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	<title>Arquivos Taylor Swift &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Um espelho quebrado por expectativas: A complacência de Taylor Swift em The Life of a Showgirl</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2025 15:00:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires O principal objetivo do marketing pode ser ao mesmo tempo o seu maior erro: as expectativas. Quando o público recebe algo diferente do que imaginava, a frustração se torna a primeira e mais duradoura impressão, exatamente o que ocorreu com The Life of a Showgirl, décimo segundo álbum de estúdio de Taylor Swift. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/um-espelho-quebrado-por-expectativas-a-complacencia-de-taylor-swift-em-the-life-of-a-showgirl/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um espelho quebrado por expectativas: A complacência de Taylor Swift em The Life of a Showgirl"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35913" aria-describedby="caption-attachment-35913" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-800x800.jpg" alt="Capa de álbum com a cantora Taylor Swift submersa em uma água de cor turquesa. Ela está olhando diretamente para a câmera com uma expressão confiante e usa um traje prateado e brilhante, cravejado de joias, no estilo de uma showgirl. A imagem tem um efeito de colagem ou de espelho quebrado, com pedaços da cena repetidos nas bordas. Sobreposto à imagem, o texto &quot;THE LIFE OF A SHOWGIRL&quot; aparece em uma fonte grande, laranja e com textura de glitter." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35913" class="wp-caption-text">O novo trabalho de Taylor Swift retorna com produções pop e colaborações familiares (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal objetivo do marketing pode ser ao mesmo tempo o seu maior erro: as expectativas. Quando o público recebe algo diferente do que imaginava, a frustração se torna a primeira e mais duradoura impressão, exatamente o que ocorreu com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i><span style="font-weight: 400;">, décimo segundo álbum de estúdio de Taylor Swift. Ao evocar </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/reputation-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">reputation</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017) como referências e complementar a campanha com ensaios fotográficos deslumbrantes, a artista criou a promessa de um retorno grandioso. Ao deixar Jack Antonoff e Aaron Dessner de lado, a reunião com </span><a href="https://tmjbrazil.com.br/taylor-swift-e-max-martin-retorno-da-colaboracao/"><span style="font-weight: 400;">Max Martin</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Shellback apenas intensificou essa expectativa. Swift já provou que sabe juntar batidas intensas com letras inteligentes, o que torna ainda mais evidente a sensação de decepção diante da simplicidade e falta de senso do novo disco.</span></p>
<p><span id="more-35912"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O início da campanha, marcado por </span><a href="https://lorena.r7.com/categoria/musica/taylor-swift-contagem-regressiva-site"><span style="font-weight: 400;">contagens regressivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu site oficial e sucessivas variações de capas, revelou-se mais desanimador do que divertido. A estratégia deixou claro que o objetivo central de Swift era ultrapassar o </span><a href="https://www.infomoney.com.br/business/global/4-milhoes-de-copias-em-uma-semana-taylor-swift-quebra-mais-um-recorde-com-showgirl/"><span style="font-weight: 400;">recorde de vendas</span></a><span style="font-weight: 400;"> na primeira semana, que antes pertencia à Adele com </span><i><span style="font-weight: 400;">25 </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015). Desde a multiplicidade de versões até a enxurrada de entrevistas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi </span></i><span style="font-weight: 400;">indicava um foco quase exclusivamente comercial. O que não seria um problema se as músicas fossem à altura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado, no entanto, não deixa dúvidas sobre sua eficácia: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou no topo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i><span style="font-weight: 400;">, com impressionantes 4 milhões de unidades equivalentes vendidas em apenas sete dias, sendo 3,4 milhões em vendas puras. Com esse desempenho, Swift conquistou seu </span><a href="https://taylorswift.com.br/taylor-swift-faz-historia-com-4-milhoes-de-copias-de-the-life-of-a-showgirl-em-uma-semana/"><span style="font-weight: 400;">15º álbum número 1</span></a><span style="font-weight: 400;">, superando Drake e JAY-Z, e se consolidando como a artista solo com mais estreias no topo da parada.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Taylor Swift - The Fate of Ophelia (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ko70cExuzZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A criação de expectativa não se restringiu apenas à campanha do disco, mas se estendeu ao próprio trabalho. As quatro faixas iniciais constroem uma falsa sensação de segurança, sugerindo um projeto mais coeso e ambicioso do que o que realmente se concretiza. A escolha de</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Fate of Ophelia </span></i><span style="font-weight: 400;">como primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">foi acertada: o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">melódico, que rapidamente foi transformado em tendência no</span> <a href="https://www.instagram.com/reel/DPmdcWukdoF/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, reimagina a trágica personagem de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/quem-e-ofelia-personagem-da-literatura-que-inspirou-musica-de-taylor-swift/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamlet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo uma combinação de narrativa literária e apelo contemporâneo que conecta o público à temática </span><i><span style="font-weight: 400;">showgirl</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7X5iDKPrZH0&amp;list=RD7X5iDKPrZH0&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Elizabeth Taylor</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se encaixa perfeitamente na narrativa, com versos como: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você só é tão relevante quanto o seu último sucesso</span></i><span style="font-weight: 400;">”, sintetizando o tema central de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;">: a pressão constante sobre mulheres na indústria para entregar seu próximo grande sucesso. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3PJC6uPIekc&amp;list=RD3PJC6uPIekc&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Opalite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apontada como possível segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, demonstra que Swift ainda sabe criar músicas alegres e cativantes, com batidas envolventes dignas de um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">de verão. Já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98SmlWOKuME&amp;list=RD98SmlWOKuME&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Father Figure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca por interpolar a clássica faixa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m_9hfHvQSNo&amp;list=RDm_9hfHvQSNo&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">George Michael</span></a><span style="font-weight: 400;"> e abordar as dinâmicas de poder e exploração dentro da indústria musical, levantando especulações de que a composição reflete experiências pessoais de Swift com executivos como </span><a href="https://www.elle.com/culture/music/a68688006/taylor-swift-father-figure-lyrics-meaning-scott-borchetta/"><span style="font-weight: 400;">Scott Borchetta</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35916" aria-describedby="caption-attachment-35916" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-800x450.png" alt="Taylor Swift em um retrato de close-up, olhando para a câmera com uma expressão sedutora. Ela está com o dedo indicador tocando levemente seus lábios, pintados de vermelho vivo. A cantora veste um traje glamoroso e cravejado de joias, incluindo um adorno de cabeça prateado sobre a franja, um colar e um bracelete largos e brilhantes. O fundo é ricamente texturizado, com um padrão ornamental em tons de marrom e dourado, que remete a um estofado de luxo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35916" class="wp-caption-text">Do glamour ao desencanto, as primeiras faixas constroem uma promessa de coesão que o álbum não cumpre (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O deslize começa com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HwQnW_ZRKhc&amp;list=RDHwQnW_ZRKhc&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Eldest Daughter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente posicionada como a track five. Embora a ponte seja um ponto alto, o verso “</span><i><span style="font-weight: 400;">I’m not a bad bitch and this isn’t savage</span></i><span style="font-weight: 400;">” talvez figure entre os piores momentos líricos de sua discografia. Swift <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cqw8fZhggbQ">deu a entender</a> que a simplicidade se deve à verborragia de seu antecessor, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, essa escolha não se sustenta como desculpa para a superficialidade. </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2022), por exemplo, é a prova de que é possível equilibrar identificação e profundidade, criando composições inteligentes sem abrir mão de qualidade ou sensibilidade artística. A tentativa de tornar o projeto mais palatável ao grande público soa, portanto, como um retrocesso; especialmente para uma artista cuja força sempre residiu na complexidade emocional de suas narrativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, o desapontamento não para por aí. Swift parece ter ouvido o meme </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/1bBZljQ4A3c"><i><span style="font-weight: 400;">So Happy That My Travy Made It to The Big Game</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e decidiu fazer a sua própria </span><i><span style="font-weight: 400;">(Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Honey </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Wi$h Li$t</span></i><span style="font-weight: 400;"> ilustram esse descompasso: são letras que beiram o constrangimento, soando como paródias geradas por inteligência artificial. </span><i><span style="font-weight: 400;">Honey</span></i><span style="font-weight: 400;">, em especial, parece ser um descarte de </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-said-i-love-you-first-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I Said I Love You First</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025)</span> <span style="font-weight: 400;">de Selena Gomez e Benny Blanco, tentando emular o </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/thank-u-next-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">thank u, next</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), de Ariana Grande.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, é importante ressaltar que felicidade nunca foi sinônimo de mediocridade no repertório de Swift. </span><a href="https://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), apesar dos pesares, comprova que a cantora é perfeitamente capaz de criar canções leves e divertidas sem sacrificar coesão ou inventividade. O próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl </span></i><span style="font-weight: 400;">guarda lampejos dessa habilidade: se esquecermos sobre quem e o que realmente se trata, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6m50keINEOI&amp;list=RD6m50keINEOI&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Wood</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma faixa que brinca com ambiguidade e superstições, embalada por uma produção contagiante que remete a </span><a href="http://youtube.com/watch?v=s3Q80mk7bxE&amp;list=RDs3Q80mk7bxE&amp;start_radio=1&amp;pp=ygUXaSB3YW50IHlvdSBiYWNrIGphY2tzb26gBwE%3D"><i><span style="font-weight: 400;">I Want You Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do The Jackson 5.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_35914" aria-describedby="caption-attachment-35914" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x450.png" alt="Taylor Swift caracterizada como uma showgirl ou melindrosa dos anos 20, sentada em um ambiente luxuoso e de estilo vintage. Ela usa um cabelo preto curto, em corte &quot;bob&quot;, com um adorno de cabeça cravejado de joias e pérolas. Seu traje é um exuberante arranjo de grandes plumas cor-de-rosa pálido que cobrem a maior parte de seu corpo. Com os lábios pintados de vermelho vivo, ela olha diretamente para a câmera enquanto segura uma taça de champanhe. O cenário é uma sala opulenta com paredes rosadas, detalhes dourados, múltiplos espelhos e móveis clássicos, iluminada por arandelas de luz quente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35914" class="wp-caption-text">Entre brilhos e plumas, o visual showgirl de Taylor Swift cria o clima do espetáculo sem revelar todos os bastidores (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A discrepância entre estética e som não seria um problema se o visual ao menos dialogasse com a proposta temática. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi promovido como uma imersão na vida de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">performer </span></i><span style="font-weight: 400;">– uma personagem que vive sob os holofotes, mas permanece enigmática fora deles. No entanto, a própria Swift parece negar o convite que faz: na esquecível </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OU6362Nggg0&amp;list=RDOU6362Nggg0&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;">, com participação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela canta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não conhece a vida de uma showgirl / E nunca vai conhecer</span></i><span style="font-weight: 400;">” – e, de fato, nunca saberemos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A liberdade criativa, aqui, se torna um mau agouro: as canções soam apressadas, escritas no automático, sem a lapidação característica da artista. Produzido em ritmo descompassado, entre apresentações da</span> <a href="https://extra.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2025/10/taylor-swift-anuncia-documentario-sobre-o-fim-da-the-eras-tour-e-reflete-capitulo-mais-intenso-das-nossas-vidas.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na Europa e viagens à Suécia para reencontrar Max Martin, o disco parece mais preocupado em existir do que em dizer algo. Em meio a um repertório que deveria explorar as contradições da fama e do espetáculo, encontramos uma canção sobre um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WQCPl5rTMDQ&amp;list=RDWQCPl5rTMDQ&amp;start_radio=1">romance</a> de ensino médio que termina em suicídio – uma escolha tonalmente deslocada e narrativamente incoerente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio desse turbilhão de informações pelo menos temos uma </span><i><span style="font-weight: 400;">diss track</span></i><span style="font-weight: 400;"> divertida e que gera polêmica. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FnEg1RgmqO4&amp;list=RDFnEg1RgmqO4&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Actually Romantic</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">surge como uma suposta resposta ao desabafo de Charli XCX em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S9s4Ckt-aKo&amp;list=RDS9s4Ckt-aKo&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Sympathy is a knife</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2024). “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ouvi dizer que você me chama de ‘Barbie sem graça’ quando a cocaína te dá coragem / E ainda fez uma música dizendo que passa mal só de ver meu rosto</span></i><span style="font-weight: 400;">”, canta Swift, em versos que dispensam sutilezas. Ao contrário do que dizem alguns <a href="https://pitchfork.com/reviews/tracks/taylor-swift-actually-romantic/">moralistas seletivos</a>, é ingênuo acreditar que a faixa se limita a um recado unicamente à música da britânica – que, sim, é a melhor entre as duas. Mesmo assim, Swift parece mirar em algo maior: o duplo padrão que rege o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo, no qual o deboche é celebrado como </span><i><span style="font-weight: 400;">cool </span></i><span style="font-weight: 400;">e a indiferença é subestimada. Se Charli XCX pode ser </span><i><span style="font-weight: 400;">brat</span></i><span style="font-weight: 400;">, por que Taylor Swift não pode responder à altura?</span></p>
<figure id="attachment_35915" aria-describedby="caption-attachment-35915" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-800x450.png" alt="Taylor Swift em um close-up com iluminação dramática e quente, em tons de vermelho. Com uma expressão poderosa, ela levanta os braços para colocar um elaborado adorno de cabeça cravejado de joias, tratando-o como uma coroa. Seus lábios estão pintados de vermelho vivo e ela usa joias brilhantes no pescoço e no pulso. O fundo é escuro e a luz focada cria um ambiente íntimo e majestoso." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35915" class="wp-caption-text">“Quantas vezes seu namorado disse / ‘Por que estamos sempre falando sobre ela?’&#8221; (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando tratamos da mensagem do álbum, não há como negar que, no </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/10/14/condado-de-los-angeles-declara-estado-de-emergencia-devido-as-batidas-de-imigracao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">contexto político e social</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos Estados Unidos, lançar um trabalho deliberadamente apolítico é, por si só, uma escolha política – e, neste caso, uma escolha conservadora. Não se trata de acusar Taylor Swift de ser republicana ou alinhada à direita – ela já se provou contrária à esse posicionamento. Porém, trata-se de reconhecer que: o </span><a href="https://cbn.globo.com/mundo/noticia/2025/08/04/trump-elogia-sydney-sweeney-por-anuncio-quente-e-detona-taylor-swift-ser-woke-e-para-perdedores.ghtml"><span style="font-weight: 400;">presidente dos EUA</span></a><span style="font-weight: 400;"> fala mal de você quase toda semana, sério que você prefere falar da ‘madeira’ do seu noivo e que você não liga pra Charli XCX? Evidentemente, não há nada de errado em querer falar sobre amor ou desafetos, mas o silêncio em torno do mundo ao redor soa, no mínimo, complacente. Em tempos tão polarizados, a ausência de posicionamento também comunica algo – principalmente quando parte de uma das figuras mais influentes do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema não é que Swift precise se tornar porta-voz de causas sociais ou comentar cada pauta do noticiário, e sim, a forma como o disco parece desconectado da realidade. Ao lançar faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">CANCELLED!</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que diz gostar que seus amigos sejam ‘cancelados’, e ao se manter próxima de figuras associadas ao trumpismo – como </span><a href="https://people.com/is-taylor-swift-song-cancelled-about-brittany-mahomes-11824086"><span style="font-weight: 400;">Brittany Mahomes</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, Swift acaba emitindo mensagens ambíguas que podem reforçar discursos com os quais ela não se alinha. Mesmo sem intenção, seu distanciamento das discussões acaba soando como indulgência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mUZ9T-hstUI"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> recente, Swift afirmou que aprendeu a “</span><i><span style="font-weight: 400;">não levar as críticas muito a sério</span></i><span style="font-weight: 400;">” – um comentário que, à primeira vista, soa maduro, mas revela um certo privilégio. É fácil ser acima das críticas quando se está blindada por dinheiro e uma base de fãs imensa. Essa postura reflete uma velha manobra do feminismo liberal: performar empoderamento enquanto se foge de qualquer tipo de responsabilidade política. Em um cenário cultural cada vez mais conservador, essa escolha ideológica não é neutra; é, na verdade, o reflexo de um sistema que recompensa quem decide não se posicionar.</span></p>
<figure id="attachment_35918" aria-describedby="caption-attachment-35918" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35918" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-800x450.png" alt="Foto do noivado de Taylor Swift e Travis Kelce. O casal está abraçado em um jardim exuberante, com as testas tocando uma na outra em um gesto de carinho. Travis, de perfil, usa uma camisa polo escura. Taylor, com franja e um vestido listrado, olha para ele com um sorriso suave, com a mão esquerda em seu rosto, exibindo um anel no dedo anelar. O cenário é ricamente decorado com um grande vaso branco cheio de flores em tons de rosa, vermelho e branco, e mais flores dispostas no chão, em meio a uma vegetação densa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35918" class="wp-caption-text">Em agosto de 2025, Taylor Swift anunciou seu noivado com o jogador de futebol americano, Travis Kelce (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que Taylor Swift já entrou para a história da música. Seu impacto comercial e artístico é inquestionável, consolidando-a como uma das maiores cantoras de sua geração. Porém, quando se fala em lendas, também se fala de transformação, de legado cultural e social. Madonna, Michael Jackson e os Beatles ultrapassaram as barreiras do som: influenciaram comportamentos, modos de vestir, formas de pensar. Falar da epidemia de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceklygyy8z4o"><span style="font-weight: 400;">AIDS</span></a><span style="font-weight: 400;"> é falar de Madonna; de </span><a href="https://app.uff.br/riuff/handle/1/31943"><span style="font-weight: 400;">contracultura</span></a><span style="font-weight: 400;">, dos Beatles; de </span><a href="https://mjbeats.com.br/2024/11/michael-jackson-e-a-luta-contra-o-racismo/"><span style="font-weight: 400;">igualdade racial</span></a><span style="font-weight: 400;">, de Michael Jackson. Todos eles deixaram marcas que ecoaram além dos palcos. No caso de Swift, a pergunta que permanece é: qual é o impacto que fica quando tiramos os números da equação?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é que Swift nunca tenha se posicionado. Ela já defendeu os direitos dos artistas, criticou a exploração de plataformas como </span><a href="https://www.bbc.com/news/newsbeat-33226865"><span style="font-weight: 400;">Apple Music</span></a><span style="font-weight: 400;">, falou sobre a venda de seus </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/how-taylor-swift-won-commentary-1235351833/"><span style="font-weight: 400;">masters</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se manifestou politicamente nas eleições de </span><a href="https://www.nbcnews.com/politics/2020-election/taylor-swift-endorses-joe-biden-president-n1242483"><span style="font-weight: 400;">2020</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.nytimes.com/2024/09/10/us/taylor-swift-endorses-kamala-harris.html"><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de apoiar a causa </span><a href="https://tracklist.com.br/orgulho-lgbtq-taylor-swift-cria-campanha-letters-to-my-senator/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIAPN+</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, diante do alcance que conquistou, suas ações parecem tímidas diante do potencial transformador que carrega. Hoje, Swift tem liberdade e poder suficientes para lançar qualquer tipo de obra que será comercialmente um sucesso. Por isso, a neutralidade, especialmente vinda de alguém que molda a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporânea, também comunica uma mensagem, e talvez mais forte do que se imagina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender essa opção exige também reconhecer o contexto em que ela está inserida. Vivemos um momento em que as pessoas são constantemente cobradas por posicionamentos e, ao mesmo tempo, ameaçadas por eles. Casos recentes como o assassinato de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-concede-maior-honraria-civil-dos-eua-para-charlie-kirk/"><span style="font-weight: 400;">Charlie Kirk</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a suspeita de um </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2024/08/21/taylor-swift-fala-pela-primeira-vez-sobre-suspeita-de-ataque-terrorista-aos-seus-shows-em-viena.ghtml"><span style="font-weight: 400;">ataque terrorista</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um de seus </span><i><span style="font-weight: 400;">shows </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2024 mostram que se expor pode ter consequências graves. Mas isso apenas reforça o tamanho da influência que ela tem: Taylor Swift está em um patamar em que tudo o que faz, ou deixa de fazer, reverbera globalmente. Mais do que sucesso, ela tem poder. E a questão que permanece é a mesma: o que ela faz com ele? Se lendas se tornam lendas por transformarem o mundo além da arte, talvez o maior desafio de Swift seja decidir que tipo de transformação quer deixar como legado.</span></p>
<figure id="attachment_35917" aria-describedby="caption-attachment-35917" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35917" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-800x450.png" alt="Taylor Swift se apresentando no palco durante a The Eras Tour. Ela está cantando com uma expressão concentrada enquanto toca um violão acústico de madeira clara. A cantora veste um vestido laranja cintilante e sem mangas, com lábios pintados de vermelho e seu característico delineado gatinho. Ao seu lado, um pedestal e um microfone estão cobertos de glitter avermelhado. O fundo é escuro e desfocado, pontilhado por luzes azuis e brancas, sugerindo a imensidão da plateia em um estádio." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35917" class="wp-caption-text">Com a The Eras Tour, Taylor Swift fez a turnê mais lucrativa da história (Foto: Emma McIntyre)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a um cenário tão polarizado, é difícil discutir Taylor Swift sem tocar em algo mais profundo – o modo como consumimos cultura hoje. Existe um fenômeno, que levaria meses de pesquisa: o efeito que ela exerce sobre as pessoas, tanto positiva quanto negativamente. De um lado, há os fãs que a veneram de forma </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/o-que-o-noivado-de-swift-ensina-sobre-rela%C3%A7%C3%B5es-parassociais/a-73796314"><span style="font-weight: 400;">parassocial</span></a><span style="font-weight: 400;">, incapazes de aceitar qualquer crítica contrária; do outro, os detratores que distorcem fatos e sacrificam o próprio senso crítico apenas para atacá-la. Ambos os polos se retroalimentam, mantendo acesa uma disputa que ultrapassa o campo da música e invade o da identidade, da moral e até do pertencimento social. Nesse fogo cruzado, o debate racional se torna raro, e talvez seja justamente essa intensidade que explica parte do fascínio em torno dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/the-life-of-a-showgirl-e-o-album-mais-grandioso-e-divisivo-do-ano-e-taylor-nao-gostaria-que-fosse-diferente/"><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um reflexo. Um espelho que devolve à própria artista, à indústria e ao público o espetáculo que todos ajudamos a construir. Taylor Swift pode parecer acomodada em sua mitologia, porém seu trabalho ainda provoca. Talvez o maior mérito deste disco não esteja em inovar musicalmente, mas em nos obrigar a olhar para o que projetamos nela – nossas idealizações, frustrações e contradições. Gostando ou não, ela segue cumprindo um dos papéis mais legítimos da Arte: o de gerar desconforto, debate e reflexão.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Life of a Showgirl" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4a6NzYL1YHRUgx9e3YZI6I?si=Boa4NEYKTD2mwyejpuOw-Q&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 5 anos, Taylor Swift transformava isolamento em enredo e silêncio em poesia com folklore</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 13:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Cinco anos atrás, em julho de 2020, Taylor Swift surpreendia o mundo ao lançar folklore, um disco inesperado em todos os sentidos. Lançado sem anúncio prévio, no auge do isolamento pandêmico, o álbum marcava uma guinada radical em sua estética musical e narrativa. Longe da grandiosidade colorida de Lover (2019) ou da pulsação &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ha-5-anos-taylor-swift-transformava-isolamento-em-enredo-e-silencio-em-poesia-com-folklore/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Taylor Swift transformava isolamento em enredo e silêncio em poesia com folklore"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35479" aria-describedby="caption-attachment-35479" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35479" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-3.png" alt="Capa do álbum folklore. Fotografia em preto e branco de uma floresta alta e densa envolta por neblina, com árvores longilíneas e um ambiente silencioso e etéreo. No centro inferior da imagem, Taylor Swift aparece sozinha, de pé entre as árvores, vestindo um longo sobretudo xadrez de estilo vintage. Sob o casaco, vislumbra-se um vestido fluido. Seu cabelo está solto, levemente ondulado e natural, caindo sobre os ombros. Ela mantém uma postura estática e contemplativa, com os braços relaxados ao lado do corpo. Sua figura humana se funde ao cenário melancólico, evocando introspecção e solidão bucólica." width="900" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-3.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-3-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-35479" class="wp-caption-text">folklore é o 8° álbum de estúdio da cantora (Foto: Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cinco anos atrás, em julho de 2020, Taylor Swift surpreendia o mundo ao lançar folklore, um disco inesperado em todos os sentidos. Lançado sem anúncio prévio, no auge do isolamento pandêmico, o álbum marcava uma guinada radical em sua estética musical e narrativa. Longe da grandiosidade colorida de </span><a href="https://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019) ou da pulsação icônica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Reputation </span></i><span style="font-weight: 400;">(2017), </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore </span></i><span style="font-weight: 400;">é cinza, úmido e contido. Um mergulho no íntimo. Em meio ao silêncio coletivo que marcava aquele momento da história, Swift parecia responder com um disco que não gritava, mas sussurrava. Que não seduzia com batidas, mas encantava com palavras, texturas e histórias fragmentadas. A obra é, antes de tudo, um disco de escuta – não para tocar no carro em movimento, e sim para ouvir como quem lê um diário escondido entre folhas velhas.</span></p>
<p><span id="more-35476"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de Aaron Dessner (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2cCUtGK9sDU2EoElnk0GNB?si=MT2aVesYTGeJkpcpQpAKXg"><i><span style="font-weight: 400;">The National</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, Swift trocou os refrões brilhantes por melodias etéreas e minimalistas. Os arranjos soam como se estivessem sendo tocados dentro de uma cabana de madeira, entre ecos e passos lentos. O piano é o protagonista discreto de muitas faixas, acompanhado por cordas delicadas e sintetizadores ambientes que criam um clima de suspensão. Em vez da intensidade emocional à flor da pele, </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha com a memória, com a ausência, com o que foi e não volta. A ausência de espetáculo visual e a estética </span><i><span style="font-weight: 400;">cottagecore </span></i><span style="font-weight: 400;">ajudaram a cimentar a imagem de um disco feito fora do tempo e das exigências da indústria. Entretanto, por trás dessa escolha está também um gesto artístico: Taylor Swift deixa de se colocar no centro e escolhe contar histórias – às vezes suas, às vezes de personagens imaginados, e muitas vezes uma mistura de ambos.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35478" aria-describedby="caption-attachment-35478" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35478" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2-800x450.png" alt="Imagem em preto e branco, em plano fechado, com fundo desfocado de natureza banhada por luz suave. Taylor Swift aparece em destaque, olhando sobre o ombro em direção à câmera com expressão serena e levemente melancólica. Seu cabelo está preso em um coque solto, com mechas onduladas caindo suavemente ao redor do rosto. Ela usa um vestido de alça fina, e sua pele reflete a luz natural com delicadeza. Uma das mãos toca o rosto num gesto suave, criando uma atmosfera de intimidade, fragilidade e contemplação." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-2.png 1077w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35478" class="wp-caption-text">hoax e the 1 foram as últimas músicas adicionadas no disco (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse impulso narrativo ganha forma exemplar no núcleo mais comentado do disco: o triângulo amoroso formado pelas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">cardigan</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">august</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">betty</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nas três músicas, Swift constrói uma mesma história sob diferentes pontos de vista, como se pedisse ao ouvinte que montasse o quebra-cabeça com as peças que ela oferece. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4R2kfaDFhslZEMJqAFNpdd?si=c6d5e94c4b9f4b3e"><i><span style="font-weight: 400;">cardigan</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, temos a jovem Betty, traída e melancólica, lembrando como foi descartada e depois procurada de novo. A canção é um lamento doce, com um piano melódico que acompanha o ressentimento contido da personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3hUxzQpSfdDqwM3ZTFQY0K?si=b7956d9bc0234da3"><i><span style="font-weight: 400;">august</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a narrativa muda: agora ouvimos a voz da garota com quem James – o elo do triângulo – viveu um caso de verão. Ela não é a vilã: é apenas alguém que acreditou em promessas não ditas, alguém que se entregou à ilusão com os pés descalços na areia. Por fim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5kI4eCXXzyuIUXjQra0Cxi?si=c0cc126837604f31"><i><span style="font-weight: 400;">betty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta o lado de James, em uma tentativa de desculpas juvenil, marcada por insegurança, culpa e nostalgia. É uma canção </span><i><span style="font-weight: 400;">country-pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que parece resgatar a loirinha adolescente dos primeiros discos, mas com a maturidade narrativa de uma artista que agora compreende a complexidade emocional de todos os envolvidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao construir esse triângulo, Swift rompe com a lógica binária das relações afetivas – não há heróis ou vilões, apenas pessoas tentando lidar com as consequências de seus atos. Essa escolha revela um amadurecimento não apenas lírico, como também ético. A cantora, que antes narrava suas relações com clareza autobiográfica, agora opta por ficcionalizar, e, ao fazer isso, amplia o escopo de sua arte. Mais do que expor suas dores, ela oferece ao ouvinte a experiência de habitar outras subjetividades. É um gesto que exige escuta e empatia. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0PZ7lAru5FDFHuirTkWe9Z"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, portanto, não é apenas um disco sobre sentimentos, é sobre perspectivas, sobre a instabilidade das verdades afetivas e sobre a beleza de contar histórias que nunca podem ser totalmente lineares.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - cardigan" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/K-a8s8OLBSE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, há duas faixas centrais de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dialogam com as ideias de narrativa, ficcionalização e crítica social: </span><i><span style="font-weight: 400;">mad woman</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">the last great american dynasty</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ambas revelam uma faceta sagaz de Taylor Swift: a da cronista que observa estruturas de poder, gênero e memória com ironia e precisão. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2QDyYdZyhlP2fp79KZX8Bi?si=7d08a16a91fe4839"><i><span style="font-weight: 400;">mad woman</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela retoma um dos temas mais recorrentes de sua obra – a demonização da mulher raivosa –, porém aqui o faz com sutileza e veneno contido. A música é um sussurro ácido sobre a forma como a raiva feminina é sempre lida como loucura, enquanto a violência masculina é banalizada ou justificada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2Eeur20xVqfUoM3Q7EFPFt?si=0d9f31520b5e498c"><i><span style="font-weight: 400;">the last great american dynasty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, talvez, o experimento narrativo mais ousado do álbum. Inspirada na vida de </span><a href="https://www.vogue.com/article/the-outrageous-life-of-rebekah-harkness-taylor-swifts-high-society-muse"><span style="font-weight: 400;">Rebekah Harkness</span></a><span style="font-weight: 400;">, antiga proprietária da mansão comprada por Swift em Rhode Island, a música transforma uma figura histórica marginalizada em personagem de uma pequena epopeia feminista. A canção narra os escândalos que marcaram a vida de Rebekah com um tom quase jornalístico até que, no fim, a intérprete vira a lente para si mesma e traça um paralelo entre elas. Ao se colocar como herdeira simbólica daquela mulher ‘difamada’, a compositora afirma a continuidade de um ciclo: mulheres que ousam viver fora das regras continuam sendo chamadas de ‘erradas’ e ‘problemáticas’. Essas duas canções, portanto, não apenas aprofundam o caráter literário de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também o politizam.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35481" aria-describedby="caption-attachment-35481" style="width: 400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35481" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image5-1.png" alt="Foto em preto e branco de um campo gramado com árvores ao fundo, parcialmente ocultas pela névoa. Taylor Swift está em pé no centro da imagem, usando um vestido leve de tecido xadrez com decote em “V”, por baixo de um longo casaco também xadrez. Seu cabelo está solto, com franjas e ondas suaves, compondo um visual natural e descomplicado. Ela segura as lapelas do casaco com ambas as mãos, enquanto seu olhar está voltado para o horizonte, com uma expressão calma e distante. A imagem evoca uma estética rural, silenciosa e nostálgica, com um ar de delicadeza melancólica." width="400" height="491" /><figcaption id="caption-attachment-35481" class="wp-caption-text">my tears ricochet foi a única música do disco escrita 100% pela intérprete (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, há espaço para autorreferência e introspecção, marcas que Taylor Swift nunca abandonou, mesmo em sua fase mais ficcional. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0ZNU020wNYvgW84iljPkPP?si=f98272cc95b648f5"><i><span style="font-weight: 400;">mirrorball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela se revela como uma artista frágil, refletindo as expectativas alheias como uma bola de espelhos que só existe enquanto gira. A metáfora é clara: Swift vive da performance constante, moldando-se ao olhar do público, ainda quando isso fere sua própria identidade. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7kt9e9LFSpN1zQtYEl19o1?si=a6d010d8eda0423a"><i><span style="font-weight: 400;">this is me trying</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> amplia essa exposição emocional. Nela, a narradora – talvez um personagem, talvez ela mesma – confessa arrependimentos profundos, como quem carrega o peso de seu potencial desperdiçado. É uma canção sobre o esforço silencioso de continuar, na mesma forma quando tudo parece perdido, e sua atmosfera rarefeita transmite um cansaço emocional difícil de nomear.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1MgV7FIyNxIG7WzMRJV5HC?si=a0b24b0adc6c4f12"><i>my tears ricochet</i></a> mergulha em um território ainda mais sombrio, frequentemente lido como um lamento direcionado à antiga gravadora da cantora, após a disputa pelos <a href="https://www.bbc.com/news/articles/cp3n799d0v5o">direitos de suas masters</a>. Mas, Swift transforma esse conflito empresarial em um funeral simbólico, onde ressentimentos ganham forma poética. A música não trata apenas de rupturas profissionais, e sim de de traições profundas, da dor de ter sua história tomada e recontada por outros. Juntas, essas faixas formam um eixo mais íntimo dentro de <i>folklore</i>, um espaço onde a artista deixa que suas próprias falhas, mágoas e cicatrizes apareçam – mesmo que envoltas por sussurros e metáforas. São momentos em que a ficção recua, e a vulnerabilidade se impõe.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35480" aria-describedby="caption-attachment-35480" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35480" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-800x453.png" alt="Imagem em preto e branco mostrando um campo extenso de vegetação alta, com árvores ao fundo suavemente embaçadas pela luz intensa. Taylor Swift aparece no centro da composição, de perfil, olhando por cima do ombro direito. Ela usa um vestido longo, claro e esvoaçante, com mangas bufantes e detalhes delicados, em um estilo romântico e campestre. Seus cabelos estão presos em um coque baixo e solto, e a luz cria uma aura difusa ao seu redor, quase etérea. A imagem evoca uma atmosfera de sonho, contemplação e afastamento." width="800" height="453" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-800x453.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-1024x579.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-768x435.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-1536x869.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1-1200x679.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image4-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35480" class="wp-caption-text">No Spotify, folklore teve o maior número de streams de abertura por um álbum em 2020, com mais de 80,6 milhões de reproduções globais no primeiro dia (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as canções mais comoventes de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">epiphany</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca por seu tom quase sacral e sua carga simbólica. A faixa é uma das mais atmosféricas e lentas do álbum, construída sobre camadas etéreas de sintetizadores e vocais distantes, como se estivesse sendo cantada de dentro de um sonho. Aqui, Taylor Swift costura duas narrativas: a do avô materno, Dean Swift, que lutou na Batalha de Guadalcanal na Segunda Guerra Mundial, e a dos profissionais de saúde que atuavam na linha de frente da pandemia de COVID-19. </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/taylor-swift-called-out-people-who-wont-wear-masks-covid-19"><span style="font-weight: 400;">Segundo a própria artista</span></a><span style="font-weight: 400;">, a canção foi escrita como uma homenagem àqueles que, em tempos de guerra ou de crise sanitária, encaram o sofrimento humano com coragem silenciosa, muitas vezes sem reconhecimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em versos como </span><i><span style="font-weight: 400;">“Only twenty minutes to sleep / But you dream of some </span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/08fa9LFcFBTcilB3iq2e2A?si=77ec5016f3a04eac"><i><span style="font-weight: 400;">epiphany</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> / Just one single glimpse of relief,”</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela traduz o esgotamento físico e emocional de médicos e enfermeiros, capturando com delicadeza a solidão e a carga psíquica desses profissionais durante o colapso hospitalar de 2020. Ao fazer essa conexão entre gerações e formas de cuidado, Swift amplia o escopo temático do disco, mostrando que </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;"> também é uma crônica do tempo em que foi criado, e que mesmo nas canções mais etéreas, pulsa um comentário agudo sobre o mundo real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado,</span><i><span style="font-weight: 400;"> exile </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">illicit affairs</span></i><span style="font-weight: 400;">, são dois dos momentos mais pungentes de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">, explorando diferentes formas de distanciamento afetivo. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4pvb0WLRcMtbPGmtejJJ6y?si=c72aac336a204bbd"><i><span style="font-weight: 400;">exile</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um dueto com Justin Vernon (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4LEiUm1SRbFMgfqnQTwUbQ?si=uJXj3n9ARWmeVZH6JyjSxg"><span style="font-weight: 400;">Bon Iver</span></a><span style="font-weight: 400;">), Swift constrói uma conversa entre dois ex-amantes que já não se entendem mais, como se falassem línguas diferentes. A troca de vozes, quase teatral, transforma a canção em um confronto resignado, em que mágoas antigas são ditas com frieza. Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2NmsngXHeC1GQ9wWrzhOMf?si=ddaf05d25d95406b"><i><span style="font-weight: 400;">illicit affairs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma narrativa contida, delicada, sobre o desgaste de um romance clandestino, onde o amor dá lugar à vergonha e ao autoapagamento. A canção começa suave, quase cúmplice, entretanto culmina em um dos momentos mais intensos do álbum, quando Swift canta com amargura: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Don’t call me kid / Don’t call me baby.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ambas as faixas falam de relações condenadas, cada uma à sua maneira – uma como fim inevitável, outra como ruína emocional.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35477" aria-describedby="caption-attachment-35477" style="width: 400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-2.png" alt="Foto em preto e branco capturada de costas, com Taylor Swift correndo por um campo de grama alta. Ela veste um vestido claro e fluido, com barra ondulando ao vento, parcialmente coberto por um casaco escuro e largo que cai sobre os ombros. Seus cabelos estão presos em um coque baixo e bagunçado. A imagem captura o movimento da fuga ou da liberdade, com um ar de espontaneidade e melancolia bucólica. A floresta desfocada ao fundo completa o cenário natural e introspectivo." width="400" height="536" /><figcaption id="caption-attachment-35477" class="wp-caption-text">folklore e evermore, o álbum lançado meses depois, são considerados irmãos pelos fãs e pela própria artista (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em novembro de 2020, Taylor Swift deu um passo além com a estreia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eHwZL17duJY"><i><span style="font-weight: 400;">folklore: The Long Pond Studio Sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dirigido e produzido por ela, este documentário-concerto íntimo foi gravado no </span><i><span style="font-weight: 400;">Long Pond Studio</span></i><span style="font-weight: 400;">, no interior de Nova York. O projeto apresenta versões acústicas de todas as 17 faixas originais, intercaladas por conversas descontraídas entre Swift, Aaron Dessner e Jack Antonoff, seja à beira de lareira ou com whisky e vinho à mão, revelando detalhes inéditos do processo de composição e produção. Além disso, durante a gravação, a artista aproveitou o momento para escrever novas músicas fora das câmeras, que mais tarde seriam incluídas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu álbum lançado logo em seguida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cinco anos depois, </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue como uma das obras mais reverberantes da discografia de Swift, não apenas pelo impacto imediato que teve, como o </span><a href="https://www.grammy.com/news/taylor-swift-wins-album-year-folklore-2021-grammys"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Álbum do Ano, por exemplo, mas por sua permanência afetiva e estética. É um disco que envelhece como uma carta escrita à mão: quanto mais o tempo passa, mais ele parece dizer. Sua influência estética também foi profunda: abriu caminho para obras como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5jmVg7rwRcgd6ARPAeYNSm"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e inspirou outras artistas a adotarem uma postura mais narrativa, melancólica e silenciosa em meio ao ruído constante da era digital.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, enfim, um marco de reinvenção, não apenas como movimento estratégico de carreira. Ele representa uma inflexão emocional, uma pausa no ritmo, um retorno à escuta. Ao trocarem o palco iluminado por uma cabana de lembranças, </span><a href="https://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seus personagens nos ensinaram que a ficção também pode ser uma forma de dizer a verdade. E que, muitas vezes, há mais honestidade em um sussurro bem contado do que em um grito confessional. É por isso que, meia década depois, ainda ouvimos o disco</span> <span style="font-weight: 400;">como quem entra devagar em uma casa antiga: sabendo que ali, no meio do silêncio e da madeira, há histórias que continuam pulsando.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: folklore (deluxe version)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1pzvBxYgT6OVwJLtHkrdQK?si=mV4KXgAMSTq_o1wb6Q3ZpQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 23:33:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35105" aria-describedby="caption-attachment-35105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35105 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35105" class="wp-caption-text">2024 foi o ano das mulheres, seja no pop, no rap ou no country (Texto de abertura e edição: Guilherme Veiga e Laura Hirata-Vale/Arte: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Ela está lá, no carro da rua que passa tocando o </span><a href="https://spectrumforu.substack.com/p/resenha-do-arrocha-j-eskine?utm_campaign=post&amp;utm_medium=web"><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">do carnaval</span></a><span style="font-weight: 400;">; no verão ensolarado é ela quem dá o clima; nos corações partidos, o primeiro ombro amigo vem de seus acordes e nas comemorações; é ela que intensifica a euforia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024 não foi diferente, pra onde você olhava, havia Música, e melhor, ela fazia história. No ano marcado pela ‘treta’ de Drake e Kendrick, ponto para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">de Compton, que, além de fazer o mundo inteiro trucidar seu oponente, ainda teve as honrarias máximas reconhecidas pela indústria. Em outra briga, dessa vez, menos sanguinária, Taylor Swift e suas várias versões do antológico </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> batia de frente com quem ameaçasse seu pódio nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não há como negar que foi o ano delas. O mundo foi </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">pintado de verde</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela efervescência de Charli xcx. A própria Swift ampliou ainda mais seu império, mas foi outra ‘loirinha’ – mais irônica e com intenção de instigar – que mostrou seu lado </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/"><span style="font-weight: 400;">curto e doce</span></a><span style="font-weight: 400;"> para os holofotes. Foi o ano das também das voltas; uma veio </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><span style="font-weight: 400;">a galope</span></a><span style="font-weight: 400;"> para reivindicar a música </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto outra saiu do crepúsculo de seu hiato para </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">alvorecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> com sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><span style="font-weight: 400;">voz de fada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de gente grande; enquanto o terror dos primos nos almoços de família, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">, chegou como quem não quer nada e nos afogou em suas questões e genialidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em todo ano e já de praxe nessa Arte, foi a diversidade que dominou. Enquanto POCAH reconta sua história através de todas as suas versões, </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><span style="font-weight: 400;">Twenty One Pilots</span></a><span style="font-weight: 400;"> dava um fim (?) para a sua. Se o The Cure voltou depois de 16 anos para o reino da tristeza com um álbum de inéditas, Rachel Chinouriri estreou abordando a mesma tristeza quase que com uma autopiedade cômica. </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com o pé na porta, já Gracie Abrams chegou com tudo. Luan Santana cantou amor, enquanto Duda Beat cantou tesão. Linkin Park entoou novamente o gutural típico do </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, diferente de Adrianne Lenker, que murmurou sentimentos doloridos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas uma coisa é certa, mais uma vez a já tradicional lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=melhores+discos"><span style="font-weight: 400;">Melhores Discos</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna do jeito que é. No ano em que perdemos </span><b>Liam Payne</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> segue uma direção: usar da Música e das Artes no geral para lembrar quem somos e discutir quem podemos ser.</span></p>
<p><span id="more-34950"></span></p>
<figure id="attachment_34968" aria-describedby="caption-attachment-34968" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34968" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Alligator Bites Never Heal. Na imagem temos a presença da cantora Doechii, uma mulher negra, de olhos castanhos, usando tranças nagô com miçangas na cor preta. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas, uma saia verde longa com detalhes em xadrez, uma meia branca e um sapato marrom. Ela está sentada em uma cadeira de madeira enquanto segura um jacaré completamente branco. Ao fundo temos uma tela verde escuro e no chão um tapete com vários detalhes. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34968" class="wp-caption-text">Doechii conquistou três indicações ao Grammy 2025 nas categorias de Melhor Artista Revelação, Melhor Álbum Rap e Melhor Performance de Rap (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Doechii &#8211; Alligator Bites Never Heal </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cuidado! </span><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> mandou avisar que em Tampa, Flórida existem muitos pântanos e nós sabemos que mordidas de jacaré nunca curam, </span><i><span style="font-weight: 400;">ya dig</span></i><span style="font-weight: 400;">? Em</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/60UzB8mOCMpc7xkuJE6Bwc?si=Sb_O0OjBTfyNnZqlaE4CFw"> <i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> produzida e interpretada por Doechii, encaramos de frente a sua versatilidade. Sintetizando suas raízes no </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop old school</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">explora temas sensíveis sobre a sua vida, como relacionamentos, revoltas e ascensão à fama. Em seu novo álbum, a artista apresenta uma narrativa tão sincera e por vezes brincalhona a respeito de si mesma, que as rimas guardam uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F0cdbR5ognY"><span style="font-weight: 400;">comicidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e originalidade única, dando </span><i><span style="font-weight: 400;">match </span></i><span style="font-weight: 400;">com a sua personalidade sagaz . </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco surge através da série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6skI89ZGaV4&amp;list=PLVBbjY9E_mIBZ_UlfFzu-mI52IiS4p37K"><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a cantora se desafiava com um cronômetro de uma hora para escrever suas músicas, que posteriormente eram publicadas semanalmente às sextas-feiras em seu canal do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-91vymvIH0c"><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desse projeto nasceu as letras </span><i><span style="font-weight: 400;">BULLFROG</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">CATFISH</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">FLORIDA WATA</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">SUNDAY’S BEST</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iGbeZNqklic"><i><span style="font-weight: 400;">NISSAN ALTIMA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor Performance de Rap. Com seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;"> escancara o talento de Doechii, mostrando sua criatividade e língua afiada nas 19 faixas presentes no disco, evidenciando pra quem ouve, que isso é só um fragmento de suas habilidades e que os próximos lançamentos da artistas promete ser de alta qualidade. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> CATFISH, BULLFROG, DENIAL IS A RIVER </span></p>
<hr />
<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34969" aria-describedby="caption-attachment-34969" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34969" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg" alt="Capa do disco All Born Screaming de St. Vincent. Na arte, a cantora, uma mulher branca de cabelos escuros, está em chamas. A câmera captura a sua figura por completo. St. Vincent está em frente a um plano de fundo escuro que realça a situação retratada na arte de capa do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34969" class="wp-caption-text">All Born Screaming recebeu quatro indicações ao Grammy de 2025, vencendo três delas (Foto: Virgin Music Group)</figcaption></figure>
<p><b>St. Vincent &#8211; All Born Screaming</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/st-vincent/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com um disco inteiramente produzido por ela. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3nRlJXz5W39luXRto5hc4f"><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um compilado das melhores características de uma das personalidades mais interessantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Em um misto de sonoridades que variam desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> progressivo até o </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Annie Clark desafia a si mesma, criando um disco que, não surpreendentemente, acerta mais do que erra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, com exceção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweetest Fruit</span></i><span style="font-weight: 400;"> – faixa com intenção de homenagear </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sophie/"><span style="font-weight: 400;">SOPHIE</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que acaba soando </span><a href="https://www.them.us/story/st-vincent-sophie-tribute-song-backlash"><span style="font-weight: 400;">fora do tom</span></a><span style="font-weight: 400;"> em mais de um sentido –, </span><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> justifica a vitória do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de Música Alternativa por se tratar de um retrato flamejante de toda a artisticidade de St. Vincent. A produção ganhou até mesmo uma regravação em espanhol, intitulada </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1RXC4kHEPA006xjHMtlI7O?si=tx1gRl1XRcm5YS8KIPEwtA"><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nascen Gritando</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hell Is Near; Big Time Nothing; Violent Times.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34970" aria-describedby="caption-attachment-34970" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Amaríssima de Melly. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele preta, com piercings no lábio inferior, nariz e sobrancelha e cabelo encaracolado ruivo e com uma tatuagem com o nome do álbum, Amaríssima, abaixo do olho direito, num fundo avermelhado." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34970" class="wp-caption-text">Amaríssima é sentir e viver um relacionamento do início ao fim em um álbum (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Melly &#8211; Amaríssima</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melly, cantora e compositora baiana, foi a artista revelação do Prêmio Multishow 2023, com seu  </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LR2sheQdWLI"><i><span style="font-weight: 400;">Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, foi com o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Amaríssima</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a intérprete  se destacou e abriu suas asas para voar ainda mais alto. </span><span style="font-weight: 400;">Nas 13 faixas que compõem o projeto, a jovem mistura</span><span style="font-weight: 400;"> ritmos de </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> com letras que exploram temas profundos como o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/amarissima-melly-explora-as-faces-do-amor-em-album-de-estreia/"><span style="font-weight: 400;">amadurecimento</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de trazer participações especiais como Liniker e Russo Passapusso</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Amaríssima, Melly explora diferentes fases de um relacionamento com a combinação de canções de diferentes gêneros, como samba-</span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e afropop. Os estilos musicais marcam o álbum, porém a cereja do bolo é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BCy16g7mre0"><span style="font-weight: 400;">curta metragem incrível</span></a><span style="font-weight: 400;">, idealizado pela cantora. Se amadurecer é desconfortável, Melly faz disso poesia e consegue estabelecer uma conversa com seus fãs da maneira mais pura.  O álbum é um convite para o mundo dela, sem deixar de conversar com os universos particulares de cada um, e isso não poderia ser mais perfeito. <strong>&#8211;</strong> </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cacau, Paraíso e </span><span style="font-weight: 400;">Bye Bye</span></p>
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<figure id="attachment_34971" aria-describedby="caption-attachment-34971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg" alt="Capa do álbum Batidão Tropical Vol. 2 de Pabllo Vittar. A imagem mostra a drag-queen, um homem negro, com uma peruca de cabelos escuros, utilizando apenas uma calcinha da cor preta. A drag-queen está com as mãos em cima dos peitos e, na mão direita, ela segura uma blusa da cor preta. O fundo da capa é da cor bege. Na parte de cima da foto, há o título do álbum, que está estilizado nas cores azul e verde. No lado esquerdo inferior, há três ícones, todos da cor laranja. Ao lado direito, há o nome da artista na vertical, com a cor vermelha." width="800" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1024x1020.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-768x765.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1200x1195.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34971" class="wp-caption-text">Segundo volume do projeto baseado em regravações de clássicos do Norte e Nordeste reafirma a versatilidade da drag queen (Foto: Gabriel Renné/Sony Music)</figcaption></figure>
<p><b>Pabblo Vittar &#8211; Batidão Tropical Vol. 2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando lançou, em 2021, o primeiro volume do </span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;">, projeto baseado em regravações de sucessos que ouviu durante a infância, clássicos amados pelos fãs ficaram de fora da </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> final. Após três anos, Pabllo Vittar voltou com seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/batidao-tropical-vol-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">sexto álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e a continuação daquele que é um de seus melhores trabalhos. Ampliando a nostalgia e dando uma nova roupagem às versões já conhecidas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrou o que sabe fazer de melhor: entregar um tecnobrega que reverencia o passado e, ao mesmo tempo, traz algo diferente, contribuindo para a sua produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> da banda Calypso, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Pra Te Esquecer</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando pela homenagem à Banda Batidão, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Ai Ai Ai Mega Príncipe,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a produção do disco – encabeçada por nomes como Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo, Ruxell, Zebu e Lux &amp; Tróia – consegue dar um toque </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh</span></i><span style="font-weight: 400;"> às composições que ficaram famosas nos anos 2000. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Desligue o Telefone </span></i><span style="font-weight: 400;">com</span> <span style="font-weight: 400;">Maderito, por exemplo, a artista utiliza o </span><a href="https://escolamusicartchapeco.com.br/glossario/o-que-e-drum-bass/"><span style="font-weight: 400;">drum and bass</span></a><span style="font-weight: 400;">, gênero da música eletrônica marcado por batidas rápidas. Somando os dois volumes, o trabalho da performer é um teletransporte à história daqueles que cresceram com o brega e as suas performances de tirar o fôlego. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>Rubi, Hoje à Noite (Alone) e Ai Ai Ai Mega Príncipe</p>
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<figure id="attachment_34972" aria-describedby="caption-attachment-34972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco BRAT. Ela consiste apenas em um quadrado verde com o nome do álbum em letra cursica minúscula com fonte aumentada e na cor preta" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34972" class="wp-caption-text">Carimba que é Brat (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli xcx &#8211; BRAT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Houve uma época, no auge dos anos 2000, em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> era categoricamente mais fútil, sem isso se tornar um demérito. Sem dúvidas, reflexo de tempos um pouco menos complicados. Roupas extravagantes, personalidades exageradamente excêntricas, </span><a href="https://www.buzzfeed.com/tessafahey/00s-girls-then-now"><i><span style="font-weight: 400;">it girls</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e músicas milimetricamente pensadas para ecoar apenas nos clubes de dança, como uma espécie de refúgio que beira o distópico da sociedade. Com o passar dos anos, nota-se certo pragmatismo na Música e ela, ao invés de ser esse reduto, se tornou cada vez mais identificável para com a sociedade, com intérpretes que são basicamente um reflexo de seu público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é exatamente no meandro desses dois mundos que </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sexto disco de estúdio de Charli xcx, se consagra. É notável que o intuito da cantora foi voltar as atenções para si, assim como qualquer garota pirralha – tradução mais apurada do termo título, mas o registro consegue fazer isso de diferentes formas. Expansivo e megalomaníaco, ele conquista com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> conduzido pela intérprete em parceria com o produtor de longa data </span><a href="https://www.instagram.com/agcook404/"><span style="font-weight: 400;">A.G Cook</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também cativa o público mais atual com letras duras e nada romantizadas sobre calvários atuais como rivalidade feminina e insegurança com a própria imagem. Cômico em sua premissa, chamou atenção e viralizou; capaz de se sustentar, ele virou conceito, mas acima de tudo ele fez o que um bom disco do gênero precisa, ser transgressor e de quebra se transformou num dos registros mais icônicos do ano.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Von dutch</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Apple</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Everything is romantic</span></p>
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<figure id="attachment_34973" aria-describedby="caption-attachment-34973" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg" alt="Capa do álbum de remixes de brat. Imagem quadrada com fundo verde vibrante contendo texto em preto, exibido de forma invertida (espelhada). A frase é: 'Brat and it's completely different but also still Brat', traduzindo-se para 'Brat e é completamente diferente, mas ainda assim Brat'." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34973" class="wp-caption-text">Charli XCX estendeu o ‘verão BRAT’ com a ajuda de parcerias inusitadas (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli XCX &#8211; Brat and it’s completely different but also still brat</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem aperta o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> custa a acreditar que esse é o primeiro álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/charli-xcx/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cantora, que iniciou sua carreira atrás da mesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">DJ</span></i><span style="font-weight: 400;">, elevou um clássico instantâneo com a ajuda de nomes inusitados, entre eles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z8BmhdyFG7E"><span style="font-weight: 400;">Julian Casablancas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=th4u1yrpuRE"><span style="font-weight: 400;">Bon Iver</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, apesar de toda a melodramaticidade intrínseca de seus trabalhos, capturaram a essência </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com versos reflexivos por cima de muitas batidas por minuto – com direito a Casablancas cantando sobre um divórcio conturbado enquanto XCX evoca com orgulho o fato de ser uma ‘garota má’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No topo do mundo por grande parte de 2024, Charli XCX bebeu da cultura </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2024/06/6878147-brat-evoca-o-brilhantismo-e-vanguarda-da-cultura-clubber.html"><i><span style="font-weight: 400;">clubber</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para viver seu ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bvy6aox2Sgw"><span style="font-weight: 400;">momento Elvis</span></a><span style="font-weight: 400;">’ em toda a glória que as casas noturnas podem oferecer. Em um ano em que a sonoridade feminina foi vendida de forma tão superficial pela indústria musical, coube à sósia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dMK_npDG12Q"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> a tarefa de criar um dos melhores hinos de ‘inimizade’ de todos os tempos. Desde ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IC0tq6n1zkY"><span style="font-weight: 400;">dancinha</span></a><span style="font-weight: 400;">’ viral no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando por polêmicas e brigas entre </span><i><span style="font-weight: 400;">fandoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> até chegar em uma turnê conjunta com </span><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/o-fashion-show-de-charli-xcx-e-troye-sivan-na-sweat-tour/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio para consolidar o impacto cultural do disco que pintou o mundo de verde. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">360 featuring robyn &amp; yung lean; Girl, so confusing featuring lorde; Mean girls featuring julian casablancas.</span></p>
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<figure id="attachment_34974" aria-describedby="caption-attachment-34974" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34974" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg" alt="Capa do álbum Bright Future. A imagem é uma fotografia em close do rosto da autora do álbum, Adrianne Lenker. A cantora está com um semblante sério, olhando diretamente para a câmera. Ela está com um chapéu de cowboy branco e a cabeça apoiada na mão direita, com uma luva sem dedos preta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34974" class="wp-caption-text">Adrianne Lenker é integrante do grupo Big Thief e costuma performar algumas músicas de seu trabalho solo, inclusive do álbum Bright Future, em shows com o grupo (Foto: 4AD)</figcaption></figure>
<p><b>Adrianne Lenker &#8211; Bright Future</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a marca mais forte da arte da </span><a href="https://www.thecut.com/article/adrianne-lenker-bright-future-album-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Adrianne Lenker</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja a sua capacidade de se despir emocionalmente por completo em suas composições. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future </span></i><span style="font-weight: 400;">é algo maior do que a cantora-compositora, é um pedaço de si que ela entrega ao mundo para assumir novas formas a cada ouvido que atravessa. O álbum dispensa rodeios, a voz da autora cede uma sinceridade tão crua e, por isso, familiar, que dói e conforta ao mesmo tempo. Lenker abre a obra com </span><i><span style="font-weight: 400;">Real House</span></i><span style="font-weight: 400;">, um relato de quase seis minutos no qual ela relembra memórias de sua infância. De cara, na primeira faixa, seu peito está aberto como um convite para que espiem e, inevitavelmente, virem o olhar para si mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa da obra brinca de alegorias com o trivial e ordinário, como pequenas crônicas que, ao falarem sobre o que parece nada, falam sobre tudo. As melodias imprevisíveis emulam fluxos de consciência que acompanham as letras. Os arranjos de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, com um quê de </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobre a base predominante de violão, piano e violino conferem ao álbum a sua atmosfera autêntica e intimista. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future</span></i><span style="font-weight: 400;"> está nessa lista, deve-se destacar a faixa </span><a href="https://youtu.be/GmycsQ30obg?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das maiores da carreira de Lenker e entre as melhores músicas de 2024. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Free Treasure</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Fool</span></p>
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<figure id="attachment_35001" aria-describedby="caption-attachment-35001" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Caju. Nela vemos Liniker, uma mulher negra de cabelo raspado baixo na cor caju. Ele está em um carro antigo com as portas na cor vermelho e o teto na cor creme. Ela coloca sua mão esquerda no vidro, onde mostra ter vários anéis. Ao fundo, o céu azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35001" class="wp-caption-text">Segundo álbum da carreira solo de Liniker, Caju alcançou mais de 200 milhões de reproduções nas plataformas de áudio (Foto: BREU ENTERTAINMENT)</figcaption></figure>
<p><b>Liniker – CAJU</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No gosto proeminente de um pseudofruto, Liniker se lambuza em frutose com </span><a href="https://personaunesp.com.br/caju-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CAJU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O álbum de 14 faixas é um verdadeiro passeio pela diversidade do sentir, contemplando desde a necessidade de um amor com intimidade ao respirar aliviado dos fins com tom de recomeço. Além das múltiplas facetas temáticas, o disco também encontra espaço para fazer um belo mix de ritmos musicais, trazendo o </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a</span><i><span style="font-weight: 400;"> mpb</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até o pagode para serem parte da construção da miscelânia.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom angelical, dramático e ousado de</span><i><span style="font-weight: 400;"> CAJU</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha ainda mais cor com a presença de</span><i><span style="font-weight: 400;"> feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> de peso, como o duo Anavitória, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ao Teu Lado</span></i><span style="font-weight: 400;">, BaianaSystem, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Negona dos Olhos Terríveis</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Melly, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Papo de Edredom</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre muitos outros adjetivos possíveis, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kEJstdoOJyY"><span style="font-weight: 400;">produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente encantadora e, de longe, um dos melhores trabalhos musicais do cenário nacional contemporâneo. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Caju, Veludo Marrom e Ao Teu Lado. </span></p>
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<figure id="attachment_34976" aria-describedby="caption-attachment-34976" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg" alt="Cada da trilha sonora original de Challengers. A arte se trata de uma pintura da face de Zendaya, atriz principal do filme, uma mulher negra de olhos escuros e cabelos claros. Ela veste um óculos de sol que reflete a visão dos coadjuvantes, dois homens brancos que, na trama, são jogadores de tênis. Na parte inferior da capa, estão escrito “Challengers” e “Music by Trent Reznor &amp; Atticus Ross”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34976" class="wp-caption-text">16 faixas compõem a trilha sonora original de Challengers (Foto: Milan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Trent Reznor and Atticus Ross &#8211; Challengers (Original Score)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, por um lado, partidas de tênis nunca foram tão interessantes quanto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rivais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), por outro, a trilha sonora original certamente adicionou uma camada extra de tensão ao trio protagonista do filme de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/luca-guadagnino/"><span style="font-weight: 400;">Luca Guadagnino</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com momentos que buscam inspiração nas </span><i><span style="font-weight: 400;">raves</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990 e no cenário da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">techno</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Berlim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2NHhf3qtcoVPDEb03G8RFv"><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresentou 16 faixas impressionantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter sido </span><a href="https://www.instagram.com/p/DGgpBxcSJiU/"><span style="font-weight: 400;">esnobado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelas principais premiações do Cinema, o disco rendeu nas redes sociais, viralizando a sonoridade com </span><i><span style="font-weight: 400;">memes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">edits</span></i><span style="font-weight: 400;"> criados por admiradores. Fazendo jus ao </span><a href="https://variety.com/2024/artisans/news/challengers-trent-reznor-atticus-ross-zendaya-luca-guadagnino-score-1235976130/"><span style="font-weight: 400;">convite</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Guadagnino aos compositores e membros do Nine Inch Nails </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iB4_qdtdtXU"><span style="font-weight: 400;">Trent Reznor e Atticus Ross</span></a><span style="font-weight: 400;"> – “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você quer participar do meu próximo filme? Vai ser super sexy</span></i><span style="font-weight: 400;">” – </span><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i><span style="font-weight: 400;"> brinca com os sintetizadores enquanto prepara o ambiente para a tensão (e o tesão) em cena. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Stopper; Brutalizer 2.</span></p>
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<figure id="attachment_34977" aria-describedby="caption-attachment-34977" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg" alt="Capa do álbum Charm, de Clairo. Na imagem, vemos a cantora, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela está deitada em um sofá verde, e a fotografia foca apenas em seu rosto e seus braços. Clairo olha para seu lado esquerdo, sem esboçar emoções. Ambos os braços estão apoiados no sofá, mas seu braço direito está com o cotovelo apoiado e ela segura seus cabelos com a mão direita. No canto superior direito, estão escritos os nomes da cantora e do álbum em um tom de verde mais claro." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34977" class="wp-caption-text">Charm foi indicado na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa no Grammy 2025, representando a primeira nomeação de Clairo na premiação (Foto: Clairo Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Clairo &#8211; Charm</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se fosse possível dar uma boa olhada dentro do cérebro de Clairo, seria seguro presumir que o fluxo de consciência dela é semelhante ao de qualquer pessoa com 20 e poucos anos. Segundo a cantora, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Zpam0KK9FlI"><span style="font-weight: 400;">experiências íntimas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ela aborda em seu terceiro álbum de estúdio têm a ver com “</span><i><span style="font-weight: 400;">momentos fugazes (&#8230;) em que fui encantada ou encantadora</span></i><span style="font-weight: 400;">” e as fantasias que esses momentos podem produzir. Quem nunca esteve nessa posição? E quem nunca precisou recorrer à Música para saber que não é a única pessoa do mundo a sentir tudo o que isso envolve?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Immunity</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora a juventude e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sling</span></i><span style="font-weight: 400;"> mergulha na complexidade que envolve o ato de crescer e amadurecer, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1KNUCVXgIxKUGiuEB8eG0i?si=ZD1vCiW1QpOX5OaTuHOvlg"><i><span style="font-weight: 400;">Charm</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está no meio-termo, ao passo que se debruça sobre o sentimento de se apaixonar por alguém. São 38 minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> sussurrante, elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, toques orquestrais </span><i><span style="font-weight: 400;">groovy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um calor aconchegante, com o lirismo de Claire Cottrill cantarolando junto com cada melodia descontraída. O álbum escancara o que a cantora e sua Arte sempre foram: um charme. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Second Nature, Juna e Add Up My Love</span></p>
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<figure id="attachment_34978" aria-describedby="caption-attachment-34978" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg" alt="Capa do álbum CHROMAKOPIA, de Tyler, The Creator. Na imagem, vemos o próprio cantor, que é um homem negro. Ele veste terno, usa uma máscara e tem seu cabelo estilizado. Ele olha para o lado esquerdo, fora do frame da fotografia, e faz um gesto com sua mão direita. A imagem é preta e branca, e é possível notar que existe uma luz profissional voltada para ele." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34978" class="wp-caption-text">“Sou o maior da cidade depois de Kenny, agora isso é um fato” (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Tyler, The Creator &#8211; CHROMAKOPIA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer um que esteja em dia com o cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual sabe que Tyler, The Creator é uma de suas jóias mais brilhantes, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> evidencia esse fato. Em sua produção mais inventiva até o momento, o artista amplia um pouco mais seus limites criativos e aprimora sua habilidade como contador de histórias, demonstrando uma vasta maturidade artística ao longo de todo o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é uma mistura de todos os temas que o artista já abordou em seus trabalhos anteriores sem parecer explicitamente com nenhum deles. A sensação é que as </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0U28P0QVB1QRxpqp5IHOlH?si=D_bHyTUVRVuL9hZVPv58-Q"><span style="font-weight: 400;">14 faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> aqui presentes são as que mais se assemelham com o verdadeiro Tyler Okonma, ainda que não se pareçam com nada que ele já tenha feito. Essa é uma proposta empolgante para os fãs de longa data, uma vez que abre um mundo novo de possibilidades para um dos nomes mais relevantes da Música contemporânea. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Rah Tah Tah, Sticky (feat. GloRilla, Sexyy Red &amp; Lil Wayne) e Take Your Mask Off (feat. Daniel Caesar &amp; LaToiya Williams)</span></p>
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<figure id="attachment_34979" aria-describedby="caption-attachment-34979" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png" alt="Capa do álbum Clancy. Nela, temos um fundo predominante na cor vermelha, com alguns detalhes nas cores preta e amarela, que remetem a chamas. Na imagem também há Josh Dun e Tyler Josep´h. Josh usa uma jaqueta preta com as mangas branca se uma calça preta e Tyler usa uma jaqueta preta, calça preta uma balaclava na cara e uma faixa preta com os dizeres CLANCY estilizados por sua extensão. Na parte cetnral e superior, também estilizado, está escrito CLANCY na vertical." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34979" class="wp-caption-text">Clancy prova que além de Música, o Twenty One Pilots é ótimo de narrativa (Foto: Fueled by Ramen)</figcaption></figure>
<p><b>Twenty One Pilots &#8211; Clancy</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de quase 10 anos, o Twenty One Pilots encerra uma </span><i><span style="font-weight: 400;">lore</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dura quatro álbuns e que traz consigo não só uma legião de fãs como também todo o amadurecimento do duo. </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Clancy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que o grupo atingiu sua forma máxima e como resultado, promove uma revisitação a toda sua carreira, sem mirar em um álbum específico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em questão de gêneros, talvez seja o álbum mais diverso do grupo: as estrofes rimas estão lá, mas dividem espaço com uma bateria mais carregada que remete ao </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos que descambam de vez para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa miscelânea de estilos converge com um Tyler que consegue abordar a batalha mental – que sempre foi mote dos últimos trabalhos do Twenty One Pilots – através de diferentes metáforas, que no final das contas, funcionam como uma recompensa para os fãs que batalharam junto ao longo da última década. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Next Semester,</span> <span style="font-weight: 400;">Oldies Station,</span> <span style="font-weight: 400;">Paladin Strait</span></p>
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<figure id="attachment_34981" aria-describedby="caption-attachment-34981" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34981" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco COWBOY CARTER. A arte se trata de uma fotografia de Beyoncé sentada em cima de um cavalo em movimento enquanto segura a bandeira dos Estados Unidos. A cantora é uma mulher negra de cabelos platinados longos que são fotografados balançando junto a bandeira do país. Ela está de frente para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. O cavalo é branco e é representado em movimento. Ao fundo, o cenário é um vazio preto com um chão desértico estilo faroeste." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34981" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER venceu três Grammys: Melhor Álbum Country, Melhor Perfomance Country em Dupla e Grupo e Álbum do Ano (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Beyoncé &#8211; COWBOY CARTER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta para as suas raízes texanas, Beyoncé fez de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">a sua principal aposta de redenção. Flutuando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante a maior parte de sua carreira, a artista finalmente se aventurou em um universo que não aprecia forasteiros: o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense. De fato, para a surpresa de poucos, o disco foi esnobado pela principal premiação do gênero, o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/cowboy-carter-de-beyonce-e-esnobado-no-country-music-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Country Music Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, pode-se afirmar que a força das 27 faixas se somatizaram em outra grande cerimônia da indústria, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammys/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, até o momento, ainda devia uma estatueta de Álbum do Ano à artista mais nomeada e vencedora de sua história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase como um enorme trabalho em grupo sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os limites entre diferentes sonoridades, a segunda obra da trilogia produzida durante a pandemia de covid-19 apresentou colaborações, no mínimo, singulares. Em meio a veteranos e novatos, as parcerias variaram desde a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UbxUSsFXYo4"><span style="font-weight: 400;">Dolly Parton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8MECfUH3GBs"><span style="font-weight: 400;">Stevie Wonder</span></a><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G7KNmW9a75Y"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wXhTHyIgQ_U"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">. O destaque, contudo, ficou sempre para a voz inconfundível de Beyoncé que, aqui, ecoou de forma ainda mais potente. Agora, é esperado que o encerramento do trio de discos venha acompanhado de uma pegada </span><a href="https://igormiranda.com.br/2024/02/beyonce-album-rock-teoria/"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> à la</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GC5E8ie2pdM"><span style="font-weight: 400;">Tina Turner</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das grandes inspirações da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">16 CARRIAGES; BODYGUARD; DAUGHTER.</span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34983" aria-describedby="caption-attachment-34983" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34983" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Cria de Caxias. Nela, vemos POCAH, uma mulher negra de cabelos pretos e longos. Ele está grudada em uma placa de trânsito com fita silvertape. Seu top e mini-saia são da cor prata, fazendo uma alusão a fita e ela veste também uma bota alta com estampa de onça. Ao fundo, a placa é na cor verde com os dizeres em letra maipuscula &quot;SAÍDA 171&quot; e logo abaixo &quot;DUQUE DE CAXIAS&quot; e onde estaria &quot;DUQUE&quot; está pixado com letras estilizadas &quot;CRIA&quot;. Além disso, há pixações também que dizem &quot;POCAH&quot;, &quot;VIVIANNE&quot; e &quot;MC POCAHONTAS&quot; fazendo alusão aos nomes da artista, ao fundo, uma rodovia movimentada e no canto inferior esquerdo, o selo &quot;PARENTAL ADVISORY EXPLICIT CONTEXT&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34983" class="wp-caption-text">Mesmo com o polêmico uso de inteligência artificial, POCAH entrega um ótimo álbum (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>POCAH &#8211; Cria de Caxias</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4?si=tbCsgcbpQ8CEdWCYethHRA"><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, POCAH celebra e relembra sua própria história. O disco mostra três momentos da cantora e suas canções são intercaladas por interlúdios,</span> <span style="font-weight: 400;">grafados de formas diferentes: </span><a href="https://open.spotify.com/track/3xkLkicrm5duKk94VCC5WM?si=Mbrz3SSVS5eTKAOTxTAdfg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">MC POCAHONTAS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/080Q6ex13eDl3vPdxAxjkt?si=7MjI0OU4QQe4ji-aE6SXDQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">pocah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/37QZOXTrPFApAYA8orVEwD?si=FjgRhzLbT4yEwjcaYaduBQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Viviane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além dessa distinção estilística, o álbum traz uma ecleticidade interessante – indo do funk carioca, passando pelo 150 bpm, até músicas reflexivas, cada um dos atos traz um ritmo diferente, e mostra a versatilidade de POCAH. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A definição perfeita de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mudança e amadurecimento. Diversos momentos importantes da vida da cantora estão presentes no trabalho, como troca do nome artístico – de Mc Pocahontas para somente POCAH – e o nascimento de sua filha Vitória. O primeiro e o segundo ato começam com a mesma batida – assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charli xcx</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com as canções </span><i><span style="font-weight: 400;">360</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">365</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, enquanto o último é repleto de calma e cheio de amor: a música </span><a href="https://open.spotify.com/track/3qEXRDyn4B0mQQNlTOWzFT?si=zig4CFwjTu-kqX5tzHpYdg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Vitória</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se comporta como uma declaração e encerra o disco de forma tranquila. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">ASSANHADINHA, cria de caxias e Vitória</span></p>
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<figure id="attachment_34984" aria-describedby="caption-attachment-34984" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg" alt="Em uma capa quadrada, se encontram duas figuras femininas, de costas. A mais à esquerda está apoiada sob o ombro da figura mais à direita, usa uma camiseta branca com detalhes nas costas e uma gola, além de ter um cabelo com luzes loiras preso em um rabo de cavalo e uma tatuagem na nuca. A figura mais à direita possui o mesmo cabelo e veste a mesma camiseta. O fundo é de cor marrom. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34984" class="wp-caption-text">Em mais um trabalho brilhante, Ariana demonstra vocais, história e se faz atual e relevante como em todas as suas eras (Foto: Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Ariana Grande &#8211; Eternal Sunshine</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ficando na lista dos </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/os-albuns-mais-ouvidos-no-mundo-em-2024"><span style="font-weight: 400;">cinco álbuns mais ouvidos de 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eternal Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem seu valor registrado na história. O sétimo disco de Ariana Grande vem como um recomeço grandioso na carreira da artista, possuindo um vínculo profundo com o momento que a Grande passava em sua vida pessoal, após o término de seu relacionamento com  Dalton Gomez. Transformando a dor e a vontade de se reencontrar, e com um impulso da chegada aos 30 anos, Ariana entrega ao ouvinte 13 novas músicas, pelas quais passeia por ritmos e sensações em uma delicadeza e poder únicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amadurecimento da cantora e de seu público se torna palpável no disco; para o espectador, chega na nova forma de escutar e entender cada referência, melodia e letra, e, para a cantora, na forma com a qual se apresenta. Sempre guardando uma surpresa para os fãs, Ariana expõe ao mundo </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">seu novo trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma sentimental e inteira, demonstrando como lidar com as memórias é importante para criar novas conexões e novos caminhos, e deixando a todos uma bela memória musical logo no início do ano, como uma carta de que mesmo nos momentos ruins, tudo vai melhorar. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">we can&#8217;t be friends (wait for your love), eternal sunshine, bye</span></p>
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<figure id="attachment_35003" aria-describedby="caption-attachment-35003" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Esquinas. Nela, vemos a esquerda, Ana, uma mulher branca de cabelo liso e castanho e Vitória, uma mulher branca de cabelo loiro platinado e cacheado. Ana olha para Vitória, que olha para a frente. O fundo da imagem está borrado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35003" class="wp-caption-text">Esquinas foi lançado acompanhado de uma visual experience delicada no Youtube (Foto: F/Simas)</figcaption></figure>
<p><strong>Anavitória &#8211; Esquinas </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que pode acontecer quando viramos uma esquina e não a outra? Em seu quinto álbum de estúdio, Anavitória não se dispõem a responder, mas a suscitar essa pergunta. </span><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em Dezembro de 2024, encerra a era </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), abusando do modo subjuntivo em um disco leve, grandioso e recheado de carga dramática. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Composto por 12 faixas, o trabalho representa as possibilidades em letras que tem como tema principal a vida; simples, contínua e incerta. O aspecto mais genial da obra é fazer com que quem escuta se sinta exatamente como as músicas interpretadas pelas artistas: longe de descobrir, mas como quem também</span><i><span style="font-weight: 400;"> “queria saber como seria”</span></i><span style="font-weight: 400;">.  Seja no claro ou no escuro, a única certeza é que virar a rua em que se encontra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HNHlYPtophU&amp;t=2194s"><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pelo caminho, é um doce presente. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Navio ancorado no ar, Espetáculo estranho e Água-viva. </span></p>
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<figure id="attachment_34985" aria-describedby="caption-attachment-34985" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum From Zero, da banda Linkin Park. Nela vemos ao fundo um auto-falante típico de caixas de som. Ele está coberto de um líquido rosa que parece estar em movimento pela vibração do alto-falante. No centro, em branco, temos o logo da banda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34985" class="wp-caption-text">Se o emo voltou de vez, agora é a vez do nu metal (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Linkin Park &#8211; From Zero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, nascido com a premissa de quebrar paradigmas, em uma relação inversamente proporcional, se tornou um dos gêneros mais conservadores – talvez só perdendo para a música clássica. O próprio Linkin Park já teve que lidar com certa rejeição quando veio ao mundo e, depois de provar seu talento, fincou seu nome na safra do início do século. Agora, sete anos após seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5Eevxp2BCbWq25ZdiXRwYd"><span style="font-weight: 400;">último álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e sem a cara principal da banda, Chester Bennington, o grupo precisou se provar mais uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://www.instagram.com/emilyarmstrong/"><span style="font-weight: 400;">Emily Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi anunciada como a </span><i><span style="font-weight: 400;">frontwoman</span></i><span style="font-weight: 400;"> escolhida para substituir Chester, a tarefa parecia ainda mais difícil. Mas o resultado foi um registro que, ao mesmo tempo em que preserva a história do Linkin Park, também coloca a banda como precursora nas mudanças do gênero. Mike Shinoda, agora com total controle da produção, conduz magistralmente o grupo de volta para um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais sujo e pesado instrumentalmente, para que a força vocal de Emily ecoe em um trabalho que agrada de gregos a troianos.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Heavy Is the Crown</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">The Emptiness Machine,</span> <span style="font-weight: 400;">Two Faced</span></p>
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<figure id="attachment_34986" aria-describedby="caption-attachment-34986" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png" alt="Capa do álbum 'Funk Generation' da artista Anitta. A imagem mostra Anitta posando em frente a uma grade de arame, à noite, com a cidade iluminada ao fundo. Ela está usando um look chamativo, com um biquíni jeans e acessórios brilhantes, como correntes e joias que cobrem seu corpo e cabelo. A estética é sensual e remete ao universo do funk. No canto superior direito, há um selo amarelo com o título do álbum escrito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34986" class="wp-caption-text">“Sou bem puta e todos sabem, né? Todos sabem” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Anitta &#8211; Funk Generation</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde quando Anitta anunciou em 2017 que ia começar a apostar em sua carreira internacional e levar o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">para o mundo, diversas tentativas foram feitas: O projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">Checkmate </span></i><span style="font-weight: 400;">e seus </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">, o primeiro álbum trilíngue, </span><a href="https://personaunesp.com.br/kisses-anitta/"><i><span style="font-weight: 400;">Kisses</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), várias colaborações com artistas globais e o polêmico </span><a href="https://personaunesp.com.br/versions-of-me-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022). Todos esses trabalhos tiveram seu valor, artístico e/ou estratégico, mas nenhum deles realmente transmitia nossa cultura. Porém, em 2024, a cria de Honório Gurgel finalmente fez o disco prometido, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6z6VObudfoxrvGNC5MtiTY?si=c3af39d600724c9f"><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum tem a coesão e a artisticidade que há muito tempo faltavam nas músicas da cantora. Produzido majoritariamente por artistas brasileiros, </span><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i><span style="font-weight: 400;"> resgata elementos dos diversos subgêneros do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">como o carioca, o paulista, o melódico, o dos anos 2000, entre outros. A sensação é de estar em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iaXt5shHFL8&amp;pp=ygUaZnVuayBnZW5lcmF0aW9uIGV4cGVyaWVuY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">bailão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do início ao fim. Mesmo que cante na maior parte do tempo em inglês e espanhol, Anitta conseguiu entregar qualidade tanto para nós, quanto para os gringos que estão conhecendo cada vez mais o </span><i><span style="font-weight: 400;">brazilian funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lose Ya Breath e Savage Funk</span></p>
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<figure id="attachment_35002" aria-describedby="caption-attachment-35002" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Gambiarra Chic. Pt 1. Nela vemos, duas mulheres que estáo triplicadads na imagem. Uma mulher é negra de cabelo loiro com mechas rosa e outra é uma mulher negra de cabelos pretos. Eles vestem um biquini azul e uma saia. Várias versões multiplicadas de Isma e Vita em diversas poses, sentadas em pedras em um fundo que simula o pôr do sol." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35002" class="wp-caption-text">Irmãs de Pau foram referência em experimentação no funk em 2024 (Foto: Irmãs de Pau)</figcaption></figure>
<p><strong>Irmãs de Pau &#8211; Gambiarra Chic Pt. 1 </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gambiarra Chic</span></i><span style="font-weight: 400;"> caminha por experimentações frenéticas e dançantes que dominaram as pistas das baladas LGBTQIA+ do Brasil. Com a ajuda de DJs como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-UryVbeU8As"><span style="font-weight: 400;">CyberKills</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://hashtagpop.com.br/clementaum-e-eleita-dj-do-ano-no-womens-music-event-awards-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Clementaum</span></a><span style="font-weight: 400;">, DJ Dayeh, Brunoso e</span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/mu540-e-apontado-como-um-dos-djs-mais-inovadores-da-cena-internacional-de-2024,06b8ff6f53884331d3b276d16f5dce0csw3xmwt9.html"><span style="font-weight: 400;"> MU540</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ajudaram na produção e levaram as músicas da dupla pelo país inteiro. Assim, elas conquistaram uma legião de fãs que adoram os seus </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">flows</span></i><span style="font-weight: 400;"> explosivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As experiências de mulheres trans são o ponto central das letras do projeto, ao abordar essa temática dentro do funk,</span><a href="https://midianinja.org/isma-e-vita-as-destemidas-irmas-de-pau-celebram-uma-decada-de-melodias-culminando-em-gambiarra-chic-2/"><span style="font-weight: 400;"> Irmãs de Pau</span></a><span style="font-weight: 400;"> reivindicam o seu lugar nos bailes, baladas e pistas do Brasil todo.  </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
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<figure id="attachment_34987" aria-describedby="caption-attachment-34987" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg" alt="Em um fundo de tecidos amarelo dourado, cinco homens vestidos de roupas pretas se posicionam na tela. Eles foram a palavra GARY juntos, sendo os dois primeiros se dividindo para fazer a letra G (um curvando o braço e o outro agachado ao chão), ao lado um homem fazendo o A, seguido de um homem fazendo o R e outro fazendo o Y." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34987" class="wp-caption-text">Provando que envelheceu como vinho, Gary soa como uma versão perfeita de Blossoms em seu novo trabalho. (Foto: ODD SK Recordings)</figcaption></figure>
<p><strong>Blossoms &#8211; Gary</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história por trás do nome </span><a href="https://www.rollingstone.co.uk/music/features/blossoms-interview-gary-photos-gary-lineker-tom-ogden-43083/"><i><span style="font-weight: 400;">Gary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">trás um toque especial a todo o conceito: se inspirando em uma figura conhecida do Reino Unido nomeada Gary, um gorila de fibra de vidro com mais de dois metros de altura, a faixa-título narra a história do desaparecimento do mesmo. E não era possível esperar a mesmice de tantos álbuns da atualidade dentro do novo trabalho da banda só de conhecer o que foi o pontapé para o trabalho.  Em seu quinto registro e estreando sob selo próprio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende positivamente com uma musicalidade que mescla tudo de melhor que a banda já ofereceu até hoje, com ritmos contagiantes, melodias gostosas de ouvir e uma escrita divertida – por vezes até irônica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção de tantas referências em um único trabalho, por vez, cria </span><a href="https://www.popload.com.br/blossoms-a-banda-inglesa-em-busca-da-batida-indie-perfeita-lanca-o-single-perfect-me"><span style="font-weight: 400;">algo original e único</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que transforma o disco em uma experiência agradável e uma boa companhia para o dia a dia. Entre as dez novas músicas, nenhuma cai no limbo de “se sentir descartável”. Mais de uma década após sua criação e em um momento marcante de reinício, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra atual, sólido e com muita força para continuar reinventando, além de ser um convite e tanto para uma nova parcela de ouvintes no outro lado do globo. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Perfect Me, Slow Down, I Like Your Look</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34988" aria-describedby="caption-attachment-34988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Girl With No FaceNa imagem, a cantora Allie X está centralizada, ela está com as mãos em uma máscara que cobre seu rosto. A máscara está abrindo ao meio, em um risco na vertical, revelando o nariz e boca da artista. A máscara é na cor branca e possui o rosto de Allie X. O cabelo, que parece ser uma peruca, é na altura dos ombros, de cor preta e franja curta. Os cotovelos estão apoiados em uma mesa de cor laranja, assim como o fundo da imagem também é desta cor. Allie X veste uma roupa com luvas, ambas na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34988" class="wp-caption-text">A cantora Allie X tem uma colaboração com Troye Sivan e Mitski (Foto: Twin Music)</figcaption></figure>
<p><strong>Allie X &#8211; Girl With No Face</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouvir </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/10o3OFqQt0gqemtIcCh72x?si=k9YvQ41CSXmkQzKKKGoZUQ"><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em fevereiro de 2024, é entrar nas discotecas dos anos 1980 e ferir os tímpanos com os sintetizadores típicos da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embora os ritmos façam o corpo querer dançar – com exceção da introspectiva e misteriosa faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Saddest Smile</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e os falsetes gritados da cantora contribuam para o estilo, as composições abordam temas sensíveis, como disforia, transtornos alimentares e padrões de beleza. Em </span><a href="https://escutai.com/girl-with-no-face-allie-x-fala-sobre-novo-album-e-participacao-com-frimes-e-tolentino/"><i><span style="font-weight: 400;">Off With Her Tits</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a repetição do refrão pedindo para retirar os seios, gruda na cabeça, assim como as imposições do sistema. A garota pode até não possuir rosto, mas esbanja personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito majoritariamente pela própria Allie X, </span><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi uma das surpresas mais agradáveis de 2024. Os tons contraditórios entre conteúdo e música conseguem fisgar o público que, oriundo da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, construiu uma personalidade ácida de fazer diversão com traumas e problemas. O disco é uma espécie de laboratório do que é ser uma mulher, e a canadense cria seu conceito – afinal, toda mulher pode vestir uma face. Infelizmente, Allie X ainda não explodiu nas paradas, nem virou </span><i><span style="font-weight: 400;">trend</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> – o fato de não querer estar em </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/04/23/allie-x-canadense-misteriosa-que-encanta-fas-lgbts-nao-gosta-de-pop-e-diz-recusar-festivais.ghtml"><span style="font-weight: 400;">festivais</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ter ajudado nisso –, mas com seu talento quem sabe no próximo ano. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Galina, Black Eye e Truly Dreams</span></p>
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<figure id="attachment_34989" aria-describedby="caption-attachment-34989" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg" alt="Capa do álbum Hit me Hard and Soft, da cantora Billie Eilish. Nela, vemos Billie, uma mulher branca de capelos pretos. ele veste uma camisa preta e calças pretas; No parte central superior, há uma porta branca na horizontal que está aberta. Billie se movimenta como se estivesse caindo dessa porta e se afogando, já que o fundo da capa representa um fundo de um lago/mar" width="798" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1022x1024.jpg 1022w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-768x770.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1200x1203.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_.jpg 1244w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34989" class="wp-caption-text">Em Hit me Hard and Soft, Billie Eilish se sente confortável na própria pele e divide com os fãs o entendimento de sua sexualidade (Foto: Darkroom/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish &#8211; Hit Me Hard and Soft</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À altura do terceiro álbum, é inegável o sucesso de Billie Eilish. Desde que lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i> <span style="font-weight: 400;"> </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, já foram dois prêmios do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nove vitórias ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, maior premiação da indústria fonográfica. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hit Me Hard and Soft</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora abriu – ainda mais – o coração e chegou a locais que até então não eram sua marca, a exemplo de sua extensão vocal em </span><i><span style="font-weight: 400;">BIRDS OF A FEATHER</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção, aliás, finalizou o ano de 2024 como a mais tocada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> e entrou na boca do povo como uma das faixas mais aclamadas de sua carreira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A virada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/happier-than-ever-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma sonoridade conhecida – e bem executada – da artista. Agora, há momentos iguais a esse no projeto. Em L’AMOUR DE MA VIE, a performer de 22 anos brinca com efeitos sonoros e mostra que sabe utilizar o </span><i><span style="font-weight: 400;">autotune</span></i><span style="font-weight: 400;"> a seu favor a partir da mudança da música. Com influências de </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop,</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas 10 faixas que compõem o trabalho, a irmã de Finneas – seu produtor e membro da família — se firma como uma grande contadora de histórias, sejam elas trágicas ou animadas, mas sempre muito, muito bem interpretadas. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>BIRDS OF A FEATHER, BLUE E L’AMOUR DE MA VIE</p>
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<figure id="attachment_34991" aria-describedby="caption-attachment-34991" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Humanamente de Lvcas. A imagem mostra o cantor, homem branco com um bigode e cavanhaque e um brinco de argola na orelha esquerda, com seu torso aberto e dele saindo fogo, e nascendo plantas,flores e raízes, num fundo branco com o nome do álbum (Humanamente) escrito ao lado superior direito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34991" class="wp-caption-text">Lvcas grita seus sentimentos reprimidos no fundo do coração em Humanamente (Foto: Lvcas)</figcaption></figure>
<p><b>Lvcas &#8211; Humanamente</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com fluidez similar à que produz conteúdo nas redes sociais há anos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">youtuber</span></i><span style="font-weight: 400;"> Lucas Inutilismo, utilizando o nome artístico de Lvcas, lança seu primeiro álbum Humanamente, que junta elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, funk e eletrônica. Com 16 composições autorais, Lucas é responsável por gravar vocais e todos os instrumentos das músicas, e co-assina a produção ao lado de Marcelo Braga, seu parceiro nos clássicos vídeos de releituras musicais de retrospectiva do artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum apresenta apenas uma colaboração especial com Luana Victoria, a irmã do artista, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Espero Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, que serve como um momento de tranquilidade no disco, composto por graves usados tanto para bate-cabeça quanto para dança. O </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a principal inspiração, mas há alusões ao </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">djent </span></i><span style="font-weight: 400;">enquanto traz reflexões sobre </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-lado-humano-e-pesado-de-lucas-inutilismo-em-seu-1-album-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">dilemas próprios</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ser humano nas letras, mas sem ser conceitual demais a ponto de contar história através da música. Em 2025, Lvcas inicia a sua turnê em São Paulo com </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/lvcas-inutilismo-promete-show-caotico-em-estreia-de-turne-em-sp-poe-esse-celular-no-bolso/"><span style="font-weight: 400;">show caótico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e é promessa no cenário de metal alternativo do Brasil. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Flores, Meu jeitinho e Te espero aqui</span></p>
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<figure id="attachment_34992" aria-describedby="caption-attachment-34992" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg" alt="Capa do álbum In Search Of The Antidote, de FLETCHER. Na imagem, vemos parte do rosto da cantora, já que seus cabelos, ao vento, impedem a visão completa dele. Ela é uma mulher branca de cabelos castanhos que usa um batom rosa. O fundo da capa é azul e, na canto superior direito, está a etiqueta de “parental advisory”. A palavra “antidote” se encontra em letras maiúsculas na cor salmão na parte inferior da imagem. Em cima das letras T e E, está escrito “in search of the” em letras minúsculas, na cor branca e em outro tipo de fonte." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34992" class="wp-caption-text">In Search Of The Antidote é, em sua essência, sobre a busca pelo amor próprio (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><strong>FLETCHER &#8211; In Search Of The Antidote</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que FLETCHER usou o nome da namorada de sua ex em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98CpVsXyQhE"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela tem sido considerada um ícone </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> no setor por seu lirismo irônico que encapsula, com sucesso, a experiência do relacionamento amoroso entre mulheres. No entanto, ao invés de continuar na narrativa dos rompimentos angustiantes e inseguranças pessoais do primeiro álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">In Search Of The Antidote </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece uma análise tumultuada de identidade e realização pessoal, englobando o lado sombrio do processo de cura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, Cari Fletcher se mostra como uma mulher complexa, vulnerável, forte, sexy e sem pudor, deixando claro que este é um dos </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ZXvAPiGoqDXWsLHd3oZ8Q?si=NRhUWG-CSZe9pwxs5vdGsg"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais honestos e consistentes de sua carreira. Envolvendo a bagunça das emoções pós-término em cortes </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que fogem às regras, a artista prova, mais uma vez, que ninguém faz hinos de corações partidos da mesma forma que ela. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lead Me On, Pretending e Antidote</span></p>
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<figure id="attachment_34993" aria-describedby="caption-attachment-34993" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34993" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg" alt="Capa do álbum I'm Not Afraid of Music Anymore da banda COIN. A imagem apresenta uma escultura de pedra representando duas figuras humanas fundidas em um abraço, com um fundo verde vibrante, transmitindo uma estética minimalista e expressiva." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34993" class="wp-caption-text">“Acho que existe algo que eu esteja fugindo, ou é apenas quem eu sou?” (Foto: TenThousand Projects)</figcaption></figure>
<p><b>COIN &#8211; I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sexto álbum de estúdio da banda COIN, intitulado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0iYfLtcJwYEl23TtnwTibd?si=2887dea8bb774ecd"><i><span style="font-weight: 400;">I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, chega após um período de bloqueio criativo do grupo. As ideias dos membros não convergiam entre si, mas um sentimento único as conectava: o medo. Foi a partir dessa inquietação que surgiu o disco mais coeso e maduro da carreira deles. Diferentemente de produções anteriores, em que Chase Lawrence, Ryan Winnen e Joe Memmel soavam como se estivessem compondo colagens musicais, este trabalho se destaca por construir um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aaUVoU6sF9M"><span style="font-weight: 400;">quebra-cabeça</span></a><span style="font-weight: 400;"> cuidadosamente montado do começo ao fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade do álbum presta uma homenagem aos primeiros trabalhos da banda, resgatando o característico </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">de garagem. No entanto, com a produção de Gabe Simon – conhecido por colaborações com </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-banisters-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Noah Kahan –, os instrumentais ganham uma polidez que os torna mais equilibrados e harmônicos. Nesse clima nostálgico, o grupo aproveita para reconhecer a importância de seus fãs. Na delicada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cj2UTS-kC1Q"><i><span style="font-weight: 400;">Sing Along</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Lawrence canta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quantas tentativas posso encaixar em uma música/Esperando que você ainda cante junto?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa conexão com o público é a maior conquista de COIN, e</span><i><span style="font-weight: 400;"> I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas reforça, mas também celebra essa história.  –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Problem e Sing Along</span></p>
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<figure id="attachment_34994" aria-describedby="caption-attachment-34994" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34994" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg" alt="Capa do álbum Kansas Anymore do artista ROLE MODEL. A imagem em preto e branco mostra o artista de perfil, usando um chapéu de cowboy e uma jaqueta de couro, em uma pose descontraída com o fundo liso e minimalista. O título do álbum e o nome do artista estão em letras pequenas e discretas na parte central da imagem." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34994" class="wp-caption-text">“Para ser honesto, gosto da sensação de deixar tudo queimar” (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Role Model &#8211; Kansas Anymore</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada melhor do que um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8&amp;pp=ygUMYWxsIHRvbyB3ZWxs"><span style="font-weight: 400;">álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">de término de relacionamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> escrito por um corno. Esse é </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4OZ6nCbn8w0cHr1m0qiD2s?si=7oO5_aOrScuj-Cyv3b_L9Q"><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo disco de estúdio de Tucker Pillsbury, mais conhecido como ROLE MODEL. Após terminar com uma das influenciadoras da Geração Z mais conhecidas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cpFc1RPOF7s"><span style="font-weight: 400;">Emma Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor entrega seu trabalho mais coeso até então. Entre melodias contagiantes, sua marca registrada, e a autoconsciência de sua personalidade sedutora, é possível aproveitar 40 minutos de músicas íntimas e divertidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que supera o fim de seu relacionamento, Pillsbury também se vê imerso na superficialidade de Los Angeles. As referências a drogas e tratamentos estéticos evidenciam um descontentamento crescente com o estilo de vida da cidade. A nostalgia por suas origens e o desejo de fuga explodem em faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cd6ZPEgs83I&amp;pp=ygUVdGhlIGRpbm5lciByb2xlIG1vZGVs"><i><span style="font-weight: 400;">The Dinner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde o artista expressa o desejo de abandonar a futilidade da vida urbana e retornar para casa. Após seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1PhcZ4Ov6ZxuaUZF8r9rbk?si=h-lDW_rrSBekveKyBDIWtQ"><i><span style="font-weight: 400;">Rx</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não ter alcançado grandes destaques, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um passo na direção certa na carreira de ROLE MODEL. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Writing’s On The Wall e Slipfast</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34995" aria-describedby="caption-attachment-34995" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34995" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg" alt="Capa do disco Luan Santana Ao Vivo na Lua - Crescente. A imagem mostra o cantor Luan Santana no centro da capa. O cantor está no ambiente de universo, com estrelas, um borrão azul e o planeta Vênus ao fundo. À frente, é mostrada a superfície da Terra. Ao centro da parte inferior da capa, há a palavra “CRESCENTE” em letras brancas e maiúsculas. Luan Santana está de olhos fechados e segurando um microfone. Sua cabeça está inclinada para cima e ele possui tatuagens no braço direito. Sua roupa é bege, com brilho e detalhes nos ombros que descem até o peito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34995" class="wp-caption-text">Luan Santana continua projeto na Lua e traz uma experiência mais imersiva aos fãs (Foto: Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Luan Santana &#8211; LUAN AO VIVO NA LUA &#8211; CRESCENTE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2a9sL47ztb0zlKUl0uZxL8?si=DgpoNwqrQZCNIa6Bb9uc-A"><span style="font-weight: 400;">novo álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de</span> <span style="font-weight: 400;">Luan Santana</span> <span style="font-weight: 400;">conta com mais uma fase da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">: depois do  </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0SXQI9rQAxolmySULiXLi0?si=iNDd3e3xROGDN0Giotuo8A"><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; NOVA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">CRESCENTE</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em 21 de novembro de 2024. O disco mostra uma nova perspectiva sobre as turnês que Luan pretende construir. Além disso, o cantor permanece trazendo músicas que não perdem a originalidade do seu sucesso inicial. O álbum continua com o estilo das faixas românticas que o público costumava vibrar, como a famosa música </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0tD1sypxaMDpTd6qH1labJ?si=e11efae4e8554213"><i><span style="font-weight: 400;">Meteoro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o primeiro marco de sua carreira, lançada em 2009. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência é totalmente imersiva, de modo que a tecnologia de palco está sendo utilizada para trazer uma ideia de um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> realizado no espaço: Luan</span> <span style="font-weight: 400;">esclarece isso na apresentação de </span><a href="https://youtu.be/6hzdm2goo2c?si=_YZfKu0JOzc6wFQo"><i><span style="font-weight: 400;">CERTEZA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O cantor sempre procura oferecer novos ambientes para o seu público e </span><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; CRESCENTE </span></i><span style="font-weight: 400;">não foi diferente. De maneira geral, pode-se afirmar que o álbum marca uma divisão para os próximos projetos do cantor, que agora competem com os desafios do seu papel de paternidade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CERTEZA &#8211; Ao vivo, PARECE &#8211; Ao vivo, COISAS QUE EU NÃO VOU DEIXAR DE TER &#8211; Ao vivo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35005" aria-describedby="caption-attachment-35005" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg" alt="Capa do disco Novela. A imagem de capa é uma fotografia da cantora Céu, dos ombros para cima. Ela está com os cabelos cacheados soltos, preenchendo todo o quadro da imagem. Sua expressão é séria, com o olhar direcionado para o horizonte. Tem um ponto de luz branca forte à direita da artista." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela.jpg 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35005" class="wp-caption-text">Novela é o sexto álbum de estúdio de Céu (Foto: Urban Jungle Records/ONErpm)</figcaption></figure>
<p><b>Céu &#8211; Novela</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">é carinhoso e prazeroso. A primeira faixa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">, já te transporta para o oásis do álbum, longe do mundo real, mas próximo da natureza. As melodias desapressadas conduzem uma experiência de transe ao ouvinte que, se deixar o corpo solto, acompanha os movimentos musicais sem perceber. É um álbum para ouvir e se deixar derreter nele. A sonoridade especial mescla com elegância MPB, reggae e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, guiada pela voz de veludo de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/ceu-retorna-as-raizes-com-novela-6-album-de-ineditas-tudo-que-eu-sei-fazer-e-misturar/"><span style="font-weight: 400;">Céu</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é um espetáculo à parte. A cantora sabe transitar pelos gêneros, conferindo a cada um que cruza a sua impressão autoral única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi gravado ao vivo, de maneira orgânica, o que acentua ainda mais a intimidade instantânea do ouvinte com a obra. </span><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">só falta respirar, é vivo. Céu não tem dificuldade em amarrar à mesma obra conceitos independentes, o que a permite brincar com faixas como a divertida </span><i><span style="font-weight: 400;">Cremosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e com o rock nostálgico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lustrando Estrela</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa grande salada mista, ainda tem espaço para colaborações de ótimo gosto, que só elevam a qualidade para além da estratosfera. A cantora divide os vocais com convidados em três faixas bilíngues (</span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://youtu.be/cvglSoxOMDU?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Corpo e Colo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></p>
<hr />
<figure id="attachment_35006" aria-describedby="caption-attachment-35006" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais). Na imagem temos a presença dos integrantes da banda Jovem Dionísio. Eles estão com um efeito distorcido então é difícil descrever os detalhes. Mas todos os integrantes estão vestindo calça cargo na cor bege e uma jaqueta marrom. O cantor Ber Pasquali diferente dos outros está usando um moletom vermelho e o Rafael Mendes “Fufa” está segurando uma guitarra azul. Ao fundo temos uma tela preta e no canto superior direito temos o nome da banda e do disco em tons vermelhos. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35006" class="wp-caption-text">A banda foi indicada ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa (Foto: JD Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Jovem Dionisio &#8211; Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome do disco surge através da letra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Neste Contexto</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção apresentada ao público como o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">dessa nova fase da banda. Agora, sem dúvida nenhuma, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/20tdkGDqEJFZJs6TYEqifo?si=c-BIKH2yRDSxZH9JGoKirw"><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, simboliza a trajetória e a convicção de que esse é o caminho que a Jovem Dionisio pretende seguir nos próximos anos. Antes do lançamento oficial do álbum, os “meninos hidratados&#8221; entregaram um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZiXxivGolP0&amp;t=14s"><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i><span style="font-weight: 400;"> filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, com um roteiro fantasioso digno do subgênero terrir sobre um chefe </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5M0ajbNpBuenxLiJQhDI3k?si=60ce01d5588440b6"><span style="font-weight: 400;">bagre</span></a><span style="font-weight: 400;">, dono de uma cadeiraria e que vive assombrando seus funcionários. O curta-metragem também escapa alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">spoilers</span></i><span style="font-weight: 400;"> das canções presentes no disco, além da nova identidade visual da banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O melhor de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7i67Zql4x6mQ3tdgl12ZZj?si=pIhnp13tSJSJtQwIfgMPbw"><i><span style="font-weight: 400;">Acorda, Pedrinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> volta com mais profundidade. Sendo o trabalho mais experimental produzido pela banda, o principal desafio na composição do disco foi, sem dúvidas, em como conduzir essa pluralidade de arranjos e histórias, de maneira coesa para a compreensão do ouvinte, sem que a narrativa se perdesse nela mesma. Algo que foi pensado em conjunto como um grupo e revisitado inúmeras vezes pelos integrantes, que chegou em seu resultado final: um dos melhores álbuns </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> no cenário atual da música brasileira. Fora o sucesso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1lvEFHCWBX4"><i><span style="font-weight: 400;">to bem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dispensa apresentações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i><span style="font-weight: 400;"> também traz grandes parcerias, como o Grupo Menos É Mais, na canção</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SADxMQyhgSl5DR3sJZmav?si=3b0b53ba93ad4572"><i><span style="font-weight: 400;">sinto muito (demo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e de Arnaldo Antunes, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0TIiAUocHUlmjQsHuq6HEh?si=79e3af99a5e24982"><i><span style="font-weight: 400;">passeando do seu jeito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marcando o encontro de gêneros musicais presentes na segunda discografia da banda. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Neste Contexto, sinto muito (demo), eu preciso te dizer que</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35007" aria-describedby="caption-attachment-35007" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Orquídeas. Na imagem, a cantora Kali Uchis está prensada em uma superfície de vidro, com o lado esquerdo do rosto virado para cima. Ela está nua e em todo seu corpo há pétalas de orquídeas nas cores: roxo, rosa e azul, em vários tons. Há também um líquido rosa espalhado pelo espaço e pelo corpo da cantora. No canto inferior direito, há o aviso de conteúdo explícito no álbum. Kali Uchis é uma mulher na faixa dos 30 anos de ascendência colombiana e possui cabelos escuros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35007" class="wp-caption-text">O álbum possui feats com Karol G e Peso Pluma (Foto: Geffen Records)</figcaption></figure>
<p><b>Kali Uchis &#8211; Orquídeas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amor, sedução, desejo e fertilidade costumam ser as associações que a flor orquídea recebe de muitas culturas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5U20AVSsUvycGtWip4XQfo?si=AtIUCsqUTwO1loSrszdt4w"><i><span style="font-weight: 400;">Orquídeas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Kali Uchis, também pode ganhar esses significados – e sentimentos para quem ouve – através das canções sobre traições, pensamentos intrusivos que trazem lembranças de amantes e o amor incondicional de uma mãe para com o filho. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Tu Corazón Es Mío… </span></i><span style="font-weight: 400;">é dedicada ao nascimento do filho de Uchis com Don Toliver: a artista, grávida no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TaxJKDaciqk"><span style="font-weight: 400;">clipe</span></a><span style="font-weight: 400;">, preferiu resguardar a gestação dos holofotes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o álbum consegue transpassar o calor do amor por meio dos ritmos quentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como seu antecessor </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Moon in In Venus</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém mais enérgico e sem espaço para as músicas melódicas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Mata</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção sobre uma mulher que conseguiu se libertar de uma relação ruim, é uma experiência que se assemelha a assistir a um filme do </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/cinema/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-pedro-almodovar-o-cinema-e-a-moda/"><span style="font-weight: 400;">Almodóvar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Embora a letra pareça um sertanejo universitário genérico, os arranjos e vocais de Uchis sobem a temperatura dos ouvidos de uma forma extremamente luxuosa. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>F</strong></span><b>aixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Igual Que Un Ángel, Te Mata, Tu Corazón Es Mío…</span></p>
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<figure id="attachment_35008" aria-describedby="caption-attachment-35008" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Plan A de Lil Tecca. A imagem mostra o rapper, homem jovem de pele preta, e cabelo crespo com dreads, vestindo uma jaqueta com estampa de onça e tampando metade do rosto com ela, ele usa vários aneis nos dedos e duas pulseiras todas de prata e também um óculos escuro na altura da testa, num fundo de tom marrom e dourado, No canto inferior direito vemos o aviso de conteúdo explícito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35008" class="wp-caption-text">Para Lil Tecca sempre existiu apenas um plano (Foto:Galactic Records/Lil Tecca)</figcaption></figure>
<p><b>Lil Tecca &#8211; Plan A </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com apenas 16 anos, ainda no colegial, Tecca lançou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1XzY2ij_vL4&amp;pp=ygUGcmFuc29t"><i><span style="font-weight: 400;">Ransom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu maior hit até hoje. Cinco anos depois, entre transições suaves e batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódicas, Tecca ainda consegue conquistar o coração dos fãs com seus novos projetos: não foi diferente com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=151SppD5qwg&amp;list=PL3fL6ZRIZG76mUB9yr-7_5CMMQfhUxMbm"><i><span style="font-weight: 400;">Plan A</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu quarto álbum de estúdio, o artista expressa que nunca teve outro plano para seu futuro, apenas o ‘plano A’. </span><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a faixa de abertura do álbum,</span> <span style="font-weight: 400;">recebe um destaque especial devido ao seu ritmo mais lento, trazendo uma coesão perfeita entre as rimas de Tecca por cima do instrumental </span><i><span style="font-weight: 400;">cloud trap</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 18 faixas e apenas uma colaboração, sendo em </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can’t Let Go </span></i><span style="font-weight: 400;">com Don Toliver, eram esperados mais participações especiais no álbum, porém a batida </span><i><span style="font-weight: 400;">rage rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental não deixou a desejar na faixa. É relevante destacar que as fantásticas transições entre as músicas do projeto tornam a experiência de ouvir o álbum como um todo algo incrível e único. O disco demonstrou a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zX7eDJq6aLM"><span style="font-weight: 400;">grande maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> adquirida pelo artista ao longo dos anos. Seja como pessoa e produtor, com apenas um plano em mente, Tecca está conseguindo concretizá-lo. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Taste, Bad Time e Number 2</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35009" aria-describedby="caption-attachment-35009" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg" alt="Capa do álbum POST HUMAN: NeX GEn, da banda Bring Me The Horizon. A imagem mostra uma ilustração digital de uma personagem futurista, com pele, cabelos e camiseta em tons de rosa. Suas olheiras são alaranjadas, seus olhos são verdes e vermelhos e ela possui uma cicatriz na testa. Ela usa um brinco dourado de lua em uma das orelhas e possui piercings no rosto, no espaço entre os olhos. No canto inferior esquerdo, é possível ver um ursinho de pelúcia preto e branco, que parece estar em seu colo. Do lado direito, na altura do ombro da boneca, vemos um robô pequeno, composto por asas de borboleta e cabeça e pernas de boneca, voando. Ao lado dele, preso na boneca, há uma espécie de aparelho vermelho que mede as batidas de seu coração e que, provavelmente, ajuda ela a sobreviver. A boneca olha diretamente para frente, sem expressar emoções, e o fundo verde possui algumas texturas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35009" class="wp-caption-text">POST HUMAN: NeX GEn foi lançado de surpresa após quase quatro anos de espera (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Bring Me The Horizon &#8211; POST HUMAN: NeX GEn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, a banda britânica Bring Me The Horizon tem passado uma mensagem muito clara para o público: ‘não temos </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/59991/1/oli-sykes-bring-me-the-horizon-interview"><span style="font-weight: 400;">medo de mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e usamos nossa criatividade como bem entendemos’. Esse forte posicionamento fez com que os integrantes não se prendessem a um único gênero, algo que não costuma acontecer no meio em que estão inseridos, e é o que faz a banda crescer a cada lançamento – mesmo estando na indústria há duas décadas. </span><i><span style="font-weight: 400;">POST HUMAN: NeX GEn</span></i><span style="font-weight: 400;">, a segunda parte de um projeto que retrata uma sociedade pós-apocalíptica, é um dos álbuns que mais sustentam esse argumento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao adicionar </span><i><span style="font-weight: 400;">electronica</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hiperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> à mistura usual de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">emo</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda produz um disco diversificado, mas que ainda carrega a personalidade e o talento lírico que sempre teve. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1k7OXnGQPV4zF3seDwRroD?si=UzGXq-kMQlipn5bARsn6xA"><i><span style="font-weight: 400;">NeX GEn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que está em contato com o passado, ciente do presente e idealizando o futuro – algo que pouquíssimos artistas chegaram perto de realizar em 2024. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">YOUtopia, Top 10 staTues tHat CriEd bloOd e DArkSide</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35048" aria-describedby="caption-attachment-35048" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Prelude To Ecstasy. Nela, vemos uma cômoda de pedra com várias flores e velas e um quadro, onde as cinco integrantes da banda aparecem. São todas mulheres brancas e, da esquerda para a direita, uma está de vestido vermelha, outra de vestido branco, outra de vestido preto e mais uma de vestido branco. E no meio a vocalista está de vestido dourado. Eles se vesteme como se estivessem na era vitoriana do séc XIX" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35048" class="wp-caption-text">Disco um dos indicados Mercury Prize, maior premiação fonográfica da Inglaterra (Foto: Universal Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>The Last Dinner Party &#8211; Prelude To Ecstasy </strong></p>
<p>Com o passar dos anos, cada vez mais expoentes femininas estão conquistando seu lugar no <em>rock</em>, principalmente vindos da vertente britânica do gênero. Nesse ano, foi a vez do <a href="https://escutai.com/the-last-dinner-party-e-um-banquete-para-quem-gosta-de-musica/">The Last Dinner Party</a> alçar os holofotes de uma forma bastânte única e cheia de excêntricidade, colocando a banda como um dos maiores achados desta década.</p>
<p>O quinteto gótico, que seu conheceu nos pubs enquanto cursavam a faculdade, não reinventa a roda. Pelo contrário, ele usa de referências muito distantes uma da outra e as canaliza e um <em>pop barroco</em> repleto de <em>glam rock</em>. Como qualquer obra de origem feminina, <em><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ycq58KRtWt3wFtbuIkvLn">Prelude to Ecstasy</a> </em>vem carregado de críticas a masculinidade e a percepção feminina da sociedade, que são intesificadas por cinco artistas que fazem questão de ir contra a forma com que a humanidade imagina e idealiza uma mulher. <strong>&#8211; Guilherme Veiga</strong></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Nothing Matters, Ceasar on a TV Screen, Beautiful Boy</p>
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<figure id="attachment_35010" aria-describedby="caption-attachment-35010" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Room Under the Stairs. Na imagem temos a silhueta do rosto do Zayn ampliada em tons de azul. No interior da figura temos a imagem de uma escada em meio a um local rodeado por árvores e arbustos. No canto inferior esquerdo está escrito o nome do cantor em letras grandes, nas cores branca e azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35010" class="wp-caption-text">Room Under the Stairs ganhou uma versão deluxe com quatro músicas inéditas: Ignorance Ain’t Bliss, Lied To, In The Bag e Gave (Foto: Mercury Records)</figcaption></figure>
<p><b>ZAYN &#8211; ROOM UNDER THE STAIRS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escolher deixar uma parte sua para trás requer boas doses de sanidade e de falsos começos. Para ZAYN, essa mudança começa através de</span><i><span style="font-weight: 400;"> insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ecoam em seu íntimo e que ganham pulsação através das 15 faixas presentes em seu novo disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0PGluYePuY9INYN7SQheZ0?si=5VvOkZAeTS-js0vRXJY8tA"><i><span style="font-weight: 400;">ROOM UNDER THE STAIRS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sendo uma expressão de seus anseios e inquietações, o álbum representa um recomeço próprio para o cantor e para a sua música. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos separam o trabalho atual do seu último registro, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2yuQqhSklmfWgn8lmJNk5t?si=LSpiIKhSQ3uQQb3p7jjgOg"><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">(2021), um disco também introspectivo, mas que demandava de uma grande produção para alcançar o </span><i><span style="font-weight: 400;">rhythm &amp; blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno pensado e desejado pelo artista. Diferente disso, o quarto álbum é mais cru e intimista em sua composição, se aproximando das sonoridades do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> original. Com apenas voz e violão – e </span><i><span style="font-weight: 400;">a little bit of soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, Zayn aproxima suas letras de seus ouvintes, atingindo a maturidade que faltava em sua discografia. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> False Stars, The Time, Alienated</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35011" aria-describedby="caption-attachment-35011" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png" alt="Capa do disco Serenata da GG, Vol. 1 (Ao Vivo). A imagem mostra um coração rosa que ocupa todo o espaço central da capa e possui um relevo profundo, onde Gloria Groove está sentada. A cantora está usando um vestido vermelho, com luvas vermelhas e saltos vermelhos e seu cabelo também está da mesma cor. Ela utiliza jóias no pescoço, orelhas e mãos. Ao lado dela, está escrito “Serenata da GG” em letras rosas com sombra vermelha. Abaixo, em uma fonte menor, está escrito “Vol.1”. Ao fundo da imagem, a cor é preta." width="774" height="774" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35011" class="wp-caption-text">Gloria Groove aposta em mistura de música clássica e pagode em seu álbum Serenata da GG, Vol.1 (Foto: SB Music)</figcaption></figure>
<p><b>Gloria Groove &#8211; Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em maio de 2024, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2rKJHBwHEuztGQqjBkDDAK?si=jSXQ2PJaQS-8K62NXZ3WyA"><i><span style="font-weight: 400;">Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez Gloria Groove sair do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro. A chegada da cantora no pagode, por meio de músicas inéditas e regravações de clássicos dos anos 2000, mostra que a voz de Groove recebeu um toque surpreendente. O disco conta com 13 faixas, com participação de Ferrugem, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1baKllsMyEEdKIUiNx58KA?si=09fcc08d3f9f415e"><i><span style="font-weight: 400;">Câmera Frontal &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o cantor Belo, em</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5Y0RHqLgXOvZ9PtCf5Jb5n?si=3ef37a813d134e7f"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Era Feliz &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> inovou o estilo que está acostumada a cantar, de modo que o álbum traz mais romance para sua música, ao contrário de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4Qq4x0tJGWEFZt6jnvOKrQ?si=1i9nI3dtQmWSI2YqmEv-eQ"><i><span style="font-weight: 400;">LADY LESTE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que possui faixas voltadas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Serenata da GG, Vol. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gloria Groove</span> <span style="font-weight: 400;">preocupa-se em trazer um pouco mais do ritmo típico brasileiro, além de misturar sua música com ícones do Brasil, como Alcione</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">na faixa </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SSOaOh6W2vjiRVfPKSqoS?si=3f12611cf536493b"><i><span style="font-weight: 400;">A Loba &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essa nova visão da cantora, com certeza, deixa qualquer um em dúvida sobre qual será sua próxima aposta. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Nosso Primeiro Beijo &#8211; Ao Vivo , Eu Odeio Dia 12 &#8211; Ao Vivo, Radar &#8211; Ao Vivo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35012" aria-describedby="caption-attachment-35012" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png" alt="" width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35012" class="wp-caption-text">Produzido de maneira independente, Sexto Sentido é o segundo álbum da carreira de Luanna (Foto: MC Luanna)</figcaption></figure>
<p><b>MC Luanna – Sexto Sentido</b><b><br />
</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Nome marcante da cena feminina do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mc Luanna cresce sem medo e, em 2024, provou novamente que não à toa. Com o lançamento de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sexto Sentido</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora mostrou que a menina de </span><a href="https://open.spotify.com/album/54SQtN4KEfykOFgjtKXLzr"><i><span style="font-weight: 400;">44</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022) amadurece a cada dia com rimas mais críticas e </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> complexos, se tornando a mulher que sabe o quão contra a corrente nada. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Longe de achar graça nessa realidade de ser um nome entre poucos quando se trata de mulheres negras com visibilidade na Música, a artista trata de destacar a insatisfação com essa realidade: “</span><i><span style="font-weight: 400;">sou uma mulher negra falam pra ser mais forte/pra correr duas vezes porque a gente é sem sorte/pra que expor sentimento se não vou ganhar flores?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.  Da vulnerabilidade e dor de não poder sequer aparentar fraqueza, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7oHTdUPKkBo"><span style="font-weight: 400;">Luanna</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que sua força está em ser a inspiração de tantas mostrando exatamente o que o mundo a fez achar errado expor: humanidade.  </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Ainda Sinto Muito, Rotina 2 e Cartas a Uma Garota Negra.</span></p>
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<figure id="attachment_35013" aria-describedby="caption-attachment-35013" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg" alt="Capa do disco Short n’ Sweet, da cantora Sabrina Carpenter. Sabrina Carpenter é uma mulher branca, de cabelos loiros e olhos azuis. Ela aparece em frente de um fundo azul, olhando por cima do ombro. Em seu ombro, há uma marca de beijo, feita com batom vermelho escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35013" class="wp-caption-text">Short n’ Sweet é para todos os gostos (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter &#8211; Short n&#8217; Sweet</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cafeinado, pequeno e doce, </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/?fbclid=PAY2xjawG1wohleHRuA2FlbQIxMAABpjRHsWpQF02kAauBdiwaWYoU4D4uaGYn1UTqsN7akHvbTiuFZvmZ5KWt8w_aem_Zj6Lh1_FSKr20M1Vh13Yxw"><i><span style="font-weight: 400;">Short n’ Sweet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra ainda mais o lado sedutor e apaixonado de Sabrina Carpenter. Por meio de trocadilhos e piadinhas levemente sexuais, a cantora consegue ainda mais se distanciar da imagem de atriz mirim da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> e se aproximar do estrelato do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e mostra que já atingiu a maioridade. Carpenter apresenta um disco enérgico e divertido, flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">synth pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jbJhdc2zLz0"><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de afirmar que mulheres podem sim demonstrar a sexualidade e a sensualidade de formas positivas, sem sentirem vergonha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> chiclete, Sabrina Carpenter evolui ainda mais seu trabalho com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Island Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que acompanha a pequena loirinha desde o emocional </span><i><span style="font-weight: 400;">emails i can&#8217;t send</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, e se estabelece na cena musical. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> viciantes – </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eVli-tstM5E"><i><span style="font-weight: 400;">Espresso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com sua cafeína, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cF1Na4AIecM"><i><span style="font-weight: 400;">Please Please Please</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com suas repetições e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KEG7b851Ric"><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com suas fofocas – e músicas ainda mais gostosas de ouvir, Carpenter mostra que a sua Música possui tons alegres e cômicos, e que sempre pode retornar para temas reflexivos – como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=moMdJBDCblE"><i><span style="font-weight: 400;">Dumb &amp; Poetic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Good Graces, Taste, Don&#8217;t Smile</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35014" aria-describedby="caption-attachment-35014" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg" alt="Capa do disco Songs Of A Lost WorldNa imagem, a cabeça de uma escultura em pedra está caída em um fundo preto. Não possui rosto, apenas traços de boca e olhos. No canto superior direito, está escrito o nome da banda, com “the” em minúsculo e “Cure” em caixa alta. Abaixo da cabeça, está o título do álbum “Songs Of A Lost World”." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35014" class="wp-caption-text">Songs Of A Lost World é o primeiro álbum inédito da banda em 16 anos (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>The Cure &#8211; Songs Of A Lost World</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Canções De Um Mundo Perdido</span></i><span style="font-weight: 400;"> (em tradução livre) marca o retorno </span><span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2024/10/14/cure-planeja-aposentadoria-e-turne-para-comemorar-50-anos-da-banda/"><span style="font-weight: 400;">despedida</span></a> <span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> da banda britânica comandada pelo vocalista, guitarrista e compositor Robert Smith. O novo álbum, embora melancólico, é sobretudo potente, e questiona o mundo atual através da forma e conteúdo. Com os celulares, rádios, </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">e músicas aceleradas, o disco de oito músicas e 49 minutos de duração vai na contramão das tendências e exige do ouvinte um momento de contemplação para as cargas dramáticas de The Cure. Introduzido por </span><i><span style="font-weight: 400;">Alone</span></i><span style="font-weight: 400;"> com guitarra e bateria, a voz de Smith só entra depois de três minutos, assim como as outras canções &#8211; a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Endsong </span></i><span style="font-weight: 400;">de dez minutos só apresenta letra aos seis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse é o final de todas as canções que já cantamos</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">anuncia a banda. O disco reflete sobre a experiência de luto que Robert Smith passou ao longo dos anos, com a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/cure-robert-smith-revela-que-morte-da-mae-do-pai-do-irmao-influenciou-novo-disco/"><span style="font-weight: 400;">morte do irmão</span></a><span style="font-weight: 400;">, da mãe e do pai. É um homem que se encontra desconcerto sobre o lugar que vive. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4wjxmqXnSQvBZWL3IbYngX?si=lIZtRR5_QO6hhYhCmaLF0g"><i><span style="font-weight: 400;">Songs Of A Lost World</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é incrível e faz você sentir cada sentimento através das cordas e da voz de Smith &#8211; que nada envelheceu. O mais interessante é que, mesmo aos 65 anos, o mundo do líder da banda não está deteriorando pelas pautas raciais ou de sexualidade &#8211; como de costume com os ‘rebeldes’ do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> -, mas sim pela sua íntima experiência com o fim da vida, das relações e de sua banda.</span> <b>&#8211; Davi Marcelgo</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Alone, Fragile Thing e I Can Never Say Goodbye  </span></p>
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<figure id="attachment_35015" aria-describedby="caption-attachment-35015" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Submarine da banda The Marías. A imagem apresenta uma mulher submersa em um ambiente aquático com tons predominantemente azuis. Ela está agachada, com o cabelo solto flutuando na água e vestindo um vestido escuro com detalhes claros. A iluminação suave cria um contraste dramático, destacando sua silhueta e expressão contemplativa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35015" class="wp-caption-text">“Eu me pergunto como é estar sozinho, se você não me ligar de volta, acho que saberei” (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Marías &#8211; Submarine</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IqT1eE_8Psw"><i><span style="font-weight: 400;">Submarine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">indie-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> The Marías, é um mergulho sonoro que confirma a identidade única do grupo de Los Angeles. Formada pela vocalista porto-riquenha María Zardoya, criada no estado de Geórgia, pelo baterista e produtor Josh Conway, pelo guitarrista Jesse Perlman e pelo tecladista Edward James, os membros continuam a navegar entre momentos de introspecção e explosões de energia em suas músicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título ‘Submarino’ é uma descrição precisa da atmosfera do álbum, que nos transporta para um mundo aquático onde a música flui como uma correnteza suave. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> característico do grupo envolve o ouvinte em camadas de melodias etéreas, como se a música oscilasse entre a superfície e as profundezas. O encanto de Submarine reside na combinação de vocais delicados, sintetizadores hipnotizantes e linhas de baixo marcantes. As letras, muitas vezes introspectivas, giram em torno das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9NOlqJHvAZo&amp;pp=ygUOcnVuIHlvdXIgbW91dGg%3D"><span style="font-weight: 400;">frustrações e desconexões em relacionamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, um tema central que confere unidade ao álbum. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Love You Anyway e Run Your Mouth</span></p>
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<figure id="attachment_35016" aria-describedby="caption-attachment-35016" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png" alt="A imagem mostra Duda Beat em um deserto surrealista com caixas de som pegando fogo e caules secos de árvores, seu figurino é composto por faixas de aspecto metálico na parte superior e botas prateadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35016" class="wp-caption-text">Na semana de estreia, Tara e Tal estreou na parada de álbuns do Spotify, sendo o segundo da artista a entrar na parada. (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><strong>DUDA BEAT &#8211; Tara e Tal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tara e Tal</span></i><span style="font-weight: 400;">, DUDA BEAT explora uma sonoridade mais frenética do que nunca e flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao longo do ano de 2024, a artista embarcou em uma turnê que promoveu o disco e colocou multidões para dançar muito em faixas como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eyQWGHmJuVk"><i><span style="font-weight: 400;">NiGHT MARé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wKq2XqhteuA"><i><span style="font-weight: 400;">SAUDADE DE VOCÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O trabalho foi </span><a href="https://www.tracklist.com.br/review-duda-beat-tara-e-tal/181705"><span style="font-weight: 400;">reconhecido por suas referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> não-convencionais e a habilidade de DUDA em transformar seu repertório em um disco coeso e competente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A habilidade de conseguir mais uma vez ter um trabalho admirado pelo seu público e </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/os-10-melhores-albuns-nacionais-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, fez com que mesmo com a falta de grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> comerciais, Tara &amp; Tal fosse lembrado como um lançamento essencial para a indústria musical nacional no ano de 2024. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: NiGHT MARé, SAUDADE DE VOCÊ, q prazer</span></p>
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<figure id="attachment_35018" aria-describedby="caption-attachment-35018" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg" alt="A imagem mostra o rosto da artista em fundo escuro com uma tipografia contemporânea escrita “Taurus Vol. 2”." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35018" class="wp-caption-text">Duquesa venceu Revelação do Ano no Prêmio Multishow 2024 (Foto: Boogie Naipe)</figcaption></figure>
<p><b>Duquesa &#8211; Taurus, Vol. 2</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Taurus, Vol. 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> narra o desenvolvimento da carreira de Duquesa através do olhar da artista, explorando os sentimentos que a fama trouxe para a vida dela. Durante 2024, o álbum foi responsável por colocar a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma lugar de destaque na cena do rap brasileiro, junto de outras mulheres como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7PXsNesbCOg"><span style="font-weight: 400;">Ebony</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dupla </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X8DgAysALBs"><span style="font-weight: 400;">Tasha &amp; Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi bem recebido pelo público e </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/12/16/melhores-discos-rap-brasil-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, explorando gêneros como </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo consumido por diversos públicos, posicionando ele como um trabalho que transcende as barreiras do gênero no país. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
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<figure id="attachment_35019" aria-describedby="caption-attachment-35019" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png" alt="Foto da capa do álbum The Secret of Us. Ela apresenta Gracie Abrams, uma mulher de pele clara com cabelo curto e castanho, exibindo uma expressão introspectiva e um olhar direcionado para o lado direito, com os lábios levemente entreabertos, transmitindo contemplação ou curiosidade. A modelo usa brincos de argola duplos dourados, e o fundo é branco, minimalista, destacando seu rosto. O título The Secret of Us está escrito no topo em uma fonte cursiva amarela estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35019" class="wp-caption-text">O sucesso do álbum deu a Abrams a oportunidade de ser host de um episódio do aclamado programa de televisão americano SNL (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gracie Abrams &#8211; The Secret of Us</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/56bdWeO40o3WfAD2Lja4dl"><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> segundo álbum de Gracie Abrams, destaca-se como uma das melhores produções de 2024 por sua profundidade emocional e evolução artística. Lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Interscope Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco apresenta uma colaboração notável com Taylor Swift na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7IcYAGAm6P8"><i><span style="font-weight: 400;">us. (feat. Taylor Swift)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, evidenciando o reconhecimento de Abrams na indústria musical.  A produção de Aaron Dessner e Jack Antonoff contribui para a sonoridade expansiva e narrativa envolvente, refletindo o crescimento da jovem artista como compositora e vocalista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">recebeu uma versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0hBRqPYPXhr1RkTDG3n4Mk"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo quatro novas faixas.  O álbum também rendeu a Abrams uma indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Artista Revelação, além de uma nomeação conjunta com Taylor Swift na categoria de Melhor Performance Pop em Dupla ou Grupo pela colaboração em uma das faixas do disco</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A artista lançou videoclipes para faixas como</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uxjhN_Donfw"><i><span style="font-weight: 400;">I Love You, I&#8217;m Sorry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, demonstrando sua versatilidade e conexão com o público, além de versões acústicas das canções de maior sucesso do disco.</span><b> &#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I Love You, I’m Sorry, us. (feat. Taylor Swift), That’s So True</span></p>
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<figure id="attachment_35020" aria-describedby="caption-attachment-35020" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png" alt="A imagem é a capa do álbum The Tortured Poets Department, de Taylor Swift. Ela apresenta um retrato em preto e branco da cantora deitada em uma cama, cercada por travesseiros. A artista, está vestindo uma blusa preta de alças finas, que escorrega levemente pelo ombro, e um short escuro. Sua posição é relaxada, com um dos braços cruzando o peito e a outra mão pousando suavemente sobre o abdômen. Seu olhar está direcionado para o lado, parcialmente encoberto pelo cabelo solto, transmitindo um ar de introspecção e melancolia. A luz na imagem é suave, criando sombras delicadas e um efeito etéreo. No topo da fotografia, o título &quot;The Tortured Poets Department&quot; aparece em uma fonte serifada simples e elegante. A imagem está centralizada dentro de uma moldura bege, criando um design minimalista e sofisticado, alinhado à estética melancólica e poética do título." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35020" class="wp-caption-text">O álbum deu a Taylor Swift o recorde de disco mais vendido em 2024 nos EUA, com quase 7 milhões de cópias vendidas (Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; The Tortured Poets Department</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Taylor Swift conquistou um lugar de destaque em 2024 por sua abordagem inovadora, que mistura poesia contemporânea com sonoridades experimentais. Trata-se de uma obra que transcende a simples classificação de gênero, apresentando letras carregadas de significados profundos, narrativas densas e um apelo emocional raro. A complexidade lírica da cantora e compositora  e a riqueza instrumental dialogam de forma brilhante, criando um equilíbrio entre o introspectivo e o compartilhado. O álbum lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Universal Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora temas como dor, redenção e a tristeza de um término de relacionamento, oferecendo uma experiência que convida à reflexão e à imersão. Essa originalidade foi amplamente reconhecida pela crítica e pelo público, consolidando o projeto como um marco da música contemporânea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas cumpriu, mas superou expectativas, quebrando recordes de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> em plataformas digitais e sendo amplamente celebrado em premiações importantes da indústria musical, como os </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA</span></i><span style="font-weight: 400;">. O videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q3zqJs7JUCQ"><i><span style="font-weight: 400;">Fortnight (feat. Post Malone)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em conjunto com o rapper Post Malone, e a versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5H7ixXZfsNMGbIE5OBSpcb?si=ot0YiSruSiuplF1tHVRAWg"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">The Anthology</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com 15 faixas adicionais refletem o sucesso iminente do disco da loirinha. Os dois trabalhos, , aliados ao impacto cultural que a obra gerou, reafirmam a relevância e a influência de Taylor Swift no cenário musical atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> My Boy Only Breaks His Favorite Toys, Guilty as Sin?, Who’s Afraid of Little Old Me?</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35021" aria-describedby="caption-attachment-35021" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco What A Devastating Turn of Events. Na imagem temos a presença da cantora Rachel Chinouriri no centro, uma jovem negro, de olhos castanhos e cabelo liso preto. Ela está vestindo uma baby tee preta, com detalhes floridos rosa e de manga listrada nas cores bege, marrom e laranja. Também está vestindo uma saia longa com a mesma estampa da manga da baby tee e um tamanco preto. Ela está segurando um violão com vários desenhos. Ao seu redor tem outras quatro figuras da Rachel vestida com uma jaqueta branca, calça jeans e tênis branco, cada uma fazendo uma tarefa diferente. Uma está ao lado de uma bicicleta lilás, outra está colocando o lixo pra fora, uma está pendurando bandeiras da Inglaterra na janela e a outra está escrevendo em um caderno. Elas estão ao lado externo, em frente a uma casa de tijolos marrons e janelas brancas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35021" class="wp-caption-text">Rachel Chinouriri foi indicada aos prêmios de Melhor Artista Revelação e Melhor Artista do Ano no BRIT Awards 2025 (Foto: Parlophone Records)</figcaption></figure>
<p><b>Rachel Chinouriri &#8211; What a Devastating Turn of Events </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sinônimo de casa pode ter significados diferentes para quem o procura. A busca por pertencimento nos faz questionar sobre a nossa trajetória como indivíduo e quando se é uma mulher na indústria musical, esse sentimento é quase sucessivo. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1Td1oiZTQFYR7N1QX00uhr?si=TFknkOYPTymYsW6NfQ4ddA"><i><span style="font-weight: 400;">What a Devastating Turn of Events</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido e interpretado por Rachel Chinouriri, ouvimos sobre a série de eventos devastadores que uma artista negra, nascida na Inglaterra, precisou passar até lidar com as </span><a href="https://youtu.be/J78G0sYCSRs?si=eGqMze9t_mDoUZ-R"><span style="font-weight: 400;">adversidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> e encontrar a sua própria maneira de fazer arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assinado pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Parlophone Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com 14 faixas que combinam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WHDjBjnuZ1s"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G5lKmUw_Vxs"><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma lírica sensível e representativa. Mergulhando em narrativas difíceis sobre solidão, decepções e autocrítica, o disco representa, com muita sinceridade, o processo de aceitação vivenciado por </span><a href="https://www.rachelchinouriri.com/"><span style="font-weight: 400;">Chinouriri</span></a><span style="font-weight: 400;">, sobre ela mesma e o seu trabalho. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Never Need Me, All I Ever Asked, So My Darling </span></p>
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		<title>10 anos de 1989: o álbum que mudou a história do pop moderno</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 18:15:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Blank Space, Shake It Off e Bad Blood são apenas alguns hits de uma das eras mais icônicas da ‘loirinha’. Os clipes, a estética e as músicas do 1989 marcaram a transição de Taylor Swift do country para o pop, que mergulhou de cabeça nesse novo gênero – o que deu muito certo. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1989-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de 1989: o álbum que mudou a história do pop moderno"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34678" aria-describedby="caption-attachment-34678" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34678" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-800x800.png" alt="Uma foto estilo polaroid retratando Taylor Swift com o rosto parcialmente cortado, vestindo um suéter estampado com gaivotas voando contra um fundo azul. Abaixo da imagem, está escrito &quot;T.S.&quot; e &quot;1989&quot; em letras manuscritas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34678" class="wp-caption-text">O título do álbum é uma referência ao ano em que a cantora nasceu (Foto:<br />Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Marcela Jardim</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/e-ORhEE9VVg?si=SpQwGJiPpFz0Y-zA"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Shake It Off </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Bad Blood</span></i><span style="font-weight: 400;"> são apenas alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma das eras mais icônicas da ‘loirinha’. Os clipes, a estética e as músicas do </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcaram a transição de Taylor Swift do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, que mergulhou de cabeça nesse novo gênero – o que deu muito certo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2012), o antecessor do álbum, já havia mostrado sinais de uma mudança estilística, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a confirmação dessa transformação, apresentando um som claramente mais </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e inspirado pela década de 1980.</span></p>
<p><span id="more-34677"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2014, o álbum foi um fenômeno cultural e comercial. Taylor Swift </span><a href="https://portalpopline.com.br/taylor-swift-1989-e-o-album-mais-vendido-dos-estados-unidos-no-primeiro-semestre/"><span style="font-weight: 400;">quebrou recordes</span></a><span style="font-weight: 400;">, vendendo mais de um milhão de cópias na primeira semana nos EUA e ultrapassando dez milhões de exemplares mundialmente. Nove anos depois, a relevância de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi reafirmada com o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que também atingiu números impressionantes, retificando a artista como uma potência na indústria musical. Swift se tornou a </span><a href="https://www.instagram.com/taylorswiftbrofc/p/CzHqVNWrKVZ/"><span style="font-weight: 400;">primeira</span></a><span style="font-weight: 400;"> a ter seis álbuns estreando com mais de um milhão de cópias vendidas, um feito que reflete não só sua habilidade como compositora e </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também sua conexão inabalável com os fãs.</span></p>
<figure id="attachment_34679" aria-describedby="caption-attachment-34679" style="width: 705px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34679" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-2.png" alt="Uma foto polaroid mostrando Taylor Swift, apoiada em uma estrutura branca, olhando diretamente para a câmera com um ar introspectivo. Na parte inferior da imagem, há a frase manuscrita: &quot;Broke your heart, I'll put it back together.&quot;" width="705" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-34679" class="wp-caption-text">As cópias físicas do disco acompanham 13 polaroids da artista, que também é seu número da sorte e a quantidade de faixas na primeira versão do álbum (Foto: Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou a revolução do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> na década de 2010, ajudando a consolidá-lo como o gênero dominante da época, com influência de artistas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/confessions-on-a-dance-floor-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/PIb6AZdTr-A?si=VQ9np1uvYAHTdTq9"><span style="font-weight: 400;">Cyndi Lauper</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros ícones dos meados de 1980. A cidade, o verão, as gaivotas e o ar nostálgico representados na arte do álbum ajudaram a moldar a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da época. A narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o torna um disco autêntico e pessoal, ressoou na forma como os artistas passaram a posicionar seus trabalhos. A busca pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> que equilibra intimidade e universalidade se tornou uma estratégia comum no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, exemplificada por álbuns como </span><i><span style="font-weight: 400;">25</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Adele, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Lorde. Musicalmente, o uso de sintetizadores, batidas eletrônicas e uma produção minimalista não só inovaram, mas também influenciaram outros artistas, como Sabrina Carpenter e Olivia Rodrigo, e criaram tendências duradouras no gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco é repleto de nostalgia e reflexões pessoais, com letras que lidam com amor, desamor, crescimento pessoal e a busca por identidade. Muitas das músicas do álbum são vistas como autobiográficas, com uma mistura de romance e introspecção. A crítica especializada foi bastante positiva, destacando a maturidade na escrita da artista, que passou a explorar questões de vulnerabilidade e empoderamento de maneira mais complexa. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> venceu em três categorias na edição de 2016 do </span><a href="https://www.grammy.com/artists/taylor-swift/15450"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo Álbum do Ano, a principal da premiação.</span></p>
<figure id="attachment_34680" aria-describedby="caption-attachment-34680" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34680" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-800x600.png" alt="Na fotografia, Taylor Swift posa sentada em um sofá cinza com um vestido marcante e glamouroso. O vestido tem um top laranja vibrante e uma saia volumosa rosa choque que se espalha pelo sofá. Ela está usando sandálias de salto alto douradas, com três troféus Grammy ao seu lado. O fundo é um tom escuro texturizado, conferindo um ar sofisticado à composição." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34680" class="wp-caption-text">1989 deu a Taylor Swift seu segundo prêmio de Álbum do Ano no Grammys (Foto: Recording Academy)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> é visível no </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><span style="font-weight: 400;">sucesso subsequente</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Taylor Swift, ao passo que a evolução de sua carreira pode ser analisada à luz do que o disco representou para sua reinvenção artística. A recepção da era, em comparação com outras fases da carreira da ‘loirinha’, foi singular. Além do sucesso do álbum, durante o mesmo período ocorreu os conflitos entre Taylor Swift e Katy Perry, o que resultou na música</span> <a href="https://youtu.be/QcIy9NiNbmo?si=zrqBe0FSjvLtbneN"><i><span style="font-weight: 400;">Bad Blood</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> faixa em colaboração de Kendrick Lamar. O videoclipe contou com a participação de celebridades e amigas da cantora, como Selena Gomez, Gigi Hadid, Cara Delevingne, Zendaya e Hayley Williams.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco foi marcado por videoclipes singulares e hiper produzidos. A produção da faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shake It Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra a ‘loirinha’ tentando se encaixar em diversos grupos sociais diferentes, como bailarinas, dançarinos de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e líderes de torcida. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ao invés de escrever uma música que estivesse me vitimizando, eu quis escrever uma música alegre, que desse às pessoas uma maneira de aguentar qualquer quantidade de coisas ridículas que a vida está colocando no caminho deles. Mas que também os faça querer dançar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, declarou a artista em </span><a href="https://taylorswift.com.br/taylor-explica-a-historia-por-tras-de-cada-faixa-do-1989/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">iHeartRadio</span></i><span style="font-weight: 400;">, explicando o significado da canção e sua representação visual, que conta com mais de 3.5 bilhões de visualizações no </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0108kcWLnn2HlH2kedi1gn?si=92663cac37d14ba0"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora contracena com o modelo norte-americano Sean O&#8217;Pry, onde há uma sátira em que a namorada é possessiva, carente e dramática e, ao descobrir que está sendo traída, faz a vida do ex um inferno, afirmando que ele logo será substituído. Taylor Swift inspirou sua personagem a partir das críticas e suposições da mídia em relação a sua pessoa, como disse na entrevista para </span><i><span style="font-weight: 400;">iHeartRadio</span></i><span style="font-weight: 400;">. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Comecei a pensar em como este personagem é interessante, se ela fosse uma pessoa real com todas estas qualidades e atributos, qual música ela escreveria? E tenho quase certeza que seria assim</span></i><span style="font-weight: 400;">”, conclui. Já o clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wildest Dreams</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura o tom emocional da música, unindo beleza visual e uma narrativa sobre a efemeridade do amor. Com uma estética deslumbrante e cinematográfica, ele evoca romantismo e saudade, apesar de enfrentar críticas por possíveis conotações colonialistas. Ainda assim, destaca-se como um marco visual na carreira de Swift.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Wildest Dreams" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/IdneKLhsWOQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao comparar as faixas </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0TyGh27YQ5LknmiDhCzJiT?si=85dd0138cd4c4980"><i><span style="font-weight: 400;">You Are In Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5QVVjX0ZItqlVpEuVCM9Yg?si=dd41d2deca044874"><i><span style="font-weight: 400;">This Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">revela-se uma narrativa de amadurecimento e introspecção emocional, características do universo lírico de Taylor Swift. Em ambas as músicas, encontramos retratos poéticos do amor; a primeira destaca a serenidade e a cumplicidade de uma relação estável, enquanto a segunda aborda a ideia do amor que vai e volta, sendo moldado pelo tempo e pela aceitação de sua natureza cíclica. Esses temas se conectam à visão mais madura da artista sobre relacionamentos, presente no álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ela reflete o impacto do tempo nas conexões emocionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, já em composições como </span><i><span style="font-weight: 400;">How You Get the Girl </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Wonderland</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> se </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece visões contrastantes sobre o amor e os desafios que o cercam, refletindo a habilidade de Taylor Swift em explorar nuances emocionais complexas. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/733OhaXQIHY7BKtY3vnSkn?si=26eb244e17c14a36"><i><span style="font-weight: 400;">How You Get the Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela adota um tom direto e quase didático, descrevendo como reconquistar um amor perdido, capturando a simplicidade e a vulnerabilidade dos relacionamentos juvenis. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6HRsJu8vcnzYDN4t0570FY?si=e3452ed527f842ad"><i><span style="font-weight: 400;">Wonderland</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> utiliza a metáfora do clássico de Lewis Carroll, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i><span style="font-weight: 400;">, para representar a sedução e o caos de um romance avassalador, onde a paixão desenfreada leva à perda de controle. Juntas, essas faixas mostram como Swift navega por diferentes dimensões do amor, equilibrando leveza e intensidade, e demonstram sua habilidade para transformar experiências pessoais em histórias que ressoam universalmente.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Out Of The Woods" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JLf9q36UsBk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Abordando outro lado do amor, a música </span><i><span style="font-weight: 400;">All You Had To Do Was Stay</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora diferentes estágios de frustração e nostalgia que emergem em relacionamentos complicados, destacando a habilidade de Taylor Swift em capturar nuances emocionais universais. Há um lamento direto sobre a simplicidade de manter uma conexão que foi quebrada, expressando vulnerabilidade através de um refrão marcante inspirado por um sonho peculiar. Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/10nqz67NQWWa7XPq7ycihi?si=147257afcddd4f93"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome To New York</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das faixas que destacam temas de autodescoberta, liberdade e o impacto da mídia na vida pessoal, compondo uma narrativa coesa sobre como Taylor Swift lida com sua imagem pública e suas experiências pessoais. Há uma celebração da reinvenção, com a cidade simbolizando um espaço de liberdade e possibilidades, a música reflete otimismo e uma visão utópica, mas também pode ser vista como um comentário sobre a busca por autenticidade em meio à pressão da mídia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0lKUBmEyQfzsQHozyeXzES?si=1fd57f56853f49e2"><i><span style="font-weight: 400;">Clean</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, última faixa da primeira versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi escolhida pela artista para encerrar o álbum devido ao seu significado pessoal e emocional. Para ela, a canção representa a conclusão de um processo de superação que ela vivenciou nos últimos anos, especialmente em relação à exposição e críticas intensas sobre sua vida pessoal. Durante esse período, Swift sentiu que a atenção sobre sua vida fora da música havia ofuscado suas realizações artísticas, mesmo enquanto fazia </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> lotados ao redor do mundo e conquistava sucesso com suas canções. No entanto, ao finalizar o disco, a compositora sentiu que havia recuperado o controle de sua narrativa, com a música novamente no centro das discussões. A música aborda a experiência de enfrentar a dor e, com o tempo, alcançar a superação, refletindo o momento em que Taylor se sentiu renovada e em paz com sua trajetória.</span></p>
<figure id="attachment_34681" aria-describedby="caption-attachment-34681" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34681" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-686x800.png" alt="Uma fotografia estilo polaroid com um tom vintage mostrando Taylor Swift segurando barras de metal enquanto olha para a câmera. Ela veste uma blusa branca texturizada com gola e uma saia de estampa floral. Abaixo da imagem, está a frase manuscrita: &quot;I think I am finally clean.&quot;" width="686" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-686x800.png 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-877x1024.png 877w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-768x896.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34681" class="wp-caption-text">1989 é o álbum com mais videoclipes da ‘loirinha’, contando com o total de seis deles (Foto: Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://youtu.be/P5JLMp08GC0?si=rBUynU8Dldn3K6Oa"><i><span style="font-weight: 400;">The 1989 World Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que aconteceu em 2015 para promover o álbum, foi cuidadosamente elaborada para criar uma experiência imersiva. O palco principal possuía uma passarela extensa que aproximava a cantora do público, complementado por plataformas móveis, telões gigantes e um sistema de iluminação sincronizado com cada música. Os </span><a href="https://comamordani.wordpress.com/2015/09/04/taylor-swift-o-fenomeno-looks-da-1989-world-tour-portuguesenglish/"><span style="font-weight: 400;">figurinos glamourosos e futuristas</span></a><span style="font-weight: 400;"> refletiam a estética arrojada e sofisticada do disco. Além das coreografias elaboradas e energizantes, um dos elementos mais inovadores foi a distribuição de pulseiras </span><i><span style="font-weight: 400;">LED</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos fãs, que piscavam em sincronia com a música, transformando a plateia em parte do espetáculo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mensagem central da turnê foi o empoderamento feminino e a celebração da auto-descoberta. Em discursos entre as músicas, a cantora frequentemente compartilhava reflexões sobre sua jornada pessoal, destacando temas de força, superação e independência. Um dos aspectos mais comentados da turnê foi a presença de convidados especiais em quase todas as apresentações, como </span><a href="https://youtu.be/O52TbIbCEKo?si=6KUjjKNeF3RPUxyt"><span style="font-weight: 400;">Mick Jagger</span></a><span style="font-weight: 400;">, Justin Timberlake, Lorde e Serena Williams. Essas participações tornaram cada show único, adicionando um elemento de imprevisibilidade e encanto ao espetáculo. Considerada como a turnê mais lucrativa de 2015, a grandiosidade do espetáculo fez com que a </span><i><span style="font-weight: 400;">The 1989 World Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornasse um marco cultural e artístico, elevando os padrões para turnês</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, o ato de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> na </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/taylor-swift-inicia-etapa-final-da-eras-tour-veja-quando-termina/"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma celebração vibrante e nostálgica de uma das eras mais transformadoras da carreira de Taylor Swift. Durante os shows, a cantora revive os </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shake It Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Style</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas agora com uma energia renovada, que reflete não apenas seu crescimento como artista, mas também a ressignificação emocional dessas músicas uma década depois. Enquanto a era original de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi moldada pela estética </span><i><span style="font-weight: 400;">clean </span></i><span style="font-weight: 400;">e moderna, inspirada na década de 1980, com referências sutis à moda vintage e aos sintetizadores pulsantes que definiram o som do álbum, na </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> o ato se destaca por uma produção visual grandiosa. As roupas usadas por Taylor no palco são brilhantes e glamourosas, evocando um senso de espetáculo que ultrapassa a sofisticação discreta do passado. Os telões e cenografias utilizam tons vibrantes e luzes dinâmicas, complementando a energia contagiante das músicas e recriando o ambiente </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> otimista que o disco trouxe ao cenário musical na época.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift | The Eras Tour (Taylor’s Version) | Official Trailer | Disney+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5UBl0rLEl0w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A regravação do álbum foi tão bem recebida pelos fãs da artista quanto a primeira versão. A produção do </span><a href="https://gshow.globo.com/cultura-pop/noticia/taylors-version-entenda-por-que-a-cantora-esta-regravando-seus-albuns-antigos.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Taylor’s Version</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é fiel ao som cristalino e moderno da discografia original, com toques atualizados que refletem o amadurecimento vocal e técnico da cantora. Suas interpretações agora soam mais maduras, mas sem perder a energia e o frescor que tornaram </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> tão impactante. As ‘faixas do cofre’, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Is It Over Now?</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Now That We Don’t Talk </span></i><span style="font-weight: 400;">complementam perfeitamente o restante do álbum, explorando temáticas de amor, saudade e superação com a profundidade lírica característica da compositora. Essas adições não apenas enriquecem a discografia, assim como também dão aos fãs novos vislumbres das histórias e emoções da era </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim como as regravações anteriores, </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor&#8217;s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> reafirma a posição de Taylor como uma artista que luta pela autonomia e pelos direitos criativos, enquanto celebra sua própria evolução e relação com os fãs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma década após seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> consolidou-se como um marco na história da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, redefinindo a trajetória de Taylor Swift e ampliando seu alcance artístico. O álbum apresenta letras que capturam com precisão as emoções e os dilemas de uma jovem adulta. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> atemporais, o disco não apenas dominou as paradas, mas também trouxe uma nova estética visual, minimalista e moderna, que influenciou profundamente a cultura popular. O </span><a href="https://taylorswift.com.br/1989-dias-do-1989-a-era-em-que-taylor-swift-conquistou-de-vez-o-mundo/"><span style="font-weight: 400;">sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se refletiu em sua recepção crítica e comercial, incluindo múltiplos </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de recordes impressionantes de vendas e </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> transcende o tempo e, mais do que apenas uma coletânea de músicas, o disco é um testemunho atemporal de reinvenção, relevância cultural e da capacidade da Arte em refletir e moldar uma geração.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: 1989 (Deluxe)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1yGbNOtRIgdIiGHOEBaZWf?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>THE TORTURED POETS DEPARTMENT: o que se passa na cabeça da cantora mais famosa do momento?</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 16:03:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Existem momentos na história em que o mundo se une em torno de um único artista, celebrando seu pico de sucesso com admiração. São instantes marcantes, onde a Música transcende o mero entretenimento e se torna um fenômeno cultural que define gerações. A Beatlemania na década de 1960, o lançamento de Thriller por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "THE TORTURED POETS DEPARTMENT: o que se passa na cabeça da cantora mais famosa do momento?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34203" aria-describedby="caption-attachment-34203" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34203" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum com moldura branca ao redor de uma foto. Na foto, Taylor Swift está deitada em uma cama, com os olhos fora da imagem, mostrando apenas a boca. Ela veste shorts pretos e uma regata preta. No topo da imagem está escrito The Tortured Poets Department." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34203" class="wp-caption-text">Para Taylor Swift em THE TORTURED POETS DEPARTMENT: “Tudo é justo no amor e na poesia” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem momentos na história em que o mundo se une em torno de um único artista, celebrando seu pico de sucesso com admiração. São instantes marcantes, onde a Música transcende o mero entretenimento e se torna um fenômeno cultural que define gerações. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-beatles-get-back-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Beatlemania</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na década de 1960, o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/michael-jackson-thriller-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">Thriller</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por Michael Jackson em 1982 e a ascensão de </span><a href="https://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">‘Rainha do Pop’</span></i><span style="font-weight: 400;"> na década de 1990 são apenas alguns exemplos dessa catarse coletiva. Em cada um desses casos, a obsessão pela estrela era palpável, dominando conversas, inspirando moda e comportamento, e consolidando seu lugar como ícone cultural inegável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo aconteceu com Taylor Swift em 2023. Em Março daquele ano, a cantora iniciou uma das maiores turnês da história, a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">. Celebrando todos os seus dez (agora, onze) álbuns, a sequência de </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> já ultrapassou a marca de </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-mulher/2023/12/the-eras-tour-de-taylor-swift-supera-outras-duas-turnes-mais-lucrativas-de-2023-juntas/"><span style="font-weight: 400;">1 bilhão de dólares de arrecadação</span></a><span style="font-weight: 400;">, e está bem longe de acabar. Durante esse período, Swift ainda lançou duas regravações – </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, quebrou recordes nos cinemas com o lançamento do registro ao vivo da turnê e foi nomeada como Pessoa do Ano pela revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Time</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já no começo de 2024, seguindo a onda de conquistas, a artista se tornou a primeira a ganhar quatro vezes o prêmio de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/taylor-swift-e-a-primeira-artista-a-vencer-4-vezes-o-grammy-de-album-do-ano/"><span style="font-weight: 400;">Álbum do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo o último gramofone pertencente a </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É logo após esse turbilhão de acontecimentos que Taylor Swift lança seu 11º álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i><span style="font-weight: 400;">. O disco vendeu mais de 2,5 milhões de cópias em sua primeira semana nos EUA e debutou com 313 milhões de reproduções no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo a maior estreia da carreira da cantora e da plataforma. Ao longo de suas 16 faixas – na versão </span><i><span style="font-weight: 400;">standard</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, a compositora fala sobre o término de seu relacionamento de seis anos com o ator britânico </span><a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Joe Alwyn</span></a><span style="font-weight: 400;">, a breve mas intensa reaproximação com o cantor Matty Healy, vocalista da banda </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><span style="font-weight: 400;">The 1975</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a não muito bem-vinda opinião da mídia e de alguns fãs sobre sua vida pessoal.</span></p>
<p><span id="more-34202"></span></p>
<figure id="attachment_34204" aria-describedby="caption-attachment-34204" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34204" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-800x800.jpg" alt="Imagem do clipe de Fortnight. Taylor Swift está usando um vestido preto com mangas bufantes, escrevendo em uma máquina de escrever. Ela está em um escritório e olhando para a câmera." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34204" class="wp-caption-text">A estética da nova era traz temas como dark academia, poesias e máquinas de escrever como representação (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A eficácia da caneta de Swift já não é assunto a ser discutido há um bom tempo, mas em </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista consegue elevar sua escrita para um nível diferente. É possível observar uma extrema vulnerabilidade em forma de hipérboles e sentimentos fatalistas, porém, expressos nas mais rebuscadas palavras e analogias. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu mantenho esses anseios trancados/Em letras minúsculas dentro de um cofre</span></i><span style="font-weight: 400;">” a intérprete canta em um dos destaques do disco, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OOYlWF6V8t8"><i><span style="font-weight: 400;">Guilty as Sin?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, apesar de possuir algumas letras mais simples e literais – e alguns deslizes envolvendo </span><a href="https://personaunesp.com.br/nine-track-mind-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Charlie Puth</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, a obra, como um todo, se caracteriza por uma complexidade que exige múltiplas audições para ser desvendada e plenamente digerida em suas diversas camadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sonoridade, há uma mescla balanceada entre os três gêneros predominantes da discografia de Taylor Swift: </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop, country e folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mais uma vez, ela se junta a seus parceiros de longa data, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0nZy2z8sZsM5TIHzUpcq5E?si=BpUJvGG1TpiTQgL1QXRZ8g"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/#:~:text=The%20National%20%E2%80%93%20First,In%20Your%20Hair."><span style="font-weight: 400;">Aaron Dessner</span></a><span style="font-weight: 400;">, para dar vida à sua visão musical. Nesse momento, a presença dos produtores foi crucial para a artista, especialmente ao explorar temas íntimos e confessionais, em que a confiança é um elemento essencial no processo criativo. No entanto, essa familiaridade também traz consigo um certo </span><i><span style="font-weight: 400;">déjà vu</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção apresenta diversas semelhanças com trabalhos anteriores da cantora, o que leva o ouvinte a desejar por algo novo e inovador. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fortnight</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do projeto e com participação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">, assume seu papel de introdução ao álbum de forma satisfatória, mas deixa a desejar em termos de energia. A letra, repleta de metáforas, resume os acontecimentos envolvendo ‘certos homens britânicos’ na vida da artista. A produção, no entanto, peca pela monotonia, não apresentando elementos que prendam a atenção do ouvinte e despertem a sensação de um grande sucesso, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b1kbLwvqugk"><i><span style="font-weight: 400;">Anti-Hero</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-ORhEE9VVg&amp;pp=ygULYmxhbmsgc3BhY2U%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo assim, a melodia do refrão consegue grudar na cabeça depois de alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">replays.</span></i></p>
<figure id="attachment_34205" aria-describedby="caption-attachment-34205" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34205" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-800x800.jpg" alt="Imagem do clipe de Fortnight. Quatro pessoas em um laboratório, da esquerda para a direita: Ethan Hawke, Taylor Swift, Josh Charles e Post Malone. Ethan Hawke, Josh Charles e Post Malone estão usando uniformes de cientistas/médicos, com calças pretas e jalecos brancos. Taylor Swift está vestida com uma roupa branca, estilo camisa de força, e uma coroa. O laboratório contém equipamentos que lembram um cenário de Frankenstein, incluindo botões e remédios." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34205" class="wp-caption-text">No clipe de Fortnight, Taylor Swift convida dois integrantes da Sociedade dos Poetas Mortos, Ethan Hawke e Josh Charles (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a promoção midiática do ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">TTPD</span></i><span style="font-weight: 400;">’ levaram o público a acreditar que esse seria um álbum dissecando o fim do relacionamento de seis anos da cantora com Joe Alwyn. Referências a canções passadas, teoria dos </span><a href="https://billboard.com.br/quais-musicas-de-taylor-swift-representam-os-estagios-de-um-termino-ela-responde/"><span style="font-weight: 400;">estágios do luto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/titulo-de-novo-album-de-taylor-swift-pode-ser-indireta-para-joe-alwyn-entenda/"><span style="font-weight: 400;">grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Whatsapp</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conhecido fizeram a cabeça de vários fãs. Porém tudo isso foi por água abaixo na morna faixa-título com a menção ao “</span><i><span style="font-weight: 400;">golden retriever tatuado</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O cantor </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/taylor-swift-e-matty-healy-a-linha-do-tempo-completa-do-suposto-relacionamento,c30e9f97be96cca08d5d8eb76b0d2501tnfxbbey.html"><span style="font-weight: 400;">Matty Healy</span></a><span style="font-weight: 400;"> permeia a vida de Swift desde 2014, mas ganha destaque maior nesse disco após chamas terem sido reacendidas logo depois do término da artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CCUr2pNJft4"><i><span style="font-weight: 400;">So Long, London</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quinta faixa do álbum – tradicionalmente, a mais pessoal e sentimental –, Taylor Swift oferece uma homenagem empática ao seu ex, </span><a href="https://www.youtube.com/results?search_query=london+boy"><span style="font-weight: 400;">Joe Alwyn</span></a><span style="font-weight: 400;">. A canção revela o conflito central: o desejo da cantora de se casar, contrastando com a hesitação do parceiro. No segundo verso, a artista canta &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Parei a RCP [ressuscitação cardiopulmonar], afinal não adianta&#8221;,</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma referência à música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQq9eP5OFhw"><i><span style="font-weight: 400;">You&#8217;re Losing Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de seu álbum anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022), onde ela afirma </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eu não consigo sentir uma pulsação/Meu coração não bate mais&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. Através dessa metáfora, a intérprete demonstra a frustração de tentar salvar um relacionamento já condenado. Apesar de seus ressentimentos, a faixa termina em um tom de aceitação e uma mensagem esperançosa: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Você achará alguém</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum dos poetas torturados vai além da negação e da depressão, explorando também o segundo estágio do luto: a raiva. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U2W173hRfyA"><i><span style="font-weight: 400;">But Daddy I Love Him</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Swift dirige um sermão de mãe aos fãs que se sentem no direito de controlar suas escolhas. No pós-refrão, a cantora explode: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu prefiro queimar toda a minha vida/Do que ouvir mais um segundo de toda essa baboseira e reclamação</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Esse sentimento tem como raiz a repercussão do relacionamento da artista com um certo </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/matty-healy-do-the-1975-responde-polemicas-queria-fazer-voces-sorrirem/"><span style="font-weight: 400;">cantor problemático</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém se estende a outros tópicos que envolvem sua fervorosa base de admiradores, os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34206" aria-describedby="caption-attachment-34206" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-600x800.jpg" alt="Contra um fundo preto, Taylor Swift olha para a frente de perfil, com uma mão levantada à altura do peito. Seu cabelo está liso e sua boca entreaberta." width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-600x800.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-768x1024.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-1152x1536.jpg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-1536x2048.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-1200x1600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-scaled.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34206" class="wp-caption-text">“Ninguém gosta de uma mulher brava” (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de conversar com seus fãs, Taylor Swift também fala diretamente com a mídia – e com quem ‘não vai muito com a sua cara’. Desde o começo de sua carreira, a artista é colocada em uma caixa de compositora que só fala sobre ex-namorados e que não tem sua Arte levada a sério, ao mesmo tempo em que sua </span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/pop/noticia/taylor-swift-no-brasil-relembre-8-ex-namorados-da-cantora-e-veja-quais-musicas-escreveu-para-eles.ghtml"><span style="font-weight: 400;">vida pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;"> é analisada minuciosamente e cada um de seus passos é </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/advogados-de-taylor-swift-ameacam-legalmente-jovem-que-rastreia-voos-da-cantora/"><span style="font-weight: 400;">rastreado</span></a><span style="font-weight: 400;">. Então, quando canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não duraria uma hora no hospício onde me criaram” </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Who’s Afraid of Little Old Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, é possível sentir a exasperação de alguém que não se importa mais com a opinião pública ou, pelo menos, não tanto quanto antes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente, é necessário reconhecer que Swift se beneficia de diversos privilégios e não é isenta de críticas. A silenciosa forma como a cantora lidou com o caso de </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/11/26/parentes-de-ana-benevides-fa-que-morreu-em-show-de-taylor-swif-no-rj-vao-a-ultima-apresentacao-em-sp.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Ana Benevides</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao passar pelo Brasil com a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um exemplo de como ela escolhe lidar minimamente com certas pautas, enquanto, com outras, age de forma mais presente. Além disso, a constante capitalização de sua Arte se torna cada vez mais difícil de diferenciar o produto e a Música. Artigos em sua loja, </span><a href="https://www.billboard.com/music/music-news/taylor-swift-drops-tortured-poets-lps-songwriting-voice-memos-1235686456/"><span style="font-weight: 400;">versões exclusivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus álbuns, </span><a href="https://www.instagram.com/p/C5veinNOueu/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">variações de vinis</span></a><span style="font-weight: 400;">, entre outros, podem ser interessantes para os fãs, mas acabam se tornando uma quantidade sufocante de conteúdo. Por estar em, praticamente, todos os lugares, a saturação de sua imagem pode se tornar algo negativo.</span></p>
<figure id="attachment_34208" aria-describedby="caption-attachment-34208" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34208" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34208" class="wp-caption-text">Além das já conhecidas versões físicas, Taylor Swift ainda lançou quatro versões digitais com demos das músicas (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muito tempo, os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentam convencer todos ao seu redor do quanto Taylor Swift é talentosa, defendendo-a de qualquer opinião desfavorável. Na promoção do álbum, a repercussão às </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/04/24/taylor-swift-resenhas-criticas-pop/"><span style="font-weight: 400;">críticas negativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a controversa republicação de matérias positivas pela artista em suas redes sociais fizeram com que uma parcela dos fãs sentisse a necessidade de refutar, cegamente, qualquer ponto de vista contrário. Porém, nada disso é necessário. Bem ou mal, é prazeroso falar sobre a vida e obra da cantora. Como </span><a href="https://x.com/johngreen/status/1783625770994413824"><span style="font-weight: 400;">John Green</span></a><span style="font-weight: 400;"> disse em publicação nas redes sociais: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu amo as músicas e letras de Taylor Swift. Você não precisa gostar. Mas eu posso</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Clara Bow</span></i><span style="font-weight: 400;">, a última faixa do disco, é uma síntese do que se passa na cabeça da cantora mais famosa do momento. O nome que dá título à canção se trata da estrela de Cinema que lutava com problemas de saúde mental devido ao estresse causado por sua fama, sendo considerada a primeira ‘</span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/cultura/noticia/2024/02/taylor-swift-novo-album-clara-bow-primeira-it-girl-de-hollywood-que-gerou-polemicas-por-falta-de-afeto-na-sua-vida-pessoal-inspirou-musica-tracklist.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">it girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">’. Ao longo da música, Swift também homenageia </span><a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><span style="font-weight: 400;">Stevie Nicks</span></a><span style="font-weight: 400;"> e reflete sobre como </span><i><span style="font-weight: 400;">“é um inferno na terra ser celestial</span></i><span style="font-weight: 400;">”, forçada a ser um modelo de perfeição para todos que a admiram. Por isso, é compreensível quando na divertida e depressiva </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=i8_w_m6HLJ0"><i><span style="font-weight: 400;">I Can Do It With a Broken Heart</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a artista desafia a audiência: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Venha e tente fazer o meu trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_34209" aria-describedby="caption-attachment-34209" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34209" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-800x793.jpg" alt="Capa do álbum The Tortured Poets Department: The Anthology. Contra um fundo preto, Taylor Swift está centrada no meio da imagem. Ela está meio contorcida, com um braço em cima da cabeça e o outro flexionado com a mão no pescoço. Seus olhos estão fechados e ela veste uma regata branca." width="800" height="793" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-800x793.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-1024x1015.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-768x761.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34209" class="wp-caption-text">ma antologia é uma compilação de textos, tanto em prosa quanto em verso, normalmente escritos por autores renomados (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não contente em lançar um álbum, Taylor Swift resolveu lançar outro, na mesma madrugada. </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT: THE ANTHOLOGY</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado de surpresa duas horas após a versão inicial, contendo 15 faixas adicionais, totalizando 31 músicas – </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2023/11/taylor-swift-tem-o-numero-13-como-da-sorte-e-diz-que-e-um-sinal-de-coisas-boas.shtml#:~:text=Assim%20como%20Zagallo%20e%20Bruno,13%20col%C3%B4nias%20originais%20do%20pa%C3%ADs."><span style="font-weight: 400;">13 ao contrário</span></a><span style="font-weight: 400;">, porque nada é uma coincidência. Desde o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AcSoxcS3duw"><span style="font-weight: 400;">anúncio do disco</span></a><span style="font-weight: 400;">, feito no palco da 66ª edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao ganhar a categoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">Melhor Álbum Vocal de Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora vinha fazendo sinal de dois com as mãos e colocando </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;">, remetendo ao gesto na promoção do registro. A teoria de um álbum duplo percorre as conversas da sua base de fãs há muito tempo, e finalmente aconteceu.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre foi uma tradição de Swift lançar versões </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe </span></i><span style="font-weight: 400;">de seus álbuns. Mas, após o </span><a href="https://personaunesp.com.br/fearless-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">projeto das regravações</span></a><span style="font-weight: 400;"> com as faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i><span style="font-weight: 400;">, as músicas ‘descartadas’ começaram a ser disponibilizadas em tempo real. No seu trabalho anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, a intérprete de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anti-Hero</span></i><span style="font-weight: 400;"> já havia feito isso, lançando a </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3lS1y25WAhcqJDATJK70Mq?si=Tdmt23ZvSGaW2B8JBrwyvA"><i><span style="font-weight: 400;">3am Edition</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com sete novas canções. Dessa vez, ela dobra ainda mais a aposta. Enquanto na primeira versão de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">TTPD</span></i><span style="font-weight: 400;">’, Taylor Swift foca em detalhar cada um dos últimos acontecimentos de sua vida, o outro lado do disco explora os pensamentos mais intrusivos da compositora, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6HIA7ouBfGY"><span style="font-weight: 400;">espiar a janela dos outros</span></a><span style="font-weight: 400;">. O protagonismo na produção dessa parte fica com Aaron Dessner, remetendo à atmosfera criada nos álbuns </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020). </span></p>
<figure id="attachment_34211" aria-describedby="caption-attachment-34211" style="width: 644px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34211" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-644x800.png" alt="Taylor Swift está em um ambiente de fundo escuro. Ela está de pé, usando um top preto e uma saia preta, com uma mão no bolso e a outra atrás do corpo. Seu cabelo está parcialmente cobrindo o rosto enquanto ela olha para frente." width="644" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-644x800.png 644w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-825x1024.png 825w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-768x954.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34211" class="wp-caption-text">Nessa nova versão, Taylor Swift explorada ainda mais as referências históricas e religiosas (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=56TZ3B8Qxsk"><i><span style="font-weight: 400;">The Black Dog</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira faixa do </span><i><span style="font-weight: 400;">THE ANTHOLOGY</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o principal destaque, sendo a favorita na categoria ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">músicas que deveriam estar no álbum principal</span></i><span style="font-weight: 400;">’. O jeito mesquinho que a cantora diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">E eu espero que esteja uma merda no The Black Dog</span></i><span style="font-weight: 400;">”, convém uma emoção irracional que todos já sentimos, de desejar algo ruim para alguém que nos machucou. Por outro lado, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oaBJlKXBvjk"><i><span style="font-weight: 400;">thanK you aIMee</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Swift não perdoa nem esquece, mas agradece. Relembrando os tempos que dava pistas em letras maiúsculas em seus álbuns, a faixa é uma indireta direta à Kim Kardashian, que foi uma das principais responsáveis pelo intenso </span><a href="https://personaunesp.com.br/reputation-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">cancelamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a artista sofreu em 2016. Na canção, deliciosamente carregada de influências </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, a compositora ainda ressente tudo que aconteceu, no entanto reconhece que sem aquele momento, não estaria onde está hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descobrimos também que a garota de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua viva dentro de Taylor Swift com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_PsBoqNwYo4"><i><span style="font-weight: 400;">The Prophecy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O desejo de encontrar sua alma gêmea persiste, o que explica porque, em certas composições, os temas adolescentes ainda são explorados. Como a mesma disse em </span><i><span style="font-weight: 400;">But Daddy I Love Him</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Crescer precocemente às vezes significa não crescer de forma alguma</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa jovialidade é recorrente em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w-FkV0EM_CU"><i><span style="font-weight: 400;">So High School</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Alchemy</span></i><span style="font-weight: 400;">, da versão original, são as canções destinadas à Travis Kelce, o novo parceiro de Swift. Com várias referências ao início da década de 2000, a mais nova torcedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Kansas City Chiefs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e vencedora honorária da 53ª edição do </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/taylor-swift-vence-o-fuso-horario-e-assiste-namorado-ganhar-o-super-bowl"><i><span style="font-weight: 400;">Super Bowl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> declara sua paixão da mesma forma que uma jovem de dezesseis anos.</span></p>
<figure id="attachment_34212" aria-describedby="caption-attachment-34212" style="width: 695px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34212" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-695x800.jpg" alt="Retrato de Taylor Swift segurando uma flor e olhando para ela. Ela está usando um top branco e seu cabelo está preso." width="695" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-695x800.jpg 695w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-889x1024.jpg 889w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-768x884.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-1334x1536.jpg 1334w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-1779x2048.jpg 1779w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-1200x1381.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34212" class="wp-caption-text">Na sessão de fotos do THE TORTURED POETS DEPARTMENT, Taylor Swift parece referenciar retratos de poetas antigos (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual o propósito de </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT: THE ANTHOLOGY</span></i><span style="font-weight: 400;">? Por um lado, 31 músicas é um grande presente para os fãs e mostra o quanto Swift está disposta a sempre recompensar seus maiores admiradores. Ao mesmo tempo, pode ser visto como uma forma de obsessão por números e de alimentar a roda da criação de conteúdo nos tempos do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ambos são verdade. A artista já se mostrou, muitas vezes, se importar com </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">, vendas e premiações. Os meios podem ser questionáveis, todavia os fins são claros. Vale de cada pessoa discordar e não consumir sua música ou concordar em não se importar e aproveitar o material. Esse não é só um argumento dos </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas de quem entende o impacto da música da ‘loirinha’, como o ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">CEO</span></i><span style="font-weight: 400;"> da empresa norte-americana </span><i><span style="font-weight: 400;">Ticketmaster</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://x.com/NathanCHubbard"><span style="font-weight: 400;">Nathan Hubbard</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao dizer no </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i> <a href="https://open.spotify.com/episode/13gf0T2Erkv8mk0wKacdBL?si=ed797e94e8cc4d95"><i><span style="font-weight: 400;">Every Single Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Este álbum é importante. Faz parte de sua narrativa. Mas não precisa ser o seu favorito ou de qualquer outra pessoa. Deixe-a criar exatamente de onde ela está</span></i><span style="font-weight: 400;">.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o futuro, quando se trata de Taylor Swift, muita coisa é esperada. No momento, a artista encaminha para a finalização da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/taylor-swift-tudo-o-que-mudou-na-the-eras-tour-apos-lancamento-de-novo-album/"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na América do Norte, incluindo o novo ato do </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quanto às regravações, </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> já passou da hora de aparecer, junto do auto-intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda é muito cedo para se dizer qual será o caminho para o próximo disco de inéditas, entretanto seria interessante que a banda dos poetas torturados seja separada para que Swift explore uma nova sonoridade e inicie uma nova fase em sua carreira.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: THE TORTURED POETS DEPARTMENT: THE ANTHOLOGY" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5H7ixXZfsNMGbIE5OBSpcb?si=UQCq6WZRQ12lQqCGCzS-DQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há cinco anos, Taylor Swift achava que tinha encontrado seu amor dourado em Lover</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 21:45:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Ao contrário do que a era reputation (2017) proclamava, a “antiga Taylor” não estava morta, e ela ressurgiria mais forte do que nunca em Lover, de 2019. Deixando para trás a escuridão, as cobras e os dramas públicos, o sétimo álbum de estúdio de Taylor Swift abraça a luz do dia, borboletas coloridas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há cinco anos, Taylor Swift achava que tinha encontrado seu amor dourado em Lover"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34182" aria-describedby="caption-attachment-34182" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34182" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-798x800.png" alt="Imagem da capa do álbum Lover de Taylor Swift. Taylor está vestindo uma camiseta branca, com mechas azuis em seu cabelo loiro. Ela tem um desenho de coração em glitter rosa ao redor de um dos olhos. O fundo é um céu com nuvens em tons de rosa, roxo e azul. A palavra Lover está escrita em glitter rosa no topo da imagem." width="798" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-798x800.png 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-768x770.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901.png 926w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34182" class="wp-caption-text">Taylor Swift dá adeus à escuridão de reputation e ressurge nas cores pasteis de um dia ensolarado (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do que a era </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2017) proclamava, a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3tmd-ClpJxA"><i><span style="font-weight: 400;">antiga Taylor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” não estava morta, e ela ressurgiria mais forte do que nunca em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2019. Deixando para trás a escuridão, as cobras e os dramas públicos, o sétimo álbum de estúdio de Taylor Swift abraça a luz do dia, borboletas coloridas e o amor em suas várias formas. É um retorno à forma da artista, que focou em lembrar ao público geral que a cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda tinha as características que todos amavam: compositora, sonhadora e verdadeira consigo mesma.</span></p>
<p><span id="more-34156"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de ser uma volta à sonoridade que já estávamos acostumados, o disco surge quando a voz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shake It Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> se sente à vontade para estar presente na mídia novamente, dando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TC1UnBDfrQA&amp;t=157s&amp;pp=ygUbdGF5bG9yIHN3aWZ0IG9uIGxvdmVyIGFwcGxl"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;">, fazendo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FvVnP8G6ITs"><span style="font-weight: 400;">apresentações</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IZ_SFbaysHk"><span style="font-weight: 400;">programas de TV</span></a><span style="font-weight: 400;"> e divulgando seu trabalho ao mesmo tempo em que compartilhava sua vida pessoal. Após o período conturbado de </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation </span></i><span style="font-weight: 400;">e as polêmicas envolvendo </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/taylor-swift-relembra-briga-com-kanye-west-e-kim-kardashian-morte-na-carreira/"><span style="font-weight: 400;">Kanye West e Kim Kardashian</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi revigorante vê-la poder esquecer que tudo aquilo aconteceu, como a mesma diz na primeira faixa do álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">I Forgot That You Existed</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34181" aria-describedby="caption-attachment-34181" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34181" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-800x639.png" alt="" width="800" height="639" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-800x639.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-1024x818.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-768x614.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911.png 1154w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34181" class="wp-caption-text">Em Lover, não havia mais tempo para rixas e dramas, Taylor Swift estava focada em ter a estabilidade que sempre procurou (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Taylor Swift resolve lançar seu primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, os deuses jogam uma moeda no ar e o mundo segura a respiração para ver de que lado cairá, indicando um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">que representa a extensão do disco ou uma faixa que nos faz questionar seu discernimento. No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">, o resultado foi a segunda opção. </span><i><span style="font-weight: 400;">ME!</span></i><span style="font-weight: 400;">, a escolhida para dar início à nova era, conta com a participação de Brendon Urie da banda Panic! At The Disco e é uma celebração brega da individualidade de cada pessoa e de como isso nos torna especiais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mensagem da música conversa de certa forma com o álbum, mas a produção inspirada em bandas marciais e a letra digna de um seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">definitivamente não foram uma boa introdução para um dos projetos mais maduros da cantora até então. </span><i><span style="font-weight: 400;">ME!</span></i><span style="font-weight: 400;"> transmitiu ao público a ideia de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover </span></i><span style="font-weight: 400;">seria superficial e genérico, ofuscando algumas das melhores composições do disco, como a nostálgica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FuXNumBwDOM"><i><span style="font-weight: 400;">Cornelia Street</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de tudo, cinco anos depois, é divertido entrar na onda do </span><i><span style="font-weight: 400;">meme</span></i><span style="font-weight: 400;"> e poder cantar “</span><i><span style="font-weight: 400;">You can’t spell awesome without me</span></i><span style="font-weight: 400;">” (trocadilho que funciona apenas em inglês) consciente de sua futilidade, rendendo-se a melodia chiclete do refrão e admitindo que, sim, é divertido soletrar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna a escolha mais duvidosa ainda é o fato de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruel Summer</span></i><span style="font-weight: 400;"> estava ali o tempo todo e só a ‘loirinha’ não viu. A composição, que conta com créditos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/daddys-home-critica/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;">, é o grande destaque do álbum e possui tudo que mais amamos em uma música de Taylor Swift: letras dramáticas, produção estrondosa e uma ponte para gritar a plenos pulmões. A faixa se tornou rapidamente uma das favoritas entre os fãs, que aguardam até hoje um videoclipe para a canção. Em 2023, como prêmio de consolação e justiça para os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties </span></i><span style="font-weight: 400;">– os fãs da cantora –, a gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">como o quinto single de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">após viralizar nas paradas musicais devido ao enorme sucesso impulsionado pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KudedLV0tP0"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34180" aria-describedby="caption-attachment-34180" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34180" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-800x506.png" alt="Taylor Swift durante a The Eras Tour, performando &quot;Cruel Summer&quot;. Ela está usando um collant brilhante decorado com pedras e paetês, em tons de azul, rosa e prata. Swift segura um microfone enquanto sorri, com um fundo vibrante em tons de laranja e rosa, evocando uma atmosfera energética e colorida" width="800" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-800x506.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-1024x648.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-768x486.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-1200x760.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923.png 1482w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34180" class="wp-caption-text">Taylor Swift ouviu seus fãs e não perdeu tempo, a artista colocou Cruel Summer na setlist da The Eras Tour e promoveu a canção nas rádios em 2023 (Foto: Christopher Polk)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como a romântica faixa-título sugere, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-BjZmE2gtdo"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma reflexão sobre a carreira e vida de Swift até aquele momento, vista através das lentes da paixão. Após tanto tempo procurando, a artista finalmente havia encontrado seu Romeu; ao menos, era o que </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/joe-alwyn-fala-de-termino-com-taylor-swift-pela-1a-vez-dificil-de-lidar/"><span style="font-weight: 400;">ela achava)</span></a><span style="font-weight: 400;">. A ponte da canção, estruturada em forma de votos nupciais e produzida como uma deliciosa valsa, reconhece todos os passos que a compositora teve que dar para chegar ali. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Senhoras e senhores, vocês poderiam se levantar?/Com todas as cicatrizes de cordas de violão na minha mão/Eu aceito a força magnética desse homem para ser meu amor</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz a letra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No disco, a artista confronta a escuridão do seu passado e despeja suas maiores ansiedades em uma produção morna, mas que representa muito bem um ataque de pânico. Amizades instáveis, relacionamentos passados e a sensação de solidão definem o sentimento da quinta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8KpKc3C9V3w"><span style="font-weight: 400;">faixa</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Archer</span></i><span style="font-weight: 400;">, que costuma ser a mais emocional dos discos da ‘loirinha’. No entanto, no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u9raS7-NisU"><span style="font-weight: 400;">encerramento do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, a compositora decide não se deixar definir pelas coisas negativas, e sim pelas coisas que ama. Ela percebe que quanto menos energia gastamos com as coisas que não gostamos, mais a nossa vida se torna leve e radiante.</span></p>
<figure id="attachment_34179" aria-describedby="caption-attachment-34179" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34179" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-800x533.png" alt="Taylor Swift durante a The Eras Tour, performando &quot;Cruel Summer&quot;. Ela está usando um collant brilhante decorado com pedras e paetês, em tons de azul, rosa e prata. Swift segura um microfone enquanto sorri, com um fundo vibrante em tons de laranja e rosa, evocando uma atmosfera energética e colorida." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-1200x799.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934.png 1386w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34179" class="wp-caption-text">“Uma vez eu acreditei que o amor seria vermelho ardente/Mas é dourado/Como a luz do dia” (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Curiosamente, mesmo sendo um álbum romântico, em sua maioria, a ‘loirinha’ decidiu incluir no projeto algumas de suas composições mais políticas até então. Como é o caso do segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Dkk9gvTmCXY"><i><span style="font-weight: 400;">You Need To Calm Down</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a música sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">gays</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais hétero já criada. Lançada em Julho de 2019, a faixa debocha de homofóbicos, celebra a diversidade e faz um node com a rivalidade feminina criada pela mídia. No videoclipe, a artista convida várias estrelas LGBTQIAPN+, como Hayley Kiyoko, o elenco de </span><a href="https://personaunesp.com.br/queer-eye-6a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> vestidas das maiores divas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda, temos Katy Perry em uma fantasia de hambúrguer e a petição </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Noticias/noticia/2019/08/casa-branca-responde-discurso-de-taylor-swift-sobre-igualdade-lgbtq-em-premiacao-nao-iremos-apoiar.html"><i><span style="font-weight: 400;">Equality Act</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com mais de 800 mil assinaturas e tem o objetivo de proteger as minorias </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos EUA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como figura pública, Taylor Swift nunca havia se envolvido ativamente em discussões políticas ou sociais. Em seu documentário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sBeqHHcvA5Q&amp;pp=ygUbdGF5bG9yIHN3aWZ0IG1pc3MgYW1lcmljYW5h"><i><span style="font-weight: 400;">Miss Americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2020, a artista ilustra o medo que tinha de se expor dessa forma após ver o boicote sofrido por </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2020/06/25/dixie-chicks-trio-de-country-dos-eua-muda-nome-para-chicks-para-apoiar-protestos-antirracistas.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Dixie Chicks</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando elas expressaram seu descontentamento com a invasão americana no Iraque, em 2003. Infelizmente, o posicionamento da cantora se deu tarde, principalmente por ter se mantido em silêncio durante a eleição estadunidense de 2016. Por isso, mesmo que não tenha envelhecido tão bem liricamente, foi simbólico ouvir pela primeira vez </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AqAJLh9wuZ0"><i><span style="font-weight: 400;">The Man</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, especialmente levando em consideração o contexto da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 30 de Junho de 2019, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/briga-entre-taylor-swift-e-scooter-braun-ganha-documentario-saiba-onde-assistir/"><span style="font-weight: 400;">Scooter Braun</span></a><span style="font-weight: 400;"> adquiriu a antiga gravadora de Taylor Swift, </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Machine Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, por 300 milhões de dólares, incluindo as </span><i><span style="font-weight: 400;">masters </span></i><span style="font-weight: 400;">dos seis primeiros discos da cantora. A tentativa de uma negociação para a compra de seus álbuns foi feita com Scott Borchetta, fundador do grupo, mas a oportunidade lhe foi negada. O acontecimento fez com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover </span></i><span style="font-weight: 400;">se tornasse o primeiro projeto inteiramente pertencente à artista, após sua mudança para </span><i><span style="font-weight: 400;">Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como alternativa, ela embarcou em uma jornada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">regravações</span></a><span style="font-weight: 400;">, já tendo </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">lançado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quatro atualmente, faltando apenas o auto-intitulado e </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation </span></i><span style="font-weight: 400;">para ter total controle sobre sua Arte.</span></p>
<figure id="attachment_34178" aria-describedby="caption-attachment-34178" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34178" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-800x540.png" alt="Taylor Swift posando contra uma parede clara, usando uma jaqueta azul com franjas longas e estrelas brancas estampadas. Seu cabelo está solto, com mechas rosadas nas pontas, e ela olha para o lado com uma expressão contemplativa." width="800" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-800x540.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-1024x691.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-768x518.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-1200x810.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943.png 1388w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34178" class="wp-caption-text">A Miss Americana finalmente havia encontrado uma forma de se expressar politicamente (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do aspecto político, a razão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover </span></i><span style="font-weight: 400;">ser o álbum mais maduro de Swift em comparação ao seus anteriores é a maior presença de nuances. Mesmo com a paixão como sentimento central, faixas como a chiquérrima </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kjD3LoXp-Pw"><i><span style="font-weight: 400;">False God</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostram que nem tudo é perfeito e que para nutrir o amor é necessário lutar por ele. A compositora também explora visões diferentes ao escrever sob a perspectiva de uma personagem do filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PJ56g0R-nn4"><i><span style="font-weight: 400;">Alguém Especial</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Death By A Thousand Cuts</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela também revisita o tópico da solidão na devastadora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2P-uLAQ9FCI"><i><span style="font-weight: 400;">Soon You&#8217;ll Get Better</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que aborda a luta de sua mãe, Andrea Swift, contra o câncer de mama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da produção foi claro: reconquistar o público após o </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental de </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">trazendo elementos de seus trabalhos anteriores. Ao lado de Jack Antonoff e Joel Little, que trabalhou com Lorde em </span><a href="https://personaunesp.com.br/lorde-pure-heroine-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013), Taylor Swift se deu liberdade para ser brega – mais que o normal – e fazer um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de qualidade. Alguns álbuns da cantora demandam uma energia do ouvinte, como o caso recente de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2024) ou os lançamentos da pandemia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020) </span><i><span style="font-weight: 400;">e </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), mas, assim como em </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014), apenas aperte o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">e se divirta com </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Lover" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1NAmidJlEaVgA3MpcPFYGq?si=Wcb2THZ6QBmAa71fWC4Bvg&#038;nd=1&#038;dlsi=7ca1721eb2df4887&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>O Verão que (Não) Mudou Minha Vida</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2024 17:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal As formas de caracterizar a relação entre personagens são chamadas de tropes literárias e possuem um papel importante em relação à narrativa de uma obra. Em Crepúsculo, por exemplo, Bella, Edward e Jacob vivem em um complicado triângulo amoroso e a relação interpessoal do trio dita os rumos da saga. Nesse sentido, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-verao-que-mudou-minha-vida-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Verão que (Não) Mudou Minha Vida"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33275" aria-describedby="caption-attachment-33275" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33275" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.1.png" alt="Cena da série O Verão Que Mudou Minha Vida. Na imagem, Lola Tung, uma mulher de descendência asiática que interpreta Belly, veste uma regata branca. Ela está sorrindo e usa um brinco redondo em uma das orelhas." width="1140" height="570" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.1.png 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.1-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.1-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.1-768x384.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33275" class="wp-caption-text">Lola Tung esbanja carisma na segunda temporada de O Verão Que Mudou A Minha Vida, mesmo que a sua personagem não o faça (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As formas de caracterizar a relação entre personagens são chamadas de tropes literárias e possuem um papel importante em relação à narrativa de uma obra. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Crepúsculo</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, Bella, Edward e Jacob vivem em um complicado triângulo amoroso e a relação interpessoal do trio dita os rumos da saga. Nesse sentido, a autora Jenny Han – conhecida pela trilogia de livros </span><a href="https://personaunesp.com.br/para-todos-os-garotos-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Para Todos Os Garotos Que Já Amei</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> televisivo </span><a href="https://personaunesp.com.br/com-carinho-kitty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Com Carinho, Kitty</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">–, conta em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> a história de uma adolescente e seus devaneios com o uso desse recurso literário.</span></p>
<p><span id="more-33274"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Summer I Turned Pretty</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) aborda a história de Belly Conklin (</span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/a44506791/lola-tung-summer-i-turned-pretty-season-2-interview/"><span style="font-weight: 400;">Lola Tung</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma jovem garota que passa todos os verões na casa de praia da família Fisher. Ao lado de seu irmão Steven Conklin (</span><a href="https://www.teenvogue.com/story/the-summer-i-turned-pretty-star-sean-kaufman-interview"><span style="font-weight: 400;">Sean Kaufman</span></a><span style="font-weight: 400;">) e a sua mãe Laurel Park (</span><a href="https://collider.com/the-summer-i-turned-pretty-jackie-chung-interview/"><span style="font-weight: 400;">Jackie Chung</span></a><span style="font-weight: 400;">), ela vive os três melhores meses do ano com Susannah (</span><a href="https://www.thelist.com/907816/stars-rachel-blanchard-and-jackie-chung-talk-the-summer-i-turned-pretty-exclusive-interview/"><span style="font-weight: 400;">Rachel Blanchard</span></a><span style="font-weight: 400;">) e os seus filhos Conrad (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y1RVQMkUazs"><span style="font-weight: 400;">Christopher Briney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Jeremiah Fisher (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ECiaDMA1vwk"><span style="font-weight: 400;">Gavin Casalegno</span></a><span style="font-weight: 400;">). No seu aniversário de 16 anos, Belly tem o seu mundo virado de cabeça para baixo ao se deparar, pela primeira vez, com os olhares dos outros em relação à sua aparência, o que explica o nome da obra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série, como pode ser percebido pela sinopse, não veio ao mundo com o objetivo de ‘inventar a roda’. Aliás, ela se aproveita dos clichês – como o triângulo amoroso entre Belly e os irmãos Fisher –, para conquistar a legião de fãs que tem. Então, por que </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz tanto </span><a href="https://movieweb.com/the-summer-i-turned-pretty-book-adaptation-successful-why/"><span style="font-weight: 400;">sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;">? Com a estreia da primeira temporada em 2022, a segunda adaptação literária de Jenny Han convenceu a todos de que uma história de juventude, paixões envolventes e reviravoltas familiares era o que o público precisava. </span></p>
<figure id="attachment_33276" aria-describedby="caption-attachment-33276" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.2.jpg" alt="Cena da série O Verão Que Mudou Minha Vida. Na imagem, Gavin Casalegno e Christopher Briney, dois homens brancos com cabelos ondulados, se encaram. Gavin Casalegno, que interpreta Jeremiah, veste uma camisa branca e Christopher Briney, intérprete de Conrad, usa uma camisa jeans. Ao fundo da imagem, há Lola Tung, uma mulher de descendência asiática que interpreta Belly e veste uma regata rosa e um short jeans. Ela está desfocada na cena." width="980" height="653" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.2.jpg 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.2-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33276" class="wp-caption-text">O Verão que Mudou Minha Vida tem como uma de suas sustentações o envolvimento de Belly com os irmãos Conrad e Jeremiah Fisher (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, ao chegarmos no segundo ano, tudo parece diferente. Um dos principais arcos da primeira temporada era o câncer de Susannah, personagem que dava o tom de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6IAuZ0F1KSo"><span style="font-weight: 400;">dramaticidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série e que, infelizmente, faleceu. A morte da mãe dos meninos Fisher dita o novo capítulo da história de Belly, pois é a partir do luto e das diferentes formas de reagir a ele que o telespectador embarca nessa montanha-russa. O problema é que estamos falando de adolescentes e, na maioria das vezes, é difícil aceitar suas escolhas e ações imprevisíveis, o que acontece em grande parte da narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o uso de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produtora executiva Sarah Kucserka, juntamente à Han, escolhe contar a história em duas linhas temporais: uma que antecede o luto e outra que mostra os desdobramentos do ocorrido. O efeito que as separa é a Fotografia de J.B. Smith e Sandra Valde-Hans: nos últimos momentos de Susannah, as cores são mais vivas, enquanto, no presente, a série adquire um tom mais acinzentado e frio, evidenciando o estado psicológico das personagens. Entretanto, as atuações do elenco – a exemplo da cena que se tornou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BjLOzHx_wCc"><span style="font-weight: 400;">meme</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas redes sociais –, não se sustentam e deixam ainda mais claro que </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> é apenas mais uma série </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_33277" aria-describedby="caption-attachment-33277" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33277" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.3.png" alt="Cena da série O Verão Que Mudou Minha Vida. Na imagem, Christopher Briney e Gavin Casalegno, dois homens brancos com cabelos ondulados, se encaram. Christopher Briney, intérprete de Conrad, está sem camiseta e usa uma toalha branca com listras azuis por cima do corpo e Gavin Casalegno, que interpreta Jeremiah, usa uma toalha laranja com partes branca por cima do corpo nu." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.3.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.3-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.3-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.3-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.3-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33277" class="wp-caption-text">Conrad e Jeremiah apenas brigam para saber quem será o par romântico de Belly, não possuindo características próprias ou qualquer aprofundamento maior em seus sentimentos (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E o que seria de um seriado voltado para adolescentes sem os envolvimentos amorosos? Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Summer I Turned Pretty</span></i><span style="font-weight: 400;">, isso é ainda mais escancarado: os episódios se concentram, principalmente, nas escolhas de Belly e na percepção dos irmãos Fisher diante das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eIydsssf-eA"><span style="font-weight: 400;">atitudes</span></a><span style="font-weight: 400;"> da personagem. Em um primeiro momento, tal abordagem pode agregar para o enredo, mas, após uma temporada inteira de ‘lenga-lenga’ entre eles, o resultado é apenas uma fadiga e questionamento sobre o que, realmente, a obra é. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O último episódio do segundo ano, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Triângulo Amoroso</span></i><span style="font-weight: 400;">, exemplifica o problema: há uma cena inteira de Conrad e Jeremiah discutindo sobre quem deveria ficar com a garota, mesmo com ela no banco de trás do carro. Esse é o ponto que, em 2023, torna </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> algo datado. Cenas como essa já aconteceram no audiovisual como Elena e os irmãos Salvatore, em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Vampire Diaries</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou até as relações de Peeta e Gale com Katniss, no icônico </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-filme-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O fato é que as alterações bruscas de sentimento que os jovens possuem entre si atrapalham a trama, porque levam os personagens de zero a 100 em uma escala apressada e, nem sempre, condizente com o que foi construído anteriormente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que encantou os telespectadores na sua estreia, agora os afasta. Não há mais ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">#TeamConrad’</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">#TeamJeremiah’</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-o-verao-que-mudou-minha-vida-jeremiah-ou-conrad-com-quem-voce-ficaria/107334"><i><span style="font-weight: 400;">hashtags</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> utilizadas na série por Taylor (Rain Spencer), a melhor amiga de Belly. A protagonista precisa caminhar sozinha e ter os seus objetivos conquistados para que, dessa forma, o amor coexista no futuro que a personagem irá traçar. Não é à toa que o seu irmão Steven e Conrad focam na faculdade, mesmo com os delírios adolescentes em sua volta. Por conta da indecisão amorosa, a protagonista falhou e se igualou a seleta categoria de personagens principais insuportáveis. </span></p>
<figure id="attachment_33278" aria-describedby="caption-attachment-33278" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33278" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.4.jpg" alt="Cena da série O Verão Que Mudou Minha Vida. Na imagem, Lola Tung, uma mulher de descendência asiática que interpreta Belly, está com as mãos nos ombros de Christopher Briney, homem branco intérprete de Conrad, que olha cabisbaixo para a adolescente. Eles estão dançando e ela desvia o seu olhar." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.4-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33278" class="wp-caption-text">Belly e Conrad são o primeiro amor da vida um do outro e possuem uma relação à la Bella e Edward (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a morte de Susannah, a sua irmã Julia (Kyra Sedgwick) põe à venda a Casa de Praia dos Primos, nome dado ao lugar em que Belly, Steven e Laurel passam os verões com a família Fisher. Nesse sentido, é importante o papel que o local tem, porque é nele onde as conexões mais especiais acontecem. Jantares em família, noite de jogos e um farto café da manhã fazem da </span><a href="https://sports.yahoo.com/lifestyle/cousins-beach-summer-turned-pretty-191400911.html?guccounter=1&amp;guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&amp;guce_referrer_sig=AQAAAANqatNPel66OOGLk3fl-1315e72_UNdcZcairBhv13s9uV0xDTqyLFKQpf5xpvoHHvhA8OAu3Tw7Pn565xfBUCSfnhhP7vdQ6G0Tomax3Z215wI0kPF7b_lVwsrhtVoy6UYhUqBLJd6euJ3CM-Y9CRvDu0Wi0-ylBzFCQj2_fLL"><span style="font-weight: 400;">Cousins Beach</span></a><span style="font-weight: 400;"> um porto-seguro para as duas famílias, sendo necessária a manutenção do espaço que acompanhou de perto o crescimento dos jovens, ano após ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um outro ponto de destaque para </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a adição de uma nova carinha no elenco: Skye (Elsie Fisher), que aceita ser chamade pelo pronome elu, dá à série um tom mais colorido, tirando todo aquele estereótipo de masculinidade ‘</span><a href="https://www.vice.com/pt/article/evk35z/o-que-e-big-dick-energy"><i><span style="font-weight: 400;">Big Dick Energy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">’ dos irmãos Fisher. O seu envolvimento com Cam (David Iacono) é um respiro frente à trama &#8211; que tem um ‘quê’ de </span><a href="https://www.bonashistorias.com.br/single-post/2015/06/19/livros-dona-flor-e-seus-dois-maridos-o-maior-sucesso-de-jorge-amado#:~:text=%22Dona%20Flor%20e%20Seus%20Dois%20Maridos%22%20narra%20o%20drama%20de,disciplinado%2C%20honrado%2C%20mas%20tedioso."><i><span style="font-weight: 400;">Dona Flor e os Seus Dois Maridos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e promove uma abordagem sobre o relacionamento entre duas pessoas longe da ótica heterossexual, algo recorrente nas séries adolescentes. </span></p>
<figure id="attachment_33279" aria-describedby="caption-attachment-33279" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33279" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.5.jpg" alt="Cena da série O Verão Que Mudou Minha Vida. Na imagem, Lola Tung, mulher de descendência asiática que interpreta Belly, veste uma regata rosa com um short jeans e Gavin Casalegno, que interpreta Jeremiah, veste uma camisa branca e um short marrom com listras pretas. Eles estão se olhando e estão na frente de um carro vermelho." width="980" height="653" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.5.jpg 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.5-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33279" class="wp-caption-text">Belly e Jeremiah têm uma boa amizade, mas também sentem coisas um pelo outro, tal qual a protagonista de Crepúsculo e o seu melhor amigo (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fã de carteirinha da cantora Taylor Swift, a autora usa o extenso repertório da artista para compor a trilha-sonora da série. Sucessos como a balada romântica</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=-BjZmE2gtdo"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do álbum de mesmo nome, e a queridinha </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DlexmDDSDZ0"><i><span style="font-weight: 400;">The Way I Loved You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, presente em </span><a href="https://personaunesp.com.br/fearless-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fearless</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são alguns dos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tocam em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Summer I Turned Pretty</span></i><span style="font-weight: 400;">. É válido reconhecer, aliás, que as canções auxiliam no trabalho de composição dos personagens: cada uma delas representa as ações deles. No entanto, Jenny Han sabe e compreende o poder adquirido ao se aproveitar da Música não só como recurso narrativo, mas também ao utilizá-la para levar o seu universo ao maior número de pessoas possível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma era marcada pelas edições feitas por fãs no</span><i><span style="font-weight: 400;"> TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, é de esperar que os momentos mais marcantes da série sejam comentados nas redes sociais. Nesse ponto, os recortes de cenas com o </span><a href="https://www.thethings.com/taylor-swift-connection-the-summer-i-turned-pretty-songs-on-show/"><span style="font-weight: 400;">uso</span></a><span style="font-weight: 400;"> das músicas de Swift ajudam muito no burburinho em volta da obra e convencem àqueles que não deram chance ao mundo de Belly a se aventurarem na sua história. A ação, lamentavelmente, não encanta no segundo ano, pois revela o objetivo mercadológico da relação entre Han e a cantora </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. ‘Uma mão lava a outra’: a artista pode divulgar suas canções, enquanto a sua legião de fãs passa a consumir o conteúdo a fim de encontrar nele as ‘</span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><span style="font-weight: 400;">canetadas da loirinha</span></a><span style="font-weight: 400;">’.</span></p>
<figure id="attachment_33280" aria-describedby="caption-attachment-33280" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33280" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.6.jpg" alt="Foto da premiére de O Verão Que Mudou Minha Vida. Na imagem, Jenny Han, mulher de descendência asiática, veste um vestido com estampas de flores. Ao seu lado, está Lola Tung, mulher de descendência asiática e intérprete de Belly, que usa um vestido preto. Elas posam sorrindo em frente ao pôster da série, que contém o título da obra." width="1024" height="683" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.6.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.6-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/foto.6-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33280" class="wp-caption-text">Jenny Han, ao escalar Lola Tung como sua protagonista, evidencia mais uma vez as atrizes não-brancas em suas obras (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/o-verao-que-mudou-minha-vida-terceira-temporada-renovada#:~:text=O%20Ver%C3%A3o%20Que%20Mudou%20Minha%20Vida%20ter%C3%A1%20mais%20epis%C3%B3dios%3A%20nesta,hist%C3%B3ria%20do%20servi%C3%A7o%20de%20streaming."><span style="font-weight: 400;">renovação</span></a><span style="font-weight: 400;"> para uma terceira temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou Minha Vida </span></i><span style="font-weight: 400;">se encaminha ao seu </span><a href="https://portalpopline.com.br/3a-temporada-o-verao-que-mudou-minha-vida/"><span style="font-weight: 400;">último ato</span></a><span style="font-weight: 400;">. Belly, Conrad e Jeremiah possuem mais uma chance de terem a sua história finalizada de uma maneira plausível. Uma boa série não precisa se ancorar em elementos externos para que o seu enredo seja ‘assistível’ ou considerado bom: caminhar com as próprias pernas é fundamental. Seja com um dos irmãos ou sozinha, espera-se que a montanha-russa de emoções provocadas pelos anos da adolescência faça valer a pena o fim da jornada da garota. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Verão que Mudou Minha Vida – Temporada 2 | Trailer Oficial | Prime Video" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jt4Gabk0Si0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Em THINK LATER, conhecemos a bad girl interior de Tate McRae</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 12:30:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Barbosa A música pop sempre esteve no auge do mundo, principalmente após o início dos anos 2000. A ascensão de nomes como Britney Spears, Beyoncé, Lady Gaga e Rihanna fez com que a régua de exigência em relação a cantoras que iriam surgir a partir dali fosse muito alta. Com o passar do tempo, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/think-later-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em THINK LATER, conhecemos a bad girl interior de Tate McRae"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33312" aria-describedby="caption-attachment-33312" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-800x800.jpg" alt="Capa do álbum THINK LATER. No centro está a cantora Tate McRae, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros, lábios rosados e olhos castanhos. Ela está olhando pro lado e está usando uma regata de alça preta e uma calcinha preta. Em seus pés, utiliza uma espécie de bota acolchoada preta e branco que vai até a altura de seus joelhos e na direita está escrito THINK na vertical e na esquerda LATER, também na vertical, com a cor roxa em ambos os lados." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-4.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33312" class="wp-caption-text">A nova queridinha da Gen Z lançou seu segundo álbum em 2023 (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre esteve no auge do mundo, principalmente após o início dos anos 2000. A ascensão de nomes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u4FF6MpcsRw"><span style="font-weight: 400;">Britney Spears</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4m1EFMoRFvY"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qrO4YZeyl0I"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pa14VNsdSYM"><span style="font-weight: 400;">Rihanna</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que a régua de exigência em relação a cantoras que iriam surgir a partir dali fosse muito alta. Com o passar do tempo, a forma de se consumir música pela grande massa mudou. O </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.forrester.com/blogs/tiktok-usage-plateaus-among-us-gen-z-teens/"><span style="font-weight: 400;">rede social mais usada pela Geração Z</span></a><span style="font-weight: 400;">, tem grande influência na indústria fonográfica, com o poder de </span><a href="https://www.forbes.com/sites/petersuciu/2022/11/21/running-up-that-hilltiktok-and-youtube-are-giving-old-songs-new-life/?sh=575f532b3c57"><span style="font-weight: 400;">ressuscitar</span></a><span style="font-weight: 400;"> grandes clássicos e fazer pequenos artistas se tornarem globais, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. Tate McRae também faz parte dessa nova leva de cantores, e isso fica evidente em seu novo álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0OUOx6rJXtL66AzTnP9KUE?si=Eu4G_pE9QrK0z0LIHSX_sw"><i><span style="font-weight: 400;">THINK LATER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-33309"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde pequena, a cantora canadense faz parte do ambiente artístico, seja na dança ou na música. Foi somente em 2023, após lançar </span><i><span style="font-weight: 400;">Greedy</span></i><span style="font-weight: 400;"> – o </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single</span></i><span style="font-weight: 400;"> de seu novo álbum – que a cantora atingiu novos patamares. Até então, McRae havia estreado com o primogênito </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5fhTetHew6Eph6HfQ9O5gJ?si=2LEnrcHHRJOAnqPHsNRUIA"><i><span style="font-weight: 400;">i used to think i could fly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e tinha uma pequena base de seguidores. Ao viralizar com a música no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo com uma carreira tão recente na indústria, a intérprete chegou no topo da </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i> <a href="https://poptivo.com.br/tate-mcrae-entra-em-2024-no-topo-do-spotify-global/#:~:text=Tate%20McRae%20j%C3%A1%20come%C3%A7a%20o,Doja%20Cat%20e%20v%C3%A1rios%20outros."><i><span style="font-weight: 400;">Spotify Global</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde permaneceu por várias semanas, e alcançou também o topo da parada musical </span><a href="https://www.billboard.com/music/chart-beat/tate-mcrae-greedy-number-one-billboard-global-charts-1235511896/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Global 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a viralização de </span><i><span style="font-weight: 400;">Greedy</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora intensificou a divulgação do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde performances em programas de TV</span> <span style="font-weight: 400;">e em</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NFZNGoHo2cw"><span style="font-weight: 400;">premiações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela ainda investiu em um videoclipe clássico, com figurino esportivo de hóquei, bailarinos e muita dança. É perceptível a confiança que ela demonstra, muito confortável com as câmeras e servindo uma postura digna de diva </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, de certa forma, se perdeu ao longo do tempo no cenário da música do gênero. A canadense foi alvo de diversas </span><a href="https://people.com/tate-mcrae-talks-dance-pop-stardom-new-album-think-later-8411690"><span style="font-weight: 400;">comparações</span></a><span style="font-weight: 400;">, chegando a ser chamada de Britney Spears da nova geração. São tantas referências e paralelos que sua autenticidade acaba se perdendo, fazendo com que a confiança apresentada na canção não fique tão evidente no restante do álbum.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tate McRae - greedy (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/To4SWGZkEPk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante as 14 faixas que compõem a obra de McRae, ela incorpora seu lado </span><a href="https://www.bbc.com/news/entertainment-arts-67646932"><i><span style="font-weight: 400;">bad ass girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – a famosa garota má – para mostrar que está pronta para devorar todos os homens que aparecerem e para fazer com que o cara que a deixou se arrependa disso, mesmo estando presa a ele. Essa fórmula não é nada inovadora, por ser uma cartada coringa de quase toda cantora do cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e já tendo sido utilizada diversas vezes na indústria, como nas canções </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vKNcuTWzTVw"><i><span style="font-weight: 400;">How to Be a Heartbreaker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da Marina and The Diamonds; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-ORhEE9VVg"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da Taylor Swift e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PLolag3YSYU"><i><span style="font-weight: 400;">Maneater</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da Nelly Furtado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade do disco revela uma combinação de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/tate-mcrae-think-later/"><span style="font-weight: 400;">influências</span></a><span style="font-weight: 400;">, indo de elementos clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como sintetizadores, até toques mais experimentais, como os componentes trazidos do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa diversidade nas referências gera uma sensação convidativa e dançante ao trabalho, deixando-o confortável aos ouvidos dos consumidores do estilo musical. As letras não apresentam profundidade, mas expressam os sentimentos de McRae, demonstrando uma pequena fração da personalidade da artista.</span></p>
<figure id="attachment_33311" aria-describedby="caption-attachment-33311" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33311" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-800x800.jpg" alt="Imagem quadrada com um fundo off-white. No centro, temos a cantora Tate McRae, uma mulher branca com olhos castanhos de cabelos longos e soltos na cor castanho escuro com mechas louras. Ela está usando uma calça jeans sobreposta a outra e um cropped bege sobreposto a outro azul. Ela está sentada em um móvel com um tecido branco em cima." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33311" class="wp-caption-text">Quão gananciosa ela deveria ser para subir ainda mais alto? (Foto: Bradley J. Calder)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de sua presença musical cativante, os visuais e a estética de Tate McRae desempenham um papel importante na construção de sua identidade artística única. Seja nos figurinos arrojados, na coreografia impecável ou na escolha de cenários, McRae transforma cada apresentação em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YXt0Nw8xWh0"><span style="font-weight: 400;">experiência imagética</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvente. Os videoclipes de suas músicas são como extensões das narrativas e adicionam uma perspectiva intrigante ao trabalho, mostrando-a não apenas como uma cantora talentosa, mas como uma artista completa e influente em todos os aspectos de sua arte.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">THINK LATER</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um capítulo significativo na carreira de Tate McRae. Embora ceda temporariamente às tendências </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> predominantes, ela também demonstra uma habilidade única de modificar padrões, criando momentos inovadores e resgatando referências de cantoras consagradas. O álbum em sua totalidade não é apenas mais um produto da era </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">: ele tem sua singularidade e sugere que, mesmo em meio a um cenário musical em constante mudança, a intérprete está firmemente determinada a trilhar seu próprio </span><a href="https://www.vanityfair.com/style/tate-mcrae-is-growing-up"><span style="font-weight: 400;">caminho</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33310" aria-describedby="caption-attachment-33310" style="width: 659px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4-659x800.jpg" alt="Ensaio fotográfico do álbum THINK LATER. Na foto, com fundo branco, deitada no chão e com a perna esquerda e o quadril levantado está Tate McRae, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros com mechas castanhas claras, olhos castanhos escuros e lábios rosados. Ela usa uma camiseta azul cintilante com estrelas brancas espalhadas, um shorts jeans branco e uma bota preta com salto que vai até a metade da sua canela." width="659" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4-659x800.jpg 659w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4-843x1024.jpg 843w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4-768x933.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-4.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33310" class="wp-caption-text">&#8220;Sei que quando acabar, eu vou acabar te ligando, mas de alguma forma, nunca acaba.&#8221; (Foto: Bradley J. Calder)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.billboard.com/music/chart-beat/tate-mcrae-greedy-top-10-chart-success-1235503836/"><span style="font-weight: 400;">ascensão meteórica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Tate McRae no </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual é inegável, sendo considerada uma das vozes promissoras da nova geração. Contudo, no universo saturado de fórmulas comerciais que caracterizam o cenário da música atual, surge a inquietação sobre como ela irá equilibrar sua autenticidade diante das constantes pressões para se alinhar a padrões instantâneos e superficiais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Será que a ousadia criativa de McRae será uma resistência ao efêmero ou haverá conformidade ao caminho mais trilhado em busca do sucesso imediato? Essas são questões que pairam diante do dilema enfrentado por novos artistas, e </span><i><span style="font-weight: 400;">THINK LATER</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torna um espaço para ver como Tate McRae vai lidar com as novas demandas da indústria musical.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: THINK LATER" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0OUOx6rJXtL66AzTnP9KUE?si=2aWZlop7RRy9bdPiwA7xhQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>1989 (Taylor’s Version): A consolidação do inesquecível</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 18:27:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Barbosa Não é por acaso que Taylor Swift é considerada a indústria da Música. A cantora, que acumula mais de 100 milhões de ouvintes mensais no Spotify, lançou em Outubro de 2023 a regravação de uma de suas maiores obras musicais, o álbum 1989 – agora intitulado 1989 (Taylor&#8217;s Version). Após o anúncio da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "1989 (Taylor’s Version): A consolidação do inesquecível"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33214" aria-describedby="caption-attachment-33214" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33214" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-800x800.jpg" alt="apa do CD 1989 (Taylor’s Version). Fotografia quadrada com uma margem bege. No centro da imagem está Taylor Swift, uma mulher branca, cabelos louros, curtos na altura do ombro e em movimento usando batom vermelho e sorrindo. Ao redor, há algumas gaivotas e acima de sua cabeça está escrito o título do álbum, onde 1989 está em bege e Taylor’s Version em preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33214" class="wp-caption-text">“As melhores pessoas na vida são livres” (Foto: Beth Garrabrant/Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é por acaso que Taylor Swift é considerada a </span><a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2014-11-12/taylor-swift-and-big-machine-are-the-music-industry?embedded-checkout=true"><span style="font-weight: 400;">indústria da Música</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cantora, que acumula mais de 100 milhões de ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançou em Outubro de 2023 a regravação de uma de suas maiores obras musicais, o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 </span></i><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;"> agora intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor&#8217;s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/entenda-por-que-taylor-swift-esta-regravado-seus-seis-primeiros-trabalhos/"><span style="font-weight: 400;">anúncio da remasterização </span></a><span style="font-weight: 400;">de seus seis primeiros discos, a intérprete tem se mostrado muito engajada em apresentar ao público novas versões que se mostrem atuais, mas ao mesmo tempo, preservem sua essência original.</span></p>
<p><span id="more-33213"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento do </span><a href="https://open.spotify.com/album/4hDok0OAJd57SGIT8xuWJH?si=gwbCGuSoRuik0hvXIZ_K-g"><i><span style="font-weight: 400;">Fearless (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em 2021, a artista tem apresentado um novo formato de consumo de suas criações, presenteando os fãs com músicas inéditas que compõem o conjunto original de faixas, adicionando novas histórias e sentimentos às composições mais pessoais de cada álbum. Quando lançou o </span><a href="https://open.spotify.com/album/5fy0X0JmZRZnVa2UEicIOl?si=QzWtOm0ZTT6tyFknv_Pyxw"><span style="font-weight: 400;">projeto original</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 2014, a cantora se adentrava 100% no gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresentando canções que viriam a fazer um sucesso estrondoso e a consolidaria como uma das maiores divas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da atualidade. Swift estava presente em todo lugar: </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, rádios e televisões. Seu sucesso era inegável e hoje se torna algo inerente à sua carreira.</span></p>
<figure id="attachment_33215" aria-describedby="caption-attachment-33215" style="width: 398px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33215" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1.jpg" alt="Fotografia quadrada em estética polaroid com uma margem bege. No centro da imagem está Taylor Swift, usando um batom vermelho com um moletom branco e azul com estampas de gaivotas." width="398" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1.jpg 398w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 398px) 85vw, 398px" /><figcaption id="caption-attachment-33215" class="wp-caption-text">“O álbum 1989 mudou a minha vida de inúmeras maneiras, e me enche de emoção anunciar que minha versão dele será lançada” (Foto: Sarah Barlow/Stephen Schofield)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Anunciado como sua </span><a href="https://www.instagram.com/p/CvwPZgYuCcV/"><span style="font-weight: 400;">regravação favorita</span></a><span style="font-weight: 400;">, o tão aguardado disco traz consigo temáticas como o amor, novas descobertas e decepções. Os cenários que vão desde a cidade grande até a praia se fazem presentes para criar uma atmosfera calorosa que irá transitar entre as 21 faixas da nova versão. Com o desafio de manter a qualidade do registro original, a loirinha não decepciona ao trazer vocais mais maturados, suaves e amistosos às suas canções. Um dos maiores sucessos da era, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-ORhEE9VVg"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos traz o mesmo ambiente, mas de maneira mais madura em seus versos. Os vocais nos oferecem uma sensação de ironia, contrários ao sentimento de raiva dos cânticos originais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum mantém suas referências dos anos 1980, que funcionam muito bem em quase toda a obra, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Welcome to New York</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">I Wish You Would</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">This Love</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2JgvVfOfoWI"><i><span style="font-weight: 400;">Style</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se mostra como uma das, se não a única música da versão repaginada que, simplesmente, não funcionou. Seus vocais decepcionam, tirando toda a vivacidade que a canção pede. A mudança no instrumental é perceptível, confirmando que a produção falhou ao tentar realçar o que já era bom.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com sua estética única, o registro traz cinco faixas inéditas para fazer conjunto com as originais. De forma muito sensível, todas trazem assuntos como a decepção, mas também a superação. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yF4ulRTCn44"><i><span style="font-weight: 400;">Now That We Don&#8217;t Talk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se mostra como aquela canção que (quase) todo mundo irá se identificar. De maneira autêntica e sincera, a </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81028336"><i><span style="font-weight: 400;">Miss Americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos conta como é ver alguém que era presente em nossa vida e hoje não é mais, seguindo em frente. Taylor Swift reafirma seu status de uma das </span><a href="https://www.rollingstone.com/interactive/lists-100-greatest-songwriters/#billie-joe-armstrong"><span style="font-weight: 400;">maiores compositoras</span></a><span style="font-weight: 400;"> de todos os tempos ao nos contar de um jeito tão particular, em forma de composição, como é crescer, amar, se decepcionar e ainda assim, no fim de tudo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AppsjTInqiw"><span style="font-weight: 400;">se sentir limpo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_33217" aria-describedby="caption-attachment-33217" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33217" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-800x533.jpg" alt=" Fotografia na vertical. No centro temos a cantora Taylor Swift utilizando uma calça jeans azul. uma blusa regata branca e uma camisa branca aberta. Seus braços estão abertos e ela levanta sua perna.Seus olhos estão fechados e na boca há um batom vermelho. Ao fundo, vemos uma praia" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33217" class="wp-caption-text">“Lembro a mim mesma que quanto mais eu dava, menos você me queria” (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova versão não apenas resgata a nostalgia dos fãs, mas também oferece uma nova perspectiva da relação entre os artistas e seu catálogo na indústria musical. Ao revisitar um álbum já consagrado como o </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, Swift não só fortalece seu vínculo com os ouvintes antigos – o famoso </span><i><span style="font-weight: 400;">fan service</span></i><span style="font-weight: 400;"> – como também encanta uma nova geração ao proporcionar uma experiência musical renovada. Esta conexão com as gerações Z e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/estudo-mostra-os-conflitos-da-geracao-alpha-a-primeira-com-pais-influenciadores/"><span style="font-weight: 400;">Alpha</span></a><span style="font-weight: 400;"> são perceptíveis, especialmente durante os shows da gigante </span><a href="https://www.guinnessworldrecords.com/news/2023/12/taylor-swifts-eras-tour-breaks-record-as-highest-grossing-music-tour-ever-762285"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde foi possível notar a presença de </span><a href="https://www.tiktok.com/@lalalandbuzz/video/7304030990400261382?q=menina%20que%20recebeu%20o%20chapeu%20da%20taylor%20swift%20sp&amp;t=1702918314641"><span style="font-weight: 400;">crianças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e adolescentes cantando as músicas com muita energia. A abordagem desafia os tradicionais costumes, redefinindo a maneira como os artistas preservam seus legados, ao mesmo tempo em que reimaginam criações de anos atrás.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua legião de fãs é imensa e isso se torna ainda mais explícito durante a turnê atual, a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">. No Brasil, os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties </span></i><span style="font-weight: 400;">se uniram para uma homenagem no </span><a href="https://www.opovo.com.br/vidaearte/2023/11/18/taylor-swift-no-brasil-cantora-e-recebida-pelo-cristo-redentor-no-rio.html"><span style="font-weight: 400;">Cristo Redentor</span></a><span style="font-weight: 400;">, celebrando a chegada da cantora no país. Este é apenas um exemplo de como ela estabelece uma conexão profunda em suas obras. Os versos contam emoções vividas por quase todos, afinal, quem nunca passou por um término de relacionamento? Ao revisitar sentimentos, Swift não apenas proporciona uma perspectiva renovada de seus discos, mas também adiciona camadas emocionais profundas a eles. Essa conexão vai além de simplesmente &#8216;ouvir música&#8217;; é um laço emocional que transcende o tempo, construindo uma relação autêntica de identificação entre a artista e seu público.</span></p>
<figure id="attachment_33219" aria-describedby="caption-attachment-33219" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33219" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-800x783.jpg" alt="Fotografia quadrada. Nela, vemos Taylor Swift, uma mulher branca de cabelos loiros. Ela vesta uma calça jenas clara, uma regata branca e uma camisa branca aberta. Ela está com em pé com as perans cruzadas e os braços na altura do quadril. Ao fundo, vemos uma praia." width="800" height="783" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-800x783.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-1024x1002.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-768x752.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33219" class="wp-caption-text">“Nunca em meus sonhos mais loucos imaginei a magia que vocês espalhariam em minha vida por tanto tempo” (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável o impacto que o </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 </span></i><span style="font-weight: 400;">teve na indústria musical: foram muitos recordes e </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ficarão para a história. A regravação vem para reafirmar esse sucesso, nos mostrando que apesar das adversidades, foi possível manter a qualidade original trazendo novos elementos que compõem de forma extraordinária o disco. De fato, há algumas incorreções que se fazem questionáveis, mas que ainda assim, não diminuem o quesito qualidade de uma obra que é uma das mais premiadas da história do </span><a href="https://www.grammy.com/news/taylor-swift-1989-record-1"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com o lançamento de sua quarta </span><i><span style="font-weight: 400;">Taylor’s Version</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista se consolida ainda mais como uma das maiores deste século, demonstrando ser extremamente completa e versátil.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: 1989 (Taylor&amp;apos;s Version)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/64LU4c1nfjz1t4VnGhagcg?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2023</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2024 21:09:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ato de ouvir Música se tornou tão imprescindível que pode até ser confundido com uma banalidade. Banal não no sentido ruim, mas sim de algo tão essencial, que, por assumir uma parcela gigantesca de nossas vidas, à medida que cresce em escala, não consegue acompanhar o tamanho em definição. Chega um momento em que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32932" aria-describedby="caption-attachment-32932" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1-800x420.jpg" alt="Arte para o texto Os Melhores Discos de 2023. Nela vemos, da esquerda para a direita: Troye Sivan, um homem branco de cabelos loiros, Marina Sena, uma mulher branca de cabelos pretos, Lana Del Rey, uma mulher branca de penteado preto, Bad Bunny, um homem latino de cabelo raspado e Sabrina Carpenter, uma mulher branca de cabelos loiros. Todos estão em preto e branco. O fundo é rosa e centralizado em cores brancas está escrito &quot;OS MELHORES DISCOS DE 2023&quot;. No canto superior direito, há o logo do Persona, um olho com o meio em roxo claro e um play no lugar da íris" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32932" class="wp-caption-text">No campo ou na cidade, do indie ao samba, a Música é onipresente (Arte: Henrique Marinhos/ Texto de abertura: Guilherme Veiga)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ato de ouvir Música se tornou tão imprescindível que pode até ser confundido com uma banalidade. Banal não no sentido ruim, mas sim de algo tão essencial, que, por assumir uma parcela gigantesca de nossas vidas, à </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/pesquisa-aponta-que-brasil-esta-acima-da-media-mundial-de-consumo-de-musica/"><span style="font-weight: 400;">medida que cresce</span></a><span style="font-weight: 400;"> em escala, não consegue acompanhar o tamanho em definição. Chega um momento em que ele se torna apenas… ouvir Música. Para não cair nesse limbo chamado lugar comum, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> retorna com sua já tradicional lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=melhores+discos"><span style="font-weight: 400;">Melhores Discos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se 2023 nos reservou um retorno ao início do século graças à </span><a href="https://exame.com/pop/streams-de-murder-on-the-dancefloor-crescem-290-no-brasil-desde-a-estreia-de-saltburn/"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/01/18/unwritten-natasha-bedingfield-trend-tiktok/"><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqui focamos essencialmente no que foi criado no ano que passou e, assim como os grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">players</span></i><span style="font-weight: 400;"> da indústria, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2024/02/entenda-briga-que-fez-universal-tirar-todas-as-suas-musicas-do-tiktok.shtml"><span style="font-weight: 400;">deixamos o </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de lado para embarcar no ato arcaico de se ouvir um álbum de cabo a rabo. O resultado foram 93 produtos que embalaram e deram sentido para o ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não podemos negar que foi o ano de Taylor Swift. Mesmo sem um trabalho de inéditas, o pomposo </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o agora litorâneo na mesma medida que cosmopolita </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">(Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os resquícios de insônia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – claro, aliados a gigantesca </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> – serviram para ecoar o sucesso estrondoso que ela calcou. Ainda na ditadura loira do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua pupila Sabrina Carpenter apareceu para o mundo também com obras repaginadas: primeiro, enviando os anexos que esqueceu no corpo do e-mail e, no fim do ano, trazendo um pouco de malícia para o Natal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem retornou de forma inédita foi </span><a href="https://billboard.com.br/qual-e-a-treta-entre-sabrina-carpenter-e-olivia-rodrigo-que-envolve-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">a rival</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Carpenter, Olivia Rodrigo. Após a acidez de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista volta a expor seus sentimentos de uma forma nada ortodoxa: arrancando suas entranhas. O sentimentalismo, dessa vez mais bonito, mas igualmente doloroso, está presente no alinhamento estelar das </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao mesmo tempo que Mitski declamava todo seu amor para as paredes de um galpão vazio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo das 93 obras, temas conversam entre si, mas a homogeneidade é proibida. </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Pabllo Vittar querem festejar, mas enquanto um é a efervescência do durante, a outra é o desejo do pós. Os latinos KAROL G e Bad Bunny falam sobre o amanhã de formas diferentes: ela com esperança, ele com incerteza. </span><a href="https://personaunesp.com.br/letrux-aos-prantos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Letrux</span></a><span style="font-weight: 400;"> abordava o reino animal e Ana Frango Elétrico se transmuta em feline. Marina Sena se </span><a href="https://personaunesp.com.br/vicio-inerente-critica/"><span style="font-weight: 400;">viciava</span></a><span style="font-weight: 400;"> na selva de pedra enquanto Chappel Roan se assustava com os prédios. Jão quer ser cada vez mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/jao-super-critica/"><span style="font-weight: 400;">superlativo</span></a><span style="font-weight: 400;">, à medida que Post Malone se recolhe em suas origens. Metallica sente a passagem de tempo, diferente de Kylie Minogue, que nem o vê passar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal cenário só é possível pois a Música e toda sua imensidão atuam como um espaço de diversidade e liberdade, no sentido mais amplo das palavras. E nada mais justo do que celebrá-las no ano de passagem da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/morre-rita-lee-gosto-mais-de-padroeira-da-liberdade-do-que-rainha-do-rock-que-acho-um-tanto-cafona/"><span style="font-weight: 400;">Padroeira da Liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;">. O Melhores Discos de 2023 é por </span><b>Rita Lee</b><span style="font-weight: 400;">, que é gente fina na Música e na eternidade.</span></p>
<p><span id="more-32746"></span></p>
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<figure id="attachment_32747" aria-describedby="caption-attachment-32747" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32747" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum 1989 (Taylor’s Version). Nele, temos a cantora Taylor Swift no centro, algumas gaivotas espalhadas pela capa e, centralizado acima de Taylor, o título do álbum 1989 na cor off-white com escrito Taylor’s Version em cima dos números na cor preta. O fundo da fotografia é o céu azul e límpido. Taylor é uma mulher branca, loira e de olho claro. Ela usa batom vermelho e sorri na foto, olhando para o horizonte atrás da câmera. A foto está meio borrada e aparenta ter sido tirada quando Taylor estava em movimento. A capa possui uma borda na mesma cor off-white do números do título." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989.jpeg 1479w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32747" class="wp-caption-text">Taylor anunciou 1989 (Taylor &#8216;s Version) durante o set acústico de seu show da The Eras Tour em Los Angeles em 2023 (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; 1989 (Taylor&#8217;s Version)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma regravação extremamente esperada pelos fãs, Taylor resgata o sorriso, o cabelo curto, os pássaros e o antigo amor por Harry Styles em </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além da nostalgia em reviver uma </span><a href="https://www.dn.pt/artes/taylor-swift-fez-historia-com-1989-voltou-a-ganhar-premio-de-melhor-album-5033139.html/"><span style="font-weight: 400;">era de ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">, Swift consegue elevar ainda mais a experiência de ouvir </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> antigos com sua evidente melhoria vocal e refino técnico – tudo parece igual mas, ao mesmo tempo, tudo é diferente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe dos prédios altos de Nova Iorque que marcaram </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> pela primeira vez, a compositora relembra sua conturbada história com o ex-One Direction nas faixas </span><a href="https://moodgate.com.br/2023/08/04/4-curiosidades-sobre-as-faixas-from-the-vault-de-taylor-swift/"><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que misturam a acidez de um coração partido, a vontade de dar certo e as inúmeras fofocas acerca do </span><i><span style="font-weight: 400;">affair</span></i><span style="font-weight: 400;"> da época. Todos sabiam das idas e vindas do casal, mas ninguém esperava as alfinetadas tão certeiras em </span><i><span style="font-weight: 400;">Is It Over Now?</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Traçando um paralelo entre passado e o presente, fica aqui a dúvida se, durante a regravação, Taylor também não se identificou novamente com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AppsjTInqiw"><i><span style="font-weight: 400;">Clean</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=89aQIli8aVU"><i><span style="font-weight: 400;">I Wish You Would</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em razão dos mesmos boatos do fim de seu relacionamento com Joe Alwyn. A compositora mostra que, no fim, sempre irá conseguir contar seu lado da história, nem que seja nove anos depois. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Is It Over Now?, Style e Say Don’t Go.</span></p>
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<figure id="attachment_32748" aria-describedby="caption-attachment-32748" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32748" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-800x800.jpg" alt="Capa do CD 3D Country. Fotografia quadrada retratando um matagal em um dia escaldante. No centro, vemos um homem branco descalço vestindo um chapéu de cowboy, camisa branca e shorts jeans, caído no chão, de pernas para o ar. Ao fundo, é possível ver uma nuvem de fumaça em formato de cogumelo, vinda de uma explosão." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32748" class="wp-caption-text">Em seu segundo projeto, o grupo apresenta um saudosismo multifacetado que vai muito além de suas influências (Foto: Partisan Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Geese &#8211; 3D Country</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do nome, </span><a href="https://open.spotify.com/album/475CtqaU2OY24xBvIekWV6?si=QjNgRct9SNuVkFd8zs0wTQ"><i><span style="font-weight: 400;">3D Country</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que vai muito além de três dimensões. O segundo disco do (agora) quarteto estadunidense Geese – o guitarrista Foster Hudson </span><a href="https://www.instagram.com/p/C1KUdxEuyBS/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">anunciou sua saída do grupo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em dezembro de 2023 – é um prato cheio que oferece ao ouvinte tudo e mais um pouco. Narrando vagamente a </span><a href="https://consequence.net/2023/06/geese-3d-country-track-by-track/2/"><span style="font-weight: 400;">jornada de um </span><i><span style="font-weight: 400;">cowboy</span></i><span style="font-weight: 400;"> que toma drogas alucinógenas no meio do deserto</span></a><span style="font-weight: 400;">, as músicas atravessam sem parar sonoridades que abrangem desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e R&amp;B até o progressivo e </span><i><span style="font-weight: 400;">noise</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo em uma grande mistura que não deveria funcionar, mas funciona.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sua estreia em </span><a href="https://open.spotify.com/album/1E094hHDWCHZqO1YVLIUmj?si=78ba6cAuQNyq_2balcYq1g"><i><span style="font-weight: 400;">Projector</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), a banda contou com o produtor </span><a href="https://www.speedywunderground.com/about-dan-carey/"><span style="font-weight: 400;">Dan Carey</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já trabalhou com diversos nomes da cena pós-punk inglesa contemporânea; no entanto, para esse novo disco, o grupo convocou </span><a href="https://www.jamesellisford.com/about"><span style="font-weight: 400;">James Ford</span></a><span style="font-weight: 400;">, parceiro de longa data do Arctic Monkeys. O novo produtor trouxe uma abordagem muito mais diversificada para a sonoridade geral do álbum, dando forte protagonismo à seção rítmica da banda – detalhe evidente em músicas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LvHsLdYXfaY"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Nudes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=deFElPQMasw"><i><span style="font-weight: 400;">I See Myself</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o disco possui uma dinâmica impecável entre as faixas, oscilando entre momentos crus, sujos e passagens limpas, elegantes, com direito a poderosos arranjos de orquestra e </span><i><span style="font-weight: 400;">backing vocals</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um som pautado principalmente nas décadas de 1960 e 1970, o grupo veste suas influências de forma natural e orgânica, nunca com medo de deixá-las transparecer. Apesar disso, os vocais e letras de Cameron Winter se destacam como uma mistura autêntica de sabores, assim como as linhas de baixo e guitarra que se entrelaçam encantadoramente com as levadas de bateria e percussão. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=llbLo1gsdbk"><span style="font-weight: 400;">química musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente aqui entre todos os membros da banda é algo de se invejar, além de ser deliciosa de se ouvir. <strong>– </strong></span><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Domoto, 3D Country e Mysterious Love</span></p>
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<figure id="attachment_32750" aria-describedby="caption-attachment-32750" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32750" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-800x800.jpg" alt="Capa do disco 72 Seasons da banda Metallica. Na arte de capa, um plano de fundo amarelo contrasta com o cenário de destruição de um berço. Os objetos em torno do móvel infantil variam desde um urso de pelúcia destroçado até uma guitarra desmontada. Todos os objetos, assim como o berço infantil, parecem terem sido queimados, pois estão todos na cor preta. No canto superior esquerdo, está o símbolo do Metallica, a letra ‘M’ estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32750" class="wp-caption-text">A faixa-título, 72 Seasons, venceu o Grammy de Melhor Performance de Metal (Foto: Blackened)</figcaption></figure>
<p><strong>Metallica &#8211; 72 Seasons</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As primeiras </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6UwjRSX9RQyNgJ3LwYhr9i?si=T_CXl8K9T2yYUX-kc-xITA"><span style="font-weight: 400;">72 estações</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou 18 anos na vida de uma pessoa são essenciais para entender a construção de sua identidade e o seu comportamento na fase adulta. Lançada de surpresa junto do título do décimo primeiro disco do Metallica, a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_u-7rWKnVVo"><i><span style="font-weight: 400;">Lux </span></i><span style="font-weight: 400;">Æ</span><i><span style="font-weight: 400;">terna</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é basicamente uma ode aos primeiros anos, sendo a escolha perfeita para introduzir toda a ideia por trás de uma obra que avança em sonoridades mais profundas, embora recorra a repetições do passado para isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na contramão do </span><i><span style="font-weight: 400;">riff</span></i><span style="font-weight: 400;"> divertido do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, a inspiração de James Hetfield para conceitualizar toda essa luz que invade o cenário de destruição infantil da arte de capa foi um livro analítico sobre a infância. Não é novidade que o </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i><span style="font-weight: 400;"> da maior potência do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NAeSbtQWrPs&amp;pp=ygUcbWV0YWxsaWNhIDcyIHNlYXNvbnMgbWVhbmluZw%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">thrash metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> saiba abordar a raiva e o ressentimento em letras fortes, mas dessa vez, ele traz uma maturidade diferente – ainda que os temas sejam os mesmos de sempre –, com o melhor vocal desde os tempos do </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-black-album-25-anos-album-vendeu-metallica-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">Black Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, se as primeiras </span><i><span style="font-weight: 400;">72 seasons</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Metallica explicam os rumos tomados pelo quarteto, atualmente composto por Hetfield, Lars Ulrich, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zwOqs88cHWo&amp;pp=ygUMa2lyayBoYW1tZXR0"><span style="font-weight: 400;">Kirk Hammett</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Robert Trujillo, o disco prova que chegou no tempo certo. Com Greg Fidelman na produção, solos improvisados e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hucsz2l8AFU&amp;pp=ygUTbWV0YWxsaWNhIGluYW1vcmF0YQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">composição mais longa da carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destacando como uma das melhores da discografia, o álbum marca uma nova era para a banda, sendo o seu melhor lançamento deste século. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">You Must Burn!, Crown of Barbed Wire e Inamorata</span></p>
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<figure id="attachment_32751" aria-describedby="caption-attachment-32751" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32751" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Afrodhit.jpg" alt="Capa do Albúm AFRODHIT, a capa mostra o rosto de IZA, uma mulher negra jovem, que usa um batom preto e maquiagem verde água, ela usa tranças afro com pedras coloridas e cristais amarrados nelas." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Afrodhit.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Afrodhit-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32751" class="wp-caption-text">AFRODHIT conecta autoafirmação e sentimentos pessoais com críticas sociais a problemas coletivos (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>IZA &#8211; AFRODHIT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">IZA é, sem dúvidas, uma das maiores artistas brasileiras contemporâneas e em seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/31sonubmJGHeNaAUPrcHj5"><span style="font-weight: 400;">novo álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> ela mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e muito estilo. O disco tem como pano de fundo o momento delicado da vida pessoal pelo qual cantora </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/lucas-pasin/2023/08/04/controlava-ate-a-aparencia-dela-equipe-de-iza-se-voltou-contra-ex-marido.htm"><span style="font-weight: 400;">passou recentemente</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que o leva ser uma jornada de autoafirmação, empoderamento e reconhecimento das origens e dos caminhos que trouxeram a artista ao topo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">AFRODHIT conta com 6 </span><a href="https://www.radiocidadejf.com.br/destaques/cantora-iza-lanca-musica-com-parcerias-internacionais/"><span style="font-weight: 400;">participações</span></a><span style="font-weight: 400;"> de artistas como Djonga, Mc Carol, Tiwa Savage e L7NNON. As músicas cantam libertação com muita emoção, com letras que tocam em assuntos como desejo e autonomia financeira. Os grandes destaques do álbum são </span><i><span style="font-weight: 400;">Que Se Vá</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nunca Mais</span></i><span style="font-weight: 400;">, músicas que pincelam em pontos íntimos da carreira e vida de IZA, e ainda trazem uma forte crítica social em seu texto. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Que Se Vá, Nunca mais e Bonzão</span></p>
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<figure id="attachment_32755" aria-describedby="caption-attachment-32755" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32755" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.jpg" alt="Capa do CD After. Fotografia quadrada com o fundo preto. Na parte central está a drag queen Pabllo Vittar. Um homem preto, de cabelo loiro. Ela veste um sutiã e uma calcinha pretas, além de uma bota da mesma cor. Suas mãos estão levantando as botas. Atrás dela, há o fundo preto da imagem e as cores azul, rosa, vermelho e amarelo em tons psicodélicos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32755" class="wp-caption-text">Pabllo Vittar tem o costume de fazer versões remixes dos seus álbuns de estúdio com artistas independentes (Foto: Gabriel Renné/ Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>Pabllo Vittar &#8211; AFTER</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que vem depois da noitada? De acordo com a artista Pabllo Vittar, o pós de uma noite de festas é tão importante quanto o evento em si. Em</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4aj7OO4L022IGAz5zbQwJZ?si=_HyEqs2LSyS9pRAjnaAHQw"><i><span style="font-weight: 400;">AFTER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela comprova a versatilidade que possui. O projeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma releitura do quinto álbum de estúdio da cantora, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Noitada</span></i><span style="font-weight: 400;">. Aqui, a artista se aventura em versões estendidas e com participações especiais, como Jup Do Bairro e a dupla CyberKills em uma atualização deliciosa da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Descontrolada</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do piseiro ao </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, entre a eletrônica e o pagode baiano, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra, mais uma vez, que tem um tato musical como ninguém. Um dos maiores destaques do álbum é a capa, feita pelo artista Gabriel Renné. Sendo um projeto para ouvir de uma vez em um set de uma balada, numa festa de república ou até mesmo no show de Vittar, </span><i><span style="font-weight: 400;">After</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sensorial: no momento em que os fones de ouvidos são colocados, somos teletransportados para os perigos da </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2023/08/pabllo-sobre-o-novo-disco-after-foi-nas-boates-que-a-pabllo-vittar-nasceu-o-projeto-e-uma-celebracao-a-essa-historia.ghtml#:~:text=AFTER%20%C3%A9%20um%20reencontro%20com,por%20eu%20estar%20aqui%20hoje."><span style="font-weight: 400;">vida noturna</span></a><span style="font-weight: 400;"> das baladas brasileiras. </span><b>-Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Descontrolada (feat. Jup do Bairro &#8211; Cyberkills Remix, Calma Amiga (feat. Anitta) &#8211; DJ RaMeMes (O DESTRUIDOR DO FUNK) &amp; Dj Tonias Extended Mix e Derretida (feat. Irmãs de Pau) &#8211; Brunoso Remix</p>
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<figure id="attachment_32758" aria-describedby="caption-attachment-32758" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32758" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32758" class="wp-caption-text">MC Hariel lança EP que refletirá em seus futuros projetos. (Foto: Rodrigo Ladeira/Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>MC Hariel &#8211; ALMA IMORTAL</strong></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6kWcsJ8xgio&amp;list=PLzGtJJlk7Z-jadx_IaM6OmIQVdEKBqwJq&amp;pp=iAQB"><i><span style="font-weight: 400;">ALMA IMORTAL</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conceito de platão que nomeia o EP com 7 canções, consolida ainda mais MC Hariel como um dos grandes do cenário no funk brasileiro. O EP foi produzido com letras conscientes e importantes que relatam as experiências do MC e tratam trazer a sua visão lúcida para o mundo. Misturando vários gêneros com o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i><span style="font-weight: 400;">, Hariel explora os ritmos de uma maneira dinâmica que traz ao EP uma autenticidade consolidada. No videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6kWcsJ8xgio&amp;list=PLzGtJJlk7Z-jadx_IaM6OmIQVdEKBqwJq&amp;index=1"><span style="font-weight: 400;">MODIFICAR</span></a><span style="font-weight: 400;">, é possível decidir o destino da história ao final da canção. REAGIR OU MODIFICAR? Essa é a pergunta que percorre todo o EP.</span></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/mchariel/reel/C0AhI9DLLfD/"><span style="font-weight: 400;">Hariel</span></a><span style="font-weight: 400;">, que introduziu a filosofia nesse </span><a href="https://tracklist.com.br/entrevista-mc-hariel/171299"><span style="font-weight: 400;">trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> como forma de difundir a superação e o alcance dos sonhos em suas letras, além de ir atrás de conceitos e estudar mais sobre para </span><a href="https://digitais.net.br/2023/11/mc-hariel-junta-funk-e-filosofia-em-alma-imortal/"><span style="font-weight: 400;">escrever as canções</span></a><span style="font-weight: 400;">, produz suas poesias com o intuito de trazer a visão de que tudo é possível. Em síntese, ALMA IMORTAL é um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PCtyMIrR1OU"><span style="font-weight: 400;">manifesto</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que amplia os ideais filosóficos, trazendo consigo a mensagem de que a sua essência não pode ser mudada para agradar os outros, muito menos transformada para se encaixar em algo. Por isso, o MC vem se tornando um dos maiores e é um privilégio estar presenciando um amadurecimento nessa nova fase. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">SONHOS, 1APRENDIZ E SUAS CICATRIZES e 1ESPERTO E 1OTÁRIO</span></p>
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<figure id="attachment_32752" aria-describedby="caption-attachment-32752" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32752" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-800x800.jpg" alt="Foto da capa do disco And Then You Pray for Me. Releitura de O Sepultamento de Cristo, de Caravaggio. A imagem é quadrada. Algumas figuras humanas ocupam a margem direita do quadro. Cristo está sendo segurado por uma pessoa, seu corpo pende para o centro. Ele está sem camisa e seu rosto denota exaustão e sofrimento. Uma das pessoas que seguram Cristo tem uma corrente grossa com quatro pingentes pendurados nela." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32752" class="wp-caption-text">Sequência de Pray for Paris demonstra consistência da Griselda Records e que o boom-bap ainda vive (Foto: Griselda Records/EMPIRE)</figcaption></figure>
<p><strong>Westside Gunn &#8211; And They Pray For Me</strong></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3CXoPCQuBb7kP9vEFcfXKU?si=jIeGPO7IQHOOAYzLtejdNA"><i><span style="font-weight: 400;">And Then You Pray for Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deve ser enquadrado na discografia de Westside Gunn como sequência ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray for Paris</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2020. Ambos os discos, assim como as outras produções do membro da Griselda Records, representam um projeto estético que está para além da música pura e simples: colocam a </span><i><span style="font-weight: 400;">black culture</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos EUA – com um certo resgate do </span><i><span style="font-weight: 400;">boom-bap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">gangsta rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> feito à la Griselda – a par com a “alta cultura” e “alta-costura” europeia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim é que, nas letras, abundam referências ao mundo da moda europeia (</span><i><span style="font-weight: 400;">Margiela Split Toes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Versace</span></i><span style="font-weight: 400;">) contrastadas com o mundo de cocaína e armas a que ele se refere (Griselda é referência direta à Griselda Blanco) e a ascensão que conseguiu. </span><i><span style="font-weight: 400;">Samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> majestosos contrastados com </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> densos e sujos; e, na capa, releituras de obras do grande cânone europeu, como Caravaggio, feita por ninguém menos que Virgil Abloh, falecido ex-diretor artístico da Louis Vuitton. Miscelânea tão potente de coisas aparentemente tão contraditórias quanto armas de fogo,barroco, drogas e leilão de arte; e decerto a sonoridade de um Louis Vuitton jamais será a mesma depois de Virgil, </span><a href="https://elle.com.br/moda/o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-estreia-de-pharrell-williams-na-louis-vuitton"><span style="font-weight: 400;">Pharrell </span></a><span style="font-weight: 400;">e Westside Gunn. </span><b>– Miguel Fernandes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Revenge of Flip Legs </span></i><span style="font-weight: 400;">(feat. Rome Streetz), </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultra GriZelda</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Denzel Curry) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Mamas PrimeTime</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. JID &amp; Conway the Machine)</span></p>
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<figure id="attachment_32754" aria-describedby="caption-attachment-32754" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32754" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32754" class="wp-caption-text">Com uma poesia ainda mais madura, Rubel se aventura por novos ritmos e mostra que casa bem com um pouco de tudo (Foto: Coala Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Rubel &#8211; AS PALAVRAS, VOL. 1 &amp; 2</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tMWpm_GOLaA"><span style="font-weight: 400;">Rubel</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem o talento de transcrever sentimentos em canções, não existem dúvidas. O jogo de palavras em cada estrofe e o jeito de fazer poesia que conversa com cada acorde do violão marcaram a carreira do artista e o tornaram conhecido. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m63e6ygKfvU"><span style="font-weight: 400;">As Palavras Vol. 1&amp;2</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor reforça o motivo de ser tão elogiado ao entregar um disco completo, que pode ser apreciado da maneira como o ouvinte preferir: seja faixa a faixa, na degustação dos detalhes, ou em sua totalidade, como uma jornada pelas histórias cantadas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença significativa de sua nova obra, no entanto, se encontra na sonoridade: passeando entre </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">samba</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pagode</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">forró</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">mpb</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rubel </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/rubel-desperta-mais-critico-em-novo-album-as-palavras/"><span style="font-weight: 400;">conta uma história</span></a><span style="font-weight: 400;"> por meio de tudo aquilo que inspirou o que hoje temos como Música Popular Brasileira. Ao apontar em todas as direções, o álbum funciona como uma porta de entrada para diferentes ouvintes, furando a bolha que antes o cantor pertencia e apelando para um lado mais </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas, ao sair de sua zona de conforto, o artista entrega belíssimas parcerias, um instrumental de alta qualidade e ótimas músicas para se ouvir no dia a dia</span> <b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Grão de Areia (feat. Xande de Pilares), Toda Beleza (feat. Bala Desejo) e Torto Arado (feat. Liniker e Luedji Luna)</span></p>
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<figure id="attachment_32753" aria-describedby="caption-attachment-32753" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32753" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-800x800.jpg" alt=" Capa do álbum Aurora, da banda Daisy Jones &amp; The Six. Nela, temos os protagonistas Daisy Jones e Billy Dunne encarando-se no pôr do sol. O plano da fotografia é fechado e é possível ver o céu azul no fundo. Daisy é uma mulher branca de olhos claros e cabelo ruivo. Ela está com os braços abertos e usa diversos acessórios como brincos, pulseiras e anel, além de uma roupa branca. Billy é branco, possui olhos claros e cabelo castanho um pouco mais longo e ondulado. Ele está usando uma camisa da década de 70 e uma jaqueta marrom. Centralizado na parte superior, temos o título do álbum em letras sem serifa e o nome da banda no canto inferior direito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32753" class="wp-caption-text">Seria pedir muito uma tour com datas internacionais de Daisy Jones &amp; The Six? (Foto: Ellemar Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Daisy Jones &amp; The Six &#8211; AURORA</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um sonho realizado para os fãs de Taylor Jenkins Reid: todas as letras de amor de Billy Dunne (Sam Claffin) com Daisy Jones (Riley Keough) materializaram-se em série, banda e álbum. Aqueles que leram a </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;"> e acompanharam a construção dos personagens foram contemplados com a fidelidade e qualidade entregue pelos atores nessa adaptação memorável &#8211; que poderia até mesmo concorrer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de ser um álbum com faixas datadas nos anos  70,  </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AURORA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue misturar o estilo da época com a sonoridade atual e ser um prato cheio para aqueles que buscam a suavidade e o ritmo do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. É evidente que o grupo dedicou-se para proporcionar faixas que ultrapassam o título de trilha sonora e conseguiram, facilmente, roubar a cena para grudar nos seus ouvidos. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: The River, Kill You to Try e Let Me Down Easy</span></p>
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<figure id="attachment_32776" aria-describedby="caption-attachment-32776" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32776" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-800x800.jpg" alt="Capa do disco AUSTIN de Post Malone. A arte de capa se trata de uma fotografia de Malone, um homem branco de cabelos e olhos escuros, sentado na beira de uma piscina. Ao fundo, observamos uma casa envolta de árvores e um carro preto na garagem. Post Malone olha para a câmera de lado enquanto veste uma calça jeans de cor azul e deixa suas inúmeras tatuagens à mostra." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32776" class="wp-caption-text">AUSTIN é o primeiro álbum de Post Malone que não consta com participações especiais de outros artistas (Foto: Mercury Records)</figcaption></figure>
<p><b>Post Malone &#8211; AUSTIN</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Austin Richard Post, sob o nome artístico de Post Malone, já lutou com vampiros em </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></a><span style="font-weight: 400;"> e até colocou implantes dentários de diamante ao perder os dentes em uma briga. Agora, em seu quinto álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6r1lh7fHMB499vGKtIyJLy?si=jn9PiHtpR4elmhAMb5Kjjw"><i><span style="font-weight: 400;">AUSTIN</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele revisita alguns de seus demônios já conhecidos pelo público, mas por uma perspectiva mais intimista e surpreendentemente bem-humorada, sendo um momento de alívio para quem já viveu múltiplas possibilidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando artistas lançam discos homônimos é porque a coisa ficou séria e com </span><i><span style="font-weight: 400;">AUSTIN</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é diferente, o tema da sobriedade percorre todas as faixas, desde as mais inspiradas até as superficialmente melódicas. Ao contrário do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3HHNR44YbP7XogMVwzbodx?si=YYubSvwwQ1uZSalp4rSJTQ"><span style="font-weight: 400;">antecessor</span></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum consegue rir de si mesmo com menções peculiares que variam de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wkCpiFc2olE"><span style="font-weight: 400;">Beethoven</span></a><span style="font-weight: 400;"> a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DAOZJPquY_w&amp;pp=ygUUcG9zdCBtYWxvbmUgbW91cm5pbmc%3D"><span style="font-weight: 400;">The White Stripes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sim, Post Malone pagou caro pelo grande momento de sua vida, mas acompanhar a sua jornada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=chsVQVsv8L8"><span style="font-weight: 400;">autoconhecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz tudo valer a pena.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Something Real, Novacandy e Laugh It Off</span></p>
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<figure id="attachment_32757" aria-describedby="caption-attachment-32757" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32757" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11.png" alt="Capa do álbum Baby Angel da cantora Tinashe. A imagem é quadrada e engloba a foto da cantora do busto para cima mostrando seu rosto em perfil à esquerda. Ela é uma mulher negra, com cabelos loiros e longos. Sua pele está reflexiva pois está molhada assim como sua camiseta regata branca e seus cabelos. Seus olhos são escuros e nos encaram com emaranhados de fios de cabelo à sua frente." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32757" class="wp-caption-text">Com apenas sete músicas, BB/Ang3l é anunciado como a primeira de três partes do primeiro projeto sob o selo de uma nova gravadora (Foto: Nice Life Recording)</figcaption></figure>
<p><b>Tinashe – BB/Ang3l</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">BB/Ang3l </span></i><span style="font-weight: 400;">nasceu como o terror do </span><i><span style="font-weight: 400;">SEO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com símbolos e números angelicais, até a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CwnRie_rg2b/"><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi um desafio de ser desvendada. E, como sempre, é um projeto experimental muito bem-vindo quando combinado com o timbre doce e único da Tinashe, ou Sweet T para os íntimos. E ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">BB/Ang3l </span></i><span style="font-weight: 400;">marque o início de uma nova era em sua carreira, é intimamente ligado com seus últimos trabalhos independentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em elementos líricos, nada melhor que sofrermos os mais diferentes estágios do luto após um rompimento ruim, mesmo que ele sequer nos represente </span><b>– </b><span style="font-weight: 400;">à la </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><b> –</b><span style="font-weight: 400;"> e, com louvor, seu último trabalho assume seus próprios erros e abraça a regressão junto a sua a humanidade. </span><b>– Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Needs e None of My Business </span></p>
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<figure id="attachment_32756" aria-describedby="caption-attachment-32756" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32756" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Become, duas chaves de prata em formato de coração, com muitos detalhes nas formas em um fundo preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32756" class="wp-caption-text">Become é como uma viagem a um sonho nostálgico (Foto: Sub Pop)</figcaption></figure>
<p><b>Beach House &#8211; Become</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda encabeçada por Victoria Legrand e Alex Scally tem lançado sucessos ano após ano. Depois do maravilhoso </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/79NySyjxJ8xric31mXKMAo"><i><span style="font-weight: 400;">Once Twice Melody</span></i></a> <span style="font-weight: 400;"> em 2022, o EP </span><i><span style="font-weight: 400;">Become </span></i><span style="font-weight: 400;">leva o ouvinte a uma viagem psicodélica ao estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com músicas longas e calmas, o disco evita a monotonia com instrumentos bem harmônicos e sintetizadores precisos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras possuem uma leve energia de feriado, e são bem sintonizadas com a fase da banda que explora </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6aR0aEK64yjIGgcBkEWXis"><span style="font-weight: 400;">novos rumos</span></a><span style="font-weight: 400;">. A voz de Legrand é potente e doce, tornando-a uma artista única . Bem consolidada desde 2004 quando lançou seu álbum de estreia , a dupla musical já carrega oito álbuns nas costas, e demonstra ter muito futuro pela frente. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">American Daughter, Holiday House, Black Magic</span></p>
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<figure id="attachment_32759" aria-describedby="caption-attachment-32759" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32759" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-800x800.png" alt="Capa do álbum Blondshell. Nela vemos a artista que leva o mesmo nome do álbum, uma mulher branca de cabelos loiros. Ela veste umsueter preto. A foto está em preto e branco e ela olha para a câmera comas duas mãos juntas. A foto está em preto e branco e centralizado na parte superior está escrito &quot;Blondshell&quot; em letras pretas" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32759" class="wp-caption-text">A caloura do indie chega com traços de veterana no gênero (Foto: Partisan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Blondshell &#8211; Blondshell</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos no mundo-cão e Sabrina Teitelbaum sabe disso, por isso se esconde em sua ‘</span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/blondshell-exclusive-interview-joiner-1234666443/"><span style="font-weight: 400;">concha loira</span></a><span style="font-weight: 400;">’. No autointitulado de seu nome artístico, a intérprete não está interessada em escrever finais felizes, muito menos meios ou começos. Seu som é latente, não faz questão de anestesiar e opta por doer, pois julga que tal dor precisa ser sentida até se caracterizar como suportável, ou até mesmo ser transformada em ímpeto. No caso, aqui ela virou Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Misturando </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><i><span style="font-weight: 400;">grunge</span></i><span style="font-weight: 400;">, Blondshell transita entre o sarcasmo e  sentimentalismo e faz desse meio-termo seu próprio inferno. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m-AolGenrfg&amp;ab_channel=Blondshell"><span style="font-weight: 400;">guitarra carregada</span></a><span style="font-weight: 400;">, de poucos acordes e extremamente contínua dá a ideia de uma dor de cabeça, mas, em efeito contrário, cria uma cama macia para a potencialidade da voz e letra de Teitelbaum. No alto de seus 25 anos, tempo considerado até alto para um </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista entende que a vida não é fácil para ninguém, mas longe do coitadismo, faz uma ótima estreia que nos convida para afogar as mágoas, ao mesmo tempo que sofre de ressaca. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Salad, Olympus e Veronica Mars</span></p>
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<figure id="attachment_32918" aria-describedby="caption-attachment-32918" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32918" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/brutas-tambem-amam-choram-e-sentem-raiva.jpeg" alt="Capa do álbum Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva, de Ajuliacosta. Nele, vemos a artista, uma mulher negra de cabelos loiros. Seu rosto es´ta fragmentado em duas partes, uma está gritando e a outra chorando. Ele segura um espelho quadrado que aponta pra sua cara, no qual reflete um semblante sério. O fundo é preto." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/brutas-tambem-amam-choram-e-sentem-raiva.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/brutas-tambem-amam-choram-e-sentem-raiva-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32918" class="wp-caption-text">“Peço compreensão no meu modo de ser” (Foto: Ajuliacosta)</figcaption></figure>
<p><strong>Ajuliacosta &#8211; Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quebrando os estereótipos de que mulheres negras são sempre </span><a href="https://letraspretas.com/2020/03/31/mulheres-negras-nao-precisam-ser-fortes-o-tempo-todo/"><span style="font-weight: 400;">fortes</span></a><span style="font-weight: 400;">, Ajuliacosta invade caminhos desarmados, nos quais sentir é completamente válido. O trabalho repousa em um nome bastante auto explicativo: </span><i><span style="font-weight: 400;">Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com 10 faixas, o disco explora sonoridades diversas, passeando entre</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas sua maior força vive em seu caráter político.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras, cheias de histórias que a periferia e os jovens negros protagonizam, falam bastante sobre o amor. No caso, esse sentimento vem </span><a href="https://delas.ig.com.br/2021-10-25/ja-ouviu-falar-sobre-amor-afrocentrado---entenda-o-termo.html"><span style="font-weight: 400;">afrocentrado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e em relacionamentos pelos quais o eu-lírico tem orgulho de lutar, já que o contexto social torna tudo uma verdadeira manifestação. Ainda, encontram-se em músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Empresário</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Pq a Polícia Smp Acaba com a Festa?</span></i><span style="font-weight: 400;">, críticas fortes a um Estado que deslegitima as formas de comemorar, trabalhar e existir da população nas favelas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">envolventes, o produto é um grito pelos direitos de viver, celebrar e, principalmente, ser vulnerável. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Tão Gostoso</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen Chavosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Amo Te Ver de Juju </span></i></p>
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<figure id="attachment_32760" aria-describedby="caption-attachment-32760" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Foo_Fighters_-_But_Here_We_Are.png" alt="Capa do álbum But Here We Are. A capa parece uma foto da natureza, com montanhas ao fundo e um lago em primeiro plano. Todos os elementos estão em tonalidades brancas e no encontro entre a montanha e o lago, já linhas coloridas bem suaves no horizonte. No canto inferior esquerdo está escrito, em cinza, But Here We Are" width="300" height="300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Foo_Fighters_-_But_Here_We_Are.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Foo_Fighters_-_But_Here_We_Are-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 85vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-32760" class="wp-caption-text">Foo Fighters sensibiliza, mais uma vez, com suas canções. (Foto: Roswell Records/RCA Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Foo Fighters &#8211; But Here We Are</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor da perda é, sem dúvidas, desoladora. Neste 11º álbum, Foo Fighters faz Música a partir de tristeza, pena, luto, questionamentos e, sobretudo, celebração. Celebração por terem tido a chance de serem amigos e família de Taylor Hawkins, baterista da banda, falecido em 2022 e também de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/dave-grohl-fala-sobre-morte-da-mae-eramos-melhores-amigos/"><span style="font-weight: 400;">Virginia Grohl</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; mãe do vocalista Dave Grohl. Procurando respostas para perguntas que jamais serão respondidas, a banda mostra através dos versos a manifestação constante da pergunta: como enxergar o futuro se não há mais nós? A resposta é curta, mas não simplista: é avassalador, mas aqui nós estamos (tradução literal do álbum </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/06/02/foo-fighters-but-here-we-are-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">But Here We Are</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e teremos que reaprender a viver – mesmo longe um do outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De </span><i><span style="font-weight: 400;">Rescued</span></i><span style="font-weight: 400;"> a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rest</span></i><span style="font-weight: 400;"> – primeira e última música, respectivamente – são materializados os sentimentos desse luto. A faixa inicial traz um tom de desespero, a digestão do peso da perda e necessidade de alguém para resgatá-lo. Já nas músicas seguintes, tudo é transformado: a angústia vai passando para um consolo, a partida se torna, aparentemente, menos difícil – mas não menos sentida. Ao fim, com </span><a href="https://igormiranda.com.br/2023/06/foo-fighters-but-here-we-are-resenha-review/"><i><span style="font-weight: 400;">Rest</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grupo nos presenteia com a pura poesia do arranjo musical produzido para entender e homenagear a despedida daqueles que já se foram. O descanso é o destino final e está tudo bem agora, eles podem descansar em paz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destaques estão as participações maravilhosas de Violet Grohl em </span><i><span style="font-weight: 400;">Show Me How</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">cantando em conjunto com seu pai, e também H.E.R. na versão de </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/11/20/dave-grohl-glass-mae/"><i><span style="font-weight: 400;">The Glass</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançada posteriormente ao álbum. Por fim, é redundante citar o quão importante </span><i><span style="font-weight: 400;">But Here We Are </span></i><span style="font-weight: 400;">é para o Foo Fighters e também os seus fãs. É a continuação de um sonho em conjunto que, </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2023/06/02/foo-fighters-lanca-1o-album-apos-perda-de-taylor-hawkins/amp/"><span style="font-weight: 400;">desde 1995</span></a><span style="font-weight: 400;">, transborda emoção com suas melodias. Um lindo tributo às pessoas amadas em que emoções são exploradas pelo caminho. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Rescued, Show Me How e Rest</span></p>
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<figure id="attachment_32778" aria-describedby="caption-attachment-32778" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32778" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-800x800.png" alt="Capa do disco Chill Kill - The 3rd Album do grupo de K-pop Red Velvet. Na arte de capa, um retrato circular das vocalistas é adornado por desenhos de flores em branco por cima do fundo preto. Na fotografia do retrato centralizado, Seulgi, Irene, Joy, Wendy e Yeri olham fixamente para a câmera. Todas elas são mulheres sul-coreanas de cabelos e olhos escuros. No canto superior direito, está o logo estilizado do Red Velvet com escrita preta por cima de um fundo vermelho." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32778" class="wp-caption-text">Após seis anos, Red Velvet finalmente voltou com o terceiro álbum de estúdio, Chill Kill (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Red Velvet &#8211; Chill Kill &#8211; The 3rd Album</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Evitando pensar sobre o que o amanhã reserva na espera de um final feliz, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4UUICitfodUVCNhzmDFbrO?si=Tw_posW8S_OzEX0xq2WcHg"><i><span style="font-weight: 400;">Chill Kill &#8211; The 3rd Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> eleva os vocais de Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri enquanto brinca com uma sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">creepy</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao fundo. Tal união peculiar casa perfeitamente com o nome do quinteto, afinal, não existe nada mais Red Velvet do que essa dualidade </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aiHSVQy9xN8"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">/</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=px2Q47O0_eE&amp;pp=ygUUYXV0b21hdGljIHJlZCB2ZWx2ZXQ%3D"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que mistura danças delicadas com homens sangrando e mansões queimando nos videoclipes. Fruto de uma longa espera de seis anos, o disco enfatiza o que os fãs de </span><a href="https://vogue.sg/red-velvet-chill-kill-album-review/"><i><span style="font-weight: 400;">K-Pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já estão cansados de saber: a </span><i><span style="font-weight: 400;">SM Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a pedra no próprio calçado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, no universo de múltiplas possibilidades da indústria musical sul-coreana, ninguém sabe transitar tão bem pelo alternativo como o Red Velvet. Nas vozes das meninas do grupo, composições naturalmente difíceis de agradar se tornam verdadeiros hinos. Porém, para a empresa que </span><a href="https://personaunesp.com.br/exist-critica/"><span style="font-weight: 400;">acumula críticas</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que vale é investir em promessas mais jovens que de nada realmente acrescentam para além de uma estética </span><i><span style="font-weight: 400;">edgy</span></i><span style="font-weight: 400;"> superficial e, definitivamente, passageira. Uma pena para os mercenários pois, ainda que tenham </span><i><span style="font-weight: 400;">comebacks </span></i><span style="font-weight: 400;">cada vez mais afastados, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uR8Mrt1IpXg"><i><span style="font-weight: 400;">original visual</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já são bem maiores do que qualquer outra coisa em sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fato é que </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> não necessariamente consagram grandes discos, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chill Kill &#8211; The 3rd Album</span></i><span style="font-weight: 400;"> não aposta no simples, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWWzwZmVQh8"><i><span style="font-weight: 400;">Knock Knock (Who’s There?)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria uma escolha bem mais óbvia do que a faixa-título. Seja motivada pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=59qHkplM484"><span style="font-weight: 400;">direção criativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> esplêndida – de longe, a melhor de 2023 –, ou por um suposto boicote da </span><i><span style="font-weight: 400;">SM</span></i><span style="font-weight: 400;">, a negação do óbvio é o que faz o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xlyrt5eAtKI"><i><span style="font-weight: 400;">Chill Kill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tão especial e ajuda a introduzir essa obra que leva pesadelos para a pista de dança, além de orquestrar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pd9hRenqD90"><i><span style="font-weight: 400;">Underwater</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grande destaque do álbum que mergulha nos melhores momentos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uznTHSEgx4U"><span style="font-weight: 400;">Janet Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> na década de 1990. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chill Kill, Underwater e Will I Ever See You Again?</span></p>
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<figure id="attachment_32761" aria-describedby="caption-attachment-32761" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32761" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8.jpg" alt="Capa do álbum Coração Bifurcado. Nela vemos um home negro de terno branco. Seu rosto não aparece, pois ele está segurando um balão em formato de coração, que está partido ao meio. No canto direito escrito na horizontal está &quot;JARDS MACALÉ&quot; na cor preta, e no canto escquerdo, está escrito &quot;CORAÇÃO BIFURCADO&quot;." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32761" class="wp-caption-text">Uma jornada pelas cores e sabores da MPB (Foto: Selo Biscoito Fino)</figcaption></figure>
<p><b>Jards Macalé &#8211; Coração Bifurcado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mais recente trabalho de estúdio de Jards Macalé, o amor é retratado na sua forma mais intensa e sincera. Com melodias semelhantes a </span><a href="https://jornal.usp.br/artigos/lembrancas-de-toda-uma-carreira-de-itamar-assumpcao/"><span style="font-weight: 400;">Itamar Assumpção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Elza Soares, as melodias da guitarra e percussão ecoam logo nas primeiras faixas, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor In Natura</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo paz, ao passo que questiona as contradições deste imenso sentimento presente em cada um de nós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disto, Macalé traz referências que remetem à religiosidade de crenças de matrizes africanas, quando canta sobre como o afeto aparece nas encruzilhadas da vida num canto destinado a Exu. Canções como</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vMi5aS9Og70"> <i><span style="font-weight: 400;">Em Mistérios do Nosso Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esta sendo uma parceria com Maria Bethânia, relembram a força da Música Popular Brasileira e suas decorrências até os dias de hoje. </span><b>&#8211;</b> <b>Rebecca Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Coração Bifurcado, Mistérios do Nosso Amor e A Arte de Não Morrer.</span></p>
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<figure id="attachment_32762" aria-describedby="caption-attachment-32762" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32762" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Cuts-Bruises-Vitoria-Vulcano.jpg" alt="Capa do álbum Cuts &amp; Bruises. A imagem em preto e branco mostra os quatro integrantes da banda Inhaler, todos homens de cabelos curtos. Pelo ângulo de centralização, eles parecem estar sendo fotografados a partir de um olho mágico." width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Cuts-Bruises-Vitoria-Vulcano.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Cuts-Bruises-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-32762" class="wp-caption-text">Segundo o vocalista, assistir o documentário The Beatles: Get Back ajudou a aliviar a pressão sentida pela banda durante o processo de criação do álbum (Foto: Polydor)</figcaption></figure>
<p><b>Inhaler &#8211; Cuts &amp; Bruises</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, a sombra da influência do U2 se dissipou ainda mais do legado de Inhaler, </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/02/17/inhaler-tmdqa-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">banda em ascensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> liderada por um dos filhos de Bono. De fato, Elijah Hewson carrega o carisma e o timbre de cadenciamento versátil que ser vocalista exige, mas o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo do grupo produz faíscas atraentes graças à união da alma dada por Josh Jenkinson, Robert Keating e Ryan McMahon aos desdobramentos aéreos de guitarra, baixo e bateria, respectivamente. Para maximizar esse ponto, a </span><a href="http://weinthecrowd.com/por-dentro-do-album-cuts-bruises-inhaler/"><span style="font-weight: 400;">suspensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> questionadora na qual qualquer um se pega no começo da vida adulta serve de motor criativo, palco e divã de terapia no segundo álbum de estúdio arquitetado pelos irlandeses. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2qZd7lp0lLRjeFe0O9Ou6S?si=rwqjz4huQLSk8CMtx3vYXA"><i><span style="font-weight: 400;">Cuts &amp; Bruises</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> investe em consolidar o trabalho inaugurado por seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/54NhZZmsHYbKtTjarvGPwu?si=1RocPHSUTdWIUWBgLpW0RQ"><span style="font-weight: 400;">antecessor</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltando ao passado dos sintetizadores pela mesma avenida que desemboca nos registros alternativos que marcaram os anos 2000. Por isso, existe um divertimento rebelde e autoconsciente da volatilidade do tempo até nas faixas mais pessimistas do disco. Seja na solar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=l0Hilyfp_8A"><i><span style="font-weight: 400;">These Are The Days</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Estes são os dias que seguem você para casa/Que te beijam no nariz quebrado/Não sinto falta da sensação de estar sozinho</span></i><span style="font-weight: 400;">) ou na </span><i><span style="font-weight: 400;">MVP</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_OOrjMjeUqg"><i><span style="font-weight: 400;">Dublin In Ecstasy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu só quero falar se você tiver tempo/Eu só quero lutar se for pela sua vida</span></i><span style="font-weight: 400;">), Inhaler inteligentemente barganha sentimentos universais com o público, que não tem escolha a não ser sentar, escutar e abrir latinhas de cerveja e cascas de ferida ao lado da banda. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Love Will Get You There, Dublin in Ecstasy e The Things I Do</span></p>
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<figure id="attachment_32763" aria-describedby="caption-attachment-32763" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32763" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-800x800.webp" alt="Capa do álbum DATA. Nela, há um personagem de anime retratado com cara de espanto. Ele tem cabelos e olhos cor-de-rosa, além de cabos de diferentes cores que entram em seus dois ouvidos. Ao fundo, uma mesa de metal, sobre a qual está deitado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-1200x1200.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano.webp 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32763" class="wp-caption-text">Lançado com o selo da gravadora independente fundada por Tainy, o disco carrega a mística de Sena, um android de cabelos coloridos que ganha vida conforme a coletânea toca (Foto: Neon16)</figcaption></figure>
<p><b>Tainy &#8211; DATA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Porque eu não sou um artista do momento/Eu sou um artista para sempre</span></i><span style="font-weight: 400;">”, vocifera Arcángel na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ya1_Y_OLD0g"><span style="font-weight: 400;">canção</span></a><span style="font-weight: 400;"> que poderia muito bem ser a sinopse de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2X6WyzpxY70eUn3lnewB7d?si=aL2cQ2-hQYO4rq4QTIXyew"><i><span style="font-weight: 400;">DATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro álbum completamente curado e estruturado por Tainy. Foram três anos de criação e </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/tainy-producer-new-album-reggaeton-bad-bunny-ai-1234776008/"><span style="font-weight: 400;">experimentação</span></a><span style="font-weight: 400;"> até o porto-riquenho sondar os modismos do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um registro inconfundível, capaz de metamorfosear o lugar-comum dos gêneros musicais e abduzir qualquer um disposto a apertar o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. Meticuloso e preciso, ele permanece entre os créditos de alguns dos </span><a href="https://www.hola.com/us/entertainment/20210809g19n5cnb28/happy-birthday-tainy/"><span style="font-weight: 400;">maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da esfera</span> <span style="font-weight: 400;">latina atual enquanto alça seu status de musicista solo para o topo da cadeia. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">DATA</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma hora de duração e nenhum momento de desconexão ou perda de ritmo. Pelo contrário, são 20 faixas únicas, performadas por um time de 28 artistas, que saem de suas zonas de conforto amparados na engenhosidade do produtor. Bad Bunny deslancha em um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> confessional com Arca; The Marías soa </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem deixar de ser </span><i><span style="font-weight: 400;">indie </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LK7eHoocQlE"><i><span style="font-weight: 400;">mañana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; Young Miko, Feid e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_dFjJmJdJjY"><span style="font-weight: 400;">Rauw Alejandro</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem jus aos louros que andam recebendo; e até Daddy Yankee volta da aposentadoria para rechear os batidões de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f4C3iIk78uE"><i><span style="font-weight: 400;">LA BABY</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ciborgue sonoro da melhor tecnologia, o disco homenageia Marcos Fernández, que começou a mixar músicas aos 14 anos, e leva um merecido troféu do </span><a href="https://www.grammy.com/artists/tainy/243564"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> às estantes de Tainy. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: MOJABI GHOST, 11 Y ONCE e si preguntas por mi</span></p>
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<figure id="attachment_32764" aria-describedby="caption-attachment-32764" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32764" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-12.png" alt="Capa do álbum Depois do Fim. A capa mostra o telhado de uma casa pegando fogo. Na parte inferior central, vemos o quarteto que forma a Lagum sentados lado a lado, em uma janela da casa. Todos eles são homens brancos, de cerca de 30 anos, vestindo calças e camisetas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-12.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-12-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32764" class="wp-caption-text">Seguindo Depois do Fim, a Lagum lançou um disco de canções performadas ao vivo, na turnê do álbum (Foto: Sony Music Entertainment Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Lagum &#8211; Depois do Fim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fim é simbólico. Mudanças na vida, seja o fim de relacionamentos ou a </span><a href="https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/09/13/baterista-da-banda-lagum-morre-apos-show-no-formato-drive-in-em-nova-lima-grande-bh.ghtml"><span style="font-weight: 400;">morte de amigos</span></a><span style="font-weight: 400;"> próximos, marcam o encerramento de um ciclo para o início de outro, mais dolorido, a princípio, mas com novas oportunidades para se curar, crescer e voltar a valorizar o inevitável: não é o fim de verdade e a caminhada tem que continuar. É nessa aceitação que a Lagum constrói </span><a href="https://personaunesp.com.br/depois-do-fim-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Depois do Fim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, reconhecendo que o que passou serviu para engrandecer o caminho até aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha perdido parte da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NR_rqF-BuLE&amp;pp=ygUabGFndW0gc2VqYSBvIHF1ZSBldSBxdWlzZXI%3D"><span style="font-weight: 400;">pegada autoral</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Seja o Que Eu Quiser </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Coisas da Geração</span></i><span style="font-weight: 400;"> e cedido parcialmente à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B3amFvHXdGs"><span style="font-weight: 400;">lógica comercial</span></a><span style="font-weight: 400;">, com algumas canções que poucos dizem, a banda mineira mostra que continua tendo algo para falar – mesmo que seja sobre qualquer devaneio que vier à cabeça. Além disso, renova sua sonoridade e composições com explorações. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sample </span></i><span style="font-weight: 400;">de Djavan, canção em francês e italiano, e interlúdios mostram que a Lagum está se encontrando – ou, pelo menos, na busca por se encontrar. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">De Amor Eu Não Morri,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Ou Não e</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Ponto de Vista</span></i></p>
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<figure id="attachment_32905" aria-describedby="caption-attachment-32905" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32905" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-800x800.png" alt="Fotografia da capa do álbum. A cantora Caroline Polachek está com os joelhos e as mãos no chão, virada para a frente e olhando para além da câmera. Ela está no chão de um metrô, com outras pessoas sentadas nos bancos e de pé. À sua frente e abaixo das suas mãos, o chão está coberto de areia." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32905" class="wp-caption-text">Caroline Polachek te convida para a ilha dela (Foto: Perpetual Novice)</figcaption></figure>
<p><strong>Caroline Polachek &#8211; Desire, I Want to Turn Into You</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">So Hot You’re Hurting My Feelings</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2019, Caroline Polachek conquistou audiências e deixou claro o seu potencial para crescer no </span><i><span style="font-weight: 400;">avant-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seu nome já recebia atenção por conta do duo que participou: </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7hAolICGSgXJuM6DUpK5rp"><i><span style="font-weight: 400;">Chairlift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terminado em 2016, mas foi com o sucesso da faixa que pôde mostrar o que sabia fazer sozinha. Em 2023, com  </span><i><span style="font-weight: 400;">Desire, I Want to Turn Into You</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu segundo álbum solo, a cantora provou que veio para ficar – não só ficar, mas também mudar o cenário atual da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro abre com a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hxgcz_6GKX0"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome To My Island</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma ótima recepção para o novo mundo ao qual a cantora vai te guiar durante as suas 12 faixas. As vocalizações hipnotizantes de Polachek são uma passagem só de ida para escapar da realidade e mergulhar na atmosfera mística do disco. A artista domina uma sonoridade complexa, elegante e única que cementa </span><i><span style="font-weight: 400;">Desire, I Want to Turn Into You</span></i><span style="font-weight: 400;"> como um dos melhores lançamentos de 2023. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">I Believe</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Fly To You e</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Hopedrunk Everasking</span></p>
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<figure id="attachment_32779" aria-describedby="caption-attachment-32779" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32779" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Ava_Max_-_Diamonds__Dancefloors.png" alt="Na capa de Diamonds &amp; Dancefloors, Ava Max, mulher branca de cabelos vermelhos, usando um biquíni prateado, está deitada de olhos fechados em um chão azul brilhante em textura de glitter." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Ava_Max_-_Diamonds__Dancefloors.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Ava_Max_-_Diamonds__Dancefloors-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32779" class="wp-caption-text">Em Diamonds &amp; Dancefloors, Ava Max faz o seu melhor: pop comercial e de qualidade (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Ava Max &#8211; Diamonds &amp; Dancefloors</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A febre dos anos 80 na música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda não deu trégua, e Ava Max se junta à festa com </span><i><span style="font-weight: 400;">Diamonds &amp; Dancefloors</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se em 2020 as músicas do disco poderiam ser interpretadas como descartes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Dua Lipa</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, hoje elas soam como uma obra original e coesa. A cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet but Psycho</span></i><span style="font-weight: 400;"> imprime sua própria personalidade nas faixas, convidando o ouvinte a simplesmente apertar o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">e se entregar à batida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade do álbum reside em sua simplicidade: </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">genérico e comercial com propósito. No nosso dia a dia, muitas vezes não queremos decifrar subjetividades nas letras, apenas melodias chiclete e sintetizadores familiares já são o suficiente para nos fazer dançar. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WSX6ZRX4_-Q"><i><span style="font-weight: 400;">Million Dollar Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a faixa-título deslizam pelos ouvidos como mel, evocando a nostalgia oitentista e a efervescência da era disco. </span><i><span style="font-weight: 400;">Diamonds &amp; Dancefloors</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ter chegado ‘atrasado’ para o rolê, mas sua energia contagiante garante um lugar especial na pista de dança. <strong>&#8211; Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Million Dollar Baby e Hold Up (Wait A Minute)</span></p>
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<figure id="attachment_32780" aria-describedby="caption-attachment-32780" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32780" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Did_You_Know_That_Theres_a_Tunnel_Under_Ocean_Blvd.jpg" alt="Lana Del Rey aparece deitada de bruço, posicionada de frente para o observador. Ela apoia o queixo em sua mão, com uma expressão facial neutra. A cantora usa laços no cabelo. O fundo da imagem é escuro e toda a capa possui um filtro acinzentado e com um leve efeito blur. Existe um letreiro amarelo no lado esquerdo." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Did_You_Know_That_Theres_a_Tunnel_Under_Ocean_Blvd.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Did_You_Know_That_Theres_a_Tunnel_Under_Ocean_Blvd-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32780" class="wp-caption-text">Apesar do sucesso de Did You Know That There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd, Lana não levou Grammys para casa, mesmo com duas indicações de peso &#8211; Álbum do Ano e Melhor Álbum de Música Alternativa. (FOTO: Interscope Records/ Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Lana Del Rey &#8211; Did You Know There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo para quem não segue alguma religião ou é conectado com tradições espirituais, o nono álbum de Lana Del Rey é quase como um compilado de canções que conectam o ouvinte com o divino – se existir algum. Com uma carreira focada em </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> melancólicos e que falam sobre amores trágicos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Did You Know That There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd</span></i><span style="font-weight: 400;"> sai da curva e mostra uma cantora em busca de sua história e espiritualidade. A primeira faixa do álbum, </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/03/14/interna_cultura,1468774/the-grants-lana-del-rey-lanca-musica-em-homenagem-a-familia.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">The Grants</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, leva o sobrenome da família da artista e é a abertura triunfal perfeita para a obra. Possui influências da música gospel (já indicando o tom do álbum), com um belo coral e uma letra que faz ode aos seus familiares e a memórias marcantes com eles.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Did You Know That There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd</span></i><span style="font-weight: 400;"> também é um álbum auto reflexivo, onde Lana explora diversos aspectos de </span><a href="https://www.buzzfeed.com/michaelabramwell/lana-del-rey-prophecy-explained"><span style="font-weight: 400;">sua personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, seja a vista publicamente e a que somente pessoas próximas conhecem. Isso é notado em </span><i><span style="font-weight: 400;">tracks</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet</span></i><span style="font-weight: 400;"> e na faixa título. Até musicalmente tal reflexão pode ser vista, com a alternância de músicas que envolvem vocais e um piano emocionantes, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Kintsugi</span></i><span style="font-weight: 400;">, para faixas com um toques atrevidos, como o em </span><i><span style="font-weight: 400;">A&amp;W</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>Paris, Texas (feat. SYML), Kintsugi e Margaret (feat. Bleachers)</p>
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<figure id="attachment_32781" aria-describedby="caption-attachment-32781" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32781" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-800x800.jpg" alt="Capa do CD Dream in Dream. Fotografia quadrada preta e branca, tratando-se de uma justaposição de diversas imagens. Ao centro vemos a silhueta do perfil do artista Cornelius, homem branco de cabelo preto curto. É possível ver dedos e dois olhos maquiados quase transparentes devido à justaposição distribuídos ao longo da imagem. Além disso, vemos o interior de um vagão de trem, que se estende até o centro na parte de cima da capa, onde se encontra um retângulo rosa estampado com o nome do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32781" class="wp-caption-text">A atmosfera minimalista em Dream in Dream é marca registrada do artista (Foto: Warner Music Japan)</figcaption></figure>
<p><b>Cornelius &#8211; Dream in Dream</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplicidade acima de tudo. Keigo Oyamada – um dos pioneiros da cena noventista japonesa </span><a href="https://www.sabra.org.br/site/shibuya-kei/"><i><span style="font-weight: 400;">Shibuya-kei</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – retorna em seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/55pmZFcK0E5yTcAqvs26qX?si=ivhqNSV7QO-FlAWMOWnnGA"><span style="font-weight: 400;">sétimo álbum de estúdio</span></a><span style="font-weight: 400;"> com um abraço caloroso em forma de som, viajando por paisagens que flertam tanto com um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódico quanto com um </span><i><span style="font-weight: 400;">ambient</span></i><span style="font-weight: 400;"> psicodélico. Ao longo de sua discografia, o músico tem adotado cada vez mais uma estética introspectiva em seus projetos, passando por momentos mais elétricos vistos em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3Wml3n8kxQ1S14zXynLduY?si=hsU3XkcAR2Ofk7dGvqQnfg"><i><span style="font-weight: 400;">Fantasma</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1997), até as meditações texturais presentes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/21CB8kRq9JUm48DymDAsu1?si=FwjUsfoLRe-lJQsNNCblEA"><i><span style="font-weight: 400;">Sensuous</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006). Desde então, sua música se encontra diante de um olhar que valoriza tanto a imobilidade quanto o movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhado em timbres </span><a href="https://www.brooklynvegan.com/cornelius-tells-us-how-yellow-magic-orchestra-yoko-ono-influenced-his-new-lp-dream-in-dream/"><span style="font-weight: 400;">eletrônicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dream in Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum de contrastes. Sua sonoridade abraça o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YhTfEjcoIB0"><span style="font-weight: 400;">onírico e o nostálgico</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo em que permite </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CwhcwGczWNk"><span style="font-weight: 400;">ritmos contagiantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> tomarem conta. Os arranjos dão palco às </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nF-4KkoTUZ0"><span style="font-weight: 400;">sutilezas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas são carregados por camadas que às vezes parecem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a_NaP9H1Yd0"><span style="font-weight: 400;">milhares de instrumentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sintonia. A abordagem para a produção é uma mistura entre o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2xHlhjRx0zo"><span style="font-weight: 400;">requintado e o ingênuo</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto que os vocais seguem linhas melódicas simples, mas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yWkezVMJcB4"><span style="font-weight: 400;">engajantes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo assim, há sempre espaço para a complexidade e imprevisibilidade – seja nas harmonias ou estrutura das canções –, fazendo deste um disco saboroso do começo ao fim, sem nada a esconder. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Mirage, Drifts, Sparks</span></p>
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<figure id="attachment_32794" aria-describedby="caption-attachment-32794" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32794" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9.jpg" alt="Capa do álbum Endless Summer Vacation. Nele vemos Miley Cyrus, uma muher branca de cabelos loiros. Ele veste um maio preto e um salto preto e óculos preto. Ela está pendurada em um trapézio de metal. Ao fundo, vemos o céu azul " width="735" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9.jpg 735w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32794" class="wp-caption-text">Entre todas as boas ideias que Miley Cyrus já teve, sair de férias em pleno verão parece a melhor (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Miley Cyrus -Endless Summer Vacation</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma pausa de três anos, Miley Cyrus está de volta com seu oitavo disco de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Endless Summer Vacation.</span></i><span style="font-weight: 400;"> As treze faixas estão separadas em duas fases, transitando entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5DvJgsMLbaR1HmAI6VhfcQ"><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e uma pitada de</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, retratando uma fase mais autossuficiente e madura da cantora. Contudo, isso não significa que não há mais vestígios de Liam Hemsworth nos versos, apesar de Miley deixar explícito que ele não é mais o centro de sua atenção, finalmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o próprio nome diz, Miley Cyrus está em uma férias de verão que nunca chega ao fim. O álbum é uma viagem pela descoberta da sua singularidade e vulnerabilidade, dando início com o grande </span><i><span style="font-weight: 400;">hit  Flowers</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi emplacado nas </span><a href="https://portalpopline.com.br/flowers-miley-cyrus-estreia-top-3-spotify-global/"><span style="font-weight: 400;">primeiras posições</span></a><span style="font-weight: 400;"> das paradas mundiais,e seguindo até </span><i><span style="font-weight: 400;">You</span></i><span style="font-weight: 400;">, que</span> <span style="font-weight: 400;">alfineta todos os corações partidos que vê pela frente. Nesta primeira fase, vemos a estrela sair de viagem em busca de um reencontro consigo mesma, onde abre o coração e retoma os momentos vividos com o ex-marido, mas apesar do sofrimento, nota-se a superação e a evolução do seu amor próprio nos versos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Handstand</span></i><span style="font-weight: 400;">, temos a estrela de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana</span></i><span style="font-weight: 400;"> superada, imersa em problemas que apenas boas férias podem causar. A melancolia do álbum dá descanso e os ouvintes são servidos com bons ritmos dançantes, que dão a sensação de noites de verão, bebidas alcoólicas e muitas outras coisas conhecidas como erradas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1sHRnn8zuTMusee3ahseXC"><i><span style="font-weight: 400;">Wonder Woman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> rouba a cena final da obra, ela é como uma conclusão, Miley finalmente descobre quem ela é. Toda essa profundidade, busca e descoberta faz com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Endless Summer Vacation</span></i><span style="font-weight: 400;"> configure como um dos melhores discos de 2023. <strong>&#8211; </strong></span><b>Pâmela Palma</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>River, Used to Be Young e You</p>
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<figure id="attachment_32782" aria-describedby="caption-attachment-32782" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sabrina-Carpenter-emails-i-cant-send-fwd.jpeg" alt="Capa do álbum emails i can´t send fwd de Sabrina Carpenter. Sabrina está sentada sobre os joelhos em uma grande cama com lençóis brancos. Ela usa um vestido preto de alças finas, justo ao corpo e com as costas abertas. Sua cabeça está inclinada em direção à câmera, como se olhasse diretamente para quem está vendo o álbum. Seu cabelo comprido e loiro está solto e ao seu lado há um computador com um coração na parte de trás. A parede a sua frente é pintada de salmão e há uma televisão antiga próximo ao pé da cama. Na parte de baixo da capa há o emblema de aviso de conteúdo explícito." width="474" height="474" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sabrina-Carpenter-emails-i-cant-send-fwd.jpeg 474w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sabrina-Carpenter-emails-i-cant-send-fwd-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 474px) 85vw, 474px" /><figcaption id="caption-attachment-32782" class="wp-caption-text">Sabrina escreve para todos que já sentiram o amor (Foto: Universal Music Group/Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Sabrina Carpenter &#8211; emails i can&#8217;t send fwd:</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter abre o coração e faz aquilo que todos que já se apaixonaram ao menos uma vez na vida desejaram fazer, gritar para o mundo tudo o que sente. Com melodias que percorrem a melancolia e a animação, </span><a href="https://www.universalmusic.com.br/2023/03/17/emails-i-cant-send-fwd-mais-recente-album-de-sabrina-carpenter-ganha-versao-deluxe/"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can&#8217;t send fwd</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acrescenta mais quatro músicas ao seu último álbum, sendo uma versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ainda mais íntima. A artista se demonstra não só uma ótima cantora, mas também uma excelente compositora. A intensidade presente nas letras das canções acolhem todos os ouvintes e permite que o público se identifique com os cenários criados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 17 faixas, a produção vai da desilusão amorosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=60lgs2aaiRo"><i><span style="font-weight: 400;">opposite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> à superação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kLbn61Z4LDI"><i><span style="font-weight: 400;">Feather</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Algumas músicas possuem, ainda, versões alternativas – como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t3zqFusFXis"><i><span style="font-weight: 400;">Nonsense Christmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o que cativa ainda mais o público e mostra a criatividade de Carpenter. O álbum como um todo possui o estilo carismático da cantora e a vulnerabilidade presente em suas letras e melodias fazem com que elas se tornem populares entre os mais variados públicos. – </span><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> how many things, lonesome e opposite.</span></p>
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<figure id="attachment_32783" aria-describedby="caption-attachment-32783" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-800x589.png" alt="Capa do álbum Escândalo Íntimo. Na imagem a cantora Luisa Souza está com aparência robótica vestindo um macacão que imita a sua pele. Sonza é uma mulher branca, loira, com lábios grandes e vermelhos. A imagem possui um fundo de tinta borrada e blusa, a imagem dos olhos da cantora estão borrados, bem como suas mãos. Ao fundo vislumbra-se parte de um pôr do sol, mas a maior parte do fundo da imagem é escura." width="800" height="589" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-800x589.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-1024x754.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-768x566.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32783" class="wp-caption-text">“Eu acho legal essa coisa de artista, eu sei que não sou nenhuma especialista” (Foto: Olga Fedorova/Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Luisa Sonza &#8211; Escândalo Íntimo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro álbum de Luísa Sonza foi embalado por muitas polêmicas e controvérsias, como já é costume para a gaúcha. De </span><i><span style="font-weight: 400;">Chico</span></i><span style="font-weight: 400;"> no top 1 do Brasil à carta revelando traição na </span><i><span style="font-weight: 400;">Ana Maria</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo revelou de fato, um </span><a href="https://personaunesp.com.br/escandalo-intimo-luisa-sonza-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Escândalo Íntimo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dessa vez, Sonza explora vários gêneros  musicais, misturando suas angústias e inseguranças nos ritmos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, MPB, sertanejo e 150 BPM. As </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nN337a3sPqQAMjBMyi2SEgvZln79HDIws&amp;si=5RpDvnMcf-GmRxcD"><span style="font-weight: 400;">24 faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> contam a história de um relacionamento, do qual começa confiante à laf</span><i><span style="font-weight: 400;">amme fatale</span></i><span style="font-weight: 400;">, depois mergulha em momentos de calmaria, romance e muitos questionamentos, para finalmente conseguir se diferenciar daquilo que é expectativa alheia e do que realmente se quer ser. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco conta com colaborações diversas, como Duda Beat, Marina Senna, Baco Exu do Blues e até mesmo Demi Lovato. A produção buscou referências nos ídolos da música </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2023/09/luisa-sonza-sai-em-defesa-de-nomes-do-pop-nacional-a-musica-brasileira-esta-viva-esta-diversificada.ghtml"><span style="font-weight: 400;">brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> da artista, como Rita Lee em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lança Menina</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também possui faixas cantadas em inglês e espanhol, a exemplo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dona Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">La Muerte</span></i><span style="font-weight: 400;">. Falando em referências, toda narrativa sonora está repleta delas, de modo quase excessivo. A faixa 1, homônima ao álbum, por exemplo, é um </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> da música </span><a href="https://youtu.be/CrYWrPTh9Ug?si=k0zAEe6-HXslITj1"><i><span style="font-weight: 400;">Quarto de Hotel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Hareton Salvanini. The Beatles e Queen também são reinterpretados em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Principalmente Me Sinto Arrasada. </span></i><span style="font-weight: 400;">O álbum ainda conta com três faixas não disponíveis e sem previsão de lançamento. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Lança Menina, Não Sou Nada Demais e Luísa Manequim</span></p>
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<figure id="attachment_32784" aria-describedby="caption-attachment-32784" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-9.jpg" alt="Capa do álbum Escuro Brilhante, Último dia no Orfanato Tia Guga. Nela vemos uma fotografia de várias crianças que vestem uma capa preta, somente uma criança negra olha para a foto ealguns rabiscos contornam a cara dela. Centralizado no inferior, o nome do álbum está escrito com uma estétca de letra de criança" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-9.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-9-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32784" class="wp-caption-text">A essência urbana e realista de Rico Dalasam é acolhedora (Foto: Rico Dalasam)</figcaption></figure>
<p><b>Rico Dalasam &#8211; Escuro Brilhante, Último dia no Orfanato Tia Guga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciado há três anos e sendo o seu terceiro álbum autoral, Rico Dalasam surpreende novamente ao abordar questões tão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QtN4U_BygkY&amp;t=4s"><span style="font-weight: 400;">íntimas </span></a><span style="font-weight: 400;">e essenciais na compreensão tanto da própria história enquanto artista quanto ao tentar dar voz aos que foram silenciados. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta às suas origens no orfanato e revive cada uma de suas inseguranças enquanto uma criança em busca de afeto e acolhimento, mas conseguindo, agora, aninhar e reconfortar a si mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa experiência de auto libertação é vista na primeira faixa de abertura </span><i><span style="font-weight: 400;">Doce</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a participação de vários outros artistas ilustres, como </span><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2023/05/liniker-eu-nunca-desacreditei-ate-quando-foi-muito-dificil.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Liniker</span></a><span style="font-weight: 400;">, os intensos versos melódicos envolvem ainda mais quem ouve as questões de amor discutidas no EP. No ano de 2023, Rico Dalasam fez presença ao nos presentear demonstrando as diversas faces do amor seja de forma esperançosa em </span><i><span style="font-weight: 400;">Espero Ainda</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou na franqueza trágica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jovinho</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Rebecca Ramos</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Novinho, Espero Ainda e Sol Particular</span></p>
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<figure id="attachment_32793" aria-describedby="caption-attachment-32793" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32793" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-800x740.jpeg" alt="Capa do álbum ESQUINAS. Nela, no centro, há uma menina branca de cabelos pretos e longos, presos em duas tranças laterais. Ela usa chapéu de cowboy branco, lenço vermelho no pescoço, blusa de manga comprida listrada e calças jeans. Nos quatro cantos da imagem, também há o escrito “Esquinas” em preto e letra cursiva." width="800" height="740" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-800x740.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-1024x947.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-768x710.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano.jpeg 1068w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32793" class="wp-caption-text">“Eu nunca me defini dentro desse ou daquele lado das ruas que me criaram, mas como uma esquina em que duas bandeiras, duas culturas, dois idiomas se encontram”, afirmou Becky G sobre o título do projeto (Foto: RCA/Sony Latin)</figcaption></figure>
<p><b>Becky G &#8211; ESQUINAS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez por jogar o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> comumente versado por Becky G para escanteio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/34Kj1LPZ7xhlskIb9qD6D6?si=Y6ZmuutjQGeBPtglnw2h3Q"><i><span style="font-weight: 400;">ESQUINAS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não desceu às ruas fazendo muito barulho – mas é exatamente essa mudança de ares que o torna o trabalho mais emocionante e coeso da cantora até agora. Interseccionando as duas culturas que dividem o coração de Gomez, na onda do movimento </span><a href="https://www.latimes.com/delos/story/2023-07-09/latinos-marketing-the-200-percent"><i><span style="font-weight: 400;">200-percenters</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (jovens que se autodeclaram 100% estadunidenses e 100% latinos), as novas canções bebem das </span><i><span style="font-weight: 400;">bachatas</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">cumbias</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outros sons regionais mexicanos que a intérprete ouve desde a infância. O resultado é a confecção de uma </span><a href="https://apnews.com/article/becky-g-new-album-esquinas-26bd98c33ace353869d813ec8b5b55f4"><span style="font-weight: 400;">musicalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> simultaneamente singular e coletiva, enraizada pelo amor à própria família e o respeito à essa herança artística como um todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lirica e vocalmente, a mexicana-americana dota o álbum de sentimentos que pesam mais no peito dos latinos, como a superação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8c7KOGxeY3w"><span style="font-weight: 400;">paixões</span></a><span style="font-weight: 400;"> impossíveis e o vínculo afetivo profundo com os </span><a href="https://youtu.be/xyLB0E8Ya0U?si=MDTxe1pY5oovumpk"><span style="font-weight: 400;">avós</span></a><span style="font-weight: 400;">. A maturidade de se ancorar nas próprias experiências vem acompanhada das mãos aclamadas de Edgar Barreira, que prepara uma salada arrojada e robusta de instrumentos na produção. Entre violões, acordeões e trompetes, jovens músicos descendentes de imigrantes, como </span><a href="https://youtu.be/cLLF8yJ2Gt4?si=trJmaeZsaSKGDU0Z"><span style="font-weight: 400;">Ivan Conejo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/2UCN9nm8qYs?si=Vw_FKWo5bqQYcCt6"><span style="font-weight: 400;">DannyLux</span></a><span style="font-weight: 400;">, e outros representantes da música mexicana, vide </span><a href="https://youtu.be/b2wQtu9YnWk?si=JPrWkA5dbESg2bZr"><span style="font-weight: 400;">Peso Pluma</span></a><span style="font-weight: 400;">, ajudam Gomez a temperar as faixas sem pressa, na riqueza do instante. Ao final, as tantas camadas sobrepostas em </span><i><span style="font-weight: 400;">ESQUINAS</span></i><span style="font-weight: 400;"> formam uma rua inteira de celebrações, ladrilhada pelo talento da artista principal. &#8211;</span><b> Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: CHANEL e POR EL CONTRARIO</span></p>
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<figure id="attachment_32801" aria-describedby="caption-attachment-32801" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32801" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-800x800.jpg" alt="Capa do álbum everything is alive. O fundo é totalmente bege. Losangos vermelhos aparecem em segundo plano, enquanto uma forma geométrica complexa vermelha aparece em primeiro plano. Essa forma se assemelha a um labirinto. No centro deste, aparece uma silhueta vermelha de uma pessoa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32801" class="wp-caption-text">Slowdive enriquece o rock alternativo sem nunca ter precisado apelar à opressão de minorias (Foto: Dead Oceans)</figcaption></figure>
<p><b>Slowdive &#8211; everything is alive</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Slowdive é a típica banda que faz de suas composições uma sopa de letrinhas. Os integrantes parecem transformar fluxos de consciência em músicas as quais, surpreendentemente, fazem sentido. Este, aliás, não é exato, ou seja, pode significar uma coisa para um </span><a href="https://edition.cnn.com/2023/03/16/us/incel-involuntary-celibate-explained-cec/index.html"><i><span style="font-weight: 400;">incel</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e outra para uma mulher perturbada. Tal variedade de fãs faz com que o grupo britânico esteja em constante reinvenção, pois ter consciência da impossibilidade de agradar a todos é, sobretudo, libertador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora muitas mudanças sejam notáveis no som do Slowdive, uma característica sobreviveu aos percalços do tempo: o apreço pela atmosfera noturna. O quinto álbum de estúdio da banda, </span><i><span style="font-weight: 400;">everything is alive</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma soma às </span><i><span style="font-weight: 400;">playlists </span></i><span style="font-weight: 400;">criadas com o propósito de apaziguar os conflitos travados entre o sono e a paranóia. Nada é mais assustador do que o filme de terror autobiográfico exibido na nossa própria cabeça de madrugada. No entanto, se depender da banda de Berkshire, não faltará uma boa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6LZqgNsYlhk"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> para acompanhar as memórias estreladas por nós mesmos e por amores já tirados do roteiro. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: kisses, skin in the game e andalucia plays</span></p>
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<figure id="attachment_32795" aria-describedby="caption-attachment-32795" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32795" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-800x800.jpg" alt=" Capa do disco Falling or Flying. Na capa temos a figura da cantora Jorja Smith, uma mulher negra de pele clara, com cabelos longos e escuros. Ela está vestindo um vestido longo prata, com várias estampas diferentes ao redor das mangas e nos ombros. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de cinza. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32795" class="wp-caption-text">O remix de Little Things, em parceria com Nia Archives, foi uma das canções mais acessadas no TikTok em 2023 (Foto: FAMM)</figcaption></figure>
<p><b>Jorja Smith &#8211; Falling or Flying </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma pausa de cinco anos desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Lost &amp; Found</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu último lançamento</span> <span style="font-weight: 400;">em 2018, Jorja Smith retorna ao cenário musical com o seu recente trabalho de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Falling Or Flying</span></i><span style="font-weight: 400;">. Flertando com um</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> bem pensado, a britânica escapa da sonoridade convencional do gênero e apresenta novos ritmos que conversam desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">neo soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> em sua faixa-título, até as orquestras de música arabe durante a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gUn6i9bfdRA"><i><span style="font-weight: 400;">Try Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o disco inove nas melodias, ele não se diferencia de seus lançamentos anteriores. Mesmo se repetindo criativamente, o álbum se destaca pela fluidez na voz de Smith, onde o sentimento conduzido pela artista se encaixa em cada letra e batida. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3cCpJc6LhvskN7i9w3WkaA"><i><span style="font-weight: 400;">Falling or Flying</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue seu próprio caminho, garantindo 17 faixas cheias de nuances, ele não tem medo de se perder em meio a versatilidade, rompendo com a recente onda de cds homogêneos que surgiram na indústria musical. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Try Me, Little Things e GO GO GO</span></p>
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<figure id="attachment_32800" aria-describedby="caption-attachment-32800" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32800" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum First Two Pages of Frankenstein. O fundo da imagem é branco e contém um quadrado bege no qual está centralizado um menino branco de cabelo curto castanho. Ele está usando uma camisa branca e está segurando uma cabeça de manequim. Na testa desta cabeça, está colado um papel branco com “Hello” escrito em letras brancas e, logo abaixo, “Paul” escrito em letras pretas. No canto inferior esquerdo da imagem, está escrito “The National” em letras pretas e, no canto inferior direito, está escrito “First Two Pages of Frankenstein” em letras pretas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32800" class="wp-caption-text">The National se consagra como uma das bandas de tiozão mais queridas do indie rock (Foto:4AD)</figcaption></figure>
<p><strong>The National &#8211; First Two Pages of Frankenstein</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nono álbum de estúdio de The National, </span><i><span style="font-weight: 400;">First Two Pages of Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;">, cutuca um vespeiro do qual podem sair pessoas de meia idade e jovens com pais separados. Além disso, o disco reúne parcerias com Phoebe Bridgers, Taylor Swift e Sufjan Stevens, provando que, embora a banda seja composta inteiramente por homens, ela é relativamente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OPszWFU5wDw"><span style="font-weight: 400;">afeminada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo estadunidense deposita toda sua força em letras sensíveis cujo significado talvez nem os próprios integrantes saibam identificar. Os arranjos de guitarra elétrica perdem o protagonismo para longas performances de violão que, somadas à voz aveludada do vocalista </span><a href="https://www.nme.com/news/music/the-nationals-matt-berninger-on-struggling-with-writers-block-everything-was-evidence-of-failure-3502908"><span style="font-weight: 400;">Matt Berninger</span></a><span style="font-weight: 400;">, tornam-se um perigo para os detentores de </span><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues.</span></i><span style="font-weight: 400;"> No fim, o álbum é um abraço a todos que buscam migalhas de afeto. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Tropic Morning News, Eucalyptus e Grease In Your Hair.</span></p>
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<figure id="attachment_32796" aria-describedby="caption-attachment-32796" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32796" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-800x800.png" alt="Capa do álbum Fountain Baby da cantora Amaarae. A imagem é quadrada e engloba a foto da cantora do busto até seu queixo. Ela é uma mulher negra, com cabelos castanhos, encaracolados e longos. Sua pele está reflexiva pois está molhada assim como seu top branco e seus cabelos. Em seu pescoço está um crucifixo prata iluminado e ao fundo azulejos azuis." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32796" class="wp-caption-text">Mesmo com uma composição minuciosa e inteligente, Fountain Baby é popular, intoxicante e fresco (Foto: Interscope)</figcaption></figure>
<p><b>Amaarae – Fountain Baby</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fountain Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o segundo álbum de estúdio da cantora Amaarae, e pela primeira vez em uma grande gravadora, a Interscope, a artista de Gana mostra maestria em combinar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rb/"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> europeu e </span><i><span style="font-weight: 400;">afro-beat</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com 14 músicas coesas e complementares, o botão de </span><i><span style="font-weight: 400;">repeat </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma tentação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há tempos que a ordem de faixas tão características, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Co-Star</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Wasted Eyes</span></i><span style="font-weight: 400;">, não é tão precisa quanto aqui. Sem perigosas transições contínuas em uma obra tão completa, ouvi-la no aleatório é um crime. Descrita como uma obra confiante e inconvencional pela </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/amaarae-fountain-baby/"><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></a><span style="font-weight: 400;">, logo após receber o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">Best New Music</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fountain Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem espaço para reivindicar o título de esnobado por sua ausência em grandes premiações, como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Sex, Violence, Suicide;</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Wasted Eyes</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Sociopathic Dance Queen</span></p>
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<p><strong>Sabrina Carpenter &#8211; fruitcake</strong></p>
<figure id="attachment_32835" aria-describedby="caption-attachment-32835" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32835" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fruitcake-Sabrina-Carpenter.jpg" alt="Capa do EP fruitcake, da cantora estadunidense Sabrina Carpenter. A artista aparece em frente a um fundo rosado, segurando um bolo de fruta, cobrindo a boca e o nariz. Sabrina Carpenter é uma mulher branca, de olhos azuis e cabelos loiros. Ela tem franja, usa esmalte azul claro e delineado gatinho preto. Ela usa um suéter vermelho, com estampas de coração, usa uma tiara branca e usa um anel com as iniciais do seu nome. " width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fruitcake-Sabrina-Carpenter.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fruitcake-Sabrina-Carpenter-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32835" class="wp-caption-text">Que tal um café com um bolinho de frutas com Sabrina Carpenter? (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter – fruitcake </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7EisdwWcodpmHxgpGVE5Pg?si=Ax-_ZAkwRV-PJBD3vduSBA"><i><span style="font-weight: 400;">fruitcake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sabrina Carpenter leva o clima natalino para qualquer momento do ano. Seguindo os passos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/desire-i-want-to-turn-into-you-critica/"><span style="font-weight: 400;">Caroline Polachek</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que fez uma versão gelada de </span><a href="https://youtu.be/sn3cHUtNZKo?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">So Hot You’re Hurting My Feelings</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, Carpenter repaginou o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Nonsense</span></i><span style="font-weight: 400;">: a nova faixa, </span><a href="https://youtu.be/t3zqFusFXis?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">A Nonsense Christmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz trocadilhos com diversas características do Natal. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com seis músicas que refletem o período de celebração de final de ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5kDmlA2g9Y1YCbNo2Ufxlz?si=KoBF2yI-Tge_FIge9rokMg"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can’t send</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e de sua versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sabrina Carpenter prova novamente o que faz de melhor. Com músicas divertidas – tanto na parte lírica quanto na parte melódica –, a cantora mostra todo o seu potencial vocal. No </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><a href="https://youtu.be/1pbxeU9cuHM?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">white xmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a pequena loirinha nos transporta para uma nostalgia atual; já em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4gB8anyCpAM"><i><span style="font-weight: 400;">buy me presents</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Nonsense Christmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, ouvimos sons de sinos e guizos vindos diretamente do Polo Norte. Carpenter ainda traz </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YJd9zc6l-_Y"><i><span style="font-weight: 400;">cindy lou who</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma canção melancólica e reflexiva, que faz uma referência à personagem Cindy Lou, do clássico filme natalino </span><i><span style="font-weight: 400;">O Grinch</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211;<strong>Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">A Nonsense Christmas, buy me presents, santa doesn’t know you like i do e is it new years yet?</span></p>
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<figure id="attachment_32797" aria-describedby="caption-attachment-32797" style="width: 796px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32797" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-796x800.png" alt="" width="796" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-796x800.png 796w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-1019x1024.png 1019w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-768x772.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32797" class="wp-caption-text">O debut de ouro do maknae consagrado no BTS demonstra como o talento de Jungkook se expande e brilha de várias formas (Foto: BigHit Music)</figcaption></figure>
<p><strong>Jungkook &#8211; Golden</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No lançamento de sua primeira faixa solo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Seven</span></i><span style="font-weight: 400;">, Jungkook já havia demonstrado que não lhe faltava habilidade para preencher todos os aspectos de um artista de sucesso. Seja cantando, dançando ou fazendo </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o cantor sul-coreano conquistou o coração de cada ouvinte desde seu </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/jungkook-revela-como-se-sente-em-relacao-ao-apelido-golden-maknae.phtml"><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com o grupo </span><a href="https://www.guinnessworldrecords.com.br/news/2021/9/bts-e-seus-23-recordes-entram-para-o-hall-da-fama-do-guinness-world-records-202"><span style="font-weight: 400;">BTS</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando tinha apenas 15 anos. Agora, em sua estreia solo, ele demonstra a maturidade de um artista com expressivos 10 anos de carreira e desponta como uma celebridade global.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cyAkEgxZZgk"><i><span style="font-weight: 400;">GOLDEN</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um álbum nota dez em todos os quesitos. Com faixas para todos os humores, um vocal de deixar sem fôlego, coreografias empolgantes e uma sonoridade que mescla o nostálgico com o moderno, Jungkook acerta em cheio e faz jus ao título de Golden Maknae. Nessa estréia mais que dourada, o seu trabalho foi </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/jungkook-alcanca-novo-recorde-na-billboard-com-golden.phtml#:~:text=Hist%C3%B3rico!,de%20novembro%20do%20ano%20passado."><span style="font-weight: 400;">feito para brilhar</span></a><span style="font-weight: 400;">, em todos os aspectos </span><b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">3D (feat. Jack Harlow) e Standing Next to You</span></p>
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<figure id="attachment_32798" aria-describedby="caption-attachment-32798" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32798" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-800x800.png" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32798" class="wp-caption-text">Em seu novo projeto, Key demonstra que seu tempo na indústria musical é como vinho: quanto mais tempo se passa, melhor fica (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Key &#8211; GOOD &amp; GREAT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com músicas e melodias coesas, conceitos bem estabelecidos e uma performance completa, Key segue sendo um dos artistas mais relevantes da indústria sul-coreana. Debutando em 2008 com o grupo </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/15-anos-de-shinee-relembre-a-trajetoria-do-grupo-pelo-k-pop,41d2edc6e263ef26b4ed6d9f1fa1dbf81j9oub29.html"><span style="font-weight: 400;">SHINee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conciliando com sua </span><a href="https://revistakoreain.com.br/2018/12/debut-solo-do-key-elegancia-talento/"><span style="font-weight: 400;">carreira solo</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde 2018, Kim Kibum sempre demonstrou apreço pelo retrô e por músicas fortes, marcantes e dançantes. Já tendo passado por outras </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Entretenimento/kpop/noticia/2021/09/key-do-shinee-lanca-bad-love-finalmente-me-tornei-eu.html"><span style="font-weight: 400;">áreas da cultura pop</span></a><span style="font-weight: 400;">, em seu novo álbum é notória a sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">disco</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, que chama qualquer ouvinte para dançar com ele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jrM1k8kHwC0"><i><span style="font-weight: 400;">Good &amp; Great</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o artista demonstra amadurecimento e que é ainda é possível utilizar o conceito </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> retrô, que permanece em alta nos últimos anos. Confiante do motivo pelo qual saiu do papel, esse novo projeto não dá espaço às dúvidas ao entregar uma produção sonora e lírica de alta qualidade, mostrando o que há de melhor no cantor e tornando o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">em uma entrada para uma festa privada </span><b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Can</span> <span style="font-weight: 400;">‘t Say Goodbye e CoolAs</span></p>
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<figure id="attachment_32799" aria-describedby="caption-attachment-32799" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32799" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-800x800.jpg" alt="Capa do disco Gravy. Uma mulher negra de cabelos loiros está sentada no meio de uma cama escura, dentro de um quarto esverdeado. A mulher está maquiada nos olhos com uma sombra algo brilhante. Em frente à mulher há algumas flores e uma faixa prata escrito “Miss Gr–”. No fundo há um pequeno porta-retratos pendurado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32799" class="wp-caption-text">Cantor de Chicago explora sonoridades mais leves em parceria com Coco Jones, Philip Bailey e Freddie Gibbs (Foto: RCA Records, a division of Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>BJ The Chicago Kid &#8211; Gravy</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">BJ The Chicago Kid, apesar de extremamente talentoso, não parece figurar no radar geral dos ouvintes de neo-soul (ou R&amp;B, se preferir) e nem desfrutar de tanto prestígio quanto os seus colegas de colaboração </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2QVYTN3Z0IGLVF7YEQN5EJ?si=36ad712a7cea40cc"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou Anderson .Paak. Porém sua discografia um tanto consistente, se esse adjetivo valer de alguma coisa, é uma prova de que o cantor natural de Chicago, Illinois, merece ser mais ouvido entre os ouvintes de música contemporânea. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4OUkPQzFO2Y5x2HZKtpswJ?si=5v_bpT-VT7ap9T2_5CyWkA"><i><span style="font-weight: 400;">Gravy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um tanto diferente de seu último e ótimo disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">1123</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que havia mais sonoridades voltadas para a relação do neo-soul com </span><i><span style="font-weight: 400;">slow rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, é um álbum de sonoridade menos densa que os anteriores, porém mais leve e dançante. O destaque do disco é a variedade dos sons, que comporta talvez até um flerte com </span><i><span style="font-weight: 400;">eurodance</span></i><span style="font-weight: 400;"> notado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Spend the Night</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">parceria com Coco Jones; a participação de Freddie Gibbs, um dos destaques da cena do rap norte-americano atual, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Liquor Store in the Sky</span></i><span style="font-weight: 400;">, e de Philip Bailey, vocalista do lendário Earth, Wind &amp; Fire, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Change</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Miguel Fernandes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><i><span style="font-weight: 400;">Spend the Night</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Coco Jones), </span><i><span style="font-weight: 400;">Crazy Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Andra Day) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Change</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Philip Bailey)</span></p>
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<figure id="attachment_32885" aria-describedby="caption-attachment-32885" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32885" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-800x800.jpg" alt="Capa do disco GUTS, da cantora estadunidense Olivia Rodrigo. A artista é uma mulher de ascendência filipina, possui pele clara, olhos e cabelos castanhos escuros. Ela aparece deitada sobre um fundo roxo, usando um vestido preto com sutiã lilás e brincos de argola médias e prateadas. Olivia Rodrigo usa batom vermelho, delineado preto no estilo gatinho e esmalte preto lascado. Sua mão direita está posicionada em seu queixo, com o dedão apoiado no lábio. A cantora usa, nos outros dedos da mão direita, anéis prateados que formam o nome do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32885" class="wp-caption-text">Em GUTS, Olivia Rodrigo nos apresenta suas entranhas e sua coragem emocional (Foto: Larissa Hofmann/Geffen Records</figcaption></figure>
<p><strong>Olivia Rodrigo &#8211; GUTS</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Onde está a porra do meu sonho adolescente?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, pergunta Olivia Rodrigo no seu primeiro disco, </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">GUTS</span></i><span style="font-weight: 400;">, vemos uma jovem-adolescente-ainda-não-adulta mais crescida, ainda com diversos problemas, questões e reclamações da idade. Cheia de raiva, ansiedade, amor e decepção, Rodrigo traz o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> do fim dos anos 1990 e do início dos anos 2000 de volta para os ouvidos dos fãs. Com uma pitada de </span><i><span style="font-weight: 400;">grunge</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do alternativo, a cantora mostra como amadureceu – tanto pessoalmente quanto musicalmente – entre um álbum e outro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto em </span><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i><span style="font-weight: 400;"> um coração partido era o reflexo de um amor da adolescência, </span><i><span style="font-weight: 400;">GUTS</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta o tema como algo muito pior: no </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RlPNh_PBZb4"><i><span style="font-weight: 400;">vampire</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista conta como seus sentimentos foram usados, e como sua fama foi aproveitada por terceiros. Em meio a músicas com batidas rápidas e outras mais lentas e sentimentais, a artista traduz – de forma nua e crua – como é a </span><a href="https://youtu.be/5myKp4ZD2KQ?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">mente de uma jovem mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">. Repleta das mais diversas emoções, ela consegue explicar as dores, os amores e os dilemas do fim da adolescência e do começo da vida adulta, e mostra como crescer é algo difícil, mas necessário. Além disso, Rodrigo nos mostra uma coisa: talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">teenage dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> venha depois, não durante os anos da juventude. <strong>&#8211; Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>bad idea right?, vampire, lacy, making the bed e get him back!</p>
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<figure id="attachment_32802" aria-describedby="caption-attachment-32802" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32802" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-800x800.png" alt="Capa do CD Heaven Knows. Fotografia quadrada com o fundo preto. Na parte central, está a cantora PinkPantheress. Uma mulher preta, de cabelos castanhos. Ela usa um vestido branco e colares prateados. Ela está apoiando o braço em uma escada acinzentada, que possui uma porta vermelha no final dela. Há também uma pomba branca em cima da artista. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32802" class="wp-caption-text">Somente os vocais angelicais de PinkPantheress tornam a morbidez de suas letras um acalento aos traumas amorosos (Foto: Warner Records UK)</figcaption></figure>
<p><b>PinkPantheress &#8211; Heaven Knows</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">PinkPantheress, cantora e produtora inglesa, se tornou internacionalmente conhecida com a faixa </span><a href="https://youtu.be/oftolPu9qp4?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Boys a liar Pt. 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria da artista com a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ice Spice. No entanto, a canção não representa o </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven Knows</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo álbum de estúdio da cantora. Nas 13 faixas que compõem o projeto, a compositora mistura o tom mórbido de seu conteúdo lírico com os vocais angelicais emitidos por ela. Aqui, as parcerias com Rema, Central Cee e Kelela acrescentam à narrativa contada pela artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fã do </span><i><span style="font-weight: 400;">drum and bass</span></i><span style="font-weight: 400;">, batidas rápidas que chegam a quase 170 bpm, o subgênero da música eletrônica marca a sonoridade do álbum. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Capable of Love</span></i><span style="font-weight: 400;">, melhor canção do projeto, a cantora disseca o amor que possui por uma pessoa, chegando ao ponto de se tornar obcecada pela ideia de a perder um dia, se tornando, assim, incapaz de amar. </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven Knows</span></i><span style="font-weight: 400;"> merecia uma indicação nas categorias de </span><i><span style="font-weight: 400;">dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e eletrônica no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024, mas PinkPantheress não precisa da indicação para afirmar o seu talento, já que foi eleita </span><a href="https://www.billboard.com/music/awards/pinkpantheress-women-in-music-2024-producer-of-the-year-1235607497/"><span style="font-weight: 400;">Produtora do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>-Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Nice to meet you (feat. Central Cee), Feelings e Capable of love</p>
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<figure id="attachment_32804" aria-describedby="caption-attachment-32804" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32804" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-8.png" alt="Capa do álbum I've Loved You For So Long. A capa é uma montagem, de duas fotografias sobrepostas em um fundo rosado. Sobre o fundo rosa, na parte superior direita, vemos as palavras The Aces em caixa alta, em uma letra preta sem serifa. Na parte central da capa, vemos uma fotografia de quatro mulheres sentadas na caçamba de uma caminhonete, com um túnel ao fundo. As quatro são brancas, aparentando cerca de 25 anos. A da esquerda é loira e veste uma camisa preta. Ela olha para fora da caminhonete. As duas do centro são morenas. Da esquerda para a direita, uma veste camiseta branca, jaqueta de couro preta e calça branca, e olha para fora da caminhonete. A outra veste camiseta, jaqueta de couro e calça pretas, e olha para baixo. A da ponta direito é loira, veste camiseta bege e casaco morrem. Ela olha para o lado oposto da caminhonete. No centro inferior da capa, novamente na parte rosada, vemos as palavras I’VE LOVED YOU FOR SO LONG na mesma fonte preta, sem serifa e em caixa alta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-8.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-8-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32804" class="wp-caption-text">As músicas de The Aces já fizeram parte da trilha sonora de The Bold Type e Com Amor, Victor (Foto: Red Bull Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Aces &#8211; I&#8217;ve Loved You For So Long</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tardaram, mas não falharam. Depois de três anos do seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Under My Influence</span></i><span style="font-weight: 400;">, as </span><i><span style="font-weight: 400;">The Aces </span></i><span style="font-weight: 400;">deram as caras novamente com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5LO06DFO56CESiQ6BjGsVJ?si=FlTYhG0eREi-x167Ljk5Lw"><i><span style="font-weight: 400;">I’ve Loved You For So Long</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O lançamento, ainda em meados de 2023, veio depois de um período de reflexão sobre elas mesmas enquanto grupo musical e amigas de longa data, já que o quarteto começou a tocar junto anos antes da banda estourar. Dessa vez, o terceiro disco mostra que as irmãs Alisa e Cristal Ramirez, Katie Henderson e McKenna Petty estão mais confortáveis com seus próprios demônios e livres para falar (ou cantar) sobre eles abertamente.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Suburban Blues </span></i><span style="font-weight: 400;">é a prova disso. Irmã mais velha de </span><i><span style="font-weight: 400;">801 </span></i><span style="font-weight: 400;">(do álbum anterior), a faixa trata do mesmo tema: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UVowgOLb0Jc&amp;pp=ygUIdGhlIGFjZXM%3D"><span style="font-weight: 400;">crescer</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma cidade pequena, tradicional e religiosa, sem liberdade para explorar a própria sexualidade. Retomando temas como amadurecimento, amores fracassados e saúde mental, as quatro mostram que evoluíram em suas composições, cada vez mais honestas. A sonoridade acompanhou e, do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, The Aces passou a explorar também o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6FlnXDIbmXA&amp;pp=ygUIdGhlIGFjZXM%3D"><span style="font-weight: 400;">arranjos nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> à la bandas de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo dos anos 1990. Soando mais profundo e fresco, </span><i><span style="font-weight: 400;">I’ve Loved You For So Long </span></i><span style="font-weight: 400;">é tão descolado quanto seu quarteto. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Girls Make Me Wanna Die,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Suburban Blues e</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Person</span></i></p>
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<figure id="attachment_32805" aria-describedby="caption-attachment-32805" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32805" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco i was mature for my age, but i was still a child, do trio de rappers grouptherapy. Imagem retangular e colorida. Nela, vemos três fotografias 3x4 enfileiradas em um fundo branco, que mostram os integrantes do grupo. Abaixo das fotos, há uma lista em que se lê o nome dos três artistas, da esquerda para a direita na ordem das fotos, e elencados de A até C: SWIN, Jadagrace e TJOnline. SWIN é um homem negro, de cabelo raspado, com barba e bigode que apresentam leves falhas. Ele usa uma camiseta preta. Jadagrace é uma mulher negra, de cabelos crespos curtos e tingidos em loiro. Ela veste um top brando e uma camisa preta. TJOnline é um homem negro, de cabelo raspado e bigode. Ele usa uma touca preta e veste uma camiseta regata branca. Escrito com caneta azul, e de forma descuidada ao redor das fotos, pode-se ler “i was mature for my age, but i was still a child”. No topo da capa, em uma fonte escura, lê-se o nome do grupo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32805" class="wp-caption-text">Chora, BROCKHAMPTON (Foto: grouptherapy.)</figcaption></figure>
<p><b>grouptherapy. &#8211; i was mature for my age, but i was still a child</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se todos os nossos pensamentos intrusivos se tornassem realidade? Esse é o exercício imaginativo que guia grouptherapy. Ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">i was mature for my age, but i was still a child</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenha sido anunciado como seu </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PL_tYZlhnR433hfj7PiAql2Hn_QYVBAK2t"><span style="font-weight: 400;">álbum de estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jadagrace, SWIM e TJOnline já tinham se reunido em ao menos três projetos anteriores, desde 2020. Isso porque a constante experimentação e quebra de paradigma é o que alicerça esse trio. Uma pulsão que os leva a desafiar todo e qualquer limite, tornando o novo lançamento uma experiência sempre imprevisível. É </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">? É </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">? É </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">? Não importa para eles, e não deveria importar para você também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é exagero dizer que grouptherapy. é um produto da nossa geração. Cada faixa é uma combinação inusitada entre referências contemporâneas a nós. Fruto de muito estudo, mas sobretudo de uma proximidade e uma identificação profunda com essas obras. Seja em baladas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KyFxIJI-0nk"><span style="font-weight: 400;">confissões sensíveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou em faixas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TEx_axT80JU"><span style="font-weight: 400;">absolutamente espalhafatosas</span></a><span style="font-weight: 400;">, cresce um anseio por auto expressão, uma ânsia em se colocar no mundo da própria maneira – que, na realidade, esconde um intenso medo de desaparecer, de ser denominado pelo outro. E existe sentimento mais familiar que esse? </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">smile :), Nasty e still alive</span></p>
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<figure id="attachment_32806" aria-describedby="caption-attachment-32806" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32806" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-800x800.png" alt="Capa do álbum Jaguar ll. No centro dela, há metade da cabeça de Victoria Monét, uma mulher jovem, negra, de cabelos lisos e platinados. Seus olhos apresentam lápis pretos na parte inferior e cílios postiços na parte superior. Sua cabeça está imersa em um mar preto até a altura do nariz. Ao fundo, pequenas estrelas em um fundo preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32806" class="wp-caption-text">Conhecida por compor trabalhos de Ariana Grande, Travis Scott e Chloe x Halle, a artista coloca ainda mais frescor nas letras de seu segundo álbum, premiado duas vezes no Grammy 2024 (Foto: RCA)</figcaption></figure>
<p><b>Victoria Monét &#8211; JAGUAR ll</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sem possuir qualquer grau de parentesco com o famoso pintor impressionista, Victoria Monét tem o dom de tomar a Música como arte em sua forma mais pura. Como esperado, o elegante rugido de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6WlGOgNNtpwFt2gfRFfqgZ?si=EXFJooR-Tr-TI1SYnHd6Jw"><i><span style="font-weight: 400;">JAGUAR ll</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não foge das pinceladas calculadas e cativantes da cantora, que encontra na continuação da </span><a href="https://musicainstantanea.com.br/critica-victoria-monet-jaguar/"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> iniciada há três anos o ponto de equilíbrio perfeito entre inspiração e novidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na selva do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense, a viagem retoma a carona do produtor D’Mile e aproveita o apelo de bases clássicas para crescer novos arranjos, mais que nunca harmonizados com os vocais cristalinos de Victoria. Logo de cara, emendar o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> inebriante de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cD0dy_1FsT0"><i><span style="font-weight: 400;">Smoke</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria com Lucky Daye, ao </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> colorido de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a_DuSbMvOQs"><i><span style="font-weight: 400;">Party Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, interpretada ao lado do jamaicano Buju Banton, é quase um processo de hipnose. O </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/victoria-monet-jaguar-ii-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">lirismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> apaixonante da taurina – que canetou todas as 11 faixas do projeto – também deixa o magnetismo perdurar em temas batidos como sexo e sonhos hollywoodianos, criando ouro em plena mata musical. Com olhar felino e aguçado, </span><i><span style="font-weight: 400;">JAGUAR ll </span></i><span style="font-weight: 400;">fez de tudo, inclusive Monét ser coroada a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/conheca-victoria-monet-que-levou-o-premio-de-artista-revelacao-no-grammy-2024/"><span style="font-weight: 400;">Artista Revelação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023 que a gente tanto precisava. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: On My Mama, I’m The One e Hollywood</span></p>
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<figure id="attachment_32807" aria-describedby="caption-attachment-32807" style="width: 629px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32807" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-1.jpg" alt="Capa do álbum Javelin, de Sufjan Stevens. Ela é composta por diversas colagens de diferentes pessoas. Na parte superior, o nome do álbum está escrito na cor rosa como se tivesse sido feito com tinta. Na parte inferior, encontra-se o nome do artista, em caixa alta e letras brancas." width="629" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-1.jpg 629w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32807" class="wp-caption-text">Javelin é uma ode ao amor, à fé e ao luto (Foto: Asthmatic Kitty Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Sufjan Stevens &#8211; Javelin</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome de Sufjan Stevens brilha na lista de compositores que são especialistas em traduzir o que se esconde dentro de cada indivíduo. É difícil escutar alguma de suas letras e não se sentir tocado por ela – por exemplo, quem consegue assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome </span></i><span style="font-weight: 400;">sem se emocionar com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5GbVzc6Ex5LYlLJqzRQhuy?si=0871dab149af43c7"><i><span style="font-weight: 400;">Mistery of Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? O belo é inerente ao trabalho de Sufjan, e não seria diferente com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2KqSL3vLfyVO7rrZJL9tUs?si=5RJKyY1WT6Ki7xRKKeC2mw"><i><span style="font-weight: 400;">Javelin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://lareviewofbooks.org/article/the-end-of-something-on-sufjan-stevenss-javelin/"><span style="font-weight: 400;">álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> é, em sua essência, uma tocante crônica sobre o ciclo do amor, representando-o do começo ao fim. Ao longo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Javelin</span></i><span style="font-weight: 400;">, o artista parece ter a intenção de entender e ser entendido, com o objetivo de expor o fio condutor entre seus temas de estimação: levantar as intermináveis questões que nos levam a buscar significado uns nos outros e nos alegrar com a euforia de, às vezes, encontrá-lo. Nessa mistura encantadora, refinada e coesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sufjan Stevens mostra, mais uma vez, seu talento em criar uma força invisível que atravessa e deixa marcas em qualquer um que está disposto a ouví-lo. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Will Anybody Ever Love Me?, So You Are Tired e Shit Talk</span></p>
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<figure id="attachment_32907" aria-describedby="caption-attachment-32907" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-800x800.png" alt="Arte de capa do álbum. A cantora está de costas, com as costas nuas, uma calça com estampa de girafa e os pés descalços. Ela tem uma tatuagem com o desenho de uma girafa a mostra, que ocupa sua costela. Seu rosto está virado para o lado mas coberto por seu cabelo loiro e curto ao vento. Ela está em movimento, com os braços soltos e os pés quase saindo do chão, parece dançar. O chão de areia molhada se mistura com o fundo branco. Em volta de toda a silhueta da cantora, está ilustrado em letras azuis o título do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17.png 1860w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32907" class="wp-caption-text">Letrux convocou suas feras e se fez vulnerável (Foto: Noize Record Club)</figcaption></figure>
<p><strong>Letrux &#8211; Letrux como Mulher Girafa </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Letrux, como sempre, fora da caixa &#8211; ou da jaula. A artista carioca retornou em 2023 com seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5GT6PsXU6NutW6d197R0vU"><span style="font-weight: 400;">terceiro álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> solo e muita animal print. Em 16 faixas com títulos que aludem ao reino animal, ela empresta o selvagem para falar da natureza humana. O universo sonoro criado pela cantora no disco abraça sua potência artística e ela entrega mais uma obra completamente original e cativante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco conta com apenas uma parceria, mas muito especial: Lulu Santos, na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x0pnnznWRKY"><i><span style="font-weight: 400;">Zebra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A maioria das músicas leva o nome de algum animal, dos insetos aos grandes predadores. Letrux nos guia por uma jornada pela essência dos seres humanos e suas relações. A sonoridade e as letras espelham nossos altos e baixos, às vezes pequenos como uma formiga, às vezes com a fome de um leão. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Louva deusa, Formiga e</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Leões</span></p>
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<figure id="attachment_32810" aria-describedby="caption-attachment-32810" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32810" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-800x800.jpg" alt="Foto da capa do disco Magic 3, de Nas. Fotografia quadrada em preto e branco. Na imagem está o rapper Nas, homem negro de cabelo curto raspado. Ele está sentado, enquadrado da cintura para cima, olhando em direção à câmera. Veste óculos escuros, terno escuro e camisa de dentro clara; uma rosa está no botão de sua camisa à altura do peito. A textura da imagem tem um efeito de movimento, fugidio e embaçado. No canto inferior direito está o nome do disco, Magic 3." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32810" class="wp-caption-text">Nas e Hit-Boy, rapper e produtor, dão sequência a Magic 2 e coroam duas trilogias em três anos (Foto: Mass Appeal)</figcaption></figure>
<p><strong>Nas &#8211; Magic 3</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há no rap uma frase corrente, de origem imprecisa e de senso comum, que diz que “</span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> é jogo pra jovem”. Quem, porém, contradiz tão vitalmente essa máxima – junto talvez ao Jay-Z de </span><i><span style="font-weight: 400;">4:44</span></i><span style="font-weight: 400;"> – não é outro senão o rapper de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3kEtdS2pH6hKcMU9Wioob1?si=W1vqYE7qQoO8nd3ZDWLP4A"><i><span style="font-weight: 400;">Illmatic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que na primeira faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> já se coloca na posição de “griô”. Após os anos 90 e início dos 2000, depois de ter emplacado quatro obra-primas em oito anos e ter se consolidado como o Rei, Nas retorna nesse outro início de década com o vigor que lhe é característico: emplacou duas trilogias – </span><i><span style="font-weight: 400;">King’s Disease </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic </span></i><span style="font-weight: 400;">– em três anos e se reafirmou enquanto um dos mais importantes da história do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um dos mais talentosos ainda em atividade, aos 50 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> não seja de todo o melhor disco dessa sequência de trilogias – posto que pertence, sem dúvida, a </span><i><span style="font-weight: 400;">King’s Disease III</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022), um dos melhores discos de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos anos –, nunca é desperdício ouvir o </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> e voz de um dos mais talentosos de sempre, produzida por um dos mais talentosos de hoje. Dupla formidável, dois dos melhores fazendo o que fazem de melhor, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5MfCvL6jCTkxPCBQf3OkYH?si=09f30bed7e66455d"><i><span style="font-weight: 400;">Michael &amp; Quincy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: Nas e Hit-Boy. </span><b>– Miguel Fernandes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><span style="font-weight: 400;">Pretty Young Girl</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Based on True Events, Pt. 2</span><span style="font-weight: 400;"> e S</span><span style="font-weight: 400;">itting With My Thoughts</span></p>
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<figure id="attachment_32812" aria-describedby="caption-attachment-32812" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32812" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do álbum MAÑANA SERÁ BONITO. Nela, há diversos desenhos coloridos que representam elementos abordados pela cantora Karol G ao longo do disco. Alguns deles são um arco-íris, três pirâmides do Egito, uma borboleta, duas garrafas de cerveja e um tigre" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32812" class="wp-caption-text">Lançada em meio à ascensão comercial do disco original, a mixtape complementar Bichota Season rendeu o saboroso remix de UNA NOCHE EN MEDELLÍN e uma colaboração inédita com Kali Uchis (Foto: Universal Music Latino)</figcaption></figure>
<p><b>Karol G &#8211; MAÑANA SERÁ BONITO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível falar sobre a dominação mundial ultimamente exercida pela música urbana latina sem esbarrar na imponência de Karol G. Subindo no palanque da indústria como </span><a href="https://portalreggaeton.com.br/pt/karol-g-explica-por-que-sua-nova-musica-bichota-e-um-hino-de-empoderamento/"><span style="font-weight: 400;">Bichota</span></a><span style="font-weight: 400;">, codinome que revigorou esse cenário tão tomado de testosterona, a colombiana tem um quê de artista de cinema aliado à admiração que desenvolvemos por uma irmã mais velha. Assim, fica fácil entender como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4kS7bSuU0Jm9LYMosFU2x5?si=jjt9OEfwQXqrRfCrbNZGKg"><i><span style="font-weight: 400;">MANÃNA SERÁ BONITO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu quarto álbum de estúdio, saltou dos ouvidos desavisados de muitos para o topo da </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/karol-g-a-colombiana-que-levou-um-hit-totalmente-em-espanhol-ao-topo-da-billboard/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;"> 200</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o palco das vertentes estadunidense e latina do </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2024/02/04/karol-g-e-a-vencedora-na-categoria-melhor-album-de-musica-urbana-no-grammy-2024.html"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conseguindo abarcar o melhor conceito-condutor da carreira da cantora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, a grandeza ostensiva da diva pop – professada na exploração de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">bachata</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeats</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;"> – se concilia com a vulnerabilidade doce de Carolina Giraldo Navarro, que usa o ápice de ritmos e prosperidades como ferramenta de reconciliação identitária. Sob as mãos habilidosas do conterrâneo e principal mixador do projeto, </span><a href="https://www.billboard.com/music/latin/ovy-on-the-drums-producer-karol-g-interview-1235433079/"><span style="font-weight: 400;">Ovy on The Drums</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hlgx4OKsWtE"><span style="font-weight: 400;">amargura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do coração partido, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sqI2shGJTGA"><span style="font-weight: 400;">odes</span></a><span style="font-weight: 400;"> a marcas de luxo e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ca48oMV59LU"><span style="font-weight: 400;">liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> refletida nas marés da ilha de Lanzarote são frações únicas de um balaio contagiante. Para os mais céticos, Karol G também reúne </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> com veteranos e recentes sucessos latinos, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jZGpkLElSu8"><span style="font-weight: 400;">Shakira</span></a><span style="font-weight: 400;"> a Bad Gyal, na tentativa final – e bem convincente – de mostrar que seu futuro pode ser ainda mais caprichoso. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: X SI VOLVEMOS, DAÑAMOS LA AMISTAD e CAIRO</span></p>
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<figure id="attachment_32813" aria-describedby="caption-attachment-32813" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32813" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metro-Boomin-Presents-Spider-Man-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Capa do disco METRO BOOMIN PRESENTS SPIDER-MAN: ACROSS THE SPIDER-VERSE. Na capa temos a figura de uma aranha holográfica com várias cores diferentes. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de preto." width="736" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metro-Boomin-Presents-Spider-Man-Ludmila-Henrique.jpg 736w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metro-Boomin-Presents-Spider-Man-Ludmila-Henrique-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32813" class="wp-caption-text">A trilha sonora conta com a participação de artistas como Don Toliver, Nas, Lil Wayne e A$AP Rocky (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Metro Boomin &#8211; METRO BOOMIN PRESENTS SPIDER-MAN: ACROSS THE SPIDER VERSE </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Metro Boomin tinha um grande desafio em mãos ao conduzir a nova trilha sonora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem Aranha: Através do AranhaVerso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Após cinco anos do lançamento do primeiro longa-metragem que consagrou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ApXoWvfEYVU"><i><span style="font-weight: 400;">Sunflower</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria de Post Malone e Swae Lee, como </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais certificado na história do RIAA, Boomin manteve a mesma qualidade de elementos apresentados anteriormente e encaminhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para um novo patamar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a composição do disco, o produtor musical se dedicou a fazer boas músicas e não sucessos comerciais. As canções idealizadas por Daniel Pemberton refletem a trajetória de cada personagem no filme. Igualmente a animação, letras e melodias se entrelaçam na história de outros aranhas importantes para o desenvolvimento do protagonista. Como uma </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1bwbZJ6khPJyVpOaqgKsoZ"><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">compartilhada por Miles Morales, o álbum foi pensado em conjunto, sem nenhum ponto solto, onde cada componente se conecta como uma teia. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Annihilate, Self Love e Hummingbird </span></p>
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<figure id="attachment_32814" aria-describedby="caption-attachment-32814" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32814" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5.jpg" alt="Capa do disco Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua. Nela, vemos dois tigres pintados e na parte de cima, em letras pretas, está escrito &quot;ANA FRANGO ELÉTIRCO&quot; e &quot;ME CHAMA DE GATO QUE EU SOU SUA&quot;. O fundo é branco." width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32814" class="wp-caption-text">As letras introspectivas complementam as melodias animadas de Ana Frango Elétrico (Foto: Selo RISCO)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Frango Elétrico &#8211; Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma pausa de quatro anos, em seu terceiro álbum  de estúdio, Ana Frango Elétrico volta de uma forma muito mais madura que nos anos anteriores. Com timbres nostálgicos, a artista busca estreitar laços com a música brasileira dos anos 1960 e 1980, ao passo que aborda temas sensíveis e subjetivos de maneira até dolorosa, como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ISl88_PqUlk"><i><span style="font-weight: 400;">Insista em Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos temas individuais beirando a melancolia abordados no álbum, as batidas e melodias são animadas e alegres. A influência de músicos como Tim Maia é nítida. O contraste das letras com a própria música torna as canções harmônicas, aproximando o público cada vez mais do mundinho particular de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RJGXVgJBccg&amp;t=9s"><span style="font-weight: 400;">Ana Frango Elétrico</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Rebecca Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Insista em Mim, Dr Sabe Tudo e Camelo Azul.</span></p>
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<figure id="attachment_32836" aria-describedby="caption-attachment-32836" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32836" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum Midnights (The Till Dawn Edition). Uma foto do rosto da Taylor Swift. Swift é uma mulher branca de cabelos loiros e franja. Ela usa uma maquiagem azul na pálpebra dos olhos e delineado preto. Os lábios estão semi-abertos, mostrando os dois dentes da frente. Ela segura um isqueiro de metal, acesso em frente ao rosto, e olha para a chama. A foto é emoldurada na parte de cima e lateral esquerda por um degradê entre as cores azul, roxo e laranja. Na lateral esquerda estão escritas as 23 faixas do álbum. Na parte de cima lê-se o título do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32836" class="wp-caption-text">Após o sucesso de Midnights, o próximo disco de inéditas da loirinha, The Tortured Poets Department, será lançado dia 19 de abril (Foto:Beth Garrabrant/Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; Midnights (The Till Dawn Edition)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As noites mal dormidas de Taylor Swift continuaram rendendo músicas em 2023. </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kn1QevMa4cdaqnn7QI-FdoeGDaies3lAM&amp;si=0ZCZqdILcTj2HLZk"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights (The Till Dawn Edition)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum já lançado no </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><span style="font-weight: 400;">ano anterior</span></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com três novas faixas e um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. As duas músicas inéditas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hits Different</span></i><span style="font-weight: 400;">  e </span><i><span style="font-weight: 400;">You’re Losing Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos contam como a história de amor termina, é fim do </span><i><span style="font-weight: 400;">Lavander Haze</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um prelúdio para uma nova era de coração partido. </span><i><span style="font-weight: 400;">Snow On The Beach (feat. More More Lana Del Rey)</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a versão estendida e mais doce da parceria. </span><i><span style="font-weight: 400;">Karma</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">(feat. Ice Spice) </span></i><span style="font-weight: 400;">dessa vez ganhou videoclipe, recheado de </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> que deixaram os fãs muitas noites acordados para acompanhar a loirinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra diferença que essa versão do disco trouxe, foram as versões censuradas de músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Maroon</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim, eliminando o selo de conteúdo explícito, as músicas poderiam chegar em maior público. </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou como uma surpresa para indústria, quando ninguém mais esperava um sucesso estrondoso da carreira de Swift ela se reinventa no </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;">, fazendo milagre em meio de regravações de outros álbuns e turnê mundial, a artista ainda tem muito o que cantar. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: You’re On Your On, Kid; The Great War e Hits Different</span></p>
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<figure id="attachment_32838" aria-describedby="caption-attachment-32838" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32838" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Música do Esquecimento. Nele, vemos quatro homens brancos que vestem camiseta branca e calça. Eles esticam um moletom preto com uma esqcrita em amarelo em letras estilizadas que diz &quot;Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo&quot; e &quot;Música do Esquecimento&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32838" class="wp-caption-text">Uma viagem pela autenticidade e melancolia (Foto: Selo RISCO)</figcaption></figure>
<p><b>Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo &#8211; Música do Esquecimento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois anos depois do lançamento do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5t0h3a-vi8E"><span style="font-weight: 400;">primeiro álbum da banda</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo volta mais uma vez mostrando como tem amadurecido musicalmente e de que forma querem expandir para novos públicos. Ainda que existam tentativas de inovar, a autenticidade do grupo se mantém constante, sendo possível observar o desejo e afeto que os integrantes têm consigo mesmos e com aqueles que os ouvem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das novas abordagens neste </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B5iwOSTkWgg"><span style="font-weight: 400;">álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, a essência mantém-se a mesma. Abordando também temáticas como a melancolia que permeia as relações da comunidade LGBTQIAP+, uma das faixas de grande destaque, </span><i><span style="font-weight: 400;">Segredo</span></i><span style="font-weight: 400;">, escancara a infeliz universalidade de uma vivência dupla de uma boa parcela das minorias sexuais. Originais, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo não têm receio em se redescobrir e talvez seja isso que os fazem genuinamente únicos. </span><b>&#8211;</b> <b>Rebecca Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Segredo, Minha Mãe é Perfeita e As coisas que não te ensinam na faculdade de filosofia.</span></p>
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<figure id="attachment_32837" aria-describedby="caption-attachment-32837" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32837" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-800x800.jpg" alt="Capa do álbum My Back Was A Bridge For You To Cross. Na parte superior central da imagem, está escrito “Anohni” em letras maiúsculas brancas e “and The Johnsons” em letras garrafais brancas. Na parte inferior central da imagem, está escrito “My back was a bridge for you to cross” em letras garrafais pretas. A capa do álbum é uma fotografia em preto e branco da ativista Marsha P. Johnson. Ela é uma mulher negra de cabelo longo preto e está apoiando sua mão direita no queixo, enquanto sorri. Ela está usando brincos e um anel prateados.]" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32837" class="wp-caption-text">Quinto álbum de ANOHNI and The Johnsons é uma ferida aberta que talvez nunca cicatrize (Foto: Secretly Canadian)</figcaption></figure>
<p><b>ANOHNI and The Johnsons &#8211; My Back Was A Bridge For You To Cross</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ideal para noites chuvosas e trajetos solitários de transporte público, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Back Was A Bridge For You To Cross </span></i><span style="font-weight: 400;">foi feito para pensar na morte da bezerra. Ao mesmo tempo que seus acordes de guitarra conduzem uma atmosfera pacífica, suas letras melancólicas invadem sutilmente nossa cabeça e a deixam latejando. Tal inquietude não é tratada com </span><i><span style="font-weight: 400;">Alivium</span></i><span style="font-weight: 400;">, nem com nenhum tipo de remédio, pois não é uma doença para ser curada, mas um sintoma do desejo intrínseco por </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/26/cultura/1456485608_941440.html"><span style="font-weight: 400;">mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> que deve infectar cada vez mais pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quinto álbum de ANOHNI and The Johnsons se garante no apelo à vulnerabilidade, isto é, na admissão da dor. Esta, por sua vez, está refletida em composições confessionais recitadas por uma voz a qual infelizmente sabe o que diz. A subjetividade atrelada à </span><a href="https://www.theatlantic.com/culture/archive/2023/07/anohni-my-back-was-a-bridge-for-you-to-cross-interview/674619/"><span style="font-weight: 400;">política</span></a><span style="font-weight: 400;"> torna o disco uma fonte de memórias diante de um sistema planejado para esquecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Back Was A Bridge For You To Cross</span></i><span style="font-weight: 400;"> reconhece conquistas, mas não cede à ingenuidade de achar que a vida de grupos marginalizados se tornou um completo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c9ZAUwIJrJI"><span style="font-weight: 400;">morango</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não basta construir pontes, há de atravessá-las também. Quem sabe do outro lado não está o final do arco-íris LGBT+ com gloriosas recompensas: amores correspondidos, revolução no sistema e álbum novo da Kate Bush. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: It Must Change, Silver of Ice e Why Am I Alive Now?</span></p>
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<figure id="attachment_32839" aria-describedby="caption-attachment-32839" style="width: 623px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32839" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-1.jpg" alt="Capa do álbum nadie sabe lo que va a pasar mañana, de Bad Bunny. O fundo possui um tom de bege e, ao centro, encontra-se uma ilustração de um cavalo marrom e uma pessoa em cima dele, usando roupas azuis e uma máscara cinza no rosto, em que os olhos estão vermelhos. Uma das mãos da pessoa está segurando o cabresto do cavalo e, a outra, está levantada para cima. Abaixo do cavalo, há um risco preto, que marca o suposto chão. No lado superior esquerdo está o título do álbum, em caixa alta e em letra de forma. Embaixo do risco preto, está escrito “BAD BUNNY / BENITO” e, logo abaixo, “OCTUBRE 13, 2023”. Centralizado no final da capa, está o selo de parental advisory." width="623" height="626" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-1.jpg 623w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32839" class="wp-caption-text">nadie sabe lo que va a pasar mañana é um monumento que se equipara ao tamanho do sucesso comercial de Bad Bunny (Foto: Rimas Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Bad Bunny &#8211; nadie sabe lo que va a pasar mañana</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o lançamento do aclamado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3RQQmkQEvNCY4prGKE6oc5?si=Aeg35jjAT7WCy8yVjoBDVg"><i><span style="font-weight: 400;">Un Verano Sin Ti</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma obra-prima </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> imersa na umidade caribenha e no brilho dos sonhos, Bad Bunny foi catapultado para os olhos do público como nunca antes. Para quem ainda não conhecia o artista, o disco de 2022 fez parecer que o porto-riquenho sempre foi o tipo de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop star</span></i><span style="font-weight: 400;"> que lota estádios. Mas os fãs mais antigos sabem que Benito sempre foi um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> de elite, e ele volta a mostrar isso em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4FftCsAcXXD1nFO9RFUNFO?si=CPKCPLJqSfmEfTw8xI8zug"><i><span style="font-weight: 400;">nadie sabe lo que va a pasar mañana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quinto álbum do </span><i><span style="font-weight: 400;">grammy winner</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem repleto de batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> contundentes, rimas introspectivas e um estilo ‘de volta às origens’. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1hM4h0maYag"><span style="font-weight: 400;">Bad Bunny</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">nadie sabe</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um astro muito adorado que ficou na defensiva por muito tempo – seja por causa dos críticos, de fãs assustadoramente possessivos ou outras entidades que pareciam estar minando sua </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/bad-bunny-marvel-role-navigating-fame"><span style="font-weight: 400;">humanidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. A torre fria e brutalista que ele construiu contrasta com a fonte de histórias porto-riquenhas ricas e modernas presentes nos álbuns anteriores. Esse sempre é um aspecto muito interessante de se ver, e o El Conejo Malo é mestre em fazer com que a experiência seja magnífica. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">NADIE SABE, HIBIKI e WHERE SHE GOES</span></p>
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<figure id="attachment_32840" aria-describedby="caption-attachment-32840" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32840" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco Negra Ópera, de Martinho da Vila. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos uma pintura em estilo renascentista, com quatro anjinhos negros espelhados, com cabelos loiros e panos brancos velando suas partes íntimas, posicionados em um quadrado. Eles rodeiam uma estátua dourada da cabeça de um homem. As orelhas da mesma cabeça são atravessadas pelo caule de uma grande rosa dourada, e em sua testa está o símbolo de uma lua minguante virada para cima. Ao redor deles, vê-se elementos de arquitetura clássica e quatro candelabros elegantes, com velas vermelhas, que se espelham junto aos anjos. No topo da imagem, lê-se o nome do artista e, abaixo, o título do disco. Nos quatro cantos da capa, estão desenhadas estrelas douradas de quatro pontas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32840" class="wp-caption-text">O último álbum de Martinho da Vila venceu o prêmio de Melhor Álbum de Samba/Pagode no Grammy Latino de 2023 (Foto: Emerson Rocha/Sony Music Entertainment Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Martinho da Vila &#8211; Negra Ópera</b></p>
<p><a href="https://cultura.uol.com.br/radio/programas/intermezzo/2020/10/10/2_o-drama-lirico-de-claude-debussy-pelleas-et-melisande.html"><i><span style="font-weight: 400;">Pelléas et Mélisande</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma ópera centenária, idealizada pelo compositor francês Claude Debussy. Um drama lírico em cinco atos, que conta a trajetória de dois jovens que vivem um romance fadado ao fracasso. Uma união que apenas é capaz de concretizar-se pela morte. Foi após presenciar esse espetáculo em pleno Teatro Opera de Paris que Martinho da Vila, um artista pivotal para o samba brasileiro, idealizou </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLi1FsdteUPPg7iaCdC0PuQMO_90dUl9Hj"><i><span style="font-weight: 400;">Negra Ópera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: um </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2023/08/20/martinho-da-vila-canta-os-reversos-da-vida-em-negra-opera.ghtml"><span style="font-weight: 400;">concerto glorioso</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se apropria de uma tradição europeia para cantar e chorar as lamentações do povo preto brasileiro.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Negra Ópera</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desvia da imagem leve que construiu-se sobre Martinho no nosso inconsciente. É um trabalho íntimo, mas pesado. Doído de escutar. Tão denso quanto o </span><a href="https://www.instagram.com/p/CsUX2hmv-LN/?img_index=1"><span style="font-weight: 400;">azul profundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que abraça a capa do disco, ocupada por anjinhos pretos que são pincelados como em pinturas renascentistas. Essa combinação inevitável entre signos antagônicos manifesta o poderoso esforço de ressignificação que norteia o álbum. Martinho une composições pessoais a releituras de outros grandes sambistas para narrar, através da perspectiva coletiva do seu povo, os infortúnios da maior tragédia da nossa história. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Heróis da Liberdade, Acender as Velas e Dois de Ouro</span></p>
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<figure id="attachment_32841" aria-describedby="caption-attachment-32841" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco NEVER ENOUGH, do cantor Daniel Caesar. A imagem é quadrada e colorida. Nela, vemos a fotografia granulada e borrada de uma floresta, com um filtro azul-escuro intenso, que mostra um homem correndo. Ele usa uma camisa branca e está de costas para a foto, como se fugisse de algo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32841" class="wp-caption-text">O disco ainda conta com colaborações de Ty Dolla $ing, serpentwithfeet e Omar Apollo (Foto: Hollance Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>Daniel Caesar &#8211; NEVER ENOUGH</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível escutar Daniel Caesar e não se sentir instantaneamente hipnotizado. Suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hKgl5-lkT8U"><span style="font-weight: 400;">canções românticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com melodias marcantes e coros angelicais se tornaram definidoras para o gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos anos 2010. Um caso excepcionalmente raro em nossa era algorítmica de um cantor capaz de te arrebatar da própria cabeça. Mas, em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLAvyaysjycN3u-hIdaKYBnNefWDa7RAQt"><i><span style="font-weight: 400;">NEVER ENOUGH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esse estado de levitação é logo interrompido na primeira faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FNmmO5hcKlE"><i><span style="font-weight: 400;">Ocho Rios</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando os instrumentais são invadidos por guitarras distorcidas e bumbos pesados, acompanhados de vocais levemente guturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caesar já havia exposto seu desejo em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_7R2JI7hSFY"><span style="font-weight: 400;">superar </span><i><span style="font-weight: 400;">Freudian</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu trabalho mais icônico, para desbravar novos horizontes. Aqui, ao invés de explorar as nuances sensoriais do gospel, a música se deixa levar pelo ruído. Sem abandonar sua assinatura já difundida, o artista abraça uma sonoridade experimental, quase carnal, que rejeita o sagrado para nos lembrar de nossa eterna condição de mortalidade. Assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">NEVER ENOUGH</span></i><span style="font-weight: 400;"> fisga seu ouvinte, não há mais volta. Ainda que ligeiramente difuso, esse é o preço cobrado para abrir as portas do nosso refúgio particular. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Let Me Go, Shot My Baby e Superpowers</span></p>
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<figure id="attachment_32842" aria-describedby="caption-attachment-32842" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Elza_Soares_-_2023_-_No_Tempo_da_Intolerancia.jpg" alt=" Capa do álbum No Tempo da Intolerância. A capa realça o busto de Elza Soares - mulher negra em torno dos seus 90 anos - com Black Power no centro da imagem. A fotografia tem uma textura como de desenho e tem os traços pretos. Em do lado esquerdo de Elsa há o símbolo do feminismo, o mapa do continente africano e uma corrente sendo quebrada; já no lado direito há o mapa do &quot;O Sul é Meu Norte&quot; (a América do Sul virada de cabeça para baixo), mãos dadas no centro de um globo e duas bandeiras. O fundo amarelo e creme realça os elementos que estão em preto e amarelo. Nos cantos superiores esquerdos, há os elementos de identificação do álbum. No centro inferior há o título do álbum em amarelo, No Tempo da Intolerância e, acima dele, no peito de Elza, há um desenho do sol nascendo com um símbolo do infinito acima e um arco-íris em sua volta. Ao redor da imagem, com traçado preto, estão escritos os nomes das músicas" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Elza_Soares_-_2023_-_No_Tempo_da_Intolerancia.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Elza_Soares_-_2023_-_No_Tempo_da_Intolerancia-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32842" class="wp-caption-text">Não há ninguém como Elza Soares, simplesmente única. (Foto: Deck)</figcaption></figure>
<p><strong>Elza Soares &#8211; No Tempo da Intolerância</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse álbum póstumo, Elza Soares evoca um manifesto enraizado em sonoridade latino-americana, poesia marginal e ancestralidade. A intérprete utiliza sua voz como arma letal – descrita assim na canção </span><i><span style="font-weight: 400;">Coragem</span></i><span style="font-weight: 400;"> – contra o racismo, machismo, violência policial, entre outros abusos, </span><i><span style="font-weight: 400;">No Tempo da Intolerância </span></i><span style="font-weight: 400;">é um álbum denunciativo em que Elza mostra, mais uma vez, que nunca deixou de se posicionar. Além da denúncia, também celebra o feminisno negro, a liberdade das mulheres e clama por justiça com os seus, sendo um álbum </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2023/07/14/no-tempo-da-intolerancia-unico-album-autoral-de-elza-soares-e-lancado-apos-morte-da-artista"><span style="font-weight: 400;">quase inteiramente autoral</span></a><span style="font-weight: 400;"> – 7 das 10 músicas são conposições da cantora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as faixas, podemos presenciar, pela última vez, a beleza e potência que Elza foi e sempre será.</span><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Africana</span></i><span style="font-weight: 400;">, composição de seus amigos Rita Lee e Roberto de Carvalho, é presenciada a história da cantora sendo exaltada e reverenciada. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Quem Disse,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a introdução da canção é feita pelo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wRcnrxRq2L4&amp;t=188s&amp;pp=ygUcbGl0ZXJhdHVyYSBlIHBvZXNpYSBtYXJnaW5hbA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">MC WJ</span></a><span style="font-weight: 400;">, conhecido por seus versos denunciantes sobre a realidade dos grupos marginalizados, e Elza acompanha essa denúncia que recai sobre a desigualdade, não só, mas também financeira nesse Brasil. Por último, mas não menos importante, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Pra Mulher (A Voz Triunfal)</span></i><span style="font-weight: 400;"> referencia o feminismo negro que luta contra inumeravéis violências durante tantos anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A identidade da cantora, falecida em 2022, está muito bem marcada neste lançamento e, por ser o último, </span><i><span style="font-weight: 400;">No Tempo da Intolerância</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum em que nos emocionamos não só pelas letras, mas também por imaginarmos que será o </span><a href="https://noize.com.br/a-despedida-triunfal-de-elza-soares-em-no-tempo-da-intolerancia/#1"><span style="font-weight: 400;">último trabalho lançado</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não há palavras suficientes que medem Elza Soares. Ela é incrível em tudo o que fez e continuará fazendo nesse compasso de vida. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Justiça, Pra ver se Melhora e Quem Disse</span></p>
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<figure id="attachment_32843" aria-describedby="caption-attachment-32843" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32843" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-800x800.jpg" alt="A foto apresenta o cantor FBC: um homem negro, de cabelo ralo e preto com alguns fios brancos e uma barba volumosa. Ele usa uma regata preta, coberta por um suéter (aparentemente de lã) nas cores roxo, verde-escuro, amarelo e azul-claro, que se mesclam em listras onduladas. Em sua mão está um globo espelhado, símbolo de festas nos anos 70, 80 e 90. O globo reflete pontinhos de luz para toda a foto, sendo iluminado de um lado e totalmente imerso nas sombras do outro. Ele usa um óculos escuro e também uma grande corrente prateada, que apresenta a figura de São Jorge montado em um cavalo. O fundo da imagem é preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32843" class="wp-caption-text">Em uma viagem pelo universo, FBC constrói um álbum sólido, refinado e que vai contra tudo que se via no mainstream (Foto: DO PADRIM)</figcaption></figure>
<p><strong>FBC &#8211; O AMOR, O PERDÃO E A TECNOLOGIA IRÃO NOS LEVAR PARA OUTRO PLANETA </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de agora que Fabrício, mais conhecido como FBC, trabalha com Música. O sucesso estrondoso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCyY8OXOHm0"><i><span style="font-weight: 400;">Baile</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2021), em colaboração com VHOOR, fez com que os talentos do artista fossem amplamente divulgados, atingindo novos espaços além da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional. Não se acostumado em criar mais do mesmo, em seu novo projeto o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> busca novas inspirações e transborda em uma </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/07/28/fbc-amor-perdao-tecnologia-ouvir/"><span style="font-weight: 400;">estética completamente diferente</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que havia produzido. Passeando entre os anos 1970 e 1980, misturando </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> com elementos sintéticos e até um sax, o cantor nos faz refletir sobre a existência nesse planeta que chamamos de casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a ousada proposta de fugir das tendências atuais, FBC aposta tudo em um álbum que mira em Jorge Ben Jor e acerta em um estouro de originalidade. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-amor-o-perdao-e-a-tecnologia-irao-nos-levar-para-outro-planeta-critica/"><span style="font-weight: 400;">O Amor, o Perdão e a Tecnologia Irão nos Levar para Outro Planeta</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor e compositor traduz, em um jogo minucioso entre letra e som ,os sentimentos e sensações de uma viagem pela </span><i><span style="font-weight: 400;">dance music</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Madrugada Maldita e Estante de Livros (feat. Don L)</span></p>
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<figure id="attachment_32844" aria-describedby="caption-attachment-32844" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco O Resgate do Maestro, do rapper niLL. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos um robô gigante, branco com detalhes em azul, que olha para cima com seus olhos totalmente brancos. A máquina está ao redor de uma favela, onde pode-se ver pequenas casas com tijolos laranjas. Ao fundo, vê-se um grande morro com outras residências e um céu azul tomado por nuvens. No canto esquerdo, uma tarja preta ocupa a imagem, com os dizeres “O Resgate do Maestro&quot;, escrito de baixo para cima na vertical e com uma fonte branca. Acima desse texto, estão escritos dos kanjis em laranja. Abaixo do título do álbum, também na vertical, está um selo com a letra N maiúscula em destaque, e os dizeres “Nill SoundFoodGang; todos os direitos reservados”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32844" class="wp-caption-text">“É o Resgate do Maestro, não Retorno de Jedi” (Foto: Sound Food Gang)</figcaption></figure>
<p><b>niLL &#8211; O Resgate do Maestro</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">niLL é o maior artesão da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i> <span style="font-weight: 400;">nacional. Seus discos não são somente conceituais. Seja rimando ou tecendo os instrumentais através do seu pseudônimo </span><i><span style="font-weight: 400;">O Adotado</span></i><span style="font-weight: 400;">, o artista jundiaiense constrói universos imersivos que costuram milhares de referências à </span><a href="https://culturapreta.com/2023/07/03/nill-fala-sobre-cultura-geek-processos-criativos-e-seu-novo-album-em-entrevista-exclusiva/"><span style="font-weight: 400;">cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">geek</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como em uma colcha de retalhos, operando através de nossos ambientes virtuais para evocar as emoções mais substancialmente humanas possíveis. Não importa o quão fantasioso ou fora da casinha for o álbum da vez. No fim, tudo se resume ao mais terreno cenário de um jantar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É esse retrato mundanamente imaginário de um </span><i><span style="font-weight: 400;">mecha</span></i><span style="font-weight: 400;"> explorando as vielas de uma favela que nos apresenta a </span><i><span style="font-weight: 400;">O Resgate do Maestro.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Na narrativa do disco, acompanhamos um simpático robô que viaja para a Terra com o objetivo de estudar as emoções humanas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa dessa conjunção para criar uma jornada existencial e contemplativa, refletindo nossa sede inerente por conexão em meio a uma realidade onde desaprendemos a viver uns com os outros. É então a partir de sonoridades acalentadoras e </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLyt47L2Rpbt69VqLbLv-k4brHfaLGirxO"><span style="font-weight: 400;">visuais nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que niLL faz da Música ponte para que esses laços se cruzem outra vez. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">PS1, Zero Zero 7 e City Hunters</span></p>
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<figure id="attachment_32845" aria-describedby="caption-attachment-32845" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-12.png" alt="Capa do Pânico no Submundo. Fotografia quadrada com o fundo roxo. Na parte central há várias máscaras de palhaços e cédulas da moeda americana: o dólar. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-12.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-12-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32845" class="wp-caption-text">80% do meu tempo eu ouvia Panico no Submundo e nos outros 20% eu torcia para que alguém fale sobre isso… Para eu poder falar mais! (Foto: Nyege Tapes)</figcaption></figure>
<p><b>DJ K &#8211; PANICO NO SUBMUNDO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem não goste de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e criminalize o gênero se baseando em crenças preconceituosas. O estilo musical se reinventa constantemente e com </span><i><span style="font-weight: 400;">PANICO NO SUBMUNDO não</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá para negar a ascensão merecida do ritmo. Durante 43 minutos, DJ K, nascido em Diadema, entrega ao público uma viagem de diversões com esse projeto. </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/dj-k-panico-no-submundo/"><span style="font-weight: 400;">Aclamado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o paulistano usa o gênero como uma plataforma de conscientização social, como quando critica sutilmente o governo de Jair Bolsonaro na faixa “Erva Venenos”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível ser levado à outra dimensão com uma música, mas aqui, o produtor musical o faz com maestria: já na primeira música, </span><i><span style="font-weight: 400;">Illuminati &#8211; Viagem Ao Oculto</span></i><span style="font-weight: 400;">, o ‘bruxo’, apelido do artista, faz a sua magia e enfeitiça os fãs com beats agradáveis e produções de tirar o fôlego. Para os amantes do estilo musical, é um deleite. Os que não acompanham de perto o ritmo irão se impressionar com o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/beat-bruxaria-quem-e-dj-k-artista-que-chamou-atencao-fora-do-pais/"><span style="font-weight: 400;">talento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do DJ K. </span><b>-Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Illuminati &#8211; Viagem Ao Oculto, Automotivo Acordou a Favela Toda e Beat Distorce Mente</p>
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<figure id="attachment_32919" aria-describedby="caption-attachment-32919" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32919" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/PTOGQJM.jpeg" alt="Capa do disco Para todos os garotos que já Mamei, de N.I.N.A . Nele vemos uma mulher negra de costas. Ela vesta uma saia jeans em alguns tons de azul, com um bolso no lado direito onde está escrito N.I.N.A, bordado em amarelo. Há uma mão masculina dentro desse bolso e uma mão feminina no lado esquerdo da calça. Centralizado na parte de baixo, está escrito em amarelo &quot;Para todos os garotos que já mamei&quot; e logo abaixo, também em amarelo, está escrito &quot;PTOGQJM&quot;" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/PTOGQJM.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/PTOGQJM-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32919" class="wp-caption-text">“E eu não quero ser fraca, mesmo que tudo ao redor tenha o peso do mundo” (Foto: Pineapple StormTv)</figcaption></figure>
<p><strong>N.I.N.A &#8211; Para Todos os Garotos que já Mamei</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/74Ib1RgIXLeq1P3kkKxiBK"><i><span style="font-weight: 400;">Para todos os garotos que já mamei</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">PTOGQJM</span></i><span style="font-weight: 400;">, N.I.N.A revelou uma nova faceta de sua musicalidade. No álbum lançado em Agosto de 2023, a cantora conhecida como bruta, brava e forte soa mais sensível e reconhece sentimentos que não se mostravam com tanta veemência em sua discografia anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pele</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022). Em um movimento semelhante ao da temática, a sonoridade trabalhada também migra para novidades e as sete faixas são uma viagem pela diversidade rítmica. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> são explorados nas composições, mas cada uma segue tão única quanto às cartas enviadas pela protagonista do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CK-g0OqzQHQ"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o nome do disco parafraseia. Nessa singularidade, N.I.N.A surpreende a cada minuto do projeto e consegue ser impecável ao ponto de não permitir brecha para uma crítica sequer. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">PTOGQJM </span></i><span style="font-weight: 400;">é perfeito para ouvir em momentos à flor da pele ou animar dias </span><i><span style="font-weight: 400;">blasé</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a única restrição de não ser recomendado para menores de 18 anos.</span><b> – Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><span style="font-weight: 400;">Faz Assim</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Despedidas</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Karma </span></p>
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<figure id="attachment_32846" aria-describedby="caption-attachment-32846" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32846" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco Playing Robots Into Heaven, do musicista James Blake. Imagem quadrada e preto-e-branca. Nela, vemos a silhueta do artista subindo uma duna de areia em meio a um deserto. Ele leva nas costas um aparelho eletrônico conectado a vários fios, e com uma grande antena em seu centro. Duas pessoas também sobem a duna à sua frente e outras duas atrás." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32846" class="wp-caption-text">Mesmo que tenha retornado à música solo, James Blake se envolveu em projetos de outros artistas em 2023, incluindo o novo disco de Travis Scott e a trilha sonora de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, fazendo parceria com Metro Boomin (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><b>James Blake &#8211; Playing Robots Into Heaven</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">James Blake deixou sua marca registrada por todos os cantos da indústria musical na última década. Os vocais divinos e quase sussurrados do artista, que preenchem delicadamente suas melodias digitais e minimalistas, fizeram dele um colaborador de ouro, lhe rendendo participações marcantes em projetos de grandes artistas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VwAnsAUYnw4"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YqvCptqhHfs"><span style="font-weight: 400;">Travis Scott</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tPzCGZXULbQ"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em paralelo, seus trabalhos solo, antes instigantes e misteriosos, eram gradativamente sanitizados quanto mais deslocavam-se para o universo do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLxA687tYuMWgz6__8Yrxv-2TjLeRMY7GQ"><i><span style="font-weight: 400;">Playing Robots Into Heaven</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marca o retorno do artista à música eletrônica. Aqui, sua voz se mistura aos elementos da canção para tornar-se um mero instrumento. A letra, em grande parte do disco, pouco importa. Os timbres, as percussões e as harmonias são manipuladas para nos transportar a uma montanha russa sensorial, ora declinando bruscamente em direção à terra, ora ascendendo em movimentos circulares até os céus. Um resgate e um lembrete do posto de Blake como um verdadeiro maestro de emoções. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fall Back, Big Hammer e I Want You To Know</span></p>
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<figure id="attachment_32847" aria-describedby="caption-attachment-32847" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32847" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-800x800.jpg" alt="Kali Uchis, com uma maquiagem detalhada nos olhos, com tons leves e desenhos expressivos. O rosto da cantora está posicionado em um semi perfil e ela apoia o dedo indicador em seu queixo, com unhas decoradas. O fundo é vermelho e Kali usa um enfeite em sua cabeça com borboletas e pedras vermelhas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32847" class="wp-caption-text">Segundo a artista, Red Moon in Venus é atemporal e sobre todos os níveis de amor. (Foto: Geffen Records</figcaption></figure>
<p><strong>Kali Uchis &#8211; Red Moon In Venus</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.uol.com.br/vivabem/reportagens-especiais/viagem-sensorial/"><span style="font-weight: 400;">sinestesia</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de uma figura de linguagem, é uma condição neurológica que faz com que quando um dos nossos sentidos é ativado, reações são provocadas em outro, gerando um mix de sensações. Ouvir </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Moon in Venus</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é uma experiência simples, mas que ativa diversas sensações, sendo um álbum colorido e com sabores refrescantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> latino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu terceiro álbum, a colombiana Kali Uchis nos leva em uma aventura sonora que lembra um conto de fadas, mas com toques de sensualidade. Já na primeira faixa, </span><i><span style="font-weight: 400;">In My Garden…</span></i><span style="font-weight: 400;"> a artista cria uma certa ambientação, apresentando o tema do álbum, ao falar &#8220;Olá / Você consegue me ouvir? / Eu só queria falar que, caso tenha esquecido, eu te amo&#8221; e incluir sons imersivos. A obra segue com tracks sobre amor, prazer e desejo, como </span><a href="https://youtu.be/-Y7zc0eO26k?si=JrUR7AZWdy23gjYv"><i><span style="font-weight: 400;">I Wish You Roses</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Between</span></i><span style="font-weight: 400;">, além da exploração da feminilidade, com toques do estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Uchis, além de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">. <strong>-Marina Barrelli de Carvalho</strong></span></p>
<p><b>FAIXAS favoritas: </b>Worth the Wait, All Mine e Deserve Me</p>
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<figure id="attachment_32848" aria-describedby="caption-attachment-32848" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32848" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13.png" alt="Capa do álbum Reversa. Nele, vemos Carol Biazin, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ele veste um body branco e um capacete de astronauta, dentro desse capacete, há versões menores da cantora." width="770" height="770" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32848" class="wp-caption-text">Foi de trás para a frente que Carol Biazin descobriu novas maneiras de contar uma história de amor (Foto: Universal Music Group)</figcaption></figure>
<p><strong>Carol Biazin &#8211; REVERSA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma grande homenagem para todas as garotas infernais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Reversa </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou com aquele sabor de romance adolescente para alimentar a alma das </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><i><span style="font-weight: 400;">mean girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Carol Biazin traz desilusão, rebeldia e romance, é óbvio, para o terceiro álbum de sua carreira. Contando com treze faixas que narram uma história de amor de trás para a frente, fazendo alusão ao título, a cantora conta com batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, R&amp;B, e vocais de fundo para conseguir sustentar a personalidade da obra, que se inspira na sua. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Reversa</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem pontos altos e baixos, como qualquer obra. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> são muito parecidos, fazendo com que uma faixa pareça a extensão da anterior. Entretanto, Biazin fez ótimas evoluções em suas composições, em comparação ao seu último disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/46flJXmb1UBv1jvP6lAMoj"><i><span style="font-weight: 400;">Beijo De Judas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conseguindo trazer letras mais desenvolvidas e vocais presentes e potentes, que lembram muito os de </span><a href="https://personaunesp.com.br/luisa-sonza-doce-22-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luísa Sonza</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de ter produzido a cronologia realmente ao contrário, porém de forma extremamente complementar, o que torna o álbum ainda mais único e precioso para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro. Com um relacionamento que não deu certo, talento e muito </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, Carol Biazin entregou uma das melhores produções nacionais de 2023. A cantora provou que está pronta para defender o seu espaço nas</span><i><span style="font-weight: 400;"> playlists </span></i><span style="font-weight: 400;">das garotas infernais. &#8211; </span><b>Pâmela Palma</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Playlist de Sexo, Dessa Vez Não e Garota Infernal</p>
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<figure id="attachment_32849" aria-describedby="caption-attachment-32849" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32849" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Rush! (Are U Coming?) da banda Mäneskin. O fundo da imagem apresenta um degradê cinza, sendo a parte de cima o ponto mais escuro e a de baixo o mais claro. Há uma modelo vestindo uma camiseta azul e uma saia cinza deita no chão, enquanto os membros da banda aparecem saltando por cima dela. Da esquerda para a direita, na posição de salto, estão: Ethan, Thomas, Damiano e Victoria. Ethan e Damiano vestem ternos azul escuro enquanto Thomas e Victoria vestem ternos vermelhos e ela é a única que está com ele aberto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32849" class="wp-caption-text">Rush! (Are U Coming?) consolida o estilo de M<strong>å</strong>neskin (Foto: Epic Records/Sony Music Entertainment Italy)</figcaption></figure>
<p><strong>Måneskin &#8211; Rush! (Are U Coming?)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na extensão de </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLxA687tYuMWidK233I7SZ0NnnuiRb8szF"><i><span style="font-weight: 400;">Rush!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum #1 em mais de 15 países da banda italiana </span><i><span style="font-weight: 400;">M<strong>å</strong>neskin</span></i><span style="font-weight: 400;">, são acrescentadas mais cinco músicas que mostram para o público a força do jovem grupo. Com a maioria das faixas em inglês, são exploradas temáticas que vão do romance à rebeldia e aproveitamento da vida, em que há um casamento muito bem realizado entre os potentes vocais de Damiano David e os instrumentos dos demais membros. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8XQYz7JKjWI"><i><span style="font-weight: 400;">Valentine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a extensão da voz de David e os acordes da guitarra de Thomas Raggi causam arrepios por todo o corpo de quem escuta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O baixo de Victoria De Angelis é outro elemento que faz toda a diferença nas produções. Com uma maior presença nesse lançamento, a baixista cria acordes que marcam o estilo da banda, ajudando na produção de melodias que permanecem por um bom tempo na cabeça. Contando com 22 faixas,  </span><i><span style="font-weight: 400;">Rush! (Are U Coming?)</span></i><span style="font-weight: 400;"> une </span><i><span style="font-weight: 400;">Mäneskin </span></i><span style="font-weight: 400;">ao músico americano </span><a href="https://www.playingforchange.com/pt/artists/tom-morello"><span style="font-weight: 400;">Tom Morello</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XrsbfrFPATs"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – um dos cinco </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum – em uma produção energética e viciante, com solos de guitarra de tirar o fôlego. Indo do intenso, apaixonante e íntimo, para o divertido, provocante e sensual, a quinta produção do grupo é um sucesso garantido. – </span><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Trastevere, Timezone e Off My Face</span></p>
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<figure id="attachment_32850" aria-describedby="caption-attachment-32850" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32850" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-800x800.png" alt="Capa do álbum SAVED!. Nela, vemos uma foto em sépia de uma mulher de costas. Ela usa um vestido branco manchado de sangue. Ela está com os dois braços para cima e uma bíblia na mão esquerda. Ela está em uma casa de madeira com algumas decorações de flores. Na parte superior vemos escrito em amarelo, em letras grandes &quot;REVERND KRISTIN MICHAEL HAYTER. Um pouco abaixo, em letra cursiva na cor bege, está escrito &quot;Presents... An Conjunction with Perpetual Flame Minister&quot; e logo ao lago, em letras grandes e na cor vermelha &quot;SAVED!&quot; Na imagem, há um fundo azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32850" class="wp-caption-text">A artista taca o foda-se em seu álbum de estreia, até porque o mundo está acabando mesmo (Foto: Perpetual Flame Ministries)</figcaption></figure>
<p><b>Reverend Kristin Michael Hayter &#8211; SAVED!</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao ouvir </span><i><span style="font-weight: 400;">SAVED!</span></i><span style="font-weight: 400;">, a última certeza que você tem é que está a salvo. Lingua Ignota veste a batina a aponta o dedo julgador típico de um fundamentalista religioso bem na sua cara. Com voz, violão e um piano modificado, a intérprete cria um cenário de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mpfxWktjEKA&amp;ab_channel=PerpetualFlameMinistries"><span style="font-weight: 400;">pandemônio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos transporta para uma igreja no meio do nada no exato momento em que ocorre o julgamento final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum, totalmente experimental, além de propositalmente caótico, revive estilos dos cânticos do Movimento de Santidade, vertente pentecostal que estimula atividades carismáticas como a glossolalia – capacidade de falar em línguas quando se está em transe religioso. Dessa forma, a artista, que teve uma infância católica, desvirtua totalmente a visão religiosa. As </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R60WC5L4cIQ&amp;ab_channel=ReverendKristinMichaelHayter-Topic"><span style="font-weight: 400;">microfonias propositais</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre as faixas, os instrumentos nada mixados e a voz por vezes a capela, criam a impressão que o fim do mundo, naquela igreja que o disco emula, ao mesmo tempo que é temido, também é desejado. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">ALL OF MY FRIENDS ARE GOING TO HELL, IDUMEA e THE POOR WAYFARING STRANGER</span></p>
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<figure id="attachment_32851" aria-describedby="caption-attachment-32851" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32851" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.png" alt="Capa do álbum Scaring The Hoes. Nele vemos uma forma geométrica arredondada que lembra uma cruz. Dentro dela temos, centralizado, JPEGMAFIA, um homem negro. Ele veste uma camisa preta, calça preta e terno preto, além de um colar em formato de cruz. Ele está segurando uma bíblia na mçao esquerda e uma arma na mão direita. Ao seu lado direito, está Danny Brown, um homem negro de barba volumosa e tranças. Ele veste um terno e calça azul marinho, uma camisa branca e um chapéu preto. Ele segura uma escopeta com a mão esquerda e um revolver com a direita, que está próximo de seu rosto que sorri. No lado direit de JPEGMAFIA, há uma mulher negra de cabelo afro e vestido rosa, Ela está sentada com o joelho esquerdo levantado. Abaixo de JPEG, há outra mulher negra de cabelos pretos lisos, Ela veste um vestido com características indígenas com cor predominante azul e detalhes em dourado e preto. Ela está de joelhos, com as duas mãso na cintura. Ainda na imagem da cruz, há dois carros de polícia em cada lado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32851" class="wp-caption-text">É na ironia e na crítica ácida que a dupla se complementa (Foto: 2023 PEGGY under exclusive license to AWAL Recordings America, Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>JPEGMAFIA &amp; Danny Brown &#8211; Scaring The Hoes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2023 definitivamente foi o ano das </span><i><span style="font-weight: 400;">collabs </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, seja por </span><i><span style="font-weight: 400;">Billy Woods</span></i><span style="font-weight: 400;"> &amp; Kenny Segal no excelente </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/billy-woods-kenny-segal-maps/"><i><span style="font-weight: 400;">Maps</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou no atrasadíssimo e divisivo </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0k7ALIqqds5oGFtpMsaHLK"><i><span style="font-weight: 400;">Vultures Vol.1</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Kanye West e Ty Dolla $ign. Quem definitivamente consagrou o movimento e deu o </span><i><span style="font-weight: 400;">start </span></i><span style="font-weight: 400;"> na moda novamente foram os irreverentes e até então totalmente antagônicos JPEGMAFIA &amp; Danny Brown. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Scaring The Hoes</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que sim, os opostos se atraem e criam uma química descomunal entre si.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo chulo do título é uma expressão para quando se está sendo hipócrita e a dupla consegue, pelo menos, bater de frente com a hipocrisia, com a arma que mais sabem usar: o sarcasmo. O disco consegue dosar efetivamente os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=75SP4CKdEEg&amp;list=OLAK5uy_mZi9LY3n1P1p0AhiD3bmndSB3aTI61KMI&amp;ab_channel=JPEGMAFIA"><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tortos de JPEG com a rima rápida e astuta de Danny Brown, resultando em uma obra que aborda conscientemente, ao mesmo tempo que com muita irreverência, a cultura da internet e o próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">americano. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Kingdom Hearts Key (feat. Redveil), Burfict! e Garbage Pale Kids</span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_32853" aria-describedby="caption-attachment-32853" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32853" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-800x800.png" alt="Capa do disco Silence Between Songs, da cantora estadunidense Madison Beer. A imagem mostra a artista correndo por uma plantação, em um dia nublado. Madison é uma mulher branca, de cabelos castanhos, que usa um vestido branco curto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32853" class="wp-caption-text">“Eu nunca soube que o silêncio entre as músicas poderia ser tão solitário e tão longo” (Foto: Epic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Madison Beer – Silence Between Songs</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No disco </span><i><span style="font-weight: 400;">Silence Between Songs</span></i><span style="font-weight: 400;">, Madison Beer se mostra como uma cantora completa. Por meio de belas composições e sonoridades de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/musica-pop/"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> genuíno, a artista traz canções cheias de beleza e sentimento. Indo de sintetizadores </span><a href="https://youtu.be/xSSLSjNJIBw?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">futuristas</span></a><span style="font-weight: 400;">, acordes de violão e até notas delicadas vindas diretamente de uma caixinha de música, Beer apresenta todo o seu potencial para o cenário musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A era do álbum começou em 2021 com o lançamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://youtu.be/TFHCew8DnC0?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Reckless</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que age como uma carta sobre um coração partido. Madison Beer mostra como pode ser um dos próximos grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, por meio de videoclipes estéticos, vocais poderosos – repletos de suspiros e harmonias –, e faixas cheias de emoção aliadas à instrumentais interessantes. Passando por tristezas amorosas, reflexões sobre a vida e sobre a família – a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2pcQrGJBljk"><i><span style="font-weight: 400;">Ryder</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é dedicada ao irmão de Beer – a cantora prova como seu repertório é diverso. <strong>-Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>Sweet Relief, Ryder, Home To Another One e Reckless</p>
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<figure id="attachment_32854" aria-describedby="caption-attachment-32854" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32854" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Snow-Angel-Ludmila-Henrique.jpg" alt=" Descrição da Imagem: Capa do disco Snow Angel. Na capa está estampado a figura da cantora Reneé Rapp, uma jovem loira, de olhos acinzentados e com o cabelo bagunçado. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de verde escuro. " width="736" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Snow-Angel-Ludmila-Henrique.jpg 736w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Snow-Angel-Ludmila-Henrique-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32854" class="wp-caption-text">Além de sua estreia no mundo da música, Reneé Rapp também marcou presença no cinema ao interpretar Regina George na nova versão de Meninas Malvadas (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Reneé Rapp &#8211; Snow Angel </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3RqO05jxT9YYgNtMdQmo8Z"><i><span style="font-weight: 400;">Snow Angel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos um lado de Reneé Rapp que permaneceu escondido por anos. Iniciando sua carreira no teatro, sua imagem já era prestigiada nos palcos, mas sua voz ainda era desconhecida pela plateia. Assinado pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Interscope</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco conta com 12 faixas que transitam entre os gêneros </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, e marcam as várias interrogações memorizadas pela mente da cantora durante a criação de seu primeiro álbum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Debatendo consigo mesma, as letras de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sD_XQPu5mPI"><span style="font-weight: 400;">Reneé</span></a><span style="font-weight: 400;"> garantem uma sinceridade de fácil identificação. Abordando temas como auto sabotagem, relacionamentos complicados e consumo de substâncias ilícitas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Snow Angel </span></i><span style="font-weight: 400;">representa o questionamento pessoal da artista com as suas próprias ações. Tópicos em sua vida que ela sabe que precisa melhorar, ou não, para encontrar paz de espírito. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> 23, Talk Too Much e Gemini Moon </span></p>
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<figure id="attachment_32855" aria-describedby="caption-attachment-32855" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32855" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-800x800.jpg" alt=" Capa do álbum da cantora Taylor Swift chamado Speak Now (Taylor’s Version). Na foto, a cantora usa um vestido de tecido esvoaçante e leve na cor roxa, e o recorte do vestido deixa os ombros dela de fora. O fundo é escuro mas seu rosto é iluminado suavemente por uma luz amarela. Ela é branca, tem olho azul e cabelo loiro cacheado. Ela está virada de costas e olha para a câmera por cima dos ombros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32855" class="wp-caption-text">Speak Now tem, unicamente, composições de Taylor (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; Speak Now (Taylor&#8217;s Version)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roxo continua predominante e o cabelo ainda está cacheado, mas não podemos afirmar que a garota na capa é a mesma: na regravação de seu terceiro álbum de estúdio, Taylor mostra-se mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">madura e estável</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos levando em uma visita para sua versão jovem e intensa. Trazendo narrativas sinceras sobre descobrir seu lugar no mundo, amores efêmeros e decepções, a compositora pode até ter perdido a energia na voz que apenas uma garota de 19 anos com o coração partido pode ter, mas sempre terá a beleza de conseguir transmitir sentimentos tão lindos em forma de canção.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> ajusta-se aos tempos atuais, como mostra a modificação da letra </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/07/07/taylor-swift-altera-letra-de-better-than-revenge-em-regravacao-do-album-speak-now.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Better Than Revenge</span></a><span style="font-weight: 400;">, e ainda consegue trazer novas faces dessa Swift jovem e </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy</span></i><span style="font-weight: 400;"> com I Can See You (From The Vault</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lVkKLf4DCn8"><span style="font-weight: 400;">)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por ser um álbum de carinho e apreço pelos fãs, foi a primeira vez que sentimos que o tempo passou de fato – seja pela voz, pelas memórias ou quando paramos para pensar que quase </span><a href="https://www.tennessean.com/story/entertainment/2023/06/13/taylor-swift-number-13-why-the-unlucky-digit-is-lucky-to-her/70277707007/"><span style="font-weight: 400;">13</span></a><span style="font-weight: 400;"> anos separam desde o primeiro lançamento.  </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faixas favoritas: Dear John, Long Live e Back To December</span></p>
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<figure id="attachment_32856" aria-describedby="caption-attachment-32856" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32856" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-800x800.jpeg" alt="A capa de Something To Give Each Other mostra a cabeça de Troye Sivan, homem branco com cabelo descolorido, no meio da pernas de um homem branco, olhando pra frente de olhos fechados e sorrindo" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32856" class="wp-caption-text">A capa de Something To Give Each Other reflete muito bem os temas do disco (Stuart Winecoff/ Universal Music)</figcaption></figure>
<p><strong><b>Troye Sivan &#8211; Something To Give Each Other</b></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a introspecção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bloom-troye-sivan-floresceu/"><i><span style="font-weight: 400;">Bloom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan retorna em 2023 com </span><i><span style="font-weight: 400;">Something To Give Each Other</span></i><span style="font-weight: 400;">, um álbum que celebra a euforia da pista de dança e o desejo ardente pelo calor humano. Se em </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Blue Neighbourhood</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conhecemos um jovem ainda inseguro sobre sua sexualidade, agora encontramos um artista maduro e confiante, que canta com propriedade sobre seus desejos hedonistas.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b53QJYP-lqY"><i><span style="font-weight: 400;">Rush</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro single do álbum, é a porta de entrada para esse mundo de prazeres. A faixa contagiante nos convida a sentir a mesma euforia que Troye experimenta nas baladas. Mas, o disco vai além da pura festa. Romance e sexualidade são explorados sem tabus, com foco na intimidade entre duas pessoas. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5mnwCbIZ6rg"><i><span style="font-weight: 400;">What&#8217;s The Time Where You Are?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o artista canta: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eu estou bem em esperar se tudo estiver dito e tudo estiver feito / Você sabe que eu te entendo do jeito que você me entende, baby&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de seu lirismo, a produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Something To Give Each Other</span></i><span style="font-weight: 400;"> é outro ponto forte. As batidas precisas e as ambientações envolventes transportam o ouvinte para diferentes planos. Faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZhGl8McrOHo"><i><span style="font-weight: 400;">One Of Your Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Still Got It</span></i><span style="font-weight: 400;"> demonstram a inteligência e a criatividade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, que entrega um álbum rico em detalhes e com uma sonoridade original, o que o torna um dos destaques de 2023. <strong>-Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Silly e One Of Your Girls</span></p>
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<figure id="attachment_32857" aria-describedby="caption-attachment-32857" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32857" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sunburn-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Capa do disco Sunburn. Na capa temos a figura de uma jovem branca, com sardas e cabelo liso meio alaranjado. Ela está com bolinhas brancas pintadas no rosto e vestindo um biquíni vermelho. Ao seu lado está a figura das costas de outra moça, também branca e loira. Na parte inferior da capa está escrito “Sunburn”, em letras escuras e um fundo amarelo. Ao fundo da capa é visível algumas palmeiras e um céu azul. Por cima da imagem, tem várias colagens quadriculadas com estampas diferentes. " width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sunburn-Ludmila-Henrique.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sunburn-Ludmila-Henrique-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32857" class="wp-caption-text">O single Mona Lisa entrou na trilha sonora oficial de Homem-Aranha: Através do AranhaVerso (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Dominic Fike &#8211; Sunburn </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alerta! </span><i><span style="font-weight: 400;">Sunburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ocasionar queimaduras de segundo grau, agarre seu fone de ouvido e se proteja do sol. Revisitando o sul da Flórida, Dominic Fike despeja em ritmos funkeados todas as incertezas que percorreu até conquistar seu lugar no cenário musical. Sendo o segundo álbum do artista, Fike permanece com a sua característica central de divagar por vários gêneros, remetendo sonoridades que atravessam o </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mergulham no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. A composição do disco transfere melodias dançantes, mesmo que as palavras descritas pelo cantor sejam de extrema </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=etsp3_P3uj4"><span style="font-weight: 400;">consternação</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em soma com o baterista Henry Kwapis (Dijon) e os produtores Devin Workman e Jim-E-Stack, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2T7LuxZRr6SQMgABLtoYTH"><i><span style="font-weight: 400;">Sunburn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> contempla 15 faixas sobre a vida de Dominic em sua cidade natal. Uma história carregada de arrependimentos, vícios, sexo e drogas. O disco leva a sonoridade de uma visita indesejada ao passado. Uma reconciliação do artista consigo mesmo, algo que ele precisa deixar para trás, para poder caminhar em direção ao sol. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Sunburn, Bodies e Mona Lisa </span></p>
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<figure id="attachment_32858" aria-describedby="caption-attachment-32858" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/noname-sundial.jpg" alt="Capa do álbum Sundial. O fundo é preto e possui pequenos pontos brancos. Ao centro, aparece Noname distorcida. Noname é uma mulher adulta negra de cabelo longo preto. Ela está usando uma regata preta, um batom roxo e brincos de argola." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/noname-sundial.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/noname-sundial-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32858" class="wp-caption-text">Sundial é uma ode aos que não levam desaforo para casa (Foto: Noname, Inc)</figcaption></figure>
<p><b>Noname &#8211; Sundial</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de um cenário musical composto majoritariamente por ensaboados, a artista Noname rejeita a arte limpa e imparcial ao fazer de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundial</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu segundo álbum de estúdio, uma celebração provocativa da inconstância humana. Ademais, o disco apoia suas batidas típicas do </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/neo-soul-a-reinvencao-de-um-genero/"><i><span style="font-weight: 400;">neo soul</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em letras cuja essência política garante autenticidade a um trabalho que joga pedras e não teme ser apedrejado também. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundial </span></i><span style="font-weight: 400;">é causar desconforto em uma indústria condizente com  discursos vazios e silêncios ensurdecedores. Apesar dessa conjuntura monótona, algumas musicistas principalmente do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yr1ftQOeC_I"><span style="font-weight: 400;">Little Simz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a própria Noname, aventuram-se pelo teor crítico ao transcrever angústias e questionamentos no papel. Este, por sua vez, é amassado com o intuito de nunca mais voltar a ser o que era antes. Enquanto certos artistas abusam de jatinhos particulares, a criadora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundial</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quem, de fato, voa para longe da mediocridade e da inércia.  </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: boomboom, namesake e hold me down</span></p>
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<figure id="attachment_32859" aria-describedby="caption-attachment-32859" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32859" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-14.png" alt="Capa do álbum SUPER, de Jão. A imagem é uma fotografia, tirada durante o dia em uma fazenda. Ao fundo, na parte superior, vemos um terreno com pastos e árvores e um céu azul sem nuvens. Na metade inferior, vemos três cavalos do lado esquerdo, dois marrons e um branco. Ao centro, vemos ao longe o cantor Jão, um homem branco, aparentando cerca de 25 anos, com cabelos loiros, sem camisa, vestindo uma calça jeans com um estrela vermelha ao centro, em pé em cima de uma estrutura de madeira e abrindo os braços na diagonal. À esquerda dele, no chão, vemos mais dois cavalos marrons e um branco." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-14.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-14-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32859" class="wp-caption-text">Depois de quatro álbuns, Jão acertou em uma capa bonita (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Jão &#8211; SUPER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você escutar </span><a href="https://personaunesp.com.br/jao-super-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SUPER</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e estranhar já ter escutado essa história antes, é porque Jão retoma todas as suas aventuras até aqui para fechar um ciclo de cinco anos com seu quarto álbum. O artista do interior começou a até que recente carreira falando sobre amores, ilusão e desilusão, desejo de alcançar seus sonhos mais ambiciosos e de sair de uma cidade pequena para se descobrir na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=StVwuk3rDVQ"><span style="font-weight: 400;">metrópole paulista</span></a><span style="font-weight: 400;">. No quarto capítulo, os temas retornam e, apesar de soarem repetidos, fazem um apanhado de todo o período da casa dos 20 anos para finalmente se concluírem e abrir portas para novas descobertas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade vem mudando discretamente desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Lobos </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018), disco de estreia de Jão, e se torna mais fresca a cada nova empreitada. Embora algumas canções, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Julho </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Lambe</span></i><span style="font-weight: 400;">, já viraram fórmula, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gameboy</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Posso Ser Como Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinais </span></i><span style="font-weight: 400;">mostram que o cantor e sua equipe fiel de colaboradores </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MxTf_K2vghM&amp;pp=ygUZYWxpbmhhbWVudG8gbWlsZW5hciBjdXJ0YQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">bebem de referências novas</span></a><span style="font-weight: 400;">, em busca de revitalizar o som, à medida que o tema permanece. Agora, mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I7FmsYJMyi4"><span style="font-weight: 400;">ousado</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não menos abalado pelos amores deixados pelo caminho, Jão faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">SUPER </span></i><span style="font-weight: 400;">a despedida de uma trajetória grandiosa, para começar uma maior ainda, dessa vez em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J2lvHjjl9gs"><span style="font-weight: 400;">palcos de arenas</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Escorpião,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Se O Problema Era Você, Por Que Doeu Em Mim? e</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Locadora</span></i></p>
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<figure id="attachment_32862" aria-describedby="caption-attachment-32862" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32862" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-800x800.jpg" alt="Capa do disco Tension de Kylie Minogue. Na arte de capa, Minogue, uma mulher australiana, branca, de cabelos e olhos claros, encara a câmera enquanto segura um diamante com uma das mãos que, por sua vez, encobre um de seus olhos. Ao fundo, a cor predominante é laranja e uma luz verde encobre a cantora, fotografada dos ombros para cima. Na parte superior da capa, está o título do álbum, Tension, e, na parte inferior, o nome dela, Kylie" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32862" class="wp-caption-text">O lead single de Tension, Padam Padam, conquistou o Grammy de Melhor Gravação Pop Dance, categoria inédita de 2024 (Foto: Darenote)</figcaption></figure>
<p><b>Kylie Minogue &#8211; Tension</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era uma quinta-feira à noite em meados de maio de 2023 quando o falecido </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, agora </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;">, começou a emitir sinais de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p6Cnazi_Fi0&amp;pp=ygULcGFkYW0gcGFkYW0%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Padam Padam</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Desse momento até o lançamento do disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4VNaEhdswqNiEMAcfSav9g?si=MWvlrVPZQGWLpBe3df6iMw"><i><span style="font-weight: 400;">Tension</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, muita expectativa foi criada em forma de vídeos virais sobre os próximos passos de Kylie Minogue. A partir da adaptação moderna da onomatopeia para batimento cardíaco popularmente entoada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xXqLj7X1WDU"><span style="font-weight: 400;">Edith Piaf</span></a><span style="font-weight: 400;">, a rainha absoluta do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c18441Eh_WE&amp;pp=ygUNa3lsaWUgbWlub2d1ZQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acrescenta 13 faixas que chegam até a ser perigosas para os órgãos vitais, afinal, nem mesmo as baladinhas românticas diminuem a vontade de dançar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8-aEr4WRPYk&amp;pp=ygUVa3lsaWUgbWlub2d1ZSB0ZW5zaW9u"><span style="font-weight: 400;">tentativa destemida</span></a><span style="font-weight: 400;"> de quebrar a tensão superficial da água, a artista mergulha de cabeça no melhor das noites australianas para o seu tão aguardado décimo sexto álbum de estúdio. Os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dLa4fY_0zpc"><span style="font-weight: 400;">ápices da produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvem a junção de instrumentos como o baixo e o saxofone às batidas programadas, ao passo em que as composições explodem em cores e ganham um lugar especial em </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/kylie-minogue-confirma-residencia-em-las-vegas-para-2023/"><span style="font-weight: 400;">Las Vegas</span></a><span style="font-weight: 400;">. De olho em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hVpMeizIFIc"><span style="font-weight: 400;">diamante no horizonte</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto assume a despretensiosidade do gênero, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tension</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tudo o que nós amamos sobre Kylie Minogue. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Padam Padam, Vegas High e Love Train</span></p>
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<figure id="attachment_32920" aria-describedby="caption-attachment-32920" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32920" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Terapia.jpeg" alt="Capa do disco Terapia, de Ebony. Nele, vemos duas versões da cantora, uma mulher negra de tranças loiras. A primeira, mais a frente, é uma doutora e veste um vestido curto branco, um jaleco branco, saltos brancos e óculos. Ela segura uma prencheta na mão direita, está com a mão esquerda na cintura e olha para a câmera. A segunda versão está logo atrás, sentada em uma cadeira vermelha. Ele veste um topo preto de couro, uma saia preta de couro e um coturno preto. O fundo da imagem é amarelo." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Terapia.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Terapia-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32920" class="wp-caption-text">Em Terapia, Ebony atende mulheres bem resolvidas em consulta privada (Foto: Heavy Baile Sounds)</figcaption></figure>
<p><strong>Ebony &#8211; Terapia</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jovem e pronta para ocupar todo e qualquer espaço na cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ebony chegou com os pés na porta e ofereceu a todos aqueles que estão insatisfeitos com sua presença na cena uma bela </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/17X8o2Rs7cH5hBCKp92lKW"><i><span style="font-weight: 400;">Terapia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O disco é audacioso e funciona quase como uma descrição em detalhes da artista, com todos os seus pensamentos, gostos e a grande indiferença sobre a opinião masculina expostos e rodeados por um ritmo viciante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em faixas intituladas com termos da psicologia, como acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pensamentos</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Intrusivos</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Neurose</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Paranóia</span></i><span style="font-weight: 400;">, moram letras escritas por alguém que vai conquistar o que quiser. Apesar de soar como, isso não é um exagero, Ebony sabe exatamente o que deseja e como conseguir, afinal, ela é independente, </span><a href="https://billboard.com.br/ebony-detona-rappers-masculinos-em-nova-track-e-causa-polemica/"><span style="font-weight: 400;">sincera</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">“megalomaníaca com o mundo na palma da mão”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quem procura um álbum de quem está no corre e não vai parar tão cedo, deve procurar </span><i><span style="font-weight: 400;">Terapia</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lei da Atração</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> Obcecada </span><span style="font-weight: 400;">e</span><span style="font-weight: 400;"> Sem Neurose</span></p>
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<figure id="attachment_32860" aria-describedby="caption-attachment-32860" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32860" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-800x800.png" alt="Capa do álbum The Age of Pleasure da cantora Janelle Monáe. A imagem é quadrada e engloba a foto da cantora nadando embaixo das pernas de várias pessoas, como em um túnel. Ela é uma mulher negra, com cabelos escuros e longos. As pessoas que estão na imagem são captadas até suas cinturas debaixo d’água e com sungas e maiôs diversos, enquanto a cantora está sem roupas com tarjas em seus seios. Ao topo está o nome do álbum e no centro inferior seu nome em letras amarelas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32860" class="wp-caption-text">Janelle Monáe testou The Age of Pleasure onde deveria ser ouvido: festas em Wondaland West, sua sede criativa em Los Angeles (Foto: Bad Boy Records)</figcaption></figure>
<p><b>Janelle Monáe – The Age of Pleasure</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Age of Pleasure</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mais recente álbum de Janelle Monáe, é uma celebração do verão, da liberdade e do prazer. Uma antítese aos seus últimos trabalhos </span><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400;"> distópicos, mantendo sua qualidade singular. Com canções nomeadas após coquetéis de champanhe, Monáe constrói uma mistura alegre de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeat</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/soul/"><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a descreve como a trilha sonora de um estilo de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A colaboração com artistas como Grace Jones, Sister Nancy e Amaarae mesclam o frescor de um dia ensolarado e de altas temperaturas, com a calmaria da senioridade. E, merecidamente, renderam as indicações de Álbum do Ano e Melhor Álbum de R&amp;B Progressivo na 66ª Edição Anual do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a> <b>– Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">The Rush (feat. Nia Long &amp; Amaarae), Chapagne Shit e Haute</span></p>
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<figure id="attachment_32865" aria-describedby="caption-attachment-32865" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32865" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-800x800.jpg" alt="Capa do CD The Beggar. Fotografia quadrada de fundo bege. Ao centro vemos a ilustração de um coração inteira em preto e branco, com a exceção de um detalhe em vermelho na parte de cima. O desenho está estampado em um fundo de papel cartão, de cor bege." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32865" class="wp-caption-text">Com mais de 40 anos de vida, o coração de Swans ainda pulsa forte (Foto: Young God Records)</figcaption></figure>
<p><b>Swans &#8211; The Beggar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma odisseia sobre a vida, a morte, e tudo que as aproxima. </span><a href="https://open.spotify.com/album/5e925G5F00QzYCyg3AAMeS?si=77TCUOL9SwqAMJP4PSjT8A"><i><span style="font-weight: 400;">The Beggar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o 16º álbum lançado sob o nome do Swans, grupo estadunidense regido por Michael Gira, e apresenta um retorno a diversos territórios musicais explorados pelo artista no passado. Assim como na maioria dos trabalhos de Gira, o foco da obra é envolver o ouvinte em uma atmosfera imersiva sempre hipnotizante e ameaçadora, ainda que inundada com momentos etéreos e deslumbrantes. É possível ouvir traços de várias das facetas do compositor, passando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.soundon.global/seo/forum/exploring-americana-electronic-music-genres?lang=pt-BR"><i><span style="font-weight: 400;">americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://younggodrecords.com/pages/angels-of-light-michael-gira"><span style="font-weight: 400;">Angels Of Light</span></a><span style="font-weight: 400;">, os ritmos pulsantes de </span><a href="https://open.spotify.com/album/4d0sPKyy3rkJpjers8PnBT?si=FzgHJUz2Q-2jP63NtWyYGA"><i><span style="font-weight: 400;">The Great Annihilator</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1995), além de uma psicodelia reminiscente de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XVCcMvEbgVs"><span style="font-weight: 400;">Syd Barrett</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ebbing</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que muito do que se ouve no álbum são – forçando muito a definição – canções, o enorme elefante no meio da sala é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=en1Tf4PwcWo"><i><span style="font-weight: 400;">The Beggar Lover (Three)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, penúltima faixa do disco, que conta com mais de 43 minutos de duração. Essa monstruosidade remete a outro projeto de Gira denominado </span><a href="https://younggodrecords.com/pages/body-lovers-body-haters"><span style="font-weight: 400;">The Body Lovers</span></a><span style="font-weight: 400;">, o qual tinha como maior motivo a experimentação extrema com o som. A música é essencialmente uma colagem sonora abstrata que inclui passagens coletadas de outros trechos do álbum e até de discos anteriores da banda, distorcendo e brincando com a memória dos fãs familiarizados com esses momentos. Ainda assim, existe uma coesão e uma dinâmica cativantes, além da sonoridade trazer um poderoso contraste às outras faixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Michael Gira – com quase 70 anos de idade no lançamento do disco – deixa claro nesta obra que enxerga o fim de sua vida como algo próximo, cantando letras que contemplam e refletem sobre a morte e a efemeridade da vida humana como um todo. Mas aqui, isso não se dá como algo alarmante ou desolador; o artista está em boas relações com seu desfecho e mostra aceitar o inevitável, parecendo até desejá-lo em alguns momentos. Mesmo </span><a href="https://www.instagram.com/p/C146NM9rzzQ/"><span style="font-weight: 400;">não se tratando</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma canção do cisne para a banda, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Beggar</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa o fim de um imenso ciclo, sendo a conclusão e culminância de tudo que o grupo já produziu e entregou por todos esses anos. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> No More of This, Michael is Done e Ebbing</span></p>
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<figure id="attachment_32869" aria-describedby="caption-attachment-32869" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32869" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-800x800.jpg" alt="Capa do disco The Bones of What You Believe (10th Anniversary Special Edition), da banda escocesa CHVRCHES. A imagem é uma ilustração. Sobre um fundo vermelho, vemos um círculo listrado em preto, azul, vermelho e rosa. Sobre o círculo, existem linhas que fazem um X preto. Ainda há uma faixa horizontal vermelha, no centro da imagem, que traz o nome da banda, do disco e os dizeres “10 YEAR ANNIVERSARY EDITION”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32869" class="wp-caption-text">Completar uma década de lançamento é algo a se comemorar! (Foto: Glassnote Entertainment Group)</figcaption></figure>
<p><b>CHVRCHES – The Bones of What You Believe (10th Anniversary Special Edition)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que é melhor do que um aniversário? Foi com essa razão que a banda escocesa CHVRCHES lançou o disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2ZS9b38erKdRrg9po6e7US?si=Oc0Tv4mSRhqZ3r798VPGuQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Bones of What You Believe (10th Anniversary Special Edition)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Originalmente distribuído em 2013, o primeiro álbum da banda traz uma diversidade de vertentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">electropop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. O trio formado por Iain Cook, Lauren Mayberry e Martin Doherty trouxe adições ao trabalho original, por meio de versões gravadas ao vivo e de canções inéditas, compostas durante o processo inicial de criação do trabalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a edição comemorativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bones of What You Believe</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/_mTRvJ9fugM?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">CHVRCHES</span></a><span style="font-weight: 400;"> se diverte com sintetizadores, baterias eletrônicas e vocais agudos. Espirituosas, as faixas possuem batidas agitadas – porém, a parte lírica nem sempre as acompanha, por tratarem de diversos assuntos. Com muita animação, as músicas dão vida ao disco, e mostram o quão atual o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser. &#8211; <strong>Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>The Mother We Share, Recover e City On Fire</p>
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<p><figure id="attachment_32866" aria-describedby="caption-attachment-32866" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32866" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-800x800.png" alt="Capa do álbum The Land Is Inhospitable and So Are We, de Mitski. Na imagem, temos uma foto retangular que msotra Mitski, uma mulher nipo-americana de cabelos pretos. Ela está sentada no chão com os braços para cima e os joelhos levantados. A foto está em preto e branco. Ao fundo, uma cor salmão. Na parte de cima, em letras estilizadas laranjas está escrito &quot;Tha Land Is&quot; e abaixo da foto, também estilizado em laranja, está escrito &quot;Inhospitable and So Are We&quot;." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32866" class="wp-caption-text">Ao mesmo tempo que somente dela, o amor de (e para com) Mitski é de todos [Foto: Dead Oceans]</figcaption></figure><b>Mitski &#8211; The Land is Inhospitable and So Are We</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem em seus sonhos mais esperançosos Mitski esperava alçar voos tão altos com seu último disco, chegando a figurar no top #1 da </span><a href="https://headlineplanet.com/home/2023/12/15/mitski-scores-1-spot-on-spotifys-todays-top-hits-with-my-love-mine-all-mine/"><i><span style="font-weight: 400;">Spotify Today’s Top Hits Playlist</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A proeza se torna mais irônica quando esse lugar foi conquistado justamente com o trabalho que ela menos tinha a intenção de </span><i><span style="font-weight: 400;">hitar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Land is Inhospitable and So Are We</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a aposta mais sóbria da nipo-americana após as doses de euforia e endorfina proporcionadas por </span><i><span style="font-weight: 400;">Be the Cowboy </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Laurel Hell </span></i><span style="font-weight: 400;">(2021).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhando fundo no vazio de seu âmago, a cantora abdica de uma produção robusta e segue neste trabalho investindo no reducionismo musical. Apenas com guitarras uníssonas e violões acústicos que beiram o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, suas músicas dão uma sensação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vx4kLgnFexo&amp;ab_channel=MitskiVEVO"><span style="font-weight: 400;">galpão vazio</span></a><span style="font-weight: 400;">, noites solitárias e chuva pela janela. Esse aspecto de falta é preenchido com uma poesia extremamente sofisticada, fazendo com que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Land is Inhospitable and So Are We </span></i><span style="font-weight: 400;">funcione quase como um sarau, no qual Mitski pode comprovar sua competência como letrista. Para falar de amor e amar novamente, a artista teve que expulsar todos de seu coração e, sozinha, fazer uma faxina nele, mas no fim, nossa alma que é lavada. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bug Like an Angel, My Love My All Mine e The Frost</span></p>
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<figure id="attachment_32867" aria-describedby="caption-attachment-32867" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32867" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/loveliest-time-imagem-1-1.jpg" alt="Carly Rae Jepsen abraça a experimentação musical com confiança e euforia (Foto: Interscope Records)" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/loveliest-time-imagem-1-1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/loveliest-time-imagem-1-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32867" class="wp-caption-text">Carly Rae Jepsen, mulher branca e loira de cabelos longos, usando um top e saia cinza brilhantes de costas para um balcão, onde apoia os cotovelos e a cabeça inclinada para trás, olhando para cima, em um fundo amarelo sóbrio com sombras.</figcaption></figure>
<p><strong>Carly Rae Jepsen &#8211; The Loveliest Time</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o introspectivo pandêmico </span><i><span style="font-weight: 400;">The Loneliest Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2022, Carly Rae Jepsen retornou com </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-loveliest-time-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Loveliest Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2023, um disco expansivo e vibrante que celebra a superação, a experimentação e a alegria de viver intensamente. Se o primeiro era um álbum conciso e focado em regras, este é o </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/carly-rae-jepsen-interview-the-loveliest-time-1234783829/"><span style="font-weight: 400;">‘parque de diversões’</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jepsen, onde ela se diverte explorando diferentes estilos e sonoridades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A deliciosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e9SchUO-Qr8"><i><span style="font-weight: 400;">Shy Boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">da era, abriu o caminho para uma jornada musical que transborda energia e positividade. A autorreflexão ainda está presente, como na melancólica </span><i><span style="font-weight: 400;">Kollage</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas agora surge como resultado das novas experiências vividas pela cantora e não mais como uma resposta dela a eventos externos </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Destaques como a dançante </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7zy2kNoeD72x2NEDaAsJOX?si=66d0303646784dca"><i><span style="font-weight: 400;">Psychedelic Switch</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a divertida </span><i><span style="font-weight: 400;">Come Over</span></i><span style="font-weight: 400;"> capturam o sentimento de euforia e entusiasmo que acompanha o início de um novo ciclo ou relacionamento. Momentos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Aeroplanes </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Put It To Rest</span></i><span style="font-weight: 400;"> podem soar menos memoráveis, mas não chegam a prejudicar a experiência geral do álbum. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Loveliest Time</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um convite a celebrar a vida e a aproveitar cada momento. </span><a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/"><span style="font-weight: 400;">Carly Rae Jepsen</span></a><span style="font-weight: 400;"> se entrega à experimentação musical com confiança, criando um álbum coeso, divertido e cheio de personalidade. <strong>-Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Psychedelic Switch e Come Over</span></p>
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<figure id="attachment_32906" aria-describedby="caption-attachment-32906" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32906" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-800x800.png" alt="Fotografia da capa do álbum. A imagem mostra três mãos, de cada integrante do trio, estendidas para cima, com o céu azul de fundo e a luz do sol avançando sobre a foto no canto inferior direito. Da esquerda para a direita, a primeira mão tem uma tatuagem, entre outras várias, do desenho de um dente. As outras duas mãos estão viradas para a frente, evidenciando a mesma tatuagem de um dente do lado interior do pulso." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32906" class="wp-caption-text">O trio mais querido de indie rock do momento deixou sua marca com o lançamento do antecipado álbum de estréia (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>boygenius &#8211; the record</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Julien Baker, Phoebe Bridgers, e Lucy Dacus uniram forças novamente em 2023, após o sucesso do trio com o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6RjlLIuDFC8Dw91yRAdPz9"><span style="font-weight: 400;">EP autointitulado</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018. Com suas carreiras solo em ascensão e cada uma se consolidando como algumas das vozes mais relevantes do circuito </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa reunião se torna ainda mais especial. O amor e admiração que sentem uma pela outra e as move a criar juntas transparece em cada faixa do álbum, dando ao ouvinte a sensação de poder espiar algo íntimo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força do grupo está na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XbOQMaJ1r-0"><span style="font-weight: 400;">união dos estilos</span></a><span style="font-weight: 400;"> distintos da composição de cada integrante. É possível reconhecer os processos individuais ao longo do álbum, ao mesmo tempo que conquistam uma harmonia mágica. Apesar da instrumentação potente, o letricismo é o ponto mais alto do disco. A última faixa cria um paralelo com o destaque do EP, </span><i><span style="font-weight: 400;">Me &amp; My Dog</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando uma nova perspectiva, agora mais madura, à letra da música e, consequentemente, à trajetória do trio. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cool About It</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Leonard Cohen e</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Letter To An Old Poet</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_32874" aria-describedby="caption-attachment-32874" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32874" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-800x800.png" alt="Capa do álbum The Rise and Fall of a Midwest Princess, de Chapell Roan. Nela, temos a cantora, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ela veste um vestido de gala azul, uma faixa de miss branca escrita &quot;CHAPPEL&quot; em dourado. Ela segura um buquê de flores e olha para a foto com olha triste. Ao fundo, vemos um camarim, com uma penteadeira iluminada e várias maquiagens jogadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32874" class="wp-caption-text">Chappel Roan tem conquistado seu lugar ao sol como ato de abertura da GUTS World Tour (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Chappel Roan &#8211; The Rise and Fall of a Midwest Princess</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> está naturalmente ligado às grandes metrópoles, seja pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">veraneio</span></a><span style="font-weight: 400;"> hollywoodiano, pelo ar cosmopolita </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vk6014HuxcE&amp;ab_channel=JayZVEVO"><span style="font-weight: 400;">nova-iorquino</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou até por conta do clima chuvoso londrino, casa da descendente de albaneses Dua Lipa. Mas se engana quem pensa que as histórias mais identificáveis com os adolescentes do mundo acontecem apenas nos perímetros das megacidades. Foi com Chappel Roan, natural de Willard, cidade perdida no meio do Wisconsin de pouco mais de 6.000 habitantes, que saiu um dos melhores álbuns do gênero em 2023.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Rise and Fall of a Midwest Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre a incompletude de sentimentos, querer tentar a vida nos grandes centros, mas ter um enorme vazio suprido pela cidade pequena, e no fim, estar confortável nas turbulências da ponte-aérea. Roan é fruto de Dan Nigro, que posteriormente também seria catapultado com o sucesso de </span><a href="https://artists.spotify.com/pt/blog/dan-nigro-on-persistence-producing-olivia-rodrigo-and-pushing-yourself"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;">, razão essa pela qual o álbum demorou tanto que já nasceu com nove músicas tendo vida própria. De todas as incertezas da artista, ser uma </span><i><span style="font-weight: 400;">one hit wonder</span></i><span style="font-weight: 400;"> não estava em seus planos, fazendo com que o disco como um todo seja a cola que aglutina todos os cacos de uma mulher demolida pelas inconstâncias da vida adulta. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Feminomenon, Pink Pony Club e Casual</span></p>
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<figure id="attachment_32879" aria-describedby="caption-attachment-32879" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32879" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Niall-Horan-The-Show.jpeg" alt="Capa do álbum The Show, de Niall Horan. Niall veste uma camiseta branca com as mangas dobradas até a metade do antebraço e descansa a cabeça em seus braços apoiados no peitoril de uma janela. Ele olha para cima, observando as letras amarelas com sombreado vermelho no vidro que formam a palavra The Show. Na parte de baixo da capa está escrito Niall Horan também em amarelo com sombreado vermelho." width="474" height="474" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Niall-Horan-The-Show.jpeg 474w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Niall-Horan-The-Show-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 474px) 85vw, 474px" /><figcaption id="caption-attachment-32879" class="wp-caption-text">O terceiro álbum solo de Niall Horan marca a carreira promissora do cantor (Foto: Universal Music Group/Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Niall Horan &#8211; The Show</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Segure firme e prepare-se para a viagem”, assim Niall Horan nos convida a embarcar em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aproveitar cada minuto. No terceiro álbum do ex-integrante da </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i> <a href="https://www.onedirectionmusic.com/gb/home.html"><i><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos é apresentado um amadurecimento em sua forma de compor e no uso de sua voz, o que reflete em uma coletânea de músicas profundas e cheias de significados. Com melodias sustentadas principalmente por bateria, baixo, piano e muitas harmonias vocais, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Show</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora o sentimentalismo e se consolida como o melhor álbum da carreira solo do artista até o momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a apresentação de faixas como</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GuoTm7DIGEU"><i><span style="font-weight: 400;">Meltdown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com diferentes elementos em sua mixagem e um ritmo acelerado, o álbum adquire um tom mais íntimo em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ynv8vuioj_I"><i><span style="font-weight: 400;">You Could Start A Cult</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na qual o cantor basicamente se declara a voz e violão e em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RfyCx0MqBRM"><i><span style="font-weight: 400;">Science</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com o arranjo perfeito entre piano, violoncelo e a melodia cantada. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Show</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o tipo de composição que te faz querer dançar, emociona e faz refletir, mas, ao mesmo tempo, também é uma produção que podemos apenas ouvir e sentir, seja a partir da letra, dos instrumentos ou da voz de Horan. – </span><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Science, On A Night Like Tonight e If You Live Me</span></p>
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<figure id="attachment_32871" aria-describedby="caption-attachment-32871" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32871" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-800x800.jpg" alt=" Da esquerda para direita, Taylor York, Hayley Williams e Zac Farro. Os três estão com os rostos encostados em um vidro embaçado e úmido, causando expressões esmagadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32871" class="wp-caption-text">Com aquele gostinho de um Paramore dos anos 2000 misturado com novos elementos musicais, &#8220;This Is Why&#8221; fala da ansiedade de viver no mundo atual, homens babacas e dificuldades no amor. (FOTO: Atlantic)</figcaption></figure>
<p><strong>Paramore &#8211; This is Why</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo jovem que cresceu nos anos 2000 curtiu os maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Paramore. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">This is Why</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda revive o estilo </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/07/08/10-maiores-nomes-historia-pop-punk/"><i><span style="font-weight: 400;">pop-punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> clássico, com uma bateria agitada e uma certa aspereza nos vocais de Hayley Williams. Porém, tudo com modernidade e novidades que fazem o ouvinte lembrar um pouco de bandas como Talking Heads &#8211; como na </span><i><span style="font-weight: 400;">track</span></i><span style="font-weight: 400;"><em> C&#8217;est Comme Ça</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em fevereiro de 2023, o sexto álbum da banda possui composições fortes, com letras que refletem o contexto conturbado e intenso de um mundo pós-pandêmico, fazendo o ouvinte se identificar facilmente. É possível até notar uma certa amargura em algumas das letras, como no </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xIYJ7VaSxYY"><span style="font-weight: 400;">single</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> que leva o nome do álbum – </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Se você tem uma opinião, talvez você devesse engoli-la. Ou talvez você devesse gritar, mas pode ser melhor guardar para si&#8221;. </span></i><span style="font-weight: 400;">Além disso, o grupo aborda tópicos mais pessoais, como o amor e suas complexidades, as consequências de tentar salvar pessoas e o sofrimento de cometer os mesmos erros</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>Big Man, Little Dignity; The News e Liar</p>
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<figure id="attachment_32873" aria-describedby="caption-attachment-32873" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32873" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Time Will Wait For No One de Local Natives, a capa mostra os integrantes da banda: Taylor Rice, Kelcey Ayer, Ryan Hahn, Matthew Frazier e Nik Ewing em um ambiente industrial, cercado de um fundo amarelo com o título em laranja" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32873" class="wp-caption-text">O novo álbum de Local Natives é criativo e suave, com músicas que colam na cabeça. (Foto: Loma Vista Records)</figcaption></figure>
<p><b>Local Natives &#8211; Time Will Wait For No One</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com músicas doces e fáceis, o novo álbum do Local Natives revela quão poderosa pode ser a música </span><i><span style="font-weight: 400;">Indie</span></i><span style="font-weight: 400;">. As faixas são atrativas como um imã, contam com ritmo bem cadenciado, e suas as letras “decoráveis” transformam </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3EXw2r6wbZ1V97E5COxvbs"><i><span style="font-weight: 400;">Time Will Wait For No One</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em um álbum imersivo e muito charmoso. A melodia é doce, tem um forte ar de reflexão que combina com os temas abordados que vão de relacionamentos a eventos comuns da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda, que estreou em 2009 com o álbum </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1Am0QMg0NjYwlJ8OkaPQiJ"><i><span style="font-weight: 400;">Gorilla Manor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tem o seu quinto lançamento depois de um hiato causado principalmente pela pandemia de Covid-19. O potencial da banda nesse retorno foi explorado do melhor jeito possível, usando corais e guitarras de um modo muito harmônico, produzindo algumas das melhores músicas do gênero neste ano, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Paper Lanterns</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Desert Snow</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Paper Lanterns, Desert Snow e Empty Mansions</span></p>
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<figure id="attachment_32921" aria-describedby="caption-attachment-32921" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32921" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Um-quebrada-inteligente.jpeg" alt="Capa do disco UM quebrada iteligente, de Kyan e Mu540. Na fonto estão, da esquerda para a direita, Kyan, um homem negro de cabelo encaracolado curto. Ele veste uma camiseta preta e jaqueta preta. Ele está um pouco abaixado e seguro o óculos escuro com a mão direita. Ao lado temos Mu540, um homem pardo de cabelo curto. Ele também veste camiseta preta, jaqueta preta e óculos escuro. No canto superior direito, em dourado, está escrito &quot;UM QUEBRADA INTELIGENTE&quot;. No lado esquerdo, há um símbolo de proibido menores de 18 anos, e centralizado na parte de baixo, também em dourado, está escrito &quot;KYAN &amp; MU540&quot;" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Um-quebrada-inteligente.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Um-quebrada-inteligente-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32921" class="wp-caption-text">Kyan e MU540 juntos são “tipo, sonho de consumo!” (Foto: EHXIS)</figcaption></figure>
<p><strong>Kyan &amp; Mu540 &#8211; UM Quebrada Inteligente</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agradando os fãs de Oakley e os mandrakes de todo o Brasil, Kyan e MU540 trouxeram os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> da periferia aos holofotes com</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5uzHqJB2crA"><i><span style="font-weight: 400;">UM Quebrada Inteligente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O disco, lançado em Julho de 2023, contempla diferentes estéticas em um trabalho genuinamente singular. Na genialidade de quem vem das favelas, as letras passeiam por temáticas raciais, ascensão social e muita descontração.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambos os artistas foram criados na Baixada Santista e a parceria é não só um encontro de vivências, mas uma reunião de dois elementos importantes das produções </span><i><span style="font-weight: 400;">rap funk</span></i><span style="font-weight: 400;">: o MC e o DJ. A composição conta com sete faixas que elevaram o nível do trabalho dos músicos, que já tinham colaborado diversas vezes antes, como em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3gMr7Z43VxFxQuCkRiHoX8"><i><span style="font-weight: 400;">Dias Antes de Mandrake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Vale lembrar que dessa vez a colaboração se aprofunda e a importância dos vocais, letras, mixagem e edição é equiparada, fazendo com que cada elemento seja essencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que seja o resultado de um reencontro, a forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">UM Quebrada Inteligente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é completamente nova, sendo impossível colocá-la em uma só categoria: ela é o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> drill</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i><span style="font-weight: 400;"> e muito mais. Acima de elementos musicais, o que se destaca na produção é cultural, como as </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/moda/a-relacao-polemica-da-moda-de-luxo-com-a-moda-de-quebrada/"><span style="font-weight: 400;">roupas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que fazem sucesso nas comunidades ou as gírias escolhidas nas letras. Em suma, fica a certeza de que esses ‘quebradas’ são realmente inteligentes e sabem fazer música como ninguém. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>:</span><span style="font-weight: 400;"> tipo, sonho de consumo!</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">brinks!</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Fantástico Mundo da Oakley</span></p>
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<p><figure id="attachment_32875" aria-describedby="caption-attachment-32875" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32875" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-800x800.png" alt="Capa do álbum Unreal Unearth, de Hozier. Nela vemos uma boca masculina emergindo da terra, ela está segurando uma margarida com os dentes. No cantio superior esquerdo, em letras estilizadas está escrito &quot;Hoziier&quot; e logo abaixo, &quot;Unreal Unearth&quot;." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32875" class="wp-caption-text">Renascendo dos mortos, Hozier prova que tem muito o que viver (e cantar) [Foto: Rubyworks Records]</figcaption></figure><b>Hozier &#8211; Unreal Unearth </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se para Alceu Valença, a voz do anjo sussurra em seu ouvido, para Hozier, o tom angelical é uma extensão de seu próprio corpo, e precisa ser gritado. Após o sucesso astronômico e viral de seu autointitulado e do incompreendido </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2c7gFThUYyo2t6ogAgIYNw"><i><span style="font-weight: 400;">Wasteland, Baby!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o irlandês ressurge do subsolo dos metrôs e, carregado de referências e incertezas, nos pega pela mão para uma jornada inversa de céu-inferno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas </span><a href="https://twitter.com/Hozier/status/1692469931550384478?t=CUgu0cyQM94hU9MrO0NIZg&amp;s=19"><span style="font-weight: 400;">palavras do artista</span></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum representa uma </span><i><span style="font-weight: 400;">“jornada dos últimos anos e de tudo que foi contado na época</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Dessa forma, Hozier recria o inferno do Dante e o traz para o período pandêmico e para os dilemas modernos. Embebido em vinho e literatura italiana, ele compõe sua própria poesia barroco-renascentista e a incorpora no seu já característico </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> de deixar o coração quentinho. Falando de amor, melancolia e desespero, suas músicas nesse trabalho soam como parábolas e provam o porquê de ele ser visto como o Jesus da indústria fonográfica. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Abstract (Psychopomp), All Things End e Francesca</span></p>
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<figure id="attachment_32876" aria-describedby="caption-attachment-32876" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32876" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum UTOPIA, de Travis Scott. O fundo é preto e, focado no lado inferior direito, vemos o próprio artista. Ele é um homem negro com tranças no cabelo. Travis está sem camisa e tanto o seu torso quanto seus braços possuem tatuagens espalhadas. Ele usa uma calça preta e um grande cinto prateado. Temos a impressão de que ele está dançando, com um dos braços levantados e com o olhar direcionado para baixo. No canto inferior direito, encontra-se o selo de parental advisory." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32876" class="wp-caption-text">Enquanto ASTROWORLD trouxe o espetáculo, UTOPIA traz sutileza e inovação (Foto: Cactus Jack/Epic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Travis Scott &#8211; UTOPIA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é preciso dizer que Travis Scott é um dos artistas mais influentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno. Por meio de sua estética psicodélica, ele conseguiu construir uma identidade que muitos outros </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentam seguir. Entretanto, depois do </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/saiba-o-que-e-astroworld-festival-de-travis-scott-que-deixou-oito-pessoas-mortas/"><span style="font-weight: 400;">desastre</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Astroworld Festival em 2021, sua imagem foi gravemente manchada. É por isso que </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/18NOKLkZETa4sWwLMIm0UZ?si=_U8X97BXRl2a16hYv0zG0w"><i><span style="font-weight: 400;">UTOPIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o tão aguardado quarto álbum de estúdio de Travis e seu primeiro lançamento desde então, não poderia se dar ao luxo de ser nada além de um grande avanço musical na carreira do artista, e ele cumpre o prometido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma que </span><a href="https://open.spotify.com/album/4PWBTB6NYSKQwfo79I3prg?si=TfEkI8VxQtahC1Q7ra8nZA"><i><span style="font-weight: 400;">Rodeo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lapidou o som de suas </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">UTOPIA</span></i><span style="font-weight: 400;"> rejuvenesce a discografia de Travis. O álbum expande seu som sem mudá-lo drasticamente – seus vocais são tão distorcidos quanto eram há dez anos, mas fica claro que, dessa vez, o </span><a href="https://www.gq.com/story/travis-scott-men-of-the-year-cover-2023"><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não hesitou em fazer uso de elementos até então incomuns em seu trabalho. Somado ao fato de que o disco conta com um time de estrelas como colaboradores, que vão desde Beyoncé e (claro) Kanye West até Bon Iver, </span><i><span style="font-weight: 400;">UTOPIA </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra como um projeto que tem tudo o que precisa para tirar o artista da maré baixa em que esteve. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">DELRESTO (ECHOES) (feat. Beyoncé), CIRCUS MAXIMUS (feat. The Weeknd &amp; Swae Lee) e TELEKINESIS (feat. SZA &amp; Future)</span></p>
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<figure id="attachment_32877" aria-describedby="caption-attachment-32877" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32877" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-800x800.jpg" alt="Capa da mixtape VERÃO CRIMINOSO, do selo Gigantes, fundado pelo rapper BK. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos um desenho de cenários distintos em que diferentes pessoas interagem entre si. Ao centro, vemos a única figura isolada: uma mulher, que desfila em uma passarela acinzentada. Ela é iluminada por holofotes e usa no rosto uma máscara amarela com um rosto sorridente. Outras pessoas ao redor da imagem usam a mesma máscara, incluindo, mais a frente, um garoto em cima da garupa de uma moto, conduzida por um homem de capacete, enquanto aponta uma pistola para o céu. Junto a eles, vemos outros garotos fumando e conversando durante um churrasco. E ao fundo, quase escondido por uma camada de sombra, pode-se ver um grupo de pessoas filmando e fotografando dois policiais que abordam e revistam dois meninos negros." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32877" class="wp-caption-text">O lançamento do selo Gigantes segue os moldes do projeto Revenge of The Dreamers, da Dreamville – gravadora de J. Cole (Foto: Babylon/Gigantes)</figcaption></figure>
<p><b>BK, JXNV$, Gigantes &#8211; VERÃO CRIMINOSO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando BK anunciou em 2021 sua </span><a href="https://portalrapmais.com/bk-anuncia-saida-da-piramide-perdida-e-funda-novo-selo-gigantes/"><span style="font-weight: 400;">saída</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Pirâmide Perdida para fundar um selo próprio, concretizava-se não só um movimento de mercado, mas uma mudança de filosofia. A mensagem do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">extrapolava a música e, agora, encubia-se a missão de transformar a indústria por dentro. Os primeiros vislumbres dessa alçada finalmente vêem a luz do dia em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLvnkn1Ox2Uft5Hi3BH9PUg0T9SgOUcVOK"><i><span style="font-weight: 400;">VERÃO CRIMINOSO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com 18 faixas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> introduz ao público as principais apostas da gravadora, concomitante a uma fina curadoria e à colaboração dos maiores artistas da cena musical periférica – de </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-nu-critica/"><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></a><span style="font-weight: 400;"> a João Gomes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em dissonância ao nome dado ao selo – Gigantes, homenageando </span><a href="https://raplogia.com.br/bk-gigantes-review-experiencia-no-show/"><span style="font-weight: 400;">o mais emblemático</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos discos de Abebe Bikila –, o que a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem de arrojada, tem de despretenciosa. É refrescante observar, depois de tanto tempo, BK se distanciar da atmosfera densa de seus trabalhos solo para entregar versos indecorosamente ácidos, cômicos e sensuais. O que torna esse projeto especialmente empolgante é como, mais do que uma nova investida capitaneada pela figura mais relevante da última geração do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">VERÃO CRIMINOSO </span></i><span style="font-weight: 400;">é, essencialmente, uma reunião entre amigos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9-9mZLh5XU8"><span style="font-weight: 400;">brincando</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do estúdio. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">FASE BOA, CABELO VOA e ESCURINATTI</span></p>
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<figure id="attachment_32878" aria-describedby="caption-attachment-32878" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32878" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Marina_Sena_-_Vicio_Inerente.png" alt="Na capa de Vício Inerente, Marina Sena, mulher branca de cabelos morenos, está dentro de uma quadrado de bordas cinzas metálicas, e dentro do quadrado Marina está sentada com os joelhos no chão, olhando para cima de olhos fechados e segurando uma concha na altura dos ouvidos. No fundo é possível observar prédios de uma cidade em tons azul escuros." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Marina_Sena_-_Vicio_Inerente.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Marina_Sena_-_Vicio_Inerente-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32878" class="wp-caption-text">Na capa de Vício Inerente, Marina Sena destaca seu contato com uma vida mais urbana e retro futurista (Foto: Fernando Tomaz/ Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Marina Sena &#8211; Vício Inerente</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o sucesso estrondoso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2021/#:~:text=Marina%20Sena%20%E2%80%93%20De,Tamborim%20e%20Ami%C3%BAde"><i><span style="font-weight: 400;">Por Supuesto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Marina Sena deixa o interior de Minas Gerais para trás e se reinventa na capital paulista com seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;">. A mudança de ares se reflete na sonoridade do disco, que abandona o tropicalismo do primeiro álbum para mergulhar em uma estética mais eletrônica e urbana. Essa transição representa não apenas a adaptação da artista à nova realidade, mas também sua busca por constante reinvenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo inserida no meio </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, Marina Sena se destaca por sua forma única de abordar temas como sensualidade e desejo. As letras do disco são inteligentes e carregadas de sofisticação, fugindo do clichê e da repetição de senta, quica e maceta. A voz ofegante e anasalada da cantora cria uma atmosfera íntima e sensual, convidando o ouvinte a participar do flerte, especialmente nas faixas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UMt-ZKLPk2U"><i><span style="font-weight: 400;">Que Tal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ja2ad3oPL1g"><i><span style="font-weight: 400;">Mais de Mil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à temática libidinosa que permeia o disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mande um Sinal</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Pra Ficar Comigo</span></i><span style="font-weight: 400;"> transcendem e revelam o lado sonhador da artista. Nessas faixas, a voz de Marina Sena brilha com ainda mais força, revelando sua potência e versatilidade como cantora. Por isso, </span><a href="https://personaunesp.com.br/vicio-inerente-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvida, um trabalho original e refrescante que consolida a mineira no cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro. <strong>&#8211; Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Mande um Sinal e Mais de Mil</span></p>
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<figure id="attachment_32922" aria-describedby="caption-attachment-32922" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32922" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Yin Yang, de Tasha &amp; Tracie. Na foto, vemos quatro pessoas negras sentadas em roda ao redor de uma mesa. São dois homens e duas mulhers, de forma que um homem está de frente para o outro e as mulheres também de frente. Cada casal veste uma cor de roupa, um está de branco e o outro de preto, simbolizando yin e yang. Na mesa, de cor preta, vemos alguams barcas de sushi e bebidas. Eles estão em um quarto tipicamente japonês, com chão de madeira." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32922" class="wp-caption-text">Apaixonadas como sempre, Tasha e Tracie fazem de Yin Yang sua declaração. (Foto: Altafonte Music Rights)</figcaption></figure>
<p><strong>Tasha &amp; Tracie &#8211; Yin Yang</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado o retorno de Tasha e Tracie na música após problemas com sua </span><a href="https://portalrapmais.com/tasha-e-tracie-anunciam-saida-do-selo-ceia-ent/"><span style="font-weight: 400;">gravadora</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Yin Yang</span></i><span style="font-weight: 400;"> é leve e animado. As composições, que falam muito sobre o amor, são divididas com os namorados das cantoras Kyan e Rapper Gregory, o que faz jus ao significado de complemento do símbolo que nomeia o disco. Entre os tons de declarações românticas e muita ostentação. com direito a citação das marcas de moda que encantam a periferia, o projeto musical é autêntico como as gêmeas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Direcionado principalmente ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum traz as letras em prosa, dando praticamente certeza de que os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanham as falas e, não, o contrário. Assim, as faixas parecem perfeitamente encaixadas na voz das artistas, que se mostram insubstituíveis e donas de tudo o que cantam como se criassem um novo gênero. Ao fim, essa é uma conclusão plausível para algo tão singular e cabível no que elas mesmas reconhecem: </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1zQY9PHUacBGt5tPnh41n0"><i><span style="font-weight: 400;">“Competição eu não quero, criei meu próprio nicho”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> – Jamily Rigonatto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Fortal</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Dia de Baile</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Drake da Capital</span></p>
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<figure id="attachment_32880" aria-describedby="caption-attachment-32880" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32880" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-800x800.png" alt="Capa do álbum Zach Bryan, de Zach Bryan. Nela, vemos uma foto do rosto do cantor de perfil posicionada no canto direito. Ele é um homem branco de cabelos castanhos claros. Ele está de olhos fechados e fumando um cigarro. No canto superior direito, em letras vermelhas, est´´a escrito &quot;Zach Bryan&quot;. O fundo é preto" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32880" class="wp-caption-text">O country encontra aqui talvez sua representação mais mainstream (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Zach Bryan &#8211; Zach Bryan</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, principalmente o americano, tem realizado o movimento de ultrapassar as cercas rurais que o definiram a vida toda. Cada vez mais ele está se aproximando de um ritmo puramente urbano, ou talvez a sociedade que está em um êxodo rural reverso. Juntamente com Kacey Musgraves e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2RQXRUsr4IW1f3mKyKsy4B"><span style="font-weight: 400;">Noah Kahan</span></a><span style="font-weight: 400;">, o nome de Zach Bryan seja talvez um dos principais precursores da ascensão caipira americana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O autointitulado traz um clima soturno para o conjunto voz e violão (e às vezes banjo) e conduz uma conversa noturna com o ouvinte ao longo de suas 16 faixas, todas escritas por ele. Reimaginando o estilo, o artista consegue assumir a persona Jack Maine de Bradley Cooper em </span><a href="https://personaunesp.com.br/nasce-uma-estrela-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Nasce Uma Estrela</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e lembrar que os </span><i><span style="font-weight: 400;">cowboys</span></i><span style="font-weight: 400;"> também sofrem. Com a ascensão do gênero, há muitos Jack Maines surgindo por aí, mas só Zach Bryan é Zach Bryan.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fear and Friday&#8217;s, Spotless (feat. The Lumineers) e I Remember Everything (feat. Kacey Musgraves)</span></p>
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