Entre a balada, o amor e o gótico: a versatilidade como caos organizado em Mayhem de Lady Gaga

Capa do álbum MAYHEM (2025) de Lady Gaga. Imagem em preto e branco, o rosto da cantora está parcialmente visível através de um vidro quebrado, criando um efeito de distorção e duplicação de sua imagem. Ela tem uma expressão séria, com maquiagem suave e cabelo curto e escuro, bagunçado, caindo sobre os ombros. A composição transmite uma atmosfera introspectiva, artística e levemente melancólica.
“Estou remontando um espelho quebrado: mesmo que você não possa juntar as peças perfeitamente, você pode criar algo lindo e completo da sua própria maneira” (Foto: Frank Lebon – Universal Music)

Sofia Ferreira Santos

Ao longo de sua carreira, Lady Gaga consolidou-se como uma criadora de extremos: do pop dançante de The Fame (2008) à densidade conceitual de ARTPOP (2013), da vulnerabilidade íntima de Joanne (2016) à catarse eletrônica de Chromatica (2020). Essa habilidade de transitar entre o espetáculo e a confissão, entre o acessível e a experimentação, alimentou expectativas intensas do público e da crítica a cada novo lançamento. MAYHEM (2025), portanto, surge não apenas como o oitavo álbum de estúdio da estrela, mas como uma produção que dialoga com essa herança: um retorno à teatralidade sombria de Born This Way, às canções confessionais de Joanne e à energia catártica de Chromatica

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