
Arthur Caires
Há algo de ritualístico em Depois, a Névoa, segundo longa-metragem de Martín Sappia, exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na categoria Competição Novos Diretores. O filme se inscreve na tradição do cinema cordobês – vertente argentina que há anos busca capturar a serenidade e o isolamento de personagens mergulhados em paisagens interiores tanto quanto geográficas. No entanto, Sappia não apenas revisita esse território: ele o observa como se fosse a primeira vez, como se cada névoa, cada pedra e cada sopro de vento ainda tivessem algo a revelar sobre o que significa existir no mundo.
Continue lendo “Depois, a Névoa revela o que resta quando o tempo se dissolve”
