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	<title>Arquivos Horror &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 19:46:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos têm medo de filmes de terror. Produções gráficas de violência, sangue, sustos em formato jumpscare, gore e outras possibilidades da linguagem audiovisual acumulam fãs e haters por todo o mundo, mas, e na Literatura? O que o horror é capaz de fazer? O Estante do Persona de Outubro vem te responder essa pergunta e, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-34368 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465.jpg" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text">No Estante do Persona de Outubro o horror está nas páginas (Arte: Aryadne Xavier/Texto de abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p>Muitos têm medo de filmes de <a href="https://personaunesp.com.br/tag/terror/">terror</a>. Produções gráficas de violência, sangue, sustos em formato <span style="font-weight: 400;"><i>jumpscare</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> e outras possibilidades da linguagem audiovisual acumulam fãs e<em> haters</em> por todo o mundo, mas, e na Literatura? O que o horror é capaz de fazer? O Estante do Persona de Outubro vem te responder essa pergunta e, como de costume, fazer indicações, dessa vez, horripilantes.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relato escrito de horror existe há muito tempo, com os primeiros registros sendo as gravuras nas paredes de cavernas e espaços afins, que já faziam uma espécie de documentação dos mitos e folclores que assustavam os homens muito antes dessa espécie de narrativa ser categorizada. O fluxo seguiu com menção a monstros, acontecimentos fantásticos, eventos sanguinários e muito mais ocupando diários, crônicas e, inclusive, <a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/08/biblia-e-literatura-de-horror-como-um-dialoga-com-o-outro.html">textos religiosos</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o século XVIII, a materialização de textos voltados para o terror começa a aumentar. A incidência da teoria do pensamento lógico impulsiona a popularização de histórias que exploram o sobrenatural com menos enfoque na vontade divina. Nesse período, ocorre o lançamento de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Castelo de Otranto (1764)</i></span><span style="font-weight: 400;">, de Horace Walpole, considerado o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ASJR6SJBIdY]">primeiro romance gótico</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No século seguinte, clássicos do gênero caem no gosto da população e se tornam lendas imortais. Entre os mais famosos estão </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein (1818)</i></span><span style="font-weight: 400;">, de Mary Shelley, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/dracula-critica/"><i>Drácula (1897)</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de Bram Stoker, e a coletânea de livros de <a href="https://personaunesp.com.br/historias-extraordinarias-critica/">Edgar Allan Poe</a>. Estes, já sendo considerados inspirações inesgotáveis para diversas estórias de monstros, além de base para suas versões cinematográficas, lançadas com mais de 50 anos de diferença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse momento para frente, a ruptura promove uma revolução, com autores do mundo todo explorando os mais diversos aspectos do terror e horror. Nomes como <a href="https://personaunesp.com.br/territorio-lovecraft-livro-critica/">H.P. Lovecraft</a>, <a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/">Stephen King</a>, <a href="https://personaunesp.com.br/tag/shirley-jackson/">Shirley Jackson</a>, Charles Beaumont, Neil Gaiman e incontáveis outros se tornaram referências para produções macabras com subcategorias e muita profundidade </span><span style="font-weight: 400;">– algumas até questionáveis</span><span style="font-weight: 400;">. De caça às bruxas a pequenas meninas que entram em portais macabros, a </span><span style="font-weight: 400;"><i>Horror Literature</i></span><span style="font-weight: 400;"> cria mundos ou narra o real com garras afiadas, suspense e imprevisibilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse texto não contempla nem metade das possibilidades que o gênero criou no universo literário e deixa, inclusive, de passear pelos frutos suculentos do <a href="https://exame.com/pop/genio-do-horror-por-que-raphael-montes-faz-tanto-sucesso-na-literatura-e-agora-no-streaming/">cenário nacional</a>. Por isso, a palavra fica agora com nossos redatores e suas indicações para lá de frescas, com veias fartas e cheias de sangue novinho… Quer dizer, criatividade, isso mesmo, criatividade e só! Agora, é sua vez de aproveitar e tirar um tempinho para adentrar esse imaginário, mas, por favor, deixe de fora o alho, as tochas e a caça aos monstros.</span></p>
<p><span id="more-34361"></span></p>
<hr />
<p><strong>Dicas do mês</strong></p>
<figure id="attachment_34365" aria-describedby="caption-attachment-34365" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-534x800.jpg" alt="Capa do livro A Cor Que Caiu do Céu de H.P. Lovecraft. A capa é azul escura, na parte superior dela está o nome do autor, H.P. Lovecraft, estilizado e decorado com três caveiras no canto esquerdo e um polvo sobre a letra “c”. No centro da capa há um pequeno círculo, representando a boca de um poço vista de seu fundo. Na parte inferior da capa está escrito “A Cor Que Caiu do Céu” " width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-768x1150.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-1026x1536.jpg 1026w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-34365" class="wp-caption-text">Um livro sobre o indescritível, A Cor Que Caiu Do Céu perturba a imaginação de qualquer um (Foto: Editora Pandorga)</figcaption></figure>
<p><b>Howard Phillips Lovecraft &#8211; A Cor Que Caiu do Céu (135 páginas, Editora Pandorga)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das suas adoradas paisagens bucólicas da Nova Inglaterra, H.P. Lovecraft garimpa loucuras que não vem de assombrações e espíritos existentes nas obras de seus contemporâneos, mas de lugares mais antigos que o tempo e mais distantes que as estrelas. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.amazon.com.br/cor-que-caiu-c%C3%A9u/dp/8584422854"><i>A Cor Que Caiu do Céu</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, o autor acaba por definir um dos conceitos mais fundamentais de suas obras: seres e objetos cuja mera existência traria loucura imediata a qualquer um que a presenciasse. Ao estudar a construção de um reservatório de água no nordeste dos Estados Unidos, o protagonista do livro se aprofunda em uma série de lendas macabras e relatos grotescos sobre um meteorito que transformou animais e homens em deformidades profanas e indescritíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escritor polêmico pelos próprios preconceitos, os quais não se envergonhava ao transcrever pelas páginas, traz neste conto uma perturbação às mentes mais sadias. A forma a qual ele descreve os cheiros nauseantes, aparências dos animais mutantes, os sons que se podia ouvir do fundo do poço e do sótão, a própria paisagem que desrespeitava as leis naturais e até o sabor “</span><span style="font-weight: 400;"><i>entre o fétido e o salgado</i></span><span style="font-weight: 400;">” da água contaminada, faz com que o leitor busque, nas experiências mais desagradáveis da vida, algum parâmetro para imaginar tal terror, o resultado é de dar calafrios. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34363" aria-describedby="caption-attachment-34363" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-800x617.jpg" alt=" Fotografia da capa e quarta capa do livro Frankenstein de Mary Shelley. A capa está do lado direito, ela é verde neon e preto com o monstro Frankenstein como arte, o personagem escolhido é sua versão do filme de 1931. A fotografia é de seu rosto em perfil e o pescoço. Ele possui pontos e cicatrizes na testa e um prego enfiado abaixo da orelha. Entre capa e quarta capa está a lombada, no meio em letras estilizadas e grandes está o título “Frankenstein”. Na parte inferior o nome da autora em tamanho menor “Mary Shelley” e o desenho de uma peça chamada porca. Na parte de cima está a data de publicação 1818 e o símbolo da editora Aleph que é uma barra branca. Na quarta capa, à esquerda, a cor é roxa e há bastante texto, sinopse do livro, código de barras e citações de outros atores sobre a obra" width="800" height="617" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-800x617.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-768x592.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1.jpg 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34363" class="wp-caption-text">A adaptação mais famosa de Frankenstein para o Cinema é de 1931 (Foto: Editora Aleph)</figcaption></figure>
<p><b>Mary Shelley &#8211; Frankenstein (</b><b>336 páginas</b><b>, Editora Aleph)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ele está vivo! Com certeza</i></span><span style="font-weight: 400;">”, você já ouviu essa frase e sabe que se trata de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://editoraaleph.com.br/products/frankenstein?variant=49223521009947"><i>Frankenstein</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, a ficção científica gótica de Mary Shelley. Victor Frankenstein é obcecado por filosofia natural desde a infância e tem uma vida pacata, até que decide brincar de Deus e cria uma criatura que profana a existência; essa história você já conhece. Mas o assunto sobre o que Shelley estava falando no século XIX ressoa ainda em 2024. Com uma escrita maravilhosa, poética e fluída, o enredo não perde fôlego e até o começo da história, com o monstro de fora, é estimulante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recente edição de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">no Brasil é da editora Aleph, a publicação é a história original de 1818 – Mary Shelley fez algumas alterações na linguagem para a terceira edição de 1831 e, desde então, grande parte dos </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">no país são traduções desta. Além disso, o livro possui cartas da autora, uma introdução escrita por ela e ilustrações. Alegoria para pessoas </span><span style="font-weight: 400;"><i>queer</i></span><span style="font-weight: 400;">, uma atualização do mito de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11877/prometeu/">Prometeu</a></span><span style="font-weight: 400;">, uma história de libertação de corpos ou um monstro terrível que aterroriza as ruas, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">pode ser o que você quiser e muito mais. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34364" aria-describedby="caption-attachment-34364" style="width: 527px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/OQUEESTALAFORA-1.webp" alt="A imagem mostra o livro O Que Está Lá Fora, de Kate Alice Marshall, publicado pela DarkSide. A capa é predominantemente escura, com tons de preto e cinza, retratando folhas e galhos em meio a uma teia de aranha, criando uma atmosfera sombria e misteriosa. O título está em letras grandes e vermelhas, destacando-se contra o fundo escuro. No canto superior da capa, há uma citação da autora Alice Feeney, elogiando o livro." width="527" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-34364" class="wp-caption-text">Naomi retorna à cidade natal para desvendar segredos sombrios (Foto: Editora Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Kate Alice Marshall &#8211; O que está lá fora (352 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Que Está Lá Fora</i></span><span style="font-weight: 400;">, Naomi Shaw retorna à cidade natal onde, anos antes, quase perdeu a vida em um ataque brutal numa floresta misteriosa. Na adolescência, ela e suas amigas, Cassidy e Olivia, criaram o enigmático Jogo da Deusa, embaladas pela atmosfera sombria e mágica da floresta. O incidente transformou as três em heroínas locais, mas segredos sombrios e uma verdade enterrada acompanham Naomi desde aquele verão fatídico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, uma nova morte próxima ao local do antigo ataque desperta questões sobre o que realmente aconteceu. Naomi precisa enfrentar as sombras do passado e desvendar mentiras cuidadosamente guardadas, mesmo que isso signifique arriscar tudo. Escrito por Kate Alice Marshall, o </span><span style="font-weight: 400;"><i>thriller</i></span><span style="font-weight: 400;"> explora amizade, traição e o poder de enfrentar os próprios demônios, em uma narrativa repleta de tensão e reviravoltas</span><b>. &#8211; Eloah Kaway</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34362" aria-describedby="caption-attachment-34362" style="width: 260px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/9786555982237-px8otjkwuq.png" alt="" width="260" height="369" /><figcaption id="caption-attachment-34362" class="wp-caption-text">Contos de Horror da Mimi é rotineiro e absurdo (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Junji Ito &#8211; Contos de Horror da Mimi (248 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nos Estados Unidos os fãs do gênero se dividem entre eleger Stephen King e Edgar Allan Poe como o ‘rei do terror’, no Japão não há dúvidas do nome que leva esse título: </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ws6v-SoUwDI">Junji Ito</a></span><span style="font-weight: 400;">. Com seus mangás perturbadores, o autor coleciona coletâneas de pequenas crônicas com absurdos aterrorizantes, de espíritos à robôs com braços mecânicos macabros, o que não falta é possibilidade. Uma de suas antologias ilustradas, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Contos de Horror da Mimi</i></span><span style="font-weight: 400;">, não decepciona nesse sentido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passeando pelas historietas da jovem Mimi, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/manga/105701/feature/nao-acho-possivel-desenhar-horror-sem-negatividade-diz-junji-ito-em-entrevista-ao-ign-brasil-leia">livro</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra suas experiências com o absurdo em narrativas com corte brusco que abrem espaço para a inquietude da mente – o texto surpreende ainda mais quando descobre-se que é inspirado nos contos reais de Hirokatsu Kihara e Ichiro Nakayama. Sob a tradução de Jéssica Ilha da Silva, a obra é agoniante, instigante e absolutamente fácil de devorar, mas necessita de atenção: o abocanhado pode ser você. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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		<title>Você pagaria o preço para ter A Substância?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 18:10:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Você já imaginou uma versão melhor de si? E se você soubesse que existe um produto que pode te mostrar uma parte mais jovem, bonita e perfeita? A Substância (The Substance, no original) pode te dar isso e um pouco mais. A produção, que promete revirar o estômago, é uma diversão exageradamente nojenta &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Você pagaria o preço para ter A Substância?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34139" aria-describedby="caption-attachment-34139" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34139" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3.png" alt="Cena do filme A Substância. Na imagem vemos Elizabeth, mulher branca com cabelos pretos, falando ao telefone. Ela veste um vestido na cor preta e usa brincos de prata. Com sua mão direita, segura um telefone vermelho e sua expressão parece preocupada. Ela está sentada em uma cama com lençol rosado. Ao fundo é possível ver uma parede na cor vermelha." width="1200" height="734" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3-800x489.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3-1024x626.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3-768x470.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34139" class="wp-caption-text">Demi Moore volta às telas do Cinema após 30 anos (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já imaginou uma versão melhor de si? E se você soubesse que existe um produto que pode te mostrar uma parte mais jovem, bonita e perfeita? </span><i><span style="font-weight: 400;">A Substância</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/the-substance-festival-de-cannes-2024-demi-moore"><i><span style="font-weight: 400;">The Substance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no original) pode te dar isso e um pouco mais. A produção, que promete revirar o estômago, é uma diversão exageradamente nojenta e bizarra sobre o espetáculo visual do Cinema e o gênero de horror corporal.</span></p>
<p><span id="more-34137"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aclamado durante o Festival de Cannes, o longa dirigido e roteirizado por Coralie Fargeat conta a história de Elizabeth Sparkle (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tV51izuiR0I"><span style="font-weight: 400;">Demi Moore</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma atriz ‘cinquentona’ que está prestes a perder seu ‘prazo de validade’ no mundo do </span><i><span style="font-weight: 400;">showbiz</span></i><span style="font-weight: 400;"> e que, ao se ver nessa situação, resolve usar a substância que promete criar “</span><i><span style="font-weight: 400;">uma versão melhor de si</span></i><span style="font-weight: 400;">”. É, então, que sua nova personalidade, Sue (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WWZtB13vsJI"><span style="font-weight: 400;">Margaret Qualley</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma bela jovem com vinte anos de idade que tem o que quer na palma de sua mão, entra em cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fadada ao sucesso ao viver a vida de Sue, Elizabeth se vê na obrigação de sobreviver em cima do </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">da personagem de Qualley. Como uma espécie de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/entretenimento/2020/06/o-que-sao-doppelgangers/"><i><span style="font-weight: 400;">doppelganger</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as personagens dividem uma vida dupla, são sete dias para cada corpo e, caso desrespeite essa regra vital, as coisas começam a desandar e causam circunstâncias brutais. Afinal, elas são apenas uma.</span></p>
<figure id="attachment_34140" aria-describedby="caption-attachment-34140" style="width: 1130px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3.png" alt="Cena do filme A Substância. Na imagem vemos as mãos de uma pessoa branca segurando um papel branco com a frase “REMEMBER YOU ARE ONE” escrita em preto. Atrás do papel encontra-se uma caixa de papelão com uma fita transparente escrita “ACTIVATOR” em preto. O carpete do chão está na cor cinza." width="1130" height="590" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3.png 1130w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3-800x418.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3-1024x535.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3-768x401.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34140" class="wp-caption-text">A produção foi indicada à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2024 (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A beleza de Margaret Qualley, igualada a perfeição de Moore, elevam o nível de atuação do longa. A eloquência entre as atrizes é, de certa forma, </span><a href="https://variety.com/2024/film/reviews/the-substance-review-margaret-qualley-demi-moore-dennis-quaid-1236009235/"><span style="font-weight: 400;">visionária</span></a><span style="font-weight: 400;">. A talentosa atriz de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Pobres Criaturas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023) atua de forma fresca e legítima, já Demi Moore mantém sua relevância cumprindo um papel excepcional. Colocar a veterana para interpretar uma personagem ‘acabada’ e sem rumo, talvez, possa ter sido forçado, mas podemos concordar que esse foi, de longe, um de seus melhores papéis em anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que se preocupa em revelar e reciclar imagens de horror, ao estilo </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-a-estranha-45-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie, a Estranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1976), a trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Substância</span></i><span style="font-weight: 400;"> foca em apresentar um horror ácido que faz uma severa crítica à sociedade e à busca desenfreada pela beleza. A posição de Fargeat ao abordar a cultura ocidental hollywoodiana é sutil e perceptível; seu temor por mostrar o apelo pela ‘velhice’ no Cinema acaba se transformando em algo torturante e disfórico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de parecer bem desenvolvido, o filme necessita de certo cuidado ao abordar o retrato de um sistema tão delicado quanto este. A linguagem do </span><a href="https://contextojornalismo.com/2022/12/20/male-gaze-entenda-o-termo-queridinho-das-redes-sociais-e-como-voce-tambem-e-afetada-por-ele/"><i><span style="font-weight: 400;">male gaze</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acrescida do viés do olhar perturbador, é evidente durante todo o período do longa. A valorização pelo grotesco é como uma consequência direta da obsessão pela juventude e perfeição.</span></p>
<figure id="attachment_34141" aria-describedby="caption-attachment-34141" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-3.png" alt="Cena do filme A Substância. Na imagem vemos Elizabeth, mulher branca de cabelos pretos, tirando sua maquiagem. Ela usa um vestido na cor vermelha e luvas pretas. Enquanto se olha no espelho, com sua mão direita Elizabeth está tirando o batom vermelho de sua boca. Ao fundo é possível ver as paredes com azulejos brancos." width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-3-768x427.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34141" class="wp-caption-text">Por explorar a obsessão por corpos femininos, A Substância é totalmente diferente dos demais filmes lançados em 2024 (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A necessidade da produção em deixar os diálogos em segundo plano mostra a falta de sagacidade para explorar temas delicados. Ao mesmo tempo, é excitante ver a forma como Coralie Fargeat reproduz ideias escandalosas com linguagens vulgares e, até mesmo, grosseiras em determinados momentos do longa. A grande metáfora da </span><a href="https://www.cinematorio.com.br/2024/05/critica-filme-the-substance-o-contrario-da-critica-cannes-2024/"><span style="font-weight: 400;">substância</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se resume a cirurgias plásticas e procedimentos estéticos, é antiquada e desagradável aos olhos femininos, sua crítica se baseia nos mesmos vícios que captam a obsessão pela juventude. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Substância</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode parecer, em alguns momentos, </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20240519-the-substance-demi-moore-margaret-qualley-cannes-film-festival"><span style="font-weight: 400;">lento e repetitivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém, é considerável dizer que a trama funciona como uma grande bomba relógio prestes a explodir. O terror bruto é insensível, não oscila e muito menos foge de suas sequências que estão perturbadoramente interligadas. A crise de conflito interno busca despertar uma reação sensorial no espectador a cada singela cena, causando certo interesse nessa produção sangrenta.</span></p>
<figure id="attachment_34138" aria-describedby="caption-attachment-34138" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34138" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-2.png" alt="Cena do filme A Substância. Na imagem vemos Sue, mulher branca com cabelos castanhos escuros, olhando fixamente para a frente. Ela veste um baby doll na cor rosê. Sue encontra-se deitada com seus braços abertos e sua boca e nariz estão sangrando. Ao fundo, o tapete em que está deitada é bege." width="640" height="332" /><figcaption id="caption-attachment-34138" class="wp-caption-text">Margaret Qualley dá show de atuação no longa (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Substância</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tudo que se pode esperar de um filme no estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com um toque extremamente físico e visceral, o longa promete e cumpre seu papel com uma trama feroz e </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/a-substancia-melhor-filme-2024-critica/"><span style="font-weight: 400;">intensa</span></a><span style="font-weight: 400;">. A produção tem tudo para deixar o espectador desconfortável e tirá-lo de sua zona de conforto. Com seu olhar afiado para o bizarro e sede pela monstruosidade, a obra expõe o desejo pela beleza ao limite. Afinal, qual é o preço da substância que o público procura? Você pode pagar para ver.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Substância | Trailer Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AAIUQJrpc2M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Fique tranquilo, se gostar de O Exorcista &#8211; O Devoto, você não será possuído</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Feb 2024 13:43:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo O Exorcismo de Emily Rose (2005), Exorcistas do Vaticano (2015), O Exorcismo da Minha Melhor Amiga (2022), O Exorcista do Papa (2023): existem mais filmes de esconjuração do que demônios na vida real. Muitos tentaram replicar o sucesso do clássico de 1973, O Exorcista, outros preferiram distanciar-se e fizeram terror do seu próprio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-exorcista-o-devoto-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Fique tranquilo, se gostar de O Exorcista &#8211; O Devoto, você não será possuído"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32458" aria-describedby="caption-attachment-32458" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2.png" alt="Foto de cena do filme O Exorcista - O Devoto. Na imagem temos centralizadas, as duas protagonistas do filme, Angela e Katherine. Angela é uma garota na faixa dos 13 anos, ela tem a pele negra, cabelos escuros e veste uma camiseta de listras verticais nas cores roxo e rosa. Katherine está do seu lado direito, ela é uma menina branca e tem o cabelo castanho escuro. O cenário é de um estábulo. As garotas estão sentadas no chão com expressão de assustadas. " width="1920" height="1034" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-800x431.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-1024x551.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-768x414.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-1536x827.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-1200x646.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32458" class="wp-caption-text">A Universal Studios pagou US$ 400 milhões pelos direitos de O Exorcista (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcismo de Emily Rose </span></i><span style="font-weight: 400;">(2005), </span><i><span style="font-weight: 400;">Exorcistas do Vaticano </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015), </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-exorcismo-da-minha-melhor-amiga-de-grady-hendrix/"><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcismo da Minha Melhor Amiga</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022),</span> <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/o-exorcista-do-papa"><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista do Papa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023): existem mais filmes de esconjuração do que demônios na vida real. Muitos tentaram replicar o sucesso do clássico de 1973, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">, outros preferiram distanciar-se e fizeram terror do seu próprio jeito; mas ano vai, ano vem e o ato profano de William Friedkin continua irretocável. Em 2023, com a mais nova sequência, o dogma não muda. </span></p>
<p><span id="more-32457"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista: O Devoto </span></i><span style="font-weight: 400;">(2023), no original com o subtítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">Believe</span></i><span style="font-weight: 400;">r, é uma história de dois nomes: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;"> e David Gordon Green. Ele é diretor da nova sequência e também da </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/halloween-ends-fas-vao-ficar-bravos"><span style="font-weight: 400;">controversa</span></a><span style="font-weight: 400;"> última </span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><span style="font-weight: 400;">trilogia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018-2022), enquanto o primeiro é o clássico unânime de terror, considerado obra-prima. Diante disso, surge a polêmica: um diretor com histórico de destruir uma franquia amada, que também é oriunda de um cineasta com clássicos prestigiados, &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-enigma-de-outro-mundo-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">John Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; assume a missão de costurar uma túnica moderna para a obra. Então, qualquer alarde ressoa até o inferno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo </span><i><span style="font-weight: 400;">Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma continuação direta do filme de 1973, desconsiderando prelúdios e sequências que vieram depois dele, assim como aconteceu com a trilogia de Michael Myers. Na trama, as amigas Angela Fielding (Lydia Jewett) e Katherine (Olivia Marcum) são possuídas pelo demônio após tentar contato com a mãe de Fielding, que já faleceu. Quando as coisas chegam ao extremo, o cético Victor Fielding (</span><a href="https://personaunesp.com.br/glass-onion-critica/"><span style="font-weight: 400;">Leslie Odom Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;">) precisa ter fé para salvar sua filha.</span></p>
<figure id="attachment_32460" aria-describedby="caption-attachment-32460" style="width: 1304px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32460" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1.png" alt="Foto de cena do filme O Exorcista - O Devoto. Na imagem temos centralizadas, as duas protagonistas do filme, Angela e Katherine. Angela é uma garota na faixa dos 13 anos, ela tem a pele negra e cabelos escuros. Katherine está do seu lado direito, ela é uma menina branca e tem o cabelo castanho escuro. As garotas estão sentadas com o pescoço virado para baixo no sentido oposto do corpo, no rosto elas possuem marcas de cruz, cortes e hematomas." width="1304" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1.png 1304w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1-800x431.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1-1024x551.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1-768x413.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1-1200x646.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32460" class="wp-caption-text">Christopher Nelson foi o responsável pelas maquiagens do filme (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto crucial é que O</span><i><span style="font-weight: 400;"> Devoto</span></i><span style="font-weight: 400;"> está longe de ser uma heresia, tampouco destrói o material original. Pelo contrário, ele faz homenagem. Ao abrir o longa com dois cães brigando, referencia o trabalho de Friedkin e, de certa forma, mantém as temáticas também. Ao mesmo tempo, Gordon Green tenta ser um pouco diferente, o que é deleitoso porque deixa marcas autorais. Porém, nesse segundo traço, a mente por trás do filme perde a mão e repete os frequentes problemas das </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/sequencia-reboot-remake-requel-diferencas.html"><i><span style="font-weight: 400;">requels</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e dos recentes filmes de terror hollywoodianos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ellen Burstyn retorna à franquia depois de 50 anos, reprisando seu papel como Chris MacNeil, mãe de Regan (Linda Blair) &#8211; a garota possuída em 1973. MacNeil tem o mesmo tratamento que outras protagonistas clássicas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-sem-inspiracao-na-forca/"><span style="font-weight: 400;">sequências-legado</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por homenagem, coesão de universo ou para apelar à nostalgia ao público, essas continuações trazem de volta personagens do primeiro filme ou da primeira trilogia &#8211; </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/streaming/netflix/novo-massacre-da-serra-eletrica-e-sequencia-ou-reboot/"><span style="font-weight: 400;">mesmo que as atrizes já estejam mortas</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e quase sempre ceifam suas vidas ou dão pouquíssimo tempo de tela. </span></p>
<figure id="attachment_32462" aria-describedby="caption-attachment-32462" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1.png" alt="Foto de cena do filme O Exorcista - O Devoto. Na imagem há dois personagens: Victor e Chris. Eles estão conversando. Ela está do lado direito, veste um casaco bege e uma blusa branca de gola alta. Ela é uma mulher na faixa dos 90 anos, branca e com cabelos brancos. Victor está do lado esquerdo, de frente para Chris. Ele é um homem preto na faixa dos 40 anos, ele veste uma jaqueta jeans com botões, por dentro ele está com uma camisa social cinza. Sua pele é preta, seu cabelo é curto e com a curvatura mais fechada. " width="950" height="396" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1.png 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-800x333.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-768x320.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32462" class="wp-caption-text">Ellen Burstyn recusou retornar ao universo de O Exorcista em todas as sequências e esta é a primeira vez em 50 anos em que ela aceita o convite (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chris MacNeil fica de escanteio, com duas ou três participações e depois some da câmera. Em entrevista ao </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-news/ellen-burstyn-exorcist-sequel-actors-studio-1235206864/"><i><span style="font-weight: 400;">The Hollywood Reporter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Burstyn revelou que gravou outras cenas para a sequência </span><i><span style="font-weight: 400;">The Exorcist: Deceiver</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que tinha a data de lançamento prevista para 2025, mas que foi substituída pela estreia do filme biográfico sobre o rei do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> Michael Jackson. Junto a isso, David Gordon Green não está mais no comando dos próximos filmes de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> de acordo com uma </span><a href="https://deadline.com/2024/01/the-exorcist-the-deciever-david-gordon-green-departs-new-director-search-1235718424/"><span style="font-weight: 400;">matéria de Janeiro de 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">. Então, a participação da atriz pode ou não acontecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O motivo desse pouco tempo de tela ainda é nebuloso. Argumentar que ela já alcançou certa idade &#8211; tem 91 anos &#8211; e tem problemas para atuar até seria válido se a atriz não tivesse concedido uma entrevista ao </span><a href="https://www.interviewmagazine.com/film/ellen-burstyn-tells-christopher-meloni-all-of-her-secrets"><i><span style="font-weight: 400;">Interview</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dizendo que este é o momento mais ocupado da carreira dela. A veterana está em outros projetos, como </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/law-and-order-organized-crime-ellen-burstyn"><i><span style="font-weight: 400;">Law &amp; Order: Organized Crime</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Na mesma entrevista, ela também arranca elogios ao diretor David Gordon Green. </span></p>
<figure id="attachment_32461" aria-describedby="caption-attachment-32461" style="width: 1160px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1.png" alt="O Exorcista - O Devoto. Na imagem, a personagem Angela está centralizada sendo exorcizada por um grupo de pessoas. Ela está chorando, com a cabeça erguida para cima. Angela é uma garota na faixa dos 13 anos, ela tem a pele negra e cabelos escuros.  O personagem Victor está na frente de Angela, de costas, segurando seu pescoço. Ele é um homem na faixa dos 40 anos. Sua pele é preta, seu cabelo é curto e com a curvatura mais fechada. " width="1160" height="580" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1.png 1160w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-768x384.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32461" class="wp-caption-text">O Exorcista: O Devoto arrecadou US$ 137 milhões ao redor do mundo (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra armadilha que a </span><a href="https://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">nova geração de horror cai</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a de se assemelhar aos filmes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em certos momentos, a edição de Timothy Alverson e direção parecem estar criando uma </span><a href="https://youtu.be/7yy46S39tZU?si=rkUQrIAukMrSwlj7"><span style="font-weight: 400;">iniciativa Vingadores</span></a><span style="font-weight: 400;"> versão representantes religiosos, se afastando do terror e se possuindo pela nova onda de Hollywood. O conteúdo se transforma numa dicotomia ao invés de se aprofundar no medo e seus temas que diferem gêneros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a aposta nesse tipo de construção eleva personagens e soou positivamente. A </span><i><span style="font-weight: 400;">requel</span></i><span style="font-weight: 400;"> subverte expectativas antes de se tornar uma </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/10/10/novo-exorcista-nao-quer-te-assustar-ele-quer-te-converter.htm"><span style="font-weight: 400;">cartilha de moralismos</span></a><span style="font-weight: 400;">, pregando sustos que te fazem pular da poltrona. Ele também provoca desconfortos físicos: a cena do interrogatório no hospital após as meninas serem encontradas é sufocante. Uma das sequências no hospital executa uma montagem excelente com cortes rápidos, muito movimento e com enfermeiros e policiais fazendo perguntas para as crianças, colocando o espectador para dentro daquela experiência desconfortável que as meninas estão sentindo. A cena lembra a angústia de Regan passando por exames médicos invasivos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de medos, David Gordon Green reage aos estímulos estadunidenses. Em </span><a href="https://youtu.be/ek1ePFp-nBI?si=p-dyGaVMHJFCcZBv"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018)</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele tece críticas à cultura do espetáculo, trauma e superação. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista &#8211; O Devoto </span></i><span style="font-weight: 400;">não é diferente, e o diretor e roteirista pincela temas de falsa moral religiosa e prática do bem. Praticando a continuidade da ideia de que o mal está para além do demônio, está em todas as partes, conecta o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">take </span></i><span style="font-weight: 400;">do filme à cena dos cães no original. O escritor faz menção a cena de 1973 e traz sua visão já estabelecida para a nova sequência.</span></p>
<figure id="attachment_32459" aria-describedby="caption-attachment-32459" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1.png" alt="Cena do filme O Exorcista (1973). Na imagem, há tons de azul escuro, névoa e muita sombra. A personagem Regan está ajoelhada em sua cama, de costas, no lado direito da foto. A sua esquerda tem uma estátua de demônio feita de pedra. Ele é magro, tem o rosto com um formato semelhante ao de dragões, dentes grandes para fora da boca. Ele também possui asas que lembram o formato de borboletas. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32459" class="wp-caption-text">O filme de 1973 levou duas estatuetas do Oscar para a casa, nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Mixagem de Som (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esperamos sempre que filmes sejam obras-primas absolutas, divisores de águas, filmaços (ou pelo menos deveríamos), mas o resultado nem sempre é esse. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Devoto</span></i><span style="font-weight: 400;"> está no meio dessas tantas produções que vamos </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas-o-exorcista-o-devoto-sequencia"><span style="font-weight: 400;">esquecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> em pouco tempo ou que será fortemente lembrado porque paira a sombra de uma apoteose audiovisual. O destino real, só o tempo dirá. O futuro da nova trilogia segue incerto e procura por um diretor para redigir esta missa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final do dia, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista &#8211; O Devoto </span></i><span style="font-weight: 400;">é só mais um filme de possessão. A obra não vai estabelecer paradigmas igual o antecessor, tampouco apavorar gerações. Daqui a 20 anos, veremos mais uma versão de</span><i><span style="font-weight: 400;"> O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânic</span></i><span style="font-weight: 400;">o</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-do-pesadelo-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Hora do Pesadelo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(que incrivelmente está na geladeira </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/159850/a-hora-do-pesadelo/"><span style="font-weight: 400;">desde 2010</span></a><span style="font-weight: 400;">) e de outros clássicos. Mesmo assim, os originais continuam ali, como uma Bíblia para os fãs de horror, e aos novos entusiastas, prontos para pregar sustos geracionais. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O EXORCISTA - O DEVOTO | Trailer 2 Oficial (Universal Studios) - HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rf3KTNQ8T9c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Deus acima de tudo, O Convento acima de todos</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 12:31:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rebecca Ramos  Dirigido por Christopher Smith, um cineasta britânico, O Convento é apresentado como um filme aterrorizante, marcado por momentos de tensão sublime, mas, ainda assim, com cenas repletas de medo e sangue. Na trama, Grace (Jena Malone) recebe a notícia de que seu irmão mais novo morreu em um convento em que vivia, na &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-convento-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Deus acima de tudo, O Convento acima de todos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32264" aria-describedby="caption-attachment-32264" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32264" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-6.jpg" alt=" Cena do filme &quot;O Convento”. Na imagem, é possível ver, em meio a diversas freiras trajadas em branco, a protagonista Grace, uma mulher branca e de cabelos acobreados, estes cobertos por um manto branco, com as suas roupas ensanguentadas, encara uma espécie de baú preto. O fundo da imagem é escuro e composto por imagens próprias da temática religiosa." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-6.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-6-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-6-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32264" class="wp-caption-text">O Convento vai da culpa do luto à morte do Ego (Foto: IFC Midnight)</figcaption></figure>
<p><b>Rebecca Ramos</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/christopher-smith"><span style="font-weight: 400;">Christopher Smith</span></a><span style="font-weight: 400;">, um cineasta britânico, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Convento</span></i><span style="font-weight: 400;"> é apresentado como um filme aterrorizante, marcado por momentos de tensão sublime, mas, ainda assim, com cenas repletas de medo e sangue. Na trama, Grace (Jena Malone) recebe a notícia de que seu irmão mais novo morreu em um convento em que vivia, na Escócia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo pouco contato com a religiosidade, tampouco com ele, imediatamente viaja até o local e investiga as estranhas ocorrências acerca do falecimento. Apesar da ambiciosa premissa, o longa </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/o-convento-terror"><span style="font-weight: 400;">não agradou a crítica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma geral, e, ainda que todos possuam o seu ponto de vista artístico em relação a obra, sem dúvida pode-se refletir fortemente acerca das questões de obsessão com crenças individuais, especialmente no contexto contemporâneo.</span></p>
<p><span id="more-32261"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Construindo uma carreira no gênero do Horror desde os anos 2000, a filmografia do diretor é composta por produções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Plataforma do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2004), </span><i><span style="font-weight: 400;">Mutilados</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2006) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Triângulo do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009). Apesar da notória experiência no ramo, diversas de suas obras são baseadas em técnicas simplistas para causar a emoção desejada. O uso de </span><i><span style="font-weight: 400;">jumpscares </span></i><span style="font-weight: 400;">é recorrente e, mesmo que o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MT7bqk4JMbQ"><span style="font-weight: 400;">recurso</span></a><span style="font-weight: 400;"> possa ser utilizado de maneira inteligente</span><span style="font-weight: 400;">, isto não ocorre com o cineasta. O </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Convento</span></i><span style="font-weight: 400;"> resume-se a um final surpreendente e inesperado, o que certamente não é o caso. </span></p>
<figure id="attachment_32262" aria-describedby="caption-attachment-32262" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32262 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-8.png" alt="Cena do filme &quot;O Convento”. Num primeiro plano, Grace, uma mulher branca e de longos cabelos ruivos aparenta estar confusa e com medo. Suas roupas são brancas. Atrás da protagonista, uma freira a observa atentamente, também com vestes brancas." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-8.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-8-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-8-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32262" class="wp-caption-text">Em seu título original, Consecration pode ser traduzido livremente como Consagração e refere-se ao ato de oferecer-se a uma divindade (Foto: IFC Midnight)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a </span><a href="https://www.queridoclassico.com/2023/05/bruxaria-e-misoginia-em-o-bebe-de-rosemary.html"><span style="font-weight: 400;">premissa religiosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> em filmes de terror não seja uma novidade, a obra certamente sugere um questionamento acerca da maneira com a qual as instituições dogmáticas e suas crenças são tratadas atualmente, mesmo que não de forma consciente e intencional. É certo pontuar a existência da devoção por Deus e a atmosfera enigmática que permeia aqueles que habitam o local, deixando </span><i><span style="font-weight: 400;">O Convento</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas mais tormentoso e angustiante. A produção questiona o ideal cultista que o ambiente possui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas, predominantemente compostas por mulheres, levantam sutilmente a questão da </span><a href="https://www.queridoclassico.com/2021/11/madonna-estereotipo-santa-e-prostituta.html"><span style="font-weight: 400;">moralidade feminina</span></a><span style="font-weight: 400;">, com suas categorias opostas e distintas, como as humanitárias de bom coração e as pecadoras indecentes, tal qual Virgem Maria e Maria Madalena, respectivamente. Observa-se esta dicotomia na construção da personagem de Grace, sendo ela a médica salvadora e a perversa que não resgatou o próprio irmão, portanto, uma assassina. </span></p>
<figure id="attachment_32263" aria-describedby="caption-attachment-32263" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-7.jpg" alt="Cena do filme &quot;O Convento”. Várias freiras, em sua maioria de pele e vestes religiosas brancas rezam antes de uma refeição numa longa mesa de madeira. Ao centro, observa-se Madre Superior, a líder espiritual, enquanto diversas imagens de santos estão no fundo. " width="600" height="338" /><figcaption id="caption-attachment-32263" class="wp-caption-text">O controle do sofrimento psíquico a partir do fanatismo (Foto: IFC Midnight)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As consequências da culpa extrema e do </span><a href="https://www.ibb.unesp.br/Home/ensino/departamentos/educacao/os_efeitos_do_luto_no_cerebro.pdf"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;"> da personagem são visíveis. Se uma vez ela fora uma médica apegada de maneira cética e quase religiosa à ciência, ao se deparar com suas memórias reprimidas e trauma de seu irmão perdido, perde-se completamente, apagando todos os resquícios da pessoa que era antes da viagem. Alucinações são constantes, confundindo o público e deixando com uma sensação quase dissociativa e confusa sobre o que está acontecendo nas telas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a intrínseca necessidade de controle aparece como sintoma tanto na história de Grace com a Medicina quanto dos moradores do convento com a </span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/questoes-da-fe/"><span style="font-weight: 400;">fé</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse ponto abre espaço para questionar a maneira como lidar com eventos difíceis e de que maneira a busca incessante por controle em todos os aspectos da própria vida pode ser enlouquecedora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iminente à condição humana, o sofrimento necessita de cuidado. Todos possuem uma forma de lidar com problemas e o fanatismo certamente é um deles. É possível analisar diversos casos de instituições religiosas que se propõem a auxiliar aqueles que estão em uma maior vulnerabilidade psíquica e, </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/blogs/psicologia-e-religiao-podem-caminhar-lado-a-lado-mas-nao-se-misturam/"><span style="font-weight: 400;">embora tenham a sua importância</span></a><span style="font-weight: 400;">, é preciso estar emocionalmente estável para se adentrar locais que envolvam questões tão subjetivas quanto a fé.  O cientificismo quase determinista, às vezes elitista, que certas camadas sociais possuem também anula diversas reflexões que poderiam ser colocadas em cheque, acolhendo, desta forma, as experiências individuais de cada um.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Convento | Trailer Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/B9rVja0kZNk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, embora soe distante à primeira vista, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Convento</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode-se equiparar até mesmo ao </span><a href="https://uenf.br/portal/noticias/bolsonaro-e-o-cristofascismo-brasileiro-relacao-cristianismo-e-politica/"><span style="font-weight: 400;">contexto vivenciado nos últimos anos</span></a><span style="font-weight: 400;">, tornando-se estranhamente relevante enquanto uma humanidade tão polarizada. Mesmo assim, ainda existe a necessidade de se crer. Com a ascensão de figuras </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-58432656"><span style="font-weight: 400;">paternalistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvidas com a igreja</span><span style="font-weight: 400;"> e o aumento dos </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-64393722#:~:text=O%20n%C3%BAmero%20de%20den%C3%BAncias%20de,m%C3%A9dia%20de%20tr%C3%AAs%20por%20dia."><span style="font-weight: 400;">casos de intolerância religiosa</span></a><span style="font-weight: 400;">, a adoração sem pensamento crítico não apenas limita a visão e mente de fanáticos, como afeta e até mesmo mata aqueles que pouco têm a ver com a situação e não estão relacionados com esta cegueira e obsessão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra cai como uma luva acerca de questões sobre a fé cega em quaisquer tipos de ideologias. Apesar de ser um filme simplório no quesito Terror em comparação a outras obras do gênero, como o clássico </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1976), ainda possui o seu valor artístico e questionamentos que pode-se fazer em cima do seu enredo. Torna-se cada vez mais imprescindível a discussão acerca do fanatismo pautado em crenças não fundamentadas em um cotidiano como os vivenciados atualmente. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Convento</span></i><span style="font-weight: 400;"> evidencia aquilo que, lá no fundo, já se sabe: que todos estão em sofrimento, mas muitos lidam com isso do pior jeito possível &#8211; de forma autocentrada, egocêntrica, destrutiva e violenta.</span></p>
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		<title>Há 40 anos, King quase enterrou O Cemitério &#8211; e que bom que isso não aconteceu</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 17:11:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alerta de gatilho: violência explícita, morte e luto Marcela Lavorato O Cemitério plantado por Stephen King colhe frutos há 40 anos. O motivo é simples: o livro é uma descrição minuciosa dos sentimentos humanos em torno de um fato que não nos é explicado, mas que esperamos vir inevitavelmente ao longo da vida &#8211; a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-cemiterio-40-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 40 anos, King quase enterrou O Cemitério &#8211; e que bom que isso não aconteceu"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Alerta de gatilho: violência explícita, morte e luto</p>
<figure id="attachment_31825" aria-describedby="caption-attachment-31825" style="width: 452px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31825" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/o-cemiterio-capa.jpg" alt="Capa do livro O Cemitério. A capa tem um fundo que na parte posterior tem lápides e na parte inferior tem um gato felpudo com coloração preta e reflexos brancos, está com os olhos brancos. Na parte superior, tem os dizeres &quot;Stephen King&quot; em branco. Já embaixo, há o título do livro &quot;O Cemitério&quot; e o logo da Editora Suma em vermelhos. A letra &quot;c&quot; de cemitério lembra o rabo de um gato." width="452" height="650" /><figcaption id="caption-attachment-31825" class="wp-caption-text">O Cemitério é a personificação da morte em todos os sentidos (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Cemitério</span></i><span style="font-weight: 400;"> plantado por Stephen King colhe frutos há 40 anos. O motivo é simples: o livro é uma descrição minuciosa dos sentimentos humanos em torno de um fato que não nos é explicado, mas que esperamos vir inevitavelmente ao longo da vida &#8211; a morte. Na verdade, a morte não é algo simples, mas percorre a base do natural e do orgânico, algo que já nascemos com ela, pois sabemos que um dia irá acontecer, mas nunca esperamos ser tão cedo. A narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HJWFsZ_YUc4&amp;pp=ygUMcGV0IHNlbWV0YXJ5"><i><span style="font-weight: 400;">Pet Sematary</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; título original -, portanto, abre portas para tramas brutas e reais que fazem o leitor experimentar todos os sentidos ao ler essa obra-prima do terror.</span></p>
<p><span id="more-31824"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo, em sua grande maioria, ocorre no </span><a href="https://stephenking.com/the-author/"><span style="font-weight: 400;">Maine</span></a><span style="font-weight: 400;">, estado localizado no extremo nordeste dos Estados Unidos. A história se inicia a partir da mudança de Louis com a sua família &#8211; Rachel, a esposa, Ellie e Gage, os filhos, e Winston Churchill, o gato de Ellie &#8211; para a cidade de Ludlow, na qual o protagonista consegue um emprego de médico na Universidade do Maine. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O começo já apresenta uma narrativa densa por causa dos acontecimentos que surgem a partir da chegada à nova residência. Perda de chaves, choros de cansaço e estresse, picada de abelha, machucado no joelho: tudo isso antes mesmo de entrar na casa. Nesse momento, é sentido, na atmosfera da narração que o local não quer os novos moradores lá. A partir daí, é que se desenvolve a história entre Louis Creed e Judson Crandall, um senhor de 80 anos que vive do outro lado da rodovia. É através dessa amizade que o livro percorre a sua </span><a href="https://alemdolivro.com/2019/06/02/resenha-de-o-cemiterio-stephen-king/"><span style="font-weight: 400;">trama tenebrosa</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31828" aria-describedby="caption-attachment-31828" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31828" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1.jpg" alt="A imagem é uma ilustração do artista Robert Sammelin. O desenho é feito em tons que variam do roxo ao preto. A ilustração mostra Stephen King enterrando (ou desenterrando) algo. O observador tem a perspectiva de estar dentro do buraco. King tem o cabelo curto, usa óculos, veste uma blusa do Ramones e uma jaqueta e utiliza uma pá. Ao fundo, percebe-se que King está em um cemitério: há floresta, um portão ao seu fundo e três cruzes feitas de madeira. Há um ponto mais claro ao fundo para dar o aspecto de perspectiva. As placas descrevem os animais falecidos: “Smucky, o Gato - Ele era obediente” “Biffer, um ótimo farejador” e “Trixie - atropelada na estrada”." width="1920" height="1290" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-800x538.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-1024x688.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-768x516.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-1536x1032.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-1200x806.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31828" class="wp-caption-text">O Cemitério tem alguns elementos relacionados com histórias que realmente aconteceram com o autor (Ilustração: Robert Sammelin)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Cemitério</span></i><span style="font-weight: 400;">, no decorrer da parte um, é mais lento e demorado para apresentar as consequências dos atos de Louis ao longo da narrativa. Porém, já na parte dois e três, toma um ritmo frenético. São diversos acontecimentos ao mesmo tempo, transparecendo a ideia de que o leitor tem que saber dos fatos custe o que custar. Com essa premissa, Stephen King é primoroso com as palavras e nos remete muito ao </span><a href="https://machado.mec.gov.br/"><span style="font-weight: 400;">conceito machadiano</span></a><span style="font-weight: 400;"> do descritivismo. Descrição é o que não falta no livro &#8211; traduzido por </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/Busca?autor=05319"><span style="font-weight: 400;">Mário Molina</span></a><span style="font-weight: 400;"> e lançado pela Editora Suma &#8211; e é nela que está impregnada o que o escritor quer passar através da escrita. Seja em cenas de comemoração ou violência, a imaginação floresce por meio dos detalhes que nunca são demais &#8211; ou até são, em certos momentos &#8211; para o clima da história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer do livro, depois do primeiro encontro de Louis e Jud, o convívio cresce e, entre uma cerveja e outra, a cumplicidade aumenta. Jud é um senhor que viveu sua vida inteira naquele lugar e, portanto, sabe muito bem o que acontece na cidade. Todo esse </span><a href="https://stephenking.com/works/novel/pet-sematary.html"><span style="font-weight: 400;">conhecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> é passado para Louis, ele querendo ou não. A narrativa que inicia a história sobrenatural da trama é um cemitério, ou melhor, um ‘simitério’ de bichos, localizado em uma trilha dentro de seu terreno. O local é a representação da curiosidade materializada nesse </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-cemiterio-stephen-king-enterra-receios-autor-ressuscita-historia-sobria-intensa-muito-assustadora/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">cenário nebuloso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em torno dali, há uma passagem obstruída para algum lugar e que se mantém inacessível até um fato importante para o encaminhamento da história.</span></p>
<figure id="attachment_31827" aria-describedby="caption-attachment-31827" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/stephen-king.jpg" alt=" Cena do filme Cemitério Maldito. Stephen King é um homem branco, de cabelos castanhos com corte médio e está com os braços levantados. Em uma das mãos tem um livro, possivelmente uma bíblia. Utiliza óculos. Está vestido com uma roupa de padre preta e com um colarinho branco. No fundo, é possível ver que está em um cemitério. Ele está vestido dessa forma por causa da sua participação no filme de 1989." width="656" height="431" /><figcaption id="caption-attachment-31827" class="wp-caption-text">Stephen King interpretou o padre na versão de 1989 de Cemitério Maldito (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão da escrita errada da palavra </span><a href="https://www.leitoraviciada.com/2019/06/o-verdadeiro-cemiterio-de-bichos-stephen-king.html?m=1"><span style="font-weight: 400;">cemitério</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece ter um motivo maior do que ser somente um singelo erro. O engano chega a ser irônico: parece que está lá para sempre lembrar do cemitério e no que há além dele. A partir dessa concepção, a narrativa caminha para culminar ao ponto de Louis conhecer realmente o que há do outro lado. Esse momento é bastante significativo para entender o porquê somente Crandall e Creed sabiam desse ponto. A partir disso, é o momento no qual Jud leva o médico para o outro lado do </span><a href="https://isabelaboscov.com/2019/05/09/cemiterio-maldito/"><span style="font-weight: 400;">‘simitério’ dos bichos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e alguma coisa chamava-os para desfrutar as terras de lá. Ao decorrer do bosque, algo que transcende o real está inserido no ambiente e a euforia cresce durante a passagem da floresta até a chegada a um outro cemitério, da comunidade indígena micmac. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto interessante é que havia uma </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-61252440"><span style="font-weight: 400;">espiral</span></a><span style="font-weight: 400;"> desenhada no chão rochoso. O símbolo vai contra a premissa da vida &#8211; que tem um começo e um fim. Na obra, ela se baseia em algo interminável e vicioso, assim como Jud contou a Louis sobre o cemitério, como Stanny B. contou para Jud e como o pai de Stanny B. contou a ele. É um ciclo inquebrável. E é através desses simbolismos que o livro vai sendo construído.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a história, Creed é percorrido por diversos momentos que o alerta para não atravessar a fronteira do cemitério, desde o aviso que recebeu do universitário que morreu no seu primeiro dia de trabalho até o sonho muito vívido em que o </span><a href="https://youtu.be/lfgpDipPAKQ?si=E9v-j8ZZPv8f3pFs"><span style="font-weight: 400;">morto</span></a><span style="font-weight: 400;"> o alertava de não passar por aquelas madeiras. O território, além de estar impedido de entrar, é um lugar que deve ser respeitado e o descumprimento dessa ordem afetaria a sua família. Mesmo assim, ele não se importou, seguiu em frente e fez o que não podia. A partir dessa tomada de decisão, a loucura se inicia.</span></p>
<figure id="attachment_31826" aria-describedby="caption-attachment-31826" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31826" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/gif-o-cemiterio.gif" alt="O GIF é um vídeo rápido que transita entre imagens. Na primeira imagem, há um fundo verde e preto com um cemitério de fundo, com escritas &quot;Pet Sematary&quot; e com um homem e um gato. Na transição da imagem, some o cemitério e os outros componentes da imagem anterior e aparece um gato preto com textura e relevos feitos na cor verde. Os olhos do gato também são verdes." width="740" height="981" /><figcaption id="caption-attachment-31826" class="wp-caption-text">“Você arranjou a coisa, ela é sua, e mais cedo ou mais tarde acaba voltando às suas mãos, Louis Creed pensou.” (GIF: Dan Mumford)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento do cemitério dos bichos serviu de amadurecimento para alguns ou de loucura para outros. Ellie entendeu que seu amado gato poderia morrer em qualquer dia e teria que lidar com o </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/como-explicar-a-morte-para-as-criancas/"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, Creed, que conhece um lugar além do natural, sabe muito bem do controle que precisa ter para não sofrer uma dominação (que vai acontecer, em algum momento). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da </span><a href="https://stephenking.com.br/ficcao/"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;">, o homem sofrerá inúmeras intercorrências que o deixarão entre a racionalidade e a insanidade. O ponto é que o personagem se deixa levar pelo poder daquele lugar e perde o controle de si mesmo e da realidade. O aviso foi dado, mas ele o descumpriu. E esse é o momento no qual a compaixão do leitor é bastante estimulada para fluir entre os seus próprios dilemas sobre as consequências das ações tomadas.</span></p>
<figure id="attachment_31829" aria-describedby="caption-attachment-31829" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3.jpg" alt=" A imagem é em preto e branco e tem um fundo branco com Stephen King centralizado ao meio. King é um homem branco, em torno dos seus 60 anos na foto, tem um cabelo médio, usa óculos e uma camiseta preta. Está sorrindo com o queixo um pouco inclinado para a esquerda da imagem. " width="1200" height="647" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3-800x431.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3-1024x552.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3-768x414.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31829" class="wp-caption-text">King escreveu O Cemitério entre Fevereiro de 1979 e Dezembro de 1982 (Foto: François Sechet)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo construído por King é atemporal e está longe de ser algo datado. Todas as narrativas ali transpostas tratam de algo humano, carnal e não importa a época na qual foi escrito, as sensações transpassam a linha do tempo. Seja uma leitura feita em 1983 ou em 2083, aquele que lê terá a mesma angústia. Esse fato torna o livro ao mesmo tempo simples e complexo, e Stephen King traduz sentimentos em palavras &#8211; tão cruas &#8211; que é preciso em alguns momentos se dar uma pausa. Isso é tão grandioso que demonstra o quão profundo é o desenvolvimento das diversas histórias ali criadas. Assim,  é possível entender o impacto no mundo do terror até nos dias de hoje e que reverberam, principalmente no audiovisual. Mesmo as últimas adaptações não serem do agrado do público &#8211; por diversos motivos -, é importante relembrar que mais uma adaptação de</span><i><span style="font-weight: 400;"> O Cemitério</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qQXtnlzko3o"><span style="font-weight: 400;">2023</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, no desenrolar da história, King discorre sobre questões que são pertinentes até atualmente, mesmo que não as explore muito. Uma delas é o caso do </span><a href="https://br.usembassy.gov/pt/povos-indigenas-do-brasil-e-dos-eua-trocam-experiencias-sobre-protecao-territorial/"><span style="font-weight: 400;">território indígena</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos micmacs, os quais, na narrativa, estão reivindicando suas terras contra o Estado. A apropriação desses lugares pelo Governo reflete na atualidade e de como a colonização tem como resultado o genocídio dos povos originários, suas culturas e seus ideais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Cemitério </span></i><span style="font-weight: 400;">celebra seus 40 anos com muitos triunfos e se consagra com uma história repleta de morte, sangue, luto, raiva, desespero, angústia e cemitérios, transmitindo tudo isso da forma mais magistral: atiçando a curiosidade do leitor e fazendo com que continue a experiência, mesmo esta sendo a mais mórbida possível. Stephen King, que só releu a obra </span><a href="https://ew.com/movies/2019/03/29/pet-sematary-stephen-king-interview/"><span style="font-weight: 400;">depois de 20 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> (ela quase não foi publicada por ser muito tenebrosa), mostra que a sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/"><span style="font-weight: 400;">fonte de criação</span></a><span style="font-weight: 400;"> é algo que sempre se mostrou original e não se encontra por aí com facilidade. </span></p>
<blockquote><p>O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis — murmurou o moribundo. — Um homem planta o que pode&#8230; E cuida do que plantou. Louis, ele pensou, nada ouvindo de forma consciente depois do próprio nome. Oh, meu Deus, ele me chamou pelo nome.</p></blockquote>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Outubro de 2023</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 19:49:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[A causa secreta]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31735" aria-describedby="caption-attachment-31735" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31735" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp-800x420.jpg" alt="O fundo é roxo. No canto superior direito e no canto inferior esquerdo, há duas teias de aranha pretas em menor opacidade. No centro, acima, está o logo do persona, um olho com íris vermelha e um pupila no formato de um play. Abaixo está um livro laranja, apoiado sobre três livros; o primeiro diz “estante do”, o segundo “persona” e o terceiro está o mês, Outubro de 2023. Apoiados ao lado do livro laranja, há um pequeno gatinho de olhos amarelos arregalados e um abóbora decorada na temática de Halloween." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31735" class="wp-caption-text">Em clima de mês do horror, o Estante do Persona de Outubro brinca de assombração (Arte: Raíra Tiengo/ Texto de abertura: Enzo Caramori e Marcela Lavorato)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">“(&#8230;) Às vezes, me assusta pensar que os problemas cotidianos podem ser para mim um pouco mais terríveis do que para o resto das pessoas.”</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;"> — <em>Samanta Schweblin</em></span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais assombra é o desconhecido. A aproximação do indivíduo a algo nebuloso, que remete ao comum, mas, de certa forma, possui uma aura em desalinho. Algo no fundo do horizonte, coberto de escuridão e fumaça se faz presente, mesmo que não se possa ver com olhos ainda humanos. O terror e o horror, que nasce não somente de grandes escritores e realizadores do gênero, mas do desenterrar das sensibilidades do inconsciente, e da explicitação do desconhecido não somente enquanto o outro, mas o que não sabemos de nós mesmos. No mês de Outubro de 2023, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><span style="font-weight: 400;">Estante do Persona</span></a><span style="font-weight: 400;"> permite se adentrar ao colapso do corpo e do cotidiano pelo grotesco e pela violência, explicitada nas discussões do Mês do Horror, que tomou a Literatura da autora Mariana Enriquez como ponto central de reflexão.</span></p>
<p><span id="more-31734"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra da escritora, jornalista e professora argentina foi escolhida para o entendimento do que é, em uma perspectiva que constrói, do horror social das desigualdades e violências das </span><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/l/espectros-no-rio-da-prata"><span style="font-weight: 400;">ditaduras</span></a><span style="font-weight: 400;"> latino-americanas, da misoginia e do preconceito racial, o Terror enquanto um gênero literário contemporâneo. O gótico moderno e político de Enriquez, também explorado por autoras como Samanta Schweblin, Selva Almada e Monica Ojeda, é a sua maneira de transformar o que abisma em um percurso narrativo de deslumbramentos e mistérios, além de, socialmente, explorar a opressão e subverter protagonismos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu diálogo do terror com o realismo cria riscos à </span><a href="https://www.fg2021.eventos.dype.com.br/trabalho/view?ID_TRABALHO=5306"><span style="font-weight: 400;">unidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> da matéria ontológica dos corpos de suas personagens, tornando os sujeitos, com suas próprias individualidades, em uma massa de seres supérfluos, amorfos e apenas aterrorizados pelo temor e pelo trauma social. Nisso, Enriquez denuncia as violências dos corpos sobre outros corpos como alegorias políticas, construindo uma literatura que, além de subverter o padrão canônico e </span><a href="https://www.revistas.usp.br/novosolhares/article/view/204052/196852"><span style="font-weight: 400;">racista</span></a><span style="font-weight: 400;"> de H.P Lovecraft, não se faz por figuras irreais e sobrenaturais, mas pela indicação de algo anti-natural e em incongruência com o real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, </span><a href="https://intrinseca.com.br/livro/os-perigos-de-fumar-na-cama/#:~:text=Um%20homem%20marginalizado%20semeia%20desgra%C3%A7as,um%20sacrif%C3%ADcio%20em%20um%20balne%C3%A1rio."><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se traduz em todo esse horror social que é explorado pela autora argentina. O livro, lançado em 2023 pela Intrínseca, nos guia pelos 12 contos de uma maneira bem descritivista e esse ponto é essencial para entender o que Enriquez quer nos fazer sentir: raiva, angústia, melancolia, ódio e tristeza. Ao relatar acontecimentos tão palpáveis, mas ao mesmo tempo construídos de formas fantasiosas, percebemos que as sequelas e as próprias violências sociais e os preconceitos se materializam em um texto brutal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É digno dizer que Mariana Enriquez traz para a obra algo muito visceral em todos os sentidos, seja nos conteúdos das histórias, nos seus desenvolvimentos ou nas histórias sem um final definido – o que leva o leitor a utilizar a imaginação para dar continuidade ao horror. Com isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama, </span></i><span style="font-weight: 400;">cujo título</span> <span style="font-weight: 400;">inspirado em um </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/pensar/2023/10/07/interna_pensar,1572859/mariana-enriquez-e-as-primeiras-licoes-de-pavor.shtml"><span style="font-weight: 400;">cancioneiro estadunidense</span></a><span style="font-weight: 400;">, anuncia suas maldições de quem se atrever aos seus apuros dá abertura ao Estante do Persona de Outubro 2023 e as suas aterrorizantes indicações para o mês mais macabro do ano.  </span></p>
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_31740" aria-describedby="caption-attachment-31740" style="width: 348px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31740" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Misery-1.png" alt="A capa é do livro Misery: Louca Obsessão. O seu plano de fundo é uma floresta ao entardecer. O chão é coberto de neve e o primeiro plano é uma máquina de escrever antiga e enferrujada com neve em cima. Na parte superior central da imagem, temos o nome do autor Stephen King em letras brancas e finas. Abaixo, o título “Misery” em uma letra blocada vermelha e na folha saindo da máquina de escrever, a outra parte do título: “Louca Obsessão.”" width="348" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-31740" class="wp-caption-text">A adaptação rendeu à Kathy Bates uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Atriz (Foto: Editora Suma)</figcaption></figure>
<p><b>Stephen King &#8211; Misery: Louca Obsessão (328 páginas, Editora Suma) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode estourar o </span><i><span style="font-weight: 400;">Chandon</span></i><span style="font-weight: 400;">, você acabou de escrever o último livro de uma longa série que, no fundo, sempre odiou um pouquinho. Com o manuscrito em mãos, segue com seus planos de comemorar e respira, finalmente, os ares da liberdade. No entanto, não contava com a previsão do tempo e um acidente acontece. A boa notícia: você é salvo. A má notícia é por Annie Wilkes. Ao acordar depois de dez dias, as primeiras informações que Paul Sheldon recebe são péssimas: ele não sente seus pés e está preso com sua fã número 1. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Misery: Louca Obsessão</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Stephen King, prende pela completa agonia, que chega a ser paralisante. Nos sentimos na pele do protagonista, vivendo as angústias que apenas um prisioneiro consegue sentir. A ansiedade de ser pego, a desesperança de uma salvação e os planos de fuga que embalam a narrativa, além da assombrosa Annie, nos acompanham pelas páginas muito bem construídas de King &#8211; tão bem construídas que foram adaptadas para as telas pelo diretor Rob Neider. No cinema ou na literatura. Cuidado: há risco de você enlouquecer junto com Paul Sheldon.</span><b> &#8211;</b> <b>Clara Sganzerla</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31736" aria-describedby="caption-attachment-31736" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31736" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-533x800.jpg" alt="Capa do livro A causa secreta. A capa possui um preto com bolinhas brancas. Ao centro superior, há o título do livro A Causa Secreta na cor laranja. Logo abaixo, como se fosse um rasgo no meio da capa, uma pessoa, em preto e branco, aparece ao fundo do rasgo em um plano branco. A continuação da pessoa, por cima do rasgo, é um esqueleto. Sua mão tenta sair pelo rasgo. No centro do crânio da caveira aparece o nome do autor, Machado de Assis, em laranja. No canto inferior direito, há a logo da Editora Itapura." width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-31736" class="wp-caption-text">Todas as obras de Machado de Assis estão em domínio público (Foto: Editora Itapuca)</figcaption></figure>
<p><b>Machado de Assis &#8211; A Causa Secreta (8 páginas, Domínio Público)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como um ótimo romancista, Machado de Assis também era um brilhante contista. Ao ler </span><i><span style="font-weight: 400;">A Causa Secreta</span></i><span style="font-weight: 400;"> não espere um terror fantasmagórico, porque está longe disso. Muitos dos contos do autor trabalham o terror a partir do real e, nesse conto, não seria diferente. Na obra, são expostos os terrores presentes no mundo material, sendo eles, muitas das vezes, ocasionados pelo próprio ser humano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Construindo o texto através de uma escrita com bastante detalhes dos acontecimentos,  a história nos apresenta três personagens principais: Garcia, Fortunato e Maria Luísa, que já começam mortos. A partir disso, Machado de Assis nos leva pela narrativa para sabermos o porquê isso aconteceu, como aconteceu e qual seria a ligação entre os três e o terror que assombra cada um deles.</span><b> &#8211; Marcela Lavorato</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31739" aria-describedby="caption-attachment-31739" style="width: 527px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31739" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-527x800.jpg" alt="Reprodução da capa original da primeira versão do livro Drácula. Capa amarela, com uma linha vermelha fina que acompanha a borda do livro. O nome da obra no topo, em uma fonte grande o suficiente para ocupar toda a horizontal, logo acima do nome do autor, ambos em letras vermelhas, no mesmo tom da linha" width="527" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-527x800.jpg 527w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-675x1024.jpg 675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-768x1165.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1.jpg 989w" sizes="auto, (max-width: 527px) 85vw, 527px" /><figcaption id="caption-attachment-31739" class="wp-caption-text">O romance já foi adaptado para o cinema mais de 30 vezes (Foto: Editora DarkSide)</figcaption></figure>
<p><b>Bram Stoker &#8211; Drácula (580 páginas, Editora DarkSide)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Drácula </span></i><span style="font-weight: 400;">é o clássico dos clássicos quando se fala em terror. Em 1897, o autor irlandês Bram Stoker se inspirou nas histórias do folclore da Transilvânia e imortalizou o personagem do Conde Drácula, que vive isolado em seu castelo na terra romena. Após mais de um século desde a sua publicação, o romance ainda se sustenta como uma das histórias mais assustadoras e eficazes do gênero, e está entre as que consolidaram a estética do horror gótico. Além disso, se mantém fresca enquanto retrato da era vitoriana e suas ansiedades, servindo como objeto de análise para os dias de hoje. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por esses e outros motivos que, ao entrar em qualquer loja de fantasias ou festa de Halloween, as chances de você esbarrar com um Drácula são muito altas. Isso além de suas aparições em filmes e nas mais diversas obras culturais, tendo suas incontáveis versões, sejam eróticas ou grotescas, aproveitando das muitas facetas que coexistem na versão original. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos clássicos do cinema mudo, com Nosferatu, ao universo infantil, com Hotel Transilvânia, o vampiro se tornou um dos personagens mais replicados de todos os tempos. Mas, não é só o protagonista que ganhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">de ícone do terror, outros personagens também se tornaram inesquecíveis, como Van Helsing, o mais famoso caçador de vampiros, com suas flores de alho e estaca de madeira. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31737" aria-describedby="caption-attachment-31737" style="width: 553px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31737" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/contos-de-amor-553x800.jpg" alt="Capa do livro “Contos de amor, de loucura e de morte”, do escritor uruguaio Horacio Quiroga e publicado pela Editora Iluminuras. Sobre um fundo bege claro, há os escritos em caixa alta e com serifa “Contos de amor, de loucura e de morte” em letras pretas, e “Horacio Quiroga” em vermelho. Abaixo, há o desenho de uma mão, em preto e branco, e do topo de um vidro, tampado por uma rolha." width="553" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/contos-de-amor-553x800.jpg 553w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/contos-de-amor.jpg 691w" sizes="auto, (max-width: 553px) 85vw, 553px" /><figcaption id="caption-attachment-31737" class="wp-caption-text">O que um travesseiro de plumas, uma galinha degolada e um solitário têm em comum? As palavras sangrentas de Horacio Quiroga! (Foto: Editora Iluminuras)</figcaption></figure>
<p><b>Horacio Quiroga &#8211; Contos de amor, de loucura e de morte (192 páginas, Editora Iluminuras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Andando em uma linha tênue entre a realidade e a imaginação, o uruguaio Horácio Quiroga mostra como o amor, a loucura e a morte se conectam. Passional e sangrenta, a coletânea possui histórias que beiram o delírio, o trauma e a dor. Regados pela angústia e pela inquietude, os contos são aterrorizantes, e trazem detalhes perturbadores, que assustam qualquer leitor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No livro, Quiroga escancara a violência, a instabilidade e o sofrimento presentes na vida humana, e apresenta – de forma nua, crua e descritiva – os mais insanos atos de paixão e de perecimento. Publicado originalmente em 1917, </span><i><span style="font-weight: 400;">Contos de amor, de loucura e de morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Horacio Quiroga é um retrato do Horror e do Terror latino-americano, que – por meio de seus finais inesperados, e detalhes ditos e não ditos – consegue desestabilizar e amedrontar quem quer que esteja lendo. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-31738" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/salem-1-558x800.jpg" alt="" width="558" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/salem-1-558x800.jpg 558w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/salem-1.jpg 697w" sizes="auto, (max-width: 558px) 85vw, 558px" /></p>
<p><b>Stephen King &#8211; Salem (464 páginas, Editora Suma)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada como vampiros para animar um Dia das Bruxas &#8211; e disso Stephen King sabe bem. Para esconder o mistério, a versão brasileira do segundo romance da carreira do Rei do Horror mudou de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Vampiro </span></i><span style="font-weight: 400;">para </span><i><span style="font-weight: 400;">Salem</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a fama que persegue o autor e o imaginário popular não o deixam esconder do que se trata. Isso porque uma casa misteriosa, pessoas doentes do dia para a noite com marcas no pescoço e corpos sumindo na calada da madrugada só podem indicar uma coisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, King homenageia o </span><i><span style="font-weight: 400;">Drácula </span></i><span style="font-weight: 400;">de Bram Stoker como o mestre que é, unindo elementos comuns de história desse subgênero para criar um livro denso, mas que em nenhum momento deixa o leitor relaxar diante do mistério não confirmado. A aura cinzenta e sobrenatural da cidade de Jerusalem’s Lot &#8211; a Salem do título &#8211; se une à mitologia assombrosa da Casa Marsden e do quarteto diverso de personagens principais: um vampiro centenário, um padre atormentado, um escritor traumatizado pela infância na cidade e uma criança com uma mente fértil e mais coragem que os outros três juntos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 464 páginas, Stephen King &#8211; na época, ainda no começo da carreira &#8211; mostra o porquê se tornou a lenda do terror que é hoje, prendendo a atenção do início ao fim no suspense do desconhecido e no apego por personagens cativantes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Salem </span></i><span style="font-weight: 400;">virou um clássico por um motivo, mas leia de dia, com as janelas fechadas e um crucifixo a tiracolo. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31742" aria-describedby="caption-attachment-31742" style="width: 416px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31742" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/killers-1.jpg" alt=" Capa do livro Lady Killers. A obra possui uma capa de fundo cor-de-rosa pink com o título “Lady Killers” em grandes letras brancas no centro. Abaixo, há o texto “Assassinas em série” no mesmo tom de branco em letras menores e inscrito em um fundo oval preto. Nos quatro cantos da capa há ilustrações de cobras na cor preta e ,na parte central inferior, uma tesoura aberta sobre o logo da editora. Na porção superior, há o desenho de um olho dentro de um círculo branco, ele derrama uma lágrima preta. Acima da ilustração está o texto “Entre na mente das psicopatas”. O nome da autora está acima do título. " width="416" height="598" /><figcaption id="caption-attachment-31742" class="wp-caption-text">Entrando no mundo do true crime, o terror de Lady Killers é absolutamente real (Foto: Editora Darkiside)</figcaption></figure>
<p><b>Lady Killers &#8211; Assassinas em série (384 páginas, Editora Darkside) </b></p>
<p>Violência e sede de sangue sempre foram tônicas ligadas ao masculino e, se desde os primórdios da sociedade a mulher é traduzida pela delicadeza, esperar que elas também sejam autoras de assassinatos cruéis parece fora dos trilhos. É aí que <em>Lady Killers &#8211; Assassinas em série</em> entra para provar, em relatos reais, que a lembrança popular não contempla como os maiores crimes da história vem assinados pelas <em>ladys</em>.</p>
<p>Fugindo do lado comum do terror e suas criaturas fantásticas, a obra de Tori Telfer – traduzida no Brasil por Marcus Santana e Daniel Alvez da Cruz – é cruelmente verdadeira. Com uma escrita perspicaz e páginas recheadas de ilustrações feitas cirurgicamente por Jennifer Dahbura, a obra nos dá uma nova perspectiva da mente de grandes assassinas. Assustador em sua própria interpretação,<em> Lady Killers</em> vai pegar você também. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto</strong></p>
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		<title>A Morte do Demônio: A Ascensão é mais um sangrento acerto para a franquia de Evil Dead</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Aug 2023 17:10:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Larissa Mateus Não há fenômeno mais comum na história do Cinema, principalmente no gênero do terror, do que a maldição da franquia não planejada. Basta um filme fazer sucesso suficiente na bilheteria que mais da mesma trama entrará em cartaz nos próximos anos, até que o público esteja exausto. A situação se torna cada vez &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-a-ascensao-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Morte do Demônio: A Ascensão é mais um sangrento acerto para a franquia de Evil Dead"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31363" aria-describedby="caption-attachment-31363" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2.png" alt="Cena de abertura do filme A Morte do Demônio: A Ascensão. Na imagem, a silhueta de uma mulher, iluminada por trás pelo sol, flutua acima de um rio, os dedos dos pés arrastando sobre a superfície d'água avermelhada. Ao fundo, vê-se uma densa floresta e o céu também avermelhado, com o título do filme preenchendo o horizonte: Evil Dead Rise." width="1280" height="539" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2-800x337.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2-1024x431.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2-768x323.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image1-2-1200x505.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31363" class="wp-caption-text">A Morte do Demônio: A Ascensão é o filme mais bem avaliado da franquia (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Larissa Mateus</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há fenômeno mais comum na história do Cinema, principalmente no gênero do terror, do que a maldição da franquia não planejada. Basta um filme fazer sucesso suficiente na bilheteria que mais da mesma trama entrará em cartaz nos próximos anos, até que o público esteja exausto. A situação se torna cada vez mais exacerbada com a tendência de </span><a href="https://www.netflix.com/tudum/articles/theres-a-reason-horror-films-get-so-many-reboots#:~:text=A%20popular%20horror%20movie%20is,of%20money%20to%20be%20made."><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da última década, recheando o cenário </span><a href="https://cinemascope.com.br/colunas/extras/especial-terror-slasher-que-terror-e-esse/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">atual com produtos repetitivos e franquias desnecessariamente revitalizadas anos após seus dias de ouro iniciais, como aconteceu com </span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-31361"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seus mais de 40 anos de susto, porém, a pérola do terror de baixo orçamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1981), só produziu cinco filmes, todos com a benção de seu idealizador, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sam-raimi/"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;">. A jornada comicamente violenta das produções faz com que nenhuma seja decepcionante, e apesar de não impressionar, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra que uma franquia que sabe </span><a href="https://www.odeoncinemas.ie/odeon-scene/evil-dead-movies/"><span style="font-weight: 400;">exatamente o que é</span></a><span style="font-weight: 400;"> não vai perder seu charme tão cedo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Ascensão</span></i><span style="font-weight: 400;">, os demônios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> abandonam as sombrias cabines no meio da floresta americana e os grupos de amigos adolescentes que as visitam para encontrar seu mais novo lar com uma família moderna em um decrépito apartamento na selva de pedra de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b0zPraLuaCA"><span style="font-weight: 400;">Los Angeles</span></a><span style="font-weight: 400;">. Beth (Lily Sullivan), que acaba de descobrir que está grávida, deixa sua vida de turnê como assistente de palco para procurar apoio de sua irmã, Ellie (Alyssa Sutherland), mãe de Danny (Morgan Davies), Bridget (Gabrielle Echols) e Kassie (Nell Fisher). A noite começa como um repentino terremoto e, após a possessão e morte de quase toda a família, termina com Beth e Kassie cobertas de sangue e destruindo o mal da melhor maneira possível: com uma motosserra. </span></p>
<figure id="attachment_31362" aria-describedby="caption-attachment-31362" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1.png" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: A Ascensão. Na imagem, Beth, protagonizada por Lily Sullivan, está coberta de sangue e segura uma motosserra enquanto encara para algo fora de cena com convicção e raiva expressos no rosto. Ela é uma mulher branca de olhos e cabelos castanhos, de comprimento médio, e veste uma blusa de mangas curtas azulada. Seu rosto, braços e roupas estão manchados de sangue." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image2-1-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31362" class="wp-caption-text">Beth segue o legado de Ash Williams e bate de frente com o mal (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As particularidades da descoberta do </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/por-que-a-morte-do-demonio-a-ascensao-tem-outro-livro-dos-mortos"><i><span style="font-weight: 400;">Livro dos Mortos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; sempre responsável pelo início da loucura &#8211; e os dramas familiares são apenas pano de fundo para o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de horrores que segue ao longo do filme, o qual </span><a href="https://www.thewrap.com/evil-dead-rise-director-puke/"><span style="font-weight: 400;">promete enjoar</span></a><span style="font-weight: 400;"> (e</span><a href="https://www.tiktok.com/@horrorwithme/video/7223979777403686149?is_from_webapp=1&amp;sender_device=pc&amp;web_id=6941193654930081286"><span style="font-weight: 400;"> já enjoou</span></a><span style="font-weight: 400;">) muitos da plateia. A criatividade da violência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead </span></i><span style="font-weight: 400;">continua com força nessa nova entrada na franquia, mas não consegue decidir entre a hiper-seriedade de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013) e o </span><a href="https://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/Slapstick"><i><span style="font-weight: 400;">slapstick</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1987). No fim, o longa se leva a sério demais para o humor não parecer fora do lugar, e não vai longe o suficiente com o </span><a href="https://www.videomaker.com/how-to/directing/film-history/a-look-into-the-gore-horror-genre/"><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para chegar aos pés da versão da década passada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo do filme também tem suas complicações. O diretor Lee Cronin (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jIAgt5RSWVk"><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">hole in the Ground</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) perde os primeiros 10 minutos com uma cena de </span><a href="https://www.masterclass.com/articles/cutaway-shot-explained"><i><span style="font-weight: 400;">cut-away</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inicial, totalmente deslocada da atmosfera claustrofóbica do resto da história. Essa escolha faz com que o enredo demore para engatar seu furor com a introdução demorada do grupo de protagonistas. As personagens são cativantes e é fácil sentir compaixão, principalmente pelo fato de grande parte do elenco interpretar crianças, mas, além de compreender a dinâmica entre a família, detalhes alheios como o ativismo de Bridget são desnecessários ao resto da narrativa. </span></p>
<figure id="attachment_31365" aria-describedby="caption-attachment-31365" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image3.gif" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: A Ascensão. O GIF mostra a visão através de um olho mágico sujo com gotas de sangue na parte superior, fazendo com que os cantos da imagem tenham uma leve vinheta e que ao fundo certas partes do corredor estejam encobertas. Em centro está Ellie, interpretada por Alyssa Sutherland, sorrindo para a câmera. Seus olhos são brancos e brilhantes, seus cabelos são vermelhos, e sua boca e roupas estão ensanguentadas. " width="540" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-31365" class="wp-caption-text">&#8220;Você não parece estar bem, mãe&#8221; (GIF: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, essa má gestão de tempo é perdoável devido à formidável atuação de todos os atores, pré e pós-possessão. Os dois destaques são de longe Alyssa Sutherland e Nell Fisher. Sutherland entrega uma performance física incrivelmente horripilante, fazendo com que até os mínimos movimentos de seu corpo pareçam sobrenaturais, e que o sorriso da personagem carinhosamente apelidada de &#8220;</span><a href="https://twitter.com/RealAlyssaS"><span style="font-weight: 400;">mamãe dos vermes</span></a><span style="font-weight: 400;">&#8221; se torne uma imagem tão icônica à franquia quanto o </span><i><span style="font-weight: 400;">Livro dos Mortos</span></i><span style="font-weight: 400;">. Fisher, por sua vez, impressiona com sua versatilidade. Para uma atriz tão jovem, ela transparece desde esperança ao desespero com uma maestria impecável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro elemento positivo é o uso de efeitos especiais práticos. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue com a tradição da franquia de violência palpável e ferimentos realistas até demais. Ao longo dos seus 95 minutos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead: Rise</span></i><span style="font-weight: 400;"> (o título original) impressiona com os </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/evil-dead-rise-director-lee-cronin-blood-1235577048/"><span style="font-weight: 400;">mais de 6,500 litros de sangue</span></a><span style="font-weight: 400;"> vindos de tesouras, máquinas de tatuagem, um cajado com uma cabeça de boneca chamado Staffanie e um </span><a href="https://www.cbr.com/evil-dead-rise-better-bloody-elevator-scene-than-the-shining/"><span style="font-weight: 400;">elevador demoníaco emprestado de Stanley Kubrick</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31364" aria-describedby="caption-attachment-31364" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image4-1.png" alt="Fotografia por trás das câmeras durante as gravações de A Morte do Demônio: A Ascensão. Na imagem, o diretor Lee Cronin está dando instruções à atriz Alyssa Sutherland, com uma câmera de cinema apontada em sua direção no canto inferior direito. Lee Cronin é um homem branco, bronzeado, de cabelos curtos e encaracolados e barba curta. Ele está usando uma jaqueta de gomos preta, e tem uma palma aberta para Sutherland, enquanto a outra está em formato de tesoura. Alyssa Sutherland é uma mulher branca e alta, de cabelos pintados de vermelho e levemente ondulados. Ela está usando uma calça cinza e blusa de botões branca com as mangas arregaçadas, e segura um caixa com equipamentos eletrônicos em uma mão e seus óculos na outra, olhando para as instruções de Cronin. " width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-31364" class="wp-caption-text">Lee Cronin arrasa pela segunda vez na direção (Foto: Everett Collection/Variety)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A maquiagem e o trabalho de câmera de Lee Cronin demonstram seu carinho e cuidado com o legado de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;">, e honra a presença de Raimi e Bruce Campbell (Ash em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> 3</span></i><span style="font-weight: 400;">) como </span><a href="https://butwhytho.net/2023/04/exclusive-passing-the-chainsaw-with-sam-raimi-and-bruce-campbell/"><span style="font-weight: 400;">produtores</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cinematografia é menos inventiva que o original, mas igualmente desnorteadora em seus enquadramentos. A utilização de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qW1UFLnEU2g"><span style="font-weight: 400;">dioptria dividida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os diferentes ângulos de câmera, como a filmagem através do olho mágico da porta do apartamento, contribuem para o sentimento de aprisionamento na pequena e abarrotada residência em que a maior parte do filme se passa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lee não reinventa a roda do terror e nem revoluciona a fórmula de <em>Evil Dead</em>. No entanto, apesar de suas mudanças, entretém com o grotesco, o violento e com sua reverência ao original. Talvez todos estejam cansados de franquias e </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas ao apostar na diversão em vez da </span><a href="https://english.elpais.com/culture/2023-03-22/nostalgia-and-popcorn-cinema-takes-a-look-in-the-rearview-mirror.html"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i><span style="font-weight: 400;"> prova que para termos uma noite alucinante, só é preciso muito, muito, muito sangue. </span></p>
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		<title>Se se sentir sozinho, Fale Comigo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Aug 2023 18:13:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Gomez Vivendo na linha tênue entre mainstream e marginal, o Cinema de Horror encontrou terreno fértil no público nos últimos anos. A A24 é um dos exemplos de produtora e distribuidora independente que, dando liberdade criativa para seus realizadores, lançou sucessos instigantes à audiência e à crítica, e pareceu reacender uma chama que sempre &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Se se sentir sozinho, Fale Comigo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31318" aria-describedby="caption-attachment-31318" style="width: 924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31318" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/fale-comigo-3.jpg" alt="" width="924" height="387" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/fale-comigo-3.jpg 924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/fale-comigo-3-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/fale-comigo-3-768x322.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31318" class="wp-caption-text">Fale Comigo estreou no Festival de Sundance de 2023, onde foi adquirido pela A24 para ser distribuído nos Estados Unidos, e passou pelo Festival de Berlim (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivendo na linha tênue entre </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream </span></i><span style="font-weight: 400;">e marginal, o Cinema de Horror encontrou terreno fértil no público nos últimos anos. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/a24/"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um dos exemplos de produtora e distribuidora independente que, dando liberdade criativa para seus realizadores, lançou </span><a href="https://personaunesp.com.br/marcel-the-shell-with-shoes-on-critica/"><span style="font-weight: 400;">sucessos instigantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> à audiência e à crítica, e pareceu reacender uma chama que sempre existiu no gênero, geralmente renegada ao lado B. Assim, a produtora assumiu um papel relevante em catapultar ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><span style="font-weight: 400;">estrelato</span></a><span style="font-weight: 400;"> obras discretas sob o seu merecido selo de qualidade. Foi o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo</span></i><span style="font-weight: 400;">: chegando aos cinemas mundiais já sob o título de “</span><a href="https://variety.com/2023/film/news/peter-jackson-praises-talk-to-me-best-horror-movie-1235696154/"><span style="font-weight: 400;">melhor terror de 2023</span></a><span style="font-weight: 400;">”, o longa de estreia dos irmãos RackaRacka saiu da Austrália para ganhar o mundo mostrando tudo que o Horror sempre teve a oferecer.</span></p>
<p><span id="more-31316"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Mia (Sophie Wilde), que se aproximou da melhor amiga Jade (Alexandra Jensen) após a morte da mãe, busca uma distração para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/close-critica/"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em uma festa de adolescentes do subúrbio, elas descobrem um ritual envolvendo uma mão embalsamada que supostamente invocaria espíritos e permitiria a possessão. Os jovens usam e abusam da prática como lazer &#8211; e para se provar uns aos outros -, até que as regras do rito são quebradas.</span></p>
<figure id="attachment_31322" aria-describedby="caption-attachment-31322" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31322" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-1-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1708" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-1-1536x1025.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31322" class="wp-caption-text">No Brasil, Talk To Me chegou aos cinemas pela Diamond Films (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os diretores RackaRacka, também conhecidos pelos nomes de batismo Danny e Michael Phillippou, logo indicam o que está acontecendo naquela garagem de casa do subúrbio australiano: adolescentes são idiotas e tomam decisões imbecis &#8211; e, como exemplificou </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o contexto de uma festa é ainda mais perigoso. O princípio é algo que permeia o terror há décadas e é quase unânime comprar que, sim, jovens são estúpidos e as piores situações acontecerão se depender deles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Talk To Me </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original), o buraco é mais embaixo. O roteiro de Danny Philippou, Bill Hinzman e Daley Pearson escolhe aprofundar a situação de Mia. A protagonista perdeu sua mãe há um ano e, desde então, não sabe exatamente a causa para isso, já que seu pai não revela o que realmente aconteceu. Desconfiada, afastada da família e se sentindo sozinha, a personagem é o alvo perfeito para o que acontece em frente a mão embalsamada: </span><a href="https://personaunesp.com.br/scream-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">jovens</span></a><span style="font-weight: 400;"> acendem uma vela para abrir a porta para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">além</span></a><span style="font-weight: 400;">, seguram o objeto, entoam “fale comigo” para invocarem os espíritos e “eu te deixo entrar” para serem possuídos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A possessão é controlada, a princípio. Seguindo a regra dos filmes de Horror com um objeto sobrenatural, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EqO-Az95qRo&amp;pp=ygUNb3VpamEgdHJhaWxlcg%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Ouija</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WWf6mu03QNM&amp;pp=ygUadmVyZGFkZSBvdSBkZXNhZmlvIHRyYWlsZXI%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Verdade ou Desafio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os Phillippou criam uma mitologia própria para o ato, que pouco faz sentido e, como toda boa obra do gênero, foi repassada da maneira mais tosca e divertida possível &#8211; um conhecido de um conhecido falou e ninguém nunca ousou discordar. Aqui, as exigências são simples e basta não deixar o espírito no corpo por mais de 90 segundos e apagar a vela no final. Como é de se esperar, na vez de Mia, é tudo isso que não acontece.</span></p>
<figure id="attachment_31321" aria-describedby="caption-attachment-31321" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31321" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-2-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1715" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-2-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-2-800x536.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-2-1024x686.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-2-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-2-1536x1029.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31321" class="wp-caption-text">Um dos aspectos que os irmãos RackaRacka não abriram mão foi o sotaque australiano: eles queriam um filme que os representasse até no jeito de falar, mesmo que isso não fosse comercial (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A previsibilidade acaba aí, já que </span><i><span style="font-weight: 400;">Talk To Me </span></i><span style="font-weight: 400;">traz uma nova roupagem às histórias de possessão. Primeiro, nada de um </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre como o objeto se tornou amaldiçoado. Segundo, sob hipótese alguma adolescentes em uma festa discutirão algo relacionado a religiosidade &#8211; em que mundo real isso aconteceria? Os Phillippou fogem da obviedade de discutir dilemas místicos do porquê aquilo os aflige e do </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-hereditario/"><span style="font-weight: 400;">didatismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da situação, encarando as coisas pelo que elas são: apenas um bando de jovens aceitando participar de um desafio perigoso na frente de câmeras e </span><i><span style="font-weight: 400;">lives </span></i><span style="font-weight: 400;">alheias para não serem taxados de frouxos. Afinal, todos querem pertencer e se sentir acolhidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, invocar espíritos e permiti-los tomar conta do corpo, mesmo que por 90 segundos, é consensual e funciona como um droga recreativa. E como toda droga, vicia os personagens e os faz querer ir além. Eles sequer lembram que é possível conversar com os possessores sem deixá-los entrar e o imediatismo e a impulsividade típicos da </span><a href="https://personaunesp.com.br/bodies-bodies-bodies-critica/"><span style="font-weight: 400;">geração Z</span></a><span style="font-weight: 400;"> tomam conta do elenco, composto quase inteiramente por jovens. Com a exceção da mãe de Jade e Riley, interpretada calorosamente pela veterana Miranda Otto, e do ausente pai de Mia, vivido por Marcus Johnson, os adultos nunca estão por perto e, quando estão, não escutam o que os mais novos têm a dizer. Não é de se estranhar que a brincadeira tenha ido tão longe.</span></p>
<figure id="attachment_31326" aria-describedby="caption-attachment-31326" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31326" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31326" class="wp-caption-text">Os diretores escolheram que o objeto embalsamado fosse uma mão justamente pela simbologia de conexão que os jovens tanto anseiam (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Só que deixar tudo na mão de adolescentes é um tanto arriscado. Quem vai resolver tudo quando o terceiro ato estiver caminhando para a conclusão? Logo de início, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo </span></i><span style="font-weight: 400;">escancara o quanto os </span><a href="https://www.youtube.com/@Therackaracka"><span style="font-weight: 400;">RackaRacka</span></a><span style="font-weight: 400;"> aproveitaram da </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-ti-west-critica/"><span style="font-weight: 400;">liberdade criativa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Eles, que chegaram a recusar uma proposta de financiamento de um grande estúdio para não terem que limitar suas ideias, abusam do que aprenderam no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube </span></i><span style="font-weight: 400;">e constroem uma narrativa dinâmica, que equilibra momentos de tensão à profundidade do roteiro &#8211; frequentemente unindo os dois. É quase automático lembrar que Mia é uma pilha de desconfiança e dúvida, que fará de tudo para sentir e acreditar em algo &#8211; ainda que esse algo venha de uma voz do além.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Justamente porque a introdução já vendeu brilhantemente o conceito mais básico do Horror &#8211; jovens são estúpidos! -, a produção equilibra os atos para dar espaço ao luto e ao sentimento de pertencimento que moram na protagonista. Mesmo quando a linha narrativa é desvendada, as </span><a href="https://letterboxd.com/journal/terrifying-twos-talk-to-me-racka-racka-michael-danny-philippou/"><span style="font-weight: 400;">escolhas dos diretores</span></a><span style="font-weight: 400;"> de continuar a empurrando aos extremos, sem seguir fórmulas de </span><i><span style="font-weight: 400;">jumpscare</span></i><span style="font-weight: 400;">, dilemas morais sobre como resolver a situação ou saídas heróicas, mostra uma personalidade que se recusa a aceitar o óbvio, mas sempre procura pelo inesperado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="FALE COMIGO | Trailer Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yyKTCyePxZA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do que se acompanha, o que se vê também eleva os méritos dos realizadores. Seja para contornar a falta de orçamento ou por uma escolha estilística, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo </span></i><span style="font-weight: 400;">abusa dos visuais práticos para criar uma identidade marcante entre as inúmeras possibilidades do Horror. A exemplo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5n9v35xgRpw&amp;pp=ygUmYSBtb3J0ZSBkbyBkZW1vbmlvIGEgYXNjZW5zw6NvIHRyYWlsZXI%3D"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, mesmo com um orçamento menos modesto, optou pela praticidade e conseguiu carimbar cenas na mente do espectador, será difícil esquecer das sequências em que os adolescentes recebem os invasores em seus corpos (dirigidas livremente e aos gritos pelos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6gi0mJvq8S0&amp;pp=ygULcmFja2EgcmFja2E%3D"><span style="font-weight: 400;">irmãos Phillippou</span></a><span style="font-weight: 400;">) ou das que Riley está longe de si.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nisso, o departamento de maquiagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">Talk To Me </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra </span><a href="https://www.rogerebert.com/interviews/talk-to-me-interview"><span style="font-weight: 400;">a que veio</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI </span></i><span style="font-weight: 400;">não faria melhor nem se tentasse. No entanto, os principais aliados do roteiro e da direção são os próprios atores. Apesar de não ganharem um aprofundamento mínimo, dando a sensação de que são praticamente descartáveis, o grupo de jovens que empurra o longa para frente só o faz pela veracidade com que interpretam personagens com idades semelhantes às deles mesmos.</span></p>
<figure id="attachment_31319" aria-describedby="caption-attachment-31319" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31319" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/fale-comigo.png" alt="" width="798" height="457" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/fale-comigo.png 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/fale-comigo-768x440.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31319" class="wp-caption-text">Zoe Terakes é não-binárie e, mesmo que o nenhum subtexto de identidade ou sexualidade seja explorado em Talk To Me, o filme foi impedido de ser exibido no Kuwait (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto </span><a href="https://www.instagram.com/p/CvlaNm4PF8U/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igshid=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">Zoe Terakes</span></a><span style="font-weight: 400;">, intérprete de Hayley, é rebelde (aparentemente) sem causa, Alexandra Jensen vive uma Jade tão sem sal que poderia ser uma típica adolescente de 16 anos com problemas tão importantes como beijar o namorado. Ainda assim, as performances sabem se dosar e crescem para além das personalidades iniciais quando o pior começa a acontecer, assumindo um desespero palpável. Já Joe Bird, na pele de Riley, o irmão mais novo e pré-adolescente de Jade, mescla entre a inocência e a bizarrice, em uma escalada impensável proporcionada pelo roteiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o grande nome de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo </span></i><span style="font-weight: 400;">é </span><a href="https://www.russh.com/talk-to-me-sophie-wilde-zoe-terakes-interview/"><span style="font-weight: 400;">Sophie Wilde</span></a><span style="font-weight: 400;">. A menina dos olhos de Danny e Michael Phillippou não deixa espaço para competição no protagonismo da obra e dá uma nova carga dramática e psicológica a toda cena que participa. É na pele da atriz que Mia vira uma personagem identificável, mesmo quando repreensível. A empatia evocada é mérito da própria intérprete, que clama por conexão, respostas ou apenas algum alento em meio à dor a cada novo “</span><a href="https://olhardigital.com.br/2023/08/16/cinema-e-streaming/pouco-susto-e-muita-tensao-veja-o-que-esperar-de-fale-comigo-a24/"><span style="font-weight: 400;">fale comigo</span></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_31320" aria-describedby="caption-attachment-31320" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31320" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-3-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1715" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-3-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-3-800x536.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-3-1024x686.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-3-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Fale-Comigo_Diamond-Films-3-1536x1029.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31320" class="wp-caption-text">A sequência de Fale Comigo foi confirmada pela A24 e deve ser uma prequela sobre o caso anterior da mão amaldiçoada (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Escancarando elementos do Horror que já pipocaram em algumas </span><a href="https://republicadomedo.com.br/a-blumhouse-e-a-nova-forma-de-fazer-horror/"><span style="font-weight: 400;">outras produções</span></a><span style="font-weight: 400;">, o trunfo de Michael e Danny Phillippou é sabê-los incorporar em uma história envolvente, uma visão aterrorizante e marcante em uma condução que não deixa o espectador piscar os olhos. Sobretudo, surpreende ao dar um novo ponto de vista a um subgênero consolidado, o deixando na mão de jovens enlutados, sozinhos e desesperados por afeto, atenção ou um breve momento fora de si. Com uma </span><a href="https://www.instagram.com/reel/CvsH2MRNXfy/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igshid=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">história fechada</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo </span></i><span style="font-weight: 400;">também se aproveita das pontas soltas que provoca &#8211;  afinal, o didatismo não é o ponto forte dos diretores e cabe ao público pensar por si mesmo. Em caso de dúvidas, basta segurar a mão, acender a vela e entoar “fale comigo” mais uma vez.</span></p>
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		<title>Entre sustos e risos, M3GAN brinca com a reinvenção do ‘terrir’</title>
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		<pubDate>Wed, 17 May 2023 12:55:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Quem nunca teve medo de uma boneca durante a infância que atire a primeira pedra. Por meio de lendas, séries e filmes, a vertente do terror associada aos brinquedos ficou enraizada no imaginário coletivo popular cultural. O fruto disso foram as célebres sequências envolvendo bonecos sobrenaturais, como a franquia de Chucky e a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/m3gan-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre sustos e risos, M3GAN brinca com a reinvenção do ‘terrir’"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30892" aria-describedby="caption-attachment-30892" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30892" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena, do lado direito, de perfil, há a atriz Violet Mcgraw, branca e com cabelos longos castanhos escuros. Ela veste uma blusa com estampa de flores. No centro esquerda, está sentada a boneca M3GAN. Branca e com cabelos loiros, ela veste um vestido sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Na direita, de perfil, está a atriz Allison Williams, uma mulher branca com cabelos longos castanhos e que veste uma blusa de manga longa cinza. O fundo da foto é iluminado, com cortinas e almofadas variadas" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30892" class="wp-caption-text">Mais de 300 mil pessoas foram rir e se assustar nos cinemas nacionais com M3GAN, filme da Blumhouse que mistura diversos gêneros cinematográficos (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem nunca teve medo de uma boneca durante a infância que atire a primeira pedra. Por meio de lendas, séries e filmes, a vertente do terror associada aos brinquedos ficou enraizada no imaginário coletivo popular cultural. O fruto disso foram as célebres sequências envolvendo bonecos sobrenaturais, como a franquia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky </span></i><span style="font-weight: 400;">e a de </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-264422/curiosidades/"><i><span style="font-weight: 400;">Annabelle</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Se, no passado, estas obras foram as responsáveis por aterrorizar as crianças, agora, o brinquedo da vez &#8211; robô, na verdade &#8211; é M3GAN &#8211; uma boneca androide que é tão maldosa quanto seus antecessores, mas que, pela primeira vez, não é alvo da possessão de nenhum espírito maligno e sim da própria tecnologia da qual foi criada.</span></p>
<p><span id="more-30891"></span></p>
<p><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/260078-m3gan-real-veja-boneca-assassina-criada.htm"><span style="font-weight: 400;">A história central</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">gira em torno de Cady (Violet McGraw), uma jovem garotinha que fica órfã ao perder seus pais em um acidente de carro e é encaminhada para a casa de sua parente mais próxima, sua tia Gemma (Allison Williams). A nova tutora não almejava ter as responsabilidades de cuidar e educar uma criança pré-adolescente e que, como qualquer outra dessa faixa etária, carece de atenção, zelo e &#8211; o mais difícil para a mais nova ‘mãe’ -, afeto. Da mesma forma, a sobrinha também não sonhava em passar por essa avalanche sentimental, saindo da casa que vivia e da escola que estudava, sem nunca mais ver os pais com quem sempre conviveu.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tia e sobrinha unidas pelo infortúnio do destino. O gancho inicial da produção serviria muito bem para um longa dramático, em que ambas precisam aprender a viver suas novas realidades juntas. Porém, o filme rapidamente subverte essa narrativa e aniquila qualquer resquício dessa impressão. Ao invés de arcar com o compromisso de cuidar de Cady, Gemma tem uma ideia: aprimorar um projeto robótico e fazer com que ele cuide da sua sobrinha. Isso porque ela precisa inovar um brinquedo para empresa que trabalha, assim como também tem a necessidade de que alguém cuide da familiar. Por isso, investe no protótipo e tenta resolver dois problemas com uma única solução. Dessa forma, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/quem-e-atriz-por-tras-da-boneca-m3gan-que-estreou-nos-cinemas.phtml"><span style="font-weight: 400;">a grande vilã M3GAN</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Model 3 Generative Android</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou Androide Gerador do 3º Modelo), interpretada por Amie Donald e dublada por Jenna Davis, é criada no primeiro ato.</span></p>
<figure id="attachment_30897" aria-describedby="caption-attachment-30897" style="width: 1913px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena, há, do lado direito, uma boneca humanóide branca com cabelos loiros, ela veste um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Do lado direito, há Cady (Violet McGraw), uma menina branca com cabelos castanhos escuros e que veste um casaco verde. Ela e a boneca brincam com as mãos dadas e estão sobre uma paisagem arborizada." width="1913" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona.jpg 1913w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1536x642.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1200x502.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30897" class="wp-caption-text">A obra é uma crítica aos pais que não passam tempo com os filhos e os deixam o tempo todo em frente a televisores, celulares e tablets (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como na maioria das obras cinematográficas de terror, o ato inicial de </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">é incumbido de ambientar a trama. Tudo parece fluir com o desenvolvimento da boneca animatrônica: Gemma tem mais tempo para se dedicar ao trabalho sem se preocupar com a criação da sobrinha, já que a boneca é quem cuida de tudo. À princípio, a jovem Cady não vê problema nisso, porque finalmente tem alguém para cuidar dela e escutá-la. No entanto, uma grande reviravolta começa, aos poucos. À medida que fica na companhia do brinquedo, a personagem de Violet McGraw fica cada vez mais </span><a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2022/03/22/psicologas-explicam-como-identificar-dependencia-de-telas-em-criancas-e-adolescentes.ghtml"><span style="font-weight: 400;">dependente emocionalmente</span></a><span style="font-weight: 400;"> dele e transfere para o robô o carinho que nutria pelos seus falecidos pais. Enquanto supre a carência de Cady, M3GAN é sobrecarregada com a chuva de informações que uma criança em desenvolvimento pode transmitir e solicitar ao decorrer de seu dia a dia na era tecnológica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eis o diferencial do filme, que tem o roteiro assinado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/maligno-critica/"><span style="font-weight: 400;">James Wan e Akela Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">: a tecnologia e a sua relação com o desenvolvimento infantil. Uma obra futurista de terror que mistura comédia e ficção científica parece ser uma combinação improvável. Esses elementos destoantes, que até então pareciam formar uma junção desarmônica, se unem em uma nova abordagem cinematográfica com fortes raízes no subgênero ‘terrir’. Por essa razão, a grande aposta do longa é  fazer o telespectador, principalmente aquele que ama cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, rir e sentir medo ao mesmo tempo. Sentimentos conflitantes, mas que exalam a sensação tida assistindo a nova obra da produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Blumhouse</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As risadas são garantidas pelas inesperadas ações de M3GAN, que vão desde uma dança do</span><i><span style="font-weight: 400;"> TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, logo antes do assassinato de um cidadão, até a </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> excêntrica que transita entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JRfuAukYTKg"><i><span style="font-weight: 400;">Titanium</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de  Sia e David Guetta, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=My2FRPA3Gf8"><i><span style="font-weight: 400;">Wrecking Ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Miley Cyrus. Já o medo é ambientado com as mortes que a boneca promove a cada pessoa que, de acordo com suas impressões robóticas sensoriais, oferece algum tipo de risco à Cady. Na verdade, o medo da vilã não é que alguém arrisque a integridade física e mental da personagem interpretada por McGraw e sim interfira na doentia relação que ambas criaram. Por isso, com um jeito animalesco e amedrontador, ela executa qualquer pessoa ou animal que vire um obstáculo em seu laço com Cady. </span></p>
<figure id="attachment_30896" aria-describedby="caption-attachment-30896" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30896" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena há a atriz Allison Williams, uma mulher branca com cabelos longos castanhos e que veste uma blusa de manga longa azul. Por baixo dessa blusa de manga longa azul, ela veste uma blusa branca. A atriz olha um computador. O fundo da cena é uma sala desfocada com quadros variados." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30896" class="wp-caption-text">Allison Williams brilha na interpretação de uma engenheira robótica que não sonha com a maternidade, mas se vê obrigada a assumir esse papel (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção brinca muito bem com essas diferentes facetas. Porém, em muitos momentos, a obra escancara o seu viés mercadológico e isso não agrada &#8211; essencialmente, quando negligencia assuntos que mereciam atenção ao enfatizar a publicidade que se reverbera dentro e fora da ficção. Diversas questões importantes são levantadas &#8211; como a relação de crianças com o luto e os danos da utilização de brinquedos e equipamentos </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/01/megan-e-possivel-que-robos-oferecam-riscos-a-vida-humana/#:~:text=Na%20semana%20passada%2C%20estreou%20nos,riscos%20da%20tecnologia%20ao%20humano."><span style="font-weight: 400;">tecnológicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em excesso &#8211; mas, todos os pontos são abordados de forma totalmente superficial. Embora o gênero a qual pertence não seja focado exclusivamente na construção dos personagens e no desenvolvimento das temáticas sobre as quais discorre, </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;"> falha em sustentar as situações que apresenta e se perde na proposta disruptiva que a todo momento tenta destacar na composição narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a direção de Gerard Johnstone é assertiva e equilibrada. O arco de M3GAN e toda sua construção vilanesca é um dos acertos da obra, desde as cenas iniciais da criação da boneca até as catárticas mortes provocadas por ela. Tudo isso vem com a representação de uma personagem que não é humana, mas que atrai a atenção de quem assiste e, mais do que isso, revela os porquês que a fizeram ser quem ela é: um robô androide assassino, mas com uma aparência totalmente doce e meiga. Um dos diferenciais da produção é desmistificar a ideia de que, para ser assustador, é necessário ser grotesco e monstruoso imageticamente. Com isso, a produção enfraquece as </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/filmes-terror-bonecos-assassinos/"><span style="font-weight: 400;">analogias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que poderia sofrer com seus antecessores, como os brinquedos </span><a href="https://personaunesp.com.br/chucky-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Billy (de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jogos Mortais</span></i><span style="font-weight: 400;">) e</span> <span style="font-weight: 400;">Annabelle.</span></p>
<figure id="attachment_30898" aria-describedby="caption-attachment-30898" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30898" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/GIF-Texto-Persona.gif" alt="Cena do filme M3GAN. No GIF, há uma robô humanoide branca com cabelos loiros na altura do ombro vestindo um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. No GIF, ela faz vários passos coreografados de uma dança repleta de acrobacias. Por fim, ela pega uma faca. O cenário é uma sala vermelha, com piso grafite." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-30898" class="wp-caption-text">A icônica dancinha que antecede um assassinato pode ganhar uma nova versão, já que uma sequência, intitulada de M3GAN 2.0, foi confirmada para Janeiro de 2025 (GIF: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de</span><i><span style="font-weight: 400;"> M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser definido como suave, no mínimo. Quando esperamos ver um filme de terror, definitivamente não imaginamos acompanhar uma história como a desenvolvida por Wan e Cooper, que, inegavelmente, é muito mais </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/critica-m3gan-236762/"><span style="font-weight: 400;">cômica </span></a><span style="font-weight: 400;">do que amedrontadora. As perseguições da boneca trazem a adrenalina e o medo conhecidos pelo gênero, mas o texto dos personagens quebra qualquer chance imersiva que a obra poderia oferecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, considerando que a </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/james-wan-fala-sobre-m3gan-video"><span style="font-weight: 400;">trama</span></a><span style="font-weight: 400;"> transita também para a ficção científica, é imprescindível enfatizar o bom trabalho da dupla de roteiristas no núcleo de engenheiros robóticos. Isso porque seria fácil  dificultar a compreensão dos diálogos por parte dos espectadores que não pertencem ao nicho. Os dois não se perdem em jargões técnicos e termos rebuscados, o que é extremamente recorrente em filmes com essa proposta tecnológica e científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto que merece destaque é o conjunto de intérpretes. Allison Williams, que ganhou a merecida atenção com o ótimo </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Jordan Peele, defende sua protagonista com total entrega em</span><i><span style="font-weight: 400;"> M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que não tenha um roteiro que a favoreça, ela abarca todas as singularidades que Gemma carrega: a vontade de não ser mãe, o desejo de alcançar sua estabilidade profissional e o luto pela perda de sua irmã e seu cunhado. Já Violet McGraw sabe muito bem como passear pelas camadas de sua personagem. A menina gera empatia no ato inicial e mostra vulnerabilidade, irrita nos insultos e agressões que tem com sua tia no segundo ato e faz o público admirar sua coragem no final da trama. Além das protagonistas, é essencial destacar o trabalho de Amie Donald como intérprete da boneca e Jenna Davis como dubladora, junto de Jen Brown (Tes), Kira Josephson (Ava) e Ronny Chieng (David). </span></p>
<figure id="attachment_30893" aria-describedby="caption-attachment-30893" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30893" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na foto, há uma robô humanoide branca com cabelos loiros na altura do ombro vestindo um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Ela está no centro e, em ambos os seus lados, existem cortinas beges" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30893" class="wp-caption-text">Com arcos superficiais, a trama caiu no gosto do público e somou mais de<a href="https://aodisseia.com/m3gan-sucesso-bilheteria-filme/"> 7,3 milhões de reais</a> em bilheteria (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa usa e abusa da linguagem publicitária que demonstrou desde os </span><i><span style="font-weight: 400;">teasers</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e divulgações, ancorando-se, principalmente, na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no mar de possibilidades que pode ofertar quando </span><a href="https://portalpopline.com.br/boneca-filme-m3gan-meme-dancando/"><span style="font-weight: 400;">memes</span></a><span style="font-weight: 400;">, canções e referências de outros filmes são trazidos à narrativa. Contudo, a estratégia, promissora no quesito divulgação, torna-se cansativa e entediante para quem acompanha os desdobramentos da boneca-robô assassina. A sensação é que cada cena terá um elemento caricato ou de </span><i><span style="font-weight: 400;">merchandising </span></i><span style="font-weight: 400;">para que a trama se auto sustente em uma proposta engraçada e publicitária, como um ciclo que não para de se retroalimentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fim, como é típico em obras de terror que almejam sequências, não é uma finalização amarrada e sem brechas. Muito pelo contrário, a conclusão mostra que Wan e Cooper têm planos para a nova bonequinha do terrir. </span><a href="https://cinepop.com.br/james-wan-revela-como-teve-a-ideia-para-fazer-megan-exclusivo-386301/"><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já foi feito para ter continuação e só expõe o que já mostra no começo: é uma história inovadora de um brinquedo matador que possui diversos caminhos narrativos quando se tem a</span><i><span style="font-weight: 400;"> internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> como plano de fundo. Se o sonho de Wan era modernizar seu trabalho em uma proposta disruptiva, ele conseguiu. Mas sacrificar a narrativa de sua história realmente valeu o preço pago?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre risos e sustos, a produção cumpre algumas de suas promessas, como a de inovar o terrir e o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher </span></i><span style="font-weight: 400;">com foco em </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2023/01/m3gan-7-filmes-de-terror-com-bonecos-assassinos-para-assistir-online-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">bonecos assassinos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao mesmo tempo, se perde na sua própria linguagem, linha narrativa e nos elementos externos que tenta incluir de forma totalmente exagerada. Aqui, o menos realmente seria mais. A sequência tem infinitas possibilidades de corrigir esses erros e uma delas é explorar ainda mais a tecnologia, as temáticas que envolvem a relação de pais e filhos com esse meio e os danos que o excesso pode causar não somente às crianças, mas também aos adultos. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">pode tomar cuidado com o excesso de humor e focar no medo que tanto atrai quem é fã de obras de terror, enfatizando ainda mais que uma boneca de aparência meiga também pode ser perigosa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="M3GAN| Trailer 2 Oficial DUBLADO" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JcKRaUGJcqY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Desnecessário, Pânico 6 decepciona e mostra problemas estruturais da franquia</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Apr 2023 20:31:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal A pergunta “Qual é o seu filme de terror favorito?” feita pelo vilão Ghostface da franquia de filmes slasher Pânico talvez seja a mais conhecida pelo público geral. A questão exemplifica certamente o conceito do universo criado pelo célebre diretor Wes Craven: na franquia, o cerne da história é a abordagem da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/panico-6-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Desnecessário, Pânico 6 decepciona e mostra problemas estruturais da franquia"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30661" aria-describedby="caption-attachment-30661" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30661" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.1.jpg" alt="Cena do filme Pânico 6. Nela, observa-se uma pessoa vestida com a fantasia do vilão Ghostface. Sua roupa consiste em um manto preto e uma máscara branca com olhos, nariz e boca deformados." width="1500" height="983" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.1.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.1-800x524.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.1-1024x671.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.1-768x503.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.1-1200x786.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30661" class="wp-caption-text">Retornando para a sua sexta aventura, o famoso personagem Ghostface agora aterroriza a cidade de Nova York (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pergunta “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LWxSBbBX4fs"><i><span style="font-weight: 400;">Qual é o seu filme de terror favorito?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” feita pelo vilão Ghostface da franquia de filmes </span><a href="https://7marte.com/2020/03/o-que-e-slasher.html"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i><span style="font-weight: 400;"> talvez seja a mais conhecida pelo público geral. A questão exemplifica certamente o conceito do universo criado pelo célebre diretor Wes Craven: na franquia, o cerne da história é a abordagem da metalinguagem, ou seja, brincar com os estereótipos de filmes de terror na própria obra. Com a genial combinação do horror com humor, as sequências estreladas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> Sidney Prescott (Neve Campbell) se destacam justamente por não se levar a sério, e é por isso que </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui uma legião de fãs, os quais são extremamente aficionados pela narrativa instigante de tentar adivinhar quem está por trás dos assassinatos por parte do mascarado. Com a estreia do sexto longa-metragem, a história não seria diferente.</span></p>
<p><span id="more-30657"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o sucesso inesperado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Scream</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022)</span></a><span style="font-weight: 400;">, era claro que uma sequência seria confirmada. A nova aventura, ambientada em Nova York, diferentemente do cenário habitual da cidade de Woodsboro, acompanha os sobreviventes Sam (Melissa Barrera), Tara (Jenna Ortega), Chad (Mason Gooding) e Mindy (Jasmin Savoy Brown) tentando seguir em frente após os ataques sofridos no longa anterior, mas a sede de vingança do novo Ghostface é maior do que qualquer tentativa de superação de suas vítimas. Indo na perspectiva de uma ambientação inédita &#8211; uma vez que, com exceção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 3</span></i><span style="font-weight: 400;">, todos os filmes se passaram na pequena cidade do estado da Califórnia -, observa-se que toda a construção do </span><a href="https://collider.com/scream-6-poster-nyc-subway-map/"><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Pânico 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> se deu em volta da Cidade Que Nunca Dorme, algo que, no filme, é totalmente descartável. </span></p>
<figure id="attachment_30663" aria-describedby="caption-attachment-30663" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30663 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem.5-1-scaled.jpg" alt="Foto dos bastidores de Pânico 5. Nela, há duas pessoas: uma pessoa segurando uma faca com sangue e utilizando a fantasia do vilão Ghostface " width="2560" height="1537" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem.5-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem.5-1-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem.5-1-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem.5-1-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/imagem.5-1-1536x922.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30663" class="wp-caption-text">Kevin Williamson, roteirista veterano e criador dos personagens de Pânico, volta à franquia para auxiliar os novos escritores (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a campanha de divulgação, Nova York era colocada como o foco de todas as narrativas e até usada como justificativa da grandiosidade do sexto projeto. Entretanto, infelizmente o pano de fundo usado nesse capítulo é completamente dispensável, visto que há apenas uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hJ-cLeZSrrg"><span style="font-weight: 400;">cena</span></a><span style="font-weight: 400;"> que contém a presença de algo característico da cidade &#8211; no caso, o famoso metrô nova-iorquino. Assim, o espaço em que a história se passa é pouco aproveitado pelos personagens: o enredo poderia se passar em qualquer outra cidade dos Estados Unidos. Nem mesmo a famosa Times Square é utilizada a favor da franquia, o que demonstra um certo despreparo dos roteiristas James Vanderbilt (</span><i><span style="font-weight: 400;">Zodíaco</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Guy Busick (</span><i><span style="font-weight: 400;">Urge</span></i><span style="font-weight: 400;">) &#8211; que, mesmo com o auxílio de Kevin Williamson (franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Scream</span></i><span style="font-weight: 400;">), não acertam no tom da abordagem de Nova York dentro dos moldes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ótima recepção do quinto filme da franquia serviu como uma porta de entrada dos fãs mais jovens ao subgênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, já que, a partir dele, uma nova geração, comandada pelas atrizes Melissa Barrera (</span><a href="https://personaunesp.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Em Um Bairro de Nova York</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Jenna Ortega (</span><a href="https://personaunesp.com.br/wandinha-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Wandinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), veio para substituir o trio original composto por Sidney (Campbell), Gale (Courteney Cox) e Dewey (David Arquette). De fato, um dos maiores acertos dos filmes mais recentes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a escolha do elenco: com a adição de Ortega à franquia, cenas icônicas como a famosa abertura &#8211; altamente esperada &#8211; ganham </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EOQ6el9AC9I"><span style="font-weight: 400;">uma nova roupagem</span></a><span style="font-weight: 400;">, conversando diretamente com a geração atual. No entanto, há uma pergunta que precisa ser feita: ainda é necessária mais uma aventura comandada pelo Ghostface? </span></p>
<figure id="attachment_30662" aria-describedby="caption-attachment-30662" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30662" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.2.jpg" alt="Cena do filme Pânico 6. Nela, estão 4 personagens, da esquerda para a direita são eles: uma mulher branca de cabelo longo e escuro, usando uma jaqueta preta; uma mulher branca de cabelo médio e escuro, usando uma jaqueta rosa; uma mulher negra de cabelo cacheado e curto, usando uma jaqueta laranja; e um homem negro de cabelo crespo e curto, usando um moletom cinza." width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-30662" class="wp-caption-text">Com a adição de novos personagens para a geração atual, a franquia acerta ao fazer com que o público se importe com eles (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta para essa pergunta seria a própria existência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico VI</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao longo de seus 122 minutos, a produção apresenta ao público uma série de novos personagens, ao mesmo tempo em que há a volta de uma </span><a href="https://collider.com/hayden-panettiere-returning-scream-6/#:~:text=Paramount%20Pictures%20and%20Spyglass%20Media%20have%20announced%20that,was%20revealed%20to%20be%20one%20half%20of%20Ghostface."><span style="font-weight: 400;">peça icônica</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia: a personagem Kirby (Hayden Panettiere), que sobreviveu aos ataques de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> e agora trabalha como uma agente investigativa. Mesmo com todo o seu carisma, a personagem de Panettiere não consegue tempo de tela o suficiente para justificar a sua presença, fazendo com que a sua participação seja indiferente no sexto filme. Esse é um dos maiores problemas do longa: há uma desproporcionalidade entre a quantidade de personagens para serem desenvolvidos e o tempo dado a cada um dos enredos que permeiam a história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, embora a brutalidade do Ghostface de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja a melhor até o momento, a tão famosa motivação é revelada no </span><span style="font-weight: 400;">terceiro ato</span><span style="font-weight: 400;"> de uma forma rasa &#8211; por isso, há a necessidade de se perguntar se havia material suficiente para ser abordado. É totalmente compreensível que não deve ser fácil para uma franquia, após 26 anos de seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">primeiro longa</span></a><span style="font-weight: 400;">, sustentar um motivo plausível para legitimar os ataques de um psicopata mascarado. As mortes estão mais gráficas, mais reais e violentas, o que levou à distribuidora a classificá-lo como </span><a href="https://attackofthefanboy.com/entertainment/scream-6-age-rating-and-parents-guide/#:~:text=Scream%206%20has%20been%20rated%20R%20for%20intense%2C,suitable%20for%20those%20under%2017%20years%20of%20age."><span style="font-weight: 400;">proibido</span></a><span style="font-weight: 400;"> para menores de 18 anos. </span></p>
<figure id="attachment_30659" aria-describedby="caption-attachment-30659" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.3.jpg" alt="Cena do filme Pânico 6. Nela, encontra-se o assassino Ghostface com uma faca. Sua fantasia consiste em um manto preto e uma máscara branca com rosto deformado." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.3.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30659" class="wp-caption-text">Embora haja problemas em relação ao espaço em que a história se passa, essa é a versão mais brutal do Ghostface até então (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que tenham diversas questões que fundamentam o término da franquia, há também motivos que se tornam cruciais para a persistência da sua presença. Um deles é a atuação da protagonista Sam Carpenter &#8211; que, embora em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tenha agradado muitos fãs, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Scream VI</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a alma do filme. Melissa Barrera transmite toda a dualidade de sua personagem, pois, diferente de Sidney &#8211; a </span><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos quatro primeiros longas -, Carpenter tem um lado psicopata muito vivo dentro de si mesma, o que permite ao público conferir uma profundidade e a luta de Sam ao lidar com a sua tendência para o mal. Os sobrinhos do icônico personagem Stu Macher (Matthew Lillard), interpretados pelos talentosos Jasmin Savoy Brown (</span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Mason Gooding (</span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-2019/"><i><span style="font-weight: 400;">Booksmart</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), também são duas adições necessárias que somente agregam ao universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Scream</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto de destaque é a trilha sonora: ao ter a cantora </span><a href="https://open.spotify.com/artist/6S2OmqARrzebs0tKUEyXyp?si=l9QZxFRDTSKAgmTQ_-xPDg"><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; a qual, no momento, está em sua era </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a música inédita </span><a href="https://open.spotify.com/album/50Zsh8ekKxgClUUKoVQe9q?si=bLrsS0zAQOuDL3suhbh-ow"><i><span style="font-weight: 400;">Still Alive</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme dirigido por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (</span><a href="https://personaunesp.com.br/casamento-sangrento-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Casamento Sangrento</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) acerta ao priorizar músicas que conversem com a dinâmica apresentada na história, uma vez que, por se tratar da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i><span style="font-weight: 400;">, é essencial que se tenha ao menos uma música marcante, como é o caso da canção </span><a href="https://open.spotify.com/track/0qHeP8zt2WWef7EWCs1ECj?si=73c70e807e9c4688"><i><span style="font-weight: 400;">Red Right Hand</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da banda </span><a href="https://open.spotify.com/artist/4UXJsSlnKd7ltsrHebV79Q?si=-_6am6bER9mIIB43ow69yw"><span style="font-weight: 400;">Nick Cave and The Bad Seeds</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Scream</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1996). Focando em uma sonoridade mais alinhada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trilha ainda possui a faixa </span><a href="https://open.spotify.com/album/0fAeiVQKeMPvewBk7UXsSm?si=-gI8hgxQSVO3xWNB_BySZQ"><i><span style="font-weight: 400;">In My Head</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://open.spotify.com/artist/6xBZgSMsnKVmaAxzWEwMSD?si=SRKnCikBRAu2c8IkqqeKCQ"><span style="font-weight: 400;">Mike Shinoda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/artist/245PKF3hKjtxJKIG153kF0?si=pTFKLqy2TTqKx4TxVWsmIg"><span style="font-weight: 400;">Kailee Morgue</span></a><span style="font-weight: 400;">, feita especialmente para o filme.</span></p>
<figure id="attachment_30660" aria-describedby="caption-attachment-30660" style="width: 1150px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.4.jpg" alt="Foto da cantora Demi Lovato. Nela, ela está segurando uma faca e sua unha está pintada de preto." width="1150" height="1186" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.4.jpg 1150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.4-776x800.jpg 776w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.4-993x1024.jpg 993w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/scream.6.foto_.4-768x792.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30660" class="wp-caption-text">A canção Still Alive da cantora americana Demi Lovato conversa diretamente com a estética de Pânico 6 e por isso vale a pena ser escutada (Foto: Demi Lovato)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De modo geral, ainda que o carisma do novo elenco dos últimos dois filmes da franquia seja a alma da história, é preciso dizer adeus ao Ghostface. O vício de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;"> com as sequências que dão certo precisa parar, porque pode comprometer o legado &#8211; tão bem construído pelo diretor Wes Craven &#8211; de uma das franquias de terror mais famosas do mundo. Abordagens características de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i><span style="font-weight: 400;">, como os comentários sempre muito assertivos sobre </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2023/panico-historia-metalinguagem-franquia.html"><span style="font-weight: 400;">metalinguagem</span></a><span style="font-weight: 400;">, aqui se tornam repetitivos e nada acrescentam à narrativa. E por mais que o sexto longa-metragem tenha a maior duração entre todos da franquia, erra ao não conseguir distribuir o tempo de tela entre os seus diversos personagens, fazendo, assim, com que certas presenças &#8211; como a de Courteney Cox (</span><a href="https://personaunesp.com.br/friends-25-anos-aniversario/"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) &#8211; sejam ínfimas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao que tudo indica, pelo seu </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/panico-6-tem-melhor-abertura-de-bilheteria-da-franquia-e-assusta-creed-3/"><span style="font-weight: 400;">sucesso nas bilheterias</span></a><span style="font-weight: 400;">, a franquia ganhará uma possível sequência. Caso isso aconteça, é esperado que tenha um encerramento digno de um universo tão icônico e marcante do horror e a volta de Neve Campbell &#8211; que ficou de fora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Scream VI</span></i><span style="font-weight: 400;"> por não ser </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000015771/"><span style="font-weight: 400;">devidamente valorizada pelo estúdio</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; uma última vez para enfrentar o seu inimigo mascarado. E falando em um dos, se não o mais famoso assassino de filmes de terror, seria bom dar um descanso a sua imagem e deixá-lo se aposentar como um personagem icônico em vez de torná-lo maçante e superficial. Se realmente houver uma última aventura, é dever dos diretores garantirem ao seu público fiel a noite de terror mais saborosa de suas vidas, pois certamente o icônico Ghostface o fará.  </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pânico 6 | Trailer 2 Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Qz-xm5dEpf4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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