A estreia de Harris Dickinson em Urchin é traiçoeira

Aviso: O texto contém alguns spoilers

Cena do filme UrchinNa imagem, o personagem Mike está sentado em uma cadeira, com as costas apoiadas na parede e pernas em uma mesa. Ele está à direita da fotografia, vestindo camisa de botões verde clara, óculos escuros, shorts com estampas de cruz na tom verde e mocassim de pele de cobra. Ele está com as costas apoiadas no canto da sala, em uma parede, enquanto as costas da cadeira estão na parede da frente. Na mesa de madeira, há um ventilador branco de hélices azuis, um rádio grande, um abajur aceso e uma folha. No canto inferior esquerdo há um aquecedor. As paredes são amarelas. Mike é um rapaz branco, na faixa dos 30 anos, de cabelos castanhos claros e barba por fazer.
O longa marca a estreia do britânico na direção (Foto: BBC Film)

Davi Marcelgo

Urchin é um daqueles filmes que você já sabe o que vai acontecer, pois não trabalha com o segredo ou indicações de reviravolta, apenas com a confirmação da expectativa que o público possui. Nesse sentido, se assemelha a Anora (2024), que dilui um sonho à la Cinderela na primeira parte do enredo para depois desmanchá-lo, puxando o tapete do espectador. Com esse senso de ameaça, o roteirista e diretor estreante, Harris Dickinson, consegue tornar o peito de quem vê, um lar de angústias. A ficção faz parte de duas seções na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Foco Reino Unido e Competição Novos Diretores. Continue lendo “A estreia de Harris Dickinson em Urchin é traiçoeira”