Na tentativa de criar uma melodia, o canto de Cigarras se torna um ruído maçante 

Na imagem, há duas mulheres brancas de perfil encarando o horizonte. Ambas possuem os olhos e cabelos claros. A mulher ao centro da imagem está vestindo uma camisa escura e brincos de argolas dourados. Ao fundo, é possível ver vegetações desfocadas na cor verde.
O olhar absorto de Isabell transmite o trabalho genial de Nina Hoss diante das câmeras (Foto: Lupa Film)

Victor Hugo Aguila

O preço a ser pago pelo empenho de salvar o mundo, às vezes, é a própria sanidade. Ao integrar a seleção de Perspectiva Internacional da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Cigarras apresenta Isabell, uma mulher responsável pelo cuidado dos pais idosos enquanto tenta salvar seu casamento em crise. Em meio ao caos, ela conhece Anja, uma mãe solo que tenta arduamente sobreviver em uma realidade precária. Com uma fotografia (Judith Kaufmann) característica do Cinema europeu – com tons frios bem marcados e o uso narrativo da paisagem – o roteiro (Ina Weisse) previsível torna o longa um forte ponto de desvio da atenção. 

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