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	<title>Arquivos Heloísa Manduca &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Heloísa Manduca &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>&#8220;Nunca nos separamos, sempre fomos os Tribalistas!&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2018 17:22:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Heloísa Manduca Tríade, trinômio, trindade, trímero, triângulo, trio, trinca, três, terno, triplo, tríplice, tripé, tribo. Os Tribalistas &#8211; Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte &#8211; se apresentaram no último sábado, 18 de agosto, no Allianz Parque em São Paulo. A turnê Juntos Somos Um Só faz parte do segundo álbum homônimo do grupo lançado &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-tribalistas-show-2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "&#8220;Nunca nos separamos, sempre fomos os Tribalistas!&#8221;"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10637" aria-describedby="caption-attachment-10637" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-10637 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/DSC_0346-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/DSC_0346-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/DSC_0346-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/DSC_0346-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/DSC_0346-1200x801.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10637" class="wp-caption-text">A tribo em uma só voz (Foto: Heloísa Manduca)</figcaption></figure>
<p><strong>Heloísa Manduca</strong></p>
<p>Tríade, trinômio, trindade, trímero, triângulo, trio, trinca, três, terno, triplo, tríplice, tripé, tribo. Os Tribalistas &#8211; Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte &#8211; se apresentaram no último sábado, 18 de agosto, no Allianz Parque em São Paulo. A turnê <em>Juntos Somos Um Só</em> faz parte do segundo álbum homônimo do grupo lançado no ano passado (2017).</p>
<p><span id="more-10636"></span></p>
<p>A apresentação foi quase que uma retrospectiva da história do trio, uma mistura harmoniosa entre os dois álbuns da banda. O <a href="http://personaunesp.com.br/tribalistas-cronica/">primeiro</a>, lançado há 16 anos, tem canções clássicas cujas letras, mesmo com o tempo, permaneceram frescas na mente dos fãs. &#8220;Velha Infância&#8221;, &#8220;Carnavália&#8221;, &#8220;Passe em Casa&#8221;, &#8220;Já Sei Namorar&#8221; e &#8220;Um a Um&#8221; foram algumas das <em>tracks</em> tocadas e acompanhadas pelos 45 mil fãs presentes.</p>
<p><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/7tkP1p2yTttMg2SY45nB5Y" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe></p>
<p>Marisa comentou que não foi fácil fazer a seleção das canções. Apesar de não terem se apresentado juntos durante todo esse tempo, compuseram mais de 56 faixas, tiveram a missão de escolher apenas cerca de 27. E, aproveitando o gancho, Arnaldo fez uma crítica à imprensa. Segundo ele, Os Tribalistas não estavam voltando, pois nunca tinham se separado, como divulgado por muitos veículos de comunicação.</p>
<p>O ponto mais alto do show foram os efeitos visuais. A vestimenta dos cantores foi carregada com muitas cores e brilho, de um jeito bem brasileiro e tropical. Os três telões do palco acompanhavam o colorido dos artistas. Pré-produções foram feitas e planejadas para cada canção. Em algumas, letreiros coloridos, em outras, fotopinturas feitas pelo artista cearense Mestre Júlio. Foi um show caprichado, pensado em cada detalhe pelos diretores Leonardo Netto, Batman Zavareze e Simon Fuller.</p>
<p><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/4v3TBbpmdInhU1qpWUGBBb" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe></p>
<p>&#8220;Mary Cristo&#8221;, &#8220;Os peixinhos&#8221;, &#8220;Fora da Memória&#8221;, &#8220;Aliança&#8221; e &#8220;Ânima&#8221; foram algumas das canções mais calmas. Elas fizeram o público sentar em tais momentos e somente apreciar o belo espetáculo à sua frente. A <em>tracklist</em> também foi uma alternância entre melodias paradas e as mais agitadas. Um tempo de &#8220;respiro&#8221; em cada frenesi.</p>
<p>O final foi marcado pelo público pedindo bis. Os três, então, voltaram e cantaram &#8220;Tribalistas&#8221;, &#8220;Já sei Namorar&#8221; e &#8220;Velha Infância&#8221;. Brown propôs um &#8220;ajayô&#8221;, juntamente com um abraço coletivo. No palco, músicos fizeram uma ciranda e dançaram conforme imagens de uma roda de índios nos telões. O símbolo de união, de &#8220;juntos somos 1, 2, 3, somos um só&#8221; era explícito. Não importa a raça, cor ou gênero. Juntos somos um só.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/BmqzGLan08Y/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=embed_loading_state_control" data-instgrm-version="9">
<div style="padding: 8px;">
<div style="background: #F8F8F8; line-height: 0; margin-top: 40px; padding: 50.0% 0; text-align: center; width: 100%;"></div>
<p style="margin: 8px 0 0 0; padding: 0 4px;"><a style="color: #000; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none; word-wrap: break-word;" href="https://www.instagram.com/p/BmqzGLan08Y/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=embed_loading_state_control" target="_blank" rel="noopener noreferrer">45 mil pessoas na maior tribo do Brasil! Uma noite pra ficar na memória e nos acompanhar. Obrigado, São Paulo!</a></p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;">Uma publicação compartilhada por <a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px;" href="https://www.instagram.com/arnaldo_antunes/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=embed_loading_state_control" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Arnaldo Antunes</a> (@arnaldo_antunes) em <time style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;" datetime="2018-08-19T17:24:01+00:00">19 de Ago, 2018 às 10:24 PDT</time></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async="" defer="" src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>O tour teve início em julho de 2018, na cidade de Salvador, está com uma <a href="https://www.eventim.com.br/tribalistas">agenda curta</a>&nbsp;e prevista para passar por nove capitais do país (Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte). O término está marcado para outubro, com um show extra no Rio de Janeiro.</p>
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		<title>Com Lenine, público definitivamente não saiu só</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2018 22:57:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esbanjando bom humor, Lenine trouxe fusão entre ótimo repertório e crítica social Guilherme Hansen e Heloísa Manduca Enquanto a cidade de São Paulo viveu o festival de música Lollapalooza, Bauru não ficou de fora do agito. Aconteceu no último sábado, 24, no ginásio do Sesc, o show do cantor pernambucano-carioca Lenine. Com uma retrospectiva ao &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/show-lenine-bauru-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com Lenine, público definitivamente não saiu só"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9740" aria-describedby="caption-attachment-9740" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9740 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29345367_1700920356659349_1918963185_n.jpg" alt="" width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29345367_1700920356659349_1918963185_n.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29345367_1700920356659349_1918963185_n-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29345367_1700920356659349_1918963185_n-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9740" class="wp-caption-text">Nada de solidão: Lenine cantou para todos (Foto: Heloísa Manduca)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Esbanjando bom humor, Lenine trouxe fusão entre ótimo repertório e crítica social</span></i></p>
<p><strong>Guilherme Hansen e Heloísa Manduca</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a cidade de São Paulo viveu o festival de música Lollapalooza, Bauru não ficou de fora do agito. Aconteceu no último sábado, 24, no ginásio do Sesc, o show do cantor pernambucano-carioca Lenine. Com uma retrospectiva ao longo da sua carreira e menção em defesa do caso Marielle Franco, Lenine trouxe música boa para quem sabe ouvir.</span></p>
<p><span id="more-9739"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O show é um intervalo entre turnês. Com o término da turnê <em>Carbono</em> (2015) e ainda em preparo para o lançamento de <em>Em Trânsito</em> (2018), o cantor colocou o público para agitar. Exatamente às 21h15, Lenine explodiu o palco com &#8220;Jack Soul Brasileiro&#8221;, mostrando toda a potência que viria a seguir. Além de músicas autorais clássicas como &#8220;Paciência&#8221;, &#8220;Hoje eu quero sair só&#8221;, ele também trouxe uma nova versão para &#8220;Trem das Onze&#8221;, de Adoniran Barbosa. </span><span style="font-weight: 400;">Em meio aos clássicos, o cantor colocou na <em>setlist</em> algumas canções de seu último CD, <em>Chão</em>, lançado em 2011. Faixas como a música homônima, “Se não for amor, eu cegue” e a animada “Envergo, mas não quebro” reforçaram o tom quase todo festivo do show.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/user/racketeers/playlist/2a9vJE7ib7ZDRDgJItRS4J" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com seu jeito manso, o nordestino conquistou o público ao longo de quase 1h30 de espetáculo. Homem de poucas palavras, mas cheio de versos e críticas sociais, ele pouco falou entre uma canção e outra. Preferiu mostrar seu carisma através do gingado da dança e aceitou humildemente o presente de um fã. Agradeceu e colocou o mimo próximo da sua taça de água. O público foi ao delírio com o pequeno gesto carinhoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto estava no meio da apresentação, Lenine expressou sua posição no caso Marielle Franco. A morte da vereadora, que foi executada no último dia 14, tem causado comoção internacional e entre artistas brasileiros. Com o braço direito levantado, o cantor gritou com força “Marielle, presente!” e cantou “a vida dando na cara, não ofereço a face nem sorriso amarelo. Dentro do meu peito uma vontade bigorna”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a <a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/03/20/O-sil%C3%AAncio-de-Anitta.-E-a-posi%C3%A7%C3%A3o-de-artistas-mulheres-no-caso-Marielle">vários artistas que não têm se manifestado ao crime cometido contra Franco</a></span><span style="font-weight: 400;">, é de fundamental importância quando alguém das artes se posiciona em relação a esse tipo de assunto. É certo que nenhum famoso tem a obrigação de opinar sobre problemáticas sociais, mas a arte é poderosa não só para protesto em relação ao presente, como também é eficaz para preservar a memória dos abusos cometidos <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/25/cultura/1393287113_872843.html">ao longo da história</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_9741" aria-describedby="caption-attachment-9741" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9741 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29547651_1700920303326021_1921121585_n.jpg" alt="" width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29547651_1700920303326021_1921121585_n.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29547651_1700920303326021_1921121585_n-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29547651_1700920303326021_1921121585_n-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9741" class="wp-caption-text">O fim do show: ficou o gosto de &#8220;quero mais&#8221; (Foto: Heloísa Manduca)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O show foi extremamente contagiante</span> <span style="font-weight: 400;">e deixou um gostinho de quero mais no público. Às 22:05, Lenine anuncia tristemente que já estava acabando. Matuto como só, ele sabia que isso despertaria o ânimo do público para lhe pedir o famoso “mais um”. Sendo assim, o cantor fingiu que já ia embora, mas logo voltou e disse: “Eu sei que eu vou sair, vocês vão gritar pedindo mais uma música e vou voltar pra cantar pra vocês. Mas eu não fazer cu doce e já vou fazer isso agora. Vamos economizar tempo, né!?”. </span><span style="font-weight: 400;">O público, em polvorosa, cantou e dançou junto ao artista com um de seus maiores sucessos, “Do It” e logo depois, com “Alzira e a torre” e aí, todos saíram satisfeitos do recinto do Sesc. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, foi um prazer assistir Lenine cantando alguns de seus sucessos. O músico esbanjou carisma, interagiu com o público praticamente em todo o espetáculo e mostrou, junto com o excelente trabalho de sua banda, o porquê que é um dos cantores mais aclamados da atualidade. Ninguém ficou parado e nem conseguirá botar defeito em seu ótimo show. </span></p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Dezembro/2017</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jan 2018 21:46:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de tenso, o ano de 2017 encerrou com saldo positivo na sétima arte. Para iniciarmos 2018 com o pé direito, nada mais justo do que prosseguir com o Cineclube Persona no mesmo tom, atento ao que acontece de mais impactante no mainstream e também no underground. Estes foram as alternativas escolhidas para quem não &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-dezembro-2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Dezembro/2017"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9287" aria-describedby="caption-attachment-9287" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/starwars-tommywiseau-theroom-994901-1280x0.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9287" class="wp-caption-text">Luke Skywalker e Johnny, de The Room: uma boa metáfora do que foi 2017</figcaption></figure>
<p>Apesar de tenso, o ano de 2017 encerrou com <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2017/">saldo positivo na sétima arte</a>. Para iniciarmos 2018 com o pé direito, nada mais justo do que prosseguir com o Cineclube Persona no mesmo tom, atento ao que acontece de mais impactante no <em>mainstream</em> e também no <em>underground</em>. Estes foram as alternativas escolhidas para quem não quis passar o fim de ano na praia:</p>
<p><span id="more-9266"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-9301 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-assassinato-assassino.jpg" alt="" width="564" height="317" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-assassinato-assassino.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-assassinato-assassino-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/o-assassinato-assassino-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /></p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/assassinato-no-expresso-do-oriente-critica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Assassinato no Expresso do Oriente</strong></a></p>
<p>A adaptação de <em>Assassinato no expresso do Oriente</em>, célebre romance de Agatha Christie, ao cinema trouxe grandes expectativas para seus leitores e fãs. E boa parte delas foram atendidas. A sequência de acontecimentos do filme é bem fiel ao livro, ressaltando detalhes simbólicos como o horário em que Ratchett (Johnny Depp) é assassinado. Além disso, a construção minuciosa do cenário é algo que chama a atenção do espectador.</p>
<p>Outro fator importante é<a href="https://open.spotify.com/album/6s9Ul1tQZTBQc3yQ6C9s3" target="_blank" rel="noopener"> a trilha sonora</a>, assinada por Patrick Doyle (<i>Thor</i>, <i>Cinderela</i>). Com músicas que variam entre pianos, instrumentos de cordas e metais, bem como sonoridades orientais, as melodias passam a atmosfera de aventura, suspense e tristeza que o filme pretende transmitir de acordo com o seu desenrolar.</p>
<p>Porém, nem tudo é perfeito. Alguns personagens são descaracterizados no longa e a descoberta dos fatos que respondem ao mistério da obra é feita de forma muito rápida, o que pode dificultar o entendimento de quem não leu o livro. Apesar disso, o universo misterioso de Christie foi retratado de maneira eficiente no cinema, graças à boa direção de Kenneth Branagh e também muito bem como o detetive Hercule Poirot. &#8211; <em>Guilherme Hansen</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Assassinato no Expresso do Oriente | Trailer Oficial | Legendado HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1LqXLJEq4sw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9294" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/extra.jpg" alt="" width="571" height="323" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/extra.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/extra-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 571px) 85vw, 571px" /></p>
<p><strong>Extraordinário</strong></p>
<p>Um dos filmes mais aguardados do mês, a história de <em>Extraordinário</em> foi baeada no best-seller de R.J. Palacio (2012) que traz uma discussão morna sobre o bullying sofrido por Auggie Pullman (Jacob Tremblay), um garoto que nasceu com a Síndrome de Teacher Collins, a qual ocasiona uma deficiência facial. Suas cicatrizes após cirurgias são o maior desafio para poder se socializar na escola.</p>
<p>De uma forma geral, o roteiro do longa foi muito fiel ao livro e é leve, extrovertida e consegue manter o público entretido. Porém, algumas falas do personagem principal parecem artificiais: em alguns momentos, fica difícil acreditar que um menino de pouca idade possa se expressar de forma tão elaborada. No entanto, o destaque do filme fica a cargo também do ator mirim. Sua interpretação afetuosa consegue externar muito bem seus sentimentos e atingir diretamente o expectador. — <em>Heloisa Manduca<br />
</em><br />
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/6g80d7igX0k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9299 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-1024x683.jpg" alt="" width="567" height="378" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/lucky-david-lynch-harry-dean-stanton-2017.jpg 1620w" sizes="auto, (max-width: 567px) 85vw, 567px" /></p>
<p><strong>Lucky</strong></p>
<p>Como <a href="http://personaunesp.com.br/tempo-espaco-david-bowie/" target="_blank" rel="noopener"><em>Blackstar</em></a> (2016), canto do cisne de <a href="http://personaunesp.com.br/tag/david-bowie/" target="_blank" rel="noopener">David Bowie</a>, é difícil separar <em>Lucky </em>da persona real de seu protagonista, por mais metafórico que o filme seja. O último filme estrelado pelo lendário Harry Dean Stanton, falecido ano passado, acompanha a rotina pacata de um senhor de 90 anos em uma cidade pequena no interior dos EUA.</p>
<p>O longa-metragem parece ter sido escrito na medida para o ator. As referências internas à sua carreira (incluindo a ótima participação de <a href="http://personaunesp.com.br/tag/david-lynch/" target="_blank" rel="noopener">David Lynch</a>, parceiro profissional e amigo de longa data) se fundem com o peso que a idade avançada impõe em seu corpo, e o resultado é praticamente Stanton interpretando a si mesmo. A aura serena do poeta <a href="http://personaunesp.com.br/adeus-leonard-cohen-poesia-prevaleceu/" target="_blank" rel="noopener">Leonard Cohen, </a>aceitando que estava pronto para partir deste mundo, vem à mente assim como o personagem de Harry Dean no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=63Hvny7pX8g" target="_blank" rel="noopener">clipe de &#8220;Dreaming of You&#8221;</a>, de Bob Dylan, e sua trajetória incerta em terrenos áridos.</p>
<p>Mas <em>Lucky</em> passa longe de um exercício ególatra. Os diálogos espirituosos realçam todas as facetas do personagem homônimo, cujo niilismo ácido não o impede de ser, também, um velhinho bem humorado. A iminência da morte e o peso das memórias são discutidas em um roteiro que preza pela naturalidade, em um dos grandes filmes de 2017 &#8211; bem como das despedidas mais sublimes registradas na arte contemporânea. &#8211; <em>Nilo Vieira</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/oqdr3zrt1Fo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-1024x512.jpg" alt="" width="596" height="298" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/rei.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 596px) 85vw, 596px" /></p>
<p><strong>O Rei do Show</strong></p>
<p>Dirigido pelo novato Michael Gracey, <em>O Rei do Show</em> é uma cinebiografia musical que conta a história de P.T. Barnum (Hugh Jackman), um empreendedor e showman que, em pleno séc. XIX, tenta montar um espetáculo formado por indivíduos excêntricos e alienados pela sociedade.</p>
<p>O filme conta com um elenco de astros, como Zac Efron, Zendaya e Rebecca Ferguson. Além disso, com cenários fantasiosos, coreografias envolventes e músicas emocionantes, a história passa uma mensagem atemporal sobre sonhos e aceitação. Vale à pena reservar um pouco de seu tempo para desfrutar dessa obra. — <em>Pedro Fonseca E. Silva<br />
</em><br />
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/r5R6CVp_JzU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9297" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/The-Square-2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>The Square &#8211; A Arte da Discórdia<br />
</strong></p>
<p>O filme sueco de Ruben Östlund, que levou o cobiçado Palma de Ouro no último festival de Cannes, circulou no Brasil somente em pequenao festivais e  estreará apenas em janeiro por aqui.  Talvez seja mesmo um filme direcionado para o público de mostras de cinema, já que trata da aflição de um grupo específico de estetas: o que é a arte contemporânea hoje?</p>
<p>Östlund cria em seu enredo uma luta na tela que permeiam aspectos bastante interessantes, como a curadoria de museus contemporâneos, a suposta perfeição das sociedades nórdicas e as relações liquidas nos dias de hoje.  Mas nessa sopa crítica, pouco se salva.</p>
<p><em>The Square</em> cai no laço do típico filme europeu esquecível que preza excessivamente pelo seu aspecto crítico, mas é pouco atrativo em sua narrativa. Direto e explícito, Östlund dá carta branca para tocar nas polêmicas que envolvem a arte contemporânea (e quem cuida dela), mas infelizmente não leva em consideração a sutileza de uma narrativa, tornando seu longa seco e pouco atrativo de se ver. — <em>Adriano Arrigo</em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/d8nB0c69VNo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9310 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460-1024x597.jpg" alt="" width="840" height="490" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460-1024x597.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460-300x175.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460-768x448.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/8435b711778d2f0ca042a4252b1f9460.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Star Wars: Os Últimos Jedi</strong></p>
<p><em>Os Últimos Jedi</em> entrega justamente o que <em>O Despertar da Força</em> ficou devendo em 2015: a experiência cinematográfica &#8211; no sentido físico, grupal &#8211; que marcou <em>Star Wars</em> como a maior franquia de filmes. Como escreveu o crítico <a href="https://www.newyorker.com/culture/richard-brody/star-wars-the-last-jedi-reviewed" target="_blank" rel="noopener">Richard Brody</a>, da New Yorker, a obra é milimetricamente calculada para que fiquemos tais quais ratos de laboratório no cinema, reagindo coletivamente à montanha russa de emoções.</p>
<p>Embora o crítico norte-americano avalie nossa condição de experimentos como algo negativo, existe algo de singular e até bonito quando um filme consegue esses feitos. Enquanto o episódio 7 foi, para mim, sonolento por ser praticamente uma reimaginação de <em>Uma Nova Esperança</em> (1977), o episódio 8 me proporcionou em diversos momentos uma empolgação infantil. <em>Os Últimos Jedi</em> trouxe mudanças no cânone da série que não agradaram muitos fãs, porém o mais relevante está lá: as pessoas, seja de 8, 20 ou 50 anos de idade, novamente se importam com guerreiros(as) <em>Jedi</em>, naves e o eterno conflito entre bem e mal. <em>-Lucas Marques</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Star Wars: The Last Jedi Trailer (Official)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Q0CbN8sfihY?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>As melhores séries de 2017</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Dec 2017 20:31:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até mesmo depois de ampliarmos as listas de final de ano para 10 itens e deixar a cargo de cada participante escrever sobre o seu destaque pessoal, a lista de séries surpreendeu pela variedade: apenas uma obra permaneceu da lista de 2016. Muita coisa boa ficou de fora, inclusive a animação que ilustra o post &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As melhores séries de 2017"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9181" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/persona-melhore-series.gif" alt="" width="890" height="501" /></p>
<p>Até mesmo depois de ampliarmos as listas de final de ano para 10 itens e deixar a cargo de cada participante escrever sobre o seu destaque pessoal, a lista de séries surpreendeu pela variedade: apenas uma obra permaneceu da<a href="http://personaunesp.com.br/melhores-series-2016/" target="_blank" rel="noopener"> lista de 2016</a>.</p>
<p>Muita coisa boa<a href="http://personaunesp.com.br/mindhunter-critica/" target="_blank" rel="noopener"> ficou de fora</a>, inclusive a animação que ilustra o post (<a href="https://www.reddit.com/r/Copicola/comments/7101x1/voc%C3%AA_precisa_ter_um_qi_muito_alto_para_entender/" target="_blank" rel="noopener">e que proporcionou um dos melhores memes do ano</a>). Mas nossas escolhas refletem um ano cheio de produções promissoras, ótimas temporadas de séries antigas e fortes traços autorais.</p>
<p><span id="more-9090"></span></p>
<hr />
<h3><strong>American Gods</strong> (1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9236" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Imagine os Estados Unidos da América sendo preenchid0 em sua construção identitária por imigrantes. Foram milhões que, a muito trabalho e sangue, fizeram o país ser o que é: uma terra de retalhos étnicos, culturais e religiosos. Imagine todas essas fatias trazendo consigo seus próprios mitos passados por gerações e gerações, alimentados pela fé de seus sucessores. Agora, finalmente, imagine isso encerrado no século XXI, destruído invisivelmente pelo Tinder, iPhone e a ascensão da Internet.</p>
<p>Se você não consegue estabelecer as relações, a primeira temporada de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-american-gods/"><i>American Gods</i></a> foi feita para ligar esses pontos. Baseado no livro de Neil Gaiman, o absurdo da série está em sua capacidade de colocar em camadas o colapso da construção  da identidade americana. Criativa e visualmente atrativa, sua primeira temporada não é só um estudo da queda da fé nos deuses que fizeram os Estados Unidos grande, mas também um retrato do que é feit0 o país que, atualmente, boia na mão dos mimados <em>millennials</em> e daqueles que ignoram seu passado e querem fazê-lo <i>great again</i>. &#8211; <strong>Adriano Arrigo</strong></p>
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<h3><strong>Big Little Lies</strong> (1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9233" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Um assassinato. Cinco mulheres. Uma cidade no interior da Califórnia. <em>Big Little Lies</em>, minissérie da HBO, contraria o recente histórico da emissora em produções megalomaníacas com histórias de época e repleta de efeitos visuais e nos entrega dramas familiares, passados nebulosos e traumas vividos na pequena cidade de Monterey. Para o projeto, a HBO montou um elenco de peso com nomes como Nicole Kidman, Alexander Skarsgård, Laura Dern, além de Shailene Woodley e Reese Witherspoon.</p>
<p>Inspirada em um livro de Liane Moriarty, a minissérie de David Kelley, que termina em 2018, toca em temas provocantes vividos pelas famílias de Monterey. Ao longo de 7 episódios, o espectador encontra-se submerso em um enredo cheio de tensão que torna claro o grande trunfo da produção nesse ano. A obra é eficaz em criar uma atmosfera de suspense que prende a audiência à tela pela natureza de seus assuntos &#8211; que vão de intrigas entre famílias à violência doméstica e estupro &#8211; e pela sensibilidade que adota ao tratá-los.</p>
<p><em>Big Little Lies</em> dá voz às vítimas para expor seus traumas, mas também dá força para combaterem a situação em que se encontram. A receita não poderia ter dado mais certo e é um respiro no ambiente tóxico de Hollywood: a série foi a grande agraciada do Emmy 2017, levando 8 estatuetas para casa. Entre elas, a de melhor minissérie do ano. &#8211; <strong>Matheus Rodrigo</strong></p>
<hr />
<h3><strong>The Deuce </strong>(1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9234" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores.jpeg" alt="" width="780" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores.jpeg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" />Só quem assistiu a <em>The Wire</em> (HBO, 2002-2008), série criada e roteirizada por David Simon, entende a comoção que se deu pelo anúncio de sua nova empreitada na TV, <em>The Deuce</em>. A esperança era de que o minucioso estudo em forma de ficção que foi <em>The Wire</em> para a temática do tráfico de drogas fosse também aplicado à premissa da nova produção: o início da indústria pornográfica em Nova York na década de 1970.</p>
<p>Felizmente, David Simon não abandonou o viés sociológico e na primeira temporada de <em>The Deuce</em> apresentou um sistema rico de personagens e setores da sociedade. A série demora para adentrar na temática da pornografia, só para mostrar como prostitutas, cafetões, policiais, a máfia, intelectuais e outros atores sociais se relacionavam e criaram condições para a comercialização do sexo. Mas ao contrário do começo vagaroso de <em>The Wire</em>, a nova série de Simon tem uma atração pelo espetáculo, visto que é estrelado e produzido por Maggie Gyllenhaal e James Franco. &#8211; <strong>Lucas Marques</strong></p>
<hr />
<h3><strong>The Handmaid&#8217;s Tale</strong> (1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-1024x512.jpeg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-1200x600.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Com a posse de Donald Trump e o caos político generalizado, as distopias artísticas ganharam força novamente. Clássicos tiveram <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/26/cultura/1485423697_413624.html" target="_blank" rel="noopener">números expressivos de venda</a>, obras novas logo entraram nos<em> trending topics</em>. <em>The Handmaid&#8217;s Tale</em> pode ser considerado o melhor de dois mundos neste cenário: a série, transmitida pela Hulu em 2017, é baseada no livro homônimo lançado por Margaret Atwood em 1985.</p>
<p>Os dez episódios da primeira temporada introduzem um futuro misógino, onde a violência simbólica se concretiza de modo assustador. O fanatismo religioso comanda os Estados Unidos, e as mulheres férteis só cumprem a função de perpetuar a raça humana &#8211; <em>bela, recatada e do lar</em>. Nesse cenário, debates sobre prostituição, estupro, mutilação genital, tráfico de crianças, escravidão e espionagem são dispostos em narrativa feminista pungente. O espectador não é poupado da brutalidade, seja explicitamente gráfica ou sutil (os planos fechados são constantes, e tão sufocantes quanto no clássico <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QK25W23Hjj8" target="_blank" rel="noopener">A Paixão de Joana D&#8217;Arc</a></em>).</p>
<p>Com atuações fortíssimas, <em>mise-en-scène</em> e fotografia matadoras, <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/18/cultura/1505694271_781358.html" target="_blank" rel="noopener">as premiações no Emmy </a>são mais que justificadas. Que a segunda temporada seja ainda melhor, <a href="https://scontent.cdninstagram.com/t/s640x640/16228564_1293822860663896_5881122950618284032_n.jpg" target="_blank" rel="noopener">mas permaneça ficção</a>. Pesada e necessária, <em>The Handmaid&#8217;s Tale</em> é pauta obrigatória nas conversas sobre grandes séries no ano. &#8211;<strong> Nilo Vieira</strong></p>
<hr />
<h3><strong>House of Cards</strong> (5ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9228" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-1024x538.jpg" alt="" width="840" height="441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Uma corrida contra o tempo pela presidência dos Estados Unidos. Esse é o ponto principal da quinta temporada de <em>House of Cards</em>. O casal Underwood (Kevin Spacey e Robin Wright) está disposto a ir ainda mais longe em busca dos seus objetivos, doa a quem doer. Contra eles, está o governador e típico pai de família, Will Conway (Joel Kinnaman) que sentirá na pele o efeito dos Underwoods.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/critica-house-of-cards-quinta-temporada/" target="_blank" rel="noopener">A nova temporada</a> marcou o ano por trazer manobras políticas tão semelhantes com as que os Estados Unidos viveu com as eleições de Donald Trump e o Brasil com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Talvez a realidade tenha sido uma inspiração para os roteiristas da série. Ou, então, apenas uma mera coincidência.</p>
<p>Ainda neste final de ano, as denúncias de assédio sexual por Kevin Spacey abalaram não só os fãs de <em>House of Cards</em>, mas o roteiro de sua última temporada. Sem Spacey na série, 2018 é o ano das expectativas para o desfecho desse castelo de cartas.- <strong>Heloísa Manduca</strong></p>
<hr />
<h3><strong>How to Get Away with Murder</strong> (4ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9229" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-1024x684.jpg" alt="" width="840" height="561" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-300x201.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-1200x802.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>A quarta temporada de <em>How to Get Away with Murder</em>, como já é de praxe, começa com o gancho encerrado na terceira temporada (no caso, revelando quem foi o(a) mandante do incêndio que matou Wes). No entanto, a série toma novos rumos quando Annalise Keating resolve desfazer seu vínculo empregatício com seus outros quatro alunos. E nisso está a graça da nova temporada.</p>
<p>Ao mostrar a tentativa de independência de Connor, Laurel, Michaela e Asher da mentora, a série acerta em tramas que discutem, entre outras coisas, machismo e dependência química. Porém, ao tentarem ser livres de Annalise, seus ex-alunos descobrem que não conseguem se desligar de sua mestra. O mistério da temporada, que será tradicionalmente revelado no episódio 9, como sempre é instigante e conta com sequências fortes, já que Annalise tenta salvar o bebê (provavelmente) morto de Laurel. Para quem não assistiu a temporada até então, dá tempo de fazer uma maratona. Quem já viu, só resta esperar o próximo dia 18, data de exibição do próximo episódio. &#8211; <strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<hr />
<h3><strong>The Leftovers</strong> (3ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9230" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores.png" alt="" width="825" height="464" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores.png 825w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>O terceiro e último ano de <em>The Leftovers</em> trazia muita apreensão sobre que fim teriam os mistérios da série roteirizada por Damon Lindelof, responsável por <em>Lost</em>. Os fãs foram recompensados com uma temporada que não só responde os questionamentos deixados nas anteriores, mas transcende o <em>plot</em> inicial da “partida repentina” com outros mistérios ao longo de sua extensão reduzida, contando com apenas 8 episódios (diferente dos 10 habituais).</p>
<p>A série, que é uma das melhores e menos conhecidas da HBO, traz ao longo de suas três temporadas uma pesada carga dramática e, ao mesmo tempo, a leveza dos momentos de esperança em meio ao caos da realidade vivenciada pelas personagens. O que nos leva a admirar o elenco talentoso, que consegue passar a complexidade de suas emoções e o peso de suas decisões, se tornando sem dúvida um dos pontos mais fortes da produção. Você sofre, fica confuso e respira aliviado com cada um dos personagens. <em>The Leftovers</em> recebeu um final tão bom quanto foram suas duas outras temporadas e merece ser considerada uma das melhores séries do ano. &#8211; <strong>Gabriel Regis Soldeira</strong></p>
<hr />
<h3><strong>Nathan for You </strong>(4ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9231" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nathan-for-you-finding.jpg" alt="" width="768" height="430" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nathan-for-you-finding.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nathan-for-you-finding-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>Na quarta temporada do<em> reality</em> de comédia, as ideias de Nathan Fielder para ajudar negócios em crise foram ainda mais absurdas e complexas, indo de um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1_iZBmkQ0fg" target="_blank" rel="noopener">traje térmico especial</a> feito para vender comida dentro de estádios à uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=n6BNE62xGqE" target="_blank" rel="noopener">banda criada especificamente</a> para popularizar o detector de fumaça como instrumento musical, de forma a baixar os impostos, em uma paródia das próprias lógicas do capitalismo.</p>
<p>O toque inesperado de genialidade veio no último episodio, &#8220;Finding Frances&#8221;, lançado como um especial de duas horas. No <em>gran finale</em>, seguimos um sósia de Bill Gates (ou seria um sósia de um sósia?) na sua busca para reencontrar um amor perdido de seis décadas atrás. São nos momentos mais humanos e sinceros que a série atinge seu auge, e &#8220;Finding Frances&#8221; é permeado pelo sentimento de solidão de todos os personagens e o constrangimento que o acompanha, que chega a níveis brutais com o relacionamento de Nathan com uma acompanhante paga e as descobertas sobre o passado de Bill, muito diferente do relatado pelo próprio.</p>
<p>Com um questionamento de realidade, &#8220;realidade&#8221; e ficção que não fica atrás de obras-primas como <em>Close-Up</em>, e o apoio de mestres do ofício como Errol Morris (<em>Thin Blue Lines</em>, <em>Fog of War</em>), <a href="https://www.newyorker.com/culture/culture-desk/the-nathan-for-you-finale-my-new-favorite-love-story" target="_blank" rel="noopener">que escreveu para a New Yorker relatando o porquê do episódio ser sua nova história de amor favorita</a>, &#8220;Finding Frances&#8221; não é só o melhor da TV, mas também do documentário e talvez até do cinema nesse ano que passou. &#8211; <strong>Matheus &#8220;Copa&#8221; Fernandes</strong></p>
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<h3><strong>Stranger Things 2</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-9232 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-2-e1514493281100.jpg" alt="" width="800" height="450" /></p>
<p>Após o sucesso da <a href="http://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/" target="_blank" rel="noopener">primeira temporada</a>, os novos episódios de <em>Stranger Things</em> corresponderam às expectativas dos fãs. A segunda parte da série de suspense dirigida pelos irmãos Matt e Ross Duffner manteve as características da produção anterior e se aproveitou de fragmentos da primeira temporada para voltar às aventuras no mundo invertido. Mas o grande feito de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-stranger-things-2/" target="_blank" rel="noopener"><em>Stranger Things 2</em></a> reside no desenvolvimento de personagens.</p>
<p>A jovem superpoderosa Eleven e o policial Jim Hopper são esmiuçados ao espectador, enquanto o núcleo adolescente composto por Nancy Wheeler e Steve Harrington evolui de forma adequada. Os quatro amigos, Mike , Lucas, Dustin e Will, também mostram profundidade revelando caráteres contraditórios. Destaque para Will, que agora se integra ao protagonismo da série com uma atuação impressionante de Noah Schnapp. &#8211; <strong>Victor Pinheiro</strong></p>
<hr />
<h3><strong>Twin Peaks</strong> (3ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9235" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores.jpg 1136w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Depois de 25 anos de perguntas sem respostas, a dupla dinâmica Frost-Lynch volta com autonomia total para o universo de <a href="http://personaunesp.com.br/raf-simons-aw-16-nightmares-dreams/" target="_blank" rel="noopener"><em>Twin Peaks</em></a>. Apesar do afeto pelo inexplicável, poucos fãs previram a mistura de sensações que os 18 episódios trouxeram. A cidade de Twin Peaks, por exemplo, não é mais o antro de perfeição que se desfaz com a revelação dos segredos das temporadas anteriores. A completa atmosfera da cidadezinha está desregulada: crimes em todo lugar, personagens importantes deixados de lado, franquias invadindo os restaurantes locais etc.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/twin-peaks/" target="_blank" rel="noopener">A primeira</a> e segunda temporadas – assim como <a href="http://personaunesp.com.br/critica-ultimos-dias-de-laura-palmer/" target="_blank" rel="noopener">o filme</a> -, focavam em um caso específico: a investigação da morte de Laura Palmer, que levou a descoberta de um outro mundo com espíritos do “bem” e do “mal”, com <em>doppelgangers</em> e creme de milho; assim como a perda de um dos personagens mais invencíveis no processo.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/twin-peaks-2017-critica/" target="_blank" rel="noopener">Na terceira</a>, a prisão desse personagem é usada como premissa, enquanto o universo criado pela dupla se torna muito maior. Ao final do episódio 18, a mitologia se expande para além do controle dos artistas e o seu desfecho repentino acontece como a única solução possível. Faz todo o sentido perceber vários elementos dos <a href="http://personaunesp.com.br/critica-eraserhead-david-lynch/" target="_blank" rel="noopener">filmes surrealistas</a> de <a href="http://personaunesp.com.br/loveless-mulholland-drive/" target="_blank" rel="noopener">David Lynch</a>, já que grande parte dos episódios parece ser o mais puro vislumbre da criatividade do diretor. Diferente de qualquer série ou filme, a última temporada de Twin Peaks inverte o <em>fan service</em> e dá curtos alívios somente para destruir o conceito de zona de conforto. Nostalgia não existe na nova Twin Peaks e a arte flui livre. &#8211; <strong>Gabriel Rodrigues de Mello</strong></p>
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		<title>Feito na América: um episódio de Narcos lançado no cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Sep 2017 23:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Heloísa Manduca]]></category>
		<category><![CDATA[Narcos]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Heloísa Manduca Na última quinta-feira, dia 14, foi lançado nos cinemas brasileiros o filme Feito na América, longa dirigido por Doug Liman (“No Limite do Amanhã”, 2014). O destaque imediato do filme é ter o galã Tom Cruise no elenco novamente. Desta vez, ele aparece de uma forma mais descontraída e engraçada, que fazem sua &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/feito-na-america-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Feito na América: um episódio de Narcos lançado no cinema"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8865 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/feitonaamerica_5.jpg" alt="" width="640" height="406" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/feitonaamerica_5.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/feitonaamerica_5-300x190.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>Heloísa Manduca</strong></p>
<p>Na última quinta-feira, dia 14, foi lançado nos cinemas brasileiros o filme <i>Feito na América</i>, longa dirigido por Doug Liman (“No Limite do Amanhã”, 2014). O destaque imediato do filme é ter o galã Tom Cruise no elenco novamente. Desta vez, ele aparece de uma forma mais descontraída e engraçada, que fazem sua atuação ser longe de ser problemática &#8211; ao contrário do enredo proposto pelo filme.</p>
<p><span id="more-8550"></span></p>
<p><i>Feito na América </i>é uma adaptação baseada na história real de Barry Seal, porém mais parece uma extensão da série <i>Narcos</i>, que possui uma originalidade e identidade próprias.</p>
<p>O contexto é a década de 1970 e 1980, auge da Guerra Fria no Caribe e a explosão do narcotráfico. Barry Seal (Tom Cruise), um piloto da companhia aérea TWA abandona seu trabalho para poder servir ao mesmo tempo à CIA e ao cartel de Medellín, comandado por Pablo Escobar.</p>
<figure style="width: 542px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://bloximages.newyork1.vip.townnews.com/theadvocate.com/content/tncms/assets/v3/editorial/f/41/f4154fae-4c86-11e7-82ec-a728de5a69f1/5939b04ae3cf5.image.jpg" alt="https://bloximages.newyork1.vip.townnews.com/theadvocate.com/content/tncms/assets/v3/editorial/f/41/f4154fae-4c86-11e7-82ec-a728de5a69f1/5939b04ae3cf5.image.jpg" width="542" height="334" /><figcaption class="wp-caption-text">O verdadeiro Barry Seal  (Crédito: The Advocade)</figcaption></figure>
<p>Sua tarefa é basicamente fazer o transporte de cocaína, armas e pacotes ‘misteriosos’ em troca de uma generosa recompensa em dinheiro vivo. Conforme a história se desenrola, mais o cartel cresce e maior fica a demanda pelos serviços de Barry. Consequentemente, a fortuna começa a aumentar e sua vida e a de sua família correm perigo.</p>
<p>Com esse enredo, é fácil traçar os paralelos entre o filme e a série <i>Narcos</i>. O filme traz um olhar diferente do narcotráfico colombiano. Nele, é possível acompanhar mais de perto como eram feitas as distribuições das drogas pela via aérea. Além de Barry, outros três pilotos eram responsáveis por essa missão, vertente esta que não é mostrado na série latino-americana.</p>
<p>Em segundo ponto, é possível perceber uma edição extremamente semelhante. Há um narrador no fundo do filme para poder situar o telespectador tanto na história quanto na passagem do tempo. Trechos verídicos de vídeos são inseridos.</p>
<p>Pronunciamento de presidentes, cenas do cartel e do transporte são alguns exemplos. A trilha sonora é mesclada com músicas latinas que também trazem à tona todo o gingado dos episódios do seriado. Até parece que a equipe de edição foi a mesma para ambos os trabalhos.</p>
<figure style="width: 521px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://media.giphy.com/media/uGNaWpIB6b3W0/giphy.gif" alt="p" width="521" height="293" /><figcaption class="wp-caption-text">Pablo chamando pro racha</figcaption></figure>
<p>Como se não bastasse, ainda é possível comparar a história de Barry com a do personagem Jorge Salcedo, interpretado por Matias Varela. Salcedo viveu como chefe de segurança do cartel de Cali e foi retratado na <a href="http://personaunesp.com.br/critica-narcos-terceira-temporada/">terceira temporada de Narcos</a>.</p>
<p>Pode parecer loucura, porém tanto Barry quanto Salcedo eram responsáveis por diferentes partes da segurança dos cartéis. Seal pilotava o avião e assegurava que a carga chegasse até os destinatários. Jorge dirigia carros e precisava despistar qualquer ameaça que fosse oferecido para os chefes do Cali.</p>
<figure id="attachment_8552" aria-describedby="caption-attachment-8552" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-8552" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Salcedo.jpg" alt="" width="563" height="323" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Salcedo.jpg 924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Salcedo-300x172.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Salcedo-768x441.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 563px) 85vw, 563px" /><figcaption id="caption-attachment-8552" class="wp-caption-text">Salcedo, o chefe de Segurança.</figcaption></figure>
<p>Ambos tinham família, esposa e filhos, e estavam dispostos a fazerem mudanças de cidades e casas para poderem despistar qualquer risco de morte. Por fim, eles tiveram ligação com a Agência Antidrogas Norte-americana (DEA), combinando planos para poderem agir contra os cartéis. Essas semelhanças fazem <i>Feito na América </i>não ter um <em>gran finale</em> e torna natural que o espectador presuma e acerte o que irá acontecer.</p>
<p>Em geral, os amantes de<i> Narcos</i> podem matar um pouco da saudade assistindo a <i>Feito na América</i>. Apesar de não haver grandes novidades na história, o longa oferece cerca de duas horas de ótima produção. Traz cenas agitadas e não deixa o espectador perder o ritmo ou ficar entediado na poltrona.</p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Agosto/2017</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 20:03:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema Brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta é a primeira postagem do Cineclube Persona! Trata-se de uma seleção mensal dos filmes que foram lançados no Brasil no último mês. Porém, diferente da nossa seleção mensal de discos, o Cineclube Persona busca encontrar produções relevantes, mas que não necessariamente agradaram nossos colaboradores. Para começar, temosas adaptações de Death Note e Valerian para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-agosto2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Agosto/2017"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a primeira postagem do Cineclube Persona<strong>!</strong> Trata-se de uma seleção mensal dos filmes que foram lançados no Brasil no último mês. Porém, diferente da nossa <a href="http://personaunesp.com.br/tag/melhores-discos/">seleção mensal de discos</a>, o Cineclube Persona busca encontrar produções relevantes, mas que não necessariamente agradaram nossos colaboradores.</p>
<p>Para começar, temosas adaptações de <em>Death Note e Valerian </em>para o cinema, a refilmagem do clássico <em>O Estranho que Nós Amávamos</em> e a presença do cinema brasileiro com <em>João, o Maestro </em>e <em>O Filme da Minha Vida</em>.</p>
<p>Confira abaixo nossa seleção.</p>
<h3><span id="more-8448"></span>Death Note</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://metrouk2.files.wordpress.com/2017/03/netflix-death-note.png" alt="https://metrouk2.files.wordpress.com/2017/03/netflix-death-note.png" width="570" height="323" /></p>
<p>Devido ao sucesso mundial, a adaptação da Netflix do mangá/anime <em>Death Note</em> era uma das mais esperadas para esse ano. Na obra original publicada no Japão entre 2003 e 2006, há um forte embate psicológico entre um detetive e um adolescente portador de um caderno capaz de sentenciar a morte das pessoas.</p>
<p>No entanto, a plataforma de streaming substituiu essa premissa por um romance adolescente com pitadas de investigação policial. É impossível não lembrar da franquia <em>Premonição</em> ao ver as mortes e não rir com a atuação de Natt Wolff ao interpretar Ligh Turner (Kira no original).</p>
<p>Desenvolvimento rápido e sem explicação, personagens mal construídos, dilemas jogados sem discussão &#8211; mas com um bom estilo visual &#8211; fazem de <em>Death Note</em> um filme mediano de uma obra que tinha tudo para ser um ótimo thriller psicológico.</p>
<p><em><strong>por Egberto Santana Nunes</strong></em><br />
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/qkw_l9RXOPU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<h3> João, O Maestro</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/JOHNNY-THE-MAESTRO-LUSA.jpg" alt="" width="640" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/JOHNNY-THE-MAESTRO-LUSA.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/JOHNNY-THE-MAESTRO-LUSA-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>O protagonista? Um dos músicos mais aclamados do país, cuja última empreitada é um projeto que leva música clássica até crianças carentes. A produção? Com o dedo da emissora Globo, cuja (má) fama dispensa comentários. Uma premissa nada empolgante.</p>
<p>Felizmente, a cinebiografia de João Carlos Martins não se mantém na zona de conforto. O talento e a garra do pianista prodígio são exaltados, assim como sua personalidade boêmia e radical &#8211; &#8220;futebol, sexo e Bach&#8221; seria um subtítulo cabível aqui. Apesar do final decepcionante, o roteiro preza pela precisão, e o longa serve tanto como belo tributo quanto para apresentar a trajetória de Martins a novas gerações.</p>
<p>A aura erudita de João pode inspirar paralelos com o clássico <em>Amadeus</em> (1984), mas a comparação com <em>Whiplash</em> (2013) parece mais cabível: dois filmes sobre a paixão obsessiva de músicos por sua arte. Neste caso, <em>João, O Maestro </em>ganha de lavada ao mostrar que a virtuosidade de um instrumentista tem raízes e relações muito complexas, e estas não se limitam a ambientes como o palco e salas de ensaio. Nem só de glórias vivem os gênios, afinal.</p>
<p><em><strong>por Nilo Vieira</strong></em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/ae0g4SL8Zrs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<h3>O Estranho que Nós Amamos</h3>
<div id="irc_mimg"><a id="irc_mil" href="https://encrypted.google.com/url?sa=i&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=images&amp;cd=&amp;ved=0ahUKEwj72M-riozWAhVV0mMKHVBbC7YQjRwIBw&amp;url=http%3A%2F%2Fmulhernocinema.com%2Fvideos%2Fveja-o-novo-trailer-de-o-estranho-que-nos-amavamos-filme-de-sofia-coppola%2F&amp;psig=AFQjCNElkdYFn6jKBpTIjqdquWLxHwZLzg&amp;ust=1504633378412366" data-ved="0ahUKEwj72M-riozWAhVV0mMKHVBbC7YQjRwIBw" data-cthref="/url?sa=i&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=images&amp;cd=&amp;ved=0ahUKEwj72M-riozWAhVV0mMKHVBbC7YQjRwIBw&amp;url=http%3A%2F%2Fmulhernocinema.com%2Fvideos%2Fveja-o-novo-trailer-de-o-estranho-que-nos-amavamos-filme-de-sofia-coppola%2F&amp;psig=AFQjCNElkdYFn6jKBpTIjqdquWLxHwZLzg&amp;ust=1504633378412366"><img loading="lazy" decoding="async" id="irc_mi" class="" src="http://i1.wp.com/mulhernocinema.com/wp-content/uploads/2017/04/begu.jpg?resize=1000%2C509" alt="Imagem relacionada" width="594" height="302" /></a></div>
<div></div>
<p><span id="cch_f3d10f0fca41e9" class="_mh6 _wsc"><span class="_3oh- _58nk">A chegada de um combatente da guerra civil Norte-americana em uma escola sulista de garotas, ambiente tão reprimido quanto os subúrbios de <em>As Virgens Suicidas </em>(1999), destrói o equilíbrio local. Ao mesmo tempo que um homem jovem apresenta perigo brutal a própria integridade das habitantes, o jogo de poder se equilibra pelo fato do soldado estar ferido e sob a constante ameaça de ser entregue às tropas inimigas. </span></span></p>
<p><span id="cch_f3d10f0fca41e9" class="_mh6 _wsc"><span class="_3oh- _58nk">O soldado, interpretado pelo galã moderno Colin Farrell, no papel originalmente do rústico Clint Eastwood, começa a despertar a atenção romântica das mulheres da casa. Essa alteração nas dinâmicas internas causa uma escalada sutil e constante da tensão, em todos seus sentidos, sustentada pelas ótimas personagens de Elle Fanning, Nicole Kidman e Kirsten Dunst, colaboradora recorrente de Coppola. </span></span></p>
<p><span id="cch_f3d10f0fca41e9" class="_mh6 _wsc"><span class="_3oh- _58nk">Em comparação com a versão de Don Siegel, diretor de <em>Dirty Harry </em>(1971), o filme abandona o tom visceral e temas importantes como a escravidão, em favor do ponto de vista feminino. O sensível balanço entre romance, comédia e terror atmosférico, combinado com a estética etérea e atemporal da diretora fazem da releitura uma obra bem sucedida, digna do prêmio de direção em Cannes.</span></span></p>
<p><em><strong>por Matheus Fernandes</strong></em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/2gZvq43GgKE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<h3>O Filme Da Minha Vida</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/o-filme-da-minha-vida-critica-1024x512.jpg" alt="" width="576" height="288" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/o-filme-da-minha-vida-critica-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/o-filme-da-minha-vida-critica-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/o-filme-da-minha-vida-critica-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/o-filme-da-minha-vida-critica.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 576px) 85vw, 576px" /></p>
<p class="western">Após o sucesso de <i>O Palhaço</i> (2011), o terceiro filme de Selton Mello como diretor precisava surpreender. <em>O filme da Minha Vida</em> chegou aos cinemas no mês de agosto repleto de contrapontos representados pelos personagens Tony (Johnny Massaro) e Paco (Selton Mello). Os protagonistas dão fôlego aos pulmões líricos da obra cinematográfica, que caminha entre fantasia e brutalidade, sonhos e realidade.</p>
<p class="western">Boa parte da sensibilidade encontrada em <em>O filme da Minha Vida</em> fica por conta do experiente cineasta Walter Carvalho, que assina a fotografia do longa. O lirismo é intensificado pelas escolhas de luz e efeitos de Carvalho, que oscila entre a nostalgia do sépia e a fantasia das cores intensas.</p>
<p class="western">Com pouco espaço nas salas de cinema do país, talvez seja difícil assistir ao filme que não surpreende, mas é um grande representante para o cinema nacional. Os questionamentos e contrapontos trazidos por Selton Mello revisitam os outros dois filmes do diretor e apresentam um cineasta maduro, ainda que com medo de abrir mão do protagonismo e seguir somente atrás das telas.</p>
<p><strong><em>por Maria Gabriela Zanotti</em></strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/TDVegL5nfYs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<h3>Valerian e a Cidade dos Mil Planetas</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://themoviemylife.files.wordpress.com/2016/11/valerian-and-the-city-of-a-thousand-planets-2017-dane-dehaan.png?w=474" alt="https://themoviemylife.files.wordpress.com/2016/11/valerian-and-the-city-of-a-thousand-planets-2017-dane-dehaan.png?w=474" width="574" height="327" /></p>
<p>Se você leu a sinopse de <em>Valerian</em> e está super empolgado para assistir, vá com calma. O novo longa do diretor Luc Besson mais parece uma releitura de <em>Pequenos Espiões</em> (2001) misturado com os ET’s de <em>Avatar</em> (2009).</p>
<p>Não há nada de novo no longa. Um casal de jovens apaixonados que saem para lutar em uma missão extraterrestre. Apesar do clichê, é possível destacar pontos positivos. A produção e os efeitos especiais são de tirar o fôlego. Muita cor, movimento e uma boa realidade virtual.</p>
<p>No entanto, esteja bem preparado para não ser vencido pelo cansaço. São mais de duas longas horas de filme em uma história que parece não ter fim.</p>
<p><em><strong>por Heloísa Manduca</strong></em></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/BtSjVcAN8Qo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>House of Cards: &#8220;Nós criamos o terror!&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jun 2017 21:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Hansen]]></category>
		<category><![CDATA[Heloísa Manduca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na nova temporada, o casal Underwood vai ainda mais longe na busca pelo poder em trama recheada de paralelos com a política nacional e internacional. Guilherme Hansen e Heloísa Manduca Atenção! Daqui a duas semanas haverão novas eleições para a presidência dos Estados Unidos. De um lado, está o articuloso atual presidente Francis Underwood (Kevin &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-house-of-cards-quinta-temporada/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "House of Cards: &#8220;Nós criamos o terror!&#8221;"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/frank-underwood.jpg" alt="frank underwood house of cards temer" width="800" height="482" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/frank-underwood.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/frank-underwood-300x181.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/frank-underwood-768x463.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><i>Na nova temporada, o casal Underwood vai ainda mais longe na busca pelo poder em trama recheada de paralelos com a política nacional e internacional.</i></p>
<p><strong>Guilherme Hansen e Heloísa Manduca</strong></p>
<p>Atenção! Daqui a duas semanas haverão novas eleições para a presidência dos Estados Unidos. De um lado, está o articuloso atual presidente Francis Underwood (Kevin Spacey). Do outro, o governador de Nova York e típico pai de família americana, Will Conway (Joel Kinnaman). Jovem, carismático, tem experiência militar e está em busca do poder máximo. E aí, já escolheu para quem vai seu voto?<span id="more-8048"></span></p>
<p>No último 30 de maio, a Netflix liberou a quinta temporada da série<i> House of Cards</i>. A data escolhida é incomum para a plataforma que costuma liberar novos episódios sempre às sextas-feiras. O motivo foi em homenagem às eleições presidenciais americanas, que ocorrem às terças.</p>
<p>A produção é famosa por expor os bastidores da política americana, articulações de líderes do estado com outros países e relações de interesses pessoais que envolvem vingança, assassinatos, aliança junto à imprensa e o cuidado em manter a boa imagem perante a população. O roteiro é ficcional, mas a retratação da realidade está mais que explícita. Em alguns pontos é possível comparar até com a situação atual política brasileira.</p>
<p>O primeiro ponto em comum é a maneira como Frank chegou à presidência. Antes, apenas um vice-presidente, e que depois acaba ascendendo através de habilidades ardilosas. Assim, como no caso de Temer, Frank era mais experiente em tramas políticas do que seu superior.</p>
<figure id="attachment_8052" aria-describedby="caption-attachment-8052" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8052" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/hoc.jpg" alt="Tweet realizado pela página de HOC, após escândalo com o presidente Michel Temer e JBS." width="750" height="408" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/hoc.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/hoc-300x163.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8052" class="wp-caption-text">Tweet realizado pela página de HOC, após escândalo com o presidente Michel Temer e JBS.</figcaption></figure>
<p>Antes de iniciar a análise da nova saga, é necessário se localizar no tempo e nos fatos que já aconteceram nesta história. Por isso, um pequeno <em>recap</em>: na temporada antecessor, o casal Claire (Robin Wright) e Frank marcaram o papel de casamento tipicamente em crise. Enquanto ele está ocupado continuando sua campanha para renovar o mandato na presidência, ela está no Texas, planejando concorrer ao Congresso e com sua mãe à beira da morte. A pressão aumenta quando ela diz que anunciará o divórcio em público caso o marido não a aceite como vice.</p>
<p>O obcecado jornalista Lucas Goodwin (Sebastian Arcelus) mantém a ideia de que Francis matou Zoe Barnes (Kate Mara), e está disposto a buscar verdades. Em um comício, Lucas tenta atirar no seu inimigo, mas a bala acerta o guarda-costas e motorista Edward Meechum (Nathan Darrow). No meio da confusão com os seguranças, Lucas morre e Frank fica gravemente ferido. A fatalidade faz com que o casal faça as pazes e Frank consiga o apoio do partido para a candidatura de Claire.</p>
<p>A temporada termina com Francis negociando com os sequestradores terroristas domésticos filiados ao OCI  (Organização do Califado Islâmico &#8211; Organização terrorista fictícia) pela vida de uma família americana. Em resumo, a mãe e os filhos são liberados, mas a negociação com o terrorista Yusuf Al Ahmadi falha ocasionando o assassinato do pai. A cena é transmitida ao vivo para o comitê e em rede nacional.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8053 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/We-make-the-terror.jpg" alt="Cena final da quarta temporada" width="598" height="332" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/We-make-the-terror.jpg 598w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/We-make-the-terror-300x167.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 598px) 85vw, 598px" /></p>
<p>E se você está pensando que após esse turbulento fim, a nova temporada ficou fria, está muito enganado. A  ganância deles não tem fim e, logo de cara, as emoções já ficam à flor da pele. A primeira dama, Claire Underwood, é quem dá as boas vindas &#8211; como se estivesse conversando com os eleitores/telespectadores.</p>
<p>A cena inicial é marcada por uma jogada particular, que combina discurso com a paleta de cores. Conforme a câmera se afasta, é possível perceber que a interação com o telespectador era somente com uma outra ‘tela’. Caracterizando o distanciamento da personagem Claire e o ilusionismo que ela cria para seus eleitores. O filtro também fica mais frio, em tons mais azulados.</p>
<p>Ao longo da história Francis também mantém essa conversa característica com a câmera, como se olhasse no fundo dos nossos olhos para dialogar. Não para pedir nossa aprovação, mas para comunicar seus feitos, embora o fato de os personagens falarem olhando para a câmera gere uma relação de empatia, além da sensação de intimidade com o telespectador.</p>
<figure id="attachment_8054" aria-describedby="caption-attachment-8054" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-8054" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/inicial-1024x504.jpg" alt="Dolly Out, o movimento da câmera se afastando e abrindo para plano geral. " width="840" height="413" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/inicial-1024x504.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/inicial-300x148.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/inicial-768x378.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/inicial-1200x591.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/inicial.jpg 1365w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-8054" class="wp-caption-text">Dolly Out, o movimento da câmera se afastando e abrindo para plano geral.</figcaption></figure>
<p>Nesta quinta temporada, ocorre a tão esperada eleição para a presidência dos Estados Unidos. Frank até vence a eleição, porém, devido a um impasse que ele causa nos estados de Tennessee e Ohio, o resultado da eleição não pode ser considerado oficial. A partir daí, Frank e Will lutam ferrenhamente para conquistarem a vaga de presidente dos Estados Unidos e geram o ódio do povo norte-americano, pois eles consideram a não-eleição de Will inconstitucional.</p>
<p>Porém, graças à manobra vinda do vazamento de dois áudios comprometedores do adversário, Frank consegue ser eleito definitivamente ao cargo de maior poder no mundo. Não é difícil se lembrar do caso Michael Flynn, ex-conselheiro de segurança dos Estados Unidos.</p>
<p>O presidente Donald Trump demitiu em maio deste ano o ex-diretor do FBI, James Comey, que investigava Flynn devido à ligação entre o chefe de Estado e a Rússia, que supostamente ajudou na eleição do candidato republicano. Isso tudo envolveu a candidata democrata, Hillary Clinton, que teve seu email invadido, de acordo com suspeitas, a mando de Trump, para que falsas informações da adversária fossem divulgadas e ele tivesse mais chances de se tornar presidente.</p>
<p>Qualquer semelhança com o Brasil também não é mera coincidência, pois o presidente Michel Temer assumiu o poder em 2016 de maneira também escusa, através do impeachment de Dilma Rousseff, por supostos crimes que não foram provados. Assim como Underwood, Temer amarga a impopularidade por parte da população do país que governa, com pífios 4% de aprovação.</p>
<figure id="attachment_8056" aria-describedby="caption-attachment-8056" style="width: 567px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/vv.jpg" alt="Frank Underwood ou Michel Temer? Devido ao realismo proposto pela série, não é difícil imaginar o atual presidente brasileiro dizendo esse tipo de frase. " width="567" height="319" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/vv.jpg 567w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/vv-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 567px) 85vw, 567px" /><figcaption id="caption-attachment-8056" class="wp-caption-text">Frank Underwood ou Michel Temer? Devido ao realismo proposto pela série, não é difícil imaginar o atual presidente brasileiro dizendo esse tipo de frase.</figcaption></figure>
<p>Porém, nesse ínterim, vale destacar a presença de Claire. Ela assume interinamente a presidência e trabalha fortemente em acordos comerciais, como o do aço, em parceria com o governo chinês, além de negociações com a Rússia, tentando beneficiar a campanha de Frank. A primeira-dama mostra-se tão articulada e esperta quanto o marido, pois consegue perceber manobras que podem prejudicar os Estados Unidos no âmbito comercial. A senhora Underwood é extremamente nacionalista e faz tudo o que é preciso para ganhar vantagem na geopolítica de seu país.</p>
<p>As cenas de <em>House of Cards</em> tem uma composição milimetricamente calculada com a história que se desenrola, um ponto extremamente positivo para os diretores da produção. Logo, vamos tomar como base o seguinte quadro do episódio 6:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-8055" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/análise-cena-6-1024x506.jpeg" alt="análise cena 6" width="840" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/análise-cena-6-1024x506.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/análise-cena-6-300x148.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/análise-cena-6-768x380.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/análise-cena-6-1200x593.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/06/análise-cena-6.jpeg 1268w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Se passarmos um traço bem no meio da tela, é possível observar duas histórias acontecendo de forma separadas. Tudo que há do lado esquerdo com Francis, há do lado direito com Claire. É um espelho. Duas bandeiras, duas cadeiras, dois sofás, duas almofadas, duas janelas inteiras, duas histórias. Mas apenas uma mesa para a presidência, uma vaga para ser presidente. Contudo, o movimento que Claire faz para se levantar da cadeira simboliza seu papel. Uma mulher que está tomando cada vez mais forças e indo para o primeiro plano da série em busca da presidência.</p>
<p>Entretanto, o maior trunfo desta quinta temporada de<i> House of Cards</i> não é somente a excelente ligação entre política e realidade, mas sim, como acontecimentos sem resolução em temporadas anteriores começam a voltar à tona agora, com destaque para a trama de Zoe. Depois de relutar bastante, Tom começa a desconfiar que a morte de sua ex-funcionária não foi por acaso e parte numa investigação que tem como foco provar o envolvimento de Frank Underwood em um possível crime.</p>
<p>Dizer que <em>House of Cards</em> melhora e surpreende a cada nova temporada é clichê. Porém, com uma trama engenhosamente amarrada e com inúmeras reviravoltas a cada episódio, não é exagero afirmar que a série está sim em seu melhor momento. Resta saber apenas se a trama do casal mais amado e odiado da América irá continuar para uma sexta temporada. Com o cancelamento de <i>Sense 8 </i>nas últimas semanas, uma das séries mais importantes da Netflix, e sem nenhum posicionamento dos produtores, não há uma definição se Frank e Claire voltarão em um sexto ano. No entanto, pela vontade geral da nação, é impossível imaginar uma das séries de maior prestígio e coerência dos últimos tempos não ter um futuro triunfal. Público e crítica agradecem.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="HOUSE OF CARDS Season 5 Teaser Trailer (2017)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/b_NcYIfcVTA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Criolo na espiral do samba</title>
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		<pubDate>Tue, 16 May 2017 17:55:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Heloísa Manduca]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rapper lança seu quarto autoral com referências do samba raiz e critica a atual política brasileira Heloísa Manduca No dia 28 de abril, o rapper Criolo lançou seu mais recente trabalho. O novo disco leva como título Espiral de Ilusão. Agora, com uma pegada totalmente nova, trouxe todas as faixas em ritmo de samba. Bem, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/criolo-espiral-ilusao-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Criolo na espiral do samba"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7700" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/ScreenHunter_02-Apr.-24-17.31.jpg" alt="criolo espiral de ilusão samba" width="550" height="549" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/ScreenHunter_02-Apr.-24-17.31.jpg 584w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/ScreenHunter_02-Apr.-24-17.31-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/ScreenHunter_02-Apr.-24-17.31-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 550px) 85vw, 550px" /></p>
<p><i>Rapper lança seu quarto autoral com referências do samba raiz e critica a atual política brasileira</i></p>
<p><strong>Heloísa Manduca</strong></p>
<p>No dia 28 de abril, o rapper Criolo lançou seu mais recente trabalho. O novo disco leva como título <em>Espiral de Ilusão</em>. Agora, com uma pegada totalmente nova, trouxe todas as faixas em ritmo de samba. Bem, pensando melhor, o ritmo não foi tão inédito assim; o que foi surpreendente é o fato de todas as 10 faixas do álbum se basearem nele.  <span id="more-7699"></span></p>
<p>Ao longo da carreira do cantor, o samba já havia aparecido em outros trabalhos. Em <em>Nó na Orelha</em> (2011), a faixa &#8220;Linha de Frente&#8221;, já anunciava essa influência. Em 2014, a cuíca também gemeu em &#8220;Fermento pra massa&#8221;, no álbum <em>Convoque seu Buda</em>.  Dois anos depois, gravou a canção inédita de Adoniran Barbosa &#8220;Até Amanhã&#8221;, para um álbum especial em homenagem ao paulista. O DVD levou o título <em>Se soprar, posso acender de novo</em>, organizado pelo produtor Cássio Pardini. Cássio encontrou canções inéditas de Adoniran enquanto fazia um documentário celebrando os 100 anos do samba.</p>
<p>Ainda pequeno, a história de vida de Criolo foi ditada por surdo e tamborim. Sua mãe, Dona Maria Vilani, já cantarolava para o filho canções de Cartola, Martinho da Vila, Chico Buarque, entre modas de viola, forró e serestas dos anos 60. A paixão e o desejo de cantar como ela eram antigos, e se concretizaram em <em>Espiral de Ilusão</em>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7701 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/x67168817_SC-26-04-2017-Criolo.jpg.pagespeed.ic_.g9cmcrmnQ4-1024x445.jpg" alt="criolo fora temer" width="840" height="365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/x67168817_SC-26-04-2017-Criolo.jpg.pagespeed.ic_.g9cmcrmnQ4-1024x445.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/x67168817_SC-26-04-2017-Criolo.jpg.pagespeed.ic_.g9cmcrmnQ4-300x130.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/x67168817_SC-26-04-2017-Criolo.jpg.pagespeed.ic_.g9cmcrmnQ4-768x334.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/x67168817_SC-26-04-2017-Criolo.jpg.pagespeed.ic_.g9cmcrmnQ4-1200x522.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/05/x67168817_SC-26-04-2017-Criolo.jpg.pagespeed.ic_.g9cmcrmnQ4.jpg 1265w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Ao procurar no dicionário o significado de espiral, encontra-se: &#8220;<em>uma linha curva que se desenrola num plano de modo regular a partir de um ponto</em>&#8220;. Assim, o ponto em questão seria o samba? E a espiral, essa louca vontade de Criolo que desde sempre quis gravar um álbum completo só com ele? É, talvez o rapper tenha perdido só agora essa ilusão de que a ideia nunca daria certo &#8211; pelo contrário.</p>
<p>Assim, o espiral também pode se caracterizar por esse vai e vem de subgêneros do ritmo que o rapper faz. O músico consegue, com ginga e talento, reunir uma grande quantidade de referências, que vão desde samba de breque, afro-samba até o xaxado e o samba de roda, em seu novo projeto.</p>
<p>O rapper traz junto com as melodias um combo de letras críticas, que já são sua marca registrada. Logo no primeiro single, &#8220;Menino mimado&#8221; há uma forte crítica a todas àquelas pessoas que quando se deparam com alguém pelas ruas, julgam e a desmerecem sem levar em conta a história de vida daquele ser. Dizendo, então, que o indivíduo não é merecedor do lugar que está. Criolo nos propõe a olhar com outros olhos. Que tal parar de julgar e refletir? Que tal parar <b>de</b> julgar e parar <b>para</b> ajudar?</p>
<p><iframe loading="lazy" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/f28vdAn5TBU?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Essa música ainda configura uma potente crítica política remetendo aos atuais governantes do Brasil. Ao dizer &#8220;<em>Este abismo social requer atenção / Foco, força e fé, já falou meu irmão / Meninos mimados não podem reger a nação</em>&#8220;, se refere ao prefeito de São Paulo, João Dória, que pouco contato fez com a população. Pelo contrário, impôs distância: como, por exemplo, no episódio que transformou os muros antes cheios de expressão de arte popular, em grandes cinzentos.</p>
<p>Aqui, cabe também uma referência que expressa o distanciamento do presidente da República, Michel Temer, com os seus governados. Tal como na faixa &#8220;Cria de Favela&#8221;: &#8220;<em>Eu vivo a sofrer/ me aposentar só depois de morrer</em>&#8220;, um protesto irônico contra a Reforma da Previdência Social. Ele diz o que todos estamos sentindo.</p>
<p>Ainda continua: &#8220;<em>É gente da alta na papelaria/ Delação premiada jogo de poder/ E se for pra rua tentam me deter</em>&#8220;. Nas últimas semanas pudemos acompanhar mais um caso de agressão da polícia militar contra o estudante que lutava pelos seus direitos. <a href="http://ponte.cartacapital.com.br/policial-militar-acerta-golpe-no-rosto-e-causa-traumatismo-craniano-em-universitario/" target="_blank">Matheus Ferreira da Silva foi espancado enquanto se manifestava contra as Reformas da Previdência e Trabalhista</a>. Matheus foi detido por lutar pelos seus direitos sociais.</p>
<p>E nesta toada o disco continua. Com temática um pouco mais leve, Criolo fala de amores e desamores, como em &#8220;Dilúvio de Solidão&#8221;: &#8220;<em>Chove dentro de mim/ um dilúvio de solidão/ não dei valor ao meu tesouro</em>&#8220;. Trazendo um pouco de Paulinho da Viola na melancolia e no lirismo dos versos, dedicados a essa mulher amada que abandonou o lar.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed?uri=spotify:album:6IczDBDR1kf2VyLjipgCPT&amp;view=coverart" width="300" height="80" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Um ponto importante a ser ressaltado é a mudança de pensamento de Criolo em relação às mulheres. No disco lançado em 2011, especificamente na faixa &#8220;Subirusdoistiozin&#8221; ele cantou: &#8220;<em>as vadias quer, mas nunca vão subir</em>&#8220;. Hoje, abandonou o machismo e exalta dizendo: &#8220;<em>Mulher tem fibra não vá destruir</em>&#8220;. Redimido, ele mostra que não se envergonha desse novo olhar. O rapper ainda traz a participação feminina no disco de maneira nostálgica. Três vozes em coro compostas por Martinha Soares, Naloana Lima e Naruma Costa, fazem alusão às pastoras da velha guarda.</p>
<p>Em outra faixa do disco, conseguimos perceber o dengo do muso inspirador do rapper, o consagrado Martinho da Vila. Em &#8220;Lá vem Você&#8221;, o single faz referência à música &#8220;Meu Laiaraiá&#8221; do sambista. Já em &#8220;Filha do Maneco&#8221;, traz à tona o samba de breque popularmente conhecido na voz de Moreira da Silva, mas em uma gravação tendendo ao clima de samba choro.  E, por fim, encerrando o disco, &#8220;Cria da Favela&#8221; funde ritmos nordestinos: uma confusão de xaxado com forró e maracatu se mistura à voz do artista.</p>
<p>A verdade é que Kleber Cavalcante Gomes ousou em seu novo trabalho, resgatando as raízes do samba. Os apreciadores que estavam esperando por mais hip-hop no estilo Criolo foram surpreendidos e por outro lado, os seguidores conservadores ficaram um tanto sem chão. Uma recepção controversa que dividiu gostos: ainda que o nosso país seja conhecido tradicionalmente pelo público do ‘samba e futebol’, nem todos foram contemplados pelo novo projeto de Criolo.</p>
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		<title>Tim Maia: o sonho todo azul que se tornou realidade</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2016 22:02:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Tim Maia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É tempo de reviver o ‘síndico’, os primeiros LPs retornaram às vendas Heloísa Manduca Preto, gordo e cafajeste. É assim que o pai da Soul Music brasileira, Tim Maia, se reconhecia. Autor de declarações críticas que incomodavam a sociedade, Tim era notado por sua sinceridade exagerada sobre tudo e todos, além da exigência com a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/tim-maia-o-sonho-todo-azul-que-se-tornou-realidade/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Tim Maia: o sonho todo azul que se tornou realidade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>É tempo de reviver o ‘síndico’, os primeiros LPs retornaram às vendas</em></p>
<figure id="attachment_6724" aria-describedby="caption-attachment-6724" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6724 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Tim-maia-1024x1024.jpg" alt="“Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita.”, um dos grandes axiomas de Maia" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Tim-maia-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Tim-maia-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Tim-maia-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Tim-maia-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Tim-maia-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Tim-maia.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-6724" class="wp-caption-text">“Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita.”, um dos grandes axiomas de Maia</figcaption></figure>
<p><strong>Heloísa Manduca</strong></p>
<p>Preto, gordo e cafajeste. É assim que o pai da Soul Music brasileira, Tim Maia, se reconhecia. Autor de declarações críticas que incomodavam a sociedade, Tim era notado por sua sinceridade exagerada sobre tudo e todos, além da exigência com a inseparável banda ‘Vitória Régia’. Para ele, música era coisa séria. O som devia estar sempre perfeito, do contrário, o responsável era advertido assim mesmo, no meio no show.</p>
<p><span id="more-6723"></span></p>
<p>A infância e juventude do Tim coincidiram com o surgimento da Bossa Nova, um derivado do samba e com influências do jazz. João Gilberto, Vinícius de Moraes e Tom Jobim ditavam o novo estilo musical bem abrasileirado, típico da classe média branca. Sebastião ficara encantado pela revolução musical destes que faziam sucesso em barzinhos na zona Sul do Rio de Janeiro, mas foi na zona Norte que ele buscou aquela outra “bomba” libertária americana dos anos 50. O Rock ‘n Roll.</p>
<p>Frenético, excitante, alucinante, o Rock embalava os jovens, principalmente do subúrbio, fazendo uma contraposição à família. Erasmo Carlos se embalou no ritmo e lançou o grupo ‘The Snakes’. Sem saber tocar instrumentos musicais, Tim foi quem o ensinou 3 acordes de violão. Segundo ele, era o essencial, pois o restante da música era só “ritmo e malandragem”.</p>
<p>Tim e Erasmo até tentaram alguma carreira cantando o novo ritmo brasileiro, mas o protótipo ideal do branco de classe média foi inflexível com eles. Logo, abandonaram a ideia.</p>
<p>Assim, a primeira banda de Tim que teve um pouco mais visibilidade foi “The Sputniks”, formada em 1957 por Roberto Carlos, Arlênio Lívio e Wellington Oliveira. O grupo chegou a se apresentar na TV Tupi Clube do Rock, mas Tião queria algo maior e mais desafiador. Assim, foi para os Estados Unidos sem um tostão no bolso e com o sonho próspero americano. Passou cerca de quatro anos da sua vida lá tendo contato com a Black Soul Music.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_6726" aria-describedby="caption-attachment-6726" style="width: 506px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6726 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/The-Sputniks-.jpg" alt="the-sputniks" width="506" height="300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/The-Sputniks-.jpg 506w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/The-Sputniks--300x178.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 506px) 85vw, 506px" /><figcaption id="caption-attachment-6726" class="wp-caption-text">Nas extremidades Tim e Roberto, os &#8220;reis&#8221; ainda jovens</figcaption></figure>
<p>Esse intercâmbio cultural foi importante para que ele desenvolvesse seu estilo musical e agregasse ideias. O movimento antissegregacionista de Martin Luther King, o polêmico cantor de rock Little Richard, além do R&amp;B dos anos 60 e o funk de James Brown foram algumas das suas referências e inspirações.</p>
<p>Durante essa década, o Soul era muito disseminado entre os negros e outros admiradores nos Estados Unidos e na Europa. Ray Charles e, mais à frente, Marvin Gaye foram destaques. O estilo tem suas raízes no Blues e na música Gospel. Já o termo apareceu juntamente com um contexto social de busca crítica contra o racismo.</p>
<p>Tim se sentiu atraído por esse clima americano. Diferente do que aconteceu no Brasil, ele encontrou enriquecimento cultural interagindo com os músicos de lá, chegando a montar o grupo “The Ideals”. Em contrapartida, ele conheceu profundamente o lado difícil dos EUA. Morou nas ruas e em guetos, lidando com uma vida sem limites. Se envolveu com drogas e crimes pesados, foi preso e deportado para o Brasil.</p>
<p>Apesar dos maus momentos e de continuar falido, esse intercâmbio cultural foi importante para que ele desenvolvesse seu estilo musical e agregasse ideias. O movimento antissegregacionista de Martin Luther King, o polêmico cantor de rock Little Richard, além do R&amp;B dos anos 60 e o funk de James Brown foram algumas das suas referências e inspirações.</p>
<p>Em 1969, já de volta ao Brasil, Tim finalmente teve reconhecimento e começou sua marcante história na música brasileira. O momento ‘boom’ foi quando Elis Regina gravou em dueto a canção ‘These are the songs’ no disco ‘Em Pleno Verão’. A música foi escrita por ele quando ainda estava nos EUA e, agora, fez com que o cantor se consolidasse como um dos melhores do país.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/0AG9JrLLY7s?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p>No ano seguinte, 1970, Tim Maia explodia e lançou seu primeiro disco de vinil. Adorado pela crítica e pelo público, o LP homônimo foi indicado pelo conjunto ‘Os Mutantes’, alcançou durante 24 semanas o topo das paradas no Rio de Janeiro e trazia as seguintes canções:</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:03oi9efOcAQ0E0yrdWGr7o" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></p>
<p>Dentre as músicas de maior destaque do álbum está ‘Azul da Cor do Mar’ que quando foi composta, não tinha nada de azul na vida. Hospedado no apartamento do amigo Juancinto, Tim ainda dividia a moradia com o empresário Glauco Timóteo. Na parede de um dos quartos estava o quadro de uma morena formosa com as curvas à mostra e de frente para o mar de Taiti. Desiludido com o entra e sai de mulheres alheias, a falta de dinheiro, de gravações e de fama, Tim transformou a situação em inspiração para escrever a canção.</p>
<p>A perfeição do trabalho de Sebastião não parou por aí. Aquele jovem que fazia construções de melodias simples e com poucos acordes, logo lançou outros discos. Dentre eles, outro homônimo em 1971, eleito em uma lista pela versão brasileira da revista Rolling Stone como o 75º melhor disco brasileiro de todos os tempos. E o de 1973, álbum que reúne o groove com molejo e traços abrasileirados que só Tim sabia fazer.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="TIM MAIA - GOSTAVA TANTO DE VOCE" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/TZQsoLACMW0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Este ano, todo o clima intenso desses 3 principais álbuns do cantor pôde ser revivido. Os álbuns produzidos pela Polysom estão de volta ao mercado em formato de vinil e podem ser comprados pela internet. Iguais aos originais, os bolachões são divididos em lado A e B, com 6 faixas musicais em cada um.</p>
<p>E assim, o negro mais importante da história da Soul Music brasileira continua a ser celebrado. Com letras simples, cotidianas e atuais, canções com romantismo e gingado, Tim Maia nunca ‘sai de moda’.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:4AhfGAPZaCfQI26olKE0HF" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://embed.spotify.com/?uri=spotify:album:0nCAwOj9gC3Gasz1dTB67C" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></p>
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		<title>Legião Urbana XXX anos: Ainda é cedo para dizer adeus</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2016 16:39:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Heloísa Manduca]]></category>
		<category><![CDATA[Legião Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Criticidade, emoção e nostalgia marcaram a passagem da banda por Bauru Heloísa Manduca Um show clássico e atual, foi assim que a banda Legião Urbana marcou presença pela primeira vez na noite bauruense do último  17 de setembro, no Sagae Eventos. O espetáculo faz parte do projeto especial que a banda começou em 2015, com &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/legiao-urbana-xxx-anos-ainda-e-cedo-para-dizer-adeus/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Legião Urbana XXX anos: Ainda é cedo para dizer adeus"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Criticidade, emoção e nostalgia marcaram a passagem da banda por Bauru</i><i><br />
</i></p>
<figure id="attachment_5092" aria-describedby="caption-attachment-5092" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5092" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/09/foto-21.jpg" alt="foto-2" width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/09/foto-21.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/09/foto-21-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/09/foto-21-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/09/foto-21-1024x683.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-5092" class="wp-caption-text">Tão correto e tão bonito: Legião Urbana em ação na cidade de Bauru (Foto: Rogério Avelino/JCNET)</figcaption></figure>
<p><strong>Heloísa Manduca</strong></p>
<p>Um show clássico e atual, foi assim que a banda Legião Urbana marcou presença pela primeira vez na noite bauruense do último  17 de setembro, no Sagae Eventos. O espetáculo faz parte do projeto especial que a banda começou em 2015, com previsão de término para este ano, sendo uma comemoração dos 30 anos do lançamento do seu primeiro disco. Com capa branca e uma foto enegrecida dos integrantes, o álbum homônimo foi lançado em 1985 contendo 11 faixas, tais como: ‘Será’, ‘A Dança’, ‘Geração Coca-Cola’, ‘Soldados’ e ‘Por enquanto’.</p>
<p><span id="more-5070"></span></p>
<p>No público do show, jovens, adultos e até os mais experientes aguardavam ansiosamente para ver, ouvir e curtir aquela legião de garotos que fizeram história e que ainda arrastam gerações. O relógio já marcava quase meia noite, as luzes coloridas acenderam e o show começou explosivo com ‘Será’. A onda de emoções era intensa: um misto de felicidade e nostalgia contaminava a todos fazendo com que as lembranças viessem à tona para serem revividas naquele momento único.</p>
<figure id="attachment_5095" aria-describedby="caption-attachment-5095" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5095" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/09/7371202sz.jpg" alt="7371202sz" width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/09/7371202sz.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/09/7371202sz-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/09/7371202sz-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/09/7371202sz-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-5095" class="wp-caption-text">Geração Coca-Cola: capa do primeiro álbum do grupo</figcaption></figure>
<p>No palco, os fundadores Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocaram acompanhados de Lucas Vasconcellos na segunda guitarra, Mauro Berman no baixo e Roberto Pollo nos teclados. João Pedro Bonfá, filho do Marcelo Bonfá, empunhou o baixo e André Frateschi foi quem assumiu o vocal. Um autêntico legionário que cumpriu o papel com muito respeito e à altura do ícone Renato Russo, André cresceu no camarim da banda e foi um dos que acompanhou de perto as apresentações da Legião desde que tinha 10 anos.</p>
<p>O repertório foi longo e abrangente, com as mais de duas horas de apresentação sendo divididas em duas partes com pequeno intervalo. Em um primeiro momento, todas as músicas do primeiro álbum da banda foram tocadas, fazendo com que fosse relembrado o clima daqueles quatro jovens garotos vindos de Brasília, com melodias punks e letras politizadas que mal podiam presumir o incrível sucesso que fariam.</p>
<p>Após o intervalo, reestabelecendo o clima intenso do show, Marcelo Bonfá quase que fez um dueto com a plateia ao som de ‘Tempo Perdido’. Agora, o fundo do palco, que antes era preenchido por fotos da tribo, teve as letras das músicas e a história da banda sendo projetadas. Sem perder o tom de crítica, Dado Villa-Lobos trouxe ‘Teatro dos Vampiros’ questionando a plateia sobre quem assiste à televisão. A música foi apresentada pela primeira vez em 1992, época em que a novela ‘Vamp’ estava no seu auge. A letra tem uma forte crítica ao contexto político, social e econômico que o país estava vivendo &#8211; sugere que os vampiros sejam os políticos, e o teatro, o papel que eles estavam interpretando.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Legião Urbana - Pais e Filhos @ Bauru 17/09/2016" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Fa2hxLzQxMc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Seguindo, o grupo levou o público ao delírio ao tocar ‘Pais e Filhos’. Em cada verso era possível sentir Renato Russo, perceber a retratação do passado e presente dos membros da banda que ontem faziam seus papéis de filhos, e hoje, estão fazendo o de pais. A áurea dos tempos de adolescência foi retratada. ‘Quase sem querer’ trouxe um clima de reflexão sobre o amor e os conflitos internos normalmente passados por nós na idade em que os nervos estão “à flor da pele”.</p>
<p>O tom crítico do show chegava no seu ápice. Após colocarem em cena a ironia disfarçada de “Índios”, Legião premiou o público em dose dupla encerrando sua apresentação. Escritas há cerca de 20 anos atrás, ‘Perfeição’ e ‘Que país é esse’ encerraram a noite sendo a cereja do bolo, com a certeza de que suas letras refletem tão bem o contexto de quando foram escritas quanto a nossa situação sociopolítica atual.</p>
<p>Por fim, tudo era uma grande celebração. No palco, os cantores se revezavam enquanto faziam brincadeiras com a plateia, corriam, pulavam de um lado para o outro e simulavam uma “disputa” com os seus instrumentos de corda. Uma festa quase completa: só faltou mesmo Renato Russo.</p>
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