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	<title>Arquivos Rafaela Martuscelli &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Rafaela Martuscelli &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>No auge da maturidade, McFly ainda mostra ‘emoções jovens e idiotas’ em Young Dumb Thrills</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2020 12:19:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rafaela Martuscelli O tão esperado sexto álbum da banda McFly finalmente chegou. No dia 13 de novembro de 2020, o Young Dumb Thrills, foi enfim lançado em todas as plataformas de streaming ao redor do mundo. Foi assim que o hiato de 10 anos, motivo de tristeza para muitos fãs ao redor do mundo, se &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/young-dumb-thrills-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "No auge da maturidade, McFly ainda mostra ‘emoções jovens e idiotas’ em Young Dumb Thrills"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16983" aria-describedby="caption-attachment-16983" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-16983" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-1-1.jpg" alt="Da esquerda para a direita: Dougie Poynter, Harry Judd, Danny Jones e Tom Fletcher" width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-1-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-1-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16983" class="wp-caption-text">Dougie Poynter, Harry Judd, Danny Jones e Tom Fletcher, em photoshoot para o novo álbum (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Rafaela Martuscelli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tão esperado</span> <span style="font-weight: 400;">sexto álbum da banda</span><span style="font-weight: 400;"> McFly finalmente chegou. No dia 13 de novembro de 2020, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Dumb Thrills</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi enfim lançado em todas as plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao redor do mundo. Foi assim que o hiato de 10 anos, motivo de tristeza para muitos fãs ao redor do mundo, se findou. Donos dos eternos sucessos </span><em><span style="font-weight: 400;">5 Colours In Her Hair</span></em><span style="font-weight: 400;">, </span><em><span style="font-weight: 400;">All About You</span></em><span style="font-weight: 400;"> e</span><em><span style="font-weight: 400;"> Falling In Love</span></em><span style="font-weight: 400;">, os ingleses voltaram com a força que sempre tiveram, mas que eles mesmos não lembravam que tinham. </span></p>
<p><span id="more-16982"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi uma década de muitas idas e vindas musicais para a</span><span style="font-weight: 400;"> banda</span><span style="font-weight: 400;">, que acabou estagnada por um problema que não se distancia da nossa realidade: a famosa falta de comunicação entre bons e velhos companheiros. A imagem do grupo perfeito, formada por quatro melhores </span><span style="font-weight: 400;">amigos</span><span style="font-weight: 400;"> foi repentinamente destruída e pegou de surpresa até mesmo os meninos. Para os fãs, que estavam acostumados com os desentendimentos bobos frequentemente registrados pelas câmeras de </span><a href="https://www.instagram.com/davidspearing/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">David Spearing</span></a><span style="font-weight: 400;">, fotógrafo oficial do McFly, também se chocaram com a realidade de seus ídolos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Dumb Thrills</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi sem dúvida a melhor maneira que o McFly encontrou de contar para os fãs que, mesmo apesar dos anos de ausência, a banda continua mais viva do que nunca. Que, mesmo apesar dos problemas que enfrentaram, quem tem um amigo, tem tudo. Que a amizade e a união são os pontos chave para qualquer reestruturação, como foi para a banda. Os meninos estão bem. O McFly também. E os fãs? Podem ficar tranquilos, de uma vez por todas. Sem dúvidas, esses anos foram de intenso amadurecimento pessoal para todos os integrantes, fato que fica claro ao escutar o álbum.</span></p>
<figure id="attachment_16984" aria-describedby="caption-attachment-16984" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-16984 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-2-1-1024x594.jpg" alt="Da esquerda para a direita: Dougie Poynter, Harry Judd, Danny Jones (com a mão na boca de Harry Judd) e Tom Fletcher" width="840" height="487" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-2-1-1024x594.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-2-1-300x174.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-2-1-768x446.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-2-1-1536x891.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-2-1-2048x1188.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-2-1-1200x696.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16984" class="wp-caption-text">Em lançamento do sexto álbum, os integrantes miraram na autenticidade — e acertaram (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem acompanha o McFly há um longo tempo, o disco é reconfortante desde o momento em que você aperta o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. Depois de tantos anos de espera e de tantas músicas lançadas sem um álbum para chamar de seu, o conforto é em finalmente encontrar, de fato, a essência da </span><span style="font-weight: 400;">banda</span><span style="font-weight: 400;"> em cada nota escutada. É um álbum de presença. É possível sentir a presença da volta da </span><span style="font-weight: 400;">banda</span><span style="font-weight: 400;"> desde os trompetes, no início de </span><em><span style="font-weight: 400;">Happiness</span></em><span style="font-weight: 400;">, até as vozes dos meninos conversando e brincando ao final de </span><em><span style="font-weight: 400;">Not The End</span></em><span style="font-weight: 400;">, para finalizar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amor, saúde mental e juventude são as palavras-chaves que definem o disco. Definitivamente, o McFly ainda tem os seus </span><i><span style="font-weight: 400;">young dumb thrills </span></i><span style="font-weight: 400;">correndo pelas veias, ao mesmo tempo que mostram que já conquistaram a responsabilidade que a vida cobra. Diferente de quando começaram, eles não são mais jovens de 16 anos morando sozinhos em uma casa para escrever um álbum. Muito aconteceu desde 2003: relacionamentos bem consolidados, família, alegrias e problemas. A mensagem que fica é a importância de valorizar suas conquistas, mas também entender os seus limites e saber a hora de pedir ajuda.</span></p>
<figure id="attachment_17006" aria-describedby="caption-attachment-17006" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-17006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/0.jpg" alt="" width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/0.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/0-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17006" class="wp-caption-text">Capa do álbum (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<h3><b>O sumiço</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum demorou mas chegou. Segundo Tom Fletcher, em </span><a href="https://rts.org.uk/article/mcfly-reveal-all-new-itv-documentary-mcfly-all-about-us"><i><span style="font-weight: 400;">All About Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, documentário lançado pelo grupo no canal britânico </span><i><span style="font-weight: 400;">ITV</span></i><span style="font-weight: 400;">,  um dia depois do CD, a </span><span style="font-weight: 400;">banda </span><span style="font-weight: 400;">estava acostumada com prêmios e </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> número 1 nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, desde o quinto álbum de estúdio, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Above The Noise</span></i><span style="font-weight: 400;">, a busca foi por compor músicas que trouxessem prêmios. Foi aí que o grupo focou em criar pelos prêmios e não mais por amor que eles se distanciaram da verdadeira identidade do McFly.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, depois de alguns anos sem o anual </span><a href="https://twitter.com/tomfletcher/status/285906303627456513"><i><span style="font-weight: 400;">tweet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de <em>&#8220;</em></span><i><span style="font-weight: 400;">Another year over, and we&#8217;re still together</span></i><span style="font-weight: 400;"><em>&#8220;</em> de Tom Fletcher, sempre postado no dia 31 de dezembro de todos os anos, conseguimos enfim entender o que estava acontecendo. O documentário veio em bom momento e ajudou na humanização do quarteto. Apesar de serem considerados ídolos de toda uma geração, eles também são seres humanos. Essa ideia também foi bem trabalhada através da música </span><em><span style="font-weight: 400;">You&#8217;re Not Special</span></em><span style="font-weight: 400;">, do novo álbum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falta de comunicação, problemas pessoais, ânsia por receber mais prêmios como o </span><i><span style="font-weight: 400;">Brit Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2005. Todas essas questões foram melhor trabalhadas após a segunda reabilitação de Dougie Poynter, em 2019. Dessa vez, segundo Tom Fletcher, também no documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">All About Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, o restante da banda apoiou a recuperação do baixista de uma maneira diferente: participando de uma terapia em </span><span style="font-weight: 400;">grupo</span><span style="font-weight: 400;">. E foi assim que a banda voltou à vida.</span></p>
<figure id="attachment_16985" aria-describedby="caption-attachment-16985" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16985 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-3-1024x576.jpg" alt="A banda McFly durante as gravações do documentário All About Us" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-3-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-3.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16985" class="wp-caption-text">A banda relembrou momentos de suas carreiras no documentário All About Us (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E está vivíssima! Com a turnê </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Dumb Thrills Tour</span></i> <span style="font-weight: 400;">marcada para 2021 pelo Reino Unido e pelo Brasil, temos a sensação de que o McFly nunca esteve tão disposto a enfrentar os próximos desafios e construírem o restante de sua caminhada, só que dessa vez, juntos. Após abrirem o coração, os meninos só querem viver uma vida como seres humanos normais que curtem o que fazem: fazer música na companhia de grandes amigos — e agora, alguns filhos. O importante é que, no final, eles sempre estarão lá um para o outro.</span></p>
<blockquote><p><b><i>&#8220;another year over, and we&#8217;re still together.</i></b></p>
<p><b><i>it&#8217;s not always easy, but McFly&#8217;s here forever!&#8221;</i></b></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Young Dumb Thrills" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/7CVXRVMxsSU6gCEmZYLLn9?si=noqebOEqSWauagvip_WsJg"></iframe></p>
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		<title>Teenage Dream: 10 anos da mistura de autenticidade e doçura que faltava na música pop</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 17:02:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rafaela Martuscelli O segundo álbum de Katy Perry, Teenage Dream, lançado pela Capitol Records, completa 10 anos neste mês de agosto de 2020. Para a surpresa de muitos, o resultado do trabalho de Katy para o sucessor de One Of The Boys (2008) foi um disco extremamente pop, trazendo uma proposta completamente oposta ao seu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/teenage-dream-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Teenage Dream: 10 anos da mistura de autenticidade e doçura que faltava na música pop"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14872" aria-describedby="caption-attachment-14872" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14872 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-4.jpg" alt="" width="1400" height="1400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-4.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-4-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/imagem-1-4-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14872" class="wp-caption-text">Pintura de Katy para a capa do álbum (Foto: Will Cotton/Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo álbum de Katy Perry, </span><em><span style="font-weight: 400;">Teenage Dream</span></em><span style="font-weight: 400;">, lançado pela Capitol Records, completa 10 anos neste mês de agosto de 2020. Para a surpresa de muitos, o resultado do trabalho de Katy para o sucessor de </span><i><span style="font-weight: 400;">One Of The Boys (2008)</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um disco extremamente </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo uma proposta completamente oposta ao seu álbum de lançamento, marcado pela mistura de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-14837"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de premeditado, o sucesso do seu segundo disco era quase óbvio — afinal, ninguém escapou de conhecer todos os seus primeiros <i>hits</i> (<i>I Kissed A Girl</i>, <i>Hot N&#8217; Cold</i>, <i>Thinking Of You</i>, <i>Waking Up In Vegas&#8230;), </i>que marcaram uma geração e deixaram claro que Katy não iria parar por ali. Além disso, a gravação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Teenage Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi apenas o início de uma nova era, mas também foi a realização de um sonho para a jovem Katy que, aos 18 anos, saiu de sua casa em Santa Bárbara, na Califórnia, e atravessou os Estados Unidos sozinha atrás dos seus sonhos.</span></p>
<figure id="attachment_14839" aria-describedby="caption-attachment-14839" style="width: 2222px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14839" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-2-5.jpg" alt="" width="2222" height="1476" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-2-5.jpg 2222w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-2-5-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-2-5-1024x680.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-2-5-768x510.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-2-5-1536x1020.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-2-5-2048x1360.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-2-5-1200x797.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14839" class="wp-caption-text">Palco da Hello Katy Tour, a primeira turnê da cantora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Teenage Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado no mesmo período que outros grandes sucessos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que também estavam criando seus espaços na cena musical. Enquanto o álbum estava para sair do forno, </span><a href="http://personaunesp.com.br/lady-gaga-10-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;"> já estava fazendo sucesso com seu single </span><i><span style="font-weight: 400;">Bad Romance</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2009 — além de </span><i><span style="font-weight: 400;">Just Dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face</span></i><span style="font-weight: 400;">, que já brilhavam no topo das paradas</span> há mais tempo. Do outro lado, tínhamos Rihanna com seus sucessos <i>Rude Boy</i> e <i>Hard</i>, do álbum <i>Rated R</i>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir disso, fica fácil entender porque o início da década de 2010 foi um período perfeito para aumentar a rivalidade feminina entre cantoras do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, após 10 anos, é possível enxergar que há espaço para todo mundo no mundo da música. Lado a lado, essas artistas deram a vida que o estilo musical vinha pedindo.</span></p>
<figure id="attachment_14841" aria-describedby="caption-attachment-14841" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-Extra.jpg" alt="" width="1170" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-Extra.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-Extra-300x219.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-Extra-1024x747.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-Extra-768x560.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14841" class="wp-caption-text">Amigas de longa data, Katy Perry e Rihanna posam juntas no VMA 2010 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódico e algumas poucas músicas que ainda traziam uma guitarra ou outra (remetendo ao início de sua carreira), as faixas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Teenage Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> são extremamente coesas. Como o nome do álbum já traz — um sonho adolescente —, as canções trabalham com letras que remetem à juventude, ao amor, às festas, e também às incertezas desse período. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Katy Perry participou da escrita de todas as canções do álbum, mas teve a colaboração de compositores como Bonnie McKee e Ester Dean. Ele foi produzido por uma grande equipe que, entre seus membros, estavam presentes Dr. Luke e <a href="https://portalpopline.com.br/max-martin-da-entrevista-e-enaltece-britney-spears-ela-e-um-genio/">Max  Martin</a>, famosos por já terem produzidos hits como </span><i><span style="font-weight: 400;">Girlfriend</span></i><span style="font-weight: 400;">, da Avril Lavigne, e </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/musica/noticia/2020/05/20-anos-de-oops-i-did-it-again-como-o-disco-de-britney-spears-se-tornou-referencia-na-musica-pop-cka77k955001j015nzw9moru1.html"><i><span style="font-weight: 400;">Oops!&#8230; I Did It Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da Britney Spears.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho em conjunto de toda essa turma resultou em um álbum repleto de autoempoderamento e crescimento pessoal. Com este disco, Katy se tornou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.billboard.com/articles/news/467879/katy-perry-makes-hot-100-history-ties-michael-jacksons-record#:~:text=Katy%20Perry%20Makes%20Hot%20100%20History%3A%20Ties%20Michael%20Jackson's%20Record,-8%2F17%2F2011&amp;text=Katy%20Perry%20becomes%20the%20first,from%20an%20album%20to%20No.">a primeira mulher e a segunda artista</a> a emplacar 5 <em>singles</em>, do mesmo álbum, no topo dos <em>charts</em> da <em>Billboard Top 100</em></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_14842" aria-describedby="caption-attachment-14842" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-3-1.gif" alt="" width="800" height="432" /><figcaption id="caption-attachment-14842" class="wp-caption-text">Katy alcançou o #1 com California Gurls (ft. Snoop Dogg), Teenage Dream, Firework, E.T e Last Friday Night, sendo o último o que lhe deu o recorde; o único artista que realizou o feito antes dela foi Michael Jackson, com o álbum <a href="http://personaunesp.com.br/critica-michael-jackson-bad/">Bad</a> (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De cara, também pudemos perceber uma mudança de visual: no lugar dos </span><i><span style="font-weight: 400;">looks <a href="https://garotatecontotudo.com.br/2015/03/01/estilo-vintage-aprenda-realmente-o-que-e/">vintage</a></span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/537245/katy-perry-e-uma-pin-up-de-quadrinhos-do-ano-1945"><i><span style="font-weight: 400;">pin-up</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da turnê </span><i><span style="font-weight: 400;">Hello Katy Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> — <em>shows</em> que, em sua maioria, eram feitos com um cenário fixo, um microfone, uma mesma roupa e uma guitarra —, um novo mundo foi criado. C</span>omo o próprio nome <em>“</em><i>California Dreams Tour”</i> sugere, esse universo elaborado por Katy Perry se baseou principalmente em um mundo doce, dominado pelos sonhos. Características essas que casavam perfeitamente com a <em>tracklist</em> escolhida, com o cenário e com o jeito bobo e brincalhão que Katy sempre demonstrou ter.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A alegria de suas músicas eram entregues com seus cenários marcantes, cheios de doces, pirulitos e algodão doce, e seus dançarinos — uma das principais novidades que Katy trouxe na turnê. O palco e as muitas trocas de roupas feitas durante o show foram projetados pensando exclusivamente em criar uma imersão para os fãs enquanto eles estivessem assistindo ao espetáculo. O objetivo não foi só alcançado, mas também superado</span>: <a href="https://www.billboard.com/articles/news/42159/top-25-tours-of-2011">segundo o <em>site</em> da <em>Billboard</em></a>, a <i>California Dreams Tour </i>arrecadou quase 50 milhões de dólares.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi a primeira turnê mundial da cantora, e a maior da sua carreira até então, passando pelos continentes da Europa, Ásia, Oceania, América do Norte e América do Sul. A vontade de Katy Perry de conquistar todo o mundo já estava clara no início da sua carreira, mas foi o resultado do seu esforço colocado em cima do sucessor do <em>One Of The Boys</em> que mostrou a sua força de furacão. </span></p>
<figure id="attachment_14843" aria-describedby="caption-attachment-14843" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14843" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-4-1.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-4-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-4-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-4-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Imagem-4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14843" class="wp-caption-text">A sua passagem pelo Brasil, em 2011, ficou marcada pelo seu show no Rock In Rio daquele ano, que juntou um público de 100 mil pessoas, sendo o maior da sua carreira até a data (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em cima de um palco extremamente colorido, a artista cantava letras como </span><i><span style="font-weight: 400;">California Gurls</span></i><span style="font-weight: 400;">, que apresentou ao mundo o estilo de vida da juventude californiana. Também performava os sucessos </span><i><span style="font-weight: 400;">Teenage Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Hummingbird Heartbeat</span></i><span style="font-weight: 400;">, que irradiavam o amor jovem. E mesmo as músicas que tratam sobre decepções</span><span style="font-weight: 400;"> não deixam menos atraente a ideia de viver uma paixão adolescente, vide <i>Not Like The Movies</i>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da sua força, a sua vontade de brilhar também foi muito bem exposta através das letras do seu álbum. </span><i><span style="font-weight: 400;">Firework</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi uma música </span><a href="https://www.instagram.com/p/CESGkl6H_AB/"><span style="font-weight: 400;">criada a partir de um trecho do livro</span></a><span style="font-weight: 400;"><em> On The Road</em> de Jack Kerouac, que fala sobre pessoas que brilham e irradiam a sua energia, não importa onde elas estejam. Não é difícil entender o motivo da escolha: Katy é o seu próprio fogo de artifício.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Katy Perry - Last Friday Night (T.G.I.F.) (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KlyXNRrsk4A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os <a href="https://www.dicionarioinformal.com.br/katycat/#:~:text=Katycat%20%C3%A9%20o%20nome%20dado%20aos%20f%C3%A3s%20verdadeiros%20da%20cantora%20Katy%20Perry."><em>katycats</em></a> achavam que a era </span><i><span style="font-weight: 400;">Teenage Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> estava para acabar, a artista mais uma vez não deixou seus fãs a desejar, apresentando o</span> documentário <i>Katy Perry: Part Of Me 3D</i>, realizado pela <em>Paramount</em>. O filme mostrou os bastidores da <i>California Dreams Tour</i> enquanto contava a trajetória da carreira de Katy Perry.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o documentário, uma das partes mais marcantes foi o registro do </span><a href="https://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-2167932/Katy-Perrys-despair-Russell-Brand-split-revealed-new-film-Part-Of-Me.html"><span style="font-weight: 400;">término de seu casamento com o comediante inglês Russell Brand</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além da explicação dada no filme, o divórcio deu pano pra manga para a criação do que mais tarde se tornaria o </span><i><span style="font-weight: 400;">Teenage Dream: The Complete Confection, </span></i><span style="font-weight: 400;">a</span><span style="font-weight: 400;"> versão estendida do álbum. </span><span style="font-weight: 400;">As novas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Part Of Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Wide Awake</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dressin&#8217; Up</span></i><span style="font-weight: 400;"> e novas versões das músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">The One That Got Away</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">E.T </span></i><span style="font-weight: 400;">deixavam claro</span><span style="font-weight: 400;"> que Katy Perry estava disposta a superar o seu divórcio e, mais uma vez, se auto descobrir — mas esses são assuntos que vamos deixar para outro texto.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Katy Perry: Part of Me Em 3D / Trailer official do Brasil" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uFhpnnVjZWk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com certeza, esse período foi uma reviravolta tanto na carreira da artista quanto na sua vida pessoal: </span><i><span style="font-weight: 400;">Teenage Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o trabalho que a consolidou como uma das maiores artistas <em>pop</em> da atualidade. Katy conseguiu colocar sua personalidade no álbum em todas as faixas que o compõe, sem perder sua essência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acreditando no seu trabalho, a cantora bateu recordes ao mesmo tempo que conseguiu unir multidões em seus shows, que quase sempre tinham os seus ingressos esgotados. A sensação após imersão no mundo do <em>Teenage Dream</em> e da <em>California Dreams Tour</em> não pode ser outra além de um grande &#8216;</span><i><span style="font-weight: 400;">firework&#8217; </span></i><span style="font-weight: 400;">de sentimentos que Katy sempre consegue nos entregar.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Cause, baby, you&#8217;re a firework</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Come on, show &#8216;em what you&#8217;re worth</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Make &#8216;em go, &#8220;Ah, ah, ah&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As you shoot across the sky</span></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Katy Perry - Teenage Dream: The Complete Confection" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/5BvgP623rtvlc0HDcpzquz?si=ZCDqFM5dTL643MSd_15b4A"></iframe></p>
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		<title>Após uma década, a guerra dos tronos chega ao seu fim</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2019 03:24:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Game of Thrones]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Rafaela Martuscelli Atenção, este texto contém spoilers! Leia por sua conta e risco! A última temporada de Game Of Thrones tem tudo o que as outras tiveram: diálogos marcantes, guerras, mortes, drama. Então por que tanta decepção por grande parte dos fãs com o final da série? Tá aí algo que não é de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/game-of-thrones-season-finale-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Após uma década, a guerra dos tronos chega ao seu fim"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_12078" aria-describedby="caption-attachment-12078" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12078" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1024x511.jpeg" alt="" width="840" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1024x511.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-768x383.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1200x599.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1.jpeg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12078" class="wp-caption-text">Daenerys Targaryen antes de atacar King’s Landing (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p><em>Atenção, este texto contém spoilers! Leia por sua conta e risco!</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A última temporada de Game Of Thrones tem tudo o que as outras tiveram: diálogos marcantes, guerras, mortes, drama. Então por que tanta decepção por grande parte dos fãs com o final da série? Tá aí algo que não é de hoje, essa insatisfação do público que assiste e a acompanha desde o início. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que fora anunciado a redução da quantidade de episódios da sétima e oitava temporada, já vimos uma onda de reclamações. Será que uma história do porte dessa série conseguiria se resolver em apenas mais 13 episódios? E tivemos a resposta: não.</span></p>
<p><span id="more-12076"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O final da sexta temporada deixou muito pano pra manga, com muitas situações a serem trabalhadas. Houve o Jon Snow ressuscitando e logo em seguida lutando na Batalha dos Bastardos. Arya Stark concluiu seu grande treinamento em terras longe de Winterfell e foi atrás de cada nome que havia colocado em sua lista de pessoas para matar. Cersei Lannister explodiu o Grande Septo com muitas pessoas importantes dentro, sendo elas aliadas ou não, para não correr o risco de perder o seu trono &#8211; mas perdeu seu filho, Tommen Baratheon. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que os episódios restantes seriam muito pouco para fechar perfeitamente tantos arcos que foram deixados em aberto, por mais que a duração de cada episódio tenha passado a ser de mais de uma hora cada. No entanto, apesar de produzidos impecavelmente, houve uma irregularidade na velocidade em que os acontecimentos iam se desencadeando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse atropelamento na história gerou um impacto muito grande no desenvolvimento das personagens, às vezes para melhor, às vezes para pior. Alguns momentos foram acelerados, com diálogos importantes trabalhados de modo raso e rapidamente, além das viagens entre cidades, que antes tomariam vários minutos da série, passaram a acontecer em segundos. Em contrapartida, outros episódios tiveram grandes lacunas com cenas de pouca relevância. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, as personagens femininas tiveram um crescimento muito coerente de acordo com a história de cada uma. Acompanhamos as irmãs Stark, Arya e Sansa, desde o início de suas vidas, e foi inegável o quanto elas se desenvolveram e se entenderam como mulheres no contexto em que a série roda. Arya sempre teve uma personalidade marcante e honrou sua trajetória ao focar nas suas táticas de luta. Sansa sofreu consequências de um machismo escancarado da época que exigiu o seu amadurecimento, forçando os espectadores a assistir repetidas cenas de estupro &#8211; assim como aconteceu com Daenerys.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cersei também nunca se desvirtuou do que acreditava. Apesar de detestável, sempre foi fiel aos seus princípios e a quem amava. A maior parte das atitudes que teve, por mais terríveis que fossem, foi fruto de esforços para proteger seu trono e sua família &#8211; o que realmente importava, respectivamente. Toda a sua maldade a tornou uma personagem marcante para os fãs, e que, querendo ou não, traziam um sentimento no mesmo instante em que aparecia na tela, mesmo que esse sentimento fosse a aversão. Uma personagem que foi inesquecível &#8211; pelo menos para os fãs, já que os roteiristas aparentemente esqueceram dela. Mas isso a gente discute mais adiante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De outro lado, temos Daenerys Targaryen, uma personagem que deu o que falar nessa reta final. O mito da Daenerys como rainha louca surgiu logo após uma sucessão de maus momentos para ela. Desde o começo da série, ela foi conquistando tudo o que via pela frente, dando esperança aos fãs que torciam para ela na corrida pelo trono. Tudo isso acaba, quando nas duas últimas temporadas, perde seus dragões, Viserion e Rhaegal; seu braço direito, Missandei; seus aliados Tyrion Lannister e Lorde Varys; e, talvez, a sanidade. </span></p>
<figure id="attachment_12079" aria-describedby="caption-attachment-12079" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-1-1024x651.jpg" alt="" width="840" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-1-1024x651.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-1-300x191.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-1-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12079" class="wp-caption-text">King’s Landing em chamas após ataque de Daenerys contra a cidade. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas ao se tratar do final de Game Of Thrones, ele foi decepcionante não só para o </span><a href="https://www.vice.com/en_us/article/xwng87/the-got-cast-seems-just-as-disappointed-with-this-season-as-you-are?utm_source=vicetwitterus"><span style="font-weight: 400;">próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">cast</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da série quanto para </span><a href="https://www.instagram.com/p/Bxs0qCnlap3/"><span style="font-weight: 400;">a maioria dos fãs</span></a> <span style="font-weight: 400;">que estavam criando expectativas para o grande desfecho. Por uma década, ela se consolidou como uma série a qual muita gente sempre esperou muita coisa. Surpresas de grande impacto já eram previstas, mas a falta foi de surpresas que geram choques, e não desapontamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em aquecimento para a </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale</span></i><span style="font-weight: 400;">, os fãs iniciaram 2019 cheios de teorias para Arya Stark, justificando os anos de treinamento e honrando sua lista. Até então, acreditávamos fielmente que ela mataria Cersei após usar o rosto de Jaime, o que não aconteceu. Então as apostas mudaram para Arya como assassina de Daenerys, o que vimos que também não rolou. Para a alegria dos fãs, ela acabou com toda a história do Rei da Noite, que foi resolvida em uma intensa batalha já no começo da temporada, que durou o terceiro episódio inteiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um outro personagem que acompanhou a Arya pela história inteira, Sandor Clegane, O Cão, também não teve um final daqueles. Esperamos por uma década para uma batalha inesquecível onde ele finalmente realizaria o seu maior desejo: matar seu irmão. O caminho percorrido até o seu encontro conseguiu prender mais do que a luta em si, que foi rápida e acabou na morte dos dois personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cersei, que deu licença à luta de irmãos ao simplesmente sair do local, não chegou tão longe. Após anos sendo uma das figuras mais importantes da trama, tivemos que nos contentar com seu soterramento ao mesmo tempo em que desejávamos uma morte lenta e cheia de torturas, de modo que ela sofresse na mesma medida que fez muitas outras pessoas sofrerem &#8211; seja psicologicamente ou fisicamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou então, a luta do século. Aquela em que Cersei Lannister e Daenerys Targaryen se encarariam, frente a frente, a poucos metros uma da outra. Aquela em que fogo de dragão entraria em combate com o fogo verde. Aquela em que apenas uma sairia viva. Mas isso aí também não rolou. O final de Daenerys foi nas mãos do seu interesse romântico, Jon Snow, que mesmo cometendo um homicídio, se saiu como um herói que “fez o que deveria fazer”. Mais um momento em que Game Of Thrones conseguiu escancarar o machismo da série, visto seu histórico de causas de morte, estupro e pessoas no poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jon Snow teve muitas falhas na temporada. Ter se apaixonado por Daenerys o desviou de uma linha de raciocínio que vinha seguindo. Anteriormente, faria de tudo por um amigo, mas passou reto ao ver Sam jogado em meio a uma batalha contra os mortos, incapacitado de lutar. Em épocas passadas, não hesitaria em parar para defendê-lo. Errou, também, ao não levar em consideração o que suas irmãs insistiam em alertá-lo. No final, essa construção só ajudou a justificar a decisão de matar Daenerys e isentar Snow de qualquer culpa que poderia levar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A verdade é que Game Of Thrones nunca fez a vontade dos fãs. Sempre houve mortes importantes – como a inesperada de Ned Stark, logo na primeira temporada – e essa que era a graça da série. Previsibilidade com certeza não é a palavra que a define melhor. Mas dessa vez, se fizermos uma breve pesquisa nas redes sociais, concluímos rapidamente que pouca coisa agradou. Pouco foi aceito como uma surpresa agradável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O último episódio contou com discursos e monólogos de duas personagens que costumavam a fazer isso com mais frequência, Daenerys e Tyrion. Sentimos falta desse lado, que foi um pouco esquecido devido às batalhas que seguiram, porém ambos não foram convincentes o suficiente para comover o público. O único que se convenceu e foi influenciado de alguma maneira foi o próprio Jon Snow, que já não sabia mais para que lado correr e foi obrigado a tomar uma decisão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pressa em terminar a série também fez com que muitos momentos fossem mal explicados. No final das contas, Jon Snow ser um Targaryen só serviu para a morte de Daenerys e para um dragão enfurecido em busca de justiça queimar o trono com suas próprias chamas. O fato de Bran Stark ter passado a série inteira dizendo que não queria se tornar rei foi igualmente ignorado, quando por ideia de Samwell Tarly – um dos únicos que manteve a sensatez – foi nomeado rei dos Sete Reinos através de uma votação. Sete reinos que, na verdade, virou seis. O Norte quis se desvincular de toda a treta e pediu a independência de Winterfell, dando o título oficial de Lady à Sansa. E assim foi autorizado pelo novo rei, Bran, que… é nortenho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de alguns buracos, é inegável que esses dez anos de Game Of Thrones deixou um legado para a televisão. A série foi uma das maiores produções, com locações ao redor do mundo inteiro e um uso enorme de efeitos especiais de extrema qualidade. A gente quase chega a acreditar que dragões existem e nem repara em muitas cidades que foram criadas praticamente em computação gráfica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_12080" aria-describedby="caption-attachment-12080" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-3-1.jpg" alt="" width="650" height="661" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-3-1.jpg 650w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-3-1-295x300.jpg 295w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12080" class="wp-caption-text">Grande parte dos cenários surgiram a partir de efeitos especiais. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A influência contínua em escala mundial: os locais usados para as gravações viraram pontos turísticos, o que causa um grande impacto econômico nas regiões – como aconteceu na </span><a href="https://www.bbc.com/news/uk-northern-ireland-36749938"><span style="font-weight: 400;">Irlanda do Norte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Alguns lugares passaram a ser tão visitados que passaram a ter problemas com </span><a href="http://money.com/money/4905167/game-of-thrones-dubrovnik-croatia-tourism/"><span style="font-weight: 400;">superlotação de turistas</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de tudo, a série é capaz de unir. Pessoas se mobilizam para estarem juntas no momento em que ela está sendo transmitida, seja entre amigos dentro de casa ou em bares ao redor de todo o mundo, que abrem as portas como se estivessem prestes a ver a final da copa do mundo. Elas torcem, discutem teorias, por vezes até brigam, mas estão reunidas. Qual será a próxima produção de mesmo poder sobre nós? Aguardo respostas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: For The Throne (Music Inspired by the HBO Series Game of Thrones)" src="https://open.spotify.com/embed/album/00xUnMv4KFgxTBvNMsUy3T?si=k-YI5eYcTDSjrYEjnFgSqA"></iframe></p>
<figure id="attachment_12085" aria-describedby="caption-attachment-12085" style="width: 291px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12085" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-4-2.gif" alt="" width="291" height="291" /><figcaption id="caption-attachment-12085" class="wp-caption-text">In memoriam.</figcaption></figure>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Abril/2019</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2019 19:43:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Egberto Santana Nunes, Jho Brunhara, Leonardo Santana Teixeira, Natália Santos e Rafaela Martuscelli Abril foi um mês marcante para a cultura pop. A chegada do quarto capítulo dos heróis da Marvel, a estreia modesta de Shazam e o fim de Game of Thrones foram destaques aqui. O Persona cavou mais fundo e fez uma seleção &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-abril2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Abril/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12063" aria-describedby="caption-attachment-12063" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12063 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Sem-sffssdsfsdf.png" alt="" width="980" height="339" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Sem-sffssdsfsdf.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Sem-sffssdsfsdf-300x104.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Sem-sffssdsfsdf-768x266.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12063" class="wp-caption-text">Nem só de Vingadores vive o homem (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes, Jho Brunhara, Leonardo Santana Teixeira, Natália Santos e Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p>Abril foi um mês marcante para a cultura pop. A chegada do quarto capítulo dos <a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/">heróis</a> da Marvel, a estreia modesta de <a href="https://personaunesp.com.br/shazam-critica/">Shazam</a> e o fim de Game of Thrones foram destaques aqui. O Persona cavou mais fundo e fez uma seleção do melhor que chegou no mês da Páscoa, passando pela Netflix, Amazon Prime Video e o cinema nacional. Confira.</p>
<p><span id="more-12048"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Guava Island (2019, Hiro Murai)</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ou a arte como instrumento de revolução</span></i></p>
<figure id="attachment_12049" aria-describedby="caption-attachment-12049" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12049" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Rihanna-e-Donald-Glover.jpg" alt="" width="720" height="405" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Rihanna-e-Donald-Glover.jpg 720w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Rihanna-e-Donald-Glover-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12049" class="wp-caption-text">Rihanna e Donald Glover. Um quadro perfeito. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em junho de 2018, </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/foto-de-rihanna-com-donald-glover-gera-teorias-nas-redes-sociais-22985561"><span style="font-weight: 400;">uma foto de Rihanna com Donald Glover</span></a><span style="font-weight: 400;">, na ilha de Havana, em Cuba, ambos sob trajes “desajeitados”, surgiu na internet e os fãs foram à loucura com a nova parceria. Logo se descobriu que era um set de um filme, porém os detalhes da obra foram mantidos em segredo </span><a href="https://variety.com/2019/film/news/donald-glover-rihanna-guava-island-coachella-1203186571/"><span style="font-weight: 400;">apenas dias antes da estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">. A produção de pouco menos de uma hora foi ao ar no show de Childish Gambino (alter ego musical de Glover) no </span><i><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></i><span style="font-weight: 400;">, e logo depois disponibilizado na </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além da união entre os dois artistas, Guava Island é um pequeno musical político sobre disputa de classes e opressão. Na trama, Deni (Glover) prepara um festival para libertar o povo da Ilha de Guava, que trabalha diariamente para Red, líder local. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">This is America</span></i><span style="font-weight: 400;"> é refeito aqui, ao som de máquinas de uma fábrica, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Summertime Magic</span></i><span style="font-weight: 400;">, dentre outras composições de Gambino, aparecem para dar tom na relação com a personagem de Rihanna, Kofi. Celebração, amor e crítica, cada momento tem sua música, quer você entenda como parte da trama, ou como pequenos clipes do rapper. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado por Cidade de Deus e produzido pela mesma banca de </span><a href="http://personaunesp.com.br/atlanta-critica/"><span style="font-weight: 400;">Atlanta</span></a><span style="font-weight: 400;">, a equipe conseguiu entreter um tema político-social através de uma câmera persecutória e cambaleante junto duma cinematografia colorida e viva. Tudo isso narrado como uma história de ninar, na voz de Riri, e com sons tocados pelos próprios nativos do local de gravação, afro-cubanos de Havana.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja no discurso ou na técnica, Guava Island já nasceu destaque do ano. Obrigatório. &#8211; Egberto Santana Nunes</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>De Pernas pro Ar 3 (2019, Júlia Rezende)</strong></p>
<figure id="attachment_12050" aria-describedby="caption-attachment-12050" style="width: 940px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12050" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/940x0_1549998131.jpg" alt="" width="940" height="364" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/940x0_1549998131.jpg 940w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/940x0_1549998131-300x116.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/940x0_1549998131-768x297.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12050" class="wp-caption-text">Com mais de um milhão de espectadores em duas semanas de exibição, Ingrid Guimarães apresenta um filme crítico e reflexivo sobre a vida adulta que vai muito além das risadas aguardadas ao se ver uma produção da Globo Filmes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela terceira vez, a empresária da franquia de sucesso Sex Delícia volta às telas dos cinema brasileiros. </span>Depois de rodar o mundo e expandir a sua marca, Alice (Ingrid Guimarães) enfrenta um momento delicado: o embate entre sua vida empresarial <em>versus</em> o distanciamento de sua família.</p>
<p>Em meio a uma crise existencial, Alice opta por deixar a liderança dos negócios com sua mãe Marion (Denise Weinberg) e volta para a vida pacata de esposa do João (Bruno Garcia) e mãe dos filhos Paulinho (Eduardo Mello) e Clarinha (Duda Batista). Entretanto, o que Alice não esperava era o aparecimento de Lorena (Samya Pascotto), uma jovem empreendedora capaz de causar um grande alvoroço no mercado de sexy shop com o seu novo produto.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o primeiro filme da franquia, é perceptível uma certa preocupação em enfatizar questões sobre o mundo feminino, principalmente o prazer e a liberdade sexual feminina, temas chave do enredo. O terceiro capítulo, dessa vez, vai além das situações visíveis. Ainda temos a mulher empresária, que tem sido tradicional dos últimos lançamos da Globo Filmes, entretanto agora o leque de debate estende-se às consequências das escolhas de Alice. O longa navega por temáticas já vivenciadas nas telas como a presença feminina no mercado de trabalho e crise conjugal ao mesmo tempo em que se aventura ao refletir sobre envelhecimento e competitividade feminina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a estreia de “Vingadores: Ultimato”, duas semanas após o lançamento de “De Pernas para o Ar 3”, o nacional perdeu cerca de 300 salas de exibição, uma vez que a nova estreia da Marvel ocupou 80% das salas de cinema no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com mais de um milhão de espectadores antes do corte de salas, o filme de Ingrid Guimarães sofreu com o domínio da produção norte-americana que aproveitou a ausência da política de “cota de tela”, ainda não assinada por Jair Bolsonaro na época de lançamento de ambos os filmes. Essa política consiste em uma forma de afirmar que discriminando o número de dias que toda sala de cinema comercial é obrigada a exibir filmes brasileiros de longa-metragem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O governo brasileiro resolveu voltar a interferir numa verdadeira luta entre Davi e Golias, e restabeleceu a política de &#8220;cota de tela&#8221; para as salas de exibição de cinema nacionais. Por conta de um &#8220;vácuo&#8221; na lei que obriga os cinemas a exibirem um percentual de filmes locais, blockbusters estrangeiros tomaram conta dos espaços disponíveis &#8211; caso de </span><a href="https://www.folhape.com.br/diversao/diversao/cinema/2019/04/28/NWS,103347,71,583,DIVERSAO,2330-VINGADORES-ULTIMATO-SPOILERS-CAUSAM-CONFUSAO-ATE-AGRESSAO-SESSOES-CINEMA.aspx"><b>&#8220;Vingadores: Ultimato&#8221;</b></a><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> que ocupou mais de 80% das salas em sua estreia no País, no fim de abril. &#8211; Natália Santos</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Alguém Especial (2019, Jennifer Kaytin Robinson)</strong></p>
<figure id="attachment_12051" aria-describedby="caption-attachment-12051" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1.jpg" alt="" width="1400" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1-300x171.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1-1024x585.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1-1200x686.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12051" class="wp-caption-text">A amizade e a persistência ao seguir sonhos marcam “Alguém Especial”. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra aposta da Netflix em tramas jovens, Alguém Especial é mais um de seus filmes que retrata sobre questões amorosas. Aqui, Jenny, interpretada por Gina Rodriguez, é uma jornalista musical que acaba de terminar um longo relacionamento e conta com suas duas melhores amigas para procurar maneiras de deixar a tristeza de lado e superar essa grande perda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do clichê romântico, o filme não decepciona. Ele tem tudo que precisa para te manter entretido por algumas horas, fazer você desejar por um amor e quem sabe até derramar algumas lágrimas. O desenvolvimento de Jenny é incrível, assim como sua personagem, forte e enérgica. Ouso dizer que podemos usá-la como inspiração, já que em nenhum momento trocou sua carreira e seus sonhos por nenhuma paixão, por mais que parecesse que ela seria para a vida inteira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não diria que é um imperdível, mas se estiver procurando por algo na Netflix para passar um tempo e se distrair, segue a dica que vale a pena! &#8211; Rafaela Martuscelli</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O Mau Exemplo de Cameron Post (2018</strong><strong>, Desiree Akhavan)</strong></p>
<figure id="attachment_12061" aria-describedby="caption-attachment-12061" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12061" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cameron-Post-Caixa-de-Pandora-Manaus.jpg" alt="" width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cameron-Post-Caixa-de-Pandora-Manaus.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cameron-Post-Caixa-de-Pandora-Manaus-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cameron-Post-Caixa-de-Pandora-Manaus-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12061" class="wp-caption-text">O filme foi destaque no Festival Sundance 2018 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Lançado em território brasileiro apenas no mês passado, O Mau Exemplo de Cameron Post é a adaptação do livro homônimo. A história que se passa em 1993, conta sobre Cameron Post (Chloë Grace Moretz), que é flagrada pelo namorado transando com uma menina. Cam é mandada pela família para um acampamento de cura-gay, chamado <em>God&#8217;s Promise.</em></p>
<p>Lá, como no longa <em>Boy Erased: Uma Verdade Anulada — </em>que também chegou no Brasil apenas esse ano — , Post precisa enfrentar a terapia de conversão, pensamentos arcaicos e preconceituosos dos religiosos que conduzem o acampamento, e encontrar em si sua própria verdade.</p>
<p>Diferentemente de <em>Boy Erased, </em>que é extremamente melancólico e sério chegando até mesmo a ser chato, O Mau Exemplo de Cameron Post aposta em uma linha mais descontraída, que funciona por partes. A certa leveza em tratar de um tema tão problemático permite deixar o espectador mais confortável. Porém, falta coragem de ousar e impôr o que difere o longa de todos os outros de temática LGBT+ e conversão sexual.</p>
<p>O roteiro é reflexivo, a amizade construída é muito bonita, e existem pequenos momentos em que o filme parece crescer, mas de resto é morno e previsível. A falta de uma conexão criada entre o espectador e as personagens gera pouca chance de comoção, e as existentes são chochas.</p>
<p><em>Cameron Post</em> é o longa perfeito para assistir em uma tarde chuvosa em que se reserva o dia para maratonar filmes, e começar por ele. Gostaria que não fosse tão esquecível quanto é. Está na hora do cinema LGBT+ contar as histórias como o cinema negro vem abordando: de forma crua e verdadeira, sem medo de não ser tão facilmente digerível pelo público geral.  —  Jho Brunhara</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Homecoming: A Film by Beyoncé (2019, Beyoncé, Ed Burke)</strong></p>
<figure style="width: 920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium" src="https://ksassets.timeincuk.net/wp/uploads/sites/55/2019/04/beyonce-GettyImages-946418208-920x584.jpg" width="920" height="584" /><figcaption class="wp-caption-text">(Netflix)</figcaption></figure>
<p>Mais que cantora, Beyoncé é um gigante cultural. Mais de 20 anos de carreira, incontáveis hits e <a href="https://www.marieclaire.com/culture/news/a12729/how-beyonces-surprise-album-changed-music-industry-forever/">influência enorme</a> no mercado fonográfico são elementos associados à artista, considerada por muitos (incluindo esse que vos fala) o meio ícone de sua geração. Ela condensou, na edição de 2018 do festival Coachella, todo esse poder em duas apresentações impecáveis e cheias de significado. Por sua vez, <em>Homecoming</em> revela os processos emocionais e políticos por trás das performances.</p>
<p>Ainda que circundando o universo pessoal da cantora — o <a href="https://www.minhavida.com.br/familia/tudo-sobre/34143-puerperio">puerpério</a> depois de dar luz a gêmeos, principalmente, assim como o perfeccionismo —, o longa é mais sobre nós do que sobre ela. Com &#8216;nós&#8217; me refiro à juventude negra, público maior de Beyoncé e objeto da homenagem prestada aqui.</p>
<p>Dividida em alguns blocos musicais e outros contemplativos, que revelam bastidores do show, o roteiro encontra guia em frases de pensadores negros. O catálogo de Bey se entrelaça com esses momentos de reflexão, levando a um entendimento mais amplo da importância da discografia da artista sob a perspectiva da música da <a href="http://www.afreaka.com.br/notas/america-dos-ritmos-africanos/">diáspora africana</a>.</p>
<p>A direção é controlada e ciente de onde quer chegar, assim como tudo que Beyoncé realiza. Mas a experiência não perde espontaneidade, já que a importância das narrativas contadas aqui pertencem a um plano social muito maior que a figura da artista. Registro essencial para qualquer interessado por fenômenos culturais, o documentário é um estudo apaixonado da cultura negra no século XXI. &#8211; Leonardo Santana Teixeira</p>
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		<title>Como o Twenty One Pilots salvou o Lollapalooza Brasil 2019</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2019 23:28:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rafaela Martuscelli Tudo bem, eu sei que houve outros shows tão bons quanto o deles. Alguns podem até ter sido melhor. E eu também sei que sou suspeita a falar, já que essa é uma das minhas bandas favoritas. Mas como acredito que festival não está passando por uma de suas melhores épocas, vou tentar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/top-lollapalooza/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Como o Twenty One Pilots salvou o Lollapalooza Brasil 2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12028" aria-describedby="caption-attachment-12028" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-1.jpeg" alt="" width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-1.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-1-300x225.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-1-768x576.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-1-1024x768.jpeg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12028" class="wp-caption-text">Twenty One Pilots volta ao Brasil após três anos. (Foto: Rafaela Martuscelli)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo bem, eu sei que houve outros shows tão bons quanto o deles. Alguns podem até ter sido melhor. E eu também sei que sou suspeita a falar, já que essa é uma das minhas bandas favoritas. Mas como acredito que festival não está passando por uma de suas melhores épocas, vou tentar convencê-los através de fatos, fotos e relatos de que aquela noite foi memorável e um dos maiores responsáveis foram o Twenty One Pilots.</span></p>
<p><span id="more-12027"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em todo show da banda norte-americana Twenty One Pilots, a apresentação no Lollapalooza Brasil 2019, que aconteceu no dia 7 de abril, começou com um tom de mistério. Desde o início da banda, os integrantes Tyler Joseph, vocalista e multi-instrumentista, e Josh Dun, o baterista, sobem ao palco mascarados e logo já puxam a música que inicia o show.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de manterem o mistério das máscaras, o duo trouxe um diferencial. Mascarado e com uma tocha em fogo na mão, entrou o primeiro integrante. Logo em seguida, entrou o vocalista, que puxou o público com o primeiro single do recém-lançado álbum Trench, “Jumpsuit”. De imediato o público cantou mais alto que Tyler, tornando sua voz inaudível, mesmo com microfone.</span></p>
<figure id="attachment_12029" aria-describedby="caption-attachment-12029" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12029" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-2.png" alt="" width="900" height="320" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-2.png 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-2-300x107.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-2-768x273.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12029" class="wp-caption-text">A tradição de subir ao palco usando máscaras: à esquerda, Blurryface Tour; à direita, Bandito Tour. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na primeira vez que estiveram no Brasil, em 2016, a banda se apresentou na parte da tarde para um público que surpreendeu, já que encheu consideravelmente o palco principal levando em consideração o horário e o gênero musical do Twenty One Pilots, que </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/lollapalooza/2019/noticia/2019/03/29/twenty-one-pilots-nao-sabe-se-faz-rock-e-nao-se-importa-com-isso-diz-baterista-antes-do-lollapalooza.ghtml"><span style="font-weight: 400;">não é definido</span></a><span style="font-weight: 400;"> nem pelos seus próprios integrantes. Desde aquela data já era possível prever o sucesso que a banda estava fazendo e tudo o que conquistaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E isso se tornou claramente visível neste ano, em que a banda se apresentou como headliner no último dia de festival, já ao anoitecer. Uma multidão vestida de preto e amarelo, as cores da nova era, tomou conta do espaço do palco Ônix, e ocupou uma área tão grande que era quase impossível enxergar aonde que começava e onde acabava. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A multidão era incrivelmente heterogênea. Ao meu redor, eu vi de tudo: um pai com sua filha tão pequena que mal enxergava o palco; um casal, que se abraçava chorando e gritando a letra de todas as músicas; um grupo de quatro amigos bêbados que gritavam “ESSE É O MELHOR SHOW DO MUNDO!” a cada cinco minutos; e claro, amigos, que juntos esperaram a banda por horas – como foi o meu caso.</span></p>
<figure id="attachment_12030" aria-describedby="caption-attachment-12030" style="width: 932px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-3.png" alt="" width="932" height="621" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-3.png 932w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-3-300x200.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/FOTO-3-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12030" class="wp-caption-text">A plateia infinita que acompanhou o show. (Foto: Tiago Queiroz/Estadão)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As mudanças no show não foram somente quanto ao período do dia em que ele aconteceu ou na quantidade de pessoas que compareceram. Os meninos que estavam tímidos em 2016 foram substituídos por um duo confiante com o seu trabalho, que apresentou um show completo em todos os sentidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A setlist foi composta majoritariamente por músicas do novo álbum: de 15 músicas, 8 eram novidades para o público. No entanto, desde as mais antigas como “Holding Onto You”, “Trees” e “Car Radio”, até as mais atuais como “Nico and The Niners”, “Chlorine” e “My Blood”, todas foram cantadas pelos fãs com a mesma energia e entonação. Todas pareciam estar na ponta da língua de toda aquela multidão há muito tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um show impecável, onde tudo o que acontecia parecia ser muito bem pensado. O início, com a tocha em flamas junto com uma carcaça de um carro anteriormente posicionada no palco, que também pegava fogo assim que a música começava. As imagens do telão seguiam o ritmo das músicas, assim como a luz do palco. Não se pôde notar um erro de enquadramento das câmeras. Haviam efeitos específicos para cada música, que misturavam cores e elementos de cada álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conexão com os fãs era outra coisa para se admirar. O carinho para com os fãs sempre foi algo que Tyler e Josh se preocuparam em demonstrar. Desde sempre buscam a interação com o público, e aquele domingo foi a prova. Eles puxaram o coro para algumas músicas, incentivaram a galera a levar os braços de um lado para o outro, e também a abraçar o colega ao lado para pular nesta mesma direção. Andaram pelo meio dos fãs. Subiram em cima dos fãs, enquanto seguravam suas mãos. E terminaram o show, como sempre, lembrando: “we are Twenty One Pilots and so are you!” &#8211; “nós somos o Twenty One Pilots e você também!”. E o melhor é que realmente nos sentíamos parte da banda.</span></p>
<figure id="attachment_12031" aria-describedby="caption-attachment-12031" style="width: 1070px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/lolla2019_twentyonepilots_camilacara_002.jpg" alt="" width="1070" height="714" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/lolla2019_twentyonepilots_camilacara_002.jpg 1070w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/lolla2019_twentyonepilots_camilacara_002-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/lolla2019_twentyonepilots_camilacara_002-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/lolla2019_twentyonepilots_camilacara_002-1024x683.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12031" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=l0-A_p7hwXM"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a Radio Rock 89.1FM, Tyler Joseph diz que a maior preocupação deles é que seus shows não sejam entediantes, como a maioria dos shows de outros artistas são. Pelo que pude ver, eles realmente conseguiram transformar seus shows em belíssimos espetáculos sem fazer muito esforço, apenas apresentando ao público quem eles realmente são. </span></p>
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		<title>Os melhores discos de 2018</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 17:59:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos personas como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2018"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11285" aria-describedby="caption-attachment-11285" style="width: 983px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png" alt="" width="983" height="695" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-768x543.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1024x724.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1200x848.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11285" class="wp-caption-text">Arte: Carlos Botelho</figcaption></figure>
<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos <em>personas </em>como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais delongas, vamos aos comentários:<br />
<span id="more-11263"></span></p>
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://resources.wimpmusic.com/images/3c5372c2/5fa6/4358/953c/3f10eb110eae/1280x1280.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Alô, galera de cowboy: nova queridinha do country, Kacey Musgraves surpreendeu ao figurar dentre os indicados na principal categoria do Grammy desse ano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Carlos Botelho</strong></p>
<p>Analisando tudo que consumi musicalmente este ano, fica evidente uma predominância feminina no que mais ouvi e destaquei como emblemático para o contexto de 2018. Seja com Mitski trazendo em <em>Be The Cowboy </em>o ápice do refinamento de seu trabalho, ou Kacey Musgraves com total controle da narrativa que entregou ao público em <strong>Golden Hour</strong>, ou ainda Ariana Grande dominando os charts com um single honesto e despretensioso em <em>thank u, next</em>; 2018 foi marcado pelas mulheres reafirmando seu papel essencial na indústria musical.</p>
<p>Ainda poderia citar <a href="http://personaunesp.com.br/el-mal-querer-rosalia-critica/">Rosalía</a>, Kali Uchis, SOPHIE, Robyn, Janelle Monaé, Snail Mail, dentre tantas outras artistas que mostraram que não é necessário anos de carreira e bons rendimentos as gravadoras para concretizar conceitualmente suas obras sem amarras. O grande ponto a ser citado é: apesar de todo sexismo que ainda assombra a indústria, 2018 foi um ano de grandes discos onde mulheres puderam colocar seus pontos de vista de forma integral e entregar trabalhos incríveis.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. El Mal Querer &#8211; Rosalía / 3. Golden Hour &#8211; Kacey Musgraves / 4. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ariana Grande - thank u, next (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gl1aHhXnN1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://media1.popsugar-assets.com/files/thumbor/x3_rjE-8nE5Am1K2lsmcLvYU-Bk/fit-in/2048xorig/filters:format_auto-!!-:strip_icc-!!-/2018/03/26/155/n/1922283/aaf7830d5ab9afe5e764e4.84487511_/i/Cardi-B-Invasion-Privacy-Album-Cover-Release-Date.jpg" alt="" width="602" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Douglas Françoza</strong></p>
<p>Os trechos de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9f5zD7ZSNpQ"><em>After de Storm</em></a> foram palavras de conforto para um ano tão complicado como esse. O timing foi perfeito e, durante muito tempo, foi aquela canção que eu colocava para tocar logo no início do dia, para dar uma aquecida no coração. A Kali tem esse dom, né? O Isolation é um álbum que tem essa vibe de trazer os sentimentos a tona com uma doçura sinestésica. Outra coisa bacana sobre ele é a mistureba organizada de ritmos. Muita bossa nova, jazz e R&amp;B.</p>
<p>Agora precisamos falar sobre Cardi B, que não é só polêmicas. Ela lançou um dos álbuns mais divertidos e agressivos do ano, <strong>Invasion of Privacy</strong>. Lembro que quando escutei <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xTlNMmZKwpA">I Like It</a></em> pela primeira vez, quando ainda não tinha sido escolhida para single, pensei que aquilo precisava ser um hit (tipo, &#8220;escolhe essa, Cardi&#8221;). Tem muita coisa para se falar sobre esse álbum, mas concluo dizendo que Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair.</p>
<p>E em 2018, tivemos a volta da Lilly Allen, que nos presenteou com o <em>No Shame</em>, álbum que escutei repetidas vezes. É sincero, triste e irônico. Ela colocou o dela na reta, fez críticas a mídia e falou sobre relacionamentos adultos, filhos e carreira. Passou tudinho a limpo de um jeito bem Lilly Allen, sabe? Gostosinho. Minhas preferidas são <em>Family Man</em>, <em>Everything to Feel Something</em>, <em>What You Waiting For?</em> e <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XQi0ORxEyRA">Lost My Mind</a></em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 3. No Shame &#8211; Lily Allen / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. Invasion of Privacy &#8211; Cardi B</p>
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<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.residentadvisor.net/images/reviews/2018/trans254_oilofeverypearlsuninsides.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Apesar de créditos em produções de nomes como Madonna, 2018 foi o ano de revelação do talento de SOPHIE (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p>Abri o caminho para o pop e conheci a já conhecida Ariana Grande, que mesmo com grandes perdas esse ano, não abalou a carreira e nos deu de presente <em>thank u, next</em>, com um clipe que homenageia grandes clássico da cultura pop. Um bônus para seu ótimo <a href="http://personaunesp.com.br/ariana-grande-sweetener-critica/"><em>Sweetener</em></a>, que não desagrada ao flertar com o trap.</p>
<p>Resolvi afundar ainda mais a cabecinha com o  pop experimental dançante do duo Let&#8217;s Eat Grandma em seu excelente <em>I&#8217;m All Ears</em>, cujo single <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hXUVQfleU0o"><em>Hot Pink</em></a> foi produzido pela rainha do gênero.</p>
<p>SOPHIE nos apresentou esse ano um mundo que deixaria Aphex Twin instigado com <strong>Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides</strong>. Menos divertido e mais assombroso, Tim Hecker nos deu <em>Konoyo</em>, apresentando um <em>ambient</em>, esse sim, sinistro e tenebroso.</p>
<p>No terreno do rap, Kanye West, que não satisfeito em entregar seu nono trabalho, nos deus mais 4 produções. Destaco duas: seu solo, <em>ye</em>, que não chega a ser um de seus melhores, mas marcou por conta de toda a questão de saúde embutida no encarte; e <em>Daytona</em>, responsável por fazer nascer a melhor <em>diss</em> desse ano. Menção honrosa para o ápice da parceria com Kid Cuid em Kids See Ghosts, sem desapontar novamente.</p>
<p>E como esquecer do talentosíssimo Earl Sweatshirt renascendo das cinzas do undergound com o clássico (?) <em>Some Rap Songs</em>, longe dos amigos do Odd Future, lançando seu projeto mais cru, triste e pessoal possível. Um desabafo e uma homenagem merecida à sua família.</p>
<p>Uma resolução para 2019? Manter a cabeça aberta e continuar conhecendo coisa nova e coisa boa, e focar mais no nacional, rs.</p>
<p><strong>Discos favoritos</strong>: 1. Daytona  &#8211;  Pusha T / 2.  Kanye West &#8211; ye / 3. MC Igu &#8211; Subiminar  / 4. SOPHIE &#8211; Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides / 5.  Tim Hecker &#8211;  Konoyo</p>
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<figure id="attachment_11281" aria-describedby="caption-attachment-11281" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11281" class="wp-caption-text">&#8220;Flushin&#8217; thru the pain / Depression, this is not a phase, ayy&#8221;: o Some Rap Songs de Earl Sweatshirt é o álbum da geração millennial por excelência &#8211; curto, absurdo e deprimido (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Graças ao Spotify, este foi o ano em que ouvi mais lançamentos. Foram 100 discos ao todo, que culminaram em um top 30 de <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-setembro2018/">Aphex Twin</a> a Kyary Pamyu Pamyu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O top 5 pode ser menos eclético, mas é representativo o suficiente: 3 nomes em ascensão no rap brasileiro e norteamericano e 2 novatos no rock nacional e internacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Earl Sweatshirt e MC Igu surpreenderam em suas novas empreitadas, dois álbuns originais sem medo de homenagear suas inspirações (Madvillain e <a href="http://personaunesp.com.br/wu-tang-clan-mc-igu/">Wu-Tang Clan</a>, respectivamente.) Mitski entregou em <em>Be the Cowboy</em> um dos álbuns mais coesos do rock atual (junto com <em>Bark Your Head Off, Dog</em> do Hop Along e <em>Lush</em> da Snail Mail), revelando-se concorrente à altura de <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2018/">St. Vincent</a> e Car Seat Headrest. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lupe de Lupe sucedeu o polêmico <em>Quarup</em> com o polêmico <em><a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Vocação</a></em>, um novo pico na carreira ascendente, mais sério e complexo, assim como nosso pobre país. Por fim, <em>S. C. A.</em>, do rapper mineiro FBC, foi a maior surpresa do ano (leiam mais <a href="http://personaunesp.com.br/fabricio-fbc-2018-critica/">aqui</a>.)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conclusões? Um baita ano que assegurou pelo menos duas coisas: a nova geração do rap brasileiro tá superando os gringos, e o rock é das mulheres. Cinco discos que levarei pra vida. Que venha 2019!</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Some Rap Songs &#8211; Earl Sweatshirt / 2. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 3. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 4. Subliminar &#8211; MC Igu / 5. FBC &#8211; S. C. A.</p>
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<figure style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://koreangrooves.files.wordpress.com/2018/01/cover4.jpg?w=800" alt="" width="800" height="800" /><figcaption class="wp-caption-text">Jonghyun era membro de um dos grupos k-pop mais populares da Coreia do Sul (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Giovane Gabriel</strong></p>
<p>Esse ano fiquei mais recluso no k-pop. Acho que, ao contrário do cenário estadunidense onde o pop está um pouco em baixa, na Coreia do Sul o gênero continua sendo bem trabalhado e se sobressaindo aos outros ritmos. Cada lançamento que escolhi tem sua identidade única, o que tornou mais divertido de acompanhar esse universo musical.</p>
<p><strong>Poet | Artist</strong> é o segundo álbum de estúdio do cantor Jonghyun, lançado postumamente em janeiro. Ele já havia finalizado o álbum com todos os retoques antes de cometer suicídio em dezembro de 2017 e, assim como sua estreia, contém boas letras e arranjos, além do ótimo vocal pelo o qual era responsável no seu grupo  SHINee.</p>
<p>Pegando carona, o grupo masculino comemorou seus 10 anos com o lançamento do sexto álbum de estúdio <em>The Story of Light</em>, primeiro álbum também sem o integrante Jonghyun. É um trabalho bem diverso, indo do <em>tropical house</em> de <em>I Want You</em> até o R&amp;B de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Psl-x_nw7TI"><em>Our Page</em></a>. Boas letras, bons vocais, boas melodias e bons clipes, com certeza foi a minha era preferida do gênero esse ano.</p>
<p>As mulheres não ficaram para trás, Sunmi (ex-Wonder Girls) colocou na pista o seu segundo disco, <em>Warning</em> com o hit <em>Heroine</em>. Além de ter sido a <em>k-idol</em> solo de maior destaque em 2018, o trabalho foi um dos mais interessantes do ano.</p>
<p>O grupo feminino Red Velvet nunca repete seus conceitos e não foi diferente com o relançamento <em>The Perfect Red Velvet</em>. Lançando o single <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J_CFBjAyPWE">Bad Boy</a></em>, o grupo reafirmou a maturidade musical que vem construindo desde o seu debut.</p>
<p>Outro grupo que mesmo novo mostrou ter uma sonoridade única foi o Loona. Debutou esse ano com o mini álbum <em>[++]</em> e já mostrou versatilidade musical transitando entre o som poderoso de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AFJPFfnzZ7w"><em>favOriTe</em></a> e pop chiclete <a href="https://www.youtube.com/watch?v=846cjX0ZTrk"><em>Hi High</em></a>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. The Story of Light &#8211; SHINee / 2. WARNING &#8211; Sumni / 3. [++] &#8211; Loona / 4. Poet | Artist &#8211; Jonghyun / 5. The Perfect Red Velvet &#8211; Red Velvet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="[MV] SUNMI (선미) _ Heroine (주인공)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/F4qfN5UeFvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://therevue.ca/wp-content/uploads/2018/04/Fenne-Lily-On-Hold.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A britânica Fenne Lily misturou tristeza e fúria em seu primeiro registro de estúdio (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p>Que 2018 foi um ano de caos, isso ninguém precisa lembrar (as eleições que o digam). No entanto, a música foi uma daquelas coisas que nos trouxe mais esperança e gás para prosseguir nesses dias, principalmente pelo frescor trazido por novos artistas.</p>
<p>A britânica Fenne Lily, com seu álbum <strong>On Hold</strong>, foi o grande lançamento do ano. Lily une o poder de sua voz grave com letras melancólicas e cheias de negatividade com a vida, um prato cheio para quem gosta de músicas reflexivas.</p>
<p>Mas ela não é a única que vem com essa vibe. Também da Inglaterra, Blanco White traz um som folk com elementos da música flamenca. Seu EP, <em>Nocturne</em> também traz letras introspectivas, o contrário de Mt. Joy, que em seu álbum homônimo, traz um folk rock com uma pegada mais pop com canções que falam, entre outras coisas, dos desafios que a vida traz cedo (destaque para <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cv7-qdvYht8">Silver Lining</a></em>).</p>
<p>Ainda no cenário internacional, Florence and the Machine não decepcionou com <em><a href="http://personaunesp.com.br/critica-high-as-hope-florence/">High as Hope</a></em>. Com batidas mais tranquilas, Florence Welch volta mais confessional do que nunca e fala sobre temas delicados como o transtorno alimentar e o alcoolismo que enfrentou em músicas como <em>Hunger</em> e <em>June</em>.</p>
<p>Por fim, Lenine volta mais afiado do que nunca em seu <em>Em trânsito</em>. Com músicas mais agitadas que o de costume, o cantor pernambucano traduz em suas letras um pouco do caos que estamos vivendo, tal qual como supracitado.</p>
<p>Os próximos anos podem não ser fáceis, mas estes e outros álbuns mostram que a arte resiste e assim continuará fazendo.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. On Hold &#8211; Fenne Lily / 2. Nocturne EP &#8211; Blanco White / 3. Mt. Joy &#8211; Mt. Joy / 4. High As Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Lenine em Trânsito &#8211; Lenine</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/032ec5bd5629660bcfa3b28fd3d1415f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A faixa-título, que ganhou um lindo clipe, é minha música mais ouvida do ano de acordo com o Spotify! (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luís</strong></p>
<p>2018 foi um ano atípico para mim como fã de música pop. Isso porque, desde que consumo muita música, o pop sempre significou música internacional, e nesse ano terminei colocando 3 álbuns nacionais entre os meus favoritos do ano. Não só isso: os destaques de singles, clipes (e até turnês) ficaram totalmente com os cantores pop atuais do Brasil.</p>
<p>Meu álbum e single favoritos de 2018 são da IZA, grande revelação pop do ano. A melhor voz brasileira dos dias de hoje que, depois de uma série de singles soltos pouquíssimo inspirados e sem personalidade, lançou <a href="https://www.youtube.com/watch?v=g8psa0UBZKA"><em>Pesadão</em></a>, um grande hit de 2017. Quando seu primeiro disco, <strong>Dona de Mim</strong>, foi lançado, a surpresa foi grande: uma série de faixas com letras inspiradas, ritmos diversos, colaboradores bem escolhidos. Um álbum sem defeitos!</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">Pabllo Vittar lançou o <em>Não Para Não</em></a>, seu segundo álbum, e se consolidou como uma das artistas pop mais relevantes da atualidade. O clipe de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VAgE9p-1zpo"><em>Problema Seu</em></a> é o melhor de sua videografia e as músicas não ficam para trás: as 10 faixas do disco fazem dele objetivo, conciso, mas não menos completo. Músicas como <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pHKjk1Dtegc">Disk Me</a></em> e <em>Seu Crime</em> são grandes destaques para a carreira de Pabllo. A turnê é um espetáculo à parte: 1h15 de show com músicas dos dois álbuns, do EP, singles soltos e featurings com outros artistas estão no repertório com muita dança e fritação.</p>
<p><em>Lobos</em>, álbum do cantor Jão, não é puro pop, mas navega entre gêneros de maneira orgânica. Outro grande destaque do ano, principalmente por conta das letras que contam lindas histórias e fazem do álbum quase um livro, de tão profundas. Os clipes também alavancaram o disco e fazem do Jão um grande destaque do ano e uma promessa para o futuro.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dona de Mim &#8211; IZA / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sweetener &#8211; Ariana Grande / 4.  Lobos &#8211; Jão / 5. EVERYTHING IS LOVE &#8211; The Carters</p>
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<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2018/07/d25642a8b3cd8f00306fa33c3003909f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">O terceiro disco do Carne Doce representa o ápice musical do grupo goiano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabelle Tozzo</strong></p>
<p>Em relação ao meu ano musical, em 2018 acompanhei poucos lançamentos. Digo, ouvi pouco os artistas que já conhecia. Dei preferência por conhecer novos cantores e me surpreendi positivamente com que ouvi. Duda Beat é uma delas.</p>
<p>Entre a ambiguidade de ser uma pessoa que sente demais e a mulher que se desculpa pelo que sente, <em>Sinto Muito</em>, seu álbum de estreia, traz a dor dos relacionamentos amorosos atuais. <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZZzv5JLEYd4">Bédi Beat</a></em>, faixa que abre o disco, define bem o estilo da pernambucana que traz letras melodramáticas em uma mistura de pop e brega.</p>
<p>Este ano também fiquei feliz de acompanhar o crescimento de bandas que já acompanho há um tempo, como Carne Doce. A banda goiana lançou <strong>Tônus</strong>, o terceiro álbum, mais maduro e harmônico de todos. Com sonoridade mais melancólica que os outros dois anteriores, o disco apresenta nas letras diversos temas, mas sem perder a relação entre elas. É o melhor álbum da banda e também o melhor que ouvi no ano.</p>
<p>Por fim, no meu hall de favoritos também está <em>God’s Favorite Customer</em> do Father John Misty. O álbum é o quarto do cantor norte-americano e, dessa vez, com temas menos apocalípticos e questionadores que o anterior, o artista trouxe mais intimidade e pessoalidade ao trabalho. Mesmo assim, não deixa a ironia e o seu típico humor ácido de lado.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tônus &#8211; Carne Doce / 2. God&#8217;s Favorite Costumer &#8211; Father John Misty / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DUDA BEAT - Bixinho (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gFUuxGOsMow?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://studiosol-a.akamaihd.net/uploadfile/letras/albuns/e/e/5/f/653801534944629.jpg" alt="" width="1500" height="1500" /><figcaption class="wp-caption-text">Com produção e conceitos frescos, Duda Beat concebeu o melhor álbum do ano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2018 foi um ano muito importante para a música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira: temos cada vez mais artistas comprometidos em sustentar o gênero, inovando nas produções e ajudando a consolidar o estilo em terras tupiniquins. Sem dúvidas, o pop br</span> <span style="font-weight: 400;">já tem suas próprias variações do gênero</span> <span style="font-weight: 400;">puro importado dos EUA e Europa. Podemos notar elementos nacionais, seja do forró, funk, sertanejo ou MPB, fundidos na música popular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como grandes exemplos desse ano tivemos o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Para Não</span></i><span style="font-weight: 400;">, da cantora Pabllo Vittar; </span><b>Sinto Muito</b><span style="font-weight: 400;">, da DUDA BEAT (que considero o melhor álbum do ano, extremamente </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh </span></i><span style="font-weight: 400;">na produção e conceito); </span><i><span style="font-weight: 400;">Azul Moderno</span></i><span style="font-weight: 400;">, da Luiza Lian; </span><i><span style="font-weight: 400;">Dona de Mim</span></i><span style="font-weight: 400;">, da IZA; </span><i><span style="font-weight: 400;">jovens inseguros vivendo no futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, do cantor GARBO; e claro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lobos</span></i><span style="font-weight: 400;">, do representante masculino do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em ascensão, Jão. O mercado pop brasileiro só tem a crescer, e espero que o espaço para produções criativas e conceituadas seja cada vez maior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Internacionalmente falando, o ano também foi muito positivo, por mais que os órfãos do pop de 2010 continuem em busca da volta daquele estilo (que talvez não retorne tão cedo, ou nem retorne), existem artistas se dedicando a trazer diferentes visões e produções para o estilo. Uma das forças de 2018 foram os artistas LGBT+, como Hayley Kiyoko com seu álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Expectations</span></i><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan com </span><i><span style="font-weight: 400;">Bloom</span></i><span style="font-weight: 400;">; SOPHIE com </span><i><span style="font-weight: 400;">OIL OF PEARL&#8217;S UN-INSIDES</span></i><span style="font-weight: 400;">; Years &amp; Years com </span><i><span style="font-weight: 400;">Palo Santo</span></i><span style="font-weight: 400;">; e Kim Petras com sua mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">TURN OFF THE LIGHTS, VOL. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não dá para dizer que essas produções foram menos que </span><i><span style="font-weight: 400;">pop perfection. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros destaques são o </span><i><span style="font-weight: 400;">self-titled </span></i><span style="font-weight: 400;">do The Neighbourhood</span><i><span style="font-weight: 400;">; </span></i><span style="font-weight: 400;">Lily Allen com </span><i><span style="font-weight: 400;">No Shame</span></i><span style="font-weight: 400;">; e ionnalee com </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE AFRAID TO BE FORGOTTEN</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando me dizem que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> morreu anos atrás, eu penso em todas as produções fantásticas e não genéricas que tivemos nos últimos anos e penso: bom, pelo jeito morreu para dar lugar a algo muito melhor.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 2. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 3. Azul Moderno &#8211; Luiza Lian / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i.scdn.co/image/8f8df69245327fb2a84cb1447f399bdb65cfce92" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Elvira, a personagem clássica do cinema de terror, é uma das colaboradoras da mixtape de Kim Petras (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leandro Gonçalves</strong></p>
<p>Num ano tão tempestuoso quanto este, pouco naveguei. Calma lá, eu explico… tanto no YouTube quanto no Spotify, não procurei por novos artistas, salvo um ou outro que me despertaram curiosidade. Definitivamente, não foi um ano de descobertas. Dentre as poucas novidades que me permiti conhecer, destaque para a inglesa Rina Sawayama e para a vizinha germânica Kim Petras.</p>
<p>Para flertar com o R&amp;B, Rina utiliza de característicos vocais que, quando acompanhados de instrumentos como guitarras e sintetizadores, tornam a sonoridade das faixas algo que oscila entre o já conhecido e, talvez, futuras tendências. Ao lado de Charli XCX, Rina é uma das artistas da atual frente visionária inglesa, que promete resgatar a música pop do marasmo trazido pelo mercado americano.</p>
<p>Ainda na europa, Kim Petras é outro nome que agitou meu Last.fm. A artista me surpreendeu com os poderosos instrumentais da mixtape <strong>TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1</strong>, principalmente os das faixas <em>In The Next Life</em> e <em>Tell Me it’s a Nightmare</em>. O trabalho, com temática de Halloween, conta com sonoridade pesada, para se acabar de dançar em um clube noturno ou na intimidade do quarto.</p>
<p>Além disso, funciona como uma bela introdução para aqueles que desejam explorar a PC Music, ainda que não seja tão característico do estilo. Todavia, nem tudo pode ser perfeito… Dr. Luke está por trás da produção. Por outro lado, como bem apontado por um amigo, a visibilidade que o trabalho trouxe para Kim, uma artista trans, se contrapõe a má impressão causada pela presença de um homem acusado de assédio sexual na produção.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Caution &#8211; Mariah Carey / 2. TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1 / 3. Joyride &#8211; Tinashe / 4. Isolation &#8211; Kali Uchis / 5. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rina Sawayama - Cherry (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wn5YFnrD1u8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/9e44b8e2ef79be2540acda8d1efae7f4.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Kali Uchis foi a luz no fim de túnel em um ano fraco para a música pop (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Oliveira</strong></p>
<p>Kali Uchis e seu <strong>Isolation (</strong>também conhecido como o melhor do ano), foi um grande refresco para música latina que segue saturada de tanto reggaeton. Kali não esquece de tirar uma casquinha desta sonoridade e entrega uma jornada maravilhosa sobre suas vivências em ritmos como bossa nova, R&amp;B, soul de forma muito coesa e bem feita.</p>
<p>Pabllo Vittar seguiu numa crescente em sua carreira, depois de fazer inúmeras parcerias com artistas nacionais e internacionais, lançou seu segundo álbum <em>Não Para Não</em> no comecinho de outubro. Se com a política a gente sofre, com a Pabllo a gente chora só um pouquinho pela dor de cotovelo mas sem parar de dançar, nesse trabalho ela não explorou muitas sonoridades como no primeiro mas nos deu a melhor síntese de Banda Calypso com Banda Djavú numa roupagem toda popzinha e impecável.</p>
<p><em>Sinto Muito</em> foi a surpresa de 2018, com letras que batem fundo no peito. Duda Beat foi a revelação que precisávamos, um indie pop delicioso que te põe para sentir cada verso.</p>
<p>Da terra da Rainha tivemos Lily Allen menos afrontosa e mais sentimental com o maravilhoso <em>No Shame; </em>já da terra do Tio Sam, a voz da maior borboleta viva, Mariah Carey, nos presenteou cautelosamente com o <em>Caution</em>, que sem dúvidas é o melhor lançamento dela em anos.</p>
<p>Sem nenhuma dúvida, álbuns memoráveis e com alta qualidade da concepção à finalização. Que 2019 nos permita mais conteúdo assim.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. No Shame &#8211; Lilly Allen / 5. Caution &#8211; Mariah Carey</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/4d3e6456c7142510037bb07e374ae58f.696x696x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">O conceito de &#8220;Simulacre&#8221; é bastante simples: Potyguara ingeriu, por engano, cogumelos alucinógenos. O resultado nós ouvimos em seu primeiro disco de estúdio (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Santana</strong></p>
<p>Nas resoluções para 2018, prometi pra mim mesmo que ouviria mais música brasileira. E não deu outra: Gal Costa no topo das mais ouvidas e muito pop tupiniquim embalando o meu ano do karma. Os delírios holísticos da drag maranhense Potyguara Bardo deram o tom de um período bem doido. Além disso, nossa rainha Pabllo Vittar provou que dá pra rolar experimentações e misturas inusitadas em músicas feitas para a pista de dança (voto no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mFdkXz2wb3I">kpop-forró-kizomba de Buzina</a> para hino do Carnaval).</p>
<p>Em terras gringas, Janelle Monáe deu vazão a uma porrada de sentimentos sobre raça e sexualidade que eu nunca soube explicar direito. Robyn voltou depois de quase uma década e confirmou seu óbvio status de lenda, enquanto Kali Uchis me afogou em sua fantasia de decadência hollywoodiana.</p>
<p>E, apesar de algumas pisadas na bola, Azealia Banks foi a queridinha do ano com um presente forma de música: a maravilhosa <em>Anna Wintour</em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 2. Isolation &#8211; Kali Uchis / 3. Simulacre &#8211; Potyguara Bardo / 4. Honey &#8211; Robyn / 5. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Azealia Banks - Anna Wintour" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/au8QGTiPhEw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://images-americanas.b2w.io/produtos/01/00/sku/38575/9/38575984_1SZ.jpg" width="601" height="601" /><figcaption class="wp-caption-text">Quase sem divulgação prévia, a trupe do Alex Turner surprendeu em 2018, com um trabalho fora da curva para a banda (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Maria Carolina Gonzalez</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá em janeiro, eu já imaginava que 2018 tinha potencial para ser musicalmente emocionante. Talvez eu esperasse mais do mesmo, mas percebi que me enganei. Logo no começo do ano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Little Dark Age</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrou que o MGMT ainda conseguia fazer música boa depois de muito tempo. Em maio, o Arctic Monkeys lançou seu sexto álbum e trouxe junto muito assunto pra ser discutido. Talvez o </span><strong>Tranquility Base Hotel &amp; Casino</strong><span style="font-weight: 400;"> tenha dado mais trabalho para os fãs do que para a própria banda. Alguns torcem o nariz e outros dizem entender um conceito que às vezes nem existe e poderia me aprofundar no assunto, mas acho que já consegui deixar </span><a href="http://personaunesp.com.br/arctic-monkeys-critica/"><span style="font-weight: 400;">minha opinião</span></a><span style="font-weight: 400;"> a respeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse o Arctic Monkeys, o parceiro do Alex Turner, Miles Kane, lançou seu terceiro álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">Coup De Grace</span></i><span style="font-weight: 400;">. Acredito que esse seja mais do mesmo, porém não deixa de ser cativante e sincero. E por falar em disco cativante, um que infelizmente não ganhou texto, mas não poderia passar despercebido na minha lista foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">Egypt Station</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Paul McCartney (acho que esse nome dispensa apresentações) e mostrou mais uma vez que um ex-beatle não precisa provar nada para ninguém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior surpresa nessa lista e no meu ano musical &#8211; que dificilmente sai da zona de conforto &#8211; foi conhecer o som da colombiana Kali Uchis e apreciar o suficiente para colocar o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> no meu top 5. A expectativa para 2019 é que os ritmos latinos tenham o mesmo destaque que tiveram em 2018. Este ano agitado e um tanto conturbado já está acabando, feliz ou infelizmente. Talvez tenha pouca expectativa na música para 2019, mas, como disse logo no início, espero estar enganada. </span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tranquility Base Hotel + Casino &#8211; Arctic Monkeys / 2. Egypt Station &#8211; Paul McCartney / 3. Little Dark Age &#8211; MGMT / 4. Coup de Grace &#8211; Miles Kane / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
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<figure id="attachment_11295" aria-describedby="caption-attachment-11295" style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11295" class="wp-caption-text">Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir foi o auge do meu 2018 (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Natália Schiavon</strong></p>
<p>O que eu mais ouvi esse ano se resume em músicas com letras vulneráveis muito bem produzidas por artistas majoritariamente mulheres. Talvez o ápice dessa descrição seja a Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir na canção de abertura do <em>Be the Cowboy</em>, um álbum sobre uma personagem reprimida com uma erupção de sentimentos dentro de si. Talvez sejam as confissões da Snail Mail em <em>Lush</em>, um trabalho que soa como o diário de uma adolescente que observa do seu canto as pessoas ao redor numa festa. Talvez seja a Noname refletindo sobre religião e racismo com a mesma sagacidade que reflete sobre suas falhas e ex-namorados em <em>Room 25</em>.</p>
<p>No espectro brasileiro, Carne Doce veio com <em>Tônus</em>, o álbum mais melancólico da banda, que no meio de melodias dançantes revela a angústia e o medo de envelhecer. E aí vem <a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Lupe de Lupe</a> com <em>Vocação</em>, um disco intenso, que segue um fluxo tão caótico quanto sensível. Que a vulnerabilidade sem medo (ou com medo mesmo) continue sendo a maior força dos artistas em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. Room 25 &#8211; Noname / 3. Tônus &#8211; Carne Doce / 4. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 5. Lush &#8211; Snail Mail</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://dailybruin.com/images/2018/10/web.ae_.trench.review.courtesy.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Mistério e subjetividade foram elementos chave no quinto registro do duo americano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p>Confesso que em 2018 não estive tão a par do que aconteceu na indústria musical em geral. Me atentei, claro, aos meus estilos favoritos, e por isso os destaques para mim se mantiveram no estilo alternativo e <em>indie</em>.</p>
<p>O maior destaque para mim foi o <strong>Trench</strong> da banda Twenty One Pilots, e não só por ser minha banda favorita. Todo o conceito utilizado na produção do álbum, junto com o mundo que o vocalista Tyler Joseph criou através das músicas.</p>
<p>Um álbum que não entrou na minha lista mas chamou atenção foi o novo da Anavitória, <em>O Tempo é Agora</em>, que não ouvi com tanta atenção mas o que consegui dar uma olhada não deixou a desejar. Esse ano não foi musicalmente aproveitado por mim, mas prometo que 2019 eu melhoro!</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Trench &#8211; Twenty One Pilots / 2. My Dear Melancholy, &#8211; The Weeknd / 3. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood / 4. M A N I A &#8211; Fall Out Boy / 5. High as Hope &#8211; Florence and the Machine</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Weeknd - Call Out My Name (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/M4ZoCHID9GI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A volta de Twenty One Pilots e o misterioso mundo de Trench</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Oct 2018 23:38:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rafaela Martuscelli Em 6 de julho de 2017, a banda Twenty One Pilots se calou. Como tudo o que envolve a banda, a despedida não seria simples e direta. Algumas imagens em preto, branco e vermelho – que faziam referência direta ao álbum Blurryface – com partes de músicas que falavam sobre escuridão, noite e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/twenty-one-pilots-trench/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A volta de Twenty One Pilots e o misterioso mundo de Trench"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10952" aria-describedby="caption-attachment-10952" style="width: 1008px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10952 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-1.jpg" alt="" width="1008" height="567" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-1.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10952" class="wp-caption-text">Josh Dun e Tyler Joseph em photoshoot para divulgação do Trench (Foto: Fueled By Ramen)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 6 de julho de 2017, a banda Twenty One Pilots se calou. Como tudo o que envolve a banda, a despedida não seria simples e direta. Algumas imagens em preto, branco e vermelho – que faziam referência direta ao álbum <a href="https://open.spotify.com/album/3cQO7jp5S9qLBoIVtbkSM1"><em>Blurryface</em></a> – com partes de músicas que falavam sobre escuridão, noite e solidão, foram postadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O vermelho da imagem, que começou em formato de um</span><a href="https://twitter.com/twentyonepilots/status/882999193161388033"> <span style="font-weight: 400;">grande círculo</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi se fechando como se fosse um exausto olho após um dia agitado, até o total silêncio e a escuridão ganhasse forma na figura que se formava. Até que a multidão tivesse sumido. E esse foi o</span><a href="https://twitter.com/twentyonepilots/status/883144349449682944"> <span style="font-weight: 400;">último sinal</span></a><span style="font-weight: 400;"> do <em>duo</em> por um ano.</span></p>
<p><span id="more-10950"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois desse período sem novidades e de grandes expectativas, o grande olho</span> <a href="https://twitter.com/twentyonepilots/status/1016291048279113729"><span style="font-weight: 400;">se abriu</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a banda ressurgiu com o novo álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/621cXqrTSSJi1WqDMSLmbL"><i><span style="font-weight: 400;">Trench </span></i></a><span style="font-weight: 400;">e suas novas cores, o sucessor de seu último grande trabalho, o </span><em><span style="font-weight: 400;">Blurryface</span></em><span style="font-weight: 400;">. Os garotos de Ohio, Tyler Joseph e Josh Dun, estão juntos pela gravadora Fueled By Ramen desde 2012 e desde então não decepcionam quando o assunto é Música.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="twenty one pilots - Levitate (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uv_1AKKKJnk?list=PL3roRV3JHZzYrywUGDSoIeF7J9P4sWIba" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Blurryface</em> foi e continua sendo um álbum muito importante para a banda, já que foi o responsável pela conquista do mundo da indústria <em>pop</em> com o sucesso </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pXRviuL6vMY"><i><span style="font-weight: 400;">Stressed Out</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Um álbum cheio de significados e mistérios, que deu margem a diversas interpretações. Afinal, o que seria <em>Blurryface</em>? O que é? </span><i><span style="font-weight: 400;">Quem</span></i><span style="font-weight: 400;"> é <em>Blurryface</em>?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como forma de exteriorizar seus sentimentos, Tyler cria o conceito do <em>Blurryface</em> como uma pessoa – mas não uma pessoa qualquer. É a representação daquilo que ele vê quando se olha no espelho: todos os seus medos e inseguranças aparecem em sua frente, como forma de uma outra pessoa que era inexistente até então, ao mesmo tempo que é uma parte dele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UOUBW8bkjQ4&amp;list=PL3roRV3JHZzYrywUGDSoIeF7J9P4sWIba"><em>Trench</em></a> veio como uma continuação do antecessor. Como uma forma de concluir os pensamentos que foram deixados em aberto, o recém-lançado álbum do <em>duo</em> ainda trabalha com algumas questões abordadas anteriormente. Dessa maneira, trabalham de maneira interligada. Para interpretar um, você precisa entender o outro.</span></p>
<p><b>O simbolismo e as cores</b></p>
<figure id="attachment_10953" aria-describedby="caption-attachment-10953" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10953 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-2-1024x341.jpg" alt="" width="840" height="280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-2-1024x341.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-2-300x100.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-2-768x256.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-2-1200x400.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-2.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10953" class="wp-caption-text">O símbolo da banda nos álbuns Vessel, Blurryface e Trench, respectivamente (Foto: Fueled By Ramen/Arte: Rafaela Martuscelli) </figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Levando isso em consideração, podemos começar pela parte simbólica de cada projeto. Um dos fatores de importância no </span><i><span style="font-weight: 400;">Blurryface </span></i><span style="font-weight: 400;">foi a parte visual. O símbolo da banda, (|-/) é trabalhado desde o álbum </span><em><a href="http://personaunesp.com.br/vessel-twenty-one-pilots-critica/"><span style="font-weight: 400;">Vessel</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. Nesse em questão, tal símbolo é formado por barras de cores azul, preto e vermelho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem interprete o azul como o lado bom, o vermelho como o lado ruim, e o preto como uma ponte que leva uma parte a outra. Segundo algumas teorias, Josh seria a parte boa que o Tyler precisa. Em alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">photoshoots</span></i><span style="font-weight: 400;">, isso fica evidente pela cor da camiseta que cada um deles está usando e a posição em que eles se encontram.</span></p>
<figure id="attachment_10954" aria-describedby="caption-attachment-10954" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10954 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-3.jpg" alt="" width="640" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-3.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-3-300x188.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10954" class="wp-caption-text">Josh, de azul, e Tyler, de vermelho em photoshoot para o Vessel (Foto: Fueled By Ramen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o <em>Blurryface</em> foi lançado, o símbolo também foi alterado. Como o álbum remete a pensamentos mais sombrios, a parte azul foi retirada de forma que o símbolo ficasse só com a parte em vermelho, e as barras se tornaram mais distantes, como se quisesse evidenciar um afastamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em <em>Trench</em>, a era vermelha teve seu fim. Desde o começo das divulgações, a <a href="https://open.spotify.com/track/5HeKOKc4phmLn8e4I7EkzD?si=632b297d15d74d9a">cor amarela</a> foi evidente. Sabendo que a cor amarela traz a sensação de alegria por ser uma cor clara e forte, e analisarmos o conteúdo das letras do novo álbum, temos a sensação de que Tyler segue na busca incessante por um esclarecimento em seu interior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os vídeos que saíram – que, em ordem de lançamento, são <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UOUBW8bkjQ4"><em>Jumpsuit</em></a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hMAPyGoqQVw"><em>Nico And The Niners</em></a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uv_1AKKKJnk"><em>Levitate</em></a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=8mn-FFjIbo8"><em>My Blood</em></a> &#8211; demonstram isso em diversos momentos em que Tyler aparece <em>“se livrando”</em> de algumas referências do álbum anterior.</span></p>
<p><b>Dema</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um fato que intrigou a maioria dos fãs alguns meses antes dos primeiros <em>singles</em> serem lançados foi o surgimento de um site misterioso chamado </span><a href="http://dmaorg.info/"><span style="font-weight: 400;"><em>demaorg.info</em></span></a><span style="font-weight: 400;">, que continha uma mensagem:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“you are in violation. thEy mustn&#8217;t know you were here. no one should ever find out About this. you can never tell anyone about thiS &#8212; for The sake of the others&#8217; survIval, you muSt keep this silent. we mUst keeP silent. no one can know. no one can know. no o ne c an kn ow_ </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(Violation Code. 15398642_14)&#8221;</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da mensagem que o texto está transmitindo, algumas letras em maiúsculo aparecem entre as frases. Juntando elas, conseguimos formar a frase<a href="https://open.spotify.com/track/1E1uGhNdBe6Dddbgs2KqtZ?si=79965aae2491421e"><em> “East Is Up”</em></a>, que aparece logo no primeiro <em>single</em> <em>Jumpsuit</em> e indica que o leste da cidade está aberto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Usando o código de violação, você chega em uma parte do <em>site</em> que fica escondida. Nela, encontramos uma espécie de diário desse personagem chamado Clancy. Clancy é um garoto que depois de muito tempo nessa cidade chamada Dema, que sempre foi considerada o seu lar, na verdade é o lugar que o sufoca. E ele precisa sair dali. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então Clancy conta sobre como ele deseja escapar, porém essa escolha não existe. Ele será perseguido e punido por tentar fugir da cidade em que passou a vida inteira lá. É assim que os </span><i><span style="font-weight: 400;">Bishops</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Bispos) aparecem na história, como aqueles que estão atrás de Clancy, assim como os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VQHTROo0S8E"><i><span style="font-weight: 400;">Banditos </span></i></a><span style="font-weight: 400;">aparecem para ajudá-lo. </span><span style="font-weight: 400;">O <em>site</em> está cheio de referências, tanto aos álbuns anteriores quanto às próprias músicas do <em>Trench</em>. Relembrando que o <em>site</em> foi ao ar meses antes de qualquer coisa relacionada ao álbum, quem o visitou e viu as imagens que estavam lá nem imaginavam que eram cenas de futuros clipes. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="twenty one pilots - Jumpsuit (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/UOUBW8bkjQ4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as imagens, um mapa – que provavelmente é da cidade de Dema. A cidade é em formato circular, e em seu centro há o nome dos nove <em>Bishops</em>: Andre, Lisben, Keons, Nico, Reisdro, Sacarver, Nills, Livetom e Listo. O que torna interessante é o fato de que os círculos no centro representam os mesmos que aparecem na capa do <em>Blurryface</em>.</span></p>
<figure id="attachment_10955" aria-describedby="caption-attachment-10955" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10955" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-4-1024x484.png" alt="" width="840" height="397" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-4-1024x484.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-4-300x142.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-4-768x363.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-4.png 1058w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10955" class="wp-caption-text">À esquerda, o mapa da cidade de Dema; ao centro, os bishops, que são representados pelos círculos da capa do Blurryface, à esquerda (Foto: Fueled By Ramen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, devemos retomar ao <em>Blurryface</em> para interpretar o nome dos <em>Bishops</em>. Os círculos representam determinada música do álbum. A relação entre os <em>Bishops</em> e as músicas em específico estão no meio das letras:</span></p>
<figure id="attachment_10961" aria-describedby="caption-attachment-10961" style="width: 803px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10961" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-5-1.png" alt="" width="803" height="141" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-5-1.png 803w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-5-1-300x53.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-5-1-768x135.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10961" class="wp-caption-text">As músicas correspondentes a cada círculo do Blurryface e suas referências aos nomes dos Bishops (Foto: Reddit)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O Nico, que foi citado diversas vezes em músicas como <em>Nico And The Niners</em> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OmL9TqTFIAc"><em>Morph</em></a>, é o nome de um dos <em>Bishops</em> que estão atrás de Clancy, o autor do <em>site</em> que foi divulgado antes dos primeiros <em>singles</em> do <em>Trench</em> serem divulgados. É o único nome que não houve conexão com a música que estava designada para seu círculo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras postagens desse <em>Diário de Clancy</em> também fizeram referências ao que estava por vir em <em>Trench</em>: alguns textos terminam com a expressão <em>Cover me</em>, que também é parte de <em>Jumpsuit</em>. </span><span style="font-weight: 400;">Dema é uma abreviação da palavra <em>demons</em>. A questão aqui é o fato de Clancy (que representa Tyler) querer escapar de seus demônios – representados pelos <em>Bishops</em>. Os <em>Bishops</em> são cavaleiros brancos em uma capa vermelha, que tem suas mãos cobertas de preto, as mesmas cores em <em>Blurryface</em>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma vez que <em>Blurryface</em> é considerada uma versão de Tyler, estaria ele fugindo dele mesmo, já que seus pensamentos e ele seriam os seus próprios demônios? Pois como ele mesmo diz em <em>Nico And The Niners</em>: <a href="https://open.spotify.com/track/5SehvGGC53A7SZKCLXQcyt?si=87ed9749021b44d8"><em>dema don’t control us</em></a>. </span></p>
<p><b>A subjetividade nas letras</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A subjetividade nas letras de Tyler também é um diferencial em seu trabalho. Quando você as interpreta, você entende a mensagem que ele quer passar, apesar dela sempre estar implícitas em expressões ou situações. </span><span style="font-weight: 400;">Tyler sempre coloca muito sentimento naquilo que escreve. Na maioria das vezes, os temas que ele aborda variam: melodias animadas com temas pesados. Melodias pesadas com temas leves. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a linha de relação entre <em>Trench</em> e os outros álbuns – com ênfase em sua ligação com o <em>Blurryface</em> – é marcante como uma letra remete a outras de outros álbuns, muitas vezes dando continuidade ao pensamento ou acontecimento. Isso acontece, por exemplo, em <em>Levitate</em>, que lembra do rádio roubado em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=92XVwY54h5k"><em>Car Radio </em></a>(<em>Vessel</em>):</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em <em>Car Radio</em>, Tyler canta:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">I have these thoughts, so often I ought</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span> <span style="font-weight: 400;">To replace that slot with what I once bought</span><span style="font-weight: 400;">”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois álbuns mais tarde, ele retoma em <em>Levitate</em>:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">I got back what I once bought back</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span> <span style="font-weight: 400;">In that slot I won&#8217;t need to replace</span><span style="font-weight: 400;">”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, outro detalhe importante a ser notado é que a última música dos três principais álbuns parece se conectar. Em <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eCeBNwBUkcI">Truce</a></em> (<em>Vessel</em>), ele insiste na frase &#8216;<em>Stay alive&#8217;</em> e na questão do anoitecer e no escuro da noite. Em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pJtlLzsDICo"><em>Hometown</em> </a>(<em>Blurryface</em>), ele diz que nosso lar é na escuridão e que não deixará os espíritos da noite o alcançarem. Finalmente, em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zDktApy8Sn0"><em>Leave The City</em></a> (<em>Trench</em>), ele diz que uma hora sairá de sua cidade, mas por hora se manterá vivo – retomando novamente a questão do &#8216;<em>stay alive&#8217;</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um outro assunto que Tyler sempre retoma é metalinguístico: ele fala sobre o próprio processo de criação de suas canções. Em <em>Banditos</em>, ele repete várias vezes a expressão <em>“</em></span><em><a href="https://www.reddit.com/r/twentyonepilots/comments/9kx4qr/spoiler_sahlo_folina/"><span style="font-weight: 400;">Sahlo Folina</span></a></em><span style="font-weight: 400;"><em>”</em> que significa<em> “habilitar suas expressões criativas”</em>. O que faz completo sentido, já que os versos seguintes falam sobre como ele conseguiu criar o mundo de <em>Trench</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria das vezes, as letras falam sobre a exposição dos efeitos que as pressões que sofremos diariamente nos causam. No caso de Tyler, além da pressão externa de corresponder ao que a indústria musical pede e produzir somente o que faz sucesso, ele ainda lida com suas pressões internas.</span></p>
<figure id="attachment_10957" aria-describedby="caption-attachment-10957" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10957" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Imagem-6.gif" alt="" width="650" height="260" /><figcaption id="caption-attachment-10957" class="wp-caption-text">GIF: Fueled by Ramen</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse álbum, Tyler bate sempre na tecla do <em>“keep moving”</em> apesar do quanto ele esteja machucado – nos seus diversos sentidos da palavra. É impossível não se identificar com alguma música, pois cada uma delas remete a uma problemática recente quanto a questão da saúde mental. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o padrão dos demais álbuns, as músicas mudam de ritmos bruscamente em uma só música. Às vezes conseguimos ter a impressão de que estamos em uma faixa diferente, quando na verdade apenas chegou ao refrão. Como a própria banda </span><a href="https://twitter.com/twentyonepilots/status/1048061826355875841"><span style="font-weight: 400;">comentou em seu <em>Twitter</em></span></a><span style="font-weight: 400;">, algumas músicas irão te fazer sorrir, e outras vão te fazer chorar. Há muito sentimento envolvido em <em>Trench</em>.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Trench" width="100%" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/621cXqrTSSJi1WqDMSLmbL"></iframe></p>
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		<title>Seria The Handmaid&#8217;s Tale uma distopia feminista?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Sep 2018 23:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Rafaela Martuscelli]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[The Handmaid's Tale]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rafaela Martuscelli Com mais de 20 indicações ao Emmy, O Conto Da Aia (The Handmaid’s Tale) faz sucesso desde a sua estreia. A série é uma adaptação da obra literária da escritora canadense Margaret Antwoord, que foi publicada em 1985, e tem como produtora e protagonista a atriz Elisabeth Moss. A história se trata de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-handmaids-tale-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Seria The Handmaid&#8217;s Tale uma distopia feminista?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10810" aria-describedby="caption-attachment-10810" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10810" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-1.jpg" alt="" width="1023" height="627" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-1.jpg 1023w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-1-300x184.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-1-768x471.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10810" class="wp-caption-text">Elizabeth Moss, produtora e protagonista da série. (Foto: Divulgação/HULU)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com mais de 20 indicações ao Emmy, O Conto Da Aia (</span><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid’s Tale</span></i><span style="font-weight: 400;">) faz sucesso desde a sua estreia. A série é uma adaptação da obra literária da escritora canadense Margaret Antwoord, que foi publicada em 1985, e tem como produtora e protagonista a atriz Elisabeth Moss.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história se trata de uma distopia. Tal conceito na ficção procura mostrar como a sociedade pode caminhar para um modo de autodestruição &#8211; e é dessa forma que ela se desenvolve. O livro foi lançado ao mesmo tempo em que acontecia a segunda onda feminista no mundo, aonde eram exigidos em suas manifestações a igualdade de gêneros e a garantia do direito das mulheres. Os atos tinham como objetivo atingir diretamente a sociedade conservadora que existia na época.</span></p>
<p><span id="more-10809"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato do livro ter sido publicado nessa época dá a entender que sua autora, Margaret, o utilizou como meio de fazer a sociedade se questionar. Seu objetivo em criar uma distopia em cima disso acaba se tornando um meio de reflexão sobre o que aconteceria caso as mulheres abrissem mão da luta feminista e os homens, por fim, assumissem o poder e anulassem qualquer direito feminino.</span></p>
<p><b>A religião e o machismo se encontram na série </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série se passa nos Estados Unidos que conhecemos. Enquanto a população vive sua vida longe de preocupações, há um grupo de homens religiosos que seguem fielmente a Bíblia, e se intitulam como os “Filhos de Jacó”. Esse grupo seleto planeja aplicar um tipo de governo no país, e assim conseguem ao começar implantar a República de Gilead por meio de guerras. A partir daí, mulheres perdem seus direitos e têm seus futuros pré-determinados pelo governo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma vez que o governo que subiu ao poder na série é teocrático, é grande a presença de trechos da Bíblia para justificar atitudes de algumas personagens. Ao decorrer dos episódios, é comum nos depararmos com momentos extremamente misóginos, que exigem estômago forte, já que vemos cenas de violência explícita contra as mulheres – algumas contendo até abusos sexuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, existem perseguições contra mulheres inférteis e homossexuais, que são consideradas pecadoras. Uma dessas mulheres, interpretada por Samira Wiley – conhecida por participar de </span><em><a href="http://personaunesp.com.br/oitnb-6-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Orange Is The New Black</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> no papel de Poussey Washington – se assemelha com este último papel citado, já que ambas são mulheres lésbicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que Margaret Antwoord <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/12/eps/1494603374_701338.html">já tenha afirmado em entrevistas </a>que seu objetivo na obra não foi atacar nenhuma religião, todo esse cenário – tanto o do livro quanto o da série – foi criado para denunciar o quão perigoso é um regime totalitário, seja ele de cunho religioso ou não. No entanto, é possível sentir os impactos que um governo teocrático poderia causar em determinados contextos sociais.</span></p>
<figure id="attachment_10811" aria-describedby="caption-attachment-10811" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10811" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-2-1024x627.jpg" alt="" width="840" height="514" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-2-300x184.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-2-768x470.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10811" class="wp-caption-text">O treinamento das aias para a cerimônia. (Foto: Divulgação/HULU)</figcaption></figure>
<p><b>Choca, mas promove reflexões</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como produção audiovisual, a produção da série não deixou a desejar. Os tons em bege nos cenários, que vão de contraste às roupas que são de um colorido vibrante para caracterizar as personagens, criam um ambiente perfeito para o drama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora, combinando com as fortes atuações femininas, traz nomes como Lesley Gore, com seu sucesso </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vNb-8gLcXLs"><span style="font-weight: 400;">“You Don’t Own Me”</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Nina Simone com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OfJRX-8SXOs"><span style="font-weight: 400;">“Feeling Good”</span><i></i></a><span style="font-weight: 400;">, que são encaixadas de modo perfeitamente contextualizada com a trama. Nomes atuais, como a banda Cigarettes After Sex, também aparecem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao conteúdo, o livro foi muito relevante em sua época, assim como retomar a história em formato de série também se encaixou perfeitamente no contexto histórico-social em que nos encontramos agora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao girar em torno de temas como religião, política e feminismo, é impossível que não se criem polêmicas ao redor da série. Apesar de distópica, crimes como mutilação de órgãos genitais, estupros maritais, e propriedade patriarcal acontecem na ficção e nas nossas vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por um lado, o alto teor de violência contra mulheres é um fator que prejudica a série, já que pode causar um grande incômodo em quem assiste, seja por empatia ou por se identificar com o momento por ter passado por algo parecido. Um </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/16/actualidad/1526499422_250950.html"><span style="font-weight: 400;">grande número</span></a><span style="font-weight: 400;"> de mulheres já parou de assistir à série por conta disso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo outro, talvez o exagero nessas imagens leve o espectador a captar as similaridades com o mundo real, e que milhares de mulheres sofrem as mesmas coisas todos os dias há anos e não recebem o mínimo de ajuda necessária. Talvez os instigue a tomar alguma atitude sobre isso e refletir sobre a nossa realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vey6gURXsRQ"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;">, Elisabeth Moss declarou que a série não foi feita para ter um contexto feminista, mas sim retratar uma história de amor. Offred, a protagonista, sobrevive para tentar reencontrar o seu marido e sua filha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem sempre esse amor resolverá todas as questões do mundo. Se levarmos em consideração o contexto geral da série e da obra literária, não se pode ignorar que o feminismo é uma das – ou até mesmo a principal – questão abordada na série. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O choque na veracidade das cenas pode agir como um modo de abrir os olhos daqueles que estão vendo a série. De certo modo, chega a ser importante pois, diferente da realidade em Gilead, o que há de mais valioso dentro das mulheres em nossa sociedade não são os seus úteros. </span></p>
<figure id="attachment_10812" aria-describedby="caption-attachment-10812" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10812" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-3.gif" alt="" width="540" height="270" /><figcaption id="caption-attachment-10812" class="wp-caption-text">(Gif: Reprodução)</figcaption></figure>
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