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	<title>Arquivos Leandro Gonçalves &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Leandro Gonçalves &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Melhores discos de Agosto e Setembro/2019</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Sep 2019 19:46:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite Ferreira, Leandro Gonçalves e Leonardo Teixeira “A música brasileira está uma merda”, afirmou Milton Nascimento em entrevista polêmica para a coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, no último dia 22. E armou-se o circo. A assessoria do cantor do clube da esquina logo tratou de esclarecer o que seria um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-agosto-setembro-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Agosto e Setembro/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12945" aria-describedby="caption-attachment-12945" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-12945 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol.jpg" alt="Linn, Glória, Karol discos" width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12945" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Linn da Quebrada, Glória Groove e Karol Conká. A música brasileira vai muito bem, obrigada! (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira, Leandro Gonçalves e Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>“A música brasileira está uma merda”, afirmou <a href="https://personaunesp.com.br/critica-clube-da-esquina/">Milton Nascimento</a> em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/09/a-musica-brasileira-esta-uma-merda-diz-milton-nascimento.shtml?loggedpaywall#">entrevista polêmica</a> para a coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, no último dia 22. E armou-se o circo. A assessoria do cantor do clube da esquina logo tratou de esclarecer o que seria um mal-entendido, já que Nascimento estaria se referindo à produção musical do <em>mainstream </em>brasileiro.</p>
<p>O que deveria amenizar as discussões, <a href="https://twitter.com/alicecaymmi/status/1175797878251556865">deu mais pano pra manga</a>. Em meio a manifestações de apoio e repúdio à fala do cantor e compositor mineiro, a bolha cultural da internet tirou o dia para discutir a produção musical brasileira. Afinal de contas, a nossa música, popular ou independente, estaria uma merda?</p>
<p>Nossa curadoria dos meses de agosto e setembro prova que não. Numa semana em que o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DkAh-OmITu4">cantor Jaloo</a> anunciou — em um desabafo que revelou a dificuldade de se fazer música por conta própria no Brasil — que não deve trabalhar por muito mais tempo, fica um pensamento: a arte merece apoio. A arte brasileira e a estrangeira, a arte de gravadora e a <em>underground</em>.</p>
<p>Confira abaixo os nossos momentos preferidos, dentre todas essas cenas, dos dois últimos meses. Boa leitura!</p>
<p><span id="more-12879"></span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-12880" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0.jpg" alt="Charli XCX discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Charli XCX &#8211; Charli</strong></p>
<p><em>pop, pc music</em></p>
<p>Liberdade artística é um conceito que muitos artistas do cenário que chamamos de <em>mainstream</em> nem sonham em alcançar. Para a arte de Charli XCX, no entanto, a autonomia é condição de existência. E ela consegue aqui provar isso novamente. Seu disco auto-intitulado é ouro pop, com doses generosas, quase cavalares, de PC music e muito a dizer sobre o futuro. Da impecável “Gone” nasce uma viagem coesa e até bastante chiclete, mas que sugere caminhos cada vez mais metálicos e complexos para a música pop. “2099”, fechamento do registro e segunda parceria da britânica com o príncipe <a href="https://personaunesp.com.br/bloom-troye-sivan-floresceu/">Troye Sivan</a>, coroa o casamento de XCX com o estranho e o inovador.</p>
<p>Longe de querer inventar a roda, o registro retoma referências já sedimentadas do gênero e as perverte, numa viagem robótica mas cheia de alma. Repleto de participações marcantes, o novo trabalho da intérprete de “Vroom Vroom” não tem medo de incomodar, mas suas brincadeiras são feitas num terreno familiar e frutífero. Até a diva <a href="https://www.youtube.com/watch?v=rZVhR399IoA">Pabllo</a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fI5Myc9Nt-Y">Vittar</a> teve espaço, na faixa mais longa (e doida) do projeto. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Charli XCX &amp; Christine and the Queens - Gone [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/chSZCtLrgz8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual.jpg" alt="Davi discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Davi &#8211; Ritual</strong></p>
<p><em>ambient pop</em></p>
<p>Chique. Se tem uma palavra que, sozinha, consegue definir o registro de estreia do goiano Davi Sabbag, aqui está. <em>Ritual</em> é chiquérrimo. A produção, encabeçada pelo cantor e alguns parceiros, evoca o intimismo de um quarto de apartamento e todos os desdobramentos que esse ambiente rende. Dessa forma, sexo, auto-cuidado, romance e reflexão fazem parte da teia que o ex-Banda Uó desenvolve nas faixas.</p>
<p>Mesmo em momentos como o <em>dancehall</em> de “Não Faz Diferença” ou  a sexualmente carregada “Banquete” — respectivamente em parceria com <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_r83_ualtpM">Urias</a> e Jaloo —, sutileza e delicadeza comandam a experiência, estética que Sabbag vem amadurecendo desde o início de seu projeto solo e merece ser ainda mais explorada. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Davi Sabbag - Banquete feat. Jaloo, 1993agosto (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ho8DBdnNhC0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12881" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho.png" alt="Jaloo discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho-300x300.png 300w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Jaloo &#8211; ft (pt. 1)</strong></p>
<p><em>pop, tecnobrega</em></p>
<p>Menos de meia década se passou desde a sua estreia, mas uma coisa é certa: o Jaloo de ontem é bastante diferente do Jaloo de hoje. Não se preocupe, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_pa0qxFHe9E">brincadeiras com regionalismos</a>, letras contemplativas e melodias grudentas continuam parte importante na obra do cantor paraense. Mas é impossível não notar o seu amadurecimento em <em>ft (pt. 1)</em>.</p>
<p>Primeira metade de um projeto de parcerias com artistas dos mais diversos universos, o novo disco tem tudo o que esperamos de Jaloo e mais um pouco. Inclua neste mais um pouco uma produção menos experimental, encabeçada pelo próprio intérprete, mas que nunca deixa de empolgar, assim como encontros inusitados de gêneros e referências. Cabem mil brasis no mundo em expansão de Jaloo. Continuamos apaixonados, com a certeza de que o <a href="https://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">pop brasileiro está muito bem servido</a>. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jaloo ft. MC Tha - Céu Azul (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/78wVROmr0HE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16.jpg" alt="Jay discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Jay Som &#8211; Anak Ko</strong></p>
<p><em>indie rock, dream pop</em></p>
<p><em>Anak Ko </em>começa onde exatamente parou o aclamado <em>Everybody Works </em>(2017) da multiinstrumentista Melina Duterte, ou Jay Som &#8211; com a diferença que agora ela não gravou tudo sozinha. A aposta em um indie rock mais soturno, com inclusão de sintetizadores e cordas, revela-se acertada: os 34 minutos de música são coesos e agradáveis.</p>
<p>Destaque para o desempenho de Melina na guitarra &#8211; pura destreza e sutileza. A única deficiência de <em>Anak Ko</em> está nas letras, principalmente nos momentos feitos sob medida para a catarse (“If You Want It”, “Superbike”) que acabam por soar derivativos. Nada que prejudique o produto final. Destaques para a supracitada “Superbike”, “Nighttime Drive” e a faixa-título. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jay Som - Nighttime Drive [OFFICIAL MUSIC VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/t0Hns30GEGo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024.jpg" alt="Jenny Hval discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Jenny Hval &#8211; The Practice of Love</strong></p>
<p><em>art pop, eletrônico, experimental</em></p>
<p>Mesmo que pouco conhecida pelo grande público, Jenny Hval está longe de ser iniciante na cena. Responsável por sete elogiados registros, a compositora e romancista sempre deu <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZVaWc00aZ30">tratamento complexo a temas incômodos</a>. Não havia razão lógica para alterar esse time ganhador, mas, em <em>The Practice of Love</em>, a norueguesa reflete feminilidade e amor acompanhada de uma produção influenciada pelo <em>house</em> de Detroit e o <em>synthpop</em> da década de 80. Trata-se de uma abordagem mais acessível que esforços anteriores, ainda que a efervescência criativa de Hval opere mais forte do que nunca. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6Ia2sw3y79k40GHeNjCfLh" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print.jpeg" alt="luisa discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Luísa e os Alquimistas &#8211; Jaquatirica Print</strong></p>
<p><em>tecnobrega, electropop</em></p>
<p>A melodia é chiclete. A batida, dançante. Sem esquecer-se das letras irreverentes. O quarteto potiguar entrega, em seu terceiro registro de estúdio, tudo que era de se esperar. Mas <em>Jaquatirica Print </em>consegue, ainda, surpreender. Com produção arrojada e cheia de excessos bem-vindos, o disco é grudento sem soar manjado ou repetitivo, devido à mistura de tecnobrega com referências do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AmfjSzYyRUc">pop de vanguarda oitentista</a>, como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wn9E5i7l-Eg">Pet Shop Boys</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z0XLzIswI2s">Grace Jones</a>, que é pra lá de inusitada. O <em>single</em> “Furtacor” tem estética romântica e psicodélica, sendo um dos destaques do LP; ao passo que “Descoladinha”, ato de abertura, tem tudo para hitar nas festas <em>queer</em> moderninhas Brasil afora. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0JkLQKEz5jnRohRSLIEewl" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12727" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-1024x1024.jpg" alt="pharma discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Pharmakon &#8211; Devour</strong></p>
<p><em>death industrial</em></p>
<p>O <a href="https://personaunesp.com.br/black-sabbath-em-sao-paulo-o-funeral-eletrico/">Black Sabbath</a> foi um dos primeiros grupos do século XX a entender que o público gosta de sentir medo. Traçando uma linha evolutiva torta, pode-se dizer que a música industrial levou essa lógica a um novo patamar, praticando sons que não raro desafiavam as limitações do rótulo &#8220;música&#8221; através do extremismo visual e sonoro. 2019 tem se provado terreno fértil para esse tipo de experimentação.</p>
<p>Após o opressivamente opulento <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-julho2019/"><em>Caligula</em></a>, da revelação Lingua Ignota, chega <em>Devour</em>, da sempre ameaçadora Pharmakon. Nada de opulência aqui; o death industrial de Margaret Chardiet é minimalista. Basta uma base em loop e camadas de puro e simples barulho para ela atacar o microfone. Em seu quinto álbum ela finalmente transfere o clima dos shows para o disco. As 5 faixas fluem entre si, proporcionando um pequeno espetáculo de masoquismo. <a href="https://www.residentadvisor.net/reviews/24089">Segundo a resenha do site Resident Advisor</a>, em <em>Devour</em> Chardiet quer que nós aceitemos a pequenez de nossa existência. Nós aceitamos, Margaret. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3AawK35xFxfwpeJmqnC1tW" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1024x1024.jpg" alt="sant discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Sant &amp; LP Beatzz &#8211; Fazendo Arte</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>Primeiro disco do rapper carioca desde 2015, <em>Fazendo Arte </em>vem menos verborrágico que seus sucessores. Sant&#8217;Clair Araújo Alves de Souza parece estar de bem com a vida, reflexivo após <a href="https://portalrapmais.com/sant-anuncia-sua-saida-prematura-do-rap/">anunciar o fim de sua carreira</a> em abril. Aqui ele canta basicamente sobre o papel do rap em sua vida  e sobre amores, embalado pelas bases jazzísticas de LP Beatzz. A duração do EP (4 faixas totalizando cerca de 10 minutos) tanto prejudica quanto beneficia: não há tempo para as faixas mais estruturadas e quase épicas de <a href="https://open.spotify.com/album/5RzvGNpsnvfFXPLjQKlMgO?si=PDHZUtfBR5WSOpwiHjobBQ"><em>O que separa os homens dos meninos &#8211; Vol. 1 </em>(2015)</a>, mas o replay é certo. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Fazendo Arte" src="https://open.spotify.com/embed/album/5XelMTieNj9lOTs86QQgRV?si=BMbtzfzfTsuZkDjxEyjP3A"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12884" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-1024x1024.jpg" alt="slayyyter discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Slayyyter &#8211; Slayyyter</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>Vocais melindrosos, refrões-chiclete e uma apurada sonoridade comercial compõem a <em>mixtape</em> homônima da artista americana Slayyyter, uma espécie de “cantora pop side b dos anos dois mil”. A estreia é um prato cheio para quem sente saudade das cantoras adolescentes de outrora, como <a href="https://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/">Britney Spears</a> e Jessica Simpson, mas que atualmente escutam Charli XCX, SOPHIE ou outras artistas vanguardistas da PC Music.</p>
<p>Composta por 14 faixas, a <em>tracklist</em> é repleta de mensagens provocativas, típicas de quem só quer se divertir sem assumir compromissos. Em faixas como “Devil”, Slayyyter canta sobre atrair garotos estúpidos e deixá-los malucos. Já em “Touch My Body” &#8211;<a href="https://personaunesp.com.br/critica-mariah-butterfly/"> alô, Mariah!</a> &#8211; a loira fala sobre esperar a ligação de alguém minimamente especial. E por aí vai, quarenta minutos de pura efervescência.</p>
<p>Assim, o trabalho não é liricamente pretensioso. Pelo contrário, é frívolo e soa confortavelmente fútil na maior parte do tempo. Afinal, não é sempre que queremos ou precisamos mergulhar profundamente em algo. Nesse sentido, Slayyyter é uma boa pedida para quem quer curtir uma <em>vibe</em> sexy e debochada, para cantar na frente do espelho enquanto se sente a última bolacha do pacote.</p>
<p>Mas, um detalhe. Não ouça “Daddy AF” em público sem fones de ouvido. Avisa quem amigo é. <strong>(LG)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Slayyyter - Mine (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1s_lpkO1T1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12661" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1024x1024.jpg" alt="slipknot discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Slipknot &#8211; We Are Not Your Kind</strong></p>
<p><em>metal alternativo</em></p>
<p><span dir="ltr"><span class="_3l3x">Um comentário de internet sobre o novo disco do Slipknot: “O disco foi gravado em uma frequência que só é audível para ouvidos de pessoas abaixo de 14 anos”</span></span>. Não é de hoje que o metal alternativo (ou new metal) é visto como juvenil e <em>poser</em>, principalmente pelos metalheads mais fervorosos. Esse tipo de miopia prejudica a recepção de bons discos do gênero, como este <em>We Are Not Your Kind</em>, o sexto do Slipknot.</p>
<p>Uma evolução notável do saturado <em>.5: The Gray Chapter</em>, <em>We Are Not Your Kind </em>não converterá os detratores, agradará os fãs e, de quebra, pode conquistar os indiferentes. A mistura do metal alternativo (incluindo aí guitarras em tom menor, andamentos retos e refrões melódicos) com influências mais extremas deu forma a um produto perfeitamente equilibrado entre o mainstream e o underground. O Slipknot, aliás, pode ser considerado um dos grupos de metal mainstream mais extremos dos últimos anos, vide o apelo visual e, claro, a música.</p>
<p>Nesse último aspecto, nada mudou: a porradaria é garantida na maior parte do tracklist, com destaque para os riffs cirúrgicos de Jim Root e Mick Thomson e a interpretação impecável do vocalista Corey Taylor. O maior destaque às nuances eletrônicas, sempre presentes na discografia do grupo, dá respiro entre as 14 faixas, trazendo coesão. Mas não espere um rolo compressor inclemente: o apelo pop de faixas como “Nero Forte” e “Orphan”, com seus refrões feitos sob medida para grandes arenas, é inegável. Isso sem falar nas baladas que fecham o disco, mais próximas do Nine Inch Nails do que do Slayer. Metal também é música pop, afinal. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Slipknot - Unsainted [OFFICIAL VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VpATBBRajP8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12664" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift.jpg" alt="taylor discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; <a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">Lover</a></strong></p>
<p><em>pop, synthpop</em></p>
<p>A temática amorosa não é exatamente novidade na discografia de Taylor Swift. A cantora e compositora, que é conhecida por destilar as dores de seus relacionamentos fracassados em letras bastante pessoais, canta <a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/">corações partidos</a> como ninguém. <em>Lover</em> é mais uma bem-vinda adição ao clube, mas vem com o pulo do gato: o amor aqui não é passado, é presente. E futuro. Como que num revival do <em>synthpop</em> jovem, e ao mesmo tempo nostálgico, do importante <em>1989 </em>(2013), a estrela pop de Nashville faz grudar na mente narrativas de um amor que é confortável e tranquilo, que não machuca.</p>
<p>A produção brilha mais nos momentos em que o <a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/">queridinho Jack Antonoff</a> assume, com a sua já conhecida estética igualmente melodramática e cool &#8211; a desoladora “Cruel Summer”<em> </em>é exemplo disso. O disco guarda algumas das melhores letras de Taylor, que consegue conquistar até os críticos mais céticos da música pop. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Lover (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-BjZmE2gtdo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Sensível, Banks fala por todos nós em III</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2019 21:49:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Alternativo]]></category>
		<category><![CDATA[Banks]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Leandro Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leandro Gonçalves Alguns compositores parecem ter nas mãos uma facilidade singular de se expressar. E, assim, desenhar em versos e estrofes aquilo que sentem ou deixam de sentir. A californiana Jillian Rose Banks, musicalmente conhecida apenas como Banks, é uma dessas artistas que, com aptidão ímpar, traduzem em suas músicas aquilo que nós, ouvintes, não &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/banks-iii-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sensível, Banks fala por todos nós em III"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12406" aria-describedby="caption-attachment-12406" style="width: 3000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12406 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/207354_Original.jpg" alt="" width="3000" height="3000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/207354_Original.jpg 3000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/207354_Original-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/207354_Original-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/207354_Original-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/207354_Original-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/207354_Original-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12406" class="wp-caption-text">III, terceiro álbum de estúdio de Banks</figcaption></figure>
<p><strong>Leandro Gonçalves</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns compositores parecem ter nas mãos uma facilidade singular de se expressar. E, assim, desenhar em versos e estrofes aquilo que sentem ou deixam de sentir. A californiana Jillian Rose Banks, musicalmente conhecida apenas como Banks, é uma dessas artistas que, com aptidão ímpar, traduzem em suas músicas aquilo que nós, ouvintes, não conseguimos verbalizar acerca de nossas dores e amores. Em <em>III</em>, seu trabalho mais recente, Banks nos convida novamente a se identificar com cada palavra que compõe. </span></p>
<p><span id="more-12404"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descrito pela intérprete como uma janela para que a possamos conhecer profundamente, a obra sucede os álbuns <a href="https://www.youtube.com/watch?v=2IeyrEUkBSk"><em>The Altar</em></a> (2016) e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Twix375Me4Q"><em>Goddess</em></a> (2015), sendo, portanto, o terceiro lançamento da artista &#8211; daí, a redundância do título. Divulgado em 12 de julho, o disco contém treze faixas, das quais todas as composições são creditadas a Banks, que assume um protagonismo na construção lírica do álbum &#8211; algo já esperado pelos que a acompanham há algum tempo. Todavia, <em>III</em> conta, ainda, com outros dezesseis compositores. </span></p>
<figure id="attachment_12407" aria-describedby="caption-attachment-12407" style="width: 754px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img02-754x1024.jpg" alt="" width="754" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img02-754x1024.jpg 754w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img02-221x300.jpg 221w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img02-768x1043.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img02-1200x1630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img02.jpg 1508w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12407" class="wp-caption-text">Menos amargo que seus discos anteriores, III não necessariamente representa mudanças na maneira com que Banks encara a música, mas sim crescimento. (Foto: Connor Fronta/VMagazine)</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Tenho passado por coisas diferentes. Você muda um pouco a cada dia. Então, o quanto mudei é o que minha música mudou”, explica em entrevista à VMagazine</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para dar ritmo às caprichadas composições, a artista contou com a colaboração dos produtores BJ Burton, Buddy Ross, Francis and the Lights &#8211; com quem, inclusive, canta a música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iN1Wa3jCEg4"><i><span style="font-weight: 400;">Look What You’re Doing To Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e Hudson Mohawke. Juntos, deram ao disco uma sonoridade mais “alegre” se comparada às dos trabalhos anteriores de Banks. Para ser menos generalista, <em>III</em> soa mais arriscado, diversificado e </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> do que os antecessores, mais sóbrios, pesados e melancólicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tendência da intérprete em adotar uma sonoridade mais </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> já era perceptível desde <em>The Altar</em>, onde apostou em músicas mais comerciais, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Gemini Feed </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vSNqIerZBFs"><i><span style="font-weight: 400;">Trainwreck</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deixando de lado a sisudez de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NL9T42SVnN0"><i><span style="font-weight: 400;">Brain </span></i></a><span style="font-weight: 400;">e das demais faixas de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, <em>Goddess</em>, que de tão maciço chega a ser <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zzSQ67fhk6g">difícil de engolir</a>. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Gimme</span></i><span style="font-weight: 400;">, carro-chefe do <em>III</em>, a compositora mergulha de vez nessa pegada mais energética e <a href="https://twitter.com/rata_inc/status/1133912394265243655">mercadológica</a> &#8211; ela quer que você deixe a música no </span><i><span style="font-weight: 400;">repeat</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BANKS - Gimme (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3wHRiDoI8zI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apresentado ao público no dia 29 de abril, cerca de duas semanas antes do lançamento do disco, o </span><i><span style="font-weight: 400;">lead-single</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">trip-hop </span></i><span style="font-weight: 400;">com elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo. A música possui </span><i><span style="font-weight: 400;">samples </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">My Love</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Justin Timberlake e T.I., que, ao lado de tambores, sintetizadores e </span><i><span style="font-weight: 400;">backing-vocals </span></i><span style="font-weight: 400;">dão à </span><i><span style="font-weight: 400;">Gimme </span></i><span style="font-weight: 400;">um ritmo gradualmente frenético, contagiante e dançante, que flerta com a dança contemporânea. Liricamente, é um grito de autoconfiança e prepotência ao esbravejar sobre conquistarmos o que queremos e o que julgamos merecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, o disco não se mantém unicamente nas mesmas notas do primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mostrando mais uma vez que é tão humana quanto nós, Banks preencheu o álbum de altos e baixos, tanto em relação à sonoridade quanto às <a href="https://genius.com/albums/Banks/Iii">letras</a>. É um trabalho de variações emocionais, com músicas que falam desde <a href="https://genius.com/Banks-till-now-lyrics">superação</a> à <a href="https://genius.com/Banks-godless-lyrics">dependência</a>, da negação à entrega, e que te levam, literalmente, do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z5mNZ6B9ESk">Havaí</a> ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nIVEAQfbI5w">Alasca</a>, e vice e versa. Com isso, <em>III</em> mostra-se narrativamente interessante, repleto de dubiedades que o tornam ainda mais verdadeiro sentimentalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, o disco revela a vulnerabilidade e a fragilidade de alguém que ama, já amou ou deseja amar, e até mesmo de quem só quer deixar pra lá e seguir em frente. Tais sentimentos são largamente explorados pela </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Gimme</span></i><span style="font-weight: 400;"> te convida a conquistar, o piano de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DwZMHkYTvhY"><i><span style="font-weight: 400;">Contaminated</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz à tona a melancolia de uma relação desgastada. Se por um lado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kQSuG9Uob_8"><i><span style="font-weight: 400;">Stroke</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> grita sobre como o outro pode ser narcisista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Godless &#8211; </span></i><span style="font-weight: 400;">também conhecida como a melhor faixa do disco &#8211; fala a respeito da nossa dependência em relação a quem amamos. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BANKS - Godless (Visualizer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Wr94C8vSAV8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, nesse vai e vem de sentimentalismos, Banks preocupa-se em nos dar alguns respiros. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Alaska</span></i><span style="font-weight: 400;">, um electro-soul repleto de tambores, por exemplo, funciona como uma pausa lúdica na </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;">. A faixa, cuja composição foi inspirada em um sonho da artista, é divertida. Um outro exemplo é a música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rJtHVFAyKkg"><i><span style="font-weight: 400;">The Fall</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Neste caso, o instrumental é que parece estar fora da curva. Fluente em piano, que a acompanha em praticamente todas as faixas, Banks traz em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Fall </span></i><span style="font-weight: 400;">um baixo intenso, acompanhado por palmas rítmicas e abusados </span><i><span style="font-weight: 400;">backing-vocals</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em linhas gerais, <em>III</em> é um ato de versatilidade &#8211; e mostra que a pequena Jillian tem progredido musicalmente. Diferentemente de outros artistas com público semelhante, que insistem em lançar mais do mesmo, Banks é uma exímia degustadora de estilos. Ela não teme explorar os próprios vocais, utilizando-os nas mais diversas camadas de mixagem, ou aderir à experimentações sem repetir fórmulas. Ainda que soe alternativo, o disco flerta com o popular e expressa as potencialidades de Banks em expandir as fronteiras de seu público. </span></p>
<figure id="attachment_12408" aria-describedby="caption-attachment-12408" style="width: 819px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12408 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img03-819x1024.jpg" alt="" width="819" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img03-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img03-240x300.jpg 240w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img03-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Img03.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12408" class="wp-caption-text">A intérprete de Fuck With Myself passou os dois últimos anos em estúdio para finalizar “III”, que reflete as mudanças em sua vida pessoal, incluindo a melhora de seu quadro depressivo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum também reflete o amadurecimento pessoal da cantora. Basta ouvir cada faixa acompanhando seus respectivos versos para ver que Banks, ao menos musicalmente, lida de maneira mais perspicaz com aquilo que sente. Sinto que as composições representam martírios emocionais que enfrentamos enquanto adultos &#8211; e de maneira adulta, e é indiscutível a facilidade de gerar identificação que faz de Banks uma artista íntima: ao mergulhar fundo sobre si própria faz com que façamos o mesmo.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: III" src="https://open.spotify.com/embed/album/0oXzdlZ9duItTwmJLXbAfo"></iframe></p>
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		<title>Os melhores discos de 2018</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 17:59:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Botelho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos personas como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2018"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11285" aria-describedby="caption-attachment-11285" style="width: 983px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png" alt="" width="983" height="695" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-768x543.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1024x724.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1200x848.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11285" class="wp-caption-text">Arte: Carlos Botelho</figcaption></figure>
<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos <em>personas </em>como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais delongas, vamos aos comentários:<br />
<span id="more-11263"></span></p>
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://resources.wimpmusic.com/images/3c5372c2/5fa6/4358/953c/3f10eb110eae/1280x1280.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Alô, galera de cowboy: nova queridinha do country, Kacey Musgraves surpreendeu ao figurar dentre os indicados na principal categoria do Grammy desse ano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Carlos Botelho</strong></p>
<p>Analisando tudo que consumi musicalmente este ano, fica evidente uma predominância feminina no que mais ouvi e destaquei como emblemático para o contexto de 2018. Seja com Mitski trazendo em <em>Be The Cowboy </em>o ápice do refinamento de seu trabalho, ou Kacey Musgraves com total controle da narrativa que entregou ao público em <strong>Golden Hour</strong>, ou ainda Ariana Grande dominando os charts com um single honesto e despretensioso em <em>thank u, next</em>; 2018 foi marcado pelas mulheres reafirmando seu papel essencial na indústria musical.</p>
<p>Ainda poderia citar <a href="http://personaunesp.com.br/el-mal-querer-rosalia-critica/">Rosalía</a>, Kali Uchis, SOPHIE, Robyn, Janelle Monaé, Snail Mail, dentre tantas outras artistas que mostraram que não é necessário anos de carreira e bons rendimentos as gravadoras para concretizar conceitualmente suas obras sem amarras. O grande ponto a ser citado é: apesar de todo sexismo que ainda assombra a indústria, 2018 foi um ano de grandes discos onde mulheres puderam colocar seus pontos de vista de forma integral e entregar trabalhos incríveis.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. El Mal Querer &#8211; Rosalía / 3. Golden Hour &#8211; Kacey Musgraves / 4. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ariana Grande - thank u, next (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gl1aHhXnN1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://media1.popsugar-assets.com/files/thumbor/x3_rjE-8nE5Am1K2lsmcLvYU-Bk/fit-in/2048xorig/filters:format_auto-!!-:strip_icc-!!-/2018/03/26/155/n/1922283/aaf7830d5ab9afe5e764e4.84487511_/i/Cardi-B-Invasion-Privacy-Album-Cover-Release-Date.jpg" alt="" width="602" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Douglas Françoza</strong></p>
<p>Os trechos de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9f5zD7ZSNpQ"><em>After de Storm</em></a> foram palavras de conforto para um ano tão complicado como esse. O timing foi perfeito e, durante muito tempo, foi aquela canção que eu colocava para tocar logo no início do dia, para dar uma aquecida no coração. A Kali tem esse dom, né? O Isolation é um álbum que tem essa vibe de trazer os sentimentos a tona com uma doçura sinestésica. Outra coisa bacana sobre ele é a mistureba organizada de ritmos. Muita bossa nova, jazz e R&amp;B.</p>
<p>Agora precisamos falar sobre Cardi B, que não é só polêmicas. Ela lançou um dos álbuns mais divertidos e agressivos do ano, <strong>Invasion of Privacy</strong>. Lembro que quando escutei <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xTlNMmZKwpA">I Like It</a></em> pela primeira vez, quando ainda não tinha sido escolhida para single, pensei que aquilo precisava ser um hit (tipo, &#8220;escolhe essa, Cardi&#8221;). Tem muita coisa para se falar sobre esse álbum, mas concluo dizendo que Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair.</p>
<p>E em 2018, tivemos a volta da Lilly Allen, que nos presenteou com o <em>No Shame</em>, álbum que escutei repetidas vezes. É sincero, triste e irônico. Ela colocou o dela na reta, fez críticas a mídia e falou sobre relacionamentos adultos, filhos e carreira. Passou tudinho a limpo de um jeito bem Lilly Allen, sabe? Gostosinho. Minhas preferidas são <em>Family Man</em>, <em>Everything to Feel Something</em>, <em>What You Waiting For?</em> e <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XQi0ORxEyRA">Lost My Mind</a></em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 3. No Shame &#8211; Lily Allen / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. Invasion of Privacy &#8211; Cardi B</p>
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<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.residentadvisor.net/images/reviews/2018/trans254_oilofeverypearlsuninsides.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Apesar de créditos em produções de nomes como Madonna, 2018 foi o ano de revelação do talento de SOPHIE (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p>Abri o caminho para o pop e conheci a já conhecida Ariana Grande, que mesmo com grandes perdas esse ano, não abalou a carreira e nos deu de presente <em>thank u, next</em>, com um clipe que homenageia grandes clássico da cultura pop. Um bônus para seu ótimo <a href="http://personaunesp.com.br/ariana-grande-sweetener-critica/"><em>Sweetener</em></a>, que não desagrada ao flertar com o trap.</p>
<p>Resolvi afundar ainda mais a cabecinha com o  pop experimental dançante do duo Let&#8217;s Eat Grandma em seu excelente <em>I&#8217;m All Ears</em>, cujo single <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hXUVQfleU0o"><em>Hot Pink</em></a> foi produzido pela rainha do gênero.</p>
<p>SOPHIE nos apresentou esse ano um mundo que deixaria Aphex Twin instigado com <strong>Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides</strong>. Menos divertido e mais assombroso, Tim Hecker nos deu <em>Konoyo</em>, apresentando um <em>ambient</em>, esse sim, sinistro e tenebroso.</p>
<p>No terreno do rap, Kanye West, que não satisfeito em entregar seu nono trabalho, nos deus mais 4 produções. Destaco duas: seu solo, <em>ye</em>, que não chega a ser um de seus melhores, mas marcou por conta de toda a questão de saúde embutida no encarte; e <em>Daytona</em>, responsável por fazer nascer a melhor <em>diss</em> desse ano. Menção honrosa para o ápice da parceria com Kid Cuid em Kids See Ghosts, sem desapontar novamente.</p>
<p>E como esquecer do talentosíssimo Earl Sweatshirt renascendo das cinzas do undergound com o clássico (?) <em>Some Rap Songs</em>, longe dos amigos do Odd Future, lançando seu projeto mais cru, triste e pessoal possível. Um desabafo e uma homenagem merecida à sua família.</p>
<p>Uma resolução para 2019? Manter a cabeça aberta e continuar conhecendo coisa nova e coisa boa, e focar mais no nacional, rs.</p>
<p><strong>Discos favoritos</strong>: 1. Daytona  &#8211;  Pusha T / 2.  Kanye West &#8211; ye / 3. MC Igu &#8211; Subiminar  / 4. SOPHIE &#8211; Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides / 5.  Tim Hecker &#8211;  Konoyo</p>
<hr />
<figure id="attachment_11281" aria-describedby="caption-attachment-11281" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11281" class="wp-caption-text">&#8220;Flushin&#8217; thru the pain / Depression, this is not a phase, ayy&#8221;: o Some Rap Songs de Earl Sweatshirt é o álbum da geração millennial por excelência &#8211; curto, absurdo e deprimido (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Graças ao Spotify, este foi o ano em que ouvi mais lançamentos. Foram 100 discos ao todo, que culminaram em um top 30 de <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-setembro2018/">Aphex Twin</a> a Kyary Pamyu Pamyu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O top 5 pode ser menos eclético, mas é representativo o suficiente: 3 nomes em ascensão no rap brasileiro e norteamericano e 2 novatos no rock nacional e internacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Earl Sweatshirt e MC Igu surpreenderam em suas novas empreitadas, dois álbuns originais sem medo de homenagear suas inspirações (Madvillain e <a href="http://personaunesp.com.br/wu-tang-clan-mc-igu/">Wu-Tang Clan</a>, respectivamente.) Mitski entregou em <em>Be the Cowboy</em> um dos álbuns mais coesos do rock atual (junto com <em>Bark Your Head Off, Dog</em> do Hop Along e <em>Lush</em> da Snail Mail), revelando-se concorrente à altura de <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2018/">St. Vincent</a> e Car Seat Headrest. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lupe de Lupe sucedeu o polêmico <em>Quarup</em> com o polêmico <em><a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Vocação</a></em>, um novo pico na carreira ascendente, mais sério e complexo, assim como nosso pobre país. Por fim, <em>S. C. A.</em>, do rapper mineiro FBC, foi a maior surpresa do ano (leiam mais <a href="http://personaunesp.com.br/fabricio-fbc-2018-critica/">aqui</a>.)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conclusões? Um baita ano que assegurou pelo menos duas coisas: a nova geração do rap brasileiro tá superando os gringos, e o rock é das mulheres. Cinco discos que levarei pra vida. Que venha 2019!</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Some Rap Songs &#8211; Earl Sweatshirt / 2. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 3. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 4. Subliminar &#8211; MC Igu / 5. FBC &#8211; S. C. A.</p>
<hr />
<figure style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://koreangrooves.files.wordpress.com/2018/01/cover4.jpg?w=800" alt="" width="800" height="800" /><figcaption class="wp-caption-text">Jonghyun era membro de um dos grupos k-pop mais populares da Coreia do Sul (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Giovane Gabriel</strong></p>
<p>Esse ano fiquei mais recluso no k-pop. Acho que, ao contrário do cenário estadunidense onde o pop está um pouco em baixa, na Coreia do Sul o gênero continua sendo bem trabalhado e se sobressaindo aos outros ritmos. Cada lançamento que escolhi tem sua identidade única, o que tornou mais divertido de acompanhar esse universo musical.</p>
<p><strong>Poet | Artist</strong> é o segundo álbum de estúdio do cantor Jonghyun, lançado postumamente em janeiro. Ele já havia finalizado o álbum com todos os retoques antes de cometer suicídio em dezembro de 2017 e, assim como sua estreia, contém boas letras e arranjos, além do ótimo vocal pelo o qual era responsável no seu grupo  SHINee.</p>
<p>Pegando carona, o grupo masculino comemorou seus 10 anos com o lançamento do sexto álbum de estúdio <em>The Story of Light</em>, primeiro álbum também sem o integrante Jonghyun. É um trabalho bem diverso, indo do <em>tropical house</em> de <em>I Want You</em> até o R&amp;B de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Psl-x_nw7TI"><em>Our Page</em></a>. Boas letras, bons vocais, boas melodias e bons clipes, com certeza foi a minha era preferida do gênero esse ano.</p>
<p>As mulheres não ficaram para trás, Sunmi (ex-Wonder Girls) colocou na pista o seu segundo disco, <em>Warning</em> com o hit <em>Heroine</em>. Além de ter sido a <em>k-idol</em> solo de maior destaque em 2018, o trabalho foi um dos mais interessantes do ano.</p>
<p>O grupo feminino Red Velvet nunca repete seus conceitos e não foi diferente com o relançamento <em>The Perfect Red Velvet</em>. Lançando o single <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J_CFBjAyPWE">Bad Boy</a></em>, o grupo reafirmou a maturidade musical que vem construindo desde o seu debut.</p>
<p>Outro grupo que mesmo novo mostrou ter uma sonoridade única foi o Loona. Debutou esse ano com o mini álbum <em>[++]</em> e já mostrou versatilidade musical transitando entre o som poderoso de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AFJPFfnzZ7w"><em>favOriTe</em></a> e pop chiclete <a href="https://www.youtube.com/watch?v=846cjX0ZTrk"><em>Hi High</em></a>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. The Story of Light &#8211; SHINee / 2. WARNING &#8211; Sumni / 3. [++] &#8211; Loona / 4. Poet | Artist &#8211; Jonghyun / 5. The Perfect Red Velvet &#8211; Red Velvet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="[MV] SUNMI (선미) _ Heroine (주인공)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/F4qfN5UeFvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://therevue.ca/wp-content/uploads/2018/04/Fenne-Lily-On-Hold.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A britânica Fenne Lily misturou tristeza e fúria em seu primeiro registro de estúdio (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p>Que 2018 foi um ano de caos, isso ninguém precisa lembrar (as eleições que o digam). No entanto, a música foi uma daquelas coisas que nos trouxe mais esperança e gás para prosseguir nesses dias, principalmente pelo frescor trazido por novos artistas.</p>
<p>A britânica Fenne Lily, com seu álbum <strong>On Hold</strong>, foi o grande lançamento do ano. Lily une o poder de sua voz grave com letras melancólicas e cheias de negatividade com a vida, um prato cheio para quem gosta de músicas reflexivas.</p>
<p>Mas ela não é a única que vem com essa vibe. Também da Inglaterra, Blanco White traz um som folk com elementos da música flamenca. Seu EP, <em>Nocturne</em> também traz letras introspectivas, o contrário de Mt. Joy, que em seu álbum homônimo, traz um folk rock com uma pegada mais pop com canções que falam, entre outras coisas, dos desafios que a vida traz cedo (destaque para <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cv7-qdvYht8">Silver Lining</a></em>).</p>
<p>Ainda no cenário internacional, Florence and the Machine não decepcionou com <em><a href="http://personaunesp.com.br/critica-high-as-hope-florence/">High as Hope</a></em>. Com batidas mais tranquilas, Florence Welch volta mais confessional do que nunca e fala sobre temas delicados como o transtorno alimentar e o alcoolismo que enfrentou em músicas como <em>Hunger</em> e <em>June</em>.</p>
<p>Por fim, Lenine volta mais afiado do que nunca em seu <em>Em trânsito</em>. Com músicas mais agitadas que o de costume, o cantor pernambucano traduz em suas letras um pouco do caos que estamos vivendo, tal qual como supracitado.</p>
<p>Os próximos anos podem não ser fáceis, mas estes e outros álbuns mostram que a arte resiste e assim continuará fazendo.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. On Hold &#8211; Fenne Lily / 2. Nocturne EP &#8211; Blanco White / 3. Mt. Joy &#8211; Mt. Joy / 4. High As Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Lenine em Trânsito &#8211; Lenine</p>
<hr />
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/032ec5bd5629660bcfa3b28fd3d1415f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A faixa-título, que ganhou um lindo clipe, é minha música mais ouvida do ano de acordo com o Spotify! (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luís</strong></p>
<p>2018 foi um ano atípico para mim como fã de música pop. Isso porque, desde que consumo muita música, o pop sempre significou música internacional, e nesse ano terminei colocando 3 álbuns nacionais entre os meus favoritos do ano. Não só isso: os destaques de singles, clipes (e até turnês) ficaram totalmente com os cantores pop atuais do Brasil.</p>
<p>Meu álbum e single favoritos de 2018 são da IZA, grande revelação pop do ano. A melhor voz brasileira dos dias de hoje que, depois de uma série de singles soltos pouquíssimo inspirados e sem personalidade, lançou <a href="https://www.youtube.com/watch?v=g8psa0UBZKA"><em>Pesadão</em></a>, um grande hit de 2017. Quando seu primeiro disco, <strong>Dona de Mim</strong>, foi lançado, a surpresa foi grande: uma série de faixas com letras inspiradas, ritmos diversos, colaboradores bem escolhidos. Um álbum sem defeitos!</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">Pabllo Vittar lançou o <em>Não Para Não</em></a>, seu segundo álbum, e se consolidou como uma das artistas pop mais relevantes da atualidade. O clipe de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VAgE9p-1zpo"><em>Problema Seu</em></a> é o melhor de sua videografia e as músicas não ficam para trás: as 10 faixas do disco fazem dele objetivo, conciso, mas não menos completo. Músicas como <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pHKjk1Dtegc">Disk Me</a></em> e <em>Seu Crime</em> são grandes destaques para a carreira de Pabllo. A turnê é um espetáculo à parte: 1h15 de show com músicas dos dois álbuns, do EP, singles soltos e featurings com outros artistas estão no repertório com muita dança e fritação.</p>
<p><em>Lobos</em>, álbum do cantor Jão, não é puro pop, mas navega entre gêneros de maneira orgânica. Outro grande destaque do ano, principalmente por conta das letras que contam lindas histórias e fazem do álbum quase um livro, de tão profundas. Os clipes também alavancaram o disco e fazem do Jão um grande destaque do ano e uma promessa para o futuro.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dona de Mim &#8211; IZA / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sweetener &#8211; Ariana Grande / 4.  Lobos &#8211; Jão / 5. EVERYTHING IS LOVE &#8211; The Carters</p>
<hr />
<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2018/07/d25642a8b3cd8f00306fa33c3003909f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">O terceiro disco do Carne Doce representa o ápice musical do grupo goiano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabelle Tozzo</strong></p>
<p>Em relação ao meu ano musical, em 2018 acompanhei poucos lançamentos. Digo, ouvi pouco os artistas que já conhecia. Dei preferência por conhecer novos cantores e me surpreendi positivamente com que ouvi. Duda Beat é uma delas.</p>
<p>Entre a ambiguidade de ser uma pessoa que sente demais e a mulher que se desculpa pelo que sente, <em>Sinto Muito</em>, seu álbum de estreia, traz a dor dos relacionamentos amorosos atuais. <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZZzv5JLEYd4">Bédi Beat</a></em>, faixa que abre o disco, define bem o estilo da pernambucana que traz letras melodramáticas em uma mistura de pop e brega.</p>
<p>Este ano também fiquei feliz de acompanhar o crescimento de bandas que já acompanho há um tempo, como Carne Doce. A banda goiana lançou <strong>Tônus</strong>, o terceiro álbum, mais maduro e harmônico de todos. Com sonoridade mais melancólica que os outros dois anteriores, o disco apresenta nas letras diversos temas, mas sem perder a relação entre elas. É o melhor álbum da banda e também o melhor que ouvi no ano.</p>
<p>Por fim, no meu hall de favoritos também está <em>God’s Favorite Customer</em> do Father John Misty. O álbum é o quarto do cantor norte-americano e, dessa vez, com temas menos apocalípticos e questionadores que o anterior, o artista trouxe mais intimidade e pessoalidade ao trabalho. Mesmo assim, não deixa a ironia e o seu típico humor ácido de lado.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tônus &#8211; Carne Doce / 2. God&#8217;s Favorite Costumer &#8211; Father John Misty / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DUDA BEAT - Bixinho (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gFUuxGOsMow?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://studiosol-a.akamaihd.net/uploadfile/letras/albuns/e/e/5/f/653801534944629.jpg" alt="" width="1500" height="1500" /><figcaption class="wp-caption-text">Com produção e conceitos frescos, Duda Beat concebeu o melhor álbum do ano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2018 foi um ano muito importante para a música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira: temos cada vez mais artistas comprometidos em sustentar o gênero, inovando nas produções e ajudando a consolidar o estilo em terras tupiniquins. Sem dúvidas, o pop br</span> <span style="font-weight: 400;">já tem suas próprias variações do gênero</span> <span style="font-weight: 400;">puro importado dos EUA e Europa. Podemos notar elementos nacionais, seja do forró, funk, sertanejo ou MPB, fundidos na música popular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como grandes exemplos desse ano tivemos o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Para Não</span></i><span style="font-weight: 400;">, da cantora Pabllo Vittar; </span><b>Sinto Muito</b><span style="font-weight: 400;">, da DUDA BEAT (que considero o melhor álbum do ano, extremamente </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh </span></i><span style="font-weight: 400;">na produção e conceito); </span><i><span style="font-weight: 400;">Azul Moderno</span></i><span style="font-weight: 400;">, da Luiza Lian; </span><i><span style="font-weight: 400;">Dona de Mim</span></i><span style="font-weight: 400;">, da IZA; </span><i><span style="font-weight: 400;">jovens inseguros vivendo no futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, do cantor GARBO; e claro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lobos</span></i><span style="font-weight: 400;">, do representante masculino do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em ascensão, Jão. O mercado pop brasileiro só tem a crescer, e espero que o espaço para produções criativas e conceituadas seja cada vez maior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Internacionalmente falando, o ano também foi muito positivo, por mais que os órfãos do pop de 2010 continuem em busca da volta daquele estilo (que talvez não retorne tão cedo, ou nem retorne), existem artistas se dedicando a trazer diferentes visões e produções para o estilo. Uma das forças de 2018 foram os artistas LGBT+, como Hayley Kiyoko com seu álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Expectations</span></i><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan com </span><i><span style="font-weight: 400;">Bloom</span></i><span style="font-weight: 400;">; SOPHIE com </span><i><span style="font-weight: 400;">OIL OF PEARL&#8217;S UN-INSIDES</span></i><span style="font-weight: 400;">; Years &amp; Years com </span><i><span style="font-weight: 400;">Palo Santo</span></i><span style="font-weight: 400;">; e Kim Petras com sua mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">TURN OFF THE LIGHTS, VOL. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não dá para dizer que essas produções foram menos que </span><i><span style="font-weight: 400;">pop perfection. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros destaques são o </span><i><span style="font-weight: 400;">self-titled </span></i><span style="font-weight: 400;">do The Neighbourhood</span><i><span style="font-weight: 400;">; </span></i><span style="font-weight: 400;">Lily Allen com </span><i><span style="font-weight: 400;">No Shame</span></i><span style="font-weight: 400;">; e ionnalee com </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE AFRAID TO BE FORGOTTEN</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando me dizem que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> morreu anos atrás, eu penso em todas as produções fantásticas e não genéricas que tivemos nos últimos anos e penso: bom, pelo jeito morreu para dar lugar a algo muito melhor.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 2. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 3. Azul Moderno &#8211; Luiza Lian / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i.scdn.co/image/8f8df69245327fb2a84cb1447f399bdb65cfce92" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Elvira, a personagem clássica do cinema de terror, é uma das colaboradoras da mixtape de Kim Petras (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leandro Gonçalves</strong></p>
<p>Num ano tão tempestuoso quanto este, pouco naveguei. Calma lá, eu explico… tanto no YouTube quanto no Spotify, não procurei por novos artistas, salvo um ou outro que me despertaram curiosidade. Definitivamente, não foi um ano de descobertas. Dentre as poucas novidades que me permiti conhecer, destaque para a inglesa Rina Sawayama e para a vizinha germânica Kim Petras.</p>
<p>Para flertar com o R&amp;B, Rina utiliza de característicos vocais que, quando acompanhados de instrumentos como guitarras e sintetizadores, tornam a sonoridade das faixas algo que oscila entre o já conhecido e, talvez, futuras tendências. Ao lado de Charli XCX, Rina é uma das artistas da atual frente visionária inglesa, que promete resgatar a música pop do marasmo trazido pelo mercado americano.</p>
<p>Ainda na europa, Kim Petras é outro nome que agitou meu Last.fm. A artista me surpreendeu com os poderosos instrumentais da mixtape <strong>TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1</strong>, principalmente os das faixas <em>In The Next Life</em> e <em>Tell Me it’s a Nightmare</em>. O trabalho, com temática de Halloween, conta com sonoridade pesada, para se acabar de dançar em um clube noturno ou na intimidade do quarto.</p>
<p>Além disso, funciona como uma bela introdução para aqueles que desejam explorar a PC Music, ainda que não seja tão característico do estilo. Todavia, nem tudo pode ser perfeito… Dr. Luke está por trás da produção. Por outro lado, como bem apontado por um amigo, a visibilidade que o trabalho trouxe para Kim, uma artista trans, se contrapõe a má impressão causada pela presença de um homem acusado de assédio sexual na produção.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Caution &#8211; Mariah Carey / 2. TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1 / 3. Joyride &#8211; Tinashe / 4. Isolation &#8211; Kali Uchis / 5. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rina Sawayama - Cherry (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wn5YFnrD1u8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/9e44b8e2ef79be2540acda8d1efae7f4.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Kali Uchis foi a luz no fim de túnel em um ano fraco para a música pop (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Oliveira</strong></p>
<p>Kali Uchis e seu <strong>Isolation (</strong>também conhecido como o melhor do ano), foi um grande refresco para música latina que segue saturada de tanto reggaeton. Kali não esquece de tirar uma casquinha desta sonoridade e entrega uma jornada maravilhosa sobre suas vivências em ritmos como bossa nova, R&amp;B, soul de forma muito coesa e bem feita.</p>
<p>Pabllo Vittar seguiu numa crescente em sua carreira, depois de fazer inúmeras parcerias com artistas nacionais e internacionais, lançou seu segundo álbum <em>Não Para Não</em> no comecinho de outubro. Se com a política a gente sofre, com a Pabllo a gente chora só um pouquinho pela dor de cotovelo mas sem parar de dançar, nesse trabalho ela não explorou muitas sonoridades como no primeiro mas nos deu a melhor síntese de Banda Calypso com Banda Djavú numa roupagem toda popzinha e impecável.</p>
<p><em>Sinto Muito</em> foi a surpresa de 2018, com letras que batem fundo no peito. Duda Beat foi a revelação que precisávamos, um indie pop delicioso que te põe para sentir cada verso.</p>
<p>Da terra da Rainha tivemos Lily Allen menos afrontosa e mais sentimental com o maravilhoso <em>No Shame; </em>já da terra do Tio Sam, a voz da maior borboleta viva, Mariah Carey, nos presenteou cautelosamente com o <em>Caution</em>, que sem dúvidas é o melhor lançamento dela em anos.</p>
<p>Sem nenhuma dúvida, álbuns memoráveis e com alta qualidade da concepção à finalização. Que 2019 nos permita mais conteúdo assim.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. No Shame &#8211; Lilly Allen / 5. Caution &#8211; Mariah Carey</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/4d3e6456c7142510037bb07e374ae58f.696x696x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">O conceito de &#8220;Simulacre&#8221; é bastante simples: Potyguara ingeriu, por engano, cogumelos alucinógenos. O resultado nós ouvimos em seu primeiro disco de estúdio (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Santana</strong></p>
<p>Nas resoluções para 2018, prometi pra mim mesmo que ouviria mais música brasileira. E não deu outra: Gal Costa no topo das mais ouvidas e muito pop tupiniquim embalando o meu ano do karma. Os delírios holísticos da drag maranhense Potyguara Bardo deram o tom de um período bem doido. Além disso, nossa rainha Pabllo Vittar provou que dá pra rolar experimentações e misturas inusitadas em músicas feitas para a pista de dança (voto no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mFdkXz2wb3I">kpop-forró-kizomba de Buzina</a> para hino do Carnaval).</p>
<p>Em terras gringas, Janelle Monáe deu vazão a uma porrada de sentimentos sobre raça e sexualidade que eu nunca soube explicar direito. Robyn voltou depois de quase uma década e confirmou seu óbvio status de lenda, enquanto Kali Uchis me afogou em sua fantasia de decadência hollywoodiana.</p>
<p>E, apesar de algumas pisadas na bola, Azealia Banks foi a queridinha do ano com um presente forma de música: a maravilhosa <em>Anna Wintour</em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 2. Isolation &#8211; Kali Uchis / 3. Simulacre &#8211; Potyguara Bardo / 4. Honey &#8211; Robyn / 5. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Azealia Banks - Anna Wintour" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/au8QGTiPhEw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://images-americanas.b2w.io/produtos/01/00/sku/38575/9/38575984_1SZ.jpg" width="601" height="601" /><figcaption class="wp-caption-text">Quase sem divulgação prévia, a trupe do Alex Turner surprendeu em 2018, com um trabalho fora da curva para a banda (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Maria Carolina Gonzalez</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá em janeiro, eu já imaginava que 2018 tinha potencial para ser musicalmente emocionante. Talvez eu esperasse mais do mesmo, mas percebi que me enganei. Logo no começo do ano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Little Dark Age</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrou que o MGMT ainda conseguia fazer música boa depois de muito tempo. Em maio, o Arctic Monkeys lançou seu sexto álbum e trouxe junto muito assunto pra ser discutido. Talvez o </span><strong>Tranquility Base Hotel &amp; Casino</strong><span style="font-weight: 400;"> tenha dado mais trabalho para os fãs do que para a própria banda. Alguns torcem o nariz e outros dizem entender um conceito que às vezes nem existe e poderia me aprofundar no assunto, mas acho que já consegui deixar </span><a href="http://personaunesp.com.br/arctic-monkeys-critica/"><span style="font-weight: 400;">minha opinião</span></a><span style="font-weight: 400;"> a respeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse o Arctic Monkeys, o parceiro do Alex Turner, Miles Kane, lançou seu terceiro álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">Coup De Grace</span></i><span style="font-weight: 400;">. Acredito que esse seja mais do mesmo, porém não deixa de ser cativante e sincero. E por falar em disco cativante, um que infelizmente não ganhou texto, mas não poderia passar despercebido na minha lista foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">Egypt Station</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Paul McCartney (acho que esse nome dispensa apresentações) e mostrou mais uma vez que um ex-beatle não precisa provar nada para ninguém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior surpresa nessa lista e no meu ano musical &#8211; que dificilmente sai da zona de conforto &#8211; foi conhecer o som da colombiana Kali Uchis e apreciar o suficiente para colocar o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> no meu top 5. A expectativa para 2019 é que os ritmos latinos tenham o mesmo destaque que tiveram em 2018. Este ano agitado e um tanto conturbado já está acabando, feliz ou infelizmente. Talvez tenha pouca expectativa na música para 2019, mas, como disse logo no início, espero estar enganada. </span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tranquility Base Hotel + Casino &#8211; Arctic Monkeys / 2. Egypt Station &#8211; Paul McCartney / 3. Little Dark Age &#8211; MGMT / 4. Coup de Grace &#8211; Miles Kane / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
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<figure id="attachment_11295" aria-describedby="caption-attachment-11295" style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11295" class="wp-caption-text">Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir foi o auge do meu 2018 (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Natália Schiavon</strong></p>
<p>O que eu mais ouvi esse ano se resume em músicas com letras vulneráveis muito bem produzidas por artistas majoritariamente mulheres. Talvez o ápice dessa descrição seja a Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir na canção de abertura do <em>Be the Cowboy</em>, um álbum sobre uma personagem reprimida com uma erupção de sentimentos dentro de si. Talvez sejam as confissões da Snail Mail em <em>Lush</em>, um trabalho que soa como o diário de uma adolescente que observa do seu canto as pessoas ao redor numa festa. Talvez seja a Noname refletindo sobre religião e racismo com a mesma sagacidade que reflete sobre suas falhas e ex-namorados em <em>Room 25</em>.</p>
<p>No espectro brasileiro, Carne Doce veio com <em>Tônus</em>, o álbum mais melancólico da banda, que no meio de melodias dançantes revela a angústia e o medo de envelhecer. E aí vem <a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Lupe de Lupe</a> com <em>Vocação</em>, um disco intenso, que segue um fluxo tão caótico quanto sensível. Que a vulnerabilidade sem medo (ou com medo mesmo) continue sendo a maior força dos artistas em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. Room 25 &#8211; Noname / 3. Tônus &#8211; Carne Doce / 4. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 5. Lush &#8211; Snail Mail</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://dailybruin.com/images/2018/10/web.ae_.trench.review.courtesy.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Mistério e subjetividade foram elementos chave no quinto registro do duo americano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p>Confesso que em 2018 não estive tão a par do que aconteceu na indústria musical em geral. Me atentei, claro, aos meus estilos favoritos, e por isso os destaques para mim se mantiveram no estilo alternativo e <em>indie</em>.</p>
<p>O maior destaque para mim foi o <strong>Trench</strong> da banda Twenty One Pilots, e não só por ser minha banda favorita. Todo o conceito utilizado na produção do álbum, junto com o mundo que o vocalista Tyler Joseph criou através das músicas.</p>
<p>Um álbum que não entrou na minha lista mas chamou atenção foi o novo da Anavitória, <em>O Tempo é Agora</em>, que não ouvi com tanta atenção mas o que consegui dar uma olhada não deixou a desejar. Esse ano não foi musicalmente aproveitado por mim, mas prometo que 2019 eu melhoro!</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Trench &#8211; Twenty One Pilots / 2. My Dear Melancholy, &#8211; The Weeknd / 3. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood / 4. M A N I A &#8211; Fall Out Boy / 5. High as Hope &#8211; Florence and the Machine</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Weeknd - Call Out My Name (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/M4ZoCHID9GI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Hard Candy: a doce pitada egóica de Madonna</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2018 21:37:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Leandro Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leandro Gonçalves e Leonardo Oliveira De beleza estonteante e orgulho não comedido, Narciso encontrou sua ruína na admiração exagerada pela própria imagem. Ao ver a si mesmo refletido nas águas de um bosque, o jovem filho do deus Cefiso apaixonou-se pelo seu respectivo eu e, hipnotizado, definhou diante da representação de seu rosto. Em Hard &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-madonna-hard-candy/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Hard Candy: a doce pitada egóica de Madonna"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="https://lastfm-img2.akamaized.net/i/u/ar0/8e6bbbbcc888b95f146dec1f7afa3404" width="647" height="647" /></p>
<p><strong>Leandro Gonçalves e Leonardo Oliveira</strong></p>
<p>De beleza estonteante e orgulho não comedido, Narciso encontrou sua ruína na admiração exagerada pela própria imagem. Ao ver a si mesmo refletido nas águas de um bosque, o jovem filho do deus Cefiso apaixonou-se pelo seu respectivo eu e, hipnotizado, definhou diante da representação de seu rosto.</p>
<p>Em<em> Hard Candy</em> (2008), Madonna encarna a figura narcisista exemplificada pela fábula grega. Porém, diferentemente do pobre menino que sequer conhecia a si próprio, a <em>material girl</em> comprova ter completo domínio sobre a personagem que construiu durante sua carreira. Não intimidada pelo próprio poder, Madonna canta sobre ainda ser a melhor.<br />
<span id="more-10107"></span></p>
<p>Lançado em abril de 2008 e responsável por suceder o dançante e energético <em>Confessions on a Dance Floor </em>(2005), o décimo primeiro álbum da artista segue o ritmo ditado por suas confissões anteriores, dando continuidade à busca por conquistar as pistas de dança.  A estratégia bem sucedida adotada após o pretensioso <em>American Life </em>(2003) — este uma clara crítica ao comportamento de seu público consumidor — buscou reaver a popularidade de Madge entre os americanos, recorrendo às picapes dos clubes noturnos.</p>
<figure id="attachment_10118" aria-describedby="caption-attachment-10118" style="width: 716px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-10118" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-2-300x148.jpg" alt="" width="716" height="353" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-2-300x148.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-2-768x378.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-2-1024x504.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-2-1200x591.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10118" class="wp-caption-text">Dura de roer: de gosto questionável, o encarte do disco expõe a dicotomia entre doçura e dureza proposta pela era mais açucarada de Madonna (Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Se em <em>Confessions </em>Madonna nos mostrou seu potencial vanguardista e desenvoltura criativa, em <em>Hard Candy</em> o maior nome feminino da indústria fonográfica preferiu seguir tendências &#8211; e, deste modo, comprovou que ceder ao que lhe é contemporâneo pode ser uma escolha proveitosa. Seguir o ritmo daquilo que já era tocado não foi um ato despretensioso, pelo contrário.</p>
<p>Reunir <a href="https://www.youtube.com/watch?v=0J3vgcE5i2o">Timbaland</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mzybwwf2HoQ">Pharrell Williams</a>, <a href="http://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/">Danja</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hbnPkK76Ask">Kanye West</a> (produtores que ditavam as tendências em sonoridade da época) e um Justin Timberlake em ascensão foi uma jogada ambiciosa, com riscos de tender ao genérico. Em outras palavras, uma aposta alta de uma jogadora que não costuma perder.</p>
<p>O disco, construído de maneira gradual desde meados de 2007, contém vocais adicionais de Timbaland e, principalmente, de Pharrell. Além disso, a <em>tracklist</em> mostra-se inegavelmente autoral, pois Madonna é creditada em todas as composições.</p>
<p>Ainda que autobiográfico até certo ponto, o disco é superficial se comparado a empreitadas mais orgânicas da artista, como o primoroso e profundo <a href="http://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"><em>Ray Of Light </em></a>(2008). Isso, no entanto, não desqualifica o trabalho, mas corrobora com seu propósito: aqui, <em>Madge</em> quer reafirmar seu papel de protagonista, reaver a figura de primadonna no cenário pop e <em>mainstream</em>, e não que a conheçamos sob a ilusória óptica dos “trabalhos pessoais”.</p>
<p>Os louros do sucesso deram as caras assim que o <em>lead-single 4 Minutes</em> foi lançado. A música tem a sonoridade mais forte e destoante do álbum, tendo possivelmente sido concebida já com a pretensão de se tornar o hit do trabalho. A letra é, de longe, a pior dentre as 12 composições do disco. Os versos genéricos preenchem uma construção lírica cujo único intuito é entreter através da criação de sentidos pautados em uma espécie de eufemismo para falar sobre sexo. A produção, por outro lado, é impecável. O instrumental bem estruturado deixa claro a intenção de conquistar pelo ritmo, e não pela mensagem.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Madonna - Sunsilk Campaign" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ww8pT7-GOs0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Os quatro minutos da Rainha do Pop — produzidos por Timbaland, Danja e JT — foram uma jogada comercial bem sucedida: a faixa figurou como a mais tocada de Madonna desde <a href="https://www.youtube.com/watch?v=EDwb9jOVRtU"><em>Hung Up </em></a>(2005) e, meio ao <em>boom</em> do mercado fonográfico digital, ainda foi um bom primeiro passo de Madonna no início da era dos downloads.  Mesmo tendo sofrido com vazamentos, <em>4 Minutes </em>já em seu segundo dia de vida foi alçada da sexagésima oitava posição na Billboard Hot 100 à terceira colocação.</p>
<p>A pista de dança de Madonna é claramente nostálgica, já que até ouvidos menos atentos sentiriam a carga oitentista que permeia várias faixas do álbum. Mas, a cartada certeira é o minucioso trabalho que traz essa influência junto ao <em>hip-hop</em> tão popular à época, o que acabou levando o trabalho de M-Dolla (a persona boxeadora que a cantora adotou) a uma nova geração de fãs.</p>
<p>A sonoridade urbana protagonizada, na época, por artistas como Nelly Furtado e, curiosamente, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mariah-butterfly/">Mariah Carey</a> (nome surgido em oposição à <em>material girl</em> na década de noventa), foi adotada por Madonna, que mostrou sua versatilidade em explorar alternativas e artistas em destaque — capacidade esta que a acompanhou, também, em seus últimos trabalhos e influenciou sua recente relação com o EDM.</p>
<p>O segundo <em>single</em>, <em>Give It 2 Me</em>, possui letra e produção que conversam mais com o restante da obra. Aqui, Madonna lança-se ao desafio: sob sua própria experiência, mostra que não precisa se provar, mas mesmo assim encara com muita destreza o que vier. O videoclipe foi feito de forma a juntar o útil ao útil, pois foi gravado nos bastidores de uma sessão de fotos de Madonna para edição britânica da <a href="https://www.elle.com/uk/fashion/celebrity-style/articles/a1424/madonna-cover-article-april-2008-guy-ritchie-lourdes-grammys/">revista ELLE</a>, mesclando fotos e <em>takes</em> de Madge dançando e posando para a câmera.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Madonna  - Give It 2 Me feat. Pharrell (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/aQRLSBUNupg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O amor à distância foi o tema sobre o qual o último<em> single</em> da era discorreu: <em>Miles Away</em> esconde na animação de sua sonoridade versos cheios de uma  melancolia proporcionada pelo afastamento da pessoa amada, além da dificuldade dessa relação insuficiente e defasada.</p>
<p>Apesar de seu lançamento nas rádios norte americanas em novembro de 2008, a música só ganhou um vídeo em meados de 2009 com a utilização das imagens da turnê, onde o clima intimista proposto pela canção se energizou com o fervor da multidão, proporcionando uma performance simples mas cheia de emoção.</p>
<p>Tanto auto centramento nas letras mostra o conhecimento da cantora sobre si mesma. O momento de <em>Beat Goes On</em> é, de maneira clara, uma grande autorreflexão. Em uma fase em que questões sobre a carreira, como o fim do longínquo contrato com a Warner Bros, e o desgaste de seu casamento com o diretor inglês Guy Ritchie podem ter posto Madonna para baixo, levando-a a fazer dessa música uma injeção de autoestima, estimulando a si mesma a superar os obstáculos. Nesta faixa, ela parece dialogar consigo mesma, como exemplificam os versos: <em>“You know exactly who you are / The time is right now, you got to decide / Stand in the back, or be the star”.</em></p>
<figure id="attachment_10121" aria-describedby="caption-attachment-10121" style="width: 595px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-10121" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-3-300x231.jpg" alt="" width="595" height="457" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-3-300x231.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-3.jpg 613w" sizes="auto, (max-width: 595px) 85vw, 595px" /><figcaption id="caption-attachment-10121" class="wp-caption-text">“Muitas vezes eu quis me expressar artisticamente de uma maneira que eu acredito que não deixaria meu ex-marido confortável”, Madonna sobre Guy Ritchie (Foto: Reuters)</figcaption></figure>
<p>O restante da <em>tracklist</em> mescla investidas ora açucaradas, ora rígidas. Na agressiva e provocativa <em>She’s Not Me</em>, a Rainha do Pop proclama ser única. Jamais superada, sequer igualada, seja por qualquer mulher em outros possíveis relacionamentos de seu  <em>affair, </em>ou, em um sentido ainda mais interessante, por qualquer artista do <em>showbiz</em>. Madonna ri da indústria ao dizer que nunca haverá outra de si dentre as invariáveis versões genéricas que o mercado produz, na tentativa de reproduzir seu potencial midiático.</p>
<p>Dado sentido fora usado magistralmente por Madonna durante sua turnê <em>The MDNA Tour</em> (2012) como um recado certeiro à Lady Gaga devido à semelhança entre <em>Born This Way, </em>single de trabalho de Gaga naquela época, e a clássica <em>Express Yourself.</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Madonna - She&#039;s Not Me [Sticky &amp; Sweet Tour] HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BP0ZOQVpRBI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Seguindo a proposta conceitual do álbum, os shows da <em>Sticky &amp; Sweet Tour </em>(2008-2009), oitava turnê da carreira de Madonna, expressam a última persona egocêntrica da intérprete. A série de apenas 85 apresentações, realizados em 32 países, incluindo o Brasil, arrecadou mais de 400 milhões de dólares, tornando-se <a href="https://super.abril.com.br/blog/superlistas/10-maiores-turnes-de-todos-os-tempos/">a turnê feminina mais lucrativa da história</a>, recorde mantido até hoje.</p>
<p>Ao todo, cerca de 3,5 milhões de pessoas pelo mundo assistiram aos shows da turnê, a qual marcou o retorno de Madonna à América Latina após 15 anos sem realizar shows na região. Somente na América do Sul, onde gravou o DVD da turnê, em Buenos Aires, a cantora vendeu mais de 600 mil ingressos.</p>
<p>Inegavelmente mais sóbria do que a identidade visual do disco, a turnê celebrou a memorável carreira de Madonna e a atestou como maior <em>entertainer </em>já conhecida pela indústria. Energética, a artista domina o grandioso palco sem apelar para recursos pirotécnicos, incessantes trocas de figurino ou dezenas de dançarinos durante o concerto. Acompanhada de alguns poucos acrobatas vez ou outra, Madge preenche todo e qualquer espaço da gigantesca estrutura sem grande esforço. Ela é o espetáculo.</p>
<figure id="attachment_10123" aria-describedby="caption-attachment-10123" style="width: 501px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-10123" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-4-200x300.jpg" alt="" width="501" height="752" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-4-200x300.jpg 200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Imagem-4.jpg 396w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /><figcaption id="caption-attachment-10123" class="wp-caption-text">Diante de seu trono, Madonna nos mostra porquê é a rainha (Foto: Dave Hogan/Getty Images Europe)</figcaption></figure>
<p>Se, com o álbum, a cantora pretendeu retomar os holofotes argumentando ser a maior, a Sticky &amp; Sweet foi o movimento preciso para relembrar o peso da coroa mantida por ela durante décadas. Além disso, a turnê nada mais é do que uma comprovação da visão visionária de Madonna: com a gradual queda do mercado fonográfico, indicado pelo decréscimo das vendas de CDs, os shows tornam-se a atividade mais lucrativa na música.</p>
<p>A visualidade proposta foi pouco trabalhada na produção e divulgação dos vídeos e infimamente em peças publicitárias. O único momento em que vemos o conceito mais explorado é durante as apresentações, que com sutileza expuseram uma sobriedade na cenografia do palco em contraponto com a dinâmica alegre e algumas vezes bem coloridas dos vídeos nos telões e também de alguns figurinos, além de M-Dolla estrelar a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MOdaffgx50g">primeira interlude</a> ao som de <em>Die Another Day</em>.</p>
<p>A doçura e dureza de <em>Hard Candy</em> tende a uma linearidade, sua sonoridade não tem pretensão alguma de ser inovadora, porém o poder criativo e muitas vezes egóico expostos nas letras de Madonna são apenas sinais de toda inteligência e perspicácia da não à toa denominada rainha do pop. O clima <em>dance-pop</em> se junta a todo <em>know how</em> em R&amp;B e hip-hop dos produtores para dar vida a um álbum capaz de conquistar um novo público sem desapontar a fiel legião de fãs.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1Ms3J8LcSCMH29tG5bSKLu" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Blecaute! Uma década da ruína pública de Britney Spears</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Oct 2017 16:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Britney Spears]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Leandro Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leandro Gonçalves Alternativa aos poderosos vocais, de Whitney Houston à Mariah Carey, e às açucaradas boybands e girlgroups vibrantes que dominavam as paradas musicais, Britney Spears surgiu como uma promessa revigorante ao cenário pop no final dos anos noventa. A ambígua imagem feminina da jovem conquistou rapidamente o público, e seu estrondoso sucesso fez com &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Blecaute! Uma década da ruína pública de Britney Spears"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-8717" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img1-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img1.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Leandro Gonçalves</strong></p>
<p>Alternativa aos poderosos vocais, de Whitney Houston à <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mariah-butterfly/" target="_blank" rel="noopener">Mariah Carey</a>, e às açucaradas <i>boybands</i> e <i>girlgroups</i> vibrantes que dominavam as paradas musicais, Britney Spears surgiu como uma promessa revigorante ao cenário pop no final dos anos noventa. A ambígua imagem feminina da jovem conquistou rapidamente o público, e seu estrondoso sucesso fez com que seu nome fosse comparado, ainda que precocemente, a grandes mulheres da indústria, como Madonna. A figura eloquente que reunia nuances de inocência com características de Lolita encarnava a virtude atrativa do feminino, instrumento lucrativo aos monopólios fonográficos.<span id="more-8715"></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XDWoIbVcnv8?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p>Promissora, a carreira de Spears trilhou uma curva crescente. Emplacando diversos sucessos, seus discos conquistaram números expressivos de vendagem, consagrando-a como mais bem-sucedida artista adolescente da história. Evidências do amadurecimento pessoal da cantora, os álbuns refletiam o desabrochar de uma cândida menina que passava a conhecer e aproveitar o próprio corpo e sua sensualidade. Suas apresentações performáticas, mesclando coreografias afiadas à efeitos visuais estonteantes, e estética – os dourados cabelos louros e a calça de cintura baixa, por exemplo – marcaram a cultura popular e influenciaram comportamentos da geração que a acompanhou durante seu crescimento.</p>
<p>Gradualmente, Britney deixou de ser o exemplo ideal às meninas do modelo tradicional de família americana. Ao assumir um tom cada vez mais provocativo e tomar decisões arbitrárias aos anseios do público, como se casar com o fracassado dançarino de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UQhnB8zZoc8" target="_blank" rel="noopener">caráter duvidoso Kevin Federline</a>, a artista perdeu a aura de <i>American Sweetheart</i>. Vista com cautela, a cantora se afastou da música e dos palcos e redirecionou seus esforços para a constituição familiar. Tornou-se mãe à medida que os tabloides associavam seu nome a polêmicas que levaram as pessoas a questionarem todas as esferas de sua vida privada.</p>
<figure id="attachment_8716" aria-describedby="caption-attachment-8716" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-8716 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img2.jpg" alt="" width="1000" height="287" /><figcaption id="caption-attachment-8716" class="wp-caption-text">Superexposta: Influenciada pela opinião pública, Britney teve seu crescimento prejudicado pelos constantes julgamentos a suas mudanças de imagem e comportamento. Suas participações no VMAs exemplificam seu desabrochar controverso (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Determinada a enfraquecer os rumores sobre seu casamento e rebater as acusações feitas a sua conduta, Britney afirmou sentir, em declaração à revista eletrônica Dateline, em 2006, que sua segurança, privacidade e respeito estariam sendo retiradas de si. Naquela ocasião, a vulnerável mulher posicionada diante do entrevistador, ainda à espera de seu segundo filho, não evocava quaisquer imagens construídas no decorrer de sua carreira, virtuosa ou sexualizada. Prestes a cair publicamente, ela assumira a figura entristecida de uma mãe intimidada pelos excessos da imprensa.</p>
<p>Fragilizada, Britney esforçava-se para manter inteiras as enfraquecidas estruturas que lhe davam sustento. Porém, a não moderação da exposição de sua vida pessoal, o sensacionalismo midiático e a perseguição dos paparazzis contribuíram para a espetacularização do seu cotidiano. Rumores e especulações afetaram sua relação com o público ao passo que as polêmicas relacionadas a ela tornaram-se maiores que suas contribuições artísticas. A música deu lugar ao consumo nocivo e desregulado de sua imagem. O conturbado casamento, por sua vez, e o problemático término envolvendo disputas judiciais contribuíram para a ruína pública da cantora.</p>
<figure id="attachment_8718" aria-describedby="caption-attachment-8718" style="width: 634px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-8718" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img3-634x1024.jpg" alt="" width="634" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img3.jpg 634w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img3-186x300.jpg 186w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8718" class="wp-caption-text">Caótico: Britney e Kevin. O relacionamento de Spears não era aprovado pelo público e imprensa, que apontavam o dançarino como má influência para a cantora. (Foto: Ben Rose)</figcaption></figure>
<p>Assumindo um comportamento imaturo, Britney tornou-se presença constante nas noites entre Los Angeles e Las Vegas. Ao lado de companhias questionáveis, protagonizou momentos reprováveis, como infrações de trânsito, bebedeiras incontroláveis, vexames públicos e agressões.</p>
<p>No entanto, somente em fevereiro de 2007 que as ações desregradas de Spears se tornaram emblemas de seu colapso. Após invadir um salão de beleza na Califórnia, Britney raspou a cabeça e, no mesmo mês, agrediu um fotografo. Esses momentos, capturados pelas centenas de lentes que acompanhavam a artista ininterruptamente, ganharam as capas dos tabloides acompanhados de manchetes pretensiosas.</p>
<figure id="attachment_8719" aria-describedby="caption-attachment-8719" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-8719" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img4-867x1024.jpg" alt="" width="840" height="992" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img4-867x1024.jpg 867w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img4-254x300.jpg 254w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img4-768x907.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img4.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-8719" class="wp-caption-text">Break down: os negligentes olhares midiáticos só se deram conta de que havia algo errado quando Britney feriu a própria aparência. No entanto, continuaram fotografando. (Foto: x17online)</figcaption></figure>
<p>O conteúdo negativo associado a Spears não lhe dava espaço para justificativas. O público, acusador, questionou seu papel materno. Desfigurada pela imprensa, perdeu a guarda dos filhos e foi internada diversas vezes em clinicas de reabilitação. Assim como temia, a artista perdeu o resquício de privacidade que mantinha e se viu desprotegida e desrespeitada. Contudo, mesmo diante destes inquietantes acontecimentos, lançou sem quinto álbum de estúdio, <em>Blackout</em> (2007).</p>
<p>O trabalho levanta questões sobre o gerenciamento de carreira da artista. Lançado em um período conturbado de sua vida pessoal, soa como uma aposta oportunista e comercial da gravadora. A ausência de composições assinadas pela intérprete – somente duas faixas são creditadas à Britney – denotam pouco envolvimento dela na construção lírica do álbum, o que torna questionável sua participação além da contribuição dos vocais, e põe em cheque a autenticidade do disco.</p>
<p>Ademais, <em>Blackout</em> ainda traz consigo velhas desconfianças à autonomia artística de Britney e sua capacidade de gerenciar o própria carreira. Acusada de ser um produto da indústria fonográfica desde seu apogeu, a artista foi colocada em estúdio para converter seu caos cotidiano em valores rentáveis para a gravadora. Amparada por compositores astutos e produtores competentes, Britney não parecia estar à frente do próprio disco, mas sim condicionada por agentes diversos com interesses não relacionados a sua saúde e bem-estar.</p>
<figure id="attachment_8720" aria-describedby="caption-attachment-8720" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-8720 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img5-e1508947944839.jpg" alt="" width="500" height="233" /><figcaption id="caption-attachment-8720" class="wp-caption-text">O ex-empresário da cantora, Sam Lufti, também é apontado como causador do colapso de Spears. Acusado de tirar proveito da má fase da artista com contratos duvidosos, ele a processou em 2009. O caso foi encerrado três anos depois através de um acordo judicial. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Composto por quinze faixas, a obra traz construções de sentido que se assemelham a relatos autobiográficos, porém não há sensação de pessoalidade. Alternando entre tons de ironia e súplica, Britney canta sobre sua relação com a mídia. Em &#8220;Gimme More&#8221;, música que dá início a <em>tracklist</em>, entoa de maneira alegórica sobre como a imprensa e o público consomem sua imagem. Fanáticos por sua degradação, pedem para que lhe deem mais – entretenimento através das polêmicas, talvez.</p>
<p>A composição seguinte, &#8220;Piece Of Me&#8221;, assume um caráter mais direto. Debochada, Britney expõe de maneira sarcástica seu impacto midiático e assume diversos papeis a ela associados pela imprensa – “<em>Senhorita meu Deus, essa Britney é sem vergonha!</em>”, “<em>Senhorita estilo de vida dos ricos e famosos</em>”, ironiza. A conturbada relação com os paparazzi e a dependência do consumo de sua imagem ganham espaço em versos adicionais.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Britney Spears - Piece Of Me (Official HD Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/u4FF6MpcsRw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Outras narrativas também são trabalhadas no decorrer do disco. Paixões luxuriosas e relações de poder entre a interlocutora e seu amante, a contemplação do amor e idealização do sujeito, o sexo e a confidencialidade, a submissão e a insegurança são temas levantados. Todavia, poucas faixas não assumem sentidos ambíguos que remetem a sexualidade.</p>
<p>O disco, como um todo, é provocativo e sexualizado. Nele, Britney deixa de lado a voz infantilizada de sua identidade artística e assume timbres maduros e sóbrios, porém diferentes daqueles mostrados em seu trabalho predecessor, <em>In The Zone</em> (2004), onde propôs uma maior versatilidade vocal. Em <em>Blackout</em>, Spears canta sem pudores.</p>
<figure id="attachment_8721" aria-describedby="caption-attachment-8721" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-8721" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img6-1024x745.jpg" alt="" width="840" height="611" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img6-1024x745.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img6-300x218.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img6-768x559.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img6-1200x873.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img6.jpg 1475w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-8721" class="wp-caption-text">Visualidade: no encarte do disco, Britney aparece com um visual contrário ao que adotou durante o restante de sua carreira. Poses insinuantes e firmes, cores fortes e escuras e o tom enegrecido produzem uma atmosfera de tensão e sensualidade. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>A sonoridade do disco, por sua vez, é genial. Com produções de Danja (&#8220;Promiscuous<i>&#8220;</i>) e Bloodshy &amp; Avant (&#8220;Toxic<i>&#8220;</i>), a progressão sonora do disco é coesa e assume tons carregados durante a maior parte do tempo. Os instrumentais são pesados e acompanham a voz de Britney enquanto apresenta nuances sedutoras, provocativas, irônicas e melódicas. Risadinhas entoam imoralidade e atrevimento nas letras cantadas e ritmos diferentes são propostos ao canto de Spears pelos vocais masculinos de Danja. Por outro lado, a cantora abusa de artifícios para corrigir a voz em algumas faixas, como &#8220;Toy Soldier&#8221;.</p>
<p>A obra influenciou diretamente os trabalhos musicais desenvolvidos no final da década passada. Responsável por oferecer um caminho alternativo à popular sonoridade de produtores como Timbaland, o disco impulsionou o EDM (Eletronic Dance Music) e contribuiu para a popularização dos sintetizadores. A sonoridade do pop moderno proposto por artistas como Lady Gaga e Katy Perry foi fortemente influenciada pelo álbum de Spears. O êxito na mesclagem entre os sons pop e eletrônico visto nos últimos anos é reflexo do impacto do álbum da artista aliado a outros fatores.</p>
<p>Inicialmente visto com desdém pela crítica especializada, o disco hoje é apontado por fãs e especialistas como o melhor trabalho musical de Spears. Moderadamente intenso, o álbum ridiculariza a imprensa. Fruto da exposição midiática desenfreada de Britney, a qual desencadeou sua pública derrocada, o trabalho expôs ainda mais a artista ao público e à mídia, carrascos impiedosos.</p>
<p>Ao direcionar seu conteúdo ao apagão pessoal da interprete, o disco e seus agentes – a gravadora, principalmente – parecem dizer à imprensa que também são capazes de lucrar em cenários inférteis. Colocada à disposição para o consumo não comedido de sua imagem, Britney, enquanto pessoa, fica à margem.</p>
<figure id="attachment_8722" aria-describedby="caption-attachment-8722" style="width: 757px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8722" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img7.jpg" alt="" width="757" height="550" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img7.jpg 757w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/10/img7-300x218.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8722" class="wp-caption-text">Vigiar e Punir: vulnerável, Britney era cercada por centenas de paparazzis em suas aparições públicas. Profissionais inconsequentes a perseguiam nas ruas e sobrevoavam sua casa à procura de um clique. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O trabalho é, apesar da qualidade incontestável, resultado imprudente da indústria musical associada à demanda da cultura popular. É a expressão última do proveito comercial de um artista em prol de suas fraquezas humanas. Ainda que soe particular, <i>Blackout</i> não é um trabalho pessoal. O disco intenciona demonstrar que Britney está ali, íntegra e debochada diante das adversidades.</p>
<p>Porém, afetada e desgastada, ela travava batalhas internas e externas. Buscava o equilíbrio psicológico-emocional e lutava pelos filhos e redefinição de seu espaço privado. Superações e restruturações eram o que pareciam interessar a ela naquele momento. O disco, portanto, era almejo de terceiros.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/udDlSRgyxMc?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p>Degrau inicial para o legítimo retorno de Spears, <i>Blackout</i> foi um clarão na discografia da artista. O disco contribuiu para que Britney mantivesse sua música em evidência até o lançamento de <em>Circus</em> (2008), seu trabalho seguinte, no qual mostrou-se artisticamente mais engajada. Encarregado de redirecionar a musicalidade da cantora, o disco ainda transformou sua relação com a imprensa. Antes vista como um alvo passivo, a postura mais agressiva proposta pela álbum, embora não tão genuína, atestam que ela não é mais tão inocente.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1ePkYcH5ZQCb1b4tQeiEDj" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></p>
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		<title>20 anos de Butterfly: a primeira emancipação de Mariah Carey</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2017 20:59:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Leandro Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leandro Gonçalves A voz única e expressiva que embalou os americanos ao cantar sobre a sua visão do amor, compartilhando suas emoções, experimentou o até então auge de seu sucesso ao declarar estar sonhando acordada. Em 1995, com pouco mais de cinco anos de carreira, Mariah Carey desfrutava do próspero caminho que trilhara desde seu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mariah-butterfly/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "20 anos de Butterfly: a primeira emancipação de Mariah Carey"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8527" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img1.jpg" alt="" width="770" height="770" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img1.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>Leandro Gonçalves</strong></p>
<p>A voz única e expressiva que embalou os americanos ao cantar sobre a sua <a href="https://www.youtube.com/watch?v=tov22NtCMC4">visão do amor</a>, compartilhando suas <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NrJEFrth27Q">emoções</a>, experimentou o até então auge de seu sucesso ao declarar <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qq09UkPRdFY">estar sonhando acordada</a>. Em 1995, com pouco mais de cinco anos de carreira, Mariah Carey desfrutava do próspero caminho que trilhara desde seu álbum de estreia autointitulado<i>. Daydream </i>(1995), seu quinto disco de estúdio, sustentava o sucesso conquistado pelo seu popular antecessor e estabelecia números expressivos, tanto para Carey quanto para a indústria fonográfica. <span id="more-8526"></span></p>
<p>Os singles do álbum renderam a cantora pouco mais de seis meses na posição mais alta da Billboard HOT 100, principal <em>chart</em> musical americana, com destaque para a faixa &#8220;One Sweet Day&#8221;<i>. </i>Feita em parceria com o grupo Boyz II Men, permaneceu na primeira colocação por dezesseis semanas consecutivas e foi peça central para as <a href="https://www.grammy.com/grammys/artists/mariah-carey">6 indicações ao Grammy</a> recebidas pela cantora naquele ano.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/2mae3TumP68?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p>Porém, a 38ª edição do Grammy não deu continuidade à fantasia de Mariah. Tida como favorita a conquistar os gramofones, a intérprete que dominou o cenário musical nos anos anteriores à 1996 perdeu em todas as categorias em que concorria. Ao ter seus feitos ignorados pela academia do maior prêmio da música, Carey testemunhou que a indústria não se curva a qualquer artista, sejam quais forem suas conquistas.</p>
<p>Internalizando a decepção, Mimi deu continuidade a seus trabalhos e lançou, em setembro de 1997, <i>Butterfly</i>, seu intimista sexto álbum de estúdio. O disco completa duas décadas de lançamento e é reconhecido como um importante divisor de águas para Carey, redirecionando a musicalidade e marcando a discografia da artista.</p>
<p>Composto por doze faixas, a obra mantém impresso em si o habitual R&amp;B de Mariah, mas rompe com a pegada pop iniciada no <i>Music Box </i>(1993). O álbum explora a sonoridade mais sóbria do hip-hop, abordagem timidamente proposta em <em>Daydream</em> e que se mantém característica da artista, tendo como ápice o aclamado <i>The Emancipation Of Mimi </i>(2005). Creditada como produtora ao lado de nomes como Stevie J (&#8220;Mo Money Mo Problems&#8221;) e Walter Afanasieff (&#8220;My Heart Will Go On&#8221;), Mariah compôs quase todas as letras do disco, com exceção de &#8220;The Beautiful Ones (feat Dru Hill)&#8221;, assinada pelo saudoso <a href="http://personaunesp.com.br/prince-chuva-virou-tempestade/" target="_blank" rel="noopener">Prince</a>.</p>
<p>O envolvimento de Carey na concepção do trabalho vai além de seu nome grafado nos créditos. <em>Butterfly</em> traz consigo uma emotividade ímpar através de relatos líricos de Mariah envolvendo seus sentimentos, os quais podem ser facilmente associados ao casamento conturbado com o executivo musical Tommy Mottola.</p>
<figure id="attachment_8530" aria-describedby="caption-attachment-8530" style="width: 408px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8530" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img2.jpg" alt="" width="408" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img2.jpg 408w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img2-204x300.jpg 204w" sizes="auto, (max-width: 408px) 85vw, 408px" /><figcaption id="caption-attachment-8530" class="wp-caption-text">Mariah e Tommy viveram um relacionamento problemático. Responsável pelo lançamento da artista na indústria musical no início da década de noventa, Mottola foi acusado por Carey de abuso mental e emocional. Eles se casaram em 1993 e a união durou aproximadamente quatro anos (Foto: Marion Curti)</figcaption></figure>
<p>Em &#8220;Honey&#8221; e &#8220;Butterfly&#8221;, faixas que iniciam o álbum, Mariah relata um relacionamento desgastado e emocionalmente abusivo. Na primeira, canta sobre a dependência que sente em relação ao amante e como isso a afeta. Enquanto a letra soa despretensiosa e não necessariamente referente ao seu casamento – a composição lírica da música não reflete o relacionamento conflituoso que vivia –, o recado parece claro no clipe. Ela está presa em uma mansão, mantida em cativeiro por um homem esteticamente semelhante ao ex-marido. Guiada pela sonoridade envolvente da faixa, a cantora inicia uma fuga como alegoria de um desprendimento amoroso.</p>
<p>Já na faixa título, Mariah fala sobre a necessidade de deixar o companheiro partir, após uma transformação. Mesmo o amando intensamente, reconhece que é fácil se render à medos opressivos e que o aprisionamento de um em relação ao outro não é a melhor opção. No entanto, se em &#8220;Butterfly&#8221; canta sobre deixar o amante voar, em faixas seguintes declara estar junto a ele sempre que este chamar.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mariah Carey - Honey (Official 4K Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/w3KOowB4k_k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Como um todo, o disco não segue a proposta agitada do pontapé inicial, não abusando da potente voz de Carey como em seus trabalhos anteriores. A sonoridade é mais pesada, tranquila, e Mariah canta em um tom mais baixo que o habitual quase o tempo todo. As dramáticas e declarativas &#8220;My All&#8221; e &#8220;Whenever You Call&#8221; e a releitura da faixa título, &#8220;Fly Away (Butterfly Reprise)&#8221;, são exceções junto a &#8220;Honey&#8221;. Nelas, Mariah explora a sua voz da típica forma que a tornou famosa pela potência vocal &#8211; seu famoso <em>whistle</em> é ouvido ao fundo durante quase toda a reprodução de &#8220;Fly Away&#8221;, por exemplo. Por outro lado, vocais masculinos de apoio dão profundidade à algumas outras músicas. No geral, as faixas que compõem o trabalho possuem a característica progressão musical de Carey: com um início calmo, elas explodem em vocais poderosos do meio para o fim.</p>
<p>Outros destaques são o embalo rítmico da romântica &#8220;Babydoll&#8221;, onde a insônia de Carey aparece como plano de fundo de seus anseios amorosos cantados em uma narrativa uniforme, e a reiteração feita por &#8220;Fly Away&#8221;, repetindo para que seu companheiro não tenha medo de voar. O entrosamento instrumental na transição de algumas músicas traz uma ótima fluidez ao álbum.</p>
<p>A intérprete entoa, também, composições de superação, abordando assuntos como o amadurecimento no que pode ser entendido como a maneira com que lidou com derrotas pessoais e em sua carreira, como na derradeira noite do Grammy de 1996. A parceria com Dru Hill e a faixa &#8220;Outside&#8221; encerram o disco trazendo em sua letra inseguranças e incertezas de Mariah, além da afirmação de que “pessoas bonitas machucam”, talvez uma alusão a decepção sentida em seu relacionamento com Mottola.</p>
<figure id="attachment_8532" aria-describedby="caption-attachment-8532" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8532" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img3.jpg" alt="" width="736" height="537" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img3.jpg 736w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/img3-300x219.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8532" class="wp-caption-text">Símbolo de transformação: com Butterfly, além de redirecionar seu estilo, Mariah também encarnou uma mulher poderosa e aliou sua sensualidade, contida até então, ao seu indiscutível talento (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Definido pela revista Rolling Stone como um álbum de transição, <i>Butterfly</i> foi essencial na demarcação da musicalidade de Carey. Responsável por aliar o r&amp;b próprio de Mariah ao hip hop, enriquecendo as poderosas baladas da cantora com uma sonoridade mais urbana e contemporânea, o disco redirecionou o trajeto musical da artista influenciando diretamente na consolidação de sua identidade artística. Filho pródigo do <i>Daydream, </i>antecessor visionário de <i>The Emancipation</i>, <i>Butterfly</i> é um disco coeso, uma aposta arriscada de uma artista que mesmo no seu auge buscou por renovação. É uma declaração de independência de uma mulher antes presa a um relacionamento corrosivo.</p>
<p>A artista canalizou suas inspirações emocionais, transformando a própria vivência em um de seus trabalhos mais notáveis. Mariah tornou o próprio enredo em entretenimento. Ao capitalizar sua narrativa particular, Carey atraiu burburinhos para si e seu trabalho em uma manobra característica da cultura pop: lucrar com questões ou momentos que parecem desfavoráveis.</p>
<p>Além disso, apesar de não ser pioneira na mesclagem de estilos proposta em <i>Butterfly</i>, o sucesso de Mariah e seu disco em questão influenciou diretamente no surgimento de artistas na segmentação r&amp;b/hip hop. Nomes como Aaliyah, <a href="http://personaunesp.com.br/lemonade-amor-confianca-empoderamento/" target="_blank" rel="noopener">Beyoncé</a> – principalmente em seus primeiros trabalhos – e Ciara, dentre outros, são reflexos do impacto da artista e da abordagem de seu trabalho na indústria fonográfica.</p>
<p>Mesmo que carregado de pessoalidade, o trabalho ainda soa como um claro recado comercial a aqueles que se negaram a reconhecer a qualidade de uma artista que em pouco tempo tomou para si inúmeras conquistas. Até então presa a um casulo estruturado por expectativas alheias e emoções erosivas, libertou-se através de seu talento e idealismo, tendo seus sentimentos emancipados e suas perspectivas artísticas expandidas. Ainda que tenha despertado de sua fantasia, deixando de sonhar acordada, aquela menina-mulher desmoronando por dentro e que esteve prestes a cair acordou a tempo, como enunciado por Mariah Carey nos versos que dão fim ao início de seu público amadurecimento pessoal e profissional.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/7aDBFWp72Pz4NZEtVBANi9" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></p>
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