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	<title>Arquivos Beyoncé &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Beyoncé &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Met Gala 2026: A arte é viva!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o Met Gala. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/met-gala-2026-a-arte-e-viva/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Met Gala 2026: A arte é viva!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37291" aria-describedby="caption-attachment-37291" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37291" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-800x450.jpg" alt="Em um fundo granulado rosa, com cantos superiores preenchidos com flores rosadas, o título centralizado evidencia o dress code do Met Gala deste ano, Moda é Arte. Da esquerda para a direita, Anok Yai, mulher negra com maquiagem dourada e vestido preto com um capuz; Sabrina Carpenter, mulher loira, branca com vestido preto de rolo de fita cinematográfico e adorno de diamantes na cabeça; Jisoo, mulher asiática de cabelo preto e mechas soltas, usando um vestido rosa claro e detalhes em azul; Naomi Osaka, mulher negra asiática com vestido e chapéu branco com detalhes de folhas e luva em vermelho; Hunter Schafer, mulher trans branca, loira, vestida de branco com detalhes florais e pequenas rosas brancas no vestido e um laço em seu cabelo, e Beyoncé, mulher negra, loira usando um adorno semelhante a uma coroa em diamantes e seu vestido que simula um esqueleto também com pedras brilhantes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37291" class="wp-caption-text">O Met Gala 2026 homenageia todas as formas de se produzir arte (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><b>Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o </span><a href="https://www.vogue.com/article/everything-you-need-to-know-about-the-met-gala-video"><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;"> escolhido por </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/met-gala/noticia/2026/05/anna-wintour-elege-look-chanel-para-o-met-gala-2026.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Anna Wintour</span></a><span style="font-weight: 400;"> este ano explora justamente este conceito, a moda como arte.</span></p>
<p><span id="more-37290"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de amplo, esse direcionamento trouxe mais liberdade para os convidados transmitirem sua interpretação do que é essa forma de manifestação humana e como ela se encaixa em seu corpo e história. A exposição do teatro apresentada trouxe uma vertente semelhante, com o tema </span><a href="https://www.metmuseum.org/press-releases/costume-institute-spring-2026"><i><span style="font-weight: 400;">Costume Fashion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Arte do Figurino, em tradução literal). </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/charles-frederick-worth-conheca-o-criador-da-alta-costura/"><span style="font-weight: 400;">Charles Frederick Worth</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das principais figuras responsáveis por ter consolidado a ideia que moda também é uma expressão artística, provavelmente estaria orgulhoso de ver aquilo que tanto defendia ser o tema central do Met Gala este ano.</span></p>
<figure id="attachment_37292" aria-describedby="caption-attachment-37292" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37292" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-800x450.jpg" alt="Em uma galeria ampla e iluminada, diversos manequins exibem peças de roupas em tons variados. No centro do espaço, um vestido longo vermelho se destaca sobre uma plataforma elevada, cercado por roupas esculturais e silhuetas experimentais distribuídas pelas paredes brancas do ambiente. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37292" class="wp-caption-text">A exibição deste ano aborda uma temática importante além de sua central, todo corpo importa, incluindo aqueles que a passarela tentou esconder (Foto: Charles Sykes/Invision/AP)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nomes como, Hudson Williams, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hunter Schafer</span></a><span style="font-weight: 400;">, Emma Chamberlain, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eyes-wide-open-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">, Madonna e muitos outros se destacaram ao seguirem o dress code trazendo referências criativas às suas produções. O<a href="https://youtu.be/FQnETkP9sE8?si=zW6OybEhw6EUMXaI"> ator</a> de  <i>Heated Rivalry </i>(2025), apostou em um conjunto azul claro com detalhes pretos e uma cauda, assinado pela <i>Balenciaga</i>. O outfit é uma releitura de um bolero de 1947 do fundador da grife, que se inspirou no traje de toureiro espanhol – uma forma de arte performática conhecida na Espanha. Outro nome que trouxe a arte à tona foi a estrela de<i> Euphoria </i>(2019), vestida como a pintura <i>Mäda Primavesi </i>(1912) de Gustav Klimt. O visual desenvolvido pela <a href="https://youtu.be/5LIwV80K29E?si=B7f9_ErUHziaksif"><i>Prada</i></a> conta com um vestido de cauda longa, repleto de arranjos de flores e uma camada branca por cima, fazendo referência às características da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLN-JythCFk"><i><span style="font-weight: 400;">influencer</span></i></a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLN-JythCFk"><span style="font-weight: 400;">Emma Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;"> está cada vez mais inserida no mundo da moda e entregando looks estonteantes que a destacam na multidão de celebridades presentes. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026, ela foi a estrela da noite, um holofote merecido para a obra de arte que revelou em forma de vestido. Ironicamente ou não, a referência de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem da obra de Van Gogh, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noite Estrelada</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1889), e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Grito</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1893), de Munch. Já a cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Espresso</span></i><span style="font-weight: 400;"> optou por revelar uma outra forma da criatividade: o cinema. Sua arte veio em forma de rolos de fita do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Sabrina</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1954), com um vestido </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> feito sob medida para a </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele compõe uma saia assimétrica que já se tornou assinatura da cantora neste evento também revestido em fita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Madonna chegou ao topo como rainha do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> por sua clara genialidade artística, e em um evento como este, ela não se faria passar despercebida. Sua </span><a href="https://www.vogue.com/article/madonna-met-gala-2026"><span style="font-weight: 400;">composição de </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não traz significado em si, mas da performance que ele compõe. Inspirado em um fragmento da obra de Leonora Carrington, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Tentação de Santo Antônio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1945), sua figura vestida em </span><i><span style="font-weight: 400;">all black Saint Laurent</span></i><span style="font-weight: 400;"> e coberta por um véu representa, ao lado de sete mulheres em vestidos claros e blindadas com uma renda branca, o questionamento dos costumes da fé cristã, a luta contra o patriarcado e a busca por iluminação espiritual.</span></p>
<p><a href="https://www.vogue.com/video/watch/the-run-through-inside-the-met-gala-with-chase-sui-wonders">https://www.vogue.com/video/watch/the-run-through-inside-the-met-gala-with-chase-sui-wonders</a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este ano, muitos homens também marcaram seu destaque, como </span><a href="https://wwd.com/fashion-news/fashion-features/karan-johars-met-gala-debut-anchors-indias-craft-driven-representation-1238942827/"><span style="font-weight: 400;">Karan Johar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.gq.com/story/jeremy-pope-met-gala-2026-vivienne-westwood"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Pope</span></a><span style="font-weight: 400;">. O diretor apareceu com uma obra de arte em forma de vestimenta tradicional indiana completa em bordado dourado e imagens inspiradas em pinturas clássicas do seu país de origem, uma linda homenagem aos artesãos. Já o ator superou as expectativas, usando um item de arquivo de </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/vivienne-westwood-a-rebeliao-que-vestiu-a-historia-da-moda/"><i><span style="font-weight: 400;">Vivienne Westwood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da coleção de outono de 1996, chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">Escravo do Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma jaqueta-corset formada por centenas de pérolas em cores diferentes formando um peitoral e em suas costas pedras de rubi marcando feridas.  Alguns dos destaques da noite mostram ao público que a </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/o-futuro-e-artesanal-o-retorno-do-feito-a-mao/"><i><span style="font-weight: 400;">handmade couture</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a arte, a antiguidade mais fina da moda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma década sem comparecer ao evento, </span><a href="https://youtu.be/m4m4HQ4OJrY?si=ZKCvl4sk99ZTQEHc"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez um retorno memorável ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i><span style="font-weight: 400;"> como co-anfitriã, dividindo o posto com Anna Wintour, Venus Williams e Nicole Kidman. Para marcar a ocasião, Bey e Nicole apostaram em duas produções diferentes ao longo da noite. No tapete vermelho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;"> surgiu com um vestido repleto de pedrarias assinado por </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/balmain-olivier-rousteing-a-moda-e-racista/"><span style="font-weight: 400;">Olivier Rousteing</span></a><span style="font-weight: 400;">. No encerramento do evento, a cantora trocou o visual por uma criação de Robert Wun, peça que chamou atenção por conter mais de um milhão de cristais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kidman também apostou em um visual marcante ao usar um modelo vermelho-rubi da </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;">, bordado com lantejoulas e penas por </span><a href="https://elle.com.br/moda/a-historia-de-matthieu-blazy-o-novo-herdeiro-do-trono-da-chanel"><span style="font-weight: 400;">Matthieu Blazy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mais tarde, a atriz apareceu com outro vestido da mesma grife, que transmitia um ar de conforto enquanto mantia a paleta de cores quentes. Já Williams vestiu uma peça personalizada de cristais Swarovski, que foi inspirada em sua própria obra de arte <a href="https://www.searchablemuseum.com/robert-pruitts-venus-williams-double-portrait/"><i>Venus Williams Double Portrait </i>(2022)</a>, e para incrementar, um acessório metálico no pescoço, desenhado pela própria atleta.</span></p>
<figure id="attachment_37293" aria-describedby="caption-attachment-37293" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37293" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed.png" alt="Três mulheres estão em pé diante de microfones em um palco iluminado por luzes vermelhas. À esquerda, uma mulher veste um vestido preto brilhante com detalhes prateados e um penteado preso em coque alto. No centro, uma mulher loira usa um vestido claro com estampas florais em tons de vermelho e rosa. À direita, uma mulher veste um vestido preto transparente coberto por brilho, acompanhado de um véu que cobre parcialmente o rosto e o corpo. O fundo do palco apresenta colunas e elementos arquitetônicos destacados pela iluminação vermelha intensa." width="678" height="481" /><figcaption id="caption-attachment-37293" class="wp-caption-text">Com a junção dos campos de esporte, atuação e música, as anfitriãs desta edição entregam looks icônicos para representarem o tema &#8220;Moda é Arte&#8221; (Foto: Kevin Mazur/Getty Images)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da temática do evento ser de extrema importância e um critério geral de julgamento do público sobre cada </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;">, é impossível negar presenças que acertaram em suas escolhas, afinal, a arte é moda e moda é arte independente do </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.vogue.com/article/doechii-2026-met-gala"><span style="font-weight: 400;">Doechii</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um dos destaques, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> vinho assinado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Marc Jacobs</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora expõe seu corpo como arte ao complementá-lo com seu vestido e ornamento do cabelo. </span><a href="https://ffw.com.br/noticias/moda/hailey-bieber-aposta-em-busto-metalico-e-capa-fluida-em-look-balmain-no-met-gala-2026/"><span style="font-weight: 400;">Hailey Bieber</span></a><span style="font-weight: 400;"> também fugiu do tema proposto, e mesmo assim, é inegável a beleza de sua apresentação, em um busto dourado que contrasta com o azul vivo, look que já foi visto nas passarelas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Balmain</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Mesmo que o tema </span><i><span style="font-weight: 400;">Moda é Arte</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja uma proposta flexível e dá liberdade para cada celebridade se expressar através de obras, nem todo mundo conseguiu traduzir suas ideias de acordo com o que foi proposto. </span><a href="https://youtu.be/UnSg_WbN47Q?si=W0r4ALqDU3dSqvTt"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, usou uma peça da </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais clássica e minimalista, o vestido de cor champagne e com uma cauda bordada de pétalas de flores não ofereceu a ousadia e a interpretação conceitual que a temática pedia. </span><a href="https://people.com/kim-kardashian-met-gala-outfits-11965267"><span style="font-weight: 400;">Kim Kardashian</span></a><span style="font-weight: 400;"> optou por usar uma produção de alta-costura que faz mais jus à sua identidade pessoal, do que ao </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;"> do bazar. O traje desenvolvido pelo designer Jean Paul Gaultier conta com um corset alaranjado bem acinturado e sensual, e uma saia da mesma cor. </span></p>
<figure id="attachment_37294" aria-describedby="caption-attachment-37294" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37294" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-800x450.jpg" alt="Montagem com três celebridades posando no tapete do Met Gala diante de fotógrafos e convidados. À esquerda, uma mulher usa um vestido tom champagne tomara que caia, com tecido drapeado e longa cauda acetinada. No centro, outra mulher veste um look futurista laranja brilhante, semelhante a uma armadura metálica, combinado com uma saia de fenda frontal. À direita, uma modelo usa um vestido preto transparente e brilhante, justo ao corpo, com detalhes prateados e cauda longa. O ambiente é iluminado com diversos fotógrafos ao fundo registrando os looks." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37294" class="wp-caption-text">Apesar de vestirem peças relevantes de alta costura, alguns nomes não conseguiram entregar a ousadia e estética criativa que o tema buscava (Colagem: Jhenifer Oliveira)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de uma tristeza por ver algumas celebridades não entendendo a temática, tem-se aquelas que decepcionaram por terem surpreendido em anos anteriores. </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/met-gala/noticia/2026/05/gigi-hadid-aposta-em-naked-dress-para-o-met-gala-2026.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gigi Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, sempre apareceu ao evento com </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> estonteantes, e muito conectados à temática, porém, este ano, com um vestido translúcido preto da </span><i><span style="font-weight: 400;">Miu Miu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma calcinha azul bebê, deixou a desejar com presença. Outro ponto negativo são as mesmas vestimentas </span><i><span style="font-weight: 400;">all black</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sempre, que, pelo bem da arte na moda, estão se mostrando cada vez menos numerosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre elogios e críticas, a edição de 2026 do </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala </span></i><span style="font-weight: 400;">ficou sem grandes nomes da cena da moda. Segundo os rumores que circulam pelos corredores, o possível motivo estaria relacionado ao patrocínio de </span><a href="https://exame.com/pop/protestos-contra-jeff-bezos-marcam-met-gala-2026-em-nova-york/"><span style="font-weight: 400;">Jeff Bezos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao evento. As controvérsias políticas em torno do bilionário, principalmente seu apoio ao governo Trump, teriam influenciado a decisão de algumas celebridades a não aceitarem o convite. Zendaya, uma das figuras mais conhecidas por entregar </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> extraordinários ao lado de seu fiel estilista, Law Roach, optou por não comparecer nesta edição. A ausência da modelo </span><a href="https://veja.abril.com.br/comportamento/como-bella-hadid-esta-transformando-moda-em-manifesto-politico/"><span style="font-weight: 400;">Bella Hadid</span> </a><span style="font-weight: 400;">também foi notada e gerou repercussão nas redes sociais, sendo interpretada como uma possível posição política e crítica à presença dos CEOs de grandes empresas de tecnologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este pode ser considerado um </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala </span></i><span style="font-weight: 400;">histórico em ausência e presença. Sempre é muito desafiador escolher um </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> para um evento tão grande como esse. Porém, este ano foi possível enxergar como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pq9TGMzlLbU"><span style="font-weight: 400;">a moda é arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua plena construção. E o recado que esta edição nos deixa está na </span><i><span style="font-weight: 400;">handmade couture</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao encontro com o conceito, e, quando os dois se juntam, a moda vive. </span></p>
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		<title>The Weeknd tenta a redenção audiovisual em Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes, mas escorrega em um roteiro no escuro</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 19:09:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém spoilers Eduardo Dragoneti Após sua atuação amplamente criticada na série The Idol, da HBO Max, o multiartista Abel Tesfaye (The Weeknd) volta a se arriscar no mundo audiovisual e protagoniza  seu primeiro longa-metragem: Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes. Contracenando com nomes de peso como Jenna Ortega e Barry Keoghan, o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/hurry-up-tomorrow-alem-dos-holofotes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Weeknd tenta a redenção audiovisual em Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes, mas escorrega em um roteiro no escuro"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso:</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> O texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35325" aria-describedby="caption-attachment-35325" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35325" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-800x450.jpg" alt="A imagem mostra o artista musical Abel Tesfaye (The Weeknd) com uma expressão aflita, em meio a partículas de chamas e faíscas em um cenário escuro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35325" class="wp-caption-text">O filme foi lançado no Brasil em 15 de maio de 2025 (Foto: Lionsgate Films)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Dragoneti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após sua atuação amplamente criticada na série </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-idol-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, o multiartista Abel Tesfaye (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-weeknd-starboy-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;">) volta a se arriscar no mundo audiovisual e protagoniza  seu primeiro longa-metragem: </span><i><span style="font-weight: 400;">Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Contracenando com nomes de peso como Jenna Ortega e Barry Keoghan, o filme parece buscar redenção para a imagem audiovisual do cantor. No entanto, o que se desenha é um desastre narrativo embalado por trilhas de seu último álbum homônimo.</span></p>
<p><span id="more-35319"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo nos primeiros minutos, a obra estabelece seu foco: o delírio de um músico atormentado por drogas, álcool, insônia e assombrado por fãs obsessivos e memórias distorcidas. A </span><a href="https://youtube.com/shorts/1WBaOSka4iY?si=C48ntcr5b3uyZMIo"><span style="font-weight: 400;">cinematografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> intimista, comandada por Chayse Irvin, tenta dar densidade a um roteiro que, embora ambicioso, é desarticulado. Há momentos em que o espectador não sabe se está testemunhando um episódio real, um delírio ou apenas uma alegoria sem amarras. A pergunta que ecoa durante todo o longa – &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele passou por tudo aquilo ou não passou por nada?</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; – infelizmente nunca encontra resposta.</span></p>
<figure id="attachment_35321" aria-describedby="caption-attachment-35321" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35321" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-800x450.png" alt="A imagem mostra o ator Barry Keoghan (loiro, usando um casaco de lã claro) com a cabeça apoiada no ombro de Abel Tesfaye (The Weeknd) (cabelo escuro, barba e corrente dourada, com os braços cruzados e olhos marejados) em um camarim com espelhos e luzes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35321" class="wp-caption-text">Além de contar com 8 músicas do último álbum de The Weeknd, o longa também resgata o hit global Blinding Lights, do álbum After Hours, e Gasoline, de Dawn FM (Foto: Lionsgate Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa gira em torno das letras do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Hurry Up Tomorrow</span></i><span style="font-weight: 400;">, transformando cada cena em um videoclipe autorreferente. Apesar de visualmente estiloso, com  enquadramentos experimentais que são marca registrada do diretor </span><a href="https://youtu.be/notYm0SDueU?si=QpXBkljAqGMHVtpW"><span style="font-weight: 400;">Trey Edward Shults</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção falha ao tentar construir uma narrativa sólida: são muitas ideias jogadas, simbolismos rasos e conexões forçadas. O resultado é uma experiência arrastada, pretensiosa e, por vezes, involuntariamente cômica, como nas cenas em que The Weeknd tenta entregar emoção e só consegue despertar desconforto. Se a intenção era mostrar vulnerabilidade, o efeito foi oposto, uma vez que suas expressões vazias comprometem qualquer impacto dramático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abel, que além de atuar também fez parte da produção e assinou o roteiro com o diretor e Reza Fahim, parece nunca ter definido com clareza o rumo da narrativa, tampouco o tom ou o estilo da obra. O espectador é lançado de um drama a um suspense, até ser surpreendido por um terror estranho e desconexo, inserido no meio de uma verdadeira </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2025/05/17/critica-hurry-up-tomorrow-the-weeknd-filme/"><span style="font-weight: 400;">disforia audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;">. A impressão que fica é a de que o cantor tentou experimentar livremente elementos de seu imaginário, mas falhou ao tentar harmonizá-los, comprometendo a experiência de fãs que esperavam ver sua redenção no Cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem realmente salva a produção de um colapso completo é </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandinha-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jenna Ortega</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sua atuação como Anima, a jovem misteriosa que invade a vida do protagonista, é intensa e enigmática. Há camadas em sua performance que o texto jamais se dá ao trabalho de explorar. Ela sustenta as poucas cenas que funcionam, mesmo quando sua personagem toma decisões inexplicáveis, como incendiar a casa da própria mãe, sem que o filme se preocupe em oferecer qualquer desenvolvimento psicológico ou justificativa narrativa para essas atitudes. O resultado é mais uma pergunta solta em um mar de metáforas mal amarradas: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ela é louca? Ou só parte de mais um delírio do protagonista?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<figure id="attachment_35323" aria-describedby="caption-attachment-35323" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35323" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-800x450.png" alt="A imagem mostra a atriz Jenna Ortega em um cenário de inverno com neve no chão, vestindo uma jaqueta marrom com gola de carneiro e jeans, enquanto carrega uma bolsa preta e um galão de gasolina vermelho. Ao fundo, uma estrutura em chamas produzindo muita fumaça, e montanhas distantes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35323" class="wp-caption-text">Negative Six (música no estilo progressive house) de Threestripes, marca a introdução explosiva da intensa e desequilibrada Anima (Foto: Lionsgate Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora, como era de se esperar, é um dos pontos altos. As canções do </span><a href="https://youtu.be/R4UUEf2XuWg?si=J5F0um4dxPVGAwOx"><i><span style="font-weight: 400;">álbum homônimo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> embalam o longa com qualidade técnica inegável, criam atmosferas hipnóticas e, em certos momentos, quase salvam a experiência. Mas quando a música é o que mais funciona em um filme, talvez ele devesse ser só um álbum visual e não uma obra cinematográfica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros cantores já se aventuraram no Cinema, com resultados mais bem-sucedidos. Em 1988, Michael Jackson levou fãs às salas com </span><a href="https://youtu.be/muOfjiMAIKw?si=tmh9heNGeXLOdLIr"><i><span style="font-weight: 400;">Moonwalker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2016, Beyoncé elevou o padrão com </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/beyonce-tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-ilemonadei-novo-album-visual-da-cantora/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um álbum visual coeso e premiado. A diferença é que esses projetos sabiam o que queriam dizer, algo que a obra de The Weeknd não consegue definir. Falta direção, falta roteiro e sobra pretensão. O que poderia ser uma expansão criativa para o artista vira apenas um experimento confuso, envolto por uma trilha sonora boa demais para a produção que a acompanha.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta falar sobre fama, obsessão, identidade e trauma. No entanto, seu maior pecado é não conseguir dizer nada. A estética sufoca a substância, e o </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2025/05/16/hurry-up-tomorrow-e-filme-egotrip-de-the-weeknd-e-poderia-ser-um-clipe-g1-ja-viu.ghtml"><span style="font-weight: 400;">ego</span></a><span style="font-weight: 400;"> do protagonista se impõe como a verdadeira força por trás da câmera. A pergunta que Abel Tesfaye parece fazer ao espectador – &#8220;Você me entende?&#8221; – encontra uma resposta amarga: Não, e pela experiência, nem valeria a pena tentar.</span></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 23:33:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35105" aria-describedby="caption-attachment-35105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35105 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35105" class="wp-caption-text">2024 foi o ano das mulheres, seja no pop, no rap ou no country (Texto de abertura e edição: Guilherme Veiga e Laura Hirata-Vale/Arte: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Ela está lá, no carro da rua que passa tocando o </span><a href="https://spectrumforu.substack.com/p/resenha-do-arrocha-j-eskine?utm_campaign=post&amp;utm_medium=web"><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">do carnaval</span></a><span style="font-weight: 400;">; no verão ensolarado é ela quem dá o clima; nos corações partidos, o primeiro ombro amigo vem de seus acordes e nas comemorações; é ela que intensifica a euforia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024 não foi diferente, pra onde você olhava, havia Música, e melhor, ela fazia história. No ano marcado pela ‘treta’ de Drake e Kendrick, ponto para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">de Compton, que, além de fazer o mundo inteiro trucidar seu oponente, ainda teve as honrarias máximas reconhecidas pela indústria. Em outra briga, dessa vez, menos sanguinária, Taylor Swift e suas várias versões do antológico </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> batia de frente com quem ameaçasse seu pódio nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não há como negar que foi o ano delas. O mundo foi </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">pintado de verde</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela efervescência de Charli xcx. A própria Swift ampliou ainda mais seu império, mas foi outra ‘loirinha’ – mais irônica e com intenção de instigar – que mostrou seu lado </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/"><span style="font-weight: 400;">curto e doce</span></a><span style="font-weight: 400;"> para os holofotes. Foi o ano das também das voltas; uma veio </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><span style="font-weight: 400;">a galope</span></a><span style="font-weight: 400;"> para reivindicar a música </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto outra saiu do crepúsculo de seu hiato para </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">alvorecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> com sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><span style="font-weight: 400;">voz de fada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de gente grande; enquanto o terror dos primos nos almoços de família, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">, chegou como quem não quer nada e nos afogou em suas questões e genialidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em todo ano e já de praxe nessa Arte, foi a diversidade que dominou. Enquanto POCAH reconta sua história através de todas as suas versões, </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><span style="font-weight: 400;">Twenty One Pilots</span></a><span style="font-weight: 400;"> dava um fim (?) para a sua. Se o The Cure voltou depois de 16 anos para o reino da tristeza com um álbum de inéditas, Rachel Chinouriri estreou abordando a mesma tristeza quase que com uma autopiedade cômica. </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com o pé na porta, já Gracie Abrams chegou com tudo. Luan Santana cantou amor, enquanto Duda Beat cantou tesão. Linkin Park entoou novamente o gutural típico do </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, diferente de Adrianne Lenker, que murmurou sentimentos doloridos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas uma coisa é certa, mais uma vez a já tradicional lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=melhores+discos"><span style="font-weight: 400;">Melhores Discos</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna do jeito que é. No ano em que perdemos </span><b>Liam Payne</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> segue uma direção: usar da Música e das Artes no geral para lembrar quem somos e discutir quem podemos ser.</span></p>
<p><span id="more-34950"></span></p>
<figure id="attachment_34968" aria-describedby="caption-attachment-34968" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34968" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Alligator Bites Never Heal. Na imagem temos a presença da cantora Doechii, uma mulher negra, de olhos castanhos, usando tranças nagô com miçangas na cor preta. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas, uma saia verde longa com detalhes em xadrez, uma meia branca e um sapato marrom. Ela está sentada em uma cadeira de madeira enquanto segura um jacaré completamente branco. Ao fundo temos uma tela verde escuro e no chão um tapete com vários detalhes. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34968" class="wp-caption-text">Doechii conquistou três indicações ao Grammy 2025 nas categorias de Melhor Artista Revelação, Melhor Álbum Rap e Melhor Performance de Rap (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Doechii &#8211; Alligator Bites Never Heal </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cuidado! </span><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> mandou avisar que em Tampa, Flórida existem muitos pântanos e nós sabemos que mordidas de jacaré nunca curam, </span><i><span style="font-weight: 400;">ya dig</span></i><span style="font-weight: 400;">? Em</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/60UzB8mOCMpc7xkuJE6Bwc?si=Sb_O0OjBTfyNnZqlaE4CFw"> <i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> produzida e interpretada por Doechii, encaramos de frente a sua versatilidade. Sintetizando suas raízes no </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop old school</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">explora temas sensíveis sobre a sua vida, como relacionamentos, revoltas e ascensão à fama. Em seu novo álbum, a artista apresenta uma narrativa tão sincera e por vezes brincalhona a respeito de si mesma, que as rimas guardam uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F0cdbR5ognY"><span style="font-weight: 400;">comicidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e originalidade única, dando </span><i><span style="font-weight: 400;">match </span></i><span style="font-weight: 400;">com a sua personalidade sagaz . </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco surge através da série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6skI89ZGaV4&amp;list=PLVBbjY9E_mIBZ_UlfFzu-mI52IiS4p37K"><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a cantora se desafiava com um cronômetro de uma hora para escrever suas músicas, que posteriormente eram publicadas semanalmente às sextas-feiras em seu canal do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-91vymvIH0c"><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desse projeto nasceu as letras </span><i><span style="font-weight: 400;">BULLFROG</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">CATFISH</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">FLORIDA WATA</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">SUNDAY’S BEST</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iGbeZNqklic"><i><span style="font-weight: 400;">NISSAN ALTIMA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor Performance de Rap. Com seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;"> escancara o talento de Doechii, mostrando sua criatividade e língua afiada nas 19 faixas presentes no disco, evidenciando pra quem ouve, que isso é só um fragmento de suas habilidades e que os próximos lançamentos da artistas promete ser de alta qualidade. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> CATFISH, BULLFROG, DENIAL IS A RIVER </span></p>
<hr />
<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34969" aria-describedby="caption-attachment-34969" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34969" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg" alt="Capa do disco All Born Screaming de St. Vincent. Na arte, a cantora, uma mulher branca de cabelos escuros, está em chamas. A câmera captura a sua figura por completo. St. Vincent está em frente a um plano de fundo escuro que realça a situação retratada na arte de capa do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34969" class="wp-caption-text">All Born Screaming recebeu quatro indicações ao Grammy de 2025, vencendo três delas (Foto: Virgin Music Group)</figcaption></figure>
<p><b>St. Vincent &#8211; All Born Screaming</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/st-vincent/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com um disco inteiramente produzido por ela. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3nRlJXz5W39luXRto5hc4f"><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um compilado das melhores características de uma das personalidades mais interessantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Em um misto de sonoridades que variam desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> progressivo até o </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Annie Clark desafia a si mesma, criando um disco que, não surpreendentemente, acerta mais do que erra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, com exceção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweetest Fruit</span></i><span style="font-weight: 400;"> – faixa com intenção de homenagear </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sophie/"><span style="font-weight: 400;">SOPHIE</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que acaba soando </span><a href="https://www.them.us/story/st-vincent-sophie-tribute-song-backlash"><span style="font-weight: 400;">fora do tom</span></a><span style="font-weight: 400;"> em mais de um sentido –, </span><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> justifica a vitória do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de Música Alternativa por se tratar de um retrato flamejante de toda a artisticidade de St. Vincent. A produção ganhou até mesmo uma regravação em espanhol, intitulada </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1RXC4kHEPA006xjHMtlI7O?si=tx1gRl1XRcm5YS8KIPEwtA"><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nascen Gritando</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hell Is Near; Big Time Nothing; Violent Times.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34970" aria-describedby="caption-attachment-34970" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Amaríssima de Melly. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele preta, com piercings no lábio inferior, nariz e sobrancelha e cabelo encaracolado ruivo e com uma tatuagem com o nome do álbum, Amaríssima, abaixo do olho direito, num fundo avermelhado." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34970" class="wp-caption-text">Amaríssima é sentir e viver um relacionamento do início ao fim em um álbum (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Melly &#8211; Amaríssima</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melly, cantora e compositora baiana, foi a artista revelação do Prêmio Multishow 2023, com seu  </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LR2sheQdWLI"><i><span style="font-weight: 400;">Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, foi com o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Amaríssima</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a intérprete  se destacou e abriu suas asas para voar ainda mais alto. </span><span style="font-weight: 400;">Nas 13 faixas que compõem o projeto, a jovem mistura</span><span style="font-weight: 400;"> ritmos de </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> com letras que exploram temas profundos como o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/amarissima-melly-explora-as-faces-do-amor-em-album-de-estreia/"><span style="font-weight: 400;">amadurecimento</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de trazer participações especiais como Liniker e Russo Passapusso</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Amaríssima, Melly explora diferentes fases de um relacionamento com a combinação de canções de diferentes gêneros, como samba-</span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e afropop. Os estilos musicais marcam o álbum, porém a cereja do bolo é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BCy16g7mre0"><span style="font-weight: 400;">curta metragem incrível</span></a><span style="font-weight: 400;">, idealizado pela cantora. Se amadurecer é desconfortável, Melly faz disso poesia e consegue estabelecer uma conversa com seus fãs da maneira mais pura.  O álbum é um convite para o mundo dela, sem deixar de conversar com os universos particulares de cada um, e isso não poderia ser mais perfeito. <strong>&#8211;</strong> </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cacau, Paraíso e </span><span style="font-weight: 400;">Bye Bye</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34971" aria-describedby="caption-attachment-34971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg" alt="Capa do álbum Batidão Tropical Vol. 2 de Pabllo Vittar. A imagem mostra a drag-queen, um homem negro, com uma peruca de cabelos escuros, utilizando apenas uma calcinha da cor preta. A drag-queen está com as mãos em cima dos peitos e, na mão direita, ela segura uma blusa da cor preta. O fundo da capa é da cor bege. Na parte de cima da foto, há o título do álbum, que está estilizado nas cores azul e verde. No lado esquerdo inferior, há três ícones, todos da cor laranja. Ao lado direito, há o nome da artista na vertical, com a cor vermelha." width="800" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1024x1020.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-768x765.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1200x1195.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34971" class="wp-caption-text">Segundo volume do projeto baseado em regravações de clássicos do Norte e Nordeste reafirma a versatilidade da drag queen (Foto: Gabriel Renné/Sony Music)</figcaption></figure>
<p><b>Pabblo Vittar &#8211; Batidão Tropical Vol. 2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando lançou, em 2021, o primeiro volume do </span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;">, projeto baseado em regravações de sucessos que ouviu durante a infância, clássicos amados pelos fãs ficaram de fora da </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> final. Após três anos, Pabllo Vittar voltou com seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/batidao-tropical-vol-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">sexto álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e a continuação daquele que é um de seus melhores trabalhos. Ampliando a nostalgia e dando uma nova roupagem às versões já conhecidas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrou o que sabe fazer de melhor: entregar um tecnobrega que reverencia o passado e, ao mesmo tempo, traz algo diferente, contribuindo para a sua produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> da banda Calypso, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Pra Te Esquecer</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando pela homenagem à Banda Batidão, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Ai Ai Ai Mega Príncipe,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a produção do disco – encabeçada por nomes como Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo, Ruxell, Zebu e Lux &amp; Tróia – consegue dar um toque </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh</span></i><span style="font-weight: 400;"> às composições que ficaram famosas nos anos 2000. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Desligue o Telefone </span></i><span style="font-weight: 400;">com</span> <span style="font-weight: 400;">Maderito, por exemplo, a artista utiliza o </span><a href="https://escolamusicartchapeco.com.br/glossario/o-que-e-drum-bass/"><span style="font-weight: 400;">drum and bass</span></a><span style="font-weight: 400;">, gênero da música eletrônica marcado por batidas rápidas. Somando os dois volumes, o trabalho da performer é um teletransporte à história daqueles que cresceram com o brega e as suas performances de tirar o fôlego. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>Rubi, Hoje à Noite (Alone) e Ai Ai Ai Mega Príncipe</p>
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<figure id="attachment_34972" aria-describedby="caption-attachment-34972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco BRAT. Ela consiste apenas em um quadrado verde com o nome do álbum em letra cursica minúscula com fonte aumentada e na cor preta" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34972" class="wp-caption-text">Carimba que é Brat (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli xcx &#8211; BRAT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Houve uma época, no auge dos anos 2000, em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> era categoricamente mais fútil, sem isso se tornar um demérito. Sem dúvidas, reflexo de tempos um pouco menos complicados. Roupas extravagantes, personalidades exageradamente excêntricas, </span><a href="https://www.buzzfeed.com/tessafahey/00s-girls-then-now"><i><span style="font-weight: 400;">it girls</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e músicas milimetricamente pensadas para ecoar apenas nos clubes de dança, como uma espécie de refúgio que beira o distópico da sociedade. Com o passar dos anos, nota-se certo pragmatismo na Música e ela, ao invés de ser esse reduto, se tornou cada vez mais identificável para com a sociedade, com intérpretes que são basicamente um reflexo de seu público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é exatamente no meandro desses dois mundos que </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sexto disco de estúdio de Charli xcx, se consagra. É notável que o intuito da cantora foi voltar as atenções para si, assim como qualquer garota pirralha – tradução mais apurada do termo título, mas o registro consegue fazer isso de diferentes formas. Expansivo e megalomaníaco, ele conquista com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> conduzido pela intérprete em parceria com o produtor de longa data </span><a href="https://www.instagram.com/agcook404/"><span style="font-weight: 400;">A.G Cook</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também cativa o público mais atual com letras duras e nada romantizadas sobre calvários atuais como rivalidade feminina e insegurança com a própria imagem. Cômico em sua premissa, chamou atenção e viralizou; capaz de se sustentar, ele virou conceito, mas acima de tudo ele fez o que um bom disco do gênero precisa, ser transgressor e de quebra se transformou num dos registros mais icônicos do ano.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Von dutch</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Apple</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Everything is romantic</span></p>
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<figure id="attachment_34973" aria-describedby="caption-attachment-34973" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg" alt="Capa do álbum de remixes de brat. Imagem quadrada com fundo verde vibrante contendo texto em preto, exibido de forma invertida (espelhada). A frase é: 'Brat and it's completely different but also still Brat', traduzindo-se para 'Brat e é completamente diferente, mas ainda assim Brat'." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34973" class="wp-caption-text">Charli XCX estendeu o ‘verão BRAT’ com a ajuda de parcerias inusitadas (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli XCX &#8211; Brat and it’s completely different but also still brat</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem aperta o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> custa a acreditar que esse é o primeiro álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/charli-xcx/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cantora, que iniciou sua carreira atrás da mesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">DJ</span></i><span style="font-weight: 400;">, elevou um clássico instantâneo com a ajuda de nomes inusitados, entre eles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z8BmhdyFG7E"><span style="font-weight: 400;">Julian Casablancas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=th4u1yrpuRE"><span style="font-weight: 400;">Bon Iver</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, apesar de toda a melodramaticidade intrínseca de seus trabalhos, capturaram a essência </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com versos reflexivos por cima de muitas batidas por minuto – com direito a Casablancas cantando sobre um divórcio conturbado enquanto XCX evoca com orgulho o fato de ser uma ‘garota má’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No topo do mundo por grande parte de 2024, Charli XCX bebeu da cultura </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2024/06/6878147-brat-evoca-o-brilhantismo-e-vanguarda-da-cultura-clubber.html"><i><span style="font-weight: 400;">clubber</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para viver seu ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bvy6aox2Sgw"><span style="font-weight: 400;">momento Elvis</span></a><span style="font-weight: 400;">’ em toda a glória que as casas noturnas podem oferecer. Em um ano em que a sonoridade feminina foi vendida de forma tão superficial pela indústria musical, coube à sósia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dMK_npDG12Q"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> a tarefa de criar um dos melhores hinos de ‘inimizade’ de todos os tempos. Desde ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IC0tq6n1zkY"><span style="font-weight: 400;">dancinha</span></a><span style="font-weight: 400;">’ viral no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando por polêmicas e brigas entre </span><i><span style="font-weight: 400;">fandoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> até chegar em uma turnê conjunta com </span><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/o-fashion-show-de-charli-xcx-e-troye-sivan-na-sweat-tour/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio para consolidar o impacto cultural do disco que pintou o mundo de verde. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">360 featuring robyn &amp; yung lean; Girl, so confusing featuring lorde; Mean girls featuring julian casablancas.</span></p>
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<figure id="attachment_34974" aria-describedby="caption-attachment-34974" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34974" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg" alt="Capa do álbum Bright Future. A imagem é uma fotografia em close do rosto da autora do álbum, Adrianne Lenker. A cantora está com um semblante sério, olhando diretamente para a câmera. Ela está com um chapéu de cowboy branco e a cabeça apoiada na mão direita, com uma luva sem dedos preta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34974" class="wp-caption-text">Adrianne Lenker é integrante do grupo Big Thief e costuma performar algumas músicas de seu trabalho solo, inclusive do álbum Bright Future, em shows com o grupo (Foto: 4AD)</figcaption></figure>
<p><b>Adrianne Lenker &#8211; Bright Future</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a marca mais forte da arte da </span><a href="https://www.thecut.com/article/adrianne-lenker-bright-future-album-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Adrianne Lenker</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja a sua capacidade de se despir emocionalmente por completo em suas composições. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future </span></i><span style="font-weight: 400;">é algo maior do que a cantora-compositora, é um pedaço de si que ela entrega ao mundo para assumir novas formas a cada ouvido que atravessa. O álbum dispensa rodeios, a voz da autora cede uma sinceridade tão crua e, por isso, familiar, que dói e conforta ao mesmo tempo. Lenker abre a obra com </span><i><span style="font-weight: 400;">Real House</span></i><span style="font-weight: 400;">, um relato de quase seis minutos no qual ela relembra memórias de sua infância. De cara, na primeira faixa, seu peito está aberto como um convite para que espiem e, inevitavelmente, virem o olhar para si mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa da obra brinca de alegorias com o trivial e ordinário, como pequenas crônicas que, ao falarem sobre o que parece nada, falam sobre tudo. As melodias imprevisíveis emulam fluxos de consciência que acompanham as letras. Os arranjos de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, com um quê de </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobre a base predominante de violão, piano e violino conferem ao álbum a sua atmosfera autêntica e intimista. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future</span></i><span style="font-weight: 400;"> está nessa lista, deve-se destacar a faixa </span><a href="https://youtu.be/GmycsQ30obg?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das maiores da carreira de Lenker e entre as melhores músicas de 2024. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Free Treasure</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Fool</span></p>
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<figure id="attachment_35001" aria-describedby="caption-attachment-35001" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Caju. Nela vemos Liniker, uma mulher negra de cabelo raspado baixo na cor caju. Ele está em um carro antigo com as portas na cor vermelho e o teto na cor creme. Ela coloca sua mão esquerda no vidro, onde mostra ter vários anéis. Ao fundo, o céu azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35001" class="wp-caption-text">Segundo álbum da carreira solo de Liniker, Caju alcançou mais de 200 milhões de reproduções nas plataformas de áudio (Foto: BREU ENTERTAINMENT)</figcaption></figure>
<p><b>Liniker – CAJU</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No gosto proeminente de um pseudofruto, Liniker se lambuza em frutose com </span><a href="https://personaunesp.com.br/caju-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CAJU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O álbum de 14 faixas é um verdadeiro passeio pela diversidade do sentir, contemplando desde a necessidade de um amor com intimidade ao respirar aliviado dos fins com tom de recomeço. Além das múltiplas facetas temáticas, o disco também encontra espaço para fazer um belo mix de ritmos musicais, trazendo o </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a</span><i><span style="font-weight: 400;"> mpb</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até o pagode para serem parte da construção da miscelânia.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom angelical, dramático e ousado de</span><i><span style="font-weight: 400;"> CAJU</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha ainda mais cor com a presença de</span><i><span style="font-weight: 400;"> feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> de peso, como o duo Anavitória, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ao Teu Lado</span></i><span style="font-weight: 400;">, BaianaSystem, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Negona dos Olhos Terríveis</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Melly, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Papo de Edredom</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre muitos outros adjetivos possíveis, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kEJstdoOJyY"><span style="font-weight: 400;">produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente encantadora e, de longe, um dos melhores trabalhos musicais do cenário nacional contemporâneo. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Caju, Veludo Marrom e Ao Teu Lado. </span></p>
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<figure id="attachment_34976" aria-describedby="caption-attachment-34976" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg" alt="Cada da trilha sonora original de Challengers. A arte se trata de uma pintura da face de Zendaya, atriz principal do filme, uma mulher negra de olhos escuros e cabelos claros. Ela veste um óculos de sol que reflete a visão dos coadjuvantes, dois homens brancos que, na trama, são jogadores de tênis. Na parte inferior da capa, estão escrito “Challengers” e “Music by Trent Reznor &amp; Atticus Ross”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34976" class="wp-caption-text">16 faixas compõem a trilha sonora original de Challengers (Foto: Milan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Trent Reznor and Atticus Ross &#8211; Challengers (Original Score)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, por um lado, partidas de tênis nunca foram tão interessantes quanto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rivais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), por outro, a trilha sonora original certamente adicionou uma camada extra de tensão ao trio protagonista do filme de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/luca-guadagnino/"><span style="font-weight: 400;">Luca Guadagnino</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com momentos que buscam inspiração nas </span><i><span style="font-weight: 400;">raves</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990 e no cenário da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">techno</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Berlim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2NHhf3qtcoVPDEb03G8RFv"><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresentou 16 faixas impressionantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter sido </span><a href="https://www.instagram.com/p/DGgpBxcSJiU/"><span style="font-weight: 400;">esnobado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelas principais premiações do Cinema, o disco rendeu nas redes sociais, viralizando a sonoridade com </span><i><span style="font-weight: 400;">memes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">edits</span></i><span style="font-weight: 400;"> criados por admiradores. Fazendo jus ao </span><a href="https://variety.com/2024/artisans/news/challengers-trent-reznor-atticus-ross-zendaya-luca-guadagnino-score-1235976130/"><span style="font-weight: 400;">convite</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Guadagnino aos compositores e membros do Nine Inch Nails </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iB4_qdtdtXU"><span style="font-weight: 400;">Trent Reznor e Atticus Ross</span></a><span style="font-weight: 400;"> – “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você quer participar do meu próximo filme? Vai ser super sexy</span></i><span style="font-weight: 400;">” – </span><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i><span style="font-weight: 400;"> brinca com os sintetizadores enquanto prepara o ambiente para a tensão (e o tesão) em cena. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Stopper; Brutalizer 2.</span></p>
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<figure id="attachment_34977" aria-describedby="caption-attachment-34977" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg" alt="Capa do álbum Charm, de Clairo. Na imagem, vemos a cantora, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela está deitada em um sofá verde, e a fotografia foca apenas em seu rosto e seus braços. Clairo olha para seu lado esquerdo, sem esboçar emoções. Ambos os braços estão apoiados no sofá, mas seu braço direito está com o cotovelo apoiado e ela segura seus cabelos com a mão direita. No canto superior direito, estão escritos os nomes da cantora e do álbum em um tom de verde mais claro." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34977" class="wp-caption-text">Charm foi indicado na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa no Grammy 2025, representando a primeira nomeação de Clairo na premiação (Foto: Clairo Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Clairo &#8211; Charm</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se fosse possível dar uma boa olhada dentro do cérebro de Clairo, seria seguro presumir que o fluxo de consciência dela é semelhante ao de qualquer pessoa com 20 e poucos anos. Segundo a cantora, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Zpam0KK9FlI"><span style="font-weight: 400;">experiências íntimas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ela aborda em seu terceiro álbum de estúdio têm a ver com “</span><i><span style="font-weight: 400;">momentos fugazes (&#8230;) em que fui encantada ou encantadora</span></i><span style="font-weight: 400;">” e as fantasias que esses momentos podem produzir. Quem nunca esteve nessa posição? E quem nunca precisou recorrer à Música para saber que não é a única pessoa do mundo a sentir tudo o que isso envolve?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Immunity</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora a juventude e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sling</span></i><span style="font-weight: 400;"> mergulha na complexidade que envolve o ato de crescer e amadurecer, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1KNUCVXgIxKUGiuEB8eG0i?si=ZD1vCiW1QpOX5OaTuHOvlg"><i><span style="font-weight: 400;">Charm</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está no meio-termo, ao passo que se debruça sobre o sentimento de se apaixonar por alguém. São 38 minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> sussurrante, elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, toques orquestrais </span><i><span style="font-weight: 400;">groovy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um calor aconchegante, com o lirismo de Claire Cottrill cantarolando junto com cada melodia descontraída. O álbum escancara o que a cantora e sua Arte sempre foram: um charme. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Second Nature, Juna e Add Up My Love</span></p>
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<figure id="attachment_34978" aria-describedby="caption-attachment-34978" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg" alt="Capa do álbum CHROMAKOPIA, de Tyler, The Creator. Na imagem, vemos o próprio cantor, que é um homem negro. Ele veste terno, usa uma máscara e tem seu cabelo estilizado. Ele olha para o lado esquerdo, fora do frame da fotografia, e faz um gesto com sua mão direita. A imagem é preta e branca, e é possível notar que existe uma luz profissional voltada para ele." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34978" class="wp-caption-text">“Sou o maior da cidade depois de Kenny, agora isso é um fato” (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Tyler, The Creator &#8211; CHROMAKOPIA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer um que esteja em dia com o cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual sabe que Tyler, The Creator é uma de suas jóias mais brilhantes, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> evidencia esse fato. Em sua produção mais inventiva até o momento, o artista amplia um pouco mais seus limites criativos e aprimora sua habilidade como contador de histórias, demonstrando uma vasta maturidade artística ao longo de todo o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é uma mistura de todos os temas que o artista já abordou em seus trabalhos anteriores sem parecer explicitamente com nenhum deles. A sensação é que as </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0U28P0QVB1QRxpqp5IHOlH?si=D_bHyTUVRVuL9hZVPv58-Q"><span style="font-weight: 400;">14 faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> aqui presentes são as que mais se assemelham com o verdadeiro Tyler Okonma, ainda que não se pareçam com nada que ele já tenha feito. Essa é uma proposta empolgante para os fãs de longa data, uma vez que abre um mundo novo de possibilidades para um dos nomes mais relevantes da Música contemporânea. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Rah Tah Tah, Sticky (feat. GloRilla, Sexyy Red &amp; Lil Wayne) e Take Your Mask Off (feat. Daniel Caesar &amp; LaToiya Williams)</span></p>
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<figure id="attachment_34979" aria-describedby="caption-attachment-34979" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png" alt="Capa do álbum Clancy. Nela, temos um fundo predominante na cor vermelha, com alguns detalhes nas cores preta e amarela, que remetem a chamas. Na imagem também há Josh Dun e Tyler Josep´h. Josh usa uma jaqueta preta com as mangas branca se uma calça preta e Tyler usa uma jaqueta preta, calça preta uma balaclava na cara e uma faixa preta com os dizeres CLANCY estilizados por sua extensão. Na parte cetnral e superior, também estilizado, está escrito CLANCY na vertical." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34979" class="wp-caption-text">Clancy prova que além de Música, o Twenty One Pilots é ótimo de narrativa (Foto: Fueled by Ramen)</figcaption></figure>
<p><b>Twenty One Pilots &#8211; Clancy</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de quase 10 anos, o Twenty One Pilots encerra uma </span><i><span style="font-weight: 400;">lore</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dura quatro álbuns e que traz consigo não só uma legião de fãs como também todo o amadurecimento do duo. </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Clancy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que o grupo atingiu sua forma máxima e como resultado, promove uma revisitação a toda sua carreira, sem mirar em um álbum específico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em questão de gêneros, talvez seja o álbum mais diverso do grupo: as estrofes rimas estão lá, mas dividem espaço com uma bateria mais carregada que remete ao </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos que descambam de vez para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa miscelânea de estilos converge com um Tyler que consegue abordar a batalha mental – que sempre foi mote dos últimos trabalhos do Twenty One Pilots – através de diferentes metáforas, que no final das contas, funcionam como uma recompensa para os fãs que batalharam junto ao longo da última década. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Next Semester,</span> <span style="font-weight: 400;">Oldies Station,</span> <span style="font-weight: 400;">Paladin Strait</span></p>
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<figure id="attachment_34981" aria-describedby="caption-attachment-34981" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34981" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco COWBOY CARTER. A arte se trata de uma fotografia de Beyoncé sentada em cima de um cavalo em movimento enquanto segura a bandeira dos Estados Unidos. A cantora é uma mulher negra de cabelos platinados longos que são fotografados balançando junto a bandeira do país. Ela está de frente para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. O cavalo é branco e é representado em movimento. Ao fundo, o cenário é um vazio preto com um chão desértico estilo faroeste." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34981" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER venceu três Grammys: Melhor Álbum Country, Melhor Perfomance Country em Dupla e Grupo e Álbum do Ano (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Beyoncé &#8211; COWBOY CARTER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta para as suas raízes texanas, Beyoncé fez de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">a sua principal aposta de redenção. Flutuando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante a maior parte de sua carreira, a artista finalmente se aventurou em um universo que não aprecia forasteiros: o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense. De fato, para a surpresa de poucos, o disco foi esnobado pela principal premiação do gênero, o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/cowboy-carter-de-beyonce-e-esnobado-no-country-music-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Country Music Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, pode-se afirmar que a força das 27 faixas se somatizaram em outra grande cerimônia da indústria, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammys/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, até o momento, ainda devia uma estatueta de Álbum do Ano à artista mais nomeada e vencedora de sua história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase como um enorme trabalho em grupo sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os limites entre diferentes sonoridades, a segunda obra da trilogia produzida durante a pandemia de covid-19 apresentou colaborações, no mínimo, singulares. Em meio a veteranos e novatos, as parcerias variaram desde a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UbxUSsFXYo4"><span style="font-weight: 400;">Dolly Parton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8MECfUH3GBs"><span style="font-weight: 400;">Stevie Wonder</span></a><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G7KNmW9a75Y"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wXhTHyIgQ_U"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">. O destaque, contudo, ficou sempre para a voz inconfundível de Beyoncé que, aqui, ecoou de forma ainda mais potente. Agora, é esperado que o encerramento do trio de discos venha acompanhado de uma pegada </span><a href="https://igormiranda.com.br/2024/02/beyonce-album-rock-teoria/"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> à la</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GC5E8ie2pdM"><span style="font-weight: 400;">Tina Turner</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das grandes inspirações da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">16 CARRIAGES; BODYGUARD; DAUGHTER.</span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34983" aria-describedby="caption-attachment-34983" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34983" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Cria de Caxias. Nela, vemos POCAH, uma mulher negra de cabelos pretos e longos. Ele está grudada em uma placa de trânsito com fita silvertape. Seu top e mini-saia são da cor prata, fazendo uma alusão a fita e ela veste também uma bota alta com estampa de onça. Ao fundo, a placa é na cor verde com os dizeres em letra maipuscula &quot;SAÍDA 171&quot; e logo abaixo &quot;DUQUE DE CAXIAS&quot; e onde estaria &quot;DUQUE&quot; está pixado com letras estilizadas &quot;CRIA&quot;. Além disso, há pixações também que dizem &quot;POCAH&quot;, &quot;VIVIANNE&quot; e &quot;MC POCAHONTAS&quot; fazendo alusão aos nomes da artista, ao fundo, uma rodovia movimentada e no canto inferior esquerdo, o selo &quot;PARENTAL ADVISORY EXPLICIT CONTEXT&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34983" class="wp-caption-text">Mesmo com o polêmico uso de inteligência artificial, POCAH entrega um ótimo álbum (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>POCAH &#8211; Cria de Caxias</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4?si=tbCsgcbpQ8CEdWCYethHRA"><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, POCAH celebra e relembra sua própria história. O disco mostra três momentos da cantora e suas canções são intercaladas por interlúdios,</span> <span style="font-weight: 400;">grafados de formas diferentes: </span><a href="https://open.spotify.com/track/3xkLkicrm5duKk94VCC5WM?si=Mbrz3SSVS5eTKAOTxTAdfg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">MC POCAHONTAS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/080Q6ex13eDl3vPdxAxjkt?si=7MjI0OU4QQe4ji-aE6SXDQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">pocah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/37QZOXTrPFApAYA8orVEwD?si=FjgRhzLbT4yEwjcaYaduBQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Viviane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além dessa distinção estilística, o álbum traz uma ecleticidade interessante – indo do funk carioca, passando pelo 150 bpm, até músicas reflexivas, cada um dos atos traz um ritmo diferente, e mostra a versatilidade de POCAH. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A definição perfeita de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mudança e amadurecimento. Diversos momentos importantes da vida da cantora estão presentes no trabalho, como troca do nome artístico – de Mc Pocahontas para somente POCAH – e o nascimento de sua filha Vitória. O primeiro e o segundo ato começam com a mesma batida – assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charli xcx</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com as canções </span><i><span style="font-weight: 400;">360</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">365</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, enquanto o último é repleto de calma e cheio de amor: a música </span><a href="https://open.spotify.com/track/3qEXRDyn4B0mQQNlTOWzFT?si=zig4CFwjTu-kqX5tzHpYdg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Vitória</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se comporta como uma declaração e encerra o disco de forma tranquila. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">ASSANHADINHA, cria de caxias e Vitória</span></p>
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<figure id="attachment_34984" aria-describedby="caption-attachment-34984" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg" alt="Em uma capa quadrada, se encontram duas figuras femininas, de costas. A mais à esquerda está apoiada sob o ombro da figura mais à direita, usa uma camiseta branca com detalhes nas costas e uma gola, além de ter um cabelo com luzes loiras preso em um rabo de cavalo e uma tatuagem na nuca. A figura mais à direita possui o mesmo cabelo e veste a mesma camiseta. O fundo é de cor marrom. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34984" class="wp-caption-text">Em mais um trabalho brilhante, Ariana demonstra vocais, história e se faz atual e relevante como em todas as suas eras (Foto: Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Ariana Grande &#8211; Eternal Sunshine</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ficando na lista dos </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/os-albuns-mais-ouvidos-no-mundo-em-2024"><span style="font-weight: 400;">cinco álbuns mais ouvidos de 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eternal Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem seu valor registrado na história. O sétimo disco de Ariana Grande vem como um recomeço grandioso na carreira da artista, possuindo um vínculo profundo com o momento que a Grande passava em sua vida pessoal, após o término de seu relacionamento com  Dalton Gomez. Transformando a dor e a vontade de se reencontrar, e com um impulso da chegada aos 30 anos, Ariana entrega ao ouvinte 13 novas músicas, pelas quais passeia por ritmos e sensações em uma delicadeza e poder únicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amadurecimento da cantora e de seu público se torna palpável no disco; para o espectador, chega na nova forma de escutar e entender cada referência, melodia e letra, e, para a cantora, na forma com a qual se apresenta. Sempre guardando uma surpresa para os fãs, Ariana expõe ao mundo </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">seu novo trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma sentimental e inteira, demonstrando como lidar com as memórias é importante para criar novas conexões e novos caminhos, e deixando a todos uma bela memória musical logo no início do ano, como uma carta de que mesmo nos momentos ruins, tudo vai melhorar. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">we can&#8217;t be friends (wait for your love), eternal sunshine, bye</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35003" aria-describedby="caption-attachment-35003" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Esquinas. Nela, vemos a esquerda, Ana, uma mulher branca de cabelo liso e castanho e Vitória, uma mulher branca de cabelo loiro platinado e cacheado. Ana olha para Vitória, que olha para a frente. O fundo da imagem está borrado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35003" class="wp-caption-text">Esquinas foi lançado acompanhado de uma visual experience delicada no Youtube (Foto: F/Simas)</figcaption></figure>
<p><strong>Anavitória &#8211; Esquinas </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que pode acontecer quando viramos uma esquina e não a outra? Em seu quinto álbum de estúdio, Anavitória não se dispõem a responder, mas a suscitar essa pergunta. </span><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em Dezembro de 2024, encerra a era </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), abusando do modo subjuntivo em um disco leve, grandioso e recheado de carga dramática. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Composto por 12 faixas, o trabalho representa as possibilidades em letras que tem como tema principal a vida; simples, contínua e incerta. O aspecto mais genial da obra é fazer com que quem escuta se sinta exatamente como as músicas interpretadas pelas artistas: longe de descobrir, mas como quem também</span><i><span style="font-weight: 400;"> “queria saber como seria”</span></i><span style="font-weight: 400;">.  Seja no claro ou no escuro, a única certeza é que virar a rua em que se encontra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HNHlYPtophU&amp;t=2194s"><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pelo caminho, é um doce presente. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Navio ancorado no ar, Espetáculo estranho e Água-viva. </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34985" aria-describedby="caption-attachment-34985" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum From Zero, da banda Linkin Park. Nela vemos ao fundo um auto-falante típico de caixas de som. Ele está coberto de um líquido rosa que parece estar em movimento pela vibração do alto-falante. No centro, em branco, temos o logo da banda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34985" class="wp-caption-text">Se o emo voltou de vez, agora é a vez do nu metal (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Linkin Park &#8211; From Zero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, nascido com a premissa de quebrar paradigmas, em uma relação inversamente proporcional, se tornou um dos gêneros mais conservadores – talvez só perdendo para a música clássica. O próprio Linkin Park já teve que lidar com certa rejeição quando veio ao mundo e, depois de provar seu talento, fincou seu nome na safra do início do século. Agora, sete anos após seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5Eevxp2BCbWq25ZdiXRwYd"><span style="font-weight: 400;">último álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e sem a cara principal da banda, Chester Bennington, o grupo precisou se provar mais uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://www.instagram.com/emilyarmstrong/"><span style="font-weight: 400;">Emily Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi anunciada como a </span><i><span style="font-weight: 400;">frontwoman</span></i><span style="font-weight: 400;"> escolhida para substituir Chester, a tarefa parecia ainda mais difícil. Mas o resultado foi um registro que, ao mesmo tempo em que preserva a história do Linkin Park, também coloca a banda como precursora nas mudanças do gênero. Mike Shinoda, agora com total controle da produção, conduz magistralmente o grupo de volta para um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais sujo e pesado instrumentalmente, para que a força vocal de Emily ecoe em um trabalho que agrada de gregos a troianos.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Heavy Is the Crown</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">The Emptiness Machine,</span> <span style="font-weight: 400;">Two Faced</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34986" aria-describedby="caption-attachment-34986" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png" alt="Capa do álbum 'Funk Generation' da artista Anitta. A imagem mostra Anitta posando em frente a uma grade de arame, à noite, com a cidade iluminada ao fundo. Ela está usando um look chamativo, com um biquíni jeans e acessórios brilhantes, como correntes e joias que cobrem seu corpo e cabelo. A estética é sensual e remete ao universo do funk. No canto superior direito, há um selo amarelo com o título do álbum escrito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34986" class="wp-caption-text">“Sou bem puta e todos sabem, né? Todos sabem” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Anitta &#8211; Funk Generation</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde quando Anitta anunciou em 2017 que ia começar a apostar em sua carreira internacional e levar o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">para o mundo, diversas tentativas foram feitas: O projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">Checkmate </span></i><span style="font-weight: 400;">e seus </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">, o primeiro álbum trilíngue, </span><a href="https://personaunesp.com.br/kisses-anitta/"><i><span style="font-weight: 400;">Kisses</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), várias colaborações com artistas globais e o polêmico </span><a href="https://personaunesp.com.br/versions-of-me-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022). Todos esses trabalhos tiveram seu valor, artístico e/ou estratégico, mas nenhum deles realmente transmitia nossa cultura. Porém, em 2024, a cria de Honório Gurgel finalmente fez o disco prometido, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6z6VObudfoxrvGNC5MtiTY?si=c3af39d600724c9f"><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum tem a coesão e a artisticidade que há muito tempo faltavam nas músicas da cantora. Produzido majoritariamente por artistas brasileiros, </span><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i><span style="font-weight: 400;"> resgata elementos dos diversos subgêneros do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">como o carioca, o paulista, o melódico, o dos anos 2000, entre outros. A sensação é de estar em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iaXt5shHFL8&amp;pp=ygUaZnVuayBnZW5lcmF0aW9uIGV4cGVyaWVuY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">bailão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do início ao fim. Mesmo que cante na maior parte do tempo em inglês e espanhol, Anitta conseguiu entregar qualidade tanto para nós, quanto para os gringos que estão conhecendo cada vez mais o </span><i><span style="font-weight: 400;">brazilian funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lose Ya Breath e Savage Funk</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35002" aria-describedby="caption-attachment-35002" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Gambiarra Chic. Pt 1. Nela vemos, duas mulheres que estáo triplicadads na imagem. Uma mulher é negra de cabelo loiro com mechas rosa e outra é uma mulher negra de cabelos pretos. Eles vestem um biquini azul e uma saia. Várias versões multiplicadas de Isma e Vita em diversas poses, sentadas em pedras em um fundo que simula o pôr do sol." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35002" class="wp-caption-text">Irmãs de Pau foram referência em experimentação no funk em 2024 (Foto: Irmãs de Pau)</figcaption></figure>
<p><strong>Irmãs de Pau &#8211; Gambiarra Chic Pt. 1 </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gambiarra Chic</span></i><span style="font-weight: 400;"> caminha por experimentações frenéticas e dançantes que dominaram as pistas das baladas LGBTQIA+ do Brasil. Com a ajuda de DJs como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-UryVbeU8As"><span style="font-weight: 400;">CyberKills</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://hashtagpop.com.br/clementaum-e-eleita-dj-do-ano-no-womens-music-event-awards-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Clementaum</span></a><span style="font-weight: 400;">, DJ Dayeh, Brunoso e</span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/mu540-e-apontado-como-um-dos-djs-mais-inovadores-da-cena-internacional-de-2024,06b8ff6f53884331d3b276d16f5dce0csw3xmwt9.html"><span style="font-weight: 400;"> MU540</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ajudaram na produção e levaram as músicas da dupla pelo país inteiro. Assim, elas conquistaram uma legião de fãs que adoram os seus </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">flows</span></i><span style="font-weight: 400;"> explosivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As experiências de mulheres trans são o ponto central das letras do projeto, ao abordar essa temática dentro do funk,</span><a href="https://midianinja.org/isma-e-vita-as-destemidas-irmas-de-pau-celebram-uma-decada-de-melodias-culminando-em-gambiarra-chic-2/"><span style="font-weight: 400;"> Irmãs de Pau</span></a><span style="font-weight: 400;"> reivindicam o seu lugar nos bailes, baladas e pistas do Brasil todo.  </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34987" aria-describedby="caption-attachment-34987" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg" alt="Em um fundo de tecidos amarelo dourado, cinco homens vestidos de roupas pretas se posicionam na tela. Eles foram a palavra GARY juntos, sendo os dois primeiros se dividindo para fazer a letra G (um curvando o braço e o outro agachado ao chão), ao lado um homem fazendo o A, seguido de um homem fazendo o R e outro fazendo o Y." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34987" class="wp-caption-text">Provando que envelheceu como vinho, Gary soa como uma versão perfeita de Blossoms em seu novo trabalho. (Foto: ODD SK Recordings)</figcaption></figure>
<p><strong>Blossoms &#8211; Gary</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história por trás do nome </span><a href="https://www.rollingstone.co.uk/music/features/blossoms-interview-gary-photos-gary-lineker-tom-ogden-43083/"><i><span style="font-weight: 400;">Gary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">trás um toque especial a todo o conceito: se inspirando em uma figura conhecida do Reino Unido nomeada Gary, um gorila de fibra de vidro com mais de dois metros de altura, a faixa-título narra a história do desaparecimento do mesmo. E não era possível esperar a mesmice de tantos álbuns da atualidade dentro do novo trabalho da banda só de conhecer o que foi o pontapé para o trabalho.  Em seu quinto registro e estreando sob selo próprio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende positivamente com uma musicalidade que mescla tudo de melhor que a banda já ofereceu até hoje, com ritmos contagiantes, melodias gostosas de ouvir e uma escrita divertida – por vezes até irônica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção de tantas referências em um único trabalho, por vez, cria </span><a href="https://www.popload.com.br/blossoms-a-banda-inglesa-em-busca-da-batida-indie-perfeita-lanca-o-single-perfect-me"><span style="font-weight: 400;">algo original e único</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que transforma o disco em uma experiência agradável e uma boa companhia para o dia a dia. Entre as dez novas músicas, nenhuma cai no limbo de “se sentir descartável”. Mais de uma década após sua criação e em um momento marcante de reinício, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra atual, sólido e com muita força para continuar reinventando, além de ser um convite e tanto para uma nova parcela de ouvintes no outro lado do globo. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Perfect Me, Slow Down, I Like Your Look</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34988" aria-describedby="caption-attachment-34988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Girl With No FaceNa imagem, a cantora Allie X está centralizada, ela está com as mãos em uma máscara que cobre seu rosto. A máscara está abrindo ao meio, em um risco na vertical, revelando o nariz e boca da artista. A máscara é na cor branca e possui o rosto de Allie X. O cabelo, que parece ser uma peruca, é na altura dos ombros, de cor preta e franja curta. Os cotovelos estão apoiados em uma mesa de cor laranja, assim como o fundo da imagem também é desta cor. Allie X veste uma roupa com luvas, ambas na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34988" class="wp-caption-text">A cantora Allie X tem uma colaboração com Troye Sivan e Mitski (Foto: Twin Music)</figcaption></figure>
<p><strong>Allie X &#8211; Girl With No Face</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouvir </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/10o3OFqQt0gqemtIcCh72x?si=k9YvQ41CSXmkQzKKKGoZUQ"><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em fevereiro de 2024, é entrar nas discotecas dos anos 1980 e ferir os tímpanos com os sintetizadores típicos da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embora os ritmos façam o corpo querer dançar – com exceção da introspectiva e misteriosa faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Saddest Smile</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e os falsetes gritados da cantora contribuam para o estilo, as composições abordam temas sensíveis, como disforia, transtornos alimentares e padrões de beleza. Em </span><a href="https://escutai.com/girl-with-no-face-allie-x-fala-sobre-novo-album-e-participacao-com-frimes-e-tolentino/"><i><span style="font-weight: 400;">Off With Her Tits</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a repetição do refrão pedindo para retirar os seios, gruda na cabeça, assim como as imposições do sistema. A garota pode até não possuir rosto, mas esbanja personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito majoritariamente pela própria Allie X, </span><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi uma das surpresas mais agradáveis de 2024. Os tons contraditórios entre conteúdo e música conseguem fisgar o público que, oriundo da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, construiu uma personalidade ácida de fazer diversão com traumas e problemas. O disco é uma espécie de laboratório do que é ser uma mulher, e a canadense cria seu conceito – afinal, toda mulher pode vestir uma face. Infelizmente, Allie X ainda não explodiu nas paradas, nem virou </span><i><span style="font-weight: 400;">trend</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> – o fato de não querer estar em </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/04/23/allie-x-canadense-misteriosa-que-encanta-fas-lgbts-nao-gosta-de-pop-e-diz-recusar-festivais.ghtml"><span style="font-weight: 400;">festivais</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ter ajudado nisso –, mas com seu talento quem sabe no próximo ano. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Galina, Black Eye e Truly Dreams</span></p>
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<figure id="attachment_34989" aria-describedby="caption-attachment-34989" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg" alt="Capa do álbum Hit me Hard and Soft, da cantora Billie Eilish. Nela, vemos Billie, uma mulher branca de capelos pretos. ele veste uma camisa preta e calças pretas; No parte central superior, há uma porta branca na horizontal que está aberta. Billie se movimenta como se estivesse caindo dessa porta e se afogando, já que o fundo da capa representa um fundo de um lago/mar" width="798" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1022x1024.jpg 1022w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-768x770.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1200x1203.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_.jpg 1244w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34989" class="wp-caption-text">Em Hit me Hard and Soft, Billie Eilish se sente confortável na própria pele e divide com os fãs o entendimento de sua sexualidade (Foto: Darkroom/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish &#8211; Hit Me Hard and Soft</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À altura do terceiro álbum, é inegável o sucesso de Billie Eilish. Desde que lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i> <span style="font-weight: 400;"> </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, já foram dois prêmios do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nove vitórias ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, maior premiação da indústria fonográfica. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hit Me Hard and Soft</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora abriu – ainda mais – o coração e chegou a locais que até então não eram sua marca, a exemplo de sua extensão vocal em </span><i><span style="font-weight: 400;">BIRDS OF A FEATHER</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção, aliás, finalizou o ano de 2024 como a mais tocada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> e entrou na boca do povo como uma das faixas mais aclamadas de sua carreira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A virada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/happier-than-ever-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma sonoridade conhecida – e bem executada – da artista. Agora, há momentos iguais a esse no projeto. Em L’AMOUR DE MA VIE, a performer de 22 anos brinca com efeitos sonoros e mostra que sabe utilizar o </span><i><span style="font-weight: 400;">autotune</span></i><span style="font-weight: 400;"> a seu favor a partir da mudança da música. Com influências de </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop,</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas 10 faixas que compõem o trabalho, a irmã de Finneas – seu produtor e membro da família — se firma como uma grande contadora de histórias, sejam elas trágicas ou animadas, mas sempre muito, muito bem interpretadas. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>BIRDS OF A FEATHER, BLUE E L’AMOUR DE MA VIE</p>
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<figure id="attachment_34991" aria-describedby="caption-attachment-34991" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Humanamente de Lvcas. A imagem mostra o cantor, homem branco com um bigode e cavanhaque e um brinco de argola na orelha esquerda, com seu torso aberto e dele saindo fogo, e nascendo plantas,flores e raízes, num fundo branco com o nome do álbum (Humanamente) escrito ao lado superior direito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34991" class="wp-caption-text">Lvcas grita seus sentimentos reprimidos no fundo do coração em Humanamente (Foto: Lvcas)</figcaption></figure>
<p><b>Lvcas &#8211; Humanamente</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com fluidez similar à que produz conteúdo nas redes sociais há anos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">youtuber</span></i><span style="font-weight: 400;"> Lucas Inutilismo, utilizando o nome artístico de Lvcas, lança seu primeiro álbum Humanamente, que junta elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, funk e eletrônica. Com 16 composições autorais, Lucas é responsável por gravar vocais e todos os instrumentos das músicas, e co-assina a produção ao lado de Marcelo Braga, seu parceiro nos clássicos vídeos de releituras musicais de retrospectiva do artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum apresenta apenas uma colaboração especial com Luana Victoria, a irmã do artista, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Espero Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, que serve como um momento de tranquilidade no disco, composto por graves usados tanto para bate-cabeça quanto para dança. O </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a principal inspiração, mas há alusões ao </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">djent </span></i><span style="font-weight: 400;">enquanto traz reflexões sobre </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-lado-humano-e-pesado-de-lucas-inutilismo-em-seu-1-album-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">dilemas próprios</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ser humano nas letras, mas sem ser conceitual demais a ponto de contar história através da música. Em 2025, Lvcas inicia a sua turnê em São Paulo com </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/lvcas-inutilismo-promete-show-caotico-em-estreia-de-turne-em-sp-poe-esse-celular-no-bolso/"><span style="font-weight: 400;">show caótico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e é promessa no cenário de metal alternativo do Brasil. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Flores, Meu jeitinho e Te espero aqui</span></p>
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<figure id="attachment_34992" aria-describedby="caption-attachment-34992" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg" alt="Capa do álbum In Search Of The Antidote, de FLETCHER. Na imagem, vemos parte do rosto da cantora, já que seus cabelos, ao vento, impedem a visão completa dele. Ela é uma mulher branca de cabelos castanhos que usa um batom rosa. O fundo da capa é azul e, na canto superior direito, está a etiqueta de “parental advisory”. A palavra “antidote” se encontra em letras maiúsculas na cor salmão na parte inferior da imagem. Em cima das letras T e E, está escrito “in search of the” em letras minúsculas, na cor branca e em outro tipo de fonte." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34992" class="wp-caption-text">In Search Of The Antidote é, em sua essência, sobre a busca pelo amor próprio (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><strong>FLETCHER &#8211; In Search Of The Antidote</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que FLETCHER usou o nome da namorada de sua ex em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98CpVsXyQhE"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela tem sido considerada um ícone </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> no setor por seu lirismo irônico que encapsula, com sucesso, a experiência do relacionamento amoroso entre mulheres. No entanto, ao invés de continuar na narrativa dos rompimentos angustiantes e inseguranças pessoais do primeiro álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">In Search Of The Antidote </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece uma análise tumultuada de identidade e realização pessoal, englobando o lado sombrio do processo de cura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, Cari Fletcher se mostra como uma mulher complexa, vulnerável, forte, sexy e sem pudor, deixando claro que este é um dos </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ZXvAPiGoqDXWsLHd3oZ8Q?si=NRhUWG-CSZe9pwxs5vdGsg"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais honestos e consistentes de sua carreira. Envolvendo a bagunça das emoções pós-término em cortes </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que fogem às regras, a artista prova, mais uma vez, que ninguém faz hinos de corações partidos da mesma forma que ela. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lead Me On, Pretending e Antidote</span></p>
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<figure id="attachment_34993" aria-describedby="caption-attachment-34993" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34993" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg" alt="Capa do álbum I'm Not Afraid of Music Anymore da banda COIN. A imagem apresenta uma escultura de pedra representando duas figuras humanas fundidas em um abraço, com um fundo verde vibrante, transmitindo uma estética minimalista e expressiva." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34993" class="wp-caption-text">“Acho que existe algo que eu esteja fugindo, ou é apenas quem eu sou?” (Foto: TenThousand Projects)</figcaption></figure>
<p><b>COIN &#8211; I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sexto álbum de estúdio da banda COIN, intitulado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0iYfLtcJwYEl23TtnwTibd?si=2887dea8bb774ecd"><i><span style="font-weight: 400;">I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, chega após um período de bloqueio criativo do grupo. As ideias dos membros não convergiam entre si, mas um sentimento único as conectava: o medo. Foi a partir dessa inquietação que surgiu o disco mais coeso e maduro da carreira deles. Diferentemente de produções anteriores, em que Chase Lawrence, Ryan Winnen e Joe Memmel soavam como se estivessem compondo colagens musicais, este trabalho se destaca por construir um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aaUVoU6sF9M"><span style="font-weight: 400;">quebra-cabeça</span></a><span style="font-weight: 400;"> cuidadosamente montado do começo ao fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade do álbum presta uma homenagem aos primeiros trabalhos da banda, resgatando o característico </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">de garagem. No entanto, com a produção de Gabe Simon – conhecido por colaborações com </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-banisters-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Noah Kahan –, os instrumentais ganham uma polidez que os torna mais equilibrados e harmônicos. Nesse clima nostálgico, o grupo aproveita para reconhecer a importância de seus fãs. Na delicada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cj2UTS-kC1Q"><i><span style="font-weight: 400;">Sing Along</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Lawrence canta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quantas tentativas posso encaixar em uma música/Esperando que você ainda cante junto?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa conexão com o público é a maior conquista de COIN, e</span><i><span style="font-weight: 400;"> I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas reforça, mas também celebra essa história.  –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Problem e Sing Along</span></p>
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<figure id="attachment_34994" aria-describedby="caption-attachment-34994" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34994" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg" alt="Capa do álbum Kansas Anymore do artista ROLE MODEL. A imagem em preto e branco mostra o artista de perfil, usando um chapéu de cowboy e uma jaqueta de couro, em uma pose descontraída com o fundo liso e minimalista. O título do álbum e o nome do artista estão em letras pequenas e discretas na parte central da imagem." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34994" class="wp-caption-text">“Para ser honesto, gosto da sensação de deixar tudo queimar” (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Role Model &#8211; Kansas Anymore</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada melhor do que um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8&amp;pp=ygUMYWxsIHRvbyB3ZWxs"><span style="font-weight: 400;">álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">de término de relacionamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> escrito por um corno. Esse é </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4OZ6nCbn8w0cHr1m0qiD2s?si=7oO5_aOrScuj-Cyv3b_L9Q"><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo disco de estúdio de Tucker Pillsbury, mais conhecido como ROLE MODEL. Após terminar com uma das influenciadoras da Geração Z mais conhecidas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cpFc1RPOF7s"><span style="font-weight: 400;">Emma Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor entrega seu trabalho mais coeso até então. Entre melodias contagiantes, sua marca registrada, e a autoconsciência de sua personalidade sedutora, é possível aproveitar 40 minutos de músicas íntimas e divertidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que supera o fim de seu relacionamento, Pillsbury também se vê imerso na superficialidade de Los Angeles. As referências a drogas e tratamentos estéticos evidenciam um descontentamento crescente com o estilo de vida da cidade. A nostalgia por suas origens e o desejo de fuga explodem em faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cd6ZPEgs83I&amp;pp=ygUVdGhlIGRpbm5lciByb2xlIG1vZGVs"><i><span style="font-weight: 400;">The Dinner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde o artista expressa o desejo de abandonar a futilidade da vida urbana e retornar para casa. Após seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1PhcZ4Ov6ZxuaUZF8r9rbk?si=h-lDW_rrSBekveKyBDIWtQ"><i><span style="font-weight: 400;">Rx</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não ter alcançado grandes destaques, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um passo na direção certa na carreira de ROLE MODEL. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Writing’s On The Wall e Slipfast</span></p>
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<figure id="attachment_34995" aria-describedby="caption-attachment-34995" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34995" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg" alt="Capa do disco Luan Santana Ao Vivo na Lua - Crescente. A imagem mostra o cantor Luan Santana no centro da capa. O cantor está no ambiente de universo, com estrelas, um borrão azul e o planeta Vênus ao fundo. À frente, é mostrada a superfície da Terra. Ao centro da parte inferior da capa, há a palavra “CRESCENTE” em letras brancas e maiúsculas. Luan Santana está de olhos fechados e segurando um microfone. Sua cabeça está inclinada para cima e ele possui tatuagens no braço direito. Sua roupa é bege, com brilho e detalhes nos ombros que descem até o peito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34995" class="wp-caption-text">Luan Santana continua projeto na Lua e traz uma experiência mais imersiva aos fãs (Foto: Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Luan Santana &#8211; LUAN AO VIVO NA LUA &#8211; CRESCENTE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2a9sL47ztb0zlKUl0uZxL8?si=DgpoNwqrQZCNIa6Bb9uc-A"><span style="font-weight: 400;">novo álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de</span> <span style="font-weight: 400;">Luan Santana</span> <span style="font-weight: 400;">conta com mais uma fase da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">: depois do  </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0SXQI9rQAxolmySULiXLi0?si=iNDd3e3xROGDN0Giotuo8A"><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; NOVA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">CRESCENTE</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em 21 de novembro de 2024. O disco mostra uma nova perspectiva sobre as turnês que Luan pretende construir. Além disso, o cantor permanece trazendo músicas que não perdem a originalidade do seu sucesso inicial. O álbum continua com o estilo das faixas românticas que o público costumava vibrar, como a famosa música </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0tD1sypxaMDpTd6qH1labJ?si=e11efae4e8554213"><i><span style="font-weight: 400;">Meteoro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o primeiro marco de sua carreira, lançada em 2009. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência é totalmente imersiva, de modo que a tecnologia de palco está sendo utilizada para trazer uma ideia de um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> realizado no espaço: Luan</span> <span style="font-weight: 400;">esclarece isso na apresentação de </span><a href="https://youtu.be/6hzdm2goo2c?si=_YZfKu0JOzc6wFQo"><i><span style="font-weight: 400;">CERTEZA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O cantor sempre procura oferecer novos ambientes para o seu público e </span><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; CRESCENTE </span></i><span style="font-weight: 400;">não foi diferente. De maneira geral, pode-se afirmar que o álbum marca uma divisão para os próximos projetos do cantor, que agora competem com os desafios do seu papel de paternidade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CERTEZA &#8211; Ao vivo, PARECE &#8211; Ao vivo, COISAS QUE EU NÃO VOU DEIXAR DE TER &#8211; Ao vivo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35005" aria-describedby="caption-attachment-35005" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg" alt="Capa do disco Novela. A imagem de capa é uma fotografia da cantora Céu, dos ombros para cima. Ela está com os cabelos cacheados soltos, preenchendo todo o quadro da imagem. Sua expressão é séria, com o olhar direcionado para o horizonte. Tem um ponto de luz branca forte à direita da artista." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela.jpg 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35005" class="wp-caption-text">Novela é o sexto álbum de estúdio de Céu (Foto: Urban Jungle Records/ONErpm)</figcaption></figure>
<p><b>Céu &#8211; Novela</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">é carinhoso e prazeroso. A primeira faixa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">, já te transporta para o oásis do álbum, longe do mundo real, mas próximo da natureza. As melodias desapressadas conduzem uma experiência de transe ao ouvinte que, se deixar o corpo solto, acompanha os movimentos musicais sem perceber. É um álbum para ouvir e se deixar derreter nele. A sonoridade especial mescla com elegância MPB, reggae e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, guiada pela voz de veludo de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/ceu-retorna-as-raizes-com-novela-6-album-de-ineditas-tudo-que-eu-sei-fazer-e-misturar/"><span style="font-weight: 400;">Céu</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é um espetáculo à parte. A cantora sabe transitar pelos gêneros, conferindo a cada um que cruza a sua impressão autoral única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi gravado ao vivo, de maneira orgânica, o que acentua ainda mais a intimidade instantânea do ouvinte com a obra. </span><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">só falta respirar, é vivo. Céu não tem dificuldade em amarrar à mesma obra conceitos independentes, o que a permite brincar com faixas como a divertida </span><i><span style="font-weight: 400;">Cremosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e com o rock nostálgico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lustrando Estrela</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa grande salada mista, ainda tem espaço para colaborações de ótimo gosto, que só elevam a qualidade para além da estratosfera. A cantora divide os vocais com convidados em três faixas bilíngues (</span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://youtu.be/cvglSoxOMDU?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Corpo e Colo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></p>
<hr />
<figure id="attachment_35006" aria-describedby="caption-attachment-35006" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais). Na imagem temos a presença dos integrantes da banda Jovem Dionísio. Eles estão com um efeito distorcido então é difícil descrever os detalhes. Mas todos os integrantes estão vestindo calça cargo na cor bege e uma jaqueta marrom. O cantor Ber Pasquali diferente dos outros está usando um moletom vermelho e o Rafael Mendes “Fufa” está segurando uma guitarra azul. Ao fundo temos uma tela preta e no canto superior direito temos o nome da banda e do disco em tons vermelhos. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35006" class="wp-caption-text">A banda foi indicada ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa (Foto: JD Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Jovem Dionisio &#8211; Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome do disco surge através da letra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Neste Contexto</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção apresentada ao público como o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">dessa nova fase da banda. Agora, sem dúvida nenhuma, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/20tdkGDqEJFZJs6TYEqifo?si=c-BIKH2yRDSxZH9JGoKirw"><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, simboliza a trajetória e a convicção de que esse é o caminho que a Jovem Dionisio pretende seguir nos próximos anos. Antes do lançamento oficial do álbum, os “meninos hidratados&#8221; entregaram um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZiXxivGolP0&amp;t=14s"><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i><span style="font-weight: 400;"> filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, com um roteiro fantasioso digno do subgênero terrir sobre um chefe </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5M0ajbNpBuenxLiJQhDI3k?si=60ce01d5588440b6"><span style="font-weight: 400;">bagre</span></a><span style="font-weight: 400;">, dono de uma cadeiraria e que vive assombrando seus funcionários. O curta-metragem também escapa alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">spoilers</span></i><span style="font-weight: 400;"> das canções presentes no disco, além da nova identidade visual da banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O melhor de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7i67Zql4x6mQ3tdgl12ZZj?si=pIhnp13tSJSJtQwIfgMPbw"><i><span style="font-weight: 400;">Acorda, Pedrinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> volta com mais profundidade. Sendo o trabalho mais experimental produzido pela banda, o principal desafio na composição do disco foi, sem dúvidas, em como conduzir essa pluralidade de arranjos e histórias, de maneira coesa para a compreensão do ouvinte, sem que a narrativa se perdesse nela mesma. Algo que foi pensado em conjunto como um grupo e revisitado inúmeras vezes pelos integrantes, que chegou em seu resultado final: um dos melhores álbuns </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> no cenário atual da música brasileira. Fora o sucesso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1lvEFHCWBX4"><i><span style="font-weight: 400;">to bem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dispensa apresentações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i><span style="font-weight: 400;"> também traz grandes parcerias, como o Grupo Menos É Mais, na canção</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SADxMQyhgSl5DR3sJZmav?si=3b0b53ba93ad4572"><i><span style="font-weight: 400;">sinto muito (demo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e de Arnaldo Antunes, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0TIiAUocHUlmjQsHuq6HEh?si=79e3af99a5e24982"><i><span style="font-weight: 400;">passeando do seu jeito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marcando o encontro de gêneros musicais presentes na segunda discografia da banda. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Neste Contexto, sinto muito (demo), eu preciso te dizer que</span></p>
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<figure id="attachment_35007" aria-describedby="caption-attachment-35007" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Orquídeas. Na imagem, a cantora Kali Uchis está prensada em uma superfície de vidro, com o lado esquerdo do rosto virado para cima. Ela está nua e em todo seu corpo há pétalas de orquídeas nas cores: roxo, rosa e azul, em vários tons. Há também um líquido rosa espalhado pelo espaço e pelo corpo da cantora. No canto inferior direito, há o aviso de conteúdo explícito no álbum. Kali Uchis é uma mulher na faixa dos 30 anos de ascendência colombiana e possui cabelos escuros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35007" class="wp-caption-text">O álbum possui feats com Karol G e Peso Pluma (Foto: Geffen Records)</figcaption></figure>
<p><b>Kali Uchis &#8211; Orquídeas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amor, sedução, desejo e fertilidade costumam ser as associações que a flor orquídea recebe de muitas culturas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5U20AVSsUvycGtWip4XQfo?si=AtIUCsqUTwO1loSrszdt4w"><i><span style="font-weight: 400;">Orquídeas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Kali Uchis, também pode ganhar esses significados – e sentimentos para quem ouve – através das canções sobre traições, pensamentos intrusivos que trazem lembranças de amantes e o amor incondicional de uma mãe para com o filho. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Tu Corazón Es Mío… </span></i><span style="font-weight: 400;">é dedicada ao nascimento do filho de Uchis com Don Toliver: a artista, grávida no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TaxJKDaciqk"><span style="font-weight: 400;">clipe</span></a><span style="font-weight: 400;">, preferiu resguardar a gestação dos holofotes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o álbum consegue transpassar o calor do amor por meio dos ritmos quentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como seu antecessor </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Moon in In Venus</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém mais enérgico e sem espaço para as músicas melódicas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Mata</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção sobre uma mulher que conseguiu se libertar de uma relação ruim, é uma experiência que se assemelha a assistir a um filme do </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/cinema/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-pedro-almodovar-o-cinema-e-a-moda/"><span style="font-weight: 400;">Almodóvar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Embora a letra pareça um sertanejo universitário genérico, os arranjos e vocais de Uchis sobem a temperatura dos ouvidos de uma forma extremamente luxuosa. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>F</strong></span><b>aixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Igual Que Un Ángel, Te Mata, Tu Corazón Es Mío…</span></p>
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<figure id="attachment_35008" aria-describedby="caption-attachment-35008" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Plan A de Lil Tecca. A imagem mostra o rapper, homem jovem de pele preta, e cabelo crespo com dreads, vestindo uma jaqueta com estampa de onça e tampando metade do rosto com ela, ele usa vários aneis nos dedos e duas pulseiras todas de prata e também um óculos escuro na altura da testa, num fundo de tom marrom e dourado, No canto inferior direito vemos o aviso de conteúdo explícito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35008" class="wp-caption-text">Para Lil Tecca sempre existiu apenas um plano (Foto:Galactic Records/Lil Tecca)</figcaption></figure>
<p><b>Lil Tecca &#8211; Plan A </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com apenas 16 anos, ainda no colegial, Tecca lançou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1XzY2ij_vL4&amp;pp=ygUGcmFuc29t"><i><span style="font-weight: 400;">Ransom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu maior hit até hoje. Cinco anos depois, entre transições suaves e batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódicas, Tecca ainda consegue conquistar o coração dos fãs com seus novos projetos: não foi diferente com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=151SppD5qwg&amp;list=PL3fL6ZRIZG76mUB9yr-7_5CMMQfhUxMbm"><i><span style="font-weight: 400;">Plan A</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu quarto álbum de estúdio, o artista expressa que nunca teve outro plano para seu futuro, apenas o ‘plano A’. </span><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a faixa de abertura do álbum,</span> <span style="font-weight: 400;">recebe um destaque especial devido ao seu ritmo mais lento, trazendo uma coesão perfeita entre as rimas de Tecca por cima do instrumental </span><i><span style="font-weight: 400;">cloud trap</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 18 faixas e apenas uma colaboração, sendo em </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can’t Let Go </span></i><span style="font-weight: 400;">com Don Toliver, eram esperados mais participações especiais no álbum, porém a batida </span><i><span style="font-weight: 400;">rage rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental não deixou a desejar na faixa. É relevante destacar que as fantásticas transições entre as músicas do projeto tornam a experiência de ouvir o álbum como um todo algo incrível e único. O disco demonstrou a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zX7eDJq6aLM"><span style="font-weight: 400;">grande maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> adquirida pelo artista ao longo dos anos. Seja como pessoa e produtor, com apenas um plano em mente, Tecca está conseguindo concretizá-lo. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Taste, Bad Time e Number 2</span></p>
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<figure id="attachment_35009" aria-describedby="caption-attachment-35009" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg" alt="Capa do álbum POST HUMAN: NeX GEn, da banda Bring Me The Horizon. A imagem mostra uma ilustração digital de uma personagem futurista, com pele, cabelos e camiseta em tons de rosa. Suas olheiras são alaranjadas, seus olhos são verdes e vermelhos e ela possui uma cicatriz na testa. Ela usa um brinco dourado de lua em uma das orelhas e possui piercings no rosto, no espaço entre os olhos. No canto inferior esquerdo, é possível ver um ursinho de pelúcia preto e branco, que parece estar em seu colo. Do lado direito, na altura do ombro da boneca, vemos um robô pequeno, composto por asas de borboleta e cabeça e pernas de boneca, voando. Ao lado dele, preso na boneca, há uma espécie de aparelho vermelho que mede as batidas de seu coração e que, provavelmente, ajuda ela a sobreviver. A boneca olha diretamente para frente, sem expressar emoções, e o fundo verde possui algumas texturas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35009" class="wp-caption-text">POST HUMAN: NeX GEn foi lançado de surpresa após quase quatro anos de espera (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Bring Me The Horizon &#8211; POST HUMAN: NeX GEn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, a banda britânica Bring Me The Horizon tem passado uma mensagem muito clara para o público: ‘não temos </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/59991/1/oli-sykes-bring-me-the-horizon-interview"><span style="font-weight: 400;">medo de mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e usamos nossa criatividade como bem entendemos’. Esse forte posicionamento fez com que os integrantes não se prendessem a um único gênero, algo que não costuma acontecer no meio em que estão inseridos, e é o que faz a banda crescer a cada lançamento – mesmo estando na indústria há duas décadas. </span><i><span style="font-weight: 400;">POST HUMAN: NeX GEn</span></i><span style="font-weight: 400;">, a segunda parte de um projeto que retrata uma sociedade pós-apocalíptica, é um dos álbuns que mais sustentam esse argumento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao adicionar </span><i><span style="font-weight: 400;">electronica</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hiperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> à mistura usual de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">emo</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda produz um disco diversificado, mas que ainda carrega a personalidade e o talento lírico que sempre teve. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1k7OXnGQPV4zF3seDwRroD?si=UzGXq-kMQlipn5bARsn6xA"><i><span style="font-weight: 400;">NeX GEn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que está em contato com o passado, ciente do presente e idealizando o futuro – algo que pouquíssimos artistas chegaram perto de realizar em 2024. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">YOUtopia, Top 10 staTues tHat CriEd bloOd e DArkSide</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35048" aria-describedby="caption-attachment-35048" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Prelude To Ecstasy. Nela, vemos uma cômoda de pedra com várias flores e velas e um quadro, onde as cinco integrantes da banda aparecem. São todas mulheres brancas e, da esquerda para a direita, uma está de vestido vermelha, outra de vestido branco, outra de vestido preto e mais uma de vestido branco. E no meio a vocalista está de vestido dourado. Eles se vesteme como se estivessem na era vitoriana do séc XIX" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35048" class="wp-caption-text">Disco um dos indicados Mercury Prize, maior premiação fonográfica da Inglaterra (Foto: Universal Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>The Last Dinner Party &#8211; Prelude To Ecstasy </strong></p>
<p>Com o passar dos anos, cada vez mais expoentes femininas estão conquistando seu lugar no <em>rock</em>, principalmente vindos da vertente britânica do gênero. Nesse ano, foi a vez do <a href="https://escutai.com/the-last-dinner-party-e-um-banquete-para-quem-gosta-de-musica/">The Last Dinner Party</a> alçar os holofotes de uma forma bastânte única e cheia de excêntricidade, colocando a banda como um dos maiores achados desta década.</p>
<p>O quinteto gótico, que seu conheceu nos pubs enquanto cursavam a faculdade, não reinventa a roda. Pelo contrário, ele usa de referências muito distantes uma da outra e as canaliza e um <em>pop barroco</em> repleto de <em>glam rock</em>. Como qualquer obra de origem feminina, <em><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ycq58KRtWt3wFtbuIkvLn">Prelude to Ecstasy</a> </em>vem carregado de críticas a masculinidade e a percepção feminina da sociedade, que são intesificadas por cinco artistas que fazem questão de ir contra a forma com que a humanidade imagina e idealiza uma mulher. <strong>&#8211; Guilherme Veiga</strong></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Nothing Matters, Ceasar on a TV Screen, Beautiful Boy</p>
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<figure id="attachment_35010" aria-describedby="caption-attachment-35010" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Room Under the Stairs. Na imagem temos a silhueta do rosto do Zayn ampliada em tons de azul. No interior da figura temos a imagem de uma escada em meio a um local rodeado por árvores e arbustos. No canto inferior esquerdo está escrito o nome do cantor em letras grandes, nas cores branca e azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35010" class="wp-caption-text">Room Under the Stairs ganhou uma versão deluxe com quatro músicas inéditas: Ignorance Ain’t Bliss, Lied To, In The Bag e Gave (Foto: Mercury Records)</figcaption></figure>
<p><b>ZAYN &#8211; ROOM UNDER THE STAIRS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escolher deixar uma parte sua para trás requer boas doses de sanidade e de falsos começos. Para ZAYN, essa mudança começa através de</span><i><span style="font-weight: 400;"> insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ecoam em seu íntimo e que ganham pulsação através das 15 faixas presentes em seu novo disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0PGluYePuY9INYN7SQheZ0?si=5VvOkZAeTS-js0vRXJY8tA"><i><span style="font-weight: 400;">ROOM UNDER THE STAIRS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sendo uma expressão de seus anseios e inquietações, o álbum representa um recomeço próprio para o cantor e para a sua música. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos separam o trabalho atual do seu último registro, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2yuQqhSklmfWgn8lmJNk5t?si=LSpiIKhSQ3uQQb3p7jjgOg"><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">(2021), um disco também introspectivo, mas que demandava de uma grande produção para alcançar o </span><i><span style="font-weight: 400;">rhythm &amp; blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno pensado e desejado pelo artista. Diferente disso, o quarto álbum é mais cru e intimista em sua composição, se aproximando das sonoridades do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> original. Com apenas voz e violão – e </span><i><span style="font-weight: 400;">a little bit of soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, Zayn aproxima suas letras de seus ouvintes, atingindo a maturidade que faltava em sua discografia. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> False Stars, The Time, Alienated</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35011" aria-describedby="caption-attachment-35011" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png" alt="Capa do disco Serenata da GG, Vol. 1 (Ao Vivo). A imagem mostra um coração rosa que ocupa todo o espaço central da capa e possui um relevo profundo, onde Gloria Groove está sentada. A cantora está usando um vestido vermelho, com luvas vermelhas e saltos vermelhos e seu cabelo também está da mesma cor. Ela utiliza jóias no pescoço, orelhas e mãos. Ao lado dela, está escrito “Serenata da GG” em letras rosas com sombra vermelha. Abaixo, em uma fonte menor, está escrito “Vol.1”. Ao fundo da imagem, a cor é preta." width="774" height="774" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35011" class="wp-caption-text">Gloria Groove aposta em mistura de música clássica e pagode em seu álbum Serenata da GG, Vol.1 (Foto: SB Music)</figcaption></figure>
<p><b>Gloria Groove &#8211; Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em maio de 2024, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2rKJHBwHEuztGQqjBkDDAK?si=jSXQ2PJaQS-8K62NXZ3WyA"><i><span style="font-weight: 400;">Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez Gloria Groove sair do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro. A chegada da cantora no pagode, por meio de músicas inéditas e regravações de clássicos dos anos 2000, mostra que a voz de Groove recebeu um toque surpreendente. O disco conta com 13 faixas, com participação de Ferrugem, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1baKllsMyEEdKIUiNx58KA?si=09fcc08d3f9f415e"><i><span style="font-weight: 400;">Câmera Frontal &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o cantor Belo, em</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5Y0RHqLgXOvZ9PtCf5Jb5n?si=3ef37a813d134e7f"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Era Feliz &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> inovou o estilo que está acostumada a cantar, de modo que o álbum traz mais romance para sua música, ao contrário de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4Qq4x0tJGWEFZt6jnvOKrQ?si=1i9nI3dtQmWSI2YqmEv-eQ"><i><span style="font-weight: 400;">LADY LESTE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que possui faixas voltadas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Serenata da GG, Vol. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gloria Groove</span> <span style="font-weight: 400;">preocupa-se em trazer um pouco mais do ritmo típico brasileiro, além de misturar sua música com ícones do Brasil, como Alcione</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">na faixa </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SSOaOh6W2vjiRVfPKSqoS?si=3f12611cf536493b"><i><span style="font-weight: 400;">A Loba &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essa nova visão da cantora, com certeza, deixa qualquer um em dúvida sobre qual será sua próxima aposta. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Nosso Primeiro Beijo &#8211; Ao Vivo , Eu Odeio Dia 12 &#8211; Ao Vivo, Radar &#8211; Ao Vivo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35012" aria-describedby="caption-attachment-35012" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png" alt="" width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35012" class="wp-caption-text">Produzido de maneira independente, Sexto Sentido é o segundo álbum da carreira de Luanna (Foto: MC Luanna)</figcaption></figure>
<p><b>MC Luanna – Sexto Sentido</b><b><br />
</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Nome marcante da cena feminina do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mc Luanna cresce sem medo e, em 2024, provou novamente que não à toa. Com o lançamento de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sexto Sentido</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora mostrou que a menina de </span><a href="https://open.spotify.com/album/54SQtN4KEfykOFgjtKXLzr"><i><span style="font-weight: 400;">44</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022) amadurece a cada dia com rimas mais críticas e </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> complexos, se tornando a mulher que sabe o quão contra a corrente nada. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Longe de achar graça nessa realidade de ser um nome entre poucos quando se trata de mulheres negras com visibilidade na Música, a artista trata de destacar a insatisfação com essa realidade: “</span><i><span style="font-weight: 400;">sou uma mulher negra falam pra ser mais forte/pra correr duas vezes porque a gente é sem sorte/pra que expor sentimento se não vou ganhar flores?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.  Da vulnerabilidade e dor de não poder sequer aparentar fraqueza, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7oHTdUPKkBo"><span style="font-weight: 400;">Luanna</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que sua força está em ser a inspiração de tantas mostrando exatamente o que o mundo a fez achar errado expor: humanidade.  </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Ainda Sinto Muito, Rotina 2 e Cartas a Uma Garota Negra.</span></p>
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<figure id="attachment_35013" aria-describedby="caption-attachment-35013" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg" alt="Capa do disco Short n’ Sweet, da cantora Sabrina Carpenter. Sabrina Carpenter é uma mulher branca, de cabelos loiros e olhos azuis. Ela aparece em frente de um fundo azul, olhando por cima do ombro. Em seu ombro, há uma marca de beijo, feita com batom vermelho escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35013" class="wp-caption-text">Short n’ Sweet é para todos os gostos (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter &#8211; Short n&#8217; Sweet</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cafeinado, pequeno e doce, </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/?fbclid=PAY2xjawG1wohleHRuA2FlbQIxMAABpjRHsWpQF02kAauBdiwaWYoU4D4uaGYn1UTqsN7akHvbTiuFZvmZ5KWt8w_aem_Zj6Lh1_FSKr20M1Vh13Yxw"><i><span style="font-weight: 400;">Short n’ Sweet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra ainda mais o lado sedutor e apaixonado de Sabrina Carpenter. Por meio de trocadilhos e piadinhas levemente sexuais, a cantora consegue ainda mais se distanciar da imagem de atriz mirim da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> e se aproximar do estrelato do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e mostra que já atingiu a maioridade. Carpenter apresenta um disco enérgico e divertido, flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">synth pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jbJhdc2zLz0"><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de afirmar que mulheres podem sim demonstrar a sexualidade e a sensualidade de formas positivas, sem sentirem vergonha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> chiclete, Sabrina Carpenter evolui ainda mais seu trabalho com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Island Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que acompanha a pequena loirinha desde o emocional </span><i><span style="font-weight: 400;">emails i can&#8217;t send</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, e se estabelece na cena musical. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> viciantes – </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eVli-tstM5E"><i><span style="font-weight: 400;">Espresso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com sua cafeína, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cF1Na4AIecM"><i><span style="font-weight: 400;">Please Please Please</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com suas repetições e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KEG7b851Ric"><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com suas fofocas – e músicas ainda mais gostosas de ouvir, Carpenter mostra que a sua Música possui tons alegres e cômicos, e que sempre pode retornar para temas reflexivos – como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=moMdJBDCblE"><i><span style="font-weight: 400;">Dumb &amp; Poetic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Good Graces, Taste, Don&#8217;t Smile</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35014" aria-describedby="caption-attachment-35014" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg" alt="Capa do disco Songs Of A Lost WorldNa imagem, a cabeça de uma escultura em pedra está caída em um fundo preto. Não possui rosto, apenas traços de boca e olhos. No canto superior direito, está escrito o nome da banda, com “the” em minúsculo e “Cure” em caixa alta. Abaixo da cabeça, está o título do álbum “Songs Of A Lost World”." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35014" class="wp-caption-text">Songs Of A Lost World é o primeiro álbum inédito da banda em 16 anos (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>The Cure &#8211; Songs Of A Lost World</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Canções De Um Mundo Perdido</span></i><span style="font-weight: 400;"> (em tradução livre) marca o retorno </span><span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2024/10/14/cure-planeja-aposentadoria-e-turne-para-comemorar-50-anos-da-banda/"><span style="font-weight: 400;">despedida</span></a> <span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> da banda britânica comandada pelo vocalista, guitarrista e compositor Robert Smith. O novo álbum, embora melancólico, é sobretudo potente, e questiona o mundo atual através da forma e conteúdo. Com os celulares, rádios, </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">e músicas aceleradas, o disco de oito músicas e 49 minutos de duração vai na contramão das tendências e exige do ouvinte um momento de contemplação para as cargas dramáticas de The Cure. Introduzido por </span><i><span style="font-weight: 400;">Alone</span></i><span style="font-weight: 400;"> com guitarra e bateria, a voz de Smith só entra depois de três minutos, assim como as outras canções &#8211; a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Endsong </span></i><span style="font-weight: 400;">de dez minutos só apresenta letra aos seis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse é o final de todas as canções que já cantamos</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">anuncia a banda. O disco reflete sobre a experiência de luto que Robert Smith passou ao longo dos anos, com a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/cure-robert-smith-revela-que-morte-da-mae-do-pai-do-irmao-influenciou-novo-disco/"><span style="font-weight: 400;">morte do irmão</span></a><span style="font-weight: 400;">, da mãe e do pai. É um homem que se encontra desconcerto sobre o lugar que vive. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4wjxmqXnSQvBZWL3IbYngX?si=lIZtRR5_QO6hhYhCmaLF0g"><i><span style="font-weight: 400;">Songs Of A Lost World</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é incrível e faz você sentir cada sentimento através das cordas e da voz de Smith &#8211; que nada envelheceu. O mais interessante é que, mesmo aos 65 anos, o mundo do líder da banda não está deteriorando pelas pautas raciais ou de sexualidade &#8211; como de costume com os ‘rebeldes’ do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> -, mas sim pela sua íntima experiência com o fim da vida, das relações e de sua banda.</span> <b>&#8211; Davi Marcelgo</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Alone, Fragile Thing e I Can Never Say Goodbye  </span></p>
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<figure id="attachment_35015" aria-describedby="caption-attachment-35015" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Submarine da banda The Marías. A imagem apresenta uma mulher submersa em um ambiente aquático com tons predominantemente azuis. Ela está agachada, com o cabelo solto flutuando na água e vestindo um vestido escuro com detalhes claros. A iluminação suave cria um contraste dramático, destacando sua silhueta e expressão contemplativa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35015" class="wp-caption-text">“Eu me pergunto como é estar sozinho, se você não me ligar de volta, acho que saberei” (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Marías &#8211; Submarine</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IqT1eE_8Psw"><i><span style="font-weight: 400;">Submarine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">indie-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> The Marías, é um mergulho sonoro que confirma a identidade única do grupo de Los Angeles. Formada pela vocalista porto-riquenha María Zardoya, criada no estado de Geórgia, pelo baterista e produtor Josh Conway, pelo guitarrista Jesse Perlman e pelo tecladista Edward James, os membros continuam a navegar entre momentos de introspecção e explosões de energia em suas músicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título ‘Submarino’ é uma descrição precisa da atmosfera do álbum, que nos transporta para um mundo aquático onde a música flui como uma correnteza suave. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> característico do grupo envolve o ouvinte em camadas de melodias etéreas, como se a música oscilasse entre a superfície e as profundezas. O encanto de Submarine reside na combinação de vocais delicados, sintetizadores hipnotizantes e linhas de baixo marcantes. As letras, muitas vezes introspectivas, giram em torno das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9NOlqJHvAZo&amp;pp=ygUOcnVuIHlvdXIgbW91dGg%3D"><span style="font-weight: 400;">frustrações e desconexões em relacionamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, um tema central que confere unidade ao álbum. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Love You Anyway e Run Your Mouth</span></p>
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<figure id="attachment_35016" aria-describedby="caption-attachment-35016" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png" alt="A imagem mostra Duda Beat em um deserto surrealista com caixas de som pegando fogo e caules secos de árvores, seu figurino é composto por faixas de aspecto metálico na parte superior e botas prateadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35016" class="wp-caption-text">Na semana de estreia, Tara e Tal estreou na parada de álbuns do Spotify, sendo o segundo da artista a entrar na parada. (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><strong>DUDA BEAT &#8211; Tara e Tal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tara e Tal</span></i><span style="font-weight: 400;">, DUDA BEAT explora uma sonoridade mais frenética do que nunca e flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao longo do ano de 2024, a artista embarcou em uma turnê que promoveu o disco e colocou multidões para dançar muito em faixas como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eyQWGHmJuVk"><i><span style="font-weight: 400;">NiGHT MARé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wKq2XqhteuA"><i><span style="font-weight: 400;">SAUDADE DE VOCÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O trabalho foi </span><a href="https://www.tracklist.com.br/review-duda-beat-tara-e-tal/181705"><span style="font-weight: 400;">reconhecido por suas referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> não-convencionais e a habilidade de DUDA em transformar seu repertório em um disco coeso e competente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A habilidade de conseguir mais uma vez ter um trabalho admirado pelo seu público e </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/os-10-melhores-albuns-nacionais-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, fez com que mesmo com a falta de grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> comerciais, Tara &amp; Tal fosse lembrado como um lançamento essencial para a indústria musical nacional no ano de 2024. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: NiGHT MARé, SAUDADE DE VOCÊ, q prazer</span></p>
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<figure id="attachment_35018" aria-describedby="caption-attachment-35018" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg" alt="A imagem mostra o rosto da artista em fundo escuro com uma tipografia contemporânea escrita “Taurus Vol. 2”." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35018" class="wp-caption-text">Duquesa venceu Revelação do Ano no Prêmio Multishow 2024 (Foto: Boogie Naipe)</figcaption></figure>
<p><b>Duquesa &#8211; Taurus, Vol. 2</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Taurus, Vol. 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> narra o desenvolvimento da carreira de Duquesa através do olhar da artista, explorando os sentimentos que a fama trouxe para a vida dela. Durante 2024, o álbum foi responsável por colocar a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma lugar de destaque na cena do rap brasileiro, junto de outras mulheres como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7PXsNesbCOg"><span style="font-weight: 400;">Ebony</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dupla </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X8DgAysALBs"><span style="font-weight: 400;">Tasha &amp; Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi bem recebido pelo público e </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/12/16/melhores-discos-rap-brasil-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, explorando gêneros como </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo consumido por diversos públicos, posicionando ele como um trabalho que transcende as barreiras do gênero no país. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
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<figure id="attachment_35019" aria-describedby="caption-attachment-35019" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png" alt="Foto da capa do álbum The Secret of Us. Ela apresenta Gracie Abrams, uma mulher de pele clara com cabelo curto e castanho, exibindo uma expressão introspectiva e um olhar direcionado para o lado direito, com os lábios levemente entreabertos, transmitindo contemplação ou curiosidade. A modelo usa brincos de argola duplos dourados, e o fundo é branco, minimalista, destacando seu rosto. O título The Secret of Us está escrito no topo em uma fonte cursiva amarela estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35019" class="wp-caption-text">O sucesso do álbum deu a Abrams a oportunidade de ser host de um episódio do aclamado programa de televisão americano SNL (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gracie Abrams &#8211; The Secret of Us</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/56bdWeO40o3WfAD2Lja4dl"><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> segundo álbum de Gracie Abrams, destaca-se como uma das melhores produções de 2024 por sua profundidade emocional e evolução artística. Lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Interscope Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco apresenta uma colaboração notável com Taylor Swift na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7IcYAGAm6P8"><i><span style="font-weight: 400;">us. (feat. Taylor Swift)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, evidenciando o reconhecimento de Abrams na indústria musical.  A produção de Aaron Dessner e Jack Antonoff contribui para a sonoridade expansiva e narrativa envolvente, refletindo o crescimento da jovem artista como compositora e vocalista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">recebeu uma versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0hBRqPYPXhr1RkTDG3n4Mk"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo quatro novas faixas.  O álbum também rendeu a Abrams uma indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Artista Revelação, além de uma nomeação conjunta com Taylor Swift na categoria de Melhor Performance Pop em Dupla ou Grupo pela colaboração em uma das faixas do disco</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A artista lançou videoclipes para faixas como</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uxjhN_Donfw"><i><span style="font-weight: 400;">I Love You, I&#8217;m Sorry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, demonstrando sua versatilidade e conexão com o público, além de versões acústicas das canções de maior sucesso do disco.</span><b> &#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I Love You, I’m Sorry, us. (feat. Taylor Swift), That’s So True</span></p>
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<figure id="attachment_35020" aria-describedby="caption-attachment-35020" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png" alt="A imagem é a capa do álbum The Tortured Poets Department, de Taylor Swift. Ela apresenta um retrato em preto e branco da cantora deitada em uma cama, cercada por travesseiros. A artista, está vestindo uma blusa preta de alças finas, que escorrega levemente pelo ombro, e um short escuro. Sua posição é relaxada, com um dos braços cruzando o peito e a outra mão pousando suavemente sobre o abdômen. Seu olhar está direcionado para o lado, parcialmente encoberto pelo cabelo solto, transmitindo um ar de introspecção e melancolia. A luz na imagem é suave, criando sombras delicadas e um efeito etéreo. No topo da fotografia, o título &quot;The Tortured Poets Department&quot; aparece em uma fonte serifada simples e elegante. A imagem está centralizada dentro de uma moldura bege, criando um design minimalista e sofisticado, alinhado à estética melancólica e poética do título." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35020" class="wp-caption-text">O álbum deu a Taylor Swift o recorde de disco mais vendido em 2024 nos EUA, com quase 7 milhões de cópias vendidas (Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; The Tortured Poets Department</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Taylor Swift conquistou um lugar de destaque em 2024 por sua abordagem inovadora, que mistura poesia contemporânea com sonoridades experimentais. Trata-se de uma obra que transcende a simples classificação de gênero, apresentando letras carregadas de significados profundos, narrativas densas e um apelo emocional raro. A complexidade lírica da cantora e compositora  e a riqueza instrumental dialogam de forma brilhante, criando um equilíbrio entre o introspectivo e o compartilhado. O álbum lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Universal Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora temas como dor, redenção e a tristeza de um término de relacionamento, oferecendo uma experiência que convida à reflexão e à imersão. Essa originalidade foi amplamente reconhecida pela crítica e pelo público, consolidando o projeto como um marco da música contemporânea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas cumpriu, mas superou expectativas, quebrando recordes de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> em plataformas digitais e sendo amplamente celebrado em premiações importantes da indústria musical, como os </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA</span></i><span style="font-weight: 400;">. O videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q3zqJs7JUCQ"><i><span style="font-weight: 400;">Fortnight (feat. Post Malone)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em conjunto com o rapper Post Malone, e a versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5H7ixXZfsNMGbIE5OBSpcb?si=ot0YiSruSiuplF1tHVRAWg"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">The Anthology</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com 15 faixas adicionais refletem o sucesso iminente do disco da loirinha. Os dois trabalhos, , aliados ao impacto cultural que a obra gerou, reafirmam a relevância e a influência de Taylor Swift no cenário musical atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> My Boy Only Breaks His Favorite Toys, Guilty as Sin?, Who’s Afraid of Little Old Me?</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35021" aria-describedby="caption-attachment-35021" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco What A Devastating Turn of Events. Na imagem temos a presença da cantora Rachel Chinouriri no centro, uma jovem negro, de olhos castanhos e cabelo liso preto. Ela está vestindo uma baby tee preta, com detalhes floridos rosa e de manga listrada nas cores bege, marrom e laranja. Também está vestindo uma saia longa com a mesma estampa da manga da baby tee e um tamanco preto. Ela está segurando um violão com vários desenhos. Ao seu redor tem outras quatro figuras da Rachel vestida com uma jaqueta branca, calça jeans e tênis branco, cada uma fazendo uma tarefa diferente. Uma está ao lado de uma bicicleta lilás, outra está colocando o lixo pra fora, uma está pendurando bandeiras da Inglaterra na janela e a outra está escrevendo em um caderno. Elas estão ao lado externo, em frente a uma casa de tijolos marrons e janelas brancas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35021" class="wp-caption-text">Rachel Chinouriri foi indicada aos prêmios de Melhor Artista Revelação e Melhor Artista do Ano no BRIT Awards 2025 (Foto: Parlophone Records)</figcaption></figure>
<p><b>Rachel Chinouriri &#8211; What a Devastating Turn of Events </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sinônimo de casa pode ter significados diferentes para quem o procura. A busca por pertencimento nos faz questionar sobre a nossa trajetória como indivíduo e quando se é uma mulher na indústria musical, esse sentimento é quase sucessivo. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1Td1oiZTQFYR7N1QX00uhr?si=TFknkOYPTymYsW6NfQ4ddA"><i><span style="font-weight: 400;">What a Devastating Turn of Events</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido e interpretado por Rachel Chinouriri, ouvimos sobre a série de eventos devastadores que uma artista negra, nascida na Inglaterra, precisou passar até lidar com as </span><a href="https://youtu.be/J78G0sYCSRs?si=eGqMze9t_mDoUZ-R"><span style="font-weight: 400;">adversidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> e encontrar a sua própria maneira de fazer arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assinado pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Parlophone Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com 14 faixas que combinam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WHDjBjnuZ1s"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G5lKmUw_Vxs"><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma lírica sensível e representativa. Mergulhando em narrativas difíceis sobre solidão, decepções e autocrítica, o disco representa, com muita sinceridade, o processo de aceitação vivenciado por </span><a href="https://www.rachelchinouriri.com/"><span style="font-weight: 400;">Chinouriri</span></a><span style="font-weight: 400;">, sobre ela mesma e o seu trabalho. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Never Need Me, All I Ever Asked, So My Darling </span></p>
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		<title>Em THINK LATER, conhecemos a bad girl interior de Tate McRae</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 12:30:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Barbosa A música pop sempre esteve no auge do mundo, principalmente após o início dos anos 2000. A ascensão de nomes como Britney Spears, Beyoncé, Lady Gaga e Rihanna fez com que a régua de exigência em relação a cantoras que iriam surgir a partir dali fosse muito alta. Com o passar do tempo, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/think-later-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em THINK LATER, conhecemos a bad girl interior de Tate McRae"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33312" aria-describedby="caption-attachment-33312" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-800x800.jpg" alt="Capa do álbum THINK LATER. No centro está a cantora Tate McRae, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros, lábios rosados e olhos castanhos. Ela está olhando pro lado e está usando uma regata de alça preta e uma calcinha preta. Em seus pés, utiliza uma espécie de bota acolchoada preta e branco que vai até a altura de seus joelhos e na direita está escrito THINK na vertical e na esquerda LATER, também na vertical, com a cor roxa em ambos os lados." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33312" class="wp-caption-text">A nova queridinha da Gen Z lançou seu segundo álbum em 2023 (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre esteve no auge do mundo, principalmente após o início dos anos 2000. A ascensão de nomes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u4FF6MpcsRw"><span style="font-weight: 400;">Britney Spears</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4m1EFMoRFvY"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qrO4YZeyl0I"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pa14VNsdSYM"><span style="font-weight: 400;">Rihanna</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que a régua de exigência em relação a cantoras que iriam surgir a partir dali fosse muito alta. Com o passar do tempo, a forma de se consumir música pela grande massa mudou. O </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.forrester.com/blogs/tiktok-usage-plateaus-among-us-gen-z-teens/"><span style="font-weight: 400;">rede social mais usada pela Geração Z</span></a><span style="font-weight: 400;">, tem grande influência na indústria fonográfica, com o poder de </span><a href="https://www.forbes.com/sites/petersuciu/2022/11/21/running-up-that-hilltiktok-and-youtube-are-giving-old-songs-new-life/?sh=575f532b3c57"><span style="font-weight: 400;">ressuscitar</span></a><span style="font-weight: 400;"> grandes clássicos e fazer pequenos artistas se tornarem globais, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. Tate McRae também faz parte dessa nova leva de cantores, e isso fica evidente em seu novo álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0OUOx6rJXtL66AzTnP9KUE?si=Eu4G_pE9QrK0z0LIHSX_sw"><i><span style="font-weight: 400;">THINK LATER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-33309"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde pequena, a cantora canadense faz parte do ambiente artístico, seja na dança ou na música. Foi somente em 2023, após lançar </span><i><span style="font-weight: 400;">Greedy</span></i><span style="font-weight: 400;"> – o </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single</span></i><span style="font-weight: 400;"> de seu novo álbum – que a cantora atingiu novos patamares. Até então, McRae havia estreado com o primogênito </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5fhTetHew6Eph6HfQ9O5gJ?si=2LEnrcHHRJOAnqPHsNRUIA"><i><span style="font-weight: 400;">i used to think i could fly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e tinha uma pequena base de seguidores. Ao viralizar com a música no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo com uma carreira tão recente na indústria, a intérprete chegou no topo da </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i> <a href="https://poptivo.com.br/tate-mcrae-entra-em-2024-no-topo-do-spotify-global/#:~:text=Tate%20McRae%20j%C3%A1%20come%C3%A7a%20o,Doja%20Cat%20e%20v%C3%A1rios%20outros."><i><span style="font-weight: 400;">Spotify Global</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde permaneceu por várias semanas, e alcançou também o topo da parada musical </span><a href="https://www.billboard.com/music/chart-beat/tate-mcrae-greedy-number-one-billboard-global-charts-1235511896/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Global 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a viralização de </span><i><span style="font-weight: 400;">Greedy</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora intensificou a divulgação do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde performances em programas de TV</span> <span style="font-weight: 400;">e em</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NFZNGoHo2cw"><span style="font-weight: 400;">premiações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela ainda investiu em um videoclipe clássico, com figurino esportivo de hóquei, bailarinos e muita dança. É perceptível a confiança que ela demonstra, muito confortável com as câmeras e servindo uma postura digna de diva </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, de certa forma, se perdeu ao longo do tempo no cenário da música do gênero. A canadense foi alvo de diversas </span><a href="https://people.com/tate-mcrae-talks-dance-pop-stardom-new-album-think-later-8411690"><span style="font-weight: 400;">comparações</span></a><span style="font-weight: 400;">, chegando a ser chamada de Britney Spears da nova geração. São tantas referências e paralelos que sua autenticidade acaba se perdendo, fazendo com que a confiança apresentada na canção não fique tão evidente no restante do álbum.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tate McRae - greedy (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/To4SWGZkEPk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante as 14 faixas que compõem a obra de McRae, ela incorpora seu lado </span><a href="https://www.bbc.com/news/entertainment-arts-67646932"><i><span style="font-weight: 400;">bad ass girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – a famosa garota má – para mostrar que está pronta para devorar todos os homens que aparecerem e para fazer com que o cara que a deixou se arrependa disso, mesmo estando presa a ele. Essa fórmula não é nada inovadora, por ser uma cartada coringa de quase toda cantora do cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e já tendo sido utilizada diversas vezes na indústria, como nas canções </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vKNcuTWzTVw"><i><span style="font-weight: 400;">How to Be a Heartbreaker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da Marina and The Diamonds; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-ORhEE9VVg"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da Taylor Swift e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PLolag3YSYU"><i><span style="font-weight: 400;">Maneater</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da Nelly Furtado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade do disco revela uma combinação de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/tate-mcrae-think-later/"><span style="font-weight: 400;">influências</span></a><span style="font-weight: 400;">, indo de elementos clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como sintetizadores, até toques mais experimentais, como os componentes trazidos do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa diversidade nas referências gera uma sensação convidativa e dançante ao trabalho, deixando-o confortável aos ouvidos dos consumidores do estilo musical. As letras não apresentam profundidade, mas expressam os sentimentos de McRae, demonstrando uma pequena fração da personalidade da artista.</span></p>
<figure id="attachment_33311" aria-describedby="caption-attachment-33311" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33311" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-800x800.jpg" alt="Imagem quadrada com um fundo off-white. No centro, temos a cantora Tate McRae, uma mulher branca com olhos castanhos de cabelos longos e soltos na cor castanho escuro com mechas louras. Ela está usando uma calça jeans sobreposta a outra e um cropped bege sobreposto a outro azul. Ela está sentada em um móvel com um tecido branco em cima." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33311" class="wp-caption-text">Quão gananciosa ela deveria ser para subir ainda mais alto? (Foto: Bradley J. Calder)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de sua presença musical cativante, os visuais e a estética de Tate McRae desempenham um papel importante na construção de sua identidade artística única. Seja nos figurinos arrojados, na coreografia impecável ou na escolha de cenários, McRae transforma cada apresentação em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YXt0Nw8xWh0"><span style="font-weight: 400;">experiência imagética</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvente. Os videoclipes de suas músicas são como extensões das narrativas e adicionam uma perspectiva intrigante ao trabalho, mostrando-a não apenas como uma cantora talentosa, mas como uma artista completa e influente em todos os aspectos de sua arte.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">THINK LATER</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um capítulo significativo na carreira de Tate McRae. Embora ceda temporariamente às tendências </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> predominantes, ela também demonstra uma habilidade única de modificar padrões, criando momentos inovadores e resgatando referências de cantoras consagradas. O álbum em sua totalidade não é apenas mais um produto da era </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">: ele tem sua singularidade e sugere que, mesmo em meio a um cenário musical em constante mudança, a intérprete está firmemente determinada a trilhar seu próprio </span><a href="https://www.vanityfair.com/style/tate-mcrae-is-growing-up"><span style="font-weight: 400;">caminho</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33310" aria-describedby="caption-attachment-33310" style="width: 659px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4-659x800.jpg" alt="Ensaio fotográfico do álbum THINK LATER. Na foto, com fundo branco, deitada no chão e com a perna esquerda e o quadril levantado está Tate McRae, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros com mechas castanhas claras, olhos castanhos escuros e lábios rosados. Ela usa uma camiseta azul cintilante com estrelas brancas espalhadas, um shorts jeans branco e uma bota preta com salto que vai até a metade da sua canela." width="659" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4-659x800.jpg 659w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4-843x1024.jpg 843w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4-768x933.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33310" class="wp-caption-text">&#8220;Sei que quando acabar, eu vou acabar te ligando, mas de alguma forma, nunca acaba.&#8221; (Foto: Bradley J. Calder)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.billboard.com/music/chart-beat/tate-mcrae-greedy-top-10-chart-success-1235503836/"><span style="font-weight: 400;">ascensão meteórica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Tate McRae no </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual é inegável, sendo considerada uma das vozes promissoras da nova geração. Contudo, no universo saturado de fórmulas comerciais que caracterizam o cenário da música atual, surge a inquietação sobre como ela irá equilibrar sua autenticidade diante das constantes pressões para se alinhar a padrões instantâneos e superficiais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Será que a ousadia criativa de McRae será uma resistência ao efêmero ou haverá conformidade ao caminho mais trilhado em busca do sucesso imediato? Essas são questões que pairam diante do dilema enfrentado por novos artistas, e </span><i><span style="font-weight: 400;">THINK LATER</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torna um espaço para ver como Tate McRae vai lidar com as novas demandas da indústria musical.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: THINK LATER" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0OUOx6rJXtL66AzTnP9KUE?si=2aWZlop7RRy9bdPiwA7xhQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Yeehaw… Beyoncé coloca o cavalo na chuva no maior estilo COWBOY CARTER</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 17:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Quando Beyoncé idealiza um projeto, dá adeus aos limites e insiste até funcionar. Em sua nova empreitada, COWBOY CARTER, ela definitivamente não chega de ‘mansinho’ para cavalgar pelo country. Diante de um gênero musical financiado por uma indústria conservadora que já a alertou para ‘tirar o cavalinho da chuva’, a texana se aventura &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Yeehaw… Beyoncé coloca o cavalo na chuva no maior estilo COWBOY CARTER"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33283" aria-describedby="caption-attachment-33283" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1.jpg" alt="Capa do disco COWBOY CARTER. A arte se trata de uma fotografia de Beyoncé sentada em cima de um cavalo em movimento enquanto segura a bandeira dos Estados Unidos. A cantora é uma mulher negra de cabelos platinados longos que são fotografados balançando junto a bandeira do país. Ela está de frente para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. O cavalo é branco e é representado em movimento. Ao fundo, o cenário é um vazio preto com um chão desértico estilo faroeste." width="1999" height="1999" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-1-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33283" class="wp-caption-text">“Este não é um álbum country. Este é um álbum ‘Beyoncé’.” (Foto: Blair Caldwell)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/beyonce/"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> idealiza um projeto, dá adeus aos limites e insiste até funcionar. Em sua nova empreitada, </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/a-marca-historica-alcancada-por-beyonce-com-album-cowboy-carter"><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela definitivamente não chega de ‘mansinho’ para cavalgar pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">. Diante de um gênero musical financiado por uma </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/cantores-do-country-conservador-dominam-paradas-nos-eua-e-superam-divas-pop-entenda-fenomeno,a49c3631481996f30184e6c827b6cf6637do2v53.html#:~:text=Em%20comum%2C%20liga%C3%A7%C3%A3o%20com%20a%20cultura%20rural.&amp;text=No%20passado%2C%20foram%20artistas%20como,transi%C3%A7%C3%A3o%20para%20a%20m%C3%BAsica%20pop."><span style="font-weight: 400;">indústria conservadora</span></a><span style="font-weight: 400;"> que já a alertou para ‘tirar o cavalinho da chuva’, a texana se aventura enquanto, pelo bem e mal, deixa a sua marca registrada em todas as 27 faixas. </span></p>
<p><span id="more-33282"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O oitavo disco da artista mais culturalmente relevante do século – segunda peça de uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/beyonce-renaissance-trilogia"><span style="font-weight: 400;">trilogia</span></a><span style="font-weight: 400;"> idealizada durante a pandemia da covid-19 –, é um estudo sobre as raízes do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense que atravessa a história de um país fadado ao fracasso, mas que sempre soube se reerguer através de simbologias libertárias. Assim como na </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/beyonces-cowboy-carter-album-cover-controversy-1234997470/"><span style="font-weight: 400;">arte de capa</span></a><span style="font-weight: 400;"> do álbum, dessa vez, Beyoncé Giselle Knowles-Carter deseja subverter conceitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma mão carregando a bandeira, ou melhor, o fardo de uma nação erguida a custas do sofrimento do povo negro, e com a outra conduzindo o cavalo, a artista mostra que o controle de sua trajetória sonora está em suas mãos. Para isso, nosso amigo prateado </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> ‘</span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/viralizou/noticia/beyonce-no-cavalo-capa-de-album-viraliza-e-ate-camila-pitanga-entra-na-brincadeira.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Reny</span></a><span style="font-weight: 400;">’ dá lugar a </span><a href="https://www.vulture.com/article/beyonce-renaissance-act-ii-everything-we-know.html"><span style="font-weight: 400;">Chardonneigh</span></a><span style="font-weight: 400;">; ao contrário do anterior, um pouco menos coeso nas passadas, porém, imponente e concebido ao mundo como clássico instantâneo. </span></p>
<figure id="attachment_33285" aria-describedby="caption-attachment-33285" style="width: 1581px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2.png" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados e longos que vestem um chapéu branco. Ela usa uma regata branca acompanhada de calça jeans e cinto enquanto posa como se suas mãos fossem duas armas de fogo. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1581" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2.png 1581w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-2-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33285" class="wp-caption-text">O single TEXAS HOLD’EM alcançou o topo da parada musical Hot Country Songs da Billboard, tornando Beyoncé a primeira mulher negra a conseguir esse feito (Foto: Blair Caldwell)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de marcar território a respeito da sonoridade, a posição grandiosa da ex-vocalista do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sQgd6MccwZc&amp;pp=ygUOZGVzdGlueXMgY2hpbGQ%3D"><span style="font-weight: 400;">Destiny&#8217;s Child</span></a><span style="font-weight: 400;"> denota uma nova era para a cultura como um todo: o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/cowboy-core-beyonce-e-ana-castela-influenciam-nova-tendencia/"><i><span style="font-weight: 400;">cowboy core</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Inspirada em </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/onde-assistir-aos-filmes-que-inspiraram-beyonce-no-album-cowboy-carter/"><span style="font-weight: 400;">filmes estilo faroeste</span></a><span style="font-weight: 400;"> que variam desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zQTDoxrgBeU&amp;pp=ygUTQ293Ym95cyBkbyBFc3Bhw6dvIA%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboys do Espaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000) até </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Assassinos da Lua das Flores</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023), ela percorre uma atmosfera lendária através da perspectiva de uma mulher negra, desafiando o saudosismo e colocando o cavalo na chuva no maior estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não será de se espantar que os cantores passem a rejeitar os instrumentos programados por </span><i><span style="font-weight: 400;">softwares</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou que a moda seja tomada por chapéus, fivelas e franjas – afinal, tudo que Beyoncé toca vira tendência, sendo praticamente o Midas do universo do entretenimento. Sem desistir das mudanças bruscas de sonoridade que questionam a ideia de gênero musical, a obra explora os versos tradicionais do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> com aquele </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lEIqjoO0-Bs"><span style="font-weight: 400;">aspecto selvagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> que só ela sabe acrescentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transitando entre narrativas líricas que traduzem o cotidiano do perfil padrão dos homens brancos que passam tempo demais na estrada longe da família e a vida superficialmente luxuosa de uma diva </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;">’ flerta com a estética sem soar tão irônica quanto Madonna em sua época de movimentar “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HZli8pArLSE&amp;pp=ygUFaGlsdXg%3D"><i><span style="font-weight: 400;">no beat do tuts, tuts</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1V342k6sinWc4y4R2iReOu?si=Bmqh-dUDSqO0_NLXatoi8w"><i><span style="font-weight: 400;">Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000). Ela também não se insere tão naturalmente quanto </span><a href="https://oganpazan.com.br/o-country-blues-na-musica-de-bob-dylan/"><span style="font-weight: 400;">Bob Dylan</span></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, oferece uma latência energeticamente perfeita para um rodeio.</span></p>
<figure id="attachment_33286" aria-describedby="caption-attachment-33286" style="width: 1548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33286" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4.png" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia em preto e branco que a captura a partir dos ombros, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados curtos que vestem um chapéu preto. Ela usa uma camiseta de botões e mangas longas enquanto olha diretamente para a câmera. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1548" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4.png 1548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-800x529.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-1024x677.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-768x508.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-1536x1016.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-4-1200x794.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33286" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER foi anunciado no comercial da Verizon para o Super Bowl LVIII (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> retratam essa espécie de dicotomia existente em </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;">. De um lado, produções complexas que valorizam os vocais e contam histórias, do outro, batidas dançantes trabalhadas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bgtuQptR1U4"><span style="font-weight: 400;">frases de afirmação</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Beyoncé. Se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hhKNjTb6U1Y&amp;pp=ygULMTYgY2FycmFnZXM%3D"><i><span style="font-weight: 400;">16 CARRIAGES</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já é um destaque de sua discografia, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=238Z4YaAr1g&amp;pp=ygUPVEVYQVMgSE9MROKAmUVN"><i><span style="font-weight: 400;">TEXAS HOLD’EM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> reúne todos os clichês do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que funciona para virais nas redes sociais ao passo em que soa quase como uma paródia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, é inegável a presença de uma representatividade potente nas duas formas de cantar. Ambas as canções trazem </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/beyonce-country-songs-players-robert-randolph-rhiannon-giddens-1234967138/"><span style="font-weight: 400;">instrumentistas negros</span></a><span style="font-weight: 400;"> que atuam no gênero, entre eles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=edkWdriJ_hk&amp;pp=ygUPUm9iZXJ0IFJhbmRvbHBo"><span style="font-weight: 400;">Robert Randolph</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista de pedal </span><i><span style="font-weight: 400;">steel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFitzERXbqg&amp;pp=ygUQUmhpYW5ub24gR2lkZGVucw%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Rhiannon Giddens</span></a><span style="font-weight: 400;">, tocadora de banjo. Essa colaboração com artistas renomados em suas áreas, mas não tão conhecidos pelo </span><a href="https://time.com/6961812/beyonce-cowboy-carter-collabs/"><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os concedeu a chance de aparecer nas paradas musicais da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">, catapultando por tabela os ouvintes nos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><figure id="attachment_33287" aria-describedby="caption-attachment-33287" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3.jpg" alt="Imagem de Beyoncé durante a turnê The Formation World Tour. Na fotografia que a captura a partir dos joelhos, a cantora, uma mulher negra de olhos escuros e cabelos loiros longos, aparece em cima do palco com um sorriso no rosto enquanto observa a plateia. Ela veste um maiô preto de mangas compridas adornado com detalhes em dourado. Por cima da peça, está um enorme casaco brilhante. Beyoncé também veste botas de estampa de onça enquanto carrega um microfone dourado com uma das mãos. Ao fundo, é possível ver seu corpo de balé e um enorme telão." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33287" class="wp-caption-text">Comportamentos patriarcais marcam Daddy Lessons, faixa de Formation (2016) e primeira investida de Beyoncé no country [Foto: Parkwood Entertainment]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A ótima resposta que Beyoncé tem recebido do público e dos veículos de comunicação especializados demonstra a qualidade inata de </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo que evidencia uma reação contrária aos acontecimentos de 2016, quando a abelha ferrenha do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou a sua criação mais azeda até aquele momento, o disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7dK54iZuOxXFarGhXwEXfF?si=U0oXpUkNSCWKMCu5PULsxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Embora seja um projeto aclamado, a faixa </span><a href="https://www.tracklist.com.br/beyonce-apresenta-daddy-lessons-com-dixie-chicks-no-cma/48869"><i><span style="font-weight: 400;">Daddy Lessons</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não foi poupada das críticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um excesso questionável de “</span><i><span style="font-weight: 400;">Yeehaw</span></i><span style="font-weight: 400;">”, que permanece nas composições menos inspiradas do </span><i><span style="font-weight: 400;">ACT II</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música antecipou a vontade da texana em retratar o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, revelou uma certa imaturidade à época. Agora, experiente e disposta a fazer os </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;"> morderem a língua, ela reformula a narrativa sobre comportamentos patriarcais com maestria em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cjeC0zNqigo&amp;pp=ygUIREFVR0hURVI%3D"><i><span style="font-weight: 400;">DAUGHTER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de longe, a melhor produção do disco que conta com a aria </span><a href="https://operawire.com/hear-beyonce-sing-part-of-caro-mio-ben-in-new-album-cowboy-carter/"><i><span style="font-weight: 400;">Caro Mio Ben</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Diziam que eu era country demais/Então veio a rejeição, disseram que eu não era country o bastante/Disseram que eu não ia subir na sela, mas/Se isso não é country, me diga, o que é?</span><i><span style="font-weight: 400;">” &#8211; </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vp3BSjJdyow&amp;pp=ygURQU1FUklJQ0FOIFJFUVVJRU4%3D"><span style="font-weight: 400;">AMERIICAN REQUIEM</span></a></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus ao conceito de partição que diferencia as faixas do álbum, a cantora também se divide entre a fumaça das ruas e os corais da igreja, em um misto de religiosidade e ambições mundanas. Nas parcerias, essa transição fica nítida com as participações no mínimo inusitadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;"> na sensual </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=esnhbIbQHgM&amp;pp=ygUQTEVWSUlT4oCZUyBKRUFOUw%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">LEVIIS’S JEANS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> – junto de sua voz ríspida que causa um conflito entre texturas vocais transcendentes –, na redenção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SyXfJi2KZ-A&amp;pp=ygUOSUkgTU9TVCBXQU5URUQ%3D"><i><span style="font-weight: 400;">II MOST WANTED</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caldeirão de sonoridades, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/03/30/quem-e-jolene-conheca-historia-do-classico-de-dolly-parton-que-ganhou-versao-em-album-de-beyonce.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Dolly Parton</span></a><span style="font-weight: 400;"> enfrenta um perigo iminente: uma composição se tornar mais popular na voz de outra pessoa, novamente. Isso porque a interpretação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x9XHMK3nWr4&amp;pp=ygUGSk9MRU5F"><i><span style="font-weight: 400;">JOLENE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganha uma nova dimensão com a entonação dramática de Beyoncé, uma vez que a história sobre traição casa perfeitamente com os problemas familiares da família Carter, resultados da infidelidade do marido, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kbMqWXnpXcA&amp;pp=ygUHYXBlc2hpdA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Jay-Z</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do mesmo modo que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pW2TgGy5gjY&amp;pp=ygUdIEkgV2lsbCBBbHdheXMgTG92ZSBZb3UgRE9MTFk%3D"><i><span style="font-weight: 400;">I Will Always Love You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi eternizada por Whitney Houston no longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3JWTaaS7LdU&amp;pp=ygUXIEkgV2lsbCBBbHdheXMgTG92ZSBZb3U%3D"><i><span style="font-weight: 400;">O Guarda-Costas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1993), o aviso à mulher jovem de cabelo castanho-avermelhado que remonta a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QxsmWxxouIM&amp;pp=ygUJU09SUlkgQkVZ"><i><span style="font-weight: 400;">Becky with the good hair</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” pode se sobressair em relação a gravação original de 1974, ao menos para a audiência não familiarizada com a lenda da Música </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><span style="font-weight: 400;">presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xhempeEjGUA&amp;pp=ygUKQkxBQ0tCSUlSRA%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">BLACKBIIRD</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dos The Beatles que, ao contrário, não desperta tantas emoções.</span></p>
<figure id="attachment_33288" aria-describedby="caption-attachment-33288" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33288" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1.jpg" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia em preto e branco que a captura a partir dos ombros, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados longos que vestem um chapéu preto. Ela segura um charuto em uma das mãos enquanto olha diretamente para a câmera. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33288" class="wp-caption-text">Jay-Z, marido da Queen B, foi alvo de indiretas bem diretas novamente (Foto: Mason Poole)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao repetir a </span><a href="https://www.billboard.com/music/chart-beat/beyonce-cowboy-carter-collaborators-make-hot-100-debuts-1235652102/"><span style="font-weight: 400;">lista longa de colaboradores</span></a><span style="font-weight: 400;"> do antecessor, o primeiro ato </span><a href="https://personaunesp.com.br/renaissance-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), a intérprete de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ViwtNLUqkMY&amp;pp=ygUKY3JhenkgTE9WRQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Crazy In Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> parece entender que significa algo maior do que ela mesma. Ao longo de duas décadas de atividade, Beyoncé passou a simbolizar muitas comunidades, compreendendo a sua artisticidade como um grande trabalho em grupo; até porque esses dois últimos ensaios de expressões culturais tão distintas só poderiam ser feitas a muitas mãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na produção do disco, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mjaayCARwro&amp;pp=ygURRC5BIEdvdCBUaGF0IERvcGU%3D"><span style="font-weight: 400;">D.A Got That Dope</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hT_nvWreIhg&amp;pp=ygULb25lcmVwdWJsaWM%3D"><span style="font-weight: 400;">Ryan Tedder</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ozv4q2ov3Mk&amp;pp=ygUXUGhhcnJlbGwgV2lsbGlhbXMgZmVlbHM%3D"><span style="font-weight: 400;">Pharrell Williams</span></a><span style="font-weight: 400;"> formam o trio principal que exemplifica os elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, sempre interpolados na discografia da cantora. Entre os poucos momentos abaixo do esperado – como a cansativa </span><a href="https://youtube.com/watch?v=9DIBZX_v0-U&amp;pp=ygUeU1dFRVQg4piFIEhPTkVZIOKYhSBCVUNLSUlO4oCZ"><i><span style="font-weight: 400;">SWEET ★ HONEY ★ BUCKIIN’</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> –</span></i><span style="font-weight: 400;">, as interludes surpreendem: intituladas como </span><i><span style="font-weight: 400;">SMOKE HOUR</span></i><span style="font-weight: 400;">, elas trazem narrações dos ícones </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sYG3YiyqY7U&amp;pp=ygUUV2lsbGllIE5lbHNvIGJleW9uY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">Willie Nelson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2bkKa6G5iFo&amp;pp=ygUUTGluZGEgTWFydGVsbGJleW9uY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">Linda Martell</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33289" aria-describedby="caption-attachment-33289" style="width: 1581px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5.png" alt="Imagem de Beyoncé para o ensaio fotográfico de COWBOY CARTER. Na fotografia, a artista, uma mulher negra de olhos escuros, aparece com cabelos platinados e longos que vestem um chapéu branco. Ela está de lado para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. Ao fundo, o cenário é uma parede cinza que reproduz a sua sombra causada pela iluminação." width="1581" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5.png 1581w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem-5-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33289" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER debutou em primeiro lugar na lista dos álbuns mais vendidos nos EUA, a Billboard Hot 200 (Foto: Blair Caldwell)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o aprofundamento a respeito do gênero musical, até mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2024/03/29/funk-brasileiro-incluido-em-album-de-beyonce-foi-criado-em-garagem-apos-treta-entre-dj-e-cantor.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi utilizado; logo após uma breve introdução de Martell, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MxNMvZ5BhSU&amp;pp=ygUKU1BBR0hFVFRJSQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">SPAGHETTII</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> atinge o clímax através do ‘batidão’ de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w_A7VxZSkrY&amp;pp=ygUXQXF1ZWNpbWVudG8gRGFzIERhbmFkYXM%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Aquecimento Das Danadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, autoria dos DJs Mandrake e Xaropinho. A faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7HV_Rv858YM&amp;pp=ygUJQk9EWUdVQVJE"><i><span style="font-weight: 400;">BODYGUARD</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também despertou a atenção do país para além da qualidade, sendo acusada de supostamente soar como plágio de um certo </span><a href="https://billboard.com.br/beyonce-plagiou-flora-matos-ouca-a-comparacao-de-bodyguard-e-piloto/"><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ‘aplicativo de dancinhas’</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que não procede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por vezes, as guitarras animadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> possuem mais afinidade musical com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/43YIoHKSrEw2GJsWmhZIpu?si=-YdN-WdSTZugRnwpf6xWXw"><i><span style="font-weight: 400;">Born to Run</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1975) de Bruce Springsteen do que qualquer outra obra atual. Justamente por referenciar tantos clássicos da Música, é difícil imaginar como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> irá contornar as indicações de 2025 para premiar, </span><a href="https://www.billboard.com/media/podcasts/beyonce-cowboy-carter-grammy-chances-album-of-the-year-pop-shop-podcast-1235647920/"><span style="font-weight: 400;">pela quinta vez</span></a><span style="font-weight: 400;">, alguém que não seja Beyoncé com o gramofone mais cobiçado da noite, o de Álbum do Ano.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><span style="font-weight: 400;">Com quinze anos, a inocência havia se perdido/Tive que sair de casa ainda muito jovem//Eu vi minha mãe orar, eu vi meu pai batalhar/Tive que deixar para trás todos os meus doces problemas.</span><i><span style="font-weight: 400;">” &#8211;</span></i><span style="font-weight: 400;"> 16 CARRIAGES</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sem visuais, nessa altura do campeonato, é de se acreditar que Beyoncé quer o foco inteiramente na Música e, seja essa técnica reproduzida ou não no </span><i><span style="font-weight: 400;">ACT III</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2024/04/15/beyonce-segue-no-topo-da-parada-americana-de-albuns-com-cowboy-carter.html"><span style="font-weight: 400;">expectativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> está alta como nunca antes. Se superar </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i><span style="font-weight: 400;"> soava quase impossível, </span><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i><span style="font-weight: 400;"> não facilita para o terceiro ato. Fato é que, qualquer direção que a artista e seu cavalo tomem, certamente a indústria musical irá querer cavalgar junto.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: COWBOY CARTER" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6BzxX6zkDsYKFJ04ziU5xQ?si=t8TlEscjR9a3rID7q-6_hw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Renaissance: o verdadeiro renascimento da expansão da narrativa criativa de Beyoncé</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 15:48:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Desde o início da carreira, Beyoncé elevou não apenas o padrão da música pop, mas também redefiniu os limites de versatilidade e transição entre os gêneros musicais. Dito isso, é inegável dizer que a artista não é uma das cantoras mais bem consolidadas no mundo da Música. Em seu mais recente trabalho, o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/renaissance-a-film-by-beyonce-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Renaissance: o verdadeiro renascimento da expansão da narrativa criativa de Beyoncé"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32901" aria-describedby="caption-attachment-32901" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32901" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9.png" alt="Cena do filme Renaissance: a film by Beyoncé. Na cena vemos a cantora norte-americana Beyoncé, mulher negra de olhos castanhos claros, ao centro da imagem tocando a lente da câmera que está fotografando-a. Ela usa um capacete feito de metal e um adereço similar a um piercing em seu lábio inferior da   boca. Ao fundo, é possível ver uma espécie de arco com estrutura de metal posicionado ao centro. O ambiente está escuro e a imagem está em preto e branco." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32901" class="wp-caption-text">Renaissance World Tour foi uma das turnês lucrativas de 2023 (Foto: Parkwood)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o início da carreira, Beyoncé elevou não apenas o padrão da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também redefiniu os limites de versatilidade e transição entre os gêneros musicais. Dito isso, é inegável dizer que a artista não é uma das cantoras mais bem consolidadas no mundo da Música. Em seu mais recente trabalho, o documentário</span> <a href="https://intl.beyoncefilm.com/home/"><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance: A Film by Beyoncé</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;"> mergulha nas profundezas da criatividade e da expressão artística, e revela uma jornada única conduzida por ela mesma. O longa acompanha o trajeto da </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance World Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde o primeiro show em Estocolmo (Suécia), até o último ato em Kansas City (Estados Unidos), expondo os altos e baixos dos bastidores da produção de uma das turnês femininas mais </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/beyonce-bate-recorde-com-turne-renaissance"><span style="font-weight: 400;">lucrativas da história</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-32898"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Beyoncé Giselle Knowles-Carter é a grande cabeça por trás de todo o espetáculo. A dedicação integral em cada aspecto da produção, sua mente criativa e convicção inabalável em forjar seu legado dominam seu compromisso com o público. </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance </span></i><span style="font-weight: 400;">é meticulosamente dirigido e coreografado pela cantora, que mostra habilidade como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BGYIXarTNbA"><span style="font-weight: 400;">diretora</span></a><span style="font-weight: 400;"> e brilha em cada cena do longa, demonstrando um domínio impressionante da linguagem cinematográfica. Assim, ela se solidifica como uma artista que vai muito além dos limites do palco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imersa em cada faceta da criação, Knowles-Carter expõe sua visão artística pulsante e determinação incansável por trás das câmeras. Através de uma combinação habilidosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pAzyYLsndCg&amp;pp=ygUlcmVuYWlzc2FuY2UgZmlsbSBiZXlvbmPDqSBkaXJlY3RlZCBieQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">imagens deslumbrantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, coreografias elaboradas e narrativa poética, a cantora convida o público a testemunhar sua jornada de autodescoberta e empoderamento, dando abertura mais uma vez para sua grande influência cultural. </span></p>
<figure id="attachment_32899" aria-describedby="caption-attachment-32899" style="width: 1581px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32899" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18.png" alt="Cena do filme Renaissance: a film by Beyoncé. Na cena vemos a cantora Beyoncé, mulher negra de cabelo loiro, comandando o palco enquanto performa com maestria uma de suas músicas. Ela está usando vestido e luvas, ambos preto, ela também está usando uma bota de tecido de verniz que chega na altura de seus joelhos, além de usar um óculos que cobre parte de seus olhos. A artista está sentada em dois de seus dançarinos, irradiando majestosamente uma energia magnética. Seus outros dançarinos estão sentados na escadaria prateada que fica presente na estrutura da turnê, todos também vestem roupas e chapéus pretos." width="1581" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18.png 1581w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32899" class="wp-caption-text">O documentário da cantora alcançou o topo das bilheterias dos Estados Unidos (Foto: Kevin Mazur)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Do glamour presente no palco às reflexões íntimas nos bastidores, o filme oferece uma visão abrangente da complexidade de </span><a href="https://chicago.suntimes.com/movies-and-tv/2023/12/1/23984771/renaissance-beyonce-film-review-chicago"><span style="font-weight: 400;">persona pública e privada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Beyoncé. As abordagens cinematográficas não convencionais presentes na produção criam alusões que levam a obra a um patamar diferenciado, guiando o espectador a uma imersão criativa dentro da brilhante mente da cantora. Ela não tem medo de explorar a feminilidade e o poder, e o faz com uma honestidade e vulnerabilidade cativantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os </span><i><span style="font-weight: 400;">closes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://stealthelook.com.br/os-looks-mais-iconicos-da-beyonce-na-renaissance-world-tour-ate-agora/"><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> majestosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as narrações diante das cenas do documentário, vemos a artista em sua mais pura simplicidade. É nítido perceber que a presença de sua família desempenha um grande papel em meio a isso tudo, já que a todo momento da produção é possível ver os familiares presentes nos bastidores, seja dando ideias ou até mesmo compartilhando grandes e chamativos momentos nos shows.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inclusão de imagens e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=91ryrdpa_UU&amp;pp=ygUlcmVuYWlzc2FuY2UgZmlsbSBiZXlvbmPDqSB3aXRoIGZhbWlseQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">momentos compartilhados</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seu marido, Jay-Z, e filhos, Blue Ivy, Rumi e Sir, adicionam uma dimensão muito humana e tocante à experiência cinematográfica. Ao mostrar esses momentos de conexão e afeto, Bey revela não apenas sua faceta como um grande ícone global, mas também o seu lado mãe e parceira. A dinâmica familiar retratada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance: A Film by Beyoncé</span></i><span style="font-weight: 400;"> transmite uma mensagem poderosa sobre a importância do apoio e da união na jornada pessoal e profissional, contribuindo para a autenticidade e a profundidade emocional da obra.</span></p>
<figure id="attachment_32900" aria-describedby="caption-attachment-32900" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32900" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16.png" alt="Cena do filme Renaissance: a film by Beyoncé. Na imagem vemos Beyoncé montada em cima de um cavalo feito de metal todo prateado que está sendo erguido por fios de aço. Beyoncé, uma mulher negra com cabelos loiros, usa um vestido prateado com uma imensa cauda, nos pés ela usa botas também prateadas que chegam à altura de seus joelhos. A cantora está segurando um microfone com sua mão direita enquanto canta uma canção. Ao fundo, é possível ver luzes brilhantes e parte dos assentos do estádio." width="1200" height="650" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16-800x433.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16-1024x555.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16-768x416.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32900" class="wp-caption-text">O filme contou com uma premiére exclusiva em três países, Estados Unidos, Inglaterra e Brasil (Foto: Kevin Manzur)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao invés de criar um filme direto e que fosse apenas focado em mostrar um show qualquer da </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance World Tour, </span></i><span style="font-weight: 400;">Beyoncé se preocupou em mostrar como o espetáculo foi feito e como </span><a href="https://www.empireonline.com/movies/reviews/renaissance-a-film-by-beyonce/"><span style="font-weight: 400;">cada pequeno detalhe importa</span></a><span style="font-weight: 400;">. A exploração de temas como identidade, empoderamento e autenticidade adicionam camadas de complexidade à obra, elevando-a para além de um simples registro de performances. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das características mais marcantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sua abordagem inovadora à narrativa visual. Beyoncé não mentiu quando disse a famosa frase “</span><a href="https://randomjpop.blogspot.com/2023/10/news-beyonce-renaissance-a-film-by-beyonce-releasing-in-theatres.html"><i><span style="font-weight: 400;">You are the visual baby</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">!</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">já que seus fãs realmente se fazem muito presentes em diversas cenas do documentário. O apelo visual é verdadeiramente deslumbrante. Cada </span><i><span style="font-weight: 400;">frame</span></i><span style="font-weight: 400;"> é arrebatador e concebido para ser transmitido de maneira tão sentimental e majestosa que está claro que a cantora criou um santuário de liberdade e alegria para os membros da </span><i><span style="font-weight: 400;">BeyHive</span></i> <span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> sua comunidade de fãs. As filmagens dos bastidores e do material de entrevista expõem seu processo de produção e convidam o espectador a mergulhar profundamente na mente e na alma da artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário não é somente uma obra visual: a trilha sonora é também uma experiência transcendental. Bey preocupou-se em expandir sua expressão artística em uma mistura vibrante de ritmos, juntamente com letras poderosas que revelam a profundidade e dão significado à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xtojvD7oLcI"><span style="font-weight: 400;">história do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> homônimo, o que contribui para a criação de uma experiência sensorial completa. Assim como numa sinfonia, cada música completa perfeitamente a estética visual do longa e mantém a autenticidade da produção.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="RENAISSANCE: A FILM BY BEYONCÉ | Worldwide Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ByV3XWl8zWU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">É palpável dizer que Beyoncé está vivendo o auge de sua carreira. É possível notar isso em diversas cenas do longa, sendo ela mesma natural e mostrando um pouco de sua originalidade e de </span><a href="https://www.metroworldnews.com.br/entretenimento/2023/12/02/no-filme-da-turne-renaissance-beyonce-revela-um-vislumbre-de-sua-vida-pessoal/?outputType=amp"><span style="font-weight: 400;">jornada pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela conecta elementos tão complexos da própria vida e personalidade que nos fazem lembrar sempre do nosso poder de moldar nosso próprio destino e narrativa. A cantora prova por A + B que toda a sua espera vale a pena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao desafiar todas as normas estabelecidas e abraçar a sua verdadeira voz, </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance: A Film by Beyoncé</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvida, uma celebração de sua extraordinária carreira. É impossível não pensar em como a famosa </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;"> poderá superar a si mesma depois desse trabalho. O triunfo do documentário eleva todos os padrões do que é possível ser feito na arte e na expressão criativa e prova mais uma vez que a cantora é uma das </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/ambicao-de-beyonce-a-faz-a-maior-de-nosso-tempo-e-conecta-geracoes/#:~:text=Por%20essas%20e%20outras%2C%20Beyonc%C3%A9,acumula%2032%20gramofones%20em%20casa."><span style="font-weight: 400;">artistas mais influentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua geração.</span></p>
<figure id="attachment_32902" aria-describedby="caption-attachment-32902" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32902" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6.jpg" alt="Cena do filme Renaissance: a film by Beyoncé. Na imagem vemos a cantora Beyoncé performar com maestria. Beyoncé, mulher negra de cabelos loiros, veste um vestido de manga longa decotado na cor amarelo-mostarda com preto, em sua cabeça ela usa chapéu prateado que tem reflexo de suas ações. Em sua mão esquerda, a artista segura um microfone prata." width="738" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-32902" class="wp-caption-text">O documentário da turnê tem duração de 3 horas (Foto: Kevin Mazur)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance: A Film by Beyoncé</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma obra cinematográfica envolvente e magnética é a forma como não somente trata Beyoncé como a estrela da produção, mas como a artista também preza pela dedicação e preocupação com os </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/cultura/filme-de-beyonce-com-os-bastidores-de-sua-turne-estreia-no-brasil/?amp"><span style="font-weight: 400;">bastidores</span></a><span style="font-weight: 400;"> e controle criativo da turnê. O filme por si só busca transcender as fronteiras do convencional e convida o espectador a uma experiência visual e emocional muito intimista, sendo considerado como uma conquista monumental no mundo do Cinema e da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Renaissance: A Film by Beyoncé (SETLIST)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/4ty3JGvei2MjdD1MqMdPrB?si=0655d0e2331d4d86&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Do começo ao fim, há vida: a cultura Ballroom do nascimento ao presente</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Dec 2023 20:04:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aryadne Xavier “Você pensou que eu deitaria e morreria?/Oh não, eu não. Eu vou sobreviver/Enquanto eu souber como amar/Eu sei que permanecerei viva/Eu tenho minha vida toda para viver/Eu tenho meu amor todo para dar e/Eu vou sobreviver, eu vou sobreviver”  &#8211; I Will Survive (Gloria Gaynor) O ser humano pode não nascer programado para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cultura-ballroom-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Do começo ao fim, há vida: a cultura Ballroom do nascimento ao presente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32073" aria-describedby="caption-attachment-32073" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.jpg" alt="A capa é uma colagem de várias fotos de Mothers, figuras lendárias e muito respeitadas na cena da Ballroom por serem fundadoras de casas que acolhiam outras pessoas. A esquerda, Crystal LaBeija, uma pessoa negra, em um vestido vermelho com acessórios combinando e cabelo castanho volumoso e bem arrumado. Ao lado, em um recorte em preto e branco, está Angie Xtravaganza, com um elegante vestido, desfilando em uma das passarelas da Ballroom. Ao centro acima, uma parte da capa do documentário “Paris is Burning”. Logo abaixo, uma foto de Pepper LaBeija, uma pessoa também negra, em uma ball, com roupas douradas brilhantes e muita elegância. No topo direito está Paris Dupree, uma pessoa branca de cabelos loiros e olhos claros, usando uma boina e roupas pretas brilhantes que, na foto, está em uma pose de Voguing. Abaixo, Willi Ninja, um homem negro e um dos maiores nomes do Voguing de todos os tempos, considerado por muitos como o fundador do estilo amplamente conhecido, que na foto está parado em uma pose até meio contorcionsita, usando um boné azul e uma camisa parcialmente aberta." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32073" class="wp-caption-text">Sendo um símbolo de resistência, falar sobre e dar os devidos créditos a Ballroom por suas contribuições é mais do que um resgate histórico: é um ato político (Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<p><b>Aryadne Xavier</b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Você pensou que eu deitaria e morreria?/Oh não, eu não. Eu vou sobreviver/Enquanto eu souber como amar/Eu sei que permanecerei viva/Eu tenho minha vida toda para viver/Eu tenho meu amor todo para dar e/Eu vou sobreviver, eu vou sobreviver” </span></p>
<p>&#8211; I Will Survive (<em>Gloria Gaynor)</em></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O ser humano pode não nascer programado para certos comportamentos, mas os aprende tão cedo que pode sentir, em seu íntimo, que as coisas apenas são dessa maneira. O desejo de pertencer, resquício fundamental do desenvolvimento em grupos, é tão latente que se transforma em uma vontade dupla de ser aquilo que é aceitável ou ao menos parecer ser. Lançada ao mundo pela primeira vez há 130 anos, a </span><a href="https://www.vogue.pt/vogue-historia-primeiras-vezes"><span style="font-weight: 400;">revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">imprime o que seu próprio nome diz. Registrando e, talvez, ajudando a ditar o que está em alta, a publicação estadunidense foi, por incontáveis vezes, inacessível a uma parcela da população, que podia apenas se projetar nela, como um sonho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal projeção se via em uma sombra, refletindo aquilo que brilhava, mas o objetivo nunca foi copiar fielmente. Ao imitar as poses das modelos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue </span></i><span style="font-weight: 400;">em uma espécie de duelo, o grupo que participava das </span><i><span style="font-weight: 400;">balls </span></i><span style="font-weight: 400;">se apropriou daqueles movimentos, criando algo único. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XJ6fqQX_e9U"><i><span style="font-weight: 400;">Voguing</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se tornou algo muito além da revista, mesmo que seus nomes ainda possam ser assimilados. Esse ato de reconstruir, verbo que sempre fez parte dessa cultura, foi o que reinventou e revolucionou o que é ser uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ em sua época de fundação, trazendo identidade, força e conexão até o presente.</span></p>
<p><span id="more-32057"></span></p>
<div style="width: 840px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-32057-1" width="840" height="441" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG2_voguing.mp4?_=1" /><a href="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG2_voguing.mp4">http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG2_voguing.mp4</a></video></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A origem histórica desses encontros se inicia no Harlem, bairro da cidade de Nova Iorque que concentra uma população predominantemente afro-americana. Ainda que a primeira manifestação de algo parecido com um concurso de beleza para pessoas </span><i><span style="font-weight: 400;">drags</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos EUA seja de 1849, no Masquerade Ball, alguns dos registros mais antigos do que realmente pode ser considerado Ballroom datam das décadas de 1920 e 1930, no então </span><a href="https://www.harlemworldmagazine.com/the-legendary-hamilton-lodge-ball-home-at-the-rockland-palace-dance-hall-in-harlem/"><span style="font-weight: 400;">Hamilton Lodge Ball</span></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">que viria a ser palco de diversas </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;"> (nome dado aos bailes). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A melhor maneira de sintetizar o que seriam esses encontros é descrita por </span><a href="https://www.nytimes.com/2003/05/26/arts/pepper-labeija-queen-of-harlem-drag-balls-is-dead-at-53.html"><span style="font-weight: 400;">Pepper LaBeija</span></a><span style="font-weight: 400;"> no documentário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mBVBipOl76Q"><i><span style="font-weight: 400;">Paris is Burning</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1990), ao dizer que esses bailes eram como uma fantasia de ser famoso. Fruto de uma população marginalizada e excluída de um progresso disponível apenas para a população que se parecia e estrelava os anúncios que pregavam o ‘</span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2018/01/hollywood-paulo-cunha.html"><span style="font-weight: 400;">modelo de vida americano</span></a><span style="font-weight: 400;">’, as manifestações se tornaram um centro de encontro para negros e latinos que migraram para a terra do Tio Sam e toda a população LGBTQIA+ da região. </span></p>
<p><a href="https://blurredbylines.com/articles/crystal-labeija-drag-queen-house-ballrooom-culture/"><span style="font-weight: 400;">Crystal LaBeija</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ser destacada como a pioneira na formação dessas casas ao fundar a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pKGKcsdkgto"><span style="font-weight: 400;">House of LaBeija</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1968 com Lottie LaBeija, primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">house </span></i><span style="font-weight: 400;">da Ballroom que propôs </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;"> que contrariavam o silenciamento de corpos que não se encaixavam no padrão de beleza europeu, principalmente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RYCQEl8TPeM"><span style="font-weight: 400;">corpos negros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em 1972, aconteceu o primeiro baile anual da casa criado para acolher pessoas diferentes. Essa abertura a diferentes categorias e a possibilidade de enquadrar todas as pessoas em um ambiente seguro para serem quem são transformou a o movimento em um símbolo político, de ocupação de espaços que pertencem a cada pessoa e celebração da diversidade de gênero, sexualidade e raça.</span></p>
<figure id="attachment_32071" aria-describedby="caption-attachment-32071" style="width: 520px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1.png" alt="A imagem mostra uma fotografia da época do Harlem, um prédio grande de amplas janelas e portas, que foi o local a abrigar as primeiras manifestações da Ballroom. O Harlem é um bairro historicamente habitado por descendentes de negros e pessoas de baixa condição financeira, por isso, é um símbolo que demonstra a resistência do movimento." width="520" height="446" /><figcaption id="caption-attachment-32071" class="wp-caption-text">Ao entrar pelas portas do prédio, diversas pessoas eram finalmente livres para ser quem quisessem, sem precisar lidar com os questionamentos da sociedade (Foto: QueerMusicHeritage)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na construção dessa cultura, alguns termos foram empregados para definir lugares, ações e pessoas. As </span><i><span style="font-weight: 400;">houses</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, são casas que abrigam os </span><i><span style="font-weight: 400;">Ball-goers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (pessoas que frequentam os bailes), criando um senso de pertencimento e acolhimento. Cada casa leva um nome, geralmente o de sua fundadora, e todos os membros o recebem como um sobrenome. Dentre as </span><a href="https://artsandculture.google.com/story/three-generations-of-house-mothers-proudly-black-and-trans/kQXxuMcMGbMNug"><i><span style="font-weight: 400;">houses</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">mais conhecidas, é possível citar House of Dupree</span> <span style="font-weight: 400;">(Paris Dupree), House of LaBeija</span> <span style="font-weight: 400;">(Crystal LaBeija), House of Ninja</span> <span style="font-weight: 400;">(Willi Ninja), House of Pendavis</span> <span style="font-weight: 400;">(Avis Pendavis), House of Xtravaganza</span> <span style="font-weight: 400;">(Angie Xtravaganza)</span> <span style="font-weight: 400;">e House of Corey</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://www.logotv.com/news/h027gw/who-is-dorian-corey-pose"><span style="font-weight: 400;">Dorian Corey</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As casas ainda são lideradas por uma figura maior, a mãe (</span><i><span style="font-weight: 400;">Mother</span></i><span style="font-weight: 400;">) ou, algumas vezes, o pai </span><i><span style="font-weight: 400;">(Father</span></i><span style="font-weight: 400;">). As primeiras são chamadas assim por serem as </span><a href="https://artsandculture.google.com/story/4wWBwyCs0bhg0w"><span style="font-weight: 400;">matriarcas de cada </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o porto seguro de muitas crianças (</span><i><span style="font-weight: 400;">Children</span></i><span style="font-weight: 400;">) que não encontraram apoio em suas famílias biológicas. Mais do que figuras experientes, as </span><i><span style="font-weight: 400;">Mothers</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram as vencedoras dos icônicos bailes que aconteceram no Harlem em décadas anteriores (1920, 1930 e 1940). Chamadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;">, elas foram essenciais para a construção e estabelecimento dessas comunidades, além do suporte constante que existia entre a mãe da casa e suas crianças na época. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hcjWmYFWz3Y&amp;pp=ygUPdm9ndWUgYmFsbCAxOTkw"><i><span style="font-weight: 400;">Ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a maneira mais informal de nomear os bailes em si: eventos de longa duração em que cada participante performa em sua categoria. Até mesmo por isso se explica o nome Ballroom, que determina os lugares onde acontecem esses encontros. Cada evento conta também com seus prêmios, sendo dado a quem vence o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Grand Prize</span></i><span style="font-weight: 400;">, troféu que traz muito prestígio ao vencedor(a/e) e a sua </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i><span style="font-weight: 400;">. A honraria trazia um grande reconhecimento dentro da comunidade: a maioria das </span><i><span style="font-weight: 400;">Mothers </span></i><span style="font-weight: 400;">foram vencedoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grand Prizes </span></i><span style="font-weight: 400;">e, quanto mais prêmios, maior a fama e o sucesso daquela casa. </span></p>
<figure id="attachment_32075" aria-describedby="caption-attachment-32075" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-2.png" alt="A imagem em P&amp;B demonstra a House of Xtravaganza, uma das Houses mais populares da Ballroom. Todos os seus membros, que vestem orgulhosamente um pano branco que estampa o X da família, estão ao redor de um Grand Prize, prêmio de maior honra na competição que acontecia nos bailes. " width="720" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-32075" class="wp-caption-text">As casas mais populares sempre eram as maiores vencedoras dos prêmios; como uma disputa de gangues, mas os ataques são passos de dança (Foto: Derek Ridgers)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos da influência da Ballroom na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, um grande exemplo é a música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GuJQSAiODqI"><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um dos maiores sucessos da carreira de Madonna, que apresentou uma parcela dessa cultura ao mundo no início dos anos 1990. A canção conta com a participação ativa de </span><a href="http://youtube.com/watch?v=ib-RfmDhrBY"><span style="font-weight: 400;">José Xtravaganza</span></a><span style="font-weight: 400;">. Importante relembrar que a artista não é e nunca foi a fundadora do estilo de dança conhecido como </span><i><span style="font-weight: 400;">vogue</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo tendo figurado o clipe e as apresentações da música, além de ter sido o rosto representativo dessa manifestação em um imaginário popular por muito tempo. A influência também pode ser notada na produção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cNbFc-fa-ww"><span style="font-weight: 400;">FKA TWIGS</span></a><span style="font-weight: 400;">, cantora e performer que já esteve presente em alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mugler Ball </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos exemplos mais recentes e de maior explosão no cenário musical global é o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/renaissance-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O projeto, protagonizado por Beyoncé, mas que carrega uma extensa lista de artistas envolvidos, veio como um resgate à cultura queer, apresentando o que há de mais potente na união dos ritmos. Na Sétima Arte, </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">FX</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/legendary-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> são destaques, retratando o funcionamento das </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;"> e as pessoas que participavam e ainda participam desses encontros. Mesmo falando muito no passado, por citar e tratar pontos históricos, é válido reforçar que a cultura Ballroom segue viva e resistente. </span></p>
<div style="width: 840px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-32057-2" width="840" height="441" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG5_voguing.mp4?_=2" /><a href="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG5_voguing.mp4">http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG5_voguing.mp4</a></video></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No contexto de um </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/lgbtfobia-brasil-e-o-pais-que-mais-mata-quem-apenas-quer-ter-o-direito-de-ser-quem-e/#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20Dossi%C3%AA,por%20esse%20tipo%20de%20discrimina%C3%A7%C3%A3o."><span style="font-weight: 400;">país que mais mata pessoas LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> no mundo, é irônico sugerir que a comunidade tenha benefícios, imponha ditaduras ou algum tipo de glamourização em ser uma pessoa não heterossexual no Brasil. A fala da personagem Alícia, da novela </span><i><span style="font-weight: 400;">A Favorita</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009), na qual afirma que “</span><a href="https://twitter.com/acervonovelas/status/1477456742170648591"><i><span style="font-weight: 400;">o chique é ser gay</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” pode ter virado um meme nas redes sociais recentemente, mas, nas entrelinhas, sabe-se que o riso vem como forma de tirar do centro o poder de quem se sente no direito de controlar a vida, os jeitos e os sentimentos do outro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário de luta diária, a cultura Ballroom também chegou aqui como um símbolo do movimento queer</span> <span style="font-weight: 400;">relacionado a pessoas não brancas. A primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">house </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileira é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=omO1QGSb8sU"><span style="font-weight: 400;">House of Hands Up</span></a><span style="font-weight: 400;">, fundada em 2015 por Eduarda Kona Zion em Brasília. Essa cultura de espaços acolhedores</span> <span style="font-weight: 400;">se fortalece até os dias atuais no país por ser um lugar com uma função social: acolher e permitir a existência de quem foi marginalizado pela sociedade por ser diferente do que é considerado a ‘norma’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembrar e exaltar a cultura Ballroom</span> <span style="font-weight: 400;">é uma forma de colocar sob os holofotes pessoas negras, latinas e LGBTQIA+ e dar uma nova visão à sociedade, na qual essas vidas não estão atreladas ao sofrimento. Referenciando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xFW6JoNynCA"><span style="font-weight: 400;">a fala da Deputada Federal Érika Hilton</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Aonde estão as pessoas trans além da prostituição? Aonde estão as pessoas trans além das manchetes policiais?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, estão nas </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas </span><i><span style="font-weight: 400;">houses</span></i><span style="font-weight: 400;">, expressando sua vida pela Arte da Dança e da Música. E estão muito além do que a sociedade os enxerga: estão ressignificando e criando. A Ballroom pode ser descrita como uma forma coletiva de sobrevivência, mesmo quando tudo de si é tirado. É sobre se encontrar em um lugar, se reconhecer e tornar sua vida fabulosa nas suas possibilidades de ser.  </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Ballroom no século vinte e um" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/0pnLLEqdYlMsKhJg2Cv5HW?si=c31e1a6bfbeb4b6b&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Enxame não tem medo da ferroada</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 19:21:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Giovanna Freisinger “Esta não é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, ou eventos reais, é intencional.”. É com esse recado que se iniciam todos os episódios de Enxame, o novo acerto do Prime Video. Das mentes de Janine Nabers e Donald Glover, que trabalharam juntos na aclamada Atlanta, o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/enxame-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Enxame não tem medo da ferroada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31959" aria-describedby="caption-attachment-31959" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31959" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-6.png" alt="Cena da série Enxame. Imagem da protagonista Dre, centralizada, do tronco para cima. Ela está olhando para frente com uma expressão triste.]" width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-6.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-6-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-6-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-6-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-6-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31959" class="wp-caption-text">Enxame é uma divertida e sangrenta surpresa para agitar 2023 e a competição do Emmy (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Esta não é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, ou eventos reais, é intencional</span></i><span style="font-weight: 400;">.”. É com esse recado que se iniciam todos os episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo acerto do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">. Das mentes de </span><a href="https://www.elle.com/culture/movies-tv/a43393162/swarm-finale-janine-nabers-interview/"><span style="font-weight: 400;">Janine Nabers</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.vulture.com/article/donald-glover-swarm-interview-dre-dominique-fishback.html"><span style="font-weight: 400;">Donald Glover</span></a><span style="font-weight: 400;">, que trabalharam juntos na aclamada </span><a href="https://personaunesp.com.br/atlanta-3-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Atlanta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o curto seriado com sete episódios é mais um projeto ousado e provocante para o par, que decidiu explorar uma temática que pisa no calo de muitas pessoas, com assassinato, sexo, música e… Beyoncé?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa acompanha a distorção da realidade na mente de uma fã obsessiva, a jovem Dre, interpretada pela excepcional </span><a href="https://collider.com/swarm-dre-actress-dominique-fishback/"><span style="font-weight: 400;">Dominique Fishback</span></a><span style="font-weight: 400;">. A obra discute a organização e atividade de </span><i><span style="font-weight: 400;">fandoms </span></i><span style="font-weight: 400;">(grupos de fãs), sobretudo na internet, e as relações parassociais nocivas que podem se formar a partir desse engajamento com alguém, essencialmente, desconhecido. </span></p>
<p><span id="more-31956"></span></p>
<figure id="attachment_31958" aria-describedby="caption-attachment-31958" style="width: 1937px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31958" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-6.png" alt="Cena da série Enxame. À esquerda, Dre está sentada em uma cadeira em frente a uma penteadeira, com o rosto voltado para a sua irmã Marissa, que está de pé, inclinada em sua direção enquanto passa maquiagem em seu rosto." width="1937" height="1089" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-6.png 1937w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-6-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-6-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31958" class="wp-caption-text">As interações entre Dre e a sua irmã Marissa são fundamentais para a construção da personagem (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é incomum a dedicação extrema a um ídolo se desdobrar em um </span><a href="https://www.essence.com/celebrity/9-people-who-came-beyonce-and-beyhive-swarmed-them-out-kingdom/#115819"><span style="font-weight: 400;">superprotecionismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, que impulsiona essas pessoas a atacarem qualquer </span><i><span style="font-weight: 400;">hater</span></i><span style="font-weight: 400;"> que critique o objeto de seu afeto, por mais vaga que seja a definição para esse termo. Quem ousar dizer publicamente que não gostou do mais novo lançamento de um artista muito famoso, por exemplo, pode se preparar para receber mensagens no mínimo desagradáveis e no máximo violentas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa obsessão escala e toma conta por completo da vida da protagonista, que não consegue separar a sua realidade da admiração pela sua idolatrada diva pop Ni`jah (Nirine Brown) &#8211; não tão sutilmente inspirada na figura da Beyoncé. O conjunto dos fãs da cantora, na série, se denominam como ‘o enxame’. Fora da ficção, os fãs da Queen Bey (Bey, que tem uma pronúncia em inglês muito parecida com <em>bee</em>, tradução de abelha) se identificam como </span><a href="https://www.theringer.com/2016/6/3/16042806/beyonce-beyhive-online-fan-forum-b7c7226ac16d"><span style="font-weight: 400;">beyhive</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou “colmeia da Bey”. Como já sabemos, qualquer semelhança é intencional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O episódio piloto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferroada</span></i><span style="font-weight: 400;">, garantiu a indicação da dupla criadora ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> 2023, </span></i><span style="font-weight: 400;">concorrendo ao prêmio de Melhor Roteiro em Série Limitada, Antológica ou Telefilme. Assim como </span><i><span style="font-weight: 400;">Atlanta</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção constrói sátiras sociais através de um humor ácido, por vezes absurdo, que alivia um pouco o peso do assunto central. Isso com piadas sagazes como, por exemplo, a personagem interpretada por Paris Jackson (sim, a filha do Michael Jackson) se identificando como preta porque tem um pai birracial e diz que, por isso, seu nome artístico é Halsey &#8211; tirando sarro da cantora que já fez declarações polêmicas sobre sua autoidentificação. Ou a personagem de Billie Eilish (cuja atuação é uma agradável surpresa) que lidera uma seita de garotas brancas com discursos caricatos sobre positividade e auto-ajuda. </span></p>
<figure id="attachment_31957" aria-describedby="caption-attachment-31957" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31957" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-3.png" alt="Cena da série Enxame. À esquerda, Dre está virada de lado, olhando para o poster à direita e esticando a mão para tocar nele. No poster, uma foto da Ni&#96;jah em preto e branco atrás de informações em texto sobre a sua turnê de shows." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-3.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31957" class="wp-caption-text">Nem o Jay-Z escapou dessa e inspirou o personagem Caché, com direito a turnê com a esposa, à la On The Run Tour, e surra da cunhada no elevador (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A realidade se mistura com a ficção em </span><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além das óbvias referências à Beyoncé e sua base de fãs, a série se inspira em diversos eventos reais para construir esse mundo. A irmã de Dre, </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/a-impressionante-historia-real-por-tras-de-enxame-no-prime-video-1.2833480"><span style="font-weight: 400;">Marissa  Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Chloe Bailey), é inspirada em um rumor envolvendo uma garota de mesmo nome, com um destino supostamente parecido com o da personagem. Esses limites são nebulosos. Mesmo dentro do universo fictício, é difícil definir o que é real e o que são projeções da narradora nada confiável. A audiência acompanha os acontecimentos a partir da perspectiva da protagonista, culminando em um final que fica aberto à interpretações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da obra não tentar disfarçar os instintos mais selvagens de Dre, rapidamente fica claro que o que nós vemos não é necessariamente o que acontece, e isso não importa. O roteiro de Nabers e Glover se desenvolve em torno do </span><a href="https://youtu.be/pO8ww1ZaL7U?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">estudo dessa personagem</span></a><span style="font-weight: 400;">, interessante e conflituosa o suficiente para sustentar a trama. Toda a apresentação audiovisual forja uma atmosfera fantasiosa, parecida com um sonho, que apoia a narração subjetiva. A gravação é toda feita em película, com cores saturadas e a textura dos grãos do filme na imagem, além de elementos como o barulho de zumbidos sempre que algo ruim está para acontecer… ou o enxame está prestes a mostrar o seu ferrão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa não segue um padrão de </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling </span></i><span style="font-weight: 400;">tradicional. Ao final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i><span style="font-weight: 400;">, o espectador é deixado com mais perguntas do que respostas. Não há preocupação da série em apresentar conclusões definitivas. No entanto, temos alguns recursos que nos ajudam a compreender melhor a protagonista, que, ao longo do enredo, segue seus instintos e impulsos sem parar para processá-los. O primeiro episódio acompanha o que parece a sua perda de inocência e o começo da violência. Mais para frente, descobrimos informações sobre o seu </span><a href="https://thenexus.one/andrea-greene-e-uma-pessoa-real-inspiracao-do-swarm-show-explicada/"><span style="font-weight: 400;">passado</span></a><span style="font-weight: 400;">, que explicam muito suas relações e  algumas peças começam a se encaixar. </span></p>
<figure id="attachment_31960" aria-describedby="caption-attachment-31960" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31960" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-6.png" alt="Cena da série Enxame. Imagem vista de cima mostra a sala de uma casa, com um sofá, duas poltronas e uma mesa de centro. No centro da imagem, Dre está com luvas amarelas de limpeza e um rodo limpando uma grande mancha de sangue no chão branco. Tem um martelo ao lado da mancha e um balde, sacos pretos e produtos de limpeza à frente." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-6.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-6-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-6-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31960" class="wp-caption-text">O visual e a direção de Enxame torna qualquer cena hipnotizante, até quando beira o gore (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><a href="https://fugitives.com/swarm-season-1-character-dre-explained-2023-amazon-prime-drama-series/"><span style="font-weight: 400;">Dre</span></a><span style="font-weight: 400;"> projeta na Ni`jah tudo aquilo que não é ou não tem, mas gostaria. A cantora representa a aceitação e o acolhimento desconhecidos por ela e é essa questão que fomenta a sua crença de que conhecer a ídola vai resolver os seus problemas. No último episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Só Deus cria finais felizes</span></i><span style="font-weight: 400;">, podemos ver que ela passa a projetar a sua irmã na estrela </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, talvez porque esse era o interesse que as aproximou e elas dividiam, unindo em uma só figura tudo aquilo que mais importa em sua vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, não sabemos porque ela age como age. Um exemplo disso é sua relação com a comida, que apresenta uma clara compulsividade, mas não é tratada para além da exposição. A série não se interessa em despir a fã de todos os seus traumas para torná-la mais digerível para o público. Com isso, fica nas mãos da atuação de Fishback elevar a personagem e comunicar a história de maneira profunda. Ela não só dá conta do recado, como entrega uma das performances mais cruas e sinceras do ano, que a colocou na </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2023/07/emmys-awards-insider-dominique-fishback"><span style="font-weight: 400;">corrida</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023, pelo troféu de Melhor Atriz em Série Limitada, Antológica ou Telefilme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série não busca um </span><a href="https://pipocasclub.com.br/2023/03/19/enxame-swarm-final-explicado/"><span style="font-weight: 400;">desfecho</span></a><span style="font-weight: 400;"> otimista, muito pelo contrário. Nabers e Glover provaram com essa história que não têm medo de cutucar o enxame da cultura de </span><i><span style="font-weight: 400;">fandoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> e apontar as suas problemáticas, coisa que é pouco abordada na mídia. Enquanto ainda não há registros de casos extremos, como o representado, as características que firmam a relação da protagonista com a cantora são comuns, na internet e fora dela. Se a experiência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i><span style="font-weight: 400;"> não agregar em mais nada, pelo menos agora você sabe: a próxima vez que te perguntarem “</span><i><span style="font-weight: 400;">quem é o seu artista favorito?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, pense duas vezes antes de responder. </span></p>
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		<title>A celebração do passado e do presente de Beyoncé em Renaissance</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Apr 2023 18:40:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aryadne Xavier Que Beyoncé se consolidou como uma das mais importantes figuras do cenário pop nas últimas duas décadas, todo mundo já sabe. Citar o nome da cantora é a porta de entrada para conversas sobre singles que marcaram épocas e provaram como a Música pode ir além de qualquer fronteira física, se espalhando pelo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/renaissance-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A celebração do passado e do presente de Beyoncé em Renaissance"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30688" aria-describedby="caption-attachment-30688" style="width: 1839px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30688" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-01.jpg" alt="Na imagem, vemos Beyoncé, uma mulher negra, adulta, ao centro, vestindo uma roupa prateada com brilhantes, um chapéu branco e sapatos de salto. Ela está com a postura ereta e observa a câmera que a fotografa. Seu rosto possui uma maquiagem na qual o destaque está para seus lábios, com um batom escuro. Ela está sentada sobre um cavalo prateado que reluz e, ao fundo, tem um grande quadro." width="1839" height="1463" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-01.jpg 1839w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-01-800x636.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-01-1024x815.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-01-768x611.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-01-1536x1222.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-01-1200x955.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30688" class="wp-caption-text">Em seu sétimo álbum, Beyoncé confirma a superstição popular: sete é realmente o número da perfeição (Foto: Carlijn Jacobs)</figcaption></figure>
<p><b>Aryadne Xavier</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que Beyoncé se consolidou como uma das mais importantes figuras do cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas últimas duas décadas, todo mundo já sabe. Citar o nome da cantora é a porta de entrada para conversas sobre </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/as-10-melhores-musicas-de-beyonce-segundo-a-rolling-stone/"><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que marcaram épocas e provaram como a Música pode ir além de qualquer fronteira física, se espalhando pelo globo. Seu trabalho artístico, que começou com o grupo </span><a href="https://frequenciamodulada.blogosfera.uol.com.br/2018/10/02/retrato-destinys-child-20-anos-depois/"><span style="font-weight: 400;">Destiny’s Child</span></a><span style="font-weight: 400;"> e progrediu para uma carreira solo no início dos anos 2000, evoluiu a cada novo lançamento, criando a expectativa da mídia e dos fãs ao redor de todo novo passo da vocalista. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i><span style="font-weight: 400;">, Beyoncé alcança o seu próprio renascimento, provando como uma artista que vivenciou todas as mudanças da indústria fonográfica nos últimos 30 anos consegue se manter </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">relevante</span></a><span style="font-weight: 400;">, atual e soar ainda mais potente em suas criações.</span></p>
<p><span id="more-30687"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Beyoncé Giselle Knowles-Carter, amplamente conhecida apenas pelo seu primeiro nome, já era vencedora do </span><a href="https://www.grammy.com/artists/destinys-child/13008"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">quando lançou seu primeiro disco solo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dangerously in Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2003), e, dentro dele, uma de suas faixas mais memoráveis: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ViwtNLUqkMY&amp;list=OLAK5uy_m_LNFtvBtGHB5lSFMXGoacbZ2Bl20tUWg"><i><span style="font-weight: 400;">Crazy in Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A canção, feita em parceria com seu esposo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Jay-Z, ficou oito semanas no topo das paradas norte-americanas e rendeu outros dois gramofones à cantora. Porém, seus feitos na indústria musical são muitos e ultrapassam o topo dos </span><a href="https://uproxx.com/music/beyonce-billboard-hot-100-no-1-hits/"><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com a versatilidade de suas canções que vão do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, a inovação em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4m1EFMoRFvY"><span style="font-weight: 400;">clipes</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WDZJPJV__bQ"><span style="font-weight: 400;">posicionamento político</span></a><span style="font-weight: 400;">, a propagação de toda uma cultura e a revolução na forma de lançar e consumir Música que se iniciou com o lançamento de sua </span><a href="https://medium.com/converg%C3%AAncia-digital/os-impactos-do-%C3%A1lbum-beyonc%C3%A9-na-ind%C3%BAstria-fonogr%C3%A1fica-e-sua-influ%C3%AAncia-para-m%C3%BAsica-na-era-digital-ad6e27a87fc"><span style="font-weight: 400;">obra homônima</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seis anos depois de seu último álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela retorna com um projeto novo, “</span><a href="https://www.papelpop.com/2022/07/beyonce-confirma-renaissance-como-trilogia-e-diz-foi-uma-jornada-linda-de-exploracao/"><i><span style="font-weight: 400;">uma jornada linda de exploração</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” visual, lírica e sonora. </span></p>
<figure id="attachment_30689" aria-describedby="caption-attachment-30689" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30689" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-02.jpg" alt="Nessa imagem, temos Beyoncé sentada no chão, com as pernas esticadas (lateralmente) e o seu braço apoiando o torço. Ela veste um body preto, com um decote e mangas longas, cobertas por um tipo de &quot;pelinho&quot;. Em sua cabeça há um chapéu preto cujas abas se encontram acima do topo da cabeça, em seus pés estão sapatos de salto preto. Ela usa uma maquiagem que tem tons de rosa, roxo e verde, inspirada na cantora Donna Summer." width="1400" height="787" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-02.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-02-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-02-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-02-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-02-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30689" class="wp-caption-text">Um compositor é pouco, dois é bom, 24 é melhor ainda: ALIEN SUPERSTAR demonstrou que não se faz história sozinho (Foto: Carlijn Jacobs)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lavando-se de seus pecados e transicionando sem medo pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">I’M THAT GIRL</span></i><span style="font-weight: 400;"> ostenta que não são os diamantes, nem as pérolas, nem o nome de seu esposo, Queen Bey é a melhor no que faz e quer transpor esse orgulho para quem a escuta. Nesse momento de abertura do disco, é interessante notar como a estruturação da obra passa por tríades, a combinação perfeita para contar, em partes, uma narrativa. O primeiro agrupamento ainda conta com uma linha de baixo marcante e agitada em </span><i><span style="font-weight: 400;">COZY</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo um manifesto de como ela se sente confortável em sua própria pele. Ao interpolar trechos do vídeo de Ts Madison, “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=l6gJ6Uxi6es"><i><span style="font-weight: 400;">B**ch I’m Black</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, Beyoncé reivindica e afirma sua identidade como uma mulher negra, discurso que permeia a obra como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra muito maior do que qualquer expectativa com </span><i><span style="font-weight: 400;">ALIEN SUPERSTAR</span></i><span style="font-weight: 400;">: uma experiência auditiva que guia o ouvinte por diferentes atmosferas em um espaço temporal curto, mas libertador. A canção que se inicia com trechos de “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rb4-oOKIZQ8"><i><span style="font-weight: 400;">Moonraker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, sucesso nas noites de 1998 de Nova Iorque, utiliza com originalidade o conceito de “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PKsHcX27Vio"><i><span style="font-weight: 400;">Unique</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” ao afirmar que ela é a número um e deságua em um refrão que interpola “</span><a href="http://youtube.com/watch?v=P5mtclwloEQ"><i><span style="font-weight: 400;">I’m too sexy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, de Right Said Fred, resgatando seu conteúdo para a negritude e caráter </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">dance music</span></i><span style="font-weight: 400;">. A presença do </span><a href="https://www.vogue.pt/voguing-historia-danca#:~:text=O%20voguing%20era%20uma%20forma,maquilhar%20ou%20arranjar%20o%20cabelo."><i><span style="font-weight: 400;">voguing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é quase palpável a cada batida marcada. </span></p>
<figure id="attachment_30690" aria-describedby="caption-attachment-30690" style="width: 1846px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30690" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-03.jpg" alt="Na imagem Beyoncé está em foco central. Ela está com o cabelo preso, as mãos estão colocadas próximas a cabeça em um gesto que simula uma coroa. Seu rosto é coberto por uma maquiagem esfumaçada preta nos olhos e um batom dourado na boca. Sua roupa é completamente dourada e os adereços que a compões também. Sua vestimenta é uma referência a símbolos da cultura Ballroom norte americana." width="1846" height="1145" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-03.jpg 1846w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-03-800x496.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-03-1024x635.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-03-768x476.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-03-1536x953.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-03-1200x744.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30690" class="wp-caption-text">O passeio entre as tríades do álbum é como uma montanha-russa: às vezes dançante, outras reflexivo, mas sempre marcante (Foto: Carlijn Jacobs)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra tríade do disco que merece atenção é enérgica e capaz de colocar o ouvinte no ritmo marcante dos baixos e sintetizadores. Com um trabalho vocal fenomenal que se expande em várias faixas de gravação, </span><i><span style="font-weight: 400;">CUFF IT </span></i><span style="font-weight: 400;">aparece desinibida e simpática. A presença sensual e marcante da voz, trabalhada em diferentes nuances, torna esta uma das, se não, a canção de maior sucesso no álbum. Suas batidas finais nos guiam a </span><i><span style="font-weight: 400;">ENERGY</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a familiaridade com o refrão não é por acaso. A utilização do </span><i><span style="font-weight: 400;">sample </span></i><span style="font-weight: 400;">de “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6AwXKJoKJz4"><i><span style="font-weight: 400;">Milkshake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, da cantora Kelis, pode ser mais fácil de ser reconhecida, mas a interpolação com</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://youtu.be/0L5OeCaZDdI"><i><span style="font-weight: 400;">Oh La La La</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, de Teena Marie, e a finalização com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Pa5IV_3fVfk"><i><span style="font-weight: 400;">“Explode”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Big Freedia, tornam a transição para </span><i><span style="font-weight: 400;">BREAK MY SOUL</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma experiência explosiva. Com as batidas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ps2Jc28tQrw"><i><span style="font-weight: 400;">“Show Me Love”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esse é o ápice do bloco, uma celebração ao </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 90 e à vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio as composições de </span><i><span style="font-weight: 400;">HEATED </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">THIQUE</span></i><span style="font-weight: 400;">, o destaque aqui é direcionado a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">MOVE</span></i><span style="font-weight: 400;">. Beyoncé nos apresenta um encontro interessante: ela mesma como representante do presente, </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2022/07/muitas-faces-de-grace-jones.html"><span style="font-weight: 400;">Grace Jones</span></a><span style="font-weight: 400;">, ícone da cultura negra e </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">do passado e a jovem </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/musica/tems-nigeriana-beyonce-pantera-negra/"><span style="font-weight: 400;">Tems</span></a><span style="font-weight: 400;">, como uma promessa desse legado para o futuro. Com batidas bem marcadas, a composição das rimas dita seu próprio ritmo a quem escuta, transitando entre três vozes e deixando ao espectador o papel de alguém presente em uma roda urbana, ouvindo essa apresentação. Ao citar o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=khin2DnRknw"><i><span style="font-weight: 400;">Bruk Up</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Jones escancara as referências da cultura jamaicana e integra o propósito de resgate histórico, dando nome a mais uma fonte de inspiração.</span></p>
<figure id="attachment_30691" aria-describedby="caption-attachment-30691" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30691 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-04.png" alt="Nessa foto, Beyoncé aparece vestindo um adereço corporal que cobre apenas suas partes íntimas, fazendo curvas que seguem o formato de seu corpo. Esse adereço é inteiramente prateado e possui detalhes em formas geométricas. Ela usa uma maquiagem carregada, sendo uma sombra roxa com contorno preto em seus olhos, além de um batom rosa em seus lábios. Suas mãos estão acima de sua cabeça, compondo sua pose. Atrás dela, está a figura do cavalo prateado." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-04.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-04-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-04-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30691" class="wp-caption-text">Mesmo com os deslizes em sua produção, em 16 faixas o ato I de sua nova trilogia reafirma que não era pura sorte os inúmeros acertos anteriores: Beyoncé sabe o que faz (Foto: Mason Poole)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um dos blocos que mais criou divisões nos sentimentos de quem escuta, Bey expõe um lado mais sentimental e menos agitado, como se ela afirmasse que o momento agora é apenas escutar o lado dela e sentir. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">CHURCH GIRL</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora se liberta das amarras de sua culpa cristã e afirma como ninguém, além dela, pode a julgar. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">PLASTIC OFF THE SOFA</span></i><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> leve e gostoso de ouvir, ela se declara ao homem com o qual </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kbMqWXnpXcA"><span style="font-weight: 400;">divide a vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, revelando que toda especulação envolvendo “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QxsmWxxouIM"><i><span style="font-weight: 400;">Becky with a good hair</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” já foi superada por ela. Na maior faixa do álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">VIRGO’S GROOVE</span></i><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">disco-funk </span></i><span style="font-weight: 400;">cria uma atmosfera de romance a partir de texturas, nuances e batidas que a tornam única. Eleita a </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/tracks/beyonce-virgos-groove/"><span style="font-weight: 400;">melhor canção do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela crítica especializada, seu fluxo continua agradável e dançante por incríveis seis minutos, não caindo na mesmice ao seguir em improvisos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quebrando a sequência de trios e apostando em duas peças únicas, o disco introduz </span><i><span style="font-weight: 400;">ALL UP IN YOUR MIND</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se caracteriza como uma faixa experimental. Com a participação de A. G. Cook, a expectativa em descobrir qual gênero musical a cantora mergulharia aumentou, e o resultado foi uma canção com raízes no passado em suas batidas e uma experimentação que mira o futuro. Com a irreverente </span><i><span style="font-weight: 400;">AMERICA HAS A PROBLEM</span></i><span style="font-weight: 400;">, é notável o transporte para as décadas de 80 e 90, que remonta aos brasileiros batidas do tradicional </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nny8m4jwueA"><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> carioca</span></a><span style="font-weight: 400;">. É automático querer a resposta para problema americano apontado pela letra, especialmente, considerando lançamentos anteriores de cunho político, mas a surpresa é encontrar um motivo ímpar em seus versos: uma música auto-referencial, com uma batida contagiante que reafirma a grandiosidade de quem a interpreta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">PURE/HONEY</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua referência à </span><a href="https://houseofraabe.alboompro.com/post/46681-culturaballroom"><i><span style="font-weight: 400;">Ballroom</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">fica ainda mais exposta com a junção de três </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> em sua construção: </span><a href="https://youtu.be/tW8curhicTQ"><i><span style="font-weight: 400;">“Feels Like”</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/opLpiGv04wE"><i><span style="font-weight: 400;">“Cunty”</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e</span> <a href="https://youtu.be/ECyslqRHQNE"><i><span style="font-weight: 400;">“Miss Honey”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A inclusão de pessoas da cena que formaram o escopo de quem a artista é hoje pode ser percebida em diferentes trechos de praticamente todas as músicas, mas o maior fica para o final. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">SUMMER RENAISSANCE</span></i><span style="font-weight: 400;">, a presença de Donna Summer é palpável com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Nm-ISatLDG0"><i><span style="font-weight: 400;">“I Feel Love”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não diluída em outras batidas, reverenciando a grandeza desse clássico. O encerramento do disco, no entanto, não é o seu fim: </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance </span></i><span style="font-weight: 400;">nasce como um </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/beyonce-renaissance-trilogia#:~:text=Maior%20nome%20da%20m%C3%BAsica%20pop,isolamento%20causado%20pela%20COVID%2D19."><span style="font-weight: 400;">primeiro ato de três</span></a><span style="font-weight: 400;"> planejados nesse novo projeto da cantora. Sua estreia estrondosa não poderia ser ignorada: alcançando um bilhão de </span><a href="https://updatecharts.com.br/2022/11/10/renaissance-de-beyonce-ultrapassa-1-bilhao-de-streams-no-spotify/"><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">no Spotify</span></a><span style="font-weight: 400;"> e primeiro lugar em 100 países no </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> no dia de seu lançamento, o álbum rendeu a intérprete mais nove indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_30692" aria-describedby="caption-attachment-30692" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30692" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-05.jpg" alt="Na imagem, Beyoncé está com os cabelos, que são castanhos com luzes loiras, soltos. Ela sorri enquanto segura um gramofone e faz seu discurso de aceitação do prêmio. Seu rosto possui uma maquiagem leve e ela utiliza um vestido tomara que caia nas cores prata e bege, e em suas mãos está uma luva preta." width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-05.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-05-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-05-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-05-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-05-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30692" class="wp-caption-text">Renascendo e sendo continuamente aclamada pela crítica e pela multidão de fãs, Beyoncé segue sem o aguardado Álbum do Ano do Grammy (Foto: Kevin Winter)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo tornando-se a mulher mais premiada dentre todas as edições com 32 gramofones, Beyoncé não alcançou o patamar desejado aos requisitos da premiação, o que ressoa como uma afirmação de que, para a Academia de Gravação estadunidense, ela é boa, mas não o suficiente para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/harrys-house-critica/"><span style="font-weight: 400;">Álbum do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;">. Essa, no entanto, não foi a primeira vez que isso aconteceu com a cantora, que já perdeu a categoria anteriormente com os álbuns </span><i><span style="font-weight: 400;">I Am… Sasha Fierce </span></i><span style="font-weight: 400;">(2008), </span><i><span style="font-weight: 400;">Beyoncé </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lemonade-amor-confianca-empoderamento/"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017). Em uma análise até mesmo rápida, é possível notar algo em comum entre todos os ganhadores, que diz além da qualidade de suas </span><a href="https://personaunesp.com.br/25-adele-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">produções</span></a><span style="font-weight: 400;"> e transcende a própria Bey. Em uma indústria racista, para chegar ao ato de </span><a href="https://www.insider.com/black-grammys-winners-album-of-the-year#1999-lauryn-hill-7"><span style="font-weight: 400;">Lauryn Hill</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 1999, torna-se necessário ser três vezes (ou mais) melhor em tudo, mesmo 24 anos depois. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Contudo, por mais apurada e cuidadosa que possa ter sido sua seleção, Beyoncé não estava ilesa aos erros. Durante o ato de lançamento, a quinta faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">ENERGY</span></i><span style="font-weight: 400;">, ficou entre os assuntos mais comentados não apenas pela sua qualidade, como também pelos comentários da cantora da gravação original que foi interpolada na música. Após o pronunciamento público de Kelis (e aqui vale dizer que Beyoncé havia comprado os direitos da música com seus produtores, logo não constava nenhum problema legal em seu uso), uma reviravolta interessante aconteceu. 20 anos depois do lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Milkshake</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela finalmente foi creditada como compositora, fortalecendo, mesmo que indiretamente, o exercício de </span><a href="https://personaunesp.com.br/black-is-king-critica/"><span style="font-weight: 400;">resgate histórico</span></a><span style="font-weight: 400;"> do trabalho como um todo.</span><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i><span style="font-weight: 400;">Outra questão de aguardo e dúvidas gira em torno dos visuais desse novo trabalho. Após lançar o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=09z3qcegpHU"><span style="font-weight: 400;">vídeo</span></a><span style="font-weight: 400;"> intitulado como teaser oficial, oferecendo um gostinho aos fãs do que poderia estar por vir, e um segundo trailer repleto de diferentes figurinos e cenários, estimulando o pensamento de muitas adições a sua videografia, Bey pareceu esquecer de lançá-los. Ao se tornar referência e reestruturar a indústria </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> como algo que se apoia no pilar de videoclipes bem planejados e que caminham lado a lado do resultado sonoro, a expectativa de ter algo para se deslumbrar visualmente foi colocada lá para cima. E, talvez comprovando que nem tudo é como se espera, os fãs continuam aguardando, há meses, por um produto que nem sabem se existirá mesmo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_30693" aria-describedby="caption-attachment-30693" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30693" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-06.png" alt="Na foto, Beyoncé segura um copo na mão direita que está levantada. Ela está sentada ereta, com as pernas cruzadas. Seu cabelo está preso em um volumoso coque, de onde caem fios que aparecem como uma franja. Ela usa um vestido preto com detalhes prata. O fundo é composto por espelhos e uma parede (ou encosto de banco) feita com madeira." width="1400" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-06.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-06-800x514.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-06-1024x658.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-06-768x494.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem-06-1200x771.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30693" class="wp-caption-text">Como uma historiadora, Beyoncé guia os ouvintes de 2023 em uma viagem temporal (Foto: Mason Poole)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente de sua performance em premiações, o trabalho de resgate histórico e reconhecimento realizado no disco é seu maior triunfo: utilizando sua visibilidade, Beyoncé aponta e certifica a influência de quem a precedeu. O uso de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples </span></i><span style="font-weight: 400;">para a construção da identidade sonora do álbum (e a </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/beyonce-removes-kelis-milkshake-energy-1390926/"><span style="font-weight: 400;">devida creditação</span></a><span style="font-weight: 400;">) utiliza da nostalgia de batidas já conhecidas do público para criação de algo novo, que é aceito sem muitas dificuldades pelo sentimento de familiaridade. A referência a cultura </span><a href="https://www.boniclub.com.br/bonita_de_pele_posts/por-tras-da-beleza-de-beyonce-em-renaissance/"><i><span style="font-weight: 400;">Ballroom </span></i></a><span style="font-weight: 400;">em suas fotos promocionais, utilizando de sua vestimenta e maquiagem inspiradas em ícones como Crystal LaBeija e Moi Renee, é uma esforço consciente de trazer o enfoque a quem fundou algo muito maior. É reconhecer e engrandecer diversos nomes da cultura negra e LGBTQIA+ que foram apagados, esquecidos e marginalizados por tanto tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b2xLsCo8zmQ&amp;list=PLzrMYyHmLhGA9MJNeIMOPrciPVTbnk48M"><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista demonstra, mais uma vez, seu talento e genialidade, proporcionando um passeio de quase uma hora de duração por diferentes gêneros e estilos, e ilustrando a engenhosidade ao encadear as músicas. A celebração proposta no álbum vai muito além da exaltação ao passado: Beyoncé convida o ouvinte a celebrar quem ele é, a se divertir em uma dança, a reconhecer suas raízes e sua importância no mundo que o permeia. Em um trabalho detalhista, o álbum comprova que muitas mãos, em sintonia e unidas em um propósito, podem construir trabalhos enormes, que vão além de uma experiência sonora. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: RENAISSANCE" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6FJxoadUE4JNVwWHghBwnb?si=P-L0U8ASQ5uhPjnX0ZAkDA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2022</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Mar 2023 23:29:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Música é o tom indispensável da vida. No amor, na alegria, na tristeza, na solidão, as canções preenchem playlists embalando a vida e refletindo a alma. As composições são o espelho de como artista e ouvinte enxergam a existência, fazendo com as mudanças sejam necessárias e novidades refresquem o imaginário auditivo de quem aguarda &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2022/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2022"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30471" aria-describedby="caption-attachment-30471" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30471" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_DISCOS22-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_DISCOS22-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_DISCOS22-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_DISCOS22.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30471" class="wp-caption-text">Entre a vida e a morte, o sagrado e o profano, composições íntimas e inovadoras são o combustível do Melhores Discos de 2022 (Arte: Henrique Marinhos/Texto de Abertura: Ana Júlia Trevisan)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/musica/"><span style="font-weight: 400;">Música</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o tom indispensável da vida. No amor, na alegria, na tristeza, na solidão, as canções preenchem </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/60OmGVaVvzQffjkuBBgZSN?si=c88230b0070e4528"><i><span style="font-weight: 400;">playlists</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> embalando a vida e refletindo a alma. As composições são o espelho de como artista e ouvinte enxergam a existência, fazendo com as mudanças sejam necessárias e novidades refresquem o imaginário auditivo de quem aguarda ansiosamente por um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, quiçá um disco de seu intérprete favorito. É impossível me conformar com a potência transformadora da Música. Assim como é inevitável usar tanto floreio para introduzir esse que reúne o melhor do que foi feito em 2022.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o formato de vendas modificado pelas plataformas digitais, os álbuns se tornam cada vez mais inviáveis para cantores inseridos na indústria, que coage produções única e exclusivamente voltadas a músicas virais para o </span><a href="http://portalsalamusical.com.br/destaque/como-o-tik-tok-esta-mudando-a-producao-musical/"><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Quebrando aquilo que parece ter virado regra, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> emerge os ossos do ofício e abocanha 73 produções que marcaram o ano na Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dominando a tarefa de trazer um novo fôlego para sua arte, The Weeknd lançou a rádio </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i><span style="font-weight: 400;">, vislumbrando dias melhores. Coroando o topo dos </span><i><span style="font-weight: 400;">rankings</span></i><span style="font-weight: 400;">, ROSALÍA acelerou com muita autenticidade sua </span><a href="https://gente.ig.com.br/colunas/gabriel-perline/2022-08-24/dicionario-de-rosalia--entenda-o-que-e-motomami-e-outras-palavras.html.ampstories"><i><span style="font-weight: 400;">MOTOMAMI</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao lado da catalã, montada em seu cavalo prata, a </span><a href="https://tracklist.com.br/beyonce-renaissance/141672"><span style="font-weight: 400;">musa-mor</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> renasceu. Kendrick Lamar ficou entre a cruz e a espada, SZA pediu socorro, Björk celebrou os recomeços, Sabrina Carpenter finalmente enviou seus </span><i><span style="font-weight: 400;">e-mails</span></i><span style="font-weight: 400;">, Florence and the Machine renovou seu nome na lista das netas das bruxas e a loirinha mais querida cantou seus </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/criticas/midnights-taylor-swift"><span style="font-weight: 400;">terrores noturnos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música haitiana foi lembrada em notas do </span><a href="https://www.planoaberto.com.br/topical-dancer/"><i><span style="font-weight: 400;">Topical Dancer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Cruzando o oceano, no mundinho do </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto 2022 serviu para SEVENTEEN se consolidar de vez como uma das maiores</span><i><span style="font-weight: 400;"> boybands</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Coreia, artistas de outros grupos tão grandes quanto embarcaram em viagem solo, com novas perspectivas, sonoridades exuberantes e trabalhos coesos que entregam turbilhões de sentimentos. No território russo a boa surpresa veio do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QZ8FOyJrgUg&amp;ab_channel=IC3PEAK"><span style="font-weight: 400;">metal vampiresco</span></a><span style="font-weight: 400;"> da dupla IC3PEAK.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em solo brasileiro </span><i><span style="font-weight: 400;">Acorda, Pedrinho</span></i><span style="font-weight: 400;"> caiu na boca do povo, Bala Desejo ganhou o grande público, Ludmilla mais uma vez provou que nasceu para interpretar pagode, Maria Rita cantou para Xangô, e os calos de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/alaide-costa-sobre-ser-esnobada-pela-bossa-nova-preconceito-velado/"><span style="font-weight: 400;">Alaíde Costa</span></a><span style="font-weight: 400;"> a fizerem &#8211; merecidamente &#8211; a cantora nacional mais citada nos </span><i><span style="font-weight: 400;">rankings</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em meio a isso, o amargo das perdas imperaram no território com os álbuns póstumos de Marilia Mendonça e Elza Soares, o adeus a Erasmo Carlos, e aquela que foi a despedida mais cruel do ano, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gal Costa</span></a><span style="font-weight: 400;">, a Doce Bárbara, se encantou. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Melhores Discos de 2022</b><span style="font-weight: 400;"> é dedicado a Gal Costa. Coisas sagradas permanecem!</span></p>
<p><span id="more-30280"></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30360" aria-describedby="caption-attachment-30360" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30360" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-800x800.jpg" alt="Capa do álbum 333 da cantora Tinashe. Ao centro está a artista despida, usando apenas uma luva transparente em sua mão. Ela é uma mulher negra de cabelos longos e pretos que está agachada em uma estrutura circular de concreto. Ao redor dessa estrutura estão plantas rasteiras e árvores. No canto superior esquerdo está o símbolo 333, integrado na letra “T”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30360" class="wp-caption-text">333 é o sucessor de Songs for You, de 2019, e foi anunciado com um vídeo de ficção científica, uma das predileções e inspirações da cantora quanto ao seu hobby de jogar video-games. (Foto: Tinashe)</figcaption></figure>
<p><strong>Tinashe &#8211; 333</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_k2nsaWN09RYZK1bX1a5dGbIrIgcUL385U"><i><span style="font-weight: 400;">333</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido e interpretado por Tinashe, sintetiza </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, eletrônica, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">bass</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma produção experimental e inovadora. Através de uma trajetória minuciosa e sofisticada, a cantora combina batidas complexas com melodias cativantes e vocais emocionantes, tudo enquanto explora temas criativos e profundos, como amor, liberdade e auto-descoberta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua voz é o principal instrumento do álbum, criando camadas e texturas sonoras que se misturam perfeitamente com os instrumentais. A colaboração com artistas, como Kaytranada, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8pReEUxHxJM"><span style="font-weight: 400;">Chanel Tres</span></a><span style="font-weight: 400;">, Kudzai e Quiet Child, adiciona uma profundidade e variedade únicas à produção. No entanto, algumas faixas podem não cativar tanto quanto outras, principalmente pela sonoridade experimental, </span><i><span style="font-weight: 400;">333</span></i><span style="font-weight: 400;"> se dirige àqueles que buscam músicas que vão além do convencional, mas não deixam o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com seu lançamento, a artista mostra uma evolução impressionante, demonstrando sua habilidade de misturar gêneros e criar um timbre único e envolvente. Em suma, o álbum evidencia talento e  ousadia, além de seu significado através da numerologia como um símbolo de crescimento pessoal, confiança e inspiração. Para a cantora, o número representa um momento de renascimento e de conexão com sua espiritualidade. </span><b>&#8211; </b><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Small Reminders, The Chase, X (feat. Jeremih)</p>
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<figure id="attachment_30361" aria-describedby="caption-attachment-30361" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30361 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5SOOS5.webp" alt="Capa do disco 5SOS5. Na imagem temos quatro silhuetas nas cores rosa e azul representando cada integrante da banda em um fundo rosa claro." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5SOOS5.webp 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5SOOS5-150x150.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-30361" class="wp-caption-text">5SOS5 registra o amadurecimento, a fraternidade e a nova identidade musical do 5 Seconds of Summer (Foto: Warner Music )</figcaption></figure>
<p><b>5 Seconds of Summer &#8211; 5SOS5</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcando a nova fase da banda australiana, </span><a href="https://open.spotify.com/artist/5Rl15oVamLq7FbSb0NNBNy"><i><span style="font-weight: 400;">5 Seconds of Summer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deixa de lado suas raízes </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e abre novas portas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu novo disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">5SOS5</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sendo seu quinto álbum, a obra é, senão, um dos trabalhos mais maduros que compõem a discografia dos meninos. Saindo da zona de conforto e brincando com novas maneiras de produzir arte, </span><i><span style="font-weight: 400;">5SOS5</span></i><span style="font-weight: 400;"> demanda muito dos sintetizadores e das alternâncias instrumentais para abordar a clássica temática da juventude e dos relacionamentos amorosos que constituem suas composições. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após saírem da gravadora </span><span style="font-weight: 400;">Interscope</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GoQ85cs5fk0&amp;list=PLR9AEg2TU68ROn4h2OJTSSep2ixckBsne"><i><span style="font-weight: 400;">5SOS5</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro trabalho independente da banda em parceria com a </span><span style="font-weight: 400;">BMG</span><span style="font-weight: 400;">. Essa oportunidade dos integrantes conseguirem controlar a sua própria musicalidade foi benéfica e relevante para sua evolução musical em vários aspectos. Se libertando das amarras, o álbum explora o melhor de cada um dos membros. Contemplando com 19 faixas, as canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Take My Hand</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8RaeTPo5a_c"><i><span style="font-weight: 400;">BLENDER</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bloodhound</span></i><span style="font-weight: 400;">, exemplificam inteiramente essa nova fase alternativa e </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos australianos. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Me Myself and I, BLENDER e Older</p>
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<figure id="attachment_30438" aria-describedby="caption-attachment-30438" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30438" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-800x800.webp" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-1200x1200.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30438" class="wp-caption-text">O álbum de estreia do projeto de Thom Yorke, Jonny Greenwood e Tom Skinner foi lançado em Maio de 2022 (Foto: Self Help Tapes LLC/XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>The Smile &#8211; A Light for Attracting Attention</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito tempo se passou desde que Thom Yorke e Jonny Greenwood migraram seu som do </span><i><span style="font-weight: 400;">post-punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o experimental, mas o trabalho de ambos manteve algo reconhecível ainda sob o efeito do tempo. Juntos no Radiohead, os dois consolidaram os reflexos de uma cultura que tende a glorificar os inconstantes; agora, anos depois, a novidade surge de um projeto paralelo com Tom Skinner, cujo nome foi retirado de um poema de Ted Hughes. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-light-for-attracting-attention-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Light for Attracting Attention</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, The Smile debutou de forma fantástica e tornou o ano de 2022 um marco musical.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-EB5NhI2RQQ&amp;ab_channel=TheSmile"><i><span style="font-weight: 400;">You Will Never Work in Television Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> talvez seja a música de protesto mais forte em todo o disco. Ao estilo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2w6kHS_IRrE"><i><span style="font-weight: 400;">2 + 2 = 5</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela parece ser uma ofensa direta ao degenerado </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2023/02/23/harvey-weinstein-e-condenado-a-16-anos-por-estupro-em-los-angeles.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Harvey Weinstein</span></a><span style="font-weight: 400;">, desde seu título até sua letra. transcendência através do caos liga as 13 canções do disco, revestidas pelos dedilhados de guitarra, bases de violão e uma bateria limpa em meio aos ecos e sintetizadores. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=arCjt-xulOM"><i><span style="font-weight: 400;">We Don’t Know What Tomorrow Brings</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – uma das melhores de todo o trabalho – se espelha em </span><i><span style="font-weight: 400;">Jigsaw Falling Into Place </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Bodysnatchers</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/10785-in-rainbows/"><i><span style="font-weight: 400;">In Rainbows</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2007), e, assim como todo o álbum, talvez seja melhor compreendida quando enxergamos suas capacidades negativas, cuja capacidade onírica de sintetizar ansiedades é interessante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez devido a produção de Nigel Godrich – que colabora com o Radiohead desde os anos 1990 e que se juntou a Yorke em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Co-fHs62BbA"><span style="font-weight: 400;">Atoms for Peace</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, a sonoridade do disco do </span><i><span style="font-weight: 400;">power trio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é familiar às primeiras produções do quinteto inglês. Nas letras, Thom Yorke reflete sobre algo maior, que nunca é de fato explanado, deixando o conteúdo sempre no campo da subjetividade. Os suspiros, sussurros e sintetizadores expansivos – como em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hairdryer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Speech Bubbles</span></i><span style="font-weight: 400;"> – dão vida a um </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/teoria-da-conspiracao-doppelganger-a-sua-copia-maligna/"><i><span style="font-weight: 400;">doppelgänger</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que parece habitar o trabalho, um tipo de espectro fantasmagórico que vaga por </span><i><span style="font-weight: 400;">A Light for Attracting Attention</span></i><span style="font-weight: 400;">. É possível que o prato principal servido por The Smile seja a concepção de uma Música efêmera, que ainda assim evoca sentimentos profundos enquanto escutamos. Se o “novo” Radiohead for Yorke, Skinner e Greenwood, estaremos todos bem. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Open The Floodgates, Thin Thing, Free In The Knowledge</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30362" aria-describedby="caption-attachment-30362" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Jovem-Dionisio-Acorda-Pedrinho.jpg" alt="Capa do disco Acorda, Pedrinho. Em baixo, da direita para a esquerda, temos Rafael Duna, homem branco e ruivo, ao lado dele temos Gabriel Mendes, homem branco de cabelo castanho claro. Na parte superior, também da direita para a esquerda, temos Gustavo Karam, homem branco com cabelo castanho escuro, ao meio temos Bernardo Pasquali, homem branco, usando óculos e de cabelo platinado, ao lado dele temos Bernardo Hey, homem branco e loiro. Todos os integrantes estão vestindo camiseta azul e calça preta. Eles estão em frente a uma cortina verde musgo e em cima temos o logo da banda. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Jovem-Dionisio-Acorda-Pedrinho.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Jovem-Dionisio-Acorda-Pedrinho-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30362" class="wp-caption-text">Acorda Pedrinho foi a canção mais pesquisada no Google em 2022 (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Jovem Dionísio &#8211; Acorda, Pedrinho</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2022 foi o ano da </span><a href="https://open.spotify.com/artist/4m5LghDfOKFZNEBZ0GO1OQ"><span style="font-weight: 400;">Jovem Dionísio</span></a> <span style="font-weight: 400;">e quem falar que não, está mentindo. A banda formada em 2019 pelos cinco amigos de infância, finalmente deixou o estreito bar do Dionísio em Curitiba e dominou todas as paradas do Brasil em seu álbum de estreia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ukPO8UtBAIk"><i><span style="font-weight: 400;">Acorda, Pedrinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os garotos não entregaram apenas um clipe para sua faixa-título, mas sim um curta-metragem, em uma narrativa marcante e original que engloba toda a identidade visual do álbum, compondo inúmeras referências da história dos integrantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> explorou de ritmos especificamente brasileiros para compor em sua primeira discografia, arranjos conduzidos por batidas de <em>funk</em> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DTunP35FG6A"><i><span style="font-weight: 400;">Tu Tem Jeito Se Quem Gosta</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> até os acordes de violão da bossa-nova em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gm7y4wbQysY"><i><span style="font-weight: 400;">Ai De Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Marcando esse brasileirismo, o álbum alcançou no ano passado a marca de 6,7 milhões de ouvintes no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mais de 170 mil vídeos com a canção título no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sendo um dos nomes em ascensão do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual, </span><span style="font-weight: 400;">Jovem Dionísio</span><span style="font-weight: 400;"> deixou sua marca logo em seu primeiro disco, fazendo todos os ouvintes acordarem para os próximos lançamentos da banda. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Belnini, Cê me viu ontem, Não foi por mal</p>
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<figure id="attachment_30363" aria-describedby="caption-attachment-30363" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30363" class="wp-caption-text">Kilo Kish prossegue com sua parceria com Vince Staples na faixa NEW TRICKS: ART, AESTHETICS AND MONEY (Foto: Kilo Kish)</figcaption></figure>
<p><b>Kilo Kish &#8211; AMERICAN GURL</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Reflections in Real Time, </span></i><span style="font-weight: 400;">o primeiro álbum da multiartista Kilo Kish</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma representação estilística e temática de amadurecimento pessoal e artístico — em um modelo de </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> que abrange os mais variados gêneros de instrumentais e vocais —  que consegue ser um dos mais subestimados projetos da cena R&amp;B contemporânea. Mesmo que mais conhecida por suas colaborações com Vince Staples, pouco muda em seu novo lançamento, não reverberado na cena crítica quanto deveria. A partir de memórias ressonantes da vida de consumo, da MTV e do <em>eletropop</em> de 2010, </span><a href="https://www.instagram.com/p/Ca5ROinPPGY/?utm_source=ig_web_copy_link"><i><span style="font-weight: 400;">AMERICAN GURL</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também constrói tal marco, expandido para além de suas faixas e dos 40 minutos do álbum, no </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/kilo-kish-american-gurl/"><span style="font-weight: 400;">pop alternativo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kish estende um olhar satirizado e exagerado à cultura estadunidense, feito antes por Santigold e CSS, para construir um posicionamento sobre poder, escolha e identidade dentro das normas da indústria da música <em>pop</em>; um raciocínio ainda mais fortuito em sua condição independente, na qual é capturada pelo dilema de possuir controle acerca de sua própria narrativa enquanto artista ou de ter o necessário, dado por uma gravadora, para colocar sua Arte no mundo. Em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">AMERICAN GURL, DEATH FANTASY</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h5hdBveygRg"><i><span style="font-weight: 400;">TV BABY V.2 (LATCH KEY MARCH)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora pensa as definições que a revestem enquanto uma artista e um produto na indústria. Revestida por suas expectativas e pressupostos vindos de mulheridade, raça e idade, Kish busca subverter o sonho americano para atestar a validade de seu objetivo: estar completamente livre de si mesma.  — </span><b>Enzo Caramori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">AMERICAN GURL, NEW TRICKS: ART, AESTHETICS AND MONEY, SUPER KO LOVE</span></p>
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<figure id="attachment_30364" aria-describedby="caption-attachment-30364" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/aquino-e-a-orquestra-invisivel-aquino-e-a-orquestra-invisivel-ep.jpg" alt="" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/aquino-e-a-orquestra-invisivel-aquino-e-a-orquestra-invisivel-ep.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/aquino-e-a-orquestra-invisivel-aquino-e-a-orquestra-invisivel-ep-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30364" class="wp-caption-text">A banda é formada por João Soto, João Vazquez e Leandro Bessa (Foto: Bolo de Rolo/Selo Rockambole)</figcaption></figure>
<p><b>Aquino e a Orquestra Invisível &#8211; Aquino e a Orquestra Invisível</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do lançamento do disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/6oEtrFYsYk8nBXy7dIVqOY?si=DNSgbDgsR82tBv6E_oq3Tw"><i><span style="font-weight: 400;">Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a Aquino e a Orquestra Invisível faz seu retorno com um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> homônimo. No projeto, o trio carioca trouxe três </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançados anteriormente, e duas canções inéditas: </span><a href="https://open.spotify.com/track/33fnVp55zYGLfhWBgl2j9O?si=935b18611f7c4df1"><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/5yArUj7Fumvl15jieQdSpt?si=981e0da9b9664b4d"><i><span style="font-weight: 400;">Eu e Ela</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Indo de músicas cheias de brasilidades, que trazem notas de samba, MPB e bossa-nova, e chegando até sons oitentistas, com sintetizadores e batidas rápidas, os 14 minutos do </span><i><span style="font-weight: 400;">Aquino e a Orquestra Invisível</span></i><span style="font-weight: 400;"> são como uma salada mista, funcionando muito bem juntas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Representada pelo Bolo de Rolo, sub-selo do selo</span> <a href="https://rockambole.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Rockambole</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a banda entra em uma fase mais madura, mesmo que ainda trate temas joviais, como o amor e a vida na cidade. As composições do </span><a href="https://open.spotify.com/album/39FjAAoFhZFSZhyl63dlqe?si=HSbWRUVJSRqN8BxKQIJYlg"><i><span style="font-weight: 400;">extended play</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, feitas pelos três integrantes, conseguem situar o ouvinte no tempo-espaço, falando sobre praias, varandas e interiores de casas. Com versos bem pensados, como “</span><a href="https://open.spotify.com/track/5M6ICWeHl0QAe7dFJakQse?si=86454f0653b24ff3"><i><span style="font-weight: 400;">o tempo passou</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, mas nem tanto assim, sempre que eu me olho vejo um pouco de você em mim</span></i><span style="font-weight: 400;">”, os cariocas conseguem descrever o crescer, e as mudanças que ocorrem entre épocas. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>MTV, Eu e Ela, 20 Anos e Meio.</p>
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<figure id="attachment_30437" aria-describedby="caption-attachment-30437" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30437" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Black-Country-New-Road.webp" alt="" width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Black-Country-New-Road.webp 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Black-Country-New-Road-150x150.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30437" class="wp-caption-text">Disponibilizado como se fosse uma despedida do vocalista Isaac Wood, o segundo álbum do grupo talvez seja seu melhor (Foto: Ninja Tune)</figcaption></figure>
<p><b>Black Country, New Road &#8211; Ants From Up There</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 31 de Janeiro, </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2022/feb/06/black-country-new-road-ants-from-up-there-review-a-baroque-pop-masterpiece-isaac-wood"><span style="font-weight: 400;">Black Country, New Road</span></a><span style="font-weight: 400;"> anunciou que Isaac Wood estava deixando o grupo para tratar questões de sua saúde mental. Apesar de toda a dúvida que se seguiu, </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/black-country-new-road-ants-from-up-there/"><i><span style="font-weight: 400;">Ants From Up There</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi lançado em 4 de Fevereiro, e inevitavelmente foi visto como um álbum de despedida. Embora muito da estética da banda seja resumida no estilo vocal de Wood, soando como o Arcade Fire de </span><i><span style="font-weight: 400;">Funeral</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2004), o novo disco parece sinalizar para a importância dos sentimentos em detrimento da técnica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, a técnica é algo que o grupo também domina. Basta ouvir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hTVwQ1Gjqas&amp;ab_channel=BlackCountry%2CNewRoad"><i><span style="font-weight: 400;">Snow Globes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um épico expansivo de mais de 9 minutos que antecede o fim do álbum, e dá total autonomia para a bateria, como se fizesse parte de um exercício de </span><i><span style="font-weight: 400;">jam session </span></i><span style="font-weight: 400;">no qual se mantém o maximalismo como força motriz. De forma surpreendente, porém, o segundo álbum da banda londrina traz canções explosivas, que conduzem o ouvinte em progressões enérgicas e culmina num disco que já nasceu obra-prima. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chaos Space Marine, Bread Song, Concorde</span></p>
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<figure id="attachment_30365" aria-describedby="caption-attachment-30365" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-800x800.jpg" alt="Capa do álbum BRASILEIRA. Arte digital quadrada. Ao fundo, vemos um tecido vermelho, estampado com flores amarelas e folhas verdes. Ao redor da capa, vemos uma borda formada por tecidos brancos e vermelhos. Nos tecidos vermelhos da borda, lemos várias vezes as palavras Anná e Brasileira, escritas em letras amarelas. Ao centro, vemos mestra Geovana e Dandara. Mestra Geovana é uma mulher negra, idosa, maquiada e olha para o lado esquerdo da capa. Dandara é uma menina negra, está no lado direito da capa, traz um girassol perto da orelha direita e olha para frente. Tanto Geovana quanto Dandara vestem roupas feitas com o mesmo tecido que estampa o fundo da capa. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30365" class="wp-caption-text">Anná tem potencial para chegar ao mainstream brasileiro (Foto: Júlio César Almeida)</figcaption></figure>
<p><b>Anná &#8211; BRASILEIRA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há discos que fogem de qualquer imediatismo. Assim é </span><i><span style="font-weight: 400;">BRASILEIRA</span></i><span style="font-weight: 400;">, último lançamento da multiartista Anná: uma obra que nos conquista de escuta em escuta. Desenvolvido como movimento constante, que se desdobra em diversas camadas, o mais recente álbum da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GAMThprWy1k"><span style="font-weight: 400;">neta tropicalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue colocar </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-anna-promessa-nova-geracao-samba/"><span style="font-weight: 400;">presente, passado e futuro</span></a><span style="font-weight: 400;"> em único plano, sem soar desconexo, confuso ou inacabado. Anná abre os caminhos de uma </span><a href="https://ultraverso.com.br/anna-critica-do-album-brasileira-2022/"><span style="font-weight: 400;">viagem espiralada</span></a><span style="font-weight: 400;">, respeitando e inovando as tradições para sintetizar um século inteiro de música nacional.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qnep2ZCq0U4"><span style="font-weight: 400;">abertura perfeita</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">BRASILEIRA</span></i><span style="font-weight: 400;"> evidencia desde a primeira faixa que estamos diante de uma proposta bem diferente de </span><a href="https://open.spotify.com/album/4XTHg44Btu1JnnzZxcyyxn?si=Oi02pkckQeCkn5QCEflEjg"><i><span style="font-weight: 400;">Colar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incomparável álbum de estreia da cantora mocoquense. Assumindo coragens e riscos, Anná reitera seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1zaKaaql3I4"><span style="font-weight: 400;">potencial inventivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um disco sintético, mas nada superficial. Fruto de novos experimentalismos &#8211; estes, sim, permanentes na artista -, </span><i><span style="font-weight: 400;">BRASILEIRA</span></i><span style="font-weight: 400;"> comprova o que já parecia óbvio: Anná sabe se reinventar e dificilmente cairá na mesmice para agradar aos mercados e públicos. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Rito de Passá, Valdineia e Somos Resistência   </span></p>
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<figure id="attachment_30367" aria-describedby="caption-attachment-30367" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30367" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Being Funny in a Foreign Language, da banda The 1975. Fotografia quadrada em preto e branco. Na imagem, vemos um carro escuro abandonado com diversos rabiscos brancos. No teto, há um homem inteiramente vestido de preto com os joelhos flexionados e com os braços abertos. Ele olha para o chão. O cenário é uma praia vazia." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30367" class="wp-caption-text">Being Funny in a Foreign Language coloca a banda em um estado de relaxamento que ela nunca sentiu em toda a sua carreira (Foto: Dirty Hit)</figcaption></figure>
<p><strong>The 1975 &#8211; Being Funny in a Foreign Language</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/6dVCpQ7oGJD1oYs2fv1t5M?si=_ev_V2-3RYOCTSEwvgDQAw"><i><span style="font-weight: 400;">Being Funny in a Foreign Language</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Matty Healy não está interessado em excessos. O vocalista não quer utilizar metáforas que explicam como é difícil se relacionar na era digital, tampouco falar apenas sobre drogas, sexo ou </span><a href="https://www.theteenmagazine.com/the-absurd-in-the-1975-s-being-funny-in-a-foreign-language"><span style="font-weight: 400;">niilismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, assuntos recorrentes em seus últimos trabalhos. Ele não quer falar sobre sinceridade, mas sim ser sincero da forma mais sucinta e direta possível e, para isso, ele decide falar sobre o amor. Apesar de seguir um caminho diferente do que a banda estava acostumada, o amor está no âmago de um registro honesto e terno que carrega muito da essência artística de </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><span style="font-weight: 400;">The 1975</span></a><span style="font-weight: 400;">, sintetizando-o em cativantes 44 minutos de duração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se fosse roteirizado, o álbum seria aquele momento alguns anos após o fim de filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos dizendo que envelhecer é bom e simplifica a maioria das coisas pelas quais sofremos hoje. As composições de Healy, co-produzidas pelo onipresente </span><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2022/05/23/jack-antonoff-pop-music-collaboration-lorde-taylor-swift"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, são levadas a novos patamares ao que ocorre uma elevação da intimidade no processo criativo de escrita do vocalista. Ao fazer isso, essa obra que dá ênfase não só na razão, mas principalmente na emoção, passa a ser uma experiência intensamente íntima e visceral para todos que a ouvem. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Oh Caroline, I’m In Love With You e About You</span></p>
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<figure id="attachment_30368" aria-describedby="caption-attachment-30368" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30368" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush-800x800.jpg" alt="Capa do disco BLUSH do grupo PVA. A imagem mostra uma mulher branca com batom marrom e blush vermelho, que usa uma peruca rosa lisa, comprida e com franja, e um sobretudo marrom de látex com um cinto da mesma cor e material. Ela está em um fundo com degradê de azul e há uma mão segurando seu braço, que sai do lado esquerdo de fora da imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30368" class="wp-caption-text">A vocalista Ella Harris descreve o debut como uma série de &#8220;personagens em momentos de tensão, turbulência e dificuldades internas&#8221; (Foto: Ninja Tune)</figcaption></figure>
<p><b>PVA &#8211; BLUSH</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo conquistado sua </span><i><span style="font-weight: 400;">fanbase </span></i><span style="font-weight: 400;">através de insanos </span><i><span style="font-weight: 400;">sets </span></i><span style="font-weight: 400;">ao vivo e seu </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">de estreia, </span><a href="https://www.nme.com/reviews/album/pva-toner-ep-review-radar-2820699"><i><span style="font-weight: 400;">Toner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, existia o grande desafio de aumentar a aposta com o lançamento do primeiro álbum do </span><a href="https://ninjatune.net/artist/pva"><span style="font-weight: 400;">trio londrino</span></a><span style="font-weight: 400;"> de música eletrônica </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> PVA, que recentemente produziu um gélido </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FfOBwAf8Wqg"><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">gótico industrial do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit ‘Welcome To My Island’</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cnrkl7DrpfP/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">Caroline Polachek</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">BLUSH </span></i><span style="font-weight: 400;">é um impressionante disco de estreia, com uma abordagem emocional muito mais desenvolvida do que os trabalhos anteriores da banda, que consolida uma pulsante energia dançante, bruta e poderosa, além de revelar mais sobre os sentimentos do trio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As 11 faixas de </span><i><span style="font-weight: 400;">BLUSH</span></i><span style="font-weight: 400;"> esbanjam ácido, </span><i><span style="font-weight: 400;">disco</span></i><span style="font-weight: 400;">, sintetizadores latejantes, </span><a href="https://indiehoy.com/descubrir/pva-post-punk-industrial-y-letras-poeticas-desde-londres/"><i><span style="font-weight: 400;">post punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, texturas ásperas, transições escorregadias, pistas de dança </span><i><span style="font-weight: 400;">underground </span></i><span style="font-weight: 400;">e melodias faladas, acompanhadas por uma identidade visual futurista, ousada e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gVajQhS1LjA"><span style="font-weight: 400;">caótica</span></a><span style="font-weight: 400;">. O álbum gera a visão de um ser humano dividido entre dois estados, preenchido com a sensação de estar preso e no processo de se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JbGTGpAKXQc"><span style="font-weight: 400;">libertar</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Você me deixou livre ontem/Eu me sinto como um bebê recém-nascido agora/Absorvendo todas as cores e formas e visões e cheiros/Como se fossem todos novos/Eu me sinto novo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;  Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Untethered, Hero Man e Bunker</span></p>
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<figure id="attachment_30369" aria-describedby="caption-attachment-30369" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30369" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-800x797.png" alt="Capa do álbum BORN PINK. Nela, um quadrado branco apresenta, na parte superior central, dois ganchos cor-de-rosa que se estendem até o centro. Na parte inferior central, com fontes estilizadas, está o escrito “BLACKPINK”. Logo abaixo, no mesmo estilo, está o escrito “BORN PINK”." width="800" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-800x797.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-1024x1020.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-768x765.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-1200x1195.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano.png 1524w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30369" class="wp-caption-text">Com o lançamento, BLACKPINK se tornou o primeiro grupo feminino a atingir o topo da Billboard Hot 200 desde 2008 (Foto: YG Entertainment/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>BLACKPINK &#8211; BORN PINK</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem antes de articularem seu primeiro disco, Jennie, Jisoo, Lisa e Rosé já dominavam a arte de fechar o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> coreano para balanço, revisitando raízes e despejando uma pitada de identidade que impulsionou o sucesso de BLACKPINK além do oceano pacífico. Porém, se </span><a href="https://open.spotify.com/album/71O60S5gIJSIAhdnrDIh3N?si=NpuFL_JERz6WzUkVqsAhDQ"><i><span style="font-weight: 400;">THE ALBUM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tentava medir a cativação internacional do grupo mergulhando em milhares de ritmos, </span><a href="https://open.spotify.com/album/7jaSNQUBJbvfbZHLNFrV7P?si=PpHt4wMJTeGr8jEPMTMVnA"><i><span style="font-weight: 400;">BORN PINK</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que, em 2022, as garotas propagandas da </span><i><span style="font-weight: 400;">YG Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabem exatamente a autoridade que possuem. Sondando seu passado multifacetado e cortando as colaborações externas, elas aposentam a exploração para mirar na </span><a href="https://www.grammy.com/news/blackpink-new-album-born-pink-5-takeaways-collaborations-new-sounds"><span style="font-weight: 400;">consolidação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu trabalho inconfundivelmente rico em vertentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span> <a href="https://eletrovibez.com/edm-aqui-vai-uma-definicao/"><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A execução do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;"> repete as </span><a href="https://portalpopline.com.br/blackpink-born-pink-topo-billboard-200/"><span style="font-weight: 400;">estratégias </span><i><span style="font-weight: 400;">marketeiras</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Teddy Park, produtor do </span><i><span style="font-weight: 400;">girlgroup</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde sua estreia e fator limitante do escopo criativo das artistas. Com isso, apesar de reter BLACKPINK à fórmula mediana de oito faixas, o conjunto consegue retratar vozes seguras de suas verdades e investidas na reafirmação desse </span><a href="https://www.billboard.com/lists/blackpink-timeline-history-making-accomplishments/"><span style="font-weight: 400;">poder transcendental</span></a><span style="font-weight: 400;">. Recheando a era com trocadilhos e homenagens às fases que percorreram em seu espaçoso currículo, as quatro cantoras reúnem um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kVXazE8wR1Q"><span style="font-weight: 400;">sentimentalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> apaixonante, valorizando seu </span><a href="https://valkirias.com.br/born-pink-blackpink/"><span style="font-weight: 400;">frescor consciente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, só para dar uma palhinha na experimentação, entregando primores no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> refinado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wQTjv-Xo1gY"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=POe9SOEKotk"><span style="font-weight: 400;">música clássica</span></a><span style="font-weight: 400;">. O veredito? Felizmente, as titãs do <em>k-</em></span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre estão pintando e bordando na nossa área. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Shut Down e The Happiest Girl.</span></p>
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<figure id="attachment_30370" aria-describedby="caption-attachment-30370" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30370" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Hyd-Clearing.png" alt="capa do álbum Clearing, a cantora Hayden Dunham está no meio da capa, com o corpo mergulhado em água e o rosto exposto." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Hyd-Clearing.png 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Hyd-Clearing-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30370" class="wp-caption-text">Hyd é nova na indústria musical, mas já produz música de muita qualidade (Foto: PC music)</figcaption></figure>
<p><b>Hyd &#8211; Clearing</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hayden Dunham ou Hyd, seu nome artístico, é uma estreante no </span><i><span style="font-weight: 400;">electro pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> internacional, mas desde seu primeiro álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/6IhpJXJmktqc1iyskQ76xP?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Hyd</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2021</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">só vem lançando sucessos eletrizantes. Suas músicas passam a sensação de velocidade e </span><i><span style="font-weight: 400;">Clearing </span></i><span style="font-weight: 400;">nos traz muito desta energia, com letras que vão do amor próprio à desilusão romântica. Seu trabalho no álbum também consegue ser delicado e intimista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dunham vem trabalhando no </span><a href="https://open.spotify.com/album/5x3MrWM3MxdhJ8shNSz4rg?autoplay=true"><span style="font-weight: 400;">disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> há um tempo considerável. Desde 2014, ela planejava e tentava reunir artistas amigos como Alex Somers e Caroline Polachek. O resultado não poderia ser melhor, e 2022 trouxe a ela o sucesso merecido com uma turnê de apresentação e sua apresentação no </span><i><span style="font-weight: 400;">Pitchfork Music Festival</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Julho do mesmo ano </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Fallen Angel, Trust e Glass</span></p>
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<figure id="attachment_30371" aria-describedby="caption-attachment-30371" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30371" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-800x800.png" alt="Capa do álbum Crash da cantora Charli XCX. Na imagem, a artista, uma mulher branca de cabelos castanhos longos , está com seus joelhos acima do capô de um carro enquanto suas mão estão apoiadas no vidro quebrado, sua testa está sangrando. Acima está o azul do céu e abaixo está a visão de dentro do carro. Um volante preto e parte do painel atrás." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-1536x1536.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30371" class="wp-caption-text">Charli afirma sobre Crash que tinha dificuldades com dicotomia de, tipo, ‘quem sou eu?’, ‘sou uma garota pop ou sou uma artista mais disruptiva?’. E chega a conclusão que ambas coexistem. (Foto: Charli XCX/Asylum/Atlantic/Warner UK)</figcaption></figure>
<p><b>Charli XCX &#8211; Crash</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Crash</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Charli XCX é um </span><a href="https://personaunesp.com.br/how-im-feeling-now-critica/"><span style="font-weight: 400;">retorno triunfante</span></a><span style="font-weight: 400;"> à sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que catapultou a cantora para o estrelato. Em um momento em que muitos artistas exploram sonoridades alternativas e experimentais, como ela mesma em seus últimos projetos, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Crash</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca justamente por sua habilidade de criar um som vibrante e acessível que ainda se mantém atual e fresco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Celebrando verdadeiramente o gênero, a obra é repleta de melodias chicletes e refrões contagiantes. A produção é refinada e polida, dando o espaço necessário para brilhar como vocalista e performer. As letras, apesar de em alguns momentos parecerem superficiais, mostram uma clara autoconsciência por parte da artista, revelando um lado vulnerável e emocional que adiciona profundidade ao álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora possa ser criticado por sua falta de experimentação e risco, é inegável que Charli XCX é uma das melhores em criar um som pop que atinge o seu objetivo, </span><i><span style="font-weight: 400;">when I wanna go pop, I&#8217;ll pop/I got them hits.</span></i><span style="font-weight: 400;"> O álbum oferece aos ouvintes uma dose saudável de diversão, energia e entusiasmo que pode ser difícil de encontrar em outros gêneros, e prova o talento e carisma da artista, mostrando que ela é capaz de conquistar os corações dos fãs e de manter-se relevante no mundo</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b><i>&#8211; </i></b><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>Baby, Used To Know Me, Move Me</p>
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<figure id="attachment_30440" aria-describedby="caption-attachment-30440" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30440" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj.jpg 924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30440" class="wp-caption-text">Kao (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Rita &#8211; Desse Jeito</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro da música nacional, poucos artistas possuem um trabalho tão meticulosamente articulado, intensamente dedicado e iminentemente regenerador como o de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/maria-rita/"><span style="font-weight: 400;">Maria Rita</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cantora não faz </span><i><span style="font-weight: 400;">mea culpa</span></i><span style="font-weight: 400;"> em afirmar o compromisso com seu trabalho e com o perfeccionismo, lançando apenas aquilo . E assim, quatro anos após </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Música</span></i><span style="font-weight: 400;">, Maria Rita voltou às plataformas digitais com o refinado e poderoso </span><i><span style="font-weight: 400;">Desse Jeito</span></i><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP, </span></i><span style="font-weight: 400;">que conta com seis faixas, passeia pelos territórios que a intérprete mais domina: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-pMiUOgLFEw&amp;ab_channel=MariaRitaOficial"><span style="font-weight: 400;">amor e religião</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre intima às canções, Maria vozeia paixões, desamores e fé, e de quebra marca sua estreia como compositora, nas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Por Vezes </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GruKlHk9vq4&amp;ab_channel=MariaRitaOficial"><i><span style="font-weight: 400;">Canção Pra Erê Dela</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É a faixa-título, composta por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&amp;v=8wSar9DvfV0&amp;embeds_euri=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2Fsearch%3Fq%3DLuiz%2BAnt%25C3%25B4nio%2BSimas%26oq%3DLuiz%2BAnt%25C3%25B4nio%2BSimas%26aqs%3Dchrome..69i57j46i512j0i512j0i22i30l7.225j&amp;source_ve_path=MjM4NTE&amp;feature=emb_title"><span style="font-weight: 400;">Luiz Antônio Simas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em parceria com Fred Camacho que norteia as sensações envolvidas em todo o processo do projeto. </span><i><span style="font-weight: 400;">Desse Jeito </span></i><span style="font-weight: 400;">denuncia a intolerância religiosa, traz a</span> <span style="font-weight: 400;">ancestralidade, a força e a simplicidade dos orixás, em vigorosos versos que coordenam as emoções do ouvinte, enquanto a cantora toma posse da letra com seu vocal inigualável: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Axé, mojubá, zambi, kolofé/Qual é? Cada um com a sua fé</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">E Eu?, Desse Jeito, Canção Pra Erê Dela part. Teresa Cristina</span></p>
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<figure id="attachment_30373" aria-describedby="caption-attachment-30373" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30373" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Dawn FM, de The Weeknd. Fotografia quadrada com fundo preto. No centro da imagem, vemos o cantor; ele é um homem negro envelhecido com a ajuda de maquiagem. Seus cabelos e sua barba são grisalhos. Ele veste uma camisa social preta e olha diretamente para a câmera com as sobrancelhas levemente franzidas, sem expressar nenhuma outra emoção." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30373" class="wp-caption-text">“É hora de caminhar para a luz/E aceitar o seu destino de braços abertos” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>The Weeknd &#8211; Dawn FM</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois que The Weeknd foi retratado enfaixado e ensanguentado em </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a capa de seu quinto álbum de estúdio o retrata precocemente envelhecido, como se seus exageros do passado o tivessem alcançado. Há múltiplas interpretações acerca do significado dessa imagem, e uma delas é a de que os temas que marcaram as composições do cantor canadense – dentre eles, autodestruição e relacionamentos tóxicos – passaram a soar tão antigos quanto ele aparenta. </span><a href="https://personaunesp.com.br/dawn-fm-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marca, talvez pela primeira vez, o vislumbre de “dias melhores” nas canções de Abel, realçando sua evolução dentro da indústria musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://open.spotify.com/album/2nLOHgzXzwFEpl62zAgCEC?si=IDZBqkV7SUmsGvemGrr_0g"><span style="font-weight: 400;">rádio fictícia transmitida do além</span></a><span style="font-weight: 400;"> pouco se importa em ter grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> que agradam as rádios do mundo atual. É notório como, dessa vez, o álbum possui uma maior expressão da essência do artista, com faixas que aprofundam suas influências oitentistas deslumbrantemente. Passando pelas músicas mais elétricas às mais contemplativas e contando com a participação de grandes nomes como Swedish House Mafia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, the Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as ilustres presenças de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/jim-carrey-descreve-disco-de-weeknd-como-profundo-e-elegante/"><span style="font-weight: 400;">Jim Carrey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://primeirosnegros.com/quincy-jones/"><span style="font-weight: 400;">Quincy Jones</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uma espécie de narradores do programa, o mais recente trabalho de The Weeknd oferece o som de um artista que sabe que é um dos melhores de seu jogo. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Gasoline, Sacrifice e Here We Go… Again</span></p>
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<figure id="attachment_30441" aria-describedby="caption-attachment-30441" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30441" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/florence-and-the-machine-dance-fever.jpg" alt="" width="696" height="695" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/florence-and-the-machine-dance-fever.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/florence-and-the-machine-dance-fever-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30441" class="wp-caption-text">Os filmes que serviram de inspiração para o disco foram assistidos por Florence Welch durante a pandemia (Foto: Universal)</figcaption></figure>
<p><b>Florence + the Machine &#8211; Dance Fever</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode até soar inofensivo, mas nada é mais assustador do que existir, e Florence + the Machine parece entender muito bem sobre essa sensação. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dance Fever</span></i><span style="font-weight: 400;">, quinto álbum da banda britânica de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, se inspira em filmes de terror como </span><a href="https://personaunesp.com.br/midsommar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midsommar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/suspiria-45-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para invocar cada nota rebelde e libertária de um dos discos mais intensos e melódicos do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma discografia onde a </span><a href="https://personaunesp.com.br/ceremonials-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">essência mística de Florence Welch</span></a><span style="font-weight: 400;"> é presente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dance Fever </span></i><span style="font-weight: 400;">se destaca pelo profundo intimismo explícito em cada uma das faixas. É como se entrar numa viagem pelo córtex cerebral de Welch e ser recebido em um altar composto por velas, incensos, cristais, sal grosso e uma taça de vinho. Entre o frenético e o singelo, os instrumentos se mesclam entre canções formando uma verdadeira dança febril, que apenas Florence + the Machine poderia proporcionar nesse pós-apocalíptico 2022. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">King, Dream Girl Evil, Heaven Is Here</span></p>
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<figure id="attachment_30446" aria-describedby="caption-attachment-30446" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30446" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kplohjhvgcfdfgh.jpg" alt="Capa do álbum emails i can’t send. No canto esquerdo dela, Sabrina Carpenter, uma mulher branca de cabelos longos, loiros e soltos, está sentada, em uma cama branca, de costas para a imagem. Ela usa vestido longo preto e aberto nas costas, enquanto apoia os braços na lateral do corpo para virar a cabeça no sentido contrário. Ao lado dela, um computador cinza está aberto e posicionado na lateral. No canto direito da imagem, há uma cortina azul na parede, além de botas pretas de cano alto e uma televisão analógica no chão." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kplohjhvgcfdfgh.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kplohjhvgcfdfgh-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30446" class="wp-caption-text">A tracklist de eics não possui um padrão para capitalização das canções, que foram criadas a partir de desabafos rascunhados, desde o começo da pandemia, na caixa de entrada de Carpenter (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter &#8211; emails i can’t send</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Você usou um garfo uma vez, acontece que eles estão por todos os lugares</span></i><span style="font-weight: 400;">” talvez soe como a lírica mais banal para alegorizar um coração estraçalhado, mas Sabrina Carpenter não está afim de maximizar nada além das dores do crescimento. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-YCpq2DG8qE"><i><span style="font-weight: 400;">how many things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é só uma confissão no meio da intensa sessão de terapia que estrutura </span><a href="https://open.spotify.com/album/5kDmlA2g9Y1YCbNo2Ufxlz?si=gl0UCIqzToeGRsMWNT-YDA"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can’t send</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quinto álbum de estúdio da artista e o primeiro da carreira disposto a derrubar sua típica armadura de autoconfiança. Priorizando o urgente </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/sabrina-carpenter-emails-i-cant-send-interview-1381304/"><span style="font-weight: 400;">processo de sentir</span></a><span style="font-weight: 400;"> colisões, naúseas e mudanças, a coletânea valoriza o conforto da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> enquanto atravessa pianos, trompetes, batidas eletrônicas e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cWyGx881vG8"><span style="font-weight: 400;">outros ritmos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que poderiam tranquilamente sair de Ariana Grande ou Kylie Minogue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, os ares familiares nem chegam perto de influenciar a narrativa que lidera o álbum: a de Carpenter, sozinha com seus próprios pensamentos. O divertido labirinto emotivo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wP4JsTRPSsA"><i><span style="font-weight: 400;">Tornado Warnings</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> logo é substituído pela afiada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1YUBbF24H44"><i><span style="font-weight: 400;">because i liked a boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, referência totalmente explícita às ameaças de morte que embalaram a vida da loira nos últimos dois anos. Confrontando quem lhe regala os títulos de puta e destruidora de lares, Sabrina se exorciza das amarras colocadas por um suposto </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/fofoca-aceito/fofocas-novo-album-sabrina-carpenter/"><span style="font-weight: 400;">triângulo amoroso</span></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive, em seu domínio criativo. Depois da revanche, vem a liberdade para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-CufSqKfx24"><span style="font-weight: 400;">encerrar ciclos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e até curtir um </span><a href="https://portalpopline.com.br/sabrina-carpenter-1o-top-10-carreira-spotify-eua/"><i><span style="font-weight: 400;">sleeperhit</span></i><span style="font-weight: 400;"> inédito</span></a><span style="font-weight: 400;"> no currículo musical. Ela apertou o botão de envio, </span><i><span style="font-weight: 400;">graças a Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Vicious, Fast Times e decode.</span></p>
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<figure id="attachment_30374" aria-describedby="caption-attachment-30374" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30374" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Elza Ao Vivo No Municipal. Arte digital quadrada, com fundo branco. O nome Elza ocupa grande parte da capa. A letra Z é a maior de todas e está centralizada. As letras foram preenchidas com uma foto de Elza Soares. A artista ocupa principalmente a letra Z. Elza é uma mulher negra, idosa, maquiada, olha para frente, com semblante sério, e veste uma roupa cor de laranja. Abaixo do nome Elza, lemos Ao Vivo No Municipal em letras pequenas, cor de laranja. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30374" class="wp-caption-text">Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima: é impossível esquecer Elza Soares (Foto: Deck)</figcaption></figure>
<p><b>Elza Soares &#8211; Elza Ao Vivo No Municipal </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil fugir do clichê: Elza Soares realmente cantou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6SWIwW9mg8s"><span style="font-weight: 400;">até o fim</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao gravar o disco </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Ao Vivo No Municipal</span></i><span style="font-weight: 400;"> dois dias antes de </span><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2022/01/20/empresario-conta-que-elza-soares-falou-para-familiares-nesta-quinta-acho-que-vou-morrer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">partir para a eternidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, a Mulher do Fim do Mundo encerrou sua carreira de forma brilhante. Como uma verdadeira lenda da música brasileira, Elza da Conceição Soares protagonizou um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> extremamente simbólico, capaz de sintetizar e representar décadas ímpares de uma carreira incomparável. Abraçando desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BSzWZVDHDxM"><i><span style="font-weight: 400;">Se Acaso Você Chegasse</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Bp3u9zOaC20"><i><span style="font-weight: 400;">Comportamento Geral</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum póstumo da Voz do Milênio é feliz ao registrar a trajetória viva de uma artista-fênix.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os mínimos detalhes tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Ao Vivo No Municipal</span></i><span style="font-weight: 400;"> um disco apoteótico. Há coroas e tronos </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2022/05/0900_Denise-Ricardo-Editar_tratada.jpg?w=684"><span style="font-weight: 400;">no palco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/album/7CMxW0umQJ7h3vigaKQZLS?si=VL4qoiPcTueF3j-DjbVU3Q"><span style="font-weight: 400;">nas canções</span></a><span style="font-weight: 400;"> do espetáculo. Elza aparece majestosa já na capa do álbum, com um olhar que nos convida a conhecer melhor sua grande despedida. Tudo é muito sublime e </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/05/entenda-como-elza-soares-preparou-sua-despedida-com-show-no-theatro-municipal.shtml"><span style="font-weight: 400;">bem planejado</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a carreira de Elza Soares é nitidamente projetada diante dos nossos olhos. Encerrando o repertório com </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher do Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, em uma escolha assustadoramente profética, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Ao Vivo No Municipal</span></i> <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/05/18/elza-soares-transcende-ao-portar-o-estandarte-da-arte-em-show-no-theatro-municipal-de-sao-paulo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">coroa o imenso legado</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma diva inesquecível. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">    </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Meu Guri, Volta por Cima e Mulher do Fim do Mundo</span></p>
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<figure id="attachment_30447" aria-describedby="caption-attachment-30447" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30447" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum Foi Eu Que Fiz. Na parte superior esquerda, está escrito “Deize Tigrona” em amarelo. Preenchendo toda a imagem de fundo turquesa, há 2 fotos da artista Deize Tigrona, divididas por um risco branco. Ela é uma mulher negra e tem cabelo vermelho. A foto da esquerda mostra Deize com a boca aberta, de modo a mostrar os dentes. A foto da direita mostra Deize com um semblante sério e com a parte esquerda do rosto em destaque. Na parte inferior esquerda, está escrito “Batekoo Records” em amarelo. Na parte superior direita, está escrito 2 vezes “Foi Eu Que Fiz” em amarelo, no formato de círculo e em uma fonte estilizada. Dentro do círculo, “Deize Tigrona” aparece escrito em amarelo e, também, em uma fonte estilizada. Na parte inferior direita, está escrito “Foi Eu Que Fiz”. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz.jpeg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30447" class="wp-caption-text">Deize Tigrona, mesmo não oprimindo professores ou descolorindo a sobrancelha, consagra-se como um dos maiores nomes da história do funk (Foto: Batekoo Records)</figcaption></figure>
<p><b>Deize Tigrona – Foi Eu Que Fiz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ascensão de Deize Tigrona foi um grito estrondoso diante do silêncio que assombrava o território feminino do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em outros termos, a artista carioca ousou </span><a href="https://revistabalaclava.com/deize-tigrona-a-arte-tem-que-ser-compartilhada/"><span style="font-weight: 400;">desbravar</span></a><span style="font-weight: 400;"> biomas dominados por predadores os quais, acima de tudo, temem a extinção do conservadorismo. Na perspectiva histórica, há muitos mistérios a respeito da origem do universo e do desaparecimento de espécies. Todavia, na perspectiva musical, não há dúvidas: Deize Tigrona foi o </span><a href="https://portalpopline.com.br/deize-tigrona-casos-pipokinha-sonza-nao-sei-porque-eu-nao-choro-tambem/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Bang</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">do universo explícito e feminino do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">e, ao mesmo tempo, o meteoro que aniquilou mentes caducas e quadradas.  </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Foi Eu Que Fiz </span></i><span style="font-weight: 400;">supera a definição limitante de álbum e se apresenta como um ato </span><a href="https://noticiapreta.com.br/deize-tigrona-album-funk-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">confessional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma mulher que colocou a cara a tapa. Ademais, é válido enfatizar que a artista moradora da Cidade de Deus quebra, magistralmente, o contraste das ideias de sensibilidade e explicitude, e as torna quase que sinônimos. Tal fato fica nítido na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mgxn8BTG2Lg"><i><span style="font-weight: 400;">Monalisa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na qual Deize convida o ouvinte a dançar com as incertezas e reviravoltas da vida que, no fim, podem ser boas companhias. A volta de Deize Tigrona é um pequeno passo para o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">carioca, mas um grande salto para a cena feminista sáfica da música brasileira.  </span><b>– Ana Cegatti</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Monalisa, Bondage, A Mãe Tá On</p>
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<figure id="attachment_30448" aria-describedby="caption-attachment-30448" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30448 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/sad.jpg" alt="" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/sad.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/sad-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30448" class="wp-caption-text">O terceiro volume de Decretos Reais será lançado ainda em Março (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Marília Mendonça &#8211; Decretos Reais, vol. 1 &amp; 2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Definitivamente o Brasil não estava pronto para perder de maneira tão trágica e tão precoce uma de suas maiores vozes. É como se o mundo tivesse ficado um tanto mais calado depois da morte de </span><a href="https://personaunesp.com.br/marilia-mendonca-patroas/"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;"> ser anunciada no fatídico 5 de Novembro. Coroada Rainha da Sofrência, a manutenção do legado da cantora, traduzido em </span><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2022/12/09/5521_decretos-reais-album-postumo-de-marilia-mendonca-ganha-segundo-volume.html"><i><span style="font-weight: 400;">Decretos Reais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é a comprovação concreta da imensidão da obra de Marília. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto póstumo conta com as faixas remasterizadas extraídas da </span><i><span style="font-weight: 400;">live Serenata</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada pela artista em maio de 2021. A saudade da cantora, misturada à excelência de seu trabalho, fizeram com que ambos volumes permanecessem por semanas no topo das paradas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Decretos Reais </span></i><span style="font-weight: 400;">exibe um lado brega-romântico de Marília, que toma para si canções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Demais </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Morango do Nordeste. </span></i><span style="font-weight: 400;">A grande notoriedade fica a cargo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Leão</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa presente no volume 2. A música feita para o álbum </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/xama-lanca-album-com-faixas-para-cada-signo-do-zodiaco-e-feats-especiais"><i><span style="font-weight: 400;">Zodíaco</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do rapper Xamã, foi um dos últimos </span><i><span style="font-weight: 400;">feats </span></i><span style="font-weight: 400;">feitos pela cantora. </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Demais</span></i><span style="font-weight: 400;">, Marília. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Te Amo Demais, Sendo Assim / Muito Estranho (Cuida Bem de Mim), Morango do Nordeste</span></p>
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<figure id="attachment_30375" aria-describedby="caption-attachment-30375" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30375" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora-800x800.jpg" alt="Capa do disco Fossora, da artista Björk. A imagem mostra um ambiente escuro em que está Björk, uma mulher branca com cabelo branco, redondo e volumoso, que veste um colarinho de fios verde água, uma roupa verde água que cobre seu corpo inteiro abaixo dos ombros. Ela está agachada acima de várias espécies de cogumelos brancos, vermelhos e verdes, que formam a palavra “Fossora”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30375" class="wp-caption-text">Em uma viagem acolhedora de volta ao lar, Björk é filha, mãe, cogumelo e um universo inteiro (Foto: One Little Independent Records)</figcaption></figure>
<p><b>Björk &#8211; Fossora</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Björk comentou em </span><a href="http://www.bjork.com.br/2022/10/bjork-fala-sobre-fossora-e-conexao-com.html"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre como </span><i><span style="font-weight: 400;">Fossora </span></i><span style="font-weight: 400;">é seu álbum mais festivo, como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">rave </span></i><span style="font-weight: 400;">pós-distanciamento social. No entanto, a obra se mostra mais densa e nebulosa que uma festa de </span><i><span style="font-weight: 400;">techno</span></i><span style="font-weight: 400;">, conforme a islandesa explora temas profundos de seu interior, como a morte de sua </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2022/09/bjork-fala-da-relacao-com-a-mae-que-era-dislexica-eu-estava-sempre-a-corrigindo-o-que-era-estranho.ghtml"><span style="font-weight: 400;">mãe</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua existência feminina, relações amorosas e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cPr_D-b5v2Q"><span style="font-weight: 400;">familiares</span></a><span style="font-weight: 400;">. Foi produzido durante um período de isolamento e luto, uma jornada que exigiu força, inovação e emoções. O 10º disco de Björk é uma união complexa, pesada, intensa e espinhosa de sonoridades, perdas, dores, e ao mesmo tempo, uma celebração da vida e de recomeços sensíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As composições estreitam as relações da artista com diferentes colaboradores, como serpentwithfeet, Kasimyn, os experimentalistas eletrônicos indonésios </span><a href="https://www.nme.com/en_asia/news/music/gabber-modus-operandi-contributed-to-bjorks-new-album-fossora-3293972"><span style="font-weight: 400;">Gabber Modus Operandi</span></a><span style="font-weight: 400;">, que ajudaram Björk a criar um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9FD2mUonh5s"><i><span style="font-weight: 400;">biological techno</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e a própria </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/quem-e-doa-barney-filha-de-bjork-e-cineasta-em-ascensao/"><span style="font-weight: 400;">filha</span></a><span style="font-weight: 400;">, Ísadóra Bjarkardóttir Barney. </span><a href="https://www.instagram.com/p/Ch60RcftcDD/?utm_source=ig_embed&amp;ig_rid=5e4b6a5d-1141-4104-8a98-c869b8a00227"><i><span style="font-weight: 400;">Fossora</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é uma obra acessível, ele necessita de tempo e atenção para nos conduzir por caminhos e sonoridades imprevisíveis, num fascinante universo de fungos e acalentadoras paisagens islandesas. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Atopos, Victimhood e Fossora</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30451" aria-describedby="caption-attachment-30451" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30451" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30451" class="wp-caption-text">Em um aceno ao pop, o quarto disco dialoga com o público sobre sentimentos sinceros e memórias borradas (Foto: Balaclava Records)</figcaption></figure>
<p><b>Terno Rei &#8211; Gêmeos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, Terno Rei lançava o que seria seu maior sucesso de público até então. Com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7ZVLHAjkFD8"><i><span style="font-weight: 400;">Violeta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grupo testou novas sonoridades e flertou com o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em músicas de versos poéticos e certeiros. Com a sinceridade que também esteve presente nos trabalhos anteriores da banda, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JLKuU3iweG8"><i><span style="font-weight: 400;">Vigília</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2014) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9rb11MRN4Kw"><i><span style="font-weight: 400;">Essa Noite Bateu Como Um Sonho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016), os quatro músicos alcançaram elogios da crítica e uma turnê de sucesso, que se desmanchou em 2020 com o isolamento, necessário em decorrência da pandemia da covid-19. Em um período de isolamento, de medos e inseguranças, refletindo sobre as mudanças sofridas durante os muitos anos de banda e em uma carta aberta sobre a juventude, Alê Sater, Bruno Paschoal, Greg Vinha e Luis Cardoso constroem, juntos, um novo álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como na capa, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeos</span></i><span style="font-weight: 400;"> o ouvinte é apresentado a um lado mais colorido, ainda mais <em>pop</em> na sonoridade que explora novos ambientes e letras que conversam com o ouvinte de maneira aberta, em canções ainda auto reflexivas. Em 12 músicas que embalam o público em uma nostalgia dos anos 2000, tanto sonora quanto visual, a essência da banda ainda pode ser captada, mas com um toque especial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Observando tudo que já havia sido produzido e subindo o nível, o grupo aqui se apresenta ainda mais sutil, mais delicado e mais vulnerável. Em uma ambiguidade presente já no título, as composições passeiam entre as dúvidas que surgiram com tanta facilidade em um período onde o tempo hábil era muito e a inquietação, tão naturalizada em uma juventude que não se permite parar e contemplar, realmente ouvir. E que bom é poder ouvir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uvlz661BDF0"><span style="font-weight: 400;">Terno Rei</span></a><span style="font-weight: 400;"> de novo, mesmo que esse não seja exatamente o ano mais triste das nossas vidas </span><b>&#8211; Aryadne Xavier.</b></p>
<p><strong>Faixa Favorita: </strong>Olha Só, Difícil e Esperando Você</p>
<hr />
<figure id="attachment_30380" aria-describedby="caption-attachment-30380" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30380" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gemini.png" alt="A foto é a capa do álbum Gemini Rights, de Steve Lacy, mostrando o rosto do cantor, usando óculos escuros e com dois chifres brancos desenhados em sua cabeça. O rosto do artista está sobre um fundo azul e tem partes em uma coloração avermelhada, é notável que ele usa uma camiseta branca." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gemini.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gemini-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30380" class="wp-caption-text">Antes de debutar com seu álbum solo em 2019, Steve Lacy fazia parte da banda The Internet (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Steve Lacy &#8211; Gemini Rights</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo álbum de estúdio de Steve Lacy, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gemini Rights, </span></i><span style="font-weight: 400;">segue as propostas de seu antecessor, </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/steve-lacy-apolo-xxi/"><i><span style="font-weight: 400;">Apollo XXI</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">ao dialogar com o inseparável</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, se diferencia na pluralidade de ritmos e melodias alcançadas em seu lançamento. Lacy mostra que consegue sair da zona de conforto e passear entre diversos gêneros, da bossa-nova perfeitamente encaixado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OHaQyv9Plv4"><i><span style="font-weight: 400;">Mercury</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">ao </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> já conhecido de </span><i><span style="font-weight: 400;">Static</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi assim que o cantor conseguiu uma evolução clara de seu álbum de estreia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como grande parte do repertório musical, Steve também fez uso de acontecimentos e sentimentos particulares para compor suas letras. E no resultado final, o artista tem a mistura perfeita: um disco com personalidade e com o toque singular do jovem cantor, capaz de deixar até mesmo um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> comum como o de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VF-FGf_ZZiI"><i><span style="font-weight: 400;">Bad Habit</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">único e cativante. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Mercury, Sunshine e Amber</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30381" aria-describedby="caption-attachment-30381" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30381" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Glitch Princess, da artista yeule. A imagem mostra uma arte renderizada de yeule em frente a um fundo preto. Elu é uma pessoa asiática, com olhos verdes, batom preto, um corte horizontal no nariz e cabelo longo, verde, com franja e penteado maria-chiquinha, que usa um maiô futurista que possui padrões de luzes no tecido e algumas partes metálicas; seus braços inteiros possuem tatuagens." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess.jpg 1068w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30381" class="wp-caption-text">“Eu gosto de texturas bonitas no som/Eu gosto de como algumas músicas me fazem sentir/Eu gosto de inventar meu próprio mundo” (Foto: Bayonet Records)</figcaption></figure>
<p><b>yeule &#8211; Glitch Princess</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música de yeule apresenta uma perspectiva </span><a href="https://outraspalavras.net/outrasmidias/para-entender-transumanismo-e-pos-humanismo/"><span style="font-weight: 400;">pós-humanista</span></a><span style="font-weight: 400;">, conforme a artista explora a relação entre identidade e tecnologia através de melodias melancólicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">post-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que constroem um labirinto no </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/55390/1/on-glitch-princess-yeule-drags-us-into-the-pixelated-pits-of-cyberspace"><span style="font-weight: 400;">ciberespaço</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu segundo álbum, a artista </span><i><span style="font-weight: 400;">avant-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Singapura, </span><a href="https://www.dazeddigital.com/projects/article/57497/1/yeule"><span style="font-weight: 400;">Nat Ćmiel</span></a><span style="font-weight: 400;">, se autointitula Princesa do Glitch e conduz o ouvinte por um caminho sombrio e pixelado, cheio de códigos de computador quebrados e mensagens de erro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Destacando-se de seus trabalhos antecedentes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Glitch Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desafia criativamente e é apresentado de forma marcante e estranhamente acessível, sendo capaz de transmitir sua </span><a href="https://pitchfork.com/features/rising/yeule-glitch-princess-interview/"><span style="font-weight: 400;">essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> com ambientações oníricas e texturas eletrônicas experimentais. A obra é repleta de vulnerabilidade e pessimismo, onde desastres pessoais são a principal catástrofe. Os versos são construídos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dKXD9ifn7y8"><span style="font-weight: 400;">forma sensível</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pessoal, e o uso das batidas e sintetizadores é calculado para ecoar e proporcionar a imersão dentro de uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Bg06UevZejw"><span style="font-weight: 400;">dimensão cibernética</span></a><span style="font-weight: 400;"> que atua como um consolo e um vício: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Em volta do meu pescoço, uma máquina amigável/Finge limpar minha memória/Finge fazer tudo ir embora/Finge me fazer sentir muito bem”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;  Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">My Name is Nat Cmiel, Don’t Be So Hard on Your Own Beauty e Bites on My Neck</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30452" aria-describedby="caption-attachment-30452" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30452" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-14.52.09-1.jpeg" alt="" width="600" height="598" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-14.52.09-1.jpeg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-14.52.09-1-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30452" class="wp-caption-text">Com uma carreira solo desde 2016, FLETCHER lançou 3 EPs antes de liberar seu primeiro álbum (Foto: Snapback Entertainment LLC)</figcaption></figure>
<p><b>FLETCHER &#8211; Girl Of My Dreams</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pegar um coração partido e transformá-lo em Arte não é tarefa das mais simples, mas o resultado é um dos que mais se aconchega junto a quem o </span><a href="https://www.gaytimes.co.uk/originals/fletcher-ive-never-been-someone-to-edit-my-narrative/"><span style="font-weight: 400;">compartilha</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o artista. Se a dor é combustível para a criação e o meio artístico, uma via para externalização, FLETCHER transformou um término de relacionamento e o seu processo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SlevC2V-zBA"><span style="font-weight: 400;">superação</span></a><span style="font-weight: 400;"> em glória: fruto da sua jornada até aqui, surge </span><a href="https://open.spotify.com/album/5KbQGzcWL7VgTeLqjftNWH?si=frOpytVJTsuzOx--smo0qw"><i><span style="font-weight: 400;">Girl Of My Dreams</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum de estreia da norte-americana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em </span><a href="https://open.spotify.com/album/1cppTra3p7ByUGqNsv3Qla?si=7byGHaeWRr2movxrCAVUow"><i><span style="font-weight: 400;">THE S(EX) TAPES</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o fim era recente e Fletcher lidava como os novos sentimentos através da tristeza, da raiva e da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qfavwT3gKn8"><span style="font-weight: 400;">recaída</span></a><span style="font-weight: 400;">, como quem passa por uma fase de luto, o disco, lançado dois anos depois do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, aproveita o tempo para deixar a ferida cicatrizar. Agora, o que predomina é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qU7ZbpIO66U"><span style="font-weight: 400;">aceitação</span></a><span style="font-weight: 400;">, a saudade, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uhPPttviktc"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;">, o amor próprio e a esperança de seguir em frente. Ressoando com quem se identifica com o momento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Girl Of My Dreams </span></i><span style="font-weight: 400;">segue o estilo musical da artista em faixas ora dançantes e animadas, ora lentas e melancólicas, provando os altos e baixos de qualquer momento. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Better Version, Becky’s So Hot, Serial Heartbreake</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30453" aria-describedby="caption-attachment-30453" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/ab67616d0000b27341ac444fbef3261cdcadc9e6.jpg" alt="Capa do álbum Grey Suit de SUHO. Na imagem, SUHO, um homem sul-coreano de cabelos e olhos escuros, aparece em pé em meio a um mar de girassóis. A câmera captura todo o seu corpo que está coberto de flores até a altura dos joelhos. Ele veste jaqueta e calça jeans sobre uma camiseta, mas as cores não são visíveis pois SUHO é o único elemento da arte de capa que não está colorido. Ao centro, o título do álbum está escrito em letras cursivas amarelas “Grey Suit” e é dividido pela presença de SUHO no meio: “Grey” está ao lado esquerdo da imagem e “Suit” está ao lado direito. Logo abaixo de “Suit”, no canto direito central, o nome do artista está escrito de forma estilizada e em letras garrafais amarelas “SUH20”." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/ab67616d0000b27341ac444fbef3261cdcadc9e6.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/ab67616d0000b27341ac444fbef3261cdcadc9e6-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30453" class="wp-caption-text">Grey Suit celebra um novo ciclo na carreira de SUHO após a dispensa do serviço militar obrigatório (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>SUHO &#8211; Grey Suit &#8211; The 2nd Mini Album</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/7tZyxlG9PNEBwrxMbIJdoB?si=11FnJxx_SDySYMXCtdznrg"><i><span style="font-weight: 400;">Grey Suit</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continua a pintura impecável da trajetória musical solo de SUHO, integrante do grupo sul-coreano </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pSudEWBAYRE"><span style="font-weight: 400;">EXO</span></a><span style="font-weight: 400;">. Valorizando as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u7Qdq7nffYo"><span style="font-weight: 400;">sensações e emoções</span></a><span style="font-weight: 400;"> como os artistas do movimento pós-impressionista, o cantor simula na sonoridade a </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/biografia/vincent-van-gogh.htm#:~:text=Em%201886%2C%20Van%20Gogh%20mudou,a%20ter%20luminosidade%20e%20leveza."><span style="font-weight: 400;">mudança</span></a><span style="font-weight: 400;"> visual de tom encontrada nas telas da sua grande inspiração, </span><a href="https://personaunesp.com.br/beyond-van-gogh-critica/"><span style="font-weight: 400;">Van Gogh</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se em </span><a href="https://open.spotify.com/album/0f4L2zNLtQtFk08M1YGoE1?si=IrJ56hSpR9icctH4GJ6JSg"><i><span style="font-weight: 400;">Self-Portrait</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a estreia de </span><span style="font-weight: 400;">Kim Jun-myeon</span><span style="font-weight: 400;">, um plano de fundo melancólico foi adotado nos instrumentais, o segundo mini álbum traz a tona cores quentes que iluminam e tornam leve a composição. Dos autorretratos confusos, ele surge em meio aos girassóis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma produção detalhista que, surpreendentemente, mira em </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de guitarra que soam como as clássicas baladas românticas da banda </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1UUYjd2rjsE"><i><span style="font-weight: 400;">Scorpions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey Suit</span></i><span style="font-weight: 400;"> coloca o </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ba9DjyLsF3k"><span style="font-weight: 400;">perspectiva inédita</span></a><span style="font-weight: 400;">. De volta após o afastamento de dois anos dos palcos para servir o exército militar obrigatório, o disco celebra um novo ciclo ao lado dos fãs, para quem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0kPinfiIhb8"><span style="font-weight: 400;">SUHO</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a personificação do significado de seu nome artístico, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X3bKJsptKkg"><span style="font-weight: 400;">guardião</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Bem onde você está/Você foi como um milagre que eu conheci em uma noite de verão/Como uma flor que desabrochou no final do inverno</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Morning Star, Hurdle e Bear Hug</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30385" aria-describedby="caption-attachment-30385" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30385" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30385" class="wp-caption-text">“No meio da noite, eu posso sonhar à vontade/Mudar o que eu quero e voltar para o futuro de novo” (Foto: Virgin Records Limited)</figcaption></figure>
<p><b>Bastille &#8211; Give Me The Future</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a Bastille teve uma década para descobrir e redescobrir sua identidade musical, renová-la e depois inová-la novamente, a solução para a próspera carreira dos donos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F90Cw4l-8NY"><i><span style="font-weight: 400;">Pompeii</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi apostar no conceito. Logo no </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-fevereiro-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">início</span></a><span style="font-weight: 400;"> da frutífera safra de discos de 2022, a veterana resolveu abraçar um universo distópico e futurístico, e traduziu a ficção científica no álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/2A3BFOsrRHn0VQuafW2zYs?si=J3d2qpnDTLONqbu2xmix8A"><i><span style="font-weight: 400;">Give Me The Future</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O quarto trabalho de estúdio do grupo seguiu à risca o que se propuseram a fazer: com vozes de robôs durante as faixas e seguindo sua linha de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1n32wowfYhs&amp;pp=ygUIYmFzdGlsbGU%3D"><span style="font-weight: 400;">videoclipes narrativos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e imersivos, o quarteto também estendeu a experiência única do álbum para o âmbito audiovisual, corroborando com o universo conceitual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Evocando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=08AUS7lfXCU&amp;pp=ygUIYmFzdGlsbGU%3D"><span style="font-weight: 400;">cores e luzes</span></a><span style="font-weight: 400;"> a partir de uma sonoridade sintética &#8211; se diferenciando do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zxJCMOMx550&amp;pp=ygUIYmFzdGlsbGU%3D"><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pelo qual a banda ganhou espaço na indústria musical -, a liricidade também é imaginativa, inventando situações e pipocando referências a obras da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e da ficção, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D3GsIxRT-o4&amp;pp=ygUIYmFzdGlsbGU%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Thelma &amp; Louise</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blade Runner</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> De Volta Para o Futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos de Aldous Huxley. Com seu futuro ultra tecnológico e solitário, </span><i><span style="font-weight: 400;">Give Me The Future </span></i><span style="font-weight: 400;">alcança até o </span><i><span style="font-weight: 400;">cyberpunk </span></i><span style="font-weight: 400;">no que aborda sobre o cerceamento da liberdade e a linha divisória entre real e fictício, criando uma das experiências mais divertidas da Bastille desde </span><a href="https://open.spotify.com/album/2ZTutAjJEBw4mA5t4Edg1d?si=i--GRVc9SLK6bD--_doNzg"><i><span style="font-weight: 400;">Doom Days</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Thelma + Louise</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To The Future </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Future Holds</span></i></p>
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<figure id="attachment_30386" aria-describedby="caption-attachment-30386" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30386" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum Harry 's House. A imagem é uma sala de estar de ‘ponta cabeça', de maneira com que um sofá marrom está com os pés apoiados no teto, e o lustre de cristal brota do chão. Todas as paredes são brancas. Na parte do lado esquerdo há um espelho, também invertido e na parede do lado direito há uma janela. Próximo a essa janela está o cantor Harry Styles, em pé. Ele veste uma calça jeans e uma bata branca com listras horizontais bordadas em rosa. O cantor é um homem branco de cabelos castanhos despenteados. Ele faz uma pose de quem está reflexivo, com um branco apoiado na cintura e outro segurando o queixo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house.jpeg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30386" class="wp-caption-text">Harry’s House é o terceiro álbum da carreira solo de Harry Styles (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Harry Styles &#8211; Harry’s House</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://youtu.be/3L4m5ZMzf3A"><i><span style="font-weight: 400;">Harry &#8216;s House</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o britânico convida o ouvinte para entrar em sua casa, deixando todas as gavetas abertas, molduras coloridas nas paredes e poeiras nos rodapés dos quartos. O disco, composto por treze faixas, traz uma </span><i><span style="font-weight: 400;">tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> completa pela morada do músico e faz questão de mostrar como esse está amadurecendo, por meio de referência aos seus ídolos dos anos oitenta, </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> de autorias da década de setenta e uma estética sonora familiar, que remete ao confronto de um lar. Na porta de entrada, Harry recebe quem o visita com ritmos animados, nos singles </span><a href="https://youtu.be/CiwMDFh_Rog"><i><span style="font-weight: 400;">Music for a Sushi Restaurant</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/4VaqA-5aQTM"><i><span style="font-weight: 400;">Late Night Talking</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao adentrar mais na casa, passando pelos corredores com as fotografias de família, são apresentadas as batidas e as letras melancólicas de </span><a href="https://youtu.be/hJpvI3w3tDc"><i><span style="font-weight: 400;">Little Freak</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/lVnzO7opqNs"><i><span style="font-weight: 400;">Matilda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para então conduzir ao seu jardim, no quintal dos fundos, com baladas românticas como em</span> <a href="https://youtu.be/hkK5e7CY_h0"><i><span style="font-weight: 400;">Love of My Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do amadurecimento, o</span> <span style="font-weight: 400;">álbum trata de um Harry apaixonado, que quer transpassar para o mundo os prazeres e as desventuras dessa sua condição. Ainda que não tenha apresentado nada revolucionário para o mundo da música, o disco trouxe algo novo na carreira do artista. </span><a href="https://youtu.be/H5v3kku4y6Q"><i><span style="font-weight: 400;">As It Was</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encontrou o equilíbrio dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de álbuns anteriores, entre a tristonha </span><a href="https://youtu.be/qN4ooNx77u0"><i><span style="font-weight: 400;">Sign of the Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o verão despreocupado de</span><a href="https://youtu.be/E07s5ZYygMg"> <i><span style="font-weight: 400;">Watermelon Sugar</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Iniciando polêmicas, o disco acabou levando o prêmio de melhor do ano no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> 2023</span></i><span style="font-weight: 400;">, escolha muito contestada pelo público, perante aos outros álbuns indicados na </span><a href="https://thred.com/pt/culture/opinion-harry-styles-grammys-speech-highlights-complexities-of-privilege/"><span style="font-weight: 400;">categoria</span></a><span style="font-weight: 400;">. Contudo, mesmo que não seja “o” melhor, não fica de fora dos </span><b>Melhores do Ano</b><span style="font-weight: 400;">, afinal o disco diverte e aconchega, chegando em casa com segurança. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Matilda, Keep Driving, Love of My Life</span></p>
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<figure id="attachment_30387" aria-describedby="caption-attachment-30387" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30387" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-800x800.webp" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-1200x1200.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30387" class="wp-caption-text">Ainda em 2022, fomos agraciados com a parte dois de HER MIND, com mais quatro faixas de um projeto que promete ser uma trilogia de EPs (Foto: Metaderos)</figcaption></figure>
<p><b>Urias &#8211; HER MIND, PT. 1</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os fãs que têm acompanhado avidamente </span><a href="https://open.spotify.com/album/3N0IZzpTfvreEOo2zKFdym?si=arVqNdnaSPe435fzzzzFuw"><span style="font-weight: 400;">cada passo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da era </span><i><span style="font-weight: 400;">HER MIND</span></i><span style="font-weight: 400;">, é até difícil imaginar que, ainda em 2022, Urias nos entregava a versão final do incrível </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-janeiro-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">FÚRIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu primeiro álbum de estúdio. Entretanto, pouco mais de quatro meses depois, a cantora enterrou o preto-e-branco para, ao invés, saturar suas cores ao limite. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LO8JNp-wtL8&amp;ab_channel=Urias"><span style="font-weight: 400;">azul e amarelo</span></a><span style="font-weight: 400;"> vibrantes da arte que estampa a </span><a href="https://open.spotify.com/album/5ELO3riWbb2MbJyZYilN7D?si=h4E2bhHDSWSmGGj2TJRW8g"><span style="font-weight: 400;">primeira parte</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">HER MIND</span></i><span style="font-weight: 400;"> ilustram a sonoridade assumidamente psicodélica do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, que une a música eletrônica e latina no mais próximo de um projeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro proporcionou até aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No auge de sua criatividade e inventividade, Urias toma o caminho inverso do que propõe </span><a href="https://personaunesp.com.br/pajuba-5-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Linn da Quebrada</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua obra. Dona de uma identidade constantemente reduzida aos encargos do corpo, </span><i><span style="font-weight: 400;">HER MIND</span></i><span style="font-weight: 400;"> extrapola a experimentação da artista para mergulhar no âmago de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yYOiL_XP5qk&amp;ab_channel=CortesdaDia"><span style="font-weight: 400;">sua própria mente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os versos que misturam inglês, espanhol e português – em uma progressão que preza pelo caos –, traduzem os processos intrincamente internos de uma mulher trans que, depois de tornar-se visível e adquirir acessos que nunca teve, enfim permite-se à individualidade. E ainda assim, ao invés do que poderia-se antecipar, a proposta íntima intensifica a personalidade combativa de Urias, reafirmando, através das faixas mais pujantes de sua carreira, que ninguém é capaz de copiar seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8eHzrHzSZnk&amp;ab_channel=Urias"><i><span style="font-weight: 400;">Je ne sais quoi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>R.I.P., Je ne sais quoi, The way I drop</p>
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<figure id="attachment_30388" aria-describedby="caption-attachment-30388" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rina.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rina.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rina-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30388" class="wp-caption-text">Com Hold The Girl, Rina Sawayama entra em uma nova era de amadurecimento tanto pessoal quanto musical (Foto: Dirty Hit)</figcaption></figure>
<p><b>Rina Sawayama &#8211; Hold The Girl</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma </span><a href="https://open.spotify.com/album/3stadz88XVpHcXnVYMHc4J?si=Pw3cIGakRMSTWNcfH2D2tg"><span style="font-weight: 400;">estreia grandiosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2020, as expectativas para o segundo álbum da cantora e compositora Rina Sawayama eram altas, e através de treze faixas que percorrem do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> à eletrônica, ela não deixa a desejar. Com </span><a href="https://open.spotify.com/album/0JO5WJ19NtFRtVYOnw24xS?si=Qcl3WFx2QGyr_P_CNHMFLA"><i><span style="font-weight: 400;">Hold The Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sawayama abre feridas e muitas vezes canta para sua ‘eu’ mais nova, refletindo sobre sua inocência passada ao passo que busca se curar e se libertar de tudo aquilo que um dia a prendeu, dando um quê esperançoso à obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Minor Feelings</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rina atinge o limite de tudo que guarda para si e expressa a necessidade de tomar controle da própria vida. A canção é sequenciada pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ikkfuGeAfYg"><span style="font-weight: 400;">faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde ela se encontra falando com a criança que um dia foi, tentando confortá-la e aprender com seu passado. Os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=flu86_98CSk"><span style="font-weight: 400;">vocais e produções marcantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> em cada música fazem de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hold The Girl </span></i><span style="font-weight: 400;">um álbum espirituoso, que combinados com as canetadas sinceras de Rina Sawayama, a torna uma das artistas mais autênticas na cena </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual. Por fim, a obra se encerra com </span><i><span style="font-weight: 400;">To Be Alive</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde tudo aquilo que foi almejado ao longo da jornada é alcançado, e Sawayama finalmente encontra paz em todas as versões de si mesma. </span><b>– Ana Eloisa Leite</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hold The Girl, Frankenstein e Phantom</span></p>
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<figure id="attachment_30389" aria-describedby="caption-attachment-30389" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30389" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/King-Princess-Hold-On-Baby.webp" alt="" width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/King-Princess-Hold-On-Baby.webp 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/King-Princess-Hold-On-Baby-150x150.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30389" class="wp-caption-text">“Eu me odeio, quero festejar/E fingir que sou uma estrela de novo” (Foto: Zelig Records)</figcaption></figure>
<p><b>King Princess &#8211; Hold On Baby</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://genius.com/King-princess-too-bad-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Meu deus, é muito difícil</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> ser amada, mas é a vida</span></i><span style="font-weight: 400;">”, entoa King Princess em </span><i><span style="font-weight: 400;">Too Bad</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa integrante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hold On Baby</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já na canção que fecha o álbum, ela admite que “</span><i><span style="font-weight: 400;">Sabia que isso aconteceria/Você está brava e se sentindo presa/Eu sinto a pressão/Eu não sou sua captora/Eu odeio me sentir </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N2ExbUZpoGc&amp;pp=ygUMa2luZyBwcmluY2Vz"><i><span style="font-weight: 400;">sem esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cheap Queen</span></i><span style="font-weight: 400;">, disco de estreia da cantora </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> nova iorquina, a êxtase do começo da carreira e do início de um relacionamento dão lugar a uma estabilidade em ambos sentidos, com letras maduras e afiadas acertando em cheio o que a compositora expõe. Estabilidade essa, porém, que é refletida em sua musicalidade só parcialmente: a certeza de alguns aspectos levanta dúvidas sobre outros, e dão espaço para a artista se questionar &#8211; e externalizar tais ponderamentos em sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2PQnfVlRzqE&amp;pp=ygUMa2luZyBwcmluY2Vz"><span style="font-weight: 400;">personalidade musical</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No trabalho, as 12 faixas perpassam os questionamentos que surgem em um relacionamento duradouro, a identidade enquanto musicista (agora) consolidada na indústria musical e as suas próprias inseguranças enquanto jovem adulta </span><a href="https://www.nme.com/news/music/king-princess-shares-cursed-and-too-bad-from-upcoming-second-album-3242983"><span style="font-weight: 400;">ansiosa, triste e sexy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Como um sinal claro de que Mikaela Straus se sente mais confiante </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/king-princess-hold-on-baby/"><span style="font-weight: 400;">musicalmente</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; no álbum, ela participa da produção de suas canções -, a artista abraça a mistura de estilos e sonoridades durante as faixas: longe da falta de uma única identidade, ela assume o seu caos. Misturando solos de guitarras </span><i><span style="font-weight: 400;">indie </span></i><span style="font-weight: 400;">a baladas com pianos melódicos, e ampliando o alcance de sua voz, </span><a href="https://open.spotify.com/album/3Q998ztjKK3ybjToj0QL9c?si=6ICDM1edS9y5YMCC68cWlQ"><i><span style="font-weight: 400;">Hold On Baby</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">demonstra uma liberdade ainda inédita para a promissora carreira de King Princess. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cursed</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Sex Shop</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Let Us Die</span></p>
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<figure id="attachment_30390" aria-describedby="caption-attachment-30390" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30390" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Cults-Host-B-Sides-Remixes.png" alt="" width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Cults-Host-B-Sides-Remixes.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Cults-Host-B-Sides-Remixes-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30390" class="wp-caption-text">Cults ainda é uma das melhores bandas de indie (Foto: Sinderlyn)</figcaption></figure>
<p><b>Cults &#8211; Host B-Sides &amp; Remixes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/4paNaQZ8eB1cUU1ZJh14gJ?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Host B Sides &amp; Remixes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;"> a banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> Cults, traz doçura e paixão a um 2022 de guerras e conflitos. Agrupando os </span><i><span style="font-weight: 400;">singles My Window</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sleeping Through Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> e versões remixadas do álbum</span> <a href="https://open.spotify.com/album/7rCZkblbmpN2sd7OPDCYct?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Host</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> , a vocalista Madeline Follin e o guitarrista Brian Oblivion se mantêm entre as melhores “novas” bandas de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo completando 12 anos de trajetória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Artistas como Johnny Jewel e Tama Gucci conferem ao álbum uma roupagem eletrônica, mas que preserva a essência da banda que sempre remeteu ao frescor e a suavidade, além de um apego à juventude. Este já é o oitavo álbum de Cults se considerarmos os EPs, mas ainda sim há a preservação da qualidade que foi vista nos primeiros álbuns </span><a href="https://open.spotify.com/album/0OvMqTVXYlNpWbGuxQrt6M?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Cults</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://open.spotify.com/album/6WnfWrfsfu7T9TXbHIFHX9?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Static</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> .</span><b> &#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Sleeping Through Sunshine, My Window e Trials (Johnny Jewel Remix)</span></p>
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<figure id="attachment_30391" aria-describedby="caption-attachment-30391" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30391" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1-800x800.jpeg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30391" class="wp-caption-text">A estética e conceito de Icarus exalam inteligência e refino (Foto: Bruna Sussekind)</figcaption></figure>
<p><b>Icarus &#8211; BK</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preso dentro de labirintos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/bk/"><span style="font-weight: 400;">BK</span></a><span style="font-weight: 400;"> almeja asas para voar. O quarto álbum de estúdio do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos guia por uma jornada até nossa emancipação. Uma busca que esbarra em temas políticos, mas não deixa, é claro, de cantar sobre a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XSsnZUQxuyw"><span style="font-weight: 400;">droga mais perigosa e saborosa</span></a><span style="font-weight: 400;">: o amor. Com referências da mitologia grega, o cantor explora em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Icarus</span></i><span style="font-weight: 400;"> a crescente até sua libertação &#8211; vemos em cada faixa um pouco da esperança, das contradições, dos defeitos e dos sonhos do próprio BK mesclados com a trágica história de Ícaro e Dédalo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para adicionar pluralidade, contraste e profundidade às faixas, o álbum contou com a colaboração de Marina Sena, L7NNON, Julia Mestre, Bebé Salvego e Luccas Carlos. A combinação trouxe lirismo, batidas e um ritmo não tão inovador, mas encantador no jeito BK. Entre passos e tropeços, acertos e erros, Abebe Bikala conseguiu entregar o equilíbrio que faltou para Ícaro, e contou com seu legado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bk-gigantes-2018-rap-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gigantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-lider-em-movimento-critica/"><span style="font-weight: 400;">O Líder em Movimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> para conquistar ainda mais admiradores no cenário nacional e consolidar-se como um dos álbuns mais notáveis e viciantes de 2022. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Continuação de um sonho, Só me ligar e Músicas de amor nunca mais</span></p>
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<figure id="attachment_30392" aria-describedby="caption-attachment-30392" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30392" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/bazzi-infinite-dream.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/bazzi-infinite-dream.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/bazzi-infinite-dream-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-30392" class="wp-caption-text">“E eu posso voar, no meu sonho infinito, onde nada nunca é o que parece” (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Bazzi &#8211; Infinite Dream </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um passeio sonoro, construído por meio de sonhos, Bazzi lançou seu segundo álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Infinite Dream</span></i><span style="font-weight: 400;">. Antecedido por três </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> – </span><a href="https://youtu.be/dGLL9w66eSI"><i><span style="font-weight: 400;">Will It Ever Feel The Same?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zKkkHz9IE7Q"><i><span style="font-weight: 400;">Miss America</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XYSBPdlkb1A"><i><span style="font-weight: 400;">Heaven</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, o projeto possui uma mistura de sentimentos. O cantor continua seu trabalho com uma temática parecida com a do primeiro disco: viagens estratosféricas e noturnas, que levam ao amor, à dor, à decepção e à reflexão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo de sons de sintetizadores, vindos direto dos anos 80, para canções com uma pegada </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegando até a um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> dançante, o álbum é cheio de melodias interessantes. </span><a href="https://open.spotify.com/album/7CY2Iv5eX7eGAOdRNHfIBr?si=hePm0Fa2RDmW8zDVJAXD-w"><i><span style="font-weight: 400;">Infinite Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> realmente parece ter saído dos sonhos de Bazzi, como se fosse uma trilha sonora para a imaginação do subconsciente. O disco consegue retratar diversas emoções que fazem parte da vida, como a sensação de estar apaixonado e de ter o coração partido. Além disso, a composição é inteligente, pois o cantor consegue se auto-referenciar durante as canções, por utilizar versos idênticos em diferentes contextos. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>Little Miss Sunshine, Uh Oh, Human (Cocaine)</p>
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<figure id="attachment_30454" aria-describedby="caption-attachment-30454" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30454" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/INVU_Taeyeon.jpg" alt="Capa do álbum INVU de TAEYEON. Na imagem, TAEYEON, uma mulher sul-coreana de cabelos azulados e olhos escuros, aparece olhando para o canto esquerdo da imagem enquanto a câmera a captura a partir da cintura. Ela apoia a mão direita em uma mesa de vidro no canto esquerdo da imagem e posiciona a outra mão na altura de sua boca. TAEYEON usa um vestido de alça na cor azul acinzentado. Ao fundo, o cenário é a sala de uma casa monótona, essencialmente colorida entre o azul e o cinza, exceto pela maçã vermelha em uma redoma de vidro na mesa posicionada no canto esquerdo da imagem. No centro da arte de capa, o título do álbum “INVU” aparece em letras garrafais brancas. Já na parte inferior, o nome da artista “TAEYEON” aparece em letras brancas." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/INVU_Taeyeon.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/INVU_Taeyeon-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-30454" class="wp-caption-text">TAEYEON estende o seu reinado como uma das maiores solistas do K-pop com INVU (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>TAEYEON &#8211; INVU &#8211; The 3rd Album</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sozinha, de cabelo descolorido e com o ego mais inflado do que nunca, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AbZH7XWDW_k"><span style="font-weight: 400;">TAEYEON</span></a><span style="font-weight: 400;"> transforma até os defeitos em qualidades com o disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/7i2YLTVQ0dyngRuUqtGmr9?si=sMufAZfiQ26gh0h03ZUkvw"><i><span style="font-weight: 400;">INVU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e estende o seu reinado no </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre sintetizadores, batidas eletrizantes e vocais esplêndidos, a integrante do grupo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qpf26PtBXgo"><span style="font-weight: 400;">Girls’ Generation</span></a><span style="font-weight: 400;"> abre alas para letras agressivas. Ao contrário da delicadeza de </span><a href="https://open.spotify.com/album/7MG0bxf0ZFsAyej9W3XzTO?si=Fk-WCQplTJmWzvTzgieu4Q"><i><span style="font-weight: 400;">My Voice</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou da sinceridade sutil de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5IlYFprRPoMZ0qeNh6ghcs?si=QoqBLt6bT8m7ZT7806zdBA"><i><span style="font-weight: 400;">Purpose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o seu terceiro álbum de estúdio vai direto ao ponto: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Dias ruins estão se repetindo/Eu me sinto miserável, os </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RccDIpx4ZMM"><i><span style="font-weight: 400;">sentimentos</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> estão acabando/Girando como um anel solto</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Investida em entregar um trabalho </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RmuL-BPFi2Q"><span style="font-weight: 400;">coeso</span></a><span style="font-weight: 400;">, a veterana arremata algo difícil de se alcançar na atual indústria da Música, a união da sonoridade com uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EaIb4RzAvEI"><span style="font-weight: 400;">construção visual</span></a><span style="font-weight: 400;"> marcante. Em 2022, </span><i><span style="font-weight: 400;">INVU</span></i><span style="font-weight: 400;"> demonstrou ser uma verdadeira era do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a7NoogZ2eFo"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traçando caminhos semelhantes ao de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5lKlFlReHOLShQKyRv6AL9?si=r7j6EllLQYuBGpZ5qgYR6A"><i><span style="font-weight: 400;">Future Nostalgia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Dua Lipa. Ainda que inserido no contexto sul-coreano em que as produções ocorrem de modo cada vez mais frenético, o disco parece envelhecer como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mBuyCHS58SE"><span style="font-weight: 400;">vinho</span></a><span style="font-weight: 400;"> graças a iniciativa de TAEYEON em deixar as 13 faixas levarem o tempo necessário para causar a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=86EH0YLfzLg"><span style="font-weight: 400;">imersão plena</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ouvinte.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">INVU, Heart e No Love Again</span></p>
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<figure id="attachment_30395" aria-describedby="caption-attachment-30395" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IC3PEAK_Kiss_Of_Death.jpg" alt="Capa do disco KISS OF DEATH, da dupla IC3PEAK. A imagem mostra uma lápide em preto e branco com a foto dos integrantes simulando um beijo. A esquerda está Nick, um homem pálido com batom e sombra preta e, ao lado direito, com a mão em seu rosto, está Nastya, uma mulher branca de batom e sombra preta; e ambos vestem preto. Abaixo, está escrito “KISS OF DEATH” em letras cursivas, e no canto superior direito da lápide há a silhueta de uma cruz ortodoxa." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IC3PEAK_Kiss_Of_Death.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IC3PEAK_Kiss_Of_Death-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30395" class="wp-caption-text">O sétimo álbum de Nastya e Nick conduz perfeitamente o ouvinte a um sonho folclórico invadido lentamente por pesadelos obscuros (Foto: IC3PEAK)</figcaption></figure>
<p><b>IC3PEAK &#8211; Kiss Of Death</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">KISS OF DEATH</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o álbum de metal da vampiresca dupla IC3PEAK, formada pelos russos Nastya Kreslina e Nikolay Kostylev, que traz colaborações com vozes inusitadas, como </span><a href="https://www.stereogum.com/2184372/ic3peak-grimes-last-day/music/"><span style="font-weight: 400;">Grimes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.nme.com/en_au/news/music/bring-me-the-horizons-oli-sykes-teams-up-with-experimental-electronic-group-ic3peak-3116797"><span style="font-weight: 400;">Oli Sykes</span></a><span style="font-weight: 400;">, de Bring Me The Horizon, e Kim Dracula. O </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> de ativistas, que sempre </span><a href="https://exame.com/casual/putin-declara-guerra-ao-rap-e-a-musica-jovem-na-russia/"><span style="font-weight: 400;">criticou</span></a><span style="font-weight: 400;"> o governo de Vladimir Putin de forma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zTUhc9GRNl8"><span style="font-weight: 400;">ácida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e direta em seus </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MBG3Gdt5OGs"><span style="font-weight: 400;">visuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e canções, entrega novamente letras sombrias e ousadas com refrões cativantes,</span> <span style="font-weight: 400;">juntamente com sua estética ora urbana e militar, ora barroca e gótica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de deslizar em sua consistência, </span><i><span style="font-weight: 400;">KISS OF DEATH</span></i><span style="font-weight: 400;"> é surpreendentemente mais diversificado e imprevisível que o notável trabalho anterior do grupo, o intenso </span><a href="https://www.comumonline.com/2020/05/%D0%B4%D0%BE-%D1%81%D0%B2%D0%B8%D0%B4%D0%B0%D0%BD%D0%B8%D1%8F-goodbye-ic3peak-consistentes-na-inconsistencia/"><i><span style="font-weight: 400;">До Свидания</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O destaque é, certamente, a melodia e os vocais de Nastya, que vão de um belo ser angelical, com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=63pFyCgrpuQ"><span style="font-weight: 400;">cantos folclóricos</span></a><span style="font-weight: 400;">, a uma criação infernal cheia de ódio, com gritos estridentes e sons guturais. As melodias calmas e acústicas são quebradas com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qCljI3cIObU"><span style="font-weight: 400;">percussão pesada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sintetizadores afiados, que soam como explosivos e abraçam uma produção sonora de </span><i><span style="font-weight: 400;">witch house</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trap metal </span></i><span style="font-weight: 400;">industrial, familiar a Kostylev. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Kiss Of Death, Bad Night e I’m not evil, I’m sad</span></p>
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<figure id="attachment_30396" aria-describedby="caption-attachment-30396" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30396 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste-800x800.png" alt="Na capa, existe um carro vermelho. Em sua placa está escrito &quot;GG 2022&quot;, referência ao nome da intérprete do álbum e ao ano de lançamento. Em cima do carro está Gloria Groove, drag queen brasileira, usando um boné vermelho, um cropped e um short conjunto listrado de vermelho e preto, luvas pretas da mão ao braço e um meião preto, com um sapato vermelho de salto nos pés. Ao fundo está um posto de gasolina com o nome Lady Leste no letreiro. É noite na composição, que é iluminada pelas luzes do posto e pelo farol do carro. Em seu rosto Gloria Groove utiliza uma maquiagem marcante nos olhos, com delineado, e um batom vermelho forte nos lábios." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste.png 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30396" class="wp-caption-text">Em seu novo projeto, Gloria Groove veio confirmar que não está de graça: ela sabe a força que tem e a usa em sua máxima potência (Foto: SB Music)</figcaption></figure>
<p><b>Gloria Groove &#8211; Lady Leste </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando surgiu em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Proceder</span></i><span style="font-weight: 400;">, com o despontar de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s4_xvNmgwsc"><i><span style="font-weight: 400;">Gloriosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">marcante, de batidas dançantes e um refrão que fica na memória, Gloria Groove se tornou uma promessa nas principais plataformas de música. Nos anos seguintes, após cada lançamento, a promessa foi se confirmando, se destacando e o público teve a oportunidade de acompanhar o nascimento de uma estrela. Em uma ode a vida, aos sonhos, aos medos e em um depoimento sincero, suas canções representam a realidade de milhares de brasileiros, que a reconheceram. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lady Leste</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gloria Groove se mostra ainda mais potente e versátil, exibindo, em sua voz e em seu corpo, toda a pluralidade que compõe as periferias (vide que Leste vem de Zona Leste) em suas diferentes camadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 13 grandes faixas, que vão do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, passeando por diferentes gêneros de maneira confiante, Gloria Groove se reafirmou, mais uma vez, como um grande nome da cena musical brasileira na atualidade. Em uma </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/gente,gloria-groove-lanca-novo-album-lady-leste-e-expressa-toda-versatilidade-da-cantora-confira,70003976261"><span style="font-weight: 400;">carta de amor às mulheres de sua vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e com um gesto singelo e bonito de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3fswK5iQ5Vo"><i><span style="font-weight: 400;">“Saber para onde está indo, mas sem se esquecer de onde veio”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum da</span><i><span style="font-weight: 400;"> drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora suas principais influências e referências na música. Com a assinatura de Pablo Bispo e Ruxell na produção, a obra, como um todo, soa coesa, mas ainda mantém a disponibilidade de que canções brilhem sozinhas, criando diversos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">que marcaram 2022. </span><b>&#8211; Aryadne </b><b>Xavier</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>LEILÃO, SFM E PISANDO FOFO</p>
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<figure id="attachment_30397" aria-describedby="caption-attachment-30397" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30397 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum Língua Brasileira. Arte digital quadrada. Ao redor da capa, vemos uma borda vermelha. Uma figura cor-de-rosa parecida com um quadrado ocupa quase toda a imagem. Dentro dessa figura, vemos pequenos quadrados coloridos. Esses quadrados guardam as letras do título Língua Brasileira. Cada letra traz em si uma mistura de tons de verde. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-2048x2048.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-1200x1200.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30397" class="wp-caption-text">Como qualificar a criatividade de Tom Zé? (Foto: Selo Sesc)</figcaption></figure>
<p><b>Tom Zé &#8211; Língua Brasileira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As obras de Tom Zé são certamente curiosas. O tempo passa e as nuances contidas na heterogênea discografia do </span><a href="https://www.amazon.com.br/Tom-Z%C3%A9-tropicalista-Pietro-Scaramuzzo/dp/658611120X"><span style="font-weight: 400;">último tropicalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda são descobertas com muito entusiasmo. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Língua Brasileira</span></i><span style="font-weight: 400;">, a realidade não poderia ser diferente: estamos diante de um disco que pode inquietar os fãs de música nacional por um bom tempo. Extremamente empenhado em suas criações, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/06/24/tom-ze-poe-a-lingua-brasileira-para-fora-da-narrativa-colonial-oficial-em-album-com-trilha-sonora-de-peca.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Tom Zé sabe bem o que faz</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com curiosidade nata, o veterano brasileiro </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/tom-ze-lanca-album-lingua-brasileira-com-dez-cancoes-novas-e-uma-regravacao,edcf265a087ba93ce099a371009d02b6ny1rp9vx.html"><span style="font-weight: 400;">pesquisa a fundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> elementos naturalizados do cotidiano para poder dar vida a álbuns que muito têm a ensinar.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação ao repertório de </span><i><span style="font-weight: 400;">Língua Brasileira</span></i><span style="font-weight: 400;">, dez canções inéditas e </span><a href="https://open.spotify.com/track/340df8vC4zXfiuuLpuSv11?si=a2a020f6e7c547f3"><span style="font-weight: 400;">a já conhecida música-título</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram reunidas graças a um espetáculo homônimo de teatro, dirigido por Felipe Hirsch. Com um nascimento poderoso, o mais recente disco do tropicalista foi certeiro desde que tocou </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-abril-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Clarins da Coragem</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em alto e bom som. Do </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/04/20/tom-ze-sopra-clarins-da-coragem-ao-perfilar-brasil-que-ate-hoje-nao-ha-em-album-com-trilha-de-teatro.ghtml"><span style="font-weight: 400;">primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até aqui, muita coisa mudou &#8211; mas as inquietações provocadas pela criatividade de Tom Zé permanecem as mesmas. Contagiante como poucos, eis um veterano que merece nossa celebração. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">    </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Hy-Brasil Terra Sem </span><span style="font-weight: 400;">Mal, A Língua Prova Que e Os Clarins da Coragem </span></p>
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<figure id="attachment_30398" aria-describedby="caption-attachment-30398" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30398 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-800x800.jpg" alt="Capa do disco Lowlife Princess: Noir, da cantora BIBI. Foto quadrada e quadrada. Nela, BIBI, uma mulher asiática, com cabelos escuros e compridos, está sentada em cima de diversos sacos de lixo que, juntos, formam a silhueta de um trono. Ela usa um vestido preto longo, com saltos pretos de formato circular. Em sua cabeça, pode-se ler os dizeres, que se apresentam no formato de uma coroa preta, “Lowlife Princess”. No canto inferior direito da imagem, também pode-se ler em preto “BIBI”. O fundo da fotografia é um papel de parede branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30398" class="wp-caption-text">Seu primeiro projeto sob a gravadora 88rising – ‘a Disney do hip-hop asiático’ –, BIBI assina tanto na composição quanto na produção de Lowlife Princess: Noir (Foto: Feel Ghood Music/88rising)</figcaption></figure>
<p><b>BIBI (비비) &#8211; Lowlife Princess: Noir</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma mulher fina, que veste um longo vestido e saltos chiques, sentada sob um trono de sacos de lixo. É esse contraste absurdo que dita o tom colérico de </span><a href="https://open.spotify.com/album/0AwCgoJKJUOgLp1imhnxuH?si=M7Eo51D-QwuWrGZbV0nylQ"><i><span style="font-weight: 400;">Lowlife Princess: Noir</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum de estreia de BIBI, uma das principais expoentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">na Coreia. A cantora assimila-se às contradições da </span><a href="https://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><span style="font-weight: 400;">sociedade sul-coreana</span></a><span style="font-weight: 400;">, não com uma pretensão política, mas para tecer uma série de contos urbanos que só adquirem o choque desejado pois emergem de uma mente que se apresenta no </span><a href="https://www.newsis.com/view/?id=NISX20221118_0002091664"><span style="font-weight: 400;">centro daquele cenário</span></a><span style="font-weight: 400;">. A sujeira, a desigualdade e a luxúria são incorporadas em uma estética inebriante e uma lírica indecorosa, para, então, ratificar a manifestação de humanidade nessas profanações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A voz leve e hipnotizante da artista contrapõe radicalmente a raiva pungente que traduz a essência da retaliação em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=58NBFWwulrk&amp;ab_channel=BIBI"><i><span style="font-weight: 400;">BIBI Vengeance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou a conversão ao lúdico da objetificação da mulher e da obsessão fálica masculina em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w7fpXqQD7pU&amp;ab_channel=1theK%28%EC%9B%90%EB%8D%94%EC%BC%80%EC%9D%B4%29"><i><span style="font-weight: 400;">Animal Farm</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apenas para que os mesmos homens vejam-se castrados logo depois. Ainda que intrinsecamente violento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lowlife Princess: Noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa o trabalho mais </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de BIBI até então, que, ao beber da inesgotável </span><a href="https://personaunesp.com.br/loona-midnight-critica/"><span style="font-weight: 400;">fonte do <em>k</em></span><i><span style="font-weight: 400;">-pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, se apossa de inspirações de todos os cantos – do </span><a href="https://personaunesp.com.br/kick-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> – para criar uma sonoridade própria e instituir-se como a única e indistinguível </span><i><span style="font-weight: 400;">rainha do submundo</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>BIBI Vengeance, MotoSpeed 24, Wet Nightmare</p>
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<figure id="attachment_30455" aria-describedby="caption-attachment-30455" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30455" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Magic Man de Jackson Wang. Na imagem, Jackson Wang, um homem chinês de cabelos loiros e olhos escuros, olha em movimento diretamente para a câmera, que o captura a partir do busto. Ele veste somente uma jaqueta de couro preta sobre os ombros. Wang está iluminado por uma luz vermelha intensa que combina com o fundo pintado na mesma cor e com o desfoque decorrente do seu movimento com a cabeça." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30455" class="wp-caption-text">Jackson Wang desembarca no Brasil com a Magic Man World Tour em 2023 (Foto: Team Wang Records)</figcaption></figure>
<p><b>Jackson Wang &#8211; Magic Man</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vermelho é a cor que preenche a imaginação de quem escuta </span><a href="https://open.spotify.com/album/2VZ4og2ZbwyTQ3X1rbgCe1?si=2DARO9CPRHqKLTX5W78ijQ"><i><span style="font-weight: 400;">Magic Man</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum de estúdio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qCZHarOQvc4"><span style="font-weight: 400;">Jackson Wang</span></a><span style="font-weight: 400;">, nunca antes tão intenso, forte, calorento e apaixonado. Repetindo a dose de liberdade criativa encontrada em </span><a href="https://open.spotify.com/album/38Haveja8WznqiccCDJKHz?si=5_waSWHzSb-qlt8vsJTeqw"><i><span style="font-weight: 400;">Mirrors</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o selo próprio e independente da gravadora </span><a href="https://open.spotify.com/album/309fPeKWAtVIlws7pupSQf?si=q1Kflnk1RD-X2m4JWoh8pg"><i><span style="font-weight: 400;">Team Wang Records</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> novamente coloca a cultura chinesa em destaque para o mundo. Dessa vez, o integrante do grupo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xQI9oZEY-B0"><span style="font-weight: 400;">GOT7</span></a><span style="font-weight: 400;"> arma um circo extremamente convidativo e, através de uma produção alucinante, constrói o seu próprio espetáculo decorado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cgQut1pjF9c"><i><span style="font-weight: 400;">performances</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> artísticas surreais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wang deixa explícito o amadurecimento pessoal e profissional na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rhy7_Y15FrI"><span style="font-weight: 400;">composição audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;"> do disco. Se, antes, ele batalhou para encontrar a si mesmo entre instrumentais pesados e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4xN-jUfJAyM"><span style="font-weight: 400;">versos carregados</span></a><span style="font-weight: 400;">, hoje, o artista transita sem medo desde o maior número de batidas por minuto até as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tct-9S4A56E"><span style="font-weight: 400;">passagens cadenciadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que valorizam o timbre de voz grave: “</span><i><span style="font-weight: 400;">As paredes estão </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WvIBitkrdL8"><i><span style="font-weight: 400;">desmoronando</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> de novo/Eu ouço você chamando meu nome</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic Man</span></i><span style="font-weight: 400;">, Jackson Wang vocaliza emoções conflitantes, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZFq9VfZWzDk"><span style="font-weight: 400;">fantasmas do passado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, principalmente, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vQYolSu1reM"><span style="font-weight: 400;">felicidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de se realizar por completo.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Come Alive, Drive It Like You Stole It e Go Ghost</span></p>
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<figure id="attachment_30400" aria-describedby="caption-attachment-30400" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30400" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-800x800.jpg" alt="A capa do álbum mostra, na frente, Kendrick Lamar em um quarto, de costas segurando seu filho no colo, o cantor usa uma coroa de espinhos na cabeça e uma arma na cintura. Atrás, sentada na cama bagunçada, está Whitney Alford, sua esposa, segurando o segundo filho do casal." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30400" class="wp-caption-text">O décimo álbum de Kendrick Lamar foi premiado na categoria de Melhor Álbum de Rap no Grammy de 2023 (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Kendrick Lamar &#8211; Mr. Morale &amp; The Big Steppers</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sucessor de um de seus álbuns mais aclamados, </span><a href="https://personaunesp.com.br/damn-kendrick-lamar/"><i><span style="font-weight: 400;">Damn</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> , Mr. Morale &amp; The Big Steppers</span></i><span style="font-weight: 400;"> é apresentado ao público como uma das produções mais pessoais de </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/kendrick-lamar-o-artista-que-transformou-o-rap-em-alta-literatura/"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">. No disco duplo, o cantor é sincero sobre suas imperfeições e expõe seus traumas e dificuldades em melodias que tiram qualquer dúvida da humanidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, pelos fãs, é visto como um deus. Essa pode ter sido a intenção ao vestir uma coroa de espinhos na capa do disco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco conta com diversas colaborações &#8211; Summer Walker, Kodak Black e Ghostface Killah são alguns nomes que compõem a obra. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=K2Zqgj0P-Q8"><i><span style="font-weight: 400;">Mother I Sober</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com a voz angelical de Beth Gibbons, fica claro que as parcerias não afetam a personalidade da faixa. Na citada, Kendrick revive abusos em seu relacionamento maternal e admite a repercussão que teve em sua vida, mostrando novamente a capacidade inigualável do artista de transformar suas questões particulares em arte. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Purple Hearts, N95 e United In Grief</span></p>
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<figure id="attachment_30456" aria-describedby="caption-attachment-30456" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30456" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum MOTOMAMI. Nela, está centralizado o corpo inteiro da cantora ROSALÍA, uma mulher branca de cabelos longos e pretos, presos em um penteado maria-chiquinha. Ela usa um capacete de motoqueiro preto, enquanto cobre os seios com a mão esquerda e a virilha, com a mão direita. Em letras garrafais e grafitadas por cima da imagem, há o escrito “MOTOMAMI”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30456" class="wp-caption-text">Arrematando cinco gramofones entre as divisões latina e estadunidense do Grammy, MOTOMAMI desafia as metas que ROSALÍA estipula na canção-título: “e eu já não quero competir, se não há comparação” (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>ROSALÍA &#8211; MOTOMAMI</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem nasceu remodelando os horizontes do flamenco e da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, se conformar com pouco nunca foi conveniente. Sendo esse fenômeno singular, que coloca o espanhol na boca e nos ouvidos do povo, ROSALÍA não criou </span><a href="https://open.spotify.com/album/6jbtHi5R0jMXoliU2OS0lo?si=2g7z2e4SR261wB4pip9gcg"><i><span style="font-weight: 400;">MOTOMAMI</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apenas como um manifesto de suas crescentes intenções artísticas, mas convicta de que pode ser tudo, ao mesmo tempo e onde quiser, em completa contradição e constante metamorfose. Aqui, cantando e produzindo 24 faixas &#8211; contabilizando a </span><a href="https://open.spotify.com/album/3zbiiu3JTibw0esC7eoMXr?si=p3CqLDqtSwuNzyrUa3y0ZQ"><span style="font-weight: 400;">edição </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP </span></i><span style="font-weight: 400;">-, a catalã descasca os turbilhões que acompanharam sua ascensão à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-CEd6xrRQc"><span style="font-weight: 400;">fama</span></a><span style="font-weight: 400;">, confessa seu </span><a href="https://www.hitc.com/en-gb/2022/03/20/g3-n15-meaning/"><span style="font-weight: 400;">amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela família e performa autenticamente numerosas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YT1ohp1KKLo"><span style="font-weight: 400;">versões de si</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com toques de Michael Uzowuru e Pharrell Williams, o </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2022/03/31/rosalia-motomami-resenha/"><span style="font-weight: 400;">estilo experimental</span></a><span style="font-weight: 400;"> que eletriza o álbum marcou presença nos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cantora e em </span><a href="https://www.papelpop.com/2022/03/como-motomami-o-novo-disco-de-rosalia-repercutiu-mundo-afora/"><i><span style="font-weight: 400;">tweets</span></i><span style="font-weight: 400;"> virais</span></a><span style="font-weight: 400;"> da era, enfatizando sua construção não-linear e extremamente magnetizante. Da </span><i><span style="font-weight: 400;">bachata</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aG5C32aATKc"><i><span style="font-weight: 400;">dembow</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando por distorções eletrônicas, boleros e até um </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2022/03/26/como-um-cd-pirata-de-samba-enredo-foi-parar-no-ultimo-album-de-rosalia.htm"><span style="font-weight: 400;">samba brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, a curadoria sonora é o coração de </span><i><span style="font-weight: 400;">MOTOMAMI</span></i><span style="font-weight: 400;">, nome que simboliza a agressividade e vulnerabilidade que, unidas, edificam ROSALÍA. Brincando entre pianos intimistas, evocações sensuais e sons de sintetizadores estratosféricos, em prol de um mosaico de experiências, ela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6o7bCAZSxsg"><i><span style="font-weight: 400;">se transforma</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sob todas as cores, como a borboleta musical unânime de 2022. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CANDY, BULERÍAS e COMO UN G.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30402" aria-describedby="caption-attachment-30402" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30402" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Midnights-800x800-1.webp" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Midnights-800x800-1.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Midnights-800x800-1-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Midnights-800x800-1-768x768.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30402" class="wp-caption-text">Taylor quebra a distância com o público ao revelar suas mais profundas reflexões em Midnights (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; Midnights</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Taylor nos mostra, mais uma vez, que sua invejável habilidade de dar brilho ao ordinário nunca irá sair do topo. Após agraciar com a genialidade da dupla </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> , </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega como aquele abraço depois de um longo dia. O aconchego que encontramos no décimo álbum da cantora é quase que palpável. Em 20 faixas que exploram as falhas e interrogações que muitos de nós gostaríamos de esconder, contamos também com alguns velhos assuntos vistos por outra perspectiva &#8211; traição, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rg18Kf4en2o"><span style="font-weight: 400;">justiça</span></a><span style="font-weight: 400;">, amor, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Uoey4W_3bos"><span style="font-weight: 400;">vingança</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b1kbLwvqugk"><span style="font-weight: 400;">inseguranças</span></a><span style="font-weight: 400;"> adaptados para todo o conceito reflexivo da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poderíamos estar surpresos por </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i> <a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/taylor-swift-faz-historia-com-lancamento-do-album-midnights"><span style="font-weight: 400;">quebrar recordes</span></a><span style="font-weight: 400;">, virar assunto em todas as redes sociais e ter melodias que não saem da nossa cabeça, mas Taylor Swift consolidou-se de maneira tão memorável na indústria que seus altos padrões tornaram-se triviais. A cantora consegue, mesmo partindo de níveis elevados, surpreender a todos com a profundidade e reinvenção que alcança. A verdade é que foi um prazer acompanhar Swift em suas madrugadas melancólicas e perceber que, no fundo, não há muito que a distancie de todos nós. &#8211; </span><b>Clara Sganzerla</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <i><span style="font-weight: 400;">Karma</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lavander Haze</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">You’re On Your Own, Kid</span></i></p>
<hr />
<figure id="attachment_30435" aria-describedby="caption-attachment-30435" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa-800x800.webp" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa.webp 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30435" class="wp-caption-text">Em Mil Coisas Invisíveis, Tim Bernardes reflete sobre a vida e a arte (Foto: Coala Records)</figcaption></figure>
<p><b>Tim Bernardes &#8211; Mil Coisas Invisíveis</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tim Bernardes aspira à grandeza. Com simplicidade, domínio musical e simplesmente talento, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zHpG91DMads"><i><span style="font-weight: 400;">Mil Coisas Invisíveis</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um reflexo do que o cantor mostrou anos antes, na sua estreia com O Terno e com seu primeiro trabalho individual, </span><i><span style="font-weight: 400;">Recomeçar </span></i><span style="font-weight: 400;">(2017). Nesse projeto, a melancolia e o existencialismo são elementos fundamentais na composição, que olha para o passado em uma jornada filosófica – descrita em </span><i><span style="font-weight: 400;">Fases </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meus 26. </span></i><span style="font-weight: 400;">Contudo, não se engane: </span><i><span style="font-weight: 400;">Mil Coisas Invisíveis </span></i><span style="font-weight: 400;">é o melhor trabalho solo feito pelo artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 31 anos, a visão musical de </span><a href="https://tracklist.com.br/entrevista-tim-bernardes/138866"><span style="font-weight: 400;">Tim Bernardes</span></a><span style="font-weight: 400;"> é extremamente sólida. O virtuosismo técnico – na execução das músicas no violão e guitarra – dão base para as suas preocupações atemporais e proféticas, entregues logo na faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nascer, Viver, Morrer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com uma aparente influência em Nick Drake, Beatles e Beach Boys, Bernardes conseguiu capturar em </span><i><span style="font-weight: 400;">Mil Coisas Invisíveis </span></i><span style="font-weight: 400;">uma tolice quase juvenil da vida, enxergando magia nela. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fases; Nascer, Viver, Morrer;</span> <span style="font-weight: 400;">Meus 26</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30403" aria-describedby="caption-attachment-30403" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30403" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30403" class="wp-caption-text">DPR IAN é mais sincero e caótico do que nunca em Moodswings in To Order (Foto: Dream Perfect Regime)</figcaption></figure>
<p><b>DPR IAN &#8211; Moodswings in To Order</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Christian Yu, conhecido artisticamente como DPR IAN, iniciou sua carreira musical no grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">K-Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">C-Clown em 2012, até o fim do grupo em 2015 Em seguida, o artista assumiu o papel de produtor e diretor criativo de sua própria empresa e gravadora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dream Perfect Regime</span></i><span style="font-weight: 400;">, a qual fundou ao lado de seus colegas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z5-ASY-JOj0"><span style="font-weight: 400;">DPR LIVE</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5atLlEdvjV0"><span style="font-weight: 400;">CREAM</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/dprrem/"><span style="font-weight: 400;">REM</span></a><span style="font-weight: 400;">. Já tendo provado em seus trabalhos visuais a extensão de sua criatividade e a singularidade de sua visão artística, ele não deixou de impressionar quando deu partida em sua carreira solo, iniciando uma jornada espetacular repleta de produções marcantes, que tomaria proporções ainda maiores em 2022 com sua segunda obra de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/album/7vp2iMEQzhNX4sEIUbHpiJ?si=LdN4dRYLStuMuWyBsanETA"><i><span style="font-weight: 400;">Moodswings in To Order</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">MIITO</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o álbum é apelidado pelos fãs e pelo próprio artista, conta o passado de </span><a href="https://www.nme.com/features/music-features/dpr-ian-moodswings-in-to-order-album-mito-interview-3279240"><span style="font-weight: 400;">Mito</span></a><span style="font-weight: 400;">, personagem construído por IAN, baseado em seus episódios maníacos de bipolaridade, tema constante em suas composições. O cantor eleva o nível da obra ao combinar 4 faixas e transformá-las em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k9EtzlAozOQ"><span style="font-weight: 400;">curta</span></a><span style="font-weight: 400;">. No processo, é utilizado todas as ferramentas a seu alcance para contar a história do personagem, da melhor forma possível, transmitindo para o espectador a paixão e genuinidade do trabalho. Christian Yu deixa o ouvinte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Moodswings in To Order</span></i><span style="font-weight: 400;"> comovido após encarar um álbum de forte vulnerabilidade, além de despertar curiosidade e antecipação pelos próximos passos de Mito. </span><b>– Ana Eloisa Leite</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Ballroom Extravaganza, Calico e Merry Go</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30404" aria-describedby="caption-attachment-30404" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30404" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO-800x800.jpg" alt="Capa do disco Multitude, do cantor Stromae. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos cinco clones de Stromae reunidos em círculo enquanto olham para cima. Ele é um homem negro, de olhos claros e cabelos lisos penteados em formato de disco, que veste um terno xadrez da cor azul. O fundo da imagem é azul-claro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30404" class="wp-caption-text">Meses depois do lançamento oficial, um remix da faixa Mon amour com Camila Cabello foi adicionado à tracklist de Multitude (Foto: Mosaert Label)</figcaption></figure>
<p><b>Stromae &#8211; Multitude</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depressão, envelhecimento, masculinidade, colonialismo e violência de gênero são alguns dos temas que perpassam a discografia de Stromae, que podem passar despercebidos por ouvidos que não compreendem o francês de suas batidas eletrônicas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VHoT4N43jK8&amp;ab_channel=StromaeVEVO"><span style="font-weight: 400;">dançantes e contagiantes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu novo projeto de estúdio, depois de nove anos de hiato, o cantor não apenas expande esses tópicos para uma infinidade de perspectivas, como também supera o típico </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM </span></i><span style="font-weight: 400;">europeu de seus álbuns anteriores para resgatar suas raízes como imigrante e moldar uma </span><a href="https://open.spotify.com/album/6EwTLRHMROD853Kv1lAMex?si=rkaCiQqnS_Sd5XQ6G9gVVg"><i><span style="font-weight: 400;">Multitude</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de sons. </span><i><span style="font-weight: 400;">Folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/versions-of-me-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> carioca</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">afropop</span></i><span style="font-weight: 400;"> são algumas das inspirações que o cantor cita como formativas ao disco – sempre unidas a outros elementos inusitados, como corais búlgaros ou flautas chinesas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contido e o explosivo se convergem nas letras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Multitude</span></i><span style="font-weight: 400;">, que unem com elegância humor e melodrama enquanto uma coleção de personagens antagônicos disputam território entre versos e faixas. Seja em um eu-lírico que enxerga no inferno uma alternativa mais plausível que a vida em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DO8NSL5Wyeg&amp;ab_channel=StromaeVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">L’enfer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou na tentativa de um homem que trai sua esposa de relativizar sua infidelidade em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1LfgyPn8Byk&amp;ab_channel=Stromae"><i><span style="font-weight: 400;">Mon amour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Stromae coloca-se como agente de todas essas retóricas – não importa o quão contraditórias forem –, ao mesmo tempo que busca sua própria subjetividade no olho do furacão. Uma experiência desafiadora, mas que, em contrapartida, descobre nesta incitação o propósito de um artista singular por natureza. </span><b>&#8211;</b> <b>Enrico Souto</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>La solassitude, L&#8217;enfer, Pas vraiment</p>
<hr />
<figure id="attachment_30405" aria-describedby="caption-attachment-30405" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30405" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30405" class="wp-caption-text">lalalaura traz o poprock e o indierock da Geração Z (Foto: Papaya Music)</figcaption></figure>
<p><b>lalalaura &#8211; n sei usar excel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de lalalaura, </span><a href="https://open.spotify.com/album/5uxJG9jWXfk8LVHS39aGrE?si=koN8PwUeQvWjqmMZeLttrw"><i><span style="font-weight: 400;">n sei usar excel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, chegou aos ouvidos do público em Julho de 2022. Durante cinco faixas, a cantora reflete sobre os dramas presentes na vida de uma jovem adulta, como amor, inseguranças e relacionamentos. Com muitas referências espalhadas pelas músicas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Wonderwall</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Oasis e muitas menções a John Mayer, o </span><i><span style="font-weight: 400;">extended play</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">mix</span></i><span style="font-weight: 400;"> de emoções, indo das mais gostosas e positivas, até as mais tristes e negativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A artista se expressa de uma forma em que outras pessoas conseguem se identificar com as canções. Em uma combinação de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, lalalaura se mostra como alguém que está tentando entender a vida, o cotidiano e as mudanças causadas pelo crescer. A musicalidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui guitarras, toques sonoros de </span><i><span style="font-weight: 400;">WhatsApp</span></i><span style="font-weight: 400;">, risadas e vocais melódicos, além de trazer letras bem-humoradas. Produzido pela </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/3aaKDaxjUuR7qr7516bFlk?si=a64da522f9d54d2e"><i><span style="font-weight: 400;">Papaya Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, selo musical de Pe Lu, do Restart, em colaboração com Renato Frei, do Bloco do Caos, e com Fred Vieira, de SUBB, </span><i><span style="font-weight: 400;">n sei usar excel</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um mergulho no mundo jovem, formado pela Geração Z. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>alice (só que sem as maravilhas), vc n é o john mayer (rlx), voltas (áudio de whatsapp)</p>
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<figure id="attachment_30406" aria-describedby="caption-attachment-30406" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30406" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/New-Jeans-New-Jeans.webp" alt="" width="770" height="770" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/New-Jeans-New-Jeans.webp 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/New-Jeans-New-Jeans-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/New-Jeans-New-Jeans-768x768.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30406" class="wp-caption-text">New Jeans alcançou mais de 400 mil cópias vendidas em sua pré venda, sendo a maior marca de uma girl group sul coreana (Foto: ADOR)</figcaption></figure>
<p><b>New Jeans &#8211; New Jeans</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vestindo a musicalidade dos anos 90, o novo grupo feminino da </span><em><span style="font-weight: 400;">ADOR</span></em><span style="font-weight: 400;">, empresa subsidiária pela </span><em><span style="font-weight: 400;">HYBE</span></em><span style="font-weight: 400;">, chegou para alterar o mercado sul-coreano, impactando todo o cenário musical com o seu <em>EP</em> homônimo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k8fSPMXWAR4"><i><span style="font-weight: 400;">New Jeans</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Minji, Haerin, Hyein, Hanni e Danielle, presentearam os fãs com o lançamento surpresa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=js1CtxSY38I"><i><span style="font-weight: 400;">Attention</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no dia 22 julho,</span> <span style="font-weight: 400;">uma canção acompanhada de melodia, dança e identidade visual original e impactante, na qual o </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> estava necessitando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um respiro em meio a leva do mais do mesmo que a indústria sul-coreana tem sofrido desde 2020, </span><i><span style="font-weight: 400;">New Jeans</span></i><span style="font-weight: 400;"> simboliza o começo de uma nova tendência. Além de </span><i><span style="font-weight: 400;">Attention</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><em><a href="https://open.spotify.com/artist/6HvZYsbFfjnjFrWF950C9d"><span style="font-weight: 400;">EP</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> também integra os hits </span><i><span style="font-weight: 400;">Hype Boy</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Hurt </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Cookie</span></i><span style="font-weight: 400;">, fora os </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pSUydWEqKwE"><i><span style="font-weight: 400;">Ditto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_ZAgIHmHLdc"><i><span style="font-weight: 400;">OMG</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em menos de um ano de estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">New Jeans</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou sua marca no </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sendo uma das maiores referências de 2022, ganhando o prêmio de canção do ano por </span><i><span style="font-weight: 400;">Attention</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Golden Disk Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a estatueta de Artista Revelação no </span><i><span style="font-weight: 400;">Seoul Music Awards.</span></i><b> &#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Hype Boy, Attention, Hurt</p>
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<figure id="attachment_30407" aria-describedby="caption-attachment-30407" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-1.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-1.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-1-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30407" class="wp-caption-text">‘‘ Eu não sei explicar o que rola no meu coração sem ser cantando, ser sem pela música.’’ (Foto: Ana Frango Elétrico)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Berle &#8211; No Reino dos Afetos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">‘‘(&#8230;)</span><i><span style="font-weight: 400;"> é preciso ter amor / Ter amor e ser amor</span></i><span style="font-weight: 400;">’’. O imperativo de delicadeza e simplicidade das composições de Bruno Berle constrói, para sua carreira solo, um trabalho de estréia único, onde suas imperfeições — ruídos e dissonâncias — são a marca maior de sua sensibilidade. Tropical, noturno, vasto e quente, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/07/02/bruno-berle-entra-no-reino-dos-afetos-em-album-de-som-lo-fi-feito-com-a-colaboracao-de-batata-boy.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">No Reino dos Afetos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">mostra-se também como um novo mergulho sonoro de um artista que, em suas palavras, quer se afastar do violão para aproximar-se ao eletrônico e, nesse desprendimento, dedicar-se ao máximo à sua própria expressão. Mesmo que as cordas do instrumento sejam ainda uma personagem na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Até Meu Violão,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Berle, um jovem alagoano no olho do </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/bruno-berle-no-caminho-e-com-pressa/"><span style="font-weight: 400;">furacão emocional</span></a><span style="font-weight: 400;"> da metrópole paulistana, procura os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">lo-fi, com o</span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/bruno-berle-no-reino-dos-afetos/"><span style="font-weight: 400;"> encontro inesperado</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ritmo de bossa nova e da vivacidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">high life — </span></i><span style="font-weight: 400;">gênero musical oriundo de Gana e da Nigéria —</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">para traduzir seus sentimentos, sempre a flor da pele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gesto íntimo das canções são, para além de uma marca da produção independente do cantor, que atreveu-se nas mais </span><a href="https://www.popload.com.br/top-50-da-cena-bruno-berle-chega-ao-topo-com-seu-violao-rohma-mostra-a-kobra-em-segundo-indio-da-cuica-traz-a-malandragem-para-o-podio"><span style="font-weight: 400;">variadas ferramentas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a arquitetura do seu sentir — do atabaque ao piano! —, está também em sua poesia, permeada por imagens de afeto. O amor, o diálogo como uma torrente, o assimilar e a perda da individualidade de duas pessoas, presas em seu próprio mundo; estas são construções que estão presentes em canções como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D9P_VpYueOE"><i><span style="font-weight: 400;">Quero Dizer</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">a lufada máxima dessa liricidade única, quase parente das canções mais melancólicas de Frank Ocean, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Blonde</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Só Nós Dois, </span></i><span style="font-weight: 400;">devota ao ato de se estar junto,</span> <span style="font-weight: 400;">carrega a luminosidade de um violão tropical e dos sons de uma cidade para estender essa raridade da paixão à vida cotidiana. O que Bruno Berle atinge, em </span><i><span style="font-weight: 400;">No Reino dos Afetos, </span></i><span style="font-weight: 400;">não são sentimentos bem definidos com palavras certeiras, mas sim, algo de maior beleza: uma gagueira que entende que certas coisas não podem ser ditas e que, às vezes, o balbucio e a vontade de querer dizer, já basta. – </span><b>Enzo Caramori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Até Meu Violão, Quero Dizer, Só Nós Dois</span></p>
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<figure id="attachment_30408" aria-describedby="caption-attachment-30408" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-800x800.png" alt="Capa do álbum Nymph, da artista Shygirl. A imagem está desfocada e mostra, do lado direito, Shygirl, uma mulher asiática de cabelos longos e escuros, e que usa pequenas pedras brilhantes no cabelo e um casaco azul claro e grande. Ela está de lado e olha para a câmera, segurando a gola do casaco na altura de sua boca, de forma que cobre o seu queixo. Ao fundo, há uma paisagem de floresta em preto no canto inferior, e um céu azul escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30408" class="wp-caption-text">Em seu debut, Shygirl ressignifica feminilidade e sexualidade através de sua perspectiva íntima (Foto: Because Music)</figcaption></figure>
<p><b>Shygirl &#8211; Nymph</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tão aguardado e aclamado álbum de estreia de Shygirl, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nymph</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi desenvolvido com um grupo familiar de amigos e colaboradores, incluindo Mura Masa, Sega Bodega e Arca, junto com produtores como Danny L Harle e BloodPop. Recentemente, Shygirl anunciou edição </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum, </span><a href="https://tecoapple.com/2023/02/28/shygirl-nymph_o/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=shygirl-nymph_o"><i><span style="font-weight: 400;">Nymph_o</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que contém </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes </span></i><span style="font-weight: 400;">das faixas originais feitas por um grupo de artistas multifacetados como </span><a href="https://www.anothermag.com/design-living/14696/shygirl-in-conversation-with-bjork-ovule-another-magazine-spring-summer-2023"><span style="font-weight: 400;">Björk</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/ZY3og9H-tWU"><span style="font-weight: 400;">Tinashe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Sevdaliza.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Nymph</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra a jornada e a autorreflexão interior de Shygirl, que simultaneamente afirma seu </span><a href="https://www.thecut.com/2023/02/shygirl-is-anything-but-shy.html"><span style="font-weight: 400;">poder e liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto anseia por amor, e nos traz uma jornada de fantasias e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/shygirl-revela-inspiracao-por-tras-de-novo-disco-ressignificar-feminilidade-e-sexualidade-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">desejos sexuais</span></a><span style="font-weight: 400;">, frustrações românticas, e intimidade de uma mulher que é procurada e negligenciada ao mesmo tempo: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Gostosa demais para lidar&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. As melodias suaves e etéreas da artista se entrelaçam e fluem perfeitamente com os sons de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, melodias de dança descontruídas, batidas eletrônicas obscuras, juntamente com aspectos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">clássico </span><a href="https://factual900.com.br/y2k-a-volta-dos-nostalgicos-anos-2000/"><span style="font-weight: 400;">Y2K</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;  Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Shlut, Coochie (a bedtime story) e Poison</span></p>
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<figure id="attachment_30409" aria-describedby="caption-attachment-30409" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30409" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1-800x800.png" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1.png 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30409" class="wp-caption-text">Com o dobro de faixas de seu antecessor, Ludmilla repete seu affair com o pagode em Numanice #2 (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Ludmilla </b><b>–</b><b> Numanice #2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ninguém poderia prever que Ludmilla, vindo do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, faria não apenas um, mas dois álbuns de pagode. </span><i><span style="font-weight: 400;">Numanice #2</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um compilado de 10 músicas que trouxe este gênero musical para o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> com influências do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, mostrando a artisticidade e versatilidade da cantora. No entanto, este projeto brilha mesmo em sua </span><a href="https://open.spotify.com/album/1sikBy4Cu6l99M6Sd6mDdu?si=frUTVrocQG6pqqolB6r-oQ"><span style="font-weight: 400;">versão ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Disponível nas plataformas com 17 faixas e com participações especiais de outros artistas, além de Brunna Gonçalves, esposa da compositora, no </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i> <a href="https://open.spotify.com/track/3qS3bQgpoJp3lLaa900gsu?si=f6ac56dff6f3405a"><i><span style="font-weight: 400;">Maldivas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao dizer o desejo de muitos e muitas fãs: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Me bate, Ludmilla!</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pilares deste disco, que o torna tão memorável, é a sua autenticidade. Cantores tentam entrar em novos gêneros como uma alternativa de aumentar seu sucesso comercial, o que acaba resultando em trabalhos superficiais. Aqui, não é o caso. Ludmilla cresceu nas ruas do Rio de Janeiro e aos oito anos já </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2020/04/24/ludmilla-entra-com-naturalidade-no-pagode-em-ep-que-transita-entre-a-festa-e-a-sofrencia.ghtml#:~:text=que%2C%20ainda%20crian%C3%A7a%2C%20j%C3%A1%20soltava%20a%20voz%20nas%20rodas%20de%20samba%20armadas%20pela%20fam%C3%ADlia."><span style="font-weight: 400;">cantava para a família</span></a><span style="font-weight: 400;"> inteira ouvir os pagodes do momento. Essa naturalidade, somada a qualidade de suas canetadas, foi o que levou à criação com maestria desta obra, que merecidamente levou o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-latino/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Latino</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2022 de Melhor Álbum de Samba/Pagode. </span><b>– Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Meu Homem é Seu Homem, Fora de Si e 212</span></p>
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<figure id="attachment_30410" aria-describedby="caption-attachment-30410" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30410" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/alaidecosta_oquemeuscalosdizemsobremim.png" alt="A capa é uma foto em preto e branco da cantora Alaíde Costa, uma mulher negra de 86 anos e cabelos crespos de cor escura. Seus olhos estão fechados, ela tem poucos pelos na sobrancelha e uma expressão ainda serena no rosto. Em sua orelha está um brinco delicado e ela veste uma blusa branca." width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/alaidecosta_oquemeuscalosdizemsobremim.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/alaidecosta_oquemeuscalosdizemsobremim-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30410" class="wp-caption-text">Aos 86, Alaíde toca um trabalho só seu, feito para que ela possa realizar o que sempre foi capaz de fazer: grandes canções em sua voz única (Foto: Samba Rock)</figcaption></figure>
<p><b>Alaíde Costa &#8211; O Que Meus Calos Dizem Sobre Mim </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao completar 86 anos, uma das vozes mais marcantes que surgiu com o movimento da bossa nova é apresentada a uma geração com um dos álbuns mais elegantes do ano, digno de sua interpretação. Contando com a produção de Emicida e Marcus Preto, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Que Meus Calos Dizem Sobre Mim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma história, um relato. Com letras escritas por nomes mais do que reconhecidos da música brasileira, cantando palavra por palavra em um ritmo espaçado e adornada por arranjos caprichados, misturando passado e presente. O novo projeto da compositora e cantora carioca é dotado de ritmo próprio, guardando em orquestrações sublimes que guiam o ouvinte a conhecer a história de vida de <a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Gente/noticia/2022/03/alaide-costa-entrevista.html">Alaíde Costa</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua beleza melancólica, a cantora ressignifica seus quase 70 anos de trabalho para a música brasileira, que por vezes estiveram à margem do público e não tiveram o reconhecimento merecido. Ao regravar</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Aos Meus Pés”</span></i><span style="font-weight: 400;">, composição de João Bosco e Francisco Bosco, Alaíde dita um novo tom, apropriando a canção em sua trajetória </span><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">O meu caminho eu mesma fiz / não foi ninguém que me apontou / eu me virei sozinha / comi o pão todinho / que o Diabo amassou</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A produção é de uma <a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2022/05/29/interna_cultura,1369528/novo-disco-poe-alaide-costa-no-topo-da-mpb-lugar-que-sempre-foi-dela.shtml">grandeza e delicadeza</a> que reverenciam a cantora, demonstrando um resgate a uma referência da cultura negra de maneira respeitosa e admirável </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Turmalina Negra, Tristonho e Aos Meus Pés</p>
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<figure id="attachment_30412" aria-describedby="caption-attachment-30412" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30412" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Beach-House-Once-Twice-Melody.png" alt="capa do álbum Once Twice Melody, Capa em branco com uma borda dourada e o título dourado e estilizado" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Beach-House-Once-Twice-Melody.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Beach-House-Once-Twice-Melody-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30412" class="wp-caption-text">Victoria Legrand e Alex Scally lançam o oitavo álbum (Foto: Mistletone Records)</figcaption></figure>
<p><b>Beach House &#8211; Once Twice Melody</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/79NySyjxJ8xric31mXKMAo"><i><span style="font-weight: 400;">Once Twice Melody</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">  </span></i><span style="font-weight: 400;">é o oitavo álbum da banda americana de </span><i><span style="font-weight: 400;">dream-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Beach House. Com o mesmo vigor e psicodelia do seu álbum anterior, </span><a href="https://open.spotify.com/album/1zN85Ep8w2JORfCe0RHLDP"><i><span style="font-weight: 400;">7</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">, a vocalista Victoria Legrand mostra seu fôlego neste disco duplo, com 18 músicas e 1 hora e 24 minutos. Com músicas completamente alucinantes, que conseguem fazer qualquer um se sentir levemente embriagado no banco de carona enquanto vê as luzes de uma cidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Once Twice Melody</span></i><span style="font-weight: 400;"> demonstra uma aproximação do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Beach House tem cada vez mais assumido o papel de farol do </span><i><span style="font-weight: 400;">dream-pop </span></i><span style="font-weight: 400;">nas últimas duas décadas em que está em atividade. Entre os grandes trunfos do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> está a ótima química entre Legrand e o instrumentista e compositor Alex Scally, e o disco é a maior prova disso. Sucesso entre a </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/beach-house-once-twice-melody/"><span style="font-weight: 400;">crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">  especializada da música </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, a dupla de Baltimore alcança um público nichado porém espalhado pelo planeta, já que em 2022 eles estiveram em várias edições do </span><a href="https://personaunesp.com.br/primavera-sound-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Primavera Sound</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo o de São Paulo. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Once Twice Melody, Pink Funeral e Masquerade</span></p>
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<figure id="attachment_30413" aria-describedby="caption-attachment-30413" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30413" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-800x800.png" alt="Na capa de seu álbum, Beyoncé, uma mulher negra, aparece vestindo uma roupa prata brilhante, que mostra grande parte de seu corpo. Ela usa uma sombra roxa e batom rosa, e seus cabelos, castanho com luzes loiras, de comprimento longo, estão soltos. Ela está sentada sobre um cavalo prata brilhante." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30413" class="wp-caption-text">Em seu sétimo álbum, Beyoncé comprova sua versatilidade e relevância na cena pop (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Beyoncé &#8211; RENAISSANCE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado como primeiro ato em uma trilogia, o tão aguardado novo projeto após o aclamado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z-lIWqLKHec"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016) chegou flertando com os fãs, a crítica e tendo uma das recepções mais calorosas possíveis. Com seu novo lançamento, Beyoncé se consagrou como </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/11/15/grammy-2023-anuncia-indicados-com-anitta-revelacao-e-beyonce-recordista-veja-lista.ghtml"><span style="font-weight: 400;">a artista com mais indicações</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> na história. Ao chegar nos 40 anos, tendo passado três décadas dentro da indústria da música, a cantora já havia feito praticamente de tudo: abrangeu diferentes gêneros musicais, falou sobre diferentes pautas e levou suas canções a bilhões de ouvintes. Em seu novo trabalho, ela proporciona um renascimento, se entregando a uma jornada para criar coisas distintas do que já havia feito e comprovando, mais uma vez, sua habilidade de levar até o mais simples a perfeição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">REINASSANCE</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora escreve sobre quem ela é, reafirma sua identidade e representa, com orgulho, suas influências. Indo da <em>dance music</em> ao <em>r&amp;b</em>, utilizando diversos </span><a href="https://www.complex.com/music/beyonce-renaissance-album-samples"><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de cantores que a precederam e criando, com a participação de muitas mãos (aqui vale um enfoque ao time de co-compositores e produtores que tornaram palpável o trabalho), experiências sonoras ligadas por uma maestral sequência, que leva o ouvinte, entre uma música e outra, ditando um ritmo marcante em sua hora de duração. Em seu novo projeto, Beyoncé comprova como é possível criar música <em>pop</em> com densidade que chega convidativa aos ouvidos de quem decide dar </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: <span style="font-weight: 400;">ALIEN SUPERSTAR, VIRGO&#8217;S GROOVE E AMERICAN HAS A PROBLEM</span></strong></p>
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<figure id="attachment_30414" aria-describedby="caption-attachment-30414" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30414 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-800x722.jpg" alt="Capa do álbum Senhora das Folhas. Arte digital quadrada, com fundo marrom. Uma moldura formada por folhas e flores ocupa as bordas da imagem. No lado esquerdo da moldura, lemos, de baixo para cima, Áurea Martins, em letras verdes. Já no lado direito, lemos, de cima para baixo, Senhora das Folhas, em letras igualmente verdes. Ao centro, podemos observar a cantora Áurea Martins. Ela é uma mulher negra, idosa, de olhos fechados, mãos em sinal de oração, veste uma roupa preta e utiliza um adereço também preto na cabeça." width="800" height="722" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-800x722.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-1024x924.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-768x693.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-1536x1387.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-1200x1083.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas.jpg 1667w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30414" class="wp-caption-text">Senhora das Folhas é pérola verdadeira da MPB (Foto: Biscoito Fino)</figcaption></figure>
<p><b>Áurea Martins &#8211; Senhora das Folhas</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Senhora das Folhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum para se ouvir na íntegra. Coeso, o disco de Áurea Martins desenvolve, no conjunto da obra, uma experiência de imersão e introspecção digna de </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/03/30/aurea-martins-atinge-o-ceu-com-senhora-das-folhas-album-em-que-professa-as-crencas-e-fes-do-brasil.ghtml"><span style="font-weight: 400;">enaltecimento</span></a><span style="font-weight: 400;">. Buscando, </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/aurea-martins-louva-rezadeiras-e-as-raizes-do-brasil-em-novo-album-1.2628173"><span style="font-weight: 400;">na sacralidade e nos afetos</span></a><span style="font-weight: 400;">, os caminhos para conectar suas canções, o lançamento da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Sik7SVBIh7E&amp;t=369s"><span style="font-weight: 400;">veterana brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> alcança uma maturidade artística admirável, firmada em um repertório que não se divide em músicas de maior ou menor relevância. Cada palavra importa e cada som tem seu porquê. Cada escolha leva à cura e cada trajeto traz uma sensibilidade sem fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moldando-se nos detalhes mais sutis, </span><i><span style="font-weight: 400;">Senhora das Folhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> dificilmente brilharia em </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> isolados, embora faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b5XexJ2YLAA"><i><span style="font-weight: 400;">A Rezadeira/Citação: Relampiano</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JWMIb5P0dyM"><i><span style="font-weight: 400;">Me Curar de Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assinalem um possível ápice do disco. A graciosidade de Áurea Martins, no entanto, está presente desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mhzG06yjbNE"><i><span style="font-weight: 400;">O Ramo/Incelença da Chuva</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faixa que abre o álbum com os traços únicos da voz da artista &#8211; além da atmosfera sagrada que percorre delicadamente toda a obra. A verdade é que </span><i><span style="font-weight: 400;">Senhora das Folhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma jornada que toca o coração de quem se entrega por inteiro. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">                  </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">O Ramo/Incelença da Chuva, A Rezadeira/Citação: Relampiano e Me Curar de Mim</span></p>
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<figure id="attachment_30415" aria-describedby="caption-attachment-30415" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum SIM SIM SIM. A imagem é predominantemente preta com efeito granulado. Descentralizado para o lado esquerdo estão um par de braços dobrados, como no movimento que se faz para tocar o rosto. Os braços estão vestidos de uma blusa de manga longa vermelha, que está em parte encoberta por uma sombra .Os cotovelos apontam para cima. Ao lado direito, na vertical, está o título “Bala Desejo” em cinza claro. Em baixo das letras “bê”, “de” e “ó” está a palavra “sim”, em letras pequenas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30415" class="wp-caption-text">Ao Bala Desejo dizemos SIM SIM SIM e mais, por favor (Foto: Coala Records)</figcaption></figure>
<p><b>Bala Desejo &#8211; SIM SIM SIM</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">SIM SIM SIM</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> do coletivo </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-bala-desejo-banda-que-ja-nasceu-na-grade-de-grandes-festivais/"><span style="font-weight: 400;">Bala Desejo</span></a><span style="font-weight: 400;">, é uma experiência sonora de parte da América Latina e da brasilidade carnavalesca de sol e mar. Sim, é possível sentir o calor das ruas e uma briza fresca ao longo das quatorze faixas do disco que misturam, nas letras e nos ritmos, o belo casamento do português com o espanhol. Esse trabalho foi fruto da investida dos quatro integrantes do coletivo, </span><span style="font-weight: 400;">Dora Morelenbaum, </span><a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/julia-mestre-a-mulher-cancao/"><span style="font-weight: 400;">Julia Mestre</span></a><span style="font-weight: 400;">, Lucas Nunes e </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/11/14/ze-ibarra.htm"><span style="font-weight: 400;">Zé Ibarra</span></a><span style="font-weight: 400;">, de produzirem durante seu isolamento da pandemia. As músicas expressam justamente o anseio pelo fim do confinamento: é sobre o primeiro carnaval pós pandêmico, é o proposto &#8216;Recarnaval&#8217;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A complexidade oferecida nas composições recebem um toque performático, como em um trio elétrico, que ao longo do desfile vai revelando suas diversas atrações. Em </span><a href="https://youtu.be/tUfQaAWSh_k"><i><span style="font-weight: 400;">Baile de Máscaras (Recarnaval)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está a premissa de todo o álbum, em uma pegada </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Rita Lee, seguido por </span><a href="https://youtu.be/nitlMjTzuaU"><i><span style="font-weight: 400;">Lua Comanche</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que remete ao samba dos anos setenta. Na faixa </span><a href="https://youtu.be/VGcZLApC4KE"><i><span style="font-weight: 400;">Lambe Lambe</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está presente o desejo e o carnal, que é equilibrado pelo frescor e independência de </span><a href="https://youtu.be/VOOXAy_bjTk"><i><span style="font-weight: 400;">Passarinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Toda essa conexão e câmbio de informações instrumentais e referências do </span><i><span style="font-weight: 400;">SIM SIM SIM</span></i><span style="font-weight: 400;">, convergem em um álbum conciso, ainda que experimental. Essa proposta rendeu o prêmio de Melhor Álbum em Língua Portuguesa no </span><a href="https://vogue.globo.com/cultura/musica/noticia/2022/11/bala-desejo-ganha-o-grammy-latino-na-categoria-melhor-album-pop-em-portugues.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Latino</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2022. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Baile de Máscaras (Recarnaval), Dourado Dourado, Passarinha</span></p>
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<figure id="attachment_30436" aria-describedby="caption-attachment-30436" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30436 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-800x800.jpeg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704.jpeg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30436" class="wp-caption-text">O terceiro disco de Fontaines D.C. é uma obra-prima expansiva e surpreendente (Foto: Partisan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Fontaines D.C. &#8211; Skinty Fia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Abril de 2022, Fontaines D.C. lançou seu disco mais exigente e experimental desde a explosão inicial de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aiLk6G5N-3Y&amp;list=PLIDDZDE0Vg4zFiaNgwVKQ2bcyH6oI5bA2&amp;ab_channel=FontainesDC"><i><span style="font-weight: 400;">Dogrel</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019). Terceiro álbum do quinteto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Skinty Fia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma aposta arriscada, trazendo referências de Literatura e camadas complexas de guitarra, afinadas às letras vocalizadas por Grian Chatten. Temas como solidão, alienação e conexão humana real podem até passar pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 10 faixas, mas o verdadeiro conceito reside no “não pertencimento”. Isso porque Fontaines D.C. propõe uma narrativa da condição dos imigrantes irlandeses numa Inglaterra que pode não ser tão receptiva quanto parece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As referências do disco perpassam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rsiB_0C5-8c"><span style="font-weight: 400;">James Joyce</span></a><span style="font-weight: 400;">, John Williams e Vladimir Nabokov, cujos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yj3oDS6VM2o"><i><span style="font-weight: 400;">Roman Holiday</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3AoOfJP3r40"><i><span style="font-weight: 400;">Jackie Down the Line</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são facilmente destacáveis. As referências ao Joy Division – principalmente pela postura vocal de Chatten, em contraste com Ian Curtis – e ao Gang Of Four não passam despercebidas, mas a junção desses elementos resulta em um projeto original dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">post-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mergulhado nas referências internas de Fontaines D.C. – como estranhos em uma terra desconhecida –, vislumbramos medos comuns ganharem forma artística (a morte, o tédio, o envelhecimento e a tristeza). </span><i><span style="font-weight: 400;">Skinty Fia</span></i><span style="font-weight: 400;">, na verdade, é um álbum corajoso e maduro, que demonstra a evolução meteórica de uma banda que nunca fez menos que um execelente trabalho. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Jackie Down the Line, Roman Holiday, Nabokov</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30416" aria-describedby="caption-attachment-30416" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-2.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-2.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-2-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30416" class="wp-caption-text">Em Julho de 2022, o SEVENTEEN voltou com o relançamento de seu quarto álbum de estúdio (Foto: Pledis Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>SEVENTEEN &#8211; SECTOR 17</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu sétimo ano de carreira, o quarto álbum de estúdio do </span><a href="https://www.billboard.com/music/pop/seventeen-interview-sector-17-contract-negotiations-pandemic-1235125842/"><span style="font-weight: 400;">SEVENTEEN</span></a><span style="font-weight: 400;"> os consolida como gigantes do <em>k</em></span><i><span style="font-weight: 400;">-pop. </span></i><span style="font-weight: 400;">O grupo, que em 2015 tinha apenas uma empresa à beira da falência e um sonho, mostra que o trabalho árduo ao longo dos anos, escrevendo e produzindo as próprias músicas, valeram a pena e resultaram em uma forte identidade musical. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/15pRJdCJtDyzQaY9tGs750?si=9bUOLTBVRlqOouonbFy1Nw"><i><span style="font-weight: 400;">SECTOR 17</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é evidente o amadurecimento dos treze integrantes, que levam seus ouvintes em uma jornada pelos altos e baixos da juventude através de sua discografia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O SEVENTEEN prova que ainda tem muito a oferecer, e que a química entre os integrantes é um dos ingredientes principais para seu sucesso e qualidade. Na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DgAAaV6xfrk"><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o membro Woozi, que também atua como produtor principal do grupo, entrega uma mensagem emotiva de união à seus colegas de grupo. A faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VCDWg0ljbFQ"><i><span style="font-weight: 400;">_WORLD</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">resgata as raízes do SEVENTEEN com seu tom alegre e leve, contrapondo a intensa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gRnuFC4Ualw"><i><span style="font-weight: 400;">HOT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a qual apresenta uma faceta inédita, e os entrega a chance de mostrar nos palcos que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eRpmP8HF5Bk"><span style="font-weight: 400;">quem sabe faz ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, não deixando dúvidas sobre sobre o lugar do SEVENTEEN na realeza do k-</span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Ana Eloisa Leite</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Circles, HOT, DON QUIXOTE</span></p>
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<figure id="attachment_30417" aria-describedby="caption-attachment-30417" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30417" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-SZA-SOS.jpg" alt="Capa do álbum SOS. Na imagem, SZA está sentada em um trampolim com apenas o mar à sua volta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-SZA-SOS.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-SZA-SOS-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30417" class="wp-caption-text">A capa de SOS com inspiração na Princesa Diana reflete o chamado de SZA: ajuda (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>SZA </b><b>–</b><b> SOS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma longa espera de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ctrl-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">5 anos</span></a><span style="font-weight: 400;">, devido a uma série de desentendimentos com a própria gravadora, SZA lançou seu segundo álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">SOS</span></i><span style="font-weight: 400;">. O projeto foi um dos últimos lançamentos de 2022 e está dominando 2023. Seu tema principal já é revelado em seu nome e em sua capa, inspirada em uma fotografia da </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2022/12/08/sza-princesa-diana-capa-disco/"><span style="font-weight: 400;">Princesa Diana</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ano de sua morte. Este disco clama por ajuda em meio a solidão e melancolia, muito bem guiados pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> da artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses temas não são novos na discografia de SZA. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/ctrl-deluxe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ctrl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2017, a cantora já explorava os altos e, principalmente, os baixos de um relacionamento. Mas, em </span><i><span style="font-weight: 400;">SOS</span></i><span style="font-weight: 400;">, as composições são mais dramáticas e tudo é intensificado, ao passo que as emoções são exploradas com mais profundidade. Tudo isso pode ser percebido em uma música do álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/track/3OHfY25tqY28d16oZczHc8?si=e942f741c90f4fe9"><i><span style="font-weight: 400;">Kill Bill</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a compositora se sente tão sozinha que cogita cometer um crime: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Talvez eu mate meu ex/Mas, eu ainda o amo/Prefiro estar na cadeia do que sozinha</span></i><span style="font-weight: 400;">”. – </span><b>Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Snooze, Gone Girl e Nobody Gets Me</span></p>
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<figure id="attachment_30418" aria-describedby="caption-attachment-30418" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30418" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum The Car. A imagem é uma pintura que imita uma fotografia tirada de um estacionamento na cobertura de um prédio.Todo feito de concreto, o estacionamento é amplo e possui grades e postes de luz vermelhos. Há apenas um carro branco e antigo estacionado. Ao fundo há dois prédios de concreto, com muitas janelas. Na parte inferior da imagem há parte da cobertura de outro prédio, colado ao estacionamento. Nessa outra cobertura há uma chaminé. A imagem está contida por uma moldura branca, como uma foto polaroid." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30418" class="wp-caption-text">Quatro anos depois do último lançamento da banda, The Car soa como uma noite solitária na cidade grande (Foto: Domino Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arctic Monkeys &#8211; The Car </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Car</span></i><span style="font-weight: 400;"> fica </span><span style="font-weight: 400;">claro que não há interesse em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NGipcn2OU4I&amp;t=1065"><span style="font-weight: 400;">refazer</span></a><span style="font-weight: 400;"> o que já foi feito. No sétimo álbum de Arctic Monkeys é consolidada uma nova fase, sendo essa contida, lúdica e cinematográfica, ficando cada vez mais distante das memórias de uma banda de</span><i><span style="font-weight: 400;"> indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. A</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NGipcn2OU4I&amp;t=517"><span style="font-weight: 400;"> sonoridade</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente no disco poderia facilmente ser a trilha sonora de um filme de espionagem, que acompanha um detetive na sua crise de meia idade. É apresentada uma grande potência sonora, mas dessa vez acompanha letras mais simples, de Alex Turner. Tudo isso espelha o novo momento que o vocalista vive, e apesar de não parecer se importar com a expectativa dos apegados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">A.M</span></i><span style="font-weight: 400;">, reflete sobre a incapacidade de ser como um dia já foi, e assim  reconhece que isso não é algo ruim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na produção, os meninos de Sheffield transparecem seu crescimento e amadurecimento em arranjos orquestrados e vigorosos. Além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 60, há influências do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, que acertam no tom mais triste e melancólico. Do início com </span><a href="https://youtu.be/FY5CAz6S9kE"><i><span style="font-weight: 400;">There’d Better Be A Mirror Ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao fim com </span><a href="https://youtu.be/tCr7RNuX68A"><i><span style="font-weight: 400;">Perfect Sense</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">LP </span></i><span style="font-weight: 400;">de dez faixas é perfeito para ser escutado quando restam poucas sombras nas ruas, logo depois que o bar fecha. Como cantando na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Ideas</span></i><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">De verdade, foi emocionante</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas agora é hora de seguir em frente. Para muitos o álbum não atingiu as expectativas e portanto divide opiniões. Mas o que pode ter sido um pequeno passo para os fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">R U Mine</span></i><span style="font-weight: 400;">, acaba sendo um grande salto para aqueles que estão abertos às novas propostas da banda. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">There’d Better Be A Mirrorball, Body Paint, Perfect Sense</span></p>
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<figure id="attachment_30419" aria-describedby="caption-attachment-30419" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30419" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum The Forever Story. Nela vemos uma multidão de pessoas negras, incluindo jogadores de basquete, de futebol americano, presos, padres, dançarinas, mulheres, crianças e policiais (esses brancos). Ao centro, JID, um jovem negro, está sem camisa e de calça jeans. No seu corpo é possível notar várias tatuagens, além de um enorme cordão de prata. A foto é tirada em uma perspectiva 3D que atribui profundidade à imagem. JID está com a cabeça em direção à câmera, porém com os olhos fechados. Seus braços estão sobre sua cabeça." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30419" class="wp-caption-text">A ambiciosa empreitada do rapper já nasce um clássico e um marco no cânone do hip-hop (Foto: Dreamville/Interscope)</figcaption></figure>
<p><b>JID &#8211; The Forever Story</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de despontar no </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> graças a colaboração com Imagine Dragons na música tema de </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o terceiro álbum de estúdio do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> JID finca seu nome na nova safra do gênero. Apadrinhado pela gravadora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/j-cole-the-off-season-critica/"><span style="font-weight: 400;">J Cole</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tendo nomes como James Blake, BADBADNOTGOOD e Kaytranada na produção, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Forever Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um sucessor espiritual de </span><a href="https://open.spotify.com/album/1gPqbxhs90kppgOVxGOPzd"><i><span style="font-weight: 400;">The Never Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estreia do artista em 2017. Funcionando como uma “parte dois” de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum é uma análise da vida e amadurecimento de JID pela ótica do próprio intérprete.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dono de um </span><i><span style="font-weight: 400;">flow </span></i><span style="font-weight: 400;">com uma cadência rítmica inconfundível &#8211; do qual o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">alterou incríveis </span><a href="https://twitter.com/HipHopNumbers/status/1564487269255618560"><span style="font-weight: 400;">148 vezes</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante a produção &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">The Forever Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> abusa de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> extremamente urbanos para relatar a infância em Atlanta e cria </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> nada convencionais, mas ainda sim, extremamente acessíveis ao público. Com uma produção extremamente coesa e um </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> invejável, JID discorre sobre família, negritude, a violência das metrópoles e a separação que a fama provoca entre o artista e a pessoa. Em um ano rico para o gênero, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca para sempre o álbum como um dos melhores registros (senão, o melhor) do ano e do estilo. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Raydar, Surround Sound </span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;">Money</span></p>
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<figure id="attachment_30420" aria-describedby="caption-attachment-30420" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30420" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Tame-Impala-The-Slow-Rush-B-Sides-Remixes.png" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Tame-Impala-The-Slow-Rush-B-Sides-Remixes.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Tame-Impala-The-Slow-Rush-B-Sides-Remixes-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-30420" class="wp-caption-text">Kevin Parker está ainda mais psicodélico no novo álbum (Foto: Universal Music Australia)</figcaption></figure>
<p><b>Tame Impala &#8211; The Slow Rush B-Sides &amp; Remixes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A já reconhecida e estonteante psicodelia de Kevin Parker, mas em versões completamente novas, definitivamente um dos presentes de 2022. Se a versão original,</span> <a href="https://open.spotify.com/album/31qVWUdRrlb8thMvts0yYL?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">The Slow Rush</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">  </span></i><span style="font-weight: 400;">nos fez delirar em um vórtex de batidas eletrônicas, como nas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Is It True </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Borderline</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">suas versões em </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de artistas como Blood Orange e Lil Yachty parecem vir de outra dimensão.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/0PUdc9WBtlyjG9Ba9DPmKa?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">The Slow Rush B-Sides &amp; Remixes </span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">  </span></i><span style="font-weight: 400;">traz também novas faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">No Choice</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boat I Row</span></i><span style="font-weight: 400;"> que mostram que a banda australiana iniciada em 2007 continua inovando e provavelmente assim deve ser por muito tempo, pois a mente de Parker parece ser uma fonte inesgotável de músicas criativas e eletrizantes e o sucesso já lhe rendeu vários prêmios. &#8211;</span><b> Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">The Boat I Row, No Choice e Is It True (Four Tet Remix)</span></p>
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<figure id="attachment_30457" aria-describedby="caption-attachment-30457" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30457" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/fcjslcad.jpg" alt="Capa do álbum There and Back Again de Eric Nam. Na imagem, Eric Nam, um homem estadunidense com descendência sul-coreana de cabelos e olhos escuros, aparece curvado em direção a câmera, que a captura a partir do busto e para a qual ele olha diretamente. Nam veste uma jaqueta vermelha fechada adornada por botões dourados. Ele leva a mão direita aos cabelos. Ao fundo, o cenário é composto por um céu acinzentado e uma árvore que parece sofrer as consequências do inverno. Na parte inferior central, o título do álbum “There and Back Again” e o nome do artista “Eric Nam” estão escritos em letras brancas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/fcjslcad.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/fcjslcad-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30457" class="wp-caption-text">There and Back Again marca o retorno de Eric Nam três anos após a sua estreia com Before We Begin (Foto: The Eric Nam Company)</figcaption></figure>
<p><b>Eric Nam &#8211; There and Back Again</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dono de uma voz que parece ter sido criada justamente para acompanhar o mais leve toque de cordas em um violão, </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Entretenimento/kpop/noticia/2022/01/eric-nam-lanca-album-there-and-back-again.html"><span style="font-weight: 400;">Eric Nam</span></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente encontra o seu som em </span><a href="https://open.spotify.com/album/643X6WW2ijEwMLaNjp1dk1?si=kxeC18xORFaxRl_H6dz2NA"><i><span style="font-weight: 400;">There and Back Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum de estúdio da carreira. Cantando de modo que as letras soam como se derramassem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=33RG5xAmc98"><span style="font-weight: 400;">exuberantemente</span></a><span style="font-weight: 400;"> os sentimentos de um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GHJyfokY5Dw"><span style="font-weight: 400;">coração partido</span></a><span style="font-weight: 400;">, o artista estadunidense de descendência sul-coreana vai e volta no tema sem soar repetitivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">E se isso for algo que eu nunca vou superar?/Conversando com meus amigos e todos dizendo: </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GOHundyUndA"><i><span style="font-weight: 400;">“Eu avisei”</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> “. Brutal na mesma intensidade que permite as emoções transbordarem, o disco tem o </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Entretenimento/kpop/noticia/2022/02/ter-uma-musica-que-se-relaciona-com-tantas-vidas-e-poderoso-diz-eric-nam.html"><span style="font-weight: 400;">sabor refrescante</span></a><span style="font-weight: 400;"> do drama misturado com a realidade nada racional, o colocando em destaque em uma indústria facilmente movida pela superficialidade. A caminho dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jnFvCuORbfw"><span style="font-weight: 400;">10 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de trajetória musical, Eric Nam lançou uma </span><a href="https://www.nme.com/news/music/eric-nam-there-and-back-again-reimagined-docskim-3387247"><span style="font-weight: 400;">versão reimaginada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">There and Back Again</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2023. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I Don’t Know You Anymore, Lost On Me e What If</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30423" aria-describedby="caption-attachment-30423" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30423" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/topicaldancer.jpg" alt="" width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/topicaldancer.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/topicaldancer-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30423" class="wp-caption-text">O discurso político e a música pop são um encontro dinâmico na experimentação da dupla (Foto: DEEWEE)</figcaption></figure>
<p><b>Charlotte Adigéry, Bolis Pupul &#8211; Topical Dancer</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que o performativo sempre pertenceu às pistas não é nenhuma novidade. Mas o </span><i><span style="font-weight: 400;">mix</span></i><span style="font-weight: 400;"> social, teatral e cômico — vindo de um ímpeto nascido diretamente da proposta de artistas como Grace Jones e Prince — feito pela dupla Charlotte Adigéry e Bolis Pupul é algo definitivamente refrescante no cenário da música pop, que necessita, como nunca, de uma nova linguagem crítica. Envolto pelo gênero da música </span><i><span style="font-weight: 400;">disco,</span></i> <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/charlotte-adigery-bolis-pupul-topical-dancer/"><i><span style="font-weight: 400;">Topical Dancer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apunhala o ouvinte de estranheza. O sentimento prevalece nos graves e sintetizadores dançantes de canções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Esperanto </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Blenda, </span></i><span style="font-weight: 400;">que ardilosamente mascaram, em uma primeira impressão, os comentários ácidos e irônicos da dupla acerca do </span><a href="https://www.psychologytoday.com/us/blog/minority-report/201602/i-dont-see-color"><span style="font-weight: 400;">racismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://hbr.org/2020/10/whats-wrong-with-asking-where-are-you-from"><span style="font-weight: 400;">xenofobia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e misoginia vividos no cotidiano de qualquer minoria social frente o histórico de países como a Bélgica, que ainda recusam-se a olhar seu passado colonial com os devidos intuitos de reparação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em por seu próprio universo sonoro de referências, do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 80 à música eletrônica do ínicio do século, faixas como </span><a href="https://genius.com/Charlotte-adigery-and-bolis-pupul-it-hit-me-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">I</span></i><i><span style="font-weight: 400;">t Hit Me</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">que se inicia dando espaço a um relato quase diarístico acerca de um episódio de assédio sexual, são amostras do tom da crítica de Adigéry e Pupul, que nega um didatismo que apenas postula o que é correto ou errado. Para além do conteúdo de suas canções, as percussões produzidas pelo duo também reverberam no contexto diaspórico tão estruturante do trabalho, em seu resgate de um rock que beira a David Byrne mas na carcaça de sons da </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2022/mar/08/charlotte-adigery-and-bolis-pupul-interview#:~:text=They%20cite%20Grace%20Jones%2C%20David%20Byrne%2C%20David%20Bowie%20and%20Prince%20as%20influences%2C%20but%20also%20their%20own%20families.%20%E2%80%9CMy%20grandma%20sang%20and%20she%20had%20a%20record%20store%20in%20Martinique%2C%E2%80%9D%20says%20Adig%C3%A9ry%2C%20who%20grew%20up%20listening%20to%20zouk%20and%20Haitian%20compas."><span style="font-weight: 400;">música haitiana</span></a><span style="font-weight: 400;">. No humor de </span><a href="https://youtu.be/G8D6H2Z61jk?t=610"><i><span style="font-weight: 400;">HAHA</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> — </span></i><span style="font-weight: 400;">em que a cantora alcança o máximo de sua experimentação e performance — mora a consciência social dançante em que </span><i><span style="font-weight: 400;">Topical Dancer</span></i><span style="font-weight: 400;">, a partir do poder de movimento dos corpos, finca suas mensagens para muito além da epiderme. – </span><b>Enzo Caramori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> It Hit Me, Making Sense Stop, HAHA</span></p>
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<figure id="attachment_30458" aria-describedby="caption-attachment-30458" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Megan-Thee-Stallion-Traumazine.webp" alt="Capa do álbum Traumazine de Megan Thee Stallion. Na imagem, Megan, uma mulher negra de cabelos e olhos escuros, é fotografada a partir do busto e em três posições diferentes que se aglomeram. Uma das expressões parece gritar, outra parece estar com raiva e, por último, uma parece simular a indiferença. Stallion usa somente um colar metalizado. Ao fundo, o cenário é um papel de parede na cor preta." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Megan-Thee-Stallion-Traumazine.webp 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Megan-Thee-Stallion-Traumazine-150x150.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30458" class="wp-caption-text">Traumazine é o segundo álbum de estúdio de Megan Thee Stallion e sucede o aclamado Good News (Foto: 1501 Certified Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Megan Thee Stallion &#8211; Traumazine</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tocar por todos os rodeios de Houston com o viral </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EOxj2ROIxok"><i><span style="font-weight: 400;">Savage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e ser presenteada com a voz de Beyoncé para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lEIqjoO0-Bs"><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Megan Thee Stallion também ganhou o olhar cuidadoso da gravadora </span><a href="https://portalrapmais.com/megan-thee-stallion-revela-que-salgadinho-cheetos-fez-ela-assinar-com-a-roc-nation-de-jay-z/"><i><span style="font-weight: 400;">Roc Nation</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Jay-Z. Em 2022, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> texana entrou na justiça contra a sua distribuidora original, a </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/megan-thee-stallion-processa-gravadora-por-nao-deixa-la-cumprir-contrato,418397dedd45d3f073469cb98f031892x5pnn8jv.html"><i><span style="font-weight: 400;">1501 Certified Entertainment</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para conseguir rescindir um contrato por obra injusto que a manteve refém até o lançamento do disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/4YP0h2KGDb20eJuStnBvim"><i><span style="font-weight: 400;">Traumazine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, Stallion precisou enfrentar o sofrimento de mais um tribunal, refletido nas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BJe-5RtL_uk"><span style="font-weight: 400;">composições vulneráveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que impactou a sua trajetória artística e pessoal: o crime cometido por </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/12/23/tory-lanez-e-considerado-culpado-por-atirar-em-megan-thee-stallion.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Tory Lanez</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repleto de versos cortantes rimados com a ajuda de um </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> único e nunca tão voraz, o segundo álbum de estúdio da ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">hottie</span></i><span style="font-weight: 400;">’ traz a Arte do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qQuQ8zDxGh0"><i><span style="font-weight: 400;">freestyle</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a intensidade de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7D85hpcSbE8"><span style="font-weight: 400;">letras inspiradas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ainda deixa espaço para um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u_v2Rv4l-C0"><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dançante tomar conta. Segundo o seu perfil para o </span><a href="https://www.thecut.com/article/megan-thee-stallion-traumazine-profile.html"><i><span style="font-weight: 400;">The Cut</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Traumazine</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria “</span><i><span style="font-weight: 400;">a substância química liberada no cérebro quando ele é forçado a lidar com emoções dolorosas causadas por eventos e experiências traumáticas</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Fazendo jus ao conceito, Megan Thee Stallion vem com sangue nos olhos e sede de vingança em uma produção que põe fim aos traumas e a consolida como uma das principais vozes da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q5Un9NH3vUI"><span style="font-weight: 400;">Música</span></a><span style="font-weight: 400;"> atual.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Plan B, NDA e Her</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30425" aria-describedby="caption-attachment-30425" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30425" class="wp-caption-text">Mergulhamos no íntimo de Baco em QVVJFA? (Foto: Roncca)</figcaption></figure>
<p><b>Baco Exu do Blues &#8211; QVVJFA? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quantas vezes você já foi amado? Essa é a pergunta que guia o terceiro álbum de estúdio de Baco Exu do Blues. Nesse projeto, o cantor  nos revela suas </span><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/baco-eu-parei-pra-me-olhar-tarde-demais-e-estava-com-a-saude-destruida/"><span style="font-weight: 400;">inseguranças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e fracassos por meio de versos tão poéticos que nos fazem voar. Abrindo alas para abordar questões como objetificação do corpo negro, gordofobia, autoaceitação e a solidão do jovem preto, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos conquista pela coragem de mostrar-se tão frágil. Entre exaltar sua religiosidade e discutir como recebemos e damos afeto, mergulhamos no íntimo do cantor para não querer voltar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formado por 12 faixas que trazem </span><i><span style="font-weight: 400;">feats </span></i><span style="font-weight: 400;">de peso como </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gal Costa</span></a><span style="font-weight: 400;">, Gloria Groove e Muse Maya, </span><i><span style="font-weight: 400;">QVVFJA?</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue encontrar um equilíbrio entre o seu lado sexual explorado em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-nao-tem-bacanal-na-quarentena-baco-exu-do-blues/"><span style="font-weight: 400;">Não tem Bacanal na Quarentena</span></a><span style="font-weight: 400;"> para músicas que mesclam, junto com lado erótico do álbum anterior, amor, medos e dúvidas. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> suaves, românticos e carregados no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, Baco retorna para o cenário brasileiro apostando em uma fórmula um pouco diferente, mas que, ainda sim, consegue prender nossa atenção. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">20 ligações, Samba In Paris, Mulheres Grandes e Lágrimas</span></p>
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<figure id="attachment_30426" aria-describedby="caption-attachment-30426" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30426" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO-800x800.webp" alt="Capa do disco Urucum, da cantora Karol Conká. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos a cabeça de Karol em foco. Ela olha diretamente para a câmera e tem parte de seu rosto coberto por uma placa de metal, que copia as silhuetas de sua boca e nariz. Karol é uma mulher negra, de olhos escuros, com cabelos trançados da cor vinho projetados para cima, simulando o formato de várias serpentes. O fundo da imagem é um vermelho vibrante." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO.webp 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30426" class="wp-caption-text">Gravado inteiramente no estúdio de sua casa, Karol Conká finalizou Urucum em duas semanas (Foto: Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Karol Conká &#8211; Urucum</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Karol Conká sempre foi conhecida por suas parcerias de peso com grandes produtores. Entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NX4WORlLAh4&amp;ab_channel=Showlivre"><span style="font-weight: 400;">Nave</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LfL4H0e5-Js&amp;ab_channel=CanalKondZilla"><span style="font-weight: 400;">Tropkillaz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ANRH-HGHwjE&amp;ab_channel=KarolConka-Topic"><span style="font-weight: 400;">Boss in Drama</span></a><span style="font-weight: 400;">, essas colaborações fazem da discografia da </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> um verdadeiro arco-íris sonoro, que sempre carrega, independente de qualquer distinção, sua essência artística. Sendo assim, para </span><a href="https://open.spotify.com/album/23Zw9VnwKnrSkbGGJQKwPi?si=xaaGwB1eRh-DPD7Ft9WGYQ"><i><span style="font-weight: 400;">Urucum</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/chegamos-sozinhos-em-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">RDD</span></a><span style="font-weight: 400;"> assina a produção executiva. Cabeça criativa do coletivo ÀTTØØXXÁ, Rafa Dias une seus </span><a href="https://personaunesp.com.br/dolores-dala-guardiao-do-alivio-critica/"><span style="font-weight: 400;">poderosos graves</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos sons típicos de Salvador para fazer desse um dos projetos mais musicalmente diversos e interessantes da cantora curitibana. Um resultado espetacular para um disco que nasce em um contexto extremamente delicado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-brother-brasil-21-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BBB 21</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com rejeição histórica, Conká usa </span><i><span style="font-weight: 400;">Urucum</span></i><span style="font-weight: 400;"> como ambiente de </span><a href="https://www.revistaeolor.com/post/karol-conk%C3%A1-apresenta-urucum-seu-intenso-%C3%A1lbum-de-est%C3%BAdio-entenda-o-conceito-do-projeto"><span style="font-weight: 400;">terapia e reflexão</span></a><span style="font-weight: 400;">. O seu penteado alucinante da capa, em referência à lenda da Medusa, petrifica a ela mesma, aludindo que o narcisismo que feriu aqueles ao seu redor – em plena rede nacional – também a consome por dentro. Desse modo, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> olha para dentro para que, assim, entregue seu próprio diagnóstico do mundo. Afinal, do que Karol Conká é culpada? Se fosse outra pessoa, com vivências opostas à sua, tomando as mesmas atitudes, ela sofreria o mesmo linchamento virtual? É a partir destes questionamentos que Karol brinca com a contraste e reencontra seu icônico deboche em um movimento deliberadamente televisionado de autocura. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Fuzuê, Cê Não Pode, Vejo o bem</p>
<hr />
<figure id="attachment_30427" aria-describedby="caption-attachment-30427" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30427" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/badbunny_unveteranosinti.png" alt="Na capa está uma composição. Seu fundo é como se fosse uma ilha, onde o céu é rosa claro, aparece um sol bem amarelo brilhando ao fim do oceano azul. Existe uma ilha, com areia, na qual se encontram dois coqueiros e algumas flores rosas. Sobrevoando o céu estão dois golfinhos e, ao centro da composição, está um coração com braços e pernas. Ele possui um único olho e uma boca, que demonstra a expressão de tristeza." width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/badbunny_unveteranosinti.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/badbunny_unveteranosinti-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30427" class="wp-caption-text">Ao tratar da vulnerabilidade que pode soar familiar aos ouvidos, Bad Bunny deixa claro o propósito do coração triste na capa (Foto: Rimas)</figcaption></figure>
<p><b> Bad Bunny &#8211; Un Verano Sin Ti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencedor do Melhor Álbum de Música Urbana no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> Latino, topo nas paradas da </span><a href="https://portalpopline.com.br/bad-bunny-un-verano-sin-ti-1-feito-raro-billboard/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">por mais de dez semanas consecutivas e somando mais de oito bilhões de reproduções no </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/bad-bunny-bate-8-bilhoes-de-plays-com-o-album-un-verano-sin-ti,a066251615f5ce7991a9af0ec4ad138a5qcv6q49.html"><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não seria exagero dizer que Bad Bunny fez história ao lançar seu novo projeto. Utilizando do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que tem suas raízes na música caribenha &#8211; lugar de onde o cantor veio, e distinguindo o álbum em parte A (alegre e solar) e B (tranquila e reflexiva), o cantor separa ao ouvinte o melhor de sua produção musical. Levando sua cultura e influências a um nível global, com participações de conterrâneos em suas canções, Bad Bunny entrega um trabalho completo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu quarto e mais recente trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Un Veterano Sin Ti</span></i><span style="font-weight: 400;">, o cantor trabalha temas de maior vulnerabilidade, falando sobre sentimentos e a relação entre dor e entrega. Se a proposta de cantar e trabalhar temas como saudade e o encontro de um novo amor desde seu álbum de lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">X 100pre</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), nesse álbum elas estão ainda mais escancaradas e ainda melhores trabalhadas. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wAjHQXrIj9o"><span style="font-weight: 400;">O ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> está ali, disponível aos que se propõe a adentrar essa jornada </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Tarot, Otro Atardecer e Ojitos Lindos</p>
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<figure id="attachment_30429" aria-describedby="caption-attachment-30429" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30429" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-800x800.jpg" alt="Capa do álbum WE da banda Arcade Fire. Nela, temos um close em um olho. Porém, o olho em questão é composto somente da pupila e da íris, sem a parte branca." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire.jpg 1100w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30429" class="wp-caption-text">Após as mudanças de ares dos álbuns anteriores, WE é a constatação de que em time que se está ganhando, não se mexe (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arcade Fire &#8211; WE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Arcade Fire que nós queríamos e precisávamos está de volta. Com referência clara a obra distópica de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r4-9Ntpii8o&amp;ab_channel=PipocaMusical"><span style="font-weight: 400;">mesmo nome</span></a><span style="font-weight: 400;"> do escritor russo Yevgeny Zamyatin, o sexto álbum de estúdio do grupo canadense retorna as origens da banda. Cinco anos após o divisivo </span><i><span style="font-weight: 400;">Everything Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">WE</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a amarração dos diferentes Arcade Fire que surgiram nesses quase 20 anos de estrada. O disco também marcou a saída de Will Butler (irmão do </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i><span style="font-weight: 400;"> Win) da banda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa vez, a crítica do álbum cai sobre uma sociedade totalmente exposta e incerta. Dentre suas faixas com várias partes, a obra é dividida em duas metades: I e We. A primeira trata de ansiedade, medo, distanciamento e solidão. O contexto fica ainda mais evidente ao perceber que o álbum foi maturado durante a pandemia de covid-19, o que faz com que faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IEh4Vfzow5U&amp;ab_channel=ArcadeFireVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Age of Anxiety I</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">batam mais forte. Já a segunda metade, fala do desejo de união tratando-o como distópico, como pode ser percebido em </span><i><span style="font-weight: 400;">Unconditional II (Race and Religion)</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, repetindo uma característica do Arcade Fire de trazer grandes nomes para sua produção, conta com a participação do lendário Peter Gabriel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda une o </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock </span></i><span style="font-weight: 400;">com o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> como ninguém, fazendo da produção uma experiência catártica que é consciente ao guiar as emoções dos ouvintes através de suas faixas. Por essa razão, o disco nos lembra e lembra o próprio grupo o potencial que eles têm como coletivo e banda de arena, sendo extremamente performáticos, experimentais e sensoriais, da mesma forma que os garantiu sucesso. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">WE</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos traz de volta o Arcade Fire que não tem medo de ser Arcade Fire. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Age of Anxiety I, Age of Anxiety II (Rabbit Hole) </span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;">Unconditional II (Race and Religion)</span></p>
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<figure id="attachment_30430" aria-describedby="caption-attachment-30430" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-3.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-3.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-3-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30430" class="wp-caption-text">Os californianos fazem as pazes com o passado e exalam Amor Ilimitado (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Red Hot Chili Peppers &#8211; Unlimited Love</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de uma década depois, o guitarrista John Frusciante retorna às origens californianas e quebra o silêncio de seis anos na fábrica dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Chili Peppers.</span></i><span style="font-weight: 400;"> O calouro </span><a href="https://personaunesp.com.br/unlimited-love-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Unlimited Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conquistou o </span><span style="font-weight: 400;">primeiro lugar na Billboard 200 e atingiu a segunda estreia no topo desde o aclamado </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_msLrRDnvxVk6L-DH6OWH2-RWIu3x2sgPQ"><i><span style="font-weight: 400;">Stadium Arcadium</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006). O sucesso foi responsável por </span><span style="font-weight: 400;">reacender o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E5HLF92vf9U"><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> martelante</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua dinâmica original e alcançar o maior desejo dos fãs: trazer de volta o que faltava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco é uma experiência gratificante, responsável por deixar aquele gostinho de quero mais A</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/por-que-john-frusciante-voltou-ao-red-hot-chili-peppers/"><span style="font-weight: 400;"> volta de Frusciante</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que o quinteto californiano reencontrasse o dinamismo que supera o de bandas com metade de sua idade. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">Chili Peppers</span></i><span style="font-weight: 400;"> fazem as pazes com o passado e redescobrem sua química sonora de maneira intensa. A nostalgia do amor cura toda a saudade e acolhe com imensa familiaridade </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JnfyjwChuNU"><span style="font-weight: 400;">o som Ilimitado</span></a><span style="font-weight: 400;"> que apenas os californianos sabem produzir. </span><b>&#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas Favoritas</strong>: She’s a Lover, Black Summer e Here Ever After</span></p>
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<figure id="attachment_30428" aria-describedby="caption-attachment-30428" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum autointitulado Wet Leg. Nela encontramos a imagem de duas mulheres brancas, de costas e abraçadas, entrelaçando um dos braços pela costa da outra. A mulher da esquerda da imagem é loira, veste uma camiseta azul marinho e uma saia xadrez nas cores cinza, branco e verde; com listras amarelas e azuis. A mulher da esquerda tem cabelos pretos que,à medida que vão chegando às pontas, vão ficando ruivos. Ela veste uma camisa branca e uma saia social na cor azul marinho clara." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-2048x2048.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-1200x1200.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30428" class="wp-caption-text">Desde sua estreia, o grupo sempre figura nas listas de artista revelação, incluindo o Mercury Prize e dividindo espaço com Anitta na categoria Best New Artist do Grammy (Foto: Domino Recording)</figcaption></figure>
<p><b>Wet Leg &#8211; Wet Leg </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O (</span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">) </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> não morreu! Em um gênero de dominação masculina, principalmente de sua vertente britânica, é da estreia do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> feminino que ecoa a revitalização do estilo. Naturais da Ilha de Wright, pequeno </span><a href="https://vermelho.org.br/2020/08/27/a-surpreendente-historia-do-festival-da-ilha-de-wight-de-1970/"><span style="font-weight: 400;">reduto da contracultura</span></a><span style="font-weight: 400;"> inglesa no século passado, Rhian Tisdale e Hester Chambers confirmam toda a expectativa depositada pela indústria quando </span><i><span style="font-weight: 400;">Chaise Longue</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto, despontou ainda em 2021. Não à toa, Wet Leg logo caiu nas graças da crítica e, replicando os expoentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> no início do século XXI, vem conquistando o público através do boca a boca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fusionando o que de melhor foi criado na cultura fonográfica britânica, o autointitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Wet Leg</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria contrastes interessantíssimos, resultando nas enérgicas e cativantes </span><i><span style="font-weight: 400;">Chaise Longue, Too Late Now </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tjpgJjdk52c&amp;ab_channel=WetLegVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Wet Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; que dividem espaço perfeitamente com passagens mais íntimas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Loving You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Piece of Shit</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por mais rico que pareça, o ouro do álbum é justamente não estar preocupado com essa imagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A postura despreocupada do grupo ganha forma em um produto que apresenta ótimas letras ironicamente irreverentes e recheadas de originalidade. Mesmo dentro da fórmula guitarra, baixo e bateria do </span><a href="https://universoretro.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-garage-rock-confira-tambem-10-sons-de-cabeceira/"><i><span style="font-weight: 400;">garage rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele consegue passear e experimentar dentro dessa vertente. O resultado é um registro de um </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> que não quer rebuscar conceitos ou ousar em questão de complexidade, mas somente fazer Música pela Música. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Wet Dream</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Chaise Longue</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Oh No</span></p>
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