Um garoto com uma câmera, em Yalla Parkour

Cena do filme Yalla Parkour Na imagem, um garoto está de costas para a câmera, de ponta-cabeça na beirada de um topo de um prédio. Ele se apoia com as mãos e deixa as pernas abertas, em posição de V. No fundo, está a cidade de Gaza, com vários prédios e um céu azul com nuvens claras no horizonte. O garoto palestino veste uma camisa azul clara, tênis e calça moletom cinza.
O documentário foi exibido no Festival de Berlim (Foto: Kinana Films)

Davi Marcelgo 

Em 1929, quando o cineasta Dziga Vertov criou um dos mais emblemáticos filmes da história, Um Homem com uma Câmera, ele não apenas fundamentou a montagem como uma das principais linguagens do Cinema, mas documentou aquele período da União Soviética. Os avanços da tecnologia, a desigualdade social, os meios de transporte, rituais da época, tudo é registrado a partir daquele indivíduo que perambulou pela cidade e privilegiou seu olhar para reunir vários acontecimentos e relacioná-los. Enquanto Vertov brinca de mágico por meio da sequência das imagens, a diretora Areeb Zuaiter (e o garoto Ahmed Matar), em Yalla Parkour, imprime Gaza por outro tipo de encantamento. Continue lendo “Um garoto com uma câmera, em Yalla Parkour”