casaco marrom. Ele está virado para a direita. Os dois estão se olhando com um sorriso. O fundo é uma parede branca e à direita vemos uma janela aberta e com visão noturna e algumas plantas." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemscenesfromamarriage.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemscenesfromamarriage-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemscenesfromamarriage-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/imagemscenesfromamarriage-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24692" class="wp-caption-text">Os episódios de Cenas de um Casamento brincam com o título e começam da perspectiva dos bastidores (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Cenas de um Casamento (Scenes from a Marriage, Minissérie, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptada da minissérie de 1973 do roteirista sueco Ingmar Bergman, </span><a href="https://www.cineset.com.br/critica-cenas-de-um-casamento-jessica-chastain/"><i><span style="font-weight: 400;">Scenes from a Marriage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a obra-prima mais recente da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em cinco episódios, a série apresenta um casamento fracassado de maneira profunda, pessoal e complexa. Nada no roteiro é quadrado ou fácil: diálogos, atos e até mesmo o movimento das câmeras constroem a rede de dependência que um tem pelo outro e os machucados que o relacionando deixou em ambos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os protagonistas são </span><a href="https://www.instagram.com/p/CT5ssphNzJv/?utm_medium=copy_link"><span style="font-weight: 400;">Jessica Chastain e Oscar Isaac</span></a><span style="font-weight: 400;">. A química entre os dois é forte a ponto de deixar o roteiro mais condizente com a realidade, e a atuação impecável faz com que o episódio de uma hora passe rápido, mesmo com a trama seguindo a passos lentos. Não há vilões na história, apenas duas pessoas agindo de forma irracional, emocionalmente fragilizadas com o casamento, inseguras e que precisam de ajuda profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Oscilando entre capítulos menos intensos e devastadores, </span><i><span style="font-weight: 400;">Scenes from a Marriage</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega ao se encerra ao som de Chico Buarque. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H263F_Ds298&amp;ab_channel=eumeodeio1"><i><span style="font-weight: 400;">Retrato Em Branco E Preto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi uma escolha irretocável como trilha sonora, que casa em cada ponto apresentado na minissérie de Hagai Levi. Dentre os acertos, o maior para a releitura da obra de Bergman é a inversão de papéis que dá um fôlego mais atual na trama. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_24701" aria-describedby="caption-attachment-24701" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24701" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/shadows.jpg" alt="Cena da série What We Do in the Shadows, mostra os personagens de pé na calçada, todos na frente de um cassino. Da esquerda para a direita, vemos Laszlo, Nadja, Colin Robinson, Nandor e Guillermo, que segura uma bolsa cinza na mão." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/shadows.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/shadows-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/shadows-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/shadows-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/shadows-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/shadows-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24701" class="wp-caption-text">A melhor comédia da TV retorna a tempo do Dia das Bruxas (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>What Do We Do in the Shadows (3ª temporada, FX)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os maiores vampiros da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">estão de volta! A terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i><span style="font-weight: 400;"> mergulha ainda mais na psique maluca dessas criaturas imortais, oferecendo capítulos ricos em risadas e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/"><span style="font-weight: 400;">fantasia e terror</span></a><span style="font-weight: 400;">. Enquanto Guillermo (Harvey Guillén) começa sendo julgado pelos assassinatos do ano anterior, Nandor (Kayvan Novak) e Nadja (Natasia Demetriou) se tornam colíderes do clã.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colin Robinson (Mark Proksch) e Laszlo (Matt Berry) criam um vínculo de amizade nunca antes visto e a Guia (Kristen Schaal) faz o possível para manter todos eles na linha. Com os habituais dez episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shadows </span></i><span style="font-weight: 400;">aumenta o nível de qualidade e humor, provando que essa série tem espaço para crescer e conquistar mais audiências. Até ano que vem, meus queridos vampiros, e, por Deus, </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/10/what-we-do-in-the-shadows-colin-robinson-mark-proksch-interview-season-3-finale-1234675199/"><span style="font-weight: 400;">cuidem bem do bebê</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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		<title>Os 50 anos de um novo caminho para o Velvet Underground</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2019 23:41:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Araia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[The Velvet Underground]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O álbum, que completou 50 anos em 1 de março, serve como um divisor de águas no trabalho da banda, conduzida por Lou Reed. Rompendo com a rápida batida, o ritmo das músicas desacelera. É proposta uma nova perspectiva musical para o Velvet Underground. Anna Araia &#160;O The Velvet Underground foi fundado em 1966, em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-velvet-underground-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os 50 anos de um novo caminho para o Velvet Underground"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">O álbum, que completou 50 anos em 1 de março, serve como um divisor de águas no trabalho da banda, conduzida por Lou Reed. Rompendo com a rápida batida, o ritmo das músicas desacelera. É proposta uma nova perspectiva musical para o Velvet Underground.</span></em></p>
<figure id="attachment_11712" aria-describedby="caption-attachment-11712" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11712" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/77b8fc00190ed51f8a3e91f866de9536f6a0ce52.jpg" alt="" width="600" height="595" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/77b8fc00190ed51f8a3e91f866de9536f6a0ce52.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/77b8fc00190ed51f8a3e91f866de9536f6a0ce52-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/77b8fc00190ed51f8a3e91f866de9536f6a0ce52-300x298.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11712" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Anna Araia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> &nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">O The Velvet Underground foi fundado em 1966, em Nova Iorque, com liderança de Lou Reed nos vocais e composição das músicas. Em pouco tempo o grupo foi descoberto pelo artista Andy Warhol, que realizou a capa do <a href="http://personaunesp.com.br/the-velvet-underground-nico/">&#8220;disco da banana&#8221;</a>. Na contramão da proposta inicial, <em>The Velvet Underground</em>, lançado em 1969, visava atrair o público </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream </span></i><span style="font-weight: 400;">alterando a abordagem de certos temas, a batida e a própria composição da banda. Por conta de diversos fatores, é considerado um LP morno, se comparado com os antecessores <em>The Velvet Underground &amp; Nico</em> e <em>White Light/White Heat</em>.</span></p>
<p><span id="more-11711"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras compostas por Lou Reed abordavam o sadomasoquismo, a religião, a prostituição e o uso de drogas, notoriamente tratado em &#8220;Heroin&#8221;, faixa do disco de estreia</span><span style="font-weight: 400;">. Contudo, a juventude participante do movimento da contracultura optava pelo <a href="http://personaunesp.com.br/50-anos-sgt-peppers-beatles/"><em>Sgt. Peppers</em></a> dos <a href="http://personaunesp.com.br/beatles-please-please-me-album-branco-critica/">Beatles</a>, Janis Joplin e seu Mercedes Benz. Gênios pouco compreendidos, os Velvets estavam acostumados com o fracasso comercial já experimentado com os dois primeiros discos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eram anos que trouxeram uma nova luz para o rock experimental. Os Estados Unidos experimentavam uma revolução social: o <a href="http://personaunesp.com.br/kendrick-lamar-venceu/">movimento negro</a> estourava, a segunda onda <a href="http://personaunesp.com.br/punk-rock-nao-e-so-pro-seu-namorado/">feminista</a> mostrava para o que viera e os hippies ganhavam força com dizeres &#8220;faça amor, não faça guerra&#8221;, um protesto contra a Guerra do Vietnã. Havia uma clara ruptura com os valores conservadores das gerações anteriores. </span></p>
<figure id="attachment_11715" aria-describedby="caption-attachment-11715" style="width: 727px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11715" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Abramovich-Velvet-Underground-1969.jpg" alt="" width="727" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Abramovich-Velvet-Underground-1969.jpg 727w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Abramovich-Velvet-Underground-1969-300x181.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11715" class="wp-caption-text">Os Velvets em 1969. Da esquerda para a direita: Doug Yule, Maureen Tucker, Lou Reed e Sterling Morrison (Foto: Everett Collection)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio ao turbilhão de efervescência política e cultural, o Velvet Underground lançou o terceiro disco, de título homônimo, em 1 de março de 1969, apenas três meses antes do grande festival Woodstock ocorrer. Nesse período, a banda passou por um momento de conflito interno. Reed pretendia uma aproximação com o público </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;">&nbsp;e</span><span style="font-weight: 400;">nquanto John Cale, um dos membros fundadores, priorizava a manutenção de um som experimental e de sua estranheza. Cale saiu da banda e foi substituído pelo também multi-instrumentalista Doug Yule.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>The Velvet Underground</em> conta com um lado menos obscuro dos Velvets, mostrando, como nos álbuns anteriores, a criatividade de Lou Reed para expor Nova Iorque e o universo interior de sua imaginação. E, por ironia, foi um novo fracasso comercial em vendas, já que o público estava imerso no contexto musical da contracultura. Está longe de ser o trabalho mais memorável da banda, perdendo espaço na cena da cultura pop para o LP da banana. Ambos devem ser valorizados por suas especificidades e conjunturas, afinal, &#8220;</span><span style="font-weight: 400;">Candy Says&#8221;&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">e &#8220;</span><span style="font-weight: 400;">Pale Blue Eyes&#8221;</span><span style="font-weight: 400;">, os carros chefes do terceiro disco, são cotados entre as melhores músicas do Velvet Underground.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: The Velvet Underground" src="https://open.spotify.com/embed/album/7IbA4TYrsDIGa4414raKPm"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciando com o clássico &#8220;Candy Says&#8221;, a batida lenta e a melodia nostálgica lembra um pouco o ritmo de &#8220;Sunday Morning&#8221;, clássica abertura do disco da banana. Aos poucos a letra se revela mais contemplativa acerca de questões internas, remetendo às dúvidas de Candy Darling, ícone trans de Andy Warhol. A forma que a música traz o tema de maneira sutil não faz com que seja menos triste ou complexa, como no trecho:</span></p>
<blockquote><p>Maybe when I&#8217;m older | Talvez quando eu seja mais velha<br />
What do you think I&#8217;d see | O que você acha que eu veria<br />
If I could walk away from me | Se eu pudesse me afastar de mim?</p>
<p><span style="font-weight: 400;">(&#8230;)</span></p>
<p>Candy Says | Candy diz<br />
I hate the big decisions | Eu odeio as grandes decisões<br />
That cause endless revisions in my mind | Que causam eternas revisões na minha mente</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente dos discos anteriores, Reed conta de maneira intimista, como em um diário, seus pensamentos, a relação que possui com o mundo e, não surpreendentemente, sua vida amorosa e o uso de drogas. Expõe a face de cantor-compositor frágil, pisando em um terreno incerto. </span></p>
<figure id="attachment_11716" aria-describedby="caption-attachment-11716" style="width: 655px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11716 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/3728.jpg" alt="" width="655" height="430" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/3728.jpg 655w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/3728-300x197.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11716" class="wp-caption-text">1973: Lou Reed, o frontman do Velvet Underground, dando um beijo em David Bowie. Mick Jagger fica de vela atrás (Foto: Mick Rock/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em &#8220;</span><span style="font-weight: 400;">Pale Blue Eyes&#8221;&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">encontramos o eu lírico narrando os eventos tristes de sua vida amorosa. A música é o ápice sentimental do álbum, além de ser considerada a melhor composição romântica de Lou Reed. O amor de uma mulher comprometida é, na verdade, a representação do primeiro amor sério de Reed, Shelley Albin. A história na música é criada a fim de traduzir a dificuldade de transmitir os sentimentos amorosos, de ver um desfecho positivo. Nela a declaração dos sentimentos não é simples. O final da canção é inconclusivo, como parte dos relacionamentos humanos:</span></p>
<blockquote><p>It was good what we did yesterday| Foi bom o que fizemos ontem<br />
And I&#8217;d do it once again| E eu faria de novo<br />
The fact that you are married | O fato de você ser casada<br />
Only proves you&#8217;re my best friend | Só prova que você é minha melhor amiga<br />
But it&#8217;s truly, truly a sin | Mas é realmente um pecado<br />
Linger on, your pale blue eyes | Demorem-se, seus olhos azuis pálidos<br />
Linger on, your pale blue eyes |&nbsp;Demorem-se, seus olhos azuis pálidos</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Não reconhecidos em seu devido tempo, os Velvets estavam à frente dele, tratando de temas considerados tabus e criando um universo completamente único e perverso. Menosprezados pelos jovens que paralelamente realizavam o mesmo tratado pelas músicas, preferiam letras de caráter mais leve. </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-velvet-underground-nico/"><span style="font-weight: 400;">Brian Eno</span></a><span style="font-weight: 400;"> já havia dito: &#8220;o primeiro álbum do Velvet Underground vendeu apenas 10.000 cópias, mas todos aqueles que o compraram formaram uma banda&#8221;. A profecia de Eno provou-se verdadeira até os dias atuais: o grupo continua de extrema relevância e influência, passados seus mais de 50 anos. </span></p>
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