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	<title>Arquivos Ali Hazelwood &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Ali Hazelwood &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Maio de 2024</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 19:36:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se apaixonar e se encantar por um livro pela primeira vez é uma das experiências mais marcantes de qualquer leitor. Seja fantasia, drama ou romance, as narrativas literárias transportam o público para as páginas e escritos de um autor. Por isso, o Estante do Persona deste mês celebra as primeiras indicações dos novos membros da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Maio de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33467" aria-describedby="caption-attachment-33467" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33467" class="wp-caption-text">Em Maio, o Estante do Persona faz ode aos inícios (Texto de abertura por: Guilherme Machado Leal/ Artes: Julia Rodrigues)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se apaixonar e se encantar por um livro pela primeira vez é uma das experiências mais marcantes de qualquer leitor. Seja fantasia, drama ou romance, as narrativas literárias transportam o público para as páginas e escritos de um autor. Por isso, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><b>Estante do Persona</b></a><span style="font-weight: 400;"> deste mês celebra as primeiras indicações dos novos membros da Editoria com uma lista seleta de obras marcantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De suspenses literários brasileiros a clássicos mundiais, as recomendações atravessam os mais variados gêneros e atingem todos os públicos. Entre histórias em quadrinhos e livros sobre a iminência da vida adulta, algo que une todas as indicações do mês de Maio é o amor pela Literatura e pelas histórias contadas. Das narrativas infantojuvenis às poesias profundas de </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2022/02/quem-foi-sylvia-plath-e-qual-sua-importancia-para-literatura.html"><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cardápio de obras literárias oferece arcos envolventes de personagens e tramas de tirar o fôlego. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, para este mês, as indicações se pautam em liberdade. Drama, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/vitrine/distopia-8-obras-obrigatorias-para-os-entusiastas-do-genero.phtml"><span style="font-weight: 400;">distopia</span></a><span style="font-weight: 400;">, aventura e muitos outros gêneros são encontrados no Estante do Persona de maio. Pegue uma pipoca, se aconchegue e se prepare para receber inúmeras recomendações de narrativas literárias. Do tradicional ao moderno, a lista a seguir é para quem pode se chamar de ávido leitor!</span></p>
<p><span id="more-33455"></span></p>
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<figure id="attachment_33457" aria-describedby="caption-attachment-33457" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33457" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2.jpg" alt="Capa do livro Uma Família Feliz. O nome do autor, em letras maiúsculas e na cor preta, está centralizado na parte superior da capa. Logo abaixo do nome, encontra-se a cabeça de um bebê reborn de perfil. O bebê reborn tem um coração desenhado no pescoço e os olhos rabiscados. Abaixo da ilustração da cabeça do bebê reborn, está o título do livro: Uma Família Feliz. Na parte direita, no canto inferior, encontra-se a logo da editora Companhia das Letras. O fundo da capa é rosa e possui ilustrações que se assemelham a um papel de parede infantil, com nuvens, luas minguantes e estrelas." width="666" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2-533x800.jpg 533w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33457" class="wp-caption-text">&#8220;A história absurda e violenta que se escuta da amiga de uma amiga&#8221; (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Raphael Montes &#8211; Uma Família Feliz (352 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novelista, roteirista e escritor </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vilarejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Raphael Montes</span></a><span style="font-weight: 400;"> está de volta com uma nova narrativa repleta de suspense e mistério. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Família Feliz</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor nos apresenta Eva, uma artesã que faz bebês reborn e se descobre grávida de uma criança real, o primogênito Lucas. O núcleo familiar aparentemente perfeito conta ainda com as enteadas gêmeas, Sara e Ângela, e o marido, Vicente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um condomínio de luxo onde as aparências enganam, a vida dos sonhos da família nos moldes de comercial de margarina se torna um pesadelo quando o recém-nascido Luquinhas e suas irmãs idênticas aparecem violentados. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vilarejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">reviravoltas a cada capítulo,</span></a><span style="font-weight: 400;"> até o personagem mais inocente é considerado suspeito pela protagonista, que, inclusive, passa a desconfiar de si mesma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sucesso de crítica e público, o livro ganhou uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><span style="font-weight: 400;">adaptação audiovisual homônima</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrelada por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini na pele do disfuncional casal que fisgou os vorazes leitores de Raphael Montes. O roteiro do longa-metragem é assinado pelo autor da trama literária que inspirou o filme. Outras obras do escritor, inclusive, já foram adaptadas para o audiovisual, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Dia, Verônica </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://oglobo.globo.com/play/series/noticia/2023/07/21/livro-de-raphael-montes-vai-virar-serie-no-globoplay-saiba-quem-esta-fazendo-o-projeto.ghtml#:~:text=%E2%80%9CDias%20perfeitos%E2%80%9D%2C%20de%20Raphael,passagem%20pela%20HBO%20Max%2C%20dirigir%C3%A1.&amp;text=Montes%20atua%20como%20supervisor%20da,com%20produ%C3%A7%C3%A3o%20da%20RT%20Features."><i><span style="font-weight: 400;">Dias Perfeitos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  </span><b>&#8211; Felipe Nunes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33459" aria-describedby="caption-attachment-33459" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1.jpg" alt="capa do livro Os Diários de Sylvia Plath. Nela, está uma foto da escritora sentada em uma cadeira num jardim. O enquadramento da imagem permite que visualizemos apenas a parte superior do corpo de Sylvia Plath, que não olha diretamente para a câmera - vemos o seu perfil. A autora veste um top branco de renda, com uma flor vermelha presa em seu elástico de cima, enquanto segura um dente-de-leão e olha para ele. Além disso, Plath, mulher branca de cabelos loiros e curtos, está de batom vermelho - mesma cor de seu esmalte. Na foto, ela aparenta falar algo e o dia parece ensolarado. O título do livro posiciona-se entre o rosto da escritora e sua mão - segurando o dente-de-leão. Abaixo do título, há informações adicionais: anos em que os diários foram escritos e o nome de Karen V. Kukil, responsável pela organização deles. A logo da Editora Biblioteca Azul está no canto inferior direito. " width="682" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1.jpg 682w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1-546x800.jpg 546w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33459" class="wp-caption-text">“De repente, penso ‘onde está a garota que eu era ano passado? Há dois anos? O que ela pensaria de mim agora?’” (Foto: Editora Biblioteca Azul)</figcaption></figure>
<p><b>Sylvia Plath &#8211; Os Diários de Sylvia Plath (840 páginas, Editora Biblioteca Azul)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A coletânea </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Diários de Sylvia Plath</span></i><span style="font-weight: 400;">, publicada em novembro de 2017, reproduz os manuscritos originais que a enigmática escritora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCWl8ZIgCHk"><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath</span></a><span style="font-weight: 400;"> redigiu entre os últimos anos de sua vida &#8211; de 1950 a 1962. A leitura, por sua vez, assinala os meandros do amadurecimento feminino, bem como a inquietude de </span><a href="https://www.poetryfoundation.org/poets/sylvia-plath"><span style="font-weight: 400;">uma das maiores poetisas do século XX</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com suas reflexões, Plath revela a genialidade com que lidava e escrevia sobre as angústias mais íntimas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a tradução de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/colaborador/00588/celso-nogueira"><span style="font-weight: 400;">Celso Nogueira</span></a><span style="font-weight: 400;">, os diários da autora servem como um alívio: ela possui a notória habilidade de converter sentimentos, muitas vezes indescritíveis, em palavras. Os pensamentos melancólicos, comportamentos excêntricos e questionamentos existenciais, de forma inesperada, são reconfortantes. Através deles, Sylvia Plath reforça a mensagem de que não estamos sós na escuridão de nossa subjetividade. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
<hr />
<p><figure id="attachment_33460" aria-describedby="caption-attachment-33460" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33460" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1.jpg" alt="Capa do livro Diário de uma paixão, escrito por Nicholas Sparks. Publicado pela editora Arqueiro. A imagem de fundo é uma fotografia de uma mulher adulta de frente para o mar. Ela está agachada em um deck e se segura em uma estrutura que remete a uma escada submersa na água. Ela usa um vestido vermelho, seu cabelo está preso em um coque com uma flor. No topo da capa lê-se &quot;o amor é a força mais poderosa do universo&quot;. Foram vendidas mais de 100 milhões de cópias do livro." width="696" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1-557x800.jpg 557w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33460" class="wp-caption-text">“[&#8230;] O meu nome, em breve, será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.” (Foto: Editora Arqueiro)</figcaption></figure><b>Nicholas Sparks – Diário de uma Paixão (256 páginas, Editora Arqueiro)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1996, </span><a href="https://nicholassparks.com/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Sparks</span></a><span style="font-weight: 400;"> escreveu em seis meses o premiado </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de uma Paixão</span></i><span style="font-weight: 400;">, que passou 56 semanas na lista de </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://www.nytimes.com/1996/12/01/books/best-sellers-december-1-1996.html"><i><span style="font-weight: 400;">New York Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O clássico romance, traduzido pela </span><a href="https://www.editoraarqueiro.com.br/livros/diariodeumapaixao/"><span style="font-weight: 400;">Viviane Diniz</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de Duke, um homem simples que amou muito uma pessoa sua vida inteira. Na clínica de repouso em que mora, ele lê a linda e emocionante história do casal Allie Nelson e Noah Calhoun para uma senhora com Alzheimer, à espera de um milagre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sparks é reconhecido pelos seus </span><a href="https://nicholassparks.com/work/"><span style="font-weight: 400;">diversos romances</span></a><span style="font-weight: 400;"> com escritas simples, cativantes e dramas profundos sobre o amor, e seu livro de estréia não podia ser diferente. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de uma Paixão</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor nos leva a questionar o que vale mais: uma vida estável ou a emoção de um amor de verão que sempre ficou na sua cabeça. Apesar de o início da obra não conter tanta riqueza e descrição das cenas, o livro termina com uma amarração perfeita. Podemos compreender Duke e nos solidarizar com toda a sua história, esperando, um dia, amar alguém como ele amou. – </span><b>Marina Iwashita Canelas</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33461" aria-describedby="caption-attachment-33461" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel.jpg" alt="Capa do livro As vantagens de ser invisível. No centro da imagem vemos o desenho da silhueta de um garoto em cima de uma caminhonete. Seus braços estão erguidos para o alto como se estivesse sendo liberto e ficando livre de qualquer sentimento ruim. Na parte superior, o título da obra está escrito em letras pretas, o nome do autor aparece na cor branca. O nome da Editora Rocco encontra-se na parte inferior direita da imagem, na cor verde limão. Na parte esquerda central lê-se “nova edição com trecho inédito”, já na parte inferior esquerda está escrito “o livro que inspirou o filme”, em branco. A capa da obra é verde com detalhes em tons variados." width="690" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel.jpg 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel-552x800.jpg 552w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33461" class="wp-caption-text">“Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.” (Foto: Editora Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Stephen Chbosky &#8211; As vantagens de ser invisível (224 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">best sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> mundiais, </span><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Stephen Chbosky, é um romance epistolar que aborda o </span><a href="https://medium.com/@renato.alm/profundidade-e-delicadeza-para-se-compreender-as-vantagens-de-ser-invis%C3%ADvel-60172a262465"><span style="font-weight: 400;">drama adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;"> da maneira mais sincera possível. A obra, traduzida por Ryta Vinagre, conta a história de Charlie, um garoto introvertido que escreve cartas a um </span><i><span style="font-weight: 400;">querido amigo</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma pessoa anônima. Com uma construção muito bem equilibrada, a história é intimista e envolvente, o que permite ao leitor acompanhar de perto o crescimento emocional e psicológico do protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Através de suas cartas, Charlie revela seus desafios de adaptação à sua nova escola, encontrando amizades significativas. Em</span> <a href="https://letras.biblioteca.ufrj.br/as-vantagens-de-ser-invisivel-stephen-chbosky/"><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Chbosky conta uma história honesta e emocionante sobre os desafios da adolescência, sobre o enfrentamento de demônios internos e até mesmo sobre a paixão não correspondida. Em 2012, a obra chegou a ser relida nas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mgzV9aSS2y0&amp;pp=ygUmdHJhaWxlciBhcyB2YW50YWdlbnMgZGUgc2VyIGludmlzw612ZWw%3D"><span style="font-weight: 400;">telas do cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta com Logan Lerman, Ezra Miller e Emma Watson no elenco. </span><b>&#8211; Vitória Borges</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33462" aria-describedby="caption-attachment-33462" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1.jpg" alt="Capa do livro legend. Na parte superior está escrito “Autora bestseller do New York Times” em dourado. Ainda na parte superior, logo abaixo, está escrito “Marie Lu” em dourado. Na parte central está um símbolo criado para representar a República. O símbolo é contornado por uma cor dourada. A letra “R” está no centro do símbolo. Acima dele está uma estrela. Na parte inferior está escrito “Legend” em dourado. Mais abaixo está escrito “A verdade se tornará lenda” em preto. Mais abaixo está escrito “Rocco” em dourado." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33462" class="wp-caption-text">Legend é o primeiro livro de uma trilogia, que se completa com as obras Prodigy e Champion &#8211; alguns anos depois a autora publicou Rebel, uma continuação direta da trilogia (Foto: Editora Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Marie Lu &#8211; Legend (256 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um contexto em que se publicava e produzia muitos livros e filmes sobre</span> <a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/colunistas/ygor-palopoli/jogos-vorazes-e-a-febre-das-distopias-adolescentes,988c2e1080138d62a459f18bcb169a6e9uj87hvf.html"><span style="font-weight: 400;">distopias adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://marielu.com/"><span style="font-weight: 400;">Marie Lu</span></a> <span style="font-weight: 400;">escreveu </span><i><span style="font-weight: 400;">Legend, </span></i><span style="font-weight: 400;">um livro menos lembrado que outros clássicos infanto-juvenis recentes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Divergente </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No entanto, isso não o torna menos qualificado. Apesar de manter alguns elementos típicos das distopias, a escritora utiliza os clichês a favor da sua trama e não como muleta narrativa. É importante destacar que a responsabilidade de traduzir para o público brasileiro ficou por conta da muito competente Andréia Castro Alves. Marie Lu também se diferencia ao colocar o romance como o ponto central da obra, em que todas as mudanças na narrativa se dão em torno do amor dos dois protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra divide os capítulos entre os pontos de vista dos dois protagonistas: Day e June. Day é um fora da lei, que vive à margem da sociedade e comete crimes para sobreviver e ajudar a sua família. June é uma prodígio da República, que vive na parte mais abastada da sociedade. O destino junta os dois, quando o irmão de June é assassinado e Day se torna o principal suspeito. A obra traz tudo que se pode esperar de uma </span><a href="https://bvl.org.br/noticia/distopia-e-um-genero-ou-tema-literario#:~:text=Al%C3%A9m%20dessas%2C%20h%C3%A1%20outras%20caracter%C3%ADsticas,de%20comunica%C3%A7%C3%A3o%20entre%20os%20personagens"><span style="font-weight: 400;">distopia</span></a><span style="font-weight: 400;">: analisa a desigualdade e o sistema autoritário, explora a juventude dos personagens e, principalmente, envolve com o romance e o mistério </span><b>&#8211; Guilherme Moraes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33463" aria-describedby="caption-attachment-33463" style="width: 680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1.jpg" alt="Na ilustração, o personagem Diomedes está no centro, ele pula por cima do título “Diomedes” que está escrito na parte de baixo da capa, em cor preta e letras maiúsculas. O personagem é um homem branco, baixinho e gordo. Ele tem o bigode comprido. Ele usa um chapéu e um terno, ambos. A cor cinza escuro. Veste calça cinza, usa meias cano alto e usa um sapato social marrom. Na sua mão esquerda, segura uma pistola, na direita uma ferramenta pé de cabra. No fundo, a capa está dividida na vertical, a direita é na cor vermelha e a esquerda amarela. Na parte de cima está o nome do autor, Lourenço Mutarelli, logo abaixo do logo da editora Quadrinhos na Cia. Na parte de baixo, além do título, no canto direito está escrito A trilogia do acidente edição completa. " width="680" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1.jpg 680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1-544x800.jpg 544w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33463" class="wp-caption-text">Publicado pela primeira vez em 1999, Diomedes é um clássico dos quadrinhos brasileiros (Foto: Quadrinhos Na Cia.)</figcaption></figure>
<p><b>Lourenço Mutarelli &#8211; Diomedes (A trilogia do acidente) (432 páginas, Editora Quadrinhos Na Cia)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esqueça tudo que você conhece sobre detetives, Sherlock Holmes e Hercule</span><span style="font-weight: 400;"> Poirot</span><span style="font-weight: 400;"> nunca serão Diomedes (e ainda bem)! Covarde, interesseiro e com um casamento falido, o detetive particular não tem nenhuma das características do deus grego homônimo ou de qualquer detetive da ficção. </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/lourenco-mutarelli-meu-pai-e-uma-figura-central-na-minha-vida.html"><span style="font-weight: 400;">Lourenço Mutarelli</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria uma atmosfera </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> e autodepreciativa que prende o leitor em um verdadeiro enigma. O quadrinho extremamente pessoal, foi escrito no período em que o pai do autor faleceu, o escritor até assume em nota da edição que as piadas contadas pelo personagem foram contadas pelo seu pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De assassinato a magia, a história acompanha Diomedes numa caçada para encontrar o mágico Enigmo, que desapareceu. Porém, no meio da aventura, ele vai enfrentar duplas sanguinárias, detetives canalhas e aparições fantasmagóricas enquanto discute sobre a vida e felicidade. Com uma narrativa gráfica impecável e cinematográfica, o autor até indica </span><a href="https://youtu.be/d_a9SdsT3AI?si=sletKpl5n1dAhTBq"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ouvir durante a leitura nas notas de rodapé. </span><i><span style="font-weight: 400;">A trilogia do acidente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é indispensável para quem ama suspense e quadrinhos. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33464" aria-describedby="caption-attachment-33464" style="width: 296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Noivaa.jpg" alt="A capa do livro &quot;Noiva&quot; de Ali Hazelwood apresenta um fundo cinza, com desenhos de pinheiros, que remete a uma floresta. Ela é monocromática e conta com ilustrações em estilo cartoon em destaque. No centro, há um desenho em branco de uma vampira vestida de noiva. Ela é alta, pálida e magra, seus cabelos estão trançados no topo da sua cabeça com flores, que também enfeitam seu vestido leve. Ela usa batom e unhas vermelhas, e seus olhos observam algo ao seu lado. Atrás dela há o desenho em cinza de um lobo com olhos acesos, e de uma lua branca. O título &quot;Noiva&quot; está escrito na parte inferior em letras grandes e vermelhas, e o nome da autora, Ali Hazelwood, aparece na parte de cima da capa em letras da mesma cor porém menores, com descrições com propósito de marketing à sua volta. No canto inferior em branco e em letras pequenas há um comentário sobre o livro, feito por uma autora identificada por letras do mesmo tamanho porém vermelhas. " width="296" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-33464" class="wp-caption-text">Lançado em 24 de Março de 2024 pela editora Arqueiro, Noiva é o primeiro livro de fantasia de Ali Hazelwood. (Foto: Editora Arqueiro)</figcaption></figure>
<p><b>Ali Hazelwood &#8211; Noiva (368 páginas, Editora Arqueiro)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma aliança entre lados opostos e um acordo de paz. Misery Lark nunca imaginou que isso viria na forma de um casamento arranjado, e ainda mais que seu noivo fosse o chefe da matilha rival, Lowe Moreland, um lobisomem…Para encontrar sua melhor amiga desaparecida, Misery arriscaria sua própria vida em território inimigo. Mesmo sendo filha do vampiro mais poderoso, ela cresceu exilada da sociedade dos sanguinários, e mais uma vez é usada como moeda de troca para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eq0ZF7aL_F8"><i><span style="font-weight: 400;">“um bem maior”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a perigos, políticas e alianças entre vampiros e licanos, surge também uma atração inesperada. Em</span> <a href="https://www.amazon.com.br/Noiva-Ali-Hazelwood/dp/6555656034"><i><span style="font-weight: 400;">Noiva</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traduzido por Raquel Zampil, Ali Hazelwood consegue trazer mistério, ação e romance em um formato intrigante. Mas afinal, uma paixão paranormal entre inimigos mortais pode ao fim resultar em paz? A aliança mais perigosa a se fazer talvez seja aquela acidental… E que melhor reviravolta se não o amor?</span><b> &#8211; Léa Secchi</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33465" aria-describedby="caption-attachment-33465" style="width: 305px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Girls-like-girls.jpg" alt="Capa do livro Girls Like Girls: Uma História de Amor Entre Garotas. Na foto, o título do livro está escrito com fonte branca na parte central superior da capa. O subtítulo aparece ao lado direito em um tom rosa. A capa apresenta duas meninas. Da esquerda para direita, uma menina de cabelos marrons com uma camiseta listrada e uma garota de cabelos escuros com uma jaqueta jeans. Elas estão se olhando, estão de mãos dadas e estão sentadas. Ao fundo da imagem, no canto inferior esquerdo da capa, há uma bicicleta. Além disso, a paisagem é composta por árvores e arbustos. Na parte central inferior da capa, o nome da autora Hayley Kiyoko aparece com uma fonte branca. Ao lado do nome da autora, há o nome da Editora Intrínseca em uma fonte branca com um círculo roxo ao lado." width="305" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-33465" class="wp-caption-text">Girls Like Girls fala sobre a descoberta da própria sexualidade e é perfeito para meninas LGBTQIAPN+ (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Hayley Kiyoko &#8211; Girls Like Girls: Uma História de Amor entre Garotas (320 páginas, Editora Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musicas-que-viraram-livros-conheca-historia-de-girls-like-girls-e-mais-romances-vindos-de-cancoes,b6027b455815c3d8992e295ba35526cb4vkejqzc.html"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Hayley Kiyoko, traduzido por Helen Pandolfi no Brasil, acompanha Coley, uma adolescente cuja vida muda drasticamente após perder a mãe. Carregando um peso emocional enorme, ela embarca em uma jornada de autoconhecimento enquanto enfrenta o luto. Surge então Sonya, uma jovem popular com uma influência cativante, destacando-se por sua bondade, compaixão e genuíno cuidado com os outros, desafiando os estereótipos associados aos populares da escola.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora presenteia o leitor com uma narrativa sincera, o levando para uma viagem nostálgica à adolescência, em busca de aceitação e amor verdadeiro. A obra preenche uma lacuna na jornada de autoconhecimento, entregando uma história cativante que faz com que o público perca a noção do tempo, nos deixando ocasionalmente felizes batendo os pés na cama. Agradecemos a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I0MT8SwNa_U"><span style="font-weight: 400;">Hayley Kiyoko </span></a><span style="font-weight: 400;">por esse presente carinhoso! </span><b>&#8211; Eloah Kaway</b></p>
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		<title>Os Melhores Livros de 2022</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Mar 2023 23:22:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No último ano, a editoria de Literatura foi uma das áreas que se consolidou no Persona. A parceria com a Companhia das Letras recebeu uma melhoria, nos tornando Parceiros Fixos. Como resultado, mais de 30 livros foram resenhados em 2022, e a grande maioria foram obras lançadas pela editora. Nós também ficamos de olho em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-livros-de-2022/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Livros de 2022"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30219" aria-describedby="caption-attachment-30219" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30219 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_livros22.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_livros22.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_livros22-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_livros22-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30219" class="wp-caption-text">Entre o melhor da Literatura em 2022, tivemos a tradução da obra póstuma de David Foster Wallace, novas edições de Shirley Jackson e o romance de estreia de Jarid Arraes (Arte: Henrique Marinhos/Texto de Abertura: Bruno Andrade)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No último ano, a editoria de Literatura foi uma das áreas que se consolidou no </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. A parceria com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/"><i><span style="font-weight: 400;">Companhia das Letras</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> recebeu uma melhoria, nos tornando Parceiros Fixos. Como resultado, mais de 30 livros foram resenhados em 2022, e a grande maioria foram obras lançadas pela editora. Nós também ficamos de olho em eventos literários, como o Nobel de Literatura, e nosso Clube de Leitura e Estante do Persona se revitalizaram. Como um balanço do que foi o ano passado para o projeto – e para a Literatura no mundo –, chegamos com </span><b>Os Melhores Livros de 2022</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos dias 2 ao 10 de Julho, membros da nossa Editoria cobriram a 26ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Bienal Internacional do Livro de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, que ocorreu no Expo Center Norte. Dentre os destaques, a Homenagem a José Saramago – que completaria 100 anos em 2022 –, feita por </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-pediatra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andréa Del Fuego</span></a><span style="font-weight: 400;">, José Luís Peixoto e Jeferson Tenório, e a presença de Paulina Chiziane e Valter Hugo Mãe, marcaram a última edição do festival.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O evento, na verdade, teve dupla celebração: além do </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">centenário</span></a><span style="font-weight: 400;"> do único escritor de língua portuguesa a receber o Nobel de Literatura, 2022 também marcou o bicentenário da Independência do Brasil. Dessa forma, a celebração se deu na forma de reconhecimento da identidade linguística, que une continentes através do idioma em comum, e contou também com a presença do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Maio, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Companhia das Letras </span></i><span style="font-weight: 400;">publicou a tradução</span><i><span style="font-weight: 400;"> O rei pálido</span></i><span style="font-weight: 400;">, romance póstumo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/graca-infinita-critica/"><span style="font-weight: 400;">David Foster Wallace</span></a><span style="font-weight: 400;">, finalista do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pulitzer </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2012 e que estava em processo de tradução desde 2014. Pela mesma casa editorial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sátántangó</span></i><span style="font-weight: 400;">, do húngaro László Krasznahorkai, finalmente chegou ao mercado editorial brasileiro. Eterno favorito ao Nobel de Literatura, esse é o primeiro livro do autor publicado no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, falando da premiação, 2022 foi o ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><span style="font-weight: 400;">Annie Ernaux</span></a><span style="font-weight: 400;">. A escritora francesa foi a grande vencedora do Nobel de Literatura, e foi tema do nosso Clube do Livro meses antes de sua consagração. Em Novembro, ela veio ao Brasil para participar da Festa Literária de Paraty (Flip), onde dividiu uma mesa com Geovani Martins, autor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Via Ápia</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além das entrevistas com os escritores </span><a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-tobias-carvalho/"><span style="font-weight: 400;">Tobias Carvalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-daniel-galera/"><span style="font-weight: 400;">Daniel Galera</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> também foi representado no </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i> <a href="https://open.spotify.com/episode/1dOTIWtNNlDelSVX5VXmVd?si=5c66a84ee3a34f81"><i><span style="font-weight: 400;">Clube</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Rádio Companhia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Companhia das Letras</span></i><span style="font-weight: 400;">, no papo sobre os 10 anos de lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Barba ensopada de sangue</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Galera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abaixo, você confere a lista das obras que marcaram os membros da Editoria e nossos colaboradores no ano de 2022, com gêneros e estilos para todos os gostos. Seja qual for a sua escolha, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> segue defendendo a pluralidade, irreverência e emancipação propiciada pelos livros. Boa leitura!</span></p>
<p><span id="more-30157"></span></p>
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<figure id="attachment_30182" aria-describedby="caption-attachment-30182" style="width: 702px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30182 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/oacontecimento-702x1024.jpg" alt="Capa do livro O Acontecimento. Na imagem, o nome da autora é dividido em dois retângulos. O primeiro está na porção superior na horizontal, é cinza e tem o nome Annie grafado em preto. O segundo está na vertical à direita da página, tem a cor verde e o nome Ernaux escrito em preto. Na parte esquerda e central, há uma foto acinzentada de Annie com um vestido marrom, ela tem pele branca, cabelos escuros e olhos azuis. Há ainda, na porção inferior da capa, um quadrado azul seguido de um retângulo verde escuro com o título do livro e um retângulo amarelo com o nome da editora" width="702" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/oacontecimento-702x1024.jpg 702w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/oacontecimento-548x800.jpg 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/oacontecimento-768x1121.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/oacontecimento-1052x1536.jpg 1052w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/oacontecimento.jpg 1754w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30182" class="wp-caption-text">Chegando ao Brasil em 2022 pela editora Fósforo, O Acontecimento foi primeiramente publicado na França nos anos 2000 (Foto: Fósforo)</figcaption></figure>
<p><b>Annie Ernaux – O Acontecimento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">O que vale é a qualidade e não a quantidade</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa frase serve para definir a ponta do </span><i><span style="font-weight: 400;">iceberg</span></i><span style="font-weight: 400;"> da catarse que Annie Ernaux provoca com suas meras 80 páginas na obra </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Acontecimento</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ambientado em 1963, o livro possui caráter autobiográfico, trazendo a passagem de quando, aos 23 anos, a autora engravidou, contra seu desejo, de seu namorado à época. Quarenta anos depois, Ernaux usa toda a força para destrinchar o capítulo de vida em que, sozinha, buscou meios para realizar o aborto de maneira clandestina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhuma mulher faz aborto sorrindo, e </span><a href="https://www.fosforoeditora.com.br/autores/annie-ernaux/"><span style="font-weight: 400;">Ernaux</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das principais vozes feministas da contemporaneidade, para esclarecer toda a profundeza de sentimentos envolvidos, se arma de seu bem maior: as palavras. Aqui não existe a intenção de criar um teatro ou trazer subjetividade em relação às escolhas feitas sob o próprio corpo; a autora é direta e honesta em contar publicamente sua história. Acima disso, a imersão criada pela análise de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Acontecimento</span></i><span style="font-weight: 400;"> leva o leitor a refletir sobre como as leis imperam nos corpos femininos. Esse dom e coragem de Annie Ernaux na produção de textos tão crus e carregados de uma verdade ímpar, ao mesmo tempo comum a sociedade, a tornou vencedora do </span><a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2022/10/06/escritora-francesa-annie-ernaux-ganha-nobel-de-literatura.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nobel de Literatura de 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_30166" aria-describedby="caption-attachment-30166" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30166 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91GUAuE16lL-683x1024.jpg" alt="Capa do livro Manifesto. A capa mostra uma pintura da autora Bernardine Evaristo do peito para cima. Ela é uma mulher negra, aparentando cerca de 50 anos, com cabelos pretos, vestindo uma camisa rosa clara e uma jaqueta vinho. Na parte superior central, vemos as palavras “da autora de garota, mulher, outras”, em uma letra sem serifa e em caixa alta, em branco. Na parte inferior central, vemos as palavras “manifesto” e, abaixo, “sobre nunca desistir”, em uma letra sem serifa e em caixa alta, em branco. Abaixo, alinhado à esquerda, vemos as palavras “bernardine evaristo”, em uma fonte sem serifa, em caixa alta e em um tom esverdeado claro. À direita, vemos o logo da Companhia das Letras em branco." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91GUAuE16lL-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91GUAuE16lL-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91GUAuE16lL-768x1151.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91GUAuE16lL-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91GUAuE16lL-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91GUAuE16lL.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30166" class="wp-caption-text">Pela tradução de Camila von Holdefer, um diário de Bernardine Evaristo ganha corpo em Manifesto (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Bernardine Evaristo &#8211; Manifesto: Sobre nunca desistir</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Consolidada autora de ficção e não-ficção, professora de escrita criativa e presidente da </span><i><span style="font-weight: 400;">Royal Society of Literature</span></i><span style="font-weight: 400;">, a principal organização literária da Grã-Bretanha, em 2019 Bernardine Evaristo se consagrou no mercado editorial com o troféu do </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2019/10/15/margaret-atwood-e-bernardine-evaristo-recebem-booker-prize.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Booker Prize</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o maior prestígio da literatura inglesa, por </span><a href="https://personaunesp.com.br/garota-mulher-outras-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Garota, Mulher, Outras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Muito antes da fama e dos louros, a escritora britânica era uma iniciante como qualquer autor, o que ela narra no livro de memórias </span><i><span style="font-weight: 400;">Manifesto: Sobre nunca desistir</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na obra, publicada pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/"><i><span style="font-weight: 400;">Companhia das Letras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Evaristo percorre os caminhos que a levaram a sua literatura atual: seu modo de escrita, suas convicções acerca do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/08/entenda-como-bernardine-evaristo-ganha-o-mundo-com-livros-sem-se-curvar-a-regras.shtml"><span style="font-weight: 400;">mercado editorial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e suas inspirações mudaram desde que saiu da casa de sua grande família, e a influenciaram a compor sua prosa como é hoje. Atingindo seu ápice ao mergulhar mais profundamente do que o leitor testemunha na leitura, a inglesa perpassa o que, antes de pegar o papel e caneta, a formou como pessoa.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Manifesto</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é, literalmente, o manifesto de Bernardine Evaristo. De origem nigeriana, a autora repassa seus anos de criança e adolescência, vivendo em uma casa com muitos irmãos e pouca individualidade, e descobrindo sua própria identidade &#8211; aqui, tanto como mulher negra, filha de mãe branca, quanto sua orientação sexual, ideologia política e social. Sensível, sincero e direto,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Manifesto: Sobre nunca desistir </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece uma janela aberta a vida de uma das mais importantes e </span><a href="https://brasil.elpais.com/babelia/2020-06-12/bernardine-evaristo-o-black-lives-matter-e-o-metoo-ja-mudaram-a-sociedade.html"><span style="font-weight: 400;">relevantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> escritoras contemporâneas vivas. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_30197" aria-describedby="caption-attachment-30197" style="width: 701px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30197 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71GoOoh2K1L-701x1024.jpg" alt="Capa do livro A Vergonha. Na capa está uma foto em preto e branco dos pais de Annie. Ao redor há blocos retangulares coloridos em azul, roxo, vermelho, amarelo e verde. Cada um desses blocos abriga uma palavra: A está no azul; Vergonha está no roxo; Annie está no vermelho; Ernaux está no amarelo; e Fósforo, o nome da editora, está no verde" width="701" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71GoOoh2K1L-701x1024.jpg 701w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71GoOoh2K1L-548x800.jpg 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71GoOoh2K1L-768x1121.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71GoOoh2K1L-1052x1536.jpg 1052w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71GoOoh2K1L.jpg 1618w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30197" class="wp-caption-text">Em A Vergonha, a ganhadora do Nobel de Literatura de 2022 desvenda as próprias relações familiares (Foto: Fósforo)</figcaption></figure>
<p><b>Annie Ernaux &#8211; A Vergonha</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A criadora da </span><a href="https://jornal.usp.br/cultura/o-reconhecimento-as-autossociobiografias-de-annie-ernaux/"><span style="font-weight: 400;">autossociobiografia</span></a><span style="font-weight: 400;">, Annie Ernaux, já se mostrou uma mestre em contar histórias da própria vida de um jeito cru e subversivo. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> A Vergonha</span></i><span style="font-weight: 400;">, a autora não abandona esse viés e traduz milimetricamente os eventos que rodearam sua infância. Vivendo na Normandia com 12 anos, o livro começa com um evento traumático ocorrido em uma tarde de domingo na casa dela e, a partir disso, somos expostos a desenrolares absurdos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo é contado com ritmo permanente e com uma clássica mistura de reflexão e literalidade, já conhecidas em outros textos de Annie, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Acontecimento</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Lugar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem precisar de recursos dramáticos, a obra – traduzida por Marília Garcia – nos coloca no cerne das coisas que constróem a tal </span><i><span style="font-weight: 400;">vergonha </span></i><span style="font-weight: 400;">na forma de um constrangimento acerca do próprio existir. Assim, a leitura das 88 páginas nos dói, mesmo sem tal intenção. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Vergonha</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um tiro, rápido e fatal. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_30161" aria-describedby="caption-attachment-30161" style="width: 697px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30161 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dnNIG0p1L-697x1024.jpg" alt="" width="697" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dnNIG0p1L-697x1024.jpg 697w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dnNIG0p1L-545x800.jpg 545w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dnNIG0p1L-768x1128.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dnNIG0p1L-1046x1536.jpg 1046w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dnNIG0p1L.jpg 1731w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30161" class="wp-caption-text">O livro recebeu uma edição comemorativa de 10 anos, com apresentação de Carol Bensimon e posfácio de Júlio Pimentel (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Daniel Galera &#8211; Barba ensopada de sangue (Edição Especial de 10 anos)</b></p>
<p><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211289/barba-ensopada-de-sangue-edicao-especial-de-10-anos"><i><span style="font-weight: 400;">Barba Ensopada de Sangue</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história de um professor de Educação Física sem nome, que viaja para Garopaba em busca de seu avô desaparecido, após o suicídio do pai. Essa história, porém, já possui mais de 10 anos. Em 2022, em comemoração a data, a obra recebeu uma edição especial comemorativa, com apresentação de Carol Bensimon e posfácio de Júlio Pimentel. O interessante é perceber que, uma década depois, continua a ser um livro instigante e potente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Temas como identidade, família, memória e morte são amplamente abordados na trama, com </span><a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-daniel-galera/"><span style="font-weight: 400;">Daniel Galera</span></a><span style="font-weight: 400;"> utilizando uma linguagem rica e poética para descrever as paisagens costeiras do sul do Brasil e a atmosfera opressiva e enigmática da história – seja com h minúsculo ou maiúsculo. Ao mesmo tempo, o romance também apresenta uma reflexão profunda sobre as relações humanas e as consequências do passado em vidas presentes. Leitura essencial para quem deseja se aprofundar na Literatura brasileira contemporânea. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_30178" aria-describedby="caption-attachment-30178" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30178 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61WPG3OBBML-712x1024.jpg" alt="" width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61WPG3OBBML-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61WPG3OBBML-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61WPG3OBBML-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61WPG3OBBML-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61WPG3OBBML-1425x2048.jpg 1425w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61WPG3OBBML-1200x1725.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61WPG3OBBML.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30178" class="wp-caption-text">O livro desmente muitos dos valores absolutos defendidos na sociedade capitalista (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>David Graeber &amp; David Wengrow &#8211; O despertar de tudo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse livro fascinante, escrito pelo antropólogo David Graeber e pelo arqueólogo David Wengrow, os autores propõem uma nova visão da história da humanidade. </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211722/o-despertar-de-tudo"><i><span style="font-weight: 400;">O despertar de tudo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma crítica às teorias convencionais sobre a evolução humana, que supõem uma trajetória linear e progressiva rumo à civilização. Segundo os autores, a história da humanidade é muito mais complexa e multifacetada do que se imagina. Eles argumentam que a noção de &#8220;primitivismo&#8221; é equivocada e que as sociedades &#8220;primitivas&#8221; possuem formas de organização social e conhecimento que são tão complexas quanto as sociedades ocidentais modernas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><a href="https://quatrocincoum.folha.uol.com.br/br/resenhas/desigualdades/novas-historias-da-humanidade"><span style="font-weight: 400;">Graeber e Wengrow</span></a><span style="font-weight: 400;"> defendem que as sociedades humanas possuem uma capacidade inata de inovação e criatividade, e que a história da humanidade é marcada por momentos de despertar coletivo, nos quais novas ideias e práticas surgem e transformam a sociedade. Por meio de uma análise profunda da história da humanidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">O despertar de tudo</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos convida a repensar nossas concepções sobre a natureza humana e a sociedade. Com uma visão mais plural e diversa da história, que valoriza as contribuições de todas as sociedades humanas, o livro nos inspira a buscar novas formas de convivência e desenvolvimento. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_30177" aria-describedby="caption-attachment-30177" style="width: 684px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30177 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61TxfU5rDL-e1678197875366-684x1024.jpg" alt="Capa do livro Tudo o Que Eu Sei Sobre o Amor. A capa é amarela e possui o título escrito em letras vermelhas. Alinhado à esquerda lê-se o título “tudo o que eu sei sobre festas, encontros, amigos, trabalho, a vida, o amor”, porém, as palavras “festas”, “encontros”, “amigos”, &quot;trabalho&quot;, “a vida” estão rabiscados por linhas azuis, de forma que “o amor” fica em evidência. Esse escrito ocupa quase toda a capa. Abaixo do título está escrito o nome da autora, Dolly Alderton em letras azuis. No canto inferior direito está o logotipo da editora intrínseca." width="684" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61TxfU5rDL-e1678197875366-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61TxfU5rDL-e1678197875366-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61TxfU5rDL-e1678197875366-768x1151.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61TxfU5rDL-e1678197875366.jpg 813w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30177" class="wp-caption-text">O livro Tudo o que eu sei sobre o Amor chegou no Brasil pela editora Intrínseca, traduzido por Ana Guadalupe (Foto: Anderson Junqueira/Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Dolly Alderton &#8211; Tudo o que eu sei sobre o Amor</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tudo o que eu sei sobre o Amo</span></i><span style="font-weight: 400;">r é a autobiografia de </span><a href="https://dollyalderton.com/about/"><span style="font-weight: 400;">Dolly Alderton</span></a><span style="font-weight: 400;">, escritora e jornalista britânica, que conta de forma divertida sua jornada de amadurecimento. O livro começa provocando a indagação “</span><i><span style="font-weight: 400;">que vidas malucas são essas?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas, ao longo dos capítulos, desperta a mais profunda identificação com aqueles que já foram, ou ainda são, jovens perdidos e </span><a href="https://www.intrinseca.com.br/blog/2022/06/fenomeno-do-tiktok-tudo-o-que-eu-sei-sobre-o-amor-chega-as-livrarias-em-julho/"><span style="font-weight: 400;">apaixonados</span></a><span style="font-weight: 400;">. A leitura, que pode começar um pouco intrincada, adquire ritmo paulatinamente, até envolver o leitor numa história tão relacionável sobre as dores e as delícias de ser adulto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora registra todos os seus vacilos, egoísmos e aprendizados ao longo de seus vinte e poucos anos, de maneira sincera e irreverente, tal qual a personagem </span><a href="https://play.acast.com/s/sentimentalgarbage/introducing-sentimentalinthecity-withdollyalderton"><span style="font-weight: 400;">Carrie Bradshaw</span></a><span style="font-weight: 400;">, de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;">. A obra também guarda semelhanças com o romance de Helen Fielding, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Diário de Bridget Jones </span></i><span style="font-weight: 400;">(1996), cuja diferença consiste no diário de Alderton não ter nada fictício. As crônicas da britânica, além de registrarem o que ela sabe sobre o amor, expõe os medos que acompanham a chegada da vida adulta. Em determinado ponto da narrativa, a autora assume o papel de amiga do leitor e o consola com o seu melhor ensinamento: “</span><i><span style="font-weight: 400;">pare de esperar as coisas acontecerem e preste atenção nas pessoas que já estão na sua vida</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O grande amor pelo qual você procura pode ser uma amizade, um parente, um trabalho e até mesmo o amor próprio. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_30190" aria-describedby="caption-attachment-30190" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30190 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/712x9dUpZFL-712x1024.jpg" alt="Capa do livro A Hipótese do Amor. Na capa há a ilustração de um casal se beijando. Ela é branca de cabelos castanhos claros, está vestindo um jaleco branco. Ele é branco, tem cabelos pretos e veste uma camisa social azul com gravata rosa. Ao fundo há materiais de laboratório. O título está centralizado em rosa na porção superior da capa. Na parte inferior há o nome da autora em letras azuis marinho." width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/712x9dUpZFL-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/712x9dUpZFL-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/712x9dUpZFL-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/712x9dUpZFL-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/712x9dUpZFL.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30190" class="wp-caption-text">A Hipótese do Amor foi publicado em 2022 no Brasil, sob a tradução de Thaís Britto (Foto: Arqueiro)</figcaption></figure>
<p><b>Ali Hazelwood &#8211; A Hipótese do Amor</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas coisas são calculáveis, tem suas respostas numericamente exatas prontas para serem registradas rotineiramente em um bloco de notas. Com os sentimentos não funciona assim, e as reações químicas do cérebro atuam como um segredo só dele. Com isso em mente, Ali Hazelwood retoma o clichê do </span><a href="https://capitulotreze.com.br/web-stories/romances-com-fake-dating/"><i><span style="font-weight: 400;">fake dating</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> diretamente das </span><i><span style="font-weight: 400;">fanfics </span></i><span style="font-weight: 400;">e faz isso da maneira mais doce possível em</span><i><span style="font-weight: 400;"> A Hipótese do Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com uma protagonista que não sabe afirmar o próprio potencial e um professor universitário em busca de aprovação, a conta dá resultados cientificamente surpreendentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olive Smith é estudante de doutorado em Biologia em </span><a href="https://personaunesp.com.br/legalmente-loira-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Stanford</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vê a Ciência como uma cadeia pronta e totalmente presa às probabilidades. Em uma tentativa inocente de juntar a melhor amiga, Anh, e Jeremy, é feito um combinado com o jovem professor Adam Carlsen. O romance é narrado em terceira pessoa e nos conta as perspectivas da personagem, enquanto todo o seu controle é perdido e ela acaba completamente apaixonada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de soar previsível, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g2wTXXjY1sg"><span style="font-weight: 400;">Ali</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue impor toda a sua originalidade em uma narrativa escrita de forma leve e muito fluida. Olive é demissexual e isso torna sua trajetória uma experiência intimista e completa. Outro destaque da obra é o jeito de construir os laços entre os personagens, pois a autora escolhe os caminhos que tornam as relações mais firmes.</span><i><span style="font-weight: 400;"> A Hipótese do Amor </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma leitura animadora para os dias nublados, um jeito de reconfortar o imaginário de quem navegava no </span><i><span style="font-weight: 400;">wattpad</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2015. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_30165" aria-describedby="caption-attachment-30165" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30165 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81UXlJUcQ9L-712x1024.jpg" alt="Capa do livro Última parada. A capa é uma ilustração de um vagão de metrô em tons de rosa, roxo e amarelo. Na parte superior, ao centro, vemos o logotipo da editora Seguinte. Abaixo, no centro, vemos as palavras “Última parada” escritas em branco, em uma fonte sem serifa estilizada. No centro da capa, vemos, à esquerda, a ilustração de uma jovem mulher asiática, de cabelos castanhos curtos e arrepiados, vestindo uma jaqueta de couro e camiseta branca. Do lado direito, vemos uma jovem mulher branca, de cabelos longos e castanhos claros, usando óculos escuros, jardineira preta e camiseta branca, e segurando um copo de café. As duas se encaram. Logo abaixo, na parte inferior central, vemos as palavras “da autora de Vermelho, branco e sangue azul” em uma letra sem serifa em caixa baixa, na cor amarelo. Abaixo, vemos as palavras “Casey McQuiston”, em um tom amarelado claro, em uma fonte sem serifa e em caixa alta." width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81UXlJUcQ9L-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81UXlJUcQ9L-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81UXlJUcQ9L-768x1105.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81UXlJUcQ9L-1068x1536.jpg 1068w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81UXlJUcQ9L.jpg 1780w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30165" class="wp-caption-text">Pelas palavras do The New York Times, Última parada é “absolutamente brilhante” (Foto: Seguinte)</figcaption></figure>
<p><b>Casey McQuiston &#8211; Última parada</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jovem, cética e recém-chegada a Nova Iorque, August é confrontada com seus colegas de quarto calorosos e espirituosos. Quando se afeiçoa por Jane, com quem diariamente divide o mesmo vagão de metrô, a vida da garota vira &#8211; ainda mais &#8211; de cabeça para baixo. Isso porque a conhecida está presa no subterrâneo desde os anos 1970, sem escapatória e sem lembranças de suas aventuras passadas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Última parada</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/clara-alves-conectadas-critica/"><span style="font-weight: 400;">histórias de amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> não são só românticas, tampouco passageiras quanto o ritmo do metrô.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa de Casey McQuiston, responsável pelo sucesso </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, repete o feito da autora na obra anterior: ainda que por caminhos intensos, conduz os pensamentos de August de forma leve e divertida, identificável com quem, jovem adulto como ela, encara o mundo e as adversidades à frente. Os toques de </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/Livros/noticia/2022/01/ultima-parada-cultura-queer-e-viagem-ao-passado-no-segundo-livro-de-casey-mcquiston.html"><span style="font-weight: 400;">ficção científica</span></a><span style="font-weight: 400;"> dão um tom ainda mais renovador à trama: cheio de </span><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2021/07/12/a-diversidade-no-topo-da-lista"><span style="font-weight: 400;">representatividade</span></a><span style="font-weight: 400;">, a sexualidade e os modos de vida </span><i><span style="font-weight: 400;">millennial </span></i><span style="font-weight: 400;">dos personagens são subtextos animadores, que agregam à identificação com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-julho-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Última parada</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para uma experiência ainda mais envolvente. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_30191" aria-describedby="caption-attachment-30191" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30191 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81nxnpZqsSL-712x1024.jpg" alt="Capa do livro Romance real. A capa é dividida em vários blocos retangulares coloridos, em cada um está ilustrado um elemento da narrativa. No primeiro está Diana fazendo sinal de guardar segredo, ela é branca com cabelos ruivos e veste um casaco caramelo sobre uma blusa verde água. Nos dois seguintes há uma coroa dourada e um avião. No próximo está Dayana, ela é negra de cabelos cacheados escuros, veste um casaco rosa e azul e usa fones de ouvido brancos. Abaixo há um bloco azul com o nome do livro escrito em branco. No primeiro espaço da porção inferior há um ônibus vermelho passando por Londres. O último é amarelo e tem o nome de Clara Alves grafado em azul." width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81nxnpZqsSL-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81nxnpZqsSL-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81nxnpZqsSL-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81nxnpZqsSL-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81nxnpZqsSL.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30191" class="wp-caption-text">Já conhecida por Conectadas, Clara Alves voltou com mais um show de representatividade em Romance real (Foto: Seguinte)</figcaption></figure>
<p><b>Clara Alves &#8211; Romance real</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A realeza está batida e já saturou todas as partes do mercado cultural com suas narrativas, mas quando se fala no universo </span><a href="https://personaunesp.com.br/joyland-critica/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> todos os clichês têm passe livre para tomar lugar na mente de um público cujas possibilidades de amar sempre foram restringidas. Assim, Clara Alves chegou às livrarias com </span><i><span style="font-weight: 400;">Romance real</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o chavão merecido pelos amores de contos de fadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dayana é fã de </span><a href="https://personaunesp.com.br/take-me-home-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e conhecer Londres é um dos seus sonhos, no entanto, as circunstâncias não são as melhores. A jovem acabou de perder a mãe e vai ter que fazer um reencontro com o pai que a abandonou 10 anos antes. Mas como a vida é uma caixa de surpresas, os caminhos ganham novos ares quando uma ruiva um tanto misteriosa chamada Diana cruza seu caminho e as duas passam a se desvendar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe da futilidade, abandono parental e luto são temáticas trabalhadas por toda a narrativa. </span><a href="https://personaunesp.com.br/clara-alves-conectadas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Clara</span></a><span style="font-weight: 400;"> também explora em Dayana a representatividade negra, gorda e bissexual, partindo por um rumo que salienta a importância de que personagens de todas as características merecem seu final feliz. Leve e encantador, o livro é um presente para o cenário nacional e mostra que “</span><i><span style="font-weight: 400;">real</span></i><span style="font-weight: 400;">” tem mais de um significado.</span><b> – Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_30162" aria-describedby="caption-attachment-30162" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30162 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81LnNXFBPL-712x1024.jpg" alt="" width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81LnNXFBPL-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81LnNXFBPL-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81LnNXFBPL-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81LnNXFBPL-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81LnNXFBPL.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30162" class="wp-caption-text">Traduzido por Caetano Galindo, O rei pálido foi finalista do prêmio Pulitzer de Ficção (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>David Foster Wallace &#8211; O rei pálido</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se ouve que </span><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/literatura/exibicionismo-a-contragosto"><span style="font-weight: 400;">David Foster Wallace</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi a voz de uma geração, há um fundo de verdade quase cientificamente provável. A obra de um escritor é, geralmente, resultado da mistura entre o talento individual e a sociedade que o produz. Essa é a forma como a Literatura é feita – talvez seja até mesmo a maneira como toda a Arte é produzida. </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-rei-palido-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O rei pálido</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém, romance póstumo do autor, guarda, naturalmente, semelhanças com </span><i><span style="font-weight: 400;">Oblivion </span></i><span style="font-weight: 400;">(2004), última coletânea de contos lançada por ele ainda em vida, em que explora a natureza da realidade, sonhos, traumas e a dinâmica da consciência. Dessa maneira, o livro de 2011 (que chegou às prateleiras brasileiras em Maio de 2022) também examina a atividade da mente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Finalista do </span><a href="https://www.theguardian.com/books/2012/apr/17/pulitzer-prize-fiction-2012-withheld"><i><span style="font-weight: 400;">Pulitzer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2012, quatro anos depois do falecimento do autor, o robusto romance de 608 páginas narra a história de um grupo de pessoas que trabalham em um centro de processamento de declarações do imposto de renda em Illinois. Alguns dos personagens (Claude Sylvanshine, David Cusk, Lane Dean Jr. e Leonard Stecyk) se envolvem uns com os outros de várias maneiras, não obviamente consequentes. Dois deles se chamam David Wallace, e essa é toda a trama. Mas, embora seja previsível pensar que, tendo como ponto de partida uma investigação sobre o tédio, o romance possa oferecer um enredo tão tedioso, </span><i><span style="font-weight: 400;">O rei pálido</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é, propriamente, “sobre” nada, pois Wallace não escreve sobre seus personagens, mas “através” deles. Levando a empatia explorada em suas obras anteriores a outros níveis, o romance é uma das melhores coisas já escritas na Ficção. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_30174" aria-describedby="caption-attachment-30174" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30174 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61dXwdPOY0L-683x1024.jpg" alt="capa do livro Solitária, o título se encontra no meio, abaixo há uma xícara de chá e acima um livro de capa laranja" width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61dXwdPOY0L-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61dXwdPOY0L-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61dXwdPOY0L-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61dXwdPOY0L-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61dXwdPOY0L-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61dXwdPOY0L-1200x1799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61dXwdPOY0L.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30174" class="wp-caption-text">Eliana Alves Cruz traz reflexões sobre a relação do Brasil moderno e o escravagista (Foto: Companhia Das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Eliana Alves Cruz &#8211; Solitária</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mulheres negras que trabalham como empregadas domésticas conquistam seu protagonismo em </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559212347/solitaria"><i><span style="font-weight: 400;">Solitária</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Eliana Alves Cruz. Eunice, que trabalha e mora em um condomínio de luxo, presenciou uma tragédia: a morte de uma criança. Com testemunho decisivo na solução do crime, ela conta com sua filha Mabel para colocar um ponto final no caso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrita com força e esmero, as vivências das domésticas são o grande foco da trama. Eliana usa seu texto bem construído para debater temas atuais e históricos, como as relações trabalhistas, diferenças de </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-04/mulheres-negras-sao-65-das-trabalhadoras-domesticas-no-pais"><span style="font-weight: 400;">classe e raça</span></a><span style="font-weight: 400;">, e o papel de gênero. A autora não tem medo de ser direta, mas constrói uma narrativa doce quando necessário. </span><i><span style="font-weight: 400;">Solitária </span></i><span style="font-weight: 400;">traz não só uma boa história, como também amplia a reflexão. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_30195" aria-describedby="caption-attachment-30195" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30195 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81neHt3DHL-656x1024.jpg" alt="Capa do livro Corpo Desfeito. Na imagem há um fundo branco com bolinhas azuis e um chão roxo. Em pé aparece o corpo de uma mulher com meias vermelhas, vestido amarelo e casaco preto. Suas mãos mostram a pele negra descoberta. A ilustração parece estar se desfazendo.O título está na porção superior e o nome da autora na inferior, ambos estão grafados em branco" width="656" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81neHt3DHL-656x1024.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81neHt3DHL-513x800.jpg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81neHt3DHL-768x1198.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81neHt3DHL-985x1536.jpg 985w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81neHt3DHL.jpg 1641w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30195" class="wp-caption-text">Em seu romance de estreia, Jarid Arraes, vencedora do Prêmio Biblioteca Nacional e finalista do Prêmio Jabuti, dilacera os efeitos da violência (Foto: Alfaguara)</figcaption></figure>
<p><b>Jarid Arraes &#8211; Corpo Desfeito </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amanda vive em Juazeiro do Norte no interior do Ceará e faz parte da terceira geração de uma família cercada de abusos. Sua mãe Fabiana, a avó Marlene e o avô Jorge representam uma cadeia de processos violentos, capazes de afetar suas experiências por completo. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vJuQG5HTXr8"><i><span style="font-weight: 400;">Corpo Desfeito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, publicado em 2022 pela editora </span><i><span style="font-weight: 400;">Alfaguara</span></i><span style="font-weight: 400;">, esses personagens compõem uma história dolorosa e cheia de eventos absurdos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se antes da morte da mãe a convivência já era ruim, depois da partida de Fabiana e Jorge as coisas ficam insustentáveis. Presa a uma ideia </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/"><span style="font-weight: 400;">fanática</span></a><span style="font-weight: 400;"> da vida, Marlene passa a cultuar a filha morta como se fosse uma santa e, assim, as abstenções se tornam a regra. A matriarca passa a propor comportamentos distantes das características mundanas e obriga Amanda a estar na mesma caixa, tornando a vida da jovem um grande fardo cheio de pressão e medo. </span></p>
<p><a href="https://jaridarraes.com/"><span style="font-weight: 400;">Jarid</span></a><span style="font-weight: 400;"> escreve a narrativa com destreza e prende o leitor em cada um dos trechos. Apesar de abordar tópicos sensíveis, a curiosidade para entender até onde isso vai se mantém constante. Ainda é possível encontrar a leveza e equilíbrio no texto com a relação entre a protagonista e a amiga Jéssica, um laço transformado em sentimentos amorosos que ensolaram o enredo. Passeando sobre as consequências da violência na infância e adolescência, o fanatismo religioso e os limites das relações familiares,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Corpo Desfeito</span></i><span style="font-weight: 400;"> desmonta uma história fictícia que poderia estar estampada em qualquer manchete de jornal. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_30176" aria-describedby="caption-attachment-30176" style="width: 732px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30176 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61qkmlVFMEL-732x1024.jpg" alt="Capa do livro Estou Feliz que Minha Mãe Morreu, de Jennette McCurdy, publicado pela editora nVersos. Em um fundo de cor amarelo pastel, o título do livro se encontra no topo da capa na cor rosa pastel; logo em seguida, há uma linha incompleta na mesma cor. O nome da autora está em destaque e se encontra abaixo dessa linha na cor rosa bebê, com um sombreado na cor preta. Abaixo há um pequeno quadrado rosa centralizado na capa e, dentro dele, está uma imagem da autora. Ela é uma mulher branca com cabelos loiros, presos em um rabo de cavalo, deixando apenas a franja e alguns fios ao lado soltos. Ela veste um conjunto de camisa manga três-quartos e calça social na cor rosa bebê e segura uma urna para cinzas na mesma cor que o quadrado. Seu olhar está direcionado para o lado direito enquanto sorri com a boca fechada. No lado inferior da capa, está escrito o nome da editora na mesma cor que o título" width="732" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61qkmlVFMEL-732x1024.jpg 732w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61qkmlVFMEL-572x800.jpg 572w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61qkmlVFMEL-768x1074.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61qkmlVFMEL.jpg 971w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30176" class="wp-caption-text">Estou Feliz que Minha Mãe Morreu não é um livro para ser julgado pelo seu título (Foto: nVersos Editora)</figcaption></figure>
<p><b>Jennette McCurdy &#8211; Estou Feliz que Minha Mãe Morreu</b></p>
<p><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2022/sep/10/jennette-mccurdy-interview-memoir"><span style="font-weight: 400;">Jennette McCurdy</span></a><span style="font-weight: 400;"> se inseriu no mundo da atuação aos seis anos de idade, na esperança de se tornar uma estrela e, assim, realizar o sonho de sua mãe. Tornando-se conhecida apenas anos mais tarde, por seu papel em </span><i><span style="font-weight: 400;">iCarly</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2007-2012), da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nickelodeon</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua vida atrás das telas era muito mais complicada do que qualquer pessoa que a visse brilhar como a personagem Sam Puckett pudesse imaginar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com esse contexto, </span><a href="https://www.nversoseditora.com/product-page/estou-feliz-que-minha-mae-morreu"><i><span style="font-weight: 400;">Estou Feliz que Minha Mãe Morreu</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um livro de memórias de uma vulnerabilidade surpreendente, destacando as lutas da autora com sua mãe abusiva, seus distúrbios alimentares, vícios e as dificuldades que acompanham o fato de ser uma estrela infantil. Ela revela sua criação perturbada em detalhes inabaláveis com um humor e tom encantador, fazendo com que a obra tenha uma leitura envolvente, embora difícil de ser digerida em muitos pontos. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_30179" aria-describedby="caption-attachment-30179" style="width: 667px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30179 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61yPR6iQZOL-667x1024.jpg" alt="Capa do livro Bright da escritora Jessica Jung. Na imagem, a arte de uma jovem cantora revela o contorno de um casal de mãos dadas ao longo de seu desenho. As cores predominantes na capa são: branco, roxo, rosa e azul. Na parte superior direito está escrito o nome do livro “Bright” em letra cursiva e prata. Um pouco abaixo está escrita a frase em inglês “Never give up your light” também em letra cursiva e prata. Na parte inferior e central está escrita a identificação da carreira de Jung em inglês “A novel from international K-pop star and New York Times bestselling author of Shine”, em letras prateadas. Logo abaixo, o nome da escritora, “Jessica Jung” está colocado em evidência com letras garrafais e prateadas." width="667" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61yPR6iQZOL-667x1024.jpg 667w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61yPR6iQZOL-521x800.jpg 521w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61yPR6iQZOL-768x1179.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61yPR6iQZOL-1001x1536.jpg 1001w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61yPR6iQZOL-1334x2048.jpg 1334w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61yPR6iQZOL.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30179" class="wp-caption-text">Bright deverá chegar às prateleiras brasileiras em 2023 pela Intrínseca (Foto: Simon &amp; Schuster)</figcaption></figure>
<p><b>Jessica Jung &#8211; Bright</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apenas 1 ano e meio depois do lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-julho-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Shine: Uma chance de brilhar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Jessica Jung, a cantora, escritora e vendedora de jóias nas horas vagas voltou com o sucessor </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/jessica-jung-shine-sequel-bright-exclusive-first-chapter"><i><span style="font-weight: 400;">Bright</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2022, a publicação foi responsável por dar continuidade ao frenesi causado na indústria da Música sul-coreana pelo seu romance de estreia, recheado de revelações pouco discretas acerca dos bastidores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta vez, a protagonista Rachel finalmente encara as decepções envolvendo a sua participação no grupo nada amigável Girls Forever, e o seu relacionamento com Jason, o maior babaca do </span><a href="https://popasiaticojpg.com/2022/05/10/jessica-jung-revive-os-rumores-de-sua-saida-do-snsd-atraves-da-sua-nova-ficcao-bright/"><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Entregando um desenvolvimento digno das melhores </span><i><span style="font-weight: 400;">fanfics</span></i><span style="font-weight: 400;">, Jung novamente não exitou em escrever a sua verdade por meio do disfarce da ficção e reviveu no público a empatia pelos momentos cruciais que passou durante a sua estadia nessa indústria tão letal.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_30189" aria-describedby="caption-attachment-30189" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30189 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/813t3nH1vNL-683x1024.jpg" alt="Capa do livro Humanos Exemplares. Na imagem há uma porta branca e uma janela com vidro meio fosco ao lado. Da janela é possível ver um pássaro vermelho. Em frente a porta está um vaso de rosas cor de rosa com seus caules submersos. O nome do livro ocupa a porção inferior e o da autora a superior, ambos estão grafados na cor branca." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/813t3nH1vNL-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/813t3nH1vNL-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/813t3nH1vNL-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/813t3nH1vNL-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/813t3nH1vNL-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/813t3nH1vNL-1200x1799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/813t3nH1vNL.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30189" class="wp-caption-text">“A quantidade de ossos que uma velha possui é um espanto, um assombro, porque afinal alguns humanos como ela sumiram, muitos já sumiram” (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Juliana Leite &#8211; Humanos Exemplares</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para onde vão nossos testemunhos quando o gosto sombrio da morte chega aos nossos lábios? Por mais que não nos pergunte diretamente, essa é a questão por trás de </span><i><span style="font-weight: 400;">Humanos Exemplares</span></i><span style="font-weight: 400;">. Escrita por </span><a href="https://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/381899/humanos-exemplares-novo-romance-de-juliana-leite-a.htm"><span style="font-weight: 400;">Juliana Leite</span></a><span style="font-weight: 400;"> e publicada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Companhia das Letras</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2022, a obra nos apresenta Natália, uma mulher de 100 anos com muito a contar, mas sem plateia para ouvir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A senhora guarda em si grandes relatos sobre o período ditatorial, o medo que a afligiu e os sonhos que construiu, entretanto, quando ela morrer as coisas vão acompanhá-la aos planos intocáveis. Enquanto trata da fragilidade da </span><a href="https://personaunesp.com.br/amuleto-critica/"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> e gera reflexões sobre como isso afeta universos particulares e grandes eventos históricos, a autora também nos leva a um passeio sobre as angústias da terceira idade e o valor da velhice. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cheia de personagens bem desenvolvidos e diversas declarações valiosas, a narrativa é um deleite apaixonante, mas devastador. Natália e Vicente, seu marido já falecido, são resultados diretos de um país tomado pelas chamas de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/meu-tio-jose-critica/"><span style="font-weight: 400;">golpe</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a forma como isso se reflete em seus comportamentos e desejos é explosiva. Entre as ruínas das lembranças, os arquivos perseguidos pelo tempo são os mais raros. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_30167" aria-describedby="caption-attachment-30167" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30167 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/711tDOx3KL-712x1024.jpg" alt="" width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/711tDOx3KL-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/711tDOx3KL-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/711tDOx3KL-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/711tDOx3KL-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/711tDOx3KL-1425x2048.jpg 1425w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/711tDOx3KL.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30167" class="wp-caption-text">Originalmente publicado em 1985, o romance de estreia do húngaro László Krasznahorkai chegou ao Brasil em 2022, sob tradução de Paulo Schiller (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>László Krasznahorkai &#8211; Sátántangó</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora escrito nos anos 1980, </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211159/satantango"><i><span style="font-weight: 400;">Sátántangó</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não está especificamente ancorado em sistemas ou governos da época. Na verdade, o húngaro László Krasznahorkai dá tratamentos “míticos” à obra, na qual o universo sombrio de uma pequena comunidade dá as formas desse romance monstruoso, que já nasceu clássico. Muito do que se conhece da obra vem de sua adaptação cinematográfica, feita pelo diretor </span><a href="http://43.mostra.org/br/filme/6451-SATANTANGO"><span style="font-weight: 400;">Béla Tarr</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1996, com roteiro adaptado pelo próprio Krasznahorkai e mais de 7 horas de duração. Na história do livro – que está dividido em duas partes, primeiro de 1 a 6 e, depois, de 6 a 1, como no </span><i><span style="font-weight: 400;">tango</span></i><span style="font-weight: 400;"> –,  há a chegada de um homem misterioso à vila. Chamado Irimias, ele pode ser um profeta, um cético ou o próprio diabo, visto que retorna após ser dado como morto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escrita de László – representada, aqui, na tradução de Paulo Schiller –, ao mesmo tempo em que alimenta o mistério, nos põe em um transe vertiginoso no qual somos embalados. Influenciado por Friedrich Nietzsche, Fiódor Dostoiévski e Franz Kafka, a quem pertence a epígrafe da obra, o escritor promove em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sátántangó </span></i><span style="font-weight: 400;">uma discussão extremamente interessante sobre os falsos profetas e os sentidos da alienação. Em retrospecto, também se percebe um rigoroso cuidado na escolha das palavras – o que pode explicar a demora que o livro teve no processo de tradução –, visto que, para o autor, as palavras são tudo. A parte surpreendente deste livro é a mistura interessante entre o estilo “modernista” e “pós-modernista”. Em determinados trechos, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2015/05/laszlo-krasznahorkai-da-hungria-recebe-o-man-booker-international.html"><span style="font-weight: 400;">László Krasznahorkai</span></a><span style="font-weight: 400;"> soa como um modernista clássico, mas o estilo fragmentado da obra, em que os capítulos começam com tramas subdesenvolvidas que vão se encorpando ao longo das páginas, dá ainda mais profundidade a </span><i><span style="font-weight: 400;">Sátántangó</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_30160" aria-describedby="caption-attachment-30160" style="width: 675px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30160 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71te3XuqYYL-675x1024.jpg" alt="capa do livro A filha única, capa em cor vinho com manchas redondas cor de rosa. Na parte superior esquerda está escrito A filha única, e à direita está o nome da autora, Guadalupe Nettel." width="675" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71te3XuqYYL-675x1024.jpg 675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71te3XuqYYL-527x800.jpg 527w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71te3XuqYYL-768x1165.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71te3XuqYYL-1012x1536.jpg 1012w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71te3XuqYYL.jpg 1687w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30160" class="wp-caption-text">A filha única é o terceiro romance da escritora mexicana Guadalupe Nettel (Foto: Todavia)</figcaption></figure>
<p><b>Guadalupe Nettel &#8211; A filha única</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Doce e discreto. Não há melhor forma de descrever o texto de </span><a href="https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/12-09-2022/a-filha-unica-de-guadalupe-nettel-e-lancado-no-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">Guadalupe Nettel</span></a><span style="font-weight: 400;">, cuja calma em descrever situações emocionalmente fortes é um dos grandes destaques da sua escrita. A maternidade, sem qualquer clichê, é o grande pilar desse livro: a narradora, Laura, não quer ter filhos, e desde o início contextualiza sua opção em não gerar um novo ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alina e Doris compartilham com Laura o circuito central da trama, e exploram as múltiplas camadas em torno de “ser mãe”, apontando para a condição não como uma experiência, mas sim um mosaico de sensações que não podem ser descritas de modo raso. Para Nettel, não é um presente ou castigo, mas algo que transcende um ser e transborda para todos os lados. </span><a href="https://todavialivros.com.br/livros/a-filha-unica"><i><span style="font-weight: 400;">A filha única</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">imerge os leitores em uma experiência que nem todos são capazes de viver. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_30163" aria-describedby="caption-attachment-30163" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30163 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81MRQLXSOqL-683x1024.jpg" alt="Capa do livro Via Ápia, de Geovani Martins, publicado pela editora Companhia das Letras. O fundo da capa é composto por tons de cinza; a base é no tom de cinza mais claro, mas há algumas manchas em tons mais escuros, e algumas delas possuem rastros, como se a tinta tivesse escorrido. No topo, dentro de um retângulo, há o desenho de cinco pessoas negras, todas sem rosto, em posições diferentes. Algumas das cores do desenho também possuem rastros. Um pouco abaixo, do lado esquerdo, está escrito a palavra “romance” em letras maiúsculas na cor preta. Do lado direito, está escrito o título da obra, também em letras maiúsculas, na cor transparente com a margem na cor preta. O nome do autor está logo abaixo, em letras maiúsculas na cor preta. No canto inferior direito, há o símbolo da editora, que consiste em uma bicicleta seguida do nome da mesma." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81MRQLXSOqL-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81MRQLXSOqL-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81MRQLXSOqL-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81MRQLXSOqL-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81MRQLXSOqL-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81MRQLXSOqL-1200x1799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81MRQLXSOqL.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30163" class="wp-caption-text">O primeiro romance de Geovani Martins joga luz sobre a dura realidade daqueles que são assombrados pela violência policial (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Geovani Martins &#8211; Via Ápia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a forte repercussão nacional e internacional de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535930528/o-sol-na-cabeca"><i><span style="font-weight: 400;">O sol na cabeça</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), a coletânea de contos que marcou sua estreia na literatura brasileira, Geovani Martins lançou seu primeiro romance, intitulado </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211180/via-apia"><i><span style="font-weight: 400;">Via Ápia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A obra explora os impactos da instalação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na vida dos moradores da Rocinha, mais intimamente no cotidiano de cinco jovens negros, em três momentos diferentes: antes, durante e depois da ocupação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto mais tocante da ficção, sem dúvidas, é o quão real ela é. Martins cria um enredo que perpassa temas como violência, esperança, luto e amor análogo àquilo que é vivido fora das páginas. Com uma linguagem repleta de gírias e vícios de concordância, típicos da oralidade, o autor consegue construir a realidade da favela e desconstruir o imaginário da homogeneização de forma muito fluida. </span><i><span style="font-weight: 400;">Via Ápia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma leitura necessária em memória de todos que foram e são vítimas do sistema de segurança brasileiro, além de ser um livro que consagra </span><a href="https://vogue.globo.com/cultura/livros/noticia/2022/09/via-apia-segundo-livro-de-geovani-martins.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Geovani Martins</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um dos principais nomes da Literatura marginal. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_30164" aria-describedby="caption-attachment-30164" style="width: 668px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30164 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81TuIrXCZ8L-668x1024.jpg" alt="A foto é a capa do livro A vida e as mortes de Severino Olho de Dendê, predominantemente vermelha. No topo da capa está o título do livro escrito em preto e branco, embaixo há Severino, o personagem principal, um homem negro que tem um artefato tecnológico vermelho no lugar do olho esquerdo, ele usa uma camisa vermelha desabotoada e tem o braço esquerdo metálico. Embaixo dele há o nome do autor, Ian Fraser escrito em amarelo, e mais abaixo há a silhueta de prédios. Ao redor da capa há vários retângulos abrigando itens do livro: foguetes, um pato, uma faca, uma palmeira, um robô, e outra personagem; Filomena." width="668" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81TuIrXCZ8L-668x1024.jpg 668w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81TuIrXCZ8L-522x800.jpg 522w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81TuIrXCZ8L-768x1177.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81TuIrXCZ8L-1002x1536.jpg 1002w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81TuIrXCZ8L.jpg 1618w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30164" class="wp-caption-text">“A indiferença é mais cruel que a morte” (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Ian Fraser &#8211; A vida e as mortes de Severino Olho de Dendê</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ian Fraser é um romancista nascido e criado em Salvador, na Bahia, e é conhecido por algumas de suas principais obras &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Araruama, Noir Carnavalesco </span></i><span style="font-weight: 400;">e seu mais recente lançamento, </span><a href="https://www.intrinseca.com.br/severino-olho-de-dende/"><i><span style="font-weight: 400;">A vida e as mortes de Severino Olho de Dendê.</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">Todos os seus livros, apesar de divergirem no enredo, se assemelham na retratação do cenário nordestino brasileiro; no entanto, Fraser se supera ao representar o sertão das maneiras mais inusitadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">A vida e as mortes de Severino Olho de Dendê, </span></i><span style="font-weight: 400;">a narrativa acompanha Severino, um humano que trabalha como investigador em uma galáxia distante e que, no lugar do olho esquerdo, possui um artefato tecnológico que permite ver os últimos momentos de uma pessoa antes de morrer. Ao longo de sua jornada investigando um assassinato junto ao fiel companheiro Bonfim, Severino passa por elementos inspirados em </span><a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-sem-inspiracao-na-forca/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">unindo perfeitamente o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> com a vivência nordestina. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_30201" aria-describedby="caption-attachment-30201" style="width: 709px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30201 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dKTeqfJ9L-709x1024.jpg" alt="" width="709" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dKTeqfJ9L-709x1024.jpg 709w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dKTeqfJ9L-554x800.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dKTeqfJ9L-768x1110.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dKTeqfJ9L-1063x1536.jpg 1063w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81dKTeqfJ9L.jpg 1772w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30201" class="wp-caption-text">“Na vida, às vezes a gente tem que bater de frente, Lindo. A gente não tá errado em existir” (Foto: Seguinte)</figcaption></figure>
<p><b>Ilustralu &#8211; Arlindo</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Arlindo</span></i><span style="font-weight: 400;">, livro </span><a href="https://saibamais.jor.br/2022/07/ccxp-awards-ilustralu-artista-do-rn-ganha-premio-de-quadrinho-com-hq-arlindo/"><span style="font-weight: 400;">vencedor do <em>CCXP Awards</em> de 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, traz a história de um rapaz homossexual que mora no interior do Rio Grande do Norte e que, como a maioria das histórias desse gênero, reflete sobre a descoberta e a aceitação, principalmente em cidades pequenas e religiosas. A obra, escrita por Ilustralu inicialmente como uma </span><a href="https://twitter.com/ilustralu/status/1499360719921418254"><i><span style="font-weight: 400;">webcomic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mostra a vida do personagem homônimo, que é um menino ainda “no armário”, e que está passando pela experiência de primeiros amores. A pessoa mais próxima a ele, também </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, era sua tia, que, depois de criticada por ser uma mulher lésbica, decide se afastar da família e da cidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As histórias retratadas em </span><i><span style="font-weight: 400;">Arlindo</span></i><span style="font-weight: 400;"> não focam apenas no personagem, mesmo que seja o protagonista, mas também comentam sobre outros adolescentes com outros problemas e que passam por dificuldades em casa ou com as tradições locais, muitas vezes inseridos em situações sufocantes. Mesmo que nem todos os personagens tenham ‘finais felizes’, a obra mostra que é necessário coragem e que </span><a href="https://valkirias.com.br/arlindo-ninguem-precisa-existir-sozinho/"><span style="font-weight: 400;">a solidão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">não dura para sempre</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Dante Zapparoli</b></p>
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<figure id="attachment_30193" aria-describedby="caption-attachment-30193" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30193 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/A1uCIKkil4L-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/A1uCIKkil4L-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/A1uCIKkil4L-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/A1uCIKkil4L-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/A1uCIKkil4L-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/A1uCIKkil4L-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/A1uCIKkil4L-1200x1799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/A1uCIKkil4L.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30193" class="wp-caption-text">Nesse livro, Fisher olha para as implicações culturais subjetivas imediatas (Foto: Autonomia Literária)</figcaption></figure>
<p><b>Mark Fisher &#8211; Fantasmas da minha vida</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://autonomialiteraria.com.br/loja/teoria-politica/fantasmas-da-minha-vida-escritos-sobre-depressao-assombrologia-e-futuros-perdidos/"><i><span style="font-weight: 400;">Fantasmas da minha vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, publicado originalmente em 2014 mas que chegou ao território brasileiro em 2022, Mark Fisher explora a relação entre a cultura, a política e a saúde mental. Fisher argumenta que a cultura popular, em particular a Música Eletrônica, é um reflexo dos sentimentos de alienação e desesperança que muitos jovens experimentam em uma sociedade neoliberal cada vez mais individualista e fragmentada. Ele também sugere que as possibilidades de futuro estão sendo dinamitadas por um presente contínuo, sendo a cultura popular um meio de resistência contra essas forças opressivas, mas apenas quando pensada de maneira crítica e consciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo do livro, Fisher utiliza sua própria experiência com a depressão para ilustrar seus argumentos sobre a saúde mental. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fantasmas da minha vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> é também um livro de crítica cultural na forma mais ampla do termo: o filósofo britânico utiliza elementos da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para discutir sobre as condições de vida na contemporaneidade. De Arctic Monkeys e Joy Division a Drake e Christopher Nolan, </span><a href="https://jacobin.com.br/2023/01/mark-fisher-nos-ajudou-a-pensar-para-alem-do-realismo-capitalista/"><span style="font-weight: 400;">Mark Fisher</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói um livro desafiador, sombrio e provocativo. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_30169" aria-describedby="caption-attachment-30169" style="width: 675px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30169 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/917kYrvmlGL-675x1024.jpg" alt="Capa do livro Não fossem as sílabas do sábado, de Mariana Salomão Carrara, publicado pela editora Todavia. Ele se baseia na fotografia de uma janela de um prédio na cor branca. A janela está aberta e, dela, por causa do vento, sai uma cortina branca, que fica do lado esquerdo e na parte de cima da mesma. É possível ver um varal com algumas roupas penduradas por uma fresta da janela. O título da obra se encontra no lado superior direito da capa; ele está escrito em letras maiúsculas e na cor preta, e cada palavra está em uma linha. O nome da autora está no canto inferior esquerdo da capa, também em letras maiúsculas e na cor preta, com cada palavra em uma linha. No canto inferior direito está o logo da editora, que consiste em quatro formas geométricas circulares, representando o movimento que a boca faz ao dizer cada sílaba da palavra “todavia”." width="675" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/917kYrvmlGL-675x1024.jpg 675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/917kYrvmlGL-527x800.jpg 527w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/917kYrvmlGL-768x1165.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/917kYrvmlGL-1012x1536.jpg 1012w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/917kYrvmlGL.jpg 1687w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30169" class="wp-caption-text">Contando sobre a vida e a morte, a autora nos guia pelo caminho da dor, da descoberta e, principalmente, do tempo (Foto: Todavia)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Salomão Carrara &#8211; Não fossem as sílabas do sábado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para morrer, basta estar vivo. É o que diz o senso comum, e se encaixa no caso de André, marido de Ana: bastou ele sair de casa no exato momento em que um homem (Miguel, marido de Madalena) caía da janela para que o seu fim chegasse. </span><a href="https://todavialivros.com.br/livros/nao-fossem-as-silabas-do-sabado"><i><span style="font-weight: 400;">Não fossem as sílabas do sábado</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">conta a história de duas mulheres que, para sempre, estarão unidas pelo trágico acidente que resultou na morte de seus maridos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, trata-se de um livro sobre o luto – e, portanto, sobre a vida. </span><a href="https://marianacarrara.com/sobre-a-autora/"><span style="font-weight: 400;">Mariana Salomão Carrara</span></a><span style="font-weight: 400;">, nesta obra delicada e dura, aborda a dor ocasionada por uma morte que não deveria ocorrer, e por uma vida que deve ser encarada a partir de então. A luta e o luto, aqui, andam praticamente de mãos dadas, na tentativa de superar o inexplicável e de tentar entender a ausência de quem não deveria estar ausente. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_30171" aria-describedby="caption-attachment-30171" style="width: 701px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30171 size-large" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/michelle-1-701x1024.jpg" alt="" width="701" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/michelle-1-701x1024.jpg 701w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/michelle-1-548x800.jpg 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/michelle-1-768x1121.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/michelle-1-1052x1536.jpg 1052w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/michelle-1-1403x2048.jpg 1403w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/michelle-1-1200x1752.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/michelle-1.jpg 1618w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30171" class="wp-caption-text">Estreia literária da vocalista de Japanese Breakfast, o livro é um mergulho nas formas singulares do luto (Foto: Fósforo)</figcaption></figure>
<p><b>Michelle Zauner &#8211; Aos prantos no mercado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas memórias de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-janeiro-de-2023/"><span style="font-weight: 400;">Michelle Zauner</span></a><span style="font-weight: 400;">, ter uma dupla origem é como viver uma fratura. Sendo a comida sua principal ligação com a Coréia do Sul, é também nela que Zauner encontra uma das bases na educação sentimental, superando traumas da infância que dão lugar a uma nova responsabilidade sobre as escolhas da vida adulta. Em </span><a href="https://www.fosforoeditora.com.br/catalogo/aos-prantos-no-mercado/"><i><span style="font-weight: 400;">Aos prantos no mercado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a autora aborda o amor e a saudade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido a partir de seu ensaio publicado na revista </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/culture-desk/crying-in-h-mart"><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">New Yorker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o livro conta com uma linguagem poética e envolvente, que põe a vocalista de Japanese Breakfast em momentos marcantes de sua formação intelectual, como o relacionamento com seu pai e o processo de descoberta da Música, ao ganhar sua primeira guitarra da mãe. </span><i><span style="font-weight: 400;">Aos Prantos no Mercado</span></i><span style="font-weight: 400;"> também traz reflexões importantes sobre a cultura coreana e o impacto da imigração na formação da identidade, mas tudo envolto em capítulos concisos e sentimentalmente potentes. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_30170" aria-describedby="caption-attachment-30170" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30170 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81880ov8InL-683x1024.jpg" alt="Capa do livro O último endereço de Eça de Queiroz do escritor Miguel Sanches Neto. Na imagem, a cor predominante é azul, presente em todo o fundo da arte. No centro, uma enorme porta fotografada em preto e branco sobrepõe uma fotografia de Eça de Queiroz, um homem branco, também em preto e branco. Na parte superior esquerda está escrito o nome do escritor “Miguel Sanches Neto” em letras pretas. Um pouco abaixo, ainda na esquerda, está o logo da editora “Companhia das Letras” em branco. Na parte inferior e central, está escrito o título do livro “O último endereço de Eça de Queiroz” em letras garrafais e na cor preta" width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81880ov8InL-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81880ov8InL-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81880ov8InL-768x1151.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81880ov8InL-1025x1536.jpg 1025w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81880ov8InL.jpg 1708w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30170" class="wp-caption-text">O último endereço de Eça de Queiroz é o oitavo romance de Miguel Sanches Neto (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Miguel Sanches Neto &#8211; O último endereço de Eça de Queiroz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Crítico, poeta, cronista, romancista e contista, Miguel Sanches Neto tem longa passagem pelas diferentes formas da Literatura. Em 2022, </span><a href="https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/o-ultimo-endereco-de-eca-de-queiroz-a-literatura-ao-avesso-3224238e.html"><i><span style="font-weight: 400;">O último endereço de Eça de Queiroz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe o melhor de sua escrita com o uso excepcional da ironia para abordar os conflitos internos de um autor frustrado com a constante busca pelo sucesso comercial. No livro, o narrador é protagonista e assume o pseudônimo de Rodrigo S. M., nome que aparece em </span><i><span style="font-weight: 400;">A hora da estrela</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1977), de Clarice Lispector.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ilustrar a jornada peculiar de seu personagem, </span><a href="https://omaringa.com.br/coluna/estampado/o-ultimo-endereco-de-eca-de-queiroz-e-o-novo-livro-do-paranaense-miguel-sanches-neto/"><span style="font-weight: 400;">Miguel Sanches Neto</span></a><span style="font-weight: 400;"> contou com a ajuda dos fantasmas de clássicos da Literatura portuguesa. Fernando Pessoa, José Saramago e, obviamente, Eça de Queiroz, são algumas das personalidades que fazem parte do delírio. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia</span></i><span style="font-weight: 400;">”, assim como o escritor de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Relíquia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1887), a narrativa do livro buscou o real através da ficção. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_30183" aria-describedby="caption-attachment-30183" style="width: 676px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30183 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61RDLeRGfTL-676x1024.jpg" alt="Capa do livro Parque Industrial, de Pagu. A imagem é uma ilustração chapada de uma indústria e usa apenas a cor preta, sob um fundo azul celeste. No canto superior direito, está escrito o nome da autora em letra de forma. Na lateral esquerda do livro, se estendendo para a linha inferior, está escrito o título, na mesma estilização." width="676" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61RDLeRGfTL-676x1024.jpg 676w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61RDLeRGfTL-528x800.jpg 528w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61RDLeRGfTL-768x1163.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61RDLeRGfTL-1014x1536.jpg 1014w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61RDLeRGfTL-1352x2048.jpg 1352w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61RDLeRGfTL.jpg 1466w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30183" class="wp-caption-text">Aos 100 anos do Modernismo no Brasil, a principal obra de um dos principais nomes do período retornou às livrarias em nova edição (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Pagu – Parque Industrial</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A seleção literária do ano que marca o centenário do </span><a href="https://personaunesp.com.br/1922-2022-o-que-e-ser-moderno-no-brasil-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Modernismo no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> guarda um lugar especial para as palavras daquela que é uma das principais referências do tema. </span><i><span style="font-weight: 400;">Parque Industrial</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro livro de Pagu, que escreveu sobre a transformação cultural que montava e desmontava o Brasil desde 1922 quando tinha exatamente 22 anos. Em 2022, então, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Companhia das Letras </span></i><span style="font-weight: 400;">recuperou o clássico, que, desde o seu lançamento original em 1933, traça um caminho precursor na Literatura brasileira, sendo compreendido hoje como o marco inicial do gênero “Romance proletário”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É na mecânica industrial de São Paulo na década de 1930 que Patrícia Galvão retrata as transformações que definiram o início do século XX no país, contraditoriamente iniciada na capital paulista, e irregularmente desenvolvida pelos demais centros do Brasil. Ao contrário das perspectivas abstraídas que originam boa parte das reflexões sobre o Modernismo no Brasil, porém, Pagu encarna seu olhar intrínseco à crítica sócio-cultural no ponto de vista singular de quem sempre está, simultaneamente, ao centro e às margens da sociedade: </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-da-semana-de-22-artigo/"><span style="font-weight: 400;">a mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559212613/parque-industrial"><i><span style="font-weight: 400;">Parque Industrial</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pintado pelo pseudônimo Mara Lobo é completamente entrelaçado e fragmentado pelas dinâmicas das relações vivenciadas por mulheres nos âmbitos de gênero e classe. Pagu viu de perto o momento em que o tempo se transformou em dinheiro. A reação daquela jovem, sempre tão perto e embora ainda longe de todos os méritos revolucionários que a história recente do país lhe atribuiria, foi criar uma obra urgente e perene, como uma denúncia do capitalismo em avanço que mudou a vida no Brasil para sempre. – </span><b>Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_30172" aria-describedby="caption-attachment-30172" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30172 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/o-sanatorio-700x1024.jpg" alt="a capa do livro mostra um hotel de cor branca cercado de montanhas e árvores cobertos por neve, e o título se encontra acima da imagem, de forma centralizada, em fonte de cor amarela." width="700" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/o-sanatorio-700x1024.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/o-sanatorio-547x800.jpg 547w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/o-sanatorio-768x1124.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/o-sanatorio-1050x1536.jpg 1050w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/o-sanatorio.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30172" class="wp-caption-text">Em seu livro de estreia, Sarah Pearce sabe como criar um grande suspense (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Sarah Pearse &#8211; O sanatório</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de</span> <a href="https://www.intrinseca.com.br/livro/1128/"><i><span style="font-weight: 400;">O sanatório</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se passa em um hotel nos alpes suíços que, em um passado sombrio, foi um hospital psiquiátrico. O protagonista Elin Wagner vai ao encontro do irmão, Isaac, que está comemorando um noivado. Desde o início, ele sente a tensão ao se encontrar na hospedagem, e o desaparecimento da noiva de seu irmão serve como um catalisador de seu desespero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro de estreia de </span><a href="https://www.intrinseca.com.br/autor/581/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Pearce</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma escrita instigante que prende até o leitor mais distraído. Já comparado às obras de suas inspirações literárias &#8211; Agatha Christie e Stephen King -, o suspense de Pearce é intenso desde a primeira página, refletido na personalidade e nos comportamentos de seus sujeitos. É definitivamente uma experiência eletrizante. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_30175" aria-describedby="caption-attachment-30175" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30175 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61h-WqSPySL-656x1024.jpg" alt="Capa do livro Sempre vivemos no castelo. A capa é uma ilustração. Na parte superior direita, vemos as palavras “shirley jackson” escritas em caixa alta, em uma fonte sem serifa em branco. Na parte central, à esquerda, vemos o desenho de uma menina, aparentando cerca de 18 anos, branca de cabelos castanhos longos e lisos, vestindo um vestido preto, e descalça. Ao seu lado, vemos um pássaro voando. Na parte da direita, ao centro, vemos as palavras “sempre”, “vivemos” e “no castelo”, em caixa baixa, em uma fonte sem serifa em preto. Abaixo, vemos o desenho de um gato preto. Na parte inferior à direita, vemos o logo da Alfaguara, em amarelo." width="656" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61h-WqSPySL-656x1024.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61h-WqSPySL-513x800.jpg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61h-WqSPySL-768x1198.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/61h-WqSPySL.jpg 886w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30175" class="wp-caption-text">A vida de Shirley Jackson foi adaptada para o filme Shirley e uma das principais obras da autora, A Assombração da Casa da Colina, inspirou A Maldição da Residência Hill (Foto: Alfaguara)</figcaption></figure>
<p><b>Shirley Jackson &#8211; Sempre vivemos no castelo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante expoente do Horror, as obras de </span><a href="https://personaunesp.com.br/shirley-critica/"><span style="font-weight: 400;">Shirley</span></a><span style="font-weight: 400;"> Jackson influenciaram grandes nomes da Literatura e do Audiovisual, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Stephen King</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-american-gods/"><span style="font-weight: 400;">Neil Gaiman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/"><span style="font-weight: 400;">Mike Flanagan</span></a><span style="font-weight: 400;">. Suas vastas produções, porém, </span><a href="https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/os-eua-profundos-de-shirley-jackson"><span style="font-weight: 400;">não são tão conhecidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> quanto as de seus pares de gênero: apesar da falta de reconhecimento, o Terror de Jackson inspira o medo através do próprio  cotidiano, tornando o real, sobrenatural. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sempre vivemos no castelo</span></i><span style="font-weight: 400;">, que ganhou uma nova edição pela editora </span><i><span style="font-weight: 400;">Alfaguara</span></i><span style="font-weight: 400;">, a dúvida se mistura ao macabro, com um toque de humor tenso e envolvente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na história, originalmente publicada em 1962, as irmãs Blackwood vivem isoladas em uma residência com o tio, após a morte de todos os familiares e os rumores de um assassinato dentro da própria família. Pelos olhos de Merricat, a caçula, os eventos do dia a dia ganham um tom místico, ao mesmo tempo que mágico e infantil, e as suspeitas quanto a veracidade da narração são constantes. Com a chegada de um primo da família e o mistério acerca do que realmente aconteceu na propriedade, o </span><a href="https://deliriumnerd.com/2022/02/02/sempre-vivemos-no-castelo-e-a-genialidade-de-shirley-jackson/"><span style="font-weight: 400;">Horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> desponta justamente a partir da dúvida e da falta de confiança na narradora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Sempre vivemos no castelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_30218" aria-describedby="caption-attachment-30218" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30218 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/610VT-c-LWL.jpg" alt="" width="1000" height="901" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/610VT-c-LWL.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/610VT-c-LWL-800x721.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/610VT-c-LWL-768x692.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30218" class="wp-caption-text">Como se fosse um episódio de Black Mirror ilustrado, a HQ está em adaptação pela Netflix (Foto: Quadrinhos na Cia)</figcaption></figure>
<p><b>Simon Stålenhag &#8211; Estado elétrico</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao Prêmio Arthur C. Clarke em 2019, </span><a href="https://personaunesp.com.br/estado-eletrico-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Estado elétrico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Passagen</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original da língua sueca) fica no limiar entre o livro ilustrado e o romance gráfico, com grandes painéis que nem sempre vêm acompanhados de textos claros. A bem da verdade, o livro parece ser um artefato quase contemplativo, retirado diretamente da distopia que pretende retratar, embora essa aura distópica das ilustrações de Simon Stålenhag dialogue com os universos de “tecnologia sucateada” do </span><i><span style="font-weight: 400;">cyberpunk</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As artes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Estado elétrico</span></i><span style="font-weight: 400;"> são cheias de detalhes, e a temática do autor combina suas próprias impressões da infância às inspirações da ficção científica, resultando em um cenário estereotipado da Suécia com itens futuristas agregados. </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559212439/estado-eletrico"><span style="font-weight: 400;">Stålenhag</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria suas imagens utilizando uma mesa gráfica, valendo-se de técnicas e configurações específicas para simular pinturas a óleo, que se unem ao seu talento para narrar. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_30196" aria-describedby="caption-attachment-30196" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30196 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91XBIxb9c4L-712x1024.jpg" alt="Capa do livro Contos de Fadas. A imagem representa um poço visto de cima, ao lado há um menino com um lampião de chama laranja. Do outro lado está a cachora. É noite e o tom do espaço é azul escuro. O nome do autor está na porção superior e o do livro na inferior, ambos estão grafados em dourado." width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91XBIxb9c4L-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91XBIxb9c4L-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91XBIxb9c4L-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91XBIxb9c4L-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91XBIxb9c4L.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30196" class="wp-caption-text">Em mais uma cartada do Rei do Terror, Conto de Fadas foge do habitual e explora um mundo fantasioso (Foto: Suma)</figcaption></figure>
<p><b>Stephen King &#8211; Conto de Fadas</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito na voz do adolescente Charlie Reade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Conto de Fadas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é fiel ao título e, literalmente, performa uma narrativa encantada. Aos 75 anos, Stephen King não cansa de inovar e, com suas próprias referências, isso não é diferente. Disposto a se aventurar por novas possibilidades literárias, o autor dos clássicos do terror</span> <a href="https://personaunesp.com.br/it-a-coisa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">It: a Coisa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie, a Estranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;"> agora escolhe se aprofundar na fantasia. O protagonista é um jovem normal com uma vida irritantemente comum: vive em uma pacata cidade fictícia, cuida de casa, tem uma boa relação em casa e vai para a faculdade. Mas, como o comodismo não é um dos favoritos do autor, tudo isso muda até chegar no inacreditável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto de transição é o acidente doméstico do vizinho. Com o misterioso Howard Bowditch machucado, Charlie passa a cuidar dele e da cachorra Radar. Nessa interação, um carinho muito bonito se desenvolve entre os personagens, o sentimento é descrito de uma forma tão bem ritmada que até nos faz esquecer do vindouro lado </span><a href="https://blog.estantevirtual.com.br/2013/06/10/o-surrealismo-na-literatura/"><span style="font-weight: 400;">surrealista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Essas ligações encaixadas também são algo que frequentemente vemos entre o garoto e o pai. Os paralelos começam a aparecer quando o senhor morre e o jovem encontra os motivos dos boatos sobre ele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um poço que liga o mundo humano com um universo repleto de seres mitológicos de todas as categorias é encontrado atrás da casa e, a partir disso, o cotidianismo dá lugar ao surreal. Apesar de deixar o horror para segundo plano, </span><a href="https://personaunesp.com.br/depois-stephen-king-critica/"><span style="font-weight: 400;">King</span></a><span style="font-weight: 400;"> mantém seus característicos elementos nos seres que vivem nesse outro espaço. Entretanto, o que toma conta são os efeitos iluminados e as motivações puras da narrativa. Aos poucos Charlie ganha um tom de herói, e a leitura de </span><i><span style="font-weight: 400;">Conto de Fadas</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torna mágica. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_30203" aria-describedby="caption-attachment-30203" style="width: 748px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30203 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/810pTeLV1uL-748x1024.jpg" alt="" width="748" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/810pTeLV1uL-748x1024.jpg 748w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/810pTeLV1uL-585x800.jpg 585w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/810pTeLV1uL-768x1051.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/810pTeLV1uL-1122x1536.jpg 1122w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/810pTeLV1uL-1496x2048.jpg 1496w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/810pTeLV1uL.jpg 1571w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30203" class="wp-caption-text">Força, Nakamura!! é uma representação próxima de estar apaixonado e não saber para onde correr ou o que fazer (Foto: NewPOP)</figcaption></figure>
<p><b>Syundei &#8211; Força, Nakamura!!</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ganbare! Nakamura-kun!!</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou, como conhecido no Brasil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Força, Nakamura!!</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um mangá que possui representatividade LGBTQIA+, publicado pela editora </span><i><span style="font-weight: 400;">NewPOP</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sua fama se consolidou, entre outros fatores, através das </span><a href="https://twitter.com/unterrrrrror/status/1370723874413801472"><span style="font-weight: 400;">paródias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sua capa colorida recebeu, fazendo com que o conhecimento da história logo se tornasse de fácil acesso. A obra retrata, de forma leve e divertida, as descobertas amorosas de Nakamura, um jovem de 16 anos que é tímido e não consegue se expressar muito bem. Essa característica é contrastada com Hirose, o rapaz animado pelo qual se apaixona.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra traz consigo um ar gostoso de aceitação e entendimento dos primeiros romances, ampliando a vontade de viver um amor, por mais difícil que seja dar o primeiro passo ou, até mesmo, passar por uma primeira rejeição. Em tempos nos quais discursos de ódio a minorias foram proferidos, a </span><a href="https://www.autostraddle.com/all-65-dead-lesbian-and-bisexual-characters-on-tv-and-how-they-died-312315/"><span style="font-weight: 400;">falta de histórias</span></a><span style="font-weight: 400;"> com personagens </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> que vivem finais felizes faz falta, e conteúdos como o apresentado por Syundei acabam refrescando e dando esperança para que mais obras com bons finais surjam no futuro, mesmo que retratem um relacionamento </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">platônico. </span><b>&#8211; Dante Zapparoli</b></p>
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<figure id="attachment_30184" aria-describedby="caption-attachment-30184" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30184 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/paulina-chiziane-balada-de-amor-ao-vento-683x1024.jpg" alt="Capa do livro Balada de Amor ao Vento, de Paulina Chiziane. A capa tem uma arte colorida de fundo, que apresenta traços horizontais de espessura irregular em tons de verde, rosa, amarelo, roxo e preto. Ao centro, em fonte grande e em caixa alta, o nome do livro e o nome da autora estão escritos em branco." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/paulina-chiziane-balada-de-amor-ao-vento-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/paulina-chiziane-balada-de-amor-ao-vento-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/paulina-chiziane-balada-de-amor-ao-vento-768x1151.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/paulina-chiziane-balada-de-amor-ao-vento-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/paulina-chiziane-balada-de-amor-ao-vento-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/paulina-chiziane-balada-de-amor-ao-vento.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30184" class="wp-caption-text">“Tenho uma filha crescida que ainda estuda, embora já tenha estudado muito. Um dia disse-me que a Terra é redonda. Por fora é toda verde e lá no fundo tem um centro vermelho. Que a Terra é a mãe da natureza e tudo suporta para parir a vida. Como a mulher” (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Paulina Chiziane – Balada de Amor ao Vento </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prosa poética é a melhor amiga da língua portuguesa – e ao compreender tudo o que significa existir sob uma influência colonialista, Paulina Chiziane sabe contornar os limites da Literatura assim como todos os outros autores que se consagraram por desenvolver a língua para além da concepção europeia. Influenciada pela lírica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-mapeador-de-ausencias-critica/"><span style="font-weight: 400;">Mia Couto</span></a><span style="font-weight: 400;">, iniciada à autocrítica inventiva de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">José Saramago</span></a><span style="font-weight: 400;"> e perturbada pela mesma entidade feminina de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">Lygia Fagundes Telles</span></a><span style="font-weight: 400;">, a escritora moçambicana alcançou </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1451639528716898306"><span style="font-weight: 400;">o prêmio mais importante</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Literatura de língua portuguesa em 2021, com a mesma audácia espiritual que a fez a primeira mulher a publicar um livro no país em 1990 com </span><i><span style="font-weight: 400;">Balada de Amor Ao Vento</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211555/balada-de-amor-ao-vento"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo começa no dia mais bonito do mundo</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando a história de Sarnau e Mwando se inicia com os suspiros mais apaixonados da protagonista narradora. O desenrolar, no entanto, acontece na sociedade que não só recusa às mulheres o seu direito à autonomia, como também ameaça sua mera sobrevivência. O amor, para Chiziane, é a coisa mais bela e a arma mais violenta. Assim, a autora se mistura às brisas de verão, festividades religiosas, tradições locais e laços de família e amizade para descascar as camadas de violência, desamparo, solidão e privilégios que sustentam os sistemas em que vivemos, cuja complexidade se dá na exata relação existente entre o tradicionalismo e a modernidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">Balada de Amor ao Vento</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a semente de todo o pioneirismo e revolução que consagra o nome de Paulina Chiziane na língua portuguesa de origem não-europeia. Para além de sua estreia precursora no que diz respeito à história das mulheres na Literatura africana, o livro é também floresce todos os temas que a autora aborda com mais ferocidade em </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211814/niketche-nova-edicao"><i><span style="font-weight: 400;">Niketche: uma história de poligamia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Publicada originalmente em 2001, a obra de maior visibilidade de Chiziane foi difundida mundo afora depois de sua vitória no Prêmio Camões, propagando também as discussões mais contemporâneas sobre a condição da mulher no mundo globalizado. – </span><b>Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_30202" aria-describedby="caption-attachment-30202" style="width: 743px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30202 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911RyEcltjL-743x1024.jpg" alt="" width="743" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911RyEcltjL-743x1024.jpg 743w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911RyEcltjL-580x800.jpg 580w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911RyEcltjL-768x1059.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911RyEcltjL-1114x1536.jpg 1114w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911RyEcltjL-1485x2048.jpg 1485w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911RyEcltjL-1200x1655.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911RyEcltjL.jpg 1559w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30202" class="wp-caption-text">Os papéis de gênero são amplamente discutidos dentro do volume único de Boy Meets Maria (Foto: NewPOP)</figcaption></figure>
<p><b>PEYO &#8211; Boy meets Maria</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tons pastéis em sua capa, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Boy-meets-Maria-PEYO/dp/8583623341"><i><span style="font-weight: 400;">Boy meets Maria</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retrata a juventude, a autodescoberta e a tentativa de superação de abusos passados. O mangá, que pertence ao gênero </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-12-03/series-sul-coreanas-boys-love-fenomeno.html"><i><span style="font-weight: 400;">Boys Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apresenta a visão de Taiga, um rapaz que acaba de se mudar para uma escola nova para começar seus estudos de ensino médio, e que tem uma grande admiração por heróis. O ideal do menino, até certa forma, se enquadra nos padrões de gênero que são esperados de pessoas do sexo masculino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, temos Maria, pessoa que ele conhece e se apaixona à primeira vista, após vê-la dançando em um palco. Para a surpresa de Taiga, há a descoberta de que Maria, na verdade, é um homem, o que o deixa confuso sobre seus sentimentos e sobre o uso de nomes e pronomes que pessoas optam por usar. Toda a trama gira ao redor do “</span><i><span style="font-weight: 400;">ser um homem</span></i><span style="font-weight: 400;">” ou, de certa forma, do que é </span><a href="https://www.yaoibrasil.com/post/boy-meets-maria-genero-e-sexualidade"><span style="font-weight: 400;">não se identificar em um corpo que é seu</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com seus traços delicados e cores claras, </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys meets Maria </span></i><span style="font-weight: 400;">traz assuntos como abuso sexual, infantil e negligência familiar de forma brutal. Trata-se de um mangá </span><a href="https://www.cinemaepipoca.com.br/o-que-e-genero-coming-of-age/"><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que tenta reforçar mensagens de apoio a vítimas de abusos passados, representadas na trama por Maria. Além de trazer uma forte representação não-binária, o mangá problematiza o sentir nos moldes binários que muitas vezes a sociedade nos coloca. </span><b>&#8211; Dante Zapparoli</b></p>
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<figure id="attachment_30192" aria-describedby="caption-attachment-30192" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30192 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91eGWUH9QtL-712x1024.jpg" alt="Capa do livro Carrie Soto Está de Volta. A imagem é uma quadra de tênis laranja vista de cima. No meio dela há uma mulher branca de cabelos pretos presos em um rabo de cavalo, ela veste roupa branca e está segurando uma raquete. No chão há várias bolas de tênis amarelas espalhadas. O nome do livro está escrito em letras amarelas na porção inferior e o da autoras em letras azul bebe na porção superior direita." width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91eGWUH9QtL-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91eGWUH9QtL-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91eGWUH9QtL-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91eGWUH9QtL-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/91eGWUH9QtL.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30192" class="wp-caption-text">Conhecida pelo sucesso de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo e Dayse Jones and the Six, Taylor Jenkins retoma sua fórmula singular em Carrie Soto Está de Volta (Foto: Paralela)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Jenkins Reid &#8211; Carrie Soto Está de Volta</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/os-sete-maridos-de-evelyn-hugo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Jenkins Reid</span></a><span style="font-weight: 400;"> já provou ser mestre quando o assunto é criar personagens tão reais que chegamos a ser tentados a buscar os nomes na internet e encontrar textos jornalísticos sobre eles. </span><i><span style="font-weight: 400;">Em Carrie Soto Está de Volta </span></i><span style="font-weight: 400;">a escritora retorna com toda a excelência e nos leva a mais uma aventura pela complexidade humana, apresentando a atleta Carrie Soto e seu desejo de se mostrar inabalável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de 5 anos longe das quadras, a protagonista vê Nicki Chan bater seu recorde de vinte títulos Grand Slam no tênis e se sente prontamente ameaçada. Assim, ela passa a retomar a rotina esportiva com a ajuda do pai, o também ex-tenista Javier. Carrie já havia aparecido em outro escrito da </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/03/02/daisy-jones-and-the-six-conheca-a-autora-do-best-seller-que-virou-serie.htm"><span style="font-weight: 400;">autora</span></a><span style="font-weight: 400;">, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Malibu Renasce</span></i><span style="font-weight: 400;">, e se em um primeiro momento a ideia que tivemos dela era negativa, aqui a humanidade reforça sua dualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo das páginas o texto, traduzido por </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=02842"><span style="font-weight: 400;">Alexandre Boide</span></a><span style="font-weight: 400;">, caminha pelas complexidades da personalidade e esmiúça seus desejos e vivências. A tenista é uma personagem apaixonante e extremamente forte, ler sua história é um grande prazer. Com diversas facetas plurais, o esforço é uma de suas características mais marcantes. Já que </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrie Soto Está de Volta</span></i><span style="font-weight: 400;">, vale a pena conhecê-la. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_30168" aria-describedby="caption-attachment-30168" style="width: 671px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30168 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911eZu59ZiL-e1678198425267-671x1024.jpg" alt="A foto é a capa do livro A Mandíbula de Caim, a ambientação é uma biblioteca desorganizada, todas as prateleiras de livros são cinzas, e a que está a esquerda contém uma folha branca escrito “Livro Enigma”, embaixo dela há uma garrafa com um líquido derramado e ao lado outra folha branca escrito “Torquemada”, pseudônimo do autor Edward Powys Mathers. No centro há o nome do livro escrito em verde neon, embaixo há um círculo da mesma cor com os escritos “‘Se Agatha Christie e James Joyce tivessem um filho literário bastardo, seria esse livro’ - Daily Telegraph”. Embaixo do círculo há um corpo no chão, apenas as pernas estão visíveis, o resto do corpo está atrás de uma estante de livros." width="671" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911eZu59ZiL-e1678198425267-671x1024.jpg 671w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911eZu59ZiL-e1678198425267-524x800.jpg 524w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911eZu59ZiL-e1678198425267-768x1172.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911eZu59ZiL-e1678198425267-1007x1536.jpg 1007w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/911eZu59ZiL-e1678198425267.jpg 1185w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30168" class="wp-caption-text">Diferentemente das outras edições do livro, a brasileira conta com páginas destacáveis, o que ajuda na organização do mistério (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Torquemada &#8211; A Mandíbula de Caim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito originalmente em 1934 por Edward Powys Mathers, compilador de palavras cruzadas do jornal britânico </span><i><span style="font-weight: 400;">The Observer</span></i><span style="font-weight: 400;">, sob o pseudônimo de Torquemada,</span><i><span style="font-weight: 400;"> A Mandíbula de Caim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o suspense policial mais </span><a href="https://www.intrinseca.com.br/blog/2022/12/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-mandibula-de-caim/"><span style="font-weight: 400;">intrigante </span></a><span style="font-weight: 400;">que você já viu. Ao longo de 100 páginas, são descritos seis assassinatos, todos cometidos por assassinos diferentes, e o objetivo atribuído ao leitor é solucionar o crime. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, as possibilidades são quase infinitas, e é por isso que, até o momento de sua edição mais atual, de 2022, apenas </span><a href="https://www.theguardian.com/books/2021/nov/23/cain-enabled-tiktok-helps-reissued-literary-puzzle-fly-off-the-shelves"><span style="font-weight: 400;">quatro pessoas</span></a><span style="font-weight: 400;"> teriam conseguido resolver o enigma. Recentemente o livro viralizou no </span><i><span style="font-weight: 400;">BookTok </span></i><span style="font-weight: 400;">e fez com que milhares de leitores assíduos se mobilizassem para resolver o mistério proposto pelo escritor britânico. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_30159" aria-describedby="caption-attachment-30159" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30159 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71dOIKpC2nL-683x1024.jpg" alt="Capa do livro Bendita seja a filha criada por uma voz em sua cabeça da escritora Warsan Shire. Na imagem, as cores predominantes são: branco, preto e azul. Grande parte da arte de capa é composta pelo contorno, desenhado em preto no fundo branco, de uma mulher com o rosto apoiado em uma das mãos. Na parte inferior direita está escrito o título do livro “Bendita seja a filha criada por uma voz em sua cabeça” em letras garrafais azuis. Logo abaixo está escrito o nome da autora “Warsan Shire” em letras garrafais brancas. Na extrema esquerda está posicionado o logo da “Companhia das Letras” em branco." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71dOIKpC2nL-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71dOIKpC2nL-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71dOIKpC2nL-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71dOIKpC2nL-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71dOIKpC2nL.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30159" class="wp-caption-text">Bendita seja a filha criada por uma voz em sua cabeça é o livro de estreia de Warsan Shire (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Warsan Shire &#8211; Bendita seja a filha criada por uma voz em sua cabeça</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada ao sucesso por Beyoncé, </span><a href="https://notaterapia.com.br/2022/08/19/5-melhores-poemas-de-warsan-shire-a-poeta-lancada-por-beyonce/"><span style="font-weight: 400;">Warsan Shire</span></a><span style="font-weight: 400;"> publicou o seu primeiro livro em 2022. Intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Bendita seja a filha criada por uma voz em sua cabeça</span></i><span style="font-weight: 400;">, o conjunto de poemas trouxe à tona a vivência de Shire como uma mulher negra. O resultado final fez jus a expectativa deixada por ela ao colaborar com escolhas brutais de palavras no aclamado álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/7dK54iZuOxXFarGhXwEXfF"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016), e, através de uma sensibilidade única, colocou o leitor para refletir sobre tudo e todos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">A manicure empurra minhas cutículas, vira minha mão, estica a pele da palma e diz: eu vejo suas filhas e as filhas delas</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Poeta mais jovem a integrar a Sociedade Real da Literatura, Warsan Shire nasceu no Quênia e foi criada em Londres. Autêntica e dona de um movimento próprio, ela fez de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/08/warsan-shire-alavancada-por-beyonce-supera-seus-traumas-em-poemas.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Bendita seja a filha criada por uma voz em sua cabeça</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma obra completa, coesa e que não deixa nenhuma ponta solta para trás.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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		<title>Estante do Persona – Novembro de 2021</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 22:17:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Imaginava o Paraíso tendo uma biblioteca por modelo.” &#8211; Jorge Luis Borges Mais um mês de 2021 chega ao fim, e, como de costume, junto dele as coberturas mensais do Persona. Para iniciar os nossos registros de novembro,  damos sequência a uma novidade que nasceu quase nos últimos momentos do ano: o Estante do Persona.  &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Novembro de 2021"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25112" aria-describedby="caption-attachment-25112" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25112 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/capa-wordpress-estante-novembro-1-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/capa-wordpress-estante-novembro-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/capa-wordpress-estante-novembro-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/capa-wordpress-estante-novembro-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25112" class="wp-caption-text">Na segunda edição da Estante do Persona, o Clube do Livro discutiu a obra Jamais o fogo nunca, da escritora chilena Diamela Eltit (Foto: Reprodução/Arte: Vitória Vulcano/Texto de Abertura: Bruno Andrade)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">“Imaginava o Paraíso tendo uma biblioteca por modelo.”</span></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">&#8211; Jorge Luis Borges</span></i></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais um mês de 2021 chega ao fim, e, como de costume, junto dele as coberturas mensais do Persona. Para iniciar os nossos registros de novembro,  damos sequência a uma novidade que nasceu quase nos últimos momentos do ano: o </span><b>Estante do Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outubro, criamos o nosso </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Clube do Livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, formado por membros da Editoria, que tem o intuito de promover a leitura compartilhada e encontros para discussão de obras escolhidas através de sugestões. Ao final do mês, o Clube reúne-se para montar uma lista de indicações literárias e preencher a sua Estante aqui no </span><i><span style="font-weight: 400;">site</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de criar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist </span></i><span style="font-weight: 400;">com canções que remetem à obra em questão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, em novembro realizamos a segunda leitura do Clube do Livro: </span><a href="https://www.relicarioedicoes.com/livros/jamais-o-fogo-nunca/"><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2007), da chilena Diamela Eltit, que, no fim do mês, recebeu o prêmio da </span><a href="https://istoe.com.br/fil-comeca-no-mexico-com-premio-para-diamela-eltit-e-homenagem-a-almudena-grandes/"><span style="font-weight: 400;">Feira Internacional do Livro de Guadalajara</span></a><span style="font-weight: 400;"> (FIL). O livro é narrado por uma mulher, cujo principal dado biográfico é ter sido sobrevivente da Ditadura chilena, vivendo, mesmo após o fim do regime, sob o aspecto claustrofóbico da clandestinidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os últimos dias ainda marcaram a entrega do </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1464377751025205248"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Jabuti</span></a><span style="font-weight: 400;">, o mais importante da </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/literatura/"><span style="font-weight: 400;">Literatura</span></a><span style="font-weight: 400;"> brasileira. No mês que traz o </span><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2021/11/20/dia-da-consciencia-negra-cidades-registram-atos-antirracistas-neste-20-de-novembro.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Dia da Consciência Negra</span></a><span style="font-weight: 400;">, a premiação </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/11/premio-jabuti-2021-consagra-jeferson-tenorio-e-coroa-infantil-sobre-brumadinho.shtml"><span style="font-weight: 400;">consagrou Jeferson Tenório</span></a><span style="font-weight: 400;">, concedendo a ele o troféu na categoria Romance Literário — um dos mais prestigiosos da premiação — pelo excelente </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14705"><i><span style="font-weight: 400;">O Avesso da Pele</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A obra, publicada pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-mapeador-de-ausencias-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Companhia das Letras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aborda questões de racismo através dos olhos de um jovem negro ao reimaginar a vida do pai, um professor morto devido à violência policial. O romance desbancou </span><a href="https://personaunesp.com.br/solucao-de-dois-estados-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Solução de Dois Estados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/diario-da-queda-critica/"><span style="font-weight: 400;">Michel Laub</span></a><span style="font-weight: 400;">, visto como um dos favoritos ao prêmio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na categoria Livro do Ano, quem ficou com o Jabuti foi </span><a href="https://www.opovo.com.br/vidaearte/2021/11/26/premio-jabuti-2021-sagatrissuinorana-e-livro-do-ano-confira-vencedores.html"><i><span style="font-weight: 400;">Sagatrissuinorana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, livro infantojuvenil de João Luiz Guimarães e Nelson Cruz, publicado pela editora independente </span><i><span style="font-weight: 400;">ÔZé</span></i><span style="font-weight: 400;">. O enredo adapta a história clássica dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Três Porquinhos </span></i><span style="font-weight: 400;">em uma linguagem que lembra </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/grande-sertao-veredas-resumo-da-obra-de-guimaraes-rosa/"><i><span style="font-weight: 400;">Grande Sertão: Veredas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do mineiro João Guimarães Rosa, e gera um conto para falar sobre as tragédias que ocorreram em </span><a href="https://www.politize.com.br/barragem-de-rejeitos/"><span style="font-weight: 400;">Mariana e Brumadinho</span></a><span style="font-weight: 400;">, ambos desastres ocasionados pelo rompimento de Barragens em Minas Gerais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Não Ficção, o livro-reportagem </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-04-24/os-bolsonaro-sempre-foram-os-representantes-ideologicos-dos-grupos-milicianos.html"><i><span style="font-weight: 400;">A República das Milícias</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> do jornalista Bruno Paes Manso, foi laureado na categoria Biografia, Documentário e Reportagem. A obra traça um paralelo entre a ascensão das milícias no Rio de Janeiro e a consolidação da família Bolsonaro na política, fazendo um recorte temporal que vai dos anos 1960 — com o surgimento dos esquadrões da morte no Rio — até o assassinato da vereadora carioca </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/caso-marielle-tr%C3%AAs-anos-de-um-crime-que-chocou-o-brasil/a-56866451"><span style="font-weight: 400;">Marielle Franco</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 2018. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na categoria Ciências, a bióloga </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2020/05/livro-mostra-como-ciencia-tao-discutida-hoje-esta-no-dia-a-dia.shtml"><span style="font-weight: 400;">Natalia Pasternak</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o jornalista Carlos Orsi saíram vitoriosos com o livro</span> <a href="https://www.editoracontexto.com.br/produto/ciencia-no-cotidiano-viva-a-razao-abaixo-a-ignorancia/2788127"><i><span style="font-weight: 400;">Ciência no cotidiano: Viva a razão. Abaixo a ignorância!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, obra de divulgação científica que, entre outros temas, aborda e desmistifica a falácia de que vacinas causam autismo. </span><span style="font-weight: 400;">A Personalidade Literária de 2021 — honraria entregue desde a criação da premiação — foi Ignácio de Loyola Brandão, escritor araraquarense cinco vezes vencedor do Prêmio Jabuti, e autor de obras de destaque, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Zero </span></i><span style="font-weight: 400;">(1974) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Verás País Nenhum</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1981). Em janeiro deste ano, Brandão recebeu o título de </span><a href="https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/36277/serei-sempre-grato-a-unesp-diz-ignacio-de-loyola-brandao"><span style="font-weight: 400;">Doutor </span><i><span style="font-weight: 400;">Honoris Causa</span></i><span style="font-weight: 400;"> pela Unesp</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se você procura por mais indicações literárias está no lugar certo. Além de acompanhar o ambiente literário neste mês de novembro, a Editoria do Persona também selecionou algumas outras obras para acompanhar Diamela Eltit e </span><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca</span></i><span style="font-weight: 400;"> na segunda edição do </span><b>Estante do Persona</b><span style="font-weight: 400;">. Tudo isso você pode conferir logo abaixo.  </span></p>
<p><span id="more-25075"></span></p>
<h2></h2>
<h2>Livro do Mês</h2>
<figure id="attachment_25065" aria-describedby="caption-attachment-25065" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/jamais-o-fogo-nunca-534x800.jpg" alt="Capa do livro Jamais o Fogo Nunca, de Diamela Eltit. Na imagem, há um fundo branco com letras que formam a frase Jamais o fogo nunca embaralhadas e espalhadas de maneira disforme. Essas letras são de cor roxa. Na parte lateral direita, está escrito Jamais o fogo nunca, em fonte de cor roxa. À esquerda, está escrito diamela eltit, também em fonte de cor roxa. Abaixo de diamela eltit, está escrito tradução e prefácio de Julián Fuks, em fonte de cor roxa." width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/jamais-o-fogo-nunca-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/jamais-o-fogo-nunca-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/jamais-o-fogo-nunca-768x1150.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/jamais-o-fogo-nunca.jpg 866w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-25065" class="wp-caption-text">Jamais o fogo nunca é o primeiro livro da chilena Diamela Eltit traduzido no Brasil (Foto: Relicário)</figcaption></figure>
<p><b>Diamela Eltit &#8211; Jamais o fogo nunca (172 páginas, Relicário)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo uma das principais autoras da Literatura chilena contemporânea, Diamela Eltit demonstra em suas obras uma enorme força social, e revela, por meio de sua voz poética, paradoxos da militância política. Em </span><a href="https://www.relicarioedicoes.com/livros/jamais-o-fogo-nunca/"><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu primeiro livro publicado no Brasil, em 2017 — um atraso de mais de 30 anos desde sua estreia literária, em 1983 —, lemos esboços de conversas e momentos entre uma mulher e o marido, militantes ávidos contra a Ditadura de Pinochet, enclausurados dentro de um quarto onde relembram e colocam em xeque tudo o que foi vivido durante o período. Narrado pela mulher, o livro apresenta o passado como uma assombração, em um espaço claustrofóbico que só é quebrado com a invasão da morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título do livro vem do poema </span><i><span style="font-weight: 400;">Os nove monstros</span></i><span style="font-weight: 400;">, do poeta peruano </span><a href="https://www.editora34.com.br/detalhe.asp?id=1124&amp;busca=poemas%20humanos"><span style="font-weight: 400;">César Vallejo</span></a><span style="font-weight: 400;">, no qual lemos:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Jamais o fogo nunca/fez melhor seu papel de morto frio”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse trecho é também a epígrafe da obra, e serve como um ponto de partida para entendê-la. Há na produção um forte apreço pelos corpos — característica que perpassa toda a carreira de Eltit, visto com ênfase em </span><a href="https://www.relicarioedicoes.com/livros/forcas-especiais/"><i><span style="font-weight: 400;">Forças especiais</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2021), seu mais recente livro publicado por aqui —, às vezes chamados de </span><i><span style="font-weight: 400;">“células”</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante o romance. A recusa — e a proibição do marido — em sair de casa evidencia a desistência da utopia, motivo pelo qual ambos lutavam juntos nos anos de repressão política. Além disso, o caráter revelatório do romance aponta para as contradições escancaradas nas atitudes do próprio, um homem que lutava pela liberdade política mas era um repressor violento dentro da casa — a melhor simbologia da totalidade assombrosa da Ditadura, evidente até mesmo nos que seriam suas portas de saída.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca </span></i><span style="font-weight: 400;">também aponta para um dado emblemático: a Democracia não se lembra daqueles que lutaram por ela. Essa é uma das características que parecem servir de mote a diversas cenas do romance, visto que a ideia de anular o individual para o bem coletivo foi invertida nas sociedades contemporâneas. O livro funciona como uma distopia do século XXI, na qual nós, latino-americanos, estamos sempre assombrados pelo passado da Ditadura Militar, ao passo que somos carregados por um </span><i><span style="font-weight: 400;">“fogo morto frio”</span></i><span style="font-weight: 400;">. No Brasil, Diamela Eltit possui quatro obras publicadas: </span><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Forças especiais</span></i><span style="font-weight: 400;">, com tradução do também escritor </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13927"><span style="font-weight: 400;">Julián Fuks</span></a><span style="font-weight: 400;">, lançadas pela editora </span><i><span style="font-weight: 400;">Relicário</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://e-galaxia.com.br/produto/a-maquina-pinochet-e-outros-ensaios/"><i><span style="font-weight: 400;">A máquina Pinochet e outros ensaios</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017), disponível somente em </span><i><span style="font-weight: 400;">e-book </span></i><span style="font-weight: 400;">através da editora </span><i><span style="font-weight: 400;">e-Galáxia</span></i><span style="font-weight: 400;">, com tradução de Pedro Meira Monteiro; e </span><a href="https://ims.com.br/publicacao/o-infarto-da-alma-paz-errazuriz-diamela-eltit/"><i><span style="font-weight: 400;">O Infarto da alma</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020), feito em parceria com a fotógrafa </span><a href="https://www.sp-arte.com/editorial/entrevista-com-paz-errazuriz/"><span style="font-weight: 400;">Paz Errázuriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e publicado pela editora </span><i><span style="font-weight: 400;">IMS</span></i><span style="font-weight: 400;">, sob tradução de Livia Deorsola. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Apoio minha mão adormecida na parede e não sinto nada. Já não sinto absolutamente nada.”</span></i></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Jamais o fogo nunca - Clube do Livro Novembro de 2021" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/5tmUJWDu1GOWavKeSEW7oW?si=2005c11df2894ac1&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<h2>Dicas do Mês</h2>
<figure id="attachment_25067" aria-describedby="caption-attachment-25067" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25067" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/duna-1-557x800.jpg" alt="A capa é bege e mostra o desenho de um monstro em forma de minhoca saindo do deserto. A parte de cima do seu corpo tem um buraco, sua boca, com dentes pontiagudos. Abaixo dele, vemos montes de areia e várias silhuetas pretas olhando o monstro. Na parte de cima da capa, em letras brancas, lemos o nome do autor, Frank Herbert. No meio da capa, logo na cara do monstro, também em fonte branca, lemos Duna" width="557" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/duna-1-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/duna-1-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/duna-1-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/duna-1-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/duna-1-1425x2048.jpg 1425w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/duna-1-1200x1725.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/duna-1.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 557px) 85vw, 557px" /><figcaption id="caption-attachment-25067" class="wp-caption-text">Que calor, que sede! (Foto: Aleph)</figcaption></figure>
<p><b>Frank Herbert &#8211; Duna (680 páginas, Aleph)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Definir a complexidade e o alcance de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">em apenas um par de parágrafos é uma tarefa que nem o Barão Harkonnen merece enfrentar. A obra de Frank Herbert foi publicada em 1965, quando a ficção científica de Isaac Asimov olhava para um </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-fundacao-de-isaac-asimov-1951/"><span style="font-weight: 400;">futuro robótico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e metálico, enquanto o desértico planeta Arrakis, por outro lado, buscava uma visão menos computadorizada do amanhã. Os dróides dão espaço para a ecologia, a religião e a política. Na trama, primeiro livro de uma longeva coleção, o jovem Paul Atreides vê seu mundo virar de ponta-cabeça quando o pai, o Duque Leto, é ordenado a comandar Duna, um planeta que em nada se assemelha com a terra natal da família real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dessa fina premissa, as quase setecentas páginas se enroscam em reviravoltas políticas, amores capciosos e uma execução e visão de mundo avançadas para a mente de um norte-americano nos anos sessenta. Ágil, empoeirado, extremamente envolvente e envelopado por um glossário que deixa os cabelos em pé, </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">se beneficia do caráter disruptivo de sua narrativa linear, mas não presa ao cotidiano. Entre um capítulo e outro, Herbert faz questão de viajar anos pelo tempo, sem ao menos avisar o leitor que o protagonista até então magrinho e confiante agora era um homem resiliente e altivo. Acompanhado da cuidadosa e apaixonada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dnBpZuSUISQ"><span style="font-weight: 400;">adaptação cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Denis Villeneuve, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">de Frank Herbert (traduzido para cá por Maria do Carmo Zanini) tem tudo para continuar sua jornada atemporal de sucesso e aclamação. Mas esteja avisado: </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">é tão seco, que dá sede. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<hr />
<p><figure id="attachment_25072" aria-describedby="caption-attachment-25072" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25072 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/evelyn-1-557x800.jpg" alt="Capa do livro Os Sete Maridos de Evelyn Hugo. A imagem tem uma foto com um filtro verde água de uma mulher usando um vestido longo brilhante , com um colar de pérolas e pulseiras no braço direito. É possível ver apenas sua silhueta e a parte da boca para cima do seu rosto. Sob seu corpo, está escrito Os sete maridos de Evelyn Hugo em letra cursiva na cor rosa." width="557" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/evelyn-1-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/evelyn-1-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/evelyn-1-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/evelyn-1-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/evelyn-1-1425x2048.jpg 1425w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/evelyn-1-1200x1725.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/evelyn-1.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 557px) 85vw, 557px" /><figcaption id="caption-attachment-25072" class="wp-caption-text">Taylor Jenkins Reid também é autora de Daisy Jones &amp; The Six e Amor(es) Verdadeiro(s) [Foto: Paralela]</figcaption></figure><b>Taylor Jenkins Reid &#8211; Os Sete Maridos de Evelyn Hugo (360 páginas, Paralela)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode soar um pouco batido ser mais uma das milhares de pessoas a falar de O</span><i><span style="font-weight: 400;">s Sete Maridos de Evelyn Hugo</span></i><span style="font-weight: 400;">, que todo dia tem uma porção considerável de </span><i><span style="font-weight: 400;">tweets</span></i><span style="font-weight: 400;"> com comentários dedicados ao livro (e o famoso vestido verde da protagonista). Mas a obra de Taylor Jenkins Reid merece mesmo todos os holofotes que tem ganhado nos últimos meses. A autora, que já se mostrou </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><span style="font-weight: 400;">craque em criar celebridades inexistentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, trouxe um romance viciante do início ao fim, percorrendo os bastidores mais perversos da vida do </span><i><span style="font-weight: 400;">show business</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Evelyn Hugo é um dos nomes mais marcantes de Hollywood. Prestes a completar 80 anos de idade, a atriz <em>Oscarizada</em> decide que quer lançar uma biografia sobre sua vida e carreira, e curiosamente escolhe a jornalista Monique Grant para ser a autora da obra. A partir dessa premissa, o livro revisita a história da super estrela desde seus primórdios, percorrendo todos os percalços necessários para se tornar uma figura renomada, em paralelo com cada um de seus casamentos. Entre esses obstáculos, a repressão de suas origens latinas, sua fisionomia e até mesmo sua sexualidade para deixar seu nome cravado na calçada da fama. Em uma escrita que estampa um caráter quase documental, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-sete-maridos-de-evelyn-hugo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Sete Maridos de Evelyn Hugo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma das ficções mais verdadeiras que poderíamos ter. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
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<figure id="attachment_25073" aria-describedby="caption-attachment-25073" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/erguei-bem-alto-1-527x800.jpg" alt="Capa do livro Erguei bem alto a viga, carpinteiros &amp; Seymour — Uma introdução. Na imagem, há um fundo verde com uma borda de cor branca. Ao centro, há uma letra S de cor preta com detalhes em cor branca e cinza. Acima da letra S, está escrito Erguei bem alto a viga, carpinteiros &amp; Seymour — Uma introdução, em fonte de cor preta. Abaixo do S, está escrito J. D. Salinger, também em fonte de cor preta." width="527" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/erguei-bem-alto-1-527x800.jpg 527w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/erguei-bem-alto-1-675x1024.jpg 675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/erguei-bem-alto-1-768x1166.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/erguei-bem-alto-1-1012x1536.jpg 1012w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/erguei-bem-alto-1-1349x2048.jpg 1349w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/erguei-bem-alto-1-1200x1821.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/erguei-bem-alto-1.jpg 1620w" sizes="auto, (max-width: 527px) 85vw, 527px" /><figcaption id="caption-attachment-25073" class="wp-caption-text">Com tradução de Caetano Galindo, Erguei bem alto a viga, carpinteiros &amp; Seymour: Uma introdução fecha a cortina da carreira literária de Salinger, sendo esse seu último livro publicado em vida, e, até os dias atuais, sua última obra inédita (Foto: Todavia)</figcaption></figure>
<p><b>J.D. Salinger &#8211; Erguei bem alto a viga, carpinteiros &amp; Seymour: Uma introdução (184 páginas, Todavia)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final dos anos 1940, precisamente em 1948, o nome de um ex-veterano da </span><a href="https://personaunesp.com.br/uma-mulher-alta-critica/"><span style="font-weight: 400;">Segunda Guerra</span></a><span style="font-weight: 400;">, um dos poucos sobreviventes norte-americanos do </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/20/album/1558364074_276724.html"><span style="font-weight: 400;">Desembarque da Normandia</span></a><span style="font-weight: 400;">, apareceu pela primeira vez na renomada revista </span><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i><span style="font-weight: 400;">. O texto que dava início a uma das carreiras literárias mais brilhantes de todos os tempos – apesar de sua curta extensão, considerando que o autor publicou apenas um romance (mas foi </span><i><span style="font-weight: 400;">“o” </span></i><span style="font-weight: 400;">romance), e sagrou-se através de novelas e contos – se chamava </span><a href="https://img.travessa.com.br/capitulo/TODAVIA/NOVE_HISTORIAS-9786580309436.pdf"><i><span style="font-weight: 400;">Um dia perfeito para peixes banana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O nome do autor? Jerome David Salinger, ou, como ficou conhecido, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-apanhador-no-campo-de-centeio-70-anos/"><span style="font-weight: 400;">J. D. Salinger</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conto apresenta Seymour Glass, irmão mais velho de uma família de mentes geniais; é uma figura icônica, misteriosa e profundamente comprometida em entender o mundo. Ao longo da carreira de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/02/jogos-de-linguagem-de-salinger-tornam-infernal-o-trabalho-do-tradutor.shtml"><span style="font-weight: 400;">Salinger</span></a><span style="font-weight: 400;">, a disfuncional </span><a href="https://revistapolen.com/a-familia-glass/"><span style="font-weight: 400;">família Glass</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi sendo traçada, e, à tangente, Seymour (morto desde sua aparição) transformou-se em um guru, a referência silenciosa para os irmãos – ele era </span><i><span style="font-weight: 400;">“o imbatível”</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo Buddy Glass. Não ironicamente, a carreira de Salinger foi se solidificando junto a consolidação do nome de Seymour, sendo esse um de seus personagens mais geniais. A última obra publicada por Jerome – antes de cessar suas publicações e iniciar a reclusão que durou até o fim de sua vida, em 2010 – foi </span><a href="https://todavialivros.com.br/livros/erguei-bem-alto-a-viga-carpinteiros-seymour-uma-introducao"><i><span style="font-weight: 400;">Erguei bem alto a viga, carpinteiros &amp; Seymour: Uma introdução</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1963). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É engraçado enxergar que, desde o surgimento de Seymour, tentamos entender sua mente e o que levou a fazer o que fez, mas, somente 15 anos depois, Salinger apresentará um livro para contar, propriamente, a história do personagem, mesmo que narrada pelo irmão. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Erguei bem alto a viga, carpinteiros &amp; Seymour: Uma introdução</span></i><span style="font-weight: 400;"> temos duas novelas, ambas narradas por Buddy, o escritor da família e alter ego de </span><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2020/12/07/montando-o-quebra-cabeca-de-j.-d.-salinger"><span style="font-weight: 400;">Jerome Salinger</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na primeira, acompanhamos a cerimônia de casamento frustrada entre Seymour e Muriel, na qual Buddy Glass se vê enroscado com a família da noiva, enquanto a segunda apresenta um esforço genuíno em reconstruir a mente desse personagem ausente, através de memórias e fragmentos que ele deixou para trás. O livro todo é o clímax da história da família, considerando, ainda, que essa cerimônia inusitada de casamento foi pincelada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Um dia perfeito para peixes banana</span></i><span style="font-weight: 400;">. A obra encerra com maestria – e de forma cíclica – a carreira literária de Salinger, e representa o fracasso que pode ser a reconstrução do passado, à medida que a tentativa, mesmo no escuro, já demonstra uma vitória. </span><b>&#8211;</b> <b>Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_25071" aria-describedby="caption-attachment-25071" style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-love-hypothesis-1-533x800.jpg" alt="Capa do livro The Love Hypothesis, da autora Ali Hazelwood. Na alto da capa, centralizado em letras rosas, o título do livro, sob fundo azul, com “The Love” em letras cursivas e “Hypothesis” em uma fonte formal. Abaixo dele, uma ilustração de Olive (à direita) agarrando o jaleco de Adam (à esquerda) e puxando-o para um beijo. Olive é uma mulher caucasiana de cabelos castanhos presos num coque bagunçado, usando um jaleco branco com um crachá visível na gola esquerda. Adam é um homem caucasiano, mais alto que Olive, tem cabelos pretos até os ombros e usa um jaleco azul bebê por cima de uma camiseta rosa. Enquanto Olive está de olhos fechados, Adam está com os dele arregalados de surpresa. Atrás deles, uma série de frascos e vidros de laboratório com líquidos rosa sob uma bancada de trabalho azul, com o nome da autora no canto inferior direito em letras azuis-escuras e maiúsculas." width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-love-hypothesis-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-love-hypothesis-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-love-hypothesis-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-love-hypothesis-1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-love-hypothesis-1-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-love-hypothesis-1-1200x1800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-love-hypothesis-1.jpg 1707w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-25071" class="wp-caption-text">Os melhores clichês do gênero, organizados da maneira mais refrescante possível (Foto: Berkley)</figcaption></figure>
<p><b>Ali Hazelwood &#8211; The Love Hypothesis (383 páginas, Berkley)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma coisa fica clara assim que começamos a ler </span><i><span style="font-weight: 400;">The Love Hypothesis</span></i><span style="font-weight: 400;">: Ali Hazelwood não se envergonha nem um pouco das origens de seu livro. O fato da obra ter nascido como uma </span><a href="https://collider.com/the-love-hypothesis-ali-hazelwood-interview/"><i><span style="font-weight: 400;">fanfic</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é celebrado desde sua capa (ilustrada pela paraguaia </span><a href="https://twitter.com/lilithsaur"><span style="font-weight: 400;">@lilithsaur</span></a><span style="font-weight: 400;">), que evoca a semelhança dos atores dos filmes, até os agradecimentos, em que a autora ressalta a importância do apoio da comunidade para que a obra se tornasse um livro publicado. Na trama, a candidata a PhD Olive busca convencer sua melhor amiga de que está em uma relação romântica, e acaba tascando um belo de um beijo no Dr. Adam Carlsen, um professor linha-dura odiado pela maioria dos estudantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">campus</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O romance de estreia da autora não é nada menos do que um triunfo, tanto em gênero como em prosa. A caracterização romântica de suas personagens principais proposta dentro de um relacionamento falso (um dos clichês mais deliciosos do gênero) é primorosa, e não desperdiça nenhum momento entre as duas, forçando-as em situações cada vez mais comprometedoras, mas sem nunca tomar por garantido nenhuma das personagens secundárias ou a importância delas para a trama principal. Com a promessa de ser publicado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Arqueiro</span></i> <a href="https://impagine.online/the-love-hypothesis-entrevista-exclusiva-com-ali-hazelwood/"><span style="font-weight: 400;">no Brasil em 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Love Hypothesis</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um romance de peso e conteúdo que vai muito além de suas humildes origens. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25068" aria-describedby="caption-attachment-25068" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25068" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gavia-arqueira.jpg" alt="Capa do livro Gaviã Arqueira: Vingadora da Costa Oeste. A capa tem o fundo branco. No canto superior esquerdo, vemos a frase “Gavião Arqueiro do Matt Fraction é seu melhor trabalho até agora - PopMatters.com” em preto. Abaixo, vemos o logo da série de quadrinhos “gaviã arqueira”, que consiste nas duas palavras escritas em uma fonte preta, com setas nas extremidades das letras “g”, “v” e “i”, e um ponto vermelho, como se fosse um alvo, dentro do primeiro “a”. Na parte superior direita e em toda a extensão da capa, vemos ilustrações em tons de laranja. À esquerda, vemos a silhueta alaranjada de uma mulher com uma máscara e segurando uma arma. Ao lado dela, vemos a silhueta alaranjada de uma outra mulher, usando óculos que refletem palmeiras. À direita, vemos a silhueta alaranjada de um homem usando um casaco e uma gravata preta. Na parte inferior da capa, vemos as silhuetas brancas de palmeiras. Espalhados por toda a capa, vemos círculos imitando alvos, em tons de amarelo, laranja e em branco." width="500" height="769" /><figcaption id="caption-attachment-25068" class="wp-caption-text">Gaviã Arqueira: Vingadora do Oeste acompanha a personagem Kate Bishop antes de ela entrar para o Jovens Vingadores (Foto: Panini)</figcaption></figure>
<p><b>Annie Wu, David Aja, Javier Pulido e Matt Fraction &#8211; Gaviã Arqueira: Vingadora da Costa Oeste (120 páginas, Panini)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hawkeye</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">! A série </span><a href="https://variety.com/shop/hawkeye-marvel-comic-book-1235063311/"><span style="font-weight: 400;">inspirada nos quadrinhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Gavião Arqueiro foi a responsável por introduzir Kate Bishop ao </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas, antes de chegar ao </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, a Gaviã Arqueira já viveu outras aventuras. No livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaviã Arqueira: Vingadora da Costa Oeste</span></i><span style="font-weight: 400;">, a personagem não só já está devidamente aclimatada ao mundo heroico da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, como também </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/hawkeye-origem-relacao-kate-bishop-clint-barton-quadrinhos.html"><span style="font-weight: 400;">está familiarizada</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e de saco cheio &#8211; de Clint Barton. E é procurando tirar férias dele e das turbulências da vida em Nova York que a arqueira, seu cachorro e seu arco e flecha viajam para Los Angeles… só que nem lá ela vai conseguir escapar dos problemas de ser uma heroína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito por Matt Fraction, com as capas feitas por Javier Pulido e David Aja, o livro em quadrinhos reúne as edições 14, 16, 18 e 20 da série </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/gaviao-arqueiro-como-uma-hq-sem-historia-virou-fenomeno-e-foi-parar-no-mcu/"><i><span style="font-weight: 400;">Hawkeye</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Logo de cara, as ilustrações de Annie Wu são um atrativo por si só: cheias de cores, com desenhos bem dispostos, repletos de detalhes e perspectivas, e um </span><i><span style="font-weight: 400;">design </span></i><span style="font-weight: 400;">moderno, que combina com a protagonista, o visual de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaviã Arqueira </span></i><span style="font-weight: 400;">é deslumbrante. Mas as ilustrações não são tudo e, graças a </span><a href="https://www.aficionados.com.br/kate-bishop-a-gavia-arqueira-jovens-vingadores/"><span style="font-weight: 400;">Kate Bishop</span></a><span style="font-weight: 400;">, a narrativa também dá certo: seguindo as aventuras da heroína, nos aproximamos dela e conhecemos mais da sua personalidade generosa e corajosa, e também engraçada, despojada, irreverente e rebelde. Seja ajudando o casal vizinho a conseguir flores para um casamento, seja protegendo Los Angeles da Madame Máscara, a divertida </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaviã Arqueira</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra porque, muito antes de ter de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/gaviao-arqueiro-diferencas-kate-bishop.html"><span style="font-weight: 400;">se encaixar ao universo cinematográfico</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, já se considerava “</span><i><span style="font-weight: 400;">praticamente uma Vingadora</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_25066" aria-describedby="caption-attachment-25066" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Dias-na-Birmania-1.jpg" alt="Capa do livro Dias na Birmânia uma mulher no centro em branco e preto de costas levemente abaixada, com uma lança na mão direita, vestindo uma camiseta branca, um shorts e um chapéu. Na parte inferior há uma figura que lembra um barco. O fundo da cena é uma estampa distorcida de um céu azul com uma nuvem. No ponto superior está escrito George Orwell em branco e no canto esquerdo está escrito na diagonal Dias na Birmânia em vermelho. Todos esses elementos na capa remetem a uma colagem." width="447" height="686" /><figcaption id="caption-attachment-25066" class="wp-caption-text">George Orwell disseca o racismo estrutural em Dias na Birmânia (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>George Orwell &#8211; Dias na Birmânia (360 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo é repleto de culturas bem diferente da nossa e a Literatura nos permite viajar para conhecer essas civilizações tão discrepantes do nosso cotidiano. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Dias na Birmânia</span></i><span style="font-weight: 400;">, o primeiro romance de </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2018/06/8-fatos-sobre-george-orwell-autor-de-revolucao-dos-bichos-e-1984.html"><span style="font-weight: 400;">George Orwell</span></a>, <span style="font-weight: 400;">publicado em 1934, o leitor é transportado para um país asiático longínquo em meados do século XX. Nesse universo somos apresentados a John Flory, um inglês que reside na Birmânia em um período em que o país era uma colônia britânica. Orwell escancara o racismo nefasto do ambiente com os privilégios de Flory por não ser nativo do lugar, porém é mal visto por outros estrangeiros devido a sua amizade com os birmaneses. Os dias na Birmânia eram inóspitos até a chegada de Elizabeth, uma jovem superficial que despertou a comunidade local de sua rotina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dias na Birmânia</span></i><span style="font-weight: 400;"> já acorda o leitor para uma visão crítica sobre o colonialismo e o racismo estrutural. Orwell apresenta, logo em sua primeira obra literária, a sua análise majestosa sobre regimes autoritários, que futuramente o levou a escrever </span><i><span style="font-weight: 400;">1984</span></i><span style="font-weight: 400;">. A narrativa do primeiro romance do autor segue um ritmo angustiante com a autodesvalorização dos birmaneses cada vez mais acentuada e a depreciação de John Flory aumentando conforme o desenrolar da trama. A história contada por Orwell mostra um passado de um povo oprimido que reside em um país hoje conhecido como </span><a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2021-11-16/junta-militar-de-mianmar-acusa-aung-san-suu-kyi-de-fraude-nas-eleicoes-de-2020.html"><span style="font-weight: 400;">Myanmar</span></a><span style="font-weight: 400;">. O mais revoltante de se debruçar sobre a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dias na Birmânia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é pensar que a realidade dessa civilização ainda é a opressão. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25070" aria-describedby="caption-attachment-25070" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/leite-derramado-1-551x800.jpg" alt="Capa do livro Leite Derramado. A imagem tem fundo laranja. No canto superior direito, está escrito o nome do autor em cor preta e fonte em caixa alta. Ao centro, alinhado à esquerda, está escrito o nome do livro em fonte de caixa alta branca. Embaixo do título do livro, ocupando o quadrante inferior esquerdo da capa, existe um trecho do livro escrito em fonte serifada, também em branco, num tamanho menor, comum da parte interior dos livros." width="551" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/leite-derramado-1-551x800.jpg 551w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/leite-derramado-1-706x1024.jpg 706w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/leite-derramado-1-768x1115.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/leite-derramado-1-1058x1536.jpg 1058w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/leite-derramado-1-1411x2048.jpg 1411w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/leite-derramado-1-1200x1741.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/leite-derramado-1.jpg 1764w" sizes="auto, (max-width: 551px) 85vw, 551px" /><figcaption id="caption-attachment-25070" class="wp-caption-text">Lançado em março de 2009, Leite Derramado expõe a capacidade analítica de Chico Buarque numa saga familiar decadente (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Chico Buarque &#8211; Leite Derramado (195 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mês de novembro foi para acompanhar a premiação mais importante da Literatura Brasileira e apreciar a obra político-histórica de Diamela Eltit em </span><i><span style="font-weight: 400;">Jamais o fogo nunca</span></i><span style="font-weight: 400;">. Então, nada melhor do que relembrar também o </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/824984-leia-trecho-de-leite-derramado-vencedor-como-melhor-ficcao-do-52-premio-jabuti.shtml"><span style="font-weight: 400;">Livro do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> eleito pelo Prêmio Jabuti em 2010, que se encarrega de retratar a história do Brasil durante os nossos últimos dois séculos pelas palavras sublimes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/chico-buarque-construcao-50-anos/"><span style="font-weight: 400;">Chico Buarque</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_tkaXxXXKVI"><i><span style="font-weight: 400;">Leite Derramado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o autor tece uma narrativa ampla sobre a formação da sociedade e da política brasileira a partir das memórias de Eulálio, que está em seu leito de morte, desatando um monólogo nada confiável para quem quiser ouvir. O protagonista, membro de uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kd06GcqnwZQ"><span style="font-weight: 400;">decadente família tradicional carioca</span></a><span style="font-weight: 400;">, dedica seus últimos dias ao registro oral de sua linhagem, que se inicia com ancestrais portugueses, continua com barões do Império e senadores da Primeira República, e se encerra com agentes criminosos do Rio de Janeiro atual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como a consagrada escritora chilena, o aclamado letrista brasileiro faz uso de uma linguagem exímia do romance moderno, repleta de digressões livres e fechada na expressão da primeira pessoa. No entanto, ao contrário da carga dramática e psicológica da Literatura de Diamela Eltit, Chico Buarque é curto e grosso em suas análises, criadas a partir da perspectiva de um de seus </span><a href="http://ri.ucsal.br:8080/jspui/bitstream/prefix/1848/1/Chico%20Buarque%20e%20a%20malandragem.pdf"><span style="font-weight: 400;">exímios malandros</span></a><span style="font-weight: 400;">. E este, por sua vez, nunca chora o tal do leite derramado. </span><b>&#8211; Raquel Dutra </b></p>
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<figure id="attachment_25069" aria-describedby="caption-attachment-25069" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/historiasdelevesenganoseparecencas-1-539x800.jpg" alt="" width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/historiasdelevesenganoseparecencas-1-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/historiasdelevesenganoseparecencas-1-691x1024.jpg 691w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/historiasdelevesenganoseparecencas-1-768x1139.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/historiasdelevesenganoseparecencas-1-1036x1536.jpg 1036w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/historiasdelevesenganoseparecencas-1-1200x1779.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/historiasdelevesenganoseparecencas-1.jpg 1255w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-25069" class="wp-caption-text">“Escrevo o que me falam, o que capto de muitas vivências: escrevivências” (Foto: Malê)</figcaption></figure>
<p><b>Conceição Evaristo &#8211; Histórias de leves enganos e parecenças (112 páginas, Malê)</b></p>
<p><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/conceicao-evaristo.htm"><span style="font-weight: 400;">Conceição Evaristo</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das maiores escritoras que esse país tem a honra de possuir. Mineira, poetisa, romancista e contista, Conceição venceu o Prêmio Jabuti em 2015, por uma de suas obras mais famosas: </span><a href="https://deliriumnerd.com/2021/03/10/olhos-dagua-conceicao-evaristo-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">Olhos d&#8217;água</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. E foi homenageada pelo mesmo em 2019, como Personalidade Literária do Ano. Negra e de origem pobre, seus fortes versos ressoam a dura realidade vivenciada por ela, denunciando a marginalização social e opressões de gênero. Seus livros transmitem aquilo que Conceição carrega em seu interior: arte, cultura, sabedoria e beleza.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Histórias de leves enganos e parecenças</span></i><span style="font-weight: 400;">, sexta obra da autora, reúne doze contos e uma novela que dão voz a meninas, mulheres, mães e avós. Aqui, a prática de </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/09/07/conceicao-evaristo-frases-poderosas-em-entrevista-no-roda-viva.htm"><span style="font-weight: 400;">escrevivências</span></a>,<span style="font-weight: 400;"> mais uma vez, domina o lirismo poético de Conceição Evaristo, que transcreve histórias vindas de pessoas que têm a fala sufocada pela sociedade racista e intolerante. </span><i><span style="font-weight: 400;">A moça de vestido amarelo</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos grandes destaques do livro, fala sobre o sagrado afrodescente de maneira sutil e ao mesmo tempo potente, carregando muita graça e sabedoria. Com o sagrado em voga, contos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Nossa Senhora das luminescências</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fios de ouro</span></i><span style="font-weight: 400;"> impulsionam a oralidade feminina e a tradição de matriz africana. Retratando o cotidiano pela voz do oprimido, Conceição Evaristo faz Arte. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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