Entre Transamazônia e Ainda Estou Aqui, da TV ao teatro: Philipp Lavra reflete sobre sua trajetória como ator

Close de Philipp Lavra de frente para a câmera em meio a uma floresta. Ele tem cabelos escuros, bigode e aparenta estar suado. Usa uma camisa xadrez bege sem mangas com os botões abertos. O fundo é um desfoque de folhagens verdes e luz solar filtrada.
O ator reflete sobre o estranhamento e os desafios físicos de filmar na região amazônica (Foto: Filmes do Estação)

Arthur Caires

Há trajetórias de atores que se constroem menos por mudanças bruscas e mais por deslocamentos sucessivos, entre linguagens, territórios e modos de estar em cena. A de Philipp Lavra é atravessada por esse movimento constante: do teatro ao cinema, da televisão a produções independentes, sempre em busca de experiências que o tirem do lugar confortável da repetição. Mais do que acumular papéis, sua carreira parece se organizar a partir do encontro com contextos específicos e da escuta atenta ao espaço em que cada história se inscreve.

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Do film fashion aos curtas e longas-metragem, Mathews Silva procura sempre manter a reflexão social presente

Na foto de fundo preto, um homem branco, de cabelo, barba e bigode pretos e olhos castanhos âmbar, se apresenta à câmera com um olhar sereno. Em plano de fundo, os tons de vermelho claro e escuro se encontram com o preto em um movimento degradê sem formas definidas. É também apresentado a logo do projeto Persona, um olho com pupila em formato de ‘play’ em uma íris vermelha, junto do título do quadro e o nome do entrevistado.
Em toda obra que Mathews Silva produz, é possível visualizar aspectos psicossociais da crise humana (Arte: Arthur Caires /Foto: Skybridge Films)

Livia Queiroz 

Formado em publicidade e propaganda, a paixão pelo audiovisual sempre palpitou mais no coração de Mathews Silva, ansiando pelo momento além de campanhas, aquele que o colocaria no Cinema, do qual  tinha plena consciência de que era possível e capaz de realizá-lo. Sua carreira é carregada de sucesso, tanto nas produções quanto nos personagens que passam por elas. O diretor iniciou seus projetos dentro do universo cinematográfico, como assistente de direção nas criações de ficções para curtas-metragens e séries por cinco anos. Em seguida, continuou ampliando seu mercado até chegar nos fashion films, como assistentes de publicidade, e seguiu nessa estante por um tempo. 

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Dez anos após participar do The Voice Brasil, Ayrton Montarroyos fala sobre criar e viver sem concessões

Ayrton Montarroyos carrega o ar de quem já está na estrada há tempos e que sabe exatamente o que quer (Foto: Luan Cardoso; Arte: Arthur Caires)

Arthur Caires

Entre reflexões sobre o ofício e pequenas ironias sobre o tempo, Ayrton Montarroyos fala como quem compõe: entre pausas, silêncios e lampejos de lucidez. Na coletiva de imprensa realizada com os alunos do curso de Jornalismo Musical: da Arte da Entrevista à Construção do Texto, ministrado pela jornalista Adriana Del Ré, o cantor pernambucano transformou o encontro em algo além de uma entrevista – um diálogo sobre coerência, criação e permanência.

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Persona Entrevista: Cíntia Domit Bittar

Em conversa com o Persona, a diretora fala sobre o processo de criação de Virtuosas, filme premiado na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Arte de Abertura. Na imagem há o texto "Persona Entrevista: Cíntia Domit Bittar". Ao lado direito há uma foto da diretora, uma mulher branca de cabelos castanhos ondulados curtos e olhos castanhos. Ela está de perfil com uma feição séria. O fundo da arte é preto com detalhes em verde. Há ainda o logo do Persona e da 49ª Mostra de Cinema em São Paulo.
O filme Virtuosas nos faz enxergar uma realidade que cada vez mais se torna presente na sociedade – mesmo que não percebamos (Arte: Arthur Caires)

Stephanie Cardoso

Virtuosas (2025) apresenta um retrato inquietante do conservadorismo contemporâneo, conforme evidenciado em sua exibição na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na seção Mostra Brasil. Dirigido por Cíntia Domit Bittar, o título conquistou o Prêmio Netflix, confirmando o reconhecimento de sua força narrativa. A obra mergulha no contexto dos grupos de ‘Mulheres Virtuosas’ no país. O longa acompanha Virginia (Bruna Linzmeyer), uma influenciadora que defende a submissão feminina e o cuidado exclusivo com a família, usando a retórica da moralidade para exercer controle. Por trás da aparente devoção, a personagem manipula, engana e silencia em nome de princípios ideológicos. 

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Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe: O filme em que Sepideh Farsi rompe a fronteira que nos separa de Gaza

A diretora iraniana utilizou do Cinema como uma forma de ponte para um conflito que não parece chegar ao fim (Foto: Sepideh Farsi; Arte: Arthur Caires)

Guilherme Moraes e Arthur Caires

Há filmes que nascem de uma escolha estética, outros de uma inquietação pessoal, e há obras que só podem existir porque uma vida insiste em não ser apagada. Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe, documentário dirigido por Sepideh Farsi, nasce no centro de uma das maiores tragédias humanas deste século: a ofensiva militar israelense em Gaza, que desde 2023 transformou ruas, casas e escolas em escombros e submeteu toda uma população ao cerco, à fome e ao apagamento sistemático de suas vozes.

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Persona Entrevista: Joscha Bongard

O diretor alemão comentou sobre o processo de criação de seu novo filme Babystar em sua primeira vez no Brasil

Card gráfico de entrevista em estilo editorial. No fundo, um padrão abstrato em tons de verde escuro e turquesa cria ondas fluidas que remetem a gravuras japonesas. À esquerda, aparece o logotipo em forma de olho e os textos “Persona Entrevista” e “49ª Mostra Internacional de Cinema – São Paulo Int’l Film Festival”. À direita, dentro de um enquadramento de bordas arredondadas, há o retrato de um homem branco de cabelos castanhos, que utiliza uma blusa branca e está segurando as mãos. Ele está sentado em uma poltrona vermelha e olha para frente.
Joscha veio para o Brasil para a divulgação do seu novo filme, que concorreu na categoria de Novos Diretores na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Arte: Arthur Caires)

Mariana Bezerra 

Quando se pensa em um longa sobre família, é possível que venha à mente uma imagem romântica e afetuosa de pessoas com laços parentescos vivendo em harmonia, ou, pelo menos, lidando com conflitos que consideramos inerentes à vivência humana. No entanto, Joscha Bongard resolveu falar sobre essa temática em Babystar (2025) sob uma outra perspectiva.

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Persona Entrevista: Yasutomo Chikuma

Card gráfico de entrevista em estilo editorial. No fundo, um padrão abstrato em tons de verde escuro e turquesa cria ondas fluidas que remetem a gravuras japonesas. À esquerda, aparece o logotipo em forma de olho e os textos “Persona Entrevista” e “49ª Mostra Internacional de Cinema – São Paulo Int’l Film Festival”. À direita, dentro de um enquadramento de bordas arredondadas, há o retrato de uma pessoa com expressão neutra, usando boné claro e óculos de sol apoiados sobre a aba. A luz quente do exterior ilumina parcialmente o rosto, enquanto o fundo desfocado sugere um ambiente urbano.
Diretamente do Japão, Yasutomo Chikuma iniciou sua carreira no cinema experimental antes de migrar para longas narrativos (Arte: Arthur Caires / Foto: Tai Ouchi)

Gabriel Diaz

O silêncio é capaz de ser tão expressivo quanto a palavra, e o amor – quando não se realiza nos corpos – encontra refúgio na memória. Na seção Perspectiva Internacional, a 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo apresenta o novo longa de Yasutomo Chikuma: O Espaço Mais Profundo em Nós. A trama parte do vínculo íntimo entre Kaori (Momoko Fukuchi), uma mulher arromântica e assexual, e Takeru (Kanichiro), um homem que não suporta mais o próprio corpo, para refletir sobre a impossibilidade do amor e a persistência da culpa nessa ausência. Após a morte de Takeru, Kaori viaja com Nakano (Ryutaro Nakagawa), seu amigo, até o litoral onde ele se matou. 

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Persona Entrevista: Ana Endara e Paulina García

À esquerda, sobre um fundo vermelho texturizado, está o texto "Persona Entrevista" em letras brancas, com um ícone de olho estilizado que contém um símbolo de play. Abaixo, em letras brancas maiores, lê-se "Ana Endara e Paulina García". À direita, há uma fotografia de duas mulheres sorrindo em um evento de cinema. A mulher à esquerda tem cabelos curtos e grisalhos, usa óculos redondos e uma camisa bege. A mulher à direita, com cabelos curtos e grisalhos e um casaco preto, aponta para a outra mulher com a mão direita. Logotipos do TIFF (Toronto International Film Festival) são visíveis ao fundo da fotografia.
A atriz não conhecia a diretora antes do convite para o filme, mas logo embarcou no projeto quando assistiu a um dos documentários de Endara (Arte: Arthur Caires)

Mariana Bezerra 

Diante do lançamento de Querido Tropico no Brasil, a diretora panamenha Ana Endara e a atriz chilena Paulina García estavam reunidas para mais uma rodada de entrevistas a respeito do novo filme. Elas vêm percorrendo festivais de cinema e vários países para a divulgação do longa, que chegou a fazer parte da programação do Festival do Rio em 2024 e do Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2025. Essa é a primeira vez que a diretora se arrisca na direção ficcional. 

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Persona Entrevista: Lúcia Nagib

Cartaz de divulgação para a 'Persona Entrevista' com Lúcia Nagib, parte da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. À direita, uma foto de Lúcia Nagib, uma mulher de pele clara e cabelo escuro curto, sorrindo e vestindo uma camisa branca de botões, sentada em uma poltrona. O fundo é verde-escuro com um padrão abstrato de ondas e olhos.
A produção compõe as sessões Foco Reino Unido e Perspectiva Internacional (Arte: Arthur Caires)

Eduardo Dragoneti

Com o documentário Filmar ou Morrer, exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, a pesquisadora, professora e cineasta Lúcia Nagib revisita um momento crítico da história do Cinema internacional. A partir de O Estado das Coisas (1982), de Wim Wenders, ela costura uma constelação de influências que atravessa Portugal, Hollywood e o Brasil, culminando na morte de Glauber Rocha em Sintra, evento que ecoado de forma quase fantasmática no filme de Wenders e na memória cinéfila posterior.

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Persona Entrevista: Peter Debruge

Entrevista feita inicialmente em inglês e traduzida por Guilherme Moraes

Card gráfico para a "Persona Entrevista" com Peter Debruge, parte da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O fundo é verde-escuro com linhas onduladas. À direita, dentro de uma moldura orgânica, está uma foto de Peter Debruge em um ambiente noturno. Ele é um homem de cabelo grisalho curto e usa óculos de armação azul vibrante. Ele está sob a cúpula laranja de um telefone público (orelhão) e segura o fone vermelho junto ao ouvido, com uma expressão atenta. Veste uma jaqueta de couro marrom sobre uma camisa azul estampada. À esquerda, o texto "Persona Entrevista", o logo do festival e o nome "Peter Debruge".
Legenda da arte: Peter selecionou The President’s Cake, BLKNWS e Sound of Falling como seus preferidos da Mostra (Foto: Peter Debruge; Arte: Arthur Caires)

Guilherme Moraes

No dia 23 de Outubro, diversas figuras do Cinema mundial estiveram presentes no Anexo do Espaço Petrobrás, localizado na Rua Augusta. Produtores, cineastas e atores cederam seu tempo para fazer entrevistas com veículos de imprensa, e é claro que o Persona não ficou de fora. Dentre os convidados estava o crítico-chefe da Variety: Peter Debruge, que compôs o Júri na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

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